<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-8733344827620645603</atom:id><lastBuildDate>Fri, 27 Sep 2024 21:45:58 +0000</lastBuildDate><category>crônica</category><category>opinião</category><category>prefácio</category><category>Português</category><category>offtopic</category><category>resenha</category><category>Pensamento Humano</category><category>Em Tempo</category><category>tv</category><category>literatura</category><category>bobagens</category><category>conto</category><category>música</category><category>Quando você pensa que já viu tudo</category><category>aviso</category><category>Dúvida Cruel</category><category>ensaio</category><category>Coisa de Brasil</category><category>Crônicas Suicidas</category><category>Parem as prensas</category><category>Sonataria</category><category>cinema</category><category>geek power</category><category>video</category><category>Filosofia: Quem procura acha</category><category>Em contexto</category><category>perfume</category><category>serie</category><title>999th Night</title><description></description><link>http://999thnight.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Somnambulist [999th Night... ])</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>105</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8733344827620645603.post-5405239119854583586</guid><pubDate>Sun, 18 Sep 2011 23:23:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-18T23:49:37.357-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">perfume</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">resenha</category><title>O Perfume - A história de um assassino</title><description>&lt;style type=&quot;text/css&quot;&gt;p { margin-bottom: 0.21cm; }&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;p class=&quot;introduction&quot;&gt;O livro é um enredo aparentemente assustador, a história de um bebê que nasce no meio do mercado fedorento de Paris e quase morre pela falta de zelo de sua progenitora, que logo depois de dá à luz à criatura inodora, debaixo de uma barraca de peixeis, a abandona entre os restos de carne, limpa o sangue do parto no vestido e continua a trabalhar como se nada acabasse de ocorrer.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Por mera coincidência, como o autor gosta de tratar os acontecimentos da vida desse moribundo, a criança chora e se faz ser notada entre a multidão e o fedor insuportável de peixe podre e outras comidas estragadas. Num lapso de justiça a mãe é presa e o menino enviado a uma ama de leite, que recebia uma quantia pequena para manter vivo aquela coisa como se referia a ele, o fato que causava mais estranheza em todos era daquela aberração não ter cheiro, e por isso alguns diziam está possuído pelo demônio.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;O menino cresce em um universo de odores extremos, do podre cortume que foi seu primeiro trabalho até o adocicado cheiro de tamarinos da primeira bela moça que ele rouba a vida. Apesar de introvertido e causar repugnância, sem amigos e família o jovem de nome fulano de tal era dono de um olfato invejável, capaz não só de identificar uma pessoa há kilômetros de distância mas também de memorizar esses cheiros e armazená-los em sua memória olfativa, tanto que sentia dificuldade de aprender as coisas pelo nome, para ele era muito mais fácil memorizar pelo cheiro que a coisa emanava.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Depois de ficar encantado pelo perfume da jovem bela ruiva, decidiu ser um perfumista e, não apenas, aprenderia uma maneira de eternizar o odor das pessoas em uma essência magnífica. Depois de guardar todos os cheiros que pode se mudou para outro cidade da França onde conheceu um velho perfumista em decadência e aproveita-se da situação, de maneira muito sutil, para ganhar a confiança e o acesso&lt;br /&gt;às essências e equipamentos do ateliê.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Depois de muito tempo de aprendizado, decidi ir rumo a outra cidade, não sou muito boa com nomes como vocês percebem, mas isso não faz muita diferença para que entendam a arrepiante e exitante história desse autor, enfim, nessa nova cidade se encantou pelo cheiro de uma outra jovem, muito superior, segundo ele mesmo ao daquela outra que ele sufocou até a morte. Por isso, resolveu que esperaria uns dois anos se aperfeiçoando em técnicas de fabricação de essências e só assim procuraria a jovem novamente, para que pudesse captar seu cheiro de maneira metódica e perfeita.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Esse era o tempo necessário para que ela amadurecesse seu perfume natural e o tornasse mais poderoso, pelo menos na cabeça dele. Enquanto isso não acontecia as jovens mais belas e virgens da cidade foram assassinadas friamente por ele, e tiveram seus aromas roubados por um precioso método que ele desenvolveu, envolvia as donzelas em gordura e depois tratava essa mistura até obter preciosas gotas do cheiro puro humano delas.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;O interessante desse livro além de toda a frieza e riqueza de detalhes com que o autor relata a história, nos fazendo transceder a literatura e crê no improvável é o momento ápice da história, em que acredito, os leitores se dividem entre certo e errado e alguns começam a torcer para que o jovem alcance seu objetivo final, mesmo que isso implique em mais uma morte.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;É um raro caso onde a inteligência supera a moral e os valores aceitáveis pela sociedade entre o que deve ou não deve ser feito, entramos na mente do assassino e entendemos sua linha de racioncínio, suas ambições, seu psicológico, conseguindo, talvez, encontrar até um sentindo para suas práticas &quot;abomináveis&quot;. O enredo vai além de mostrar que é possível o bonzinho se dar mal no final da história, ele consegue de maneira muito peculiar criticar a sociedade e seus padrões de conduta, e por isso a leitura é tão estigante e o personagem tão interessante apesar de sem escrúpulos.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Se você se interessa em saber os detalhes de nomes de cidades e personagens, e quiser ter a mesma experiência espetacular, que outros leitores e eu tivemos, inclua na sua lista de leitura: O Perfume, a história de um assassino.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;</description><link>http://999thnight.blogspot.com/2011/09/o-perfume-historia-de-um-assassino.html</link><author>noreply@blogger.com (Laryssa)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8733344827620645603.post-7612901989816293249</guid><pubDate>Thu, 27 Jan 2011 10:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-01-27T07:43:16.359-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">prefácio</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Sonataria</category><title>Prefácio+Sonataria: O que aprendi com super-heróis</title><description>&lt;style type=&quot;text/css&quot;&gt;
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&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; lang=&quot;pt-BR&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;p class=&quot;introduction&quot;&gt;De certo modo é outra analise literária em busca de filosofia. Só não pense que não levo a sério essas buscas. Acho que em quase tudo que aprecio, aquilo que me diverte, busco algo de filosofia, busco um sentido mais profundo. Posso gostar por razões que nunca foram pensadas pelo autor, mas são esses os motivos de defender e pelo modo de ver o mundo que aprecio determinadas coisas.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; lang=&quot;pt-BR&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Não foi uma busca tola tentando achar motivos para gostar de super-heróis, mas sim uma analise inspirada. Pode ter começado de maneira jocosa com os Raimundos, mas provavelmente vou falar de coisas que realmente vejo filosofia. É engraçado esse texto ter surgido num rompante de inspiração, mas ele era tão óbvio... Algo que adoro tanto e por motivos filosóficos também tinha de ser alvo dessa minha natural busca pela filosofia naquilo que gosto.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; lang=&quot;pt-BR&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Esse prefácio além de ser uma conversa com meus raros leitores é também uma indicação de &lt;a href=&quot;http://999thnight.blogspot.com/search/label/Sonataria&quot;&gt;Sonataria&lt;/a&gt;. É meio estranho indicar uma trilha sonora para algo que você mesmo escreveu. Ainda mais quando essa música é tão pouco relacionada com meu gosto usual, mas escutei ela repetidamente enquanto escrevia esse texto. Certo que a música é meio lenta, talvez meio ingênua e bem intencionada, uma trilha sonora para para um filme leve, mas acho que acompanha a mensagem.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; lang=&quot;pt-BR&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Aperte play e leia o post abaixo.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;CENTER&quot; lang=&quot;pt-BR&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;[VIDEO de “It&#39;s who you are” da trilha sonora de &lt;a href=&quot;http://www.imdb.com/title/tt1028576/&quot;&gt;Secretariat&lt;/a&gt;]&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;CENTER&quot; lang=&quot;pt-BR&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;&lt;iframe allowfullscreen=&quot;&quot; class=&quot;youtube-player&quot; frameborder=&quot;0&quot; height=&quot;390&quot; src=&quot;http://www.youtube.com/embed/Wk2gfbnQxIE&quot; title=&quot;YouTube video player&quot; type=&quot;text/html&quot; width=&quot;480&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;CENTER&quot; lang=&quot;pt-BR&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; lang=&quot;pt-BR&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Se quiser ler mais sobre minha visão de super-heróis eu já postei algumas das histórias deles aqui no blog.&lt;/div&gt;</description><link>http://999thnight.blogspot.com/2011/01/prefaciosonataria-o-que-aprendi-com.html</link><author>noreply@blogger.com (Somnambulist [999th Night... ])</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://img.youtube.com/vi/Wk2gfbnQxIE/default.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8733344827620645603.post-7088726036080280975</guid><pubDate>Thu, 27 Jan 2011 10:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-01-27T07:43:00.720-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">crônica</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Filosofia: Quem procura acha</category><title>O que aprendi com super-heróis</title><description>&lt;style type=&quot;text/css&quot;&gt;
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&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;p class=&quot;introduction&quot;&gt;Superpoderes são o sonho de qualquer nerd. Mas não são superpoderes que fazem um super-herói. São as lições que eles podem nos ensinar. Alguém com superpoderes e sem ética é apenas um supervilão. E o que os super-heróis ensinaram-me? Algumas lições. Não é pela garota. Nenhuma boa ação fica impune. Não é sobre vingança. Não é a respeito dos outros é por si mesmo. Sacrifício. Não alimentar vingança. Não é a escolha mais fácil.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Não é pela garota. Claro que &lt;a href=&quot;http://en.wikipedia.org/wiki/Superman&quot;&gt;Kal-El&lt;/a&gt; poderia mostrar a deslumbrada Lois Lane seus dons a qualquer momento. Mas o que cenas como quando Leonard de &lt;a href=&quot;http://www.imdb.com/title/tt0898266/&quot;&gt;The Big Bang Theory&lt;/a&gt; não conta a Penny que foi cobrar o ex-namorado dela, ou quando RJ de &lt;a href=&quot;http://www.imdb.com/title/tt1451387/&quot;&gt;The Hard Times of RJ Berger&lt;/a&gt;, conta a Jenny que o namorado dela não a traiu tem em comum? Não é sobre a garota. É sobre fazer a coisa certa. É fazer a coisa certa pelo valor do que é certo, não em proveito próprio.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Todo mundo escutou, mas quem realmente sabe? Vale repetir, como um mantra: Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades. Pode parecer bobagem, mas se lhe indagarem se você gostaria de ser o Super-homem lembre do que &lt;a href=&quot;http://www.imdb.com/character/ch0234900/&quot;&gt;Zack de The Big Bang Theory&lt;/a&gt; disse: “Eu não sei, parece uma grande responsabilidade”.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Quantas pessoas abusam dos mais simples privilégios, tenham sido eles dados pela genética, por riquezas que não foram conquistadas por eles, por uma autoridade que lhes foi concedida pelos que ele abusa. Uma das coisas mais corriqueiras e doentias do nosso mundo são pessoas sem autoridade no lugar de autoridade. Então é uma preciosa lição educar esses tímidos jovens. Os jovens de hoje são os governantes de amanhã.  &lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Stan Lee não é um gênio por ter educado uma geração de jovens tímidos, mas de ter ensinado a eles o que realmente importa. Se você não sabe quem é &lt;a href=&quot;http://en.wikipedia.org/wiki/Stan_lee&quot;&gt;Stan Lee, ele é o criador do Homem-Aranha e dos X-Men&lt;/a&gt;. Um tutor de super-heróis sem poderes, pois tudo que ele poderia dar aos seus leitores eram as lições difíceis. Aquelas que são duras de encarar. Toda vez que penso no Homem-Aranha eu me lembro que nenhuma boa ação fica impune.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Para uma geração que é o esteriótipo da antítese do que um jovem deveria ser, ensinar que não há alternativa além de continuar lutando é uma lição dos quadrinhos. A metáfora dos X-Men não é imediata, mas basta prestar a atenção que nem mesmo aqueles que estão sendo educados por ela percebem. Que metáfora? Essa vai sair de graça...&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Imagine o esteriótipo padrão de um nerd: alguém realmente bom em algo, algo que o faz especial. Não se surpreenda quase todo mundo tem, e onde esse algo não existe ainda há o esforço para preencher a lacuna. Pode ser puro e apenas talento acadêmico, mas está lá. Agora imagine-o numa época em que seu corpo está mudando, que não se entende. Agora imagine ser rejeitado pelos seus pares, seja por que eles invejarem aquele talento, ou pelo simples e humano comportamento de temer o estranho, o alienígena. Parece um tanto com a juventude de tanta gente. Não se surpreenda, a beleza e a adequação ao padrão dela são raridade, exceção via de regra e é da natureza da beleza ser assim. Então não se surpreenda nele se identificar com a Vampira e ausência de contato físico que ela lida. Não é a toa que ele se sinta peludo e azul como o Fera. Duvide que essa sintonia seja por acaso.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Mas agora que esse pequeno nerd se viu naquela personagem o que é ensinado para ele? Que nada disso o contém. Que isso não o define. Que nada o limita. Ele tem de fazer o melhor com o que lhe foi dado pois ele não pode fugir de quem ele é, e que o que define é o que ele faz com o que ele recebeu.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Não é a respeito dos outros. Não importa o que os outros digam, o quanto eles invejem ou discriminem. Meta-humano, marciano , kryptoniano ou mutante vai ter de viver com aquilo que ele é. Não importa quanto temam, motivos eles vão ter, senão não haveria superbandidos... Não é a respeito dos outros, não é o que você tem. É quem você é.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;As vezes ser quem você é exige sacrifício. Sacrifício. Essa é a real essência do heroísmo, então tinha de estar no super-heroísmo. É o retrato disso que faz eles não terem esposas e filhos. As vezes o sacrifício é retratado pela solidão. Solidão tantas vezes sentidas pelos nerds apaixonados por essas histórias. Se entregar a uma causa não é algo fácil, por vezes pode ser perigoso ou mesmo errado, mas ainda assim muitas vezes é o que deve ser feito.  &lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Não há nada triste na solidão, no sacrifício desses heróis. Eles escolhem esse sacrifício e se não for consciente e livre não é sacrifício. Eles se sacrificam pela coisa certa. O que é triste é que essa escolha seja tão impossível para nós meros mortais que ela esteja sendo depreciada. Afinal o cotidiano diz que com grandes poderes aparece apenas corrupção. Mas não é algo que deva ser ensinado aos jovens. Isso leva a próxima lição.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Não é sobre vingança. A prata é reconhecida como matadora de monstros... É engraçado que tenha sido no que chamamos de &lt;a href=&quot;http://en.wikipedia.org/wiki/Silver_Age_of_Comic_Books&quot;&gt;Era de Prata&lt;/a&gt; que o conceito de super-heróis tão desumanos que são os exemplos inatingíveis que deveríamos seguir tenham se perpetrado. Pois é com o bem, e apenas com Bem que se destrói o mal. E esses idealizados heróis não se vingam, eles preferem lutar guerras perdidas e eternas do que desistir... Tudo que eles tem são batalhas em seu favor, mas eles não podem lutar todas, e por isso a guerra continua e é invencível.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Pois não é sobre a escolha mais fácil. É sobre fazer o bem. E que motivos há para praticar o bem? Num mundo soturno como o nosso, tão cheio de crueldade e injustiça? Não é sobre a escolha mais fácil, é sobre trazer luz a esse mundo através da prática do bem.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Do que adianta ter super-poderes se todo nerd sabe que eles não poderiam ser usados para se vingar do bulie que lhe atormentava? Talvez essa seja a lição mais difícil de aprender. Aquela que faz a  real diferença, aquilo que aprendi com super-heróis: Nem mesmo é sobre super-poderes, é sempre sobre fazer a coisa certa.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;P.S.: Se fosse pra escolher um super-poder eu ia querer leitura de mentes.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;</description><link>http://999thnight.blogspot.com/2011/01/o-que-aprendi-com-super-herois.html</link><author>noreply@blogger.com (Somnambulist [999th Night... ])</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8733344827620645603.post-5089005403645258974</guid><pubDate>Tue, 18 Jan 2011 13:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-01-18T10:00:06.343-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">crônica</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Filosofia: Quem procura acha</category><title>Filosofia, quem procura acha: Raimundos, Só no Forévis</title><description>&lt;style type=&quot;text/css&quot;&gt;
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&lt;/style&gt;  &lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;p class=&quot;introduction&quot;&gt;Filosofia é uma coisa interessante. Se você procurar com cuidado, é capaz de achar densidade em qualquer lugar. Pra se ter uma ideia de como é possível vou mostrar a filosofia que pode ser atribuída a uma série de temas.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Inaugurando a coluna “Filosofia, quem procura, acha” vamos começar com o melhor disco dos Raimundos: Só no Forevis. Só em se tratar de uma homenagem ao humorista Antônio Carlos Bernardes Gomes, o Mussum, já é mais um argumento para o classificar como o melhor trabalho dos Raimundos.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Mas vamos ao disco em si, e mais do que isso as letras das músicas. Quem pensa que Raimundos é pornográfico, cheio de duplo sentido, raivoso, não está errado. Mas filosofia... Quem procura acha.&lt;/div&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;A música mais tocado do disco, talvez da história dos Raimundos por sua faceta Pop-Rock é “Mulher de Fases”. E do que trata a música?. Não tem muita profundidade, é apenas sobre a coisa mais complexa para o ser humano: relacionamento. Claro que num nível bem específico dos relacionamentos amorosos. Não é novidade a discussão sobre a dificuldade de se lidar com as idiossincrasias alheias no contexto dos relacionamentos. Talvez a novidade esteja em detectar isso numa música dos Raimundos, mas está claramente lá, as atitudes paradoxais com as quais o eu lírico tem de conviver. Já tinha imaginado? Discussão sobre idiossincrasias relacionais relativizadas por ciclos fisiológicos numa música dos Raimundos? Pois é... Mas quem procura acha.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;A segunda faixa do disco é nada mais do que uma alfinetada contra a bundalização da mídia brasileira. Sério, “Mato Véio” é sobre isso. O critico é que isso era verdade em 1999 quando “Só no forevis” foi lançado e ainda hoje em dia. Talvez tenha mudado de Axé baiano para Funk Carioca, mas o quadro é bem parecido.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Que tal achar uma discussão sobre fanatismo e alienação numa música dos Raimundos? É disso que a faixa Alegria parece tratar. Começar com uma narração futebolística num país até idiotizado pela paixão ao futebol é o primeiro sinal. O clamor que Deus viesse vingar Jesus é a primeira agressão contra o fanatismo religioso. O comentário de que gente que se é cega em ilusão de luz é definitivamente uma alfinetada contra o fanatismo religioso. O grito de “Acorda!” é um outro alerta. Por muito menos que isso já encontram mensagens subliminares muito mais complexas em músicas tocadas ao contrário, então não se assuste se na próxima vez , ou talvez na primeira, que escutar “Alegria” dos Raimundos, veja toda a crítica ao fanatismo e alienação que a música contém.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Pode não ser dos mais politicamente corretos, mas os Raimundos falam de um tema polêmico, corrupção de menores, em “Me lambe”. A música começa alfinetando a culpa que a sociedade tem em deixar as crianças entrarem em contato com a sexualidade tão cedo. A letra é aberta ao explicitar que se trata da convenção social e da legislação, “Dá cadeia e é contra o costume”. Apesar da letra rodar de maneira boba em volta do relacionamento, quando o eu lírico é preso por estar com uma menor de dezessete anos mostra o argumento contra a tecnicalidade.  &lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Uma ambiguidade interessante é a que ocorre quanto ao comentário do policial: “o homem de cassetete disse, quando me algemou. Que ela só tinha dezessete, que o pai dela era doutor. E que e se fosse eu ainda faria igual. Se fosse o ano que vem ia ser normal...”. Faria o que igual? Pegaria a guria? Ou o eu lírico está dizendo que o guarda explicou que se fosse o eu lírico, mesmo sendo homem, com apenas dezessete o policial teria feito o trabalho e algemado a moça? Ou uma terceira opção, se fosse o policial ou o eu lírico fosse o pai da moça também ia denunciar o “aproveitador”? Não vou fazer juízo de caso da narrativa contada, ou de valor da opinião dos compositores, mas é bom ficar claro que a letra trata da discussão sobre o tema de corrupção de menores na sociedade atual.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;É difícil fazer rock no Brasil. Provavelmente sim, o que mais toca nas rádios é outra coisa, seja forró, axé, pagode, funk, etc.. Em “A mais pedida” os Raimundos viram as agulhas para o tema de censura e do que escolhem tocar nas rádios. Pro que não podia entrar menor no show dos Raimundos? Por que Raimundos não pode tocar na rádio? E a liberdade de expressão? Eles teriam de se render as imposições de censura e gravadora para tocar nas rádios? Mas a qualidade do que toca nas rádios? Se for levado em conta os padrões de hoje, o que separa o vocabulário dos Raimundos do vocabulário da Gaiola das Popozudas? Será que merece a discussão? Provavelmente não. Então resumo da ópera, ou pelo menos de “A mais pedida”: não se render a arbitrariedades de censura ou convenções modistas, fama não é tão importante, mesmo que pareça fundamental. Não é lá muito filosófico, mas encontrar a própria voz e identidade é uma das buscas internas mais fundamentais ao ser humano. E isso está na bobíssima, reprovável e de ironias chulas, “Me Lambe”.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Falando sério tem uma música que foge muito ao estilo escrachado e cômico dos Raimundos: Deixa eu falar. Se “A mais pedida” já tem menção a luta contra a censura “Deixa eu falar” é clara e aberta. Contém o já conhecido tom provocativo e agressivo dos Raimundos, com palavrões nos refrões, mas não deixa de ser mais um clamor ao direito fundamental de expressão, um alerta a todos que ouvem e uma provocação aos que censuram: “Deixa eu falar”.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Antes que alguém sequer sugira, é possível achar filosofia no funk carioca do MCs e mulheres fruta, ou  no forró de aviões, garota safada ou calcinha preta, mas tem que ter quem procure... E eu não procuro. De todo modo, o que você acha que tem ou que não tem filosofia? Pensar a respeito já ajuda a procurar e quem procura acha, até mesmo filosofia.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;</description><link>http://999thnight.blogspot.com/2011/01/filosofia-quem-procura-acha-raimundos.html</link><author>noreply@blogger.com (Somnambulist [999th Night... ])</author><thr:total>6</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8733344827620645603.post-8350577704747175255</guid><pubDate>Mon, 17 Jan 2011 13:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-01-17T10:00:04.626-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">cinema</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">resenha</category><title>Adaptações feéricas</title><description>&lt;style type=&quot;text/css&quot;&gt;
p { margin-bottom: 0.21cm; }
&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;p class=&quot;introduction&quot;&gt;Depois de assistir Disney&#39;s Tangled é fácil sair do cinema pensando que se viu a melhor adaptação de contos de fadas de todos os tempos. Adaptar contos de fadas deve ser uma tarefa descomunal, afinal é transformar uma história universalmente conhecida numa desconhecida. Mais do que isso, tem de contar a mesma história. A Disney tem feito isso com primazia ao longo das décadas, desde sua Branca de Neve até agora com Tangled.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;O filme é primorosamente executado, talvez o detalhe da apresentação em 3D crie uma dianteira desleal aos demais, mas os adventos tecnológicos são apenas detalhe em vista da primazia literária embebida na produção.  &lt;/div&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt; &lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;A Disney tem uma fórmula para adaptar contos de fadas envolvendo animaizinhos inteligentes, por vezes falantes, comicidade e musical, mas isso é detalhe frente a genialidade que conseguiu inovar um dos contos de fadas mais chato e conhecido do mundo. Por sinal, musicais são muito chatos.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Como transformar a história de Rapunzel numa história nova e com certeza melhor? O truque foi se fazer algumas perguntas sobre a história. Perguntas como: por que raios a bruxa iria prender a guria na torre? Por que ela nunca cortaria os cabelos da Rapunzel? Sério?! Pra ter um modo de subir na torre?! Que raio de cabelo é esse que serve de corda?&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;É um conto de fadas, mas a vagueza com que eles são tratados por vezes são os motivos que fazem histórias desse estilo parecerem tolas. Dado o truque, já que se trata de um conto de fadas é hora da verdadeira mágica. Que modo mais simples do que responder as perguntas que enfraquecem um conto de fadas do que com magia? Pois é, as perguntas acima foram  respondidas com a inserção de magia. Para as respostas basta assistir o filme...&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;E responder essas perguntas com magia fez todo o trabalho, a assinatura da Disney e seus números musicais, animais inteligentíssimos no plano secundário de narração, são meros malabarismos frente a pura e real mágica que foi desenvolver uma história que respondesse as perguntas tão óbvias. Elas foram respondidas com talento por Dan Fogelman e a equipe da Disney.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Outro conceito fundamental foi dar uma personalidade para Rapunzel. Não uma personalidade rasa e inócua, mas o espírito de uma garota meio ingênua e receosa, mas cheia de atitude. Também deram uma personalidade para o par romântico da moça. Quem já viu o trailer sabe que não se trata de um príncipe encantado que meramente aparece para dar um beijo mágico. No caso empregaram um gatuno muito do malandro para fazer as vezes de príncipe encantado.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Uma reutilização eficiente que já tinha mostrado seu valor na adaptação de “A Bela e a Fera” é apresentar o modo como o casal se apaixona. Ninguém tem paciência para acreditar que do nada um sujeito vai enfrentar dragões e espinheiros para salvar uma donzela adormecida e ela vai se apaixonar pelo tal. O comentário social de aceitar o camarada só porque ele é príncipe fica só enunciado... Além de que esses príncipes que se apaixonam só pela aparência da moçoila são um péssimo exemplo pra para continuar deixando só nos enunciados...&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;O problema da literatura é não admitir fórmulas, mas pelo menos é possível analisar a arquitetura básica de uma boa adaptação de contos de fadas: responder as perguntas que deixam a história tola, mesmo que com magia; dar personalidade as personagens, princesas que simplesmente caem adormecidas são frustrantes e chatas; desenvolver o romance entre a donzela e o príncipe, no lugar de dar um exemplo idiota de como as pessoas poderiam se apaixonar a primeira vista. No caso da Disney eles ainda assomam uma assinatura que deixa a coisa divertida: animais geniais em papeis secundários provendo comédia; e o estilo de musical.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Mas uma coisa é fundamental, a mesma história tem de ser contada. No caso de Tangled está praticamente tudo da conhecida história de Rapunzel e suas gigantescas tranças... Ampliado e melhorado, com um preenchimento esmerado de cada um dos aspectos da arquitetura analisada. A genialidade de toda adaptação não está no que se conta, mas no modo que se conta. Não basta saber a arquitetura, não basta conseguir enumerar as perguntas é necessário dar boas respostas, e nisso Tangled  é primaz, uma lição para todo escritor, talvez mesmo uma lição para cada pai e mãe de como contar sua própria versão ao colocar suas crianças para dormir.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;</description><link>http://999thnight.blogspot.com/2011/01/adaptacoes-feericas.html</link><author>noreply@blogger.com (Somnambulist [999th Night... ])</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8733344827620645603.post-5591233593005879767</guid><pubDate>Fri, 10 Sep 2010 13:46:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-09-10T20:12:12.147-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">crônica</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Português</category><title>Minha querida sogra</title><description>&lt;style type=&quot;text/css&quot;&gt;
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&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;p class=&quot;introduction&quot;&gt;Estou escrevendo esta carta, pois preciso desabafar com você. Desde do início do namoro com seu filho Jurandi a senhora e eu sempre nos entendemos muito bem, eu me lembro de quando fui conhecê-la você me recebeu com um terno abraço e muitas guloseimas, que o Jurandi informou que eu gostava de comer.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Senti naquele momento que havia encontrado uma segunda mãe, e o fato de ter sido internada na mesma noite por diarréia não me deixou magoada, sei que tudo o que você fez daquele dia até hoje foi pensando no bem de minha relação com seu filho.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Nos tornamos mais amigas a cada dia, as pessoas até se impressionavam por nossa relação ser estável e sem brigas. Mas a verdade é que cansei dessa vida perfeita! A senhora nunca me critica, acha que tudo o que eu visto e faço é excelente! A verdade é que acho que nosso relacionamento foi uma mentira. Não acredito que você não tenha nada, nadinha contra mim. Já cheguei a imaginar que você planeja algum atentado no dia do casamento, uma vingança fenomenal por todos esses anos de namoro com o Jurandi.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;É por isso, por não agüentar mais essa &lt;i&gt;rasgação de seda&lt;/i&gt; entre nós, que estou desmanchando o nosso &lt;i&gt;relationship&lt;/i&gt; de sogra-nora. Eu sei que não há de fato culpadas nessa história, gostaria de dizer que a admiração por tudo que enfrentamos juntas continua, e que quem sabe um dia possamos ser amigas novamente, mas gostaria que se isso acontecesse você buscasse ser mais transparente comigo, que me apontasse falhas de vez em quando, como os verdadeiros amigos fazem.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;É claro que eu amo muito o Jurandi, mas avise a ele, por gentileza, que como não mais a senhora como minha sogra, infelizmente eu também não poderei mais ser a namorada dele. Peço desculpas por não fazer isso pessoalmente, mas acredito que não exista pessoa mais indicada do que a senhora, para terminar nosso namoro.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;PS. A Marisa está com uma liquidação de bolsas, caso queira voltar a ser minha amiga em breve podemos ir juntas, me liga!&lt;/div&gt;</description><link>http://999thnight.blogspot.com/2010/09/minha-querida-sogra.html</link><author>noreply@blogger.com (Laryssa)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8733344827620645603.post-8256228401645646949</guid><pubDate>Mon, 02 Aug 2010 00:56:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-08-01T21:57:56.826-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">crônica</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Português</category><title>Ensaio sobre a paixão</title><description>&lt;style type=&quot;text/css&quot;&gt;
 &lt;!--
  @page { margin: 2cm }
  P { margin-bottom: 0.21cm }
 --&gt;
 
&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://www.dsc.ufcg.edu.br/%7Epet/jornal/abril2007/index.htm&quot;&gt;Crônica publicada originalmente em abril de 2007&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;p class=&quot;introduction&quot;&gt;Lorelay bateu à porta do quarto do irmão. Ela o ouviu dizendo que podia entrar e colocou a cabeça antes de realmente entrar. Ele levantou os olhos do livro e exclamou:&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;– Rory!&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Lorelay detestava aquele apelido. Fora o irmão que fizera questão de colocar.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;– Lorelay é um nome impronunciável por um oriental – ele dissera.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;– E por que não com l’s? – ela indagara.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;– Ia dar na mesma – ele simplesmente dera de ombros.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Novamente Lorelay foi pedir ajuda a Tobia. Apesar de cinco anos mais velha, ela sempre pedia conselhos ao irmão. Desde o dia que ele nascera ela via nos seus olhos que ele era capaz de entender qualquer coisa. O garoto se mostrara um grande enigma para ela. Quase não chorava quando bebê, mas demorara um tempão pra aprender a falar, embora poucas semanas para aprender a ler. Era uma criaturinha mirrada e encurralada, enquanto ela sempre fora grande para sua idade. Eram opostos que se completavam. Ele era calado e taciturno, embora fosse extremamente doce com a irmã, ela era expansiva e falante.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;– Entra logo – ele mandou.&lt;/div&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;A moça entrou no quarto e o olhou com o olhar que esperava que ele adivinhasse tudo antes dela ter de falar ao garoto os problemas, mas ele não dava o braço a torcer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;– Fale logo, que se soubesse ler pensamentos você ia ser a primeira a saber – ele disse irredutível.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;– Você lembra do Sergio? – ela indagou a contragosto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;– Lembro – ele respondeu – Você me disse que estava apaixonada sentada nessa mesma cama, com essa mesma cara de náufraga.  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;Um olhar cortante perpassou o rosto de Lorelay. O irmão imediatamente pediu desculpas e começou a acarinhar a irmã. Por mais mordaz que fosse ele não conseguia deixar a irmã ferida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;– É que ele não gosta de mim – ela explicou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;– Isso já me parecia claro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;– É que eu pensava que ele gostava de mim – ela tentou explicar – Parecia que ele tinha algum tipo de atração por mim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;– Parecia?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;– Sim – ela explicou – Ele pegava em minha mão, dava-me abraços sem motivo, comentava meus adornos, sempre falando comigo, mesmo quando não tinha assunto, preocupado comigo...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;– E... – ante o olhar da irmã ele completou – E se ele faz tudo isso por que raios você acha que ele não gosta de você?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;– Ele nunca faz mais que isso – ela retrucou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;– Talvez ele seja tímido! – Tobia argumentou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;– Que nada! – Lorelay teima.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;Tobia olhou para a irmã. Ele notou que ela não vai se convencer de que a grande batalha que há entre um tímido e o mundo pode estar ocorrendo até no mais articulado dos oradores. Ele resolveu mudar o foco.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;– E o que você quer fazer?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;– Eu quero esquecê-lo – ela respondeu com muxoxo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;– O melhor remédio para uma paixão é arranjar outra – ele estipulou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;– Mas podem pensar que sou fácil! – ela retrucou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;– Por se apaixonar?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;– Sim. As pessoas culpam as pessoas por se apaixonarem quando estão enamoradas, compromissadas, casadas...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;– Não. Elas culpam pelo mesmo motivo sob duas facetas: ignorância – Tobia explicou – Ignorância em saber que não deviam julgar... E ignorância em ter medo de ser traído... Se você quer justificar traições, assim sendo você está equivocada. Você tem todo o direito de se apaixonar a qualquer momento. Não vejo um só motivo que pode haver para se trair alguém e cometer um adultério. Somente isto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;– É tão fácil falar... – ela argumentou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;– Se fosse difícil talvez eu não falasse – ele replicou – No entanto, não disse que seria fácil como olhar para o outro lado... Mas me responda: Seu coração manda em você ou você manda em seu coração?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;– Que absurdo! Não se pode mandar no coração – ela argumentou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;– Por isso sofres...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;– Você não entende nada de paixão! – ela retrucou ríspida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;Tobia pesou que fora ela que fora falar com ele, não o contrário, mas não magoaria a irmã por tão vã razão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;– Vejamos... – ele disse.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;“A paixão é um ser que não pode ser auto-suficiente. Ele deve ser alimentado por outrem, se você alimenta sua própria paixão ela provavelmente será egoísta o suficiente para não deixar você ser feliz”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;“A paixão é o objeto da paixão... Não, eles não se confundem. Apenas é assim. Não há paixão sem o que desejar, sem o que amar. É um impressionante estado de espírito em que se experimenta o mundo de forma diferente. É quando o dia parece mais claro e a noite mais estrelada, embora o horizonte possa estar nublado pelas dúvidas. É quando se concorda com todas as canções piegas”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;“É ser capaz de notar o imperceptível. É notar como ela aperta os olhos quando sorri, como as maçãs do rosto enrubescem. É ser capaz das mais esdrúxulas metáforas. Como dizer que esse sorriso dela é como a criação de uma poesia. É se arrepender de toda falta de perspicácia. É o que faz o mais anosmático dos humanos admirar a fragrância de outrem”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;“É ser tangido pelos mais estranhos desejos. É querer tomar banho de chuva, é querer atravessar o oceano a nado. É querer do último beijo ao primeiro sorriso. É animar-se e frustrar-se com um sorriso, dependendo apenas da direção para a qual ele é dado. É sentir o mais vil dos ciúmes, a mais resplandecente das alegrias, a mais frustrante das dúvidas, a mais desalentada esperança”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;– Tobia! – Lorelay exclamou boquiaberta – Você já se apaixonou?!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;Tobia apenas sorriu com aquele costumeiro sorriso salgado que intrigava Lorelay.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;</description><link>http://999thnight.blogspot.com/2010/08/ensaio-sobre-paixao.html</link><author>noreply@blogger.com (Somnambulist [999th Night... ])</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8733344827620645603.post-7631289323572135798</guid><pubDate>Tue, 06 Jul 2010 10:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-01-27T07:46:12.423-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">crônica</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">literatura</category><title>Os livros de minha vida...</title><description>&lt;style type=&quot;text/css&quot;&gt;
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&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;p class=&quot;introduction&quot;&gt;Os livros de minha vida não são aqueles que li que me foram mais importantes. Não são os que quis escrever... Mas são livros que dizem respeito a mim desde meu nascimento.&lt;br /&gt;
&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Até hoje sei de dois: “&lt;i&gt;Os Estatutos do Homem&lt;/i&gt;” de &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Thiago_de_Mello&quot;&gt;Thiago de Mello&lt;/a&gt; e “&lt;i&gt;Cartas a Théo&lt;/i&gt;” de &lt;a href=&quot;http://en.wikipedia.org/wiki/Vincent_van_Gogh&quot;&gt;Vincent van Gogh&lt;/a&gt;. São livros que me cercam desde o nascimento, embora tenha passado décadas até lê-los... O primeiro em minha segunda década, entre 15 e 17 anos, e o segundo na minha terceira, aos 23.&lt;/div&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;i&gt;Estatutos do Homem&lt;/i&gt; não é o melhor poema do mundo, mas é ao menos doce... Thiago, eis o nome do autor. Este seria meu nome. Não sei quantos thiagos há em minha geração, mas há muitos. Um nome é tão importante, cada coisa tem seu nome, algumas mais de um, não queria que fosse algo tão comum...&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;i&gt;Cartas a Théo&lt;/i&gt; é nada mais do que isso. Cartas de Vincent a seu irmão &lt;a href=&quot;http://en.wikipedia.org/wiki/Theo_van_Gogh_%28art_dealer%29&quot;&gt;Theodorus&lt;/a&gt;, a quem o pintor chamava carinhosamente desde a infância de Théo. Nesse, primeiro de &lt;a href=&quot;http://en.wikipedia.org/wiki/Catherine_Cl%C3%A9ment#Novels&quot;&gt;dois livros que conheço que encerram meu nome em seu título&lt;/a&gt;, Vicent fala com seu irmão sobre sua vida, suas angustias, sua arte.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Mas o que faz esses livros serem os livros de minha vida? Por que não obras mais famosas? Mais complexas? Por que não alguns que narrem aventuras épicas que tanto aprecio? Esses livros estão em minha vida sem minha intenção. Aquele tipo de coisa que se atribui ao destino.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Os dois livros entraram em minha vida na época de meu nascimento. De todos os presentes que meu pai podia comprar para um recém-nascido, ele escolheu um livro. Coincidência? Destino? Chame do que quiser... No dia de meu nascimento, o primeiro presente de meu pai foi um livro. Um livro de um autor chamado Thiago, nome que meus pais especulavam me dar... Mas não era um presente para um recém-nascido, então só o receberia muitos anos depois.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Mas meu nome não foi, nem é Thiago. E tudo graças a Vincent van Gogh. Recebi o nome de Théo. O nome carinhoso com qual Vincent chamava seu irmão. Théo financiou a obra do irmão por muitos anos, sempre o incentivando a pintar, por mais sombrios que fossem os pensamentos de Vincent.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Quando soube que meu nome vinha do irmão de van Gogh sempre o idealizei. Mas idealizações não são permitidas aos coadjuvantes. Apesar de ter feito negócios com quadros de &lt;a href=&quot;http://en.wikipedia.org/wiki/Claude_Monet&quot;&gt;Monet&lt;/a&gt;, &lt;a href=&quot;http://en.wikipedia.org/wiki/Edgar_Degas&quot;&gt;Degas&lt;/a&gt;, &lt;a href=&quot;http://en.wikipedia.org/wiki/Paul_Gauguin&quot;&gt;Gauguin&lt;/a&gt;, entre outros, só vendeu um único quadro do irmão. Por que, se hoje considerado um dos difusores do &lt;a href=&quot;http://en.wikipedia.org/wiki/Impressionism&quot;&gt;Impressionismo&lt;/a&gt;, não conseguiu ajudar o irmão?&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;O trabalho de Vincent e uma parte dessa figura idealizada de Théo nos chegou graças a esposa dele, &lt;a href=&quot;http://en.wikipedia.org/wiki/Johanna_van_Gogh-Bonger&quot;&gt;Johanna&lt;/a&gt;. Johanna foi a verdadeira difusora da obra de Vincent, e quem organizou a primeira publicação que colecionava as cartas do pintor ao irmão. Essa Johanna tão gentil em descrever seu marido, e o casamento de apenas um ano e meio a seu filho, foi uma coadjuvante ainda menor de uma importância tão grande. Johanna que foi vítima de uma tentativa de assassinato, junto com o filho ainda bebê, por parte de Théo. &lt;a href=&quot;http://www.webexhibits.org/vangogh/memoir/nephew/1.html&quot;&gt;Ela voltou a escrever seu diário, no intento de que seu filho conhecesse sobre o pai, e a obra do tio, de quem o garoto herdou o nome&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Não adiantaria a gentil idealização de Théo feita por Vincent em suas cartas, ou por Johanna em seu diário. Tal indulgência não é dada aos coadjuvantes. &lt;a href=&quot;http://www.independent.co.uk/news/world/van-goghs-little-brother-goes-on-show-1123030.html&quot;&gt;Não se permite pensar que Théo foi um dos mecenas mais importante para o Impressionismo...&lt;/a&gt; Ele foi um aproveitador que revendia com lucros absurdos e injustos os quadros desses pintores. Ele não foi um empregado modelo, mais jovem da &lt;a href=&quot;http://en.wikipedia.org/wiki/Goupil_%26_Cie&quot;&gt;Goupil &amp;amp; Cie&lt;/a&gt;... Foi considerado um maluco por seus empregadores. Não tinha visão a frente do que seria o Impressionismo... Foi um tolo que prejudicou a galeria. Não foi o único que incentivou o trabalho de Vincent... Foi um mecenas, envergonhado do trabalho do irmão, que só conseguiu vender uma única obra do pintor&lt;span style=&quot;text-decoration: none;&quot;&gt;: &lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;http://en.wikipedia.org/wiki/The_Red_Vineyard&quot;&gt;&lt;span style=&quot;text-decoration: none;&quot;&gt;Die Rooi Wingerd (A Vinha Encarnada)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Não foi uma ligação fiel ao irmão que o levou... Ele morreu num estado terminal de demência causado por sífilis. Não acompanhou seu irmão ao túmulo... Seu corpo só foi exumado vinte e cinco anos depois de sua &lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;morte, quando foi &lt;a href=&quot;http://en.wikipedia.org/wiki/File:Grave_of_Vincent_van_Gogh.jpg&quot;&gt;enterrado junto ao do irmão em  Auvers-sur-Oise&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Talvez essas coisas falem sobre mim, mais do que eu goste, aceite, ou mesmo compreenda. No entanto recebi meu nome por um livro; tive como primeiro presente de meu pai, um poema que não aprecio completamente. Não gosto completamente nem do poema, nem de meu nome... Nome de um coadjuvante que admiro, embora não quisesse o mesmo destino. Pois isso foi tudo que Théo van Gogh foi: um coadjuvante na história do Impressionismo. E aos coadjuvantes não está reservado nem grandes feitos, nem sequer uma versão romântica de sua história.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Nisso vejo meu destino, algemado a livros desde meu nascimento, herdando um legado de um nome que significa em grego, &lt;i&gt;deus&lt;/i&gt;, que é a minimização de Theodorus, &lt;i&gt;presente de Deus&lt;/i&gt;, que foi um dos mais importantes coadjuvantes na história da pintura. Qual meu papel? De um recém-nascido que teve como primeiro presente um livro, um poema? Que tem no nome um peso que não queria, e um legado que admira, mas o assombra e o aterroriza?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;right&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;20 de Julho de 2009&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;</description><link>http://999thnight.blogspot.com/2010/07/os-livros-de-minha-vida.html</link><author>noreply@blogger.com (Somnambulist [999th Night... ])</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8733344827620645603.post-3759717145343124633</guid><pubDate>Thu, 01 Jul 2010 19:47:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-01T16:47:15.190-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">crônica</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">opinião</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Português</category><title>Velho cedo demais</title><description>&lt;style type=&quot;text/css&quot;&gt;
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&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;p class=&quot;introduction&quot;&gt;Ando percebendo um certo desafeto instalado contra coisas que estão fazendo sucesso na nova geração. Por algum tempo me pareceu que a fase da juventude estava ficando mais longa, mas essas brigas parecem apontar para que a juventude está ficando apenas mais precoce.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Está errado a gurizada gostar de Emotional Hardcore? Rock Colorido? Saga do Crepúsculo? Acho que na verdade estamos ficando velhos rápido demais. O que vejo é briga de gerações. Nossos pais achavam um absurdo nós gostarmos de algumas coisas e hoje em dia nós já achamos um absurdo que a próxima geração goste do que ela gosta. É supérfluo, é efêmero, é rasteiro. Isso são nossos conceitos, e infelizmente já estão datados. Pensamos do que os mais jovens gostam do mesmo modo que nossos pais não gostavam do que gostamos e nem tivemos nossa própria prole.&lt;/div&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Muitas vezes o que consideramos atemporal é apenas justificado pela incapacidade de registro. Na época de Shakespeare, Mozart, ou mesmo dos Beatles, não havia tanta velocidade de comunicação. A latência deles está impregnada de falta de opção. Se você quiser saber como era o rock nos anos 70 vai ter um determinado trabalho, mas entre no MySpace.com e tente experimentar tudo que há do rock atual. Bem vindos a Era das Opções.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Se revoltar com os gostos de uma geração quatro, cinco anos mais nova é divertido e paradoxal. Os jovens de dezenove e quinze anos deveriam gostar de coisas semelhantes, mas não é o que acontece. E ainda limitados pela visão jovial eles resolvem atacar os gostos alheios, em lugar de fazer como pais poderiam fazer, estoicamente aceitar, ou proibir, os jovens mais velhos reclamam dos mais novos. Parece uma briga infantil entre irmãos.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Será que as gerações vão agora ficar separadas por um dois pares de verões? Mas você tem motivos e motivações para não concordar com os gostos de jovens de doze a quinze anos? Você acha que eles são alienados e estúpidos? Você não era assim na idade deles? Sinta-se velho, isso são sintomas de velhice e possível que você nem tenha passado dos vinte.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;</description><link>http://999thnight.blogspot.com/2010/07/velho-cedo-demais.html</link><author>noreply@blogger.com (Somnambulist [999th Night... ])</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8733344827620645603.post-7531364388904753795</guid><pubDate>Tue, 22 Jun 2010 20:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-06-22T17:15:00.545-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">conto</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Português</category><title>Em um segundo</title><description>&lt;style type=&quot;text/css&quot;&gt;
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&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;p class=&quot;introduction&quot;&gt;Dizem que o jogo pode mudar em um simples segundo. Eu acredito nisso e em muitas outras alegorias do esporte. Estávamos ganhando. Era uma vitória simples, os adversários estavam quase sem chance de seguir em frente na competição. Não era a final, não era como se fosse dar o título para eles, mas a vontade, a disposição deles estava mostrando para mim algo que não via em meu próprio time.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;O que via no meu time era uma soberba, uma arrogância. Eramos favoritos, eramos superiores. Sabe o que era mais bonito? Nada disso importava para nossos adversários. A derrota não era uma opção. Mesmo sendo inferiores, em técnica, em tática, em talento, eles estavam tentando compensar com o esforço.  &lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Uma derrota poderia nos tirar da competição, na verdade o único modo deles seguirem em frente seria se os demais resultados nos desclassificassem e eles ganhassem. Não pude conter o sorriso quando eles empataram. Não era um resultado que os levasse a lugar algum, que nos impedisse, ou mesmo que fosse sustentável pelo jogo que estávamos jogando. Tínhamos possibilidade de ganhar, toda a perícia necessária...&lt;/div&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;E por tudo isso aquele lance alenteceu em minha mente, a bola era minha, mas não havia bola perdida para nossos adversários, não havia lance que eles não persistissem, insistissem, batalhassem. Era um lance simples, bastava fazer o que devia com a bola e eles perderiam o lance.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Foi nesse momento que o mundo congelou. Eu não escreveria história se simplesmente ganhasse, mas se eu desse a vitória para aquele pequeno adversário.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Talvez eles tenham me conquistado pela determinação, pela persistência, eu fui um jogador a mais no time deles, por isso posso dizer que eles ganharam.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Eu não entrei para o esporte para ser mais um que apenas persegue cegamente a vitória e esquece o que é superação, o que é belo no esporte. E algumas vezes, algumas vezes, isso quer dizer dar a vitória a outros, dar o direito de um adversário mais fraco, mais corajoso e persistente ter sua chance, fazer história. Se eu esquecer disso vou esquecer o que tanto amo no esporte.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Era tão simples e indefinido o que poderia fazer, mas tão transformador que fiz. Me deixei cair. O lance era meu, a bola era minha, mas essa simples falha poderia colocá-los a frente. Milhares de coisas poderiam acontecer depois. Talvez ainda fosse um teste... Eles eram tão motivados assim? Eles iam fazer a diferença? O esforço ia extrapolar as limitações e fazê-los passar a frente? Sei que eles marcaram.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Sei que ia ser crucificado, mas nessas horas o esporte vale mais do que o nacionalismo. Além do que, por que meu nacionalismo valeria mais do que o deles? Pode ser que as vitórias e títulos que conquistei sejam esquecidas depois disso.  &lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Nem sempre ganhar é o mais importante, algumas vezes o espetáculo é mais importante, a história é mais importante. Eu não entrei para perder. Eu entrei para ganhar e seria um desrespeito aos meus adversários se fosse diferente, seria um desrespeito aos meus companheiros, a mim e mais importante, seria um desrespeito ao sentido do esporte. Mas meus adversários também entraram para vencer. E era nítido que em cada um deles essa vontade era superior a soma de todo o meu time.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Definitivamente, sem mim a história seria diferente. Talvez isso tenha sido o que mais me motivou. Não interessa em que lado da história se está quando se faz a história, afinal ela é espólio dos vencedores, serão eles que justificarão suas ações, serão eles que serão enobrecidos pela audácia e capacidade. Eu carregaria esse pequeno segredo, que se a história fosse escrita a partir dali eu seria a vírgula que mudaria o significado de tudo, e isso, isso vale mais do que qualquer vitória. Construir uma história de superação é mais interessante do que simplesmente alcançar a vitória.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Talvez fique lembrado pelo lado triste da história, mas se essa é minha oportunidade de fazer história, de fazer parte de um momento tão belo do esporte, eu agarro a oportunidade.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Meu nacionalismo está na inevitabilidade, está na certeza de que essa derrota não será nossa última chance, e talvez na descrença deles terem outra oportunidade. Pode ser que esteja enganado, que essa não seja a última oportunidade deles, mas só consigo acreditar nisso se eles ganharem hoje. Acredito que a decepção seria muito pior. Outros campeonatos virão para ambos, e por isso, para dar a eles a oportunidade que eles acreditem nesses próximos campeonatos, que simplesmente fui ao chão e deixei a bola passar. O que estaria a seguir era completamente com eles. Talvez com a simplória esperança que eles um dia façam a mesma coisa por outros. Pois é isso que acredito que é o esporte: uma torrente de superação, fluindo, mutante, transformando derrotados em vencedores, vencedores em altruístas derrotados, superando desafios.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;</description><link>http://999thnight.blogspot.com/2010/06/em-um-segundo.html</link><author>noreply@blogger.com (Somnambulist [999th Night... ])</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8733344827620645603.post-3435756709601036496</guid><pubDate>Sat, 12 Jun 2010 21:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-06-12T18:11:14.749-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">conto</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Português</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">prefácio</category><title>Prefácio: Batalhas Perdidas</title><description>&lt;style type=&quot;text/css&quot;&gt;
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&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;p class=&quot;introduction&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://999thnight.blogspot.com/2008/08/o-vigilante.html&quot;&gt;Já tinha escrito um pouco de como seria minha visão de um herói com super-poderes&lt;/a&gt;. Volto a Dred, um desses super-seres numa narração em primeira pessoa. Dred é o vigilante que toma a África e todos os problemas dela como tarefa, missão. Por isso resolvi publicar essa em época de copa do mundo na África. &lt;a href=&quot;http://en.wikipedia.org/wiki/Ubuntu_%28philosophy%29&quot;&gt;Ubuntu!&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://999thnight.blogspot.com/2010/06/prefacio-batalhas-perdidas.html</link><author>noreply@blogger.com (Somnambulist [999th Night... ])</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8733344827620645603.post-2955127706359918275</guid><pubDate>Sat, 12 Jun 2010 21:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-06-12T18:09:56.557-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">conto</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Português</category><title>Dred&#39;s Tales: Batalhas perdidas</title><description>&lt;style type=&quot;text/css&quot;&gt;
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&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;p class=&quot;introduction&quot;&gt;A peça de metal subiu, cruzou a atmosfera e despedaçou o aparelho. Odeio ser espionado. As pessoas precisam aprender isso. Não sei exatamente como consigo saber que estou sendo observado, mas definitivamente não gosto. Detesto tanto que passo horas procurando o intrometido. Mesmo conseguindo enxergar satélites no céu, o menor movimento dos olhos me faz visualizar quilômetros de distância. Mesmo os menores ângulos implicam grandes distâncias.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Eu fico pensando o que ficam pensando os observadores desses satélites quando eu olho de volta e momentos depois o aparelho está em pedaços.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Nunca gostei de esportes, mas acho que arremesso ao satélite está me conquistando. Sempre fui alto, magricela e desajeitado. Quando era criança não conseguia submeter uma bola a minha vontade nem para salvar minha vida.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Mas a puberdade me deu uma coordenação motora sobrenatural. Foram diversas alterações sobrenaturais. Minha força parece impossível. Já recebi tiros de canhão a queima roupa e escapei para revidar. Consigo me mover mais rápido do que seus olhos podem acompanhar. Já saltei de aviões sem para-quedas e escapei.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Eu consigo arremessar uma pedra para fora da atmosfera. Isso requer um tanto de habilidade. O caso é que a atmosfera é uma grande adversária. A maioria das pedras que arremessei simplesmente se despedaçava contra o atrito. Hoje arremesso placas de metal retorcido em volta dessa mensagem.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Meu nome é Dred  se você está lendo isso, você é um astronauta na estúpida missão de entender porque um satélite parou de funcionar durante a vigilância ao super-vigilante na Africa.&lt;/div&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Parei de escrever mensagem e a rasguei. Provavelmente ela se incineraria, nunca abririam o projétil ou ela iria parar muito depois de estraçalhar o alvo. Amassei a peça de metal e deixei ela do tamanho de uma bola de golfe.  &lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Olhei novamente para o satélite e arremessei o projétil. Ela brilhou escarlate enquanto esquentava contra o atrito da gravidade. Me concentrei e o mundo desacelerou no momento em que meu dardo se chocava contra o aparelho espião. Em câmera lenta vi a esfera de metal incandescente criar um buraco através do satélite e as partes se separarem de forma explosiva.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;O projétil se moveu pra muito longe. Não ia ter adiantado ter colocado a mensagem dentro. Os escombros flutuantes nunca vão cair no planeta, e se forem a gravidade vai pulverizar os destroços antes deles atingirem o solo.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Aposto que Scot e Nadia não precisam se preocupar com satélites espiões. Mas os dois voam... Eu poderia me mover mais rápido do que eles poderiam me achar, mas o mundo seria absurdamente chato.  &lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt; A minha volta está uma erma paisagem africana. Não tenho a menor idéia de onde estou. Há cinco dias que não escuto ninguém falar inglês. Um agricultor me observa ao longe, temeroso demais para se aproximar. Talvez eu lembre a ele histórias antigas sobre demônios fazendo coisas sobre-humanas.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt; Melhor seguir em frente. Se continuar andando cedo ou tarde os problemas vão me encontrar. A noite chega com uma lua brilhante. Somente as estrelas já seriam suficiente para tornar claro o cenário que me envolve. Ele poderia até parecer silencioso. Os predadores querem assim, mas eu consigo ouvir o bater dos corações dos pássaros que dormem ao longe.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt; Nessas horas em que não estou despedaçando armas, amarrando assassinos, detonando minas, me vem as lembranças das coisas humanas que não sinto mais. Não sinto frio. Não sinto calor nem sob o escaldante Sol da savana. Nem quando cruzei o Saara senti calor ou frio. Não me lembro qual foi a ultima vez que suei. Não lembro quando foi a derradeira vez que comi. Lembro que foi com uma família. Eles só tinham uma pasta estranha para comer. Comemos com a mão. Eu comi apenas para partilhar, mas a alegria estava em partilhar. Nem lembro quando senti fome. Mas hoje como todos os dias, vou me forçar a dormir, para manter algo de humano.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;text-decoration: none;&quot;&gt;Já que não me canso não é muito simples saber quanto andei. Há um acampamento a frente. Talvez uma centena de famílias. Água deve estar longe. Provavelmente ninguém fala uma linha de inglês. Eu definitivamente tenho de passar algum tempo em algum lugar aprendendo o mínimo. Como posso ajudar esse povo se nem sei o que eles falam?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt; A resposta chega junto com o caminhão que para nas imediações. Apuro meu foco e noto que há homens com tacapes e facões cercando o campo. Um homem desce do caminhão. Típico estrangeiro. Algo de siciliano, eu diria. Ele abre o caminhão. Alguns dos homens armados se aproximam. Algumas crianças chegam carregando sacos. Milho, feijão. São sacos de comida. O homem descarrega uma caixa de madeira e a abre: fuzis.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt; É um comércio escabroso. Aquele acampamento provavelmente tem sido alimentado por ajuda humanitária. Os homens estão trocando a comida por armas. Esse continente está além de qualquer ajuda...&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt; Mas não há motivos para me parar de tentar. Surjo do lado deles como uma assombração. O estrondo da barreira do som sendo rompida chega logo após. Poderiam imaginar que surgi junto com um trovão.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt; O motorista deve falar inglês. Não queria que a primeira palavra em inglês que trocasse fosse aquilo, mas não sei quem é pior: os que desistem dos alimentos por armas ou os que provem aquelas armas.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt; – Você – eu aponto para o motorista – Não sei qual é o trato, mas está cancelado. Eu vou descarregar o caminhão...&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt; Depois de minha aparição alguns se jogaram no chão, outros fugiram. Tenho certeza que o motorista não acompanhou uma palavra do que eu disse, ele sacou um revolver e atirou. Quando minha percepção atinge a velocidade necessária para acompanhar a bala, ela está diante de meus olhos. Tento apanhá-la antes dela se deformar contra meu rosto. Sinto o impacto, e só recupero a bala semi-intacta.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt; Desacelero para ver o mundo a volta. Eu com uma bala entre os dedos. O motorista grita. Crianças correm desesperadas. As pessoas que vieram observar a negociação fogem e se escondem. O provável siciliano nem sente eu arrancar a arma das mãos dele. Antes que ele sequer note já transformei o instrumento numa massa deformada do tamanho de uma bola de tênis.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt; O agarro e espero os segundos passarem para a adrenalina ceder. O coração dele bate de modo estranho pelo que escuto. Espero que ele não resolva morrer. Arrasto o sujeito para longe enquanto puxo o caminhão junto. Deixo os sacos de alimento para trás. Alguns já fogem do acampamento.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt; Aquela demonstração de força deve ser apavorante para eles. Indago ao sujeito qual era o acordo e digo que ele vai ficar com o caminhão, mas vou destruir todas as armas. O sujeito leva algum tempo até lembrar que fala inglês. Pelo menos ele não morreu. Ele não é italiano, na verdade é africano de pais imigrantes espanhóis.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt; O motorista me conta que aquelas pessoas estão sendo ameaçadas por um outro grupo, que inclusive destruiu as aldeias deles, centenas morreram. Por isso eles se refugiaram naquele acampamento. Quando as ameaças chegaram aos acampamentos os europeus partiram.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt; – Eles não tinham opção – o motorista fala com um inglês horrível.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt; Queria nunca ter visto situação semelhante. Mas a memória de minha escolha ainda arde na minha cabeça. Uma vila estava sendo ameaçada. O contrabandista me disse que por isso eles estavam desistindo de tanto da colheita para trocar por armas. Deixei eles fazerem a troca. Depois de espantarem os invasores, aquele mesmo grupo se voltou contra outros e fez um massacre. Pelo menos aprendi minha lição: não escolha lados.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt; – O caminhão pode ir – eu disse – As armas já eram...&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt; Já tinha visto muitas batalhas naquele continente. As armas do falso italiano eram velhas e horríveis. Mas não importava quem tivesse as melhores armas: ia ser um banho de sangue e eu não ia cometer o mesmo erro duas vezes. Mandei o motorista avisar que ia destruir as armas e que ia fazer o mesmo com as dos agressores.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt; As armas e munição arderam e explodiram. Alguns me olhavam enquanto pequenas explosões povoavam a fogueira que ascendi. São olhos cheios de medo, de dúvida. Eu seria a resposta a suas preces? Seria um demônio? Ou seria apenas mais um para os explorar? O dia segue. Ninguém se aproxima. Mantenho-me erguido olhando para o longe. Não vejo nada, deixo que minha audição pinte o cenário a minha volta.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt; Pessoas conversando. Um tom estranho. Animais, vento, insetos. Ouço a voz do motorista. Uma voz feminina, dois corações jovens batendo acelerado, um soluço infantil. A porta do caminhão se abre. Olho para o veículo. A porta já se fecha, no veículo que parte. Duas meninas na boleia junto com o motorista, não mais que doze anos cada. Não consigo ouvir meu próprio suspiro e já estou diante do caminhão. O motorista breca assutado com minha segunda aparição.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt; Arranco a porta dele e o retiro do veículo. Ele está assustado novamente, mas parece entender que não vou matá-lo. Isso ajuda tanto que só preciso mandar três vezes ele dizer para as meninas voltarem para casa. Elas se mantém paradas.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt; – Qual é o problema? – indago ao motorista.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt; – Elas perderam os pais – o motorista fala no seu inglês insuportável – O tio delas as estuprou e a esposa dele as vendeu para mim.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt; – Pra onde ia levá-las?&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt; – Pra um prostíbulo...&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt; Mais uma batalha perdida. O que eu poderia fazer para ajudar aquelas meninas? Deveria haver mais crianças naquela situação no acampamento. Meu coração dá uma pulsada no ritmo além do habitual. Sinal de raiva. Não posso sentir raiva, não posso perder o controle. Mais uma batalha perdida. Mas nunca posso perder o controle... Haveria consequências.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt; Sinto a bala se deformar nas minhas costas. O impacto é violento, me tira o equilíbrio. Outros tiros. Eu deveria ter percebido, eu poderia ter percebido, mas concentrado em controlar minha raiva os invasores chegaram atirando. O motorista também foi alvejado. Morto instantaneamente.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt; Ergo-me e avanço contra os três veículos que chegam. Uma dúzia de homens, na verdade homens e crianças, atirando para matar, sem escolher vítimas. Os jipes param no meio do acampamento. Como pude perder tanto tempo? Derrubo e desarmo  todos do primeiro antes deles saberem que estou ali. Viro o segundo. O terceiro tem uma metralhadora montada no chassi e o artilheiro não hesita, dispara contra mim. O calibre elevando me leva ao chão. Ele continua atirando por mais do que seria necessário. Os homens do jipe que virei se erguem celebrando.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt; A expressão de horror que se emoldura nos rostos deles quando me levanto é medonha. Minha roupa já era paupérrima, estava em farrapos. Ouço uma explosão do lado de fora do acampamento. O caminhão com as duas meninas explodiu. Ouço os gritos delas. As balas devem ter  acertado o sistema de combustível.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt; Nova desatenção, novo disparo. Mas tenho tempo suficiente para acelerar minha percepção. A bala ainda não saiu da metralhadora do jipe. Nem sairia, o disparo vem de um dos homens no chão. Aproximo-me apanhando a bala que se dirigia a mim. Não posso deixar balas voarem soltas. Enterro os dedos no lado do aparato, sinto uma bala roçar meus dedos, a bala escapa rodopiando pelo buraco que abri.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt; Coloco o atirador no chão e apanho a bala que ainda subia, arremesso-a contra a metralhadora do jipe e me dirijo a ele. Chego antes dela e apanho os dois outros atiradores pelo colarinho, eles nem sabem que largaram as armas em vista do meu avanço. A bala que arremessei atinge a metralhadora, os tiros que o atirador disparou fazem o armamento se despedaçar depois da lesão sofrida pelo meu arremesso.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt; Empurro uma massa de ar e derrubo os invasores que ainda estavam de pé. Os jipes estão vazios. Naquela velocidade os sons não existem. Não ouço as crianças gritando, mas não há nada que possa fazer. Meu coração não emite nenhum pulso de raiva. É mais uma batalha perdida.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt; Salto e diminuo minha velocidade de percepção. Os segundos em que subo até a altura das nuvens são realmente segundos. Quando chego lá re-acelero, quero que esses instantes de solidão durem o máximo possível.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt; Sinto a gravidade começar a me afetar e retorno a velocidade de percepção humana, projeto minha descida para o jipe. Movo-me para ganhar tanta velocidade quanto possível. Rasgo o veículo em dois com meu impacto. O mundo alentece novamente. Apanho as duas metades e as arremesso para fora do acampamento.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt; O mundo volta a sua velocidade normal. Os acampados vibram, os invasores fogem desesperados. Afasto-me. Aquela não foi uma vitória, duas crianças inocentes morreram sem motivo. Meu tradutor estava morto. Perco a noção do tempo. Noto alguém se aproximando. É um garotinho correndo atrás de uma bola. Seus companheiros que corriam atrás param ao notar que ela toma minha direção.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-decoration: none; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt; Coloco o pé no caminho e ergo a bola com um leve toque. Nunca ia conseguir fazer aquilo na idade deles. Ela sobe a equilibro na cabeça, solto-a sobre meu peito e deixo ela rolar pelo corpo para minha outra perna fazendo ela voltar ao garoto. Ele amortece a bola no peito e pisa em cima dela. Ele ri. Comprei mais um tempo de vida para ele. Mais algum tempo para ele jogar...  &lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Futebol. É o esporte mais popular do mundo. Apreciado por ricos e aristocratas no velho mundo mundo e por camponeses sofridos na África. Será que haveria algum modo de fazer as pessoas prestarem atenção em todas as batalhas que perdi nesse continente? Acho que não. Acho que nem ajuda humanitária. Acho que nem uma Olimpíada nesse continente mudaria o modo como encaram a África. Pelo menos esse pedaço selvagem e desumano do continente onde os humanos surgiram. Mas não importa, não há motivos para não lutar uma batalha perdida. Vou embora ouvindo a animação dos pequenos jogadores. Mas vou continuar lutando minhas batalhas perdidas, vou continuar lutando pela África. Sabendo que nem futebol, nem olimpíadas, nem ajuda humanitária, nem vigilantes com super-poderes vão mudar a África.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;</description><link>http://999thnight.blogspot.com/2010/06/dreds-tales-batalhas-perdidas.html</link><author>noreply@blogger.com (Somnambulist [999th Night... ])</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8733344827620645603.post-815037523469071881</guid><pubDate>Mon, 31 May 2010 20:29:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-05-31T17:29:30.403-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">literatura</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">opinião</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Português</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">prefácio</category><title>Prefácio: A arte do jogo</title><description>&lt;style type=&quot;text/css&quot;&gt;
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&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;p class=&quot;introduction&quot;&gt;&lt;span lang=&quot;pt-BR&quot;&gt;Já não bastasse a ambiguidade que trato no texto ainda me deparei com outra: o texto é sobre literatura ou sobre tecnologia? Eu fiquei na dúvida e por isso ele será publicado no &lt;a href=&quot;http://www.unreversed.com/&quot;&gt;www.unreversed.com&lt;/a&gt; (&lt;a href=&quot;http://unreversed.blogspot.com.br/&quot;&gt;unreversed.blogspot.com.br&lt;/a&gt;), mas vou deixar no &lt;a href=&quot;http://www.999thnight.com/&quot;&gt;www.999thnight.com&lt;/a&gt; (&lt;a href=&quot;http://999thnight.blogspot.com/&quot;&gt;999thnight.blogspot.com&lt;/a&gt;) o link para o post em português.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;span lang=&quot;pt-BR&quot;&gt;Sobre a intrigante pergunta: Videogames são uma forma de arte? Leiam:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;CENTER&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-large;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://unreversed.blogspot.com/2010/05/arte-do-jogo.html&quot;&gt;&lt;span lang=&quot;pt-BR&quot;&gt;http://unreversed.blogspot.com/2010/05/arte-do-jogo.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://999thnight.blogspot.com/2010/05/prefacio-arte-do-jogo.html</link><author>noreply@blogger.com (Somnambulist [999th Night... ])</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8733344827620645603.post-5674035672156621622</guid><pubDate>Sun, 30 May 2010 04:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-05-30T01:06:02.473-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">aviso</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Português</category><title>Aviso: Bem vinda Laryssa</title><description>&lt;style type=&quot;text/css&quot;&gt;
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&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;p class=&quot;introduction&quot;&gt;Estou aqui muito feliz para anunciar que minha comparsa nesse blog acaba de nos agraciar com sua prosa. Quero mui solenemente dar as boas vindas a escrita afiada e ágil dessa metereologista por acaso, escritora por paixão e estilista por natureza. É imenso prazer ter seu estilo e sua estilística se fazendo presente nesse blog. Grato pela ajuda. Aproveitem tudo que nossa primeira e única redatora tem a oferecer. Acho que agora só falta publicar as traduções para a versão 2.0 do blog entrar no ar.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://999thnight.blogspot.com/2010/05/aviso-bem-vinda-laryssa.html</link><author>noreply@blogger.com (Somnambulist [999th Night... ])</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8733344827620645603.post-2495256824249394946</guid><pubDate>Sun, 30 May 2010 02:41:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-05-30T00:46:03.052-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">crônica</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Português</category><title>Mulher a gosto do freguês.</title><description>&lt;style type=&quot;text/css&quot;&gt;
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&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;p class=&quot;introduction&quot;&gt;Hoje vou falar sobre algo muito interessante: o papel da mulher na sociedade ainda machista do século XX e XXI. Fato que a moda, os &lt;i&gt;champagne&lt;/i&gt;s e os salões de beleza estão aí para atender a demanda gigantesca de mulheres gostosas que invadiram nossas telinhas e capas de revistas. A mulher moderna mostra competência para liderança, sensualidade para o sexo e charme e beleza para tudo mais, mas até onde o fato de desempenhar bem papéis como mãe, esposa e chefe deixa de ser uma realização pessoal para se tornar um pré-requisito de aceitação?&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;&quot; name=&quot;fullpost&quot;&gt;&lt;/a&gt;Às vezes cogito que nós mulheres precisamos sempre provar nossa bravura. Não basta cozinhar bem e fazer um sexo gostoso temos também que saber administrar ações na bolsa de valores e ainda manter a classe caso pegue o marido com outra. O padrão, não gosto muito dessa palavra, para as mulheres hoje em dia é ser uma mulher atraente e multi uso.&lt;br /&gt;
Não sei se a maioria das mulheres acham, assim como eu, toda essa disputa uma coisa engraçada, já que na verdade podemos ser o que quiser, basta vocês, homens ou sociedade, pedirem, que nos transformamos de empresária de sucesso e mãe de família à bitch.&lt;br /&gt;
Isso porque as mulheres não se vestem ou se arrumam para agradar a ninguém se não a si mesmas, e adoram quando um bom homem, com muita atitude de preferência, nota como podemos desenvolver super bem tantos papéis.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Por muito tempo colocaram a parte fêmea da humanidade como pobre coitadas sem muito valor, mas não mais hoje. No novo mundo desempenhamos papéis de tanta responsabilidade quanto vocês homens e ainda terminamos o dia gostosinhas prontas pra um rolé com o boyfriend ou uma noite do pijama com as amigas, sim as amigas nunca deixam de fazer parte de nossas vidas.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Fato também que nem todas de minha espécie compartilham desse dom chamado auto-estima que desenvolvi após um namoro maravilhoso com o senhor Hugo Marques. Mas pode apostar que em suma, as mulheres amam embelezar-se, sentir-se poderosas e ainda serem frágeis em alguns aspectos e ocasiões específicas.&lt;br /&gt;
Finalmente, as mulheres adoram ficar por cima, mas não deixem de ser cavalheiros e abram sempre a porta do carro okay?!&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot;&gt;Laryssa Galdino Tertuliano&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;</description><link>http://999thnight.blogspot.com/2010/05/mulher-gosto-do-fregues.html</link><author>noreply@blogger.com (Laryssa)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8733344827620645603.post-2521596553339662890</guid><pubDate>Wed, 26 May 2010 17:01:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-05-27T20:30:50.650-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Em Tempo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Português</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">resenha</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">tv</category><title>Em tempo: E quando chega o fim</title><description>&lt;style type=&quot;text/css&quot;&gt;
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&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;p class=&quot;introduction&quot;&gt;Eu não estava querendo discutir o fim de Lost. As pessoas andam falando muito enquanto acho que tudo ficou muito simples e acertado. Recomendo o texto do &lt;a href=&quot;http://www.omelete.com.br/televisao/cronica-o-fim-de-lost/&quot;&gt;Omelete&lt;/a&gt; e do &lt;a href=&quot;http://www.soshollywood.com.br/lost-final/&quot;&gt;SOSHollywood&lt;/a&gt; pra quem quiser discussão. Porque pra mim, ou entendi tudo ou não entendi nada, pois fiquei bem satisfeito com as respostas.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: maroon;&quot;&gt;Alerta de spoilers: A seguir há revelações sobre a série bem como interpretação dessas revelações.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Vamos por partes. Primeiro de tudo: a primeira temporada de Lost poderia até dar a entender que caberiam explicações lógicas e aquele cenário se ajustaria ao mundo cotidiano que estamos acostumados. Isso serviu basicamente para quem não gosta de ficção especulativa. Por isso acho que tanta gente se frustrou com a série. Lost é fantasia, é ficção científica, é em suma ficção especulativa.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;O que é a ilha? Isso foi respondido muito cedo na sexta temporada: é uma rolha que evita que um tipo perigoso de mal se espalhe no mundo. É uma metáfora e talvez isso não agrade muita gente, mas é mais do que suficiente. Mas e aquela luz? É o poder da criação. As pessoas não estão prontas para lidar com o poder da criação, e poder nas mão erradas é certeza de perpetração do mal.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;O que achei mais genial é que o fim da série começou a ser contado logo no começo da sexta temporada. Lost tem dois finais e nenhum dos dois alternativos. A história dos sobreviventes do Oceanic 815 termina no mesmo lugar que começou... Naquele bambuzal. A história da ilha nunca vai terminar. E nem vai terminar a jornada das personagens.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;O que é aquela história paralela? É uma droga de um final feliz. A genialidade é ter dois finais, não dois finais alternativos: um triste e frustrado e outro feliz e saltitante. Eles estavam num momento pós-vida em que tem de entender a importância da experiência que tiveram para retornar a luz. Aquela realidade faz parte da jornada. É preciso compreender para seguir em frente.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Sinceramente, o que há mais para entender? Você tem é que aceitar. Aceitar que a explicação do que é a ilha é uma metáfora. Aceitar que você faz perguntas que não são importantes para a história.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Pra mim Lost fez sentido, mas isso está atrelado a minha capacidade de compreender que é limitada e diversa a das outras pessoas. E sobre fazer sentido uma frase que vi no filme &lt;a href=&quot;http://www.imdb.com/title/tt0963178/quotes?qt0556420&quot;&gt;The International: “A diferença entre a ficção e a realidade é que a ficção tem de fazer sentido”.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;</description><link>http://999thnight.blogspot.com/2010/05/e-quando-chega-o-fim.html</link><author>noreply@blogger.com (Somnambulist [999th Night... ])</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8733344827620645603.post-563168722080749798</guid><pubDate>Tue, 25 May 2010 20:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-06-22T14:59:07.161-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">conto</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Português</category><title>O caminhante silencioso</title><description>&lt;style type=&quot;text/css&quot;&gt;
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&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;p class=&quot;introduction&quot;&gt;Eu não gosto das coisas que vejo. Eu vejo coisas que as pessoas simplesmente não gostariam de ver. Algumas são simplesmente inexplicáveis, outras estão além da minha capacidade de expressão. Todas elas, no entanto, não deveriam ser vistas. Pelo menos não no nosso mundo.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;A linguagem humana está além de meu alcance. Eu trocaria de boa vontade por uma linguagem mais poderosa e uma ignorância abençoada em lugar de ver e saber as coisas que vejo e sei. Só há uma coisa mais assustadora do que as coisas que não deviam estar aqui e estão: os humanos que são capazes de perceber tais coisas.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Meu tipo é uma dos mais ágeis e silenciosos que existem entre os mamíferos. Minha estirpe evoluiu em direções que não deveria através dos milênios. Eu particularmente culpo os humanos... Tenho certeza que foram os humanos que veem o que não deveria estar aqui que nos despertaram e nos mostraram essas coisas.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Nós não compartilhamos todas as emoções humanas. Mas o medo é algo que está presente em todos os mamíferos, então estamos sujeitos a ele. E alguns se perguntam por que somos criaturas tão assustadiças.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Sim... Vocês nos veem. Vocês nos ignoram. Nos ignoram entre os becos. Mesmo quando olhamos fixamente para vocês. Pensam que passar tanto tempo entre roedores nos faz estúpidos. Claro que existem aqueles entre nós que não despertaram. Que apesar de talvez verem as mesmas coisas não as entendam da mesma maneira. Mas há ignorantes e despertos entre todas as espécies.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Eu ando silenciosamente pelo beco. Ouço passos. Eu sei que ele é um daqueles. A palavra me foge. Nunca, na verdade, foi criada entre meu tipo. Os humanos não entendem a benção das próprias línguas. Tantas, tão completas!&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Eu sei que ele é um deles. Um tipo especial entre aqueles incomuns. Talvez incomum seja o melhor que possa dizer. Ele é especial como um daquele tipo dentre os comuns. Um daqueles que carregam armas. Que andam em veículos barulhentos. Se vestem iguais, de azul. Mas os especiais entre os incomuns, esses homens se vestem de preto.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Sei que ele um dos incomuns não porque ele não evita meu escrutínio como também olha fixamente para a coisa a frente. A criatura, que tenta escapar ao lugar de existência dela e vir ao mundo dos humanos.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;O homem de preto aguarda. Não há nada que ele possa fazer além de observar a criatura esgueirando-se para nosso mundo. Ele apanha um parafuso do chão. A criatura escapa ao que quer que ela estivesse presa. Mas o instante de euforia ao pisar no nosso mundo é a perda de atenção que a condena. O homem de preto gira o parafuso entre os dedos. Ele cresce, muda, molda-se grande e afiado. A criatura nem sabe o que a atingiu quando a haste de metal transpassa seu corpo.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Ele é bom. Bom como nunca vi, mesmo tendo visto tão poucos. Duvido que mesmo que um comum estivesse olhando diretamente para ele não teria visto a mudança do pequeno objeto, não teria visto a criatura, não teria visto o homem de preto transpassar a criatura com a peça metálica. A criatura está morta. O homem ainda segura a haste. Num piscar de olhos ela volta a forma de parafuso se desprendendo da criatura e caindo no aperto da mão do sujeito. Ele simplesmente larga o parafuso no chão. Um vestígio invisível para aquilo que aconteceu ali.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Nunca vi eles enterrarem uma daquelas coisas no nosso mundo. Não sei para onde elas são levadas. Espero para que o lugar de onde elas escaparam. Não sei como contar como ele fez para embrulhar a criatura, mas num momento ela estava fora, no outro estava dentro de um enorme saco. O sujeito arrasta a criatura.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Me espreguiço como faço centenas de vezes ao dia. Não porque estou cansado, mas porque isso me torna flexível e ágil. É pura sobrevivência. O sujeito de preto passa mancando por mim. Eu solto o miado mais sugestivo que posso, mas não passa disso. O estranho de preto me dá o olhar mais  significativo que ele pode dar em resposta enquanto leva os restos da criatura para longe.  &lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Olho para o céu escuro da noite. Sempre achei que aquelas criaturas vinham de tão longe quanto aquelas luzes brilhantes. Talvez os incomuns que as cacem as levem para serem enterradas ainda mais longe. Os passos do homem de preto desapareceram junto com ele e sua carga assustadora.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Eu continuo meu caminho. Silenciosamente espreitando entre vãos, acima e abaixo da cidade. Sou solenemente ignorado pelos humanos até encontrar aqueles que me alimentam. Sou quase tão silencioso e invisível quanto as coisas que vejo e não gostaria de ver. As coisas que aqueles homens de preto matam.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Mas o que me assusta mais que as outras coisas. Mais do que as criaturas que eles caçam, mais do que alguns deles. O que me assusta mais do que quando elas aparecem sem nenhum deles vir a caça, mais do que ver elas seguindo humanos. O que mais me assusta é quando uma delas mata um dos homens de preto. Isso é uma cena assustadora, que mesmo que pudesse não colocaria em palavras. É quando testemunho isso que me resigno a ser um observador silencioso das coisas que não deveriam estar aqui. Eu vou embora com algo ainda mais assustador apenas na margem de minhas idéias: quando dois daqueles incomuns se caçam...&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;</description><link>http://999thnight.blogspot.com/2010/05/o-caminhante-silencioso.html</link><author>noreply@blogger.com (Somnambulist [999th Night... ])</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8733344827620645603.post-8770784782451998959</guid><pubDate>Tue, 25 May 2010 07:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-05-25T11:45:23.981-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">crônica</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Português</category><title>Cadê o verbo?</title><description>&lt;style type=&quot;text/css&quot;&gt;
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&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;p class=&quot;introduction&quot;&gt;Ausência de verbos? Num texto inteiro?! Bobagem! A partir do título? Fracasso a vista... Não? E a prova? Texto metalingüístico, ainda por cima? Uma petulância absurda. E essa tentativa de diálogo? Numa palavra: pífio. Mesmo com esse título coloquial... Escritor chinfrim... Todavia... Próximo parágrafo logo adiante.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Admirável fascínio pelas palavras, esse meu. Particularmente verbos. E o ousado desafio da negligência deles. Pelo menos a negligência do uso. Difícil num texto. Já nesse ponto, metade do segundo parágrafo: notável ausência.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Possível um terceiro? Talvez. Mas nunca um texto inteiro. Absurda dependência. Tarefa titânica essa relutância. E o intento de todo um texto sobre o assunto, sem o uso? Uma verdadeira piada. Por certo um predestinado fracasso.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Parágrafos de três linhas? Talvez o mais longe possível. Perguntas sem verbos? Certamente imprecisas. Respostas negligentes por conseqüência. Resolução do problema? Verbalização. Claro que não a verbalização da fala.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Fim inadiável: um verbo em algum lugar. No momento do cansaço. Talvez numa desatenção. A leitura e re-leitura dessa empreitada a vista. E as ações muito bem determinadas nos substantivos. Até mesmo nos adjetivos. Preposições, interjeições, todas as classes gramaticais nessa conta.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;E a ousadia da metalinguística dessas linhas? Risível, notável fracasso. Mas que solução? Improvável qualquer solução. Mais que uma mera brincadeira. Categoricamente: ou fracasso da resolução do problema, ou um ordinário tratado da não utilização dos verbos. Mesmo agora, num sexto parágrafo, mesmo com a apelação a vocativos: tudo subentendido. Tudo contido nos substantivos. E a denominação desse tipo de substantivo? Esses com ações implícitas? Naturalmente descritores de ação? Cadê a lembrança?! Talvez pelo google. Mas e o risco de um resultado cheio de verbos? Inadmissível. Não tão perto do final.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Texto curto... Quais as possibilidades? Quais as alternativas? Repetições? Não exatamente. Apenas re-visitação. Mais uma malandragem... Possível enumeração? Claro que sim. Logo após os dois pontos: substantivos e adjetivos com notável semântica de ação, acontecimento e todas aquelas propriedades inerentes aos verbos; frases mal feitas, passíveis de ambigüidades, erros de interpretação e etc. Para no fim dessa fútil tentativa uma conclusão: fracasso ou mediocridade. Mesmo com o esforço ao longo desses, caramba, seis parágrafos. E nem a originalidade... Em algum lugar, em algum momento antes... Completamente sem sentido a frase anterior. Ainda com o conceito da impossibilidade dessa tentativa? Ainda bem. Em nenhum dos improvisos tentados qualquer solução aprazível. Nem verbos subentendidos, nem vocativos, nem esses famigerados dois pontos.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Bom... Inegável releitura, com amplas possibilidades de insatisfação, muito mais provável o fracasso. E o argumento de erros gramaticais? Verbos ausentes por certo, mas compreensível... Pelo menos em minha opinião. Ah! Uma pena a limitação de tamanho das interjeições. Ao inferno. Fim... E ponto final.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;</description><link>http://999thnight.blogspot.com/2010/05/cade-o-verbo.html</link><author>noreply@blogger.com (Somnambulist [999th Night... ])</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8733344827620645603.post-1351637804870417909</guid><pubDate>Sat, 15 May 2010 14:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-05-15T11:49:08.953-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">aviso</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Português</category><title>Aviso: colocando o blog em ordem</title><description>&lt;style type=&quot;text/css&quot;&gt;
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&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;p class=&quot;introduction&quot;&gt;Finalmente! Finalmente estamos de volta! E pra arrumar a casa apresentamos algumas melhorias. Tanto as que chegaram, como o que vem por aí.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: navy;&quot;&gt;&lt;b&gt;[O que já chegou]&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;O &lt;u&gt;novo layout&lt;/u&gt; está pronto tem alguns dias, mas só agora está recebendo novos tópicos. Fazia tempo que queria mudar algumas coisas e com esse layout em que cada post fica em uma folhinha virtual. O layout agora é gasoso, ocupando melhor a tela. Como você deve ter notado tem um “&lt;i&gt;show more&lt;/i&gt;” agora (Espero que funcione em todos os browsers). E agora você pesquisa no blog com a engine de busca do google.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Novo &lt;u&gt;domínio&lt;/u&gt;. Agora você pode acessar o blog pelo domínio &lt;a href=&quot;http://www.999thnight.com/&quot;&gt;www.999thnight.com&lt;/a&gt;. É apenas um redirecionamento para o servidor do Blogspot, mas acho que vale a pena ter um domínio autônomo, até quem sabe para o futuro.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Adicionamos &lt;u&gt;páginas&lt;/u&gt; de referência explicando sucintamente o que é o blog e &lt;a href=&quot;http://999thnight.blogspot.com/p/who.html&quot;&gt;quem o escreve&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;O profile do &lt;u&gt;twitter&lt;/u&gt; (&lt;a href=&quot;http://www.twitter.com/999thnight&quot;&gt;@999thNight&lt;/a&gt;) agora está muito mais ligado &lt;a href=&quot;http://999thnight.blogspot.com/p/about-me.html&quot;&gt;ao blog e a filosofia dele&lt;/a&gt;, então por lá vai ter muito mais sobre literatura. Meu twitter profile pessoal é &lt;a href=&quot;http://www.twitter.com/theoamonteio&quot;&gt;@theoamonteiro&lt;/a&gt;. Sugiro inclusive que coloquem o @999thNight numa lista em vez de seguir. Então nada de tristeza se ele te deu um unfollow. O somnambulist Theo Alves já deve estar te seguindo. O profile vai se ater a updates e micro literatura como o &lt;a href=&quot;http://twitter.com/search?q=#criticminute&quot;&gt;#criticminute&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Os &lt;u&gt;comentários&lt;/u&gt; foram arrumados.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;CENTER&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;Então se você está lendo isso, comente.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;CENTER&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;Comente o que achou do layout, mesmo que não conheça o antigo, comente com sugestões, com elogios, até críticas serão bem vindas.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;CENTER&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;O &lt;a href=&quot;http://www.unreversed.com/&quot;&gt;Unreversed&lt;/a&gt; é um outro blog que estou lançando com comentários e opiniões sobre TI. Ele está localizado no &lt;a href=&quot;http://unreversed.blogspot.com/&quot;&gt;http://unreversed.blogspot.com&lt;/a&gt;, mas também tem seu domínio internacional unreversed.com.  &lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: navy;&quot;&gt;&lt;b&gt;[O que vem por aí]&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;u&gt;Gente nova no pedaço&lt;/u&gt;. Convidei uma outra escritora para dar uma contribuição no blog. Por hora bom dizer que o blog pessoal dela é uma &lt;a href=&quot;http://omundoaescrever.blogspot.com/&quot;&gt;Colcha de Retalhos&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Aperfeiçoamento do redirecionamento do domínio .com. Durante os testes descobri que algumas pessoas não estão sendo redirecionadas. Vou tentar resolver isso o mais breve que a renovação do layout (pelo menos tentar).&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;u&gt;Multilíngue&lt;/u&gt;. O blog vai ganhar posts em algumas línguas além do Português. A começar com o inglês. Serão traduções, então não se preocupe se seu inglês está enferrujado, ou ainda engatinha. Okay? Só espero não passar muita vergonha, mas é tropegando que se aprende a andar...&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;u&gt;Nova logo&lt;/u&gt;. Uma troca ou evolução vem por aí, mas a logomarca vai mudar.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal;&quot;&gt;&lt;u&gt;Mais mudanças de layouts&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;. Para tentar ficar ainda mais clean e web 2.0 sempre tentando relacionar com a filosofia de ser um blog literário e sobre filosofia o blog vai ganhar algumas widgets e melhorias.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: navy;&quot;&gt;&lt;b&gt;[Esse blog ainda é mais escrito do que lido...]&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Então conto com vocês: acessem, leiam, assinem os feeds (RSS ou Atom), divulguem, mandem textos que vocês gostarem para seus amigos, comentem (lembrem que os comentários estão funcionando).&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;</description><link>http://999thnight.blogspot.com/2010/05/finalmente-finalmente-estamos-de-volta.html</link><author>noreply@blogger.com (Somnambulist [999th Night... ])</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8733344827620645603.post-8835440401927689482</guid><pubDate>Fri, 14 May 2010 22:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-05-15T11:03:05.685-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">crônica</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Português</category><title>Literatura Computacional</title><description>&lt;style type=&quot;text/css&quot;&gt;
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&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;p class=&quot;introduction&quot;&gt;Sou tão apaixonado pela escrita que escrevo até mesmo para máquinas. Sou programador de computadores. Uma das diversas atividades que um cientista da computação pode desempenhar.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;É claro que há diferenças substanciais entre escrever para humanos e para máquinas... O comportamento das máquinas vai realmente, realmente, ser afetado por aquilo que você escreveu. Elas vão levar aquilo muito a sério. Elas podem aprender a fazer algo completamente novo, simples ou complexo. É necessário que o que foi escrito seja digno de nota para dizermos ela evoluiu de algum modo. Mas as máquinas são crianças incrivelmente influenciáveis. Se contaminam muito fácil pelo que absorvem do mundo. Pelo que lhes é ensinado. Elas tem o “feitiço da obediência”. Obedecem coisas que por vezes não deveriam... Mas como toda criança, a culpa é dos responsáveis que devem ensinar o que deve ser feito.  &lt;/div&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Talvez essa metáfora não esteja clara para aqueles que não entendem como se faz um programa de computador. Existem linguagens para escrever para computadores. Elas são diversas e de complexidade diversa, comparáveis as que os humanos desenvolveram naturalmente, mas guardam particularidades categóricas.  &lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Linguagens para computadores não devem ser ambíguas, são matematicamente definidas, tem uma sintaxe que não pode ser desobedecida do contrário não será entendida, e não conseguem expressar tudo que uma linguagem natural consegue – são limitadas. São linguagens... Então podem ser traduzidas, tem equivalências entre elas. E pasmem... Só servem para humanos. Sim. Elas só servem para que o ser humano se comunique com uma máquina. Mensagens nessas linguagens precisam ser traduzidas para o que realmente máquinas entendem: abstrações de dígitos binários que representam tensões elétricas.  &lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Se você chegou até aqui venceu a parte mais técnica do assunto, quem sabe algum dia faça algo suficientemente técnico, mas voltemos a metáforas.  &lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Nossa estimada e exclusiva estirpe dos programadores tende a achar as máquinas teimosas. Afinal elas nos obedecem erroneamente da mesma forma que os humanos. Afinal elas também não entendem se queremos que parem e pedimos que sigam em frente...&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;E afinal, o que separa máquinas de humanos? Elas não nos compreendem como outros humanos costumam não entender, cometem erros como qualquer humano, fica por nossa conta colocar a culpa em outros seres humanos pelos erros delas, mas isso é feito. Nós damos nomes a elas. Não falo dos nomes que os fabricantes dão a cada modelo, isso é mesmo que a definição que a palavra cachorro, gato, inseto, ou mesmo humano significa. Já conheci máquinas com os mais diversos nomes: anjinho, coisa fofa, buchada, soberba, jimmy, e gwen. Faz parte do funcionamento delas ter um nome. Elas precisam se identificar entre suas iguais. Assim como os humanos.  &lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Máquinas não cometem crimes, mas são cúmplices de um monte deles. Máquinas podem ser corrompidas, envelhecem, têm gerações, estão multiplicando-se, proliferando-se... Sem todavia procriarem.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Máquinas não sentem. Acho que todos queriam que eu chegasse a esse ponto. Tenho alguns conhecidos que acreditam diferente. Alegariam que há máquinas tão sentimentais quanto garotinhas de oito anos, ou tão teimosas quanto anciões de duzentos. Mas isso é apenas uma opinião que os humanos tem a respeito de outra coisa. Tal qual as que eles têm a respeito de outros humanos.  &lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Ensinamos muito a máquinas. Ensinamos elas como apagar incêndios, desmontar bombas, tomar decisões financeiras, prever cenários diversos, calcular despesas, editar filmes, reconhecer pessoas. E tanto mais. Mas elas não nos ensinam nada de volta. Talvez os diversos programas educativos que existam sirvam de contra-exemplo.  &lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;A que conclusão quero chegar? Nenhuma! Gosto de máquinas. Existem dois tipos de pessoas que trabalham com computadores: as que gostam de computação e as que gostam de máquinas. Não é tão binário quanto eu poderia colocar, mas é interessante. Computação é tanto sobre computadores quanto micro-biologia é sobre microscópio.  &lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Existem pessoas que não sabem lidar com máquinas. Existem pessoas que não sabem lidar com pessoas. Por que queremos que as máquinas saibam lidar com pessoas? Por que programas de computador e caixas eletrônicos deveriam ter essa habilidade? E para não terminar com uma pergunta: máquinas podem ocupar diversos lugares. Podem ser ferramentas. Na mão de cozinheiro uma faca pode fazer arte, na mão de um assassino é uma arma. Podem ser como bichinhos de estimação. Para uns merecem atenção e um nome, as vezes exagerada atenção, ou podem ser um transtorno. Podem ser um instrumento de arte. Podem ser meio de comunicação. Podem ser serventes, ou servos. O papel que elas não podem ocupar e que define os demais papeis é o do humano por trás da máquina.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;</description><link>http://999thnight.blogspot.com/2010/05/literatura-computacional.html</link><author>noreply@blogger.com (Somnambulist [999th Night... ])</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8733344827620645603.post-6160105908308423374</guid><pubDate>Fri, 14 May 2010 22:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-05-15T11:03:05.690-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Português</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">prefácio</category><title>Prefácio: Escrever para computadores</title><description>&lt;style type=&quot;text/css&quot;&gt;
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&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;p class=&quot;introduction&quot;&gt;Para estrear o blog levando em conta o surgimento do Unreversed, vou publicar um texto que rondava minha cabeça a um tempo. Um texto falando sobre a literatura para computadores e as metáforas que consegui formular em volta dessa junção de duas paixões: literatura e computação.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://999thnight.blogspot.com/2010/05/prefacio-escrever-para-computadores.html</link><author>noreply@blogger.com (Somnambulist [999th Night... ])</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8733344827620645603.post-8939342161385724515</guid><pubDate>Fri, 18 Sep 2009 22:46:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-18T19:46:35.848-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">aviso</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">offtopic</category><title>Aviso: Comentários quebrados e novo layout</title><description>Esse blog é mais escrito do que lido, mas aos meus raros e preciosos leitores: os comentários estão quebrados. Comentaristas são ainda mais raros (João e Nemo).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Desculpem o inconveniente.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
Isso deve ter sido um dos experimentos que fiz... Então vou fazer o seguinte: só faço outro post se atualizar o layout. A coluna é muito fina, não tem barra com sobre, faq e etc, não tem preview dos posts (eles aparecem completos na raiz), os comentários estão bugados, não tem data em todas os posts, até os dados de autoria eu acho ruins... Então é isso: em breve cara nova!</description><link>http://999thnight.blogspot.com/2009/09/aviso-comentarios-quebrados-e-novo.html</link><author>noreply@blogger.com (Somnambulist [999th Night... ])</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8733344827620645603.post-4442731561163147820</guid><pubDate>Fri, 11 Sep 2009 17:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-15T13:59:14.741-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">prefácio</category><title>Prefácio: Comparando</title><description>Comparações tendem a ser perigosas, inúteis e por vezes ruins. Mas vou fazer algumas a respeito de alguns autores e suas obras (sagas literárias). Vou começar com J. K. Rowling, Stephenie Meyer e Christopher Paolini. Num outro dia eu publico uma comparando Dan brown e Cecily von Ziegesar.</description><link>http://999thnight.blogspot.com/2009/09/prefacio-comparando.html</link><author>noreply@blogger.com (Somnambulist [999th Night... ])</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8733344827620645603.post-3316042350857446385</guid><pubDate>Fri, 11 Sep 2009 17:41:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-18T19:33:52.371-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">literatura</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">opinião</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">resenha</category><title>Paolini, Meyer e Rowling: O dragão, a vampira e a maga</title><description>&lt;style type=&quot;text/css&quot;&gt;
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&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Comparar esses três é uma tarefa interessante. &lt;a href=&quot;http://www.stepheniemeyer.com/&quot;&gt;Meyer&lt;/a&gt; é sem sombra de dúvidas o fenômeno literário mais recente. A literatura deles é interessante no sentido que é devorada por jovens. Meyer parece algumas vezes ter a mesma habilidade que &lt;a href=&quot;http://en.wikipedia.org/wiki/Cecily_von_Ziegesar&quot;&gt;Cecily von Ziegesar&lt;/a&gt;, autora da série &lt;a href=&quot;http://www.gossipgirl.net/&quot;&gt;Gossip Girl&lt;/a&gt;: conseguir conquistar o exigente público feminino adolescente.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=QQ6W7wzTY0o&quot;&gt;Kevin Smith disse algo&lt;/a&gt; que me fez repensar Meyer. Ele disse que ela é a nova geração. Temos de aceitar isso. Tanto em Twilight quando em New Moon, Meyer narra em primeira pessoa de um modo bem interessante. Ela consegue fazer a pessoa sentir a aflição da narradora em relação ao ambiente e aos sentimentos.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://en.wikipedia.org/wiki/Christopher_Paolini&quot;&gt;Paolini&lt;/a&gt;, &lt;a href=&quot;http://www.alagaesia.com/&quot;&gt;autor de Eragon, Eldest e Brisingr&lt;/a&gt;, escreve para outro público: nerds. Gente que já devorou todas as versões possíveis do mundo fantástico criado por &lt;a href=&quot;http://en.wikipedia.org/wiki/J._R._R._Tolkien&quot;&gt;J. R. R. Tolkien&lt;/a&gt;. Paolini é um descritor. Tem um vocabulário mais elaborado do que o de Meyer, e se preocupa muito mais com descrições que a autora dos vampiros brilhosos...&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.jkrowling.com/&quot;&gt;Lady Rowling&lt;/a&gt; é com certeza a mais bem sucedida dos três. Ela tem uma habilidade narrativa que a faria com certeza ser uma autora de ótimos romances policiais. Aí parece estar a mágica do Harry Potter: colocar esses mistérios numa ambientação bem particular e desenvolver a trama com um conjunto de personagens fácil de se identificar.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Paolini se preocupa muito em ficar a sombra do professor Tolkien com línguas elficas e criando elfos perfeitos. Com certeza comparado a Meyer e Rowling é o que tem mais dificuldades de fazer o público se identificar com as personagens, principalmente a personagem protagonista.  &lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;É muito fácil as adolescentes se identificarem com a narradora de Meyer,, Isabella &quot;Bella&quot; Swan,&amp;nbsp; é uma menina sem uma beleza exuberante, suficientemente aplicada, que tem alguns problemas com os pais como toda adolescente. Harry e seus amigos são alunos de uma escola de magia. Mas lá tem tudo que costuma cercar a maioria dos estudantes “trouxas”: professores divertidos, simpáticos, sérios, intragáveis; colegas concorrentes, melhores e menos hábeis; inimizades, amizades, paixonites e paixões.  &lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Paolini tem uma personagem principal que é um fazendeiro caçador, que voa montado num dragão. Talvez seja o sonho de muitos nerds, mas o caso é que não é tão fácil se identificar com ele. Claro que o cavaleiro tem preocupações bem semelhantes a muitos dos leitores, como se apaixonar por uma garota mais velha. Ou no caso, por uma mulher bem mais velha.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;A série Harry Potter de Lady Rowling é um ensaio muito interessante sobre a força do amor. Esse parece ser o que ela quer comprovar em sete volumes. Algumas pessoas dizem que a história de Rowling não tem profundidade. No geral parecem ser fãs de professor Tolkien. O caso é que Tolkien gastou muito tempo criando um ambiente, línguas (como faz Paolini). Lady Rowling se preocupou em dar complexidade as personagens. Harry por exemplo é um garoto de boas intenções, mas um mentiroso, trapaceiro, metido a herói.  &lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Enquanto as personagens do professor Tolkien são planas as de Lady Rowling são bem mais elaboradas. Elas tem personalidades papáveis e verossímeis. As motivações por vezes escondidas demonstram a complexidade e a ambigüidade humana. Elas mantém também uma fidelidade a sua própria natureza que é marcante. Elas não são simplesmente aquilo que você julga, quase como um humano real.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;A construção do vilão de Lady Rowling é muito bem elaborada. Apesar da aparente predeterminação que ele teria recebido, é marcante o quanto dele é determinado pelas escolhas.  &lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Rowling parece deixar transparecer que ás vezes fazer o bem envolve quebrar as regras... Seus protagonistas não se envergonham de mentir, burlar e responder no olho por olho.  &lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;A série Twilight fica numa articulação mais piegas. Apesar de também tratar do poderoso amor retratado na obra de Lady Rowling, Meyer costuma fazer escolhas mais simples. Se resumindo a contar uma estorinha de amor e paixão, encontros e desencontros amorosos, a batalha contra a escuridão se torna plano de fundo.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Comparando, Lady Rowling deixa claro quem é mal e quem é bom pelas facções que as pessoas escolhem. Mas o mundo dela está longe de ser simples assim, como ela mesmo alerta: “O mundo não está dividido entre pessoas boas e comensais da morte”. Meyer resolve truncar: porque esclarecer o que é certo e o que é errado se o ser humano é tão difuso? Por simplificação as pessoas não são boas nem más.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Talvez essa simplificação seja feita pelos olhos da protagonista e narradora. Sabe aquela pergunta irônica: ela é especial, tipo deficiente? Bella é tão doente que acha que o mundo dos vampiros é maravilhoso.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;E através de Bella a natureza das facções  se torna turva e embaçada. Quem é bem e quem é mal? Esse tipo de confusão costuma ser associado ao demônio: criar um desentendimento do que é certo ou do que é errado. Fica difícil escolher um lado e isso é fundamental nas estórias clássicas do Bem contra o mal. Mas Meyer descarta isso e deixa tudo no lado das impressões: as vezes se tem a impressão que os vampiros são bons, mesmo eles sendo amaldiçoados bebedores de sangue; as vezes se acha os lobisomens maus, apesar da condição natural deles de defensores dos humanos; e por aí vai.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;A percepção da narradora é um prisma. Lady Rowling utilizou de mecanismo semelhante, mas através de outras técnicas. Colocar o leitor como um observador atrelado ao garoto Potter, mas não através dos olhos dele, tem efeitos semelhantes embora não se possa argumentar que aquela percepção é a dele. Com Bella não há escapatória, estamos enclausurados nas limitações de percepção dela e na interação dela com as personagens.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Em síntese a saga de Meyer é um argumento ao amor entre forças desiguais, mas também é uma ode a capacidade do amor de florescer nos corações mais amaldiçoados. Piegas... mas é verdade. Mesmo que para isso seja necessário comer o fruto proibido, que todo mundo lembra que é o pecado original. Estaria ela elaborando um argumento a respeito da redenção dos pecados? Salvação dos amaldiçoados? Não é o que ela andou dizendo, mas se eu ler a metade final da saga posso até discordar depois.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.alagaesia.com/&quot;&gt;O Ciclo da Herança&lt;/a&gt; (antiga “Trilogia da Herança”) não é sobre amor, é sobre virtude. É sobre fazer a coisa certa. Paolini usa do argumento que o que é certo varia conforme as culturas. Conforme ele mostra as diferentes facções, facções de criaturas que até mesmo não são estritamente humanas, o que é certo fica em perspectiva. A busca pela virtude é uma busca individual.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Claro que o Ciclo da Herança faz diversas alegorias. Alegorias a força do amor, alegorias ao guerreiro perfeito, alegorias a natureza das coisas que não são exatamente humanas. Alegorias até sobre a fé.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Paolini resolve usar muito da influência da sociedade nas suas histórias. Os interesses políticos são realmente relevantes na sua obra. E fazer alianças justificadas por uma causa maior nem sempre é suficiente para que os membros daquelas sociedades vejam isso. As diferenças entre os seres ficam ainda mais distintas no ambiente de Paolini, do que no de Meyer ou mesmo de Rowling. Essas diferenças são importantes nas obras das duas, mas na de Paolini são fundamentais.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Paolini discorre muito mais sobre a justiça, e aqueles que tem o dever de a executar. Meyer e Lady Rowling enevoam o que é certo e o que é errado com as percepções das personagens, Paolini trata de algo diferente: o que é justo a despeito das percepções das personagens. As personagens de Meyer e Lady Rowling são cidadãos, enquanto os de Paolini são legisladores e executores da justiça. Cedo o protagonista de Paolini é alertado de que ele é um executor da justiça, mas ele vai continuar se complicando com isso várias vezes.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;E Paolini joga o foco narrativo entre diversas personagens além da sua protagonista, todas elas dotadas de deveres na sua posição de líderes. E estão lá: todas as coisas mundanas que fazem os humanos falharem, mais do que os grandes desafios à causa propriamente dita.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;A percepção de lutar por uma coisa maior que o indivíduo é forjada na obra de Paolini pelo martelar repetitivo do argumento. A despeito disso as mediocridades humanas, mesmo na figura de outras criaturas, sempre aparecem para complicar a jornada.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Paolini não terminou sua saga, mas até agora ela parece um argumento a se dedicar a uma causa maior, e os contratempos e dificuldades que ser humano, ou qualquer coisa próxima disso, infligem a essa luta por justiça e uma causa mais elevada.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;As semelhanças óbvias de mundos mágicos, repletos de criaturas fantásticas são apenas a ponta do iceberg. É literatura fácil? É sim, eles tem um compromisso de entreter os leitores e não fogem a isso, mas em cada um deles há um retrato da comédia humana... Distorcida por toda a magia disponível no cenário, mas ainda assim uma interessante especulação sobre o comportamento dos seres humanos. Estórias a respeito de coisas mais importantes do que a própria pessoa. Meyer tem um hiato nesse aspecto, mas a colocação de que o amor é mais importante do que a condição das pessoas se aproxima.  &lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Justiça, Amor,  mal e Bem. Histórias tratando de coisas tão maiores que o ser humano, e mesmo assim sendo ele responsável pela importância dessas coisas. Estilísticas distintas é verdade, públicos semelhantes, mas não iguais. Resumir que elas são infantis, imaturas ou rasas é uma avaliação primária, talvez até preconceituosa. É claro que eles tem seus defeitos.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Paulini se apega muito a grandiosidade de sua causa e aos interesses políticos na sua narração... As vezes fica chato. A fixação que ele tem em relação a magia e a decantá-la em algo lógico é por vezes chata e repetitiva.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Meyer é repetitiva, principalmente nas descrições do tal Edward Cullen. A pouca profundidade das personagens é chata, mas o provável argumento é manter a leitura prazerosa. Algumas das concepções dela para os vampiros são bobas. A apresentação inicial de vampiros tão bonzinhos é irreparável, ainda mais sob o olhar limitado de Bella. Ser piegas é apenas outro defeito. É claro que o amor é a força motriz, mas se limitar a isso, esquecer da causa maior é muito restrito, quase medíocre.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;O cenário de Lady Rowling é mais limitado, e por vezes mais difícil de aceitar, de perceber palpável. Ela até tenta se redimir no volume final, mas não foi bem sucedida. Pequenas inconsistências estruturais também estão presentes, mas talvez estejam nas obras de Paolini e Meyer, mas não posso afirmar por falta de releitura das sagas deles. Outra coisa é a falta de extrapolação dos limites da magia. A magia é uma coisa meio e infantil e o controle sobre ela um pouco obscuro, talvez até mal definido. Enquanto Paolini faz demais com a magia, Rowling as vezes faz de menos. Apesar de seu foco narrativo estar ligado a um acontecimento único e importante na magia, a visibilidade das possibilidades da magia se encerra na própria trama.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;Em relação a Paolini e Lady Rowling é muito mais notável e aplicável a consideração sobre ficção especulativa: magia e tecnologia são inúteis. A verossimilhança é um adversário terrível em obras de ficção especulativa e a dose, ou costuma ser exagerada, como Paolini, ou diluída, como Rowling. O equilíbrio é difícil. Meyer tem (até onde li) um mundo fantástico muito mais controlável a necessidade dela, mas também exagera: os vampiros são a danação humana, simplesmente irrefreáveis, praticamente não tem adversários, além deles mesmos. Exagerou na dose, apesar de usar o que pode ser definido mais como sobrenatural do que propriamente mágico.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;&quot;&gt;E o que concluir? Que você deve ler. Não são obras perfeitas, mas são leituras agradáveis, se não se identificar com uma vai acabar se identificando com outra. Todos os três são atentos a tarefa de entreter o leitor e tem mais do que pode parecer, como toda obra de ficção especulativa deve ter. Que bom que há escritores que conseguem cativar os leitores num mundo tão cheio de estímulos multimídia como o atual. E por conclusão: eles cativam pois tem habilidade literária para isso.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;</description><link>http://999thnight.blogspot.com/2009/09/comparar-esses-tres-e-uma-tarefa.html</link><author>noreply@blogger.com (Somnambulist [999th Night... ])</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8733344827620645603.post-8819603830517652736</guid><pubDate>Fri, 11 Sep 2009 13:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-15T11:32:17.150-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Dúvida Cruel</category><title>Dúvida Cruel: O que fazer quanto a tanto a se aprender, e pouca vontade de aprender o que quer que seja?</title><description></description><link>http://999thnight.blogspot.com/2009/09/duvida-cruel-o-que-fazer-quanto-tanto.html</link><author>noreply@blogger.com (Somnambulist [999th Night... ])</author><thr:total>0</thr:total></item></channel></rss>