<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-9019463458146727232</id><updated>2024-09-22T22:09:20.777-03:00</updated><category term="3 estrelas"/><category term="5 estrelas"/><category term="Drama"/><category term="Pequenos comentários"/><category term="2 estrelas"/><category term="4 estrelas"/><category term="Animação"/><category term="Comédia Romântica"/><category term="1 estrela"/><category term="Ação"/><category term="Eventos"/><category term="Ficção Científica"/><category term="Comédia"/><category term="Documentário"/><category term="Romance"/><category term="Suspense"/><category term="Terror"/><title type='text'>24 Quadros</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://blog24quadros.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9019463458146727232/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog24quadros.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>19</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9019463458146727232.post-433807105322792861</id><published>2010-11-19T16:23:00.006-03:00</published><updated>2010-11-21T15:54:13.888-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="3 estrelas"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Ação"/><title type='text'>RED - Aposentados e Perigosos</title><content type='html'>&lt;div align=&quot;center&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://img832.imageshack.us/img832/6226/redmr.png&quot; /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
A época propícia para levar adaptações de quadrinhos às telonas já dura alguns anos, e &lt;b&gt;RED - Aposentados e Perigosos&lt;/b&gt; nada mais é do que a DC fazendo proveito disso mais uma vez. Contando com um elenco recheado de estrelas acima dos 50 anos, o filme dirigido por Robert Schwentke é divertido e oferece algumas ótimas cenas de ação e performances bastante satisfatórias, mas conta com um roteiro tão preguiçoso e mal acabado - escrito por Jon e Erich Hoeber com base na HQ de Warren Ellis e Cully Hamner - que quase põe tudo a perder.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em &lt;b&gt;RED&lt;/b&gt;, os aposentados do título, liderados por Frank Moses (Bruce Willis), passam a ser perseguidos por um agente da CIA que, cumprindo ordens de uma pessoa cuja identidade desconhece, deve matá-los de qualquer maneira. Ao longo do filme, descobrimos que as motivações envolvem acontecimentos ocorridos em uma missão na Guatemala em 1981 - e não muito mais que isso, já que certamente daria trabalho demais inventar uma história minimamente bem elaborada. Soma-se a essas questões o “romance” de Moses com Sarah Ross (Mary-Louise Parker), que, também caçada, acompanha o grupo na fuga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As situações absurdas que, como era de se esperar, permeiam o longa são quase sempre deliciosamente engraçadas: o duelo de granadas, Bruce Willis descendo tranquilamente do carro enquanto ele roda na pista e pessoas explodindo. Mas há também os momentos que, de tão exagerados, quebram até mesmo a lógica absurda do filme, como a solução ridiculamente preguiçosa encontrada pelos roteiristas para que Moses entrasse na sala de arquivos da CIA. Se a intenção da cena é arrancar risadas – e, de fato, é –, ela falha miseravelmente em seu objetivo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas o grande trunfo de &lt;b&gt;RED&lt;/b&gt; é o seu elenco, com destaque para John Malkovich na pele do paranóico Marvin Boggs e Helen Mirren, que interpreta a ex-agente Victoria. Marvin é louco na medida certa, e Malkovich sabe transmitir isso até nos momentos mais comedidos, como quando observa o beijo de um casal ou, após matar uma pessoa, displicentemente chama os companheiros para comer panquecas. Mirren, por sua vez, empresta elegância à personagem, empunhando armas com personalidade mas sem jamais perder a postura. O visual de Victoria, a propósito, contrapõe com perfeição seus atos e palavras, o que a torna ainda mais interessante. Já Bruce Willis atua mais como o elo do filme, e Morgan Freeman faz uma participação discreta, assim como Brian Cox e seu caricato russo – tinha que ter um russo! – Ivan Simanov. Enquanto isso, Mary-Louise Parker tenta dar alguma vida a uma personagem vazia. Engraçada no começo, mais tarde Sarah passa a desempenhar apenas a função para a qual foi criada: isca. Ela não é usada nem como barata tonta perdida no meio do tiroteio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O roteiro, de tão pobre, mal oferece elementos a serem explorados, representando apenas uma muleta meio quebrada para que o filme se arraste por longos 111 minutos – não custava nada ser um pouco mais enxuto – abusando dos poucos pontos positivos citados anteriormente, e as surpresas guardadas para o fim são tão óbvias que, pensando bem, começo a acreditar que jamais foram arquitetadas para surpreender de fato. Além disso, o romance entre Frank e Sarah funciona tão bem quanto um relógio sem pilha. E, como se tudo isso não bastasse, &lt;b&gt;RED&lt;/b&gt; ainda comete descuidos visuais. Ao utilizar cartões postais para fazer a transição entre algumas cenas e situar geograficamente o espectador, a montagem insere elementos que sempre parecem esteticamente deslocados dentro do longa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, não se pode exigir de &lt;b&gt;RED&lt;/b&gt; algo que ele nunca se propôs a fazer; assim, como a diversão prometida, até que o filme é eficiente. Mas, convenhamos, um pouco mais de esforço criativo teria sido muito bem-vindo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;RED - Aposentados e Perigosos&lt;/b&gt; &lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;RED&lt;/i&gt;, Robert Schwentke, 2010.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog24quadros.blogspot.com/feeds/433807105322792861/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blog24quadros.blogspot.com/2010/11/red-aposentados-e-perigosos.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9019463458146727232/posts/default/433807105322792861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9019463458146727232/posts/default/433807105322792861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog24quadros.blogspot.com/2010/11/red-aposentados-e-perigosos.html' title='RED - Aposentados e Perigosos'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_t.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9019463458146727232.post-8683660308838963359</id><published>2010-04-02T04:24:00.012-03:00</published><updated>2010-04-03T12:06:15.762-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="2 estrelas"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Terror"/><title type='text'>[REC] 2</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;101&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEixt32zXFBvn8AkiuorshB6FM0BYFlXhveSsSmMGxkN_J9wlkWfKUq7rH9jTrsW0k-67sDq3ObXb5zi5HUrzoIFJG9_4XaHY5C6kCyJMZUiQo9dOrI5xy3Mnp-bjlB4Pn_qY0sLhFzKcEo/s640/rec2.png&quot; width=&quot;549&quot; /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;color: #cc0000;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;b&gt;Contém spoilers&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;b&gt;[REC]&lt;/b&gt;, o primeiro filme do que provavelmente se tornará uma série, foi uma bela surpresa. Eu não tinha qualquer expectativa e acabei me deparando com um &lt;i&gt;mockumentary&lt;/i&gt; tenso que, sem explicar muita coisa, colocava o espectador diante de situações de violência assustadoramente cruas. Com o sucesso, era de se esperar que o – excelente – final em aberto fosse aproveitado para dar continuidade à história. Uma pena, porque &lt;b&gt;[REC] 2&lt;/b&gt;, tentando esclarecer tudo o que se passara em seu antecessor, quase arruína tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maior erro foi dar contornos verdadeiramente religiosos à trama. Apesar de levantar a questão em seu término, &lt;b&gt;[REC]&lt;/b&gt; ainda deixava dúvidas quanto a isso, mas este segundo, além de confirmar as informações encontradas na cobertura do prédio, ainda traz cenas de exorcismo, sangue “contaminado com o demônio” queimando em função do contato com a cruz e conversas com o próprio capeta, o que provoca reações que beiram o constrangimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há ainda outro fenômeno misterioso: usando a desculpa de que a garota possuída que deu início a tudo só aparece no escuro, os personagens resolvem utilizar a visão noturna da câmera. O grande problema é que isso não explica o fato de portas, passagens e até tanques de água aparecerem somente nessa condição. Para um filme que tinha como um de seus grandes méritos a proeza de conferir verdade a uma história de zumbis – é o que eles são, afinal de contas –, o que aterroriza justamente porque o espectador, de alguma forma, considera aquilo transferível à sua própria realidade, isso é inaceitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ritmo também é prejudicado por falhas do roteiro. Frenético no começo e decepcionando apenas pelo conteúdo das explicações, o filme dá uma pausa absurda em sua inquietude para introduzir novos personagens – chatos e burros – cuja função (que, na verdade, é apenas de um deles) poderia ter sido realizada por pessoas que já estivessem dentro do prédio e com as quais o público já fosse pelo menos familiarizado. Como o longa tem uma duração bem reduzida (apenas 85 minutos), só posso concluir que tudo isso não passou de uma terrível manobra para dilatar o tempo de projeção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer maneira, mantendo o estilo cru do primeiro, &lt;b&gt;[REC] 2&lt;/b&gt; ainda tem momentos assustadores, mas, mesmo assim, é decepcionante constatar que toda a trama foi resumida a um demônio lagartão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;[REC] 2&lt;/b&gt; &lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;[REC] 2&lt;/i&gt;, Jaume Balagueró, Paco Plaza, 2009.&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog24quadros.blogspot.com/feeds/8683660308838963359/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blog24quadros.blogspot.com/2010/04/rec-2.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9019463458146727232/posts/default/8683660308838963359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9019463458146727232/posts/default/8683660308838963359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog24quadros.blogspot.com/2010/04/rec-2.html' title='[REC] 2'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEixt32zXFBvn8AkiuorshB6FM0BYFlXhveSsSmMGxkN_J9wlkWfKUq7rH9jTrsW0k-67sDq3ObXb5zi5HUrzoIFJG9_4XaHY5C6kCyJMZUiQo9dOrI5xy3Mnp-bjlB4Pn_qY0sLhFzKcEo/s72-c/rec2.png" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9019463458146727232.post-855114892247837089</id><published>2010-03-01T17:49:00.007-03:00</published><updated>2010-11-19T22:34:39.604-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="1 estrela"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="3 estrelas"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="5 estrelas"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Drama"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Pequenos comentários"/><title type='text'>Pequenos comentários #3 - Oscar</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No post abaixo, eu disse que faria comentários sobre &lt;b&gt;Guerra ao Terror&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;Um Olhar do Paraíso&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;O Segredo dos Seus Olhos&lt;/b&gt;, mas troquei este último (que, a propósito, achei maravilhoso) por &lt;b&gt;Invictus&lt;/b&gt;. Confira:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;color: #cc0000;&quot;&gt;&lt;b&gt;GUERRA AO TERROR&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;center&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjJMEqN5mBGZYws76wHK8vi8gLdNNK-l8crEwPJs6BSTJHrEgd6JdTSuwklS09vTAVGCy99tqxiWMZ69vCtkZUPE4r-6je8LQrV__xvXDqRTvKxD8ul8nx1VKQtQ5O-NDsn3bamU9vdTqE/s1600/guerraaoterror.PNG&quot; /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em &lt;b&gt;Guerra ao Terror&lt;/b&gt;, Jeremy Renner interpreta William James, um soldado americano especializado no desarmamento de bombas. Nós acompanhamos o seu trabalho e o de seus companheiros no Iraque em várias sequências de pura tensão - construídas sem trilha estridente nem cortes rápidos, soando sempre com uma verossimilhança admirável – pontuadas por outras que expõem o impacto emocional que esse trabalho e tudo que o envolve têm sobre eles – o exemplo perfeito disso é a passagem em que James tira a máscara de homem inabalável e chora no banheiro. Não gostei apenas do envolvimento exagerado que ele estabelece com o garoto. Embora fique claro que o desejo por riscos faz parte de sua natureza, a atitude tomada jamais parece verdadeira, sobretudo porque foi planejada, e não circunstancial, como acontece posteriormente. De qualquer forma, isso é incapaz de ofuscar as qualidades do longa, que, em vez de hastear a bandeira estadunidense ou fazer qualquer tipo de campanha pró ou anti-guerra , concentra-se apenas nas pessoas que fazem parte dela. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;Guerra ao Terror&lt;/b&gt; &lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;The Hurt Locker&lt;/i&gt;, Kathryn Bigelow, 2008.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;color: #cc0000;&quot;&gt;&lt;b&gt;UM OLHAR DO PARAÍSO&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;center&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgW1mNGu07eqLTeKMD_R15v_zxBfnIR875axZ5jFZ4nkqYcoLNrUj723gWt4lq9P4R6w7GeSHwhjKTCrVXiZOtQfavZxld3j_WgyRa3Q53koZpFelwjh1hz1_07s88kh9ZbO7yJyGs0s60/s1600/umolhardoparaiso.png&quot; /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Uma garota é assassinada e passa a observar sua família e o responsável por sua morte antes de fazer a passagem para o paraíso. Uma premissa interessante, mas muito mal aproveitada, e eu precisaria escrever um texto enorme para conseguir falar sobre tudo o que não gostei em &lt;b&gt;Um Olhar do Paraíso&lt;/b&gt;: a estrutura desorganizada, o roteiro inconsistente, as cenas que flutuam na narrativa sem qualquer encaixe na história (às vezes, elas até parecem pertencer a outro longa), os personagens mal aproveitados e, claro, as passagens loucas e muitas vezes infundadas no &lt;i&gt;in-between&lt;/i&gt;. Quase nada funciona. E digo “quase” somente em virtude de uma cena de tensão, que é bem conduzida - embora termine de forma ridícula e seja baseada na decisão tola que um personagem toma de permanecer em determinado local -, e de Mark Wahlberg, que oferece um pouco de carisma; porque nem Stanley Tucci, que recebeu uma indicação ao Oscar de Ator Coadjuvante, entrega uma interpretação além do normal. E o desfecho, coerente com tudo o que fora apresentado até então, apenas confirma o que se acentua à medida em que a projeção avança: que filme patético. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;Um Olhar do Paraíso&lt;/b&gt; &lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;The Lovely Bones&lt;/i&gt;, Peter Jackson, 2009.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;color: #cc0000;&quot;&gt;&lt;b&gt;INVICTUS&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;center&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;101&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjBATXAz_0sJ4IUfV-Sv7VcsAgk-FFehvbcq4XlXYF1UkiLJ60NDYhGkfgA-I9ua4dmL4pyVD9jVTSY151smP3YCXONuxU8uJETMRA7jGAbm8wFCg12lUr65i8DPa5uUGm2YEOhdZxJyU0/s640/invictus.PNG&quot; width=&quot;549&quot; /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;Invictus&lt;/b&gt; traz todos os elementos de um filme de esporte: lições sobre os limites, o preconceito, a competição, a união... A diferença aqui é que o personagem principal é Nelson Mandela (Morgan Freeman), uma grande e importantíssima figura da história mundial, e conta a luta real desse homem, que, depois de passar 27 anos preso e se eleger presidente logo após a sua libertação, conseguiu, por meio do rúgbi, unir uma nação que vinha de décadas de sofrimento em função do &lt;i&gt;apartheid&lt;/i&gt;. Tirando algumas cenas extremamente piegas e desnecessárias – empregada ganhando ingresso e policial comemorando e levantando um menino negro na rua –, &lt;b&gt;Invictus&lt;/b&gt; é um filme bom e, se você se deixar envolver, até emocionante.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;Invictus&lt;/b&gt; &lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;Invictus&lt;/i&gt;, Clint Eastwood, 2009.&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog24quadros.blogspot.com/feeds/855114892247837089/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blog24quadros.blogspot.com/2010/03/pequenos-comentarios-3-oscar.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9019463458146727232/posts/default/855114892247837089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9019463458146727232/posts/default/855114892247837089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog24quadros.blogspot.com/2010/03/pequenos-comentarios-3-oscar.html' title='Pequenos comentários #3 - Oscar'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjJMEqN5mBGZYws76wHK8vi8gLdNNK-l8crEwPJs6BSTJHrEgd6JdTSuwklS09vTAVGCy99tqxiWMZ69vCtkZUPE4r-6je8LQrV__xvXDqRTvKxD8ul8nx1VKQtQ5O-NDsn3bamU9vdTqE/s72-c/guerraaoterror.PNG" height="72" width="72"/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9019463458146727232.post-3709003533325464951</id><published>2010-02-25T15:14:00.006-03:00</published><updated>2010-11-12T21:14:54.161-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="3 estrelas"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="4 estrelas"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Drama"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Ficção Científica"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Pequenos comentários"/><title type='text'>Pequenos comentários #2 - Oscar</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Resolvi fazer pequenos textos sobre os filmes envolvidos de alguma forma no Oscar. Neste post, colocarei três dos dez indicados a Melhor Filme, e nos próximos dias, possivelmente, farei mais uma postagem com comentários sobre &lt;b&gt;O Segredo dos Seus Olhos&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;Um Olhar do Paraíso&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Guerra ao Terror&lt;/b&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;color: #cc0000;&quot;&gt;&lt;b&gt;DISTRITO 9&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;101&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi5k_ZE4gghyNWP-JuBgpLMmndWpTU7N7J7u3y3rb89FJf-8hyphenhyphenpIydvVqdYbXzCjw-3hrfjx5mJ1MQCxt5rUqs9uwFNl7ZTUS1QIegdMqVrrNy800f86U-P1E07Kk1vp2lS97rBV4WxMGM/s640/distrito9.png&quot; width=&quot;549&quot; /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Uma ficção científica com apelo social. Assim é &lt;b&gt;Distrito 9&lt;/b&gt;. Utilizando um orçamento até modesto para os dias de hoje, sobretudo porque, como já disse, trata-se de uma ficção científica – e mesmo assim a obra oferece ótimos efeitos especiais –, o filme faz uso do formato &lt;i&gt;mockumentary&lt;/i&gt; para mostrar a relação de segregação que os seres humanos estabeleceram com os alienígenas que estacionaram sua nave sobre a cidade de Johanesburgo, numa metáfora para o &lt;i&gt;apartheid&lt;/i&gt; ou até mesmo para o comportamento costumeiro dos seres humanos para com grupos que, por algum motivo, são considerados inferiores. O próprio estilo do longa, auxiliado pela fotografia clara e amarelada, causa desconforto no espectador, que testemunha toda a pobreza e a miséria nas quais vivem aqueles seres enquanto acompanha a ação de despejo comandada pelo protagonista do filme, que posteriormente enriquece a trama com uma metamorfose física e psicologicamente perturbadora, sentindo – e transmitindo ao espectador com uma ótima atuação – na pele o preconceito sofrido por aqueles que ele antes maltratava. Assim, &lt;b&gt;Distrito 9&lt;/b&gt; torna-se não só um exercício de lazer, mas também de reflexão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Distrito 9&lt;/b&gt; &lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;District 9&lt;/i&gt;, Neill Blomkamp, 2009.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;color: #cc0000;&quot;&gt;&lt;b&gt;UM SONHO POSSÍVEL&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj61Xa3mw26elFUB_CXVNxmyojA-bWBzHEVaJc1itOJGIwZOPvoKKxQlwViY_PCeNkMMKTseW2-EIN9QX664kp35AHqhLox_WvGnPKkackfn0ZDLocvJKbEQ6ua3VLJAa0WZBo5hA5F77c/s1600/umsonhopossivel.png&quot; /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;Um Sonho Possível&lt;/b&gt; é conduzido respeitando o fato de contar uma história naturalmente tocante. Assim, o filme jamais faz uso de recursos que poderiam torná-lo apelativo e, consequentemente, falso. A atuação de Sandra Bullock é contida e, lutando contra a própria aparência, ela desconstrói a imagem de arrogante que o espectador forma à primeira vista para, posteriormente, conquistá-lo, mostrando que por trás da maquiagem, do penteado, do carrão e da mansão há uma mulher simples e profundamente bondosa, e é necessário salientar que essa impressão jamais parece forçada (Sandra Bullock muitas vezes deixa transparecer seus trejeitos de atriz cômica). Quinton Aaron também faz do seu Michael Oher um sujeito adorável. Com o semblante sempre triste, ele consegue transformar uma pessoa enorme e extremamente forte em alguém aparentemente indefeso e incapaz de machucar os outros, a não ser em situações bem específicas. É a dinâmica entre os dois que move &lt;b&gt;Um Sonho Possível&lt;/b&gt;, um filme simples e bonito, até bobo, que ganha impacto por contar uma história real.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Um Sonho Possível&lt;/b&gt; &lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;The Blind Side&lt;/i&gt;, John Lee Hancock, 2009.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b style=&quot;color: #cc0000;&quot;&gt;PRECIOSA - UMA HISTÓRIA DE ESPERANÇA &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjnykD20jMxD1i4hLM5xqg2rMheSyVOg46Xzwcxb5C8oS4BmxiePd4lMX2cu-JtoR5Z6uz_1o_xP365nOUs345dZhrlcxTVVHOndW5CkZliRaGytSEA4JgFA93T2YRrxIABihLH_sRDzjA/s1600/preciosa.png&quot; /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Precious é gorda, negra, pobre, sofre abusos sexuais em casa, tem um filho portador de Síndrome de Down, não consegue aprender coisa alguma na escola, é seguidamente humilhada e espancada pela própria mãe, não tem amigos e está grávida pela segunda vez. Em suma: é a tragédia em pessoa, o tipo de protagonista que dá a um filme todos os recursos para que ele seja concebido como um dramalhão choroso e pouco verossímil. Mas não é isso o que acontece aqui. As ótimas atuações dão a exata sensação de como é insuportável levar aquela vida miserável – tanto que, para conseguir lidar com sua própria realidade, Precious imagina intensamente algumas situações de glória –, mas, com apenas duas exceções perfeitamente compreensíveis depois de tanto sofrimento, e encaixadas organicamente no filme, jamais somos obrigados a testemunhar discursos de lamentação. O único problema é que, na ânsia por ser diferente, e não apenas mais um filme sobre preconceito e dificuldades da vida de uma pessoa gorda, negra e pobre, &lt;b&gt;Preciosa&lt;/b&gt; às vezes exagera em seus devaneios. Isso, no entanto, não tira seus outros méritos. Bom filme.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Preciosa - Uma História de Esperança&lt;/b&gt; &lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Precious&lt;/i&gt;, Lee Daniels, 2009.&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog24quadros.blogspot.com/feeds/3709003533325464951/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blog24quadros.blogspot.com/2010/02/pequenos-comentarios-2.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9019463458146727232/posts/default/3709003533325464951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9019463458146727232/posts/default/3709003533325464951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog24quadros.blogspot.com/2010/02/pequenos-comentarios-2.html' title='Pequenos comentários #2 - Oscar'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi5k_ZE4gghyNWP-JuBgpLMmndWpTU7N7J7u3y3rb89FJf-8hyphenhyphenpIydvVqdYbXzCjw-3hrfjx5mJ1MQCxt5rUqs9uwFNl7ZTUS1QIegdMqVrrNy800f86U-P1E07Kk1vp2lS97rBV4WxMGM/s72-c/distrito9.png" height="72" width="72"/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9019463458146727232.post-2670470789268788122</id><published>2010-02-22T17:10:00.004-03:00</published><updated>2010-02-23T20:23:06.796-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="1 estrela"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Comédia Romântica"/><title type='text'>Idas e Vindas do Amor</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;101&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhSC5DmYiGSXxi0Zk-46IMtMoi_VQo3n-bm0S2cYOp_NIq6SCt8dDhEs_iI1StnU8fkIHJQsf8RvKrw_SnxNTfMXzQtwFG9AXQuZsev0_atNlSS3zvXerIO6ObzU4gH5nYEpmUmiPKePIo/s640/idasevindasdoamor.PNG&quot; width=&quot;549&quot; /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Falta de foco é um problema que pode arruinar um filme, e excesso de personagens certamente é a causa mais freqüente disso. Não é preciso ir longe para buscar exemplos: &lt;b&gt;Homem-Aranha 3&lt;/b&gt;, um tipo de filme completamente diferente do tratado neste texto, mas que se encaixa com perfeição no que quero dizer, dividiu a atenção entre três vilões e um herói com dupla personalidade, resultando em um completo desastre simplesmente porque não deu a devida atenção a nenhum deles. Claro que há exceções. O excelente &lt;b&gt;Simplesmente Amor&lt;/b&gt; está aí para provar isso, mas Richard Curtis sem dúvida é um roteirista muito mais talentoso do que Katherine Fugate, cujo trabalho conheci apenas neste péssimo &lt;b&gt;Idas e Vindas do Amor&lt;/b&gt;, um filme que sofre exatamente com o problema que expus no início do parágrafo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Uma série de personagens, interpretados por estrelas de Hollywood como Ashton Kutcher, Julia Roberts, Jessica Alba, Anne Hathaway Jennifer Garner, Jessica Biel, Jamie Foxx, entre outros, e alguns astros da TV, como Patrick Dempsey e Eric Dane (ambos de Grey’s Anatomy), que estão de alguma forma relacionados, precisam superar alguns problemas que aparecem no Dia dos Namorados. Uma faz de tudo para esconder do parceiro que é atendente de tele-sexo, outro precisa se dividir entre a amante e a esposa, um casal que acabou de se conhecer interage durante uma viagem de avião (uma das partes mais simpáticas, mas pouquíssimo aproveitada), um garotinho apaixonado quer se declarar à amada, dois casais de adolescentes... completamente irrelevantes... A população do filme é tão grande que às vezes nos esquecemos da existência de certos personagens, tamanho é o tempo levado para que eles apareçam novamente na tela.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Naturalmente, as histórias dessas pessoas jamais chegam a envolver o espectador, e a falta de carisma dos atores e o humor pobre, bobo e sem graça apenas contribuem para o resultado final do filme ser trágico, no pior sentido da palavra. A única cena que consegue arrancar gargalhadas envolve Queen Latifah (que, sim, também faz parte do elenco) e dura no máximo dez segundos. Portanto, &lt;b&gt;Idas e Vindas do Amor&lt;/b&gt; é apenas mais uma prova de que, definitivamente, não é um punhado de estrelas que faz um bom filme, nem quando ele tem a pretensão de ser apenas bonitinho e engraçadinho.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;b&gt;Idas e Vindas do Amor&lt;/b&gt; &lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Valentine&#39;s Day&lt;/i&gt;, Garry Marshall, 2010.&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog24quadros.blogspot.com/feeds/2670470789268788122/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blog24quadros.blogspot.com/2010/02/idas-e-vindas-do-amor.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9019463458146727232/posts/default/2670470789268788122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9019463458146727232/posts/default/2670470789268788122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog24quadros.blogspot.com/2010/02/idas-e-vindas-do-amor.html' title='Idas e Vindas do Amor'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhSC5DmYiGSXxi0Zk-46IMtMoi_VQo3n-bm0S2cYOp_NIq6SCt8dDhEs_iI1StnU8fkIHJQsf8RvKrw_SnxNTfMXzQtwFG9AXQuZsev0_atNlSS3zvXerIO6ObzU4gH5nYEpmUmiPKePIo/s72-c/idasevindasdoamor.PNG" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9019463458146727232.post-2833336969311937518</id><published>2010-02-13T04:59:00.009-03:00</published><updated>2010-11-19T20:57:55.309-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="5 estrelas"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Ficção Científica"/><title type='text'>Avatar</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjZE7uXIq338iOUYZttEAn3Sy81v26g7Fjzn3pZ7cLkQOBaHkDCCqgSwcXUuJQbsCe49OfgMawIuGjoaKzmiDrEbMhpiHy7bL-wTeS0UXyasd7jNXAJVZakzDkwsL0Lct0-sp2-33EsBV0/s1600-h/avatar.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;101&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjZE7uXIq338iOUYZttEAn3Sy81v26g7Fjzn3pZ7cLkQOBaHkDCCqgSwcXUuJQbsCe49OfgMawIuGjoaKzmiDrEbMhpiHy7bL-wTeS0UXyasd7jNXAJVZakzDkwsL0Lct0-sp2-33EsBV0/s640/avatar.png&quot; width=&quot;549&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Criar expectativas para um filme é algo perigoso, já que dificilmente elas são atendidas e, mesmo que o longa seja bom, fica um sentimento de frustração em função da espera por uma coisa ainda melhor; por isso, sempre procuro manter os pés no chão. Com relação a &lt;b&gt;Avatar&lt;/b&gt; e todo o marketing que o envolveu a respeito de seus aspectos supostamente revolucionários, no entanto, foi impossível não elevar o nível de expectativas ao patamar mais alto e perigoso. Pois, para a minha surpresa, &lt;b&gt;Avatar&lt;/b&gt; prometeu e cumpriu, e, como se não bastasse, ainda foi muito além do que eu esperava.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Comandados pelo ambicioso Selfridge (interpretado com excentricidade por Giovanni Ribisi), cientistas e homens do exército trabalham agregados, embora não harmoniosamente, para estudar e entender o planeta Pandora a fim de descobrir uma forma de se integrar aos habitantes locais, os Na’vi, para conseguir, de forma pacífica, extrair de seu subsolo o Unobtanium, uma pedra valiosíssima. Como o ar do planeta é venenoso aos seres humanos, eles criam, em laboratório, os avatares, que conjugam o DNA dos Na’vi e de pessoas pré-selecionadas. Por meio de uma tecnologia existente em 2154, ano em que o filme se passa, é possível implantar nesses seres a consciência de seus pares, que os controlam enquanto entram em uma espécie de transe dentro de uma máquina. Jake Sully (o simpático Sam Worthington), paraplégico que integrou o programa para substituir o irmão gêmeo morto, perde-se em sua primeira expedição pela floresta após ser atacado por um animal e acaba encontrando Neytiri (Zöe Saldana, numa interpretação tocante), que o leva para o seu povo e começa a ensiná-lo seus costumes, tradições e rituais – e é assim que Jake passa a recolher e repassar o máximo de informações aos seus superiores.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os detalhes de Pandora são impressionantes. Embora criadas em computador, é possível jurar que todas aquelas plantas e criaturas existem de fato. A vegetação não aparece na tela simplesmente, ela reage a tudo ao seu redor; e a técnica de &lt;span style=&quot;font-style:italic;&quot;&gt;performance capture&lt;/span&gt;, que prometeu e trouxe avanços muito significativos, é realmente de uma minúcia fascinante, basta reparar na fluidez dos movimentos e nas expressões dos Na’vi. É preciso destacar também o cuidado com a textura da pele, que só se difere da dos seres humanos na cor e é incrivelmente real – para não dizer perfeita –, e outros pequenos detalhes, como as veias proeminentes sob a pele e até mesmo os pequenos vasos de suas orelhas, que, a propósito, lembram as dos felinos não só no formato, mas também no modo como se mexem, reagindo quando os sentidos são aguçados, o que, de uma maneira quase imperceptível, confere ainda mais vida àquelas criaturas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É interessante notar ainda como os Na’vi e a vegetação convivem de forma harmoniosa, estabelecendo inclusive uma ligação física que integra uns aos outros com uma intensidade quase sensível ao espectador – e isso possibilita que a mensagem ecológica claramente pretendida pelo filme chegue ao público com mais força. Durante mais de uma hora, somos imersos nesse mundo novo, e, depois de ver tanta beleza e passar a conhecer a rica cultura daqueles humanóides, é impossível não mudar para o lado deles, que, diferente dos seres humanos, não precisaram destruir seu habitat para ser felizes. Alguns podem afirmar que essa mudança de lado se deve ao tratamento maniqueísta dado à trama, o que não é uma inverdade, mas, em meio a tantos outros aspectos que superam a excelência, isso se torna apenas um mero e insignificante detalhe. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ao fim da sessão, ficou apenas a sensação de deslumbramento em virtude da maravilha que eu acabara de testemunhar. Embora acredite que as continuações que o filme provavelmente terá sejam desnecessárias (o que, claro, não se aplica ao lado financeiro da coisa), não consigo conter o desejo de voltar a Pandora. Após quase três horas de projeção, senti que poderia ter permanecido naquele mundo por muito mais tempo, mas, infelizmente, uma hora eu tive que acordar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;Avatar&lt;/b&gt; &lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;Avatar&lt;/i&gt;, James Cameron, 2009.&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog24quadros.blogspot.com/feeds/2833336969311937518/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blog24quadros.blogspot.com/2010/02/avatar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9019463458146727232/posts/default/2833336969311937518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9019463458146727232/posts/default/2833336969311937518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog24quadros.blogspot.com/2010/02/avatar.html' title='Avatar'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjZE7uXIq338iOUYZttEAn3Sy81v26g7Fjzn3pZ7cLkQOBaHkDCCqgSwcXUuJQbsCe49OfgMawIuGjoaKzmiDrEbMhpiHy7bL-wTeS0UXyasd7jNXAJVZakzDkwsL0Lct0-sp2-33EsBV0/s72-c/avatar.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9019463458146727232.post-4715155140219509008</id><published>2009-12-15T18:32:00.000-03:00</published><updated>2009-12-15T18:32:09.619-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="3 estrelas"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Animação"/><title type='text'>A Princesa e o Sapo</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;101&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi1Z4RLprzehFhr1OdYkQrOAWZoWvpgis_cmHXDmrBNJUh0XTy2hmLZJCQ4DECu7j1Jp7JjLwnSHL_V28kJhq6AOEnKnyNTlTipBNj-4Xn_e0iDl_KgnoSp3oFK4dY1tVNCbQghhVQ-2ek/s640/aprincesaeosapo.png&quot; width=&quot;549&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Havia algum tempo que a Disney não se aventurava no mundo das animações ao estilo de seus antigos clássicos, como &lt;b&gt;Cinderela&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Branca de Neve e os Sete Anões&lt;/b&gt;. Este ano, porém, com direção a cargo dos mesmos responsáveis por &lt;b&gt;Aladdin&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;A Pequena Sereia&lt;/b&gt;, o estúdio resolveu produzir &lt;b&gt;A Princesa e o Sapo&lt;/b&gt;, um conto de fadas contemporâneo ambientado em Nova Orleans, na época em que o jazz, que dá o tom da ótima trilha sonora da animação, surgiu com força total.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O fato mais alardeado pela produção era a presença da primeira protagonista negra da Disney, mas isso, na verdade, não faz realmente diferença na trama. Tiana é apenas uma moça pobre, sonhadora e trabalhadora que luta incansavelmente, e até obsessivamente, para alcançar seus objetivos, não muito diferente de uma princesa que nós conhecemos. O príncipe, por sua vez, é um pouco atípico: ele teve a mesada cortada pelos pais e agora procura uma moça rica para casar e poder continuar com sua vida de mordomias. A história se inicia quando Naveen, o príncipe, iludido com as promessas de Facilier, o feiticeiro das sombras, é vítima de um vodu e torna-se um sapo. Tentando ajudá-lo a voltar à sua forma humana, Tiana lhe dá um beijo, mas finda, também, transformando-se em uma sapa. Os dois acabam no pântano, onde vão em busca de outra feiticeira que indicará o caminho correto para reverter a maldição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os números musicais, além de excelentes como um todo, são visualmente espetaculares, sobretudo os que envolvem Facilier, com efeitos explosivos e sombrios, e o primeiro de Tiana no espaço onde ela pretende construir seu restaurante, que é estilisticamente muito charmoso. Alguns personagens também são ótimos, como Ray, o vaga-lume apaixonado por uma estrela, e Louis, o crocodilo trompetista. Eles ajudam os protagonistas no pântano e representam a parte mais cômica do longa. E a trilha sonora, conforme já mencionei, é um dos pontos altos de &lt;b&gt;A Princesa e o Sapo&lt;/b&gt;, e não apenas durante os números. Mas o romance, embora mais desenvolvido do que em longas semelhantes, nos quais há sempre o &quot;amor à primeira vista&quot;, não me convenceu, assim como acontece na maioria dos contos de fadas aos quais assisto. Talvez isso se deva a uma particularidade minha, mas, de qualquer forma, se acontece, preciso considerar um defeito. Em meio à graciosidade do filme, no entanto, isso se torna apenas um detalhe.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É bom ver a Disney voltar às origens, fazendo algo que sabe fazer muito bem, e &lt;b&gt;A Princesa e o Sap&lt;/b&gt;o é um recomeço bem satisfatório. Que venham mais clássicos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;A Princesa e o Sapo&lt;/b&gt; &lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;The Princess and the Frog&lt;/i&gt;, Ron Clements e John Musker, 2009.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog24quadros.blogspot.com/feeds/4715155140219509008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blog24quadros.blogspot.com/2009/12/princesa-e-o-sapo.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9019463458146727232/posts/default/4715155140219509008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9019463458146727232/posts/default/4715155140219509008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog24quadros.blogspot.com/2009/12/princesa-e-o-sapo.html' title='A Princesa e o Sapo'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi1Z4RLprzehFhr1OdYkQrOAWZoWvpgis_cmHXDmrBNJUh0XTy2hmLZJCQ4DECu7j1Jp7JjLwnSHL_V28kJhq6AOEnKnyNTlTipBNj-4Xn_e0iDl_KgnoSp3oFK4dY1tVNCbQghhVQ-2ek/s72-c/aprincesaeosapo.png" height="72" width="72"/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9019463458146727232.post-8056918264639658815</id><published>2009-12-11T13:40:00.005-03:00</published><updated>2009-12-11T16:30:28.289-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="2 estrelas"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="3 estrelas"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="5 estrelas"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Drama"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Eventos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Pequenos comentários"/><title type='text'>8º Festival Varilux de Cinema Francês - Parte 2</title><content type='html'>&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;A seleção do Festival foi muito boa, com destaque para &quot;Entre os Muros da Escola&quot; e &quot;A Riviera Não é Aqui&quot;. E resolvi não escrever comentários sobre &quot;Mais Tarde, Você Vai Entender...&quot;, o último filme exibido, porque, não sei a razão, eu estava muito distraída durante a projeção e ao final percebi que não tinha prestado atenção; ou seja, não tenho condições de falar nada sobre ele.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;color: #b40909;&quot;&gt;ENTRE OS MUROS DA ESCOLA&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg_NY7V25NS6VsePd_dR8kB__ps4ngOoDiEJ8fNf3LOjE7dk9MJfZVEJeEQRbQNPbu3DSFtHqC72U7fOdyVno1QnFaS48EgPYjWLh28RYc69XYHEhhTrxAiOZRt0z_NmCNzy8IvBy3YzIU/s1600/entreosmurosdaescola.jpg&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;François Bégaudeau é o autor do livro &lt;b&gt;Entre os Muros da Escola&lt;/b&gt;, que inspirou o longa homônimo no qual ele interpreta – muito bem, por sinal, sobretudo se considerarmos que foi seu primeiro trabalho como ator – o professor de francês François Marin, que enfrenta todos os dias o desafio de ensinar, estimular e controlar os alunos adolescentes de uma escola em um bairro periférico de Paris. O filme não aborda, porém, somente a temática pedagógica. Fazendo uso de longos diálogos, principalmente em sala de aula, ele entra em questões sobre racismo, diferenças culturais e conflitos diversos, e mostra a importância do professor, que precisa saber lidar com tudo isso, orientando os alunos e cumprindo o papel de educador não só no ambiente escolar, mas também na vida; e é interessante destacar a calma e o autocontrole necessários para exercer essa função, o que enaltece ainda mais os profissionais da área, visto que a petulância dos adolescentes irrita até o público – e a explosão de um professor em certo momento comprova isso. Com a “câmera na mão” e a ausência de trilha sonora – a única canção ouvida faz parte do universo diegético do filme –, &lt;b&gt;Entre os Muros da Escola&lt;/b&gt; se desenrola de forma absolutamente realista, mergulhando o espectador naquele mundo que é válido não só por expor os desafios educacionais, mas também por representar um paralelo com a sociedade, que enfrenta todos os problemas apresentados ali em uma proporção muito maior. Obra admirável.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;b&gt;Entre os Muros da Escola&lt;/b&gt; &lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Entre les Murs&lt;/i&gt;, Laurent Cantet, 2007.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;color: #b40909;&quot;&gt;UMA GAROTA DIVIDIDA EM DOIS&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg1XLhIrP4cWCPZb8ENqimu3v8G9gpid1cRMv4GV7BIHRDqS2z9ZIHylh7b_lG4N_8zv3ixwKMNWclDUgAKKmKiLSriYj5ar4KE2RrnxPSXi1zKttxuG-zj5yczfbzGiChYWx-PE_ggAAE/s1600/umagarotadivididaemdois.jpg&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;b&gt;Uma Garota Dividida em Dois&lt;/b&gt; conta a história de Gabrielle, a “garota do tempo” de um canal local que fica dividida entre seu amor por Charles, um escritor sedutor, bem mais velho que ela e casado, e a devoção desequilibrada de Paul, um herdeiro mimado e voluntarioso que, aparentemente, só vê na moça o desafio da conquista. O filme, infelizmente, é conduzido de forma frouxa, com personagens vulneráveis, o que é muito conveniente para que o roteiro os manipule livremente sem que o espectador cobre coerência, e conta com algumas cenas e situações sem cabimento algum, principalmente as que envolvem a histeria de Paul e a passividade de Gabrielle, que, por sinal, é hereditária. Charles é o único que demonstra coerência em suas atitudes e desperta algum tipo de interesse por parte do espectador, o que, no entanto, é muito pouco para segurar o longa. E não havia necessidade alguma de tornar literal o título do filme, em uma cena que alguns podem chamar de poética, mas que eu achei apenas bizarra. &lt;b&gt;Uma Garota Dividida em Dois&lt;/b&gt; é, portanto, fraco.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;b&gt;Uma Garota Dividida em Dois&lt;/b&gt; &lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;La Fille Coupée en Deux&lt;/i&gt;, Claude Chabrol, 2007.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;color: #b40909;&quot;&gt;CRIMES DE AUTOR&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjQOcDkgtZ-yBOhemQQpp5BvWPCikcyLAzGaRsHm52LLDJ0suEzdPaF1RlP34TrFTwmhQuKtQUsMloMZExAScgGeRutVsfJQlK4qERQ7r1YD5oieh3BwmpQ8Bcl3BZctp77k2ZcTnZlhxc/s1600/crimesdeautor.jpg&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Enquanto uma famosa escritora procura um tema para seu novo livro, acompanhamos as diferentes histórias dos personagens que, no fim, se unirão para constituir o próprio livro. &lt;b&gt;Crimes de Autor&lt;/b&gt; intriga por manter sempre uma interrogação na cabeça do espectador, que nunca sabe ao certo quais são as reais intenções das pessoas que povoam o filme nem até que ponto deve confiar no que elas falam. Além disso, as atitudes meio loucas de certa personagem proporcionam cenas bem engraçadas; e o roteiro é bem amarrado, embora a surpresas e reviravoltas não surtam o efeito esperado, já que o interesse despertado por elas, na verdade, não é tão grande assim. &lt;b&gt;Crimes de Autor&lt;/b&gt; é um bom filme, divertido, mas apenas correto.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;b&gt;Crimes de Autor&lt;/b&gt; &lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Roman de Gare&lt;/i&gt;, Claude Lelouch, 2007.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog24quadros.blogspot.com/feeds/8056918264639658815/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blog24quadros.blogspot.com/2009/12/8-festival-varilux-de-cinema-frances_11.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9019463458146727232/posts/default/8056918264639658815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9019463458146727232/posts/default/8056918264639658815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog24quadros.blogspot.com/2009/12/8-festival-varilux-de-cinema-frances_11.html' title='8º Festival Varilux de Cinema Francês - Parte 2'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg_NY7V25NS6VsePd_dR8kB__ps4ngOoDiEJ8fNf3LOjE7dk9MJfZVEJeEQRbQNPbu3DSFtHqC72U7fOdyVno1QnFaS48EgPYjWLh28RYc69XYHEhhTrxAiOZRt0z_NmCNzy8IvBy3YzIU/s72-c/entreosmurosdaescola.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9019463458146727232.post-1662429244565353394</id><published>2009-12-07T19:00:00.007-03:00</published><updated>2009-12-08T14:10:26.056-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="3 estrelas"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="4 estrelas"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Comédia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Drama"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Eventos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Pequenos comentários"/><title type='text'>8º Festival Varilux de Cinema Francês - Parte 1</title><content type='html'>&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Está havendo, nesta semana, a oitava edição do &lt;a href=&quot;http://www.festivalvarilux.com/&quot;&gt;Festival Varilux de Cinema Francês&lt;/a&gt;. Natal é uma das 14 cidades que recebe o evento e, naturalmente, eu resolvi conferir os filmes. Escrevi três pequenos comentários sobre os que já assisti até agora, e até o fim da semana farei textos sobre os quatro restantes. Veja abaixo:&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;font color=&quot;#b40909&quot;&gt;MAIS QUE O MÁXIMO&lt;/font&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh6pECiOPReLjkC7YaVYk0EAtcmJoLa184XG-EtCJdumCUqHQlsSGz4RDgE0WVk2cpiXDR70wzwf1SCE6yp8werrQhoVjP5wBBKWABIWQ_hCXQM5DLDN-DNuu47qI8O1tVA_u-MfXb9ddU/s1600/maisqueomaximo.jpg&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Coco, imigrante marroquino que deu certo em Paris, é um bilionário que, a fim de provar que conseguiu “chegar lá”, precisa mostrar a todos seu poder e sua influência. Para isso, organiza festas enormes para milhares de convidados; possui uma casa que mais parece um palácio, com quartos exagerados e em cores chamativas e com vários retratos familiares espalhados pelos cômodos, em sinal de um narcisismo necessário para ele; e até o elevador de sua empresa, ao chegar ao andar de seu escritório, é programado para dizer: “&lt;i&gt;Você chegou ao topo&lt;/i&gt;”. O conceito de simples, para Coco, é passar o fim de semana em um iate em Mônaco, e chegar a um jantar de negócios pelo palco durante uma apresentação no Moulin Rouge parece até algo corriqueiro. Em meio à organização do Bar Mitzvah de seu filho, ele fica cada vez mais obcecado por sua mania de grandeza e acaba prejudicando sua relação com a família. Tudo isso, pintado de forma extremamente caricatural (lembre-se: ele é judeu) e com o auxílio de um protagonista verdadeiramente engraçado que leva o filme nas costas, torna &lt;b&gt;Mais que o Máximo&lt;/b&gt; uma experiência bastante divertida e digna de muitas gargalhadas. Infelizmente, o longa, com o perdão do trocadilho, desliza na parte final, perdendo ritmo e sendo marcado por um desfecho de uma pieguice incoerente e desnecessária.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Mais que o Máximo&lt;/b&gt; &lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Coco&lt;/i&gt;, Gad Elmaleh, 2009.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;font color=&quot;#b40909&quot;&gt;UM SEGREDO EM FAMÍLIA&lt;/font&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhKWxY24r7mnJeDNpOx03NgBDRRJ6eunNY52lGJ4gGXX6JcNRC-RQ2vyddKgurOw7EK8hs8KhyIMvRbumC8nPhob5HMSQRVeULQlFGSrdSeVTdZAOEfJQpuyri_Nl1_C6WlKVkZavDcAZY/s1600/umsegredoemfamilia.jpg&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Na França do pós-guerra, François, um garoto franzino, precisa viver em uma casa na qual impera a lei do silêncio. Ele nada sabe sobre a história de seus pais, que parece ser determinante para explicar o porquê de muitas coisas, e passa por constantes frustrações ao não conseguir corresponder às expectativas deles com relação, principalmente, aos esportes. Com isso, acaba criando um irmão imaginário no qual faz uma projeção de como ele mesmo gostaria de ser: corajoso, bonito e talentoso. Seria interessante manter essa temática em evidência, mas, a partir de certo ponto, o filme concentra-se apenas em mostrar os segredos escondidos por trás do doloroso silêncio daquela casa e acaba por não desenvolver a história de François, configurando um problema de foco que prejudica um pouco a narrativa, principalmente porque nunca revela o impacto que essas descobertas tiveram na vida dele, mas que não chega a tornar o filme ruim. No aspecto técnico, é interessante notar que a fotografia assume o tom preto-e-branco nas passagens nas quais François já é um homem adulto, como se as cores de sua vida – no caso, a alegria de viver - tivessem esmaecido quando ele cresceu e perdeu o poder imaginativo que ainda lhe permitia sonhar, numa sutileza que faz valer a menção. Reunindo passagens interessantes e envolventes, e a despeito de alguns problemas, &lt;b&gt;Um Segredo em Família&lt;/b&gt; é um bom filme.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Um Segredo em Família&lt;/b&gt; &lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Un Secret&lt;/i&gt;, Claude Miller, 2007.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;font color=&quot;#b40909&quot;&gt;A RIVIERA NÃO É AQUI&lt;/font&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhr32u-nNbKroQ3gnGPIQXMuiWyD46xvuB04n1m1tioLZw4NzNEYvlEUZeRb0EuQXMGaUT3IZhwmtvg2yAiO9grW6yfd7O18FsTjGuFpBEyspHbXFNlNdAjajJW6Owiikm36jxjIF9812g/s1600/arivieranaoeaqui.PNG&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;A fim de agradar a esposa, que passa por momentos de depressão, Philippe Abrams, diretor dos correios de Salon-de-Provence, uma simpática cidade ao sul da França, resolve pedir transferência para uma cidade na Riviera Francesa. Para conseguir a mudança mais facilmente, ele finge ser paraplégico, mas é desmascarado – em uma ótima cena – e, como punição, acaba sendo enviado a Bergues, um pequeno vilarejo ao norte do país, onde precisa permanecer por dois anos e cujo povo é visto com extremo preconceito por seus hábitos e sotaque diferentes. De início, Philippe fica profundamente triste com a transferência, e a sua chegada, explorando as dificuldades de comunicação e a estranheza com a qual ele encara costumes gastronômicos e comportamentais do local, é muito divertida, mas logo o cenário se transforma. O diretor passa a experimentar coisas que só uma cidade pequena proporciona, como amizade, cumplicidade, hospitalidade e solidariedade incontestes – esta última representada em uma divertida passagem que envolve a esposa de Philippe –, e passa a sentir-se muito feliz em Bergues. Com uma leveza ímpar, &lt;b&gt;A Riviera Não é Aqui&lt;/b&gt; apresenta excelentes personagens que, embora pouco profundos, mostram-se extremamente carismáticos e encantadores, muito em função de seus ótimos intérpretes, e uma história deliciosamente despretensiosa que conquista de imediato. No fim, até o espectador toma para si a verdade de uma fala dita em determinado momento: “&lt;i&gt;Quando vem ao norte, um estranho chora duas vezes: quando chega e quando vai embora&lt;/i&gt;”.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;A Riviera Não é Aqui&lt;/b&gt; &lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Bienvenue chez les Ch&#39;tis&lt;/i&gt;, Dany Boon, 2008.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog24quadros.blogspot.com/feeds/1662429244565353394/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blog24quadros.blogspot.com/2009/12/8-festival-varilux-de-cinema-frances_07.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9019463458146727232/posts/default/1662429244565353394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9019463458146727232/posts/default/1662429244565353394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog24quadros.blogspot.com/2009/12/8-festival-varilux-de-cinema-frances_07.html' title='8º Festival Varilux de Cinema Francês - Parte 1'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh6pECiOPReLjkC7YaVYk0EAtcmJoLa184XG-EtCJdumCUqHQlsSGz4RDgE0WVk2cpiXDR70wzwf1SCE6yp8werrQhoVjP5wBBKWABIWQ_hCXQM5DLDN-DNuu47qI8O1tVA_u-MfXb9ddU/s72-c/maisqueomaximo.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9019463458146727232.post-8832183625285726512</id><published>2009-12-03T02:15:00.009-03:00</published><updated>2009-12-04T00:55:56.841-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="3 estrelas"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Animação"/><title type='text'>Planeta 51</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;101&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh2gRDOqhY1ce0oEnYmgJu0bnmciA11jSdCDVklYrK7R5_NO1bx36nl2X5O3LHHd4WqjFCFJY09TURePS4TUVJ9jlnx7WIDXn4CDpBDM-5uqbMSdGL6LeJd1J5sR0OhMMoFaUK1H_dXW_A/s640/planeta51.PNG&quot; width=&quot;549&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Os muitos filmes de alienígenas já produzidos mostram sempre os seres humanos tratando os extraterrestres ou como criaturas ameaçadoras ou, no mínimo, com bastante cautela. &lt;b&gt;Planeta 51&lt;/b&gt; inverte esse cenário, levando o espectador a um mundo no qual o próprio homem é um invasor. O filme nos apresenta a um planeta bastante simpático e bonito – cuja aparência, aliás, se aproxima muito de uma mistura entre a Terra do passado e várias de suas projeções do futuro –, que vive sob uma dinâmica social e organizacional, costumes, modos e tradições muito parecidos com os do nosso mundo. A sequência inicial, por exemplo, mostra os seres verdes assistindo a uma superprodução sobre uma invasão alienígena, revelando, logo de cara, algumas dessas semelhanças.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quem conduz a história é Lem, um “garoto” normal que acabou de conseguir seu primeiro emprego, é apaixonado pela vizinha e faz parte do que parece ser a típica família de seu planeta, que se assemelha muito às americanas tradicionais. A nave do astronauta Chuck pousa justamente em frente à sua casa, e os dois eventualmente se encontram. Após uma conversa, Lem decide ajudá-lo a voltar à Terra, já que no &lt;b&gt;Planeta 51&lt;/b&gt; o exército está caçando-o incessantemente. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como já virou praxe em algumas animações, o longa traz uma série de referências, e as mais óbvias são as de &lt;b&gt;ET&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Cantando na Chuva&lt;/b&gt;; mas, em determinado momento, é impossível não ver Chuck fazendo a carinha do Gato-de-Botas de &lt;b&gt;Shrek&lt;/b&gt; e não enxergar as semelhanças evidentes entre Hover, uma sonda enviada para fotografar o planeta e que cumpre obsessivamente suas diretrizes, e &lt;b&gt;Wall-E&lt;/b&gt;, sobretudo quando a pequena máquina interage com um inseto alienígena – a barata da vez. Hover, porém, passa a se comportar mais como um cachorro a partir de certo momento, inclusive fazendo xixi – ou, no seu caso, derramando óleo – ao enfrentar uma situação de medo, em uma cena no mínimo fofa, como muitas protagonizadas por ele.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É uma pena que o universo do filme apresente algumas inconsistências, dando espaço a questionamentos que poderiam ser facilmente evitados. Como o povo do &lt;b&gt;Planeta 51&lt;/b&gt; pode, por exemplo, ter inteligência suficiente para desenvolver carros flutuantes – utilizando uma tecnologia semelhante à do &lt;i&gt;hoverboard&lt;/i&gt;, de &lt;b&gt;De Volta para o Futuro&lt;/b&gt;, que ainda é primitiva por aqui – e uma base antialienígena com recursos aparentemente avançadíssimos, mas, ao mesmo tempo, possuir conhecimentos astronômicos bastante limitados e ser facilmente enganado por um cientista descaradamente charlatão? Se eles não demonstrassem qualquer interesse pelo assunto, poderíamos relevar; como não é o caso, tal cenário torna-se um tanto implausível.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Algumas piadas funcionam muito bem, como a do iPod sendo considerado uma “arma horrível” ao tocar “Macarena” – e isso, associado ao fato de Chuck classificar a música do &lt;b&gt;Planeta 51&lt;/b&gt;, que se assemelha muito à dos anos 50, como “velha”, só pode ser uma crítica aos &lt;i&gt;hits&lt;/i&gt; atuais (e nem precisa ser tão atual assim); e convenhamos que “&lt;i&gt;Lugarzinho estranho pra se ter uma antena&lt;/i&gt;” foi uma ótima tirada. Algumas &lt;i&gt;gags&lt;/i&gt; visuais, sobretudo as que envolvem um cachorro, também são muito boas. Outras passagens, porém, além de sem graça, foram extremamente forçadas, mas, creio eu, muito em função da dublagem, que decidiu substituir infelizmente não sei o quê por falas relacionadas às Olimpíadas do Rio, aos mil gols de Pelé e à Jovem Guarda, o que se mostrou uma péssima escolha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O melodrama final, e incômodo, veio na forma de um discurso a respeito do medo do desconhecido, e mesmo antes, na metade da projeção, já víramos Chuck versar sobre o heroísmo – aliás, os astronautas, que são considerados herois em seus países, foram delineados no filme como pessoas apenas charmosas e narcisistas que não precisam realmente fazer muito esforço para alcançar seus objetivos, o que achei injusto, embora isso também não queira dizer que eu os cultue. Apesar dos defeitos, &lt;b&gt;Planeta 51&lt;/b&gt;, assim como o próprio, é um filme agradável, simpático e divertido, e é no mínimo interessante observar atitudes tipicamente humanas em outros seres.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Há uma cena adicional após os créditos.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;Planeta 51&lt;/b&gt; &lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;Planet 51&lt;/i&gt;, Jorge Blanco, 2009.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog24quadros.blogspot.com/feeds/8832183625285726512/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blog24quadros.blogspot.com/2009/12/planeta-51.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9019463458146727232/posts/default/8832183625285726512'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9019463458146727232/posts/default/8832183625285726512'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog24quadros.blogspot.com/2009/12/planeta-51.html' title='Planeta 51'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh2gRDOqhY1ce0oEnYmgJu0bnmciA11jSdCDVklYrK7R5_NO1bx36nl2X5O3LHHd4WqjFCFJY09TURePS4TUVJ9jlnx7WIDXn4CDpBDM-5uqbMSdGL6LeJd1J5sR0OhMMoFaUK1H_dXW_A/s72-c/planeta51.PNG" height="72" width="72"/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9019463458146727232.post-4489252697793015704</id><published>2009-11-20T16:18:00.004-03:00</published><updated>2009-12-10T19:16:11.240-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="4 estrelas"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Comédia Romântica"/><title type='text'>500 Dias com Ela</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;101&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEieEAOyU6HrxS-GRIEh2kNOGoLoNRwdSoFRC1aP420TojQBYY7-0VvjsBg5RHYFYAaafh_DE56CgPPtmvw4O76jaYh20cLT0oma7Wh_PBcfcFbxFSrmeIc3Alnka1O-ldguWyFy_i_qCmU/s640/500diascomela.png&quot; width=&quot;549&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;color: #990000;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Contém spoilers&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A sinopse de &lt;b&gt;500 Dias com Ela&lt;/b&gt; revela, de antemão, que esta não é uma comédia romântica qualquer: ela é triste. O filme conta a história de Summer, uma mulher que não acredita no verdadeiro amor, e de Tom, o homem que se apaixona por ela. Auxiliado por uma tela com o desenho de uma árvore, que guia o espectador ao longo dos 500 dias e cuja aparência revela em que situação se encontra o relacionamento dos dois, o longa deixa a linearidade de lado e tem força suficiente para mostrar, logo no início, como as coisas vão terminar sem que o espectador perca o interesse.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Com uma atmosfera meio &lt;i&gt;indie&lt;/i&gt;, o filme é povoado por pessoas vestidas com roupas em tons pastéis, e a fotografia quase sempre acompanha o estilo a fim de conferir ao longa um adequado clima melancólico, que é, sem dúvida, uma de suas marcas. O espectador é levado da alegria à tristeza, da esperança à decepção, em questão de segundos. A sequência na qual Tom dança na rua, por exemplo, é contagiante – além de divertida e inusitada –, mas, no momento seguinte, somos obrigados a testemunhar sua profunda tristeza quando a tela indica a passagem de dias, como se a estrutura do filme tivesse sido estabelecida justamente para impedir que a plateia se sentisse bem por muito tempo. Outra cena interessante, e que talvez comprove o ponto que acabei de expor, é a que se passa dentro da loja na qual Tom e Summer “brincam de casinha”. O filme dá, na metade da projeção, o aperitivo do que seria o final feliz, mas o casal que está ali na verdade nem chega a se formar de fato.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A cena mais genial, porém, é a que confronta expectativas e realidade. Dividindo a tela ao meio, o filme apresenta simultaneamente como Tom espera que as coisas aconteçam e como elas realmente ocorrem. Apesar de as duas sequências caminharem para lados tão distintos, continuamos testemunhando as esperanças porque Tom, embora tenha consciência dessa disparidade, não consegue parar de alimentá-las, e isso é confirmado quando a tela se unifica subitamente em função do aparecimento do provavelmente único objeto capaz de destruir seus sonhos.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os momentos engraçados ficam por conta principalmente do ambiente de trabalho do protagonista. É impossível não soltar uma gargalhada, por exemplo, quando, logo após demonstrar preocupação com o comportamento depressivo de seu funcionário, o patrão de Tom resolve aproveitar-se profissionalmente desse estado para designá-lo ao posto de criador de cartões de condolências. Divertida também é a cena que, com o único objetivo de exibir um momento descontraído do casal, mostra os dois gritando repetidamente a palavra “pênis”. A irmã dele, porém, que poderia ser cômica, torna-se chata de tão adulta.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Destaco ainda a trilha sonora, com músicas das quais particularmente gosto muito, e a narração, que, verbalizando os sentimentos do protagonista, aproxima-o ainda mais do espectador – no começo, até lembrei um pouco de &lt;b&gt;Pushing Daisies&lt;/b&gt;. Na conversa do fim, é interessante notar que há uma árvore – a da tela que conta os dias? – dividindo o enquadramento com Tom e Summer (fiz uma leitura maluca dessa cena, mas nem sei se faz sentido); e o desfecho é corajoso ao, por meio do narrador, desconstruir a mensagem sobre destino quase sempre presente nas comédias românticas convencionais, atribuindo tudo a coincidências.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;500 Dias com Ela&lt;/b&gt; é, sim, um filme sobre uma triste – e unilateral – história de amor, mas mostra também que isso não é o fim do mundo, já que outras coincidências estão sempre prestes a acontecer. Que bom.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;500 Dias com Ela&lt;/b&gt; &lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;(500) Days of Summer&lt;/i&gt;, Marc Webb, 2009.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog24quadros.blogspot.com/feeds/4489252697793015704/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blog24quadros.blogspot.com/2009/11/500-dias-com-ela.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9019463458146727232/posts/default/4489252697793015704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9019463458146727232/posts/default/4489252697793015704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog24quadros.blogspot.com/2009/11/500-dias-com-ela.html' title='500 Dias com Ela'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEieEAOyU6HrxS-GRIEh2kNOGoLoNRwdSoFRC1aP420TojQBYY7-0VvjsBg5RHYFYAaafh_DE56CgPPtmvw4O76jaYh20cLT0oma7Wh_PBcfcFbxFSrmeIc3Alnka1O-ldguWyFy_i_qCmU/s72-c/500diascomela.png" height="72" width="72"/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9019463458146727232.post-5871377233421004810</id><published>2009-11-19T22:03:00.006-03:00</published><updated>2010-11-27T21:29:25.863-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="2 estrelas"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="3 estrelas"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="5 estrelas"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Animação"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Pequenos comentários"/><title type='text'>Pequenos comentários #1</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;101&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiIj8HEik3DEHJfrG4iMvySRl2ad8HnSoS3EDyRcWaIUaCwLX1ZqwzVmVbZtdJWX1bFdtYoxMXbiKY6pDoi431_0PkqiwNfCLbBcSpYrnz2EA7ZbwYsV_0bGZXxMHBpWoPI_QUe6eqJ_JM/s640/osfantasmasdescrooge.png&quot; width=&quot;549&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;Os Fantasmas de Scrooge&lt;/b&gt;, nova adaptação de&lt;b&gt; Um Conto de Natal&lt;/b&gt;, de Charles Dickens, conta a história do rabugento e mesquinho Ebenezer Scrooge, que, na véspera de Natal, festa que considera um “&lt;i&gt;embuste!&lt;/i&gt;”, recebe a visita de três espíritos que tentarão fazê-lo entender que há coisas mais importantes no mundo do que o dinheiro. A mensagem do filme, embora bonita e representada de forma esteticamente encantadora – o &lt;i&gt;motion capture&lt;/i&gt; é impressionante –, é desgastada demais aos olhos dos espectadores mais velhos, que saem do cinema com a sensação de ter visto apenas mais do mesmo. As crianças, por outro lado, podem até extrair dali uma lição, mas, em função da linguagem às vezes até rebuscada – confesso que nem eu sabia o que era embuste –, acabam perdendo muitas coisas no caminho, deixando a sala com a provável sensação de incompreensão. Em determinados momentos, o filme ainda é extremamente assombroso e pode se tornar um terror infantil para alguns pequenos (havia mães tapando os olhos de seus filhos na minha sessão). Em suma: bonito, mas dispensável, e pouco eficiente nos aspectos nos quais tinha mais chance de acertar. &lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;Os Fantasmas de Scrooge&lt;/b&gt; &lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;A Christmas Carol&lt;/i&gt;, Robert Zemeckis, 2009.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjgkV3pUc8JoUWrSzVg-puf2T2FSEpWObJb1bwE06meAzJMX__OuaJEzOcTq5mVOxkmWBxr-t7T3eabErIQiTwRN6V4xPybnu49k62AScgKXZqk7-vD0D_nTJss078lLjgz5akMgX_j3CI/s640/tachovendohamburguer.png&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Flint Lockwood cresceu tentando inventar algo útil, mas suas engenhocas, sempre dando errado, só o tornaram uma pessoa maluca e inconveniente aos olhos dos habitantes de sua cidadezinha. Ao criar uma invenção de sucesso, porém, Flint passa a ser adorado, e, cego por seu desejo de aceitação, perde a noção dos limites, fazendo com que sua máquina, que transforma água em comida, cause problemas de proporção mundial. &lt;b&gt;Tá Chovendo Hambúrguer&lt;/b&gt; foi concebido para ser visualmente exagerado, e aproveita bem essa característica para criar momentos divertidos - como não rir, por exemplo, ao ver um personagem contrair a bunda enquanto ela está em &lt;i&gt;close&lt;/i&gt;, numa tentativa inusitada de expressar raiva, ou ao testemunhar o enorme esforço do pai de Flint para mostrar os olhos por trás de sua volumosa sobrancelha?&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O filme ainda conta com boas piadas, sendo uma delas até crítica no que diz respeito aos restos de comida (“&lt;i&gt;O que os olhos não veem...&lt;/i&gt;”), e brinca com uma “coincidência” recorrente em vários filmes, sobretudo nos de catástrofe (e este pode, sim, ser considerado catastrófico): é impressionante como tudo acontece primeiro nas cidades mais famosas do mundo, não? Até a fotografia deixa de lado a sutileza e muda deliberadamente e com frequência de cinzenta e fria para vivaz e colorida, ou o contrário, dependendo do estado de espírito de seu protagonista. &lt;b&gt;Tá Chovendo Hambúrguer&lt;/b&gt;, no entanto, é prejudicado por sequências desnecessárias e aborrece um pouco ao tentar esfregar a lição final na cara do espectador em vez de deixá-la implícita, mas ainda assim é uma experiência divertida.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Tá Chovendo Hambúrguer&lt;/b&gt; &lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Cloudy with a Chance of Meatballs&lt;/i&gt;, Phil Lord, Chris Miller, 2009.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;101&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjCIMmad6j1xorMgg8CX9r7J42UT7foGlqk2Rbbfokfs0kMZZUxONAg1-tYdkc55bjb8NPbIaSz80V4LXFppwVNgImGO2XOA3z2JHFfwRQ5qsU5BOnVMVlm05heIB5fQUFCpWuQmwbfRR4/s640/aviagemdechihiro.png&quot; width=&quot;549&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Imaginativo e fantástico de forma inacreditável, &lt;b&gt;A Viagem de Chihiro&lt;/b&gt; fez com que eu me flagrasse boquiaberta a cada nova criatura que irrompia na tela durante sua projeção. Contando a história de Chihiro, que, após alguns acontecimentos, se vê presa em um mundo completamente estranho, no qual seus pais viraram porcos, o longa leva o espectador a acompanhar a jornada da menina, que consiste, na verdade, em seu crescimento pessoal. Para perceber isso, basta reparar na Chihiro do começo, aparentemente mimada e birrenta, e a do final, capaz de tomar decisões importantes e de abrir mão de seu próprio bem-estar em prol de outras pessoas. &lt;b&gt;A Viagem de Chihiro&lt;/b&gt; pode ser um filme para crianças na medida em que desperta o imaginário, mas sem dúvida tem mais força em um adulto capaz de compreender seus significados. Excelente.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;A Viagem de Chihiro&lt;/b&gt; &lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Sen to Chihiro no kamikakushi&lt;/i&gt;, Hayao Miyazaki, 2003.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog24quadros.blogspot.com/feeds/5871377233421004810/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blog24quadros.blogspot.com/2009/11/pequenos-comentarios-1.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9019463458146727232/posts/default/5871377233421004810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9019463458146727232/posts/default/5871377233421004810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog24quadros.blogspot.com/2009/11/pequenos-comentarios-1.html' title='Pequenos comentários #1'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiIj8HEik3DEHJfrG4iMvySRl2ad8HnSoS3EDyRcWaIUaCwLX1ZqwzVmVbZtdJWX1bFdtYoxMXbiKY6pDoi431_0PkqiwNfCLbBcSpYrnz2EA7ZbwYsV_0bGZXxMHBpWoPI_QUe6eqJ_JM/s72-c/osfantasmasdescrooge.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9019463458146727232.post-5295313016329434841</id><published>2009-11-17T18:59:00.008-03:00</published><updated>2009-11-21T22:51:26.408-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="2 estrelas"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Suspense"/><title type='text'>Código de Conduta</title><content type='html'>&lt;div align=&quot;center&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjhFYjwtrKAQ4w-mWCFcp1T0v_64PYhkx50bMXavN-7RJ_6aNoej5gGWENYJq4zJxzZdOlmqKCqB3jzwCbjE21eABcN2DK65UDz5YfBkdrP5Qv6Ph53Mg6ghxZ5IGbX-shE3vsFYNBt5Ps/s640/codigodeconduta.jpg&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;color: #990000;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Contém spoilers&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;As intenções por trás da história de &lt;b&gt;Código de Conduta&lt;/b&gt; são ambiciosas: confrontar o sistema judiciário de forma crível enquanto conta uma narrativa de vingança interessante, inteligente e com apelo emocional. Em sua primeira metade, o longa alcança esses objetivos de modo bastante eficiente, mas, na parte final, os propósitos do protagonista deixam de fazer sentido e dão lugar a uma sequência de ações incoerente com o que fora apresentado até então.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dez anos após os homicídios de sua esposa e de sua filha, Clyde Shelton (Gerard Butler) coloca em prática um plano de vingança contra os assassinos que cometeram os crimes e todos os envolvidos no processo – e isso inclui promotores, advogados e juízes – que, em vez de dar a eles a sentença desejada pelo personagem de Butler, acabaram entrando em um acordo. De início, Shelton mata os criminosos no que parece ser um plano simples, mas depois vemos que a verdadeira intenção do protagonista é, seguindo um caminho cuidadosamente traçado, expor as falhas e injustiças do sistema, e não importa que isso lhe custe a liberdade ou uma consciência tranquila, já que ele não tem mais nada a perder.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O filme devia ter seguido a linha apontada pela cena do julgamento da fiança de Shelton, quando ele, ao convencer a juíza de que não oferece perigo à sociedade, revolta-se justamente por ela concordar em libertá-lo, provando de maneira competente e inquestionável seus argumentos a respeito da frouxidão judiciária. E, ao entrar em seguidos acordos com Nick Rice (Jamie Foxx), o promotor que cuidou do caso de sua família, Shelton também consegue, de modo sutil, criticar a conduta seguida por ele, que foi exatamente o que os levou àquela situação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Infelizmente, porém, o roteiro de Kurt Wimmer torna-se inconsistente e mirabolante demais, optando por explicações inaceitavelmente convenientes para os seus mistérios. Tudo pode ser esclarecido pelo fato de Clyde Shelton ser um gênio riquíssimo, o que abre um leque enorme de possibilidades para que ele consiga, de dentro da prisão, comandar todo o caos que se instala do lado de fora. Sim, porque é exatamente nisso que, em certo ponto, os planos de Shelton se transformam. Se antes queria confrontar o sistema, ele passa depois a querer apenas instaurar a completa desordem, tirando a vida de todos mesmo que isso não o leve a lugar algum, o que desvirtua totalmente as intenções iniciais do filme. Até mesmo as atitudes do personagem de Butler apresentam incoerências. Mostrando-se frio, calculista e até sádico durante quase toda a projeção, ele demonstra um sofrimento inverossímil em determinado momento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A solução encontrada para o final se distancia muito de uma decisão mais realista, e ainda vale mencionar o tempo recorde que Nick Rice gasta para se deslocar de um lugar a outro. De qualquer modo, é uma pena perceber que uma boa ideia, e que durante o filme esteve muito próxima de surtir o efeito desejado, tenha sido distorcida e praticamente arruinada pelo aparente desejo de dar ao longa mais momentos de tensão e que pudessem surpreender o espectador.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Código de Conduta&lt;/b&gt; &lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Law Abiding Citizen&lt;/i&gt;, F. Gary Gray, 2009.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog24quadros.blogspot.com/feeds/5295313016329434841/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blog24quadros.blogspot.com/2009/11/codigo-de-conduta.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9019463458146727232/posts/default/5295313016329434841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9019463458146727232/posts/default/5295313016329434841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog24quadros.blogspot.com/2009/11/codigo-de-conduta.html' title='Código de Conduta'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjhFYjwtrKAQ4w-mWCFcp1T0v_64PYhkx50bMXavN-7RJ_6aNoej5gGWENYJq4zJxzZdOlmqKCqB3jzwCbjE21eABcN2DK65UDz5YfBkdrP5Qv6Ph53Mg6ghxZ5IGbX-shE3vsFYNBt5Ps/s72-c/codigodeconduta.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9019463458146727232.post-5062052967270942296</id><published>2009-11-14T14:23:00.015-03:00</published><updated>2009-11-16T02:30:41.654-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="3 estrelas"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Ação"/><title type='text'>2012</title><content type='html'>&lt;div align=&quot;center&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgXunY_mYRNh7RyW3SkZZSLUzMWufToa_CvN4UifRQ2lq_cWZSPnPCWehmcPyTE2rdEWnhRztbcnVOh-CbgCEEXyryLm6YPPScqDJM6kCeh9HHnglhKY-0UAnqeOlpSC9Hbvcwz3sT-CRE/s640/2012.JPG&quot; /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;color: #990000;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;b&gt;Contém spoilers&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Roland Emmerich adora destruir o mundo, não importa como, embora, para ele, os problemas ambientais pelos quais o planeta vem atravessando sejam bastante oportunos. Isso é tão forte que, em seus filmes-desastre, o diretor, sem cerimônia, coloca de lado qualquer coerência ou profundidade narrativa em troca de conveniências que possibilitem o maior número de cenas de ação fantásticas que possam deixar qualquer um de queixo caído. &lt;b&gt;2012&lt;/b&gt;, seu mais novo longa, lançado no Brasil no dia 13 de novembro, é um exemplo perfeito disso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A história se alterna entre cientistas, geólogos e personagens do governo que, em segredo, tentam preparar o mundo para um desastre inevitável – o superaquecimento do núcleo terrestre, que provocará a movimentação da crosta do planeta e, consequentemente, terremotos e tsunamis potencialmente capazes de dizimar a raça humana –, uma família problemática e mais uma leva de personagens caricatos. Estes últimos representam, junto com as cenas de ação, a melhor parte de &lt;b&gt;2012&lt;/b&gt;: a que não se leva a sério, tornando tudo muito mais divertido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
John Cusack interpreta Jackson Curtis, ex-marido de Kate (Amanda Peet) e pai problemático. Ao levar os filhos para acampar em uma reserva à qual costumava ir com a mãe das crianças, Curtis deliberadamente pula uma cerca com placas que alertam para uma área de perigo e, claro, não vê problema em colocar os meninos no meio de uma região que exala fumaça rodeada por animais mortos. Abordado pelo exército americano, que está de olho na área, ele é levado a uma base na qual conhece Adrian Helmsley, geólogo comandante da preparação do mundo para o desastre já citado e que, repare na coincidência, está lendo e adorando o fracassado livro publicado por Curtis. Lá, o escritor também conhece Charlie Frost, um divertido radialista e aparente louco que está a par de tudo e em quem Curtis, naturalmente, não acredita. Mas, quando todos voltam para as suas casas, o mundo começa, literalmente, a desmoronar – e não há como duvidar desse “literalmente” em um filme de Emmerich.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As cenas de destruição, com viadutos caindo, casas sendo engolidas por crateras gigantescas, arranha-céus, obeliscos, torres e construções colossais desabando, são de encher os olhos; melhor ainda é ver tudo isso acompanhando a fuga quase hilária da família em uma limusine, veículo nada prático que só pode ter sido escolhido a fim de conferir ainda mais diversão às cenas em questão. Há também algumas sequências engraçadíssimas de tão ridículas. No supermercado, o atual marido de Kate diz algo como: “&lt;i&gt;Parece que há sempre algo nos separando&lt;/i&gt;”, e logo em seguida o local é partido ao meio exatamente no corredor onde os dois se encontram, colocando-os, literalmente, separados por um abismo; e ótimo também é quando o governador da Califórnia, em um pronunciamento, diz estar tudo sob controle para imediatamente depois o estado começar a entrar em colapso, numa construção de cena admiravelmente complexa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O grande problema é quando &lt;b&gt;2012&lt;/b&gt; tenta ser sério e, pior, emocionante. Momentos heróicos demais, despedidas de personagens para os quais pouco, ou nada, nos importamos e explicações científicas elaboradas em excesso - ainda mais quando sabemos que aquilo deve ser uma versão exagerada de uma projeção hipotética e provavelmente absurda -, por exemplo, tiram completamente o ritmo da narrativa e não despertam nenhum tipo de interesse. Aliás, algumas dessas passagens chegam a ser até mesmo constrangedoras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No desfecho do longa, e novamente em nome da conveniência, Emmerich se livra de mais alguns personagens para que tenhamos um final lindo, feliz, romântico (“&lt;i&gt;Eu te amo&lt;/i&gt;”? Como assim?) e familiar nas arcas de Noé do terceiro milênio. Ou do primeiro, que seja. Ah, e que poético a África ser a salvação do mundo, não? Enfim. &lt;b&gt;2012&lt;/b&gt; é diversão garantida, e ainda bem que é claramente somente a isso que o filme se pretende. Quem encarar de outra forma, porém, vai apenas se deparar com um festival de vergonha alheia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;2012&lt;/b&gt; &lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;2012&lt;/i&gt;, Rolland Emmerich, 2009.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog24quadros.blogspot.com/feeds/5062052967270942296/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blog24quadros.blogspot.com/2009/11/2012.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9019463458146727232/posts/default/5062052967270942296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9019463458146727232/posts/default/5062052967270942296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog24quadros.blogspot.com/2009/11/2012.html' title='2012'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgXunY_mYRNh7RyW3SkZZSLUzMWufToa_CvN4UifRQ2lq_cWZSPnPCWehmcPyTE2rdEWnhRztbcnVOh-CbgCEEXyryLm6YPPScqDJM6kCeh9HHnglhKY-0UAnqeOlpSC9Hbvcwz3sT-CRE/s72-c/2012.JPG" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9019463458146727232.post-6224418545741777145</id><published>2009-11-02T03:59:00.013-03:00</published><updated>2010-11-27T21:35:52.764-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="3 estrelas"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Documentário"/><title type='text'>This is It</title><content type='html'>&lt;div align=&quot;center&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiV9APsaGzycdAOqFOzn0MuNCi1KuJYxblm2SDZfjzGuVF69qdONCR6GZSsAsLOTshFp7sYxa3OQp5z9Xkn6Kld6BxTB82RPpyCM49Av_GiMU31P_TVR2UaJRgOvRGJqKUsw4xX6-qKzxM/s640/thisisit.jpg&quot; /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Michael Jackson foi uma figura tão importante quanto estranha, e creio não ser necessário enumerar as passagens de sua vida, sejam elas pessoais ou profissionais, que justificam essas alcunhas. Porém, sua morte precoce, em 25 de junho deste ano, pouco tempo antes de sua última turnê, foi profundamente lamentada por pessoas de todo o mundo, evidenciando que, apesar dos escândalos nos quais ele se envolveu principalmente nas duas últimas décadas, Michael era, acima de tudo, o Rei do Pop, um artista completo, admirado e cujo talento era tão grande que, no fim, conseguiu superar as suas falhas de caráter – ou simplesmente fraquezas psicológicas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;This is It&lt;/b&gt;, documentário contendo imagens de ensaios para os shows da turnê homônima, chega aos cinemas apenas quatro meses após o falecimento do cantor. O longa é burocrático e traz na íntegra somente as músicas que seriam apresentadas nos shows, com imagens de diferentes ensaios da mesma canção se alternando, alguns poucos depoimentos de pessoas que trabalharam com ele durante esse período e outros momentos nos quais o cantor conversa sobre aspectos diversos das apresentações e das músicas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O filme, no entanto, apesar de alcançar seu objetivo, é falho justamente por querer apenas dar sobrevida a Michael, como se fosse somente um consolo para os seus admiradores. Essa finalidade é muito pobre, e chega um momento em que, embora admire o que vê, o espectador fica cansado; afinal, ensaios não são shows, não têm a mesma energia e não são tão contagiantes. É natural, então, que a estrutura adotada pelo documentário exerça esse efeito, embora eu não acredite que isso ocorra com os fãs mais entusiastas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sobre o próprio Michael Jackson, &lt;b&gt;This is It&lt;/b&gt; deixa a impressão de uma pessoa dedicada, perfeccionista, inteligente, profissional e gentil. O excesso de qualidades pode até ser visto como um defeito, mas isso não é algo que podemos julgar, já que ninguém sabe o tipo de pessoa que ele era na intimidade, apesar de eu não acreditar, por exemplo, que em todos os meses de ensaios não tenha acontecido ao menos uma discussão mais acalorada sobre algo, mesmo que houvesse claramente um respeito mútuo muito grande entre o cantor e toda a equipe, e também grande admiração por parte desta. Nesse sentido, nem posso dizer que o filme falhou, já que não fazia parte de seus planos mostrar coisas do tipo, mas, reitero, o problema aqui reside justamente nisso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O documentário também conta com momentos bonitos, e um em particular merece ser mencionado. Aparentemente, envelhecer não era um dos objetivos de MJ. Ele sempre gostou muito de crianças – e nem vou entrar na questão de sua suposta pedofilia – e provavelmente preferia pensar que nunca deixou de ser uma delas. É bonito ver isso representado em uma passagem na qual ele sobe em uma estrutura de ferro que durante os shows o elevaria sobre a plateia. Seu entusiasmo é digno de um garoto em um parque de diversões, e é até engraçado ouvir o diretor pedir que ele se segure. A propósito, eu fiquei surpresa com a vitalidade do cantor. O vigor demonstrado contrapõe espantosamente a imagem fragilizada que ele passava ao aparecer em público andando de cadeira de rodas e usando máscaras e outras estranhezas que contribuíam para alimentar seu estigma de pessoa esquisita. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No fim, fica a sensação de que, com fins de registro, &lt;b&gt;This is It&lt;/b&gt; é muito bom, mas como documentário é bastante superficial e comodista. De qualquer forma, os fãs sem dúvida ficarão extasiados, e é impossível deixar a sala sem admirar ainda mais o grande artista que Michael Jackson era e sem lamentar que aquele maravilhoso espetáculo jamais tenha ido além dos ensaios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;This is It&lt;/b&gt; &lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;This is It&lt;/i&gt;, Kenny Ortega, 2009.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog24quadros.blogspot.com/feeds/6224418545741777145/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blog24quadros.blogspot.com/2009/11/this-is-it.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9019463458146727232/posts/default/6224418545741777145'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9019463458146727232/posts/default/6224418545741777145'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog24quadros.blogspot.com/2009/11/this-is-it.html' title='This is It'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiV9APsaGzycdAOqFOzn0MuNCi1KuJYxblm2SDZfjzGuVF69qdONCR6GZSsAsLOTshFp7sYxa3OQp5z9Xkn6Kld6BxTB82RPpyCM49Av_GiMU31P_TVR2UaJRgOvRGJqKUsw4xX6-qKzxM/s72-c/thisisit.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9019463458146727232.post-3619674332453269366</id><published>2009-09-28T01:06:00.017-03:00</published><updated>2009-11-15T03:14:10.244-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="3 estrelas"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Comédia Romântica"/><title type='text'>A Verdade Nua e Crua</title><content type='html'>&lt;div align=&quot;center&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://farm4.static.flickr.com/3458/3961587120_c2831f32e3_o.jpg&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;color: #990000; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Contém spoilers&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;b&gt;A Verdade Nua e Crua&lt;/b&gt; é um filme apenas agradável, mas nem isso seria sem a presença do carismático Gerard Butler. O longa conta com uma protagonista um tanto irritante, e é Butler quem compensa esse problema. Embora interprete um sujeito odioso, consegue torná-lo adorável (repare no modo como ele se relaciona com a família), mesmo quando fala coisas que podem soar absurdas aos ouvidos femininos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A introdução do filme mostra a rotina metodicamente caótica de Abby Richter, produtora de TV que precisa lidar com os problemas de audiência de seu programa e ainda resolver questões de relacionamento entre os funcionários, fato ilustrado em uma ridícula cena na qual ela usa um apito para calar a todos e controlar a situação. O clima morno do filme acaba logo que Mike Chadway aparece apresentando seu programa, no qual, sem medir as palavras e com um machismo transbordante, ele conta a sua verdade sobre os homens, e essa verdade entra em total conflito com o príncipe encantado que Abby e sua adolescente interior cheia de dancinhas fantasiam. O sucesso leva Mike a ganhar um quadro no programa da moça, e é óbvio que esses seres tão &lt;b&gt;opostos&lt;/b&gt; vão se sentir &lt;b&gt;atraídos&lt;/b&gt; um pelo outro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Inicialmente, tentando convencer Abby de que ele realmente sabe tudo o que se passa no cérebro masculino, o personagem de Butler dá dicas para que ela conquiste seu vizinho, um médico lindo, bem sucedido e educado, entre outras tantas qualidades, ou seja, um cara tão perfeito que chega a incomodar. Uma vez estabelecida a dinâmica, o filme conta com vários momentos divertidos. A cena em que Abby vai a um restaurante vestindo uma calcinha com um vibrador, por exemplo, apesar de completamente previsível, durou o tempo exato para arrancar muitas gargalhadas e não se tornar maçante, embora seja ridículo constatar que o jantar de negócios não serviu pra nada além disso. As conversas entre Abby e Mike, sempre ágeis, também proporcionam boas cenas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em contrapartida, a seqüência do jogo de baseball, cujo início foi divertido, acabou passando dos limites e tornou-se constrangedora a ponto de não ter mais graça nenhuma. A trilha sonora, excessivamente pop, também é um ponto negativo, pois confere histeria a cenas nas quais isso é inadequado. Quando Abby e seu vizinho viajam, por exemplo, o clima romântico simplesmente some com a dançante Pocketful Sunshine. E, a partir do momento em que o desfecho começa a se desenrolar, o filme perde um pouco a força, principalmente porque Mike amolece no que diz respeito aos seus pontos de vista sobre os relacionamentos (&quot;&lt;i&gt;Abby, eu quero te beijar. E não só hoje.&lt;/i&gt;&quot; não soou nada coerente). É até engraçado perceber que essa constatação dá base a uma verdade que ele provavelmente defenderia: homem safado é muito mais interessante; e é curioso ver que &lt;b&gt;A Verdade Nua e Crua&lt;/b&gt; acabou encontrando, em um defeito, uma forma de autoafirmação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O saldo final é positivo, principalmente em virtude de Butler, que, assim como fez com Abby e sua intérprete um tanto insossa, salvou com louvor o filme da chatice.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;A Verdade Nua e Crua&lt;/b&gt; &lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;The Ugly Truth&lt;/i&gt;, Robert Luketic, 2009.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog24quadros.blogspot.com/feeds/3619674332453269366/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blog24quadros.blogspot.com/2009/09/verdade-nua-e-crua.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9019463458146727232/posts/default/3619674332453269366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9019463458146727232/posts/default/3619674332453269366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog24quadros.blogspot.com/2009/09/verdade-nua-e-crua.html' title='A Verdade Nua e Crua'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_t.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9019463458146727232.post-6400776034608814488</id><published>2009-08-03T21:54:00.014-03:00</published><updated>2009-11-15T03:15:27.926-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="5 estrelas"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Drama"/><title type='text'>Fale com Ela</title><content type='html'>&lt;div align=&quot;center&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://farm4.static.flickr.com/3511/3786438195_eaecdf73e3_o.jpg&quot; /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;color: #990000;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Contém spoilers&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;b&gt;Fale com Ela&lt;/b&gt;, filme escrito e dirigido por Pedro Almodóvar, nos mostra um amor incondicional. Um amor estranho, sim, mas que aprendemos a compreender no decorrer do longa, embora muitas vezes dediquemos a Benigno, o dono de todo esse afeto, sentimentos conflitantes, que vão da compaixão ao repúdio. Mas &lt;b&gt;Fale com Ela&lt;/b&gt; é, sobretudo, a respeito das conexões humanas que estabelecemos durante a vida. Para falar disso, utiliza como principais ferramentas os personagens Benigno e Marco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como seu nome não por acaso já diz, Benigno é uma pessoa boa, incapaz de fazer mal a alguém. Ele teve uma infância e uma adolescência atípicas, durante as quais apenas cuidou da mãe, perdendo a chance de fazer amizades, de ter qualquer tipo de relacionamento amoroso e de conhecer o mundo. Apesar disso, é verdadeiramente feliz com o modo como as coisas são, e até parece não perceber que a vida dos outros é muito diferente da sua. Contrapondo Benigno, temos Marco, um escritor vivido e experiente. Sua carga emocional é tão grande que às vezes ele não consegue evitar externá-la. Justamente por de fato conhecer o mundo, Marco não consegue ver as coisas com tanto positivismo quanto Benigno e, naturalmente, não enxerga a tarefa de ser feliz como algo fácil.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os dois se conhecem em um hospital, quando Lydia, famosa toureira e então namorada de Marco, sofre um acidente durante uma apresentação e entra em coma. Benigno trabalha lá cuidando integralmente de Alicia, jovem que também encontra-se em estado vegetativo. Enquanto Marco não consegue sequer tocar Lydia e afirma até mesmo não reconhecê-la, Benigno conversa muito com Alicia, lhe dá banho, faz as suas unhas e corta seus cabelos. No início, vemos isso com admiração, mas, como já foi dito, ela se transforma em vários outros sentimentos, principalmente a partir do &lt;i&gt;flashback&lt;/i&gt;, que revela a obsessão dele pela moça como algo antigo. O &lt;i&gt;flashback&lt;/i&gt;, aliás, é um recurso muito utilizado em vários momentos do longa, que deixa lacunas na história para posteriormente levar o espectador de volta a fim de lhe fazer enxergar certos aspectos de outra maneira.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É interessante notar também que as conexões entre os personagens são estabelecidas de forma explícita por meio de letreiros, deixando clara a grande importância delas. Nos momentos em que isso acontece, a propósito, é possível fazer interpretações partindo simplesmente da disposição dos personagens na tela. As ligações entre Benigno e Marco e entre Lydia e Marco são feitas frontalmente, já que essas são relações de fato consolidadas, e é importante reparar que o escritor sempre se posiciona à direita, ou seja, mais próximo do ponto de fuga e dando a sensação de domínio (fato que em dado momento é alterado justamente para indicar a mudança de comando). A conexão entre Alicia e Benigno, por sua vez, é estabelecida com uma porta de vidro que os separa do espectador, exatamente para indicar a existência de uma barreira ali, já que esta é uma relação unilateral. No fim, a ligação estabelecida no teatro entre Marco e Alicia é feita lateralmente, com uma fileira de poltronas distanciando-os, mas cujo primeiro assento, exatamente o que fica entre eles, encontra-se vazio, dando a impressão de que, se a distância ainda existe, o caminho está livre para uma aproximação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O filme ainda demonstra grande sensibilidade na cena em que Benigno narra a Alicia a película à qual assistira na noite anterior. O espectador também vê a história, e, em um momento crucial dela, a montagem faz uma transição entre o rosto da personagem e o de Alicia, revelando, com delicadeza, o que estava prestes a acontecer a esta. Em outra cena, um simples toque esclarece várias coisas a respeito da relação entre Marco e Lydia. O ex-namorado da toureira aparece conversando com ela enquanto segura a sua mão, coisa que, como já mencionei, o escritor não conseguia fazer. Só então percebemos que isso acontece porque Marco, na verdade, inconscientemente já entendera que não havia mais ligação entre eles.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Fale com Ela&lt;/b&gt; mostra, com enorme eficiência e construído alicerçado em pequenos detalhes que fazem toda a diferença, que qualquer relação envolve uma complexidade muito grande e requer equilíbrio emocional. Jamais podemos transformá-la no sentido de nossas vidas, correndo o risco de perdê-la e ver ir embora, com ela, qualquer razão que havia para viver. Benigno, interpretado de forma tocante por Javier Cámara, age assim, e sentimos compaixão ao vê-lo triste e negativo, mesmo depois de repudiá-lo por seus atos, principalmente quando ele se dá conta de que nunca teve nada e sempre inventou tudo, e que nem mesmo um abraço ganhou em toda a sua existência. Um amor incondicional como o que ele sentia era o menos indicado para alguém tão desequilibrado, que encarava tudo sem enxergar o que uma personagem sabiamente afirma em dada ocasião: nada é simples. Muito menos os relacionamentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Fale com Ela&lt;/b&gt; &amp;nbsp;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Hable con Ella&lt;/i&gt;, Pedro Almodóvar, 2002.&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog24quadros.blogspot.com/feeds/6400776034608814488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blog24quadros.blogspot.com/2009/08/fale-com-ela.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9019463458146727232/posts/default/6400776034608814488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9019463458146727232/posts/default/6400776034608814488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog24quadros.blogspot.com/2009/08/fale-com-ela.html' title='Fale com Ela'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_t.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9019463458146727232.post-2811901439185001059</id><published>2009-07-28T01:20:00.019-03:00</published><updated>2009-11-15T03:14:25.451-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="5 estrelas"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Drama"/><title type='text'>4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias</title><content type='html'>&lt;div align=&quot;center&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://farm3.static.flickr.com/2578/3764764802_52f4f3050f_o.jpg&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;color: #990000;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Contém spoilers&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Em um filme sobre aborto, seria muito mais fácil do ponto de vista dramático abordar eventuais complicações ocasionadas pelo ato, mas não é o que acontece em &lt;b&gt;4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias&lt;/b&gt;, filme romeno, escrito e dirigido por Cristian Mungiu, sobre Otilia, uma estudante que ajuda uma amiga a tirar seu filho. O roteiro enxerga que, justamente pela tensão que o assunto envolve, ele não precisa fazer uso de tais recursos para funcionar. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Otilia, mostrando-se uma amiga assustadoramente dedicada, é quem nos guia por este processo, enquanto Gabriela, mesmo sendo a mais interessada no assunto, assume uma postura passiva e displicente. A displicência que testemunharíamos várias vezes, a propósito, é revelada ao espectador logo no início do longa, quando, após ouvir de Gabriela que esta esquecera de ir ao dentista, Otilia diz à amiga: “Você só não esquece a cabeça”. Esta, por sua vez, tem sua desenvoltura, que seria de grande importância, demonstrada em uma simples cena em um ônibus, na qual resolve com facilidade o problema de não ter o ticket do transporte.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;4 Meses...&lt;/b&gt; ameaça várias vezes iniciar tramas complicadas, mas elas, fugindo do que poderíamos prever, são resolvidas com uma estranha simplicidade. É o que acontece quando o médico se revolta com a quantia de dinheiro oferecida pela realização do aborto. Ele apresenta os fatos de maneira fria e com uma irritação calculadamente contida. É um momento de tanta tensão que nem a câmera ousa se mexer, permanecendo sentada ao lado das personagens, o que se repete algumas vezes durante o filme. O problema, porém, é logo resolvido quando Otilia, de forma surpreendentemente natural, aceita fazer sexo com o médico, que também resolve assumir todos os riscos de seus atos em troca disso, evidenciando uma falha de caráter ainda maior do que se pensava.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outra circunstância semelhante envolve a ida de Otilia à casa do namorado. Gabriela é deixada só no quarto do hotel onde tudo acontece, e nem o espectador fica para ver o desenrolar da situação. Nós acompanhamos a protagonista, visivelmente angustiada, durante o jantar de aniversário do qual é forçada a participar. A câmera fica sobre a mesa, e, para que nos sintamos ainda mais aflitos, temos a desagradável sensação de claustrofobia causada por todas aquelas pessoas amontoadas em um espaço pequeno. Enquanto isso, imaginamos que Gabriela esteja passando por maus momentos, mas, novamente, o roteiro facilita em vez de complicar. Quando voltamos ao hotel, ela já teve seu &lt;i&gt;problema&lt;/i&gt; resolvido, e o espectador nem precisou passar pela agonia de presenciar a cena, cuja não exibição apenas comprova que, como já foi dito, o foco do filme não é o aborto em si, e sim tudo o que ele envolve.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Somente em um plano detalhe forte, mas não tão chocante (algumas pessoas podem se chocar, claro), é que somos obrigados a ver o feto jogado no chão do banheiro. Otilia, mais uma vez, é encarregada de resolver a situação e, de novo, em uma cena na qual ela poderia perfeitamente ter sido vítima da violência, tudo acaba bem. A câmera sempre a acompanha de perto, inquieta, mas, como se tentasse aliviar a tensão do espectador, distancia-se eventualmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Optando pela ausência de trilha sonora, o que torna a atmosfera do filme ainda mais pesada e possível, uma vez que conseguimos ouvir até a respiração dos personagens, &lt;b&gt;4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias&lt;/b&gt; mostra-se uma experiência desgastante e, muito em função disso, uma excelente representação da realidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias&lt;/b&gt;&amp;nbsp;  &lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;4 luni, 3 saptamâni si 2 zile&lt;/i&gt;, Cristian Mungiu, 2007&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog24quadros.blogspot.com/feeds/2811901439185001059/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blog24quadros.blogspot.com/2009/07/4-meses-3-semanas-e-2-dias.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9019463458146727232/posts/default/2811901439185001059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9019463458146727232/posts/default/2811901439185001059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog24quadros.blogspot.com/2009/07/4-meses-3-semanas-e-2-dias.html' title='4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_t.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9019463458146727232.post-2995890101062495302</id><published>2009-07-27T20:22:00.005-03:00</published><updated>2009-11-15T03:10:44.280-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="5 estrelas"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Romance"/><title type='text'>Antes do Amanhecer</title><content type='html'>&lt;div align=&quot;center&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://farm4.static.flickr.com/3522/3763172301_04a33d4861_o.jpg&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;color: #990000;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;i&gt;Contém spoilers &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Celine e Jesse foram feitos um para o outro. Eles não são iguais. Essa não é a idéia de casal perfeito. Eles apenas se equilibram em suas características e percepções de mundo, e tornam-se, assim, o complemento que o outro necessita. Essa conclusão não é o aspecto mais importante do filme, uma vez que é a ela que chegamos ao final de longas românticos minimamente bem sucedidos. Em &lt;b&gt;Antes do Amanhecer&lt;/b&gt;, o grande diferencial é o caminho pelo qual Richard Linklater nos conduz até que cheguemos a ela.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse caminho, somos testemunhas dos diálogos travados por Jesse e Celine. Eles conversam sobre assuntos diversos, mas, sobretudo, sobre eles mesmos. Nessas conversas fica claro como eles são personagens profundamente bem construídos, cujas ações e pensamentos são coerentes com suas histórias de vida. Celine e Jesse tem aparentemente a mesma idade. Ela, no entanto, é mais madura, enquanto ele ainda parece um menino, que se mostra cético com relação a diversas coisas, talvez com medo de parecer ainda mais ingênuo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O filme conta com momentos românticos memoráveis. A cena dentro da cabine na loja de discos é um deles. Os olhares, que se desviam tentando evitar o contato, a tensão, o constrangimento e a música ao fundo, que diz &quot;&lt;i&gt;Baby, I have never wanted you so much&lt;/i&gt;&quot;, dão o tom. Há também a cena na roda gigante, que nos dá o primeiro beijo do casal. É uma situação inevitavelmente clichê, mas o roteiro aproveita para acentuar traços dos dois. É Jesse quem dá o primeiro passo, mas é Celine quem toma as rédeas e dá o passo seguinte. Posteriormente, ela até brinca com o romantismo dele, que elegeu essa a hora perfeita para o beijo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dúvidas também cercam o filme, mas o final é que lança a maior delas. Jesse e Celine decidiram não se ver mais, mas, quando a hora da despedida se aproxima, é notável a angústia estampada na expressão dos dois. Ethan Hawke e Julie Delpy, a propósito, merecem destaque por suas excelentes atuações. Antes de Celine embarcar, eles acabam combinando de se encontrar dentro de seis meses no mesmo lugar, o que não ficamos sabendo se acontece. Esse aspecto do longa é notável, pois possibilita que o espectador tome para si o controle da história.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As cenas finais, mostrando os lugares onde eles estiveram, agora vazios, tentam nos passar um pouco do que os dois provavelmente estavam sentindo ao ir embora sem saber ao certo se voltariam a se encontrar. Ao acabar, &lt;b&gt;Antes do Amanhecer&lt;/b&gt; também nos deixa a sensação de vazio, além da certeza de que Jesse e Celine foram, sim, feitos um para o outro e, claro, a agradável liberdade de imaginar os acontecimentos que estavam por vir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Antes do Amanhecer&lt;/b&gt;&amp;nbsp; &lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_m.jpg&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Before Sunrise&lt;/i&gt;, Richard Linkater, 1995 &lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog24quadros.blogspot.com/feeds/2995890101062495302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blog24quadros.blogspot.com/2009/07/antes-do-amanhecer.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9019463458146727232/posts/default/2995890101062495302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9019463458146727232/posts/default/2995890101062495302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog24quadros.blogspot.com/2009/07/antes-do-amanhecer.html' title='Antes do Amanhecer'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://farm1.static.flickr.com/164/400948093_8060df23e7_t.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry></feed>