<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3011585113891452972</id><updated>2026-06-08T01:55:16.147+01:00</updated><category term="História"/><category term="Sociedade"/><category term="Política"/><category term="Livros"/><category term="Filosofia"/><category term="Cinema"/><category term="Conceitos"/><category term="Economia"/><category term="Religião"/><category term="Sobre o Blogue"/><category term="Reflexões"/><category term="Personalidades"/><category term="Ambiente"/><category term="Internacional"/><category term="Sociologia"/><category term="Urbanismo e Ord. do Território"/><category term="Psicologia"/><category term="Geografia"/><category term="Artes"/><category term="Humor"/><category term="Documentários"/><category term="Ciências Gerais"/><category term="Militar"/><category term="Mitologia"/><category term="Tecnologia"/><category term="Gestão"/><category term="Revistas e Jornais"/><category term="Literatura"/><category term="Arquitectura e Construção"/><category term="Jogos"/><category term="Saúde"/><category term="Vídeos"/><category term="Sexualidade"/><category term="Música"/><category term="Património"/><category term="Televisão"/><category term="Transportes"/><category term="Agricultura"/><category term="Engenharia"/><category term="Planeamento"/><category term="Biologia"/><category term="Comunicação"/><category term="Educação"/><category term="Viagens"/><category term="Eventos"/><category term="Antropologia"/><category term="Marketing"/><category term="Museus"/><category term="Física"/><category term="Justiça"/><category term="Astronomia"/><category term="Culinária"/><category term="Leiria"/><category term="Matemática"/><category term="Química"/><category term="Rádio"/><category term="Segurança"/><category term="Series"/><category term="Animação"/><category term="Arqueologia"/><category term="Inovação"/><category term="Lazer"/><category term="Turismo"/><title type='text'>A Busca pela Sabedoria</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3011585113891452972/posts/default?redirect=false'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3011585113891452972/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false'/><author><name>Micael Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04210271642624158852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>456</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3011585113891452972.post-3829603083324957281</id><published>2021-02-01T20:05:00.001+00:00</published><updated>2021-02-01T20:05:33.903+00:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Agricultura"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="História"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Mitologia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Política"/><title type='text'> A incrível história das Batatas: mitos, realidade e propaganda</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;As batatas são um tubérculo original das américas, mas concretamente do América do Sul, sendo um dos alimentos base da cultura Inca. Foi trazida para a europa pelos espanhóis no século XVI. Mas o seu sucesso não foi imediato.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Num artigo online de Amber (2021) há uma história incrível que surgem em outras referências espalhas pela internet. Nele descobrimos que o alimento foi recebido na europa com alguma desconfiança. O caso extremo ocorreu em frança, baseado nas crenças de que seria perigoso e nojento, que seria responsável pela transmissão de Lepra. Mas isso viria a mudar, pois hoje em França muito se consome batata, tanto que o termo inglês para batata frita é “french fries” que, traduzido diretamente, quer dizer fritas francesas. Mas voltando ao século XVIII. O governo francês baniu oficialmente as batatas em 1748. Estavam proibidas.&lt;/p&gt;&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEguPzoXpRCNWQ3SVviSM5qXkSihkwsNarzlILyas6AQJkjaE-t4l4vsQ99FcI6fn-ntM6XDT2_uEBLIbb21kmSBaXsjOhvRx7orzdocMA20xjfGF5-7m4jWmGdF9MvwQh2gvZ9bbh_E8Erz/s1920/Outubro+-+Jules_Bastien-Lepage.jpg&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;1773&quot; data-original-width=&quot;1920&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEguPzoXpRCNWQ3SVviSM5qXkSihkwsNarzlILyas6AQJkjaE-t4l4vsQ99FcI6fn-ntM6XDT2_uEBLIbb21kmSBaXsjOhvRx7orzdocMA20xjfGF5-7m4jWmGdF9MvwQh2gvZ9bbh_E8Erz/s320/Outubro+-+Jules_Bastien-Lepage.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;Outubro - Jules_Bastien-Lepage&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas Antoine-Augustin Parmentier, um farmacêutico francês, iria mudar isso. Para seu infortúnio foi capturado pelos prussianos durante a Guerra dos anos, tendo sido obrigado a comer batatas durante o cativeiro.&amp;nbsp; Percebeu que os medos sobre o uso da batata em França eram infundados, e que o tubérculo até tinha efeitos positivos, era nutritivo e até ajudava a combater a disenteria. Em 1773, devido ao trabalho de Parmentier que comprovou que a batata era benéfica, o governo francês mudou então a lei e batatas passaram a ser promovidas como alimento saudável. Apesar de incentivos publicitários, de serem feitas iniciativas onde celebridades comias as batatas a população não aderia.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No entanto surgiu uma ideia arrojada. Em 1781 o rei Luís XVI disponibilizou uma grande propriedade onde Parmentier plantou uma grande quantidade de batatas. Foram contratados homens armados para guardar os campos. Isto fez com que as batatas ganhassem importância e atenção. Atraiu ladrões que tentavam agora meter a mão neste valioso alimento. No fundo aquilo teria de ser bom, caso contrário não justificaria ser assim fortemente protegido. Foi genial e serviu para disseminar a batata em França. O consumo generalizado das batatas terá tido um grande impulso durante a revolução francesa, devido às vagas de fome que afetaram a França na época. A facilidade de produzir e o alto valor nutritivo da batata ajudou a superar esses momentos de crise. Era o alimento dos revolucionários? Talvez sim, mas o mas provável é que não tenha sido.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Embora a história anterior seja, muito provavelmente, uma criação da Terceira República Francesa, tendo sido ensina na escola às crianças, (Gentilcore, 2012), trata-se de um caso caricato que nos faz pensar sobre o assunto. Sabemos que Parmentier se dedicou ao estudo das batatas e que as defendeu como alimento (Smith, 2012), mas é muito provável que a história tenha sido romantizada e utilizada para fins nacionalistas, uma vez que a generalização do consumo de batatas em França terá ocorrido somente depois da primeira década do século XIX. O que é curioso é que a adoção da batata na Alemanha, na zona da Prússia na época de Parmentier, se terá ocorreido devido à Guerra dos 30 anos. Este conflito internacional arrasou o antigo Império Romano-Germánico e muitas outras partes da europa durante o século XVII. Foi um conflito longo e penoso, que depauperou os recursos da europa central, com efeitos no século seguinte. Recorrer à batata foi uma forma de suportar os volumosos exércitos e de responder à falta de mão-de-obra e instabilidade dos sistemas de produção agrícolas que sofriam com a guerra interminável (McNeill, 1999).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Durante o século XIX ouve outro evento importantíssimo relacionado com as batatas. Na Irlanda dos meados do século XIX a esmagadora maioria da população era rural e dependia, direta e indiretamente, da produção de batatas para sobreviver. Isto porque a população agrícola era arrendatária dos terrenos dos senhores locais. Era um sistema que não incentivava a investimentos e inovação, sendo a batata a melhor colheita para o efeito, dado o baixo custo de investimento e cuidados a ter durante o processo de crescimento. Mas, em 1845, uma praga causada por um fungo destruiu as plantações e gerou vagas de fome duraram até ao final dessa década. No total mataram um milhão de irlandeses e forçaram outro milhão à imigração, principalmente para os Estados Unidos da América (Kinealy, 2006). De notar que a população irlandesa da época rondava os 8 milhões, o que significa que 25% da população desapareceu por causa das batatas.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Assim, a batata, hoje tão comum e popular por todo o mundo, tão presente em cadeias de comida rápida, teve um processo atribulado até atingir esse estatuto. A desconfiança, os mitos e dependências foram gerando novas oportunidades, desenvolvimento, mas também miséria e fome. Exemplos de como funciona a mente humana, de como pode ser difícil mudar hábitos. De como a necessidade de sobrevivência, o poder político e a propaganda geram mudanças socais, económicas e culturais diretas e indiretas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;Referências:&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Gentilcore, D. (2012). Italy and the Potato: A History, 1550-2000. Bloomsbury Publishing.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Smith, A. F. (2012). Potato: A global history. Reaktion Books.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Kanuckel, Amber (2021). The Strange History Of Potatoes And The Man Who Made Them Popular, Farmer’s Almanac. Disponível em: The Strange History of Potatoes And The Man Who Made Them Popular - Farmers&#39; Almanac&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Kinealy, C. (2006). This great calamity: the great Irish Famine: the Irish Famine 1845-52. Gill &amp;amp; Macmillan Ltd.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;McNeill, W. H. (1999). How the potato changed the world&#39;s history. Social Research, 67-83.&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/feeds/3829603083324957281/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/2021/02/a-incrivel-historia-das-batatas-mitos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3011585113891452972/posts/default/3829603083324957281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3011585113891452972/posts/default/3829603083324957281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/2021/02/a-incrivel-historia-das-batatas-mitos.html' title=' A incrível história das Batatas: mitos, realidade e propaganda'/><author><name>Micael Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04210271642624158852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEguPzoXpRCNWQ3SVviSM5qXkSihkwsNarzlILyas6AQJkjaE-t4l4vsQ99FcI6fn-ntM6XDT2_uEBLIbb21kmSBaXsjOhvRx7orzdocMA20xjfGF5-7m4jWmGdF9MvwQh2gvZ9bbh_E8Erz/s72-c/Outubro+-+Jules_Bastien-Lepage.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3011585113891452972.post-6710600500486534951</id><published>2021-01-01T15:25:00.001+00:00</published><updated>2021-01-01T15:25:07.489+00:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Comunicação"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Conceitos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Inovação"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Jogos"/><title type='text'>Evitar as perdas de produtividade num brainstorming através de jogos de tabuleiro</title><content type='html'>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;Pode haver tentações para fazer processos ou atividades de brainstorming por tudo e por nada. Estão perfeitamente disseminadas as vantagens de fazer brainstorming, de como podem permitir ajudar a gerar novas ideias, de forma a que possam ser depois desenvolvidas para alavancar projetos, empresas e instituições. Sabemos que temos de garantir alguns pressupostos e condições para que isso possa ser possível, por exemplo: a liberdade de expressão sem comentários prévios e juízos de valor quando as ideias estão a ser apresentadas, mesmo que sejam absurdas numa primeira análise. É também do conhecimento comum que os brainstorming são feitos em grupo.&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjBZ99V6CKQB9DgL7Jw3lFpSePIhtn6oJ92zxRC_JTX8fTbyEcyYzRMGUT0F57x3cby2Guc1wXS1JWH4WUnT7y665oeZa6m5n47bgV_kzYm_T8JDpkbp7mh1rYzOOPC0mykMzw_8y3JPRId/s1920/No+Moulin+Rouge+-+Toulouse-Lautrec.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;1684&quot; data-original-width=&quot;1920&quot; height=&quot;281&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjBZ99V6CKQB9DgL7Jw3lFpSePIhtn6oJ92zxRC_JTX8fTbyEcyYzRMGUT0F57x3cby2Guc1wXS1JWH4WUnT7y665oeZa6m5n47bgV_kzYm_T8JDpkbp7mh1rYzOOPC0mykMzw_8y3JPRId/w320-h281/No+Moulin+Rouge+-+Toulouse-Lautrec.jpg&quot; title=&quot;No Moulin Rouge - Toulouse-Lautrec&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;No Moulin Rouge - Toulouse-Lautrec&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas, mesmo tendo estes cuidados existem alguns problemas adicionais, conhecidos como perdas de produtividade. Existe uma noção de que o trabalho em equipa é mais produtivo num brainstorming, embora isso, na prática, nem sempre seja verdade. Alguns indivíduos trabalham e são muito mais criativos quando trabalham sozinhos e só assim poderão inovar verdadeiramente. Ao trabalhar em grupo alguns membros podem simplesmente andar à boleia, pouco fazendo. Outros, sentindo que estão a ser pouco produtivos podem tentar disparar o máximo de contributos mesmo que nada acrescentem para tentar estar a par. Outros, pelo mesmo efeito, sentindo que estão a ser demasiado produtivos podem refrear a sua participação para evitar o domínio do processo, mesmo quando os seus contributos são claramente melhores que os demais. Noutros casos, as interrupções ou a obrigação em fazer rondas circulatórias de participação, podem induzir quebras no desenvolvimento das ideias, prejudicando-as. As pessoas podem simplesmente esquecer-se do que estavam a pensar ou dizer, ficando apenas a ideia abordada de forma superficial. Quando alguns participantes têm uma personalidade “magnética” ou de liderança inata podem fazer com que, mesmo que de forma não intencional, os processos convirjam demasiado depressa para uma determinada ideia, sem surgir a disrupção que se deseja num processo de inovação. O modo como se comunica, os canais utilizados – expressão escrita, oral ou outra - , a precisão de linguagem podem ser demasiado restritas e condicionar também a criatividade.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tendo em conta estas restrições e efeitos indesejados, os processos de brainstorming deveriam ser implementados com alguma cautela. Basear todo o processo de inovação neles pode ser um problema. São uteis e devem ser feitos, mas definindo processos e regras para retirar deles o melhor partido, tentando evitar os enviesamentos, quebras de produtividade e pouca profundidade, tal como enunciado anteriormente.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Recentemente, numa conferência apresentei da especialidade, apresentei um artigo onde os jogos de tabuleiro podem ser utilizados para abordar estes problemas e melhorar os processos de brainstorming:&amp;nbsp;&lt;i style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;Fast Brainstorm techniques with modern board games adaptations for daily uses in business and project managing&lt;/i&gt;. Esse artigo pode ser consultado &lt;a href=&quot;https://icabm20.isag.pt/images/icabm2020/BookofProceedings.pdf&quot;&gt;aqui em inglês&lt;/a&gt;. De notar que os jogos podem gerar as necessárias regras que garantem igualdade de participação, as múltiplas formas de expressão sem domínio externo, produzir processos de cocriação controlados com mais ou menos influência externa, gerar uma atividade que motive e envolva todos os participantes, tal como criar verdadeiros processos disruptivos em que os participantes têm intencionalmente de fazer convergir. Os jogos não são soluções mágicas para os problemas associados aos processos de brainstorming, mas podem ajudar.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;Referências bibliográficas:&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;Sousa, M. (2020). Fast Brainstorm techniques with modern board games adaptations for daily uses in business and project managing. In Proceedings of the International Conference of Applied Business and Management (ICABM2020), (pp.508-524).&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/feeds/6710600500486534951/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/2021/01/evitar-as-perdas-de-produtividade-num.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3011585113891452972/posts/default/6710600500486534951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3011585113891452972/posts/default/6710600500486534951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/2021/01/evitar-as-perdas-de-produtividade-num.html' title='Evitar as perdas de produtividade num brainstorming através de jogos de tabuleiro'/><author><name>Micael Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04210271642624158852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjBZ99V6CKQB9DgL7Jw3lFpSePIhtn6oJ92zxRC_JTX8fTbyEcyYzRMGUT0F57x3cby2Guc1wXS1JWH4WUnT7y665oeZa6m5n47bgV_kzYm_T8JDpkbp7mh1rYzOOPC0mykMzw_8y3JPRId/s72-w320-h281-c/No+Moulin+Rouge+-+Toulouse-Lautrec.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3011585113891452972.post-3234253281830185588</id><published>2020-11-26T20:37:00.001+00:00</published><updated>2020-11-26T20:39:18.375+00:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Política"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Tecnologia"/><title type='text'>Democracia aumentada para combater a democracia diminuída</title><content type='html'>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;A democracia direta foi sempre aquele ideal inalcançável, pelo menos numa grande escala. Filósofos como Stuart Mill advogavam que seria a mais perfeita forma de liberdade democrática, cada cidadão poder decidir por si. No entanto, tal visão tem sido impossível de concretizar. Esses modelos foram ensaiados em alguns locais contidos e em curtos períodos. Temos o caso da efémera comuna de Paris, que em 1871, que durante alguns meses conseguiu manter uma forma revolucionária de sufrágio direto.&amp;nbsp; Algumas comunidades anárquicas adotaram também estes modelos, mas foram casos igualmente efémeros. Ao longo do século XX foram surgindo casos destes, aqui e ali, mas sempre sem ameaçarem os sistemas políticos vigentes, quer fossem monarquias, democracias ou ditaduras.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhWHaM67EwYUzYAYsi-i_k8jTbVOYzVeckjzcn12VuXdO6MvReR7aoaQqtR6tcnqRZtvJdYzK4KmVs0pPnlTRQRAQfcgyjLkIvhMLAUSFpNaCKMWLl-9Dk_pHpYp4GT3vqrnSdr-qsA9JNH/s1042/An_Election_Entertainment.jpg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Um entertenimento de eleições - William Hogarth&quot; border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;840&quot; data-original-width=&quot;1042&quot; height=&quot;258&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhWHaM67EwYUzYAYsi-i_k8jTbVOYzVeckjzcn12VuXdO6MvReR7aoaQqtR6tcnqRZtvJdYzK4KmVs0pPnlTRQRAQfcgyjLkIvhMLAUSFpNaCKMWLl-9Dk_pHpYp4GT3vqrnSdr-qsA9JNH/w320-h258/An_Election_Entertainment.jpg&quot; title=&quot;Um entertenimento de eleições - William Hogarth&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;Um entertenimento de eleições - William Hogarth&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No entanto isto pode vir a mudar no futuro. César Hidago propôs um conceito revolucionário: a democracia aumentada (&lt;a href=&quot;https://www.peopledemocracy.com/&quot;&gt;Augmented Democracy&lt;/a&gt;). Tal como somos auxiliados por algoritmos, software, máquinas e inteligência artificial todos os dias, Hidalgo propõe que estas ferramentas nos possam ajudar também a mudar a democracia, tornando-a mais direta, reduzindo a necessidade de representação por outrem. O que se propõe é uma reflexão, mas, no fundo, uma substituição mais personalizável. No fundo seremos na mesma representados, mas por avatares que nos vão replicar virtualmente, para que possamos participar ativamente em todas as dimensões da vida política. Isto tem tanto de fascinante como de assustador.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Apesar de haver perigos imensos, considerar a tecnologia como forma de aprofundar o modo como os cidadãos exercem os seus diretos políticos e cívicos pode ser a solução para a atual crise democrática. A democracia, tal como a conhecemos, também beneficiou do desenvolvimento tecnológicos. Mas neste caso, a dúvida é maior que a dos indecisos ou dos abstencionistas. Seguramente teremos de tomar uma posição sobre isto.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;Referências:&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;Arial, sans-serif&quot; style=&quot;background-color: white; color: #222222; font-size: 13px; text-align: left;&quot;&gt;Altman, D. (2010).&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;i style=&quot;background-color: white; color: #222222; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 13px; text-align: left;&quot;&gt;Direct democracy worldwide&lt;/i&gt;&lt;span face=&quot;Arial, sans-serif&quot; style=&quot;background-color: white; color: #222222; font-size: 13px; text-align: left;&quot;&gt;. Cambridge University Press.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;Arial, sans-serif&quot; style=&quot;background-color: white; color: #222222; font-size: 13px; text-align: left;&quot;&gt;Perez, O. (2020). Collaborative е-Rulemaking, Democratic Bots, and the Future of Digital Democracy.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;i style=&quot;background-color: white; color: #222222; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 13px; text-align: left;&quot;&gt;Digital Government: Research and Practice&lt;/i&gt;&lt;span face=&quot;Arial, sans-serif&quot; style=&quot;background-color: white; color: #222222; font-size: 13px; text-align: left;&quot;&gt;,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;i style=&quot;background-color: white; color: #222222; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 13px; text-align: left;&quot;&gt;1&lt;/i&gt;&lt;span face=&quot;Arial, sans-serif&quot; style=&quot;background-color: white; color: #222222; font-size: 13px; text-align: left;&quot;&gt;(1), 1-13.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;Arial, sans-serif&quot; style=&quot;background-color: white; color: #222222; font-size: 13px; text-align: left;&quot;&gt;Simões, M. C. (2013). John Stuart Mill: utilitarismo e liberalismo.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;i style=&quot;background-color: white; color: #222222; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 13px; text-align: left;&quot;&gt;Veritas&lt;/i&gt;&lt;span face=&quot;Arial, sans-serif&quot; style=&quot;background-color: white; color: #222222; font-size: 13px; text-align: left;&quot;&gt;,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;i style=&quot;background-color: white; color: #222222; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 13px; text-align: left;&quot;&gt;58&lt;/i&gt;&lt;span face=&quot;Arial, sans-serif&quot; style=&quot;background-color: white; color: #222222; font-size: 13px; text-align: left;&quot;&gt;(1).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/feeds/3234253281830185588/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/2020/11/democracia-aumentada-para-combater.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3011585113891452972/posts/default/3234253281830185588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3011585113891452972/posts/default/3234253281830185588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/2020/11/democracia-aumentada-para-combater.html' title='Democracia aumentada para combater a democracia diminuída'/><author><name>Micael Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04210271642624158852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhWHaM67EwYUzYAYsi-i_k8jTbVOYzVeckjzcn12VuXdO6MvReR7aoaQqtR6tcnqRZtvJdYzK4KmVs0pPnlTRQRAQfcgyjLkIvhMLAUSFpNaCKMWLl-9Dk_pHpYp4GT3vqrnSdr-qsA9JNH/s72-w320-h258-c/An_Election_Entertainment.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3011585113891452972.post-3714011425970134951</id><published>2020-04-15T23:15:00.000+01:00</published><updated>2020-04-15T23:15:07.859+01:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Economia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Geografia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="História"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Saúde"/><title type='text'>Como as epidemias europeias e tudo o resto destruiu as civilizações americanas</title><content type='html'>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Pode parecer estranho, apesar das diferenças tecnológicas, especialmente no domínio militar, ter sido tão fácil para os europeus terem dominado os impérios das américas. É ainda hoje surpreendente como caíram com tanta facilidade os impérios Azteca e Inca, sendo que as cidades da cultura Maia já estariam em colapso bem antes do no início do século XVI.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiOTyUezVM8BQ01kQo3QOY2E8fuvqmpeN8bB9psH3NWvrlsiTjDUdysqIvnieHfaJU_oEAYs9nRpimLOXKoNFQFLCsiUEUQkEeHZHf4WCwBHfNe8jux62pPnst28YvUgL4GHSldz73xJ5E5/s1600/236_w_full.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;627&quot; data-original-width=&quot;848&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiOTyUezVM8BQ01kQo3QOY2E8fuvqmpeN8bB9psH3NWvrlsiTjDUdysqIvnieHfaJU_oEAYs9nRpimLOXKoNFQFLCsiUEUQkEeHZHf4WCwBHfNe8jux62pPnst28YvUgL4GHSldz73xJ5E5/s1600/236_w_full.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;div&gt;
&lt;i&gt;Mesoamericanos infetados com varíola - Iluminura do Codex Florentino da autoria de&amp;nbsp;Bernardino de Sahagún&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;Fonte da imagem:&amp;nbsp;https://www.nlm.nih.gov/nativevoices/timeline/180.html&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Segundo William Denevau as populações humanas residentes nos continentes americanos antes da chegada dos europeus em 1492 contariam com cerca de 54 milhões de indivíduos, mas em 1635 seriam apenas 5 milhões (The Pinceton review, 2020). Estas informações constam de um manual norte americano de preparação para o exame de geografia humana. Apesar da violência do processo de conquista dos impérios nativos pré-colombianos e da própria colonização subsequente, terão sido as doenças o principal fator que contribuiu para o extermínio da população. Dificilmente saberemos qual a verdadeira proporção do impacto direto da violência militar ou das epidémias sofridas por contágio dos europeus. Os documentos da época retratam as mortes dos nativos face a doenças para as quais não tinham imunidade, tais como a gripe, sarampo, varíola, peste bubónica, entre outras. Estas estimativas variam, alguns autores sugerem que os efeitos das doenças trazidas da Europa, para a qual os nativos não tinham imunidade, tenham resultado em mortalidades que terão variado entre os 50% e os 90% (Roberts, 1989). No entanto os estudos regionais, feitos posteriormente, não parecem revelar evidências de uma vaga des pandemias continentais (Ubelaker, 1992). As evidências sugerem que as doenças fragilizaram fortemente a população nativa, afetada pela guerra e crise social e económica, em que problemas de fomes e malnutrição criaram condições para o grande decréscimo populacional (Moore, 1989). Embora isto não tenha sido nem linear nem simultâneo em todo o vasto território do novo mundo (Ubelaker, 1992), variando de intensidade e ao longo do tempo de modo desigual nos vários territórios, apesar do resultado final ter sido catastrófico. Terá sido então a conjugação de todos estes efeitos que terão gerado, numa análise global, o tal cataclismo populacional, embora não existam certezas sobre a verdadeira dimensão do mesmo. Livi-Bacci (2006) segue por esta visão, destacando as muitas incertezas que persistem, mas salientando, acima de tudo, aos efeitos conjuntos das doenças e da mudança súbita a que as sociedades pré-colombianas foram sujeitas com as interações e conquistas europeias. A mão humana foi seguramente importante, trazendo a espada, a espingarda, mas também um novo sistema de domínio, uma nova elite com hábitos culturais e novas prioridades na exploração económica, que vinha, sem saber, carregada de doenças mortais.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;Subsistem muitas incertezas sobre as civilizações da américa pré-colombiana. Um desses casos já foi aqui abordado anteriormente, sobre a civilização que construiram &lt;a href=&quot;https://abuscapelasabedoria.blogspot.com/2018/09/existiu-uma-civilizacao-urbana-no.html&quot;&gt;redes urbanas de cidades na selva amazónic&lt;/a&gt;a.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;Num momento em que vivemos sob uma pandemia de escala global também não sabemos quais efeitos futuros nas estruturas socioeconómicas globais. Desconhecemos como as nações e organizações internacionais vão responder a crise global económica vindoura. Tudo indica que temos tecnologia e conhecimento capaz de responder melhor a estes desafios, e a cooperação internacional e conhecimento partilhado para ultrapassar isto, apesar de algumas lideranças políticas poderem vir a atrapalhar e desiludir os seus apoiantes.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;b&gt;Referências bibliográficas:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Livi‐Bacci, M. (2006). The depopulation of Hispanic America after the conquest. Population and Development Review, 32(2), 199-232.&lt;br /&gt;Moore, J.H. 1989. Quantitative and qualitative variables in human evolution. In Plains Indian Historical Demography and Health: Perspectives, Interpretations, and Critiques, G.R. Campbell, ed. Plains Anthropologist, Memoir 23, v. 34, no. 124, 127-133.&lt;br /&gt;Roberts, L. (1989). Disease and death in the New World. Science, 246(4935), 1245.&lt;br /&gt;The Princeton Review. (2019). Cracking the AP Human Geography Exam 2020. Princeton Review.&lt;br /&gt;Ubelaker, D. H. (1992). Patterns of demographic change in the Americas. Human Biology, 361-379.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/feeds/3714011425970134951/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/2020/04/como-as-epidemias-europeias-e-tudo-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3011585113891452972/posts/default/3714011425970134951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3011585113891452972/posts/default/3714011425970134951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/2020/04/como-as-epidemias-europeias-e-tudo-o.html' title='Como as epidemias europeias e tudo o resto destruiu as civilizações americanas'/><author><name>Micael Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04210271642624158852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiOTyUezVM8BQ01kQo3QOY2E8fuvqmpeN8bB9psH3NWvrlsiTjDUdysqIvnieHfaJU_oEAYs9nRpimLOXKoNFQFLCsiUEUQkEeHZHf4WCwBHfNe8jux62pPnst28YvUgL4GHSldz73xJ5E5/s72-c/236_w_full.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3011585113891452972.post-5251583851335743930</id><published>2020-04-05T09:00:00.000+01:00</published><updated>2020-04-05T23:27:53.032+01:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Agricultura"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="História"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Planeamento"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Saúde"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Transportes"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Urbanismo e Ord. do Território"/><title type='text'>Da agricultura e as primeiras cidades às doenças infectocontagiosas de origem animal</title><content type='html'>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Tudo indica que até há cerca de 11.000 anos as populações humanas, de homo sapiens sapiens, sofriam do mesmo tipo de doenças infeciosas que os outros símios (Mack et al., 2012). Foi nesse período que terão surgido as primeiras populações sedentárias ou semissedentárias que dependiam de formas primitivas de agricultura. Seria necessária uma grande população permanente a viver em conjunto, associadas ao modo de vida sedentário, para que as doenças infectocontagiosas poderem persistir e espalhar-se pela grande maioria da humanidade (Wolfe et al., 2007). Este processo de desenvolvimento agrícola foi gradual, uma transição de sociedades errantes para sociedades que tendiam a ocupar espaços permanentes e a gerar concentrações humanas nunca registadas. O processo de desenvolvimento agrícola e concentração urbana ocorreu paralelamente, com a domesticação de animais, através da seleção por ação humana, tendo em conta as espécies disponíveis nas várias geografias e que mais se adequavam à vida em cativeiro perto de humanos (Diamond, 2002). A cidade de Jericó terá sido uma dessas primeiras cidades.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg7-H0JNI5ME752faHzXTMUjepmBNjzR9as3S2lpfMABWKzQEXVJzimkq92zPX3K9VZXsFTm4YHX0ZNZb3HY8jGuTWn65A77YCU6_mhpQYVhIXAiGDHNkwGzaG2k_8tveuXgSdrKCuRwESo/s1600/Jericho+-+Konstantin+Gorbatov.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;640&quot; data-original-width=&quot;800&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg7-H0JNI5ME752faHzXTMUjepmBNjzR9as3S2lpfMABWKzQEXVJzimkq92zPX3K9VZXsFTm4YHX0ZNZb3HY8jGuTWn65A77YCU6_mhpQYVhIXAiGDHNkwGzaG2k_8tveuXgSdrKCuRwESo/s1600/Jericho+-+Konstantin+Gorbatov.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&amp;nbsp;Jericho - Konstantin Gorbatov&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Embora a sedentarização tenha permitido o crescimento das populações humanas e um maior controlo perante a dependência das incertezas provenientes das dinâmicas dos ecossistemas, algo inalcançável para as sociedades de caçadores-recolectores, esta revolução trouxe novos problemas, mais concretamente: novas doenças. Essas novas doenças tinham diferentes origens, podendo estar associadas aos estilos de vida sedentários e a uma falta de variedade da alimentação, mas principalmente às zoonoses (2020), que são as doenças que se transmitem de animais não-humanos para humanos. Muitas doenças infectocontagiosas que ainda hoje existem na espécie humanas têm origem em antigas zoonoses, sendo a gripe uma delas. Essas doenças surgiram pela proximidade de vivências com os animais domesticados, devido à concentração de pessoas em espaços exíguos. Essas doenças foram persistindo nas populações humanas através de ciclos de contaminação e capacidade de desenvolver imunidade parcial ou total, um processo lento, tanto pela força das dificuldades de transportes das primeiras civilizações como pela própria concentração populacional que raramente ia além das centenas nas primeiras cidades. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;As primeiras cidades eram pouco mais do que aldeias apinhadas de toscas casas onde pessoas, desempenhando múltiplas tarefas, viviam conjuntamente com animais em espaços sobrepostos e com escassas condições de higiene (Chueca Goitia, 1985; Mumford, 1961). A Concentração era essencial, pois o solo disponível deveria ser espartanamente gerido, a tecnologia de construção não permitia construções amplas, não havia água corrente nem sistemas de ventilação, as comunidades compactas eram mais fáceis de defender e de gerar entreajuda social, tal como garantiam menores distâncias de deslocação numa época em que viajar era muito complicado. Assim, essas primeiras cidades eram focos propícios para a transmissão de doenças entre animais e pessoas, mas lentamente entre comunidades, pois, apesar dos excedentes e prosperidade socioeconómica ter gerado normais redes de comércio, os transportes eram restritos e lentos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;Hoje vivemos exatamente o oposto do que acontecia nestas primeiras comunidades urbanas. As condições de higiene globais são muitíssimo melhores, com uma separação higienizada, especialmente entre pessoas e animais, embora essa realidade mude em países menos desenvolvidos economicamente e onde os hábitos culturais ancestrais concorrem com normas de higiene. Mas atualmente a velocidade de deslocação de pessoas é vertiginosa. Uma nova doença, altamente infectocontagiosa, pode ser transmitida à escala global de forma nunca vista na nossa história devido à facilidade de transportes. Um caso disso é o COVID-19. Por isso, também os critérios de controlo de epidemias e pandemias vão passar a vigorar nos requisitos de planeamento e gestão de cidades, para além dos critérios de higienização que herdamos do planeamento urbano do século XIX.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;b&gt;Referências bibliográficas:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Choffnes, E. R. (Eds.). (2012). Improving food safety through a one health approach: workshop summary. National Academies Press.&lt;br /&gt;Chueca Goitia, F. (1985). Breve historia del urbanismo (No. 307.7672 C4).&lt;br /&gt;Diamond, J. (2002). Evolution, consequences and future of plant and animal domestication. &lt;br /&gt;Mumford, L. (1961). The city in history: Its origins, its transformations, and its prospects (Vol. 67). Houghton Mifflin Harcourt.&lt;br /&gt;Wolfe, N. D., Dunavan, C. P., &amp;amp; Diamond, J. (2007). Origins of major human infectious diseases. Nature, 447(7142), 279-283.Mack, A., Hutton, R., Olsen, L., Relman, D. A., &amp;amp; &lt;br /&gt;zoonose in Dicionário infopédia da Língua Portuguesa [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2020. [consult. 2020-04-05 20:56:22]. Disponível na Internet: https://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa/zoonose&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/feeds/5251583851335743930/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/2020/04/da-agricultura-e-as-primeiras-cidades.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3011585113891452972/posts/default/5251583851335743930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3011585113891452972/posts/default/5251583851335743930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/2020/04/da-agricultura-e-as-primeiras-cidades.html' title='Da agricultura e as primeiras cidades às doenças infectocontagiosas de origem animal'/><author><name>Micael Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04210271642624158852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg7-H0JNI5ME752faHzXTMUjepmBNjzR9as3S2lpfMABWKzQEXVJzimkq92zPX3K9VZXsFTm4YHX0ZNZb3HY8jGuTWn65A77YCU6_mhpQYVhIXAiGDHNkwGzaG2k_8tveuXgSdrKCuRwESo/s72-c/Jericho+-+Konstantin+Gorbatov.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3011585113891452972.post-5720158732596099824</id><published>2020-03-30T22:52:00.001+01:00</published><updated>2020-03-31T11:06:12.776+01:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Ambiente"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Comunicação"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Economia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Planeamento"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Sociedade"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Transportes"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Urbanismo e Ord. do Território"/><title type='text'>Repensar a cidade alargada na era da globalização, do trabalho remoto e das pandemias</title><content type='html'>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
No início do século XX o famoso arquiteto Frank Lloyd Wright propôs um modelo urbano e de cidade que não vingou. Chamava-se Broadacre city. Consistia, tal como o próprio nome indica, numa cidade alargada, com base na unidade do acre, implicando um alargado consumo de solo. Partia do princípio da integração de vivendas num ambiente urbano ruralizado, em que cada vivenda dispunha de uma área de solo de 0,4 hectares que serviriam para a sua própria produção ou para atividades de exterior. Esta proposta seria a antítese do urbanismo modernista e que se tornou no modelo de inspiração vigente um pouco por todo o mundo (Mumford, 1961; Chueca Goitia, 1985).&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj1eEP4unbXU_25YSsQmhzhmYXaSYkKS5JXSnjRMIg325azpEjzb6kmf1PMqHypG_1hoZkytDqquV6HqqMGorsBzo35jDmpbzlNzfC6FTVCv3Mh0hLazVRjBW2xGcqEf4moluxzP6zPxV-9/s1600/broadacre1.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;449&quot; data-original-width=&quot;800&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj1eEP4unbXU_25YSsQmhzhmYXaSYkKS5JXSnjRMIg325azpEjzb6kmf1PMqHypG_1hoZkytDqquV6HqqMGorsBzo35jDmpbzlNzfC6FTVCv3Mh0hLazVRjBW2xGcqEf4moluxzP6zPxV-9/s1600/broadacre1.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;div&gt;
&lt;i&gt;Broadacre City Model - Frank Lloyd Wright&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;Fonte:&amp;nbsp;https://www.architecturelab.net/what-broadacre-city-can-teach-us/&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Este tipo de cidade nunca foi implementado como modelo de cidade propriamente dito, mas foi continuamente replicado nos EUA como subúrbio, inspirando no modelo habitacional para a família americana de classe média e na dependência da industria automóvel nos pós 2.ª Guerra mundial, embora a utilização dos solos associados a cada vivenda nunca tenham tido uma exploração agrícola associada, e não tenham chegada à unidade de área recomendada para cada casa. Os subúrbios cresceram em massa com os centros das cidades americanas esvaziarem-se de residentes, ficando apenas os mais pobres a viver nesses antigos espaços. Algo que, na época, levou a socióloga Jane Jacobs (2016) a dizer que as grandes cidades americanas estavam mortas, pela perda das estruturas urbanas e suas relações sociais que deveriam manter a coesão e funcionamento das sociedades urbanas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
O modelo proposto pelo famoso Lloyd Wright, conhecido pelo organicismo modernista da Casa da Cascata, e das formas arrojadas do Museu Guggenheim de Nova York, falhava porque dependia totalmente do automóvel. Para garantir tanto espaço livre para cada habitação, e por não se preverem aglomerados em altura, as distâncias a percorrer neste modelo urbano individualista teriam de ser feitas por automóvel privado. Se, mesmo sem levar este modelo à prática, as cidades atuais se mostraram insustentáveis pelo excesso de automóveis, imagine-se como seria se o modelo cidade alargada se tivesse generalizado. Curiosamente, atendendo à realidade Portuguesa, e ao conceito de urbanismo disperso que se manifesta nas periferias urbanas e nas zonas rurais de transição, acabamos por implementar estes modelos de cidade alargada, mas ao longo de vias, naquilo a que Álvaro Domingues (2010), Domingues chamou “A Rua da Estrada”.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
Mas numa altura em que vivemos sob clausura, devido à pandemia do COVID-19, estes modelos de cidade alargada parecem ser boas soluções, por permitirem afastamento social com fruição da vida fora de portas e área de solo suficiente para explorar agricolamente para subsistência das unidades familiares. No enanto, não deixam de ser modelos urbanos que tendem para uma forte insustentabilidade, que implicam custos que podem chegar a ser até cerca de 5 vezes mais para o fornecimento de infraestruturas públicas, serviços e transportes (Carvalho et al., 2013). Por isso, a aparente sustentabilidade agrícola perde-se nos efeitos negativos da insustentabilidade geral, pois a vida contemporânea exige muitas outras necessidades. Nunca nos podemos esquecer que o solo é um recurso natural não renovável. No entanto, na era das comunicações instantâneas de banda larga e do teletrabalho pela internet, onde se dispensam tantas deslocações, alguns destes modelos possam ser repensados. Se considerarmos que os próprios sistemas de transportes, com os veículos autónomos movidos a energias sustentáveis a surgir, ficamos com ainda mais incertezas sobre a ocupação futura do território. Será que passaremos a considerar os modelos de ocupação do solo de média densidade como a melhor opção?&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Referências bibliográficas&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Carvalho, J., D&#39;Abreu, A., Pais, C., &amp;amp; Gomes, P. (2013). &lt;i&gt;Ocupação Dispersa: Custos e benefícios à escala local&lt;/i&gt;. Direcção Geral do Território, Lisboa, Portugal.&lt;br /&gt;Chueca Goitia, F. (1985). &lt;i&gt;Breve historia del urbanismo&lt;/i&gt; (No. 307.7672 C4).&lt;br /&gt;Domingues, Á. (2010). A rua da estrada. &lt;i&gt;Cidades-Comunidades e Territórios&lt;/i&gt;, 59-67.&lt;br /&gt;Jacobs, J. (2016). &lt;i&gt;The death and life of great American cities&lt;/i&gt;. Vintage.&lt;br /&gt;Mumford, L. (1961). &lt;i&gt;The city in history: Its origins, its transformations, and its prospects&lt;/i&gt; (Vol. 67). Houghton Mifflin Harcourt.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/feeds/5720158732596099824/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/2020/03/repensar-cidade-alargada-na-era-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3011585113891452972/posts/default/5720158732596099824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3011585113891452972/posts/default/5720158732596099824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/2020/03/repensar-cidade-alargada-na-era-da.html' title='Repensar a cidade alargada na era da globalização, do trabalho remoto e das pandemias'/><author><name>Micael Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04210271642624158852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj1eEP4unbXU_25YSsQmhzhmYXaSYkKS5JXSnjRMIg325azpEjzb6kmf1PMqHypG_1hoZkytDqquV6HqqMGorsBzo35jDmpbzlNzfC6FTVCv3Mh0hLazVRjBW2xGcqEf4moluxzP6zPxV-9/s72-c/broadacre1.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3011585113891452972.post-1004057074709990539</id><published>2020-03-13T14:24:00.000+00:00</published><updated>2020-03-13T14:26:04.817+00:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="História"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Saúde"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Sociedade"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Urbanismo e Ord. do Território"/><title type='text'>A Origem da Quarentena</title><content type='html'>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Com a pandemia do COVID-19 a palavra quarentena entrou no nosso vocabulário diário. Atendo aqui ao intuito de partilha de conhecimento do blogue, muito dele de origem histórica, é pertinente investigar um pouco sobre a origem do termo. Assim podemos também usar o conhecimento histórico para refletir e introduzir outros assuntos que estão para além dele, neste caso sobre os métodos de controlo de pandemias.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhVh_0Y1EpHsAknfO_c2M10jSffILR1o1uEzMNQ89sHa0_PS7Y7xoRQNR3f_jEJ_Igutv1i5DoXobTG1Av6_Bx1ry7kWMXpbAUlPvzQ3aUfX1ETDjfDdKynLdvFngYA49MZ6vJBNjtbszXd/s1600/Grobon_Jean-Michel_Vue_de_la_Quarantaine_%25C3%25A0_Lyon.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;412&quot; data-original-width=&quot;581&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhVh_0Y1EpHsAknfO_c2M10jSffILR1o1uEzMNQ89sHa0_PS7Y7xoRQNR3f_jEJ_Igutv1i5DoXobTG1Av6_Bx1ry7kWMXpbAUlPvzQ3aUfX1ETDjfDdKynLdvFngYA49MZ6vJBNjtbszXd/s1600/Grobon_Jean-Michel_Vue_de_la_Quarantaine_%25C3%25A0_Lyon.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;Vista da Quarentena em Lyon - Jean-Michel&amp;nbsp;Grobon&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Foram várias as pandemias registadas na história. Casos de doenças contagiosas eram também motivo para medidas especiais de contenção de propagação, muitas delas associadas a medidas preventivas de higiene, mesmo em épocas como a Idade Média. Há que relembrar que existiam cudados de higiene na idade média e que as pessoas que viviam nessa época não eram indiferentes à higiene individual e pública (Magnunsson, 2013; Smith, 2008), embora estivessem longe dos hábitos atuais. A total falta de higiene e cuidado sanitário, e até uma tendência para imundice, durante a época medieval é um mito.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
Sabemos que os doentes com lepra eram ostracizados e forçados a viver à parte da sociedade medieval. Sabemos que esses doentes, tal como outros enfermos, eram colocados e forçados a permanecerem em locais foram das cidades, caso disso em Portugal são as &quot;gafanhas&quot;* topónimos que ainda encontramos pelo território nacional, mas que na era medieval se destinava a acolher e conter pessoas indesejadas e contaminadas. Sabemos também que muitos cercos a cidades e castelos eram vencidos mais pelas doenças que pelo confronto militar. Temos o caso do cerco a Lisboa em 1384, anterior à famosa batalha de Aljubarrota, que teve de ser levantado pelos castelhanos, uma vez que as suas tropas estavam a ser dizimadas por efeitos de “pestes”**. Foi a doença que salvou a capital do reino de cair em mãos castelhanas e permitiu continuar as guerras pela manutenção da independência.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar destes hábitos antigos, a termo quarentena terá origem nas medidas de controlo de epidemias pela República de Veneza, especialmente da peste bubónica, conhecida como peste negra, de assolou a Eurásia e norte de Africa a partir de meados do século XIV. A primeira medida deste género foi tomada em Ragusa, atual Dubrovnik. Em 1377, o grande concelho da cidade, que era dominada pelo império ultramarino de Veneza, aprovou o &lt;i&gt;trentino&lt;/i&gt;. Essa medida consistia em 30 dias de isolamento do barcos e respetivas tripulações que chegavam ao porto da cidade. Só depois desse período podia haver contacto com a população e feitas as transações comerciais (Mackowiak &amp;amp; Sehdev, 2002). Foi a forma encontrada para controlar contágios num império comercial. Não se sabe exatamente como dos 30 dias se passou para os 40, do &lt;i&gt;trentino&lt;/i&gt; para o &lt;i&gt;quarentino&lt;/i&gt;. Hoje sabemos que os tempos de segurança para prevenir contágio, tendo em conta os períodos de incubação, rondam os 28 dias para maioria das doenças, mas na época a adoção dos 40 dias pode ter tido uma razão religiosa, de influência dos 40 dias tipicamente utilizados e simbolismo importante na cultura judaico-cristã. O caso mais evidente é o da quaresma, com os seus 40 dias de duração (&lt;i&gt;Ibem&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Idem&lt;/i&gt;).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
Tudo indica que a quarentena seja uma medida muito antiga, fruto do conhecimento empírico e experimental que comprovou que os isolamentos sociais são a melhor forma de controlar pandemias e contágios de doenças desconhecidas. A razão da adoção dos 40 dias, que deu origem ao termo quarentena, pode ter então também uma influência cultural e religiosa. Hoje as quarentenas já não duram exatamente os 40 dias, dependendo de cada caso, mas os efeitos práticos continuam a ser exatamente os mesmos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;b&gt;Referências bibliográficas:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Magnusson, R. J. (2013). Medieval urban environmental history. &lt;i&gt;History Compass&lt;/i&gt;, 11(3), 189-200.&lt;br /&gt;Mackowiak, P.A. &amp;amp; Sehdev, P. S (2002). The Origin of Quarantine. &lt;i&gt;Clinical Infectious Diseases&lt;/i&gt;, Volume 35, Issue 9(1), 1071–1072, https://doi.org/10.1086/344062&lt;br /&gt;Smith, V. S. (2008). &lt;i&gt;Clean: a history of personal hygiene and purity&lt;/i&gt;. Oxford University Press.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;i style=&quot;color: black; font-style: italic; font-variant: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;*Gafanha&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; color: black; display: inline; float: none; font-size: 13.33px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt; in Dicionário infopédia de Toponímia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2020. [consult. 2020-03-13 12:42:22]. Disponível na Internet: https://www.infopedia.pt/dicionarios/toponimia/Gafanha&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;**&lt;i&gt;Crise de 1383-1385&lt;/i&gt; in Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2020. [consult. 2020-03-13 12:44:32]. Disponível na Internet: https://www.infopedia.pt/$crise-de-1383-1385&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; color: black; display: inline; float: none; font-family: &amp;quot;times new roman&amp;quot;; font-size: 13.33px; font-variant: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/feeds/1004057074709990539/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/2020/03/a-origem-da-quarentena.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3011585113891452972/posts/default/1004057074709990539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3011585113891452972/posts/default/1004057074709990539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/2020/03/a-origem-da-quarentena.html' title='A Origem da Quarentena'/><author><name>Micael Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04210271642624158852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhVh_0Y1EpHsAknfO_c2M10jSffILR1o1uEzMNQ89sHa0_PS7Y7xoRQNR3f_jEJ_Igutv1i5DoXobTG1Av6_Bx1ry7kWMXpbAUlPvzQ3aUfX1ETDjfDdKynLdvFngYA49MZ6vJBNjtbszXd/s72-c/Grobon_Jean-Michel_Vue_de_la_Quarantaine_%25C3%25A0_Lyon.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3011585113891452972.post-6957288958087442693</id><published>2020-03-09T17:45:00.002+00:00</published><updated>2020-03-09T17:45:33.544+00:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Series"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Sexualidade"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Sociedade"/><title type='text'>Sex Education: uma séria multiplamente utópica</title><content type='html'>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Umas das primeiras series que comecei a ver na Netflix - se não foi mesmo a primeira - foi Sex Education. Tinha boa avaliação, era recente e parecia encaixar em preferências partilhadas com a esposa. O palpite estava correto, consumimos a primeira série num instante. E a segunda temporada, que saiu recentemente, foi vista ainda mais depressa.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjMCyyFU0fwUd0N8L4vfiNz9p_SzFt2W11MP52fKa3VvSECF32xTMkWrqqbdCZMEoDIlNIhuQR6D3zj9BtX9P8NpgOtEVreg1-0DGhDcfStJL-0wbLIMYaEWHKwUhK0NsYGwUO3_pwFPzC6/s1600/Sex-Education.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;720&quot; data-original-width=&quot;1280&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjMCyyFU0fwUd0N8L4vfiNz9p_SzFt2W11MP52fKa3VvSECF32xTMkWrqqbdCZMEoDIlNIhuQR6D3zj9BtX9P8NpgOtEVreg1-0DGhDcfStJL-0wbLIMYaEWHKwUhK0NsYGwUO3_pwFPzC6/s1600/Sex-Education.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;Fonte da imagem:&amp;nbsp;https://noticiasetecnologia.com/netflix-imagens-temporada-2-sex-education/&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;Sex Education decorre, supostamente, no universo tipificado das series e filmes sobre adolescentes, algures na Inglaterra contemporânea. O contexto é uma escola secundária, com muitas personagens, umas mais preponderantes que outras, que se cruzam em múltiplas relações reais e surreais onde o sexo é o mote. É a expressão surrealista, ou hiper-realista que faz sobressair “Sex Education” como uma série de humor bem diferente. Há um toque de realidade, de exagero, e de exagero que fica aquém de realidades ocultas muito para além do sexo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;A personagem principal, um jovem altamente condicionado pelas suas fobias sexuais – faltando aqui um termo mais técnico – acaba por ser o terapeuta sexual da sua escola, replicando e reinterpretando o conhecimento que obtém indiretamente através dos seus pais divorciados – eles sim sexólogos. Isto por si só já é caricato e obviamente tem requisitos suficientes para gerar histórias interessantes. No entanto, neste microcosmos os tabus são removidos sem nos avisarem. Todas as formas de sexualidade são expostas sem tabus, com humor, mas sem infantilidades. Isso é tão refrescante, tão diferente e tão original. Para além de tudo isso é efetivamente uma série educativa – algo que é muito dificil de fazer na prática. Aprendemos de facto com esta série, apesar de ter momentos hilariantes de humor, tal como momentos de tensão trágica. Sex Education vai abrir-vos a cabeça. E se pensam que não têm preconceitos provavelmente estão enganados – eu pensava que não tinha. Mas o melhor que têm a fazer é ver a série por vós mesmos, e experimentar aprender de forma emocional e intensa, apesar da distância enorme que separa a TV da realidade replicada.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;Os atores são realmente competentes e expostos a situações desconfortáveis. A fotografia, cenários, planos de filmagem e guarda roupa impecáveis, com qualidade máxima. Ajudam a criar, apesar de tudo, uma utopia – o tal lugar que não existe. Quanto ao enredo e história surge o equilibrio perfeito entre realidade, ficção e surrealismo que permite transmitir entretenimento e informação de forma integrada.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;Mas Sex Education é então uma série educativa utópica, por vários motivos. É pouco provável que existam comunidades escolares assim tão livres e tolerantes - infelizmente. Verdadeiramente utópico é também, mudando completamente de assunto, o modelo urbano apresentado, porque existe uma clara cultura urbana que supostamente vive numa paisagem rural, onde todas as habitações estão isoladas e integradas na natureza, incluindo a própria escola. Está sempre bom tempo – nunca chove nesta Inglaterra - e tudo é distante apesar de rapidamente se chegar a pé ou de bicicleta a qualquer lado. Os automóveis são todos antigos, o que é realmente bizarro nesta utopia verde, apesar dos smartphones dominarem. A comunidade é etnicamente muito diversificada, multicultural a um nível que será dificil de existir em comunidades pequenas. Apesar disso são poucas as manifestações de choques culturais.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;Agora que remato o texto com estas palavras fico com a sensação de que o tema de Sex Education é a utopia social. Tudo feito de uma forma em que a dimensão sexual parece ser aquela utopia mais próxima de podermos mudar. Afinal quem ainda tem medo de falar de sexo? &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/feeds/6957288958087442693/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/2020/03/sex-education-uma-seria-multiplamente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3011585113891452972/posts/default/6957288958087442693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3011585113891452972/posts/default/6957288958087442693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/2020/03/sex-education-uma-seria-multiplamente.html' title='Sex Education: uma séria multiplamente utópica'/><author><name>Micael Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04210271642624158852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjMCyyFU0fwUd0N8L4vfiNz9p_SzFt2W11MP52fKa3VvSECF32xTMkWrqqbdCZMEoDIlNIhuQR6D3zj9BtX9P8NpgOtEVreg1-0DGhDcfStJL-0wbLIMYaEWHKwUhK0NsYGwUO3_pwFPzC6/s72-c/Sex-Education.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3011585113891452972.post-3743815563763053778</id><published>2020-02-26T18:07:00.000+00:00</published><updated>2020-02-26T18:07:02.253+00:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Economia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Sociedade"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Urbanismo e Ord. do Território"/><title type='text'>O que é uma moeda local?</title><content type='html'>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Existe uma extensa literatura associada às moedas locais. Este tipo de moedas, habitualmente implementadas por cidades ou até mesmo por aglomerados urbanos mais pequenos, existem em muitos formatos diferentes, criadas por muitos motivos distintos embora se destaque o desenvolvimento sustentável como principal objetivo. Podemos encontrar na literatura exemplos da criação de moedas locais para responder aos impactos locais de crises económicas de dimensão nacional, para responder à falta de moeda circulante ou para combater fenómenos de inflação, facilitando e coordenando uma economia de troca direta local. As moedas locais têm servido também como aplicação de políticas de desenvolvimento local e regional, permitindo, numa economia de mercado sem fronteiras, ter intervenção coletiva para assuntos concretos locais. Trata-se da tentativa de promover formas de desenvolvimento económico fortemente influenciado pelos conceitos de desenvolvimento sustentável, que conjuga as dimensões económicas, culturais, sociais, ambientais e de própria governação das comunidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiT5hMyuvXI7H8Pg6nsX8qPXHNAMEMISql1gb9hss1tyzT8GffbsRe77ijPVKW-OfRdjzFdz37tEC8LPq-EotP4_owd3iHXETPACbvXRW8SexvPSQfWCHKwxfLdpFyk4BeoSAyRipVkIHEU/s1600/O+Banqueiro+e+a+sua+mulher+-+Marinus+van+Roejmerswaelen.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;860&quot; data-original-width=&quot;1000&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiT5hMyuvXI7H8Pg6nsX8qPXHNAMEMISql1gb9hss1tyzT8GffbsRe77ijPVKW-OfRdjzFdz37tEC8LPq-EotP4_owd3iHXETPACbvXRW8SexvPSQfWCHKwxfLdpFyk4BeoSAyRipVkIHEU/s1600/O+Banqueiro+e+a+sua+mulher+-+Marinus+van+Roejmerswaelen.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;O Banqueiro e a sua mulher - Marinus van Roejmerswaelen&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;br /&gt;
Na prática as moedas locais podem ser quase eufemismos, e apenas existir como sistemas de troca por ações e comportamentos, escapando à abordagem economicista mais dura. Podem ser também suportes de apoio a processos de gamificação. Atualmente existem aplicações de moeda local prendem-se com a promoção de certos comportamentos cívicos, convertíveis em ganhos monetários, implementando uma espécie de “moeda local cívica”. Não se trata propriamente de substituir o modelo económico, mas de criar um sistema alternativo de recompensas, que existe de forma paralela, onde os cidadãos podem aceder a essas mais-valias, quer seja em cripto-moedas ou em moeda materializável, como recompensa por comportamentos benéficos para a comunidade.&amp;nbsp; Esses ganhos podem ser trocados por moeda corrente, mediante as regras de quem implementou e monitoriza o sistema de moeda local. Invariavelmente, as moedas locais tendem a estar ligadas aos movimentos ecologistas, à promoção de comportamentos alternativos e a formas de consumo mais sustentáveis. No entanto, apesar de tudo, podem servir como promoção turística dos territórios e como formas diferenciadoras de fazer marketing territorial. Mas as moedas locais podem ser tanto instituídas por organismos estatais ou governos locais, tanto como de modo mais informal por comunidades locais.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
As moedas locais, quer sejam implementadas através de sistemas de recompensas ou como mecanismos de intervenção económica direta, tendem assim a ser utilizadas para promover a produção e o comércio local, pois funcionam como subsídios que capacitam e alavancam a produção. Enquanto se faz isso estabelecem-se também redes sociais locais baseadas nas relações de consumo de vizinhança, que podem ser atividades para outras matérias, aumentando a resiliência das comunidades locais para responderem coletivamente a outros desafios.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
De um ponto de vista político, a implementação de moedas locais tende a ser vista como uma medida intervencionista, pouco popular entre os defensores do liberalismo económico mais radical. Apesar disso estas moedas podem servir como mecanismos de garantia de mais autonomia e alguma emancipação económica, atuando como um contrapeso perante a incapacidade de controlar os efeitos dos fluxos monetários globalizados nas economias locais. As moedas locais tendem a gerar atalhos e redireccionamento dos fluxos financeiros dentro de espaços territoriais delimitados, mas de forma a reduzir efeitos macroeconómicos. São formas de fixar alguns recursos localmente e de depender menos de ajudas externas, mesmo dentro de um sistema nacional. Ao estudar os fluxos das moedas locais é possível compreender melhor o funcionamento das economias locais.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
As moedas locais apresentam vantagens passíveis de serem utilizadas nas políticas de desenvolvimento territorial, especialmente em territórios bem delimitados e quando aplicadas para objetivos precisos e atividades estrategicamente definidas. Nunca serão uma forma de substituir as moedas vigentes, embora isso tenho sido experimentado em casos de crise económica generalizada, mas que rapidamente se abandonou assim que os sistemas monetários nacionais se estabilizam. As moedas locais, não sendo um milagre, podem ser então ferramentas poderosas para o futuro das comunidades, quando devidamente conjugadas com outras formas de promoção do desenvolvimento local. Podem igualmente servir para refletir e verificar os efeitos locais da liberalização económica e dinâmicas de equilíbrios e desequilíbrios que se geram nas várias escalas territoriais.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Referências bibliográficas:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Gomez, G. M., &amp;amp; Helmsing, A. H. J. (2008). Selective spatial closure and local economic development: What do we learn from the Argentine local currency systems?. World Development, 36(11), 2489-2511.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Helleiner, E. (2000). Think globally, transact locally: Green political economy and the local currency movement. Global society, 14(1), 35-51.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Pacione, M. (1999). The other side of the coin: local currency as a response to the globalization of capital. Regional Studies, 33(1), 63.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/feeds/3743815563763053778/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/2020/02/o-que-e-uma-moeda-local.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3011585113891452972/posts/default/3743815563763053778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3011585113891452972/posts/default/3743815563763053778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/2020/02/o-que-e-uma-moeda-local.html' title='O que é uma moeda local?'/><author><name>Micael Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04210271642624158852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiT5hMyuvXI7H8Pg6nsX8qPXHNAMEMISql1gb9hss1tyzT8GffbsRe77ijPVKW-OfRdjzFdz37tEC8LPq-EotP4_owd3iHXETPACbvXRW8SexvPSQfWCHKwxfLdpFyk4BeoSAyRipVkIHEU/s72-c/O+Banqueiro+e+a+sua+mulher+-+Marinus+van+Roejmerswaelen.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3011585113891452972.post-2051041977925456783</id><published>2020-02-12T16:17:00.001+00:00</published><updated>2020-02-12T16:17:41.254+00:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Antropologia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Filosofia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Jogos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Sociologia"/><title type='text'>Os jogos como rituais de símbolos</title><content type='html'>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Um jogo consiste num sistema de conflitos onde jogadores interagem, segundo regras, para tentar atingir objetivos, evidenciando-se o desempenho de forma mensurável (Salen &amp;amp; Zimmerman, 2004). Os jogos podem ser vistos como arenas de treino, como formas de arte e expressividade e, de um ponto de vista mais filosófico, como atividades que transpõem a realidade e transportam quem os joga para espaços mágicos. Johan Huizinga (2014), que foi provavelmente o primeiro grande filosofo moderno a dedicar-se ao estudo dos jogos, foi quem nos apresentou primeiro este conceito transcendental. Para ele os jogos permitiam transportar os jogadores para o “círculo mágico”, algo que se formava enquanto estávamos envolvidos e imersos num jogo, formando um espaço não sério onde a realidade era transfigurada num novo universo, que cativava e permitia outras formas de expressão, interação e criatividade. No entanto, este fenómeno e as emoções geradas pelos jogos podem ser nefastos, quando se tornam vícios, pelo que se exige equilibrio. Para Huizinga, o &lt;i&gt;homo sapiens&lt;/i&gt; (sapiens), através da sua íntima relação com os jogos, torna-se &lt;i&gt;homo ludens&lt;/i&gt;, indo para além da mera inteligência dita técnica e cognitiva. Apesar de não ser o único animal que brinca, é o único que joga deliberadamente e ao longo de toda a sua existência, em todas as idades e como forma de comunicação, geração de significados e vinculação social. Há que relembrar que jogar é diferente de brincar, pelo que no brincar não há um objetivo a atingir, enquanto que no jogo há sempre, há uma construção racional e ricas narrativas para explorar.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEioGH5IvoOv40ARhgtBlwv_ovFtQ2Q9lGJCMpBz2FDgbDeYEFUXntmWFW6At50BcP-JjhHSUALOqpiWdTNtXlEEL9z5RmXhnZZqdlLB96zkK-qjU0YLvxEsP3cQ-_01vH1aAjmaeHq1D0oF/s1600/Macacos+a+jogar+cartas+-+Abraham+Teniers.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;1199&quot; data-original-width=&quot;1584&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEioGH5IvoOv40ARhgtBlwv_ovFtQ2Q9lGJCMpBz2FDgbDeYEFUXntmWFW6At50BcP-JjhHSUALOqpiWdTNtXlEEL9z5RmXhnZZqdlLB96zkK-qjU0YLvxEsP3cQ-_01vH1aAjmaeHq1D0oF/s1600/Macacos+a+jogar+cartas+-+Abraham+Teniers.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;Macacos a jogar cartas - Abraham Teniers&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Então quando se procede a um ritual, incluindo as expressões religiosas mas não exclusivamente, através da conjugação de vários símbolos, não haverá tentativa de transposição para uma espécie de “círculo mágico”? O que são os símbolos se não elementos que combinamos para explorar significados e construir narrativas? Um jogo é uma construção criativa e social através de múltiplos elementos, de mecânicas e de estéticas, deliberadamente combinadas para um determinado objetivo jogável. Nos rituais combinam-se símbolos e procedimentos, gerando estruturas de significados que transmitem narrativas. Isto acontece em todos os rituais, religiosos ou não. Tomemos em conta os rituais familiares e de grupos mais ou menos informais como aqueles que caracterizamos como “grupos de amigos”. Os símbolos no geral são passíveis de múltiplas interpretações, mas nos jogos são vinculados por sistemas de regras básicas que deveremos obedecer. O jogo será então um ritual? Nessas atividades de jogos, vistos como rituais, tudo isso se materializa e adensa de modo crescente para atingir os tais objetivos. Pode ser tão simplesmente o ato de marcar um golo, que na prática consiste em introduzir uma bola numa baliza, mas que simbolicamente tem um significado poderoso de simbolizar o cumprimento do derradeiro objetivo, ganhando esse significado quando interpretado no “círculo mágico” de Huizinga, mesmo que não nos apercebamos. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;Indo um pouco mais a fundo nesta abordagem aos jogos, especialmente aos jogos analógicos, podemos chegar a uma diferente forma de “jogos dos símbolos”, o que não exclui a transferência da mesma analogia para o fenómeno digitais. Falar de jogos de entretenimento, seja em que formato for, carece igualmente de uma análise. Porque todos os jogos podem ser lúdicos no sentido de proporcionarem diversão, mas ao mesmo tempo sérios, tudo dependendo da interpretação e modo como são explorados. Quando se assiste a um ritual sem se compreender o devido significado, podemos ser levados a entender essas dinâmicas como brincadeiras ou infantilidades inúteis. Mas se compreendermos os significados e os objetivos ficam evidentes, tudo fica mais claro, e sobressai a importância da sua realização.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;Nos jogos analógicos existem limitações óbvias. Não se recorre a multimédia, animação de imagens e sons, nem existem as automatizações que guiam os jogadores durante o jogo de forma tutorial. Nos jogos digitais as regras são forçosamente cumpridas através da programação estabelecida. São mais imediatos e intensos, mas igualmente mais efémeros e tendencialmente descartáveis. Já os jogos analógicos, vulgarmente conhecidos como jogos de tabuleiro, têm de recorrer a componentes físicos, altamente simbólicos das realidades que pretendem representar, algo só completamente conseguido quando conjugados com mecânicas de jogo, forçosamente ativadas pelos jogadores de forma consciente e intencional. Existem sistemas de regras, mas nada força a que os jogadores os tenham de seguir se isso resultar de um comum acordo. Podem simplesmente ignorar as regras escritas e fazer a sua própria interpretação, podendo criar outras harmonias ou caos, ou seja, outras regras. Mesmo seguindo as regras formais do jogo, previamente estabelecidas, nada garante que a interpretação pessoal de cada jogador ou grupo de jogadores seja a mesma do criador do jogo. Estas limitações são igualmente oportunidades, pois capacitam os jogadores para mais envolvimento, para interpretações pessoais e coletivas. Jogar este tipo de jogos nunca é uma atitude passiva. No entanto, estes jogos nem sempre geram interesse ou cativam todos os jogadores. Nem sempre os componentes e as mecânicas geram narrativas que transportam os jogadores para o “círculo mágico”. Nem todos percebem e retiram toda a riqueza deste sistema, tal como nem todos compreendem a forma e importância dos rituais, sejam eles quais forem.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Referências bibliográficas:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Huizinga, J. (2014). Homo Ludens Ils 86. Routledge.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Salen, K. &amp;amp; Zimmerman, E. (2004). Rules of play: Game design fundamentals. MIT press.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/feeds/2051041977925456783/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/2020/02/os-jogos-como-rituais-de-simbolos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3011585113891452972/posts/default/2051041977925456783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3011585113891452972/posts/default/2051041977925456783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/2020/02/os-jogos-como-rituais-de-simbolos.html' title='Os jogos como rituais de símbolos'/><author><name>Micael Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04210271642624158852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEioGH5IvoOv40ARhgtBlwv_ovFtQ2Q9lGJCMpBz2FDgbDeYEFUXntmWFW6At50BcP-JjhHSUALOqpiWdTNtXlEEL9z5RmXhnZZqdlLB96zkK-qjU0YLvxEsP3cQ-_01vH1aAjmaeHq1D0oF/s72-c/Macacos+a+jogar+cartas+-+Abraham+Teniers.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3011585113891452972.post-7535747689275269357</id><published>2020-01-20T14:40:00.001+00:00</published><updated>2020-01-20T14:40:35.018+00:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Filosofia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Política"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Sociedade"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Sociologia"/><title type='text'>O que fica para lá da Pós-Democracia</title><content type='html'>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Enquanto estava de volta das leituras de suporte para a minha tese de doutoramento, que versa sobre serious games como ferramentas para apoio ao planeamento do território. Pode parecer estranho mas, de um modo simplificado, pretende ser uma forma de proporcionar modos alternativos para que os cidadãos e outros representantes – chamados de stakeholders – possam interagir de forma informada nos processos de decisão. A dimensão lúdica, cativante e imersiva dos jogos, especialmente apostando nos jogos de tabuleiro, pois estimulam a cooperação e a empatia, são a estratégia base para tornar os processos de planeamento mais participados - ativamente participados.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgsU_ndUH2azFRnTWibcmEEJfzyngdQ8EzUzxk6XcrRy-G25e_NZgTRQ6AGS7btRl4WUQusyGDmfzfckuSc6enRXCE86zBBpJKI670CyopJGxXkJnGab7Cx6zeVF7e37C8OxKGKeEVoYDSq/s1600/Decalcomania+-+Magritte.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;404&quot; data-original-width=&quot;500&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgsU_ndUH2azFRnTWibcmEEJfzyngdQ8EzUzxk6XcrRy-G25e_NZgTRQ6AGS7btRl4WUQusyGDmfzfckuSc6enRXCE86zBBpJKI670CyopJGxXkJnGab7Cx6zeVF7e37C8OxKGKeEVoYDSq/s1600/Decalcomania+-+Magritte.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;Decalcomania - Magritte&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ou seja, das leituras base e de suporte para a necessidade de reforçar o exercício democrático através de novas abordagens, deparei-me com o livro “&lt;i&gt;Post-Democracy&lt;/i&gt;” de Colin Couch. Encontrei-o citado por outros autores em diversos artigos científicos. Por isso tratei de o arranjar e ler. Trata-se de um pequeno livro que, sendo técnico, acaba por ser de reflexão ideológica, sem ser partidário. Para o autor o conceito de pós-democracia explica-se pelo esvaziamento da prática democrática generalizada pela população de um determinado país. Na pós-democracia continuam a existir todos os formalismos democráticos: liberdade de expressão, liberdade de associação, múltiplos partidos políticos, eleições regulares para os mais diversos órgãos de poder, referendos e outras formas alternativas de participação cívica e política. No entanto tendem a ser formalismos numa era em que cada vez menos pessoas participam no sistema como cidadãos ativos e interessados em dar o seu contributo para a gestão e desenvolvimento da sua sociedade. O sistema democrático é controlado por elites, quase sempre invisíveis, que defendem os seus interesses particulares. Implementa-se um sistema burocrático complexo que cria profundas desigualdades e onde a geração de riqueza nacional se transfere da prosperidade das classes trabalhadoras para as percentagens mais reduzidas daqueles que acumulam as principais fortunas. Esta visão de Colins tende a ser marcada por uma certa tendência de esquerda. Percebe-se isso nas suas afirmações diretas e indiretas. Para o autor o liberalismo tomou conta dos Estados e os processos de desmantelamento dos Estados Providência que nivelavam e garantiam mínimos de qualidade de vida. Esta nova realidade associa-se também às transformações da economia, em que o poder de classe e de grupo se diluiu na medida em que as atividades laborais cada vez mais destruturadas e sem geração de sentimento de grupo ou estabilidade que permita gerar coerência e mobilização política. Tudo isto, aleado a uma sensação bem real de perda de poder de decisão, e por vezes de poder de compra, pois dos modelos Kenesianos que proporcionaram poder de consumo e poder político em simultâneo, cresce o sentimento de desilusão. Nos antigos países economicamente mais poderosos, onde os Estados Providência prosperaram em simultâneo com a democracia, passou-se também de um modelo económico industrial para novas formas. Entrou-se na pós-industrialização também.&amp;nbsp; Estas mudanças estruturais e desagrados, diretos e indiretos, transferem-se para o exercício dos cargos políticos, especialmente para os partidos de esquerda que deveriam conseguir contrariar as desigualdades e as garantias de mínimos de qualidade de vida. A destruturação das redes de poder e das elites que surgem após revoluções e mudanças de regime cristalizaram novamente na maioria das democracias, tendendo para o exercício do poder que acentua desigualdades e gera revoltas silenciosas, mas que se começam a manifestar pelos populismos. Apregoa-se a igualdade de oportunidades e a meritocracia, mas depois na realidade a mobilidade social é bastante reduzida, tendendo a ser ainda mais diminuta quando os Estados se liberalizam gradualmente, favorecendo uns interesses em detrimento de outros. Como dizia Lipovetsky, com este sistema tendemos a perder os bodes expiatórios, pois, em teoria, deveríamos poder aspirar a tudo o que desejamos. Estas referências de Lipovetsky inserem-se na corrente do &lt;a href=&quot;https://abuscapelasabedoria.blogspot.com/2015/10/hipermodernismo-hiper-resumido.html&quot;&gt;hipermodernismo&lt;/a&gt;.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;Assim, a pós-democracia não é totalmente antidemocrática, mas que já não oferece o fascínio e esperança da governação pela população e por aqueles que espelha ou que defendam os seus interesses. Apesar de isso ter sido parte da utopia democrática, servia de bitola. Na Pós-democracia perderam-se as referências. Trata-se de uma época onde caem mitos e os políticos perderam a aura de outrora, de respeitabilidade e de paladinos pela defesa do interesse público. As manipulações tornaram-se mais transparentes e todos os atos deliberadamente políticos são vistos com desconfiança, pois esquerda e direita tendem a ser vistas como meras classificações cosméticas. Elevam-se as cousas de nicho e múltiplas polarizações sem enquadramento ideológico. Entra-se numa crise das instituições, onde a independência parece uma miragem perante a facilidade com que poderes ocultos as tomam. É uma era em que se sentem os perigos, mas que não se consegue identificar propriamente quem os cria e como se combatem. Assumem-se ideais e objetivos de esquerda que se tentam atingir através de políticas de direita, misturando e configurando novas soluções políticas indiscerníveis e que geram ainda mais confusão e deceção no eleitorado. A própria esquerda parece contaminada de tiques de direita, que não ajuda ao esclarecimento, o que leva muitos cidadãos que ainda querem ser politicamente ativos a refugiarem-se em &lt;a href=&quot;https://abuscapelasabedoria.blogspot.com/2009/09/o-que-e-um-loby-ou-em-portugues-lobi.html&quot;&gt;lobies&lt;/a&gt; muito segmentados. Aparentemente isto tem afetado mais a credibilidade da esquerda que da direita, que se tem conseguido reinventar através de alguns populismos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;Tudo isto parece demasiado negativo porque se um sistema está para além da democracia então para onde tende? Para a ditadura ou outra coisa nova melhor? Provavelmente ninguém sabe.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;Referências:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Crouch, C. (2004). &lt;i&gt;Post-democracy&lt;/i&gt; (p. 70). Cambridge: Polity.&lt;br /&gt;Lipovetsky, G. (2006). &lt;i&gt;The Paradoxical Happiness&lt;/i&gt;. Considerations on hyper-consumption society.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/feeds/7535747689275269357/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/2020/01/o-que-fica-para-la-da-pos-democracia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3011585113891452972/posts/default/7535747689275269357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3011585113891452972/posts/default/7535747689275269357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/2020/01/o-que-fica-para-la-da-pos-democracia.html' title='O que fica para lá da Pós-Democracia'/><author><name>Micael Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04210271642624158852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgsU_ndUH2azFRnTWibcmEEJfzyngdQ8EzUzxk6XcrRy-G25e_NZgTRQ6AGS7btRl4WUQusyGDmfzfckuSc6enRXCE86zBBpJKI670CyopJGxXkJnGab7Cx6zeVF7e37C8OxKGKeEVoYDSq/s72-c/Decalcomania+-+Magritte.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3011585113891452972.post-3087364621082490357</id><published>2020-01-15T19:01:00.000+00:00</published><updated>2020-01-17T12:57:00.378+00:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="História"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Jogos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Series"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Televisão"/><title type='text'>The Witcher: uma série nova com nostalgia das aventuras fantásticas</title><content type='html'>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Nunca joguei Witcher. Quando o jogo se popularizou já não jogava muito jogos de vídeo e aqueles que me fascinavam eram mesmo os de estratégia. A disponibilidade e paciência para os RPG era pouca então. No entanto, anos antes joguei os principais títulos.&amp;nbsp; Mas, ainda antes disso tudo, antes de sequer saber o que era um role-play game, no início dos anos 90 havia uns livros que me fascinavam. Eram as Aventuras Fantásticas. Pequenos livros com um sistema de leitura não linear de capítulos que dependia das decisões que assumíamos no jogo. Estávamos a viver uma aventura em que encarnávamos um papel de aventureiro, que entrava, pelo menos nos primeiros títulos, num labirinto para desempenhar uma determinada missão. A história ia avançando à medida que tomávamos as decisões certas. Podíamos morrer e a aventura terminava por ali caso optássemos pelas combinações erradas. Teríamos então de começar tudo do zero, embora se fizesse alguma batota registando a sequencia de leituras para podermos voltar a trás. Fazíamos “save game” e “load game” sem saber de forma analógica. Fazíamos o registo das características da nossa personagem. Apontávamos itens que íamos recolhendo. Havia um dado para determinar resultados de ações e combates. Era, no fundo, uma espécie de Dungens &amp;amp; Dragons, que foi o primeiro RPG criado em 1974, para jogar sozinho e levar no bolso. Estes livros das aventuras fantásticas chamavam-se no original “Fighting Fantasy” e foram publicadas pela primeira vez em 1982 no Reino Unido, da autoria de Ian Livingstone e Steve Jackson. Foram publicados dezenas de títulos, tendo muitos deles sido traduzidos para português e publicados em Portugal pela Verbo Editorial. Na época aquilo era fantástico. Eu que nem tinha grandes hábitos de leitura então devorava aquilo, e não era o único. As aventuras fantásticas marcaram a minha geração e meteram os miúdos a ler. Os desenhos assustadores ajudavam a visualizar aqueles mundos fantásticos. Ainda hoje tenho alguns bem marcados na memória e quando imagino muitas das criaturas fantásticas a base visual é aquela.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiLh4NPFxNBgq4KwDFsazhuaScJUOmKPz8J340wLBWxQpP7adbLzLZdclISdYNj-Owylw_U8AI19oSq-tUISqZH5s6S6HrraZIYP07L6Dyx8-p1ZJ_VuY1E6D-_HVsIT91p0JryMMO-hBT0/s1600/716x03vLbgL.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;1214&quot; data-original-width=&quot;762&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiLh4NPFxNBgq4KwDFsazhuaScJUOmKPz8J340wLBWxQpP7adbLzLZdclISdYNj-Owylw_U8AI19oSq-tUISqZH5s6S6HrraZIYP07L6Dyx8-p1ZJ_VuY1E6D-_HVsIT91p0JryMMO-hBT0/s1600/716x03vLbgL.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
Quando comecei a ver a série Witcher da Netflix dei por mim a viajar para aquele mundo. Aquela primeira cena transportou-me para o Pântano do Escorpião, atravessando a “Floresta Amaldiçoada” rumo à entrada da montanha de fogo e do seu feiticeiro. A entrada na primeira vila, logo no primeiro episódio de Witcher, transportou-me de imediato para os muitos encontros urbanos e para a interação e exploração dos típicos encontros em tabernas. Depois foram todos os outros RPGs digitais que me vieram à memória, naqueles onde as histórias e as narrativas ainda eram básicas, mas procurávamos dinheiros para melhorar os nossos arsenais. Witcher ativou-me todas estas memórias e nostalgias. Só por isso será inesquecível! Só posso imaginar que isso tenha sido igualmente verdade para quem jogou o primeiro titulo digital da saga há mais de 10 anos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto a série não me parece perfeita. Ao nível dos efeitos especiais, fotografia, guarda roupa e tudo aquilo que contribui para a construção de cenários e ambientes está tudo ótimo. O desempenho dos atores também me parece muito bom, embora algumas supostas incongruências, que podem ser meros defeitos de falta de tempo e de, no meu caso, não conhecer a narrativa base. São imensas as brincadeiras que se fazem com as repetidas interjeições de Geralt de Rivia, com os “Umm” e “Fuck” que são recorrentemente proferidos. Pelo que diz que leu os romances, parece que a série segue com elevada fealdade os escritos de Andrzej Sapkowski, que é o autor do mundo de Witcher. No entanto, admitindo que Geral realmente diria coisas tão elaboradas como as interjeições referidas, há momentos na série em que expressa emoções e diálogos muito mais profundos. Para mim que não tinha conhecimento da literatura base senti que a narrativa dava saltos e que as personagens mudavam subitamente de comportamento sem justificação, faltando algo por contar para garantir coerência e suavidade. Ou então estava apenas distraído – o problema pode ser meu. Apesar de tudo isto, mas posso esperar pela segunda série e por continuar a seguir as aventuras de Geralt, até era capaz de lhe atirar uma moeda a esse bruxo para a nova temporada vir mais cedo. &lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/feeds/3087364621082490357/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/2020/01/the-witcher-uma-serie-nova-com.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3011585113891452972/posts/default/3087364621082490357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3011585113891452972/posts/default/3087364621082490357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/2020/01/the-witcher-uma-serie-nova-com.html' title='The Witcher: uma série nova com nostalgia das aventuras fantásticas'/><author><name>Micael Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04210271642624158852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiLh4NPFxNBgq4KwDFsazhuaScJUOmKPz8J340wLBWxQpP7adbLzLZdclISdYNj-Owylw_U8AI19oSq-tUISqZH5s6S6HrraZIYP07L6Dyx8-p1ZJ_VuY1E6D-_HVsIT91p0JryMMO-hBT0/s72-c/716x03vLbgL.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3011585113891452972.post-4920246914291577459</id><published>2020-01-07T22:15:00.001+00:00</published><updated>2020-01-07T22:15:35.228+00:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Antropologia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Filosofia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Reflexões"/><title type='text'>Porque somos sapiens sapiens?</title><content type='html'>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O Homo Sapiens Sapiens não é apenas duplamente sábio ou sábio ao quadrado. Indo para além da abordagem meramente antropológica ou paleontológica, este tipo de hominídeo distingue-se dos demais porque sabe que sabe. Do ponto de vista da inteligência bruta é altamente relevante, mas do ponto de vista filosófico é provavelmente mais rico ainda. Atendendo a algumas das mais célebres frases filosóficas, ainda que possam ser inventadas, veja-se o caso de Sócrates do seu célebre “&lt;i&gt;Só sei que nada sei&lt;/i&gt;” ou do “&lt;i&gt;Penso, logo existo&lt;/i&gt;” do igualmente famoso Descartes. Estamos a falar obviamente de filósofos, mas acima de tudo de espécimes homo sapiens sapiens, que ao afirmarem isto denotam consciência do que sabem, do que não sabem e de que a sua existência depende do facto de saber pensar. Até aqui nada de muito novo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiMoIyVjh6fKmi8EpG3v6DAk3NIXsLYzTLnu3rppCvZ00gkCEIzoSisYfZkosPZFdHSq1BJHJDvXqn5LYkiIM8EWv4cEXx33C-gi6Nc0-_8lkOpdyruMNCZEy1whxnIu0LF_IAspO8yzBOi/s1600/Roy+Lichtenstein+-+Thinking+of+him.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;540&quot; data-original-width=&quot;540&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiMoIyVjh6fKmi8EpG3v6DAk3NIXsLYzTLnu3rppCvZ00gkCEIzoSisYfZkosPZFdHSq1BJHJDvXqn5LYkiIM8EWv4cEXx33C-gi6Nc0-_8lkOpdyruMNCZEy1whxnIu0LF_IAspO8yzBOi/s1600/Roy+Lichtenstein+-+Thinking+of+him.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;Roy Lichtenstein - Thinking of him&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Numa época acelerada em que existe cada vez menos tempo para pensar, estaremos a perder a sapiência da nossa subespécie? Precisamos de ter mais tempo para manter a nossa humanidade e identidade de espécie? A tecnologia estará a tornar-nos conscientes da nossa capacidade de pensar? Provavelmente ainda estamos numa fase de adaptação às novas realidades. Dizer que não pensamos tanto como antigamente pode denotar um elitismo enganador ou uma enorme ignorância, uma vez que ir buscar citações de filósofos como justificação, que são uma ínfima parte dos seres pensantes, não é propriamente uma amostra intelectualmente válida.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;Assim, seja de que forma for, a nossa humanidade depende, acima de tudo, da capacidade de pensar. Seja de que forma for ou em que modos, pois somos também: &lt;i&gt;homo faber&lt;/i&gt;, a espécie que faz; &lt;i&gt;homo ingeniosus&lt;/i&gt;, a espécie que cria; &lt;i&gt;homo ludens&lt;/i&gt;, a espécie que joga para além do mero brincar. Tudo isto implica pensar e saber que pensamos. Por isso, quando deixarmos de pensar e refletir sobre isso deixaremos de ser este tio de homo e passaríamos a ser outra coisa qualquer.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/feeds/4920246914291577459/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/2020/01/porque-somos-sapiens-sapiens.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3011585113891452972/posts/default/4920246914291577459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3011585113891452972/posts/default/4920246914291577459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/2020/01/porque-somos-sapiens-sapiens.html' title='Porque somos sapiens sapiens?'/><author><name>Micael Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04210271642624158852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiMoIyVjh6fKmi8EpG3v6DAk3NIXsLYzTLnu3rppCvZ00gkCEIzoSisYfZkosPZFdHSq1BJHJDvXqn5LYkiIM8EWv4cEXx33C-gi6Nc0-_8lkOpdyruMNCZEy1whxnIu0LF_IAspO8yzBOi/s72-c/Roy+Lichtenstein+-+Thinking+of+him.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3011585113891452972.post-5105362257344780740</id><published>2019-12-18T19:17:00.000+00:00</published><updated>2019-12-18T19:17:22.112+00:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Antropologia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Biologia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="História"/><title type='text'>Como a humanidade escolheu as suas mamas</title><content type='html'>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Quando comparados com os nossos primos símios, nós humanos apresentam diferenças físicas distintas associadas à sexualidade. Copulamos ventre com ventre, as fêmeas da nossa espécie podem expressar visivelmente a sua ovulação e o pénis dos machos humanos é também relativamente maior que os pénis dos outros símios. Caro (1987), citando vários autores, faz assim a introdução do seu artigo de abordagem à origem do tamanho das mamas (ou seios) das mulheres.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjNzAe2MvVk9Xf50_ya-Cfo8b-FKRvGCLdPrtlpyygqv50OC5Z8VuOtJKmYfhTW8imf3Q5EwaJWWVPmYjxXRjOHNo-mzTqAMQTIx0YlObTS-KHryjoVC9ugrNGtLVqp_dLPeAq3z7WFJvBD/s1600/Caridade+Romana+-+Reubens.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;1243&quot; data-original-width=&quot;1600&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjNzAe2MvVk9Xf50_ya-Cfo8b-FKRvGCLdPrtlpyygqv50OC5Z8VuOtJKmYfhTW8imf3Q5EwaJWWVPmYjxXRjOHNo-mzTqAMQTIx0YlObTS-KHryjoVC9ugrNGtLVqp_dLPeAq3z7WFJvBD/s1600/Caridade+Romana+-+Reubens.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;div&gt;
Caridade Romana - Reubens&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;Fonte da Imagem:&amp;nbsp;https://pl.m.wikipedia.org/wiki/Plik:Roman_Charity_-_Pieter_Pauwel_Reubens.jpg#/media/File%3ARoman_Charity_-_Pieter_Pauwel_Reubens.jpg&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ao contrário de todos os outros mamíferos, na espécie humano, as fêmeas desenvolvem os seus seios na puberdade, e não durante a primeira gravidez, através de um processo de hipertrofia dos tecidos adiposos do peito. No entanto os seios de gravidas crescem temporariamente nesse período, independentemente do tamanho anterior. Depois de cada gravidez os seios tendem a voltar ao tamanho anterior, ainda que a idade leve a perdas de sustentação e firmeza. Depois de mais esta introdução ricamente citada, Caro (1987) defende que os seios são sinalizadores, porque parte substancial do seu volume consiste meramente em tecido adiposo, com a sua forma a ser facilmente detetável tanto de frente como de lado, tal como pelo contraste de cor dos mamilos perante a pele do peito. O autor refere que nos primórdios da nossa espécie seria valorizável a acumulação de gordura, especialmente nas mulheres e em determinadas áreas do seu corpo, associadas à sexualidade e à reprodução. No entanto, são apenas hipóteses, tal como se irá verificar em muitos dos autores citados.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;Em tempos imemoriais terá então ocorrido um processo de seleção sexual com base nas anteriores diferenças físicas citadas (Marlowe, 1998), porque os homens acham os seios atrativos, devido à sua função de acumulação de gordura e potencial de reprodução (Cant 1981; Gallup 1982) uma vez que abaixo de um certo limiar de gordura as mulheres não podem ovular (Cohen 1980; Frisch 1978). Embora alguns autores prefiram a seleção mais relacionada com a geração de descendência que com a sexualidade propriamente dita, numa abordagem geral as hipóteses não variam assim tanto. Hoje este fator de atratividade pelo simples facto de estarmos perante uma acumulação localizada de gordura causa estranheza.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;Autores como Morris (1967) já sugeriam que o acumular de gordura no peito, ancas e rabo seriam formas de proteger a mulher durante a copulação, peito com peito. Outros, tal como Campbell (1974) sugerem que estas caraterísticas foram sendo preservadas e amplificadas por seleção sexual intencional, em que as mulheres que evidenciavam essas caraterísticas tendiam a ter mais descendentes, ao demonstrarem, através de atributos físicos, o seu suposto potencial de reprodução. Outros autores seguem uma abordagem funcional ainda mais pragmática, tal como LeBlanc &amp;amp; Barnes (1974), que referem que os seios grandes permitiam amamentar enquanto agarravam e transportavam os filhos. Outra possibilidade seria que o tamanho poderia ter influência na capacidade de produzir leite, no entanto isso está por provar (Caro, 1987).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;Cant (1981) e Gallup (1982) referem que a acumulação de gordura depositada nos seios, ancas e rabo indicam reservas nutricionais, altamente úteis para a reprodução, com Masia-Lees et al. (1986) a referirem que a permanência dessas fisionomias resulta de processos de seleção, seguindo as mesmas lógicas dos autores anteriores (Low et al., 1987). Low et al. (1987) acrescenta a estas abordagens o um foco no engano e dissimulação, porque a gordura acumulada nesses locais induz a um aumento da produção de leite e ao alargamento dos ossos pélvicos que facilitariam o parto, mas que na prática não é o que aparenta ser. Outra evidência que os autores também referem é que as mulheres de culturas e ambientes climáticos distintos, por exemplo naqueles que obrigam a usar mais roupa como os ambientes em que vivem os esquimós, estas curvas femininas são em média menos pronunciadas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;Para (Marlowe, 1998) os seios grandes são sinalizadores de idade, firmes na juventude e tendendo para o descaimento à medida que a vida avança, revelando a reduzida apetência para a produção de descendência a partir de determinada altura da vida, tendo um efeito erótico variável.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;Depois de toda esta exposição devemos ficar com as devidas dúvidas e ressalvas. Os próprios autores indicam serem hipóteses, embora pareçam muito plausíveis e assentando em deduções sólidas. Independentemente disso, sabemos do poder da humanidade para mudar os ambientes e das suas capacidades adaptativas a esses mesmos desafios ambientais. Essa capacidade terá sido tanta, tal a nossa flexibilidade como espécie, que até conseguimos enquanto coletivo mudar a fisionomia dos géneros, escolhendo o formato dos nossos corpos. Para refletir. &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;Referências:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Cant, J.G.H. (1981). Hypothesis for the evolution of human breasts and buttocks. American Naturalist, 117: 199-204.&lt;br /&gt;Campbell B. G. (1974). Human Evolution, 2nd edition. Chicago: Aldine.&lt;br /&gt;Cohen, M. N. (1980). Speculations on the Evolution of Density Measurement and Population In Homo Sapiens. In Biosocial Mechanisms of Population Regulation, M. N. Cohen, R. S. Malpass, and H. G. Klein, eds. Pp. 275-304. New Haven: Yale University Press.&lt;br /&gt;Caro, T. M. (1987). Human breasts: Unsupported hypotheses reviewed. Human Evolution, 2(3), 271-282.&lt;br /&gt;Frisch, R. (1978). Population, Food Intake, and Fertility. Science 199:22-30.&lt;br /&gt;Gallup, G.G. (1982). Permanent breast enlargement in human females: A sociobiological analysis. Journal of Human Evolution, 11: 597-601.&lt;br /&gt;Le Blanc S. A. &amp;amp; Barnes E. (1974). On the adaptive significance of the human breast. American Naturalist, 108: 577&lt;br /&gt;Low, B. S., Alexander, R. D., &amp;amp; Noonan, K. M. (1987). Human hips, breasts and buttocks: Is fat deceptive?. Ethology and Sociobiology, 8(4), 249-257.&lt;br /&gt;Marlowe, F. (1998). The nubility hypothesis. Human Nature, 9(3), 263-271.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Morris, D. (1967). The Naked Ape. London: Jonathan Cape.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/feeds/5105362257344780740/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/2019/12/como-humanidade-escolheu-as-suas-mamas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3011585113891452972/posts/default/5105362257344780740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3011585113891452972/posts/default/5105362257344780740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/2019/12/como-humanidade-escolheu-as-suas-mamas.html' title='Como a humanidade escolheu as suas mamas'/><author><name>Micael Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04210271642624158852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjNzAe2MvVk9Xf50_ya-Cfo8b-FKRvGCLdPrtlpyygqv50OC5Z8VuOtJKmYfhTW8imf3Q5EwaJWWVPmYjxXRjOHNo-mzTqAMQTIx0YlObTS-KHryjoVC9ugrNGtLVqp_dLPeAq3z7WFJvBD/s72-c/Caridade+Romana+-+Reubens.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3011585113891452972.post-8560686870609121247</id><published>2019-11-11T15:26:00.001+00:00</published><updated>2019-11-11T15:26:55.142+00:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Filosofia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Televisão"/><title type='text'>Séries: filosofar em &quot;The Good Place&quot;</title><content type='html'>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Há séries que são produzidas para agradar às massas mesmo utilizando temas que habitualmente não são assim tão generalistas. “The Good Place” é uma dessas séries, ao ser uma sitcom que fala de filosofia, muito particularmente de ética e moral. Trata-se de uma série da NBC disponibilizada pela Netflix em Portugal, com atores mais ou menos conhecidos, à exceção de Ted Danson e da estrela em ascensão Kristine Bell. Por falar em atores, o desempenho de todos é impecável, especialmente da personagem Janet.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgWwNOoKBWB0c0ODwTUBDYQNOF2O1k-v9JVmTpKhE9IgaZRbfN8nCJb0IqixxIwW4X5KmjGe72IA9ImnBi7rQ59QPjhrns8m8Lkww-bNs2g-tVeqVf3RbXA6i53ovZqq1QpxXRM-5R07e0V/s1600/the-good-place-ultimo-episodio-620x450.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;450&quot; data-original-width=&quot;620&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgWwNOoKBWB0c0ODwTUBDYQNOF2O1k-v9JVmTpKhE9IgaZRbfN8nCJb0IqixxIwW4X5KmjGe72IA9ImnBi7rQ59QPjhrns8m8Lkww-bNs2g-tVeqVf3RbXA6i53ovZqq1QpxXRM-5R07e0V/s1600/the-good-place-ultimo-episodio-620x450.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Nesta série há que evitar descrever os episódios, pois o perigo de revelar informações que estraguem o enredo original criado por Michael Schur é real. Devo apenas dizer que se passa na vida pós-morte, que é alucinada, hilariante e carregada de citações filosóficas e filósofos, embora nunca apareçam diretamente. Espero não ter revelado demasiado. Mas há muito tempo que não sentia tanto fascínio por uma série deste tipo. A velocidade com que a história avança de forma imprevisível é quase vertiginosa. Não arrisquem saltar episódios!&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;O modo como os postulados filosóficos e as citações são introduzidas nos diálogos garante interesse para quem acha que a filosofia é um tédio. Aqueles que eventualmente conheçam os esses filósofos famosos vão sorrir também, pois é tão raro vermos conteúdos filosóficos serem abordados em criações deste tipo – o que é pena porque já se demonstrou que a filosofia pode ser hilariante, tal como se demonstrou neste blogue por várias vezes.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;“The Good Place” acaba por ser uma série de reflexão filosófica, ética e moral, cheia de sarcasmos e críticas ao nosso modo de vida. É uma série para acabarmos o dia a refletir na nossa vida e tentar melhorar a nossa pontuação com um sorriso. Não perceberam, então vão lá ver e terão acesso a um lugar melhor, nem que seja na vossa consciência. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/feeds/8560686870609121247/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/2019/11/series-filosofar-em-good-place.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3011585113891452972/posts/default/8560686870609121247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3011585113891452972/posts/default/8560686870609121247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/2019/11/series-filosofar-em-good-place.html' title='Séries: filosofar em &quot;The Good Place&quot;'/><author><name>Micael Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04210271642624158852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgWwNOoKBWB0c0ODwTUBDYQNOF2O1k-v9JVmTpKhE9IgaZRbfN8nCJb0IqixxIwW4X5KmjGe72IA9ImnBi7rQ59QPjhrns8m8Lkww-bNs2g-tVeqVf3RbXA6i53ovZqq1QpxXRM-5R07e0V/s72-c/the-good-place-ultimo-episodio-620x450.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3011585113891452972.post-787973154405363965</id><published>2019-10-18T14:36:00.001+01:00</published><updated>2019-10-18T14:37:04.086+01:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="História"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Jogos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Religião"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Sociedade"/><title type='text'>Tarot: o primeiro jogo de storytelling que inspirou os jogos modernos?</title><content type='html'>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Existem muitas atividades que poderiam ser vistas como jogos. A arte de contar histórias é tão antiga como a humanidade, ou pelo menos tão antiga como a capacidade de comunicar oralmente. Desde que a nossa espécie começou a comunicar surgiu, invariavelmente, a possibilidade de contar histórias, e gerar narrativas para os mais diversos propósitos e a socorrer-se de elementos que pudessem tornar a dita história ainda mais cativante e emocionantes -&amp;nbsp; envolvente e imersiva como se diz agora.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgFaXBDLjK2ZvaMICv5fx_znF8bwtgK-vG2-Qy4ePQLK-vz3KHS-uzK1U9rrAlZriu9ma0wFLATId7yxhAkKYFGusDZQY18YME9Lcndn19MakxIMZamCRDCwBke8-XChjqeTXnhiznd5zJM/s1600/A+Cartomante+-+Fran%25C3%25A7ois+Joseph+Navez.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;1399&quot; data-original-width=&quot;1600&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgFaXBDLjK2ZvaMICv5fx_znF8bwtgK-vG2-Qy4ePQLK-vz3KHS-uzK1U9rrAlZriu9ma0wFLATId7yxhAkKYFGusDZQY18YME9Lcndn19MakxIMZamCRDCwBke8-XChjqeTXnhiznd5zJM/s1600/A+Cartomante+-+Fran%25C3%25A7ois+Joseph+Navez.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;div&gt;
&lt;i&gt;A Cartomante - François Joseph Navez&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;Fonte:&amp;nbsp;http://www.sothebys.com/en/auctions/ecatalogue/lot.205.html/2016/voyage-rome-particuliere-italienne-pf1640&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O lado narrativo dos jogos tem sido muito importante para a sua afirmação como produto cultural e como elemento atrativo, algo que tem sido muito explorado nos jogos digitais. No entanto há jogos muito mais antigos que já faziam isso. Lembrando alguns dos primeiros jogos de tabuleiro, como o Senet egípcio e o Jogo Real de Ur da mesopotâmia, tem-lhes sido atribuída forte possibilidade de terem sido utilizados para fins religiosos e de geração de narrativas, enquadrados em rituais e até como formas de adivinhação e análise moral dos vidas e comportamentos dos jogadores (Donovan, 2017). Num texto anterior estes dois jogos foram explorados em mais detalhes (&lt;a href=&quot;https://abuscapelasabedoria.blogspot.com/2019/05/quando-os-jogos-de-tabuleiro-eram.html&quot;&gt;ver aqui&lt;/a&gt;).&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
Por outro lado, existem os jogos puramente narrativos, que servem para gerar histórias, ou então ainda os jogos que são histórias. Marco Arnaudo (2018) faz esta distinção, entre os jogos em que são os jogadores que contam as histórias, através dos componentes do jogo, e os jogos cujo elemento central é uma história em que os jogadores participam, mas sem total liberdade de a alterar ou construir de base. Ou seja, temos os jogos em que os jogadores criam o storytelling e os jogos que têm de lidar com um storytelling mais definido.&amp;nbsp;&amp;nbsp; Exemplo disso são os jogos como o Dixit, em que os jogadores constroem histórias a partir das cartas, e jogos de role play (RPG) como Dungeons &amp;amp; Dragons em que há uma história e os jogadores vão interagir sobre ela com muitas restrições, através das suas personagens. Assim, embora os jogos de RPG possam ser mais recentes, poucas décadas se considerarmos os designs ditos contemporâneos, os jogos de storytelling são muito mais antigos. Um destes primeiros jogos de storytellig que ainda circula são as cartas de Tarot, com as suas múltiplas ilustrações e personagens, utilizadas nas cortes da renascença para gerar histórias e múltiplas narrativas (Arnaudo, 2018). De notar que, mesmo hoje, quando se usam as cartas para fazer adivinhações e interpretações, estão a ser gerados processos de storytelling. Resta saber até que ponto o Dixit não se inspirou nesta utilização lúdica do próprio Tarot. Se notarem, o próprio tamanho das cartas de Dixit é o tamanho Tarot.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
Jogos há muitos, histórias também. Quase todos os jogos contam histórias, dependendo muito também de quem os joga. No entanto, uns contam mais histórias que os outros. &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;b&gt;Referências bibliográficas:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;Arnaudo, M. (2018). Storytelling in the Modern Board Game: Narrative Trends from the Late 1960s to Today. McFarland.&lt;br /&gt;Donovan, T. (2017). It&#39;s all a game: The history of board games from Monopoly to Settlers of Catan. &lt;/span&gt;Macmillan.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/feeds/787973154405363965/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/2019/10/tarot-o-primeiro-jogo-de-storytelling.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3011585113891452972/posts/default/787973154405363965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3011585113891452972/posts/default/787973154405363965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/2019/10/tarot-o-primeiro-jogo-de-storytelling.html' title='Tarot: o primeiro jogo de storytelling que inspirou os jogos modernos?'/><author><name>Micael Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04210271642624158852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgFaXBDLjK2ZvaMICv5fx_znF8bwtgK-vG2-Qy4ePQLK-vz3KHS-uzK1U9rrAlZriu9ma0wFLATId7yxhAkKYFGusDZQY18YME9Lcndn19MakxIMZamCRDCwBke8-XChjqeTXnhiznd5zJM/s72-c/A+Cartomante+-+Fran%25C3%25A7ois+Joseph+Navez.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3011585113891452972.post-583565598260840619</id><published>2019-10-11T11:29:00.003+01:00</published><updated>2019-10-11T11:29:57.928+01:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Biologia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Saúde"/><title type='text'>Porque nos coçamos?</title><content type='html'>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Coçar é um estímulo neurológico. As células ao produzem histamina permitem que neurónios especializados reajam a esse efeito, e assim nos induzam à vontade de coçar. Ou seja, trata-se de um processo neurológico, embora possa ser ativado por várias razões. Parece algo tão físico no seu efeito, mas acaba por ser resumido a um processo químico. Ao coçarmos surgem depois novos efeitos, mais compostos químicos são produzidos, incluindo alguns que nos geram prazer.&amp;nbsp; Trata-se de um exemplo em que a química se mistura com a biologia e a física, palavra de leigo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiGs5At07FUX7AKZmEnUeSCc44bBk0LKYF9nanL2yHOSvnVDKqEDdwEWzgBThSZmhsjQjlz9tWJEnFMlANtxTy8WP_cTjGz-O66n0eSiXrp9EwhIzxi6fHynEho4cAPOPe1Dc-rKHhet6wm/s1600/As+criadas+-+Paula+Rego.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;640&quot; data-original-width=&quot;730&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiGs5At07FUX7AKZmEnUeSCc44bBk0LKYF9nanL2yHOSvnVDKqEDdwEWzgBThSZmhsjQjlz9tWJEnFMlANtxTy8WP_cTjGz-O66n0eSiXrp9EwhIzxi6fHynEho4cAPOPe1Dc-rKHhet6wm/s1600/As+criadas+-+Paula+Rego.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;div&gt;
As criadas - Paula Rego&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;Fonte:&amp;nbsp;https://www.saatchigallery.com/artists/artpages/rego_paula_the_maids.htm&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
As razões para surgir a comichão podem ser muitas, fruto de desequilíbrios bioquímicos, mas que podem ter origens que fenómenos puramente físicos e mecânicos, como choques, cortes e perfurações. No fundo são sinais de alerta do sistema nervoso para nos levar a tomar medidas, embora possa não ser evidente e até ser fruto de patologias que geram ainda mais problemas se não pararmos de coçar.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;Confesso que este tema sempre me despertou curiosidade. Sendo a biologia e a saúde áreas das quais sei muito pouco foi ainda mais complicado procurar algumas fontes para coçar o assunto. Mas deu para perceber a complexidade do assunto, que existe investigação este momento a ser feita sobre o assunto e que provavelmente os cientistas ainda vão ter muito com que se coçar para resolver os mistérios das comichões. Comichões existem muitas, e nós coçadores inevitáveis. Mas será que coçar é sempre a melhor solução? O problema não poderá ser outro?&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;b&gt;Referências bibliográficas:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Bautista, D. M., Wilson, S. R., &amp;amp; Hoon, M. A. (2014). Why we scratch an itch: the molecules, cells and circuits of itch. Nature neuroscience, 17(2), 175.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/feeds/583565598260840619/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/2019/10/porque-nos-cocamos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3011585113891452972/posts/default/583565598260840619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3011585113891452972/posts/default/583565598260840619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/2019/10/porque-nos-cocamos.html' title='Porque nos coçamos?'/><author><name>Micael Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04210271642624158852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiGs5At07FUX7AKZmEnUeSCc44bBk0LKYF9nanL2yHOSvnVDKqEDdwEWzgBThSZmhsjQjlz9tWJEnFMlANtxTy8WP_cTjGz-O66n0eSiXrp9EwhIzxi6fHynEho4cAPOPe1Dc-rKHhet6wm/s72-c/As+criadas+-+Paula+Rego.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3011585113891452972.post-4107940938071964677</id><published>2019-09-24T16:10:00.000+01:00</published><updated>2019-09-24T16:10:08.631+01:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Planeamento"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Política"/><title type='text'>Participar não é sinónimo de colaborar</title><content type='html'>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
É muito comum usar os termos participação e colaboração quase como sinónimos, por vezes mesmo como meros adjetivos em tentativas de descrever alguns processos de decisão pública como sendo abertos aos cidadãos. No entanto os dois conceitos são muito diferentes, convindo evitar o seu uso como mero floreado para adornar um qualquer exercício de poder público.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh4qP8B1YaVszefQME9PUdvzGwToXbly0-KOJko5eJUtYjAG5vD4e7X3KGj-O4SUTWoQ85fsbZN-EwyWGQL2vbEAkmgI6cJPvLUjFe5AGTQgsr22NfNvFeu4xnubZsDUFH08RqeEmOLezxl/s1600/American+Gothic+-+Grant+Wood.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;1448&quot; data-original-width=&quot;1200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh4qP8B1YaVszefQME9PUdvzGwToXbly0-KOJko5eJUtYjAG5vD4e7X3KGj-O4SUTWoQ85fsbZN-EwyWGQL2vbEAkmgI6cJPvLUjFe5AGTQgsr22NfNvFeu4xnubZsDUFH08RqeEmOLezxl/s1600/American+Gothic+-+Grant+Wood.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;div&gt;
&lt;i&gt;American Gothic - Grant Wood&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;Fonte:&amp;nbsp;https://en.wikipedia.org/wiki/American_Gothic&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Convém ir ler um pouco o que foi sendo escrito sobre isto. Podemos voltar a Arnstein (1969) que definiu a sua escada da participação, com 8 degraus crescentes de participação e decisão dos cidadãos: manipulação, terapia, informação, consulta, apaziguamento, parceria, delegação de poder, controlo cidadão. Notamos na base desta escada um poder manipulador do poder político e no topo um poder partilhado com os cidadãos. Creighton (1992) simplificou e definiu apenas 4 divisões: informação pública, em que os cidadãos são meramente informados das decisões; participação formal, devendo haver audição antes das decisões; consulta, com abertura e poder dos cidadãos para influenciarem a decisão; construção de consensos com os cidadãos, incluindo reformulações e ajustes até que se concorde com a decisão. Münster et al. (2017) simplificaram ainda mais, dividindo os processos de participação em três níveis básicos: informação, consulta e colaboração.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Estas breves referências servem apenas de enquadramento para percebermos que a participação pode ser muito diferente da colaboração. Participar podem ser uma atividade tão passiva como estar presente para ser manipulado pelo poder político representativo, segundo o primeiro nível da escada de Arnstein (1969), mas pode ser, numa perspetiva menos negativa, apenas uma forma de aceder à informação, embora sem possibilidade de intervir, segundo a abordagem de Creighton (1992) e Münster et al. (2017).&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Assim, a colaboração relaciona-se com a construção de consensos, o que obriga a uma atividade de negociação, cedências e criação conjunta de novas soluções. Ou seja, na prática é algo que obriga a um processo propositadamente desenhado para esse efeito e que não ocorre naturalmente. Está muito além de uma mera comunicação ou explicação de uma decisão, obrigando a que se criem as metodologias para que as pessoas possam participar livremente e em igualdade, sem constrangimentos de poder. Normalmente uma dessas condições relaciona-se com o conceito de racionalidade comunicativa de Habermas (1981). Não basta juntar as pessoas numa sala e esperar que surja algo, um consenso e uma resolução.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Assim, devemos ser críticos de quem mistura deliberadamente os termos participação e colaboração, especialmente quando servem para manipulação dos ditos participantes. Não esquecer o primeiro nível da escala de Arnstein (1969).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;b&gt;Bibliografia:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Arnstein, S. (1969). A ladder of citizen participation. Jaip, 35(4), 216–224.&lt;br /&gt;Creighton, J. L. (1992). Involving citizens in community decision making: A guidebook. Program for Community Problem Solving.&lt;br /&gt;Habermas J. (1981), The Theory of Communicative Action: Reason and the Rationalization of Society. Boston: Beacon Press.&lt;br /&gt;Münster, S., Georgi, C., Heijne, K., Klamert, K., Noennig, J. R., Pump, M., ... &amp;amp; van der Meer, H. (2017). How to involve inhabitants in urban design planning by using digital tools? An overview on a state of the art, key challenges and promising approaches. Procedia computer science, 112, 2391-2405.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/feeds/4107940938071964677/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/2019/09/participar-nao-e-sinonimo-de-colaborar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3011585113891452972/posts/default/4107940938071964677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3011585113891452972/posts/default/4107940938071964677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/2019/09/participar-nao-e-sinonimo-de-colaborar.html' title='Participar não é sinónimo de colaborar'/><author><name>Micael Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04210271642624158852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh4qP8B1YaVszefQME9PUdvzGwToXbly0-KOJko5eJUtYjAG5vD4e7X3KGj-O4SUTWoQ85fsbZN-EwyWGQL2vbEAkmgI6cJPvLUjFe5AGTQgsr22NfNvFeu4xnubZsDUFH08RqeEmOLezxl/s72-c/American+Gothic+-+Grant+Wood.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3011585113891452972.post-5854932896013057477</id><published>2019-09-04T11:14:00.004+01:00</published><updated>2019-09-04T11:14:59.607+01:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Conceitos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Filosofia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Sociedade"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Sociologia"/><title type='text'>Racionalidade Ignorante: somos ignorantes porque queremos</title><content type='html'>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Na era da informação massificada, facilmente acessível e em tempo real, porque grassa tanta ignorância? Krek (2005) avança com uma explicação, ao dizer que as pessoas tendem a ser “racionalmente ignorantes”. Com isto quer dizer que fazem uma seleção com base no esforço necessário para conhecer ou dominar um certo assunto ou atividade. Como esse esforço pode ser grande, longo e sem trazer qualquer garantia de sucesso, podemos optar por ser ignorantes.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgqddl8X0kH-NLDwS_NDSK7FaiyLPaFTzYtrMHa9j8TY9x-T_9h9iXK1ZJK15HXh5XSl8qbA1hc9M172frd2Ut35elf4m-qGAFYOx6YIHp6exAMSSFNVVWCq0YZxtDJymfVhq-IhcIDDvWx/s1600/Homens+lendo+-+Goya.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;1600&quot; data-original-width=&quot;818&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgqddl8X0kH-NLDwS_NDSK7FaiyLPaFTzYtrMHa9j8TY9x-T_9h9iXK1ZJK15HXh5XSl8qbA1hc9M172frd2Ut35elf4m-qGAFYOx6YIHp6exAMSSFNVVWCq0YZxtDJymfVhq-IhcIDDvWx/s1600/Homens+lendo+-+Goya.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;div&gt;
&lt;i&gt;Homens lendo - Goya&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;Fonte:&amp;nbsp;https://en.wikipedia.org/wiki/Men_Reading#/media/File:Hombres_leyendo.jpg&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
E isto tende a ser cada vez mais comum porque o mundo está cada vez mais complexo. Tanto porque o conhecimento científico avança e tentar dominar apenas uma pequena área do saber pode ser um esforço pesado, se não mesmo impossível, podendo levar a uma vida inteira de estudo e investigação sem se chegar a esse objetivo. Por outro lado, os nossos contextos sociais estão mais complexos. A própria realidade é de uma profunda complexidade por todo o mundo. Estamos rodeados de problemas complexos, que se podem definir como aqueles para os quais existem múltiplas soluções possíveis sem existir uma solução ótima clara (Innes &amp;amp; Booher, 2016). De notar que o ótimo depende sempre do critério de avaliação, e que hoje em dia existem critérios imensamente distintos, de indivíduos para indivíduos. A complexidade de valores é imensa e variada.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;Tendemos então a ser ignorantes em determinados assuntos e a escolher outros para nos especializarmos. O tempo é limitado e as solicitações cada vez mais. O critério de seleção nem sempre se guia pela busca de conhecimento ou aperfeiçoamento. Muitas vezes é simplesmente uma escolha pelo que dá mais prazer, algo muito tipico de sociedades livres, hedonistas, consumistas e do pós-modernismo, em que cada um se configura e reconfigura ao seu bel-prazer. Na verdade, não é bem assim, ou não é assim algo que se faça tão facilmente apesar de ser possível, porque as estruturas sociais têm efeitos e implicam restrições, ainda que sejam cada vez mais fáceis estes processos de escolha. Estes fenómenos ocorrem em redes, potenciadas pela tecnologia que escapam às delimitações territoriais (Castells, 1996), num movimento que podemos ver explicado pelo estruturalismo de Giddens (1984), que nos diz que tanto somos influenciados pela sociedade como a influenciamos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;Então estão criadas as condições para sermos ignorantes por opção, porque racionalmente assim decidimos. Poderia pensar-se que o futuro a humanidade seria uma era de conhecimento gerado pela liberdade e acesso à informação, mas provavelmente será apenas livremente ignorante. Parece absurdo, mas pode ser tudo reduzido a uma questão de liberdade. Se antigamente, fruto do pensamento humanista e iluminista, a humanidade queria libertar-se para saber, agora liberta-se para poder escolher entre o saber e a ignorância. &lt;/div&gt;
&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Referências bibliográficas:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;b&gt;Castells, M. 1996&lt;/b&gt;. The rise of the network society. The Information Age: Economy, society and culture. Vol 1. Cambridge, MA: Blackwell.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;b&gt;Giddens, A. (1984)&lt;/b&gt;. The constitution of society. Berkeley: University of California Press.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;b&gt;Innes, J. E., &amp;amp; Booher, D. E. (2016)&lt;/b&gt;. Collaborative rationality as a strategy for working with wicked problems. Landscape and urban planning, 154, 8-10.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;b&gt;Krek, A. (2005)&lt;/b&gt;, Rational ignorance of the citizens in public participatory planning. In 10th Symposium on information- and communication-technologies (ICT) in urban planning and spatial development and impacts of ICT on physical space, CORP 05. Vienna University of Technology: Vienna.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/feeds/5854932896013057477/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/2019/09/racionalidade-ignorante-somos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3011585113891452972/posts/default/5854932896013057477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3011585113891452972/posts/default/5854932896013057477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/2019/09/racionalidade-ignorante-somos.html' title='Racionalidade Ignorante: somos ignorantes porque queremos'/><author><name>Micael Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04210271642624158852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgqddl8X0kH-NLDwS_NDSK7FaiyLPaFTzYtrMHa9j8TY9x-T_9h9iXK1ZJK15HXh5XSl8qbA1hc9M172frd2Ut35elf4m-qGAFYOx6YIHp6exAMSSFNVVWCq0YZxtDJymfVhq-IhcIDDvWx/s72-c/Homens+lendo+-+Goya.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3011585113891452972.post-6536668018194290982</id><published>2019-08-31T15:56:00.000+01:00</published><updated>2019-08-31T15:56:15.330+01:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Sobre o Blogue"/><title type='text'>10 anos do blogue &quot;A Busca pela Sabedoria&quot;</title><content type='html'>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Parece incrível, mas o blogue a Busca pela Sabedoria Faz hoje 10 anos! Pouca importância terá para outras pessoas, mas para mim – Micael Sousa, o autor – é muito importante. Este blogue surgiu numa altura da minha vida em que precisava de respirar coisas novas, e quem diz respirar diz ativar o pensamento com novos assuntos. Isto surgiu depois de estar a trabalhar há 2 anos no ramo da engenharia, mas onde, na prática, pouca era a verdadeira engenharia que fazia. Não passavam de rotinas e desencadear hábitos já estabelecidos sem muita oportunidade para pensar e inovar, especialmente no que fosse além daquele restrito mundo profissional, mas baseado na experiência que no conhecimento sistematizado.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEighqbKpkfMOdePKEjkA99wxhknJ2WHbRF5WrrJb4TMoX7Xik69xCFuwpTP-Bge_nvI5nOCowXQnf3VjxfQ4SMEKSPhtstRvSoaaQ7PnJKilQa0LObETJPZzEIsr6VpiajuHjQyqXtvfDnQ/s1600/draft+ABPS.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;1116&quot; data-original-width=&quot;1216&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEighqbKpkfMOdePKEjkA99wxhknJ2WHbRF5WrrJb4TMoX7Xik69xCFuwpTP-Bge_nvI5nOCowXQnf3VjxfQ4SMEKSPhtstRvSoaaQ7PnJKilQa0LObETJPZzEIsr6VpiajuHjQyqXtvfDnQ/s1600/draft+ABPS.png&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;Acredito que isto aconteça a mais pessoas. Terminam as vossas formações, em cursos que até vos deram prazer a fazer, e depois vão para o mercado de trabalho e encontram uma realidade que não vos estimula nem desafia, mas que vos faz cair um peso sobre os ombros repressivo. Foi assim que me senti, porque sempre gostei da novidade de aprender coisas novas e cruzar conhecimentos, tal como de admirar e seguir apenas aqueles que merecessem respeito pelo que eram e faziam, não por qualquer outra convenção ou construção social fruto do acaso.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;Ao longo de 10 anos o blogue serviu de repositório para aquilo que ia descobrindo, aprendendo, estudando, projetando e estudando – repeti estudar porque foi no estudo formal que descobri um escape nos múltiplos cursos superiores que fui fazendo enquanto trabalhava. São bem percetíveis essas etapas e estados nos temas que dominam certos períodos de produção do blogue. Houve épocas especificamente dedicadas ao cinema, a filosofia, arte, política, património, ambiente, planeamento espacial e jogos de tabuleiro, isto só para citar alguns temas dominantes. O blogue sempre serviu como exercício de autorreflexão e estruturação do conhecimento. Não que seja uma fonte de conhecimento infalível, nada disso, mas porque é uma busca para o tentar ordenar conhecimento. Não são os textos mais úteis, mais inteligentes, com mais sabedoria, mas são aqueles que me foram possíveis e importantes de fazer nestes exercícios camuflados, nesta busca.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;O ritmo de produção já não é o que era. O blogue já vai longe das quase 1.000 visualizações por dia que chegou a atingir em certos momentos, até porque tenho cada vez menos tempo, mas solicitações e até mais blogues e vblogues para alimentar. É verdade, até pelo youtube tenho andado, principalmente para falar sobre jogos de tabuleiro modernos, enquanto arrisco, por vezes, uns textos sobre conteúdos aqui abordados. No fundo são mais exercícios de quem não teme o ridículo ou a produção de qualidade duvidosa porque sabe que isso é imensamente útil e necessário para se sentir vivo enquanto segue um caminho dinâmico rumo a alguma coisa de melhor.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;Então passaram 10 anos, mais de 650.000 visualizações, 452 textos e quase um milhar de comentários. A vontade é continuar, sempre ao ritmo próprio de cada momento da minha vida, porque isto dos blogues são coisas que fazem sentido por serem pessoais. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/feeds/6536668018194290982/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/2019/08/10-anos-do-blogue-busca-pela-sabedoria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3011585113891452972/posts/default/6536668018194290982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3011585113891452972/posts/default/6536668018194290982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/2019/08/10-anos-do-blogue-busca-pela-sabedoria.html' title='10 anos do blogue &quot;A Busca pela Sabedoria&quot;'/><author><name>Micael Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04210271642624158852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEighqbKpkfMOdePKEjkA99wxhknJ2WHbRF5WrrJb4TMoX7Xik69xCFuwpTP-Bge_nvI5nOCowXQnf3VjxfQ4SMEKSPhtstRvSoaaQ7PnJKilQa0LObETJPZzEIsr6VpiajuHjQyqXtvfDnQ/s72-c/draft+ABPS.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3011585113891452972.post-8162235992383530524</id><published>2019-08-28T16:55:00.000+01:00</published><updated>2019-08-28T16:55:13.603+01:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Cinema"/><title type='text'>Variações no cinema português: um filme sobre António Variações</title><content type='html'>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Tenho de admitir que tenho sempre uma certa desconfiança dos filmes portugueses. Mero preconceito, especialmente porque não lhes dou assim tantas oportunidades para me surpreenderem. Ontem fui ver “Variações”, que retrata a vida de António Variações, um cantor muito especial da história da música portuguesa.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiNWpeUyDhgN7O7zO6QCitMDWi1DhCfH605ak3riG_CcC0bIrRjPz0J-8582LjZTIl1km6PSEjk40bDasAasQKakjqURmS7FcWauxuVNIlKG1E3JrG82Mz8aRE8v6zgRYSwpdSfL0UMQ6Cm/s1600/2GKWUGCA.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;960&quot; data-original-width=&quot;672&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiNWpeUyDhgN7O7zO6QCitMDWi1DhCfH605ak3riG_CcC0bIrRjPz0J-8582LjZTIl1km6PSEjk40bDasAasQKakjqURmS7FcWauxuVNIlKG1E3JrG82Mz8aRE8v6zgRYSwpdSfL0UMQ6Cm/s1600/2GKWUGCA.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;Fonte da imagem:&amp;nbsp;https://mag.sapo.pt/cinema/filmes/criticas/variacoes-estar-alem-da-criatividade-para-revelar-antonio-ao-mundo&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
António Variações era um excêntrico, com uma personalidade com uma estravagância que irradiava em tudo o que fazia, especialmente na música, a sua paixão. Barbeiro de profissão, e cantor por vocação, ainda que sem formação, falamos de um homem que quebrava as regras e convenções sociais. Andou pelo mundo, mas não podia escapar à sua alma lusa. As suas músicas eram polémicas, ousadas e muito à frente do seu tempo, porque no fundo eram mesmo do seu tempo mas feitas com liberdade. Morreu cedo, de broncopneumonia muito provavelmente relacionada com o HIV, numa época em que não havia tratamentos adequado para essa calamidade. A sua homossexualidade, quase de forma inexplicável, acabou por ser aceite pela sociedade portuguesa da época, ainda fortemente conservadora. Os anos 80 foram um período de liberdade em Portugal, resultado da estabilidade que a jovem democracia ganhava. Variações, apesar da sua curta carreira e fama, fez parte desse movimento cultural. Hoje não duvidamos disso. António Variações era único, dificil de classificar no estilo e no tipo de música que criava.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;Este breve resumo pretende enquadrar a riqueza desta personagem e o seu lugar na história recente de Portugal. Ou seja, havia mais do que conteúdo para fazer um filme de qualidade, embora os filmes baseados em factos reais possam ser desinteressantes, pois a criatividade fica sempre condicionada. Neste caso, conhecer Variações é por si um ato de inspiração criativa, especialmente pela forma como o filme foi feito. Através desta longa metragem conhecemos a vida de António Ribeiro, que adotaria o nome de António Variações. Conhecemos o contexto social dos anos 50 no Portugal Rural, de finais dos anos 70 e inícios de 80 em Lisboa. Percebemos como foi o processo criativo deste autodidata e o mundo da música na época. Somos introduzidos à vida noturna e também, de algum modo, à comunidade gay de então.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;Mas mais que tudo isso. O filme é forte. É lento quando necessário, mas também ritmado e repleto de música interpretada pelo próprio protagonista, o que deve ter sido um enorme desafio. É magnificamente interpretado por Sergio Praia como António Variações e por Filipe Duarte como Fernando Ataíde, que encarnam uma relação amorosa de forma credível e repleta de emoção, algo que não terá sido fácil de fazer, tendo em conta toda a carga social e de preconceito associados às relações homossexuais, que por vezes são abordadas de forma incompetente, transformadas e retratadas de forma pouco digna, em situações de gozo e de ridículo. Guarda-roupa, ambientes, cenários, tudo feito com qualidade. Realização e produção irrepreensível, ao nível do que se faz de bom noutros países do mundo. João Maia está de parabéns! Trata-se de um filme tecnicamente rigoroso, mas passível de ser apreciado pelo grande público.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;Não estava com grandes expetativas, confesso, mas Variações emocionou-me. Era uma terça-feira e o filme estava em exibição há vários dias. Só consegui bilhetes para a primeira fila, o que é impressionante para um filme português. Provavelmente seria sempre um chamariz pela vida da personagem retratada e pelo sucesso que as suas músicas ainda hoje têm. Apesar disso a concretização não dececiona, pelo menos a mim não desiludiu, naquilo que foi, a meu ver, um dos melhores filmes portugueses feitos nos últimos tempos. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/feeds/8162235992383530524/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/2019/08/variacoes-no-cinema-portugues-um-filme.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3011585113891452972/posts/default/8162235992383530524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3011585113891452972/posts/default/8162235992383530524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/2019/08/variacoes-no-cinema-portugues-um-filme.html' title='Variações no cinema português: um filme sobre António Variações'/><author><name>Micael Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04210271642624158852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiNWpeUyDhgN7O7zO6QCitMDWi1DhCfH605ak3riG_CcC0bIrRjPz0J-8582LjZTIl1km6PSEjk40bDasAasQKakjqURmS7FcWauxuVNIlKG1E3JrG82Mz8aRE8v6zgRYSwpdSfL0UMQ6Cm/s72-c/2GKWUGCA.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3011585113891452972.post-8495265044778949079</id><published>2019-07-28T15:42:00.000+01:00</published><updated>2019-07-28T15:42:04.928+01:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Cinema"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Economia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="História"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Política"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Sociologia"/><title type='text'>Aprender sobre marxismo com o filme: O Jovem Karl Marx</title><content type='html'>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;O Jovem Karl Marx&lt;/i&gt; é um daqueles filmes que toca no género documental. Embora com elementos romanceados, para criar dinâmicas na narrativa que garantam o entretenimento dos espetadores, tem muito mais que isso. As personagens desempenham muito bem os seus papeis, no sentido em que conseguem entrar na complexidade das relações humanas, que vão ocorrendo em múltiplas línguas. Marx e Engels são bem encarnados, embora de forma a que nos mereçam uma simpatia que pode estar amplificada. Mesmo assim, o seu idealismo está patente, não no idealismo filosófico do termo, mas como pessoas que seguem ideais de forma apaixonada, apesar de as querem tornar científicas, enquanto arriscam múltiplas aventuras físicas e intelectuais.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhAwThvLlFd7lPIETO0t3Ibr8MPXV105LPITvmNvWrHgL1SdgpQf7HeatsOZ8FpRB4EY3_HP4O7ipp9gaQeYrCBzs8MnXafDXGkoQMNQ0cH20tvELvoD9iKNSiC4gYt9k2hAp1BNrRuMSuo/s1600/400020_pt.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;890&quot; data-original-width=&quot;600&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhAwThvLlFd7lPIETO0t3Ibr8MPXV105LPITvmNvWrHgL1SdgpQf7HeatsOZ8FpRB4EY3_HP4O7ipp9gaQeYrCBzs8MnXafDXGkoQMNQ0cH20tvELvoD9iKNSiC4gYt9k2hAp1BNrRuMSuo/s1600/400020_pt.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;Fonte da imagem:&amp;nbsp;https://filmspot.pt/filme/le-jeune-karl-marx-400020/&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ensinar a doutrina marxista não é fácil. Tenho passado por essa experiência sempre que alguém me pede ajuda para os exames nacionais de História A de 12.º Ano. Compreender o marxismo é uma daquelas coisas essenciais para compreender a história do século XX e quem sabe dos seculos seguintes também. Isto a propósito do filme, porque aí se explicam as relações tumultuosas de Marx com os restantes socialistas, a quem chamava utópicos. É um facto curioso, pois tantas pessoas criticam hoje o comunismo por ser solidamente utópico. No entanto a dialética materialista ou socialismo cientifico desenvolvido por Marx continuam a ser imensamente importantes. São incontornáveis, pois temos de compreender os contributos de Marx para a sociologia, economia e ciência política. Novas formas de marxismo continuam a ser desenvolvidas, e mesmo os críticos têm inevitavelmente de o citar para ir além dele, enquanto o tenta refutar.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;Em &lt;i&gt;O Jovem Karl Marx&lt;/i&gt; assistimos ao processo de construção do pensamento marxista, que foi o primeiro a dizer que o modo como os indivíduos vêm a sociedade depende da sua posição histórica e social. Parece obvio, mas na altura não era. Vemos também as questões da exploração dos operários, no período anterior às revoluções que se iniciaram em 1848 e que iriam alimentar nacionalismos, lutas por igualdade e liberdade pelo mundo fora nas décadas seguintes. Esse período seria conhecido como a primavera dos povos. Embora no filme me pareça que a importância do manifesto do partido comunista seja exageradamente associada às revoluções de 1848. Mas isso ajuda a perceber a importância dos novos movimentos socialistas inspirados em Marx, que iam além dos idealismos dos socialismos ditos utópicos, porque lhes faltava uma filosofia de base sólida e soluções para o futuro. Marx não se contentava em identificar as injustiças da sua época.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;A filosofia marxista provou ser tão sólida que ainda influencia o mundo académico e político, enquanto que os outros socialismos, à exceção da vertente democrática, converteram-se em curiosidades excêntricas, embora alguns tentem ser reinventados – caso do anarquismo em algumas formas de democracia direta e deliberativa&amp;nbsp; A personagem de Marx no filme vive entre constantes conflitos com os restantes pensadores e a busca pelo conhecimento, ou não defendesse uma solução revolucionária, inevitavelmente violenta, no processo da luta de classes pela apropriação dos meios de produção, que era de onde vinha o poder político e também todas as injustiças de classe que queria derrubar. Marx vive obcecado pelo capital enquanto objeto concetual de trabalho, enquanto tem dificuldade em o reunir para sobreviver com a sua família. Não fosse Engels, na sua situação social e económica paradoxal, dificilmente Marx se tinha transformado na importância que hoje tem.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;Penso que o filme permite introduzir todas estas coisas, através de bons desempenhos dos autores, cuidado na apresentação dos conteúdos que podem ser complexos, mas com ritmo e ação num contexto de época credível. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/feeds/8495265044778949079/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/2019/07/aprender-sobre-marxismo-com-o-filme-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3011585113891452972/posts/default/8495265044778949079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3011585113891452972/posts/default/8495265044778949079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/2019/07/aprender-sobre-marxismo-com-o-filme-o.html' title='Aprender sobre marxismo com o filme: O Jovem Karl Marx'/><author><name>Micael Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04210271642624158852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhAwThvLlFd7lPIETO0t3Ibr8MPXV105LPITvmNvWrHgL1SdgpQf7HeatsOZ8FpRB4EY3_HP4O7ipp9gaQeYrCBzs8MnXafDXGkoQMNQ0cH20tvELvoD9iKNSiC4gYt9k2hAp1BNrRuMSuo/s72-c/400020_pt.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3011585113891452972.post-6724033823279304929</id><published>2019-07-19T17:33:00.000+01:00</published><updated>2019-07-22T19:27:13.572+01:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Documentários"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Geografia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Televisão"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Transportes"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Viagens"/><title type='text'>Uns comboios diferentes que trazem viagens inesquecíveis para aprendermos</title><content type='html'>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Philippe Gougler é um jornalista e documentarista francês com uma extensa carreira, mas que nos tem chegado a Portugal de comboio, através da série de documentários “&lt;i&gt;Des trains pas comme les autres&lt;/i&gt;” , exibidos na RTP2 com o nome “&lt;i&gt;Inesquecíveis Viagens de Comboio&lt;/i&gt;”. Esta série tinha começado originalmente em 1987 na Antenne 2, mas foi recuperada e reformulada em 2011 pelo canal France 5, já como o atual apresentador e coautor.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjfPiDmJPEtB31_a94UbJWp4oF7fo21IrZDnoYT7jtLyxmgYJs9c7PjZo6fxVyLC_TY5FmTcYr3W-d8oObSZWgFVHeX0DLk-3Iz1kk4WhKQETldVrzl86-78FDAMYlPq_VnAENrUXXfEW83/s1600/e25f5818-09100d1a6e45465e91a49519dfa30a1cb9a1eefab1c0557d6d5b15fe2be53e85.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;450&quot; data-original-width=&quot;800&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjfPiDmJPEtB31_a94UbJWp4oF7fo21IrZDnoYT7jtLyxmgYJs9c7PjZo6fxVyLC_TY5FmTcYr3W-d8oObSZWgFVHeX0DLk-3Iz1kk4WhKQETldVrzl86-78FDAMYlPq_VnAENrUXXfEW83/s1600/e25f5818-09100d1a6e45465e91a49519dfa30a1cb9a1eefab1c0557d6d5b15fe2be53e85.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;div&gt;
Philippe Gougler&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;Fonte:&amp;nbsp;https://www.france.tv/france-5/des-trains-pas-comme-les-autres/saison-6/655355-zimbabwe-zambie.html&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Em cada episódio desta série sobre comboios o apresentador, que escreve também os textos para o programa, segue “sozinho” pelos cominhos de ferro do mundo. O tema dos comboios, das estações e dos seus percursos serve para explorar as sociedades e culturas humanas contemporâneas. É uma forma de aprendermos história, geografia e cultura enquanto estamos no sofá a ver os comboios deslizar sobre os carris. Podemos encontrar curiosidades sobre o funcionamento dos comboios, dos sistemas de transportes, das cidades e das culturas de todo o mundo. A viagem de comboio até um certo sítio serve habitualmente de mote para tratar outros conteúdos, como o património histórico, a gastronomia, sistemas políticos, natureza, ambiente, economia, etc.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Gougler parece fazer o programa com tanta paixão, e falar tão genuinamente e de forma interessada com as pessoas com que se cruza, que dificilmente deixamos de ficar também apaixonados pelos contextos relatados. A série está feita para parecer que as viagens seguem sem formalismos, mas obviamente tudo foi planeado no percurso. Somente algumas das conversas dependem do acaso, embora algumas claramente tenham sido combinadas ou escolhidas perante muitas outras que se devem ter revelado desinteressantes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este documentário mostra como se podem fazer programas generalistas, para os grandes públicos, mas mantendo os conteúdos, com o devido informalismo. Estas são viagens a não perder.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/feeds/6724033823279304929/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/2019/07/uns-comboios-diferentes-trazem-viagens.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3011585113891452972/posts/default/6724033823279304929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3011585113891452972/posts/default/6724033823279304929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/2019/07/uns-comboios-diferentes-trazem-viagens.html' title='Uns comboios diferentes que trazem viagens inesquecíveis para aprendermos'/><author><name>Micael Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04210271642624158852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjfPiDmJPEtB31_a94UbJWp4oF7fo21IrZDnoYT7jtLyxmgYJs9c7PjZo6fxVyLC_TY5FmTcYr3W-d8oObSZWgFVHeX0DLk-3Iz1kk4WhKQETldVrzl86-78FDAMYlPq_VnAENrUXXfEW83/s72-c/e25f5818-09100d1a6e45465e91a49519dfa30a1cb9a1eefab1c0557d6d5b15fe2be53e85.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3011585113891452972.post-8610987116247899254</id><published>2019-07-09T00:17:00.001+01:00</published><updated>2019-07-11T23:30:37.412+01:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Animação"/><title type='text'>One Punch Man e a nostalgia do Dragon Ball</title><content type='html'>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Volto aqui no blogue a um tipo de texto mais opinativo e pessoal. Para a minha geração a exibição do &lt;i&gt;Dragon Ball&lt;/i&gt; na SIC foi algo de incrivelmente marcante. Hoje andamos já perto dos 40 mas este desenho animado da escola nipónica da Manga continua a mexer connosco. As referências continuam lá, tendo sido uma série que ajudou a construir a nossa identidade coletiva.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjsDKDQDVVvVpGhMr6EZHMfq8p1RmVGAQCAS1JDbrLqeHcFQxBE5PBhjrkywmRO5YeALGrjb178zcKQoX3lFbvxiBE7yj8hfk8HTVPfwI90pSZRKUDsBvTETpmHOAcbv6syKgZ5KcAJ3VK8/s1600/dragon-ball-z-extreme-budoten_b6j4.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;420&quot; data-original-width=&quot;900&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjsDKDQDVVvVpGhMr6EZHMfq8p1RmVGAQCAS1JDbrLqeHcFQxBE5PBhjrkywmRO5YeALGrjb178zcKQoX3lFbvxiBE7yj8hfk8HTVPfwI90pSZRKUDsBvTETpmHOAcbv6syKgZ5KcAJ3VK8/s1600/dragon-ball-z-extreme-budoten_b6j4.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;Dragon Ball Z&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Desde então poucos foram os desenhos animados que vi assim de enfiada. Acredito que isso tenha acontecido com muitos dos potenciais e reais leitores deste texto. Cheguei a ver outras criações Manga mas nenhuma teve aquele impacto, provavelmente pela idade que tinha na altura da exibição da versão dobrada em português e porque foi assim a série que demonstrou que tornou consciente do que se fazia lá para os lados do sol nascente. A partir de aí jamais esqueceria o estilo típico Manga, que nos provava que não havia nada de errado em sermos adultos e apreciarmos desenhos animados.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;
&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: left; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjFKTEOViBrCZwsaq-50KprgnjeGkZPB2xvUKEWY13PL4dp5c1eQFMF8ni8_62vPoza5vqAgaL-lLgJJyXc4QqV49Rq6KdZDE5lSy4BbEiGj31tVRJEox1ZEzsAA41vrYrjhcOZ4n6Df_2u/s1600/p9-kelts-culturesmash-b-20180107-870x492.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;492&quot; data-original-width=&quot;870&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjFKTEOViBrCZwsaq-50KprgnjeGkZPB2xvUKEWY13PL4dp5c1eQFMF8ni8_62vPoza5vqAgaL-lLgJJyXc4QqV49Rq6KdZDE5lSy4BbEiGj31tVRJEox1ZEzsAA41vrYrjhcOZ4n6Df_2u/s1600/p9-kelts-culturesmash-b-20180107-870x492.jpg&quot; style=&quot;cursor: move;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;div&gt;
&lt;i&gt;Exposição Manga-Tokyo in Paris&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;Fonte da Imagem:&amp;nbsp;https://www.japantimes.co.jp/culture/2019/01/06/general/second-chance-japans-manga-museum/#.XSPL1PZFwic&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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No final do ano de 2018 estive em Paris e aproveitei para ir ver uma exposição sobre o universo Manga e a sua relação com a cidade de Tóquio. Foi surpreendente, pois não ia com grandes expectativas. A exposição era simplesmente fabulosa para quem gosta de Manga e de Urbanismo. Através das criações Mangas contava-se a história do Japão e de Tóquio. Maquetes gigantes da cidade com projeções de cenas de filmes clássicos manga. A cultura de animação japonesa influenciava a cidade e a cidade influenciava estas criações, conseguido através de exposição de obras originais, recriações e projeções num grande armazém da arquitetura do ferro. Até o primeiro Godzila lá estava.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Esta visita trouxe-me a vontade em voltar a entrar no universo Manga. Por isso decidi ver algo que me tinham recomendado. Comecei a ver o &lt;i&gt;One Punch Man&lt;/i&gt; e fiquei aparvalhado! Sabia a &lt;i&gt;Dragon Ball&lt;/i&gt;, com mais humor, sarcasmo e repleto de sátiras ao próprio universo Manga. Genial! Devolveu-me anos de alegria esquecida, que contrastavam com o estado de espírito do herói Saitama, que vivia em depressão por derrotar todos os adversários somente com um murro.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj8RmubybGAWsb3jQpc9VxgAR-5r2wyk_MIcb8Xu9u_Ws-NePruk-X28d9w1PRYL4PJHQ-8TI4w6_JJZmLJ0PXTpUGmfHsrx8Uy56LMd_B6TkgzU4ha9c0XhfCe-V-dH4U2BOku03MsSIhh/s1600/One-Punch-Man-Season-2-1.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;704&quot; data-original-width=&quot;1280&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj8RmubybGAWsb3jQpc9VxgAR-5r2wyk_MIcb8Xu9u_Ws-NePruk-X28d9w1PRYL4PJHQ-8TI4w6_JJZmLJ0PXTpUGmfHsrx8Uy56LMd_B6TkgzU4ha9c0XhfCe-V-dH4U2BOku03MsSIhh/s1600/One-Punch-Man-Season-2-1.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;One Punch Man&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Por isso fica aqui a recomendação. Se gostaram de ver &lt;i&gt;Dragon Ball&lt;/i&gt; nos anos 90 e se querem ver uma coisa nova, satírica e divertida então vão já a correr ver &lt;i&gt;One Punch Man&lt;/i&gt;. &lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/feeds/8610987116247899254/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/2019/07/one-punch-man-e-nostalgia-do-dragon-ball.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3011585113891452972/posts/default/8610987116247899254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3011585113891452972/posts/default/8610987116247899254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/2019/07/one-punch-man-e-nostalgia-do-dragon-ball.html' title='One Punch Man e a nostalgia do Dragon Ball'/><author><name>Micael Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04210271642624158852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjsDKDQDVVvVpGhMr6EZHMfq8p1RmVGAQCAS1JDbrLqeHcFQxBE5PBhjrkywmRO5YeALGrjb178zcKQoX3lFbvxiBE7yj8hfk8HTVPfwI90pSZRKUDsBvTETpmHOAcbv6syKgZ5KcAJ3VK8/s72-c/dragon-ball-z-extreme-budoten_b6j4.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3011585113891452972.post-3956296233088871906</id><published>2019-06-06T12:11:00.001+01:00</published><updated>2019-06-06T12:39:45.408+01:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Jogos"/><title type='text'>Mecânicas nos jogos de tabuleiro modernos: quando a teoria não coincide com a prática</title><content type='html'>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Existem imensas definições para o conceito de mecânicas de jogos, o que leva a várias confusões semânticas sobre o que significa afinal isso no contexto dos jogos, e ainda mais no âmbito dos jogos de tabuleiro modernos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Habitualmente usa-se o termo “mecânica” para descrever, de um modo vago, o que os jogadores fazem durante o decorrer de um jogo (Woods, 2012). Para Salen &amp;amp; Zimmernan (2003) uma mecânica é “a atividade de jogo essencial que os jogadores realizam recorrentemente num jogo”. Assim, para Woods (2012), segundo esses termos, a mecânica de jogo descreve a principal forma de interação funcional entre o sistema de jogo e os jogadores. Assim todos os jogos envolvem uma ou mais mecânicas pelas quais os jogadores influenciam o resultado de um jogo. Partindo deste princípio, Jarvinen (2009) definiu 40 mecânicas que são comuns em jogos (separando em mecânicas principais, submecânicas e mecânicas de modificação).&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEimY-4d_lLe8cgasRzMZV8K74R5AXNId4itg7MZIOwrFGjf1SVMan_QbXMEhRnrqrUCYWCR7tVRnYrdY32LgED1vR-Vj7GF0JWcUyJHt4vNOvDQEEmNORHx81yHcoU10zI10oA_WbNsT55t/s1600/Quarto+em+Nova+York+-+Edward+Hopper.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;797&quot; data-original-width=&quot;1000&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEimY-4d_lLe8cgasRzMZV8K74R5AXNId4itg7MZIOwrFGjf1SVMan_QbXMEhRnrqrUCYWCR7tVRnYrdY32LgED1vR-Vj7GF0JWcUyJHt4vNOvDQEEmNORHx81yHcoU10zI10oA_WbNsT55t/s1600/Quarto+em+Nova+York+-+Edward+Hopper.jpg&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;div&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Quarto em Nova York - Edward Hopper&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit; font-size: xx-small;&quot;&gt;Fonte:&amp;nbsp;https://www.edwardhopper.net/room-in-new-york.jsp&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Woods (2012) recorreu à lista das mecânicas apresentadas por Jarvinen e avaliou mais de 100 eurogames com base nelas, tendo chegado à conclusão de quais seriam as mais recorrentes e comuns na sua amostra: Votar; Evoluir; Ordenar; Procura de informação; Tirar; Trocar; Comprar; Submeter; Alocar; Construir; Leiloar; Movimento ponto para ponto; Colocar; Escolher.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Ao analisarmos esta lista não encontramos uma relação com as principais mecânicas identificadas pelos utilizadores e designers de jogos de tabuleiro modernos. Exemplo disso é a identificação feita por Yehuda Berlinger (2009) que apenas considera 6 mecânicas principais: Colocação de peças; Leilões; Trocar/Negociar; Alocação de trabalhadores/escolha de papel; Construir conjuntos; Controlo de área.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Nem sempre é fácil estabelecer uma relação entre as mecânicas identificadas por investigadores e académicos como Jarvinen e designers/jogadores de Jogos de tabuleiro modernos como Berlinger. Em alguns casos, mecânicas como a construção de conjuntos (set colection) e o controlo de área (área control) podem ser entendidos como objetivos em vez de mecânicas (Woods, 2012), sendo apenas exemplos paradigmáticos. Isto levanta uma serie de problemas para quem pretende enveredar pela investigação na área dos jogos de tabuleiro modernos e esteja envolvido no hobby, dificultando também análises de jogos numa vertente mais formal.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Uma das razões para esta confusão entre mecânicas e objetivos pode estar relacionada com a própria natureza dos jogos de tabuleiro modernos, com a tendência para a simulação e para as mecânicas se relacionarem diretamente com isso, sendo feitas e implementadas de modo realmente &quot;mecânico&quot; e físico, no sentido clássico do termo.&amp;nbsp;&lt;span style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; background-color: transparent; color: black; display: inline !important; float: none; font-size: 16px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-align: justify; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;Claramente precisamos de mais investigação nesta área, no entanto, mesmo que seja feita, nada garante que a comunidade de jogadores e designers as adotem posteriormente.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Facilmente podemos transpor esta problemática para outras áreas além dos estudos dos jogos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;b&gt;Nota&lt;/b&gt;: &lt;i&gt;grande parte deste texto é uma descrição do livro “Eurogames: The Design, Culture and Play of Modern European Board Games”, que continua a ser a principal referência no estudo de jogos de tabuleiro modernos.&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;b&gt;Referências bibliográficas:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Berlinger, Y. (2009). The Modern Euroame Revolution. In Board Game Studies Colloquia XII, Jerusalem. &lt;br /&gt;Järvinen, A. S. (2009). Games without Frontiers: Theories and Methods for Game Studies and Design.&lt;br /&gt;Woods, S. (2012). Eurogames: The design, culture and play of modern European board games. McFarland.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/feeds/3956296233088871906/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/2019/06/mecanicas-nos-jogos-de-tabuleiro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3011585113891452972/posts/default/3956296233088871906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3011585113891452972/posts/default/3956296233088871906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/2019/06/mecanicas-nos-jogos-de-tabuleiro.html' title='Mecânicas nos jogos de tabuleiro modernos: quando a teoria não coincide com a prática'/><author><name>Micael Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04210271642624158852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEimY-4d_lLe8cgasRzMZV8K74R5AXNId4itg7MZIOwrFGjf1SVMan_QbXMEhRnrqrUCYWCR7tVRnYrdY32LgED1vR-Vj7GF0JWcUyJHt4vNOvDQEEmNORHx81yHcoU10zI10oA_WbNsT55t/s72-c/Quarto+em+Nova+York+-+Edward+Hopper.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>