<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-11625251</id><updated>2024-11-01T12:19:26.219+00:00</updated><category term="Birding Innuendo in Brazil"/><category term="Democracia"/><category term="Paulinho das Feiras"/><category term="Something to think about"/><category term="cartoon"/><category term="gripe A"/><title type='text'>A Inevitável Insatisfação do Ser</title><subtitle type='html'>Mais um blog despretensioso que pretende deixar mais algumas ideias à solta na net. Nunca se sabe quem as irá apanhar...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://inevitavelinsatisfacao.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11625251/posts/default?redirect=false'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inevitavelinsatisfacao.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11625251/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04385739791837043953</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>876</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11625251.post-3166336053846064609</id><published>2015-04-30T16:04:00.000+01:00</published><updated>2015-04-30T16:04:10.225+01:00</updated><title type='text'>Músicas da Minha Vida II</title><content type='html'>Era difícil não incluir uma música dos Queen nesta selecção, mas ainda mais difícil foi escolher qual música do grupo que tanto me acompanhou durante a minha juventude (e bem depois do Freddy Mecury já ter falecido). Pensei no &quot;We Are the Champions&quot;, que nos deixa sempre de cabelos em pé no final de cada grande final desportiva, mas nenhuma música resume tão bem a musicalidade dos Queen como este excepcional Bohemian Rhapsody. Vale pena ouvir, e pensar um pouco num tempo em que as grandes estrelas da música podiam ser feias e ter dentes tortos, desde que fossem realmente bons músicos e, sobretudo, no caso do Freddy, vocalistas extraordinários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;iframe allowfullscreen=&quot;&quot; frameborder=&quot;0&quot; height=&quot;315&quot; src=&quot;https://www.youtube.com/embed/fJ9rUzIMcZQ&quot; width=&quot;420&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inevitavelinsatisfacao.blogspot.com/feeds/3166336053846064609/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/11625251/3166336053846064609' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11625251/posts/default/3166336053846064609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11625251/posts/default/3166336053846064609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inevitavelinsatisfacao.blogspot.com/2015/04/musicas-da-minha-vida-ii.html' title='Músicas da Minha Vida II'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04385739791837043953</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://img.youtube.com/vi/fJ9rUzIMcZQ/default.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11625251.post-536312021490507728</id><published>2015-04-25T15:59:00.002+01:00</published><updated>2015-04-25T16:00:33.526+01:00</updated><title type='text'>Músicas da minha vida I</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Decidi começar uma nova rubrica aqui no blog, em que vou apresentar, ao longo das próximas semanas, 20 músicas que marcaram a minha vida. Eram para ser 10, e eram para ser &quot;as músicas da minha vida&quot;, mas depressa percebi que essas seriam muito mais que 10 e muito mais que 20. Serão assim 20 músicas que me marcaram, por diversos motivos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Para começar, e porque hoje é 25 de Abril, nada melhor que arrancar com o Zeca, neste &quot;Grândola, Vila Morena&quot;, que não sendo a minha música favorita do Zeca Afonso, é certamente a música dele que mais me marcou, pelo que tem de simbólico e porque em bom de verdade a minha vida teria sido certamente muito diferente (teria eu mesmo existido?) se aqueles jovens capitães não tivessem decidido dar o seu murro na mesa do Portugal cinzento, estagnado e garrotado pela ditadura, naquele feliz Abril seis anos antes de eu ter vindo ao mundo.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;iframe allowfullscreen=&quot;&quot; frameborder=&quot;0&quot; height=&quot;315&quot; src=&quot;https://www.youtube.com/embed/_KFZwGy1eJ4&quot; width=&quot;420&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inevitavelinsatisfacao.blogspot.com/feeds/536312021490507728/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/11625251/536312021490507728' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11625251/posts/default/536312021490507728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11625251/posts/default/536312021490507728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inevitavelinsatisfacao.blogspot.com/2015/04/musicas-da-minha-vida-i.html' title='Músicas da minha vida I'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04385739791837043953</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://img.youtube.com/vi/_KFZwGy1eJ4/default.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11625251.post-2658387706278714358</id><published>2015-01-09T16:14:00.002+00:00</published><updated>2015-01-09T17:17:31.418+00:00</updated><title type='text'>Do terrorismo e dos poderes</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;iframe allowfullscreen=&quot;&quot; frameborder=&quot;0&quot; height=&quot;315&quot; src=&quot;//www.youtube.com/embed/t8RCQDDsMpU&quot; width=&quot;420&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Pode parecer estranho, mas vou abrir esta minha pequena reflexão sobre o terrorismo com esta pequena citação retirada da Guerra das Estrelas &quot;&lt;i&gt;I&lt;/i&gt;&lt;span title=&quot;Source: Star Wars: Episode IV A New Hope&quot;&gt;&lt;i&gt;f you strike me down, I shall become more powerful than you can possibly imagine&quot;&lt;/i&gt;. Escrevo estas linhas depois da Europa e do Mundo terem sido chocados pelo ataque vil e cobarde de três homens ligados ao jihadismo islâmico contra o jornal satírico francês Charlie Hebdo, de que resultaram 12 mortos e outros tantos feridos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span title=&quot;Source: Star Wars: Episode IV A New Hope&quot;&gt;Esta frase veio-me imediatamente à cabeça ao ver a reacção dos &lt;i&gt;media&lt;/i&gt; mundiais ao massacre dos jornalistas e cartonistas franceses. Milhões de pessoas que nunca tinham sequer ouvido falar do jornal tornaram-se instantaneamente fãs do Charlie Hebdo e muitos dos &lt;i&gt;cartoons&lt;/i&gt; satíricos das vítimas foram vistos mais vezes em poucos minutos do que em toda a sua existência até então. Em vez de &quot;matar o Charlie Hebdo&quot;, como se vangloriaram os terroristas, eles ajudaram a tornar a sua mensagem muito mais conhecida. Em vez de atacarem a liberdade de expressão, como pretendiam, acordaram as pessoas para a necessidade premente de proteger cada vez mais nos nossos dias este valor básico do conceito civilizacional que a Europa deu ao mundo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span title=&quot;Source: Star Wars: Episode IV A New Hope&quot;&gt;Contudo, esta frase, pelo menos neste contexto, tem obviamente dois gumes. Ela aplica-se também perfeitamente à resposta habitual americana (e tantas vezes também europeia) ao problema do terrorismo: eles atacara-nos, vamos lá largar umas quantas bombas e matar uns quantos por lá, sem olhar muito ao problemas subjacentes que criaram a situação actual. A explosão recente do jihadismo, hoje personificada pelo Estado Islâmico, não resulta de nenhuma maldade subjacente do Islão, ou sequer de facções particularmente radicais do Islão. Ela resultou, de um fogueira que arde há muito naquela região do globo e que é atiçada de cada vez que os países ocidentais intervém militarmente na região. Tal como como Obi-Wan Kenobi na Guerra das Estrelas, também o terrorismo se torna muito mais forte de cada vez que é atacado com recurso à violência cega. Quando os &quot;danos colaterais&quot; das bombas ocidentais matam um pai de família, não se criam apenas novos orfãos, criam-se novos orfãos que quando mais tarde tiverem de escolher entre viver na miséria ou morrer na vingança, tenderão a escolher a segunda. Cada vítima de um ataque militar é mais um argumento na mão dos fanáticos que pretendem incendiar o ódio contra o ocidente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span title=&quot;Source: Star Wars: Episode IV A New Hope&quot;&gt;Como se deverá então combater o terrorismo? Sinceramente não sei. Imagino que até certo ponto seja mesmo necessário recorrer à violência e à repressão, mas apenas como uma solução temporária. Uma verdadeira solução para o problema passaria por eliminar as causas do terrorismo. Por um lado, a desigualdade económica que permite que seja preferível arriscar a vida numa barcaça ou aliar-se ao Estado Islâmico a viver na total miséria e desterro em que definham os cidadãos de tantos países. Por outro lado, a falta crónica de educação, educação no sentido académico e não moral do termo. A falta de educação universal, para todos e para todas, sem distinção de sexo, classe social ou etnia. No fundo é esta a única verdadeira diferença entre a Europa e o mundo islâmico. Foi a educação, que num sentido muito lacto significa a ciência, a filosofia, a arte, que transformou a Europa de um pântano teocrático medieval na Europa moderna que, com todos os seus muitíssimos defeitos, é ainda assim um dos poucos garantes dos valores máximos da humanidade no mundo actual: a justiça, a liberdade, o humanismo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span title=&quot;Source: Star Wars: Episode IV A New Hope&quot;&gt;Em conclusão, espero que os nossos governantes possam ver que o terrorismo só atinge o seu objectivo se lhe for permitido tornar-se uma desculpa para destruir os nossos valores. A tragédia não é ter sido atacado um jornal em França,&amp;nbsp; na verdade este ataque tornou-o inimaginavelmente mais poderosos. A tragédia seria ver estes ataques levarem a que a Europa pusesse em causa a liberdade e a igualdade em prol de uma ideia efémera de segurança. A tragédia seria este ataque servir de desculpa para continuar a atacar, marginalizar ou excluir cegamente os cidadãos do mundo islâmico, pois isso só servirá par continuar a tornar os terroristas muito mais poderosos do que nós imaginamos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inevitavelinsatisfacao.blogspot.com/feeds/2658387706278714358/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/11625251/2658387706278714358' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11625251/posts/default/2658387706278714358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11625251/posts/default/2658387706278714358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inevitavelinsatisfacao.blogspot.com/2015/01/do-terrorismo-e-dos-poderes.html' title='Do terrorismo e dos poderes'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04385739791837043953</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11625251.post-4645195802117415850</id><published>2014-09-19T13:36:00.000+01:00</published><updated>2014-09-19T13:37:21.879+01:00</updated><title type='text'>Coisas que aprendi hoje - 2</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiGCp1yde_R4iWDjDfX7eomvPA6yoCJPPct11JYUmDmH1yGJKk7fdAOFe4WZX1kQurlifoFyRh6ukouO88UNxMmKAV4IsfsaBrGnKmiAhm-dCGgDKl3Ogtm5fPw4LWKXuddv5FySQ/s1600/killies.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiGCp1yde_R4iWDjDfX7eomvPA6yoCJPPct11JYUmDmH1yGJKk7fdAOFe4WZX1kQurlifoFyRh6ukouO88UNxMmKAV4IsfsaBrGnKmiAhm-dCGgDKl3Ogtm5fPw4LWKXuddv5FySQ/s1600/killies.jpg&quot; height=&quot;204&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Aprendi hoje que existe uma Associação Portuguesa de Killifilia (ACK). Para começar, eu não sabia o que eram &lt;i&gt;killies&lt;/i&gt;, ou &lt;i&gt;kill fishes&lt;/i&gt;. Tratam-se de peixes Cyprinodontiformes ovíparos que ao que parece são populares entre os aquariófilos ao ponto de justificarem a existência de uma associação que lhes é dedicada exclusivamente. Os membros da associação, que presumo serem chamados killiófilos, são dedicados ao ponto de organizarem anualmente uma convenção que atrai interessados do nosso e de outros países. Foi aliás por ver o cartaz da XIV Convenção Internacional APK, a realizar de 17 a 19 de Outubro em Torres Novas, que aprendi esta coisa hoje.&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inevitavelinsatisfacao.blogspot.com/feeds/4645195802117415850/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/11625251/4645195802117415850' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11625251/posts/default/4645195802117415850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11625251/posts/default/4645195802117415850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inevitavelinsatisfacao.blogspot.com/2014/09/coisas-que-aprendi-hoje-2.html' title='Coisas que aprendi hoje - 2'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04385739791837043953</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiGCp1yde_R4iWDjDfX7eomvPA6yoCJPPct11JYUmDmH1yGJKk7fdAOFe4WZX1kQurlifoFyRh6ukouO88UNxMmKAV4IsfsaBrGnKmiAhm-dCGgDKl3Ogtm5fPw4LWKXuddv5FySQ/s72-c/killies.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11625251.post-8865265288608630791</id><published>2014-09-09T13:27:00.000+01:00</published><updated>2014-09-19T13:40:42.541+01:00</updated><title type='text'>Coisas que aprendi hoje - 1</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiAhyGxEAId88oVP4QWOJ9CkMXIomzSHhZSiFOY1TtgdEHg5oFOj7eEfb_rF5oq_FzaXvlVRXIZBT1PYvK6lUzspcB7l9L1RRcd1kebP2hsPkrQMzYgo4ZNeHb-RSA8KQcxJa8qgA/s1600/salgalhada.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiAhyGxEAId88oVP4QWOJ9CkMXIomzSHhZSiFOY1TtgdEHg5oFOj7eEfb_rF5oq_FzaXvlVRXIZBT1PYvK6lUzspcB7l9L1RRcd1kebP2hsPkrQMzYgo4ZNeHb-RSA8KQcxJa8qgA/s1600/salgalhada.jpg&quot; height=&quot;152&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Vou iniciar hoje uma nova rubrica do blog, a que chamarei simplesmente &quot;coisas que aprendi hoje&quot;. Vai ser exactamente o que o nome indica, a minha observação de uma coisa que aprendi num determinado dia e que ainda não sabia antes.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Para a primeira &quot;coisa que aprendi hoje&quot;, uma palavra. Aprendi hoje que se diz &lt;i&gt;salgalhada&lt;/i&gt; e não &lt;i&gt;salganhada&lt;/i&gt;, como penso que a maioria das pessoas (a começar por mim) diz. Devo esta descoberta ao corrector de texto do Firefox. Diz o site &lt;a href=&quot;http://www.ciberduvidas.com/idioma.php?rid=2001&quot;&gt;Ciberdúvidas da Língua Portuguesa&lt;/a&gt; que a palavra &lt;i&gt;salganhada&lt;/i&gt; não existe na língua portuguesa, trata-se meramente de uma deturpação da palavra correcta, &lt;i&gt;salgalhada&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Salgalhada significa confusão, mixórdia ou trapalhada e a sua etimologia provirá de &lt;i&gt;salgar&lt;/i&gt; + &lt;i&gt;alho&lt;/i&gt; + &lt;i&gt;ada.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inevitavelinsatisfacao.blogspot.com/feeds/8865265288608630791/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/11625251/8865265288608630791' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11625251/posts/default/8865265288608630791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11625251/posts/default/8865265288608630791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inevitavelinsatisfacao.blogspot.com/2014/09/coisas-que-aprendi-hoje-1.html' title='Coisas que aprendi hoje - 1'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04385739791837043953</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiAhyGxEAId88oVP4QWOJ9CkMXIomzSHhZSiFOY1TtgdEHg5oFOj7eEfb_rF5oq_FzaXvlVRXIZBT1PYvK6lUzspcB7l9L1RRcd1kebP2hsPkrQMzYgo4ZNeHb-RSA8KQcxJa8qgA/s72-c/salgalhada.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11625251.post-5530230578342451387</id><published>2013-10-04T16:35:00.000+01:00</published><updated>2013-10-04T16:35:21.899+01:00</updated><title type='text'>O individualismo e as crises</title><content type='html'>Uma das melhores coisas á cerca do hábito da leitura é a forma como, por vezes, uma só frase lança a nossa mente numa direção totalmente diferente e imprevista. Foi o caso no outro dia enquanto lia o livro &quot;This Side of Paradise&quot; de F. Scott Fitzgerald. A certo ponto, o protagonista Amory Baines, recentemente regressado do serviço militar na primeira guerra mundial, atira esta frase durante uma discussão filosófica com um amigo seu:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&quot;&lt;i&gt;I&#39;m not sure that the war itself had any great effect on either you or me – but it certainly ruined the old backgrounds, sort of killed individualism out of our generation.&lt;/i&gt;&quot;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Esta frase deixou-me a pensar longamente. Será que este individualismo destrutivo que tanto caracteriza a nossa sociedade actual se deve à falta de eventos dramáticos, como as grandes guerras, que tratem de o eliminar de cada nova geração que surge? A questão do valor das guerras e outras crises como elemento formador das mentalidades é frequentemente falado quando são discutidos os actuais líderes europeus, que não tendo vivido a guerra como os seus antecessores não compreendem que o valor da União Europeia é algo de muito mais profundo que a mera prosperidade económica, é antes a segurança de que a Europa não caíra novamente numa hecatombe como as duas guerras mundiais. Mas poderá este ser um factor mais vasto, que abranja toda uma geração?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Independentemente das guerras, catástrofes humanitárias e crises económicas e que vão assolando o globo, os povos da Europa e da América do Norte têm vivido um período de prosperidade sem precedentes nas últimas décadas. Mesmo a actual crise económica que tanto tem afectado Portugal e o sul da Europa, continua a não ser um drama sequer remotamente equivalente ao que foram por exemplo as duas guerras mundiais ou a crise económica dos anos 30, graças aos benefícios e seguraças dos estados sociais que entretanto foram instaurados na Europa. Contudo, toda este prosperidade tem também exacerbado o individualismo e o materialismo, e parece hoje cada vez mais evidente que esses dois factores estão a minar a mesma prosperidade que os poderá ter criado, destruindo o conceito de solidariedade em que assentava a União Europeia e permitindo que cada vez existam franjas maiores de elementos que uma vez excluídos pela sociedade dificilmente conseguem voltar a encontrar o seu lugar.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Será que só durante os períodos de extrema necessidade comum é que conseguimos ultrapassar o individualismo latente e perceber que a união faz a força? Será que sem sofrer em conjunto não conseguimos ver os outros como iguais? Esatremos nós intrínsecamente votados a uma eterna sucessão de ciclos de individualismo - catástrofes - união e prosperidade - regresso ao individualismo?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inevitavelinsatisfacao.blogspot.com/feeds/5530230578342451387/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/11625251/5530230578342451387' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11625251/posts/default/5530230578342451387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11625251/posts/default/5530230578342451387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inevitavelinsatisfacao.blogspot.com/2013/10/o-individualismo-e-as-crises.html' title='O individualismo e as crises'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04385739791837043953</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11625251.post-4719323254357371521</id><published>2013-05-16T14:34:00.000+01:00</published><updated>2013-05-17T11:01:47.351+01:00</updated><title type='text'>400 ppm</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Foi anunciado na semana passada que o mundo ultrapassou pela primeira vez na história da humanidade a barreira das 400 parte por milhão (ppm) de concentração de dióxido de carbono na atmosfera. A notícia foi recebida com alguma, mas devo dizer moderada, preocupação por governantes e responsáveis vários e com o habitual enterrar da cabeça na areia daqueles que insistem em negar que o Homem está a alterar de forma decisiva as condições de habitabilidade do planeta&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Esta notícia suscita-me várias interpretações. 1. Enquanto cientista e pessoa geralmente bem informada sobre esta situação, este novo dado assusta-me moderadamente, não por ser inesperado, mas antes por confirmar cenários piores do que aquilo que seria talvez de esperar. 2. Enquanto cidadão, impressiona-me pela falta de compreensão que a nossa sociedade tem do significado deste número, a começar pelos nossos governantes e sobretudo pelos meios de comunicação que demonstração a sua habitual e completa iliteracia em assuntos cientifico-técnicos. 3. Enquanto pessoa, e desde à pouco tempo pai, aterroriza-me profundamente porque eu tenho, se calhar infelizmente, uma noção bastante boa do que significa realmente esta notícia para o nosso futuro.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Comecemos pelo significado exacto da notícia. A concentração de dióxido de carbono na atmosfera tem uma alta correlação com o efeito de estufa na atmosfera do nosso planeta, pelo que um aumento da sua concentração significa que esse efeito de estufa vai aumentar, tornando o planeta em média mais quente com consequências para o sistema climático global. A concentração de dióxido carbono antes de começar a revolução industrial rondava os 280 ppm, sendo esse o valor de referência sobre o qual devemos ponderar esta notícia. Sabemos que num passado distante esta concentração sofreu grandes flutuações, em alguns períodos foi bem mais baixa e noutros bem mais elevada, mas essas variações deram-se geralmente ao longo de muitos milhares ou milhões de anos, um ritmo bem diferente do que observamos hoje, e em algumas épocas podem ter estado ligadas a fases catastróficas para a vida na Terra.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Desde meados do século passado, a concentração desse gás tem sido monitorizada, sendo conhecida a sua variação, que é mostrada neste gráfico:&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgDtSkoMkAOY4E_CzNLSceFVoJ-h7sPhmA3V0qHBnduh-54aNf_zyHNu3ZkxMNMVQGVo8qQvTxexmv9k5g40G0NwgdiSrT-hFUMQ7gyRRPNHdUIcM2DqmXoWHQvdtdcJrfvqF9XkA/s1600/grafico.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;363&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgDtSkoMkAOY4E_CzNLSceFVoJ-h7sPhmA3V0qHBnduh-54aNf_zyHNu3ZkxMNMVQGVo8qQvTxexmv9k5g40G0NwgdiSrT-hFUMQ7gyRRPNHdUIcM2DqmXoWHQvdtdcJrfvqF9XkA/s640/grafico.jpg&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Como é evidente no gráfico, a concentração tem subido consideravelmente e, apesar da flutuação sazonal devida ao efeito das plantas durante o verão no Hemisfério Norte, é evidente que todos os anos o pico é mais elevado. Os 400 ppm são relevantes não só por serem um número redondo, mas também porque têm sido considerados por muitos cientistas como um ponto de não retorno. Isto é, se ultrapassa-se-mos esse valor, as alterações efectuadas ao planeta seriam irreversivelmente graves. Claro que isto é meramente uma meta moral, os 399 ou os 401 não são muito mais nem menos graves que os 400 ppm.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Passando então ao ponto 1, esta notícia é algo preocupante porque não só vem confirmar os cenários previstos pelo Painel Internacional para as Alterações Climáticas (IPCC) da Nações Unidas, mas vem sugerir que dos vários cenários apresentados por esse comité, um valor de 400 ppm no ano 2013 corresponde à situação prevista no pior cenário previsto. Acho que não preciso de explicar a gravidade dessa constatação, não só as coisas estão a correr mal, como estão a correr o pior possível. As consequências climáticas desse cenário são no mínimo desastrosas e significam nada menos que uma total alteração das nossas vidas e do mundo com o conhecemos ainda dentro do período das nossas vidas. Contudo, isto não é o mais grave nem mais assustador, deixando eu este aspecto para o ponto 2.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Como dizia acima, o meu ponto 2 refere a total ignorância exibida pelos nossos governantes e pelo meios de comunicação em relação a esta matéria. Alguns políticos acenaram que sim, que achavam isto grave, para a seguir voltarem à sua actividade habitual de inventar crises económicas e roubar aos pobres para dar aos ricos. Eu não esperaria outra coisa deles. Mais grave para mim é a fraca cobertura mediática deste assunto. Poderão haver excepções, mas a esmagadora maioria dos jornalistas leram o número: 400 ppm, deram uma vista de olhos para as previsões do IPCC e noticiaram que este valor pode causar uma subida da temperatura média do planeta de até 2,4ºC até final do século XXI, que certamente teria consequências graves, mas não tem sequer semelhança com o que estamos aqui a ver. A verdade é que essas previsões diziam respeito às consequências climáticas do valor de concentração de dióxido de carbono quando esta subida vier a estabilizar, assumindo que a humanidade aprendia com os seus erros e tomava medidas drásticas para acabar com a emissão em larga escala deste gás até 2020 ou no máximo até 2050. Ora o que o gráfico que pus acima nos diz não é que a concentração de dióxido de carbono vai estabilizar nos 400 ppm, o que ele nos diz é que vamos passar este ano os 400 ppm, mas que nada indica que a subida não vai continuar. Na verdade, o que interessa retirar desse gráfico são as taxas de incremento do dióxido de carbono, para tentar perceber se estamos a tender para uma estabilização no futuro. Eu estive a fazer um pequeno exercício de calcular a variação da concentração a cada 5 anos no gráfico. O resultado é outro gráfico:&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjcuAki9xni9nilv4RBRBOjETCZlzTrBcigdDRNmR1od9mOZG2cXjnFMhzSDagoZyDJ3o_DLvpU0y6kELQXlbaQThZeMIXBZip8K4x67B9Zhuy-WU6h9sV8aRgWn12DR50XYBefEg/s1600/graf.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;364&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjcuAki9xni9nilv4RBRBOjETCZlzTrBcigdDRNmR1od9mOZG2cXjnFMhzSDagoZyDJ3o_DLvpU0y6kELQXlbaQThZeMIXBZip8K4x67B9Zhuy-WU6h9sV8aRgWn12DR50XYBefEg/s640/graf.jpg&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O que aqui vemos é que a concentração de dióxido de carbono na atmosfera não está a estabilizar, na verdade está a subir mais depressa hoje do que aquilo que acontecia nos anos 80 ou 90, provavelmente devido à crescente industrialização de países anteriormente sub-desenvolvidos e devido ao total falhanço das políticas globais de controlo da emissão de gases de efeito de estufa. Isto significa que a verdadeira notícia não são os 400 ppm, a notícia aqui é que a humanidade não só não está a conseguir resolver o problema como ele se está a agudizar, pelo que tudo indica que a concentração de dióxido de carbono vai continuar a subir e que como tal a previsão de subida de temperatura até final do século será substancialmente superior aos tais 2,4 ºC. Ora é este gráfico que me leva directamente ao meu terceiro ponto.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
No meu ponto 3 queria pensar nisto do ponto de vista pessoal e emotivo. O gráfico que fiz com as taxas de variação evidencia que a nossa acção vai levar a uma alteração radical nas condições de habitabilidade do planeta. Não sou perito na matéria, mas do que tenho lido, a ideia geral que os nossos cientistas têm é que uma subida das temperaturas médias até aos 2 a 2,5 ºC, embora causando graves alterações nos padrões climáticos globais, permitiria à humanidade manter um estilo de vida semelhante ao actual, desde que esse estilo de vida seja adaptado a uma subsistência com baixa produção de gases de efeito de estufa. Ora se, como tudo parece indicar, estamos no caminho dos piores cenários projectados e nada sugere que a situação tenha tendência a melhorar, então o mais provável é que a subida nas temperaturas médias seja bem superior ao 2,5ºC, talvez até mesmo chegando aos 4ºC, 5ºC, 6ºC. Subidas desse tipo significam que as condições de habitabilidade do planeta vão ser violentamente alteradas não só até ao final do século como até mesmo já durante as nossas vidas. Secas, fenómenos climáticos extremos, extinções, redução drástica da produção agrícola mundial, fome, guerra, doenças, morte em massa de animais e plantas, provável redução acentuada da população mundial tornam-se todos cenários não só possíveis mas prováveis.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Isto significa que vamos sofrer pessoalmente com as consequências desta notícia, significa que muitas pessoas vão morrer devido a este facto, significa que os dramas que se vivem já em algumas zonas do mundo, mas que nos parecem ainda distantes a nós que viemos protegidos no &quot;primeiro mundo&quot; terão tendência a agravar-se e a espalhar-se também à Europa e à América do Norte. Isto significa também que falhámos enquanto sociedade. O problema foi detectado a tempo, mas não soubemos actuar sobre o problema e comportarmo-nos como a proverbial rã que não percebe que a água está a aquecer gradualmente e acaba cozida. Significa também que em vez de criarmos um mundo melhor para os nossos filhos, lhes vamos deixar como herança o inferno. Aliás, mais grave do que isso, a verdade é que agora já é tarde demais para evitar esse futuro. A verdade é que podemos ter até já passado o ponto de não retorno para a extinção da nossa espécie.&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inevitavelinsatisfacao.blogspot.com/feeds/4719323254357371521/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/11625251/4719323254357371521' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11625251/posts/default/4719323254357371521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11625251/posts/default/4719323254357371521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inevitavelinsatisfacao.blogspot.com/2013/05/400-ppm.html' title='400 ppm'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04385739791837043953</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgDtSkoMkAOY4E_CzNLSceFVoJ-h7sPhmA3V0qHBnduh-54aNf_zyHNu3ZkxMNMVQGVo8qQvTxexmv9k5g40G0NwgdiSrT-hFUMQ7gyRRPNHdUIcM2DqmXoWHQvdtdcJrfvqF9XkA/s72-c/grafico.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11625251.post-8893244001522388232</id><published>2013-04-15T17:59:00.004+01:00</published><updated>2013-04-15T17:59:55.016+01:00</updated><title type='text'>Os meus quarteis-generais</title><content type='html'>E de momento, e durante os próximos três anos pelos menos estas serão as minhas bases de actividade:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
CESAM (Centro de Estudos do Ambiente e do Mar)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgsSOJJA-YDf0RNnoDOUsW6XfYTWarFV11EeoHzWjsM3fo_vKG3uRvx4cx9ZuBDmkKEc6iUOZHDSJYw67LJnhDHCQ68ySpuirDBJoxYe1J8Q8f0ghqvvirGID2KTEnMP0oy_8eEOQ/s1600/logo_CESAM1.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgsSOJJA-YDf0RNnoDOUsW6XfYTWarFV11EeoHzWjsM3fo_vKG3uRvx4cx9ZuBDmkKEc6iUOZHDSJYw67LJnhDHCQ68ySpuirDBJoxYe1J8Q8f0ghqvvirGID2KTEnMP0oy_8eEOQ/s1600/logo_CESAM1.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MUNHNC (Museu Nacional de História Natural e Ciência)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiOdOkd_mkt2WmZLsTe2TcN7vo4WdZBIjoOXLA4GkPqE6DCqOs8mSXrD81TO6JtL7mGSAlJSatoqhiA-O4cHCELhtj-GOiranucioo350nWvYgoU8PkQkGg0Ll-9q6a3hrdCLXsEA/s1600/logo+assinatura+email(2).jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiOdOkd_mkt2WmZLsTe2TcN7vo4WdZBIjoOXLA4GkPqE6DCqOs8mSXrD81TO6JtL7mGSAlJSatoqhiA-O4cHCELhtj-GOiranucioo350nWvYgoU8PkQkGg0Ll-9q6a3hrdCLXsEA/s1600/logo+assinatura+email(2).jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inevitavelinsatisfacao.blogspot.com/feeds/8893244001522388232/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/11625251/8893244001522388232' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11625251/posts/default/8893244001522388232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11625251/posts/default/8893244001522388232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inevitavelinsatisfacao.blogspot.com/2013/04/os-meus-quarteis-generais.html' title='Os meus quarteis-generais'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04385739791837043953</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgsSOJJA-YDf0RNnoDOUsW6XfYTWarFV11EeoHzWjsM3fo_vKG3uRvx4cx9ZuBDmkKEc6iUOZHDSJYw67LJnhDHCQ68ySpuirDBJoxYe1J8Q8f0ghqvvirGID2KTEnMP0oy_8eEOQ/s72-c/logo_CESAM1.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11625251.post-6766564712027486583</id><published>2012-11-16T16:56:00.002+00:00</published><updated>2015-04-25T16:02:01.090+01:00</updated><title type='text'>Postais das Selvagens</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;33 –
O Regresso&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiU-eKJsJJdF6nDZ6GquFlZwAouzvzfPYilGoOxPpLqTRot_YrZY1MyFo96KcE7qxoq0vQyrsbZGEv7Zz7m61Qj8dxmtzwBS94HOiy2Mp-OCL94yyKg1surOKa9Zp2hphyphenhyphenkFwLCQA/s1600/SAM_0969.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiU-eKJsJJdF6nDZ6GquFlZwAouzvzfPYilGoOxPpLqTRot_YrZY1MyFo96KcE7qxoq0vQyrsbZGEv7Zz7m61Qj8dxmtzwBS94HOiy2Mp-OCL94yyKg1surOKa9Zp2hphyphenhyphenkFwLCQA/s400/SAM_0969.JPG&quot; height=&quot;266&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Uma última vista da Selvagem Grande, já a bordo do Schultz.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; margin-bottom: 0cm; text-indent: 0.51cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;As seis semanas que passei na Selvagem &lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;G&lt;/span&gt;rande foram um
período extremamente agradável, de que quase só recordo momentos
felizes, calma e também sentido de dever feito. Passadas as seis
semanas, com o trabalho levado a bom porto e as maravilhas da ilha
quase todas descobertas, estava na hora de regressar à realidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; margin-bottom: 0cm; text-indent: 0.51cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Claro que haviam também saudades, e muitas. Saudades da
família, e sobretudo da minha Ana que enquanto eu estava na Selvagem
Grande ia incubando na barriga o nosso rebento, o pequenito João que
deverá nascer em Outubro se tudo correr bem. Saudades também de
casa, da &quot;civilização&quot; e do outro Portugal que está
colado à Europa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; margin-bottom: 0cm; text-indent: 0.51cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Desta vez, por incrível que pareça, a rendição
correu sem &lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;percalços&lt;/span&gt;. O navio da marinha, o balizador N.R.P. Schultz
Xavier chegou à ilha no dia previsto e a cansativa tarefa do
transbordo de pessoas e mantimentos entre o navio e ilha correu
dentro do previsto. Partimos da Selvagem Grande por volta das 16
horas, mas continuamos a ver a ilha no horizonte durante várias
horas, à medida que o sol ia baixando para um fenomenal pôr-do-Sol
do alto mar. O Schultz é um navio bem maior que o Cuanza com que
cheguei à ilha, pelo que desta fez tive direito a um beliche para
dormir. &lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Tínhamos&lt;/span&gt; também preparado um farnel para a viagem, pelo que
a viagem correu desta vez sem sobressaltos de qualquer tipo.
Lembro-me apenas do tal pôr-do-Sol, das cagarras e almas-negras que
patrulhavam as águas em nosso redor e de um grupo de
golfinhos-malhados  que a certo ponto se aproximaram muito do navio e
o acompanharam durante alguns minutos na sua habitual folia de saltos
e mergulhos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; margin-bottom: 0cm; text-indent: 0.51cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Chegámos ao Funchal de madrugada, e aproveitámos ao
máximo esse dia que seria o único na Madeira. Passeamos um pouco
pela ilha e pelo Funchal e fomos experimentar melhor as ponchas, só
para confirmar que as da Selvagem Grande eram realmente boas... claro! No
dia seguinte o voo para Lisboa era logo pela manhã. Acabara a
aventura nas Selvagens, mas pode ser que hajam mais capítulos em
anos próximos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inevitavelinsatisfacao.blogspot.com/feeds/6766564712027486583/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/11625251/6766564712027486583' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11625251/posts/default/6766564712027486583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11625251/posts/default/6766564712027486583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inevitavelinsatisfacao.blogspot.com/2012/11/postais-das-selvagens_16.html' title='Postais das Selvagens'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04385739791837043953</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiU-eKJsJJdF6nDZ6GquFlZwAouzvzfPYilGoOxPpLqTRot_YrZY1MyFo96KcE7qxoq0vQyrsbZGEv7Zz7m61Qj8dxmtzwBS94HOiy2Mp-OCL94yyKg1surOKa9Zp2hphyphenhyphenkFwLCQA/s72-c/SAM_0969.JPG" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11625251.post-5441526772659159492</id><published>2012-11-06T17:39:00.002+00:00</published><updated>2012-11-06T17:39:38.877+00:00</updated><title type='text'>Postais das Selvagens</title><content type='html'>

&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;32 –
Jogos Olímpicos&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEidkM6pY3cemoVpnDD4fjp8SVJ_hYA1YGdPXncHD-e-rQdejbnnwj57YfTXh0dwCrGZfStUG2eKDTUDYIAqj-lzQr_jMiHDBkwtDW5SWVCvWDRhSEPaWeKx3f5SzrNuyRtl7aIgOg/s1600/SAM_0915Selvagen.+(20-27)-7-12+004.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;300&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEidkM6pY3cemoVpnDD4fjp8SVJ_hYA1YGdPXncHD-e-rQdejbnnwj57YfTXh0dwCrGZfStUG2eKDTUDYIAqj-lzQr_jMiHDBkwtDW5SWVCvWDRhSEPaWeKx3f5SzrNuyRtl7aIgOg/s400/SAM_0915Selvagen.+(20-27)-7-12+004.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Pode não ser prova olímpica, mas muito exercício fizemos a caminhar na ilha.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; margin-bottom: 0cm; text-indent: 0.51cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Com o trabalho dos últimos dias quase me esqueci de
referir aquela que foi a principal ocupação a ocupar os tempos
livres ao longo da segunda metade da segunda estadia: os Jogos Olímpicos. A &lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;olimpíada&lt;/span&gt; de Londres de 2012 decorreu durante a minha
segunda estadia na Selvagem Grande e nós, os 6 ilhéus temporários,
seguimos atentamente os feitos olímpicos dos nossos pares. &lt;/span&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; margin-bottom: 0cm; text-indent: 0.51cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Do judo ao ping-pong, da natação ao remo, do atletismo
à ginástica e dos desportos colectivos aos desportos mais radicais,
tudo o que a RTP tinha para nos mostrar nós seguimos. Até &lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;podíamos&lt;/span&gt;
não perceber muito de alguns desportos, mas ao fim de uns dias já &lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;sabíamos&lt;/span&gt; distinguir um ippon de um waza-ari no judo e já &lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;percebíamos&lt;/span&gt;
até quem eram os melhores nas várias provas de ginástica. &lt;/span&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; margin-bottom: 0cm; text-indent: 0.51cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;A prestação dos atletas portugueses foi a habitual
miséria, salvando-se a excelente prestação das equipas de remo.
Dos outros, muitos poucos conseguiram sequer igualar os seus &lt;i&gt;records&lt;/i&gt;
pessoais, que penso ser o mínimo que se exige nuns jogos olímpicos,
com a agravante de procurarem sempre um discurso segundo o qual a
culpa dos seus fracassos não era deles mas da falta de apoio, da
hora a que a prova tinha sido disputada ou certamente dos
alinhamentos entre Júpiter e Saturno. Enfim, o portuguesismo no seu
pior. Mas felizmente existiam milhares de outros atletas de outras
nações que nos maravilharam com os seus feitos, quer fossem os
mortais na barra fixa do ginasta holandês Epke Zonderland, as
braçadas infernais de Michael Phelps e companhia na piscina
olímpica, o passo de gazela de Usain Bolt nas provas de velocidade ,
ou as jogadas espectaculares das equipas de &lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;voleibol&lt;/span&gt; ou de &lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;basquetebol&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; margin-bottom: 0cm; text-indent: 0.51cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Foram muitas tardes bem passadas a discutir o mérito de
um golpe de judo, a qualidade de uma cambalhota ou também, porque
não, a beleza das jogadoras de &lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;voleibol&lt;/span&gt; dos países de leste. Claro
que se houvesse uma medalha de ouro para a pesagem de crias de
alma-negra, essa &lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;cairia&lt;/span&gt; para Portugal certamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inevitavelinsatisfacao.blogspot.com/feeds/5441526772659159492/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/11625251/5441526772659159492' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11625251/posts/default/5441526772659159492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11625251/posts/default/5441526772659159492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inevitavelinsatisfacao.blogspot.com/2012/11/postais-das-selvagens_6.html' title='Postais das Selvagens'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04385739791837043953</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEidkM6pY3cemoVpnDD4fjp8SVJ_hYA1YGdPXncHD-e-rQdejbnnwj57YfTXh0dwCrGZfStUG2eKDTUDYIAqj-lzQr_jMiHDBkwtDW5SWVCvWDRhSEPaWeKx3f5SzrNuyRtl7aIgOg/s72-c/SAM_0915Selvagen.+(20-27)-7-12+004.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11625251.post-5049251145126384498</id><published>2012-11-04T12:25:00.000+00:00</published><updated>2012-11-04T12:25:18.328+00:00</updated><title type='text'>Postais das Selvagens</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;31 –
Noite sim, noite sim&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgo-vakpCj-YRaJrjFzDeASZQuo1M4W4i4iyqLmTc5mt0GUmy502J1RKngxAE0XmcjR_6U39k8yYmHiqPAVqo-Aajb61AokexJAtiN06MHsWRL4Y5PzjHvZRxipq7qJ5NdIuU5ZHg/s1600/SAM_0962.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;310&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgo-vakpCj-YRaJrjFzDeASZQuo1M4W4i4iyqLmTc5mt0GUmy502J1RKngxAE0XmcjR_6U39k8yYmHiqPAVqo-Aajb61AokexJAtiN06MHsWRL4Y5PzjHvZRxipq7qJ5NdIuU5ZHg/s400/SAM_0962.JPG&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Colocação do último &lt;i&gt;geolocator&lt;/i&gt; numa alma-negra.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; margin-bottom: 0cm; text-indent: 0.51cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;A última grande tarefa que me sobrava antes do final da
estadia era a colocação dos &lt;i&gt;geolocators&lt;/i&gt;, os pequenos aparelhos que
recolhem informação sobre as rotas migratórias das aves. Como as
almas-negras só vêm ao ninho durante a noite, este trabalho tinha
de ser feito de noite, tendo ocupado a maior parte das noites da
minha última semana na Selvagem Grande. Come&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;c&lt;/span&gt;ei esta tarefa a seis
dias do final, pois interessava adiar a colocação dos aparelhos
para o mais próximo possível do fim da estadia, mas esperava
conseguir despachar a tarefa em duas ou três noites. Não foi assim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; margin-bottom: 0cm; text-indent: 0.51cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;A primeira noite rendeu apenas quatro aves capt&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;u&lt;/span&gt;radas e
acopladas com um &lt;i&gt;geolocator&lt;/i&gt;, o que sugeriu logo que não ia ser assim
tão fácil. A segunda noite rendeu mais quatro, &lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;mantínhamos&lt;/span&gt; o ritmo
da véspera, mas a terceira noite rendeu apenas três. Com um total
de vinte aparelhos para colocar, as noites começavam a faltar, pelo
que à quarta noite decidi levar mais longe o esforço de campo.
Fiquei a noite toda no planalto, visitando os ninhos de hora a hora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; margin-bottom: 0cm; text-indent: 0.51cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Foi uma noite longa. A primeira volta foi feita pela
meia noite e trinta, na companhia da Maria e do Cristóbal, e
encontramos três aves. Era um bom começo para a noite, mas
continuavam a sobrar seis &lt;i&gt;geolocators&lt;/i&gt; a colocar. Finda a primeira
ronda, os meus colegas voltaram a casa, pois teriam trabalho para
fazer de manhã e eu fiquei sozinho no planalto. A noite estava
espectacular, com um luar que permitia caminhar sem luzes e sem
grandes frios apesar do vento que se fazia sentir. Entre rondas
descansava um pouco num pequeno barracão onde os vigilantes guardam
material, na companhia de umas quantas osgas, e de hora a hora ia
visitar os ninhos. As estrelas estavam lindíssimas, e foi uma
experiência interessante passar uma noite sozinho num local tão
deserto, mas a noitada, que se prolongou até ás sete hora da
madrugada seguinte, só rendeu mais três aves. Apesar do esforço
brutal, tinha ainda de capturar mais três aves nas duas derradeiras
noites da estadia, mas antes tinha de recuperar o corpo da noitada...
Infelizmente, depois dos trinta uma noite em claro tem o mesmo efeito
que uma bebedeira daquelas de proporções épicas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; margin-bottom: 0cm; text-indent: 0.51cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;No dia seguinte fui-me arrastando, sem forças nos
músculos e sem actividade no cérebro, tentando poupar energia para
mais uma &lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;subida&lt;/span&gt; nocturna, e fazendo figas para que esta fosse a
última subida nocturna ao planalto. &lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;N&lt;/span&gt;ão me apetecia mesmo nada ter
de subir na última noite, que será de arrumações e preparativos
para a viagem, mas não depende de mim, depende das almas-negras e
das suas vindas aos ninhos. Chegada a noite, com o corpo já mais
acordado, subimos ao planalto. Apanhamos rapidamente dois indivíduos
e parecia que &lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;íamos&lt;/span&gt; conseguir completar o trabalho nessa noite, mas a
última anilha de plástico, necessária para fixar o &lt;i&gt;geolocator&lt;/i&gt; à
pata da ave, partiu-se e mais uma vez ficou trabalho para fazer para
o dia seguinte. Para compensar este azar, o universo brindou-nos com
um céu absolutamente fabuloso, pintalgado de infinitas estrelas, com
a via láctea a rasgar o céu ao meio. Um céu como nunca viram
aqueles que nunca puderam fugir à poluição luminosa do continente
Europeu, absolutamente perfeito, a que se juntaram duas estrelas
cadentes para compor o ramalhete. &lt;/span&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; margin-bottom: 0cm; text-indent: 0.51cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;No dia seguinte colocamos finalmente o último aparelho.
Missão cumprida. Faltava agora fazer as arrumações e limpezas e
esperar pela rendição.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inevitavelinsatisfacao.blogspot.com/feeds/5049251145126384498/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/11625251/5049251145126384498' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11625251/posts/default/5049251145126384498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11625251/posts/default/5049251145126384498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inevitavelinsatisfacao.blogspot.com/2012/11/postais-das-selvagens.html' title='Postais das Selvagens'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04385739791837043953</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgo-vakpCj-YRaJrjFzDeASZQuo1M4W4i4iyqLmTc5mt0GUmy502J1RKngxAE0XmcjR_6U39k8yYmHiqPAVqo-Aajb61AokexJAtiN06MHsWRL4Y5PzjHvZRxipq7qJ5NdIuU5ZHg/s72-c/SAM_0962.JPG" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11625251.post-5961096302270365090</id><published>2012-10-26T14:30:00.000+01:00</published><updated>2012-10-26T14:30:17.807+01:00</updated><title type='text'>Postais das Selvagens</title><content type='html'>

&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;30 –
Vampiros&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiraYL53kuviEUQTllhEBYaZfv3s-xpoqiz8fDE7_INwRC6z0BGNj0BA4xVhdYsTRFTQnAm9nr4yLENcCZqyoWK78mA0CaHxa-JzE3IEf3Qq1kd1Q-dhKMUy2iPnl3rizM8ZPbvnw/s1600/SAM_0935.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;295&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiraYL53kuviEUQTllhEBYaZfv3s-xpoqiz8fDE7_INwRC6z0BGNj0BA4xVhdYsTRFTQnAm9nr4yLENcCZqyoWK78mA0CaHxa-JzE3IEf3Qq1kd1Q-dhKMUy2iPnl3rizM8ZPbvnw/s400/SAM_0935.JPG&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Numa das noites encontramos duas almas-negras a lutar violentamente.&lt;/td&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; margin-bottom: 0cm; text-indent: 0.51cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Na última semana começamos o trabalho de recolha de
sangue de vinte adultos e crias nos ninhos novos que fomos det&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;ec&lt;/span&gt;tando
nas semanas anteriores. &lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Tínhamos&lt;/span&gt; um total de trinta e quatro ninhos,
número mais que suficiente se não se desse o caso de alguns ninhos
terem sido predados desde que foram encontrados e do problema já
referido de os adultos não virem todas as noites ao ninho. Na
primeira noite deste trabalho subimos ao planalto por volta das 22
horas, fazendo uma ronda dos trinta e quatro ninhos. Nos primeiros
cinco ninhos encontramos quatro adultos e parecia serem favas
contadas encontrar vinte em trinta e quatro... mas não foi. Depois
da sorte inicial apanhamos vários ninhos que haviam sido predados e
muitos em que a cria estava sozinha, pelo que no final da ronda
t&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;í&lt;/span&gt;nhamos apenas onze adultos, ainda assim um excelente resultado,
outra noite semelhante e estaria a amostragem feita.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; margin-bottom: 0cm; text-indent: 0.51cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;No dia seguinte pela manhã começamos a amostrar as
crias. Este trabalho não levanta grandes problemas, pois as crias
estão sempre &quot;em casa&quot;, mas recolher uma amostra de sangue
de uma cria é um pouco mais difícil por serem mais pequenos e é
uma daquelas tarefas que sabe um pouco mal fazer. Mas correu bastante
bem, apesar de pequenas a veia braquial, na asa, é já perfeitamente
visível, um risco escuro sobre o osso branco, logo abaixo da pele,
junto à articulação correspondente ao nosso cotovelo. Neste
primeiro dia amostrámos treze crias, parando apenas porque o vento
fortíssimo que se fazia sentir nesse dia acabou por empurrar tantas
poeiras para o meu olho que me causou forte incómodo e a necessidade
de voltar à base para lavar o olho e colocar algumas gotas de
colírio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; margin-bottom: 0cm; text-indent: 0.51cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Chegada a noite, e com os olhos já em melhor estado,
subimos novamente ao planalto para continuar a nossa actividade de
vampiros. A noite correu bastante bem, não só colhemos as nove
amostras de sangue de aves adultas que faltavam como ainda colocamos
os primeiros quatro &lt;i&gt;geolocators&lt;/i&gt; para seguir a migração. O vento
continuava assustador, uivando aos nossos ouvidos sem para, e era
necessário manter sempre os olhos semi-cerrados para nos protegermos
da poeira que andava no ar. Apesar da tormenta, o único &lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;percalço&lt;/span&gt;
foi uma alma-negra que por stress ou vingança me vomitou em cima uma
mistura de lulas e peixe, a sua refeição mais recente. Acho justo,
eu também lhes ando a espetar agulhas. Para acabar a campanha
vampiresca, na manhã seguinte recolhemos amostras de mais sete
crias. Com o treino era já bastante fácil colher sangue das veias
diminutas das asas das crias, mas continuava a saber um pouco mal
perturbar assim animais tão pequenos e jovens.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; margin-bottom: 0cm; text-indent: 0.51cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Missão cumprida! Mas ainda faltam colocar dezasseis
&lt;i&gt;geolocators&lt;/i&gt; pelo que temos ainda pela frente mais algumas noit&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;e&lt;/span&gt;s de
trabalho nos poucos dias que faltam da estadia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inevitavelinsatisfacao.blogspot.com/feeds/5961096302270365090/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/11625251/5961096302270365090' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11625251/posts/default/5961096302270365090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11625251/posts/default/5961096302270365090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inevitavelinsatisfacao.blogspot.com/2012/10/postais-das-selvagens.html' title='Postais das Selvagens'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04385739791837043953</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiraYL53kuviEUQTllhEBYaZfv3s-xpoqiz8fDE7_INwRC6z0BGNj0BA4xVhdYsTRFTQnAm9nr4yLENcCZqyoWK78mA0CaHxa-JzE3IEf3Qq1kd1Q-dhKMUy2iPnl3rizM8ZPbvnw/s72-c/SAM_0935.JPG" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11625251.post-5625376647785861252</id><published>2012-10-16T14:45:00.001+01:00</published><updated>2012-10-16T14:45:21.517+01:00</updated><title type='text'>Economia</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgcEv1HABmJuBqpnicWVkp4Al9iRKrpS098oaCVd0L_iaxq6Web5NMKsVDKmR6vUQ-iSOEfyEapc67YpPEXcYh3GKbpsruGULeAG9Izu0DoXbpn05UPzK4UdhoghQRql0faKqEDxQ/s1600/economia.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;227&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgcEv1HABmJuBqpnicWVkp4Al9iRKrpS098oaCVd0L_iaxq6Web5NMKsVDKmR6vUQ-iSOEfyEapc67YpPEXcYh3GKbpsruGULeAG9Izu0DoXbpn05UPzK4UdhoghQRql0faKqEDxQ/s320/economia.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Nos nossos dias, fruto da crise, toda a gente fala de economia. Em muitas áreas, esse tipo de cacofonia resulta em que muita coisa absurda seja dita, sobretudo por todos aqueles que não têm formação na área e gostam de mandar bitaites, como acontece por exemplo em matérias legais ou em matérias científicas. Curiosamente, na discussão económica, parecem ser os próprios economistas quem diz as coisas mais absurdas, sendo o cidadão comum aquele que parece perceber melhor a economia.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Esta aparente contra-senso resulta, na minha opinião, do facto de todos os cidadão serem na verdade peritos em economia, pelo menos em micro-economia, por viverem todos os dias da sua vida com limitações económicas moderadas a severas. Extraordinariamente, muitos economistas que até tiverem uma formação técnica aprofundada, são incapazes de compreender a economia real porque nunca passaram por ela, muitos saíram das faculdades diretamente para tachos, partidários ou não, sem nunca terem vivido o que é realmente a economia.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Convém aqui evitar a generalização injusta. Existem muitos economistas racionais e competentes, tanto do lado direito como do lado esquerdo do debate político. Podemos não concordar com as opiniões ideológicas deles, mas temos de aceitar a sua competência técnica.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Depois desta longa introdução, gostaria de dar o meu contributo científico a esta temática. Posso não ter formação técnica em economia, só tenho o tal saber empírico de viver com os euros contados, mas tenho bastante formação matemática e estatística, por um lado, e tenho outra grande ferramenta à minha disposição que os economistas desconhecem, o método científico.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O método científico é o modelo filosófico empirista que permitiu à ciência usar a realidade para ir ao longo do tempo corrigindo e aperfeiçoando as suas teorias. Na sua base, este modelo resume-se a algo muito simples: gerar modelos (por outras palavras, hipóteses); fazer previsões com base nesses modelos, testar essas previsões com base em dados empíricos, isto é, com base na realidade; aceitar o modelo se os dados o confirmarem ou rejeitá-lo em caso contrário; com base nestes resultados gerar novos modelos mais correctos. Foi este método nos permitiu perceber o Universo desde os seus elementos mais elementares à sua organização à escala cósmica, que nos permitiu compreender o funcionamento dos mais complexos sistemas do corpo humano, ou recapitular a história do nosso planeta ao longo de milhares de milhões de anos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Infelizmente, a maioria dos economistas modernos segue o seu próprio sistema, que poderemos chamar de acéfalo, que se resume a copiar um modelo que alguém já inventou, acreditar cegamente nele e negar quaisquer dados reais que provem que este modelo está errado. É o caso óbvio da chamada receita da austeridade que está em voga na Europa actual.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Olhemos então para a realidade do mundo actual. Qual é o problema que se nos coloca? Será mesmo as devidas excessivas dos países, a conversa falaciosa do &quot;vivemos acima das nossas possibilidades&quot;? Olhando para a questão como um leigo, a mim parece-me óbvio que se a economia funcionava bem nos anos 60 e 70 e em larga medida nos anos 80 (não no caso de Portugal porque vivíamos numa ditadura, mas estou a falar do mundo ocidental em geral), o que temos de perguntar realmente são quais as diferenças entre a economia actual e a economia desse período próspero.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
As principais diferenças parecem a mim resumir-se a uma: houve uma desregulação maciça dos mercados financeiros que resultou numa transferência brutal de riqueza da economia real (isto é das empresas produtoras e dos trabalhadores) para a finança, isto é, para os fundos de investimento, para os grandes bancos, para a especulação bolsista.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Poderão dizer que houveram outras mudanças, que a demografia alterou-se profundamente, aumentando a proporção de pensionistas, e que os gastos com saúde aumentaram exponencialmente, devido aos avanços médicos, ao envelhecimento da população e, também à especulação vergonhosa da empresas da área médico-farmacêutica. Isso é verdade, mas no mesmo período a riqueza dos países cresceu também de forma exponencial, pelo que esses gastos deveriam ser possíveis de comportar, apenas acompanhados de um eventual aumento da idade de reforma e provavelmente de tectos para evitar desperdiçar dinheiro em reformas milionárias, aliados a apoios aos PPRs, com foi feito em muitos países. A verdade é que dos anos 60 até hoje o PIB português subiu cerca de 28000% (dados &lt;a href=&quot;http://www.pordata.pt/Portugal/PIB+e+rendimentos+per+capita-534&quot;&gt;Pordata&lt;/a&gt;) pelo que o argumento de que não havia dinheiro para suportar o nosso nível de vida é pura falsidade.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O verdadeiro problema, que quase nenhum economista discute, é que do bolo total da riqueza produzida em cada país, a percentagem representada pela produção e pelos trabalhadores caiu e a percentagem ocupada pelo capital especulativo, e não produtivo, cresceu. Infelizmente não consegui encontrar dados sobre o nível desta mudança, mas é por demais óbvio que tal se passou, não sequer alvo de discussão. Ao mesmo tempo, em vez de se re-equilibrar a balança fiscal para a fazer incidir mais sobre o capital, onde está agora o dinheiro, e menos sobre a produção e as famílias, onde ele diminui, a tendência foi a inversa. De 1995 para 2010 a razão entre os impostos cobrados aos rendimentos e à produção e os impostos cobrados ao capital aumentou de 1:320 para 1:450 (dados &lt;a href=&quot;http://www.pordata.pt/Portugal/Ambiente+de+Consulta/Tabela&quot;&gt;Pordata&lt;/a&gt;). Pior que isso, 2010 foi já um ano de crise, em que se aumentaram alguns impostos sobre o capital. Nos anos antes da crise, fruto da crescente não-taxação do capital esta razão chegou aos inacreditáveis 1:120.000 (dados &lt;a href=&quot;http://www.pordata.pt/Portugal/Ambiente+de+Consulta/Tabela&quot;&gt;Pordata&lt;/a&gt;).&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Usando uma metáfora para descrever esta situação, imaginemos uma família que vive no campo e cuja subsistência depende de uma horta e de uma seara. Como a horta representava no passado a maior fatia da sua produção de alimentos, a sua alimentação compunha-se de 80% de produtos da horta e de 20% de produtos da seara. Ao longo dos anos, a horta foi produzindo cada vez menos alimentos, enquanto a produção da seara aumentou. Contudo, esta família em vez de passar a consumir mais comida da seara, aumentou ainda mais a sua dependência da horta, para 90%. Todos os anos deixam grandes quantidades de cereal apodrecer, e passam fome porque a horta agora produz menos. Enquanto morrem de fome, olham para a imensa pilha de cereais que vão para o lixo e dizem: &quot;Vamos morrer à fome porque andamos a viver acima das nossas possibilidades, comíamos mais do que aquilo que produzíamos&quot;. Obviamente isto é um total absurdo. Mas é exactamente este o cenário delineado pela maioria dos economistas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Como disse acima, não encontrei dados sobre o nível de transferência de riqueza da produção e do trabalho para o capital, mas vamos assumir que foi uma transferência meramente moderada, passou de 60/40 para 40/60. Vamos também assumir que a disparidade entre a taxação de cada lado era mais moderada, cobramos 60% ao trabalho e 40% ao capital, de acordo com a proporção deles na riqueza. Obtínhamos então um ganho total de 60*0.6 + 40*0.4 = 52 nos impostos. Passamos para a situação nova, em que o capital passou a representar 60% da riqueza, mas nem vamos reduzir ainda mais a taxação do capital, como fizeram os nossos governos, vamos meramente manter a taxação antiga, isto é, 60% sobre o trabalho e 40% sobre o capital. Passamos agora a obter um ganho total de apenas 40*0.6 + 60*0.4 = 48 nos impostos.&amp;nbsp; O país, sem gastar dinheiro com nada, sem gastos milionários, sem elefantes brancos e sem aldrabices políticas passou a ganhar menos 7,8%. Isto é, o défice público aumento quase 8% só com esta moderada transferência de riqueza para o capital e sem piorar a justiça fiscal.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Agora vamos assumir um cenário mais duro, e possivelmente mais realista. Vamos assumir que a transferência de riqueza do trabalho para o capital foi de&amp;nbsp; tal forma que a razão entre os dois passou de 70/30 para 30/70. Vamos também assumir que, como os dados o provam, a taxação ao capital em vez de aumentar, diminuiu, ou seja no inicio taxávamos a 70% o trabalho e a 30% o capital e no final taxamos o trabalho a 70% e o capital a 20%. No início obtínhamos um ganho de 70*0,7 + 30*0,3 = 56 nos impostos. Depois da riqueza passar para o capital e de os impostos ficarem ainda mais injustos, passamos a ter um ganho de 70*0,2 + 30*0,7 = 35 nos impostos. Neste cenário o país agravou o défice público em 37,5% sem ter gasto um tostão no que quer que seja. Convém perceber que os números reais são muitos mais assustadores porque a razão entre os impostos do capital e do trabalho é imensamente mais díspar, como foi referido acima com base em dados oficiais, pelo que a consequência desta transferência de riqueza de uma área para a outra é substancialmente mais gravosa para o défice do estado.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Acho que fica aqui bastante claro de que forma é que o nosso país chegou realmente à situação dramática a que chegou. Não foram os gastos loucos, não foi a fuga fiscal, não foi a falta de produtividade da força laboral, nem sequer foi tanto a incompetência dos políticos. A crise da dívida pública e dos défices fiscais no mundo ocidental, resultou sobretudo da transferência de riqueza do sector da produção e do trabalho para o sector financeiro, sem que os estados tivessem actualizado a sua política fiscal para acompanhar essa evolução, com a agravante que em muitos casos pioram ainda mais a situação baixando a taxação do capital enquanto aumentavam desesperadamente os impostos sobre o trabalho, onde por e simplesmente o dinheiro já não está. Voltando às metáfora, é como se numa cidade abastecida por duas barragens, uma grande num rio e uma muito mais pequena num outro rio diferente, enquanto o caudal do primeiro rio é transferido para o outro por meio de transvases, a cidade insista em represar desesperadamente e cada vez mais o rio que está a perder caudal, sem se aperceber que a água está toda a fugir pelo outro rio onde a barragem já de si pequena foi ainda mais diminuida. Pode parecer estranho, mas parece-me, da minha perspectiva cientifica de quem se limita a olhar para a realidade, que é isto que está a acontecer às nossas economias, com as consequências que todos conhecemos e que todos sentimos na pele, e que a médio prazo terão como resultado inevitável a queda dos regimes democráticos em que vivemos.&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inevitavelinsatisfacao.blogspot.com/feeds/5625376647785861252/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/11625251/5625376647785861252' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11625251/posts/default/5625376647785861252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11625251/posts/default/5625376647785861252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inevitavelinsatisfacao.blogspot.com/2012/10/economia.html' title='Economia'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04385739791837043953</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgcEv1HABmJuBqpnicWVkp4Al9iRKrpS098oaCVd0L_iaxq6Web5NMKsVDKmR6vUQ-iSOEfyEapc67YpPEXcYh3GKbpsruGULeAG9Izu0DoXbpn05UPzK4UdhoghQRql0faKqEDxQ/s72-c/economia.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11625251.post-6771219891536612962</id><published>2012-10-15T14:28:00.001+01:00</published><updated>2012-10-16T12:22:02.138+01:00</updated><title type='text'>Aulas práticas</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Tem estado a correr nas redes sociais a seguinte figura, que penso que tem os valores actuais correctos da taxa de IVA e do salário mínimo líquido em quatro países europeus, França, Holanda, Espanha e Portugal.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjW8bl9YOO19omqyOSMkSBpUx7mD_auR6yPGKOys_BlmtQ9XUvCM89cY2D34u2ErnVmOioQaENGxiu5NDJMhQSgjm_hD4xu-w1Uvs_Oo4-5hMlHicJFV0VFIDrtkoGWM3Xn-a-L5Q/s1600/Ivas.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;217&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjW8bl9YOO19omqyOSMkSBpUx7mD_auR6yPGKOys_BlmtQ9XUvCM89cY2D34u2ErnVmOioQaENGxiu5NDJMhQSgjm_hD4xu-w1Uvs_Oo4-5hMlHicJFV0VFIDrtkoGWM3Xn-a-L5Q/s400/Ivas.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
É desde logo evidente que os países com salários mais baixos são também os que sofrem de taxas de IVA mais elevadas, mas esta não é uma mera tendência qualitativa. Na verdade, se correlacionar-mos a taxa de IVA com o salário de cada país, obtemos uma correlação negativa quase perfeita de -0.95. Aliás, tendo em conta que os salários são de uma ordem de grandeza diferente das taxas de IVA, faz mais sentido correlacionar a taxa de IVA com o logaritmo do salário, nesse caso obtemos uma correlação negativa ainda mais perfeita de -0.98.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjdechfPF0XkasdL0EFmA0mGwYRLXR5S-AlyY3u6rhKZtfTZUIt03QeBehcmzgKHZvQDstpAAFBjGA9R0nieDd_lm4xAnOs_9sgtgtFIdSoC3T6RidqgGsaeSk-BlqnsbzA4LhY-g/s1600/sal%C3%A1rios+vs.+IVA.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;298&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjdechfPF0XkasdL0EFmA0mGwYRLXR5S-AlyY3u6rhKZtfTZUIt03QeBehcmzgKHZvQDstpAAFBjGA9R0nieDd_lm4xAnOs_9sgtgtFIdSoC3T6RidqgGsaeSk-BlqnsbzA4LhY-g/s400/sal%C3%A1rios+vs.+IVA.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Para quem não está familiarizado com correlações, uma correlação indica até que ponto duas variáveis variam de forma semelhante, sendo que se variarem de forma idêntica têm uma correlação de 1, se variarem de forma totalmente independente têm uma correlação de 0 e se variarem de forma oposta têm uma correlação de -1.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Portanto, uma correlação de -0.98 indica que os salários e as taxas de IVA são quase perfeitamente inversamente proporcionais, quanto maior a taxa de IVA mais baixo o salário, e vice-versa. Isto não significa que o IVA cause os salários ou que os salários causem o IVA, mas sim que as políticas que causam baixos salários causam também taxas de IVA elevadas, e que as políticas que levam a salários elevados levam também a taxas de IVA mais baixas. Ou seja, quanto mais se baixarem os salários e quanto mais se elevar as taxas do IVA, mais longe estaremos nós do nível de desenvolvimento social e civilizacional dos países do centro e norte da Europa...&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inevitavelinsatisfacao.blogspot.com/feeds/6771219891536612962/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/11625251/6771219891536612962' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11625251/posts/default/6771219891536612962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11625251/posts/default/6771219891536612962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inevitavelinsatisfacao.blogspot.com/2012/10/aulas-praticas.html' title='Aulas práticas'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04385739791837043953</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjW8bl9YOO19omqyOSMkSBpUx7mD_auR6yPGKOys_BlmtQ9XUvCM89cY2D34u2ErnVmOioQaENGxiu5NDJMhQSgjm_hD4xu-w1Uvs_Oo4-5hMlHicJFV0VFIDrtkoGWM3Xn-a-L5Q/s72-c/Ivas.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11625251.post-6142838639201884220</id><published>2012-09-29T14:10:00.002+01:00</published><updated>2012-09-29T14:10:35.580+01:00</updated><title type='text'>Postais das Selvagens</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;29 - 
Sensação de ser presa&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjxmp9kQnI3w-sORRrnHV2aZmRTX7fY4SV8Q1Sbrql9m8M50QqPb6L6RHEfG3j6ppxxO8p9vtmsTXau5rWkPxJYHQrBpIaK3ek5dWtDs1WDpWz4rwXLw41eYuNBk6dExNqJBNX0NQ/s1600/SAM_0919.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;265&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjxmp9kQnI3w-sORRrnHV2aZmRTX7fY4SV8Q1Sbrql9m8M50QqPb6L6RHEfG3j6ppxxO8p9vtmsTXau5rWkPxJYHQrBpIaK3ek5dWtDs1WDpWz4rwXLw41eYuNBk6dExNqJBNX0NQ/s400/SAM_0919.JPG&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Pôr-do-Sol na Baía das Cagarras, onde nadei tantas vezes com os peixes.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; margin-bottom: 0cm; text-indent: 0.51cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Uma das espécies de peixe que me ia faltando avistar na
Selvagem Grande era o peixe-porco. O Cristóbal que costuma ir nadar
até mais longe já os tinha visto, pelo que um dia pedi emprestadas
umas barbatanas e decidi ir nadar até à ponta mais distante da Baía
das Cagarras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; margin-bottom: 0cm; text-indent: 0.51cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Fui nadando, usufruindo do efeito acelerador das
barbatanas. Acho que pensei que devia ser assim que o Michael Phelps
se sente quando nada. Fui vendo as espécies habituais e vendo o
fundo a ficar cada vez mais distante. Eventualmente cheguei à parte
mais profunda da baía onde o mar deve ter já mais de vinte metros
de profundidade. Graças às águas cristalinas das Selvagens o fundo
é perfeitamente visível, mesmo a estas profundidades, consegue-se ver
cada pedra e cada peixe como se houvesse apenas ar entre nós.
Segundo dizem, o capitão Costeau quando mergulhou aqui disse serem
as águas mais cristalinas que já conhecera e em dias de boa
visibilidade pode-se ver a quarenta metros de profundidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; margin-bottom: 0cm; text-indent: 0.51cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Nesta zona a baía parece um imenso aquário natural, e
vindos do azul profundo lá apareceram os peixes-porco. Primeiro três
ou quatro, depois uma dúzia, duas. Eventualmente contei oitenta
destes peixes a nadar em meu redor, agitando as longas barbatanas
enquanto iam navegando em uníssono. O peixe-porco tem uns dentes
bastante afiados, que geralmente são visíveis nas suas bocas
entreabertas, e são conhecidos por darem por vezes dentadas
dolorosas, pelo que convém ter algum cuidado na sua presença.
Assim, quando segui caminho e notei que o cardume me seguia, comecei
a olhar para eles com um olhar mais suspeito. Continuei a nadar em
direção à ponta da baía e o cardume seguia o mesmo rumo que eu,
nadando por baixo de mim. Quando me aproximava mais das rochas eles
afastavam-se um pouco, pareciam preferir águas mais abertas, mas
logo que me encontrava numa zona mais funda lá estavam eles por
baixo de mim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; margin-bottom: 0cm; text-indent: 0.51cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Chegado à ponta, e inspecionados os peixes que se viam
por lá, comecei a nadar de volta a casa. Mal mudei de direção, os
peixes-porco fizeram o mesmo. Comecei a achar que de certa forma
faziam lembrar um cardume de piranhas gigantes em tons mais
cinzentos. Fui nadando e lá seguiam eles atrás de mim. Não me
senti muito ameaçado porque sabia que se me aproximasse das pedras
eles se afastariam, mas ainda assim comecei a sentir uma pouco como
se sente uma presa. Por que razão me seguiam eles? Achariam que eu
era um grande predador e esperavam por restos da minha caçada?
Estavam meramente curiosos? Ou teriam mais curiosidade sobre qual
seria o meu sabor? Não me apetecia muito testar a terceira hipótese,
até porque uma dentada de peixe-porco não será certamente letal,
mas é bastante dolorosa e alguns dos peixes por baixo de mim tinham
facilmente meio metro de comprimento. Continuei o meu caminho, nunca
muito longe das rochas e quando cheguei a águas menos profundas eles
desistiram de me seguir. Foi espetacular ver o cardume de peixes
enormes tão de perto, mas também senti algum alívio quando os vi
pelas costas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inevitavelinsatisfacao.blogspot.com/feeds/6142838639201884220/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/11625251/6142838639201884220' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11625251/posts/default/6142838639201884220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11625251/posts/default/6142838639201884220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inevitavelinsatisfacao.blogspot.com/2012/09/postais-das-selvagens_29.html' title='Postais das Selvagens'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04385739791837043953</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjxmp9kQnI3w-sORRrnHV2aZmRTX7fY4SV8Q1Sbrql9m8M50QqPb6L6RHEfG3j6ppxxO8p9vtmsTXau5rWkPxJYHQrBpIaK3ek5dWtDs1WDpWz4rwXLw41eYuNBk6dExNqJBNX0NQ/s72-c/SAM_0919.JPG" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11625251.post-7451976890607405336</id><published>2012-09-22T20:54:00.003+01:00</published><updated>2012-09-22T20:54:58.358+01:00</updated><title type='text'>Postais das Selvagens</title><content type='html'>&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;28 –
Rotina e não só&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEifcBRvXGAg_2ZMIDplcNzsnxKbiw474tkMCY6yannvmlnGgSIAkKVq6HXJy_HuNCm-mCdEh7ZKns9wvUeMXkbsV9YGXs540_l2LzXnnbf9tsReKEfOLn-JOl_rcwz3-OxQxrmZNA/s1600/SAM_0929.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;266&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEifcBRvXGAg_2ZMIDplcNzsnxKbiw474tkMCY6yannvmlnGgSIAkKVq6HXJy_HuNCm-mCdEh7ZKns9wvUeMXkbsV9YGXs540_l2LzXnnbf9tsReKEfOLn-JOl_rcwz3-OxQxrmZNA/s400/SAM_0929.JPG&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;A Selvagem&amp;nbsp;acompanhava-nos quase sempre nas nossas surtidas nocturnas&lt;br /&gt;&amp;nbsp;ao planalto&amp;nbsp;em busca de almas-negras.&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 0.51cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Apesar de ser o principal motivo da estadia na ilha, o
trabalho acaba por ser pouco apelativo quando penso no que relatar
aqui, pelo que vai sendo preterido em favor de outras aventuras.
Contudo, o trabalho era também muito interessante e até divertido
em algumas ocasiões.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 0.51cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Diariamente,&amp;nbsp;visitávamos&amp;nbsp;cada ninho de alma-negra para
pesar as crias, que a pouco e pouco se iam aproximando do peso dos
adultos. Depois da fase inicial, em que perdemos algumas, as
fatalidades tornaram-se muito mais raras e fomos acompanhando cada
cria, ao longo dos seus aumentos e perdas de peso que relatam os
padrões de vindas ao ninho dos seus progenitores. A meio da segunda
estadia&amp;nbsp;tínhamos&amp;nbsp;já crias com pesos equiparáveis aos dos adultos,
enquanto que outras continuavam ainda num limbo entre a sobrevivência
e a morte por inanição. As maiores começavam já a desenvolver as
primeiras penas, ficando com o corpo coberto de pequenos canudos de
onde despontavam diminutas penas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 0.51cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Outra parte do trabalho implicava procurar ninhos novos,
uns para servir de controlo, outros para recolher amostras de sangue
de adultos e crias, de forma a determinar com base nos isótopos de
alguns elementos no seu sangue as diferenças ou semelhanças nas
suas dietas. Por incrível que pareça os adultos podem ingerir
algumas presas e trazer outras diferentes para o ninho para alimentar
as suas crias. Este trabalho de procura implicava procurar&amp;nbsp;orifícios&amp;nbsp;com a dimensão e o aspecto geral de ninhos e espreitar ou apalpar o
terreno em busca de crias de alma-negra. Existem algumas pistas&amp;nbsp;úteis, nomeadamente pequenas casca de ovo que são espalhadas perto
do ninho depois da eclosão, assim como as manchas brancas dos
dejectos das aves, mas o trabalho acabava sempre por ser difícil e
raramente&amp;nbsp;encontrávamos&amp;nbsp;mais do que três ou quatro ninhos por dia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 0.51cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Com o final da estadia a espreitar cada vez mais
próximo, começava a ficar inquieto com as responsabilidades finais.
Por um lado&amp;nbsp;teríamos&amp;nbsp;de capturar vinte adultos dos ninhos de estudo,
para lhes colocar os &lt;i&gt;geolocators&lt;/i&gt; que irão registar as suas migrações
até à próxima época de reprodução. Esta tarefa tem como
dificuldade encontrar os adultos, que nesta fase do desenvolvimento
das crias só vêm ao ninho durante a noite, e não vêm todas as
noites. Veremos como corre quando chegar a altura, na próxima
semana. A outra tarefa passa por recolher as tais amostras de sangue
de vinte crias e vinte adultos nos ninhos novos, o que tem a mesma
dificuldade de conseguir encontrar adultos suficientes, mesmo de
noite, com a agravante de até ao momento termos apenas trinta ninhos
detectados. Dentro de dias, ou aliás de noites, começaremos esta
tarefa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 0.51cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Pelo meio, houve ainda tempo de recapturar o tal
painho-de-Swinhoe, espécie de outros oceanos que parece visitar por
vezes esta região. Tratava-se da mesma ave que capturamos
anteriormente, tendo a sua anilha portuguesa novinha em folha para o
provar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inevitavelinsatisfacao.blogspot.com/feeds/7451976890607405336/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/11625251/7451976890607405336' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11625251/posts/default/7451976890607405336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11625251/posts/default/7451976890607405336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inevitavelinsatisfacao.blogspot.com/2012/09/postais-das-selvagens_22.html' title='Postais das Selvagens'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04385739791837043953</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEifcBRvXGAg_2ZMIDplcNzsnxKbiw474tkMCY6yannvmlnGgSIAkKVq6HXJy_HuNCm-mCdEh7ZKns9wvUeMXkbsV9YGXs540_l2LzXnnbf9tsReKEfOLn-JOl_rcwz3-OxQxrmZNA/s72-c/SAM_0929.JPG" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11625251.post-5798830554923347546</id><published>2012-09-21T11:05:00.001+01:00</published><updated>2012-09-21T11:05:22.618+01:00</updated><title type='text'>Postais das Selvagens</title><content type='html'>&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;27 –
Não é todos os dias&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjs6Ut2J9TavKBuAatCLbIa1p_UQLqMz10ddt_sDFnUK6xHSqMpbASKK3tgj5awIL6tiiJ3WW-IeEzsa-Gpq-YF15ouwyEpk84wzLs2V4KstvQZ_gMScOgQRJh2rj6MKMtmaGdhvA/s1600/SAM_0810IMG_4179.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;361&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjs6Ut2J9TavKBuAatCLbIa1p_UQLqMz10ddt_sDFnUK6xHSqMpbASKK3tgj5awIL6tiiJ3WW-IeEzsa-Gpq-YF15ouwyEpk84wzLs2V4KstvQZ_gMScOgQRJh2rj6MKMtmaGdhvA/s400/SAM_0810IMG_4179.JPG&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;O paínho-de-Swinhoe na altura da sua libertação. A plumagem toda escura&lt;br /&gt;&amp;nbsp;incluíndo a zona na base da cauda, a banda diagonal mais&amp;nbsp;cinzenta&amp;nbsp;na asa&lt;br /&gt;&amp;nbsp;e o branco na base das penas de&amp;nbsp;voo&amp;nbsp;são algumas das&amp;nbsp;características&amp;nbsp;desta&lt;br /&gt;espécie. (Fotografia tirada por Lourenço Alves)&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 0.51cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Muitos biólogos têm o seu quê de coleccionistas.&amp;nbsp;Coleccionam&amp;nbsp;animais, coleccionam plantas, coleccionam a porção das
miríades de espécies que povoam o nosso planeta que já tiveram a
sorte ou o engenho de avistar. Possivelmente os piores de todos são
os ornitólogos. Conheço muitos que mantém listas das aves
observadas em cada dia, em cada país, em cada estação do ano, em
cada casa ou cidade onde viveram. Eu não levo a coisa a esse
extremo, mas gosto de manter a minha lista das espécies que já
observei e gosto sempre de somar mais uma espécie à lista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 0.51cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;A minha vinda às Selvagens rapidamente rendeu várias
espécies novas, espécies oceânicas muito dificeis de avistar no
continente, como a alma-negra e o calcamar, ou espécies endémicas
das ilhas do Atlântico, como o corre-caminhos. Na Selvagem
Grande fora já avistada um par de vezes uma espécie de ave marinha
cuja área de distribuição habitual é o noroeste do Pacífico, nos
mares do Japão e da China, mas que visita por vezes o nosso
Atlântico. Trata-se do paínho-de-Swinhoe, ou &lt;i&gt;Oceanodroma
monorhis&lt;/i&gt;, uma espécie que faz lembrar uma alma-negra em
miniatura, tendo também a plumagem predominantemente preta. Quis o
destino que numa das noites em que subimos ao planalto, enquanto
espreitava um ninho de alma-negra, o Cristobal me perguntasse: &quot;
e esta que aqui está no chão, queres que eu apanhe?&quot;. Eu disse
que sim, que a segurasse um pouco para ver se tinha anilha. Não
tendo anilha, a ave ia ser libertada, mas quando eu me voltei para trás
e olho para o animal nas mãos do Cristóbal notei logo que havia ali algo de diferente. Fazia lembrar uma
alma-negra, sim, mas era muito mais pequena. &quot;Espera&quot; disse
eu, &quot;isso não é uma alma-negra&quot;. Foi aí que o Cristóbal
também olhou para ela com mais cuidado e notou o seu erro.
Tratava-se claramente do esquivo e improvável paínho-de-Swinhoe.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 0.51cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Claro que não perdemos a oportunidade para documentar a
nossa descoberta. A ave foi profusamente fotografada de&amp;nbsp;múltiplos&amp;nbsp;ângulos e pormenores, foi medida, pesada e finalmente anilhada.
Posso dizer que sou um dos pouquíssimos portugueses, se não mesmo o
único, que alguma vez anilharam uma ave destas. Não é todos os
dias...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inevitavelinsatisfacao.blogspot.com/feeds/5798830554923347546/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/11625251/5798830554923347546' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11625251/posts/default/5798830554923347546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11625251/posts/default/5798830554923347546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inevitavelinsatisfacao.blogspot.com/2012/09/postais-das-selvagens_21.html' title='Postais das Selvagens'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04385739791837043953</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjs6Ut2J9TavKBuAatCLbIa1p_UQLqMz10ddt_sDFnUK6xHSqMpbASKK3tgj5awIL6tiiJ3WW-IeEzsa-Gpq-YF15ouwyEpk84wzLs2V4KstvQZ_gMScOgQRJh2rj6MKMtmaGdhvA/s72-c/SAM_0810IMG_4179.JPG" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11625251.post-9161868306818152163</id><published>2012-09-20T17:37:00.003+01:00</published><updated>2012-09-20T17:37:47.210+01:00</updated><title type='text'>Postais das Selvagens</title><content type='html'>&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;26 –
Grutas&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEicMi3HWQ7Akn2XHs5o4QIs6gtrOwpTsT2r0xZL6WJKYxHj0l7DhkZwAx7tvUN3Ib1gnQsExbcl5wOoF53wu8T4KkxtPjqva6VeH6l2WFExqEmQCEj_XV9SryeTEA0t4c_SppEkbQ/s1600/SAM_0866.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;266&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEicMi3HWQ7Akn2XHs5o4QIs6gtrOwpTsT2r0xZL6WJKYxHj0l7DhkZwAx7tvUN3Ib1gnQsExbcl5wOoF53wu8T4KkxtPjqva6VeH6l2WFExqEmQCEj_XV9SryeTEA0t4c_SppEkbQ/s400/SAM_0866.JPG&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;A Gruta do Chão na maré vazia, com o mar a espreitar à entrada e a luz da &lt;br /&gt;clarabóia natural a marcar a parede oposta.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 0.51cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;A geologia áspera da Selvagem Grande, fruto de grandes
erupções submarinas do passado, gerou um sem número de formações
de rocha rude, imagens de uma terra ainda pouco conformada com a sua
solidez. Entre estes atractivos estão as várias grutas que penetram
profundamente o chão pétreo da ilha. Existem várias grutas
menores, mas as principais são a Gruta do Inferno e a Gruta do
Capitão Kidd, existindo também uma outra gruta junto ao mar, na
Baía das Galinhas, a Gruta do Chão, que merece uma visita
cuidadosa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 0.51cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;A primeira gruta que visitei foi a gruta do Inferno,
localizada numa fenda profundamente cravada na face do promontório
encimado pelo Pico do Inferno, de que falei quando descrevi a ilha. É
possível chegar lá por terra, descendo cuidadosamente a encosta
íngreme, mas foi por mar que a visitei. Saímos de bote, navegando a
ondulação sobre os tais azuis impossíveis destas águas. Depois de
contornadas as rochas que dividem a Baía das Cagarras da Baía das
Galinhas, avançamos a direito até ao outro extremo da enseada, onde
a terra rasga o mar de forma abrupta até às alturas do Inferno... o
pico, claro. O bote encostou às rochas negras e brutas, cobertas de
cracas e outros animais de&amp;nbsp;índole&amp;nbsp;cortante, e nós saltamos do bote e
amarinhamos pela rocha acima, até ao ponto cerca de quinze metros
acima do nível do mar onde tem início a gruta. À entrada tem um
tufo de erva verde, como que uma despedida das cores do mundo antes
de descer ao negrume do inferno. A gruta tem secção&amp;nbsp;triangular,
com as arestas laterais muito maiores que a da base, encontrando-se
lá em cima, muitos metros acima das nossas cabeças. Lá dentro,
patrulham com os olhos algumas cagarras que por ali fazem ninho, sob
os blocos tremendos que brotam das paredes como cogumelos. Pedras
vulcânicas aqui e ali entremeadas com filões calcários e manchas
brancas que talvez fossem de salitre. A gruta perfura a rocha numa
extensão de mais de cem metros, até ao seu término, sempre&amp;nbsp;triangular, onde mal cabe uma pessoa. Nesse ponto, mesmo olhando
para trás, parece que nem um único fotão chega aos nossos olhos.
Não foram as luzes dos frontais e pareceria que a luz era algo que
nunca existira. Algumas rochas têm pequenos cristais brilhantes, que
refulgem sob as nossas luzes, e em alguns pontos&amp;nbsp;infiltra-se água, e
o ponto alto da visita à gruta acaba mesmo por ser o triângulo
luminoso que nos abraça quando volvemos à entrada, agora tornada
saída deste reino que de infernal afinal tinha apenas o nome.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 0.51cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;A visita seguinte às grutas voltou a ser à gruta do
Inferno. Desta feita fomos por terra e percebi finalmente porque se
chama Gruta do Inferno. A descida é um verdadeiro inferno de rochas
soltas, declives abruptos e quedas semi-controladas até à base do
precipício. Saídos do inferno, seguimos ao longo da costa, saltando
sobre grandes lages de basalto, até à Gruta do Chão. Esta gruta é
relativamente pequena, e o mar entra lá dentro durante a maré-alta,
sendo o chão de calhau rolado de basalto escuro. A gruta tem duas
entradas, ambas com o mar azul em fundo, e por cima das nossas
cabeças abre-se uma clarabóia natural que permite a entrada de
ainda mais luz, fazendo um efeito bastante bonito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 0.51cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;No dia seguinte fomos finalmente à mítica Gruta do
Capitão Kidd. Não se sabe ao certo de onde veio nome da gruta, mas
a verdade é que já vários lá foram escavar em busca do tesouro do
famoso pirata. Chega-se à gruta descendo a vertente da Baía das
Pardelas, do lado nordeste da ilha, chegando-se a um grande lageado
basáltico junto ao mar, cheio de pequenas poças com pequenos
peixes, lapas e ouriços-do-mar. A gruta começa numa abertura ampla
e é formada por uma câmara larga e relativamente alta, tendo um
buraco no meio por onde entra o mar. Dentro da gruta ouve-se o bater
das ondas no fundo do buraco e avistam-se os vestígios das
escavações antigas dos caçadores de tesouros. A vista mais bonita
é a da entrada vista do interior, sendo a luz como que filtrada em
tons esbranquiçados, dando à gruta um tom vagamente onírico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 0.51cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Completei assim o meu périplo pelas grutas da ilha.
Agora sim sou um veterano da ilha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inevitavelinsatisfacao.blogspot.com/feeds/9161868306818152163/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/11625251/9161868306818152163' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11625251/posts/default/9161868306818152163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11625251/posts/default/9161868306818152163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inevitavelinsatisfacao.blogspot.com/2012/09/postais-das-selvagens_20.html' title='Postais das Selvagens'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04385739791837043953</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEicMi3HWQ7Akn2XHs5o4QIs6gtrOwpTsT2r0xZL6WJKYxHj0l7DhkZwAx7tvUN3Ib1gnQsExbcl5wOoF53wu8T4KkxtPjqva6VeH6l2WFExqEmQCEj_XV9SryeTEA0t4c_SppEkbQ/s72-c/SAM_0866.JPG" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11625251.post-2207440240550986894</id><published>2012-09-19T12:06:00.001+01:00</published><updated>2012-09-19T12:06:54.696+01:00</updated><title type='text'>Postais das Selvagens</title><content type='html'>&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;25 –
Azuis impossíveis&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEju-niTIibo8822d73EZ4kxF4qut5aG90Tz8wqSjxgCqtg9M0VgybmgaJJhOT-w_IIMNflHC9LB7hneB9fPg01T1nGCbo9ty4bcPpagt2_Iyqw45J7zVtWK2L3WrnOvkKlLRvqJeg/s1600/SAM_0647.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;400&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEju-niTIibo8822d73EZ4kxF4qut5aG90Tz8wqSjxgCqtg9M0VgybmgaJJhOT-w_IIMNflHC9LB7hneB9fPg01T1nGCbo9ty4bcPpagt2_Iyqw45J7zVtWK2L3WrnOvkKlLRvqJeg/s400/SAM_0647.JPG&quot; width=&quot;296&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Uma tentativa de fotografar os azuis impossíveis do mar&lt;br /&gt;em redor da Selvagem Grande, mas que não faz de forma&lt;br /&gt;alguma justiça à realidade.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 0.51cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;A segunda estadia começou sobre ventos fortes e céus
nublados. Foram os mesmos ventos que tanto trabalho deram aos
bombeiros que combatiam os terríveis incêndios que assolaram a
Madeira nessa altura. O constante uivar do vento é cansativo, a
alguns pode até levar às margens ténues entre a sanidade e a
loucura. Para mim o pior é mesmo o esforço extra em tudo o que
fazemos. Os papéis voam, as páginas dos cadernos esvoaçam, o
material no campo salta e foge e a pesagem das crias, com uma pesola,
torna-se um verdadeiro pesadelo. Eventualmente tivemos de começar a
levar connosco um balde fundo onde&amp;nbsp;podíamos&amp;nbsp;fazer as pesagens sem a perturbação do vento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 0.51cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Ao fim de 5 ou 6 dias veio finalmente tempo melhor. O
dia nasceu cinzento, mas o vento tinha abrandado e pela tarde a ilha
foi emersa numa tarde verdadeiramente gloriosa. Para aproveitar o bom
tempo saímos de bote, para visitar algumas zonas da ilha só
acessíveis por mar. Contornamos a ilha por norte, chegando à Baía
da Atalaia, dominada pelo farol da ilha. Em certo ponto existe um
local onde o mar penetra a falésia num rasgo fundo, com uns quatro
metros de largura e uns cinquenta ou sessenta de comprimento, onde é
possível entra de bote. Sob o sol que entrava entre as rochas, a
água é infinitamente límpida e quando mergulhamos o azul, claro e
fundo em simultâneo, era uma daquelas cores impossíveis que parecem
só existir na paleta de cores dos programas de edição de imagem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 0.51cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Continuamos a seguir a costa da Baía da Atalaia até um
recanto onde o Lourenço tinha de ir a terra para eliminar alguns
exemplares de &lt;i&gt;Nicotiana&lt;/i&gt;, plantas invasoras que o Parque
Natural tem vindo a tentar eliminar da ilha. Existem na ilha duas
espécies, ambas não nativas, sendo uma delas a planta do tabaco.
Voltamos a mergulhar, agora numas águas em tudo semelhantes às da
Baía das Cagarras, junto à casa, onde nado diariamente. A diferença
era os peixes, ainda mais abundantes e em tamanhos impressionantes.
Vimos garoupas com mais de meio metro, um encharéu enorme, que teria
talvez perto de um metro de comprimento, e vi finalmente duas das
espécies que me iam escapando nos meus mergulhos: o mero e o
sargo-veado. O mero era um exemplar relativamente pequeno, tendo em
conta que esta espécie chega a atingir os dois metros,
tratava-se de um exemplar com não mais de cinquenta centímetros. Os
sargos-veados são semelhantes ao sargo comum, mas com largas bandas
pretas ao longo do corpo, que lhe dão um aspecto de zebra marinha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 0.51cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Antes de voltar à base,&amp;nbsp;afasta-mo-nos da ilha para
espreitar o Baixio da Joana, uma formação rochosa submarina
localizadas a cerca de um quilómetro de terra, que em algumas zonas
quase chega à superfície do mar. Voltamos a mergulhar. Aqui&amp;nbsp;estávamos&amp;nbsp;claramente já nos domínios de Neptuno. À nossa volta o
oceano era de um tom de azul tremendo, uma cor forte, profunda,
refrescante, quase assustadora, mais um azul impossível por entre o
qual nadavam literalmente milhares de peixes. As espécies eram as
mesmas que vemos em terra, as preguiçosas, as bogas, as dobradas,
mas aqui formavam enormes cardumes que teriam de certo vários
milhares de indivíduos.  Nadei por ali alguns minutos, quase com
vontade de chorar perante tanta beleza. Não chorei, mas absorvi
profundamente aquelas imagens para não mais esquecer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inevitavelinsatisfacao.blogspot.com/feeds/2207440240550986894/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/11625251/2207440240550986894' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11625251/posts/default/2207440240550986894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11625251/posts/default/2207440240550986894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inevitavelinsatisfacao.blogspot.com/2012/09/postais-das-selvagens_19.html' title='Postais das Selvagens'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04385739791837043953</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEju-niTIibo8822d73EZ4kxF4qut5aG90Tz8wqSjxgCqtg9M0VgybmgaJJhOT-w_IIMNflHC9LB7hneB9fPg01T1nGCbo9ty4bcPpagt2_Iyqw45J7zVtWK2L3WrnOvkKlLRvqJeg/s72-c/SAM_0647.JPG" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11625251.post-1495847273800653224</id><published>2012-09-18T23:20:00.001+01:00</published><updated>2012-09-18T23:20:32.794+01:00</updated><title type='text'>Grandes verdades...</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiWeVsQ0jWHeSHHmE9PFR3Wt401T19ZEoF5yu2WIsVu0Cuw4F3hEk-vtN5XDuX6L4VI3O_p7AuIic_0FrtqfSr7nMDRCmCi_CMsLqng3s3o2Gd4J35ztIUUuNVdwsl-FRotJ0ZlAw/s1600/gravity+bed.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;298&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiWeVsQ0jWHeSHHmE9PFR3Wt401T19ZEoF5yu2WIsVu0Cuw4F3hEk-vtN5XDuX6L4VI3O_p7AuIic_0FrtqfSr7nMDRCmCi_CMsLqng3s3o2Gd4J35ztIUUuNVdwsl-FRotJ0ZlAw/s400/gravity+bed.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
Na minha humilde opinião serão pelo menos 20 vezes...&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inevitavelinsatisfacao.blogspot.com/feeds/1495847273800653224/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/11625251/1495847273800653224' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11625251/posts/default/1495847273800653224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11625251/posts/default/1495847273800653224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inevitavelinsatisfacao.blogspot.com/2012/09/grandes-verdades.html' title='Grandes verdades...'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04385739791837043953</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiWeVsQ0jWHeSHHmE9PFR3Wt401T19ZEoF5yu2WIsVu0Cuw4F3hEk-vtN5XDuX6L4VI3O_p7AuIic_0FrtqfSr7nMDRCmCi_CMsLqng3s3o2Gd4J35ztIUUuNVdwsl-FRotJ0ZlAw/s72-c/gravity+bed.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11625251.post-2676328798322016822</id><published>2012-09-18T16:30:00.002+01:00</published><updated>2012-09-18T16:30:22.165+01:00</updated><title type='text'>Postais das Selvagens</title><content type='html'>&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;24 –
A rendição&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiCsM5uQUZ-GF6zMJ_4Yi0X5D_1FBS8thyphenhyphencYsyEApR2P8mf_VCfFm62VDYTBGZU7npZ6cygiy2IXCwxDtiy5nMYIJgBO5qc8D1E6EqbCfcnj_o3DhqAGAL72UCq-KTKu9t2UdjyBg/s1600/SAM_0764.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;300&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiCsM5uQUZ-GF6zMJ_4Yi0X5D_1FBS8thyphenhyphencYsyEApR2P8mf_VCfFm62VDYTBGZU7npZ6cygiy2IXCwxDtiy5nMYIJgBO5qc8D1E6EqbCfcnj_o3DhqAGAL72UCq-KTKu9t2UdjyBg/s400/SAM_0764.JPG&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;O N.R.P. Schultz Xavier durante a rendição.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 0.51cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Como fiquei na Selvagem Grande duas estadias, ou seja
seis semanas consecutivas, chegou o dia médio em que foi feita uma
rendição, indo-se embora a restante equipa que estava comigo na
ilha, a Maria e o Jaques, e chegando a nova equipa para as três
semanas seguintes, o Cristóbal, o Federico, o Lourenço, a Joana, e
outra Maria, como que confirmando que todas as portuguesas são
marias, até as bolachas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 0.51cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Depois dos atrasos e adiamentos habituais, resultantes
de uma aparente falta de organização, ou comunicação, da marinha
portuguesa, lá chegaram eles, um dia depois do previsto. O barco, o
balizador N.R.P. Schultz Xavier chegou e começou logo por perder uma
balsa salva-vidas, que voou com o vento sem que ninguém a
conseguisse apanhar. Entre perseguições à balsa por bote e com o
próprio navio, lá conseguiram atrasar tudo mais umas boas horas.
Depois o comandante do navio decidiu não fundear o barco, o que fez
com que o barco estivesse sempre a mudar de posição, devido ao
vento e à ondulação, o que em muito complicou o trabalho do bote
da reserva. Pergunto-me o que aconteceria à nossa marinha se um dia
tivessem de tomar parte num conflito armado... Depois veio a tarefa
de descarregar todo o material e pessoas, o que requeriu uma série
de viagens do bote e muito trabalho para acartar tudo para casa.
Finda a rendição, cá estava eu, na ilha, com um grupo
completamente diferente de pessoas. &lt;/span&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 0.51cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;As segundas três semanas começavam e logo se tornou
claro que o tom da estadia tinha mudado. Com um grupo maior de
pessoas tudo ficou (ainda) mais animado: as refeições, o trabalho
de campo, as subidas nocturnas ao planalto e claro, as noites
passadas a jogar à cartas na varanda. Cabia-me agora ensinar à nova
Maria tudo o que ela necessitava de saber para continuar o trabalho
das almas-negras de forma autónoma, depois de eu partir. Felizmente
ela mostrou-se uma boa aluna e rapidamente entrou dentro do ritmo
habitual de visitas aos ninhos, pesagens e, claro, bicadas nos dedos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 0.51cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Com as novas chegadas surgiram também oportunidade para
praxes. Para a Maria, o Federico e a Joana era a primeira visita à
ilha, e lá os conseguimos convencer que o reservatório de água
salgada tinha de ser enchido a força de braços, alombando baldes
cheio de água do mar até ao reservatório localizado sobre a casa.
Cada um transportou um balde&amp;nbsp;pesadíssimo&amp;nbsp;cheio de água antes de lhes
ser revelada a existência de uma bomba de água para esse efeito.
Praxe!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inevitavelinsatisfacao.blogspot.com/feeds/2676328798322016822/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/11625251/2676328798322016822' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11625251/posts/default/2676328798322016822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11625251/posts/default/2676328798322016822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inevitavelinsatisfacao.blogspot.com/2012/09/postais-das-selvagens_18.html' title='Postais das Selvagens'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04385739791837043953</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiCsM5uQUZ-GF6zMJ_4Yi0X5D_1FBS8thyphenhyphencYsyEApR2P8mf_VCfFm62VDYTBGZU7npZ6cygiy2IXCwxDtiy5nMYIJgBO5qc8D1E6EqbCfcnj_o3DhqAGAL72UCq-KTKu9t2UdjyBg/s72-c/SAM_0764.JPG" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11625251.post-842439182452704636</id><published>2012-09-17T20:44:00.001+01:00</published><updated>2012-09-17T20:44:08.547+01:00</updated><title type='text'>Postais das Selvagens</title><content type='html'>&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;23 –
Histórias alegres, histórias tristes&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjNB-dJ2tl_Ls1nSsICWfO8KvFOj-FJriqlzx_nQfdUU1fLduVLoAMW4CWSXHEX90cbc3fzfTgGJeZf-dZWrdaPQtwBIgNfxWgqLppFPYH0dBsRue8ceXGHC5UYtB0JhtLYnvzyfg/s1600/SAM_0783A.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;343&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjNB-dJ2tl_Ls1nSsICWfO8KvFOj-FJriqlzx_nQfdUU1fLduVLoAMW4CWSXHEX90cbc3fzfTgGJeZf-dZWrdaPQtwBIgNfxWgqLppFPYH0dBsRue8ceXGHC5UYtB0JhtLYnvzyfg/s400/SAM_0783A.JPG&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Cria de alma-negra junto à marca do seu ninho, neste caso o ninho B18.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 0.51cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Como já foi antes referido, os ninhos de alma-negra em
estudo eram visitados diariamente. Numa primeira fase, o objectivo
era saber se os ovos chegavam ao seu termo e conhecer a data da
eclosão em cada ninho. Nascidas as crias, apenas uma em cada ninho
como é normal nas aves marinhas, o trabalho tornava-se mais intenso.
A cada dia os ninhos eram visitados, continuando a verificar se os
ovos mais retardatários já tinham eclodido, anotando os ninhos em
que a incubação tinha falhado, e nos ninhos com crias havia que
pesar as crias. Todas as crias eram pesadas diariamente para conhecer
os padrões de variação do peso, através dos quais é possível
reconhecer os padrões de vinda ao ninho dos adultos e ter uma noção
da quantidade ou qualidade do alimento trazido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 0.51cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Algumas crias pouco variavam de peso de um dia para o
seguinte, tendo provavelmente recebido uma refeição parca na noite
anterior. Outras, coitadas,&amp;nbsp;diminuíam&amp;nbsp;de peso, sinal de que não
tinham sido alimentadas e situação que, caso se repita vários dias
seguidos, pode resultar na morte das crias.  Felizmente, o mais
habitual era detectar um saudável aumento do peso que em alguns
casos podia ser de mais de 10 g num só dia, o que em pequenas
criaturas que pesam à nascença entre 15 e 20 g é obra! Claro que
depressa se desenhou nas nossas mentes um pequeno campeonato da
engorda, em cada dia&amp;nbsp;queríamos&amp;nbsp;saber quem era a cria mais pesada da
colónia, o verdadeiro peso-pesado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 0.51cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Claro que, como já insinuei em cima e está patente no
título, nem tudo corre sobre rodas para as almas-negras. Até ao dia
em que escrevi estas linhas nenhuma cria tinha morrido por falta de
alimento, mas tivemos já duas baixas por predação. Num caso,
particularmente tétrico, encontramos a cria ainda meia-viva, a ser
comida viva por lagartixas sem que o adulto, que se encontrava no
ninho, fizesse alguma coisa para o evitar. Dizem-me os meus colegas
que estas situações acontecem apenas no primeiro dia de vida das
crias, ou porque os fluídos do ovo recém-eclodido atraem as
lagartixas, ou porque o recém-nascido ainda molhado do nascimento
não tem a pele suficientemente dura, ou a penugem suficientemente
farta, para evitar o ataque das lagartixas. Pode também ter que ver
com a ausência dos adultos, que é incomum logo após o nascimento,
ou como neste caso a incapacidade de alguns adultos menos experientes
para defender a cria das lagartixas.  No caso das cagarras, sabe-se
que cerca de 5% das crias que nascem têm este fim algo trágico, mas
a verdade é que as lagartixas são omnipresente por toda a ilha, e
em números absurdos, pelo que acaba por ser surpreendente estes
acidentes de&amp;nbsp;percurso&amp;nbsp;não acontecerem mais vezes. A outra vítima
de predação foi deixada sozinha no ninho logo no dia do seu
nascimento, o que geralmente não augura nada de bom, tendo nós
encontrado o ninho vazio no dia seguinte. Neste caso suspeitamos das
gaivotas, que se sabe comerem almas-negras, tanto crias como adultos,
e são os suspeitos do costume nestes casos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 0.51cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Amanhã voltaremos à carga, para pesar mais crias e dar
as boas-vindas às próximas a nascer, sendo que dos 88 ninhos em
estudo já nasceram por agora mais de metade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inevitavelinsatisfacao.blogspot.com/feeds/842439182452704636/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/11625251/842439182452704636' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11625251/posts/default/842439182452704636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11625251/posts/default/842439182452704636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inevitavelinsatisfacao.blogspot.com/2012/09/postais-das-selvagens_17.html' title='Postais das Selvagens'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04385739791837043953</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjNB-dJ2tl_Ls1nSsICWfO8KvFOj-FJriqlzx_nQfdUU1fLduVLoAMW4CWSXHEX90cbc3fzfTgGJeZf-dZWrdaPQtwBIgNfxWgqLppFPYH0dBsRue8ceXGHC5UYtB0JhtLYnvzyfg/s72-c/SAM_0783A.JPG" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11625251.post-7034192581670752177</id><published>2012-09-15T18:10:00.002+01:00</published><updated>2012-09-15T18:10:43.180+01:00</updated><title type='text'>Postais das Selvagens</title><content type='html'>&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;22 –
Primeiras necessidades&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgwv774Bgqpu3wDzseWyOAUCvaiVh_uFF1qGS5uAxNfp_xbgQBS2-00gsnRYVctSUw7muH_ac6Gwn-Pey_PyaaLT34k0g5ZEFXcBiRHRQoz9d4ynMvpojbkIgzOJmFl7JLiaUsSJQ/s1600/SAM_0569.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;300&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgwv774Bgqpu3wDzseWyOAUCvaiVh_uFF1qGS5uAxNfp_xbgQBS2-00gsnRYVctSUw7muH_ac6Gwn-Pey_PyaaLT34k0g5ZEFXcBiRHRQoz9d4ynMvpojbkIgzOJmFl7JLiaUsSJQ/s400/SAM_0569.JPG&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Os&amp;nbsp;painéis&amp;nbsp;solares da casa da reserva na Selvagem Grande.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 0.51cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;As rotinas diárias facilmente fazem esquecer os
aspectos básicos do dia-a-dia. A nossa vida não é possível sem a
ingestão de água e também o nosso bem-estar requer disponibilidade
de água para fins sanitários e energia. &lt;/span&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 0.51cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Estando no ponto mais meridional de Portugal, já muitas
centenas de quilómetros mais próximos do equador do que o nosso
cantinho na extremidade da Europa, o recurso à energia solar
torna-se ainda mais óbvio. A casa da reserva tem um conjunto de
painéis solares, num total de vinte e quatro, que garantem todas as
necessidades de energia&amp;nbsp;eléctrica&amp;nbsp;durante os meses mais solarengos do
ano. Existe também um gerador a gasóleo para quaisquer
eventualidade, mas raramente foi usado durante o tempo que passei na
ilha. Esta energia solar, absolutamente limpa de impactos para o
nosso planeta, garantia as necessidades de refrigeração, de
iluminação e outros fins domésticos como o funcionamento da
televisão ou o carregamento de computadores, telefones e máquina
fotográficas. &lt;/span&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 0.51cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;A ausência de água potável é o principal motivo pelo
qual as Selvagens se mantiveram selvagens. Ocorreram algumas
tentativas de colonização no passado, mas todas elas esbarraram
contra a limitação da falta de água. A chuva por aqui é pouca e
geralmente concentrada nos meses de inverno e a constituição
geológica a ilha é pouco favorável ao armazenamento natural de
água no subsolo. Foi construída na ilha uma cisterna, com
capacidade para uns bons milhares de litros, que armazena água das
chuvas. Além desta existem dois outros tipos de água: água potável
trazida em &lt;i&gt;bidons&lt;/i&gt; em cada rendição e, claro, a água do mar. A água
do mar é usada para encher os autoclismos das sanitas, para lavar
louça e para outros fins em que se pode abdicar da água doce, sendo
bombeada do mar por uma bomba e armazenada numa pequena cisterna de
mil litros sobre a casa. A água doce da cisterna é usada para a&amp;nbsp;higiene, para banhos e afins, sendo que os banhos principais são no
mar, bastando depois um curto duche para remover o sal. Finalmente, a
água potável trazida em cada rendição é usada para beber e para
cozinhar, uma vez que a água da cisterna tem muitas impurezas e pode
não ser potável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 0.51cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Para aquecer água é usado gás, proveniente de uma
botija trazida da Madeira em cada rendição, mas foram muito poucas
as vezes que foi necessário recorrer a esta energia menos limpa,
fruto de a água chegar até nós já aquecida pelo sol que massaja
as cisternas com os seus raios quentes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inevitavelinsatisfacao.blogspot.com/feeds/7034192581670752177/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/11625251/7034192581670752177' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11625251/posts/default/7034192581670752177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11625251/posts/default/7034192581670752177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inevitavelinsatisfacao.blogspot.com/2012/09/postais-das-selvagens_15.html' title='Postais das Selvagens'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04385739791837043953</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgwv774Bgqpu3wDzseWyOAUCvaiVh_uFF1qGS5uAxNfp_xbgQBS2-00gsnRYVctSUw7muH_ac6Gwn-Pey_PyaaLT34k0g5ZEFXcBiRHRQoz9d4ynMvpojbkIgzOJmFl7JLiaUsSJQ/s72-c/SAM_0569.JPG" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11625251.post-350774958287737382</id><published>2012-09-14T12:31:00.001+01:00</published><updated>2012-09-14T12:31:39.365+01:00</updated><title type='text'>Postais das Selvagens</title><content type='html'>&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;21 –
Petiscos Selvagens&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjc5eLLPzwyTbgiqckqrughBtazN4EdIdPoDziA2JppNihS_1RxW89I5s1_q9Rk5MmXIWldDVIk00w_qs-G0qf6g70sFJGxfaI0wuX8ElCAyNQDlBChjNNd_Ml6fmWqCb1XO7fHIQ/s1600/SAM_0639.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;300&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjc5eLLPzwyTbgiqckqrughBtazN4EdIdPoDziA2JppNihS_1RxW89I5s1_q9Rk5MmXIWldDVIk00w_qs-G0qf6g70sFJGxfaI0wuX8ElCAyNQDlBChjNNd_Ml6fmWqCb1XO7fHIQ/s400/SAM_0639.JPG&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Cá estou eu no processo de preparar um arroz de polvo.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 0.51cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Continuando no mesmo tema, as refeições, à que dizer
que se come muito bem na Selvagem Grande. Fosse obra minha, da minha
colega Maria ou, sobretudo, do vigilante Jaques, os almoços e
jantares eram sempre pontos altos de cada dia e deixavam sempre o&amp;nbsp;estômago&amp;nbsp;e as papilas&amp;nbsp;gustativas&amp;nbsp;bem aconchegados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 0.51cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Já falei dos gaiados frescos que nos foram oferecidos
pelos pescadores, peixes deliciosos da família do atum que foram
sempre deliciosos, quer fritos, quer grelhados, quer assados que em
escabeche. Lembro-me também de um deliciosos bacalhau à Gomes Sá
feito pelo Jaques e de&amp;nbsp;deliciosas&amp;nbsp;saladas e massas de atum e
carapaus com milho frito. Quanto ao peixe-espada, elemento essencial
da cozinha madeirense, foram duas ou três as refeições em que
reinou, sempre no forno com batatas e vegetais. Resta-me referir um
arroz de polvo, da minha autoria, que não ficou mesmo nada mau. A
secção do peixe ficou assim muito bem representada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 0.51cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Da carne, passando pelas costeletas e bifes, o ponto
alto foram sem duvida as monumentais feijoadas com  que o Jaques nos
brindou. Foram feijoadas ricas, abundantes de feijão, de tomate, de
cenoura e de couve, com doses generosas de chouriço e deliciosos
pedaços de porco e de frango, numa mistura de sabores que ficava
ainda melhor na refeição seguinte, pois as feijoadas foram sempre
preparadas em quantidade suficiente para pelo menos duas refeições.
Devo dizer que as doses na Selvagem têm de ser ponderadas com o
efeito da maresia e do trabalho de campo, sendo substancialmente
maiores que doses normais. Acabados de subir e descer os carreiros&amp;nbsp;íngremes&amp;nbsp;até ao planalto e temperados pelo eterno aroma da maresia
oceânica,&amp;nbsp;atacávamos&amp;nbsp;todas as refeições como se fossem a última e
não poucas vezes era necessário recorrer à &lt;i&gt;siesta &lt;/i&gt;para
digerir o almoço. As espetadas, também elas tipicamente
Madeirenses, e o entrecosto, ambos grelhados na brasa foram outras
das iguarias provadas e largamente apreciadas. Falando de comida, não
posso deixar de referir o pão fresco, cozido no forno a lenha por
trás da casa, uma delícia!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 0.51cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;As sobremesas foram geralmente de fruta, que tem de ser
devidamente valorizada neste sítio remoto onde a fruta só chega de
três em três semanas e também as saladas, em que os tomates
selvagens da ilha eram presença constante, garantiam a dose
recomendada de vitaminas. Ainda assim lembro-me de um bolo de banana,
feito exactamente para aproveitar algumas bananas que não
sobreviveram à dureza da estadia, e um doce de bolacha com café,
natas e leite condensado, no fundo o clássico &quot;doce da casa&quot;
que abunda por aí pelas casas de pasto do nosso país.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 0.51cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Falta-me referir que as refeições foram quase sempre
regadas com vinho tinto e que no capítulo do&amp;nbsp;álcool&amp;nbsp;foram rainhas
as belas ponchas que o Jaques nos preparou. Para quem não conhece, a
poncha é uma bebida da Madeira, feita com aguardente de cana, mel e
sumo de frutas, habitualmente laranja ou limão. Não há nada como
uma bela poncha para aquecer o corpo e o espírito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inevitavelinsatisfacao.blogspot.com/feeds/350774958287737382/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/11625251/350774958287737382' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11625251/posts/default/350774958287737382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11625251/posts/default/350774958287737382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inevitavelinsatisfacao.blogspot.com/2012/09/postais-das-selvagens_14.html' title='Postais das Selvagens'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04385739791837043953</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjc5eLLPzwyTbgiqckqrughBtazN4EdIdPoDziA2JppNihS_1RxW89I5s1_q9Rk5MmXIWldDVIk00w_qs-G0qf6g70sFJGxfaI0wuX8ElCAyNQDlBChjNNd_Ml6fmWqCb1XO7fHIQ/s72-c/SAM_0639.JPG" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11625251.post-7920370929600612643</id><published>2012-09-13T10:32:00.001+01:00</published><updated>2012-09-13T10:33:22.794+01:00</updated><title type='text'>Postais das Selvagens</title><content type='html'>&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;i&gt;&lt;b&gt;20 – Estranhos
convivas&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;iframe allowfullscreen=&quot;allowfullscreen&quot; frameborder=&quot;0&quot; height=&quot;315&quot; src=&quot;http://www.youtube.com/embed/Zy-JGiFAH1w&quot; width=&quot;420&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 0.51cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Já falei antes das lagartixas que abundam na Selvagem
Grande. Estes pequenos répteis estão por todo o lado, e são
clientes habituais da comida da Selvagem, a cadela da ilha. Longe de
temerem as pessoas, estas lagartixas vêm bastante perto e não é
incomum ver dezenas delas a apanhar banhos de sol na varanda da casa
da reserva. É quase impossível não ter vontade de interagir um
pouco mais com elas. &lt;/span&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 0.51cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Primeiro&amp;nbsp;colocávamos-lhes dificuldades, exercícios para
puxar pelas suas pequenas mentes. Em vez de colocar o prato de comida
da Selvagem no chão,&amp;nbsp;colocava-mo-lo sobre um frasco de vidro.
Incapazes de trepar pelo vidro, as lagartixas juntavam-se às dezenas
a procurar forma de chegar à comida. Algumas conseguiam mesmo saltar
do chão até ao prato, uma vintena de centímetros de salto que são
um feito verdadeiramente olímpico para tão pequenas patas.
Geralmente colocávamos este aparato, prato e frasco, a cerca de um ou
dois palmos do muro da varanda, para ver se elas conseguiam saltar de
cima para o prato... não era fácil, mas algumas acabavam sempre por
conseguir. Outro exercício consistia em por o prato mais longe do
muro, mas colocar uma vassoura sobre o muro, com o cabo para o lado do
prato, de forma a ser possível chegar a cima do prato trepando o
cabo da vassoura, bastando depois deixarem-se&amp;nbsp;cair. Também este
exercício acabou eventualmente por ser superado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 0.51cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Por vezes, à refeição, entretinha-mo-nos a atirar
pequenos pedaços de comida para o canto mais distante da varanda,
onde as lagartixas rapidamente se juntavam às dezenas. Cada pedaço
de massa, atum ou carne resultava numa profusão de corpos&amp;nbsp;enrodilhados, caudas e patas misturadas numa massa de lagartixas a
disputar cada dentada de comida. Eventualmente, algumas conseguiam
fugir com pequenos pedaços, sendo de pronto seguidas por muitas
outras. Para complicar ainda mais este cenário, por vezes
juntavam-se também os corre-caminhos, pequenos passaritos da ilha
que se&amp;nbsp;imiscuíam&amp;nbsp;entre as lagartixas para fugir também com
pedacinhos de comida no bico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; text-indent: 0.51cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Enfim, as refeições na Selvagem grande eram sempre uma
animação, e um petisco apreciado por  animais tão diferentes como
os humanos, uma cadela, pequenos pássaros e dezenas e dezenas de
lagartixas. Por vezes lembrava-me das pessoas que têm fobia a
répteis, como o senhor que ficou famoso na televisão aos gritos com
uma iguana na cabeça. Essas pessoas morreriam de certo de ataque
cardíaco ao fim de umas horas na Selvagem Grande!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inevitavelinsatisfacao.blogspot.com/feeds/7920370929600612643/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/11625251/7920370929600612643' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11625251/posts/default/7920370929600612643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11625251/posts/default/7920370929600612643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inevitavelinsatisfacao.blogspot.com/2012/09/postais-das-selvagens_13.html' title='Postais das Selvagens'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04385739791837043953</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://img.youtube.com/vi/Zy-JGiFAH1w/default.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>