<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="no"?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><rss xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd" version="2.0"><channel><title>ABRINDO GAVETAS</title><description></description><managingEditor>noreply@blogger.com (Zé Roberto)</managingEditor><pubDate>Thu, 12 Sep 2024 01:32:07 -0300</pubDate><generator>Blogger http://www.blogger.com</generator><openSearch:totalResults xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/">118</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/">1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/">25</openSearch:itemsPerPage><link>http://abrindogavetas1.blogspot.com/</link><language>en-us</language><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:subtitle/><itunes:category text="Society &amp; Culture"><itunes:category text="History"/></itunes:category><itunes:owner><itunes:email>montagner7@gmail.com</itunes:email></itunes:owner><item><title>Fósseis de dinosauros foram encontrados na Austrália</title><link>http://abrindogavetas1.blogspot.com/2009/07/fosseis-de-dinosauros-foram-encontrados.html</link><category>MATÉRIA ESPECIAL</category><pubDate>Fri, 3 Jul 2009 12:21:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3255013854732653620.post-9001642455460857309</guid><description>DA BBC BRASIL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta representação artística estão as figuras dos três novos dinossauros: Australovenator (acima), Wintonotitan (meio)e Diamantinasaurus (abaixo) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_zs_ni03OkJg/Sk4i5t2K7hI/AAAAAAAAEyA/FkOKoAuX_Lo/s1600-h/1255236-0879-atm17.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_zs_ni03OkJg/Sk4i5t2K7hI/AAAAAAAAEyA/FkOKoAuX_Lo/s400/1255236-0879-atm17.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5354255381944790546" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paleontólogos australianos anunciaram a descoberta de três espécies de dinossauros cujos fósseis foram escavados na chamada formação Winton, uma região rochosa do período Cretáceo localizada no Estado de Queensland, nordeste do país. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das espécies, o carnívoro "Australovenator wintonensis", foi descrita como um predador com três garras penetrantes em cada pata, maior e mais temeroso que o "Velociraptor" retratado no filme "Jurassic Park".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leve e ágil, este caçador era capaz de perseguir e alcançar facilmente sua presa em um terreno aberto, disseram os cientistas. As outras duas espécies eram herbívoras: o "Witonotitan wattsi" era um animal magro e alto, semelhante a uma girafa, enquanto o "Diamantinasaurus matildae" tinha formas mais corpulentas, como um hipopótamo. Ambos eram titanossauros, as criaturas mais pesadas que já viveram na Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Batizados em referência aos titãs da mitologia grega, foram um dos últimos saurópodes do período Cretáceo, cerca de 100 milhões de anos atrás. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Importância&lt;br /&gt;Detalhes da descoberta foram publicados na revista científica de acesso aberto PLOS One por uma equipe de pesquisadores liderada pelo curador de Geociências do Museu de Queensland, Scott Hocknull, e colegas do Museu de História Natural da Austrália.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os novos dinossauros foram apelidados pelos cientistas através de referências à canção "Waltzing Matilda", uma espécie de 'hino' do folclore australiano, composta no final do século XIX pelo compositor Banjo Patterson na cidade de Winton.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Banjo (o "Australovenator") e Matilda (o "Diamantinasaurus") -possivelmente predador e presa - foram encontrados juntos em um lago de 98 milhões de anos, afirmaram os cientistas. O "Witonotitan " foi apelidado de Clancy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As novas espécies ficarão no Museu da Era dos Dinossauros Australiana, em Winton, que começará a ser construído nesta sexta-feira em Queensland, com expectativa de término em 2015. Segundo as autoridades australianas, a formação Winton já rendeu mais fósseis de dinossauros que o resto do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O histórico de dinossauros da Austrália é excepcionalmente pobre comparado ao de outros continentes com tamanhos similares", escreveram os autores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Uma melhor compreensão da história dos dinossauros na Austrália é crucial para entender a geografia paleontológica global do grupo dos dinossauros, incluindo de grupos que anteriormente se considerava terem origem em Gondwana (o supercontinente do hemisfério sul formado pela separação da Pangea), como os titanossauros e os carcarodontossauros."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imprensa australiana disse que o anúncio recoloca o país no mapa das descobertas de grandes dinossauros pela primeira vez desde 1981, ano em que foi anunciado o Muttaburrasaurus, um grande herbívoro quadrúpede capaz de se apoiar nas duas patas traseiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/"&gt;&lt;img border="0" src="http://i40.tinypic.com/2v1p1jm.jpg"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BBC BRASIL.com - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da BBC BRASIL.com.</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="http://1.bp.blogspot.com/_zs_ni03OkJg/Sk4i5t2K7hI/AAAAAAAAEyA/FkOKoAuX_Lo/s72-c/1255236-0879-atm17.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">2</thr:total><author>montagner7@gmail.com (Zé Roberto)</author></item><item><title>Cientistas encontram pegadas humanas de 1,5 milhão de anos</title><link>http://abrindogavetas1.blogspot.com/2009/03/cientistas-encontram-pegadas-humanas-de.html</link><category>MATÉRIA ESPECIAL</category><pubDate>Mon, 16 Mar 2009 16:58:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3255013854732653620.post-6583763550009447870</guid><description>DA BBC BRASIL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_zs_ni03OkJg/Sb6v2GGJKbI/AAAAAAAAEsM/CMh99fS06BA/s1600-h/090227092438_pegada_quenia.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 226px; height: 282px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_zs_ni03OkJg/Sb6v2GGJKbI/AAAAAAAAEsM/CMh99fS06BA/s400/090227092438_pegada_quenia.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5313877954227939762" /&gt;&lt;/a&gt;Cientistas encontraram pegadas humanas de 1, 5 milhão de anos no Quênia, que revelam que os pés e o modo de andar de alguns dos primeiros hominídeos já eram bem parecidos com o do ser humano moderno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pegadas apresentam sinais de dedos pronunciadamente arqueados, curtos e alinhados, que diferem de pegadas mais antigas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tamanho e o espaçamento entre as pegadas - atribuídas ao Homo erectus - refletem a altura, o peso e o modo de caminhar do ser humano moderno. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A descoberta foi publicada na revista Science. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poucos registros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pegadas não são as mais antigas pertencentes a um membro da linhagem humana, já que marcas do Australopithecus afarensis, de 3,7 milhões de anos atrás, foram encontradas em Laetoli, na Tanzânia, em 1978.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas pegadas, no entanto, mostram pés chatos e um ângulo bem maior entre o dedão e os demais dedos do pé, que indicam pés que ainda 'agarravam' o chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não se sabe exatamente como um pé mais parecido com o de macacos se desenvolveu para sua versão moderna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o principal autor do estudo, Matthew Bennett, da Universidade de Bournemouth, na Grã-Bretanha, existem relativamente poucos registros fósseis de ossos dos pés e das mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A razão é que carnívoros gostam de comer mãos e pés", afirmou Bennett à BBC News.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Uma vez que a carne desaparece, existe uma série de pequenos ossos que não são preservados, então sabemos pouco sobre a evolução das mãos e dos pés nos nossos ancestrais."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salto de evolução&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pegadas foram encontradas nas proximidades de Ileret, no norte do Quênia, em uma pequena colina com vários metros de sedimentos que os pesquisadores limparam cuidadosamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles encontraram duas séries de pegadas, uma cinco metros mais profunda do que a outra, separadas por areia, lodo e cinzas vulcânicas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através de comparações com amostras radioisótopas da região, os cientistas descobriram que as duas camadas de pegadas foram feitas com pelo menos 10 mil anos de diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra característica fundamental descoberta com a série de pegadas é como o Homo erectus andava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há indícios de um grande peso no calcanhar, transferido em seguida para o canto externo do pé, progredindo para a parte interna e terminando com a elevação dos dedos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Isto é muito sintomático do estilo moderno de andar, e as pegadas de Laetoli não mostram estas mesmas características", disse Bennett. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A descoberta é uma importante peça para mapear a evolução dos humanos modernos, tanto em termos de fisiologia como na forma como o Homo erectus se relacionava com seu meio ambiente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Homo erectus foi um grande salto na evolução, demonstrando uma maior variedade de dieta e de habitat, e foi a primeira espécie da linhagem humana a sair da África.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BBC BRASIL.com - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da BBC BRASIL.com.</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="http://2.bp.blogspot.com/_zs_ni03OkJg/Sb6v2GGJKbI/AAAAAAAAEsM/CMh99fS06BA/s72-c/090227092438_pegada_quenia.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">3</thr:total><author>montagner7@gmail.com (Zé Roberto)</author></item><item><title>Até a década de 30, apuração de votos levava meses no Brasil</title><link>http://abrindogavetas1.blogspot.com/2008/12/at-dcada-de-30-apurao-de-votos-levava.html</link><category>HISTÓRIA DO BRASIL</category><pubDate>Thu, 18 Dec 2008 09:56:00 -0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3255013854732653620.post-2268494706383288441</guid><description>Na República Velha, cédulas do Brasil todo eram apuradas no Rio. Primeiro projeto de informatização do voto foi elaborado em 1959.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_zs_ni03OkJg/SUo69VgaT5I/AAAAAAAAEVM/v-XShytKub0/s1600-h/0,,15631694-EX,00.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 303px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_zs_ni03OkJg/SUo69VgaT5I/AAAAAAAAEVM/v-XShytKub0/s400/0,,15631694-EX,00.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5281098338464845714" /&gt;&lt;/a&gt;Antes das conhecidas urnas eletrônicas, as eleições no Brasil não tinham uma apuração tão rápida e segura. Muito pelo contrário. Na República Velha, por exemplo, os brasileiros podiam demorar meses para saber o resultado oficial de um pleito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os votos vinham do Brasil inteiro para o Rio de Janeiro, onde eram apurados na Assembléia. Os meios de transporte não eram eficientes, e a apuração podia levar meses", explica o professor da Universidade de Brasília Walter Costa Porto, autor de "Dicionário do Voto".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O voto com cédula de papel era mais fácil de fraudar, e muitos votos eram literalmente perdidos. No período colonial, as votações ocorriam nas igrejas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confira abaixo os principais momentos da história das eleições no país.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voto de pelouro &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As eleições existem no Brasil desde a época colonial, quando eram realizadas dentro de igrejas, para cargos como vereador, juiz e procurador. Os pelouros eram bolas de cera com fendas onde se colocavam os votos. A apuração era feita oito dias depois do Natal, quando um juiz convocava um menino de até sete anos para sortear os papéis dos pelouros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lei que pôe ordem &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O processo eleitoral só saiu da igreja com a lei Saraiva, de 1881, ainda na época do Império. Além de criar o título eleitoral e estabelecer eleições diretas, o texto previa que o eleitor deveria ter mais de 21 anos, ter renda maior que 200 mil réis e ser alfabetizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o professor Porto, essa foi a lei mais importante do século XIX, já que mudou o processo eleitoral brasileiro. Nessa época, a apuração demorava meses, pois as cédulas viajavam o Brasil inteiro para chegar ao Rio de Janeiro, onde eram contadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Justiça Eleitoral  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Instituída em em 1930, a Justiça Eleitoral organizou o processo de votação e ficou responsável pelos trabalhos eleitorais. As mulheres começaram a votar, e o voto passou a ser obrigatório, secreto, universal e direto. "O processo passou a ter várias regras que legitimaram a votação. A oposição passou a ter mais força na disputa", explica Maria do Socorro Braga, socióloga e professora da Universidade Federal de São Carlos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Máquina de votar &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro Código Eleitoral brasileiro, de 1932, já previa o uso de uma "máquina de votar". Segundo o site do Centro de Memória do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na década de 1960, Ricardo Puntel "inventou e apresentou ao TSE um modelo de máquina de votar que nunca chegou a ser usado".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1982, uma lei elaborou o uso do processamento eletrônico de dados nos serviços eleitorais. Nas eleições de 1989, a apuração dos resultados já foi totalmente informatizada e, no pleito municipal de 1996, a Justiça Eleitoral deu início ao processo de informatização do voto. Naquele ano, 33 milhões de eleitores usaram a "máquina de votar". Segundo a professora Maria do Socorro Braga, as urnas eletrônicas dinamizaram a apuração e evitaram o desperdício de votos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;texto de Giovana Sanchez&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://g1.globo.com"&gt;&lt;img border="0" src="http://i38.tinypic.com/33vj1g9.jpg"/&gt;&lt;/a&gt;</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="http://4.bp.blogspot.com/_zs_ni03OkJg/SUo69VgaT5I/AAAAAAAAEVM/v-XShytKub0/s72-c/0,,15631694-EX,00.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">2</thr:total><author>montagner7@gmail.com (Zé Roberto)</author></item><item><title>Curitibanos contam história da cidade usando as próprias fotos</title><link>http://abrindogavetas1.blogspot.com/2008/12/curitibanos-contam-histria-da-cidade.html</link><category>Cidades brasileiras</category><pubDate>Tue, 2 Dec 2008 08:50:00 -0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3255013854732653620.post-3146011790446553712</guid><description>Exposição mostra imagens de moradores no centro da cidade.&lt;br /&gt;Curadora do projeto diz que a idéia estimula conservação do local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_zs_ni03OkJg/STUTEvuTouI/AAAAAAAAEPk/6yt8N_HzWZ0/s1600-h/0,,16012531-EX,00.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 250px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_zs_ni03OkJg/STUTEvuTouI/AAAAAAAAEPk/6yt8N_HzWZ0/s400/0,,16012531-EX,00.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5275143510785499874" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história do centro de Curitiba (PR) está sendo contada por quem ajudou a construí-la. Estão em exposição, em diversos bairros da capital paranaense, fotos antigas e atuais do acervo pessoal de moradores da cidade, que retratam momentos vividos por eles na região do Paço Municipal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duzentas fotos estão expostas em mobiliários junto com os depoimentos dos habitantes de Curitiba e podem ser conferidas até o dia 20 de dezembro. A iniciativa faz parte do projeto Arqueologia da Memória: na trilha do Paço, promovido pela prefeitura através da Fundação Cultural de Curitiba. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Lílian Amaral, curadora do projeto, o objetivo é contar a história do Paço e da região central da cidade através dos próprios cidadãos. “A intenção é fazer com que a população veja a si mesma representada ali”, explica Lílian. “É motivo de orgulho para o morador poder contar a história da cidade a partir da sua”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As fotos estão localizadas nos locais em que os episódios registrados pelas fotos aconteceram, conferindo sentido simbólico aos espaços. “São as micro-histórias que formam a macro-história da cidade, por isso, é importante resgatar e divulgar o modo como cada um participa na construção coletiva da memória de sua cidade”.O que se pretende mostrar, segundo ela, é que “a história da cidade é formada todos os dias, nos acontecimentos do cotidiano das pessoas”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Patrimônio &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ver a própria história se misturar com a da cidade, na opinião de Lílian, colabora também para que a população aprenda a preservar os espaços públicos. “Ninguém conserva algo com que não tenha uma vinculação afetiva. Quando nos reconhecemos no espaço público, passamos a conserva-lo”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O projeto acompanha os trabalhos de restauração do Paço Municipal de Curitiba, o que justifica a preocupação em incentivar a conservação do local. “Queremos que as pessoas se apropriem disso e se sintam parte do espaço”, afirma Lílian. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dos mobiliários, duas maquetes que retratam o mapa da região central estão expostas na Galeria Julio Moreira, no Largo da Ordem. São dois mapas que fazem referência ao passado e ao presente de Curitiba, ressaltando as transformações que a cidade sofreu. Em ambos estão dispostas as fotografias recolhidas com a população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://g1.globo.com"&gt;&lt;img border="0" src="http://i38.tinypic.com/33vj1g9.jpg"/&gt;&lt;/a&gt;</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="http://1.bp.blogspot.com/_zs_ni03OkJg/STUTEvuTouI/AAAAAAAAEPk/6yt8N_HzWZ0/s72-c/0,,16012531-EX,00.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>montagner7@gmail.com (Zé Roberto)</author></item><item><title>No ápice do tráfico, Brasil recebeu 775 mil crianças escravas</title><link>http://abrindogavetas1.blogspot.com/2008/11/no-pice-do-trfico-brasil-recebeu-775.html</link><category>MATÉRIA ESPECIAL</category><pubDate>Sat, 29 Nov 2008 08:57:00 -0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3255013854732653620.post-1259102005848423799</guid><description>DA BBC BRASIL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo menos 775 mil crianças africanas foram escravizadas e levadas para o Brasil nos primeiros cinqüenta anos do século 19, em um período em que o tráfico negreiro atingiu o ápice de sua sofisticação, indicam dados cruzados a partir de novas informações sobre a era da escravidão.&lt;br /&gt;Crianças foram ganhando a preferência dos traficantes porque, entre outros aspectos, eram mais "maleáveis" que adultos, indicam novas pesquisas publicadas duzentos anos após a lei britânica que proibiu o comércio de escravos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_zs_ni03OkJg/STEgex3aN7I/AAAAAAAAEMU/nedVIrxcrgI/s1600-h/1.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 338px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_zs_ni03OkJg/STEgex3aN7I/AAAAAAAAEMU/nedVIrxcrgI/s400/1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5274032351781468082" /&gt;&lt;/a&gt;No fim da era escravagista, um em cada três africanos escravizados era criança, nas estimativas do historiador David Eltis, da Universidade de Emory, em Atlanta, um dos maiores especialistas mundiais no tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Eltis, cerca de 12,5 milhões de escravos deixaram a costa da África entre 1500 e 1867, quando se tem registro do último carregamento. Em torno de 10 milhões chegaram aos seus destinos nas Américas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos cálculos do pesquisador, dos 5,5 milhões de pessoas que tinham como destino o Brasil, apenas 4,9 milhões desembarcaram em portos brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Maleáveis'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dados de Eltis indicam que quase 2,3 milhões de escravos foram enviados ao Brasil entre 1800 e 1850 – destes, ele acredita que 775 mil eram crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alta proporção de menores de 15 anos entre os escravos já era conhecida dos pesquisadores – há estimativas que a colocam em até metade do total –, mas novos dados oferecem novas explicações para este fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um estudo de caso publicado na última edição do Journal of Economic History pelos pesquisadores David Richardson, da Universidade britânica de Hull, e Simon Hogerzeil, do Centro Psicomédico Parnassia holandês, mostrou que crianças reagiam melhor à travessia que os adultos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Richardson disse à BBC Brasil que, além disso, "no fim da era escrava havia uma percepção geral, por parte dos mercadores, de que as crianças eram mais maleáveis que os adultos, que poderiam ser treinadas em habilidades específicas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analisando 49 viagens de navios negreiros holandeses entre 1751 e 1797, os pesquisadores observaram que crianças eram compradas antes, porque reagiam melhor à experiência traumática. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comparada à de um adulto, sua taxa de mortalidade era a metade, calcularam os pesquisadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, uma criança tinha mais chance que um adulto de passar longos períodos – até um ano, no caso estudado – dentro de um navio negreiro, entre todas as fases do tráfico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que o navio zarpasse para a viagem transatlântica propriamente dita, uma criança passava em média quatro meses dentro da embarcação – um prazo mais de 40 dias superior ao passado por homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Em outras palavras, as estratégias de compra dos mercadores expunham crianças a riscos por mais longos períodos de tempo que os adultos", disse Richardson.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma viagem típica, os navios da Middelburgsche Commercie Compagnie, que operava no oeste africano, zarpariam com 253 escravos, perderiam 33 ao longo do trajeto e venderiam 220 nas Américas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobrevivência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As observações dos pesquisadores não eliminam a validade de explicações levantadas anteriormente, que atribuíam a forte escravização de crianças à escassez de adultos em determinadas áreas da África.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra razão, levantada em entrevista à BBC Brasil pelo historiador Manolo Florentino, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, destaca que senhores brasileiros podem ter sentido necessidade de "importar" mais mulheres e crianças para garantir mão-de-obra futura caso o tráfico negreiro fosse proibido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Richardson e Hogerzeil destacaram, no entanto, que as condições de aprisionamento dos homens adultos podem estar relacionadas às taxas de mortalidade menores de crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os homens, comprados aos poucos durante a "fase de carregamento" do navio, entravam em grande quantidade no final da etapa, a menos de um mês ou até a menos de uma semana da partida, verificaram os pesquisadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"As condições dos escravos no momento da embarcação é criticamente importante para determinar por que eles sucumbiam mais durante a travessia", diz o estudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Isto pode estar associado a pressões sobre os capitães para levar homens adultos para satisfazer as expectativas dos compradores, o que os encorajava a ser menos rigorosos na seleção."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os homens também eram tipicamente vistos como instigadores de rebeliões dentro dos navios, e sofriam mais fatalidades durante esses incidentes."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Além disso", justificam os pesquisadores, "os homens eram normalmente encarcerados em celas separadas de mulheres e crianças, e normalmente ficavam presos por ferros, sobretudo quando o navio ainda estava próximo da África".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto de Pablo Uchoa*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Colaborou Sílvia Salek, de Londres.&lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; BBC BRASIL.com - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da BBC BRASIL.com.</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="http://1.bp.blogspot.com/_zs_ni03OkJg/STEgex3aN7I/AAAAAAAAEMU/nedVIrxcrgI/s72-c/1.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>montagner7@gmail.com (Zé Roberto)</author></item><item><title>A Revolta dos Malês</title><link>http://abrindogavetas1.blogspot.com/2008/11/revolta-dos-mals.html</link><category>HISTÓRIA DO BRASIL</category><pubDate>Wed, 12 Nov 2008 12:48:00 -0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3255013854732653620.post-8611272378637668967</guid><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_zs_ni03OkJg/SRrtH0ME5BI/AAAAAAAAED4/ma6wPxuVDWI/s1600-h/401.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 333px; height: 231px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_zs_ni03OkJg/SRrtH0ME5BI/AAAAAAAAED4/ma6wPxuVDWI/s400/401.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5267783432687379474" /&gt;&lt;/a&gt;A Revolta dos Malês foi um movimento que ocorreu na cidade de Salvador (província da Bahia) entre os dias 25 e 27 de janeiro de 1835. Os principais personagens desta revolta foram os negros islâmicos que exerciam atividades livres, conhecidos como negros de ganho (alfaiates, pequenos comerciantes, artesãos e carpinteiros). Apesar de livres, sofriam muita discriminação por serem negros e seguidores do islamismo. Em função destas condições, encontravam muitas dificuldades para ascender socialmente.&lt;br /&gt;Os revoltosos, cerca de 1500, estavam muito insatisfeitos com a escravidão africana, a imposição do catolicismo e com a preconceito contra os negros. Portanto, tinham como objetivo principal à libertação dos escravos. Queriam também acabar com o catolicismo (religião imposta aos africanos desde o momento em que chegavam ao Brasil), o confisco dos bens dos brancos e mulatos e a implantação de uma república islâmica.&lt;br /&gt;De acordo com o plano, os revoltosos sairiam do bairro de Vitória (Salvador) e se reuniriam com outros malês vindos de outras regiões da cidade. Invadiriam os engenhos de açúcar e libertariam os escravos. Arrecadaram dinheiro e compraram armas para os combates. O plano do movimento foi todo escrito em árabe.  &lt;br /&gt;Uma mulher contou o plano da revolta para um Juiz de Paz de Salvador. Os soldados das forças oficiais conseguiram reprimir a revolta. Bem preparados e armados, os soldados cercaram os revoltosos na região da Água dos Meninos. Violentos combates aconteceram. No conflito morreram sete soldados e setenta revoltosos. Cerca de 200 integrantes da revolta foram presos pelas forças oficiais. Todos foram julgados pelos tribunais. Os líderes foram condenados a pena de morte. Os outros revoltosos foram condenados a trabalhos forçados, açoites e degredo (enviados para a África).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo local, para evitar outras revoltas do tipo, decretou leis proibindo a circulação de muçulmanos no período da noite bem como a prática de suas cerimônias religiosas.</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="http://4.bp.blogspot.com/_zs_ni03OkJg/SRrtH0ME5BI/AAAAAAAAED4/ma6wPxuVDWI/s72-c/401.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total><author>montagner7@gmail.com (Zé Roberto)</author></item><item><title>O crime desorganizado</title><link>http://abrindogavetas1.blogspot.com/2008/10/o-crime-desorganizado.html</link><category>HISTÓRIA DO BRASIL</category><pubDate>Sat, 25 Oct 2008 12:07:00 -0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3255013854732653620.post-2994583473526770933</guid><description>Quando faltam recursos para a educação do jovem, quando lhes são tiradas quaisquer perspectivas de uma vida digna e honrada, estimula-se o crime desorganizado. Já vivemos tempos em que ansiávamos para a futura geração uma vida melhor que a nossa. Hoje, a única certeza que podemos dar a nossos filhos é que jamais terão o mesmo padrão de vida que temos. Os de classe média caem cada vez mais de padrão existencial e os pobres são arremessados nas mãos dos criminosos desorganizados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Faço esta pequenina diferenciação pois os traficantes, seqüestradores e similares não têm a Lei ou o Parlamento a seu lado – são levados à mesma condição de egoísmo e desilusão que perpassa todo o mundo capitalista – ao contrário do crime organizado dos bancos, do Planalto, do BACEN, do Parlamento e do Judiciário. O exemplo vem de cima e eles tentam desesperadamente segui-lo, mas jamais disporão dos mesmos recursos que os verdadeiros donos do poder jogam ao ralo da corrupção e compra de legisladores, economistas e juristas no cotidiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Os recursos que deveriam destinar-se à educação são desviados da maneira acima descrita; a isto se adiciona mais uma das atribuições da facção do BACEN: a manutenção de elevados níveis de desemprego. Isto protege os poderosos de greves, avilta salários e amplia seus lucros. O fato de o ser humano ser a maior vítima de toda esta situação sequer é considerado relevante pelos donos do poder. Aqui encontramos nova discrepância entre a realidade e o discurso. Fala-se em menos de 15% de desempregados no país. Todo o discurso oficial se encaminha nesta direção. Contudo, as pesquisas em que se baseiam o discurso oficial, não levam em conta pessoas que estão desempregadas há mais de 1 mês, pessoas que procuram emprego pela primeira vez, pessoas que recentemente demitidas, por um lado e, por outro, computam aqueles que conseguem sobreviver trabalhando na chamada “economia informal”, ou seja, que não pagam impostos e acabam sendo penalizadas por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Pesquisas sérias que levassem tais dados em consideração concluiriam que temos um “exército industrial de reserva” superior a 30% da mão-de-obra ativa. 30% de desemprego é sinônimo de desespero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Meninos mal formados – inclusive por insuficiência alimentar na primeira infância – sem acesso à educação formal são vítimas óbvias do crime desorganizado que busca imitar o maior e mais grave, o exemplo que vem de cima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Hoje a rebeldia juvenil sequer se manifesta politicamente. Por um lado há a propaganda hipnótica a desinformar que “os trabalhadores estão no poder”; por outro os sindicatos se transformaram em míseros apêndices do governo que, mal e porcamente organizam festas laudatórias ao marionete dos banqueiros em cerimônias vazias de conteúdo. Naturalmente, todos os sindicatos e mesmo os partidos políticos que já estiveram à esquerda seguem se dizendo “defensores dos trabalhadores” – se por “trabalhadores” compreendermos donos de bancos e jogadores da bolsa de valores...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Cabe, novamente, enfatizar: aos donos do poder, pouco importa o discurso, desde que sua lucratividade esteja garantida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Neste sentido, vale a regra oposta àquela subseqüente ao mar de lama do primeiro mandato de Lula da Silva. Se naquele momento tudo de ilícito era permitido fazer e nada era permitido divulgar; no caso do controle bancário a regra é oposta: tudo se pode dizer ou escrever, desde que nada se faça a respeito. Até mesmo autoridades políticas governamentais, seja no Parlamento ou mesmo dentro da facção do Planalto podem dizer o que bem entenderem acerca do encaminhamento político. A proibição definitiva é uma só: não se pode mudar a política econômica ditada pelo crime organizado.</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>montagner7@gmail.com (Zé Roberto)</author></item><item><title>Jesuítas e Índios, convívio nem sempre pacífico</title><link>http://abrindogavetas1.blogspot.com/2008/10/jesutas-e-ndios-convvio-nem-sempre.html</link><category>HISTÓRIA DO BRASIL</category><pubDate>Wed, 8 Oct 2008 10:40:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3255013854732653620.post-2208769649484328770</guid><description>No século 16, surgia o aldeamento de São Barnabé, criado por jesuítas para concentrar comunidades indígenas. Se ainda existisse, ocuparia a área do atual município de Itaboraí (RJ), onde até hoje são encontrados vestígios da presença dos índios que viveram no local. É o que mostra a tese de doutorado da arqueóloga Nanci de Oliveira, recém-defendida na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Ela descobriu dois sítios arqueológicos nos quais viveram jesuítas e povos tupi da região. O achado traz à tona questões como a organização do espaço compartilhado entre eles do século 16 ao 18 e as relações de poder e resistência estabelecidas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_zs_ni03OkJg/SOy4-XQnXQI/AAAAAAAADrI/_dXuV8NUKRk/s1600-h/n753a.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_zs_ni03OkJg/SOy4-XQnXQI/AAAAAAAADrI/_dXuV8NUKRk/s400/n753a.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5254778246769630466" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de pesquisar documentos e mapas antigos durante quatro anos, Nanci descobriu um sítio arqueológico no qual ela e sua equipe encontraram materiais de cerâmica, panelas, moedas e medalhas religiosas -- que confirmam a presença dos jesuítas no local -- e um sítio-cemitério. Ali, foram descobertos quatro mil ossos pertencentes a 57 pessoas entre índios, mestiços e até negros. "Identificamos ainda um índio morto a tiros, o que pode indicar uma relação nem sempre amistosa entre indígenas e brancos", explica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nem todos os índios da região faziam resistência aos colonizadores. Em documentos do século 17, Nanci identificou uma relação próxima entre alguns povos tupi e os portugueses. "Para proteger suas terras de invasões estrangeiras, os indígenas uniam-se aos portugueses na defesa do litoral", diz. "Sua fidelidade a determinados governantes, como Salvador Correa de Sá e Benevides, do Rio de Janeiro, ultrapassava o conceito de aliança política. Mas claro que, por interesse, os governantes também davam tratamento diferenciado a eles". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_zs_ni03OkJg/SOy4l-RE-JI/AAAAAAAADrA/4PMvaebP3HQ/s1600-h/n753b.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_zs_ni03OkJg/SOy4l-RE-JI/AAAAAAAADrA/4PMvaebP3HQ/s400/n753b.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5254777827743824018" /&gt;&lt;/a&gt;Com a expulsão dos jesuítas no século 18, a rede de poder no Rio de Janeiro se alterou. Os índios deixaram de ser importantes para a defesa e passaram a ser requisitados como mão-de-obra. "Nessa época, o aldeamento de São Barnabé passou para uma administração leiga, levada pelos portugueses que antes haviam arrendado suas terras aos jesuítas", diz Nanci. "Aí as rebeliões se intensificaram." &lt;br /&gt;A pesquisadora também explica que data desse tempo uma política de esquecimento e preconceito por parte de historiadores, que viam nos indígenas um atraso para o Brasil. "Para eles, índio era uma raça em degeneração. Interessava mostrar a dominação portuguesa", critica. Nanci acredita que, como reflexo dessa política, o tombamento da região de São Barnabé foi negado pelas autoridades de Itaboraí. "Dizem que o local já passou por reformas anteriores e está bastante descaracterizado para ser tombado", explica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao percorrer a região, no entanto, a pesquisadora notou algumas trilhas e marcos da redefinição dos limites de territórios indígenas ainda visíveis. Nanci fez um mapa do local e identificou diversos pontos indicados em documentos dos séculos 16 e 17. Agora, pretende investigar outros sítios arqueológicos em Itaboraí e pesquisar as relações estabelecidas entre colonizado e colonizador. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto de Elisa Martins&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://cienciahoje.uol.com.br" &gt;&lt;img border="0" src="http://i34.tinypic.com/fxtdaq.gif"/&gt;&lt;/a&gt;</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="http://3.bp.blogspot.com/_zs_ni03OkJg/SOy4-XQnXQI/AAAAAAAADrI/_dXuV8NUKRk/s72-c/n753a.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total><author>montagner7@gmail.com (Zé Roberto)</author></item><item><title>A Derrota da Política - A Era da Traição</title><link>http://abrindogavetas1.blogspot.com/2008/10/derrota-da-poltica-era-da-traio.html</link><category>HISTÓRIA DO BRASIL</category><pubDate>Tue, 7 Oct 2008 09:58:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3255013854732653620.post-8971140068592583956</guid><description>Sem contemplação ou raciocínio em torno do que se deve ou não fazer para melhorar a situação existencial de nossa gente, era necessário deter a escalada inflacionária sem modificar os grandes lucros capitalistas do tempo contemporâneo. Um plano feito para manter sólidos os lucros do grande capital especulativo, para o fim a que se destinou teve sucesso absoluto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abstraindo detalhes não considerados quando da elaboração do plano, detalhes como trazer bem-estar ao povo, melhorar a distribuição de renda ou mesmo a produção foi, desde sempre um projeto técnico voltado única e exclusivamente a trazer mais segurança e firmeza ao capitalismo brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1994 a inflação chegava aos 40% ao mês e naquele ritmo, terminaria o ano em 5.500%. O país não pagava integralmente sua dívida externa e estava fora do mapa dos investimentos estrangeiros. Diante daquele quadro era necessário convencer trabalhadores, empresários e investidores – todos eleitores, uma vez que era um ano, 1994, de eleições presidenciais – de que, após os fracassados Cruzado, Cruzado 2, Bresser, Verão, Collor e Collor 2, um novo plano contra a inflação funcionaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi por acaso que o professor FHC, reputado até então como esquerdista e à ocasião na chefia do Itamaraty, estudava uma candidatura a deputado no ano seguinte, foi nomeado Ministro da Fazenda. Pouco versado nos temas da pasta, começou sua gestão com a cantilena até hoje repetida por seus sucessores: não se afastaria do que os economistas chamam de políticas ortodoxas, ou seja, combateria a inflação com as recomendações da cartilha tradicional – juros altos e controle dos gastos públicos. O mesmo que se implantou, à mesma época, na Argentina, no México e numa série de outros países que já se afastaram deste encaminhamento externo danoso à vida nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso brasileiro, o desempenho da ortodoxia nos dois anos anteriores tampouco era animador. Afinal, “os manuais econômicos não foram feitos para um país em que preços, salários e contratos eram quase todos atrelados a índices de correção monetária”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficou claro que somente apelando para a implementação no Brasil deste plano tecnicamente engendrado nas vísceras do capitalismo estadunidense se poderiam garantir os grandes lucros de especuladores nacionais e internacionais, mantendo incólume o capitalismo brasileiro, desde que se abstraíssem as questões políticas. Esta derrota da política é a principal característica do Consenso de Washington no Brasil: dentro da mais rigorosa ortodoxia econômica, o presidente do Banco Central dita as normas que serão seguidas até pela Presidência da República, invertendo a hierarquia política nacional. Combate a todos os gastos públicos, ou seja, o BACEN se recusando a alocar recursos para atividades políticas como investimentos em saúde, educação ou segurança pública, sob um discurso absolutamente privativista. A grande conquista seria a paridade da moeda nacional ao dólar estadunidense, o que se manteve no Brasil artificialmente anos a fio. Completando o círculo de ferro, taxas de juros na estratosfera, com vistas a garantir “investimentos” externos com a atratividade do lucro fácil sem a necessidade de investimento em setores necessários ao social no Brasil. Toda a atividade social ou cultural ficou relegada à rubrica “esmola” ou sujeita aos fluidos da iniciativa privada, que o poder público, sem dinheiro para tanto que o capital brasileiro foi todo para garantir o “bom nome” do Brasil lá fora, à revelia do bem-estar de nossa gente... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era perdida, era maldita, era da traição – Pobre Brasil...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Tais foram os epítetos dados pelos estudiosos aos últimos anos e há um esboço de como ficarão conhecidos os novos tempos. Com tais epítetos sabe-se que a nação passa por um período dificílimo de crise aparentemente interminável até porque os governantes, antes de buscar soluções, impuseram-se como gigantescos obstáculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O período final da ditadura militar e o governo Sarney ficaram conhecidos como “Década Perdida”; o período FHC ficou conhecido como “Década Maldita” – foram 2 anos como ministro de Itamar e 8 como Presidente da República. O século XXI começa sob o signo da traição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Europa, berço da social-democracia, os partidos políticos desta linha, após convocar reuniões plenárias com suas bases, via de regra seguem o doutrinário neoliberal debaixo do discurso de “humanizar o capitalismo”, com mais ou menos sucesso. Os países escandinavos são um exemplo de sucesso neste tipo de encaminhamento. Lugares em que há praticamente pleno emprego e os serviços sociais (fundamentalmente em torno da saúde e da educação) são encargos exclusivos do poder público. Como resultado a qualidade do atendimento médico, assim como da educação pública é inquestionável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil, como diz Roberto Schwartz, está sempre colocando e recolocando idéias estrangeiras fora do lugar. Temos dois grandes partidos com ideário social-democrata: o PT e o PSDB. O PSDB frustrou as expectativas da nação ao encaminhar de maneira técnica o procedimento político. Primeiro houve a fé cega no Plano Real. Após tantos anos de inflação ininterrupta era preciso agarrar-se a alguma coisa. Logo se percebeu que o aquele plano fora engendrado no mesmo local em que o foram dezenas de outros similares na América Latina e África: foi a aplicação prática, em nossas plagas, do “Consenso de Washington”. Um exemplo bem próximo é a Argentina, onde Domingo Cavallo, o FHC deles, implantou um plano econômico contemporâneo ao nosso real, cujos parâmetros fundamentais eram os mesmos, ou seja: paridade entre a moeda nacional e o dólar estadunidense, elevadíssima taxa de juros e controle rigoroso dos gastos públicos – entendendo os investimentos em saúde e educação como gastos, foram estes jugulados, quando não suprimidos, lá, aqui, no México e onde mais foi aplicado – sempre com vistas a pagar vultosas quantias a título de “juros da dívida”, que há anos ficou claro ser rigorosamente impossível pagar o principal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado disso, como não poderia deixar de ser, foi o desemprego, o subemprego – o crescimento recorde das atividades econômicas informais – o aumento do analfabetismo, da mortalidade, da criminalidade e do consumo de entorpecentes do lado social e, do lado do capital, um  enriquecimento surpreendente das empresas ligadas ao crédito direto ao consumidor, assim como daquelas que vivem de especulação. Em suma, dez anos de plano real trouxeram mais lucros e maior conforto a quem já estava no topo da pirâmide social brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cúpula do PT escolheu seguir para a direita, tal como o PSDB o fizera quando no governo, sem qualquer consulta às bases eleitorais a este respeito, como acontece na Europa. No caso petista, dada a tradição de ouvir as bases e ainda ter uma militância aguerrida além de importantes lideranças comunistas, este fato tem sido gravíssimo e provocado os maiores escândalos. Quem ainda tenta encaminhar o processo político de maneira política é relegado a segundo plano ou mesmo expulso do partido, sob a acusação infamante de “coerência”. No  PT é proibido hoje ser coerente a seu passado histórico. Se outrora se pregava a cessação do pagamento da dívida externa, o fim do monetarismo no encaminhamento econômico, o fim da cobrança de juros altos e do desemprego, a volta das considerações sociais ao centro das atenções, frustramo-nos todos ao sermos traídos pela cúpula do partido que optou por agudizar o encaminhamento monetarista dando autonomia ao Banco Central que, na prática, decide como o dinheiro em circulação no Brasil deve ser “tecnicamente” empregado. Não há mais decisão política a este respeito a não ser como um teatrinho voltado a engambelar o povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engambelação passou a ser outro problema. Enquanto o Brasil segue ladeira abaixo numa escalada pavorosa de desemprego, subemprego, ausência de considerações sociais, enfim, que não sejam na condição de esmolas – que inclusive são negadas – a propaganda martela tanto e por tantas vezes coisas até verossímeis, se a prática, se a vida concreta não as desmentisse, mal sejam pronunciadas, o que deixa a militância inocente e pouco instruída, além de emocionalmente envolvida, num engajamento enlouquecido, tentando provar que “não está tão ruim”, como se isso fosse o suficiente para um governo que prometia mudanças e não cumpriu, que traiu a vontade do eleitorado. Se o PT prometesse na campanha o que está fazendo na prática, ou seja, aumentar o desemprego e o desespero, mantendo os tucanos como donos do Banco Central do Brasil e agudizando a concentração de rendas ampliando o fosso entre ricos e pobres neste país, sem dinheiro para nada a não ser o pagamento dos juros de uma dívida que só faz crescer, tenho dúvidas se teria sido eleito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há a elaboração de cartilhas, com dinheiro público por sinal, o que está sendo questionado, tentando provar que você e eu, leitor, assim como nove em cada dez brasileiros estamos errados em nossa percepção da realidade. Que não é verdadeira a nossa percepção de que há mais assaltos hoje do que há dez anos, que há mais desemprego hoje do que há dez anos, que o governo Lula é uma continuação piorada do governo FHC. Verdadeira é a cartilha do Duda Goebbels Mendonça que, por vias tortuosas, “prova” que o contrário da realidade é que constitui a “verdade” governamental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até quando a militância petista, traída pela cúpula do partido, se deixará enganar pela propaganda governamental? Quanto tempo ainda demorará até que perceba que estamos vivendo a pior ditadura do mundo, a ditadura fria do Capital? Até quando aferirá a prática dos homens públicos somente pelo discurso e não pela prática? Até quando suportará ser tutelada pela cúpula partidária e aceitará candidamente ser tratada como uma criança oligofrênica?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta ingenuidade da militância é extraordinária pois constitui o ponto fulcral ao desabrochar do idealismo. Com o tempo desperta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Realizações” do governo petista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Seduzido pelo Poder, Lula se esquece de suas raízes e não governa. Miseravelmente discursa. Sempre mentindo. Manipula estatísticas para desinformar no sentido de que seu governo está realizando “o que nunca antes foi feito neste país” – e quando fala isso não se refere à formação de quadrilha, que capitaneou ou testemunhou de perto; tampouco acerca do suborno escancarado a parlamentares ou à queda de ministros e líderes petistas outrora considerados íntegros por corrupção, abuso de poder, peculato e crimes de responsabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Lula quer fazer acreditar que seu governo é um bem e não um mal, que de fato é, para nosso país!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Nosso endividamento cresceu para mais de R$ 1.000.000.000.000,00 (UM TRILHÃO DE REAIS!). Isso realmente nunca havia acontecido antes neste país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Nossos impostos jamais haviam sido tão escorchantes. Pagamos ao governo Lula 40% - 2/5 dos infernos, o dobro do que o Visconde de Barbacena cobrava ao exigir o “quinto” – e o dinheiro não é empregado nas necessidades básicas de nosso país, vai para o enriquecimento de banqueiros, para o suborno de parlamentares, para cobrir suas despesas pessoais e prestar sinecuras a amigos e parentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Collor de Mello seqüestrou a poupança dos Brasileiros. Lula seqüestrou a Esperança transformando-a em agonia, desespero, desamparo e medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         O estrago por ele promovido à própria noção de “esquerda” no mundo somente poderá ser avaliado com o passar dos anos. Tínhamos Esperança e recebemos a maior traição da história pátria!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto de Lázaro Curvêlo Chaves - 3 de abril de 2006&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:www.culturabrasil</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total><author>montagner7@gmail.com (Zé Roberto)</author></item><item><title>História de Florianópolis</title><link>http://abrindogavetas1.blogspot.com/2008/09/histria-de-florianpolis.html</link><category>Cidades brasileiras</category><pubDate>Sun, 28 Sep 2008 14:43:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3255013854732653620.post-7124452627124462434</guid><description>Sítios arqueológicos, sambaquis e inscrições rupestres encontradas na região mostram que a primeira presença dos índios tupis-guaranis em Florianópolis data de quase 5.000 a.C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No século XVI, embarcações que seguiam para a Bacia do Prata aportaram na Ilha de Santa Catarina para abastecimento de comida e água. O primeiro habitante da cidade, então chamada de Nossa Senhora do Desterro, foi Francisco Dias Velho. Por volta de 1675, ele deu início à colonização na região, que passou a receber vários imigrantes, principalmente da região de Açores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devido a sua posição geográfica estratégica, os portugueses militarizaram a área em 1737, com a construção de vários fortes ao redor da ilha. Uma das principais atividades econômicas durante o século XIX foi a extração de óleo de baleia, que era comercializada na Europa pela Coroa Portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desterro foi elevada à categoria de cidade e se transformou em capital da Província de Santa Catarina somente em 1823.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Florianópolis só recebeu esse nome em 1894, num episódio que ainda rende muita polêmica na cidade, mesmo tendo se passado há 114 anos. Foi uma homenagem a Floriano Peixoto, que assumiu a presidência da República em 1891 e conteve na então Desterro, parte da Revolução Federalista (que havia surgido no Rio Grande do Sul).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com os líderes do movimento presos e fuzilados na Fortaleza de Anhatomirim, simpatizantes propuseram uma homenagem ao general: a mudança de nome para "Cidade de Floriano", ou Florianópolis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto de Fabricio Escandiuzzi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:Terra</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total><author>montagner7@gmail.com (Zé Roberto)</author></item><item><title>A União Ibérica e o Brasil Holandês - 1580 - 1640</title><link>http://abrindogavetas1.blogspot.com/2008/09/unio-ibrica-e-o-brasil-holands-1580.html</link><category>HISTÓRIA DO BRASIL</category><pubDate>Thu, 25 Sep 2008 10:57:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3255013854732653620.post-690689408103919098</guid><description>Anexação de Portugal. Desde 1556 a Espanha era governada por Filipe II (1556 - 1598), membro de uma das mais poderosas dinastias européias: os Habsburgos ou Casa d'Áustria, que além da Espanha detinha o controle do Sacro-Império Romano Germânico, sediado na Áustria, com influências também sobre a Alemanha e a Itália. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Nos tempos do reinado de Filipe II, a exploração das minas de prata da América espanhola havia atingido o seu apogeu. Com a entrada da prata do México e do Peru, a Espanha se transformara, durante o século XVI, na mais poderosa nação européia. Isso levou os historiadores a classificarem o século XVI como o século da preponderância espanhola. Tendo em mãos recursos abundantes, Filipe II aliou o poderio econômico a uma agressiva política internacional, da qual resultou a anexação de Portugal (até então, reino independente) e a independência da Holanda (até então, possessão espanhola). Vejamos como Portugal passou ao domínio espanhol. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Em 1578, o rei de Portugal, D. Sebastião, morreu na batalha de Alcácer-Quibir, no atual Marrocos, em luta contra os árabes. Com a morte do rei, que não tinha descendentes, o trono de Portugal foi ocupado pelo seu tio-avô, o velho cardeal D. Henrique, que, no entanto, faleceu em 1580, naturalmente sem deixar descendência... Com a morte deste último, extinguia-se a dinastia de Avis, que se encontrava no trono desde 1385, com a ascensão de D. João I, mestre de Avis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Vários pretendentes se candidataram então ao trono vago: D. Catarina, duquesa de Bragança, D. Antônio, prior do Crato e, também, Felipe II, rei da Espanha, que descendia, pelo lado materno, em linha direta, do rei D. Manuel, o Venturoso, que reinou nos tempos de Cabral. Depois de invadir Portugal e derrotar seus concorrentes, o poderoso monarca espanhol declarou: "Portugal, lo herdé, lo compré y lo conquisté". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Assim, de 1580 até 1640, o rei da Espanha passou a ser, ao mesmo tempo, rei de Portugal, dando origem ao período conhecido como “União Ibérica”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Portugal havia adotado até então uma política internacional muito prudente, evitando, tanto quanto possível, atritos nessa área, ciente de sua própria fragilidade. Essa situação foi altera­da completamente com a sua anexação pela Espanha, já que Portugal herdou, de imediato, todos os numerosos inimigos dos Habsburgos. Do ponto de vista colonial, o mais temível inimigo era a Holanda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Holandeses no Brasil   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Origens da Holanda. Os Países Baixos (atuais Bélgica, Holanda e parte do norte da França), desde a segunda metade da Idade Média, constituíram -se numa região de grande prosperidade econômica, cujas manufaturas têxteis desfrutavam inigualável reputação internacional. Formou-se, assim, nos Países Baixos, uma poderosa burguesia mercantil, uma das mais progressistas da Europa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Os Países Baixos eram possessões dos Habsburgos e tinham grande autonomia no rei­nado de Carlos V (pai de Filipe II). Suas tradições e interesses econômicos locais eram respeitados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Essa situação se alterou profundamente com a ascensão de Filipe II, que herdou do pai o trono espanhol e os Países Baixos. A razão da mudança explica-se por dois motivos básicos: em primeiro lugar, o advento do protestantismo tinha polarizado o mundo cristão no século XVI, provocando intermináveis conflitos entre católicos e protestantes. Nos Países Baixos, em razão do predomínio burguês, difundiu-se rapidamente o calvinismo, ao passo que a Espanha mantinha-se profundamente católica. E Filipe II era considerado o mais poderoso e o mais devotado monarca católico. Em segundo lugar, Filipe II era um rei absolutista. Assim, com a sua chegada ao trono terminou a fase de benevolência em relação aos Países Baixos. O novo monarca pôs fim à tolerância religiosa e substituiu os governantes nativos por administradores espanhóis de sua confiança, subordinando os Países Baixos diretamente à Espanha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    A reação nos Países Baixos foi imediata, com a eclosão de revoltas por toda parte. A fim de reprimi-las, Filipe II enviou tropas espanholas sob o comando do violento duque de Alba. À repressão político-religiosa, somou se o confisco dos bens dos revoltosos, conforme relatou o duque de Alba ao rei: “Atualmente detenho criminosos riquíssimos e temíveis e os submeto a multas em dinheiro; logo me ocuparei das cidades criminosas. Desse modo às arcas de Vossa Majestade fluirão somas consideráveis”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contra essa violência espanhola uniram-se dezessete províncias dos Países Baixos para resistir melhor. Porém, a luta anticatólica, antiabsolutista e antiespanhola dos Países Baixos começou a tomar, com o tempo, uma coloração mais radical e passou a ameaçar a própria ordem social. A nobreza e os ricos mercadores começaram a se sentir ameaçados em seus privilégios pela crescente participação popular na rebelião antiespanhola, principalmente nas províncias do sul - Bélgica atual. A fim de evitar o agravamento dessa tendência indesejável para a camada dominante, as províncias do sul decidiram abandonar a luta e se submeter aos espanhóis em 1579. No entanto, continuaram a resistir as sete províncias do norte, que formaram a União de Utrecht, em 1581, e não mais reconheceram a autoridade de Filipe II. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Sob a liderança de Guilherme, o Taciturno, prosseguiu a luta da União de Utrecht. Guilherme, entretanto, foi assassinado em 1584, o que conduziu à criação de um Conselho Nacional, integrado pela nobreza e pela burguesia. Nasceram, desse modo, as Províncias Unidas dos Países Baixos na República da Holanda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Em sua luta contra a Espanha, a Holanda foi apoiada ativamente pela Inglaterra. Assim, devido à tenaz resistência holandesa e à ampliação do conflito, a Espanha aceitou finalmente uma trégua - a trégua dos 12 anos: de 1609 a 1621 –, que foi, na prática, o reconhecimento da independência da Holanda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Reflexos da Guerra dos Países Baixos em Portugal. Desde a Idade Média, Portugal mantinha com os Países Baixos relações comerciais, que se intensificaram na época da expansão marítima. Os mercadores flamengos eram os principais compradores e distribuidores dos produtos orientais trazidos por Portugal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Ora, essa situação se alterou radicalmente com a Guerra dos Países Baixos. A Espanha, que nesse tempo já havia incorporado o reino português, adotou, em represália aos Países Baixos, medidas restritivas ao comércio com seus portos, incluindo Portugal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Para a Holanda, que conquistara a independência, tais medidas tornaram-se permanentes. Porém, uma vez vedado o acesso aos portos portugueses, os mercadores de Amsterdã decidiram atuar diretamente no Índico. As primeiras experiências acabaram fracassando, mas a solução para o comércio direto foi finalmente encontrada com a constituição da Companhia das Índias Orientais (1602), que passou a ter o monopólio do comércio oriental, garantindo desse modo a lucratividade da empresa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    O êxito dessa experiência induziu os holandeses a constituírem, em 1621, exatamente no momento em que expirava a trégua dos 12 anos, a Companhia das Índias Ocidentais, a quem os Estados Gerais (órgão político supremo da Holanda) concederam o monopólio do tráfico de escravos, da navegação e do comércio por 24 anos, na América e na África. A essa nova companhia deve-se creditar a maior façanha dos holandeses: a conquista de quase todo o nordeste açucareiro no Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Os holandeses na Bahia (1624-1625). A primeira tentativa de conquista holandesa no Brasil ocorreu em 1624. O alvo visado era Salvador, a capital da colônia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Os holandeses não faziam muito segredo de seus planos. Diogo de Mendonça Furtado, governador da Bahia, tinha conhecimento do fato, embora não tomasse nenhuma providência para repelir o iminente ataque holandês. Resultado: no ano de 1624, quando a invasão holandesa se efetivou, bastaram pouco mais de 24 horas para que a cidade fosse completamente dominada. O governador Mendonça Furtado foi preso e enviado a Amsterdã. O seu lugar foi ocupado pelo holandês Van Dorth. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Passado o pânico inicial, os colonos se reagruparam e começaram a resistência. Destacou-se aqui o bispo Dom Marcos Teixeira, que mobilizou os moradores através do apelo religioso: a luta contra os holandeses foi apresentada como luta contra os heréticos calvinistas. Essa luta guerrilheira que então se iniciou, contabilizou alguns êxitos, entre eles a morte do próprio governador holandês, Van Dorth. Enfim, os holandeses foram repelidos por uma esquadra luso­espanhola, conhecida com v nome pomposo de Jornada dos Vassalos. Essa primeira tentativa holandesa durou praticamente um ano: de 1624 a 1625. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Apesar do fracasso em Salvador, os holandeses foram amplamente recompensados, em 1028, com a apreensão, nas Antilhas, de um dos maiores carregamentos de prata americana para a Espanha. A façanha é atribuída a Piet Heyn, comandante da esquadra holandesa. Os recursos obtidos com esse ato de pirataria ser­viram para financiar uma segunda tentativa, desta vez contra Pernambuco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domínio Holandês no Brasil &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Os holandeses em Pernambuco (1630 -1654), Em 1630, com uma esquadra de setenta navios, os holandeses chegaram a Pernambuco, dominando, sem maiores problemas, Recife e Olinda, apesar dos preparativos de defesa efetuados por Matias de Albuquerque, governador de Pernambuco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Contra os holandeses, organizaram-se as Companhias de Emboscada, grupos guerrilheiros chefiados por Matias de Albuquerque, que iriam se fixar no Arraial do Bom Jesus, situado numa região entre Olinda e Recife. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Apesar de os holandeses estarem mais bem armados e contarem com um contingente apreciável de soldados, a resistência luso-brasileira possuía a seu favor o fator surpresa alia­do ao melhor conhecimento do terreno. Porém, essa situação se alterou com a passagem de Domingos Fernandes Calabar para o lado holandês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    A organização do Brasil holandês. Até 1635 os holandeses estavam arcando com as despesas militares da conquista. A Nova Holanda, que então se constituía, era, aos olhos da Companhia das Índias Ocidentais, um empreendimento comercial de que se esperava extrair altos lucros. Era preciso, portanto, colocá-la rapidamente em condições de produzir. Para organizar os seus domínios no Brasil, foi enviado, como governador-geral, João Maurício de Nassau-Siegen, que aqui permaneceu de 1637 a 1644 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Por 24 anos, os holandeses foram senhores de sete das 19 capitanias em que se dividia o Brasil do século XVII. Velhos parceiros comerciais de Portugal, só atacaram a maior das colônias lusas porque travavam com a Espanha a guerra por sua independência. Invadir o Brasil era unir o útil do lucro açucareiro ao agradável da vingança contra um inimigo ancestral. A tomada da zona produtora de açúcar do Brasil foi plano minuciosamente articulado pela Companhia das Índias Ocidentais - empresa de capital privado que obteve do governo holandês o monopólio do comércio com a América e a África. A invasão de Salvador, em 1624, durou apenas um ano e deu prejuízo à companhia. Mas, em março de 1630, os holandeses tomaram Recife, e lá ficaram até a sua expulsão, em janeiro de 1654. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Ao longo desse quarto de século, os sete anos chamados "tempo de Nassau" (1637 a 1644) marcaram o apogeu do domínio holandês no Brasil, originando a crença segundo a qual o destino do país seria mais nobre caso o projeto colonial da Companhia das Índias Ocidentais fosse mantido. No entanto, o fato é que, como o próprio Nassau previra, menos de um ano depois de sua partida - antes da qual o conde fez voar "um couro de boi cheio de palha preso por fios que a noite escondia” -, azedou-se de vez o doce Brasil holandês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Março de 1644, noite. O conde Johann Mauritius van Nassau (ou João Maurício de Nassau – governador e me­cenas do Brasil holandês – conclamou o povo de Recife a assistir a uma grande festa durante a qual, garantiu ele, um boi iria voar. Houve quem logo duvidasse, é claro. Até os mais céticos, porém, de­vem ter pensado duas vezes antes de rir na cara do conde. Afinal, não estavam eles na cidade mais cosmopolita e avançada da América? Um jardim não floria onde antes fora charco? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O porto não fervilhava repleto de navios e de mercadorias de todo o mundo? Não produziam a pleno os engenhos? Oficiais ingleses e investidores judeus, aventureiros sue­cos, mascates escoceses, negociantes alemães e france­ses às centenas não percorriam ruas impecavelmente pavimentadas? Além disso, naquela mesma tarde não fo­ra inaugurada a maior ponte da América, um prodígio arquitetônico de 318 metros de comprimento? Desde que assumira como "governador, capitão e almirante-general das terras conquistadas ou por conquistar pela Companhia das Índias Ocidentais no Brasil", Nassau tinha tirado o país do chão. No dia da inauguração da ponte e da festa do boi voador, porem, ao "príncipe" só restavam dois meses de Brasil. Mesmo que um boi voasse, a obra de Nassau logo iria por água abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    O governo de Maurício de Nassau. No governo de Nassau a preocupação com a reorganização da produção açucareira se entrelaçou com as operações m' 'tares, para garantir não só o funcionamento da economia como também a segurança. Assim, ao mesmo tempo em que procurou a conciliação com os luso-brasileiros que permaneceram no domínio holandês, Nassau tratou de ampliar a conquista territorial. Por volta de 1641, o domínio holandês abrangia desde Sergipe até o Maranhão. Das catorze capitanias, sete estavam sob o controle de Nassau. As ações m' 'tares holandesas se prolongaram até a África, a fim de garantir o fornecimento de escravos. No continente negro foram conquistados os domínios lusos de São Jorge da Mina, em Angola. Quanto à política interna, Nassau garantiu a recuperação das propriedades pelos seus antigos donos, ampliou o crédito e promoveu empréstimos a juros controlados. Além disso, estabeleceu a tolerância religiosa e a igualdade de tratamento para luso-brasileiros e holandeses. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Na Nova Holanda, o esquema administrativo seguia o modelo da metrópole. Foram organizadas as Câmaras dos Escabinos, que substituíram as Câmaras Municipais, mas os luso-brasileiros tinham aí uma ampla representação. Elas eram presididas pelos escoltetos, sempre holandeses, que atuavam como representantes dos interesses da Companhia, além de acumularem a função de policia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Nos tempos de Nassau, Recife foi remodela­da. Ele trouxe consigo vários artistas, homens de ciência, escritores e até teólogos. Dentre eles, podemos citar os pintores Frans Post e Albert Eckhout, que registraram a fauna e fios locais; o astrônomo Marcgrave; o médico Willem Piso, que estudou as doenças tropicais. Apesar de não ter vindo ao Brasil, merece menção Piet Post, que projetou a Cidade Maurícia, "cuja localização corresponde ao cocção da moderna cidade de Recife", conforme observa o historiador Charles Boxer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Todavia, apesar da política conciliadora e tolerante, de seu interesse cultural, enfim, de sua atitude destoante em relação àquilo que se podia esperar de um governante ligado à em­presa colonizados, Nassau não conseguiu impedir que o domínio holandês mergulhasse em contradições insolúveis... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Contradições do Brasil holandês. A Companhia das Índias Ocidentais, de cujos interesses Nassau era representante, tinha como objetivo principal, é claro, a exploração colonial. Não interessava a ela senão a transferência da renda colonial para os seus cofres. Contudo, apesar dos altos lucros do comércio açúcar, a companhia encontrava-se permanente­mente deficitária. Isso naturalmente ocorria em virtude dos altos custos de manutenção da Nova Holanda, com elevados gastos militares e administrativos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Além disso, com o tempo, o Brasil holandês foi conhecendo uma crescente polarização entre zona rural (luso-brasileiros) e zona urbana (holandeses). Essa polarização era resultado da própria estrutura da colonização: a produção açucareira estava a cargo dos luso-brasileiros e os holandeses detinham o capital mercantil. Repetia-se, portanto, no Brasil holandês a mesma estrutura já conhecida no Brasil português, polarizada entre os senhores de engenho e a burguesia mercantil metropolitana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    As relações entre plantadores luso-brasileiros e burguesia holandesa foram se tornando, com o tempo, bastante conflituosas. É que os senhores de engenho luso-brasileiros que ha viam contraído empréstimos com os merca dores holandeses não conseguiam saldar suas dívidas. Esse fator foi responsável pela tensão social crescente que começava a inquietar todo o corpo social, mas cujo afloramento foi escamoteado pela habilidade de Nassau. Enfim, os desajustes em todos os níveis foram ativados pela alteração da conjuntura européia em 1640, quando então Portugal libertou-se da Espanha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fim do domínio holandês.  A União Ibérica terminou com a ascensão de D. João IV ao trono português, iniciando-se com ele a dinastia de Bragança (1640-1777). Com o fim do domínio espanhol, do qual saiu completamente arruinado, Portugal tratou de estabelecer com a Holanda uma trégua de dez anos. Ambos se comprometeram a não ameaçar os respectivos domínios coloniais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    A partir daí a companhia resolveu diminuir seus efetivos m' 'tares a fim de conter os gastos. O passo seguinte foi a demissão de Nassau e a supressão de seu oneroso estilo administrativo. Nassau foi substituído em 1644 por um Conselho Supremo constituído por três membros, aos quais Nassau recomendou tolerância no trato com os luso-brasileiros. Esse conselho foi ignorado pela nova administração, que se tornou, ao contrário, extremamente severa, particularmente em relação às dívidas dos senhores de engenho luso-brasileiros e aos prazos para saldá-las. As propriedades dos luso-brasileiros começaram a ser simplesmente confiscadas. Ao mesmo tempo, a tolerância religiosa não era mais observada com o mesmo escrúpulo dos tempos de Nassau. As tensões se acumularam e começaram a se manifestar na forma de rebeliões, que, em seguida, se generalizaram. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    O ponto mais sensível da Nova Holanda era Pernambuco. Aí foi desencadeado um longo pro­cesso de rebelião conhecido como Insurreição Pernambucana, que teve início em 1645 e ter­minou com a derrota dos holandeses em 1654. Reuniram se os rebeldes pernambucanos em torno de lideres como André Vidal de Negreiros e João Fernandes Vieira (ambos eram senhores de engenho), que até então estavam ligados aos holandeses. Além desses, destacaram se o índio Filipe Camarão e o negro Henrique Dias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calabar, grande conhecedor da região, foi uma peça de fundamental importância para os holandeses expandirem o seu domínio territorial no nordeste. Com a chegada de mais reforços, os holandeses conquistaram o Rio Grande do Norte e a Paraíba. Em 1635, finalmente, caiu a resistência sediada no Arraial de Bom Jesus. Consolidou-se, assim, o domínio holandês. Entretanto, os resistentes chefiados por Matias de Albuquerque, em sua retirada, conseguiram capturar Calabar, que foi imediatamente executado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Nos confrontos que se sucederam a partir de 1645, os revoltosos acumularam vitórias: monte das Tabocas (1645), a primeira e a segunda batalha de Guararapes (1648 e 1649, respectiva mente). Na década seguinte, os holandeses se complicaram com sucessivas derrotas navais ante a Inglaterra, então potência emergente, o que veio facilitar a vitória final contra a Holanda no Brasil. Em 1653, finalmente, Portugal decidiu armar uma frota para lutar contra os holandeses. O domínio holandês terminou com a Capitulação da Campina da Taborda, em 1654. Entre­tanto, a formalização diplomática da vitoriosa insurreição pernambucana ocorrerá somente em 1661, com a assinatura da Paz de Haia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A "Restauração" e a Nova Política Colonial &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    A crise econômica de Portugal  – Ao se libertar, em 1640, do domínio espanhol, a economia portuguesa estava profundamente abalada. As sucessivas guerras em que Portugal participou ao lado da Espanha, contra a Holanda e demais potências, tiveram como resultado a quase completa ruína de seu império colonial. Portugal conservou as suas possessões africanas (Angola e Guiné) e o nordeste brasileiro, que foram reconquistados, mas perdeu, irremediavelmente, o controle do comércio oriental. O Brasil havia se tornado, sem dúvida, a mais valiosa possessão portuguesa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Porém, mesmo o açúcar, cuja produção tinha sido monopólio do Brasil, começou a sofrer forte concorrência holandesa, já que os holandeses haviam transferido para as Antilhas toda a técnica de produção do açúcar que tinham aprendido no Brasil. Nascia, dessa forma, o mais poderoso concorrente do açúcar brasileiro, que, agora, já não contava com o bem-montado esquema holandês de distribuição do produto no mercado europeu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bastante debilitado, não restou a Portugal outra saída que não a de aplicar com toda rigidez a política mercantilista, objetivando uma eficaz exploração colonial do Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    O "círculo de ferro da opressão colonial". Essa expressão é do historiador Caio Prado Jr. Ela sintetiza admiravelmente a nova situação do Brasil a partir de meados do século XVII. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    A nova política colonial portuguesa começou a caminhar no sentido da maior restrição: em 1661 proibiu-se o comércio do Brasil com navios estrangeiros; em 1684, foi proibido aos navios brasileiros aportarem no estrangeiro. O exclusivo metropolitano implantava-se rápida e rigidamente, tornando-se a metrópole a in­intermediária obrigatória entre Brasil e Europa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    A fim de garantir o monopólio do comércio e transferir boa parte da renda colonial para a metrópole, foram criadas as companhias de comércio, inspiradas no exemplo holandês. Em 1647, foi fundada a Companhia Geral do Comércio do Brasil (extinta em 1720), que passava a ter o monopólio do comércio colonial do Rio Grande do Norte para o sul. No ano de 1682 foi criada a Companhia do Comércio do Estado do Maranhão (extinta em 1685) e cujo monopólio abrangia as regiões acima do Rio Grande do Norte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Ambas as companhias tinham tanto o mono­pólio da venda de produtos metropolitanos, in incluindo escravos, como o da. compra de produtos coloniais. À medida que as companhias tornavam-se os únicos agentes da oferta e da procura, tenderam a impor preços altos na venda de seus produtos e preços baixos na compra de produtos coloniais. Abria se, assim, um abismo entre os interesses coloniais e metropolitanos que não cessará de se ampliar com o tempo. As tensões afloraram, dando origem às rebeliões na. colônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   O arrocho administrativo. O "círculo da opressão colonial" não se limitou apenas às providências de exploração colonial. Simultaneamente, a organização política sofreu profundas alterações, a fim de se adaptar às novas necessidades de exploração. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Não existia em Portugal um órgão voltado exclusivamente para a administração colonial. Normalmente as questões administrativas eram competência de seções ordinárias da burocracia metropolitana. Uma das decisões mais significativas ocorridas com a Restauração foi a criação do Conselho Ultramarino por D. João N, em 1640, regulamentada em 1642. O novo órgão nasceu subordinado à Secretaria de Estado dos Negócios da Marinha e Domínios Ultramarinos e estava encarregado exclusivamente da administração colonial. Foi esse o passo decisivo para a centralização administrativa cola colonial. Esse novo órgão centralizador veio concluir o processo iniciado em 1549, com a instalação do governo-geral. Com o Conselho Ultramarino, os poderes dos donatários, que já haviam sido limitados com a criação do governo-geral, diminuíram sensivelmente. Seus poderes ficaram praticamente limitados aos direitos tributários que estabeleciam os forais. Estavam agora estritamente subordinados ao representante do rei, o governador-geral. Significativamente, os governadores-gerais começaram a ser chamados de vice-reis, embora tal denominação só se oficializasse em 1720. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Outra transformação observada foi o declínio dos poderes locais. As Câmaras Municipais foram reduzidas a meros órgãos de execução das ordens emanadas dos governadores. Nos lugares dos antigos juízes ordinários que presidiam as câmaras, foram colocados os juízes de fora, nomeados belo rei. A autonomia das câmaras, outrora tão poderosas, foi neutralizada e, em Salvador - capital da colônia -, os próprios vereadores passaram a ser diretamente nomeados pelo rei, como pode­mos ver no novo organograma da administração colonial apresentado abaixo. Daí em diante, até a extinção do regime colonial, o órgão supremo da administração seria o Conselho Ultramarino.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Observe bem: embora "glamurosa", a expulsão dos holandeses do Brasil, segundo o historiador Evaldo Cabral de Melo, em estudo recente, custou aos cofres públicos portugueses uma indenização equivalente a 63 toneladas (isso mesmo, SESSENTA E TRÊS TONELADAS!) de ouro, que a coroa portuguesa pagou ao longo de quarenta anos em prestações anuais sob pena de sofrer novas invasões. Esta espécie de seguro contra ataques holandeses ao Brasil, obviamente lucrativo para a Holanda, pouco ou nada custou a Portugal, que simplesmente retirava o ouro das Minas Gerais, recém-descobertas... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:www.culturabrasil.org</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>montagner7@gmail.com (Zé Roberto)</author></item><item><title>1808 – Laurentino Gomes (uma resenha)</title><link>http://abrindogavetas1.blogspot.com/2008/09/1808-laurentino-gomes-uma-resenha.html</link><category>HISTÓRIA DO BRASIL</category><pubDate>Sun, 21 Sep 2008 11:53:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3255013854732653620.post-9200414504034425856</guid><description>“Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil”&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_zs_ni03OkJg/SNZgfnQK05I/AAAAAAAADVo/uGUjmYqune8/s1600-h/sem+t%C3%ADtulo.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_zs_ni03OkJg/SNZgfnQK05I/AAAAAAAADVo/uGUjmYqune8/s400/sem+t%C3%ADtulo.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5248488511975904146" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Depois de uma exaustiva pesquisa em fontes as mais diversas durante mais de 10 anos, Laurentino Gomes nos brinda com esta narração definitiva sobre a fuga da Família Real Portuguesa para o Brasil, sob a escolta da Marinha Britânica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antecedentes&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Portugal – uma das nações mais atrasadas da Europa em inícios do século XIX – encontrava-se freqüentemente diante da possibilidade concreta, estimulada e aconselhada por muitos a ter a sede de seu governo transferida para o Brasil, colônia da qual se tornara totalmente dependente. A cada crise no Continente Europeu a idéia se renova, mas somente a partir dos ecos da Revolução Francesa, mais particularmente em seu período Napoleônico, a idéia ganhou força e premência. Com maior vigor a partir de 1801 a idéia freqüentemente era cogitada. No entanto o Príncipe Regente D. João era fraco demais – inclusive fisicamente – medroso demais e indeciso demais para adotar medida de tão graves monta e repercussão.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os monarcas “perdem a cabeça”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         O Rei Jorge III, da Inglaterra, tinha ataques constantes de demência, amplamente relatados: trazia ao colo uma almofada que informava ser uma criança; criou uma “Nova Teoria da Santíssima Trindade” incluindo a si mesmo e a um criado, além de Deus; passava por vezes 3 dias sem dormir, tempo durante o qual passava a maior parte do tempo falando sem parar – e poucos compreendiam bem o que exatamente estava ele a dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Em Portugal, D. Maria I, a Rainha Mãe, informava ver o fantasma de seu pai com freqüência, ensangüentado e clamando vingança; seus gritos – talvez a palavra “urros” expresse melhor o volume em que se expressava durante os ataques de demência – eram tão lancinantes que ela foi recolhida a um convento, declarada demente e seu segundo filho, despreparado para assumir o trono, D. João, foi nomeado Príncipe Regente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Na França e em outros pontos da Europa reis e rainhas eram decapitados. Como bem o enfatiza Laurentino Gomes, “era um tempo em que os monarcas, literal e metaforicamente, perdiam a cabeça”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decisão às pressas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Somente quando pressionado pelo avanço das tropas napoleônicas do General Junot, em fins de 1807 e pressionado pela Inglaterra, a decisão foi tomada de maneira tão apressada e atabalhoada que muitos bens dos fugitivos para o Brasil ficaram empilhados no cais: bagagem, livros da Real Biblioteca, prataria saqueada de igrejas, etc. Além disso, as embarcações vieram todas apinhadas de gente, sem os cuidados técnicos necessários a uma tão longa travessia (levaria cerca de 3 meses para atravessar o Atlântico nas rústicas naus da época): pelo menos dois navios sequer conseguiram zarpar e o suprimento dos que zarparam no dia 29 de novembro de 1807 mal eram suficientes para 2 ou 3 semanas. Foi sem dúvida uma fuga apressada e decidida às pressas e, sem a escolta britânica a prover quase tudo o que faltava, a viagem estaria fadada a uma tragédia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Travessia conturbada e escala em Salvador&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Enfrentando as saunas em que os navios selados da época se transformavam nos Trópicos, com água e refeições racionadas, condições sanitárias precaríssimas, a Corte e seus inúmeros lacaios e bajuladores – de ministros a clérigos e oportunistas com suas numerosas famílias – penou 3 meses de céu e mar. O escorbuto (falta de vitamina C) e outras moléstias ceifaram vidas, uma infestação de piolhos obrigou a todos a raspar a cabeça, uma tormenta provocou um desvio de rota que a muito custo foi retificada – sempre com o apoio logístico da Marinha Britânica – e finalmente, a 22 de janeiro de 1808 os navios aportaram em Salvador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Um fato curioso é que a princesa Carlota Joaquina, suas filhas e damas da corte desembarcaram com uns turbantes rústicos enrolados na cabeça para disfarçar a calva a que foram reduzidas pela infestação de piolhos. As damas da sociedade soteropolitana consideraram ser aquela uma moda européia e aderiram com tal entusiasmo que até hoje as Baianas usam a indumentária...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escala em Salvador proporcionou momentos de repouso após viagem tão longa e penosa e, aconselhado pelos seus ministros, D. João decidiu receber autoridades do Norte-Nordeste Brasileiro para as esquisitas cerimônias de “beijão-mão”: filas de fidalgos esperando a vez para oscular as extremidades dos braços do Príncipe Regente – uma constante na vida de D. João, que exigia estas demonstrações de fidelidade e submissão com regularidade enquanto governou. Era preciso fortalecer os vínculos entre as províncias do Brasil colônia que, aos poucos, viria a se transformar numa nação, sede do governo português no exílio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chegada ao Rio de Janeiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         No dia 7 de março de 1808 a esquadra de D. João chega à Baía de Guanabara, mas o desembarque ocorre somente no dia seguinte. Os puxa-sacos que sempre cercam esse tipo de acontecimento no Brasil prepararam uma recepção retumbante, com muitos tiros de canhão, fogos de artifício e festas populares para saudar “a chegada do primeiro monarca Europeu a terras americanas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Portugal foi saqueada pelos fugitivos de Napoleão antes de embarcar para o Brasil, mas mesmo assim os recursos eram insuficientes para sustentar uma das maiores cortes que qualquer monarca da época ousava manter em torno de si. Todos dependentes dos cofres governamentais e sequiosos de um enriquecimento rápido por aqui para uma volta a Portugal à primeira oportunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Casas foram requisitadas pela coroa portuguesa que nelas colava cartazes com as iniciais P.R. (casa requisitada pelo Príncipe Regente) que a irreverência carioca rapidamente entendeu como “Ponha-se na Rua!” Os impostos foram aumentados a níveis até então inusitados; nada comparável aos 40% que os brasileiros pagam hoje para os mensaleiros e sanguessugas e portadores de cartões corporativos de Lula da Silva, mas uma taxação severa para a época e, tal qual hoje, todos desconfiavam que os impostos não seriam empregados para o bem público e sim para o benefício privado dos dependentes do governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Medidas progressistas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Uma vez que a sede do governo português situava-se no Rio de Janeiro, foram necessárias algumas medidas – muitas das quais adrede acertadas com a Inglaterra pela “cortesia” da escolta – progressistas para a época, como a Abertura dos Portos às Nações Amigas, decreto Régio de 28 de janeiro de 2008. “Nações Amigas” eram basicamente Portugal e a Inglaterra. Pelo acordo acertado com antecedência, o Brasil seria o principal escoadouro do excedente comercial britânico e a Inglaterra contava com benefícios alfandegários ainda superiores aos dos portugueses. Em pouco tempo os cais brasileiros estavam atulhados de coisa absolutamente inúteis para nosso clima tropical: patins para gelo, aquecedores de colchões e outras bugigangas caríssimas que muitos acabavam empregando em outras finalidades – um viajante da época informa que percebeu uma maçaneta de uma casa modesta modelada a partir de um patim para gelo, por exemplo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Foi necessário ainda criar um órgão para cunhar a moeda que circularia por aqui: o Banco do Brasil. Como foi criado na base do compadrio e muita corrupção, teve vida efêmera. Em 1820 teve seus cofres saqueados pela Família Real de volta para Portugal, faliu e acabou sendo liquidado em 1829. Somente em 1835, já no governo de D. Pedro II o Banco do Brasil foi recriado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hábitos esquisitos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D. João VI era gordo, flácido e devorador voraz de franguinhos que trazia fritos e desossados nos bolsos de seus uniformes sempre sujos e engordurados. Não conseguia caminhar a pé mais de alguns metros sem sentir extrema fadiga e era, na mais completa acepção do termo, um dos homens mais fracos que já governaram esta nação, mas, surpreendentemente, logrou ser o único a enganar Napoleão Bonaparte e realizou um governo medianamente satisfatório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Uma vez encontrar-se já em situação de separação definitiva de corpos da princesa Carlota Joaquina, o Autor Tobias Monteiro, apontado por Gomes na obra hora em análise, informa que D. João mantinha relações homossexuais “de conveniência”, particularmente com um de seus camareiros, Francisco Rufino de Souza Lobato cuja função primordial era masturbar o príncipe com regularidade, atividade pela qual Rufino foi recompensado regiamente: recebeu títulos, pensões portentosas e promoções sucessivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Numerosas salvas de canhão eram ordenadas a cada entrada de navio na Baía de Guanabara. Um estadunidense surpreso comenta o quanto os portugueses gostavam de gastar sua pólvora, a ponto de se ouvir o troar dos canhões à entrada da Baía ao longo de todos os dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Sem esgoto sanitário o lixo era invariavelmente jogado às ruas pelas janelas e, não raro, um passante recebia o “batismo” de dejetos humanos. Classes mais abastadas contavam com escravos encarregados de levar seus dejetos acumulados para despejar na Baía de Guanabara. Ficavam conhecidos como “carijós” pois quando o ácido de urina misturada com fezes caía sobre suas costas deixava em suas peles negras algumas manchas brancas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imprensa&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Enquanto a Europa se encaminhava a passos largos para a ampliação dos Direitos da Pessoa Humana e do Cidadão, o Brasil recebia um dos mais atrasados representantes do Antigo Regime...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Como a oposição ao governo era um crime gravíssimo, o único jornal com alguns eivores críticos que, mais tarde, contudo, precisou ceder ao governo português, era o Correio Braziliense, que Hipólito da Costa editava em Londres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Legado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Com todas as fraquezas, todo o medo e covardia, além de toda a corrupção que cercou a fuga da Família Real para o Brasil, devemos o princípio de nossa emancipação política (vulgarmente conhecida como “Independência”) a este episódio, a esta travessia de 1808.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Através de brutais repressões e da concentração autocrática o Brasil – ex-colônia portuguesa – manteve sua integridade territorial, lingüística e, em alguns aspectos “cultural”, ao contrário do Império Colonial Espanhol que se fragmentou em dezenas de Nações distintas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Quando as cortes em Portugal, já livres de Napoleão Bonaparte e de seus “protetores” ingleses exigiram a volta da Família Real para o Continente além do juramento a uma constituição com alguns lustros de republicanismo, D. João VI – já então na posição de Monarca Português após o falecimento de D. Maria I, “a louca” – deixou o Brasil a cargo de seu filho D. Pedro com a recomendação de, em caso de revolta ou tentativas mais autonomizantes que o desejavam as cortes portuguesas, D. Pedro tomasse a coroa “antes que algum aventureiro o fizesse”. Assim, o Brasil simplesmente passou de pai para filho sem grandes azedumes em 1822. Por incrível que pareça – se é que a palavra “incrível” pode se aplicar a alguma situação no Brasil – os únicos problemas armados envolvendo o episódio conhecido como “Independência”, o 7 de setembro de 1822, quando D. Pedro rompeu com as cortes portuguesas, foram de alguns portugueses e brasileiros nativos que se rebelaram contra a autonomia desejosos de continuar mamando nas tetas de Portugal. Estes foram repelidos, novamente, com a ajuda de mercenários ingleses contratados pois nossa Marinha estava ainda em projeto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         De mais a mais, como Portugal devia 2 milhões de libras esterlinas à Inglaterra, para reconhecer a autoridade de D. Pedro I sobre o Brasil a ex-metrópole exigiu o repasse da dívida para a nova Nação Brasileira, dando o pontapé inicial em nossa interminável dívida externa – que hoje Lula da Silva “internalizou”: em 2008 devemos mais de 1 Trilhão e 400 Bilhões de Reais “internamente” a empresas como o Grupo Santander, o Citibank, a Monsanto – fabricante do desfolhante “Agente Laranja” -, a IBM – fabricante das máquinas gravadoras de números nos braços dos judeus nos campos de concentração nazistas -, a Ford, a Chrysler... Nossa dívida foi deixando de ser considerada “externa” mas avolumou-se de maneira descontrolada e nossos credores “brasileiros” têm suas matrizes bem longe daqui. Como diz na paródia de nosso hino (também conhecido como “ouvirundum ou “nó suíno”): “o sol da liberdade em raios fugidios brilhou em outra pátria muito distante!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:{http://www.culturabrasil.pro.br}</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="http://1.bp.blogspot.com/_zs_ni03OkJg/SNZgfnQK05I/AAAAAAAADVo/uGUjmYqune8/s72-c/sem+t%C3%ADtulo.bmp" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>montagner7@gmail.com (Zé Roberto)</author></item><item><title>1974: Exército mirava filhos de "pais alcoólatras"</title><link>http://abrindogavetas1.blogspot.com/2008/09/1974-exrcito-mirava-filhos-de-pais.html</link><category>HISTÓRIA DO BRASIL</category><pubDate>Fri, 5 Sep 2008 07:49:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3255013854732653620.post-4060682120427030802</guid><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_zs_ni03OkJg/SMEP7o-MN7I/AAAAAAAACps/HGT9X2fRTZk/s1600-h/858314-2557-cp2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_zs_ni03OkJg/SMEP7o-MN7I/AAAAAAAACps/HGT9X2fRTZk/s400/858314-2557-cp2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242488958520932274" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A abertura de arquivos das Forças Armadas, relacionados à ditadura militar (1964-1985), pode oferecer não somente vestígios de desaparecidos políticos. As gavetas engoliram documentos essenciais para compreender os desdobramentos da doutrina de Segurança Nacional na caserna e a construção doutrinária dos inimigos do regime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante pesquisas em arquivos e escaninhos da Universidade Federal da Bahia (Ufba), o antropólogo e professor Roberto Albergaria localizou um desses papéis reveladores. Trata-se de informe "confidencial" elaborado pela 2ª Seção - setor de inteligência - da 6ª Região Militar (Bahia e Sergipe). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De contornos freudianos, as quatro folhas expõem a construção mental dos estudantes subversivos. O informe datilografado, com carimbos do Exército, repousou nas mesas do reitor da Ufba e da AESI (Assessoria Especial de Segurança e Informação), braço do SNI (Serviço Nacional de Informações) na universidade. Terra Magazine o publica na íntegra, com exclusividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Datado de 20 de dezembro de 1974, o ofício foi enviado, concomitantemente, ao CIE (Centro de Informações do Exército) e ao IV Exército, em Recife. Apresentava como referência outro informe da Polícia Federal. De início, o assunto: "Normas preventivas, acauteladoras e repressivas no tocante à subversão em universidades e escolas de pós-graduação". Com vernáculos empoeirados, a peça espraia diagnósticos psicológicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em essência, o Exército procurava ampliar os expurgos na universidade, "infiltrada" por agitadores, terroristas e "traficantes de entorpecentes", estimulados por "autoridades universitárias abúlicas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para livrar os "centros culturais" da influência do "terrorismo marxista", os militares receitaram normas, com uma leitura rasa da educação sentimental de um guerrilheiro urbano: "investigar sobre alunos provenientes de lares desfeitos ou de pais alcoólatras, contraventores, desidiosos ou de classe social muito baixa". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leitura ao rés-do-chão: o militante político era levado à luta armada pela desagregação familiar, as sagatibas do pai e a pindaíba. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, devia-se "estabelecer rigoroso exame intelectual e investigação social para ingresso nas universidades, mediante testes psicotécnicos, psicológicos e psiquiátricos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Professor e ex-militante do PCBR (Partido Comunista Brasileiro Revolucionário), Roberto Albergaria analisa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É um velho recurso ideológico, como tratam os sociólogos americanos e ingleses, da construção dos "folk devils" (diabos sociais) para uso das massas de pacatos cidadãos cúmplices que se querem "normais". Como os bons cristãos que ajudavam a dedurar os judeus avaros...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1974, o general Heitor Fontoura de Moraes comandou a 6ª RM, sediada no Quartel da Mouraria, em Salvador. Entre 1975 a 1978, seria a vez do general Adyr Fiúza de Castro, um dos fundadores do CIE e especialista no setor de informações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A caçada ao guerrilheiro Carlos Lamarca, no interior baiano, encontrou um dos seus QGs na 2ª Seção da 6ª RM, sob a batuta do então major Nilton Cerqueira (mais tarde, secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro). Na década de 70, o SNI contava com cerca de 40 agentes na Bahia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Albergaria, os militares travestiam a disputa política numa "edificante batalha moral", fortalecida pela rede de colaboradores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Neste caso de patologização dos supostamente "perigosos terroristas", a Ditadura direitista brasileira terminou agindo de um modo aproximado com a ditadura do proletariado soviética. Aqueles Amigalhões-do-Povo (e do Partidão) internavam dissidentes como loucos, usando a psiquiatria como método de controle ideológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tom moralizante e elitista se consolida adiante. Numa recomendação esquisita, com fumaças de norma constitucional, recomenda-se "elevar o preço das anuidades nas universidades e abulir (sic) a gratuidade".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_zs_ni03OkJg/SMEPk0cBU2I/AAAAAAAACpk/bv3_67eyDTc/s1600-h/858316-3563-cp.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_zs_ni03OkJg/SMEPk0cBU2I/AAAAAAAACpk/bv3_67eyDTc/s400/858316-3563-cp.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242488566461846370" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Para oficiais militares, alunos pobres e filhos de alcoólatras eram propensos ao marxismo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Integrante da direção do Grupo Tortura Nunca Mais da Bahia, Diva Santana relata as tentativas infrutíferas de diálogo com a 6ª Região Militar para ter acesso aos arquivos das Forças Armadas no Estado. Membro da Comissão Especial dos Mortos e Desaparecidos Políticos, Diva foi designada pelo Ministério da Justiça, ainda no governo Fernando Henrique Cardoso, para ter acesso aos arquivos baianos da Polícia Federal. As pastas misturavam criminosos comuns a políticos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Depois de pressionarmos, o superintendente cedeu também um fichário enferrujado, com 1.000 fichas. E lutamos pra obter o livro tombo. Mas nada dos inquéritos e processos enviados à Auditoria Militar. Cerca de 460 pessoas foram presas na PF, segundo nosso levantamento. Os arquivos do Dops e do Doi-Codi não foram encontrados. Depois, houve os papéis queimados na Base Aérea de Salvador - conta Diva Santana a Terra Magazine.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em dezembro de 2004, a Rede Globo revelou a queima de papéis sigilosos na Base Aérea de Salvador. Fichas, prontuários e relatórios dos anos da ditadura militar passaram por perícia. Para o Tortura Nunca Mais, nem todos os papéis viraram cinzas, mas as Forças Armadas se fecham em copas e inviabilizam o acesso a velhos documentos sigilosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No reitorado de Naomar de Almeida Filho, designou-se uma comissão para avaliar e classificar os arquivos da Ufba, atualmente guardados na Biblioteca Central do campus de Ondina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confira a íntegra do informe confidencial do Exército, de 20 de dezembro de 1974:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Esta Agência recebeu e difunde para conhecimento, o seguinte informe:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É de suma importância para a Segurança Nacional, e preservação de nossas instituições, determos, como medidas preventivas e repressivas, os processos de subversão e terrorismo político que de ordinário ocorrem nas Universidades e Escolas de Pós-Graduação, em nosso País e em todo o Continente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesses processos funcionam, com propósitos destrutivos, de amplo alcance nacional e internacional, os elementos subsequentes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) - uma pletora estudantil passiva, flexível, ignorante e proveniente, na quase generalidade, das camadas mais baixas da sociedade e, ipso facto, facilmente manejável por espíritos dotados de atributos de persuasão e liderança;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) - uma caterva de agitadores e ativistas juventis, que não são estudantes, mas se habilitam como tais, segundo documentação adrede forjada. Esses indivíduos registram, invariavelmente, antecedentes policiais e penais, e portam armas e traficam com entorpecentes de toda natureza;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c) - grupos de professores, orientadores e investigadores marxistas que, quer na cátedra, quer em quaisquer oportunidades, insulfam idéias subversivas e pregam o terrorismo, a indisciplina e a subversão da ordem pública;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;d) - autoridades universitárias abúlicas, indiferentes e sem personalidade, que se deixam pressionar por grupos de professores subversivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para preservar as Universidades, as Escolas de Estudos Superiores e de Pós-Graduação do iminente perigo do terrorismo marxista e impedir que esses Centros Culturais continuem sendo refúgios e permanente instrumento de delinquentes políticos e focos de propagação de ideologias deletéricas e escusas, recomendamos as normas seguintes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1°) - Investigar os antecedentes pessoais e familiares dos alunos, notadamente no que concerne a registros penais, políticos e psiquiátricos em membros de seus ascendentes e afim;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2°) - investigar sobre alunos provenientes de lares desfeitos ou de pais alcoólatras, contraventores, desidiosos ou de classe social muito baixa;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3°) - estabelecer rigoroso exame intelectual e investigação social para ingresso nas universidades, mediante testes psicotécnicos, psicológicos e psiquiátricos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4° - exigir notas mais altas de qualificação e seleção;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5°) - estabelecer normas mais rigorosas de disciplina, hierarquia e sociabilidade;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6°) - elevar o preço das anuidades nas universidades e abulir a gratuidade;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7°) - manter muito elevado o comportamento acadêmico em todas as universidades e, principalmente, nos diretórios;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8°) - manter vigilância sobre a aparição de líderes e agitadores estudantis e, se necessário, expulsá-los das universidades;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9°) - expulsar também qualquer aluno que tome parte em passeata com objetivo subversivo, de vandalismo, de desordem ou de tumulto;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10°) - responsabilizar, administrativa e criminalmente, o aluno que cause danificações a móveis, imóveis e instalações universitárias, obrigando seus pais ou responsáveis ao ressarcimento dos prejuízos decorrentes;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11°) - manter rigorosa fiscalização sobre o uso e tráfico de entorpecentes e drogas nos recintos escolares;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12°) - observar as possíveis relações entre organizações estudantis e grupos políticos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13°) - examinar atentamente livros e publicações de caráter subversivo, a fim de impedir seu acesso às bibliotecas das universidades, aos diretórios acadêmicos, e aos grupos e ao próprio estudante;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14°) - coibir todos os tipos de cartazes, murais e inscrições com finalidade política ou subversiva;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15°) - probir reunião, assembléia ou conferência estudantil de caráter subversivo ou de crítica às nossas autoridades, às instituições públicas ou ao Governo Constituído.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É necessário, todavia, para a preservação da ordem em nossas universidades, que o respectivo corpo docente esteja compenetrado de sua alta responsabilidade e imune a qualquer contaminação subversiva e marxista. É necessário igualmente que as cátedras continuam lídimo padrão de inteligência, de probidade e de respeito às Leis, às Instituições e ao Governo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto de Claudio Leal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://terramagazine.terra.com.br" &gt;&lt;img border="0" src="http://i34.tinypic.com/2zs3fb6.jpg"/&gt;&lt;/a&gt;</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="http://2.bp.blogspot.com/_zs_ni03OkJg/SMEP7o-MN7I/AAAAAAAACps/HGT9X2fRTZk/s72-c/858314-2557-cp2.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>montagner7@gmail.com (Zé Roberto)</author></item><item><title>Guerra do Paraguai: Genocídio Americano</title><link>http://abrindogavetas1.blogspot.com/2008/09/guerra-do-paraguai-genocdio-americano.html</link><category>HISTÓRIA DO BRASIL</category><pubDate>Mon, 1 Sep 2008 10:18:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3255013854732653620.post-6487221486219581590</guid><description>INTRODUÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Apesar de a grande maioria das pessoas já perceber que a Guerra do Paraguai não foi uma disputa de mocinhos e bandidos, pouca coisa foi escrita sobre esse importante acontecimento, que normalmente é estudado de forma superficial. Para compreendermos esse conflito, é necessário entender o conjunto de interesses envolvidos, superando o maniqueísmo que envolve a relação de Brasil e Paraguai e aprofundar o entendimento sobre o papel do imperialismo inglês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"abordagem do encouraçado Barroso pelos paraguaios" de Eldorado De Martinho (Museu Histórico Nacional RJ)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    O PARAGUAI tornou-se independente em 1811, no quadro de crise do Antigo Sistema Colonial espanhol, quando da dominação napoleônica na Península Ibérica. Assim como em outras regiões da América, a elite criolla liderou o movimento, porém permaneceu vinculada à antiga ordem, mantendo seus tradicionais privilégios. A necessidade de desvincular-se das pretensões de Buenos Aires contribuiu para o inicio da formação do Estado Nacional, que tornou-se mais efetiva a partir de 1814, com a ascensão de José Rodrigues de Francia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Iniciava um governo centralizado, ditatorial. O poder concentrou-se nas mãos de El Supremo, ditador perpétuo do país. Francia iniciou uma transformação radical no país, uma vez que sua ditadura passou a apoiar-se nas camadas populares, com a eliminação da escravidão, a redução drástica do poder da Igreja Católica e com a criação das “Estâncias da Pátria”, fazendas estatais, onde o trabalho era comunitário, sendo que a metade da produção ficava com o Estado; deu início ainda a organização do ensino, que em poucos anos acabaria com o analfabetismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Apesar da precariedade da economia do novo país, há um processo de crescimento e lentamente Francia busca a modernização: a produção agrícola aumenta e forma-se uma base de sustentação interna fora do modelo britânico, já dominante na maioria da América.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Ao mesmo tempo formou-se uma grande oposição a seu governo fora do Paraguai: a antiga elite desterrada e as camadas dirigentes das nações vizinhas, particularmente a Argentina e o Brasil. O Paraguai tem, desde o início, grande dificuldade de exportar sua produção - os principais produtos eram o fumo e o erva mate - uma vez que depende do Rio da Prata, dominado pelos mercadores de Buenos Aires.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Em 1840 com a morte de Francia, assume o poder Carlos Antonio Lopez, apoiado em um discurso de “modernização” e “progresso”, Lopez manteve a centralização política e aprofundou o isolamento do país frente ao capital internacional. Ferrovias e pequenas industrias foram criadas com a contratação de especialistas estrangeiros e a educação continuou a ser estimulada pelo governo. “Tudo o que o Paraguai consome, ele mesmo produz”.&lt;br /&gt;Porém essa autonomia é precária, apesar do desenvolvimento interno do país, a pobreza ainda é muito grande ( menor do que no período colonial) porém todos tinham trabalho e a alimentação básica. O enfraquecimento da Igreja em oposição ao fortalecimento do Estado; a organização de uma estrutura militar e a elevação do nível de vida, garantiam o apoio popular à ditadura. É importante lembrar ainda que a criminalidade havia praticamente desaparecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Nessa sociedade, 80% da população era “Índia”, que passava a desfrutar dos mesmos direitos civis que possuía a população branca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Em 1862 Francisco Solano Lopez assume o lugar do pai e preserva a política ditatorial. Solano pretendia construir o “Grande Paraguai”, porém a situação interna e externa se modificavam rapidamente e levariam o país à guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    O BRASIL, única monarquia na América e região que preservou a unidade territorial após a independência, vivenciou duas décadas de intensas lutas regionais ao mesmo tempo em que preservou as estruturas coloniais. O Primeiro Reinado e o Período Regencial foram marcados por grave crise, que começou a ser superada com o governo de D Pedro II, com o aumento das exportações e com a consolidação do Estado Nacional.&lt;br /&gt;Apesar de adotar um modelo político monárquico centralizado, o Brasil era governado pelas elites agrário exportadoras, influenciada por uma pequena elite urbana vinculada a importação e exportação e associada ao capital inglês. A maior estabilidade política verificada após 1850, deveu-se ao maior equilíbrio entre as elites regionais, que por sua vez foi possível com o aumento das exportações, principalmente de café. No entanto, se as exportações aumentavam, o mesmo acontecia com as importações, determinando um crescente déficit nas finanças do Estado. A crise econômica aprofundava-se, em grande parte devido à submissão do país ao capitalismo inglês. A Maior parte da produção agrícola era exportada para a Inglaterra, assim como a maior parte de nossas importações provinha desse país. Os investimentos em infra estrutura eram feitos por banqueiros ingleses, que ao mesmo tempo controlavam bancos e as casas de importação e exportação e emprestavam dinheiro diretamente ao Estado. Mesmo durante a ruptura de relações diplomáticas entre os dois países, as relações comerciais foram mantidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    A ARGENTINA foi um dos primeiros países a proclamar sua independência, em 1810, com a formação do cabildo de Buenos Aires; no entanto, desde esse período, as lutas internas foram intensas devido aos vários interesses regionais, destacando-se principalmente a disputa entre unitaristas e federalistas, possibilitando o desenvolvimento do caudilhismo. Mesmo a existência de uma Constituição e de governos centralizadores, como a ditadura de Rosas, não conseguiram, na [prática, forjar a unidade nacional, pois os interesses regionais chocavam-se entre si e principalmente com os interesses de Buenos Aires.&lt;br /&gt;Essas divisões internas acabaram por facilitar a dominação econômica da inglesa. A Argentina possuía uma economia exportadora, tanto de produtos derivados da pecuária, como de gêneros agrícolas, e a elite da capital, ligada ao comércio, aumentou seus vínculos com o capital britânico. A visão em relação ao Paraguai era um dos poucos motivos que poderia unir os distintos interesses argentinos: Nos anos posteriores a independência, a Argentina pretendera a anexação do Paraguai, uma vez que faziam parte do mesmo território colonial - o Vice-Reino do Prata. Um raciocínio semelhante pode ser usado em relação ao Uruguai, pretendido pelos argentinos, que assim dominariam a Bacia do Prata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    O URUGUAI é normalmente tratado como um país que desenvolveu-se a partir de interesses externos. Sua localização geográfica tornava-o peça fundamental para todos que possuíam interesses no comércio platino.&lt;br /&gt;Depois de anos sob domínio do Brasil, o Uruguai conquistou sua independência definitiva em 1828, com o apoio da Inglaterra, com o discurso de “preservar a liberdade de navegação na bacia do Prata” procurou não só a libertação frente ao domínio brasileiro, como preservá-lo face aos interesses argentinos. Desta forma o Uruguai passou a ser visto como um “Estado tampão”, separando Brasil e Argentina e garantindo a livre navegação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Apesar da independência, o território uruguaio continuou a ser cobiçado pelas “potências sul americanas”: foi comum a invasão e ocupação de terras por pecuaristas gaúchos. Grande parte das atividades internas, rurais ou urbanas, desenvolveram-se a partir de empreendimentos do Barão de Mauá, se bem que, muito mais representando os interesses ingleses do que brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    A INGLATERRA é vista tradicionalmente como a grande responsável pela guerra entre o Brasil e o Paraguai. Uma das dificuldades da História é definir o peso que cabe a cada um dos interesses envolvidos, uma vez que a Inglaterra é a grande potência imperialista da época.&lt;br /&gt;O século XIX foi caracterizado pela Segunda Revolução Industrial, pela expansão imperialista sobre a África e Ásia e pela “divisão internacional do trabalho”, fruto do imperialismo de poucas nações. A Inglaterra continuou a ser a maior potência industrial, porém passou a ter concorrentes em relação ao desenvolvimento tecnológico, necessitando garantir cada vez mais o controle sobre suas colônias e áreas de influência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Na América, os países recém independentes tinham um papel fundamental dentro dessa nova ordem capitalista, e nesse sentido, a economia paraguaia destacava-se, fugindo da órbita do imperialismo inglês.&lt;br /&gt;Para a Inglaterra, a preservação de suas áreas de influência era vital para a preservação de sua posição hegemônica, e para isso, os mecanismos usados foram variados, porém sempre com caráter imperialista ( Guerra do Ópio, Guerra dos Cipaios...) quando a diplomacia e o poder econômico não funcionavam, a intervenção militar direta ou indireta era o caminho usado, justificada tanto pelos interesses econômicos como pelo discurso racista, de superioridade em relação a outros povos, como por exemplo os “índios” paraguaios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;História do Brasil - Luiz Koshiba - Editora Atual&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;História do Brasil - Bóris Fausto - EDUSP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guerra do Paraguai - Genocídio Americano - José Júlio Chiavenatto - Paz e Terra</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>montagner7@gmail.com (Zé Roberto)</author></item><item><title>A revolução dos fazendeiros</title><link>http://abrindogavetas1.blogspot.com/2008/08/revoluo-dos-fazendeiros.html</link><category>HISTÓRIA DO BRASIL</category><pubDate>Mon, 25 Aug 2008 09:53:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3255013854732653620.post-5629464284460602831</guid><description>Texto de Mário Maestri &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Guerra Farroupilha [1835-45] foi um entre os muitos movimentos liberais provinciais contra o centralismo do Império e, a seguir, as tímidas concessões regenciais. A crise que abalava o Brasil era alimentada pelas dificuldades da economia escravista. Movimentos como a Balaiada e a Cabanagem radicalizaram-se com a participação das classes subalternizadas, levando os liberais regionais a abandonarem a luta. &lt;br /&gt;O movimento farrapo interpretou as reivindicações dos criadores do meridião do RS. Sua longevidade deveu-se também à capacidade dos seus chefes de manterem as classes infames na sujeição. A revolta não galvanizou todo o RS. Os comerciantes, a população urbana, os colonos alemães mantiveram-se neutros ou optaram pelo Império, pois o programa farroupilha opunha-se aos seus interesses. Charqueadores e comerciantes escravistas temiam que a separação comprometesse o tráfico negreiro. &lt;br /&gt;Essas defecções facilitaram a perda das grandes cidades e do litoral. Porto Alegre sublevou-se e resistiu aos farroupilhas, recebendo do Império o título de "Mui leal e valorosa". Em 1835, os farroupilhas dominavam a província. Em 1845, apenas as bordas da fronteira. &lt;br /&gt;Propõe-se caráter progressista ao movimento porque parte das suas tropas era formada por peões, nativos e ex-cativos. Os gaúchos eram em geral descendentes de nativos que haviam perdido as terras comunitárias para os criadores. Eles acompanhavam os caudilhos nos combates como o faziam nas lides campeiras. O gaúcho buscava na guerra churrasco, saque e soldo. A política era monopólio dos proprietários. &lt;br /&gt;Era antigo direito do homem livre substituir-se por, em geral, um liberto, quando arrolado. Os libertos eram obrigados a combater nas tropas farroupilhas; preferiam a guerra à escravidão; criam na promessa da liberdade. Os chefes farroupilhas reforçavam as tropas com cativos comprados. &lt;br /&gt;Não houve democracia racial farroupilha. Negros e brancos marchavam, acampavam e morriam separados. Eram brancos os oficiais dos soldados negros. Em suas Memórias, Garibaldi lembrava: "[...] todos negros, exceto os oficiais [...]." Para a Constituição republicana eram cidadãos apenas os "homens livres". &lt;br /&gt;A República apoiava-se no latifúndio e na escravatura. Os chefes farroupilhas jamais prometeram terras aos gaúchos e liberdade aos cativos, como Artigas. Eles dependiam dos cativos para explorar as fazendas. Terra e liberdade eram conquistas que deviam nascer das reivindicações das então frágeis classes sociais. &lt;br /&gt;Não foi por democratismo que os farroupilhas exigiram do Império respeito à liberdade dos soldados negros. Eles receavam que se formasse guerrilha negra e que os ex-cativos se homiziassem no Uruguai. O Império não aceitava que negros gozassem da liberdade por combaterem a monarquia. &lt;br /&gt;A solução encontrada foi o massacre do serro de Porongos, quando o general David Canabarro, chefe militar republicano, em conluio com o barão de Caxias, entregou os soldados negros aos inimigos, no mais vil fato de armas da história militar do Brasil. Carta do barão elucidou as razões da falsa surpresa militar. &lt;br /&gt;Caxias ordenou ao coronel Francisco de Abreu que não temesse surpreender os rebeldes. A infantaria farrapa estaria desarmada, devido à "ordem de um ministro e do General-em-Chefe". Ele esperava que o "negócio secreto" levasse em "poucos dias ao fim da revolta" e solucionasse o caso dos soldados negros. &lt;br /&gt;Caxias ordenava: "[...] poupe o sangue brasileiro quando puder, particularmente de gente branca da província ou índios, [...] esta pobre gente ainda nos pode ser útil no futuro." Preparava já a intervenção no Prata, na qual os ex-farrapos marcharam com o Império, em defesa das suas fazendas no Uruguai. &lt;br /&gt;Na madrugada de 14 de novembro de 1844, as tropas imperiais caíram sobre os 1.200 soldados farroupilhas. Cem combatentes foram mortos e 333 presos. Eram sobretudo negros. &lt;br /&gt;A infâmia abriu as portas à rendição acertada em Ponche Verde. O Império pagaria as contas republicanas e manteria os postos dos oficiais. Os rebeldes aceitariam a anistia e entregariam os soldados negros restantes. &lt;br /&gt;Em novembro de 1844, 220 lanceiros, aprisionados em Porongos e no Arroio Grande, foram remetidos ao Rio de Janeiro. Em início de 1845, 120 soldados negros foram entregues aos imperiais. Na Corte, em 1848, eles trabalhavam como cativos no Arsenal e na fazenda de Santa Cruz, como assinala Moacyr Flores em Negros na Revolução Farroupilha [Porto Alegre: EST, 2004] &lt;br /&gt;Neste 20 de setembro, merece celebração sobretudo a vontade libertária dos milhares de cativos que aproveitaram o confronto senhorial para aquilombar-se e fugir sobretudo para o Uruguai, seguindo a sábia lembrança de que, se "deus é grande, o mato é maior!" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte Digital: http://www.lainsignia.org/ La Insignia. Brasil, setembro de 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) Mário Maestri, 57, historiador, é professor do PPGH da UPF. E-mail: maestri@via-rs.net</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>montagner7@gmail.com (Zé Roberto)</author></item><item><title>Collor de Mello, o dragão da maldade, contra o ‘Santo Guerreiro’</title><link>http://abrindogavetas1.blogspot.com/2008/08/collor-de-mello-o-drago-da-maldade.html</link><category>HISTÓRIA DO BRASIL</category><pubDate>Wed, 13 Aug 2008 17:35:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3255013854732653620.post-1769283328224160885</guid><description>Depois de quase trinta anos, finalmente os brasileiros puderam votar direto para presidente da República. A ditadura militar durou 25 anos. De 1964 até 1989 o povo em nada participou das decisões diretas do Executivo Nacional, por 25 anos completamente subserviente aos quartéis. Na primeira eleição, claro, as chances de se eleger um cidadão egresso do regime que vigorou e governou este país por tanto tempo era de fato concreta. As chances, contudo, de finalmente vermos as coisas modificadas na direção popular também eram concretas e, portanto, o entusiasmo popular era justificadamente formidável, com quase todo mundo querendo se informar, debater e votar com inteligência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As primeiras pesquisas de 1989 apontavam a liderança das candidaturas de Brizola (PDT) e de Lula (PT). Teria o Brasil um presidente de esquerda? Os grandes empresários roíam as unhas: quem será nosso candidato?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os jovens talvez tivessem a resposta. Pela primeira vez, o pessoal a partir de 16 anos poderia votar. Uma juventude que vinha sendo reprimida e moldada. Consumismo, individualismo egoísta, futilidade, esses eram os valores que choviam sobre a cabeça da moçada. Geração Coca-Cola. Nos anos 80, da Era Reagan, o herói era o pouco-cérebro-muitos-músculos do cinema americano: Rambo (Silvester Stallone). O guerrilheiro tinha deixado de ser ídolo. O pôster de Che Guevara foi para a lata de lixo. Agora, o ideal era o yuppie, o rapaz que abandonou a contestação e que se realiza existencialmente ganhando muito dinheiro na Bolsa de Valores e consumindo feito um mauricinho. Academia de ginástica, shopping, computador, amar a si mesmo. A TV Globo se tornava uma Bíblia. Como seriam então os anos 90? Muito diferentes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi quando apareceu o Caçador de Marajás. Fernando Collor de Mello. Veio quase como que do nada e, de repente, as pesquisas o apontavam como o favorito para vencer as eleições presidenciais de 1989. Como será que ele conseguiu isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Collor nasceu em família tradicional de políticos. Seu avô, Lindolpho Collor, tinha sido ministro de Getúlio: Seu pai, o senador Arnon Mello (UDN), ficou conhecido por ter assassinado a tiros um colega durante uma sessão do Congresso. Deve ter sido assim que o filho aprendeu a fazer política de impacto. Logo depois que se casou pela primeira vez, com uma milionária, Fernandinho ganhou de presente dos militares a prefeitura da cidade “estratégica” de Maceió. Isso mesmo, uma prefeitura de presente de casamento. Claro que ele não tinha sido eleito. Era o tempo da ditadura e os prefeitos de capitais eram escolhidos. Bastava ser homem de confiança do regime militar. E Collor foi de confiança. No Colégio Eleitoral, mostrou ser um fiel deputado do PDS, votando em Paulo Maluf contra Tancredo Neves. Aí os tempos mudaram. Sarney saiu do PDS e foi para o PMDB. Tancredo foi para o beleléu e Sarney ganhou a presidência de graça. Collor aproveitou para mostrar suas habilidades atléticas na modalidade esportiva “salto para onde estiver bom”: foi para o PMDB, se derramou em elogios à Nova República e só faltou dar um beijinho na boca de Sarney. Aproveitando o entusiasmo pelo Plano Cruzado, Collor foi eleito governador de Alagoas. Naquela época começou a sonhar com a presidência. Bolou um excelente esquema publicitário: perseguir funcionários públicos com altos salários, os chamados marajás. Os jornais do país não poupavam elogios ao jovem governador que “combatia a corrupção”. Nem todas as reportagens, porém, mostravam que por trás daquele carnaval, Collor distribuía cargos públicos para parentes de sua nova mulher (Rosane) e perdoava as dívidas dos usineiros de açúcar com o governo do Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A política eleitoral partidária é, via de regra, um completo absurdo. Collor foi mais um exemplo. O homem que tinha sido malufista e do PDS arrebatou o país com a imagem de que era novo na vida política nacional. Um esquema publicitário caríssimo tratava de divulgar a idéia de que Collor era o único candidato que “não tinha rabo preso”. As grandes redes de televisão adoraram seu discurso demagógico e passaram a dar cada vez mais espaço. Grana, poder e cara-de-pau, eis a receita para o sucesso collorido. Seu partido, o PRN (Partido de Reconstrução Nacional), arrebanhava antigas figuras do regime militar, vindas do PDS e do PFL. Muitos deles notórios envolvidos em falcatruas e maracutaias. Assim, o marajá, milionário dono de duas empresas de televisão, conquistava o coração dos pobres dizendo-se o único político capaz de ajudá-los. De sarneísta no tempo do Plano Cruzado, passou a atacar o Sarney quando percebeu que este era um excelente caminho para a popularidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vencedor disparado do primeiro turno das eleições presidenciais de 1989 foi Fernando Collor. Ele representava a materialização dos novos valores: jovem, empresário, moto, esportes, ascensão vertiginosa, beleza, televisão, consumo, autoconfiança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A emoção ficou por conta da disputa do segundo lugar, para ver quem iria brigar com Collor no segundo turno - Lula ou Brizola? (Mário Covas, do PSDB, ficou em quarto lugar.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leonel Brizola (PDT) teve resultados excepcionais no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro, estados onde tinha sido governador. Sua campanha era centrada nos princípios nacionalistas e reformistas, ao estilo do velho PTB do começo dos anos 60, e temperada com a social-democracia européia, na qual Brizola tinha vários amigos. Atacava as multinacionais e os banqueiros estrangeiros, acusando-os de sugar a economia brasileira, como se fossem um monstruoso pernilongo. Para Brizola, as “perdas internacionais” seriam a origem de todos os problemas brasileiros. O problema é que além do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro, o PDT tinha poucos votos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PT, partido do LULA já estava organizado em quase todo o país. Em 1988, já tinha mostrado sua força, elegendo prefeitos em diversas cidades importantes do país. Sua grande força são os militantes do PT, geralmente estudantes e sindicalistas, que trabalham de graça, só por idealismo. Isso não é propaganda, é um fato que os adversários do PT reconhecem. O PT também contava com o apoio de católicos leigos e de padres progressistas ligados à Teologia da Libertação, uma espécie de socialismo cristão. Os petistas conseguiram muitos votos graças ao trabalho da Igreja nas CEBs (Comunidades Eclesiais de Base). O socialismo não era mais visto como uma coisa do diabo. Resultado: Lula venceu Brizola por uma leve vantagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No segundo turno, Brizola falou em “engolir o sapo barbudo” e apoiou Lula com sinceridade, transferindo muitos votos para o candidato petista. Além do PSB e do PC do B, Lula tinha agora o apoio do PCB de Roberto Freire e até dos tucanos do PSDB, apesar de esses últimos terem ficado meio em cima do muro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, o inesperado aconteceu. Lula começou a subir nas pesquisas e a encostar em Collor. Veio o primeiro debate. (Collor, antidemocrático, ainda não tinha ido a nenhum.) Para muitas pessoas, Collor, que fez faculdade, venceria facilmente Lula, o torneiro mecânico. Mas o contrário aconteceu. Lula mostrou que valia a experiência de anos de assembléias sindicais. Entre os peões, todo mundo igual, só prevalece a idéia de quem tem cérebro e sabe argumentar. Foi nessa excelente escola que Lula tinha aprendido a debater. Irônico, ágil nas respostas, mostrando conhecer mais dados econômicos do que o adversário, surpreendeu o país no debate apresentado pelas tevês. Collor foi trucidado. E, nas semanas seguintes, Lula empatava nas pesquisas. A esquerda brasileira estava a um passo do poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A assessoria de Collor preparou o troco. No horário eleitoral, apresentava vídeos com uma tecnologia caríssima, impossível nos programas do adversário. Até uma ex-namorada de Lula foi convocada para falar mal dele. Espalhavam o boato de que a vitória do PT significaria “a ignorância no poder”. Os erros de gramática de Lula, bem maiores do que os de Collor, apavoravam a classe média. O apoio de tantos intelectuais a Lula era visto como uma excentricidade da esquerda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No segundo debate entre os candidatos, Collor foi bastante agressivo, valendo-se de um candidato cansado (tinha feito vários comícios no mesmo dia) e talvez confiante demais. Nesse enfrenta mento decisivo, Collor, homem rico, dizia que não tinha dinheiro “para comprar uma aparelhagem de som igual à de Lula”. Ridículo, mas eficaz. Lula, tolamente, perdeu-se em ficar criticando a má atuação de Collor como governador em Alagoas: será que tinha confundido a eleição para a qual era candidato? Na mesma época, alguns jornais deram a entender que militantes do PT faziam parte de quadrilhas de seqüestradores. Apesar do conteúdo falso das insinuações, muita gente ficou assustada. O velho anticomunismo troglodita foi acionado e espalhou-se o boato absurdo de que Lula seria defensor dos regimes comunistas do Leste europeu e que, se ele ganhasse as eleições, o país viraria um caos, com os empresários parando de investir e fugindo para Miami. Bem, era difícil negar que uma vitória de Lula provocaria uma comoção no meio empresarial. O próprio PT também não tinha sido muito claro a respeito de seu programa de governo. No fundo, a população temia a instabilidade. E estaria completamente equivocada em seus receios?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vale-tudo para eleger Collor contava com a colaboração da poderosa Rede Globo, ou melhor, a "Rede Gllobo". No Jornal Nacional, noticiário noturno, a TV Globo manipulou as imagens do debate: só aparecia Collor dizendo coisas inteligentes e Lula dizendo bobagens. Como se fosse o confronto entre o gênio e santo com o jumento encapetado. Resultado: Collor venceu as eleições. Vitória apertada, mas que aliviou as classes dominantes. As elites podiam comemorar, com champanhe e caviar, e o povo mais humilde, com pão e água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:www.culturabrasil.pro.br</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>montagner7@gmail.com (Zé Roberto)</author></item><item><title>Collor de Mello e o neoliberalismo</title><link>http://abrindogavetas1.blogspot.com/2008/08/collor-de-mello-e-o-neoliberalismo.html</link><category>HISTÓRIA DO BRASIL</category><pubDate>Tue, 12 Aug 2008 10:47:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3255013854732653620.post-4915212846754811140</guid><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_zs_ni03OkJg/SKGVcdvVj0I/AAAAAAAACOk/AusyDCoG-0k/s1600-h/sem+t%C3%ADtulo.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_zs_ni03OkJg/SKGVcdvVj0I/AAAAAAAACOk/AusyDCoG-0k/s400/sem+t%C3%ADtulo.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5233628558233276226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante toda a campanha, Collor acusou Lula de querer confiscar o dinheiro das cadernetas de poupança. Pois assim que assumiu a presidência, ordenou que o dinheiro das poupanças fosse bloqueado. Ninguém poderia sacar além de uma certa quantia e o governo só devolveria o dinheiro depois de um ano, em prestações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ministra Zélia Cardoso de Mello comandava as mudanças econômicas. Ela acabou com o cruzado e fez a moeda voltar a ser o cruzeiro; os preços foram congelados, embora os aluguéis, as mensalidades escolares e a tarifas elétricas continuassem sendo reajustados; foram extintos o IAA (Instituto do Açúcar e do Álcool) e o IBC (Instituto Brasileiro do Café), tidos como empresas estatais que só serviam para atrapalhar agricultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O projeto econômico do governo Collor era apoiado no neoliberalismo. Segundo Fernandinho e Zélia, este seria o caminho para o país ingressar no Primeiro Mundo. Vamos entender como é que o neoliberalismo apareceu no mundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O capitalismo vivia uma profunda transformação desde a crise internacional de 1973. Em primeiro lugar, as empresas multinacionais passaram a ser responsáveis pela maior parte do volume de produção e comércio do mundo. O que significa que os investimentos no estrangeiro eram cada vez maiores e a economia se tornava globalizada: um produto poderia ser feito com peças vindas, por exemplo, do México, Sri Lanka, Japão e Itália, para ser vendido em todos esses países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em segundo lugar, o volume de capital gerado pelas empresas particulares superou o que estava nas mãos do Estado, o que certamente revelava a inferioridade econômica do governo diante dos grandes monopólios e incentivava a privatização de empresas estatais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em terceiro lugar, a concorrência entre a Europa ocidental, os EUA e o Japão exigiu um aumento de eficácia na produção e uma busca frenética por novos mercados. Em resposta a essas exigências, aconteceu a afirmação dos setores de serviços  de alta tecnologia (informática, tele comunicações, robótica, engenharia genética, química fina) e a reestruturação das empresas (técnicas administrativas de reengenharia cortando o número de empregados, controle de qualidade, computadores e robôs substituindo mão-de-obra, terceirização, isto é, empresas que encerram determinadas sessões e passam a contratar outras empresas para fazer aquele serviço).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde a crise de 1929 que o Estado capitalista se intrometia fortemente sobre a economia. Receitas do economista J. M. Keynes para estimular o crescimento e evitar os desarranjos do mercado. Depois da Segunda Guerra, o keynesianismo levou ao Welfare State, o Estado do bem-estar. Mas a crise de 1973 e as mudanças que nós relatamos acima, deram voz a economistas como Milton Friedman e Friedrich Hayek, que atacavam violentamente as idéias keynesianas. Assim, nos anos 80, Keynes saiu da moda e os países desenvolvidos começaram a seguir o neoliberalismo. Os primeiros “heróis” neoliberais foram o presidente Ronald Reagan (EUA) e a primeira-ministra Margareth Thatcher (Inglaterra), verdadeira heroína de Collor (o que ela fazia o deixava muito doidão). Quase todo o mundo desenvolvido seguiu suas receitas, menos o Japão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia básica do neoliberalismo é a de que, se os homens tiverem total liberdade para investir e lucrar, chegarão a um desenvolvimento do mercado capitalista que beneficiará a toda sociedade. Vamos ver como:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Os neoliberais acham que o Estado não deve se intrometer sobre a economia. Por isso defendem a privatização, ou seja, as empresas e bancos estatais seriam todos vendidos para as empresas particulares. Num segundo passo, seriam privatizados os hospitais públicos, a assistência social (aposentadoria e planos médicos seriam feitos por empresas privadas especializadas, que receberiam mensalidades das pessoas interessadas) e as universidades do governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Os impostos cobrados sobre os ricos devem ser menores. Aumentariam as diferenças sociais mas, em compensação, argumentam os neoliberais, sobraria mais dinheiro para os ricos investirem na economia, resultando, a médio prazo, em mais empregos e melhores salários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. As duas medidas anteriores se ligam ao corte nos gastos públicos. Nem investimentos em empresas estatais nem gastos sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Desregulamentação da economia. Facilidades absolutas para o vale-tudo capitalista. Isso inclui abertura para as importações (baixas taxas alfandegárias) e o fim do controle do governo sobre as operações financeiras. No mundo inteiro estão se formando livres mercados, como o da União Européia, o Nafta (Canadá, EUA, México), o Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai) e as ligações entre o Japão e os Tigres Asiáticos (Coréia do Sul, Hong Kong, Formosa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Facilidade para contratar e demitir mão-de-obra, tornando as empresas mais ágeis. Isso significa abolir leis de proteção trabalhista. Os sindicatos podem protestar. Neste caso, um dos objetivos do neoliberalismo é destruir o poder dos sindicatos operários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Estímulos para os investimentos de capital estrangeiro. A economia do planeta está se tornando multinacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os neoliberais defendem um regime político liberal, ou seja, com eleições decentes, liberdade de imprensa, pluripartidarismo. Acontece que neoliberalismo econômico não é a mesma coisa que liberdade política. Foi o caso do Chile, que já nos anos 80 aplicava as receitas neoliberais, mas dentro de uma das piores ditaduras militares que o continente já conheceu (a do general Pinochet).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida alguma, Collor foi o primeiro e é o principal responsável por “rolado a bola” do neoliberalismo em nosso país. Foi ele quem combateu leis nacionalistas que controlavam os negócios das empresas estrangeiras no Brasil e quem iniciou um programa consistente de venda das empresas estatais. Ao se recusar a pagar aposentadorias melhores, Collor também mostrava seu empenho em adotar a idéia neoliberal de cortar brutalmente os gastos do governo com programas sociais. Tudo isso, dizia ele, faria o Brasil entrar no Primeiro Mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o país esperava para entrar no Primeiro Mundo, Collor tratou ele mesmo de ir para lá fazer umas comprinhas no seu estilo de consumidor yuppie: gravatas Hermès, uísque Logan 12 anos, malas Louis Vuitton. O governo mandou liberar as importações, abaixando as tarifas alfandegárias: foi a partir de Collor que o país foi invadido pelos produtos estrangeiros, de eletrodomésticos a queijos franceses, de quinquilharias coreanas a vinhos alemães. Os automóveis nacionais foram xingados de “carroças” e esperava-se que a abertura para os importados criasse concorrência, o que forçaria as multinacionais do Brasil a melhorar a qualidade de seus produtos. Havia um fundo de verdade nisso tudo. Além do mais, puxa, graças a Collor, qualquer favelado já tinha o direito de comprar automóveis Mercedes Benz, telefone celular e gel para passar no cabelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente era um Indiana Jones tupiniquim. Adorava a imagem de esportista, de atleta que tudo pode. Parecia que todos os problemas seriam facilmente resolvidos porque o homem do Planalto possuía a sutileza de um lutador de caratê e a inteligência de um fanático por jet-ski. O segredo para disparar a economia era o mesmo usado para acelerar uma moto Kawasaki 1000. Enquanto isso, o povo competindo na raia, na modalidade “disputa por uma migalha de comida”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da cozinha para a cama&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Zélia pegou “emprestado” o dinheiro das poupanças, ela tinha em mente duas coisas. Primeiramente, o governo estaria com dinheiro em caixa, não precisando emitir papel-moeda para cobrir seus gastos. Depois, as pessoas, sem a grana da poupança, deixariam de comprar. Como as vendas cairiam, a tendência seria a queda dos preços. As duas coisas ajudariam a abaixar a inflação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que deu tudo errado. Caindo as vendas, claro, os empresários trataram de diminuir a produção. Com isso, as pessoas eram despedidas. Recessão e desemprego. Então, valia o velho esquema brasileiro para lucrar, na base do aumento frenético dos preços. O Brasil mergulhava em uma das piores crises econômicas de sua história. A inflação ultrapassou os 20% mensais e a recessão (diminuição das atividades econômicas) fez o país regredir. A Associação Brasileira de Supermercados constatou a diminuição de 15% no consumo de arroz e feijão: trocando em miúdos, o povo comia menos. Nas grandes cidades, milhares de maltrapilhos, vítimas do desemprego, passaram a morar nas caladas. No Brasil de Collor, com o salário mínimo mais baixo do que o do Paraguai, morar em barraco passou a ser sonho de consumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A inabilidade em negociar a dívida externa com os banqueiros internacionais abalou o cargo da ministra da economia. A gota d’água foi o namoro de Zélia com o ministro da Justiça, o sr. Bernardo Cabral. É óbvio que uma mulher tem o direito de transar com quem ela tiver vontade. Zélia não era pior ministra porque se tornou amante de um espertinho casado. Aliás, a vida íntima deles nunca foi de nossa conta. Mas a imagem moralista do governo Collor ficou arranhada: foi ele que se incomodou com isso tudo, não o povo, que apenas se divertia com as revelações picantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zélia acabou sendo demitida. No seu lugar, assumiu o embaixador Marcílio Marques Moreira. Diplomata de carreira, renegociou a dívida externa, ganhando elogio dos americanos. É como a raposa que aplaude o bom comportamento das galinhas. Enquanto isso, a economia brasileira ia caindo do poleiro.</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="http://2.bp.blogspot.com/_zs_ni03OkJg/SKGVcdvVj0I/AAAAAAAACOk/AusyDCoG-0k/s72-c/sem+t%C3%ADtulo.bmp" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">4</thr:total><author>montagner7@gmail.com (Zé Roberto)</author></item><item><title>A Lei Áurea</title><link>http://abrindogavetas1.blogspot.com/2008/08/lei-urea.html</link><category>HISTÓRIA DO BRASIL</category><pubDate>Mon, 4 Aug 2008 17:39:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3255013854732653620.post-8829742793684910040</guid><description>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_zs_ni03OkJg/SJdsEmJcSRI/AAAAAAAACG4/aWGh0CfBwsQ/s1600-h/princesa_isabel.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_zs_ni03OkJg/SJdsEmJcSRI/AAAAAAAACG4/aWGh0CfBwsQ/s400/princesa_isabel.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5230768318429546770" /&gt;&lt;/a&gt;A abolição da escravatura é encarada sob dois ângulos: aquele que a considera uma redenção e o que diminui seu significado. Veja, aqui, a visão da historiografia moderna sobre o episódio, além de depoimentos de professores e membros da comunidade negra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A visão atual &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A abolição da escravatura não representou o final do sistema de valores e dominação existentes na sociedade brasileira, mas colocou serviu para abafar as revoltas que pipocavam em todo o país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Panos quentes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O 13 de maio de 1888 não significou o fim imediato do sistema de valores e de dominação existentes na sociedade brasileira. A Lei Áurea, na realidade, colocou panos quentes num problema que preocupava a elite: a escravidão. Revoltas pipocavam em todo o país e eram abafadas por ações governamentais. Ocorriam fugas em massa e queimadas de fazendas, criando um clima de ansiedade, tanto no campo quanto nas cidades. A polícia não tinha condições de controlar esses movimentos. Ao contrário do que afirma a maioria de nossos livros sobre a escravidão, as revoltas não foram poucas e esparsas e o clima de incerteza rondava a população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Redentora? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os defensores da História oficialista consagraram o título de "Redentora" à princesa Isabel. A Leia Áurea teria vindo do "bondoso coração" da regente. Por sua pena, extinguiu-se uma das mais aviltantes formas de trabalho que a humanidade conheceu. Para os críticos dessa posição, a "redenção" não passa de uma falácia que costuma enganar nossos estudantes de História. A abolição não resultou do bondoso coração da regente: foi produto de uma luta violenta, sangrenta, cheia de heróis anônimos. Não foi uma simples concessão do poder ou da magnanimidade da princesa Isabel. Por outro lado, não havia mais por que manter a escravidão. O fim do escravismo não acarretou a desarticulação do processo produtivo, uma vez que os setores mais dinâmicos da economia já utilizavam a mão-de-obra livre, inclusive imigrantes (os alemães foram os primeiros a chegar, na década de 1840). Tanto que foram libertos 750 mil escravos, quando o total da população "negra" – como o governo classificava na época tanto os negros como os mestiços – chegava a quase 7 milhões de pessoas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nova dominação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os escravos ficaram livres do cativeiro, mas subordinados a novas formas de dominação e discriminação.Como lembra o historiador Eric William, a escravidão "não nasceu do racismo: ao contrário, o racismo foi uma conseqüência da escravidão". O preconceito ultrapassou a escravidão. O ex-escravo continuou sendo vítima da exclusão social e até hoje não conseguiu se integrar na sociedade.</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="http://bp3.blogger.com/_zs_ni03OkJg/SJdsEmJcSRI/AAAAAAAACG4/aWGh0CfBwsQ/s72-c/princesa_isabel.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>montagner7@gmail.com (Zé Roberto)</author></item><item><title>A Inglaterra decreta o Fim do Tráfico Negreiro para o Brasil</title><link>http://abrindogavetas1.blogspot.com/2008/08/inglaterra-decreta-o-fim-do-trfico.html</link><category>HISTÓRIA DO BRASIL</category><pubDate>Fri, 1 Aug 2008 10:13:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3255013854732653620.post-3089078395725991549</guid><description>O tratado de 1826 causou grande indignação no Brasil escravocrata. O deputado Cunha Matos, de Goiás, foi a plenário deplorar que o país tivesse sido "forçado, obrigado, submetido e compelido pelo governo britânico a assinar uma convenção onerosa e degradante sobre assuntos internos, domésticos e nacionais". Contudo, os escravos continuaram a chegar ao país -- e em números cada vez maiores: 30 mil em 1827, 38 mil em 1828 e 45 mil no ano seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em novembro de 1831, o padre Diogo Feijó, ministro da Justiça durante a Regência Trina, assinou uma lei decretando que "todos os escravos que entrarem no território ou portos do Brasil vindos de fora ficam livres". Mas em 1838 foram trazidos mais de 40 mil. Em 1843, o número chegou a 64 mil e nenhum deles ficou livre, é evidente. Explica-se: a p regência aumentara muito o poder dos juízes locais. Vários deles eram donos de fazendas e de es­cravos. Os que não erram, passaram a cobrar 10,8% do valor de cada africano desembarcado para fazer vista grossa. Os poucos juízes que tentaram impor a lei foram ameaçados de morte -como os juízes italianos que enfrentariam a ráfia e os magistrados colombianos inimigos do narcotráfico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1842, o desrespeito à lei era tal que o dramaturgo Martins Pena incluiu em uma de suas peças a fala: "Há por aí uma costa tão larga e autoridades tão condescendentes..." Os escravos já não desembarcavam no Rio de Janeiro, nem iam direto para a alfândega, nem, após a quarentena na ilha de Jesus, para os mercados da rua do Valongo. Os novos portos da costa tão         eram na ilha Grande, em Sernampetiba e Marambaia. Os negros eram desembarcados na praia e trocados no ato por sacas de café. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os traficantes criaram também uma companhia de seguros, que cobrava 10% do valor da carga e, no caso de apreensão do navio por cruzadores ingleses, pagava metade de seu valor total. A proibição fizera o preço dos escravos despencar à quarta parte em Cabinda e Benguela. No Brasil, por outro lado, o boom do café (a partir de 1845) quintuplicara o valor das "peças". Assim, os negreiros passaram a entupir seus navios com uma quantidade brutal de negros. As descrições do interior dos barcos - muito propriamente apelida dos "tumbeiros" - suplanta qualquer horror imaginável. Houve - e ainda há - quem preferisse culpar por esses abusos as instituições humanitárias e os "malditos ingleses". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os "malditos ingleses" não podiam diminuir as costas largas do Brasil, mas podiam reduzir a "condescendência". Foi ó que fizeram. Depois que o diplomata lorde Brougham enviou uma car­ta para Londres dizendo que "a história toda da deste humana não apresenta passagem que possa rivalizar" com o desrespeito à lei contra a escravidão no Brasil, foi assinado, em 9 de agosto de 1845, o famigerado "Bill Aberdeen" -um ato unilateral que permitia aos britânicos abordar e inspecionar qualquer navio brasileiro em qualquer oceano. Ainda assim, se de 1841 a 45 entraram ilegalmente no Brasil 97.742 regos, de 45 a 51 esse número chegaria a 243.496. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, em 4 de setembro de 1850 o então 'ministro da Justiça, Eusébio de Queirós, assinou uma lei rígida que, enfim, foi cumprida. (em 1851, só 700 escravos entraram no país). Queirós lamentaria a própria atitude: para ele, como toda a nação praticava o tráfico, co, era "impossível que fosse um crime e haveria temeridade em chamá-lo de erro". De qualquer forma, após meio século de luta, o tráfico findara. Mas ainda havia 1,5 milhão de cativos no Brasil. Para libertá-los, iniciou-se vigorosa abolicionista na qual se destacaram Patrocínio e Nabuco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;História do Brasil - Luiz Koshiba - Editora Atual&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;História do Brasil - Bóris Fausto - EDUSP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:www.culturabrasil.pro.br</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>montagner7@gmail.com (Zé Roberto)</author></item><item><title>A ruptura do Pacto Social no Brasil</title><link>http://abrindogavetas1.blogspot.com/2008/07/ruptura-do-pacto-social-no-brasil.html</link><category>Sociologia</category><pubDate>Wed, 23 Jul 2008 11:27:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3255013854732653620.post-4899533967697486643</guid><description>Por vezes, nos enfronhamos no mato e, ao ver muitas árvores por perto, mal imaginamos o tamanho da floresta; em outras ocasiões olhamos uma floresta ao longe e mal vislumbramos seus meandros, suas pequenas ou grandes discrepâncias. Encontrar o distanciamento ideal é o maior desafio ao analista político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Fato é que vivemos uma onda de crises dentro de crises no Brasil praticamente desde o segundo ano do governo Lula e é preciso um certo distanciamento para analisar com maior clareza. Até as palavras vêm sendo usadas e colocadas num nível de interpretação radicalmente diverso daquele inicialmente imaginado. “Discurso” resolve alguma coisa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            É possível, é mesmo desejável, analisarmos os fatos que se apresentam à opinião pública, mas a própria sobredeterminação de crises já permite encontrar alguma forma de concatenação de todos os acontecimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Nesta semana, após a publicação de uma reportagem bombástica do ex-Secretário Geral do PT, Sílvio Pereira, no jornal “O Globo”, seguiu-se (mais um) não-depoimento à CPI dos Bingos durante o qual o ex-petista revelou não haver lido a entrevista que deu, nem se recordar do que falou à jornalista, contudo confirma a entrevista e informa que a jornalista não se equivocou em nada do que publicou (?!?!) Em outros tempos e circunstâncias teria recebido voz de prisão ali mesmo, por desacato à autoridade – muita gente já depôs nestas CPI’s, mas jamais antes alguém havia obtido tanto sucesso em fazer de otários e ridicularizar Senadores da República com tamanha desenvoltura e impunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            A única coisa que parece bem articulada no governo Lula é o discurso oficial em torno de questões envolvendo problemas criminais – palmas para o Ministro da Justiça, advogado criminalista, que deixa a sua marca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Um ex-membro do “stablishment”, aparentemente fora de controle, concede uma entrevista em que fala parte das coisas que sabe num claro pedido de socorro. Coisa mafiosa mesmo, como bem apontou Clóvis Rossi: “façam algo por mim ou conto tudo o que sei. Não me abandonem.” Até que a articulação governista encontre um eixo para o trato mais apropriado a este fato novo, saltam das bocas que outrora ovacionavam o ex-Secretário Geral os mais atordoantes e desconcertantes insultos à sua figura, que variavam de “louco” e “idiota” até “deve estar com problemas mentais muito sérios”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Imediatamente, na mesma semana em que não há notícias de rebeliões em presídios paulistas (alguém mais percebeu isto?) a Polícia Federal do Ministério da Justiça apreende vários funcionários do Ministério da Saúde envolvidos num novo escândalo chamado “das Sanguessugas”, envolvendo “170 parlamentares” – majoritariamente da base de sustentação do governo mas nenhum petista – que fraudavam licitações para compra de ambulâncias conquistadas através de emendas parlamentares pessoais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            O jogo político rasteiro está colocado e já se percebe o nível em que o Executivo o coloca. “Para esconder um escândalo meu, revelo um seu” e seria ingenuidade imaginar que a coisa pare por aí. O Fla x Flu do PT versus PSDB tem muitas jogadas emocionantes a apresentar em busca de que tudo mude para que tudo permaneça exatamente como está.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o Pacto Social&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Ministério da Justiça envolvido em quebra de sigilo e prática de ilegalidades as mais diversas. Ministro Presidente do Banco Central fraudando o Imposto de Renda. Ministério da Fazenda envolvido no esquema do “mensalão”. Ministério da Saúde sob suspeita no esquema das “sanguessugas”. Os números, malditos números que as estatísticas oficiais oferecem lesam gravemente o conceito de matemática como interpretação da realidade. Como é que poderíamos acreditar em assertivas “estatisticamente comprovadas” como “os preços estão caindo e os salários aumentando” se o nosso cotidiano apresenta precisamente o oposto disso? Por aí vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Parlamentares acuados salvando a pele uns dos outros. Uns renunciam, poucos são cassados, a maioria se livra lépida e fagueira, dançando feliz com a impunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            No Judiciário dois juízes supremos apresentam decisões políticas momentos antes de trocar o judiciário por campanhas eleitorais justamente nos pontos em que suas decisões (que deveriam haver sido imparciais) acabaram beneficiando precisamente a parte na qual ingressa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo dominado...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            E agora? O Pacto Social está rompido no Brasil. Não há confiabilidade plena no Executivo, no Legislativo ou no Judiciário. Falar em “impeachment” do presidente é bobagem: “com esse Congresso?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Para além das eleições que virão após a Copa do Mundo, é fundamental que nos debrucemos sobre esta questão, gravíssima: “como recompor o Pacto Social no Brasil depois desta avalanche desagregadora que vem sendo o governo Lula?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Como tempero apimentado à reflexão a constatação empírica da enorme lucratividade das grandes empresas privadas, particularmente aquelas dedicadas exclusivamente à especulação. Um exemplo – entre milhares: o governo Lula não aplica em um ano na saúde o que um único banco privado brasileiro lucra num único mês!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            O Pacto social “já era” se é que algum dia foi ou esteve perto de ser. Mas somado a isto temos uma firmeza econômica de fazer inveja a países mais desenvolvidos. Em nenhum outro país do mundo hoje é possível lucrar tanto sem fazer nada – exceto o exercício mental de ver onde estão os maiores ganhos – como no Brasil de Lula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Este é o preço que pagamos por nos deixarmos dominar pela lógica “dos mercados financeiros” e do grande capital especulativo internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto de Lázaro Curvêlo Chaves &lt;br /&gt;Fonte:culturabrasil</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>montagner7@gmail.com (Zé Roberto)</author></item><item><title>O Brasil após a Primeira Grande Guerra</title><link>http://abrindogavetas1.blogspot.com/2008/07/o-brasil-aps-primeira-grande-guerra.html</link><category>HISTÓRIA DO BRASIL</category><pubDate>Wed, 16 Jul 2008 12:13:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3255013854732653620.post-8959766927907642262</guid><description>O domínio da oligarquia – De 1898 a 1919, aproximadamente, a República foi a expressão quase exclusiva do governo dos grandes fazendeiros de café e do predomínio dos dois estados mais poderosos da federação: São Paulo e Mi­nas. A "política do café com leite" manteve-se praticamente inabalável, mesmo na presidência do marechal Hermes da Fonseca (1910-1914), quando dominou a figura de Pinheiro Machado, presidente do Senado e representante da oligarquia gaúcha. No mais, o PRP e o PRM (parti­dos republicanos paulista e mineiro) se reveza­ram no poder sem grandes transtornos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As novas valorizações do café – Com a eclosão da Primeira Guerra Mundial (1914­1918), o Brasil, cuja economia estava voltada para o mercado externo, sofreu imediatamente suas conseqüências. Não só porque, a partir de 1917, participou diretamente do conflito, mas sobretudo porque a guerra desorganizou o mercado internacional, trazendo novas dificuldades para a exportação do café, que outra vez teve o seu preço em declínio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa nova situação determinou a segunda valorização do café, entre 1917 e 1920, embora menor do que a primeira, decidida no Convênio de Taubaté (1906).A crise cafeeira foi resolvida em 1918, com a geada e o fim da guerra, quando então a economia internacional retomou o seu ritmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A principal conseqüência da Primeira Guerra foi, entretanto, a alteração nas condições do comércio cafeeiro, em virtude da formação de grandes organizações financeiras que passa­ram a atuar, cada qual em seu setor, pratica­mente sem concorrência. O grupo Lazard Brothers Co. Ltd., de Londres, que apoiou a segunda valorização, estabeleceu um domínio financeiro quase completo sobre a economia cafeeira do Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em resposta à nova situação, criou-se em São Paulo o Instituto do Café, destinado a controlar o comércio exportador do produto, regulando as entregas ao mercado e mantendo o equilíbrio entre a oferta e a procura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o Brasil era responsável pelo fornecimento de cerca de 60% do consumo mundial, o Instituto do Café tinha em mãos todos os recursos de que necessitava, não só para manter o preço, como também para forçar altas artificiais. O instituto, que tinha como objetivo regular o escoamento do café, trans­formou-se num estocador cada vez maior do produto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contradições da valorização – Precisamente por causa dessa política de valorização permanente, que mantinha artificialmente o preço do café, estimulou-se ainda mais a sua produção (o número de cafeeiros em 1924 era de 949.000.000, passando em 1930 para 1.155.000.000). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa situação artificial não poderia ser mantida indefinidamente, pois a capacidade de estocagem estava diretamente ligada ao apoio financeiro que se obtinha no exterior. Em 1929, como veremos adiante, a crise geral do capitalismo tornou insustentável o esquema. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Processo de Industrialização&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A origem e as condições da industrializa­cão – Até fins do século XIX, a economia brasileira continuou essencialmente agrária e ex­portadora. Na região amazônica, produzia-se e se exportava borracha. No norte e nordeste, açúcar, algodão, fumo e cacau dominavam. No Rio de janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo, o café ocupava o primeiro lugar. No Rio Grande do Sul produziam-se couro, pele, mate e se exportava para outras regiões do Brasil o charque. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, no final do século XIX, esse quadro dominado pela economia agroexportadora começou a se transformar. Entre 1886 e 1894, a industrialização ganhou impulso, embora a sua origem fosse anterior a 1880. Contudo, o surgi­mento e o desenvolvimento das indústrias estiveram intimamente relacionados ao desempenho daquela economia primário-exportadora. Isso até a crise de 1929, quando então a economia agroexportadora foi superada pela industrialização, que passou a ocupar o centro vital da economia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A industrialização não ocorreu em todo o país simultaneamente e com a mesma intensidade. O seu pólo dinâmico situava-se no sudeste, particularmente em São Paulo, onde se localizava a mais poderosa economia exportadora: a cafeicultura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A economia cafeeira paulista, desenvolvendo-se no contexto da transição do trabalho es­cravo para o livre, e com ampla possibilidade de expansão nas terras férteis do Oeste, converteu-se na mais próspera das economias agroexportadoras. E, por essa razão, foi ali que a industrialização desenvolveu-se mais rapidamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De início, a industrialização fazia parte da economia cafeeira, ou melhor, do "complexo cafeeiro", pois a produção e a exportação do café dependiam de uma complexa organização de fatores. Além da esfera propriamente de sua produção, o complexo incluía ainda o seu processamento, um sistema de transporte (ferrovias), comércio de importação e exportação, bancos e, por fim, indústrias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O processo de industrialização, por isso, acompanhou o ritmo do setor exportador - não apenas cafeeiro. Em momentos de expansão, os investimentos industriais aumentavam, e se contraíam em momentos de retração do mercado internacional. Até a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), o Estado não adotou nenhuma política de estímulo à industrialização. No entanto, ela era estimulada direta ou indiretamente quando o governo aumentava as tarifas alfandegárias e, sem o pretender, acabava protegendo as indústrias da concorrência estrangeira, ou &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quando desvalorizava a moeda nacional desestimulando as importações, ou então quando adotava as duas medidas ao mesmo tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A indiferença do governo em relação à industrialização tinha a ver com o modelo econômico agroexportador que o Brasil herdara da colônia. Segundo esse modelo, o Brasil exportava produtos tropicais e, em troca, importava produtos manufaturados. Essa tradição persistiu na economia cafeeira e, como vimos anteriormente, o fazendeiro, através de seu comissário, realizava compras para si e para os escravos nas grandes casas importadoras, que forneciam a quase totalidade dos produtos de consumo de origem industrial. Portanto, segundo o modelo agroexportador não havia necessidade de desenvolver a industrialização. Contudo, a produção em pequena escala de produtos manufaturados estava disseminada pelo Brasil em pequenas oficinas artesanais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro passo no sentido da industrialização foi dado com a substituição dessa peque­na produção por unidades industriais maiores. E isso começou a acontecer no final da década de 1870, quando então a abolição da escravatura encontrava-se na ordem do dia e a solução imigrantista começou a ser considerada como alternativa. No bojo desse processo, alterou-se também a estrutura do mercado, com a gradual eliminação do comissário como intermediário no comércio exportador/importador: os ex­portadores (estrangeiros) foram direto aos produtores e os importadores espalharam representantes pelo interior. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com as poderosas casas importadoras controlando o mercado, agora em contato direto com os consumidores, estava claro que o desenvolvimento industrial só seria viável se contasse com uma rede de distribuição do mesmo tipo. Dessa situação, saíram duas soluções: a primeira foi a dos próprios importadores montando indústrias, e a segunda, a dos industriais criando a sua rede comercial, dando origem aos importadores-industriais e industriais-comerciantes, respectivamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na opinião de alguns estudiosos, os industriais saíram da fileira dos cafeicultores. Estudos mais recentes, entretanto, mostraram que a burguesia industrial era constituída principalmente, embora não exclusivamente, pelos imigrantes. É o caso de Francisco Matarazzo, um de seus representantes típicos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os efeitos da Primeira Guerra – O processo de industrialização, que vinha, desde o final do século XIX, crescendo de acordo com a expansão das exportações, ganhou uma nova direção a partir da Primeira Guerra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro efeito da guerra foi a drástica redução dos investimentos industriais. A produção, todavia, se expandiu em 1915-1916 com a utilização plena da capacidade instalada, mas começou a declinar em 1917 e o seu crescimento tornou-se negativo no ano seguinte, pela falta de matérias-primas, máquinas e equipamentos importados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O principal efeito da guerra sobre a indústria foi a mudança da atitude do governo. Até então, não existia o que poderíamos chamar de política industrial. A guerra, entretanto, evidenciou os limites e as inconveniências de um país destituído de um parque industrial compatível. Por esse motivo, o governo começou a adotar consciente e deliberadamente um incentivo para o desenvolvimento industrial, a fim de promover a sua diversificação. E essa atitude do governo manteve-se ao longo dos anos 20. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crise de 29 – No final dos anos 20, a economia capitalista internacional deparou com uma profunda crise de depressão: a crise de 29. Conforme veremos mais adiante, essa crise eclodiu nos Estados Unidos e teve importantes repercussões internacionais, atingindo, inclusive, o Brasil, quando então a economia cafeeira se desorganizou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos que se seguiram à crise, com o apoio governamental, a industrialização se intensificou e obedeceu ao objetivo de substituir as importações. Porém, o processo de industrialização só se completaria na década de 1950, com a implantação da indústria pesada - o importante setor em que se concentram máquinas que fabricam máquinas para outras indústrias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os anos 20 – A partir da abolição da escravatura em 1888, o desenvolvimento do Brasil segue um padrão marcadamente capitalista, tanto no segmento agrícola (café) quanto no urbano (industrialização). No plano internacional, o período que vai da Segunda Revolução Industrial (final do século XIX) à crise de 29 representa a fase final de uma era dominada pelo capitalismo liberal, caracterizado pela não-intervenção estatal na economia e, portanto, na crença da auto-regulação da economia através do livre jogo do mercado. Na década de vinte, esse capitalismo (liberal) entra em crise. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;História do Brasil - Luiz Koshiba - Editora Atual&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;História do Brasil - Bóris Fausto - EDUSP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:culturabrasil</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>montagner7@gmail.com (Zé Roberto)</author></item><item><title>Estação da Luz</title><link>http://abrindogavetas1.blogspot.com/2008/07/estao-da-luz.html</link><category>HISTÓRIA PAULISTA</category><pubDate>Thu, 10 Jul 2008 17:04:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3255013854732653620.post-3571374895813986445</guid><description>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_zs_ni03OkJg/SHZsYz3Kw3I/AAAAAAAABro/8Rd0mkFd4HU/s1600-h/220px-Guilherme_Gaensly_-_Esta%25C3%25A7%25C3%25A3o_da_Luz%252C_c._1900.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_zs_ni03OkJg/SHZsYz3Kw3I/AAAAAAAABro/8Rd0mkFd4HU/s400/220px-Guilherme_Gaensly_-_Esta%25C3%25A7%25C3%25A3o_da_Luz%252C_c._1900.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5221479991476929394" /&gt;&lt;/a&gt;A Estação foi construída no fim da século XIX com o objetivo de ser a sede da recém criada Companhia São Paulo Railway. Nas primeiras décadas do século XX, foi a principal porta de entrada à cidade, mas sua maior importância era econômica: por ali passava o café em direção a Santos e chegavam os produtos importados que abasteciam a cidade (em uma fase ainda pouco industrializada).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atual Estação foi construída entre 1895 e 1901, no lugar da original Estação da Luz de 1867. Presumivelmente escolhida em um catálogo inglês pelas autoridades locais, os materiais para sua construção foram totalmente trazidos da Inglaterra e ela foi simplesmente montada em São Paulo. Seu projeto é atribuído ao engenheiro inglês Henry Driver, sendo similar à Flinders Street Station, uma estação existente em Melbourne, Austrália.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na década de 1940 a Estação sofreu um incêndio e após a reforma, foi adicionado um pavimento administrativo. A partir deste período, o transporte ferroviário entrou em um processo de degradação no Brasil, assim como o bairro da Luz, levando a Estação a igualmente degradar-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na década de 1990 passou por uma série de reformas, uma das quais encabeçada pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha e seu filho Pedro Mendes da Rocha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última reforma foi em 2000.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estação é uma espécie de templo à magnitude do poder do café na história da cidade. Erguida junto ao Jardim da Luz, por décadas a sua torre dominou a paisagem paulistana. O seu relógio era o principal referencial para acerto dos relógios da cidade.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_zs_ni03OkJg/SHZsJo5x6VI/AAAAAAAABrg/CoZm8DQDzNk/s1600-h/280px-Esta%25C3%25A7%25C3%25A3o_da_Luz-edit-01.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_zs_ni03OkJg/SHZsJo5x6VI/AAAAAAAABrg/CoZm8DQDzNk/s400/280px-Esta%25C3%25A7%25C3%25A3o_da_Luz-edit-01.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5221479730837055826" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No período de auge da estação (ou seja, nas primeiras décadas do século XX, quando a Luz era uma região de destaque na cidade), a Estação compunha um conjunto arquitetônico que não só era um referencial urbano como efetivamente fazia parte da vida cotidiana do município, constituindo aquilo que pode ser chamado de a "imagem da cidade". A Estação, vizinha ao Jardim da Luz, compunha com o edifício da Pinacoteca do Estado um marco na definição da região da Luz, marcando os limites dos bairros do Bom Retiro e Campos Elíseos. Além disso, até meados dos anos 70, um terceiro elemento configurava aquele espaço de forma bastante marcante: na perspectiva da Avenida Tiradentes localizava-se, em frente à Pinacoteca, um monumento à figura de Ramos de Azevedo (arquiteto responsável pelo projeto de diversos edifícios importantes naquele período, inclusive o prédio da Pinacoteca). Desta forma, tendo como referência aquele monumento, alguém localizado tanto no Centro Antigo quanto nas regiões mais próximas ao Rio Tietê (para o qual a Avenida Tiradentes se estende) poderia localizar o bairro da Luz e especular a que distância estava da Estação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com as obras do metrô de São Paulo, conduzidas na década de 70, o Monumento a Ramos de Azevedo teve de ser removido do local, levando a uma alteração radical da configuração espacial da paisagem original daquele local, assim como a sua percepção cotidiana dos transeuntes do local. Por outro lado, a Estação da Luz ganhou uma certa monumentalidade.</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="http://bp1.blogger.com/_zs_ni03OkJg/SHZsYz3Kw3I/AAAAAAAABro/8Rd0mkFd4HU/s72-c/220px-Guilherme_Gaensly_-_Esta%25C3%25A7%25C3%25A3o_da_Luz%252C_c._1900.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>montagner7@gmail.com (Zé Roberto)</author></item><item><title>O populismo</title><link>http://abrindogavetas1.blogspot.com/2008/07/o-populismo.html</link><category>HISTÓRIA DO BRASIL</category><pubDate>Wed, 9 Jul 2008 12:07:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3255013854732653620.post-1652976658704918232</guid><description>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_zs_ni03OkJg/SHTVWT_4czI/AAAAAAAABpw/8AvjWaDTYwk/s1600-h/neopopulismo9_1610.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_zs_ni03OkJg/SHTVWT_4czI/AAAAAAAABpw/8AvjWaDTYwk/s400/neopopulismo9_1610.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5221032447331300146" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Origens – &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O período da história republicana do Brasil que vai da queda do Estado Novo (1945) ao movimento militar de 1964 é caracterizado como populismo. O populismo, entretanto, não foi um fenômeno político exclusivamente brasileiro, mas latino-americano, que floresceu no período pós-guerra. O termo populismo foi tomado de empréstimo à história política da Europa e serviu para designar, no século XIX, um movimento revolucionário russo conhecido como narodniki. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, todavia, aquilo que se convencionou chamar de populismo não data propriamente do novo período que se abriu em 1945 e se encerrou em 1964. Ele mergulha suas raízes na revolução de 1930, configurando-se como produto do cruzamento entre o processo da crise política e o desenvolvimento econômico que então principiava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambigüidade. Como produto de forças transformadoras e contraditórias, o populismo trazia a marca de suas origens: é essencialmente uma configuração política ambígua. Segundo o sociólogo Francisco Weffort, o populismo e, como "estilo de governo", sempre sensível às pressões populares; simultaneamente, como "política de massa", procura conduzir e manipular suas aspirações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo em que foi expressão da crise da forma oligárquica de governo, típica da República Velha, representou também a democratização do Estado, embora apoiado no autoritarismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclusões. O populismo foi, enfim, a expressão política do deslocamento do pólo dinâmico da economia - do setor agrário para o urbano -, através do processo de desenvolvimento industrial, em grande parte impulsionado pela revolução de 1930. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No plano social, tais transformações econômicas implicaram a emergência das classes populares urbanas, cujos anseios foram sistematicamente ignorados e reprimidos na República Oligárquica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Chama-se de populismo, nesse contexto, à forma de manifestação das insatisfações da massa popular urbana e, ao mesmo tempo, o seu reconhecimento e sua manipulação pelo Estado. Do ponto de vista da camada dirigente, o populismo é, por sua vez, a forma assumida pelo Estado para dar conta dos anseios populares e, simultaneamente, elaborar mecanismos para o seu controle. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;História do Brasil - Luiz Koshiba - Editora Atual&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;História do Brasil - Bóris Fausto - EDUSP</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="http://bp3.blogger.com/_zs_ni03OkJg/SHTVWT_4czI/AAAAAAAABpw/8AvjWaDTYwk/s72-c/neopopulismo9_1610.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>montagner7@gmail.com (Zé Roberto)</author></item><item><title>A introdução do gado no Rio Grande do sul</title><link>http://abrindogavetas1.blogspot.com/2008/07/introduo-do-gado-no-rio-grande-do-sul.html</link><category>HISTÓRIA DO BRASIL</category><pubDate>Tue, 8 Jul 2008 11:01:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3255013854732653620.post-5173210012758317048</guid><description>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_zs_ni03OkJg/SHN0tUjx3SI/AAAAAAAABnQ/KZew9h27hOo/s1600-h/sem+t%C3%ADtulo.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_zs_ni03OkJg/SHN0tUjx3SI/AAAAAAAABnQ/KZew9h27hOo/s400/sem+t%C3%ADtulo.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5220644715014249762" /&gt;&lt;/a&gt;Há varias teorias sobre a introdução do gado no Rio Grande do sul. Uma destas teorias diz que o gado era originário dos pequenos rebanhos deixados por Hernandarias, em 1611 e 1617, na foz do rio Negro, afluente do rio Uruguai. Os Charruas comeram este gado vacum, porque quando a Colônia do Sacramento foi fundada só se encontrava gado na Vacaria do Mar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra teoria afirma que Francisco Naper de Alencastro introduziu o gado em 1691, mas antes dessa data já se tem informação de rebanhos bovinos no Rio Grande do Sul. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terceira teoria é a Missioneira. Em 1628 há relatos sobre rebanhos bovinos nas reduções. Em 1633 registra-se em pequeno numero nos povoados missioneiros. Só em 1634 o Padre Cristóbal de Mendoza introduziu o gado vacum em grande escala no território gaúcho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VACARIA , em Castelhano baqueria, era o nome dado a grandes extensões de campos, onde missionários Jesuítas das Reduções e dos Sete Povos das Missões colocavam seus rebanhos, para se criarem soltos, alçados, formando reservas para suas estâncias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A introdução do gado pelos jesuítas em 1629, da margem direita para a esquerda do rio Uruguai, foi o ponto inicial de um rebanho imenso que se propagaria aos terrenos baixos do rio Uruguai, que seria conhecido como "Vacarias do Mar" , e ao planalto e serra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Jesuítas, com a chegada dos Bandeirantes, retiraram-se para a outra margem do rio Uruguai, levando os nativos, mas deixando o gado que criavam nas reduções. Esses rebanhos, abandonados no pampa e reproduzindo-se a solta, tornaram-se bravios e formaram uma imensa reserva de gado, conhecido como “Vacaria del Mar”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Vacaria do Mar, situada entre a Laguna dos Patos e os rios Jacuí e Negro, havia sido pilhada por espanhóis e portugueses. Para fugir à sanha predatória destes conquistadores, o superior provincial dos Jesuítas, Padre Lauro Nunes, em 1702, resolveu criar a “Vacaria dos Pinhais” , numa região que parecia inacessível a espanhóis e portugueses. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este território corresponde à última vacaria realizada pelos Padres, denominada "Baqueria de los Pinares", esta estância foi fundada em 1697. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A região do Albardão da Serra ou Coxilha Grande fez parte por muito tempo de uma zona conhecida por "Vacaria dos Pinhais". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fontes de abastecimento de espanhóis e portugueses foram os rebanhos do gado chamado "chimarrão” formado quase espontaneamente. Sobra a Vacaria dos Pinhais ou Campos da Vacaria, descreve em 1781 Francisco Roque Roscio: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A terceira parte do terreno deste Continente e Governo do Rio Grande de São Pedro são os campos de cima da serra chamados Campos da Vacaria, que é uma extensão de terreno vasto e longo, cortado e banhado para os seus lados meridional e setentrional com vários rios que se esgotam da parte meridional para o Rio Guaíba e da parte setentrional para o Rio Uruguai. É formado ou levantado pelo meio com um Albardão Grande que se alonga e estende até as Aldeias e Campos das Missões Jesuítas no Uruguai e fechado pelos lados meridional e oriental com a Serra e a Cordilheira Geral; pelo lado setentrional com o Rio Uruguai, que tem seu nascimento na mesma cordilheira; e pelo lado ocidental, com a corda de mato (...) na passagem do Jacuí quando atravessa a mesma Serra". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a introdução do gado pelos Missionários Jesuítas, e a formação destas Vacarias, estava lançado o fundamento econômico básico de apropriação da terra gaúcha: a preia do gado xucro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Economicamente, além da preservação do vantajoso comercio ilícito, implicou conhecimento, por parte dos portugueses, das imensas reservas de gado e da Vacaria del Mar. Nesta passou a se desenvolver uma intensa atividade de caráter predatório. Caçava-se o gado xucro para dele extrair o couro que era exportado para a Europa por Buenos Aires ou Sacramento. A preação do gado foi objeto da atenção de diferentes grupos sociais: Portugueses de Sacramento, Índios de aldeados que vinham para vaquear para os padres, “acioneiros” de Santa Fé, Corrientes e Buenos Aires, que preavam os animais com permissão das autoridades espanholas, e aqueles indivíduos que, “ sem rei, sem fé e sem lei” , vaqueavam por conta própria, vendendo os couros a quem lhes paguem mais. Até os ingleses estabeleceram na área um entreposto ligado a “south sea company”, para lucrarem com o negocio da courama. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste período, a carne não era considerada um bem econômico, sendo consumida no local aquela necessária à subsistência por ocasião do abate e a restante deixada apodrecer. A chamada Preia de Gado Alçado, para a comercialização do couro movimentou o extremo sul, atraindo as atenções para a região que se tornou conhecida pela sua riqueza pecuária. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Vacaria do Mar estava num território que pertencia ao Rei de Espanha, pois a partir de 1640, com o termino da União da Coroa Ibérica, o suposto Tratado de Tordesilhas voltava à tona. Todavia o território era administrado pelos padres da Companhia de Jesus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o abate desse gado para tirar couro e sebo, bem como levando tropas para São Paulo em 1739 não havia mais gado na região. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• BARBOSA, Fidelis Dalcin, Vacaria dos Pinhais. Porto Alegre, Escola Superior de Teologia São Lourenço de Brindes, Caxias do Sul; Universidade de Caxias do Sul, 1978. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• FLORES, Moacyr. Historia do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, Nova Dimensão, 1996, 5ª ed. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Colonialismo e Missões Jesuíticas. Porto Alegre, EST/ Instituto de Cultura Hispânica, 1996 3ª ed. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• FORTES, Amyr Borges. Compendio de historia do Rio Grande do Sul . Porto Alegre, Sulina, 1960,4ª ed. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• LAZAROTTO, Danillo. Historia do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, Sulina, 1982 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• QUEVEDO, Julio. Rio Grande do Sul Aspectos das Missões. Porto Alegre, Martins Livreiro, 1991. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto escrito por Patrícia Barboza da Silva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:Brasil Escola</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="http://bp3.blogger.com/_zs_ni03OkJg/SHN0tUjx3SI/AAAAAAAABnQ/KZew9h27hOo/s72-c/sem+t%C3%ADtulo.bmp" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>montagner7@gmail.com (Zé Roberto)</author></item><item><title>História do Rio de Janeiro</title><link>http://abrindogavetas1.blogspot.com/2008/07/histria-do-rio-de-janeiro.html</link><category>Cidades brasileiras</category><pubDate>Mon, 7 Jul 2008 14:43:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3255013854732653620.post-7602219149058693460</guid><description>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_zs_ni03OkJg/SHJWuPt8XRI/AAAAAAAABlo/Iz7g4jU873c/s1600-h/1566971585_0c4c86487e.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_zs_ni03OkJg/SHJWuPt8XRI/AAAAAAAABlo/Iz7g4jU873c/s400/1566971585_0c4c86487e.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5220330270569028882" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No dia 1º de janeiro de 1502, navegadores portugueses avistaram a Baía de Guanabara. Acreditando que se tratava da foz de um grande rio, deram-lhe o nome de Rio de Janeiro, dando origem ao nome da cidade. O município em si foi fundado em 1565 por Estácio de Sá, com o nome de São Sebastião do Rio de Janeiro, em homenagem ao então Rei de Portugal, D. Sebastião.&lt;br /&gt;Duzentos anos adiante, em 1763 o Rio de Janeiro tornou-se a capital do Brasil, título que manteve até 1960, quando foi inaugurada Brasília, a atual capital do país.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devido às guerras napoleônicas, a família real portuguesa transferiu-se, em 1808, para o Rio de Janeiro, onde em 1815 o Príncipe Regente D. João VI foi coroado Rei do Reino Unido do Brasil, Portugal e Algarves, um fato histórico que foi da maior importância para os rumos da Nação Brasileira.&lt;br /&gt;A economia da cidade foi impulsionada a partir do século XVII pelos ciclos da cana de açúcar, do ouro e do café. Hoje, o Estado do Rio de Janeiro é, após São Paulo, o segundo pólo industrial do Brasil, está entre os primeiros do turismo, além de ser o principal centro cultural do país e importante centro político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Povos europeus, principalmente portugueses, misturando-se com escravos africanos e índios brasileiros, deram origem a um povo gentil, alegre e bonito que compõem a população de mais de 6 milhões de CARIOCAS, como são chamados os habitantes da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Situada em meio a uma paisagem privilegiada pela natureza, entre o mar e as montanhas, a cidade do Rio de Janeiro é uma das mais belas do mundo o que lhe valeu o título de Cidade Maravilhosa.</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="http://bp0.blogger.com/_zs_ni03OkJg/SHJWuPt8XRI/AAAAAAAABlo/Iz7g4jU873c/s72-c/1566971585_0c4c86487e.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>montagner7@gmail.com (Zé Roberto)</author></item></channel></rss>