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	<title>1001 Gatos</title>
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		<title>Aquela coisinha chamada amor</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Aug 2009 22:05:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ibrahimcesar</dc:creator>
				<category><![CDATA[FNORD]]></category>

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		<description><![CDATA[
Devo dizer de antemão que me considero um romântico. Não no sentido de poeta que morre bem jovem, mas você entende o que quero dizer. No filme &#8220;Vicky Christina Barcelona&#8221;, do Woody Allena, em determinado momento se diz que o amor romântico só atinge sua plenitude na sua impossibilidade. Não foi dito com essas palavras [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://1001gatos.org/wp-content/uploads/2009/08/25779726-300x200.jpg" alt="Dirt Road" title="Dirt Road" width="300" height="200" class="aligncenter size-medium wp-image-2624" /></p>
<p>Devo dizer de antemão que me considero um romântico. Não no sentido de poeta que morre bem jovem, mas você entende o que quero dizer. No filme &#8220;Vicky Christina Barcelona&#8221;, do Woody Allena, em determinado momento se diz que o amor romântico só atinge sua plenitude na sua impossibilidade. Não foi dito com essas palavras e nem vou me dar ao trabalho de googlear isso, mas enfim, quero discutir a ideia presente aí. &#8220;Para sempre incompletos, e sem saber por quê, como as pistas de um crime nos olhos de um homem morto&#8221;, nos diz um poeta inglês em &#8220;This House Is a Circus&#8221;. Parece ser, como um defeito de fábrica, característica básica dos seres humanos essa sensação de falta, de necessidade de completude. Há dias em que eu acordo, me sinto o garoto mais triste do universo e declaro secretamente em meu quarto independência de qualquer outra criatura. &#8220;Eu não preciso de pessoas!&#8221;, eu digo a mim mesmo. Então recebo às 10 da manhã a ligação de uma garota me pedindo uma ajuda banal, como emprestar algo, e volto à estaca zero.</p>
<p><img src="http://1001gatos.org/wp-content/uploads/2009/08/LOVE_IS_-211x300.jpg" alt="LOVE_IS_" title="LOVE_IS_" width="211" height="300" class="aligncenter size-medium wp-image-2625" /></p>
<p>Pois bem, e nessa busca por plenitude nós esbarramos no amor. Ah, o amor. É uma palavra estranha, dotada de polissemia incrível. Alguns são trancendentais, outros apenas estúpidos. Para mim, em todas as vezes que me senti em tal estado, foi como uma grande desgraça, um parasita monstruoso, um estado permanente de emergência que arruina todos os pequenos prazeres. E não passa de dopamina. O pequeno neurotransmissor do amor romântico, tal como conhecemos. Já a infatuação, mais conhecido por aí como paixão e mais comum em adolescentes (períodos de intensa obsessão para depois apenas gravidez indesejada ou corações quebrados em pouco tempo, são causados pela norepinefrina). [Fonte: Você não precisa acreditar em mim] Uma pequena área em nossos cérebros, um bando estúpido de células criam a dopamina, um estimulante natural e depois a envia para várias regiões do cérebro quando alguém está apaixonado. E é a mesma região e a mesma área afetada quando alguém usa cocaína.</p>
<p>Oh, sim. Paixão! Sexo! Narcóticos!</p>
<p><img src="http://1001gatos.org/wp-content/uploads/2009/08/PSUHING1-300x111.jpg" alt="PSUHING1" title="PSUHING1" width="300" height="111" class="aligncenter size-medium wp-image-2627" /></p>
<p>Por que será que eu suspeito que isso não acaba bem?</p>
<p>Porque essas ligações químicas em seu cérebro não são feitas para durar, todas elas. A paixão que você alimenta é a paixão que você mata. O sentimento mais belo da humanidade, do qual ordinariamente se escreve todas as histórias&#8230; Não passa de um pico de narcótico, um estado temporal de mania.</p>
<p><img src="http://1001gatos.org/wp-content/uploads/2009/08/UU8SF00D-300x225.jpg" alt="UU8SF00D" title="UU8SF00D" width="300" height="225" class="aligncenter size-medium wp-image-2628" /></p>
<p>Estar apaixonado, ter uma quedinha por alguém é lindo&#8230; Mas nossos corpos não podem ficar nesse estado o tempo todo. A serotonina, outro neurotransmissor associado com obsessão e depressão, é enormemente afetado &#8211; na verdade vai a níveis moleculares &#8211; com a chegada do romance e a dopamina. Pessoas recentemente apaixonadas e aquelas com desordem obsessivo-compulsiva demonstram os mesmos níveis dessas substâncias. Em outras palavras, a dopamina parece suprimir a serotonina, o que por sua vez dispara comportamentos obsessivo-compulsivos.</p>
<p>Ou seja, aquela coisinha chamada amor não irá salvar o seu dia.</p>
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		<title>O Dia em Que São Paulo Parou</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Jul 2009 11:19:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ibrahimcesar</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[1932]]></category>
		<category><![CDATA[9 de Julho]]></category>

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		<description><![CDATA[9 de Julho. É ponto facultativo aqui no Estado de São Paulo. Motivo: &#8220;Revolução Constitucionalista&#8221;. Aprendemos algo sobre isso na escola, a maior parte dizendo que foi quando os paulistas exigiram a criação da constituição brasileira contra os planos de Getúlio Vargas. Isso é o fato congelado. E uma das leituras, de um dos discursos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span class="drop_cap">9</span> de Julho. É ponto facultativo aqui no Estado de São Paulo. Motivo: &#8220;Revolução Constitucionalista&#8221;. Aprendemos algo sobre isso na escola, a maior parte dizendo que foi quando os paulistas exigiram a criação da constituição brasileira contra os planos de Getúlio Vargas. Isso é o fato congelado. E uma das leituras, de um dos discursos, que justificaram o que aconteceu em 1932.</p>
<p>Trabalhar no Arquivo Público e Histórico do Município de Rio Claro tem sido uma experiência única. Estou aprendendo um bocado em um projeto que em breve poderei compartilhar mais informações. Lá tive contato com jornais, fotos e publicações da época &#8211; incluindo um manual de combate para os voluntários.</p>
<p>Chega a ser estranho, mas nós tivemos uma guerra bem aqui, em 1932. Santos Dumont, por exemplo, é ainda que indiretamente, uma fatalidade da época já que resolveu se suicidar quando viu um avião bombardeando Santos.</p>
<p>Estou escrevendo meu terceiro livro, mas o segundo se trata basicamente de um movimento separatista no Estado de São Paulo. A verdade é que eu escrevo histórias subjetivas, do ponto de vista dos indivíduos (nesse caso grupo, já que a voz narrativa é a primeira pessoa do plural) e não fiz uma pesquisa história realmente profunda. Um dos motivos que de não o ter lançado foi justamente que, ao trabalhar no Arquivo, descobri que o movimento separatista já existiu por aqui, em 1932 aliás circulou um jornal chamado &#8220;O Separatista&#8221;, e seria uma vergonha publicar um material sem as preciosidades que escavei e que continuo descobrindo.</p>
<p><img src="http://1001gatos.org/wp-content/uploads/2009/07/separatista.jpg" alt="separatista" title="separatista" width="350" height="234" class="aligncenter size-full wp-image-2617" /></p>
<p>Por exemplo, na página 1, &#8220;O Separatista&#8221;, número 2, de Abril de 1932, se lê (preservarei a grafia da época):</p>
<blockquote><p>O grande paiz visinho &#8211; o Brasil está atravessando uma crise economica da maior gravidade. [...] Deixemos morrer em paz esse paiz amigo &#8211; Elle está condenado. Na hora saberemos bradar &#8220;às armas&#8221;!</p></blockquote>
<p>No jornal podemos ler algumas justificativas mais filosóficas, econômicas, mas também, beirando à discriminação social e ética. Mas aquilo é um discurso, uma leitura da época que, sem juízos de valores, justificativa&#8230; é sensacional de se olhar. É como ter um telescópio para poder olhar como pensavam aquelas pessoas e que ideias fervilhavam em suas cabeças que os levaram a fazer coisas como essa pequena, obscura e ignorada guerra civil da qual ouvimos falar, mas pouco sabemos.</p>
<p><img src="http://1001gatos.org/wp-content/uploads/2009/07/soldados.jpg" alt="soldados" title="soldados" width="350" height="230" class="aligncenter size-full wp-image-2618" /></p>
<p>O que eles sentiam? É o que sempre vem à minha mente ao pensar nesses conflitos, aliás, ao pensar em qualquer tipo de conflito. Por exemplo, eu lembro quando em 12 de Maio de 2006, São Paulo <em>literalmente</em> parou. Lojas fecharam, pessoas ficaram em casa ouvindo a rádios, televisões, etc. Os telefones ficaram com problemas devido a congestionamento de linhas e o pavor no ar, deixando a todos apreensivos com medo das ações e atos de violência do PCC. Foi o mais perto, creio eu, que coletivamente nós paulistas passamos pela psicologia de viver em um ambiente de conflito, ainda que, é claro, possa-se argumentar que de certa forma, nós vivamos 24 horas em uma zona de conflito, ainda que não declarado.</p>
<p>Eu tinha um professor de Geogria, o Sr. Rubens, que dizia uma frase que eu sempre lembro: Os tempos mudam os fatos se repetem. A barbárie nunca se vai &#8211; ela está dentro de nós.</p>
<p class="alert"> As imagens aqui expostas forma escaneadas e fotografadas por mim com base em documentos localizados no Arquivo Público e Histórico do Município de Rio Claro.</p>
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		<title>1001 Gatos de Volta!</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Jun 2009 18:47:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ibrahimcesar</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Olá a todos que eventualmente acabam passando por aqui. Quero oficializar a volta do 1001 Gatos da terra dos mortos com esta nova postagem. O que aconteceu foi o seguinte: Tive alguns problemas com o servidor antigo e tive que migrar tudo para cá. O processo teria sido muito mais rápido e menos traumático caso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá a todos que eventualmente acabam passando por aqui. Quero oficializar a volta do 1001 Gatos da terra dos mortos com esta nova postagem. O que aconteceu foi o seguinte: Tive alguns problemas com o servidor antigo e tive que migrar tudo para cá. O processo teria sido muito mais rápido e menos traumático caso eu tivesse mais tempo disponível. Com a faculdade, o estágio e mais meus projetos pessoais não pude lidar com a logística da mudança.</p>
<p>Hoje, 28 de Junho, após gastar toda a minha manhã de domingo engrentando erros de importação do banco de dados, arquivos e arquivos finalmente consegui colocar o 1001 de volta! Claro, falta um milhão de pequenos ajustes mas o que importa é que já está no ar. Espero que para o bem <img src='http://1001gatos.org/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Olá, mundo!</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Jun 2009 18:38:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Bem-vindo ao WordPress. Esse é o seu primeiro post. Edite-o ou exclua-o, e aí comece a brincadeira!
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bem-vindo ao WordPress. Esse é o seu primeiro post. Edite-o ou exclua-o, e aí comece a brincadeira!</p>
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		<title>Dia da Terra &#8211; Grandes Mudanças Começam por Você!</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Apr 2009 15:02:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[A vida, o universo e tudo mais]]></category>
		<category><![CDATA[ambientalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Dia da Terra]]></category>
		<category><![CDATA[Earth Day]]></category>
		<category><![CDATA[movimento azul]]></category>

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		<description><![CDATA[ crédito: woodleywonderworks
Adam Werbach já militou pelo Greenpeace e pelo movimento verde. Mas hoje, ele trabalha com grandes empresas como o Wal-Mart. Traidor do movimento punk? Judas? Não. Ele é apenas um pensador diferenciado e trabalha para salvar o mundo. Em artigo publicado no Guardian, ele prega que devemos superar o movimento verde em direção [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.flickr.com/photos/73645804@N00/440672445/" title="Atlas, it's time for your bath" target="_blank"><img src="http://farm1.static.flickr.com/197/440672445_69ed634b34.jpg" alt="Atlas, it's time for your bath" border="0" /></a><br /><small><a href="http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/" title="Attribution License" target="_blank"><img src="http://1001gatos.org/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" alt="Creative Commons License" border="0" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> crédito: <a href="http://www.flickr.com/photos/73645804@N00/440672445/" title="woodleywonderworks" target="_blank">woodleywonderworks</a></small></p>
<p><strong><span class="drop_cap">A</span>dam Werbach</strong> já militou pelo Greenpeace e pelo movimento verde. Mas hoje, ele trabalha com grandes empresas como o Wal-Mart. Traidor do movimento punk? Judas? Não. Ele é apenas um pensador diferenciado e trabalha para salvar o mundo. Em <a href="http://commentisfree.guardian.co.uk/adam_werbach/2008/04/birth_of_the_blue_movement.html">artigo publicado no Guardian</a>, ele prega que devemos superar o movimento verde em direção ao movimento azul.</p>
<p>Movimento Azul?</p>
<p>Citando e traduzindo:</p>
<blockquote><p>O “movimento azul” é uma plataforma para sustentabilidade que vai além do lindo verde do ambientalismo. O verde coloca o planeta no centro da discussão. O azul coloca as pessoas no centro. Para muitas pessoas, o verde significa escolher o ambiente, a natureza e a atmosfera sobre tudo mais. O azul significa que você não têm que escolher. Reconhece que as pessoas acreditam que a mudança climática está acontecendo, mas sabe que nós também queremos no sentir bem com a forma que ficamos no espelho e a forma com que nossas crianças nos olham na mesa de jantar. O azul entende que as pessoas querem diversão, não culpa, e um pouco de dinheiro em seus bolsos, então, não temos que negociar em mais uma coisa em nossas vidas.</p></blockquote>
<p>Resumindo, o movimento azul não se foca em desenvolver e aplicar medidas para recuperar florestas, salvar animais e tudo mais (o que não significa que isso é deixado de lado), mas se foca na consciência das pessoas e a forma com que interagem com o mesmo. Segundo Adam espera-se do movimento:</p>
<ol>
<li>Melhorar mensuravelmente a vida das pesssoas que aderirem</li>
<li>Engajar tantas pessoas quanto possível nesse esforço</li>
<li>Aumentar a efetividade de seu ativismo</li>
</ol>
<p>Ele acredita que a melhor forma de aumentar a consciência e o impacto das ações indivíduais é engajar as pessoas como consumidores, como pessoas que compram, pois isso levará a mudanças de larga escala. Ora, reclamamos das companhias destruidoras do ambiente, mas quem sustenta as mesmas, dando o aval passivo para que continuem? Se a demanda fosse diferente, eles mudariam seus métodos. Para eles, o objetivo, o lucro, seria o mesmo. A diferença estaria no consumidor.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/13172875@N08/2633772161/" title="Planet Earth (III)" target="_blank"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3116/2633772161_a1b56ca22d.jpg" alt="Planet Earth (III)" border="0" /></a><br /><small><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/2.0/" title="Attribution-NonCommercial License" target="_blank"><img src="http://1001gatos.org/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" alt="Creative Commons License" border="0" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> crédito: <a href="http://www.flickr.com/photos/13172875@N08/2633772161/" title="Aaron Escobar™" target="_blank">Aaron Escobar™</a></small></p>
<p>O famoso ladrão Willie Sutton, foi perguntado uma vez por que ele roubava bancos. Sua resposta: “Porque é onde o dinheiro está”. Por isso, ele trabalha com corporações como o Wal-Mart, por que é onde as pessoas estão. E ele sugere 3 P’s que podem ser usados para reinventar nossos hábitos de compra: preço, propósito e processo.</p>
<p><strong>Preço: </strong>Nós precisamos democratizar a sustentabilidade e fazê-la disponível a todos. Você não teria de ser rico para contribuir para uma sociedade sustentável. Embora grande parte do custo em nosso país seja responsabilidade dos produtores e impostos, devemos nos focar em comprar produtos locais. Produtos locais costumam custar mais barato pois não tiveram gasto em transportes (que poluem o ambiente) e ainda geram empregos em sua comunidade.</p>
<p><strong>Propósito:</strong> Qual o propósito do que você está comprando? Você precisa disso? Isso combina com as práticas saudáveis de sua vida? Pode parecer prosaico, mas a maioria dos consumidores compra coisas que não precisa apenas por impulso.</p>
<p><strong>Processo:</strong> Qual foi o processo para fazer o produto? Foi gasto muita energia? Usa petróleo ou pesticidas? Os trabalhadores receberam um salário justo? Como você pode lidar com os resíduos? Essa exige um pouco mais de consciência do consumidor e pede que ele saia da simples passividade de tirar o produto mais colorido da prateleira. Ou quando você comprar aquele eletrônico pirata em uma feira, sorrindo por ter pagado bem menos que seu primo idiota, mas nem sabe que aquele aparelho custa barato mesmo vindo de navio do outro lado do mundo por que eles empregam mão de obra barata, não alfabetizada, sem especialização e muitas vezes, infantil.</p>
<p>Na próxima vez que for comprar algo, pense se você é consciente de todos os P’s envolvidos. Que tal começar a mudança por você mesmo?</p>
<p>As trocas econômicas em sociedades capitalistas como a que temos, são os grandes termômetros e criadores de demanda. Se as pessoas pararem de comprar determinado produto por ser ruim ao planeta, as empresas arranjaram outra forma de ganhar dinheiro. É lógica simples. Enquanto houver consumidores para casacos de pele, animais serão mortos. É no ato da compra que vaticinamos ou não determinadas posições em relação ao meio ambiente ou a qualquer outra questão, incluindo trabalho escravo, etc. E tudo isso, é claro, depende de pequenas ações de indivíduos. É fácil usar o esquema da &#8220;Falácia do Nirvana&#8221;, e dizer &#8220;eu não vou deixar de usar CFC, por que não arrumar o buraco na camada de ozônio&#8221;. Talvez uma só ação não faça muito, mas o importante é saber que um dia você fez parte da mudança.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/21313845@N04/2402698820/" title="Dollars !" target="_blank"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3219/2402698820_6606b5ca8a.jpg" alt="Dollars !" border="0" /></a><br /><small><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nd/2.0/" title="Attribution-NoDerivs License" target="_blank"><img src="http://1001gatos.org/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" alt="Creative Commons License" border="0" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> crédito: <a href="http://www.flickr.com/photos/21313845@N04/2402698820/" title="pfala" target="_blank">pfala</a></small></p>
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		<title>Fui Hackeado!</title>
		<link>http://1001gatos.org/fui-hackeado/</link>
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		<pubDate>Tue, 21 Apr 2009 12:55:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Semana]]></category>
		<category><![CDATA[falha de segurança]]></category>
		<category><![CDATA[hakeado]]></category>
		<category><![CDATA[Wordpress]]></category>

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		<description><![CDATA[ crédito: OndraSoukup
Parece uma eternidade desde a última vez que me sentei para digitar algo inédito e espontâneo no editor do Wordpress. E é justamente a modalidade de artigo que mais me dá prazer e sempre foi a essência da minha blogagem. Esta não será mais uma postagem do tipo: &#8220;Eu não estou com tempo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.flickr.com/photos/59089413@N00/169802213/" title="ms_pwned" target="_blank"><img src="http://farm1.static.flickr.com/58/169802213_34ad2a945f.jpg" alt="ms_pwned" border="0" /></a><br /><small><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/2.0/" title="Attribution-NonCommercial License" target="_blank"><img src="http://1001gatos.org/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" alt="Creative Commons License" border="0" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> crédito: <a href="http://www.flickr.com/photos/59089413@N00/169802213/" title="OndraSoukup" target="_blank">OndraSoukup</a></small></p>
<p><span class="drop_cap">P</span>arece uma eternidade desde a última vez que me sentei para digitar algo inédito e espontâneo no editor do Wordpress. E é justamente a modalidade de artigo que mais me dá prazer e sempre foi a essência da minha blogagem. Esta não será mais uma postagem do tipo: &#8220;Eu não estou com tempo para postar&#8221;, pois tudo se trata de prioridades. No momento estou com dois estágios, um remunerado e outro não, participando de algumas coisas e tentando, e é bom ser realmente enfático no <em>tentando</em>, revisar, reescrever e lançar meu segundo livro o mais breve possível. Pois bem, nessa vida com novas prioridades, os blogs que mantinha foram deliberadamente deixados de lado.</p>
<p>Meu <a href="http://ibrahimcesar.com/">blog pessoal</a> foi provavelmente o que mais sofreu. Lá, publico traduções e textos mais elaborados e grandes. Com uma abordagem mais séria e de utilidade do que eu normalmente publico aqui no 1001 Gatos. O descaso foi tamanho que nem liguei de atualizar o Wordpress do mesmo. E isso, meus amigos, foi um erro.</p>
<h3>Owned!</h3>
<p>Foi por causa disso que um belo dia, ele foi hackeado. O hacker entrou no Wordpress explorando uma falha de segurança, alterou minha senha e modificou a página inicial, exibindo a imagem abaixo (clique para resolução maior):</p>
<p><a href="http://1001gatos.org/wp-content/uploads/2009/04/captura_de_tela.png"><img src="http://1001gatos.org/wp-content/uploads/2009/04/captura_de_tela-300x185.png" alt="captura de tela após o ataque" title="Owned!" width="300" height="185" class="aligncenter size-medium wp-image-2606" /></a></p>
<p>Como fiquei meio atrapalhado pedi ajuda através do Twitter, a mesma ferramenta que digo ser completamente inútil. Em menos de cinco minutos encontro duas pessoas que me ajudaram a superar os problemas e ter o controle do meu blog novamente: <a href="http://chesini.frih.org/">Chesini</a> e <a href="http://anderssauro.com/">Anderssauro</a>.</p>
<p>Só penso porque um sujeito gasta seu tempo livre fazendo isso com blogs de pouca ou nenhuma expressividade.</p>
<h3>Para mudar, você tem de perder tudo</h3>
<p>A &#8220;lição&#8221; do Clube da Luta parece ser verdadeira. Nós precisamos passar por algum tipo de desastre ou evento &#8220;perde tudo&#8221; para nos mexermos e realmente fazermos o que importa. Eu só me tornei um sujeito que salva tudo regularmente e possui backups depois de <a href="http://1001gatos.org/backup-forrest-backup/">um incidente</a> em que perdi TODOS meus arquivos.</p>
<p>Mas ser atacado teve um outro efeito, esse benéfico: Mostrou o quanto eu importo com o blog e o quanto isso é importante para mim. Me mostrou que deixando isso de lado, eu estou perdendo algo extremamente válido e importante para mim. É por isso que vou colocar o blog novamente entre minhas prioridades. Só não vou mais conseguir manter dois blogs correndo ao mesmo tempo, motivo pelo qual o conteúdo do meu blog pessoal vai migrar lentamente para cá.</p>
<p>E se tem outra coisa que eu aprendi foi: atualize seu Wordpress. SEMPRE!</p>
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		<title>O Zen do Linux</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Apr 2009 14:44:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator></dc:creator>
				<category><![CDATA[Desinformação]]></category>
		<category><![CDATA[buda]]></category>
		<category><![CDATA[budismo]]></category>
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		<category><![CDATA[computadores]]></category>
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		<description><![CDATA[Ninguém mais notou?



O Tux é o Buda dos computadores. Mais uma divindade para os caoístas.
Observação: esta é a postagem de número 1001 deste blog. Isso tem um Significado Oculto. Tentem descobrir.  
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			<content:encoded><![CDATA[<p><span class="drop_cap">N</span>inguém mais notou?</p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignleft" src="http://images.uncyc.org/pt/6/68/Buda_1234124.jpg" alt="" width="224" height="300" /><img class="aligncenter" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/3/35/Tux.svg/334px-Tux.svg.png" alt="" width="193" height="226" /></p>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">O Tux é o Buda dos computadores. Mais uma divindade para os caoístas.</p>
<p style="text-align: left;">Observação: esta é a postagem de número 1001 deste blog. Isso tem um Significado Oculto. Tentem descobrir. <img src='http://1001gatos.org/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Os Perigos do &#8220;Hitismo&#8221;, Cauda Longa de Chris Anderson</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Apr 2009 18:05:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tendências]]></category>
		<category><![CDATA[Cauda Longa]]></category>
		<category><![CDATA[Chris Anderson]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta postagem é a publicação de um trecho do livro &#8220;A Cauda Longa, do mercado de massa para o mercado de nicho&#8221; de autoria de Chris Anderson. É um livro seminal em se tratando da nova economia da internet e sua leitura é altamente recomendada. O trecho, que se inicia na página 164 da primeira [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="alert">Esta postagem é a publicação de um trecho do livro &#8220;<a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/1644179/cauda+longa:+do+mercado+de+massa+para+o+mercado+de+nicho,+a/?franq=167895">A Cauda Longa, do mercado de massa para o mercado de nicho</a>&#8221; de autoria de <a href="http://www.longtail.com/the_long_tail/">Chris Anderson</a>. É um livro seminal em se tratando da nova economia da internet e sua leitura é altamente recomendada. O trecho, que se inicia na página 164 da primeira impressão, é reproduzido abaixo com o objetivo de divulgação.</p>
<p><span class="drop_cap">D</span>emorará algum tempo para que desaprendamos as lições do século passado em distribuição da escassez. Mas estamos começando a fazê-lo, com a primeira geração que está crescendo on-line.</p>
<p>Em 2001, a primeira onda de &#8220;nativos digitais&#8221; atingiu a maioridade. Crianças que começaram a usar a Internet aos 12 anos, em 1995, completaram 18 anos (início da faixa dos 18 aos 34 anos, altamente cobiçada pelos anunciantes). Principalmente os machos da espécie estavam vendo menos televisão. Ao se depararem com a escolha entre variedade infinita e facilidade de fuga dos anúncios on-line, em comparação com as redes de TV, eles tendiam a optar pela primeira &#8211; os níveis de audiência de televisão nessa faixa começaram a cair pela primeira vez em meio século.</p>
<p>Embora ainda pequena, a mudança é real. O público está se deslocando do broadcast para a Internet, onde predomina a economia de nicho. Dispondo de mais escolhas, também estavam deslocando sua atenção para o que valorizavam mais &#8211; e aí não enquadravam fórmulas convencionais, com muitos comerciais. Na expressão de Haque, os consumidores estão começando a reassumir o controle de sua atenção, ou pelo menos a valorizá-la mais.</p>
<p>A lição para a indústria do entretenimento deve ser clara: dê às pessoas o que elas querem. Se for conteúdo de nicho, dê-lhes conteúdo de nicho. Da mesma maneira como estamos repensando o prêmio que pagamos aos hits e às estrelas, também estamos começando a perceber que a natureza dos bens e dos participantes, assim como dos respectivos incentivos, nesse novo mercado também são diferentes.</p>
<p>Faz parte da natureza humana ver as coisas em termos absolutos extremos, preto ou branco, isso ou aquilo &#8211; sucessos ou fracassos. Mas, evidentemente, o mundo é confuso, gradativo e estatístico. Nós nos esquecemos que a maioria dos produtos não bate recordes de vendas, exatamente porque a maioria do que vemos nas prateleiras de fato vendem em grandes números, pelo menos em comparação com aqueles que, para começar, não entraram nas lojas. No entanto, a grande maioria de quase tudo, de músicas a roupas, é, na melhor das hipóteses, apenas um pouco populares. Embora boa parte não passe no teste do sucesso, de alguma maneira continua a existir. Por quê? Porque a economia dos arrasa-quarteirões não é o único modelo eficaz. Os grandes sucessos são a exceção, não a regra. Entretanto, vemos indústrias inteiras respirando esse ar rarefeito.</p>
<p>Por exemplo, a economia de Hollywood não é igual à economia do vídeo em rede, e as expectativas financeiras de <a href="http://www.submarino.com.br/produto/6/170821/na+cama+com+madonna/?franq=167895">Madonna</a> não são as mesmas das de <a href="http://www.submarino.com.br/produto/2/1062774/clap+your+hands+say+yeah+-+importado/?franq=167895">Clap Your Hands Say Yeah&#8217;s</a>. Mas quando o Congresso dos Estados Unidos amplia o prazo de vigência dos direitos autorais por mais uma década, por insistência do lobby da Disney, os congressistas estão considerando apenas o topo da curva. O que é bom para a Disney não é necessariamente bom para a América. O mesmo se aplica à legislação restritiva de tecnologias que permitem a cópia ou transmissão por vídeo de arquivos digitais. O problema é que a Cauda Longa não tem lobistas, razão por que, com muita frequência, só se ouve a Cabeça Curta.</p>
<p>Eis algumas armadilhas mentais em que caímos por causa da mentalidade da escassez:</p>
<ul>
<li>Todos querem ser estrelas</li>
<li>Todos estão em busca de dinheiro</li>
<li>Se não for sucesso, é fracasso</li>
<li>O único sucesso é o sucesso de massa</li>
<li>&#8220;Direto para o vídeo&#8221; = ruim</li>
<li>&#8220;Auto publicação&#8221; = ruim</li>
<li>&#8220;Independente&#8221; = &#8220;Não conseguiram fazer negócio&#8221;</li>
<li>Amador = amadorismo</li>
<li>Baixas vendas = Baixa qualidade</li>
<li>Se fosse bom, seria popular</li>
</ul>
<p>E, finalmente, ainda predomina a ideia de que &#8220;muita escolha&#8221; é massacrante, crença tão comum e tão desprovida de fundamentos que merece seu próprio capítulo.</p>
<p class="alert">Esta postagem é a publicação de um trecho do livro &#8220;<a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/1644179/cauda+longa:+do+mercado+de+massa+para+o+mercado+de+nicho,+a/?franq=167895">A Cauda Longa, do mercado de massa para o mercado de nicho</a>&#8221; de autoria de <a href="http://www.longtail.com/the_long_tail/">Chris Anderson</a>. É um livro seminal em se tratando da nova economia da internet e sua leitura é altamente recomendada. O trecho, que se inicia na página 164 da primeira impressão, é reproduzido abaixo com o objetivo de divulgação.</p>
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		<title>Meu Moleskine</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Apr 2009 17:42:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brainstorm]]></category>
		<category><![CDATA[anotação]]></category>
		<category><![CDATA[Moleskine]]></category>
		<category><![CDATA[sobre mim]]></category>

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		<description><![CDATA[Seja para colocar ideias para fora de sua cabeça, lembretes ou mesmo organizar melhor seus estados internos não foi inventado nada melhor do que o papel. Você não precisa se lembrar de recarregar a bateria, não precisa apertar um botão para ligar e ainda é incomparavelmente menos atrativa de ser roubado do que um notebook. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span class="drop_cap">S</span>eja para colocar ideias para fora de sua cabeça, lembretes ou mesmo organizar melhor seus estados internos não foi inventado nada melhor do que o papel. Você não precisa se lembrar de recarregar a bateria, não precisa apertar um botão para ligar e ainda é incomparavelmente menos atrativa de ser roubado do que um <em>notebook</em>. Gosto de ter sempre à mão algo para anotar. Me sinto seguro carregando meu Moleskine para todo lugar, ele funciona para mim como o cobertor funciona para o Linus.</p>
<p>Comecei de forma modesta, bem pequeno. Eram cadernos pautados, simples de $ 1, às vezes menos que isso. A maioria se perdeu. Comprava um caderno a cada 15 dias. Como nunca tive <em>video-game</em>, junto com me balançar num limoeiro que tinha em casa era a minha fonte de diversão na infância. Lembro que em um deles eu delirava sobre a possibilidade de criar dinossauros unindo os genes de jacarés com aves.</p>
<p>O tempo foi passando e mudaram-se minhas preocupações. Continuava mantendo meus cadernos, mas já eram parte de minha rotina. Não havia mais a &#8220;mágica&#8221; que sentia toda vez que meu pai chegava com um daqueles caderninhos pedindo para serem preenchidos. Acabei participando do programa &#8220;Cliperama&#8221;, que passava na MTV apresentado pelo VJ Rafa. A participação foi por telefone e o objetivo era vencer outro sujeito em uma disputa para saber quem conhecia mais sobre a banda que era fã, no caso <em>Weezer</em>. Eu venci.</p>
<p>O melhor do &#8220;Kit MTV&#8221;, o prêmio do programa, foi uma agenda de capa verde claro. Era toda cheia de folhas sem pautas. Foi como descobrir todo um mundo de possibilidades. A diferença que a presença de pautas provocou em mim foi enorme. Foi uma explosão criativa. Nunca havia me dado conta de que as pautas me atrapalhavam tanto. Depois de tal experiência, não queria mais voltar a usar cadernos com pauta. Mas é simplesmente impossível encontrar algo do tipo nas papelarias de minha cidade (Rio Claro, SP).</p>
<p>O jeito foi buscar na internet. Foi uma das primeiras vezes que encontrei o Moleskine. Mas como era um bocado caro e apenas pelo <a href="http://pmstrk.mercadolivre.com.br/jm/PmsTrk?tool=5509791&#038;go=http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-89445905-notebook-moleskine-large-plain-240-pag-sem-pauta-_JM">Mercado Livre</a>, resolvi não me arriscar. Estava cauteloso, até mesmo contrário a comprar por este site desde que depositei $ 70 na conta de um sujeito pelos DVD&#8217;s de <em>Neon Genesis Evangelion</em> e nunca os recebi. Mas achei algo parecido no Submarino, o <a href="http://www.submarino.com.br/produto/37/1755464/caderno+wire-o+van+gogh+irises+s/+pauta+capa+dura+80+folhas/?franq=167895">caderno Wire-o sem pautas, capa dura e 80 página</a>s. Acabei comprando um com capa do Van Gogh e fiquei extremamente satisfeito.</p>
<p>Como estava no processo criativo do meu segundo livro, entitulado até agora de <em>Contra Nós</em>, esse caderno acabou muito rapidamente e logo precisei comprar um novo. Porém fui mais cauteloso e pesei o valor dele contra o do Moleskine, que com o envio, me custaria $ 75, 240 páginas. Enquanto no Moleskine eu pagaria $ 0,31 por página, no caderno do Submarino eu pagaria $ 0,50. Por questões econômicas resolvi optar por adquirir o Moleskine, mas é importante ressaltar que o &#8220;charme&#8221; e a marca do mesmo foram fatores importantes em minha decisão.</p>
<p>Assim como os garotos querem as melhores chuteiras, sujeitos que escrevem querem o Moleskine. Já foi usado pelo Van Gogh, Picasso, Ernest Hemingway entre outros. E há disponível diversas &#8220;encarnações&#8221; como nos apresentada por um de seus revendedores:</p>
<p><img src="http://ibrahimcesar.com/wp-content/uploads/2008/11/moleskine-diaries.jpg" alt="" title="moleskine-diaries" width="400" height="400" class="aligncenter size-full wp-image-172" /></p>
<p><img src="http://ibrahimcesar.com/wp-content/uploads/2008/11/moleskine-types.jpg" alt="" title="moleskine-types" width="400" height="380" class="aligncenter size-full wp-image-173" /></p>
<p><img src="http://ibrahimcesar.com/wp-content/uploads/2008/11/moleskine-others.jpg" alt="" title="moleskine-others" width="400" height="338" class="aligncenter size-full wp-image-174" /></p>
<p>Hoje eu me culpo por não ter adquirido um Moleskine antes&#8230; Abaixo, três imagens aleatórias direto do meu Moleskine. São frases, pensamentos, referências, trechos de música. O &#8220;caldeirão memético&#8221; que passa pela minha mente. Clique nas miniaturas para carregar a imagem em alta resolução.</p>
<p><a href="http://ibrahimcesar.com/wp-content/uploads/2008/11/moleskine.jpeg"><img src="http://ibrahimcesar.com/wp-content/uploads/2008/11/moleskine-150x150.jpg" alt="" title="moleskine" width="150" height="150" class="aligncenter size-thumbnail wp-image-175" /></a></p>
<p><a href="http://ibrahimcesar.com/wp-content/uploads/2008/11/moleskine1.jpeg"><img src="http://ibrahimcesar.com/wp-content/uploads/2008/11/moleskine1-150x150.jpg" alt="" title="moleskine1" width="150" height="150" class="aligncenter size-thumbnail wp-image-176" /></a></p>
<p><a href="http://ibrahimcesar.com/wp-content/uploads/2008/11/moleskine2.jpeg"><img src="http://ibrahimcesar.com/wp-content/uploads/2008/11/moleskine2-150x150.jpg" alt="" title="moleskine2" width="150" height="150" class="aligncenter size-thumbnail wp-image-177" /></a></p>
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		<title>Quem Quer Ser Um Milionário? &#8211; Slumdog Millionaire</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Apr 2009 15:43:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ficcionáutica]]></category>
		<category><![CDATA[filme]]></category>
		<category><![CDATA[Quem Quer Ser um Milionário?]]></category>

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		<description><![CDATA[ crédito: s3rioussam
Inicialmente eu não queria assistir a &#8220;Quem Quer Ser Um Milionário?&#8220;. Eu tenho cada vez menos tempo para assistir filmes e escolho muito bem aqueles em que investirei meu tempo. Ver mais uma história de amor não estava nos meu planos, por mais babaca romântico que eu posso ser às vezes. Schopenhauer dizia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.flickr.com/photos/16373131@N00/3308262664/" title="SlumDog Millionaire" target="_blank"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3602/3308262664_2739432628.jpg" alt="SlumDog Millionaire" border="0" /></a><br /><small><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/2.0/" title="Attribution-NonCommercial License" target="_blank"><img src="http://1001gatos.org/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" alt="Creative Commons License" border="0" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> crédito: <a href="http://www.flickr.com/photos/16373131@N00/3308262664/" title="s3rioussam" target="_blank">s3rioussam</a></small></p>
<p><span class="drop_cap">I</span>nicialmente eu não queria assistir a &#8220;<em>Quem Quer Ser Um Milionário?</em>&#8220;. Eu tenho cada vez menos tempo para assistir filmes e escolho muito bem aqueles em que investirei meu tempo. Ver mais uma história de amor não estava nos meu planos, por mais <em>babaca romântico</em> que eu posso ser às vezes. Schopenhauer dizia que ordinariamente todas as histórias são histórias de amor. Talvez isso esteja certo para toda a indústria cultural, e é a espinha dorsal de <em>&#8220;Quem Quer Ser Um Milionário?&#8221;</em>.</p>
<p><em>Jamal Malik está a uma pergunta de ganhar 20 Milhões de rúpias. Como ele conseguiu?</em></p>
<ul>
<li>A. Ele trapaceou.</li>
<li>B. Ele é um gênio.</li>
<li>C. Ele é sortudo.</li>
<li>D. Está escrito.</li>
</ul>
<p>É desta forma que o filme começa, lançando nos então em uma cena de tortura. De forma bem ágil vamos situados no contexto da mesma. O jovem Jamal Malik está prestes a ganhar o maior prêmio em um programa televisivo da Índia, análogo ao nosso &#8220;Show do Milhão&#8221;. E a polícia o interroga por suspeitas de que ele esteja trapaceando pois não acreditam que ele, um &#8220;rapaz do chá&#8221; possa ter chegado tão longe quando médicos, professores e outros instruídos só chegaram perto.</p>
<p>Grande parte das respostas, vamos aprendendo, Jamal sabia porque estavam intimamente ligadas com sua vida. Ficou órfão cedo, sua mãe sendo vítima de um conflito religioso. Vagou pelas ruas de Mumbai, antiga Bombaim com seu irmão Salim. Há muitos desdobramentos interessantes na história e é claro, Latika, o interesse romântico de Jamal.</p>
<p>Eu estava errado. &#8220;<em>Quem Quer Ser Um Milionário?</em>&#8221; merece ser visto. É um filme com &#8220;alma&#8221;, ótima fotografia e uma história muito bem contada. Recomendo, assim como a ótima trilha sonora.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/10567940@N05/3277706314/" title="Slumdog Millionaire (2008)" target="_blank"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3352/3277706314_504a18938f.jpg" alt="Slumdog Millionaire (2008)" border="0" /></a><br /><small><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.0/" title="Attribution-NonCommercial-ShareAlike License" target="_blank"><img src="http://1001gatos.org/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" alt="Creative Commons License" border="0" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> crédito: <a href="http://www.flickr.com/photos/10567940@N05/3277706314/" title="Lord_Henry" target="_blank">Lord_Henry</a></small></p>
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