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<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/atom10full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" gd:etag="W/&quot;DE4CQXo4eyp7ImA9WhdREEg.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3796055284166204970</id><updated>2011-07-30T13:16:00.433-07:00</updated><category term="Marcha Mundial pela Paz e pela Não-Violência" /><title>A Casa de Sabine</title><subtitle type="html">Na minha casa tem minhas coisas...É um espaço aberto para que os amigos venham trazendo boa comida e bebida, bom papo e teorias alucinantes...Filosofemos, então!</subtitle><link rel="http://schemas.google.com/g/2005#feed" type="application/atom+xml" href="http://casadesabine.blogspot.com/feeds/posts/default" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://casadesabine.blogspot.com/" /><link rel="next" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3796055284166204970/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false&amp;v=2" /><author><name>Sabine Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17665476572681306136</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><generator version="7.00" uri="http://www.blogger.com">Blogger</generator><openSearch:totalResults>37</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/atom+xml" href="http://feeds.feedburner.com/ACasaDeSabine" /><feedburner:info uri="acasadesabine" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><feedburner:browserFriendly></feedburner:browserFriendly><entry gd:etag="W/&quot;C0QER3c5fyp7ImA9WxFWEks.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3796055284166204970.post-5600809470636024893</id><published>2010-05-30T15:24:00.000-07:00</published><updated>2010-05-30T16:15:06.927-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-05-30T16:15:06.927-07:00</app:edited><title>Relacionamentos: um relato de minha aluna Maria</title><content type="html">Há muito não escrevo por aqui e, agora, o que me inspira a voltar é trazer a voz de outra pessoa, minha aluna, Maria Rodrigues de Oliveira, estudante de Serviço Social na Universidade Veiga de Almeida. Vejam o que ela tem a dizer! Decidi publicar seu texto aqui por conta da riqueza de imagens e vivências nele contidas. A edição é minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Eu tenho muitas dificuldades em relacionamentos: sinto que falta algo em mim por não agradar as outras pessoas, como amiga ou colega. Falta segurança em minhas palavras ao transmitir o que desejo. Tenho medo de algo, não sei o que é, de verdade. Sinto medo de que essas pessoas me chamem a atenção por qualquer coisa que eu fale: não sei me impor ou responder na hora, dando a resposta certa quando me chamam a atenção. Sinto que estou sempre errada no que digo. Mesmo com meu filho não falo firme e ele sabe de minha fraqueza e faz a crítica de que não sei me comunicar. Toda hora diz que não gosta de mim e isso está me deixando muito triste. Fala que vai morar só e eu entro em conflito comigo mesma e me pergunto sobre onde errei com relação à educação dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive uma infância precária e meu pai me batia muito, especialmente por não cuidar de meus irmãos que trabalhavam na roça com minha família para ajudar meu pai a criar todos nós. Estudar, que nada! Era só trabalho. Como criança que era, queria brincar: nunca tive uma boneca, um par de sapatos, um vestido novo, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que, um dia, fugi para Fortaleza e, lá, arrumei um trabalho em casa de família. Todo dinheiro que ganhava eu mandava para a minha mãe e, com esse rico dinheiro, ela comprava comida para todos. Quando ganhava roupas usadas, sapatos, eu mandava para eles. E comecei a estudar à noite: já sabendo fazer meu nome e ler, muito mal. Foi quando meu tio veio para o Rio de Janeiro e eu viajei para cá com ele. Chegando aqui, fui trabalhar em uma fábrica de azulejos de nome XXX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi quando conheci meu marido, que morava na Ilha do Governador. Ele bebia muito, a ponto de ficar todas as tardes no bar com os colegas, enquanto eu ficava em casa. Até porque não gosto de ficar em bares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu filho cresceu nesse clima de desarmonia, por causa da bebida, mas bem tratado pelo pai. Eu sempre mandava que ele fosse embora e o filho cresceu nesse convívio. Eu era jovem, bonita, acredito que tivesse ciúmes de mim por ser mais velho do que eu e nunca ter tido filhos com a primeira mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto de Maria partiu do tema "Eu e a Redação" e acabou levando a outros textos em que ela reconstrói sua história, muito além do pedido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3796055284166204970-5600809470636024893?l=casadesabine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://casadesabine.blogspot.com/feeds/5600809470636024893/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3796055284166204970&amp;postID=5600809470636024893" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3796055284166204970/posts/default/5600809470636024893?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3796055284166204970/posts/default/5600809470636024893?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://casadesabine.blogspot.com/2010/05/relacionamentos-um-relato-de-minha.html" title="Relacionamentos: um relato de minha aluna Maria" /><author><name>Sabine Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17665476572681306136</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;DUYHR3s7fCp7ImA9WxBbEko.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3796055284166204970.post-3557683848639918793</id><published>2010-03-10T18:34:00.000-08:00</published><updated>2010-03-10T19:12:16.504-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-03-10T19:12:16.504-08:00</app:edited><title>Para a mulher que cresce e floresce...</title><content type="html">Querida mulher que está crescendo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não importa se você tem quinze, dezesseis, dezenove ou vinte e poucos, algo dentro de você é criança e algo teima em tentar ser adulto. Dizem que você deveria ser mais adulta e te pedem para nunca esquecer a criança interior (sei bem como eu já me confundi com isso!). Pode ser que você até seja mais velha, mas se envolva com pessoas mais jovens e perceba diferenças irreconciliáveis (não que seja sempre o caso). Pode ser que você seja mais nova e se envolva com pessoas mais velhas, dizendo que quer as mesmas coisas e, no fundo, sabotando planos. Não importa! Seja bem vinda ao mundo do crescer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um kilo de coisas que te dirão, às quais você jurará haver compreendido, repetirá como mantras ou frases de cabeçalho nas redes sociais em que participa e que, no entanto, na prática, parece não aplicar. São elas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ame mais a você mesma, nunca se maltrate, encontre seu valor no mais íntimo e sagrado espaço dentro de você. Uma vez encontrada a paragem, visite-a de vez em quando. Ame-se tanto que nem mesmo o fato de haver se maltratado por uns tempos seja desculpa para deixar de voltar a se amar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não se sacrifique, construa. Você não está nessa terra para provar para ninguém que é mais isso ou menos aquilo. Qualquer coisa que você encare como esforço extremo ou sacrifício é, provavelmente, uma combinação de esforço extremo e sacrifício (nada mais do que isso!). Isto quer dizer que não é amor, ideologia, religião, vocação, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não acredite que o mundo te ataca e que há coisas que te impedem de ser ou fazer o que você quer. Procure, bem lá no fundo, pelos motivos pelos quais você mesma tem dificuldades de ser/fazer o que quer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nunca acredite que vai esquecer de algo que aprendeu. Você aprende, aplica, em diferentes níveis, quase sempre, as mesmas coisas. Quando repetições acontecerem e erros se repetirem, ria de si mesma, tome um chá de sumiço e agradeça o fato de poder aprender mais. Até o dia em que a necessidade de mudar estiver pronta para nascer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ninguém sabe ter filhos até tê-los. Não há momentos certos e errados para isso (e provavelmente para nenhuma outra coisa, mas isso está em debate). Você pode ter condições financeiras e não ter condições afetivas ou vice-versa. Mãe é somente aquela que não desiste mesmo quando se vê cometendo os mesmos erros que seus pais cometeram e que não se esconde, vai a luta e tenta sempre mudar para melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nada é tão dramático quanto parece. Quando o drama for seu, respire e ria de si mesma. Quando for de outrem, seja solidária, converse, mas não creia que precisa identificar-se por questão de educação. Educação é dizer Bom dia, por favor e com licença. Chafurdar na lama alheia é estar incapacitado para se ajudar ou ajudar outra pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Os modelos que você deve seguir são aqueles que vem de sorrisos, boas lembranças e de um sentir-se bem consigo mesmo. Esqueça a propaganda de margarina, a família nuclear, o Oscar e as meninas de capa de revista. Se você for capa de revista, casal ou atriz, lembre-se: existe todo um mundo lá fora, além do que você já construiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você vai ouvir isso tudo, ler, ver em filmes, mas não vai acreditar. Vai ter que passar pelas experiências para comprovar por si mesma. Bem vinda ao mundo do empírico!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que importa é que um dia tudo ficará mais claro e você reconhecerá suas necessidades mais profundas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí começa a verdadeira aventura!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3796055284166204970-3557683848639918793?l=casadesabine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://casadesabine.blogspot.com/feeds/3557683848639918793/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3796055284166204970&amp;postID=3557683848639918793" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3796055284166204970/posts/default/3557683848639918793?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3796055284166204970/posts/default/3557683848639918793?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://casadesabine.blogspot.com/2010/03/para-mulher-que-cresce-e-floresce.html" title="Para a mulher que cresce e floresce..." /><author><name>Sabine Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17665476572681306136</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;AkMGQ3c_eSp7ImA9WxJQEEk.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3796055284166204970.post-857996111529415633</id><published>2009-05-22T20:01:00.000-07:00</published><updated>2009-05-22T20:13:42.941-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-05-22T20:13:42.941-07:00</app:edited><title>Caraca, maluco! E outras referências que só a gente entende...</title><content type="html">Ontem, liguei para um ex-professor que mudou minha vida com sua dedicação, longos papos tarde a fora e posterior amizade que seguiu o curso dos anos até que um dia esbarrou no cotidiano geograficamente incorreto de nossas aspirações ímpares: ele foi construir a vida em uma cidadezinha distante e eu permaneci na selva urbana. Perdem-se números de telefone, mas relações são construídas tijolo a tijolo. Portanto, não é incomum conseguirmos recuperar, depois de anos de espera, o contato com nossos seres queridos somente para descobrir que seguimos de onde paramos: como se a última conversa de botequim (de sala de aula, sorveteria ou de onde seja) ainda estivesse esperando pelo fechar dos temas depois de dez anos de vida vivida. Certamente, vocês conhecem a sensação ampliada pelo fenômeno das redes de relacionamento virtual em que, de repente, não mais que de repente, aparece em forma de mini-ícone fotográfico a imagem da pessoa que há tanto havia desaparecido do convívio na vida que convencionamos chamar de real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caraca, maluco! Quanto tempo! Foi uma das primeiras coisas que eu disse. E uma das primeiras coisas que ele disse foi que estava reencontrando muita gente e que um de nossos amigos em comum usara a mesma expressão ao deixar um recado em sua página virtual na rede. Caraca, maluco! Como é bom, depois de tanto estudo, poder encontrar alguém com quem ainda se possa falar assim como forma de aproximação e expressão do quanto se sente falta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei-me de imediato de algo que me comentaram uma vez no Movimento Humanista: experimente tirar de sua vida apenas uma pessoa. Uma pessoa qualquer de quem você se lembre. Imagine o rombo que se instaura. Imagine tirar da existência apenas um ser humano com quem você conviveu. Façam o exercício, vamos lá, não se intimidem! Pode ser a moça da padaria ou o grande amor da sua vida. Não importa! Imaginem que apenas uma pessoa não existe mais, nunca existiu, nem virá a existir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não fica um vazio? Não fica um não sei que de gosto amargo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que as pessoas vivem dentro de nós e nos constituem. Por isso digo que a vida que nos afasta, nos intimida, nos impede muitas vezes de dar atenção às pessoas com quem convivemos é apenas o que se convenciona chamar de real: mas não necessariamente é o "real". Real é essa marca que eu deixo em você e você deixa em mim quer sejamos amigos, familiares, passantes, amantes ou simplesmente anônimos que um dia se esbarraram em uma condução qualquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Real é poder, depois de dez anos, conversar com um amigo e perceber que, dentro de nós, dez anos são relativos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3796055284166204970-857996111529415633?l=casadesabine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://casadesabine.blogspot.com/feeds/857996111529415633/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3796055284166204970&amp;postID=857996111529415633" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3796055284166204970/posts/default/857996111529415633?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3796055284166204970/posts/default/857996111529415633?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://casadesabine.blogspot.com/2009/05/caraca-maluco-e-outras-referencias-que.html" title="Caraca, maluco! E outras referências que só a gente entende..." /><author><name>Sabine Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17665476572681306136</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;C0cDRns8fyp7ImA9WxJRFEk.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3796055284166204970.post-5055551871055702716</id><published>2009-05-15T19:12:00.000-07:00</published><updated>2009-05-15T19:31:17.577-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-05-15T19:31:17.577-07:00</app:edited><title>Quem me diz quem sou eu?</title><content type="html">Normalmente, eu mesma me digo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No filme de Richard Linklater, Waking Life, uma teoria é apresentada sobre como construimos nossa personalidade. Uma professora de línguas e uma filósofa conversam em um bar e uma delas diz que a coisa acontece mais ou menos assim: observamos uma foto nossa de quando éramos crianças e sentimos essa necessidade de explicar como é que foi que aquela criança virou quem hoje somos. Por isso, inventamos uma história com início, meio e fim (ainda que fim passageiro, fim de hoje, fim de momento) que explica como foi que viramos isso que hoje cremos ser. Eu acho, inclusive que, mesmo elas, no filme, já estavam citando outra pessoa. Caso esta pessoa esteja lendo e se sinta mortalmente ofendida por não ter sido citada, peço-lhe desculpas! :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei vocês, mas, por mais que eu tente esconder isso dos demais, a cada dia, ou melhor, a cada instante de acordo com as variações de clima e humor, eu tenho uma história diferente para como a menina quatro-olhos CDF simpática e cheia de sonhos de mudar o mundo que eu fui se converteu em quem eu sou hoje. Pudera, a cada minuto pareço ter uma interpretação diferente sobre esse "quem sou hoje". Eu registro isso dessa forma, tenho essa sensação e, no entanto, quando ouço as pessoas dizerem que somos mutáveis, somos múltiplos ou que cada hora estamos de um jeito...sei lá. Algo me soa errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as pessoas dizem que somos inconstantes há muito tempo - não é uma observação particularmente complicada de se fazer - Shakespeare já dizia isso em seu "Muito Barulho por Nada". Então, será que é isso? Será que nossa vida é mesmo muito barulho por nada? E se é, que "nada" é esse que valorizamos tanto a ponto de lutarmos a vida inteira por ele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei não, acho que cada um pode interpretar de um jeito. Porém, se me disserem que somos nossos empregos (podemos perde-los amanhã), nossos sonhos (podem não se concretizar), nosso dinheiro (podemos ficar sem, ou já estamos) e que isso vale a pena: parece tão pouquinho! Por outro lado, se me disserem que são os valores, os ideais, as coisas que construimos, bem, isso é bastante flexível, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acho que sou a maneira como me relaciono com os demais. Estou feliz quando estou com os demais. Não é uma felicidade do tipo com fogos de artifício, a la filme romântico e etc. Mas essa aí eu cansei de buscar e nunca encontrei. Já sacrifiquei muita coisa boa em nome da eterna busca pelo final hollywoodiano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tô achando que eu sou em relação, sou com os outros e que a maneira como os trato diz mais sobre mim do que qualquer horóscopo, oráculo, grande feito ou causo de pescador que eu possa inventar sobre mim mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só um palpite, no entanto. :)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3796055284166204970-5055551871055702716?l=casadesabine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://casadesabine.blogspot.com/feeds/5055551871055702716/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3796055284166204970&amp;postID=5055551871055702716" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3796055284166204970/posts/default/5055551871055702716?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3796055284166204970/posts/default/5055551871055702716?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://casadesabine.blogspot.com/2009/05/quem-me-diz-quem-sou-eu.html" title="Quem me diz quem sou eu?" /><author><name>Sabine Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17665476572681306136</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CUQMQno_fyp7ImA9WxJRE0Q.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3796055284166204970.post-2045094788712558021</id><published>2009-05-15T06:14:00.000-07:00</published><updated>2009-05-15T06:16:23.447-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-05-15T06:16:23.447-07:00</app:edited><title>Fui publicada no mundo real - e será que este aqui não é real?</title><content type="html">Sem querer confundir ninguém com a dúvida filosófica acima, juro...&lt;br /&gt;Meu conto "X - a última incógnita" de ficção científica foi publicado em abril na Antologia Solarium da editora Multifoco.&lt;br /&gt;Agradecimento ao organizador Frodo Oliveira!!!&lt;br /&gt;Para aqueles que sonham em serem publicados, o sistema da Multifoco é bem bacana, visitem o site deles: www.multifoco.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paz, Força e Alegria!&lt;br /&gt;Sabine&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3796055284166204970-2045094788712558021?l=casadesabine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://casadesabine.blogspot.com/feeds/2045094788712558021/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3796055284166204970&amp;postID=2045094788712558021" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3796055284166204970/posts/default/2045094788712558021?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3796055284166204970/posts/default/2045094788712558021?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://casadesabine.blogspot.com/2009/05/fui-publicada-no-mundo-real-e-sera-que.html" title="Fui publicada no mundo real - e será que este aqui não é real?" /><author><name>Sabine Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17665476572681306136</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CUYMRnw-eCp7ImA9WxJRE0Q.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3796055284166204970.post-2563202295975359605</id><published>2009-05-15T06:07:00.000-07:00</published><updated>2009-05-15T06:13:07.250-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-05-15T06:13:07.250-07:00</app:edited><title>Ano novo, proposta nova!!! Casa de Sabine com nova decoração...</title><content type="html">Reinventar é viver e mais uma vez este blog do coração passa por reformas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recapitulemos... :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A proposta inicial era escrever sempre metaforicamente: alinhavando o conceito de um determinado quarto de minha casa virtual à alguma experiência de vida que eu quisesse compartilhar naquele momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, as metáforas começaram a abranger móveis, eventos, viagens...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para este "retorno doismilenoviano" a proposta é mais simples: escrever sem parar, sobre tudo, qualquer coisa e abrir a minha casa a amigos. Já recebi várias propostas de escritores e blogueiros que gostariam de colaborar com este blog e já me freei muitas vezes ao escrever por não achar a "metáfora habitacional" adequada!!! :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, a partir de agora estarei mais livre para escrever o que quiser e aceito colaborações que sigam os mínimos critérios de:&lt;br /&gt;a) serem não violentas&lt;br /&gt;b) serem não violentas&lt;br /&gt;c) serem não violentas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sejam bem-vind@s ao Casa de Sabine Reloaded 2009 - enxuto, bem-humorado e despretensioso!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paz, Força e Alegria a tod@s!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3796055284166204970-2563202295975359605?l=casadesabine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://casadesabine.blogspot.com/feeds/2563202295975359605/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3796055284166204970&amp;postID=2563202295975359605" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3796055284166204970/posts/default/2563202295975359605?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3796055284166204970/posts/default/2563202295975359605?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://casadesabine.blogspot.com/2009/05/ano-novo-proposta-nova-casa-de-sabine.html" title="Ano novo, proposta nova!!! Casa de Sabine com nova decoração..." /><author><name>Sabine Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17665476572681306136</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;Ak8NRX87eSp7ImA9WxVTFE8.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3796055284166204970.post-5492189172002110738</id><published>2008-12-27T17:27:00.000-08:00</published><updated>2008-12-27T17:48:14.101-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2008-12-27T17:48:14.101-08:00</app:edited><title>Passarela 2009: moda e outros assuntos da alma...</title><content type="html">Viver é o constante exercício de ser a melhor versão de mim mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma autora/psicóloga da linha da gestalt terapia no livro "Não apresse o rio - ele corre sozinho" que diz: "Covarde é um julgamento, uma fantasia. As pessoas podem dizer 'Não, você não é' e 'Sim, você é' e eu posso ficar confusa e lutar contra a confusão e continuar fantasiando..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fantasio muito, não sei como é com vocês. Fantasio que o que fiz foi certo ou errado, que poderia ter sido melhor (e, geralmente, me vem a clareza de como poderia ter sido bem melhor segundos depois que o momento passou), que eu sou isso ou aquilo. Aguardo confirmações oraculares de que o que estou pensando sobre mim mesma naquele momento - seja bom ou ruim - é mais pura Verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, só existe uma Verdade que não quer calar e que me persegue, não importa o que eu esteja pensando: a verdade de como eu me sinto. Muitas vezes eu fico perdida, confusa, buscando uma avaliação externa sobre o que fui ou deixei de ser e acabo esquecendo que o que realmente importa é como eu me senti. Não há nada mais nesse mundo que eu possa controlar. Muitas vezes eu me sinto bem em relação ao que acabo de fazer. E não me refiro a um bem-estar passageiro - é mais uma sensação de acordo interno, de que fui/fiz tudo o que podia ser/fazer, expressei o que havia de melhor em mim, não importando o resultado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras muitas vezes, sinto que não gosto muito de como agi em determinada situação. Não gosto da resposta que dei, sinto que poderia ter sido mais fiel a meus princípios, às coisas em que acredito, enfim, não há a tal sensação de acordo interno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outra parte do livro, Stevens diz: "E então, quando eu soube a verdade a meu respeito e um deles me disse que não era verdade, o meu saber oscilou (...) ficou diminuído por eu conhecer a inteligência deles. Eles DEVEM estar certos. Não, EU estava certa. Eles DEVEM estar certos. Não, EU estava certa! Eles DEVEM estar certos. Não, eu estava certa. ELES estavam certos e eu errada".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece, então, que é como um jogo em que eu tenho várias possibilidades de personagens: alguns são suaves e românticos, outros irados e descompensados. Alguns são belos e elegantes, outros feios e desestruturados. Todos estão dentro de mim e posso escolhê-los - como a roupas em um cabide - apropriar-me deles de acordo com a situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que é difícil perceber a vida assim, em sua forma lúdica. Normalmente, acreditamos que há somente uma pessoa, uma Sabine, um João, um Luiz e que o segredo do relacionamento com essa pessoa é saber se ela é boa ou má, trabalhadora ou preguiçosa, ativa ou descansada, imperativa ou aquiescente... Quando a pessoa é você mesmo, se alguém te diz que você tem algo de negativo, você logo procura "consertar" e quando alguém evidencia suas qualidades positivas, você se sente especial, algo mais do que os demais, por possui-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que não há um VOCÊ único. Há o cabide, a moda que passa de estação em estação e um sem número de combinações possíveis...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu resolvi que - assim como escolhemos um estilo de vestir - quero escolher o estilo Sabine 2.0 para 2009, ou seja, minha melhor versão. Essa minha melhor versão, cujas características, obviamente, também elegi sozinha, não gera sofrimento a seu redor, tem como principal valor o relacionamento com as pessoas e tem fé em energias positivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que nem sempre serei assim, porque não pode ser algo externo, um raio, algo que me atinja do nada e me deixe iluminada. É só a versão que eu buscarei usar ao fazer minhas atividades no mundo, aquela que eu escolho para mostrar aos demais e a mim mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E escolho baseando-me no único que posso controlar: como eu me sinto. Minha versão 2.0 não faz as coisas que me fazem sentir mal, ficar confusa ou perder-me de meus objetivos maiores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu desejo a todos e todas que em 2009 possam escolher qual é a sua melhor versão, seu traje para uso cotidiano, confortável e com bom caimento...E que possam tê-lo sempre à mão nos momentos difíceis e lembrar que, mesmo que não consigam usá-lo sempre (até porque às vezes ele precisa ser lavado), ele é do tipo que "lavou, tá novo" e pode ser escolhido todos os dias, aprimorado, remendado e reinventado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz 2009!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3796055284166204970-5492189172002110738?l=casadesabine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://casadesabine.blogspot.com/feeds/5492189172002110738/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3796055284166204970&amp;postID=5492189172002110738" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3796055284166204970/posts/default/5492189172002110738?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3796055284166204970/posts/default/5492189172002110738?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://casadesabine.blogspot.com/2008/12/passarela-2009-moda-e-outros-assuntos.html" title="Passarela 2009: moda e outros assuntos da alma..." /><author><name>Sabine Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17665476572681306136</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CUMGRnw4fSp7ImA9WxRaGU0.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3796055284166204970.post-5267886578498065222</id><published>2008-12-21T15:21:00.000-08:00</published><updated>2008-12-21T15:50:27.235-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2008-12-21T15:50:27.235-08:00</app:edited><title>Na cama com a pelúcia: contos ousados de uma noite de Natal</title><content type="html">&lt;em&gt;"Quando ela teve sua filha, era jovem, jovenzinha...Ainda nem tinha superado muitos medos de criança..Quando era criança, cobria os pés mesmo quando estava quente, porque achava que os monstros debaixo da cama os puxariam e assim conseguiriam levá-la de uma vez para o mais profundo dos infernos. Como sempre deu valor à lógica, chegou a pensar várias vezes na dor que sentiria quando fosse carregada ao inferno, descendo do sexto andar...ou do segundo... ou do primeiro...A cabeça batendo em todas aquelas paredes...Ela nunca morou no térreo. Em noites em que ruídos davam-lhe medo, convidava sua filha neném para dormir com ela. Agarrava a pobre. Tinha na menina seu único passe-livre rumo à salvação. Repetia mentalmente que alguém que é mãe de alguém não pode ter medo. E sua filha, de alguma maneira, virava pelúcia viva, e ajudava no processo intenso que era dormir".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ano está acabando. Minha filha diz que passou rápido. Meus avós dizem que voou. Eu achei bem lento e gosto disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ano está acabando. Em quatro dias mais é Natal. Em três dias mais já começo a comer desesperadamente. Em onze dias mais, ao terminar de comer as sobras do Natal, começa de novo uma preparação de ceia (cujos restos nos acompanham rumo à 2009).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste ano que passou, eu fui muitas coisas diferentes: mãe, professora, blogueira, candidata a vereadora (sim, é verdade!), ativista, cantora, organizadora de Coral e Encontro Aberto de Estudantes, amiga, namorada, dona-de-casa (daquelas que limpa e cozinha), produtora de materiais, eventos, viajante, internauta, coordenadora, educadora, pesquisadora, compositora, filha, neta, irmã, projetista, voluntária em escolas, psicóloga sem registro, assessora de imprensa, etc etc etc&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há nada melhor para habitarmos nossa geografia interna (dos humores, dos climas, das ansiedades, dos medos) do que exercitarmos diferentes papéis no mais externo geográfico. Sou outra pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto da sensação de, ao final de um ano, lembrar-me de quem eu era quando tudo começou e checar a diferença. Não estou me referindo à como eu era externamente, mas internamente. Quando 2008 começou eu me lembro de que me sentia muito mais insegura em relação a um sem-número de coisas e hoje, buscando lembrar exatamente de como me sentia, parece um avanço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os avanços estão sempre lá: para quem tem olhos internos para ver e orelhas internas para ouvir. Se terminarmos o ano buscando fora o que cresceu dentro de nós, a decepção será enorme. Se encerramos um período buscando respeitar a pessoinha que éramos e como ela cresceu, bem, vocês já sabem que funciona, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis então o que eu desejo a todos e todas em 2009:&lt;br /&gt;- que, mais do que conseguir aquilo que vocês possam pedir, vocês saibam mais sobre o que querem da vida e o que querem pedir.&lt;br /&gt;- que, mais do que saúde, vocês tenham noção de que ela está lá e depende de seus atos.&lt;br /&gt;- que, mais do que paz, vocês sintam-se cada vez mais enojados pela violência, a ponto de nunca perder a fé e levantarem suas vozes (e braços) para mudar a situação em que estamos.&lt;br /&gt;- que, mais do que dinheiro, vocês possam ter dignidade para viver, para ter acesso a tudo o que se fizer necessário para que cresçam sempre e que, cada vez mais, vão perdendo a culpa de terem o que merecem e sabendo que realmente merecem tudo o que quiserem ter.&lt;br /&gt;- que, mais do que amor, vocês possam amar como se nunca tivessem sido feridos.&lt;br /&gt;- que, mais do que trabalho, vocês possam amar profundamente o que fazem a cada dia, não importa o que façam, pois, seja o que for, pode ser essencial.&lt;br /&gt;- que, mais do que familia, vocês possam se reconciliar com as pessoas que mais os conhecem, ainda que seja difícil e que saibam que reconciliar não é esquecer/ignorar o mal cometido e sim compreender que, provavelmente, por mais errados que estivessem, seus entes queridos fizeram o melhor que podiam fazer, dadas as condições em que eles mesmos estavam.&lt;br /&gt;- que, mais do que união, possamos nos ver nos olhos uns dos outros, não como inimigos, mas como companheiros de jornada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que nosso inimigo interno, aquele que não cansa de dizer que não prestamos,possa passar dessa para uma melhor em paz, pois nossa consciência está satisfeita com nossa coerência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E desejo tudo isso para mim também, porque são aspirações que guiam e não sabedoria que se transmite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita paz, força e alegria para todos vocês neste Natal e neste Ano Novo!&lt;br /&gt;Os seres humanos escolheram uma forma de contar o tempo e a ela se adaptaram, porém, o infinito que nos cerca suplanta as expectativas pequenas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paz - para nos reconciliarmos com o passado.&lt;br /&gt;Força - para seguirmos no presente.&lt;br /&gt;Alegria - para as imagens de futuro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3796055284166204970-5267886578498065222?l=casadesabine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://casadesabine.blogspot.com/feeds/5267886578498065222/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3796055284166204970&amp;postID=5267886578498065222" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3796055284166204970/posts/default/5267886578498065222?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3796055284166204970/posts/default/5267886578498065222?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://casadesabine.blogspot.com/2008/12/na-cama-com-pelcia-contos-ousados-de.html" title="Na cama com a pelúcia: contos ousados de uma noite de Natal" /><author><name>Sabine Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17665476572681306136</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CE8FRXg9fyp7ImA9WxRaFk8.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3796055284166204970.post-6976300429576133016</id><published>2008-12-18T09:38:00.001-08:00</published><updated>2008-12-18T09:53:34.667-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2008-12-18T09:53:34.667-08:00</app:edited><title>Entre o terceiro e o segundo andar: presa no elevador!</title><content type="html">Um filme de terror conhecido - aquele em que o menino é filho do demônio (se bem que eu reconheço que só essa descrição não ajuda muito!) - mostra em uma de suas cenas um homem que fica preso entre dois andares de um prédio (parte do corpo fora e parte dentro de um elevador) e perde, literalmente, a cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não curto filmes de terror. Sou extremamente influenciável em termos de imagens apavorantes. Até curto livros e contos de terror, mas, mesmo sendo o acesso à catástrofe a palavra escrita, acabo tendo pesadelos horrorosos tal qual criança de cinco anos de idade. Até hoje (já não tenho cinco anos há vinte e quatro anos, vale dizer).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, por que trazer a cena à baila? Porque hoje fiquei presa em um elevador e foi a primeira cena que me veio à cabeça. Acabei descendo por uma escada para o andar de baixo (estava presa entre dois andares), bem como a moça que me acompanhava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso me fez lembrar de uma situação de turbulência em um avião sobre o Oceano Atlântico em que, por acaso, estava com um amigo indo conhecer a Inglaterra. Foi um momento um tanto assustador e, no entanto, permaneci exteriormente calma. O processo a partir do qual mantive minha postura gélida diante do turbilhão foi justamente imaginar o pior que poderia acontecer em uma situação como aquela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como fiz hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu imaginei que se o avião caísse, flutuaria e poderíamos subir em seu casco e aguardar resgate. Como era uma linha importante de tráfego aéreo e estávamos no final da noite, provavelmente, o resgate não tardaria em chegar. Não morreriamos de hipotermia, pois as águas do Atlântico, até onde sei, têm uma boa temperatura, constante. E eu poderia preocupar-me em ajudar as pessoas que estariam mais desesperadas do que eu e, com isso, o tempo passaria rápido e eu nem sentiria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim que eu lido com situações de medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual é o problema? Bem, é que imaginar tudo isso gera um stress desnecessário em relação a algo que pode não acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu tivesse perdido a cabeça naquele elevador hoje, por exemplo, dificilmente estaria escrevendo essa crônica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E você? Como lida com seus medos? Onde vai sua mente quando você percebe que está diante de uma situação imprevisível? Como faz para permanecer calmo (se é que você permanece calmo!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS. Isso não quer dizer que eu nunca perca a calma. Perco constantemente e, muitas vezes, demoro muito para encontrá-la novamente. Só que, geralmente, o que me enerva são as relações humanas e não catástrofes/desastres. Entende o que eu digo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS2. Caso esteja tentando imaginar o que foi que eu pensei em relação à minha possível perda de cabeça enquanto descia do elevador, pensei: "Vivi a minha vida o melhor que pude".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que exagero!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3796055284166204970-6976300429576133016?l=casadesabine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://casadesabine.blogspot.com/feeds/6976300429576133016/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3796055284166204970&amp;postID=6976300429576133016" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3796055284166204970/posts/default/6976300429576133016?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3796055284166204970/posts/default/6976300429576133016?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://casadesabine.blogspot.com/2008/12/entre-o-terceiro-e-o-segundo-andar.html" title="Entre o terceiro e o segundo andar: presa no elevador!" /><author><name>Sabine Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17665476572681306136</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;Dk8ARXo-cCp7ImA9WxRaFU8.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3796055284166204970.post-5892500435873194688</id><published>2008-12-17T06:31:00.000-08:00</published><updated>2008-12-17T06:40:44.458-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2008-12-17T06:40:44.458-08:00</app:edited><title>Cozinha: a maça é raspadinha, a banana picadinha e o mamão amassadinho...</title><content type="html">Vocês se lembram desse comercial? Para quem tem mais ou menos a minha idade, o comercial que dá origem ao título dessa postagem ficou bem famoso. Gostava especialmente dos efeitos sonoros que acompanhavam a maça ao ser raspada, a banana ao ser picada e o mamão ao ser amassado no meio do mingau que estavam anunciando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das coisas mais gostosas da vida é cuidar de alguém, ainda que esse alguém seja você mesmo. Eu, que tenho uma filha e não sou o que poderia se chamar de "cozinheira de mão cheia", adoro preparar pratos para ela. Às vezes, sinto que, um dia, quando ela conhecer comida de verdade, a distância entre meus parcos dotes culinários e aqueles de alguém que realmente saiba usar temperos ficará clara. Porém, enquanto isso, curto muito alimentar, cuidar, embora às vezes me bata uma preguiça descomunal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho tentado fazer isso, cada vez mais, em relação a mim, em relação a ela e em relação a meu namorado: cuidar. Eu - que sempre cuidei de amigos na base da conversa, do ouvir, do buscar exemplos e dar atenção - estou ficando mais prática. Viver com alguém (seja filho, namorado, ou quem seja) é cuidar. Passar pelas coisas do cotidiano acompanhando alguém também é cuidar. Cuidar é não se esconder em uma torre de marfim, não se limitar a relacionamentos com telas (de computadores, de celulares, de televisores), perguntar coisas e interessar-se pelas respostas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encostar também é cuidar: abraçar, fazer carinho, grudar, dormir abraçadinho. É um tipo de cuidado que é de mão dupla: você está se cuidando e cuidando do outro ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, que fui criada para acreditar que, para ser amada, tinha que ser interessante, descubro - como já mencionei em outro post - que o necessário mesmo é ser interessada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora vou mesmo pra cozinha esquentar uma "carne-experimento-com-molho-shoyu" que fiz para o almoço de hoje. Vou sentar na mesa, servir (há uns anos atrás uma amiga me deu um toque em relação à importância de fazer as refeições à mesa com as pessoas que você ama e eu levei à sério) e conversar com minha filhota.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3796055284166204970-5892500435873194688?l=casadesabine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://casadesabine.blogspot.com/feeds/5892500435873194688/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3796055284166204970&amp;postID=5892500435873194688" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3796055284166204970/posts/default/5892500435873194688?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3796055284166204970/posts/default/5892500435873194688?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://casadesabine.blogspot.com/2008/12/cozinha-maa-raspadinha-banana-picadinha.html" title="Cozinha: a maça é raspadinha, a banana picadinha e o mamão amassadinho..." /><author><name>Sabine Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17665476572681306136</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0ABQHs-cSp7ImA9WxRaE0Q.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3796055284166204970.post-6750059092330324674</id><published>2008-12-15T16:34:00.000-08:00</published><updated>2008-12-15T18:49:11.559-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2008-12-15T18:49:11.559-08:00</app:edited><title>Varanda: de pernas pro alto bebendo chá!</title><content type="html">&lt;em&gt;Ela se espreguiça - felina - apóia o livro num canto de coxa, mastiga a bala que estava já no finzinho, as pernas apoiadas num banquinho em frente à rede... Ela faz uma leve pressão com os pés e a rede balança suavemente. São cinco e pouca ou cinco e muitas, ela não sabe...É aquele horário em que o sol desce e forma padrões incríveis de cor (aquarela celeste) no cantinho de baixo do céu...Daqui a pouco, o momento passa. Passou, viu? Passou de novo! Ela sorri e sente a brisa fortalecer-se. Daqui a pouco essa brisa safada vira vento. Fica um tantinho desagradável e com ele vêm os mosquitos. Talvez chuva. É nessa preguiça de momento que muda, tarde que entra em dinâmica de noite, que ela começa a vagabundear mentalmente, aproveitando o restinho de conforto que a tarde apresenta antes de dizer adeus..."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Momentos de transição: coisa dífícil. Já teve a sensação de que, ao decidir alguma coisa em relação a você mesmo, à sua vida ou a seu comportamento, a vida te coloca imediatamente em situação de teste? É como se você decidisse e logo depois viesse a prova dos nove: se é isso mesmo que você quer, há de querer mesmo diante desse pequeno desafio que estou colocando aqui - nenhuma pedra será pedra o bastante em seu caminho para te fazer desistir. Bem... Isso se o destino fosse dado a conversas de botequim como essa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei não, mas às vezes acho (e em seguida perco) que antecipação ou expectativa são que nem crimes perfeitos: ninguém sabe que foi você, mas você sabe. Algo do tipo: se estou vivendo um momento bom, já pensando em como pode ser melhor ou como pode piorar, não tem como eu não perder prazer nisso - mesmo que esteja só na minha cabeça! E, afinal, estamos já careca de saber que as "coisas que ficam na cabeça" têm tudo a ver com as coisas que ficam fora dela. Vejam a metáfora da varanda: eu cometo o crime de estragar aquela cena perfeita já pensando que dali a pouco viriam os mosquitos e, por mais perfeito que seja o crime, já estraguei a cena...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...ou será que não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vivi muitos anos ouvindo que não existe pessoa sem expectativas. Todos têm expectativas. De uns anos pra cá, tenho ouvido que "o problema são as expectativas" e "acabemos com as expectativas". Fui eu que mudei ou foi o TUDO?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu acho mais grave nessa história toda é que os pensamentos passam. E, mesmo passando, às vezes tão rápido quanto vieram, eles deixam marcas. Será que é a gente que dá esse poder a eles?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acho que sim (e, logo em seguida, perco).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensar em mosquitos não deveria ser a ruína da minha tarde na varanda. Deveria ser como um ruído, como uma interferência, algo do tipo: vamos dar aos pensamentos que passam (não casam, não assumem compromisso) sua devida importância: nenhuma. Eu não sou meus pensamentos, recebo milhares de informações por dia, fica uma bagunça a minha cabecinha, mas eu posso escolher o que realço e o que descarto, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Danem-se os mosquitos. Uma frase para meditação: "deixe que os pensamentos passem sem procurar retê-los ou afastá-los". Porque uma coisa que procuramos reter, tem valor. Uma coisa que procuramos afastar, tem valor negativo. Logo, é deixar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ir deixando e curtindo a rede...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3796055284166204970-6750059092330324674?l=casadesabine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://casadesabine.blogspot.com/feeds/6750059092330324674/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3796055284166204970&amp;postID=6750059092330324674" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3796055284166204970/posts/default/6750059092330324674?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3796055284166204970/posts/default/6750059092330324674?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://casadesabine.blogspot.com/2008/12/varanda-de-pernas-pro-alto-bebendo-ch.html" title="Varanda: de pernas pro alto bebendo chá!" /><author><name>Sabine Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17665476572681306136</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEYBQ3wzfip7ImA9WxRaEk4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3796055284166204970.post-3896011905780332909</id><published>2008-12-13T21:09:00.000-08:00</published><updated>2008-12-13T21:22:32.286-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2008-12-13T21:22:32.286-08:00</app:edited><title>Contas na mesinha do telefone: Dinheiro e o ano da crise</title><content type="html">Você já andava em crise? Então está adiantado! Segundo os especialistas, o ano que vem é que é o VERDADEIRO ano da crise. Eu nunca tinha ouvido isso colocado com tanta ênfase antes, a não ser em minhas aulas de História estudando a quebra da bolsa de Nova Iorque em 29.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, como sempre uma pessoa inovadora, alguém a frente de seu tempo, a crise já me assola há alguns tempos. Passei por vários momentos diferenciados em relação a dinheiro e acredito profundamente que, apesar de ninguém te ensinar isso na escola, na faculdade, nem em sua família, dinheiro é energia. Você investe energia em seu trabalho e ganha energia em forma de bônus, distribui esses bônus de acordo com a energia que outras pessoas investem em você em forma de serviços e em coisas que te trarão energia de alguma forma (desde o mais básico como é o caso da comida até o mais abstrato como é o caso do lazer).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que vivemos em um mundo capitalista: dinheiro como valor central. Passamos a achar (e somos criados para isso) que o dinheiro é algo que diz coisas sobre nós, que nosso valor está diretamente relacionado a quanto ganhamos. Isso não é assim. Isso é, como já disse em outra postagem, violência econômica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, como lidar com isso tudo, então? Como levar uma vida profissional digna e falar sobre fluxo de energia (e coisas positivas e róseas do tipo) quando você sabe que o mundo não é justo e que, muitas vezes, você ganha menos do que precisa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sugeriria tentar responder às seguintes perguntas:&lt;br /&gt;1) Quero ser rico? Por quê? Pra quê?&lt;br /&gt;2) Qual é meu objetivo financeiro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso responda qualquer uma das perguntas com "isso vai me fazer feliz", repense. A felicidade não está no dinheiro que você ganha, mas nas ações que você faz. E, se você está no mercado de trabalho há algum tempo, já deve ter percebido que certas coisas pagam bem, mas não valem a pena! Não valem o preço pessoal que você paga ao realizá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês podem pensar: Ahhh, que bom, você fala assim por que tem escolha!!! Eu não tenho!!! Tenho que trabalhar onde aparecer!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu diria: Muitas vezes já passei por situações de ter que trabalhar onde desse e muitas vezes escolhi. Se não dá, não dá. Mas se der, não percamos a oportunidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3796055284166204970-3896011905780332909?l=casadesabine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://casadesabine.blogspot.com/feeds/3896011905780332909/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3796055284166204970&amp;postID=3896011905780332909" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3796055284166204970/posts/default/3896011905780332909?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3796055284166204970/posts/default/3896011905780332909?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://casadesabine.blogspot.com/2008/12/contas-na-mesinha-do-telefone-dinheiro.html" title="Contas na mesinha do telefone: Dinheiro e o ano da crise" /><author><name>Sabine Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17665476572681306136</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;C0UMSHo6eCp7ImA9WxRaEk4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3796055284166204970.post-2894042847689987991</id><published>2008-12-13T20:56:00.000-08:00</published><updated>2008-12-13T21:08:09.410-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2008-12-13T21:08:09.410-08:00</app:edited><title>Piso de tacos: puxando o tapete alheio!</title><content type="html">Já puxou um tapete por preguiça de empurrar/levantar um móvel muito pesado? Pois é. Você puxa, puxa, insiste em puxar, mas sabe que, no final das contas, a real motivação é a sua preguiça, né? Fica irritado com o mundo, com a vida, com tudo, por não conseguir tirar o raio do tapete debaixo do móvel: mas sabe que poderia pedir ajuda ou fazer uma forcinha e o tapete sairia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser que, nesse processo, você rasgue o tapete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser que consiga retirá-lo e acabe sujando todo o chão com a sujeira acumulada naquele pedacinho de tapete que ficava embaixo do móvel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Empolgada, pode ser que você derrube o móvel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escorregue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faça com que as coisas que estão em cima do móvel caiam no chão, dada a tremedeira (e caso isso aconteça - segundo Murphy - essas coisas certamente serão de vidro/cristal)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se os seus móveis são mais frágeis, de qualidade não muito boa (não são de madeira de lei, mas de lei do compensado), você pode romper o acabamento dos pés dele, se é que tem pés, ou do apoio inferior (já vi acontecer!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso sem falar na dor de coluna, no cansaço, suor, irritação...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, dê um jeito de levantar esse móvel de cima do seu tapete!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo isso porque, com outros seres humanos é a mesma coisa: quando tentamos puxar o tapete deles!!! Acompanhem as analogias: vão ficar super mal com eles mesmos, vão deixar um rastro de ressentimento inconfundível, vão deixar de ter a relação que tinham contigo antes, as pessoas ao redor deles certamente serão influenciadas pelo ressentimento recém-adquirido para com a sua pessoa e (essa foi, na minha concepção, a melhor analogia) tal como os móveis podem ver suas bases destruídas, eles terão muito mais dificuldade de confiar em alguém no futuro por sua causa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso sem falar no mal estar com o qual você com certeza terá que lidar por andar por aí puxando o tapete alheio...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, se alguma coisa está te incomodando em outro ser humano, peça a ele pra sair de cima!! Ou peça ajuda para comunicar-lhe isso! Faça um esforço pacífico para que ele colabore e você possa dar cabo de qualquer que seja sua intenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diálogo acima de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem isso, sempre teremos problemas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3796055284166204970-2894042847689987991?l=casadesabine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://casadesabine.blogspot.com/feeds/2894042847689987991/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3796055284166204970&amp;postID=2894042847689987991" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3796055284166204970/posts/default/2894042847689987991?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3796055284166204970/posts/default/2894042847689987991?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://casadesabine.blogspot.com/2008/12/piso-de-tacos-puxando-o-tapete-alheio.html" title="Piso de tacos: puxando o tapete alheio!" /><author><name>Sabine Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17665476572681306136</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CkAEQXw5cSp7ImA9WxRaEEw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3796055284166204970.post-3595179518595447522</id><published>2008-12-11T04:55:00.000-08:00</published><updated>2008-12-11T07:51:40.229-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2008-12-11T07:51:40.229-08:00</app:edited><title>Armários: limpeza de Natal</title><content type="html">O Ministério da Saúde adverte: este texto, até o presente momento, é meramente metafórico, pois a autora ainda não teve tempo de realizar sua tradicional limpeza anual de armários e pastas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando sério, agora. Limpar a casa, lavar banheiros, arrumar armários e papéis antigos e mesmo tirar o pó de livros é uma experiência muito interessante para mim! Primeiro, vem aquela preguiça, uma certa sensação de injustiça sociai, um exagero mental do trabalho que vai dar aquilo tudo. Depois de algum "espernear", começo. Então, percebo que se entrar na atitude automática de que "tenho que" fazer isso, não consigo fazer nada bem feito. Porém, se eu começar a curtir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim, nada como lavar o chão. A sensação que tenho é a de estar lavando a alma. Passar um pano molhado em todo o piso é algo semelhante. Semelhante, mas não é a mesma coisa. Adoro ver a sujeira desgrudando a jorros d´água, fazer isso descalça, de maneira que eu sinta a água e depois o chão bem limpinho, sem aspereza alguma. Gosto da sensação de "exercício" nos músculos dos braços, de senti-los trabalhando e da sensação de que parece que caminhei horas (porque o tempo todo estive em pé, flexionando os joelhos várias vezes). Gosto da sensação de pausa em meio à loucura - quando todos os bancos, ventiladores e afins ainda estão revirados em cima de mesas e eu sinto que preciso descansar e paro para tomar um copo de água apoiada na pia. Pausa para respirar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto de tirar o pó de livros, porque cada livro que eu pego (lido, semi-lido ou não-lido) representa uma aventura construída com o autor e me lembra de como era minha vida - como eu era - quando estava lendo cada um dos livros. Encontro lembranças muito escondidas no fundo de minha mente e, às vezes, isso é surpreendente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arrumar papéis e armários é ainda mais revelador. Há dois anos mais ou menos, comecei a perceber que tinha muito material não-utilizado para aulas em minhas pastas, meio desorganizados e criei locais por tema: estudos, materiais para inglês, materiais para espanhol, etc. No final do ano passado, consegui começar a usar esses materiais - porque estou sempre criando coisas do zero, para cada aula - e isso me fez bem. Porque percebi que reutilizar, reinventar tais materiais, para os contextos em que hoje leciono, é, de alguma maneira, reconhecer que não preciso jogar fora todo o meu passado, nem viver compulsionada pelo novo e pelo futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repetir é sacal, reinventar é necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada começa "do zero". Basta termos vivido um pouquinho para perdermos "o zero" completamente de vista. Nossas experiências vão se somando, nossas ferramentas se acumulando e cabe a nós organizar, limpar, cuidar delas, mantê-las sempre à nossa disposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recomendo a faxina: há mais coisas entre a faxina externa e a higiene mental do que pode um dia sonhar nossa vâ filosofia de boteco!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3796055284166204970-3595179518595447522?l=casadesabine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://casadesabine.blogspot.com/feeds/3595179518595447522/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3796055284166204970&amp;postID=3595179518595447522" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3796055284166204970/posts/default/3595179518595447522?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3796055284166204970/posts/default/3595179518595447522?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://casadesabine.blogspot.com/2008/12/armrios-limpeza-de-natal.html" title="Armários: limpeza de Natal" /><author><name>Sabine Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17665476572681306136</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;Ak4DSHw6cCp7ImA9WxRbGU8.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3796055284166204970.post-2229964822175306617</id><published>2008-12-10T08:37:00.000-08:00</published><updated>2008-12-10T09:09:39.218-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2008-12-10T09:09:39.218-08:00</app:edited><title>Justiça ou toda casa tem um tribunal</title><content type="html">Vocês podem estar estranhando o fato de que, na minha casa, exista um tribunal. Pois bem, ele existe e acredito que, na maioria das casas, deva acontecer o mesmo. Pode não ser um espaço físico, ser mais um espaço mental, mas está lá. Se bem que alguns cômodos da casa podem ficar identificados como os lugares em que se debate os rumos da família, de uma pessoa, de um vizinho...Pode ser uma varanda, uma sala de estar, uma sala de jantar ao redor da mesa, qualquer momento em que a família esteja reunida, os batalhões vão tomando posições, cada tenente lustra sua farda o melhor que pode e exibe as insígnias de filho mais velho, ou mãe batalhadora, ou dona-de-casa perfeita e preparam-se para o veredicto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há também tribunais em mesas de bar, em reuniões escolares, em filas de ônibus...Para agregar algumas pessoas ou mesmo quebrar um silêncio incômodo, nada como um julgamento. Algo do tipo: "Nossa! Que falta de educação!" ou "Esse motorista acha que está carregando gado?", coisas assim que, com certeza, a maioria de nós já ouviu por aí em algum momento. Pode ser um comentário em relação a algum "caso", como em: "Você viu o que aquela mãe fez com o filhinho de 2 anos?" ou "Viu como a fulaninha-famosa engordou, deve estar se esbaldando?/Viu como a fulaninha-famosa emagreceu, deve estar anoréxica?". Coisas assim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Justiça é um conceito muito interessante. Pressupõe que existam culpados e inocentes e pressupõe que alguém saia ganhando ao ser violento com outra pessoa. Essa semana, por exemplo, um policial atirou em um menino de 8 anos que saia para comprar pão às 7 da manhã na favela da Maré. Ele viu o policial ao sair de casa e, assustado, voltou correndo pra dentro de casa e bateu a porta. O policial atirou contra a porta. O menino morreu. Estive com a mãe desse menino e parentes de várias vítimas de crimes como esse, hoje, no centro da cidade. Pude ver sua dor. Compartilhei um sentimento de profunda injustiça vivido por essas pessoas e que é fruto de muitas coisas, dentre elas, da política de segurança pública que temos hoje na cidade do Rio de Janeiro e que é, na verdade, uma política de insegurança, feita para proteger poucos e ineficaz em todos os sentidos, pois não chega realmente a proteger ninguém...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando combatemos a violência com violência, geramos níveis cada vez mais alarmantes de violência. Não é possível apagar o fogo com mais fogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que às vezes fica encoberto por esse sentimento de injustiça é que a violência física é uma expressão (última) de tipos de violência muito mais pervasivos e cruéis. Há uma violência política: não vivemos em uma democracia real, não há comunicação entre governantes e governados (nem há justificativa para isso dada a tecnologia de baixo custo disponibilizada sob forma de Internet). Não existem políticos que representem as pessoas: tanto porque os eleitos são aqueles que vendem sua imagem e suas promessas como estrelas da TV, como porque as próprias pessoas ainda temem/resistem a organizarem-se para levar a esses políticos suas reais prioridades. Isso é violência política. Sim, é uma forma de violência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma violência racial, extremamente escamoteada pela imagem faceira e praiana de nossa cidade, que só pode ser compreendida por aqueles que a vivem na pele. Há uma violência religiosa: em que pessoas são julgadas cotidianamente pelo tipo de Deus em que escolheram acreditar, pela forma como se relacionam com o que há de mais sagrado para elas. Isso é violência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma violência econômica. Porque exigir-se dinheiro para que qualquer ser humano tenha acesso ao mínimo de dignidade e gerar uma situação em que milhões de pessoas não têm acesso a tal dignidade é violência. O fato de sermos coagidos a permanecer escravos, abaixarmos a cabeça para algumas pessoas que podem decidir nosso destino profissional, não termos dinheiro para manter os serviços mínimos em nossa casa e que a única forma de ter acesso a algo além do básico seja endividar-se até a morte é uma violência das mais cruéis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma violência moral: das pessoas que dizem uma coisa e fazem outra. Há uma violência psicológica: quando quero impor minhas verdades, condutas e formas de ver o mundo como as únicas corretas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma violência interna: quando eu mesmo me maltrato, eu mesmo tomo decisões que sei que são prejudiciais a minha pessoa. Não acredito em mim mesmo e, portanto, como poderia acreditar nos demais? Não me vejo digno e não consigo lidar comigo mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso eu comecei dizendo que em toda casa existe um tribunal...Dentro dos corações dos homens, existem tribunais...Todos somos violentos e reconhecer isso é o princípio do reconhecimento de que podemos mudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A justiça que eu quero é aquela em que eu e meus irmãos paremos de nos julgar porque isso já não seja necessário. Enquanto isso não é possível, temos sim que nos manifestar em relação a tudo o que é falho nesse sistema de valores e em relação às tragédias que nos acompanham dia-a-dia: não podemos ficar calados!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, tampouco podemos esquecer que isso não é o bastante. O que queremos é uma sociedade de paz e não-violência ativa e para isso só uma nova educação, baseada em um novo paradigma, com a construção de novos valores de sustentação sociais, poderão modificar alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso que, um dia, nós sintamos tanto nojo, tanto mal estar físico, diante de uma cena de violência (seja ela física, econômica, moral, racial, psicológica, religiosa ou interna) que não possamos deixá-la passar em branco. Que essas cenas façam mal a todos nós, porque todos somos parte de uma mesma Humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso transformar tribunais em oficinas de conscientização...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3796055284166204970-2229964822175306617?l=casadesabine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://casadesabine.blogspot.com/feeds/2229964822175306617/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3796055284166204970&amp;postID=2229964822175306617" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3796055284166204970/posts/default/2229964822175306617?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3796055284166204970/posts/default/2229964822175306617?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://casadesabine.blogspot.com/2008/12/justia-ou-toda-casa-tem-um-tribunal.html" title="Justiça ou toda casa tem um tribunal" /><author><name>Sabine Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17665476572681306136</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEAGQ345fSp7ImA9WxRbF0U.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3796055284166204970.post-5211930844545882578</id><published>2008-12-08T15:57:00.000-08:00</published><updated>2008-12-08T16:32:02.025-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2008-12-08T16:32:02.025-08:00</app:edited><title>Quarto de bagunça: Você tem diários para reler?</title><content type="html">Porque se tiver pode ser um exercício muito interessante! Desde ontem estou relendo diários de 2000 e 2001. A proposta inicial não era relê-los, mas eu explico: fizemos um exercício de auto-conhecimento em nossa reunião semanal do Movimento Humanista no domingo e foi sugerido que buscássemos exercícios anteriores - do mesmo tipo, que já fizemos algumas (muitas!) vezes - para comparar, ver nosso avanço, ter uma certa clareza de processo. Então, eu busquei os diários e cheguei realmente a encontrar duas versões anteriores dos tais exercícios e fazer o trabalho de comparação recomendado (que foi muito interessante!), mas me empolguei lendo a menina que eu era aos vinte anos (é um personagem muito engraçado!) e me peguei rindo de coisas que escrevi. Recomendo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ler um diário antigo é como (re)conhecer uma outra pessoa. Sim, porque definitivamente eu sou outra pessoa. Caso você esteja em uma atitude minimamente positiva, é capaz de perceber que as coisas que você considera os grandes erros de sua vida não podem ser colocadas na sua conta (porque você ainda não era quem é hoje) e tampouco na conta daquela pessoa (porque ela fez o melhor que pode!). Além disso, existem muitos registros dos quais me lembro muito bem! Quer dizer, lembro-me exatamente da situação, de como estava me sentindo, às vezes até de onde estava sentada e do que estava ouvindo, se a TV estava ligada ou não, enfim...Escrever é algo poderoso porque torna as nossas reflexões e sentimentos momentâneos fatos para a consciência: ler um texto escrito por você há algum tempo atrás é como clicar em um ícone que te leva direto à cena ou ao contexto da época. O mais interessante é que estar naquela cena ou reconhecer aquele contexto é algo que te leva a identificar quem você era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho uma relação de amor e ódio com a pessoa que eu fui (que objetivo transformar em uma relação de amor e carinho), mas relendo meus diários deparei-me com mais momentos de ternura e compreensão em relação a essa pessoa do que momentos de raiva e culpa. Questão de disposição prévia: já houve momentos em que só de abrir esses caderninhos de confidências eu sentia raiva e/ou tristeza e/ou desapontamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu encontrei respostas a perguntas que ainda faço, respostas que em algum momento eu abandonei, mas que eram cheias de insight (e que podem voltar a serem úteis!). Encontrei erros de português e de inglês que me fizeram pensar em meu processo de aprendizagem ao escrever. Encontrei tragédias que hoje soam como piadas. Encontrei uma pessoa muito mais confusa, cujos textos se misturavam a desenhos de bonequinhas, roteiros de cinema em inglês inacabados, letras de música jogadas ao acaso no meio do texto. Encontrei um registro de 2000 que diz que eu tinha que aprender a mexer no &lt;em&gt;messanger&lt;/em&gt; (tava escrito assim mesmo...morri de rir!) porque as pessoas estavam começando a fazer reuniões virtuais. Aprender a mexer no messanger!!!! Seja lá o que isso for.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrei uma pergunta "que não queria calar" e que aparecia em vários momentos ao longo de dois anos: às vezes sinto que há alguém que me protege, que cuida de mim, que está sempre presente e não sei quem é. Quem é essa pessoa?" Bem, hoje eu posso responder-me: era eu mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo vocês com alguns dos melhores momentos desses diários que me fizeram rir e compreender muita coisa. Se tiverem diários, releiam de coração aberto. Acreditem, é bem interessante!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Me sinto um resto de nada atrás do armário no estômago de um besouro ou uma lacraia".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Hoje sou um poço alegre de culpa...se é que isso é possível".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Aos poucos, creio que posso ir achando meu coração".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A coisa certa pelo motivo errado pode funcionar menos do que a coisa errada pelo motivo certo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não sou uma porta e estou profundamente feliz com isso".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É um domingo com cara de 'recompensa após a batalha' ou 'confraternização dos guerreiros ninja' como uma fotografia dos anos 70/80, cores vivas quase desfocadas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"K. está aqui e vai acabar lendo essa parte do texto onde tem o nome dela (ela está aqui do lado). È que ela está lendo tudo o que eu escrevo...Mal sabe ela que esse caderninho velho é meu diário".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Posso me abrir a receber todas as coisas boas que desejo da vida da seguinte forma: sendo quem sou, acreditando que já sou o que quero ser. Hoje vou experimentar mudar radicalmente de corpo durante a noite".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu me dou conta de que não tenho sido paciente comigo quando quero compreender a essência de tudo em três segundos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, essas são as melhores até o momento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3796055284166204970-5211930844545882578?l=casadesabine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://casadesabine.blogspot.com/feeds/5211930844545882578/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3796055284166204970&amp;postID=5211930844545882578" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3796055284166204970/posts/default/5211930844545882578?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3796055284166204970/posts/default/5211930844545882578?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://casadesabine.blogspot.com/2008/12/quarto-de-baguna-voc-tem-dirios-para.html" title="Quarto de bagunça: Você tem diários para reler?" /><author><name>Sabine Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17665476572681306136</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;DEUFQ3Y7eSp7ImA9WxRbF00.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3796055284166204970.post-2782393469903520124</id><published>2008-12-07T19:06:00.000-08:00</published><updated>2008-12-07T19:16:52.801-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2008-12-07T19:16:52.801-08:00</app:edited><title>Na sala com a babá: quem eu quero ser quando crescer...</title><content type="html">Quando eu crescer, quero ser atriz, pintora, bailarina, escritora, performance woman, super star, cantora, professora (de primário, de ensino médio e universitária), programadora, esgrimista, lutadora de krav-magá, karateca, cineasta, dona de uma brinquedoteca, dona de loja de discos, piloto, artista plástica, motorista de ônibus, música, modelo, política, mulher fatal, esposa, namoradinha de portão, espiã, mãe de gêmeo(a)s, astronauta, pesquisadora, monja zen-budista, patinadora no gelo, nadadora, jogadora de vôlei, artista de circo, mágica, sacerdotisa em algum templo, religiosa, revolucionária, médica, advogada, engenheira...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria, por favor, Papai Noel, se é que o senhor está lendo essa postagem, de ser tudo isso ao mesmo tempo e ter permissão de deixar de ser qualquer uma dessas coisas assim que me cansasse. Se bem que eu preferia ter pique para fazer tudo bem feito sem me cansar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ahhh, ia me esquecendo, quero ser Física (da linha da mecânica quântica), Matemática e Médium. Se puder escolher só uma dentre essas três opções, fico com a primeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o senhor achar que é muita coisa para uma pessoa só, poderia por favor, escolher por mim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que eu ando sofrendo de indecisão crônica e suspeito de que já cresci o bastante para escolher alguma coisa mais definitivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aguardo sua resposta,&lt;br /&gt;Sabine&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz Natal!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3796055284166204970-2782393469903520124?l=casadesabine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://casadesabine.blogspot.com/feeds/2782393469903520124/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3796055284166204970&amp;postID=2782393469903520124" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3796055284166204970/posts/default/2782393469903520124?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3796055284166204970/posts/default/2782393469903520124?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://casadesabine.blogspot.com/2008/12/na-sala-com-bab-quem-eu-quero-ser.html" title="Na sala com a babá: quem eu quero ser quando crescer..." /><author><name>Sabine Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17665476572681306136</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0QGQ3o5fSp7ImA9WxRbF00.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3796055284166204970.post-1293512364317965023</id><published>2008-12-07T18:25:00.000-08:00</published><updated>2008-12-07T19:02:02.425-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2008-12-07T19:02:02.425-08:00</app:edited><title>Mesinha do Telefone: Se você quer ficar louco, basta passar a vida falando sobre você!</title><content type="html">Eu vi o comentário acima em um filme chamado A Resposta. Filme interessante, peguei para ver com milhões de preconceitos sobre, pré-conceitos, mas valeu a pena no fim. A frase é de um ex-viciado em várias coisas e ele explica porque passava a vida falando somente dele mesmo e achando que os outros, por algum motivo, se interessariam nisso: achava que tinha que ser interessante para ser amado, para ser querido. Que se não fosse muito interessante, sempre com causos para contar e piadas para compartilhar, se não fosse um personagem com tudo a que a palavra dá direito, acabaria sozinho. Só que, mesmo sendo assim o tempo todo, ele sempre acabava sozinho. Protegido de seu medo de se relacionar com outros, do medo que sentia de que as pessoas fossem descobrir o quão imperfeito ele era, quão desinteressante, ele acabava isolado em um castelo de &lt;em&gt;cool&lt;/em&gt; (palavra que significa tanto legal, quanto descolado, maneiro, fashion, inabalável, gélido - palavrinha interessante!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, só existe um jeito de sermos e permanecermos perfeitos: mantermos distância de outros seres humanos e cultivarmos uma imagem superficial - &lt;em&gt;cool syndromme&lt;/em&gt; ou coolite aguda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de ir ao inferno e voltar em termos de uso de drogas, eis que o sujeito descobre que para sermos queridos e amados não precisamos ser interessantes e sim interessados. Precisamos estar dispostos a ouvir as pessoas, nos interessarmos pelas vidas delas. Ele diz que saiu perguntando coisas às pessoas, ansiando por suas respostas, colocando-se a ajudá-las e compreendê-las e que isso fez toda a diferença. Hoje em dia ele ensina isso. Ele disse o nome técnico que inventou para isso, mas eu esqueci.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu compreendo perfeitamente do que ele está falando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ele fala da gaiola de &lt;em&gt;coolness&lt;/em&gt;, sei a que está se referindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu cresci acreditando que tinha que ser uma pessoa incrível, extraordinária, fantástica, alguém que fizesse algo super novo, incrível, extraordinário e fantástico, algo nunca antes feito na história da humanidade. Bolei várias maneiras de fazer coisas assim e fiz coisas muito interessantes, mas, no meio do caminho, acabei me esquecendo de meu objetivo real por trás de minhas realizações: ser querida, ser amada, me relacionar melhor com as pessoas e gostar de mim mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei ao ponto de responder várias vezes às pessoas que não queria ser feliz, queria ser especial. O valor se inverteu, virou uma cenourinha na frente do cavalo de olhos tapados, algo para ser perseguido eternamente e nunca alcançado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um outro momento desse filminho fabuloso, alguém diz que viver não é preocupar-se em ser invulnerável e sim sobre ser totalmente vulnerável. Sobre estar de corpo e alma no momento em que se vive, entregar-se, não temer. A criança que eu fui que não sabia como lidar com "nãos", com rejeição, com degradação e com objetivos não cumpridos, seguia operando em mim. Mas, peraí, eu cresci...Já posso aguentar esse tipo de coisa, não é? Não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escolher querer ser feliz não é uma tarefa fácil hoje em dia. Estamos atulhados de coisas, enfeites exagerados, adereços carnavalescos, que nos impedem de voltar às nossas motivações de criança e escolher adequadamente o melhor caminho para consegui-las. Tais adereços nota dez, da estação primeira de meu ego, tem a ver com compulsões como sexo, dinheiro, prestigio, poder e nos fazem esquecer (não sem um custo) que não nascemos querendo nada disso: quando crianças queremos ser felizes e amados, queridos. Quando crianças queremos nos relacionar bem com os outros e curtir essa interação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repito: escolher ser feliz não é tarefa fácil. Nós, que vivemos um pouquinho, quem sabe uns dez a vinte anos de maturidade (?), já tivemos muito tempo para invertarmos desculpas para nossa violência interna e externa e, inclusive, encontramos tais desculpas nos argumentos de grandes filósofos e pensadores. São coisas como: "o trabalho enobrece o homem" (por isso devo me matar de trabalhar e ser compulsiva em relação a isso); "o maior professor é o sofrimento" ( ou seja, os fins justificam os meios e às vezes as pessoas só aprendem através do sofrimento); "já que a morte é a única certeza, de nada vale preocupar-se em construir coisas" ( o que nos faz deixar a vida nos levar e não assumir a responsabilidade sobre nossos atos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, vejamos bem, essa parte da responsabilidade sobre nossos atos é fundamental: tendo nascido em meio à esta sociedade violenta, quem é que quer assumir responsabilidades? Se o mundo é injusto, se eu e você somos vítimas desse mundo (e todos somos, não é?), se tantas vezes já sofremos quando nossas intenções eram boas e nossos esforços desmedidos, por que agora gritar independência e agir de acordo com o que verdadeiramente queremos??&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes a gente não sabe mais o que quer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, essa é uma busca que vale a pena viver. Ainda que você diga que quer ser feliz e só, que quer servir aos outros e só, mas não sinta no fundo do peito que é isso mesmo o que você quer ( fica um pensamento lateral do tipo: "Mas bem que eu poderia ser rico, famoso e respeitado, além de feliz..."), vale a pena seguir nessa direção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a única direção não-passageira, a única que nos dá força em momentos de crise e a única coisa que podemos verdadeiramente controlar é a direção de nossas vidas, não os resultados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, criei uma frase que escrevi em meu caderno durante um trabalho de auto-conhecimento: "Um calendário é uma série de propostas queridas e não uma lista de resultados a alcançar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa sou eu tentando ser mais humana, menos &lt;em&gt;ego trip&lt;/em&gt; e mais imperfeita.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3796055284166204970-1293512364317965023?l=casadesabine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://casadesabine.blogspot.com/feeds/1293512364317965023/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3796055284166204970&amp;postID=1293512364317965023" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3796055284166204970/posts/default/1293512364317965023?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3796055284166204970/posts/default/1293512364317965023?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://casadesabine.blogspot.com/2008/12/mesinha-do-telefone-se-voc-quer-ficar.html" title="Mesinha do Telefone: Se você quer ficar louco, basta passar a vida falando sobre você!" /><author><name>Sabine Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17665476572681306136</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CE8AQ3wzeCp7ImA9WxRbF00.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3796055284166204970.post-236668732019791507</id><published>2008-12-07T11:00:00.000-08:00</published><updated>2008-12-07T18:20:42.280-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2008-12-07T18:20:42.280-08:00</app:edited><title>Sala de Jantar: "Bem, você já esteve mais gorda!"</title><content type="html">Ouvi a frase do título algumas vezes, ao longo da vida, ao perguntar se havia emagrecido ou ao dizer claramente que havia emagrecido dois ou três quilos. Não é uma resposta agradável de se ouvir, mas era a resposta possível para minhas amigas naquele momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há duas semanas atrás, sem comentários, perguntas ou necessidade de afirmação externa de minha dieta, cheguei em um lugar e ouvi (embora não pela primeira vez): "Nossa! Você emagreceu muito! E sua filha também!" O que me surpreendeu é que, apesar de já ter ouvido isso antes, naquele momento eu ainda me considerava no início de um processo e tinha perdido apenas seis quilos, coisa que, em outros momentos, não fora suficiente para elogios ou comentários. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria contar um pouco sobre esse processo entre o "você já esteve mais gorda" e o "nossa! você emagreceu muito!": o que foi que aconteceu e como foi que eu fiz. Talvez seja útil para alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu poderia resumir dizendo que comecei há cinco semanas a fazer minha própria comida (coisa em que economizei horrores, apesar de nunca ter gostado muito de cozinhar), levá-la para o trabalho, comer de três em três horas, seguir uma dieta feita para a minha faixa etária (de 20 a 31 - daqui a dois anos mudo para a de 31-40 hahaha)e me exercitar três vezes por semana (e pedi para um amigo meu, ex-aluno meu, que é personal trainer entre outras coisas, ir guiando a intensidade do exercício a cada semana). O exercício é caminhada ou bicicleta ergométrica em casa (entre 40 e 50 minutos), mais uma série de quatro exercícios localizados ao final de cada aeróbico. A variação que esse meu ex-aluno me sugere é bem básica - uma semana caminhe 3 minutos normalmente e 1 mais rápido e assim sucessivamente. Na outra caminhe três minutos e corra 1. Na outra só caminhe por mais tempo, coisas assim...) A comida é basicamente um café reforçado sempre com frutas, carnes com muito legume e verdura (com acompanhamento de arroz e feijão no almoço) e lanches de barra de cereal, ou fruta, ou água de coco. Coisa simples.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Receita do sucesso? Bem, isso é o que estou efetivamente fazendo agora e, com certeza, dá resultado. Simples assim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, se eu quiser me aprofundar mesmo na questão, tenho que admitir que tudo faz parte de um processo enorme, de uma coisa gigantesca que começa na minha infância e como não pretendo escrever um livro (por enquanto!) tenho de fazer algum recorte. Vou recapitular, então, um processo que teve início há três anos atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há três anos atrás eu comecei a descobrir meu estilo (e ainda não terminei de descobri-lo, diga-se de passagem) e permitir-me escolher roupas que caissem bem para meu tipo físico, que valorizassem meu corpo. Isso foi um processo longo e difícil já que era muito difícil para mim "ser uma pessoa séria e ao mesmo tempo preocupar-me com essas coisas aparentemente fúteis". Essa era minha desculpa. Eu estava quinze quilos mais gorda do que estou hoje, de saco cheio e já tinha tentado (inclusive com resultados bastante positivos) dietas de todos os tipos, inclusive deste tipo que estou fazendo agora. A questão de esperar ter um determinado corpo para, então, aprender a me vestir, me cuidar e me permitir certa vaidade era o ponto principal. O primeiro passo em relação ao avanço que observo hoje foi dado quando perdi o pudor de comprar calças jeans em lojas para tamanhos grandes (se iam ficar bem em mim, por que não?), perdi o pudor de me aprofundar em cores, formas e maquiagem (e nisso tive muita ajuda de minhas amigas do peito, sempre presentes!) e com isso foi sumindo a sensação de que "eu não tinha direito de ser bonita enquanto fosse gorda". Foi o primeiro passo. Minha relação com o mundo mudou e eu pude me relacionar melhor com as pessoas, sem a sensação constante de estar "pedindo desculpas" por estar acima do peso ou de "não poder fazer nada para melhorar minha aparência enquanto não fosse magérrima". Foi o primeiro passo...Na verdade, para que isso acontecesse foi necessário que eu percebesse que, enquanto o meu ideal de beleza fosse ser outra pessoa, estaria perdida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disso, veio o pânico de estar muito acima do peso. Eu já havia observado que era difícil passar de certos números de quilos, que o corpo mantinha um equilíbrio de peso o quanto podia, mas, uma vez rompendo a barreira pela primeira vez, era mais difícil ainda sair daquele patamar. Eu estava chegando a um peso que nunca tivera antes, mesmo tendo sido sempre gordinha e isso me apavorou de verdade! Imagina se eu me estabilizo nesse novo peso, dez quilos acima do meu peso nos últimos cinco anos, e não consigo fazer o caminho de volta. Nessa época, aprendi muitas outras coisas sobre mim: aprendi que não curtia os pequenos resultados de minhas dietas e exercícios, que entrava em atitudes compulsivas de querer fazer dez horas de exercício de uma vez ou comer só alface para compensar a ceia de Natal e não sei se foi o fato de já ter passado por isso muitas vezes ou a idade que não me dava disposição alguma para sacrifícios, mas fiz uma dieta muito mais regrada, ainda que compulsiva. Altos avanços! Perdi dez quilos em três meses e depois entrei para uma academia no início do ano passado, o que me ajudou a manter-me assim: num patamar seguro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse meio tempo, descobri um livro chamado "A Dieta sem Dieta" que não resolveu meu problema, mas contribuiu muito para que eu chegasse onde estou hoje. O princípio básico do livro era que dietas não funcionavam e que as pessoas eram gordas por apegarem-se a comportamentos/hábitos de maneira inflexível. Portanto, sugeria que ao invés de fazer dieta e exercícios a pessoa mudasse hábitos, um por dia. Primeiro havia indicações como "não ver TV por um dia", depois indicações relacionadas à personalidade "se você é muito assertivo, procurar só por hoje ser não-assertivo" e depois indicações relacionadas à atividades diferentes (coisas que você nunca fez antes). Nessa, eu aprendi muita coisa: aprendi que, só de mudar alguns hábitos, perdia a vontade de comer/beber determinadas coisas; aprendi a regrar meu tempo no computador, decidir mais ativamente minhas atividades ao longo do dia ao invés de me deixar "levar pela maré", aprendi muito sobre meu estilo de personalidade e que não morro se tentar atuar de outro jeito. Enfim, tudo isso me fez entrar em uma onda de mudança que durou o ano inteiro, mesmo quando eu já havia completado as quatro fases da dieta sem dieta e desistido de seguir no programa. De alguma maneira, o básico ficou... O livro prometia que eu perderia 0,5 kilos por semana e eu acho que perdi 1,0 ou 1,5 em um mês, sem dieta e sem exercícios. Além do que, foi muito divertido porque, nessa de fazer coisas novas, saía muito mais com minha filha, fui patinar no gelo, chamei amigos para passear que normalmente não chamaria. Muito divertido mesmo! Todo esse processo serviu para abrir minha mente, mostrar que as coisas podem ser de vários jeitos e que a gente fica preso a um estilo de vida porque quer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, ainda não era a reeducação alimentar, era, ainda, uma medida de emergência que eu tinha conseguido seguir com um pouco mais de disciplina do que as anteriores e um pouco menos de compulsão. Larguei a academia depois de três meses por falta de grana, deixei de me preocupar com o que comia e segui o ano, este ano, até outubro, sem tomar nenhuma medida em relação a peso/alimentação/exercício. Os pontos positivos (muito positivos!) foram: pela primeira vez, ao ver meu peso subindo a níveis estratosféricos eu tinha conseguido tomar uma atitude, mantive os dez quilos a menos ao longo do ano (e logo percebi que a recompensa era que, mesmo exagerando, não voltava ao mesmo patamar de comilança e sedentarismo) e consegui em intervalos de dois meses, manter uma atividade física regular ( minha mãe me deu uma bicicleta ergométrica de aniversário e eu a usei, mês sim/mês não). Pontos positivos da dieta sem dieta: seguir inovando, saltar antes do ponto só para ter a oportunidade de andar mais, curtir mais passeios, mudar pelo simples prazer de mudar... A dieta sem dieta também reforçou a idéia de que eu não queria mais sacrifícios e compulsões desproporcionadas como resposta aos problemas de peso: fiquei com um insight claro na cabeça de que toda vez que eu planejasse alguma coisa que fosse uma mudança radical e "para ontem", não funcionaria e significaria que eu mesma já estava me boicotando para que desse errado (também um grande avanço).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, então... como foi que eu entrei nessa fase em que estou hoje?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu comecei a ficar doente. Muito doente. Tive várias coisas, dos mais variados tipos, nos mais variados órgãos e passei por algumas experiências deprimentes relacionadas à dentistas de emergência em um hospital público em Paquetá, entre outras especialidades médicas. Meu corpo parecia estar pedindo arrego. Fiquei, pela primeira vez na vida, uma semana de cama. Levei um susto em um dia em que senti uma dor aguda e tive que tomar uma injeção intra-venosa no escuro porque minha luz tinha sido cortada. Ou seja...entre torcilor, gastrite, virose, etc... fui gentilmente lembrada pelo meu corpo de todos os check-ups, limpezas, exames que eu não fazia há anos e tive que correr atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A IV no escuro foi a gota d´água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, busquei a dieta dos 20-31 e comprei os ingredientes para começar a fazer. Com o pouquíssimo dinheiro de fim de mês que eu tinha. E desde então tem sido assim. Cinco semanas de "mudei de vida", já perdi 8 kilos e agora tenho certeza de que é pra sempre e de verdade. Agora, pela primeira vez, eu quero que seja assim e preciso que seja assim. Pela primeira vez sinto a importância de estar saudável. E não é exatamente um medo de morrer ou de sentir dor, mas sim uma sensação legítima de que eu não mereço me tratar como até bem pouco tempo vinha me tratando em termos de alimentação e atividade física. Estou com outra disposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem sido assim para mim, acho que cada um tem seu processo...Quis escrever porque, normalmente, quando as pessoas falam sobre dietas, elas falam sobre como vão ficar lindas ou como mudaram tudo e deu certo e eu não sinto que tenha sido assim. Sinto que esse meu momento se tornou possível bem aos poucos e que é a busca de cada um por superar seus vícios e condutas esquisitas o que permite chegar a estágios como esse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez, por não ter essa compreensão, é que eu olhasse aqueles relatos de pessoas que simplesmente implementaram uma dieta e emagreceram trinta quilos e tudo o que eu conseguisse pensar fosse: "Isso nunca vai acontecer comigo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa importante: estava na terceira semana desse meu novo processo e estava pensando que saudável eu sem dúvida ficaria, mas que talvez não perdesse muitos kilos. Quando uma amiga incrível que eu tenho me disse uma coisa super simples que me ajudou muito. Ela disse: "As coisas dão certo quando a gente faz as coisas certas". E eu acreditei nela. E segui meu processo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que não dê certo, já está dando. Dá pra entender?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3796055284166204970-236668732019791507?l=casadesabine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://casadesabine.blogspot.com/feeds/236668732019791507/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3796055284166204970&amp;postID=236668732019791507" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3796055284166204970/posts/default/236668732019791507?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3796055284166204970/posts/default/236668732019791507?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://casadesabine.blogspot.com/2008/12/sala-de-jantar-bem-voc-j-esteve-mais.html" title="Sala de Jantar: &quot;Bem, você já esteve mais gorda!&quot;" /><author><name>Sabine Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17665476572681306136</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;DkMFRng4eCp7ImA9WxRbFko.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3796055284166204970.post-7698324829626368630</id><published>2008-12-06T16:22:00.000-08:00</published><updated>2008-12-07T10:26:57.630-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2008-12-07T10:26:57.630-08:00</app:edited><title>Sótão - Vocação: como descobri-la?</title><content type="html">Quando eu era criança e ouvia falar de vocação, imediatamente relacionava a palavra à freiras. Para mim, vocação era coisa que só as freiras tinham! Ninguém em meu ambiente familiar usava essa palavra a menos que fosse para dizer que determinada pessoa ou personagem de filme entraria para um convento ou monastério porque tinha a tal palavra (o que quer que ela significasse) e eu não. Lembro-me de um filme em que uma freira sobrevivia a um naufrágio com mais dois homens e iam os três para uma ilha deserta. Um dos homens se apaixonava por ela e ela resistia até o fim, sem dizer que era freira, pelo que me lembro. Lembro-me de meu avô elogiando o compromisso daquela postulante (a lindíssima Debora Kerr, se não me engano) e de minha avó dizendo: "Ah, quando a pessoa tem vocação..." Bem, não sei se foi exatamente a partir daí, mas em algum ponto vocação passou a ser uma coisa para poucos e, ao mesmo tempo, relacionada a não namorar (naquela época em não pensava em termos sexuais, mas já considerava a possibilidade de algum dia beijar um menino na boca). Acho que não preciso explicar muito o porquê de essa palavra nunca ter ocupado um espaço muito grande em minha mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocação vem do latim "vocare" - fui pesquisar e encontrei vários sites, quase todos religiosos, explicando isso. Vocare significa chamar, vocação seria um chamado. O &lt;a href="http://www.coladaweb.com/sociologia/vocacao.htm"&gt;site que eu elegi&lt;/a&gt; como referência me chamou a atenção justamente porque apresentava um conceito geral de vocação e, posteriormente, o religioso. Diz que a vocação está sempre voltada para a alteridade, ou seja, é sempre para o outro, uma atitude de serviço a outras pessoas (independentemente de ser religiosa ou não). Diz também que é como "uma idéia que insiste em permanecer".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anos depois do filme da freira, deparei-me novamente com a palavra vocação no Movimento Humanista e comecei a considerar seriamente a possibilidade de que todas as pessoas tenham uma vocação, por mais que seja difícil enxergar. Até então, o mais perto que eu chegava disso era falar em missão: minha/sua/nossa missão sobre esta Terra. Sempre acreditei que tivéssemos uma. Nesse meio tempo, já tinha sido apresentada aos tão famosos "serviços de orientação vocacional" e a palavra ganhava contornos religiosos e profissionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dez anos mais tarde, converso com minha filha sobre missão de vida (continuo achando a palavra vocação complicada) e ela me diz que, por enquanto, sua missão de vida é mostrar às pessoas que nem toda menina precisa gostar de rosa, ou brincar só com bonecas. Parece-me válido. Fico imaginando, no entanto, como isso se encaixaria em uma profissão ou atividade concreta e, logo depois, me espanto com a minha preocupação: a vocação de uma pessoa precisa mesmo ser algo que dê dinheiro? É difícil me livrar do fantasma do "mercado de trabalho e das contas", mesmo conversando com uma menina de 9 anos. Bem, pelo menos mantive minhas preocupações pragmáticas só para mim. Bom começo, eu acho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontro um desses textos sobre "gestão de carreira" que diz que é muito mais difícil encontrar nossa vocação do que segui-la e fala sobre como as pessoas se contentam com a satisfação financeira e uma aposentadoria garantida e deixam de lado a necessidade de fazer algo que tenha sentido. Ele compara a situação de quem está em um emprego insatisfatório e desiste da busca por sua vocação à de um prisioneiro que ao menos tem comida e um teto e, apesar de querer muito ser livre, tem medo de voltar às ruas. Eu acho que algumas dessas considerações podem ser profundamente injustas, já que a maioria das pessoas realmente não têm como passar anos estudando e se preparando para fazerem o que gostam. Porém, as pessoas me dizem que o mundo é injusto mesmo, para todos, e eu faço o que posso em meu projeto de ativismo para que ele seja cada vez menos assim e para que as pessoas que estão a meu lado cresçam e apareçam. A situação social não descarta de todo a necessidade de encontrarmos nossa vocação religiosa, profissional ou mais abrangente, fora dos padrões do sistema em que vivemos, seja ela qual for.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ter vocação é juntar cabeça e coração", diz o &lt;a href="http://www.gestaodecarreira.com.br/ldp/carreira/vocacao.html"&gt;artigo&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que vocês diriam às pessoas que não conseguem gostar de nada do que fazem? Não conseguem conectar cabeça e coração? Não consegue ter prazer, curtir, soltarem-se a ponto de ficarem vulneráveis aos sentimentos? Largar a armadura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que existem muitas pessoas assim, não é? Não seria, então, também um problema social o fato de estarmos nos distanciando cada dia mais de nossas reais vocações?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Humanidade como um todo se distanciou de sua vocação evolutiva e da direção em que "dar é mais do que receber" e isso torna os textos e conselhos que, em outro contexto seriam bem úteis, muitas vezes, muito difíceis de seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, uma nova sensibilidade está nascendo e os temas da vocação, do amor sincero, da abolição dos preconceitos, do não-pragmatismo, voltam a surgir em textos diferenciados, filmes, músicas...Bem, como o tema de que nós, seres humanos, não temos uma "natureza": somos eternos mutantes, aprendemos processualmente e cada ação nossa parte de uma escolha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No âmbito pessoal, social e interno/espiritual, fazer escolhas melhores é o lema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que tudo isso está relacionado de alguma maneira e que refletir sobre nossas escolhas pode ser o princípio do reencontro com a real vocação humana e, como conseqüência, com nossa vocação em particular.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3796055284166204970-7698324829626368630?l=casadesabine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://casadesabine.blogspot.com/feeds/7698324829626368630/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3796055284166204970&amp;postID=7698324829626368630" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3796055284166204970/posts/default/7698324829626368630?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3796055284166204970/posts/default/7698324829626368630?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://casadesabine.blogspot.com/2008/12/sto-vocao-como-descobri-la.html" title="Sótão - Vocação: como descobri-la?" /><author><name>Sabine Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17665476572681306136</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0YMQHw6fyp7ImA9WxRbFU0.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3796055284166204970.post-8524076106186829769</id><published>2008-12-05T11:03:00.001-08:00</published><updated>2008-12-05T11:26:21.217-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2008-12-05T11:26:21.217-08:00</app:edited><title>Porão II: Crônicas da Saudade</title><content type="html">Que fazemos com a saudade que dói? Saudade é uma palavra cujo significado pode, no máximo, ser identificado com o de outra palavra existente em Polonês. E ponto final. Em inglês, alemão, espanhol, não existe a palavra saudade como a conhecemos. Expressões como "sentir falta" são abundantes em diferentes idiomas. Saudade não.&lt;br /&gt;A palavra saudade causa espanto aos estudantes estrangeiros de língua portuguesa, fascínio. Que fazemos com a nossa (bem nossa!) saudade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha saudade funciona assim: há o encontro, depois o rememorar. Fico dias sorrindo sozinha e suspirando, pensando em como foi bom encontrar. Penso em como me senti bem e como busquei contribuir para que o outro se sentisse bem. E suspiro...E canto...E ouço, assisto e leio coisas que me ajudem a lembrar de como senti. Vejo fotos, lembro-me de recortes de imagens e sentimentos que os dias das fotos contiveram. Contiveram? Parece que não. E esse rememorar tem um prazo de validade. Dura dois, três, quatro, cinco dias...Uma semana com sorte. Depois vem outra coisa. Outra fase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fase da ânsia, de querer ter de volta, de querer organizar tudo para que a pessoa volte, reencontre, esteja ali de novo. Às vezes, o reencontro é possível e iminente: uma sensação de profunda alegria, de que nada mais importa, de que tudo dará certo no fim, se instala. Às vezes, simplesmente não há reencontro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Instala-se, então, a dúvida. Como saber que não chegou ao fim? Como saber a medida de tempo que temos para ficarmos afastados sem que tudo se perca? Medo de perder, medo de já ter perdido. Quando a comunicação é possível - e no mundo virtual ela é quase sempre possível - é a fase em que toda frase enviada, toda lembrança, todo conteúdo compartilhado, é valorizado como uma prova de que &lt;em&gt;aquilo ainda existe&lt;/em&gt;. De que, um dia, o reencontro acontecerá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, o reencontro pode ou não ocorrer, mas, em algum momento, percebo que estar junto também é isso: também é estar separado-junto e, às vezes, estar junto-separado. E essa é a fase mais difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa fase, é difícil acreditar que não vai ser &lt;em&gt;sempre assim.&lt;/em&gt;. A saudade dói e, ainda que haja toda uma vida para se viver, aquele momento beira o desespero e começo a me perguntar se está mesmo tudo bem, se tudo bem ser assim, ou se tudo mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em algum momento, em meio à dor, desisto de doer. Em algum momento, outra atividade me toma, outros mundos florescem, outros processos se apresentam e lá vou eu, aparentemente livre, de toda e qualquer saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, alguém bate à porta e o reencontro chegou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3796055284166204970-8524076106186829769?l=casadesabine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://casadesabine.blogspot.com/feeds/8524076106186829769/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3796055284166204970&amp;postID=8524076106186829769" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3796055284166204970/posts/default/8524076106186829769?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3796055284166204970/posts/default/8524076106186829769?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://casadesabine.blogspot.com/2008/12/poro-ii-crnicas-da-saudade.html" title="Porão II: Crônicas da Saudade" /><author><name>Sabine Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17665476572681306136</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CUAARXk-fSp7ImA9WxRbFU0.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3796055284166204970.post-4426532193108591991</id><published>2008-12-05T10:38:00.000-08:00</published><updated>2008-12-05T11:02:24.755-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2008-12-05T11:02:24.755-08:00</app:edited><title>Porão: o perverso dia do destino</title><content type="html">Em sua saga arturiana, a primeira a ser publicada e considerada um dos livros que consolidou a Língua Inglesa, Mallory descreve &lt;em&gt;the wicked day of destiny&lt;/em&gt;, o dia em que o Rei Artur e seu filho bastardo Mordred ou Medraut (cuja mãe era a irmã de Artur. Em algumas versões essa irmã era Morgause e em outras Morgana ou Morgan)se enfrentam pois, em meio à um complicada trégua durante episódios que, aparentemente, tornavam Mordred um traidor e usurpador do trono de seu pai, uma serpente se esgueira pela tenda onde os dois conversam, morde um dos guerreiros que os acompanha e este instintivamente ergue sua espada. Como o "erguer de espadas" era o sinal para as tropas que aguardavam o resultado da conversa de que pai e filho teriam declarado guerra, começa a carnificina. E, ainda que os dois estivessem quase chegando a um acordo pacífico, por conta de uma serpente, acabam lutando em lados opostos do campo de batalha. Artur mata Mordred, mas recebe também um ferimento mortal. Matam-se por causa de uma serpente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;The wicked day of destiny&lt;/em&gt;: o perverso dia do destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma versão bem mais moderna da lenda, Mary Stewart humaniza tanto a personagem histórica de Artur quanto a de Mordred e constrói uma teia de intrigas e decisões políticas, acasos e lutas, que indica que a traição de Mordred não parte de seu coração, que suas intenções de apoio ao pai e de matar-se caso fosse necessário para evitar sua derrocada eram legítimas. Isto porque Merlim há muito previra que Mordred seria o responsável pela queda de Artur. No entanto, a herdeira dos poderes de Merlim, Nimüe, Dama do Lago, diz a Artur, em um sonho prévio à trágica conversa entre pais e filhos que sim, os homens podem se levantar e fazer valer sua vontade, perante a vontade dos deuses. Que os mesmos deuses que levaram Merlim e posteriormente Nimüe a confirmar a profecia contra Mordred, não esperavam que os homens aguardassem passivamente pelos desígnios do destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelos desígnios do perverso dia do destino...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual é seu destino? O que há de perverso nele? Quantas vezes vozes, juízes internos, deuses mal interpretados já atuaram para que você e eu não nos levantássemos diante de profecias de fracasso iminente? Quantas vezes, um incidente qualquer, nos toma de assalto e nossa emoções ficam fora de controle e passamos a automaticamente cumprir os desígnios do que há de pior e mais trágico em nossos pensamentos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas vezes na história da humanidade, eventos pequenos, gotas d´água no oceano, dão origem a catárses violentas e sem precedente, desculpas para que nós possamos nos entregar sem lutar ao destino que nós mesmos geramos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ser humano é bom. O ser humano é mal. O ser humano não é bom, nem mal: é escolha. O ser humano é escolha, ainda que decida não escolher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegará o dia perverso do destino da humanidade em que nos entregaremos à violência em nós e ao nosso redor e implodiremos esse mundo por conta de uma gota d´água caindo em um lugar inesperado? Chegaremos ao ponto de não reconhecermos que uma serpente pode representar o fim ou o começo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se o caos for tão grande que qualquer coisa possa ser transformada em sinal de guerra: o erguer de espadas, punhos, um olhar, uma bronca, um medo, um assobio, uma criança brincando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o homem valorizar a guerra em seu coração, todos os sinais serão sinais de guerra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3796055284166204970-4426532193108591991?l=casadesabine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://casadesabine.blogspot.com/feeds/4426532193108591991/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3796055284166204970&amp;postID=4426532193108591991" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3796055284166204970/posts/default/4426532193108591991?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3796055284166204970/posts/default/4426532193108591991?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://casadesabine.blogspot.com/2008/12/poro-o-perverso-dia-do-destino.html" title="Porão: o perverso dia do destino" /><author><name>Sabine Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17665476572681306136</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;C04HQHY7eSp7ImA9WxRbFEk.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3796055284166204970.post-8226954972343888656</id><published>2008-12-04T16:22:00.000-08:00</published><updated>2008-12-04T17:52:11.801-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2008-12-04T17:52:11.801-08:00</app:edited><title>GARAGEM ou "se a minha avó tivesse rodinhas, ela seria uma bicicleta..."</title><content type="html">&lt;em&gt;Ela curte um nonsense às vezes. O nonsense é a última das subversões. É como o Nada da História Sem Fim de Michael Ende. É aquela situação em que alguém se recusa a brincar. Compreende as regras do jogo e informa solenemente que "não está nem aí" para nada. Pode até ajudar as pessoas a compreenderem melhor como jogar, mas na hora em que ele/ela mesmo estão na berlinda, se omite. Nonsense é omissão. Pode ter o lado positivo de reinventar o conceito de lógica em si, recriar as regras, agira "fora do sistema", ser uma falha na Matrix (system failure), mas, em geral, é tão somente a atitude de quem não consegue dar valor a nada e obtém um prazer inconfesso e bastante sádico proveniente do ato de destruir tudo o que significa alguma coisa para outros. Talvez seja apenas auto-defesa. Ao ouvir um amigo falando sobre um novo emprego, uma nova estratégia, idéia ou relacionamento, o nonsensical é aquele que vai além de simplesmente dizer que aquilo não vai dar em nada (isso deixamos para os pessimistas). Ele simplesmente muda de assunto, emudece, ignora, segue falando sobre outras coisas que tampouco importam para ele. Talvez o faça porque sente-se profundamente incomodado toda vez que algum outro ser humano veja sentido em alguma coisa, porque ele mesmo já não vê sentido em nada. Tudo "tanto faz, como tanto fez". Dá igual, como dicen en español. Não importa.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das coisas mais difíceis nessa vida é encontrar nossa missão e o sentido das coisas que fazemos. Na verdade, alteremos os verbos: encontrar nossa missão e dar sentido às coisas que fazemos. Sim, porque eu acredito profundamente que somos construtores de sentido e que, quem busca em algo externo o sentido para a própria vida ou as próprias ações encontra apenas breves momentos de entorpecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava no MSN quando vi a frase que dá o título desta postagem: "Se minha avó tivesse rodinhas, seria uma bicicleta..." Por isso nos trouxe à garagem de minha casa hoje, lugar em que estão os veículos que nos dão mobilidade, as ferramentas que nos permitem consertar coisas e alguns objetos cujo uso imediato não alcançamos compreender, mas que tampouco conseguimos jogar fora. A frase era somente uma brincadeira de um amigo que a viu em outro lugar e achou estranha. Achou que se a copiasse e colasse como chamada no MSN isso o tornaria mais legal, mais cool, diferente dos demais. Eu gosto de jogos nos quais tudo o que você tem que fazer é completar provérbios ou ditos populares com orações que, aparentemente, não fazem sentido. Quanto mais criativo, melhor! Mas isso tudo me fez pensar sobre o sem-sentido em que vivemos nesses dias sobre essa Terra e como vencê-lo. E, o mais importante, porque dar-nos ao trabalho de superá-lo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que nos move a fazer alguma coisa? Quais são os veículos e ferramentas que nos permitem avançar ao invés de retroceder? Vencer a preguiça de começar algo novo (que possívelmente já tentamos fazer antes e não conseguimos os resultados esperados) e sentir aquele gostinho de "Oba! Aqui vamos nós?". O que dá sentido às nossas ações?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, mover-se sempre depende de uma imagem. Se vocês pararem para prestar bastante atenção, perceberão que, mesmo antes de ir à geladeira buscar um copo de água, por exemplo, é necessário, por breves segundos, imaginar essa ação antes de realizá-la. Nem que seja em flashes. E, com certeza, quanto mais claras forem as imagens dos projetos, planos, objetivos que desejamos alcançar, mais fácil será a sua realização. Claro que, se o movimento está relacionado a imagens, a imobilidade também está relacionada à esses veículos. Algumas imagens que nós temos servem para nos impedir de fazermos coisas. Nada disso é ruim, se pensarmos que há imagens de queimaduras que nos impedem de colocar a mão no fogo e imagens de falta de energia que nos mobilizam a nos alimentarmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que, com a violência profunda do sem-sentido, as imagens podem acabar gerando situaçôes que nos levam a fazer coisas sem-sentido e nos impedem de fazer coisas que têm profundo sentido para nós. Se acreditarmos no senso comum que diz que nada tem sentido se tudo termina com a morte, nossas imagens se encaminharão nessa direção, afinal de contas, elas não são as vilãs da história, estão aí para nos servirem. E a mais profunda violência que um ser humano pode sofrer é ter negado seu papel de construtor de sentidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa que me ajuda e que eu faço de tempos em tempos é examinar que imagens me mobilizam e que imagens me imobilizam, como me vejo daqui a cinco anos e como vejo o mundo daqui a dez anos. Isso me ajuda a posicionar-me diante de mim mesma e compreender para que lado se estão encaminhando minhas motivações. Claro que tenho dias em que não quero nem levantar da cama, mas, com o tempo, e a prática, percebo que mesmo que eu não esteja me sentindo super motivada naquele momento, isso passará se eu buscar o real sentindo das coisas que eu faço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocação/missão de vida são coisas diferentes, mais profundas. É como um mar em que a corrente mais externa são os objetos e pessoas e fenômenos aos quais eu dou respostas como se não os influenciasse. Depois, mais profunda, há uma corrente de imagens que eu vou vendo e que me fazem ir em uma direção ou outra. Mais profunda e quente, há a corrente das motivações e, bem perto do fundo do mar, na escuridão profunda em que se movem os peixes com luz própria e outras criaturas estranhas, há uma corrente enorme que é a direção da minha vida, minha missão, minha vocação, aquilo que eu quero tanto fazer que até me transformaria em outra pessoa para fazê-lo: que é mais eu do que eu mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas essas dimensões e diferentes níveis de profundidade existem em meu mundo interno e se eu me anestesio, me contento, em ficar nas correntezas mais superficiais, dificilmente chegarei às profundas. Por outro lado, se tentar ir contra as correntezas, fazendo qualquer coisa a torto e a direito, sentirei-me constantemente cansada pelo esforço e me perguntando se a vida precisa mesmo ser assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, existe um Norte ainda mais fundamental, um rio subterrâneo de luz e energia, que é o sentido maior de todos aqui nessa Terra e que nos guia se soubermos acessá-lo. Neste nível, todos somos UM e parte da História da Humanidade e todos contribuimos para que essa História seja evolutiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naveguemos, então! Descobrindo novas formas marinhas, prometo, entro em contato!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3796055284166204970-8226954972343888656?l=casadesabine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://casadesabine.blogspot.com/feeds/8226954972343888656/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3796055284166204970&amp;postID=8226954972343888656" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3796055284166204970/posts/default/8226954972343888656?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3796055284166204970/posts/default/8226954972343888656?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://casadesabine.blogspot.com/2008/12/garagem-ou-se-minha-av-tivesse-rodinhas.html" title="GARAGEM ou &quot;se a minha avó tivesse rodinhas, ela seria uma bicicleta...&quot;" /><author><name>Sabine Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17665476572681306136</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEcDQXo6eyp7ImA9WxRbFEk.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3796055284166204970.post-5923905604768289121</id><published>2008-12-03T19:41:00.000-08:00</published><updated>2008-12-04T17:54:30.413-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2008-12-04T17:54:30.413-08:00</app:edited><title>Salón de los Mapas: acerca de todo lo que no conocemos realmente...</title><content type="html">&lt;em&gt;Ela vê o mundo como um grande parque de diversões e espera que algum dia as pessoas possam compreender o prazer que ela tem em compartilhar com diferentes pessoas, diferentes culturas, diferentes modos de ver a vida...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam o vídeo, leiam as imagens, bebam o ritmo e busquem conhecer o grupo La Oreja de Van Gogh...letra e tradução da canção "Geografía" disponíveis na web:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não permitem incorporação do vídeo aqui, então, vá ao &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=piG0tRfz1Ro"&gt;youtube&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale a pena!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;"Quero limitar meu país ao Leste com meus amigos, ao Sul com suas paixões e ao Oeste com o mar; ao Norte com os segredos que nunca te digo para que você os governe de perto se é que você quer conquistá-los". &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Linda letra!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3796055284166204970-5923905604768289121?l=casadesabine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://casadesabine.blogspot.com/feeds/5923905604768289121/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3796055284166204970&amp;postID=5923905604768289121" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3796055284166204970/posts/default/5923905604768289121?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3796055284166204970/posts/default/5923905604768289121?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://casadesabine.blogspot.com/2008/12/saln-de-los-mapas-acerca-de-todo-lo-que.html" title="Salón de los Mapas: acerca de todo lo que no conocemos realmente..." /><author><name>Sabine Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17665476572681306136</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;DkMGRXc6cSp7ImA9WxRbE0g.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3796055284166204970.post-1651790624706840018</id><published>2008-12-03T16:31:00.000-08:00</published><updated>2008-12-03T17:33:44.919-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2008-12-03T17:33:44.919-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Marcha Mundial pela Paz e pela Não-Violência" /><title>Biblioteca: Criando consciência em relação ao tema da não-violência</title><content type="html">&lt;em&gt;Sempre foi um de seus espaços favoritos! A biblioteca em todos os seus estilos e formatos, grande ou pequena, atulhada ou arejada, cheia de gente ou vazia. Desde aquela biblioteca super informatizada, ampla, sofisticada à biblioteca pequenina de bairro em que se encontram muitos livros didáticos e paradidáticos e muitas coleções de revistas antigas. Perto de sua casa, orgulhosa de sua importância em um casarão reformado, numa esquina escondida da vida Cachambiana, há uma biblioteca infantil onde um dia, por impulso cultural, foi buscar com sua filha a obra de Monteiro Lobato e encontrou os inteligentíssimos livros sobre o País da Gramática e o País da Aritmética. Já dormiu em sofá de biblioteca, aproveitando o ar condicionado e programando o celular para acordá-la na hora do batente, porque era um lugar seguro, escondido e mais próximo do que a sua casa. Já brincou de ler trechos de livros e criar uma estória só sua, baseada em parágrafos de romances de época, enciclopédias e livros de suspense, só pelo prazer de colocar ordem no caos da multiplicidade.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A História é uma coisa engraçada. Não é una e sim múltipla, como múltiplas são as interpretações que cada ser humano faz dela. A História é humana em seus defeitos e em suas virtudes. A História pode ser a história do poder, daqueles que concentram, por acreditarem que concentrar, acumular, prender e arrastar, forçar e violentar, são as únicas maneiras que eles têm de se sentirem alguém. Hoje estamos na biblioteca dessa minha casa virtual e precisamos ter claro quem escreve que tipo de livro. Se buscarmos um desses livros que contam a história dos poderosos é fundamental que não nos esqueçamos de que, poderosos em geral, são aqueles que criaram uma escala em que eles estão em cima e outros estão embaixo, pois essa é a única maneira que eles têm de se sentirem dignos de nota. É um jogo e todos nós já jogamos esse jogo vez por outra em nossas vidas, aprendemos as regras cotidianamente e as implementamos: por que não o faríamos? Todos jogamos o jogo do poder: desde aquele que manipula números, cifras, leis e mídias, pois ocupa um cargo político ou empresarial importante, até aquele que segura sua bola de futebol e leva pra casa, pois tem o poder de impedir o jogo. E assim, de dono em dono da bola que chamamos de sociedade, vamos escrevendo essa interpretação da História que é baseada no conceito de que o poder/violência são as únicas chaves para o sucesso/propriedade das coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, como eu disse antes, a História não é construída apenas a partir das falhas humanas, mas também a partir de suas virtudes. Há a história da evolução do espírito humano. Quem é autor deste tipo de história, sente-se construtor da realidade em que vive. Esses autores são aqueles que não precisam apoiar-se em escalas de maior ou menor, melhor ou pior, mais bonito e mais feio, simplesmente para deliberarem que eles são os poderosos. Na verdade, essa história nada tem a ver com poder ou, se é que existe sempre um tipo de poder, é a história daqueles que acreditam que o poder fundamental é o da transformação que as pessoas unidas, trabalhando em equipe, podem concretizar. Neste tipo de história, não há bandidos nem mocinhos, não há vilões ou heróis, há movimentações de conjuntos humanos em prol da evolução do espírito, em prol de que sejamos cada vez mais humanos. É a história dos relacionamentos, seus autores buscam relacionar-se com os outros cada vez mais e melhor e estão atentos a como, ao longo dos tempos, os seres humanos vão dando voz a seus mais lindos e inspirados desejos de que possamos viver em um mundo de real liberdade (aquela que é externa, mas também, e principalmente, interna) e comunicação profunda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que, em geral, não há ser humano que conte somente a história dos poderosos ou somente a história da evolução. Em geral, tudo depende do momento em que nós, autores, sentemos para escrever. Da mesma forma, a leitura de um ou outro tipo de história depende da maneira como o leitor está - desde onde dentro dele está se posicionando - no momento em que investiga as páginas de um determinado livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, estava eu assistindo um filme, quando deparei-me com uma introdução que me fez pensar muito. Os autores do filme diziam que eu encontraria no filme aquilo que quisesse encontrar. Se começasse a assistir buscando o que havia de errado com o que eles estavam falando, eu, certamente, encontraria tais falhas. Se começasse a assistir buscando a solução de meus problemas, certamente a encontraria. Se começasse a assistir achando que seria um tédio, acabaria roendo unhas e me remexendo no sofá. Tais comentários introdutórios - que me pareceram excelentes! - me remeteram a outro texto do livro "Humanizar a Terra - O Olhar Interior" de um escrito argentino chamado Silo, que se chama "Disposição para Compreender" e fala justamente sobre como a nossa disposição ao empreender uma leitura qualquer afeta a interpretação do que lemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se pensarmos que nossas ações, nossos pensamentos, nossas interações com outras pessoas, resumindo, o mundo em si mesmo é um texto passível de leitura e que estamos o tempo todo interpretando tudo que observamos, bem... Fica mais fácil entender que o exemplo do livro é uma metáfora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo dia a escolha se apresenta: poder versus evolução. Não estou sendo dramática ou incisiva. Falo daquela escolha eterna e maniqueísta que temos dentro de nós entre o Lado Branco e o Lado Negro da Força (Seja forte, Luke! Seu pai perdeu as pernas e alma, pense nisso!). Porém, Trevas versus Luz é apenas um mote composto por dois parâmetros, duas referências de como a vida poderia ser se não fossemos humanos. Porque enquanto formos humanos (pelo menos este tipo de ser humano como hoje o conhecemos) só há um caminho: o Lado Cinza da Força em que buscamos o equilíbrio e alguns de nós busca acumular atos unitivos, positivos e construtivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, nessa eterna luta do Bem contra o Mal, algumas coisas mudam e passam a ser evidentes de tempos em tempos. Um exemplo claro disso é a questão ambiental. Há bem pouco tempo atrás não havia uma preocupação gritante com o tema ambiental e hoje em dia, ainda que estejamos longe de resolver o problema e que muita gente ainda não tome atitudes práticas em relação a ele, existe uma consciência planetária em relação à sua importância. É um passo importante. Quer dizer que, ao menos, as pessoas consideram esse tema, fazem redações na escola sobre esse tema, vêem avisos e cartazes em suas empresas sobre esse tema, conversam sobre como o clima está louco e se lembram das calotas polares, ou coisas do gênero. É pouco? Pode ser. As grandes corporações têm que entrar na jogada? Concordo plenamente. Porém, como podemos querer que algo se transforme se nem está na cabeça das pessoas, se nem conseguimos visualizar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, amigos e amigas, existe um tema fundamental que ainda não está na cabeça das pessoas e precisa ocupar seu devido lugar nesse espaço tão primordial para a evolução humana: o tema da urgente necessidade de resolvermos os conflitos e nos posicionarmos diante do mundo e de nós mesmos de maneira não-violenta. Este sim, neste momento, é um temaço! Nos movemos de maneira violenta cotidianamente, todos nós! Claro, claro que eu também! A violência não está somente no ato da guerra, nos roubos, assassinatos, nas distintas formas de violência física com que hoje convivemos. Na verdade, nem é aí que a violência nasce. Esta é somente a forma mais externa de violência, resultado de várias outras expressões violentas que conhecemos bem, mas raramente nos detemos a explorar e, ainda que exploremos, não as temos como parte de nossa consciência planetária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma violência religiosa constante (discriminação, preconceito, imposição de valores), uma violência racial, uma violência moral (dizemos uma coisa e fazemos outra, sentimos, ainda, uma terceira coisa, vivemos em pedaços, sem coerência), uma violência psicológica (imposições, utilização de outras pessoas como ferramentas para o que eu quero). Tudo isso tem como origem uma violência interna enorme. Tratamos muito mal a nós mesmos! Nos impomos milhões de coisas, não conseguimos ver o que há de positivo em nós, não nos enxergamos como construtores da história, não sentimos que há beleza em nós, não relaxamos...há mil exemplos disso. E, do mesmo modo como a natureza clama por cuidados e atenção depois de anos relegada a um plano inferior, o nosso corpo - nossa ferramenta de ação no meio - também clama por cuidados! Começamos a desenvolver doenças estranhas: depressão, melancolia (manchas roxas pelo corpo quando algo vai mal psicológicamente), dores diversas sem explicação aparente, ataques de histeria, surtos e etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há também uma violência econômica: o dinheiro é poder, hoje em dia. Não ter dinheiro, hoje, mais do que em outros tempos, significa nem poder sair de casa. Nem locomover-se, nem sonhar, nem relaxar... Isso é violência e parece que nos esquecemos disso assim que nosso salário entra em nossas contas (não percebemos o alívio imediato do saque que nos torna pessoas menos rabugentas tal qual um elixir ou biotônico).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderíamos esperar mais alguns anos e, com certeza, dados os avanços em direção a essa conscientização (eventos, simpósios, projetos em escolas, manifestações, sem falar nas contribuições históricas de indivíduos como Gandhi, Martin Luther King, entre outros), o problema é que o tempo está acabando! Hoje, existem bombas nucleares capazes de destruir a Europa inteira e, com certeza, existem pessoas doentes de violência o suficiente para fazê-lo caso pisem em seus calos! Talvez eu mesma o fizesse ou você, não sei, nós não estamos sentados em cima de uma bomba dessas. Mas ai entra a questão do poder e de como eu leio a História: nós, pessoas comuns, seguimos nossa vidinha violenta sem nos incomodar com grandes temas, mas sendo violentos no cotidiano, contribuindo para que a violência seja uma coisa normal. Você acha que é normal ensinar a seu filho ou filha a rejeitar seus colegas de escola porque "as pessoas são mesmo assim"? Acha que é normal criticar os pais de uma criança que tenha algum problema porque você precisa provar que é diferente e isso nunca aconteceria com seus filhos? Ainda acha que é normal olhar para pessoas de outra condição social, com menos recursos, e dizer que são equivocados e preguiçosos? Ainda acha normal acreditar que uma religião é melhor ou pior do que a outra e julgar as pessoas de acordo com isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você acha normal sentir-se culpado, injustiçado, menos qualificado, desinteressante, sem poder, o tempo todo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas todos nós fazemos isso vez ou outra! Eu também faço! Acreditamos que é parte da natureza humana!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso tudo é violência. E tem tudo a ver com os grandes temas de bombas e guerras, sim, senhores! Porque, como eu disse no início do texto, a História é múltipla e é contada de acordo com como cada autor está se sentindo no momento em que escreve. Você acha que uma pessoa repleta de violência interna pode tomar decisões sábias em relação ao destino do mundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só venceremos isso em conjunto, criando uma consciência planetária em relação ao tema da não-violência. A boa notícia é que nesse momento há milhões de pessoas em mais de cem países, representantes de várias organizações e indivíduos, se movendo para criar a primeira manifestação planetária de repúdio à violência. Para saber mais: www.marchamundial.org &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E incluir-se nessa marcha é contribuir no cotidiano, é dizer sim ao projeto, é bolar maneiras de levá-lo a seu lugar de trabalho, estudo e/ou a sua família. Maneiras personalizadas, as suas maneiras. Você pode aderir à Marcha buscando mudar a forma como se relaciona com as pessoas e pode aderir criando um mega evento. Você dirá. Pode aderir inscrevendo-se no site ou criando um site só seu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A não-violência como forma de ação é uma necessidade urgente. Na sua vida, na minha e em todas as formas de interação social. O mundo está prestes a explodir e reconhecer isso é o primeiro passo para que não aconteça.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3796055284166204970-1651790624706840018?l=casadesabine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://casadesabine.blogspot.com/feeds/1651790624706840018/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3796055284166204970&amp;postID=1651790624706840018" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3796055284166204970/posts/default/1651790624706840018?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3796055284166204970/posts/default/1651790624706840018?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://casadesabine.blogspot.com/2008/12/biblioteca-criando-conscincia-em-relao.html" title="Biblioteca: Criando consciência em relação ao tema da não-violência" /><author><name>Sabine Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17665476572681306136</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>

