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<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/rss2full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-360738440540110907</atom:id><lastBuildDate>Wed, 28 Dec 2011 16:21:24 +0000</lastBuildDate><category>CURTAS</category><category>CHE</category><category>ESPANHA</category><category>DESIGN</category><category>POLICIA</category><category>EMIGRAÇAO</category><category>COMUNICAÇAO SOCIAL</category><category>ORÇAMENTO DE ESTADO</category><category>REFORMISMO</category><category>ZECA AFONSO</category><category>TRABALHO</category><category>ITÁLIA</category><category>ICAR</category><category>IDEIA</category><category>ALEGRE</category><category>Praxe</category><category>ERA EMPALÁ-LO COM UM SERROTE FERRUGENTO</category><category>AFEGANISTAO</category><category>DEMOCRACIA</category><category>GUERRA CIVIL ESPANHOLA</category><category>PAÍS BASCO</category><category>INATEL</category><category>NOBEL</category><category>VIDEOTECA</category><category>PAÍSES CUJO NOME É IMPOSSIVEL DE PRONUNCIAR</category><category>PM</category><category>MONTY PYTHON</category><category>GOVERNO</category><category>FIDEL</category><category>PODER POPULAR</category><category>VODAFONE</category><category>HOMOFOBIA</category><category>FASCISMO</category><category>ISRAEL</category><category>REVOLUÇAO</category><category>FMI</category><category>NAZI</category><category>MEDIA</category><category>LGBT</category><category>PS</category><category>ANIMAIS</category><category>CGTP</category><category>ESQUERDA</category><category>PALESTINA</category><category>MAIO 68</category><category>DIREITOS HUMANOS</category><category>AUTARQUIAS</category><category>EUROPA</category><category>ACORDO ORTOGRÁFICO</category><category>NOBRE</category><category>PRESIDENCIAIS</category><category>BE</category><category>HAITI</category><category>PARTIDOS</category><category>GRECIA</category><category>OE 2011</category><category>CUBA</category><category>VIDEO</category><category>PARQUE ESCOLAR</category><category>SAHARA OCIDENTAL</category><category>INCIDENTES</category><category>INTERNACIONAL</category><category>ARQUITECTURA</category><category>LIVROS</category><category>Equador</category><category>LUTA</category><category>BLOGS</category><category>INTERNET</category><category>IV INTERNACIONAL</category><category>TEXTOS ROUBADOS</category><category>3D</category><category>CONCEITO</category><category>OE 2010</category><category>AMERICA LATINA</category><category>IRAQUE</category><category>PUBLICIDADE</category><category>ASSEMBLEIA</category><category>MÁRIO CRESPO</category><category>PANAMÁ</category><category>CRISE</category><category>CAES</category><category>PSD</category><category>ALBA</category><category>Fraccionismo</category><category>PCP</category><category>PORTUGAL</category><category>MUSICA</category><category>PROPAGANDA</category><category>MANIFESTAÇAO</category><category>EUA</category><category>CARTOON</category><category>PETIÇAO</category><title>A IRA DOS MANSOS</title><description /><link>http://airadosmansos.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (O Manso)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>209</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/rss+xml" href="http://feeds.feedburner.com/AIraDosMansos" /><feedburner:info xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" uri="airadosmansos" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-360738440540110907.post-3315601231951926717</guid><pubDate>Fri, 28 Oct 2011 09:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-10-28T10:59:28.060+01:00</atom:updated><title>Musica para os tempos que correm</title><description>&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/8GxPIfbXcc0" width="560"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/360738440540110907-3315601231951926717?l=airadosmansos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://airadosmansos.blogspot.com/2011/10/musica-para-os-tempos-que-correm.html</link><author>noreply@blogger.com (O Manso)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://img.youtube.com/vi/8GxPIfbXcc0/default.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-360738440540110907.post-6113959018894780725</guid><pubDate>Wed, 26 Oct 2011 22:06:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-10-26T23:06:30.049+01:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">TRABALHO</category><title>A Camarada Senhora Maria</title><description>&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Georgia, 'Bitstream Charter', serif; font-size: 16px; line-height: 24px;"&gt;Era &amp;nbsp;fim da noite, já no pós-Festa, ou inicio da festa como lhe chamam alguns. Os corpos etilizados ou apenas doridos de três dias de intenso esforço fisico e psicológico acusavam o momento de relaxamento, mesmo que provisório, autorizado. As brigadas da segurança, creio, que nesta altura já teriam "varrido" o recinto da festa. Com delicadeza, mas com uma postura firme que denuncia que a festa acabou.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Georgia, 'Bitstream Charter', serif; font-size: 16px; line-height: 24px;"&gt;O sitio era o pavilhão de Guarda-Castelo Branco, à volta de uma mesa destas que há na festa. Mesa alongada pousada sobre frageis patas de metal desdobraveis mas que são reutilizadas ano após ano, recuperadas da sua precariedade para serem sólidas durante mais três dias. O que é preciso é que aguentem. Bancos corridos para pelo menos três, mas onde a maior parte das vezes cabem cinco, sem contar com o puto que vai sentado ao colo provando ansioso os petiscos e iguarias que &amp;nbsp;lhe trazem. Sentava-se aquela mesa, mais coisa menos coisa, um grupo de 10 a 15 comunistas serranos de alma e sangue (com algumas adopções pontuais) e bebia-se vinho, bebia-se muito vinho. Essencialmente branco, porque o tinto já tinha acabado ("este ano correu bem, pá") e pão daquele pão que é pão e que as descrições não atingem o seu sabor, textura e demais caracteristicas. Não podia faltar o queijo e o presunto. Sem ostentação nem desperdicio, mas suficiente para que aquele grupo de camaradas não fosse para a cama de barriga vazia. Haveria também uma caixa de papelão com doce, imagino de Aveiro que alguém tinha ido buscar. Há coisas bonitas na festa e é que no fim de um dia de trabalho, haverá sempre alguém a querer recompensar os que mais trabalharam.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Georgia, 'Bitstream Charter', serif; font-size: 16px; line-height: 24px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Georgia, 'Bitstream Charter', serif; font-size: 16px; line-height: 24px;"&gt;Numa das mesas corridas conversava com Maria, nome ficticio, pois para o caso não interessa o nome e os nomes apenas nomeiam, nada mais. Maria creio que estaria nos seus cinquenta e poucos anos, mais um menos um, embora não aparentasse. Tem um sorriso bonito a senhora. Apesar de camarada, creio que há mulheres que devemos tratar por "senhora", mesmo tratando-a por tu. É uma espécie de etiqueta mental que colocamos naquelas pessoas para que olhamos e vemos uma densidade que não somos capazes de atingir. São mulheres com história, as senhoras, são mulheres da História, as senhoras. Maria tem um jeito simples de ser, mas não arrepia caminho nas palavras que usa, descreve com bonomia a sua vida e as saudades de uma juventude demasiado dura para que eu a possa entender. Ri-se às bandeiras despregadas quando lhe falo da vez que fui juntamente com uns amigos da Covilhã à Bouça. Tinha 15 ou 16 anos, não me recordo, e percorremos o caminho que centenas e centenas de operários, mas essencialmente operárias texteis faziam todos os dias para ir trabalhar.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Georgia, 'Bitstream Charter', serif; font-size: 16px; line-height: 24px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Georgia, 'Bitstream Charter', serif; font-size: 16px; line-height: 24px;"&gt;Lembro-me que fizemos esse caminho num dia de Verão e mesmo com o fulgor da juventude e sem o peso do trabalho nesse dia uma garrafa de vinho foi o acompanhante do cansaço que nos levou à exaustão.Maria ria-se, não pelo nosso cansaço, mas pela recordação da sua força - da sua e dos seus, porque se há coisa que o operariado, pelo menos o de uma certa geração tem, é orgulho da sua força, a sua capacidade, a sua tenacidade e a sua resiliência perante as agruras da vida. Em tempos que já lá vão, Maria fazia aquele caminho praticamente todos os dias para &amp;nbsp;trabalhar num das muitas confecções existentes na Covilhã, muitas vezes para fazer os turnos duplos de 16 horas à volta de uma máquina que produzia um barulho insuportavelmente torturador numa cadência infinita sonora e fisica. E recorda-se de ver no fim do turno duplo de 16 horas, as ruas da Covilhã, as madrugadas daquela cidade na fralda da Serra da Estrela a encherem-se lentamente de uma multidão sem fim de operários e operárias que voltavam para sua casa, alguns perto, mas a maioria a distâncias incompreensiveis para mim, incompreensiveis no esforço fisico que tinham presente, especialmente depois de uma jornada tão longa de trabalho. Maria era uma dessas que ia para longe, ia para a Bouça ou vinha da Bouça conforme a hora, a 14 ou 15 km de distância percorridos por uma orografia acidentada e cruel. Tinha-se a si e aos seus camaradas de trabalho e provavelmente, isso valia-lhe tudo. Maria já não trabalha na confecção. Fecharam quase todas, mas ela saiu antes disso, o primeiro filho tinha nascido e mudou com o marido para outra aldeia perto da Covilhã ou da Guarda, já não sei. Voltou a trabalhar depois quando pôde, aquilo que encontrou quando o pequeno (que &amp;nbsp;hoje já é homem feito) lhe permitiu ser uns braços mais para o sustento do lar.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Georgia, 'Bitstream Charter', serif; font-size: 16px; line-height: 24px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Georgia, 'Bitstream Charter', serif; font-size: 16px; line-height: 24px;"&gt;Do resto, já não falámos mais, mas lembro-me que Maria, a camarada senhora Maria esteve a fazer limpezas na Universidade, muitos anos a recibos verdes ou com indefinidos contratos a termo, renovados uns após o outro após o o outro após o outro. Não sei se alguma vez chegou a entrar para o quadro, creio que sim. Os filhos já estão grandes e o neto alegra-lhe o coração. A camarada senhora Maria apenas estremeceu quando falou do salário, "Sabes, Rafael" - disse me ela -"mais de 30 anos a trabalhar para chegar aqui e ganhar 500 euros por mês. Não é justo". E a cara da camarada senhora Maria fechou-se, os lábios semi-cerraram-se, os seus olhos enegreceram-se e a tristeza, uma tristeza profunda dela se apoderou.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/360738440540110907-6113959018894780725?l=airadosmansos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://airadosmansos.blogspot.com/2011/10/camarada-senhora-maria.html</link><author>noreply@blogger.com (O Manso)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-360738440540110907.post-881029965630314321</guid><pubDate>Fri, 01 Jul 2011 12:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-07-01T13:04:00.352+01:00</atom:updated><title>Graças a Deus que existe o José António Saraiva para me dar conselhos sobre as minhas finanças pessoais</title><description>Estava para fazer um post irónico sobre&lt;a href="http://sol.sapo.pt/inicio/Opiniao/interior.aspx?content_id=22108&amp;amp;opiniao=Pol%EF%BF%BDtica+a+S%EF%BF%BDrio"&gt; este texto&lt;/a&gt; do director do SOL, mas depois de relê-lo acho que a estupidez e a ignorância que ele revela é de tal ordem que merece uma resposta às principais barbaridades:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Barbaridade 1:&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Na classe média esbanjam-se dinheiro e recursos de uma forma às vezes chocante. Nos restaurantes desperdiça-se comida. Quantas vezes não vemos as travessas voltarem para dentro com quase metade da dose que veio para a mesa? Essa comida vai para o lixo. Por que não se reduzem as doses, diminuindo um pouco os preços? Aproveitar-se-ia melhor a comida e os clientes agradeceriam.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Zé António deve almoçar sempre sozinho. Eu quando sei que existe uma dose grande, peço uma meia dose ou almoço com mais alguém para dividir a conta. Se o Zé tivesse amigos talvez não pensasse da mesma forma...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Barbaridade 2:&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Por que se bebe água Vittel, Vichy ou Voss, e não água do Luso, do Vimeiro, das Pedras ou do Castelo? Por que se bebe cerveja Heineken ou Carlsberg em vez de Super Bock ou Sagres? Não há nenhuma razão a não ser esta: por peneiras. Para mostrar aos outros que temos gostos mais requintados e dinheiro para os pagar.&amp;nbsp;E quem fala das águas e das cervejas fala dos vinhos e dos espumantes. É possível beber um óptimo vinho português cinco vezes mais barato do que um vinho francês. E nas ocasiões festivas por que não optar por um honesto espumante Raposeira ou Cabriz em vez de champanhe Cristal ou Moët &amp;amp; Chandon?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Claro, ó Zé. Vinho de mesa em pacotes de 5 litros talvez até seja mais barato que as 5 vezes que tu falas. A direita reacionária que tu representas é muito engraçada quando fala de liberdade de escolha, liberdade de escolha para as classes altas, para as classes médias e baixas, socialização de produtos rascas, não?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Barbaridade 3:&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Neste ponto da conversa, há sempre quem recorde que ‘o barato sai caro’. Mas isso é um mito. Um dia, ainda no tempo do escudo, vi uns sapatos numa montra que me saltaram à vista, entrei na sapataria, experimentei-os, gostei e mandei embrulhar. Quando a empregada disse o preço – 80 contos – eu ia desmaiando. Mas já não tive coragem para voltar atrás. Pois bem: as principais características do calçado são o conforto, a segurança e a durabilidade. Ora esses sapatos – ingleses, marca Church’s – não eram confortáveis, não eram seguros nem se mostraram duráveis, pois resistiram bastante menos do que outros muito mais baratos. E digo que não eram seguros pois escorregavam perigosamente em superfícies muito lisas, como as calçadas de Lisboa, em que as pedras estão polidas pelo desgaste. Por pouco esses luxuosos sapatos não me causaram quedas aparatosas.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas que classe média é que dá 80 contos por um par de sapatos? Não tens noção do ridiculo em que te colocas? Eu que sou de classe média (a tal que pode viver com metade do que ganha) não gasto esse montante em roupa durante um ano inteiro. Causa-me enorme repulsa palhaços como tu que do alto dos seus rendimentos fazem juizos morais sobre o uso das finanças dos outros...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Barbaridade 4: &lt;/strong&gt;&lt;em&gt;A propósito de carro, por que não escolher sempre um modelo abaixo daquele que ‘normalmente’ iríamos comprar. Em vez de um Mercedes E, um Mercedes C; em vez de um Audi 6, um Audi 4; e assim sucessivamente. E só falo de carros caros pois é onde se pode poupar mais dinheiro.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas em que país é que vive o Zé? Um AUDI? Um Mercedes? A classe média conduz Renault, Citroen, quanto muito Opel ou Volkswagen (e isso já é um desvario financeiro). E tu, Zé, quantos carros tens? Que carro conduzes? Faz o que eu digo e não faças o que eu faço, não é?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Barbaridade 5:&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Se formos para o hotel, por que não experimentar um de três ou quatro estrelas em vez de escolher às cegas um de cinco?&amp;nbsp;E, se teimarmos em ir de avião, não custará nada viajar em turística em vez de 1.ª ou Executiva, pelo menos nos voos de duração inferior a três horas. Chega-se ao mesmo tempo e paga-se metade.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu, hoteis de 5 estrelas, só vê-los ao longe e viajar em 1ª, acho que só num inter-regional. Sinceramente, gostava de conhecer a folha de rendimentos dos teus amigos de classe média...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Barbaridade 6:&lt;/strong&gt;Outra norma simples é evitar ligar o ar condicionado. Até porque é prejudicial à saúde, sendo responsável por muitas gripes e outras doenças.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Bem, se o ar condicionado é prejudicial à saúde talvez devesse ser proibido, se é responsável por "muitas gripes e outras doenças" (sifilis? pneumonias? artrites? espondiloses?) pelo menos um aviso como nos maços de tabaco devia ter, não? Tipo "LIGAR ESTE DISPOSITIVO PODE REDUZIR O FLUXO DE SANGUE E PROVOCA IMPOTÊNCIA" ou criarmos zonas livres de ares condicionados em cafés e restaurantes. Podiam existir, como existem salas de fumo, salas frescas onde estaria ligado um aparelho de ar condicionado que baixaria a temperatura para os nefastos 21º C e onde os menores de 18 anos estariam impedidos de entrar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Barbaridade 7:&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;E já não falo nos luxos e extravagâncias – os perfumes, cremes, desodorizantes, espumas de barbear, after shaves, sais de banho, lacas, etc., etc. – que enchem as prateleiras das nossas casas de banho e que podem ser reduzidos a metade ou um terço, ou substituídos por outros menos dispendiosos.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Está decidido, uma barra de sabão azul cá para &amp;nbsp;a malta de casa. Achas que dá para um mês?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Barbaridade 8: &lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Finalmente, é possível seguir uma regra simples: em cada cinco visitas ao cabeleireiro, ou à esteticista, ou à depilação, ou à manicura, ou à massagista, reduzir uma. Não custa nada e representa uma poupança de 20% nessas despesas.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ora bem, e no Inverno é cortar de forma completa com as depilações, poupa-se na esteticista e elas (e eles) andam todos mais quentinhos...e peludinhos....&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Barbaridade 9:&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;E nos vícios como o tabaco (para já não falar em deixar de fumar, que seria uma enorme vantagem sob todos os aspectos) por que insistir no Marlboro ou no Chesterfield em vez do Português Suave ou do SG?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O minimo de trabalho jornalistico, se não fosses tão preguiçoso, indicar-te-ia que o SG é mais caro que o Chesterfield.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estas são as barbaridades mais gritantes do texto deste senhor assustador. Passem os olhos pelo texto original e se o virem na rua, por favor, dêm-lhe um chapadão na tromba a ver se deixa de escrever disparates.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/360738440540110907-881029965630314321?l=airadosmansos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://airadosmansos.blogspot.com/2011/07/gracas-deus-que-existe-o-jose-antonio.html</link><author>noreply@blogger.com (O Manso)</author><thr:total>8</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-360738440540110907.post-5993259230381402820</guid><pubDate>Thu, 30 Jun 2011 16:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-06-30T17:05:57.076+01:00</atom:updated><title>Na apresentação da proposta do PCP para combater os falsos recibos verdes, um apelo aos deputados da nação</title><description>PSD, PS e CDS provavelmente chumbarão esta iniciativa do PCP com o argumento da sua inconstitucionalidade (assim como fizeram anteriormente). Aos senhores deputados que assim pensam e que por esta tasca vão passando de vez em quando lanço um desafio. Abstenham-se. Abstenham-se e deixem passar a iniciativa e depois peçam a fiscalização do Tribunal Constitucional. Se for correcto o vosso argumento, não vem mal ao mundo visto que a sua inconstitucionalidade a inviabilizará, se assim não for, se a iniciativa legislativa do PCP for considerada constitucional, se não forem encontrados vicios nem de forma nem de conteúdo, um enorme colectivo de trabalhadores precários poderá ver a sua situação de completa ilegalidade laboral reparada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E nisto da precariedade e do trabalho ilegal, estamos todos no mesmo barco. Estamos todos contra as ilegalidades. Ou não?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://www.pcp.pt/node/251302"&gt;&lt;em&gt;O XIX Governo Constitucional da coligação PSD/CDS-PP apresentou ontem o seu programa de Governo. Tal como o Governo anterior, entre o conjunto de medidas ali anunciadas nenhuma se dirige ao combate ao grave problema que os falsos recibos verdes constituem na nossa sociedade, atingindo de uma forma particular as novas gerações. Pelo contrário, em diversos aspectos avançam para a sedimentação destas situações no mundo do trabalho.&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://www.pcp.pt/node/251302"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;De facto, em relação à juventude não existem quaisquer medidas programáticas de promoção de estabilidade no emprego. Pelo contrário, &lt;strong&gt;o Programa de Governo avança com medidas gravosas que a concretizarem-se implicarão mais precariedade com a «flexibilização do período experimental no recrutamento inicial» e a generalização do trabalho temporário (com a «a admissibilidade do recurso a trabalho temporário sempre que houver uma verdadeira necessidade transitória de trabalho» e «a possibilidade de prescindir da justificação»; a facilitação dos despedimentos com as «simplificações no processo de cessação dos contratos»&lt;/strong&gt; (pp. 28 e 29 do Programa).&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://www.pcp.pt/node/251302"&gt;&lt;em&gt;Assim, o Governo do PSD e CDS que tanto clama a”mudança” não é mais de uma continuidade das opções políticas que marcaram o Governo PS. &lt;strong&gt;Para o PCP, não só é possível como urgente promover, de uma vez por todas um efectivo combate aos falsos recibos verdes para trazer justiça a milhares de trabalhadores que são duramente explorados e sujeitos a uma brutal precariedade.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.pcp.pt/node/251302"&gt;Na verdade, a precariedade laboral é uma praga social que atinge milhares de trabalhadores, sobretudo jovens e mulheres, a viver sempre na intermitência dos estágios não remunerados, dos estágios profissionais, do emprego sem direitos e do desemprego, sem saber quando e se terão direito ao domingo na folga semanal, sem saber quanto e se vão receber sempre a dia certo; sem saber se terão perspectiva de valorização do seu trabalho e progressão na carreira; mas a saber que os falsos recibos verdes lhes «roubam» 30% do salário.&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;&lt;a href="http://www.pcp.pt/node/251302"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;[...]&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://www.pcp.pt/node/251302"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;A precariedade dos contratos de trabalho e dos vínculos, é a precariedade da família, é a precariedade da vida, mas é igualmente a precariedade da formação, das qualificações e da experiência profissional, é a precariedade do perfil produtivo e da produtividade do trabalho. A precariedade laboral é assim um factor de instabilidade e injustiça social e simultaneamente um factor de comprometimento do desenvolvimento do país.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;Este grande problema da precariedade do trabalho, com nefastas consequências em todas as dimensões da vida dos trabalhadores e das suas famílias, está a assumir uma dimensão e contornos cada vez mais preocupantes.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Urge a criação de mecanismos dissuasores do recurso a estas práticas ilegais e dar cumprimento ao texto constitucional, protegendo efectivamente a parte mais débil da relação laboral.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;&lt;a href="http://www.pcp.pt/node/251302"&gt;&lt;strong&gt;O PCP propõe, desta forma, que, detectada uma situação de irregularidade consubstanciada no recurso ilegal à prestação de serviços (vulgo recibos verdes) que imediatamente seja convertido o contrato de prestação de serviços em contrato sem termo, cabendo então à entidade patronal provar a legalidade do recurso aos «recibos verdes».&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;&lt;a href="http://www.pcp.pt/node/251302"&gt;Assembleia da República, em 29 de Junho de 2011&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/360738440540110907-5993259230381402820?l=airadosmansos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://airadosmansos.blogspot.com/2011/06/na-apresentacao-da-proposta-do-pcp-para.html</link><author>noreply@blogger.com (O Manso)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-360738440540110907.post-2703119034085245248</guid><pubDate>Tue, 21 Jun 2011 16:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-06-21T17:50:31.033+01:00</atom:updated><title>HÁ TITULOS QUE VALEM OURO...</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-qa-PulnVH5c/TgDLxZWQywI/AAAAAAAAAGo/eHWYc5Sm-v0/s1600/Rui.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://3.bp.blogspot.com/-qa-PulnVH5c/TgDLxZWQywI/AAAAAAAAAGo/eHWYc5Sm-v0/s400/Rui.JPG" width="260" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/360738440540110907-2703119034085245248?l=airadosmansos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://airadosmansos.blogspot.com/2011/06/ha-titulos-que-valem-ouro.html</link><author>noreply@blogger.com (O Manso)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-qa-PulnVH5c/TgDLxZWQywI/AAAAAAAAAGo/eHWYc5Sm-v0/s72-c/Rui.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-360738440540110907.post-7572797946853499682</guid><pubDate>Sun, 12 Jun 2011 09:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-06-12T10:18:23.997+01:00</atom:updated><title>EMPRENHAR PELOS OUVIDOS COM A AGRICULTURA NACIONAL</title><description>&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #222222; line-height: 18px;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;a href="http://www.publico.pt/Pol%C3%ADtica/discurso-do-presidente-da-republica_1498332?all=1"&gt;Portugal importa hoje cerca de 6 mil milhões de euros de bens agrícolas para consumo, sendo que as nossas exportações chegam apenas aos 3 mil milhões de euros.Um défice alimentar destas dimensões não tem razão de ser num país como o nosso. Esta situação não pode continuar. Temos de desenvolver um programa de repovoamento agrário do interior, criando oportunidades de sucesso para jovens agricultores.&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #222222; line-height: 18px;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: black; color: white; line-height: 18px;"&gt;Cavaco Silva, Presidente da Republica no discurso do 10 de Junho&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #222222; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 12px; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-utZeHZ4f5SI/TfSBbxS-EWI/AAAAAAAAAGk/wBu0dL5afmk/s1600/pac1992.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://3.bp.blogspot.com/-utZeHZ4f5SI/TfSBbxS-EWI/AAAAAAAAAGk/wBu0dL5afmk/s640/pac1992.jpg" width="507" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white; line-height: 18px;"&gt;Em 1992, quando Cavaco Silva era primeiro ministro e agricultores portugueses e galegos reclamavam contra a reforma da PAC e tinham como palavra de ordem "Nós queremos produzir", o governo do PSD soltou a GNR.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #222222; font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://www.facebook.com/photo.php?fbid=178328678890370&amp;amp;set=a.129789880410917.21540.100001397171157&amp;amp;type=1&amp;amp;ref=nf"&gt;Eu lembro-me. Estive lá na Curia e também me lembro do bruto aparelho policial (guarda a cavalo, cães-polícia, intimidação como nunca antes se houvera visto desde os tempos da ida senhora de vestes fascistas). São mesmo hipócritas estes capachos do grande capital...&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white; font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Manuel Rodrigues, no facebook&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/360738440540110907-7572797946853499682?l=airadosmansos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://airadosmansos.blogspot.com/2011/06/emprenhar-pelos-ouvidos-com-agricultura.html</link><author>noreply@blogger.com (O Manso)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-utZeHZ4f5SI/TfSBbxS-EWI/AAAAAAAAAGk/wBu0dL5afmk/s72-c/pac1992.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-360738440540110907.post-1370471444997535875</guid><pubDate>Sat, 04 Jun 2011 03:56:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-06-04T04:56:54.159+01:00</atom:updated><title>Razões para votar (6): os jovens talibans do PSD ou as minhas aventuras homoeróticas com a jotinha laranja</title><description>ACTO 1: A CONQUISTA DO NORTE&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Terá sido em 1996 ou 1997, que eu conheci o Pedro Duarte, actual deputado do PSD e vice-presidente do grupo parlamentar. Na altura era eu presidente da Associação de Estudantes da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto e tinha sido convocado para uma reunião da Federação Académica do Porto, presidida então pelo Fernando Medina, um dos actuais porta-vozes do PS (pensava eu que na altura ainda não o era...).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acho que era uma das primeiras reuniões onde participava e em causa estava uma espécie de discussão sobre as eleições para os orgãos sociais da FAP. Uma espécie de discussão, porque aquela estrutura associativa tem como tradição, fruto de uns estatutos blindados para o unanimismo, apenas votar depois de haver a certeza que os candidatos serão eleitos. Para o efeito, realizavam-se uma espécie de primárias que elegia o candidato de todos. Quando havia um candidato oficial , era certo que ia ganhar. Mas, enfim, idiossincrasias de uma proto-democracia federativa fundada pela elite universitária laranja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao Pedro Duarte, ninguém conhecia. Vinha pela mão de um dirigente associativo da católica (creio que Biotecnologia, mas não estou certo) já com alguns votos amealhados ali na Guerra Junqueiro. Mas para infortunio do moço aspirante a Presidente do Conselho Fiscal da FAP, (raio de cargo pretendido só para pôr a bandeirinha, não acham?) os votos não eram suficientes para a eleição e o Presidente da AE de Farmácia (que gozava de algum prestigio por posições que coerentemente tinha vindo a assumir) também era candidato. O homem lá apresentou a candidatura e foi confrangedor. Meia duzia de balelas sobre as funções que pretendia ocupar mostravam claramente, sem margem para duvidas, que a JSD queria voltar a exercer qualquer tipo de poder -fosse qual fosse- na FAP (não sei se tinham que apresentar resultados ao lider eleito naquele semestre ou se era uma tentativa do futuro deputado adquirir curriculo associativo para outras andanças). A votação lá decorreu e o candidato a candidato foi humilhantemente derrotado e em privado, no final da reunião, fortemente gozado à mesa do Piolho por alguns dirigentes associativos avessos às intentonas da mafia laranja que tentava entrar por onde podia. Ainda estava bastante presente a Federação como "corrente de transmissão" do Governo de Cavaco e Ferreira Leite, traindo toda a massa estudantil.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, e com o passar do tempo, os laranjinhas foram adquirindo força dentro da Academia. Vivia-se o tempo do guterrismo com Marçal Grilo à frente do Ministério da Educação, Fernando Medina tinha sido eleito como representante dos estudantes no Conselho Nacional de Educação com posições claramente de "extrema-esquerda" (aquela que ele hoje acusa de estar aliada à direita) e um dirigente laranja, mais tarde conhecido como deputado voador, é eleito Presidente da FAP. As circunstâncias que rodearam a eleição de Ricardo Almeida -cujo nome de praxe era Frangão- são relativamente fáceis de explicar. As Associações de Estudantes controladas pela JSD recebiam ordens directas para o eleger (olha a bandeirinha!) e o perfil gelatinoso do candidato fazia com que adoptasse posições próximas da esquerda associativa (tanto independentes, como comunistas e futuros bloquistas) angariando assim a simpatia necessária para uma eleição certa (mas não certeira, como o tempo o veio a demonstrar). O presidente Frangão demonstrou pouca aptência pela gestão da coisa publica, mas uma capacidade fantástica de gerir a sua carreira privada (em lugares publicos, como não podia deixar de ser).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ele foram os carros alugados estacionados dias a fio em frente à sede da Federação por puro desleixo, ele foram os 5?10?15?-eu sei lá!- telemóveis topo de gama, ele foram as jantaradas e gastos em casas pouco recomendadas/ recomendáveis, ele foi as ligações ao crime organizado para a segurança da Queima das Fitas (com tudo o que isso implica de dar e receber), ele foi muita coisa...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como um frango de borracha, daqueles que chiam quando são apertados (um dos brinquedos preferidos dos meus cães), o presidente laranja lá ia respondendo aos vários apelos da esquerda, pelo menos publicamente. Em privado, lá ia discutindo na Guerra Junqueiro como podia aumentar a sua influência na Federação. Pouco a pouco, o desgaste de Guterres começava a tornar-se evidente e os &lt;em&gt;capos&lt;/em&gt; laranjas já tinham decidido que era importante controlar a Academia Nortenha para a mudança de figurantes politicos que se adivinhava.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pelo caminho, aparecem umas disputadas eleições para a distrital da JSD. De um lado, um grupo de continuidade apoiado pela direcção distrital do PSD com o Major Loureiro como figura de destaque, por outro uma lista de ruptura (a ruptura possível, tratando-se de um partido que mais parece a camorra napolitana) apoiada pela direcção nacional do PSD -na altura creio que seria o nosso Homem na Europa o Querido Lider laranja. Estas eleições revestem-se de peculariedades várias: por um lado, a distrital do Porto em claro confronto com a direcção nacional e por outro a direcção nacional a tentar minar a direcção distrital via JSD. A liderança de Durão Barroso ainda não estava consolidada e o autofagismo tipico dos ppds estava ao rubro. Era ver quem "comia a cabeça" de quem. Tudo podia acontecer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia das eleições, a candidatura de continuidade à distrital apercebe-se da possibilidade cada vez mais eminente de uma derrota das urnas, dizia-se, devido a uma enorme quantidade de militantes da JSD que apareceram misteriosamente de pára quedas com as quotas pagas. (Creio ter ouvido um relato que havia uns 100 ou 150 que tinham dado a mesma morada!). Perante tal canalhice, o Major -como bom militar e com o seu jeito peculiar- não se deixa ficar, entra em contacto com a lista que apoia que solicita os serviços do presidente Frangão que por sua vez recorre à segurança privada da Queima das Fitas para roubar as urnas de voto antes da contagem. Pelo menos, Pedro Duarte, Ricardo Almeida e Valentim Loureiro estavam metidos nesta conspiração. Muitos dirigentes associativos daquela época viram essas mesmas urnas na sede da FAP. As eleições creio que voltaram a repetir-se uns tempos depois e o resultado já foi favorável às tropas do Major. Tudo está bem quando a democracia interna se torce da forma correcta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ACTO 2: A CONQUISTA DO PAÍS PASSA POR VISEU&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Creio que terá sido em 1998 que decorreu em Viseu, mais um dos Encontros Nacionais de Direcções Associativas (vulgo ENDA). Os ENDAs eram (e são, não sei se nos mesmos moldes) uma espécie de reuniões magnas de dirigentes associativos do Ensino Superior onde se digladiava o bem, o mal e os mais ou menos. Havia as Privadas compradas pelas Administrações das Escolas, havia os chamados "fronteiriços" representados pelas Academias com complexo de inferioridade, havia o Comité Central de Ciências de Lisboa, havia os socialistas-revolucionários-eu-não-cedo-nem-um-milimetro-e-o-que-importa-são-os-principios de FCSH, havia Coimbra, havia os laranjas organizados e os laranjas desorganizados e havia ainda a Associação Academica de Lisboa que sempre que o seu presidente falava era desautorizado por metade das associações da sua academia e claro, havia o Porto, uno e coeso, pelo menos aparentemente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Bem, mas o interesse deste ENDA não se resumia às contradições e peculariedades dos que nele participavam (mas que saudades tenho de ver o Edgar a ser insultado por todas as privadas do país e a rir-se que nem um perdido nos corredores), mas sim pelo momento politico que a JSD atravessava. Era a altura de eleições para eleger o Líder dos Jotinhas e o Pedro, o do primeiro acto que creio que chegou a líder da distrital, era um dos fortes candidatos. Ali no Cavaquistão, o Pedro tinha fortes e viris apoios e no meio de uma contenda desta envergadura, os adversários eram para eliminar (pouco interessa que o terreno fosse uma reunião de AEs. Afinal, a JSD sempre teve a mania de discutir as suas contrariedades em casas alheias sem se importar com o fraco sentido de oportunidade demonstrado). Ana Rita, de seu nome, e se a memória não me falha estudante de Enferemagem em Lisboa, laranjinha convicta ao ponto de ter dado a cara contra a despenalização da IVG fazia parte do bando contrário, o bando que não era do Pedro, mas infortunios da vida, coincidências estranhas, era das unicas do outro bando (o que não era do Pedro) que tinha aterrado na cidade das rotundas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No ar daquele auditório, na 6ª feira à noite, inicio dos trabalhos, sentia-se uma estranha tensão no ar. A moça-enfermeira parecia ser vigiada, seguida pelos olhares grotescos dos seus opositores. Aqueles que no passado tinha visto tão amavelmente dirigirem-lhe a palavra, hoje (naquele dia) mostravam uma espécie de mistura de repulsa com desejo de actuar. Os dirigentes laranjas nacionais e locais ali presentes não escondiam o seu incómodo. Era um ufa-ufa, para trás e para frente, entravam no auditório, controlavam a credenciação, telefonavam nos corredores, tentavam perceber se ainda apreceria alguém do bando contrário. Se a aspirante a enfermeira de Lisboa seria presa fácil. E nessa noite aconteceu. Um telefone tocou, os jotinhas juntaram-se. À socapa, enquanto decorria o plenário -esse plenário carregado de uma tensão quase pré-sexual, de olhares e gestos- e porque a cobardia tem hospedagem certa lá para aqueles lados, os jotinhas do Pedro decidiram (foram mandados, isso é que foi) discutir pontos de vista com o carro da futura profissional de saúde. 4 pneus furados, vidros partidos (todos), estofados rasgados por um objecto cortante que poderia bem ser uma faca. Chapa amolgada e "declarações de amor" pintadas no exterior. Ao que me contaram, de trabalhadora do sexo para cima (ou para baixo, conforme a perspectiva ou a posição -fisica e politica) os mimos foram bastantes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A amiga laranjinha convicta ficou assustada, mas não só assustada como aterrorizada. A moça, que não era de grandes amizades mas até de alguma repulsa à esquerda associativa creio que passou o resto do ENDA escondida atrás do Pedro Sales e da direcção colectiva de Ciências de Lisboa, se não me falha a memória. Olhando para trás, é quase tragi-cómico aperceber-me que até os laranjinhas mais convictos e conservadores, quando estão em apuros, encontram nas gentes de Esquerda o seu porto seguro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ACTO 3: A RECONQUISTA&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Terá sido, provavelmente, um ano, dois anos depois deste mitico ENDA, onde os impulsos destruidores substituiam o debate democrático e os jotinhas compensavam traumas freudianos com uma escalada dos actos, que a JSD enfim estabilizou. O presidente Frangão já não comandava os destinos da FAP e havia deixado os destinos da Federação ao Miguel Pinto, um PS não assumido que dizia que era próximo do Bloco. -Vá lá que a ultima vez que o vi já tinha saído do armário: está à frente de uma fábrica de eólicas, anda com um avental no carro (para meio entendedor, meia palavras basta) e pertence às estruturas locais do PS de Vila do Conde ou da Póvoa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Pinto (incrivel como a FAP passa de frango a pinto!) era bastante menos gelatinoso que o Frangão e o Frangão, agora já era representante dos estudantes no CNE (tal como o Medina, mas o Fernando era de longe bastante mais inteligente) e estavas pouco maribando-se para o associativismo. Outras portas iam-se abrir. No entanto, e devido a um carácter um pouco autocrático e pouco autocritico, da pouca capacidade de chegar a entendimentos minimos e de ter uma direcção em que metade eram vice-presidentes (o poder, meus amigos, o poder) o Miguel Pinto criou o ambiente adequado à reaparição em força dos jotinhas na Academia Portuense.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para quem não conhece o resto da história, passo a resumir, que esta posta já vai larga. Os senhores que têm sede ali perto do cruzamento do Alicantina, (onde se comem umas belas francesinhas, mas as melhores são as do Mon Ami em Gaia, seguidas das do Capa Negra) viram a situação e viram que tinham de controlar. Chamaram o presidente frangão que pensava que já ia fazer as malas para outro poiso, reuniram (lá na sede) uma série de Associações -incluindo a inesperada Medicina com um gaguejante presidente que nunca me consegiu explicar os motivos da sua participação neste processo- e juntaram os votos suficientes para deitarem abaixo a direcção não afecta à JSD. Mais tarde, puseram um inofensivo moço da Católica como presidente que oportunamente filiou-se na JSD e prestou o seu apoio nas seguintes legislativas. Ricardo Almeida foi deputado e quando perdeu o tacho, parece que o Rui Rio o levou a dirigir os destinos da cultura do Porto, num cargo bem remunerado e com menos chatices. Não sei se ainda continua por lá.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
EPILOGO&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desde essa época, sempre que vejo um dirigente do PSD falar, pergunto-me "como é que este gajo chegou aqui?", "o que é que teve de fazer?", "quais as suas ligações?" e quando oiço Passos Coelho a falar ao país, não posso deixar de sorrir e pensar no presidente frangão, gelatinoso, como aquele brinquedo que os meus cães tanto gostam que chia quando é apertado e estica-se para todos os lados&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/360738440540110907-1370471444997535875?l=airadosmansos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://airadosmansos.blogspot.com/2011/06/razoes-para-votar-6-os-jovens-talibans.html</link><author>noreply@blogger.com (O Manso)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-360738440540110907.post-1351577588095175541</guid><pubDate>Fri, 03 Jun 2011 19:25:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-06-04T00:59:08.518+01:00</atom:updated><title>Razões para votar (5): as amigas do Portas</title><description>&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/BYVIpJO3Zps" width="425"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/360738440540110907-1351577588095175541?l=airadosmansos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://airadosmansos.blogspot.com/2011/06/razoes-para-votar-6-as-amigas-do-portas.html</link><author>noreply@blogger.com (O Manso)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://img.youtube.com/vi/BYVIpJO3Zps/default.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-360738440540110907.post-1973073955964015593</guid><pubDate>Fri, 03 Jun 2011 11:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-06-03T12:24:26.048+01:00</atom:updated><title>Razões para votar (4): a opinião de Baptista Bastos</title><description>&lt;em&gt;Anteontem, assinalado como o Dia Mundial da Criança, uma das televisões interrogou meia dúzia de miúdos.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;em&gt; "Que é o futuro?", eis uma das perguntas. E a resposta surgiu como se fora o verso de um poema: "O futuro é uma coisa cá dentro que nos dá coragem." Poucas vezes assisti a um acerto tão justo e, ainda por cima, em forma de metáfora. "É uma coisa cá dentro." Não sabemos muito bem o que essa coisa é. Mas lá que ela existe, existe mesmo. Podemos também chamar-lhe coragem, energia, esperança e até fé. Quer dizer que não devemos desistir, que não devemos deixar cair os braços, que temos de encontrar alento onde o alento parece desaparecido. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;Vejamos: que nos espera, a partir de domingo? Não sendo arauto de desgraças nem propagandista de receios maiores do que aqueles no interior dos quais vamos andando, tudo indica que a vida vai piorar para os portugueses. Não para todos: para a esmagadora maioria. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;Seja quem for que ganhe as eleições, nem um nem outro dos presumíveis vencedores melhorará a triste e melancólica existência portuguesa. Além do que as guerras partidárias reiniciar-se-ão no minuto seguinte. É estranho verificar que tanto Sócrates como Passos Coelho não é bafejado pelo amor do próximo. Seja: pela estima dos seus "camaradas" e "companheiros." &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;Passos, esse, então, reúne um montão de inimizades que o desfile de "apoiantes" de última hora corresponde a uma farsa pegada. Desde a inimitável Manuela Ferreira Leite, que proferiu uma declaração cheia de sicuta, além de adicionar aquela extraordinária frase de que nem na oposição queria Sócrates - até Santana, mais o sempre inteligente dr. Sarmento e o prof. Marcelo, a parada foi um monumento de hipocrisia. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;Na hipótese de Passos Coelho vencer as eleições, a vida ser-lhe-á dura. Nem um, um sequer, daqueles que foram ao beija-mão, o estima, o admira, o estremece. Além do que o projecto de que conhecemos alguns extractos são de molde a deixar-nos seriamente assustados. Passos Coelho conseguiu o aparentemente impossível: levar o PSD mais para a direita. Mas também Sócrates fez o mesmo com o PS. As diferenças são, apenas de forma, e a forma é tosca. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;As ideias do presidente do PSD são confusas e, por vezes, abstrusas, porém baseiam-se, firmemente, no breviário mais atroz do neoliberalismo. A tese "menos Estado, melhor Estado" é a bandeira de Passos, e tem sido condenada por todos os que pensam a sério. Arrastou o conceito de Europa unida para um lamaçal cujas consequências são imprevisíveis, mas sempre trágicas. Não é, apenas, a crise "sistémica" do capitalismo que originou a crise. É a arrogância de um programa de direita que não quer "aliviar o desfavorecimento e reduzir os extremos de riqueza e indigência" [Tony Judt]. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;José Sócrates diz que tentou forjar uma nova linguagem de justiça e de acção pública. Reconheçamos que obteve, inicialmente, alguns resultados amolgando alguns interesses corporativos. Mas Sócrates é amigo e defensor do "mercado"; nunca ambicionou modificar o "sistema" através de decisões progressistas e socializantes. Não esqueçamos de que foi aplaudido e incensado pelas faixas mais redutoras e reaccionárias da sociedade portuguesa. Desprovido do mais leve resquício de "socialismo", suprimiu do discurso oficial do PS a palavra "trabalhadores", "classe operária" e "luta de classes" no que foi severamente criticado, mas mais tarde, muito mais tarde, por Mário Soares. Este, agora, vendo o barco a afundar-se, veio em socorro de Sócrates, aparecendo num comício, um tanto surpreendentemente, tendo em conta os ásperos comentários que lhe tem dedicado, sobretudo nos artigos semanais que assina no "Diário de Notícias."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;O velho estadista sabe muito bem que, nestas eleições, os vencedores e os vencidos aproximam-se. E que as raivas, apesar de tudo, e os ressentimentos dissimulados, os pequemos ódios e a sede de vingança irão emergir. Se Passos Coelho se move em terreno armadilhado, José Sócrates irá tombar nas ciladas há muito montadas. Um e outro não criaram afectos, dentro e fora dos respectivos partidos. Um e outro pertencem a uma geração para a qual as convicções são o meio disfarçado de atingirem respectivos fins. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;O mundo sem ideias acelerou. O mundo dos negócios, das trapaças, do espertismo pacóvio é um mundo triunfante. Temos de esperar mais duas ou três gerações para que outros momentos históricos surjam e se imponham. Até lá, temos de sobreviver com os Sócrates e com os Passos. O que, decididamente, não é razão para alegria.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
originalmente &lt;a href="http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&amp;amp;id=488679"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/360738440540110907-1973073955964015593?l=airadosmansos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://airadosmansos.blogspot.com/2011/06/razoes-para-votar-4-opiniao-de-baptista.html</link><author>noreply@blogger.com (O Manso)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-360738440540110907.post-2607593057303213592</guid><pubDate>Fri, 03 Jun 2011 11:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-06-03T12:11:39.717+01:00</atom:updated><title>Razões para votar (3): o testemunho da Carina</title><description>&lt;em&gt;Este teu relato faz-me reavivar a minha(nossa) história. Então é assim: namorávamos há 10 anos e com o canudo na mão (ele – arquitectura, eu – informática) não podíamos esperar mais, não podíamos esperar por ter um bom emprego (isso existe?), uma boa casa, muito menos uma boa casa mobilada e um sem fim de condições materiais que para muito boa gente é factor decisivo para avançar. Ele arranjou uma formação (a recibos verdes, pois está claro), eu (que sempre preferi trabalhar com pessoas que com máquinas) fiquei colocada por um ano numa escola relativamente perto de casa e fomos em frente na decisão de ir viver juntos, num T1 alugado, com os móveis que conseguimos “roubar” da casa dos pais. Passados dois anos (com ele a continuar a dar uma formação aqui e ali e eu desta vez colocada numa escola a 5 minutos de casa), mais uma vez, não podíamos esperar mais por nos completar e decidimos “vamos ter um filho!”. Depois de 7 meses a tentar sem sucesso, eis que bingo: ele e eu (sim, ambos) fomos diagnosticados com problemas de infertilidade. Num país que também neste assunto deixa muito a desejar, lá fomos nós para o processo de infertilidade (no sistema público, é claro) e demos inicio à longa espera. Um mês após iniciar o processo engravidei, naturalmente, contra todas as expectativas. Não há palavras para descrever a imensa alegria que sentimos. Dois meses antes do pequenino nascer, o meu contrato de trabalho terminou e com a imensa barriga que já tinha na altura, não arranjei contratação em mais lado nenhum (porque nesta altura, não sendo profissionalizada, já não podia concorrer em concurso, mas apenas a contratação de escola). No parto tive complicações completamente imprevistas das quais esteve perto a morte. Estas complicações obrigaram a 8 dias de internamento e a vigilância médica até hoje. Pouco depois cai o primeiro balde de água fria sobre nós, aquele que nos informa que não tenho direito a licença de maternidade porque supostamente nos 4 anos seguidos que havia leccionado não descontei o suficiente para isso (???). Ora estou desempregada, tenho um bebé nos braços e ao invés de estar em licença de maternidade estou no fundo de desemprego, obrigada a apresentações quinzenais. Aos 4 meses e meio o pequenino é diagnosticado com uma pneumonia por um fungo gravíssimo e fica internado entre um hospital e outro até aos 6 meses e meio (em isolamento, com o meu marido a desdobrar-se em mil e um biscates e ainda as visitas para nos ver). Durante todo este tempo do internamento não tive também direito a baixa e o fundo de desemprego continuou a contar. O pequenino ficou proibido de ir para creche e quando finalmente o pode fazer, tinha acabado de esgotar o meu fundo de desemprego. Até arranjar um colocação temporária (desta vez a quase uma hora de casa) estive dois meses sem qualquer rendimento e agora estou a um mês de voltar a ficar sem trabalho (a colega que estou a substituir regressa no fim do mês) e sem qualquer apoio social.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;Pela tua história, pela minha e por tantas outras que sabemos que existem, sim, vamos votar, temos que o fazer! De uma vez por todas, é claro que ninguém gosta de ser escravo e aceitar condições miseráveis de trabalho. Se aceitámos, até certo limite, é porque as coisas não nos caiem do céu, muito menos a comida em cima da mesa. Acho lamentável que exista gente, que no alto do seu pedestal ainda critique claramente “é porque tu aceitas essas condições que elas existem”. Todos sabemos que no Portugal actual, só alguns privilegiados se podem dar ao luxo de recusar trabalhar com esta ou aquela condição miserável. E para que isto mude, vamos lá fazer o que é nosso de direito: o voto! Um voto útil, por favor!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://5dias.net/2011/06/01/razoes-para-votar-1-cronica-de-um-despedimento-anunciado/#comments"&gt;nesta caixa de comentários&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/360738440540110907-2607593057303213592?l=airadosmansos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://airadosmansos.blogspot.com/2011/06/razoes-para-votar-3-o-testemunho-da.html</link><author>noreply@blogger.com (O Manso)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-360738440540110907.post-7734623532590854595</guid><pubDate>Fri, 03 Jun 2011 11:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-06-03T12:10:27.581+01:00</atom:updated><title>Razões para votar (2)</title><description>&lt;img alt="" class="alignleft size-large wp-image-65302" height="520" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/06/grego-402x520.jpg" title="grego" width="402" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/360738440540110907-7734623532590854595?l=airadosmansos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://airadosmansos.blogspot.com/2011/06/razoes-para-votar-2.html</link><author>noreply@blogger.com (O Manso)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-360738440540110907.post-7649896077173972288</guid><pubDate>Wed, 01 Jun 2011 17:16:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-06-01T18:16:23.277+01:00</atom:updated><title>Razões para votar (1): Crónica de um despedimento anunciado</title><description>Foi mais ou menos há um ano que o meu chefe me chamou a uma sala para termos uma "conversa". Antes de mais, deixem-me contextualizar a cena.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tinha sido pai há coisa de dois meses (de facto, creio que naquele dia se comemorava o segundo mês de vida do meu filho, no primeiro mês estava a fazer uma directa para entregar um concurso). A gravidez da minha corajosa companheira foi dificil: eu em Espanha, ela em Esposende a dar aulas no Porto e em Aveiro. Lá para o final da gravidez, numa noite em que não esteve capaz de percorrer os 160 km que a separavam de casa, teve dores fortes sozinha numa residencial daquela cidade atravessada pela ria. Um susto, para os dois (mas apenas um susto). &lt;strong&gt;Mas eu trabalhava. Afinal, eu estava no quadro duma multinacional de origem espanhola e ela trabalhava a recibos verdes num lado e a contrato a termo (6 meses) noutro. Era preciso termos alguma segurança para mantermos a cara levantada para aquele que aí vinha.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Num dos fim-de-semana que passava em Portugal, por volta das 7 da manhã rebentaram-lhe as àguas. Um mês e meio antes do prazo devido. Não estava nada pronto. &amp;nbsp;Uma confusão, fazer a mala, telefonar a familiares, falar com médicos, saber o que era preciso fazer, tudo num caos meio delirante enevoado pela falta de café e excesso de adrenalina. Quem por lá já passou, acho que saberá do que falo. &lt;strong&gt;Somos todos muito diferentes nas nossas semelhanças.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já passado o tempo dos protocolos aplicáveis, o miudo lá nasceu de cesariana com umas gramas acima do peso que o deixaria numa incubadora, para alivio e felicidade nossos. A mulher com quem partilho a vida acabou por apanhar uma infecção, o que a obrigou a passar quase uma semana num espaço que certamente seria o 10º circulo de Dante caso este o tivesse conhecido: as maternidades. Um choro interminável de bebés, mulheres a arrastarem-se pelos cantos com perdas de sangue, privação do sono e do contacto com familiares, o sadismo de alguns profissionais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No segundo dia internamento, telefonei ao meu chefe para falar com ele (já tinha dado conta a uma das secretárias do sucedido). "En buena hora" contestou-me ele do outro lado da linha, seguido de um menos simpático "Cuando piensas regresar?". Respondi-lhe que não sabia, que um puto nem 24 horas tinha, que a minha mulher estava com uma infecção e que teria de ver o evoluir da situação. "Bueno, es que como estavas con aquel concurso..." Não o deixei terminar. Disse-lhe que teria de arranjar outra pessoa para esta fase, que tinha direito a um determinado tempo e que se no passado tinha abdicado de muitos direitos, agora não ia ser assim. "Pienso coger los proximos 10 dias a que tengo derecho por asistrencia hospitalar y por parentalidad". "Ya, ya, te entiendo" respondeu-me do outro lado, no que me pareceu um "estou-me a borrifar", "Habia pensado que podrias coger ese tiempo después de entregarmos el concurso, tio". "A ver, G., mi mujer, en este momento necesita de asistencia para todo, se mueve con dificuldad. Esto sin hablar de que me gustaria de disfrutar de las primeras semanas de mi hijo" Cortando a conversa, rematou "Bueno, tu mismo. Cuando sepas cuando vuelvas, comunica. Y en buena hora". "Vale, gracias. Hablamos. Hasta luego", acabei eu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Terminado o internamento, voltámos para casa. Passámos uma semana embasbacados com a nossa realização colectiva. Embasbacados, cheios de sono, mas felizes, muito felizes. Passado este tempo de ilusão, voltei ao trabalho. Ao concurso que tanto fazia falta acabar. A minha familia, ela e ele, rumaram para casa dos meus pais para conseguir ter algum apoio. &lt;strong&gt;Se antes nos separavam os 200 km entre Esposende e Santiago, agora a impossibilidade de uma visita rápida era uma certeza: 500 km, mais coisa, menos coisa da cidade dos peregrinos à encosta da Serra da Estrela. Mesmo com todo o voluntarismo do mundo, mesmo com toda a urgência que sentia, aproximar-me era impossível. Engoli e calei, era uma semana e só uma semana. Tinha que ser, eu estava no quadro e o trabalho dela era precário.&amp;nbsp;Era preciso termos alguma segurança para mantermos a cara levantada para aquele que já cá estava.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E que semana, meus amigos, que semana. Quando cheguei, encontrei-me com o meu outro chefe, o J. O J. é o que podemos chamar o "chefe mau". Lá na empresa - a multinacional espanhola- a secção de Arquitectura tinha dois chefes, o G., que era bonzinho e o J., que além de mau era um narcisista complexado a viver o pesadelo de ser um arquitecto modernista preso na contemporaneidade. "Poli bueno y poli malo" era assim que companeiros galegos se referiam a eles.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O J. foi peremptório. "No tienes idea del transtorno que ha sido esta tu ausencia. Despues de entregarmos esto, tendremos de hablar. Estoy con dos concursos [mentira, passava duas horas por dia a dar ordens o que contrastava claramente com as seis horas semanais que dedicava à empresa recebendo o quadrupulo do meu salário] &amp;nbsp;y me estoy volviendo loco [mentira, louco já ele era]. Por tu culpa, tube un accidente de coche, lo destrozé todo y casi me maté. [mentira, era o 3º ou 4º acidente de carro que tinha neste ano e não era por trabalhar em excesso]". Perante o nível das acusações que me eram imputadas e sabendo de antemão que não falava com uma pessoa equilibrada perguntei na minha inocência &lt;strong&gt;"Sabes que he tenido un hijo, no?" A resposta que veio do outro lado deixou-me perplexo "Si, ya lo sé. Pero también yo estoy pariendo un hijo que es este proyecto para el concurso. Y estoy sofriendo bastante con este proceso."&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir daqui, remeti-me a banalidades sobre o projecto porque ficou claro que em nenhum momento podia continuar qualquer tipo de diálogo que tivesse lógica, que tivesse um fio condutor guiado pelo bom senso ou pelo sentido comum. E lá começou a minha semana, uma semana de 100, 120 horas de trabalho &lt;em&gt;ad nauseam, &lt;/em&gt;suportando todo o tipo de pressões e incongruências próprias de umas chefias perdidas nos seus egos e sem nenhum tipo de noção, de contacto com a realidade produtiva, projectual criativa do mundo em que vivemos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acabei o concurso e fui de férias. &lt;strong&gt;Lá na empresa -a multinacional espanhola- não se pagam horas extraordinárias. Existe uma espécie de banco de horas informal que os chefes de secção permitem à revelia da gerência. Pois, porque a gerência é o mau dos maus. E quando se fala com o gerente, o mau dos maus dos maus é a Administração que está em Bilbao. Há sempre um mauzão que impede que os chefes intermédios (e tantos chefes intermédios que há, meu Deus) sejam bonzinhos. Bem, mas lá tirei as minhas férias que &amp;nbsp;fui buscar ao banco de horas. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Duas semanas porreiras, perdido algures entre Coimbra e a Figueira da Foz, onde não se via vivalma, numa familia alargada, sempre à beira da insanidade tipica das familias que se amam demasiado. E depois voltei. Voltei para Espanha, para a Galiza [o pais, dirão os companheiros nacionalistas]. Para o inferno diário (mas necessário, afinal a minha sócia era precária e eu, eu estava no quadro da multinacional espanhola) da labuta transfronteiriça onde cada curva da autoestrada já é um amigo próximo e onde os trabalhadores das estações de serviço já sabem a que horas chegamos e o que vamos pedir. Voltei, então para a vida que fazia já lá iam 4 anos e voltei ao inicio da história. O meu chefe, o G. - o poli bueno- chamou-me para termos uma conversinha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
"Que tal el nino?", "Bien, fantastico" dizia eu na ingenuidade de novel pai. "Tiene algunos colicos, pero esta muy bien. Es un nino precioso". "Bueno, te llamé porque necesitava hablar contigo. Este concurso no ha ido muy bien. Tuvimos mucho tiempo y el resultado no ha sido el que pretendiamos." assim, de estaca. Num minuto, como está o puto e de seguida portaste-te mal. "Oye, G. Ya te habia advertido. Estaba yo suelo con esto. J. la paisagista se marchó pasadas dos semanas, C. ha empezado con esto pero le has asignado otro proyecto, J. ha ido a las visitas al sitio pero no ha hecho un carajo. Solo por participar estamos cobrando 10 000 €. Podriamos haber contratado alguien para hechar una mano, no lo crés? Ojo! Te he dicho que no llegavamos o que llegavamos mal ocho veces. Ocho. Que quieres que te diga. Tubimos cuatro alternativas distintas. No te ha gustado ninguna pero no has hecho ninguna sugerencia concreta. Has demonstrado una falta de disponibilidad completa con este tema. Cuanto tiempo has perdido con esto? 10 minutos antes de la hora de la comida, dos veces por semana. Hombre, he dado mi mejor y sabes las circunstancias personales que tenia pero no se puede hacer tortilla sin huevos.". "Ya, ya", respondeu "No digo que sea todo culpa tuya. Ya sé que tengo que hacer alguna autocritica, pero eras tu que estavas con esto y las cosas no han ido bien. &lt;strong&gt;Entiendo tu circunstancias personales, pero bueno tenemos que dar todo por todo a a la empresa y en este momento, tu vida familiar empieza a ser un lastre para esta empresa.&lt;/strong&gt;" rematou ele e continuou "Estuvimos hablando y lo mejor para todos es que te marches. No te preocupes. Te damos algun tiempo para que encuentres un chollo, mejor en Portugal, donde puedas estar cerca de tu familia. Creo que eso sera el mejor para todos". "Pero, joder, y eso?" interpelei-o eu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Refriei os ânimos, recordei-me que na Espanha democrática existe a figura de "despido improcedente" ou seja nas palavras de um companheiro do sindicato "te despido porque me sale de los huevos", respirei fundo e perguntei-lhe: "Bueno, como lo hacemos. Cuanto tiempo tengo y si no encuentro trabajo me despides con que condiciones?"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A conversa continuou e deram-me 6 meses para encontrar trabalho. No final, na Espanha do desemprego acima de 20% e do desemprego jovem perto dos 40%, fui despedido "porque le sale de los huevos" como diria o outro, mas obrigado a assinar um documento em que assumia um despedimento disciplinar, embora com uma idemnização de despedimento sem justa causa, tudo para evitar um processo moroso em tribunais do trabalho onde teria de esperar pelo que me era devido, tudo para evitar arrastar a minha familia para um processo (com custos que não tinha condições de suportar) com retorno incerto e sem data marcada. Ainda me custa o frete que fiz ao patronato. Sim, frete. Engolir e calar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;E quando penso nestes recentes acontecimentos, penso também nas datas: fui avisado que ia ser despedido quando o meu filho fazia dois meses e na minha ausência por estar no trabalho sem futuro; fui despedido a 23 de Dezembro pela manhã, seguido de um almoço de Natal de &amp;nbsp;empresa, num processo cheio de vicissitudes e contradições. Enganos e trafulhices na forma tentada e consumada. À tarde, fui compar a prenda de Natal do meu filho.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E quando oiço o Zé, o Pedro e o Paulo a falarem da flexibilidade do mercado laboral, quando oiço o Zé, o Pedro e o Paulo a falarem que é preciso ajudar as empresas a terem mais competitividade, quando oiço o Zé, o Pedro e o Paulo a falarem dos custos do trabalho, quando oiço o Zé, o Pedro e o Paulo a falarem da mobilidade necessária, que são realistas, que não há empregos para toda a vida, que a produtividade anda pelas ruas da amargura, lembro-me sempre das palavras do meu chefe: "&lt;strong&gt;tu vida familiar empieza a ser un lastre para esta empresa."&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao Zé, ao Pedro e ao Paulo, de rabos sentados e bem quentinhos, olhando para o macro e cagando para o micro, tentando fazer crer que nós não percebemos, que esta é uma realidade que nos ultrapassa, que sofremos mas é para um bem superior e que as coisas vão melhorar se pudermos ser facilmente despedidos seja por sermos considerados ineptos ou seja porque "le sale de los huevos", ao Zé, ao Pedro e ao Paulo com toda a raiva pessoal, com toda a alegria de quem luta por si e pelos seus, ao Zé, ao Pedro e ao Paulo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;estimo muito que se fodam.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Vamos à luta que é o que é preciso. &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/360738440540110907-7649896077173972288?l=airadosmansos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://airadosmansos.blogspot.com/2011/06/razoes-para-votar-1-cronica-de-um.html</link><author>noreply@blogger.com (O Manso)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-360738440540110907.post-7420083398327859388</guid><pubDate>Wed, 15 Dec 2010 14:36:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-12-15T14:36:17.448Z</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">TRABALHO</category><title>Ah e tal, como os sindicatos defendem os trabalhadores, talvez fosse melhor fazer a negociação colectiva com CTs controladas por nós...</title><description>&lt;a href="http://economia.publico.pt/Noticia/patroes-preveem-reducao-das-indemnizacoes-por-despedimento_1471092"&gt;&lt;em&gt;Também os processos de negociação colectiva poderão ser alargados a  outras estruturas, como comissões de trabalhadores, isto “em empresas  com mais de 200 ou 300 pessoas”, uma vez que “os sindicatos se têm  mostrado pouco disponíveis para acolher novas ideias e soluções”, disse  também António Saraiva aos jornalistas.&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/360738440540110907-7420083398327859388?l=airadosmansos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://airadosmansos.blogspot.com/2010/12/ah-e-tal-como-os-sindicatos-defendem-os.html</link><author>noreply@blogger.com (O Manso)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-360738440540110907.post-7073763973969621959</guid><pubDate>Wed, 15 Dec 2010 14:29:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-12-15T14:29:21.549Z</atom:updated><title>A CIP: porta-voz oficiosa do Governo</title><description>&lt;a href="http://economia.publico.pt/Noticia/patroes-preveem-reducao-das-indemnizacoes-por-despedimento_1471092"&gt;&lt;em&gt;António Saraiva, presidente da CIP, confirmou hoje que está prevista a  aprovação de novas medidas no Conselho de Ministros, incluindo a  diminuição do volume das indemnizações a pagar pelas empresas nos  despedimentos, o que deverá acontecer para “novos contratados”.&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/360738440540110907-7073763973969621959?l=airadosmansos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://airadosmansos.blogspot.com/2010/12/cip-porta-voz-oficiosa-do-governo.html</link><author>noreply@blogger.com (O Manso)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-360738440540110907.post-3941037599945492634</guid><pubDate>Tue, 14 Dec 2010 14:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-12-14T14:13:12.493Z</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">HOMOFOBIA</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">BLOGS</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">CUBA</category><title>Desmistificando a homofobia em Cuba</title><description>&lt;em&gt;&lt;img class="alignleft size-full wp-image-52287" title="82824_homofobia_mata" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2010/12/82824_homofobia_mata.jpg" alt="" width="478" height="280" /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://paquitoeldecuba.wordpress.com/2010/12/14/desencuentro-en-lugar-encuentro-gay-y-rapida-respuesta-policial/#more-433"&gt;&lt;em&gt;El domingo 21 de noviembre, luego de concluir mi labor en el cierre  del periódico, me encontraba sobre las once de la noche en un  frecuentado sitio de encuentro homosexual del Vedado capitalino, cuando  tuve un lamentable desencuentro con un miembro de la Policía Nacional  Revolucionaria (PNR).&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://paquitoeldecuba.wordpress.com/2010/12/14/desencuentro-en-lugar-encuentro-gay-y-rapida-respuesta-policial/#more-433"&gt;&lt;em&gt;Luego de presentar una enérgica queja días más tarde, dos oficiales  de la jefatura de la Unidad Provincial de Patrullas acudieron a mi casa  al sábado siguiente, para declarar con lugar la reclamación, anular la  multa que me impusieron, informarme sobre la medida disciplinaria  aplicada al agente actuante y explicar la posición oficial de la PNR en  contra de la discriminación por orientación sexual.&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://paquitoeldecuba.wordpress.com/2010/12/14/desencuentro-en-lugar-encuentro-gay-y-rapida-respuesta-policial/#more-433"&gt;&lt;em&gt;Antes de continuar con los detalles de esta historia, debo advertir  —como hacen antes de proyectar algunos programas televisivos— que lo que  narraré a continuación podría herir la sensibilidad de algún lector. &lt;strong&gt;No  obstante, considero necesario exponer esta realidad poco abordada y  muchas veces manipulada desde el exterior o por algunos grupos internos,  para convertir determinadas actuaciones incorrectas de agentes del  orden con prejuicios homofóbicos, en un argumento contra la Revolución.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://paquitoeldecuba.wordpress.com/2010/12/14/desencuentro-en-lugar-encuentro-gay-y-rapida-respuesta-policial/#more-433"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Considero esencial además enfatizar que tales comportamientos de  ciertos efectivos policiales no están en correspondencia con la política  del país y que constituyen flagrantes violaciones de la legalidad.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/360738440540110907-3941037599945492634?l=airadosmansos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://airadosmansos.blogspot.com/2010/12/desmistificando-homofobia-em-cuba.html</link><author>noreply@blogger.com (O Manso)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-360738440540110907.post-3732006965953795546</guid><pubDate>Tue, 23 Nov 2010 23:01:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-11-23T23:01:13.626Z</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">LUTA</category><title>Aos trabalhadores portugueses</title><description>&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="src" value="http://www.youtube.com/v/JTbnOhXSy44&amp;amp;feature" /&gt;&lt;embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/JTbnOhXSy44&amp;amp;feature"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Queridos camaradas&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Amanhã será um momento esperado por muitos. Será o dia da vossa luta, (esclareço que sou trabalhador no Estado Espanhol e já tive direito à minha &lt;a href="http://www.galizacig.com/avantar/imaxe/cartaz-folga-xeral-29-setembro-cig?size=_original"&gt;Folga Xeral&lt;/a&gt;), um dia em que espero que vós demonstreis vosso descontentamento com o espezinhar contínuo a que haveis sido submetidos nos ultimos anos.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Antes de mais, queria explicar-vos como vos designo. Camaradas, não colegas, nem concidadãos. Não. Camaradas. Camaradas porque reconheço no vosso desespero, o meu desepero; camaradas porque reconheço na culpabilização que vos tentam impôr, aquela que me tentam impôr a mim; camaradas porque quando procuro trabalho, as respostas que recebo são, invariavelmente, as que vos dão: que não há, que há mas sem direitos ("de precário a empresário", disseram a uma companheira minha uma vez), que há mas o salário "é este e se queres, porque há muitos mais como tu à procura do mesmo"; camaradas, enfim porque a prenda do meu patrão quando nasceu o meu filho foi dar-me seis meses para encontrar a porta da rua.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Sim, camaradas porque a nossa luta é a mesma, porque o nosso destino, o nosso fado tem sido semelhante e porque aos que vais fazer frente, também eu já fiz e em breve engrossarei as fileiras do nosso Portugal colectivo de trabalhadores injustiçados e sempre, sempre explorados.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Amanhã, camaradas, também será um dia de sacrificio. Os jornais e as televisões certamente já devem ter vos vindo avisar dos danos que a Greve fará à economia, aparecerão doutores, uns cientificos certificados que vos dirão que "não vale a pena", "que não vai mudar nada" e que a vossa luta só "vai atrasar o país". Pôr-vos-ão numeros à frente, numeros incompreensiveis, de muitos digitos, milhões que nunca sonharam ter nem compreender apesar de haver uns quantos que os têm e que ambicionam ter mais. E tentarão que a culpa se apodere de vós. Mas, por acaso, não sois vós a economia? Por acaso, não sois vós o motor da sociedade? Não é a partir do vosso trabalho que os lambuzados do costume se deleitam? A quem custará mais as perdas da Greve, a vós, trabalhadores de parco salário ou aos accionistas que reivindicam dividendos antecipados para fugir às suas (minimas) obrigações?&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mas amanhã, também é dia de festa. Como poderia ser de outra forma? A festa de quem luta pela dignidade, a festa da honradez do trabalho, a festa da alegria de lutar, sabendo que apesar da vitória ser um dia distante, estais aí, não vos conseguiram calar. No dia de greve, sereis mestres e não aprendizes; sereis força e não fraqueza; sereis um exemplo de um Povo unido e solidário, ciente de que é possível outro caminho, que é possivel que o poder seja exercido por vós, que não mais haja uns pretensos representantes pisando-vos os calos e dizendo que é para vosso bem. Amanhã, camaradas, lutareis por andar de cabeça erguida, para que no futuro sejeis donos do vosso destino. A vossa luta é a mais heróica e abnegada de todas, não é uma luta pelo imediato, pelo irrisório ou pelo mesquinho. A vossa luta, camaradas, é uma luta pelo futuro.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;E, camaradas, tentai apartar as vossas diferenças, encontrai e fixai quem realmente vos tem sufocado (os patrões, as grandes empresas, aquela classe politica que vos olha de cima, os grupos que controlam as rádios, televisões e jornais e que vos tentam fazer deixar de pensar) , pois tereis tempo mais tarde para resolver as vossas quezilias. E para terminar, camaradas, um grande bem haja a todos os obreiros desta Greve Geral, a todos e todas que bateram fábricas e empresas, que escreveram em blogues, jornais ou outro meio, que conversaram com o bêbado do café e tentaram convencê-lo. A todos que mediante as suas possibilidades e capacidades quiseram contribuir para o esforço de unidade da luta, sejam comunistas, bloquistas, socialistas ou de qualquer linha de pensamento politico (ou mesmo sem o ter), a todos e todas que quiseram emprestar o seu esforço a uma mobilização nacional sem precedentes, a todos e todas que acreditaram e acreditam que é possivel um futuro melhor, um grande obrigado.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;No dia da Greve Geral, espero sinceramente que vós, Povo, deis uma grande lição ao País.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Viva a Greve Geral! Viva Portugal!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/360738440540110907-3732006965953795546?l=airadosmansos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://airadosmansos.blogspot.com/2010/11/aos-trabalhadores-portugueses.html</link><author>noreply@blogger.com (O Manso)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-360738440540110907.post-378120457276475082</guid><pubDate>Sun, 14 Nov 2010 12:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-11-14T12:13:59.967Z</atom:updated><title>Ò senhor banqueiro, se não se importa, se não for muito inconveniente e se quiser (só se quiser!) dê lá uma esmolinha ao Estado. O que quiser e só este ano. Veja lá isso, por favor.</title><description>Aos trabalhadores impõe-se, aos banqueiros suplica-se.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://publico.pt/Pol%C3%ADtica/deputados-socialistas-querem-que-bancos-se-autoproponham-aumentar-taxa-de-irc_1466061"&gt;&lt;i&gt;"Um grupo de deputados do PS pretende que os bancos autoproponham um  aumento da taxa efectiva de IRC no sector bancário para "colaborarem no  esforço colectivo de redução do défice". Este aumento poderia ser  temporário e seria uma espécie de agradecimento activo pelo apoio do  Governo à banca nos últimos anos."&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/360738440540110907-378120457276475082?l=airadosmansos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://airadosmansos.blogspot.com/2010/11/o-senhor-banqueiro-se-nao-se-importa-se.html</link><author>noreply@blogger.com (O Manso)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-360738440540110907.post-371659605352063886</guid><pubDate>Tue, 09 Nov 2010 14:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-11-09T15:09:08.110Z</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">CUBA</category><title>Raúl Castro anuncia convocatória do VI Congresso do PCC</title><description>&lt;object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" height="350" width="425"&gt;&lt;param name="src" value="http://www.youtube.com/v/CyhA3OJmPHw&amp;amp;feature" /&gt;&lt;embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/CyhA3OJmPHw&amp;amp;feature"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Destaco esta parte do discurso:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://www.cubadebate.cu/noticias/2010/11/08/convocado-el-vi-congreso-del-partido-comunista-de-cuba/"&gt;&lt;i&gt;"El Congreso no es sólo la reunión de quienes resulten elegidos como  Delegados, sino también el proceso previo de discusión por parte de la  militancia y de toda la población de los lineamientos o decisiones que  serán adoptados en el mismo.&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://www.cubadebate.cu/noticias/2010/11/08/convocado-el-vi-congreso-del-partido-comunista-de-cuba/"&gt;&lt;i&gt;En ese discurso en la Asamblea Nacional también dije que “la unidad  entre los revolucionarios y entre la dirección de la Revolución y la  mayoría del pueblo es nuestra más importante arma estratégica, la que  nos ha permitido llegar hasta aquí y continuar en el futuro  perfeccionando el socialismo” y que “la unidad se fomenta y cosecha en  la más amplia democracia socialista y en la discusión abierta con el  pueblo de todos los asuntos, por sensibles que sean”.&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://www.cubadebate.cu/noticias/2010/11/08/convocado-el-vi-congreso-del-partido-comunista-de-cuba/"&gt;&lt;i&gt;Por tal motivo el sexto será un Congreso de toda la militancia y de  todo el pueblo, quienes participarán activamente en la adopción de las  decisiones fundamentales de la Revolución."&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando na Europa se tomam medidas anti-crise na cupula dos directórios  dos partidos do Poder afastadas da população, é bom ver que ainda há estas  supostas "ditaduras" que querem envolver o Povo na discussão dos problemas e na resolução dos mesmos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/360738440540110907-371659605352063886?l=airadosmansos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://airadosmansos.blogspot.com/2010/11/raul-castro-convoca-o-vi-congresso-do.html</link><author>noreply@blogger.com (O Manso)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-360738440540110907.post-2923475471856711233</guid><pubDate>Mon, 08 Nov 2010 15:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-11-08T15:11:26.084Z</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">GRECIA</category><title>45% de abstenção nas eleições gregas</title><description>&lt;img alt="" class="alignleft size-large wp-image-50325" height="520" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2010/11/papandreou-351x520.jpg" title="papandreou" width="351" /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;.&lt;/span&gt;Mesmo com as ameaças de instabilidade politica (em oposição à "estabilidade" actual acompanhada da "harmonia social" reinante!), os gregos abstiveram-se em massa nas eleições de ontem. O primeiro ministro grego encarou a escassa vitória que teve como um sinal de que  maioria do povo grego o apoiava nas suas reformas pró-FMI.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A revolta popular, as greves, o descontentamento mostrado nas ruas de forma quase diária e um sinal claro de que uma esmagadora massa popular (quase metade dos eleitores!) já não confia no sistema de democracia representativa a ele não lhe diz nada, não lhe provoca nenhuma inquietação. Um PASOK com cerca de 35% dos votos expressos não chega a representar sequer 20% dos eleitores gregos e com isto os governantes helénicos conseguem "sentir" apoio popular...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma democracia que se pretende legitima herdeira das aspirações do seu Povo não pode minorar um sinal desta natureza, sob o risco de, mais cedo ou mais tarde, desagregar-se no mecanicismo dos formalismos democráticos, e de democrático apenas manter a nomenclatura. O Povo Grego, na rua e nas urnas, continuam a dar-nos lições de verdadeira democracia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/360738440540110907-2923475471856711233?l=airadosmansos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://airadosmansos.blogspot.com/2010/11/45-de-abstencao-nas-eleicoes-gregas.html</link><author>noreply@blogger.com (O Manso)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-360738440540110907.post-7807525548823639354</guid><pubDate>Tue, 02 Nov 2010 21:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-11-02T21:45:50.103Z</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">VIDEOTECA</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">CUBA</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">FIDEL</category><title>Comandante [Oliver Stone]</title><description>&lt;embed id=VideoPlayback src=http://video.google.com/googleplayer.swf?docid=-7209888902125439805&amp;hl=es&amp;fs=true style=width:400px;height:326px allowFullScreen=true allowScriptAccess=always type=application/x-shockwave-flash&gt; &lt;/embed&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/360738440540110907-7807525548823639354?l=airadosmansos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://airadosmansos.blogspot.com/2010/11/comandante-oliver-stone.html</link><author>noreply@blogger.com (O Manso)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-360738440540110907.post-6331041097107321619</guid><pubDate>Tue, 02 Nov 2010 20:56:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-11-02T20:56:40.985Z</atom:updated><title>Cidadão português expulso de Marrocos por motivos politicos</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://pcp.pt/sobre-expuls%C3%A3o-do-presidente-da-fmjd-pelas-autoridades-marroquinas"&gt;&lt;i&gt;&lt;img alt="" class="alignleft size-large wp-image-49960" height="249" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2010/11/tiago-vieira-fmjd-520x324.jpg" title="tiago-vieira-fmjd" width="400" /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://pcp.pt/sobre-expuls%C3%A3o-do-presidente-da-fmjd-pelas-autoridades-marroquinas"&gt;&lt;i&gt;"Nos dias 30 e 31 de Outubro, o presidente da Federação Mundial da  Juventude Democrática (FMJD) e Coordenador da Comissão Organizadora do  Comité Internacional do 17.º Festival Mundial da Juventude e dos  Estudantes, Tiago Vieira, foi detido e expulso pelas autoridades  marroquinas sem qualquer explicação consistente. (...) Tiago Vieira foi abordado pela polícia marroquina ainda no interior do  avião procedente de Casablanca, recém aterrado em Laayoune. Foram-lhe  feitas perguntas sobre o porquê da visita àquela região de Marrocos e  tiradas fotografias do seu rosto assim como do seu passaporte, sem  qualquer explicação e com a referência apenas ao “cumprimento de  ordens”. (...) Ao chegar a Casablanca, sem conseguir recuperar o passaporte, foi  encaminhado para um carro da polícia, nova detentora do passaporte, que o  encaminhou para uma sala onde além do frio e ausência de sítio para  dormir, ficou durante mais de 15 horas sem qualquer justificação, tendo  apenas sido informado (ao fim de 12 horas) que a polícia marroquina o  havia colocado no próximo voo para Portugal. Escoltado pela polícia até à  porta de embarque do avião, o presidente da FMJD voltou a insistir no  apuramento da razão desta expulsão do país, e uma vez mais lhe foi dito  que eram “apenas ordens de alguém superior”.&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sobre esta noticia, nada em nenhum orgão de comunicação social. Nem uma vírgula. É incompreensivel que um cidadão português seja expulso de um país sem razão aparente (excepto a motivação politica) e que haja um silêncio tao grande nos meios de informação. Ah! mas já sabemos todos que o ex-treinador do Porto vai ser despedido do Málaga. É o critério editorial que este "jornalismo zombie" tem, para roubar uma expressao do Nuno...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/360738440540110907-6331041097107321619?l=airadosmansos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://airadosmansos.blogspot.com/2010/11/cidadao-portugues-expulso-de-marrocos.html</link><author>noreply@blogger.com (O Manso)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-360738440540110907.post-6544504153260323441</guid><pubDate>Sun, 31 Oct 2010 01:41:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-10-31T01:41:33.471Z</atom:updated><title>A moral do mural ou Uma resposta à moral pública de Fernanda Câncio</title><description>&lt;object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" height="350" width="425"&gt;&lt;param name="src" value="http://www.youtube.com/v/ojr0HdBH_T8&amp;amp;feature" /&gt;&lt;embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/ojr0HdBH_T8&amp;amp;feature"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Fernanda Câncio, num post já comentado pelo camarada Tiago e num outro anterior, veio, uma vez mais (já chega, já sabemos!) colocar a nú as supostas contradições e o suposto oportunismo politico do PCP. A f. (minimal e exótico, by the way, embora nao muito original) já antes tinha afirmado que achava o PCP uma coisa anacrónica, desinteressante e as ideias deste partido um bocado tolas e assumiu, claramente, que o desconsidera porque ela acha que deve ser desconsiderado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Peço desculpa desde já por não linkar os postos "efianos", mas tenho perguiça. Mais ou menos da mesma que levou a Fernanda,  num destes posts, a assumir a ignorância sobre o que é a CNES da JCP. (Basta escrever "CNES" e "Juventude Comunista Portuguesa" no Google para chegar à definição- e logo na primeira página). A minha desculpa é que sou um recém-pai que faz isto por carolice, quando o puto adormece antes das 3 da manhã. Tendo a profisão da menina em causa como centralidade a procura de informação, nem sequer quero imaginar a desculpa que ela poderá arranjar...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Poderia continuar por aí adiante com as parvoíces da Fernanda, como aquela de que o PCP só agora se apercebeu que existem abusos policiais (meu Deus, como é possível tanta lata!), mas acho que a menina f levanta (provavelmente, de forma inadvertida) uma questão interessante para o debate do que é hoje o espaço publico e a intervenção politica neste mesmo espaço.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nas suas multiplas desconfianças, a jovem em causa chama a terreiro constitucionalistas (bastante) comprometidos com o PS para levantar duvidas sobre o acordo do Tribunal Constitucional sobre esta matéria e leva o debate para o campo estéril da legalidade e da pertinência deste espaço ser publico ou privado. Mais ainda, coloca duas pichagens num monumento classificado como prova de que as coisas não podem ser assim, de que nem tudo pode ser permitido no campo das pinturas murais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ora bem, tudo isto soa-me a um reaccionarismo purista de principios do século passado que teve a sua expressão máxima nos desenhos puristas de higienismo fascizante de controle estatal e auto-controle social das cidades de então.  O burocratismo castrador da época também fazia finca pé na legalidade, no respeito da propriedade privada e numa suposta peocupação pela saude (nao apenas fisica, mas também mental) dos cidadãos. Palavras como dignidade urbana, monumentalidade, símbolo arquitectonico foram usados, à direita e à esquerda, para oprimir e reprimir a livre vontade e expressão (melhor dizendo, expressões na sua condição multipla e diversa) dos cidadãos desalinhados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A condição mestiça, hibrida, impura, indefinida das cidades e dos seus habitantes era criminalizada e ostracizada socialmente. Imigrantes, negros, homossexuais, prostitutas, bandidos, operários e contestatários eram encarcelados nos seus guetos sociais e politicos e vistos com desconfiança pela moral dominante, pela moral do poder politico, económico e religioso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O mural, a pichagem assume assim um caracter de poluição provocadora a esta moral, um ruído inquietante. Um acto revolucionário de exprimir as ideias, o desespero, a afirmação dos esquecidos (e dos escondidos) da sociedade.  E quando falo de carácter revolucionário nao me cinjo às caracteristicas partidárias das suas mensagens (embora também as considere importantes), refiro-me também aos afro-descendentes de 2ª, 3ª ou 4ª geração que assumem uma identidade própria e a expressam desta forma, falo de artistas plásticos que não tendo possibilidade de entrar em circuitos comerciais de galeristas ou estando fartos destes ou apenas num acto de generosidade extrema com a vida publica, embelezam paredes das nossas cidades, vilas ou conurbações ou apenas a vontade de um cidadão que pintou um dia um pensamento que queria partilhar com quem por ali passava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O próprio acto de pintar uma parede da cidade é  um acto politico extremo, radical (seja ele consciente ou inconsciente) de tornar menos nitidas as fronteiras entre o publico e o privado numas aglomerações urbanas cada vez mais constituidas por clusters funcionalizados e encerrados sobre si. É este sentido de desvio recorrente e persistente, de marginalidade assumida, de rebeldia construida que encontramos no acto  politico de pintar paredes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como muito bem assinalou Georges Teyssot: "&lt;b&gt;o habitual, confortante na segurança garantida da proximidade das coisas e pessoas, perverte o olhar. A supressão do habitual é portanto um poderoso, perigoso momento de conhecimento"&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/360738440540110907-6544504153260323441?l=airadosmansos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://airadosmansos.blogspot.com/2010/10/moral-do-mural-ou-uma-resposta-moral.html</link><author>noreply@blogger.com (O Manso)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-360738440540110907.post-3751580887862906548</guid><pubDate>Sat, 30 Oct 2010 15:47:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-10-30T16:47:54.882+01:00</atom:updated><title>Murais (4)</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_NeOAcRKCPqs/TMw99sn8yXI/AAAAAAAAAGU/S1VP3qhPHgs/s1600/mural_OESP_polo_Asprela.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="163" src="http://4.bp.blogspot.com/_NeOAcRKCPqs/TMw99sn8yXI/AAAAAAAAAGU/S1VP3qhPHgs/s400/mural_OESP_polo_Asprela.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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Juventude Comunista Portuguesa, Porto&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/360738440540110907-3751580887862906548?l=airadosmansos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://airadosmansos.blogspot.com/2010/10/murais-4.html</link><author>noreply@blogger.com (O Manso)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_NeOAcRKCPqs/TMw99sn8yXI/AAAAAAAAAGU/S1VP3qhPHgs/s72-c/mural_OESP_polo_Asprela.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-360738440540110907.post-4735350193204381678</guid><pubDate>Sat, 30 Oct 2010 15:34:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-10-30T16:35:13.640+01:00</atom:updated><title>Murais (3)</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_NeOAcRKCPqs/TMw6uelfGYI/AAAAAAAAAGQ/3mHRYlXMXc0/s1600/tr2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="371" src="http://4.bp.blogspot.com/_NeOAcRKCPqs/TMw6uelfGYI/AAAAAAAAAGQ/3mHRYlXMXc0/s400/tr2.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tim Rollins + K.O.S.&lt;br /&gt;
Amerika - For The People of Bathgate, 1988&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/360738440540110907-4735350193204381678?l=airadosmansos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://airadosmansos.blogspot.com/2010/10/murais-3.html</link><author>noreply@blogger.com (O Manso)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_NeOAcRKCPqs/TMw6uelfGYI/AAAAAAAAAGQ/3mHRYlXMXc0/s72-c/tr2.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-360738440540110907.post-6341999111266183120</guid><pubDate>Fri, 29 Oct 2010 22:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-10-29T23:46:20.279+01:00</atom:updated><title>Murais (2)</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_NeOAcRKCPqs/TMtOY5ig0RI/AAAAAAAAAGM/HaD-EjT8_rA/s1600/chile.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/_NeOAcRKCPqs/TMtOY5ig0RI/AAAAAAAAAGM/HaD-EjT8_rA/s400/chile.jpg" width="323" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
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Homenagem a Miguel Angel Leal Diaz, 1986&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/360738440540110907-6341999111266183120?l=airadosmansos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://airadosmansos.blogspot.com/2010/10/murais-2.html</link><author>noreply@blogger.com (O Manso)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_NeOAcRKCPqs/TMtOY5ig0RI/AAAAAAAAAGM/HaD-EjT8_rA/s72-c/chile.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item></channel></rss>

