<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-3293731926416325679</atom:id><lastBuildDate>Fri, 08 Nov 2024 15:40:46 +0000</lastBuildDate><category>Pessoal</category><category>Referências</category><category>Poemas</category><category>Filmes</category><category>Músicas</category><category>Prosa</category><category>Gravações</category><category>Projectos</category><title>A Hora da Criação</title><description>Diário público sobre o processo criativo de um possível cantautor. As minhas ideias, opiniões, referências e devaneios.</description><link>http://ahoradacriacao.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Unknown)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>118</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3293731926416325679.post-2481780746152576864</guid><pubDate>Thu, 01 Aug 2013 00:33:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-08-01T01:33:44.816+01:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Músicas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pessoal</category><title>Retirar o pó de cima de uma velha arca</title><description>&lt;br /&gt;
Se alguém, num remoto canto de Portugal, ou até mesmo num remoto canto deste nosso Mundo, ainda continua a ler este blogue, ou ainda tem este blogue nos favoritos, fiquem sabendo que este é o estado actual da minha música, ao fim de um ano desde a última publicação:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;iframe frameborder=&quot;no&quot; height=&quot;166&quot; scrolling=&quot;no&quot; src=&quot;https://w.soundcloud.com/player/?url=http%3A%2F%2Fapi.soundcloud.com%2Ftracks%2F94615713&quot; width=&quot;100%&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Rápida pesquisa no Google ou no Facebook. Mundopardo. Se tiver tempo e paciência voltarei a este espaço para divulgar mais sobre esta nova aventura musical, provavelmente uma das maiores e mais interessantes aventuras da minha até agora curta vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiSU54OFiL_sVpCEQY4oAZZlBYkSHTFtQxW3-mhhFfqeUOJAJ_ur-tSy61TfP-S2wV3teNZr-6eMvMHsEkF9AgP0Y810-I-7TY20zGfKt-5ltNPWM2DJblcE-U5TdhZ3fe0rsw7bOwxvGw/s1600/DSC06006.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;300&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiSU54OFiL_sVpCEQY4oAZZlBYkSHTFtQxW3-mhhFfqeUOJAJ_ur-tSy61TfP-S2wV3teNZr-6eMvMHsEkF9AgP0Y810-I-7TY20zGfKt-5ltNPWM2DJblcE-U5TdhZ3fe0rsw7bOwxvGw/s400/DSC06006.JPG&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;</description><link>http://ahoradacriacao.blogspot.com/2013/08/retirar-o-po-de-cima-de-uma-velha-arca.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiSU54OFiL_sVpCEQY4oAZZlBYkSHTFtQxW3-mhhFfqeUOJAJ_ur-tSy61TfP-S2wV3teNZr-6eMvMHsEkF9AgP0Y810-I-7TY20zGfKt-5ltNPWM2DJblcE-U5TdhZ3fe0rsw7bOwxvGw/s72-c/DSC06006.JPG" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3293731926416325679.post-5543232824229684682</guid><pubDate>Thu, 30 Aug 2012 22:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-08-30T23:31:46.133+01:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Poemas</category><title>&quot;Ser Ou Não Ser&quot;</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Cá está um exemplo de uma música que foi feita há coisa de meses, mas que entretanto já ficou parcialmente esquecida. Não tenho pena porque a música até nem estava nada de especial. O poema acaba por ser escrito em torno de um dos tais temas cliché, no entanto não posso dizer que seja sobre mim. Acaba por ser mais um jogo fonético do que um retrato pessoal.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
Sou segredo já gritado,&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
Cansaço estimulado,&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
A letra já falhada outra vez.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
Três semanas sem prazer&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
Sou o querer sem ter poder&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
Sou loucura disfarçada.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
Sou a folha de jornal&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
O mês já nem sei qual.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
Sou moda de outra moda.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
Sou chinês, um tailandês francês&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
Faço de conta que sou qualquer coisa&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
E outra coisa era coisa para eu ser.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
Sou fortuna de plebeu,&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
Ateu na cruz morreu,&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
A cola já queimada do Sol.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
Sim, eu sou bem vigarista,&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
Artista um pouco autista&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
Sem reconhecimento.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
Sou a cura da doença,&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
Da que já ninguém pensa,&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
Sou merda inflacionada.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
Sou burguês, nascido camponês&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
Faço de conta que sou qualquer coisa&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
E outra coisa era coisa para eu ser.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
Não vejo mal, em querer ser algo quando se é ninguém.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
Pois outra coisa era coisa para eu ser.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
18/02/2012&lt;/div&gt;
</description><link>http://ahoradacriacao.blogspot.com/2012/08/ser-ou-nao-ser.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3293731926416325679.post-3709144322633410274</guid><pubDate>Thu, 30 Aug 2012 22:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-08-30T23:11:46.850+01:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pessoal</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Referências</category><title>A dificuldade de escrever uma letra</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Foram várias as vezes que me lamentei por andar criativamente estéril, e foram várias as desculpas que arranjei para justificar a minha falta de ideias. Após vários meses de paragem aqui no blogue, o discurso volta a ser o mesmo. Se bem que não me posso queixar de todo. Isto porque têm aparecido algumas músicas nos últimos meses, umas que são aproveitadas, outras que entretanto já foram esquecidas. No entanto, regra geral, surgem sempre mais melodias que letras. As melodias saem-me quase de forma natural, o conjugar de sons não constitui um desafio demasiado complexo. Agora quando chega a hora de escrever uma letra, as dificuldades surgem.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Eu sempre gostei de escrever sobre personagens fictícias. Criar uma pequena história contada nalgumas estrofes, onde se mistura realidade com ficção. Digo isto porque, por mais que me tente afastar das minhas vivências enquanto escrevo, estas acabam sempre por servir de inspiração. No entanto evito que eu seja a personagem principal. A escrita é muito influenciada por momentos, por situações que estão mais frescas na memória. Escrever exclusivamente sobre mim acaba por tornar a canção efémera, além de que quando tentei escrever sobre mim a coisa não deu bom resultado, porque o que surge quase de imediato nos versos são os problemas por resolver, os defeitos, os amores e desamores. E essa é uma linha de pensamento que não me agrada de todo. Para a evitar comecei a pensar ao contrário, imaginar situações absurdas, criar personagens desconhecidas e mosaicos segundo aquilo que observava no dia a dia. Há sempre um pouco de mim nestas histórias, mas sempre&amp;nbsp;privilegiando&amp;nbsp;a ficção. Há alguns meses que encontro muitas dificuldades em pôr este plano em prática. As letras parecem ser algo repetitivas, os problemas abordados são sempre os mesmos. Ou é algo sobre a crise, ou sobre alguém que está longe, ou sobre indefinição de futuro... Enfim, vai tudo dar ao saco dos problemas pessoais. Exactamente aquilo sobre o qual não gosto de escrever.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Preciso de algo que me desbloqueie criativamente. Por exemplo, preciso de ver um filme que me dê uma mão cheia de ideias, onde consiga tirar ideias para uma personagem ou um ambiente para uma pequena história. Não um filme para plagiar, mas sim um filme para me dar um empurrão ou um murro no estômago, ou ambos. Reza a lenda (não é uma lenda, acaba até por ser bem real, mas quando se fala em &quot;lendas&quot; tudo ganha uma nova dimensão), que em meados da década de 60, Milton Nascimento conheceu Márcio Borges em Belo Horizonte, onde ser tornaram grandes amigos. Na altura Milton era dactilógrafo e tinha uma pequena banda da noite chamada Berimbau Trio. Márcio Borges acabou por ser um dos principais responsáveis pela formação de Milton Nascimento como músico e compositor. Certa noite, Milton e Márcio juntaram-se a ver &lt;i&gt;Jules et Jim&lt;/i&gt;, filme de François Truffaut (diz-se que o viram umas 3 vezes de seguida). Nessa mesma noite surgiram 3 músicas: &quot;Crença&quot;, &quot;Gira-Girou&quot; e &quot;Paz do Amor que Vem (Novena)&quot;. Desde esse dia, a vida de Milton Nascimento nunca mais foi a mesma...&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Em suma, também eu preciso do meu &lt;i&gt;Jules et Jim&lt;/i&gt; neste momento (o filme é brilhante, mas não me deu para compor 3 músicas de seguida). Também eu preciso de encontrar uma fonte de inspiração que me leve a escrever sobre algo novo. O índice de leitura e pesquisa sobre diversos temas até tem sido maior do que no passado. Falta mesmo ligar o interruptor.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Fica então &quot;Crença&quot;, resultado da reunião de Márcio e Milton pós &lt;i&gt;Jules et Jim&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;iframe allowfullscreen=&quot;allowfullscreen&quot; frameborder=&quot;0&quot; height=&quot;315&quot; src=&quot;http://www.youtube.com/embed/D9JGduBsa7E&quot; width=&quot;560&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://ahoradacriacao.blogspot.com/2012/08/a-dificuldade-de-escrever-uma-letra.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://img.youtube.com/vi/D9JGduBsa7E/default.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3293731926416325679.post-4558835800361965955</guid><pubDate>Sat, 25 Aug 2012 00:47:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-08-25T19:25:16.944+01:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pessoal</category><title>Assim se faz a reabertura deste espaço</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Já lá vai quase um ano desde a minha última publicação por aqui. Aquele que era o meu diário sobre o processo criativo e afins que mais tempo consegui aguentar (nem os meus cadernos de &lt;i&gt;brainstorming&lt;/i&gt; duraram tanto) fez uma paragem de 11 meses, fruto das mudanças de rotina às quais fui sujeito. Deixei de ser um mero estudante universitário, com mais do que tempo livre para compor e descompor, para passar a ser um trabalhador das 9h às 19h com pouco tempo para escrever uma quadra. Não digo com isto que deixei de fazer canções. Elas continuam a surgir mas a um ritmo mais lento e mais sofrido, mas o processo continua a agradar-me, bem como o resultado final.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Muita coisa mudou num ano. Não só a nível pessoal e profissional. O espaço que me rodeia sofreu alterações profundas desde a última entrada no blog. E as notícias que fizeram capa de jornal no dia de hoje foram o catalisador para uma nova corrente de textos (desta vez prometo mesmo que as publicações vão ser mais regulares). Ou não fosse o encerramento da RTP 2 e o mais que provável encerramento da Antena 3 o prenúncio de morte para os novos valores da música portuguesa, que têm sido muitos nestes últimos meses (basta ouvir o programa do Rui Estevão ao final da tarde para perceber que anda muita gente a criar por aí).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Mas comecemos pela RTP 2. Não vou ser hipócrita e dizer que a RTP 2 preenchia os meus serões. Os canais por cabo oferecem uma maior variedade de temáticas, passando a RTP 2 quase sempre para segundo plano. Gosto do canal e de muitos dos programas que por lá rodam, mas desafio todos vós a fazerem um exercício mental e pensarem quantas horas por dia gastam a assistir ao mesmo. Isto porque a onda de descontentamento que se levantou após a decisão do governo tem envergadura para afundar a Indonésia, mas duvido que a maioria dos indignados assista semanalmente ao Câmara Clara, ou que depois do almoço acompanhe o Sociedade Civil, ou o Desporto 2 ao Domingo (onde passa tudo menos futebol). Acredito que a maioria apenas se recorde que por lá passaram programas que metiam pastéis de nata e um outro que começava antes da meia-noite. Falar mal é fácil, mas é importante pensar antes de começar a argumentar ao acaso. O Estado oferecia um serviço culturalmente rico a uma população culturalmente ignorante e desinteressada. A minoria que assite à RTP 2 (e eu admito, tentei fazer parte dessa minoria mas não consegui, pelo menos a tempo inteiro) acaba por sair prejudicada, porque perde o serviço televisivo com maior qualidade, arriscando-se a que a oferta em horário nobre sejam novelas, tourada e &lt;i&gt;reality shows&lt;/i&gt;, e tendo assim de se virar para os canais por cabo. Ao povo não fará grande diferença o fim da RTP 2, porque o povo gosta de programas com audiências, e as audiências nunca estiveram sintonizadas no posto 2 (peço desculpa por usar de forma depreciativa a palavra &quot;povo&quot;, mas é a melhor definição que encontro para o grosso da população portuguesa). As crianças vão ficar sem o Zig-Zag, mas também qual é a criança que hoje em dia troca uma sessão de Playstation por desenhos animados? Vamos ficar sem o Câmara Clara, mas também quem é que quer saber quem é o novo nome da pintura ou quem quer debater a influência de Dickens na literatura contemporânea? O que se quer sim é saber quem ganha o concurso de talentos ou quem fica até ao fim numa casa recheada de malta sem talento nenhum. Antes havia um ditador que queria manter a população ignorante, agora é a população que se empenha para ser ignorante. E quando por fim acabam com um serviço que ninguém utilizava, toda a gente vem reclamar. É Portugal no seu estado normal.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O fim da Antena 3 acaba por ser o fim da nova música portuguesa. E tendo este argumento como base o cenário será demasiado negro para se poder imaginar. Da Antena 3 sou ouvinte assíduo, todos os dias me acompanha no carro, e muito boa música descobri ao som daquela que ainda é a melhor rádio nacional. Fruto não sei bem do quê, nos últimos meses a qualidade tem descido. Basta ter a experiência de acordar a ouvir Katy Perry (na Antena 3? Como é possível?) para se poder concluir isso. Por outro lado, outros programas mantêm a sua qualidade, muito graças a quem os conduz. Nenhum deles irá com certeza ler este texto, mas se isto for o fim, quero deixar já os meu profundo agradecimento à Mónica Mendes, ao Nuno Calado, ao Álvaro Costa, ao Miguel Quintão, ao Pedro Costa, ao José Paulo Alcobia (entre outros) por tudo aquilo que me ensinaram. A Antena 3 moldou profundamente o meu gosto musical, mostrou-me influências e registos que desconhecia, contribuiu em muito para que hoje seja este pseudo-músico. O fim da Antena 3 é o fim de muitos dos novos cantautores que querem mostrar trabalho, é o fim da música portuguesa, é o fim de uma juventude musicalmente culta.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O encerramento da RTP2 e da Antena 3 é o afirmar de que vivemos a pior crise da história do nosso país (perder um Rei em África é capaz de ter sido bem pior, mas isso agora não interessa muito). Se acabar com a cultura no nosso país é a melhor forma de se poupar dinheiro, então seremos um bando de acéfalos de bolsos cheios. E depois será quase impossível voltar a ser o país culturalmente rico de hoje, mesmo de bolsos cheios. Que bom que será viver em Portugal.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Que este fim seja o recomeço deste espaço. Esta tragédia (não há outra definição) fez-me reacender a vontade de escrever, de compor, de divulgar, num país onde esses verbos serão algo raros. Não termino este texto sem partilhar uma música de um dos meus álbuns favoritos, e que até se enquadra minimamente no tema. Cumprimentos e até breve.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;iframe allowfullscreen=&quot;allowfullscreen&quot; frameborder=&quot;0&quot; height=&quot;315&quot; src=&quot;http://www.youtube.com/embed/OjVCiC_Upbs&quot; width=&quot;420&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
</description><link>http://ahoradacriacao.blogspot.com/2012/08/assim-declaro-reabertura-deste-espaco.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://img.youtube.com/vi/OjVCiC_Upbs/default.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3293731926416325679.post-674630958217127277</guid><pubDate>Wed, 14 Sep 2011 22:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-14T23:28:38.687+01:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pessoal</category><title>Nota informativa</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
É só para dizer que estou vivo. O concerto de dia 24 de Julho correu muito bem, as críticas foram muito positivas. Obrigado a todos os que estiveram presentes. No dia 10 de Setembro também tive uma pequena&amp;nbsp;aparição&amp;nbsp;e a coisa também correu bem. Portanto tenho andado minimamente em actividade. Também ando a fazer novas músicas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Em breve coloco os vídeos do primeiro concerto. Não tenho tido tempo para tratar disso.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Novas publicações virão daqui a algum tempo.&lt;/div&gt;
</description><link>http://ahoradacriacao.blogspot.com/2011/09/nota-informativa.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3293731926416325679.post-4511028218127978460</guid><pubDate>Sun, 17 Jul 2011 23:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-07-18T00:11:50.424+01:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pessoal</category><title>O Primeiro</title><description>&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg1VoEpnHLvuFMgy0RNsX1e_QNDgnGP3OL5al9jTR3-TUVDGeGc3bJiC4d87yyQrV2eeZQnXOdnZU8yCW3a3Eecj0V-Zpq2J_zWYEDCrZ7yGCAGClyferGniHksI8hm74gqFNEZ6qk3Zaw/s1600/Foto+RS.jpg&quot; onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 363px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg1VoEpnHLvuFMgy0RNsX1e_QNDgnGP3OL5al9jTR3-TUVDGeGc3bJiC4d87yyQrV2eeZQnXOdnZU8yCW3a3Eecj0V-Zpq2J_zWYEDCrZ7yGCAGClyferGniHksI8hm74gqFNEZ6qk3Zaw/s400/Foto+RS.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5630462820314206994&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nascido em Faro há 23 anos, Ricardo Silva é um vulgar estudante universitário e futuro farmacêutico que se diverte a contar histórias banais em acordes de guitarra. Na solidão do seu quarto vai rabiscando melodias e textos para consumo próprio. Mas timidamente estas têm vindo a espalhar-se por outros lugares.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;p class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ricardo Silva não nasceu numa família de músicos, mas a paixão pela música aprendeu a gatinhar consigo. Nas velhas cassetes áudio guarda as suas primeiras  influências, que ainda hoje se manifestam espontaneamente em cada processo criativo. Nunca estudou música convenientemente. O que sabe foi aprendendo aqui e ali ao longo destes últimos 8 anos. &lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Há 2 anos sentiu necessidade de criar o seu próprio material. Sem experiência na área da escrita e da composição, foi aos poucos brincando com as palavras e os sons, aprendendo a conjuga-los a seu gosto. Deste processo nasceram canções que são o cenário de diferentes personagens e experiências. &lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É difícil definir um estilo ou uma influência base para as suas músicas. De Milton Nascimento a Rui Veloso, passando por Chico Buarque ou Manuel Cruz, são muito diferentes os músicos que o vão inspirando a cada verso e a cada acorde. &lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ricardo Silva não se considera um músico, preferindo o rótulo de aspirante a cantautor. Um desconhecido amante de música que tem prazer em compor. Tão desconhecido que não arranjou ninguém que não ele para escrever este texto. Mas isso não tem importância.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;p2&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ricardo Silva apresenta pela primeira vez as suas canções no dia 24 Julho pelas 22h no Pátio B@r em Faro&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ahoradacriacao.blogspot.com/2011/07/o-primeiro.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg1VoEpnHLvuFMgy0RNsX1e_QNDgnGP3OL5al9jTR3-TUVDGeGc3bJiC4d87yyQrV2eeZQnXOdnZU8yCW3a3Eecj0V-Zpq2J_zWYEDCrZ7yGCAGClyferGniHksI8hm74gqFNEZ6qk3Zaw/s72-c/Foto+RS.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3293731926416325679.post-1581864074120370481</guid><pubDate>Thu, 14 Jul 2011 00:38:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-07-14T01:44:03.727+01:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Referências</category><title>Uma antes de dormir</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Já foram várias as vezes que este senhor foi aqui mencionado. Mas nunca é demais falar do meu guitarrista favorito. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mais uma vez um vídeo do seu projecto a solo, The Nightwatchman. Continuo a ficar deliciado com o poder que apenas um homem e uma guitarra conseguem ter. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;iframe width=&quot;480&quot; height=&quot;390&quot; src=&quot;http://www.youtube.com/embed/W4-2Lm1UGCk&quot; frameborder=&quot;0&quot; allowfullscreen=&quot;&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para os mais interessados visitem: http://nightwatchmanmusic.com/&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ahoradacriacao.blogspot.com/2011/07/uma-antes-de-dormir.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://img.youtube.com/vi/W4-2Lm1UGCk/default.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3293731926416325679.post-8507475200780580622</guid><pubDate>Wed, 13 Jul 2011 23:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-07-14T00:25:07.102+01:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Poemas</category><title>&quot;Pausa para café&quot;</title><description>&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj-zRPWEbWZrNCiDuNHGboKbwek-hcypWZGp8ecOVOAX-md2iM9f3pl5hGgEEB0HvmwUnctJw3PjAYSy25XJ6vodcVQS6sRYmpKygdgul3o3Ey7ewC1orr1-iHCOJRZwNbkyPi46aqlTPU/s1600/cafe.jpeg&quot; onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj-zRPWEbWZrNCiDuNHGboKbwek-hcypWZGp8ecOVOAX-md2iM9f3pl5hGgEEB0HvmwUnctJw3PjAYSy25XJ6vodcVQS6sRYmpKygdgul3o3Ey7ewC1orr1-iHCOJRZwNbkyPi46aqlTPU/s400/cafe.jpeg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5628981696060828178&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Eu gosto muito de escrever sobre situações práticas,  pegar naquilo que é palpável e comum e tentar através dessas imagens transmitir sensações. Vou fazendo isso com as minhas músicas. A maioria são pequenos enredos, alguns bastante comuns. Acho que me perco se escrever sobre assuntos demasiado abstractos, por isso mantenho esta linha de raciocínio.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Escrevi este poema há dez minutos. Fala dos benefícios que uma ligeira pausa na nossa rotina nos pode proporcionar. Mas essa mesma pausa pode tornar-se parte da própria rotina. E este é o dilema de todos aqueles com trabalhos comuns.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;Pausa para café&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;De chávena quente na mão&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Saboreio o novo dia a cada gole quente.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O cheiro a jornal traz a boa nova&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;De uma realidade certamente diferente&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ou não estivesse o Mundo em rebelião.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Cada página com um novo achado&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Estimulado por um alcalóide vulgar,&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O Sol ainda tímido e a rua desinibida.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;São diferentes passos de um velho caminhar,&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por vezes traçado em tom desesperado.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas o café sabe sempre ao mesmo...&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ahoradacriacao.blogspot.com/2011/07/pausa-para-cafe.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj-zRPWEbWZrNCiDuNHGboKbwek-hcypWZGp8ecOVOAX-md2iM9f3pl5hGgEEB0HvmwUnctJw3PjAYSy25XJ6vodcVQS6sRYmpKygdgul3o3Ey7ewC1orr1-iHCOJRZwNbkyPi46aqlTPU/s72-c/cafe.jpeg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3293731926416325679.post-219003887557516029</guid><pubDate>Tue, 12 Jul 2011 21:35:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-07-12T22:42:31.018+01:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Poemas</category><title>&quot;A Cidade&quot;</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Bom, volta a tal publicação desaparecida há uns tempo, vou lá saber porquê.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Já não me lembro que texto introdutório tinha escrito mas também não vejo grande problema nisso. Este poema surgiu dos meus muitos passeios a pé pela cidade de Faro, tanto durante o dia como à noite. Não quer dizer que tenha visto aquilo que aqui se descreve. A imaginação é o ponto de partida para todos os meus poemas e este não é excepção.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Este poema já se encontra musicado. Lá para Setembro talvez consiga gravar a música.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;A Cidade&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Passo a passo no passeio, entre as luzes pouco vivas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vejo a água correr pela berma a limpar o resto dos dias.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Entre o fumo dos carros velozes cheiro a selva da cidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Multidões que com o olhar toco traçam rumos sem destino.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estará viva a cidade?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Já não sinto o seu coração pisado pela multidão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Talvez, quando o Sol aparecer, esta dispa as suas verdades&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que o silêncio da noite ofusca dos olhares da avenida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Junto ao lixo que muitos desprezam outros pregam o seu retrato.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Entre carros de faróis cegos correm lágrimas de dor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estará viva a cidade?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tenho pena deste seu rosto que surge depois do Sol posto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pelas ruas da cidade limpo a alma a cada passo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pois cada traço de dor que vejo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Faz-me crescer.&lt;/div&gt;</description><link>http://ahoradacriacao.blogspot.com/2011/07/cidade.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3293731926416325679.post-2882043249387056432</guid><pubDate>Sun, 10 Jul 2011 11:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-07-10T13:24:17.917+01:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pessoal</category><title>O Regresso</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Chega. Já lá vai muito tempo desde a última vez que aqui escrevi alguma coisa. As minhas rotinas mudaram e deixei este espaço para segundo plano. Mas já chega de silêncio.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O meu &quot;regresso&quot; à escrita não será melhor do que era. Não fiz qualquer tipo de retiro espiritual nem coisa que se pareça. Portanto não existiu qualquer tipo de evolução com esta minha ausência. Continuarei a escrever publicações completamente desinteressantes, e vou ver se arranjo inspiração para uma vez por outra publicar aqui algo mais elaborado. (sim, porque já chega de culpar o tempo pela ausência de poemas).&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Entretanto fica já aqui definido que só lá para Setembro é que volto a gravar mais coisas, porque isso sim exige tempo e recursos, que é coisa que de momento não tenho. Mas fica prometido.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Vou voltar a publicar o poema &quot;A Cidade&quot; e vou ver se esta noite meto aqui algo novo. Entretanto fiquem com uma música que tenho gravada na minha cabeça há já muito tempo (leia-se anos), mas não fazia a mínima ideia de quem a tocava e do nome da música. Descobri isto ontem. &quot;Music For a Found Harmonium&quot; é ideal para acompanhar um bom momento de reflexão.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Bom dia a todos e até logo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;iframe width=&quot;480&quot; height=&quot;390&quot; src=&quot;http://www.youtube.com/embed/yJg1NNyke2E&quot; frameborder=&quot;0&quot; allowfullscreen=&quot;&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ahoradacriacao.blogspot.com/2011/07/o-regresso.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://img.youtube.com/vi/yJg1NNyke2E/default.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3293731926416325679.post-8487105912670430349</guid><pubDate>Sun, 15 May 2011 14:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-05-15T15:15:15.307+01:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pessoal</category><title>Informação</title><description>Não sei porquê o post &quot;A Cidade&quot; desapareceu. Logo vejo o que se passou.</description><link>http://ahoradacriacao.blogspot.com/2011/05/informacao.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>5</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3293731926416325679.post-6598048932454450052</guid><pubDate>Sat, 30 Apr 2011 23:07:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-05-01T00:20:28.077+01:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Poemas</category><title>&quot;Perspectiva&quot;</title><description>&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhVAk_CwGzbYYB49KwK5bfVo8AeU0ow2bp3MipiWT4ehIKXR_zIehya9h-z8vsoMIjwwoAWHN0vVTLsWI6wSHFVaXyqneZhkojnj6E8hmHGk7U8Vla1FgfoS1T_0luHcZ4OehlKJ-VUa38/s1600/relogio-thumb.jpeg&quot; onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhVAk_CwGzbYYB49KwK5bfVo8AeU0ow2bp3MipiWT4ehIKXR_zIehya9h-z8vsoMIjwwoAWHN0vVTLsWI6wSHFVaXyqneZhkojnj6E8hmHGk7U8Vla1FgfoS1T_0luHcZ4OehlKJ-VUa38/s400/relogio-thumb.jpeg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5601520327037290290&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Há uns meses fiz um pequeno (pequeníssimo) poema de 12 versos, onde o objectivo era começar cada verso com o número do respectivo verso. Uma ideia aparentemente absurda mas que até acabou por ser interessante de realizar.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;&gt;O resultado chama-se &quot;Perspectiva&quot;:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: medium; &quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: medium; &quot;&gt;Um dia dou-te uma parte do meu corpo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: medium; &quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: medium; &quot;&gt;Dois dedos, aqueles mais importantes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: medium; &quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: medium; &quot;&gt;Três dias passarão e eu já estarei morto,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: medium; &quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: medium; &quot;&gt;Às quatro horas de ontem e uns instantes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: medium; &quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: medium; &quot;&gt;Cinco rosas vermelhas sobre a minha cama&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: medium; &quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: medium; &quot;&gt;E o Seis de Copas, a minha carta da sorte&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: medium; &quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: medium; &quot;&gt;Sete amigos trazem a mulher que me ama,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: medium; &quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: medium; &quot;&gt;Oito segundos bastaram para chorar a morte.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: medium; &quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: medium; &quot;&gt;Nove contos de reis me custou a camisa,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: medium; &quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: medium; &quot;&gt;E dez notas verdes o meu fato de cetim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: medium; &quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: medium; &quot;&gt;Onze anos passei em constante pesquisa,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: medium; &quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: medium; &quot;&gt;Doze homens agora carregam o meu fim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: medium; &quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: medium; &quot;&gt;03/02/2011&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ahoradacriacao.blogspot.com/2011/05/perspectiva.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhVAk_CwGzbYYB49KwK5bfVo8AeU0ow2bp3MipiWT4ehIKXR_zIehya9h-z8vsoMIjwwoAWHN0vVTLsWI6wSHFVaXyqneZhkojnj6E8hmHGk7U8Vla1FgfoS1T_0luHcZ4OehlKJ-VUa38/s72-c/relogio-thumb.jpeg" height="72" width="72"/><thr:total>5</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3293731926416325679.post-899055229945769377</guid><pubDate>Mon, 04 Apr 2011 22:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-04-05T00:01:37.342+01:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pessoal</category><title>Uma espécie de errata</title><description>A incoerência de ideias neste blogue assusta-me demasiado. Só agora reparei que num mês a minha opinião mudou radicalmente. Basta conferir as duas publicações anteriores.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas se mudou foi porque existiram razões para isso, porque isto raramente acontece...&lt;/div&gt;</description><link>http://ahoradacriacao.blogspot.com/2011/04/uma-especie-de-errata.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3293731926416325679.post-5793127444860178753</guid><pubDate>Mon, 04 Apr 2011 21:32:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-04-04T23:44:55.232+01:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pessoal</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Referências</category><title>O som do passado</title><description>&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEirLP9NH8SH9K-qgkbTKf4LJW1hYHt2ZAqjO2OOfdAW1vAsR6wOY2foPKZBixTYi1158nvhb3V34zLb6uheZZ5a5MrQa_tXPVSyWxeDvTS69SyfNC2epf8PhbN1GSXKp0eYr26TxK6x5rk/s1600/Jos%25C3%25A9+M%25C3%25A1rio+Branco.jpeg&quot; onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 289px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEirLP9NH8SH9K-qgkbTKf4LJW1hYHt2ZAqjO2OOfdAW1vAsR6wOY2foPKZBixTYi1158nvhb3V34zLb6uheZZ5a5MrQa_tXPVSyWxeDvTS69SyfNC2epf8PhbN1GSXKp0eYr26TxK6x5rk/s400/Jos%25C3%25A9+M%25C3%25A1rio+Branco.jpeg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5591862699578674978&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tem havido pouco tempo para escrever aqui no blogue. Com a minha rotina a dar uma volta no último mês, hábitos antigos têm sido deixados para segundo plano, não por falta de vontade mas por falta de agenda (e pela 23ª vez repito esta desculpa. Tenho de ser muito mais criativo).&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O último mês foi marcado por muitas mudanças. Todo este espírito revolucionário levou-me a querer ouvir mais José Mário Branco e começar a ensaiar um repertório de grandes temas da música ligeira portuguesa (se bem que ainda não comecei a fazer isso, e não preciso de usar a desculpa pela 24ª vez). É nestas alturas de dificuldades que o nosso saudosismo desperta e começamos a apreciar as grandes obras do passado, os momentos em que a música portuguesa era &quot;grandiosa&quot; dentro do seu pequenino habitat. Não vivi os anos imediatamente a seguir ao 25 de Abril (nasci nessa mesma data uns anos mais tarde), mas deixo-me levar pela música de intervenção que nessa altura se fez e que ainda hoje tem, provavelmente, os melhores poemas escritos. Já falei anteriormente deste tópico aqui no blogue, mas fruto dos tempos em que vivemos nunca é demais relembrar a música que era usada como arma. Hoje, infelizmente, o que fazemos é recordar, e não são criadas novas &quot;armas&quot; eficazes para o combate à adversidade. Porque músicas que ficam na moda porque a banda é da moda, ou porque manifestações que apesar da sua grandiosidade não atingem o objectivo devido, as armas do passado são relembradas. Não porque continuam a ser eficazes, mas porque já o foram. Hoje em dia parece que o fumo da queima de caixotes do lixo ou do bater das pedras nos capacetes de combatentes gera um som mais cativante do que o de uma guitarra e de uma voz. Mas Portugal felizmente/infelizmente ainda não conhece essa sonoridade.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não sou comunista, mas verdade seja dita que as melhores músicas são escritas por músicos de esquerda. Se calhar por não ser de esquerda é que não consigo criar algo minimamente semelhante a essas tão invejadas &quot;armas&quot; do passado. Mas também tenho pena que os outros que conseguem hoje em dia escrever bons poemas não sejam interpretados da melhor forma. Enfim, estamos &quot;à rasca&quot; porque não estamos habituados a fazer de tudo para não estar &quot;à rasca&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Fica então aqui uma dessas tais &quot;armas&quot; do passado que tanto falei. E como esta se encaixa nos dias de hoje.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;iframe title=&quot;YouTube video player&quot; width=&quot;480&quot; height=&quot;390&quot; src=&quot;http://www.youtube.com/embed/Do4eVLRW6qI&quot; frameborder=&quot;0&quot; allowfullscreen=&quot;&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;P.S. E depois de ter escrito esta publicação, a gasolina voltou a aumentar 2 cêntimos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ahoradacriacao.blogspot.com/2011/04/o-som-do-passado.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEirLP9NH8SH9K-qgkbTKf4LJW1hYHt2ZAqjO2OOfdAW1vAsR6wOY2foPKZBixTYi1158nvhb3V34zLb6uheZZ5a5MrQa_tXPVSyWxeDvTS69SyfNC2epf8PhbN1GSXKp0eYr26TxK6x5rk/s72-c/Jos%25C3%25A9+M%25C3%25A1rio+Branco.jpeg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3293731926416325679.post-4269298609145588698</guid><pubDate>Sun, 06 Mar 2011 23:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-03-06T23:38:09.582+00:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pessoal</category><title>Uma Forma de &quot;Luta&quot;</title><description>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgvb7-0aYqhF-M5ahslBr5SFIQdMOQYk5mEKFpiaFTSGAmglJlVKmOqMt5Xw6oQvHWYqAr2nieW-ONFl-inny5O-eVy8GvlO6gkWrHLlmPXB_XnUexfF0e3hnzFstHxhlk_5SefJNuxkA8/s1600/Homens+da+Luta+vencem+Festival+da+Can%25C3%25A7%25C3%25A3o+2011.jpeg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 263px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgvb7-0aYqhF-M5ahslBr5SFIQdMOQYk5mEKFpiaFTSGAmglJlVKmOqMt5Xw6oQvHWYqAr2nieW-ONFl-inny5O-eVy8GvlO6gkWrHLlmPXB_XnUexfF0e3hnzFstHxhlk_5SefJNuxkA8/s400/Homens+da+Luta+vencem+Festival+da+Can%25C3%25A7%25C3%25A3o+2011.jpeg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5581114742072952786&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ontem foi dia de mais um Festival da Canção na RTP. Apesar da fraca qualidade das últimas edições, este é um acontecimento que gosto sempre de acompanhar, não só pela carga histórica que este carrega, mas também porque sou um bom apreciador de comédia. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ontem não foi excepção. Mais um ano de fracas músicas, muitas delas não dá para compreender como foram escolhidas para tão ilustre certame. Parece que, para o Festival da Canção, as músicas presentes a concurso são sempre totalmente diferentes daquilo que se costuma fazer na música portuguesa que se comercializa, e que soa tão bem. Parece que para o Festival da Canção as músicas têm de ter muito mais elementos tradicionais, falar muito mais dos descobrimentos, ou então seguem um outro rumo e têm de ser estupidamente pimbas. Mas no meio de tão fracos concorrentes, um grupo de comediantes destacou-se e tornou-se a notícia central do dia de hoje.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os Homens da Luta são muito famosos no nosso país. Não digo que sejam influentes, no entanto desfrutam já de um reconhecimento importante na área do humor e da crítica política pouco fundamentada. E a sua vitória ontem é, na minha opinião, a imagem de um povo descontente com tudo aquilo que se passa no nosso país, e que mostra a sua revolta boicotando estes eventos. Já tinha acontecido no passado, no programa &quot;Grandes Portugueses&quot;, um boicote do mesmo género com o país a dar a vitória ao ditador que nos governou durante mais de 30 anos. Vencedores muito diferentes é certo, mas uma mesma razão de vitória: o protesto.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A música volta a ser, 40 anos depois, uma arma de intervenção contra aqueles que nos governam. Seja através de letras mais objectivas como os Deolinda fizeram, seja através da sátira dos Homens da Luta. Portugal atravessa uma fase de profundo descontentamento, e é no apoio a estes ícones recentes da cultura que o seu desagrado é demonstrado. Não digo com isto que a música &quot;A Luta é Alegria&quot; seja uma boa música. Nem confesso ser um grande admirador dos Homens da Luta. Mas é a música que fazia falta neste momento. E a Europa vai ver de uma forma mais clara aquilo que sentimos e aquilo que queremos mudar. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Será uma prestação vergonhosa? Não creio muito nisso. Podemos até ter zero pontos, mas para mim será com certeza uma participação histórica.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;iframe title=&quot;YouTube video player&quot; width=&quot;480&quot; height=&quot;390&quot; src=&quot;http://www.youtube.com/embed/pdEfYT5bMis&quot; frameborder=&quot;0&quot; allowfullscreen=&quot;&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ahoradacriacao.blogspot.com/2011/03/uma-forma-de-luta.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgvb7-0aYqhF-M5ahslBr5SFIQdMOQYk5mEKFpiaFTSGAmglJlVKmOqMt5Xw6oQvHWYqAr2nieW-ONFl-inny5O-eVy8GvlO6gkWrHLlmPXB_XnUexfF0e3hnzFstHxhlk_5SefJNuxkA8/s72-c/Homens+da+Luta+vencem+Festival+da+Can%25C3%25A7%25C3%25A3o+2011.jpeg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3293731926416325679.post-6678755837512042191</guid><pubDate>Thu, 17 Feb 2011 00:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-02-17T00:48:57.259+00:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pessoal</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Referências</category><title>Voltou o processo criativo</title><description>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgUH_H3QL6bnfE3lpDXSb93r8Kj14iqVfgbIcuTIPk4Rt1n0p-Ka2GSluPUTrlwHhJZjI_PlDUQeb_hSX2l9Y01Nqo_CRKf_g34siif3M8l-POeS9dNK5Bzqb-yVZbUUUPlFFTyPv8Llpg/s1600/night-view-street.jpeg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 269px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgUH_H3QL6bnfE3lpDXSb93r8Kj14iqVfgbIcuTIPk4Rt1n0p-Ka2GSluPUTrlwHhJZjI_PlDUQeb_hSX2l9Y01Nqo_CRKf_g34siif3M8l-POeS9dNK5Bzqb-yVZbUUUPlFFTyPv8Llpg/s400/night-view-street.jpeg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5574453089519414530&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Se ontem as palavras eram de desmotivação e de &quot;desespero&quot; por novas ideias, hoje o discurso é totalmente diferente. Não consigo precisar há quanto tempo tinha feito a minha última música, mas hoje a ideia surgiu. Um dia chuvoso e uns quantos passeios de carro durante a tarde contribuíram para que hoje escrevesse uma letra sobre uma cidade &quot;suja&quot;. Vamos por partes.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A letra descreve o ambiente de uma cidade que há muito perdeu um rumo de crescimento próspero. As pessoas que nela habitam estão descrentes num bom futuro, carecem de ambição. Mas no entanto amontoam-se na cidade, entopem as suas vias horas e horas, juntam-se em multidões carregadas de stress por causa de uma rotina que a maioria repudia. Num fim de tarde, numa caminhada pelas ruas da cidade, iluminada debilmente pelos postes de luz, surge uma reflexão sobre a cidade suja, não só a sujidade física, como o lixo ou o fumo dos veículos, mas também a sujidade social, a miséria e o crime bem reais que se escondem na noite. Todas estas adversidades fazem com que cresça no sujeito poético um sentimento de revolta e de vontade de mudança. O poema ainda não está completo, faltam 3 versos para uma linha melódica final. Por essa razão ainda não o vou publicar. Apesar de a inspiração ter vindo de imagens mentais da cidade de Faro, não se trata de um poema sobre Faro, nem sobre nenhuma cidade em especial. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ao fazer a melodia surgiram influências completamente distintas. Lembrei-me de uma transição de acordes de uma musica de Tom Waits, uma linha melódica que faz lembrar uma música do Manuel Cruz e, no global, pensei em muitas músicas do Milton Nascimento. Depois enquanto escrevia a letra lembrei-me de algumas coisas que o Adolfo Luxúria Canibal costuma usar nos seus poemas, mas numa versão muito mais &lt;i&gt;soft&lt;/i&gt; obviamente. Também me veio à memória a imagem de Travis Bickle, personagem de Robert De Niro em &lt;i&gt;Taxi Driver, &lt;/i&gt;vagueando pelas ruas de Nova Iorque infestadas de sujidade e crime. É estranho conseguir detectar tudo aquilo em que pensei para esta música, porque nem sempre o consigo fazer. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Hoje estava confiante que fosse surgir alguma coisa. Agora, já com umas ideias na cabeça para arranjos, é começar a gravar. Tendo em conta aquilo que tenho planeado, esta será, muito provavelmente, a música que me vai dar mais trabalho a gravar. Depois logo mostro o resultado final.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Agora vou abrir uma garrafa de &lt;i&gt;champagne&lt;/i&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;(a título de curiosidade, fica aqui uma das músicas de Foge Foge Bandido que raramente me sai da cabeça e que serviu para fazer esta minha música sobre uma cidade:)&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;iframe title=&quot;YouTube video player&quot; width=&quot;480&quot; height=&quot;390&quot; src=&quot;http://www.youtube.com/embed/hfe0FtEBvRY&quot; frameborder=&quot;0&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ahoradacriacao.blogspot.com/2011/02/voltou-o-processo-criativo.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgUH_H3QL6bnfE3lpDXSb93r8Kj14iqVfgbIcuTIPk4Rt1n0p-Ka2GSluPUTrlwHhJZjI_PlDUQeb_hSX2l9Y01Nqo_CRKf_g34siif3M8l-POeS9dNK5Bzqb-yVZbUUUPlFFTyPv8Llpg/s72-c/night-view-street.jpeg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3293731926416325679.post-317714781975607646</guid><pubDate>Wed, 16 Feb 2011 00:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-02-16T00:58:06.348+00:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pessoal</category><title>Ponto de situação - volume II</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Já lá vai muito tempo. Aliás, já lá vai demasiado tempo desde a última publicação. A onda criativa tirou um mês de férias e parece que vai voltando aos poucos. Parece que toda azáfama de exames, trabalhos e outras responsabilidades deixaram a máquina criativa relativamente lesada, sendo que esta precisa agora de um pouco de fisioterapia para voltar ao seu estado de graça.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Aos poucos surgem novas melodias. Não deixei de ouvir música, portanto as fontes de inspiração ainda se mantêm activas. Mas ainda não arranjei temas interessantes sobre os quais possa escrever letras. Por um lado quero afastar-me de letras com incidência na crítica social, muito por culpa dos Deolinda, que recentemente apresentaram uma música dessas características, música essa que é capaz de roçar a perfeição. Não me apetecia muito &quot;sujar&quot; esse tema, até porque acho que não tenho muito jeito para escrever letras de intervenção. Por isso terei de me virar para histórias banais e carroceis sentimentais. Mas são muito escassas as ideias que me surgem. Muito mesmo. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ao escrever este post não tenho como objectivo falar de um tema em especial, isto porque ainda me faltam ideias interessantes e capacidade para as desenvolver. Simplesmente serve como uma espécie de ponto de situação da minha actividade musical. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Momento musical aqui no blogue, uma música que &quot;descobri&quot; há pouco tempo. Cantada por Milton Nascimento no álbum &quot;Minas&quot;, aqui interpretada pelo autor da música, Toninho Horta. &quot;Beijo Partido&quot;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;iframe title=&quot;YouTube video player&quot; width=&quot;480&quot; height=&quot;390&quot; src=&quot;http://www.youtube.com/embed/y6d4StzuLKw&quot; frameborder=&quot;0&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ahoradacriacao.blogspot.com/2011/02/ponto-de-situacao-volume-ii.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://img.youtube.com/vi/y6d4StzuLKw/default.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3293731926416325679.post-4169844465893441351</guid><pubDate>Sun, 09 Jan 2011 02:38:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-01-09T03:16:09.110+00:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Referências</category><title>Soul e Crítica Social</title><description>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiqM5k0eU_o-mgbTIGIpuzxIBQFACJQpfrDB78qcfSdBXkjW4QnRebNN5PrUvSb9EloxVXNaQl2BhAYVh_ERNaDqVZEjAVE-Fy7kfMU5yZ5FLoWst_Fd76_95xbv03nXIL53kTxE2npxmg/s1600/gil-scott-heron-22.jpeg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 299px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiqM5k0eU_o-mgbTIGIpuzxIBQFACJQpfrDB78qcfSdBXkjW4QnRebNN5PrUvSb9EloxVXNaQl2BhAYVh_ERNaDqVZEjAVE-Fy7kfMU5yZ5FLoWst_Fd76_95xbv03nXIL53kTxE2npxmg/s400/gil-scott-heron-22.jpeg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5560016474431039890&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A crítica político-social ainda não é tema dos poemas que vou escrevendo, basicamente porque ainda não tenho capacidade para o fazer. A escrita com estas características exige uma mensagem forte e que mexa com quem a ouve, mas ao mesmo tempo não sendo demasiado directa, mascarando aquilo que queremos dizer numa metáfora. E mesmo se quisermos escrever a verdade nua e crua, é preciso que exista beleza no nosso discurso. Isto para quem não é um bom poeta é, e permitam-me a expressão, muito fodido. No entanto, e esta é uma teoria que defendo, acho que se existirem limitações e regras para um certo tema que escolhemos para um poema a nossa capacidade de dar a volta por cima torna-se mais apurada, quase como uma espécie de instinto de sobrevivência. Um exemplo disto são os regimes ditatoriais e de censura que proliferaram um pouco por todo o Mundo durante o séc XX. Falando da música escrita em português, é crónico dizer que as metáforas de Zeca Afonso que descrevem a situação política de Portugal na altura são brilhantes. Além de ser bom poeta, a censura fez com que a sua criatividade fosse &quot;espicaçada&quot;. Sérgio Godinho e José Mário Branco são outros exemplos de grandes poetas que escondiam a sua mensagem em grandes letras. No Brasil a ditadura também reinou, e à conta disso Chico Buarque escreveu das melhores letras que alguma vez li.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas num país onde a liberdade é a sua bandeira, a critica social e política não deixa de ser uma constante. A mensagem não precisa de ser escondida, está lá crua e à vista de todos. Mas a escrita não deixa de ser bela e intensa. Gil Scott-Heron (um dos meus músicos favoritos) é especialista nisto. Numa América onde o racismo e a pobreza existem, Gil Scott-Heron pinta nas suas letras um quadro de tristeza e revolta social. Críticas fortes a uma sociedade que se diz ser evoluída mas que ainda hoje continua a descriminar fortemente as minorias raciais (discriminação essa que foi mais acentuada e fortemente combatida durante as décadas de 60 e 70). Depois encaixa todos os seus poemas num misto de soul, jazz e rap, estilos tipicamente afro-americanos e que reforçam a mensagem (a soul e o jazz fascinam-me imenso por serem estilos que nos levam a um sentimento de introspecção, dada a carga emocional que por vezes carregam). Existirão muitos outros poetas afro-americanos que escrevem magnificamente sobre este tema e que eu nem conheço (aceitam-se sugestões de nomes para eu explorar). Mas deste conheço a sua obra relativamente bem... e gosto.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;object width=&quot;480&quot; height=&quot;385&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/fGlRsjHTkbs?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowFullScreen&quot; value=&quot;true&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowscriptaccess&quot; value=&quot;always&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/fGlRsjHTkbs?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; allowscriptaccess=&quot;always&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; width=&quot;480&quot; height=&quot;385&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ahoradacriacao.blogspot.com/2011/01/soul-e-critica-social.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiqM5k0eU_o-mgbTIGIpuzxIBQFACJQpfrDB78qcfSdBXkjW4QnRebNN5PrUvSb9EloxVXNaQl2BhAYVh_ERNaDqVZEjAVE-Fy7kfMU5yZ5FLoWst_Fd76_95xbv03nXIL53kTxE2npxmg/s72-c/gil-scott-heron-22.jpeg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3293731926416325679.post-6495034383633171517</guid><pubDate>Sun, 09 Jan 2011 02:27:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-01-09T02:37:28.465+00:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Músicas</category><title>100 publicações</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Se as minhas contas não me falham esta é a minha 100 publicação. Não sou de grandes comemorações, mas 100 publicações deixam-me satisfeito. Sempre reflectem muitas opiniões, poemas e referências que vou deixando por aqui. Um número de 3 dígitos deixa sempre a imagem de que este é um blog com passado e com aspirações a um futuro cada vez mais interessante.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nesta centésima publicação deixo uma música minha: &quot;Um Achado Interessante&quot;. Acho que a letra ficou com uma dinâmica engraçada (apesar de ter um conteúdo bem simples). A melodia é também muito simples, mas até acabo por gostar da música. Foi a primeira (e até agora única) música em que usei o meu min-órgão Casio. Foi também usada uma linha de bandolim muito simples para as partes instrumentais. Fica então a música.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;object width=&quot;480&quot; height=&quot;385&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/xfKUY0zFqfk?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowFullScreen&quot; value=&quot;true&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowscriptaccess&quot; value=&quot;always&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/xfKUY0zFqfk?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; allowscriptaccess=&quot;always&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; width=&quot;480&quot; height=&quot;385&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ahoradacriacao.blogspot.com/2011/01/100-publicacoes.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3293731926416325679.post-3772705049166754600</guid><pubDate>Fri, 07 Jan 2011 02:32:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-01-07T02:36:41.862+00:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pessoal</category><title>Ano Novo</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Perdoem-me as minhas maneiras por este não ter sido o 1º post de Janeiro: Feliz Ano Novo (ainda vou a tempo) a todos os que seguem este blog. Espero que este seja um ano de concretização de grandes projectos para todos nós. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Um muito obrigado a todos aqueles que me motivam a continuar a escrever todos estes devaneios e textos carentes de brilhantismo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ahoradacriacao.blogspot.com/2011/01/ano-novo.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3293731926416325679.post-32580919486275721</guid><pubDate>Fri, 07 Jan 2011 01:29:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-01-07T02:32:08.678+00:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Filmes</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pessoal</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Referências</category><title>Ataraxia Criativa</title><description>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiKfpH6yOkjOm1TyAxWHJMbtsAIyQKbVnDtXJgscU0BPphxcFTgxzLs3SHpJ3rusx-WG98qJUKgNAytWgrK9T2m9S315Yeqbm8tWRergArYhDG3FwBCOwapvyEknthuPtOsswP0BJdxYwg/s1600/Black-Swan-natalie-portman-17578328-1024-682.jpeg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 303px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiKfpH6yOkjOm1TyAxWHJMbtsAIyQKbVnDtXJgscU0BPphxcFTgxzLs3SHpJ3rusx-WG98qJUKgNAytWgrK9T2m9S315Yeqbm8tWRergArYhDG3FwBCOwapvyEknthuPtOsswP0BJdxYwg/s400/Black-Swan-natalie-portman-17578328-1024-682.jpeg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5559266134450830578&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;&gt;A ataraxia é um estado de espírito no mínimo horrível. Se no passado Ricardo Reis conseguia evocar esta emoção de uma forma bela e rendilhada, eu sinto que ser atacado por um estado de dormência (neste caso, criativa) não tem nada de cativante. Faz hoje precisamente um mês desde a minha última publicação aqui no blog. As férias deixaram-me num vazio de criatividade e de vontade de escrever, o que é relativamente grave quando se tem alguns projectos a curto prazo a serem desenvolvidos. Não foi por falta de momentos interessantes nem por falta de tempo que a vontade de criar não surgir ao fim deste tempo todo, simplesmente deixou-se ficar no seu canto a descansar um pouco (quero eu acreditar). A ataraxia tomou o seu lugar e deixou qualquer melodia feita desprovida de sentimento. O melhor por agora será gravar aquilo que falta ser gravado para que o próximo passo possa surgir naturalmente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;&gt;&lt;/span&gt;É estranho não ter um rasgo criativo há algum tempo com a quantidade de material audiovisual que me tem aparecido à frente e que me tem deixado apaixonado. Vi o &quot;Black Swan&quot; (imagem do início), do Darren Aronofsky, estas férias (já tinha falado sobre o filme há alguns posts atrás), e fiquei deveras impressionado e deliciado. Para mim o filme roça a perfeição. Vai crescendo de intensidade a cada cena, a cada diálogo, e termina de uma forma absolutamente arrebatadora, final esse que me deixou num estado de catarse doentia. Uma descarga de adrenalina e emoções que poucos filmes me concederam. Brilhante! Este filme poderia bem ter sido um desbloqueador de criatividade musical, mas isso não aconteceu. Talvez devido ao facto de se tratar de um filme obscuro e paranóico, algo sobre o qual não costumo escrever. Iluminou-me noutros aspectos, por esta razão considero-o um dos melhores filmes que já vi. Para finalizar, a Natalie Portman revela ser uma actriz brilhante (se poucas dúvidas existiam a este respeito). Quando se tem talento natural para representar, o erro acaba por ser um cenário muito raro.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O obscuro e o macabro tem sido, curiosamente, uma temática que tem ocupado as minhas audições. Já muitas vezes ouvi o álbum &quot;Muller No Hotel Hessischer Hof&quot; dos Mão Morta. Os poemas são do dramaturgo alemão Heiner Muller, poemas esses absolutamente macabros e carregados de horror. Contudo, o álbum é uma obra prima da música portuguesa na minha opinião. E não me tenho cansado de o ouvir e de descobrir nas suas letras morais muito interessantes. Fica aqui o vídeo &quot;Floresta Em Sonho&quot;. Amanhã logo escrevo mais, espero eu...&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;object width=&quot;480&quot; height=&quot;385&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/12f-vEtAo-0?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT&quot;&gt;&lt;param name=&quot;allowFullScreen&quot; value=&quot;true&quot;&gt;&lt;param name=&quot;allowscriptaccess&quot; value=&quot;always&quot;&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/12f-vEtAo-0?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; allowscriptaccess=&quot;always&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; width=&quot;480&quot; height=&quot;385&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ahoradacriacao.blogspot.com/2011/01/ataraxia-criativa.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiKfpH6yOkjOm1TyAxWHJMbtsAIyQKbVnDtXJgscU0BPphxcFTgxzLs3SHpJ3rusx-WG98qJUKgNAytWgrK9T2m9S315Yeqbm8tWRergArYhDG3FwBCOwapvyEknthuPtOsswP0BJdxYwg/s72-c/Black-Swan-natalie-portman-17578328-1024-682.jpeg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3293731926416325679.post-2163263629348882028</guid><pubDate>Tue, 07 Dec 2010 01:48:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-12-07T02:02:28.924+00:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Referências</category><title>Mais uma do &quot;Fenómeno&quot;</title><description>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg561Hfje5oLgVWEDrv75BjlPoaZo1VP0pOErfGw9q_QQoOkwIB5wggy-LcB-Nuz09W_CdKfEAF_UQMetdgst9DQGf4OGiuBv0pRH2hyvXc9Oy-PY_XfrorhlUYCDX3yfFG_I_WBohl50k/s1600/0000024721_350.jpeg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 350px; height: 350px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg561Hfje5oLgVWEDrv75BjlPoaZo1VP0pOErfGw9q_QQoOkwIB5wggy-LcB-Nuz09W_CdKfEAF_UQMetdgst9DQGf4OGiuBv0pRH2hyvXc9Oy-PY_XfrorhlUYCDX3yfFG_I_WBohl50k/s400/0000024721_350.jpeg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5547754420456568178&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Se existe um responsável por eu gostar de música portuguesa, esse só pode ser Rui Veloso. É certo que existem mais nomes que venero, mas o Rui Veloso tem sido ouvido desde a infância, merece por isso maior consideração.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&quot;Mingos &amp;amp; os Samurais&quot; é provavelmente o álbum mais mítico da minha infância. Duas cassetes que eram ouvidas infinitamente, ou no carro ou num pequeno rádio que eu tinha. No entanto houve um álbum de Rui Veloso que vincou o meu gosto musical de forma mais carregada. &quot;Avenidas&quot;, de 1998, é um dos meus álbuns favoritos, e foi responsável por essa moldagem musical. Na altura devia andar na primária, no 4º ano, e tenho ideia que o CD foi prenda de Natal. Músicas fantásticas que sabia de trás para a frente, tal era o número de vezes que as ouvia, e que ainda hoje me conseguem fascinar.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&quot;Todo o Tempo do Mundo&quot; era o single na altura. Não é a minha música favorita do álbum (essa deve ser provavelmente a música &quot;Avenidas&quot;, brilhante), mas não deixa de ser uma excelente faixa. Tantas vezes foi ouvida, no entanto não dá para enjoar. Ser intemporal é a sina do Rui Veloso.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;object width=&quot;480&quot; height=&quot;385&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/lwDsFuWgRx4?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT&quot;&gt;&lt;param name=&quot;allowFullScreen&quot; value=&quot;true&quot;&gt;&lt;param name=&quot;allowscriptaccess&quot; value=&quot;always&quot;&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/lwDsFuWgRx4?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; allowscriptaccess=&quot;always&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; width=&quot;480&quot; height=&quot;385&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ahoradacriacao.blogspot.com/2010/12/mais-uma-do-fenomeno.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg561Hfje5oLgVWEDrv75BjlPoaZo1VP0pOErfGw9q_QQoOkwIB5wggy-LcB-Nuz09W_CdKfEAF_UQMetdgst9DQGf4OGiuBv0pRH2hyvXc9Oy-PY_XfrorhlUYCDX3yfFG_I_WBohl50k/s72-c/0000024721_350.jpeg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3293731926416325679.post-7574378788916742839</guid><pubDate>Tue, 07 Dec 2010 01:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-12-07T01:41:39.760+00:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pessoal</category><title>À Espera de Férias</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Estas 2 semanas serão certamente pouco produtivas no que diz respeito a criação musical e gravações. Apenas daqui a duas semanas posso retomar o processo criativo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Entretanto, nas duas últimas semanas, fiz três músicas. A meu ver são provavelmente das melhores músicas que fiz. Sinto que estou mais objectivo na hora de fazer uma música e uma letra, razão pela qual as músicas mais recente me têm enchido as medidas. Curiosamente nenhuma das três músicas tem título. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sou péssimo a escolher títulos para as músicas. Normalmente a primeira ideia que vem à cabeça é aquela que fica, mas já me venho a arrepender dessa atitude. Certas músicas que fiz têm títulos relativamente fracos. Assim sendo prefiro pensar bem nestes três títulos (também porque gosto especialmente das músicas, senão estas provavelmente já teriam um título qualquer). Sobre as letras posso dizer que uma delas é uma carta a uma pessoa distante, outra é sobre duas pessoas bastante diferentes e outra fala de luta e tempos de mudança. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Assim que estas três músicas estiverem gravadas, o meu protótipo de álbum de originais fica completo. Este incluirá 13 músicas. Tenho muitas mais feitas, muito diferentes entre si e algumas que acho muito interessantes, mas que prefiro deixar de fora do &quot;protótipo&quot; por enquanto. Depois é só registar as músicas escolhidas. Apesar de ter escolhido um pré-nome para este possível álbum, prefiro reconsiderar e escolher um outro nome. Depois de tudo pensado, é meter mão à obra, registar e divulgar. Depois é bom continuar a sonhar&lt;/div&gt;</description><link>http://ahoradacriacao.blogspot.com/2010/12/espera-de-ferias.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3293731926416325679.post-4176505893704705725</guid><pubDate>Tue, 30 Nov 2010 02:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-11-30T02:08:46.298+00:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Referências</category><title>Música Fantástica</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Já que continuo numa de publicar, deixo um vídeo de uma das minhas músicas portuguesas favoritas.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Já tinha aqui falado de Sérgio Godinho anteriormente. Provavelmente o melhor cantautor nacional. Invejo as letras escritas por si. Talvez um dia, com mais maturidade, eu consiga escrever coisas melhores, equivalentes a um décimo da qualidade da escrita do Sérgio Godinho.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&quot;Espalhem a Notícia&quot; é um exemplo de escrita genial.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;object width=&quot;480&quot; height=&quot;385&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/jh1aK3qwmuc?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowFullScreen&quot; value=&quot;true&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowscriptaccess&quot; value=&quot;always&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/jh1aK3qwmuc?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; allowscriptaccess=&quot;always&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; width=&quot;480&quot; height=&quot;385&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ahoradacriacao.blogspot.com/2010/11/musica-fantastica.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3293731926416325679.post-2752103582366353161</guid><pubDate>Tue, 30 Nov 2010 01:47:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-11-30T01:59:51.279+00:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Poemas</category><title>&quot; Deserto de Bolso&quot;</title><description>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjwcCNmL39MVwIDu88k0eZqSVRJeVW8l1_0ZAa0DkY410pYCzfthPEH73Y_2I_OAlWXxJrBtXV9qvxqwSqpy6nuPd6PJ2A3Rp4sIcu8wj0nABaxK_ROH2LEVk0QgydfkuSavFseY2V9Hqk/s1600/Deserto.jpeg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjwcCNmL39MVwIDu88k0eZqSVRJeVW8l1_0ZAa0DkY410pYCzfthPEH73Y_2I_OAlWXxJrBtXV9qvxqwSqpy6nuPd6PJ2A3Rp4sIcu8wj0nABaxK_ROH2LEVk0QgydfkuSavFseY2V9Hqk/s400/Deserto.jpeg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5545156550954039634&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Já tinha feito um post sobre esta letra. Não o publiquei na altura não sei bem porquê. Continua a ser uma música que precisa de ser revista, nomeadamente no que toca a alguns detalhes da linha vocal. Fica então a letra:&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É estranho conseguir plantar&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Algo no meio do deserto.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sei isso bem, funciono igual.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tenho um, mesmo dentro de mim&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Do qual tenho cuidado bem.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nem sempre soube se o queria&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas nele consigo andar.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Talvez queiras viver aqui&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Comigo nesta imensidão&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não tenho nada para te oferecer.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas seria bom ter-te cá,&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ter alguém com quem conversar&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tocar, sentir, beijar.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Deixar de estar aqui só.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas no fundo eu sei que isso é difícil&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Pois ninguém quer estar neste vazio.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Vem então dizer-me como posso sair&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E encontrar aquilo que procuro.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Um dia vi o meu sorriso&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quando senti a tua pele,&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O teu olhar, a tua boca.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não sei há quanto tempo foi&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O encontro desse caminho.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Foi tudo em vão, fiquei perdido&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Pois aqui estou neste lugar.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No limite do tempo passeio na areia,&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A minha marca de nascença,&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E se ficar por aqui sem a tua presença&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sou capaz de desaparecer.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Já nada mais posso sonhar&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Neste lugar de morte certa.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quando a encontrar uma última vez&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Deixa que o teu olhar me leve.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;22/10/2010&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ahoradacriacao.blogspot.com/2010/11/deserto-de-bolso.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjwcCNmL39MVwIDu88k0eZqSVRJeVW8l1_0ZAa0DkY410pYCzfthPEH73Y_2I_OAlWXxJrBtXV9qvxqwSqpy6nuPd6PJ2A3Rp4sIcu8wj0nABaxK_ROH2LEVk0QgydfkuSavFseY2V9Hqk/s72-c/Deserto.jpeg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item></channel></rss>