<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-1187020821501689059</atom:id><lastBuildDate>Fri, 25 Oct 2024 05:50:14 +0000</lastBuildDate><title>100 Asas</title><description></description><link>http://cemasas.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Unknown)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>60</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1187020821501689059.post-2639878724807065140</guid><pubDate>Sat, 13 Oct 2012 15:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-10-13T10:46:15.772-04:30</atom:updated><title>El Retorno del Ratón</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Olá Rapaziada gira.
Ainda vivos?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Por aqui vamos vivendo, apesar das vozes contrárias que teimam em me fazer o velório.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Achais que não tenho mais nada que fazer senão escrever historietas para vosso júbilo?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Tenho que trabalhar que o Gaspar não me perdoa.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Aliás, o Gaspar não perdoa ninguém e eu que sou considerado milionário ainda menos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Tenho recebido várias mensagens, simpáticas por sinal, a pedir a volta das aventuras da CACA.
Confesso-vos que ao terem surgido outros animadores na nossa praça, recuei, para assim dar espaço a outros com linguagens mais &quot;assertiva&quot;.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Diverti-me com as histórias que li.
Histórias de intriga, suspense, fraudes e afins.
Histórias reais, com personagens bem nossos conhecidos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Parece no entanto que a realidade não foi bem recebida por muitos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Feitios...&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Como sabem, neste blog tudo não passa de pura ficção de modo que achei que seria muito mais produtivo alguém que nos trazia a realidade até à nossa porta.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Mas chega de deixar para os outros o holofote.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Tenho pensado e achado que podemos perfeitamente coabitar, por isso dentro em breve trarei mais uma história sobre as aventuras CACAIS.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A história escondida da venda da CACA a um grupo de pistoleiros Paraguaios liderados por um homem duro, chamado....&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Parece-vos bem?
Será em esquema de capítulos, tipo folhetim sul-americano, formato que como todos sabemos, vende bem, desde os tempos da saudosa &quot;Gabriela&quot;.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Então até para a semana.
&lt;/div&gt;
</description><link>http://cemasas.blogspot.com/2012/10/el-retorno-del-raton.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1187020821501689059.post-3667263215878039029</guid><pubDate>Wed, 02 Nov 2011 18:16:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-02T14:10:11.311-04:30</atom:updated><title>The StrikeBreaker - Os Furas</title><description>Boa tarde caríssimos Amigos.&lt;br /&gt;Esta do Caríssimos Amigos, confesso que é inspirada na retórica CACAL....&lt;br /&gt;Adiante.&lt;br /&gt;Hoje trago-vos um texto sobre Os Strikebreakers, ou como são conhecidos entre o pessoal da CACA, os Furas.&lt;br /&gt;Os Strikebreakers são aquela turminha lambe-testiculo, que circulam por entre nós e infelizmente vão gastando do mesmo O2 e que por uma razão ou outra acham sempre que &quot;não é a altura certa&quot;.&lt;br /&gt;Nunca é, nunca foi e nunca será.&lt;br /&gt;Além de poluírem o ambiente com as suas ideias brilhantes, gastam recursos naturais, o que tudo somado é só prejuízo.&lt;br /&gt;Mas prejuízo só para os outros, pois os benefícios obtidos com o esforço alheio, esse nunca é devolvido nem entregue a organizações de solidariedade.&lt;br /&gt;Talvez por falta de tempo, talvez por falta de vergonha, fica a dúvida.&lt;br /&gt;Esta rapaziada vestindo sempre a capa de moderado, imbuída de um falso espírito de missão, arvoram-se em salvadores da pátria, tentando instalar o medo entre os seus pares.&lt;br /&gt;Na realidade os seus desígnios são outros e o seu soldo é pago em muitos Kwanzas.&lt;br /&gt;Mas há dúvidas?&lt;br /&gt;Eu não tenho.&lt;br /&gt;E agora sem mais delongas eis que na língua de Shakespeare, vos deixo o brilhante texto sobre essa raça inenarrável que são os manhosos, pilantras e vendidos, StrikeBreakers.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;The StrikeBreaker&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;After God had finished the rattlesnake, the toad and the vampire, he had some awful&lt;br /&gt;substance left with which he made a Strikebreaker. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Strikebreaker is a two-legged animal with a cork-screwed soul, a water-logged brain, and a combination backbone made of jelly and glue. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Where others have hearts, he carries a tumor of rotten principles.&lt;br /&gt;When a Strikebreaker comes down the street men turn their backs and angels weep in&lt;br /&gt;Heaven, and the devil shuts the gates of Hell to keep him out. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No man has the right to be a Strikebreaker, so long as there is a pool of water deep enough to drown his body in, or a rope long enough to hang his carcass with. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Judas Iscariot was a gentleman compared with a Strikebreaker. &lt;br /&gt;For betraying his master, he had the character to hang himself. &lt;br /&gt;A Strikebreaker hasn’t.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esau sold his birthright for a mess of pottage. Judas Iscariot sold his Savior for thirty pieces of silver. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Benedict Arnold sold his country for a promise of a commission in the British Army. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The modern Strikebreaker sells his birthright, his country, his wife, his children, and his fellow men for an unfilled promise from his employer, trust or corporation.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esau was a traitor to himself. &lt;br /&gt;Judas Iscariot was a traitor to God. &lt;br /&gt;Benedict Arnold was a traitor to his country. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Strikebreaker is a traitor to himself, a traitor to his God, a traitor to his country, a traitor to his family and a traitor to his class.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;There is nothing lower than a Strikebreaker.</description><link>http://cemasas.blogspot.com/2011/11/strikebreaker-os-furas.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>17</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1187020821501689059.post-7149434462424469762</guid><pubDate>Fri, 16 Sep 2011 18:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-16T13:45:28.869-04:30</atom:updated><title>Liderar - Um ensaio sobre os Druidas</title><description>Liderar...&lt;br /&gt;Por autoridade ou por inspiração e exemplo?&lt;br /&gt;O que será um ‘líder nato’?&lt;br /&gt;Alguém que sabe fazer uso da autoridade que tem, um déspota, ou alguém com carisma e tranquilo que de forma natural e não-coerciva consegue aglutinar vontades e esforços para um objectivo comum?&lt;br /&gt;Fazer do processo de liderança um exercício de fiscalização e de atribuição de responsabilidades (somente) em situações de falha ou ruptura, é um exemplo comum de incapacidade de liderar!&lt;br /&gt;Não é invulgar, quem lidera com medo e pelo medo, assumir como insubordinação toda e qualquer proposta que vá contra a sua &quot;ideologia&quot;.&lt;br /&gt;Outro erro de avaliação muito comum, é confundir-se ‘ambição’ com capacidade de liderança. &lt;br /&gt;Temos tido muitos ambiciosos mas poucos lideres.&lt;br /&gt;Alguns dos sinais externos de uma liderança capaz e destemida traduzem-se por exemplo no ambiente de trabalho, entusiástico e enérgico. &lt;br /&gt;Satisfação e sentido de realização pessoal. &lt;br /&gt;Empenho e colaboração.&lt;br /&gt;Veja-se o exemplo de empresas de enorme sucesso como a Google, Microsoft e a Apple!&lt;br /&gt;Quando o ambiente não é esse estamos perante uma organização gerida por fracos lideres, que mais não fazem que &quot;tratar da sua vida&quot;.&lt;br /&gt;A ‘receita’ é simples e de fácil consulta para quem esteja realmente interessado. &lt;br /&gt;O difícil é haver vontade e gente séria para o fazer.&lt;br /&gt;E os actuais não são sérios...&lt;br /&gt;Um líder sabe distribuir os louros, e sabe assumir a responsabilidade das derrotas.&lt;br /&gt;Um líder sabe reconhecer a capacidade de quem com ele trabalha e não receia em apostar e premiar essa mais-valia, alimentando um espírito competitivo saudável e fundamental para o sucesso de qualquer empreendimento.&lt;br /&gt;Um líder sabe aceitar a critica e não a vê como um ataque pessoal.&lt;br /&gt;Um líder valoriza o contributo de todos quantos com ele (e não para ele) trabalham em prole do objectivo comum.&lt;br /&gt;Desde o responsável pela limpeza e higiene ao colaborador mais próximo. &lt;br /&gt;Todos têm um papel a desempenhar e a qualidade da sua performance tem repercussão na organização e em última analise nos resultados e satisfação obtidos pela empresa!&lt;br /&gt;Um líder não se pretende eterno, pois sabe que essa perpetuação trará menos valia para a  empresa através da cristalização de ideias e procedimentos.&lt;br /&gt;Encontrar alguém com estas qualidades não é fácil.&lt;br /&gt;No passado já houve, neste momento vivemos uma crise de liderança. &lt;br /&gt;Numa sociedade cada vez mais cínica e desiludida com a falta de atribuição de mérito em que o conhecido ‘factor C’ predomina, assumir a vontade e o desejo de criar uma organização deste tipo é quase um acto de coragem.&lt;br /&gt;Infelizmente, não é a coragem que reina entre Druidas e seus capangas, mas sim a maldade e a prepotência e o medo que tentam instalar.&lt;br /&gt;E como dizia Goethe, ‘o medo e a infelicidade geram o mal. E o mal propaga-se!’&lt;br /&gt;Até quando vamos aturar o mal que nos fazem?</description><link>http://cemasas.blogspot.com/2011/09/liderar-um-ensaio-sobre-os-druidas.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1187020821501689059.post-4740121553496603820</guid><pubDate>Wed, 14 Sep 2011 01:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-14T03:45:43.891-04:30</atom:updated><title>Zé Colmeia e os Potes de Mel</title><description>Boa tarde Amigos ouvintes&lt;br /&gt;Hoje, não vos trago mais uma história da CACA, não nada disso.&lt;br /&gt;Estou cansado da CACA e das suas tropelias, de modo que para desenjoar, eis que vos trago mais uma história para a pequenada.&lt;br /&gt;Uma história mágica, linda como só as histórias de petizes sabem ser, com personagens adoráveis e cogumelos gigantes numa floresta de encantar, em que as árvores falam, os animais dançam, o mel corre solto e os passarinho chilreiam.&lt;br /&gt;E tudo isto acontece, sem que os ditos cogumelos tenham culpa, ou não…&lt;br /&gt;Vamos a isso então meninos e meninas? &lt;br /&gt;Vamos lá, 3, 2, 1…….e eis-nos embrenhados na floresta mágicaaaaaaaa……...&lt;br /&gt;A vida corria solta na floresta encantada, e na sua aldeia mágica, a aldeia dos Rotalumis.&lt;br /&gt;Os habitantes, os Rotalumis, povo simpático e dócil, vivia feliz.&lt;br /&gt;A sua aldeia era linda, farta, o sol brilhava para todos, as águas límpidas corriam por entre as pedras do riacho.&lt;br /&gt;As casas em que os Rotalumis moravam eram bonitas, semelhantes a grandes cogumelos, com paredes brancas e telhados encarnados, salpicados com as flores que caiam e eram trazidas pelo vento. Uma coisa apetecível.&lt;br /&gt;O dia a dia da aldeia era de encantar, com o vento a acariciar as árvores que abanavam levemente à sua passagem, um cenário idílico, bonito de se ver.&lt;br /&gt;Os mais novos acordavam com o nascer do sol e deslocavam-se até à escola, um cogumelo gigante, onde os anciãos cheios de paciência e dedicação, carinhosamente os iniciavam nos ofícios da floresta.&lt;br /&gt;O pôr do sol era coisa indescritível, só comparado à baía de Luanda.&lt;br /&gt;Mas claro, toda esta paz e harmonia não era de graça.&lt;br /&gt;Havia muito trabalho a fazer para manter a aldeia bonita e a funcionar e o mais importante era que cada um tivesse a sua função e a desempenhasse na perfeição.&lt;br /&gt;Na aldeia, que era mágica, (como toda a boa aldeia que se preze num conto infantil), dizia eu, na aldeia mágica, os animais falavam.&lt;br /&gt;Falavam e viviam todos em duas patas, lado a lado com os aldeões que pouco de humano tinham também.&lt;br /&gt;Aliás, os aldeões eram até um pouco estranhos para quem não os conhecesse, e havia quem os comparasse aos Strumpfs (Smurfs para a rapaziada nascida depois de 85), mas em verde.&lt;br /&gt;Um verde seco carregado, para melhor  fugir aos predadores e se confundir no meio ambiente.&lt;br /&gt;Igualmente se dizia que alguns dominavam poderes ocultos e magias mil, e que inclusive na noite escura, ao abrigo dos olhares estranhos, se atiravam de penhascos e conseguiam planar, voando lado a lado com os pássaros, em brincadeiras sem fim.&lt;br /&gt;Eram histórias que a pequenada contava nas noites de lua cheia para impressionar os mais novos, mas havia quem jurasse serem verdade. &lt;br /&gt;Mas nem só de histórias com Rotalumis poderosos vivia a aldeia.&lt;br /&gt;Havia ainda aldeões normais que cuidavam da manutenção da vida corriqueira.&lt;br /&gt;Havia o padeiro que assegurava pão quentinho todas as manhãs, o leiteiro que mugia as vacas, o grupo de caçadores que assegurava a carne para a aldeia, os pescadores, os apicultores, enfim um sem número de tarefas e ofícios desempenhados por quem de direito.&lt;br /&gt;Um dia, um grupo de animais do bosque, fartos de viver aos restos e sabendo da vida farta que se vivia na aldeia mágica, quis aproximar-se e ver pelos seus próprios olhos.&lt;br /&gt;Tinham ouvido histórias mirabolantes e decidiram ir ver.&lt;br /&gt;Juntaram-se em grupo e acercaram-se da nossa pacata aldeia.&lt;br /&gt;Sabiam que não era qualquer animal que era aceite na aldeia mas mesmo assim, resolveram investigar sem medo.&lt;br /&gt;Aproximaram-se devagar, sem fazer alarido.&lt;br /&gt;Os aldeões, gente boa e simpática acharam por bem acolhê-los, pois a aldeia precisava sempre de mais uns braços.&lt;br /&gt;O trabalho era muito e havia sempre tarefas que poderiam ser desempenhadas pelos recém-chegados.&lt;br /&gt;-Vinde, amigos, entrai na nossa aldeia sem medo diziam.&lt;br /&gt;-Vindes por muito tempo, perguntou o chefe da aldeia?&lt;br /&gt;Por alguma razão estranha, os aldeões deste tipo de aldeia falam sempre como se de um paroquiano beato de Trancoso se tratasse..&lt;br /&gt;Adiante.&lt;br /&gt;O líder dos animais, um urso grande conhecido por Zé Colmeia (não propriamente devido às parecenças com o verdadeiro, mas sim devido ao seu apetite insaciável), retorquiu:&lt;br /&gt;-Não grande chefe, apenas procuramos um local para descansar e repor energias.&lt;br /&gt;-Se nos puderes dar guarida durante algum tempo, agradecemos.&lt;br /&gt;A hospitalidade dos aldeões era conhecida e outra resposta não se podia esperar.&lt;br /&gt;-Ficai amigos, ficai pois vindes por bem, e sereis nossos hóspedes enquanto vos mantiveres fiel a essa bondade.&lt;br /&gt;Era isso que os animais da floresta queriam ouvir.&lt;br /&gt;Foram entrando, acomodaram-se e com o tempo foram criando raizes, raizes fundas...&lt;br /&gt;Construiram cada um o seu cogumelo, com telhados encarnados, bonitos, janelas com rococós e grandes fundações. Muitos grandes, para que em tempo de tempestade os cogumelos abanassem pouco.&lt;br /&gt;Os aldeões estranhavam a construção tão dedicada dos cogumelos, pois tempestades que se soubesse não tinham acontecido nos últimos anos.&lt;br /&gt;Entretanto a vida na aldeia corria.&lt;br /&gt;A aldeia, por não ser auto-suficiente necessitava de interagir com outras aldeias num sistema de troca directa muito semelhante ao usado na antiguidade.&lt;br /&gt;Dinheiro, ouro ou moedas, era coisa que não havia, pois era por demais sabido que o reluzir do ouro só trazia ganância e dissabores.&lt;br /&gt;Na aldeia queria-se paz e concórdia, de modo que as moedas de ouro tinham sido abolidas em tempos idos, naqueles tempos em que os animais não falavam...&lt;br /&gt;Assim, uma vez que não havia moedas, a aldeia para subsistir dava o que tinha à troca de outros bens.&lt;br /&gt;Trocava carne dos javalis que eram caçados, peixe pescado no riacho, algum pão e mel, muito mel.&lt;br /&gt;A aldeia tinha uma cultura de mel muito grande, a maior da região.&lt;br /&gt;Vinha gente de todo o lado para ver o mel, inclusive autocarros das câmaras municipais com anciãos das outras aldeias.&lt;br /&gt;Havia mesmo um circuito de provas de mel explorado pela aldeia e que contava com muitos turistas.&lt;br /&gt;Até aparecia num guia de bolso que atribuía estrelas ao mel.&lt;br /&gt;E o mel dos Rotalumis estava sempre com a pontuação máxima.&lt;br /&gt;Se outros tinham ouro, a aldeia tinha mel, e não se dava nada mal com isso.&lt;br /&gt;As abelhas que o faziam viviam em perfeita comunhão com os apicultores, sendo bem tratadas, produziam mais.&lt;br /&gt;Certo era que nem todos na aldeia podiam ser apicultores, afinal, era um recurso muito grande e valioso e não podia estar entregue nas mãos de qualquer um.&lt;br /&gt;Assim, só os mais capazes e depois de treino intenso se dedicavam à colheita do abençoado mel, sempre saboroso e brilhante.&lt;br /&gt;Mas como em tudo na vida havia regras e os aldeões também tinham uma.&lt;br /&gt;E qual era perguntam os meninos e meninas?&lt;br /&gt;A regra de ouro era, o mel só era colhido por alguns mas em quantidades aceitáveis, para não depenar a cultura e manter mel para os que viessem de seguida.&lt;br /&gt;Tipo pousio, mas em mel.&lt;br /&gt;Só que os animais que entretanto já viviam na aldeia como se dela fossem donos, não gostavam da regra.&lt;br /&gt;E aí começou o problema e a vida na aldeia nunca mais foi a mesma.&lt;br /&gt;Os animais achavam que não, se o mel estava ali era pra encher a pança à fartazana porque o que é bom é para se comer.&lt;br /&gt;E o mel era do melhor. E brilhava...&lt;br /&gt;Assim juntaram-se e disseram ao grande chefe que não, a partir de agora as regras mudavam.&lt;br /&gt;O grande chefe ainda tentou dizer que não podia ser, que não o fizessem que assim iam escassear os recursos no futuro e a aldeia ia sofrer, a sua aldeia.&lt;br /&gt;Ainda os lembrou que eles eram só convidados, que na realidade não eram os donos da aldeia.&lt;br /&gt;Nada resultou.&lt;br /&gt;Os animais da floresta não queriam saber, iam ter o mel todo, desse por onde desse.&lt;br /&gt;Assim, desrespeitando os aldeões que os tinham acolhido, e munidos de pouco escrúpulos, mais parecendo um pesqueiro espanhol em águas lusas, daqueles que aspira o fundo do mar, eis que, dedicaram-se à “apanha” do mel.&lt;br /&gt;Em pouco tempo as colmeias ia definhando e o mel era saqueado a bom saquear.&lt;br /&gt;O mel que outrora corria solto, agora não mais brilhava.&lt;br /&gt;Os aldeões que outrora tinham o seus potes cheios, vazios agora estavam.&lt;br /&gt;A própria aldeia passou a não ter excedente para trocar por outros bens, pois Zé Colmeia e os animais da floresta tudo arrasavam.&lt;br /&gt;Os aldeões andavam angustiados pois todos sabiam do que se passava mas ninguém ousava enfrentar Zé Colmeia.&lt;br /&gt;Outrora um animal simpático, o nosso Zé tinha-se tornado um animal ganancioso, sem moral e usurpador das boas energias da aldeia.&lt;br /&gt;Fazia lembrar aquele mauzão das cowboyadas de Domingo à tarde que aterrorizavam a cidade fronteiriça de Peco YuppiYaYa MotherFuc**r Ville (Population. 1902)&lt;br /&gt;Todos sabemos o que lhe acontecia quando chegava o John Wayne não sabemos...&lt;br /&gt;Adiante.&lt;br /&gt;Havia quem dissesse que só ele sozinho, já tinha no seu cogumelo 264 potes de mel, cheinhos até acima. A transbordar.&lt;br /&gt;E não dividia com ninguém.&lt;br /&gt;Zé Colmeia achava-se acima da lei da aldeia e ia levando a sua avante.&lt;br /&gt;Até que um dia o amor...&lt;br /&gt;Um dia o nosso Zé estava numa das suas passeatas matinais pela floresta para manter a forma e eis que se enamora por uma ursa muito bonita que por lá andava.&lt;br /&gt;A ursa, usando todos os seus atributos encantou o Zé que ficou caidinho e se demorou mais no passeio.&lt;br /&gt;Enquanto o Zé colhia flores e contava as façanhas, na aldeia...&lt;br /&gt;Os aldeões aproveitando a saída do Zé, mandam um emissário à aldeia mais próxima onde havia uma loja das chaves do areeiro.&lt;br /&gt;O emissário explica que era uma questão de vida ou morte e pede urgência, antes que o grande urso volte.&lt;br /&gt;Pelo trabalho vai logo prometendo, um pote de mel e não se fala mais nisso.&lt;br /&gt;Os chaveiros atraídos pelo mel, acorrem à aldeia e em menos de um nada, entram no cogumelo do Zé.&lt;br /&gt;Ao abrirem a porta, espanto, indignação, raiva.&lt;br /&gt;Os tais 264 potes de mel.&lt;br /&gt;Quase não havia espaço no cogumelo tamanho era o saque.&lt;br /&gt;Era verdade, Zé Colmeia açambarcava potes como se não houvesse amanhã.&lt;br /&gt;Os tipos da chaves que não vão em cantigas tinham que ser pagos, que lá indignação não é com eles.&lt;br /&gt;Mas porque a indignação dos aldeões era grande, ficou acordado que o pagamento seria não um mas dois potes de mel.&lt;br /&gt;Dos do Zé, pra não ser garganeiro...&lt;br /&gt;E agora o que fazer com este malandrim gritavam os aldeões.&lt;br /&gt;-Obrigamos a devolver o mel, gritavam uns.&lt;br /&gt;-E se o cobríssemos de mel e o expulsássemos diziam outros.&lt;br /&gt;Isso não, que o tipo é capaz de se vitimizar.&lt;br /&gt;Conferenciaram e decidiram...&lt;br /&gt;Quando Zé regressou do seu namoro matinal, a aldeia não era mais a mesma.&lt;br /&gt;Estava diferente.&lt;br /&gt;Ninguém no riacho, ninguém na rua, nada, só o vento.&lt;br /&gt;Só não havia rolos de feno, porque não era época...&lt;br /&gt;O Zé de inicio estranhou mas não ligou.&lt;br /&gt;À medida que ia entrando na aldeia a estranheza ia-se tornando medo, muito medo, pois o barulho do silêncio era uma coisa ensurdecedora.&lt;br /&gt;O que estaria a acontecer pensava o nosso Zé Colmeia.&lt;br /&gt;Silêncio, vazio, desespero.&lt;br /&gt;Ninguém, nem vivalma.&lt;br /&gt;Estariam os aldeões a preparar um ataque aos seus potes?&lt;br /&gt;Teriam contratado um urso maior para o enfrentar?&lt;br /&gt;Tudo isto mais parecia um terrível episódio de The Twilight Zone, ou do Lost...&lt;br /&gt;E agora menino e meninas?&lt;br /&gt;Será que o Zé está preparado para o que vai acontecer?&lt;br /&gt;Será que o Zé vai manter os seus potes?&lt;br /&gt;Será que o Zé vai ter vergonha? A resposta para esta eu sei...&lt;br /&gt;Só o tempo o dirá.&lt;br /&gt;O tempo e eu, que sou o autor desta inverosímil história na aldeia mágica dos Rotalumis. &lt;br /&gt;Não percam então o próximo e final capítulo desta aventura fantástica, com animais falantes, mel, casas em forma de cogumelos e muito, muito mais.</description><link>http://cemasas.blogspot.com/2011/09/ze-colmeia-e-os-potes-de-mel.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1187020821501689059.post-425110385619476980</guid><pubDate>Tue, 16 Aug 2011 17:48:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-08-16T13:23:02.393-04:30</atom:updated><title>550  Visitas em 48 horas</title><description>Caros Amigos Ouvintes,&lt;br /&gt;Não posso deixar de assinalar as 550 visitas que o último texto &quot;Felizmente há Luar&quot; teve em apenas 2 dias.&lt;br /&gt;550 visitas em 2 dias promete luar...&lt;br /&gt;Obrigado Amigos Ouvintes&lt;br /&gt;Até já</description><link>http://cemasas.blogspot.com/2011/08/550-visitas-em-48-horas.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1187020821501689059.post-7767503478414042069</guid><pubDate>Sun, 14 Aug 2011 00:32:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-08-15T20:56:10.694-04:30</atom:updated><title>Felizmente há Luar</title><description>Boas tardes Amigos Ouvintes.&lt;br /&gt;Hoje trago-vos um pouco de história como introdução a mais uma saga das Camionetas.&lt;br /&gt;Vamos a isso? Em frente então.&lt;br /&gt;Em 1817 tem lugar nesta pátria Lusa a chamada “Conspiração de Gomes Freire”.&lt;br /&gt;E o que foi a dita conspiração, perguntam os Amigos Ouvintes.&lt;br /&gt;A “Conspiração de Gomes Freire”, encabeçada pelo próprio, Gomes Freire de Andrade, teve como objectivo último a deposição do Príncipe regente  João Maria José Francisco Xavier de Paula Luís António Domingos Rafael de Bragança, mais tarde conhecido por Rei D. João VI&lt;br /&gt;E quem foi este homem a quem a História intitulou de “O Clemente”.&lt;br /&gt;Todos os autores, baseando-se nos depoimentos daqueles que o conheceram de perto, falam de um Rei cheio de bondade, carácter e afabilidade, com visão de estadista, resguardando a coroa portuguesa das humilhações sofridas por outras monarquias europeias, além de enfatizar o senso de responsabilidade política e as preocupações sociais do monarca.&lt;br /&gt;Enquadrados?  Continuemos.&lt;br /&gt;A tal intentona não leva a melhor, e depois de muito sofrimento por parte do povo, os seus líderes, que queriam criar um poder absoluto e sem carácter, são apanhados e condenados à morte.&lt;br /&gt;Antevendo muitas execuções, pois era preciso cortar o mal pela raiz, D. João VI faz uma nota ao superintendente da polícia, D. Miguel Pereira Forjaz, ordenando que este prolongue as execuções pela noite fora de modo a garantir o extermínio dos revoltosos.&lt;br /&gt;Dizia a nota - &lt;br /&gt;“É verdade que a execução se prolongará pela noite, mas felizmente há luar”.&lt;br /&gt;E é com base nesta belíssima frase que iniciamos hoje mais uma história inverosímil da camionagem.&lt;br /&gt;Apertem os cintos e aí vamos nós, sempre à luz da lua.&lt;br /&gt;Os tempos corriam cada vez mais estranhos na CACA.&lt;br /&gt;Os camionistas em geral já não acreditavam, nem nos druidas, nem nas suas poções mágicas.&lt;br /&gt;O descrédito era total e os druidas tinham consciência que tinham perdido a maior parte dos Condutores.&lt;br /&gt;É certo que estes líderes ao terem iniciado funções, muitos tinham enganado, pois eram vistos como “dos nossos”, gente conhecida, em quem se podia confiar, pois eram amáveis, fraternos e amigos.&lt;br /&gt;Possuíam portanto todas as qualidades de um Golden Retriever, mas em duas patas, sempre com aquele sorriso amigo e o ar risonho e pateta de quem nos quer afagar e ser nosso amigo. &lt;br /&gt;Sem dentadas.&lt;br /&gt;Mas as dentadas viriam, se viriam.&lt;br /&gt;Vamos desenvolver a história e já vão ver.&lt;br /&gt;Adiante.&lt;br /&gt;O tempo vai passando, os druidas vão-se sentando melhor e eis que os caninos vão aguçando, qual filme de lobisomem juvenil série B.&lt;br /&gt;A crise económica para que entretanto o país vai sendo arrastado, não ajuda, pois perante tal hecatombe financeira, o melhor caminho para a carteira seria o apego incondicional às cadeiras druidais, custasse o que custasse.&lt;br /&gt;Nem que custasse amigos, honestidade intelectual, e coluna vertebral.&lt;br /&gt;Mais hérnia, menos hérnia, a coisa havia de se arranjar e mais vale kwanzas no bolso à tripa forra que o seguro depois logo paga o tratamento à cervical.&lt;br /&gt;Fazendo lembrar inclusive, mais um episódio da nossa história em que os seguidores de D. Miguel, irmão/inimigo de D. João VI eram apelidados de “Os Corcundas”, por baixarem a cerviz, fazendo vénias ao poder real absoluto.&lt;br /&gt;Assim, as atitudes dos nossos “Corcundas” foram-se alterando com casos a sucederem-se.&lt;br /&gt;Perseguições, delações, tratamentos diferenciados, e nenhuma vergonha na cara eram os motes da conspiração que estes druidas &quot;Corcundas&quot; levavam a cabo.&lt;br /&gt;Conspiração contra a decência, a moral e a vergonha. O vale tudo estava instalado.&lt;br /&gt;E valia mesmo.&lt;br /&gt;O druida grande, segunda figura na hierarquia do poder, era na realidade o cabecilha da coisa, levando por arrasto os druidas chefes da camionagem pesada e da ligeira.&lt;br /&gt;O da pesada, rapaz outrora visto como um tipo fiável e amigo, já não enganava ninguém.&lt;br /&gt;Mostrava-se indignado em sessões da UPA em que era confrontado com recibos de kwanzas extra, e fazia a fuga para a frente ancorado em tecnicidades sobre a obtenção desses mesmos dados. &lt;br /&gt;Mais ou menos como agora os vândalos da velha Albion virem dizer que não podem ser julgados porque as câmaras que gravaram não são legais. &lt;br /&gt;Muita escola...&lt;br /&gt;Tinha chegado ao ponto de ir a tribunal mentir para tentar com que um colega fosse despedido.&lt;br /&gt;Mentir a bom mentir, como só os profissionais da coisa sabem fazer.&lt;br /&gt;Ou os estudiosos...&lt;br /&gt;Qual o crime do tal colega perguntam os meus amigos?&lt;br /&gt;Numa tarde de paragem laboral legalmente convocada, o dito criminoso tinha tido a infelicidade de aceder ao sistema de camionagem para visualizar o que se passava.&lt;br /&gt;O que se passava era que dois dos seus colegas, escamoteados numa unidade hoteleira da capital, fazendo tábua rasa de toda a legalidade, eis que despachavam os planos de viagem de centenas de camionetas.&lt;br /&gt;Dois deles a fazerem o trabalho de muitos.&lt;br /&gt;Deve ter saído coisa bonita...&lt;br /&gt;O que saiu mesmo feio foi o nosso criminoso, que infelizmente foi mandado para casa sem direito a contraditório.&lt;br /&gt;A justiça, tantas vezes incompreendida, lá se portou bem e uma providência cautelar foi aceite, de modo que o rapaz em casa ficou, mas kwanzas para o cerelac das crianças sempre foi havendo.&lt;br /&gt;Na sessão em tribunal, o nosso druida da pesada apresenta-se num belo fato escuro e reforça que a entrada no sistema, foi das piores coisas que se podiam fazer.&lt;br /&gt;Por pouco não houve uma hecatombe global, com Camionetas chocando umas nas outras, lançando labaredas mil, num espectáculo de luz e fogo, só comparável aos fins do ano, naquela ilha do atlântico, governada por um senhor simpático que também desfila no Carnaval.&lt;br /&gt;Kwanzas a quanto obrigas.&lt;br /&gt;E a cervical ia cedendo...&lt;br /&gt;O druida da ligeira, esse vivia outro drama.&lt;br /&gt;Sempre tinha sido mais inteligente que os outros e tentava manter a postura de amigo fiel e companheiro. A tal de Golden Retriever.&lt;br /&gt;Mas os kwanzas eram os kwanzas.&lt;br /&gt;Aos poucos ia-se incompatibilizando com tudo e todos, amigos de longa data inclusive.&lt;br /&gt;Quem o ouvisse falar, ficaria com a nítida noção que todos eram bandidos à excepção dele próprio que carregava uma aura de justiça e dignidade sem igual.&lt;br /&gt;E muito a apregoava. &lt;br /&gt;Normalmente é assim...&lt;br /&gt;Aliás, quem o ouvisse, não conseguiria afastar da sua cabeça aquela imagem do tipo que vai na auto-estrada e que se interroga porque raio vai toda a gente em contramão.&lt;br /&gt;Coisas do código da estrada, e de outros códigos, já esquecidos pelos druidas.&lt;br /&gt;A coisa tinha chegado a um ponto que os seus ajudantes de campo tinham dito um basta.&lt;br /&gt;Não estavam para continuar conotados com aquela trapalhada e eis que se demitem, tentando não perder a dignidade.&lt;br /&gt;O nosso druida, confrontado com este problema, começa um périplo de convites tentando recrutar para a função algum rapaz mais desavisado.&lt;br /&gt;Mas as notícias viajam mais rápido que os raios de sol e ninguém do seu circulo mais próximo queria ficar colado às diabruras que se iam cometendo.&lt;br /&gt;Não percebendo a mensagem e achando que a demissão era para os fracos, sim que os kwanzas aqui não têm lugar, o nosso druida resolve montar uma escala de serviço em que a cada dia um dos rapazes ajudantes estaria incumbido das práticas druidais.&lt;br /&gt;Assim foi vivendo durante meses, mas não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabe e tentando uma acção de último recurso, qual clube de futebol russo em que a habilidade é pouca mas os Rublos  abundam, eis que recorre à contratação de um ponta de lança de craveira internacional, sem ligação ao clube, mas com pergaminhos de goleador.&lt;br /&gt;Rapaz esse que teria sido uma antiga escolha para o cargo, mas que por uma questão de cervical, havia sido preterido.&lt;br /&gt;Uma aliança improvável, mas a realpolitik é isto mesmo.&lt;br /&gt;E a cervical ia cedendo...&lt;br /&gt;Seria este o apaziguador da claque, já tão desavinda ou apenas mais um balão de oxigénio para a manutenção do status quo?&lt;br /&gt;E a cervical deste reforço de fim de época, manterá a firmeza?&lt;br /&gt;O tempo nos trará a resposta.&lt;br /&gt;E com a história já longa eis que chegamos ao nosso druida grande, o chefe da pandilha de saqueadores.&lt;br /&gt;Este tinha sido a desilusão maior de muitos camionistas.&lt;br /&gt;Anteriormente fora um rapaz decente e cheio de energia positiva, sempre gerando simpatias e unanimidades.&lt;br /&gt;Hoje estava mudado.&lt;br /&gt;Não compreendia a diferença de opiniões, não compreendia que os kwanzas não eram tudo.&lt;br /&gt;Vivia enclausurado nas Cabines-Simulador, aquelas em que os camionistas treinam para saber o que fazer quando salta uma roda, mostrando toda a sua sapiência e iluminando o caminho dos seus pares.&lt;br /&gt;De tal modo vivia obcecado pela iluminação dos caminhos alheios e ensino da arte, que quis o destino que o nosso druida estivesse numa Cabine-Simulador, na precisa hora em que a sua continuação neste mundo de Deus visse a luz do dia.&lt;br /&gt;Ele, que poderia estar a acompanhar o nascimento de uma nova vida, a continuação da sua, por dedicação à causa não estava.&lt;br /&gt;Poderão os Amigos ouvintes não entender a opção, mas o que é isso de assistir ao nascimento de novas vidas senão coisas de poetas e líricos, comparado com a nobre missão de ensinar mais uns camionistas a levar a missão a bom porto. &lt;br /&gt;Ah e os kwanzas claro está….&lt;br /&gt;E é num desses Camiões-Simulador que acontece a última tropelia e a mais recente coincidência.&lt;br /&gt;Os intervenientes?&lt;br /&gt;Um Camionista-Principal, Homem alto e de nome sonante, provecta idade, cabelos prateados de sabedoria acumulada, um Senhor, com as suas manias, quem as não têm, mas um Senhor e do outro lado, o druida grande.&lt;br /&gt;A esse Homem, de méritos e serviços firmados no seio da CACA, com um passado de dedicação à causa CACAL, é marcada por coincidência  uma sessão de Camião-Simulador em que será avaliado  nas suas aptidões para a Condução, pelo tal druida.&lt;br /&gt;Coincidências do sistema, pois o facto de haver uma acção judicial que opunha o nosso camionista à CACA, CACA essa representada pelo druida, nada podia ser senão uma terrível coincidência.&lt;br /&gt;O nosso Camionista, do alto dos seus cabelos brancos não achou graça à coincidência e aquando do encontro, apresenta os respeitosos cumprimentos, mas recusa-se a estender a mão ao druida, pois não embarca em velhacarias e tem-nos no sitio.&lt;br /&gt;É compreensível que não estendesse a mão, pois é a mesma que acaricia os que lhe são queridos.&lt;br /&gt;Há que ter mínimos...&lt;br /&gt;O druida inicialmente enfurecido diz que sem bacalhau isto não vai.&lt;br /&gt;O nosso Condutor, olhando de soslaio diz que nem pensar, considere-se cumprimentado e que por ele está tudo sanado, vamos lá tratar do Camião-Simulador, mais trabalho e menos conversa, faz favor.&lt;br /&gt;O druida grande, esperto e maquiavélico alude à sua grande sensibilidade e dá por terminada a coisa, pois diz não ter condições psicológicas para continuar.&lt;br /&gt;E promete vingança.&lt;br /&gt;E a vingança chegou.&lt;br /&gt;Usando os meios CACAIS ao dispor eis que toma lá um processo disciplinar por não me teres estendido a mão.&lt;br /&gt;Para aprenderem que comigo ninguém brinca e bacalhaus enquanto te espeto a faca no rim é que é.&lt;br /&gt;Tenho a certeza que irão invocar mais meia dúzia de razões, mas a verdade é esta, não me estendeste a mão, eu não brinco, porque fiquei magoado e alterado psicologicamente.&lt;br /&gt;Bonito sem dúvida.&lt;br /&gt;E dá que pensar, pois quando vierem aludir ao facto que o druida grande deixou de ter condições psicológicas para a coisa, devido a um simples aperto de mão, ou à falta dele, estaremos perante um caso bonito nos media e que irá arrepiar o comum dos cidadãos. &lt;br /&gt;Que pensará o povo unido do perfil dos condutores e instrutores da CACA, quando se deixam alterar por uma minudência destas.&lt;br /&gt;E que fará este druida um dia que algo realmente grave aconteça, um problema técnico a sério.&lt;br /&gt;Ou um dia em que alguém que viaje na Camioneta lhe faça frente, que acontecerá e que fará o nosso druida?&lt;br /&gt;Xixi talvez...&lt;br /&gt;Mas o povo será o melhor juiz, porque estas coisas são difíceis de manter escondidas.&lt;br /&gt;E o nosso druida mor perguntam os amigos?&lt;br /&gt;Sei lá, anda desaparecido.&lt;br /&gt;Entretanto os homens da UPA mandaram uma comunicação em que mostram que havia alguma rapaziada que pegava nas Camionetas e entrava em terras estranhas munido de documentação assim-assim, mais ou menos e tal, coisa mesmo...&lt;br /&gt;Não pega bem e caso houvesse algum druida da CACA que lesse estas histórias, deixaria aqui um conselho, que seria o de pouparem nos kwanzas dos aumentos druidais e reverterem esses mesmo kwanzas para a compra de documentos tipo...legais.&lt;br /&gt;Mas isto é muita petulância da minha parte pois bem sei que estes pequenos contos nenhuma repercussão têm e por isso remeto-me ao silêncio.&lt;br /&gt;E no meio desta história toda, de tanta trapalhada, de tanta cervical moída, volto à citação inicial, complementando-a com outra de D. Carlota Joaquina, mulher de D. João VI, que ao ver que tem que ajudar seu marido, dirige-se a um dos Generais e diz, “Vá e corte-me, corte-me cabeças” e, tal como D. João previa felizmente havia luar e as cabeças rolaram.&lt;br /&gt;E nós, vamos cortar cabeças ou vamos deixar a lua cheia passar?&lt;br /&gt;</description><link>http://cemasas.blogspot.com/2011/08/felizmente-ha-luar.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>8</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1187020821501689059.post-2462664953015506598</guid><pubDate>Thu, 28 Jul 2011 22:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-07-28T18:21:00.809-04:30</atom:updated><title>As 10  Maiores Mentiras e Autojustificativas Druidais</title><description>Uma compilação de frases que todos nós já ouvimos pelo menos 1 vez, ou 2, ou 50...&lt;br /&gt;Vejam lá se não é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;01. Não estou vendido ao Sistema. Estou a combatê-lo por dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;02. Se eu não aceitasse, eles dariam o cargo a outro e seria pior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;03. Não fui eu que fiz o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;04. Agora não posso mais recusar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;05. Eu nem sabia o que estava a assinar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;06. Ordens são ordens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;07. Faço isto porque sou teu amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;08. Eu não gosto disto, gosto mesmo é da &quot;linha&quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;09. A mim não me compram, a minha dignidade está acima disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Eu não fui aumentado.</description><link>http://cemasas.blogspot.com/2011/07/as-10-maiores-mentiras-e.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>10</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1187020821501689059.post-5811786291907679498</guid><pubDate>Wed, 27 Jul 2011 00:23:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-07-28T08:42:50.692-04:30</atom:updated><title>Druida - A Definição</title><description>Boa noite Amigos Ouvintes&lt;br /&gt;Ao longo desta vida de histórias e ficções, tenho recebido várias palavras de incentivo, alguns insultos (poucos é certo) e algumas questões.&lt;br /&gt;Uma, que me tem chegado com mais frequência, e que igualmente me intriga é qual a origem do universo.&lt;br /&gt;Porque estamos aqui, de onde vimos e para onde vamos.&lt;br /&gt;Lamento mas mesmo pesquisando a fundo, continuo a não encontrar explicação, de modo que neste capitulo, temo não poder ser-vos útil.&lt;br /&gt;Outra mais terrena é qual a definição de druida.&lt;br /&gt;O que é um druida, como o posso identificar à distância, é uma das questões que os Amigos Ouvintes querem ver respondidas.&lt;br /&gt;Nesta, sem dúvida e infelizmente consigo ajudar.&lt;br /&gt;Ora bem, sem querer alongar-me muito, tentei definir um druida em 10 pontos para que assim seja de mais fácil reconhecimento na rua e todos possam tomar as devidas precauções sanitárias.&lt;br /&gt;As doenças andam aí...&lt;br /&gt;Alerto no entanto para as confusões que podem surgir.&lt;br /&gt;São muitas mas a mais frequente e compreensível, é a notavel semelhança existente entre o Druida e o Sabujo, animal ao qual aludimos anteriormente em post antigo.&lt;br /&gt;Nascem ambos do mesmo tipo de mãe, meretriz por natureza, e crescem por norma com o mesmo tipo de fio condutor.&lt;br /&gt;Sem valores a não ser a cega ambição.&lt;br /&gt;É verdade que ambos têm características comuns desde a nascença, porém na realidade não são iguais e há que saber distingui-los.&lt;br /&gt;Um sabujo nem sempre é druida, aliás podemos chamá-lo de druida wannabe, ao passo que um druida é um sabujo que se deu bem.&lt;br /&gt;É como confundir lubrificação vaginal com orgasmo.&lt;br /&gt;Parece igual mas não é...&lt;br /&gt;Por isso, para acabar com todas as especulações, aqui vos deixo as 10 características principais dos druidas.&lt;br /&gt;Espero que vos seja útil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser Druida é:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;01. É engolir sapos dos chefes da CACA e não ter indigestão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;02. É apregoar o diálogo em que o poder fala e o outro escuta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;03. É ver o que não existe, sem ver a miséria alheia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;04. É não ter religião, mas não deixar de cortejar o padre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;05. É no meio da mais degradante desonra encontrar sempre uma desculpa honrosa, mesmo que falsa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;06. É flexionar a espinha, a vocação e a alma em longas prostrações ante o poder&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;07. É tentar limpar indignidades, projectando para a história, uma biografia no mínimo improvável&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;08. É estar sempre pronto a usufruir diariamente de pequenas vantagens em detrimento dos seus pares&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;09. É rir do que não tem graça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. É mentir sem vergonha de ser apanhado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E com esta pequena reflexão espero ter contribuido para um maior esclarecimento da questão.&lt;br /&gt;Até já</description><link>http://cemasas.blogspot.com/2011/07/druida-definicao.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1187020821501689059.post-5829054688338690557</guid><pubDate>Tue, 26 Jul 2011 23:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-07-26T19:29:22.526-04:30</atom:updated><title>Os 13 Mandamentos dos Druidas</title><description>01. Desrespeitarei todos os meus semelhantes independentemente de antiguidade ou serviços prestados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;02. Usarei todas as diabólicas oportunidades que oferece a vida das camionetas para infernizar a vida alheia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;03. Farei da minha conduta um exemplo hediondo de intolerância e canalhice&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;04. Não dormirei não descansarei enquanto houver qualquer possibilidade de criar atrito entre o grupo de Condutores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;05. Usarei todos os meios ao meu alcance, para lançar a revolta contra os condutores, nem que para isso utilize mentiras e falsidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;06. Recusar-me-ei a viver nesse mundo de horror em que o respeito pela lei escrita seja uma constante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;07. Impedirei, sem medir sacrifícios, a liberdade de expressão de qualquer pessoa que discorde de mim ou dos meus pontos de vista mais reles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;08. Procurarei cercear a liberdade alheia, recorrendo à intriga e delação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;09. Procurarei diminuir a crença no certo, o optimismo no futuro e a esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Praticarei a ofensa, não pouparei a rectidão e a honestidade, destruindo-as onde quer que as encontre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11. Recompensarei os vendidos, tirando aos restantes se tal for necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12. Serei um artificie do litígio e do atrito, sempre travestido de tolerante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13. Serei Druida</description><link>http://cemasas.blogspot.com/2011/07/os-13-mandamentos-dos-druidas.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1187020821501689059.post-741812309876964456</guid><pubDate>Mon, 18 Jul 2011 09:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-07-18T11:45:18.390-04:30</atom:updated><title>Turbant Air - Crónica Real-Time</title><description>Bom dia Amigos Ouvintes&lt;br /&gt;Faço hoje a primeira crónica em directo de um evento social.&lt;br /&gt;Pensarão vocês, olha este já se rendeu às patranhas do lobby rosa (o das revistas claro está...), a seguir está metido com bandidos ou pior ainda, metido com os druidas.&lt;br /&gt;Puro engano meus Amigos, puro engano.&lt;br /&gt;Na realidade não estou em nenhuma festa de qualquer revista manhosa, nem no lançamento de um novo SPA para tratar da beleza, nem na minha sala de estar, rodeado da criançada sorridente com a roupa &quot;daquela&quot; marca.&lt;br /&gt;Não estou na neve a deixar-me fotografar a troco de uma viagenzita, nem no sol caribenho de mojito na mão.&lt;br /&gt;Onde estou eu perguntam vocês?&lt;br /&gt;Fácil Amigos, estou entre vários de vocês a assistir a esta apresentação nacional da Turbant Air.&lt;br /&gt;E o que é a Turbant Air indagam neste momento os 7 Amigos ouvintes que não receberam o mail da LAPA.&lt;br /&gt;Passo a explicar.&lt;br /&gt;A Turbant Air é uma empresa de camionagem pesadissima, com origem num reino das Arábias e que munida de muita convicção, aportou na pátria que nos pariu com o intuito de tentar recrutar alguma rapaziada Camionista descontente.&lt;br /&gt;Fizeram foi as contas por baixo e a sala está pequena para tantas presenças.&lt;br /&gt;Acho que pela composição desta sala os druidas da CACA vão ter que acelerar a formação de mais rapazes condutores...&lt;br /&gt;Estou certo que neste momento já saberão os nomes de quase todos que aqui estão, pois vejo no canto esquerdo de bloco na mão, um druidazeco daqueles mais low-profile que concerteza se encarregará de divulgar a quem de direito o nome e numero dos alegres convivas. &lt;br /&gt;Mas nada temam Amigos, nada temam, é mais o medo que os move que outra coisa, por isso fiquem descansados que ainda estamos num país livre.&lt;br /&gt;Ainda...&lt;br /&gt;Não deixa no entanto de ser sintomático o cheio que está esta sala.&lt;br /&gt;E sei porquê, e vocês também.&lt;br /&gt;Os condutores estão fartos dos druidas, fartinhos da sua velhacaria, arrogância e imoralidade.&lt;br /&gt;Sempre com aquele ar de muitos amigos, mas que traz aquela faca pequenina que nos vão enterrando nas costas. &lt;br /&gt;Sempre com amizade...&lt;br /&gt;Só assim se explica o numero crescente de condutores que undercover já se deslocaram as instalações da Turbant Air para realizar os testes e aqueles que ainda irão num futuro próximo.&lt;br /&gt;Dirão vocês que do ir ao sair vai um grande caminho.&lt;br /&gt;Verdade.&lt;br /&gt;Mas um condutor principal, que está disposto a sair da empresa de camionagem onde cresceu e ir para outra recomeçar a vida como condutor-ajudante, diz muito do estado de insatisfação latente.&lt;br /&gt;A própria Associação dos Condutores mandar um mail a avisar do evento, além de caricato, é sempre um sinal de que algo vai mal.&lt;br /&gt;Será que a CACA vai perceber?&lt;br /&gt;Não sei, aquela rapaziada vive num mundinho muito próprio...&lt;br /&gt;No entanto são considerações que terão de ficar para outra altura pois agora tenho de olhar para isto com atenção, não vá eles quererem levar-me junto.&lt;br /&gt;Eu de turbante a comer queijo sem parar.&lt;br /&gt;Ha vidas piores...&lt;br /&gt;Voltarei ao vosso contacto com relatos mais detalhados.&lt;br /&gt;E tantos de vocês à minha volta sem imaginar que eu estou a fazer uma crónica na hora...&lt;br /&gt;Viva a tecnologia.</description><link>http://cemasas.blogspot.com/2011/07/turbant-air-uma-cronica-real-time.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1187020821501689059.post-376097257307354522</guid><pubDate>Fri, 15 Jul 2011 00:16:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-07-15T07:21:48.562-04:30</atom:updated><title>Army of  One - Parte II</title><description>Boa tarde Amigos Ouvintes.&lt;br /&gt;Tudo bonzinho por essas bandas?&lt;br /&gt;Óptimo.&lt;br /&gt;Aqui pelos lados da CACA a coisa não há maneira de melhorar, pelo contrário.&lt;br /&gt;O que vos vou contar sei-o através de relatos de palavra de honra, não de documentos “furtados”, que embora se provem verdadeiros, carregam sempre esse ónus.&lt;br /&gt;Como todos sabemos, a arrogância nunca foi coisa que passasse com o tempo.&lt;br /&gt;Pelo contrário Amigos Ouvintes, a arrogância é bicho que entra no sistema sanguíneo e corrói lentamente qual cancro correndo livre num organismo saudável.&lt;br /&gt;Corrói a dignidade, a decência, a moral e os valores.&lt;br /&gt;Corrói tudo e as células boas deixam-se vencer aos poucos, entorpecidas pelas falinhas mansas e palmadinhas nas costas.&lt;br /&gt;Conta-me fonte segura, que recentes estudos médicos revelam sem sobra de dúvida que muitos dos chefes da CACA já estão completamente corroídos pelo bicho e que a única maneira de o extirpar será pela força.&lt;br /&gt;E qual é a força que podemos ter perguntam os Amigos Ouvintes, já pensando nos problemas económicos desta pátria que nos pariu.&lt;br /&gt;Que não é a melhor altura, porque o país está mal dizem, é verdade, e mais vale sempre irmos tendo isto do que deitar tudo a perder.&lt;br /&gt;Sempre vai dando para o crédito do LCD 3D que aquilo é um luxo, com jogadores musculados dentro da nossa sala e moças de seios fartos tão perto, tão perto que se sente o odor a perfume barato que exala das ditas moças.&lt;br /&gt;Podemos sempre utilizar igualmente o argumento do &quot;não ser a sede própria&quot;.&lt;br /&gt;Aliás argumento frequentemente utilizado pelos druidas sempre que são confrontados com algo que os desagrade.&lt;br /&gt;Ah e tal, os senhores foram aumentados.&lt;br /&gt;Pois, mas não é a sede própria.&lt;br /&gt;Ah, os senhores não cumprem a lei.&lt;br /&gt;Pois, mas não é a sede própria.&lt;br /&gt;Eu compreendo, também concordo que a sede própria para tratar estes senhores seria outra e com outros métodos...&lt;br /&gt;Com a situação do país em espiral descendente, muitos ainda defendem a velha teoria do “enquanto não me vierem apanhar a mim deixa-me estar aqui quietinho”.&lt;br /&gt;A técnica da avestruz.&lt;br /&gt;Pois é Amigos Ouvintes, mas o descontentamento vai crescendo, crescendo e chegou-se a um ponto de não retorno.&lt;br /&gt;O que fazer então era o que assaltava as mentes dos Condutores da CACA?&lt;br /&gt;Continuar a levar as camionetas a bom porto mesmo com estes ataques constantes à classe de Condutores?&lt;br /&gt;Continuar a aceitar esta falsa moral, que tenta despedir condutores por motivos surreais, que despede gente válida baseado em mentiras e dorme descansado?&lt;br /&gt;Não, não podia ser.&lt;br /&gt;Hipóteses tinham de ser pensadas e agir era um imperativo.&lt;br /&gt;Uns defendiam, como já ouvi, o chamado  Esmaga-Druida.&lt;br /&gt;Esta jogada táctica, quais gregos desesperados em fim de ciclo, consistiria no arremesso constante e certeiro de  paralelos e outros calhaus aos carros, cabeças e afins dos ditos druidas.&lt;br /&gt;Uns há que já conseguiram as moradas dos druidas para lá ir fazer xixi à porta…&lt;br /&gt;Um pouco radical é certo, mas sem dúvida divertido e um pagode de história para contar naquelas noites de inverno à lareira, em que nada de bom passa nos 359 canais.&lt;br /&gt;Outros defendem a CarmenWay que consistiria em convocatórias manhosas, pela rede digital, arrastando um monte de desocupados de braço no ar, para acções apatetadas?&lt;br /&gt;Outros defendem o dialogo.&lt;br /&gt;Há sempre uns patos que defendem o dialogo com o caçador…&lt;br /&gt;Não nada disso.&lt;br /&gt;Os homens da CACA não são burros e já estão a decidir pelo melhor caminho.&lt;br /&gt;Army of One lembram-se?&lt;br /&gt;Vamos atacar a CACA onde dói mais, no seu próprio quintal, é este o seu pensamento.&lt;br /&gt;Usando a prerrogativa de Condutor-Principal eis que de repente tudo muda.&lt;br /&gt;E onde se verifica essa luta perguntam vocês?&lt;br /&gt;As regras são simples.&lt;br /&gt;A principal é só uma. &lt;br /&gt;Os jeitinhos acabam e a despesa aumenta.&lt;br /&gt;Já diz o ditado, “jeitinhos, fazem as mulheres de má vida”.&lt;br /&gt;Os Condutores da CACA na sua maioria não se incluem nessa categoria, embora alguns haja, que provavelmente descendem de mães que abraçam a profissão…&lt;br /&gt;Adiante.&lt;br /&gt;O relatório de Poupança de gasóleo só veio confirmar o que já se dizia.&lt;br /&gt;Não entenderam? Eu explico.&lt;br /&gt;Na CACA, devido aos problemas económicos, instituiu-se que todos poupariam gasóleo sempre que pudessem.&lt;br /&gt;Era pacífico, bom para os cofres da empresa e ajudaria o ambiente, o que nestes tempos de politicamente correcto, cai sempre bem na opinião pública, dá gordas nos periódicos e envaidece os promotores da iniciativa.&lt;br /&gt;E a coisa tem corrido até que…&lt;br /&gt;Até que é divulgado o relatório dos primeiros 6 meses do ano.&lt;br /&gt;Que fartote.&lt;br /&gt;O despesismo chegou na forma de reacção.&lt;br /&gt;Parece que a rapaziada afinal é accionista das gasolineiras e num flic-flac à retaguarda eis que começou a gastar à Tripa-forra.&lt;br /&gt;Sempre quis usar a expressão Tripa-forra numa crónica e eis que hoje tenho essa oportunidade.&lt;br /&gt;Obrigado Amigos.&lt;br /&gt;O Druida-Mor não se conteve com tão maus resultados, e com a azia por estrela-guia, teve que dar largas ao seu latim, tentando sensibilizar os Condutores para que não entrassem por estes caminhos.&lt;br /&gt;Os ínvios caminhos do despesismo.&lt;br /&gt;Enfim, como vive alheado da realidade, não esperaria este resultado, mas estivesse mais atento e ouvisse conversas de terminal, e a surpresa teria sido escusada.&lt;br /&gt;Pouparíamos em estupefacção e ganharíamos em realidade.&lt;br /&gt;Reality-Check.&lt;br /&gt;Casos e mais casos, é só ouvir as conversas de terminal, apenas confirmadas pelos números.&lt;br /&gt;Desligar o ar condicionado dizem uns? Nem pensar.&lt;br /&gt;Chego aos terminais e sempre que eles deixam, o gerador de popa fica a rodar.&lt;br /&gt;Calor, passem “eles” se quiserem.&lt;br /&gt;Ir a 120 pra poupar?&lt;br /&gt;Nã, nada disso, é sempre a dar, que o que meto nos tanques é pra gastar.&lt;br /&gt;Ajudar esses rapazes que nos ligam para mudarmos uma viagem porque alguém faltou ou porque há falta de condutores?&lt;br /&gt;Nem atendo.&lt;br /&gt;Os chefes,  já se aperceberam da coisa e tentam aquilo que os velhacos sem carácter tentam, sempre que se vêem num problema.&lt;br /&gt;A intimidação, a mentira, os jogos de contra-informação, enfim a javardice moral habitual.&lt;br /&gt;Mas isso não irá resultar.&lt;br /&gt;Não irá mesmo meus amigos e sabem porquê?&lt;br /&gt;Porque nós já começámos e iremos continuar a mostrar como isto tudo terminará.&lt;br /&gt;Quando todos nós mostrarmos que não aturamos mais o desvario desta gentalha ignóbil e vil, que nos tem governado, isto terminará.&lt;br /&gt;Quando os gestores da CACA entenderem que com estes druidas o que perdem em gasóleo e em viabilidade de operação, é mais do que ganham com a sua javardice moral, isto terminará.&lt;br /&gt;Quando os gestores da CACA sentirem que os druidas já não têm capacidade de missão, isto terminará.&lt;br /&gt;Quando as Camionetas não forem optimizadas por os tempos de rotação aumentarem devido aos pequenos grãos que todos sabem pôr na engrenagem, isto terminará.&lt;br /&gt;Quando os gestores da CACA virem a venda da mesma ameaçada por não querermos colaborar com estes patetas, isto terminará.&lt;br /&gt;Quando muitos de nós, não mais estivermos dispostos a calar as canalhices que fazem a gente válida ao nosso lado, isto terminará.&lt;br /&gt;Quando olharmos para esta escumalha humana e as suas mãos ficarem estendidas no ar, por os 20 anos que temos de conhecimento mútuo, não compensarem as pilantrices que têm feito, isto terminará.&lt;br /&gt;Quando assumirmos que o próximo podemos ser nós, isto terminará.&lt;br /&gt;Pela minha parte, continuarei a viajar em excesso de velocidade, não desligarei o gerador de popa, o ar condicionado estará sempre ligado, no máximo e em duplicado, e se precisarem da minha boa vontade, irão encontrar um grande reduto de nada.&lt;br /&gt;E o relatório de Dezembro será pior...&lt;br /&gt;Mas desenganem-se.&lt;br /&gt;Ao contrário de muitos, não tenho raiva.&lt;br /&gt;Não, nada disso, neste momento o que me conduz é uma paz interior pois sei que esse caminho é o meu.&lt;br /&gt;Estou em paz, pois levei a guerra para o quintal da CACA e lá ela vai ficar.&lt;br /&gt;Não vou esperar ser o próximo e  já estou a dar despesa.&lt;br /&gt;E vocês?</description><link>http://cemasas.blogspot.com/2011/07/army-of-one-parte-ii.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>6</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1187020821501689059.post-1786566750365095845</guid><pubDate>Wed, 06 Jul 2011 14:32:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-07-06T10:03:16.327-04:30</atom:updated><title>Frase do Dia</title><description>We are Anonymous, We are Legion. &lt;br /&gt;We do not forgive, We do not forget. &lt;br /&gt;Expect us.</description><link>http://cemasas.blogspot.com/2011/07/frase-do-dia.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1187020821501689059.post-3197282999614507010</guid><pubDate>Sun, 03 Jul 2011 10:47:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-07-03T11:37:48.078-04:30</atom:updated><title>Army of  One</title><description>Amigos ouvintes como tem vivido estes últimos tempos?&lt;br /&gt;Espero que bem.&lt;br /&gt;Não comunicamos já a algum tempo é verdade mas muito se tem passado.&lt;br /&gt;O país mudou e os ares de mudança começam-se a fazer sentir.&lt;br /&gt;Temos novo governo nesta pátria que nos pariu e pior não poderá ser.&lt;br /&gt;Aquela rapaziada que saiu era mesmo duma incompetência atroz e dum esquemismo inqualificável.&lt;br /&gt;O quê? A palavra “Esquemismo” não existe?&lt;br /&gt;Têm razão, mas o blog é privado, não se insere em nenhum sector empresarial do estado e como tal permitam-me estes desvarios linguísticos.&lt;br /&gt;Aliás sendo o blog privado, posso ter os desvarios linguísticos que desejar, posso indicar amigos para cargos no blog e posso até dar-lhes mais Kwanzas por me ajudarem na manutenção do mesmo.&lt;br /&gt;Tudo porque é privado, se não fosse, não poderia como todos bem sabem...&lt;br /&gt;Voltando ao Core da questão.&lt;br /&gt;Esse tal governo de malfeitores que agora cessa funções, saiu mas deixou marcas.&lt;br /&gt;E que marcas.&lt;br /&gt;Marcas profundas na economia que ficou de rastos, na saúde que continua doente, na educação que está deseducada e mais que tudo, nos valores, moral e maneira de actuar perante os outros que estão pela hora da morte.&lt;br /&gt;E isso alastrou meus Amigos, se alastrou.&lt;br /&gt;Alastrou a vários sectores da sociedade e obviamente também às empresas.&lt;br /&gt;Nas vossas não sei, mas na CACA entranhou-se como cultura.&lt;br /&gt;Parece um vírus que foi chegando e entrando devagarinho, silencioso, como todos os vírus malignos e velhacos.&lt;br /&gt;Não se iludam, a cultura que tomou de assalto a CACA nada tem a ver com a de outrora que poderia ter muitos defeitos mas prezava o individuo e o respeitava.&lt;br /&gt;Geria com respeito pois sabia que o poder era sempre temporário e não era influenciada por uma qualquer cultura inspirada em coronéis de fazenda de Alagoas.&lt;br /&gt;Esta que hoje existe na CACA não respeita nada.&lt;br /&gt;Não respeita o saber alheio, a opinião contrária, bolas, não respeita nem os serviços prestados no passado e a idade e história de quem os prestou.&lt;br /&gt;Não respeita ninguém e persegue os não-alinhados.&lt;br /&gt;Os que acham que são respeitados desenganem-se.&lt;br /&gt;São apenas suportados por serem da turminha do Lambe-Testículo e assim que não forem necessários ou que valores mais altos se levantem, serão descartados como outros com mais história e mais idade o foram.&lt;br /&gt;E Porquê?&lt;br /&gt;Porque esta cultura empresarial que se apoderou da CACA tenta criar um pensamento unificado em que o cinzentismo reine e em que os humanos se assemelhem a robots sem vida numa qualquer película de Fritz Lang.&lt;br /&gt;É certo que tal já foi tentado no passado por outros maiores que estes, mas sempre com resultados catastróficos para as instituições e os seus criadores.&lt;br /&gt;Eu, robots, sempre gostei daqueles que aspiram a casa sozinhos e que cozinham uma refeição inteira sem ajuda.&lt;br /&gt;Quanto aos outros estou dispensado por motivos sanitários e de saúde pública.&lt;br /&gt;Ordens médicas.&lt;br /&gt;Mas dizia, é uma cultura que tem os seus alicerces assentes em esquemas, em amizades e com cada um dos intervenientes a tentar roubar o seu bocadinho do queijo.&lt;br /&gt;Eu também gosto de queijo mas só como aquele que mereço, e quando os meus pares estão com pouco queijo, não acho bonito ir à despensa buscar mais.&lt;br /&gt;Feitios...&lt;br /&gt;Enfim, muita coisa se tem passado meus Amigos e muitas delas com requintes de bandidagem que fariam corar de inveja os  melhores argumentistas de histórias de gangsters de Hollywood. &lt;br /&gt;Daquelas películas com tipos com nomes como Baby Face, Flashing Ruby e Vinnie.&lt;br /&gt;Vinnie, como todos sabem, é a sub-categoria de gangster, assemelhando-se muito a certos tipos que grassam na CACA.&lt;br /&gt;É o mainato de serviço e que faz tudo por um biscoito.&lt;br /&gt;O Vinnie claro...&lt;br /&gt;Não vos nego que durante este meu defeso, tenho andado expectante a apreciar cada momento e a tirar notas, muitas notas.&lt;br /&gt;My little black book.&lt;br /&gt;São tantas que nem sei por onde começar.&lt;br /&gt;Mas vou começar.&lt;br /&gt;Tenho igualmente assistido ao nascimento de outras personalidades que utilizando métodos diferentes vão contando as suas histórias.&lt;br /&gt;Confesso que me tenho divertido a lê-las e lá está, a tirar notas e mais notas.&lt;br /&gt;Não falamos do mesmo, pois esses rapazes escrevem sobre vidas de glamour e eu como os Amigos Ouvintes sabem, escrevo sobre uma companhia de camionagem pobretanas.&lt;br /&gt;Bem sei que as aventuras de uma companhia de camionagem poderão não ser a coisa mais interessante de ler, sem o brilho de outras vidas mas concerteza encontrarão pontos de encontro com as vossas.&lt;br /&gt;Com isto tudo dito, só me resta agradecer as mensagens que tenho recebido para voltar ao activo e tentar dar um pouco mais da língua de Camões a quem me escuta.&lt;br /&gt;Depois de um árduo trabalho de investigação eis que encontrei um texto fabuloso de um rapaz, Comandante de aviões na Continental Airlines, que julgo ser o mais apropriado para marcar este regresso às lides.&lt;br /&gt;Comandante, para os que não sabem, é mais ou menos como Condutor-Principal nisto da camionagem, mas sem a parte gira dos tacógrafos e dos posters com raparigas de seios fartos colados na parte de trás da cabine de condução.&lt;br /&gt;E come-se pior...&lt;br /&gt;Adiante.&lt;br /&gt;Como texto de introdução, aqui vos deixo &quot;Army of One&quot;.&lt;br /&gt;Este texto devido ao idioma original só conseguirá ser lido pelos Amigos Ouvintes que tenham feito a escolaridade mínima através do método antigo com programa de inglês regular aprovado.&lt;br /&gt;Novas Oportunidades e domínio da língua de Shakespeare ao nível do Engenheiro que saiu, terão que esperar pela edição portuguesa.&lt;br /&gt;Até já&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;I am an Army of One (or 2, or 300, ...) &lt;br /&gt;I am an army of One - A Captain in the Continental Airlines army. &lt;br /&gt;For years I was a loyal soldier in CAL army. &lt;br /&gt;Now I fight my own war. &lt;br /&gt;I used to feel valued and respected.&lt;br /&gt;Now I know I am mere fodder. &lt;br /&gt;They used to exhibit labor leadership. &lt;br /&gt;Now they exploit legal loopholes. &lt;br /&gt;They used to enjoy my maximum. &lt;br /&gt;Now they will suffer my minimum. &lt;br /&gt;I am an army of One. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;I used to save a thousand pounds of fuel per leg; finding the best FL, getting direct routing, throttling back when on-time was made, skimping during ground ops, adjusting for winds, being smart and giving the company every effort I could conjure. &lt;br /&gt;Now, it&#39;s &quot;burn baby, burn&quot;. &lt;br /&gt;I used to call maintenance while airborne, so the part would be ready at the gate. Now, they&#39;ll find the write-up when they look in the book. &lt;br /&gt;I used to try to fix problems in the system.&lt;br /&gt;Now I sit and watch as the miscues pile up. &lt;br /&gt;I used to fly sick. &lt;br /&gt;Now I use my sick days, on short notice, on the worst day of the month. &lt;br /&gt;I am an army of One. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;I used to start the APU at the last possible moment. &lt;br /&gt;Now my customers enjoy extreme comfort. &lt;br /&gt;I used to let the price of fuel at out-stations affect my fuel orders. &lt;br /&gt;I still do...&lt;br /&gt;I used to cover mistakes by operations. &lt;br /&gt;Now I watch them unfold. &lt;br /&gt;I used to hustle to ensure an on-time arrival, to make us the best. &lt;br /&gt;Now I do it for the rampers and agents who need the bonus money. &lt;br /&gt;But this too may change.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;I used to call dispatch for rerouting, to head off ground delays for bad weather. Now I collect overs, number 35 in line for takeoff. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;I am on a new mission - to demonstrate that misguided leadership of indifference and disrespect has a cost. &lt;br /&gt;It&#39;s about character, not contracts. &lt;br /&gt;It&#39;s about leading by taking care of your people instead of leadership by bean counters (an oxymoron). &lt;br /&gt;With acts of omission, not commission, I am a one-man wrecking crew.&lt;br /&gt;An army of One. &lt;br /&gt;My mission used to be to make the company rich. &lt;br /&gt;Now it&#39;s to make the company pay. &lt;br /&gt;I will make them pay.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;When they under-staff bases and over-work reserves to keep pilots downgraded, down-flowed, or downtrodden.&lt;br /&gt;I will make them pay.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;When over-booked customers are denied boarding system wide, while jets are parked in the desert.&lt;br /&gt;I will make them pay. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;When they force pilots, who have waited 12 years to become captains, to be FOs again I will make them pay. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;When they ask pilots to show leadership at Express, and then deny them longevity.&lt;br /&gt;I will make them pay. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;When they constantly violate the letter and spirit of our contract - a contract that&#39;s a bargain by any measure, and force us to fight lengthy grievances.&lt;br /&gt;I will make them pay. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;My negotiating committee speaks for me, but I act on my own. &lt;br /&gt;I am a walking nightmare to the bean counters that made me. &lt;br /&gt;Are you listening? &lt;br /&gt;This mercenary has a lot of years left with this company.&lt;br /&gt;How long can you afford to keep me bitter? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I&#39;m not looking for clauses in a contract, I&#39;m looking for a culture of commitment and caring. &lt;br /&gt;When I see it, I&#39;ll be a soldier for CAL again. &lt;br /&gt;Until then, I am an Army of One.&lt;br /&gt;And I&#39;m not alone&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nós? &lt;br /&gt;Vamos deixar que os druidas da CACA nos roubem a respeito, a dignidade, e mais que isso, a alegria de conduzir?&lt;br /&gt;Vamos permitir que as nossas condições piorem para que as deles sejam melhoradas com base em justificações sem nexo?&lt;br /&gt;Vamos querer e acreditar ou vamos desistir do nosso caminho?&lt;br /&gt;Vamos ou não vamos ser cada um &quot;A Army of One&quot;&lt;br /&gt;Eu já me decidi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description><link>http://cemasas.blogspot.com/2011/07/army-of-one.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>7</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1187020821501689059.post-4996850125655496418</guid><pubDate>Thu, 24 Feb 2011 21:56:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-02-24T17:42:27.411-04:30</atom:updated><title>A História de D. Carlota</title><description>Olá Amigos&lt;br /&gt;Estava aqui a pensar na vida e na Direcção de Operações Camionisticas, e eis que me lembrei dum capitulo engraçado da nossa História lusa.&lt;br /&gt;História verídica passada no final do séc. XVIII, inicio do séc XIX que traz-nos a enigmática personagem de D. Carlota Joaquina, a mal amada mulher de D. João VI e rainha de Portugal.&lt;br /&gt;A história repete-se e podemos encontrar nela muitos pontos de contacto com os dias actuais.&lt;br /&gt;E para exercício de pensamento, tem sempre mais graça do que ler os periódicos sanguinários que nos entram pela cabine de condução.&lt;br /&gt;Então voltemos à nossa Carlota.&lt;br /&gt;Nascida em 1775, descendia da casa de Bourbon.&lt;br /&gt;Diz-se dela que apesar da sua grande sagacidade politica escolheu sempre o lado errado da História, tentando através de golpes e esquemas, arrebatar o trono ao seu marido.&lt;br /&gt;Esquemática portanto...&lt;br /&gt;Oliveira Martins, no seu livro, define-a como uma megera horrenda, criatura devassa e abominável e em cujas veias corria toda a podridão.&lt;br /&gt;Outos historiadores da época definem-na ainda como uma alma, ambiciosa, inquieta e sem escrúpulos.&lt;br /&gt;Os tais pontos de contacto lembram-se?&lt;br /&gt;Carlota Joaquina ficou ainda na história como um exemplo de escandalosa devassidão sexual, uma mulher cujos insaciáveis apetites libidinosos se manifestavam num corpo que roçava a repugnância.&lt;br /&gt;Apesar do seu Casamento com o rei D. João VI celebrado em 1785 ter durado 36 anos, a vida em comum foi relativamente curta, interrompida por uma longa separação de facto.&lt;br /&gt;Dos nove filhos do casal, a maior parte dos estudiosos concede ser provável que apenas o filho mais velho, D. Pedro IV ser mesmo do legitimo esposo.&lt;br /&gt;Certa vez, D. João VI na estrada que leva ao palácio de Queluz e para o seu coche não se cruzar com o de sua mulher, grita ao seu cocheiro &lt;br /&gt;“ Volta para traz que vem ai a puta”.&lt;br /&gt;Elucidativo não é Amigos.&lt;br /&gt;No livro El Rei D. Miguel, Faustino da Fonseca cita uns versos populares da época: &lt;br /&gt;Miguel não é filho, d’el Rei D. João&lt;br /&gt;é filho do João Santos, da quinta do Ramalhão.&lt;br /&gt;Fabuloso.&lt;br /&gt;A própria nora D. Leopoldina de Habsburgo mulher de D. Pedro relata umas conversas com a infanta Maria Teresa que lhe conta que certa vez, o Rei seu pai mandou prendê-la num convento por não poder confiar mais nela, mas D. Carlota, dribla a clausura e...oferece-se aos criados.&lt;br /&gt;No Convento da Ajuda ainda tentaram conter o seu desejo com uma alimentação especialmente leve, mas ela ficava ainda mais birrenta e cheia de vontade...&lt;br /&gt;Quando da fuga da corte para o Brasil, o nosso Rei para evitar escândalos recompensava os amantes da mulher com a comenda da Torre-e-Espada, mas não podendo dizer o porquê da condecoração, escrevia dos “ justos e particulares motivos que tenho presentes”.&lt;br /&gt;E foi assim que devido aos largos aumentos de Kwanzas recentemente decretados pela CACA, para os seus mais fieis, me lembrei da célebre frase de D. João VI que desabafa: &lt;br /&gt;“Na vida de Carlota a moralidade morreu”&lt;br /&gt;Não foi só na dela pois não?</description><link>http://cemasas.blogspot.com/2011/02/historia-de-d-carlota.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1187020821501689059.post-3707912069447373688</guid><pubDate>Fri, 11 Feb 2011 21:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-02-11T17:56:59.669-04:30</atom:updated><title>Os Salteadores da Arca Perdida</title><description>Olá Amigos ouvintes, como têm passado?&lt;br /&gt;Bem? Duvido.&lt;br /&gt;Com aquilo que se prevê que venha aí, duvido mesmo muito, mas há optimistas para tudo.&lt;br /&gt;Volto hoje ao vosso contacto com mais uma historieta de pura ficção passada na grande e única  CACA, que tantas alegrias nos tem dado e tanta tinta feito correr.&lt;br /&gt;Obrigado Gutenberg por esta magnifica invenção, pois sem ti ficaríamos apenas com as historias passadas de boca em boca, ou em papiros de pouca dura, como no tempo dos antigos.&lt;br /&gt;Com o passar dos meses, perderíamos em exactidão e pormenores, e a comicidade invariavelmente sairia prejudicada.&lt;br /&gt;Por isso, uma vénia para ti amigo Johannes.&lt;br /&gt;Hoje teremos entre nós nesta saga camionística, a grande epopeia dos Salteadores da Arca perdida.&lt;br /&gt;Não Amigos, não pensem que vamos entrar por uma Ilíada de Homero ou coisas do género.&lt;br /&gt;Epopeia ma non tropo...&lt;br /&gt;Também não entraremos pela saga autêntica do grande Indiana Jones embora em muitos aspectos encontraremos pontos em comum.&lt;br /&gt;Preparados?&lt;br /&gt;Então chapéu na cabeça, faca nos dentes, chicote na mão e, ta na na, ta na na, ta na na, ta na na na na.......&lt;br /&gt;Corria na CACA uma aragem estranha.&lt;br /&gt;Um misto de revolta e ansiedade tomara conta dos corações outrora puros dos nossos Camionistas.&lt;br /&gt;A Pátria Lusa atravessava grandes contrariedades a todos os níveis, com o ensino de rastos, a moral pela rua da amargura e o pior de tudo, sem kwanzas para alegrar a rapaziada.&lt;br /&gt;Os políticos, verdadeiros coveiros desta nação mostravam a sua inépcia e governavam da única maneira que sabiam.&lt;br /&gt;Contra as pessoas.&lt;br /&gt;Ai, não há Kwanzas, carregue-se no pessoal trabalhador que a culpa deve ser deles.&lt;br /&gt;E a rapaziada pagava.&lt;br /&gt;Os esforços eram cada vez maiores, sempre na tentativa de tapar um buraco que teimava em não vedar.&lt;br /&gt;Sabem aquela valvulazinha que existe na Camionete e que não se deve abrir quando há fuga de petróleo?&lt;br /&gt;Era mais ou menos isso, com válvula escancarada e por mais que se injecte de um lado, perde-se tudo pelo outro.&lt;br /&gt;Com o panorama assim, não haveriam os Camionistas de andar danados da vida.&lt;br /&gt;Eles que até cumpriam e tinham dado de si durante a última década, sempre na vã esperança da recompensa adiada.&lt;br /&gt;Eis que agora eram confrontados com uma nova categoria profissional.&lt;br /&gt;Acabava-se a pomposa categoria de Condutor e entravamos no reino dos Escriturários.&lt;br /&gt;Seriam equiparados a um qualquer duma qualquer repartição, aos mangas de alpaca da vida.&lt;br /&gt;Sem tirar nem pôr.&lt;br /&gt;Para a rapaziada mais nova, manga de alpaca era a designação que se dava anteriormente aquilo que hoje carinhosamente apelidamos de besuntas, que ao contrário daquilo que se diz, nada tem a ver com as funções desempenhadas, mas sim com um estado de espírito.&lt;br /&gt;Encontramos aliás na vida, muitos condutores com um espírito besuntoso que não acaba.&lt;br /&gt;Adiante.&lt;br /&gt;Agora seria a doer e para aprenderem como é, os Camionistas teriam de contribuir com mais um pouquinho de si.&lt;br /&gt;O que tinham dado no passado não chegava.&lt;br /&gt;Durante 12 anos e até ao Acordo assinado havia poucos meses, não tinham tido aumento kwanzal, mas isso agora pouco interessava.&lt;br /&gt;Tinham de contribuir como os outros e já que a vida lhes corria de feição, seria justo que dessem o chamado dizimo.&lt;br /&gt;Lembram-se da IURD?&lt;br /&gt;Essa mesmo, igreja fundada em terras de Vera Cruz, pelo “Bispo” Edir Macedo, rapaz honesto e sabedor da poda e que na sua grandeza se instalou por cá, para ajudar a salvar o povo Luso.&lt;br /&gt;Ao governo da Pátria, o que sobrava em imoralidade, faltava em imaginação e vai de copiar o modelo.&lt;br /&gt;A partir de agora, os senhores camionistas irão contribui com a módica quantia de 10% em kwanzas, de modo a que os 13700 institutos possam ser mantidos, mais as secretárias e os motoristas e os coisos e os outros e mais aqueles e também sem esquecer e ....&lt;br /&gt;Isto de esquemáticos de Vera Cruz que vêm salvar o povo Luso, não sei porquê mas começa-me a cheirar a malandrice pegada.&lt;br /&gt;Os da IURD claro...&lt;br /&gt;Os Camionistas não gostaram e ficaram danados.&lt;br /&gt;Então agora iam ganhar menos Kwanzas pela alminha de quem.&lt;br /&gt;Não, não, que não podia ser.&lt;br /&gt;Claro que alguns havia que achavam melhor aceitar, porque isto anda mal e tal, e assim sempre vamos tendo o empreguinho.&lt;br /&gt;E no fim pelo menos recebemos a palmadinha nas costas que tanto gostamos.&lt;br /&gt;Aquela palmada que está apenas 2 palmos acima do pontapé no dito...&lt;br /&gt;A balada do desespero tinha inicio.&lt;br /&gt;Lá está, escriturários por dentro, apesar de se sentarem aos comandos da camionete.&lt;br /&gt;Eram poucos, verdade seja dita.&lt;br /&gt;A maioria não aceitava e queria justiça, nada mais que justiça.&lt;br /&gt;E perguntam vocês, onde raio vamos com esta história, e de salteadores e arcas ainda não vimos nada.&lt;br /&gt;Calma Amigos, calma.&lt;br /&gt;Continuando.&lt;br /&gt;O gestor mor da CACA, antevendo um problema grande, eis que qual kasparov das Camionetes, faz a sua jogada de antecipação.&lt;br /&gt;Ah e tal, eu estou com vocês e acho de uma tremenda injustiça, mas são eles que querem.&lt;br /&gt;Obrigam-me.&lt;br /&gt;A culpa é do governo.&lt;br /&gt;Esquecia-se porém que o governo já anteriormente abrira excepções para aplacar a fúria da rapaziada de outras CACAS e aquilo bem conversado até ia.&lt;br /&gt;Mas resolve ir fazendo o que os desorientados sempre fazem, empurrando com a barriga.&lt;br /&gt;Como só isso não seria suficiente, vai de aplicar a mesma técnica usada anteriormente nestes anos de namoro.&lt;br /&gt;Sabendo que os cães fieis são sempre aqueles a quem se dá o osso maior, eis que toma a decisão.&lt;br /&gt;Vamos dar mais Kwanzas à rapaziada fiel e assim manter a almofada que nos separa da baianada...&lt;br /&gt;A tal almofadinha de conforto.&lt;br /&gt;Se assim pensou melhor o fez.&lt;br /&gt;Seguindo a politica praticada nos últimos anos, eis que compra mais um pouco da alma dos nossos amigos Druidas.&lt;br /&gt;Assim, em édito real, é decretado um aumento médio de 3000 Kwanzas, variável, pra mais ou pra menos, consoante o lugar na hierarquia CACAL.&lt;br /&gt;Sem dúvida um incentivo de monta aos capatazes do chicote.&lt;br /&gt;Se para alguns deles, o simples “poder” de fazer cópias dos manuais das camionetes e enviá-los aos condutores mal comportados, já era razão de pequena ejaculação, isto aliado a mais Kwanzas era o êxtase total.&lt;br /&gt;O clímax era atingido...E sem pôr.&lt;br /&gt;Aquilo que era dado anteriormente no cartão de plástico, era aumentado e passava para a folha, que dá sempre jeito para qualquer doença e outros casos bicudos. &lt;br /&gt;E como não estamos a ir para novos...&lt;br /&gt;E então, eu disse ou não disse que iam haver salteadores?&lt;br /&gt;Mas para os Amigos ouvintes que pensem que a coisa fica por aqui, desenganem-se.&lt;br /&gt;Não, que aquilo é rapaziada manhosa à séria.&lt;br /&gt;Os aumentos dos Kwanzas, ao contrário do sol, não seriam para todos.&lt;br /&gt;Não, que as finanças não aguentam.&lt;br /&gt;Assim, teve que haver aquela distribuição cirúrgica da coisa.&lt;br /&gt;One for me, two for me....lembram-se desse cartoon?&lt;br /&gt;Foi mais ou menos assim e Kwanzas só pros mais chegados...&lt;br /&gt;Tipo família mafiosa italiana.&lt;br /&gt;The Sopranos no seu melhor.&lt;br /&gt;Claro que alguns Druidas houve que não gostaram e como tal, vai de saltar da Camionete em andamento, que isto de andar aqui a aturar fretes por tuta e meia, é desporto que não me agrada.&lt;br /&gt;Os Druidas que ficaram, enfeitiçado estavam pelo vil metal.&lt;br /&gt;Lembram-se dos alemães enfeitiçados com a arca no primeiro filme da saga do Indy?&lt;br /&gt;Assim eram os Druidas, com os Kwanzas.&lt;br /&gt;Já nem se importavam com as diatribes do governo da Pátria.&lt;br /&gt;Depois de vender companheiros de luta, o importante seria fazer crer aos incautos o seguinte.&lt;br /&gt;Estamos com vocês.&lt;br /&gt;Afinal, estamos todos no mesmo barco.&lt;br /&gt;Mas se somos radicais e não aceitamos este esforço, corremos o risco de ir pro buraco de vez&lt;br /&gt;Sim que isto já não aguenta mais e o FMI está aí à porta e a crise e tal.&lt;br /&gt;A mensagem subliminar seria essa.&lt;br /&gt;Mas estamos todos no mesmo barco e também paramos se for o caso.&lt;br /&gt;Paramos com os bolsos cheios claro...Com o peso.&lt;br /&gt;Os passageiros do Titanic também iam todos no mesmo barco, mas uns tiveram netos e outros não.&lt;br /&gt;Adivinhem quem se entalou?&lt;br /&gt;Pois esses mesmo.&lt;br /&gt;Agora com os Kwanzas a mais na folha, era necessário manter a discrição e ir levando a rapaziada.&lt;br /&gt;Será que iriam conseguir?&lt;br /&gt;O tempo, esse que é o melhor conselheiro, o dirá.&lt;br /&gt;E chega de salteadores?&lt;br /&gt;Não chega nada Amigos, ainda vamos a meio da saga.&lt;br /&gt;Ou achavam que salteadores são só meia dúzia?&lt;br /&gt;Nem pensar, a rapaziada Camionista tem igualmente nas suas fileiras uns salteadores de mão cheia.&lt;br /&gt;Passo a explicar.&lt;br /&gt;Até ao ano da graça de 2010 estava em vigor um Acordo entre a CACA e os Camionistas.&lt;br /&gt;Quando a UPA toma posse em 2008, lança-se na procura de um modelo novo de trabalho.&lt;br /&gt;A ideia era tornar tudo mais claro e melhor distribuído.&lt;br /&gt;Deveria ter agradado a todos certo?&lt;br /&gt;Errado.&lt;br /&gt;Mais uma vez um punhado de salvadores da pátria, imbuídos apenas de bondade e visão, eis que se opõe, fazendo de tudo para que tal Acordo não visse a luz do dia.&lt;br /&gt;Diziam que era pior para os Camionistas, que o trabalho ia aumentar e os Kwanzas diminuir.&lt;br /&gt;Se existe algo bom na democracia, é a relativização de tudo e assim foi.&lt;br /&gt;A tal maioria, veio-se a provar serem meia vintena de salvadores da pátria.&lt;br /&gt;O Acordo foi aprovado por larga maioria e apesar da chinfrineira causada por um punhado de indecentes, a coisa foi implementada.&lt;br /&gt;Indecentes? Então agora ter uma diferença de opinião é ser indecente.&lt;br /&gt;Têm razão, não é, se as diferenças forem por causa nobre, mas eis que afinal não era o caso.&lt;br /&gt;Coincidentemente, os maiores opositores ao dito Acordo eram rapazes que muito ganhavam com a manutenção do anterior.&lt;br /&gt;E como?&lt;br /&gt;Salteadores lembram-se? &lt;br /&gt;Enfeitiçados pela arca, iam fazendo o trabalho de 3 ou 4.&lt;br /&gt;Armados em autênticos Hércules da Camionagem, eis que estes nossos malandrecos faziam horas de camionagem até mais não, dando um novo significado ao velho conceito do dia de 24 horas.&lt;br /&gt;Coisa em desuso, pois para eles o dia era elástico.&lt;br /&gt;Eram os campeões das horas de condução.&lt;br /&gt;Nada os parava.&lt;br /&gt;Aquela velha máxima apregoada em tempos idos que sempre que trabalhas no dia de descanso estás a tirar o lugar a outro condutor que quer trabalhar, para eles nada dizia.&lt;br /&gt;Indecentes e Selvagens portanto.&lt;br /&gt;Casos havia com 100 dias de descanso em atraso.&lt;br /&gt;Sim leram bem, não foi gralha, 100 dias.&lt;br /&gt;Montantes anuais de horas de condução que transformados em Kwanzas compravam um Porsche.&lt;br /&gt;Sim, estamos a falar dum Boxster, mas não deixa de ser um Porsche.&lt;br /&gt;A pronto pagamento...&lt;br /&gt;E então isto ainda não é ser indecente?&lt;br /&gt;Com tudo isto a CACA gastou muitos mais kwanzas do que devia, quando tinha os meios para não o fazer.&lt;br /&gt;Se a gestão fosse equilibrada e equitativa, as camionetas tinham andado na estrada sem sobressaltos e muito se teria poupado.&lt;br /&gt;Milhões de kwanzas nos últimos anos.&lt;br /&gt;Muitos milhões distribuídos por alguns.&lt;br /&gt;Selvagens e sem vergonha.&lt;br /&gt;Claro que os salteadores não viveriam da mesma maneira sem esse pequeno incentivo anual e por isso tudo fizeram para que o dito Acordo tivesse o mesmo fim do tão famoso Titanic.&lt;br /&gt;O facto de esse sistema ser muito penalizante para a CACA também não os fazia corar de vergonha.&lt;br /&gt;Com os Kwanzas a mais, mesmo para os que corassem, haveria sempre uma boa maquilhagem.&lt;br /&gt;Das melhores que os Kwanzas podem comprar.&lt;br /&gt;E assim iam os nossos salteadores, sempre bem maquilhados.&lt;br /&gt;Maquilhados de gente séria, cumpridora e honesta, quando na realidade não passavam de salteadores sem-vergonha.&lt;br /&gt;E todos os outros, aqueles que vêem o pó de arroz e aquilo que está por trás, não devem ter vergonha de os apontar na rua, porque o que ali vai não são Condutores, são salteadores.&lt;br /&gt;Sim, salteadores e sem-vergonha.&lt;br /&gt;É diferente.&lt;br /&gt;Muito diferente.</description><link>http://cemasas.blogspot.com/2011/02/os-salteadores-da-arca-perdida.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>6</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1187020821501689059.post-1071496208397333678</guid><pubDate>Tue, 25 Jan 2011 13:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-01-25T09:08:28.867-04:30</atom:updated><title>The Protocol</title><description>Olá Amigos ouvintes&lt;br /&gt;Volto ao vosso contacto após este longo período de ausência, período esse que foi aproveitado para outras actividades, de cariz extra-curricular.&lt;br /&gt;Poderia estar aqui a inventar mil desculpas para o ocorrido.&lt;br /&gt;Se quisesse transmitir-vos um pouco de glamour poderia dizer-me envolvido numa operação secreta recheada de beldades louras, ilhas paradisíacas, lanchas rápidas, e vilões badalhocos, qual cenário do ultimo filme do agente de sua majestade.&lt;br /&gt;Calma, que lá pra frente, provavelmente haverão badalhocos...&lt;br /&gt;Se por outro lado preferisse o crime e mistério, poderia falar-vos acerca do meu rapto às mãos dos Druidas Cacais e como estes me mantiveram num cativeiro profundo algures num barracão na floresta, e em que com o cérebro ligado a uma máquina de raios gama, era chicoteado 3 vezes por dia, até os reconhecer como os meus mestres.&lt;br /&gt;Podia contar-vos tudo isso e muito mais, mas não seria verdade.&lt;br /&gt;Não Amigos ouvintes, não vale a pena inventar.&lt;br /&gt;A verdade é só uma.&lt;br /&gt;Estive activamente empenhado na campanha presidencial que agora terminou e como tal sem tempo para mais nada.&lt;br /&gt;Foram muitos Kilometros com a camioneta, a viajar por essa pátria Lusa em busca daquele voto decisivo, daquele abraço popular e daquele incentivo ao candidato.&lt;br /&gt;Bandeiras para os graúdos e autocolantes para a pequenada.&lt;br /&gt;Sim, que isto de viver da camionagem não vai durar pra sempre, um dia vou tirar o pé da lama e subir na vida, tal como alguns dos meus pares que sabiamente viram esse eldorado antes de mim.&lt;br /&gt;Gente de visão, com outro “Mundo” e uma maneira de estar na vida muito mais certeira.&lt;br /&gt;Os invejosos chamam-lhes a turminha do lambe testículo, mas todos nós sabemos o que é a inveja a trabalhar, essa qualidade tão lusa e que nos assola no dia a dia, nas mais pequeninas coisas.&lt;br /&gt;Querem um exemplo do que é a inveja das massas?&lt;br /&gt;Ora aí vai.&lt;br /&gt;Então não é que os tais invejosos andam aí a criar uma celeuma acerca do ensino da camionagem sincronizada.&lt;br /&gt;Não estão por dentro?&lt;br /&gt;Eu explico.&lt;br /&gt;Aqui à uns anos atrás, a CACA e a UPA acharam por bem fazer um acordo de cavalheiros em relação ao dito ensino.&lt;br /&gt;Não que o mesmo não funcionasse antes do tal acordo mas havia que impor algumas regras.&lt;br /&gt;E porquê?&lt;br /&gt;Simples, alguns rapazes mais novos e com sangue na guelra, ambicionavam poder trabalhar com aquela parafernália de botões e aquele painel luminoso existente no Camião-Simulador.&lt;br /&gt;Não que fosse mais giro que o camião real.&lt;br /&gt;De facto não era.&lt;br /&gt;Mas tinha vários apelos diferentes.&lt;br /&gt;Primeiro que tudo, eram botões, luzes e manivelas novas e isto já se sabe, tudo que envolva botanitos, computadores e motores, excita a rapaziada.&lt;br /&gt;Boys will be Boys...&lt;br /&gt;Depois havia igualmente o facto de ali dentro, sentados naquela cadeira, qualquer um se tornar um Doutor, cheio de ciência, saber e poder, muito poder.&lt;br /&gt;E de Doutores sem canudo, à cata de poder andava a CACA cheia.&lt;br /&gt;Finalmente, havia o facto de por cada sessãozita do dito ensino da camionagem sincronizada, tal render ao Doutor a módica quantia de 500 Kwanzas.&lt;br /&gt;Não que isso fosse importante, porque nisto dos Kwanzas já se sabe, a rapaziada é muito desprendida.&lt;br /&gt;Afinal, qual de nós nunca ouviu a célebre frase:&lt;br /&gt;Ah e tal, o Alcides ainda não pagou o que me deve.&lt;br /&gt;Estou chateado pá, muito chateado.&lt;br /&gt;Mas não é pelo dinheiro, é pela atitude.&lt;br /&gt;É sempre pela atitude, nunca é pelo dinheiro...&lt;br /&gt;Adiante.&lt;br /&gt;A rapaziada queria mesmo era poder desfrutar daquele mundo, mas o problema é que quem lá estava não queria sair.&lt;br /&gt;Também gostavam dos botões...&lt;br /&gt;A CACA vendo ali um foco de discórdia e a bem da paz social, qual pai numa briga de gémeos determinou:&lt;br /&gt;Ou há moral ou comem todos.&lt;br /&gt;Sendo assim e a bem da nação, avançou-se para a elaboração do dito acordo.&lt;br /&gt;As partes esgrimiam os seus argumentos.&lt;br /&gt;Dum lado, o presidente da UPA, rapaz com imenso jeito para as artes náuticas liderava, do outro a toda poderosa CACA, com os seus advogados de renome e a sua estrutura impiedosa.&lt;br /&gt;Reúnem-se numa sala e como os tempos eram outros, a cordialidade corria solta.&lt;br /&gt;Começaram por onde todos começam, pelo nome a dar à coisa.&lt;br /&gt;Que nome vamos dar ao documento pensaram.&lt;br /&gt;Tinha que ser uma coisa pomposa, com pinta, que deixasse uma marca para as gerações futuras.&lt;br /&gt;E se chamássemos Documento Regulador do Ensino da Camionagem Sincronizada?&lt;br /&gt;Não, era muito comprido e sem estilo.&lt;br /&gt;Tem de ser mais curto diziam, para ficar na cabeça.&lt;br /&gt;Então e se chamássemos pelas iniciais DRECS.&lt;br /&gt;Não, também não, era demasiado Ponte Vasco da Gama numa sexta à noite.&lt;br /&gt;Que fazer?&lt;br /&gt;Na altura, e por coincidência,  um dos intervenientes estava a ler um livro muito interessante de Frederick Forsyth chamado “The Fourth Protocol”, que nos fala do tratado de não proliferação assinado em 1968 entre os USA, Rússia e Grã-Bretanha.&lt;br /&gt;Um livro que aconselho e para os que não tiverem tempo podem sempre ver o filme.&lt;br /&gt;Ora, este acordo CACAL também ele era de não proliferação, não das ditas armas, mas da mamata generalizada e selvagem que se vivia.&lt;br /&gt;Haveria mamata sim, mas seria uma coisa organizada, com regras e tempos de exposição ao virús bem definidos.&lt;br /&gt;Com estas coincidências à vista de todos, o nome estava escolhido e o texto viria por arrasto.&lt;br /&gt;Assim nasceu o documento que iria regular o futuro do ensino da camionagem.&lt;br /&gt;Assim nasceu “ The Protocol” em inglês e tudo, já a pensar na internacionalização vindoura.&lt;br /&gt;Sempre visionários.&lt;br /&gt;Escolhido que estava o nome havia que dar substância à coisa.&lt;br /&gt;O que era importante regular pensaram os seus criadores?&lt;br /&gt;Qual o objectivo principal?&lt;br /&gt;Bom, uma vez que se estava no inicio, importante, importante era passar a imagem que a partir de agora tudo seria diferente.&lt;br /&gt;A transparência seria a pedra de toque.&lt;br /&gt;Os candidatos a “Ensinadores” seriam sempre escolhidos entre os mais aptos.&lt;br /&gt;Não mais haveria o compadrio e as malandrices de que os seus antecessores eram acusados.&lt;br /&gt;Haveria regulamentação, seriedade, rigor e todo um leque de lugares comuns muito em voga para vender ideias.&lt;br /&gt;Quem acedesse a tão alto cargo ficava incumbido de uma missão nobre mas já sabia que o seu tempo era limitado.&lt;br /&gt;Não mais haveria a perpetuação nos cargos.&lt;br /&gt;O poder e os kwanzas seriam enquanto fossem.&lt;br /&gt;Efémero era a palavra de ordem.&lt;br /&gt;E assim foi, foi e foi.&lt;br /&gt;Até que...&lt;br /&gt;Os tempos mudam, os intervenientes também e as vontades alteram-se.&lt;br /&gt;Já se sabe, a história, tal como o espeto em que rodam os frangos de churrasco, é cíclica e só não se lembra disso quem não lê.&lt;br /&gt;Eis que passados uns anos, os homens que tinham usado o tal acordo para chegar ao ensino da camionagem, começam a olhar para o bom do documento com um misto de revolta e apreensão.&lt;br /&gt;E porquê perguntam vocês?&lt;br /&gt;Porque é que o que era bom anteriormente agora já não servia?&lt;br /&gt;Os motivos eram simples.&lt;br /&gt;Primeiro a tal limitação temporal que não permitia a perpetuação no cargo.&lt;br /&gt;Que horror de regra, alguém devia estar sob o efeito de substancias ilegais quando aceitaram essa.&lt;br /&gt;Então agora não posso ficar aqui até aos 72 anos pela alminha de quem?&lt;br /&gt;A juntar a isto, o facto igualmente horrível de não poder escolher livremente os amigos para integrar o leque de iluminados “Ensinadores”.&lt;br /&gt;Alguém já viu aqueles anúncios das imobiliárias que dizem, “junta-te a nós, vem fazer parte duma equipe vencedora”.&lt;br /&gt;Pois, aqui era o mesmo mas a equipa boa, mesmo boa, seria aquela composta pelos amigos que compartilham as mesmas ideias sobre o mundo e as relações empresariais.&lt;br /&gt;Afinal, se em minha casa só entra quem eu quero por que razão aqui, havia de ser diferente?&lt;br /&gt;Isto que tem sido a nossa casa nos últimos anos, onde pomos e dispomos, tão habituados a todos os cantos...&lt;br /&gt;Quase um Lar.&lt;br /&gt;Pois é, mas esqueciam-se os moços que aquilo não era a casa deles e que regras havia, que tinham de ser cumpridas.&lt;br /&gt;Gostassem ou não...&lt;br /&gt;Como não gostavam e os prazos urgiam, eis que os Druidas ligados ao ensino sincronizado, encetam uma jogada de aproximação à UPA.&lt;br /&gt;Reformular “The Protocol” era a palavra de ordem.&lt;br /&gt;As razões apresentadas eram as mais floreadas, desprovidas de interesse próprio, e todas a bem da classe.&lt;br /&gt;Outro lugar comum muito em voga...A bem da classe.&lt;br /&gt;Claro que o facto de muitos estarem em fim de comissão de serviço, com o prazo de validade quase a expirar, qual iogurte de ananás numa prateleira de mercearia de bairro, nada tinha a ver.&lt;br /&gt;Nada.&lt;br /&gt;Igualmente nada tinha a ver a previsão de um ano de actividade intensa, cheio de novos petizes ávidos de aprendizagem e em que aquele camião-simulador voltaria aos seus tempos de glória, com os hidráulicos a deitar fumo tal era o uso sem paragens a que estava submetido.&lt;br /&gt;Ora isto era coisa para render alguns Kwanzas.&lt;br /&gt;500 Kwanzas por sessão, vezes 16 sessões, vezes muitos, mesmo muitos petizes que se prevêem...&lt;br /&gt;É fazer a conta... a bem da classe.&lt;br /&gt;Aliás, o a bem da classe podia ser comprovado pelos últimos acontecimentos relativos à questão do ensino sincronizado.&lt;br /&gt;Numa prova de honestidade e transparência tinha sido convidado um  Condutor-Principal para as funções de “Ensinador”, sem qualquer concurso e fazendo orelhas moucas do tal documento regulador.&lt;br /&gt;Assim, sem mais nem menos, só porque sim.&lt;br /&gt;Hum, malandrice, cheira-me muito a malandrice.&lt;br /&gt;Afinal anda alguém a não cumprir o que está escrito. &lt;br /&gt;Não é bonito.&lt;br /&gt;Os camionistas que até fazem piada com o célebre, “Onde é que isso está escrito” e vai-se a ver, no fim pouco importa se está ou não.&lt;br /&gt;Bom exemplo não é não senhor, mas nada que nos surpreenda.&lt;br /&gt;Então querem reformular uma coisa em que nem mostram boa fé de fazer cumprir?&lt;br /&gt;Algo me diz que a UPA vai ter dificuldades a lidar com esta gente.&lt;br /&gt;É sempre difícil negociar com malandros.&lt;br /&gt;A provar a malandrice vinha agora o concurso que entretanto tinha sido aberto para a admissão de mais uns “Ensinadores”.&lt;br /&gt;Antevendo os cortes nos Kwanzas preconizados na comunicação social, a rapaziada afluiu ao dito concurso em massa, fazendo lembrar os jeeps dos GIs engolidos pelos petizes à procura de Candys no Berlim pós guerra.&lt;br /&gt;O concurso foi decorrendo sem sobressaltos, mas os Druidas não estavam dispostos a distribuir os Candys por quem não era da sua cor.&lt;br /&gt;Que fizeram então, perguntam os meus Amigos Ouvintes.&lt;br /&gt;Fácil, vai de chumbar aqueles que não nos agradam, através do não cumprimento do que está escrito.&lt;br /&gt;Só porque sim.&lt;br /&gt;As razões apresentadas para tais decisões eram várias e todas reveladores de alguma comicidade.&lt;br /&gt;Ora porque os candidatos não tinham tempo, ora porque não tinham saúde ou porque eram altos, baixos, gordos ou magros.&lt;br /&gt;Igualmente reprovados os que tendo desempenhados funções anteriormente, tivessem saído irritados.&lt;br /&gt;Ali não havia espaço para irritação, pois praticava-se uma cultura ZEN.&lt;br /&gt;Zen vergonha...&lt;br /&gt;Perante tudo isto, com tanta confusão e incumprimento, o que será o futuro do ensino perguntam vocês?&lt;br /&gt;Tudo dependerá do que se fizer da lei.&lt;br /&gt;Por agora a Lei é uma e tem de ser cumprida.&lt;br /&gt;Qualquer estado começa o seu declínio quando faz da lei, letra morta.&lt;br /&gt;Setembro está aí à porta e com ele o prazo de validade de muitos dos “Ensinadores” actuais.&lt;br /&gt;Querem-nos fazer crer que sem eles morre o ensino da camionagem e reinará o caos e o obscurantismo.&lt;br /&gt;Há quem diga que o problema é outro, é mais um problema de uma fonte que teima em minguar e que os que lá bebem não querem que seque.&lt;br /&gt;E vocês, o que acham?</description><link>http://cemasas.blogspot.com/2011/01/protocol.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1187020821501689059.post-2468437499676527600</guid><pubDate>Mon, 18 Oct 2010 23:36:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-10-18T19:33:38.963-04:30</atom:updated><title>O Manifesto</title><description>Basta pum basta!!! &lt;br /&gt;Uma geração que consente deixar-se representar por um Dantas é uma geração que nunca o foi. É um coio d&#39;indigentes, d&#39;indignos e de cegos! É uma resma de charlatães e de vendidos, e só pode parir abaixo de zero! &lt;br /&gt;Abaixo a geração! Morra o Dantas, morra! Pim!&lt;br /&gt;Uma geração com um Dantas a cavalo é um burro impotente! &lt;br /&gt;Uma geração com um Dantas ao leme é uma canoa em seco! &lt;br /&gt;O Dantas é um cigano! O Dantas é meio cigano! &lt;br /&gt;O Dantas saberá gramática, saberá sintaxe, saberá medicina, saberá fazer ceias pra cardeais, saberá tudo menos escrever que é a única coisa que ele faz! &lt;br /&gt;O Dantas pesca tanto de poesia que até faz sonetos com ligas de duquesas! &lt;br /&gt;O Dantas é um habilidoso! O Dantas veste-se mal! &lt;br /&gt;O Dantas usa ceroulas de malha! O Dantas especula e inocula os concubinos! &lt;br /&gt;O Dantas é Dantas! O Dantas é Júlio! &lt;br /&gt;Morra o Dantas, morra! Pim! &lt;br /&gt;E o Dantas teve claque! E o Dantas teve palmas! E o Dantas agradeceu! O Dantas é um ciganão! &lt;br /&gt;Não é preciso ir pró Rossio pra se ser pantomineiro, basta ser-se pantomineiro! &lt;br /&gt;Não é preciso disfarçar-se pra se ser salteador, basta escrever como o Dantas! Basta não ter escrúpulos nem morais, nem artísticos, nem humanos! Basta andar com as modas, com as políticas e com as opiniões! Basta usar o tal sorrisinho, basta ser muito delicado, e usar coco e olhos meigos! Basta ser Judas! Basta ser Dantas! &lt;br /&gt;Morra o Dantas, morra! Pim! &lt;br /&gt;O Dantas nasceu para provar que nem todos os que escrevem sabem escrever! &lt;br /&gt;O Dantas é um autómato que deita pra fora o que a gente já sabe o que vai sair... Mas é preciso deitar dinheiro! &lt;br /&gt;O Dantas é um soneto dele-próprio! O Dantas em génio nem chega a pólvora seca e em talento é pim-pam-pum. &lt;br /&gt;O Dantas nu é horroroso! O Dantas cheira mal da boca! &lt;br /&gt;Morra o Dantas, morra! Pim! &lt;br /&gt;O Dantas é o escárnio da consciência! Se o Dantas é português eu quero ser espanhol! &lt;br /&gt;O Dantas é a vergonha da intelectualidade portuguesa! &lt;br /&gt;O Dantas é a meta da decadência mental! &lt;br /&gt;E ainda há quem não core quando diz admirar o Dantas! E ainda há quem lhe estenda a mão! &lt;br /&gt;E quem lhe lave a roupa! E quem tenha dó do Dantas! &lt;br /&gt;E ainda há quem duvide que o Dantas não vale nada, e que não sabe nada, e que nem é inteligente, nem decente, nem zero! &lt;br /&gt;Vocês não sabem quem é o Dantas? Eu vou-lhes contar: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com este manifesto tão actual, iniciamos hoje mais uma história da camionagem.&lt;br /&gt;História ficcional claro está.&lt;br /&gt;Aqueles de vocês que pensam ser este manifesto um texto antiquado e bolorento, desenganem-se.&lt;br /&gt;Nunca foi tão actual e tão sintomático dos dias agitados que se viviam na CACA.&lt;br /&gt;Ai vocês não sabem? Então, tal como o poeta, eu vou-vos contar.&lt;br /&gt;Os últimos tempos eram de descontrolo total por parte dos Druidas.&lt;br /&gt;Andavam nervosos devido a vários assuntos.&lt;br /&gt;Queriam descanso para gozar os Kuanzas que rolavam em catadupa mas não havia maneira de o terem.&lt;br /&gt;Desde à algum tempo a esta parte que a operação das Camionetes não andava bem, a juntar a inúmeros problemas que vinham de trás.&lt;br /&gt;A CABO por exemplo, não ajudava.&lt;br /&gt;O pessoal da CABO, com aquela mania parva de cumprir o que estava acordado, recusava-se por vezes em servir as iguarias especiais que a CACA preparava para os seus clientes.&lt;br /&gt;Iguarias preparadas por cozinheiro de renome, não viam a luz do dia devido à falta de planeamento atempado.&lt;br /&gt;De quem era a culpa perguntam os meus Amigos ouvintes?&lt;br /&gt;Seguindo a tendência da rapaziada que tem governado a Pátria e que quando se vai a ver, não têm culpa de nada, também eles os Druidas assim se achavam, isentos de responsabilidades.&lt;br /&gt;Que a culpa era dos da CABO que não queriam fazer.&lt;br /&gt;Dizia a história que a CABO tinha um acordo firmado com a CACA.&lt;br /&gt;Goste-se ou não dele, lá que tinha, isso tinha e como em todos os acordos feitos por gente de bem, era pra cumprir.&lt;br /&gt;O tal acordo dizia que numas determinadas camionetes trabalhavam 4 Cabistas e noutras, por serem maiores, trabalhavam 5.&lt;br /&gt;Os chefes dos Druidas, acharam que o acordo não lhes servia e vai daí, tinham de fazer alguma coisa.&lt;br /&gt;O que fazer pensaram.&lt;br /&gt;Tinham dois caminhos.&lt;br /&gt;O primeiro passava por falar atempadamente com a rapaziada da cabo escutar os seus anseios e negociar, negociar, negociar.&lt;br /&gt;Dava trabalho.&lt;br /&gt;O segundo era mais fácil e passava por acreditar que com um passinho de dança, uma falinha mansa e um jeitinho de ancas tudo se consegue.&lt;br /&gt;Pensaram e decidiram.&lt;br /&gt;Olha lá, à frente da CABO não está aquela moça desorientada e que se quer orientar?&lt;br /&gt;É verdade, está mesmo.&lt;br /&gt;Opá, então vamos orientá-la e pelo meio resolvemos o nosso problema.&lt;br /&gt;Se bem o pensaram, melhor o fizeram e em menos de um nada, sai um acordo de intenções para que os Cabistas passassem a ser menos, fazendo o mesmo trabalhinho.&lt;br /&gt;Seria uma poupança de 20% a 25%  conforme o caso.&lt;br /&gt;Um piparote de Kuanzas de poupança que poderiam ajudar a colmatar alguns investimentos ruinosos do passado recente.&lt;br /&gt;Tudo feito e assinado, só faltava a aprovação do documento em reunião magna.&lt;br /&gt;A Chefe da CABO tinha garantido aos Donos que a coisa seria aprovada, sem contar com a opinião generalizada dos seus pares, que estava claramente contra.&lt;br /&gt;Um azar nunca vem só e os Cabistas, armados de opiniões, não aprovaram, mostrando uma total falta de “Espírito de Missão”.&lt;br /&gt;Com votação esmagadora o belo documento de intenções caiu por terra.&lt;br /&gt;Malandros.&lt;br /&gt;A vaia foi total e só faltaram os tomates arremessados pro palco por parte da audiência.&lt;br /&gt;Também faltaram dos outros para fazer mea culpa e sair de fininho, mas isso já ninguém estava à espera.&lt;br /&gt;A CACA, qual Amante descoberto em roupeiro alheio, ficou de calças na mão.&lt;br /&gt;Nada a fazer, com o tempo a jogar contra, ainda encena a fuga para a frente, tentando acenar com umas cenouritas á miudagem.&lt;br /&gt;Dobramos os Kuanzas e tal...&lt;br /&gt;Mas a miudagem já não ia lá com cenouras, a desconfiança era grande e a operação das camionetes acabou bastante penalizada.&lt;br /&gt;Isto de contar com a apatia alheia e o ovo no rabiosque do galináceo tem destas coisas.&lt;br /&gt;Para os Condutores-Principais era espectacular, e retirava a monotonia da vida, uma vez que nunca sabiam atempadamente se iriam ter os Cabistas necessários à boa condução da viagem, o que conferia grande emoção à coisa..&lt;br /&gt;Tal como os afamados Pimentos, passaram a ser viagens, umas com refeição, outras não...&lt;br /&gt;Já ninguém acreditava numa solução a curto prazo e assim se passou mais uma época estival com a imagem para o exterior cada vez mais catita...&lt;br /&gt;Os clientes esses, andavam irritados como é óbvio, pois para ter tratamento de vão de escada a preços destes, não obrigado.&lt;br /&gt;Kuanzas à fartazana gastos em refeições rápidas de aspecto duvidoso e milhares de outras deitadas ao lixo pois uma vez entradas nas camionetes, não há volta a dar, nem que seja na camionete que sai meia hora depois.&lt;br /&gt;É lixo e não se fala mais nisso, porque o “Sistema” não permite.&lt;br /&gt;Dizia-se à boca pequena que o tal do “Sistema” devia ser um tipo barrigudo de bigode e que ganha a sua comissão à sandocha vendida...&lt;br /&gt;Que o “Sistema” é aquilo que quisermos que ele seja.&lt;br /&gt;Quem fala assim, desconhece por completo as complexidades do mundo empresarial.&lt;br /&gt;Gente sem visão Exogena, está bom de ver...&lt;br /&gt;E a culpa a morrer solteira, como se quer nas incompetências.&lt;br /&gt;Outro dos problemas que afligia os Druidas eram os Mapistas, grupo nunca referenciado antes mas que já vai sendo tempo de ter os seus minutos de fama.&lt;br /&gt;E quem eram os Mapistas perguntam os Amigos ouvintes?&lt;br /&gt;Os Mapistas eram uns tipos simpáticos, com recursos infindáveis e que ajudavam os Condutores  na nobre missão da Camionagem.&lt;br /&gt;Gente muito necessária em qualquer empresa do ramo.&lt;br /&gt;Era necessário mais carburante, pede ao Mapista.&lt;br /&gt;Ah e tal, a camionete mudou de lugar, o Mapista avisa.&lt;br /&gt;Preciso de uma autorização pra circular por outras estradas, o mapista arranja.&lt;br /&gt;A Pátria de Bonaparte encerrou pela centésima vez, o Mapista resolve, and so on, and so on.&lt;br /&gt;Dito isto e numa acção ainda hoje por entender, eis que os Druidas resolvem mudar os Mapistas de local de trabalho.&lt;br /&gt;Que ficariam melhor noutro local, que seria uma questão de hábito era o mote.&lt;br /&gt;É óbvio para todos que qualquer serviço de extrema importância funciona sempre melhor quando os interlocutores estão separados por distância e por um telefone.&lt;br /&gt;Isso do cara a cara é coisa antiquada e não tem lugar neste século cibernético.&lt;br /&gt;No seu lugar deixaram um novo dono do local que se comprometia a fazer funcionar a coisa.&lt;br /&gt;Assim foi e lá se transferiram os Mapistas.&lt;br /&gt;O local ficou triste, sem vida e vazio, não se antevendo os tais ganhos operacionais tão propagados na comunicação social.&lt;br /&gt;Foram, mas foram danados.&lt;br /&gt;E terminou por aqui a saga dos Mapistas.&lt;br /&gt;Queriam?&lt;br /&gt;Claro que não terminou.&lt;br /&gt;Os Mapistas tinham expressado a sua revolta anteriormente e recorrendo a uma figura que ainda  existe na lei, eis que encetaram uma paralisação geral.&lt;br /&gt;A tal paralisação era legal, completamente legal, mas arreliou bastante os Druidas.&lt;br /&gt;Durante a dita, a CACA, que não aprecia contrariedades, recorreu, como sempre aos suspeitos do costume.&lt;br /&gt;E quem são os Usual Suspects perguntam vocês?&lt;br /&gt;Não, não tem nada a ver com o filme e o nome não é Kaiser Sose.&lt;br /&gt;São sim, aqueles malandros que têm um umbigo grande, uma ambição maior e justificam-se perante os seus pares com o tal “Espírito de Missão”.&lt;br /&gt;Normalmente só eles o têm e a sua luz e visão, advêm dessa qualidade&lt;br /&gt;Uma maneira bonita e floreada de dizer, vou-te fecundar se tiver que ser porque estou-me nas tintas para os outros.&lt;br /&gt;Existem em todo o lado e é só abrir a porta e deixá-los fazer o dirty work.&lt;br /&gt;Esses 2 ou 3, imbuídos do tal “Espírito de Missão” e encharcados em red bull, fizeram o trabalho de 20, usando terminais remotos e dando ao tele-trabalho uma nova dimensão.&lt;br /&gt;A operação das camionetes não saiu penalizada e os Mapistas, vendo que tinham sido traídos pelos seus, resolvem abortar a paralisação, pois não havia solução à vista.&lt;br /&gt;Apesar da volta à normalidade, os Druidas levaram a mal a desfeita e ficaram irritados.&lt;br /&gt;Uma vez que a lei é palavra vã naquelas paragens, eis que marcam a caneta vermelha os principais malandrecos sabotadores, sempre à espreita de um oportunidade para mostrar o seu “desagrado” num futuro próximo.&lt;br /&gt;Assim que pudessem, pimba que já estás.&lt;br /&gt;Não demorou muito e usando argumentos que fariam corar qualquer relator do santo oficio, eis que conseguem pôr em casa sem prazo definido, a líder do grupo dos Mapistas.&lt;br /&gt;Junto com ela, foram mais uns que isto de aviar tem de ser aos grupos para causar mais impacto.&lt;br /&gt;Aviso à navegação, e dos bons, dirão uns.&lt;br /&gt;Uma vergonha de actuação, mostrando a falta de argumentos dirão outros.&lt;br /&gt;O que conta no fim da história é que gente boa e de valor é achincalhada na sua dignidade, perdendo alegria, sanidade e gosto pelas camionetes.&lt;br /&gt;Uma herança pesada para o futuro era o que ia sendo construído.&lt;br /&gt;Mas se acham que o incidente com a Chefe dos Mapistas é coisa de monta e arrelia qualquer pessoa de bem, então que dizer sobre o próximo caso.&lt;br /&gt;Um Homem sério, Condutor-Principal, com a vida inteira dedicada à CACA.&lt;br /&gt;Nela tinha cumprido e desempenhado vários papeis, sempre com esmero e dedicação.&lt;br /&gt;Um dia comete o erro de pensar que está a lidar com gente honesta e dá-se mal.&lt;br /&gt;Eu explico.&lt;br /&gt;Devido a conflitos laborais esteve eminente uma paralisação por parte dos Condutores.&lt;br /&gt;Nessa altura, tal como noutras veio ao de cima uma “indignação” da opinião pública, muito característica de quem está mal resolvido na vida.&lt;br /&gt;Os antigos chamavam-lhe inveja.&lt;br /&gt;Eis então, que no meio deste rebuliço, algumas funcionárias mais diligentes se entretêm a trocar mensagens de teor ofensivo à classe dos Condutores.&lt;br /&gt;Isto durante o expediente e usando os recursos da CACA.&lt;br /&gt;Cansadas da sua actividade diária de roço de cauda pelas paredes CACAIS, resolvem incitar as outras comadres à revolta.&lt;br /&gt;Tudo começava na secretária de 2 pernas de um famoso Director da estrutura CACAL, que incentivava as outras comadres a tomar uma posição.&lt;br /&gt;Com contornos de revolta popular, pede às outras que façam circular a mensagem, tenta organizar o ajuntamento e distribui mimos vários.&lt;br /&gt;Apelidava a classe de Camionistas de “Mercenários Prepotentes”&lt;br /&gt;Bonito de se ler.&lt;br /&gt;Este nosso amigo Condutor, indignado, faz uma carta ao seu chefe directo, o Druida-Mor, procurando obter uma resposta aquela afronta pública.&lt;br /&gt;O seu chefe na resposta....&lt;br /&gt;Peço desculpa pela incorrecção.&lt;br /&gt;Quem responde inicialmente não é o Druida.&lt;br /&gt;Talvez por falta de tempo, talvez por não ter uma folha à mão, o que é certo é que quem responde à carta enviada ao Druida é a própria da comadre.&lt;br /&gt;Que bonito.&lt;br /&gt;O Druida-Mor delega na comadre, a resposta a um pedido de esclarecimento feito por um Condutor-Principal.&lt;br /&gt;Fantástico.&lt;br /&gt;Não contente com isso, numa missiva enviada à posterior diz que o assunto em questão é do foro privado pois tal acontece numa conversa privada tida na internet e que ninguém tem nada a ver com o assunto.&lt;br /&gt;Onde é que eu já ouvi isto?&lt;br /&gt;Ah, ouvi sim, mas ao contrário.&lt;br /&gt;Diz ainda que o nosso amigo Condutor têm uma visão deturpada do assunto e que afinal ele é que estaria errado ao intrometer-se numa conversa privada.&lt;br /&gt;Nada como ver a justiça a funcionar à medida de cada um.&lt;br /&gt;Dá-nos mais alento para o futuro...&lt;br /&gt;O nosso Condutor-Principal, teve que se resignar a receber uma resposta da dita comadre, onde esta dissertava toda a sua indignação.&lt;br /&gt;Os malandros adoram indignar-se, é uma coisa que lhes advém da moral superior...&lt;br /&gt;E em termos de moral, pelos vistos, ninguém a bate.&lt;br /&gt;Poderão achar estranho esta defesa da honra comadresca, em que um Druida-Mor, defende uma secretária de 2 pernas de um dos seus Director.&lt;br /&gt;Porque raio um Director fará tanta força junto de um Druida-Mor para defender a honra da sua secretária?&lt;br /&gt;Não consigo encontrar uma resposta, mas lá que deve haver deve.&lt;br /&gt;Vá lá, pensem um bocadinho....&lt;br /&gt;E assim ficava mais uma vez provado o brilhantismo dos Druidas, nas resoluções de questões mais delicadas.&lt;br /&gt;O nosso Condutor levou com um dia de suspensão pra ficar enquadrado.&lt;br /&gt;Justíssimo sim senhor.&lt;br /&gt;Claro que o dia de paragem foi oficialmente por outra razão, mas já sabemos que há sempre muitas maneiras de esfolar um gato.&lt;br /&gt;Assim ia o mundinho da CACA, mergulhado em processos kafkianos, quando mais uma diabrura vem ao de cima.&lt;br /&gt;Passo a relatar.&lt;br /&gt;Um dia, sai uma Carta Incrível a que ninguém ligou.&lt;br /&gt;Cartas Incríveis, eram a forma com que os Druidas davam as boas noticias, as más ou as noticias assim-assim, sendo um estilo de comunicação muito apreciado, a julgar pela quantidade e cadência a que eram emanadas.&lt;br /&gt;Dizia eu, um dia sai então mais uma Carta Incrível a que poucos prestaram atenção.&lt;br /&gt;Muito blá-blá-blá e que dentro em breve os Kuanzas que a rapaziada recebe para suportar as agruras da ausência do seio familiar seriam revistas dados os novos condicionalismos a ter em conta, em que a vertente sócio-económica vigente, se torna um paradigma digno de relevo, numa sociedade em construção que se quer mais digna, e blá-blá-blá...&lt;br /&gt;Epá, finalmente pensou a rapaziada.&lt;br /&gt;Mais uns Kuanzas para repor os valores que não eram revistos faz muitos anos, granda pinta.&lt;br /&gt;E quanto é que sobe, alguém sabe?&lt;br /&gt;Ninguém sabia.&lt;br /&gt;E passados dois dias já ninguém se lembrava que isto das camionetes, viagens, miudagem na escola, contas pra pagar, este ministro que não me dá descanso, enfim, muitas coisas a tratar e algumas a ficarem esquecidas.&lt;br /&gt;O tal quadro com os novos valores não estava disponível mas seria anunciado futuramente em data e locais próprios.&lt;br /&gt;O tempo passou e o quadro não desabrochou...&lt;br /&gt;Estranho, pensou a rapaziada mais atenta, não descortinando o que aí vinha.&lt;br /&gt;Então, num dia ensolarado, em mais uma brilhante jogada CACAL eis que o quadro é enviado ao povo, no meio de um documento de 30 páginas, daqueles que passam por todos com a rapidez de um click de mouse.&lt;br /&gt;A ver se pega.&lt;br /&gt;Claro que não pegou e os mais atentos logo se encarregaram de pegar na trombeta e bradar aos ventos a tal patranha.&lt;br /&gt;Os ajustes eram pra baixo.&lt;br /&gt;Estão-nos a ir ao bolso gritava o povo já ciente do que se passava.&lt;br /&gt;Que era mais justo diziam alguns Druidas, mas isto já se sabe que o sentido de justiça é da cor do bolso e dos interesses de cada um.&lt;br /&gt;Uns havia que diziam saber a razão destes ajustes.&lt;br /&gt;Davam como prova o facto de agora já não ser necessário a alguns Camionistas da camionagem pesada dormir nessas paragens e assim os valores poderem ser reduzidos sem impacto na economia privada dos ditos senhores.&lt;br /&gt;Rebuscado é certo, mas como é mesmo aquele ditado de nuestros hermanos sobre as bruxas?&lt;br /&gt;Pois esse.&lt;br /&gt;Os Druidas, continuavam no meio disto tudo a levar o seu “Espírito de Missão” ao expoente máximo.&lt;br /&gt;Descartando-se de toda a responsabilidade, esquecendo-se do efémero das funções que desempenhavam, esquecendo-se porventura da sua origem laboral e sendo marionetas nas mãos dos donos.&lt;br /&gt;Sim donos, que isto quando se é comprado têm-se um dono.&lt;br /&gt;Ainda no outro dia, comprei um yo-yo, dei Kuanzas e trouxe o yo-yo.&lt;br /&gt;De quem é o yo-yo? &lt;br /&gt;Meu, é claro, paguei é meu e faço dele o que quero.&lt;br /&gt;Era mais ou menos isso, mas sem a parte lúdica do yo-yo, com aqueles truques giros.&lt;br /&gt;Os truques aqui eram outros.&lt;br /&gt;Entretinham-se a vender moral e bons costumes, apesar da sua estar de rastos.&lt;br /&gt;Amigos de longa data deixavam de o ser e as relações deterioravam-se diariamente, fruto do autismo que trilhavam.&lt;br /&gt;Já dizia o poeta que não é preciso ir pró Rossio pra se ser pantomineiro, basta ser-se pantomineiro! &lt;br /&gt;Não é preciso disfarçar-se pra se ser salteador.&lt;br /&gt;Basta não ter escrúpulos nem morais, nem artísticos, nem humanos! Basta andar com as modas, com as políticas e com as opiniões! Basta usar o tal sorrisinho, basta ser muito delicado, e usar coco e olhos meigos! Basta ser Judas! Basta ser Dantas!&lt;br /&gt;Elucidativo não é?&lt;br /&gt;E os nossos Druidas eram de pantominas várias.&lt;br /&gt;Apesar dos olhos meigos, dedicavam-se a calar todas as vozes discordantes, cerceando tudo e todos na sua opinião, fazendo da força o seu único argumento e achando nisso a melhor forma de resolver os problemas.&lt;br /&gt;Diz-se que qual Copcon, também eles teriam autos de prisão domiciliária assinados em branco, para mais rápido desenlace de futuros processos.&lt;br /&gt;Tentavam desta maneira perpetuar-se na Druidice, mas ninguém é eterno e o passado é sempre cobrado no futuro.&lt;br /&gt;Entretanto a Pátria que nos pariu definhava lentamente e cortes eram anunciados com aquele ar pesaroso e circunspecto, pelos responsáveis.&lt;br /&gt;Ficamos todos a saber que apesar de não termos primos nem irmãos em nenhum organismo nem fundação da dita Pátria, a culpa disto também era nossa.&lt;br /&gt;Quem já desconfiava que aqueles milhares de Kuanzas que entrega às autoridades mensalmente indiciavam uma culpa latente, passou a ter a certeza.&lt;br /&gt;Tempos de corte e contenção eram anunciados na pantalha, recorrendo a tons sisudos, gráficos mil, equações complicadas e ameaças de entrada do Fundo Monetário em solo Luso, mas no fim, em Português do tempo de Vasco Santana o que nos queriam mesmo dizer era, Aperta o cinto ó Zé...&lt;br /&gt;E nós lá teríamos de apertar. Mais uma vez.&lt;br /&gt;Ou seja, apesar da CACA não ser uma empresa amiga durante os 12 anos em que nunca foi contemplada com nenhum aumento de Kuanzas, agora que era pra contribuir já a coisa mudava de figura.&lt;br /&gt;Apesar da falta de Kuanzas na CACA, ainda assim abundava o vil metal para as tropelias,&lt;br /&gt;Devido a birras passadas, um curso interessantíssimo tinha sido criado.&lt;br /&gt;O Curso que teve como objectivo a punição directa de um grupo, tinha-se tornado um elemento educativo e de correcção de comportamentos na mão dos Druidas.&lt;br /&gt;Tipo a palmatória do tempo dos nossos pais, mas em formato académico século XXI.&lt;br /&gt;Agora quem não concordasse com alguma coisa, fizesse banzé, ou respondesse em termos que não agradassem, teria ali o espaço de enquadramento necessário.&lt;br /&gt;Os Druidas rejubilavam com a sua criação.&lt;br /&gt;Além da moca afiada, havia a componente monetária tão cara aos formadores, sim que isto de ir dar cursinhos correctivos, também rende Kuanzas e pra isso estamos cá nós.&lt;br /&gt;A necessidade que os Druidas viam da frequência do dito curso era enorme.&lt;br /&gt;Não acreditam?&lt;br /&gt;Sai um exemplo.&lt;br /&gt;Num determinado domingo ensolarado, uma falta de Condutores-Principais assolou 7 viagens.&lt;br /&gt;Pois vocês acreditam que havendo um Condutor que se disponibilizou insistentemente para qualquer uma dessas viagens, a CACA preferiu ir buscar Condutores em férias e em descanso, tudo para não privar este nosso amigo da frequência do dito curso no dia seguinte.&lt;br /&gt;Pagou o dobro e o triplo a quem veio salvar a coisa, havendo mesmo viagens a sair com 2 horas de atraso, mas cursinho é cursinho e tinha de ser feito.&lt;br /&gt;Foi pena a opção, pois infelizmente o nosso amigo adoeceu e perdeu tão espectacular oportunidade.&lt;br /&gt;Estou certo que novas chances surgirão no futuro, mas não deixa de ser caricata a opção tomada, envolvendo tantos recursos.&lt;br /&gt;E depois, ai, ai, ai que não há Kuanzas...&lt;br /&gt;Há quem diga que são birras pessoais, mas não iremos acreditar que quem gere tão grande empreitada deixe a sua inteligência toldar-se por coisas tão mesquinhas.&lt;br /&gt;No meio de tudo isto, a Rapaziada da UPA está de saída e vêm aí pessoal novo.&lt;br /&gt;A chance de mudança está à porta.&lt;br /&gt;As várias listas que se apresentam a votação têm programas diferentes e é altura de escolher em consciência, o futuro que se quer.&lt;br /&gt;Estou agora a analisar a correspondência que me chegou e só me enviaram uma lista.&lt;br /&gt;Deve ser um erro e as outras opções devem vir noutro envelope.&lt;br /&gt;Vou ligar pra UPA e esclarecer.&lt;br /&gt;........&lt;br /&gt;........&lt;br /&gt;........&lt;br /&gt;Estou de volta.&lt;br /&gt;Peço desculpa mas enganei-me.&lt;br /&gt;Devia ter feito melhor a pesquisa e por isso me penitencio, mas estava completamente convencido que as listas eram várias.&lt;br /&gt;Então vocês querem ver que esta é lista única.&lt;br /&gt;Com a breca, ele há coisas que desafiam a minha percepção.&lt;br /&gt;Então depois de tanta conversa, só aparecem estes?&lt;br /&gt;Logo estes?&lt;br /&gt;Eu que apostava numa contenda eleitoral disputada camionista a camionista, argumento a argumento, fazendo lembrar a batalha de Berlim, bairro a bairro, eis que sou mais uma vez defraudado na minha expectativa.&lt;br /&gt;Não se faz.&lt;br /&gt;E agora? Qual a moral dos que ficam no sofá, para ir dizer que está mal e aquele conversinha toda.&lt;br /&gt;Será que os Contristas vão ter cara-de-pau de continuarem a falar.&lt;br /&gt;Aqueles que falam de boca cheia acerca da moral alheia e vai-se a ver têm 74 dias de descanso em atraso e um piparote de horas a mais no bucho.&lt;br /&gt;Será que esses vão aparecer para gritar?&lt;br /&gt;Até aposto que sei a resposta...&lt;br /&gt;Adiante, lembram-se de vos contar das guerras recentes à volta dos Kuanzas a mais que os Condutores conseguiram?&lt;br /&gt;Com este plano maquiavélico de saque governamental a ter sucesso, muito desses Kuanzas poderão vir a desaparecer, mas não deixa de ser interessante pensar para que níveis Kuanzisticos iriam os condutores caso a quantidade mensal auferida fosse a antiga.&lt;br /&gt;Claro que muitos dos Condutores, daqueles que realmente se importam, não acreditam na inevitabilidade deste saque e procuram meios de contrariar o assalto.&lt;br /&gt;Havendo união tudo será possível.&lt;br /&gt;Em tempos ninguém acreditava no Acordo Velhotes e igualmente falavam da inevitabilidade da lei.&lt;br /&gt;Quem quiser saber a verdade, fale hoje com um dos velhotes e descubra por si o poder da união, o poder de acreditar.&lt;br /&gt;Eu, que já conheço a rapaziada, tenho a certeza que aparecerão alguns “Salvadores da Pátria” que inundados de “Espírito de Missão” tudo farão para nos provar da inevitabilidade da coisa, mais uma vez.&lt;br /&gt;Falarão de responsabilidade social, agitarão as bandeiras de sempre.&lt;br /&gt;Haverão relatos caóticos e antevisões de um futuro negro em caso de não aceitação.&lt;br /&gt;Dirão que é uma vergonha pensar assim, que o esforço deve ser de todos e que alinhar nisto é uma prova de patriotismo.&lt;br /&gt;Que tem de ser, que o país precisa e que os camionistas têm de dar o exemplo.&lt;br /&gt;Os mesmos Camionistas que são achincalhados pela populaça em qualquer mesa de café ou programa de TV...&lt;br /&gt;Falarão de uma moral maior e tentarão provar-nos que os portugueses decentes foram aqueles que morreram com escorbuto a caminho da Índia, esses sim, são os exemplos a seguir.&lt;br /&gt;Os outros (Todos nós), somos malandragem.&lt;br /&gt;Isto tudo enquanto comem a sua frutinha e os seus legumes cheios de vitamina C claro está, que o escorbuto é bonito mas não é pra eles.&lt;br /&gt;Já dizia o poeta.&lt;br /&gt;Uma geração que consente deixar-se representar por um Dantas é uma geração que nunca o foi. &lt;br /&gt;É um coio d&#39;indigentes, d&#39;indignos e de cegos! &lt;br /&gt;É uma resma de charlatães e de vendidos, e só pode parir abaixo de zero! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica a pergunta, e nós, até quando vamos permitir estes Dantas a representar-nos?</description><link>http://cemasas.blogspot.com/2010/10/o-manifesto.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>10</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1187020821501689059.post-3473987941768976654</guid><pubDate>Sat, 09 Oct 2010 09:22:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-10-09T05:08:44.146-04:30</atom:updated><title>Dia 152</title><description>Amigos Camionistas&lt;br /&gt;Não resistimos a transcrever um magnifico texto que recebemos em forma de comentário à &quot;Carta ao Amigo&quot;.&lt;br /&gt;O nosso muito obrigado a quem enviou esta pérola que tão bem descreve a nossa situação actual.&lt;br /&gt;É bom saber que nos acompanham.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado, excelências.&lt;br /&gt;Obrigado por nos destruírem o sonho&lt;br /&gt;e a oportunidade de vivermos felizes e em paz.&lt;br /&gt;Obrigado pelo exemplo que se esforçam em nos dar&lt;br /&gt;de como é possível viver sem vergonha,&lt;br /&gt;sem respeito e sem dignidade.&lt;br /&gt;Obrigado por nos roubarem.&lt;br /&gt;Por não nos perguntarem nada.&lt;br /&gt;Por não nos darem explicações.&lt;br /&gt;Obrigado por se orgulharem de nos tirar&lt;br /&gt;as coisas por que lutámos e às quais temos direito.&lt;br /&gt;Obrigado por nos tirarem até o sono.&lt;br /&gt;E a tranquilidade.&lt;br /&gt;E a alegria.&lt;br /&gt;Obrigado pelo cinzentismo, pela depressão, pelo desespero.&lt;br /&gt;Obrigado pela vossa mediocridade.&lt;br /&gt;E obrigado por aquilo que podem e não querem fazer.&lt;br /&gt;Obrigado por tudo o que não sabem e fingem saber.&lt;br /&gt;Obrigado por transformarem o nosso coração numa sala de espera.&lt;br /&gt;Obrigado por fazerem de cada um dos nossos dias&lt;br /&gt;um dia menos interessante que o anterior.&lt;br /&gt;Obrigado por nos exigirem mais do que podemos dar.&lt;br /&gt;Obrigado por nos darem em troca quase nada.&lt;br /&gt;Obrigado por não disfarçarem a cobiça, a corrupção, a indignidade.&lt;br /&gt;Pelo chocante imerecimento da vossa comodidade&lt;br /&gt;e da vossa felicidade adquirida a qualquer preço.&lt;br /&gt;E pelo vosso vergonhoso descaramento.&lt;br /&gt;Obrigado por nos ensinarem tudo o que nunca deveremos querer,&lt;br /&gt;o que nunca deveremos fazer, o que nunca deveremos aceitar.&lt;br /&gt;Obrigado por serem o que são.&lt;br /&gt;Obrigado por serem como são.&lt;br /&gt;Para que não sejamos também assim.&lt;br /&gt;E para que possamos reconhecer facilmente&lt;br /&gt;quem temos de rejeitar.</description><link>http://cemasas.blogspot.com/2010/10/dia-152.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>26</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1187020821501689059.post-3524126670960012059</guid><pubDate>Mon, 20 Sep 2010 00:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-09-23T07:58:02.070-04:30</atom:updated><title>Carta ao Amigo</title><description>Meu caro Amigo,&lt;br /&gt;Perdoa-me por favor, se eu não te faço uma visita mas como sabes, devido aos afazeres da vida temos tido pouco tempo para estar juntos e trocar ideias.&lt;br /&gt;Escrevo-te hoje porque ando triste e precisava desabafar.&lt;br /&gt;Nem sei por onde começar.&lt;br /&gt;A coisa aqui na CACA, está como diz o grande Chico, está preta.&lt;br /&gt;Muita mutreta pra levar a situação, a gente vai levando de teimoso e de pirraça...&lt;br /&gt;As decepções tem sido mais que muitas e pessoas que julgávamos decentes, eis que se nos apresentam com uma postura diferente.&lt;br /&gt;Muitos de nós nunca tivemos dúvidas, pois a alguns já os conhecemos à mais de uma vintena de anos e sempre tiveram lá o bichinho da malandrice.&lt;br /&gt;Apesar da aparência exterior ter vindo a melhorar significativamente nos últimos tempos, mercê dos altos cargos ministeriais, o que é certo é que por dentro tem vindo à tona tudo aquilo que estava adormecido.&lt;br /&gt;Já exala algo de mau e o cheiro começa a contaminar tudo.&lt;br /&gt;Para te ser sincero, ainda não percebi se é um qualquer perfume barato, resquícios de outros tempos em que os Kuanzas não abonavam ou se é aquele cheiro a podre que vem das embalagens estragadas.&lt;br /&gt;Ando na dúvida, mas lá que cheira, isso cheira.&lt;br /&gt;As coisas que tenho visto e ouvido, fariam corar de vergonha qualquer inspector da velhinha STASI, daqueles mais duros que ficaram até cair o ultimo calhau do muro.&lt;br /&gt;Lembras-te da STASI, naqueles tempos em que o mundo se dividia em bons e maus?&lt;br /&gt;Pois era, tínhamos a RFA e o mundo livre dum lado e do outro a RDA, alicerçada em Mockba.&lt;br /&gt;Sabíamos com o que contávamos e os maus estavam do outro lado do muro.&lt;br /&gt;Identificados que estavam, só lhes faltava a placa ao pescoço com a inscrição “Bad Guy”.&lt;br /&gt;Os maus eram maus e assumiam, nós éramos “The good guys” e sabíamos que estávamos certos.&lt;br /&gt;Todos identificados, era mais fácil a vida. Muito mais.&lt;br /&gt;Se fosse necessária a confrontação, já sabíamos com quem seria, pois eles, os tais Bad Guys não se faziam passar por nossos amigos.&lt;br /&gt;Assumiam a sua Bad Guyice.&lt;br /&gt;O problema que grassa hoje na CACA remete-nos para esses tempos do Herich Honecker, em que as conversas eram em surdina e a desconfiança geral.&lt;br /&gt;E isto tudo porque os Bad Guys de hoje querem-se fazer passar por Good Guys.&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo que nos atiram as suas bombas de fabrico caseiro, vão-nos dizendo que somos tipos espectaculares... &lt;br /&gt;Apenas mal encaminhados, mas que temos salvação.&lt;br /&gt;Ai que saudades do Santo oficio, do seu tribunal e da fogueira purificadora...&lt;br /&gt;Claro que a salvação não é assim sem mais nem menos.&lt;br /&gt;Uma vez que a fogueira caiu em desuso devido aos ambientalistas e essas coisadas modernas, eis que os Druidas arranjaram outra solução.&lt;br /&gt;Assim, a dita salvação é alcançada através da colocação de um implante cerebral que consiste num chipzito que emite uma descarga eléctrica sempre que tenhamos a ousadia de pensar pela nossa cabeça.&lt;br /&gt;Ouvi dizer que quem o coloca, passa a ter uma atitude bem mais “ponderada”, anda mais relaxado no dia-a-dia e vive em harmonia no mundo CACAL.&lt;br /&gt;Só vantagens.&lt;br /&gt;Com tantas qualidades, perguntas tu, meu Amigo, porque tanta gente se opõe a tão “benéfico” tratamento.&lt;br /&gt;Eu explico.&lt;br /&gt;É que a operação de colocação do implante tem um senãozinho.&lt;br /&gt;Apesar de me garantirem ser rápida, segura e relativamente indolor, apenas funciona com o relaxamento total do esfíncter, caso contrário pode ser até mortal.&lt;br /&gt;Imagina tu, com tanto lugar no corpo humano e aquilo sendo um chip cerebral, pois tinham logo que escolher essa via para a introdução do aparelho.&lt;br /&gt;Às vezes pergunto-me quem é que decide estas coisas.&lt;br /&gt;Ainda se fosse um comprimidinho de 6 em 6 tipo antibiótico, ou pelo nariz até, um tipo espirrava 3 vezes e aquilo lá passava, enfim qualquer coisa, mas não, tinha logo de ser desta maneira.&lt;br /&gt;Devido ao método, muitos Condutores optam pela não colocação.&lt;br /&gt;Dizem que é demasiado moderno...&lt;br /&gt;Enfim gente sem visão e pouco patriota.&lt;br /&gt;O que é certo é que os implantes têm tido alguma procura entre rapaziada mais afoita.&lt;br /&gt;Alguns dizem-me, até repetiriam a operação, não fosse o custo monetário envolvido e o dispêndio de recursos importantes.&lt;br /&gt;Tudo pela CACA.&lt;br /&gt;Não sei se do efeito apaziguador, se das descargas eléctricas, o que é certo é que depois da colocação  a rapaziada acalma e passa a concordar sempre com os Druidas.&lt;br /&gt;Estás a ver aqueles filmes de zombies em que os que ainda não foram infectados tentam passar despercebidos entre aqueles que já apresentam um vazio no olhar e um caminhar estranho?&lt;br /&gt;A vida dos não-chipados é em tudo semelhante, mas sem aquela mamalhuda que é a primeira a morrer às mãos dos famintos e raivosos.&lt;br /&gt;É sempre a mamalhuda a primeira a dar-se mal, nunca percebi essa.&lt;br /&gt;Enfim, adiante.&lt;br /&gt;Tal como nos filmes, o problema do bom funcionamento do plano de dominação e contágio, reside nos que não colocam o implante.&lt;br /&gt;Para esses, que não querem ver a luz, não existe outra solução.&lt;br /&gt;Se tudo lhes é oferecido à troca da alma e mesmo assim não querem, então não há dúvida que é gente que não interessa, pensam os Druidas.&lt;br /&gt;Toma lá com perseguições, tentativas de intimidação, ameaças de processos, mentiras, enfim, um rol de diabruras sem fim.&lt;br /&gt;Com tudo isto, o medo tem alastrado e sente-se.&lt;br /&gt;Os camionistas já têm muito cuidado com quem falam, pois tem sido promovida uma politica de recompensa aos delatores, vulgo chibos de outrora.&lt;br /&gt;A táctica, embora velha de muitos anos, sempre foi usada com relativo sucesso no curto prazo.&lt;br /&gt;Os traidores existem desde a génese do mundo e até da nossa Portugalidade.&lt;br /&gt;Veja-se o caso do grande Viriato que só traído pelos seus, sucumbiu perante o império romano.&lt;br /&gt;E era Pastor...&lt;br /&gt;A diferença reside no facto de no antigamente aos chibos, quando apanhados, o tratamento dado ser outro, mas já se sabe, mudam-se os tempos, os séculos avançam e a rapaziada tende a perdoar.&lt;br /&gt;Agora ser chibinho ou chibinha é um estatuto.&lt;br /&gt;Imagina tu isto, chibinho ser um estatuto. Está tudo perdido.&lt;br /&gt;Com esta politica, muita rapaziada apesar de descontente com o rumo das coisas, tenta manter-se fora da tempestade, para não ter de colocar o tal do chip.&lt;br /&gt;É a velha máxima de enquanto não me vierem buscar a mim, vou assobiando para o lado.&lt;br /&gt;Infelizmente já todos sabemos como termina não é?&lt;br /&gt;Tudo isto acontece só e unicamente devido ao medo.&lt;br /&gt;O medo, esse factor que não mata, mas paralisa.&lt;br /&gt;No império dos Czares foi usado com assinalável sucesso e nos regimes do género normalmente surte o efeito desejado.&lt;br /&gt;Viva PyongYang...&lt;br /&gt;Os Druidas tentam assim abater todos aqueles que não concordam com eles, seja através de processos kafkianos, seja através de perseguições encapotadas.&lt;br /&gt;Ai não queres o chip, ai o esfincter não relaxa, então toma lá um processozinho porque... qualquer coisa.&lt;br /&gt;Isto gera nos outros o tal efeito de cagaço que faz com que apesar de muitos se identificarem com a causa, preferirem nem pensar nela pois acham sempre que são menos e sairão derrotados.&lt;br /&gt;Que erro de julgamento digo-te eu.&lt;br /&gt;Se os camionistas falassem mais uns com os outros iriam perceber que há muitos, cada vez mais a pensar do mesmo modo.&lt;br /&gt;Um dos problemas têm sido a grande manhozisse com que as coisas são feitas.&lt;br /&gt;Sim, Amigo meu, tu não penses que isto tudo é feito de cara feia e a dar murros na mesa.&lt;br /&gt;Nada disso.&lt;br /&gt;As técnicas do século XXI são outras.&lt;br /&gt;As mocadas vêm sempre precedidas de palmadinhas nas costas e sorrisos abertos para que o “acertado” nem perceba donde vem a moca.&lt;br /&gt;Viva o marketing.&lt;br /&gt;Tal qual a cobra é hipnotizada pelo tipo de turbante e flauta, muitos camionistas têm sido pelo sorriso aberto e abraço afável.&lt;br /&gt;Só percebem tarde demais, já a moca vem com embalo.&lt;br /&gt;A táctica é rebuscada mas existe e assenta igualmente noutras vertentes.&lt;br /&gt;Uma delas tem sido esvaziar aos poucos o poder dos Condutores-Principais e ir afagando a cabeça de alguns Condutores-Ajudantes, seja através de amizades virtuais, seja através de premiar a tal delação.&lt;br /&gt;Os poucos Condutores-Ajudantes, tolos o suficiente para cair nesta patranha, tal qual morcegos ao meio dia, ficam encadeados pela luz e tudo fazem para retribuir a “Honra” de tal confiança.&lt;br /&gt;Esquecem-se eles que tudo é cíclico...&lt;br /&gt;Assim, aos poucos, os Druidas tentarão formar uma elite de autómatos não pensadores, que apenas obedeçam sem fazer ondas.&lt;br /&gt;Bonito não é?&lt;br /&gt;Seremos a PyongYang das camionetes...sem armas nucleares claro está.&lt;br /&gt;É premiado o seguidismo e o comportamento acéfalo, o que a curto prazo poderá responder às necessidades dos Druidas, mas a longo criará um problema de fundo com gente incapaz de decidir por si e sempre receosa das consequências.&lt;br /&gt;Sabes Amigo, com tudo isto, ando preocupado e também eu tenho medo.&lt;br /&gt;Tenho medo da maldade que sei que reside nas ditaduras de pensamentos.&lt;br /&gt;Tenho medo de ser perseguido mesmo quando a razão me assistir.&lt;br /&gt;Tenho medo de não me conseguir defender apesar da lei me garantir essa defesa.&lt;br /&gt;Tenho medo que continuem a fazer da lei uma palavra vã.&lt;br /&gt;E pior que tudo, muito pior.&lt;br /&gt;Tenho medo que os meus pares, tenham demasiado medo.&lt;br /&gt;Mas depois penso, deixo a emoção de lado e penso, analiso.&lt;br /&gt;Penso no que está mal, tanta coisa está mal, e chego à  única conclusão possível.&lt;br /&gt;A saída não é o medo, claro que não é.&lt;br /&gt;Não sou eu que vou ter medo e sabes porquê?&lt;br /&gt;Porque se usam estas tácticas todas, se usam estes sorrisos, se usam velhas amizades para tentar o jogo da antecipação, então afinal não sou eu que ando com medo.&lt;br /&gt;Se somos duas locomotivas no mesmo carril em direcção convergente, porque hei-de ser eu a saltar se tenho menos a perder?&lt;br /&gt;Não, não vou saltar.&lt;br /&gt;Há que mudar a atitude opressora, e se eu saltar, nada muda.&lt;br /&gt;A lei tem de ser cumprida, e o medo escorraçado.&lt;br /&gt;Não pode haver dúvidas quanto a isso.&lt;br /&gt;Enfim, a carta já vai longa, mas não resisto a contar-te mais uma.&lt;br /&gt;Imagina tu que a juntar a isto tudo o pessoal da UPA, extenuado que estava, resolveu que tinha chegado o seu tempo.&lt;br /&gt;No meu egoísmo, levei a mal, senti-me órfão.&lt;br /&gt;Órfão de saber que alguém que se importava, alguém que esteve lá a pensar na melhor maneira de defender a mim e aos meus pares, ia agora embora.&lt;br /&gt;Sei por experiência própria que nem sempre foi assim e que no passado por vezes as agendas pessoais se sobrepuseram a muita coisa durante muito tempo e por isso prezei tanto esta gente que lá esteve.&lt;br /&gt;Poderão ter feito erros? Quem não os faz.&lt;br /&gt;Mas uma certeza eu tenho, não compraram viaturas cheias de &quot;horse-power&quot;, não compraram mais assoalhadas, não usaram a UPA para ter mais valias sociais, não se promoveram nos midía, não ingressaram na “Estrutura Cacal”  e nunca, nunca me enganaram.&lt;br /&gt;A vida deles a ter mudado foi para pior com mais cansaço, mais azia, mais cabelos brancos ou a falta deles.&lt;br /&gt;Foram honestos, tanto intelectualmente, como humanamente.&lt;br /&gt;Nunca me mentiram, nunca me douraram a pílula, nunca me venderam.&lt;br /&gt;Eu que já tinha sido vendido antes, não o fui desta vez e por isso no meu egoísmo levei-lhes a mal a saída prematura.&lt;br /&gt;Mas compreendo.&lt;br /&gt;Sei que esta segunda vez era a prazo e apenas para finalizar assuntos pendentes.&lt;br /&gt;E ainda bem que os vieram finalizar e implementar, pois com esta falta de honestidade existente, até o Acordo de Cavalheiros assinado estava em perigo.&lt;br /&gt;Por isto tudo, é normal que estejam cansados, tiveram guerras enormes dentro e fora.&lt;br /&gt;Quem não viu o que se conseguiu, nunca verá, ou porque não quer ou porque tem agenda própria ou porque simplesmente não é inteligente.&lt;br /&gt;Para esses nada a fazer.&lt;br /&gt;Quais talibãs de kandahar, estão focados na sua razão e não conseguem ver para além, embora tentem propagar uma imagem de diálogo que não é a deles no intimo.&lt;br /&gt;Deve ser do tal chip rectal...&lt;br /&gt;Sabes Amigo, hoje, cada vez mais me convenço que alguns dos meus pares não merecem.&lt;br /&gt;Não merecem o tempo, o esforço, a dedicação.&lt;br /&gt;Não merecem nada.&lt;br /&gt;Talvez mereçam o medo e viver amarfanhados na sua dignidade.&lt;br /&gt;Mas talvez esteja eu enganado e talvez nem sintam esse amarfanhanço, pois a dignidade infelizmente é um valor variável e porventura a deles estará nivelada por baixo.&lt;br /&gt;Ou é mais uma vez o chip a fazer das suas...&lt;br /&gt;Agora, há que olhar o futuro e pensar no que queremos para nós.&lt;br /&gt;Sem medo.&lt;br /&gt;Existe uma expressão que diz “When you give a gun to a 6 years old, you dont know how is going to end, but you´re pretty sure its going to hit the news.”&lt;br /&gt;É tão verdade.&lt;br /&gt;A UPA é essa &quot;Gun&quot; e tem de ser bem entregue, porque quando se dá poder a quem não está estruturado para isso o resultado não será nunca o melhor.&lt;br /&gt;Por isso nesta altura de mudança, temos de ter muito cuidado nas nossas escolhas, temos de dar poder àqueles que não tenham medo de nos defender, porque de medo estamos todos nós fartos.&lt;br /&gt;A quem queremos nós dar essa &quot;Gun&quot;?&lt;br /&gt;A quem a for usar para afastar as ameaças, ou a quem procura a UPA a todo o custo como uma alavanca para mais qualquer coisa.&lt;br /&gt;A quem pensa na nossa defesa, ou a quem tem reuniões prévias com os Druidas para delinear entendimentos.&lt;br /&gt;A quem trabalha para os camionistas ouvindo os seus anseios, ou a quem tenta boicotar tudo através de mails em cadeia apelando à desunião.&lt;br /&gt;Aliás, para estes últimos, existe inclusive uma expressão no dialecto de Sir William Shakespeare, expressão bastante usada pelo nosso Comendador ,Joe de South Africa, sempre que o irritam.&lt;br /&gt;Sabes qual é não sabes?&lt;br /&gt;O que importa nisto tudo é que da Stasi e dos seus seguidores estamos nós saturados, e é imperativo  uma UPA forte, ou corremos o sério risco de acabamos todos a ter que meter o chip.&lt;br /&gt;Com relaxe ou sem ele...&lt;br /&gt;E com esta me despeço, desejando-te boas camionices e quando estiveres por cá liga-me para irmos almoçar.&lt;br /&gt;Um beijo na tua Cecília, na família e nas crianças, a minha aproveita e também manda lembranças.&lt;br /&gt;Um Grande Abraço&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rato</description><link>http://cemasas.blogspot.com/2010/09/meu-caro-amigo.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>19</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1187020821501689059.post-3491358779655732395</guid><pubDate>Mon, 30 Aug 2010 17:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-09-02T09:31:11.260-04:30</atom:updated><title>The Buffalo Theory</title><description>“Uma manada de Búfalos progride sempre ao ritmo do Búfalo mais lento.&lt;br /&gt;Quando a manada está a ser caçada, os mais lentos e fracos são mortos primeiro.&lt;br /&gt;Esta selecção natural é boa para a manada como um todo, uma vez que a velocidade e saúde do grupo melhora com a morte dos mais fracos e lentos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serve a presente teoria, para iniciar hoje mais uma incrível e inverossímil história da camionagem.&lt;br /&gt;Corria a vida na CACA com alguma tranquilidade, advinda muito provavelmente do período estival e do fim do processo negocial em curso.&lt;br /&gt;Qual PREC de outros tempos, também este processo tinha encontrado o seu termo.&lt;br /&gt;Um Acordo de Cavalheiros tinha sido firmado.&lt;br /&gt;Uma calma aparente reinava.&lt;br /&gt;As lutas recentes estavam menos acesas.&lt;br /&gt;O tal Acordo, entre a CACA e a UPA tinha finalmente terminado e surpresa das surpresas, nem a CACA fechou, nem o povo saiu à rua.&lt;br /&gt;Os Kuanzas aumentaram e muita da rapaziada andava mais feliz.&lt;br /&gt;Afinal eram muitos Kuanzas a mais.&lt;br /&gt;Não para todos é certo.&lt;br /&gt;Uns havia que nunca estavam felizes.&lt;br /&gt;Lembram-se dos Contristas, grupo mal disposto e azedo, já falado anteriormente?&lt;br /&gt;Continuavam vivos.&lt;br /&gt;Alive and kickin, como na música.&lt;br /&gt;Embora os tempos fossem de crise, falências e malandros vários, a UPA conseguira um acordo que dava mais Kuanzas e mais descanso aos camionistas.&lt;br /&gt;Uma vez que nada tinha sido conseguido durante os 10 anos de vacas gorditas, agora para recuperar alguma dignidade, algumas concessões tinham sido feitas.&lt;br /&gt;Não muitas é certo, e bem menores do que se falava, mas mesmo assim suficientes para esta rapaziada se agarrar e tentar denegrir o trabalho alheio.&lt;br /&gt;E porquê, perguntam os amigos ouvintes.&lt;br /&gt;Bem, é fácil explicar.&lt;br /&gt;O tal Acordo de Cavalheiros era mais simpático para quem trabalhasse e isso não entrava nos planos de algum pessoal camionista.&lt;br /&gt;Para quem fizesse 15 a 20 viagens por mês, era fabuloso, agora para quem usasse 3 ou 4 dias do mês para trabalho e o resto para devaneios do bronze, aí não não tinha tanta graça realmente.&lt;br /&gt;Que maldade...&lt;br /&gt;Os Contristas não gostaram e viram aí mais uma oportunidade de achincalhamento.&lt;br /&gt;Estavam habituados a ser donos da UPA e a fazer os Acordos à sua medida e agora, viam a coisa negociada de forma menos compensatória para eles&lt;br /&gt;Nem queriam acreditar.&lt;br /&gt;As voltas que a vida dava.&lt;br /&gt;Está tudo a saque era conclusão a tirar.&lt;br /&gt;Sacanas dos putos pá, com a mania das mudanças.&lt;br /&gt;Eles que tanto tinham feito para rapidamente chegar à camionagem das 18 rodas e agora este balde de água gelada.&lt;br /&gt;Uns havia que já faziam 3, imaginem, 3 viagens mensais de camionete.&lt;br /&gt;Andavam estourados e poucos Kuanzas veriam a mais?&lt;br /&gt;Que não podia ser, isto era uma farsa.&lt;br /&gt;O que fazer pensaram?&lt;br /&gt;Simples, a mesma fórmula de sempre.&lt;br /&gt;Vai de distribuir mais teorias sobre o Continhas, o seu plano maquiavélico e o fadinho do costume.&lt;br /&gt;Não pagar o devido ao Continhas era agora o mote do tal fadinho e para fados destes, mais vale trazerem um caldo verde a acompanhar, que senão ninguém engole.&lt;br /&gt;O caldo verde não veio mas isso não os deteve.&lt;br /&gt;A teoria mais espectacular dizia que, ao ler o tal Acordo de Cavalheiros de trás para a frente, descobriríamos um canto satânico, com mensagens subliminares de domínio do mundo e incitamentos à desordem e ao caos.&lt;br /&gt;As restantes teorias e motivos para o não pagamento do serviço prestado eram menos engraçadas e  mais terrenas, embora todas elas com a dose de manhozisse habitual e a cara de pau própria dos vigaristas de beira de estrada.&lt;br /&gt;Uma delas, oriunda de um rapaz com grandes dificuldades de processamento de metanol, tentava transmitir, que a coisa ia ser pior, muito pior.&lt;br /&gt;E ele fazia contas, e que contas...&lt;br /&gt;O nosso Sponge Bob assentava a sua fabulosa teoria no facto de no antigamente poder fazer umas viagens extra que eram pagas à parte e agora ia deixar de as poder fazer, pois o tal acordo não o permitiria.&lt;br /&gt;Cortava-lhe as pernas.&lt;br /&gt;A ele e a mais meia dúzia de espertalhões.&lt;br /&gt;Ou seja,  um bónus que decorria de irregularidades da operação das camionetes era agora visto como uma realidade inquestionável a ser ponderada e negociada em Acordo de Cavalheiros.&lt;br /&gt;Ora toda a gente sabe que Cavalheiros não discutem irregularidades e como tal não se punha a questão.&lt;br /&gt;Cavalheirices...&lt;br /&gt;Aquela velha máxima de contar com o ovo na cloaca do galináceo e mamar à conta da falta de condutores, ganhava nova vida nas palavras deste nosso amigo.&lt;br /&gt;Para quem no passado excomungava os mamões, exigia rectidão e apregoava os malefícios da condução em dias de descanso, não está mal. Não está não senhor.&lt;br /&gt;E tanto repetia as atrocidades por mensagens e circulares, que alguns incautos o tomavam por sábio...&lt;br /&gt;Mudam-se os tempos, aumenta a despesa e já se sabe, as vontades vão atrás.&lt;br /&gt;Falando em despesa, igualmente ninguém tinha percebido o que teria motivado no passado, o aparecimento de um panfleto revolucionário, da autoria deste nosso amigo, incitando à desobediência civil através da mentiras e distorções.&lt;br /&gt;Nem o motivo, nem o patrocínio, sim que aquilo foi carote.&lt;br /&gt;Dizia-se que teria sido patrocinado pelo Lone Ranger, de quem este nosso amigo seria um acólito fervoroso, mas não há provas.&lt;br /&gt;Outros diziam que a origem e patrocínio teriam outras origens.&lt;br /&gt;Uma certeza existe, não existem almoços grátis e alguém pagou, que isto é como os Fellatios, ninguém os faz, ninguém os faz, mas eles aparecem feitos.&lt;br /&gt;O tal panfleto não vingou é certo, mas foi mais uma na fogueira em que se queria imolar o tal  Acordo de Cavalheiros e todos os camionistas por arrasto.&lt;br /&gt;Só foi bom para um dos lados.&lt;br /&gt;Adivinham qual?&lt;br /&gt;Entretanto para realçar o nível de cavalheirismo do grupelho, começara a correr uma petição na rede, encabeçada por outro sábio, em que se tentava incitar ao não pagamento do Continhas e juntar o maior número possível de manhosos.&lt;br /&gt;Este sábio, admitia na tal mensagem, só avançar com a petição no caso de ter caloteiros suficientes a apoiá-lo, caso contrário não sairia da toca, fazendo tábua rasa da democracia e do decidido em assembleia magna da UPA.&lt;br /&gt;Mas havia mais um grupo para quem este acordo tinha trazido pouco. &lt;br /&gt;Grupo de gente ligada à estrutura CACAL, era a rapaziada detentora  de secretárias de 4 pernas.&lt;br /&gt;Maior parte deles, gente boa, mas que vivia acomodada àqueles Kuanzas a mais, que tanto jeito dão a partir do dia 20 de cada mês.&lt;br /&gt;Sim que isto com o Euro está tudo caríssimo.&lt;br /&gt;Para esses pouco compensava, porque lá está o tal problema, era bom, mas para quem trabalhasse.&lt;br /&gt;Não iriam perder, mas viam o fosso de Kuanzas que os distanciava da ralé a diminuir.&lt;br /&gt;Causava confusão a alguns, que prontamente acusavam a UPA de falta de rectidão e de só querer o mal da CACA.&lt;br /&gt;Ai tanto que nós defendemos a CACA...&lt;br /&gt;Esqueciam-se porém, que também eles eram funcionários CACAIS e que as secretárias de 4 pernas não seriam eternas.&lt;br /&gt;Um dia destes, quando voltassem às lides camionistícas, desfrutariam igualmente dos benefícios, mas lá está, uns havia que não se davam conta do efémero do cargo e como tal não compreendiam as vantagens a longo prazo.&lt;br /&gt;Não deixava de ser irónico ver tanta virtude e posições anti-Acordo de Cavalheiros propagada por estes arautos da decência.&lt;br /&gt;Realmente havia que ter em conta que era gente mais sábia, e isso via-se nas conquistas já alcançadas.&lt;br /&gt;E não falamos de gabinetes, que esses são entregues e tirados ao sabor de outros ventos.&lt;br /&gt;Falamos sim daquelas conquistas da vida, aquelas palpáveis e reconhecidas publicamente.&lt;br /&gt;Que dizer da decência dos que, além de acumular os Kuanzas inerentes às funções secretariais, acumulavam ainda reformas politicas aos 30 anos por serviços prestados à Pátria, cargos de ensino das artes camionistas a iniciantes e  muito, muito mais.&lt;br /&gt;Reconheçamos que é necessário muita sapiência para tal acumulação de Kuanzas num país à beira do colapso e talvez essa acumulação explique muita coisa.&lt;br /&gt;Havia quem dissesse que muito tinha sido obtido através de esquemas malandrecos e que era uma vergonha, mas decerto seria apenas a inveja a falar mais alto...&lt;br /&gt;Aos tais acumuladores de riqueza, realmente não fariam falta os Kuanzazitos a mais, mas aos restantes camionistas, aqueles de carne e osso, das camionetes às 3 da manhã, para esses era um mimo muito bem vindo.&lt;br /&gt;Os nossos amigos acumuladores, bem tentaram tomar as dores da CACA, esquecendo-se da sua ocupação principal e alertando os restantes camionistas para os problemas do país.&lt;br /&gt;Não há Kuanzas, o país de tanga e esta canalha a querer mais e mais.&lt;br /&gt;Que falta de patriotismo gritavam.&lt;br /&gt;O tal patriotismo das reformas aos 30...&lt;br /&gt;Além do mais, falando em carne e osso, agora sempre que a coisa se iniciasse as 3 da manhã, uma certeza os condutores teriam.&lt;br /&gt;Iriam para casa bater uma soneca logo à chegada à pátria.&lt;br /&gt;Não haveriam mais viagens em catadupa, não haveria mais acordar às 3 da madrugada e só chegar ao lar às 15h sem saber se a viagem foi pela auto-estrada ou pela nacional pois o cérebro já vinha em “off mode” e com meio olho aberto.&lt;br /&gt;Agora que estava a coisa preto no branco, era mais difícil negar as evidências.&lt;br /&gt;Afinal ninguém tinha trocado Kuanzas por trabalho.&lt;br /&gt;O embuste ou a tentativa dele, caía por terra.&lt;br /&gt;Os Kuanzas eram mais, bem mais, e se houvesse vontade por parte dos camionistas na exigência dos seus direitos, os tempos de repouso igualmente seriam maiores e mais bem distribuídos.&lt;br /&gt;Sim, porque já depois de assinado o Acordo eis que vem à baila o problema dos dias de repouso.&lt;br /&gt;A UPA, como era sua obrigação, acautelou os tempos de repouso dos camionistas.&lt;br /&gt;Para isso, propôs uma contagem diferente dos dias de trabalho e a CACA aceitou.&lt;br /&gt;Com base nessa premissa outras cedências foram feitas.&lt;br /&gt;Então não é que agora a CACA vinha dizer que afinal, tinha visto mal e não era aquilo que pretendia.&lt;br /&gt;Ui, que feio.&lt;br /&gt;Assinou, recebeu à troca benefícios e não gostando do resultado, eis que tenta voltar com a palavra atrás.&lt;br /&gt;Não é coisa de Cavalheiros, lá isso não é e obrigou a UPA a fazer um quadro em que explicava como os camionistas deveriam fazer as contas e não sair lesados.&lt;br /&gt;Papinha toda feita...&lt;br /&gt;Sim, porque não tenham dúvidas que se não forem os próprios a zelar por si, acabam a conduzir camiões à troca de uma taça de arroz. Seco.&lt;br /&gt;Quanto ao mais trabalho por Kuanzas, mesmo a ser verdade que se pudesse vir a trabalhar um pouco mais, não era essa a ideia quando se veio para a CACA?&lt;br /&gt;Ou o contrato explicitava que os Kuanzas eram à troca por dias na praia?&lt;br /&gt;Se assim for, agradeço uma cópia para enviar aos muitos que andam enganados...&lt;br /&gt;Talvez andassem todos enganados e o trabalho não fosse o objectivo do camionista.&lt;br /&gt;O que importa é que mais uma vez, como no passado, uma mentira repetida muitas vezes, quase que passou a verdade.&lt;br /&gt;Esta não passou e o Acordo de Cavalheiros lá saiu.&lt;br /&gt;O Acordo existe e é forte.&lt;br /&gt;Se não saiu mais forte, não culpem a UPA meus amigos.&lt;br /&gt;Devem-no sim, aos “Patriotas” de serviço que com cartas ameaçadoras, campanhas de desinformação, conversinha mole e manhozisse de vendedor de elixir, tudo fizeram para que nada se alterasse.&lt;br /&gt;O Acordo está vivo e na vida só existem 2 formas de morrer.&lt;br /&gt;De morte matada ou de morte morrida.&lt;br /&gt;Este Acordo, por ser de Cavalheiros, quanto à morte morrida está blindado de modo que só poderá morrer de morte matada.&lt;br /&gt;Matada pelos próprios camionistas ao não exigirem aquilo que é seu.&lt;br /&gt;Ou querem ir ao ritmo dos Búfalos que se deixam matar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota do Autor:&lt;br /&gt;Tal qual a manada de Búfalos, assim funciona o cérebro humano, que só consegue operar ao ritmo das células mais lentas.&lt;br /&gt;O álcool como sabemos, mata as células cerebrais, atacando primeiro as mais fracas.&lt;br /&gt;Deste modo, o consumo regular de álcool ao eliminar as mais fracas e lentas, torna o cérebro mais ágil e eficiente.&lt;br /&gt;E é essa a razão por que alguns camionistas se sentem mais inteligentes depois de beber uns canecos...”</description><link>http://cemasas.blogspot.com/2010/08/buffalo-theory.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>8</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1187020821501689059.post-4894761588793710176</guid><pubDate>Sat, 14 Aug 2010 20:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-08-16T05:12:32.337-04:30</atom:updated><title>Cabo escondido com rabo de fora</title><description>You&#39;ll always miss 100% of the shots you don´t take.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é Amigos Ouvintes, sempre na tentativa da internacionalização, eis que iniciamos hoje mais uma crónica da camionagem, e desta feita com uma sábia frase na língua de Shakespeare e Allan Poe, frase essa que ilustra bem o actual momento vivido na CABO.&lt;br /&gt;Já tinham saudades da CABO, confessem.&lt;br /&gt;A CABO, Cabine Associada e Bem Organizada, tinha por objectivo, tal como referido numa antiga crónica, o seguinte:&lt;br /&gt;&quot;Defender o pessoal trabalhador das cabines das camionetes&quot;....&lt;br /&gt;Irónico não é?&lt;br /&gt;Defender.....Bem, os últimos tempos pareciam não dar razão a esta frase mas já lá vamos.&lt;br /&gt;Na realidade, a dita associação vinha vivendo uma situação estranha, não nos últimos tempos mas sim, nos últimos anos.&lt;br /&gt;Era problema que já vinha de longe.&lt;br /&gt;Os donos daquilo, sim que entretanto havia uma rapaziada que se tinha tornado dona, não queriam largar o poleirito nem por nada.&lt;br /&gt;Gostavam da coisa, afinal ser dono de uma associação que mexe em tantos Kuanzas dá sempre alegria a quem os controla e passados tantos anos a viver das benesses de contribuições alheias, a dificuldade em voltar à vida real, era coisa difícil de encarar.&lt;br /&gt;Passar a pagar os próprios almoços, levantar cedo, e todas essas coisas chatas da vida corriqueira.&lt;br /&gt;Tal como aquele rapazola olímpico, eram assim os donos da CABO.&lt;br /&gt;De manhã só na caminha, que isto de andar de trouxa às costas, metido em camionetes pra trás e prá frente é coisinha para não dar saúde a ninguém.&lt;br /&gt;Além do mais, havia aquele pormenor chato que acontece nessas viagens camionísticas, aquele que depois nos dão Kuanzas ao fim do mês, como se chama aquilo?&lt;br /&gt;Que raio, pensavam eles, já foi à tanto tempo que nem me lembro.&lt;br /&gt;Já sei, gritou um mais lúcido, trabalho, é trabalho essa coisa dos Kuanzas.&lt;br /&gt;Ah pois é, tens razão.&lt;br /&gt;Opá, isso é que não, há que manter isto a todo o custo, temos mesmo que segurar este barco que já não tenho saúde pra mais.&lt;br /&gt;Não tinham mesmo.&lt;br /&gt;Se assim o pensaram, melhor o executaram.&lt;br /&gt;Quando ameaçados numa contenda eleitoral recente e vendo que a realidade poderia ser amarga, reuniram pessoal velhote, pessoal de fora, pessoal sem orientação e orientaram-se...&lt;br /&gt;Lá levaram de vencida a rapaziada desafiante.&lt;br /&gt;Por escasso votos é certo, mas a democracia é assim mesmo, nem que fosse por um.&lt;br /&gt;Conseguiram passar a mensagem que os outros eram muito novitos, sem experiência e por isso, neste momento tão grave da vida mundial, havia que manter à frente do barco alguém com experiência comprovada.&lt;br /&gt;Lá comprovada ela estava sem dúvida...&lt;br /&gt;Aliás em termos de coisas comprovadas poderíamos aqui lembrar grandes personagens da história mundial que comprovaram tudo e não deixaram dúvidas.&lt;br /&gt;E tudo rapazes simpáticos...&lt;br /&gt;Ganha que foi a contenda, deu-se então inicio à operação de charme.&lt;br /&gt;Eu explico.&lt;br /&gt;No passado, a CABO tinha contratado o Continhas para ajudar ao melhoramento das condições de vida da meninada.&lt;br /&gt;Mas isso era coisa do passado.&lt;br /&gt;Aproveitando o facto de haver alguma desconfiança em relação à personagem, e numa inflexão que já vinha sendo usual, eis que resolvem denunciar o contrato.&lt;br /&gt;Acabou-se o Continhas, em troca do favor CACAL que aí vinha.&lt;br /&gt;Alguns rejubilaram, pois para as mentes pequeninas, um Condutor metido nisto, de certeza que não era bom negócio.&lt;br /&gt;Mentes tão pequeninas que não conseguem ver para além do seu quintal, sempre foi uma característica nacional.&lt;br /&gt;O Continhas aceitou, saiu pela porta por onde tinha sido convidado a entrar e dedicou-se em exclusivo à UPA onde num momento do mundo em que até os de Goa já olham para as vacas e começam a salivar, conseguiu o que outros não conseguiram quando as mesmas eram gordas.&lt;br /&gt;Contas de outro rosário...&lt;br /&gt;Claro que, qual teoria do caos, nada acontece por acaso e eis que de rompante a CACA se apressa a entregar uns Kuanzazitos que estavam devedores em relação a trabalhinhos passados.&lt;br /&gt;Uma mão lava a outra, já diz o ditado e naquela fase, Continhas fora era imperativo para a CACA.&lt;br /&gt;Trocou-se assim, a possibilidade de um acordo sólido, bem estruturado para o longo prazo e que traria melhorias substanciais à qualidade de vida, por uns Kuanzas que já a todos pertenciam e que acabariam por vir, mais cedo ou mais tarde.&lt;br /&gt;A miudagem galhofeira, ganhou folga na carteira de imediato e assim a compra daquele LCD de 42&quot;, de cores vivas, cantos quadrados e super motion HD passou a ser uma realidade.&lt;br /&gt;Já o corpo director ganhou aquele campozinho de manobra que tanto jeito dá, um balãozito de oxigénio por mais uns meses, que vamos empurrando com a barriga e logo se vê.&lt;br /&gt;E viu-se.&lt;br /&gt;Parafraseando os políticos da Pátria, eis que vamos começar a dar o dito pelo não dito que ninguém nota.&lt;br /&gt;Mas a miudagem não é tola e os LCD, são como aquela namorada nova, ao fim de 3 meses, já não é a mesma coisa de modo que, queriam mais qualquer coisa, porque afinal, os Kuanzas já eram passado, e isto do vil metal já se sabe, vai-se num instante que até dói.&lt;br /&gt;Já ninguém se lembrava dos Kuanzas e agora queriam melhores noites e mais lazer.&lt;br /&gt;Seria possível?&lt;br /&gt;Entretanto, o verão estava ao rubro e claro, mercê do bom planeamento, a miudagem não chegava para as encomendas.&lt;br /&gt;Ninguém esperava este aumento de frequência das camionetes, afinal andamos nisto há pouco tempo e tal...&lt;br /&gt;Com miudagem a menos, as camionetes andavam sem graça, os cliente com fome, enfim, um Deus nos acuda, que as altas temperaturas do deserto só vinham acentuar.&lt;br /&gt;Os donos da CABO, habituados a jogos baixos resolvem fechar um brilhante acordo com a CACA .&lt;br /&gt;Mudar-se-iam as regras para acomodar as faltas gritantes, e a partir de agora poriam o ónus em cima do mais fraco.&lt;br /&gt;O Chefe da miudagem passaria a ser o culpado e não se falava mais nisso.&lt;br /&gt;Bonito sim senhor.&lt;br /&gt;E Rezava assim.&lt;br /&gt;Antes ninguém comia, mas se houvesse boa vontade e por especial favor, a coisa até se arranjava. &lt;br /&gt;Excepcionalmente claro está.&lt;br /&gt;Com o novo acordo seria mais engraçado.&lt;br /&gt;Comer era sempre, que isto é um restaurante sobre rodas, mas se houvesse uma Excepcional má-vontade por parte do elo mais fraco, então não havia comezaina.&lt;br /&gt;Ninguém o açoitaria, mas seria sempre um malandrim.&lt;br /&gt;Claro que os clientes iriam adorar saber que a fomeca não era à conta da má planificação, mas sim da má vontade daquele energúmeno que ganha milhões, farta-se de passear e não faz nenhum.&lt;br /&gt;Brilhante, passamos o peso para aqueles que lá andam e fazemos um figurão com os da CACA a quem devemos tudo e que tem sido tão bons para nós.&lt;br /&gt;Nós, que até deveríamos ser o defensor da rapaziada, mas isso agora não interessa nada e não dá jeito nenhum.&lt;br /&gt;Acordo assinado, havia que defendê-lo junto dos pasquins de opinião e assim foi feito, demonstrando aquela total falta de tino que já vinha sendo hábito.&lt;br /&gt;Que sim, que dava, era perfeitamente exequível e que só por falta de vontade não aconteceria.&lt;br /&gt;E para que o ramalhete fosse completo, de bónus, a CACA na sua magnitude ainda dobraria os Kuanzas sempre que fosse executada a tarefa.&lt;br /&gt;Olha a cenourinha....olha olha......&lt;br /&gt;Enfim, uma bela maneira de mostrar que tudo tem um preço, e tentar deitar por terra outros argumentos.&lt;br /&gt;Só que o povo não gostou.&lt;br /&gt;O povo não gostou de sentir que estava a ser vendido, com etiqueta de &quot;Rebajas&quot; e tudo, nem o povo, nem alguns da cúpula, que estando fartos dos flip-flops da chefe-mor resolvem partir para outras actividades, que não incluíssem o achincalhamento dos seus iguais.&lt;br /&gt;Rebates de consciência.&lt;br /&gt;Isto tudo a poucos dias de uma sessão explicativa sobre o assunto.&lt;br /&gt;Catita, muito catita mesmo.&lt;br /&gt;Catita e demonstrando largamente o porquê do carinhoso apelido de silly season com que é designada esta quadra festiva.&lt;br /&gt;A chefe-mor, a ver o chão a fugir, tal qual um dançarino de tango no meio de um terramoto, eis que numa jogada de génio, vem defender o contrário do dia anterior.&lt;br /&gt;Mais um flip-flop de circo, a lembrar um elefante bêbado numa loja de porcelanas.&lt;br /&gt;Que não, não era pra aceitar nada, que afinal aquilo que até tinha sido negociado por ela, não era a sério.&lt;br /&gt;Estava a brincar, era a gozar, vá lá, não levaram a sério pois não?&lt;br /&gt;Felizmente a rapaziada tinha levado e começava a perceber que com estes, já não ia a lado nenhum.&lt;br /&gt;Mais vale tarde acordar, que sempre sonhar.&lt;br /&gt;Mais do mesmo e muitos flip-flops, não obrigado.&lt;br /&gt;Começou a reunir-se e a delinear estratégias.&lt;br /&gt;As redes sociais, essa praga do século XXI abarrotadas de denúncias e raiva acumuladas.&lt;br /&gt;Uns defendiam uma mudança imediata e uma ruptura total com este passado.&lt;br /&gt;Outros mais radicais, a forca e o apedrejamento em praça pública.&lt;br /&gt;Alguns, pouco é certo, por incapacidade de visão, comodismo ou genes de burrico, diziam que às tantas era melhor deixar estes acabar, que mais baixo, isto já não ia.&lt;br /&gt;Será que não, vai uma apostinha?&lt;br /&gt;Quando se deixa tudo na mesma o resultado nunca tende a melhorar.&lt;br /&gt;Por isto tudo a pergunta que fica no ar é, depois de gorada a chance de mudança num passado recente, a quanto mais se está disposto?&lt;br /&gt;Sem dúvida que, “You&#39;ll always miss 100% of the shots you don´t take”.</description><link>http://cemasas.blogspot.com/2010/08/cabo-escondido-com-rabo-de-fora.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1187020821501689059.post-3561392764998201555</guid><pubDate>Fri, 23 Jul 2010 22:48:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-24T20:36:19.124-04:30</atom:updated><title>As Tristes Aventuras do Pilha Galinhas</title><description>Todos nós na nossa vida já conhecemos alguém que arvorado em malandreco tenta trapacear os outros.&lt;br /&gt;A historieta que vos trazemos hoje, fala-nos de um personagem que querendo ser um Dillinger da camionagem, não passou dum Zé do Telhado manhozito.&lt;br /&gt;Palavras para quê, é um artista português.&lt;br /&gt;Não acreditam?&lt;br /&gt;Então, tal como na música daqueles rapazes cabeludos, Here we go again.&lt;br /&gt;Inicia-se à muito muito tempo, nas artes da camionagem um rapaz de leve ascendência germânica e modos rudes.&lt;br /&gt;Alma de caserna, escolheu como melhor caminho, a vida castrense e aí vai ele pelo mundo fora, bivaque enterrado, calças subidas, desbravando novos mundos.&lt;br /&gt;Tropelias mil, piruetas várias, sempre vivendo a adrenalina de velocidades estonteantes...&lt;br /&gt;Um dia, já cansado da vida de caserna resolve dar o salto.&lt;br /&gt;E se fosse para a CACA?&lt;br /&gt;Ouvi dizer que lá eles pagam bem, tem moças bonitas e comida farta.&lt;br /&gt;E eu que gosto tanto de comer. Até me lambuzo todo. &lt;br /&gt;Ui que é mesmo isso.&lt;br /&gt;Mas a mudança, implicaria deixar para trás muita coisa que gostava e  iria levá-lo para longe das camionetes mais pequenitas onde além de condutor, sempre dava uma perninha na manutenção das ditas.&lt;br /&gt;Pensou, pensou.&lt;br /&gt;Era difícil a decisão, o óleo chamava-o, mas a ração na CACA era melhor e lá está,  gostava tanto de comer...&lt;br /&gt;Com o tempo arranjaria um esquema que pudesse aliar a comezaina farta com a actividade anterior de quebra-galhos das camionetes.&lt;br /&gt;Da vida de ajudante pouco se sabe.&lt;br /&gt;Sempre se manteve à margem de qualquer polémica.&lt;br /&gt;Concordava com tudo, mesmo quando não, sempre vendo o pendor da maioria.&lt;br /&gt;Era mais cómodo, ninguém dava por ele e ia assim levando a sua caminonete a bom porto.&lt;br /&gt;Talvez devido à sua pose, talvez devido à ascendência diferente, sempre se sentiu um ser especial.&lt;br /&gt;Achava que tinha bebido mais chá (lá está o tal sintoma recorrente), que a maioria dos humanos e por isso era rápido a julgar, pois sabia o que valia na comparação.&lt;br /&gt;Seria assim?&lt;br /&gt;Passado um tempo como Condutor-Ajudante, eis que a CACA, resolve alavancar o rapaz ao posto principal.&lt;br /&gt;Epá, tão bom que vai ser.&lt;br /&gt;Agora é que ninguém me agarra, vou ser sempre o primeiro a escolher.&lt;br /&gt;Gosto tanto, que até me lambuzo.&lt;br /&gt;Lá iniciou a sua vida de Condutor-Principal, sem grandes desvarios.&lt;br /&gt;Dava pouco nas vistas, mas dizia quem o conhecia que não era bem assim.&lt;br /&gt;Que era um artista, e não estavam a falar propriamente ao nível duma Paula Rego.&lt;br /&gt;Era um seguidor da maioria diziam, pois não tinha muita coragem de pensar por si.&lt;br /&gt;Que não era muito polido diziam outros.&lt;br /&gt;O que é certo é que a vida ia avançando.&lt;br /&gt;Tudo corria bem, até que um dia, vai com a sua camionete a um país tropical e eis que a coisa azeda.&lt;br /&gt;Motor partido, radiador empenado, fumo por todo o lado, óleo a esguichar e uma data de problemas que só os formados nas artes da mecânica são capazes de resolver, certo?&lt;br /&gt;Errado, claro que está errado.&lt;br /&gt;O nosso amigo tinha tirado um daqueles cursos por correspondência de mecânica em 10 lições e de parafusos percebia ele.&lt;br /&gt;Ele, que até em tempos tinha arranjado uma torradeira com mau contacto e poupado um dinheirão.&lt;br /&gt;Desde essa altura o pãozinho de manhã parecia outro.&lt;br /&gt;Não, não, qual mecânico qual quê.&lt;br /&gt;Alguém me arranje 1 chave inglesa, um martelo, um tubinho de silicone, 2 abraçadeiras, um bocado de borracha e abram alas faz favor, que eu tenho um motor a reparar.&lt;br /&gt;Depois da torradeira, era o passo lógico...&lt;br /&gt;Desce da cabine e eis que de martelo na mão, óculos ray-ban “vintage”, empoleirado num escadote e rodeado dos indígenas, dá inicio à “Operação Carcaça”.&lt;br /&gt;O nome da operação nunca ninguém entendeu bem, mas já se sabe, com a relação que o nosso amigo mantinha com a comida, já muita sorte foi não se ter chamado “Operação Toucinho”.&lt;br /&gt;E em que consistia a dita operação, perguntam os meus Amigos Ouvintes.&lt;br /&gt;Ora bem, consistia em munido das ferramentas acima descritas, fazer-se desaparecer dentro do motor da camionete, tal como os domadores do circo quando enfiam a cabeça nos leões.&lt;br /&gt;Só que os motores não mordem...&lt;br /&gt;Now you see me, now you don´t, que já me enfiei até ao pescoço.&lt;br /&gt;Felizmente para quem gosta de uma boa galhofa, há sempre um fotógrafo por perto quando estamos a fazer disparates e aquele dia não foi excepção.&lt;br /&gt;Pumba, toma lá com primeiras páginas dos periódicos.&lt;br /&gt;Lindo de ver e que bem que ficaram aqueles Ray Ban na fotografia publicada. Caixinha inclusive.&lt;br /&gt;A coisa lá se compôs com a chegada de profissionais e lá conseguiu regressar à pátria lusa mais a camionete reparada.&lt;br /&gt;Havia sido vencido, mas isto não ficaria assim.&lt;br /&gt;Entretanto, havia que tirar rendimento ao tal curso de mudança de óleo por correspondência.&lt;br /&gt;O que vou fazer para maximizar isto, pensou.&lt;br /&gt;Já sei, uma vez que “vintage” é a minha praia, vou juntar o útil ao agradável.&lt;br /&gt;Formou então uma empresa em que restauraria camionetes antigas pequeninas, e as poria novas a brilhar.&lt;br /&gt;Teria chance de aliar as duas paixões, o óleo e as camionetes de bolso.&lt;br /&gt;Fantástico.&lt;br /&gt;Assim nasceu a GAMAR&lt;br /&gt;Grupo dos Amigos da Manutenção Alternativa e Reconstrutora.&lt;br /&gt;A GAMAR tinha algumas particularidades engraçadas.&lt;br /&gt;Começava pela composição da dita cuja.&lt;br /&gt;Presidente, claro, tinha de ser o nosso amigo porque até aí, presidente só mesmo da rua dele e a rua não era grande, por isso havia que ser de mais qualquer coisa.&lt;br /&gt;O segundo posto mais importante já se sabe é aquele dos Kuanzas, o tipo que os controla.&lt;br /&gt;Controlas o tipo dos Kuanzas controlas tudo.&lt;br /&gt;O tipo tinha de ser de confiança, logo quem melhor do que um familiar muito próximo para tesoureiro.&lt;br /&gt;Assim foi.&lt;br /&gt;Agora com o Pilha-Galinhas a presidente e a família na tesouraria, havia que dar inicio à recolha de fundos.&lt;br /&gt;Dirigiu-se então às grandes empresas nacionais e.....&lt;br /&gt;Estava a brincar, peço desculpa.&lt;br /&gt;Que sitio melhor para “recolher” fundos que junto dos nossos, daqueles que ainda vão acreditando em nós e nos dando algum crédito.&lt;br /&gt;Assim foi.&lt;br /&gt;Nas viagens mais longas, depois da comezaina habitual, em tom ameno iniciava com os Condutores-Ajudantes a conversa da GAMAR, espraiando toda a sua técnica de vendedor de colchões ortopédicos, daqueles mesmo bons e tal.&lt;br /&gt;A conversa decorria nos seguintes moldes.&lt;br /&gt;Ora bem, o amigo dá agora uma contribuição e fica sócio da GAMAR.&lt;br /&gt;Uau a sério? E depois e depois, perguntavam os Condutores-Ajudantes.&lt;br /&gt;Bom, depois como a sua quota será para ajudar à recuperação das camionetes, assim que a dita esteja pronta pra rolar, o amigo terá a espectacular oportunidade de se sentar aos comando de tão ilustre máquina, onde poderá tirar umas fotografias para mais tarde recordar e impressionar as fêmeas.&lt;br /&gt;Terá ainda chance de fazer umas milhas com a dita máquina, impressionando igualmente os basbaques circundantes.&lt;br /&gt;Que lhe parece hã?&lt;br /&gt;Olhe que oportunidades destas não aparecem todos os dias.&lt;br /&gt;E se decidir agora, fica ainda habilitado a um fabuloso trem de cozinha, daqueles com pegas de borracha e em que a comida não pega ao tacho.&lt;br /&gt;Uso desses lá em casa e olhe que gosto muito.&lt;br /&gt;Então, vai ou não vai uma contribuiçãozinha?&lt;br /&gt;Um esquema assim tipo Banco Privado, mas em pequenino e com óleo à mistura.&lt;br /&gt;A rapaziada, uns por cansaço, outros porque sentiam o peso da autoridade, outros só para o calar e outros por pura ingenuidade, lá iam contribuindo.&lt;br /&gt;Sempre na esperança de um dia se porem aos comandos do tal Xaveco velho.&lt;br /&gt;O tempo foi passando, os Kuanzas rolando, mas do Xaveco em recuperação, notícias nada.&lt;br /&gt;A rapaziada come e cala, de modo que lá perceberam que tinham contribuído para o hobbie do artista, comeram e seguiram em frente.&lt;br /&gt;É sempre assim com os malandros, são os credores que ficam sempre sem jeito.&lt;br /&gt;Longa vida ao cobrador do fraque.&lt;br /&gt;A vida corria, até que um dia dá-se um caso de fuga de informação a nível mundial, coisas da segurança nacional, questão já abordada num texto passado.&lt;br /&gt;Sem ter nada para fazer, pois o óleo estava em falta, eis que o nosso amigo resolve meter a sua foicezita em seara alheia.&lt;br /&gt;Armando-se em defensor dos bons costumes e sem ter nada a ver com o caso, resolve que vai brilhar.&lt;br /&gt;Pensou, então se a maioria está a bater, eu se bater mais, fico aqui com uma pintarola de herói que vai ser um sucesso.&lt;br /&gt;Ui se os da minha rua me vissem agora...&lt;br /&gt;Dando asas à pena, eis que solta um texto pouco simpático a respeito de alguns colegas.&lt;br /&gt;Incrivelmente, muito gente dizia, ah vem desse, claro, mas esse....e calavam-se como que se fosse uma certeza a sua vacuidade mental.&lt;br /&gt;Tal como naquela terceira lei do rapaz da maçã, também isto gerou reacções, reacções essas que vieram na forma de duas missivas.&lt;br /&gt;Com a primeira, ficámos todos a saber o nível de coragem do nosso Pilha-Galinhas.&lt;br /&gt;É que apesar de ter usufruído da presença de um dos visados durante dois dias, pouco tempo antes, nada fez para descortinar a história, preferindo a lavagem na praça pública.&lt;br /&gt;A coragem varia sempre na razão inversa da distância....&lt;br /&gt;Coragem 0 – Cagufa 1&lt;br /&gt;Depois, bem, depois eis que surge na praça a segunda reacção.&lt;br /&gt;Já por muitos considerado o melhor manual jamais escrito de “Como acabar com um Pilha-Galinhas”.&lt;br /&gt;A ser editado em livro no futuro ou quem sabe algo mais.&lt;br /&gt;Surge em forma de missiva particular, mas já se sabe, se até o Aníbal eles escutam, era agora a missiva que ia ser particular...&lt;br /&gt;Numa linguagem simples, directa e pontiaguda, são descritas com exactidão e sem rodeios todas as actividades malandrecas do nosso Pilha-Galinhas.&lt;br /&gt;Um fartote de boa disposição, roubos de mercearia e afins.&lt;br /&gt;Ficámos a saber igualmente da existência de uma rua em que todos os rapazes são baixotes e outros tesouros, que nunca serão esquecidos.&lt;br /&gt;Tudo isto patrocinado por aquela empresa do Sr. Kamprad, aquela dos moveis em puzzle e espelhos baratos. &lt;br /&gt;Baratissimos.&lt;br /&gt;O nosso Pilha-Galinhas que se saiba nunca respondeu às missivas enviadas.&lt;br /&gt;Lá está, Coragem 0 – Cagufa 2&lt;br /&gt;Ainda assim, conta-se que terá ficado a fazer festas ao ar, num incidente recente que já corre à boca solta.&lt;br /&gt;Presenciado por muitos, tem sido motivo de risota contida nas instalações da CACA.&lt;br /&gt;Por isso amigos, em jeito de despedida vos digo.&lt;br /&gt;Guardem as galinhas, apliquem os Kuanzas em cerveja e esqueçam as contribuições passadas que essas, já eram.</description><link>http://cemasas.blogspot.com/2010/07/as-tristes-aventuras-do-pilha-galinhas.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1187020821501689059.post-5163597179237206017</guid><pubDate>Sun, 11 Jul 2010 20:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-23T09:12:39.293-04:30</atom:updated><title>As Ceroulas do Capitão Galvão</title><description>“Não te esqueças meu Manholas, que eu já te vi em ceroulas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Amigos ouvintes, poderão achar esta frase brejeira e  popularucha.&lt;br /&gt;Têm razão.&lt;br /&gt;É tudo isso, mas é igualmente verdadeira.&lt;br /&gt;A frase, nascida nos anos 50 numa carta aberta, escrita pelo Capitão Henrique Galvão, ao então todo poderoso chefe da banda, que governava este rectângulo, servirá hoje de mote às três curtas histórias que vos vamos contar.&lt;br /&gt;Os personagens retratados, pela sua menor importância, não ajudam à sátira.&lt;br /&gt;Já a tentativa de se fazerem grandes, é cómica e galhofeira.&lt;br /&gt;Por essas razões não quisemos deixá-los de fora desta odisseia camionistica, uma vez que em qualquer odisseia existem sempre personagens menores, para compor o enredo.&lt;br /&gt;Vamos a isso então, numa jornada pelo baú da desgraça.&lt;br /&gt;A primeira história acontece no ano da graça de 2008, e asseguro-vos que nos deu bastante trabalho de investigação.&lt;br /&gt;Fala-nos de um simpático e educado Condutor-Ajudante, que vai de viagem à terra natal, visitar os sogros e apresentar o seu mais novo rebento, ainda com poucos meses de vida, à família insular.&lt;br /&gt;A dita terra natal, um complexo de nove ilhas perdidas no meio do oceano, onde reza a lenda existiu outrora a civilização perdida da Atlântida.&lt;br /&gt;Aqueles que se lembram do Patrick Duffy e as suas guelras, sabem do que estou a falar.&lt;br /&gt;Adiante.&lt;br /&gt;Acompanhado da sua cara-metade e do recente rebento, preparam tudo com aquela alegria própria de quem vai rever os seus e leva em mãos a mais bela das pérolas para apresentar.&lt;br /&gt;Acordam cedinho, preparam as coisas e dirigem-se ao local de despacho das camionetes.&lt;br /&gt;Chegados lá, eis que o nosso amigo se depara então com a falta do Condutor-Principal, que devido aos inúmeros afazeres, não havia ainda comparecido.&lt;br /&gt;Coisas do trânsito.&lt;br /&gt;O tempo passava e não havia maneira de surgir o dito Condutor.&lt;br /&gt;Tic-tac, Tic-tac, Tic-tac...&lt;br /&gt;Para quem já viajou nas camionetes, sabe bem o tempo que demora a fazer o dito circuito de segurança.&lt;br /&gt;Se já era mau, com aquela mania dos barbudos kamikazes se atirarem contra os prédios, ficou pior.&lt;br /&gt;Uma vez que necessitava de ajudar a jovem mulher com todo o aparato de bibereons, fraldas e afins, eis que o nosso amigo têm a ideia óbvia de deixar um recado com o Condutor-Ajudante, que se prontifica a entregar a missiva ao todo poderoso assim que este chegasse.&lt;br /&gt;Parece lógico não é?&lt;br /&gt;Esperem.&lt;br /&gt;Precisava de um “Amiguinho” era o recado a dar.&lt;br /&gt;O “Amiguinho”, para quem não conhece, baseia-se numa gentileza que a CACA criou em parceria com a UPA para que os condutores se ajudassem uns aos outros.&lt;br /&gt;Alguns condutores no entanto não entendiam que aquilo não era bem deles e que a ideia é facilitar a vida dos colegas, a menos que haja motivo muito forte em contrário.&lt;br /&gt;Então se eu sou dono da Camionete agora não ia ser dono do “Amiguinho” pensavam alguns.&lt;br /&gt;Pois, mas a verdade é que os Condutores-Principais, são apenas gestores dos recursos da CACA e como tal donos de um grande nada, não se devendo deixar influenciar pelos traumas passados, más noites de sono ou vidas sexuais sem sentido.&lt;br /&gt;É difícil compreender? Irra...&lt;br /&gt;Continuando.&lt;br /&gt;O nosso amigo segue para o terminal das Camionetes.&lt;br /&gt;Malas pra um lado, carrinho de bebé pra outro, apalpações várias, a dança das fraldas, choricos pelo meio e lá chega a nossa simpática família a bordo da majestosa camionete pesada.&lt;br /&gt;Lá chegado, querendo agradecer a simpatia, dirige-se à cabine de condução e inicia o beija-mão.&lt;br /&gt;Mal feito foi.&lt;br /&gt;Quem voxelência pensa que é.&lt;br /&gt;Deixa recados como se me conhecesse.&lt;br /&gt;Andámos juntos na escola?&lt;br /&gt;Isto é uma vergonha sem precedentes, você é um mal educado, está-se mesmo a ver a falta de chá.&lt;br /&gt;Normalmente estes “senhores” acham que tomaram muito mais do que os restantes humanos, é um sintoma aliás recorrente.&lt;br /&gt;Maneiras de ver o mundo.&lt;br /&gt;O nosso amigo ainda tenta desculpar-se, dizendo que não, nunca quis faltar ao respeito ao todo poderoso e tal, mas tinha de ajudar a mulher a fazer o circuito das apalpações, com o bebé novito mais a dança dos biberons e uma vez que o Grande Chefe se tinha atrasado, não pôde ficar à espera de sua eminência.&lt;br /&gt;Bom, que isso não era assim, que antes é que era, que isto anda a saque, qualquer dia defecam-nos em cima e os traumitas todos a aflorarem à epiderme.&lt;br /&gt;Para a próxima espera e mais nada, mas vá, ponha-se a mexer e que não volte a acontecer.&lt;br /&gt;Ia o nosso Condutor a abandonar a cabine de condução cabisbaixo quando:&lt;br /&gt;Ouça lá e já agora, com que tarifa rodoviária o senhor se apresentou a bordo?&lt;br /&gt;Ora bem, com a tarifa “Amiguinho” claro.&lt;br /&gt;Mas eu não dei “Amiguinho” nenhum.&lt;br /&gt;Sua Eminência peço desculpa mas a mim na porta de entrada foi o que me deram e foi assim que entrei.&lt;br /&gt;Ai é, muito me conta então, mas não tem problema.&lt;br /&gt;Tal como entrou, daqui se vai apear.&lt;br /&gt;Pegando no trompete real,  manda chamar um rapaz terráqueo que carinhosamente escolta o nosso amigo para fora da Camionete.&lt;br /&gt;Reparem bem na beleza do filme.&lt;br /&gt;Um autocarro desloca-se de propósito à camionete, com um terráqueo para escoltar um futuro Condutor-Principal para fora da Camionete.&lt;br /&gt;Belo espectáculo para quem viu de fora, uma história hilariante para ser contada durante as pausas pra café e decerto uma experiência espectacular para um jovem pai que vê aqueles que mais ama a ficarem desamparados da sua ajuda e presença.&lt;br /&gt;Os da CABO sem saberem o que dizer, encavacados com a situação, a verem um colega a ser posto no olho da rua.&lt;br /&gt;A cara metade e o rebento, lá seguiram sozinhos, até a ilha de onde eram originários.&lt;br /&gt;Sozinhos, mãe e filho de meses.&lt;br /&gt;O nosso amigo, incrédulo e abatido, seguiu à tarde numa camionete mais pequena, Camionete essa que fazia igualmente o percurso e onde foi bem recebido por todos os colegas.&lt;br /&gt;Chegou tarde mas chegou, tendo-se reunido com a família ao final do dia, onde tentou esclarecer que não era aquele bocado de cócó que quiseram que ele parecesse.&lt;br /&gt;Não se sabe se eles acreditaram, mas que ficaram enquadrados, lá isso não há dúvidas e o bebé nunca mais repete a graça.&lt;br /&gt;Dói sempre muito mais quando estamos com os nossos.&lt;br /&gt;Toda esta moral, vinda de um rapaz que em tempos passados e aproveitando as suas ligações à UPA, conseguiu atribuir a um familiar muito chegado, a exploração da cantina de serviço da dita associação.&lt;br /&gt;Uma outra história, que talvez venha a ser contada, a fazer lembrar aquele major da Guiné, que roubava nas batatas.&lt;br /&gt;E quem o ouve, não o manda prender.&lt;br /&gt;Eu tambêm não mandaria...&lt;br /&gt;O segundo caso, mais engraçado devido a toda a envolvente, fala-nos de um rapaz com um mau barbeiro.&lt;br /&gt;Já se sabe, tal como a caixa de chocolates do Forrest, assim são os barbeiros.&lt;br /&gt;Nunca sabemos o que vai dar, até o serviço estar acabado, mas já era altura de mudar não?&lt;br /&gt;Conhecido como o Explorador SideBurns, devido às expedições que levava a cabo, tinha vivido vários anos na dependência da UPA.&lt;br /&gt;Era bem conhecida a sua tirada máxima.&lt;br /&gt;Quem não alinhava com a UPA (a dele claro), ficava encarregue das rodas e pouco mais.&lt;br /&gt;Para aprenderem, que isto do carácter forma-se é assim.&lt;br /&gt;Na marra.&lt;br /&gt;Aliás sempre que um Condutor-Ajudante tinha o primeiro embate com a personagem, já se sabia o que vinha.&lt;br /&gt;Você tá na UPA?&lt;br /&gt;Conduz nas folgas?&lt;br /&gt;E já furou ou pensa furar alguma acção de sensibilização?&lt;br /&gt;Ai dos nossos ajudantes se algumas das respostas não fosse do agrado do inquisidor-mor.&lt;br /&gt;Ele era rodas, rabugice e aquele sermãzinho de padreco, recheado de piadolas mal conseguidas.&lt;br /&gt;Viveu sempre impune, e tal foi a alavanca que a UPA lhe deu que rapidamente se tornou chefe da condução sincronizada.&lt;br /&gt;Da UPA à estrutura CACAL, sem passar pela casa da partida.&lt;br /&gt;À excepção dos dois contos claro, que esses é mesmo pra embolsar.&lt;br /&gt;Só gente séria, está bom de ver.&lt;br /&gt;Naqueles tempos, em que a mescla entre CACA e UPA era enorme, quem tinha um olho era rei.&lt;br /&gt;E este nosso amigo tinha dois.&lt;br /&gt;Estava habituado a confrontos, pois nas horas vagas, munido do seu barrete de corres garridas, dedicava-se à pega de bichezas pesadas.&lt;br /&gt;Era de caras, de cernelha e afins.&lt;br /&gt;Adorava a Aficion que a sabujada lhe dedicava.&lt;br /&gt;Sim que isto já se sabe, dá-me poder e aparecem seguidores, daqueles sem muitas ideias próprias que é assim que nos dão jeito.&lt;br /&gt;Devido ao seu carácter “frontal”, ninguém levava a mal e tudo lhe era permitido.&lt;br /&gt;Se bem que ser “frontal” com quem está abaixo de nós na cadeia alimentar é coisa para ser assim, deixa cá ver o adjectivo, deixa cá ver se me lembro....&lt;br /&gt;Várias vezes punha condutores ajudantes encarregues dos rodados, ainda se gabava do feito e gritava a pulmões cheios num aviso à navegação.&lt;br /&gt;Chegou a ter problemas devido a isso.&lt;br /&gt;Os chefes da CACA não gostavam que se tratasse assim os Condutores-Ajudante e decidiram actuar.&lt;br /&gt;Esteve parado 8 meses, em casa, com um processo disciplinar vagabundo e sem nexo.&lt;br /&gt;Um nojo.&lt;br /&gt;Esperem, peço desculpa, enganei-me na história, estava a fazer confusão.&lt;br /&gt;Não com este isso não aconteceu.&lt;br /&gt;Talvez devido à relação com a CACA, talvez devido à sua manhozisse, o que é certo é que ninguém duvidava da sua justiça para com os “infráticos”e ainda era aplaudido.&lt;br /&gt;Nunca perdeu a confiança dos Druidas e nunca foi para casa ad eternum à espera de resolução.&lt;br /&gt;Outros tempos, outras vontades, outras miscigenações.&lt;br /&gt;Falava como se a razão fosse a sua essência, e sempre naquele registo rabujo-malandreco, a fazer lembrar o simpático cachorro das Wacky Races.&lt;br /&gt;Grande Mutley, quem não gosta dele?&lt;br /&gt;Em 2008, estava cansado de ser uma personagem secundária.&lt;br /&gt;Cheio de vontade de meter as mãos num tesouro maior e acreditando numa sucessão monárquica que sempre vinha acontecendo, tentou, aliado ao Captain Goofy e a uma entourage duvidosa, vingar na UPA.&lt;br /&gt;Afinal, estava provado que quem domina a UPA, obtia igualmente os favores dos Druidas e se aquilo sempre tinha estado nas mãos “deles” não era agora que iria mudar.&lt;br /&gt;Felizmente para todos nós, tal não aconteceu e tivemos 2 anos difíceis mas proveitosos.&lt;br /&gt;A ter vingado, já sabem qual tinha sido o resultado.&lt;br /&gt;Ah e tal, não é o momento, vocês até ganham Kuanzas a mais, e agora com licença que tenho que orientar-me mais um bocadito.&lt;br /&gt;Igualmente não aceitou bem a derrota e quando a UPA esteve em conversações com a CACA para a melhoria de vida dos condutores, escolheu o seu lado.&lt;br /&gt;O seu, mesmo o seu.&lt;br /&gt;Antes, apregoava a unidade, porque quando estamos lá, é sempre bom termos exército pra fazer alarde e sentirmos o espaldar quente.&lt;br /&gt;Agora mandava mensagens electrónicas aos condutores, apelando à desunião, tentando lançar a confusão, insultando o Continhas, a direcção da UPA e fazendo ameaças veladas.&lt;br /&gt;Um Democrata de mão cheia.&lt;br /&gt;E aí de quem diga o contrário.&lt;br /&gt;Fica com as rodas e não mexe mais.&lt;br /&gt;Vamos ao terceiro caso? Vamos a isso.&lt;br /&gt;O terceiro caso fala-nos de um homem, homem esse conhecido como Captain Goofy.&lt;br /&gt;Lembram-se dele da história anterior? Esse mesmo.&lt;br /&gt;Também ele, tal como o nosso Henrique Galvão, alardeava da sua patente.&lt;br /&gt;Num registo sempre apatetado, ia levando a sua vidinha sem grandes sobressaltos.&lt;br /&gt;Mas ao contrário do personagem do velho Walt, a este nosso amigo não chegava ser mais um e aquela patetice tinha um objectivo.&lt;br /&gt;Juntou-se a mais uns quantos e decidiram tentar a grande lotaria.&lt;br /&gt;Pensou, se sou um tipo popular, neste registo friendly goofy, vou mas é capitalizar isto e serei o próximo chefe da UPA.&lt;br /&gt;É que é limpinho.&lt;br /&gt;Goofy ao poder.&lt;br /&gt;Elaborou o seu exército, recheado de mais do mesmo e confiou na apatia geral.&lt;br /&gt;Tão convencido estava da vitória, que numa acção normalíssima para quem quer ser chefe da UPA, marca uma reunião com os chefes da CACA antes de lançar a empreitada.&lt;br /&gt;Para delinear em conjunto as estratégias...&lt;br /&gt;Epá, cheira a malandrice pensam os Amigos Ouvintes.&lt;br /&gt;Pois cheira e não é só a isso que cheira.&lt;br /&gt;A CACA sempre disposta a fazer alianças, prontamente realizou a dita reunião.&lt;br /&gt;Normal, normalíssimo e explica muito do passado recente.&lt;br /&gt;Vieram as eleições e não há mal que dure sempre, algum dia havia de ser.&lt;br /&gt;Perderam e para o bem de todos nós, vimos que havia vida para além do défice.&lt;br /&gt;Sim, défice.&lt;br /&gt;De honestidade, de verdade, de decência, de lisura, e de muitas outras coisas.&lt;br /&gt;O nosso Goofy acabou mais tarde por perder também a compostura.&lt;br /&gt;Num registo mais azedo, em frente a dois Condutores-Ajudantes e a quem o quis ouvir, metendo foice em seara alheia, desejou a um colega Condutor-Principal, que se debatia na altura com um problema grave de saúde, desejou então que este ficasse inválido de vez.&lt;br /&gt;Que bonito.&lt;br /&gt;Enfim, patetices que lhe assentam com uma luva, mas que continuam a ser isso.&lt;br /&gt;Patetices.&lt;br /&gt;E é por estas e por outras que sempre que nos vêm com aquela conversa da decência própria, cheios de virtudes e os outros cheios de defeitos, que temos que olhá-los bem de frente e dizer.&lt;br /&gt;Ó meu Manholas, quantas vezes é que já te vi em ceroulas?</description><link>http://cemasas.blogspot.com/2010/07/as-ceroulas-do-capitao-galvao.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>6</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1187020821501689059.post-7273433256964730519</guid><pubDate>Sun, 11 Jul 2010 12:18:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-11T07:52:59.480-04:30</atom:updated><title>Parafraseando Mark Twain</title><description>A notícia da minha morte, às mãos dos Druidas da CACA, é um evidente exagero.</description><link>http://cemasas.blogspot.com/2010/07/parafraseando-mark-twain.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1187020821501689059.post-8058579320540180970</guid><pubDate>Mon, 26 Apr 2010 10:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-04-26T05:56:38.554-04:30</atom:updated><title>O Perna de Pau</title><description>Amigos ouvintes, antes de mais, peço desculpa pelo silêncio.&lt;br /&gt;Como sabem aquele vulcãozito de nome fácil, acordou na semana passada.&lt;br /&gt;Com o velho continente parado, eu e o meu camião voltámos a ser necessários.&lt;br /&gt;A vida não anda folgada de modo que uns Kuanzas a mais são sempre bem-vindos.&lt;br /&gt;Assim, este vosso amigo, sempre à espreita de uma oportunidade de negócio, passou os últimos dias a rentabilizar a camionete, de um lado para o outro, fazendo o transporte por estrada das mais diversas cargas e personalidades.&lt;br /&gt;Já sei o que vão dizer.&lt;br /&gt;Que há negócios mais rentáveis e menos trabalhosos, nomeadamente naqueles jogos da bola e os geis milagrosos.&lt;br /&gt;Eu sei isso, sei que sou antiquado, mas mesmo assim, prefiro a legalidade.&lt;br /&gt;Nunca alinhei com ciganadas e pelo menos vou dormindo descansado.&lt;br /&gt;Uma vez regressado, vamos hoje contar uma história de época.&lt;br /&gt;Uma história de piratas e corsários à séria.&lt;br /&gt;Daqueles do olho de vidro, perna de pau, cara de mau e papagaio no ombro.&lt;br /&gt;Bom, olho de vidro será um exagero, mas quanto ao resto...&lt;br /&gt;Não teremos o Errol Fliyn, nem outros famosos da sétima arte.&lt;br /&gt;Quem espera capa e espada com nível, glamour e brilho é melhor pensar duas vezes.&lt;br /&gt;Piratas bonitos serão uma miragem.&lt;br /&gt;Aqui gostamos dos personagens feios, porcos e maus.&lt;br /&gt;Como eles são na vida real.&lt;br /&gt;Ainda tentámos contratar o Johnny Depp para o papel principal mas o budget apertado não nos permite. &lt;br /&gt;Contingências da crise.&lt;br /&gt;Adiante.&lt;br /&gt;Há muito muito tempo, num reino distante, vivia o nosso personagem.&lt;br /&gt;No reino deste pirataço não existia lei.&lt;br /&gt;Ou melhor existia mas não era pra ele.&lt;br /&gt;Nascido num tempo em que tudo era permitido o nosso pirata cedo viu as vantagens da piratice, para conseguir levar as suas empreitadas a bom porto.&lt;br /&gt;Iniciou-se na CACA-OI e foi levando a sua vida inicialmente sem sobressaltos.&lt;br /&gt;Um dia a CACA resolve abrir uma subsidiária, a Yes Weekend, já falada anteriormente.&lt;br /&gt;Esta nova empresa dedicava-se ao transportes de veraneantes, para aquela semaninha de inferno All-Inclusive, mojitos à fartazana e coristas de hotel com meias de rede rotas em coreografias deprimentes.&lt;br /&gt;O nosso amigo, junto com outros piratas de renome tinha sido um dos “escolhidos” e  transferiram-se todos para a dita subsidiária.&lt;br /&gt;“Escolhidos” é uma maneira de dizer pois os critérios foram sempre duvidosos.&lt;br /&gt;Dizia-se que ele, junto com os outros espertalhões, viram ali um short-cut.&lt;br /&gt;Para uns foi a camionagem pesada antes do tempo, para outros o lugar de condutor-principal muito antes, para outros os mojitos, para outros as louras...&lt;br /&gt;Cada um teve as suas razões, e certamente válidas.&lt;br /&gt;Todos juntos, montaram o esquema e lá foram eles.&lt;br /&gt;Olharam para o bolo e o que cada um comeria ficou logo destinado.&lt;br /&gt;Não deixava no entanto de ser engraçada a feliz coincidência de todos os que ganharam com isso, estarem na altura nos meandros da UPA, tendo-a usado para se proteger, como veremos mais à frente.&lt;br /&gt;Coincidências que o nosso Francis Drake, soube usar em seu proveito.&lt;br /&gt;Deu-se assim inicio à operação Verão.&lt;br /&gt;Experiência fabulosa, semanas inteirinhas em hotéis de luxo, caipirinhas mil, beldades louras de bikini curtos.&lt;br /&gt;Êta vida boa...&lt;br /&gt;Mas a vida das subsidiárias é sazonal e é preciso correr atrás.&lt;br /&gt;Se no verão a coisa corria bem, já no inverno, tal como a cigarra, havia que ir a todas, quando e onde desse.&lt;br /&gt;Só que o nosso pirata e sus muchaxos queriam o melhor de dois mundos.&lt;br /&gt;Os mojitos e as louras, mas as regras laborais da casa-mãe.&lt;br /&gt;Aquela rede de segurança que tanto jeito dá.&lt;br /&gt;Uma Win-Win situation portanto. &lt;br /&gt;I win, I win.&lt;br /&gt;Não há almoços grátis e os gestores da Yes Weekend começaram a pedir um pouco mais de empenho à rapaziada.&lt;br /&gt;Ai que não pode ser, isto é uma vergonha, a escravatura já acabou.&lt;br /&gt;Na altura, como assumia a sua piratice, era só direitos e regalias.&lt;br /&gt;Então se eu estou em casa 15 dias sem fazer nada, hoje que estou de folga é que querem que me faça à estrada.&lt;br /&gt;Só porque arranjaram um contrato para hoje.&lt;br /&gt;Logo para hoje que não me dá jeito nenhum.&lt;br /&gt;É que os 15 dias não me chegaram.&lt;br /&gt;Não, Não vou e não se fala mais nisso. Arranjem outro.&lt;br /&gt;Essa, era uma,  entre outras tropelias várias.&lt;br /&gt;Os tempos máximos de trabalho eram pra ser respeitados tal como na casa mãe.&lt;br /&gt;Lei é lei.&lt;br /&gt;A menos que se levasse a namorada na camionete para aquela semaninha de férias...&lt;br /&gt;Aí, como valores mais altos se “levantavam”, quais atrasos, quais tempos máximos.&lt;br /&gt;Aí se via a verdadeira força da lei...&lt;br /&gt;Estamos aqui é pra trabalhar.&lt;br /&gt;Era pra ir e mais nada, desse por onde desse.&lt;br /&gt;Assim acontecia e claro, não deu. &lt;br /&gt;A própria manutenção das máquinas já deixava a desejar e a coisa piorava a olhos vistos.&lt;br /&gt;Com estas e outras que iam acontecendo, não restava grande margem de manobra aos gestores da YW.&lt;br /&gt;Entretanto, uma vez que os piratas dominavam igualmente a UPA, faz-se uma reunião magna.&lt;br /&gt;Qual assembleia do PREC, cheia de piratas e todos cheios de razão.&lt;br /&gt;Até as louras queriam trazer com eles de volta à casa mãe e alguns pediam apoio do resto da plebe para tão altos desígnios.&lt;br /&gt;Lindo de ver é o Amor.&lt;br /&gt;A CACA mais não podia fazer, e ordenou a volta de todos os piratas.&lt;br /&gt;Voltaram mas vinham de bolsos cheios.&lt;br /&gt;O saque tinha sido bom, uma vez que voltavam para os lugares que ocupavam na YW, mas agora na casa-mãe.&lt;br /&gt;O nosso amigo foi assim, um dos principais causadores da queda em desgraça da Yes Weekend, mas isso agora não o incomodava.&lt;br /&gt;Estava de volta à casa que o viu nascer e uma vez que tinha sido incorporado na camionagem pesada, teria tempo livre em mãos para se dedicar a outros hobbies.&lt;br /&gt;Quais seriam?&lt;br /&gt;A ajuda a instituições de solidariedade?&lt;br /&gt;O voluntariado?&lt;br /&gt;Não, não se esqueçam que estamos a falar de um pirata, mas um pirata ambicioso.&lt;br /&gt;Ambicionava ser mais do que pirata, por isso queria algo que lhe desse algum glamour.&lt;br /&gt;A criação de equídeos era a sua paixão e dedicar-se-ia a isso de corpo e alma.&lt;br /&gt;Andaria mergulhado no estrume, com bosta pelos joelhos a desbastar os animais.&lt;br /&gt;Teria belos exemplares e assumiria aquela postura de aristocrata titular que tanto almejava.&lt;br /&gt;Seria um Pirata-Criador, o que sempre confere outro “estar” e impressiona a Coroa.&lt;br /&gt;Assim o fez e pensámos todos que ficasse por aí.&lt;br /&gt;Pois pensámos.&lt;br /&gt;No entanto o saque que tinha trazido da YW não lhe chegava de modo que dá inicio a um movimento rebelde com outros piratas.&lt;br /&gt;Tipo maio de 68, mas sem mamocas à mostra, embora desse ideia que tal como os estudantes de outrora também eles teriam fumado qualquer coisa, tais eram as piratices.&lt;br /&gt;Que nome iriam dar ao movimento era a questão.&lt;br /&gt;Depois de muito pensarem chegou-se a um consenso.&lt;br /&gt;Piratas sem Horizontes, seria o nome escolhido.&lt;br /&gt;Pretendia ser uma plataforma de reflexão da piratice, mas na realidade os objectivos eram bastante mais maquiavélicos.&lt;br /&gt;Plataforma de proscritos diziam uns, mas piratas proscritos? Não seria um contra-senso?&lt;br /&gt;O futuro se encarregaria de nos mostrar que não.&lt;br /&gt;Seria uma plataforma onde encontrariam morada, todos aqueles que se sentissem órfãos da estrutura e do poder de outrora.&lt;br /&gt;Os novos órfãos tinham chegado.&lt;br /&gt;Os estatutos da dita associação eram bem claros.&lt;br /&gt;Recuperar o que foi nosso a qualquer custo.&lt;br /&gt;Não fariam prisioneiros.&lt;br /&gt;Aproveitando tempos de guerra aberta entre a CACA e a UPA, a tal que tinham perdido, vê aí a sua chance de mudança de actividade.&lt;br /&gt;A chance perfeita.&lt;br /&gt;De pirata passaria a corsário.&lt;br /&gt;Faria as malandrices a soldo da coroa.&lt;br /&gt;Assim sendo, inicia conversações com os Chefes da CACA e vende os seus serviços aos antigos inimigos.&lt;br /&gt;Uma vez patrocinado pela coroa, seria muito mais fácil a sua movimentação por mares tempestuosos e teria a cobertura para as suas piratices.&lt;br /&gt;Andaria em cima do muro ao sabor dos ventos predominantes.&lt;br /&gt;Os chefes da CACA sabiam do que ele era capaz, pois os episódios da YW estavam ainda vivos na memória, mas mais vale um Judas do nosso lado que contra nós e assim esfregaram as mãos de contentes, receberam-no no seu seio e emitiram-lhe as instruções.&lt;br /&gt;Começava aí a era do Corsário.&lt;br /&gt;Tal como Francis Drake, também ele traria as riquezas máximas para a coroa que servia.&lt;br /&gt;Seria o Francis Drake da camionagem.&lt;br /&gt;Imbuído do novo estatuto delineou o plano.&lt;br /&gt;Qual a melhor forma de começar o serviço pensou.&lt;br /&gt;Tenho de arranjar um assunto que reúna alguns descontentes e tentar capitalizar a coisa com alguma desinformação.&lt;br /&gt;Já sei, vou impugnar o contrato do Continhas e tentar lançar a confusão.&lt;br /&gt;Se assim pensou, melhor o fez e munido da sua altivez e seriedade vai para os tribunais do reino tentar denegrir a imagem alheia.&lt;br /&gt;Ele cheio de virtudes e os outros só defeitos.&lt;br /&gt;Claro que como bom pirata das suas piratices e malandragens não se lembrava ele.&lt;br /&gt;Eu explico.&lt;br /&gt;Para a prática da camionagem eram precisos dotes físicos mínimos e o nosso amigo não os cumpria.&lt;br /&gt;Não cumpria mesmo.&lt;br /&gt;A lenda dizia que devido a uma batalha antiga nos mares do Caribe, tinha perdido uma das pernas e agora, como bom pirata que era, ostentava uma perna de pau, no lugar onde outrora pontificava uma bela canela de carne e osso.&lt;br /&gt;Mancava até mais não e até os cegos da rua, sabiam quando se aproximava devido aquele irritante, toc toc toc toc, toc, toc...&lt;br /&gt;Apesar disso, estranhamente, os curandeiros do reino emitiam-lhe semestralmente o salvo conduto real para operar as ditas máquinas.&lt;br /&gt;Mais estranho ainda era o facto do nosso amigo possuir uma declaração real que averbava a sua inferioridade física.&lt;br /&gt;Devido a essa declaração, estava isento do pagamento dos vários impostos e tributos devidos ao reino.&lt;br /&gt;Tinha inclusive direito a parar a carroça naqueles locais para diminuídos, aqueles mais perto da porta.&lt;br /&gt;Tudo para não forçar tanto a perna de pau. &lt;br /&gt;Nas filas dos supermercados e mercearias, idêntica situação.&lt;br /&gt;Deixa passar que o senhor é aleijado.&lt;br /&gt;E ele passava, rindo-se por dentro da ingenuidade alheia.&lt;br /&gt;Não, não era aleijado, era sim vigarista, como qualquer pirata que se preze.&lt;br /&gt;Assim decorria a vida do nosso pirata convertido em corsário.&lt;br /&gt;A dar a volta a tudo e todos.&lt;br /&gt;Ficaria por aqui?&lt;br /&gt;Claro que não.&lt;br /&gt;Uma vez que a jogada suja do contrato do Continhas iria demorar, havia que entrar por outros caminhos.&lt;br /&gt;Socorrendo-se de amigos, piratas dos tablóides, minava a confiança dos condutores.&lt;br /&gt;Uma das formas mais ardilosas, consistia em enviar mensagens electrónicas de dentro de assembleias magnas da UPA.&lt;br /&gt;Assim, mesmo antes dos condutores votarem os seus assuntos, já os tablóides os divulgavam para que todo o reino pudesse saber, tirando força à rapaziada.&lt;br /&gt;Enfim, coisas que já saem do âmbito da piratice e ganham novos adjectivos.&lt;br /&gt;Adjectivos esses que infelizmente não poderemos usar por respeito aos mais sensíveis e às Crianças que nos lêem.&lt;br /&gt;Entretanto, avizinhando-se o fim do mandato da direcção da UPA, tem nova ideia mirabolante.&lt;br /&gt;Resolve patrocinar um encontro de condutores numa estalagem, para mais uma vez tentar tirar partido da desinformação e da mentira.&lt;br /&gt;Contactado o estalajadeiro informou-o das suas necessidades.&lt;br /&gt;Vêm aí uns rapazes escolhidos a dedo, de modo que quero uma sala em que possamos reunir sem ser interrompidos.&lt;br /&gt;O estalajadeiro anuiu, mas já se sabe, almoços grátis não há e os impostos do reino estão cada vez mais altos (sim, que ao contrário do nosso pirata, o estalajadeiro pagava os seus).&lt;br /&gt;Eu arranjo a sala, mas quero uns dobrões de ouro para pagar a despesa.&lt;br /&gt;O nosso pirata disse que sim, dobrões não faltariam, mas esqueceu-se de informar os restantes piratas que teriam de pagar pela sua presença.&lt;br /&gt;Mais ou menos do género, vem cá a casa jantar mas traz tu a comida.&lt;br /&gt;Estiveram lá muitos e vindos de todas as partes do reino.&lt;br /&gt;Todos queriam ouvir as boas novas e tentar ver se seria por ali o caminho do novo poder.&lt;br /&gt;Desde antigos dirigentes máximos da UPA, ex chefes da camionagem, chefes wanna be, gente do norte, gente do centro, enfim, até do reino dos algarves chegou um emissário.&lt;br /&gt;Gente boa lá havia, mas muitos deles sem eira nem beira.&lt;br /&gt;Havia de tudo nesta palete. Era só escolher.&lt;br /&gt;O ponto de ordem residia em criar um movimento de fundo e rebentar com a UPA e os seus líderes, antes do dia D, a bem da classe claro.&lt;br /&gt;Claro.&lt;br /&gt;Só que os Homens da UPA estiveram lá e não se acanharam.&lt;br /&gt;Falaram, expuseram os seus pontos de vista e a mentira não vingou.&lt;br /&gt;A reunião acabou por ter um rumo que não era o desejado pelos organizadores.&lt;br /&gt;Um dos convivas, antiga glória da UPA, acabou inclusive por sair irritado com tanta piratice e tanta falta de rumo.&lt;br /&gt;As razões ninguém as soube mas que saiu mais cedo saiu.&lt;br /&gt;Teve sorte, safou-se ao pagamento.&lt;br /&gt;Pois, é que no fim, o nosso pirata organizador não se ficou.&lt;br /&gt;Embora pudesse ter pago o aluguer da estalagem com os dobrões que rouba nos impostos reais, já se sabe, uma vez pirata, sempre pirata.&lt;br /&gt;Se há que pagar, divide-se por todos que eu sou muito doente e não posso.&lt;br /&gt;Reparem na perna de pau.&lt;br /&gt;Eram 7,5 dobrões de ouro a cada um por favor.&lt;br /&gt;A rapaziada ferveu.&lt;br /&gt;Além de não terem conseguido lograr os seus intentos, ainda tinham que pagar.&lt;br /&gt;Que luxo de organização, pra próxima não me convidem.&lt;br /&gt;Acabou tudo zangado e a guerra UPA-CACA foi levada a bom porto.&lt;br /&gt;O dia D chegou, com acordo entre as partes.&lt;br /&gt;A CACA não faliu e afinal até o vulcãozito “Joli”, causa mais dano. &lt;br /&gt;Do nosso Francis Drake de trazer por casa, nunca mais ninguém ouviu.&lt;br /&gt;Mas não se iludam.&lt;br /&gt;Deve andar neste momento, pelos mares a preparar o próximo saque.&lt;br /&gt;Piratas que o queiram acompanhar sempre haverá, pois existem sempre malandros novos.&lt;br /&gt;E foi assim que um pirata ganancioso se tornou num corsário do Reino.&lt;br /&gt;Vitória Vitória, acabou-se a história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota do Autor.&lt;br /&gt;Francis Drake era filho bastardo da Rainha Elizabeth e todos sabemos o nome carinhoso com que o povo mimoseia os filhos bastardos.</description><link>http://cemasas.blogspot.com/2010/04/o-perna-de-pau_26.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>29</thr:total></item></channel></rss>