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<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/atom10full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" gd:etag="W/&quot;CEQGQX8yfyp7ImA9WhVTEU0.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-142254692826592015</id><updated>2012-02-24T08:52:00.197-08:00</updated><category term="Enchente em minha cidade" /><category term="7.4 Cântico de Salmos (parte 5)" /><category term="Dê sua opinião" /><category term="7.3 Cântico de Salmos (parte 4)" /><category term="Dez Coisas que aprendi indo à churrascaria" /><category term="Carta Fictícia" /><category term="0.1 Diferenciando o Culto Público do Culto Particular" /><category term="Vídeos" /><category term="7.6 Cântico de Salmos (parte 7)" /><category term="7.1 Cântico de Salmos (parte 2)" /><category term="Pregações em Áudio" /><category term="Áudio" /><category term="3. Audição da Palavra de Deus" /><category term="6.1 Reunião no Dia do Senhor (parte 2)" /><category term="Vida Cristã" /><category term="Meus Escritos" /><category term="Minhas leituras" /><category term="4. Oração a Deus" /><category term="5.2 Administração dos Sacramentos (batismo - parte 2)" /><category term="6.2 Reunião no Dia do Senhor (parte final)" /><category term="Porque não temos &quot;louvorzão&quot;" /><category term="7.2 Cântico de Salmos (parte 3)" /><category term="O culto público" /><category term="5. Administração dos Sacramentos (ceia)" /><category term="6. Reunião no Dia do Senhor (parte 1)" /><category term="Cultura geral" /><category term="2.  Leitura da Palavra de Deus" /><category term="Questionários" /><category term="7. Cântico de Salmos (parte 1)" /><category term="Calvinismo" /><category term="7.5 Cântico de Salmos (parte 6)" /><category term="Puritanos" /><category term="Pregações" /><category term="1. Pregação a partir da Bíblia" /><category term="5.1 Administração dos Sacramentos (batismo - parte 1)" /><category term="Exposição em Efésios" /><title>2Timóteo 3.16</title><subtitle type="html">"Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra"</subtitle><link rel="http://schemas.google.com/g/2005#feed" type="application/atom+xml" href="http://2timoteo316.blogspot.com/feeds/posts/default" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://2timoteo316.blogspot.com/" /><link rel="next" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/142254692826592015/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false&amp;v=2" /><author><name>Filipe Luiz C. Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00410922817341052872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="22" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_A7xLtEmmEyw/Su8rRVISvYI/AAAAAAAAAMo/6B6gpa-f638/S220/foto+blog+pequena.jpg" /></author><generator version="7.00" uri="http://www.blogger.com">Blogger</generator><openSearch:totalResults>382</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/atom+xml" href="http://feeds.feedburner.com/2timoteo316" /><feedburner:info xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" uri="2timoteo316" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><link rel="license" type="text/html" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nd/3.0/" /><logo>http://creativecommons.org/images/public/somerights20.gif</logo><feedburner:emailServiceId xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0">2timoteo316</feedburner:emailServiceId><feedburner:feedburnerHostname xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0">http://feedburner.google.com</feedburner:feedburnerHostname><entry gd:etag="W/&quot;CEQGQXw7fCp7ImA9WhVTEU0.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-142254692826592015.post-6820856297676868539</id><published>2012-02-24T08:52:00.000-08:00</published><updated>2012-02-24T08:52:00.204-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-02-24T08:52:00.204-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Vida Cristã" /><title>Fanáticos ou Defensores da Verdade?</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-j-Dq3e_sDjc/T0fAFec3_OI/AAAAAAAABUo/STK9QiTyra8/s1600/soldiers.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="91" src="http://2.bp.blogspot.com/-j-Dq3e_sDjc/T0fAFec3_OI/AAAAAAAABUo/STK9QiTyra8/s200/soldiers.png" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em tempos como o nosso é fácil alguém parecer fanático, se mantém uma firme convicção sobre a verdade e quando se mostra cuidadoso em ter certeza de que sua esperança procede do céu. Nenhum crente pode ser fiel e verdadeiro nesses dias, sem que o mundo lhe atribua a alcunha de fanático. Mas o crente deve suportar esse título. É uma marca de honra, embora a sua intenção seja envergonhar. É um nome que comprova estar o crente vinculado ao grupo de pessoas das quais o mundo não era digno, mas que, enfrentando a ignomínia por parte do mundo, fizeram mais em benefício deste do que todos aqueles que viviam ao seu redor. O mundo sempre sofre por causa dos homens que honra. Os homens que trazem misericórdia ao mundo são os que ele odeia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sim! Os antigos reformadores eram homens fanáticos em sua época. E foi bom para o mundo eles terem sido assim. Estavam dispostos a morrer, mas não comprometeriam a verdade. Submeter-se-iam a tudo por motivo de consciência, mas em nada se sujeitariam aos déspotas. Sofreriam e morreriam, mas temiam o pecado. Esse fanatismo trouxe liberdade para a sua própria terra natal, como bem demonstra o exemplo dos reformadores escoceses. O legado deixado por esses homens - cujo lar eram as cavernas na montanha e cuja única mortalha era a neve, que com freqüência envolvia seus corpos quando morriam por Cristo - é uma dádiva mais preciosa do que todas as oferecidas por reis que ocuparam o trono de seus países ou por todos os nobres e burgueses que possuíam suas terras. Sim, eles eram realmente fanáticos, na opinião dos zombadores cépticos e perseguidores cruéis; e toda a lenha com a qual estes poderiam atear fogueiras não seria capaz de queimar o fanatismo desses homens de fé.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foram esses implacáveis fanáticos, de acordo com a estimativa do mundo, que encabeçaram a cruzada contra o anticristo, quando na época da Reforma desceu fogo do céu e acendeu em seus corações o amor pela verdade. Esses homens, através de sua inabalável determinação, motivados por fé viva, venceram em épocas de severas provações, durante as quais eles ergueram sua bandeira em nome de Cristo. Um lamurioso Melanchthon teria barganhado o evangelho em troca de paz. A resoluta coragem de um Lutero foi necessária para evitar esse sacrifício. Em todas as épocas, desde o início da igreja, quando a causa da verdade emergiu triunfante sobre o alarido e a poeira da controvérsia, a vitória foi conquistada por um grupo de fanáticos que se comprometeram solenemente na defesa dessa causa. Existe hoje a carência de homens que o mundo chame de 'fanáticos'. Homens que possuem pulso fraco e amor menos intenso pouco farão em benefício da causa da verdade e dos melhores interesses da humanidade. Eles negociarão até sua esperança quanto à vida por vir em troca da honra proveniente dos homens e da tranqüilidade resultante do comprometimento do evangelho. Há muitos homens assim em nossos dias, mesmo nas igrejas evangélicas e na linha de frente do evangelicalismo; homens que se gloriam de uma caridade indiscriminada em suas considerações, de um sentimento que rejeita o padrão que a verdade impõe; homens que aprenderam do mundo a zombar de toda a seriedade, a queixarem- se da escrupulosidade de consciência e a escarnecer de um cristianismo que se mantém através da comunhão com os céus! Esses têm os seus seguidores. Um amplo movimento emergiu afastado do cristianismo vital, de crenças fixas e de um viver santo. As igrejas estão sendo arrastadas nessa corrente. Aproxima-se rapidamente o tempo em que as únicas alternativas serão ou a fé viva ou o cepticismo declarado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma violenta maré se abate sobre nós nessa crise, e poucos mostram-se zelosos em resistir. Não podemos prever qual será o resultado nas igrejas, nas comunidades e nos indivíduos, tampouco somos capazes de tentar conjeturá-lo sem manifestar sentimentos de tristeza. Contudo, uma vitória segura é o destino da causa da verdade. E, até que chegue a hora de seu triunfo, aqueles que atrelaram seus interesses à carruagem do evangelho perceberão que fazem parte de um grupo que está diminuindo, enquanto avançam até àquele dia; seu sentimento de solidão se aprofundará, enquanto seus velhos amigos declinarão à negligência, a indiferença se converterá em zombaria, e as lamúrias se transformar ão em amarga inimizade. Eles levarão adiante a causa da verdade somente em meio aos escárnios dos incrédulos e às flechas dos perseguidores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas nenhum daqueles que amam a verdade - aqueles cujos olhos sempre descansaram na esperança do evangelho - deve acovardado fugir das provações. Perecer lutando pela causa da verdade significa ser exaltado no reino da glória. Ser massacrado até à morte, pelos movimentos de perseguição, significa abrir a porta da prisão, para que o espírito redimido passe da escravidão ao trono. Em sua mais triste hora, aquele que sofre por causa da verdade não deve recusar a alegria que os lampejos da mensagem profética trazem ao seu coração, quando brilham através das nuvens de provação. O seu Rei triunfará em sua causa na terra e seus amigos compartilharão da glória dEle. Todas as nações sujeitar-se-ão ao seu domínio. As velhas fortalezas de incredulidade serão aniquiladas até ao pó. A iniqüidade esconderá sua face envergonhada. A verdade, revelada dos céus, receberá aceitação universal e será gloriosa no resplendor de seu bendito triunfo aos olhos de todos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por&amp;nbsp;John Kennedy&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Via FaceBook - postado por Rosivaldo Oliveira Sales&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/142254692826592015-6820856297676868539?l=2timoteo316.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://2timoteo316.blogspot.com/feeds/6820856297676868539/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://2timoteo316.blogspot.com/2012/02/fanaticos-ou-defensores-da-verdade.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/142254692826592015/posts/default/6820856297676868539?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/142254692826592015/posts/default/6820856297676868539?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://2timoteo316.blogspot.com/2012/02/fanaticos-ou-defensores-da-verdade.html" title="Fanáticos ou Defensores da Verdade?" /><author><name>Filipe Luiz C. Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00410922817341052872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="22" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_A7xLtEmmEyw/Su8rRVISvYI/AAAAAAAAAMo/6B6gpa-f638/S220/foto+blog+pequena.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-j-Dq3e_sDjc/T0fAFec3_OI/AAAAAAAABUo/STK9QiTyra8/s72-c/soldiers.png" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;AkUDQn47eip7ImA9WhRaGUQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-142254692826592015.post-4763307493291452665</id><published>2012-02-23T03:56:00.001-08:00</published><updated>2012-02-23T03:57:53.002-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-02-23T03:57:53.002-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Vida Cristã" /><title>Em vez de clamar, odeie o pecado!</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-cH7L7FqFeww/T0YpP2-C-7I/AAAAAAAABUg/V_MpiBimQ98/s1600/go+away.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="132" src="http://3.bp.blogspot.com/-cH7L7FqFeww/T0YpP2-C-7I/AAAAAAAABUg/V_MpiBimQ98/s200/go+away.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Podemos, por decência, clamar contra o pecado, e não o odiarmos. Tenho ouvido muita gente clamar contra o pecado, até do púlpito, e, não obstante, o toleram bem nos seus corações, nas casas e nas suas vidas. A senhora de Potifar clamou em altas vozes, com a maior energia, como se fosse muito casta (Gn 39.15), e, apesar disso, fora ela quem provocara o pecado, e de boa vontade o cometera. Os clamores de algumas pessoas contra o pecado são como os de uma mãe contra o filho a quem repreende, mas que logo beija e acaricia".&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Diálogo entre Fiel e Loquaz em O peregrino.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/142254692826592015-4763307493291452665?l=2timoteo316.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://2timoteo316.blogspot.com/feeds/4763307493291452665/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://2timoteo316.blogspot.com/2012/02/em-vez-de-clamar-odeie-o-pecado.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/142254692826592015/posts/default/4763307493291452665?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/142254692826592015/posts/default/4763307493291452665?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://2timoteo316.blogspot.com/2012/02/em-vez-de-clamar-odeie-o-pecado.html" title="Em vez de clamar, odeie o pecado!" /><author><name>Filipe Luiz C. Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00410922817341052872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="22" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_A7xLtEmmEyw/Su8rRVISvYI/AAAAAAAAAMo/6B6gpa-f638/S220/foto+blog+pequena.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-cH7L7FqFeww/T0YpP2-C-7I/AAAAAAAABUg/V_MpiBimQ98/s72-c/go+away.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEMFRHs5eip7ImA9WhRaGUw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-142254692826592015.post-1438392779331916823</id><published>2012-02-22T04:06:00.000-08:00</published><updated>2012-02-22T04:06:55.522-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-02-22T04:06:55.522-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Vida Cristã" /><title>Inteligência não é fruto</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-WkKgqvRGUI4/T0TaLk5tmdI/AAAAAAAABUY/WOqvv9_l01w/s1600/teacher.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="149" src="http://2.bp.blogspot.com/-WkKgqvRGUI4/T0TaLk5tmdI/AAAAAAAABUY/WOqvv9_l01w/s200/teacher.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O povo Reformado parece gostar de errar nesse ponto. Quando Paulo descreve o corpo de Cristo, cujas partes ele inclui mãos, orelhas, e assim por diante, nós somos rápidos em marcar nosso território – nós somos o cérebro da igreja. Nós somos os únicos que estão tão certamente preocupados com a nossa teologia. As grandes mentes da igreja foram dos Reformados, e alguém pode certamente dizer que a maior delas, teologicamente ou além, que já pisou nessas terras da América do Norte, foi Jonathan Edwards.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não há dúvidas que o homem tinha um intelecto imponente. Deveríamos ter a sabedoria de sentar aos seus pés e aprender com ele. Edwards falando sobre volição é incontestavelmente um gênio. Sobre a Trindade, Edwards faz a sua cabeça girar. Edwards era uma mente titânica cujo brilho foi ofuscado apenas pelo seu ardente e apaixonado coração. Devemos abraçar a visão teológica de Edwards? É claro, certamente. Seria melhor ainda, contudo, se nós apenas pudéssemos apreciar a sua devoção de alma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É claro que nós não aumentamos o fervor das nossas emoções ofuscando a capacidade dos nossos cérebros. Nem, contudo, iremos nutrir o fruto do Espírito se a semente da Palavra é plantada apenas no solo rochoso dos nossos cérebros em vez do solo fértil dos nossos corações. Nós certamente devemos conhecê-lo para amá-lo. Nós certamente devemos estudá-lo para conhecê-lo. Mas ninguém estudou-O mais do que o diabo, e isso não fez dele nenhum pouco bom.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há algumas semanas, a Reformation Bible College abriu as suas portas pela primeira vez. A primeira turma eu ensinei um nome bastante pretensioso: Prolegômenos teológicos básicos. Esse título intelectualizado se traduz aproximadamente como “Introdução à Teologia Sistemática”. É o estudo que fazemos antes de começar nosso estudo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Historicamente, tal classe começaria, logicamente, com a doutrina da revelação, explorando como Deus se revela em Sua Palavra e na natureza. Consideraria questões do cânon e várias teorias da inspiração. Nós iremos, eventualmente, chegar a essas questões importantes. Em outro semestre, nós iremos voltar as nossas atenções para o que chamamos de “TEOlogia propriamente dita”, o atual estudo da natureza de Deus e seus tributos. Apesar do assunto da futura classe, nós começaremos a primeira turma com uma obra clássico, A Santidade de Deus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu medo, ao olhar para essa primeira turma, era que iriamos cair na armadilha que já capturou muitas pessoas reformadas. Eu temia que, mesmo com as verdades das gloriosas Escrituras, nós acabaríamos apenas agradando os ouvidos. Eu seria culpado de fazer cócegas nas orelhas, nas minhas aulas, se eu encorajasse os alunos a concluir, “Que pessoa inteligente eu sou” em vez de “Que evangelho glorioso que salvou um miserável como eu”. Eu queria, quando estudássemos juntos este livro, que nos olhássemos no espelho de Seu caráter e glória para que nunca percamos de vista o quão vis nós somos. Eu queria que nós entendêssemos algo do escopo da transcendência dEle caso sejamos tentados a concluir que nossos estudos nos levariam ao céu da mesma forma que a Torre de Babel. Eu temia pelos meus alunos precisamente porque eu me lembrei de como eu era quando era estudante. Que Diabo inteligente, esse que lutamos contra, que consegue transformar nosso estudo da boa teologia em um caso de orgulho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nós não seremos melhores até abraçarmos essa verdade óbvia: inteligência não é um dos frutos do Espírito. É claro que devemos amar a Deus com as nossas mentes. Mas devemos amar a Deus com as nossas mentes, não meramente entendê-lo. Quando o nosso conhecimento não pode atravessar a distância entre a nossa cabeça e o nosso coração, estamos sofrendo um vazio espiritual. Não nos tornaremos melhores até abraçarmos essa verdade óbvia: chegamos ao reino não como estudantes ou acadêmicos, mas como crianças.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nós não iremos, de fato, nos tornarmos melhores até aprendermos a pararmos de perseguir a respeitabilidade acadêmica e começarmos a buscar o Reino de Deus e a sua justiça. Devemos deixar para trás todas as preocupações terrenas. Devemos parar de buscar essas coisas que os gentios buscam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O amor, afinal, é um fruto do Espírito. Amor gera amor. Amor traz alegria. Amor concede paz. Paciência, benignidade, bondade, e domínio próprio: tudo isso brota como os belos cacho de uvas que os doze espiões israelitas viram na Terra Prometida. Nenhum desses, contudo, brota do solo árido da nossa curiosidade intelectual, muito menos da terra seca do nosso orgulho intelectual.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Edwards era um grande homem de Deus. Ele era assim, contudo, porque ele buscava ser um homem de Deus, ao invés de ser um grande homem. Seus descendentes serem senadores e governadores, professores e presidentes de universidades, não significava nada para ele. Que eles seguissem o filho do carpinteiro lá da Galileia –era o que ele esperava, orava e trabalhava por. Este é o fruto da piedade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por R.C. Sproul Jr. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://ministeriobbereia.blogspot.com/2012/02/inteligencia-nao-e-fruto.html"&gt;Ministério Beréia&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/142254692826592015-1438392779331916823?l=2timoteo316.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://2timoteo316.blogspot.com/feeds/1438392779331916823/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://2timoteo316.blogspot.com/2012/02/inteligencia-nao-e-fruto.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/142254692826592015/posts/default/1438392779331916823?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/142254692826592015/posts/default/1438392779331916823?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://2timoteo316.blogspot.com/2012/02/inteligencia-nao-e-fruto.html" title="Inteligência não é fruto" /><author><name>Filipe Luiz C. Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00410922817341052872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="22" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_A7xLtEmmEyw/Su8rRVISvYI/AAAAAAAAAMo/6B6gpa-f638/S220/foto+blog+pequena.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-WkKgqvRGUI4/T0TaLk5tmdI/AAAAAAAABUY/WOqvv9_l01w/s72-c/teacher.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CkcGQXoyfSp7ImA9WhRaGE4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-142254692826592015.post-4319397371651043718</id><published>2012-02-21T05:13:00.002-08:00</published><updated>2012-02-21T05:13:40.495-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-02-21T05:13:40.495-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Pregações" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Exposição em Efésios" /><title>Efésios 1.4 (parte 1) - Exposição em Efésios - Sermão pregado dia 19.02.2012</title><content type="html">&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-2Mb5gfyU9_E/T0EHOSv5byI/AAAAAAAABUI/ie5Edl5OPB0/s1600/caminho.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="195" src="http://3.bp.blogspot.com/-2Mb5gfyU9_E/T0EHOSv5byI/AAAAAAAABUI/ie5Edl5OPB0/s200/caminho.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Efésios 1.4 (parte 1) -&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Exposição em Efésios -&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Sermão pregado dia 19.02.2012&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"&lt;span style="color: red;"&gt;Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo&lt;/span&gt;" (Ef 1:4a).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Neste ponto, Paulo se põe a dar mais um argumento de peso para mais adiante (vs. 5-23) explicar quais são as implicações da salvação na vida dos crentes de Éfeso. O intento do apóstolo não parece ser de apenas explicar mais algumas questões, mas sim de embasar e firmar a fé daqueles crentes em Cristo Jesus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando falamos de eleição precisamos ter em mente que essa doutrina é de profunda necessidade para a Igreja de Cristo, pois é dela que emanam muitos entendimentos da Escritura. A Bíblia nos revela desde o seu início (Gn 1.1) que desde o princípio de todas as coisas, isto é, antes de criação alguma vir a lume, Deus já era e já existia em si mesmo, não necessitando de cousa alguma para sua subsistência - e é por isso que bem sabemos que todas as coisas na terra servem à glória do Senhor,&amp;nbsp;"&lt;span style="color: red;"&gt;E, depois destas coisas ouvi no céu como que uma grande voz de uma grande multidão, que dizia: Aleluia! Salvação, e glória, e honra, e poder pertencem ao Senhor nosso Deus&lt;/span&gt;&amp;nbsp;(Ap 19.1), afinal, tudo foi criado a partir d'Ele e para Ele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sendo Ele o criador de tudo o que existe, diferentemente do subordinado que presta contas aos seus superiores, o Altíssimo não se reporta a ninguém, nem deve explicações a outrem como se homem fosse. A revelação de Deus é muito clara ao nos ensinar que&amp;nbsp;"&lt;span style="color: red;"&gt;Porque diz a Escritura a Faraó: Para isto mesmo te levantei; para em ti mostrar o meu poder, e para que o meu nome seja anunciado em toda a terra. Logo, pois, compadece-se de quem quer, e endurece a quem quer&lt;/span&gt;" (Rm 9:17-18) - a&amp;nbsp;eleição é fruto da vontade de Deus e tão somente compete ao Senhor responder por seus atos.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para muitos crentes que se deparam com essa "nova" doutrina, a dificuldade de aceitá-la não reside na eleição em si, quer dizer, a barreira que encontram em seus corações não é quanto ao amor de Deus e à Sua benevolência em eleger certos homens para salvação, mas sim a consequência lógica desse pensamento, ou seja, a reprovação. Para esses, Deus não pode ao mesmo ter criado todas as criaturas e ter destinado somente algumas delas para a vida eterna. Pensam também que seria "injusto" se Deus escolhesse alguns e condenasse outros. Porém, não há homem que possa se esquivar das Sagradas Letras que nos ensinam que &amp;nbsp;se possuímos algo de bom em nós, é porque o recebemos de Cristo.&amp;nbsp;Precisamos ter em mente que eleição e reprovação são duas doutrinas que não podem ser desconexas (veremos adiante sobre a reprovação, mas por ora basta-nos a eleição), pois tal qual o mar está contido pelos limites da terra, assim também a reprovação de Deus está contida pelo número de Seus eleitos - quanto a isso, as Escrituras são fartas em referências:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- "&lt;span style="color: red;"&gt;E a vontade do Pai que me enviou é esta: Que nenhum de todos aqueles que me deu se perca, mas que o ressuscite no último dia&lt;/span&gt;" (Jo 6.39);&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-&amp;nbsp;"&lt;span style="color: red;"&gt;Mas vós não credes porque não sois das minhas ovelhas, como já vo-lo tenho dito&lt;/span&gt;" (Jo 10.26);&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-&amp;nbsp;"&lt;span style="color: red;"&gt;E os gentios, ouvindo isto, alegraram-se, e glorificavam a palavra do Senhor; e creram todos quantos estavam ordenados para a vida eterna&lt;/span&gt;" (At 13:48);&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-&amp;nbsp;"&lt;span style="color: red;"&gt;Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores&lt;/span&gt;" (Rm 5:8);&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- "&lt;span style="color: red;"&gt;Porque, não tendo eles ainda nascido, nem tendo feito bem ou mal (para que o propósito de Deus, segundo a eleição, ficasse firme, não por causa das obras, mas por aquele que chama), Foi-lhe dito a ela: O maior servirá o menor. Como está escrito: Amei a Jacó, e odiei a Esaú&lt;/span&gt;" (Rm 9:11-13);&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- "&lt;span style="color: red;"&gt;Porque diz a Escritura a Faraó: Para isto mesmo te levantei; para em ti mostrar o meu poder, e para que o meu nome seja anunciado em toda a terra. Logo, pois, compadece-se de quem quer, e endurece a quem quer&lt;/span&gt;" (Rm 9:17-18);&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-&amp;nbsp;"&lt;span style="color: red;"&gt;E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados&lt;/span&gt;" (Ef 2.1)...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em nenhum momento a Bíblia nos dá razão para acreditar que todos os homens do mundo inteiro serão salvos - isso seria crer na heresia chamada Universalismo. [&lt;span style="color: blue;"&gt;1&lt;/span&gt;] Contudo, ela também não nos deixa sem amparo e alento, pois ao contrário do que muitos têm pregado, a eleição não é uma forma de nos tornar orgulhosos e prepotentes, e sim justamente o contrário, a saber, uma guia para nossa humilde gratidão ao Senhor por compreender que apesar de acumularmos pecado sobre pecado e ira sobre ira em nossas cabeças, o Altíssimo - "&lt;span style="color: red;"&gt;segundo o beneplácito de sua vontade&lt;/span&gt;" (Ef 1.5) - nos escolheu para si, ainda que não houvesse qualquer mérito que nos diferenciasse do restante do mundo. Mas por que existe eleição?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Em primeiro lugar&lt;/b&gt;, a Palavra do Senhor revela-nos que todos morreram com o primeiro Adão, porém, somos feito novas criaturas em Jesus -&amp;nbsp;"&lt;span style="color: red;"&gt;Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo&lt;/span&gt;" (1Co 15.22). Isso implica em dizer que com a queda de Adão e Eva (Gn 3), todos os homens e mulheres foram afetados pela malignidade do pecado, ou seja, não há um ser vivente sequer que possa nascer destituído de pecado. Com isso desdobra-se o entendimento de que por natureza somos filhos da Ira de Deus, pois sendo Ele santo (Lv 20.7; 1Pe 1.16), não pode suportar qualquer que seja a vileza das criaturas -&amp;nbsp;"&lt;span style="color: red;"&gt;Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por estas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência&lt;/span&gt;" (Ef 5.6).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Em segundo lugar&lt;/b&gt;, se não existisse eleição, todos os homens seriam destinados à morte eterna e ao inferno, "&lt;span style="color: red;"&gt;Porque o salário do pecado é a morte&lt;/span&gt;" (Rm 6.23a). Contudo, Deus que é grande em misericórdia, nos estendeu sua mão graciosa e nos deu "&lt;span style="color: red;"&gt;o dom gratuito de Deus&amp;nbsp;&lt;/span&gt;[que]&amp;nbsp;&lt;span style="color: red;"&gt;é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor&lt;/span&gt;" (Rm 6.23b). Aqui, porém, não estamos a dizer que a Bíblia nos ensine uma mera possibilidade de salvação, uma expectativa de mudança de vida ou uma conjectura para se fazer nova criatura, e sim o oposto, a saber, que Ele "&lt;span style="color: red;"&gt;compadece-se de quem quer, e endurece a quem quer&lt;/span&gt;" (Rm 9.18), o que se traduz em dizer que quando alguém é chamado à vida com Cristo, não é devido à sua faculdade intelectual ou afeições do coração, mas tão somente porque o Senhor tomou-a para Si e lhe deu o dom da Vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Em terceiro lugar&lt;/b&gt;, a eleição não anula nossa responsabilidade diante do Senhor -&amp;nbsp;"&lt;span style="color: red;"&gt;E vos tenho enviado todos os meus servos, os profetas, madrugando, e insistindo, e dizendo: Convertei-vos, agora, cada um do seu mau caminho, e fazei boas as vossas ações, e não sigais a outros deuses para servi-los; e assim ficareis na terra que vos dei a vós e a vossos pais; porém não inclinastes o vosso ouvido, nem me obedecestes a mim&lt;/span&gt;" (Jr 35:15). Não somente o profeta Jeremias, mas também muitos outros (praticamente todos!) ofereceram a mensagem do Senhor ao povo descrente, contudo, embora constantemente eles lhes virassem a face e seguissem seus próprios desígnios e intentos do coração, os profetas permaneciam firmes: "&lt;span style="color: red;"&gt;Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao SENHOR, escolhei hoje a quem sirvais; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais;&amp;nbsp;&lt;i&gt;porém eu e a minha casa serviremos ao SENHOR&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;" (Js 24.15 - grifo meu). Isso nos ensina que apesar de toda revolta, ira e rebeldia contra os preceitos do Senhor, o Artífice da criação sempre teve o seu remanescente fiel e que "&lt;span style="color: red;"&gt;não se dobraram a Baal, e toda a boca que não o beijou&lt;/span&gt;" (1Rs 19.18). Ainda mais: a palavra do Senhor nos exorta constantemente a odiarmos o pecado e buscarmos a face do Senhor, nos ensinando que apesar dos crentes serem eleitos no e para o Senhor, eles precisam ainda mortificar sua carne -&amp;nbsp;"&lt;span style="color: red;"&gt;Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis&lt;/span&gt;" (Rm 8:13) -, não que o Senhor não seja a causa primária dessa força que passa a habitar em nós e que nos habilita a vencer as tentações (1Co 10.13), mas sim porque ainda somos responsáveis por combater o nosso pecado, "&lt;span style="color: red;"&gt;Se bem fizeres, não é certo que serás aceito? E se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo, mas sobre ele deves dominar&lt;/span&gt;" (Gn 4.7) - apesar de não devermos achar que por nós &amp;nbsp;mesmos conseguimos algum triunfo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então, quando Paulo escreve aos efésios, é necessário que notemos em que se baseia a eleição do Senhor, quer dizer, onde é que os crentes estão alicerçados para que possam suportar as tribulações e alcançar a coroa da vida (1Co 9.25); daí ele dizer agora e posteriormente: "&lt;span style="color: red;"&gt;nele&lt;/span&gt;".&amp;nbsp;"&lt;span style="color: red;"&gt;Nele temos a redenção por meio de seu sangue, o perdão dos pecados, de acordo com as riquezas da graça de Deus&lt;/span&gt;" (Ef 1.7).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-&amp;nbsp;"&lt;span style="color: red;"&gt;Ele os trará para a terra dos seus antepassados, e vocês tomarão posse dela. Ele fará com que vocês sejam mais prósperos e mais numerosos do que os seus antepassados&lt;/span&gt;" (Dt 30.5);&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-&amp;nbsp;"&lt;span style="color: red;"&gt;O justo nunca jamais será abalado, mas os perversos não habitarão a terra&lt;/span&gt;" (Pv 10.30);&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-&amp;nbsp;"&lt;span style="color: red;"&gt;Porque o rei confia no SENHOR, e pela misericórdia do Altíssimo nunca vacilará&lt;/span&gt;" (Sl 21.7);&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-&amp;nbsp;"&lt;span style="color: red;"&gt;Por isso diz o Soberano Senhor: "Eis que ponho em Sião uma pedra, uma pedra já experimentada, uma preciosa pedra angular para alicerce seguro; aquele que confia, jamais será abalado&lt;/span&gt;" (Is 28:16);&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-&amp;nbsp;"&lt;span style="color: red;"&gt;A respeito dele, disse Davi: ‘Eu sempre via o Senhor diante de mim. Porque ele está à minha direita, não serei abalado&lt;/span&gt;" (At 2.25);&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-&amp;nbsp;"&lt;span style="color: red;"&gt;pois é Deus quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dele&lt;/span&gt;" (Fp 2.13).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se todos os crentes foram eleitos "&lt;span style="color: red;"&gt;nele&lt;/span&gt;" antes da fundação do mundo, depreende-se de que não há nada que possa afastar um filho do Senhor de Suas mãos, pois assim lemos em Tg 1.17:&amp;nbsp;"&lt;span style="color: red;"&gt;Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, que não muda como sombras inconstantes&lt;/span&gt;". Se um dos atributos do Senhor é sua imutabilidade, e isso significa que todos os Seus intentos e objetivos para nós certamente serão concluídos e não falharão de modo algum, então não pode haver demônio algum (ou até mesmo o príncipe de todos eles!) ou coisa alguma que possa frustrar os planos do Senhor, conforme nos está revelado:&amp;nbsp;"&lt;span style="color: red;"&gt;Sei que podes fazer todas as coisas; nenhum dos teus planos pode ser frustrado&lt;/span&gt;" (Jó 42.2).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Crer na eleição não é crer num Deus desprovido de amor, rancoroso e que tem prazer na morte do ímpio - pois lemos justamente o contrário:&amp;nbsp;"&lt;span style="color: red;"&gt;Diga-lhes: ‘Juro pela minha vida, palavra do Soberano Senhor, que não tenho prazer na morte dos ímpios, antes tenho prazer em que eles se desviem dos seus caminhos e vivam. Voltem! Voltem-se dos seus maus caminhos! Por que iriam morrer, ó nação de Israel?&lt;/span&gt;" (Ez 33:11). Crer na eleição é crer num Deus dotado do mais grande amor para conosco, a ponto de mandar seu único filho para morrer por seus eleitos. Contudo, como já disse certo autor [&lt;span style="color: blue;"&gt;2&lt;/span&gt;], "eleição é uma doutrina difícil". É difícil, pois&amp;nbsp;desafia nosso senso de justiça própria e vai de encontro àquilo que muitas vezes pensamos sobre Deus, isto&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;é, que Seu atributo de amor seja maior que Sua retidão e verdade. É difícil porque nos desafia a tão somente aceitar o ensinamento bíblico, em vez de ficarmos conjecturando "mil teorias" e porquês de Deus assim fazer. É difícil porque muitas vezes - devido ao pecado que ainda reside em nós - somos tentados a não fazer determinadas coisas ao Senhor (buscar a santidade, evangelizar...), como se a eleição nos deixasse sem qualquer responsabilidade e vivêssemos num mero fatalismo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As palavras do apóstolo - "&lt;span style="color: red;"&gt;antes da fundação do mundo&lt;/span&gt;" - são também por demais importantes e salutares para nossas vidas, pois tal qual lemos em Hebreus 13.14 - "&lt;span style="color: red;"&gt;Porque não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a futura&lt;/span&gt;" -, compreendemos que antes de todas as coisas existirem, antes de qualquer partícula ser formada nessa terra, os crentes já haviam sido destinados para a vida eterna, não devendo sequer um deles olhar para trás (Lc 9.62), e sim tão somente seguir o caminho que lhes foi proposto, porque não há nada que aqui possa se aproveitar para a vida eterna, assim como não há nada mais desejoso e belo do que a Jerusalém celestial. Contudo, há uma heresia&amp;nbsp;[&lt;span style="color: blue;"&gt;3&lt;/span&gt;]&amp;nbsp;corrente no meio que se diz evangélico&amp;nbsp;que ensina que ora temos nosso nome escrito no livro da vida, ora já não temos; ora o Espírito Santo habita em nós, ora se retira; por vezes somos guiados em santidade, ao passo que as vezes somos abandonados; que frequentemente o Senhor nos guia por Sua mão, mas que as vezes nos deixa sozinhos e desamparados... Esse é um ensinamento por demais pernicioso e que invalida toda a palavra de Deus, pois não há quem possa ler a Bíblia e não encontrar abundantes referências quanto à eleição e soberania Eterna sobre todos os acontecimentos nesse mundo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"&lt;span style="color: red;"&gt;E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo&lt;/span&gt;" (Ap 20.15). A palavra do Senhor é muito séria ao dizer-nos que ou temos nosso nome escrito no livro da vida (dada à graciosa obra salvífica do Senhor em nós) ou estamos completamente perdidos e "&lt;span style="color: red;"&gt;destituídos&lt;/span&gt;...&amp;nbsp;&lt;span style="color: red;"&gt;da glória de Deus&lt;/span&gt;" (Rm 3.23). É um erro muito comum acharmos que "todos são filhos de Deus", como que denotando que o Senhor irá salvar a todos, ou que no mínimo ama a todos de igual maneira. É acertadamente que entendemos que foi o Senhor quem criou a ambos, porém isso não invalida Suas palavras inspiradas que dizem:&amp;nbsp;"&lt;span style="color: red;"&gt;Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos;&amp;nbsp;&lt;i&gt;e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;" (Ef 2.3 - grifo meu). Aqui, o apóstolo é clarividente em expor que enquanto o homem anda fazendo os desejos e pensamentos próprios da carne (quebrando assim o primeiro mandamento - Êx 20.3), ele está sob a ira de Deus, isto é, segundo ele mesmo já informou em Rm 8.28, apenas a vida do cristão é guiada segundo um propósito mais excelente e que visa a salvação de sua alma - já para os ímpios, nesta vida, nada lhes vai bem e coisa algum coopera para sua salvação; pois são indesculpáveis diante da grandiosa revelação do Senhor (Rm 1.20).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Portanto, precisamos pedir ao Senhor que neste dia (mais uma vez!) nos dê graça para examinar nossos corações, a fim de vermos se de fato estamos em Cristo, se realmente os frutos do Espírito (Gl 5.22) se manifestam em nós, se estamos vivendo uma vida de piedade baseada em nossas próprias forças ou se buscamos nos aperfeiçoar "&lt;span style="color: red;"&gt;nele&lt;/span&gt;". O ensinamento acerca da eleição deve nos levar a um profundo deter-se e avaliar se a graça do Senhor tem se manifestado durante nosso viver diário e se temos exalado o bom perfume de Cristo (2Co 2.15) àqueles que estão ao nosso redor.&amp;nbsp;O Senhor nos conclama a examinar se de fato estamos vivendo no Espírito (Gl 5.25) e se Ele realmente habita em nós (Rm 8.9).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que possamos ser cheios do Senhor e termos nossas paixões inflamadas pelo sincero desejo de O agradar, não porque somos dignos de mérito ou de coisa alguma, mas porque "&lt;span style="color: red;"&gt;nele&lt;/span&gt;", temos a redenção dos pecados e a certeza da vida eterna.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Amém.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Notas:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[&lt;span style="color: blue;"&gt;1&lt;/span&gt;] Para os universalistas, o amor de Deus é maior que Sua ira e justiça, e que portanto, Ele não poderia mandar ao inferno alguém que é criado à Sua imagem e semelhança. No entanto, pois mais que pareça "fazer sentido" essa argumentação, ela não consegue ser sustentada biblicamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[&lt;span style="color: blue;"&gt;2&lt;/span&gt;] Pink, A. W. - clique&amp;nbsp;&lt;a href="http://2timoteo316.blogspot.com/2011/08/eleicao-e-uma-doutrina-dificil.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[&lt;span style="color: blue;"&gt;3&lt;/span&gt;] Arminianismo - sistema de doutrina criado por Jacobus Arminius, onde ele pretendeu ensinar que o Senhor tão somente oferece a possibilidade de salvação para os homens, ficando a cabo de cada ser humano aceitar ou não ao Senhor. Porém, como aceitaremos se estamos mortos em nossos delitos e pecados (Ef 2.1)? Para Arminius, a salvação "vai e vem", isto é, depende do homem manter sua santidade e retidão diante do Senhor; e embora isso pareça ser coerente, pois certamente que temos nossa responsabilidade, contudo "&lt;span style="color: red;"&gt;Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade&lt;/span&gt;" (Fp 2.13), significando que apesar de &amp;nbsp;sermos responsáveis (e muito!) e condenados por nossas próprias faltas, a causa primeira de nossa filiação com o Senhor é fruto de Sua graciosa eleição, e não de nosso livre querer achegar-se a Ele.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/142254692826592015-4319397371651043718?l=2timoteo316.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://2timoteo316.blogspot.com/feeds/4319397371651043718/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://2timoteo316.blogspot.com/2012/02/efesios-14-parte-1-exposicao-em-efesios.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/142254692826592015/posts/default/4319397371651043718?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/142254692826592015/posts/default/4319397371651043718?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://2timoteo316.blogspot.com/2012/02/efesios-14-parte-1-exposicao-em-efesios.html" title="Efésios 1.4 (parte 1) - Exposição em Efésios - Sermão pregado dia 19.02.2012" /><author><name>Filipe Luiz C. Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00410922817341052872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="22" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_A7xLtEmmEyw/Su8rRVISvYI/AAAAAAAAAMo/6B6gpa-f638/S220/foto+blog+pequena.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-2Mb5gfyU9_E/T0EHOSv5byI/AAAAAAAABUI/ie5Edl5OPB0/s72-c/caminho.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEICR3oyfip7ImA9WhRaF0k.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-142254692826592015.post-2712842733939990689</id><published>2012-02-20T04:56:00.000-08:00</published><updated>2012-02-20T04:56:06.496-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-02-20T04:56:06.496-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="7.6 Cântico de Salmos (parte 7)" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Meus Escritos" /><title>Sétimo elemento constitutivo do culto público: Cântico de Salmos (parte 7 - Respondendo as Objeções) - Sermão pregado dia 19.02.2012</title><content type="html">&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-OEC1uFExhvs/Tzr-RIaXExI/AAAAAAAABTg/aTec1sZknaE/s1600/obje%C3%A7%C3%A3o.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-OEC1uFExhvs/Tzr-RIaXExI/AAAAAAAABTg/aTec1sZknaE/s200/obje%C3%A7%C3%A3o.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;b&gt;Sétimo elemento constitutivo do culto público:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;b&gt;Cântico de Salmos&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style="color: blue;"&gt;(&lt;u&gt;parte 7 - Respondendo as Objeções&lt;/u&gt;) -&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;b&gt;Sermão pregado dia 19.02.2012&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br class="Apple-interchange-newline" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Certamente que todos nós somos testemunhas vivas de como o Senhor tem sido bondoso para conosco, a ponto de transformar nossas mentes e corações e nos levar a uma melhor compreensão de Sua magnitude e de como o Seu culto deve ser conduzido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desejo hoje lhes expor algumas respostas às objeções comuns que são levantadas quanto à salmodia exclusiva e outras poucas quanto ao uso de instrumentos. Certamente que o tempo não nos proporciona elasticidade adequada para verificarmos todas as objeções e nuances que perpassam esses quesitos, mas penso que podemos fazer grande proveito em analisarmos e respondermos as principais delas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Quanto à Salmodia Exclusiva:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;1. A linguagem usada é difícil de entender.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"&lt;span style="color: red;"&gt;Porém tu exaltarás o meu poder, como o do boi selvagem. Serei ungido com óleo fresco&lt;/span&gt;" (Sl 92.10), "&lt;span style="color: red;"&gt;É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla das suas vestes&lt;/span&gt;" (Sl 133.2).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nenhum dos advogados da salmodia exclusiva alega que todos os Salmos sejam de igual compreensão ou ainda que não haja dificuldade em os cantarem, contudo todos defendem de que assim como existem partes de difícil compreensão na Lei, no Evangelho e nas Doutrinas, também nos Salmos residem pontos que exigem uma melhor explanação antes de serem cantados. Quer dizer, ninguém deixa de ler as epístolas de Paulo só porque não consegue entender determinada parte. Também é preciso notar que os Salmos foram escritos para um povo sem conhecimento das letras, isto é, iletrado, de origem quase que rural, com pouca instrução "acadêmica" (segundo nosso ponto de vista).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tal qual quando se prega sobre algum texto, assim também é necessário que por vezes o pastor explique qual o significado do Salmo que será cantado para que a congregação possa cantar em uníssono e com entendimento no coração (assim como deve receber a palavra pregada com entendimento).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;2. Jesus não está representado nos Salmos.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa é uma grande mentira proclamada pelos não adeptos da salmodia exclusiva - mas poderia ser verdade? A dúvida logo encerra-se com as próprias palavras de Cristo: "&lt;span style="color: red;"&gt;E disse-lhes: São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: Que convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na lei de Moisés, e nos profetas e nos Salmos&lt;/span&gt;" (Lc 24.44).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;James R. Hughes comenta:&amp;nbsp;"A única parte da acusação que está correta é quanto à semântica, pois o nome 'Jesus' de fato não aparece nos Salmos. [Contudo] A pessoa e obra de Jesus aparecem através dos Salmos... Traição (Sl 41.9 [Jo 13.18]), Agonia no Jardim (Sl 22.2 [Hb 5.7]), Julgamento (Sl 35.11 [Mt 26.59, 60]), Rejeição (Sl 22.6 [Mt 27.21-23; Lc 23.18-23]), Crucificação (Sl 22, 69), Sepultamento e Ressurreição (Sl 16.8-11 [At 2.25-31],&amp;nbsp;Ascensão&amp;nbsp;e Retorno (Sl 47.5 [At 1.11; 1Ts 4.16]; 24.7-10 [Ap 5.6-14])... Jesus [também] aparece nos Salmos em forma dos nomes: 'Senhor' (Sl 2.4; 110.1), 'Ungido' (Sl 2.2), 'Rei' (Sl 2.6; 24.8; 98.6) e 'Salvador' (Sl 25.2; 42.5). [&lt;span style="color: blue;"&gt;1&lt;/span&gt;]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;3. A Trindade não está explícita nos Salmos&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É lamentável que muitos ainda precisem achar "versículos prova" para tudo, isto é, tais pessoas são como caçadoras de versículos isolados; para estas, se não houver um versículo específico e que descreva literalmente o que devemos fazer, então toda a argumentação será infundada. Contudo, tais homens não percebem que muitas doutrinas bíblicas não estão apoiadas em "versículos prova", tais como o batismo infantil, o participar da ceia pelas mulheres, o cantar da congregação pelas mulheres...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"O saltério [nome dado ao conjunto de Salmos] foi o hinário de louvor usado por Jesus e seus apóstolos - isso, portanto, deve provar a forma de se louvar com respeito à Trindade e que Deus requer e se agrada... [no Antigo Testamento] 'O Espírito Santo trabalha de forma anônima no plano de fundo, não falando ou trazendo glória para si mesmo, mas testificando de Cristo, o Filho'... Jesus, na oração ensinada aos seus discípulos (Mt 6.9-13), nos deu um exemplo de como devemos nos aproximar em adoração com respeito à Trindade. Nessa oração Ele não falou em orar ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Nós também nunca O encontraremos tratando em oração ao Espírito Santo, embora ensine para nós que o dirigir a oração em nome de Jesus seja válido (Mt 14.33; Mc 9.24; Jo 9.38; At 2.21; 7.59; 22.16; 1Co 1.2). Onde Deus deseja ser reconhecido explicitamente como uma Trindade, Ele o faz de maneira clara através dos ensinamentos e exemplos de Jesus Cristo e dos Apóstolos - i.e., na formulação do batismo (Mt 28.19) e nos tempos de bênção (2Co 13.14). Afirmar que usar apenas os Salmos impede a adoração, é acusar Deus de não saber como Ele deseja ser tratado e adorado nas canções de louvor. [&lt;span style="color: blue;"&gt;2&lt;/span&gt;]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;4. Nos Salmos não há menção aos atributos de Deus.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez essa seja uma das afirmações mais inverídicas que alguém possa levantar, pois os Salmos estão recheados de dizeres que magnificam e engrandecem o nome do Senhor. Eles falam sobre a "auto existência (Sl 33.11; 115.3), onipotência (Sl 115.3; 145.3; 146.6), onipresença (Sl 139.7-10), onisciência (Sl 1.6; 94.9; 119.168; 139.1-4), sabedoria (Sl 19; 104), soberania (Sl 2; 47; 50; 95; 98), poder criador (19; 33; 136; 104; 146), providência (Sl Sl 22.28; 104.14 [específico]; 104 [em geral]), bondade (Sl 36.6, 9; 104.21; 145.9, 15, 16), amor (Sl 6.4; 103.8), ódio pelo pecado (Sl 5.4; 11.5), justiça (Sl 1.7; 7.9; 119.137), julgamento e punição do ímpio (Sl 1.4, 5; 7.11; 9.16; 11.6; 59.13; 98.9)... [&lt;span style="color: blue;"&gt;3&lt;/span&gt;]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;5. Os Salmos não são adequados à musicalidade do século XXI.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não desejando ser ríspido ou com aparência rude, mas a Bíblia não se importa com a musicalidade de hoje, dos tempos passados ou ainda dos anos que virão. As Escrituras nos ensinam firmemente que "&lt;span style="color: red;"&gt;Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação&lt;/span&gt;" (Tg 1.17), isto é, as Escrituras - por advirem do Eterno - têm caráter imutável, atemporal e não condicionado, sejam por novas "modas musicais" ou por homens vis e perversos que não tenham prazer em cantar as Escrituras. Em nenhum momento a Bíblia nos dá a liberdade para moldarmos Sua palavra de acordo com o tempo em que vivemos - essa foi a crítica de Jesus aos fariseus ao dizer:&amp;nbsp;"&lt;span style="color: red;"&gt;E assim invalidastes, pela vossa tradição, o mandamento de Deus&lt;/span&gt;" (Mt 15.6; Mc 7.9). Gostemos ou não do "estilo dos salmos" (isto é,&amp;nbsp;&lt;i&gt;a cappella&lt;/i&gt;), o mandamento do Senhor não deixará de existir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;6. Os Salmos contêm uma linguagem de ódio e guerra contra os inimigos.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"&lt;span style="color: red;"&gt;Ele faz cessar as guerras até ao fim da terra; quebra o arco e corta a lança; queima os carros no fogo&lt;/span&gt;" (Sl 46.9), "&lt;span style="color: red;"&gt;E por tua misericórdia desarraiga os meus inimigos, e destrói a todos os que angustiam a minha alma; pois sou teu servo&lt;/span&gt;" (Sl 143.12).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É verdade que muita da literatura salmódica é expressa em forma de guerra e batalhas reais; e isso não deveria nos espantar, pois muitos dos Salmos foram escritos justamente em tempos de aflição e de batalhas físicas, aonde o reino de Israel ia à peleja contra seus inimigos e rogava ao Senhor que os protegesse e desse vitória. Porém, essa também não é uma objeção válida, pois se anteriormente o inimigo era "físico", isto é, os povos alheios ao pacto do Senhor eram sinônimos de inimigo - nações cuja ira do Senhor não era branda -, agora nos tempos do Novo Testamento somos informados de que&amp;nbsp;"&lt;span style="color: red;"&gt;não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais&lt;/span&gt;" (Ef 6.12). Logicamente que o apóstolo Paulo não está a nos instruir de que não existiam mais inimigos físicos a serem combatidos, e sim de que já não vivemos mais naqueles tempos de Israel, onde agora devemos amar o próximo e todo aquele que não faz parte de nossa "etnia cristã". Também lembramos que embora não tenhamos mais guerras físicas, ainda temos uma guerra a ser travada constantemente contra o pecado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;7. Se fazemos nossas orações, por que não podemos fazer canções?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É preciso entender que cada área da Escritura tem um "campo de atuação". O que quero dizer com isso é que não podemos usar sempre o mesmo argumento para diferentes situações. Conforme já explanado em outro lugar (clique&amp;nbsp;&lt;a href="http://2timoteo316.blogspot.com/2011/10/diferenciando-o-culto-publico-do-culto.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;&amp;nbsp;para ler), vemos o seguinte exemplo dessa distinção: enquanto para ser ministro do Senhor se faz necessário não ser neófito (novo na fé), para a carreira civil isso não é requerido (ainda que possa ser aconselhável - caso seja um crente que venha a assumir o posto); enquanto o governo eclesiástico é formado por crentes em Cristo Jesus, o governo civil muitas vezes é praticado por homens não tementes a Deus; o governo eclesiástico pode e deve aplicar a disciplina àqueles membros que não se sujeitam à sã doutrina, mas o governo civil não tem parte nesse assunto, pois essa disciplina compete à igreja do Senhor; o fato do governo eclesiástico não ter autorização para eliminar o malfeitor da sociedade, não significa que o governo civil também não tenha essa autorização e incentivo para que erradique o malfeitor da sociedade.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Bíblia não nos legou um livro de orações - ainda que nos tenha dado modelos de várias orações de seus servos -, porém nos deixou registrado o livro de canções (o hinário) da Igreja primitiva. Muitos homens têm argumentado que tanto as orações como as canções são constituídas de palavras, sendo assim (segundo eles) o uso de hinos não inspirados é permitido no culto público ao Senhor. Contudo, "orações e canções são similares do mesmo modo que elefantes e camundongos o são (isto é, eles são cinzas, eles têm quatro patas, eles têm uma cauda, eles são mamíferos, etc), embora sejam tipos diferentes de animais... Paulo diz que a mulher não deve ensinar num ambiente de adoração (1Co 14.33-35; 1Tm 2.11-12). Se pregar, cantar e orar são nada mais que modos diferentes de 'palavra' na adoração - conforme alguns dizem -, então à mulher não deve ser permitida o orar ou cantar [isto é, se deve ficar calada, não há exceção, ainda que seja para orar consigo mesma - segundo essa lógica]. Muitos daqueles que concordam com os princípios Presbiterianos e Reformados sustentam a visão de que às mulheres não é permitido pregar, mas eu não conheço um só que não as permita cantar os Salmos". [&lt;span style="color: blue;"&gt;4&lt;/span&gt;]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;8. A Bíblia contém outras canções além dos Salmos.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Toda a Escritura é inspirada por Deus (2Tm 3.16). Contudo, algumas porções foram dadas através de extraordinária revelação em vez de serem escritas por homens 'impelidos pelo Espírito Santo' (2Pe 2.21; Hb 1.1) [o autor não está a dizer que essas partes não foram inspiradas, apenas que foram "fora do padrão", isto é, de modo extraordinário, acontecido em casos isolados...]. Nós não temos meios de determinar quais partes das Escrituras devem ser cantadas. Seriam somente as seções poéticas, ou apenas as poéticas das quais gostamos? Por exemplo, deveríamos cantar as palavras de Balaão? Ele não foi um verdadeiro profeta de Deus, mas as palavras que ele falou foram inspiradas por Deus (Nm 23.12). O critério para se selecionar quais porções da Bíblia podem ser cantadas no louvor é fruto da mera subjetividade. Isso é contrário ao princípio primordial que estamos considerando - que Deus regula a sua própria adoração.... Em Sua providência superintendente, Deus preparou os Profetas e Apóstolos para entregar e montar Suas palavras escritas. Quando o Saltério estava sendo montado, nem os cânticos de Moisés no Êxodo, nem a canção de Miriã (se é que ela escreveu alguma), nem a canção de Débora ou Habacuque foram inclusas. Embora sejam partes partes da Escritura, essas canções não foram inclusas durante o desenvolvimento do hinário que foi usado na adoração do Templo e provavelmente [também] na Sinagoga. Era Deus quem por fim iria determinar quais canções estariam inclusas no Saltério, e não os judeus piedosos... Sob a economia do Novo Testamento, nós somos explicitamente e claramente ensinados pelos Apóstolos e Profetas neotestamentários a cantar as canções encontradas no Saltério (Ef 5.19; Cl 3.16; Tg 5.13) e nos é dado o exemplo de Jesus cantando-os (Mt 26.30). Nós não somos ensinados a cantar a canção de Moisés registrada em Deuteronômio 32 ou a de Habacuque (capítulo 3)". [&lt;span style="color: blue;"&gt;5&lt;/span&gt;]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Quanto ao Uso de Instrumentos:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;1. Os instrumentos fazem parte das "coisas indiferentes".&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Muitos têm argumentado que os instrumentos dizem respeito às adiaforias [&lt;span style="color: blue;"&gt;6&lt;/span&gt;] (do grego,&amp;nbsp;&lt;i&gt;adiaphora&amp;nbsp;&lt;/i&gt;- coisas indiferentes), como que sugerindo que assim como a Bíblia deixa "livre" o usar banco ou cadeira, púlpito de madeira ou acrílico, tapetes marrons ou cinzas - pois essas coisas são indiferentes, isto é, variam conforme a localidade e gosto -, também temos a liberdade de usar ou não instrumentos, pois seria uma simples questão de conveniência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Devemos lembrar que para algo ser indiferente no Novo Testamento, ele também deve assim o ser no Antigo. Quer dizer, o Antigo Testamento não prescreve sobre a necessidade de se usar casacos em dia de frio, ou ainda sobre a necessidade de manter-se alimentado, pois essas coisas são comuns a todos os seres humanos. Contudo, conforme já vimos anteriormente, o Senhor prescreveu o uso de instrumentos no Seu Santo Templo, nos indicando que essa não uma questão adiafórica, isto é, assim com não era lícito aos levitas tocarem algo não ordenado pelo Senhor, e visto que o Novo Testamento é silencioso quanto ao uso dos instrumentos (mas não quanto à mudança dos elementos - de visíveis para espirituais, das sombras para a realidade), compreendemos que os Instrumentos estavam ligados à revelação e ordem dada pelo Senhor - e não como sendo parte de algo indiferente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;2. Os instrumentos servem apenas para acompanhar o cantar.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Quando ensinamos sobre a proibição de se usar instrumentos, ainda que falemos que eles muitas vezes servem quase que como para intermediar o povo com o Senhor (como se servissem para essa "ajuda" de fazer o louvor "subir"), a argumentação primordial não é de que eles possam distrair, atrapalhar ou ajudar o cântico. A ordem para não se usá-los é baseada nas prescrições dadas pelo Senhor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
"&lt;span style="color: red;"&gt;Então no mês sétimo, aos dez do mês, farás passar a trombeta do jubileu; no dia da expiação fareis passar a trombeta por toda a vossa terra&lt;/span&gt;" (Lv 25.9). A ordem do Senhor foi clara: "&lt;span style="color: red;"&gt;farás passar&amp;nbsp;&lt;i&gt;a trombeta&lt;/i&gt;&amp;nbsp;do jubileu&lt;/span&gt;" (grifo meu). A Escritura nos diz que o instrumento a ser tocado era a trombeta, isto é, não era dada a possibilidade se tocar outro ou ainda inventar-se uma nova maneira de "fazem barulho". A Bíblia não nos informa, mas seria muito provável que se o portador da trombeta em vez de tocá-la resolvesse gritar bem alto, seria eliminado pelo Senhor [&lt;span style="color: blue;"&gt;7&lt;/span&gt;] - mas por quê? Porque foi o Senhor quem proclamou e instituiu o tocar da trombeta (assim como durante os sacrifícios no templo). Ele ordenando, devemos tão somente obedecê-Lo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;3. Talvez a igreja primitiva tenha usado instrumentos.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Talvez a igreja primitiva tenha usado instrumentos. Talvez Moisés tenha comido um ensopado de peixe. Talvez Balaão tenha tido mais de uma mula. Talvez o apóstolo Paulo tenha ajudado a construir um barco... São muitos os "talvez" que poderiam surgir das Escrituras, e é justamente por isso que não somos autorizados a nos pautar pela mera possibilidade, pois se assim fosse, que autoridade a Bíblia teria se pudéssemos ficar nos guiando por aquilo que achamos que supostamente tenha acontecido? Certamente que se aprouve ao Senhor inspirar toda Escritura (2Tm 3.16), é somente do que nela está contido que devemos nos deixar ensinar. A curiosidade é para os irresponsáveis e desejosos de sobrepujaram a palavra do Senhor; não nos pautamos por conjecturas, mas pela palavra do Senhor -&amp;nbsp;"&lt;span style="color: red;"&gt;À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, é porque não há luz neles&lt;/span&gt;" (Is 8.20).&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Notas:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[&lt;span style="color: blue;"&gt;1&lt;/span&gt;]&amp;nbsp;HUGHES, James R. - In Spirit and Truth: Worship as God Requires (Understanding and Applying he Regulative Principle of Worship), pág. 64 - tradução livre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[&lt;span style="color: blue;"&gt;2&lt;/span&gt;] Ibid, pág. 65 - tradução livre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[&lt;span style="color: blue;"&gt;3&lt;/span&gt;] Ibid, pág 66 - tradução livre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[&lt;span style="color: blue;"&gt;4&lt;/span&gt;] Ibid, pág 74 - tradução livre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[&lt;span style="color: blue;"&gt;5&lt;/span&gt;] Ibid, pág 77 - tradução livre.&lt;br /&gt;
[&lt;span style="color: blue;"&gt;6&lt;/span&gt;]&amp;nbsp;Para mais, veja o artigo escrito por Ian Murray - clique&amp;nbsp;&lt;a href="http://ospuritanos.blogspot.com/search/label/Adiaforia%20%28parte%201%29"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
[&lt;span style="color: blue;"&gt;7&lt;/span&gt;] Exemplo dado pelo irmão e Rev. Ademir Moreira - em conversa via e-mail.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/142254692826592015-2712842733939990689?l=2timoteo316.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://2timoteo316.blogspot.com/feeds/2712842733939990689/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://2timoteo316.blogspot.com/2012/02/setimo-elemento-constitutivo-do-culto_20.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/142254692826592015/posts/default/2712842733939990689?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/142254692826592015/posts/default/2712842733939990689?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://2timoteo316.blogspot.com/2012/02/setimo-elemento-constitutivo-do-culto_20.html" title="Sétimo elemento constitutivo do culto público: Cântico de Salmos (parte 7 - Respondendo as Objeções) - Sermão pregado dia 19.02.2012" /><author><name>Filipe Luiz C. Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00410922817341052872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="22" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_A7xLtEmmEyw/Su8rRVISvYI/AAAAAAAAAMo/6B6gpa-f638/S220/foto+blog+pequena.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-OEC1uFExhvs/Tzr-RIaXExI/AAAAAAAABTg/aTec1sZknaE/s72-c/obje%C3%A7%C3%A3o.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;C0YCSXc-eSp7ImA9WhRaFkg.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-142254692826592015.post-8874535017995274387</id><published>2012-02-19T03:32:00.000-08:00</published><updated>2012-02-19T03:32:48.951-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-02-19T03:32:48.951-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Vida Cristã" /><title>A Piedade e a Igreja</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-XLLyWRvoV8M/T0DdmC_LV4I/AAAAAAAABUA/y_AA8oT5n1E/s1600/HarborRefugeDE.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="138" src="http://1.bp.blogspot.com/-XLLyWRvoV8M/T0DdmC_LV4I/AAAAAAAABUA/y_AA8oT5n1E/s200/HarborRefugeDE.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A pietas de Calvino não subsistia à parte das Escrituras ou da igreja. Pelo contrário, era fundamentada na Palavra e nutri­da na igreja. Embora tenha rompido com o absolutismo da Igreja de Roma, Calvino tinha um elevado ponto de vista sobre a igreja. "Se não preferimos a igreja a todos os outros objetos de nosso in­teresse, somos indignos de ser contados como membros da igreja", ele escreveu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agostinho dissera: "Aquele que se recusa a ter a igreja como sua mãe não pode ter a Deus como seu Pai”. Calvino acrescentou: "Não há outra maneira de entrarmos na vida, se esta mãe não nos conce­ber em seu ventre, der-nos à luz, alimentar-nos em seu seio e, por último, não nos manter sob os seus cuidados e orientação, até que, despidos desta carne mortal, nos tornemos como os anjos". À parte da igreja, há pouca esperança de perdão dos pecados ou salvação, Calvino escreveu. Sempre é desastroso deixar a igreja.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Calvino ensinava que os crentes estão enxertados em Cristo e sua igreja, pois o crescimento espiritual ocorre na igreja. A igreja é a mãe, educadora e nutridora de todo crente, visto que o Espírito Santo age na igreja. Os crentes cultivam a piedade por meio do Espí­rito Santo mediante o ministério de ensino da igreja, progredindo da infância espiritual à adolescência e à maturidade em Cristo. Eles não se graduam na igreja enquanto não morrem. Essa educação vitalícia é oferecida numa atmosfera de piedade genuína, uma at­mosfera na qual os crentes cuidam uns dos outros em submissão à liderança de Cristo. Essa educação encoraja o desenvolvimento dos dons e do amor uns dos outros, uma vez que somos "constrangidos a receber dos outros".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O crescimento na piedade é impossível sem a igreja, porque a piedade é fomentada pela comunhão dos santos. Na igreja, os cren­tes "se unem uns aos outros na distribuição mútua dos dons". Cada membro tem o seu próprio lugar e dons para serem usados no corpo. Idealmente, todo o corpo usa esses dons em simetria e propor­ção, sempre reformando e desenvolvendo em direção à perfeição.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;A PIEDADE DA PALAVRA&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Palavra de Deus é central ao desenvolvimento da piedade no crente. A piedade genuína é uma "piedade da Palavra". O modelo relacional de Calvino explica como.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A verdadeira religião é um diálogo entre Deus e o homem. A parte do diálogo que Deus inicia é a revelação. Nisso, Deus vem ao nosso encontro, fala conosco e se nos torna conhecido na pre­gação da Palavra. A outra parte do diálogo é a resposta do homem à revelação de Deus. Essa resposta, que inclui confiança, adoração e temor reverente, é o que Calvino chama de pietas. A pregação da Palavra nos salva e nos preserva, enquanto o Espírito nos capaci­ta a apropriar-nos do sangue de Cristo e responder-Lhe com amor reverente. Por meio da pregação de homens dotados de poder pelo Espírito Santo, "a renovação dos santos se realiza, e o corpo de Cris­to é edificado", disse Calvino.8&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A pregação da Palavra é o nosso alimento espiritual e o remédio para nossa saúde espiritual. Com a bênção do Espírito, os pastores são médicos espirituais que aplicam a Palavra à nossa alma, assim como os médicos terrenos aplicam remédio ao nosso corpo. Com a Palavra, esses médicos espirituais diagnosticam, prescrevem re­médios e curam doenças espirituais naqueles que estão contami­nados pelo pecado e pela morte. A Palavra pregada é um instru­mento para curar, limpar e tornar frutífera nossa alma propensa a enfermidades.9 O Espírito, ou "o ministro interior", desenvolve a piedade usando o "ministro exterior" na pregação da Palavra. Con­forme disse Calvino, o ministro exterior "proclama a palavra falada, e esta é recebida pelos ouvidos", mas o ministro interior "comunica verdadeiramente a coisa proclamada... que é Cristo".10&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para desenvolver a piedade, o Espírito usa não somente o evan­gelho para produzir fé no profundo da alma dos seus eleitos, como já vimos, mas também a lei. A lei promove a piedade de três maneiras:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;1. A lei restringe o pecado e promove a justiça na igreja e na socie­dade, impedindo que ambas cheguem ao caos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2. A lei disciplina, educa, convence e nos move de nós mesmos para Jesus Cristo, o fim e o cumpridor da lei. A lei não pode nos levar a um conhecimento salvifico de Deus em Cristo. Pelo contrário, o Espírito Santo usa a lei como um espelho para nos mostrar nossa culpa, nos privar da esperança e trazer-nos ao arrependimento. Ela nos conduz à necessidade espiritual que gera a fé em Cristo. Esse uso convencedor da lei é essencial à pie­dade do crente, pois impede a manifestação da justiça própria, que é inclinada a se reafirmar até no mais piedoso dos santos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;3. A lei se torna a norma de vida para o crente. "Qual é a norma de vida que Deus nos outorgou?" Calvino pergunta no catecismo de Genebra. E responde: "A sua lei". Posteriormente, Calvino disse que a lei "mostra o alvo que devemos ter em vista, o objetivo que devemos perseguir; e que cada um de nós, de acordo com a medida de graça recebida, pode se esforçar para estruturar sua vida em harmonia com a mais elevada retidão e, por meio de es­tudo constante, avançar cada vez mais, ininterruptamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Calvino escreveu a respeito do terceiro uso da lei na primeira edição de suas Institutas: "Os crentes... se beneficiam da lei porque dela aprendem mais completamente, cada dia, qual é a vontade do Senhor... Isto é como se um servo, já preparado com total disposi­ção de coração para se recomendar ao seu senhor, tivesse de des­cobrir e considerar os caminhos de seu senhor, para se conformar e se acomodar a estes. Além disso, embora sejam impulsionados pelo Espírito e mostrem-se dispostos a obedecer a Deus, os crentes ainda são fracos na carne e prefeririam servir ao pecado e não a Deus. Para a nossa carne, a lei é como uma chicotada em uma mula ociosa e obstinada, uma chicotada que a faz animar-se, levantar-se e dispor-se ao trabalho".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na última edição das Institutas (1559), Calvino é mais enfático a respeito de como os crentes se beneficiam da lei. Primeiramente, ele diz: "Este é o melhor instrumento para os crentes aprenderem mais completamente, a cada dia, a natureza da vontade do Senhor, a qual eles aspiram, e para confirmá-Los no entendimento dessa vontade". Em segundo, a lei faz o servo de Deus, "por meio de me­ditação freqüente, ser despertado à obediência, ser fortalecido na lei e restaurado de um caminho de transgressão". Calvino conclui que os santos devem prosseguir desta maneira, "pois o que seria menos amável do que a lei, com importunações e ameaças, atribular as almas com temor e as afligir com pavor?"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ponto de vista que considera a lei primariamente como um guia que estimula o crente a apegar-se a Deus e a obedecer-Lhe ilustra outra instância em que Calvino difere de Lutero. Para Lute­ro, a lei é primariamente negativa. Está ligada ao pecado, à morte e ao diabo. O interesse predominante de Lutero é o segundo uso da lei, o uso convencedor ― mesmo quando ele considerava o pa­pel da lei na santificação. Por contraste, Calvino entendia a lei como uma expressão positiva da vontade de Deus. Como disse John Hesselink: "O ponto de vista de Calvino podia ser chamado de deuteronômico, porque ele entendia que o amor e a lei não são contrários, e sim correlatos". Para Calvino, o crente segue a von­tade de Deus, não motivado por obediência obrigatória, e sim por obediência agradecida. Sob a tutela do Espírito, a lei produz grati­dão no crente; e esta conduz à obediência amorosa e à aversão ao pecado. Em outras palavras, para Lutero o propósito primordial da lei era ajudar o crente a reconhecer e confrontar o pecado. Para Calvino, o propósito primário da lei era levar o crente a servir a Deus motivado por amor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Extraído do livro Vencendo o Mundo, Joel Beeke, Editora FIEL, pgs. 53-57&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Disponibilizado por Rosivaldo Oliveira Sales - via FaceBook&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/142254692826592015-8874535017995274387?l=2timoteo316.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://2timoteo316.blogspot.com/feeds/8874535017995274387/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://2timoteo316.blogspot.com/2012/02/piedade-e-igreja.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/142254692826592015/posts/default/8874535017995274387?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/142254692826592015/posts/default/8874535017995274387?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://2timoteo316.blogspot.com/2012/02/piedade-e-igreja.html" title="A Piedade e a Igreja" /><author><name>Filipe Luiz C. Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00410922817341052872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="22" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_A7xLtEmmEyw/Su8rRVISvYI/AAAAAAAAAMo/6B6gpa-f638/S220/foto+blog+pequena.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-XLLyWRvoV8M/T0DdmC_LV4I/AAAAAAAABUA/y_AA8oT5n1E/s72-c/HarborRefugeDE.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;DEEMQnw-fyp7ImA9WhRaFEQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-142254692826592015.post-4891752621187176431</id><published>2012-02-17T08:38:00.000-08:00</published><updated>2012-02-17T08:38:03.257-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-02-17T08:38:03.257-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Vida Cristã" /><title>O Caráter Puritano</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-OQmaIjdCYQQ/Tz6CSW_qBEI/AAAAAAAABT4/hN9REQOyEAw/s1600/PuritanGallery.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/-OQmaIjdCYQQ/Tz6CSW_qBEI/AAAAAAAABT4/hN9REQOyEAw/s200/PuritanGallery.jpg" width="115" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por causa da propensão ao mal presente na natureza humana, os puritanos estavam bem cientes do engodamento do pecado. John Owen enxergou três estágios no engano do pecado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(1) - Primeiro, a perspectiva se perde na vileza do pecado e na maravilha da graça de Deus. A tendência do pecado é sempre diminuir a seriedade do pecado. A verdade bíblica perde sua empunhadura na imaginação e é reduzida a simples conteúdo cognitivo. À medida que as sensibilidades espirituais são entorpecidas, o cristão perde aquele "prazer santo" que já foi motivo primeiro em sua vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(2) - Em segundo lugar, quando as inclinações não estão firmemente direcionadas às coisas de Deus, a atração do pecado faz sua aparição na imaginação. À medida que o pecado é contemplado sem o correspondente senso de desgosto, ele capta a imaginação e a torna positivamente desejável. A imaginação "rola" o prazer do pecado, "tal qual o rolar da comida, feito pela língua, para agradar o paladar".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(3) - Em terceiro lugar, a vontade anui au que parece ser bom à mente e cria racionalizações pra justificar o pecado que está sendo contemplado. As emoções são alteradas e inflamadas pelas representações vívidas do prazer do pecado, enquanto as convicções da consciência são aliciadas. Se essa "corrente de engano" não for quebrada, ela conduzirá a atitudes e ações pecaminosas. "Mas tarde, após o pecado residente ter criado um padrão de hábito, o ciclo pode ocorrer tão rapidamente que não haverá mais quaisquer consciência dos "estágios", do "conferenciar e do seduzir". Em lugar disso, o comportamento acontecerá rapidamente e com pouca advertência". Nesse sentido, Thomas Brooks adverte contra o engano do pecado quando ele aparece por intermédio das cores da virtude. Em sua descrição acerca do efeito produzido pelo desmascarar do pecado, a eloqüência de Brooks condiz com a importância do evento e capta a o intensidade que é a marca registrada do puritanismo:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Ah, almas! Quando te deitares sobre o leito de morte, e compareceres diante do tribunal, o pecado será desmascarado, suas veste serão retiradas, aí ele terá a aparência de mais vil, imundo, e terrível que o próprio inferno; dessa forma, aquilo que outrora aparentava ser doce agora parecerá tremendamente amargo, e aquilo que aparentava ser mais prazeroso parecerá tão desprezível, tão assustador à alma. Ah! a vergonha, a dor, o fel, o amargor, o horror, o inferno que a realidade do pecado, quando despido, despertará nas pobres almas! O pecado certamente se demonstrará mau e amargo para a alma, quando suas veste forem arrancadas... até temos pecado, Satanás é um parasita: quando pecamos, ele se torna um tirano"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Brooks também adverte que dar preferência a um pecado menor impele o diabo a nos tentar a cometermos um pecado maior. "O pecado possui natureza usurpadora; ele rasteja, deslizando pelos degraus da alma, passo a passo". Com isso, Owen concordou, apresentando o pecado como uma força existente dentro do coração humano:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Primeiro ele cobiça, mexendo e movimentando invenções imoderadas na mente; deseja, por meio dos apetites e dos interesses, propondo-os à vontade. Mas não pára por aí, pois não pode parar; ele insta, pressiona e persegue seus propósitos com determinação, força e vigor, luta, contende e guerreia para obter seu fim e propósito"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dessa forma grande parte do aconselhamento puritano concentrava-se no problema do pecado por causa da sua extensão penetrante, seu caráter enganador e sua natureza pervertida. Reconhecendo o engano residente em cada coração, os conselheiros puritanos sabiam que aquilo que as pessoas menos queriam ouvir era o que elas mais precisavam ouvir. Por conseguinte, a solução que os pastores puritanos ofereceram aos dilemas criados pelo domínio do pecado foi o princípio da mortificação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mortificação significa matar as obras do corpo (Rm 8.13). Mortificar significa tirar toda a força, o vigor e o poder do pecado, de modo que ele não possa agir por conta própria ou se impor na vida do crente. Isto inclui não apenas o fruto do pecado nos padrões de conduta exterior, mas também a raiz do pecado nas motivações e desejos interiores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em seu desenvolvimento do conceito de mortificação, Owen explica primeiro o que o conceito não é, antes de descrever o que ele é. Mortificação não significa eliminar o pecado a tal ponto nesta vida que esse deixa de se constituir problema. Embora, esse seja o alvo da santificação, ele não pode ser alcançado na vida presente por causa da presença do pecado que em nós habita (Rm 7.14-25). Em segundo lugar, mortificação não significa alcançar um grau de civilidade ou conformidade à moralidade exterior, pois tal "pode parecer para o próprio homem e para os outros que são bastante mortificados, quando, quem sabe, seus corações sejam um fosso permanente de todo tipo de abominações" Em terceiro lugar, a mortificação não significa substituir um pecado por outro, pois todo pecado é digno de morte. Por fim, vitórias ocasionais sobre o pecado não constituem mortificação do princípio do pecado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O delinear de Owen daquilo que está presente na mortificação foi muito bem resumido por Fergson:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Ao contrário, a mortificação envolve o enfraquecimento habitual do pecado, e o constante lutar contra ele, com certa medida de sucesso. A batalha precisa ser perpétua, pois cada manifestação do pecado contém as sementes do domínio ímpio do pecado, e inclina-se sempre para o mesmo fim. Existe uma crucificação universal necessária da carne por meio da qual o peado é enfraquecido"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O segredo do caráter puritano pode ser encontrado na atitude para com a vida cristã na constante batalha espiritual contra o pecado. Isso difere bastante da quantidade de seminários a respeito de batalha espiritual que estão sendo oferecidos hoje, em que o cristão aprendem a lutar contra forças demoníacas ao seu redor. Os puritanos não lutavam contra demônios, mas contra si mesmos, por conseguinte adquiriam certa maestria sobre si mesmos, produzindo piedade e vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Autor: não informado&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.mayflower.com.br/2010/04/o-carater-puritano.html"&gt;MayFlower&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/142254692826592015-4891752621187176431?l=2timoteo316.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://2timoteo316.blogspot.com/feeds/4891752621187176431/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://2timoteo316.blogspot.com/2012/02/o-carater-puritano.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/142254692826592015/posts/default/4891752621187176431?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/142254692826592015/posts/default/4891752621187176431?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://2timoteo316.blogspot.com/2012/02/o-carater-puritano.html" title="O Caráter Puritano" /><author><name>Filipe Luiz C. Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00410922817341052872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="22" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_A7xLtEmmEyw/Su8rRVISvYI/AAAAAAAAAMo/6B6gpa-f638/S220/foto+blog+pequena.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-OQmaIjdCYQQ/Tz6CSW_qBEI/AAAAAAAABT4/hN9REQOyEAw/s72-c/PuritanGallery.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;C08EQH84eyp7ImA9WhRaE04.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-142254692826592015.post-1019138829393329210</id><published>2012-02-15T10:50:00.000-08:00</published><updated>2012-02-15T10:50:01.133-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-02-15T10:50:01.133-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Vida Cristã" /><title>“Dicas de Como Conversar Com Seus Filhos Sobre o Sermão”</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-vd9_VVgtIHI/Tzv-OUtcPTI/AAAAAAAABTo/21knfR3C2FY/s1600/mother+children.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-vd9_VVgtIHI/Tzv-OUtcPTI/AAAAAAAABTo/21knfR3C2FY/s200/mother+children.jpg" width="148" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eles sentam perto de você e os seus pés nem sequer alcançam o chão. Então você pensa: “Acaso alguma coisa desse sermão está conseguindo entrar na cabeça do meu filho?” E com esse breve pensamento você já demonstra ter decidido não envolver o seu filho com o conteúdo do sermão. Mas isso não tem que ser assim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deixe-me apresentar-lhe a regra mais importante ao conversar com seus filhos sobre o sermão: &lt;b&gt;Eles retêm mais do que você imagina&lt;/b&gt;. A segunda regra mais importante é a seguinte: &lt;b&gt;Eles entendem mais do que você imagina&lt;/b&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Considerando essas duas verdades escrevo este breve guia sobre como conversar com seus filhos sobre o sermão. Eu escrevo tanto como pregador quanto como pai de quatro meninos com idades inferiores a 8 anos. Ao falar com meus filhos sobre Jesus eu já errei algumas vezes e já acertei em outras. Espero que as dicas que você encontrará abaixo possam ajudá-la como ajudaram a mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O âmago do Evangelho é o fato de Jesus apresentar-nos ao seu amoroso Pai. No culto, nós fazemos uma apresentação semelhante, apresentamos nossos filhos a Jesus. Por isso, não perca essa oportunidade!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;8 dicas de como falar com seus filhos sobre o Sermão&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;1. Lembre-se da estrutura&lt;/b&gt;. Não importa se você toma notas do sermão ou não. Lembre-se da essência do que está sendo ensinado. Se o seu pastor prega por 40 minutos, então tente fazer uma nota mental do que já foi dito até a metade do sermão. Não desanime se você não conseguir lembrar de todos os pontos. Tente lembrar o maior número possível dos pontos mais importantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;2. Entenda a idéia central&lt;/b&gt;. Cada passagem e cada sermão – não importa o que seu pastor disser – tem um ponto principal. Agarre-o quando você o vir passar e não o deixe escapar – e por cautela preciso dizer que todo pregador tem um dia ruim. Às vezes, a estrutura do sermão parece uma obra de arte abstrata. Se for assim, faça o melhor que puder, mas não deixe o pregador chegar ao fim do sermão sem que você tenha o ponto central em sua cabeça.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;3. Como Jesus é o herói?&lt;/b&gt; Agora que você tem a estrutura e achou o ponto central, certifique-se de que você também achou a Jesus no sermão. Como Jesus foi o herói do sermão? Crianças são incorrigivelmente egocêntricas – assim como alguns adultos. Certifique-se de que você tem uma tonelada de coisas a dizer sobre Jesus, não importa o quanto a passagem ou o pregador falou sobre Ele. Sem a devida ênfase em Jesus os seus “pequenos santos” vão crescer pensando que a Bíblia é toda sobre eles mesmos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;4. Envolva os seus filhos com perguntas em aberto&lt;/b&gt;. Você já conhece a estrutura, &amp;nbsp;já sabe como chegar ao ponto central e também já sabe que precisa falar muitas coisas sobre Jesus, agora envolva seus filhos com todo tipo de perguntas que você puder imaginar, exceto aquelas que possam ser respondidas com um simples “sim” ou “não”. Aqui estão alguns exemplos:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Perguntas sobre a história&lt;/b&gt;: “O que você pensaria se fosse um soldado israelita e visse Golias, o gigante, caminhando até o pequeno Davi?”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Perguntas sobre emoções&lt;/b&gt;: “Se você fosse cego, como se sentiria se Jesus colocasse as mãos sobre os seus olhos e os curasse de tal forma que você passasse a enxergar?”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Perguntas orientadas&lt;/b&gt;: “O jovem rico estava errado por pensar que poderia merecer o favor de Deus. Por que é tolice pensar que podemos merecer o favor de Deus se fizermos coisas boas?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Perguntas sobre atitudes&lt;/b&gt;: “O que você teria feito se Jesus tivesse transformado um furacão em brisa fresca bem na sua frente?”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Perguntas de aplicação&lt;/b&gt;: “Se Jesus perdoou você, você não acha que pode perdoar Joãozinho quando ele arremessar um caminhão de brinquedo na sua cabeça?”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Use sua imaginação: Você é quem melhor conhece os seus filhos. Crie algumas perguntas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;5. Certifique-se de que o evangelho está claro&lt;/b&gt;. Jesus morreu pelos pecadores. Isso é muito simples mas pode se tornar muito complexo. Não importa a passagem, não se atreva a ensinar moralismo aos seus filhos. Diga-lhes que Jesus fez todo o necessário para que eles saibam que Deus está muito feliz com eles. Quando você disser-lhes para fazerem algo, sentirem algo ou pensarem algo, mostre a eles como essas coisas devem ser motivadas pelo Amor de Deus e não pelo medo, culpa ou orgulho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;6. Seja a primeira a orar e confessar&lt;/b&gt;. Ensinar seus filhos sobre o sermão significa tanto fazê-los ver que você também aprende com o sermão, quanto conversar com eles sobre isso. Se o pregador está ajudando a sua congregação a diagnosticar algum pecado, mostre a seus filhos como isso afetou você. Você poderia dizer: “Você sabe, às vezes mamãe luta contra a ira e é então que eu percebo o quanto eu realmente preciso de Jesus.” E quando chegar o momento de orar, faça-os orar depois de você e mostre para eles, através do exemplo, como um cristão deve falar com Deus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;7. Entre no mundo deles&lt;/b&gt;. Seus filhos guiarão você pelo mundo deles. Vá com eles. Você vai descobrir muitas coisas sobre como eles pensam. E você ainda pode simplesmente aproveitar o inesperado passeio para além do lugar comum.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;8. Lembre-se das duas primeiras regras&lt;/b&gt;. Depois de tudo isso, pode ser que você tenha a sensação que tudo isso foi um completo desperdício de tempo. É nesse ponto que você deve lembrar as primeiras duas regras:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eles retêm mais do que você imagina.&amp;nbsp;Eles entendem mais do que você imagina.&amp;nbsp;E eu prometo uma coisa a você, eles irão se lembrar desses momentos com você. Eles podem se esquecer de muitas coisas, mas não esquecerão das tardes de domingo com o papai e a mamãe falando sobre Jesus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Texto por&amp;nbsp;Pr. Joel Holland&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.mulherespiedosas.com.br/conversar-sobre-o-sermao/#more-49"&gt;Mulheres Piedosas&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/142254692826592015-1019138829393329210?l=2timoteo316.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://2timoteo316.blogspot.com/feeds/1019138829393329210/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://2timoteo316.blogspot.com/2012/02/dicas-de-como-conversar-com-seus-filhos.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/142254692826592015/posts/default/1019138829393329210?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/142254692826592015/posts/default/1019138829393329210?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://2timoteo316.blogspot.com/2012/02/dicas-de-como-conversar-com-seus-filhos.html" title="“Dicas de Como Conversar Com Seus Filhos Sobre o Sermão”" /><author><name>Filipe Luiz C. Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00410922817341052872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="22" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_A7xLtEmmEyw/Su8rRVISvYI/AAAAAAAAAMo/6B6gpa-f638/S220/foto+blog+pequena.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-vd9_VVgtIHI/Tzv-OUtcPTI/AAAAAAAABTo/21knfR3C2FY/s72-c/mother+children.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0ECRXgycSp7ImA9WhRaE04.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-142254692826592015.post-6125439768065406790</id><published>2012-02-14T04:09:00.003-08:00</published><updated>2012-02-15T11:54:24.699-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-02-15T11:54:24.699-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Pregações" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Exposição em Efésios" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Meus Escritos" /><title>Efésios 1.3 - Exposição em Efésios - Sermão pregado dia 12.02.2012</title><content type="html">&lt;div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-qXfsx29TvVI/TzwNYkqv_pI/AAAAAAAABTw/-JtP_Lwt-nA/s1600/metamorfose33za.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="163" src="http://1.bp.blogspot.com/-qXfsx29TvVI/TzwNYkqv_pI/AAAAAAAABTw/-JtP_Lwt-nA/s200/metamorfose33za.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Efésios 1.3 -&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Exposição em Efésios -&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Sermão pregado dia 12.02.2012&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"&lt;span style="color: red;"&gt;Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo&lt;/span&gt;" (Ef 1.3).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Temos visto como o apóstolo Paulo se importava com os irmãos e fieis em Cristo Jesus. Essa é uma característica importante do verdadeiro cristão, pois uma vez transformado pelo Espírito Santo, já não vive para si mesmo, como que ainda buscando satisfazer as concupiscências da carne (1Jo 2.16; Tg 1.14), mas passa agora a trilhar um caminho melhor, isto é, um caminho mais excelente (1Co 12.31), "...&amp;nbsp;&lt;span style="color: red;"&gt;uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus&lt;/span&gt;" (Fp 3:13-14).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A vida do fiel em Cristo Jesus não deve ser voltada para si mesmo. Também não deve ser um amor meramente altruísta, como que sempre querendo agradar os outros. O andar do crente precisa ser pautado pelo amor em Cristo Jesus, pois uma vez fixado nessa aliança, todos os seus afazeres serão voltados não mais para si, nem mesmo - somente - para os outros, mas para Deus. Isto é, ainda que humanamente possa vir a chatear os seus, no entanto sua consciência lhe traz paz e sossego, pois está vivendo em busca de agradar ao Senhor, pois "&lt;span style="color: red;"&gt;Mais importa obedecer a Deus do que aos homens&lt;/span&gt;" (At 5:29).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em nosso texto de hoje, após Paulo ter recomendado a graça e a paz do Senhor Jesus Cristo (1.2), agora passa a louvar ao Senhor pelo bem que havia executado na vida daqueles irmãos em Éfeso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"&lt;span style="color: red;"&gt;Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo&lt;/span&gt;" (1.3a). Essas palavras dever-nos-iam ser muito profundas, pois notemos que o apóstolo não se põe a louvar qualquer outro homem nesse mundo, nem tampouco engrandece alguma outra divindade, mas tão somente bendiz o Senhor, o artífice da criação, como que sendo desejoso de mostrar aos irmãos o quão agradecido ele era pela obra salvífica operada no seu meio, de modo que não poderia louvar a ninguém mais, exceto o Deus e Pai de nosso Mestre. De forma muito semelhante também lemos do salmista:&amp;nbsp;"&lt;span style="color: red;"&gt;Cantai ao SENHOR, bendizei o seu nome; anunciai a sua salvação de dia em dia&lt;/span&gt;" (Sl 96.2).&amp;nbsp;Tanto o apóstolo como o salmista, reconhecem que a causa primária de todas as coisas existentes vem do Senhor Deus. Não foi à toa que os antigos tiveram como um dos versículos mais belos e majestosos acerca da soberania de Deus o primeiro verso bíblico: "&lt;span style="color: red;"&gt;No princípio&lt;/span&gt;...&amp;nbsp;&lt;span style="color: red;"&gt;Deus&lt;/span&gt;" (Gn 1.1).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As Escrituras estão recheadas da soberania de Deus e de dizeres que demonstram que o único que deve ser bendito (isto é, aclamado, adorado, reverenciado, merecedor de toda glória...) é o Criador dos céus e da terra. Assim também expressou o apóstolo João quando registrava as palavras vindas do Senhor:&amp;nbsp;"&lt;span style="color: red;"&gt;Eu sou o Alfa e o Omega, o princípio e o fim&lt;/span&gt;" (Ap 1.8; 1.11; 21.6; 22.13).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bendizer ao Senhor é mais do que uma atitude de mero agradecimento e estima pelo que Ele fez por nós. Bendizer ao Senhor é tê-lo como mais precioso do que tudo que temos e possuímos. Ao bendizer o nome do Altíssimo nós nos rebaixamos e dizemos que toda honra e glória pertencem ao Seu nome (Ap 21.26); nos humilhamos e exaltamos os Seus feitos -&amp;nbsp;"&lt;span style="color: red;"&gt;Ele faz coisas grandes e inescrutáveis, e maravilhas sem número&lt;/span&gt;" (Jó 5.9; 9.10; 37.5; Sl 126.3) -, dizemos que uma vez mortos, toda glória de nossa salvação pertence a Ele (Ef 2.1) e que tudo quanto respira deve louvar o Seu nome (Sl 150.6).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Paulo também nos faz reconhecer que Jesus Cristo, tendo descido em forma humana e corpórea à Terra, estava intimamente ligado ao Pai, no qual também era participante e juntos eram o único Deus. O apóstolo expõe aos Efésios que Jesus Cristo tomou a forma de servo (também em Fp 2.7), encomendando-os que quanto à distinção das pessoas da trindade, era subordinado ao Pai, ao passo que também era Deus com Ele. Jesus Cristo é um em substância com o Pai, mas no tocante às pessoas da trindade, foi gerado pelo Pai (mas não é uma mera criatura); contudo não deixa de ser Deus.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa distinção acima nos é importante, pois uma vez que o próprio Cristo é também Deus, vemos de que modo gracioso veio ao mundo e se fez servidor (servo) dos homens (tudo visando a glória de Deus), nos ensinando a preciosa lição de que não nos importa o quão grande seja nossa posição, o amor ao Senhor deve prevalecer em todos os nossos feitos. Ainda, também nos ensinou que mesmo que possamos fazer tudo o que a Lei requer e tenhamos amado ao Senhor conforme o que Ele nos recomenda, nenhum orgulho deve perpassar em nossos corações -&amp;nbsp;"&lt;span style="color: red;"&gt;Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos somente o que devíamos fazer&lt;/span&gt;" (Lc 17.10). O servo inútil não é aquele que para nada serve, e sim é aquele que cumpriu bem o seu papel, contudo, não fez mais do que a sua obrigação, devendo portanto ser humilde e reconhecer que tudo o que recebeu veio do Senhor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"&lt;span style="color: red;"&gt;o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais&lt;/span&gt;" (1.3b). Aqui, o apóstolo é incisivo em sua colocação, isto é, não apenas bendiz e louva ao Senhor pelo que Ele havia feito em meio ao Seu povo, mas também lhes escreve dizendo que os feitos do Senhor são acompanhados de bênçãos para todos os que O temem. Mas notemos que a apóstolo descreve um tipo de bênção específica: a espiritual.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A bênção espiritual não provém de um entendimento místico de alguma "força" não conhecida. O sentido de "espiritual" dado por Paulo é aquele que advém de nossa filiação com Cristo, ou seja, termos as bênçãos espirituais é sinônimo de sermos participantes dos benefícios que decorrem dessa adoção por amor - "&lt;span style="color: red;"&gt;Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios&lt;/span&gt;" (Sl 103.2 - já preguei sobre isso, clique&amp;nbsp;&lt;a href="http://2timoteo316.blogspot.com/2011/03/bendize-o-minha-alma-ao-senhor.html"&gt;aqui&amp;nbsp;&lt;/a&gt;para ler). Também importa-nos notar que a bênção espiritual nem sempre relaciona-se com àquilo que pensamos ser bênção do Senhor, isto é, por muitas vezes a dor e o desespero momentâneo tomam conta de nosso ser e pensamos que o Senhor não está nos abençoado, ou ainda que esqueceu-se nós; porém, o fato é até mesmo em meio à todas as dificuldades, as "&lt;span style="color: red;"&gt;bênçãos espirituais&lt;/span&gt;" estão presentes, pois "&lt;span style="color: red;"&gt;sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito&lt;/span&gt;" (Rm 8.28).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse é um entendimento que nunca deve nos escapar à compreensão, pois é chave para entendermos o fim de nosso versículo, isto é, que somos abençoados "&lt;span style="color: red;"&gt;nos lugares celestiais em Cristo&lt;/span&gt;".&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"&lt;span style="color: red;"&gt;Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar&lt;/span&gt;" (Jo 14.2). Cristo nos ensina que nos céus, na habitação do Eterno, há fartura de suprimento para nossas vidas, pois descreve aquele lugar como sendo um local próprio para a morada do homem. Notemos que Ele não a descreve como que sendo uma pousada ou resort temporário, mas uma "morada", um local onde o homem pode ser sustentando, onde existem meios de subsistência, onde há leis firmemente estabelecidas, onde não impera a bagunça nem a desordem.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim também parece ser o intento de Paulo ao dizer-nos que nossas bênçãos estão nos lugares celestiais, como que desejando comunicar aos crentes que o ápice da vida cristã não está nessa terra (ainda que aqui desfrutemos de Sua presença), mas sim nos céus, nas moradas preparadas por Cristo e onde estaremos "&lt;span style="color: red;"&gt;em Cristo&lt;/span&gt;". Também notamos que a palavra "&lt;span style="color: red;"&gt;celestiais&lt;/span&gt;" quer transmitir-nos as insondáveis riquezas e bênçãos que estão em Cristo. Ora, uma vez que habitamos em um mundo vil e corrompido e que carregamos a &amp;nbsp;semente do pecado, nada mais prudente do que o Senhor nos legar um ensinamento concernente à coisas espirituais, no intento de nos educar para que não nos apoiemos em nossas próprias faculdades, mas que confiemos no inescrutável e sábio propósito de Cristo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O evangelho segundo João registra as seguintes palavras: "&lt;span style="color: red;"&gt;Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará; porque a este o Pai, Deus, o selou&lt;/span&gt;" (Jo 6.27). E também: "&lt;span style="color: red;"&gt;E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho&lt;/span&gt;" (Jo 14.13). Tiago complementa esse pensamento ao escrever: "&lt;span style="color: red;"&gt;Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites&lt;/span&gt;" (Tg 4.3). Qual é então a forma correta de entendermos as bênçãos do Senhor?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Em primeiro lugar&lt;/b&gt;, as bênçãos de Cristo Jesus decorrem de nossa filiação a Ele. "&lt;span style="color: red;"&gt;Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai&lt;/span&gt;" (Rm 8.15). O apóstolo Paulo escreve aos romanos dizendo que já não deveriam viver no espírito da escravidão, mas sim em amor, pois houveram por ser adotados pelo Senhor e com isso receberam "&lt;span style="color: red;"&gt;o Espírito de adoção de filhos&lt;/span&gt;". Daí também o apóstolo nos ensinar que a adoção pelo Senhor não é fruto de nossa conquista, mas uma graça sem fim da parte de Deus Pai, cuja única exclamação que deve sair de nossos lábios é "&lt;span style="color: red;"&gt;Aba, Pai&lt;/span&gt;" - nosso pai querido que mui nos estima e que com grande amor nos resgatou para Si quando ainda estávamos mortos em nossos delitos e pecados (Ef 2.1); naquele tempo em que ainda éramos filhos da Ira (Ef 5.6; Cl 3.6); quando andávamos como que como ovelhas desgarradas (1Pe 2.25), mas que foram salvas e colocadas a salvo no devido aprisco (Jo 10.16).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Em segundo lugar&lt;/b&gt;, &amp;nbsp;as bênçãos do Senhor são um desdobramento de nossa busca por Ele. "&lt;span style="color: red;"&gt;Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas&lt;/span&gt;" (Mt 6.33). O evangelho de Mateus registra essas belas e preciosas palavras que nos ensinam a ter uma ordem específica em nossas vidas, quer dizer, se desejamos que "todas as coisas nos sejam acrescentadas" - aquilo que é necessário para nossa subsistência -, é mister que iniciamos a labuta buscando "&lt;span style="color: red;"&gt;primeiro o reino de Deus, e a sua justiça&lt;/span&gt;". Será inútil todo esforço para alcançar os provimentos e sustento para essa vida se não nos pautarmos pelas Escrituras Sagradas. O próprio Senhor anteriormente havia dito, "&lt;span style="color: red;"&gt;Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos?&lt;/span&gt;" (Mt 6:31), nos ensinando que a prioridade de nossas vidas deve ser de conhecer e obedecer ao Senhor - "&lt;span style="color: red;"&gt;Porque eu quero a misericórdia, e não o sacrifício; e o conhecimento de Deus, mais do que os holocaustos&lt;/span&gt;" (Os 6.6) -, pois é dessa forma que somos abençoados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Em terceiro lugar&lt;/b&gt;, a bênção é subsequente ao firme posicionamento de seguir somente ao Senhor. "&lt;span style="color: red;"&gt;Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando; porque o que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento, e lançada de uma para outra parte. Não pense tal homem que receberá do Senhor alguma coisa&lt;/span&gt;" (Tg 1:6-7). Ao escrever sobre a importância de pedir sabedoria ao Senhor, Tiago nos ensina que precisamos ser centrados em nosso chamado ao Senhor Jesus - "&lt;span style="color: red;"&gt;E Jesus lhe disse: Ninguém, que lança mão do arado e olha para trás, é apto para o reino de Deus&lt;/span&gt;" (Lc 9.62). A triste história da mulher de Ló (Gn 19.26) nos alerta sobre o perigo de caminharmos para fora da destruição, mas ainda mantermos um coração amante pela antiga cidade pecaminosa. Assim também o profeta alertou o povo: "&lt;span style="color: red;"&gt;Então Elias se chegou a todo o povo, e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o SENHOR é Deus, segui-o, e se Baal, segui-o. Porém o povo nada lhe respondeu&lt;/span&gt;" (1 Rs 18:21 - Mt 6.24).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Em último lugar&lt;/b&gt;, a bênção do Senhor não é sempre conforme o que imaginamos. "&lt;span style="color: red;"&gt;Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?&lt;/span&gt;" (Jr 17.9). A palavra do Senhor constantemente nos alerta sobre o perigo que corremos ao confiarmos em nossas próprias vontades, como que imaginando que elas sejam a vontade do Senhor. Muitos homens e mulheres são enganados por seus pensamentos e vãs imaginações, porque se põem a crer que os intentos do seu coração são os mesmos da palavra de Deus. "&lt;span style="color: red;"&gt;Sucedia, pois, que, decorrido o turno de dias de seus banquetes, enviava Jó, e os santificava, e se levantava de madrugada, e oferecia holocaustos segundo o número de todos eles; porque dizia Jó: Talvez pecaram meus filhos, e amaldiçoaram a Deus no seu coração. Assim fazia Jó continuamente&lt;/span&gt;" (Jó 1.5). Jó era um homem justo e íntegro (Jó 1.8), um exemplo para todos, pois até mesmo suplicava pelos pecados que seus filhos poderiam ter cometido. Contudo, até mesmo esse homem não conseguiu compreender - durante certo tempo - o quanto Deus o estava abençoando. Nós sabemos da história e de como o Senhor moldou o seu coração, porém, custou-lhe muitas lágrimas e feridas essa transformação. Assim como a massa deve ser modelada e apertada na forma do Artífice, assim também os filhos de Deus são muitas vezes refinados pelo fogo e isso lhe custa um certo tormento momentâneo, contudo, "&lt;span style="color: red;"&gt;agora importa, sendo necessário, que estejais por um pouco contristados com várias tentações, Para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo; Ao qual, não o havendo visto, amais; no qual, não o vendo agora, mas crendo, vos alegrais com gozo inefável e glorioso; Alcançando o fim da vossa fé, a salvação das vossas almas&lt;/span&gt;" (1Pe 1:6-9).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nosso Senhor nos ensina: "&lt;span style="color: red;"&gt;Portanto, se a tua mão ou o teu pé te escandalizar, corta-o, e atira-o para longe de ti; melhor te é entrar na vida coxo, ou aleijado, do que, tendo duas mãos ou dois pés, seres lançado no fogo eterno&lt;/span&gt;" (Mt 18.8; Mc 9.43). A bênção do Senhor muitas vezes vem acompanhada de um duro e intenso sacrifício por seu amor. Jesus Cristo nos exorta a cortar, decepar, arrancar, estrangular, extirpar... todo intento, pensamento, vontade, desejo, prática... que seja contrária à Sua palavra. Infelizmente muitos têm sido tragados pelo Pântano da Desconfiança (na alegoria de John Bunyan em O Peregrino), pois em vez de buscarem o reto caminho e confiarem que o Senhor os susterá em meio ao vale da sombra da morte, se colocam a confiar em suas próprias paixões e creem que por si mesmos estão aptos a pelejar contra o inimigo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Certamente que na passagem de hoje o Senhor intenta nos transmitir sobre a grandiosa obra que Ele vem operando em nossas vidas. Primeiro porque é d'Ele que provém todo o nosso sustento e, por conseguinte, que somos constantemente abençoados pelo próprio doador da Vida, isto é, é Ele mesmo que opera "&lt;span style="color: red;"&gt;tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade&lt;/span&gt;" (Fp 2.13). E se assim é, nada mais nos resta, exceto "[sair]&amp;nbsp;&lt;span style="color: red;"&gt;pois, a ele fora do arraial, levando o seu vitupério. Porque não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a futura&lt;/span&gt;" (Hb 13:13-14) e clamar: "&lt;span style="color: red;"&gt;Sustenta-me conforme a tua palavra, para que viva, e não me deixes envergonhado da minha esperança. Sustenta-me, e serei salvo, e de contínuo terei respeito aos teus estatutos&lt;/span&gt;" (Sl 119.116-117).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Amém.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/142254692826592015-6125439768065406790?l=2timoteo316.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://2timoteo316.blogspot.com/feeds/6125439768065406790/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://2timoteo316.blogspot.com/2012/02/efesios-13-exposicao-em-efesios-sermao.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/142254692826592015/posts/default/6125439768065406790?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/142254692826592015/posts/default/6125439768065406790?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://2timoteo316.blogspot.com/2012/02/efesios-13-exposicao-em-efesios-sermao.html" title="Efésios 1.3 - Exposição em Efésios - Sermão pregado dia 12.02.2012" /><author><name>Filipe Luiz C. Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00410922817341052872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="22" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_A7xLtEmmEyw/Su8rRVISvYI/AAAAAAAAAMo/6B6gpa-f638/S220/foto+blog+pequena.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-qXfsx29TvVI/TzwNYkqv_pI/AAAAAAAABTw/-JtP_Lwt-nA/s72-c/metamorfose33za.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;DkUDQXY5cCp7ImA9WhRaEk8.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-142254692826592015.post-1981779371358849322</id><published>2012-02-13T10:20:00.001-08:00</published><updated>2012-02-14T04:57:50.828-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-02-14T04:57:50.828-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="7.5 Cântico de Salmos (parte 6)" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Pregações" /><title>Sétimo elemento constitutivo do culto público: Cântico de Salmos (parte 6 - O Testemunho da Igreja e os Instrumentos) - Sermão pregado dia 12.02.2012</title><content type="html">&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-JK7wedAKCZU/TzexSZgaCpI/AAAAAAAABTI/IlhOKKoR1dU/s1600/singing+psalms.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/-JK7wedAKCZU/TzexSZgaCpI/AAAAAAAABTI/IlhOKKoR1dU/s200/singing+psalms.jpg" width="133" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;b&gt;Sétimo elemento constitutivo do culto público:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;b&gt;Cântico de Salmos&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style="color: blue;"&gt;(&lt;u&gt;parte 6 - O Testemunho da Igreja e os Instrumentos&lt;/u&gt;) -&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;b&gt;Sermão pregado dia 12.02.2012&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim como vimos que grandiosa bênção foi para a igreja, que ao longo do tempo salmodiou exclusivamente, hoje também importa-nos verificar alguns testemunhos acerca do que grandes homens de Deus falaram sobre os instrumentos musicais dentro do culto público.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim como pontuamos semana passada, é preciso que sempre lembremos que o Senhor nunca condenou o uso de instrumentos como sendo "feitura de Satanás". Em momento algum estamos advogando que instrumentos são coisas que levam à perdição ou que não são lícitos aos crentes. Contudo, assim como temos visto a diferença entre o culto particular e público, nos é mister atentar que nem todas as coisas que são lícitas em determinado momento, o assim são em outros.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O problema de se usar instrumentos não está no instrumento em si (pois que vida possui?), mas no que ele representava ao povo judeu. Quer dizer, vimos que o Antigo Testamento é recheado do uso de instrumentos, contudo, quando ligado à adoração, diz respeito à lei cerimonial, que segundo vimos, não foi abolida, e sim modificada, dada uma roupagem nova e teve seu ápice e fim em Cristo Jesus. Quer dizer, se as vestes sacerdotais agora estão no andar diário do crente, se o incenso é nossa oração, se o sacrifício de animais foi findado em Jesus, se os sacrifícios pessoais agora são diários (em nosso viver), também entendemos que os instrumentos agora são anulados para dar lugar a algo melhor, isto é, a própria voz dos crentes. Visto também que o Novo Testamento é totalmente silencioso quanto à essa questão, importa-nos não avançar no revelado pelas Escrituras, pois conforme já explicitado (clique&amp;nbsp;&lt;a href="http://2timoteo316.blogspot.com/2011/10/diferenciando-o-culto-publico-do-culto.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;), não nos pautamos pelo princípio normativo, e sim pelo regulador.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vejamos alguns testemunhos da igreja:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;MÁRTIR&lt;/b&gt;, sobre a Lei Cerimonial como "rudimentos do mundo", escrito no século II, por volta do ano 150 d.C.: "O simplesmente cantar não agrada crianças (os judeus), mas o cantar acompanhados de instrumentos sem vida artificiais, de danças e de bater de palmas, lhes agrada muito. Por isto, o uso deste tipo de instrumentos artificiais e de outras coisas agradáveis a crianças foi removido das músicas das igrejas, e ficamos com o puro e singelo cantar a capela"."O uso de música não foi recebido nas igrejas cristãs da maneira que ela era entre os judeus, no estado infantil deles, mas somente foi aceito pelas igrejas o uso do puro e desadornado cantar com os puros lábios, a capela." [&lt;span style="color: blue;"&gt;1&lt;/span&gt;]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;CLEMENTE&lt;/b&gt;, século II, explicando a excelência dos Salmos de Davi e a relação destes com o Novo Testamento: "Ademais, Rei Davi, o Harpista de quem falamos acima, nos incitou à verdade e para longe dos ídolos. Tão distante estava Davi de cantar os louvores de demônios, que estes foram postos em fuga por ele, com a verdadeira música; e quando Saul estava possesso, Davi o curou meramente por tocar a harpa não é dito que Davi cantou! Em contraste O Senhor como supremo artífice formou no homem o mais lindo instrumento, que respira com vida, criado à Sua própria imagem. Seguramente Ele mesmo o Cristo é um instrumento de Deus, totalmente harmônico, melodioso e santo, a sabedoria acima deste mundo, a Palavra celestial"... "Aquele que brotou de Davi e todavia era antes dele, o Verbo de Deus, zombou e desprezou a lira e a cítara, aqueles instrumentos sem vida. Pelo poder do Espírito Santo, Ele dispôs em harmoniosa ordem este grande mundo e, sim, o pequeno mundo do homem também, corpo e alma juntos; e nestes instrumentos de muitas vozes do universo, Ele o Cristo faz música para Deus, e canta com o acompanhamento do instrumento humano, 'Porque vós sois minha harpa e meu órgão de flautas e meu templo.' isto é uma aplicação de 2Co 6.16."&amp;nbsp;[&lt;span style="color: blue;"&gt;2&lt;/span&gt;]&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;EUSÉBIO&lt;/b&gt;: (admirável historiador, chamado "O Pai da História da Igreja"): "Antigamente, no tempo em que aqueles da circuncisão estavam adorando com símbolos e tipos, não era inapropriado elevar hinos a Deus acompanhados com o saltério e a cítara, e fazê-lo nos dias de sábado... Hoje, porém nós os cristãos oferecemos nossos hinos com um saltério vivo e uma cítara viva, e com cânticos espirituais. As vozes dos cristãos, em uníssono, são mais aceitáveis a Deus do que qualquer instrumento musical. É de acordo com isto que, em TODAS as igrejas de Deus, unidas em alma e atitude, com um só pensar e em concordância de fé e piedade, nós enviamos ao céu uma melodia em uníssono, com as PALAVRAS dos Salmos sem instrumentos." (Eusébio, 260-340 DC).&amp;nbsp;[&lt;span style="color: blue;"&gt;3&lt;/span&gt;]&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;AGOSTINHO&amp;nbsp;&lt;/b&gt;de Hipona, século IV: "... instrumentos musicais não eram usados. A gaita, o tamborim, e a harpa são aqui neste mundo tão intimamente associados com os sensuais cultos pagãos, como também com as orgias desenfreadas e com as performances imorais dos circos e teatros, que é fácil entender os justificados entendimentos contra o uso destes instrumentos na adoração."&amp;nbsp;[&lt;span style="color: blue;"&gt;4&lt;/span&gt;]&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;CRISÓSTOMO&lt;/b&gt;, século IV, expondo os Salmos em relação ao Novo Testamento: "Davi antigamente cantava canções, hoje nós também cantamos hinos. Ele tinha uma lira com cordas sem vida, a igreja tem uma lira com cordas vivas. Nossas línguas são as cordas da lira, tendo um som realmente diferente, mas muito mais de acordo com a devoção. Aqui não há necessidade de cítara, ou de cordas esticadas, ou de plectro [Instrumento que servia para fazer vibrar as cordas da lira.], palhetinha de ouro ou marfim, para tanger cordas, ou de arte, ou de nenhum instrumento; mas, se você quiser, você mesmo pode se tornar uma cítara, mortificando os membros da carne e fazendo uma completa harmonia entre a mente e o corpo. Porque, quando a carne não mais cobiça contra o Espírito, mas tem se submetido às suas ordens e tem sido profundamente levada no caminho melhor e mais admirável, então você criará uma melodia espiritual."&amp;nbsp;[&lt;span style="color: blue;"&gt;5&lt;/span&gt;]&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;LUTERO&lt;/b&gt;, Reformador século XVI: "O órgão na adoração é a insígnia o emblema simbólico de Baal. ... Os Católicos Romanos o tomaram emprestado dos judeus.... Se pudéramos, removeríamos todos.”&amp;nbsp;[&lt;span style="color: blue;"&gt;6&lt;/span&gt;]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;CALVINO&lt;/b&gt;, Reformador do século XVI: "Instrumentos musicais celebrando os louvores a Deus são tão adequados quanto o queimar de incenso, o acender de candeeiros, e a restauração de outras sombras das cerimônias da Lei. Os Papistas, portanto, têm imbecilmente tomado isto emprestado, como também muitas outras coisas, dos judeus. Homens que são afeiçoados à pompa externa podem se deleitar naquela barulheira; mas a simplicidade que Deus nos recomenda pelos apóstolos é muito mais agradável a Ele. Paulo nos permite abençoar Deus na reunião pública dos santos, somente em uma língua conhecida (1Co 14:16). Que iremos então dizer do canto de coros que enche os ouvidos com nada mais que um som vazio porque é atrapalhado pela zoeira dos instrumentos?"&amp;nbsp;[&lt;span style="color: blue;"&gt;7&lt;/span&gt;]&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;SPURGEON&lt;/b&gt;, Batista Reformado do século XIX: "Louvai ao Senhor com a harpa. Israel estava na escola primária e usava coisas infantis para ajudá-la a aprender; mas nestes dias quando Jesus nos dá sólido e maduro alimento espiritual, pode-se fazer melodia sem instrumentos mesmo os de corda e de sopro. Não temos necessidade deles. Eles impediriam ao invés de ajudar nosso louvor. Cantai a Ele. Esta é a mais doce e melhor música. Nenhum instrumento é como a voz humana." (Comentário sobre Salmo 42:4). "Davi parece ter tido uma recordação particularmente terna do cantar simples dos peregrinos, e seguramente esta é a mais deliciosa parte da adoração e que chega mais próximo da adoração no céu. Que degradação suplantar o cantar inteligível de toda a congregação pela beleza teatral de um quarteto... Tanto podemos inutilmente orar mecanicamente como inutilmente louvar por maquinários instrumentos e equipamentos." 1Co 14:15 "Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento", portanto eu estou tão disposto a orar a Deus através de máquinas e instrumentos quanto a cantar a Deus com máquinas e instrumentos."&amp;nbsp;[&lt;span style="color: blue;"&gt;8&lt;/span&gt;]&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;AQUINO&lt;/b&gt;: "Nossa igreja [isto é, o cristianismo, desde sua origem até este nosso século XIII] de modo algum usa instrumentos musicais (tais como harpas e saltérios) para louvar a Deus, para que não pareça [ou ocorra] que ela judaízou-se."&amp;nbsp;[&lt;span style="color: blue;"&gt;9&lt;/span&gt;]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;LEICHTENTRITT&lt;/b&gt;: "No entanto, na Igreja Cristã inicial, só o cantar era permitido, não o tocar de instrumentos."&amp;nbsp;[&lt;span style="color: blue;"&gt;10&lt;/span&gt;]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;NAUMAN&lt;/b&gt;: "Não pode haver nenhuma dúvida de que, originalmente, em todos os locais, a música do culto a Deus foi inteiramente de natureza vocal."&amp;nbsp;[&lt;span style="color: blue;"&gt;11&lt;/span&gt;]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;RITTER&lt;/b&gt;: "Não temos conhecimento real do caráter exato da música que formava uma parte da devoção religiosa das primeiras congregações cristãs. No entanto, [sabemos que] ela foi puramente vocal."&amp;nbsp;[&lt;span style="color: blue;"&gt;12&lt;/span&gt;]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;COLEMAN&lt;/b&gt;: "Tanto os judeus nos seus cultos no templo, como os gregos em sua adoração aos ídolos, tinham o costume de cantar com o acompanhamento de instrumentos musicais. Os convertidos ao cristianismo têm que ter sido familiares com este modo de cantar ... Mas é geralmente admitido que os primeiros cristãos não empregavam nenhum instrumento musical nos seus cultos." [&lt;span style="color: blue;"&gt;13&lt;/span&gt;]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;ROMA&lt;/b&gt;: "... os primeiros crentes eram de uma fibra demasiadamente espiritual para substituírem a voz humana por instrumentos sem vida, ou [mesmo] para usar [aqueles instrumentos] como acompanhantes [da voz humana]."&amp;nbsp;[&lt;span style="color: blue;"&gt;14&lt;/span&gt;]&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;CAVARNOS&lt;/b&gt;: "Na igreja bizantina, a execução de música por instrumentos, ou mesmo o acompanhamento de cânticos sacros por instrumentos, era proibida pelos Pais [os líderes religiosos] do Oriente [as regiões ao redor e incluindo a Grécia], como sendo incompatíveis com o caráter espiritual, solene e puro da religião de Cristo."&amp;nbsp;[&lt;span style="color: blue;"&gt;15&lt;/span&gt;]&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outra informação - já citada na semana anterior, mas vale relembrar - interessante é também trazida por Ashby L. Camp, onde diz: "Esse é o porquê de se cantar sem o acompanhamento musical é chamado de a cappella. 'A cappella vem do latim por meio italiano e quer dizer 'no estilo da igreja', 'como é feito na igreja''. A forma clássica da música na igreja é cantar-se desacompanhado [de instrumentos]". [&lt;span style="color: blue;"&gt;16&lt;/span&gt;] Também o presidente e professor de História da Igreja no Westminster Theological Seminay, nos diz: "Outra característica do louvor antigo que é bastante certo é que a igreja antiga não usava instrumentos musicais durante seus serviços de adoração. Isso vem como uma grande surpresa para a maioria dos cristãos, contudo, as evidências para isso são muito fortes". [&lt;span style="color: blue;"&gt;17&lt;/span&gt;]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muitos em nossos dias contra argumentam dizendo que esses homens citados combateram o uso de instrumentos por estarem envolvidos e "cheirarem" ao romanismo e toda sorte de superstição, porém esse tiro sai pela culatra, pois em momento algum nos pautamos pelo que o romanismo (ou ainda outro grupo) fez ou deixou de fazer, mas sim pela diferença que vemos entre o culto do Antigo Testamento (recheado de símbolos visíveis) e do Novo Testamento ("nu", desprovido de elementos visíveis - porque a realidade chegou, isto é, Cristo Jesus).&amp;nbsp;Também é importante notar como que os testemunhos (acima) são de ordem piedosa, isto é, os autores não deixam de usar argumentos somente porque é a ordem bíblica - como se seguissem uma mera racionalização -, mas também porque essa ordem os leva à uma maior afeição pela beleza do culto neotestamentário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse entendimento sobre os instrumentos deve nos levar a buscar viver uma vida cada vez mais devota ao Senhor, pois assim como eles são cuidadosamente tocados e afinados&amp;nbsp;(no Antigo Testamento e em outros lugares onde seu uso é lícito)&amp;nbsp;para que possam soar a exata nota pretendida pelo autor da música, de modo muito mais intenso deve estar a nossa vida, onde não somos como o metal que retine (1Co 13.1), e sim instrumentos vivos nas mãos do Deus soberano. &amp;nbsp;Se cuidamos em tocar e afinar os instrumentos conforme o intento original do autor da canção, muito mais excelente deve ser nossa dedicação em louvar ao Senhor como todo o nosso ser - sem instrumentos ou meios que mediem nossa adoração ao Senhor, pois já não estamos mais nas sombras do que haveria de vir, mas na realidade e em Cristo Jesus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"&lt;span style="color: red;"&gt;Tudo quanto tem fôlego louve ao SENHOR. Louvai ao SENHOR&lt;/span&gt;" (Sl 150.6).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Amém.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Notas:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;[&lt;/span&gt;&lt;span style="color: blue; text-align: justify;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;]&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;Works of William Perkins, vol. 1.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="text-align: justify;"&gt;[&lt;span style="color: blue;"&gt;2&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;]&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;Clemente de Alexandria, 185 DC, "Readings" pág. 62.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="text-align: justify;"&gt;[&lt;span style="color: blue;"&gt;3&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;]&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;Eusébio - comentário no livro de salmos, salmo 91.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="text-align: justify;"&gt;[&lt;span style="color: blue;"&gt;4&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;]&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;Agostinho (354 d. C) -&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;descrevendo o cantar na igreja de Alexandria, sob Atanásio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="text-align: justify;"&gt;[&lt;span style="color: blue;"&gt;5&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;]&lt;/span&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;Crisóstomo homílias nos salmos - salmo 41 - (Crisóstomo, "Exposition of Psalms 41", escrito em 381-398 DC, Source Readings in Music History, ed. O. Strunk, W. W. Norton and Co.: New York, 1950, pg. 70. Crisóstomo viveu em 347-407 DC)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="text-align: justify;"&gt;[&lt;span style="color: blue;"&gt;6&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;]&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;Martinho Lutero, Mcclintock &amp;amp; Strong's Encyclopedia Volume VI, p. 762.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="text-align: justify;"&gt;[&lt;span style="color: blue;"&gt;7&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;]&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;Calvino - comentário nos salmos, salmo 33.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="text-align: justify;"&gt;[&lt;span style="color: blue;"&gt;8&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;]&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Spurgeon - comentário no salmo 42.&lt;br /&gt;
&lt;span style="text-align: justify;"&gt;[&lt;span style="color: blue;"&gt;9&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;]&lt;/span&gt;&amp;nbsp;Tomás de Aquino&lt;span style="text-align: justify;"&gt;, [1225-1274 d.C.], Bingham's Antiquities, Vol. 3, pág. 137 - citado em&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Eclesiologia - As Doutrinas das Igrejas dos Salvos do Novo Testamento, por Hélio de Menezes Silva. Disponível&amp;nbsp;&lt;a href="http://pt.scribd.com/doc/6881671/EclesiologiaHeliodeMenezesSilva"&gt;AQUI&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;span style="text-align: justify;"&gt;[&lt;span style="color: blue;"&gt;10&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;] Ibid,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;Hugo, Music, History And Ideas, p. 34.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="text-align: justify;"&gt;[&lt;span style="color: blue;"&gt;11&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;]&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;Ibid,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;Emil Nauman, The History Of Music, Vol. 1, p. 177.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="text-align: justify;"&gt;[&lt;span style="color: blue;"&gt;12&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;]&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;Ibid,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;Dr. Frederick Louis Ritter, History Of Music From The Christian Era To The Present Time, p. 28.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="text-align: justify;"&gt;[&lt;span style="color: blue;"&gt;13&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;]&lt;/span&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;Ibid,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;Lyman Coleman (Presbiteriano), The Apostolic And Primitive Church, pp. 368-369.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="text-align: justify;"&gt;[&lt;span style="color: blue;"&gt;14&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;]&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;Ibid,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Catholic Encyclopedia.&lt;br /&gt;
&lt;span style="text-align: justify;"&gt;[&lt;span style="color: blue;"&gt;15&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;]&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;Ibid,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Constantine Cavarnos [Grego Ortodoxo], Byzantine Sacred Music&lt;br /&gt;
&lt;span style="text-align: justify;"&gt;[&lt;/span&gt;&lt;span style="color: blue; text-align: justify;"&gt;16&lt;/span&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;]&amp;nbsp;CAMP, Ashby L - Music In Christian Worship, pág 5 - tradução livre&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[&lt;span style="color: blue;"&gt;17&lt;/span&gt;] GODFREY, W. Robert - citado por Ashby L. Camp, apud, 7.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/142254692826592015-1981779371358849322?l=2timoteo316.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://2timoteo316.blogspot.com/feeds/1981779371358849322/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://2timoteo316.blogspot.com/2012/02/setimo-elemento-constitutivo-do-culto_13.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/142254692826592015/posts/default/1981779371358849322?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/142254692826592015/posts/default/1981779371358849322?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://2timoteo316.blogspot.com/2012/02/setimo-elemento-constitutivo-do-culto_13.html" title="Sétimo elemento constitutivo do culto público: Cântico de Salmos (parte 6 - O Testemunho da Igreja e os Instrumentos) - Sermão pregado dia 12.02.2012" /><author><name>Filipe Luiz C. Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00410922817341052872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="22" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_A7xLtEmmEyw/Su8rRVISvYI/AAAAAAAAAMo/6B6gpa-f638/S220/foto+blog+pequena.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-JK7wedAKCZU/TzexSZgaCpI/AAAAAAAABTI/IlhOKKoR1dU/s72-c/singing+psalms.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CE4MRnozeSp7ImA9WhRbF08.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-142254692826592015.post-5093366690124753694</id><published>2012-02-08T09:43:00.001-08:00</published><updated>2012-02-08T09:43:07.481-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-02-08T09:43:07.481-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Vida Cristã" /><title>Uma Fonte Espiritual, Sobrenatural e Divina - Jonathan Edwards</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-434JHAYjKzk/TzKuIp2n5UI/AAAAAAAABS0/cul8MgdQKBM/s1600/geleiras.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/-434JHAYjKzk/TzKuIp2n5UI/AAAAAAAABS0/cul8MgdQKBM/s200/geleiras.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;As verdadeiras afeições não podem ser produzidas por qualquer esforço humano&lt;/b&gt;. Em primeiro lugar, elas procedem de uma fonte espiritual, argumenta Edwards. Como se deve entender esse conceito? A palavra "espiritual" não é usada em referência à parte imaterial e incorpórea do ser humano, mas para expressar o relacionamento com o Espírito de Deus. E através dessa relação "que pessoas ou coisas são denominadas espirituais no Novo Testamento". Uma evidência bíblica desse fato está em 1 Coríntios 2.13-15: "Disto também falamos, não em palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas ensinadas pelo Espírito, conferindo coisas espirituais com espirituais. Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Porém o homem espiritual julga todas as coisas, mas ele mesmo não é julgado por ninguém".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Paulo estabelece uma antítese entre o homem natural e o homem espiritual&lt;/b&gt;. Aquele não tem o Espírito. Por outro lado, este tem o Espírito Santo habitando em si, concedendo-lhe uma nova natureza, uma "fonte divina e sobrenatural de vida e ação".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Em segundo lugar, a partir dessa habitação sobrenatural e divina do Espírito um novo princípio e uma nova natureza são comunicados ao homem&lt;/b&gt;. Aqueles que têm essa experiência tornam-se participantes da natureza divina. O testemunho de Pedro em sua segunda epístola é o seguinte: "... pelas quais [a glória e a virtude de Deus] nos têm sido doadas as suas preciosas e mui grandes promessas para que por elas vos torneis co-participantes da natureza divina, livrando-vos da corrupção das paixões que há no mundo" (2Pe 1.4). Não é possível escapar da corrupção do mundo através dos esforços humanos. Somente aqueles que participam da natureza divina são capazes de enfrentar e vencer esse difícil desafio. Participar da natureza de Deus não deve ser entendido no sentido de tomar parte da essência de Deus, mas de ser feitos participantes da plenitude de Deus (Ef 3.17-19). Desfrutar a natureza do Espírito é partilhar do amor de Deus (ljo 4.12,15,16), da comunhão íntima com Deus (Jo 17.21) e da santidade de Deus (Hb 12.10), entre outros privilégios. Esses novos princípios de natureza concedidos pelo Espírito à mente das pessoas, diz Edwards, são "inteiramente diferentes... de tudo o que as suas mentes experimentaram antes que elas fossem santificadas". Consideremos um exemplo simples, o amor de alguém por sua família. Antes de ter uma nova natureza, a pessoa ama a sua família por razões pessoais e meramente terrenas. Mas quando o Espírito concede uma nova natureza, são acrescentadas novas razões para amar a família. Por exemplo, manifestar amor por Deus e o desejo de dar testemunho da glória de Deus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Deve-se observar que o Espírito pode atuar sobre a mente de homens naturais&lt;/b&gt;. Mas quando o faz, a fim de cumprir os propósitos de Deus, ele somente "move, imprime, auxilia, aperfeiçoa ou de algum modo atua sobre princípios naturais, mas não concede nenhum novo princípio espiritual". Conforme vimos, Balaão é um claro exemplo desse fato. O Espírito atuou sobre a sua mente, movendo, impressionando e assistindo sem conceder qualquer princípio espiritual novo. Semelhantemente, quando o Espírito aperfeiçoou as habilidades naturais de Bezalel e Aoliabe como artesãos (Êxodo 31), ele não estava lhes concedendo um princípio espiritual.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Uma vez mais, Edwards lembra que essa nova fonte espiritual, sobrenatural e divina que opera no coração do homem não deve ser confundida com meras impressões sobre a imaginação&lt;/b&gt;. Ouvir alguma voz, ter alguma visão, ter passagens bíblicas trazidas à mente e ter alguma revelação de fatos secretos são experiências que não garantem a regeneração. Elas não podem ser identificadas com a nova percepção que descrevemos anteriormente. Edwards demonstra a sua preocupação de que algumas experiências externas possam ser consideradas evidências de verdadeira conversão e novamente as discute. Ele torna a enfatizar que ideias externas ou aparências exteriores imaginadas podem ser facilmente suscitadas pelo diabo, não consistindo em uma evidência confiável de regeneração. Portanto, não se deve confiar nessas impressões da mente. Elas não são um fundamento estável para a fé.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A verdadeira experiência espiritual vem da atuação interna do Espírito sobre a alma, ao deixar nesta a sua marca divina estampada. Conforme Edwards declara:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E este santo selo ou imagem impressa... estampada pelo Espírito nos filhos de Deus, é a sua própria imagem. Essa é a evidência pela qual se conhece que eles são filhos de Deus, o fato de que eles têm a imagem de seu Pai estampada sobre seus corações pelo Espírito de adoção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Essas comunicações vitais e essa habitação interior do Espírito não diferem essencialmente daquelas que os santos desfrutam no céu&lt;/b&gt;. A diferença não está na qualidade, mas na quantidade. Afinal, estamos sob a influência do mesmo Espírito. Edwards registra esse argumento, declarando:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É através das comunicações vitais e da habitação interna do Espírito que os santos têm toda a sua luz, vida, santidade, beleza e alegria no céu; e é através das comunicações vitais e da habitação do mesmo Espírito que os santos têm toda a luz, vida, santidade, beleza e conforto sobre a terra, somente que comunicadas em menor medida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse conceito é um precioso indício em nosso esforço de discernir as características de um genuíno avivamento. Se não existe nenhuma diferença essencial entre as comunicações terrenas e celestiais do Espírito às almas dos santos, é de se esperar que tais comunicações do Espírito Santo como luz, beleza, santidade e alegria afetem positivamente a vida diária.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por Luiz R. F. de Mattos&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.jonathanedwards.com.br/2012/02/uma-fonte-espiritual-sobrenatural-e.html?utm_source=feedburner&amp;amp;utm_medium=feed&amp;amp;utm_campaign=Feed%3A+JonathanEdwards+%28JONATHAN+EDWARDS%29"&gt;Jonathan Edwards&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/142254692826592015-5093366690124753694?l=2timoteo316.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://2timoteo316.blogspot.com/feeds/5093366690124753694/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://2timoteo316.blogspot.com/2012/02/uma-fonte-espiritual-sobrenatural-e.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/142254692826592015/posts/default/5093366690124753694?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/142254692826592015/posts/default/5093366690124753694?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://2timoteo316.blogspot.com/2012/02/uma-fonte-espiritual-sobrenatural-e.html" title="Uma Fonte Espiritual, Sobrenatural e Divina - Jonathan Edwards" /><author><name>Filipe Luiz C. Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00410922817341052872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="22" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_A7xLtEmmEyw/Su8rRVISvYI/AAAAAAAAAMo/6B6gpa-f638/S220/foto+blog+pequena.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-434JHAYjKzk/TzKuIp2n5UI/AAAAAAAABS0/cul8MgdQKBM/s72-c/geleiras.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CUEHSHw-eip7ImA9WhRbFk4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-142254692826592015.post-8156566203592895537</id><published>2012-02-07T08:53:00.001-08:00</published><updated>2012-02-07T08:53:59.252-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-02-07T08:53:59.252-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Pregações" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Exposição em Efésios" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Meus Escritos" /><title>Efésios 1.1d, e, 2 - Exposição em Efésios - Sermão pregado dia 05.02.2012</title><content type="html">&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-EN9e5fl8qTQ/Ty6jRT5LkaI/AAAAAAAABSs/Qy5rD-RYdSo/s1600/grace-and-peace_154_1152x864.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://3.bp.blogspot.com/-EN9e5fl8qTQ/Ty6jRT5LkaI/AAAAAAAABSs/Qy5rD-RYdSo/s200/grace-and-peace_154_1152x864.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Efésios 1.1d, e, 2 -&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Exposição em Efésios -&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Sermão pregado dia 05.02.2012&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;"&lt;span style="color: red;"&gt;aos santos que estão em Éfeso, e fiéis em Cristo Jesus: A vós graça, e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo!&lt;/span&gt;" (Ef 1:1d, e, 2).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Após termos visto como o Senhor foi gracioso com o amado Paulo e de como o transformou de detrator do Evangelho em ministro da paz e proclamador da graça de Cristo, agora importa-nos notar como que o apóstolo passa a tratar aqueles a quem perseguia anteriormente, isto é, como que ele demonstra se importar com a igreja de Cristo, com os crentes, com a sã doutrina, sendo incisivo em suas colocações e sempre desejando ser útil àqueles que outrora desejava ver mortos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Notamos que quando Paulo chama de&amp;nbsp;&lt;b&gt;santos&lt;/b&gt;&amp;nbsp;aqueles que estão em Éfeso, mas não o faz com o intuito de dizer que aqueles irmãos eram ilibados em seus afazeres, mas sim que estavam separados do mundo e unidos ao Senhor em amor e devoção a Palavra - esse é o sentido de&amp;nbsp;&lt;b&gt;santos&lt;/b&gt;&amp;nbsp;que o apóstolo deseja nos mostrar. Quando o apóstolo Pedro escreve dizendo, "&lt;span style="color: red;"&gt;Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver; Porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo&lt;/span&gt;" (1Pe 1.15,16) e também o autor de Hebreus, "&lt;span style="color: red;"&gt;Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor&lt;/span&gt;" (Hb 12.14), eles estão a nos desejar transmitir a seguinte mensagem:&amp;nbsp;&lt;i&gt;vocês, crentes em Cristo Jesus,&amp;nbsp;sejam separados para o Senhor, vivam suas vidas para Ele, devotem-se de todo coração, fujam da aparência do mal, condenem as obras infrutíferas das trevas, resistam ao perverso, vistam vossas armaduras de guerreiros celestes e pelejem contra o inimigo, contudo, não esperem atingir a plena perfeição durante vossa peregrinação na terra,&amp;nbsp;&lt;/i&gt;"&lt;span style="color: red;"&gt;Porque não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a futura&lt;/span&gt;" (Hb 13.14),&lt;i&gt;&amp;nbsp;e é somente na Jerusalém celestial que vossos corpos serão transformados e a corruptibilidade será extirpada de seus corações&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O povo do Senhor é sempre um remanescente santo e que não se dobra diante de Baal. Como já disse certo pregador, a Igreja de Cristo sempre esteve pura, santa e imaculada, mas isso não significa que deixou de ser pecadora, e sim que uma vez unida a Cristo (pelo próprio poder de Cristo conferido aos crentes - isto é, a fé), deve viver subordinada a ele. Esse é o ensino do apóstolo aos Corintios, onde ele trata da subordinação da mulher ao homem, assim como ambos estão debaixo do jugo do Senhor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao tratar sobre o tema santidade, nos é ainda preciso atentar para as palavras de J. C. Ryle em seu livro Santidade: "Nunca conheceremos a santidade de Deus enquanto não entendermos o que é o pecado". Entender a nossa malignidade e perversidade é o primeiro passo em direção ao céu. John Bunyan exemplificou muito bem essa questão em seu famoso livro O Peregrino. Lá, por meio de Evangelista, Cristão compreende que sua cidade está destinada ao inferno e que todo que permanecer nela perecerá (a cidade ilustra nossa carne e antigos desejos). Cristão então põe-se a andar e ler o livro (a Bíblia) a fim de que conseguir direção rumo à cidade celestial. Nesse ponto, notamos que Cristão não conhece a verdadeira santidade, pois ainda não está consciente de quão maligno e perverso ele é. No entanto, a medida que vai avançando a carreira da fé, percebe o quão propenso para o mal e desavisada é sua alma, a ponto de cada vez mais reconhecer o quão pecador é e de quanto necessita da graça do Senhor durante sua viagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim como na alegoria, todo crente também tem o dever de buscar conhecer o caminho da santidade, mas deve fazê-lo somente após entender que é o mais trágico pecador e mais necessitado da graça do Senhor. Foi isso que o apóstolo Paulo fez ao dizer: "&lt;span style="color: red;"&gt;Esta é uma palavra fiel, e digna de toda a aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal&lt;/span&gt;" (1Tm 1.15).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Que não nos fuja à mente, um segundo sequer, que Paulo escrevia de dentro de uma prisão. Alguns desavisados poderiam pensar que o santo estava em um bom lugar de acordo com os desejos do mundo, como que sentado em sua torre de marfim e apenas escrevendo e entregando cartas aos irmãos assolados pelo mundo. Não, o retrato é totalmente o aposto. O apóstolo está preso em Roma, aguardando julgamento e mesmo assim exorta os crentes a serem "&lt;span style="color: red;"&gt;fiéis em Cristo Jesus&lt;/span&gt;". Dever-nos-ia espantar essa atitude, pois quem deveria escrever era a igreja, e não Paulo! Pois quem padecia de necessidades era Paulo! Contudo, ele sabia que já não deveria viver mais para si, mas para as igrejas de Cristo, pois se ele fora alcançado pela graça divina, também era desejoso e impulsionado a levar os outros crentes à maturidade e perseverança em Cristo Jesus, ainda que todas as situações fossem adversas - conforme ele mesmo atesta ao escrever da prisão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Notamos então, aqui a continuação da graciosa obra salvífica que aconteceu no coração de Paulo, pois se houve por começar sua saudação dizendo que vinha da parte de Jesus e enviado pela vontade de Deus, agora expõe aos irmãos de Éfeso de que eles eram santos ao Senhor, povo escolhido e redimido pelo Seu sangue, e mais, que eram "&lt;span style="color: red; text-align: left;"&gt;fiéis em Cristo Jesus&lt;/span&gt;", isto é, homens e mulheres que buscavam se pautar pela Lei e pelo ensino concretizado e transmitido por meio do Messias que havia vindo ao mundo. Isso é muito importante para nós, pois todos os filhos do Altíssimo são santos e fieis em Cristo Jesus, mas não por suas obras - pois O Senhor "&lt;span style="color: red;"&gt;compadece-se de quem quer, e endurece a quem quer&lt;/span&gt;" (Rm 19.8) -, e sim pela graciosa vontade de Deus, conforme ele expressará mais para frente dizendo que foram eleitos segundo o beneplácito de Sua vontade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O apóstolo Paulo também nos ensina - aqui e em todas as suas cartas - sobre a importância de sermos parte de uma igreja visível, pois foi da vontade de Deus que os crentes congregassem sobre o pavilhão de Cristo, conforme lemos também em Hb 10.25: "&lt;span style="color: red;"&gt;Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros&lt;/span&gt;". Observemos que em momento algum o apóstolo saúda os irmãos como que fazendo mera menção a pessoas separadas, como que se estivesse a dizer que não existia uma igreja em Éfeso, mas um simples ajuntar-se de pessoas. Quer dizer, Paulo trata os "&lt;span style="color: red; text-align: left;"&gt;aos santos que estão em Éfeso, e fiéis em Cristo Jesus&lt;/span&gt;" como uma igreja, uma unidade, cujo Cristo é o cabeça, "&lt;span style="color: red;"&gt;Do qual todo o corpo, bem ajustado, e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, faz o aumento do corpo, para sua edificação em amor&lt;/span&gt;" (Ef 4.16).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É sempre necessário que levemos cativo em nossos corações sobre quem fora esse apóstolo Paulo. Notamos que em Atos 22.20, o antigo fariseu e perseguidor dos crentes olhava para o primeiro mártir neotestamentário e pouco caso fazia - "&lt;span style="color: red;"&gt;E quando o sangue de Estêvão, tua testemunha, se derramava, também eu estava presente, e consentia na sua morte, e guardava as capas dos que o matavam&lt;/span&gt;". Daí ser salutar que compreendamos o amor que Paulo tem agora pelas igrejas, pois o antigo ódio foi transformado em profundo amor; a antiga esperança de acabar com os seguidores do Caminho, agora é revertida de grandiosa perseverança para alavancar e expandir o Reino do céu; a fé de outrora na mera letra da lei, agora foi vivificada pelo Espírito Santo e tornada viva em seu coração.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após ter dito sobre com que autoridade havia vindo, agora passa a desejar graça e paz (não mais ódio, mas mor) ao irmãos de Éfeso. Mui grandiosa é essa saudação de Paulo, pois não deseja mais a morte, mas a graça e paz de nosso Senhor Jesus Cristo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não somos informados literalmente sobre o que vem significar "graça e paz" nas Escrituras, contudo podemos compreender que essas palavras se põe a significar a amabilidade, desejo de crescimento mútuo, profunda estima para com o próximo, o sincero desejo de pacificação entre os irmãos, a união em torno da pessoa e ensino de Jesus Cristo... Nosso Senhor nos desejou sua paz, "&lt;span style="color: red;"&gt;Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize&lt;/span&gt;" (Jo 14.27). O cristão tem um profundo trunfo em sua peregrinação, pois quando todo o mundo lhe assola, todos reverberam contra ele, seus amigos lhes deixam e até mesmo sua família, ainda assim ele pode ter a certeza em seu coração de que a paz de Cristo está com ele, de que o Espírito Santo o consolará em toda dificuldade e tristeza que lhe sobrevenham. Certamente que esse não é um ponto fácil de nossas vidas, pois por inúmeras vezes nos veremos quase que à beira de um precipício, sem saída, sem solução, entre a vida e a morte, contudo, podendo confiar de que de algum modo o Senhor nos sustentará, ainda que seja para levá-lo para Sua glória.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais adiante, o apóstolo Paulo expressou esse seu profundo desejo de que os irmãos tivessem a paz e o amor de Cristo de Cristo: "&lt;span style="color: red;"&gt;E conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus&lt;/span&gt;" (Ef 3:19). Isso deveria ser gravado em nossos corações, pois quantas vezes tentamos entender por meio da mera razão o amor de Cristo por nós? Quantas vezes já debatemos e tentamos expor a Verdade como se a mera intelectualidade fosse capaz de transformar um coração impenitente (já preguei sobre isso, clique&amp;nbsp;&lt;a href="http://2timoteo316.blogspot.com/2011/09/so-o-conhecimento-de-deus-e-capaz-de.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;&amp;nbsp;para ler)?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto ao amor de Cristo, também não é verdade que muitas vezes em vez de promovermos a unidade e desejamos que os irmãos conheçam o amor de Cristo, nos atemos à picuinhas e nos pomos a discutir sobre o sexo dos anjos? Ou ainda desejamos que do dia para a noite alguém entenda a doutrina reformada? O intento de Paulo e dos apóstolos (e da Bíblia!) não era de criar rivalidade entre as igrejas ou ainda colocar o conhecimento acima da piedade, e sim fazer com que os irmãos conhecessem "&lt;span style="color: red;"&gt;o amor de Cristo, que excede todo o entendimento&lt;/span&gt;", isto é, ainda que todas as circunstâncias fossem adversas, ainda que houvesse certos pontos de discordância, o amor de Cristo deveria reinar entre os irmãos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Porém, cuidado ao entendermos o ponto acima. Notemos que Paulo nos diz que o amor de Cristo excede todo o conhecimento, nos ensinando que nossas faculdades mentais não podem entender o porquê de Cristo nos amar e o porquê de sentirmos seu amos em nossas vidas. Em momento algum Paulo está dizendo para que apenas nos concentremos no amor entre os irmãos. De fato, é real que precisemos nos amar, contudo nesse último ponto estamos a falar sobre que não conseguimos entender o amor de Cristo por nós, pois ele "&lt;span style="color: red;"&gt;excede todo o entendimento&lt;/span&gt;" - em outro momento falaremos sobre a unidade entre os irmãos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por fim, Paulo expõe aos irmãos de Éfeso sobre a importância de se ter em mente que ele vinha da parte "&lt;span style="color: red;"&gt;de Deus nosso Pai&lt;/span&gt;". Conhecer a Deus como nosso Pai é algo valiosíssimo para o crente, pois quantas são as vezes que nos sentimos abandonados e completamente&amp;nbsp;desesperançosos&amp;nbsp;em meio à nosso cotidiano? Tantas vezes são as vezes em que nos decepcionamos com as pessoas - ainda que teimemos em depositar nelas a nossa confiança - e achamos que "&lt;span style="color: red;"&gt;tudo é vaidade, vaidade de vaidades&lt;/span&gt;" (Ec), não tendo mais a vida qualquer motivo para ser vivida... Então, aqui o apóstolo nos traz novo alento dizendo-nos que não vem de sua parte, e sim daquele que é Pai, o sustentador do universo, o artífice da criação, àquele que foi ontem, é hoje e sempre será.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O sustento de Deus sempre esteve presente na era do Igreja. Desde os tempos do Egito, passando pela peregrinação no deserto, à entrada da terra prometida, ao cerco romano e à dispersão dos judeus pelo Terra, a mão poderosa do Senhor tem suprido todas as necessidades de Seus filhos. Nunca o Senhor abandonou os Seus, em momento algum deixou-nos órfãos de Seus cuidados - e aqui, outra vez vemos a maravilhosa bênção do Senhor sendo estendida a nós, pois tal qual a igreja de Éfeso recebeu essa carta a tantas centenas de anos atrás, assim também nós podemos compreender que o Senhor também vem até nós, exatamente como veio àquele povo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sendo assim, mais para frente o apóstolo exortará os irmãos para que "&lt;span style="color: red;"&gt;a&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="color: red;"&gt;prostituição, e toda a impureza ou avareza, nem ainda se nomeie entre vós, como convém a santos&lt;/span&gt;" (Ef 5.3), ensinando-lhes que, se ele viera da parte de Deus Pai, mediante o apostolado conferido por Cristo Jesus e em toda autoridade conferida nos céus, era necessário que esses irmãos se submetessem ao ensino que ele proclamara, pois não vinha de si mesmo e já não buscava mais fazer a sua vontade, mas "[prosseguia]&lt;span style="color: red;"&gt;&amp;nbsp;para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus&lt;/span&gt;" (Fp 3.14).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje, o Senhor nos conclama para que persigamos a santidade - "&lt;span style="color: red;"&gt;sem a qual ninguém verá o Senhor&lt;/span&gt;" (Hb 12.14) -, continuemos firmes e fieis em Seu ministério, que nos apeguemos e recomendemos a graça e paz aos irmãos em Cristo Jesus e que tenhamos em mente que assim como os irmãos de Éfeso receberam a palavra inspirada do Senhor, nós também devemos nos ater à firme revelação de Deus, não como se ela fosse advinda de homens, mas a recebendo "&lt;span style="color: red; text-align: left;"&gt;da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Amém.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/142254692826592015-8156566203592895537?l=2timoteo316.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://2timoteo316.blogspot.com/feeds/8156566203592895537/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://2timoteo316.blogspot.com/2012/02/efesios-11d-e-2-exposicao-em-efesios.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/142254692826592015/posts/default/8156566203592895537?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/142254692826592015/posts/default/8156566203592895537?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://2timoteo316.blogspot.com/2012/02/efesios-11d-e-2-exposicao-em-efesios.html" title="Efésios 1.1d, e, 2 - Exposição em Efésios - Sermão pregado dia 05.02.2012" /><author><name>Filipe Luiz C. Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00410922817341052872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="22" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_A7xLtEmmEyw/Su8rRVISvYI/AAAAAAAAAMo/6B6gpa-f638/S220/foto+blog+pequena.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-EN9e5fl8qTQ/Ty6jRT5LkaI/AAAAAAAABSs/Qy5rD-RYdSo/s72-c/grace-and-peace_154_1152x864.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;C04ER3o7fip7ImA9WhRbFUs.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-142254692826592015.post-2903589858533249565</id><published>2012-02-06T12:58:00.000-08:00</published><updated>2012-02-06T12:58:26.406-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-02-06T12:58:26.406-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="7.4 Cântico de Salmos (parte 5)" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Pregações" /><title>Sétimo elemento constitutivo do culto público: Cântico de Salmos (parte 5 - O Uso de Instrumentos) - Sermão pregado dia 05.02.2012</title><content type="html">&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-7xbtvEQK3LQ/Ty5-fCs0DRI/AAAAAAAABSk/SOtOhlxs2Y8/s1600/louvor04.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="100" src="http://1.bp.blogspot.com/-7xbtvEQK3LQ/Ty5-fCs0DRI/AAAAAAAABSk/SOtOhlxs2Y8/s320/louvor04.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;b&gt;Sétimo elemento constitutivo do culto público:&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;b&gt;Cântico de Salmos (&lt;u&gt;parte 5 - O Uso de Instrumentos&lt;/u&gt;) -&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;b&gt;Sermão pregado dia 05.02.2012&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando falamos sobre instrumentos, devemos entender que assim como qualquer outra área da Bíblia, eles não estão descritos por acaso e nem são mera questão de "costume", mas sim que nos ensinam sobre importantes fundamentos das Escrituras - tomarei a liberdade de não falar sobre a história da música, o que vem a ser arte ou o que penso sobre os estilos musicais, pois o propósito aqui é outro, isto é, aprender sobre o que a Bíblia nos ensina acerca dos instrumentos. É preciso notar também que a Bíblia descreve muitos momentos alegres onde haviam músicas e instrumentos, contudo, é dever de todo o cristão aprender a distinguir as situações, ou seja, conforme já citado, não é porque vemos alguém dançando e tocando após uma vitória civil e/ou militar, que temos o direito de incorporarmos essa prática durante o culto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De acordo com o que vimos nas últimas semanas, temos de ter muito cuidado ao interpretarmos as palavras bíblicas, pois assim como muitos alegam que podem oferecer um "novo cântico" (baseado em vários versículos) - quando na verdade a Bíblia não autoriza -, também muitos creem que podem oferecer um louvor ao Senhor com a ajuda de instrumentos, apenas porque encontram versículos que dizem respeito ao uso deles. Com relação ao "novo cântico", nos importa notar que "a expressão 'novo cântico' (ωδην καινην – oden kainen) pode significar um entendimento apenas renovado de um cântico já existente, porque o adjetivo καινος (kainos – novo), segundo o dicionário Vine, denota 'novo', no que concerne àquilo que se está desacostumado ou desabituado, não 'novo' no tempo, o que é recente, mas 'novo' quanto à forma ou qualidade, a natureza diferente daquilo que é posto em contraste com o velho". [&lt;span style="color: blue;"&gt;1&lt;/span&gt;]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nos é necessário notar ainda que todo instrumento, toda veste e todo ritual eram elementos físicos que apontavam para uma realidade espiritual que haveria de vir, isto é, esses elementos não eram o fim em si mesmos, ou seja, o mero instrumento não louvava ao Senhor,&amp;nbsp;&lt;b&gt;mas prefigurava que um dia o povo de Deus haveriam de se tornar harpas vivas diante d'Ele, pois todo o seu ser seria enchido pelo Espírito Santo, de modo que seriam como que levitas diante do Altíssimo, não mais com instrumentos, mas com a mente e o coração devotos a Ele.&lt;/b&gt;&amp;nbsp;“Visto que cristãos louvam a Deus por meio de Cristo e pelo seu perfeito sacrifício e não por tipos cerimoniais (e.g., incenso, velas, instrumentos musicais), ele deve falar 'entre vós com salmos, entoando e louvando (fazer melodia) de coração ao Senhor, com hinos e cânticos espirituais' (Ef. 5:19). A palavra grega para ‘fazer música’ (louvando) é psallo, que significa originalmente ‘dedilhar as cordas de um instrumento’. Isto dá uma figura linda de como um louvor verdadeiro e aceitável a Deus realmente é. Desde que a palavra psallo não pode ser separada da palavra ‘coração’, literalmente significa ‘dedilhar as cordas de seu coração ao Senhor’. Quando a música do coração é expressa por meio de lábios que confessam o nome do Senhor, não há necessidade para apoiar instrumentos”. [&lt;span style="color: blue;"&gt;2&lt;/span&gt;]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Texto:&amp;nbsp;&lt;span style="color: red;"&gt;2Cr 29.20-30&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Analisando esse texto, notamos que, ao que tudo parece, não havia instrumentos no culto, até que foi ordenado pelo Senhor, através de Davi, Gade e o profeta Natã, e acrescenta, 'esta ordem veio do Senhor, por meio dos seus profetas' (verso 25). Davi, portanto, introduziu instrumentos no culto do V.T porque recebera uma ordem expressa do Senhor. Outra coisa que vemos nesse texto, é que eles foram introduzidos apenas para o período em que o holocausto acontecia: '… E QUANDO COMEÇOU O HOLOCAUSTO, começou também o canto do Senhor, ao som das trombetas e dos instrumentos de Davi, rei de Israel. Então toda congregação adorava, e os cantores cantavam, e os trombeteiros tocavam; tudo isso continuou, ATÉ SE &amp;nbsp;ACABAR O HOLOCAUSTO' (Vs. 27e28). Podemos então concluir, que os instrumentos, bem como o canto de coral (levítico), estavam ligados, essencialmente, ao aspecto CERIMONIAL do culto, a saber, ao holocausto, que deixou de existir no culto do Novo Testamento". [&lt;span style="color: blue;"&gt;3&lt;/span&gt;]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por já termos visto que a lei cerimonial ainda é válida para nós, não mais com seus tipos físicos, mas sim espirituais, entendemos que se outrora se usasse instrumentos para louvar ao Senhor, se dedilhasse cordas e se tocasse trombetas, hoje todas as coisas deixaram de existir no culto público, pois necessitamos dessas coisas tanto quanto de sacrifícios! Isto é, tendo em vista que os sacrifícios agora são espirituais, que nossa oração sobre como o incenso e que nossas vestes são um coração e caminhar transformados, igualmente os instrumentos (externalidades) não são mais requeridos durante o culto, pois passamos a "dedilhas as cordas de nossos corações ao Senhor" e não um mero instrumento de madeira ou metal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Uma das coisas representadas pelos Instrumentos Musicais no Velho Testamento é a necessidade de Mediação. Os Sacerdotes são indignos de glorificar a Deus 'diretamente' - porque estão afastados do entendimento de Deus pelo 'véu do Templo', então Instrumentos 'santificados' são mediadores, intermediários, entre o Sacerdote e o louvor a Deus. E os Sacerdotes mostrando que estão Mediados pelos Instrumentos destacam sua própria função de Mediadores, porque a Congregação não louva 'diretamente' a Deus, mas precisa destes Mediadores 'santificados'.&amp;nbsp;Aos Coríntios o Apóstolo dá uma característica negativa aos Instrumentos, comparando a adoração sem entendimento ao uso de Instrumentos; negativamente o Apóstolo diz que 'seria como o címbalo'". [&lt;span style="color: blue;"&gt;4&lt;/span&gt;]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Texto:&amp;nbsp;&lt;span style="color: red;"&gt;Nm 10.1-10&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Havia uma ordem do Senhor quanto aos instrumentos. Assim como nenhum homem poderia achegar-se ao templo e desejar oferecer sua canção ao Senhor (por mais bela que fosse) - ainda que pudesse fazer isso em sua casa ou andando pelo caminho -, também somos informados de que o Senhor regulamentava a forma de se utilizar os instrumentos durante o tempo dos sacerdotes.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conforme citado, ao escrever à igreja de Corinto o apóstolo Paulo é incisivo ao dizer que "&lt;span style="color: red;"&gt;Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine&lt;/span&gt;" (1Co 13.1). Certamente que Paulo está a tratar das atitudes dos crentes, falando de que se não houver amor, todo feitio será como o metal que soa (um mero barulho destituído de qualquer sentimento ou afeição). Contudo, Paulo também parece querer nos ensinar que o instrumento não serve para coisa alguma diante do Senhor, isto é, o mero ressoar do metal ou simples tinir do sino (ou em nossos dias, o som da bateria e o dedilhado do violão), em nada elevam a alma diante do Altíssimo, em nada contribuem para que o crente achegue-se ao Artífice, pois tais elementos são feitos de metal ou de madeira, não podendo-se comunicar com o Senhor - ao contrário de nossas vozes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alguns podem objetar que Davi tocou harpa para o rei Saul e esteve sentiu-se aliviado (1Sm 16.23; 18.10; 19.9), como que querendo defender os benefícios dos instrumentos para o culto. Porém, essa é uma objeção por demais fraquíssima, aliás, um tanto quanto infantil, pois em&amp;nbsp;&lt;b&gt;primeiro lugar&lt;/b&gt;, Davi não estava no templo do Senhor e não aconteciam sacrifícios durante o seu tocar. Em&amp;nbsp;&lt;b&gt;segundo lugar&lt;/b&gt;, o rei Saul sentia-se oprimido por um espírito mau (1Sm 16.13,14) porque havia desobedecido o Senhor ao trazer os despojos da guerra contra os amalequitas (vimos isso na primeira parte, clique&amp;nbsp;&lt;a href="http://2timoteo316.blogspot.com/2012/01/setimo-elemento-constitutivo-do-culto.html"&gt;aqui&amp;nbsp;&lt;/a&gt;para ler) e não porque buscava agradá-Lo. Em&lt;b&gt;&amp;nbsp;terceiro lugar&lt;/b&gt;, somos informados de que Davi apenas tocava - o texto nada fala sobre cantar e também tocar; Davi tão somente dedilhava sua harpa. Em&amp;nbsp;&lt;b&gt;quarto lugar&lt;/b&gt;, Davi tocou por ordem do ainda rei Saul, isto é, Davi não quis oferecer um louvor ao Senhor na presença de Saul, apenas o fez porque o rei havia pedido (1Sm 16.18,19).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É preciso notar que muitas pessoas dizem sentir "dificuldade" para louvar ao Senhor sem o uso de instrumentos. Porém, será que essa "dificuldade" não está no mal entendimento desses elementos? Quer dizer, talvez essas pessoas estejam presas à uma espécie de misticismo, onde só conseguem "sentir a presença" de Deus quando ressoa um tambor ou toca-se uma nota mais melancólica, ou ainda só conseguem se alegrar no Senhor quando há uma banda tocando e muita sonoridade vindo aos seus ouvidos... Temos de nos perguntar para que servem os instrumentos em nossa vida. Certamente que a Bíblia não nos proíbe de usar instrumentos em nosso dia-a-dia, contudo ela regulamenta o seu uso durante o culto público, isto é, nem tudo o que é lícito em nossa casa ou andando pelo caminho é lícito durante o culto público (já preguei sobre essa diferença - clique&amp;nbsp;&lt;span id="goog_1870525282"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://2timoteo316.blogspot.com/2011/10/diferenciando-o-culto-publico-do-culto.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;span id="goog_1870525283"&gt;&lt;/span&gt;para ler).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Notemos ainda que muitos perguntam-se sobre o porquê não poder-se utilizar instrumentos no culto, sendo que o próprio livro de Salmos é recheado deles. Mas vejamos que essa é uma dúvida rapidamente respondida, pois os Salmos também estão cheios de menção a incensos, sacrifícios, holocaustos, aromas, animais... Não podemos nos apoiar nesse frágil argumento, pois se assim for, quem será o vil e ultrajado homem que desejará também oferecer novos incensos, sacrifícios e holocaustos, quando todas as coisas já se cumpriram em Cristo?&amp;nbsp;O autor aos Hebreus nos diz: "&lt;span style="color: red;"&gt;Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome&lt;/span&gt;" (13.15)&amp;nbsp;Visto que cristãos louvam a Deus por meio de Cristo e pelo seu perfeito sacrifício e não por tipos cerimoniais (incenso, velas, instrumentos musicais), ele deve falar "&lt;span style="color: red;"&gt;entre vós com salmos, entoando e louvando&lt;/span&gt;&amp;nbsp;(fazer melodia)&amp;nbsp;&lt;span style="color: red;"&gt;de coração ao Senhor, com hinos e cânticos espirituais&lt;/span&gt;" (Ef. 5.19).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Certo autor comenta: "Todos os tipos do templo (a queima contínua de incenso, o sacrifício de animais, o tocar de instrumentos musicais durantes o sacrifício, etc.) foram renunciados pela realidade – Cristo. Portanto, cristãos oram e louvam sem o incenso e sem instrumentos musicais, mas com os lábios apenas. A glória do templo com sua exibição visível e magnificência audível sem dúvida alguma estimulou os sentidos e a reverência inspirada, mas agora que Cristo veio e instituiu ordenanças no Novo Testamento, nosso foco é para ser inteiramente Nele – a realidade. O simples culto não adornado da era do Evangelho nos trás (sic) a presença do templo maior – Jesus Cristo – quando nós cantamos cânticos divinos, ouve (sic) a palavra de Deus, escuta (sic) a pregação e alimentasse (sic) espiritualmente do Corpo de Cristo. Colocar sombras, incenso, instrumentos musicais, vestimentas, altares, etc., dentro do culto da Nova Aliança meramente serve para esconder Cristo e Sua glória debaixo de externalidades obsoletas. 'Fazendo assim, seria uma grave desonra para com o Senhor Jesus, pois indicaria uma maior apreciação dos tipos do que o arquétipo glorioso, o próprio &amp;nbsp;Salvador' (frase atribuída a M. C. Ramsay)". [&lt;span style="color: blue;"&gt;5&lt;/span&gt;]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Calvino... Em seu comentário ao Livro dos Salmos... escreveu que o uso de instrumentos não era algo devido à dispensação do Evangelho. O instrumento consistia numa ajuda ao povo que ainda vivia à sombra do que haveria de vir, mas que hoje o cristão vive em plena maturidade&amp;nbsp;&lt;b&gt;e não precisa desse tipo de auxílio para entoar o cântico ao Senhor&lt;/b&gt;. Ele condenava veementemente o uso de instrumentos musicais por parte dos papistas, chamando-os de insensatos. Calvino apenas aprovava o uso das vozes como artifício musical, e que os salmos não ensinavam, ou exigiam o uso dos instrumentos, mas apenas faziam uma espécie de descrição, ou melhor, uma conclamação ao povo segundo o que era costume da época" (grifo meu). [&lt;span style="color: blue;"&gt;6&lt;/span&gt;]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Também há aqueles que dizem que podemos utilizar os instrumentos pois em Apocalipse encontramos muitas menções a eles. "O livro de Apocalipse é literatura apocalíptica, e conseqüentemente não foi feita para ser um guia literal ou padrão para a adoração pública. Se fosse assim, teríamos de ser todos romanistas, pois o Apocalipse descreve um altar (6:9; 8:3, 5; 9:13; 11:1; 14:18; 16:7); incenso (8:4); trombetas (1:10; 4:1; 8:13; 9:14); harpas (5:8; 14:2; 15:2) e ainda a arca da aliança (11:19). Também teríamos de ser místicos, porque no Apocalipse cada criatura, incluindo os pássaros, insetos, águas-vivas, e minhocas, etc., louva a Deus (5:13). A literatura apocalíptica usa linguagem figurada e imaginação dramática para ensinar lições espirituais" [&lt;span style="color: blue;"&gt;7&lt;/span&gt;]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
É preciso então que compreendamos que dado ao fato do Novo Testamento silenciar sobre essa questão - embora não silencie falando que todas as coisas, incenso, sacrifícios, instrumentos... eram sombra do que haveria de vir -, devemos nos pautar pelo que as Santas Escrituras nos dizem. Ou seja, se a Bíblia nos revela que já não vivemos mais na sombra, mas na realidade, importa-nos viver de acordo com a realidade e não mais com a sombra. Instrumentos musicais foram dados ao povo judeu assim como os sacrifícios e holocaustos, portanto não temos autorização para achar que podemos voltar apenas com as práticas que desejamos, tão simplesmente porque nossa cultura é (ou não) musical.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O próprio exemplo de Jesus Cristo nos é muito claro. Na ocasião da celebração da ceia com seus discípulos, &amp;nbsp;após terem comido os elementos, "&lt;span style="color: red;"&gt;E, tendo cantado o hino, saíram para o Monte das Oliveiras&lt;/span&gt;" (Mt 26.30). Um olhar mais atento revelará que nem Mateus, nem Marcos mencionaram o uso de algum instrumento. Nenhum dos evangelistas registra que o Jesus pediu para alguém fazer um "fundo musical" enquanto cantavam, ou ainda que os discípulos ficaram ensaiando um belo solo durante o refrão. Como já foi dito, Jesus e os discípulos cantaram um dos Salmos de&amp;nbsp;&lt;i&gt;Hallel&amp;nbsp;&lt;/i&gt;e como em momento algum somos informados de que instrumentos foram utilizados, também assim devemos proceder.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O autor Brian Schwertley (já citado) também comenta que foi somente em 1810 d.C. que a primeira sinagoga (na Alemanha) introduziu instrumentos para acompanhar o cântico [&lt;span style="color: blue;"&gt;8&lt;/span&gt;], mostrando assim que até mesmo os próprios judeus mantiveram durante tanto tempo a tradição legada por seus antepassados, isto é, de cantar-se sem o acompanhamento de instrumentos musicais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outra informação interessante é também trazida por Ashby L. Camp, onde diz: "Esse é o porquê de se cantar sem o acompanhamento musical é chamado de&amp;nbsp;&lt;i&gt;a cappella&lt;/i&gt;. 'A&amp;nbsp;&lt;i&gt;cappella&lt;/i&gt;&amp;nbsp;vem do latim por meio italiano e quer dizer 'no estilo da igreja', 'como é feito na igreja''. A forma clássica da música na igreja é cantar-se desacompanhado [de instrumentos]". [&lt;span style="color: blue;"&gt;9&lt;/span&gt;] Também o presidente e professor de História da Igreja no Westminster Theological Seminay, nos diz: "Outra característica do louvor antigo que é bastante certo é que a igreja antiga não usava instrumentos musicais durante seus serviços de adoração. Isso vem como uma grande surpresa para a maioria dos cristãos, contudo, as evidências para isso são muito fortes". [&lt;span style="color: blue;"&gt;10&lt;/span&gt;]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por fim, visualizemos mais um exemplo bíblico onde nosso Senhor Jesus Cristo nos ensina que a antiga forma de adoração foi mudada.&amp;nbsp;&lt;span style="color: red;"&gt;João 4.19-24&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
O texto bíblico nos diz que Jesus é inquirido por uma samaritana sobre qual o lugar correto de adoração, ao passo que diz que "&lt;span style="color: red;"&gt;nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai&lt;/span&gt;" (v.21). Contudo, o Senhor diz que os samaritanos adoravam a um Senhor desconhecido, pois ainda não lhes havia sido revelado verdadeiramente o Cristo (isto é, ele próprio) - "&lt;span style="color: red;"&gt;Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus&lt;/span&gt;"&amp;nbsp;(v.22). Quer dizer, a mulher samaritana achava que conseguia adorar ao Senhor sem mesmo conhecê-lo ou mesmo sem sequer ter recebido alguma ordem sobre como deveria proceder no modo correto de adorar (v.20). Então Jesus afirma que a hora já havia chegado (grandiosa boa nova ouviu essa mulher!) em que não haveria mais um lugar específico para se adorar, mas que todos, em todos os lugares, poderiam adorar ao Senhor - "&lt;span style="color: red;"&gt;Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem&lt;/span&gt;" (Jo 4.2). O mestre então finaliza seu argumento dizendo que "&lt;span style="color: red;"&gt;Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade&lt;/span&gt;" (Jo 4:24).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ora, se Deus é Espírito e a verdadeira adoração consiste em espírito e em verdade, isto é, baseado naquele que prefigurou todo o Antigo Testamento e que agora revela-se a todos os homens, não mais em tipos físicos de sombra da realidade, mas sendo a própria, nada mais nos resta do que adorar somente ao Senhor conforme as Escrituras nos dizem que assim foi feito no Novo Testamento - como ele silencia sobre o uso de instrumentos, também silenciamos e não os usamos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
"&lt;span style="color: red;"&gt;Mais importa obedecer a Deus do que aos homens&lt;/span&gt;" (At 5:29).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Amém.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Notas:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[&lt;span style="color: blue;"&gt;1&lt;/span&gt;]&amp;nbsp;LIMA, Célio. Extraído do blog do autor -&amp;nbsp;&lt;a href="http://vozreformada.blogspot.com/2011/05/acerca-da-salmodia-exclusiva.html"&gt;Vox Reformata&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[&lt;span style="color: blue;"&gt;2&lt;/span&gt;]&amp;nbsp;SCHWERTLEY, Brian. O Novo Testamento e os Instrumentos Musicais - texto disponível no portal Monergismo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[&lt;span style="color: blue;"&gt;3&lt;/span&gt;] VASCONCELOS, Josafá. "Porque não temos louvorzão" - texto disponível na internet.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[&lt;span style="color: blue;"&gt;4&lt;/span&gt;] ROD, Salomão - Em conversa em rede social pela internet em 26.01.2012&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[&lt;span style="color: blue;"&gt;5&lt;/span&gt;] SCHWERTLEY, Brian. O Novo Testamento e os Instrumentos Musicais - texto disponível no portal Monergismo&lt;br /&gt;
[&lt;span style="color: blue;"&gt;6&lt;/span&gt;]&amp;nbsp;MOURA, Ricardo Lopes Coelho. Calvino e a Adoração Comunitária - citado em "Porque não temos Louvorzão" de autoria do Rev. Josafá Vasconcelos&lt;br /&gt;
[&lt;span style="color: blue;"&gt;7&lt;/span&gt;] VILELLA, Deyvid - em seu blog&amp;nbsp;&lt;a href="http://salmodiandoexclusivamente.blogspot.com/2010/03/os-hinos-do-apocalipse.html"&gt;Salmodiando Exclusivamente&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
[&lt;span style="color: blue;"&gt;8&lt;/span&gt;]&amp;nbsp;SCHWERTLEY, Brian. Op. Cit.&lt;br /&gt;
[&lt;span style="color: blue;"&gt;9&lt;/span&gt;] CAMP, Ashby L - Music In Christian Worship, pág 5 - tradução livre&lt;br /&gt;
[&lt;span style="color: blue;"&gt;10&lt;/span&gt;] GODFREY, W. Robert - citado por Ashby L. Camp, apud, 7.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/142254692826592015-2903589858533249565?l=2timoteo316.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://2timoteo316.blogspot.com/feeds/2903589858533249565/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://2timoteo316.blogspot.com/2012/02/setimo-elemento-constitutivo-do-culto.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/142254692826592015/posts/default/2903589858533249565?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/142254692826592015/posts/default/2903589858533249565?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://2timoteo316.blogspot.com/2012/02/setimo-elemento-constitutivo-do-culto.html" title="Sétimo elemento constitutivo do culto público: Cântico de Salmos (parte 5 - O Uso de Instrumentos) - Sermão pregado dia 05.02.2012" /><author><name>Filipe Luiz C. Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00410922817341052872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="22" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_A7xLtEmmEyw/Su8rRVISvYI/AAAAAAAAAMo/6B6gpa-f638/S220/foto+blog+pequena.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-7xbtvEQK3LQ/Ty5-fCs0DRI/AAAAAAAABSk/SOtOhlxs2Y8/s72-c/louvor04.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;A04DQX0zeSp7ImA9WhRbFUs.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-142254692826592015.post-6305702962460693292</id><published>2012-02-02T10:13:00.001-08:00</published><updated>2012-02-06T15:12:50.381-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-02-06T15:12:50.381-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Vida Cristã" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Carta Fictícia" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Meus Escritos" /><title>Carta a um cristão que compra cd's piratas e baixa músicas e filmes da Internet</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-r6FUv31AIjY/TynbpMCEwkI/AAAAAAAABSc/y8A9HX7DMz0/s1600/pirataria.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="154" src="http://1.bp.blogspot.com/-r6FUv31AIjY/TynbpMCEwkI/AAAAAAAABSc/y8A9HX7DMz0/s200/pirataria.png" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;*A presente carta é de gênero fictício, embora contenha situações da vida real.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Amado Cornélio, sinto-me compelido a lhe escrever - ainda que brevemente - sobre uma questão que está muito na "moda" nos dias de hoje, isto é, o contribuir-se para a pirataria (ou como dizem, "ser contra o sistema" - já escrevi sobre isso,&amp;nbsp;&lt;a href="http://2timoteo316.blogspot.com/2011/02/jesus-era-contra-o-sistema.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembro-me de quando você conversou comigo e falou que não conseguia entender o porquê ser errado comprar cd's piratas, baixar músicas, filmes, jogos, pois segundo seu entendimento, não precisamos seguir "as regras" do jogo quando elas são injustas. O problema, meu estimado irmão, é que mesmo fazendo sentido sua argumentação, tanto na questão de que o governo nos aflige com altas doses de impostos, como sobre a licitude de tomar para si aquilo que não conseguimos de outra maneira, a Bíblia não dá apoio para sua prática, aliás, a condena.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As Escrituras nos ensinam a dar bom testemunho dos frutos do Espírito Santo em nossa vida - "&lt;span style="color: red;"&gt;Em tudo te dá por exemplo de boas obras&lt;/span&gt;" (Tt 2.7). Estamos vivendo em dias onde a pirataria está sendo veemente combatida. Organizações mundiais estão desejando acabar com o furto eletrônico e assim dar o que é devido aos fabricantes, contudo, veja que você e muitos cristãos estão querendo caminhar justamente na corrente contrária, isto é, querem legalizar a pirataria e que "danem-se" os direitos autorais. Concordo com você que os preços são abusivos e que não dão a mínima chance para que todos tenham acesso, porém não é igualmente verdadeiro que se todos cooperassem, os preços iriam baixar? Ademais, você como jovem cristão e com disposição "de sobra", já pensou em começar um movimento que estimule a compra de produtos originais, a fim de viabilizar o mercado para todos?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vejamos a ordem que principia todo esse esqueleto: "&lt;span style="color: red;"&gt;Não furtarás&lt;/span&gt;" (Êx 20.15) - oitavo mandamento. Embora tudo pertencesse ao povo de Israel, a ordem do Senhor era clara: não tome para si aquilo que é de outrem e que não lhe é dado o direito ou oportunidade de adquirir. Note que o Senhor jamais afirmou que todas as pessoas terão tudo o que esse mundo pode nos oferecer - se não era assim nos tempos da teocracia, por quê seria nos dias de hoje?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entendo sua argumentação quando diz que na nação israelita havia o ano do jubileu (Lv 25) e ainda outras formas para se estruturar uma economia de acordo com a vontade do Senhor, daí realmente não ser lícito o apropriar-se de coisa alheia. Contudo, veja que a ordem do Senhor não é somente para àquela aliança do Antigo Testamento, mas reside eternamente, a ponto do próprio apóstolo Paulo citar também um dos dez mandamentos: "&lt;span style="color: red;"&gt;porque eu não conheceria a concupiscência, se a lei não dissesse: Não cobiçarás&amp;nbsp;&lt;/span&gt;[décimo mandamento]" (Rm 7.7).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há ainda outro exemplo muito próprio para esse momento: "&lt;span style="color: red;"&gt;Dize-nos, pois, que te parece? É lícito pagar o tributo a César, ou não?&lt;/span&gt;" (Mt 22:17). Nesse ponto, nosso Senhor Jesus Cristo é inquirido acerca da obrigatoriedade de se pagar tributos à Cesar; então responde: "&lt;span style="color: red;"&gt;Mostrai-me a moeda do tributo. E eles lhe apresentaram um dinheiro. E ele diz-lhes: De quem é esta efígie e esta inscrição? Dizem-lhe eles: De César. Então ele lhes disse: Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus&lt;/span&gt;" (Mt 22:19-21).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Jesus mostrou àqueles que o queriam testar que, a mesma fonte que eles usavam para comprar seu alimento e subsistência, estava na insígnia cunhada na moeda representativa de César (o governo). O que quero dizer é que nós também nos utilizamos do "sistema" - temos estradas, iluminação pública, serviço de saneamento, assistência médica... - e isso não nos dá margem para burlarmos o mesmo, ainda que muitas vezes ele seja demasiadamente severo para conosco ou defasado em seu serviço. Assim como o povo judeu deveria pagar tributo à Roma, nós também devemos fazer. Observe ainda que os judeus deveriam pagar tributo a um império que estava a subjugá-los (romano). Isto é, se fosse do intento de Cristo que tivéssemos alguma autorização para irmos contra o sistema (naquilo que não fere os princípios bíblicos de devoção ao Senhor), certamente Ele teria dito que os judeus não deveriam dar "&lt;span style="color: red;"&gt;a César o que é de César&lt;/span&gt;", mas somente "&lt;span style="color: red;"&gt;a Deus o que é de Deus&lt;/span&gt;".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Paulo também nos diz que "&lt;span style="color: red;"&gt;Toda a alma esteja sujeita às potestades&amp;nbsp;&lt;/span&gt;[poderes]&lt;span style="color: red;"&gt;&amp;nbsp;superiores; porque não há potestade que não venha de Deus; e as potestades que há foram ordenadas por Deus&lt;/span&gt;" (Rm 13.1). O apóstolo é claro em nos ordenar - sim, a todos nós, "&lt;span style="color: red;"&gt;Toda a alma&lt;/span&gt;" - sobre a obrigatoriedade de seguirmos as potestades (poderes instituídos por Deus - em nosso país, presidente, governadores, a lei...), mas por quê? "[Porque]&amp;nbsp;&lt;span style="color: red;"&gt;as potestades que há foram ordenadas por Deus&lt;/span&gt;".&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"&lt;span style="color: red;"&gt;Vós, servos, obedecei em tudo a vossos senhores segundo a carne, não servindo só na aparência, como para agradar aos homens, mas em simplicidade de coração, temendo a Deus&lt;/span&gt;" (Cl 3.22). Aqui, novamente o santo apóstolo nos exorta para que não obedeçamos aos governantes apenas pelo simples dever de fazer - "&lt;span style="color: red;"&gt;como para agradar aos homens&lt;/span&gt;" -, mas em consciência de que quando os obedecemos, estamos obedecendo diretamente ao Senhor, pois não há governante que não esteja dotado de poder advindo do Alto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Recordo-me igualmente de sua argumentação acerca de que não seria "justo" ter de viver privado de muitas séries televisivas, jogos e músicas, apenas porque não possui-se dinheiro suficiente para os comprar. Porém, querido irmão, novamente a Bíblia não nos dá essa escapatória quanto à quebra do mandamento, isto é, "não furtarás" sempre será o antônimo de "adquira coisas de modo lícito". "&lt;span style="color: red;"&gt;Vós, servos, obedecei a vossos senhores segundo a carne, com temor e tremor, na sinceridade de vosso coração, como a Cristo; Não servindo à vista, como para agradar aos homens, mas como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus; Servindo de boa vontade como ao Senhor, e não como aos homens. Sabendo que cada um receberá do Senhor todo o bem que fizer, seja servo, seja livre&lt;/span&gt;" (Ef 6:5-8).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Veja que o apóstolo não nos deixa desamparados quanto à essa questão, mas nos anima dizendo "&lt;span style="color: red;"&gt;que cada um receberá do Senhor todo o bem que fizer, seja servo, seja livre&lt;/span&gt;", ou seja, se somos oprimidos, receberemos o galardão do Senhor de acordo com nossa responsabilidade e mordomia aqui na terra, assim como o opressor receberá o justo castigo divino por fazer tal qual Salomão e seu filho, cujos reinados foram de extrema severidade e aflição ao povo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quanto à sua dúvida se em algum momento seria lícito furtar, sinto-lhe dizer, mas a resposta é não, pois assim como não nos é lícito mentir em qualquer situação - ainda que envolva nossa própria vida, conforme vemos o Senhor repreendendo Abraão por dizer que Sara era sua irmã (quando na verdade era esposa) , também não temos aval bíblico para "desviar" do Caminho no intento de conseguir as regalias que desejamos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Também conforme lhe falei pessoalmente, se há pessoas passando fome, não há que se falar em licitude para sair-se roubando, pois é dever da Igreja do Senhor sustentar o carente - "&lt;span style="color: red;"&gt;Abre a sua mão ao pobre, e estende as suas mãos ao necessitado&lt;/span&gt;" (Pv 31.20) e também, "&lt;span style="color: red;"&gt;Não oprimirás o diarista pobre e necessitado de teus irmãos, ou de teus estrangeiros, que está na tua terra e nas tuas portas&lt;/span&gt;" (Dt 24.14). O não fazer a obra social não dá autorização para o furto, pois se assim fosse, a regra de que não dever-se-ia cobiçar a mulher do próximo, poderia ser quebrada quando não houvesse mulher disponível para o varão - entendes o que quero dizer?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Peça a Deus que lhe dê um espírito de obediência à Sua palavra e que não lhe permita seguir o rumo desse mundo, "&lt;span style="color: red;"&gt;Pois, que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma?&lt;/span&gt;" (Mc 8.36). Cd's piratas em nada contribuem para sua santidade, aliás, a condena. Baixar músicas, filmes, jogos e outras coisas mais, não são a essência dessa vida - você pode viver sem essas coisas. Mas caso queira algumas delas - em moderação -, seja bom mordomo do que o Senhor lhe deu e arranje sua renda de modo a poder obter por meios lícitos, ainda que seja em pouca quantidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aprendamos juntos com o apóstolo do Senhor, que apesar de toda desgraça que lhe sobreveio, aprendeu a viver contente: "&lt;span style="color: red;"&gt;Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade&lt;/span&gt;" (Fp 4.12) - "&lt;span style="color: red;"&gt;Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho&amp;nbsp;&lt;/span&gt;(Fp 4:11).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um grande abraço.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em Cristo,&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Filipe Luiz C. Machado&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/142254692826592015-6305702962460693292?l=2timoteo316.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://2timoteo316.blogspot.com/feeds/6305702962460693292/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://2timoteo316.blogspot.com/2012/02/carta-um-cristao-que-compra-cds-piratas.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/142254692826592015/posts/default/6305702962460693292?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/142254692826592015/posts/default/6305702962460693292?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://2timoteo316.blogspot.com/2012/02/carta-um-cristao-que-compra-cds-piratas.html" title="Carta a um cristão que compra cd's piratas e baixa músicas e filmes da Internet" /><author><name>Filipe Luiz C. Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00410922817341052872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="22" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_A7xLtEmmEyw/Su8rRVISvYI/AAAAAAAAAMo/6B6gpa-f638/S220/foto+blog+pequena.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-r6FUv31AIjY/TynbpMCEwkI/AAAAAAAABSc/y8A9HX7DMz0/s72-c/pirataria.png" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CkUCSH8zfCp7ImA9WhRbEU4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-142254692826592015.post-3494824623373900814</id><published>2012-02-01T13:04:00.000-08:00</published><updated>2012-02-01T13:04:29.184-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-02-01T13:04:29.184-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Vida Cristã" /><title>A Mulher Virtuosa - por David Murray</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-zl6msEpUxH0/TymoQ9RQkNI/AAAAAAAABSU/ieNxXzFwYcg/s1600/woman+working.jpeg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="281" src="http://4.bp.blogspot.com/-zl6msEpUxH0/TymoQ9RQkNI/AAAAAAAABSU/ieNxXzFwYcg/s320/woman+working.jpeg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É difícil escrever um estudo bíblico sobre “a mulher virtuosa”. A primeira dificuldade é que eu sou homem. E qual é a melhor pessoa para descrever uma mulher virtuosa? Bem, é encorajador o fato de que o escritor de Provérbios 31 era homem. Então, há aqui um precedente bíblico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A segunda dificuldade é que há muitos exemplos de mulheres ímpias bombardeando-nos diariamente de várias formas, e muitas destas influências nocivas têm se infiltrado na igreja. Contudo, nós devemos crer que a Palavra de Deus é apta não apenas para frear essa torrente de mundanismo, mas até mesmo para extingui-la.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A terceira dificuldade é o volume de material bíblico para estudo. Há muitos versículos relevantes e muitas formas de se abordar este assunto. Nós podemos, por exemplo, percorrer muitos dos exemplos bíblicos positivos e destacar uma virtude que sobressai quando seu nome é mencionado. O que lhe vem à cabeça quando você ouve o nome de Débora? Coragem. Rute? Lealdade. Ana? Abnegação. Maria? Fé. Maria Madalena? Amor. Dorcas? Boas obras, etc. Siga as mulheres piedosas da Bíblia e anote uma qualidade, a que vier imediatamente à sua mente. Então ponha todas essas qualidades juntas e você terá o quadro completo da mulher virtuosa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se preferir, você pode listar as mulheres ímpias que aparecem na Bíblia e identificar seus maiores defeitos. O que lhe vem à cabeça quando você pensa em Dalila? Manipulação. Jezabel? Idolatria. Safira? Mentira. Mical? Escárnio. A mulher de Jó? Rebelião. A mulher de Ló? Mundanismo, etc. Ponha todos esses vícios juntos e você terá uma figura completa da mulher ímpia. Ora, eu tenho certeza de que você não procura nada parecido, senão o contrário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outra abordagem pode ser observar o ensino de Paulo (Ef. 5:22-33; Tito 2:3-5), ou o ensino de Pedro (1Pe 3:1-7). Mas, neste artigo nós vamos olhar somente para a mulher virtuosa tão belamente descrita em Provérbios 31:10-31. Ajudará se você abrir sua Bíblia nessa passagem para vermos, primeiramente, as características da mulher virtuosa, e então os seus desafios.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;AS CARACTERÍSTICAS DA MULHER VIRTUOSA&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes de qualquer coisa, a mulher virtuosa centra-se em Deus. Ela não liga para o que as pessoas pensam de suas roupas ou de seu visual. Por que? Porque é ao Senhor que ela teme. “Enganosa é a graça, e vã, a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, essa será louvada” (v.30). Esse é o ponto culminante da descrição da mulher virtuosa e aponta a origem primária de todas as suas virtudes. No centro da vida desta mulher está seu relacionamento com Deus, e ela teme tudo que possa vir a ameaçar essa relação. Ela é conhecida como uma mulher que desfruta do favor de Deus e teme, mais do que qualquer outra coisa no mundo, vê-lo aborrecido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em segundo lugar, a mulher virtuosa preocupa-se com a Palavra. Como Provérbios nos lembra repetidas vezes: “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria”. Não é de surpreender, então, que quando essa mulher temente a Deus fala, “abre sua boca com sabedoria e a instrução da bondade está na sua língua” (v.26). Sua conversa reflete seu interesse principal: a sabedoria revelada de Deus e Sua benevolente lei. A mulher que centra-se em Deus, centra-se na Palavra de Deus. Ela não fica tentando passar a vista em alguns versículos aqui e ali enquanto grita com as crianças e atende ao telefone. Ela levanta alguns minutos mais cedo do que o necessário, com o objetivo de começar o dia com um período calmo e pacífico de leitura da Palavra de Deus. Como isto transforma o dia! Ela agora tem sabedoria e palavras amáveis de Deus para dizer aos outros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em terceiro lugar, a mulher virtuosa, se casada, centra-se em seu marido. Ela encontra grande satisfação em ser uma ajudadora para o seu marido (Gn. 2:18). Ela não vê isto como um mandamento humilhante, porque sabe que Deus usa a mesma palavra hebraica (ëzer) para descrever a Si mesmo como o ajudador do Seu povo (Sl. 54:4). Ser uma ajudadora é ser como Deus — que nobre chamado! O papel de ajudadora da mulher virtuosa pode ser resumido em duas palavras: conselho e progresso. Estando preocupada com Deus e Sua Palavra, “o coração do seu marido confia nela” (v.11). Ele a consulta e busca seus piedosos conselhos antes de tomar decisões que dizem respeito a ambos. E, ela não compete com seu marido nem o critica na frente de outros, mas busca seu progresso. “Ela lhe faz bem e não mal, todos os dias da sua vida” (v.12). Como resultado, “seu marido é estimado entre os juízes, quando se assenta com os anciãos da terra” (v.23).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em quarto lugar, a mulher virtuosa, se for mãe, centra-se em seus filhos. “Levantam-se seus filhos e lhe chamam ditosa” (v.28). Por que? Porque sua mãe devotou-se a eles todos os dias de suas vidas. Por quatro vezes lemos da preocupação desta mulher com sua “casa” (v.15, 21,27). Se pudéssemos enxergar dentro de sua mente, veríamos esta frase rondando circularmente: “Minha casa, minha casa, minha casa, etc”. Ela não encara os filhos como um acessório necessário, nem como um problema que pode ser repassado. O coração dela está tomado pelos filhos. Ela os ama e cuida de seus corpos, de suas mentes, e de suas almas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso nos conduz à quinta característica da mulher virtuosa. Ela centra-se em sua casa. Ela administra e conduz este complexo e diversificado empreendimento com habilidade, precisão, e eficiência idêntica a dos que compõem as mesas de decisão de muitas grandes corporações. Há um departamento de vestuário (v.13, 19, 21, 24), departamento alimentício (v.14, 16), departamento de decoração (v.22), e departamento financeiro (v.16, 18). Dependendo das circunstâncias, pode haver também um departamento educacional. Tudo isto demanda uma variedade de talentos e de ações dia-a-dia. Para alguém que trabalha fora, tal agenda implicaria numa média de 14 horas de serviço por dia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E, em sexto lugar, como se não bastasse, há também um departamento de caridade. A mulher virtuosa preocupa-se com os pobres. “Abre a mão ao aflito; e ainda a estende ao necessitado” (v.20).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;OS DESAFIOS DA MULHER VIRTUOSA&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essas características resultam numa série de desafios.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Primeiramente, há um desafio duplo para a mulher cristã — aprender e conter. Aprender seu papel e suas responsabilidades através da Bíblia, não das novelas. E, conter-se. Se você puder administrar metade de si já será muito. Você não precisa provar-se assumindo outras responsabilidades fora do lar. Perceba quais seus limites dentro de casa mesmo, dentro da própria família. Ter muitos alvos freqüentemente resulta em uma tensão quase insuportável que sugará seu tempo e seus dons. Então, você tem de primeiro cuidar de si, antes que possa cuidar dos outros. Atente para o verso 17: “Cinge os lombos de força e fortalece os braços”. Um pregador sugeriu que, trazendo para nossa linguagem, isto poderia ser parafraseado como: “Ela vai à academia puxar ferro!” Bom, não sei se é bem isso, mas, deu para você ter uma idéia. Perfeição é algo impossível neste mundo. Você deve saber seus limites e trabalhar dentro deles. Tome tempo para refrigerar sua alma e renovar suas forças. Cuide da mulher interior. E, não se sinta culpada por cuidar da exterior (v. 22).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em segundo lugar, há um duplo desafio para os maridos — apreciar e aliviar. Se você tem uma esposa como esta, então lembre-se que você tem algo mais precioso do que rubis (v.10), uma benção pela qual deve louvar a Deus (v.28). Repare que esse mesmo verso também fala do marido: “Ele a louva”. Expresse seu apreço por tudo que ela está fazendo por você e seus filhos. Mas não só aprecie, também lhe dê alívio. Palavras custam pouco. Há ações bem mais dispendiosas. A vida do homem geralmente não tem a multiplicidade de tarefas que tem a da mulher. Nós temos nosso trabalho e… nosso trabalho. Então, que tal pegar as crianças por algumas horas? Em último caso arranje uma babá e saia com sua esposa para jantar. Faça-a experimentar a verdade de seus elogios.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em terceiro lugar, há um desafio duplo para os pais — modelar e moldar. As mães, em especial, têm o papel de modelar as mulheres piedosas. Mas os pais têm o papel de mostrar a seus filhos como as mulheres piedosas devem ser guardadas e tratadas. Modelar pelo exemplo e moldar pelo ensino. Ensine seus filhos sobre verdadeira masculinidade e feminilidade através da Bíblia. Mostre a eles que o plano de Deus para a humanidade é muito mais bonito, nobre, e dignificante do que o do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em quarto lugar, há um duplo desafio para a Igreja — empatia e auxílio. Mulheres virtuosas, e especialmente as jovens, precisam de nossa compreensão e encorajamento. Elas têm uma tarefa humanamente impossível. E não precisam da igreja pondo ainda mais exigências. Precisam é de nossas orações e de nossa ajuda prática se a pudermos dar. Senhoras, que tal passarem uma manhã durante a semana cuidando de uma mãe cristã, e levá-la para tomar um café?! Que alívio, mesmo que seja apenas uma ou duas horas livre de responsabilidades. Isto pode transformar a semana para muitas estressadas filhas de Deus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mulheres virtuosas, nos levantamos a uma só voz para louvá-las, e bendizemos a Deus por ter nos dado vocês. “Muitas mulheres procedem virtuosamente, mas tu a todas sobrepujas” (v.29).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Questões&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que a variedade de referências bíblicas a respeito da influência das mulheres lhe diz sobre a importância deste assunto? Explique.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Faça uma lista das muitas mulheres piedosas na Bíblia, quantas você puder encontrar (use um Dicionário Bíblico se necessário) e explique como elas serviram a Deus e promoveram Seu reino sendo verdadeiras ajudadoras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Faça uma lista das mulheres ímpias na Bíblia (se necessário, use um Dicionário Bíblico) e explique como elas foram um grande obstáculo ao progresso do reino de Deus e tiveram uma influência e impacto destrutivos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cheque as seguintes passagens bíblicas e escreva um breve sumário do que cada uma ensina sobre o papel da mulher virtuosa na relação com seu esposo, com seus filhos e com a igreja: Efésios 5:22-33; Tito 2:3-5, 1 Pedro 3:1-7.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;À luz do que você estudou, reflita e discuta como os maridos e a igreja podem ajudar as mulheres a enfrentar os desafios da nossa atual cultura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Reflita e discuta sobre como as mulheres piedosas, auxiliadas por homens tementes a Deus e sob o ministério de uma igreja bíblica podem ser uma grande e benéfica influência em suas famílias, igrejas e na sociedade em geral.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;---------&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;*Dr. David Murray ensina Antigo Testamento a Teologia Prática no Puritan Reformed Theological Seminary em Grand Rapids, Michigan, EUA. Ele nasceu em Glasgow, Escócia. Ele foi pastor por 12 anos, primeiro em Lochcarron Free Church of Scotland e depois em Stornoway Free Church of Scotland (Continuing). Ele e sua esposa, Shona, têm quatro filhos: Allan, Angus, Joni, e Amy. Ele também bloga no Head Heart Hand.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.mulherespiedosas.com.br/a-mulher-virtuosa/"&gt;Mulheres Piedosas&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/142254692826592015-3494824623373900814?l=2timoteo316.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://2timoteo316.blogspot.com/feeds/3494824623373900814/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://2timoteo316.blogspot.com/2012/02/mulher-virtuosa-por-david-murray.html#comment-form" title="2 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/142254692826592015/posts/default/3494824623373900814?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/142254692826592015/posts/default/3494824623373900814?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://2timoteo316.blogspot.com/2012/02/mulher-virtuosa-por-david-murray.html" title="A Mulher Virtuosa - por David Murray" /><author><name>Filipe Luiz C. Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00410922817341052872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="22" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_A7xLtEmmEyw/Su8rRVISvYI/AAAAAAAAAMo/6B6gpa-f638/S220/foto+blog+pequena.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-zl6msEpUxH0/TymoQ9RQkNI/AAAAAAAABSU/ieNxXzFwYcg/s72-c/woman+working.jpeg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;A0MGR3ozeCp7ImA9WhRbEE4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-142254692826592015.post-1174417741296478845</id><published>2012-01-31T11:49:00.000-08:00</published><updated>2012-01-31T11:50:26.480-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-31T11:50:26.480-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Pregações" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Exposição em Efésios" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Meus Escritos" /><title>Efésios 1.1a, b, c -  Exposição em Efésios - Sermão pregado dia 29.01.2012</title><content type="html">&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-3Vp-iNJNAqY/TyCSDAXQVeI/AAAAAAAABSM/Wz0hP_uze6M/s1600/Paul.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="148" src="http://1.bp.blogspot.com/-3Vp-iNJNAqY/TyCSDAXQVeI/AAAAAAAABSM/Wz0hP_uze6M/s200/Paul.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;b&gt;Efésios 1.1a, b, c -&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;b&gt;Exposição em Efésios -&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;b&gt;Sermão pregado dia 29.01.2012&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"&lt;span style="color: red;"&gt;Paulo, apóstolo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus&lt;/span&gt;" (Ef 1:1a, b, c).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;A Escritura como testemunha e fiel transmissora da Palavra de Deus.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;A Escritura é eterna, isto é, ainda que tenha sido endereçada aos Efésios, também comunica graça aos nossos corações do século XXI. Temos de sempre ter isso em mente, pois conforme Paulo diz em outro lugar (2Tm 3.16,17),&amp;nbsp;&lt;span style="color: red;"&gt;"Toda a Escritura é inspirada por Deus&lt;/span&gt;", quer dizer, tudo o que Deus escreveu foi feito conforme o bom conselho de Sua vontade. E mais: sendo Deus soberano sobre tudo o que ocorre nesta vida, devemos compreender que em Sua maravilha graça, sustentabilidade e provisão espiritual, aprouve a Ele nos legar os mesmos escritos que abençoaram centenas e milhares de gerações até hoje, ou seja, o mesmo Deus que se comunicou com o povo do Antigo Testamento e que agora - em nossa presente carta - fala mediante o santo apóstolo, também escreve a nós, como que para filhos por adoção (conforme nos dizem as Escrituras), pois não estávamos em Israel ou Éfeso ou ainda em outro lugar para recebermos das mãos do Senhor seus ensinos, contudo, Ele nos tem agraciado com a perpetuidade de Sua palavra, conforme prometido por ele mesmo: "&lt;span style="color: red;"&gt;O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar&lt;/span&gt;" (Mt 24.35; Mc 13.31; Lc 21.33).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Paulo, homem pecador, mas que achou graça diante de Deus.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;A palavra de Deus nos informa que Paulo escreveu a presente carta enquanto estava preso em Roma (At 28), após ter sido apanhado pelos judeus (At 21.27) e depois preso pelos romanos que subjugavam a Israel (At 22.24-29) como uma espécie de colônia. Embora Paulo fosse cidadão romano (At 22.26, 27), havia crescido aos pés do melhor dos judeus da linha farisaica - Gamaliel (At 22.3) -, se tornando "fariseu de fariseus" e grandioso mestre e conhecedor da Lei; vindo posteriormente a perseguir os adeptos de Jesus Cristo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Bíblia também nos informa que Paulo esteve em Éfeso durante três anos (At 20.31) depois de sua segunda viagem missionária (isto é, na sua terceira), após ter visitado a cidade de Corinto (At 18). Em Éfeso, Paulo discursou durante três meses na sinagoga (At 19.8) e subsequente a isso, durante todos os dias, pelo período de dois anos, ensinou na escola de um certo Tirano (At 19.9). Pela graça de Deus, Paulo também fez muitos milagres enquanto ali permaneceu (At. 19.11), de forma que os habitantes muito se maravilhavam e o Evangelho de Cristo se expandia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Embora Paulo fosse grande conhecer da Lei, vemos que seu zelo pela palavra de Deus não fora de acordo com o que o a própria Escritura prescrevera acerca de um homem que amava de fato a Lei do Senhor. Quer dizer, Paulo perseguia incansavelmente os cristãos, mas não por amor a Cristo, e sim pela letra da lei (não vivificada pelo Espírito Santo), pelo seu farisaísmo, por um desejo incessante de querer que os intentos humanos fossem mais elevados do que Sua palavra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Paulo cresceu e dedicou todos os seus esforços a fim de que pudesse ser um exímio cumpridor da Lei, mas mas se apercebeu de que sua busca era inútil, pois no buscava o Senhor, mas o farisaísmo e sua vontade de cumprir o intento de homens. Quantos de nossos homens e mulheres literalmente gastam suas economias e seus tempos preciosos em busca de coisas frívolas e sem sentido, assim como Paulo fez? Quantos jovens tem dedicado suas vidas, dinheiro, tem negado tempo com a família, não investido dedicação na leitura de bons livros que gerem piedade, mas creem firmemente que estão vivendo para a glória de Deus? O apóstolo Paulo foi alguém miserável até ter conhecido Cristo Jesus verdadeiramente. Digo verdadeiramente pois na verdade o conhecia, afinal ele o lia nas páginas do Antigo Testamento, porém não conseguia vê-lo já andando sobre a terra e fazendo a obra do Pai que lhe havia enviado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
Penso que muitos leitores e ouvintes dessa noite possam estar na mesma ignorância em que anteriormente vivia Paulo: um desejo ardente de fazer a vontade do Senhor, mas uma prática totalmente divorciada da Verdade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Paulo, homem capaz, dotado de grande talento, mas que foi transformado por nosso Senhor.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;É justamente isso que nos faz ficar abismados quanto à sentença inicial desse homem que passou a ser grande servo de Deus - "&lt;span style="color: red;"&gt;Paulo, apóstolo de Jesus Cristo&lt;/span&gt;" (v.1a,b). Esse homem que era tido por inimigo da cruz e que perseguia com violência os adeptos do Cristianismo, agora repete aos irmãos de Éfeso aquilo que era comum em todas as suas cartas, isto é, que não era mais um perseguidor do Evangelho, mas um apóstolo de Jesus Cristo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
"&lt;span style="color: red;"&gt;E Saulo, respirando ainda ameaças e mortes contra os discípulos do Senhor, dirigiu-se ao sumo sacerdote. E pediu-lhe cartas para Damasco, para as sinagogas, a fim de que, se encontrasse alguns daquela seita, quer homens quer mulheres, os conduzisse presos a Jerusalém&lt;/span&gt;" (At 9:1-2). O intento de Paulo era claro: perseguir e prender cristãos, maltratar os seguidores do Caminho, extirpar todo aquele que se dizia seguidor de algo que Paulo não conseguia conceber e que nem enxergava no Antigo Testamento. Nada mais ardia em seu coração do que o zelo pela Lei e pelas orientações recebidas dos mestres com que havia convivido. A lei dos fariseus - e o que havia aprendido da Lei do Senhor com eles -, tão profundamente cravada em sua mente, o levava a fazer loucuras, como se estivesse fazendo para o Senhor e O glorificando com tais atitudes. Foi desse modo que Paulo pôs-se a requisitar autorização do sumo sacerdote, a fim de que fosse a Damasco e pudesse cumprir sua missão de "fiel fariseu". Contudo, bem sabemos que esse não era o intento do Senhor, pois&amp;nbsp;tal mudança em Paulo não se deu mediante à sua vontade, mas à plena e majestosa soberania de Deus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"&lt;span style="color: red;"&gt;E, indo no caminho, aconteceu que, chegando perto de Damasco, subitamente o cercou um resplendor de luz do céu. E, caindo em terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues?&lt;/span&gt;" (At 9:3-4). Esse homem que havia conseguido autorização para efetuar seu grande feito diante dos homens e perante àquilo que chamava de zelo pela Lei do Senhor, agora se vê prostrado em terra diante daquele que perseguia. Oh! Agraciado Paulo! De perseguidor do Senhor dos Exércitos, a embaixador da graça recebida por Jesus Cristo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A conversão de Paulo foi algo fascinante: de guerreiro imponente e com cartas nas mãos autorizando o massacre, a homem cego e prostrado ao chão.&amp;nbsp;"&lt;span style="color: red;"&gt;Paulo, apóstolo de Jesus Cristo&lt;/span&gt;" (v.1a,b) - isso nos deveria causar alegria extrema!&amp;nbsp;Dever-nos-ia espantar a introdução de Paulo em suas cartas, pois quantas são as vezes que lemos sobre um homem, mestre da Lei, exemplo de zelo pelo que perseguia e que buscava aterrorizar um povo, mas que posteriormente passa a defender aquilo que combatia? Penso que não nos espantemos e não nos maravilhemos com o dom gracioso de Deus porque muitas vezes não estamos cônscios de nossa malignidade e do quão necessário é que essa luz divina brilhe como resplendor nos céus, nos leve ao chão e nos deixe cegos devida à nossa malignidade diante do Altíssimo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A história de Paulo nos ensina que ainda que a Lei de Deus seja completamente sabida por nós ou que a tenhamos firmemente à memória - tal qual os Escribas -, se Cristo não vivificar nossos corações e entendimentos, continuamente fugiremos do Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo e para sempre nos afastaremos das graças do Pai, pois já disse acertadamente o próprio apóstolo do Senhor: "&lt;span style="color: red;"&gt;Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos)&lt;/span&gt;" (Ef 2.5).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"&lt;span style="color: red;"&gt;Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo; Pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus&lt;/span&gt;" (Rm 5:1-2). Se antigamente Paulo andava como que inimigo de Deus e servo de Satanás, agora ele mesmo reconhece que por meio da fé em Cristo Jesus (dada gratuitamente por Ele mesmo - Ef 2.8) pôde ser considerado digno de participar da gloriosa obra de Cristo Jesus, e ainda mais, se gloriar e se alegrar na n'Aquele que o havia salvo do império das trevas.&amp;nbsp;Paulo fora testemunha ocular da presença e manifestação de Cristo diante de si, tendo autoridade para escrever às igrejas e lhes instruir na doutrina e na piedade cristã, não por seu zelo anterior por contendas e genealogias (conforme entendemos de seus escritos em 1Tm 1.4 e Tt 3.9) - que era típico dos mestres da lei -, mas porque foi amado por Cristo e sabia o quão necessitado é todo homem que ainda não foi regenerado e não viu grande luz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Também como já vimos em outras ocasiões, a Lei para Paulo não era má, mas boa e útil. Essa foi a distinção que gerou pontos mais profundos entre a doutrina luterana e a calvinista. Enquanto para Lutero a Lei era má e representava o pecado, para Calvino a Lei era boa e representava o caminho a ser seguido; não que por ela alguém seja salvo, mas faz justamente o contrário, isto é, que embora a lei nos sirva (e serviu) de aio a Cristo - pois é útil para denunciar o pecado (Rm 7.7) -, ao mesmo tempo nos leva constantemente a apelar para o amor gracioso de Deus, pois por nós mesmos nada podemos fazer - "&lt;span style="color: red;"&gt;porque sem mim nada podeis fazer&lt;/span&gt;" (Jo 15.5).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Paulo também apela para o seu apostolado, ou seja, afirma que foi feito representante de Cristo e autorizado por Ele para pregar e implantar o reino de Deus em meio ao mundo vil e corrompido. Essa é uma característica importante, pois todos os apóstolos descritos no Novo Testamento viram ao Senhor Jesus - esse foi o requisito imposto pelos 11 ao deliberarem sobre quem substituiria Judas: "&lt;span style="color: red;"&gt;É necessário, pois, que, dos homens&amp;nbsp;&lt;i&gt;que conviveram conosco todo o tempo em que o Senhor Jesus entrou e saiu dentre nós&lt;/i&gt;, Começando desde o batismo de João até ao dia em que de entre nós foi recebido em cima, um deles se faça conosco testemunha da sua ressurreição&lt;/span&gt;" (At 1:21-22 - grifo meu). Então, em outro lugar também vemos Paulo testemunhando de que o Senhor havia aparecido a ele também:&amp;nbsp;"&lt;span style="color: red;"&gt;E por derradeiro de todos me apareceu também a mim, como a um abortivo&lt;/span&gt;" (1 Co 15:8).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A função do apóstolo era transmitir aquilo que havia recebido do Senhor. Assim como o profeta veterotestamentário era o porta voz autorizado do Senhor para ensinar e proclamar a Santa Verdade, do mesmo modo se deu com os apóstolos de nosso Senhor Jesus, os quais foram os únicos autorizados a ensinar a igreja primitiva sobre o caminho que deveriam, agora que Cristo havia sido revelado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vejamos também que o propósito dos apóstolos era justamente "desvendar" a lei para o povo judeu (e posteriormente para os gentios) e para isso mesmo Paulo foi chamado! Aquele homem que fora profundamente conhecedor da Lei, mas caído em sua ignorância quanto à fé, agora passa a se humilhar diante daqueles que perseguia e prega sobre aquilo que outrora não entendia plenamente! A maravilhosa bênção de Deus é evidenciada nesse ponto, pois Cristo desejou mostrar a Paulo que seu mero intelectualismo não era capaz de O agradar. Por maior que fosse seu zelo pelos escritos da Lei, sem o Espírito Santo ela está morta - e isso Paulo compreendeu muito bem: "&lt;span style="color: red;"&gt;O qual nos fez também capazes de ser ministros de um novo testamento, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata e o espírito vivifica&lt;/span&gt;" (2Co 3.6).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em nenhum momento Paulo argumentou dizendo que basear-se na Lei era algo contrário a vontade do Senhor. Infelizmente, muitos desavisados em nossos dias utilizam-se do palavreado de Paulo para tentarem comprovar que a Lei de Deus é má e que pertence ao "retrógrado" e "ultrapassado" Antigo Testamento. Porém, de longe podemos afirmar que não foi esse o intento de Paulo - pois quem entendia melhor da Lei do que esse santo?&amp;nbsp;O eleito de Deus, Paulo de Tarso, nos diz que a Lei é boa e útil (Rm 7.7), contudo não afirma que ela é o fim ou o caminho em si mesmo, e sim que sem o Espírito Santo ela está morta e gera a morte - tipificando que sem a graça interior do Senhor, toda pompa e zelo exterior em buscar-se cumprir os preceitos divinos é pura blasfêmia diante do Artífice da criação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
O apóstolo Paulo também adiciona "&lt;span style="color: red;"&gt;pela vontade de Deus&lt;/span&gt;" (v.1c), como que querendo mostrar que não bastasse toda sua mudança de comportamento testemunhar por si mesma, toda honra devia ser dada ao Senhor, pois assim como&amp;nbsp;"&lt;span style="color: red;"&gt;a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo&lt;/span&gt;" (2Pe 1.21), de igual forma ele havia sido transformado pela vontade de Deus e não pela mente de homens corruptos e que constantemente maquinam o mal contra o Senhor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É necessário que todo crente entenda que que a salvação acontece pela livre e graça de nosso Senhor, isto é, a salvação nunca é sinergista (não depende da aliança de dois lados), mas sempre monergista (apenas um lado toma a iniciativa - Deus). Certamente que isso não nos deve servir de desculpa para o evangelismo, e provo ser justamente a intenção contrária que a Escritura nos dá, ou seja, de que a soberania de Deus não invalida o evangelismo, antes, o confirma, pois se dependêssemos de forças próprias para chegarmos à persuasão plena das faculdades humanas quanto ao pecado, jamais teríamos êxito nos afazeres, pois somos vis e corruptos, contudo, tendo em vista que em Sua multiforme graça aprouve a Deus escolher os seus desde a fundação do mundo, tal excelência divina dever-nos-ia impulsionar ao ide e pregai o evangelho, pois toda força e persuasão vem do alto, toda iluminação e capacitação para quebrar a barreira do pecado é advinda dos poderes celestiais, não podendo homem algum desejar gloriar-se em sua missão, pois toda honra deve ser dada ao Altíssimo, "&lt;span style="color: red;"&gt;o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós&lt;/span&gt;" (Ef 4.6).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Amém.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/142254692826592015-1174417741296478845?l=2timoteo316.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://2timoteo316.blogspot.com/feeds/1174417741296478845/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://2timoteo316.blogspot.com/2012/01/efesios-11a-b-c-exposicao-em-efesios.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/142254692826592015/posts/default/1174417741296478845?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/142254692826592015/posts/default/1174417741296478845?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://2timoteo316.blogspot.com/2012/01/efesios-11a-b-c-exposicao-em-efesios.html" title="Efésios 1.1a, b, c -  Exposição em Efésios - Sermão pregado dia 29.01.2012" /><author><name>Filipe Luiz C. Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00410922817341052872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="22" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_A7xLtEmmEyw/Su8rRVISvYI/AAAAAAAAAMo/6B6gpa-f638/S220/foto+blog+pequena.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-3Vp-iNJNAqY/TyCSDAXQVeI/AAAAAAAABSM/Wz0hP_uze6M/s72-c/Paul.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;DEUHRnwzcSp7ImA9WhRUGUw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-142254692826592015.post-5810501672107485587</id><published>2012-01-30T01:37:00.000-08:00</published><updated>2012-01-30T01:37:17.289-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-30T01:37:17.289-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Pregações" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="7.3 Cântico de Salmos (parte 4)" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="O culto público" /><title>Sétimo elemento constitutivo do culto público: Cântico de Salmos (parte 4 - A Bênção do Cântico Ordenado) - Sermão pregado dia 29.01.2012</title><content type="html">&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-qqa0X4KkLpA/Tx3ojyffHbI/AAAAAAAABSE/18-Dqhf-XQc/s1600/bird+singing.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/-qqa0X4KkLpA/Tx3ojyffHbI/AAAAAAAABSE/18-Dqhf-XQc/s200/bird+singing.jpg" width="148" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;b&gt;Sétimo elemento constitutivo do culto público:&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;b&gt;Cântico de Salmos (&lt;u&gt;parte 4 - A Bênção do Cântico Ordenado&lt;/u&gt;) -&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;b&gt;Sermão pregado dia 29.01.2012&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"&lt;span style="color: red;"&gt;E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te&lt;/span&gt;" (Dt 6.7). A palavra do Senhor foi clara ao povo de Israel: ensine seus filhos sobre a minha lei e não os deixem órfãos de sua história.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É lamentável que um número sem fim de professos da fé cristã não saibam de onde vieram, o que fizeram seus ancestrais, quais as músicas eram cantadas e como dava-se o culto daqueles antigos. Creio que parte desse desserviço ao evangelho é feito porque as pessoas não conseguem olhar para determinada doutrina e desvencilhá-la de seu tempo histórico (como se a doutrina fosse fruto do mero historicismo), quer dizer, dizer ser edificante ler sobre as doutrinas expostas pelos reformadores, é entusiasmante ler sobre os puritanos, mas - conforme dizem - não é agradável segui-los em suas práticas. Essa dicotomia é algo maligno à sã doutrina; não que devamos copiar elementos característicos das épocas (tais como vestimenta - porém sua modéstia deve ser seguida -, empregos, passatempos...), mas quando falamos sobre "seguir os reformados e puritanos", sempre o que vem à mente dos desavisados é que não estamos tentando trilhar o mesmo caminho, mas que temos - quase que - um amor por antiguidades e velharias, como se os reformados e puritanos tivessem cantado os salmos apenas por causa de sua época, e que hoje, nós - os "modernos" - devemos nos ater ao tempo em que vivemos. Aliás, dentro desse extenso número que desconhece sua história, ainda há aqueles que não somente são ignorantes para com ela, mas também negam-a, e mais, desprezam todo testemunho proferido por aqueles que o antecederam.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conforme vimos na semana retrasada, nós ainda estamos obrigados à observância da lei cerimonial, mas não mais em seus tipos físicos, e sim espirituais e concretizados em Cristo Jesus. Também notamos posteriormente que os únicos autorizados a comporem hinos ao Senhor em seu templo eram os sacerdotes da tribo de Levi e todos eles sob a sublime inspiração do Senhor. Desses dois pontos concluímos que, ainda que não tenhamos mais levitas e profetas, contudo isso não nos dá autorização para entender que agora temos o aval para instituirmos nossas próprias músicas ao Senhor em Seu culto público, pois conforme já apontado, o ofício de sacerdotes e compositores musicais era algo estritamente ligado à revelação de Deus, ou seja, não podemos desejar ter a prerrogativa de instituirmos novas formas de louvor aceitável ao Senhor, pois tudo que Lhe aprouve revelar ao nosso canto, assim já o fez por meio dos profetas do Antigo Testamento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se ainda temos um templo (que é nosso Senhor Jesus Cristo), ainda precisamos cantar as músicas utilizadas no templo do Antigo Testamento (e também no Novo Testamento - por Jesus e pelos apóstolos), pois o hinário deixado pelo Senhor (nosso livro conhecido como Salmos) foi estritamente autorizado e inspirado por Ele mesmo, não devendo homem algum achar que está livre para oferecer qualquer coisa contrária ao que Ele instituiu. Se ainda temos um templo, ainda temos um hinário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Calvino expressou sua convicção dizendo: "Porque o que Santo Agostinho disse é verdade, que ninguém pode cantar nada digno a Deus excepto o que tem recebido de Deus. Portanto, onde quer que olhemos procurando ao longe e ao largo, não vamos encontrar nenhumas músicas melhores, nem mais adequadas para esse efeito do que os Salmos de David, que o Espírito Santo fez e transmitiu a ele. Assim, cantando-os, poderemos ter a certeza de que nossas palavras vêm de Deus como se Ele viesse a cantar em nós para a Sua própria exaltação". [&lt;span style="color: blue;"&gt;1&lt;/span&gt;]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguns outros testemunhos são úteis:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"&lt;b&gt;Constituição Apostólica&lt;/b&gt;&amp;nbsp;(atribuída a Clemente de Roma [c.90-100] e compilada no final do quarto século): 'As mulheres, as crianças e os trabalhadores mais humildes, podem repetir os Salmos de Davi; cantem-no em casa e fora dela: tomem os Salmos para exercício de sua piedade e refrigério de suas almas. Assim terão respostas prontas à tentação, e estarão sempre preparados para orar a Deus, e louvá-lo, em qualquer circunstância, com suas próprias palavras...".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"&lt;b&gt;Eusébio&lt;/b&gt;: (admirável historiador, chamado 'O Pai da História da Igreja'): 'Antigamente, no tempo em que aqueles da circuncisão estavam adorando com símbolos e tipos, não era inapropriado elevar hinos a Deus acompanhados com o saltério e a cítara, e fazê-lo nos dias de sábado... Hoje, porém nós os cristãos oferecemos nossos hinos com um saltério vivo e uma cítara viva, e com cânticos espirituais. As vozes dos cristãos, em uníssono, são mais aceitáveis a Deus do que qualquer instrumento musical. É de acordo com isto que, em TODAS as igrejas de Deus, unidas em alma e atitude, com um só pensar e em concordância de fé e piedade, nós enviamos ao céu uma melodia em uníssono, com as PALAVRAS dos Salmos sem instrumentos'.". [&lt;span style="color: blue;"&gt;2&lt;/span&gt;]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"&lt;b&gt;Atanásio&amp;nbsp;&lt;/b&gt;[c.296-373) bispo de Alexandria, campeão da ortodoxia contra o Arianismo: 'Não creio que um homem possa encontrar algo mais glorioso do que estes Salmos; porque eles abarcam a vida inteira do homem, as afeições de sua mente, e os impulsos de sua alma. Para louvor e glorificar a Deus, ele pode selecionar um salmo útil a cada ocasião, e assim verá que ele fora escrito para ele. Atanásio se refere aos Salmos como a 'síntese da Escritura inteira'.".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"&lt;b&gt;Ambrósio&amp;nbsp;&lt;/b&gt;(c.339-397) bispo de Milão: 'A lei instrui, a história informa, a profecia prediz, a correção censura, a moral exorta. No livro dos Salmos você encontra o fruto disto tudo, bem como o remédio para toda a salvação da alma. O saltério merece ser chamado o louvor de Deus, a glória do homem, a voz da Igreja, e a mais proveitosa confissão de fé. Com os Salmos aprendo a odiar o pecado, e desaprendo a me envergonhar do arrependimento. Nos Salmos deleite e instrução competem entre si: os cantamos por prazer e os lemos para aprender'.".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"&lt;b&gt;Agostinho&amp;nbsp;&lt;/b&gt;(354-430) bispo de Hipona, Doutor da Graça: 'Oh! Quanto suspiro por ti, meu Deus, quando leio os Salmos de Davi, esses fiéis hinos e cântico de devoção, que não permitem qualquer altivez de espírito! Oh! Quanto suspiro por ti interiormente nestes salmos! E quanto por eles sou elevado em direção a ti, ardendo orquestrá-los, se possível, através do mundo inteiro, contra o orgulho da raça humana! E embora eles não sejam cantados através do mundo inteiro, ninguém pode se esquivar da tua presença'.".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"&lt;b&gt;Richard Hooker&lt;/b&gt;&amp;nbsp;(1554-1600) da igreja da Inglaterra: 'O que é que um homem precisa saber que os Salmos não possam ensinar? Eles são para os iniciantes uma introdução fácil e familiar, numa poderosa argumentação de toda virtude e conhecimento de que devem estar inteirados e uma forte confirmação para o mais perfeito entre outros. Magnanimidade heróica, primorosa justiça, grave moderação, sabedoria exata, sincero arrependimento, paciência incansável, os mistérios de Deus, os sofrimentos de Cristo, os terrores da ira, os confortos da graça, as obras da providência sobre este mundo, e as alegrias prometidas daquele mundo que virá, todo bem a ser necessariamente conhecido, ou obtido, ou executado, jorra desta fonte celestial'.".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"&lt;b&gt;William Perkins&lt;/b&gt;&amp;nbsp;(1558-1602) o 'pai do puritanismo inglês: [O livro dos] Salmos contêm os cânticos sagrados apropriados para cada condição da igreja e de seus membros, compostos para serem cantados com graça no coração (Cl 3.16)'.". [&lt;span style="color: blue;"&gt;3&lt;/span&gt;]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Jonathan Edwards&amp;nbsp;&lt;/b&gt;(1703-1758): "Neles [nos Salmos] vemos um amor humilde e fervoroso a Deus, admiração por Sua perfeição gloriosa e feitos maravilhosos, desejos e sede da alma para com Ele. Encontramos alegria e felicidade em Deus, uma gratidão doce e comovente por Sua grande bondade, e um regozijo santo pelo Seu favor, suficiência e fidelidade. Vemos amor para com o povo de Deus e encanto nele, grande deleite na Palavra de Deus e suas ordenanças, tristeza pelos pecados do próprio Davi e de outros, e zelo fervoroso por Deus - como também contra os inimigos de Deus.&amp;nbsp;Essas expressões de emoção santa nos salmos são especialmente&amp;nbsp;relevantes para nós. Os Salmos não exprimem somente a religião de um santo da estatura do rei Davi, mas o Espírito Santo também os inspirou para que os crentes os cantassem em culto público, no tempo de Davi e para sempre". [&lt;span style="color: blue;"&gt;4&lt;/span&gt;]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Notamos, portanto, que os autores supracitados - e muitos além deles - reconhecem a magnificência e suficiência dos Salmos para o canto público.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Certamente que alguns desavisados poderiam achar que esse assunto me é fácil, pois acham que não sou músico ou que não sei tocar qualquer instrumento. Aqueles que me conhecem sabem que não somente sei tocar um instrumento, mas já fui participante de bandas de igreja. Quer dizer, a questão não é se me é agradável de aceitar ou não, mas se é bíblico e requerido por Deus - aliás, pouco importa minha opinião sobre isso, pois a Palavra de Deus a supera sem fim. Também muitos outros autores de livros e artigos expressam sua dificuldade que tiveram em voltar ao canto bíblico genuíno, contudo, essa dificuldade não passou por cima de sua musicalidade, mas o contrário, isto é, sua vocação para a música foi ordenada de forma a não se misturar com o preceito dado pelo Senhor durante o culto público; não que fossem homens de pouca firmeza em suas opiniões, mas porque foram moldados pelo Senhor e seguiram aquilo que a Santa palavra de Deus ordenara.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É preciso notar que muitíssimos benefícios nos são advindos do cântico de Salmos. O próprio Salmo 119, por exemplo, chamado de "O Alfabeto de Ouro" pelo Rev. Charles Spurgeon [pois as divisões desse salmo dizem respeito ao alfabeto hebraico, quer dizer, no texto original cada novo trecho é iniciado com a letra seguinte do alfabeto], nos demonstra o quão importante é atentarmos para a Lei do Senhor, não como via de salvação - pois quem nos salva é Cristo -, mas de vivência conforme àquilo que o Senhor prescreveu:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- "&lt;span style="color: red;"&gt;Tu ordenaste os teus mandamentos, para que diligentemente os observássemos&lt;/span&gt;" (Sl 119:4).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- "&lt;span style="color: red;"&gt;Abre tu os meus olhos, para que veja as maravilhas da tua lei&lt;/span&gt;" (Sl 119:18).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- "&lt;span style="color: red;"&gt;Também os teus testemunhos são o meu prazer e os meus conselheiros&lt;/span&gt;" (Sl 119:24).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- "&lt;span style="color: red;"&gt;Dá-me entendimento, e guardarei a tua lei, e observá-la-ei de todo o meu coração&lt;/span&gt;" (Sl 119:34).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- "&lt;span style="color: red;"&gt;Isto é a minha consolação na minha aflição, porque a tua palavra me vivificou&lt;/span&gt;" (Sl 119:50).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- "&lt;span style="color: red;"&gt;Os teus estatutos têm sido os meus cânticos na casa da minha peregrinação&lt;/span&gt;" (Sl 119:54).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- "&lt;span style="color: red;"&gt;Companheiro sou de todos os que te temem e dos que guardam os teus preceitos&lt;/span&gt;" (Sl 119:63).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Salmo 1 também se revela grandioso a nós:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
"&lt;span style="color: red;"&gt;Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes tem o seu prazer na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite. Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará. Não são assim os ímpios; mas são como a moinha que o vento espalha. Por isso os ímpios não subsistirão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos. Porque o SENHOR conhece o caminho dos justos; porém o caminho dos ímpios perecerá&lt;/span&gt;".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho plena certeza de que se ao menos a reta e firme palavra de Deus fosse cantada nos cultos públicos, cairia vertiginosamente o número de heresias pregadas e disseminadas entre os professos da fé cristã, pois tal qual como uma placa visa orientar o visitante e uma cerca a delimitar a passagem, assim também o cantar a palavra do Senhor nos é fonte suficiente de sabedoria e nos permite não ultrapassar aquilo que foi ordenado, seja por descuido ou por vil vontade de sobrepujar o Eterno.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os salmos do povo de Israel também nos mostram sobre a beleza de se confiar no Senhor no dia da angústia, ou em confiar-se no Altíssimo diante das incertezas, ou ainda apegar-se firmemente à fé legada a todos os santos... Os salmistas nos mostram também a sua humanidade, isto é, nos relembram que eram pecadores, homens cujo caráter precisava ser constantemente moldado pelo Senhor; pessoas que desejavam a morte de seus inimigos, sentiam o&amp;nbsp;opróbrio&amp;nbsp;do povo, viam-se cercado por todos os lados, a esperança pareciam-lhes fugir dentre as mãos... contudo, sempre bradavam em alta voz: "&lt;span style="color: red;"&gt;O SENHOR é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei? O SENHOR é a força da minha vida; de quem me recearei?&lt;/span&gt;" (Sl 27:1).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os Salmos são a mais bela expressão poética do caráter de Deus sendo suscitado no coração de Seu povo. É preciso que retornemos à paixão pela beleza dos Salmos, não porque homens não possam compor belas músicas, mas porque quando comparadas à magnitude das palavras divinas - tal qual a disparidade que há entre um raio que corta o céu e uma candeia que acende-se numa noite frita -, os hinos celestiais sobrepujam de sobremaneira a beleza humana, de forma que nada resta, senão "&lt;span style="color: red;"&gt;o Alfa e o Omega, o princípio e o fim&lt;/span&gt;&amp;nbsp;[e a]&amp;nbsp;&lt;span style="color: red;"&gt;fonte da água da vida&lt;/span&gt;" (Ap 21.6).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há aqueles que dizem: mas pode ser que a igreja primitiva de nosso Senhor tenha cantado outras músicas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Notas:&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[&lt;span style="color: blue;"&gt;1&lt;/span&gt;] CALVINO, João. Citado em&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.cprf.co.uk/languages/portuguese_calvinpsalmsinchurch.htm"&gt;Covenant Protestand Reformed Church&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[&lt;span style="color: blue;"&gt;2&lt;/span&gt;] Eusébio - comentário no livro de salmos, salmo 91&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[&lt;span style="color: blue;"&gt;3&lt;/span&gt;] Exceto a de Eusébio, todas as citações foram retiradas de a&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.iglesiareformada.com/gloria_suficiencia_salmos_diversos.pdf"&gt;Glória e Suficiência dos Salmos para o Cântico&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
[&lt;span style="color: blue;"&gt;4&lt;/span&gt;] A Genuína Experiência espiritual - Jonathan Edwards (pág.27)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/142254692826592015-5810501672107485587?l=2timoteo316.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://2timoteo316.blogspot.com/feeds/5810501672107485587/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://2timoteo316.blogspot.com/2012/01/setimo-elemento-constitutivo-do-culto_30.html#comment-form" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/142254692826592015/posts/default/5810501672107485587?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/142254692826592015/posts/default/5810501672107485587?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://2timoteo316.blogspot.com/2012/01/setimo-elemento-constitutivo-do-culto_30.html" title="Sétimo elemento constitutivo do culto público: Cântico de Salmos (parte 4 - A Bênção do Cântico Ordenado) - Sermão pregado dia 29.01.2012" /><author><name>Filipe Luiz C. Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00410922817341052872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="22" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_A7xLtEmmEyw/Su8rRVISvYI/AAAAAAAAAMo/6B6gpa-f638/S220/foto+blog+pequena.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-qqa0X4KkLpA/Tx3ojyffHbI/AAAAAAAABSE/18-Dqhf-XQc/s72-c/bird+singing.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;Dk4ARnY-fCp7ImA9WhRUFU8.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-142254692826592015.post-2898106700880801299</id><published>2012-01-25T12:55:00.001-08:00</published><updated>2012-01-25T12:55:47.854-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-25T12:55:47.854-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Vida Cristã" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Meus Escritos" /><title>O Estilo de Guerra Reformado</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-dE9RVb8NpLw/Tx2DYOESQVI/AAAAAAAABR4/4UQUxhBkiEQ/s1600/sniper5.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-dE9RVb8NpLw/Tx2DYOESQVI/AAAAAAAABR4/4UQUxhBkiEQ/s320/sniper5.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"&lt;span style="color: red;"&gt;E estava ali um certo homem, chamado Simão, que anteriormente exercera naquela cidade a arte mágica, e tinha iludido o povo de Samaria, dizendo que era uma grande personagem; Ao qual todos atendiam, desde o menor até ao maior, dizendo: Este é a grande virtude de Deus. E atendiam-no, porque já desde muito tempo os havia iludido com artes mágicas. Mas, como cressem em Filipe, que lhes pregava acerca do reino de Deus, e do nome de Jesus Cristo, se batizavam, tanto homens como mulheres. E creu até o próprio Simão; e, sendo batizado, ficou de contínuo com Filipe; e, vendo os sinais e as grandes maravilhas que se faziam, estava atônito. Os apóstolos, pois, que estavam em Jerusalém, ouvindo que Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram para lá Pedro e João. Os quais, tendo descido, oraram por eles para que recebessem o Espírito Santo (Porque sobre nenhum deles tinha ainda descido; mas somente eram batizados em nome do Senhor Jesus). Então lhes impuseram as mãos, e receberam o Espírito Santo.E Simão, vendo que pela imposição das mãos dos apóstolos era dado o Espírito Santo, lhes ofereceu dinheiro, Dizendo: Dai-me também a mim esse poder, para que aquele sobre quem eu puser as mãos receba o Espírito Santo. Mas disse-lhe Pedro: O teu dinheiro seja contigo para perdição, pois cuidaste que o dom de Deus se alcança por dinheiro. Tu não tens parte nem sorte nesta palavra, porque o teu coração não é reto diante de Deus. Arrepende-te, pois, dessa tua iniqüidade, e ora a Deus, para que porventura te seja perdoado o pensamento do teu coração; Pois vejo que estás em fel de amargura, e em laço de iniqüidade&lt;/span&gt;" (Atos 8:9-23).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguns homens incautos ousam afirmar que o estilo de vida Reformado é algo místico, quer dizer, o que importa é o amor em Cristo Jesus - porém, não é essa a atitude demonstrada pelo apóstolo Pedro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vejamos que este homem de nome Simão e que era mágico, havia recém se convertido e sido batizado, mas que &amp;nbsp;por um deslize de seu coração, como que para provar que o mero professar e ser batizado coisa alguma significa se não vier acompanhado de vida cristã prática, argumenta e oferece dinheiro de forma que pudesse comprar o poder do Espírito Santo - mas o apóstolo Pedro não se deixa levar por essa levianidade e imediatamente profere um tiro de advertência e condena veemente a atitude maligna daquele homem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A atitude do santo apóstolo Pedro certamente deve chocar aqueles que não querem defender a verdade. Pedro não era um homem ímpio para fugir do combate à verdade e por isso não ousou condenar o erro da maneira mais incisiva possível. Por que? Porque a verdade deve ser defendida com unhas e dentes, assim como o erro precisa ser extirpado para muito longe, ainda que muito sangue voe pelos ares.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim também deve ser o estilo de guerra reformado - ousado, perspicaz, ágil, direto, cirúrgico, não se detendo se será agradável ou não, se sustentará amizades, se lhe darão honras ou outra coisa qualquer, pois é dessa maneira que eliminamos o maligno.&amp;nbsp;O soldado reformado ao ser alistado para o exército celestial, não titubeia em limpar sua arma e partir para o combate, mesmo sabendo quantas desventuras lhe sobrevirão.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/142254692826592015-2898106700880801299?l=2timoteo316.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://2timoteo316.blogspot.com/feeds/2898106700880801299/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://2timoteo316.blogspot.com/2012/01/o-estilo-de-guerra-reformado.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/142254692826592015/posts/default/2898106700880801299?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/142254692826592015/posts/default/2898106700880801299?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://2timoteo316.blogspot.com/2012/01/o-estilo-de-guerra-reformado.html" title="O Estilo de Guerra Reformado" /><author><name>Filipe Luiz C. Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00410922817341052872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="22" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_A7xLtEmmEyw/Su8rRVISvYI/AAAAAAAAAMo/6B6gpa-f638/S220/foto+blog+pequena.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-dE9RVb8NpLw/Tx2DYOESQVI/AAAAAAAABR4/4UQUxhBkiEQ/s72-c/sniper5.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;DE8AQH48cSp7ImA9WhRUE0w.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-142254692826592015.post-6519643889663200578</id><published>2012-01-23T03:07:00.000-08:00</published><updated>2012-01-23T03:07:21.079-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-23T03:07:21.079-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="7.2 Cântico de Salmos (parte 3)" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Pregações" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Meus Escritos" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="O culto público" /><title>Sétimo elemento constitutivo do culto público: Cântico de Salmos (parte 3 - O Cântico aceitável ao Senhor) - Sermão pregado dia 22.01.2012</title><content type="html">&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-fYjHGM8EEwo/TxsNoy84IfI/AAAAAAAABRo/1chmtCTJlq8/s1600/incenso.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-fYjHGM8EEwo/TxsNoy84IfI/AAAAAAAABRo/1chmtCTJlq8/s200/incenso.jpg" width="133" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;b&gt;Sétimo elemento constitutivo do culto público:&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;b&gt;Cântico de Salmos (&lt;u&gt;parte 3 - O Cântico aceitável ao Senhor&lt;/u&gt;) -&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;b&gt;Sermão pregado dia 22.01.2012&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tendo em vista o que já vimos até o momento, é preciso que entendamos qual o cântico aceitável a Deus, isto é, o que Deus recebe como aroma agradável, "&lt;span style="color: red;"&gt;um holocausto para o SENHOR, cheiro suave; uma oferta queimada ao SENHOR&lt;/span&gt;" (Êx 29.18), pois se nosso sincero desejo é de "[Louvar]&lt;span style="color: red;"&gt;&amp;nbsp;o nome de Deus com um cântico, e engrandecê-lo-ei com ação de graças.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;[E]&lt;span style="color: red;"&gt;&amp;nbsp;Isto será mais agradável ao SENHOR do que boi, ou bezerro que tem chifres e unhas&lt;/span&gt;" (Sl 69:30-31), precisamos compreender o que o Senhor requer de seus adoradores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como já temos visto, tudo o que o crente deve fazer precisa visar a glória de Deus (1Co 10.31), mas também já observamos na parte 1 (clique&amp;nbsp;&lt;a href="http://2timoteo316.blogspot.com/2012/01/setimo-elemento-constitutivo-do-culto.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;) que nem tudo o que fazemos é aceitável a Deus, ainda que seja feito todo coração e com toda boa intenção desse mundo (conforme exemplo de Saul).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"&lt;span style="color: red;"&gt;E pela manhã cedo se levantaram e saíram ao deserto de Tecoa; e, ao saírem, Jeosafá pôs-se em pé, e disse: Ouvi-me, ó Judá, e vós, moradores de Jerusalém: Crede no SENHOR vosso Deus, e estareis seguros;&amp;nbsp;&lt;i&gt;crede nos seus profetas, e prosperareis&lt;/i&gt;; E aconselhou-se com o povo, e ordenou cantores para o SENHOR, que louvassem à Majestade santa, saindo diante dos armados, e dizendo: Louvai ao SENHOR porque a sua benignidade dura para sempre&lt;/span&gt;" (2 Cr 20:20-21 - grifo meu).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O povo do Antigo Testamento bem sabia que a palavra do Senhor se manifestava por meio de Seus profetas e mestres que guiavam o povo rumo à cidade prometida e posteriormente&amp;nbsp;instruíam-no por meio de leis positivadas (escritas, registradas) e que visavam sua estruturação diante de Deus de Israel. O escritor de Crônicas lembra ao povo sobre a importância de ouvirem e crerem "&lt;i style="color: red;"&gt;nos seus profetas&lt;/i&gt;", pois aprouvera ao Senhor que naquele tempo se comunicasse com o povo mediante o ofício de profeta e também tivesse homens que representavam o povo diante d'Ele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"&lt;span style="color: red;"&gt;E os levitas, que eram cantores, todos eles, de Asafe, de Hemã, de Jedutum, de seus filhos e de seus irmãos, vestidos de linho fino, com címbalos, com saltérios e com harpas, estavam em pé para o oriente do altar; e com eles até cento e vinte sacerdotes, que tocavam as trombetas)&amp;nbsp;&lt;/span&gt;[esse parêntese vem do v.11]&lt;span style="color: red;"&gt;. E aconteceu que, quando eles uniformemente tocavam as trombetas, e cantavam, para fazerem ouvir uma só voz, bendizendo e louvando ao SENHOR; e levantando eles a voz com trombetas, címbalos, e outros instrumentos musicais, e louvando ao SENHOR, dizendo: Porque ele é bom, porque a sua benignidade dura para sempre, então a casa se encheu de uma nuvem, a saber, a casa do SENHOR&lt;/span&gt;" (2 Cr 5:12-13).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A palavra do Senhor era clara quanto ao mandamento: apenas os sacerdotes da ordem levítica deveriam cantar e tocar os instrumentos diante do Senhor. Qualquer homem que não fosse dessa linhagem específica não deveria se aproximar e muitíssimo menos tentar entoar louvores ao Senhor no Seu santo lugar, pois eram somente os levitas que tinham o ofício de render glórias ao Senhor em seu santo templo (1Cr 6.33; 25.6). Porém, não somente isso, esses eram os únicos compositores autorizados, únicos mestres autorizados e únicos executores autorizados, ninguém de fora poderia vir e ajudar a tocar os símbalos ou outro instrumento, ou ainda querer ajudar a compor determinado hino ao Senhor, pois esse ofício era estritamente destinado aos levitas. Também notamos que Davi e Salomão escrevam vários dos Salmos, mas ainda que não fossem sacerdotes levíticos, eram tipos de Cristo e profetas da Igreja/Estado do Senhor - por isso tinham autorização para comporem tais cânticos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"&lt;span style="color: red;"&gt;E ministravam&amp;nbsp;&lt;/span&gt;[todos os nomes mencionados nos versículos anteriores]&lt;span style="color: red;"&gt;&amp;nbsp;diante do tabernáculo da tenda da congregação com cantares, até que Salomão edificou a casa do SENHOR em Jerusalém; e estiveram, segundo o seu costume, no seu ministério&lt;/span&gt;" (1Cr 6:32).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando falamos de louvor ao Senhor, devemos fazer a seguinte distinção: o que devemos cantar? E ainda: devemos tocar algum instrumento? Note que a pergunta é o que&amp;nbsp;&lt;b&gt;devemos&lt;/b&gt;&amp;nbsp;fazer e não o que&amp;nbsp;&lt;b&gt;podemos&lt;/b&gt;, pois aí reside o grande trunfo da teologia reformada, isto é, de que a Bíblia nos&amp;nbsp;&lt;b&gt;ordena&lt;/b&gt;&amp;nbsp;certas práticas, sendo negligência de nossa parte quando nos baseamos em subterfúgios humanos para explicar a própria Escritura. Precisamos então responder a pergunta: o que devemos cantar?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes de iniciarmos a solução desse problema, precisamos analisar algumas questões. Muitas variáveis poderiam ser postas aqui, ou seja, se podemos cantar qualquer música ou apenas músicas de acordo com a reta doutrina, se apenas a própria Bíblia ou apenas as músicas da Bíblia, se apenas os salmos das Escrituras... Para tanto, é preciso que nos foquemos no que já vimos na parte 1, quer dizer, de nada adiantaria sustentar que podemos cantar qualquer música, se não temos base bíblica para isso. Também será inútil toda opinião para qualquer outra visão que não tenha respaldo bíblico - daí nos focarmos hoje no cântico exclusivo de salmos (as objeções quanto à essa prática - e suas respectivas respostas - eu deixarei para o final dessa série de pregações).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"&lt;span style="color: red;"&gt;Louvai ao SENHOR. Cantai ao SENHOR um cântico novo, e o seu louvor na congregação dos santos&lt;/span&gt;" (Sl 149:1). Essa citação é muito clara em nos ensinar que na "&lt;span style="color: red;"&gt;congregação dos santos&lt;/span&gt;", isto é, no culto público, devemos louvar ao Senhor. Cantar ao Senhor não é mera questão de conveniência, mas de ordem divina. Contudo, o que aqueles santos homens cantavam na congregação do santos?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"&lt;span style="color: red;"&gt;Louvai ao SENHOR, e invocai o seu nome; fazei conhecidas as suas obras entre os povos. Cantai-lhe, cantai-lhe salmos; falai de todas as suas maravilhas&lt;/span&gt;" (Sl 105:1, 2; Sl 47:6; Sl 68:4; Sl 98:5). Como vimos acima, apenas os levitas foram autorizados a comporem as músicas e tocarem instrumentos ao Senhor. Esse precisa ser um ponto de grande importância para nós, pois se naquele tempo somente os levitas tinham a autorização do Altíssimo para compor as músicas que seriam cantadas no templo, precisamos compreender que, haja vista o ofício de levita ter cessado e também o de profecia, não temos mais autorização bíblica para compormos novos hinos de louvor. Certamente que isso não é um empecilho ou proibição para algum cantor cristão compor suas músicas, mas no que diz repeito ao canto público durante o culto, nenhum homem pode igualar sua composição àquela feita pela inspiração divina e revelada nos Salmos. [&lt;span style="color: blue;"&gt;1&lt;/span&gt;]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Ao tratar acerca do culto com os coríntios, Paulo lhes disse: “Que fazer, pois, irmãos? Quando vos reunis, um tem salmo, outro, doutrina, este traz revelação, aquele, outra língua, e ainda outro, interpretação. Seja tudo feito para edificação” (1 Coríntios 14:26 RA).&amp;nbsp;Aqui o apóstolo estava abordando sobre as divisões que havia na igreja coríntia com respeito aos dons espirituais, divisões estas que se manifestavam no culto. Então, ele lhes lembra que cada um tinha com o que contribuir para a edificação, e, claramente, fala sobre dons revelacionais, tais como 'doutrina',&amp;nbsp;'revelação',&amp;nbsp;'outra língua'&amp;nbsp;e&amp;nbsp;'interpretação'. Neste rol, Paulo aludiu a&amp;nbsp;'salmo', com referência a um cântico inspirado, haja vista que todos os outros termos subtendem comunicação inspirada da Palavra de Deus. O contexto não deixa dúvidas de que tal cântico era inspirado". [&lt;span style="color: blue;"&gt;2&lt;/span&gt;]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já tivemos a oportunidade de vermos em outra ocasião (clique&amp;nbsp;&lt;a href="http://2timoteo316.blogspot.com/2011/06/vital-importancia-das-escrituras-sermao.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;) a magnitude e suficiência das Escrituras para nós (2Tm 3.16, 17) - e agora acrescento: se as Sagradas Escrituras são suficientes para nos tornar "perfeitamente habilitados" quanto à doutrina e à pratica cristã, por quê não seriam capazes de também nos serem perfeitas para nosso cântico ao Senhor? Quer dizer, muitos homens reconhecem - na teoria - que a Bíblia é sua regra de fé e conduta, porém acham cantar aquilo que a Bíblia nos ensina é ser "ultrapassado" ou ainda, "neo-puritano". [&lt;span style="color: blue;"&gt;3&lt;/span&gt;]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todo problema em torno dessa questão surge sobre a licitude de se cantar apenas os salmos ou poder-se cantar outros hinos escritos por homens. O problema, contudo, é que os defensores do cântico de hinos não inspirados, além de passarem por cima das Escrituras, "esmagam" também os grandes exegetas bíblicos que já pisaram nessa terra - onde na sua grandiosa maioria eram árduos defensores da salmodia exclusiva.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A grande divisão entre os defensores da salmodia exclusiva e os dos hinos nos inspirados, diz - também - respeito a duas passagens do apóstolo Paulo (Ef 5.18,19 e Cl 3.16).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- "&lt;span style="color: red;"&gt;E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito; Falando entre vós em salmos, e hinos, e cânticos espirituais; cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração&lt;/span&gt;" (Ef 5:18-19).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- "&lt;span style="color: red;"&gt;A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração&lt;/span&gt;" (Cl 3:16).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Em ambas as passagens Paulo usou os termos salmos (gr. ψαλμος - psalmos), hinos (gr. υμνος – humnos) e cânticos (ωδη - ode)". [&lt;span style="color: blue;"&gt;4&lt;/span&gt;] Os adeptos dos cânticos extra bíblicos entendem essas três palavras paulinas como se ele estivesse nos orientando a cantar além dos salmos, também "hinos e cânticos espirituais" - estes últimos como sendo canções feitas por homens após a era apostólica. Para eles, apenas se cantar os salmos seria restringir a liberdade do homem de oferecer seu louvor ao Senhor por meio de suas composições. Já para aqueles que defendem a salmodia exclusiva (daqui em diante designada por S.E.), Paulo não está falando de três coisas distintas, e sim tão somente de uma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ora, já dever-nos-ia ser conhecido que muitas vezes a literatura bíblica nos fala a mesma coisa através de sinônimos, tipificando assim a ênfase que deseja dar ao ensino. "Por exemplo, Moisés ao clamar a Deus na ocasião da segunda doação das tábuas da Lei inscrita em pedra, após o pecado de idolatria do povo, referiu-se ao Senhor como aquele '... que perdoa a iniquidade, a transgressão e o pecado...' (Êxodo 34:7 RA). Tal constatação pode ser vislumbrada também no Novo Testamento, onde a mentalidade hebraica é expressa no idioma grego. Ao responder sobre qual é o maior dos mandamentos, Jesus disse: '... Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento' (Mateus 22:37 RA)". [&lt;span style="color: blue;"&gt;5&lt;/span&gt;]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É a partir desse fato que os defensores da S.E. nos dizem que Paulo não estava a dizer sobre três coisas distintas, mas apenas sobre uma.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O grandioso puritano John Gill&amp;nbsp;(1697 - 1771)&amp;nbsp;expressou sua exegese dessa forma: "Pelo nome Salmos, é referido aos Salmos de Davi e outros que compõem o livro que assim chamamos; para os outros salmos não. Por hinos entendemos não como se fossem feitos por um bom homem mas sem a inspiração do Espírito Santo e elevado ao mesmo nível daquele e para ser cantado com eles para a edificação das igrejas, mas estes são apenas um outro nome para o Livro de Salmos; o título em execução pode também ser chamado de O Livro dos Hinos conforme entende Ainsworth; e o salmo que nosso Senhor cantou com seus discípulos após a ceia é chamado de hino; e então os salmos geralmente são chamados de hinos por Philo, o judeu, e cânticos e hinos por Josefo [historiador da igreja 37 – 100 d.C]; e... 'cânticos e louvores', ou 'hinos' no Talmude [documento importante para judeus]; e por 'cânticos espirituais' entende-se também os Salmos de Davi, Asafe e os títulos de muitos de seus cânticos, e as vezes um salmo e cântico, e cântico e salmo, um cântico de graus junto com todos os cânticos escriturísticos escritos por homens inspirados e que são chamados de “espirituais” porque são iniciados pelo Espírito de Deus, consistindo de questão espiritual e designado para a edificação espiritual e estão em oposição com tudo que é profano, músicas soltas e devassas. Essas três palavras respondem... aos muitos títulos dos Salmos de Davi – de onde parece ser essa a intenção do apóstolo, de que isso dever-se-ia cantar nas Igrejas Cristãs; daí ele dizer na próxima cláusula:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“&lt;b&gt;cantando e fazendo melodias em seus corações ao Senhor&lt;/b&gt;”. Cantar é algo diferente da oração, então a partir do agradecer a Deus que é mencionado em Efésios 5.20, isso também é um dever – não um louvor mental a Deus - por isso é que é chamada de língua e ensino, e admoestação -, mas um louvor a Deus com o movimento da voz, e isso é justamente realizado quando o coração e a voz concordam; quando há uma melodia no coração, bem como na língua, porque cantando e louvando de coração é cantar com, ou a partir do coração, ou de coração...". [&lt;span style="color: blue;"&gt;6&lt;/span&gt;]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"&lt;b&gt;Em primeiro lugar&lt;/b&gt;, perceba que estas palavras, 'salmos, hinos, cânticos espirituais,' todas se referem aos Salmos na Septuaginta, a tradução grega do Antigo Testamento que é comumente citada no Novo Testamento. Nela, 67 Salmos são chamados 'salmos', 34 são chamados 'cânticos', e 6 são chamados 'hinos'. Treze tem o título duplo, 'salmo e cântico,' três tem o título duplo, 'salmo e hino,' e um (Salmo 76) tem os três termos no título.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Em segundo lugar&lt;/b&gt;, as outras referências a 'hinos' no Novo Testamento (Mt 26.30 e Mc 14.26) não se referem à composições humanas, mas ao assim chamado&amp;nbsp;&lt;i&gt;hallel&amp;nbsp;&lt;/i&gt;- os Salmos de adoração que eram cantados durante e após a Páscoa (Salmos 113 - 118).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Em terceiro lugar&lt;/b&gt;, Colessenses 3.16 nos fala que é pelo cântico dos salmos, hinos e cânticos espirituais que nós temos a palavra de Cristo habitando em nós ricamente. É difícil ver como isto pode se referir a qualquer coisa além da própria Escritura". [&lt;span style="color: blue;"&gt;7&lt;/span&gt;]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por fim, vemos também que esse não foi um entendimento isolado de alguns homens, mas foi expresso pelos piedosos homens que fizeram a Confissão de Fé de Westminster (expresso no cap. XXI, seção V) e também o Diretório de Culto de Westminster (além do Breve e Maior Catecismo) - donde lemos: "É dever dos cristãos louvar a Deus publicamente cantando Salmos juntos na Igreja, e também em particular na família. Ao cantar os Salmos, a voz deverá ser afinada e ordenada com seriedade; mas o cuidado maior precisa ser o de cantar com o entendimento e com graça no coração, erguendo melodias ao Senhor. Para que toda a Igreja possa se unir no canto, todas as pessoas que sabem ler deverão ter um hinário dos Salmos; e os demais que não estejam incapacitados por idade ou outro motivo, são exortados a que aprendam a ler. Mas no momento, quando há muitos na Igreja que não sabem ler, é conveniente que o Ministro [Pastor], ou algum outro indivíduo apto por ele e os outros presbíteros leia os Salmos, cada verso por sua vez, antes de ser cantado"&amp;nbsp;[&lt;span style="color: blue;"&gt;8&lt;/span&gt;]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Infelizmente muitos argumentam que Ef 5.19 e Cl 3.16 não estão inseridos num contexto de culto público, mas questionamos tal esquiva de se seguir a S.E., pois "Se salmos, hinos e cânticos espirituais são os limites do material de cânticos para o louvor de Deus, nos atos menos formais de adoração, quanto mais eles serão limites no ato mais formal de adoração". [&lt;span style="color: blue;"&gt;9&lt;/span&gt;] Isto é, é contra a lógica bíblica Deus instituir o cântico de seu próprio hinário durante as atividades do dia-a-dia e durante a "congregação do santos" (cf. Sl 149,1), onde louvamos corporativamente ao Senhor em "espírito e em verdade", termos a autorização de cantarmos apenas uma "boa e bela música". Ora, se o Altíssimo tivesse de fazer alguma diferença segundo a ordem de santidade, seria mais apropriado cantar os Salmos no culto público e nos deixar cantar nossas próprias músicas no cotidiano, não? Ou acaso o Senhor não tem prazer na reunião do santos?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Semana que vem veremos o testemunho da igreja primitiva sobre o uso de Salmos como único hinário autorizado e também as bênçãos que decorrem desse uso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b style="text-align: justify;"&gt;Notas:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[&lt;span style="color: blue;"&gt;1&lt;/span&gt;] ISBELL, Sherman. Fonte:&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.westminsterconfession.org/worship/the-singing-of-psalms.php"&gt;Westminster Confession.&lt;/a&gt;&amp;nbsp;Em conversa via FaceBook com o professor Salomão Rod: "Ali [no livro] ele trata da necessidade de Inspiração Divina e Ordem Divina para composição dos Salmos, de modo que todos autores dos Salmos são profetas".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[&lt;span style="color: blue;"&gt;2&lt;/span&gt;] LIMA, Célio. Extraído do blog do autor -&amp;nbsp;&lt;a href="http://vozreformada.blogspot.com/2011/05/acerca-da-salmodia-exclusiva.html"&gt;Vox Reformata&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[&lt;span style="color: blue;"&gt;3&lt;/span&gt;] Neo-puritano foi um infeliz termo cunhado por alguns homens contrários à plena adesão da Confissão de Fé de Westminster (CFW) e dos princípios seguidos pelos reformadores e puritanos. Para eles, nós que defendemos a salmodia exclusiva somos inovadores, pois - segundo pensam - nem os reformadores, nem os puritanos chegaram a um&amp;nbsp;consenso&amp;nbsp;sobre isso. O problema todo é que eles negam o que sua própria confissão (CFW) diz! Isto é, que deve-se cantar os salmos no culto público (Cap. XXI, Seção V).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[&lt;span style="color: blue;"&gt;4&lt;/span&gt;] Op. Cit.&amp;nbsp;LIMA, Célio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[&lt;span style="color: blue;"&gt;5&lt;/span&gt;] Apud.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[&lt;span style="color: blue;"&gt;6&lt;/span&gt;] GILL, John. Fonte:&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.biblestudytools.com/commentaries/gills-exposition-of-the-bible/ephesians-5-19.html"&gt;Bible Study Tools&lt;/a&gt;&amp;nbsp;- tradução livre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[&lt;span style="color: blue;"&gt;7&lt;/span&gt;] HANKO, Ronald. Fonte:&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.monergismo.com/textos/liturgia/salmos_hinos_canticos_Ronald_Hanko.pdf"&gt;Monergismo&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="text-align: -webkit-auto;"&gt;[&lt;span style="color: blue;"&gt;8&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-align: -webkit-auto;"&gt;] Disponível na internet&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="text-align: -webkit-auto;"&gt;[&lt;/span&gt;&lt;span style="color: blue; text-align: -webkit-auto;"&gt;9&lt;/span&gt;&lt;span style="text-align: -webkit-auto;"&gt;] SCHWERTLEY, Brian - Salmodia Exclusiva: Uma Defesa Bíblica. Fonte:&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.reformedonline.com/view/reformedonline/Salmodia%20Exclusiva_Brian_30b.12.05.htm"&gt;Reformed Online&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/142254692826592015-6519643889663200578?l=2timoteo316.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://2timoteo316.blogspot.com/feeds/6519643889663200578/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://2timoteo316.blogspot.com/2012/01/setimo-elemento-constitutivo-do-culto_23.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/142254692826592015/posts/default/6519643889663200578?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/142254692826592015/posts/default/6519643889663200578?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://2timoteo316.blogspot.com/2012/01/setimo-elemento-constitutivo-do-culto_23.html" title="Sétimo elemento constitutivo do culto público: Cântico de Salmos (parte 3 - O Cântico aceitável ao Senhor) - Sermão pregado dia 22.01.2012" /><author><name>Filipe Luiz C. Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00410922817341052872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="22" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_A7xLtEmmEyw/Su8rRVISvYI/AAAAAAAAAMo/6B6gpa-f638/S220/foto+blog+pequena.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-fYjHGM8EEwo/TxsNoy84IfI/AAAAAAAABRo/1chmtCTJlq8/s72-c/incenso.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CkcDQn08eCp7ImA9WhRUEEg.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-142254692826592015.post-721519793319495790</id><published>2012-01-20T01:01:00.000-08:00</published><updated>2012-01-20T01:01:13.370-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-20T01:01:13.370-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Vida Cristã" /><title>A Vontade Soberana de Deus - John Gill</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-wgH6GUI68vc/Txks5SaHZ-I/AAAAAAAABRg/8vT8hA3pnRk/s1600/luz.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://2.bp.blogspot.com/-wgH6GUI68vc/Txks5SaHZ-I/AAAAAAAABRg/8vT8hA3pnRk/s200/luz.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;1. Provo que há uma vontade em Deus&lt;/b&gt;; à razão de que em todos os seres inteligentes há uma vontade, como também uma compreensão; como em anjos e homens, assim é com Deus; como Ele tem uma compreensão do que é infinito e imperscrutável, assim ele tem uma vontade; fazer a vontade dEle é o mais apropriado. As influências de Sua compreensão guiam a sua vontade, e a Sua vontade determina todas as suas ações; e a Sua vontade sendo dirigida assim, sabiamente, é chamada de "o conselho da sua vontade" (Ef. 1:11). A vontade freqüentemente é atribuída a Deus na Bíblia; “Faça-se a vontade do Senhor.” (Atos 21:14). “Porquanto, quem tem resistido à sua vontade?” (Rm. 9:19). “Descobrindo-nos o mistério da sua vontade,” (Ef. 1:9) e em muitos outros lugares; a vontade de Deus não é de nenhum modo diferente de Sua própria propensão; é essencial a Ele; é a Sua natureza e essência; não é separada, ou considerada como distinta, ou como uma parte de um todo; o que seria contrário ao claro senso de Deus; ou para ser um simples espírito desapiedado que fora estabelecido. A vontade é atribuída a cada uma das pessoas divinas; para o Pai, (Jo 6:39, 40) para o Filho, como uma pessoa divina, (Jo 5:21, 17:24) e quem também, como homem, teve uma vontade distinta dessa, entretanto sujeitou-se, (Jo 6:38; Lc 22:42) e para o Espírito que é dito que restringe e não sofre algumas coisas que são feitas; quer dizer, não os permite; e não permitir é um ato da vontade, como também decidir, (Atos 16:6, 7) é dito que ele reparte os seus dons aos homens “como quer” (1 Cor. 12:11). E estes três, como eles são um Deus, concordam em um, em uma mente e vontade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;2. Mostrarei agora no que consiste a vontade de Deus&lt;/b&gt;: há apenas uma vontade em Deus; mas para nossa melhor compreensão, pode-se distinguir isso. Eu não aborrecerei o leitor com todas as distinções feitas pelos homens; algumas são falsas e outras vãs e inúteis; como absoluto e condicional, antecedente e conseqüente, eficaz e ineficaz, etc. A distinção de "secreta" e "revelada" vontade de Deus é obtida entre as perfeições divinas; a primeira é propriamente a vontade de Deus, a segunda somente a sua manifestação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Qualquer que seja a resolução de Deus em Si mesmo, quer para Si ou para outros, ou permitir ocorrer, enquanto está em seu íntimo, não se faz saber por qualquer evento da providência, ou pela profecia, que é a Sua vontade secreta; assim são as profundezas de Deus, os pensamentos de Seu coração, os conselhos e determinações de Sua mente; que são impenetráveis a outros; mas quando se abrem pelos eventos da providência ou pela profecia então eles se tornam a revelada vontade de Deus. A secreta vontade de Deus torna-se revelada pelos eventos da providência, é considerada geral ou especial; a providência geral de Deus com respeito ao mundo e a Igreja não é outra coisa do que a sua execução, e assim a manifestação da Sua secreta vontade, com respeito a ambos: o mundo e suas obras, a origem das nações, o estabelecimento delas nas várias partes do mundo, o surgimento de estados e reinos e particularmente das quatro monarquias e a sua sucessão: para a Igreja, na linha de Sete, de Adão e na linha de Sem, de Noé e no povo de Israel, de Abraão, para a vinda de Cristo e o livro de Apocalipse é a manifestação da vontade secreta de Deus com respeito a ambos, da vinda de Cristo ao fim do mundo, grande parte do qual já foi cumprida e o restante será cumprido como a destruição do anticristo e do estado anticristão, a conversão dos judeus e a vinda da plenitude dos gentios e o reino espiritual e pessoal de Cristo. Essas são agora reveladas, ainda que o tempo em que elas tomarão lugar esteja na vontade secreta de Deus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A providência de Deus pode ser considerada como especial com respeito a pessoas em particular; há um propósito ou secreta vontade de Deus com respeito a cada homem; e há um tempo fixado para todo propósito; um tempo para nascer e um tempo para morrer, e para tudo o que vier a acontecer ao homem entre o seu nascimento e morte: tudo o que em seu devido tempo se abriu, pela providência e que era secreto veio a ser revelado: dessa maneira sabemos para que nascemos, que nossos país no tempo e circunstâncias de nosso nascimento como relatado a nós, viemos a saber que acontece a nós, se em adverso ou próspero caminho; Deus tem executado o que foi determinado para nós, como Jó diz de si mesmo; mas então como ele observa: “muitas coisas como estas ainda tem consigo”, em Sua vontade secreta. Não sabemos o que sucederá conosco e embora saibamos que um dia iremos morrer, isso é revelado, mas quando e onde, de que maneira e circunstância, não sabemos, o que resta na secreta vontade de Deus. Algumas coisas que pertencem a secreta vontade de Deus vem a ser reveladas pelas profecias, assim foi feito saber a Abraão, que a sua semente de acordo com a secreta vontade de Deus, deveria ser em uma terra, não sua, quatrocentos anos e ser afligida e vir a se tornar uma grande nação; Deus não ocultou a Abraão o que Ele secretamente tinha em mente, em destruir Sodoma e Gomorra e de fato isso foi usual pelo Senhor para fazer nada mas do que a revelação para seus servos os profetas; particularmente todas as coisas relativas a Cristo, Sua encarnação, ofícios, obediência, sofrimentos, morte e a glória que deveria suceder, seria todo o significado anteriormente, para os profetas, pelo Espírito de Cristo neles.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A vontade de Deus, que Ele tem feito pelo homem, é revelada na lei, que é chamada “sua vontade” (Rm 2:18). Isto foi feito a saber a Adão, pela inscrição no seu coração, portanto, ele sabia o que era a obediência a Deus, para ser executada por ele, isto, ainda que fracamente obliterada pelo pecado, ainda aqui é alguma coisa restante nos gentios, que fez pela natureza as coisas contidas nela, que mostra a obra da lei escrita em seus corações: uma nova edição desta lei foi entregue para os Israelitas, escritas em tábuas de pedra, pelo dedo de Deus; em conformidade com o que eles a si mesmo procediam e tomar a possessão de Canaã e gozar os privilégios disto: e na regeneração a lei de Deus é posta no íntimo e escrita nos corações do povo de Deus; que sendo transformado pela renovação das mentes vem a saber qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus (Rm 12:2). Isto é em relação a obediência a ambos para Deus e o homem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta é a revelada vontade de Deus no Evangelho; em relação aos tipos de intenções, e graciosas considerações de Deus ao homem, e revelar o que antes era Sua secreta vontade em relação a ele; como Ele tinha escolhido alguns para a vida eterna, e os designou para a salvação por Cristo e nomeado a Cristo para ser o Salvador; e Cristo fazendo a vontade de Deus veio do céu a terra para tal, e isto é a vontade de Deus, que esses deveriam ser regenerados e santificados; e “nunca hão de perecer, mas tem a vida a vida (Ef 1:4,5; Jo 6:38; I Ts 4:3; Jo 6:39,40; Mt 18:14). Mas por conseguinte, tudo isto é a revelada vontade de Deus, no Evangelho, contudo, quanto a pessoas neste ponto, esta é em grande medida, uma secreta eleição de Deus, e dessa maneira o restante, pode ser conhecido pelo Evangelho vindo com poder ao coração e pela obra da graça sobre ele, e o conhecimento deveria ser depois buscado; porém não é alcançado senão por quem é favorecido com uma plena convicção de fé; e quanto a outros, ainda que possam, em um julgamento de obras, pela razão de suas declaradas experiências, seus discursos agradáveis e proceder piedoso, deduzir que são eleitos de Deus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém isto não pode certamente ser conhecido, mas pela divina revelação, como foi pelo apóstolo Paulo, que Clemente e outros de seus companheiros cooperadores, tinham seus nomes escritos no livro da vida (Fl 4:3). Esta é a revelada vontade de Deus, que deve haver uma ressurreição da morte, dos justos e injustos; e que todos devem comparecer no julgamento diante do trono de Cristo; que depois da morte deve vir tal julgamento; e ainda que seja revelado, que há um dia fixado, bem como uma pessoa designada para julgar o mundo com justiça; porém, o dia e a hora ninguém sabe, nem os anjos; mas Deus somente. Assim, que sobre tudo, ainda há algum fundamento para esta distinção da secreta e revelada vontade de Deus, porém isto não é completamente claro; há uma mistura, parte da vontade de Deus é ainda secreta e parte é revelada, em relação ao mesmo propósito, como tem sido observado e plenamente mostrado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A mais acurada distinção da vontade de Deus está no seu propósito e prescrição; ou as ordens e decretos da Sua vontade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As ordens de Deus, ou seus mandamentos são os que estão declarados nas Escrituras, que devem ser conhecidos pelo homem e é desejável que ele possa ter conhecimento e estar inteirado disso (Mt 7:21, 12:50; Cl. 1:9, 4:12).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta é a regra da obediência humana; o qual consiste do temor a Deus e da guarda de seus mandamentos; isto é feito, mas por alguns apenas, e não de forma perfeita; todo pecado é a transgressão disto; quando essas coisas são feitas corretamente pela fé, provindo do amor e para a glória de Deus, todo homem regenerado deseja fazer da melhor maneira e se puder, perfeitamente; mesmo é feito pelos anjos no céu. Deus, pela declaração de Sua vontade, mostra Sua aprovação, que é aceitável a Ele, quando feito corretamente e torna o homem que não faz inescusável, e resulta na aparição da justiça divina em infligir punição a tais pessoas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os decretos da vontade de Deus são propriamente falando, Sua vontade; a outra é a Sua Palavra; esta é a regra de Suas próprias ações, Ele fez todas as coisas nos céus e terra em conseqüência dessa Sua vontade, o conselho dela; e esta vontade é sempre feita, não pode ser resistida, frustrada e cancelada; Ele faz tudo o que desejar; “seus conselhos permanecem e os pensamentos de Seu coração são para todas as gerações”; e isto é as vezes cumprido por esses que não tem consideração pela Sua vontade de propósito, e não tem conhecimento disto, mesmo quando a estão fazendo; como Herodes e Pilatos, os judeus e gentios, que estavam contra Cristo (At 4:27-28) e os dez reis, cujos corações Deus pôs a Sua vontade, para dar seus reinos a besta (Ap 17:17) e esta vontade de Deus deve estar na mente de &amp;nbsp;tudo que intencionarmos fazer; dizendo: “Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo.” (I Co 4:19, Tg 4:13-15), e isto deve ser de nosso conhecimento e &amp;nbsp;submissão a todo estado e condição de vida, se de prosperidade ou adversidade, ou qualquer coisa que venha a nos acometer, ou a nossos amigos e conhecidos (At 21:14) e isto, propriamente falando, é somente e a única vontade de Deus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;3. Quais são os objetos:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Primeiro, o próprio Deus, não Sua natureza e modo de subsistir; como a paternidade do Pai; a geração do Filho; e a presença do Espírito naturalmente e necessariamente existem e não dependem da vontade de Deus: mas de Sua própria glória; “O SENHOR fez todas as coisas”, que são para Sua própria glória (Pv 16:4). Ele deseja a Sua própria glória em tudo o que faz; como “todas as coisas são feitas por Ele”, como a causa eficiente; e “através dEle”, como sabiamente os distribui; assim &amp;nbsp;é “para ele”, para Sua glória, como a causa final e o derradeiro fim de tudo; e isto Ele necessariamente deseja; Ele não pode mas Sua própria glória; como “Ele não dará Sua glória a outro”; Ele não pode desejar a outro; o que seria negar a Si mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo, todas as coisas aparte de Deus, se boas ou más, são os objetos de Sua vontade, ou que Sua vontade é de algum modo ou outro interessada em diferenciar, de fato, entre os objetos do conhecimento e poder de Deus e os objetos de Sua vontade; entretanto Ele conhece todas as coisas, em Seu entendimento, e Seu poder alcança tudo o que é possível; porém Ele não quer todas as coisas transmitidas, se a palavra pode ser permitida, ou que possa ter volição, razão do qual, Amesius [1] observa, ainda que Deus seja onisciente e onipotente, não é onivolente (todo-vontade).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Terceiro, todas as coisas boas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todas as coisas na natureza; todas as coisas foram feitas por Ele e tudo que foi originalmente bom foi feito por Ele, mesmo “muito bom” e tudo foi feito de acordo com Sua vontade; “tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas” (Ap 4:11), mesmo os céus, terra e mar,e tudo o que neles há.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Todas as coisas em Deus.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Reino de Deus regula a providência sobre tudo, e se estende a todas as criaturas, anjos e homens e tudo o mais e todos os eventos que sucedem a eles; nenhum pardal cai ao chão sem que seja pela vontade de Deus; “e segundo a sua vontade ele opera com o exército do céu”; na celestial habitação dos anjos; “e os moradores da terra” (Dn 4:35) não há nada que venha suceder que Deus não tenha determinado, ordenado e designado. “Quem é aquele que diz, e assim acontece, quando o Senhor o não mande?” (Lm 3:37).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todas as coisas na graça estão de acordo com a vontade de Deus, todas as bençãos espirituais em Cristo, todas as graças dadas aos eleitos em Cristo, antes da fundação do mundo; a escolha deles em Cristo; predestinação para adoção por Ele; redenção pelo Seu sangue; regeneração, santificação e eterna herança; tudo está de acordo com o beneplácito de Sua vontade (2 Tm. 1:9; Ef. 1:3-5, 7, 9, 11; Tg1:18; 1 Ts. 4:3).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo, todas as coisas más são objetos da vontade de Deus; sendo de dois tipos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A maldade das aflições; quer seja um modo de correção ou de punição: se um modo de correção, como ao povo de Deus, ele está de acordo com a vontade de Deus; não surgiu da terra, nem vem por acaso, mas pela vontade, ordem e desígnio de Deus; em qualidade, quantidade, duração, fins e usos, (Jó 23:14, Mic 6:9, 1Ts 3:3) o qual é consistente com a justiça, santidade, sabedoria, amor e bondade de Deus. Se ele é um meio de punição, é para os homens ímpios e incrédulos; não há razão para queixar-se deles, visto que eles são inferiores ao que realmente mereceriam pelos seus pecados; e não é injusto o que um Deus íntegro infligirá neles (Lm 3:39) todos os julgamentos, calamidades e desastres que vem sobre reinos, nações, cidades e sobre pessoas em particular, são todas de Deus, e estão de acordo com o conselho de Sua vontade (Amós 3:6). Não que Deus faça essas coisas por causa deles; ou que tenha prazer nas aflições ou misérias de Suas criaturas, (Lm 3:33, Ez 18:32) mas com a finalidade de algo superior: as aflições de Seu povo são para o seu bem espiritual, bem como para a Sua própria glória: e a punição dos ímpios é para a glorificação de Sua justiça.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há o mal da falha e da responsabilidade (ou culpa), que é pecado: sobre isto há alguma dificuldade de como a vontade de Deus é participante, consistente com Sua pureza e santidade: que a vontade de Deus é de algum modo ou de outro ocupada com isto é certamente correto; porque Ele determina ou não os acontecimentos: o último não pode ser, em razão de nada suceder sem a permissão dEle (Lm 3:37) ou Ele nem determina, nem permite, quer dizer, que Ele não tem cuidado com isso, nem interesse; e assim os fatos estão fora de Sua área de jurisdição e não estão ao alcance de Sua providência; o que não pode ser admitido e que nenhum cristão dirá, mas os que são inclinados ao ateísmo, sim (veja Ez 9:9, Sf 1:12). Além disso, Beza [2],e outros argumentam que Deus fez uma exceção voluntária em permitir a existência do pecado, não podendo ser mostrado, nem de Sua justiça punitiva, nem de Sua misericórdia: pelo qual pode ser acrescentado, que a presciência de Deus sobre o pecado deva plenamente provar Sua vontade nisso; que a presciência de Deus previra a existência do pecado, é correto; como a queda de Adão, desde que ele fez uma provisão, em Cristo, para a salvação do homem revelado nEle, antes deveria; e assim outros pecados (2 Sm. 12:11, 16:22). Agora certo e imutável pré-conhecimento, tal como o pré-conhecimento de Deus, é criado sobre um certo e imutável motivo; que não pode ser outro do que a vontade divina; a presciência de Deus, certamente, é que tais coisas seriam assim; em razão que Ele determinou em Sua vontade o que deveria de ser.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para estabelecer esta relação em uma luz melhor, é adequado considerar, o que é o pecado, e o que é relativo a ele: há o ato do pecado, e há a culpa pelo pecado, que é o dever de punir, e a punir própria. Relativo a dois últimos tipos não há dificuldade; que Deus deva querer que o homem por causa do pecado torne-se culpado; seja considerado, julgado, e tratado como tal; ou minta sobre sob a obrigação em punir e punir propriamente; nem que Ele deva puni-lo designando-o e o predestinando para isto (Pv 16;4; Jd 1:4).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A única dificuldade é sobre o ato do pecado; em poder considerá-lo natural ou moral; ou o ato, desordem, irregularidade e viciosidade dele: como em ação, considerando de forma aberta, é de Deus e de acordo com a Sua vontade; sem o qual o discurso de Sua providência, nada pode ser executado; Ele é a fonte e origem de ação e moção; nEle está toda a vida e movimento onde temos a existência (At 17:28) mas então a viciosidade e irregularidade disto, como é uma aberração da lei de Deus e uma transgressão disto, é do homem somente; e não se pode dizer que isso seja a vontade de Deus; Ele proíbe isso, Ele abomina e detesta; Ele não tem prazer nisso; Ele tem olhos puros para até mesmo contemplar isso com aprovação e prazer. Deus não pode se inclinar para o pecado, ou por causa de si mesmo; mas por causa de algum bem que seja provocado por isso; como a queda de Adão, para a glorificação de Sua justiça e misericórdia, em punir em grande extensão a sua posteridade, e salvando outros: o pecado dos irmãos de José, vendendo-o ao Egito, para o bem dele e de seu pai Jacó, e outros; e o pecado dos judeus, em crucificar a Cristo, para a redenção e salvação dos homens. E, além disso, Deus pode permitir um pecado como uma punição para outros; como certamente Ele tem no caso dos Israelitas (Os 4:9, 10,13) dos filósofos pagãos (Rm 1:28) e dos papistas (II Ts 2:9-12). Uma vez mais, ainda que de Deus possa ser dito em tal sentido, desejar o pecado, ainda Ele quer isto em um modo diferente que Ele quer que o seu fim seja bom; Ele não fará isso por si mesmo, nem por outros; mas permite ser feito; e qual não é uma permissão aberta, mas uma permissão voluntária; e é expressada por Deus “dando” ao homem para seu próprio coração luxuriante, e por “sofrimento” ele vai em seu próprio caminho pecaminoso (Sl. 81:12; At 14:16) Ele não deseja isso pela Sua vontade efetiva, mas pela Sua vontade permissiva; e portanto não pode ser imputado como o autor do pecado; desde aqui há uma grande diferença entre Ele fazer e o ser feito por outros, ou ordenar ser feito, somente pode fazê-lo o autor do pecado; e voluntariamente permitindo ou sofrendo isto ao ser feito por outros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;4. A natureza e propriedades da vontade de Deus.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Primeiro, é natural e essencial a Ele; é a Sua verdadeira natureza e essência; Sua vontade é a Sua própria inclinação; e por essa razão pode haver apenas uma vontade em Deus; visto que há um único Deus, de quem a natureza e essência é um; ainda que haja três pessoas na trindade, há apenas uma natureza não dividida, comum a todos os três, e a mesma vontade única: Ele é um, e concorda em um; Deus é um em mente, ou vontade, ainda que possa haver distinções de Sua vontade, e diferentes propósitos dela, e diversos meios no qual Ele concorda, não obstante, é por um único ato eterno da vontade que Ele determina todas as coisas. Conseqüentemente também Sua vontade é incomunicável para uma criatura; a vontade de Deus não pode ser diferente em uma criatura, mas afim de que ela a confirme, concorde e se submeta a ela, foi incomunicável até mesmo para a natureza humana de Cristo, ainda que tendo união com a pessoa do Filho de Deus; porém Sua vontade divina e humana são distintas uma da outra, ainda que uma seja sujeita a outra (Jo 6:38; Lc 22:42).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo, a vontade de Deus é “eterna”, como podemos concluir do atributo de “eternidade”; para Deus ser eterno, como certamente é, mesmo de eternidade a eternidade, então Sua vontade deve ser eterna, desde sua natureza e essência e de Sua “imutabilidade”; que não muda, e em que não há sombra de mudança; mas se qualquer nova vontade surge em Deus, o que não foi na eternidade, haveria uma mudança nEle; Ele não seria o mesmo que foi na eternidade; considerando que Ele é o mesmo ontem, hoje e sempre e da Sua “presciência”, o qual é eterna; “Conhecidas são a Deus, desde o princípio do mundo, todas as suas obras.”, ou desde a eternidade (Atos 15:18) e como a presciência de Deus surge de Sua vontade, Ele sabe de antemão o que deseja, como tem sido observado, em razão de Ele ter determinado, em Sua vontade o que deveria de ser; assim, se o Seu conhecimento é eterno, Sua vontade deve ser eterna. Do mesmo modo, isto pode ser ilustrado pelo decreto da “eleição”; que foi, certamente, antes do homem ter feito tanto o bem quanto o mal; foi desde o princípio, ou desde a eternidade, mesmo até antes da fundação do mundo (Ef. 1:4) e como o decreto e determinação da vontade de Deus foi assim, o mesmo pode ser concluído de tudo o mais; adicionado a tudo que a vontade de Deus é participante, em “todas as coisas” que tem sido “desde o princípio” do mundo, agora é, ou deve ser para o fim disto; e, portanto, deve ser antes da existência do mundo e se é antes dele, então é antes do tempo; e se é antes do tempo, deve ser eterna; porque nada sabemos antes do tempo, mas o que é eterno.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Terceiro, a vontade de Deus é “imutável”: imutabilidade é expressamente atribuída ao conselho de Deus; que é para a vontade e propósito de Deus (Hb. 6:17) e pode ser estabelecida a partir do atributo de “imutabilidade”; se Deus é imutavelmente o mesmo, e como Ele é, então Sua vontade deve ser a mesma, desde a Sua natureza e essência se uma mudança é feita na vontade de uma criatura, ou por começar a querer o que antes não queria, ou pela interrupção do que tinha propensão agora causa o começo de uma nova vontade; ou desejando o que não queria, supõe prévia ignorância do que agora começou a querer; nem conhecendo a sua aptidão e propriedades, sendo ignorante de sua natureza, excelência e utilidade; por desconhecer algo que não pode desejar e concordar: mas tal como uma mudança de vontade nunca pode ter lugar em Deus, como um fundamento; desde que isso não somente é contrário a Sua eternidade e imutabilidade, mas ao Seu conhecimento, cujo entendimento é infinito: ou uma criatura muda a sua vontade, quando esse querer cessa; o qual é tampouco por escolha, ou por obrigação; de escolher, quando alguma &amp;nbsp;coisa imprevista acontece, qualquer causa pode mudar esta vontade e tomar outro curso. Mas nada deste tipo pode suceder a Deus, antes, em quem todas as coisas estão uma vez juntas, expostas e abertas; mesmo antes da eternidade ou senão pela força, sendo compelida, porque não pode executar esta vontade, e, portanto, a renuncia e toma outro curso: “Mas quem tem resistido a Sua vontade?”, a vontade de Deus, assim como Ele causa a cessação e a interrupção? Se Deus muda Sua vontade, deve ser tampouco para melhor ou para pior; e de qualquer modo isto mostraria imperfeições nEle e carência de sabedoria; Deus pode aparentemente mudar Seus desígnios das coisas, mas Ele nunca muda Sua vontade: arrependimento atribuído a Ele não é prova disto, “Ele é um em mente e quem pode voltar-se para Ele? Sua vontade não pode ser alterada nem mudada, nem pelas orações de Seu povo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quarto, a vontade de Deus é sempre eficaz; não há desejos imaginários ou graus ineficazes de volição em Deus; Sua vontade é sempre efetuada, nunca pode ser anulada ou cancelada; Ele faz tudo o que lhe agrada, ou quer, Seu conselho permanece para sempre e Ele sempre faz o que for de Seu interesse, de outro modo Ele não seria onipotente, como Ele é: ela deve ser pela necessidade de Seu poder, se Sua vontade não é cumprida, o que não pode ser dito; como Ele é onipotente, assim é Sua vontade; Austin [3] assim a chama de máxima onipotente vontade: se não foi este o caso, seria até certo grau, ou algo “superior” a Ele; ao passo que Ele é Deus sobre tudo, o Altíssimo, e nunca pode ser contradito por quem quer que seja: e se Sua vontade foi ineficiente Ele seria “frustrado” e desapontado em Seu propósito: mas como nada vai além do que o homem diz, e do que o Senhor não ordena; assim, tudo o que o Senhor diz, quer e ordena deve certamente vir &amp;nbsp;a ocorrer; “O SENHOR dos Exércitos jurou, dizendo: Como pensei, assim sucederá, e como determinei, assim se efetuará.”; “Porque o SENHOR dos Exércitos o determinou; quem o invalidará? E a sua mão está estendida; quem pois a fará voltar atrás?” (Is. 14:24, 27). Além disso, se Sua vontade não foi eficiente, ou falhou no seu cumprimento, Ele não seria feliz: quando a vontade de um homem é ineficiente e não pode ser cumprir algo, isso causa inquietação, o faz infeliz; mas isso nunca pode ser dito de Deus, que é bem-aventurado, o bem-aventurado Deus, bem-aventurado para todo o sempre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quinto, a vontade de Deus não tem causa fora de si mesma; por conseguinte seria anterior a Ele e maior e mais excelente do que Ele; como toda causa é antes de seu efeito e mais excelente que essa; e Sua vontade estaria dependente de outra, e assim ela não seria independente: nem poderia ter qualquer impulso ou causa a mover Sua vontade; em razão que nEle não há poder passivo para atuar sobre ela; é puramente um ato, como puro, ativo espírito: se Ele consiste de ato e poder, Ele não seria simples e desapiedado espírito; para ser impulsionado ou movido por qualquer causa, seria contrário a Sua simplicidade, anteriormente estabelecida, Ele pode de fato dizer uma coisa por outra; mas neste caso o que Ele quer para outros não é a causa que move a Sua vontade; essa pode ter a natureza da causa e efeito entre eles mesmos; mas nenhum deles são a causa da vontade de Deus; nem há nisso qualquer causa final do que ele quer e faz, mas a Sua própria glória; e seria loucura buscar uma causa para Sua vontade: e desta propriedade da vontade de Deus, pode ser discernido claramente, que prevendo fé, santidade, e boas obras, não pode ser a causa da vontade Deus na eleição de alguns para vida eterna; e assim o contrário, nenhuma causa de Sua vontade na rejeição de outros. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sexto, A vontade de Deus, por esta mesma razão, não é condicional; para estar dependente de uma condição a ser executada; e não a vontade de Deus, mas o desempenho da condição é quem seria o princípio e chefe na realização de determinado fim. E, para não dizer mais, se, por exemplo, Deus tivesse o desejo de salvar todos os homens condicionalmente; quer dizer, na condição de fé e arrependimento; e os condenar se estas condições fossem insuficientes; quem não vê que esta vontade condicional, salvar e destruir, são iguais? Destruição é igualmente volitiva como salvação; e onde está o assim tão falado amor geral de Deus ao homem? Não há nada disso indistintamente para todo e qualquer homem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sétimo, a vontade de Deus é livre e soberana;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Da criação do mundo e de todas as coisas, alguns tem defendido que o mundo é eterno; que foi feito assim e as Escrituras asseveram (Ap 4:11) como tempo e ordem, e as coisas que estão contidas nele, são devidas a soberania de Deus; além de ser atribuída a Sua soberania: que Ele não fez outros mundos além desse, e não poderia, se quisesse, ter feito outros milhares de mundos? Ou que Ele deveria ter feito este mundo nesse tempo e não antes, quando poderia ter feito milhões de anos atrás, embora não o fizesse? Ou que Ele fez o mundo em seis dias e todas as coisas nele, quando poderia ter feito tudo em um momento, embora isso o satisfizesse? Ou que Ele não fez este mundo mais extenso, e com mais tipos e espécies de criaturas do que tem e esses Ele não poderia fazer mais numerosos do que são? Nenhuma outra razão pode ser apontada, senão Sua soberana vontade e satisfação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A vontade soberana de Deus aparece na providência e em seus vários eventos; como nos nascimentos e mortes dos homens, o qual nenhum deles ocorre pela vontade deles, mas pela vontade de Deus; e há para ambos um tempo fixado pela Sua vontade; e no qual Sua soberania pode ser vista; o que senão poderia ser atribuído a que tal e tal homem deva nascer e vir ao mundo em tal época e não antes? E que eles deveriam sair do mundo no tempo, modo e circunstâncias que lhes conviessem? E que deveria haver diferenças entre os homens, em seus estados, condições e circunstâncias de vida; que alguns deveriam ser ricos e outros pobres?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Riqueza e pobreza são ambas disposições de Deus, como as palavras de Agur demonstram (Pv 30); e Deus é quem faz a ambos, o rico e o pobre, não somente como homem, mas como um estado de rico e pobre homem: e para quem pode esta diferença ser atribuída, senão para a soberana vontade de Deus? Alguns tem surgido para grande honra e dignidade; outros vivem em muito precárias condições, em estado miserável;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas mudança de estado não vem nem do leste, nem do oeste, nem do sul; mas Deus derruba uns e levanta outros, como Ele quiser; e essas diferenças e mudanças podem ser observadas nas mesmas pessoas, como em Jó, que foi por muitos anos o homem mais rico da Terra, e de súbito, foi desprovido de todas as suas riquezas, honra e glória; e então, depois de um tempo, restaurou em dobro a saúde e riquezas que antes possuía.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim foi com Nabucodonosor, o grande monarca de sua época, quando em sua mais notável e elevada situação de poder foi destituído de sua dignidade, como homem e monarca, e levado a viver entre os animais, vivendo como um deles; e, depois de tudo, restaurado a sua razão, e ao seu trono e sua primeira grandeza; o que forçou dele tal reconhecimento da soberana vontade de Deus como em nenhuma outra parte talvez seja mais fortemente expressa: “E todos os moradores da terra são reputados em nada, e segundo a sua vontade ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem possa estorvar a sua mão, e lhe diga: Que fazes?” (Dn 4:35).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguns são livres de enfermidades e doenças em todos os dias de sua vida; seu vigor é firme e não há moléstia nem na hora da morte, mas morre em seu vigor. Enquanto outros levam uma vida carregada de enfermidades e problemas até ao túmulo; e esta é a figura do homem: para quem pode ser imputado isso senão para a soberana vontade de Deus? E como de outra maneira pode ser considerado os muitos abortos, fracassos, nascimentos precoces, infantes que nunca viram a luz; e outros, que tão logo seus olhos se abriram a este mundo são fechados de novo; enquanto que outros não somente atravessam os estágios da infância, adolescência e juventude, mas alcançam a plenitude da existência e vão à cova como uma pilha de espigas de milho? E uma multidão de outras coisas podem ser observadas na providência; que embora Deus tenha sábios motivos para eles, são inexplicáveis para nós, mas somos obrigados a recorrer a Sua soberana vontade e satisfação, que não deu nenhuma consideração de seus empreendimentos para os filhos dos homens.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A soberana vontade de Deus aparece nas coisas santas, espirituais e religiosas, com respeito tanto a anjos como homens. Que alguns dos anjos foram eleitos e confirmados pela graça de Cristo, no estado em que foram criados e preservados da apostasia, enquanto um grande número deles tornaram-se rebeldes contra Deus e caíram de seu estado original; pelo qual foram lançados fora do céu para o inferno e permanecem até hoje em cadeias nas trevas, aguardando o julgamento daquele grande dia, e não haverá misericórdia para qualquer um deles; como será com muitos da apóstata raça de Adão. Que outra razão poderíamos dar para tudo isso senão à soberana vontade de Deus? &amp;nbsp;Entre os homens, alguns amam a Deus e muitos o odeiam; e isso antes de qualquer bem ou mal feitos por eles; alguns Ele escolhe para eterna bem-aventurança e outros Ele abandona e rejeita; Ele tem misericórdia de alguns e endurece a (muitos) outros; tal como Ele é assim é a Sua soberania, vontade e deleite: alguns são redimidos de entre os homens, por Cristo, mesmo sendo de toda família, língua, povo e nação, quem Ele quiser e decide salvar; enquanto outros são deixados a perecer em seus pecados. O qual não há outra causa a ser admitida do que a soberana vontade e satisfação de Deus. Em conformidade pelo qual também dispensa dons aos homens e esses de diferentes tipos; alguns próprios para serviço público, como para os ministros do evangelho e a outros Ele concede quando lhe apraz e destes, diferentes dons; para alguns grandes, para outros pequenos, para alguns um talento e para outros cinco, dividindo para todos individualmente como lhe apraz, de acordo com Sua soberana vontade: o expediente da graça, o ministério da Palavra e ordenanças, em todas as épocas, tendo se disposto a isto, tal como pareceu bom a Sua vista; por muitas centenas de anos, Deus deu Sua palavra a Jacó e Seus estatutos a Israel, e outras nações não o souberam; e eles foram espalhados entre os gentios, as vezes em um lugar, as vezes em outro; e como é notória a soberania de Deus em favor de nossas ilhas britânicas, essas ilhas foram longe com o evangelho e ordenanças, embora grande parte do mundo o recusou, estando coberto com as trevas do paganismo, catolicismo e islamismo. &amp;nbsp;E ainda é mais manifesto o que isso representa para alguns, “cheiro de morte para morte”, mas para outros, “cheiro de vida para vida”. Os dons especiais da graça de Deus são entregues aos homens de acordo com a soberana vontade de Deus; de Sua própria vontade de regenerar alguns e não outros; chamando-os pela graça, quem Ele deseja, quando e por quais recursos, de acordo com Seu propósito; revelado no evangelho e nas grandes coisas que nele estão, para quem Ele o fez saber; e os ocultou dos sábios e entendidos; “Sim, ó Pai,”, disse Cristo, “porque assim te aprouve.”; nem deu Ele a qualquer outro a razão para tal conduta. A graça do Espírito de Deus é dada a alguns e não a outros; como por exemplo, arrependimento, o qual é uma concessão de Deus, um dom de Cristo, foi entregue a Pedro, que negou o seu Senhor; e negado a Judas, que O traiu. Fé, que é um dom de Deus, nem todo homem a tem; a alguns somente é dado, enquanto que outros tem um espírito de sono, olhos que não podem ver e ouvidos que não ouvem. Em resumo, vida eterna, que é um livre dom de Deus, através de Cristo, é dado somente por Ele, tanto como o Pai tem dado a Ele, e para estes semelhantemente; o dinheiro, que parece significar a felicidade eterna, na parábola, é dado para os que foram chamados para trabalhar na vinha na hora undécima a mesma quantia para os que ficaram no labor durante todo o dia: alguns devem servir a Cristo e outros muito pouco, e ainda todos recebem a mesma porção de glória. O que pode ser determinado disso senão a soberana vontade de Deus? Que diz: “Ou não me é lícito fazer o que quiser do que é meu? Ou é mau o teu olho porque eu sou bom?” (Mt 20:15). Mas ainda que a vontade de Deus seja soberana, sempre age sabiamente? Alguns soberanos pensam precipitada e tolamente; mas a vontade de Deus nunca é contrária a Sua perfeição de sabedoria, justiça, santidade, etc, e Sua vontade é portanto chamada de “conselho” e “conselho de Sua vontade” (Is. 25:1, 46:10; Ef. 1:11).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por&amp;nbsp;John Gill&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fonte: Livro - A Body of Doctrinal Divity&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Extraído de &lt;a href="http://www.mayflower.com.br/2010/09/vontade-soberana-de-deus-john-gill.html"&gt;MayFlower&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[1] Medulla Theolog. l. 1. c. 7. s. 47.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[2] Vide Maccov. Loc. Commun. c. 24. p. 195.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[3] De Civitate Dei, l. 13. c. 18.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/142254692826592015-721519793319495790?l=2timoteo316.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://2timoteo316.blogspot.com/feeds/721519793319495790/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://2timoteo316.blogspot.com/2012/01/vontade-soberana-de-deus-john-gill.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/142254692826592015/posts/default/721519793319495790?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/142254692826592015/posts/default/721519793319495790?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://2timoteo316.blogspot.com/2012/01/vontade-soberana-de-deus-john-gill.html" title="A Vontade Soberana de Deus - John Gill" /><author><name>Filipe Luiz C. Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00410922817341052872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="22" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_A7xLtEmmEyw/Su8rRVISvYI/AAAAAAAAAMo/6B6gpa-f638/S220/foto+blog+pequena.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-wgH6GUI68vc/Txks5SaHZ-I/AAAAAAAABRg/8vT8hA3pnRk/s72-c/luz.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;DEMMSXc-fyp7ImA9WhRUEE8.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-142254692826592015.post-2193183541437454022</id><published>2012-01-16T01:29:00.000-08:00</published><updated>2012-01-19T18:28:08.957-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-19T18:28:08.957-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Pregações" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="7.1 Cântico de Salmos (parte 2)" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Meus Escritos" /><title>Sétimo elemento constitutivo do culto público: Cântico de Salmos (parte 2 - A Lei Cerimonial) -  Sermão pregado dia 15.01.2012</title><content type="html">&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-87Ge8_UNo-I/TxPtsUvsZMI/AAAAAAAABRY/8lkt3jvns1Q/s1600/templo-de-salomao.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-87Ge8_UNo-I/TxPtsUvsZMI/AAAAAAAABRY/8lkt3jvns1Q/s200/templo-de-salomao.jpg" width="150" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Sétimo elemento constitutivo do culto público:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Cântico de Salmos (&lt;u&gt;parte 2 - A Lei Cerimonial&lt;/u&gt;) - &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Sermão pregado dia 15.01.2012&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dando seguimento ao que vimos na semana passada, hoje iniciaremos sobre a lei cerimonial, com o que estava relacionada e ainda algumas considerações importantes. De fato eu havia indicado que hoje veríamos sobre os instrumentos, mas achei prudente adiantar o ponto de hoje e adiar o que veríamos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando perguntamos ao crentes se a lei cerimonial foi abolida, quase que em uníssono nos responderiam que sim. Certo estou de que tal resposta não é completamente errada, mas é preciso compreender que nem toda lei cerimonial foi abolida, quer dizer, esta lei ainda é válida para nós, porém certos aspectos dela devem agora ser feitos com outra abordagem, a saber, a do Novo Testamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já disse certo autor:&amp;nbsp;"Como posso defender tal afirmação? [&lt;b&gt;nota minha&lt;/b&gt;: a vigência da lei cerimonial]&amp;nbsp;Eu baseio meus argumentos primariamente nas palavras de Jesus gravadas em Mateus 5.17-19. Jesus nos diz que ele não veio para&amp;nbsp;&lt;i&gt;abolir&lt;/i&gt;&amp;nbsp;a lei, mas para cumpri-la&amp;nbsp;e que 'nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido'. Nós não podemos concluir que Jesus ensinava que a lei moral não seria abolida, mas a lei cerimonial sim - Jesus não faz essa distinção. Para a mente judaica &amp;nbsp;a lei era uma única unidade... Nós não podemos concluir pelo que Jesus disse em Mateus 5.17-19 que a lei sumária [&lt;b&gt;nota minha&lt;/b&gt;: resumida] (isto é, os Dez Mandamentos) não foram abolidos, mas que os detalhes específicos dela foram. A Lei fica de pé ou cai em unidade, até mesmo por um 'um jota ou um til'. Ou Jesus aboliu a Lei ou não. Baseado nas próprias palavra de Jesus, os aspectos cerimoniais da Lei &lt;i&gt;não&lt;/i&gt;&amp;nbsp;foram abolidos e portanto continuam para serem aplicados no regimento do Novo Testamento na mesma extensão que a lei moral requer".&amp;nbsp;[&lt;span style="color: blue;"&gt;1&lt;/span&gt;]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É importante entendermos esse ponto, pois Jesus não poderia nos ter deixado sem lei alguma para a prática cúltica. Seria uma insensatez divina deixar os homens escolherem conforme o seus corações a melhor forma de se adorar e louvar ao Senhor, afinal, o próprio artífice da criação já nos disse que "&lt;span style="color: red;"&gt;Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?&lt;/span&gt;" (Jr 17.9).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
"Outra linha de argumentação sobre que a lei cerimonial não foi abolida e que portanto a Lei deve ser considerada como uma unidade completa, é providenciada pelas seguintes considerações:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Deus tem uma lei que é boa e santa (Rm 7.12), sobre qual todos os homens deverão ser julgados (Rm 2.12-16; Tg 2.12). Ele não tem dois sistemas de lei - um para o Antigo Testamento e outra para o Novo Testamento.&lt;br /&gt;
- Levítico 17-19 mistura leis relacionadas a comer sangue, moral sexual, ofertas de sacrifício, roubar e mentir, separação de sementes, tipos de animais e material de vestimenta. A coleção de leis não foi entregue por Moisés em diferentes classes - moral, civil e cerimonial [&lt;b&gt;nota minha&lt;/b&gt;: conforme já vimos, essa distinção foi feita apenas pelos teólogos e visa tão somente ser didática]. Tiago constantemente refere-se à lei desses capítulos, indicando sua contínua aplicabilidade no regimento do Novo Testamento.&lt;br /&gt;
- Tiago diz à igreja do Novo Testamento que se alguém quebrar qualquer lei, quebra-a por inteiro (Tg 2.10)." [&lt;span style="color: blue;"&gt;2&lt;/span&gt;]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dito isso, é então preciso que falemos (ainda que brevemente) sobre o que a lei cerimonial significava e agora significa no Novo Testamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
"A forma&amp;nbsp;mosaica&amp;nbsp;de observação dos tipos redentivos [&lt;b&gt;nota minha&lt;/b&gt;: a forma de se olhar para as cerimônias e nelas visualizar aquele que viria - Jesus] na Lei de Deus, não são mais observadas pelos cristãos do Novo Testamento como eram pelos judeus na economia do Antigo Testamento, porque Deus se revelou completamente em Cristo. Contudo, embora a lei cerimonial do Antigo Testamento não tenha sido abolida, a forma de observá-la foi mudada. Por exemplo:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Um &lt;i&gt;novo &lt;/i&gt;sacerdócio foi estabelecido e que não é dependente da linhagem dos filhos de Arão e não depende de seres humanos pecadores que precisem ter os pecados expurgados conforme os filhos de Arão (Hb 7.11-28). Essa mudança no sacerdócio foi antecipada no tempo do Antigo Testamento (Sl 110.1, 4; Is 66.21)&lt;b&gt;.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
- O sistema sacrificial de sangue (e.g., Hb 7.11, 12, 27; 9.9, 10, 12; 10.4, 10) foi &lt;i&gt;substituído&lt;/i&gt;&amp;nbsp;pelos sacrifícios espirituais (Hb 13.15).&lt;br /&gt;
- Os rituais de cerimônia (e.g.; Cl 2.16,17;Hb 9.1-4) foram &lt;i&gt;substituídos&lt;/i&gt;&amp;nbsp;por formas espirituais...&lt;br /&gt;
- Os sinais do pacto foram &lt;i&gt;mudados &lt;/i&gt;(e.g., Gl 5.1, 2, 11; Mt 28.19; At 2.38, 39; Cl 2.11, 12).&lt;br /&gt;
- As vestes dos sacerdotes apontavam para a justiça de Cristo; no Novo Testamento as vestes foram mudadas para a imputação da justiça aplicada em seu povo (Is 61.10; Ap 7.13,14).&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;- As leis específicas sobre santidade e separação, isto é, leis alimentares, sobre roupas, mistura de sementes e animais, casamento com etnias não judaicas, o casamento levirato [&lt;b&gt;nota minha&lt;/b&gt;: obrigação do homem casar com a viúva de seu irmão, caso não tenha deixado um filho homem], cidades refúgio, etc (e.g., At 10.9-16; 11.7-9), eram símbolos físicos dos princípios que seriam manifestos na vida espiritual dos crentes (e.g., Mt 5.8; Mt 16.11, 12; At 10.28; 2Co 6.14-18; Tt 1.14, 15).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Note que os exemplos acima onde se diz &lt;i&gt;substituído&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;novo&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;mudado&lt;/i&gt;, tem grande diferença de significado com relação a 'abolido'. O cumprimento da Lei por Jesus (Mt 5.17) não aboliu toda lei de Deus (princípios), mas os mudou, particularmente no caso dos rituais associados ao sistema sacrificial e o caminho ou maneira como aplicamos esses princípios. Após Jesus ter declarado que a Lei não foi abolida, em seu ensino no &lt;i&gt;Sermão do Monte&lt;/i&gt;&amp;nbsp;(Mt 5-7) ele continua a apresentar a correta interpretação e aplicação da Lei". [&lt;span style="color: blue;"&gt;3&lt;/span&gt;]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A fim de de finalizar esse ponto, também é preciso notar sobre quais são as formas de cerimônia do Novo Testamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
"Isso é necessário, portanto, para mostrar como os crentes do Novo Testamento devem aplicar o princípio da lei cerimonial que não foi abolida e que ainda é obrigatório observar-se tais leis - mas debaixo de uma nova forma. Para fazer essa aplicação, nós responderemos a questão: O que foi substituído da forma levítica e da lei cerimonial do Antigo Testamento? Nós achamos as seguintes mudanças na forma de se observar as cerimônias no Novo Testamento:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Não há sacerdócio separado. &lt;b&gt;Todos os crentes&lt;/b&gt;&amp;nbsp;são membros da nova classe de sacerdotes (Êx 19.6; Hb 10.11-22 [especialmente v.14]; 1Pe 2.9; Ap 1.6; 5.10; 20.6) em que Cristo é um único &lt;i&gt;sumo&lt;/i&gt;&amp;nbsp;sacerdote.&lt;br /&gt;
- &lt;b&gt;Todos os crentes&lt;/b&gt;&amp;nbsp;têm acesso direto a Deus e não somente uma ordem sacerdotal exclusiva (Hb 10.19-25 [especialmente v.22]).&lt;br /&gt;
- &lt;b&gt;Todos os crentes&lt;/b&gt;&amp;nbsp;(não somente homens circuncidados e a Páscoa) são &lt;b&gt;participantes das cerimônias não sangrentas e das ofertas&lt;/b&gt;: batismo, ceia do Senhor, dízimos e ofertas de renda e em espécie [&lt;b&gt;nota minha&lt;/b&gt;: dar sobre e conforme aquilo que ganha] e jejum.&lt;br /&gt;
- Jesus é a figura que representa o tabernáculo e o templo (Mt 12.6; Jo 1.14; 2.19-22) e nele &lt;b&gt;todos os crentes&lt;/b&gt;&amp;nbsp;são parte do &lt;b&gt;templo santo&lt;/b&gt;/cidade santa de Deus (Hb 12.22, 23; 1 Pe 2.5). Quando os crentes se reúnem para adorar em comunidade (isto é, o culto público), eles se reúnem em e como templo de Deus.&lt;br /&gt;
- &lt;b&gt;Todos os crentes&lt;/b&gt;&amp;nbsp;são chamados a viverem suas vidas com um &lt;b&gt;espírito de santa separação&lt;/b&gt;. As leis mosaicas de separação foram descontinuadas (At 10.9-16; 11.7-9) e substituídas por equivalentes espirituais que elas tipificavam [&lt;b&gt;nota minha&lt;/b&gt;: eram sombra do que haveriam de vir e por isso se tornaram o que haveriam de ser] (Mt 5.8; Mt 16.11, 12; At 10.28; 2Co 6.14-18; Tt 1.14,15).&lt;br /&gt;
- &lt;b&gt;Todos os crentes&lt;/b&gt;&amp;nbsp;&lt;b&gt;oferecem sacrifícios &lt;/b&gt;(&lt;b&gt;espirituais&lt;/b&gt;) a Deus sem a mediação de um sacerdócio humano. Esses sacrifícios espirituais consistem em:&lt;br /&gt;
- Incenso (A.T.) = Oração (N. T.) (Sl 141.2; Lc 1.9-11; Ap 5.8; 8.3, 4)&lt;br /&gt;
- Sacrifício de animais&amp;nbsp;(A.T.)&amp;nbsp;= Salmos de louvor&amp;nbsp;&amp;nbsp;(N. T.)&amp;nbsp;(Sl 27.6; 69.30-31; 107.22; Hb 13.15, 16; Ef 5.18, 19; Cl 3.15-17; 1Pe 2.5)&lt;br /&gt;
- Vestes santas&amp;nbsp;(A.T.)&amp;nbsp;= Vida dedicada&amp;nbsp;&amp;nbsp;(N. T.)&amp;nbsp;(Rm 12.1; 15.16, 17; Fp 2.17; 2Tm 4.6; Ap 7.9, 13, 14).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O verdadeiro cristão radical do Novo Testamento não é aquele que reivindica que o sistema cerimonial do Antigo Testamento foi abolido e que depois busca executar as mesmas coisas, mas sim que entende que em Cristo as cerimônias necessárias ainda estão de pé - da total transformação de adoração em forma simbólica, exterior e física, para a espetacular substância, interior, espiritual e simples". [&lt;span style="color: blue;"&gt;4&lt;/span&gt;]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
"Por fim, em nossa consideração sobre a adoração, nós concluímos:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;1.&lt;/b&gt;&amp;nbsp;&lt;i&gt;Somente o próprio Deus define a verdadeira adoração&lt;/i&gt;. Qualquer coisa que Deus não requer por preceito ou exemplo, é vã e &amp;nbsp;falsa adoração (Dt 12.28-32; Mt 28.18-20; Jo 4.23,24).&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;2.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;Deus já definiu os elementos da adoração&lt;/i&gt;. Em cada tempo de pacto, Deus providenciou um conjunto de elementos que constituem a adoração e são somente esses elementos que ele permite - qualquer outro elemento que o povo traga diante de Deus é falsa adoração (Gn 4.4-7; Êx 20.4-6; Is 65.2-7; Mq 6.6-8).&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;3.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;A verdadeira adoração consiste em reverentes atos autorizados&lt;/i&gt;. A verdadeira adoração consiste em reverentes atos autorizados por e para Deus e que são feitos para honrar a Ele mesmo ou Seu nome (Sl 96.9).&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;4. &lt;/b&gt;&lt;i&gt;Deus não pode tolerar a falsa adoração&lt;/i&gt;. A natureza de Deus requer que a verdadeira adoração seja guardada ciumentamente (Êx 20.4-6).&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;5.&lt;/b&gt; &lt;i&gt;Deus pune a falsa adoração&lt;/i&gt;. Ele mostra pelo exemplo de punições severas, durante a inauguração de novas formas de adoração associadas com mudanças do Pacto, que é um pecado oferecer adoração que não é requerida por Ele ou que é requerida mas não oferecida da maneira correta (Lv 10.1-2; At 5.1-11; 1 Co 11.29,30).&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;6.&lt;/b&gt; &lt;i&gt;Homens são criaturas finitas&lt;/i&gt;. É um absurdo pensar que homens podem determinar o que é certo fazer ou não fazer durante a adoração e o que agradará a Deus (Dt 29.29; Is 40.12-14; 55.9).&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;7. &lt;/b&gt;&lt;i&gt;Homens são criaturas pecaminosas&lt;/i&gt;. O homem natural tem a tendência de avançar na idolatria e introduzir falsa adoração (Is 29.13; Mc 7.6-13; Rm 1.18-23; Cl 2.18-23).&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;8.&lt;/b&gt; &lt;i&gt;O homem não tem autoridade para mudar a adoração&lt;/i&gt;. Somente os profetas e sobre direta revelação foi dada a autoridade temporária por Deus para introduzir mudanças em sua adoração. Essas mudanças estavam associadas com mudanças do novo Pacto. Como não há profetas nos dias de hoje e não há mudanças no Pacto, então não pode-se introduzir mudanças nos elementos ou na forma de adoração (Ne 12.24. 36).&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;9.&lt;/b&gt; &lt;i&gt;A Lei Cerimonial não foi abolida, mas a forma de adoração do Antigo Testamento foi mudada no Novo Testamento&lt;/i&gt;. O cristão do Novo Testamento é obrigado a manter toda a Lei, inclusive as "cerimoniais" ou "rituais" (Mt 5.17-19; Tg 2.10). A forma de se observar as leis rituais e cerimoniais &amp;nbsp;foi mudada no Novo Testamento (Ef 2.15). Um fiel cristão neotestamentário irá guardar os princípios cerimoniais da lei, de acordo com as formas do Novo Testamento: oração, cântico de salmos e uma vida dedicava de santidade espiritual.&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;10.&lt;/b&gt; &lt;i&gt;A adoração do Novo Testamento é definida por Jesus e seus apóstolos&lt;/i&gt;. Sobre a administração do pacto do Novo Testamento, nós obtemos nossa garantia para os elementos da adoração a partir dos comandos e exemplos de Jesus e dos apóstolos (Mt 28.19,20; Jo 14.26; 1Co 11.1). Alguns elementos (e.g., &amp;nbsp;jejuns ou bênçãos) e modos (e.g., batismo por imersão ou aspersão) podem ser aprendidos do Antigo Testamento e de princípios do Novo Testamento (Mt 5.17-19; 2Tm 3.16, 17). [&lt;span style="color: blue;"&gt;5&lt;/span&gt;]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É necessário que os cristãos compreendam que a vinda de Jesus não inaugurou um neonomismo (nova lei) nem criou um antinomismo (ser contrário à lei), mas confirmou o teonomismo (governo de Deus através de suas leis) do Antigo Testamento. O próprio Mestre disse, "&lt;span style="color: red;"&gt;E é mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til da lei&lt;/span&gt;" (Lc 16.17), testificando que até mesmo o menos traço da lei não haveria de passar enquanto Ele reinasse como Senhor absoluto e sumo sacerdote de todos os santos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A história da Igreja nos mostra que onde não mais existiu temor, a ira do Senhor veio e consumiu tais homens - ora matando-os literalmente, ora entregando-os às suas próprias concupiscências.&amp;nbsp;"&lt;span style="color: red;"&gt;Ouvi, SENHOR, a tua palavra, e temi; aviva, ó SENHOR, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos faze-a conhecida; na tua ira lembra-te da misericórdia&lt;/span&gt;" (Hc 3:2).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nós, crentes em Jesus Cristo, precisamos compreender que assim como os sacerdotes do Antigo Testamento deveriam ter o mais sublime respeito e submissão à palavra do Senhor, nós também devemos temer a palavra do do Altíssimo; não porque vivemos sob a lei, mas devido a ela ainda ser nosso jugo que está em Cristo. Assim como o povo veterotestamentário foi claramente instruído acerca do culto e do louvor ao Senhor, nós hoje de igual forma somos instruídos no mesmo caminho, pois certamente que o Senhor não nos têm deixado órfãos quanto à seu lei e nem nos legou apenas a sua "graça", como se agora a lei viesse de nosso coração, mas, prostrados humildemente diante do Cristo ressurreto e que tipificava todas as coisas, devemos buscar conhecê-lo através do Espírito Santo de Deus, nosso fiel ajudador e guia perpétuo em nossa peregrinação rumo a cidade celestial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Amém.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Notas:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
[&lt;span style="color: blue;"&gt;1&lt;/span&gt;]&amp;nbsp;HUGHES, James R. - citado em "In Spirit and Truth: Worship as God Requires (Understanding and Apllying the Regulative Principle of Worship)" - pág. 47 - tradução livre.&lt;br /&gt;
[&lt;span style="color: blue;"&gt;2&lt;/span&gt;] Op. Cit. - pág. 48&amp;nbsp;- tradução livre.&lt;br /&gt;
[&lt;span style="color: blue;"&gt;3&lt;/span&gt;] Op. Cit. - pág. 52&amp;nbsp;- tradução livre.&lt;br /&gt;
[&lt;span style="color: blue;"&gt;4&lt;/span&gt;] Op. Cit. - pág. 53&amp;nbsp;- tradução livre.&lt;br /&gt;
[&lt;span style="color: blue;"&gt;5&lt;/span&gt;] Op. Cit. - págs. 54 e 55 - tradução livre.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/142254692826592015-2193183541437454022?l=2timoteo316.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://2timoteo316.blogspot.com/feeds/2193183541437454022/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://2timoteo316.blogspot.com/2012/01/setimo-elemento-constitutivo-do-culto_16.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/142254692826592015/posts/default/2193183541437454022?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/142254692826592015/posts/default/2193183541437454022?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://2timoteo316.blogspot.com/2012/01/setimo-elemento-constitutivo-do-culto_16.html" title="Sétimo elemento constitutivo do culto público: Cântico de Salmos (parte 2 - A Lei Cerimonial) -  Sermão pregado dia 15.01.2012" /><author><name>Filipe Luiz C. Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00410922817341052872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="22" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_A7xLtEmmEyw/Su8rRVISvYI/AAAAAAAAAMo/6B6gpa-f638/S220/foto+blog+pequena.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-87Ge8_UNo-I/TxPtsUvsZMI/AAAAAAAABRY/8lkt3jvns1Q/s72-c/templo-de-salomao.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CUMFQnk_eCp7ImA9WhRVE00.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-142254692826592015.post-5552043388124771420</id><published>2012-01-11T09:36:00.000-08:00</published><updated>2012-01-11T09:36:53.740-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-11T09:36:53.740-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Vida Cristã" /><title>A Teologia do Culto Reformado - Diferença entre Luteranos e Calvinistas</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Dh5vEVUFdFY/Tw3InMESjlI/AAAAAAAABRI/_fl4sfoidhc/s1600/english+puritans.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-Dh5vEVUFdFY/Tw3InMESjlI/AAAAAAAABRI/_fl4sfoidhc/s1600/english+puritans.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É freqüentemente suposto que as reformas litúrgicas de Lutero e Calvino são concordes somente na condenação dos abusos existentes no período final da Igreja Medieval. É também admitido que as diferença nas respectivas concepções de Culto e no cerne essencial das suas ordens litúrgicas, refletem os contrastes no temperamento dos dois reformadores. Isto, esperamos demonstrar, é um grave equívoco no entendimento tanto de Lutero como de Calvino, em dois aspectos. Uma tentativa será feita para demonstrar que os pilares gêmeos da Reforma concordavam não apenas no que se constituía os abusos do período final da igreja medieval, mas também no desejo de retornar para a primitiva simplicidade do culto cristão. Esperamos demonstrar, inicialmente, que a concordância deles sobre os abusos que deviam ser corrigidos, além de ser a expressão de suas preferências subjetivas, foi devido às doutrinas e teologia que eles mantinham em comum. Emsegundo lugar, será demonstrado que é uma simplificação espúria da questão, declarar que os desacordos entre Lutero e Calvino são explicados como resultado, respectivamente, do conservadorismo de Lutero e da natureza rigidamente lógica de Calvino. Mesmo que esta afirmação seja alterada e venha a produzir a impressão de que Calvino foi inteiramente verdadeiro aos seus princípios, enquanto Lutero foi conservador, isto ainda permanece uma concepção injusta a respeito de Lutero. Seu aparente conservadorismo pode ser explicado por princípios teológicos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os Reformadores eram concordes com respeito aos abusos da igreja medieval, que deviam ser corrigidos. Em particular, eles investiram contra quatro falsas concepções.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;(1)&lt;/b&gt;&amp;nbsp;Sua comum “aversão peculiar” foi o antigo e medieval ensino a respeito da Missa. Eles concordavam em condenar o ensino que proclama ser na Missa, mais uma vez, oferecido o sacrifício que de uma vez por todas foi feito no Calvário. Não parecia nada menos que blasfemo para eles que homens usassem asseverar que o sacrifício feito na Cruz exigia repetição.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;(2)&lt;/b&gt;&amp;nbsp;Eles estavam igualmente seguros, em segundo lugar, que a Missa como era celebrada na época não era uma comunhão. O povo não comungava de ambos os elementos; eles eram apenas espectadores de um drama no qual o sacerdote era o ator principal e o coro cantava uma música incidental e complicada. Isso não era tudo; o serviço da Missa não era ao menos inteligível para a maior parte do povo, porque onde era audível, ou era falada ou cantada em uma língua acadêmica [Latim*]. Os Reformadores também objetaram o caráter propiciatório da missa, quando elas eram oferecidas para aplacar a Deus pelas ofensas de alguém ou obter favores especiais de Deus, como por exemplo, antes de sair para uma jornada de trabalho. De fato os Reformadores contendiam que a Missa medieval fora considerada um officium ao invés de um beneficium.[1]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aliada à desaprovação da Missa por eles estavam suas objeções pelas concepções correntes concernentes ao sacerdócio. Pois se o sacerdote deveria ser considerado como um instrumento indispensável para obter o bom favor de Deus, ele se tornava, não um veículo de graça, mas um impedimento, um obstáculo para a comunhão entre Deus e o homem. Além do mais, os sacerdotes eram, como insistia Lutero com desprezo, tirânicos, insaciáveis, mundanos e mercenários.[2]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;(3)&lt;/b&gt;&amp;nbsp;A terceira concepção que ambos os Reformadores condenavam era a falsa visão da autoridade dos santos, os quais eram considerados como poderosos mediadores entre Deus e os homens, que poderiam ser influenciados por um indivíduo a remir suas penas e suplícios do purgatório, o que constituía um panteão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é surpresa que, tanto Lutero como Calvino, enfatizassem a primazia da pregação da Palavra de Deus, tanto para acabar com os abusos que estavam incrustados no sacramento da Santa Ceia, como para declarar o que era a verdadeira vontade de Deus nesta matéria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os Reformadores não apenas concordavam em suas negações, mas eles eram uma só mente em muitas afirmações positivas. Ambos desejavam restaurar o puro culto da Igreja primitiva. Em sua Formula Missae Lutero declara que não era sua intenção “omnem cultum dei prorsus oblere” (não era obsoleto todo o culto que era prestado a Deus), mas apenas “eum qui in usu est, pessimis additamentis viciatum, repurgare et usum pium monstrare” (alguns usos que estão em prática, péssimas adições viciosas, que pelo uso pio ficam aparentes e repugnam).[3] Ele, portanto não atirava ao mar toda a tradição da igreja não dividida, desde que concordava que “primorum patrum additiones...laudabiles fuere, quales Athanasius et Cyprianus fuiesse putantur” (as primeiras adições dos Pais da Igreja...foram saudáveis, as quais Atanásio e Cipriano foram seus artífices).[4] De fato sua visão era retornar ao não corrompido Serviço da Comunhão da igreja primitiva. A intenção de Calvino era similar. Isto ficou claramente explícito no título completo do Livro de Culto de Genebra de 1542. Este título dispõe: “La forme dês prieres et chantz eclesiastiques auec la maniere d´administrer lês sacrements, et consacrer lê mariage; selon la coutume de L´eglise ancienne” (A forma das orações e cânticos eclesiásticos e ainda a maneira de administrar os sacramentos e celebrar o casamento; segundo o costume da Igreja Antiga).[5] Era portanto, um declarado anseio de ambos os reformadores de restaurar o Culto da Igreja antiga.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A base comum de concordância tanto nos abusos do culto contemporâneo quanto na positiva concepção de restauração do culto da Igreja primitiva, longe de ser apenas coincidência, era baseado em pressuposições teológicas similares. As doutrinas básicas mantidas em comum pelos reformadores foram três: A Bíblia como a Revelação de Deus, a Justificação por meio da Fé, e Cristo como único mediador entre Deus e os homens. As últimas duas doutrinas, obviamente, foram derivadas da primeira doutrina toda inclusiva das Escrituras. Uma vez que a Bíblia foi resgatada em toda a sua autoridade, então se seguiu que qualquer tradição que conflitasse com a Palavra de Deus, embora com a sanção da Igreja, tinha que ser abolida.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ademais, a primazia das Escrituras determinou um desejo pelo retorno aos princípios e práticas da comunidade primitiva dos cristãos como vista nos Atos dos Apóstolos. Estas duas conclusões passaram de mão em mão. Isso porque os erros da Igreja da época foram vistos como desvios, tanto da Bíblia, como também da Igreja primitiva. Além disso, existiam dois princípios dominantes na Bíblia que a prática da época desconsiderava. Se os homens eram justificados por meio da fé na justiça de Cristo, aceitando seu sacrifício como garantia toda suficiente para o perdão de seus pecados, então todas as práticas motivadas por uma crença na justificação pelas obras deveriam desaparecer. Tais práticas incluíam participar da Missa como uma boa obra como também fazer peregrinação religiosa. Ainda, a noção de que os santos tinham um tesouro de méritos o qual está disponível como um crédito para compensar os débitos do pecador, também tinha que ser abolida. A mesma concepção da eficácia da intercessão dos santos e da mediação necessária do sacerdote, anulava a doutrina bíblica de Cristo como único mediador. Se santos e sacerdotes eram indispensáveis, seria inverídico dizer ser Cristo “o único nome dado entre os homens pelo qual importa que sejamos salvos”. Portanto através destas três doutrinas integradas no pensamento de ambos os reformadores, Lutero e Calvino, se fez necessária uma reforma litúrgica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os resultados das reformas litúrgicas luteranas e calvinistas foram reconhecidamente diferentes. Como essas diferenças deveriam ser levadas em consideração? É insuficiente explicar estas diferenças assumindo que Lutero era um conservador e cauteloso reformador enquanto que Calvino era lógico e radical. A diferença real entre a reforma luterana e calvinista no culto pode ser disposta como a seguir:&amp;nbsp;Lutero ficaria com o que não era especificamente condenado nas Escrituras enquanto Calvino ficaria apenas com o que é ordenado por Deus nas Escrituras. Este era o seu fundamental desacordo. Isto é de vital importância na historia do culto Puritano, visto que os Puritanos aceitavam o critério Calvinista, enquanto que seus oponentes, os Anglicanos, aceitavam o critério Luterano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A visão de Lutero, que será demonstrada, foi na maior parte direcionada por suas considerações teológicas, mas deve ser levado em alguma conta seu temperamento e suas exigências práticas que teve de encarar e que devem ser apreciadas as notórias razões do seu tão conhecido conservadorismo. Ele deixou isto perfeitamente claro quando não desejava introduzir uma “nova lex” em matéria litúrgica. Ele era completamente avesso a instalação de um cristianismo Levítico. Isto, dizia ele, era contrário a liberdade do Cristão.[6] Além disso, Lutero sustentava que a Palavra de Deus, se fielmente pregada, iria por ela mesma criar novas e adequadas formas de culto cristão. Não era prerrogativa sua produzir uma liturgia obrigatória que acorrentasse as consciências dos homens cristãos. Mesmo promulgando a Formula Missae ele negou o desejo de coagir os cristãos a aceitá-la.[7] Foi meramente apresentada como uma alternativa sugerida à Missa da Igreja Romana, não como uma declaração autoritativa a qual se deva submeter. A variedade de ritos e cerimônias praticadas nos dias atuais pelas igrejas luteranas do continente é um legado da doutrina de Lutero da liberdade cristã. Deve ainda ser lembrado que ele favoreceu a fluidez cúltica tendo por base uma liturgia uniforme e pela sua própria uniformidade poderia cegar os homens em relação ao caráter interno do culto.[8] Tudo o que ele requeria era que os ritos da Igreja não conflitassem com a orientação da Sagrada Escritura. Aliada a esta preocupação pela liberdade cristã, estava sua defesa do princípio da “festina lente”. Isto estava baseado na orientação de Paulo em considerar o irmão mais fraco. Para que eles não fossem desnorteados por nenhum iconoclasticismo, ele propunha abolir apenas o que era contrario ao ensinamento claro das Escrituras. Para o resto, ele iria provar de todas as coisas e reter o quer era bom.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta tendência em considerar a tradição da igreja como valiosa, quando e onde ela não contradizia a Escritura, foi confirmada por Lutero em sua doutrina das Ordens. As implicações desta doutrina foram que Deus ordenou ao mundo que o homem não deveria viver como um indivíduo isolado da sociedade, mas como um ser compartilhando certas relações comunitárias. Tais comunidades ordenadas por Deus são a Igreja e o Estado. Desde que elas dependem para a sua continuidade da divina sanção, os homens devem respeitá-las. Portanto, excetuando-se o que elas definidamente contradizem a vontade revelada de Deus, elas devem ser obedecidas. Tal doutrina coloca um grande prêmio sobre a tradição e deve ser tida como a base religiosa do conservadorismo de Lutero. Também ajuda a explicar o porquê dos bispos terem uma parte importante em decidir quais particulares reformas litúrgicas são desejáveis. Teoricamente Lutero deixou a escolha de aceitar ou rejeitar suas reformas litúrgicas para os cristãos das igrejas locais, mas na prática a decisão foi deixada para a escolha do bispo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um ponto a ser tratado ainda, é a atitude de Lutero para com o cerimonial. Em contraste com o despido Culto Calvinista, a liturgia luterana é rica no uso de ações simbólicas e vestimentas. Nesta matéria, nós temos a clara afirmação de Lutero que Deus deu ao homem cinco sentidos com os quais ele o poderia adorar e seria uma franca ingratidão não usá-los.[9] Sem dúvida ele teria considerado a forma de liturgia de Calvino como um exemplo de cultuar a Deus com apenas dois dos sentidos: ouvir e falar [ou cantar]. Ao contrário da liturgia Luterana que apela para o sentido do olfato nos incensos e para a visão pelo uso de vestimentas e cerimônias. Para esse criticismo, Calvino teria legitimamente respondido que o culto é primariamente para a glória de Deus, e secundariamente para a edificação dos homens e não para o prazer deles. Alguém poderia questionar se Lutero ficaria satisfeito com essa resposta, desde que com o senso que tinha da grandiosa condescendência de Deus em Cristo, ele mantinha que Deus tinha dado ao homem auxílios as suas devoções. Tais auxílios eram rituais e cerimoniais. Assim como Cristo, pela sua encarnação, santificou a humanidade, então as coisas terrenas poderiam ser sacramentadas pelo divino. Lutero não estava preparado a dispensar o “o porta olho” para a alma, como Bunyan iria mais tarde denominar. Como nós iremos ver mais tarde, essa visão era inaceitável para Calvino, desde que ele mantinha que o homem era essencialmente corrupto e que seu culto só era aceitável na medida que ele se conformava com a lei de Deus nas Escrituras. Calvino mantinha que o Decálogo discorrendo contra “as imagens de escultura”, tinha dispensando suficientemente a necessidade de cerimônias e vestimentas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A postura de Lutero, como veremos, era capaz de ser defendida em termos teológicos. Mas sua atitude não era estritamente teológica, nem era sempre baseada em princípios. Algumas vezes ele era inconsistente com seus princípios. Lutero nem sempre levava suas convicções teológicas às suas conclusões lógicas. Por exemplo, seu apelo ao braço do estado para punir os camponeses que se revoltaram contra seus senhores era contrário à sua doutrina da liberdade cristã. Similarmente, em matéria litúrgica, pode ser exposto de forma justa que sua doutrina da Palavra de Deus não foi logicamente desenvolvida. Como atenuante deve ser lembrado, no entanto, que ele foi o primeiro reformador e que no tempo de Calvino a situação era mais estável e os homens tinham mais tempo de refletir nestes assuntos. Não obstante, não pode ser negado que nos últimos anos de Lutero, o reformador mostrou um crescente conservadorismo. Ele desejava mais uniformidade tanto no uso das vestimentas eclesiásticas como nas formas de liturgia. O que previamente era opcional se tornou obrigatório.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Finalmente, não pode se ter dúvida que a opinião de Lutero foi, em certa extensão, moldada não em cima de um princípio, mas pelos acontecimentos. O método era “solvitur ambulando”. Isto era definitivamente o caso na ordem pela qual suas reformas eram executadas. Sua pregação da Justificação pela fé exigiu-lhe reformar o Cânon da Missa. Isto por sua vez levou os sacerdotes a serem separados para cada localidade e também para o costume onde cada sacerdote era permitido realizar uma missa a cada dia. Isso levou mais clérigos para fora da vida cotidiana e assim significava menos dinheiro nos cofres da Igreja. O ataque à vida monástica fez com que muitos monges e freiras ficassem desempregados e solitários. O completo colapso das finanças levou Lutero a buscar ajuda do Príncipe. Um outro efeito das reformas de Lutero era que a Igreja Romana recusava ordenar candidatos que eram luteranos ou que não tomassem os votos do celibato. Todas estas circunstâncias forçaram Lutero a fazer sua própria provisão para ordenar e treinar futuros ministros da Palavra. Numa extensão considerável, portanto, Lutero foi guiado não por seus princípios mas pelos fatos. Ao mesmo tempo é também verdadeiro que foi a fiel proclamação destes princípios teológicos que levou a estes acontecimentos. A atitude de Lutero com a reforma litúrgica foi, pois, majoritariamente fundamentada em bases teológicas, mas também foi parcialmente determinada pelas considerações de conveniências.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As doutrinas que são logicamente aplicadas por Calvino não são distintivamente suas. Ele e Lutero estavam unidos concordemente na maioria delas, mas foi Calvino que deu a elas sua ênfase distintiva e aplicou logicamente a teoria e a prática do culto. Para ambos Lutero e Calvino a Bíblia era a Palavra de Deus. Mas suas concepções da autoridade da Palavra de Deus eram diferentes. Lutero descrevia a Bíblia como “trostbuch” (livro consolador), o berço de Cristo; Calvino, porém a definia como “la sainte loy et parole evangelique de Dieu” (a santa lei e promessa evangélica de Deus).[10] Lutero aceitava a orientação bíblica em matérias doutrinárias, mas recusava em considerá-la um diretório de culto. Lutero iria admitir em sua adoração qualquer elemento litúrgico que não fosse inconsistente com o ensinamento da Bíblia. Calvino só iria aceitar o que a Bíblia especificamente autoriza. Se a Bíblia era a vontade revelada de Deus, afirmava Calvino, então somente as ordenanças bíblicas seriam aceitáveis a Deus. Adições humanas deveriam, por conseguinte, ser de todo ab-rogadas, porque Deus fez conhecer sua vontade nas Escrituras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A raiz da objeção de Calvino às adições humanas no culto legítimo de Deus tinha outra base. O homem era essencialmente corrupto; ele carregava a “damnosa haereditas” (herança danosa) do pecado original e portanto ele não poderia cultuar a Deus da forma certa ainda que pudesse assim o desejar.[11] Ele é inteiramente pecaminoso e assim suas próprias idéias do que constituiria o correto culto seriam viciadas pela sua depravação. Estando nesta confusão, ele ainda não poderia afastar de seu coração o fato que Deus tinha declarado o que é o verdadeiro culto em Sua Palavra. O homem, portanto, deveria aprender ali como glorificar a Deus da forma certa. Visto que só podemos orar da maneira certa a Deus apenas quando o Espírito Santo por nós intercede, devemos nos submeter a orientação do Espírito. Estas três doutrinas: da Palavra de Deus, do pecado original (da queda), e da intercessão do Espírito Santo, são logicamente aplicadas no culto calvinista. Conseqüentemente o caráter bíblico e os precedentes bíblicos para a liturgia também, ou seja, a centralidade da Palavra está invisivelmente na pregação e visivelmente nos sacramentos. Isto também explica a abertura invocatória pelo auxílio de Deus na liturgia de Genebra, enfatizando a total falta de amparo do homem à parte de Deus. Conseqüentemente, também, a confissão de pecados e a invocação da ajuda do Espírito Santo antes de ler as Escrituras para que Elas possam ser corretamente entendidas.[12] Todas estas três doutrinas tão cuidadosamente levadas a cabo na forma genebrina podem ser compreendidas sob a total submissão da Doutrina Calvinista à dependência de Deus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A doutrina que Calvino fincou, cada vez mais distintivamente sua, foi a da Eleição. Pode ser dito que ele redescobriu o sentido da Igreja como o Novo Israel, o povo de Deus. Esta doutrina sem sombra de dúvida é refletida em sua teoria do culto. Ela produziu um profundo senso de honra e reverência perante Deus, que era enfatizado na liturgia pela leitura do Decálogo e pela confissão de fé que era feita pelos cristãos como uma unidade em Cristo. Não era menos sentida na profunda e espontânea gratidão que extravasava através do cântico dos salmos pela congregação. E foi esta doutrina, como também a da Comunhão como “sigillum Verbi”, que fazia Calvino enfatizar a unidade dos elementos do culto antes da Comunhão. A Comunhão é, portanto não um mero apêndice ao ato da pregação, é o ato, para os fiéis, no qual Deus sela suas promessas aos Eleitos. A doutrina da Eleição com sua reflexão na natureza corporativa do culto calvinista contrasta com o individualismo que caracteriza a liturgia Luterana.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deixar esta matéria desta forma seria uma injustiça para a memória de Lutero. Deve ser reconhecido que Calvino teve que acomodar suas visões em três assuntos. Ele fez uma distinção entre os fundamentais e os não importantes pontos na forma do culto. Ele não vacilava por um momento de sua convicção de que todo o culto deve proceder da divina inspiração, e as tradições humanas não carregavam nenhum peso na adoração. Por outro lado, ele mantinha que, em matéria de culto, existiam tanto doutrinas fundamentais como também auxílios superficiais que conduziam à paz e concórdia e que deveriam ser deixados para o julgamento dos Cristãos como indivíduos. Ele fez apenas três concessões, cada uma delas em matéria de forma, não de doutrina.[13] 1) Ele desistiu de sua fórmula de absolvição quando o populacho de Genebra a depreciou como novidade. 2) Ele também permitiu que a Santa Ceia fosse celebrada com pão não fermentado. Ele não desaprovou o uso de pão não fermentado no Sacramento, mas ele não gostou do método pelo qual esta mudança foi introduzida em Genebra, ou seja, ele desaprovou o modo arbitrário pelo qual o vizinho Cantão de Berna exigiu que Genebra adotasse esta prática. 3) Sua terceira e maior concessão, foi a de se render ao requerimento dos magistrados de Genebra em permitir a Ceia do Senhor ser celebrada apenas quatro vezes por ano. Este ponto não foi facilmente concedido e Calvino deixou registrado para a posteridade que sua convicção nesta matéria foi imposta pelos magistrados genebrinos.[14] Estas três concessões não podem ser comparadas em seriedade ou amplitude com as concessões feitas por Lutero. Sendo assim, Calvino não pode ser acusado de inconsistência ou conservadorismo na matéria de acomodação, porque ele sabia tanto a lógica de sua posição quanto que deveria ceder porque era minoria e porque os pontos em questão eram apenas de menor importância.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É na comparação da doutrina dos sacramentos de Calvino (e particularmente da Ceia do Senhor) com a de Lutero, que a anterior base teológica consistente aparece de forma clara. Não é apenas asseverar que Calvino era meramente lógico no seu tratamento dos Sacramentos, visto que ele reconheceu que existe um mistério impenetrável nos atos graciosos de Deus para com o homem, os quais a razão pode raramente provar. Assim, ele era um adorador de mente acurada. No entanto, sua doutrina dos Sacramentos era mais consistente teologicamente que a de Lutero. Como Barclay demonstra,[15] os dois Reformadores eram concordes em quatro principais aplicações. (1) Ambos condenavam qualquer doutrina que negava a necessidade de fé viva no receptor ou que ensinava que os sacramentos conferiam graça ex opere operato. (2) Ambos repudiavam a doutrina que mantinha que os Sacramentos deveriam ser entendidos num sentido meramente etimológico como distintivos ou testemunhos da confissão cristã. (3) Em terceiro lugar, eles rejeitavam como inadequada a visão que os sacramentos representavam meras alegorias ou significativas exibições da verdade. (4) Finalmente, ambos se opuseram a doutrina que expressava que a Ceia do Senhor era apenas um rito comemorativo. Para ambos os sacramentos eram, positivamente, “sigilla verbi”, ou seja, eles eram sinais pelos quais Deus confirmava ou selava suas promessas ao seu povo. A diferença radical entre a posterior visão luterana e a doutrina Calvinista consistia no fato que Lutero mantinha que os Sacramentos tinham eficácia inerente, enquanto Calvino se refere ao seu poder santificador pelo acompanhamento do auxílio de Deus.[16] Lutero pensava que a objetividade dos sacramentos apenas poderia ser mantida se a eficácia inerente fosse postulada. Asseverar a fé como uma pré-condição para a sua eficácia parecia para ele fazer os sacramentos dependerem da fé do receptor. Calvino estava bem ciente desta imputação, mas sua doutrina da Ceia do Senhor não pode ser acusada de subjetividade, desde que ele declara que a própria fé é um dom de Deus mediado pelo Espírito Santo. Lutero também achou dificuldade em manter uma crença numa união mística de Cristo com o crente na Santa Ceia, se alguém mantinha que o corpo ressurreto do Senhor era limitado (limitado ao céu em corpo humano – N. E.)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para eliminar esta dificuldade, Lutero mantinha a doutrina da ubiquidade do corpo de Cristo. Calvino, por outro lado, não recorreu a uma dúbia teoria metafísica para substanciar conclusões chegadas de equivocados fundamentos teológicos. Ele argumentou que o corpo ressurreto de Cristo estava no céu, mas isto não o impedia de que ele pudesse operar pelo poder do Seu Espírito Santo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Cristo, com todas as suas riquezas está lá presente a nós não menos do que estivesse perante nossos olhos ou tocado por nossas mãos”.[17]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então, pode ser visto que a posterior doutrina de Lutero da eficácia inerente dos Sacramentos se distancia de sua doutrina inicial dos sacramentos como “sigilla Verbi”, presente e respondida por meio da fé. Do outro lado, Calvino é consistente teologicamente sem conceder nada da objetividade da posterior visão de Lutero. Ao mesmo tempo seu ensinamento, igualmente com o de Lutero, preserva o sentido da grata adoração como a condescendência de Deus quanto também a um profundo senso de mistério.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(1) Esta primeira grande diferença entre o culto Luterano e o Calvinista, considerada como um todo, é que o primeiro é mais subjetivo e o ultimo é mais objetivo. Para Lutero a Bíblia é a Palavra de Deus na qual ele encontra a corroboração de sua experiência espiritual. Para Calvino a Bíblia é a declaração da vontade de Deus e tem autoridade em toda sua totalidade. O culto luterano tende a se tornar a expressão da experiência que a Palavra gera. Sua atmosfera é de alguém grato pelo perdão misericordioso de Deus. No culto Calvinista mais proeminência é dada para a Bíblia como a declaração da vontade de Deus para a doutrina, conduta e governo da Igreja. A atmosfera característica é a de reverente temor perante a Soberana Vontade. O sermão no culto calvinista é um elemento objetivo de culto, porque é o proclamar e expor a vontade de Deus declarada em todas as partes dos Escritos Sagrados. Além disso, enquanto o culto luterano apela para o individual e expressa sua confissão na primeira pessoa do singular, o culto calvinista é corporativo e congregacional. Deus é concebido como declarando sua vontade aos Eleitos e as orações feitas são a resposta corporativa à Sua Palavra, como o são os louvores nos salmos metrificados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(2) A segunda diferença é que o culto calvinista é mais bíblico em natureza que o luterano. Onde no culto luterano se continha hinos que são paráfrases da experiência cristã e ensinamentos cristãos, para Calvino os louvores eram inteiramente escriturísticos. Ele apenas permitiria os Salmos. Enquanto Lutero não se opunha ao uso de seqüências de prosas, provadas antes que sua doutrina fosse correta, Calvino insistia na leitura da Palavra de Deus sem embelezamentos. Outra vez, enquanto as orações luteranas poderiam proclamar a experiência cristã, como o arrependimento ou a adoração, nas formas originais de Calvino a liturgia apenas continha uma oração de confissão que era exclusivamente escriturística. Também Calvino incluiu o Decálogo como uma parte integral da liturgia de Estrasburgo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(3) Uma terceira diferença entre os ritos luteranos e calvinistas é que mais se destaca. Enquanto o culto luterano é composto de dois elementos, o movimento descendente de Deus em direção ao homem e o movimento ascendente do homem até Deus (estes sendo aproximadamente iguais em proporção), o culto calvinista é majoritariamente um movimento descendente. Se o pensamento em primeiro lugar na mente de Lutero era a gratidão, o pensamento dominante para Calvino é que no culto o homem obedecia à Bíblia, pois à parte desta obediência ele não poderia oferecer uma aceitável adoração a Deus. A idéia fundamental do culto luterano era gratidão; a de Calvino era obediência. Ainda que existam elementos, tanto nas orações como nos louvores do culto calvinista que representem este movimento ascendente, o senso que prevalece é uma reverente humilhação perante o Deus vivo. Isto é exemplificado pela falta de uma específica oração de adoração no serviço calvinista. Se os adoradores luteranos eram “laeti triumphantes”, os calvinistas eram “miseri et abiecti”. Esta distinção não é absoluta, mas aponta para uma real diferença de ênfase.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(4) Em quarto lugar, o culto luterano é mais rico no uso de cerimônias que o serviço calvinista. Anteriormente já foi mostrado que eram teológicas e não estéticas as razões para a diferença. Basta dizer aqui que o culto luterano é “rico” e o calvinista é “nu”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As diferenças teológicas entre Lutero e Calvino refletidas nas diferenças de ênfase litúrgicas são de total importância porque esta base litúrgica prepara o caminho para as diferenças entre os Anglicanos e os Puritanos na Inglaterra. É visto que a posição do Clero Estabelecido na Inglaterra era a de Lutero, enquanto que as visões dos Puritanos eram aquelas de Calvino. A analogia não é exata em cada detalhe, mas num todo é muito boa. Pode ser certamente mantido, no entanto, que as diferentes concepções da autoridade das Escrituras na mente de Lutero e na mente de Calvino reapareceram na controvérsia litúrgica entre os Puritanos e o clero Estabelecido, os Anglicanos. Os Puritanos foram os herdeiros dos Reformadores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Extraído e traduzido do The Worship of the English Puritans, páginas 13 a 24, de autoria do Dr. Horton Davies – Editora Soli Deo Gloria Publications.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[1]James Moffatt, ‘Lutero’, capítulo viii de Christian Worship (ed. cit.) p. 127&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[2] Formula da Missae de Lutero, em Carl Clemen Quellenbuch zur praktischen Theologie, I Teil (Giessen 1910) p. 27f&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[3] Clemen op. cit. p. 27&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[4] ibid.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[5] Maxwell The Liturgical Portions of the Genevan Service Book (1931) p. 70; os itálicos são meus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[6] Moffat op. cit. p. 125&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[7] Clemen op. cit. p. 26&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[8] Moffat loc. cit.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[9] Moffat op. cit. p. 129&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[10] J. S. Whale, “Calvin”, ch. x. of Christian Worship p. 156.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[11] Inst. I. iv&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[12] Calvino La forme des prières ecclésiastiques, em Clemen op. Cit. Pp. 51-58&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[13] F. O. Reed Public Worship in XVIth century Calvinism (tese para graduação – não publicada – na B. Litt. na Universidade de Oxford) ch. ii&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[14] Maxwell op. cit. p. 203&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[15] The Protestant Doctrine of the Lord´s Supper (1928) ch. ii&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[16] Inst. IV xix 2&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[17] Le Catechisme français de Calvin, citado por F. O. Reed op. cit.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fonte:&amp;nbsp;&lt;a href="http://ospuritanos.blogspot.com/search/label/A%20Teologia%20do%20Culto%20Reformado"&gt;Os Puritanos&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/142254692826592015-5552043388124771420?l=2timoteo316.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://2timoteo316.blogspot.com/feeds/5552043388124771420/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://2timoteo316.blogspot.com/2012/01/teologia-do-culto-reformado-diferenca.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/142254692826592015/posts/default/5552043388124771420?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/142254692826592015/posts/default/5552043388124771420?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://2timoteo316.blogspot.com/2012/01/teologia-do-culto-reformado-diferenca.html" title="A Teologia do Culto Reformado - Diferença entre Luteranos e Calvinistas" /><author><name>Filipe Luiz C. Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00410922817341052872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="22" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_A7xLtEmmEyw/Su8rRVISvYI/AAAAAAAAAMo/6B6gpa-f638/S220/foto+blog+pequena.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-Dh5vEVUFdFY/Tw3InMESjlI/AAAAAAAABRI/_fl4sfoidhc/s72-c/english+puritans.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;DEIAQnw9eip7ImA9WhRUEE8.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-142254692826592015.post-7972183254796123746</id><published>2012-01-09T01:11:00.000-08:00</published><updated>2012-01-19T18:29:03.262-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-19T18:29:03.262-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="7. Cântico de Salmos (parte 1)" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Pregações" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Meus Escritos" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="O culto público" /><title>Sétimo elemento constitutivo do culto público: Cântico de Salmos (parte 1 - fazer somente o ordenado nas Escrituras) - Sermão pregado dia 08.01.2012</title><content type="html">&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-hW1DYUqirsY/TwmxfZe25kI/AAAAAAAABQ4/Qdw71SfHhVU/s1600/bible+hands.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://3.bp.blogspot.com/-hW1DYUqirsY/TwmxfZe25kI/AAAAAAAABQ4/Qdw71SfHhVU/s200/bible+hands.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Sétimo elemento constitutivo do culto público:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Cântico de Salmos (&lt;u&gt;parte 1 - fazer somente o ordenado nas Escrituras&lt;/u&gt;)&amp;nbsp;- &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Sermão pregado dia 08.01.2012&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Queridos irmãos, é com grande alegria que chegamos ao último elemento constitutivo do culto público. Todos nós podemos testemunhar de como o Senhor tem sido benigno para conosco, nos têm ensinado segundo seus preceitos imutáveis e de como nos tem sustentado em meio aos momentos de dúvida e fraqueza.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Devido à certa complexidade do tema em voga (Cântico de Salmos), creio que levaremos um pouco mais de tempo para finalizarmos, haja vista precisarmos entender algumas nuances quanto à adoração e louvor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A finalidade do presente estudo - Elementos Constitutivos do Culto Público - é para que entendamos quais são as coisas requeridas pelo Senhor em Sua Palavra e de que forma elas devem ser aplicadas à vida da igreja. Também temos por alvo compreender que tudo que fuja à regra que estamos vendo, deve ser cuidadosamente analisada, não porque sejamos perfeitos (Rm 3.10), mas sim porque desejamos compreender a verdade revelada nas Escrituras, e para isso devemos ter todo cuidado para não acrescentar ou diminuir algo da sua palavra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para captarmos o presente ensino bíblico, é necessário que tenhamos pressupostos corretos, quer dizer, nossa base de fé deve ser coerente com a Bíblia - com isso digo que devemos ter a soberania de Deus como certa para nossas vidas, a certeza de que Deus revelou seu plano de salvação e de guia para o homem na terra tão somente na Sua Palavra escrita e também estarmos certos da suficiência das Escrituras (2Tm 3.16,17).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"&lt;span style="color: red;"&gt;Tudo o que eu te ordeno, observarás para fazer; nada lhe acrescentarás nem diminuirás&lt;/span&gt;" (Dt 12.32). Esse precisa ser um dos versículos que constantemente permeie nossa mente, pois ele nos é explícito ao dizer que tudo o que precisamos para a fé e salvação encontra-se revelado nas Sagradas Escrituras - conforme diz a própria Confissão de Fé de Westminster: "À Escritura nada se acrescentará em tempo algum, nem por novas revelações do Espírito, nem por tradições dos homens" (Cap I, VI). Como já vimos esse ponto em outro lugar (clique&amp;nbsp;&lt;a href="http://2timoteo316.blogspot.com/2011/10/conhecendo-reforma-protestante-sermao.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;), não me deterei novamente nele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando conversamos com os crentes sobre o que viria a ser adoração e louvor, de um modo geral a resposta que obtemos é que "louvor é tudo o que eu ofereço a Deus". Certamente que não está de toda errada essa afirmação, porém fica ainda uma pergunta: "o que você oferece a Deus é aceitável a ele"? Um rei que decreta seus mandamentos e a maneira como deseja ser adorado, certamente reputará como erro toda forma não prescrita por ele, isto é, ainda que algum vassalo seu venha "de todo coração" lhe oferecer algum fogo estranho (tal qual os filhos de Arão fizeram e por isso foram mortos - Nm 26.61), tal oferta não será aceitável ao Rei, pois não foi dessa maneira que ele havia ordenado que se fizesse. Ou ainda: haveria alguma &amp;nbsp;razão para um aluno de matemática que ao ser lhe dada uma tarefa, em vez de resolvê-la, pega e entrega um artigo sobre a história dos componentes químicos? Acaso seu professor aceitaria como sendo uma tarefa resolvida? Certamente que tal aluno seria aconselhado a entregar a tarefa que lhe foi dada, ainda que tenha feito de todo coração o artigo não pedido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O profeta Jeremias nos relata esse ensino:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"&lt;span style="color: red;"&gt;Assim diz o SENHOR, acerca deste povo: Pois que tanto gostaram de andar errantes, e não retiveram os seus pés, por isso o SENHOR não se agrada deles, mas agora se lembrará da iniqüidade deles, e visitará os seus pecados. Disse-me mais o SENHOR: Não rogues por este povo para seu bem. Quando jejuarem, não ouvirei o seu clamor, e quando oferecerem holocaustos e ofertas de alimentos, não me agradarei deles; antes eu os consumirei pela espada, e pela fome e pela peste. Então disse eu: Ah! Senhor DEUS, eis que os profetas lhes dizem: Não vereis espada, e não tereis fome; antes vos darei paz verdadeira neste lugar. E disse-me o SENHOR: Os profetas profetizam falsamente no meu nome; nunca os enviei, nem lhes dei ordem, nem lhes falei; visão falsa, e adivinhação, e vaidade, e o engano do seu coração é o que eles vos profetizam&lt;/span&gt;" (Jr 14:10-14).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A palavra de Deus é clara: o povo ama o caminho que lhe é prazeroso, mas constantemente deixa de consultar o Senhor para saber se a Ele tal caminho também é agradável. O Senhor também ensina sobre que quando o erro não é combatido e deixado de lado, ainda que ofereçam "&lt;span style="color: red;"&gt;holocaustos e ofertas de alimentos, não me agradarei deles; antes eu os consumirei pela espada, e pela fome e pela peste&lt;/span&gt;" (v.12). A voz do Senhor não é coisa para se brincar, mas para se temer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Temos ainda outro exemplo de desobediência e de como o Senhor&amp;nbsp;&lt;b&gt;não aceita louvores&lt;/b&gt;&amp;nbsp;- isto é, modos de O honrá-lo e glorificá-Lo -&lt;b&gt;&amp;nbsp;contrários ao que Ele instituiu&lt;/b&gt;:&amp;nbsp;&lt;span style="color: red;"&gt;1Sm 15.1-23.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
A palavra do Senhor foi muito clara para Saul: "&lt;span style="color: red;"&gt;Ouve, pois, agora a voz das palavras do Senhor&lt;/span&gt;" (v.1), "&lt;span style="color: red;"&gt;Vai, pois, agora e fere a Amaleque; e destrói totalmente a tudo o que tiver, e não lhe perdoes; porém matarás desde o homem até à mulher, desde os meninos até aos de peito, desde os bois até às ovelhas, e desde os camelos até aos jumentos&lt;/span&gt;" (v.3). A ordem para Saul era muito clara: ir e matar tudo o que encontrasse. Contudo, não foi isso que fez: "&lt;span style="color: red;"&gt;E Saul e o povo pouparam a Agague, e ao melhor das ovelhas e das vacas, e as da segunda ordem, e aos cordeiros e ao melhor que havia, e não os quiseram destruir totalmente; porém a toda a coisa vil e desprezível destruíram totalmente&lt;/span&gt;" (v.9). Humanamente falando, Saul até teve um bom discernimento, afinal, destruiu tudo o que era vil e desprezível e ficou apenas com os melhores animais - ainda mais, o próprio Saul testifica estar convicto de ter feito exatamente o que o Senhor lhe ordenara: "&lt;span style="color: red;"&gt;Veio, pois, Samuel a Saul; e Saul lhe disse: Bendito sejas tu do SENHOR; cumpri a palavra do SENHOR&lt;/span&gt;" (v.13). Pobre Saul, não soube sequer discernir o próprio erro. "&lt;span style="color: red;"&gt;Então disse Samuel: Que balido, pois, de ovelhas é este aos meus ouvidos, e o mugido de vacas que ouço?&lt;/span&gt;" (v. 14). Samuel questiona a Saul, pois se ele havia cumprido a palavra do Senhor, como seria possível haver ovelhas e vacas com ele, sendo que tudo deveria ser destruído?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vemos também que Saul tentou achar uma desculpa para seu não cumprimento: "&lt;span style="color: red;"&gt;E disse Saul: De Amaleque as trouxeram; porque o povo poupou ao melhor das ovelhas, e das vacas, para as oferecer ao SENHOR teu Deus; o resto, porém, temos destruído totalmente&lt;/span&gt;" (v.15). Que atitude lamentável! O rei Saul achou que poderia oferecer algo contrário ao que Deus havia instituído, como se ele soubesse melhor o que poderia agradar ao próprio Senhor! Então Samuel lhe questiona: "&lt;span style="color: red;"&gt;Por que, pois, não deste ouvidos à voz do SENHOR, antes te lançaste ao despojo, e fizeste o que parecia mau aos olhos do SENHOR?&lt;/span&gt;" (v.19). Saul tenta mais uma vez se desculpar e dizer que desejou fazer tudo de bom coração: "&lt;span style="color: red;"&gt;Então disse Saul a Samuel: Antes dei ouvidos à voz do SENHOR, e caminhei no caminho pelo qual o SENHOR me enviou; e trouxe a Agague, rei de Amaleque, e os amalequitas destruí totalmente; Mas o povo tomou do despojo ovelhas e vacas,&amp;nbsp;&lt;i&gt;o melhor do interdito, para oferecer ao SENHOR teu Deus em Gilgal&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;" (vs.20,21 - grifo meu).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Infelizmente, assim com procedeu Saul, muitos hoje também agem achando que o simples fato de tentarem fazer o seu melhor para o Senhor é sinônimo de que Deus receberá a sua oferta. O profeta Samuel foi incisivo em repreender Saul e dizer-lhe que&amp;nbsp;&lt;b&gt;o Senhor ordena que O obedeçamos conforme ele mesmo prescreveu e não segundo os intentos de nosso coração!&lt;/b&gt;&amp;nbsp;"&lt;span style="color: red;"&gt;Porém Samuel disse: Tem porventura o SENHOR tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à palavra do SENHOR? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros&lt;/span&gt;"&amp;nbsp;(v.22). Por fim, o veredicto contra Saul demonstra a gravidade de seu pecado: "&lt;span style="color: red;"&gt;Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e o porfiar é como iniqüidade e idolatria. Porquanto tu rejeitaste a palavra do SENHOR, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei&lt;/span&gt;" (v.23) -.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com razão já disseram certos escritores: "A conexão entre teologia e adoração é tão vital, que é impossível mudar a forma de adoração (prática) sem alterar o conteúdo (convicção teológica)" [&lt;span style="color: blue;"&gt;1&lt;/span&gt;] e é por essa mesma razão que devemos compreender que um ensino verdadeiro do evangelho deve ser coerente com a prática ordenada e ensinada pelas Escrituras, pois se assim não for, corremos grande perigo de brincarmos com o nome do Senhor, de lhe oferecermos "holocaustos e ofertas" e em lugar da bênção e provisão, colhermos "espada, fome e peste".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Um dos assuntos mais questionados pelos novos convertidos é sobre como eles devem passar a viver pelo Senhor&lt;/b&gt;, isto é, eles perguntam aos crentes mais experimentados sobre qual a forma correta de prestarem culto durante toda a sua vida ao Senhor. Muitos obtém uma boa resposta com respaldo bíblico (1Co 10.31), mas mesmo esses, por muitas vezes não são ensinados sobre a diferença que há entre o culto público e o particular (clique&amp;nbsp;&lt;a href="http://2timoteo316.blogspot.com/search/label/0.1%20Diferenciando%20o%20Culto%20P%C3%BAblico%20do%20Culto%20Particular"&gt;aqui&lt;/a&gt;&amp;nbsp;para ler) e também não sabem diferenciar os momentos das circunstâncias. Um exemplo bastante claro disso é o fato de muitas pessoas ainda acharem que a dança é algo permitido durante o culto ao Senhor, pois baseando-se em alguns Salmos, acham que podem louvar ao Senhor em público com tal atitude, porém, "Ao olharmos para o Salmo 150:4 ('Louvai ao Senhor com adulfes e danças'), o termo hebraico mahol 'dança', é um termo usado como símbolo de alegria após uma vitória. Normalmente uma mahol era acompanhada de adufes (tof); por isso o salmista usa o conjunto 'adulfes e danças'. A expressão hebraica do Salmo 150:4 é exatamente a mesma encontrada em referência à dança de Miriam em Êxodo 15:20, em sua forma verbal ('tocaram adulfes e dançaram')" [&lt;span style="color: blue;"&gt;2&lt;/span&gt;], ou seja, uma coisa é pular e cantar durante após uma vitória na batalha, outra coisa muitíssimo diferente é dizermos que as danças são um meio de adoração em si, ou ainda como querem certos espíritos enganadores, que a dança é "profética" e "move o coração de Deus". Também notamos que "(o 'mahol' é uma comemoração de batalha que pode incluir danças nada artísticas, nem belas - são simples 'pulos'; ou mesmo pode não incluir dança alguma, mas simplesmente dois tipos de címbalos, tocados com o movimento dos pulsos e do corpo. Está muito longe de ser um balé oriental, ou uma dança do ventre como alguns têm feito. Também não é uma 'dança de salão', pois danças de casal com proximidade física são reservadas para a intimidade na Escritura e não são cabíveis em público...)". [&lt;span style="color: blue;"&gt;3&lt;/span&gt;]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Calvino diz: "Para os homens que não dão importância para o que Deus ordenou ou que aprovou, e em vez de servi-lo de forma adequada assumem para si mesmos a licença de elaborar modos de adoração e mais tarde fazem a si mesmos mais altos que o Senhor na obediência... Deus rejeita, condena, abomina toda forma fictícia de adoração e emprega sua Palavra como freio para nos manter em uma obediência incondicional. Quando esse jugo nos é tirado, vagamos por nossas próprias ficções e oferecemos a ele um louvor imprudente de nós mesmos, de modo que em sua visão isso é vã insignificância, mais que isso, vileza e poluição. Os advogados das tradições humanas os pintam em cores vistosas e leais, e Paulo certamente admite que eles carreguem uma amostra de sabedoria, mas como para Deus a obediência vale mais do que todos os sacrifícios, isso deveria ser suficiente para rejeitar qualquer modo de adoração que não é sancionado pelo comando de Deus" [&lt;span style="color: blue;"&gt;4&lt;/span&gt;].&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Diante do exposto precisamos nos perguntar:&amp;nbsp;&lt;b&gt;O que a Bíblia diz acerca do louvor e de que forma ele deve ser feito?&lt;/b&gt;&amp;nbsp;É lamentável que muitos "líderes de louvor" ou "levitas" (como se tal oficio ainda existisse) estejam a anos nessa prática, mas quando indagados se de fato estão em conformidade com as Escrituras, pouco sabem a respeito. Assim também são aqueles "árduos" defensores do "culto" alternativo (leia-se, show) e que voltam-se para a geração atual, como se as ordens bíblicas dependessem da sanção do homem!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Como nós adoramos reflete a nossa teologia. 'Adoração, contrário à muita opinião, não é uma questão de gosto, mas um assunto de convicção teológica'". [&lt;span style="color: blue;"&gt;5&lt;/span&gt;] Se tivermos nossas convicções teológicas separadas da Bíblia, certamente labutados em terreno maligno. É impressionante como na prática muitos homens e mulheres acham que os intentos de Deus são inferiores aos dos homens, como se Deus não soubesse qual a melhor maneira que lhe agrada ser adorado! Também notamos que uma liturgia errada (práticas durante o culto) leva à uma noção errada sobre o Senhor. Se tivermos verdadeiros shows e concertos em nossas igrejas, como esperar que alguém venha com reverência e devoção ao Senhor, sendo que o que ali se faz não é segundo as Escrituras?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para aprendermos sobre adoração, precisamos lembrar-nos de 3 coisas:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;1. A adoração é para a glória de Deus&lt;/b&gt;. "A luz da natureza mostra que há um Deus que tem domínio e soberania sobre tudo, que é bom e faz bem a todos, e que, portanto, deve ser temido, amado, louvado, invocado, crido e servido de todo o coração, de toda a alma e de toda a força;&amp;nbsp;&lt;i&gt;mas o modo aceitável de adorar o verdadeiro Deus é instituído por ele mesmo e tão limitado pela sua vontade revelada, que não deve ser adorado segundo as imaginações e invenções dos homens ou sugestões de Satanás nem sob qualquer representação visível ou de qualquer outro modo não prescrito nas Santas Escrituras&lt;/i&gt;&amp;nbsp;(Rm &amp;nbsp;1:20; Sl 119:68, e 31:23; At 14:17; Dt 12:32; Mt I5:9, e 4:9, 10; Jo 4:3, 24; Êx. 20:4-6 - grifo meu). [&lt;span style="color: blue;"&gt;6&lt;/span&gt;]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;2. Deus ministra ao homem, e não o contrário&lt;/b&gt;. Ainda que louvar seja um ato humano, o louvor ao Senhor não serve para dar algo a ele (pois do que necessita?), mas é o momento onde profundamente reverenciamos o seu nome e cantamos glórias na esperança de que ele fale e transforme o nosso coração à medida que vamos crescendo em graça e em conhecimento,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;3. A adoração é definida somente por Deus&lt;/b&gt;. Ninguém, absolutamente ninguém tem o poder de dizer como Deus pode ser adorado, exceto Ele mesmo. Assim como em minha casa tenho autoridade para dizer como as coisas devem ser feitas, onde determinado objeto deve ser guardado e como me agrada a disposição das peças, assim também Deus é a autoridade suprema sobre a adoração que Lhe rendemos. Para evitarmos cair em erro, é preciso que partamos da premissa de que a adoração não pode ser feita segundo nossos desejos ou paixões, mas somente como o Senhor ordena.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma das frequentes razões para que os crentes não gostem da abordagem sobre o louvor, é que ela parece dizer que enquanto para a vida diária não há ordenanças específicas (que tipo de emprego arrumar, onde morar, qual casa comprar...), para o culto ao Senhor seja prescrita uma série de orientações e ainda mais, ordenanças de como se deve prestá-las a Ele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É preciso notar que assim como os reformadores (e muitos antes e depois deles!) foram árduos defensores do "Sola Scriptura" e combateram com veemência (as vezes com seus próprios sangues) os acréscimos à palavra do Senhor, nós também hoje devemos lutar, não somente para com o romanismo e outras religiões (ainda que seja importante), mas também para eliminar o mau de dentro do que tem se chamado de "igreja". Bem sabemos que não é nosso serviço "limpar a eira" (Lc 3.17), pois tal pertence ao Senhor, mas no que tange à nossa responsabilidade e instrução na graça de nosso Deus, somos chamados a pregar a verdade em meio a tantas mentiras e práticas repugnantes ao Altíssimo.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Defender uma prática como sendo supostamente bíblica, mas não tendo como prová-la, é quase tão maligno como negar a verdade e a fé&lt;/b&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Deus se importa com a adoração correta. Isso é importante para ele. Nós não estamos lidando com um único versículo prova. As páginas das Escrituras proclamam em alta voz que Deus deve ser adorado em espírito e em verdade. Nós não estamos tratando de um assunto banal. Estamos tratando com um dos mais importantes assuntos que nós podemos imaginar. A adoração a Deus fica em pé ou cai devido à quantidade de consideração que damos às leis de Deus em todas as áreas da vida... A Bíblia e somente ela deve ser nosso guia para determinar como Deus deve ser adorado". [&lt;span style="color: blue;"&gt;7&lt;/span&gt;] Em outras palavras: ou humildemente nos submetemos à Bíblia e ao que ela ensina sobre adoração, ou será melhor negarmos que ela é nosso guia de fé e de prática.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ditas essas coisas, é preciso que verifiquemos nas Escrituras (semana que vem) se coisas como bandas, orquestras, show de luzes e o tipo de música cantada atualmente é algo que pode ter respaldo bíblico - se tiver, faremos; se não tiver, precisamos verificar o que a Bíblia nos diz sobre isso e fazer somente o que ela nos ordena.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Infelizmente muito do que se diz ser "desde sempre" - isto é, quase que um axioma cristão -, na verdade é invencionice bastante recente. Vemos por exemplo que os dons de línguas e as novas revelações do Espírito Santo vieram a ser enfatizadas com maior vigor somente no século passado (em 1906, com a reunião na rua Azuza, nos Estados Unidos). A doutrina do "arrebatamento secreto", segundo o Dr. Martyn Lloyd Jones, não surgiu no mundo senão depois de 1830. O sistema de "apelos" no culto, do tipo "venha para frente receber Jesus - faça uma oração e seja salvo", também teve sua maximização em Charles Finney (1792 - 1875). Também vemos que muitas bíblicas editadas nos últimos tempos fazem quase que piada com o nome do Senhor, a ponto de serem tão simplórias que marginalizam toda a estrutura do texto e adulteram palavras de magnífica importância, quando não são aquelas que fazem comentários inúteis e malignos ao texto divino (Bíblia Batalha Espiritual e Vitória Financeira, Bíblia da Mulher que Ora, Bíblia de Estudo Pentecostal...).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Bíblia também relata-nos que nem sempre podemos nos guiar pela maior quantidade de pessoas executantes de certos feitos, afinal, não é porque boa parte das igrejas tenha determinada prática, que isso signifique por si só que seja bíblico.&amp;nbsp;A Bíblia nos mostra que a maioria muitas vezes esteve errada:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- A maioria esmagadora pereceu nas águas do dilúvio, Gn. 7;&lt;br /&gt;
- A maioria se rebelou contra Deus e Moisés em Êx. 32;&lt;br /&gt;
- A maioria se rebelou contra Deus e Moisés em Nm. 14;&lt;br /&gt;
- A maioria cultuava falsos deuses em Jz 2;&lt;br /&gt;
- A maioria matou Jesus;&lt;br /&gt;
- A maioria vai eleger o anti-cristo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O chamado "Sola Scriptura" pode-nos ser algo novo, mas para a história da igreja é algo bastante antigo. Não devemos nos espantar com as "novidades", desde que elas sejam novidades apenas para nós, não para a história da igreja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Muitos dos erros cometidos hoje em dia são devidos à ignorância teológica que existe entre o pastor e o povo - "&lt;span style="color: red;"&gt;O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; porque tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei&lt;/span&gt;" (Os 4.6).&amp;nbsp;Certamente que o Senhor vinga-se dos profetas que falam falsamente no seu nome, mas não somente isso, também vinga-se daqueles que executam certas atividades que são contrárias à sua lei.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje, nós aqui presentes, se desejamos ser mais santos ao Senhor - "&lt;span style="color: red;"&gt;sem a qual ninguém verá o Senhor&lt;/span&gt;" (Hb 12.14) -, devemos buscar o conhecimento de Deus tão somente através de sua palavra santificadora e mais do que útil para nos ensinar. Nossos papéis como crentes não são de colocar a cultura à frente da palavra nem o gosto à frente da verdade, mas sim a Bíblia como nossa única regra de fé, conduta, piedade e sobriedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Semana que vem veremos o que a Bíblia nos ensina sobre instrumentos (Sempre foram usados? Qual sua relação com o templo do Antigo Testamento? Qual foi a prática apostólica? Que dizer dos Salmos que falam sobre eles?) e o testemunho da igreja histórica sobre isso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não podemos nos dar o luxo de afirmarmos que algo é verdadeiro sem antes verificarmos se a Bíblia assim sanciona.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cristo os abençoe.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Notas:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[&lt;span style="color: blue;"&gt;1&lt;/span&gt;] HART, D. G e MUETHER, John R. - citado em "In Spirit and Truth: Worship as God Requires (Understanding and Apllying the Regulative Principle of Worship)" By James R. Hughes, pág. 5 - tradução livre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[&lt;span style="color: blue;"&gt;2&lt;/span&gt;] Citado nesse mesmo blog - clique&amp;nbsp;&lt;a href="http://2timoteo316.blogspot.com/2011/12/coreografia-na-igreja-danca-da.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;&amp;nbsp;para ler na íntegra.&lt;br /&gt;
[&lt;span style="color: blue;"&gt;3&lt;/span&gt;] Citado pelo professor e diretor do Instituto Malleus Dei, Salomão Rod - via e-mail.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[&lt;span style="color: blue;"&gt;4&lt;/span&gt;] Citado em "In Spirit and Truth: Worship as God Requires (Understanding and Apllying the Regulative Principle of Worship)" By James R. Hughes, pág. 7 - tradução livre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[&lt;span style="color: blue;"&gt;5&lt;/span&gt;] Ibid, pág. 8&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[&lt;span style="color: blue;"&gt;6&lt;/span&gt;] Confissão de Fé de Westminster, capítulo XXI, seção I.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[&lt;span style="color: blue;"&gt;7&lt;/span&gt;]&amp;nbsp;Citado em "In Spirit and Truth: Worship as God Requires (Understanding and Apllying the Regulative Principle of Worship)" By James R. Hughes, pág. 15 - tradução livre.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/142254692826592015-7972183254796123746?l=2timoteo316.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://2timoteo316.blogspot.com/feeds/7972183254796123746/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://2timoteo316.blogspot.com/2012/01/setimo-elemento-constitutivo-do-culto.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/142254692826592015/posts/default/7972183254796123746?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/142254692826592015/posts/default/7972183254796123746?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://2timoteo316.blogspot.com/2012/01/setimo-elemento-constitutivo-do-culto.html" title="Sétimo elemento constitutivo do culto público: Cântico de Salmos (parte 1 - fazer somente o ordenado nas Escrituras) - Sermão pregado dia 08.01.2012" /><author><name>Filipe Luiz C. Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00410922817341052872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="22" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_A7xLtEmmEyw/Su8rRVISvYI/AAAAAAAAAMo/6B6gpa-f638/S220/foto+blog+pequena.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-hW1DYUqirsY/TwmxfZe25kI/AAAAAAAABQ4/Qdw71SfHhVU/s72-c/bible+hands.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;DE4MRn05fip7ImA9WhRVEE4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-142254692826592015.post-1481537300414750599</id><published>2012-01-08T07:35:00.000-08:00</published><updated>2012-01-08T07:36:27.326-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-08T07:36:27.326-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Vida Cristã" /><title>A Importância de se Valorizar o Tempo - Jonathan Edwards</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-7w09-qe2cJ4/Twm3u-ub-AI/AAAAAAAABRA/ot32A663hOg/s1600/Clock.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="158" src="http://3.bp.blogspot.com/-7w09-qe2cJ4/Twm3u-ub-AI/AAAAAAAABRA/ot32A663hOg/s200/Clock.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"&lt;span style="color: red;"&gt;Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, Remindo o tempo; porquanto os dias são maus&lt;/span&gt;" (Efésios 5:16,17).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os Cristãos não só devem estudar para melhorar as oportunidade de que gozam, para seu próprio benefício, como como aquelas das quais se poderia fazer um bom negócio; mas também trabalhar para reclamar a outros de seus maus caminhos, de tal maneira que Deus postergaria Sua ira, e os tempos poderiam ser redimidos daquela terrível destruição, a qual, quando vier, porá um fim ao tempo da Divina paciência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E, pode ser quanto a isto, que a seguinte razão é adicionada a proprosição principal - porque os dias são maus. É como se o Apóstolo houvesse dito - a corrupção dos tempos tende a acelerar os julgamentos ameaçados; mas vosso santo e cirscunspecto caminhar tenderá a redimir o tempo das mandíbulas devoradoras destas calamidades.&amp;nbsp;Contudo, certamente há muito a ser tido em conta por nós nestas palavras, a saber: que temos de ter o tempo em alta estima, e devemos ser excessivamente cuidadosos para que este não seja desperdiçado; e nós estamos portanto exortado a exercer sabedoria e perspicácia, de forma que possamos redimí-lo. E então como se mostra, o tempo é sobremaneira precioso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;CAPÍTULO I&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Porque o Tempo é precioso.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Tempo é precioso pelas seguintes razões:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Primeiro&lt;/b&gt;, porque uma eternidade em alegria ou em miséria depende do bom ou do defectuoso uso do Tempo. As coisas são preciosas em proporção a sua importância, ou ao grau no qual são concernentes a nosso bem. Os homens costumam definir como de valor mais elevado aquilo de que eles sentem que seus interesses dependem principalmente. E isto torna o Tempo tão extraordinariamente precioso, porque o nosso bem eterno depende do bom proveito do mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Segundo&lt;/b&gt;, o Tempo é muito curto, o que é outra característica que faz ele muito precioso. A escassez de qualquer mercadoria ocasiona aos homens aumentar o valor dela, especialmente se é necessária e se não podem viver sem ela. Desta forma, quando Samaria foi cercada pelos Sírios, e as provisões eram excessivamente escassas, “&lt;span style="color: red;"&gt;se vendeu uma cabeça de um jumento por oitenta peças de prata, e a quarta parte de um cabo de esterco de pombas por cinco peças de prata&lt;/span&gt;” 2 Reis 6:25. - Assim, o Tempo deve possuir muito mais apreço pelos homens, porque toda a eternidade depende dele; e, no entanto, nós temos somente um pouco de tempo. “&lt;span style="color: red;"&gt;Porque decorridos poucos anos, eu seguirei o caminho por onde não tornarei&lt;/span&gt;” Jó 16:22. “&lt;span style="color: red;"&gt;E os meus dias são mais velozes do que um correio; fugiram, e não viram o bem&lt;/span&gt;” Jó 9:25, 26. “&lt;span style="color: red;"&gt;Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece&lt;/span&gt;” Tiago 4:14. É somente como um momento se comparado à eternidade. O Tempo é tão curto, e o trabalho que temos de fazer nele é tão grande, que nós não temos Tempo algum de sobra. O trabalho que temos a fazer para nos preparar para a eternidade, tem de ser feito no Tempo, ou nunca poderá ser feito; e este é um trabalho de grande dificuldade e labor, e portanto, para o qual o tempo é mormente requisitado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Terceiro&lt;/b&gt;, o tempo deve ser estimado por nós como muito precioso, porque nós não estamos certos de que ele vá continuar. Sabemos que ele é muito curto, mas não sabemos o quão curto ele é. Não sabemos quão pouco dele ainda resta, se um ano, ou se muitos anos, ou apenas um mês, uma semana, um dia. Nós estamos todos os dias incertos se aquele dia será o último ou não, ou mesmo se nós teremos todo o dia. Não há nada que a experiência possa verificar mais do que isto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Quarto&lt;/b&gt;, o tempo é muito precioso, porque quando ele passa, não pode ser recuperado. Existem muitas coisas as quais os homens possuem, que se perderem, eles podem obter novamente. Se um homem se separar de algo que ele tinha, sem saber o valor daquilo, ou a necessidade que ele teria daquela coisa, muitas vezes ele pode recuperá-la, pelo menos, com dores e custo. Se um homem foi distraído em uma barganha, e permutou ou vendeu algo, e depois se arrependeu disto, ele sempre pode obter um livramento, e recuperar aquilo do que se desfez. Mas não é asim com respeito ao tempo. Uma vez que ele se foi, ele se foi para sempre; sem dores, nenhum preço ou sacrifício pode recuperá-lo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Se nós tivermos vivido cinqüenta, sessenta ou setenta anos, e não tivermos feito bom uso de nosso tempo, agora nada se poderá fazer quanto a ele&lt;/b&gt;. Ele está eternamente perdido, foi-se para sempre de nós. Tudo o que poderemos fazer é fazer bom uso do pouco que resta. Sim, se um homem gastou toda a sua vida, exceto alguns poucos momentos, de forma vã, tudo o que passou está perdido, e apenas estes poucos momentos que restam poderão ser feitos verdadeiramente dele. E se todo o tempo de um homem foi gasto, ele está todo perdido e é irrecuperável. &lt;b&gt;A Eternidade depende do bom aproveitamento do tempo&lt;/b&gt;. Mas, quando uma vez o tempo da vida houver passado, quando a morte chegar, não temos nada mais com o tempo; não há possibilidade de obter a restauração dele, ou outro lugar no qual se preparar para a Eternidade. Se um homem perdesse todas as suas propriedades e riquezas terreais, e chegasse a falência financeira, é possível que pudesse se recuperar desta perda. Ele pode ter outros bens tão bons quanto. Mas quando o tempo da vida se esvai, é impossível obter novamente este tal tempo. Todas as oportunidades de obter o bem eterno terão absolutamente e para sempre se perdido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por Jonathan Edwards&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://calvinismoexperimental.blogspot.com/2010/08/preciosidade-do-tempo-e-importancia-de.html"&gt;Calvinismo Experimental&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/142254692826592015-1481537300414750599?l=2timoteo316.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://2timoteo316.blogspot.com/feeds/1481537300414750599/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://2timoteo316.blogspot.com/2012/01/importancia-de-se-valorizar-o-tempo.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/142254692826592015/posts/default/1481537300414750599?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/142254692826592015/posts/default/1481537300414750599?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://2timoteo316.blogspot.com/2012/01/importancia-de-se-valorizar-o-tempo.html" title="A Importância de se Valorizar o Tempo - Jonathan Edwards" /><author><name>Filipe Luiz C. Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00410922817341052872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="22" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_A7xLtEmmEyw/Su8rRVISvYI/AAAAAAAAAMo/6B6gpa-f638/S220/foto+blog+pequena.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-7w09-qe2cJ4/Twm3u-ub-AI/AAAAAAAABRA/ot32A663hOg/s72-c/Clock.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;C0cHRXsyfyp7ImA9WhRWFkU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-142254692826592015.post-554095102979497184</id><published>2012-01-04T04:43:00.000-08:00</published><updated>2012-01-04T04:43:54.597-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-04T04:43:54.597-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Vida Cristã" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Meus Escritos" /><title>O Mundo Sempre Deseja Barrabás</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-o2JNr8vwkeA/TwRIjodooWI/AAAAAAAABQw/rorJUeyPDAE/s1600/barrabas2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="149" src="http://1.bp.blogspot.com/-o2JNr8vwkeA/TwRIjodooWI/AAAAAAAABQw/rorJUeyPDAE/s200/barrabas2.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
"&lt;span style="color: red;"&gt;Então todos tornaram a clamar, dizendo: Este não, mas Barrabás. E Barrabás era um salteador&lt;/span&gt;" (Jo 18.40).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nos impressiona como o mundo ímpio sempre deseja o mais vil e perverso dos homens que tem a seu dispor para lhes ser de companhia. Não obstante o grande Mestre tivesse realizado grandes coisas entre o povo, ensinado com amor e brandura, ter se compadecido do pobre e necessitado, ainda assim vemos que a semente maligna permanece no coração dos não regenerados, mesmo que muitos milagres lhes sobressaiam à vista. Contudo, não deveria espantar-nos em demasia o fato de Jesus ter sido requerido pelos judeus à crucificação, pois eles amavam o que Senhor odiava e rejeitavam àquilo em que Cristo se deleitava.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não somente os judeus, mas desde o advento da graça de Deus que fez conhecida todas as coisas entre os povos da Terra, notório é que por mais grandioso que possa ser o prodígio, por mais amável que seja a doçura, ainda que se eleve acima de toda sabedoria e seja tido como sustentáculo da paz, todos, sem exceção, preverem o maligno ao benigno.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Barrabás, homem ímpio e maligno, cuja fama era bem conhecida, não por boas obras, mas por infundir terror, medo e angústia em todos ao seu redor, esse era o homem que os judeus desejavam ter consigo. Homens escravizados pelo pecado desejam sempre aquilo que lhes é pertinente e conhecido. Jamais encontraremos um homem afastado dos caminhos do Senhor e que deseje outra a coisa, a não ser o mais violento dos seres para conviver consigo. O que diferenciava Barrabás do povo era tão somente que ele havia sido notadamente perigoso em seus feitos, contudo, no que tange ao coração, todo o restante assemelhava-se a ele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Portanto, esforcemo-nos nesse dia para não sermos participantes da mesma revolta demoníaca que caiu sobre os antigos e ainda recai sobre muitos diariamente, onde preferem o salteador ao salvador. Não estejamos contentes com o homem contrário às leis do Senhor e nem permitamos que ele viva em nossa cidade, mas sigamos o Senhor e "&lt;span style="color: red;"&gt;Saiamos, pois, a ele fora do arraial, levando o seu vitupério. Porque não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a futura&lt;/span&gt;" (Hb 13:13-14).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por Filipe Luiz C. Machado&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/142254692826592015-554095102979497184?l=2timoteo316.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://2timoteo316.blogspot.com/feeds/554095102979497184/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://2timoteo316.blogspot.com/2012/01/o-mundo-sempre-deseja-barrabas.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/142254692826592015/posts/default/554095102979497184?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/142254692826592015/posts/default/554095102979497184?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://2timoteo316.blogspot.com/2012/01/o-mundo-sempre-deseja-barrabas.html" title="O Mundo Sempre Deseja Barrabás" /><author><name>Filipe Luiz C. Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00410922817341052872</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="22" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_A7xLtEmmEyw/Su8rRVISvYI/AAAAAAAAAMo/6B6gpa-f638/S220/foto+blog+pequena.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-o2JNr8vwkeA/TwRIjodooWI/AAAAAAAABQw/rorJUeyPDAE/s72-c/barrabas2.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></entry></feed>

