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	<description>A Viagem de ShigueS: Aventuras do dia-a-dia no Japão</description>
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		<title>Torre mais alta do mundo retratada em pintura de 180 anos atrás</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Apr 2012 03:03:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ShigueS</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[pintura tradicional]]></category>
		<category><![CDATA[previsão do futuro]]></category>
		<category><![CDATA[ukiyo-e]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma tradicional pintura de ukiyo-e  ficou famosa por representar a Sky Tree, a construção mais alta do Japão, terminada em fevereiro de 2012. A pintura feita por Utagawa Kuniyoshi em 1832 mostra um cenário típico da era edo, com pescadores cruzando o Rio Sumida e algumas pontes ao fundo. O detalhe é a estranha construção do lado esquerdo da tela. <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=shigues.wordpress.com&#038;blog=719970&#038;post=1262&#038;subd=shigues&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img class="size-full wp-image-1263 aligncenter" title="7_153602" src="http://shigues.files.wordpress.com/2012/04/7_153602.jpeg?w=490" alt=""   /></p>
<p>Uma tradicional pintura de <a title="Ukiyo-e" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ukiyo-e" target="_blank">ukiyo-e </a> ficou famosa por representar a Sky Tree, a construção mais alta do Japão, terminada em fevereiro de 2012. A pintura feita por Utagawa Kuniyoshi em 1832 mostra um cenário típico da era edo, com pescadores cruzando o Rio Sumida e algumas pontes ao fundo. O detalhe é a estranha construção do lado esquerdo da tela.</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://shigues.files.wordpress.com/2012/04/hikaku.jpeg"><img class="size-full wp-image-1264 aligncenter" title="hikaku" src="http://shigues.files.wordpress.com/2012/04/hikaku.jpeg?w=490" alt=""   /></a></p>
<p>A figura é estranhamente similar à da torre atual, que  ainda nem foi inaugurada! Ao longo do rio há marcadores nas margens que mostram o local onde as pinturas foram feitas. Vendo pelo ângulo do artista, o local da torre da pintura e <strong>o local da Sky Tree difere meros 4 km!</strong></p>
<p>Será que o artista conseguiu prever o futuro? O que realmente existiu naquela época de tão alto? Talvez alguém que assistiu muito &#8220;Heroes&#8221; tenha inventado essa história toda, mas é interessante mesmo assim. Não acham?</p>
<p><em>Artigo original: <a title="Artigo original" href="http://tiamo2010.blog122.fc2.com/blog-entry-375.html" target="_blank">Tiamo News</a></em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/shigues.wordpress.com/1262/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/shigues.wordpress.com/1262/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=shigues.wordpress.com&#038;blog=719970&#038;post=1262&#038;subd=shigues&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Camping (em frente a Apple Store)</title>
		<link>http://shigues.wordpress.com/2012/03/16/camping-em-frente-a-apple-store/</link>
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		<pubDate>Fri, 16 Mar 2012 01:42:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ShigueS</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Otaku]]></category>
		<category><![CDATA[consumismo]]></category>
		<category><![CDATA[iPad 3]]></category>
		<category><![CDATA[Otaku lifestyle]]></category>

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		<description><![CDATA[Sabe aquele povo que dorme na frente da loja antes dela abrir para conseguir comprar as coisas antes dos outros? Aposto que já ouviu alguém dizer "queria saber o que passa na cabeça dessa gente". Bem, não sei o que os outros pensam, mas vou dizer o que me levou a embarcar nessa estranha aventura.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=shigues.wordpress.com&#038;blog=719970&#038;post=1256&#038;subd=shigues&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Sabe aquele povo que dorme na frente da loja antes dela abrir para conseguir comprar as coisas antes dos outros? Aposto que já ouviu alguém dizer &#8220;queria saber o que passa na cabeça dessa gente&#8221;. Bem, não sei o que os outros pensam, mas vou dizer o que me levou a embarcar nessa estranha aventura.</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 500px"><img title="zafasuto" src="https://lh5.googleusercontent.com/-8MtIXrqT994/T2Kunvw8M9I/AAAAAAAACFg/SHqvLg0TqYg/w500-h334-k/IMG_0030.JPG" alt="" width="490" /><p class="wp-caption-text">Os primeiros da fila chegaram dois dias antes e estavam equipados com material de camping e até gerador elétrico. Não dá pra competir!</p></div>
<p>Eu sempre achei o máximo ir em eventos onde as pessoas são vidradas nas atrações. Se você já foi em algum show de banda famosa (ou mesmo nem tão famosa assim) sabe do que estou falando. Todo mundo compartilha o mesmo interesse e há grandes chances de ter uma conversa interessante com estranhos. Já passei horas em filas para curtir os mais variados eventos. Lembro que uma vez passei 3 sessões esperando para assistir &#8220;A viagem de Chihiro&#8221; no AnimaMundi em São Paulo(6 horas discutindo sobre animê).</p>
<p>Claro que no Japão não poderia ser diferente (exceto talvez pela parte da conversação&#8230; mas por causa do idioma). Cheguei na <em>flag store</em> em Ginza, e não vi ninguém. Parecia tudo tranquilo. Bateu até uma vergonha por estar chegando com um amontoado de coisas (mochila, saco de dormir e isolante térmico). Mas foi só chegar mais perto que vi a fila surgir. De tão organizada, mal se percebia que havia gente ali esperando.</p>
<p><a href="https://lh3.googleusercontent.com/-oOnZ95rS8I8/T2Kuo_IpaFI/AAAAAAAACFo/s1MvaiutRHY/w356-h237-n-k/IMG_0041.JPG"><img class="alignleft" src="https://lh3.googleusercontent.com/-oOnZ95rS8I8/T2Kuo_IpaFI/AAAAAAAACFo/s1MvaiutRHY/w356-h237-n-k/IMG_0041.JPG" alt="" width="214" height="142" /></a>O pessoal estava bem animado. Conversando, sorrindo, tirando foto. Tinha até gente fantasiada. Os primeiros da fila tinham chegado no dia anterior, às sete da noite, e estava desde então plantados na frente da loja. Estavam em um grupo muito bem equipado, com até erador de energia. Dentro da loja, os &#8220;gênios&#8221; da Apple faziam faxina. Trocavam faixas, penduravam pôsteres, plugavam alguns iPads na mesa (será?).</p>
<p>Enquanto me dirigia ao final da fila, fui contando quantas pessoas haviam na minha frente. Uma, duas&#8230; Setenta e duas! E ali montei o mesmo equipamento que levei no voluntário. Quem diria que seria tão útil. Enquanto a maioria do pessoal tentava dormir em pequenas cadeiras portáteis, eu estava estirado na calçada, envolto no grosso saco de dormir de inverno, bem quentinho e confortável.</p>
<p><img class="alignnone" title="sleepbagged" src="https://lh5.googleusercontent.com/-irAXdme4z0A/T2KuqBzkKjI/AAAAAAAACF4/saKiTLlEelE/s1024/IMG_0070.JPG" alt="" width="490" /></p>
<p>Mas foi só esticar as pernas que começaram a descer equipamento de um caminhão que estava estacionado do meu lado. Um guarda veio e pediu para que eu e toda a galera atrás de mim nos movêssemos mais para trás, pois a equipe faria obras naquele local. Peguei minha tralha e andei, andei, até o outro quarteirão! E a obra seguiu a noite toda e não deixou ninguém pregar os olhos. Fora que no subsolo passava o metrô, que tremia o chão e dava aquela sensação de terremoto. Sensação que passou rapidinho com o tremor real que levantou o povo de manhãzinha.</p>
<p>A noite seguiu com repórteres, bêbados e curiosos parando para falar com o povo. Haviam dois grupos atrás de mim que estavam fazendo plantão, mandando fotos e vídeo para algum site na internet. Fiquei conhecendo os caras do Gizmodo, famoso site de eletrônicos. Mas quando o relógio virou as duas da madrugada, veio um frio de congelar a alma. Eu ainda que me virei no saco de dormir, mas tinha um chinês do meu lado só com a roupa do corpo!</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 500px"><img title="retsu" src="https://lh3.googleusercontent.com/-hPVzAqJES-4/T2KuqxMT4II/AAAAAAAACGE/wARCw2vcDFQ/s1024/IMG_0082.JPG" alt="" width="490" height="327" /><p class="wp-caption-text">Nada melhor para acordar de manhã do que um tremor nível 4 em Saitama às 4:20 da madrugada.</p></div>
<p>Amanheceu e todos já estavam mais animados. Faltavam apenas algumas horas para começar a venda. Alguns gerentes da Apple Store vieram nos dar bom dia e dar as boas notícias: havia estoque mais que suficiente na loja e que certamente não teríamos que nos preocupar. Yupiii! Pouco tempo depois vieram duas funcionárias, lindas, trazendo um carrinho com chá e chocolate e distribuindo para o pessoal. Demais!</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 500px"><img title="bijin" src="https://lh3.googleusercontent.com/-3TYtN3uz4Io/T2KurUN_s0I/AAAAAAAACGM/9zwIDuiiHIM/w500-h334-k/IMG_0084.JPG" alt="" width="490" height="327" /><p class="wp-caption-text">As belas funcionárias da Apple Store serviram café de manhã para os clientes-mendigos.</p></div>
<p>A fila começou a se movimentar uma hora antes de abrir a loja. Os caras da Apple dividiram o povo em duas filas: os Wi-fi e os 4G (que eram bem menos). Depois vieram mais funcionários distribuindo cartões de compra, com a especificação e cor desejada. Muito inteligente pois essa organização inicial agilizou na hora da venda. Quando entrei na loja só entreguei o bilhete e logo o atendente trouxe o modelo que eu queria.</p>
<p>Haviam muitas câmeras de tv, fotógrafos, repórteres, curiosos&#8230; uma algazarra organizada. Sem tumulto, os grupos foram entrando em turnos. Ao entrar, os funcionários nos saludavam com palmas e &#8220;ieii&#8217;s&#8221; (yeah). Na saída, uma chuva de flashes e câmeras. Parecia coisa de outro mundo.</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 500px"><img title="open" src="https://lh3.googleusercontent.com/-82MWI7xiZX0/T2KuyeBXYzI/AAAAAAAACHI/PrRK10fIJJQ/w398-h265-n-k/IMG_0155.JPG" alt="" width="490" height="326" /><p class="wp-caption-text">Fortes emoções na abertura da loja. O povo ovacionou e apladiu. E viva a cultura geek japonesa!</p></div>
<p>E no final das contas eu acabei comprando o modelo que queria, na cor que queria e tudo mais. De quebra ainda colecionei mais uma ótima experiência aqui em Tóquio.</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 490px"><img class=" " title="inside" src="https://lh3.googleusercontent.com/-_RxXDwUgmlA/T2Kuy_rBYUI/AAAAAAAACHU/W5dQbQQLfjA/w500-h334-k/IMG_0175.JPG" alt="" width="480" /><p class="wp-caption-text">Os funcionários saudaram os primeiros compradores do dia com palmas. Serviço rápido e eficiente fez com que a fila diminuísse rapidamente.</p></div>
<p>Se recomendo? SIM!</p>
<p>Pelo menos no Japão, recomendadíssimo! Mas leve um saco de dormir BEM quente.</p>
<p>Veja todas as fotos no<a href="https://plus.google.com/photos/108049388055274818231/albums/5720326369047594817?banner=pwa" target="_blank"> meu álbum do Picasa.</a></p>
<h3>Igualzinho no Brasil</h3>
<ul>
<li>Quem cuidou da passagem dos pedestres e da organização da fila foi a <strong>polícia</strong>. Havia sempre um policial nas esquinas para orientar os novos aventureiros. Sempre muito gentis e educados.</li>
<li>Centenas de pessoas e nenhum tumulto. Nada de discussão, boca-a-boca, empurra-empurra&#8230;. nadinha de nada. Nem mexer com as meninas na rua, nem fazer arruaça. Tranquilo, tranquilo.</li>
<li>Lixo zero. A calçada ficou do jeito que estava mesmo depois de centenas de pessoas terem passado a noite ali. O pessoal da loja colocou uma cesta de lixo do lado da fila e vejam só, ninguém chutou.</li>
<li>Na hora de entrar na loja quem tinha muita bagagem acabava deixando a mala encostada num poste, num canto da calçada. Ali mesmo do lado da fila. Eu mesmo deixei minha mochila com câmera, iPad 2 e outros pequenos tesouros e quando voltei, adivinhem, estava exatamente como havia deixado.</li>
</ul>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/shigues.wordpress.com/1256/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/shigues.wordpress.com/1256/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=shigues.wordpress.com&#038;blog=719970&#038;post=1256&#038;subd=shigues&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Rota de fuga</title>
		<link>http://shigues.wordpress.com/2012/03/15/rota-de-fuga/</link>
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		<pubDate>Thu, 15 Mar 2012 12:37:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ShigueS</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[medidas de segurança]]></category>
		<category><![CDATA[prevenção de desastres]]></category>
		<category><![CDATA[treinamento contra terremoto]]></category>

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		<description><![CDATA[Com tremores acontecendo com cada vez mais frequência, e a televisão repetindo que o grande terremoto de Kanto está chegando, não há quem não se desespere. Onde trabalho fizemos uma simulação preventiva em caso de desastres como o ocorrido em março de 2011.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=shigues.wordpress.com&#038;blog=719970&#038;post=1248&#038;subd=shigues&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:left;">Com tremores acontecendo com cada vez mais frequência, e a televisão repetindo que o grande terremoto de Kanto está chegando, não há quem não se desespere. Somos obrigados a adquirir um kit para emergências e deixá-lo sempre ao alcance. Existe uma infinidade desses kits à venda na internet. A faixa de preço varia de ￥500 (em torno de R$10, o que eu comprei) até ￥50.000 (R$1,095!). Dentro deles há coisas que você nem imaginava que existiam, como manta térmica de alumínio, rádio-lanterna-alarme recarregável a manivela, biscoitos nutritivos longa-vida e mais. Muito mais!</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://item.rakuten.co.jp/kagu-11myroom/9687/"><img class="aligncenter size-full wp-image-1249" title="9687-21" src="http://shigues.files.wordpress.com/2012/03/9687-21.jpg?w=490&#038;h=408" alt="" width="490" height="408" /></a></p>
<p>Essa semana no escritório fizemos uma simulação preventiva em caso de desastres. O exercício consistia no seguinte: ao primeiro sinal de terremoto forte, deveríamos entrar debaixo da mesa e nos proteger. Assim que o tremor perde a força, tínhamos que colocar o capacete, deitar a torre do computador para que ela não tombasse e destruísse os dados, e pegar a bolsa e casaco para depois aguardar instruções do responsável pelo grupo. Aconselha-se sempre a se permanecer dentro dos prédios, mas como na empresa há muitos estrangeiros, praticamos também a rota de fuga do prédio até a área de evacuação do nosso bairro.</p>
<p style="text-align:center;">
<p>Como todos aqui sabemos, o maior problema vem depois do terremoto. Ruas intransitáveis, sistema de transporte parado e celulares mudos só ajudam a aumentar o pânico. Fomos orientados a voltar para a empresa e permanecer lá até a situação normalizar. Há estoque de água e comida por 3 dias, além de equipamentos especiais para situações de emergência. E eu tenho meu estoque particular de arroz e água (os biscoitos eu sempre como).</p>
<p><a href="http://shigues.files.wordpress.com/2012/03/ponto-de-encontro.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1251" title="ponto-de-encontro" src="http://shigues.files.wordpress.com/2012/03/ponto-de-encontro.jpg?w=490&#038;h=365" alt="" width="490" height="365" /></a></p>
<p>Lembro-me de que quando nos abrigamos naquele parque, no ano passado, haviam poucas pessoas. Talvez mais um ou dois grupos vindos de empresas vizinhas. Acredito que a maioria dos japoneses esteja acostumada a ficar dentro de algum lugar. Mas não um estrangeiro. Na hora a vontade que se tem é de sair correndo, não importa para onde. Mas numa dessas você pode ser atingindo por estilhaços de janela, placas, fios de alta tensão e pode até mesmo dar de frente com o tsunami.</p>
<p>E você? O que faria?</p>
<p><strong>UPDATE:</strong> A pedido da empresa fiz algumas alterações no texto e retirei uma foto que continha colegas de trabalho.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/shigues.wordpress.com/1248/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/shigues.wordpress.com/1248/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=shigues.wordpress.com&#038;blog=719970&#038;post=1248&#038;subd=shigues&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">ponto-de-encontro</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Amanhã é dia de Branco (White Day)</title>
		<link>http://shigues.wordpress.com/2012/03/13/amanha-e-dia-de-branco-white-day/</link>
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		<pubDate>Tue, 13 Mar 2012 12:21:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ShigueS</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
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		<description><![CDATA[E todo o ano a fatídica data se repete. Aposto que tem muita menina interesseira por aí que deu chocolate já pensando na bonificação do howaito.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=shigues.wordpress.com&#038;blog=719970&#038;post=1242&#038;subd=shigues&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>E todo o ano a fatídica data se repete. O infame <em>howaito dei</em> é o dia em que os homens retribuem às mulheres o chocolate ganhado no dia dos namorados, um mês antes. Diz a lenda que se deve presentear à pessoa o triplo do valor do presente que se ganhou. Aposto que tem muita menina interesseira por aí que deu chocolate já pensando no <em>howaito</em>.</p>
<p>Geralmente eu nunca me lembro da data, mas esse ano eu anotei no calendário. Voltando para casa resolvi passar no supermercado para comprar alguns agrados paras minhas queridíssimas colegas de trabalho. Chegando na porta me deparei com dezenas de homens engravatados enfileirados na frente das docerias. Todo mundo com cara de interrogação. Eu mesmo nem sabia o que comprar. Havia para todos os gostos e bolsos.</p>
<p><a href="http://shigues.files.wordpress.com/2012/03/hoaito-dei.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1243" title="hoaito-dei" src="http://shigues.files.wordpress.com/2012/03/hoaito-dei.jpg?w=490&#038;h=310" alt="" width="490" height="310" /></a></p>
<p>Acho que nunca comprei tanto chocolate na vida. Digo, na Páscoa do Brasil havia MUITO chocolate em casa. Mas era tudo presente dos meus pais, amigos e parentes. Eu mesmo nunca tive o costume de dar chocolate de presente. Ainda mais pra mulheres que não são nem namorada, nem mãe. Dessa vez a onda consumista conseguiu vencer minha indiferença.</p>
<p>Coincidentemente, o parceiro de blog <a title="Consumismo: eu sou mesmo exagerado…" href="http://brasilcomz.wordpress.com/2012/03/13/consumismo-eu-sou-mesmo-exagerado/" target="_blank">Edu comentou no BZ</a> as diferenças no consumismo europeu. Mas vamos ser francos, consumismo é igual em todo lugar, só muda a desculpa para gastar dinheiro.</p>
<p>Acabei não comprando o triplo de chocolate que ganhei, mas espero que seja o suficiente para adocicar o dia delas.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/shigues.wordpress.com/1242/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/shigues.wordpress.com/1242/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=shigues.wordpress.com&#038;blog=719970&#038;post=1242&#038;subd=shigues&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
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		<title>Condolências à Tohoku</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Mar 2012 14:27:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ShigueS</dc:creator>
				<category><![CDATA[Depoimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[11 de março de 2011]]></category>
		<category><![CDATA[3-11]]></category>
		<category><![CDATA[memória às vítimas]]></category>
		<category><![CDATA[terremoto]]></category>
		<category><![CDATA[tohoku]]></category>
		<category><![CDATA[tsunami]]></category>

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		<description><![CDATA[Acabo de retornar de uma caravana organizada por líderes da comunidade brasileira que levou em torno de 50 pessoas ao Nordeste do Japão neste domingo,  em memória às vítimas do triplo desastre ocorrido ano passado no Japão.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=shigues.wordpress.com&#038;blog=719970&#038;post=1237&#038;subd=shigues&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="https://lh3.googleusercontent.com/-UMdHW_HX3rI/T1zO6jQQFpI/AAAAAAAAB-M/RNTRoi-fgYA/s1024/IMG_0186.JPG"><img class="aligncenter" title="Representantes da Comunidade em Tohoku" src="https://lh3.googleusercontent.com/-UMdHW_HX3rI/T1zO6jQQFpI/AAAAAAAAB-M/RNTRoi-fgYA/s1024/IMG_0186.JPG" alt="Representantes da Comunidade em Tohoku" width="490" /></a></p>
<p>Tive o privilégio de participar de uma caravana organizada por líderes da comunidade brasileira em memória às vítimas do triplo desastre ocorrido ano passado no Japão. A iniciativa foi do empresário <strong>Shinji Mogi</strong>, que juntamente com o apoio da <strong>Embaixada do Brasil</strong> levou em torno de 50 pessoas ao Nordeste do Japão neste domingo, no aniversário de um ano desde o &#8220;3-11&#8243;.</p>
<p>A viagem começou cedo no domingo. Por volta das sete e meia da manhã participamos de uma missa ecumênica ministrada pelo Pe. Homes, que disse num forte sotaque estrangeiro &#8221;<em>Hoje vocês representam o povo brasileiro e carregam consigo a solidariedade de todos no Brasil. Hoje vocês levam a luz ao povo japonês.</em> &#8220;. Além da metáfora, a luz também era a chama de uma <a href="http://www.youtube.com/watch?feature=endscreen&amp;NR=1&amp;v=mFWQddF8wCo" target="_blank">tocha acendida pelo embaixador Marcos Galvão</a>, e que seria usada mais tarde para acender dezenas de velas em Sendai e Natori. Duas cidades do Nordeste japonês.</p>
<p style="text-align:center;"><a href="https://lh3.googleusercontent.com/-zlViZaoJX0I/T1zONHpeYxI/AAAAAAAAB3o/SqVBMy5W7wc/s1024/IMG_0031.JPG"><img class="aligncenter" title="Brasileiros realizam ato simbólico em memórias às vitimas do tsunami" src="https://lh3.googleusercontent.com/-zlViZaoJX0I/T1zONHpeYxI/AAAAAAAAB3o/SqVBMy5W7wc/s1024/IMG_0031.JPG" alt="" width="490" /></a></p>
<p>Em Sendai o grupo escreveu mensagens de apoio e solidariedade às vítimas do desastre. As velas foram colocadas na Universidade de Tohoku, que também realizava um evento filantrópico dentro de seu campus. A ação despertou a atenção de muitos japoneses que passavam pelo local. O Primeiro Secretário Paulo Batalha nos acompanhou durante toda a viagem e representou o governo brasileiro.</p>
<p style="text-align:center;"><a href="https://lh4.googleusercontent.com/-PdXyGXAYNbw/T1zOp7OsMhI/AAAAAAAAB7k/AnWsebiJ654/s1024/IMG_0098.JPG"><img class="aligncenter" title="Natori" src="https://lh4.googleusercontent.com/-PdXyGXAYNbw/T1zOp7OsMhI/AAAAAAAAB7k/AnWsebiJ654/s1024/IMG_0098.JPG" alt="" width="490" /></a></p>
<p>De lá rumamos a Natori, cidade severamente castigada pelo maremoto. A vista desolada chocou os membros do grupo. Incrivelmente, um pequeno monte sobrevivera às ondas gigantescas e nele foram feitos diversos altares para que as pessoas pudessem prestar suas homenagens. Esse mesmo local recebeu <a title="Pele's message of solidarity in Tohoku" href="http://www.japantimes.co.jp/text/fd20111023a1.html" target="_blank">a visita de Pelé</a>, em outubro do ano passado. Ali colocamos a segunda porção das velas de bambu, que foram acesas com o fogo da tocha trazida de Tóquio (adivinha quem carregou a bendita). Em um canteiro plantamos mudas de Ipê roxo e araucária, adaptadas especialmente para sobreviverem ao clima japonês. Após um breve momento de silêncio, a religiosa &#8220;Irmã Mori&#8221; fez um pequeno discurso e rezou o Pai nosso. Para encerrar todos entoaram &#8220;Coração de Estudante&#8221; de Milton Nascimento, num momento bastante emocionante e comovente.</p>
<p style="text-align:center;"><a href="https://lh3.googleusercontent.com/-68fL9xXkFAg/T1zOWdmlqlI/AAAAAAAAB4w/hEttKv3gbmM/s1024/IMG_0044.JPG"><img class="aligncenter" title="Brasileiros em Sendai" src="https://lh3.googleusercontent.com/-68fL9xXkFAg/T1zOWdmlqlI/AAAAAAAAB4w/hEttKv3gbmM/s1024/IMG_0044.JPG" alt="" width="490" /></a></p>
<p>Foi bom ter conhecido tantas pessoas de bom coração na comunidade brasileira e participado, mesmo que timidamente, desse ato que simboliza o sentimento de todos no Brasil em relação à vítimas.</p>
<p><a title="Condolências a Tohoku" href="https://picasaweb.google.com/108049388055274818231/CondolenciasATohoku#" target="_blank">Veja mais imagens no meu álbum de fotos.</a></p>
<p>Força Japão!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/shigues.wordpress.com/1237/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/shigues.wordpress.com/1237/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=shigues.wordpress.com&#038;blog=719970&#038;post=1237&#038;subd=shigues&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Voluntariado – parte 1</title>
		<link>http://shigues.wordpress.com/2012/01/30/voluntariado-parte-1/</link>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 14:37:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ShigueS</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Depoimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Meio-ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[terremoto]]></category>
		<category><![CDATA[tohoku]]></category>
		<category><![CDATA[voluntariado]]></category>

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		<description><![CDATA[Fiz a promessa de contar minha experiência durante o voluntariado em Tohoku. O assunto é de difícil digestão e há muito o que falar, por isso irei escrever em partes. Vou tentar não escrever demais (esse é meu terceiro rascunho já). Como gosto de começar pelo começo, contarei o que aconteceu a partir do dia que o mundo tremeu.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=shigues.wordpress.com&#038;blog=719970&#038;post=1221&#038;subd=shigues&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Estive recentemente em Tohoku, a região que em março de 2011 fora devastada pelo duplo desastre terremoto-maremoto. Foi minha terceira vez. A experiência foi excelente e aprendi muito com que vi, fiz e ouvi das pessoas que trabalham todos os dias para ajudar os sobreviventes. Os voluntários formam uma incrível irmandade que traz auxílio e dá esperanças às pessoas. Nas noites frias de janeiro, enquanto nevava do lado de fora do acampamento, todos se reuniam em torno de um aquecedor a óleo e conversavam animadamente sobre como poderíamos continuar contribuindo com a causa depois que voltássemos às nossas rotinas. Fiz a promessa de contar minha experiência no meu blog.</p>
<p style="text-align:center;">
<p>Faz tempo que eu quero falar sobre isso. O assunto é de difícil digestão e há muito o que falar, por isso irei escrever em partes. Vou tentar não escrever demais (esse é meu terceiro rascunho já). Como gosto de começar pelo começo, contarei o que aconteceu a partir do dia que o mundo tremeu.</p>
<h2>Dia 1</h2>
<p>Tóquio.<br />
<em>Sexta-feira, dia 11 de março, 2011.</em></p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="https://lh5.googleusercontent.com/-ltgd9uuwM_U/T0iWuxbxyBI/AAAAAAAAB0g/0Hzn6sVa4as/s1024/Image059.jpg" alt="" width="490" /></p>
<p>O vento gelado cortava a pele do rosto. Mesmo envolto em roupagem grossa era difícil caminhar na rua sem se incomodar com o frio que parecia subir pelas pernas. Rapidamente, caminhei em direção à empresa, na tentativa de esquentar um pouco o corpo durante a caminhada. Em dias normais sempre encontrava turistas a frente do Kokugikan, tradicional arena de sumô, mas durante o inverno japonês poucos se atreviam parar para tirar fotos. Naquele gélida manhã não havia ninguém. Resolvi apertar o passo.</p>
<p>Ao entrar no escritório, o ar aquecido me fez relaxar os ombros. De camisa leve, dentro do prédio parecíamos viver em outra estação do ano. Despi o casaco, o cachecol e as luvas e fui me sentar. A notícia da semana era o lançamento de um famoso eletrônico que todos cobiçavam. Inclusive eu. Receoso com consumidores fanáticos que esgotam os produtos nas primeiras horas de venda, planejei acampar em frente à loja na noite anterior ao lançamento. Haviam ainda duas semanas, mas queria me preparar com antecedência. Pedi a um colega que me emprestasse uma barraca para que pudesse dormir mais tranquilamente na rua. Um outro amigo, que revesaria na fila comigo, sugeriu antecipar duas noites e juntos preparamos uma lista com itens que precisaríamos na aventura: barraca, coberta, água, biscoitos e lanterna.</p>
<p>Não queria utilizar mais que um dia de férias já que receberia meus pais nas primeiras semanas de abril. Era a primeira vez que eles viriam ao Japão e queria aproveitar ao máximo o tempo que passariam comigo. Mesmo sendo filho de japoneses meu pai nunca teve a oportunidade de viajar para tão longe e minha mãe sempre tivera profundo respeito e admiração pelo povo japonês. Eu estava muito feliz e ansioso para mostrar as peculiaridades do país que escolhi para amadurecer. Já havia entregado o pedido de férias para meu superior e já havia recebido confirmação das datas dos vôos.</p>
<p>Naquela sexta-feira o dia correu normalmente. À tarde, o escritório estava tranquilo e todos trabalhavam silenciosamente. Eu havia retornado no almoço há pouco tempo e estava checando e-mails quando alguém exclamou:  &#8221;Jishin!&#8221;. Virei a cabeça para olhar o biombo que separa meu setor do vizinho. O biombo começou a balançar levemente. Desde que me começara a trabalhar ali, experienciei apenas dois ou três terremotos em quase 3 anos. Apesar de haver muitos tremores, apenas sentimos os mais fortes. Mesmo assim era raro percebê-los. &#8220;Jishin? Tem certeza? Não estou sentindo.&#8221; perguntou a gerente. Levantei-me. &#8220;É um terremoto sim. Veja, o bimbo está balançando!&#8221; disse num tom gozador. Mal terminei a sentença e o tremor veio forte, como se um gigante houvesse chutado o prédio. &#8220;Nossa, esse é forte.&#8221; comentou um colega. &#8220;Rápido! Abram as portas!&#8221; gritou o líder do meu setor. Dois colegas, os que sentavam mais próximos às portas, levantaram-se rapidamente e abriram as portas. Terremotos fortes podem entortar paredes e impedir a abertura de portas e janelas. Por isso quando se vive em região que há terremotos, assegurar-se que a porta de saída está aberta é uma das primeiras coisas que aprendemos. Todos estavam petrificados de medo.</p>
<p><span id="more-1221"></span></p>
<p>Junto com o tremor veio o barulho. O som de milhares de objetos vibrando. Metal retorcendo, vidro rachando, coisas despencando. Mais do que tudo foi o som que mais me apavorou. Meu corpo travou completamente. Ainda em pé, apoiei as costas no grande armário de ferro que havia ao meu lado. Sem piscar continuei olhando a reação de minha gerente. Inconscientemente, talvez por ela ser japonesa, resolvi esperar por algum tipo de instrução. Pela janela, vi os fios de energia nos postes virarem como pula-cordas. Mais do que isso, vi o viaduto em frente ao prédio balançar como se fosse feito de isopor. Ao olhar para a saída de emergência, vi minha colega paralisada segurando a porta de vidro. Gritei &#8220;Não fique aí! O vidro pode partir em cima de você!&#8221;. Nos olhos da gerente havia só desespero. Ela se levantou gritando &#8220;Para fora! Fujam!&#8221;, numa mistura de japonês e português. Sem exitar virei-me, e peguei meu único pertence sobre a mesa: meu celular. Corri para a saída. Minha colega continuava sem reação. Empurrei-a para fora, gritando &#8220;Vire-se. Vamos sair daqui!&#8221;. A escada de incêndio era feita de aço e pavimentada com concreto. O tremor fazia com que as partes de metal se chocassem violentamente umas nas outras e o som era ensurdecedor. A sensação que tive era que a primeira coisa que desabaria seria aquela escada. Isso me fez descer ainda mais rápido. O coração batia a mil e a adrenalina havia sido liberada completamente no meu corpo.</p>
<p>Não consegui sair imediatamente do prédio. Alguns colegas haviam sido mais rápidos e já desciam as escadas. A saída congestionou. Mas logo estava no meio da rua olhando para o alto do prédio. Assim que o tremor acalmou, liguei o celular e passei a registrar <a title="No dia do terremoto" href="http://youtu.be/tkCYEe8ILkU" target="_blank">em vídeo o que estava acontecendo</a>. As pessoas que estavam nos andares mais baixos, como eu, conseguiram descer durante o tremor, mas a grande maioria permaneceu dentro do prédio. Na pressa, levei comigo apenas o celular e uma caneta. Logo comecei a sentir o frio congelando meus braços. Aos poucos as pessoas foram saindo do prédio, até que não sobrou ninguém mais lá dentro. Na pressa, muita gente esqueceu o casaco dentro dos armários. Resolvi voltar para o pegar meu e de meus colegas.</p>
<p>Ao entrar novamente no andar, percebi como o terremoto fora forte. Alguns monitores caíram sobre a mesa, armários se abriram e derrubaram livros e arquivos. Até as gavetas da escrivaninha sobre a mesa se abriram. Fui ao armário, peguei os casacos, mas resolvi ajudar meus colegas a colocar as coisas de volta no lugar. Foi quando o segundo tremor nos atingiu. Desta vez não esperamos instruções de ninguém. Saímos correndo novamente pela escada de incêndio.</p>
<p>&#8220;Não podemos ficar na rua. Vamos para a área de evacuação&#8221; disse uma das gerentes. Entreguei os casacos e resolvi ir com o primeiro grupo ao Parque de Yokoami, que também servia como área de evacuação. Algumas pessoas estavam em choque. Colegas andavam abraçadas, chorando. A grande maioria, preocupada com familiares e filhos, tentava em vão usar o telefone. O sistema de telefonia estava sobrecarregado e era difícil enviar até mesmo uma mensagem.</p>
<p>As ruas pareciam normais. Os carros transitavam normalmente e as lojas estavam abertas. Mas não havia muita gente na rua. Quando chegamos ao parque, deparamos com um senhor japonês vestido em um uniforme amarelo. Equipado com lanterna, capacete e megafone. Ele nos orientou para que nos reuníssemos ao centro do parque, em frente ao templo, mas que evitássemos andar perto das árvores e parar próximo às tradicionais lanternas de concreto que decoravam o lugar. Se houvesse mais tremores tanto as árvores quanto as lanternas poderiam tombar sobre nós. Um grupo de funcionários de uma empresa local já havia se reunido no parque. Estavam todos juntos sentados num canto. Cada um deles com um capacete branco. &#8220;Verifiquem se há alguém do seu grupo que não está aqui&#8221; disse o líder do setor. Estavam todos ali.</p>
<p>Encontrei com uma colega de trabalho que almoçava no parque na hora do terremoto. Ela estava muito abalada e chorava sem parar. &#8220;A-a&#8230; a água do lago&#8230; o lago.. estava jorrando! A água transbordou! E eu.. eu estava sozinha.. aqui. Tive muito me-medo&#8221;. Abracei-a e disse que já havia passado e que agora estávamos bem. O terceiro grande tremor veio nessa hora.</p>
<p>O cascalho do chão começou a saltar e as árvores chacoalharam tão forte que as folhas despencaram quase todas. &#8220;Afastem-se da lanterna! Fiquem longe dos postes e de qualquer coisa que possa tombar. Tomem cuidado por favor!&#8221; gritou pelo megafone o senhor no uniforme amarelo. Mesmo no aberto senti medo. As pessoas gemiam de medo enquanto os prédios balançavam lentamente de um lado ao outro. Quando o tremor cessou, fiquei tonto. Não acreditava no que estava acontecendo.</p>
<p>&#8220;Não dá para usar o telefone, mas a internet está funcionando. Se precisar avisar alguém que está bem, mande um e-mail&#8221;. Disse um amigo.<em> Não tenho ninguém que precise avisar nesse momento</em>. Pensei comigo. &#8220;O metrô e o trem estão parados. Eles não têm previsão da hora que vão retornar. As empresas estão liberando os funcionários.&#8221; disse um colega que ouvira a rádio. &#8220;Eu vou embora. Quem vem comigo?&#8221; perguntou um colega que dirige. Logo seu carro já estava lotado. &#8221;E você Gabriel? O que vai fazer?&#8221; perguntou um colega.</p>
<p>&#8220;Eu&#8230; eu não sei. Juro que não sei.&#8221; respondi sinceramente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>fim da parte 1</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/shigues.wordpress.com/1221/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/shigues.wordpress.com/1221/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=shigues.wordpress.com&#038;blog=719970&#038;post=1221&#038;subd=shigues&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>5 anos no Japão</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Jan 2012 08:57:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ShigueS</dc:creator>
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		<category><![CDATA[relatos]]></category>

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		<description><![CDATA[Há exatamente 5 anos atrás desembarcava no aeroporto internacional de Narita, à 60 km de Tóquio, um rapaz de 26 anos meio desorientado, mas excitado por estar pela primeira vez no estrangeiro. Assim como seus compatriotas não fizera planos, não tinha amigos e nem muito dinheiro. Na bagagem havia apenas sonho. Não sabia o que esperar, muito menos como seria viver nesse país que era tão diferente da sua terra natal, mas a vontade de explorar o mundo lhe dava forças. O rapaz era eu.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=shigues.wordpress.com&#038;blog=719970&#038;post=1211&#038;subd=shigues&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Há exatamente 5 anos atrás desembarcava no aeroporto internacional de Narita, à 60 km de Tóquio, um rapaz de 26 anos meio desorientado, mas excitado por estar pela primeira vez no estrangeiro. Assim como seus compatriotas não fizera planos, não tinha amigos e nem muito dinheiro. Na bagagem havia apenas sonho. Não sabia o que esperar, muito menos como seria viver nesse país que era tão diferente da sua terra natal, mas a vontade de explorar o mundo lhe dava forças. O rapaz era eu.</p>
<p><a href="http://shigues.files.wordpress.com/2012/01/fujisan_12-2011.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1214" title="Monte Fuji" src="http://shigues.files.wordpress.com/2012/01/fujisan_12-2011.jpg?w=490&#038;h=265" alt="Monte Fuji" width="490" height="265" /></a></p>
<p>Em retrospecto, posso dizer que foram os cinco anos mais intensos e ao mesmo tempo mais monótonos da minha vida. Extremamente importantes para meu amadurecimento, sem sombra de dúvidas, mas anos sofridos. Perdi a conta de quantas vezes fiquei deprimido por não ver mais meus amigos e minha família. Porém, crescemos e melhoramos ante as adversidades. E foram muitas delas, especialmente nos últimos tempos. O terremoto de março do ano passado me fez abrir os olhos e descobrir o que realmente é importante na minha vida. Um evento dessa proporção pontua uma fase de transformações internas e de revisão de valores na vida de qualquer pessoa. Dei-me conta de como sou insignificante e impotente ante as dores do mundo. Isso mexeu em algo profundo em meu íntimo e iniciou uma série de pequenas revoluções no meu carácter.</p>
<p>No trabalho, as coisas também estão complicadas. A crise mundial já se arrasta por anos e suas consequências estão se agravando. O mundo mudou e ninguém sabe ao certo como reagir. Em meio a tantos questionamentos, acabei perdendo a inspiração para escrever no blog. Colocar ideias conflitantes em ordem leva tempo. E meu coração é só vertigem. Mesmo com um intervalo de quase um ano desde a última atualização, as palavras ainda me vêm com dificuldade. Como dizia o poeta: &#8220;não sei o que dizer e nem o que sentir&#8221;. Mas sei que é a hora de voltar a registrar minhas aventuras no diário de viagens.</p>
<div id="attachment_1215" class="wp-caption aligncenter" style="width: 500px"><a href="http://www.tokyophotographers.com/2011/04/37-frames-great-tohoku-earthquake-tsunami-2011-japan-graveyard-views-and-grateful-thanks.html"><img class="size-full wp-image-1215" title="shigues_tohoku" src="http://shigues.files.wordpress.com/2012/01/shigues_tohoku.jpg?w=490&#038;h=242" alt="" width="490" height="242" /></a><p class="wp-caption-text">Meu grupo teve a sorte de ser fotografado pelo site 37 frames. Na imagem, o momento em que me despeço de uma das vítimas do maremoto, após dois dias removendo entulho de sua loja.</p></div>
<p>A coisa mais importante que me aconteceu no ano de 2011 foi o voluntariado. Para mim um assunto extremamente delicado e de difícil explanação. Estive um par de vezes em Tohoku, na região devastada pelo maremoto e desde então tenho me envolvido com pequenas ações solidárias. Ser voluntário foi uma das experiências mais marcantes que tive. Pretendo descreve-la melhor em textos futuros. Poucas coisas são mais nobres do que se ajudar um desconhecido apenas por compaixão. Conheci pessoas incríveis durante o ano passado e decidi investir parte do meu tempo sendo voluntário.</p>
<p>Nunca imaginei que ficaria 5 anos vivendo longe de casa. Para mim é um ciclo que se encerra e o início de uma nova fase na minha vida. Creio que 2012 me trará grandes mudanças.</p>
<p>O rapaz cresceu. Agora tem 31 anos. Em sua bagagem já não há muitos sonhos, mas experiências.</p>
<p>Obrigado a todos os leitores e meus sinceros votos (atrasados) de ano novo. Que possamos todos aproveitar ao máximo as oportunidades que certamente virão em 2012.</p>
<p>Força sempre!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/shigues.wordpress.com/1211/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/shigues.wordpress.com/1211/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=shigues.wordpress.com&#038;blog=719970&#038;post=1211&#038;subd=shigues&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Missão Yashima</title>
		<link>http://shigues.wordpress.com/2011/03/16/missao-yashima/</link>
		<comments>http://shigues.wordpress.com/2011/03/16/missao-yashima/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 16 Mar 2011 12:29:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ShigueS</dc:creator>
				<category><![CDATA[Anime]]></category>
		<category><![CDATA[Otaku]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[esperança]]></category>
		<category><![CDATA[evangelion]]></category>
		<category><![CDATA[terremoto]]></category>

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		<description><![CDATA[Movimento para conservar energia ganha nome de animê no Japão.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=shigues.wordpress.com&#038;blog=719970&#038;post=1197&#038;subd=shigues&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Parece que o movimento para conservar energia ganhou um nome: <strong>ヤシマ作戦</strong> (<em>yashima sakusen</em>, ou MissãoYashima). Esse nome tem uma origem inusitada, porém bem japonesa: o animê.</p>
<p>Muitos aqui devem conhecer a série &#8220;<strong>Evangelion</strong>&#8220;, história que se passa num futuro não muito distante onde robôs gigantes defendem a humanidade contra criaturas gigantescas chamadas &#8220;Angels&#8221;. A série foi um sucesso de audiência no Japão e também no Brasil. Na história, a população tinha que desligar tudo da tomada por um certo tempo afim de carregar a bateria dos mecanismos de defesa.</p>
<p style="text-align:center;"><span class='embed-youtube' style='text-align:center; display: block;'><iframe class='youtube-player' type='text/html' width='490' height='306' src='http://www.youtube.com/embed/mDqUTQifof8?version=3&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;wmode=transparent' frameborder='0'></iframe></span></p>
<p>Pelo twitter, os japoneses homenageiam a série usando o bom humor e o ideal de que todos lutam por uma causa comum.</p>
<p>Tamanho foi o  sucesso da conservação, que o governo  deve encerrar a medida antes do previsto.</p>
<p>ヤシマ作戦成功！</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/shigues.wordpress.com/1197/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/shigues.wordpress.com/1197/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=shigues.wordpress.com&#038;blog=719970&#038;post=1197&#038;subd=shigues&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Os que vão, os que ficam</title>
		<link>http://shigues.wordpress.com/2011/03/15/os-que-vao-os-que-ficam/</link>
		<comments>http://shigues.wordpress.com/2011/03/15/os-que-vao-os-que-ficam/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 15 Mar 2011 12:38:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ShigueS</dc:creator>
				<category><![CDATA[Recados]]></category>
		<category><![CDATA[Tóquio]]></category>
		<category><![CDATA[Voltando ao normal]]></category>

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		<description><![CDATA[Como está a rotina da capital na terça-feira, quarto dia após a catástrofe que abalou o Japão e o mundo.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=shigues.wordpress.com&#038;blog=719970&#038;post=1188&#038;subd=shigues&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1189" title="Shinjuku" src="http://shigues.files.wordpress.com/2011/03/download.jpg?w=490&#038;h=348" alt="" width="490" height="348" /></p>
<p style="text-align:center;"><em>Shibuya na tarde de hoje: irreconhecível</em></p>
<p>Depois do terrível desastre do dia 11, o Japão mostra perseverança e seriedade, fatores essenciais na cultura japonesa. Mesmo com as linhas de trem e metrô da cidade de Tóquio comprometidas a apenas 20% de funcionamento, muitas pessoas encontraram uma maneira de ir trabalhar. Por maior que seja o medo de outro desastre, muitos ainda insistem em levar sua rotina. Uma maneira mostrar força e comprometimento com o trabalho.</p>
<p>Por conta do racionamento, as empresas estão funcionando somente com o mínimo necessário de energia. Prédios inteiros apagados por dentro durante o dia, e a noite letreiros e telões completamente desligados transformam a cara da capital. As ruas estão mais silenciosas, lojas e restaurantes vazios. Tamanho foi o esforço do povo japonês em economizar energia, que o rodízio foi suspenso em algumas áreas. Mesmo assim os residentes reclamaram e pediram para o governo continuar com o plano inicial.</p>
<div id="attachment_1190" class="wp-caption alignleft" style="width: 238px"><a href="http://shigues.files.wordpress.com/2011/03/a924c66414659940c81b53f1413634da.jpg"><img class="size-medium wp-image-1190" title="Tokyo Tower" src="http://shigues.files.wordpress.com/2011/03/a924c66414659940c81b53f1413634da.jpg?w=228&#038;h=300" alt="" width="228" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">A Torre de Tóquio, desligada.</p></div>
<p>Durante a crise, as maiores operadoras de telefonia do país disponibilizaram seus serviços gratuitamente. Como estava (e continua) difícil usar a rede celular, o sistema wi-fi, um serviço adicional, foi liberado. Telefones públicos também passaram a ser gratuitos. As máquinas de venda automatizadas, comuns nas ruas de todo o país, também foram abertas nas áreas afetadas. Comerciantes doam seus estoques de comida aos órgãos competentes. Ao invés de lucrar com a situação, muitas entidades dão o exemplo e agem com grande compaixão.</p>
<p>Na empresa onde trabalho e em outras que também são constituídas por estrangeiros, a diretoria liberou os funcionários para trabalhar onde se sentirem mais seguros. Ameaças de novos tremores, chuva radioativa, falta de água, luz e comida fez deixou muitos colegas preocupados. Algumas pessoas deixaram a cidade com sua família e outras já estão indo para o exterior. Nessas horas cabe a cada um fazer o que é melhor para sua segurança e de sua família.</p>
<p>Porém, rumores maldosos e exagerados estão gerando pânico, principalmente entre os estrangeiros, não familiarizados com situações delicadas como a de agora. Do que arriscar a vida na segurança incerta, muitos evacuaram a cidade. Japoneses inclusive.</p>
<blockquote><p>&#8220;The only thing we have to fear is fear itself.&#8221; - Franklin D. Roosevelt</p></blockquote>
<p>Os tremores ainda podem continuar por semanas. Falta água em alguns bairros, há racionamento de energia, desabastecimento de comida, transporte público comprometido, aeroporto congestionado, o governo parece estar escondendo a verdade&#8230; não se pode culpar quem quer ir o mais longe possível dessa confusão. Mas há também aqueles que permanecem em Tóquio. Seja por orgulho, por preguiça, por otimismo, não importa.</p>
<p>Eu estou entre eles. Que seja pelo bem!</p>
<p>imagens: <a title="Yomiyuri Shinbun" href="http://www.yomiuri.co.jp/feature/graph/201012wind/garticle.htm?ge=863&amp;gr=3500&amp;id=105508" target="_blank">Shibuya</a>, <a title="私の青空" href="http://blog.goo.ne.jp/ef5838/c/d64ced69d8e3ecfd5b3bb1c3535b6d71" target="_blank">Tokyo Tower</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/shigues.wordpress.com/1188/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/shigues.wordpress.com/1188/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=shigues.wordpress.com&#038;blog=719970&#038;post=1188&#038;subd=shigues&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Tokyo Tower</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Segunda-feira…</title>
		<link>http://shigues.wordpress.com/2011/03/14/segunda-feira/</link>
		<comments>http://shigues.wordpress.com/2011/03/14/segunda-feira/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 14 Mar 2011 01:15:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ShigueS</dc:creator>
				<category><![CDATA[Recados]]></category>
		<category><![CDATA[Medo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://shigues.wordpress.com/?p=1184</guid>
		<description><![CDATA[Quando voltaremos a ter nossas rotinas de volta?<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=shigues.wordpress.com&#038;blog=719970&#038;post=1184&#038;subd=shigues&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje acordei pela manhã imaginando ser um dia normal. Tomei meu café, me vesti, e, colocando a mochila lotada de mantimentos para emergência, tentei ignorar que um novo terremoto pode voltar a ocorrer essa semana ainda.</p>
<p>Porém, o dia está sendo atípico. A linha principal de Tóquio está parada. Yokohama também não se move. Tive que pegar um caminho alternativo para chegar ao trabalho. Mas não há ninguém ainda. Todos devem estar tentando chegar.</p>
<p><a href="http://shigues.files.wordpress.com/2011/03/brastel_segunda.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1185" title="brastel_segunda" src="http://shigues.files.wordpress.com/2011/03/brastel_segunda.jpg?w=490&#038;h=290" alt="" width="490" height="290" /></a></p>
<p>Enquanto escrevo, um novo tremor, relativamente forte, balança o prédio e traz recordações do horror de sexta-feira. Como disse uma amiga, não há nada que se possa fazer, portanto é melhor tentar levar a vida normalmente.</p>
<p>Nunca pensei que desejaria ter uma segunda-feira normal, rotineira, sem nada extraordinário acontecendo.</p>
<p>Vou tentar trabalhar um pouco e ver se consigo relaxar.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/shigues.wordpress.com/1184/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/shigues.wordpress.com/1184/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=shigues.wordpress.com&#038;blog=719970&#038;post=1184&#038;subd=shigues&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
	</channel>
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