<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-311399844064436642</id><updated>2024-09-13T06:18:50.237-03:00</updated><category term="sistemas"/><category term="Heisenberg"/><category term="física"/><category term="Bohm"/><category term="Senge"/><category term="análise"/><category term="causalidade"/><category term="cibernética"/><category term="ciência"/><category term="conhecimento"/><category term="distração"/><category term="diálogo"/><category term="esporte"/><category term="fragmentação"/><category term="futebol"/><category term="física quântica"/><category term="inteligência"/><category term="observador"/><category term="pensamento"/><category term="povo"/><category term="realidade"/><category term="software"/><title type='text'>É a teoria que decide o que podemos observar</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://pensandosistemicamente.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/311399844064436642/posts/default?redirect=false'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensandosistemicamente.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Thiago M. Sayão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02570373698216968720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiDw37xN0Xs7JurI2Ko6ziElCbgXmA2x2f3KFEX9AtFhOBS58dfi2kUDjEYG6X4964d8-gSd9GZYPSo9O88rtiGQ62yKaP9J-wH7t8-junvxKM__07rUShV1T0ZFdKp8XA/s220/msn2.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>11</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-311399844064436642.post-2251441486268133977</id><published>2011-02-07T20:49:00.001-02:00</published><updated>2011-02-07T20:49:48.297-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="cibernética"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sistemas"/><title type='text'>A Cibernética</title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Para Mariotti (2007, p. 85) “’Cibernética’ vem do grego &lt;i&gt;kibernetik&lt;/i&gt;, que significa ‘navegador’ ou ‘piloto’. Relaciona-se à expressão latina &lt;i&gt;gubernador&lt;/i&gt;, e daí vem &lt;i&gt;governor&lt;/i&gt; em inglês e ‘governador’ em português”. Para Capra (1996, p. 56) “a palavra deriva do grego &lt;i&gt;kybernetes&lt;/i&gt; (‘timoneiro&lt;a href=&quot;file:///C:/Users/sayao/Documents/#_ftn1_4518&quot; name=&quot;_ftnref1_4518&quot;&gt;[1]&lt;/a&gt;’), e Wiener&lt;a href=&quot;file:///C:/Users/sayao/Documents/#_ftn2_4518&quot; name=&quot;_ftnref2_4518&quot;&gt;[2]&lt;/a&gt; definiu a cibernética como a ciência do ‘controle e da comunicação no animal e na máquina’”. O sentido atual da cibernética, dado por Wiener “é a arte da comunicação e do controle dos seres humanos, máquina e animais”, podendo ser definida como “a ciência dos sistemas de controle”. Estes sistemas se auto-regulam e se auto-organizam, sendo capazes de se adaptarem às mudanças do meio em que estão permitindo manterem-se estáveis diante das variações (MARIOTTI, 2007, p. 85). Para Bertalanffy (1975, p. 41) “a cibernética é uma teoria dos sistemas de controle baseada na comunicação (transferência de informação) entre o sistema e o meio e dentro do sistema, e do controle (retroação) da função dos sistemas com respeito ao ambiente”.&lt;/p&gt; &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;O movimento da cibernética começou durante a segunda guerra mundial e logo se tornou um poderoso movimento intelectual, desenvolvido independentemente da biologia organísmica e da teoria geral dos sistemas. Os ciberneticistas eram engenheiros, matemáticos, neurocientistas e cientistas sociais que estavam concentrando-se em padrões de comunicação, especialmente em redes (em sentido amplo), de forma que estas pesquisas os levaram aos conceitos de realimentação, de auto-regulação e mais tarde ao de auto-organização (CAPRA, 1996, p. 56). Os primeiros ciberneticistas tentavam descobrir os mecanismos neurais que ocorriam com os fenômenos mentais e traduzi-los em linguagem matemática explícita com o objetivo de criar uma ciência exata da mente. Pode-se dizer que estas pesquisas influenciaram bastante as concepções sistêmicas dos fenômenos da mente e da teoria sistêmica como um todo (CAPRA, 1996, p. 57). &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Da cibernética surgiu o conceito de realimentação, circularidade, ou, em inglês, &lt;i&gt;feedback, &lt;/i&gt;isto é, um arranjo circular onde um elemento tem efeito sobre o próximo, até que este efeito volte a alimentar o primeiro elemento, causando a realimentação e a auto-regulação do sistema. Pode-se chamar esta seqüência de efeitos de “cadeia causal”, pois cada elemento da cadeia causa efeito sobre o próximo, de maneira com que forme uma circularidade, onde a última saída causa efeito na entrada, iniciando um novo ciclo (CAPRA, 1996, p. 59; MARIOTTI, 2007, p. 85; SELNER, 2006, p. 65). Veja a Figura 1 - Causalidade circular. &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&amp;nbsp; &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://lh5.ggpht.com/_0i431Mtz-UQ/TVB3AQZnAzI/AAAAAAAAAG0/0cgX33_BUHU/s1600-h/causalidade%5B3%5D.png&quot;&gt;&lt;img style=&quot;background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px; padding-top: 0px&quot; title=&quot;causalidade&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;causalidade&quot; src=&quot;http://lh5.ggpht.com/_0i431Mtz-UQ/TVB3BM0YQ2I/AAAAAAAAAG4/lSjbWfwRT2M/causalidade_thumb%5B1%5D.png?imgmax=800&quot; width=&quot;240&quot; height=&quot;233&quot;&gt;&lt;/a&gt; &lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;a name=&quot;_Ref211344230&quot;&gt;Figura &lt;/a&gt;1 - Causalidade circular &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&amp;nbsp; &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Para Capra (1996, p. 59) “num sentido mais amplo, a realimentação passou a significar o transporte de informações presentes nas proximidades do resultado de qualquer processo, ou atividade, de volta até sua fonte”. Este mecanismo de realimentação acontece quando se dirige uma bicicleta, onde o ciclista está em um estado de equilíbrio ou em um estado de perda de equilíbrio que pode ser retomado com o ajuste da roda dianteira ou com o balanceamento do peso (CAPRA, 1996, p. 60). Veja a Figura 2 - Realimentação representando a pilotagem de uma bicicleta. &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;a name=&quot;_Toc215825251&quot;&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp; &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://lh3.ggpht.com/_0i431Mtz-UQ/TVB3B6in30I/AAAAAAAAAG8/88I-lWh76RE/s1600-h/causalidade2%5B3%5D.png&quot;&gt;&lt;img style=&quot;background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px; padding-top: 0px&quot; title=&quot;causalidade2&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;causalidade2&quot; src=&quot;http://lh4.ggpht.com/_0i431Mtz-UQ/TVB3CrD15yI/AAAAAAAAAHA/Swgy1PrV3vs/causalidade2_thumb%5B1%5D.png?imgmax=800&quot; width=&quot;240&quot; height=&quot;224&quot;&gt;&lt;/a&gt; &lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;a name=&quot;_Ref210578895&quot;&gt;Figura &lt;/a&gt;2 - Realimentação representando a pilotagem de uma bicicleta &lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&amp;nbsp; &lt;hr align=&quot;left&quot; size=&quot;1&quot; width=&quot;33%&quot;&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href=&quot;file:///C:/Users/sayao/Documents/#_ftnref1_4518&quot; name=&quot;_ftn1_4518&quot;&gt;[1]&lt;/a&gt; Homem do timão da embarcação, sempre atento às ordens do piloto. &lt;p&gt;&lt;a href=&quot;file:///C:/Users/sayao/Documents/#_ftnref2_4518&quot; name=&quot;_ftn2_4518&quot;&gt;[2]&lt;/a&gt; Norbert Wiener – Autor do livro &lt;i&gt;Cybernetics, or control and communication in the animal and the machine.&lt;/i&gt;  &lt;p&gt;&amp;nbsp; &lt;p&gt;BERTALANFFY, Ludwig V. &lt;b&gt;Teoria Geral dos Sistemas&lt;/b&gt;. Petrópolis: Vozes, 1975. 351p. &lt;p&gt;CAPRA, Fritjof. &lt;b&gt;A Teia da Vida&lt;/b&gt;. São Paulo: Cultrix, 1996. 255p. &lt;p&gt;MARIOTTI, Humberto. &lt;b&gt;Pensamento Complexo&lt;/b&gt;. São Paulo: Atlas, 2007. 203p. &lt;p&gt;SELNER, Claudiomir. &lt;b&gt;Método Para Análise de Sistemas de Conhecimento, Inspirado no Princípio da Complementaridade de Niels Bohr. &lt;/b&gt;Florianópolis, 2006. 131 f. Tese (Doutorado em Engenharia de Produção) – Pós Graduação em Engenharia de Produção - Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis.&lt;/p&gt;  </content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensandosistemicamente.blogspot.com/feeds/2251441486268133977/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pensandosistemicamente.blogspot.com/2011/02/cibernetica.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/311399844064436642/posts/default/2251441486268133977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/311399844064436642/posts/default/2251441486268133977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensandosistemicamente.blogspot.com/2011/02/cibernetica.html' title='A Cibernética'/><author><name>Thiago M. Sayão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02570373698216968720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiDw37xN0Xs7JurI2Ko6ziElCbgXmA2x2f3KFEX9AtFhOBS58dfi2kUDjEYG6X4964d8-gSd9GZYPSo9O88rtiGQ62yKaP9J-wH7t8-junvxKM__07rUShV1T0ZFdKp8XA/s220/msn2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh5.ggpht.com/_0i431Mtz-UQ/TVB3BM0YQ2I/AAAAAAAAAG4/lSjbWfwRT2M/s72-c/causalidade_thumb%5B1%5D.png?imgmax=800" height="72" width="72"/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-311399844064436642.post-7380170823852037754</id><published>2011-02-03T22:25:00.002-02:00</published><updated>2011-02-03T22:26:21.108-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="fragmentação"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sistemas"/><title type='text'>O Homem e a Fragmentação</title><content type='html'>&lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Para Bohm a fragmentação já se espalhou na sociedade e para cada indivíduo. O homem tende a fragmentar as coisas – dividir a arte, a ciência e a tecnologia em especialidades. Ou seja, o ambiente natural do homem é um agregado de partes existentes separadamente para ser explorado por diferentes grupos de pessoas (BOHM, 2008, p.18). Bohm (2008, p. 18) afirma que “a noção de que todos esses fragmentos existem de modo separado é evidentemente uma ilusão, e essa ilusão não chega a outro lugar a não ser a infindáveis conflitos e confusões”.  &lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;O autor explica que “de fato, e até certo ponto, o homem, e o seu pensamento, sempre tem assumido como necessário e apropriado dividir e separar as coisas, para que assim seus problemas sejam reduzidos a proporções manejáveis”. É inevitável que o homem tenda a pensar de forma fragmentada, pois as teorias o induzem a tal – são fragmentações do todo, apresentando formas diferentes de ver as coisas, como se cada forma fosse a realidade como ela é. &lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Ao considerar as teorias como realidades absolutas as diferenças e distinções são tratadas como divisões, como realidades absolutas separadas. Desta forma, o homem é levado a crer que o mundo é constituído por fragmentos independentes (BOHM, 2008, p. 23).  &lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Alguém poderia dizer que a fragmentação é evidente em muitos casos, por exemplo, na divisão de cidades, bairros, etc. e que a totalidade é somente uma ilusão. De qualquer forma, esta colocação está equivocada, pois a totalidade é o que é real – a fragmentação é fruto da ação do homem, guiada pela percepção ilusória, moldada no pensamento fragmentário (BOHM, 2008, p. 23).  &lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Nas teorias atômicas percebe-se claramente que há um todo e não fragmentações. Em níveis subatômicos, não há como separar o observador e o observado, pois o observador faz parte do fenômeno, fazendo com que se tornem aspectos imersos e interpenetrados de uma realidade completa, indivisível (BOHM, 2008, p. 25). É evidente que a totalidade também é uma teoria e está sujeita as próprias regras, portanto, não deve ser considerada como um pensamento absolutamente verdadeiro e sim como uma visão sobre o assunto, onde cabe a cada um decidir os limites de sua validade (BOHM, 2008, p. 32). &lt;/p&gt;&lt;p&gt;BOHM, David. &lt;b&gt;Totalidade e a Ordem Implicada&lt;/b&gt;. São Paulo: Madras, 2008. 222p.&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensandosistemicamente.blogspot.com/feeds/7380170823852037754/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pensandosistemicamente.blogspot.com/2011/02/o-homen-e-fragmentacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/311399844064436642/posts/default/7380170823852037754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/311399844064436642/posts/default/7380170823852037754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensandosistemicamente.blogspot.com/2011/02/o-homen-e-fragmentacao.html' title='O Homem e a Fragmentação'/><author><name>Thiago M. Sayão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02570373698216968720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiDw37xN0Xs7JurI2Ko6ziElCbgXmA2x2f3KFEX9AtFhOBS58dfi2kUDjEYG6X4964d8-gSd9GZYPSo9O88rtiGQ62yKaP9J-wH7t8-junvxKM__07rUShV1T0ZFdKp8XA/s220/msn2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-311399844064436642.post-7276349062193558469</id><published>2010-09-12T20:11:00.002-03:00</published><updated>2011-02-03T22:20:52.568-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="inteligência"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="pensamento"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="realidade"/><title type='text'>A realidade, o pensamento e a inteligência</title><content type='html'>&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Compreende-se que o pensamento é a totalidade composta da parte intelectual, emocional, sensorial e as reações musculares e físicas da memória.&lt;b&gt; &lt;/b&gt;Todos estes processos ocorrem em conjunto, em um processo indissolúvel. Não podem ser tratados separadamente, pois geram fragmentação e confusão. São processos de reação da memória para cada situação real, que acaba por gerar uma nova contribuição para a memória, condicionando o próximo pensamento (BOHM, 2008, p. 63).  &lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;O pensamento é basicamente mecânico, pois se trata de uma reação da memória, ou é a repetição de alguma estrutura previamente existente trazida da memória, ou ainda é uma nova organização desta memória de forma a produzir diferentes arranjos, categorias ou idéias, que não deixam de ser essencialmente mecânicas (BOHM, 2008, p. 64). &lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;A percepção destes pensamentos, se são adequados ou não, depende do funcionamento de uma energia que não é mecânica: a inteligência. A inteligência é capaz de perceber uma nova estrutura que não é apenas a repetição do que já é conhecido, ou que já esteja presente na memória. Por exemplo, alguém pode estar trabalhando em algum problema complexo e de repente, como um &lt;i&gt;flash&lt;/i&gt;, ou um ato de percepção, os elementos se ajustam em uma nova ordem de forma a criar uma nova abordagem, ou uma nova forma de pensar sobre o problema. O que acontece é a percepção através da mente das relações, diferenças, separações, causas e efeitos, etc. (BOHM, 2008, p. 64). &lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;É comum acreditar que o pensamento é uma forma de correspondência reflexiva sobre a “coisa real” (realidade), talvez como uma cópia, uma imagem, ou um tipo de mapa das coisas ou ainda uma apreensão das formas mais internas e essenciais das coisas (BOHM, 2008, p. 66). A palavra “coisa” está relaciona a várias palavras antigas, onde o significado inclui “objeto”, “ação”, “evento”, “condição”, “encontro” e tem relacionamento com palavras que significam “determinar”, “acomodar”, e talvez “tempo” ou “estação”.  &lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Tudo indica que a palavra surgiu para indicar algo extremamente generalizado, que é transitório ou permanente, e que é limitado ou determinado por condições. Já a palavra “realidade” vem do latim &lt;i&gt;res&lt;/i&gt;, que significa “coisa”. Por isso, para ser real, tem que ser uma “coisa”, que leva a crer que em seu significado mais antigo, deveria significar uma “coisa em geral” ou “a qualidade de ser uma coisa”. É ainda mais interessante observar que &lt;i&gt;res&lt;/i&gt; vem do verbo &lt;i&gt;reri&lt;/i&gt;, que significa “pensar”.  &lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Desta maneira, é claramente implícito que o que é pensado possui existência independente do processo do pensamento, ou seja, quando se pensa em algo como uma imagem, não se cria ou se sustenta uma “coisa real”. A “coisa real” é limitada pelas condições que podem ser expressas no pensamento, que podem não corresponder à realidade absoluta. Assim fica evidente que o que é real não pode ser expresso totalmente pelo conteúdo do pensamento (BOHM, 2008, p. 67). &lt;/p&gt;&lt;p&gt;BOHM, David. &lt;b&gt;Totalidade e a Ordem Implicada&lt;/b&gt;. São Paulo: Madras, 2008. 222p.&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensandosistemicamente.blogspot.com/feeds/7276349062193558469/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pensandosistemicamente.blogspot.com/2010/09/realidade-o-pensamento-e-inteligencia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/311399844064436642/posts/default/7276349062193558469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/311399844064436642/posts/default/7276349062193558469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensandosistemicamente.blogspot.com/2010/09/realidade-o-pensamento-e-inteligencia.html' title='A realidade, o pensamento e a inteligência'/><author><name>Thiago M. Sayão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02570373698216968720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiDw37xN0Xs7JurI2Ko6ziElCbgXmA2x2f3KFEX9AtFhOBS58dfi2kUDjEYG6X4964d8-gSd9GZYPSo9O88rtiGQ62yKaP9J-wH7t8-junvxKM__07rUShV1T0ZFdKp8XA/s220/msn2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-311399844064436642.post-6617394464429500646</id><published>2010-09-12T20:09:00.002-03:00</published><updated>2011-02-03T22:21:38.580-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="conhecimento"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="observador"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sistemas"/><title type='text'>O conhecimento do observador sobre o sistema observado</title><content type='html'>&lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Segundo Heisenberg (2005, p. 127) a percepção teórica do sistema observado varia de acordo com o conhecimento do observador. Maturana &amp;amp; Varela (1995, p. 34) enfatizam que “uma explicação é sempre uma proposição que reformula ou recria as observações de um fenômeno, num sistema de conceitos aceitáveis para um grupo de pessoas que compartilham um critério de validação”. Para Heisenberg o desenvolvimento da ciência modifica o pensamento do homem ao passar do tempo, principalmente nos últimos dois séculos&lt;a href=&quot;http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=311399844064436642&amp;amp;postID=6617394464429500646#_ftn1_5039&quot; name=&quot;_ftnref1_5039&quot;&gt;[1]&lt;/a&gt;. Assim, os princípios éticos aceitáveis podem sofrer mudanças assim como os valores da sociedade e o entendimento científico da realidade (HEISENBERG, 2005, p. 102). A ciência é uma visão do lado objetivo da realidade, ao contrário da fé religiosa, que é a expressão das decisões subjetivas que ajudam a escolher os valores que guiam as ações. De um modo geral, as decisões são tomadas de acordo com a comunidade a qual se pertence, seja a família, o país ou o meio social, onde a maior parte dessa influência origina-se na educação e no meio circundante (HEISENBERG, 2005, p. 102). &lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Fica claro que a percepção da realidade é alterada conforme os valores do meio em que se vive, sejam estes em termos científicos, religiosos ou sociais. Por exemplo, os princípios da incerteza (Heisenberg) e da complementaridade (Bohr) nasceram através de discussões científicas da época, do pressuposto que o átomo comportava-se como partícula e também como onda. De acordo com Heisenberg (2005) para alguns físicos, principalmente para Schrödinger, somente a idéia do comportamento de onda era aceitável, enquanto para outros, como Bohr e Heisenberg, a idéia do comportamento de partícula prevalecia, pois o fenômeno podia ser observado. As teorias foram discutidas, até que Bohr percebeu que ambas existiam e eram complementares (HEISENBERG, 2005, p. 95). A própria palavra “fenômeno”, em seu sentido amplo, já sofreu discussões. Para Heisenberg (2005, p. 124) Bohr considerava inexatas e enganosas as afirmações do tipo “a observação perturba o fenômeno”&lt;a href=&quot;http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=311399844064436642&amp;amp;postID=6617394464429500646#_ftn2_5039&quot; name=&quot;_ftnref2_5039&quot;&gt;[2]&lt;/a&gt;, pois a palavra “fenômeno” não poderia ser aplicadas aos processos atômicos, a menos que o arranjo experimental também fosse explicado. De acordo com Bohr (2008) a grande diferença da física clássica para a física quântica no que diz respeito a análise dos fenômenos, é que na primeira, a interação dos instrumentos de medida pode ser desprezada ou compensada, enquanto que, na segunda, essa interação é parte integrante do fenômeno (BOHR, 2008, p. 91). Pode-se dizer de acordo com a bibliografia (Bohr, Heisenberg) que no mundo da física quântica a observação e o conhecimento do observador fazem parte do fenômeno. No caso da física clássica, a influência da observação pode ser desprezada, pois as aproximações do conhecimento são suficientemente adequadas à nossa necessidade. &lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;O relacionamento do pensamento com a realidade que o representa não é apenas uma mera correspondência. É muito mais complexo, pois no campo da pesquisa científica, grande parte do pensamento é apresentado em forma de teorias (BOHM, 2008, p. 19). Bohm explica que a palavra “teoria” deriva do grego &lt;i&gt;theoria&lt;/i&gt; que encontra a mesma raiz em “teatro”, que significa “ver” ou “fazer um espetáculo” (BOHM, 2008, p. 19). Desta forma, teoria é uma forma de visão, uma maneira de olhar o mundo, e não o conhecimento de como o mundo é. Para Bohm (2008, p. 21) “quando olhamos para o mundo através das nossas visões teóricas, o conhecimento concreto que obtemos será evidentemente moldado e formatado de acordo com nossas teorias”. Ou seja, o conhecimento teórico da humanidade acaba por influenciar a percepção da “realidade como ela é”. Heisenberg completa que “a própria estrutura do pensamento humano se modifica ao longo do desenvolvimento histórico”. Existe progresso por parte da ciência, “não apenas por ajudar a explicar os fatos recém-descobertos, mas também por nos ensinar, reiteradamente, o que pode significar a palavra ‘compreensão’” (HEISENBERG, 2005, p. 147). Até os processos criados pelo homem são complexos o suficiente para serem conhecidos (em sentido total). Por exemplo, “a economia teórica é um sistema altamente desenvolvido, que apresenta modelos complexos para os processos que trata”. Isto não significa que os conhecedores de economia, em regra geral, são milionários. “Noutras palavras, podem explicar os fenômenos econômicos ‘em princípio’, mas são incapazes de predizer as flutuações da bolsa com respeito a certas ações ou datas” (BERTALANFFY, 1975, p. 60). &lt;/p&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt; &lt;hr align=&quot;left&quot; size=&quot;1&quot; width=&quot;33%&quot;&gt; &lt;/div&gt; &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=311399844064436642&amp;amp;postID=6617394464429500646#_ftnref1_5039&quot; name=&quot;_ftn1_5039&quot;&gt;[1]&lt;/a&gt; Heisenberg referia-se aos séculos IX e XX. &lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=311399844064436642&amp;amp;postID=6617394464429500646#_ftnref2_5039&quot; name=&quot;_ftn2_5039&quot;&gt;[2]&lt;/a&gt; Parte do princípio da incerteza de Heisenberg &lt;/p&gt;&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;BOHM, David. &lt;b&gt;Totalidade e a Ordem Implicada&lt;/b&gt;. São Paulo: Madras, 2008. 222p. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;BOHR, Niels. Física &lt;b&gt;Atômica e Conhecimento Humano&lt;/b&gt;. (Ensaios: 1932-1957). Rio de Janeiro: Contraponto, 2008. 129p. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;BERTALANFFY, Ludwig V. &lt;b&gt;Teoria Geral dos Sistemas&lt;/b&gt;. Petrópolis: Vozes, 1975. 351p. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;HEISENBERG, Werner. &lt;b&gt;A parte e o todo&lt;/b&gt;. Rio de Janeiro: Contraponto, 2005. 286p.&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensandosistemicamente.blogspot.com/feeds/6617394464429500646/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pensandosistemicamente.blogspot.com/2010/09/o-conhecimento-do-observador-sobre-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/311399844064436642/posts/default/6617394464429500646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/311399844064436642/posts/default/6617394464429500646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensandosistemicamente.blogspot.com/2010/09/o-conhecimento-do-observador-sobre-o.html' title='O conhecimento do observador sobre o sistema observado'/><author><name>Thiago M. Sayão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02570373698216968720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiDw37xN0Xs7JurI2Ko6ziElCbgXmA2x2f3KFEX9AtFhOBS58dfi2kUDjEYG6X4964d8-gSd9GZYPSo9O88rtiGQ62yKaP9J-wH7t8-junvxKM__07rUShV1T0ZFdKp8XA/s220/msn2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-311399844064436642.post-8920153006559194156</id><published>2010-09-02T23:29:00.002-03:00</published><updated>2011-02-03T22:21:15.112-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="causalidade"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sistemas"/><title type='text'>Os círculos de causalidade</title><content type='html'>&lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;A tendência humana a respeito da realidade é enxergar as coisas com visão linear e não como estruturas de realimentação circular como acontecem em grande parte dos sistemas. Isto acontece, pois a percepção deriva da linguagem, que com sua estrutura sujeito-verbo-objeto favorece a visão linear&lt;a href=&quot;http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=311399844064436642&amp;amp;postID=8920153006559194156#_ftn1_7033&quot; name=&quot;_ftnref1_7033&quot;&gt;[1]&lt;/a&gt;. Para que os inter-relacionamentos dos sistemas como um todo sejam visíveis é necessário que se faça uso de uma linguagem compatível, feita de círculos. Sem esta linguagem há apenas visões fragmentadas e ações contraproducentes.  &lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;No pensamento linear, dizemos: “Estou enchendo um copo de água”. Isto parece muito simples para ser um sistema, mas há como pensar além do usual. A Figura 1 - Causalidade - Ponto de vista linear ilustra como a maioria das pessoas pensa (SENGE, 2002, p. 104). &lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;a name=&quot;_Toc215825255&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name=&quot;_Ref211262016&quot;&gt;&lt;/a&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://lh3.ggpht.com/_0i431Mtz-UQ/TIBdmKr6odI/AAAAAAAAAGI/OyB_3A3xvEQ/s1600-h/causalidade-linear%5B3%5D.png&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px&quot; title=&quot;causalidade-linear&quot; alt=&quot;causalidade-linear&quot; src=&quot;http://lh5.ggpht.com/_0i431Mtz-UQ/TIBdm3EdsRI/AAAAAAAAAGM/NUi_1rvIBP4/causalidade-linear_thumb%5B1%5D.png?imgmax=800&quot; border=&quot;0&quot; height=&quot;176&quot; width=&quot;240&quot; /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;a name=&quot;_Ref211344235&quot;&gt;Figura &lt;/a&gt;1 - Causalidade - Ponto de vista linear &lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Na realidade observar um copo de água encher constitui um sistema circular, pois monitora-se o nível da água subir. Conforme o nível de água aumenta, percebe-se a diferença entre o estado anterior e o estado atual e regula-se a posição da torneira para o fluxo de água correto. As variáveis estão organizadas em círculo (ou &lt;i&gt;loop&lt;/i&gt;) de relacionamentos de causa e feito, chamado de &lt;i&gt;feedback&lt;/i&gt;. Este processo ocorre continuamente até que o copo atinja o nível de água desejado. O processo é ilustrado na Figura 6 - Causalidade - Visão sistêmica (SENGE, 2002, p. 105). &lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;a name=&quot;_Toc215825256&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href=&quot;http://lh5.ggpht.com/_0i431Mtz-UQ/TIBdntPe7mI/AAAAAAAAAGQ/0hGOusV9svk/s1600-h/causalidade-sistemica%5B4%5D.png&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px&quot; title=&quot;causalidade-sistemica&quot; alt=&quot;causalidade-sistemica&quot; src=&quot;http://lh5.ggpht.com/_0i431Mtz-UQ/TIBdodq7uMI/AAAAAAAAAGU/whkwZDjl5CQ/causalidade-sistemica_thumb%5B2%5D.png?imgmax=800&quot; border=&quot;0&quot; height=&quot;232&quot; width=&quot;365&quot; /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;a name=&quot;_Ref211344236&quot;&gt;Figura &lt;/a&gt;2 - Causalidade - Visão sistêmica &lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;A diferença entre as situações ilustradas nas figuras “Figura 1” e “Figura 2” é que a primeira proporciona uma visão linear, onde seria dito: “Estou enchendo o copo de água” e a segunda proporciona um processo com relações de &lt;i&gt;feedback&lt;/i&gt; onde há ligações entre as variáveis “posição da torneira”, “fluxo de água” e “nível da água” (SENGE, 2002, p. 107). De acordo com Andrade et. al (2006) sem o entendimento das relações circulares, a compreensão do todo fica limitada. Assim, o pensamento sistêmico tende a buscar o entendimento da realidade por meio dos fluxos circulares, ao invés das relações lineares de causa e efeito (ANDRADE et. AL, 2006, p. 45).  &lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;No contexto do pensamento sistêmico, &lt;i&gt;feedback&lt;/i&gt; nada tem a ver com retorno ou posição sobre uma situação. Está em um contexto mais amplo, em que nada é influenciado em apenas uma direção, pois tudo é passível de ser causa e gerar um efeito (SENGE, 2002, p. 106). Na perspectiva sistêmica, o ser humano é parte do processo de &lt;i&gt;feedback,&lt;/i&gt; pois atua junto com as outras variáveis. Ao ver as coisas com visão sistêmica, abandonamos a premissa de que para tudo existe um indivíduo responsável, pois todos compartilham a responsabilidade de um problema gerado no sistema.  &lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Conforme analisado, pode-se chegar a complexas conclusões sobre o processo de encher um copo com água, que é muito menos complexo do que os processos de uma organização formal. É exatamente por estes motivos que se faz necessária uma nova linguagem, de forma a descrever as coisas de forma sistêmica e não linear (SENGE, 2002, p. 109). &lt;/p&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt; &lt;hr size=&quot;1&quot; width=&quot;33%&quot; align=&quot;left&quot;&gt; &lt;/div&gt; &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=311399844064436642&amp;amp;postID=8920153006559194156#_ftnref1_7033&quot; name=&quot;_ftn1_7033&quot;&gt;[1]&lt;/a&gt; Esta afirmação não é válida para linguagens orientais, como o Mandarim (China). &lt;/p&gt;&lt;p&gt;ANDRADE et. al. &lt;b&gt;Pesamento Sistêmico – Caderno de Campo&lt;/b&gt;. Porto Alegre, Bookman, 2006. 486p. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;SENGE, Peter. &lt;b&gt;A Quinta Disciplina&lt;/b&gt;. São Paulo: Best Seller, 2002. 441p.&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensandosistemicamente.blogspot.com/feeds/8920153006559194156/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pensandosistemicamente.blogspot.com/2010/09/os-circulos-de-causalidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/311399844064436642/posts/default/8920153006559194156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/311399844064436642/posts/default/8920153006559194156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensandosistemicamente.blogspot.com/2010/09/os-circulos-de-causalidade.html' title='Os círculos de causalidade'/><author><name>Thiago M. Sayão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02570373698216968720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiDw37xN0Xs7JurI2Ko6ziElCbgXmA2x2f3KFEX9AtFhOBS58dfi2kUDjEYG6X4964d8-gSd9GZYPSo9O88rtiGQ62yKaP9J-wH7t8-junvxKM__07rUShV1T0ZFdKp8XA/s220/msn2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh5.ggpht.com/_0i431Mtz-UQ/TIBdm3EdsRI/AAAAAAAAAGM/NUi_1rvIBP4/s72-c/causalidade-linear_thumb%5B1%5D.png?imgmax=800" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-311399844064436642.post-5116980428171397927</id><published>2010-08-13T15:43:00.000-03:00</published><updated>2010-08-13T15:47:41.274-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Bohm"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="diálogo"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Heisenberg"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Senge"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sistemas"/><title type='text'>Utilizando o diálogo para desvendar sistemas</title><content type='html'>&lt;p style=&quot;text-align: justify;margin-bottom: 0in; &quot;&gt;Werner Heisenberg, famoso pela criação do princípio da incerteza e autor da notável obra “A parte e o todo” argumenta que “a ciência tem suas raízes nas conversações” (HEISENBERG apud SENGE, 2002, p. 266). A obra reconstrói diálogos com físicos famosos como Einstein, Bohr, Schrödinger, Dirac, entre vários outros. Claramente estes diálogos levaram os físicos a trocarem idéias importantes que os levou a diversas novas teorias que os deixaram famosos, como o próprio princípio da incerteza de Heisenberg e o princípio da complementaridade de Bohr. Curiosamente, é nítido na obra de Heisenberg que as idéias de ambos os princípios surgiram das discussões, principalmente entre ele e Bohr (SENGE, 2002, p. 266).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;margin-bottom: 0in; &quot;&gt;Pode-se então chegar à conclusão de que coletivamente aumentam-se as chances de novas idéias, pois a inteligência do grupo é muito maior que a inteligência individual. Desta maneira, a capacidade de desvendar as interações sistêmicas de um dado problema é maior coletivamente do que individualmente (SENGE, 2002, p. 266).&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;text-align: justify;margin-bottom: 0in; &quot;&gt; Entende-se que a discussão em grupo deve ser realizada através de diálogos, que é uma idéia muito antiga utilizada pelos gregos e outras sociedades como os índios norte-americanos. O princípio do diálogo é que o grupo torne-se aberto ao fluxo de uma inteligência maior (SENGE, 2002, p. 266). De acordo com BOHM apud Senge (2002, p. 267) o pensamento é “um fenômeno em grande parte coletivo”, por isso não podemos aperfeiçoá-lo individualmente. O próprio pensamento é um “fenômeno sistêmico que surge de nossa forma de interação e discurso uns com os outros”. Para Senge (2002, p. 267) existem dois tipos de discurso, sendo estes o diálogo e a discussão, ambos importantes para uma equipe que aprende continuamente. BOHM apud Senge (2002, p. 268) observa que a palavra “discussão” tem origem igual a “percussão” e “concussão”, que sugere que o assunto pode ser analisado e dissecado a partir dos vários pontos de vista dos participantes. O que acontece é que quando há discussão alguém tem que vencer. Ao decorrer da discussão um participante pode ocasionalmente aceitar parte do ponto de vista de outro participante, porém, o objetivo de cada um é que sua visão prevaleça.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;margin-bottom: 0in; &quot;&gt;Esta ênfase em vencer não é compatível com dar prioridade à coerência e à verdade. Por este motivo é recomendado que se utilize o diálogo, que é um meio de comunicação diferente capaz de mudar as prioridades. De acordo com BOHM apud Senge (2002, p. 268) a palavra “diálogo” vem do grego &lt;i&gt;diálogos&lt;/i&gt;, onde &lt;i&gt;dia&lt;/i&gt; significa “através” e &lt;i&gt;logos&lt;/i&gt; significa “palavra”, ou “significado”. Ou seja, através da palavra, ou um fluxo livre de significados entre as pessoas chega-se a um significado comum. Segundo BOHM apud Senge (2002, p. 269) o diálogo serve para “revelar as incoerências em nosso pensamento”, pois “no diálogo as pessoas tornam-se observadores do seu próprio pensamento”.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;margin-bottom: 0in; &quot;&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;margin-bottom: 0in&quot;&gt;BOHM, David. &lt;b&gt;Totalidade e a Ordem Implicada&lt;/b&gt;. São Paulo: Madras, 2008. 222p.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;margin-bottom: 0in&quot;&gt;SENGE, Peter. &lt;b&gt;A Quinta Disciplina&lt;/b&gt;. São Paulo: Best Seller, 2002. 441p.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt; &lt;div id=&quot;sdfootnote1&quot;&gt;  &lt;p style=&quot;text-align: justify;margin-bottom: 0in; page-break-before: always; &quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensandosistemicamente.blogspot.com/feeds/5116980428171397927/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pensandosistemicamente.blogspot.com/2010/08/utilizando-o-dialogo-para-desvendar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/311399844064436642/posts/default/5116980428171397927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/311399844064436642/posts/default/5116980428171397927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensandosistemicamente.blogspot.com/2010/08/utilizando-o-dialogo-para-desvendar.html' title='Utilizando o diálogo para desvendar sistemas'/><author><name>Thiago M. Sayão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02570373698216968720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiDw37xN0Xs7JurI2Ko6ziElCbgXmA2x2f3KFEX9AtFhOBS58dfi2kUDjEYG6X4964d8-gSd9GZYPSo9O88rtiGQ62yKaP9J-wH7t8-junvxKM__07rUShV1T0ZFdKp8XA/s220/msn2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-311399844064436642.post-7450043199592384872</id><published>2010-08-09T21:07:00.000-03:00</published><updated>2010-08-13T15:40:23.025-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="distração"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="esporte"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="futebol"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="povo"/><title type='text'>Jogadores ou Gladiadores?</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Na Roma antiga a forma de entretenimento mais popular era os “jogos” de gladiadores. Os gladiadores eram escravos treinados para lutar em uma espécie de estádio, onde o povo assistia até que um dos combatentes morresse, ficasse desarmado ou ferido. Geralmente ao final da batalha o povo decidia se o combatente que perdeu deveria morrer ou não.&lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;margin-bottom: 0in;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;margin-bottom: 0in;&quot;&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhkXSd-JN7bKAsDnLI-_qmnr0xUBcqT8HxkpEAiacTJzEETP-HC_-wfFnYuQ_lZMfID-9It0JYcDcBp4wNwRzFP879OI9yrv1DDkzKCuG2hVg56Kie9P-godqfBsllwEYSl2WXl3QOOm9Ec/s1600/800px-Colosseum_in_Rome,_Italy_-_April_2007.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 188px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhkXSd-JN7bKAsDnLI-_qmnr0xUBcqT8HxkpEAiacTJzEETP-HC_-wfFnYuQ_lZMfID-9It0JYcDcBp4wNwRzFP879OI9yrv1DDkzKCuG2hVg56Kie9P-godqfBsllwEYSl2WXl3QOOm9Ec/s320/800px-Colosseum_in_Rome,_Italy_-_April_2007.jpg&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5503566954781742722&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;margin-top: 0.08in;&quot; align=&quot;CENTER&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;i&gt;Figura 1  - Coliseum (uma espécie de estádio antigo)&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A palavra “entretenimento” significa divertimento ou distração. Era exatamente o objetivo do duelo, a distração. Enquanto o povo estava envolvido no “esporte”, os governantes podiam ficar tranquilos em sua posição social nobre exercendo seu contínuo domínio sobre o povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É lógico que muita coisa evoluiu daqueles tempos para cá. O esporte mudou, ninguém mais morre em jogo e como a escravidão não existe mais os “gladiadores” tem que ser pagos para realizar o show, e na maioria das vezes são pagos o suficiente para levar uma vida de exageros. O que não mudou é a parte da distração, onde os governantes ainda podem ficar tranquilos em sua posição social nobre exercendo seu contínuo domínio sobre o povo, que não está nem aí. O importante é torcer e vestir a camisa do seu time amado... e viva a ignorância, olê olê olá...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgYZfJzDRcAdReZ57mSHEIjMZMCClc7I-vJ34swW0lLc-lfdcCEytOoOjfFUD-iKaBHTt_O3WwFHmNZpgPUHQ50fn51qVIIXEczHWMDYqGDfP81gkaRRTKqgfSPUqGOr5kzAu_mz0YHo2wh/s1600/800px-Maracan%C3%A3_Stadium_in_Rio_de_Janeiro.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 235px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgYZfJzDRcAdReZ57mSHEIjMZMCClc7I-vJ34swW0lLc-lfdcCEytOoOjfFUD-iKaBHTt_O3WwFHmNZpgPUHQ50fn51qVIIXEczHWMDYqGDfP81gkaRRTKqgfSPUqGOr5kzAu_mz0YHo2wh/s320/800px-Maracan%C3%A3_Stadium_in_Rio_de_Janeiro.jpg&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5503567531345370370&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;i&gt;Figura 2 - Maracanã  (uma espécie de Coliseum moderno)&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensandosistemicamente.blogspot.com/feeds/7450043199592384872/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pensandosistemicamente.blogspot.com/2010/08/jogadores-ou-gladiadores.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/311399844064436642/posts/default/7450043199592384872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/311399844064436642/posts/default/7450043199592384872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensandosistemicamente.blogspot.com/2010/08/jogadores-ou-gladiadores.html' title='Jogadores ou Gladiadores?'/><author><name>Thiago M. Sayão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02570373698216968720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiDw37xN0Xs7JurI2Ko6ziElCbgXmA2x2f3KFEX9AtFhOBS58dfi2kUDjEYG6X4964d8-gSd9GZYPSo9O88rtiGQ62yKaP9J-wH7t8-junvxKM__07rUShV1T0ZFdKp8XA/s220/msn2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhkXSd-JN7bKAsDnLI-_qmnr0xUBcqT8HxkpEAiacTJzEETP-HC_-wfFnYuQ_lZMfID-9It0JYcDcBp4wNwRzFP879OI9yrv1DDkzKCuG2hVg56Kie9P-godqfBsllwEYSl2WXl3QOOm9Ec/s72-c/800px-Colosseum_in_Rome,_Italy_-_April_2007.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-311399844064436642.post-496897034449007051</id><published>2010-07-26T22:32:00.000-03:00</published><updated>2010-07-26T22:44:30.542-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ciência"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="física"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="física quântica"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sistemas"/><title type='text'>Os sistemas, a ciência e a física quântica</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style=&quot;text-indent: 0.49in; margin-bottom: 0in; text-align: justify;&quot;&gt;Para ACKOFF (1959) apud Bertalanffy (1975, p. 25) existe uma tendência de estudar os sistemas como entidade e não como um aglomerado de partes. Isto está de acordo com a tendência da ciência que não isola mais os fenômenos em contextos confinados, mas abre-se ao exame das interações de forma a investigar setores da natureza cada vez maiores. Segundo Capra (1996, p.53) antes da década de 40, os termos “sistema” e “pensamento sistêmico” haviam sido utilizados por vários cientistas, “mas foram as concepções de Bertalanffy de um sistema aberto e de uma teoria geral dos sistemas que estabeleceram o pensamento sistêmico como um movimento científico de primeira grandeza”. A possibilidade de ver o conceito sistêmico como ciência é a descoberta de que o conhecimento é aproximado. Esta conclusão é de importância decisiva para a ciência moderna. No antigo paradigma, havia crença na certeza absoluta do conhecimento científico, no novo, é reconhecido que todas as teorias são limitadas e aproximadas, pois a ciência nunca pode dar uma compreensão completa e definitiva (CAPRA, 1996, p. 49). Este pensamento vai de encontro com o princípio da incerteza de Heisenberg (2005), que se aprofundou nas teorias da mecânica quântica que já vinham sendo definidas por outros físicos como Einstein, Dirac, Rutherford, Planck e Bohr.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-indent: 0.49in; margin-bottom: 0in; text-align: justify;&quot;&gt; Nesta época, um físico austríaco chamado Erwin Schrödinger percebeu que quando um átomo passava de um estado estacionário para outro, não se dizia mais que ele alterava subitamente sua energia e radiava a diferença sobre forma de quanta, conforme a teoria da mecânica quântica. Para ele, a radiação resultava de um processo diferente, que era da excitação simultânea de duas oscilações materiais estacionários onde a interferência originava a emissão de ondas eletromagnéticas, conforme a teoria da mecânica ondulatória (HEISENBERG, 2005, p. 89). A partir dessas teorias, Heisenberg (2005) passou a estudar e discutir o comportamento e a trajetória dos elétrons em conjunto com Bohr com a finalidade de resolver o conflito entre a mecânica quântica e a mecânica ondulatória. Em seguida, surgiram as primeiras idéias sobre o princípio da incerteza de Heisenberg, a partir de uma frase que Einstein havia lhe dito a alguns anos atrás: “É a teoria que decide o que podemos observar” (HEISENBERG, 2005, p. 96). Ambas as teorias foram embasadas no princípio de que o comportamento dos elétrons de um átomo parece como partícula em uma ocasião e como onda em outra. Por isto, tanto para Bohr quanto para Heisenberg (2005), a física quântica passava a ter um caráter estatístico devido ao comportamento variado dos elétrons. Para Heisenberg (2005, p. 124) “não podemos fazer observações sem perturbar os fenômenos; os efeitos quânticos que introduzimos com nossa observação instauram, automaticamente, um grau de incerteza nos fenômenos a serem observados”. Isto é, a observação do comportamento dos fenômenos acaba por influenciá-los, principalmente porque são necessários instrumentos de medição que alteram o comportamento do que esta sendo medido. Bohr (2008) considera o desenvolvimento de Heisenberg e coloca que a medida da posição de um elétron por meio de um aparelho, como por exemplo, um microscópio que utilize radiação de alta freqüência, irá realizar troca de energia entre o elétron e o instrumento de medida, que será tão maior quanto mais exata for a medida da posição que se deseja obter (BOHR, 2008, p. 49).&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-indent: 0.49in; margin-bottom: 0in; text-align: justify;&quot;&gt;Heisenberg (2005) menciona que, inicialmente, sua teoria não foi aceita pelos principais físicos da época, incluindo Einstein que rejeitava o caráter estatístico do princípio da incerteza. De acordo com Heisenberg (2005, p. 98) ele costumava dizer que “Deus não joga dados” e era retrucado por Niels Bohr com as palavras “não deve ser tarefa nossa prescrever a Deus como Ele deve reger o mundo”. Einstein acreditava que no mundo dos processos físicos, “tudo tem lugar no espaço e no tempo”, “de acordo com leis exatas”. Mais tarde, Einstein acabou por ceder e aceitar a teoria de Heisenberg.  &lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-indent: 0.49in; margin-bottom: 0in; text-align: justify;&quot;&gt;O próprio Einstein (1981, p. 65) disse que “num modelo teórico temos de abandonar absolutamente a idéia de poder localizar rigorosamente as partículas. Penso que esta conclusão se impõe com o resultado duradouro da relação de incerteza de Heisenberg”. Para Heisenberg (2005), quanto mais descemos nas cadeiais sistêmicas, como por exemplo, o comportamento dos elétrons de um átomo, mais incertas as coisas são. Para ilustrar a idéia, pode-se citar a mecânica de Newton, que é precisa para muitos fenômenos da natureza, porém, imprecisa para fenômenos subatômicos.  De qualquer forma, a mecânica de Newton não pode ser aperfeiçoada sob nenhum aspecto, pois ao descrever um determinado fenômeno com o uso da física newtoniana (posição, velocidade, aceleração, massa, força, etc.) as leis se aplicam com totalidade. Mais precisamente, as leis de Newton são válidas enquanto os fenômenos possam ser descritos com exatidão. O fato já conhecido é que esta exatidão possui limites – nunca houve afirmação que é possível fazer medições em todo e qualquer grau de precisão. A exatidão das medições é limitada por princípio, isto é, por relações de incerteza (HEISENBERG, 2005, p. 116).&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-indent: 0.49in; margin-bottom: 0in; text-align: justify;&quot;&gt;Nas mesmas discussões entre Bohr e Heisenberg também surgiram às primeiras idéias do princípio da complementaridade, onde, nas palavras de Heisenberg (2005, p. 94): “Bohr tentava admitir a existência simultânea de partículas e ondas, afirmando que, embora os dois conceitos fossem mutuamente excludentes, ambos eram necessários para uma descrição completa dos processos atômicos”. Para Heisenberg (2005) era central do pensamento de Bohr o fato de que um acontecimento pode ser interpretado por dois modos distintos, ambos excludentes, porém complementares. E é somente pela justaposição dos modos que o conteúdo perceptivo revela sua plenitude (HEISENBERG, 2005, p. 97).&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;text-indent: 0.49in; margin-bottom: 0in;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;text-indent: 0.49in; margin-bottom: 0in; page-break-after: avoid;&quot; align=&quot;CENTER&quot;&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjFYkX74BmkAlGSU8pvjPGpopP5rX0w2ReKlSqlYNTnjP0HVmF4y2A54ScqaEAr8ErPiinv2TM-LibAWZuJM6x8Jzy63hea4GSR8vK8Z2ER-uKiCb-0hyphenhyphen4vjV-Aalt-3B8-6AFf8U7HUAHa/s1600/ying-yang.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 188px; height: 185px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjFYkX74BmkAlGSU8pvjPGpopP5rX0w2ReKlSqlYNTnjP0HVmF4y2A54ScqaEAr8ErPiinv2TM-LibAWZuJM6x8Jzy63hea4GSR8vK8Z2ER-uKiCb-0hyphenhyphen4vjV-Aalt-3B8-6AFf8U7HUAHa/s320/ying-yang.jpg&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5498393241145733330&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;margin-bottom: 0in; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a name=&quot;_Toc215825252&quot;&gt;&lt;/a&gt;Figura  - Ying Yang - Os opostos são complementares&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;text-indent: 0.49in; margin-bottom: 0in;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;text-indent: 0.49in; margin-bottom: 0in; text-align: justify;&quot;&gt;Para Capra (1996, p. 41) “as partículas subatômicas não tem significado enquanto entidades isoladas, mas podem ser entendidas somente como interconexões, ou correlações entre vários processos de observação e medida”. O autor explica que “as partículas não são coisas, mas interconexões entre coisas, e estas, por sua vez, são interconexões entre outras coisas, e assim por diante”. Com este pensamento pode-se observar, segundo Capra (1996, p. 41) que “é dessa maneira que a física quântica mostra que não podemos decompor o mundo em unidades elementares que existem de maneira independente”. De acordo com HEISENBERG apud Capra (1996, p. 41) “O mundo aparece assim como um complicado tecido de eventos, no qual conexões de diferentes tipos se alternam se sobrepõem ou se combinam e, por meio disso, determinam a textura do todo”. Bertalanffy (1975, p. 301) completa que “o rigoroso determinismo da física clássica é substituído na física quântica pelo indeterminismo, ou antes, pela noção de que as leis da natureza são essencialmente de caráter estatístico”.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BOHR, Niels. Física Atômica e Conhecimento Humano. (Ensaios: 1932-1957). Rio de Janeiro: Contraponto, 2008. 129p.&lt;br /&gt;&lt;p style=&quot;text-indent: 0.49in; margin-bottom: 0in; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;BERTALANFFY, Ludwig V. Teoria Geral dos Sistemas. Petrópolis: Vozes, 1975. 351p.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAPRA, Fritjof. As Conexões Ocultas. São Paulo: Cultrix, 2002. 296p.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__________. A Teia da Vida. São Paulo: Cultrix, 1996. 255p.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EINSTEIN, Albert. Como Vejo o Mundo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1981. 213p.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HEISENBERG, Werner. A parte e o todo. Rio de Janeiro: Contraponto, 2005. 286p.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensandosistemicamente.blogspot.com/feeds/496897034449007051/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pensandosistemicamente.blogspot.com/2010/07/os-sistemas-ciencia-e-fisica-quantica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/311399844064436642/posts/default/496897034449007051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/311399844064436642/posts/default/496897034449007051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensandosistemicamente.blogspot.com/2010/07/os-sistemas-ciencia-e-fisica-quantica.html' title='Os sistemas, a ciência e a física quântica'/><author><name>Thiago M. Sayão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02570373698216968720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiDw37xN0Xs7JurI2Ko6ziElCbgXmA2x2f3KFEX9AtFhOBS58dfi2kUDjEYG6X4964d8-gSd9GZYPSo9O88rtiGQ62yKaP9J-wH7t8-junvxKM__07rUShV1T0ZFdKp8XA/s220/msn2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjFYkX74BmkAlGSU8pvjPGpopP5rX0w2ReKlSqlYNTnjP0HVmF4y2A54ScqaEAr8ErPiinv2TM-LibAWZuJM6x8Jzy63hea4GSR8vK8Z2ER-uKiCb-0hyphenhyphen4vjV-Aalt-3B8-6AFf8U7HUAHa/s72-c/ying-yang.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-311399844064436642.post-8936682037345998383</id><published>2010-07-26T22:23:00.000-03:00</published><updated>2010-07-26T22:26:45.773-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sistemas"/><title type='text'>A teoria geral dos sistemas</title><content type='html'>&lt;p style=&quot;text-align: justify;text-indent: 0.49in; margin-bottom: 0in; &quot;&gt;De acordo com Bertalanffy (1975, p. 276) “a teoria geral dos sistemas tem suas raízes na concepção organísmica em biologia”. Foi desenvolvida pelo próprio Bertalanffy (no continente europeu) na década de 1920.  O autor afirma que “existem modelos, princípios e leis que se aplicam a sistemas generalizados ou suas subclasses, qualquer que seja seu tipo particular, a natureza dos elementos que os compõem e as relações ou forças que atuam entre eles” (BERTALANFFY, 1975, p. 55). &lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;text-indent: 0.49in; margin-bottom: 0in; &quot;&gt;Para Bertalanffy, estudar somente as partes e os processos isoladamente não bastava. Era necessário resolver os problemas encontrados na organização e na ordem que os unifica que é o resultado da interação das partes, onde o comportamento das partes é diferente quanto estudadas isoladamente e quanto estudadas como um todo (BERTALANFFY, 1975, p. 53). &lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;text-indent: 0.49in; margin-bottom: 0in; &quot;&gt;De acordo com Bertalanffy (1975, p. 61) a teoria geral dos sistemas é “uma ciência geral da totalidade”. Capra (1996, p. 55) afirma que “a visão de Ludwig Von Bertalanffy de uma ‘ciência geral de totalidade’ baseava-se na sua observação de que conceitos e princípios sistêmicos podem ser aplicados em muitos diferentes campos de estudo”. &lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;text-indent: 0.49in; margin-bottom: 0in; &quot;&gt;Para Bertalanffy (1975, p. 56) “uma conseqüência da existência de propriedades gerais dos sistemas é o aparecimento de semelhanças estruturais ou isoformismos em diferentes campos”. Por exemplo, a lei da gravidade se aplica à maça de Newton, ao sistema planetário e ao sistema das marés, mas não significa que existam semelhanças entre as maças, o sistema planetário e os oceanos em outros aspectos (BERTALANFFY, 1975, p. 59).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;text-indent: 0.49in; margin-bottom: 0in; &quot;&gt;Bertalanffy explica que “parecem existirem leis gerais dos sistemas que se aplicam a qualquer sistema de certo tipo, independentemente das propriedades particulares do sistema e dos elementos em questão”. Pode-se dizer que esta premissa é a base para a teoria geral dos sistemas, onde “seu objetivo é a formulação de princípios válidos para os ‘sistemas’ em geral, qualquer que seja a natureza dos elementos que os compõem e as relações ou ‘forças’ existentes entre eles” (BERTALANFFY, 1975, p. 61).&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;BERTALANFFY, Ludwig V. &lt;b&gt;Teoria Geral dos Sistemas&lt;/b&gt;. Petrópolis: Vozes, 1975. 351p.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;CAPRA, Fritjof. &lt;b&gt;A Teia da Vida&lt;/b&gt;. São Paulo: Cultrix, 1996. 255p.&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;margin-bottom: 0in; &quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensandosistemicamente.blogspot.com/feeds/8936682037345998383/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pensandosistemicamente.blogspot.com/2010/07/teoria-geral-dos-sistemas.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/311399844064436642/posts/default/8936682037345998383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/311399844064436642/posts/default/8936682037345998383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensandosistemicamente.blogspot.com/2010/07/teoria-geral-dos-sistemas.html' title='A teoria geral dos sistemas'/><author><name>Thiago M. Sayão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02570373698216968720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiDw37xN0Xs7JurI2Ko6ziElCbgXmA2x2f3KFEX9AtFhOBS58dfi2kUDjEYG6X4964d8-gSd9GZYPSo9O88rtiGQ62yKaP9J-wH7t8-junvxKM__07rUShV1T0ZFdKp8XA/s220/msn2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-311399844064436642.post-8089612659422617100</id><published>2010-07-21T22:13:00.001-03:00</published><updated>2010-07-26T22:06:11.520-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="análise"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sistemas"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="software"/><title type='text'>Analistas de Sistemas</title><content type='html'>&lt;p style=&quot;text-align: justify;text-indent: 0.49in; margin-bottom: 0in; &quot;&gt;As empresas confundem o cargo de analistas de sistemas, pensam que está relacionado somente com &lt;i&gt;software&lt;/i&gt;. Isto não é verdade – o sentido da palavra “sistema” é muito mais amplo do que apenas sistemas computacionais. A palavra engloba as operações e iterações de todos os setores da empresa, com ou sem o uso de &lt;i&gt;software&lt;/i&gt;. Evidentemente, muitos processos são facilitados ou automatizados com o uso do &lt;i&gt;software&lt;/i&gt;, mas isto não significa que o analista de sistema deve trabalhar somente quando alguém quiser alguma alteração em um programa de computador.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;text-align: justify;text-indent: 0.49in; margin-bottom: 0in; &quot;&gt;Para interpretar estas colocações é necessário estar familiarizado com o conceito de “sistemas”. De acordo com o dicionário Sacconi (1998) a palavra sistema significa um “grupo de elementos inter-relacionados ou interdependentes que formam um complexo ou todo unitário”. Capra (1996) menciona que a palavra “sistema” deriva do grego &lt;i&gt;synhistanai&lt;/i&gt; que significa “colocar junto”. Para Capra (1996, p. 39) “entender as coisas sistematicamente significa, literalmente, colocá-las dentro de um contexto, estabelecer a natureza de suas relações”.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;text-align: justify;text-indent: 0.49in; margin-bottom: 0in; &quot;&gt;Portanto, analisar sistemas vai muito além de construir programas de computador. Aliás, cabe ao analista o trabalho de analisar a viabilidade de construir ou não o &lt;i&gt;software&lt;/i&gt;. A solução pode ser uma mudança no processo, ou ainda uma maneira diferente, mais eficiente de realizar as tarefas. O analista de sistemas deve analisar os processos cuidadosamente e enxergar o relacionamento entre eles. É neste ponto que os processos podem ser otimizados, com ou sem o auxílio de &lt;i&gt;software.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;text-align: justify;margin-bottom: 0in; &quot;&gt;CAPRA, Fritjof. &lt;b&gt;A Teia da Vida&lt;/b&gt;. São Paulo: Cultrix, 1996. 255p.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;text-align: justify;margin-bottom: 0in; &quot;&gt;SACCONI, Luiz Antonio. &lt;b&gt;Minidicionário da Língua Portuguesa&lt;/b&gt;. São Paulo: Atual, 1996. 686p.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;text-align: justify;margin-bottom: 0in; &quot;&gt;ROSINI, Marco Alessandro; PALMISANO, Angelo. &lt;b&gt;Administração de Sistemas de Informação e a Gestão do Conhecimento&lt;/b&gt;. São Paulo: Thomson, 2006. 219p.&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;text-align: justify;margin-bottom: 0in; &quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensandosistemicamente.blogspot.com/feeds/8089612659422617100/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pensandosistemicamente.blogspot.com/2010/07/analistas-de-sistemas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/311399844064436642/posts/default/8089612659422617100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/311399844064436642/posts/default/8089612659422617100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensandosistemicamente.blogspot.com/2010/07/analistas-de-sistemas.html' title='Analistas de Sistemas'/><author><name>Thiago M. Sayão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02570373698216968720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiDw37xN0Xs7JurI2Ko6ziElCbgXmA2x2f3KFEX9AtFhOBS58dfi2kUDjEYG6X4964d8-gSd9GZYPSo9O88rtiGQ62yKaP9J-wH7t8-junvxKM__07rUShV1T0ZFdKp8XA/s220/msn2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-311399844064436642.post-2128941037604769803</id><published>2010-07-21T22:07:00.001-03:00</published><updated>2010-07-26T22:07:51.376-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="física"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Heisenberg"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sistemas"/><title type='text'>Heisenberg, Werner. A Parte e o todo.</title><content type='html'>&lt;p align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0in&quot;&gt; Neste livro o físico alemão Werner Heisenberg conta a história de suas discussões sobre física quântica com renomados físicos da época, como &lt;b&gt;Niels Bohr&lt;/b&gt;, Erwin Schrödinger, Paul Dirac, Albert Einstein, Max Planck entre muitos outros. A obra é escrita em forma de diálogos de tal forma que o leitor consegue imaginar os cenários e situações descritas por Heisenberg. O nome “A parte e o todo” é bastante significativo, pois mostra assim como no pensamento sistêmico de Ludwig Von Bertalanffy, que as coisas não podem ser entendidas separadamente, assim como em um átomo, onde as partículas fazem parte de um todo, que possui propriedades que não estão em nenhuma das partículas. O título do livro em inglês foi erroneamente traduzido para “&lt;i&gt;Physics and Beyound: Encounters and Conversations”,&lt;/i&gt; pois os tradutores não entenderam o significado do título original em alemão.&lt;/p&gt; &lt;p align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0in&quot;&gt; Durante as discussões o autor revela como chegou ao famoso princípio da incerteza, a partir da premissa que os elétrons hora comportavam-se como ondas, assim como defendido por Schrödinger e hora como partículas.  A partir de uma frase de Einstein “É a teoria que decide o que podemos observar” dita em uma de suas discussões, Heisenberg chegou ao princípio da incerteza, onde é dito que a natureza possui propriedades estatísticas, que não podem ser conhecidas por completo, pode-se apenas conhecer as aproximações adequadas à nossa necessidade, assim como a física de Newton. De acordo com Heisenberg, em níveis subatômicos, não podemos observar os fenômenos sem perturbá-los e conseqüentemente alterar os resultados finais. Imagine tentar medir a distância de um vaso de porcelana através da medição do tempo que uma bola de futebol leva a certa velocidade definida para chegar até o vaso e voltar.  A “medição” provavelmente iria deslocar ou ainda quebrar o vaso, alterando o resultado. É de forma similar que ocorre ao se tentar medir a posição de um elétron na órbita de um átomo.&lt;/p&gt; &lt;p align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0in&quot;&gt; De início, Einstein não aceitou a teoria de Heisenberg, dizendo que “Deus não joga dados” e era retrucado por Niels Bohr com as palavras “não deve ser tarefa nossa prescrever a Deus como Ele deve reger o mundo”. Mais tarde, Einstein acabou por aceitar a teoria de Heisenberg, dizendo que em um modelo teórico temos que abandonar a idéia de tentar localizar as partículas.&lt;/p&gt; &lt;p align=&quot;JUSTIFY&quot; style=&quot;margin-bottom: 0in&quot;&gt;Para obter o livro, compre-o na editora &lt;a href=&quot;http://www.contrapontoeditora.com.br/&quot;&gt;Contraponto&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensandosistemicamente.blogspot.com/feeds/2128941037604769803/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pensandosistemicamente.blogspot.com/2010/07/heisenberg-werner-parte-e-o-todo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/311399844064436642/posts/default/2128941037604769803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/311399844064436642/posts/default/2128941037604769803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensandosistemicamente.blogspot.com/2010/07/heisenberg-werner-parte-e-o-todo.html' title='Heisenberg, Werner. A Parte e o todo.'/><author><name>Thiago M. Sayão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02570373698216968720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiDw37xN0Xs7JurI2Ko6ziElCbgXmA2x2f3KFEX9AtFhOBS58dfi2kUDjEYG6X4964d8-gSd9GZYPSo9O88rtiGQ62yKaP9J-wH7t8-junvxKM__07rUShV1T0ZFdKp8XA/s220/msn2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>