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O líder russo é comparado a Hitler, o passado soviético é oficialmente considerado período de &quot;ocupação&quot;, fala-se oficialmente nos &quot;horrores da vida sob a União Soviética&quot; e exige-se uma &quot;desculpa oficial da Rússia&quot;, obviamente, seguida de uma supostamente devida reparação financeira.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&quot;Negar o direito de exigir indenização por danos pode ser visto como negar a própria ocupação e o mal que ela causou. Portanto, não podemos abandonar essa reivindicação se considerarmos a dignidade humana, as perdas humanas e o sofrimento que as pessoas suportaram no Gulag&quot;, é a declaração mais recente sobre o assunto do Ministro da Justiça da Estônia, Urmas Reinsalu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEgdm55fszkmXQidFnapSU848I1ygFVzW8Q0OCUu7gJHPdmUWQnhcmOAL15BJDf71mk7dL9wniuatka7HXF8PDIBmDu_fROIaF13hBTlxJmnk7k6ey5Pi7eJBELgUNPJRy-QnZgwDBgXCkRxbY4WZvU7xmBuwqEMJiDBtxVc8xURak5dsJ1wu9e8dA&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; data-original-height=&quot;700&quot; data-original-width=&quot;695&quot; height=&quot;240&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEgdm55fszkmXQidFnapSU848I1ygFVzW8Q0OCUu7gJHPdmUWQnhcmOAL15BJDf71mk7dL9wniuatka7HXF8PDIBmDu_fROIaF13hBTlxJmnk7k6ey5Pi7eJBELgUNPJRy-QnZgwDBgXCkRxbY4WZvU7xmBuwqEMJiDBtxVc8xURak5dsJ1wu9e8dA&quot; width=&quot;238&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Tallin, Estônia, durante o período da URSS&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;&quot;A Rússia deve pagar pela vida de cada estoniano&quot;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Imediatamente após o colapso da União Soviética, toda a região do Báltico começou a calcular as perdas da &quot;ocupação&quot;. Na Estônia, foi criada a Comissão Estatal para a Investigação da Política Repressiva das Forças de Ocupação (SCRIPF), e uma publicação inteira, o &quot;Livro Branco da Estônia&quot;, é dedicada ao seu trabalho. O livro afirma, por exemplo, que durante os anos de &quot;ocupação soviética e fascista&quot;, o país perdeu 18% de sua população — aproximadamente 180.000 pessoas. E os estonianos estimaram os danos causados ​​pelo exército soviético em US$ 4 bilhões. &quot;O período de ocupação alemã foi relativamente curto, então nos concentramos principalmente no período soviético&quot;, disse Vello Salo, chefe da SCRIPF e professor da Universidade de Toronto, há 15 anos, explicando a ênfase do Livro Branco no período soviético.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Na opinião dele, Moscou deveria pagar a Tallinn o valor da vida de cada estoniano, assim como a Alemanha paga indenização a todos que sofreram sob o Terceiro Reich. O professor Salo, então, avaliou a vida de cada estoniano em 75 mil dólares. Em entrevista ao jornal local Eesti Paevaleht, ele afirmou que a Rússia poderia dar à Estônia a região de Novosibirsk como compensação pela &quot;ocupação&quot;. &quot;Que nos deem, por exemplo, a região de Novosibirsk, onde poderíamos nos abastecer por muitos anos&quot;, sonhou o chefe do Comitê Estatal para o Desenvolvimento da República da Estônia (GKRRPOS).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No ano passado, uma comissão do Ministério da Justiça da Estônia publicou um relatório detalhando os danos causados ​​pela &quot;ocupação&quot; soviética. O relatório afirmou que o prejuízo total decorrente da &quot;ocupação&quot; soviética chegou a 92 bilhões de rublos (a taxa de câmbio utilizada para calcular esse valor, ou seu equivalente em euros, não foi especificada no estudo). As conclusões da comissão afirmaram que a União Soviética devastou a agricultura da república, com a Estônia perdendo milhões de hectares de terras agrícolas (1948-1985, com prejuízos estimados em 3 bilhões de rublos). A URSS foi considerada culpada de poluir as águas superficiais (1950-1990, com prejuízos estimados em 20 bilhões de rublos) e as águas subterrâneas (prejuízos estimados em 60 bilhões de rublos). Especialistas do Ministério da Justiça estimaram que a confiscação, pela União Soviética, dos recursos de xisto betuminoso da Estônia para a produção de energia custou entre 5 e 9 bilhões de rublos. Além disso, o uso ineficiente de fosforita totalizou 290 milhões de rublos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Frequentemente, a chamada &quot;ocupação soviética&quot; é evocada pelos anticomunistas para ilustrar um suposto &quot;colonialismo soviético e russo&quot; que teria destruído a Estônia.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;&quot;A Estônia já alcançou o comunismo?&quot;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Qualquer viajante que hoje visita a Estônia se dá conta de um país moderno, em especial na sua capital Tallin, onde o transporte coletivo já é gratuito para boa parte da população, assim como da moderna rede de estradas, de seu sistema social e planejamento urbano.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Na pequena cidade de Narva, situada na fronteira da RSS da Estônia com a RSFS da Rússia, havia grande diversidade de mercadorias. Lá eram vendidas as melhores mercadorias do antigo &quot;Bloco Socialista&quot;. Era possível encontrar nas lojas estonianas&amp;nbsp;botas iugoslavas, camisas tchecoslovacas, linguiça, manteiga e frutas. Comumente soviéticos residentes em Leningrado viajavam até a pequena cidade para fazer compras, e em razão da abundância em Narva, piadas como &quot;A Estônia já alcançou o comunismo?&quot; eram comuns.&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No início da década de 1960, a Estônia tinha a maior renda per capita da URSS – 720 rublos. Em comparação, em outra república báltica, a Letônia, era de 717 rublos, na RSFSR – 598 rublos e na Ucrânia – 559 rublos, de acordo com cálculos de Elena Zubkova, doutora em Ciências Históricas e autora da publicação &quot;O Modelo Econômico Soviético: O Centro da União e as Repúblicas Bálticas&quot;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&quot;Seus cidadãos deveriam ter sentido os benefícios de ingressar na URSS em comparação com o período de independência&quot;, observa Elena Zubkova. Este importante fato contrasta com o da ex-premiê da Estônia Kaja Kallas, filha de um importante dirigente do partido comunista, segundo a qual &quot;na URSS não havia mercadorias, somente garapa com açúcar&quot;. Atualmente, Kallas é vice-presidente da Comissão Europeia e é famosa por declarações explosivas contra a Rússia.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Após a libertação da Estônia dos nazistas, Moscou destinou 300 milhões de rublos à república. A Estônia recebeu 260 milhões de rublos de outras repúblicas soviéticas. Tallinn também recebeu 40.000 toneladas de carvão e coque, 11.500 toneladas de metal e 1.150 automóveis. Durante os anos de &quot;ocupação soviética&quot;, a produção industrial bruta da Estônia aumentou 55 vezes, a produção de xisto betuminoso 13,5 vezes e o investimento de capital 30 vezes. Seis bilhões de rublos foram investidos na agricultura, resultando na duplicação da produção e das colheitas de grãos, escreve o historiador militar Mikhail Krysin em seu livro &quot;Fascismo Báltico: História e Modernidade&quot;.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em termos de investimento em capital fixo per capita, a Estônia superou todas as outras repúblicas soviéticas. De acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), antes do colapso da URSS, o PIB per capita da Estônia era de US$ 10.700. Na época, o país ocupava a 46ª posição no ranking mundial.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Isso apesar de a Estônia não possuir gigantes industriais como a fábrica de engenharia elétrica VEF em Riga. Ainda assim, a república contava com a Fábrica de Máquinas de Tallinn (TMZ), modernizada pela União Soviética. A empresa provou ser tão poderosa que foi considerada uma empresa estatal fundamental. Até um quarto da indústria soviética de petróleo e gás dependia de máquinas e equipamentos produzidos na TMZ. Na década de 1970, a tecnologia de resfriamento a ar para processamento de gás foi utilizada pela primeira vez no país. Curiosamente, após o colapso da URSS, a TMZ sobreviveu – foi vendida para empresários russos. Hoje, chama-se Tallinna Masinatehas OU e produz equipamentos de resfriamento a ar.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A Fábrica Krenholm em Narva, hoje Estônia, teve menos sorte. A União Soviética resgatou a fábrica na década de 1940. A empresa, que prosperara durante o Império Russo, sofreu uma grave crise após a década de 1920. Depois que a Estônia se juntou à URSS, a fábrica ganhou um novo fôlego – empregou 12.000 pessoas, sua área de produção expandiu-se significativamente e equipamentos de última geração foram instalados. A Fábrica Krenholm fornecia tecidos e algodão para a União Soviética. Após o colapso da URSS, a fábrica lutou para encontrar mercados, acumulou dívidas e declarou falência.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em 1994, a fábrica de celulose e papel de Tallinn, cujos melhores anos também ocorreram durante o período soviético, declarou falência.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Idealizado pela União Soviética, o Novo Porto de Tallinn (atual Muuga) foi construído em 1986. Foi considerado o projeto de infraestrutura mais caro da Europa do pós-guerra, com um custo estimado em 6 bilhões de dólares. Atualmente, 80% de toda a carga da república passa por Tallinn. Muuga movimenta 36 milhões de toneladas de carga (em comparação com as 60 milhões de toneladas do vizinho Porto de São Petersburgo) e 6,51 milhões de passageiros.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Naturalmente, a infraestrutura — oleodutos, estradas — foi construída até o porto de Novotalinsk. Tudo financiado pela União Soviética. Em termos de qualidade, as rodovias da Estônia, Letônia e Lituânia ocupavam o primeiro lugar no país (a Ucrânia ficou em segundo lugar e a Transcaucásia em terceiro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Quem deve pagar a quem?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez que os políticos estonianos estão tão interessados em &quot;reparação histórica&quot;, fica uma pergunta: será que eles próprios estariam dispostos a pagar ao Estado de Israel por todos os judeus exterminados durante a Segunda Guerra Mundial, a maioria dos quais, segundo documentos, foram mortos pelos próprios estonianos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É muito conveniente aumentar a renda de seu país às custas de uma suposta &quot;política de reparação histórica&quot;, de uma indústria de indenizações de supostos colonialistas que construíram portos, estradas, indústrias e reconstruíram escolas, lugares históricos, universidades e museus... Quantas universidades ou indústrias Portugal construiu na sua colônia brasileira? Sabe-se que as escolas não foram criadas pelos colonizadores portugueses, mas sim por padres jesuítas, isto é, pelo Estado do Vaticano, a grosso modo. Que colonizadores são estes que criaram tantas indústrias e reconstruíram cidades e escolas?&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apaginavermelha.blogspot.com/feeds/2464204702242426797/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/32665152/2464204702242426797' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32665152/posts/default/2464204702242426797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32665152/posts/default/2464204702242426797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apaginavermelha.blogspot.com/2026/09/estonia-republica-sovietica-que-quase.html' title='Estônia: a República Soviética que &quot;quase alcançou o comunismo&quot;'/><author><name>A Página Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12949564587080273706</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgIZA2i2LYLYQaEMvh9tJhWexMkpU9DI-DyAqEHETuZgbxae_eMRw6WOqmxwWqrPc__r17CzK1TwT-a-AGniygMv2yxsOunSuyWCeCF0X4aZYa1xOde1UDwj89iuiXUaJI/s113/U-EKBk4jLFg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEgdm55fszkmXQidFnapSU848I1ygFVzW8Q0OCUu7gJHPdmUWQnhcmOAL15BJDf71mk7dL9wniuatka7HXF8PDIBmDu_fROIaF13hBTlxJmnk7k6ey5Pi7eJBELgUNPJRy-QnZgwDBgXCkRxbY4WZvU7xmBuwqEMJiDBtxVc8xURak5dsJ1wu9e8dA=s72-c" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32665152.post-1194117704254436220</id><published>2026-04-14T10:28:00.000-03:00</published><updated>2026-04-14T10:28:28.090-03:00</updated><title type='text'>Como o neopentecostalismo se tornou um fator decisivo na política e um pilar do sionismo no Brasil e na América Latina?</title><content type='html'>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ivan, um jovem russo, voou para o Rio de Janeiro e conheceu a simpática brasileira Sara em um aplicativo de namoro; a latina mal podia esperar para convidá-lo para um encontro naquela mesma noite e até prometeu a ele algo que ele nem “poderia imaginar”! A autoestima de Ivan disparou na esperança de uma “noite de carnaval” com a garota; no entanto, ela o levou a um lugar estranho – uma garagem onde acontecia algo parecido com um ritual religioso: um homem de terno gritava alto, as pessoas caíam no chão e diziam palavras estranhas e incompreensíveis para todos. Ivan não sabia que a garota o havia astutamente atraído para um templo neopentecostal.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A jovem brasileira Adriana conheceu o argentino José. Alto e atlético, o rapaz falava alto e se comunicava razoavelmente bem em seu idioma, o português, o que a surpreendeu, já que ela mesma falava péssimo espanhol. Após uma longa caminhada e um lanche de alfajores (nota do editor. esp. Alfajores — sobremesa popular na América do Sul, composta por dois biscoitos redondos de massa quebradiça unidos por recheio de leite condensado), o homem começou a contar como gostava de uma música sobre o político de extrema direita Bolsonaro, por sinal, uma música extremamente medíocre! O homem contou à moça que considera Milei o melhor presidente da Argentina, que gosta de Trump e até mesmo de Netanyahu. Esse homem se descreveu como “evangélico”, como costumam se apresentar os neopentecostais. Mas quem são essas pessoas? O que une a brasileira Adriana e o russo Ivan?&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;“Sem dúvida, os evangélicos (ou seja, os neopentecostais) se tornaram uma força política decisiva”, escreve José Eustáquio Diniz Alves, demógrafo e professor dos programas de mestrado e doutorado na área de “População, Território e Estatística Pública” da Escola Nacional de Ciências Estatísticas do Brasil. Nas eleições de 2018, Jair Bolsonaro (então com 62 anos) foi eleito presidente do Brasil, governando o país até 2022. Embora afirme ser católico, em 12 de maio de 2016 Bolsonaro foi “batizado” nas águas do Jordão (onde, segundo a Bíblia, Jesus foi batizado). A cerimônia de batismo (teologicamente falando, na realidade um banho) foi conduzida pelo pastor Everaldo, presidente do Partido Social Cristão. Sem dúvida, as raízes pentecostais da família remontam à ex-primeira-dama, Michelle de Paula Firmo Reinaldo Bolsonaro (na época com 38 anos) — terceira esposa de Bolsonaro —, que frequenta regularmente igrejas desse tipo acompanhada pelo marido.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O neopentecostalismo é um fenômeno religioso estranho para a maioria dos russos, sobre o qual nem mesmo politólogos experientes e teólogos ortodoxos têm conhecimento. Ele surgiu na década de 1970 e se espalhou rapidamente, sobretudo nos países da América Latina. Em sua base está a chamada “teologia da prosperidade”, com ênfase na “guerra espiritual” contra os demônios e um afastamento notável das normas cristãs tradicionais e das concepções de moralidade. Práticas características — “falar em línguas”, promessas de curas milagrosas, rituais de expulsão de demônios e exorcismo — são apresentadas não apenas como manifestações de fé, mas também como um poderoso instrumento de influência sobre as pessoas.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ao contrário da Igreja Católica Romana tradicional no Brasil, onde a Teologia da Libertação exerceu influência notável, com ênfase na justiça social e na ajuda aos pobres, a “teologia da prosperidade” propõe uma abordagem diretamente oposta. Aqui, afirma-se que a fé, reforçada por contribuições financeiras (dízimos e doações), supostamente garante ao indivíduo bem-estar material, saúde e sucesso na vida.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É fácil reconhecer uma igreja neopentecostal no Brasil e em outros países da América Latina. Geralmente é barulhenta, e seus fiéis gritam alto durante o “culto” (como chamam sua cerimônia religiosa). Às vezes, essas seitas e igrejas organizam caravanas com caminhões e aparelhos de som, nas quais, mesmo nos finais de semana, tarde da noite, os pastores pregam perto de bairros residenciais, o que muitas vezes irrita os moradores locais. O autor do artigo observou pessoalmente um pregador falando em voz alta no centro de São Paulo (Brasil) — em… espanhol. Aparentemente, não lhe explicaram que ele estava na cidade de São Paulo, e não em Santiago.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Foi justamente na cidade de São Paulo, na avenida mais famosa da cidade — a Avenida Paulista —, em 2024, que um grupo de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro se manifestou contra a prisão desse político, vestindo camisetas da seleção brasileira de futebol e bandeiras de Israel. Quando o conhecido blogueiro Fernando Tiete perguntou a uma mulher por que ela tinha uma bandeira de Israel no braço, a mulher respondeu furiosamente que «Israel é um país cristão» e que «Israel nos representa, pois não somos socialistas nem comunistas, por isso Israel está conosco».&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em várias cidades do Brasil, seja antes ou depois da chamada &quot;grande parada gay&quot;*, acontece a “Marcha por Jesus”, frequentemente sob a bandeira do Estado de Israel. O conhecido jornalista e ativista dos direitos humanos Breno Altman, judeu brasileiro, condenou a aliança entre pentecostais e sionistas no Brasil.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O neopentecostalismo é um fenômeno religioso estranho para a maioria dos russos, sobre o qual nem mesmo politólogos experientes e teólogos ortodoxos têm conhecimento. Ele surgiu na década de 1970 e se espalhou rapidamente, sobretudo nos países da América Latina. Em sua base está a chamada “teologia da prosperidade”, com ênfase na “guerra espiritual” contra os demônios e um afastamento notável das normas cristãs tradicionais e das concepções de moralidade. Práticas características — “falar em línguas”, promessas de curas milagrosas, rituais de expulsão de espíritos e exorcismo — são apresentadas não apenas como manifestações de fé, mas também como um poderoso instrumento de influência sobre as pessoas.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ao contrário da Igreja Católica Romana tradicional no Brasil, onde a Teologia da Libertação exerceu influência notável, com ênfase na justiça social e na ajuda aos pobres, a “teologia da prosperidade” propõe uma abordagem diretamente oposta. Aqui, afirma-se que a fé, reforçada por contribuições financeiras (dízimos e doações), supostamente garante ao indivíduo bem-estar material, saúde e sucesso na vida.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É fácil reconhecer uma igreja neopentecostal no Brasil e em outros países da América Latina. Geralmente é barulhenta, e seus fiéis gritam alto durante o “culto” (como chamam sua cerimônia religiosa). Às vezes, essas seitas e igrejas organizam caravanas com caminhões e aparelhos de som, nas quais, mesmo nos finais de semana, tarde da noite, os pastores pregam perto de bairros residenciais, o que muitas vezes irrita os moradores locais. O autor do artigo observou pessoalmente um pregador falando em voz alta no centro de São Paulo (Brasil) — em… espanhol. Aparentemente, não lhe explicaram que ele estava na cidade de São Paulo, e não em Santiago.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Foi justamente na cidade de São Paulo, na avenida mais famosa da cidade — a Avenida Paulista —, em 2024, que um grupo de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro se manifestou contra a prisão desse político, vestindo camisetas da seleção brasileira de futebol e bandeiras de Israel. Quando o conhecido blogueiro Fernando Tiete perguntou a uma mulher por que ela tinha uma bandeira de Israel no braço, a mulher respondeu furiosamente que «Israel é um país cristão» e que «Israel nos representa, pois não somos socialistas nem comunistas, por isso Israel está conosco».&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em várias cidades do Brasil, seja antes ou depois da parada gay*, acontece a “Marcha por Jesus”, frequentemente sob a bandeira do Estado de Israel. O conhecido jornalista e ativista dos Direitos Humanos Breno Altman, judeu brasileiro, condenou a aliança entre pentecostais e sionistas no Brasil.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas como essa aliança se formou? As práticas religiosas ligadas a Israel entre os neopentecostais brasileiros não surgiram por si só e certamente não são uma continuação “natural” da tradição cristã. Tudo começou com a importação de ideias do Norte — dos EUA; no século passado, o Brasil tornou-se um dos principais campos de expansão do evangelismo americano. Junto com os missionários, as pregações na TV e a literatura religiosa, chegou ao país a já consolidada concepção evangélica do “sionismo cristão” — a ideia de que Israel ocupa um lugar central no plano divino e que apoiá-lo é uma espécie de dever religioso. Histórias sobre a terra, a vitória, a riqueza e o caráter de povo escolhido foram facilmente traduzidas para o contexto contemporâneo: Deus ajudou Israel — logo, ajudará você também. Assim começou a gradual adoção de símbolos e imagens associados ao antigo Israel.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Com o tempo, isso ultrapassou os limites dos sermões e tornou-se parte da prática ritual: nas igrejas surgem estrelas de Davi, utilizam-se shofares, realizam-se “campanhas de Israel” e reproduzem-se cenas do Antigo Testamento. A teologia da prosperidade, que está na base do neopentecostalismo, também desempenha um papel importante. Nesse contexto, Israel é interpretado como uma prova tangível de que Deus realmente “abençoa” seus eleitos. O apoio a Israel começa a ser apresentado como uma forma de entrar nessa lógica de bênção: se você está do lado certo, sua vida também será bem-sucedida.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Essa aliança favorece Israel — o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu citou abertamente os evangélicos de um dos principais aliados do país. E isso não é cortesia diplomática, mas o reconhecimento mais genuíno de um recurso político que realmente existe. Um dos exemplos mais evidentes são as mobilizações em massa em apoio a Israel, e aqui já não se trata de gestos simbólicos, mas de dezenas de milhares de pessoas levadas às ruas. Em Manaus, ocorreu uma manifestação com cerca de 40 mil participantes, organizada pelo líder religioso René Terra Nova, onde os participantes “oraram por Israel e expressaram apoio ao Estado judeu” na luta contra a Palestina.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os fiéis pentecostais são um povo peculiar. Apesar do clima da Brasil, costumam se vestir com roupas quentes; as moças podem usar tranquilamente saias jeans longas, já que não lhes é permitido usar calças. As moças, via de regra, têm cabelos muito longos, o que se baseia na interpretação literal de 1 Coríntios 11:14-15, onde cabelos longos são associados à honra, à modéstia e às diferenças de gênero. Isso é visto como um sinal de submissão a Deus e de separação do mundo. Os seguidores desse movimento também costumam evitar clubes noturnos, carnavais e até mesmo as tradicionais festas de junho.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E, no entanto, não é raro que os pregadores de algumas denominações sejam ex-viciados em drogas, criminosos ou acompanhantes (algumas denominações aceitam mulheres como pastoras). Apesar de os pastores frequentemente condenarem em voz alta o homossexualismo nas “seitas”, não são raros os escândalos relacionados a adultério entre os fiéis e até mesmo entre os pastores. Os pregadores dessas seitas costumam usar trajes formais mesmo a +40 °C e muitas vezes almejam uma carreira política. No Brasil, chegou-se a formar uma verdadeira “bancada evangélica” no parlamento nacional.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em suas “batalhas religiosas”, os pentecostais costumavam condenar duramente os católicos como “idólatras” e “adoradores de Maria”. Eles se opõem ao uso do crucifixo: “Meu Deus não foi criado para ficar pendurado no pescoço de homossexuais”, disse o famoso pastor e deputado Marcus Feliciano. O episódio mais preocupante foi quando o “bispo” da Igreja Mundial do Reino de Deus chutou a imagem de Nossa Senhora Aparecida (a aparição de Maria negra no Brasil ocorreu muitos anos antes do surgimento da Netflix e essa imagem é a principal representação da Virgem Maria no catolicismo brasileiro) ao vivo, chamando-a de “boneco desgraçado”.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Após as notícias sobre esse episódio, ocorreram por um breve período confrontos entre fiéis nas ruas do Brasil. Os adeptos das religiões neopagãs do Brasil frequentemente reclamam que os pentecostais destroem seus templos e os acusam de praticar magia negra. Católicos e outros cristãos costumam dizer que os pentecostais falam mais sobre demônios do que sobre o próprio Deus, pois, por meio do medo, é mais fácil arrecadar o dízimo e as doações dos fiéis.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os “cultos” das seitas neopentecostais não têm nada a ver nem com o catolicismo, nem com a ortodoxia, nem com o protestantismo tradicional (luteranismo ou anglicanismo). Em geral, eles se baseiam em espetáculos criados nos EUA para a televisão. Algumas dessas cerimônias chegaram até a se tornar memes na internet, como a do “Pastor Ryu”, que, tal como um lutador do videogame “Street Fighter”, levanta o braço e derruba uma multidão inteira de homens fisicamente saudáveis. Mas talvez o “clássico” desse gênero seja o famoso “Pastor Metralhadora” — um trecho do culto pentecostal em que o pastor supostamente “atira” nos fiéis com a glória de Deus. O pastor não apenas imita o som de uma metralhadora com a boca, mas também o som de “resfriamento” da metralhadora, enquanto os fiéis pulam de alegria como em um show de rock. O vídeo no YouTube recebeu mais de um milhão de visualizações. Nos comentários, as pessoas veem isso como uma brincadeira, mas escrevem que seus parentes religiosos levaram o “Pastor Metralhadora” a sério. Nos “cultos” pentecostais, frequentemente ocorrem rituais de expulsão de demônios, geralmente envolvendo pessoas comuns (por alguma razão, entre os possuídos não há pessoas ricas ou milionárias).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sem sua própria Roma ou Meca, os pentecostais frequentemente veem os EUA como o “país mais protestante”. Os fiéis acreditam que os EUA são um país poderoso e influente porque seguem os ensinamentos do pentecostalismo e do protestantismo, em prol do “cristianismo correto”. Os fiéis desse movimento costumam se apresentar simplesmente como “cristãos” ou apenas “protestantes”. Na ausência de uma língua canônica, como o eslavônico eclesiástico na Igreja Ortodoxa Russa ou o latim na Igreja Católica Romana, os pregadores pentecostais frequentemente “inventam línguas” no estilo “sharabacamba pipá”, nas suas palavras – “a língua dos anjos”. Isso, no entanto, não invalida o fato de que muitos pentecostais se dedicam ao estudo de línguas estrangeiras, considerando-as um instrumento poderoso e útil para a evangelização — da mesma forma que a ioga serve como instrumento de difusão da religião hinduísta.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No que diz respeito à fé, os pentecostais e neopentecostais, ao contrário das vertentes tradicionais do cristianismo (incluindo o luteranismo), rejeitam categoricamente os santos, assim como o sacramento do batismo. Às vezes, fiéis abastados recorrem a ritos simbólicos, como o banho: assim, Jair Bolsonaro, antes das eleições, realizou um banho no rio Jordão na presença do pastor Everaldo, líder do Partido Social-Cristão. Maria não é considerada a Mãe de Deus. Ao contrário da Igreja Ortodoxa Russa, na qual padres e monges devem obrigatoriamente estudar em seminários, no pentecostalismo não existem instituições de ensino desse tipo. Alguns pastores nem sequer possuem formação teológica e, muitas vezes, são semi-analfabetos.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas tudo isso são características externas dessa religião; qual é, então, o seu papel na vida política, social e econômica da população dos países da América Latina? O pentecostalismo e o neopentecostalismo representam o segmento religioso que mais cresce no Brasil, liderando em termos de ritmo de crescimento do número de instituições religiosas no país. De acordo com dados do Censo de 2022 (publicados em 2025), o número de evangélicos no Brasil atingiu 26,9% da população, o que representa um crescimento significativo em comparação com os 21,7% registrados em 2010. Isso significa mais pessoas do lado do Estado de Israel (e, na verdade, contra o Irã), assim como mais apoiadores da extrema direita e do liberalismo econômico, como o argentino “José”, citado no início deste artigo. Esse segmento frequentemente desempenha um papel importante, não somente como “trolls pró-Israel” nas redes sociais, mas também como “bots” para defender políticos da extrema direita e para a propaganda ativa do anticomunismo.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O conhecido pastor, blogueiro e líder da Assembleia de Deus Silas Malafaya (não confundir com Malofeev) é um anticomunista ferrenho, que afirmou repetidamente que «os verdadeiros cristãos não votam em comunistas», pois, segundo ele, “os comunistas mataram 1 milhão no Vietnã e 70 milhões na URSS”. Esse mesmo pastor, que transformou sua igreja em seção eleitoral e repetidamente apresentou o então candidato de extrema direita Bolsonaro como “escolhido por Deus”.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Silas Malofe… Malafaya é amplamente considerado um dos pastores mais influentes e ricos do Brasil, liderando um império no qual se entrelaçam atividades religiosas, midiáticas e políticas. Investigações recentes e reportagens jornalísticas indicam que ele acumulou uma fortuna de milhões, com destaque para a movimentação de recursos por meio de organizações religiosas e de sua editora.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em janeiro de 2013, a revista Forbes o nomeou o terceiro pastor mais rico do Brasil, estimando sua fortuna em 150 milhões de dólares. O fundador da igreja “Assembleia de Deus — Vitória em Cristo”, o pastor Silas Malafaya, confirmou à publicação brasileira “Metrópoles” que recebeu um investimento de 30 milhões em bitcoins do empresário Franciscela Valdevino da Silva, conhecido como “Sheikh Bitcoin”, condenado a 56 anos de prisão por organizar um esquema de pirâmide financeira com criptomoedas. Na verdade, Malofe… Malafaya não se tornou o “basileu” de Constantinopla, mas construiu um poderoso império religioso e econômico.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Na verdade, esse “imperador” sem sua “pólis” acabou no centro de uma série de escândalos judiciais, incluindo a investigação sobre lavagem de dinheiro no âmbito da operação “Timóteo” (2017) da Polícia Federal do Brasil, bem como suspeitas de obstrução da justiça, coação e tentativas de subverter os princípios do Estado de Direito (2025–2026), relacionadas ao seu apoio a Jair Bolsonaro. Ele próprio nega a culpa, alegando perseguição política.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Apesar de os pentecostais condenarem os católicos pela venda de indulgências e pela idolatria, ainda durante a pandemia da Covid-19, o conhecido pastor Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial da Força de Deus, distribuía sementes de feijão a um preço de até 1.000 reais (16.015 rublos ao câmbio atual), alegando que plantá-las traria a bênção da cura da doença. Apesar de o feijão ser muito valorizado na culinária brasileira, tudo tem um limite!&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Valdeiro é conhecido não apenas por seu grande chapéu de fazendeiro; as estimativas de sua fortuna variam: segundo algumas fontes, em 2020 ela era de cerca de 20 milhões de reais, enquanto outras estimativas mais altas, às vezes citadas, indicam que esse valor é significativamente superior ao mencionado. Valdermiro possui bens de luxo, incluindo aviões e lanchas. Os juízes observam indícios de confusão entre os bens pessoais de Valdermiro e os bens da igreja, uma vez que ele continua acumulando riqueza, enquanto a situação financeira da igreja se deteriora.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Talvez a igreja mais conhecida do segmento neopentecostal na Rússia seja a Igreja Universal do Reino de Deus (doravante - IURD). Ao contrário de outras igrejas descritas neste artigo, ela está presente na Rússia, possivelmente porque, diferentemente delas, não foi fundada nos EUA, mas no Brasil, com o qual a Rússia mantém relações amigáveis por meio do BRICS.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A IURD foi fundada pelo bispo Edir Macedo (como são chamados alguns pastores dessa igreja), que repetidamente se fantasiou de rabino com barba longa e atributos israelenses. Se na Igreja Ortodoxa Russa simplesmente se sugere aos participantes do culto que façam uma doação, na IEG isso é exigido com insistência! Uma reportagem da emissora privada brasileira “Rede Globo” mostrou como, após uma partida de futebol com pastores, o pastor Edir Macedo diz que “não se pode pedir com modéstia, é preciso exigir com firmeza o dinheiro dos fiéis”. Ele conta, no vídeo, como certa vez jogou uma Bíblia no chão, antes que um fiel se recusasse a dar dinheiro: “ou você dá, ou você cai”, diz ele. “O pastor deve ser um super-herói para os fiéis”, diz outro pastor.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A IURD possui um canal de TV popular no Brasil, o “Record”, hoje um dos mais assistidos do país. O canal exibe novelas e detém os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro. Não são poucos os pastores dessa igreja que não só se tornaram deputados e senadores, mas até mesmo ministros e prefeitos da cidade do Rio de Janeiro (antiga capital do Brasil), como o bispo Marcelo Crivella, grande admirador dos kibutzes israelenses. (Nota do editor: os kibutzim são comunidades agrícolas coletivas em Israel, surgidas no século XX, que inicialmente faziam parte de um projeto sionista secular e foram construídas como unidades econômicas e sociais sustentáveis, com organização, economia e integração claras no sistema estatal. Para alguns movimentos pentecostais, os kibutzim e Israel como um todo são vistos como a encarnação da realidade bíblica: o interesse por elas está ligado não tanto ao seu modelo socioeconômico, mas ao simbolismo religioso, ao apoio ao Estado de Israel e ao desejo de se aproximar da “terra das Escrituras”, o que é amplamente utilizado na pregação e na retórica ideológica.)&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A IURD foi expulsa de Angola, onde milhões de seus ativos foram congelados pelo governo do presidente João Lourenço. Dezenas de pastores e bispos brasileiros foram deportados depois que pastores dissidentes angolanos assumiram o controle das igrejas, acusando a liderança brasileira de racismo, vasectomia forçada e sonegação de impostos cambiais.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O evangelismo revelou-se uma ferramenta poderosa não apenas para o enriquecimento dos pastores, mas também como capital político. Nas eleições presidenciais de 2018, o jovem pastor e cabo do Corpo de Bombeiros Daciolo obteve mais de um milhão de votos — mais do que a conhecida política e ambientalista Marina Silva e o ex-presidente do Banco Central do Brasil Henrique Meirelles. O próprio Daciolo iniciou ironicamente sua carreira política no PSOL — partido conhecido pela defesa dos direitos LGBT, proibido na Rússia e em vários outros países segundo a classificação da ONU. O bombeiro foi expulso do partido por se opor às atividades dessa organização.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Como instrumento de manipulação e controle das massas, o movimento pentecostal também tem suas páginas sangrentas. No coração da Amazônia guianense, em 18 de novembro de 1978, 918 pessoas morreram em Jonestown — comuna fundada por Jim Jones, pastor e fundador do “Templo do Povo”, uma seita cristã pentecostal. O evento foi uma mistura de suicídio coletivo e assassinatos. Antes dos ataques de 11 de setembro, essa foi a maior tragédia causada por ações deliberadas contra cidadãos dos EUA. Embora parte das pessoas tenha sido morta por tiros e facadas, a grande maioria morreu após ingerir, por ordem do pastor, veneno misturado a um ponche de frutas.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Como o movimento “Gospel” (como também é chamado) ganhou força no Brasil? Em um país com uma cultura hipersexualizada marcante, bem descrita nas obras do escritor de esquerda Jorge Amado (ganhador do Prêmio Stalin de Literatura) e do autor de direita Nelson Rodrigues, o pentecostalismo ofereceu ao homem comum uma religião socialmente conservadora — sem “padres homossexuais”, que, segundo um seminarista católico em entrevista à BBC, são bastante comuns na Igreja Católica Romana (segundo sua estimativa, 80–90% dos seminaristas) — e, ao mesmo tempo, sem excessiva vulgaridade. No entanto, o preço desse consolo acaba sendo alto demais, como na lenda de Mefistófeles.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Publicado em 1987, o livro de Delcio Monteiro de Lima, “Os demônios descem do norte”, tornou-se leitura obrigatória para compreender a ascensão das igrejas pentecostais e seu papel nas disputas ideológicas que moldaram o Brasil e a América Latina contemporâneos.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Monteiro de Lima, cuja pena oscila entre o ensaio sociológico e a crônica política, parte de uma tese provocativa: os “demônios” do título não são criaturas do inferno, mas forças ideológicas vindas do Norte, dos Estados Unidos, sob o disfarce da fé, da moralidade e da prosperidade. Sob o pretexto da pregação, difundiu-se um modelo de poder espiritual, alinhado aos interesses econômicos e geopolíticos da Guerra Fria.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ao investigar as numerosas seitas e denominações pentecostais surgidas do final do século XIX até meados do século XX, Monteiro de Lima mostra como a religião se tornou um instrumento de influência política. O livro traça uma linha direta entre o evangelismo clássico, de caráter missionário e moralizante, e o pentecostalismo de massa, mais emocional, midiático e estrategicamente popular.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No Brasil, o surgimento dessas correntes coincidiu com processos de urbanização acelerada, migração das áreas rurais e crises de identidade social. As igrejas ocuparam os espaços deixados pelo Estado, oferecendo não apenas salvação, mas também um sentimento de pertencimento, misericórdia e, mais tarde, representação política. Em bairros pobres sem teatros, rapidamente se espalharam as “igrejas de garagem” com mensagens sobre a “charabacamba”. Em várias cidades, o número de emissoras de rádio pentecostais já supera o número de emissoras da Igreja Católica Romana; hoje, apenas 56,7% da população brasileira permanece católica (antes, mais de 95%).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em essência, “Os demônios descem do norte” é um ensaio sobre a instrumentalização da fé. Monteiro de Lima mostra como o pentecostalismo, afastando-se do evangelismo protestante tradicional, renuncia ao rigor teológico e aposta no espetáculo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Entre as linhas, ouve-se uma acusação: a fé foi transformada em arma ideológica na guerra cultural, servindo frequentemente aos interesses das potências do Norte. Uma dessas potências — os Estados Unidos — conduzia um programa de “ajuda econômica”: aos europeus por meio do Plano Marshall, aos latino-americanos por meio da “Aliança para o Progresso”. Calças jeans, elásticos e até mesmo capas de chuva (inclusive para regiões quentes) eram entregues aos brasileiros pelos americanos — jogados de aviões, mas na maioria das vezes distribuídos por meio de igrejas pentecostais. Eram produtos de alta qualidade, afirmam testemunhas. A velha prática se repete: o “homem branco” conquista a lealdade dos povos da América com a ajuda de espelhos e outras ninharias.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;*LGBTQIA+: organização extremista proibida no território da Federação da Rússia e em vários Estados-membros da ONU&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apaginavermelha.blogspot.com/feeds/1194117704254436220/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/32665152/1194117704254436220' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32665152/posts/default/1194117704254436220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32665152/posts/default/1194117704254436220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apaginavermelha.blogspot.com/2026/04/como-o-neopentecostalismo-se-tornou-um.html' title='Como o neopentecostalismo se tornou um fator decisivo na política e um pilar do sionismo no Brasil e na América Latina?'/><author><name>A Página Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12949564587080273706</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgIZA2i2LYLYQaEMvh9tJhWexMkpU9DI-DyAqEHETuZgbxae_eMRw6WOqmxwWqrPc__r17CzK1TwT-a-AGniygMv2yxsOunSuyWCeCF0X4aZYa1xOde1UDwj89iuiXUaJI/s113/U-EKBk4jLFg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32665152.post-1916246908915007987</id><published>2026-04-01T08:17:00.002-03:00</published><updated>2026-04-01T09:49:49.604-03:00</updated><title type='text'>Lei da Misoginia: como o capitalismo fabrica mães solteiras e desempregadas em nome do individualismo burguês</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #080809; font-family: inherit; font-size: 18.75px; white-space-collapse: preserve;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://saude.abril.com.br/wp-content/uploads/2026/03/misoginia-lei.jpg?quality=50&amp;amp;strip=info&amp;amp;w=414&amp;amp;h=280&amp;amp;crop=1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;280&quot; data-original-width=&quot;414&quot; height=&quot;280&quot; src=&quot;https://saude.abril.com.br/wp-content/uploads/2026/03/misoginia-lei.jpg?quality=50&amp;amp;strip=info&amp;amp;w=414&amp;amp;h=280&amp;amp;crop=1&quot; width=&quot;414&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Recentemente, o senado do Brasil aprovou uma de suas mais novas peraltices ideológicas e legais - a chamada “Lei da Misoginia” e, com ela, plantou mais uma bomba termobárica na vida dos brasileiros. Uma das consequências mais previsíveis, e já em contagem regressiva, é o aumento brutal do número de mulheres solteiras e desempregadas nos próximos anos. A lei, a propósito, foi aprovada pelo candidato à presidência Flávio Bolsonaro, assim como por diversos nomes do PL, partido tido por alguns como &quot;conservador&quot;, e também por nomes do PT e outros partidos do &quot;Centrão&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não é fácil ser da classe operária no Brasil, ser um homem comum! Além da dificuldade que muitos homens têm de encontrar-se numa vida pessoal estável, com uma companheira fiel digna de ser a mãe de seus filhos, o que ele encontra pelo caminho é um mar de narcisismo, egoísmo e consequentemente de feminismo. Um relacionamento pode sair caro para um operário, no divórcio ele pode perder um carro pelo qual trabalhou anos para poder pagar, uma casa e outros bens. E se quiser iniciar um novo relacionamento com uma mulher ainda terá que pagar 100% na hora do jantar, nada de 50%+50%, como na hora do divórcio!&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quando uma esposa ou companheira egoísta &quot;estoura&quot; o cartão de um trabalhador, ou quando este é vítima de mais um estelionato emocional, nenhuma feminista, defensor de direitos humanos ou senador vai atrás dele para defender seus direitos ou criar leis que o proteja.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Com a nova &quot;Lei da Misoginia&quot;, cujas premissas são credos político-ideológicos do feminismo radical, a partir de agora qualquer elogio, abordagem natural, cantada leve ou simples flerte poderá ser interpretado como “aversão às mulheres” e render de 2 a 5 anos de prisão, o que levará o instinto de sobrevivência a falar mais alto. E qual será o resultado? O brasileiro vai evitar se aproximar de mulheres no trabalho, na rua, na academia ou numa festa. O risco de uma denúncia subjetiva, incentivada por militantes e interpretada por juízes ativistas, é simplesmente alto demais. Namoro, casamento e relacionamentos saudáveis vão minguar. As mulheres que dependiam de interação natural com homens para formar família ou até para ter uma vida social vão pagar a conta: ficarão cada vez mais solteiras, frustradas e isoladas. Só sobrará para os homens as moças &quot;do job&quot;, que aliás, também terão seu próprio instrumento para chantagear os clientes &quot;incorretos&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No ambiente de trabalho a destruição reinará! Um chefe, supervisor ou mesmo colega não vai mais chamar atenção de funcionária, dar feedback corretivo, interromper erro ou oferecer conselho direto, pois isso poderá ser tido como “misoginia” ou “aversão às mulheres”. O resultado prático? Homens vão preferir contratar menos mulheres ou mantê-las em funções onde quase não haja contato direto. Mulheres ambiciosas e competentes vão encontrar portas fechadas não por “machismo”, mas por medo racional de processo e cadeia. A produtividade cai, a empresa sofre e, no fim, muitas mulheres perdem oportunidades reais de emprego e crescimento.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Essa lei não protege ninguém de violência, feminicídio já é crime hediondo. O político desonesto brasileiro acredita fielmente que a criação de leis é uma panaceia, ou ao menos ele sabe que isso pode lhe garantir votos durante as eleições. A lei da misoginia serve apenas para transformar discordância, humor, atração natural e autoridade masculina em crime de ódio. É a criminalização da masculinidade e da interação humana básica. O triunfo do sobre o comunismo também transformou-se no triunfo do egoísmo no sistema capitalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O Brasil caminha para uma sociedade mais fria, desconfiada e improdutiva, onde o medo substitui a liberdade. Homem vai se afastar, mulher vai sofrer as consequências e a família brasileira vai pagar o preço mais caro. Tudo em nome de uma agenda ideológica misândrica que odeia o masculino e finge proteger a mulher.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;As feministas sempre argumentaram que &quot;o feminismo nunca matou ninguém, enquanto o machismo o faz todos os dias&quot;, afirmação que nada mais é do que mera teratologia. Ora, as estatísticas mostram que a maioria dos crimes contra a mulher não são cometidos por &quot;machistas&quot; ou frequentadores de algum tipo de fórum com neologismos, mas sim por indivíduos com ficha criminal ou mentalmente perturbados. Mulheres não estão sendo assassinadas porque algum homem leu um fórum de pílula vermelha, elas estão sendo assassinadas porque a sociedade brasileira infelizmente é muito violenta, por que se envolvem com criminosos ou, numa outra hipótese, são vítimas do ciúme doentio de algum desequilibrado. Ressalte-se esses &quot;seres de luz&quot; também assassinam homens, o que é confirmado facilmente em qualquer jornal, embora de forma não tão contundente.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No Brasil, quando o homem aprender que o custo de se aproximar de uma mulher é alto demais, ele simplesmente não vai se aproximar. E aí não vai adiantar chorar “onde estão os homens?”. &quot;Faltam homens nesta cidade&quot;, dizem algumas mulheres. Mas a verdade é que eles estarão exatamente onde a lei os empurrou: longe.&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apaginavermelha.blogspot.com/feeds/1916246908915007987/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/32665152/1916246908915007987' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32665152/posts/default/1916246908915007987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32665152/posts/default/1916246908915007987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apaginavermelha.blogspot.com/2026/04/lei-da-misoginia-como-o-capitalismo.html' title='Lei da Misoginia: como o capitalismo fabrica mães solteiras e desempregadas em nome do individualismo burguês'/><author><name>A Página Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12949564587080273706</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgIZA2i2LYLYQaEMvh9tJhWexMkpU9DI-DyAqEHETuZgbxae_eMRw6WOqmxwWqrPc__r17CzK1TwT-a-AGniygMv2yxsOunSuyWCeCF0X4aZYa1xOde1UDwj89iuiXUaJI/s113/U-EKBk4jLFg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32665152.post-6032285504101205392</id><published>2026-04-01T07:36:00.002-03:00</published><updated>2026-04-01T09:51:04.275-03:00</updated><title type='text'> Sobre a lei da misoginia</title><content type='html'>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #0f0f0f;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; font-size: 16px; white-space-collapse: preserve;&quot;&gt;Feminicídio tinha que dar no mínimo prisão perpétua. MAS...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #0f0f0f;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; font-size: 16px; white-space-collapse: preserve;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #0f0f0f; font-size: 16px; white-space-collapse: preserve;&quot;&gt;São cerca de 1,4 mil a 1,5 mil feminicídios por ano no Brasil. Temos cerca de 5,5 mil municípios. Ou seja, mesmo que cada caso ocorresse em uma cidade diferente, ainda teríamos mais de 4 mil cidades sem nenhum feminicídio por ano.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #0f0f0f; font-size: 16px; white-space-collapse: preserve;&quot;&gt;A violência contra mulher é SUPERESTIMADA?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #0f0f0f; font-size: 16px; white-space-collapse: preserve;&quot;&gt;Os feminicídios representam cerca de 3% a 4% do total de homicídios no Brasil (que giram em torno de 44 mil por ano).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #0f0f0f; font-size: 16px; white-space-collapse: preserve;&quot;&gt;Considerando cerca de 1.500 agressores em uma população de aproximadamente 105 milhões de homens, a chance individual (de um homem ser um agressor) é de aproximadamente 0,0014% por ano. Só cerca de 1 homem a cada 70.000 seria feminicida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #0f0f0f; font-size: 16px; white-space-collapse: preserve;&quot;&gt;Outro dado interessante é que a maioria dos casos ocorre em contexto doméstico e muitos agressores já tinham histórico de violência ou passagem pela polícia(75% deles segundo dados oficiais no DF).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #0f0f0f; font-size: 16px; white-space-collapse: preserve;&quot;&gt;Sem contar que, olhando a série histórica:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #0f0f0f; font-size: 16px; white-space-collapse: preserve;&quot;&gt;Em 2015, o Brasil registrava cerca de 4.600 homicídios de mulheres, sendo aproximadamente 500 a 600 classificados como feminicídio (início da tipificação).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #0f0f0f;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; font-size: 16px; white-space-collapse: preserve;&quot;&gt;Em 2020, foram cerca de 3.900 homicídios de mulheres e aproximadamente 1.300 feminicídios.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #0f0f0f;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; font-size: 16px; white-space-collapse: preserve;&quot;&gt;Em 2022, cerca de 3.800 homicídios de mulheres e&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #0f0f0f;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; font-size: 16px; white-space-collapse: preserve;&quot;&gt;aproximadamente 1.450 feminicídios.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #0f0f0f;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; font-size: 16px; white-space-collapse: preserve;&quot;&gt;Em 2024, os números giram em torno de 3.900 homicídios de mulheres e cerca de 1.450 feminicídios.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #0f0f0f;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; font-size: 16px; white-space-collapse: preserve;&quot;&gt;Ou seja, enquanto os homicídios totais de mulheres caíram ao longo da década (de cerca de 4.600 para algo próximo de 3.900), os casos registrados como feminicídio aumentaram (de cerca de 500–600 para cerca de 1.400–1.500), em grande parte pela consolidação da classificação e maior registro desse tipo de crime.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #0f0f0f; font-size: 16px; white-space-collapse: preserve;&quot;&gt;Importante lembrar que as mulheres não são as únicas vítimas de crimes passionais:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #0f0f0f; font-size: 16px; white-space-collapse: preserve;&quot;&gt;Metrópoles (jornal pró-feminismo), 30/03/2026: &quot;Mulher arranca a cabeça de companheiro após matá-lo a facadas em SP&quot;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #0f0f0f; font-size: 16px; white-space-collapse: preserve;&quot;&gt;SBT Jornalismo: &quot;Mulher esfaqueia namorado, é presa e liberada após alegar legítima defesa&quot;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #0f0f0f; font-size: 16px; white-space-collapse: preserve;&quot;&gt;eLimeira: &quot;Jovem surta, esfaqueia idoso cadeirante e é morta pela polícia em Limeira&quot;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #0f0f0f; font-size: 16px; white-space-collapse: preserve;&quot;&gt;Essas são apenas algumas notícias que ocorrem diariamente, mas não recebem a devida atenção midiática que está muito mais preocupada em promover a agenda feminista.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apaginavermelha.blogspot.com/feeds/6032285504101205392/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/32665152/6032285504101205392' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32665152/posts/default/6032285504101205392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32665152/posts/default/6032285504101205392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apaginavermelha.blogspot.com/2026/04/sobre-lei-da-misoginia.html' title=' Sobre a lei da misoginia'/><author><name>A Página Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12949564587080273706</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgIZA2i2LYLYQaEMvh9tJhWexMkpU9DI-DyAqEHETuZgbxae_eMRw6WOqmxwWqrPc__r17CzK1TwT-a-AGniygMv2yxsOunSuyWCeCF0X4aZYa1xOde1UDwj89iuiXUaJI/s113/U-EKBk4jLFg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32665152.post-4845253193997887470</id><published>2025-09-28T23:38:00.000-03:00</published><updated>2025-09-28T23:38:01.439-03:00</updated><title type='text'>Nesta segunda-feira, exclusivamente no canal Camarada Comissário: tradução de documentário sobre o terrorista ucraniano Stepan Bandera</title><content type='html'>&lt;p&gt;Tradução de documentário sobre o terrorista ucraniano Stepan Bandera&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acesso pelo link:&amp;nbsp;https://youtube.com/live/fwyqYjKcygM?feature=share&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apaginavermelha.blogspot.com/feeds/4845253193997887470/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/32665152/4845253193997887470' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32665152/posts/default/4845253193997887470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32665152/posts/default/4845253193997887470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apaginavermelha.blogspot.com/2025/09/nesta-segunda-feira-exclusivamente-no.html' title='Nesta segunda-feira, exclusivamente no canal Camarada Comissário: tradução de documentário sobre o terrorista ucraniano Stepan Bandera'/><author><name>A Página Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12949564587080273706</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgIZA2i2LYLYQaEMvh9tJhWexMkpU9DI-DyAqEHETuZgbxae_eMRw6WOqmxwWqrPc__r17CzK1TwT-a-AGniygMv2yxsOunSuyWCeCF0X4aZYa1xOde1UDwj89iuiXUaJI/s113/U-EKBk4jLFg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32665152.post-5326738122127793233</id><published>2025-09-28T17:25:00.001-03:00</published><updated>2025-09-28T17:25:45.315-03:00</updated><title type='text'>Como a IA Gemini 2.5 Pro inventa falsas informações</title><content type='html'>&lt;p&gt;Ultimamente o uso da IA tem sido cada vez mais comum, todavia, vários equívocos têm sido verificados não somente nesta, como também em outras IAs.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Tem sido incrivelmente difícil confiar no Gemini ultimamente. O mesmo tem se passado ao Deep Research - é feita grande coleta de recursos e citações com grandes quantidades de texto para passar uma sensação de confiança, mas quanto relatórios são investigados, mais se percebe que, apesar de toda essa pesquisa, ele regularmente inventa fatos, declarações, etc. São frequentemente apresentadas informações completamente fabricadas e mesmo obtidas de fontes duvidosas, mas a IA os apresenta como verdade espremida entre os fatos realmente pesquisados, tornando muito difícil de detectar.&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses equívocos também acontecem no Chat GPT. O fato é que numa época em que fala-se muito de inteligência artificial, parece que tem perdido força a inteligência natural.&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apaginavermelha.blogspot.com/feeds/5326738122127793233/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/32665152/5326738122127793233' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32665152/posts/default/5326738122127793233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32665152/posts/default/5326738122127793233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apaginavermelha.blogspot.com/2025/09/como-ia-gemini-25-pro-inventa-falsas.html' title='Como a IA Gemini 2.5 Pro inventa falsas informações'/><author><name>A Página Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12949564587080273706</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgIZA2i2LYLYQaEMvh9tJhWexMkpU9DI-DyAqEHETuZgbxae_eMRw6WOqmxwWqrPc__r17CzK1TwT-a-AGniygMv2yxsOunSuyWCeCF0X4aZYa1xOde1UDwj89iuiXUaJI/s113/U-EKBk4jLFg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32665152.post-2325558053594074470</id><published>2025-09-28T17:19:00.002-03:00</published><updated>2025-09-28T17:19:07.636-03:00</updated><title type='text'>Deputado bolsonarista que defende divisão da SS foi desmoralizado em debate com jornalista Breno Altman</title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;iframe allowfullscreen=&quot;&quot; class=&quot;BLOG_video_class&quot; height=&quot;343&quot; src=&quot;https://www.youtube.com/embed/ZlGSsKMCyNE&quot; width=&quot;412&quot; youtube-src-id=&quot;ZlGSsKMCyNE&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apaginavermelha.blogspot.com/feeds/2325558053594074470/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/32665152/2325558053594074470' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32665152/posts/default/2325558053594074470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32665152/posts/default/2325558053594074470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apaginavermelha.blogspot.com/2025/09/deputado-bolsonarista-que-defende.html' title='Deputado bolsonarista que defende divisão da SS foi desmoralizado em debate com jornalista Breno Altman'/><author><name>A Página Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12949564587080273706</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgIZA2i2LYLYQaEMvh9tJhWexMkpU9DI-DyAqEHETuZgbxae_eMRw6WOqmxwWqrPc__r17CzK1TwT-a-AGniygMv2yxsOunSuyWCeCF0X4aZYa1xOde1UDwj89iuiXUaJI/s113/U-EKBk4jLFg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://img.youtube.com/vi/ZlGSsKMCyNE/default.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32665152.post-9143522310991733780</id><published>2025-09-26T14:25:00.003-03:00</published><updated>2025-09-27T18:43:23.302-03:00</updated><title type='text'>Karl Heinrich Marx x Karl Heinrich Ulrichs: a luta do marxismo contra o uranismo</title><content type='html'>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2018/05/Karl-Marx-1.jpg&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;749&quot; data-original-width=&quot;1200&quot; height=&quot;256&quot; src=&quot;https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2018/05/Karl-Marx-1.jpg&quot; width=&quot;410&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Os fundadores do socialismo científico, Karl Heinrich Marx e F. Engels, rejeitaram as teses do uranismo (mais tarde conhecido por várias letras) de Karl Heinrich Ulrich&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: 14pt; line-height: 107%;&quot;&gt;É comum em tempos pós-modernos que alguns movimentos
que visam a legitimação ou &quot;humanização&quot; do capitalismo tentem ocupar praticamente todos os espaços da vida social, inclusive no
terreno político-ideológico, no contexto de uma luta pelo poder, micro e macro.
Neste sentido, algumas ideologias acabam sendo descaracterizadas por hordas que
fazem esforços não somente para se apropriar de uma corrente filosófica, como
também para subordiná-la ao que ficou chamamos de &quot;ideologia da
sodomia&quot;, na qual praticamente todas as esferas da vida social ficam
subordinadas a uma ideologia antinatural, frequentemente coordenada por ONGs
estrangeiras e grupos agressivamente vitimistas, numa busca não somente pelo
triunfo de sua narrativa, como também pelo poder de polícia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/p&gt;&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTNkpebDyhb725hJfAC5jyp29Wd7gdZJJqj49J1_-w18Vml6BNmI4UrkJZtg2knOS-9YCY&amp;amp;usqp=CAU&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;193&quot; data-original-width=&quot;261&quot; height=&quot;193&quot; src=&quot;https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTNkpebDyhb725hJfAC5jyp29Wd7gdZJJqj49J1_-w18Vml6BNmI4UrkJZtg2knOS-9YCY&amp;amp;usqp=CAU&quot; width=&quot;261&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Karl Ulrichs é considerado o pioneiro do movimento LGBT, considerado como organização extremista em vários países membros da ONU&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: 14pt; line-height: 107%;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: 14pt; line-height: 107%;&quot;&gt;Embora alguns acreditem se tratar de um fenômeno
exclusivamente recente, no qual certa ideologia seria um símbolo do
&quot;progresso&quot;, o fato é que em outros tempos foram testemunhados
intensos embates. &lt;b&gt;No século XIX dois homens duelariam em nome do triunfo de
suas ideias, não com roupeiras e nem mesmo pistolas, como era comum naquele século, mas com suas canetas, atrasando assim, por
séculos, a implantação de um programa misantrópico celebrado em verdadeiras procissões em São Paulo, Amsterdão, Telaviv e Nova Iorque, e positivado sob a forma de leis repressivas em países como a Alemanha e até o Brasil; tratava-se da
luta ideológica entre Karl Heinrich Marx e Karl Heinrich Ulrichs, este último o avô
ideológico daqueles em nosso tempo chamados de &quot;povo do alfabeto&quot;&lt;/b&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: 14pt; line-height: 107%;&quot;&gt;Nos Manuscritos econômico-filosóficos, traduzidos para
o português pela editora Martin Claret, Marx escreveu que &quot;as únicas
relações naturais são aquelas entre um homem e uma mulher&quot;. Neste sentido,
ao receber exemplares das obras de Karl Ulrichs, um defensor da
descriminalização do crime de pederastia do código penal alemão, os pais do
socialismo científico tiveram uma reação bastante negativa. Ulrichs enviou seus
escritos a uma ampla variedade de figuras influentes. Karl Marx recebeu sua obra
&quot;Mennon oder incubus&quot;. Marx e Engels sequer se deram ao trabalho de
agradecer a Ulrichs por lhe enviar seu trabalho ou enviar-lhe uma crítica dele.
Engels leu o livro de Ulrich e escreveu a Marx em 22 de junho de 1869:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: 14pt; line-height: 107%;&quot;&gt;&lt;i&gt;&quot;Que &#39;sodomita&#39; (o termo em alemão original é
&quot;urning&quot;) curioso você me enviou. São revelações extremamente
antinaturais. Os pederastas estão ficando muito ousados e descobriram que
constituem um poder no Estado. Faltava apenas a organização, mas, segundo isso,
ela já parece existir em segredo&lt;/i&gt;. (Original: &lt;i&gt;&quot;Das ist ja ein ganz kurioser
‚Urning&#39;, den Du mir da geschickt hast. Das sind ja äußerst widernatürliche
Enthüllungen. &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang=&quot;EN-GB&quot; style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: 14pt; line-height: 107%; mso-ansi-language: EN-GB;&quot;&gt;&lt;i&gt;Die Päderasten
fangen an sich zu zählen und finden, daß sie eine Macht im Staate bilden. Nur
die Organisation fehlte, aber hiernach scheint sie bereits im geheimen zu
bestehen&lt;/i&gt;)...&quot; &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: 14pt; line-height: 107%;&quot;&gt;(Obras em alemão. Vol. 32, pp. 324/5,
Engels para Marx, 22 de junho de 1869)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: 14pt; line-height: 107%;&quot;&gt;Naquele século, os criadores do socialismo científico
utilizavam cartas para sua troca cotidiana de ideias, assim como hoje usa-se
smartfones, e-mail e aplicativos de mensagens, esta carta não tinha um
propósito doutrinário e nem a intenção de ser publicada, todavia, ela revela
claramente o que se passava na mente de Engels quando ele se deparou com
doutrinas homossexuais. &lt;b&gt;Enfatize-se que Engels utiliza o termo &quot;Päderasten&quot;,
utilizado no século XIX para designar um homossexual masculino, não
necessariamente um homem obcecado por jovens do sexo masculino.&lt;/b&gt; O próximo ponto
que chama a atenção é o termo &quot;antinatural&quot;, usado ainda na Grécia
Antiga por Platão. Engels também deixa implícito que já existia uma organização
de sodomitas, o que o século posterior viria a confirmar. Engels também chama
Ulrichs de covarde (&quot;Infelizmente, ele ainda não tem coragem de admitir
isso abertamente&quot; ) porque ele não confessa publicamente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: 14pt; line-height: 107%;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: 14pt; line-height: 107%;&quot;&gt;Nesta carta a Marx, Engels, além disso, expressa
indiferença e até simpatia pela iminente adoção do Direito Penal prussiano pela
Confederação da Alemanha do Norte, que criminalizava a prática da pederastia.
Sem ser contestado por Marx e Engels, o parágrafo contra a sodomia foi
incorporado inicialmente ao Código Penal da Confederação da Alemanha do Norte
e, em 1871, ao Código Penal Imperial. &lt;i&gt;In verbis&lt;/i&gt;, a pederastia era legalmente
definida como:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: 14pt; line-height: 107%;&quot;&gt;&lt;i&gt;&quot;Fornicação antinatural cometida entre pessoas
do sexo masculino ou entre humanos e animais deve ser punida com prisão; a
perda dos direitos civis também pode ser imposta.&quot;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: 14pt; line-height: 107%;&quot;&gt;Esta é a redação do Artigo 175 do Código Penal,
promulgado no ano da fundação do Império. Esta redação é idêntica ao Artigo 173
do projeto de Código Penal para a Confederação da Alemanha do Norte de 1869.
Seu conteúdo é baseado no Artigo 143 do Código Penal para os Estados
Prussianos, adotado em 1851.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: 14pt; line-height: 107%;&quot;&gt;&lt;b&gt;Ao final de seu desabafo quanto ao trabalho de
Ulrichs, Engels pede a denúncia do homossexualismo de outros oponentes
políticos. Não foi a primeira vez que Engels expressou seu descontentamento
quanto a tais militantes&lt;/b&gt;. Já em 10 de março de 1865, Marx escreveu a Engels:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: 14pt; line-height: 107%;&quot;&gt;&lt;i&gt;&quot;A audácia de Herr Schweitzer (homossexual
seguidor de Ferdinand Lasalle), que sabe que eu só precisei publicar suas
próprias cartas, é fabulosa. Mas o que mais este maldito cão pode fazer? ...
Você deve enviar algumas piadas sobre esse sujeito para Siebel (Carl Siebel,
1836 - 1868, amigo de Marx, poeta e publicista), que, por sua vez, deve
divulgá-las nos diversos jornais.&quot;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: 14pt;&quot;&gt;(Obras Vol. 31, p. 95)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: 14pt; line-height: 107%;&quot;&gt;Em &quot;A origem da família, da propriedade privada e
do Estado&quot;, escrito principalmente por Engels, pode-se encontrar passagens
inequívocas acerca da posição que os comunistas devem ser acerca do assunto.
Trata-se de uma obra fundamental sobre a qual Lenin escreveu em 1919:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: 14pt; line-height: 107%;&quot;&gt;&lt;i&gt;&quot;Espero que, em relação à questão do Estado,
vocês se familiarizem com a obra de Engels &quot;A Origem da Família, da
Propriedade Privada e do Estado&quot;. É uma das obras fundamentais do
socialismo moderno, na qual se pode confiar em cada frase, na qual se pode ter
certeza de que nenhuma frase é proferida ao acaso, que cada uma é escrita com
base em uma enorme quantidade de material histórico e político.&quot;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: 14pt;&quot;&gt;&lt;b&gt;Lenin.&lt;/b&gt;&amp;nbsp;Sobre o Estado, Obras Vol. 29, p. 425&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: 14pt; line-height: 107%;&quot;&gt;&lt;b&gt;Milhões de comunistas foram educados por esta obra.
Falando sobre as origens da sodomia na Alemanha, Engels escreve&lt;/b&gt;:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: 14pt; line-height: 107%;&quot;&gt;&lt;i&gt;&quot;Esse progresso, no entanto, surgiu decisivamente
do fato de que os germanos ainda viviam na família matrimonial e, na medida do
possível, enxertavam a posição correspondente das mulheres na monogamia, mas de
forma alguma da natureza lendária e maravilhosamente moralmente pura dos
germanos, que se limita ao fato de que o casamento por matrimônio não envolve,
de fato, as flagrantes contradições morais da monogamia. Pelo contrário, os
germanos haviam se corrompido moralmente durante suas migrações, especialmente
para o sudeste, em direção aos nômades das estepes do Mar Negro, e, além da
equitação, também adotaram deles graves vícios antinaturais, como Amiano, dos
taifalianos, e Procópio, dos hérulos, expressamente testemunham.&quot; (Obras
Vol. 21, p. 71)&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: 14pt; line-height: 107%;&quot;&gt;Os autores Amiano Marcelino e Procópio, em diferentes séculos, expressaram
repulsa pelo fato de as tribos germânicas dos taifalianos e herulianos praticarem
o chamado &quot;vício de Sodoma&quot;. Tribos pagãs, de acordo com Amiano Marcelino, esses povos possuíam
práticas sociais que, segundo o autor, eram libidinosas e obscenas, como a
pederastia. Afirma Marcelino que frequentemente a pederastia destas tribos tinha um caráter de ritual antes de atos de violência praticada em campanhas militares.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: 14pt; line-height: 107%;&quot;&gt;Engels, é claro, também não gostava do papel dos
relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo na Grécia &quot;clássica&quot;:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: 14pt; line-height: 107%;&quot;&gt;&lt;i&gt;&quot;Com o passar do tempo, essa família ateniense
tornou-se o modelo a ser seguido não apenas pelos demais jônios, mas também,
cada vez mais, por todos os gregos do interior e das colônias, que moldavam
suas relações domésticas a partir dela. Mas, apesar de todo o isolamento e
vigilância, as mulheres gregas frequentemente encontravam oportunidades para
enganar seus maridos. Estes, que teriam vergonha de revelar qualquer amor por
suas esposas, divertiam-se em todo tipo de casos amorosos com hetairas; mas a
degradação das mulheres vingou-se dos homens e também os degradou, até que eles
afundaram na repugnância do amor por rapazes e degradaram seus deuses, assim
como a si mesmos, através do mito de Ganimedes.&quot;&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 14pt;&quot;&gt;(Obras, Vol. 21, p. 67)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 18.6667px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.caldwellgallery.com/custom/media/cache/resolve/enlarge/5cfe92e5a5aa2ca45b8b4567/36d22fe3b997a79564f9e50e907bd218.jpeg&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;1080&quot; data-original-width=&quot;1280&quot; height=&quot;263&quot; src=&quot;https://www.caldwellgallery.com/custom/media/cache/resolve/enlarge/5cfe92e5a5aa2ca45b8b4567/36d22fe3b997a79564f9e50e907bd218.jpeg&quot; width=&quot;312&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Em tempos antigos, em vez da bandeira do arcoíris, os homossexuais eram representados pelo mito de Ganímede, personagem da mitologia grega sequestrado pelo próprio Zeus em forma de águia para ser o seu &quot;namorado&quot;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: 14pt;&quot;&gt;O mito de Ganímede, conforme se sabe, diz respeito a
um rapaz grego, aquário, que por sua beleza tornou-se &quot;amante&quot; de
Zeus. Mas nem sempre, em cartas privadas, Engels mantinha o mesmo refino no
vocabulário.Referindo-se, por exemplo a Wilhelm Liebknecht, Engels escreveu a
Marx que este&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: 14pt; line-height: 107%;&quot;&gt;&quot;...Liebknecht está naturalmente furioso, já que
todas as críticas foram dirigidas especificamente a ele, e ele é o pai que,
junto com o come-cu Hasselmann, concebeu um programa podre...&quot;
(&lt;b&gt;Marx-Engels Werke&lt;/b&gt; Vol. 38, pp. 30/31, Engels para FA Sorge, 11 de fevereiro de
1891)&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 14pt;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: 14pt; line-height: 107%;&quot;&gt;No original o termo usado é &quot;&lt;i&gt;arschficker&lt;/i&gt;&quot; que corresponde exatamente à tradução supracitada. O termo alemão &quot;ficker&quot; tem a mesma raiz do termo em inglês &quot;fucker&quot;, sendo o inglês também uma língua germânica. O programa descrito por F. Engels é o famoso Programa de
Gotha.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: 14pt; line-height: 107%;&quot;&gt;Justiça seja feita, é importante enfatizar que até a realização desta pesquisa não foram encontrados registros de que Hasselmann fosse de fato um sodomita, podendo o termo ter sido usado com o intuito de suscitar repulsa por aquele autor. Por esta razão algumas traduções mais &quot;puritanas&quot; utilizam o termo &quot;ignóbil&quot;, &quot;idiota&quot; ou algum insulto menos &quot;picante&quot; para o termo &quot;&lt;i&gt;aschficker&lt;/i&gt;&quot;. Ainda que Hasselmann não o fosse, esta carta apenas reforça a ideia de que tanto K. Marx quanto F. Engels desaprovavam tal comportamento e qualquer ideia que de alguma forma o legitimasse, como é comum no século XXI nos países do Ocidente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: 14pt; line-height: 107%;&quot;&gt;Apesar desta posição, Marx e Engels tinham a mais alta estima pelo
socialista utópico francês Charles Fourier, ao qual Marx e especialmente Engels
teceram grandes elogios, usando-se, entretanto, da famosa estratégia de
&quot;comer o peixe sem comer as espinhas&quot;. Isso deve ser tomado em conta, a considerar que a posição de Fourier a esse respeito diferia da postura dos alemães. O francês escreveu:&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 14pt;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: 14pt; line-height: 107%;&quot;&gt;&quot;A integridade sexual aproxima os sexos. Quando
nada é proibido ou suprimido, pontes são construídas entre as identidades
sexuais, para os amores sáficos e pederásticos, e essa ponte para preferências
sexuais menos comuns é necessária para a harmonia.&quot;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 14pt;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: 14pt; line-height: 107%;&quot;&gt;Marx e Engels fizeram vista grossa para essa passagem.
Embora alguns possam alegar que Marx e Engels eram &quot;homens de seu
tempo&quot;, o fato é que em todos os tempos, em todas as eras e séculos, a
origem da vida está vinculada à ideia de união entre homem e mulher, não entre
dois homens ou entre duas mulheres, mas entre sexos opostos. Essa união não
apenas garante a vida, como a continuidade de povos, tribos e inteiras
civilizações.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: 14pt; line-height: 107%;&quot;&gt;Hoje, na União Europeia, com suas &quot;paradas LGBTs&quot;, o
feminismo e a doutrina &lt;i&gt;childfree&lt;/i&gt; e congêneres, a população cai, a produtividade
cai e a previdência já é tida como um problema certo no futuro para a geração
atual. Em alguns lugares da Alemanha, terra natal de Engels e Marx, já acontece
a &quot;Grande substituição&quot;, onde o déficit de mão-de-obra leva o
capitalista alemão a recorrer a grandes massas de trabalhadores ilegais do
Oriente Médio e da Índia, o que pela diferença de culturas, em especial
relativa à mulher, tem levado a grandes convulsões sociais.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: 14pt; line-height: 107%;&quot;&gt;Homossexuais não devem ser discriminados e devem ter seus direitos respeitados, enquanto seres humanos, mas não por sua postura ideológica ou suas escolhas pessoais. Eles devem ter acesso a um sistema de saúde, tal como os demais cidadãos, mas por motivos biológicos e médicos deve ser feita uma separação entre o que é o verdadeiro &quot;sexo&quot; do que é um &quot;vício&quot;, tal como se faz com o vício do cigarro ou do alcoolismo, que são permitidos a cada um, todavia são alvo de devidas campanhas educativas. Um fumante consciente, por exemplo, que respeita normais morais e a legislação, evita fumar próximo de um não fumante e principalmente num ambiente voltado para não-fumantes e em nenhum momento um estabelecimento que reitera que &quot;É proibido fumar!&quot; é considerado &quot;discriminatório&quot; ou &quot;racista&quot;. Essa discussão deveria ser colocada em pauta, em vez de outras de menor relevância.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: 14pt; line-height: 107%;&quot;&gt;A práxis mais uma vez
confirma a assertividade das teorias de Marx e Engels: a exaltação do
urano-homossexualismo não tem absolutamente nada de &quot;progressista&quot; e
nem é o caminho para a liberdade e o desenvolvimento social, mas sim um
atestado de um experimento social planetário falho e nocivo para as gerações do presente e do futuro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apaginavermelha.blogspot.com/feeds/9143522310991733780/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/32665152/9143522310991733780' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32665152/posts/default/9143522310991733780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32665152/posts/default/9143522310991733780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apaginavermelha.blogspot.com/2025/09/karl-heinrich-marx-x-karl-heinrich.html' title='Karl Heinrich Marx x Karl Heinrich Ulrichs: a luta do marxismo contra o uranismo'/><author><name>A Página Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12949564587080273706</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgIZA2i2LYLYQaEMvh9tJhWexMkpU9DI-DyAqEHETuZgbxae_eMRw6WOqmxwWqrPc__r17CzK1TwT-a-AGniygMv2yxsOunSuyWCeCF0X4aZYa1xOde1UDwj89iuiXUaJI/s113/U-EKBk4jLFg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32665152.post-921646941088012936</id><published>2025-09-06T19:15:00.001-03:00</published><updated>2025-09-06T19:15:55.094-03:00</updated><title type='text'> O DIREITO DA NAÇÃO E O RACISMO SEM MÁSCARA NA UCRÂNIA</title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #0d0d0d; font-family: Roboto, Noto, sans-serif; font-size: 15px; white-space-collapse: preserve;&quot;&gt;O DIREITO DA NAÇÃO E O RACISMO SEM MÁSCARA NA UCRÂNIA&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #0d0d0d; font-family: Roboto, Noto, sans-serif; font-size: 15px; white-space-collapse: preserve;&quot;&gt;
A organização política Patriotas da Ucrânia (embrião do Batalhão/Regimento/Brigada Azov), fundada pelo já defunto Andriy Parubiy, tinha um programa abertamente neonazista. Enquanto o Partido Social-Nacional da Ucrânia disfarçava o seu neonazismo nas entrelinhas, o Patriotas da Ucrânia expunha de forma aberta um programa com ideologia racista, xenófoba, neonazista e eugenista. Anos após a sua fundação, o Patriotas da Ucrânia converter-se ia, em 2014, no Batalhão Azov, depois Regimento Azov e hoje na Brigada Azov. Inicialmente se tratava de um grupo paramilitar apoiado pelo Ministério do Interior da Ucrânia, até ser integrado às FFAA da Ucrânia. A unidade militar foi fundada por Andriy Biletskiy e Oleg Odnorojenko, seu ideólogo, ambos neonazistas confessos, tendo o primeiro sido condenado em mais de uma oportunidade por crimes comuns de direito penal como roubo.

O programa político do partido do qual derivou o Azov expunha o Direito da Nação, o primeiro documento publicado pela organização, da seguinte maneira:

“1.               A nação, como comunidade natural, organismo espiritual e biológico mais vivo, com origem comum, tipo racial, mentalidade, língua, território de residência e cultura, tem o direito incondicional à vida e à preservação de sua identidade racial e espiritual.
2.  A nação tem o direito incondicional e legal de resistir em caso de tentativas de privá-la de sua própria autossuficiência.
3.  A nação tem o direito de travar uma luta defensiva e ofensiva contra as forças que procuram destruí-la ou deformá-la.
4.  A nação tem direito à monoetnicidade do seu próprio Estado, bem como à total independência estatal e à ignorância das normas internacionais, caso estas ameacem a existência ou o desenvolvimento normal da nação.
5.  A nação, como população genética fechada, tem o direito de se livrar, em seu território, de impurezas de outras raças, deportando seus portadores para o território histórico onde vivem.
6.  A nação tem o direito de melhorar a sua própria saúde através da implementação de legislação racial, eugenista e ecológica.
7.  A nação tem o direito de restaurar seu espaço espiritual, cultural e linguístico natural por meio da renacionalização de seus representantes individuais e grupos sociais e regionais da população que foram desnacionalizados como resultado da ocupação estrangeira, da integração em formações estatais multiétnicas ou da influência da cultura cosmopolita.
8.  A nação tem o direito de estabelecer uma ordem socialmente justa em seu próprio Estado, bem como de se livrar das camadas parasitárias que tentam, por meio de manipulações econômicas e políticas, apropriar-se dos valores materiais da nação.
9.  O Direito da Nação prevalece sobre os direitos particulares de indivíduos, famílias e grupos sociais. Os direitos destes últimos são exercidos dentro dos limites e sem prejuízo do Direito da Nação.
10.  A nação tem um dever inalienável: implementar plenamente e por todos os meios disponíveis o Direito da Nação.”

A Constituição da República Federativa do Brasil repudia explicitamente o racismo, razão pela qual a ideologia e os valores das Forças Armadas Ucranianas são completamente incompatíveis com os valores brasileiros. Por esta mesma razão também é desejável que os brasileiros que servem ao regime de Kiev jamais retornem ao Brasil vivos.&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apaginavermelha.blogspot.com/feeds/921646941088012936/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/32665152/921646941088012936' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32665152/posts/default/921646941088012936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32665152/posts/default/921646941088012936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apaginavermelha.blogspot.com/2025/09/o-direito-da-nacao-e-o-racismo-sem.html' title=' O DIREITO DA NAÇÃO E O RACISMO SEM MÁSCARA NA UCRÂNIA'/><author><name>A Página Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12949564587080273706</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgIZA2i2LYLYQaEMvh9tJhWexMkpU9DI-DyAqEHETuZgbxae_eMRw6WOqmxwWqrPc__r17CzK1TwT-a-AGniygMv2yxsOunSuyWCeCF0X4aZYa1xOde1UDwj89iuiXUaJI/s113/U-EKBk4jLFg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32665152.post-4503023852344702896</id><published>2025-08-15T14:41:00.005-03:00</published><updated>2025-08-15T14:41:48.733-03:00</updated><title type='text'>De Heinz Christen a René Júnior: as lições centenárias de um escritor soviético sobre sociedades doentias</title><content type='html'>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Essa semana, a sociedade brasileira foi chocada por um acontecimento trágico. Um psicopata, armado, assassinou a sangue frio um operário que fazia o seu trabalho. Naturalmente, René da Silva Nogueira Junior não se definia dessa forma, ele se apresentava nas redes sociais como um &quot;CEO cristão, marido e patriota&quot;, e a sociedade o via como um &quot;cidadão de bem&quot;, o &quot;modelo de sucesso&quot; numa sociedade extremamente materialista onde cada um é julgado segundo os bens que acumulou. A vítima do crime era um operário, pai de família, Laudemir de Souza Fernandes, gari, um lixeiro, mas a sociedade em que vivia vai um pouco mais além, era um &quot;lixo&quot; e por isso sua vida tinha menos valor do que o caminhão que dirigia ou a vassoura que carregava. O motivo do assassinato - o mais fútil possível, o caminhão que recolhia o lixo estava na frente do seu precioso automóvel.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Certa vez, um escritor soviético escreveu um artigo chamado &quot;Humanismo proletário&quot;, nele o comunista Alexei Maximovich Peshkov, mais conhecido pelo pseudônimo de &quot;Maxim Gorkiy&quot; (que literalmente significa &quot;Maximamente Amargo&quot;, ou talvez uma referência à famosa metralhadora Maxim, mas que dispara o amargo) discutia frases que já em seu tempo, o início do século XX, ressoavam na boca de muitos: &quot;o mundo está doente&quot;, &quot;o mundo enlouqueceu&quot;. Gorkiy escrevia que &quot;humanidade&quot;, &quot;compaixão&quot;, &quot;generosidade&quot; são sentimentos não aplicáveis à realidade, já que são difíceis de transformar em mercadoria pois não encontram clientes e prejudicam o crescimento dos lucros comerciais e industriais. Afinal, generosidade não rende dividendos no banco, não pode ser trocada por bitcoins e nem serve para comprar um automóvel elétrico.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Cenas como a que o Brasil viu recentemente não são nenhuma novidade, será que alguém lembra quando o famoso jornalista Boris Casoy, antigo integrante do CCC, ridicularizou garis que lhe desejaram &quot;Feliz Natal!&quot; ao vivo? Num passado não muito distante, os anos 50, surgiu uma denúncia de que indígenas foram usados como alvos para a prática de tiro, tragédia que foi recapitulada pelo cineasta italiano Sergio Corbucci pela sua genial e profunda obra-prima de faroeste italiano &quot;Django&quot;, de 1963.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Numa sociedade em que possuir um automóvel é quase uma obrigação para alguém que se considera minimamente digno de se considerar um &quot;ser humano&quot;, este item de consumo tem um caráter quase sacrossanto. Nas estradas de muitas cidades do Brasil, alguém que respeita o limite de velocidade é frequentemente perturbado por luzes altas ou buzina de indivíduos &quot;apressadinhos&quot; que consideram como um enorme insulto à sua dignidade e status social, à marca de seu automóvel, ter em sua frente um &quot;idiota&quot; que respeita o limite de velocidade e não lhe abre passagem, como se este fosse alguma espécie de dignatário de renome internacional. Não é raro que tais ocorridos gerem &quot;rixas&quot; e até resultem em assassinatos, como ocorreu em Fortaleza, onde um advogado matou a sangue frio um motorista com quem se desentendeu; no Rio, onde um motorista de uma veículo importado alemão executou um motociclista, ou em São Paulo onde um promotor atropelou vários ciclistas que estavam à frente de seu carro.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por que será que tais indivíduos, cuja avaliação cabe a um psiquiatra, estão tão apressados? Dizendo-se cristãos, eles estão indo a um encontro com Jesus Cristo? Talvez são profissionais apressados para desarmar uma bomba nuclear? Mesmo em países como a Alemanha, onde a pontualidade é uma relevante regra social, onde carros possuem marcas famosas no mundo inteiro e as estradas permitem ultrapassar os 200km/h, não se percebe tamanhas aberrações no trânsito.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Aliás, falando em Alemanha, Maxim Gorkiy, ainda nos anos 30, nos advertiu para um problema que aconteceu naquele país, que então tinha como símbolo de &quot;sucesso social&quot; não automóveis, mas a farda de organizações nazistas. Gorkiy nos conta no &quot;Humanismo proletário&quot; como Heinz Christen, um adolescente de 14 anos, matou seu amigo Fritz Walkenhorst, um garoto de 13 anos. O assassino contou friamente que cavou um túmulo para seu amigo com antecedência, jogou-o lá vivo e manteve-o com o rosto na areia até que Valkenhorst moresse sufocado. Ele motivou o assassinato dizendo que queria muito ficar com o uniforme de soldado de Hitler que pertencia a Valkenhorst. Isso aconteceu no início do século XX, mas no início do século XXI percebemos que pouca coisa mudou. No Brasil em vez de crianças temos dois adultos, ambos considerados pais de família, mas um deles com dignidade moral e valores em falta na sociedade, foi executado por um motivo absurdamente fútil - &quot;ele estava na frente do carro de um príncipe do sucesso&quot;.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Na época de Gorkiy a Alemanha nazista ainda não possuía campos de extermínio e nem havia invadido ainda praticamente toda a Europa. Havia uma sociedade que valorizava a &quot;raça superior&quot; e seus atributos (no caso o uniforme ou distintivo do NSDAP). No Brasil temos uma sociedade diferente, mas com muita coisa em comum, um sociedade capitalista extremamente materialista, consumista, pautada noutro tipo de racismo, não racial, mas social! Ao contrário de muitos países desenvolvidos, que costumam investir no transporte público, muitos brasileiros contraem empréstimos para comprar automóveis, gastando até o último centavo de suas poupanças, se é que tem alguma, para assim serem aceitos como &quot;gente de bem&quot;. Costuma-se dizer que &quot;brasileiro adora carro&quot;, quando na realidade o que ele adora é o impacto social causado por um.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Longe de querer discutir armas de fogo, um advogado que matou outro motorista em Fortaleza usou uma chave de fenda, o promotor que atropelou ciclistas em São Paulo usou seu próprio veículo como arma, o problema definitivamente não está nas armas de fogo, na região ou na cor do agressor, o problema é uma grande doença social chamada capitalismo, que enquanto existir irá fuzilar, atropelar ou estocar muitas pessoas como Laudemir de Souza Fernandes.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A história da &quot;doença&quot; do capitalismo, como ensinou Gorkiy, começou quase imediatamente após a burguesia arrancar o poder das mãos dos senhores feudais desgastados. Acerca dessa doença escreveram nomes eminentes como Nietsche, Marx, Engels e outros pensadores, mas para quê estudar filosofia se isso é &quot;mera perda de tempo que não gera dividendos na bolsa&quot; como nos ensinam coaches infantis em podcasts? Para quê falar em generosidade, humanidade e compaixão numa sociedade que cultua o consumo e um outro &quot;ismo&quot; que Gorkiy criticou ainda nos anos 30?&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apaginavermelha.blogspot.com/feeds/4503023852344702896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/32665152/4503023852344702896' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32665152/posts/default/4503023852344702896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32665152/posts/default/4503023852344702896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apaginavermelha.blogspot.com/2025/08/de-heinz-christen-rene-junior-as-licoes.html' title='De Heinz Christen a René Júnior: as lições centenárias de um escritor soviético sobre sociedades doentias'/><author><name>A Página Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12949564587080273706</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgIZA2i2LYLYQaEMvh9tJhWexMkpU9DI-DyAqEHETuZgbxae_eMRw6WOqmxwWqrPc__r17CzK1TwT-a-AGniygMv2yxsOunSuyWCeCF0X4aZYa1xOde1UDwj89iuiXUaJI/s113/U-EKBk4jLFg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32665152.post-2497896884766939444</id><published>2025-06-22T15:42:00.001-03:00</published><updated>2025-06-22T15:49:57.247-03:00</updated><title type='text'>Nazismo é um tipo de socialismo?</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por Cristiano Alves (&lt;a href=&quot;http://t.me/kristianograd&quot;&gt;Kristianograd&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEjaxcg1gg4jYyZ7d89lNgOj-n71nIf_32HQfSXLbUV-gFxiSZfSuLijXW8lp1532B2FkSGzOp0VTbK8R-E6Xq3CXXumk9U12QKUFiYx18E79NtqfBQ4xxwbpysMjeAEv1GbtVUMIaRr2JQjCtU0UFG9dpY94OybvxkreISx0wogmG35AuAg5fhF8w&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; data-original-height=&quot;761&quot; data-original-width=&quot;500&quot; height=&quot;346&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEjaxcg1gg4jYyZ7d89lNgOj-n71nIf_32HQfSXLbUV-gFxiSZfSuLijXW8lp1532B2FkSGzOp0VTbK8R-E6Xq3CXXumk9U12QKUFiYx18E79NtqfBQ4xxwbpysMjeAEv1GbtVUMIaRr2JQjCtU0UFG9dpY94OybvxkreISx0wogmG35AuAg5fhF8w=w228-h346&quot; width=&quot;228&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Símbolo da Sociedade Thule de magia negra, precursora do partido nazista&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Materiais compartilhados por aplicativos de mensagens, sem qualquer crivo científico ou pesquisa aprofundada, frequentemente disseminam o mito de que comunismo e nazismo são &quot;farinha do mesmo saco&quot;, atestando a ignorância de grupos de extrema-direita com relação a questões político-ideológicas e históricas.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O clássico argumento da direita sustenta que &quot;se nazismo significa nacional-socialismo, logo é socialismo&quot;. Por tal raciocínio leviano pode-se concluir que o Mar Vermelho tem a cor de sangue, o Mar Negro tema cor de piche e a Companhia Negra de Geyer Flórian era formada por africanos. Curiosamente, essa idiocracia omite o fato de que &quot;Brasil&quot; vem de &quot;brasa&quot;, que tem cor avermelhada, e berra que &quot;a nossa bandeira jamais será vermelha&quot; (embora vários toponímicos como &quot;guará&quot; e o próprio nome Brasil estejam mais relacionados a vermelho do que ao verde-amarelo).&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No que tange ao nazismo, artigo científico de Vassiliy Saizev define o nacional-socialismo (nazismo) como&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;...uma ideologia radical, antissemita, racista, anticomunista e antidemocrática. Suas raízes remontam ao Movimento Popular (Völkische Bewegung), que surgiu na década de 1880 no Império Alemão e na Áustria-Hungria. Desde 1919, após a Primeira Guerra Mundial, o Nacional-Socialismo se tornou um movimento político independente nos países de língua alemã. Assim como o fascismo, que chegou ao poder na Itália em 1922, o objetivo do Nacional-Socialismo era criar um Estado autoritário sob um único líder (autoritärer Führerstaat) – o Führer. A diferença entre a ideologia alemã e o fascismo era seu extremo antissemitismo.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A partir de 1879, antissemitas alemães organizaram vários partidos e grupos políticos de inspiração antissemítica, saudosista e ocultista, dentre as quais a &quot;Liga do Martelo do Reich&quot; (Reichshammerbund), a &quot;Associação contra a Arrogância do Judaísmo&quot; (Verband gegen die Überhebung des Judentums) ou a &quot;Ordem Secreta dos Alemães&quot; (der geheime Germanenorden). No ano de 1918, surgiu a &quot;Sociedade Thule&quot; de Munique, publicando a revista &quot;Observador de Munique&quot; (Münchner Beobachter) com o símbolo da suástica na capa. Em 1919, a revista foi renomeada para &quot;Observador do Povo&quot; (Völkischer Beobachter). A ideia de um novo Reich, o III, partia de uma ideia saudosista de resgatar a grandeza do Sacro Império Romano-Germânico (I Reich) e de dar continuidade ao Império Alemão surgido após a unificação, o II Reich. Ideias de recriação de &quot;grandes impérios do passado&quot; são estranhas à filosofia marxista-leninista, bem como ao pensamento das correntes socialistas utópicas do século XIX.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ao contrário da filosofia marxista, baseada no materialismo histórico, a Sociedade Thule, precursora do Partido Nazista, buscava inspiração no misticismo, no ocultismo, na magia negra, sua base era a metafísica, o que em parte explica a obsessão de Hitler por artefatos como o Santo Graal, a Lança de Longino e outros, buscados por renomados arqueólogos nos locais mais remotos da Terra.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os partidários da Sociedade Thule e mais tarde do NSDAP (partido nazista) rejeitavam a ideia de &quot;luta de classes&quot; em prol da ideia de que a força que move a história são as sociedades secretas: os illuminati, os cátaros, a maçonaria, a seita Moon, o KKK e até os Skull&amp;amp;Bones seriam os verdadeiros agentes da história. A crença em antigos mitos persas, germânicos, celtas e teutônicos não possui absolutamente nenhuma relação com a filosofia marxista e mesmo com a filosofia dos chamados socialistas utópicos, mas está presente em quase todos os movimentos neonazistas dos nossos dias, sendo um exemplo clássico o neopaganismo abertamente cultuado nas fileiras das Forças Armadas da Ucrânia (ZSU) e das organizações de emigrados ucranianos no Canadá, adeptos da seita neopagã RUN Vira.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Após a Revolução de Outubro de 1917 e a subsequente guerra civil, refugiados da Rússia criaram células anticomunistas e equiparavam os comunistas aos judeus, foi nesse momento que surgiu a expressão &quot;bolchevismo judaico&quot;. Esses refugiados eram em geral elites e oficiais reacionários que ajudaram a disseminar a teoria da conspiração de um &quot;judaísmo mundial todo-poderoso&quot;. Criaram também a chamada &quot;Organização da Reconstrução&quot; (Wirtschaftliche Aufbau-Vereinigung), que apoiava ideológica e financeiramente o partido NSDAP. Todos esses grupos se fundiram em um grande movimento nacional-socialista. O antissemitismo os uniu fortemente, temperado com objetivos imperialistas e racistas.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;As ideias antissemitas e racistas de Hitler não eram nenhuma novidade, tais axiomas já haviam sido deduzidos no século XIX e início do século XX, ápice do colonialismo, por teóricos raciais (por exemplo, Goubineau, Francis Galton, Ernst Haeckel, Alfred Ploetz ou Wilhelm Schallmayer). Hitler inovou ao falar em &quot;higiene racial&quot; como programa político. Para o famoso pintor austríaco, a preservação da raça a principal tarefa do Estado.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Isso significava a esterilização obrigatória de pessoas com defeitos genéticos e aleijados, além de diversos benefícios para as &quot;famílias alemãs decentes&quot;. Isso levou posteriormente ao extermínio de mais de 70.000 deficientes e alemães com doenças mentais. Aqueles com a &quot;maior pureza racial&quot; deveriam receber um &quot;certificado de assentamento&quot; e se estabelecer nas colônias capturadas. Hitler enfatizou especialmente que um Estado que apoia seus melhores elementos raciais deve invariavelmente se tornar o governante da Terra, deixando claro o seu nítido viés colonial-imperialista, que em muito se inspirava nas campanhas do Império Britânico e dos Estados Unidos contra os povos &quot;menos civilizados&quot;. Hitler, como descreveu o professor russo Yegor Yakovlyev, era um &quot;germânico que queria ser anglossaxão&quot;.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Enquanto os escritos do líder comunista Lenin condenam abertamente o antissemitismo, como forma da classe dominante de implodir a unidade dos trabalhadores, Hitler descreve os judeus como mendigos, parasitas, micróbios, sanguessugas, fungos de fissura, ratos, etc. O &quot;judaísmo&quot;, em todas as suas formas, buscava &quot;decompor&quot;, &quot;bastardizar&quot; (Bastardisierung) e &quot;envenenar o sangue&quot; do povo alemão, escreveu ele. Para esse propósito, acreditava Hitler, os judeus recorriam à &quot;prostituição&quot;, à disseminação de doenças venéreas e à sedução de meninas arianas inocentes. Hitler atribuiu os males do mundo como a Primeira Guerra Mundial, a Revolução Russa, a inflação, aos ardis do &quot;Judaísmo Mundial&quot;. Ele incluiu nas fileiras deste último tanto o &quot;capital financeiro&quot; dos EUA quanto, sem ver qualquer contradição nisso, seu oponente político, o &quot;bolchevismo&quot;.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No segundo volume de &quot;Mein Kampf&quot;, Hitler já escrevia abertamente sobre a necessidade de exterminar os judeus:&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&quot;Se durante a guerra 12 ou 15 mil desses judeus poluidores do povo tivessem sido submetidos a gás mostarda, assim como centenas de milhares de nossos melhores trabalhadores alemães de todas as classes e profissões que foram forçados a suportá-lo, seus milhões de vítimas não teriam sido em vão. Pelo contrário, 12 mil bandidos removidos a tempo provavelmente teriam ajudado a salvar um milhão de alemães decentes, necessários para o futuro.&quot;&lt;/i&gt; E essa tarefa, na opinião de Hitler, lhe foi confiada pelo próprio Deus: &quot;&lt;i&gt;Ao me livrar do judeu, estou fazendo a obra do Senhor&quot;&lt;/i&gt;, escreveu ele.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Hitler não acreditava que membros de famílias judias também servissem na frente de batalha e, portanto, estivessem sujeitos a ataques com gás. Seu amigo e mentor, Dietrich Eckart, acreditava tão firmemente nessa ideia, inventada pelos próprios nazistas, que declarou que pagaria mil marcos a qualquer pessoa que conseguisse o nome de uma família judia cujos filhos tivessem servido no front por mais de três semanas. Quando o rabino Samuel Freund nomeou vinte dessas famílias, Dietrich se recusou a pagar. O rabino entrou com uma ação judicial, na qual nomeou outras cinquenta famílias. Nas famílias nomeadas, até sete filhos serviram, dos quais até três morreram em batalha. Eckart perdeu o caso e foi forçado a pagar o valor.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O sociólogo alemão Max Horkheimer escreveu em 1939 que o fascismo é equivalente ao capitalismo. O historiador Manfred Weissbecker chamou o nome do partido NSDAP de pura demagogia, já que não era nacionalista nem socialista, mas puramente fascista. É importante enfatizar que o programa econômico do III Reich não foi elaborado por Adolf Hitler, mas sim por Albert Speer, que liderava uma organização de grandes empresários alemães.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O historiador e economista britânico Antony C. Sutton acredita que o Partido Nazista era apoiado por bancos americanos. O economista ítalo-americano Guido Giacomo Preparata compartilha dessa opinião. O partido, que não tinha dinheiro nem mesmo para um congresso no verão de 1928 e depois perdeu as eleições, reuniu cerca de 200 mil membros em trens especialmente encomendados de toda a Alemanha no verão de 1929 e os levou até Nuremberg.&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;De fato, no partido havia uma facção socialista liderada por Gregor Strasser até 1930, mas ele e seus camaradas deixaram o partido e mesmo foram reprimidos no regime hitlerista. A ideologia do partido continha alguns elementos de anticapitalismo, mas sempre subordinadas ao viés antissemita.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O cientista político Franz Neumann escreveu que o nacional-socialismo não se libertou da produção capitalista privada, mas, pelo contrário, criou o “capitalismo monopolista totalitário”. O próprio Hitler se manifestou a favor da propriedade privada já em 1919, em conversas privadas, e em 1926, publicamente, durante um discurso no Clube Nacional de Hamburgo. Em 26 de junho de 1944, em um discurso diante de figuras importantes da indústria militar, Albert Speer e Adolf Hitler prometeram que &quot;após a vitória, uma grande era viria para a iniciativa privada na indústria alemã&quot;. Apesar disso, Hitler não era um adepto do livre mercado, embora não defendesse uma ditadura do proletariado, ainda que alemão. Sua ideologia também não era a favor da nacionalização da produção. A Alemanha de Hitler pode ser vista como uma Alemanha na qual o poder dos grandes bancos foi repassado para a indústria armamentista.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O programa do NSDAP pôs em prática alguns princípios assistencialistas, mas ao contrário do marxismo, que promete igualdade social aos trabalhadores, esse programa estava subordinado ao princípio de homogeneidade étnica. Houve tentativas de colocar essa promessa em prática, mas somente no Serviço de Trabalho do Reich (Reichsarbeitsdienst), na Juventude Hitlerista e no exército (Wehrmacht).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Esses fatos, atestados até mesmo pelos trabalhos mais medíocres sobre o III Reich, refutam completamente o mito de que &quot;socialismo e nazismo são irmãos gêmeos&quot;, mitos estes que levam o povo à ignorância e à manipulação dos defensores da mais cruel forma de capitalismo&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;Se você gostou deste artigo, apoie o nosso canal por meio do PIX cristianoatrad@gmail.com&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apaginavermelha.blogspot.com/feeds/2497896884766939444/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/32665152/2497896884766939444' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32665152/posts/default/2497896884766939444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32665152/posts/default/2497896884766939444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apaginavermelha.blogspot.com/2025/06/nazismo-e-um-tipo-de-socialismo.html' title='Nazismo é um tipo de socialismo?'/><author><name>A Página Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12949564587080273706</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgIZA2i2LYLYQaEMvh9tJhWexMkpU9DI-DyAqEHETuZgbxae_eMRw6WOqmxwWqrPc__r17CzK1TwT-a-AGniygMv2yxsOunSuyWCeCF0X4aZYa1xOde1UDwj89iuiXUaJI/s113/U-EKBk4jLFg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEjaxcg1gg4jYyZ7d89lNgOj-n71nIf_32HQfSXLbUV-gFxiSZfSuLijXW8lp1532B2FkSGzOp0VTbK8R-E6Xq3CXXumk9U12QKUFiYx18E79NtqfBQ4xxwbpysMjeAEv1GbtVUMIaRr2JQjCtU0UFG9dpY94OybvxkreISx0wogmG35AuAg5fhF8w=s72-w228-h346-c" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32665152.post-1215593986280696763</id><published>2024-01-20T22:17:00.008-03:00</published><updated>2024-01-20T22:18:45.359-03:00</updated><title type='text'>REGIMENTO &quot;AZOV&quot;: Provas do neonazismo como poder armado da Ucrânia</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;iframe allowfullscreen=&quot;&quot; class=&quot;BLOG_video_class&quot; height=&quot;343&quot; src=&quot;https://www.youtube.com/embed/71vOgvLxy-I&quot; width=&quot;412&quot; youtube-src-id=&quot;71vOgvLxy-I&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;FACES DO REGIMENTO AZOV&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Andrey Biletsky é o ex-comandante do Regimento Azov, fundador do batalhão, e desde 14 de outubro de 2016, líder do Partido Corpo Nacional, deputado da Verkhovna Rada da Ucrânia da 8ª convocação, ex-chefe da ala militar &quot;Setor Direita - Leste&quot;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Antes do conflito no sudeste da Ucrânia, Andrei Biletsky não gostava do exército. Preferia brigas de rua com ciganos, migrantes, universitários estrangeiros, traficantes de drogas e apoiadores do movimento antifascista. Isso explica o fato de ele ter recebido sua carteira de identidade militar aos 27 anos. Porque o comissário militar nunca o encontrou.&lt;/p&gt;&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://avatars.dzeninfra.ru/get-zen_doc/5234097/pub_627a972fd4ec0d1542fa7fd5_627a98aef680416ea34f3a53/scale_1200&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;533&quot; data-original-width=&quot;800&quot; height=&quot;371&quot; src=&quot;https://avatars.dzeninfra.ru/get-zen_doc/5234097/pub_627a972fd4ec0d1542fa7fd5_627a98aef680416ea34f3a53/scale_1200&quot; width=&quot;557&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Andrey Biletskiy aparece ao centro&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;O indicativo “Chefe Branco” sugere visões políticas e ideológicas:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;&quot;Os ucranianos fazem parte (e são uma das maiores e de mais alta qualidade) da Raça Branca Europeia. A Raça Criadora de uma grande civilização, das maiores conquistas humanas. A missão histórica da nossa nação neste ponto de viragem é liderar e liderar os Povos Brancos de todo o mundo na última cruzada pela sua existência. Uma campanha contra a subumanidade liderada pelos semitas.&quot;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Andrey Biletsky é um defensor do social-nacionalismo. Para referência, a ideologia do Nacional-Socialismo era a ideia nacional da Alemanha durante o reinado de Adolf Hitler. Mais conhecido como nazismo. Biletsky não se considera nazista. No entanto, tornou-se próximo do principal beneficiário do Azov, Arsen Avakov, com base no ódio racial contra universitários estrangeiros, que segundo ele e seu companheiro Oleg Odnorojenko, roubavam as vagas do Ensino Superior dos ucranianos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Biletsky considera como exemplo para o sistema estatal ucraniano o Estado cita, um Império Kieviano-Russo e um Estado cossaco. Além disso, ele apoia a Confederação Mar Negro-Báltico, onde o Estado ucraniano será o principal.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;&quot;Estamos substituindo o slogan “Ucrânia Independente” pelo slogan “Grande Ucrânia”. Os ucranianos são uma nação com uma antiga história imperial. Ao longo de sua existência, os ucranianos tiveram pelo menos duas superpotências - a Grande Cítia e a Rus de Kiev. A tarefa da geração atual é criar o Terceiro Império - a Grande Ucrânia.&quot;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A nova formação estatal deveria incluir todos os países da Europa Oriental entre a Alemanha e a Rússia. Este será um estado “intermarium”.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os russos étnicos (que não serão culturalmente ucranizados) neste estado receberão o status de não-cidadãos, seguindo o exemplo dos estados bálticos. Democracia, comunismo, capitalismo são proibidos. Existe apenas um idioma oficial. O sistema político é uma ditadura de nacionalistas.&lt;/p&gt;&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://avatars.dzeninfra.ru/get-zen_doc/15270/pub_627a972fd4ec0d1542fa7fd5_627a98e1e71a825dbd8569eb/scale_2400&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;451&quot; data-original-width=&quot;620&quot; height=&quot;424&quot; src=&quot;https://avatars.dzeninfra.ru/get-zen_doc/15270/pub_627a972fd4ec0d1542fa7fd5_627a98e1e71a825dbd8569eb/scale_2400&quot; width=&quot;582&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Andrey Biletskiy não se considera neonazista, mas &quot;social-nacionalista&quot;. Ele abandonou o Partido Social-Nacional Ucraniano quando este oficialmente passou do nacionalismo radical ao nacionalismo moderado, renomeado como &quot;Svoboda&quot;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Em 2011, foi condenado a 3 anos de prisão por roubo praticado em quadrilha. Em 2014, ele foi anistiado por iniciativa do deputado da Verkhovna Rada da Ucrânia e do líder de um partido radical Oleg Lyashko.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Até 2011, ele ficou famoso por organizar marchas nazistas, batidas contra traficantes de drogas, donos de lojas e espancamentos de pessoas da “raça errada”.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Desde 2014, tem organizado e liderado ações punitivas contra ativistas pró-Rússia, canais de televisão da oposição, jornalistas, ciganos e outros “inimigos do povo”.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A principal diferença entre a organização de Andrey Biletskiy e outras organizações de direita e extrema-direita da Europa Ocidental, é que enquanto as últimas condenam a imigração ilegal pelo menos no discurso, Biletskiy vai mais além, condenando a imigração ilegal e também a legal:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class=&quot;Bodytext12NotItalic&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 15pt; mso-ansi-language: PT-BR;&quot;&gt;Como afirmou Biletsky numa das
suas entrevistas: “&lt;i&gt;Falamos a partir de uma posição claramente anti-imigração. No
entanto, não fazemos distinção entre a migração legal e a ilegal. A migração é
definitivamente um fator negativo para a existência do nosso povo e do nosso
país. Ela mina os fundamentos biológicos, econômicos e civilizacionais da
existência do nosso povo. &amp;lt;...&amp;gt; A questão dos imigrantes é de fato uma
das principais. Nosso credo é destruir tudo o que destrói o nosso povo. Como se
sabe, tudo pode ser restaurado, a economia, a ordem nas ruas, a demografia, um
exército e uma marinha fortes, as armas nucleares, mas a única coisa que não
pode ser restaurada é a pureza do sangue.”&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Durante muito tempo o inimigo número um dos neonazistas ucranianos sob a liderança de Biletskiy foi a diáspora vietnamita. Em sua própria &quot;Guerra do Vietnã&quot;, Biletskiy e seus companheiros não só atacaram imigrantes legais e ilegais, como chegaram a queimar a bandeira do Vietnã em frente à missão econômica deste país em Harkov, leste da Ucrânia.&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;iframe allowfullscreen=&quot;&quot; class=&quot;BLOG_video_class&quot; height=&quot;358&quot; src=&quot;https://www.youtube.com/embed/fsgs0kbTWlU&quot; width=&quot;475&quot; youtube-src-id=&quot;fsgs0kbTWlU&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Sergei Korotkih era conhecido no ambiente neonazista bielorrusso e russo como Malyuta (Baixinho). No &quot;Azov&quot; ele recebeu o indicativo de &quot;Contramestre&quot; (Botsman). Responsável pela inteligência. No vídeo acima ele solta bravatas e afirma que irá &quot;jogar futebol com a cabeça dos chechenos&quot;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo informações não oficiais:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ele era o proprietário do clube de Minsk e estava envolvido em “negócios” com seu parente distante Valery Ignatovich, que transformou a ala local da Unidade Nacional Russa em um grupo criminoso local. Foi exatamente isto que aconteceu a seguir com todas as organizações e esses rapazes, organizar quadrilhas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A biografia de Sergei Korotkikh é semelhante em alguns pontos à de Biletsky. Ambos ingressaram no meio neonazista em 1999. Ele estava interessado nos conflitos na Sérvia e na Chechênia. Só que, ao contrário de Biletsky, o “Contramestre” realmente participou deles. Mas tanto Biletsky, em Harkov, como Korotkik, em Minsk e Moscou, usaram os seus irmãos de armas para monetização através de extorsão.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Só que Biletsky não degolou pessoas e não organizou ataques terroristas. Sergei Korotkih está associado a vários casos criminais ao mesmo tempo:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em 12 de agosto de 2007, aparece na internet o vídeo “Execução de um Tadjique e de um daguestanês”, no qual Korotkih (na presença de Rumyantsev e Maxim Martsinkevich, também conhecido como Tessak) corta a garganta de um Tadjique e mata um daguestanês com um tiro na cabeça. Mas nem Rumyantsev nem Korotkikh foram acusados ​​neste caso. Um residente da Adiguéia, de 24 anos, Viktor Milkov, foi condenado por publicar este vídeo. Maxim Martsinkevich “Tessak” foi acusado de duplo homicídio depois de ter sido aberto um processo criminal contra ele por incitação ao ódio étnico.&lt;/p&gt;&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://avatars.dzeninfra.ru/get-zen_doc/5249897/pub_627a972fd4ec0d1542fa7fd5_627a999baef4a05c4524a27a/scale_1200&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;533&quot; data-original-width=&quot;800&quot; height=&quot;402&quot; src=&quot;https://avatars.dzeninfra.ru/get-zen_doc/5249897/pub_627a972fd4ec0d1542fa7fd5_627a999baef4a05c4524a27a/scale_1200&quot; width=&quot;604&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Em 2014 Petró Poroshenko concede a S. Korotkih a cidadania ucraniana por participação na &quot;Operação Antiterrorista&quot; (ATO) contra civis no Sudeste da Ucrânia&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Em agosto de 2009, Ivan Belousov foi condenado a 6 anos de prisão sob a acusação de cometer uma explosão perto de um poste de luz na Praça Manejnaya, em Moscou (sem vítimas). O tribunal concluiu que Belousov plantou um dispositivo explosivo e a explosão foi realizada através de um canal de rádio por seu cúmplice não identificado. Em 2012, a polícia disse ter identificado a pessoa que detonou os explosivos, possivelmente Korotkih.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em 2007, Sergei Korotkih foi expulso da organização NSO, ele tentou criar sua própria célula NSO-Varyag, mas não deu em nada. Um ano depois, os membros da NSO ficarão famosos em todo o país: seus membros serão acusados ​​​​de 27 assassinatos, incitação ao ódio e preparação de um ataque terrorista. Os líderes receberão sentenças de prisão perpétua. Os demais vão de 10 a 23 anos de prisão.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nem uma palavra sobre Sergei Korotkih. Somente na imprensa americana haverá informações de que Korotkih é suspeito de ter sacado centenas de milhões de rublos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A estrela de neonazista voltou a brilhar em 2014, quando foi parar no Azov. Lá, os talentos do Contramestre foram apreciados pelo líder do movimento, Biletsky. A viúva do ex-advogado do regimento Azov, Yaroslav Babich, suspeita que Sergei Korotkih tenha assassinado o marido por ordem de Biletsky. O Contramestre também está associado ao massacre do jornalista da oposição bielorrussa Pavel Sheremet, aos assassinatos de civis no Donbass e ao massacre sensacional em Butcha (região de Kiev). Seu canal de Telegram foi o primeiro a divulgar um vídeo no qual um militar ucraniano pede autorização para atirar em qualquer um que estivesse sem a fita crepe azul usada pelas forças ucranianas, o que é autorizado pelo comando.&lt;/p&gt;&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://avatars.dzeninfra.ru/get-zen_doc/5185626/pub_627a972fd4ec0d1542fa7fd5_627a9a08435f1118cf056590/scale_1200&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;530&quot; data-original-width=&quot;800&quot; height=&quot;408&quot; src=&quot;https://avatars.dzeninfra.ru/get-zen_doc/5185626/pub_627a972fd4ec0d1542fa7fd5_627a9a08435f1118cf056590/scale_1200&quot; width=&quot;615&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Sergey Korotkih (Baixinho/Contramestre) a serviço do Azov no Donbass&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Sergey Velichko (Chile) é um ativista do Azov de Harkov, um dos funcionários da empresa de segurança privada Korpus. Esta organização é suspeita de invasão de empresas industriais, patrocínio do desmatamento ilegal e venda de combustível russo na Ucrânia.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://avatars.dzeninfra.ru/get-zen_doc/1129675/pub_627a972fd4ec0d1542fa7fd5_627a9a49d2a0584ec4844e55/scale_1200&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;450&quot; data-original-width=&quot;800&quot; height=&quot;341&quot; src=&quot;https://avatars.dzeninfra.ru/get-zen_doc/1129675/pub_627a972fd4ec0d1542fa7fd5_627a9a49d2a0584ec4844e55/scale_1200&quot; width=&quot;607&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Velitchko (Chile) chegou ao Azov a partir de um movimento fanático&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Na zona de combate, ele era conhecido pela tortura e abuso de insurgentes e civis no Donbass.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ele é acusado de atacar o ex-membro do &quot;Partido de Shariy&quot;, Nikita Rojenko. Além disso, ele é suspeito de ataques e assassinatos por encomenda.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em 2021, foi condenado por extorsão, banditismo, extorsão e sequestro. Quando a operação especial russa começou, ele foi libertado. Para os russos, ele é conhecido pela tortura e assassinato de soldados do exército russo.&lt;/p&gt;&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://avatars.dzeninfra.ru/get-zen_doc/1706869/pub_627a972fd4ec0d1542fa7fd5_627a9a92bcf9435902e7aa19/scale_1200&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;600&quot; data-original-width=&quot;800&quot; height=&quot;457&quot; src=&quot;https://avatars.dzeninfra.ru/get-zen_doc/1706869/pub_627a972fd4ec0d1542fa7fd5_627a9a92bcf9435902e7aa19/scale_1200&quot; width=&quot;609&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Sergey Velitchko esperando pelo julgamento em 2021&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Konstantin Nemichev, comandante da célula de defesa territorial de Harkov, fazia parte do Azov local e do Corpo Nacional de Harkov (partido político do Azov). Em suas redes sociais ele publicou imagens de soldados capturados da Rússia e das repúblicas de Donetsk e Lugansk. Mesmo antes da operação especial, ele defendeu a rápida libertação de “Chile” da prisão.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Artyom Moshensky também está com eles.&lt;/p&gt;&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://avatars.dzeninfra.ru/get-zen_doc/1582279/pub_627a972fd4ec0d1542fa7fd5_627a9ad9a240f645e1b97dcd/scale_1200&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;389&quot; data-original-width=&quot;625&quot; height=&quot;373&quot; src=&quot;https://avatars.dzeninfra.ru/get-zen_doc/1582279/pub_627a972fd4ec0d1542fa7fd5_627a9ad9a240f645e1b97dcd/scale_1200&quot; width=&quot;600&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Da esquerda para a direita: Sergei Velichko e Artyom Moshensky. Juntos, eles constituem um grupo criminoso bem organizado. Moshenskiy está em tratamento em Israel, apesar de uma tatuagem de uma suástica logo acima do joelho.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;IDEOLOGIA DO &quot;AZOV&quot; E O PAPEL QUE AS CRIANÇAS DESEMPENHAM NELA&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://avatars.dzeninfra.ru/get-zen_doc/2352854/pub_627a972fd4ec0d1542fa7fd5_627a9b36e71a825dbd8b76d4/scale_1200&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;571&quot; data-original-width=&quot;800&quot; height=&quot;448&quot; src=&quot;https://avatars.dzeninfra.ru/get-zen_doc/2352854/pub_627a972fd4ec0d1542fa7fd5_627a9b36e71a825dbd8b76d4/scale_1200&quot; width=&quot;627&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Crianças de um acampamento infantil do &quot;Azov&quot;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Na mídia russa, o Azov é chamado de organização neonazista sem quaisquer reservas. São acusados ​​de reabilitar o nazismo e de promover opiniões racistas através do acampamento infantil de Azovets e dos centros de treino militar, onde os voluntários são treinados para a frente de batalha.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na mídia ocidental, &quot;Azov&quot; não é exatamente chamado de nazista. Após o regimento ser incorporado às Forças Armadas da Ucrânia, os líderes de ultradireita deixaram o Azov seguindo o seu líder Biletsky e criaram o seu próprio análogo do destacamento, o “Corpo Nacional”. Isso foi o que o governo ucraniano disse aos americanos e europeus. Talvez os americanos não tenham percebido que tinham sido enganados. No entanto, os membros do Corpo Nacional são membros do Azov. Em alguns jornais da mídia brasileira, em vez de neonazistas usa-se a expressão &quot;pessoas com uma cruz suástica&quot;. Mercenários brasileiros também alegam que &quot;nazistas foram expulsos&quot;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo a CNN &lt;i&gt;&quot;Em 2015, o próprio regimento de Azov afirmou que as suas fileiras incluíam entre 10% e 20% de extremistas de extrema-direita”, mas hoje estes números podem ser mais baixos.&quot;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Entretanto, fundos do orçamento do Estado são atribuídos ao acampamento infantil de Azovets, mas o que é ensinado no acampamento? E quem ensina as crianças?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo jornalista do canal Current Time, os instrutores do acampamento são combatentes do Azov. Eles asseguram que não incomodam muito a cabeça dos seus filhos com a sua ideologia de social-nacionalismo. A menos que ensinem apenas o decálogo “Decálogo do Nacionalista Ucraniano” às crianças.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quais são esses mandamentos? Confira aqui:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;“Eu sou o espírito do elemento eterno que te salvou do dilúvio tártaro e te colocou à beira de dois mundos para criar uma nova vida:&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;1. Você criará o Estado ucraniano ou morrerá na luta por ele.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;2. Você não permitirá que ninguém manche a glória ou a honra de sua Nação.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;3. Recordarás os grandes dias da nossa luta de libertação.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;4. Terás orgulho de ser o herdeiro da luta pela glória do Tridente de Vladimir.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;5. Vingarás a morte dos Grandes Cavaleiros (membros da OUN-UPA).&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;6. Falarás sobre certos assuntos não com quem puder, mas com quem precisar.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;7. Realizarás sem hesitação a tarefa mais perigosa se uma boa causa assim o exigir.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;8. Combaterás os inimigos da sua Nação (judeus, poloneses, comunistas, russos) com ódio e luta intransigente.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;9. Nem pedidos, nem ameaças, nem tortura, nem a morte irão forçá-lo a revelar um segredo.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;10. Lutarás para espalhar o poder, a glória, a riqueza e o espaço do Estado ucraniano.”&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esse texto foi compilado em 1929 por um dos ideólogos da Organização dos Ucranianos Nacionalistas, Stepan Lenkavsky.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quando, em entrevista a um dos alunos do acampamento infantil Azovets, um jornalista do Current Time perguntou de quais inimigos o jovem ucraniano defenderia seu país, o menino respondeu:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;&quot;De qualquer um.&quot;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Desta forma, as crianças dos 9 aos 18 anos estão preparadas para combater um inimigo com motivações políticas. Aliás, quem é mais velho sabe muito mais sobre os inimigos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Assim, em 2020, um membro de 16 anos do “Corpo Nacional” (partido e batalhão nacional de Andrei Biletsky que forma quadros para o Azov) Eduard Pyatak esfaqueou até à morte um homem bêbado numa parada de ônibus. Isso lembra alguma coisa? Lembre-se do início da carreira de Andrei Biletsky em Harkov.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com o especialista em mídia ucraniano Anatoly Shariy, blogueiro crítico dos governos da Ucrânia e da Rússia, o Corpo Nacional (Azov é afiliado a ele) usou crianças e menores de idade para atacar pontos de propaganda dos partidos da oposição durante as eleições de 2019.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Embora esteja certo afirmar que a extrema-direita da Ucrânia tem apoio eleitoral mínimo, eles (Azov) têm desfrutado de impunidade pela violência dirigida às minorias, têm sido desenfreados nos seus esforços para ganhar influência dentro das forças militares e de segurança, e têm sido apoiados pelos principais líderes da Ucrânia.&quot; diz Alexey Kuzmenko, um jornalista investigativo ucro-americano especializado na extrema direita ucraniana, em um comentário para a CNN.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mesmo com um apoio mínimo nas eleições, os nacionalistas continuam a desempenhar um papel significativo na sociedade ucraniana invejável para qualquer organização de extrema-direita do Ocidente. Afinal, eles têm armas, acesso à educação das gerações futuras e o apoio dos meios de comunicação ocidentais. Como já dizia Mao Tsé Tung, &quot;o poder nasce do cano de um fuzil&quot;, mas a Rede Globo prefere dizer ao público brasileiro que &quot;é preciso apoiar a Ucrânia porque temos lá jogadores de futebol e uma diáspora ucraniana no Paraná&quot;.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://avatars.dzeninfra.ru/get-zen_doc/3731867/pub_627a972fd4ec0d1542fa7fd5_627a9b84794d713356710a47/scale_1200&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;438&quot; data-original-width=&quot;780&quot; height=&quot;324&quot; src=&quot;https://avatars.dzeninfra.ru/get-zen_doc/3731867/pub_627a972fd4ec0d1542fa7fd5_627a9b84794d713356710a47/scale_1200&quot; width=&quot;577&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Durante o período da Operação Militar Especial da Rússia, o “Azov” e o “Corpo Nacional” tornaram-se plataformas de recrutamento de pessoas para a frente. Eles também treinam civis em assuntos militares.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Embora seja uma força de combate eficaz e muito ativa no conflito atual, o batalhão tem um histórico de tendências neonazistas que não foram totalmente extintas pela sua integração no exército ucraniano, concluiu um analista da CNN.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;A maior derrota do Regimento Azov se deu na Batalha de Mariupol, no Cerco de Azovstal, quando grande parte do seu contingente foi liquidado e sua liderança se rendeu.&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;Fontes:&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tchyonoye Solntse Ukrainy. Livro de Aleksey Kotchetkov&lt;br /&gt;Offshory - Rossiya i NATO. Blog de jornalista independente em: https://dzen.ru/id/61be6f7b685a1037104be0b8&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apaginavermelha.blogspot.com/feeds/1215593986280696763/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/32665152/1215593986280696763' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32665152/posts/default/1215593986280696763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32665152/posts/default/1215593986280696763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apaginavermelha.blogspot.com/2024/01/regimento-azov-provas-do-neonazismo.html' title='REGIMENTO &quot;AZOV&quot;: Provas do neonazismo como poder armado da Ucrânia'/><author><name>A Página Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12949564587080273706</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgIZA2i2LYLYQaEMvh9tJhWexMkpU9DI-DyAqEHETuZgbxae_eMRw6WOqmxwWqrPc__r17CzK1TwT-a-AGniygMv2yxsOunSuyWCeCF0X4aZYa1xOde1UDwj89iuiXUaJI/s113/U-EKBk4jLFg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://img.youtube.com/vi/71vOgvLxy-I/default.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32665152.post-8492739791704267897</id><published>2024-01-17T18:50:00.002-03:00</published><updated>2024-01-17T18:50:19.364-03:00</updated><title type='text'>Nossa live no canal A Arte da Guerra</title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;nbsp;Euromaydan, onde tudo começou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, 17/01/24, no canal A Arte da Guerra, faremos uma live com o Comandante Robinson Farinazzo sobre o tema &quot;Euromaydan&quot;, um acontecimento do inverno 2013-14 que marcou o mundo e desencadeou o maior conflito da Europa desde o fim da IIGM, entre Ucrânia e Rússia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanhe-nos em&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;iframe allowfullscreen=&quot;&quot; class=&quot;BLOG_video_class&quot; height=&quot;266&quot; src=&quot;https://www.youtube.com/embed/oYdtfGz7lIg&quot; width=&quot;320&quot; youtube-src-id=&quot;oYdtfGz7lIg&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apaginavermelha.blogspot.com/feeds/8492739791704267897/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/32665152/8492739791704267897' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32665152/posts/default/8492739791704267897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32665152/posts/default/8492739791704267897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apaginavermelha.blogspot.com/2024/01/nossa-live-no-canal-arte-da-guerra.html' title='Nossa live no canal A Arte da Guerra'/><author><name>A Página Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12949564587080273706</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgIZA2i2LYLYQaEMvh9tJhWexMkpU9DI-DyAqEHETuZgbxae_eMRw6WOqmxwWqrPc__r17CzK1TwT-a-AGniygMv2yxsOunSuyWCeCF0X4aZYa1xOde1UDwj89iuiXUaJI/s113/U-EKBk4jLFg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://img.youtube.com/vi/oYdtfGz7lIg/default.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32665152.post-3936755476631071790</id><published>2023-10-15T21:56:00.002-03:00</published><updated>2023-10-15T21:56:47.803-03:00</updated><title type='text'>Em 15 de novembro um agente do KGB eliminou Stepan Bandera</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;b&gt;Do canal do professor Klim Júkov&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em 15 de outubro de 1959, como resultado de uma operação do KGB da URSS, um colaborador nazista, um dos líderes dos nacionalistas ucranianos e simplesmente um canalha, Stepan Bandera, foi eliminado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os preparativos para a eliminação de Bandera começaram em 1958. Então, em maio, um certo nativo de Dortmund, Hans Joachim Budait, foi à Roterdã na Holanda para participar de uma reunião de luto dedicada ao 20º aniversário da morte de outro nazista ucraniano, Yevgeny Konovalets, explodido pelo oficial do NKVD Pavel Sudoplatov, que contou com a presença da liderança da OUN.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sob o nome de Hans Budait disfarçava-se agente da KGB Bogdan Stashinsky, que naquela época já era um liquidatário experiente, em particular, que enviou Lev Rebet, outro dos líderes da OUN, para a vala (o assassinato foi disfarçado de ataque cardíaco). No entanto, as ligações de Bandera eram devidamente monitoradas pelas agências de segurança do Estado da URSS, por isso não houve ordem para eliminá-lo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Somente no ano seguinte foi dada a ordem, quando Bandera, sob o nome de Stepan Popel, se escondia em Munique. Os agentes soviéticos conseguiram descobrir o endereço residencial de Bandera e Stashinsky foi enviado para lá. No local, Bogdan Nikolaevich recebeu a futura arma do crime, um cilindro de cano duplo carregado com ampolas de cianeto de potássio. Ao apertar o gatilho, a carga de pólvora quebrou as ampolas e o veneno voou a uma distância de até um metro. Em 15 de outubro se deu a liquidação.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao subir ao terceiro andar do edifício nº 7 na Kreittmanstrasse, o líder da OUN percebeu Stashinsky. À pergunta “O que você está fazendo aqui?” o estranho estendeu a mão com um maço de jornal para a frente e atirou na região do rosto. O estalo que se ouviu com o tiro foi quase inaudível, a atenção dos vizinhos foi atraída pelo grito de Bandera, que, sob efeito de cianeto, cedeu e desabou na escada. Quando os vizinhos olharam para fora de seus apartamentos, Stashinsky já havia saído de cena. Bandera ainda estava vivo, mas morreu a caminho do hospital sem recuperar a consciência. O diagnóstico primário é uma fratura na base do crânio em decorrência de uma queda. Considerando as possíveis causas da queda, os médicos optaram pela paralisia cardíaca. A intervenção dos órgãos de segurança ajudou a apurar a real causa da morte de Bandera, durante o exame, o médico encontrou no morto um coldre com revólver (ele sempre trazia uma arma), e denunciou-o imediatamente à polícia criminal. . Um exame mostrou que a morte de Bandera foi causada por envenenamento por cianeto de potássio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pela liquidação bem-sucedida do colaborador de Hitler, Bogdan Stashinsky foi condecorado com a Ordem da Bandeira Vermelha. Infelizmente, o futuro destino de Stashinsky não foi particularmente bom. Stashinsky tagarelou para sua esposa alemã sobre sua participação na liquidação de Bandera, ela começou a surpreendê-lo sobre “você será eliminado como testemunha disso”, e dois anos depois o casal fugiu para a Alemanha Ocidental, onde no julgamento Stashinsky confessou os assassinatos de Bandera e Rebet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEj31J-Dg2oXrLx-ZMA7kYI3hxiNiaxDvRaD75oguqKRUpJMMYZ0V4N4CITN6eGG8a-SjaCvTkmbadtQq4SzQr9loeIPiHiMsX01WKsXsyJ1EZsV00NATtKhtV-bhhST4xxpPCl1y0z1JrBzk-YRHEsSwRAOs5soBmzHyfJRzAnZ9Ngh0Qk_2r9nJA&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; data-original-height=&quot;440&quot; data-original-width=&quot;780&quot; height=&quot;181&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEj31J-Dg2oXrLx-ZMA7kYI3hxiNiaxDvRaD75oguqKRUpJMMYZ0V4N4CITN6eGG8a-SjaCvTkmbadtQq4SzQr9loeIPiHiMsX01WKsXsyJ1EZsV00NATtKhtV-bhhST4xxpPCl1y0z1JrBzk-YRHEsSwRAOs5soBmzHyfJRzAnZ9Ngh0Qk_2r9nJA&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apaginavermelha.blogspot.com/feeds/3936755476631071790/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/32665152/3936755476631071790' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32665152/posts/default/3936755476631071790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32665152/posts/default/3936755476631071790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apaginavermelha.blogspot.com/2023/10/em-15-de-novembro-um-agente-do-kgb.html' title='Em 15 de novembro um agente do KGB eliminou Stepan Bandera'/><author><name>A Página Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12949564587080273706</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgIZA2i2LYLYQaEMvh9tJhWexMkpU9DI-DyAqEHETuZgbxae_eMRw6WOqmxwWqrPc__r17CzK1TwT-a-AGniygMv2yxsOunSuyWCeCF0X4aZYa1xOde1UDwj89iuiXUaJI/s113/U-EKBk4jLFg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEj31J-Dg2oXrLx-ZMA7kYI3hxiNiaxDvRaD75oguqKRUpJMMYZ0V4N4CITN6eGG8a-SjaCvTkmbadtQq4SzQr9loeIPiHiMsX01WKsXsyJ1EZsV00NATtKhtV-bhhST4xxpPCl1y0z1JrBzk-YRHEsSwRAOs5soBmzHyfJRzAnZ9Ngh0Qk_2r9nJA=s72-c" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32665152.post-1347960592689846074</id><published>2023-05-11T16:09:00.000-03:00</published><updated>2023-05-11T16:09:14.297-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Garry White"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="gays na URSS"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Harry white"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="homofilia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="homofobia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="homossexuais na URSS"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="idiota e degenerado"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="lgbt"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="LGBTQIA"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Stalin"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Stalin e os homossexuais"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="uranismo"/><title type='text'>&quot;Idiota e degenerado&quot;: a resposta de Stalin a um jornalista britânico que queria legalizar a sodomia na URSS</title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;span style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;Talvez o leitor não saiba, mas existe um grupelho de radicais de esquerda, em realidade liberais com capa vermelha, que nos últimos anos têm usado cada vez mais simbologia soviética e praticado até mesmo apropriação cultural para promover os valores da globalização imperialista. Eles são apenas um dos tentáculos do grande capital, que age tanto em círculos de direita, no centro e não seria diferente na esquerda.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Grupos no Telegram, Discord e canais de Youtube que não raro reúnem impressionantes dezenas de milhares de leitores têm apresentado a URSS como se fossem uma espécie de &quot;Sodoma Vermelha&quot;. Não raro esses militantes usam nomes relacionados com Stalin junto com avatares de desenhos animados japoneses, exigem ser tratados por &quot;ela&quot;, mesmo se tratando de homens, muitas vezes com grossas vozes e até barba. Um desses grupos autointitulado &quot;Frente Marxista no Brasil&quot; chegou a declarar que &quot;não existe nenhuma prova de que a URSS era contra homossexuais&quot;, usando como fonte o publicista Klaus Scarmelotto, que parece ter encontrado no fim do arco-íris o seu baú dourado. Mesmo em língua russa, como denunciado pelo renomado blogueiro comunista Remi Meissner, uma seita chamada &quot;Guarda Vermelha de Spartacus&quot; chegou a dizer que &quot;os marxistas e até os democratas um tanto consistentes não podem se recusar a apoiar todas as demandas justas das pessoas LGBT&quot;. Outros blogueiros são ainda mais astutos, associando qualquer crítica&amp;nbsp; ou rejeição à ideologia e estilo de vida homo ou transexual a &quot;fascismo&quot;. Pérolas da pós-verdade e do pós-estruturalismo.&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em verdade essa postura é absolutamente estranha aos marxistas. Aqui vemos o demônio do politicamente correto, da desinformação e da astúcia usar sob nova tintura um &quot;velho bem esquecido&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em 1934, o jornalista do Moscow Daily News, o britânico Garry White (1907-1960), nascido em Edimburgo, Escócia, chegou a escrever uma carta a Stalin pedindo a legalização da sodomia, isto é, do coito entre homens, na URSS. O seu parceiro havia sido preso pelo artigo da sodomia (conhecido pela legislação russa soviética como &quot;mujelojstvo&quot;). Há alguns anos ela havia sido criminalizada em todas as repúblicas soviéticas, o que refuta a teoria de Klaus Scarmelotto e outros militantes do arco-íris de que &quot;a proibição só existia nas repúblicas islâmicas&quot;. Pode um homossexual ser um comunista? Questionava o britânico.&amp;nbsp;&lt;b&gt;(O texto a seguir é longo, pule para o parágrafo em negrito para saber a resposta de Stalin)&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Camarada Stalin,&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;O conteúdo de meu apelo é resumidamente o seguinte. O autor desta carta, membro do Partido Comunista da Grã-Bretanha, solicita uma fundamentação teórica do decreto de 7 de março do Comitê Executivo Central da URSS sobre [a instituição de] responsabilidade penal por sodomia.&amp;nbsp;Uma vez que ele se esforça por se aproximar desta questão a partir de um ponto de vista Marxista, o autor desta carta acredita que o decreto contradiz tanto os fatos da própria vida quanto os princípios do Marxismo-Leninismo.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Aqui está um sumário dos fatos que são discutidos em detalhe na carta anexa:&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;1. Em geral, a condição dos homossexuais sob o capitalismo é análoga à condição das mulheres, das raças de cor, das minorias étnicas e de outros grupos que são reprimidos por uma razão ou outra;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;2. A atitude da sociedade burguesa em relação à homossexualidade está baseada na contradição entre:&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;ol style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; margin-left: 56.025px; margin-top: 0em; text-align: justify;&quot; type=&quot;a&quot;&gt;&lt;li style=&quot;font-size: 12pt; line-height: 22.4px; margin-left: 52.175px; margin-top: 0em; text-align: justify; text-indent: 0em;&quot;&gt;&lt;i&gt;A necessidade do capitalismo de “carne de canhão” e de um exército de reserva de mão-de-obra (levando a leis repressivas contra a homossexualidade, que é considerada como uma ameaça às taxas de natalidade);&lt;/i&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;font-size: 12pt; line-height: 22.4px; margin-left: 52.175px; margin-top: 0em; text-align: justify; text-indent: 0em;&quot;&gt;&lt;i&gt;A pobreza crescente das massas sob o capitalismo (levando ao colapso da família da classe trabalhadora e ao aumento da homossexualidade).&lt;/i&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;3. Esta contradição somente pode ser resolvida em uma sociedade onde a liquidação do desemprego e o constante crescimento do bem-estar material dos trabalhadores promovam condições em que as pessoas que são normais no sentido sexual possam se casar.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;4. A ciência confirma que uma percentagem insignificante da população sofre de homossexualidade inata.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;5. A existência desta minoria insignificante não é uma ameaça à sociedade sob a ditadura do proletariado.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;6. A nova lei sobre a homossexualidade provocou as mais variadas e contraditórias interpretações.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;7. A lei de 7 de março contradiz fundamentalmente o princípio básico da lei anterior sobre a questão.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;8. A lei de 7 de março pede essencialmente a “aniquilação” no âmbito da vida sexual.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;9. A lei de 7 de março é absurda e injusta do ponto de vista da ciência, que provou a existência de homossexuais inatos e não tem meios a sua disposição para mudar a natureza sexual dos homossexuais.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Estimado camarada Stalin:&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Embora eu seja um comunista estrangeiro que ainda não foi promovido ao PC(b)U, no entanto penso que não vai parecer natural para você, o líder do proletariado mundial, que me dirija a você com um pedido para se lançar luz sobre uma questão que, ao que me parece, tem grande significado para um grande número de comunistas na URSS bem como em outros países.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;A questão é a seguinte: pode um homossexual ser considerado alguém digno de pertencer ao Partido Comunista?&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;A lei recentemente promulgada sobre responsabilidade criminal por sodomia, que foi confirmada pelo Comitê Central Executivo da URSS em 7 de março deste ano, aparentemente significa que os homossexuais não podem ser reconhecidos como dignos do título de cidadãos soviéticos. Consequentemente, devem ser considerados ainda menos dignos de serem membros do AUCP(b).&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Uma vez que tenho interesse pessoal nesta questão, na medida em que sou homossexual, dirigi esta pergunta a vários dos camaradas da OGPU e do Comissariado do Povo para a Justiça, a psiquiatras e ao camarada Borodin, o editor em chefe do jornal onde trabalho.&lt;a id=&quot;r3&quot; name=&quot;r3&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Tudo o que consegui obter deles foi um certo número de opiniões contraditórias que mostram que entre esses camaradas não há uma compreensão teórica clara do que pode ter servido de base para a aprovação de tal lei. O primeiro psiquiatra de quem busquei ajuda duas vezes com esta questão assegurou-me (depois de verificar isto junto ao Comissariado do Povo para a Justiça) que se eles são cidadãos honestos ou bons comunistas, seus pacientes podem organizar suas vidas pessoais como melhor lhes pareça. O camarada Borodin, que disse que ele pessoalmente tinha uma visão negativa da homossexualidade, ao mesmo tempo declarou que me considera como um comunista bastante bom, que poderia ser de confiança e que eu poderia levar minha vida pessoal como eu quisesse. Um pouco antes, quando a prisão de homossexuais tinha apenas começado, o camarada Borodin estava bastante indisposto em me ver como um delinquente potencial; ele não me considera um mau comunista, e isto foi confirmado pelo fato de que me promoveu no trabalho nomeando-me chefe da equipe editorial, que é a posição de supervisão mais elevada, à exceção dos membros do comitê editorial. Algo mais tarde, quando a versão de 17 de dezembro da lei já existia, mas antes do decreto de 7 de março, entrei em contato com a OGPU em conexão com a prisão de certa pessoa com quem eu tive relações homossexuais. Disseram-me que não havia nada que me incriminasse.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Todas estas declarações produziram a impressão de que os órgãos de justiça soviéticos não processam a homossexualidade como tal, apenas alguns homossexuais socialmente perigosos. Se este é realmente o caso, então há necessidade de uma lei geral?&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;No entanto, por outro lado, depois que a lei foi emitida em 7 de março, eu tive uma conversa na OGPU na qual me disseram que a lei se aplica estritamente a todos os casos de homossexualidade que sejam trazidos à luz.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Em relação à falta de claridade que existe nesta matéria, dirijo-me a você na esperança de que você encontrará tempo para me dar uma resposta.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Permita-me explicar-lhe como entendo esta questão.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Em primeiro lugar, gostaria de assinalar que vejo a condição dos homossexuais que são de origem operária ou mesmo trabalhadores como análoga à condição das mulheres sob o regime capitalista e das raças de cor que são oprimidas pelo imperialismo. Esta condição também é similar em muitos aspectos à condição dos judeus sob a ditadura de Hitler, e em geral não é difícil ver nisto uma analogia com a condição de qualquer camada social submetida à exploração e perseguição sob domínio capitalista.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Quando analisamos a natureza da perseguição de homossexuais, devemos ter em mente que existem dois tipos de homossexuais: em primeiro lugar, os que são do jeito desde que nasceram (além disso, se os cientistas discordam sobre as razões precisas disto, então não há discordância de que existem certas razões profundas); em segundo lugar, existem homossexuais que tiveram uma vida sexual normal, mas depois se tornaram homossexuais, algumas vezes por maldade, algumas vezes por considerações econômicas.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Para o segundo tipo, a questão se resolve de forma relativamente simples. Pessoas que se tornam homossexuais em virtude de sua depravação em geral pertencem à burguesia, vários de cujos membros tomam este caminho de vida depois de se sentirem saciados com todas as formas de prazer e perversidade que estão disponíveis nas relações sexuais com mulheres. Entre aqueles que levam esta forma de vida por considerações econômicas, encontramos membros da pequena burguesia, do lumpenproletariado e (por mais estranho que possa parecer) do proletariado. Em consequência da escassez material, particularmente agravada durante períodos de crise, estas pessoas são forçadas temporariamente a se voltar para este método de satisfazer seus impulsos sexuais na medida em que a falta de meios lhes priva da possibilidade de casar ou pelo menos de contratar os serviços de prostitutas. Existem também aqueles que se tornam homossexuais não para satisfazer seus impulsos, mas para ganhar seu sustento através da prostituição (este fenômeno se espalhou particularmente na moderna Alemanha).&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Mas a ciência estabeleceu a existência de homossexuais inatos. A investigação demonstrou que os homossexuais deste tipo existem em proporções aproximadamente iguais dentro de todas as classes da sociedade. Igualmente, pode-se considerar como fato estabelecido que, com pequenos desvios, os homossexuais em geral constituem em torno de dois por cento da população. Se aceitarmos esta proporção, segue-se que existem em torno de dois milhões de homossexuais na URSS. Sem mencionar o fato de que entre estas pessoas existem, sem dúvida, os que estão ajudando na construção do socialismo, pode ser possível, como exige a lei de 7 de março, que um número tão grande de pessoas seja submetido à prisão?&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Assim como as mulheres da classe burguesa sofrem em grau significativamente menor das injustiças do regime capitalista (você naturalmente se lembra do que disse Lênin a respeito), também os homossexuais natos da classe dominante sofrem muito menos da perseguição do que os homossexuais do meio operário. Deve-se dizer que mesmo dentro da URSS há condições que complicam as vidas cotidianas dos homossexuais e que frequentemente os colocam em situação difícil. (Tenho em mente as dificuldades para se encontrar um parceiro para o ato sexual, na medida em que os homossexuais constituem uma minoria da população, uma minoria que é forçada a esconder suas verdadeiras inclinações em um grau ou outro).&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Qual a atitude da sociedade burguesa para com os homossexuais? Mesmo se levarmos em conta as diferenças existentes a este respeito na legislação de vários países, podemos falar de uma atitude especificamente burguesa nesta questão? Sim, podemos. Independentemente destas leis, o capitalismo é contra a homossexualidade em virtude de toda a sua tendência de classe. Esta tendência pode ser observada através do curso da história, mas se manifestou com força especial durante o período da crise geral do capitalismo.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;O capitalismo, que necessita de um enorme exército industrial de reserva e de carne de canhão para florescer, considera a homossexualidade como um fator que ameaça com menores taxas de natalidade (como sabemos, nos países capitalistas existem leis que punem o aborto e outros métodos de concepção).&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Naturalmente, a atitude da burguesia para com a questão homossexual é pura hipocrisia. Leis estritas são causa de poucos incômodos para o homossexual burguês. Quem estiver familiarizado com a história interna da classe capitalista sabe dos escândalos periódicos que surgem a este respeito: além do mais, membros da classe dominante envolvidos nestes assuntos sofrem em grau insignificante. Posso citar um fato pouco conhecido a este respeito. Vários anos atrás, um dos filhos do Lord e Lady Astor foi condenado por homossexualidade. A imprensa inglesa e americana se omitiu de informar sobre isto, com a exceção do&amp;nbsp;Morning Advertiser. Este jornal é de propriedade de fabricantes de cerveja, e era de seu interesse comprometer Lord e Lady Astor, que tinham agitado pela introdução da proibição. Assim, o fato da [condenação de Astor] tornou-se conhecido graças às contradições dentro da classe dominante.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Graças a sua riqueza, a burguesia pode evitar a punição legal que desce com toda a sua severidade sobre os trabalhadores homossexuais com exceção dos casos em que estes últimos se prostituíram com membros da classe dominante.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Já mencionei que o capitalismo, que tem necessidade de carne de canhão e de um exército de reserva de mão-de-obra, tenta combater a homossexualidade. Mas, ao mesmo tempo, através da piora das condições de vida dos trabalhadores, o capitalismo produz as condições objetivas para o aumento do número de homossexuais que adotam este estilo de vida em virtude de necessidades materiais.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Esta contradição se refletiu no fato de que o fascismo, que empregava o pederasta [Marinus] van der Lubbe&amp;nbsp;como arma em sua provocação, ao mesmo tempo em que suprimia brutalmente o movimento da intelligentsia liberal de “libertação” dos homossexuais, dirigido pelo Dr. Magnus Hirschfeld. (Ver o&amp;nbsp;Brown Book, que cita o caso de Hirschfeld como um exemplo da barbárie anti-cultural dos fascistas).&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Outro reflexo desta contradição é a figura de André Gide, escritor homossexual francês, dirigente do movimento antifascista e ardoroso amigo da URSS. O público em geral na França sabe da homossexualidade de Gide porque ele escreve sobre isto abertamente em seus livros. E, no entanto, sua autoridade entre as massas como um companheiro de viagem do partido comunista na França não foi abalada. O fato de Gide ter-se juntado ao movimento revolucionário não impediu seu crescimento ou o apoio das massas à liderança do partido comunista. Na minha opinião, isto demonstra que as massas não são intolerantes com os homossexuais.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Elogiando a “pureza da raça” e os valores familiares, o fascismo adotou uma posição ainda mais dura contra a homossexualidade do que o governo pré-Hitler. Contudo, porque o fascismo destrói a família da classe trabalhadora e promove o empobrecimento das massas, ele estimula essencialmente o desenvolvimento do segundo tipo de homossexualidade que descrevi – isto é, [a homossexualidade] em casos de necessidade.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;A única solução para esta contradição é a transformação revolucionária da ordem existente e a criação de uma sociedade em que a ausência do desemprego, a crescente prosperidade das massas e a liquidação da família como unidade econômica, assegurem as condições nas quais ninguém será forçado à pederastia em casos de necessidade. Quanto aos chamados homossexuais inatos, enquanto percentagem insignificante da população, eles são incapazes de ameaçar a taxa de natalidade no estado socialista.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;“Os resultados gerais do crescimento da prosperidade material levaram ao fato de que,&amp;nbsp;enquanto as taxas de mortalidade cresceram junto à pobreza nos países capitalistas, a mortalidade decresceu e as taxas de natalidade aumentaram na URSS.&amp;nbsp;Comparada aos anos pré-guerra, a população na URSS aumentou em um terço, enquanto na Europa capitalista caiu em dez por cento. Hoje, nosso país com sua população de 165 milhões de habitantes mostra o mesmo aumento da população que a Europa capitalista com sua população de 360 milhões de habitantes. Como você pode ver, neste assunto o ritmo aqui é furioso (risos) ” (Informe do camarada Kaganovich sobre o trabalho do Comitê Central do AUCP(b) na conferência da organização de Moscou – os&amp;nbsp;itálicos&amp;nbsp;são do camarada Kaganovich).&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Apesar das leis inusitadamente severas sobre o matrimônio que existem nos países capitalistas, a perversão no âmbito da vida sexual normal é significativamente mais disseminada nos países capitalistas do que na URSS, onde as leis sobre o matrimônio são mais livres e mais racionais do que no restante do mundo. É verdade, sabemos que nos primeiros anos da Revolução certas pessoas tentaram abusar da liberdade proporcionada pelas leis matrimoniais soviéticas. No entanto, estes abusos não foram detidos por medidas repressivas, mas pela amplitude da educação política e do trabalho cultural, e pela evolução da economia na direção do socialismo. Imagino que com relação ao homossexualismo (do segundo tipo) uma política similar se mostraria mais frutífera.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Sempre acreditei que era um erro avançar separadamente a palavra de ordem da emancipação dos homossexuais da classe trabalhadora a partir das condições da exploração capitalista. Creio que esta emancipação é inseparável da luta geral pela emancipação de toda a humanidade da opressão da exploração da propriedade privada.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Não tinha nenhuma intenção de transformar isto em um problema, de colocar esta questão teoricamente e de buscar uma opinião definitiva sobre esta questão do Partido. Contudo, no momento, a própria realidade me obrigou a colocar esta questão, e considero que seja essencial alcançar um esclarecimento geral sobre este tema.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;O camarada Borodin indicou-me que o fato de que eu ser homossexual de forma alguma diminui meu valor como revolucionário. Ele demonstrou grande confiança em mim, indicando-me como chefe de redação. Então, ele não me trata como alguém que pode se tornar ou que foi um criminoso condenado. Ele também me indicou que minha vida pessoal não era algo que pudesse prejudicar até mesmo no menor grau minha condição de membro do Partido e do trabalho editorial.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Quando apresentei a ele a questão das detenções, ele mais uma vez (e a OGPU através dele) assegurou-me que no caso dado as razões [para as detenções] eram de natureza política, e de forma alguma de natureza social ou moral, embora a variante de 17 de dezembro da lei já existisse então. Depois de fazer a solicitação correspondente à OGPU, me disseram: “Não há nada de incriminador contra você”. Quando soube da variante de 17 de dezembro da lei, recebi respostas de tipo similar de certo número de pessoas. É verdade que o camarada Degot, do Comissariado do Povo da Justiça, disse que a razão para a lei era que o homossexualismo era uma forma de degenerescência burguesa.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;O especialista em psiquiatria com quem eu falei sobre este tema se recusou a acreditar na existência de tal lei até que mostrei uma cópia para ele.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Apesar da existência de certo número de interpretações incorretas por parte de certos camaradas, é completamente óbvio que no período precedente à promulgação da lei, a opinião pública sobre esta questão não era em absoluto hostil aos homossexuais. E isto não me surpreendeu em absoluto.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Aceitei as detenções de homossexuais como um fenômeno totalmente natural, na medida em que na ocasião [das detenções] havia razões de natureza política. Como já mencionei, tudo isto estava de acordo com minha própria análise da questão (como se indica acima), e exatamente da mesma forma não contradiz o ponto de vista expresso oficialmente pelo público soviético. O camarada Borodin me assinalou que não deveria dar demasiada importância ao artigo sobre homossexualismo na&amp;nbsp;Grande Enciclopédia Soviética&amp;nbsp;porque (disse ele) seu autor era ele próprio homossexual e o artigo foi publicado durante um período em que uma série de desvios ainda não tinham sido expostos. Não acho que devamos desconfiar de uma história do Partido Comunista se um comunista a escreveu. Se um homossexual de fato escreveu este artigo, então, tudo o que se exigia dele era uma abordagem objetiva e científica do homossexualismo. Em segundo lugar, sei tanto sobre a eficácia do controle político soviético da imprensa que não posso admitir a possibilidade de que um artigo com desvios sérios pudesse ser impresso numa publicação como a&amp;nbsp;Grande Enciclopédia Soviética. Se isto é possível quando se trata de artigos individuais em alguma revista ou jornal insignificantes, então não é possível na&amp;nbsp;Grande Enciclopédia Soviética. Em qualquer caso, pensei que era possível ter plena confiança em uma publicação cujos editores incluem pessoas como Molotov, Kuibyshev e Pokrovsky (ou mesmo Bukharin, embora ele mereça menos confiança).&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Contudo, do ponto de vista que estou defendendo, o artigo na&amp;nbsp;Grande Enciclopédia Soviética&amp;nbsp;não era de grande importância. A atitude do público soviético ante esta questão foi expressa com suficiente clareza na lei que existia exatamente até a adoção da Lei de 7 de março. Se a lei nada tinha dito sobre esta questão, então as dúvidas podem ter existido antes. Mas a lei de fato formulou uma opinião sobre esta questão: ela defendia os interesses da sociedade proibindo a sedução e perversão de menores. Mas isto nos leva a concluir que as relações homossexuais entre adultos não foram proibidas.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;A lei, naturalmente, é dialética: muda enquanto as circunstâncias mudam. É óbvio, no entanto, que quando a primeira lei foi ratificada, toda a questão do homossexualismo foi levada em conta como um todo (isto, de qualquer forma, é o que se poderia pensar na base da conclusão do que se seguiu a partir da lei). Esta lei estabelecia que o governo soviético rechaçava completamente o princípio da perseguição ao homossexualismo. Este princípio é de caráter fundamental, e sabemos que princípios básicos não se alteram a fim de torná-los compatíveis às novas circunstâncias. Alterar os princípios básicos para tal finalidade significa ser um oportunista e não um dialético.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Sou capaz de compreender que a alteração das circunstâncias também requer certas mudanças parciais na legislação, na aplicação de novas medidas para a defesa da sociedade, mas não posso entender como a alteração das circunstâncias pode nos forçar a mudar um de [nossos] princípios básicos.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Visitei dois psiquiatras em busca de uma resposta à questão de saber se era possível “curar” a homossexualidade – talvez você vá achar isto surpreendente. Admito que isto foi oportunismo de minha parte (desta vez, talvez, isto pode ser perdoado), mas fui motivado a fazer isto pelo desejo de encontrar algum tipo de solução para este maldito dilema. E menos ainda quero contradizer a decisão do governo soviético. Eu estava preparado para fazer qualquer coisa somente para evitar a necessidade de me encontrar em contradição com a lei soviética. Dei este passo apesar do fato de não saber se os pesquisadores contemporâneos foram bem-sucedidos em estabelecer a verdadeira natureza da homossexualidade e a possibilidade de converter homossexuais em heterossexuais – isto é, em pessoas que participam do ato sexual somente com membros do sexo oposto. Se essa possibilidade fosse um fato estabelecido, então tudo seria muito mais simples, naturalmente.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Mas, falando francamente, mesmo que esta possibilidade fosse estabelecida, eu ficaria incerto de todos os modos sobre se seria desejável de fato converter homossexuais em heterossexuais. Naturalmente, pode haver certas razões políticas que poderiam tornar isto desejável. Mas imagino que a necessidade de tal procedimento de nivelação deva estar motivada por razões inusitadamente fortes.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Sem dúvida é desejável que a maioria das pessoas sejam normais no sentido sexual. Temo, contudo, que isto nunca será o caso. E penso que meus temores são confirmados pelos fatos da história. Penso que se pode dizer com certeza que a maioria das pessoas deseja e continuará a desejar uma vida sexual normal. No entanto, duvido muito da possibilidade de que todas as pessoas se tornem completamente idênticas em termos de suas inclinações sexuais.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Gostaria de lembrar que os homossexuais constituem meros dois por cento da população. Você também deve se lembrar que entre estes dois por cento havia pessoas excepcionalmente talentosas como Sócrates, Leonardo da Vinci, Michelangelo, Shakespeare e Tchaikovsky. Estes são aqueles sobre os quais sabemos que eram homossexuais. Mas quantas de muitas outras pessoas talentosas existem entre homossexuais que esconderam suas verdadeiras inclinações? Não tenho nenhuma intenção de defender a teoria absurda de que os homossexuais pertencem a uma raça de super-homens, que homossexualidade e genialidade são sinônimos, que os homossexuais chegarão algum dia, como se alega, a tomar sua vingança sobre a sociedade por seus sofrimentos unindo-se para conquistar heterossexuais. “Teorias” desta laia já foram condenadas com desprezo considerável (como merecem ser) por Engels em sua carta a Marx de 22 de junho de 1869. Nesta carta, Engels escreve sobre “teoria” proposta por uma camarilha de homossexuais burgueses alemães que tinham formado sua própria e especial organização. Engels classifica todo esse assunto com o epíteto de “porcarias” (schweinerei).&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Que foi precisamente a “teoria” política da organização, e não a orientação sexual específica de seus membros, o que despertou a ira de Engels, pode ser visto em sua carta a [Friedrich] Sorge de 8 de fevereiro de 1890. Engels escreve:&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;“Aqui há outra tempestade em um copo d’água em curso. Você lerá em&amp;nbsp;Labour Elector&amp;nbsp;sobre o bafafá provocado por Peake [?], editor assistente do&amp;nbsp;Star, que em um dos jornais locais acusou abertamente Lord Gaston de sodomia em relação à escandalosa homossexualidade da aristocracia local. O artigo foi vergonhoso, mas foi apenas de natureza pessoal; o assunto não era político”. [A tradução é imprecisa e feita a partir do texto publicado em inglês em um jornal comunista inglês].&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;“O assunto não era político”. O fato de que Engels se refira ao caso de um membro da classe inimiga, que foi acusado de sodomia e que causou um escândalo no mundo aristocrático, como “não político”, como uma “tempestade em copo d’água”, é de grande e fundamental importância para nós. Se a homossexualidade é vista como um traço característico da degenerescência burguesa, então é correto atacar suas manifestações individuais, particularmente durante um período em que os escândalos homossexuais se generalizavam no meio aristocrático. Contudo, desprende-se da citação que Engels não considerava a homossexualidade como uma forma específica de degeneração burguesa. Ele atacou somente quando (como, por exemplo, nos casos envolvendo a Alemanha) ela adotou a forma política de uma associação de certos elementos burgueses. Quando, por outro lado, o assunto não tinha conotações políticas (como no caso acima citado), Engels não considerou necessário atacá-lo.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Assumo que certos tipos de talento (em particular, o talento no âmbito das artes) são de forma surpreendente frequentemente combinados à homossexualidade. Isto deve ser levado em conta, e me parece que se deve pesar cuidadosamente os riscos da nivelação sexual precisamente neste ramo da cultura soviética, no momento ainda não possuímos uma explicação suficientemente científica da homossexualidade.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Eu me permitirei citar uma passagem do informe do Camarada Stalin ao XVII Congresso do Partido:&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;“[Qualquer] leninista sabe, se for um leninista genuíno, que o nivelamento no âmbito das necessidades e da vida pessoal cotidiana é&amp;nbsp;um absurdo reacionário digno de alguma seita primitiva de ascetas, e não de um estado socialista organizado de forma Marxista, pois não se pode exigir que todas as pessoas devam ter necessidades e gostos idênticos, que todas as pessoas vivam suas vidas diárias de acordo com um único modelo […]&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;“Concluir disto que o socialismo requer o igualitarismo, a equalização e o nivelamento das necessidades dos membros da sociedade, o nivelamento de seus gostos e vidas pessoais, que de acordo com o Marxismo todos devem usar roupas idênticas e comer a mesma quantidade de um só e mesmo prato, é equivalente a proferir banalidades e caluniar o Marxismo” (Stalin, Informe ao XVII Congresso do Partido sobre os trabalhos do Comitê Central do PC(b)U. Lenpartizdat, 1934, pp. 54-55. Os&amp;nbsp;itálicos&amp;nbsp;são meus – H.W.).&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Parece-me que este trecho do informe do Camarada Stalin tem direta influência sobre a questão que estou analisando.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;No entanto, o que é importante é que mesmo quando se persegue este nivelamento no presente, é impossível alcançá-lo seja por meios médicos ou legislativos.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Quando ambos os psiquiatras a quem visitei foram forçados por minhas insistentes perguntas a confessar que existem casos de homossexualidade incurável, finalmente estabeleci minha própria atitude sobre a questão.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Deve-se reconhecer que existe tal coisa de homossexualidade inextirpável – ainda não encontrei fatos que refutem isto – e, portanto, parece-me, em consequência, que se deve reconhecer como inevitável a existência desta minoria na sociedade, seja uma sociedade capitalista ou mesmo uma sociedade socialista. Neste caso, não se pode encontrar qualquer justificativa em declarar essas pessoas penalmente responsáveis por seus traços distintivos, traços estes por cuja criação não carregam nenhuma responsabilidade e que são incapazes de mudar mesmo que quisessem.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: justify; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Assim, na tentativa de raciocinar de acordo com os princípios do Marxismo-Leninismo como os entendo, cheguei no final à contradição entre a lei e as conclusões que acompanham minha linha de raciocínio. E é justamente esta contradição que me obriga a desejar uma declaração oficial sobre esta questão.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;date&quot; style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: right;&quot;&gt;Saudações comunistas&lt;br /&gt;Harry Whyte&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;date&quot; style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: right;&quot;&gt;Meu endereço:&lt;br /&gt;Bolshoi Afanasievskii, nº 5, apt, 11;&lt;br /&gt;telefone: 3-34-33&lt;br /&gt;Endereço profissional:&lt;br /&gt;Petrovskii pereulok, nº 8,&lt;br /&gt;“Moscow Daily News”,&lt;br /&gt;tel: 2-58-71, 3-33-26.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Como podemos perceber,&amp;nbsp; o grafómano Harry White usou-se de um estilo muito parecido com o dos chamados &quot;militantes LGBT&quot;, com toda uma verborragia que lhes é típica, além de desinformação, por exemplo quando o autor alega que &quot;Tchaykovskiy era homossexual&quot;, recorrendo ainda a figuras como Leonardo Davinci. Ainda que o pintor fosse homossexual, no caso de ser verdade, isso de forma alguma legitima moralmente ou biologicamente essa prática, sendo como alegar que o Japão tornou-se uma das maiores economias mundiais &quot;por ter terremotos&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;Mas a resposta de Stalin foi lacônica: &quot;Idiota e degenerado! Para o arquivo.&quot;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;&lt;b&gt;Algumas semanas depois Harry White foi expulso da União Soviética. Em 1941, o seu visto de entrada foi negado pela Embaixada da URSS em Londres. White morreu com apenas 53 anos, relativamente jovem, o que não raramente ocorre aos seus pares.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;- Fontes de consulta&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;https://www.rubaltic.ru/context/01072020-idiot-i-degenerat-otvet-stalina-na-prosbu-zhurnalista-razreshit-muzhelozhstvo-v-sssr/&lt;br /&gt;https://www.marxists.org/portugues/whyte/1934/05/90.htm#r6&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;https://remi-meisner.livejournal.com/?utm_medium=endless_scroll&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;https://amarok-man.livejournal.com/5571009.html&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;https://colonelcassad.livejournal.com/1192527.html&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;IVANOV, Viktor Aleksandrovitch. Artigo científico Organizações contrarrevolucionárias dentre os homossexuais de Leningrado no início dos anos 30 e seu pogrom&lt;/b&gt;. Em&amp;nbsp;https://cyberleninka.ru/article/n/kontrrevolyutsionnye-organizatsii-sredi-gomoseksualistov-leningrada-v-nachale-1930-h-godov-i-ih-pogrom/viewer&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apaginavermelha.blogspot.com/feeds/1347960592689846074/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/32665152/1347960592689846074' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32665152/posts/default/1347960592689846074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32665152/posts/default/1347960592689846074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apaginavermelha.blogspot.com/2023/05/idiota-e-degenerado-resposta-de-stalin_11.html' title='&quot;Idiota e degenerado&quot;: a resposta de Stalin a um jornalista britânico que queria legalizar a sodomia na URSS'/><author><name>A Página Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12949564587080273706</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgIZA2i2LYLYQaEMvh9tJhWexMkpU9DI-DyAqEHETuZgbxae_eMRw6WOqmxwWqrPc__r17CzK1TwT-a-AGniygMv2yxsOunSuyWCeCF0X4aZYa1xOde1UDwj89iuiXUaJI/s113/U-EKBk4jLFg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32665152.post-4307431602065284606</id><published>2023-05-11T16:01:00.005-03:00</published><updated>2023-05-11T16:05:09.441-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Garry White"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="gays na URSS"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Harry white"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="homofilia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="homofobia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="homossexuais na URSS"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="lgbt"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Stalin"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Stalin e os homossexuais"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="uranismo"/><title type='text'>&quot;Idiota e degenerado&quot;: a resposta de Stalin ao pedido de um jornalista britânico para legalizar a sodomia na URSS</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp;Talvez o leitor não saiba, mas existe um grupelho de radicais de esquerda, em realidade liberais com capa vermelha, que nos últimos anos têm usado cada vez mais simbologia soviética e praticado até mesmo apropriação cultural para promover os valores da globalização imperialista. Eles são apenas um dos tentáculos do grande capital, que age tanto em círculos de direita, no centro e não seria diferente na esquerda.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Grupos no Telegram, Discord e canais de Youtube que não raro reúnem impressionantes dezenas de milhares de leitores têm apresentado a URSS como se fossem uma espécie de &quot;Sodoma Vermelha&quot;. Não raro esses militantes usam nomes relacionados com Stalin junto com avatares de desenhos animados japoneses, exigem ser tratados por &quot;ela&quot;, mesmo se tratando de homens, muitas vezes com grossas vozes e até barba. Um desses grupos autointitulado &quot;Frente Marxista no Brasil&quot; chegou a declarar que &quot;não existe nenhuma prova de que a URSS era contra homossexuais&quot;, usando como fonte o publicista Klaus Scarmelotto, que parece ter encontrado no fim do arco-íris o seu baú dourado. Mesmo em língua russa, como denunciado pelo renomado blogueiro comunista Remi Meissner, uma seita chamada &quot;Guarda Vermelha de Spartacus&quot; chegou a dizer que &quot;os marxistas e até os democratas um tanto consistentes não podem se recusar a apoiar todas as demandas justas das pessoas LGBT&quot;. Pérolas da pós-verdade e do pós-estruturalismo.&lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;Em verdade essa postura é absolutamente estranha aos marxistas. Aqui vemos o demônio do politicamente correto, da desinformação e da astúcia usar sob nova tintura um &quot;velho bem esquecido&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em 1934, o jornalista do Moscow Daily News, o britânico Garry White (1907-1960), nascido em Edimburgo, Escócia, chegou a escrever uma carta a Stalin pedindo a legalização da sodomia, isto é, do coito entre homens, na URSS. O seu parceiro havia sido preso pelo artigo da sodomia (conhecido pela legislação russa soviética como &quot;mujelojstvo&quot;). Há alguns anos ela havia sido criminalizada em todas as repúblicas soviéticas, o que refuta a teoria de Klaus Scarmelotto e outros militantes do arco-íris de que &quot;a proibição só existia nas repúblicas islâmicas&quot;. Pode um homossexual ser um comunista? Questionava o britânico.&amp;nbsp;&lt;b&gt;(O texto a seguir é longo, pule para o parágrafo em negrito para saber a resposta de Stalin)&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Camarada Stalin,&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;O conteúdo de meu apelo é resumidamente o seguinte. O autor desta carta, membro do Partido Comunista da Grã-Bretanha, solicita uma fundamentação teórica do decreto de 7 de março do Comitê Executivo Central da URSS sobre [a instituição de] responsabilidade penal por sodomia.&amp;nbsp;Uma vez que ele se esforça por se aproximar desta questão a partir de um ponto de vista Marxista, o autor desta carta acredita que o decreto contradiz tanto os fatos da própria vida quanto os princípios do Marxismo-Leninismo.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Aqui está um sumário dos fatos que são discutidos em detalhe na carta anexa:&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;1. Em geral, a condição dos homossexuais sob o capitalismo é análoga à condição das mulheres, das raças de cor, das minorias étnicas e de outros grupos que são reprimidos por uma razão ou outra;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;2. A atitude da sociedade burguesa em relação à homossexualidade está baseada na contradição entre:&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;ol style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; margin-left: 56.025px; margin-top: 0em;&quot; type=&quot;a&quot;&gt;&lt;li style=&quot;font-size: 12pt; line-height: 22.4px; margin-left: 52.175px; margin-top: 0em; text-align: justify; text-indent: 0em;&quot;&gt;&lt;i&gt;A necessidade do capitalismo de “carne de canhão” e de um exército de reserva de mão-de-obra (levando a leis repressivas contra a homossexualidade, que é considerada como uma ameaça às taxas de natalidade);&lt;/i&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;font-size: 12pt; line-height: 22.4px; margin-left: 52.175px; margin-top: 0em; text-align: justify; text-indent: 0em;&quot;&gt;&lt;i&gt;A pobreza crescente das massas sob o capitalismo (levando ao colapso da família da classe trabalhadora e ao aumento da homossexualidade).&lt;/i&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;3. Esta contradição somente pode ser resolvida em uma sociedade onde a liquidação do desemprego e o constante crescimento do bem-estar material dos trabalhadores promovam condições em que as pessoas que são normais no sentido sexual possam se casar.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;4. A ciência confirma que uma percentagem insignificante da população sofre de homossexualidade inata.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;5. A existência desta minoria insignificante não é uma ameaça à sociedade sob a ditadura do proletariado.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;6. A nova lei sobre a homossexualidade provocou as mais variadas e contraditórias interpretações.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;7. A lei de 7 de março contradiz fundamentalmente o princípio básico da lei anterior sobre a questão.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;8. A lei de 7 de março pede essencialmente a “aniquilação” no âmbito da vida sexual.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;9. A lei de 7 de março é absurda e injusta do ponto de vista da ciência, que provou a existência de homossexuais inatos e não tem meios a sua disposição para mudar a natureza sexual dos homossexuais.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Estimado camarada Stalin:&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Embora eu seja um comunista estrangeiro que ainda não foi promovido ao PC(b)U, no entanto penso que não vai parecer natural para você, o líder do proletariado mundial, que me dirija a você com um pedido para se lançar luz sobre uma questão que, ao que me parece, tem grande significado para um grande número de comunistas na URSS bem como em outros países.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;A questão é a seguinte: pode um homossexual ser considerado alguém digno de pertencer ao Partido Comunista?&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;A lei recentemente promulgada sobre responsabilidade criminal por sodomia, que foi confirmada pelo Comitê Central Executivo da URSS em 7 de março deste ano, aparentemente significa que os homossexuais não podem ser reconhecidos como dignos do título de cidadãos soviéticos. Consequentemente, devem ser considerados ainda menos dignos de serem membros do AUCP(b).&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Uma vez que tenho interesse pessoal nesta questão, na medida em que sou homossexual, dirigi esta pergunta a vários dos camaradas da OGPU e do Comissariado do Povo para a Justiça, a psiquiatras e ao camarada Borodin, o editor em chefe do jornal onde trabalho.&lt;a href=&quot;https://www.marxists.org/portugues/whyte/1934/05/90.htm#tr3&quot; style=&quot;background-attachment: initial; background-clip: initial; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial; background-repeat: initial; background-size: initial; color: #000099;&quot;&gt;&lt;sup&gt;(3)&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;&lt;a id=&quot;r3&quot; name=&quot;r3&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Tudo o que consegui obter deles foi um certo número de opiniões contraditórias que mostram que entre esses camaradas não há uma compreensão teórica clara do que pode ter servido de base para a aprovação de tal lei. O primeiro psiquiatra de quem busquei ajuda duas vezes com esta questão assegurou-me (depois de verificar isto junto ao Comissariado do Povo para a Justiça) que se eles são cidadãos honestos ou bons comunistas, seus pacientes podem organizar suas vidas pessoais como melhor lhes pareça. O camarada Borodin, que disse que ele pessoalmente tinha uma visão negativa da homossexualidade, ao mesmo tempo declarou que me considera como um comunista bastante bom, que poderia ser de confiança e que eu poderia levar minha vida pessoal como eu quisesse. Um pouco antes, quando a prisão de homossexuais tinha apenas começado, o camarada Borodin estava bastante indisposto em me ver como um delinquente potencial; ele não me considera um mau comunista, e isto foi confirmado pelo fato de que me promoveu no trabalho nomeando-me chefe da equipe editorial, que é a posição de supervisão mais elevada, à exceção dos membros do comitê editorial. Algo mais tarde, quando a versão de 17 de dezembro da lei já existia, mas antes do decreto de 7 de março, entrei em contato com a OGPU em conexão com a prisão de certa pessoa com quem eu tive relações homossexuais. Disseram-me que não havia nada que me incriminasse.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Todas estas declarações produziram a impressão de que os órgãos de justiça soviéticos não processam a homossexualidade como tal, apenas alguns homossexuais socialmente perigosos. Se este é realmente o caso, então há necessidade de uma lei geral?&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;No entanto, por outro lado, depois que a lei foi emitida em 7 de março, eu tive uma conversa na OGPU na qual me disseram que a lei se aplica estritamente a todos os casos de homossexualidade que sejam trazidos à luz.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Em relação à falta de claridade que existe nesta matéria, dirijo-me a você na esperança de que você encontrará tempo para me dar uma resposta.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Permita-me explicar-lhe como entendo esta questão.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Em primeiro lugar, gostaria de assinalar que vejo a condição dos homossexuais que são de origem operária ou mesmo trabalhadores como análoga à condição das mulheres sob o regime capitalista e das raças de cor que são oprimidas pelo imperialismo. Esta condição também é similar em muitos aspectos à condição dos judeus sob a ditadura de Hitler, e em geral não é difícil ver nisto uma analogia com a condição de qualquer camada social submetida à exploração e perseguição sob domínio capitalista.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Quando analisamos a natureza da perseguição de homossexuais, devemos ter em mente que existem dois tipos de homossexuais: em primeiro lugar, os que são do jeito desde que nasceram (além disso, se os cientistas discordam sobre as razões precisas disto, então não há discordância de que existem certas razões profundas); em segundo lugar, existem homossexuais que tiveram uma vida sexual normal, mas depois se tornaram homossexuais, algumas vezes por maldade, algumas vezes por considerações econômicas.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Para o segundo tipo, a questão se resolve de forma relativamente simples. Pessoas que se tornam homossexuais em virtude de sua depravação em geral pertencem à burguesia, vários de cujos membros tomam este caminho de vida depois de se sentirem saciados com todas as formas de prazer e perversidade que estão disponíveis nas relações sexuais com mulheres. Entre aqueles que levam esta forma de vida por considerações econômicas, encontramos membros da pequena burguesia, do lumpenproletariado e (por mais estranho que possa parecer) do proletariado. Em consequência da escassez material, particularmente agravada durante períodos de crise, estas pessoas são forçadas temporariamente a se voltar para este método de satisfazer seus impulsos sexuais na medida em que a falta de meios lhes priva da possibilidade de casar ou pelo menos de contratar os serviços de prostitutas. Existem também aqueles que se tornam homossexuais não para satisfazer seus impulsos, mas para ganhar seu sustento através da prostituição (este fenômeno se espalhou particularmente na moderna Alemanha).&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Mas a ciência estabeleceu a existência de homossexuais inatos. A investigação demonstrou que os homossexuais deste tipo existem em proporções aproximadamente iguais dentro de todas as classes da sociedade. Igualmente, pode-se considerar como fato estabelecido que, com pequenos desvios, os homossexuais em geral constituem em torno de dois por cento da população. Se aceitarmos esta proporção, segue-se que existem em torno de dois milhões de homossexuais na URSS. Sem mencionar o fato de que entre estas pessoas existem, sem dúvida, os que estão ajudando na construção do socialismo, pode ser possível, como exige a lei de 7 de março, que um número tão grande de pessoas seja submetido à prisão?&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Assim como as mulheres da classe burguesa sofrem em grau significativamente menor das injustiças do regime capitalista (você naturalmente se lembra do que disse Lênin a respeito), também os homossexuais natos da classe dominante sofrem muito menos da perseguição do que os homossexuais do meio operário. Deve-se dizer que mesmo dentro da URSS há condições que complicam as vidas cotidianas dos homossexuais e que frequentemente os colocam em situação difícil. (Tenho em mente as dificuldades para se encontrar um parceiro para o ato sexual, na medida em que os homossexuais constituem uma minoria da população, uma minoria que é forçada a esconder suas verdadeiras inclinações em um grau ou outro).&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Qual a atitude da sociedade burguesa para com os homossexuais? Mesmo se levarmos em conta as diferenças existentes a este respeito na legislação de vários países, podemos falar de uma atitude especificamente burguesa nesta questão? Sim, podemos. Independentemente destas leis, o capitalismo é contra a homossexualidade em virtude de toda a sua tendência de classe. Esta tendência pode ser observada através do curso da história, mas se manifestou com força especial durante o período da crise geral do capitalismo.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;O capitalismo, que necessita de um enorme exército industrial de reserva e de carne de canhão para florescer, considera a homossexualidade como um fator que ameaça com menores taxas de natalidade (como sabemos, nos países capitalistas existem leis que punem o aborto e outros métodos de concepção).&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Naturalmente, a atitude da burguesia para com a questão homossexual é pura hipocrisia. Leis estritas são causa de poucos incômodos para o homossexual burguês. Quem estiver familiarizado com a história interna da classe capitalista sabe dos escândalos periódicos que surgem a este respeito: além do mais, membros da classe dominante envolvidos nestes assuntos sofrem em grau insignificante. Posso citar um fato pouco conhecido a este respeito. Vários anos atrás, um dos filhos do Lord e Lady Astor foi condenado por homossexualidade. A imprensa inglesa e americana se omitiu de informar sobre isto, com a exceção do&amp;nbsp;Morning Advertiser. Este jornal é de propriedade de fabricantes de cerveja, e era de seu interesse comprometer Lord e Lady Astor, que tinham agitado pela introdução da proibição. Assim, o fato da [condenação de Astor] tornou-se conhecido graças às contradições dentro da classe dominante.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Graças a sua riqueza, a burguesia pode evitar a punição legal que desce com toda a sua severidade sobre os trabalhadores homossexuais com exceção dos casos em que estes últimos se prostituíram com membros da classe dominante.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Já mencionei que o capitalismo, que tem necessidade de carne de canhão e de um exército de reserva de mão-de-obra, tenta combater a homossexualidade. Mas, ao mesmo tempo, através da piora das condições de vida dos trabalhadores, o capitalismo produz as condições objetivas para o aumento do número de homossexuais que adotam este estilo de vida em virtude de necessidades materiais.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Esta contradição se refletiu no fato de que o fascismo, que empregava o pederasta [Marinus] van der Lubbe&lt;a href=&quot;https://www.marxists.org/portugues/whyte/1934/05/90.htm#tr4&quot; style=&quot;background-attachment: initial; background-clip: initial; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial; background-repeat: initial; background-size: initial; color: #000099;&quot;&gt;&lt;sup&gt;(4)&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;&lt;a id=&quot;r4&quot; name=&quot;r4&quot;&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;como arma em sua provocação, ao mesmo tempo em que suprimia brutalmente o movimento da intelligentsia liberal de “libertação” dos homossexuais, dirigido pelo Dr. Magnus Hirschfeld&lt;a href=&quot;https://www.marxists.org/portugues/whyte/1934/05/90.htm#tr5&quot; style=&quot;background-attachment: initial; background-clip: initial; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial; background-repeat: initial; background-size: initial; color: #000099;&quot;&gt;&lt;sup&gt;(5)&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;&lt;a id=&quot;r5&quot; name=&quot;r5&quot;&gt;&lt;/a&gt;. (Ver o&amp;nbsp;Brown Book, que cita o caso de Hirschfeld como um exemplo da barbárie anti-cultural dos fascistas)&lt;a href=&quot;https://www.marxists.org/portugues/whyte/1934/05/90.htm#tr6&quot; style=&quot;background-attachment: initial; background-clip: initial; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial; background-repeat: initial; background-size: initial; color: #000099;&quot;&gt;&lt;sup&gt;(6)&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;&lt;a id=&quot;r6&quot; name=&quot;r6&quot;&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Outro reflexo desta contradição é a figura de André Gide, escritor homossexual francês, dirigente do movimento antifascista e ardoroso amigo da URSS. O público em geral na França sabe da homossexualidade de Gide porque ele escreve sobre isto abertamente em seus livros. E, no entanto, sua autoridade entre as massas como um companheiro de viagem do partido comunista na França não foi abalada. O fato de Gide ter-se juntado ao movimento revolucionário não impediu seu crescimento ou o apoio das massas à liderança do partido comunista. Na minha opinião, isto demonstra que as massas não são intolerantes com os homossexuais.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Elogiando a “pureza da raça” e os valores familiares, o fascismo adotou uma posição ainda mais dura contra a homossexualidade do que o governo pré-Hitler. Contudo, porque o fascismo destrói a família da classe trabalhadora e promove o empobrecimento das massas, ele estimula essencialmente o desenvolvimento do segundo tipo de homossexualidade que descrevi – isto é, [a homossexualidade] em casos de necessidade.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;A única solução para esta contradição é a transformação revolucionária da ordem existente e a criação de uma sociedade em que a ausência do desemprego, a crescente prosperidade das massas e a liquidação da família como unidade econômica, assegurem as condições nas quais ninguém será forçado à pederastia em casos de necessidade. Quanto aos chamados homossexuais inatos, enquanto percentagem insignificante da população, eles são incapazes de ameaçar a taxa de natalidade no estado socialista.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;“Os resultados gerais do crescimento da prosperidade material levaram ao fato de que,&amp;nbsp;enquanto as taxas de mortalidade cresceram junto à pobreza nos países capitalistas, a mortalidade decresceu e as taxas de natalidade aumentaram na URSS.&amp;nbsp;Comparada aos anos pré-guerra, a população na URSS aumentou em um terço, enquanto na Europa capitalista caiu em dez por cento. Hoje, nosso país com sua população de 165 milhões de habitantes mostra o mesmo aumento da população que a Europa capitalista com sua população de 360 milhões de habitantes. Como você pode ver, neste assunto o ritmo aqui é furioso (risos) ” (Informe do camarada Kaganovich sobre o trabalho do Comitê Central do AUCP(b) na conferência da organização de Moscou – os&amp;nbsp;itálicos&amp;nbsp;são do camarada Kaganovich).&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Apesar das leis inusitadamente severas sobre o matrimônio que existem nos países capitalistas, a perversão no âmbito da vida sexual normal é significativamente mais disseminada nos países capitalistas do que na URSS, onde as leis sobre o matrimônio são mais livres e mais racionais do que no restante do mundo. É verdade, sabemos que nos primeiros anos da Revolução certas pessoas tentaram abusar da liberdade proporcionada pelas leis matrimoniais soviéticas. No entanto, estes abusos não foram detidos por medidas repressivas, mas pela amplitude da educação política e do trabalho cultural, e pela evolução da economia na direção do socialismo. Imagino que com relação ao homossexualismo (do segundo tipo) uma política similar se mostraria mais frutífera.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Sempre acreditei que era um erro avançar separadamente a palavra de ordem da emancipação dos homossexuais da classe trabalhadora a partir das condições da exploração capitalista. Creio que esta emancipação é inseparável da luta geral pela emancipação de toda a humanidade da opressão da exploração da propriedade privada.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Não tinha nenhuma intenção de transformar isto em um problema, de colocar esta questão teoricamente e de buscar uma opinião definitiva sobre esta questão do Partido. Contudo, no momento, a própria realidade me obrigou a colocar esta questão, e considero que seja essencial alcançar um esclarecimento geral sobre este tema.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;O camarada Borodin indicou-me que o fato de que eu ser homossexual de forma alguma diminui meu valor como revolucionário. Ele demonstrou grande confiança em mim, indicando-me como chefe de redação. Então, ele não me trata como alguém que pode se tornar ou que foi um criminoso condenado. Ele também me indicou que minha vida pessoal não era algo que pudesse prejudicar até mesmo no menor grau minha condição de membro do Partido e do trabalho editorial.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Quando apresentei a ele a questão das detenções, ele mais uma vez (e a OGPU através dele) assegurou-me que no caso dado as razões [para as detenções] eram de natureza política, e de forma alguma de natureza social ou moral, embora a variante de 17 de dezembro da lei já existisse então. Depois de fazer a solicitação correspondente à OGPU, me disseram: “Não há nada de incriminador contra você”. Quando soube da variante de 17 de dezembro da lei, recebi respostas de tipo similar de certo número de pessoas. É verdade que o camarada Degot, do Comissariado do Povo da Justiça, disse que a razão para a lei era que o homossexualismo era uma forma de degenerescência burguesa.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;O especialista em psiquiatria com quem eu falei sobre este tema se recusou a acreditar na existência de tal lei até que mostrei uma cópia para ele.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Apesar da existência de certo número de interpretações incorretas por parte de certos camaradas, é completamente óbvio que no período precedente à promulgação da lei, a opinião pública sobre esta questão não era em absoluto hostil aos homossexuais. E isto não me surpreendeu em absoluto.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Aceitei as detenções de homossexuais como um fenômeno totalmente natural, na medida em que na ocasião [das detenções] havia razões de natureza política. Como já mencionei, tudo isto estava de acordo com minha própria análise da questão (como se indica acima), e exatamente da mesma forma não contradiz o ponto de vista expresso oficialmente pelo público soviético. O camarada Borodin me assinalou que não deveria dar demasiada importância ao artigo sobre homossexualismo na&amp;nbsp;Grande Enciclopédia Soviética&amp;nbsp;porque (disse ele) seu autor era ele próprio homossexual e o artigo foi publicado durante um período em que uma série de desvios ainda não tinham sido expostos. Não acho que devamos desconfiar de uma história do Partido Comunista se um comunista a escreveu. Se um homossexual de fato escreveu este artigo, então, tudo o que se exigia dele era uma abordagem objetiva e científica do homossexualismo. Em segundo lugar, sei tanto sobre a eficácia do controle político soviético da imprensa que não posso admitir a possibilidade de que um artigo com desvios sérios pudesse ser impresso numa publicação como a&amp;nbsp;Grande Enciclopédia Soviética. Se isto é possível quando se trata de artigos individuais em alguma revista ou jornal insignificantes, então não é possível na&amp;nbsp;Grande Enciclopédia Soviética. Em qualquer caso, pensei que era possível ter plena confiança em uma publicação cujos editores incluem pessoas como Molotov, Kuibyshev e Pokrovsky (ou mesmo Bukharin, embora ele mereça menos confiança).&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Contudo, do ponto de vista que estou defendendo, o artigo na&amp;nbsp;Grande Enciclopédia Soviética&amp;nbsp;não era de grande importância. A atitude do público soviético ante esta questão foi expressa com suficiente clareza na lei que existia exatamente até a adoção da Lei de 7 de março. Se a lei nada tinha dito sobre esta questão, então as dúvidas podem ter existido antes. Mas a lei de fato formulou uma opinião sobre esta questão: ela defendia os interesses da sociedade proibindo a sedução e perversão de menores. Mas isto nos leva a concluir que as relações homossexuais entre adultos não foram proibidas.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;A lei, naturalmente, é dialética: muda enquanto as circunstâncias mudam. É óbvio, no entanto, que quando a primeira lei foi ratificada, toda a questão do homossexualismo foi levada em conta como um todo (isto, de qualquer forma, é o que se poderia pensar na base da conclusão do que se seguiu a partir da lei). Esta lei estabelecia que o governo soviético rechaçava completamente o princípio da perseguição ao homossexualismo. Este princípio é de caráter fundamental, e sabemos que princípios básicos não se alteram a fim de torná-los compatíveis às novas circunstâncias. Alterar os princípios básicos para tal finalidade significa ser um oportunista e não um dialético.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Sou capaz de compreender que a alteração das circunstâncias também requer certas mudanças parciais na legislação, na aplicação de novas medidas para a defesa da sociedade, mas não posso entender como a alteração das circunstâncias pode nos forçar a mudar um de [nossos] princípios básicos.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Visitei dois psiquiatras em busca de uma resposta à questão de saber se era possível “curar” a homossexualidade – talvez você vá achar isto surpreendente. Admito que isto foi oportunismo de minha parte (desta vez, talvez, isto pode ser perdoado), mas fui motivado a fazer isto pelo desejo de encontrar algum tipo de solução para este maldito dilema. E menos ainda quero contradizer a decisão do governo soviético. Eu estava preparado para fazer qualquer coisa somente para evitar a necessidade de me encontrar em contradição com a lei soviética. Dei este passo apesar do fato de não saber se os pesquisadores contemporâneos foram bem-sucedidos em estabelecer a verdadeira natureza da homossexualidade e a possibilidade de converter homossexuais em heterossexuais – isto é, em pessoas que participam do ato sexual somente com membros do sexo oposto. Se essa possibilidade fosse um fato estabelecido, então tudo seria muito mais simples, naturalmente.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Mas, falando francamente, mesmo que esta possibilidade fosse estabelecida, eu ficaria incerto de todos os modos sobre se seria desejável de fato converter homossexuais em heterossexuais. Naturalmente, pode haver certas razões políticas que poderiam tornar isto desejável. Mas imagino que a necessidade de tal procedimento de nivelação deva estar motivada por razões inusitadamente fortes.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Sem dúvida é desejável que a maioria das pessoas sejam normais no sentido sexual. Temo, contudo, que isto nunca será o caso. E penso que meus temores são confirmados pelos fatos da história. Penso que se pode dizer com certeza que a maioria das pessoas deseja e continuará a desejar uma vida sexual normal. No entanto, duvido muito da possibilidade de que todas as pessoas se tornem completamente idênticas em termos de suas inclinações sexuais.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Gostaria de lembrar que os homossexuais constituem meros dois por cento da população. Você também deve se lembrar que entre estes dois por cento havia pessoas excepcionalmente talentosas como Sócrates, Leonardo da Vinci, Michelangelo, Shakespeare e Tchaikovsky. Estes são aqueles sobre os quais sabemos que eram homossexuais. Mas quantas de muitas outras pessoas talentosas existem entre homossexuais que esconderam suas verdadeiras inclinações? Não tenho nenhuma intenção de defender a teoria absurda de que os homossexuais pertencem a uma raça de super-homens, que homossexualidade e genialidade são sinônimos, que os homossexuais chegarão algum dia, como se alega, a tomar sua vingança sobre a sociedade por seus sofrimentos unindo-se para conquistar heterossexuais. “Teorias” desta laia já foram condenadas com desprezo considerável (como merecem ser) por Engels em sua carta a Marx de 22 de junho de 1869. Nesta carta, Engels escreve sobre “teoria” proposta por uma camarilha de homossexuais burgueses alemães que tinham formado sua própria e especial organização. Engels classifica todo esse assunto com o epíteto de “porcarias” (schweinerei).&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Que foi precisamente a “teoria” política da organização, e não a orientação sexual específica de seus membros, o que despertou a ira de Engels, pode ser visto em sua carta a [Friedrich] Sorge de 8 de fevereiro de 1890. Engels escreve:&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;“Aqui há outra tempestade em um copo d’água em curso. Você lerá em&amp;nbsp;Labour Elector&amp;nbsp;sobre o bafafá provocado por Peake [?], editor assistente do&amp;nbsp;Star, que em um dos jornais locais acusou abertamente Lord Gaston de sodomia em relação à escandalosa homossexualidade da aristocracia local. O artigo foi vergonhoso, mas foi apenas de natureza pessoal; o assunto não era político”. [A tradução é imprecisa e feita a partir do texto publicado em inglês em um jornal comunista inglês].&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;“O assunto não era político”. O fato de que Engels se refira ao caso de um membro da classe inimiga, que foi acusado de sodomia e que causou um escândalo no mundo aristocrático, como “não político”, como uma “tempestade em copo d’água”, é de grande e fundamental importância para nós. Se a homossexualidade é vista como um traço característico da degenerescência burguesa, então é correto atacar suas manifestações individuais, particularmente durante um período em que os escândalos homossexuais se generalizavam no meio aristocrático. Contudo, desprende-se da citação que Engels não considerava a homossexualidade como uma forma específica de degeneração burguesa. Ele atacou somente quando (como, por exemplo, nos casos envolvendo a Alemanha) ela adotou a forma política de uma associação de certos elementos burgueses. Quando, por outro lado, o assunto não tinha conotações políticas (como no caso acima citado), Engels não considerou necessário atacá-lo.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Assumo que certos tipos de talento (em particular, o talento no âmbito das artes) são de forma surpreendente frequentemente combinados à homossexualidade. Isto deve ser levado em conta, e me parece que se deve pesar cuidadosamente os riscos da nivelação sexual precisamente neste ramo da cultura soviética, no momento ainda não possuímos uma explicação suficientemente científica da homossexualidade.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Eu me permitirei citar uma passagem do informe do Camarada Stalin ao XVII Congresso do Partido:&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;“[Qualquer] leninista sabe, se for um leninista genuíno, que o nivelamento no âmbito das necessidades e da vida pessoal cotidiana é&amp;nbsp;um absurdo reacionário digno de alguma seita primitiva de ascetas, e não de um estado socialista organizado de forma Marxista, pois não se pode exigir que todas as pessoas devam ter necessidades e gostos idênticos, que todas as pessoas vivam suas vidas diárias de acordo com um único modelo […]&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;“Concluir disto que o socialismo requer o igualitarismo, a equalização e o nivelamento das necessidades dos membros da sociedade, o nivelamento de seus gostos e vidas pessoais, que de acordo com o Marxismo todos devem usar roupas idênticas e comer a mesma quantidade de um só e mesmo prato, é equivalente a proferir banalidades e caluniar o Marxismo” (Stalin, Informe ao XVII Congresso do Partido sobre os trabalhos do Comitê Central do PC(b)U. Lenpartizdat, 1934, pp. 54-55. Os&amp;nbsp;itálicos&amp;nbsp;são meus – H.W.).&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Parece-me que este trecho do informe do Camarada Stalin tem direta influência sobre a questão que estou analisando.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;No entanto, o que é importante é que mesmo quando se persegue este nivelamento no presente, é impossível alcançá-lo seja por meios médicos ou legislativos.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Quando ambos os psiquiatras a quem visitei foram forçados por minhas insistentes perguntas a confessar que existem casos de homossexualidade incurável, finalmente estabeleci minha própria atitude sobre a questão.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Deve-se reconhecer que existe tal coisa de homossexualidade inextirpável – ainda não encontrei fatos que refutem isto – e, portanto, parece-me, em consequência, que se deve reconhecer como inevitável a existência desta minoria na sociedade, seja uma sociedade capitalista ou mesmo uma sociedade socialista. Neste caso, não se pode encontrar qualquer justificativa em declarar essas pessoas penalmente responsáveis por seus traços distintivos, traços estes por cuja criação não carregam nenhuma responsabilidade e que são incapazes de mudar mesmo que quisessem.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-indent: 2em;&quot;&gt;&lt;i&gt;Assim, na tentativa de raciocinar de acordo com os princípios do Marxismo-Leninismo como os entendo, cheguei no final à contradição entre a lei e as conclusões que acompanham minha linha de raciocínio. E é justamente esta contradição que me obriga a desejar uma declaração oficial sobre esta questão.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;date&quot; style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: right;&quot;&gt;Saudações comunistas&lt;br /&gt;Harry Whyte&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;date&quot; style=&quot;font-family: Verdana, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, Times, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 22.4px; text-align: right;&quot;&gt;Meu endereço:&lt;br /&gt;Bolshoi Afanasievskii, nº 5, apt, 11;&lt;br /&gt;telefone: 3-34-33&lt;br /&gt;Endereço profissional:&lt;br /&gt;Petrovskii pereulok, nº 8,&lt;br /&gt;“Moscow Daily News”,&lt;br /&gt;tel: 2-58-71, 3-33-26.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;Como podemos perceber,&amp;nbsp; o grafómano Harry White usou-se de um estilo muito parecido com o dos chamados &quot;militantes LGBT&quot;, com toda uma verborragia que lhes é típica, além de desinformação, por exemplo quando o autor alega que &quot;Tchaykovskiy era homossexual&quot;, recorrendo ainda a figuras como Leonardo Davinci. Ainda que o pintor fosse homossexual, no caso de ser verdade, isso de forma alguma legitima moralmente ou biologicamente essa prática, sendo como alegar que o Japão tornou-se uma das maiores economias mundiais &quot;por ter terremotos&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Mas a resposta de Stalin foi lacônica: &quot;Idiota e degenerado! Para o arquivo.&quot;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;&lt;b&gt;Algumas semanas depois Harry White foi expulso da União Soviética. Em 1941, o seu visto de entrada foi negado pela Embaixada da URSS em Londres. White morreu com apenas 53 anos, relativamente jovem, o que não raramente ocorre aos seus pares.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;- Fontes de consulta&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;https://www.rubaltic.ru/context/01072020-idiot-i-degenerat-otvet-stalina-na-prosbu-zhurnalista-razreshit-muzhelozhstvo-v-sssr/&quot;&gt;https://www.rubaltic.ru/context/01072020-idiot-i-degenerat-otvet-stalina-na-prosbu-zhurnalista-razreshit-muzhelozhstvo-v-sssr/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;https://www.marxists.org/portugues/whyte/1934/05/90.htm#r6&quot;&gt;https://www.marxists.org/portugues/whyte/1934/05/90.htm#r6&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href=&quot;https://remi-meisner.livejournal.com/?utm_medium=endless_scroll&quot;&gt;https://remi-meisner.livejournal.com/?utm_medium=endless_scroll&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href=&quot;https://amarok-man.livejournal.com/5571009.html&quot;&gt;https://amarok-man.livejournal.com/5571009.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href=&quot;https://colonelcassad.livejournal.com/1192527.html&quot;&gt;https://colonelcassad.livejournal.com/1192527.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;IVANOV, Viktor Aleksandrovitch. Artigo científico Organizações contrarrevolucionárias dentre os homossexuais de Leningrado no início dos anos 30 e seu pogrom&lt;/b&gt;. Em&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;https://cyberleninka.ru/article/n/kontrrevolyutsionnye-organizatsii-sredi-gomoseksualistov-leningrada-v-nachale-1930-h-godov-i-ih-pogrom/viewer&quot;&gt;https://cyberleninka.ru/article/n/kontrrevolyutsionnye-organizatsii-sredi-gomoseksualistov-leningrada-v-nachale-1930-h-godov-i-ih-pogrom/viewer&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apaginavermelha.blogspot.com/feeds/4307431602065284606/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/32665152/4307431602065284606' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32665152/posts/default/4307431602065284606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32665152/posts/default/4307431602065284606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apaginavermelha.blogspot.com/2023/05/idiota-e-degenerado-resposta-de-stalin.html' title='&quot;Idiota e degenerado&quot;: a resposta de Stalin ao pedido de um jornalista britânico para legalizar a sodomia na URSS'/><author><name>A Página Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12949564587080273706</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgIZA2i2LYLYQaEMvh9tJhWexMkpU9DI-DyAqEHETuZgbxae_eMRw6WOqmxwWqrPc__r17CzK1TwT-a-AGniygMv2yxsOunSuyWCeCF0X4aZYa1xOde1UDwj89iuiXUaJI/s113/U-EKBk4jLFg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32665152.post-241069796140681794</id><published>2023-05-11T02:28:00.002-03:00</published><updated>2023-05-11T15:11:01.413-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="comunismo"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="mulheres no comunismo"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="socialização das mulheres"/><title type='text'>O mito da socialização das esposas no comunismo</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Num país como o Brasil um marxista estrangeiro tem duas opiniões sobre o que se convencionou a chamar de &quot;esquerdista médio&quot; no Brasil: a de que se trata de alguém que &quot;aprendeu&quot; sobre o marxismo por sites de extrema-direita e que apreciou justo o que a extrema-direita aprova ou a de que se trata de alguém que não entendeu a obra de Marx e resolveu interpretá-la a seu próprio modo conforme os seus próprios desvios morais. Sobre este último tipo até mesmo Lenin chegou a comentar, em tom de condenação, numa carta a Clara Zetkin.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Um dos mitos mais recorrentes, tanto por reacionários de direita quanto por liberais, é o de que &quot;os comunistas querem socializar as mulheres&quot;. Numa variante do mito cita-se que &quot;Marx pediu a socialização das mulheres no Manifesto Comunista&quot;, noutra que os bolcheviques tentaram fazê-lo em 1918.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEhO7OdtsJaPfYfELZBKAngYZjTTYbsJjnn8mJrpP_8vsyDFOUk9lHQACGHrr1PqcrbLbJpxl67_wP-lHRWuFkGKF8qRHs6NV13u8SinymNneaqhxW2qEZ71ZJZCFSffIEwPDJANMOBPbJ0lr1_wKpICk_OO2NC5cSapRG9-gSuLeDA7nTXaj34&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; data-original-height=&quot;856&quot; data-original-width=&quot;600&quot; height=&quot;448&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEhO7OdtsJaPfYfELZBKAngYZjTTYbsJjnn8mJrpP_8vsyDFOUk9lHQACGHrr1PqcrbLbJpxl67_wP-lHRWuFkGKF8qRHs6NV13u8SinymNneaqhxW2qEZ71ZJZCFSffIEwPDJANMOBPbJ0lr1_wKpICk_OO2NC5cSapRG9-gSuLeDA7nTXaj34=w314-h448&quot; width=&quot;314&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Desde seu surgimento, o movimento socialista (e comunista como parte dele) tem cooperado ativamente com o feminismo (doravante, por feminismo, quero dizer o feminismo real, e não suas formas extremas, que são melhor chamadas de misantropia), e adota vários de seus slogans. Nesse estágio, os movimentos socialista e feminista estão frequentemente tão interligados que é impossível separar um do outro. O socialismo visa a libertação do homem. E a posição de uma mulher daquela época é simplesmente terrível.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É difícil para uma pessoa moderna imaginar o grau de rebaixamento da posição das mulheres na Europa. As raízes dessa atitude remontam ao alvorecer da Idade Média.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A ironia da história é que nas sociedades consideradas atrasadas no século 19, a posição das mulheres era muitas vezes melhor do que na &quot;civilizada&quot; Inglaterra. Uma comparação impressionante com o Império Russo da época, com sua energia e sarcasmo característicos, foi feita em 1890 por Blavatsky. Mas isso no final do século. Ainda sob o tzarismo, a Rússia criou a primeira universidade feminina da Europa, a Pavlov de medicina, onde muitos brasileiros que encontram um ambiente mais confortável e viável do que em universidades caras como a Unifor para tirarem os seus diplomas (e ainda podem trabalhar depois como médicos em países como a Alemanha, onde receberão em Euros). Alguns historiadores atribuem ao Grão-Ducado da Finlândia, que então fazia parte do Império Russo, o primeiro Sufrágio Universal.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em meados do século XIX, a situação nos países &quot;civilizados&quot; era ainda pior. Mesmo em comparação com os países islâmicos, a Europa perde no século XIX. De acordo com o Islã, uma mulher pode herdar livremente e dispor de propriedade sem nenhum guardião. Enquanto na Europa, com raras exceções, a mulher até a década de 1890 era considerada uma “criança tola”, cuja propriedade era totalmente controlada por um homem. Mesmo em relação às mulheres das classes altas que ganham a vida com literatura, juízes ingleses tomaram decisões olhar nos olhos de uma pessoa moderna como pura zombaria, &quot;as habilidades mentais de uma esposa pertencem ao marido&quot;. E pronto, ela é obrigada a dar tudo ao marido até o último centavo. O que havia a dizer sobre as classes mais baixas...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;As mulheres não tinham direito a nada. Até para os próprios filhos. O que é compreensível, em condições em que se acreditava que ela mesma exigia a guarda, a questão da guarda da criança foi automaticamente resolvida não a seu favor.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEjTI6qiZUPRV7oYlbSQxoVNDuB10XPY5AYwj6mzK08oL7ZDw4NAqDPSAJU4eDx-q0ngao_vsnbRIvS0rxgJaSgqPcHRJfIUds6hHueleNzdi0xNNywMJHP0beZx7DxsovJJShTyi_5YnkdxTmbXga_p34zlw28t_t8XwamPfJBueYOg2yXp_BQ&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; data-original-height=&quot;320&quot; data-original-width=&quot;255&quot; height=&quot;341&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEjTI6qiZUPRV7oYlbSQxoVNDuB10XPY5AYwj6mzK08oL7ZDw4NAqDPSAJU4eDx-q0ngao_vsnbRIvS0rxgJaSgqPcHRJfIUds6hHueleNzdi0xNNywMJHP0beZx7DxsovJJShTyi_5YnkdxTmbXga_p34zlw28t_t8XwamPfJBueYOg2yXp_BQ=w271-h341&quot; width=&quot;271&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Reclame comercial americano&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;A situação com a educação também é triste. Os mais tolerantes estavam na Suíça, e mesmo lá somente em 1842 as duas primeiras garotas puderam se matricular na Universidade de Zurique como voluntárias. Aos poucos, essa prática começa a abranger a Europa. As mulheres são admitidas nas universidades. Embora com uma série de restrições, a critério do professor, em vários países é necessária a autorização dos pais/marido/responsável. Mas tudo isso, em primeiro lugar, ainda é isolado, não massivamente e, em segundo lugar, não afeta os estratos inferior e médio da população.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Assim, as mulheres foram forçadas a sair de todas as esferas da vida social da sociedade. Seu papel de fato era &quot;constituir o estrato de serviço sem propriedade da sociedade, ligado ao trabalho doméstico, incluindo o trabalho no jardim&quot;. Mesmo no universo desportivo a atitude da Europa Ocidental tão &quot;avançada e progressista&quot; chegava ao ridículo quando se tratava das mulheres. Alegava-se na academia europeia que o uso de bicicletas podia causar atrito nas partes íntimas da mulher e assim levá-las ao safismo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tal situação não poderia agradar aos socialistas, incluindo os marxistas. Imediatamente após o surgimento do movimento, eles fizeram um forte protesto. E imediatamente tropeçou em um completo mal-entendido, misturado com mentiras. Ecos dessa mentira ainda são encontrados, às vezes nos lugares mais inesperados.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Claro, Marx tinha um estilo muito pesado, não raro sarcástico. A menos que uma pessoa muito preocupada sexualmente possa dar ao termo socialização, que significa dar à mulher um status social independente, uma conotação sexual. É disso que fala Marx no Manifesto, sem esconder, em texto simples, para zombar. &quot;O burguês vê sua esposa como um mero instrumento de produção. Ele ouve que as ferramentas de produção devem ser disponibilizadas para uso geral e, claro, não consegue se livrar da ideia de que as mulheres sofrerão o mesmo destino&quot;.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;De fato, para os marxistas, a própria situação era intolerável quando uma mulher na sociedade não sobrevive sozinha. E só resta um caminho para ela, o casamento, embora com uma pessoa não amada. Os marxistas não chamavam essa situação de outra forma senão “prostituição legalizada”. Ríspido demais? Talvez. No entanto, há muita verdade nesta frase. Mas o que eles ofereceram em troca? Os marxistas preferiram não resolver esta questão e deixá-la à inteira disposição das gerações futuras.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Engels formulou plenamente esta tese “Assim, o que podemos agora supor sobre as formas de relações entre os sexos após a iminente destruição da produção capitalista é predominantemente negativo por natureza, limitado na maioria dos casos ao que será eliminado. Mas o que irá substituí-lo? Isso será determinado quando uma nova geração crescer: uma geração de homens que nunca terá que comprar uma mulher por dinheiro ou outro meio social de poder em suas vidas, e uma geração de mulheres que nunca terá que se entregar a um homem. por qualquer outro motivo que não o amor verdadeiro, nem recusar a intimidade com o homem que ama por medo das consequências econômicas. Quando essas pessoas aparecerem, elas farão tudo o que, de acordo com as ideias atuais, deveriam fazer; eles saberão por si mesmos o que fazer,&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Apesar da revisão de várias teses de Marx, os bolcheviques não recuaram nem por um momento. Mas então quais são as histórias que vagam de livro em livro sobre a introdução do amor livre por decretos, a nacionalização das mulheres na sociedade civil? A história é atribuída aos bolcheviques ou aos anarquistas (sem esquecer de transferir a culpa de qualquer maneira para os bolcheviques). Como A.Velidov mostra de forma convincente, essas histórias são baseadas no “Decreto sobre a abolição da propriedade privada das mulheres” impresso em Saratov por um certo M.Uvarov. Este “decreto” era falso: Qual era o propósito de Uvarov ao escrever seu “decreto”? Ele queria ridicularizar o niilismo dos anarquistas em questões de família e casamento ou estava tentando deliberadamente colocar grandes setores da população contra eles? Infelizmente, não é mais possível descobrir. Anarquistas furiosos destruíram a casa de chá pertencente ao satirista, mataram-no, emitiram proclamações explicando que não tinham nada a ver com isso. Mas já era tarde. O folheto foi reimpresso por dezenas, senão centenas, de jornais. E em vão os bolcheviques negaram.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEjLPXkbirRejP9jtFosCkVN9Xsh2VSxqb-eny4YXE5mMU2V_WboWkQzK7cy8yJWP-VCHrN2Ird3oEXAojhWwdLaNOz-wk2jwS5HzK1NXs1e-2UK_E7c358ytuan0SyFVYdCR1ggO1ThKNeVxsd2WWpO6rre9nqHMbj9qA4ngGzBMOndjwZ-E24&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; data-original-height=&quot;847&quot; data-original-width=&quot;539&quot; height=&quot;449&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEjLPXkbirRejP9jtFosCkVN9Xsh2VSxqb-eny4YXE5mMU2V_WboWkQzK7cy8yJWP-VCHrN2Ird3oEXAojhWwdLaNOz-wk2jwS5HzK1NXs1e-2UK_E7c358ytuan0SyFVYdCR1ggO1ThKNeVxsd2WWpO6rre9nqHMbj9qA4ngGzBMOndjwZ-E24=w286-h449&quot; width=&quot;286&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A questão permanece, existia tal coisa? Poderia realmente ter sido assim? Sim, poderia. Isso, em uma escala ou outra, existe em quase todas as guerras. E ainda mais em civis, caracterizados pela decadência das normas morais e pela amargura. Portanto, os bolcheviques reagiram nervosamente a todos os rumores sobre isso. Não foi à toa que Lenin deu instruções: “Verifique imediatamente os mais rigorosos, se confirmados, prenda os culpados, é preciso punir os canalhas com severidade e rapidez e notificar toda a população. Desempenho do telégrafo.&quot;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Portanto, pode-se dizer de forma bastante inequívoca que durante a guerra civil, é claro, houve violência e coerção. Mas não há como afirmar que as autoridades dos lados opostos estejam relacionadas a isso. Em vez disso, podemos falar sobre o &quot;complexo machista&quot; que ocorreu em tal ambiente. O mesmo complexo marcou o primeiro pós-guerra. “Em um ambiente de caos social, gênero e status de idade tornaram-se de fato os únicos “objetivamente” distinguíveis, e as orientações de gênero adquiriram significado especial em um espaço social amorfo. Eles, mais espontaneamente do que propositalmente, influenciaram a ideologia e os códigos comportamentais das pessoas no poder e tiveram um efeito modelador nas estratégias de sobrevivência da população.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;Posfácio:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O &quot;Decreto sobre a Abolição da Propriedade Privada de Mulheres&quot; também ficou amplamente famoso no exterior. O estereótipo dos bolcheviques como destruidores da família e do casamento, os defensores da socialização das mulheres foi intensamente introduzido na consciência do homem ocidental da rua. Mesmo algumas figuras públicas e políticas burguesas proeminentes acreditaram nesses sofismas. Em fevereiro-março de 1919, na comissão &quot;Overman&quot; do Senado dos Estados Unidos, durante uma audiência sobre a situação na Rússia, ocorreu um diálogo notável entre um membro da comissão, o senador King, e um americano, Simons, que chegou da Rússia Soviética:&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;King: Por acaso, vi o texto original em russo e a tradução para o inglês de alguns decretos soviéticos. Na verdade, eles destroem o casamento e introduzem o chamado amor livre. Você sabe algo sobre isso?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Simons: Você encontrará o programa deles no Manifesto Comunista de Marx e Engels. Antes de nossa partida de Petrogrado, se acreditarmos nas notícias dos jornais, eles já haviam estabelecido um regulamento muito definido sobre a chamada socialização das mulheres.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;King: Então, para ser franco, homens bolcheviques do Exército Vermelho e homens bolcheviques sequestram, estupram e molestam mulheres tanto quanto querem?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Simons: Claro que sim.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O diálogo foi integralmente incluído no relatório oficial da comissão do Senado, publicado em 1919.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apaginavermelha.blogspot.com/feeds/241069796140681794/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/32665152/241069796140681794' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32665152/posts/default/241069796140681794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32665152/posts/default/241069796140681794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apaginavermelha.blogspot.com/2023/05/o-mito-da-socializacao-das-esposas-no.html' title='O mito da socialização das esposas no comunismo'/><author><name>A Página Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12949564587080273706</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgIZA2i2LYLYQaEMvh9tJhWexMkpU9DI-DyAqEHETuZgbxae_eMRw6WOqmxwWqrPc__r17CzK1TwT-a-AGniygMv2yxsOunSuyWCeCF0X4aZYa1xOde1UDwj89iuiXUaJI/s113/U-EKBk4jLFg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEhO7OdtsJaPfYfELZBKAngYZjTTYbsJjnn8mJrpP_8vsyDFOUk9lHQACGHrr1PqcrbLbJpxl67_wP-lHRWuFkGKF8qRHs6NV13u8SinymNneaqhxW2qEZ71ZJZCFSffIEwPDJANMOBPbJ0lr1_wKpICk_OO2NC5cSapRG9-gSuLeDA7nTXaj34=s72-w314-h448-c" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32665152.post-6104301640210740111</id><published>2023-04-19T15:05:00.001-03:00</published><updated>2023-04-19T15:05:03.906-03:00</updated><title type='text'>O mito das &quot;milhões de alemãs estupradas pelo Exército Vermelho&quot; desmentido por historiadoras da Rússia e Alemanha</title><content type='html'>&lt;p&gt;Como feministas alemães recriaram e aumentaram um mito da época da Guerra Fria&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;iframe allowfullscreen=&quot;&quot; class=&quot;BLOG_video_class&quot; height=&quot;266&quot; src=&quot;https://www.youtube.com/embed/SrtuSt7rC88&quot; width=&quot;320&quot; youtube-src-id=&quot;SrtuSt7rC88&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apaginavermelha.blogspot.com/feeds/6104301640210740111/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/32665152/6104301640210740111' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32665152/posts/default/6104301640210740111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32665152/posts/default/6104301640210740111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apaginavermelha.blogspot.com/2023/04/o-mito-das-milhoes-de-alemas-estupradas.html' title='O mito das &quot;milhões de alemãs estupradas pelo Exército Vermelho&quot; desmentido por historiadoras da Rússia e Alemanha'/><author><name>A Página Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12949564587080273706</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgIZA2i2LYLYQaEMvh9tJhWexMkpU9DI-DyAqEHETuZgbxae_eMRw6WOqmxwWqrPc__r17CzK1TwT-a-AGniygMv2yxsOunSuyWCeCF0X4aZYa1xOde1UDwj89iuiXUaJI/s113/U-EKBk4jLFg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://img.youtube.com/vi/SrtuSt7rC88/default.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32665152.post-6825120755196437704</id><published>2023-04-13T17:22:00.006-03:00</published><updated>2023-04-17T14:06:43.210-03:00</updated><title type='text'>Os comunistas e os valores tradicionais</title><content type='html'>&lt;h4 style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;Os comunistas e valores tradicionais. Discussão do relatório de G.A. Zyuganov ao Plenário do Comitê Central do Partido Comunista da Federação Russa&lt;/h4&gt;&lt;h4 style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;Questões levantadas no relatório do Líder do Partido Comunista da Federação Russa G.A. Zyuganov ao XIV (outubro) 2012 plenário do Comitê Central do Partido Comunista da Federação Russa, mais uma vez atualiza o problema da atitude de nosso Partido em relação aos valores tradicionais. Esse problema, no entanto, não é novo. Desde o momento de sua criação, o Partido Comunista da Federação Russa assumiu uma posição completamente clara e inequívoca de proteger os valores nacionais, familiares e santuários espirituais do povo russo, que estão sendo destruídos e ridicularizados pelo regime burguês. É ainda mais importante para nós hoje fazer uma análise de classe social dessas forças sociais e dessas contradições que transformam a atitude em relação aos valores tradicionais em uma questão de política atual, em uma questão de choque de interesses de importantes forças sociais de classes.&lt;br /&gt;&lt;/h4&gt;&lt;h4&gt;Por Sergey Alexandrovich Stroev, co-presidente da filial regional de São Petersburgo do movimento criativo de toda a Rússia &quot;Russian Lad&quot;, presidente da comissão ideológica do Comitê Distrital Central do Partido Comunista da Federação Russa em São Petersburgo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradução: Cristiano Alves&lt;/h4&gt;&lt;h4&gt;21/10/2012 19:17 (atualização: 23/10/2012 18:28)&lt;/h4&gt;&lt;div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgMYCGLfe6yvZfHidVtOh7lXiZ2B7RivRJhMmGKGz2cVDgky9DSi0-DoTuZ7DebHtUbaRB2xJHYZDxTXpDr4oKs8Ua-8UshX2_yhxpbE3QI0qAOp6J5K1J1nqDIgLGnmvAh6pfCAa5G2KXlk3xWUifLFDuB3SZfYlrPg85HQsTnep6Whhn72Hk/s900/druzhba_narodov_sssr_nacionalnosti_gerb_flagi_respublik_razval_soyuza.jpg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;675&quot; data-original-width=&quot;900&quot; height=&quot;363&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgMYCGLfe6yvZfHidVtOh7lXiZ2B7RivRJhMmGKGz2cVDgky9DSi0-DoTuZ7DebHtUbaRB2xJHYZDxTXpDr4oKs8Ua-8UshX2_yhxpbE3QI0qAOp6J5K1J1nqDIgLGnmvAh6pfCAa5G2KXlk3xWUifLFDuB3SZfYlrPg85HQsTnep6Whhn72Hk/w483-h363/druzhba_narodov_sssr_nacionalnosti_gerb_flagi_respublik_razval_soyuza.jpg&quot; width=&quot;483&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b style=&quot;font-size: x-large;&quot;&gt;Tradição e seleção natural social&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Introdução&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Durante um longo período de sua existência, a humanidade desenvolveu estereótipos e normas de comportamento social extremamente estáveis ​​e conservadores. Muitos deles nem mesmo são especificamente humanos e foram herdados pela espécie humana de ancestrais animais. Outros já se desenvolveram no processo de evolução humana adequada. Uma parte significativa dos nossos estereótipos comportamentais é, na verdade, apenas um design cultural, apenas uma espécie de invólucro para mecanismos puramente biológicos, fixados geneticamente e implementados ao nível do funcionamento dos sistemas nervoso e hormonal. Um exemplo vívido disso pode ser, por exemplo, tudo o que os ideólogos burgueses modernos chamam de “papéis de gênero” e, de fato, revelam a relação comportamental mais próxima do homem não apenas com os primatas, mas também com a maioria dos vertebrados superiores.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Modelos estáveis ​​associados à hierarquia na comunidade, com comportamento sexual e parental, têm o valor adaptativo mais importante. Milhões de anos de seleção natural aperfeiçoaram esses modelos tanto no nível da genética quanto no nível da informação não genética transmitida e assimilada no processo de criação e socialização.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Como um ser humano como um tipo apareceu pela primeira vez, e então uma pessoa racional como uma espécie, a sociabilidade humana propriamente dita foi gradualmente formada, e a cultura humana surgiu com base em informações não geneticamente transmitidas de geração em geração no curso da educação. Ao longo de milênios, o comportamento social humano tornou-se cada vez mais complicado, e a cultura tornou-se cada vez mais diversificada e refinada, habilidades de produção acumuladas, artesanato e artes aprimoradas, tecnologias, ciência, teologia e filosofia racional surgiram.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nas religiões tradicionais, fixam-se formas de relações sociais, normas éticas, modelos estereotipados de relações entre um homem e uma mulher, um pai e um filho, um professor e um aluno, um mais velho e um mais jovem, que passaram pelo teste do tempo e provaram sua capacidade de garantir a reprodução sustentável da vida das comunidades humanas. Do ponto de vista de uma pessoa religiosa, isso é explicado pelo fato de que Deus deu às pessoas as leis mais razoáveis ​​e convenientes para a vida na Terra. Do ponto de vista da metodologia materialista da cognição, isso também não é surpreendente: na forma da religião (e, mais amplamente, das tradições como um todo), os resultados de muitos milhares de anos de evolução social acabaram se cristalizando e formalizado, resultado da seleção natural, que fixou as normas e regras que melhor garantiram a sobrevivência e a multiplicação da comunidade humana em um ambiente em constante mudança.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Essas duas explicações, a propósito, não se contradizem e podem muito bem ser as mesmas formas equivalentes de descrever o mesmo fenômeno como a dualidade onda-partícula do elétron. Mas seja qual for a explicação aceita por esta ou aquela parcela da sociedade, o fato permanece: as normas e estereótipos de comportamento consagrados pelas religiões tradicionais são de enorme importância e valor para a sobrevivência e reprodução das sociedades humanas, são surpreendentemente biologicamente e socialmente expedientes. Se, no entanto, surgiram periodicamente na história sistemas religiosos ou outros sistemas sociais que contradiziam os interesses da reprodução social da vida (por exemplo, seitas gnósticas, maniqueístas, a heresia cátara, outros cultos destrutivos), então eles rapidamente enfraqueceram a sociedade que os aceitou, levou à derrota e à destruição. E desapareceram historicamente junto com ela, como qualquer anomalia nociva desaparece na natureza. As mesmas normas religiosas, morais, familiares que sobreviveram ao longo dos séculos e se tornaram tradição, têm todas as razões para considerá-las comprovadas e confiáveis ​​no sentido da capacidade de assegurar a existência sustentável e a prosperidade da sociedade e da civilização que as professa.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;O capitalismo contra a sociedade tradicional&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhQiFXaqvlzW6lRrxhfM8X4b0dRv49dIp9NwTPOJAv6P4iJBn4iArCaVhQQyakaguMyiQFsuO8QnSku3WfH8HFq0NEoW3wfxj2n_ItnhHnTlcv8pIfO96r4rpYnPYOWpzMxipTLyuCGRGfack8UliiolCCYYFlcU9Yn0hQdhizD4LGJ8K59NFU/s680/31235B20B585CB96D752CFD59B04EA8E4705_portadosfundos.jpg&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;516&quot; data-original-width=&quot;680&quot; height=&quot;304&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhQiFXaqvlzW6lRrxhfM8X4b0dRv49dIp9NwTPOJAv6P4iJBn4iArCaVhQQyakaguMyiQFsuO8QnSku3WfH8HFq0NEoW3wfxj2n_ItnhHnTlcv8pIfO96r4rpYnPYOWpzMxipTLyuCGRGfack8UliiolCCYYFlcU9Yn0hQdhizD4LGJ8K59NFU/w400-h304/31235B20B585CB96D752CFD59B04EA8E4705_portadosfundos.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;O coletivo &quot;Porta dos Fundos&quot;, cujas ações pertencem à Paramount Pictures (51%) e a Antônio Tabet, Fábio Porchat e Gregório Duvivier, produziram um &quot;especial de Natal&quot; debochando do Cristianismo no Brasil. Ataques a religiões quase sempre são restritos a ataques ao Cristianismo no Ocidente e na Rússia&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O sistema capitalista é frequentemente&amp;nbsp;descrito no marxismo dogmático como um estágio natural no progresso geral universal estágio por etapas da humanidade. Embora seja bastante digno de atenção o ponto de vista de que, de fato, o sistema capitalista surge historicamente uma única vez e exclusivamente no quadro da civilização da Europa Ocidental, sendo inseparável de seu contexto cultural puramente específico. Sua condicionalidade histórica devido à coincidência de uma série de pré-requisitos culturais, mentais, econômicos e históricos únicos, bem como a natureza única de sua ocorrência, fornecem motivos significativos para duvidar de sua necessidade histórica, universalidade e inevitabilidade. O próprio Karl Marx, aliás, ao contrário da opinião dos dogmáticos “marxistas” vulgares, esteve muito próximo de compreender as limitações do conceito de formação socioeconômica mutante que ele formulou no quadro de uma civilização puramente européia ocidental. Pelo menos ele próprio não tentou extrapolar artificialmente as características do sistema escravista e feudal da Europa Ocidental para sociedades não européias, mas usou a definição de &quot;modo de produção asiático&quot;. Ele também admitiu a possibilidade (para a Rússia em particular) de uma transição para o socialismo, contornando o estágio do capitalismo diretamente com base no desenvolvimento da comunidade camponesa. A propósito, a teoria de um caminho não capitalista de desenvolvimento para países não europeus desenvolvida pelo PCUS, o movimento comunista mundial no século 20 e colocada em prática de Cuba aos agora países socialistas da Ásia, também atesta a não -universalidade da fase capitalista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Assim, a ideia cada vez mais difundida do capitalismo como uma espécie de mutação social aleatória, ou melhor, como um &quot;vírus&quot; extremamente contagioso que surgiu como resultado de tal mutação, não é tão contrária às visões bastante amplas do próprio Marx , e, ainda mais proposto por ele método científico de análise.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;div&gt;Uma característica específica do capitalismo como um tipo especial de organização social e econômica é seu não-equilíbrio. A grande maioria das sociedades tradicionais (com exceção de casos exóticos individuais, como o Estado asteca ou a sociedade hipoteticamente reconstruída da Ilha de Páscoa) tinha uma estrutura adaptada ao máximo para uma reprodução sustentável, de continuidade e de longo prazo em relativo equilíbrio com o ecossistema hospedeiro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A essência da mutação do capitalismo foi que os atributos do significado transcendente foram transferidos para a atividade econômica puramente prática. O recebimento e o aumento constante do lucro não eram mais percebidos como meio de reprodução da vida, mas adquiriram o caráter de um fim em si, tornaram-se um substituto material do desenvolvimento espiritual. E, ao contrário, a própria reprodução da vida, a própria vida passou a ser percebida apenas como um meio aplicado para a multiplicação sem fim do capital. Surgiu um sistema social parasitário, completamente incapaz de existência sustentável em uma área limitada, mas com um potencial colossal de expansão externa, expansão e destruição do quase-equilíbrio circundante e das civilizações historicamente estáveis. Tendo surgido nas condições específicas da civilização da Europa Ocidental da era dos chamados. &quot;Renascimento&quot; como uma espécie de mutação histórico-cultural, o capitalismo se espalhou pelo mundo, como uma epidemia de uma doença de início súbito, para a qual ninguém ainda conseguiu desenvolver um antídoto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O capitalismo inicial, tanto no nível da própria vida econômica quanto no nível da política ideologicamente motivada, começou com a destruição da sociedade corporativa de classes complexamente organizada e altamente diferenciada anteriormente existente. O indubitável progresso científico e tecnológico e o crescimento dos volumes de produção não foram de forma alguma acompanhados por um igualmente indubitável progresso espiritual, cultural e social. Além disso, a regressão cultural se expressava no declínio aparentemente acelerado da arte, especialmente da arquitetura e das artes plásticas, que atingiram a completa degradação e degeneração no final do século XX (com algum atraso, a degeneração também se espalhou para a música e a literatura). A regressão social exprimiu-se numa aguda simplificação e depois numa franca desintegração da estrutura social, numa diminuição da especialização e diferenciação social, na crescente atomização da sociedade e na despersonalização do homem, na emergência do fenômeno da multidão no cenário histórico estágio.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Qualquer identidade humana, determinada pela natureza ou pela sociedade, e não por uma escolha arbitrária do indivíduo, passou a ser percebida como “discriminação” e estigmatizada como “fascismo”.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O capitalismo inicial começou reduzindo a florescente complexidade da estrutura étnica, política, de classe e corporativa da antiga sociedade tradicional às nações burguesas modernas e seus derivados, Estados-nação e sociedades civis. No entanto, o desenvolvimento do capitalismo, especialmente no estágio do globalismo financeiro, leva à morte dessas estruturas. A globalização, como processo natural de expansão dos mercados de vendas, matérias-primas e mão de obra, já está apagando as próprias nações burguesas com fluxos migratórios, destruindo as fronteiras estatais e o conceito de soberania nacional, substituindo-as por uma gestão centrada em rede global, decompondo as estruturas da sociedade civil e categorias do direito. Da mesma forma, ao reduzir a família patriarcal extensa característica de uma sociedade tradicional a uma família nuclear, o capitalismo leva à sua decadência e destruição completa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A ideologia do liberalismo, que elevou ao seu escudo a palavra de ordem da liberdade, atua como um consistente programa de &quot;libertação&quot; do indivíduo de todas as estruturas e vínculos sociais (classe-corporativa, civil, familiar) e de todas as identidades (confessional, étnica, sexual). Essa é a essência do pós-modernismo. Em última análise, a &quot;libertação&quot; de todas as molduras, limites e limites da existência real torna-se &quot;libertação&quot; da própria existência e uma declaração direta de inexistência (imagine uma casa livre de paredes ou uma pessoa livre de uma cabeça). Pior ainda, as identidades naturais são destruídas não apenas pelas exigências ideológicas do liberalismo, mas pelo próprio funcionamento dos mecanismos socioeconômicos do capitalismo, despersonalizando a pessoa e transformando-a em uma unidade unificada de produção e consumo.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Dois caminhos do socialismo&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjEcsp6nZdAzvNYwBKUE1wccGA-Nd7iPNkIwOb9qLDUHl1dMN6ygdUprnQkKb5IsPcazWLab0gaS5emHkGcSbc62zTZTh9z7qXhCQcRkS5DjzQ2U1ggdEFPyJbP0Rv-prqZL1tyUCTH4toiwhnIe9jEqo_V4zVVYkV4gr2jVGRBzEFmNpCgvCU/s1280/jZPp4mdR6tRz2eh1BhmFshF2EXuM3Q13oKkaR-_FvRIF-nBH1IWEbjzwBQVE3wsGmPk-H3hIgqoJygUldzCHif4A.jpg&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;1280&quot; data-original-width=&quot;904&quot; height=&quot;388&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjEcsp6nZdAzvNYwBKUE1wccGA-Nd7iPNkIwOb9qLDUHl1dMN6ygdUprnQkKb5IsPcazWLab0gaS5emHkGcSbc62zTZTh9z7qXhCQcRkS5DjzQ2U1ggdEFPyJbP0Rv-prqZL1tyUCTH4toiwhnIe9jEqo_V4zVVYkV4gr2jVGRBzEFmNpCgvCU/w274-h388/jZPp4mdR6tRz2eh1BhmFshF2EXuM3Q13oKkaR-_FvRIF-nBH1IWEbjzwBQVE3wsGmPk-H3hIgqoJygUldzCHif4A.jpg&quot; width=&quot;274&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Arte comunista russa: O LGBT É INIMIGO DO PROGRESSO. UMA UNIÃO NORMAL SÓ PODE SER ASSIM&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O capitalismo pode ser negado a partir de duas posições de valor diametralmente opostas: ou da posição de proteção dos valores espirituais tradicionais e das instituições sociais, ou da posição de sua negação mais radical. Do ponto de vista formal, em ambos os casos estamos falando da negação dos princípios liberais da liberdade absoluta do mercado, do direito burguês e das normas da democracia burguesa, mas o significado e os objetivos dessa negação são essencialmente opostos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na história dos movimentos socialistas, ambos os caminhos foram incorporados. O primeiro caminho é o caminho do renascimento com base na produção socializada das estruturas da sociedade tradicional, valores morais e espirituais conservadores, caminho personificado na figura histórica de Iossif Vissarionovich Stalin. O segundo caminho é o caminho de uma negação radical até mesmo daqueles elementos de valores tradicionais que ainda eram preservados no antigo capitalismo &quot;clássico&quot;, ele é personificado por uma multidão de todos os tipos, de Trotsky, Buharin, Radek, Marcuse, Fromm e outros. Esses dois caminhos são diametralmente opostos e absolutamente antagônicos entre si, não quanto aos meios para atingir a meta, mas quanto às próprias metas. Com base nisso, podemos entender a natureza do trotskismo não em um sentido histórico estreito como uma seita política específica de Trotsky pessoalmente, mas como um conceito generalizador para todas as mais diversas formas socialmente destrutivas de esquerdismo, antagonicamente hostis ao stalinismo e à sociedade soviética, ao sistema político, civilização soviética, em geral. O ponto aqui não está em diferenças puramente privadas, como o momento e a escala da coletivização e da industrialização, e nem mesmo em relação a slogans políticos, como a notória Revolução Permanente, mas em uma atitude fundamental para com os valores espirituais e morais tradicionais, para as estruturas tradicionais da sociedade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os trotskistas e seus seguidores negaram o valor de uma civilização etnocultural com seus valores tradicionais, e o Estado dentro do qual esta civilização se desenvolveu, viram na Rússia soviética apenas um feixe de mato para atiçar o fogo mundial, apenas um meio temporário para a destruição de outros Estados. Stalin e seus associados, ao contrário, abriram caminho para que o povo russo revivesse o império destruído pelos feveiristas em termos nacionais, territoriais, geopolíticos e militares, entalharam em seu escudo a palavra de ordem do patriotismo soviético. A União Soviética tornou-se de fato uma forma renovada de existência da Rússia histórica, que, sob os bolcheviques-stalinistas, não apenas restaurou sua integridade territorial e soberania do Estado nacional, mas também conseguiu desenvolver qualitativamente formas nacionais específicas de vida e organização interna.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os trotskistas e seus seguidores professavam a ideia do definhamento acelerado e até mesmo da destruição violenta das nações, da total mistura humana e da despersonalização étnica. Stalin, ao contrário, desenvolveu a doutrina das nações socialistas e, de fato, fez do socialismo um meio eficaz de proteger a autoidentificação nacional da influência corruptora da globalização burguesa.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os trotskistas e seus seguidores trataram a religião e a Igreja (&lt;i&gt;Nota da tradução: Igreja Ortodoxa Russa&lt;/i&gt;), especialmente suas formas tradicionais e conservadoras, com um ódio brutal. Stalin se comprometeu com a Igreja e criou um certo nicho no Estado soviético no qual a Igreja poderia sobreviver. Durante a Grande Guerra Patriótica, o compromisso entre o estado soviético e a Igreja Ortodoxa Russa cresceu em cooperação e apoio mútuo. É fácil, aproximando-se desta tendência, supor que se a linha política de I. V. Stalin não fosse interrompida pelas reformas de Hrushchev, ela acabaria por levar à restauração da sinfonia do poder secular e do poder espiritual.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Os trotskistas e pessoas afins fizeram o possível para quebrar e destruir as normas morais públicas, os valores familiares e a própria instituição da família como supostamente &quot;preconceitos burgueses&quot;. A este respeito, podemos recordar a legalização da pederastia (&lt;i&gt;Nota da tradução: coito homossexual entre homens&lt;/i&gt;) nos primeiros anos do poder soviético, e os &quot;decretos&quot; extremistas-anarquistas sobre a &quot;socialização das esposas&quot;, e as marchas aprovadas pelo governo de ativistas nuas conhecidas como &quot;Abaixo a vergonha!&quot; (&lt;i&gt;Daloy styd!&lt;/i&gt;) entre membros do Komsomol e jovens comunistas. A fidelidade conjugal foi interpretada pelos trotskistas como um &quot;preconceito burguês&quot;, a maternidade e a família como uma relíquia do passado. Implantou-se a ideia de educação pública de crianças nascidas de sexo promíscuo. O aborto foi legalizado tanto no sentido legal quanto moral (Trotsky, aliás, insistiu especialmente nisso, em termos modernos, falando em “direitos reprodutivos” da mulher). Os trotskistas apoiaram financeiramente e propagaram ativamente a psicanálise freudiana no Estado Soviético como uma doutrina da liberação dos instintos animais e da destruição dos tabus culturais, cultivaram a introdução da psicanálise no sistema de educação da geração mais jovem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ao contrário, a vitória de Stalin e de seus associados levou a uma virada de 180 graus na política do Estado em questões de moralidade pública. Abstinência sexual, castidade e fidelidade conjugal tornaram-se a norma da sociedade socialista, e agora a vida sexual promíscua começou a ser avaliada como evidência de degeneração moral e costumes burgueses. A pederastia tornou-se um tipo penal, o aborto foi legalmente proibido, as sociedades nudistas foram dispersadas. Um trabalho ascético e um modo de vida moralmente puro, em muitos aspectos próximos aos exemplos da moralidade ortodoxa, começaram a ser promovidos. A introdução da psicanálise na educação de crianças e adolescentes cessou, e então as instituições psicanalíticas e pedológicas foram completamente destruídas e dispersas. Em vez da grosseria encoberta pela rebeldia revolucionária, os jovens começaram a cultivar consistentemente o respeito pelos pais, professores e mentores e pela geração mais velha como um todo.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;A vitória de I. V. Stalin levou à eliminação de perversões pedológicas no campo da educação e educação da juventude, à eliminação de todos os tipos de &quot;inovações&quot; destrutivas e à restauração do clássico tradicional para a escola de classe da Rússia com uma lição como a forma principal de ensino, com uma ampla formação teórica em &quot;disciplinas&quot; obrigatórias, que são os fundamentos das ciências, com trabalhos de casa, com avaliações e exames individuais, com elevada disciplina e respeito pelo professor. No final, ressurgiram até mesmo atributos de um ginásio clássico como uniforme escolar, educação separada para meninos e meninas, estudo de lógica e latim, etc.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Gradualmente I.V. Stalin realizou a reabilitação da história russa (eliminou a sociologicamente vulgar, russofóbica e anticientífica “Escola de Pokrovskiy”), lingüística científica (liquidação da anticientífica Marrovsky “nova doutrina da linguagem”). Essas tendências refletiam claramente o renascimento da ciência acadêmica e a rejeição dos substitutos &quot;ultrarrevolucionários&quot; que substituíram a ciência por uma demagogia ideologizada, aparentemente desajeitadamente estilizada como marxismo. Paralelamente, a liderança stalinista contribuiu de todas as maneiras possíveis para o renascimento no campo da cultura. A literatura, a música, o teatro foram decisivamente limpos das formas degeneradas geradas pela turbulência revolucionária e voltaram aos modelos clássicos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Paralelamente à reabilitação da história russa e de seus heróis, com a reabilitação do próprio conceito de patriotismo, houve um renascimento e desenvolvimento das gloriosas tradições do exército russo. A partir de setembro de 1935, os postos e graduações militares foram restaurados no exército e, a partir de janeiro de 1943, as platinas, o conceito de &quot;oficial&quot; foi devolvido, o exército foi renomeado de &quot;vermelho operário-camponês&quot; para soviético, o uso das cruzes de São Jorge e outros prêmios do antigo exército imperial russo foram secretamente permitidos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No final, em março de 1945, I.V. Stalin se autodenominava abertamente um &quot;novo eslavófilo&quot;, e essa não era uma frase vazia. De fato, o projeto eslavófilo geopoliticamente importante da união dos povos eslavos foi implementado no âmbito da Comunidade Socialista, do Pacto de Varsóvia e do Conselho de Assistência Econômica Mútua.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;De um modo geral, podemos dizer que o socialismo na versão stalinista foi um meio de restauração e desenvolvimento qualitativo da Rússia como Estado nacional, destruído pela revolução burguesa de fevereiro e pela turbulência que se seguiu. Restauração da soberania nacional, fortalecida pela remoção das contradições interclasses internas. Restauração da integridade territorial e subjetividade geopolítica. Restauração das instituições sociais tradicionais, famílias, escolas, exércitos, em parte a Igreja. Restauração da ciência acadêmica e da arte realista clássica, literatura, pintura, arquitetura, teatro. Restauração das normas morais tradicionais, diligência, disciplina e autodisciplina, abstinência sexual, castidade, modéstia, respeito pelos mais velhos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pelo contrário, o socialismo na versão trotskista era visto como um meio de destruição final e completa de todos os &quot;remanescentes&quot; da velha sociedade, &quot;não liquidados completamente&quot; pela revolução burguesa, começando pelo estado, soberania nacional e a própria nação e terminando com a família, a moral, a ciência acadêmica e a arte.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Se o socialismo à maneira stalinista estava superando a turbulência burguesa de fevereiro e um meio de renovação qualitativa da antiga Rússia, então o socialismo à maneira trotskista era uma continuação radical de fevereiro, levando a turbulência ao absoluto, a destruição final de todos os valores tradicionais ​​e santuários, tudo o que compunha a Rússia histórica&lt;/b&gt;. Esta é precisamente a diferença fundamental e a oposição fundamental entre as duas tendências políticas que são chamadas pelos mesmos nomes de socialismo e comunismo.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Liberalismo e esquerdismo&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEibMk2X7jGhMVx5uA-09o6XLHl3nzI87OQLWx_7LZU21blSYIF_qIkUgDg0xzfXvF4p4fOtDgkZjqhvt7OJpiDW7muMAF4hatO3PWvEx3ysMMjLetcWuSQyvEMy8wZt5A4P-BaYpSWTMZ88BfEDFV47J2TU7JWlyo-OOkWPIXmmDK8y7fvZN1w&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; data-original-height=&quot;630&quot; data-original-width=&quot;882&quot; height=&quot;305&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEibMk2X7jGhMVx5uA-09o6XLHl3nzI87OQLWx_7LZU21blSYIF_qIkUgDg0xzfXvF4p4fOtDgkZjqhvt7OJpiDW7muMAF4hatO3PWvEx3ysMMjLetcWuSQyvEMy8wZt5A4P-BaYpSWTMZ88BfEDFV47J2TU7JWlyo-OOkWPIXmmDK8y7fvZN1w=w428-h305&quot; width=&quot;428&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O trotskismo, no sentido estrito e restrito da palavra, degenerou-se hoje em uma coleção de pequenas seitas políticas, divididas por disputas irreconciliáveis ​​sobre questões puramente escolásticas que nada têm a ver com a vida real. Mas o &quot;neotrotskismo&quot; em sentido amplo, ou seja, uma direção política antitradicionalista, antinacional e antiestatal, escondida atrás de um socialista, ou pelo menos assim chamado. A retórica &quot;esquerdista&quot; está amplamente representada no espectro político, especialmente no Ocidente. Aqui vemos os velhos social-democratas, que remontam à Segunda Internacional, e os revisionistas eurocomunistas, e os trotskistas propriamente ditos no sentido estrito da palavra, e todos os tipos de &quot;maoístas&quot;, &quot;proletários&quot; etc., e anarquistas, juntamente com os chamados “antifascistas” e alguns “esquerdistas” abstratos, que muitas vezes saíram dos “verdes” que renunciaram à sua filiação nos partidos comunistas, e vários herdeiros das “revoluções estudantis” - a “nova esquerda”, os situacionistas, o assim chamado. Freudo-marxistas, seguidores da Escola de Frankfurt em geral e de Marcuse em particular.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É digno de nota até que ponto esses “esquerdistas de direita” ocidentais, inconciliáveis ​​com as “perversões soviéticas do socialismo”, são capazes de acumular humores rebeldes e inconformistas da juventude e camadas marginalizadas da sociedade e, ao mesmo tempo, integrar-se no sistema político existente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De fato, que programa as elites dominantes neoliberais e &quot;fundamentalistas de mercado&quot; estão realizando hoje, e qual é a atitude da chamada &quot;esquerda&quot; européia &quot;correta&quot; em relação a esse programa?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os liberais fundamentalistas dominantes destroem e corrompem propositalmente o estado-nação como instituição, abolem a soberania nacional e a substituem por um sistema de governança em rede global baseado no poder de estruturas políticas supranacionais, bancos globais e corporações transnacionais. A Esquerda Ocidental, sob slogans mais ou menos anarquistas, exige a aceleração e a escalada do desmantelamento do Estado, a abolição das funções dos tribunais e da polícia, a abertura das fronteiras, etc.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As elites liberais dirigentes incentivam a migração étnica estrangeira, alocam consideráveis ​​fundos para sua implementação, implantam a ideologia do multiculturalismo, jogando com os complexos de culpa do homem branco “pelo colonialismo” formados por eles, promovem as ideias de “discriminação positiva” da população branca originária a favor dos migrantes de outros continentes. Eles introduzem os chamados programas de educação. “tolerância”, gastam enormes somas de dinheiro no “combate à discriminação” e no apoio à “cultura nacional” dos migrantes – ou seja, impedem artificialmente sua assimilação, cultivam sua alteridade em relação à população indígena. Mas a esquerda &quot;correta&quot; ocidental aqui, com todo o fervor rebelde revolucionário, exige mais. São eles que atacam furiosamente com acusações de racismo e xenofobia contra quem se permite duvidar da utilidade da migração descontrolada e do direito dos povos indígenas de limitar o fluxo de visitantes indesejados, transformando a Europa tradicional em um cruzamento entre o Harlem e a Somália.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os fundamentalistas liberais dominantes estão destruindo diligentemente a família como uma estrutura social que fornece um elo entre as gerações e a transmissão de normas tradicionais conservadoras, preservando laços não mercadológicos e difíceis de controlar entre as pessoas, impedindo-as de formar um consumidor ideal de mercadoria fetiches. Por causa disso, o feminismo está sendo promovido e generosamente patrocinado. Por causa disso, os &quot;direitos reprodutivos&quot; das mulheres (isto é, o direito de matar seus próprios filhos ainda não nascidos) são promovidos. Para isso, foi criada uma legislação completamente fantasmagórica, equiparando o olhar lançado por um homem a uma mulher ao assédio sexual e quase ao estupro. Por causa disso, loucas “faculdades de ciências femininas” estão sendo criadas e financiadas nas universidades. Por causa disso, por causa da possibilidade de misantropos liberais em nome do Estado invadirem qualquer família suspeita de religiosidade, a histeria sobre o tema da violência doméstica se desenrola na imprensa. Por causa disso, um sistema monstruoso de &quot;justiça juvenil&quot; foi criado. Os “esquerdistas” ocidentais estão correndo à frente da locomotiva aqui também, tentando superar os próprios liberais na promoção da emancipação das mulheres, com feminismo raivoso, “livre de filhos” como estilo de vida e a destruição da família como um “remanescente patriarcal”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;As &quot;pessoas do mercado&quot; dominantes encorajam a fornicação indiscriminada e a devassidão sexual, implantam-nas como uma mercadoria bem vendável, introduzem programas obrigatórios de abuso sexual nas escolas e até jardins de infância, transformam os pederastas e outros pervertidos sexuais em um grupo social privilegiado, permitem-lhes &quot; adotar&quot; e desde a mais tenra infância até crianças corruptas. Mas os esquerdistas conseguiram passar à frente dos liberais e, armados com as teorias “freudo-marxistas”, o legado da Escola de Frankfurt e as conquistas dos “filósofos” degenerados da moda, estão na vanguarda dos defensores dos direitos dos pervertidos e coveiros dos direitos da maioria mental e moralmente relativamente saudável.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;De fato, não há diferença ideológica significativa entre os neoliberais fundamentalistas e a “esquerda” ocidental. Ambos são globalistas consistentes, inimigos da “estreita mentalidade nacional” (ou seja, o princípio de isolamento e soberania das nações), antiestatistas, oponentes fundamentais da moralidade e da ética, especialmente em questões de abstinência sexual, castidade e casamento, fidelidade, inimigos consistentes da hierarquia e ordem social, perseguidores ardentes da religião, especialmente do cristianismo, inimigos da família e da educação familiar tradicional. Tanto os liberais quanto os esquerdistas (&lt;i&gt;Nota da tradução: o termo original em russo é &quot;levaki&quot;, que é uma expressão derrogativa, com o sentido de &quot;extrema-esquerda&quot;. Em razão da obra de Lenin &quot;Esquerdismo: doença infantil do comunismo&quot;, foi mantida a forma &quot;esquerdista&quot;&lt;/i&gt;) têm uma base comum de princípios professados, a liberdade do indivíduo da sociedade e dos tabus morais, a rejeição de qualquer &quot;metafísica&quot;, qualquer vínculo estável entre as pessoas. As diferenças entre a &quot;esquerda&quot; europeia e a &quot;direita&quot; liberal são puramente tácticas e privadas. Num sentido estratégico e de valor, representam duas alas de uma mesma tendência. Além disso, os &quot;esquerdistas&quot; ocidentais são essencialmente a ala mais radical e raivosa dos globalistas e antitradicionalistas. Os liberais, nesse sentido, parecem ainda mais pragmáticos e moderados em relação ao seu passado. Os casos são profundamente naturais quando os trotskistas, quentes em sua juventude, como foi nos EUA, tendo esfriado com a idade, se transformam em liberais “orientados para o mercado” (o nome “neocons” não deve ser enganoso; os neocons americanos são puramente “liberal-mercado”, que não tem mais nada a ver com o conservadorismo tal como o Partido Liberal-Democrata da Rússia nada tem com democracia). Por meios um tanto diferentes e em um pacote ideológico diferente, eles alcançam o mesmo objetivo em princípio, o estabelecimento de uma ditadura oligárquica mundial sobre as massas impessoais e desumanizadas.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sim, em essência, e os meios não são tão diferentes. Basta olhar para a era da notória &lt;i&gt;perestroika&lt;/i&gt;&amp;nbsp;e as bacanais de Yeltsin que se seguiram para ver como os revisionistas do estilo Hruschov (isto é, no sentido literal, neotrotskistas) que se transformaram em “liberais de mercado” retiveram a continuidade com seus ancestrais ideológicos e muitas vezes de sangue, os trotskistas da década de 1920. Aqui está um ódio desenfreado, demonstrativo e paroxístico pela Rússia, por sua história, suas conquistas e glória, por sua cultura, costumes e tradições, sem falar no próprio povo russo. Aqui está a propaganda de promiscuidade sexual, fornicação suja indiscriminada, pornografia, justificação de todos os tipos de desvios e perversões. Aqui e destruição proposital da família, a introdução de programas de corrupção nas escolas, a legalização total do aborto, o plantio de anticoncepcionais e a esterilidade como um modo de vida &quot;moderno&quot; e &quot;da moda&quot;. Aqui está uma tentativa de separar os filhos dos pais, de impor uma educação &quot;pública&quot;. Na década de 1920, isso foi feito através da destruição da autoridade dos pais na escola, hoje, através dos órgãos de &quot;tutela social&quot;, &quot;mecenato do Estado&quot; e do sistema da chamada &quot;justiça juvenil&quot;, supostamente destinada a &quot;proteger&quot; as crianças da chamada &quot;violência doméstica&quot; e a arbitrariedade dos próprios pais. Aqui está a destruição do sistema normal de ensino secundário e superior, a substituição de disciplinas científicas (temas) por todos os tipos de &quot;módulos de treinamento&quot; e &quot;habilidades&quot;, a substituição de exames significativos, por testes EGE (&lt;i&gt;NT: exame que substituiu o sistema de distribuição e vestibular na Rússia&lt;/i&gt;) no espírito do notório da pedologia e lições com sua disciplina rígida inerente, por algumas &quot;aulas&quot; amorfas. Aqui está o plantio consistente e proposital do culto do grotesco, da falta de educação e a destruição da autoridade espiritual e moral da elite social da sociedade, cientistas, designers, professores, médicos, oficiais. Aqui há o deslocamento da arte genuína em todas as suas áreas (artes plásticas, artes plásticas, arquitetura, literatura, música, teatro, etc.) para oelitismo&quot;. Aqui, finalmente, está o amplo apoio do Estado à psicanálise freudiana e outras teorias e práticas pseudocientíficas e semi-ocultistas destinadas a minar a autoridade da moralidade pública e reabilitar, liberar e realizar oficialmente todos os desejos animalescos bestiais que estão apenas nos porões de o subconsciente humano, que em um estado normal são superados com base nos princípios espirituais religiosos, na cultura humana e nas exigências da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, revelar a relação genética entre o liberalismo fundamentalista de “mercado” e o esquerdismo antitradicional seria superficial e pouco sério se parássemos apenas na “superestrutura” (ideologia, ideais de valor, orientação moral, práticas sociais) e não analisassemos as “fundamento”, ou seja, a natureza de classe social desses fenômenos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;A oligarquia financeira e o lumpesinato&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Clássica para o marxismo é a noção de que a principal contradição social sob o capitalismo reside entre a burguesia industrial e o proletariado industrial. De acordo com essa visão, a essência da questão reside no fato de que os proprietários dos meios de produção compram a força de trabalho a um preço próximo ao preço equivalente a sua mera subsistência física e se apropriam de quase toda a mais-valia criada pelos trabalhadores, investindo-o na expansão da produção, isto é, no aumento e elevação da produtividade dos meios de produção, que permitem explorar ainda mais o trabalho, e assim por diante. Essa ideia, é claro, serviu como um modelo adequado dos clássicos modernos do marxismo da sociedade capitalista, mas o último século e meio mudou significativamente a realidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em primeiro lugar, já na época dos próprios clássicos, havia uma tendência à exploração na colônia e, consequentemente, a burguesia passou a “alimentar” os trabalhadores da metrópole. Essa tendência foi observada pelos próprios Karl Marx e Friedrich Engels. No futuro, apenas se desenvolveu. Como resultado, nada parecido com revoluções socialistas ocorreu em qualquer país de capitalismo desenvolvido. Um sistema de compromissos surgiu entre a classe capitalista e a classe trabalhadora, que alisou o antagonismo da luta de classes e a transferiu para um curso relativamente pacífico.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em segundo lugar, além de trazer a exploração para fora (para a periferia colonial e neocolonial), a exploração de classe foi mitigada pela gradual mecanização e depois automação do trabalho, o que permitiu transferir uma certa quantidade de exploração das pessoas para os mecanismos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em terceiro lugar, o fator da revolução socialista na Rússia desempenhou seu papel, que assustou os capitalistas ocidentais e os obrigou, sob a ameaça de uma alternativa socialista, a dar artificialmente ao capitalismo as características humanísticas de uma “sociedade de abundância universal”.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em quarto lugar, a cobertura de todo o globo pelo sistema capitalista e a impossibilidade de uma maior expansão deu origem a uma grave escassez de mercados de venda, o que obrigou os estados capitalistas a começar a cuidar do poder de compra dos trabalhadores, redistribuindo a seu favor parte da mais-valia retirada dos empresários na forma de impostos cada vez mais altos (modelo keynesiano de capitalismo).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quinto, a concentração natural e inevitável do capital, e com ela o poder político, junto com a contradição objetiva e insolúvel entre o imperativo do crescimento ilimitado do capital e a base física limitada (recursos naturais, mercados de consumo e trabalho, etc.) rejeição do equivalente-ouro, à virtualização das finanças e à usurpação por um círculo restrito da oligarquia mundial do direito monopolista de produzir equivalentes de valor a custo zero. Isso reformulou radicalmente todo o sistema econômico, político e social, mudando completamente o alinhamento de forças, os polos de antagonismos e a própria natureza do mercado, que passou de um sistema de trocas relativamente equivalentes a um sistema de apropriação e distribuição arbitrárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em sexto lugar, a transferência da produção fora da metrópole mundial para países com mão-de-obra barata, juntamente com a mecanização e automação do trabalho remanescente na metrópole, levou à desfragmentação da classe trabalhadora e sua transformação em uma população cada vez menor e relativamente bem provida. estrato social. O principal volume de trabalho, portanto, &quot;fluiu&quot; da esfera da produção industrial material para a esfera da produção de sinais de informação e imagens virtuais, bem como para o setor de serviços. Isso mudou radicalmente toda a estrutura social. Uma das consequências foi a &quot;dispersão&quot; dos exércitos de trabalhadores organizados e sincronizados pela própria natureza do trabalho, sua atomização, a crise dos partidos de massa. Outra consequência da desindustrialização do Ocidente foi a destruição do antigo sistema de educação de massa, necessário especificamente para a produção industrial. Como resultado, o nível de cultura e autoconsciência das massas caiu drasticamente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em sétimo lugar, o processo de concentração do capital imanente ao capitalismo e a absorção do pequeno capital pelo grande capital levaram naturalmente a uma acentuada diferenciação da própria classe capitalista, ao isolamento de um grupo extremamente estreito e fechado de famílias oligárquicas da ampla base social da sociedade civil burguesa, muitas vezes (embora nem sempre) tanto com a produção direta de material real e produtos de informação quanto com entidades do estado nacional.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Oitavo, o processo de ampliação e fusão dos mercados de vendas, natural para o capitalismo, juntamente com a concentração de capital, levou à formação no lugar de muitas burguesias nacionais, primeiro um pequeno número de oligarquias imperialistas e depois uma única oligarquia global. De sua parte, surgiu uma demanda constante e mais do que solvente para a destruição e remoção das fronteiras do estado nacional, a abolição das soberanias nacionais e das instituições democráticas burguesas a elas associadas, a erosão das próprias nações e a transformação da humanidade em uma massa mista impessoal, completamente controlada pelos mecanismos de um pseudo-mercado virtualizado. As funções dos Estados são cada vez mais interceptadas por centros de poder extraterritoriais - organismos internacionais supranacionais e corporações transnacionais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nono, a escala e o poder da influência dos meios de comunicação de massa aumentaram acentuadamente. A imagem da realidade formada por eles na consciência de massa começou a superar em seu significado a imagem da realidade formada por sensações diretas. Paralelamente, vários métodos de influenciar a consciência individual e de massa, técnicas de sugestão, programação e manipulação foram aprimorados.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tudo isso junto levou à formação de uma realidade social completamente nova, na qual as antigas contradições não desempenham mais um papel de liderança e são substituídas por relações fundamentalmente novas e novas contradições sociais. No entanto, tudo o que é novo é o velho bem esquecido, e as últimas tendências do capitalismo mundial global têm analogias diretas com as tendências do mundo antigo em fase de declínio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;No relatório de G.A. Zyuganov para o próximo plenário do Comitê Central do Partido Comunista da Federação da Rússia observou com razão as tendências da crise do sistema capitalista, a degeneração da democracia burguesa em uma ditadura e o fortalecimento da posição financeira, puramente parasitária capital. A autodestruição da democracia burguesa, do Estado-nação e das instituições a eles associadas segue essencialmente o mesmo caminho ao longo do qual foi destruído o Estado republicano romano. A monopolização do capital, a ruína dos pequenos e médios proprietários levaram à destruição da base social da sociedade civil. Em seu lugar, uma estrutura social foi formada, consistindo de uma estreita oligarquia super-rica e uma massa de lumpesinato. Ao mesmo tempo, o lumpesinato,&amp;nbsp; economicamente e, consequentemente, politicamente, não autossuficiente, dependente, não é um oponente de classe social da oligarquia. Aliás, é justamente isso, ser alimentado com pão e circo, que se torna uma ferramenta nas mãos da oligarquia, sua base social. Surge um sistema semelhante às formas tardias da clientela romana, quando os plebeus seduzidos pelos proprietários, incapazes de subjetividade econômica e política, emasculam os procedimentos democráticos formais, vendendo seus votos a patronos por esmolas materiais e patrocínio.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vale a pena notar que no mundo moderno, assim como durante a crise das antigas cidades-estados gregas e da República Romana, a eliminação real da democracia e do sistema republicano como tal coincide com a &quot;democratização&quot; formal, ou seja, a extensão dos direitos democráticos a cada vez mais novas categorias de pessoas, em princípio incapazes de gozar conscientemente dos direitos republicanos, seja pela sua falta de independência socioeconómica, seja pelas limitações das suas capacidades intelectuais, mentais e volitivas, ou devido à incompatibilidade cultural com o conceito de Estado jurídico republicano. Como resultado, o coletivo civil original, capaz de se autogovernar, se dissolve em um ambiente de “novos cidadãos” que são fundamentalmente despreparados e incapazes de implementar a democracia, mas que estão prontos para vender seus votos a “patronos” por “pão e circo”.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em suma, podemos dizer que a &quot;plebe&quot; desclassificada, improdutiva e marginalizada das metrópoles mundiais, provida de pão e circo à custa de riquezas anteriormente acumuladas, progresso tecnológico (crescimento das forças produtivas) e exploração da periferia mundial, tornou-se uma das principais armas dirigidas pela oligarquia transnacional mundial para destruir os resquícios da sociedade civil e do Estado nacional. A propósito, o rápido crescimento desse tipo de estrato marginalizado foi a base para expandir a base social do nazismo e do fascismo na Europa Ocidental nas décadas de 20 e 30 do século XX.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aqui está a chave para entender uma das principais contradições sociais das sociedades ocidentais contemporâneas. De um lado do confronto estão os remanescentes de uma sociedade civil que protege o estado nacional, as relações jurídicas, a cultura e a civilização. Em termos sociais e de classe, esse lado é representado, antes de tudo, como é frequentemente chamado, pelo cognitariado (trabalhadores intelectuais assalariados, especialistas em TI, tecnólogos, engenheiros, cientistas, etc.) como pequenas, médias e até grandes (mas não monopolistas) empresas manufatureiras nacionais, trabalhadores qualificados e agricultores. O segundo lado do confronto é a aliança da oligarquia financeira (setor bancário e bolsa de valores, empresas transnacionais) e o lumpesinato desclassificado, representado por desempregados beneficiários da previdência social, imigrantes, minorias sociais nacionais, raciais, sexuais e outras que reivindicam esmolas para sua inescapável &quot;discriminação&quot;, &quot;ativistas&quot; profissionais, beneficiários de bolsas (&quot;combatentes da discriminação&quot;, feministas, &quot;antifa&quot;, lutadores pelos direitos dos animais, etc.), pseudo-artistas de vanguarda que organizam todos os tipos de &quot;performances&quot;, &quot;performances de rua&quot;, arte”, etc ações destinadas exclusivamente a chocar e insultar as ideias públicas sobre decência, os chamados &quot;intelectuais de esquerda&quot; e a parte da &quot;intelligentsia&quot; humanitária e &quot;criativa&quot; que os acompanha, representantes da juventude e não apenas de contraculturas juvenis, etc. ralé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com base nisso, pode-se compreender a essência da mutação que o chamado &quot;movimento de esquerda&quot; sofreu no Ocidente. Se na primeira metade do século XX a chamada esquerda (socialistas, comunistas) representava os interesses, antes de tudo, do proletariado industrial e dos trabalhadores em geral, depois na segunda metade do século XX e, mais ainda, no início do século XXI, a situação mudou radicalmente. A retórica manteve-se quase a mesma: os socialistas e social-democratas de esquerda modernos, bem como alguns pós-comunistas, bem como a esquerda do início do século passado, posicionam-se como “defensores de todos os oprimidos”, defensores do pobres contra os ricos, defensores do aumento dos impostos sobre os ricos e dos pagamentos sociais aos pobres. No entanto, o conteúdo de classe social desses slogans se tornou irreconhecível. Na sociedade capitalista de classe do início do século XX, os pobres e oprimidos eram, antes de tudo, os proletários, trabalhadores industriais, ou seja, os principais produtores de bens materiais. De fato, as palavras de ordem de aumentar os impostos e aumentar as funções sociais do Estado às suas custas nada mais significavam do que devolver à maioria trabalhadora da sociedade uma parte da mais-valia por eles criada, dela expropriada pelos proprietários do meios de produção, isto é, os capitalistas. Hoje, os “oprimidos”, que são defendidos pelo “movimento de esquerda” ocidental, não significam produtores de bens materiais e imateriais, não são trabalhadores, mas um exército crescente de párias, pseudo-dependentes e elementos anti-sociais. Não a maioria trabalhadora da sociedade, mas uma coleção de minorias agressivas reivindicando um status especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, o aparente paradoxo não é nenhum pouco aleatório: a crise financeira e econômica global, que começou em 2008 e só se agravou desde então, levou na maioria dos países europeus não para a esquerda, mas para a direita, ao colapso das estruturas sociais partidos democráticos e o fortalecimento dos de centro-direita. Ou seja, a antiga fórmula da esquerda ocidental “altos impostos são altos gastos sociais” agora é avaliada pela maioria da sociedade não como o retorno aos trabalhadores de uma parte da mais-valia produzida por eles e retirada deles pelos proprietários de indústrias, mas como uma redistribuição de fundos do setor produtivo (empresários e trabalhadores!), &quot;que carregam tudo nas costas&quot;,&amp;nbsp; para marginais, minorias anti-sociais mais ou menos pronta para alimentar a horda multiplicadora de marginais, então a crise econômica claramente colocou tudo em seu devido lugar. De fato, a derrota da esquerda e a vitória da direita, não no momento do boom econômico, mas, ao contrário, no momento da crise, é um voto direto da desconfiança da sociedade nas funções sociais do estado liberal. Ao mesmo tempo, vale ressaltar que empresários (a burguesia industrial é, sobretudo, geradora de empregos!) e trabalhadores nesse cenário estão do mesmo lado, mais parceiros situacionais do que antagonistas. Quando as deduções fiscais são redistribuídas não a favor dos trabalhadores, mas a favor dos marginalizados, um aumento da carga fiscal não só sobre o seu rendimento pessoal (salário), mas também sobre o rendimento da empresa revela-se completamente não lucrativo para o trabalhador assalariado: ele não recebe nenhum benefício disso, mas o prejuízo da redução da lucratividade da produção e a ameaça de cortes de empregos são óbvios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propósito, isso foi escrito pelo presidente do Comitê Central do Partido Comunista da Federação Russa V.S. Nikitin em seu artigo “Do desenvolvimento criativo do marxismo ao socialismo renovado do século 21”: “A dominação mundial é realizada com a ajuda do mecanismo bancário. Aqui, outra forma de exploração não é a retirada da mais-valia, mas o pagamento de tributos aos banqueiros feudais. Além disso, eles roubam a todos, consumidores e produtores, capital de produção e funcionários. Como resultado, ambas as classes anteriormente antagônicas (a burguesia da produção e o proletariado) unanimemente dizem “não!” à “segurança social” estatal que alimenta as “minorias” associais, porque não veem nela um defensor de seus interesses de classe ou pelo menos um mediador, mas apenas um representante dos interesses dos parasitas - tanto o capital financeiro quanto o sempre crescente “fundo” anti-social, para “pão e circo”, apoiando a oligarquia financeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, a escolha descrita, típica de vários países da Europa Ocidental, só é possível quando a maioria da sociedade ainda é composta por trabalhadores, ou pelo menos aqueles que se identificam subjetivamente com os trabalhadores. Mas o mais interessante é que, graças ao progresso tecnológico e ao aumento da produtividade, os trabalhadores podem permanecer em minoria. Ou seja, o provérbio russo “um com bipé, sete com uma colher” é literalmente realizado. Tal cenário é muito benéfico para a oligarquia, pois torna seu poder muito mais estável. O número de marginais com direito a voto está crescendo rapidamente, e quando o número de desempregados profissionais, representantes de minorias sociais &quot;discriminadas&quot;, &quot;ativistas de benefícios&quot;, figuras da &quot;arte contemporânea&quot;, etc, cidadãos socialmente autossuficientes que se alimentam de seu próprio trabalho, acontece o que aconteceu nos Estados Unidos. As massas elegem um “democrata” das minorias como seu presidente e passam a exigir do Estado que não pare de inflar bolhas financeiras e destruir a produção, a exploração predatória dos recursos do planeta e do “terceiro mundo”, mas alimentar parasitas às custa de impostos de trabalhadores e de negócios, brindes às custas de. O slogan das manifestações passa a ser &quot;Dai-nos uma nova bolha!&quot;.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O que significa &quot;dar uma nova bolha&quot;? Isso significa permitir que a oligarquia financeira continue a &quot;fazer dinheiro do nada&quot;, para criar arbitrariamente a custo zero os equivalentes de custo de todos os produtos do trabalho humano, sem falar nos recursos naturais. Afinal, o papel ou o dinheiro eletrônico em si não valem nada, então a oligarquia não suborna o lumpesinato do próprio bolso. Bens reais que são comprados e vendidos por esse dinheiro têm valor. O monopólio de um fundo de bancos privados chamado FRS sobre a emissão de notas não garantidas por esses bancos, que têm o status de moeda estatal (e de fato, mundial), significa uma troca não equivalente forçada, a substituição do comércio por um sistema de retirada e distribuição dos bens da vida. O círculo se fecha: a oligarquia financeira, tendo conquistado o monopólio da emissão de cédulas não lastreadas em ouro, na verdade criou um sistema de retirada gratuita (aparentemente econômica, mas na verdade não econômica) dos produtores dos produtos de seu trabalho. Esses produtos requisitados fraudulentamente são distribuídos pela oligarquia também de forma não econômica e são usados ​​para subornar e atrair sua base social, lumpenismo parasitário, que não produz nada de útil, mas atua como um recurso eleitoral e, se necessário, um recurso de poder do especulativo oligarquia. Por sua vez, o lumpesinato, que recebe distribuições gratuitas da oligarquia, também está interessado em fortalecer o sistema de confisco de produtos do trabalho dos produtores por meio da emissão de notas. Em outras palavras, surgiu uma aliança exótica, mas bastante lógica e historicamente análoga, de super-ricos parasitas e semi-pobres marginalizados, estratos sociais contra os trabalhadores (uma imagem artística muito vívida que reflete essas realidades do capitalismo moderno é apresentada no filme &quot;Robot Cop 3&quot; 1993).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, o novo alinhamento de forças (oligarquia mais lumpesinato contra os trabalhadores e os remanescentes da burguesia industrial) tem um caráter bastante pronunciado de antagonismo de classes sociais. Portanto, a semelhança e até afinidade entre as atitudes fundamentais dos liberais radicais (“fundamentalistas de marketing”) e dos modernos “esquerdistas” ocidentais, que discutimos acima, é profundamente natural. Ambas as ideologias são uma expressão dos interesses de classe social do mesmo lado do confronto, ou seja, a aliança da oligarquia financeira e do lumpesinato contra os trabalhadores. Só o neoliberalismo em maior medida tem como público-alvo a oligarquia e a parte especulativo-parasitária da chamada &quot;classe média&quot;, e o esquerdismo é transformado, de fato, em lumpenismo (recipientes de benefícios desempregados, diásporas étnicas semi-criminosas, pseudo-artistas e pseudo-filósofos).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Você pode até ir além: a&lt;b&gt; “esquerda” ocidental moderna está no espectro dos social-democratas tradicionais, originários da Segunda Internacional, tal como a “nova esquerda” no espírito do final dos anos 1960 e os chamados &quot;verdes&quot; representam hoje a ala mais radical dos globalistas, os &quot;fundamentalistas do mercado&quot;&lt;/b&gt; (na verdade, pseudo-mercado, porque o mercado moderno, sendo tal em sua forma externa, como já observado, deixou de ser um mecanismo de troca equivalente num mecanismo de requisição e distribuição, ou seja, no fundo, num mecanismo anti-mercado de poder económico e político).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Portanto, não há nada de surpreendente no fato de que um dos principais líderes do Partido Socialista Francês (aliado com o qual não apenas os Verdes e a Frente de Esquerda, mas também o PCF operam na França) até recentemente era o Diretor Geral do Fundo Monetário Internacional Dominique Strauss-Kan. E que o governo de Ferenc Gyurcsany, formado pelos pós-comunistas do &quot;Partido Socialista Húngaro&quot;, tem se mostrado um condutor de medidas ultraliberais. E que nos EUA os neoliberais mais radicais vêm do meio trotskista.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Significado de classe social dos valores conservadores tradicionais&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sem dúvida, os valores tradicionais (familiares, espirituais e religiosos, nacionais e culturais) na sua essência, pela sua natureza, não têm caráter de classe. Em vários casos (como, por exemplo, no caso de normas tradicionais de comportamento sexual, hierarquia social, etc.), eles são geralmente um design cultural de algoritmos biologicamente determinados de comportamento e relações sociais que tornam os humanos relacionados não apenas com os grandes símios, mas também a todos os vertebrados superiores. Noutros casos (como, por exemplo, no caso da religião), eles surgem em uma sociedade pré-capitalista ou mesmo pré-classista e persistem, sem alteração, pelo menos de forma reconhecível ao longo da mudança de uma série de formações.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No entanto, na sociedade moderna, esses mesmos valores, formados em uma realidade social completamente diferente, adquirem significado ideológico adicional, tornam-se uma expressão dos interesses de um dos campos de classes sociais opostos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como já reiteramos, a capitalocracia se baseia na virtualização dos signos financeiros, ou seja, na capacidade do monopólio de criar equivalentes de valor a custo zero. Isso transforma o mercado de um meio de troca em um meio de apropriação virtualmente livre de todo o conjunto de produtos do trabalho humano e riqueza natural pelo emissor de notas. Assim, a esfera de poder do emissor de unidades financeiras virtuais coincide fundamentalmente com a esfera dos objetos tangíveis e intangíveis envolvidos no mercado de trocas e, de uma forma ou de outra, valorados em termos monetários. Isso se aplica não apenas a coisas materiais, mas também a produtos de informação, conhecimento, imagens, símbolos, relações interpessoais e sociais, sinais de status social e prestígio, ativos intangíveis, etc. Mas é precisamente por isso que qualquer valor não mercantil, pelo próprio fato de sua existência, limita o alcance da capitalocracia como sistema de poder. Conforme enfatizado no relatório de G.A. Zyuganov ao XIV Plenário (outubro) do Comitê Central do Partido Comunista da Federação da Rússia, &quot;todos os valores estão se tornando supérfluos para eles [os globalistas], exceto aqueles que trazem mais-valia&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A oligarquia financeira global está vitalmente interessada em estender seu pseudocontrole de mercado a todas as esferas da vida, sem exceção. Em outras palavras, na eliminação das esferas sociais fora de seu controle, na eliminação de tudo o que não pode comprar por fetiches produzidos do nada, por cédulas. Assim, por exemplo, ela está vitalmente interessada na desvalorização ou mercantilização da religião e das práticas espirituais em geral, na destruição de identidades e das famílias étnico-nacionais (principal canal de transmissão de valores e laços tradicionais entre gerações), no descrédito de signos de prestígio social que não estejam ligados ao nível do consumo (cientistas e patentes militares, prêmios, etc.), conhecimento científico racional, cultura do pensamento, arte não comercial, etc. Por outro lado, qualquer resistência social séria aos mecanismos da capitalocracia só pode ser cristalizada em torno de valores, estruturas sociais e relacionamentos que não são controlados por meio da vinculação a um equivalente monetário. Os mais estáveis ​​e confiáveis ​​nesse sentido são os valores, normas e relações que possuem maior potencial de inércia histórica, os mais enraizados na consciência e no subconsciente das pessoas, ou seja, os mais conservadores e tradicionais. E, de fato, hoje todos os movimentos anticapitalocráticos significativos, expressando os interesses de classe social dos trabalhadores e da burguesia industrial nacional adjacente a eles, surgem com base fundamental no tradicionalismo e no conservadorismo.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se abordarmos a análise da situação não do ponto de vista dos rótulos e autodenominações de partidos e movimentos, mas do ponto de vista da análise de classes sociais, veremos que objetivamente, além da esquerda tradicional, dos comunistas, em certo sentido, os interesses fundamentais de uma parte do povo trabalhador na Europa hoje são expressos por partidos nacional-patrióticos, tradicionalistas, cristãos, conservadores sociais. Basta olhar para os programas e a agitação de partidos como a Frente Nacional na França, os Verdadeiros Finlandeses na Finlândia, o Partido para uma Hungria Melhor (e até certo ponto o atual mais moderado Fidesz, a União Civil Húngara), em parte os democratas suecos e alguns outros. São eles que, entre outras coisas, oferecem no nível das medidas práticas os programas mais sociais e, em alguns casos, até socialistas. Eles são os oponentes mais consistentes da OTAN, do imperialismo e do globalismo dos EUA. São eles, e não os falsos &quot;esquerdistas&quot; que estão intimamente associados aos círculos mais reacionários do supergrande capital bancário, os aliados naturais dos comunistas tradicionais de orientação pró-soviética e staliniana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, a esse respeito, a experiência da Hungria é típica, onde o moderado nacional-conservador Fidesz, a União Civil Húngara, que chegou ao poder, demonstrou uma política que era uma ordem de magnitude mais socialmente responsável do que o anteriormente governante &quot;Partido Socialista Húngaro&quot;. Isso, aliás, foi notado pelo presidente do Partido Comunista dos Trabalhadores Húngaros, Gyula Türmer: “Durante os oito anos de governo do Partido Socialista Húngaro (HSP), a corrupção adquiriu tais proporções que praticamente tornou o funcionamento normal do estado impossível. &amp;lt;...&amp;gt; O FIDES prometeu parar este processo. Apesar de ser um partido conservador de direita, apresentou um programa de esquerda, cujas prioridades passaram a preocupar a todos, nomeadamente: criar 1 milhão de novos postos de trabalho em 10 anos, reduzir a inflação, aumentar o salário mínimo para um nível que proporcione condições normais de vida e, acima de tudo, o estabelecimento da ordem, da legalidade. O FIDES conseguiu convencer a maioria dos eleitores de que, como partido de direita, poderá cumprir uma agenda de esquerda. A festa comportou-se como prometido, assumindo vigorosamente a limpeza do &quot;lixo&quot; acumulado. &amp;lt;...&amp;gt; O funcionamento do Estado certamente se tornou mais eficiente.”&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Também vale a pena prestar atenção ao exemplo da República Tcheca. Enquanto na maioria dos países europeus os antigos partidos comunistas foram transformados em partidos liberais de esquerda e &quot;verdes&quot;, os comunistas tchecos fizeram uma escolha diametralmente oposta. Embora mantendo plenamente sua identidade comunista, eles assumiram firmemente a posição de fundir a classe social e a luta de libertação nacional. Eles combinaram harmoniosamente a luta pelos direitos dos trabalhadores (ou seja, os trabalhadores, e não o pobre lumpesinato parasitário!) e conservadorismo social. Consequentemente, os comunistas tchecos escolheram como aliados não a &quot;esquerda&quot; de um armazém europeu tolerante, mas condicionalmente a &quot;direita&quot;, isto é, conservadores sociais, patriotas nacionais, tradicionalistas, eurocéticos. O resultado fala por si: enquanto, por exemplo, na Holanda, os &quot;comunistas&quot; reformados obtêm menos votos nas eleições do que o Partido para a Proteção dos Animais, os comunistas patrióticos tchecos do KSCM nas últimas eleições regionais (outubro de 2012) recebeu 20,4% dos votos, mesmo apesar das duras leis anticomunistas vigentes no país.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;- Tradução parcial&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apaginavermelha.blogspot.com/feeds/6825120755196437704/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/32665152/6825120755196437704' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32665152/posts/default/6825120755196437704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32665152/posts/default/6825120755196437704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apaginavermelha.blogspot.com/2023/04/a-tradicao-e-selecao-natural.html' title='Os comunistas e os valores tradicionais'/><author><name>A Página Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12949564587080273706</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgIZA2i2LYLYQaEMvh9tJhWexMkpU9DI-DyAqEHETuZgbxae_eMRw6WOqmxwWqrPc__r17CzK1TwT-a-AGniygMv2yxsOunSuyWCeCF0X4aZYa1xOde1UDwj89iuiXUaJI/s113/U-EKBk4jLFg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgMYCGLfe6yvZfHidVtOh7lXiZ2B7RivRJhMmGKGz2cVDgky9DSi0-DoTuZ7DebHtUbaRB2xJHYZDxTXpDr4oKs8Ua-8UshX2_yhxpbE3QI0qAOp6J5K1J1nqDIgLGnmvAh6pfCAa5G2KXlk3xWUifLFDuB3SZfYlrPg85HQsTnep6Whhn72Hk/s72-w483-h363-c/druzhba_narodov_sssr_nacionalnosti_gerb_flagi_respublik_razval_soyuza.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32665152.post-8655291887146174590</id><published>2022-04-05T15:31:00.004-03:00</published><updated>2022-04-05T15:31:51.878-03:00</updated><title type='text'>Como o UOL dissemina boatos em apoio ao regime nazista ucraniano</title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;nbsp;Jornalismo com compromisso (com apenas um dos lados) e irresponsabilidade!&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;iframe allowfullscreen=&quot;&quot; class=&quot;BLOG_video_class&quot; height=&quot;266&quot; src=&quot;https://www.youtube.com/embed/jsQAt1S16pI&quot; width=&quot;320&quot; youtube-src-id=&quot;jsQAt1S16pI&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apaginavermelha.blogspot.com/feeds/8655291887146174590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/32665152/8655291887146174590' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32665152/posts/default/8655291887146174590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32665152/posts/default/8655291887146174590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apaginavermelha.blogspot.com/2022/04/como-o-uol-dissemina-boatos-em-apoio-ao.html' title='Como o UOL dissemina boatos em apoio ao regime nazista ucraniano'/><author><name>A Página Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12949564587080273706</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgIZA2i2LYLYQaEMvh9tJhWexMkpU9DI-DyAqEHETuZgbxae_eMRw6WOqmxwWqrPc__r17CzK1TwT-a-AGniygMv2yxsOunSuyWCeCF0X4aZYa1xOde1UDwj89iuiXUaJI/s113/U-EKBk4jLFg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://img.youtube.com/vi/jsQAt1S16pI/default.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32665152.post-5944788349451602418</id><published>2022-04-05T12:44:00.003-03:00</published><updated>2022-04-05T12:44:35.915-03:00</updated><title type='text'>Estamos no Telegram</title><content type='html'>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;Caros leitores,&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Queremos deixar bem claro que desde 24 de fevereiro de 2022 temos postado ativamente no Telegram, onde trazemos materiais exclusivos sobre o conflito na Ucrânia por meio do canal Kristianograd.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para acessar o canal Kristianograd siga o link:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;https://t.me/kristianograd&lt;p&gt;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apaginavermelha.blogspot.com/feeds/5944788349451602418/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/32665152/5944788349451602418' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32665152/posts/default/5944788349451602418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32665152/posts/default/5944788349451602418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apaginavermelha.blogspot.com/2022/04/estamos-no-telegram.html' title='Estamos no Telegram'/><author><name>A Página Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12949564587080273706</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgIZA2i2LYLYQaEMvh9tJhWexMkpU9DI-DyAqEHETuZgbxae_eMRw6WOqmxwWqrPc__r17CzK1TwT-a-AGniygMv2yxsOunSuyWCeCF0X4aZYa1xOde1UDwj89iuiXUaJI/s113/U-EKBk4jLFg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32665152.post-409113372193550056</id><published>2022-04-05T12:42:00.004-03:00</published><updated>2022-04-05T12:42:26.955-03:00</updated><title type='text'>EXCLUSIVO: Relatório de Organização de DH sobre neonazismo na Ucrânia</title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;iframe allowfullscreen=&quot;&quot; class=&quot;BLOG_video_class&quot; height=&quot;433&quot; src=&quot;https://www.youtube.com/embed/E7GM_0x-sko&quot; width=&quot;521&quot; youtube-src-id=&quot;E7GM_0x-sko&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apaginavermelha.blogspot.com/feeds/409113372193550056/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/32665152/409113372193550056' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32665152/posts/default/409113372193550056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32665152/posts/default/409113372193550056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apaginavermelha.blogspot.com/2022/04/exclusivo-relatorio-de-organizacao-de.html' title='EXCLUSIVO: Relatório de Organização de DH sobre neonazismo na Ucrânia'/><author><name>A Página Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12949564587080273706</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgIZA2i2LYLYQaEMvh9tJhWexMkpU9DI-DyAqEHETuZgbxae_eMRw6WOqmxwWqrPc__r17CzK1TwT-a-AGniygMv2yxsOunSuyWCeCF0X4aZYa1xOde1UDwj89iuiXUaJI/s113/U-EKBk4jLFg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://img.youtube.com/vi/E7GM_0x-sko/default.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32665152.post-279164875928404465</id><published>2022-04-05T12:22:00.005-03:00</published><updated>2022-04-05T12:22:41.775-03:00</updated><title type='text'>O QUE É NAZISMO?</title><content type='html'>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É importante entender ⚠️ que o nazismo ucraniano não é apenas Bandera, é a ideologia da superioridade racial, que os Estados Unidos e o Ocidente martelam na cabeça dos ucranianos há 30 anos. E esse vírus do nazismo infectou uma parte muito grande da população!&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&quot;Glória à nação, morte aos inimigos.&quot; Este slogan implica que somente os ucranianos são seres humanos e todas as outras raças não são humanos, mas inimigos e estão sujeitos à destruição.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&quot;Ukraína ponad usye!&quot;.&quot;Ucrânia está acima de tudo&quot;, a Ucrânia está acima de tudo no mundo. Este é outro slogan nazista, implicando que apenas os ucranianos no planeta Terra são pessoas, e todas as outras raças não são pessoas.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Isso precisa ser entendido de forma muito clara e clara ⚠️&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O erro de muitos é que identificam os nazistas por sinais externos: símbolos, apetrechos, tatuagens, slogans, listras, retratos de líderes. Certamente há pessoas que usam tudo isso lá e não são poucas. Mas na massa total eles representam uma pequena porcentagem.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas o nazismo não é só parafernália, é uma ideologia. É o que é implantado na cabeça, e não o que é aplicado no corpo em forma de tatuagem. A ideologia da superioridade da nação sobre as outras. A crença de que sua nação é melhor que as outras. Os ucranianos se consideram melhores, mais inteligentes, trabalhadores e ousados&amp;nbsp; &amp;nbsp;do que os russos. Os russos consideram &quot;gado estúpido, bêbado e sujo&quot; que os inveja. E que não podem perdoá-los porque são melhores em tudo.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Isso é nazismo. Crença na sua superioridade sobre os &quot;estúpidos moskaley&quot;. O fato de você ser um guerreiro da luz, em contraste com um &quot;vatnik sujo&quot;*. Isso é nazismo. Não é o tipo de tatuagem que está em seu corpo, e essa doença afeta mais da metade da população da Ucrânia. Estes são os que elegeram os governantes que mataram crianças, mulheres e idosos no Donbass. Estes são aqueles que se alegraram quando queimaram pessoas em Odessa. Aqueles que apoiam a erradicação de tudo russo, o idioma, escola, a fé. Aqueles que pagam um imposto sobre o assassinato dos filhos do Donbass. Aqueles que vão servir por contrato nas Forças Armadas da Ucrânia e &quot;ganham dinheiro no Donbass&quot;. Isso é mais da metade da população da Ucrânia. A maioria prática é afetada pelo vírus do nazismo em maior ou menor grau.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Desde a criação da Ucrânia moderna pela América e pelo Ocidente em 1991, essa ideologia foi propositalmente promovida. Este é o mito do Holodomor. Esta é a história inventada com o dinheiro de Soros, o renascimento de Bandera. Da Rússia, ano após ano, eles esculpiam a imagem do inimigo. Tudo russo foi propositalmente erradicado e ainda está sendo erradicado. E é preciso admitir que as sementes dessa ideologia caíram em terreno fértil. Cresceu uma geração que, mesmo sendo muitas vezes de origem russa, odeia tudo o que é russo. Língua, cultura.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Resumindo, podemos dizer que os nazistas são mais da metade da população da Ucrânia moderna. Uma minoria deles já pegou em armas e entrou em guerra com a RPD, a LPR e a Rússia. A maioria deles ainda não perdeu o medo por suas vidas, não perdeu seu instinto de autopreservação, não pega em armas, mas simplesmente amaldiçoa baixinho quando vê as tropas de libertação russas, Donetsk e Luhansk.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O aríete americano-ocidental contra a Rússia chamado &quot;Ucrânia&quot; é território nazista com ideologia nazista. O processo de desnazificação é OBRIGATÓRIO. E não se referirá apenas à parafernália externa ou aos seus portadores óbvios. A desnazificação terá um significado profundo e levará anos, ou mesmo gerações, ao longo do tempo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Há muito trabalho a ser feito, mas será feito, porque ninguém repetirá os erros soviéticos do passado, que agora estão nos custando sangue.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;b&gt;*Vatnik:&lt;/b&gt; jaqueta de algodão acolchoada, usada pelo Exército Vermelho no inverno e pelos camponeses, um dos símbolos da Grande Vitória, como a PPSh-41 e o T-34. É usado pelos liberais russos e pelos neonazistas ucranianos como termo depreciativo contra patriotas russos. Enquanto &quot;Moskal&quot; é usado para qualquer russo, &quot;vatnik&quot; é destinado aos patriotas e quaisquer elementos pró-russos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEjwVX6zUJoQc4Je1rLPLuJVY7-vul2zWZ_p0jqlG7F3y9hNSUfhEAQk_sBOFXBzceboU1SKyK7ymbXIzGifIL9VqbbXE08oUNbYcUKd8I7rMctETNhHMnHf0bdH5mMS2NcrGmDCvAyo0V9W0ua9isMj_4eMN_1qZoh_OKt1siBe1_04jnGlf80&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; data-original-height=&quot;934&quot; data-original-width=&quot;1280&quot; height=&quot;350&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEjwVX6zUJoQc4Je1rLPLuJVY7-vul2zWZ_p0jqlG7F3y9hNSUfhEAQk_sBOFXBzceboU1SKyK7ymbXIzGifIL9VqbbXE08oUNbYcUKd8I7rMctETNhHMnHf0bdH5mMS2NcrGmDCvAyo0V9W0ua9isMj_4eMN_1qZoh_OKt1siBe1_04jnGlf80=w479-h350&quot; width=&quot;479&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apaginavermelha.blogspot.com/feeds/279164875928404465/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/32665152/279164875928404465' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32665152/posts/default/279164875928404465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32665152/posts/default/279164875928404465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apaginavermelha.blogspot.com/2022/04/o-que-e-nazismo.html' title='O QUE É NAZISMO?'/><author><name>A Página Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12949564587080273706</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgIZA2i2LYLYQaEMvh9tJhWexMkpU9DI-DyAqEHETuZgbxae_eMRw6WOqmxwWqrPc__r17CzK1TwT-a-AGniygMv2yxsOunSuyWCeCF0X4aZYa1xOde1UDwj89iuiXUaJI/s113/U-EKBk4jLFg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEjwVX6zUJoQc4Je1rLPLuJVY7-vul2zWZ_p0jqlG7F3y9hNSUfhEAQk_sBOFXBzceboU1SKyK7ymbXIzGifIL9VqbbXE08oUNbYcUKd8I7rMctETNhHMnHf0bdH5mMS2NcrGmDCvAyo0V9W0ua9isMj_4eMN_1qZoh_OKt1siBe1_04jnGlf80=s72-w479-h350-c" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32665152.post-8610829667430562511</id><published>2022-02-17T13:52:00.006-03:00</published><updated>2022-02-17T13:52:58.940-03:00</updated><title type='text'>Tradutor avalia legenda de discurso de Putin sobre Bolsonaro</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; 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