<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3287948793908709556</id><updated>2024-10-04T19:12:18.742-07:00</updated><category term="Especial"/><category term="Séries Especiais"/><category term="Cultura"/><category term="Comunidade"/><category term="Esporte"/><category term="Saúde"/><category term="Educação"/><category term="Cotidiano"/><category term="Saúde e Bem Estar"/><category term="As ruas de Guarapuava"/><category term="Made in Guarapuava"/><category term="Reportagens Especiais"/><category term="Solidariedade em pauta"/><category term="Economia Jovem"/><category term="Saúde do Jovem"/><category term="Esporte Guarapuava"/><category term="Amplificando Guarapuava"/><category term="Almas Singulares"/><category term="Classificados"/><category term="Carros Antigos"/><category term="Curiosidades Guarapuava"/><category term="Esfera Pública"/><category term="Unicentro"/><category term="Comportamento"/><category term="Mundo Empresarial"/><category term="Guarapuava"/><category term="Política"/><category term="Tecnologia"/><title type='text'>Ágora Online</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3287948793908709556/posts/default?redirect=false'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3287948793908709556/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false'/><author><name>Márcio Nei</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13077036009212256796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>247</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3287948793908709556.post-7581036876938893270</id><published>2011-12-19T06:04:00.000-08:00</published><updated>2011-12-19T07:46:32.769-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Reportagens Especiais"/><title type='text'>Vade retro</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg-6Nx_pAIXWgKFzHkjO90m11YXIrX1mKVZ3Z_lAIg1z4TYjyzqWl_oD8yOpj9S1TKRo0fazJNLa6Jq3FHsEsRlLeWcsgNsq7iJ94lT8g6fqd1fBJu41UI9TEgVhIXWJibvwGjlemjHT2bc/s1600/img1.jpg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg-6Nx_pAIXWgKFzHkjO90m11YXIrX1mKVZ3Z_lAIg1z4TYjyzqWl_oD8yOpj9S1TKRo0fazJNLa6Jq3FHsEsRlLeWcsgNsq7iJ94lT8g6fqd1fBJu41UI9TEgVhIXWJibvwGjlemjHT2bc/s320/img1.jpg&quot; border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; width=&quot;269&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;Leandro Povinelli&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;“O homem de cáqui perambulou entre as ruínas. O Templo de Nabu. O Templo de Ishtar. Analisava as vibrações. No palácio de Assur-banipal, estacou. E então lançou um olhar de soslaio a uma estátua de pedra calcária que se avolumava in situ: asas hirsutas, garras nas patas, pênis bulboso, saliente, curto e grosso, e uma boca tensa, arreganhada num esgar de riso feroz. O demônio Pazuzu. Súbito esmoreceu. Sabia. Vinha vindo. Olhou a poeira. Sombras Aceleradas. Ouviu surdos latidos de matilhas de cães selvagens vagueando pela periferia da cidade. O globo solar já começava a se por no horizonte. Baixou as mangas da camisa e abotoou-as, enquanto se levantava uma brisa tiritante. Do sudoeste. Apressou-se a tomar o rumo de Mosul e de seu trem, o coração confrangido pela gélida convicção de que em breve teria de enfrentar um velho inimigo”.&lt;br /&gt;Assim termina o prólogo do livro O Exorcista, escrito por William Peter Blatty em 1971. Dois anos mais tarde, em 1973, o filme homônimo, baseado no livro, chegaria aos cinemas, popularizando um tema que, até hoje, a ciência não consegue explicar com exatidão.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjN0cgd6eg8Js3DW-ay9f4pe7ty69VwGWPTbO_U5TtATMseJWW5vd9CsIPd8BXNEWATeJGjFAOIkeyeJMwIhnINfSV2sgQ7fBrJKfJp60zZTqXLegZFsCoOsU04jp01jMrzOVJIXeY34qE/s1600/img2.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 170px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjN0cgd6eg8Js3DW-ay9f4pe7ty69VwGWPTbO_U5TtATMseJWW5vd9CsIPd8BXNEWATeJGjFAOIkeyeJMwIhnINfSV2sgQ7fBrJKfJp60zZTqXLegZFsCoOsU04jp01jMrzOVJIXeY34qE/s320/img2.jpg&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5687857061218742562&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;“O exorcismo visa expulsar o demônio ou livrar a pessoa da influência demoníaca. Isto acontece pela autoridade espiritual que Jesus confiou à sua Igreja. Bem diferente é o caso da doença, sobretudo a psíquica, cujo tratamento depende da ciência médica. É muito importante verificar antes de celebrar o exorcismo se trata-se da presença do maligno ou se é apenas uma doença”, explica o padre Jorge Morkis, sacerdote há quase 50 anos e eleito exorcista oficial da arquidiocese de Curitiba.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nascido na Polônia e radicado no Brasil há 40 anos, Morkis explica que os padres exorcistas já nascem com a vocação, mas precisam esperar um chamado para que a função possa ser desempenhada da maneira correta. “No meu caso, tudo começou quando vi um jovem cometer suicídio dentro de uma igreja. Eu precisava entender o que estava acontecendo, se havia a presença ou não de espíritos malignos. Foi então que comecei a me dedicar aos estudos do exorcismo”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O primeiro relato de um ritual católico de exorcismo foi escrito por Tertuliano, um apologista cristão que viveu entre os séculos 2 e 3. Porém, somente por volta do ano 500, a Igreja publicou a primeira instrução oficial de como realizar o ritual no documento Statuta Ecclesiae Latinae. Hoje, o ritual de exorcismo faz parte de um conjunto de textos denominados Rituale Romanum e, em 2004, a Congregação para a Doutrina da Fé, um dos órgãos da Igreja, ordenou que cada diocese designasse seu exorcista “oficial”. Para poder treinar e orientar os párocos, em 2005, a Associação Internacional de Exorcistas, criada por sacerdotes italianos, organizou o primeiro curso de nível universitário na área, em Roma. No currículo, constam aulas de teologia focada em demônios, medicina, psicologia e sociologia dos cultos satânicos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quando falamos da velha briga entre ciência e religião, Morkis também tem uma opinião formada. “O espírito é invisível, como o vento. Todos nós sabemos que o vento existe quando a folha farfalha. Sabemos quando tem espírito ruim. Para quem acredita em paranormalidade, tudo é paranormal. Quer-se explicar cientificamente as manifestações espirituais. Se a pessoa fala outra língua sem estudar, dizem que quando ela estava no ventre sua mãe teve contato com um professor, passando o conhecimento para a criança. O demônio sabe falar todas as línguas. Eu tenho um argumento para os psiquiatras, médicos e psicólogos. Por que a oração faz melhorar? Eles dizem que é uma sugestão, um placebo. Eu digo que não”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No entanto, segundo a Igreja Católica, apenas 3% dos casos de possessão podem ser levados a sério. Para isso, é importante observar todos sintomas e saber diferenciá-los de possíveis patologias. “Força anormal, falta de higiene e cuidados com o próprio corpo, conhecimento de idiomas desconhecidos e/ou línguas mortas, blasfêmias, heresias e cropolalias são recorrentes em pessoas possuídas”, afirma Morkis. Além disso, o padre ainda aponta outras características marcantes em pessoas possuídas. “Tudo o que é de Deus, as imagens, as cruzes, água benta... Essas pessoas que estão com o maligno presente simplesmente não aceitam, não suportam. Rejeitam totalmente. Nunca vi, mas também existem os que levitam. Não me admiro com nada. Tudo pode acontecer. Tem quem sinta o inimigo com imagens, vozes, cheiros. Há fenômenos estranhos, mas não é explícito como no filme O Exorcista. A natureza do demônio é se esconder. Faz tudo para que se acredite que não existe. E em muitos casos, consegue”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;“Karras abriu a porta, e quase recuou ante a lufada de mau cheiro e frio gélido. A um canto do quarto, Karl, encolhido numa cadeira, de jaqueta verde oliva de caçador, já desbotada, estava virado para Karras, na expectativa. O jesuíta lançou logo um olhar ao demônio na cama. Os olhos faiscantes tinham-se fixado atrás dele, no corredor. Encaravam Merrin. Karras aproximou-se do pé da cama, enquanto Merrin se dirigia lentamente, alto e ereto, para o lado. Deteve-se ali, baixando os olhos para o ódio. Uma quietude sufocante pairava no ar. Regan passou então a língua voraz, enegrecida, pelos lábios rachados e intumescidos. O barulho foi idêntico ao de uma mão alisando um pergaminho amassado. O velho sacerdote ergueu a mão e traçou o sinal da cruz sobre a cama, repetindo depois o gesto pelo quarto todo. Voltando-se, tirou a rolha do vial de água benta. Merrin ergueu o vial e a cara do demônio ficou retorcida. Merrin começou a aspergir. O demônio esticou violentamente a cabeça, enquanto a boca e os músculos do pescoço estremeciam de raiva”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Jorge Morkis diz que é necessário ter muita coragem para realizar os rituais. O padre afirma que já passou por maus bocados e que, apesar de alguns casos serem puramente patológicos, o exorcista crê na existência de espíritos, tanto os bons quanto os maus. “Uma vez me contaram que uma possessa ficava gritando ‘matem o padre Jorge, matem o padre Jorge!’. Nessas horas o medo pode aparecer, mas confio e acredito em Deus, sei que estou bem protegido por Ele. Os exorcismos realmente funcionam. Espíritos maus existem, e eu quase toda semana falo com eles. Esta é a realidade”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sua rotina de atendimentos é tão diabólica que nos primeiros meses deste ano o padre acabou acamado por um acidente vascular cerebral. “Eu disse, ele quer me derrubar”, avisa, como se falasse de um vizinho do condomínio. Mesmo adoentado, padre Morkis continua dando expedientes diários na Livraria Nossa Senhora do Equilíbrio, no Centro, onde abençoa e aconselha inúmeras almas atormentadas. Algumas lhe consomem poucos minutos. Outras, um ano inteiro. “Responder quantos exorcismos eu já fiz beira a confissão. Não quero anotar. Foram centenas. Exorcismo é bênção. As pessoas vêm mais de uma vez para receber, mas esquecem que em qualquer contato com o maligno volta tudo de novo. O pecado, o ódio, a raiva e a falta de perdão abrem a porta para o mal. É isso. O demônio existe. E é pior do que pintam. Não é como o chifrudo. É um monstro. Se o víssemos, morreríamos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjG3-MueNUqop5ndblcEZCFacRBUrkBbN1QMz-EizCzRDpj7QJZ8hZGJIZpg7m58Ky-4bm738-kn9s6ivhBvHiJl9AXcd3XT_VeB_30vzox9sWlNIUQwieWO63QOpGJF1KTPpKEkxECsPs/s1600/img3.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 166px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjG3-MueNUqop5ndblcEZCFacRBUrkBbN1QMz-EizCzRDpj7QJZ8hZGJIZpg7m58Ky-4bm738-kn9s6ivhBvHiJl9AXcd3XT_VeB_30vzox9sWlNIUQwieWO63QOpGJF1KTPpKEkxECsPs/s320/img3.jpg&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5687857119274610354&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;“Karras sentiu-se mal. Depois o pêlo de seus braços começou a se eriçar. Com lentidão de pesadelo, aos poucos, a cabeça de Regan foi virando, girando feito um boneco, rangendo com o som de mecanismo enferrujado, até que o hediondo e cintilante branco daqueles olhos espantosos fixou-se nos dele. A cabeça voltou-se lentamente para Merrin. Karras olhou cautelosamente em torno, à medida em que as luzes do quarto começaram a piscar,  diminuir, e por fim a se amorteceram numa cor de âmbar fantasmagórica, palpitante. Estremeceu de frio. O quarto estava mais gélido ainda. Uma batida abafada abalou o quarto. Depois outra. Por fim, repetiu-se continuamente, estremecendo paredes, soalho, teto, arrancando lascas, pulsando num ritmo pesado, como as batidas de um coração que fosse descomunal e estivesse condenado”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgFrE04osiH3HexzC_RfsisANhbfqcJh2Uallqi_k8WyqKLKVJlKsjwTfKvy-pCRd9CUW1J8zm7yum0JTOwLzEtek_K4jxdqusEi0BXCtXwv43TEnTYuAjbmm9wCUbEfLAdbgb1oRkMvYs/s1600/img4.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 121px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgFrE04osiH3HexzC_RfsisANhbfqcJh2Uallqi_k8WyqKLKVJlKsjwTfKvy-pCRd9CUW1J8zm7yum0JTOwLzEtek_K4jxdqusEi0BXCtXwv43TEnTYuAjbmm9wCUbEfLAdbgb1oRkMvYs/s320/img4.jpg&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5687857167212438290&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;“Os médicos observaram durante meia hora. Ela escoiceava. Rodopiava. Arrancava os cabelos. De vez em quando fazia um esgar, apertando as mãos contra as orelhas, como que para não ouvir um barulho súbito, ensurdecedor. Vociferava palavrões. Gritava de dor. Depois, por fim, arremessou-se de bruços sobre a cama, dobrando as pernas debaixo do estômago. E pôs-se a gemer coisas incoerentes. O psiquiatra puxou Klein para um canto. ‘Vamos aplicar-lhe um calmante’, cochichou. ‘Aí talvez dê para eu falar com ela’. O clínico concordou e preparou uma injeção de cinquenta miligramas de thorazina. Mas quando os médicos se aproximaram da cama, Regan pareceu pressenti-los, virando-se logo de costas e, enquanto o neuropsiquiatra tentava segurá-la, começou a dar berros estridentes de fúria malévola. Mordia. Agredia. Esquivava-se de suas mãos. Só quando chamaram Karl para ajudar foi que lograram mantê-la bastante imóvel para Klein aplicar a injeção. A dosagem resultou insuficiente. Injetaram mais cinquenta miligramas. Esperaram. Regan ficou dócil. Depois lânguida. Por fim, encarou os médicos com súbita perplexidade”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por mais que existam as divergências, o exorcismo continua sendo uma área fascinante para a ciência, visto que ninguém ainda possui uma explicação definitiva sobre alguns acontecimentos. De acordo com a psiquiatra Márcia Pereira Vertoni, vários casos não passam de distúrbios psíquicos, resolvidos com um tratamento médico adequado. “Muitas vezes, esses casos não passam de pessoas com múltipla personalidade, em que 30% das personas forjadas é sempre o demônio. Também podemos observar quadros de esquizofrenia, síndrome de Tourette ou força histérica que, apesar de não ser reconhecida pela medicina, são casos em que uma força extraordinária e anormal surge durante situações de muito estresse no paciente”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Márcia, munida de um ceticismo impenetrável, não acredita em espíritos. Muito menos em demônios e possessões. “O demônio como conhecemos nada mais é do que uma adaptação de figuras mitológicas, como o deus grego Pã, por exemplo. Se é benéfico para a pessoa, acho ótimo que exista um apego religioso, algo em que ela possa se agarrar e sentir-se confortável. No entanto, vendo pelo lado científico, pelo lado psicológico, não conheço nenhum caso em que um paciente ‘possuído’ não pudesse ser tratado com uma medicação adequada. Nada contra quem acredita nessas coisas, mas, para mim, tudo tem uma explicação lógica, basta investigarmos com cautela”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEinTy1owTLBtHl8HGKHOM3V4JoB9sY3saLVajCWugLhiA7hICKqR9XeuJ15S3N2IyOVinokJiXhK58D0JsF-eThAUgziwuLX-JYqBCN0FFFoxmxxLCBeoo3pPoEiyXl77n41tqxgu1kTnw/s1600/img5.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 283px; height: 400px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEinTy1owTLBtHl8HGKHOM3V4JoB9sY3saLVajCWugLhiA7hICKqR9XeuJ15S3N2IyOVinokJiXhK58D0JsF-eThAUgziwuLX-JYqBCN0FFFoxmxxLCBeoo3pPoEiyXl77n41tqxgu1kTnw/s400/img5.jpg&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5687857265603858818&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Editado por Gabriela Titon&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;__________________&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;* Matéria produzida durante o segundo semestre de 2011 na disciplina de Pesquisa em Comunicação no 4º Ano do Curso de Jornalismo da Unicentro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/feeds/7581036876938893270/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/2011/12/vade-retro.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3287948793908709556/posts/default/7581036876938893270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3287948793908709556/posts/default/7581036876938893270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/2011/12/vade-retro.html' title='Vade retro'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg-6Nx_pAIXWgKFzHkjO90m11YXIrX1mKVZ3Z_lAIg1z4TYjyzqWl_oD8yOpj9S1TKRo0fazJNLa6Jq3FHsEsRlLeWcsgNsq7iJ94lT8g6fqd1fBJu41UI9TEgVhIXWJibvwGjlemjHT2bc/s72-c/img1.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3287948793908709556.post-4857186307701511791</id><published>2011-12-19T06:03:00.000-08:00</published><updated>2011-12-20T07:09:22.538-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Reportagens Especiais"/><title type='text'>Guarapuava tem a primeira sala de recursos para superdotados da região</title><content type='html'>&lt;b&gt;A primeira  a oferecer educação especial aos alunos que se enquadram nesse perfil e que fazem parte da rede de ensino  estadual&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Morgana Nunes&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não é uma tarefa fácil. Vivemos inconscientemente buscando entender as nossas próprias especificidades, desejos e fraquezas que precisam ser melhorados. No entanto, gastamos boa parte de nossa vivência buscando algum ponto forte da própria personalidade, algo que nos faça luzir. Algumas dessas tarefas são incumbidas aos profissionais da educação, pois trabalham em cima das dificuldades e também das habilidades inteligíveis de cada estudante. Há muito tempo, existe o interesse por identificar pessoas talentosas, altamente capazes ou inteligentes, mas nas últimas três décadas isso tem aumentado. Pesquisas comprovam que são crescentes os investimentos em políticas públicas ligadas a programas especiais, que tenham como objetivo trazer progresso para a tecnologia, ciência, economia, através do reconhecimento e desenvolvimento de alunos com superdotação e altas habilidades em potencial.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A sala de recursos para pessoas com altas habilidades/superdotação foi criada em Guarapuava no final de maio deste ano e está localizada no Colégio Estadual Manoel Ribas. É a primeira da região a oferecer educação especial aos alunos que se enquadram a esse perfil e que fazem parte da rede de ensino estadual. Mas, antes disso, já existia a orientação da Secretaria de Estado da Educação para que o mesmo projeto fosse aplicado a outras cidades do Paraná, em Curitiba já existe desde 2005. Em Guarapuava, iniciou neste ano, mas alguns alunos foram avaliados previamente e aguardavam este atendimento. O projeto para a instauração da sala foi criado em março do ano passado, depois de devidamente sancionado, quatro alunos previamente avaliados começaram a receber o atendimento. O próximo passo foi dado pelo Núcleo Regional de Educação, responsável por convocar pedagogos, professores e demais profissionais capacitados em educação especial para dar início ao processo de avaliação e identificação desses alunos nas salas de aula da rede pública do Estado. Segundo a professora especialista em educação especial e coordenadora da sala de recursos com altas habilidades/superdotação, Nicéia Martim, o objetivo é fazer com que os alunos recebam atendimento psicológico especial, exercitem a convivência social e pesquisem sobre a própria  área interesse, criando projetos que beneficiem a sociedade.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;“ O trabalho na sala é fazer com que os alunos interajam entre si, objetivando que esse relacionamento com os colegas seja aplicado no dia a dia com diversas pessoas. Oferecemos mini-cursos e oficinas com o propósito de enriquecimento curricular.  A sala funciona como ponto de encontro, algumas atividades precisam de espaços específicos para serem realizadas. Outro objetivo é fazer com que as áreas de interesse de cada um deles possam gerir um projeto com algum benefício social.”&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Alunos com superdotação e altas habilidades também precisam da mesma atenção de uma educação especializada, com profissionais que saibam trabalhar de forma positiva os potenciais de cada um. Atenção esta que é dada também aos estudantes que têm dificuldades de aprendizado, hiperatividade, déficit de atenção, bipolaridade e demais transtornos que possam afetar a aprendizagem.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;José Valdir Kukelcik, chefe do Núcleo Regional de Educação em Guarapuava, afirma que a criação de salas especiais para alunos com superdotação e/ou altas habilidades é de suma importância, porque eles precisam saber lidar com o perfil e as características desses alunos especiais. “A importância dessas salas multidisciplinares e multifuncionais é grande. Há tempos, existem salas para alunos com dificuldades cognitivas e da mesma maneira, precisamos oferecer educação de qualidade e diferenciada para alunos com perfil de superdotação. Eles precisam desenvolver seus talentos e habilidades com liberdade e respeito, assim como os colegas de sala de aula”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;Superdotação “ em cheque”&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A cultura é um dos principais fatores que influenciam na identificação de pessoas com  superdotação e/ou altas habilidades, não somente ela, mas outros como momento histórico, contexto político e social também influenciam no perfil de pessoas que detêm essas características. A variedade de termos e definições acompanhadas de preconceitos e mitos, trazem ainda mais dificuldades para estudo e ampliação do entendimento ao superdotado. Apesar dessas contrariedades, pesquisadores entram em consenso ao dizer que os superdotados são pessoas com alta habilidade cognitiva, são criativos, preocupados com a ética, detêm características de independência e curiosidade intelectual. Assim como todo ser humano, os superdotados não fazem parte de um grupo homogêneo, fatores ambientais relacionados ao sistema educacional, à família, à religiosidade e aos valores socioculturais tornam o conceito complexo e multifacetado.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Cíntia Ribeiro é pedagoga, psicóloga e integra a equipe de Educação Especial do Núcleo Regional de Guarapuava. É umas das responsáveis pela aplicação da avaliação psicológica e educacional de alunos com superdotação, uma fase de procedimentos que assegura de maneira eficiente e capaz de realizar a identificação de estudantes que possuem este perfil .&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&quot;Na verdade, chamamos de psicoeducacional, pois envolve o contexto escolar destes alunos e das escolas a qual eles fazem parte. Existem formulários que os professores, pais e próprio aluno preenchem com orientação da pedagoga da escola&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Após essa fase, ainda segundo Cíntia Ribeiro, é solicitada a autorização da família e do aluno para que a responsável pela sala de recursos, a professora Nicéia Martins, tome a frente do próximo passo de avaliação.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&quot;Depois dessa fase, é feita a testagem pedagógica, que engloba testes formais e informais. Posteriormente, é feita a avaliação psicológica que analisa questões emocionais e o potencial intelectual dos alunos. Por último, é realizada uma reunião de devolutiva para a escola e a família&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O interesse em estudar a superdotação e ou altas habilidades é grande, há vários pesquisadores e teóricos para falar sobre assunto. A teoria utilizada para exercer os trabalhos nas escolas da rede estadual da região de Guarapuava é a dos Três Anéis, do psicólogo educacional Joseph Renzulli. Em resumo, ela trata de três bases necessárias a serem aplicadas sobre o conceito de superdotação. “A teoria dos Três Anéis é composta pelas seguintes características: criatividade, habilidade acima da média e envolvimento com a tarefa. Segundo essa teoria, temos basicamente dois tipos de alunos: acadêmicos - que se dão bem e têm facilidade com os conteúdos escolares, geralmente tem notas excelentes em todas as disciplinas; e o produtivo/criativo, que apresentam uma habilidade acima da média nas questões artísticas, culturais, esporte, música, dança, teatro&quot;, explica a psicóloga e pedagoga Cíntia Ribeiro.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A OMS (Organização Mundial da Saúde) computa que cerca de 3,5% a 5% de toda a população do mundo possui alguma categoria de superdotação e/ou alta habilidade. É fundamental  compreender quem são e como formá-los para que se desenvolva uma educação humanitária de igualdade e respeito.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;Super-Pais&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;“Eu quero que meu filho seja muito feliz e saiba usar o próprio talento de forma sábia. Lenon, aos três anos, já tinha um vocabulário avançado para a idade, lia placas, outdoors, mais textos pelas ruas, mas eu achava que era por associação a cor ou imagem. Aí, fiz um teste em casa, dei alguns trechos de livros e ele leu perfeitamente. A partir daquele dia, eu me tornei pesquisador”. Luciano Ortiz é pedagogo e pesquisa superdotação, mais especificamente sobre vantagens e desvantagens aceleração escolar para superdotados.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O papel que os pais desempenham na vida dos superdotados é de fundamental importância, promissor e inegável, eles precisam acompanhar fase a fase do desenvolvimento do filho. A parte emocional é trabalhada em conjunto com os professores com o objetivo de dar apoio e segurança no desenvolvimento dos talentos.  O aluno com superdotação acaba sendo cobrado de muitas maneiras, como se já estivesse pronto e soubesse de tudo. Apesar de serem estimulados por desafios intelectuais, esses alunos precisam ser devidamente orientados para que vivam cada fase da vida saudavelmente .&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para Josué Becher da Silva, empresário e pai da Letícia e do Richard, a avaliação psicológica acompanhada do resultado de superdotação, não alterou em nada o comportamento e a educação oferecida aos filhos dentro de casa e na escola. &quot;Para mim, eles continuam sendo eles mesmos. Em casa foi sempre tranqüilo, dedicados e estudiosos. Depois do laudo com superdotação tudo continuou na mesma, o ensino é o mesmo . Não é porque eles são superdotados que a vida vai ser mais fácil, isso é mais um fator para que tudo isso seja ainda mais estimulado&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Na sala para pessoal com altas habilidades e superdotação, o que pudemos perceber é que os alunos foram estimulados desde de pequenos e antes mesmo de entrar na escola. Josué é um apaixonado por música e compartilhou com seus filhos, ainda pequenos, a mesma paixão. Além disso, ensina o ofício musical em oficinas para os colegas de seus filhos. Já Luciano, faz oficinas e acompanhamento pedagógico para os adolescentes e traz contribuições teóricas e científicas da área.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;Superdotados&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A sala de aula chama a atenção da criançada que está fora dela. A curiosidade é bastante perceptível, algumas passam e olham atentamente o que está ocorrendo lá dentro, elas sabem e sentem que ali estão pessoas especiais. Gênios em potencial, alguns com veia artística, outros para a lógica dos números, alguns para filosofia da linguagem, com sede de alcançar o conhecimento pleno, uma parte deles preferem o estudo da política e da antropologia. São adolescentes com nível de ensino fundamental e médio, juntos somam doze, mas suas ideias e projetos poderiam somar salas de aulas inteiras. O propósito de estar ali é porque se tratam de pessoas com criatividade acima da média, de olhar crítico e com conhecimento que vai além do know how.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Todas as segundas e sextas, eles se encontram na sala 141 do Colégio Estadual Manoel Ribas. Ali, dividem seus planos, ideias, conhecimentos, mas acima de tudo se divertem e se entendem. Renata Vitória Silvestre tem 11 anos e é ainda pequenina para seus anseios intelectuais. &quot;O conhecimento vem de você, sempre dou o melhor de mim e por isso vou bem nas aulas e isso, de certa maneira, traz um pouco de exclusão. Tenho um amigo de 15 anos que gosta de conversar comigo porque eu entendo o que ele quer dizer, eu levo outras olhares para aquilo. Agora estou lendo sobre Revolução Cubana, li a bibliografia do Che Guevara e gostei bastante, eu gosto de saber sobre a política e os conflitos que ela gera&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não podemos esquecer que falamos de seres humanos e as características variam e se diferenciam baseadas nas questões históricas, culturais, sociais, políticas, econômicas e biológicas. Julia Savian é a mais alegre e falante do grupo, ri à toa e se diverte com os jingles e piadas da internet. Gosta de assuntos ligados a bruxaria, antropologia da religião e mais alguns conglomerados e considera que o estudo e a competição podem desenvolver a superdotação. &quot;Todos poderíamos ser considerados com altas habilidades, a competição,  a leitura e a busca pelo conhecimento são bons modos de se buscar isso. Dar o melhor pode ocasionar a superdotação. Eu gosto de antropologia da religião, tenho um pé na ufologia, também tenho curiosidade por microbiologia. Literatura é uma das minhas paixões e para mim Shakspeare era um superdotado. Me inspiro na Maria Judia, uma mulher que viveu pelos princípios da magia, da religião e da antropologia.”&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Oziel Carrasco é ateu e gosta de estudar história e cultura nórdica, mais especificamente sobre runas anglo-saxônicas. Seu estilo musical preferido é o black metal britânico, ele tem aversão a cultura norte-americana. “O meu projeto aqui para a sala de recursos é traduzir uma obra de John Ronald Reuel Tolkien para runas anglo-saxônicas. Eu sou ateu e a minha família é evangélica, as vezes temos alguns conflitos de ideias, mas a gente se respeita. Tenho uma revista que fala de Stephen Hawking, e diz que quando estava na escola, ele ainda não era um aluno muito diligente, por assim dizer. Ele chegava a faltar com uma certa frequência. Uma vez ele tinha que fazer um trabalho, de física e faltava bem pouco tempo para entregar. Aí ele resolveu faze-lo e, resolveu com uma grande facilidade e rapidez, mesmo tendo faltado em várias aulas. Isso é  um tanto quanto excepcional, creio que ele tenha superdotação”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;Super Equipe&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quatro mulheres comandam a seleção e o trabalho de difusão da sala. Gianna M.Cordeiro Frutuoso, pedagoga, professora de educação especial e coordenadora da equipe de Educação Especial do Núcleo Regional de Guarapuava, Cíntia Ribeiro, além de ser pedagoga e especialista é psicóloga; Jocilaine Gniech professora de educação física e especialista em educação especial; e Nicéia Martim especialista em educação especial e responsável pela sala de recursos para pessoas com altas habilidades e superdotação.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Alguns alunos que já freqüentam a sala foram beneficiados com bolsas de estudos da Unicentro (Universidade Estadual do Centro-Oeste), além disso, a instituição é parceira do projeto dando suporte e incentivo ao conhecimento acadêmico. Para o ano que vem, a expectativa é intensificar ainda mais o trabalho, trazer novos alunos com outras ideias e planos. Segundo José Valdir Kukelcik, o propósito é dar mais ênfase na capacitação de profissionais da educação. “Não podemos perder de vista que a educação especial precisa de ajustes e de intensa renovação. É uma área com muitas novidades e pesquisas diárias e a capacitação desses profissionais é muito importante. Pretendemos intensificar ainda mais o nosso trabalho de especialização.”&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para Cíntia, o convívio com os alunos é um aprendizado diário que exige muito estudo, dedicação e sensibilidade. “Muitos alunos sentem-se incompreendidos, desanimados com os estudos, autoestima relativamente baixa, dificuldade em se aceitar e aceitar o outro. Por vezes, quando são questionadores, os adultos tendem a se irritar com eles, o que provavelmente cause um comportamento de frustração”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;São alunos que frequentam um serviço da educação especial justamente por ser necessário este olhar mais específico, que enriquece e que suplementa a escolarização do ensino comum.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Editado por Gabriela Titon&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;Fotos: Morgana Nunes&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEitKNGRcJyhIcv5-g5-lPyQTgfVywOvCXOEd1guCeZeZd4Frs695w83UcXmaMNCkQUlJ9crwThbmg07sw6cKqGUwDczdqhpeOFagki8K7TgYMmIEGzic_mLBGUIR_L2qhvFg48QvZ5Jxhk/s1600/GEDC0038.JPG&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5686068734556347122&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEitKNGRcJyhIcv5-g5-lPyQTgfVywOvCXOEd1guCeZeZd4Frs695w83UcXmaMNCkQUlJ9crwThbmg07sw6cKqGUwDczdqhpeOFagki8K7TgYMmIEGzic_mLBGUIR_L2qhvFg48QvZ5Jxhk/s320/GEDC0038.JPG&quot; style=&quot;cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 320px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 240px;&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjUvgpNibk4xzGtf9_tsooKD6R9r78mo-Np_r1MfNSq6Qi148koi6kYKXHzhuXNHToV8GBh7m3gHpC1YgZDlhQzXiP-g9KzzbTiBv9b5Uu7Fh4w0YF6ubcBkRWdIRWmQnzSztEMCDf_qRw/s1600/GEDC0017.JPG&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5686068683338314386&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjUvgpNibk4xzGtf9_tsooKD6R9r78mo-Np_r1MfNSq6Qi148koi6kYKXHzhuXNHToV8GBh7m3gHpC1YgZDlhQzXiP-g9KzzbTiBv9b5Uu7Fh4w0YF6ubcBkRWdIRWmQnzSztEMCDf_qRw/s320/GEDC0017.JPG&quot; style=&quot;cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 240px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 320px;&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiubGSLOkGXNMe9eki4BGWuaZlkPyj9uD22vpZMUSBkBl_5xNooc4QsvWpD9CekdlCexf5EUo7XzoFqL5c7OB1JOY1ccQljbAIj6qJWDuimdg90d_Ee88lfeYkHLDljv03xzRbaaYxVMg8/s1600/GEDC0009.JPG&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; 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Abrir os olhos e enxergar um mundo desbotado, enquanto a consciência analisa se vale a pena continuar tentando sair de tamanho caos. Saudade de algo que nunca se teve, sonhos interrompidos já na infância, desejos reprimidos. A falta de sorte de morar em um local abandonado e esquecido. As oportunidades escassas e a necessidade de se sustentar, ao invés de obter uma formação educacional. No bairro Jardim das Américas, não faltam histórias de quem apenas sobrevive (ou &quot;sub-vive&quot;), privando-se, até mesmo, de itens básicos ao bem-estar de um ser humano. Aliás, estar bem é um sentimento raro para pessoas que encontram pela trajetória mais espinhos do que flores.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;Talvez seja mais fácil aceitar a situação e ignorar a possibilidade de tentar outra vez, pensando que nada vai mudar. Então, se é assim, para quê o esforço? O conformismo toma conta, quem sabe por não se ter mais forças para lutar, ou por acreditar que desse jeito está bom. &quot;A gente vai vivendo, sabe como é&quot;. Doloroso é perceber que o ciclo se repete a cada geração, com algumas excessões. Parece até um déja vu. O que muda são os personagens, já que o sofrimento dos netos foi vivenciado pelos avós, em maior ou menor intensidade.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Um lugar sem esperança, que padece com necessidades não apenas materiais, mas também afetivas. Falta atenção e sobra carência. Numa manhã de sábado, logo cedo, já se ouviam músicas sertanejas em algumas moradias – som que perdurou até o horário do almoço. Casas emendadas como se fossem retalhos de tecido costurados, uma delas, ao lado de uma igreja, estava sendo pintada por dois rapazes. Quintais e calçadas tomados por diferentes vegetações: na maior parte, matos abandonados; em outros locais, flores colorindo a paisagem; e ainda pequenas plantações de milho ou hortas.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O tráfego de carroças e cavalos é constante: os materiais recicláveis chegam ao bairro afastado a cada minuto. As ruas de terra que empoeiram as residências permanecem iguais há anos, apenas algumas são de pedra ou asfaltadas. O transporte coletivo, mesmo com um valor alto de passagem (R$ 2,30), continua sendo a alternativa para se chegar ao Centro. O posto de saúde atende a população como pode, às vezes com a falta de médicos e medicamentos. A escola municipal Dionísio Kloster Sampaio educa enfrentando inúmeras dificuldades – não só materiais. A infraestrutura ausente e os problemas sociais são desafios estampandos nos olhares apreensivos de quem passa pelas ruas ou olha o horizonte pelas janelas, como se estivesse à procura de um novo caminho.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O desemprego é um dos problemas com os quais a população do bairro convive. Fatores como baixa escolaridade e idade avançada influenciam na dificuldade de se conquistar um emprego formal. A falta de qualificação faz com que muitos procurem alternativas na informalidade, trabalhando sobretudo como catadores de material reciclável. Outros, migraram do campo para a área urbana e acabaram sendo vítimas do êxodo rural, permanecendo em situação igual ou pior do que anteriormente. Trabalhar recebendo por dia na realização de serviços braçais é uma das opções encontradas principalmente pelos homens. Contudo, em época de colheita de batata, por exemplo, não há distinção entre eles e elas, todos devem prover o sustento da família. Existem mulheres que viram donas de casa para cuidar dos filhos pequenos. Há, ainda, quem possuía um emprego e teve de parar por determinada doença. A questão econômica do município também interfere ao não proporcionar emprego suficiente para toda a demanda existente de pessoas precisando de um serviço. As causas que geram e mantém o desemprego são inúmeras, assim como o sofrimento é imenso. A coragem, entretanto, fala mais alto para que ao menos se tente vencer as batalhas diárias.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;Altino, o cavalo e a aposentadoria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Aos 57 anos, Altino Acir Machado fica em casa cuidando da esposa adoecida. Sai para catar material reciclável, vez ou outra, porque não pode deixá-la sozinha. Está desempregado há mais de três anos. Antes, trabalhava em serrarias, mas foi obrigado a parar por vontade do destino, quando sua mulher sofreu um AVC (acidente vascular cerebral) e se tornou dependente de um acompanhante que a  ajudasse constantemente. &quot;Quando ela estava boa e saia comigo, ela ajudava. Era trabalhadora, mas depois do derrame, não consegue mais fazer nada. Se eu sair de casa, até fome ela passa, porque não consegue fazer comida. Só saio lá de  vez em quando para catar&quot;. Além das sequelas, a companheira possui transtornos psíquicos que Altino não sabe especificar. Ela toma remédios fornecidos pelo Caps (Centro de Atenção Psicossocial), mantido pelo município.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Estão no Jardim das Américas há aproximadamente 30 anos. Os dois moram sozinhos em uma residência que agora é de material. Mesmo assim, as condições são precárias. Há cerca de seis anos, quando ainda era de madeira, foi queimada. Altino estava no distrito Guairacá ao receber a notícia. &quot;Cheguei aqui, não tinha mais nada. Destruiu tudo, nossos documentos queimaram também. Fiz um barraco até arrumar a casa. Fui construindo por conta, ganhei tijolos de um patrão, na época. Os amigos ajudaram, mas a prefeitura não&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Com um terreno grande, o quintal abriga uma horta conservada por Altino para consumo próprio. Ao lado, uma pilha de recicláveis e a carroça castigada pelo tempo. Bom de papo, ele explica que os amigos catadores doam materiais para que possa vender quando juntar uma  quantidade considerável.&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Há alguns anos, o casal era beneficiário do programa Bolsa Família, do Governo Federal. &quot;Mas o cartão foi perdido, acabou sumindo e nunca mais fomos atrás. A gente não tem nada. Mas para nós dois, qualquer coisinha dá.  Eu só acerto minha água, a luz já está bloqueada faz tempo&quot;. As palavras de Altino comprovam o que é perceptível em uma visita. &quot;Tem dias que as coisas faltam. Não dá pra dizer que tem tudo que uma casa precisa&quot;. O maior desejo é receber a aposentadoria. &quot;Sou uma pessoa sossegada, não gosto de pedir ajuda. Mas se pudesse pedir alguma coisa, queria me aposentar&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ao todo, tiveram cinco filhos. Um deles, morreu aos oito anos. O outro, foi assassinado há seis meses, &quot;porque o pessoal novo não se considera muito&quot;, segundo o pai. Atualmente, os três filhos moram em fazendas. &quot;São todos trabalhadores. Não tem como pedir ajuda para eles, porque eles também precisam&quot;. Quando questionado se já tinha netos, respondeu com uma sorriso que mostrava os dentes descuidados: &quot;Quantos netos eu tenho? Não vou nem te contar, já são uns 12&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Enquanto conversava, Altino olhava para o cavalo, do outro lado da rua, em um terreno baldio. &quot;Uma vez, levaram o cavalo embora, aí fui na rádio e consegui pegar de volta o Tordilho&quot;. A amizade entre os dois e o apreço pelo animal são expressados por uma frase triste e, ao mesmo tempo, bonita de se ouvir: &quot;Só confio no meu cavalo e na minha carroça até eu me aposentar&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;Tatiane e a mudança de vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Simpática, Tatiane Silva Souza, de 23 anos, estava na casa da mãe com as duas filhas, uma de cinco e a outra de dois anos. A maior, com atitude, expressão e beleza dignas de uma futura modelo. A mãe não trabalha para cuidas das crianças, pois não tem com quem deixá-las. Tatiane casou há sete anos, quando tinha apenas 16, fato que espanta alguns e é corriqueiro para outros.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&quot;Somos em cinco irmãos. Nasci na fazenda, sempre morei lá. Mas meu marido foi mandado embora faz um mês, aí viemos para a cidade. Ele está trabalhando por dia. Tem dias que dá uns quarenta reais. Só que um dia tem trabalho, o outro não tem... Agora, está fazendo um serviço em Pinhão, com lavoura, que meu pai arrumou. Ele planta e colhe, é a única coisa que entende, então tem que trabalhar com isso&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tatiana relata que o casal está construindo uma casa no loteamento Feroz. Eles haviam se mudado há uma semana, mas ainda faltava terminar muita coisa, nas palavras dela. No primeiro mês em que estão experimentando uma nova vida, os parentes ajudam como podem. &quot;Na fazenda, a gente não pagava luz e água, por exemplo, e aqui precisa pagar. Se não estivessem ajudando, ia faltar alguma coisa. Só com o dinheiro do meu marido, não ia dar&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;Maria, Joel e as crianças&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Maria de Aparecida Souza, de 45 anos, estava sentada na área de chão batido enquanto conversava e cuidava de dois netos que moram junto, um ainda de colo e o outro já caminhando. Ela tem dois filhos e o marido, mais dois. Um filho dela, de 14 anos, tem transtornos psíquicos e toma remédios concedidos pelo Caps. Ele nasceu prematuro, aos sete meses, como conta a mãe. Ela não sabe, entretanto, qual é exatamente a doença do filho. &quot;Ele é bastante bravo, nervoso. E não vai muito bem na escola&quot;. O menino está na quarta série do ensino fundamental, pois reprovou algumas vezes. &quot;Mas as mulheres falaram que está difícil ele passar, porque não estuda direito&quot;. Naquela semana, Maria havia levado o garoto para uma avaliação médica. &quot;Mas eles [os médicos] não explicam direito o que é&quot;. Se pudesse fazer um pedido, seria receber ajuda para o filho. &quot;Tem muita coisa que eu queria que mudasse, mas é difícil. Se eu conseguisse pelo menos um auxílio para ele, era melhor&quot;. Perguntada sobre as necessidades da família, Maria disse: &quot;Faltar alguma coisa, sempre falta. A gente compra no bar, depois paga quando tiver dinheiro&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Atualmente, Maria cuida da casa, porque sofreu um AVC e não consegue trabalhar. Já foi empregada doméstica e funcionária de madeireira. &quot;Fiquei três meses na cadeira de rodas. Agora, não posso fazer muita coisa. Até tenho vontade de voltar a trabalhar, mas tenho medo de não aguentar. Tenho problema de coluna, de colesterol alto e pressão alta. Quando me ataca a pressão, fico muito ruim&quot;. Ela toma quatro remédios por dia, que são fornecidos pela prefeitura. &quot;Tomava também um remédio para dormir, que comprava por conta. O médico receitou porque eu não dormia e me dava vontade de chorar&quot;. Nessa hora, os olhos marejados de dona Maria demonstraram a angústia de uma vida toda.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ela mora na mesma residência há 20 anos. O marido, Joel Brasil da Silva, há 17. &quot;Ele se separou da mulher dele e a gente se amigou&quot;. Joel, de 47 anos, trouxe consigo duas meninas. &quot;A mãe não pôde ficar com a guarda. Ela fugiu&quot;. Uma delas, como o pai contou, foi abusada sexualmente no município de Cantagalo. &quot;O cara estava preso. Não sei se vão soltar ou não&quot;. O pai e as duas filhas estudam à noite. Ele conta que leva as meninas e aproveita para também aprender. &quot;É muito longe, então tem dias que não vamos porque não tem gasolina no carro&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O homem está desempregado e trabalha por dia há algumas semanas. Ficou no último emprego, como laminador, durante três meses. &quot;Mas deu um problema com o gerente e acabei saindo&quot;. Joel veio para a área urbana de Guarapuava há 27 anos. &quot;Aqui tem mais serviço, nos matos é difícil&quot;. Agora, está procurando emprego, mas, segundo ele, não está fácil. &quot;Eu tinha carroça e mexia com lenha antes também, mas agora estou meio quebrado. Mexo com todo tipo de serviço que aparece. Quando tem algum serviço, tem que fazer&quot;. Joel, que afirma faltar bastante coisa em sua casa, não irá se aposentar. &quot;Não trabalhei com carteira assinada. Só tenho cinco meses de carteira, porque sempre fiz trabalho braçal e nunca foi registrado nada&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;Leoni e os trabalhos do marido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Varrendo o pátio de terra e pedra brita, Leoni Ferreira Miranda, de 52 anos, contou um pouco sobre sua história. Ela é dona de casa, mas ajuda o marido a catar recicláveis. Ele trabalhou em várias empresas como motorista, mas não tem emprego fixo há dois anos. &quot;Agora, está lidando com uma casa, como pedreiro, porque sabe construir. Ele pegou a casa pra fazer por dois mil e quinhentos reais. Essa semana, meu filho que mora aqui foi ajudar ele&quot;. Antigamente, o casal trabalhava recolhendo materiais no lixão. &quot;Ganhava mais, dava mil reais por mês, dava pra viver bem com isso. Mas fecharam o lixão e a gente tem que ir pro Centro catar. Tenho medo de ir sozinha, só vou com ele junto. Agora, dá bem pouco por mês&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O marido faz serviços por dia, para ajudar na renda familiar. &quot;Quando arruma esses bicos, vai fazer. Ele procura serviço, mas está difícil. Ele tem 52, nessa idade é mais difícil conseguir&quot;. Leoni contou que ele foi na Agência do Trabalhador há algumas semanas, porque havia uma vaga para motorista. No entanto, a falta de estudo falou mais alto. &quot;Eles queriam que tivesse o segundo grau completo, e ele não estudou, porque começou a trabalhar criança pra ajudar a família. Eu só tenho até a terceira série também&quot;. Ela nasceu em Laranjeiras do Sul, mas veio para Guarapuava há muitos anos, morar no interior. &quot;A gente morava numa serraria, eu e meu marido. Aí terminou o tempo da madeireira e nós viemos pra cá, pra cidade. No acerto da firma, compramos esse lote e fizemos a casa&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;As ocupações temporárias são alternativas para se conseguir um pouco mais de dinheiro. Em meados de dezembro, o casal começará a trabalhar na colheita de batata, que prossegue até junho do próximo ano. &quot;Quando é safra boa, a gente ganha bem. Se você catar doze sacos, ganha seis reais. É pouco. Enfrentar esse solão, é difícil&quot;. O marido também é tratorista no campo, recebendo por dia. A casa simples da família foi construída pelo marido. Contudo, a obra ainda precisa ser concluída. &quot;Queria um emprego pro meu marido, pra conseguir terminar a nossa casa&quot;. No quintal, uma horta útil para fazer o almoço. &quot;Cuido da minha hortinha aqui, porque não dá pra ficar comprando&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Leoni fala, com orgulho, que não quer pedir auxílio. &quot;A prefeitura não ajuda e eu nunca vou pedir também. A gente recebe o Bolsa Família das crianças. A minha filha que mora em Foz do Iguaçu ajuda a gente quando pode, mas ela está construindo uma casa também, e não está fácil&quot;. Três filhos estão estudando, mas precisam ir ao bairro Aeroporto, porque a escola do Jardim das Américas não oferece ensino médio. &quot;Em dia de chuva, eles perdem aula, porque vão a pé e é longe&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Vídeo de Gabriela Titon&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;iframe allowfullscreen=&#39;allowfullscreen&#39; webkitallowfullscreen=&#39;webkitallowfullscreen&#39; mozallowfullscreen=&#39;mozallowfullscreen&#39; width=&#39;320&#39; height=&#39;266&#39; src=&#39;https://www.blogger.com/video.g?token=AD6v5dzO_dsBVIHJyS9OxqWSr0dcliSNxwlUhX63Zkm778xzOiwFF8vBGwrju264wlGa7-Q-FCJr4xm_iOY94Cfq&#39; class=&#39;b-hbp-video b-uploaded&#39; frameborder=&#39;0&#39;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/feeds/5628699096279261802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/2011/12/ok-texto-proprio-na-trajetoria-mais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3287948793908709556/posts/default/5628699096279261802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3287948793908709556/posts/default/5628699096279261802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/2011/12/ok-texto-proprio-na-trajetoria-mais.html' title='Na trajetória, mais espinhos do que flores'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3287948793908709556.post-3758960400422529733</id><published>2011-12-19T06:01:00.000-08:00</published><updated>2011-12-19T07:45:43.003-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Reportagens Especiais"/><title type='text'>Hanseníase: desconstrução de um estigma</title><content type='html'>&lt;i&gt;Anita Hoffmann&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Exclusão e silêncio. No passado, esse era o único destino dos portadores da lepra, hoje, chamada de hanseníase. Os “leprosos” eram considerados seres impuros, indignos e, no imaginário social, a doença estava diretamente ligada à sujeira e ao pecado.  O estigma, muito mais do que físico, era psicológico e, por mais que a cura já tenha sido encontrada, a falta de conhecimento ainda gera um grande preconceito em relação à doença. A maior prova disso é o fato de nenhum portador da hanseníase ter aceitado conceder entrevista, mesmo sabendo que seus nomes não seriam divulgados.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A hanseníase é considerada a doença mais antiga do mundo; um esqueleto de mais de 4000 anos apresentando sinais da enfermidade foi encontrado na Índia e registros egípcios também apresentam relatos sobre a doença.  Na Bíblia, encontram-se diversas referências à lepra, ora relacionadas à doença real, ora erroneamente ligadas a outras doenças dermatológicas. Entre os hebreus, o diagnóstico da lepra não estava a cargo dos médicos, mas sim dos sacerdotes. A enfermidade era considerada uma evidência de pecado, um castigo divino. Os leprosos deveriam abandonar suas casas e resignar-se à solidão. Já no Novo Testamento, existem dois trechos que citam que Jesus demonstrou compaixão e carinho aos leprosos, curando suas feridas.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A denominação “hanseníase” surgiu em 1874, em homenagem ao norueguês Gerhard Hansen, que descobriu o bacilo &lt;i&gt;Mycobacterium leprae&lt;/i&gt;, microorganismo causador da doença.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O bacilo de Hansen tem predileção pela pele e por seus nervos periféricos. Ao atacá-los, dificulta os movimentos dos pés, das mãos, dos olhos e causa amortecimentos. Segundo a dermatologista e hansenologista Iara Rodrigues Vieira, do Ambulatório Municipal de Pneumologia e Dermatologia Sanitária de Guarapuava, a perda de sensibilidade é um dos fatores mais preocupantes dos portadores da hanseníase. Como eles deixam de sentir dor, acabam batendo certas partes do corpo e fazendo lesões e feridas. “Reclamamos da dor, mas senti-la é algo maravilhoso, pois prova que estamos com reflexos em nosso corpo. Quem tem hanseníase, por exemplo, pode colocar a mão em uma chapa quente que não vai sentir nenhuma dor, porém, fará uma grave queimadura”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A médica explica que a hanseníase é a doença crônica que apresenta maior tempo de incubação: de dois a cinco anos.  “Algumas pessoas até já apresentaram a doença depois de dez anos”. Apesar de ter cura, quanto antes diagnosticada e tratada, mais facilmente será eliminada do organismo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Existe uma ideia errada de que a hanseníase pode ser transmitida por contatos físicos, como abraços e apertos de mão. Muitos chegam até mesmo a acreditar que podem pegar a doença se sentarem no mesmo lugar que uma pessoa portadora sentou. Iara explica que a transmissão da hanseníase não é algo tão simples e apenas acontece com contatos mais íntimos e prolongados. “A hanseníase é transmitida pela tosse e espirro. Como é uma doença que precisa de uma carga bacilar muito grande para ser transmitida, a pessoa precisa ter um contato prolongado com o portador da hanseníase para pegá-la”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O tratamento é oferecido de forma gratuita nos postos de saúde. Quem apresenta os sintomas da doença, que são manchas amortecidas pelo corpo, caroços que não coçam, dificuldades para pegar objetos, feridas na sola dos pés e bolhas nos braços e mãos, tem de ficar atento e procurar ajuda médica. De acordo com a dermatologista, todo o tratamento médico é oferecido pelo governo e os pacientes também têm acompanhamento psicológico para lidar com o problema. Quem tem poucas condições financeiras recebe atendimento de assistentes sociais e, caso seja necessário, recebe cestas básicas.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Motivada por histórias que ouvi de minha vó, Dona Edinê, escrevo esta matéria. Foi por ela que tomei o conhecimento, ainda criança, do passado obscuro de Guarapuava em relação à hanseníase e dos tratamentos desumanos que os portadores da doença tinham na cidade: eles eram tratados pela sociedade como cães sarnentos e viviam em uma localidade excluída da cidade, hoje chamada de Alto Cascavelzinho.  Uma das histórias contadas por minha vó me causou grande choque: quando os leprosos vinham ao centro da cidade para fazer compras, a maioria dos estabelecimentos comerciais eram fechados; poucos aceitavam negociar com eles, por medo de pegarem a doença. Quando algum comerciante aceitava vender para essas pessoas, negociava apenas com moedas, pois, assim, acreditava que colocando os metais no álcool, poderia livrar-se da possibilidade de ser contaminado.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Beatriz Anselmo Olinto, professora do Departamento de História da Unicentro, pesquisou em seu doutorado sobre a lepra no Paraná, em especial, em Guarapuava. Seu trabalho deu forma ao livro &quot;Pontes e Muralhas: diferença, lepra e tragédia no Paraná do início do século XX&quot;. Segundo Olinto, “a lepra é uma doença de manifestação lenta e prolongada que, até 1941, não conhecia nenhum tratamento comprovadamente eficaz”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No final do século XIX e início do século XX, Guarapuava era uma das cidades que mais registrava casos de lepra no Paraná.  Na realidade, até hoje ela ainda tem altos índices: segundo dados do Datasus (Departamento de Informática do SUS), Guarapuava é a segunda cidade paranaense com mais casos de hanseníase. A média é feita de acordo com o número de habitantes proporcionalmente a sua população. O surto da doença era tão grande que, por várias vezes, foi cogitada a construção de um leprosário para o isolamentos dos doentes.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em seu livro, Olinto cita trechos do jornal O Guayra, que circulou em Guarapuava no final do século XX e na metade do século XX. Em 1898, foi discutido na Câmara Municipal sobre a necessidade de isolarem os doentes em um leprosário. Seria uma boa solução construí-lo na cidade, já que, além de existirem doentes guarapuavanos, pessoas de outras cidades também vinham “esmolar” aqui. Vale lembrar que na época ainda não existia nenhum tratamento eficaz para a doença e os países que possuíam muitos casos de hanseníase encaravam o isolamento como o cuidado mais eficiente e natural para evitar a transmissão.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em 1899, a Câmara sancionou uma lei que previa que um leprosário fosse construído na região do rio Coitinho, porém, apenas os doentes já residentes no município poderiam “beneficiar-se” dele. Caso as obras não iniciassem no prazo de um ano, elas caducariam. Foi o que aconteceu.  Segundo Olinto, o motivo de esse leprosário não ter sido construído foi a intenção de Guarapuava em querer incentivar a vinda de imigrantes europeus para a cidade. Isso traria progresso econômico e industrial. Caso a cidade continuasse apresentando grande número de “leprosos”, os europeus não a escolheriam. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Como Guarapuava deixou de se interessar na construção do leprosário, os recursos foram destinados a Piraquara, região metropolitana de Curitiba, onde foi construído o Leprosário São Roque. Fundado em 1927, São Roque era um lugar muito moderno para os padrões da época e oferecia aos seus pacientes atividades esportivas e culturais. A partir do estabelecimento desse leprosário, todos os doentes do Estado foram obrigados à internação. Não havia escolha. A eles era dito que, já que a doença ainda não possuía cura, era lá que eles deveriam esperar até o dia dessa grande descoberta.  O bem coletivo prevalecia sobre a liberdade individual. O que antes fora um leprosário hoje é o Hospital Dermatológico do Paraná, referência no tratamento da hanseníase no Estado. Hoje, outros problemas dermatológicos também são tratados lá.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No passado, muitas histórias eram contadas e inventadas em relação aos leprosos. Edinê lembra que, quando pequena, sua mãe dizia para não aceitar balas de ninguém desconhecido, pois comentava-se que alguns leprosos lambiam os doces, embalavam novamente e ofereciam às crianças para passar-lhes a doença. Em seu livro, Beatriz também comenta sobre isso. Essas lendas urbanas eram criadas justamente para legitimar as ações de exclusão e expulsão dos doentes do município. Para grande parte da sociedade, essas pessoas eram tão cruéis que não bastava apenas ter a doença, era necessário transmiti-la para a maior quantidade de gente possível.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Até a década de 40, a Dapsona ainda não tinha sido descoberta e o tratamento ao qual os pacientes eram submetidos era feito com óleo de chamoulgra. O processo era bastante doloroso e o óleo era aplicado pelo médico com infiltração intradérmica ou tratamento de plancha. Este, além de causar dor intensa, também gerava pigmentação escura na pele dos “leprosos”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Iara conta que hoje o tratamento é bem mais simples e tem total eficácia. Já não é mais necessário ficar internado e isolado em hospitais e leprosários. Para quem tem a hanseníase em sua forma paucibacilar (ocorre em pessoas com alta resistência ao bacilo, é mais fraca e, geralmente, não-transmissível), o tratamento dura seis meses e é ministrado com doses de Dapsona e Rinfampsina. O paciente que tem a hanseníase em sua forma multibacelar (altamente transmissível; causa atrofia muscular, inchaço das pernas e surgimento de nódulos na pele) deve fazer um tratamento de um ano com Dapsona, Rinfampsina e Clofazimina.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A partir do momento que o portador da hanseníase começa a poliquimioterapia com esses remédios, mesmo que tenha a forma transmissível da doença, deixa de oferecer riscos de transmissão. Alguns efeitos colaterais podem ser sentidos por causa do tratamento, porém, é possível trabalhar e levar a vida normalmente.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Há oito anos, foi criada em Guarapuava uma associação para auxílio das pessoas com hanseníase, a AFH (Associação de apoio às famílias com hanseníase). A assistente social responsável pela sede em Guarapuava (A AFH funciona também em Itajaí e Londrina), Juliane Fabris Portela, conta que, hoje, cerca de 150 famílias são atendidas.  A associação recebe doações de roupas, fraldas e alimentos e depois encaminha para os portadores da doença. “As pessoas que recebem nossa ajuda são bastante pobres e para elas a cesta básica que doamos todos os meses realmente faz grande diferença”, comenta Juliane.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em contrapartida, Iara alega que os portadores de hanseníase têm todo o atendimento necessário oferecido pelo governo e que não é necessário existir uma instituição, à parte, responsável por isso.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O termo lepra passou a ser criminalizado durante o mandado do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Em 29 de março de 1995, ele assinou a lei 9010, na qual , em seu artigo 1, determina que “ o termo ‘lepra e seus derivados não poderão ser utilizados na linguagem empregada nos documentos oficiais da administração centralizada e descentralizada da União e dos Estados-membros”. Também foi feito um artigo para explicar quais termos deveriam ser empregados a partir daquele momento: o termo “lepra” deu lugar para o termo “hanseníase”, e “leproso” virou “doente de hanseníase”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em 2007, o Governo Federal estabeleceu um decreto que oferece a todas as pessoas que foram internadas em leprosários e sofreram constrangimentos pela sua doença uma pensão vitalícia de R$ 750. Existem alguns filhos de portadores de hanseníase que lutam por uma indenização do governo pelo fato de terem sido separados dos seus pais no período de 1923 a 1986.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Independente de pensões ou indenizações, o que aconteceu no passado é algo impossível de ser apagado do imaginário social. As chagas deixadas pelo preconceito e isolamento que os leprosos sofreram permanecem latentes até os dias de hoje. Campanhas são feitas para mostrar que a hanseníase tem cura e medidas são tomadas para erradicar a doença no Brasil, porém, os pacientes que têm essa doença ainda são muito estigmatizados e a maioria tenta ao máximo esconder o problema.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não é minha intenção encerrar esta matéria com uma lição de moral, mas desde o momento em que iniciei minha pesquisa sobre a hanseníase, aprendi muita coisa sobre a doença que antes nem fazia ideia e deixei vários preconceitos para trás.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É preciso desmistificar a hanseníase, entendendo que trata-se de uma doença do corpo, passível de ser tratada e curada, e não uma doença do espírito, como quiseram muitos em tempos nem tão remotos. Não há mistério algum rondando essa patologia, há, sim, um invólucro de preconceitos e ignorância construído socialmente, mas que pode ser revisto e desconstruído. Cabe à mídia comprometida com o avanço humano e social apresentar os fatos, mostrar e detalhar o que esta doença pode ou não causar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Editado por Gabriela Titon&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Fotos: Anita Hoffmann&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhZQPy3VfGH8tP-66u6NTW53bkgHUdzT92UBcAPLp2RpUz4A7vOn3m0bxMmY-up9O0Jof6YmHmlAKjNuH8LYIhTOBuGc76ZVq1Pe5_R3YHvePugvyC_J_OsWc4AEV3z91bHSon7F4u7_qkb/s1600/AMPDS-+Ambulat%25C3%25B3rio+Municipal+de+Pneumologia+e+Dermatologia+Sanit%25C3%25A1ria-cr%25C3%25A9ditos+Anita2.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhZQPy3VfGH8tP-66u6NTW53bkgHUdzT92UBcAPLp2RpUz4A7vOn3m0bxMmY-up9O0Jof6YmHmlAKjNuH8LYIhTOBuGc76ZVq1Pe5_R3YHvePugvyC_J_OsWc4AEV3z91bHSon7F4u7_qkb/s320/AMPDS-+Ambulat%25C3%25B3rio+Municipal+de+Pneumologia+e+Dermatologia+Sanit%25C3%25A1ria-cr%25C3%25A9ditos+Anita2.JPG&quot; border=&quot;0&quot; height=&quot;240&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj2pJ66aseWy8zXdWTlfZ6nJoc7iZSiynfM6xDeLBgSfnMBI7P4FypYcVVy5GAKntIT9bCy_t-Fi4ACj0-vtoIdvbj1j_WciLlRgcbW3xxzqvpuBuka9BxPvm-3jbiojCtFCPNd-8SSWtXo/s1600/Faixada+AFH-+cr%25C3%25A9ditos+Anita4.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj2pJ66aseWy8zXdWTlfZ6nJoc7iZSiynfM6xDeLBgSfnMBI7P4FypYcVVy5GAKntIT9bCy_t-Fi4ACj0-vtoIdvbj1j_WciLlRgcbW3xxzqvpuBuka9BxPvm-3jbiojCtFCPNd-8SSWtXo/s320/Faixada+AFH-+cr%25C3%25A9ditos+Anita4.JPG&quot; border=&quot;0&quot; height=&quot;240&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEikT_985br6UJ8n5byMRF4dRvlXMYz7h87f-qoVDr6gp7rcBh7nRye5o3WoQHhM6D_ObjuA-EpT717_xXee2OAiK0ctr-ZBfVa2gkmhXszJqGKPttsaKs62w07n0IlCbkvyKR4e5E5QPfV0/s1600/Faixada+AFH-+cr%25C3%25A9ditos+Anita7.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEikT_985br6UJ8n5byMRF4dRvlXMYz7h87f-qoVDr6gp7rcBh7nRye5o3WoQHhM6D_ObjuA-EpT717_xXee2OAiK0ctr-ZBfVa2gkmhXszJqGKPttsaKs62w07n0IlCbkvyKR4e5E5QPfV0/s320/Faixada+AFH-+cr%25C3%25A9ditos+Anita7.JPG&quot; border=&quot;0&quot; height=&quot;240&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;__________________&lt;br /&gt;* Matéria produzida durante o segundo semestre de 2011 na disciplina de Pesquisa em Comunicação no 4º Ano do Curso de Jornalismo da Unicentro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/feeds/3758960400422529733/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/2011/12/hanseniase-desconstrucao-de-um-estigma.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3287948793908709556/posts/default/3758960400422529733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3287948793908709556/posts/default/3758960400422529733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/2011/12/hanseniase-desconstrucao-de-um-estigma.html' title='Hanseníase: desconstrução de um estigma'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhZQPy3VfGH8tP-66u6NTW53bkgHUdzT92UBcAPLp2RpUz4A7vOn3m0bxMmY-up9O0Jof6YmHmlAKjNuH8LYIhTOBuGc76ZVq1Pe5_R3YHvePugvyC_J_OsWc4AEV3z91bHSon7F4u7_qkb/s72-c/AMPDS-+Ambulat%25C3%25B3rio+Municipal+de+Pneumologia+e+Dermatologia+Sanit%25C3%25A1ria-cr%25C3%25A9ditos+Anita2.JPG" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3287948793908709556.post-7153584873797248300</id><published>2011-12-19T06:00:00.000-08:00</published><updated>2011-12-21T16:39:04.662-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Reportagens Especiais"/><title type='text'>A doença e pobreza: um círculo vicioso</title><content type='html'>&lt;b&gt;Pessoas que convivem com miséria no bairro Jardim das Américas ilustram a forte relação entre o social e a doença&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Helena Krüger&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;
&lt;i&gt;“Miséria é miséria em qualquer canto. Fracos, doentes,&lt;br /&gt;aflitos, carentes. Riquezas são diferentes&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;
&lt;i&gt;O Sol não causa mais espanto. Miséria é&lt;br /&gt;miséria em qualquer canto. Cores, raças, castas, crenças”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arnaldo Antunes&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Altino e Nerci Machado, Maria de Lourdes Pereira da Silva, Maria Aparecida Souza e seu filho Luiz Fernando vivem no bairro do Jardim das Américas, um local afastado do Centro e uma das regiões mais pobres e carentes de Guarapuava. Lá, enxerga-se o que é, efetivamente, a miséria, desigualdade e acima de tudo a exclusão. O modo de viver dessas três famílias reflete uma realidade de sofrimento, de pessoas que convivem com a falta de alimento, residem em casas que não oferecem uma condição digna, muitas vezes não há uma renda fixa. Elas são ignoradas, seus problemas e dificuldades não são ouvidos. Estão, definitivamente, à margem da sociedade. Seres humanos que além de passarem por todos esses problemas de origem financeira, convivem no dia a dia com um sofrimento ainda maior que é a doença, tanto de ordem física como emocional.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Muitos fatores compõem essas realidades de miséria, trata-se de um problema sistêmico, um processo que tem raízes e origens complexas. São indivíduos inseridos num contexto histórico, cultural e sócio- econômico. Vivem em locais excluídos, lugares que são chamadas pelo sociólogo Zygmunt Bauman de invisíveis, ou seja, a sociedade como um todo não os enxerga.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A história dessas famílias demonstra que doença é também um processo social e que a miséria e as condições do meio interferem e muito no estado de saúde.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Altino e Nerci Machado&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Altino Acir Machado, 57 anos, mora há mais de 30 no bairro e conta que doença de sua esposa, Nerci, modificou completamente a sua vida. Ele fala que era um homem trabalhador, mas precisou abandonar o trabalho para poder cuidar melhor de Nerci. Segundo seu Altino, depois que a mulher adoeceu, ele quase não pode sair de casa pelo medo de deixá-la sozinha. “Há mais ou menos três anos, ela sofreu um derrame, e  ficou assim com a língua enrolada, não fala coisa com coisa e até anda não anda direito, fica se balançando”. O senhor não sabe explicar ao certo o que ela tem, mas mostra uma caixa cheia de remédios que consegue através do Caps (Centro de Atenção Psicossocial), um dispositivo que reserva atenção especial à saúde mental.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O estado de saúde de Nerci comprometeu a capacidade de realizar as atividades mais simples, até mesmo para se alimentar depende do marido. “Somos só nós dois aqui em casa, por exemplo. Se eu sair até fome ela passa, porque não sabe mais cozinhar, nem faz outros serviços de casa, tudo tem que ser eu mesmo”, desabafa seu Altino.   &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Com muitas dificuldades financeiras, a rotina de Altino se resume em cuidar da mulher e revela que sobrevive apenas com o dinheiro que consegue vendendo  matérias recicláveis. “Não dá nada, se for pra trabalhar dá uns cinquentão por mês, mas como é só eu e ela a gente se vira”.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
É estranho ver como o senhor conta com naturalidade todo o sofrimento que já teve na vida. “Perdi um filho agora faz uns seis meses, e outro quando tinha oito anos, passei muita crise. Até a minha casa pegou fogo a um tempo atrás que tive que reconstruir sozinho, queimou tudo, ficamos sem nenhum documento”.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Apesar de tantos infortúnios, o senhor continua de bom humor e demonstra ter muita preocupação e amor por sua esposa. “A Nerci é minha esposa há mais de 50 anos, é a primeira, nunca troquei, não tem como abandoná-la. A gente fica triste porque esse negócio que deu nela comprometeu completamente, essa mulher era trabalhadeira, me ajudava muito”.   &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Muitas vezes, é difícil acreditar como essas pessoas sobrevivem. A pobreza, quando alcança este nível, causa um estado de desilusão, indivíduos não conseguem mais enxergar uma saída aparente e acabam caindo no comodismo, nem mesmo sabem dizer o que gostariam que mudasse na vida. Seu Altino lamenta e fala que depois de tanto acidente na vida, agora o quer é se aposentar.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Maria Aparecida Silva e família&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Aos 45 anos, Maria Aparecida Souza e o marido, Joel Brasil da Silva, 47 anos, estão desempregados e precisam cuidar de um lar com mais cinco pessoas. Ela precisou abandonar o trabalho por motivos de saúde depois que teve um derrame e conta as dificuldades que as doenças trouxeram. “Eu trabalhei muitos anos, mas me deu um derrame e a daí não posso pegar nenhum serviço, passei três meses na cadeira de roda”. Dona Maria também é hipertensa, apresenta colesterol alto e ainda tem dificuldades para caminhar, o que impossibilita sua capacidade de trabalho. “Eu até tenho vontade de fazer alguma coisa e voltar pro serviço, mas quando me ataca a pressão fico muito ruim, tenho problema na coluna e minhas pernas incham de um jeito que não dá pra andar. Fora isso, ainda preciso cuidar das crianças”. A sacola de remédios é grande, ela toma diariamente quatro tipos de medicamentos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Maria não é a única que está com problemas  de saúde  na família, o filho mais velho, L.F*, tem quatorze anos e tem algum tipo  de transtorno  psíquico que a mãe não sabe explicar o que é. O menino, desde os oito anos, é tratado e hoje toma remédios controlados com acompanhamento médico do Centro de Atenção Psicossocial. Conforme a mãe, o menino nasceu prematuro, de sete meses, e ficou com alguma sequela. “Deu um problema nele que comecei a tratar desde pequeno, fiz um pouco de tratamento e parei, agora ele voltou e toma remédios que pego  no Prosam [Programa de Saúde Mental], que é da prefeitura”. Ela diz enfrentar muitos problemas no relacionamento com L.F e que o adolescente também tem dificuldade na escola. “Ele é bastante bravo e nervoso, até nos estudos não vai bem, ainda está na quarta série e repetiu várias vezes a terceira”.  No entanto, percebe-se que a falta de informação e ausência de um atendimento médico mais qualificado acaba por agravar o quadro das doenças, que muitas vezes não são tratadas de maneira adequada. A senhora reclama e diz não saber até hoje exatamente o que o filho tem. “Eles não explicam direito, não falam nada, só me dão receitas e remédios”.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Quando foi questionada se teria vontade de mudar algo em sua vida, Maria ficou pensativa e logo disse muito emocionada: “é difícil dizer, tem muita coisa, mas se a gente conseguisse alguma aposentadoria seria melhor. Esses tempos, comprei um remédio que o médico me receitou para dormir, e também porque do nada me dá uma vontade de chorar”. &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O marido, Joel Brasil da Silva, 47 anos, relata que aliado a pobreza e problemas de saúde, a família já passou por muitos traumas. “Duas das minhas filhas foram abandonadas pela mãe que morava no Cantagalo, e lá aconteceu de uma delas sofrer um abuso sexual, aí a gente conseguiu a guarda delas”.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
No caso da família de seu Joel e de muitas outras, o fator emocional e o contexto psicossocial da doença ajudam a agravar o quadro dos doentes.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Maria Lourdes Souza&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
“Sou doente das pernas e dos ossos, a doença me prejudicou em tudo, eu não faço nada”. Com essas palavras, dona Maria Lourdes de Souza, aos 63 anos de idade, resume a sua condição atual.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Dona Maria e o marido recebem o auxílio-doença do governo há quase dez anos, ambos sofrem diferentes tipos de doenças.  A senhora Lourdes conta que há seis anos descobriu que tinha câncer no estômago,  com a enfermidade passou  mais de três anos realizando em um longo tratamento com quimioterapia, que fazia em Curitiba custeado pelo SUS.  Hoje, do câncer está curada, porém seu estado de saúde continua complicado. “Tenho gastrite, hérnia, tireoide muito grande e essa doença que deixa minha perna inchada, mas não sei dizer o nome, por isso não posso sair sozinha, sou muito esquecida, me perco fácil e me dá um tipo de desmaio”.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Maria Lourdes sempre foi dona de casa, e diz sentir saudades do tempo que era sadia. “Minha rotina é a doença, a cada três meses preciso aplicar 10 injeções, tomo dois remédios controlados que são contínuos, o médico me explicou que são para sempre”. &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O casal recebe o salário mínimo, eles dizem viver com tranquilidade financeira, mas é claro sem nenhum conforto, já que a renda é gasta com muitos medicamentos. “A maior parte do meu dinheiro vai para os remédios, o do meu marido vai para a comida”.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Terapia Comunitária&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A TC (terapia comunitária) é um procedimento terapêutico que surgiu no ano de 1987, em Pirambu, uma das maiores favelas de Fortaleza. Ela começou pela iniciativa do advogado Aírton Barreto, que desenvolvia  um projeto de apoio a favela e percebeu que grande parte dos problemas na comunidade estavam relacionados a questões psicológicas Assim, resolveu chamar o irmão, que era psiquiatra, Adalberto Barreto, que foi o idealizador do projeto que visava  realizar sessões terapêuticas em grupo, e tinha a intenção da comunidade trabalhar em conjunto para melhorar a  saúde mental. A TC forma líderes e terapeutas da própria região, cria redes solidarias e voluntárias que ajudam a  curar  a doença tanto emocional quanto biológica.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Segundo o psiquiatra, Adalberto Barreto, pessoas que convivem com extrema pobreza sofrem da chamada “síndrome psíquica da pobreza”, que ocasiona uma série de doenças que têm origem no sofrimento, baixa autoestima, além de má alimentação e problemas de saneamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhGbdEbowJwEznVLeoVjAFyo2POBtykTFATsDT_tuIN9KHfVr07etP7LMH9MAsChLS0E3Uax3Dgm_8AwdTtJ82Yar4iaPAhxmNSwM4I7cIUZEpSg4qO-xJzanyhpZ3iNnjEyjiV6Lg6l7h1/s1600/helena+01.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;240&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhGbdEbowJwEznVLeoVjAFyo2POBtykTFATsDT_tuIN9KHfVr07etP7LMH9MAsChLS0E3Uax3Dgm_8AwdTtJ82Yar4iaPAhxmNSwM4I7cIUZEpSg4qO-xJzanyhpZ3iNnjEyjiV6Lg6l7h1/s320/helena+01.JPG&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;CENTER&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
Quase ametade da renda da família de dona Lourdes é destinada emmedicamentos&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjxPr1M8m6SldK2NB8DtTzbKCf9QEquENOm_ULL6u_6ZbtRoWtF8q4WlKDdH5Uu0NDGdfXkcWAsveDv7BYA79F_vSPgODUQIBNGXNJ2Bxy8bKOgx2sFL3hjQyxv4lC3YLgGVFYp5dFh-cUh/s1600/helena+02.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjxPr1M8m6SldK2NB8DtTzbKCf9QEquENOm_ULL6u_6ZbtRoWtF8q4WlKDdH5Uu0NDGdfXkcWAsveDv7BYA79F_vSPgODUQIBNGXNJ2Bxy8bKOgx2sFL3hjQyxv4lC3YLgGVFYp5dFh-cUh/s320/helena+02.JPG&quot; width=&quot;240&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;CENTER&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
DonaMaria emocionada relata como a doença está presente em sua vida&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEju6K2SaPmnN8AvJGPSxPLqVbr8W0PKfAomaQq5r-cbuAU7BvXSnVtu49Jk6D2Z_86QTZuX9ECymxF2BrxyCiTu_j7asCAMGSaI94BYhwFkXT_QNcXZjzMKtwzsE_jKLtigplbzPXhkTGOL/s1600/helena+03.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEju6K2SaPmnN8AvJGPSxPLqVbr8W0PKfAomaQq5r-cbuAU7BvXSnVtu49Jk6D2Z_86QTZuX9ECymxF2BrxyCiTu_j7asCAMGSaI94BYhwFkXT_QNcXZjzMKtwzsE_jKLtigplbzPXhkTGOL/s320/helena+03.JPG&quot; width=&quot;240&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;CENTER&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
Seu Altinomostra a caixa de remédios da mulher que sofre de alguma doençaneurológica&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Editado por Gabriela Titon&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/feeds/7153584873797248300/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/2011/12/doenca-e-pobreza-um-ciclo-vicioso.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3287948793908709556/posts/default/7153584873797248300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3287948793908709556/posts/default/7153584873797248300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/2011/12/doenca-e-pobreza-um-ciclo-vicioso.html' title='A doença e pobreza: um círculo vicioso'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhGbdEbowJwEznVLeoVjAFyo2POBtykTFATsDT_tuIN9KHfVr07etP7LMH9MAsChLS0E3Uax3Dgm_8AwdTtJ82Yar4iaPAhxmNSwM4I7cIUZEpSg4qO-xJzanyhpZ3iNnjEyjiV6Lg6l7h1/s72-c/helena+01.JPG" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3287948793908709556.post-8781077867593064830</id><published>2011-12-19T04:30:00.000-08:00</published><updated>2011-12-19T07:30:32.795-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Reportagens Especiais"/><title type='text'>Com ou sem camisinha? - Um perfil da Aids em Guarapuava</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Autora: Andréa A. Alves&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.4shared.com/document/GpU-XDxn/ANDREA_livro_reportagem_p_web.html?&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 225px; height: 320px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhUsaRASkkrd3921708xsmTR4-CArUL1MWEL-7oExKoQV1vhTJyJ3JrdLoPfXhVzzu8tmljTeRH8gsbfj6_fhTaanws4VY6aZcflM-3O6dhVkyVZTva-ZQOnbDQezPW4bL5r3AzoookdgA/s320/livro.jpg&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5687855345491724034&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;st&quot;&gt;&lt;em&gt;Clique na imagem para download do livro reportagem em pdf&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;__________________&lt;br /&gt;* Matéria produzida durante o segundo semestre de 2011 na disciplina de Pesquisa em Comunicação no 4º Ano do Curso de Jornalismo da Unicentro.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/feeds/8781077867593064830/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/2011/12/com-ou-sem-camisinha-um-perfil-da-aids.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3287948793908709556/posts/default/8781077867593064830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3287948793908709556/posts/default/8781077867593064830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/2011/12/com-ou-sem-camisinha-um-perfil-da-aids.html' title='Com ou sem camisinha? - Um perfil da Aids em Guarapuava'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhUsaRASkkrd3921708xsmTR4-CArUL1MWEL-7oExKoQV1vhTJyJ3JrdLoPfXhVzzu8tmljTeRH8gsbfj6_fhTaanws4VY6aZcflM-3O6dhVkyVZTva-ZQOnbDQezPW4bL5r3AzoookdgA/s72-c/livro.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3287948793908709556.post-534365651131173564</id><published>2011-12-19T04:17:00.000-08:00</published><updated>2011-12-19T07:29:43.133-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Reportagens Especiais"/><title type='text'>A questão do homeschooling: quem tem o direito de educar?</title><content type='html'>&lt;b&gt;Vivemos em uma democracia que nos dá direito a educação e ao voto, mas ao mesmo tempo ameaça aqueles que não “usufruírem” à risca destes mesmos direitos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Júlio Stanczyk &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Pode-se dizer que a educação é um conjunto de processos que ajudam no crescimento e no desenvolvimento da personalidade de um ser humano. É óbvio que uma pessoa adquire a sua formação em todas as atividades de sua vida. Todas as horas acordados, principalmente quando falamos de jovens e crianças são, visivelmente, gastos no aprendizado, de uma forma ou de outra. Seria um absurdo limitar a &quot;educação&quot; ao prazo gasto na escolarização formal, todos estão aprendendo o tempo todo. Aprendendo a formar ideias sobre outras pessoas, sobre si mesmos, sobre o mundo e as leis da natureza ao redor. Este é um processo contínuo, e é natural que a escolarização formal constitua apenas um item neste longo processo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Entretanto, há sim uma área da educação onde a espontaneidade direta e alguns preceitos não são suficientes. Esta é a área a ser abrangida pelo estudo formal, especificamente a parte do intelecto. Todos são, em certo sentido, autodidatas, porém sem o conhecimento acumulado pelas gerações passadas, seria necessário que cada criança reinventasse a roda e partindo do zero conduzisse sua evolução intelectual.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Graças ao crescimento nas legislações e regulamentações da educação ao redor do mundo, mais crianças e jovens conquistaram o direito a educação, o que é benéfico por diversos aspectos, porém inúmeros problemas quanto a liberdade educacional foram criados. Afinal, quem é o portador do direito de ensinar uma criança? E quem é o mais capacitado para atender as necessidades de cada pequeno indivíduo? Simone Weil, escritora francesa da primeira metade do século XX, descrevia o direito como “obrigação reversa”. Ter direito a um salário é ter um empregador que está obrigado a pagá-lo. Se, ao contrário, o titular do direito tem também a obrigação de satisfazê-lo, não há direito algum, apenas a obrigação. É nesse cenário que surge a problemática entre o ensino domiciliar e o ensino escolar.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;Educação ao longo da história&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para compreendermos melhor o assunto, é necessário retornar aos fatos históricos e entender de onde vem os modos como a educação é conduzida atualmente. O caso da Grécia antiga merece atenção especial por representar claramente as duas maneiras como a educação foi estruturada historicamente na sociedade.  Em Atenas, a prática original do ensino público obrigatório rapidamente deu lugar a um sistema voluntário. Por outro lado, em Esparta, a sociedade foi organizada como um vasto acampamento militar, e as crianças eram educadas, obrigatoriamente, nos quartéis.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No Egito antigo, as crianças ficavam com suas mães até os quatro anos de idade. Durante estes anos, o principal foco da educação era o convívio familiar e o respeito pelos antepassados. A partir dessa idade, a educação dos meninos era geralmente assumida pelos pais, que ensinavam o próprio ofício aos filhos. Algumas crianças, no entanto, iam para uma escola local, mantida pelo Estado, enquanto outros ainda participavam de uma escola voltada para carreiras específicas, como sacerdotes e escribas. Mais do que escolhas pessoais, o fator determinante na educação das crianças era a posição que o pai ocupava na sociedade.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;As instituições ensinavam escrita, leitura, matemática e esportes, bem como ética e a organização da sociedade egípcia. Na idade de 14 anos, filhos de agricultores ou artesãos, por exemplo, se uniam a seus pais em suas profissões; já outras crianças, cujos pais tinham carreiras de maior status, continuavam sua educação em escolas especiais geralmente ligadas a templos ou centros governamentais. Este nível mais alto de educação era chamado de &quot;Instrução de Sabedoria&quot; e era focado em habilidades necessárias para posições como médico ou escriba.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quanto às mulheres, a maioria era educada unicamente para a maternidade e o casamento. Geralmente, elas eram treinadas em casa por suas próprias mães. Outras recebiam instrução para serem dançarinas, artistas, artesãs e padeiras, mas somente as filhas dos nobres mais importantes aprendiam a ler e escrever.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Segundo artigos publicado no website do Instituto Ludwig von Mises, a primeira legislação que previa a escolaridade obrigatória no Ocidente apareceu apenas no final do século XVII e início do século XVIII, nos Estados germânicos de Gotha, Calemberg e Prússia. Isso foi possível graças ao contexto social criado pela reforma protestante um século antes. O reformador alemão Martinho Lutero chegou a escrever um livro pioneiro no tema com o título “Aos conselhos de todas as cidades da Alemanha, para que criem e mantenham escolas”, no qual defendia a alfabetização das camadas populares com objetivo que todos tivessem acesso às escrituras sagradas e para isto, pedia a cooperação dos principados protestantes da Alemanha. Este foi um passo importante dado pelo modelo escolar dominante de hoje. Nas palavras do próprio Lutero: “Caros governantes [...] eu afirmo que as autoridades civis estão sob o dever de obrigar as pessoas a enviar seus filhos para a escola [....] Se o governo pode obrigar os cidadãos para o serviço militar em tempo de guerra, quanto mais tem o direito de obrigar as pessoas a enviar seus filhos à escola , porque neste caso estamos em guerra com o diabo, cujo objetivo é esgotar nossas cidades e principados de seus homens fortes”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;O caso americano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Há apenas duas décadas, o aprendizado escolar domiciliar era ilegal nos Estados Unidos. Em meados da década de 90, graças a alterações na legislação, o novo movimento de educação domiciliar ganhou direitos e se estendeu a mais pessoas. De acordo com o Centro Nacional de Estatísticas na Aprendizagem (NCES, na sigla em inglês), aproximadamente 2,5 milhão de alunos estudaram exclusivamente em casa no ano de 2010 - outras organizações sugerem que o número real pode ser ainda maior. Todos, com exceção de nove Estados americanos, exigem que os alunos da escola domiciliar notifiquem o Estado se optarem pelo aprendizado escolar em casa.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O caso americano chama atenção pelos motivos diversos que levaram a legalização do homeschooling. Durante anos, a educação domiciliar foi, igualmente, uma revindicação da direita cristã e da esquerda contracultural contra o monopólio estatal da educação. As duas correntes foram muito influenciadas, respectivamente, pelos educadores Raymond Moore e John Holt já nas décadas de 60 e 70.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O público atraído pelas ideias de Raymond Moore e John Holt reflete as origens e estilos de vida dos dois pesquisadores. Moore, um missionário cristão, foi educado pelos pais que prezavam a instrução em valores tradicionais e costumes religiosos. Por outro lado, Holt, um humanista, tornou-se uma figura pública por ser um dos pioneiros nos estudos dos direitos da criança e do adolescente. Suas pesquisas tiveram grande aceitação por adeptos da “Nova Era”, hippies e imigrantes.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Segundo o Instituto Cato, organização de pesquisa em políticas públicas norte-americanas, os dois homens ganharam reputação nacional naquele tempo. Trabalhando independentemente um do outro, ambos abordavam a angústia que diversos americanos sentiam a respeito do sistema de ensino, segundo John Holt, “um sistema que parecia existir apenas para promover as carreiras de elites educacionais”. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Fortalecido pelas frequentes aparições na mídia nacional, testemunhos em assembleias do Poder Legislativo e em tribunais, Holt e Moore trabalharam incansavelmente para levar ao grande público a mensagem de que o homeschooling era uma forma superior de educação para as crianças americanas; um regresso a uma era pré-industrial, quando as famílias trabalhavam e aprendiam juntas. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;História da educação no Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No Brasil, há menos de um século, era comum o ensino domiciliar, sendo a maioria das pessoas - principalmente durante a primeira infância - ensinadas pelos pais ou parentes próximos dentro do ambiente familiar, aprendendo os primeiros passos da gramática, da matemática e das ciências em geral sem participar de um programa regulamentado de ensino. As constituições daquele período defendiam o papel prioritário dos pais na educação dos filhos, sem tirar-lhes o direito de escolher onde e como educar. Pode-se observar no texto da Constituição de 1946 o seguinte trecho: “a educação é direito de todos e será dada no lar e na escola. A educação deve ser inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana”. Texto semelhante pode ser encontrado nas Diretrizes da Educação Nacional e Lei de Bases, revogada em 20 de dezembro de 1961: “o homem de família ou o tutor não pode exercer função pública, nem ocupar emprego em entidade de economia mista ou empresa concessionária de serviço público se ele não apresentou qualquer prova de que seu filho está matriculado em uma escola, ou que a criança está recebendo educação em casa”. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em 1934, a educação gratuita em escolas passou a existir. Nesta época, o ensino era composto de apenas cinco anos. Por força da lei nº 5.692/71 o ensino estendeu-se para oito anos, mudando a nomenclatura para primeiro grau algum tempo depois. Foi somente com a Constituição de 1988 que esta nomenclatura foi alterada para ensino fundamental, o que também acirrou o cerco ao ensino domiciliar.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;Homeschoolers brasileiros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Júlio Severo é o ativista dos direitos ao homeschooling mais conhecido no Brasil. Além de proferir palestras sobre o assunto ao redor do mundo, ele mantêm um blog (www.juliosevero.blogspot.com) com temas relacionados constantemente atualizado. Em entrevista por e-mail, Severo, que deixou o Brasil em 2009 para poder praticar o ensino domiciliar com seus dois filhos, comentou o modo como vê a educação atualmente no Brasil. “Hoje em dia, as escolas públicas e até mesmo as escolas particulares, que geralmente são muito melhores do que as instituições públicas no Brasil, estão perdendo a razão de existir. Como se isso não bastasse, há também outras questões sérias. A violência contra as crianças, brigas, violência sexual, uso de armas, furtos, assaltos e outros tipos de crimes”. Segundo ele, em 2002, um livro intitulado “Violência nas Escolas” foi publicado pela Unesco, especificamente para tratar do crescimento da criminalidade no ambiente escolar brasileiro. O livro traça um importante panorama da situação atual. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quando perguntado a respeito do ensino escolar compulsório, Severo foi enfático na sua posição: “os pais devem ter absoluta liberdade e direito de educar seus filhos em casa. As escolas públicas e privadas também são opções, é necessário que existam, mas só os pais podem tomar a decisão final”. Para ele, mesmo que as escolas públicas fossem capazes de produzir resultados satisfatórios, tais resultados não poderiam ser usados como pretextos para tirar dos pais o direito de decidir a melhor educação para seus filhos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quanto a situação atual da educação doméstica, Severo citou diversos pontos contrários e favoráveis que estão em discussão no Brasil. Segundo ele, atualmente, tramitam na Câmara dos Deputados, desde 2008, os projeto de lei 3518/2008, de autoria dos deputados Henrique Afonso (PT-AC) e Miguel Martini (PHS-MG); e o 4122/2008, de autoria do deputado Walter Brito Neto (PRB-PB). Esses projetos, que estão tramitando juntos, propõem a legalização explícita do ensino domiciliar  no Brasil. Em junho de 2009, a então deputada relatora, Bel Mesquita (PMDB-PA), apresentou à CEC (Comissão de Educação e Cultura) um relatório propondo a rejeição dos projetos sobre homeschooling, alegando que eles violariam a constituição e as leis brasileiras, que a socialização escolar é imprescindível e que há países desenvolvidos que proíbem ou restringem o ensino domiciliar. Em 15 de setembro deste ano, o novo relator, o deputado Waldir Maranhão (PP-MA), apresentou um novo relatório à CEC sobre essas propostas. Este segundo relatório recomenda a rejeição dos dois projetos, com base em argumentos idênticos aos da antiga relatora Bel Mesquita.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Severo lembrou ainda, que há, no entanto, jurisprudência para aplicação do ensino domiciliar, porém, requer complicados processos jurídicos que muitas vezes são rejeitados pelos juízes, por falta de conhecimento destes, ou por divergências ideológicas. A respeito do assunto, Severo citou Henrique Cunha de Lima, procurador do Ministério Público de Contas do Estado do Rio de Janeiro: &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;  style=&quot;font-size:x-small;&quot;&gt;Segundo a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, os tratados internacionais devidamente ratificados pelo Congresso Nacional têm status supralegal. Isso quer dizer que esses tratados são hierarquicamente inferiores à Constituição (lei positiva máxima), mas superiores às demais leis. Ora, o ECA (Estatuto da Criança e Adolescente), que é uma lei ordinária, diz: “Os pais ou responsáveis têm a obrigação de matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino” (art. 55). Mas a Declaração Universal dos Direitos Humanos e a Convenção Americana dos Direitos Humanos (Pacto de São José da Costa Rica), que são tratados internacionais ratificados pelo Brasil, dizem o contrário e, portanto, prevalecem: “Os pais têm prioridade de direito na escolha do gênero de instrução que será ministrada a seus filhos” (artigo 26.3 da Declaração Universal dos Direitos Humanos); &quot;Os pais e, quando for o caso, os tutores, têm direito a que seus filhos e pupilos recebam a educação religiosa e moral que esteja de acordo com suas próprias convicções.&quot; (Artigo 12.4 da Convenção Americana dos Direitos Humanos).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Além de Julio Severo, outras histórias de homeschooling no Brasil ganharam relevância na mídia, como é o caso de Cleber Nunes, que enfrentou os tribunais para educar seus filhos em casa. Segundo o portal de notícias Mídia Sem Máscara, em março de 2010, Nunes foi condenado a pagar uma multa de R$ 3.200 em um tribunal criminal, acusado de praticar “abandono intelectual de menores” com seus filhos Jonatas e Davi. Como Nunes se recusou a pagar a multa, chegou a ficar 15 dias na prisão. Anteriormente, Nunes já havia sido processado civilmente duas vezes por causa dos mesmos motivos, mas venceu os dois processos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O que chamou a atenção da mídia no caso de Nunes foi o modo como os julgamentos foram conduzidos e como todas as provas contrárias foram ignoradas na hora da sentença criminal. Inicialmente, o tribunal cívil exigiu que as crianças se submetessem a testes psicológicos, os quais foram imediatamente realizados e não apresentaram nenhuma anormalidade. A seguir, as crianças foram obrigadas a realizar provas para verificar o nível de conhecimento escolar. Houve muita reclamação por parte da defesa de Nunes, que alegou que as provas exigiam muito mais do que o conteúdo ensinado para crianças daquela idade em escolas regulares.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Apesar da controvérsia, as crianças foram aprovadas em todos os testes e os processos civis foram encerrados. Contudo, a despeito destas sentenças, o processo criminal foi aberto e todas as provas que negavam o “abandono intelectual” nos outros processos foram ignoradas pelo juiz. Na ocasião, Nunes comentou para a reportagem do Mídia Sem Máscara: “Eles [os tribunais] impuseram testes o que significa que as duas possibilidades deviam ser consideradas, ou as crianças estavam sofrendo abandono intelectual, ou não. No entanto, ambos [Jonatas e Davi] passaram pelos testes, mas continuaram a nos acusar de criminosos. Parece que o único resultado válido era o fracasso das crianças”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;O ensino regular&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para a vice-secretária do Núcleo Regional de Educação de Guarapuava, Sandra Casagrande, embora a escola tenha a função de ensinar a criança a conviver socialmente, ela não é o único lugar onde isso acontece. “Um time de futebol, uma igreja e outras instituições da sociedade civil são igualmente benéficas à socialização”. Sandra acredita que a legalização do ensino domiciliar não afetaria negativamente a função da escola. “A verdade é que a maioria dos pais não possui habilidade necessária para ensinar matérias escolares a uma criança, outros simplesmente não possuem tempo disponível para isso. No mundo atual, a escola nunca seria substituída por outro modelo educacional, acredito que ambos os modelos podem existir ao mesmo tempo”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para Anderson Amaral, de nove anos, aluno da 3ª série de uma escola estadual de Guarapuava, estudar em casa poderia ser interessante. “Às vezes, eu gostaria de ficar mais tempo em casa, é ruim ter que ir todos os dias a escola. Minha mãe é professora de inglês, acho que ela conseguiria me ensinar bastante coisa”. Já o irmão mais velho, Cleyton, de 11 anos, discorda. “Eu gosto dos professores e dos meus amigos da turma, não sei se eu iria acostumar a estudar em casa”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Editado por Gabriela Titon&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__________________&lt;br /&gt;* Matéria produzida durante o segundo semestre de 2011 na disciplina de Pesquisa em Comunicação no 4º Ano do Curso de Jornalismo da Unicentro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/feeds/534365651131173564/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/2011/12/questao-do-homeschooling-quem-tem-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3287948793908709556/posts/default/534365651131173564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3287948793908709556/posts/default/534365651131173564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/2011/12/questao-do-homeschooling-quem-tem-o.html' title='A questão do homeschooling: quem tem o direito de educar?'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3287948793908709556.post-8745403886484865237</id><published>2011-12-19T03:30:00.000-08:00</published><updated>2011-12-19T07:28:48.293-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Reportagens Especiais"/><title type='text'>Judô: esporte como transformação social</title><content type='html'>&lt;i&gt;Eliane Pazuch&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Como todos sabem, o esporte traz muitos benefícios às pessoas que o praticam, como saúde, bem estar, resistência física, perda e manutenção de peso, entre outros. Contudo, o esporte também pode se transformar em uma ferramenta de inclusão social capaz de oportunizar sucesso e superação.&lt;br /&gt;Com esse objetivo, foi implantado o projeto Escolinhas de Judô em Guarapuava. Tudo começou por iniciativa do funcionário público e corretor de imóveis Onofre Carioca da Silva Junior. O primeiro contato de Carioca com o judô foi na sua juventude, enquanto estudava no colégio agrícola na cidade de Muzambinho, em Minas Gerais. Durante seus estudos, teve a oportunidade de conhecer a arte marcial. Porém, pelas circunstâncias da vida, não pôde mais praticar o esporte. Veio para o Paraná trabalhar e só depois de aproximadamente vinte anos voltou a treinar em uma academia particular em Guarapuava.&lt;br /&gt;Já trabalhando na prefeitura como funcionário público, resolveu encaminhar à Secretaria de Esportes um projeto de fundação de uma escola de judô para crianças carentes. De acordo com Carioca, faixa preta e segundo DAN do judô, o objetivo do projeto é oferecer às crianças e jovens a oportunidade de aprender um esporte e de ocupar o tempo, evitando que ficassem nas ruas tendo contato com as drogas e a marginalidade.  Assim, o programa foi implantado em 2005 e, de lá para cá, só tem crescido.&lt;br /&gt;Carioca conta que o esporte hoje é reconhecido como um fator social de grande importância para a cidade de Guarapuava, na região centro-sul do Paraná, dada a sua grande capacidade de influenciar profundamente a vida e o cotidiano das pessoas. “Entendemos que o esporte é um valioso instrumento de transformação social, pois nele se representam os papéis vividos na sociedade, onde se passam todos os tipos de relação, consigo mesmo, com o próximo e com a sociedade de uma forma geral”.&lt;br /&gt;Hoje, sensei Carioca, como é conhecido por seus atletas, coordena o projeto, tendo várias escolinhas de judô espalhadas pelo município. As aulas atendem crianças, jovens e adultos em sua maioria carentes e já colhe seus frutos com várias medalhas, títulos e troféus conquistados por seus alunos em campeonatos estaduais e até mesmo nacionais. Um exemplo é a judoca Jéssica Karina dos Santos, que conquistou vários títulos, entre eles de vice-campeã brasileira de judô na categoria infanto-juvenil, realizado na cidade de Natal, em 2009. Esse ano, Jéssica conquistou medalha de ouro nos Jogos da Juventude do Paraná, realizados em Campo Mourão, no mês de setembro. Esses títulos somam-se com vários outros que a pequena judoca de quatorze anos já conquistou. “Ganhei todas as medalhas que tenho, graças à oportunidade que tive na escolinha de judô”.&lt;br /&gt;Jéssica conta que começou a frequentar as aulas por incentivo de seu irmão Rodrigo. “No começo, eu ia com ele só pra passar o tempo, mas um dia o sensei me convidou, e aí comecei e não parei mais”. A judoca, faixa marrom, já está no projeto há quase cinco anos e se dedica aos treinos que acontecem três vezes por semana. Residente no bairro Vila Bela, em Guarapuava, afirma que antes de entrar no projeto, era muito tímida e quase não conversava com as pessoas. “Eu tinha poucos amigos, praticamente duas amigas da escola. Mas hoje, com o judô, tenho muitos amigos e já conheci muitos lugares e até já viajei de avião”. Jéssica, de família humilde, afirma que o esporte lhe abriu muitas portas e que hoje a família e seus amigos têm orgulho de suas conquistas. “Meu quarto está cheio de medalhas, e eu as guardo com muito cuidado, pois quando eu tiver meus filhos, vou poder mostrar a eles”.&lt;br /&gt;De acordo com Carioca, Jéssica surpreendeu no esporte, pois quando começou a treinar mal falava com os demais atletas, mas com o tempo foi se soltando e mostrou-se uma atleta competente e dedicada. A mãe de Jéssica, Dalva Brustolin, fala com orgulho da filha. &quot;O judô mudou muito a minha filha. Ela era quietinha e tinha vergonha de tudo e de todos, quase não saía de casa, mas hoje, graças ao esporte, ficou mais extrovertida e isso refletiu em tudo na vida dela&quot;. Dalva conta que antes de frequentar as aulas, Jéssica nunca tinha viajado sozinha, mas com as oportunidades que o esporte lhe proporcionou, ela já conheceu até outros Estados do Brasil.&lt;br /&gt;O pai de Jéssica, José dos Santos, revela que se as aulas não fossem ofertadas pelo projeto, jamais poderia pagar uma academia particular para que seus dois filhos treinassem judô. “Esse projeto é muito importante para as crianças de famílias carentes que não têm condições de bancar aulas particulares, e se não fosse dessa forma, meus filhos não aprenderiam esse esporte”. José é mecânico e tem quatro filhos. Ao falar sobre eles, o trabalhador, que tem deficiência auditiva, se emociona e diz com orgulho que, apesar das muitas dificuldades, faz questão de sempre apoiar seus dois filhos para que não abandonem o esporte.&lt;br /&gt;Além da atleta Jéssica, outros 150 alunos frequentam o projeto. Carioca ministras aulas na parte da noite, em duas das escolinhas de judô. Uma se localiza na rodoviária da cidade, na Amam, (Academia de Artes Marciais), e outra funciona nas dependências do 16ª Batalhão de Polícia Militar de Guarapuava que, segundo Carioca, também tem incentivado muito o projeto na cidade, como grandes parceiros. Além das aulas nesses locais, outros três centros também fazem parte do projeto, com aulas no salão da paróquia Perpétuo Socorro, em Guarapuava, e nos distritos da Palmeirinha e Entre Rios. Nesses locais, os treinos são ministrados por alunos formados pelo projeto.&lt;br /&gt;Entres as crianças beneficiadas, também está Sadrak Almeida, de 14 anos. Sadrak participa do projeto há três anos. O judoca conta que recebeu o convite de um amigo que já participava dos treinamentos. Ele afirma que o judô o ajudou a sair das ruas, e que hoje se orgulha do esporte e das medalhas conquistadas. “Antes, eu ficava aprontando na rua, porque não tinha nada pra fazer e hoje, no judô, aprendi que é preciso ser humilde, ter disciplina e respeitar os outros”. Sadrak é um dos exemplos de que o esporte contribui para a socialização das pessoas e como uma oportunidade de seguir carreira como judoca.&lt;br /&gt;Sadrak conta que antes de frequentar as aulas à noite, ficava perambulando pelas ruas de seu bairro. A mãe de Sadrak, Marlene de Almeida, fala que ficava muito preocupada com o menino quando ele ficava na rua. “A gente sabe que na rua tudo pode acontecer, mas eu não tinha controle sobre ele, que gostava de brincar com os amigos, mas, enquanto não chegava em casa, não conseguia descansar”. Hoje, Marlene afirma que está feliz pela oportunidade que o filho tem de participar das aulas e que Sadrak mudou muito depois que aprendeu o esporte. “Ele está mais obediente e me ajuda com as tarefas de casa, como arrumar a cama e levar o lixo”. Essas iniciativas, segundo Carioca, são repassadas às crianças para que aprendam a dividir tarefas em casa e se tornarem pessoas responsáveis.&lt;br /&gt;De acordo com sensei Carioca, o projeto consegue oferecer aos atletas, mesmo que com algumas dificuldades, oportunidades de participar de campeonatos e desenvolver valores como respeito e disciplina. Ele afirma que não permite que os atletas usem as técnicas do judô fora da academia. “Se fico sabendo que alguém brigou na rua ou na escola e usou as técnicas do judô, aplico uma punição”. Carioca explica que não se pode aplicar a luta do judô para benefício próprio, ou seja, não se pode lutar com quem não conhece a arte e não sabe se defender, até porque não se trata de defesa pessoal, mas sim, de um esporte.&lt;br /&gt;O professor revela que para poder participar do projeto, as crianças e jovens em idade escolar precisam estar estudando, e que não basta apenas frequentar as aulas, mas que cobra boas notas e bom comportamento em casa e na escola. No judô, de acordo com as normas da arte marcial, o atleta vai mudando de faixa. Mas, como explica o sensei, é necessário fazer exame teórico e prático, aliado à uma avaliação preenchida pelos pais ou responsáveis e pela escola atestando o bom desempenho e comportamento da criança e do adolescente. Essa exigência, segundo Carioca, é uma forma de manter as crianças na escola e que para a maioria delas não se torna um obstáculo, mas, uma troca de valores.&lt;br /&gt;José Adilsom Cordiak é pai de um dos atletas e afirma que depois que seus filhos Pedro Gabriel e Eduarda passaram a frequentar as aulas, o comportamento deles mudou muito. “Eles estão mais concentrados e melhoraram muito na educação em casa e na escola, porque o sensei cobra deles muita disciplina, o que é necessário para a prática do esporte”. José Adilsom gostou tanto que hoje também pratica o esporte. Com incentivo dos próprios filhos, ele diz que gosta muito de praticar judô. “No começo, era eu quem tinha que insistir para eles virem, hoje é eles que me convidam para vir”.  Adilsom também ressalta que o judô é uma oportunidade que as crianças e jovens têm de praticar um esporte saudável, de se socializar e de formar novas amizades. O filho de José Adilsom, Pedro Gabriel, ressalta que gosta muito do esporte e se depender dele não vai parar mais. “Gosto muito do judô, e já vou trocar de faixa no próximo mês”.&lt;br /&gt;Kimberly Letícia Pratas dos Santos tem 11 anos e está no projeto hà seis meses. Ela conta que se aproximou do esporte por conta própria. “Vim buscar um parente na rodoviária, vi os alunos treinando no tatame, fiquei curiosa e fui me informar se poderia participar também”. A judoca ressalta que, apesar do pouco tempo no esporte, já se identificou com ele. “Gosto muito da história do fundador do judô, Jigoro Kano, que tinha uma vida humilde, mas com sabedoria criou uma arte marcial muito importante”. A judoca diz que também gosta muito do vocabulário japonês, já que várias palavras precisam ser ensinadas no esporte como golpes, projeções, defesas, números e palavras de tratamento, como bom dia, boa noite, por favor, e tantas outras comuns ao cotidiano. Kimberly revela que pretende seguir no esporte e se tornar sensei. “Admiro muito meu professor e como alguns alunos dele já se tornaram professores, vejo que tenho possibilidades de seguir nesse caminho”. Antes de participar dos treinos, Kimberly disse que ficava em casa sem fazer nada e que era desorganizada, pois tinha preguiça de fazer os deveres da escola. “Hoje, treino três vezes por semana e aprendi a me organizar melhor com meus estudos e aproveito melhor o tempo”.&lt;br /&gt;Nos fundamentos do judô, encontra-se a preocupação com a formação do ser humano com valores essenciais como a disciplina, o respeito e a inteligência. O lema da arte marcial traduz muito bem essas virtudes: ceder para vencer. Jigoro Kano fundou a arte marcial em 1882, no Japão. De acordo com o material didático utilizado pelas escolinhas de judô de Guarapuava, a história desse esporte começou em uma noite de muita neve. Jigoro Kano observou um carvalho aparentemente muito resistente se quebrar com o peso da neve, enquanto a cerejeira com sua estrutura frágil soube se curvar diante do peso da neve e assim se salvou. Dessa forma, Jigoro entendeu que muitas vezes não basta ser forte, é preciso ceder ao adversário para poder vencê-lo. Para isso, o judoca deve usar não apenas a força, mas sim a técnica e a inteligência.&lt;br /&gt;Além do treinamento prático, Carioca afirma que os alunos aprendem sobre essa história para entenderem os valores deixados pelo fundador. Em sua avaliação, o projeto tem se mostrado uma importante ponte entre o esporte e a inclusão social. “Por meio de um processo diferenciado de esporte, propomos alcançar a valorização e o reconhecimento do indivíduo como cidadão, principalmente aqueles que não possuem uma condição social favorável, proporcionando ao mesmo acesso a ambiente convivências sadias”.&lt;br /&gt;Sensei Carioca revela que existe uma preocupação da grande maioria das pessoas envolvidas com o esporte, na ênfase à formação técnica de crianças, adolescentes e jovens, como forma de descobrir talentos para o esporte. Neste caso existe exclusão, já que, normalmente, são descobertos somente aqueles que possuem condições financeiras de treinarem em alguma agremiação. Por isso, o projeto Escolinhas de Judô se propõe justamente a amenizar essa exclusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Editado por Gabriela Titon&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Fotos: Divulgação&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiFwwv17xHARts5F_b9NObxkeEQ7kj0-QhRiFPfM13BV7u14om3qX_4R2mCZp0k7A5Z-SY7AkSV4vlNBpWLPpLv2CYCHI8fsSekX_DGmwFdBupnTBrj3FjwR8g1M6CE-klEUrMWs2OqqzZ1/s1600/foto1.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiFwwv17xHARts5F_b9NObxkeEQ7kj0-QhRiFPfM13BV7u14om3qX_4R2mCZp0k7A5Z-SY7AkSV4vlNBpWLPpLv2CYCHI8fsSekX_DGmwFdBupnTBrj3FjwR8g1M6CE-klEUrMWs2OqqzZ1/s320/foto1.jpg&quot; 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style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;Sensei Carioca com a atleta Jéssica&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhiTYV8lBOTuZadjGovCSb12DfyNTngTPwNBejM5zFNFAJWf6brimm89Jqc0jTR7SFt9_goKyN0njG-RdTCJIZzOpioPmV-CWEJbQIntT9Y2Mtvmp4J7UpkM67QMzVjOpyDVUfP5OBDHzRs/s1600/foto3.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhiTYV8lBOTuZadjGovCSb12DfyNTngTPwNBejM5zFNFAJWf6brimm89Jqc0jTR7SFt9_goKyN0njG-RdTCJIZzOpioPmV-CWEJbQIntT9Y2Mtvmp4J7UpkM67QMzVjOpyDVUfP5OBDHzRs/s320/foto3.jpg&quot; border=&quot;0&quot; height=&quot;240&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;Atletas do projeto na Academia da Polícia Militar de Guarapuava&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;__________________&lt;br /&gt;* Matéria produzida durante o segundo semestre de 2011 na disciplina de Pesquisa em Comunicação no 4º Ano do Curso de Jornalismo da Unicentro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/feeds/8745403886484865237/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/2011/12/judo-esporte-como-transformacao-social.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3287948793908709556/posts/default/8745403886484865237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3287948793908709556/posts/default/8745403886484865237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/2011/12/judo-esporte-como-transformacao-social.html' title='Judô: esporte como transformação social'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiFwwv17xHARts5F_b9NObxkeEQ7kj0-QhRiFPfM13BV7u14om3qX_4R2mCZp0k7A5Z-SY7AkSV4vlNBpWLPpLv2CYCHI8fsSekX_DGmwFdBupnTBrj3FjwR8g1M6CE-klEUrMWs2OqqzZ1/s72-c/foto1.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3287948793908709556.post-2899072987812417315</id><published>2011-12-19T03:00:00.000-08:00</published><updated>2011-12-19T06:52:03.451-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Reportagens Especiais"/><title type='text'>A arte que transcende os sentidos</title><content type='html'>&lt;b&gt;Teatro e orquestra de cegos: a arte não está no que vemos e sim no que sentimos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Aline Bortoluzzi&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para determinados tipos de artistas, as sensações não entram através dos olhos e sim, são transmitidas através do toque, da conversa e mais do que tudo, do ouvir o outro. Para aqueles que em certo momento da vida perderam o dom precioso a visão, o processo é mágico e emocionante de se ver, ou melhor, de sentir. Há 16 anos, a Apadevi (Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Visuais de Guarapuava), sob coordenação da arte-educadora Eglecy Lippmann, fundou um grupo de teatro. O grupo também se expande no momento com a formação de uma pequena orquestra que será apresentada em forma de auto, estreando em 2012. A peça já percorreu várias cidades do Estado, formada por cerca de 15 atores, sem limitação de idade, numa faixa que vai desde o Luan, de 9, até o Seu Miguel, de 84 anos.&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O carro chefe é a peça “O Estorvo”, onde há interação entre atores e público - seja através de toques, músicas, dança, cheiros e degustação é máxima -, fazendo com que todos reflitam sobre as dificuldades que passam os deficientes visuais para conviver na sociedade “dos que enxergam”, nos fazendo perceber o quanto estes se sentem excluídos, muitas vezes por não sabermos lidar com esse tipo de situação.  Eglecy Lippmann explica: “o que predomina não é deficiência, é a eficiência. Essa questão da limitação é superada quando se trata de uma manifestação artística. É essa a nossa ideia, mostrar a potencialidade das pessoas. Sejam elas com limitações visuais, auditivas ou físicas, o que nos interessa é um produto estético”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os cegos, habituados a conviver no universo feito para os que enxergam, convidam o público a vendar os olhos durante toda a apresentação e adentrarem no mundo dos deficientes visuais.  Para Eglecy, “essa foi a maneira que encontramos de discutir a inclusão, e não tem uma forma mais adequada do que o ‘outro’ perceber como o ‘eu’ percebo sensivelmente. As pessoas ficam bem tocadas, ensina uma lição: as pessoas têm olhos mas não enxergam, é uma forma de você valorizar o que tem e também ir de encontro com aquele que não tem, pra facilitar as relações como um todo”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Celi Marcondes perdeu a visão há seis anos devido há um transplante mal sucedido e começou a participar do grupo após anos de isolamento do mundo externo. Para ela, a música e o teatro a fizeram renascer. &quot;Eu perdi a visão dos olhos, mas da alma não perdi”. Seu Miguel Simão Viato tem 84 anos, é policial aposentado e aos 69 perdeu a visão devido ao glaucoma. É o membro mais velho do teatro e também toca flauta na orquestra. Às gargalhadas, ele conta: “Na peça, eu disse pra uma mulher: ‘eu vou te pegar pelo braço, te levar do outro lado, você conhece essa sala?&#39; &#39;Não&#39;. &#39;Então é um perigo! Eu também não conheço, sou cego, mas me falaram que aqui dentro tem um poço de 50 metros de fundura e metade está cheio de água, cuidado!’ A mulher tremeu de medo, mas confiou em mim”. Para Giovani de Lima, 21 anos, que planeja prestar vestibular para jornalismo em 2012, cego desde os 6 meses de idade, conta que o teatro é o momento de encontro e emoção. &quot;No teatro, tem a hora da dança, com o cego e a pessoa vendada, aí eu sinto que as pessoas estão emocionadas. Nós somos obrigados a viver no mundo de quem enxerga, eles também podem viver no nosso&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A ideia é que o público mergulhe para dentro da peça e sinta na pele, ou melhor, nos olhos, por alguns instantes, como é o mundo de quem não enxerga. A arte se torna uma ferramenta de inclusão social, onde pessoas que sofrem com preconceito ou até mesmo com a falta de informação de outros, se aceitam melhor, da maneira que são, se sentem mais inclusas nas relações humanas e mais capacitadas para também desenvolver produtos artísticos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A coordenadora do projeto explica que o ser humano, quando lesado de algumas capacidades sensórias, potencializa-se em outros sentidos. No caso dos cegos, a audição e o tato, bem como a proficiência para música são, na maioria das vezes, mais aguçados do que nas pessoas que enxergam, fazendo com que tal processo se reflita, muitas vezes, na arte. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas como pessoas com deficiência visual podem “aprender” a apreciar uma obra de arte? Para as pessoas que já enxergaram em algum momento da vida e perderam a visão por alguma doença, a arte é algo mais concreto, o cego já teve contato visual com alguma expressão artística antes. Para os que nasceram sem a visão, trata-se de um processo muito mais complexo. A arte, nesse caso, atinge o ápice de sua característica imagética. Outras formas são trabalhadas, outros sentidos são estimulados para que o imaginário do deficiente visual tenha uma percepção sobre aquilo que está sendo apresentado em sua frente.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;Acessibilidade para a arte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Além de produzir arte, pessoas com necessidades especiais como os cegos também têm a possibilidade de apreciar obras. Hoje, nos grandes centros culturais pelo mundo, podemos verificar algumas mostras específicas para deficientes visuais, onde podem “apalpar” obras com matéria-prima de textura diferenciada, em alto relevo ou até mesmo sentir seus aromas. É o caso do Museu dos Cegos de Madri, construído especialmente para deficientes visuais, e o Museu de Belas-Artes de Nice, na França, que dedica a maioria de seu espaço para tal fim. Unindo arte e tecnologia, esses museus fazem o papel de levar uma produção mais democrática às pessoas. O Museu de Madri foi construído com piso especial para facilitar a locomoção, possui todos os catálogos em braile, bengalas especiais que funcionam de forma magnética, maquetes das grandes cidades do mundo para serem tocadas e a iluminação foi pensada para orientar aqueles com cegueira parcial.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No Brasil, o incentivo à cultura, propriamente dita, é praticamente nula se comparada com países desenvolvidas, quanto menos o incentivo à acessibilidade da arte para pessoas com necessidades especiais. Alguns centros culturais do Rio de Janeiro e São Paulo estão dando os primeiros passos na acessibilidade da arte para cegos, mas não há iniciativas que se aproximem, nem de longe, dos museus europeus. Em nosso país, a cegueira atinge, segundo  Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, 1,5% da população brasileira. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A arte da música também vem sendo cada vez mais difundida entre cegos e surdos. Exatamente! Música para surdos. Pode soar um tanto estranho, mas a música não se faz apenas de notas audíveis, mas também de vibrações sonoras, sentidas na pele. Algumas tecnologias permitiram que a arte se transformasse em algo democrático no universo de pessoas não dotadas de alguns sentidos humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Editado por Gabriela Titon&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Fotos: Aline Bortoluzzi&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgtcvKyhPYJ96nJYpx2kY9_cAOH5RdEgUhtkwyr_3tkxtdhePgaRMO04slL1Li-lWd2-0RCY8NQfl52YUb4bKyxfl2OA-1mQBNk-50yk482-hjdqOGWZHpVxN3DaEHhm2sWUa540jfMS_wl/s1600/DSC01402.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgtcvKyhPYJ96nJYpx2kY9_cAOH5RdEgUhtkwyr_3tkxtdhePgaRMO04slL1Li-lWd2-0RCY8NQfl52YUb4bKyxfl2OA-1mQBNk-50yk482-hjdqOGWZHpVxN3DaEHhm2sWUa540jfMS_wl/s320/DSC01402.JPG&quot; border=&quot;0&quot; 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 &lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;Em um mundo onde a disparidade entre classes sociais é tão grande, é comum nos depararmos com cenas de desigualdade econômicas inúmeras vezes durante o dia, e o pior é que a maioria das pessoas demonstram, pela falta de atitude, ter certa cegueira diante desses problemas. Me parece que a sociedade vê as desigualdade entre classes como algo normal.&lt;br /&gt;O comportamento adotado pela população, de maneira geral, é resultado de uma sociedade individualista, que se fundamenta em preceitos consumistas, onde a maioria da população vive na correria por aumentar seus lucros e alavancar suas produções, assim a compaixão pelo próximo passa despercebido.&lt;br /&gt;Aqueles que detêm alto poder aquisitivo são os que conseguem falar mais alto na sociedade, Por isso, quando nos deparamos com pessoas que foram excluídas dos grandes centros, forçadas a viver nas periferias em condições precárias e lutando pelo sustento diário, nós causa um choque. E é nesse cenário, constrangedor para quem não é habituado a ele, que encontramos Irene, uma catadora de lixo que sustenta cinco filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span&gt;Fotos: Mário Rapouso Jr.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEik5ADKoTqB1irkkGAQUFnDoht-snJbSZo9UZpbazn1qOddh3kggp44QNBRu8AfBaF9RGglesTgPWgQWa5vvrTm9AT0FcFX_Svll3DaDbbp-4BaPPI2NFlqPwaxrXeUOA1sJ_kr0DFF_Yc/s1600/DSC03306.JPG&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 180px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEik5ADKoTqB1irkkGAQUFnDoht-snJbSZo9UZpbazn1qOddh3kggp44QNBRu8AfBaF9RGglesTgPWgQWa5vvrTm9AT0FcFX_Svll3DaDbbp-4BaPPI2NFlqPwaxrXeUOA1sJ_kr0DFF_Yc/s320/DSC03306.JPG&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5683396176750259506&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Irene, em busca do sustento da casa&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;Irene, uma mulher de aparecia surrada, mora no bairro Paz e Bem e, sai todo dia pela manhã para voltar só no fim da noite, com o sustento da família. Ela tem um filho de 11 anos, Giovani, que a acompanha, no serviço, ao invés de ir à escola. Quando perguntado sobre a rotina com a mãe e se não sente falta de brincar durante o dia, o garoto responde de forma simples: “Passamos de casa em casa pedindo papelão. Quando não encontramos nas ruas, pedimos nas casas. Algumas já nós conhecem e deixam os papelões separados. Mas a maioria não gosta que a gente ‘pede’, ficam com medo. – Pergunto: Brincar? Eu brinco depois, mais à tarde”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj7cPAplWgJQM5luJHd3qUYZXtLhqP79YqxLw3Sl5ShBfMkHpoH9jaG3fit3499Y0_xpvB2HGPDGk6jrAGmSVm2D6OZRptGPMBzsq4o-bypcgRWRpo2NqX0_EP6oeIDLcFMqQymjZtzcE4/s1600/Giovani%252C+um+ilustre+desenhista.JPG&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 180px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj7cPAplWgJQM5luJHd3qUYZXtLhqP79YqxLw3Sl5ShBfMkHpoH9jaG3fit3499Y0_xpvB2HGPDGk6jrAGmSVm2D6OZRptGPMBzsq4o-bypcgRWRpo2NqX0_EP6oeIDLcFMqQymjZtzcE4/s320/Giovani%252C+um+ilustre+desenhista.JPG&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5683395688107518450&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Giovani, um ilustre desenhista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Intrigado, pergunto a dona Irene, o que ela acha da própria vida, da situação em que se encontra, sem amparo por parte do Estado, sem escolha, passando fome, entre outras dificuldades para criar os cinco filhos e ela responde de forma direta e simples: “É assim mesmo”. Refaço a pergunta, mas a resposta continua a mesma: “É assim mesmo”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Verdadeiramente, pessoas como Irene, geralmente, não conhecem outra realidade fora da qual elas vivem e por isso acabam achando que é normal se encontrar na situação em que estão. Esse conformismo social e econômico que pessoas mais carentes adotam deveria incomodar aqueles que não são carentes que tem poder de para mudar essa realidade.&lt;br /&gt;O garoto Giovani não freqüenta a escola. Aos seus 11 anos, ele tem que abrir mão da sua infância para ajudar a mãe a levar sustento para casa. Segundo Irene, o garoto é um ótimo desenhista. “Ele gosta muito de desenhar, pratica sempre que dá. E desenha muito bem”. Giovani conta que gostaria de trabalhar com essa arte no futuro. “Eu gosto bastante de desenhar, queria trabalhar com isso no futuro, mas tenho que ajudar a mãe, né! É mais importante dar comida pra família”.&lt;br /&gt;Giovani pode ser considerado um exemplo de filho. Com apenas 11 anos ajuda a mãe em tudo o que ela precisa e, ainda, trabalha sob o tempo instável. Indago sobre o que ele acha que está errado nessa vida e o garoto responde de forma humilde: “Catar papelão. É muito ruim catar papelão nesse carrinho no frio, nos dia de geada e na chuva. No sol quente é bom. Quando está chovendo eu peço para meus irmãos virem ajudar, mas quase sempre é eu que venho”.&lt;br /&gt;Pra finalizar, pergunto para o garoto se ele acha que a situação vai mudar um dia e ele responde um “vai” cheio de esperança. Continuo a pergunta querendo saber o que ele vai fazer para mudar essa situação. “Que Jesus ajude nós pra mudar. Eu não gosto de catar papelão”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Um povo simples, honesto e hospitaleiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda é cedo e no bairro Paz e Bem, e após uma pequena volta pelo lugar me deparo com Dona Maria, uma senhora acanhada, no auge dos seus 59 anos. Começo a conversar com ela e logo descubro que Dona Maria recolhe material reciclável há 15 anos. Além de me contar sobre seu ‘ganha pão’, ela se lembra de como era mais fácil antes e como a vida vem se tornando mais difícil ao longo dos anos. “Antes nós ‘tinha’ o lixão onde tinha papelão, latinha, e muitas vezes restos de comida que matava a nossa fome. Tinha (alimento) pra todo mundo, não era igual tá hoje. Depois que a prefeitura veio aqui e fecho o lixão a gente tem que sair para os outros bairros atrás de papelão. Tem dia que a gente passa até fome, coisa que antes não acontecia porque sempre tinha uma batata, uma cebola ou até mesmo restos que dava para gente comer”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Questiono a Dona Maria se ela pode me  mostrar sua casa e sua família para eu conhecer melhor essa figura tão  carismática e ela mais que prontamente me dá a permissão. “Claro, vamos  entrando. Não vai reparar a bagunça”. Chegando na casa dela me deparo  com uma menininha desenhando e, também, com um rapaz tímido. Logo  descubro que a menininha se chama Sofia, tem nove anos e o jovem se  chama Felipe, ambos netos de Dona Maria. O pai deles, Eduardo, tem 29  anos e, assim como nosso amigo Giovani, ajuda sua mãe nas tarefas de  casa e a trazer sustento para a casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj7HaLVN7b8HI9ff45IpYW_ckjawmNc1XzN2QbrFw-PODEGTS3J4aH2V2vFAbX1jFcScm6ocdUClIVn-lXwL7RZtmXEIU4JpJ4u0XODpGr8p2xFUFiol6pL733RMQypS33Nv1Fnn5CfnIM/s1600/DSC02771.JPG&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 180px; height: 320px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj7HaLVN7b8HI9ff45IpYW_ckjawmNc1XzN2QbrFw-PODEGTS3J4aH2V2vFAbX1jFcScm6ocdUClIVn-lXwL7RZtmXEIU4JpJ4u0XODpGr8p2xFUFiol6pL733RMQypS33Nv1Fnn5CfnIM/s320/DSC02771.JPG&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5683395883455011394&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Casa da dona Maria&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Durante  a conversa, Eduardo, pai de Sofia e Felipe, diz o mesmo que sua mãe já  havia dito antes: antigamente era mais fácil de levar a vida. “Mal  conseguimos tirar 100 reais por mês! Veja o tanto de catador que tem na  cidade. Muita gente sofrendo por pouco. Isso que minha mãe fala é  verdade, quando tinha o lixão aqui no bairro podíamos não ter nada, mas  tinha comida porque sobrava muita comida dos lixos. Chegava a pegar  batata nova, que ás vezes por uma besteirinha tinha sido jogada fora”.&lt;br /&gt;Além  dos três moradores da casa, me deparei também com seus animais de  estimação, duas galinhas, um gato e um cachorro que dormiu durante toda a  conversa. Além deles há também um cavalo para ajudar a levar a carroça.&lt;br /&gt;No final da conversa, Dona Maria acende seu ‘paieiro’, pede para Eduardo ajeitar o cavalo e a carroça enquanto ela arruma os&lt;a name=&quot;_GoBack&quot;&gt;&lt;/a&gt;  netos e ajeita a cozinha. Uma breve despedida e vejo a família Meires  partir para mais um dia duro de trabalho, todos curiosamente de  vermelho.&lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;font-style: italic;&quot; align=&quot;justify&quot;&gt;Editado por Nathana D&#39;Amico&lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Galeria desta matéria:&lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhyJFmOaHe014dZgY619uXNgETsOJgctx-u9m1H4_prO0dzapJJJHZJEz8t00Cdluq4OqXTI14gM67QCJz5knk8I106MjHm_5FTQGy_BGpFBYVNC9qujXvD5jeUrcYStM-W0Kj61D8N2Ts/s1600/DSC03319.JPG&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 180px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhyJFmOaHe014dZgY619uXNgETsOJgctx-u9m1H4_prO0dzapJJJHZJEz8t00Cdluq4OqXTI14gM67QCJz5knk8I106MjHm_5FTQGy_BGpFBYVNC9qujXvD5jeUrcYStM-W0Kj61D8N2Ts/s320/DSC03319.JPG&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5683398459245820370&quot; 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margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 180px; height: 320px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi7KuzlMGagsMglyeBXVA_xj1Xzc2Vv0mqcekdIf7g1giGMlVZRTKLx-YvvFS2c8N_jIC_hmUQgRH33aD0bhsL9F4AxJgMuBKZvOiNEqNB1nSAsp3XUxJ_Z8wdEBG1aiYX3fpgRkC9PbsQ/s320/DSC03284.JPG&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5683398258770108722&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhf8EPlPaOQmBJ4GPSt4Zh59bsyvWRY0NyS9Z0glFrW5AgeH7Pu5m7bDu4GqW0YpoafKUCpXGwW42lF0PHwDI-NZKCTXvxK1WzYk6DuQ_fo9y3fGJofyb9G54TIhBDYi7-BSJzhT2JRX9o/s1600/DSC02791.JPG&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 180px; height: 320px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhf8EPlPaOQmBJ4GPSt4Zh59bsyvWRY0NyS9Z0glFrW5AgeH7Pu5m7bDu4GqW0YpoafKUCpXGwW42lF0PHwDI-NZKCTXvxK1WzYk6DuQ_fo9y3fGJofyb9G54TIhBDYi7-BSJzhT2JRX9o/s320/DSC02791.JPG&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5683398151567529778&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj0K263BsyNEGHXTK3K3xqyBchTQtYb326c3F3YSsG8aHWNFlpaI-b-3pQvVFwOz65thZJZq0YBD6VqATEzKcNVbiV9IvzK3WPnSnxIPa-Lw32C9jqbAn7kHBtSretgA6PR2agWdfNwgFw/s1600/DSC02787.JPG&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 180px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj0K263BsyNEGHXTK3K3xqyBchTQtYb326c3F3YSsG8aHWNFlpaI-b-3pQvVFwOz65thZJZq0YBD6VqATEzKcNVbiV9IvzK3WPnSnxIPa-Lw32C9jqbAn7kHBtSretgA6PR2agWdfNwgFw/s320/DSC02787.JPG&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5683398022597584626&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiSEZqieBwi_e2pONuCM5_6Y6Ued7NbsiU8w8ZnIJhDycfA04dZf_GvFtWDBSixUIQFJNG2wzz-iLPWLjjGC-SsvN6LHRnnfymGsLF5KMlWZ5x2zZP6ekG-Pqyhp_NZK2I_hDY2dUsRgeU/s1600/DSC02786.JPG&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 180px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiSEZqieBwi_e2pONuCM5_6Y6Ued7NbsiU8w8ZnIJhDycfA04dZf_GvFtWDBSixUIQFJNG2wzz-iLPWLjjGC-SsvN6LHRnnfymGsLF5KMlWZ5x2zZP6ekG-Pqyhp_NZK2I_hDY2dUsRgeU/s320/DSC02786.JPG&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5683397919226959554&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg5JPilzORwHovMSkbToOx-QuSC7FV7NjbZfFKZOC8KZuIPQEGSJu6XdCvOk27ZgNbzZ-4zGTo5gGroRqKhY2G80wVju-_MwIoEm5eGX_wIfFmG4qIWfpvzNg5xdmqYKeR-rDbgONUTMT4/s1600/DSC02781.JPG&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 180px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg5JPilzORwHovMSkbToOx-QuSC7FV7NjbZfFKZOC8KZuIPQEGSJu6XdCvOk27ZgNbzZ-4zGTo5gGroRqKhY2G80wVju-_MwIoEm5eGX_wIfFmG4qIWfpvzNg5xdmqYKeR-rDbgONUTMT4/s320/DSC02781.JPG&quot; 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margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 180px; height: 320px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj5s2ZHVXhAhwmMnOGuIdYsPNPp5QxKzbUNQMd0xyPOY5Ffsww1Go6RMUeqrJtNISBP7CplEGiX9Q0E0TUz0FIgxR5uWLZKCU61YUpcLODYWVbm1W7mcsOAD9VOXKDtZHIUz0fsXN4bYOE/s320/%2560%2560Ajudo+minha+m%25C3%25A3o+puxando+a+gaiola%2560%2560.JPG&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5683397197539062610&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/feeds/1141676405359232737/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/2011/12/luta-nossa-de-cada-dia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3287948793908709556/posts/default/1141676405359232737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3287948793908709556/posts/default/1141676405359232737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/2011/12/luta-nossa-de-cada-dia.html' title='A luta nossa de cada dia'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEik5ADKoTqB1irkkGAQUFnDoht-snJbSZo9UZpbazn1qOddh3kggp44QNBRu8AfBaF9RGglesTgPWgQWa5vvrTm9AT0FcFX_Svll3DaDbbp-4BaPPI2NFlqPwaxrXeUOA1sJ_kr0DFF_Yc/s72-c/DSC03306.JPG" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3287948793908709556.post-3591815575316086568</id><published>2011-12-07T04:50:00.000-08:00</published><updated>2011-12-07T06:02:17.424-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Cotidiano"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Especial"/><title type='text'>Elas estão a nossa volta</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Lidar com as diferenças nem sempre é fácil, entender como elas funcionam ajuda a conhecer, aceitar e lidar com isso numa sociedade individualista&lt;/span&gt;.&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ellen Rebello&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;A vida nunca foi fácil para Lucinéia Baltazar da Luz, lutar contra as dificuldades do dia a dia não é a única barreira encontrada pela estudante de psicologia de 29 anos: “Nossa sociedade tem de ser moldada para o deficiente. Meu projeto de trabalho de conclusão de curso é voltado ao deficiente, como a sociedade faz para aceitar e ajudar essa pessoa, que tem suas limitações, mas é capaz de qualquer coisa como uma pessoa normal”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Anomalia congênita ou defeitos de nascimento são anormalidades físicas, ou seja, a má formação dos membros. A que afeta a estudante de psicologia são os braços que não se formaram corretamente: “Não tem cura ou algo que se possa fazer. Na verdade poderia utilizar próteses, mas quando me aceitei assim, resolvi que não iria passar por mais essa aprovação, as pessoas te olham torto quando  vêem você. Sem os braços (próteses) chamo menos atenção”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj5yuAPUzasgsc9tWSEn7AcuyQhnt7DLqY1zRR5QG52UBgj9X6zv9_0wPvAMmY5t6CPJwukclLa9r2_kg23xFWH6Bep3yRS934AHn30bYf3_hqZmeM65FbcZMVgUpRbEBMPIAFCGvNanuk/s1600/DSC07518.JPG&quot;&gt;&lt;img style=&quot;cursor: pointer; width: 134px; height: 200px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj5yuAPUzasgsc9tWSEn7AcuyQhnt7DLqY1zRR5QG52UBgj9X6zv9_0wPvAMmY5t6CPJwukclLa9r2_kg23xFWH6Bep3yRS934AHn30bYf3_hqZmeM65FbcZMVgUpRbEBMPIAFCGvNanuk/s200/DSC07518.JPG&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5683376467101041778&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjuPti9M0jUQgqP3xL6RYjZwjMFnK5aqE0oLIKsZGNUqWvDnW49WwEcW0kviqs5Dk6tOM3r-8iSNibf_H0w0KHGclaLSwZhjbxDqun3R70TDqzGN85Vch1AzlZr6lPJqT26F0JmUkHSFDY/s1600/DSC07522.JPG&quot;&gt;&lt;img style=&quot;cursor: pointer; width: 134px; height: 200px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjuPti9M0jUQgqP3xL6RYjZwjMFnK5aqE0oLIKsZGNUqWvDnW49WwEcW0kviqs5Dk6tOM3r-8iSNibf_H0w0KHGclaLSwZhjbxDqun3R70TDqzGN85Vch1AzlZr6lPJqT26F0JmUkHSFDY/s200/DSC07522.JPG&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5683376391379814898&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Assim as dificuldades são superadas, sem as mãos ela utiliza os pés&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Nascida com a deficiência ela já passou por diversos momentos críticos, chegou a tentar até suicídio: “Eu me adaptei desde pequena a lidar com essa situação. Mas teve um momento específico que eu não me aceitava e acabei tomando veneno. Queria acabar com a vida que eu considerava ruim, entrei em depressão. Me revoltei diante das minhas limitações e passei uma semana em coma”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;As coisas começaram a mudar quando Lucinéia passou a fazer tratamento e ver que sua deficiência não era problema,  sua aceitação ajudou com tudo. “Fiz tratamento psicológico, eu e minha família. Sempre foram superprotetores, querendo que eu ficasse do lado deles sempre e que eles fizessem tudo por mim. Sabemos que não é assim, apesar de não ter os dois braços consigo fazer tudo que uma pessoa normal faz”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjyzZQJMNv7H9pgcATDrhpaduWkLvv3Ih7nq1pOaziHHMwQk_MePfDVrZbntD3kK8CeY3Nj_jxvVfQ0TRtFySSIU9gX5WXC5rDZWflOA1i5QOnhaVk-fhwgSYC_FgCThhI8VQob2RWPrS8/s1600/DSC07514.JPG&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 214px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjyzZQJMNv7H9pgcATDrhpaduWkLvv3Ih7nq1pOaziHHMwQk_MePfDVrZbntD3kK8CeY3Nj_jxvVfQ0TRtFySSIU9gX5WXC5rDZWflOA1i5QOnhaVk-fhwgSYC_FgCThhI8VQob2RWPrS8/s320/DSC07514.JPG&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5683378049289621826&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Lucinéia trabalha normalmente, lidando diretamente com as pessoas&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;Lucinéia trabalha, faz serviços da casa como limpar, guardar roupas, lavar louça, por isso ela se considera uma pessoa normal: “Eu vou pra balada, me arrumo, faço maquiagem. As pessoas me perguntam como coloco sutiã ou como coloco minha calça. É normal como qualquer mulher faz. Para colocar a calça tenho um adaptador, pro resto eu me viro como dá. Utilizo meus pés para maioria das coisas, passar batom é com eles, a maquiagem em geral é com eles. Mas consigo prender o cabelo, utilizar o computador, atender o telefone. Na faculdade, por exemplo, não tem nada de auxílio, é uma sala como as outras”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O preconceito é mais uma das dificuldades enfrentadas por ela: “As pessoas olhando de canto, com certo medo ou hesitação atrapalha bastante. A falta de consciência e educação das pessoas é a pior deficiência, não a falta de dois braços. Essas coisas diminuem o cidadão, é horrível, ninguém é melhor ou pior que alguém, alguns se destacam por algumas coisas, mas é só. Eu ainda vejo que há muitas deficiências piores que a minha”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Com relação as leis que garantem os direitos dos deficientes ela é clara: “Se é meu direito, tenho sim que usufruir. Não há nada de errado nisso. A gente se depara com certas situações um pouco mais complicadas. Outro dia na faculdade mesmo fiz valer esse meu direito de preferência no atendimento, se posso uso sim. Pedi ao atendente que me ajudasse pois é o que está na lei. E não é só isso, as cotas existem para facilitar e ajudar nosso reconhecimento dentro da sociedade e é assim que eu faço”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Olhando para o passado e também para o futuro Lucinéia se diz feliz: “Já errei muito, acredito que a pior besteira que fiz foi tentar tirar a minha vida, mas hoje sou feliz. Tenho muitos planos futuros: minha casa, terminar a faculdade, viajar. Sonho com minha vida e projeto tudo o que vou fazer. O deficiente pode ter uma vida normal, o maior problema da deficiência é o impacto de primeira que ela causa a sua volta, depois quando começa a se relacionar e conviver com um portador, aquele problema diminui ou até mesmo acaba. E assim tende a ser com todos os portadores, que como eu, tem a necessidade de ser feliz”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Uma doce princesa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quem olha nos olhos azuis da pequena Gabrielly não imagina por tudo que a garotinha de apenas 4 anos já passou. Foram dias e dias de muita medicação e preocupação dos pais e de toda família que sofreu com a sua história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Foto: arquivo pessoal&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiG8pA57BJ7GJjiaBD8hIziEfzv3mdzO3m2fzd7VlOzkJ8MIo98G38QxDs3vWpZZ92HRtooV9LxoxlotQ49XXH3eXrJ_XwktB98brGlfsq-Ver5wjPmI0NTbuZtVQ-fZif8Awj4_2tj7Aw/s1600/DSC07541.JPG&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 214px; height: 320px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiG8pA57BJ7GJjiaBD8hIziEfzv3mdzO3m2fzd7VlOzkJ8MIo98G38QxDs3vWpZZ92HRtooV9LxoxlotQ49XXH3eXrJ_XwktB98brGlfsq-Ver5wjPmI0NTbuZtVQ-fZif8Awj4_2tj7Aw/s320/DSC07541.JPG&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5683375911736923842&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Aos 4 meses Gabi, como é chamada carinhosamente pelos familiares, tomou uma vacina que trouxe complicações para o resto de sua vida. Para a mãe da menina, Chaiane Junges, a vida é normal, mas com muitas limitações: “Eu acredito em erro medico, tanto que vamos acionar a justiça para ajudar a reparar todas as dificuldades pela qual passamos. Quando ela tomou a vacina teve convulsões, que levaram a uma lesão cerebral. Hoje não vejo dificuldades, mas já passamos por momentos muito difíceis”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A aceitação em um primeiro momento é complicada mais para os familiares do que pra própria criança que não entende pelo que esta passando: “Ela não passou por um período de normalidade, era muito pequena pra compreender tudo que estava acontecendo. Nós que acompanhamos sofremos mais que ela. Todos os tratamentos sem eficácia, tantas crises, que até hoje ela tem, tudo que ela sofre, sofremos juntos”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Gabi apesar da pouca idade já sofreu mais do que podemos imaginar, como conta sua mãe: “Teve uma época em que ela precisava tomar morfina pra aliviar a dor. Outros remédios não faziam efeito e ela gritava noite e dia. A morfina fazia ela se acalmar, sentir menos dor e dormir. Eu fico olhando e imaginando tudo que ela sente e que não posso fazer nada. Isso é frustrante pra mim como mãe”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Desde muito nova Gabrielly toma muitos remédios, alguns deles não estão disponíveis no Brasil e sua família precisa ir até a Argentina para conseguir fazer o tratamento: “Hoje ela tem diagnóstico de epilepsia de alto grau, porque tem crises todos os dias que são controladas pelos medicamentos. Até agora os médicos tem conduzido bem os tratamentos e ela tem se mantido estável, com crises controladas”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Apesar das dificuldades Gabi tem uma vida de uma criança normal, frequenta escola, ainda não anda, mas brinca como toda criança e é muito alegre: “Percebemos a evolução dela ao passar do tempo. Ela frequenta fonoaudióloga, fisioterapeuta periodicamente. Ela tem um espaço com brinquedos para que fique mais a vontade e consiga se desenvolver melhor. Antes ela não comia, só mamava. Agora ela come sopinhas, papinhas e vitaminas. É um avanço enorme, me emociono vendo ela pegar os brinquedos e sorrir, feliz com o que está fazendo”, conta sua tia Charlene Junges.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgLju4-sL5dUaSRd2Z3bRRdT0uMJ0shRgkL8iJkJSH_FRX2mdVmjNYD7DKD_AqliYQwgz27P9u9hRILzFLTVXInyEqpHWlAtIXIvlalij522PsJO2eF2pr1fRbyoOUgnJMVr08QnOG6gRU/s1600/DSC07525.JPG&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 214px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgLju4-sL5dUaSRd2Z3bRRdT0uMJ0shRgkL8iJkJSH_FRX2mdVmjNYD7DKD_AqliYQwgz27P9u9hRILzFLTVXInyEqpHWlAtIXIvlalij522PsJO2eF2pr1fRbyoOUgnJMVr08QnOG6gRU/s320/DSC07525.JPG&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5683375803710207362&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Gabi aos poucos recupera os movimentos perdidos devido a lesão cerebral&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os tratamentos a que Gabi é submetida não tem apoio nenhum do governo. Nem mesmo o medicamento que ela precisa existe no Brasil e  é bancado pela própria família como diz a mãe, Chaiane: “Ela precisa ir ao médico em Curitiba duas vezes ao ano, mas como é muito caro (cada consulta custa em torno de R$390,00), estamos indo uma vez só. O remédio da Argentina dura três meses e custa R$600,00. Além da viagem, encomendar de lá sai ainda mais caro. É difícil bancar todos os gastos que temos com ela, a gente aperta dali, daqui e consegue administrar com dificuldade, apesar de tudo ainda dá”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiT6ofiBs7Z1rRdQ8aAQIC2XgW5qvUnFjQfP8FIHgayf-sj-xEd-5QzYnCIiNTZR4xx1ULPjqSaMO7HnEi6ymuMhFN0nHLgtzpYaFrr5LChZPKMVbWgVaGHn2nmFkPCZChwoplZRpmvgZM/s1600/DSC07524.JPG&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 214px; height: 320px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiT6ofiBs7Z1rRdQ8aAQIC2XgW5qvUnFjQfP8FIHgayf-sj-xEd-5QzYnCIiNTZR4xx1ULPjqSaMO7HnEi6ymuMhFN0nHLgtzpYaFrr5LChZPKMVbWgVaGHn2nmFkPCZChwoplZRpmvgZM/s320/DSC07524.JPG&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5683375700213898418&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Pegar e movimentar os brinquedos, uma nova conquista na vida de Gabi&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A evolução de Gabi tem seu próprio tempo, mas seu desenvolvimento é notório e emociona Chaiane. “Ela tem suas limitações e é mais suscetível a doenças como gripes e viroses. Mas ela tem aprendido mais a cada dia e isso é visível. No tempo dela ela vai voltar a falar, a andar e a brincar. Isso nos deixa felizes e ansiosos também. Queremos ver a mudança para que ela tenha uma vida melhor, que consequentemente reflete em nossas vidas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Editado por Giovani Ciquelero&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/feeds/3591815575316086568/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/2011/12/elas-estao-nossa-volta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3287948793908709556/posts/default/3591815575316086568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3287948793908709556/posts/default/3591815575316086568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/2011/12/elas-estao-nossa-volta.html' title='Elas estão a nossa volta'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj5yuAPUzasgsc9tWSEn7AcuyQhnt7DLqY1zRR5QG52UBgj9X6zv9_0wPvAMmY5t6CPJwukclLa9r2_kg23xFWH6Bep3yRS934AHn30bYf3_hqZmeM65FbcZMVgUpRbEBMPIAFCGvNanuk/s72-c/DSC07518.JPG" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3287948793908709556.post-4713657817643687204</id><published>2011-12-07T02:40:00.000-08:00</published><updated>2011-12-07T06:29:46.562-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Especial"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Saúde e Bem Estar"/><title type='text'>Quem diz não às drogas, diz sim à vida!</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Nathana D&#39;Amico&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;“Até andar cansa”, ele não corre e quando se abaixa para colocar os sapatos, algo que parece tão simples aos meus olhos, pra ele é realmente muito difícil. Não corre, não pula, a resistência física que tinha nos tempos de atleta foi se queimando junto com a nicotina. “Foram quarenta anos fumando”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Iran José Carneiro, 65, se encantou pelo tabaco quanto tinha apenas 15 anos, junto com seus amigos, iludido pela publicidade que mostrava fumar como algo glamuroso. “Naquela época era chique fumar, por isso que a gente começou. Eu sentia euforia e não parei mais”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Fotos: &lt;span style=&quot;font-size:-0;&quot;&gt;Nathana D&#39;Amico&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjH0DOKRhnp3K5fuJxgstYoBoc24jyyrDMMMlfsF5uepDBx_496rbd2EzimX7gEXBJ5XgPKcFhFvXbyRbzLJJOJz82i1KlXlgQz8XhD5fD8ztuWHCdoES1Z5XYak3VIIpChSaGZasXVOXk/s1600/Iran+2.JPG&quot;&gt;&lt;img style=&quot;text-align: center; margin: 0px auto 10px; width: 320px; display: block; height: 240px; cursor: pointer;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5683344857936820674&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjH0DOKRhnp3K5fuJxgstYoBoc24jyyrDMMMlfsF5uepDBx_496rbd2EzimX7gEXBJ5XgPKcFhFvXbyRbzLJJOJz82i1KlXlgQz8XhD5fD8ztuWHCdoES1Z5XYak3VIIpChSaGZasXVOXk/s320/Iran+2.JPG&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;A herança que o cigarro deixou foram as bombinhas de ar&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A euforia de fumar por cerca de 40 anos “gerou um enfisema pulmonar (doença obstrutiva crônica), e agora estou aí, já há nove anos sofrendo, por causa disso sinto falta de ar, muita falta de ar e o meu pulmão fica frágil, pega infecção a toa”.&lt;br /&gt;Como o caso de Seu Iran existem centenas de outros, isso porque há muito tempo a utilização do tabaco se tornou um hábito normal na sociedade. Uma normalidade, que por meio da publicidade, acaba estimulando ainda mais o consumo do tabagismo.&lt;br /&gt;O resultado desse hábito parece inofensivo, mas para o ministério da saúde é preocupante, pois cerca de cinco milhões de pessoas morrem por ano no mundo, vítimas do uso do tabaco. Além disso, estima-se que, a cada dia, 100 mil crianças tornam-se fumantes em todo o planeta. Caso as estimativas de aumento do consumo de produtos como cigarros, charutos e cachimbos se confirmem, esse número aumentará para 10 milhões de mortes anuais por volta de 2030.&lt;br /&gt;Para reverter esse quadro, o psicólogo especialista em saúde mental e mestrando em análise do comportamento, Everton Vieira Martins, analisa que nos últimos anos tem se adotado uma política de prevenção ao tabagismo. “Estamos encarecendo o preço do cigarro e o tornando menos acessível, por isso é que as pessoas estão fumando menos. Hoje o preço da carteira é maior, as pessoas não podem fumar em locais públicos, não tem mais propagandas que incentivam o uso do cigarro, percebemos que é bem menos acessível do que já foi”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiJ4cv8SilR3wxCfAC_mDiqOctJe527xA8ZAS27JK5aeIdyj1ET9Msxt5PhyphenhyphenPSLGDkeYrW_P_cgce68DnS9WqQXnTtwt_YeqZnumBeH6g38z2CeAePkhnhjulkTCRNGjCfFk0s4crdO2FY/s1600/Everton+-+Pesquisador+de+comportamento.JPG&quot;&gt;&lt;img style=&quot;text-align: center; margin: 0px auto 10px; width: 240px; display: block; height: 320px; cursor: pointer;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5683344292471389826&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiJ4cv8SilR3wxCfAC_mDiqOctJe527xA8ZAS27JK5aeIdyj1ET9Msxt5PhyphenhyphenPSLGDkeYrW_P_cgce68DnS9WqQXnTtwt_YeqZnumBeH6g38z2CeAePkhnhjulkTCRNGjCfFk0s4crdO2FY/s320/Everton+-+Pesquisador+de+comportamento.JPG&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Everton Vieira Martins atua como pesquisador&lt;br /&gt;do comparmento humano&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Drogas ilegais &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot; align=&quot;justify&quot;&gt;Ainda assim, existem outras drogas que em um período de tempo menor são mais devastadoras que a nicotina, como: ópio, morfina, esteróides e anabolizantes, anfetaminas, cocaína, solventes e inalantes.Por drogas entende-se substancias e ingredientes, naturais ou não, que modificam as funções normais do organismo.&lt;br /&gt;Na maioria das vezes são produzidas a partir de plantas, por exemplo, a cocaína é extraída da folha da Coca. Já as drogas sintéticas são produzidas em laboratório como, por exemplo, Ecstasy e o LSD.&lt;br /&gt;Após o uso dessas drogas o funcionamento do organismo é alterado e reage proporcionando um prazer momentâneo. Esse é o motivo que leva as pessoas a buscarem as drogas. De acordo com Martins o efeito que a droga proporciona é que leva a dependência “tanto física quanto psicológica”.&lt;br /&gt;No que se refere à dependência psicológica, Martins explica que se deve prioritariamente aos efeitos. “Normalmente a pessoa usa a droga, porque esta que foi escolhida apresenta um quadro satisfatório para a pessoa depois do uso. A dependência psicológica é, no entanto, uma dependência que envolve uma situação social. Por exemplo, um indivíduo que está usando álcool, por que ele usa álcool? Ele usa devido a uma situação social, porque ele relaxa quando usa o álcool, não é pelo sintoma de abstinência, mas porque é benéfico usar o álcool, que é o prazer momentâneo.”&lt;br /&gt;Ou seja, “dependência psicológica é quando a pessoa mesmo estando com o organismo legal, tem compulsão pelo uso da droga, e isso corresponde ao efeito pessoal, ambiental, social e particular, a função que a droga tem na vida da pessoa”.&lt;br /&gt;Outro lado importante da mesma questão trata da dependência química que as drogas causam no corpo e se caracteriza pelo indivíduo sentir que a droga é tão necessária, em seu cotidiano quanto alimento, água, repouso. Assim o dependente adota comportamentos compulsivos que o levam a consumir substâncias em doses cada vez mais fortes.&lt;br /&gt;A Organização Mundial de Saúde reconhece as dependências químicas como doença. Uma doença é uma alteração da estrutura e funcionamento normal da pessoa, porque mesmo que o dependente se afaste das drogas ele tem uma tendência a querer sempre as substancias químicas.&lt;br /&gt;Quando as substâncias usadas não fazem o efeito desejado, os dependentes costumam buscar resultados satisfatórios em outras drogas. Segundo a enfermeira e coordenadora do CAPS AD, órgão destinado a acolher e cuidar de pessoas com dificuldades decorrentes do uso prejudicial de álcool e/ou outras drogas, Fabiana Vitorassi, a utilização de diversas drogas varia de pessoas para a pessoa, dependendo do tempo e da quantidade de uso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;“Normalmente a maconha é o primeiro passo para as drogas ‘mais fortes’. Alguns dependentes usam só a maconha, o baseado, porque se contentam com a sensação, mas acabam sendo poucos os casos que eles usam uma droga isolado, normalmente quem usa uma droga acaba usando outras”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Família &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Especialista em devastar famílias as drogas afetam diretamente os entes queridos e mais próximos do dependente, sejam pais, cônjuge, amigos, colegas de trabalho e, principalmente, filhos. As crianças por estarem em formação são as mais afetadas. De acordo com Fabiana “existem estudos que comprovam que filhos de pais dependentes serão futuros dependentes. Então, nós tentamos ao máximo conscientizar o dependente, de que ele está sendo espelho da sua família e do seu convívio social”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Situação que é bem comparável com a história de Berenice*, ela conviveu com um marido alcoólatra durante 13 anos. “Tentei interná-lo, mas ele não queria. Como ele era funcionário público, fui falar até com o prefeito, mas não houve jeito. Então, ele começou a ficar agressivo e ciumento, o expediente de trabalho dele acabava na sexta-feira e de lá ele ia direto para o bar, ficava sexta, sábado e só voltava domingo, dessa maneira não deu pra continuar e nós nos separamos. Mas os nossos filhos viam essas situações, cresceram vendo o comportamento do pai. E hoje meu filho mais velho de 30 anos é alcoólatra. E recentemente descobri que ele estava usando outras drogas”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjvJelxQAsWS0-1V1dfDX0bnmiW_2pHFmA0uzYzuOy2gImmSyT10omJWT9SwjhA7ggH3_EYRQSa9oB-H-REuS0oHEarZ8FQPxNm7GuBp7sfXWoJKNdT_RE6yJaZbQ_zK_7f6MUqWDTokQE/s1600/M%25C3%25A3o+Berenice+%25281%2529.JPG&quot;&gt;&lt;img style=&quot;text-align: center; margin: 0px auto 10px; width: 320px; display: block; height: 240px; cursor: pointer;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5683345605598302050&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjvJelxQAsWS0-1V1dfDX0bnmiW_2pHFmA0uzYzuOy2gImmSyT10omJWT9SwjhA7ggH3_EYRQSa9oB-H-REuS0oHEarZ8FQPxNm7GuBp7sfXWoJKNdT_RE6yJaZbQ_zK_7f6MUqWDTokQE/s320/M%25C3%25A3o+Berenice+%25281%2529.JPG&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Berenice teve sua família afetada pelas drogas mais de uma vez&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No caso de Berenice, na família dela o filho não é o única vitima das drogas. “O meu ex-genro usou drogas por 6 anos mais ou menos, por causa disso a relação conjugal deles foi bem difícil, ele chegou a bater na minha filha. E como ele não trabalhava, ele começou a roubar para sustentar o vício. Ela teve que se separar e veio morar comigo, escondida dele”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;* Nome fictício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Os efeitos variam de pessoa para pessoa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Cada pessoa vai reagir de uma forma diferente, a mudança de comportamento é uma delas. A pessoa pode ter oscilação de humor, por exemplo, um indivíduo calmo pode ficar agressivo durante o efeito das drogas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Ajuda&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para ajudar os dependentes químicos a largar o vício, existem órgãos como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), que auxiliam não só as pessoas que querem deixar as drogas, mas também as pessoas que estão ao redor do dependente. Assistente social do órgão, Mariana Fulfaro, explica como se desenvolve o projeto:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;“É um tratamento terapêutico, primeiramente passa pelo assistente social, no caso eu, que faço toda triagem e o cadastro, a partir daí eu avalio e encaminho para um médico e ele avalia se o paciente está necessitando de uma desintoxicação ou de remédio, ele atende o estado clinico. Após isso o paciente é encaminhado aos psicólogos, que irão fazer um acompanhamento individual, além disso existem os grupos de apoio como AA e os grupos terapêuticos. Quando uma pessoa chega aqui, nós encaixamos elas para esses profissionais de acordo com o tratamento que ela precisa”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ainda segundo a assistente social, se alguma pessoa que possui dependentes químicos na família e quer ajuda para eles: “Devem nos procurar, e o dependente precisa querer ser ajudado”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiHtvAIdNF7CtJCVfhNaAHEJMcVcNrTqxNex8y2VT42mR7WzuXoWOwm3W82uZpro1DgCuu65-kdooZ3YSfrZYZDL1l9ibL8aXYEmgsgBsDDzslT01K3fH32DYuMsTpgASjUQ2AQrN4mpCA/s1600/Mariana+e+Fabiana+-+trabalhando+em+parceria+no+CAPS.JPG&quot;&gt;&lt;img style=&quot;text-align: center; margin: 0px auto 10px; width: 320px; display: block; height: 240px; cursor: pointer;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5683345970803550594&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiHtvAIdNF7CtJCVfhNaAHEJMcVcNrTqxNex8y2VT42mR7WzuXoWOwm3W82uZpro1DgCuu65-kdooZ3YSfrZYZDL1l9ibL8aXYEmgsgBsDDzslT01K3fH32DYuMsTpgASjUQ2AQrN4mpCA/s320/Mariana+e+Fabiana+-+trabalhando+em+parceria+no+CAPS.JPG&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Mariana e Fabiana trabalhando em parceria no CAPS&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O CAPS é um programa federal que atua como um instrumento terapêutico psicológico. Segundo Fabiana, o papel fundamental “é a conscientização, tanto dos dependentes quantos das pessoas ao redor como família e amigos.” Por isso, ela ressalta que “o fator mais importante na recuperação é o querer do dependente e ele se conscientizar de que a droga faz mal”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Onde Fica?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Rua Capitão Rocha, 305&lt;br /&gt;Telefone: 3622-1427&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Parar não é fácil, m&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;as é possível&lt;/span&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Gilberto sabe bem disso: “Fumo há 32 anos, nem sei porque comecei, mas as propagadas e os amigos me influenciaram muito. Já tentei para duas vezes, as tentativas foram fracassadas porque acho que a minha questão é psicológica, porque eu não acordo pra fumar e eu durmo mais de oito horas”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Recentemente Rodolfo Abrantes, ex-vocalista dos Raimundos, banda de rock que alcançou seu auge em 2000, esteve em Guarapuava para partilhar algumas de suas experiências no evento Na Contra Mão. Ele contou que usou vários tipos de drogas, era um dependente químico assumido, e que por várias vezes entrou no palco sob o efeito total de drogas.&lt;br /&gt;Segundo Rodolfo só foi possível parar porque ele teve a ajuda de Deus. Ele afirma que por ele mesmo não conseguiria largar esse vício, mas Deus pode. Hoje segue carreira solo e testemunha que a presença de Deus supera qualquer efeito de droga.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Foto: Vinicius Comoti&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEifjYD3THi26BAvm_-ANtt5DB88hUVc93oP8l_BJtz7OD65PV4hI4Q6-Pi73-liNSk36zEPxVH39Vz0WF4lNVodCBwCdFnhzeDX8XvVFRaAmb_zoSDuARNe0ZN7ph3ai00ah28zIwxSr9Q/s1600/Rodolfo+Abrantes+%25281%2529.JPG&quot;&gt;&lt;img style=&quot;text-align: center; margin: 0px auto 10px; width: 180px; display: block; height: 320px; cursor: pointer;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5683343402904160098&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEifjYD3THi26BAvm_-ANtt5DB88hUVc93oP8l_BJtz7OD65PV4hI4Q6-Pi73-liNSk36zEPxVH39Vz0WF4lNVodCBwCdFnhzeDX8XvVFRaAmb_zoSDuARNe0ZN7ph3ai00ah28zIwxSr9Q/s320/Rodolfo+Abrantes+%25281%2529.JPG&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Rodolfo Abrantes toca e conta sua história no Evento&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Clique &lt;a href=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=GEE3a9cMHWI&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt; e confira um vídeo da apresentação de Rodolfo&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;br /&gt;Saiba mais sobre as definições, os históricos e os efeitos de cada droga citada acima:&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://200.144.91.102/cebridweb/download.aspx?cd=55&quot;&gt;Bebidas alcoólicas&lt;/a&gt;; &lt;a href=&quot;http://200.144.91.102/cebridweb/download.aspx?cd=63&quot;&gt;ópio e morfina&lt;/a&gt;; &lt;a href=&quot;http://200.144.91.102/cebridweb/download.aspx?cd=64&quot;&gt;esteróides e anabolizantes&lt;/a&gt;; &lt;a href=&quot;http://200.144.91.102/cebridweb/download.aspx?cd=61&quot;&gt;anfetaminas&lt;/a&gt;; &lt;a href=&quot;http://200.144.91.102/cebridweb/download.aspx?cd=60&quot;&gt;cocaína&lt;/a&gt;; &lt;a href=&quot;http://200.144.91.102/cebridweb/download.aspx?cd=57&quot;&gt;solventes e inalantes&lt;/a&gt;; &lt;a href=&quot;http://200.144.91.102/cebridweb/download.aspx?cd=56&quot;&gt;tabaco&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;* Artigos disponibilizados pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (CEBRID).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Editado por Giovani Ciquelero&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/feeds/4713657817643687204/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/2011/12/quem-diz-nao-as-drogas-diz-sim-vida.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3287948793908709556/posts/default/4713657817643687204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3287948793908709556/posts/default/4713657817643687204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/2011/12/quem-diz-nao-as-drogas-diz-sim-vida.html' title='Quem diz não às drogas, diz sim à vida!'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjH0DOKRhnp3K5fuJxgstYoBoc24jyyrDMMMlfsF5uepDBx_496rbd2EzimX7gEXBJ5XgPKcFhFvXbyRbzLJJOJz82i1KlXlgQz8XhD5fD8ztuWHCdoES1Z5XYak3VIIpChSaGZasXVOXk/s72-c/Iran+2.JPG" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3287948793908709556.post-7320986388042846674</id><published>2011-12-07T02:26:00.000-08:00</published><updated>2011-12-07T03:18:58.222-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Comportamento"/><title type='text'>Dívidas: cuidado pra não se atolar...</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Giovani Ciquelero&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Saber administrar ganhos e gastos parece simples, mas engana muita gente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O primeiro dia do mês é dia de receber salário e começar a fazer as contas. Para alguns, sinônimo de alegria e para outros, preocupação. Parece fácil, matemática básica, ter um montante e não poder gastar mais que isso, mas não é assim que a economia funciona.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Desde a existência dos bancos e do crédito, um indivíduo pode fazer empréstimos e parcelar compra de bens, ou seja, gastar um dinheiro que não tem. &lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 0);&quot;&gt;Mas como não existe nada de graça, esse indivíduo paga juros por esse crédito. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por exemplo, o financiamento de um carro popular novo no valor de R$24.500,00, em um prazo de 60 meses sai por quase o dobro do preço inicial. Ao final dos cinco anos, o comprador terá pagado R$ 44.011,00, segundo o site AE Carros.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;A situação do Brasileiro &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O brasileiro nunca deveu tanto e nunca comprometeu parcela tão grande do salário para pagar as dívidas, segundo dados do Banco Central. Entre cheque especial, financiamentos, crédito consignado, cartões de crédito e outras várias formas, o endividamento da família brasileira chega a 41,8% da renda de um ano somada. Pela metodologia usada nesses cálculos, o endividamento é o total das dívidas de uma família em relação à sua renda somada em um ano. Em uma conta simples, é o mesmo dizer que o brasileiro que tem um salário de R$ 100 anuais, e R$ 41,80 são gastos com as dívidas. Para o economista Simão Ternoski, um dos principais fatores que levam o brasileiro ao endividamento é comprar no “calor do momento”. “É a questão da falta de planejamento, principalmente na hora de comprar. Dá pra perceber que as instituições financeiras oferecem crédito com um juro que parece interessante para o consumidor e, muitas vezes, ele não faz um planejamento de quanto vai pagar. Aí no final acaba pagando um valor bem superior ao que ele poderia pagar se economizasse e comprasse à vista”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial, serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial, serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjGC_DzWIT0ONxKb3ftfpYBO0nLc12L8HrLiX8WiF5Fw_sHo83D4AkXo4VyW4cUMus1zcgRMjZoggfGCs8xrmGV-s14nkBq1OCbHk6vi98sf0ZWN2B4XFAyvBw-lq2IE9ZOHVY5U1lWQLmJ/s1600/foto1.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjGC_DzWIT0ONxKb3ftfpYBO0nLc12L8HrLiX8WiF5Fw_sHo83D4AkXo4VyW4cUMus1zcgRMjZoggfGCs8xrmGV-s14nkBq1OCbHk6vi98sf0ZWN2B4XFAyvBw-lq2IE9ZOHVY5U1lWQLmJ/s320/foto1.jpg&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5683331661805949026&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;O economista Simão Ternoski aconselha que a melhor hipótese é poupar&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;A inadimplência é enorme&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O índice de perspectiva de inadimplência, medido pelo Serasa, registra queda há seis meses consecutivos em relação ao país inteiro, apesar de ainda ser alto. A situação se reflete em Guarapuava, conhecida como uma das mais inadimplentes do estado, como conta Vanderlei Bortolini, gerente local de uma cadeia de lojas varejistas. “A cidade é famosa pelo baixo índice de renda per capita. A renda do consumidor da classe média e baixa não cresce satisfatoriamente, fica estagnada ou defasada. Devido a isso, alguns realizam a compra sem pensar que daqui alguns meses talvez não consigam pagar”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial, serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial, serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial, serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi4iD6GWfhMIh3d_TfFsM9xUIo5qm2CKO3UQKNF3Vq2rXfmwPXcBOZnEQFqje33YhYjIjdJhvAN9EOXEdsBM0nLaC6fKngMjet98uRX0dBMYmE9MrCgX-rKKBit-i3N9ejKGTfdW8iiXpLZ/s1600/foto2.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi4iD6GWfhMIh3d_TfFsM9xUIo5qm2CKO3UQKNF3Vq2rXfmwPXcBOZnEQFqje33YhYjIjdJhvAN9EOXEdsBM0nLaC6fKngMjet98uRX0dBMYmE9MrCgX-rKKBit-i3N9ejKGTfdW8iiXpLZ/s320/foto2.jpg&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5683332925401472018&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Longos prazos e cartazes que chamam atenção do consumidor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial, serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial, serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial, serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial, serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial, serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial, serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial, serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial, serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEidib_uAaUtMFGJaHqgBJL8KSlsnhS35Hdgtrtw-aI0gVKl0DWaq9ln5KDCcxLeY9jtQY1Ia9nQPPhyfWKDyebjBkmdbz3vy8x8_J7VUKzjn8RuMHIPpHcE4JLyASD3svo_ht80IA_vYRHN/s1600/foto3.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 241px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEidib_uAaUtMFGJaHqgBJL8KSlsnhS35Hdgtrtw-aI0gVKl0DWaq9ln5KDCcxLeY9jtQY1Ia9nQPPhyfWKDyebjBkmdbz3vy8x8_J7VUKzjn8RuMHIPpHcE4JLyASD3svo_ht80IA_vYRHN/s320/foto3.jpg&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5683333225494244354&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div  style=&quot;text-align: justify; font-family:arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Como consequência desse histórico de inadimplência, o consumidor guarapuavano é mais exigido na hora da aprovação de crédito, como revela Bortolini. “Aqui o critério de liberação de crédito é mais aguçado do que em outras cidades do Paraná. Isso torna, muitas vezes, o número de vendas menor do que cidades de porte menor, como Pitanga”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;A diferença de classes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O último Índice de Expectativas das Famílias (IEF), divulgado em agosto pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), fundação pública que tem por finalidade realizar pesquisas e estudos sociais e econômicos, revela que a classe média detém os maiores percentuais de endividamento, enquanto que quem ganha até um salário mínimo, incluso beneficiários de programas sociais, se destaca pelo baixo índice de endividamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Consciente com o pouco&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Dona Aparecida Ferreira é um exemplo de como administrar o dinheiro suado que ganha. Sua renda mensal se resume a menos de um salário mínimo. São cem reais, em média, como catadora de material reciclável, complementados com cento e oitenta reais que recebe do Bolsa Família.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mesmo com o pouco dinheiro que ganha, ela sustenta filha e dois netos e com simplicidade define como é planejado o mês. “O dinheiro que ganho no mês é o que tenho pra gastar. Às vezes diminui o feijão, não tem carne... Eu não sei nada desses negócios de banco... Só gasto o dinheiro que eu tenho na mão”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;De vez em quando é preciso pegar algum alimento fiado no mercadinho, mas para Dona Aparecida isso não significa dever. “Eu pego às vezes um quilo de feijão, outro de arroz, mas no final do dia já faço questão de ir lá pagar”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class=&quot;western&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; text-align: left;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial, serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial, serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial, serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial, serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial, serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial, serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial, serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial, serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial, serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial, serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial, serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial, serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial, serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial, serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgh8UMaH9nQSzpBC5skg21YdNDH_cjRJKOVVnWqTJtZTLB6WNWAARkXy7gSTbxW84r0-HQhEwnLJXwUK6EONbnNMYGBkoK7-NJqvDWcjh5-gDyORkBaun8Zul55SVTQzefUunocJa9xR4ho/s1600/foto4.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 179px; height: 320px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgh8UMaH9nQSzpBC5skg21YdNDH_cjRJKOVVnWqTJtZTLB6WNWAARkXy7gSTbxW84r0-HQhEwnLJXwUK6EONbnNMYGBkoK7-NJqvDWcjh5-gDyORkBaun8Zul55SVTQzefUunocJa9xR4ho/s320/foto4.jpg&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5683333903479398450&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;western&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; text-align: left;&quot;&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Aparecida, mesmo analfabeta, dá uma aula de como administrar&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Um pouco consumista&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A estudante Camila*, 23 anos, admite ser vaidosa e que às vezes compra coisas pouco necessárias com seu salário. Ela não se considera muito consumista, apesar de às vezes acumular algumas prestações em seus dois cartões de crédito.  “Compro muita roupa, acessórios, muita maquiagem, cremes, perfumes, esmaltes e coisas desse tipo, tenho mais de 15 frascos de perfume e pelo menos uns 50 vidrinhos de esmaltes de toda cor! Mas não acho que seja um gasto impulsivo”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Apesar de não concordar, Camila é uma consumista de mão cheia. Compra tudo que é novidade, que tem embalagem bonita, artigos de promoções (ela citou seis sites dos quais recebe e-mails desse tipo). “Fico tentada a comprar e, algumas vezes, mesmo que eu use e aproveite o que comprei, fico pensando se era algo tão necessário, que não faria falta se eu não tivesse comprado. Esse tipo de compra acontece muito mais por eu querer aproveitar a promoção do que por real necessidade”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Depois de alguns meses sofrendo com contas e tendo que usar o limite do banco, Camila conta está aprendendo aos poucos. “Sempre ficava sem dinheiro para outras coisas, isso contribuiu para eu diminuir os gastos com roupas e nas promoções. Agora guardo dinheiro para o que preciso e, com o que sobra, compro uma ou outra coisa”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;*Camila é um nome fictício, usado a pedido da entrevistada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Época de tentações&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O Banco Central, buscando aquecer a economia, vem abaixando a taxa de juros desde agosto com o objetivo de baratear o crédito e incentivar o consumo, principalmente nesta época do ano. O Natal é, ao lado do dia das mães, a época mais lucrativa para o comércio.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Gastar o décimo terceiro e começar o ano com dívidas, apesar da tentação, não é a melhor alternativa, como aconselha o economista Simão Ternoski. “A melhor das alternativas é poupar e tentar fazer uma negociação à vista. Em último caso, se não houver outra possibilidade, o consumidor deve parcelar as compras. Você tem que fazer uma análise muito grande da taxa de juros que está assumindo e, se não tiver alternativa, parcelar, mas em poucas vezes”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Editado por Mário Raposo Jr.&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/feeds/7320986388042846674/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/2011/12/dividas-cuidado-pra-nao-se-atolar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3287948793908709556/posts/default/7320986388042846674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3287948793908709556/posts/default/7320986388042846674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/2011/12/dividas-cuidado-pra-nao-se-atolar.html' title='Dívidas: cuidado pra não se atolar...'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjGC_DzWIT0ONxKb3ftfpYBO0nLc12L8HrLiX8WiF5Fw_sHo83D4AkXo4VyW4cUMus1zcgRMjZoggfGCs8xrmGV-s14nkBq1OCbHk6vi98sf0ZWN2B4XFAyvBw-lq2IE9ZOHVY5U1lWQLmJ/s72-c/foto1.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3287948793908709556.post-963018398578608559</id><published>2011-11-30T02:21:00.000-08:00</published><updated>2011-11-30T02:49:36.692-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Especial"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Solidariedade em pauta"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Séries Especiais"/><title type='text'>ONG atende crianças e famílias em situação de vulnerabilidade social</title><content type='html'>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;http://agoraunicentro.blogspot.com/search/label/Solidariedade%20em%20pauta&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 100px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi26px_d99VsXk_FZltx92xyQdeA4Ultmcl3RQAXhUVKeLIfT_5O3iGt6HvmK3BKoLXbsGlnYFFxJWy9YLVP4paQdiFyWo_v0bQryPcOcBXahnqi5UhmwHwz_m5GQ2zbsVdDqR5_vqhI6k/s400/solidariedade.jpg&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5680739041008747090&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Luciana Grande&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;O Centro de Nutrição Renascer, que possui sede em Guarapuava, foi fundado em 1989. A iniciativa partiu da de duas médicas pediatras que perceberam a situação de desnutrição e extrema pobreza em que vivam algumas crianças e famílias em certos bairros da cidade. Então, decidiram começar um trabalho voluntário para atender essas pessoas, fundando esse instituto.&lt;br /&gt;Desde então, por um longo tempo, o centro continuou trabalhando com essa finalidade, buscando não só melhorar as condições de nutrição das crianças, como também promover a emancipação das famíliaa, já que focar apenas no atendimento infantil não ia surtir os resultados esperados. No entanto, conforme os anos foram passando, surgiram várias políticas públicas a nível nacional e estadual para amenizar a situação de desnutrição no Brasil. De acordo com a assistente social do Centro de Nutrição Renascer, Michele Vieira, essa questão já está bem mais amena do que quando a entidade foi fundada. Por tal razão, neste ano, o instituto direcionou suas atividades para a área de assistência social como um todo. “Apesar de continuar com o mesmo nome, a maior vertente do centro hoje é a reabilitação social da criança com deficiência física e mental, visando, também, o atendimento à família. Mas continuamos trabalhando com a questão da nutrição”, explica a assistente social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhjoyOJnLAgQHETqQ5Cp34DvmExWvCAz29AX6NpJnjTbz13pwa2qLfYcU_ix5xs1FVXtobBTrmhHgx__O-RX_WV8mHFDAhnhezOewbYqPOmm6m4Gnxxryotd5_ODyUC3gFyBruX4Ff64ZjX/s1600/2011-11-25_14-20-57_291.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 239px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhjoyOJnLAgQHETqQ5Cp34DvmExWvCAz29AX6NpJnjTbz13pwa2qLfYcU_ix5xs1FVXtobBTrmhHgx__O-RX_WV8mHFDAhnhezOewbYqPOmm6m4Gnxxryotd5_ODyUC3gFyBruX4Ff64ZjX/s320/2011-11-25_14-20-57_291.jpg&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5680734829817230322&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:78%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;O Centro de Nutrição Renascer foi fundado há 22 anos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, o Centro de Nutrição Renascer possui uma equipe multidisciplinar de profissionais, com assistentes sociais, psicólogos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, fisioterapeutas e médicos pediatras. Tudo isso visando um atendimento completo. “Tem famílias que nós atendemos aqui que não têm nem saneamento básico. Alguns pensam que essa é uma realidade apenas de países africanos, mas não é. Isso existe muito perto de nós”, comenta a assistente social.&lt;br /&gt;Michele explica que essa entidade é uma organização não governamental (ONG) que sobrevive por meio de doações, de um auxílio da secretaria municipal de assistência social e, principalmente, de ações que dependem da boa vontade da comunidade. “A ajuda do município não é suficiente para manter a entidade funcionando. É preciso angariar recursos em parceria com a comunidade, já que todos os serviços são gratuitos. Por meio de ações, projetos, e doações a gente consegue manter o centro em funcionamento”.&lt;br /&gt;Além disso, ela ressalta que, hoje, a intenção é mostrar que o instituto não atende exclusivamente crianças em situação de desnutrição. “O nosso trabalho vai muito além, mas a maioria das pessoas não sabe. Até pensamos em mudar o nome, mas é um processo burocrático e complicado”, conta.&lt;br /&gt;A dona de casa Neuza Rosa toda a semana leva a filha Sara, de dois anos e meio, até o Centro de Nutrição Renascer. Ela freqüenta o local há mais de um ano. Sua filha foi diagnosticada com má formação cerebral pouco tempo depois de nascer. Então, após a indicação de uma pediatra, começou a levar Sara para realizar o tratamento, que inclui sessões com uma fisioterapeuta, uma psicóloga, uma fonoaudióloga e uma terapeuta ocupacional. É um bom exemplo de que o trabalho realizado no local é multidisciplinar. “Quando ela começou a se tratar aqui era bem ‘molinha’, nem segurava o pescoço, ninguém tinha certeza se um dia ela ia conseguir andar. Mas hoje ela já anda se apoiando”, conta a mãe de Sara. Segundo Neuza, o atendimento é ótimo, todos os médicos são atenciosos e carinhosos com a sua filha. “É muito melhor do que um hospital público. Aqui tem tudo que a Sara precisa”.&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj7IY1D5PelBbKM25nPGG5Pp7jxGS-8tDTB8MowlO4sxbyxg_lzqIX2LP9UTg1wLmi9u5_V0ITI4AbHYl_yRX1bi9lFH-vpfAr2megvuwqPGwfzRwczz_9P7mmLm8ZS7iO96sxWeovS1B0z/s1600/2011-11-25_13-44-30_147.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 238px; height: 320px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj7IY1D5PelBbKM25nPGG5Pp7jxGS-8tDTB8MowlO4sxbyxg_lzqIX2LP9UTg1wLmi9u5_V0ITI4AbHYl_yRX1bi9lFH-vpfAr2megvuwqPGwfzRwczz_9P7mmLm8ZS7iO96sxWeovS1B0z/s320/2011-11-25_13-44-30_147.jpg&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5680735454294101794&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;Neuza leva há um ano a filha Sara até o instituto&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Programas e projetos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Segundo Michele, o Centro de Nutrição Renascer atende cerca de 1000 pessoas durante o ano. Por isso, é preciso que o trabalho seja muito bem estruturado e organizado. Existem três programas principais (que incluem outros projetos) que regem a instituição:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• &lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Programa de Promoção e Apoio Sócio Familiar:&lt;/span&gt; visa prevenir situações de exclusão e vulnerabilidade das famílias, por meio de encontros formativos e cursos profissionalizantes (como o de artesanato), a fim de promover a geração de renda e a cidadania. Dentro desse programa há o projeto de Informática, que promove curso desse gênero para adolescentes e o projeto de atendimento a crianças com autismo, com o envolvimento de suas famílias e da comunidade no processo de proteção e inclusão social. Há, também o projeto crescer (brinquedoteca) que tem por objetivo desenvolver atividades com as crianças enquanto as famílias estão participando do programa em questão.&lt;br /&gt;• &lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Programa de Atendimento Integral à Criança em Situação de Insegurança Alimentar e Nutricional: &lt;/span&gt;voltado para famílias em situação de extrema pobreza, o que resulta em um estado de desnutrição das crianças. O serviço inclui atendimento pediátrico, nutricional e social, com vista a alternativas emancipatórias ao núcleo familiar, a fim de prevenir a fome e a miséria. Este programa inclui o projeto viver bem, com o intuito de promover a educação e orientação alimentar dessas pessoas, e o projeto oficinas do saber, que visa a capacitação profissional e a melhoria na qualidade de vida de pessoas em situação de vulnerabilidade social.&lt;br /&gt;• &lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Programa Reabilita Renascer – Reabilitação Social da Criança com Deficiência na Comunidade: &lt;/span&gt;destinado, principalmente, a crianças até seis anos de idade, que possuem deficiência física ou mental, bem como para seus familiares. A intenção é prevenir a invalidez permanente, que gera transtornos para a criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhpVbCacKu4dpIfa-lJqtEONbUIlmW8RQDnSK-VnBWra8Yx955fG5lYd8gsyKMYSz4wZGuy_LaCf86Jir3nC4srX7KjPd6r5wtwOzar_9Lqf6ufb6n6_0BhDsMHmu4RU8dXHE4_M26kz6hh/s1600/2011-11-25_14-19-17_601.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 239px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhpVbCacKu4dpIfa-lJqtEONbUIlmW8RQDnSK-VnBWra8Yx955fG5lYd8gsyKMYSz4wZGuy_LaCf86Jir3nC4srX7KjPd6r5wtwOzar_9Lqf6ufb6n6_0BhDsMHmu4RU8dXHE4_M26kz6hh/s320/2011-11-25_14-19-17_601.jpg&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5680736201463631922&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;Mulheres durante o curso de artesanato&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Doações&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O Centro de Nutrição Renascer recebe vários tipos de doações, como alimentos, fraldas, leite etc. De acordo com a assistente social Michele, qualquer ajuda é bem vinda. “Não há burocracia. Quem quiser contribuir basta entrar em contato conosco”. Porém, a necessidade maior são doações em dinheiro, para que a rica equipe de profissionais possa ser mantida.&lt;br /&gt;Atualmente, a maior parte das doações está focada nas contribuições mensais e, principalmente, na destinação de parte do imposto de renda. Para entender como funciona esse processo, basta ler a reportagem feita por Gabriela Titon ao Ágora Online: http://agoraunicentro.blogspot.com/2011/07/destinacao-do-imposto-de-renda.html.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Contato&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Endereço: Rua Frei Caneca, 25 – Santana&lt;br /&gt;Telefone: (42) 3621 4530&lt;br /&gt;Site: www.centronutricaorenascer.org.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Editado por Gabriela Titon&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/feeds/963018398578608559/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/2011/11/ong-atende-criancas-e-familias-em.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3287948793908709556/posts/default/963018398578608559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3287948793908709556/posts/default/963018398578608559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/2011/11/ong-atende-criancas-e-familias-em.html' title='ONG atende crianças e famílias em situação de vulnerabilidade social'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi26px_d99VsXk_FZltx92xyQdeA4Ultmcl3RQAXhUVKeLIfT_5O3iGt6HvmK3BKoLXbsGlnYFFxJWy9YLVP4paQdiFyWo_v0bQryPcOcBXahnqi5UhmwHwz_m5GQ2zbsVdDqR5_vqhI6k/s72-c/solidariedade.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3287948793908709556.post-8092951089188412025</id><published>2011-11-30T00:45:00.000-08:00</published><updated>2011-11-30T04:16:31.916-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Carros Antigos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Especial"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Séries Especiais"/><title type='text'>Paixão por fusca (Parte 2)</title><content type='html'>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;http://agoraunicentro.blogspot.com/search/label/Carros%20Antigos&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 100px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgKFqrtVUkpPl6DFoaJn_j3kYOLG_amxJGWgFA4Am3GXSiUFboIZ53IR4DCJorNjdNx_9aT2Spe-WYg-iRL17MwMA33Gwd5rrCfhk21uw1JZF8SZ6e5zaeeLg4kTf4juTTaR3LA60j6WT4/s400/carros_antigos.jpg&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5680760762204974882&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;Mário Raposo Jr&lt;/i&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Na matéria passada, vimos o fusca de Dionísio, uma peça de colecionador. Desta vez, temos de novo o modelo, mas em condições não tão boas como o xodó de Dionísio.  O motorista é Marcos Gavanski e seu fusca é o assunto do momento.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Marcos nos conta que sua escolha de um fusca foi a mesma de Dionísio e tantos outros, porque era mais barato. “Eu não tinha condições de comprar um carro melhor, então foi esse mesmo, mas ele é bom porque é relativamente econômico e eu não preciso pagar imposto nem IPVA, além da mecânica barata”. Mas apesar de ter sido guiado estritamente pelos fins econômicos na compra do carro, Marcos confessa que acabou criando uma simpatia pelo carro. “No começo eu não gostava muito, mas ele me levava para os lugares, agora ele tem um valor maior para mim, gosto mesmo dele, nós temos muitas histórias juntos”. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgNcUNj6MbLTRtbCx-yrQ2AFSRMSomUtIDdgRMXsT9cDxwvc0LapKC7SlYNSBfuJ5Cfdb9eYLfRqOrEuoBqZ3iw4x3pjIjLZzSHueBPb0CcfWQTpEhgjG4ZnfnOm33-AFuRaqtLU0Ry_NV7/s1600/S6301081.JPG&quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgNcUNj6MbLTRtbCx-yrQ2AFSRMSomUtIDdgRMXsT9cDxwvc0LapKC7SlYNSBfuJ5Cfdb9eYLfRqOrEuoBqZ3iw4x3pjIjLZzSHueBPb0CcfWQTpEhgjG4ZnfnOm33-AFuRaqtLU0Ry_NV7/s320/S6301081.JPG&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5678276978504066658&quot; style=&quot;display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 180px; &quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;Com o tempo, Marcos criou uma simpatia com o carro&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Entre as tais histórias de Marcos e seu fusca, uma chama mais a atenção: seu carro já chegou a pegar fogo! “Um dia eu estava voltando de uma festa com uns amigos e a gente parou para um lanche. Na hora de ir embora a gente começou a sentir um cheiro de fumaça. Um dos meus amigos olhou pra trás e viu que o carro estava pegando fogo. Eu desci desesperado tentando apagar o fogo, mas não conseguia de jeito nenhum! Minha sorte foi que um taxista parou para ajudar e, graças a Deus, ninguém se feriu”. Segundo Marcos, &lt;span&gt;o motivo do fogo foi que, &lt;span&gt;abaixo do banco de&lt;/span&gt; passageiros há a bateria do carro, algo deve ter encostado ali e ter dado um curto.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Apesar de ter tantas histórias e uma camaradagem com seu carro, Marcos diz que não pretende manter o carro. “Eu gosto muito dele, mas ainda planejo trocar ele por um carro melhor, de preferência um que não vá pegar fogo também! (risos)”.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Editado por Yorran Barone&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/feeds/8092951089188412025/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/2011/11/paixao-por-fusca-parte-2.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3287948793908709556/posts/default/8092951089188412025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3287948793908709556/posts/default/8092951089188412025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/2011/11/paixao-por-fusca-parte-2.html' title='Paixão por fusca (Parte 2)'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgKFqrtVUkpPl6DFoaJn_j3kYOLG_amxJGWgFA4Am3GXSiUFboIZ53IR4DCJorNjdNx_9aT2Spe-WYg-iRL17MwMA33Gwd5rrCfhk21uw1JZF8SZ6e5zaeeLg4kTf4juTTaR3LA60j6WT4/s72-c/carros_antigos.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3287948793908709556.post-4219314337080321424</id><published>2011-11-30T00:07:00.000-08:00</published><updated>2011-11-30T02:17:56.938-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Especial"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Esporte Guarapuava"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Séries Especiais"/><title type='text'>De Guarapuava para o mundo</title><content type='html'>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;http://agoraunicentro.blogspot.com/search/label/Esporte%20Guarapuava&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 100px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiOCZwl-zHJrJf-26aV2EAUxkZDhyphenhyphenPQrFc-i37osSfs25d3poJDU4ZzVe2roYeLhNNHM75jxcScxGSKfx2c1ueEEFiUCXWOE652F3PgREFx1U4Nm1orTnsVCNB6ZVWyYjgToTy3Xq4fu30/s400/esporte.jpg&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5679862710945901970&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Yarê Protzek&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;span style=&quot;font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 0);&quot;&gt;Jogador da cidade de Guarapuava vai para o exterior jogar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil é conhecido como o&lt;span style=&quot;color: rgb(255, 0, 0);&quot;&gt; &lt;/span&gt;país do futebol.  Seis vezes campeão da Copa do Mundo FIFA, única nação que ganhou esse número de títulos, o país exporta diversos talentos do futebol para outros países. A cada ano, surgem futuros “Pelés” em diversas regiões do Brasil.&lt;br /&gt;Em Guarapuava não é diferente. Daniel Valentim Machado foi surpreendido com o convite para jogar em outro país. Ele, que joga no time Madeirit, neste mês, acertou os últimos detalhes para ir atuar na Suécia no início de 2012.&lt;br /&gt;A família do jogador ficou muito feliz com o convite.  “É uma boa oportunidade pra ele, tomara que de tudo certo. É longe do Brasil, então a gente tem que se adaptar, é difícil ficar longe, mas vai ser bom pra ele”, diz Vanderlei Aparecido Machado, pai do jogador. O filho de Vanderlei comenta que é difícil essa mudança, porém, por um sonho vale o sacrifício de ficar longe de todos.&lt;br /&gt;Vanderlei também comenta que o interesse pelo futebol surgiu quando Daniel era criança. “Desde os seis anos ele gostava de jogar. Procuramos levar nos treinos e acompanhar a maior parte dos jogos. Essa é uma ótima oportunidade e vamos investir na carreira dele”.&lt;br /&gt;A rotina de jogador terá algumas mudanças já que a Suécia é um país que se diferencia muito do Brasil no clima, na cultura, na culinária etc. De acordo com o pai do jogador, enquanto estiver jogando lá, Daniel ficará em um hotel, juntamente com outros brasileiros e estudará de manhã, com treinos no período da tarde. Mesmo focando na carreira de jogador, os estudos não serão deixados de lado.&lt;br /&gt;Daniel assinou contrato para jogar no FC Assyriska, durante uma temporada, que dura cerca de oito meses. Ele já jogou em outras regiões do Brasil como no Espírito Santo, no Clube Olímpia de São Paulo e no Serrano de Prudentópolis. “Meus tios jogavam futebol, minha mãe handebol então resolvi começar a jogar”, conta o jogador.&lt;br /&gt;Fárnei Coelho, coordenador da escolinha de futebol em que Daniel treina, conhece Bruno, um dos brasileiros que joga na Suécia.  “O bruno que está  na Suécia é um amigo meu, e chamei pra ver um jogo da escolinha que sou coordenador. Ele viu  o Daniel gostou do futebol e fez esse convite”. Ele também conta que além do guarapuavano Daniel, mais outros quatro jogadores vão ser convidados a jogar na Suécia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhbQBUUP9QwnuaS5ACaDh-FTHqiXrDNQPd3JIryaGHnV1W_XpaThEfBCeV82hGpHSqRwNFAQL4arzpxDojo0MwPeLtRwwP8mXultALf0VrdFGEioigaS_kbsZzT0oyjyxngRZsotgWk76br/s1600/IMG_1019.JPG&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhbQBUUP9QwnuaS5ACaDh-FTHqiXrDNQPd3JIryaGHnV1W_XpaThEfBCeV82hGpHSqRwNFAQL4arzpxDojo0MwPeLtRwwP8mXultALf0VrdFGEioigaS_kbsZzT0oyjyxngRZsotgWk76br/s320/IMG_1019.JPG&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5679478430677379314&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;                             Daniel durante uma partida pelo Madeirit, contra o Rio Branco&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O filho de Vanderlei está muito contente com essa mudança repentina. “È muito bom saber que o nosso trabalho tá sendo bem feito. Esforcei-me bastante pra conseguir uma chance dessa, fora do Brasil. Ir pra lá é uma oportunidade muito boa para carreira, além de abrir portas pra quem tá aqui, como o Bruno fez comigo”.&lt;br /&gt;Para o jogador, assim como outros atletas, jogar fora do país é um sonho. “Não imaginei que ia ser assim tão rápido. Eu quero ir pra um time grande, voltar par ao Brasil e quem sabe jogar na seleção um dia”, conta Daniel.&lt;br /&gt;Fárnei acredita que esse intercambio de jogadores é muito importante  primeiramente pela cultura que eles vão conhecer. “Jogar uma temporada na Europa faz com que o jogador amadureça muito. A valorização lá, é maior. A diferença de vida que o atleta tem, é uma experiência que o jogador não esquece”.&lt;br /&gt;Em Guarapuava, de acordo com o coordenador, há uma dificuldade dos jogadores se destacarem. “Essa ida direta a Europa vai valorizar bastante esses jogadores, para voltarem e fazerem a carreira aqui, se quiserem”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Editado por Vinicius Comoti&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/feeds/4219314337080321424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/2011/11/de-guarapuava-para-o-mundo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3287948793908709556/posts/default/4219314337080321424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3287948793908709556/posts/default/4219314337080321424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/2011/11/de-guarapuava-para-o-mundo.html' title='De Guarapuava para o mundo'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiOCZwl-zHJrJf-26aV2EAUxkZDhyphenhyphenPQrFc-i37osSfs25d3poJDU4ZzVe2roYeLhNNHM75jxcScxGSKfx2c1ueEEFiUCXWOE652F3PgREFx1U4Nm1orTnsVCNB6ZVWyYjgToTy3Xq4fu30/s72-c/esporte.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3287948793908709556.post-6171582524584298980</id><published>2011-11-29T20:52:00.000-08:00</published><updated>2011-11-30T02:08:55.386-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Carros Antigos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Especial"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Séries Especiais"/><title type='text'>Um Gurgel tipicamente guarapuavano</title><content type='html'>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;http://agoraunicentro.blogspot.com/search/label/Carros%20Antigos&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 100px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiMCR2pNgdYFEJAhFBjBWVmT-RiaF05RrldoQ6biGaVnwciCCnu0usdaB1JiNvvzzsv0qVXN1YvGMTUpOLqRNfusUiJH4Si4loiIjhJTaNpAq3s899GFTafHZTxHW7M01OB9lJ7F8UQTGE/s400/carros_antigos.jpg&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5680727536974594178&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;i&gt;Mário Raposo Jr.&lt;/i&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Depois dos últimos dois fuscas, chegou a vez de vermos uma verdadeira peça de colecionador. O Gurgel ano 86 de Paulo Henrique Justus passou por uma verdadeira transformação, e hoje é o seu xodó. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Paulo Henrique, ou P.H., como é mais conhecido, sempre foi apaixonado por carros antigos e conta como adquiriu o carro. “No começo eu estava atrás de um Puma, não queria um Gurgel, mas não achei um Puma e acabei indo pro Gurgel mesmo”. P.H. possuía uma oficina de caminhão na época, o que facilitou muito a manutenção do carro recém adquirido. “Paguei uma mixaria quando comprei, foi muito barato mesmo. Como já tinha a oficina ficou fácil ajeitar o carro. Fiz toda a parte mecânica e mandei pintar, agora quando as pessoas veem o Gurgel amarelo, já sabem na hora que é o meu”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Além da mecânica, P.H. colocou acessórios e volante esportivos, tela para DVD e outros acessórios no carro, que se tornou seu xodó. “Eu sou bastante sentimental com esse carro, afinal eu redesenhei ele. Eu que fiz, corri atrás de peças. Foi tudo muito pensado, com muito carinho e já são oito anos junto com ele”. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEijMEr4Yw3BNXDjvu8ddHtL4kr0WZcURTRXjVzgqDgJRiHvXnY8vT6V1UatUC2kJsxN5-GD9eoALtGnDQuWVbBVC3pBd11ZDq8sdyJ3trfnTMX4IqFmUaScyU4oRdsnltjQ9Gam4kE4lgg/s1600/foto1.JPG&quot; style=&quot;text-align: left; &quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEijMEr4Yw3BNXDjvu8ddHtL4kr0WZcURTRXjVzgqDgJRiHvXnY8vT6V1UatUC2kJsxN5-GD9eoALtGnDQuWVbBVC3pBd11ZDq8sdyJ3trfnTMX4IqFmUaScyU4oRdsnltjQ9Gam4kE4lgg/s320/foto1.JPG&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5680648513111191634&quot; style=&quot;display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 180px; &quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style=&quot;text-align: left; &quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center; &quot;&gt;Gurgel foi totalmente reformado e ganhou peças esportivas.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sem planos de se desfazer do Gurgel, P.H. já teve seus momentos com o carro. “Aqui em Guarapuava todo mundo conhece o carro, olham na rua e já reconhecem o Gurgel do P.H., mas eu fui com um amigo pra Curitiba uma vez no Gurgel e lá ninguém conhecia. Eu deixei em um estacionamento num shopping lá e quando eu voltei tinha umas seis pessoas em volta admirando o carro. A gente falava que o carro era lançamento, só pra ver a reação das pessoas, e elas acreditavam!”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEioD7oi6IpD8pvYFEWVFddCBQVoSTtHOim4NDGWUbBJ8WgW-1dgQ-eq_WBs2lt0oZUSxC-I1bhphtycscW0nNqljSlKPqUCMl9qYMiq5bpyMjp2jft4DTdcE7xo5njEe3zI9fBL4ZBsWD8/s1600/foto2.JPG&quot; style=&quot;text-align: left; &quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEioD7oi6IpD8pvYFEWVFddCBQVoSTtHOim4NDGWUbBJ8WgW-1dgQ-eq_WBs2lt0oZUSxC-I1bhphtycscW0nNqljSlKPqUCMl9qYMiq5bpyMjp2jft4DTdcE7xo5njEe3zI9fBL4ZBsWD8/s320/foto2.JPG&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5680652741230815538&quot; style=&quot;display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 180px; &quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center; &quot;&gt;Valor sentimental: P.H. pensou em cada peça com carinho&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: left; &quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center; &quot;&gt;e cuidado antes de reformar o carro.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E além de proporcionar bons momentos e ter o visual bem diferenciado dos outros carros, o Gurgel também possui vantagens na hora da manutenção. “É a mesma mecânica da Volkswagen, por isso é fácil achar peças se eu precisar. A manutenção é bem fácil e barata”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjZwd6DusdngjUdNGQzn-3de5Tk4n8Xs-9CJDxRQIc1u-iyjnq5MS4BUSlck7g-LCGIObLOFPpOuv-uKTf-ga1UQ43LO2snAhXQJJr_qJS4NKONOX9XX8V4zcvVIrpOzktHtB0vRa2dvo8/s1600/foto3.JPG&quot; style=&quot;text-align: left; &quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjZwd6DusdngjUdNGQzn-3de5Tk4n8Xs-9CJDxRQIc1u-iyjnq5MS4BUSlck7g-LCGIObLOFPpOuv-uKTf-ga1UQ43LO2snAhXQJJr_qJS4NKONOX9XX8V4zcvVIrpOzktHtB0vRa2dvo8/s320/foto3.JPG&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5680649579992275074&quot; style=&quot;display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 180px; &quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center; &quot;&gt;No começo, P.H. queria um Puma ao invés do Gurgel.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;De onde surgiu o Gurgel?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A montadora Gurgel foi criada pelo engenheiro João Augusto Amaral Gurgel, em 1º de setembro de 1969, com o intuito de produzir carros 100% nacionais.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A montadora começou produzindo o Ipanema, um bugue com design moderno e bem diferente para os padrões da época. Depois veio o Xavante, que firmou o sucesso da montadora. O jipe aguentava estradas e tempo ruins e recebia equipamentos da Volkswagen. Uma curiosidade é que quando os clientes chegavam para testar o carro, eles recebiam um taco de baseball e o usavam no carro para testar a resistência deste.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Depois deste, muitos outros carros vieram e a montadora prosperou até que a década de 1990, com a instabilidade econômica e concorrência com outras grandes montadoras, a Gurgel fechou as portas para sempre.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;Editado por Giovani Ciquelero&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/feeds/6171582524584298980/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/2011/11/pendent-um-gurgel-tipicamente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3287948793908709556/posts/default/6171582524584298980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3287948793908709556/posts/default/6171582524584298980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/2011/11/pendent-um-gurgel-tipicamente.html' title='Um Gurgel tipicamente guarapuavano'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiMCR2pNgdYFEJAhFBjBWVmT-RiaF05RrldoQ6biGaVnwciCCnu0usdaB1JiNvvzzsv0qVXN1YvGMTUpOLqRNfusUiJH4Si4loiIjhJTaNpAq3s899GFTafHZTxHW7M01OB9lJ7F8UQTGE/s72-c/carros_antigos.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3287948793908709556.post-1902777079156799148</id><published>2011-11-29T05:05:00.000-08:00</published><updated>2011-11-30T01:50:39.949-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Especial"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Esporte Guarapuava"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Séries Especiais"/><title type='text'>Futsal Feminino: dedicação e talento em quadra</title><content type='html'>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;http://agoraunicentro.blogspot.com/search/label/Esporte%20Guarapuava&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 100px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgCp8JEFo7zBy0zLExvdg7rGdlzO9zHF2WRbOjaFK7xkKmLdKQD86fb53Kn3VXnH5cENnCYDF0YU1-daabimUxl0DShWnBrBdx6Fbin5e5B5ONTuGnvVEOZVL_6hYTDyhRuM63leT6Rilg/s400/esporte.jpg&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5680723438341514002&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjgyh4WgPu0Er2oZcA5ikcwD8IEVjyxCnFxtR9B5eLD7jm7kASqmq49rB63IQzu2iOo3H_5GpHTZ362XkmumHDBplQX9OJCVOeiV0hkiAcaPuJRiC7WZkNqOJmE_8a2pfvkA1BU3G3reLiW/s1600/_BANNER%25282%2529.jpg&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Yarê Protzek&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;O time de futsal ganha espaço no cenário esportivo de Guarapuava&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;Muitas pessoas acreditam que futsal é um esporte tipicamente masculino. Porém, as meninas do futsal feminino de Guarapuava mostram que esse esporte também é delas. O time, que a cada ano está presente nas competições estaduais e nacionais, é conhecido na cidade pelo talento mostrado em quadra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;                                                                                                                                     Fotos: Yarê Protzek&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjs0Zv3X2gG1s4QFyDiPR-P6u5bZcBjg8YbREtZmAoC6M4vFKY1Jk7Jq80CAOb1APeb-mBF7WRugX-giEFTeODfjfrg6Cnrw6kCS8xdrXwO9A6_A6f23rVfV6vWXxTc8Xm14FPq19adqZHJ/s1600/futsaaaal.JPG&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjs0Zv3X2gG1s4QFyDiPR-P6u5bZcBjg8YbREtZmAoC6M4vFKY1Jk7Jq80CAOb1APeb-mBF7WRugX-giEFTeODfjfrg6Cnrw6kCS8xdrXwO9A6_A6f23rVfV6vWXxTc8Xm14FPq19adqZHJ/s320/futsaaaal.JPG&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5680405809931555554&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt; A equipe adulta possui meninas de Guarapuava e região que querer segui o futsal como carreira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O treinador Sergio Leocadio Miranda, mais conhecido como Ratinho, acompanha as meninas desde 2005. Ele comenta que de lá pra cá, o time se desenvolveu bastante. “Desde 2005 participamos de competições em nível de federação. Nós tivemos a oportunidade de disputar a Taça Brasil adulto em 2010. Esse ano participamos da Taça Brasil sub 20, entre outros campeonatos”, conta o treinador orgulhoso desses cinco anos de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ratinho explica que em Guarapuava há uma escolinha no bairro Vila Bela para as meninas que se interessam por esse esporte. Lá, as jogadoras começam a treinar desde os 13 anos, já que podem participar do time sub 13, sub 15, sub 17 para chegar à equipe adulta. “Com treze anos a gente já tem competição, é um condicionamento para chegar ao time adulto”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As jogadoras da equipe adulta variam de idade, a mais velha possui 27 anos e a mais nova 17. Maria Helena Herman, pivô do time, saiu de Francisco Beltrão há cinco anos para jogar futsal em Guarapuava. “Eu vim fazer um teste e o treinador gostou, então comecei a jogar. Mas, desde os seis anos de idade eu jogo futsal. Sempre gostei desse esporte. Eu fui goleira nos primeiros quatro anos e agora estou na linha, de pivô”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao pensar nos anos que joga em Guarapuava, Maria Helena acredita que muitos vêm o futsal como um jogo para homens. “Hoje em dia o preconceito é menor, mas ainda existe. A população acha que o futsal é um esporte masculino”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Ratinho o futsal feminino ganhou muito respeito ao passar dos anos. “As meninas que jogam pelo time são muito respeitadas, mas tem um grande preconceito da mulher jogar futsal ainda. Nós vamos quebrando esse preconceito com o tempo. Hoje, todo mundo sabe quem é que joga por Guarapuava”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O time de futsal feminino, já conquistou diversos títulos. Em 2007, elas levaram para casa o troféu do Campeonato Paranaense Sub 20. Em 2008, foram campeões do Campeonato Paranaense Série Ouro Adulto e em 2009 ganharam o Campeonato Paranaense Sub 17.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Time sub 15&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;                                                                      &lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEggiY2JAHNFI4NgBOvAUa-d-DgLh3ZM0O9ZeSpibOh5OxovX7brF0Ph-iQ3arp_Rg6wuOx8EejaBcDb_xR7dAU9q8pMWNzMHG1KQ6jtVZGgAMfwCgSR-6UHKt5vXmSDpz9W3GRvmIYjgzeL/s1600/sub+15.JPG&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEggiY2JAHNFI4NgBOvAUa-d-DgLh3ZM0O9ZeSpibOh5OxovX7brF0Ph-iQ3arp_Rg6wuOx8EejaBcDb_xR7dAU9q8pMWNzMHG1KQ6jtVZGgAMfwCgSR-6UHKt5vXmSDpz9W3GRvmIYjgzeL/s320/sub+15.JPG&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5680406956312060994&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt; O time sub 15 se prepara para o primeiro jogo do Campeonato Paranaense.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tainá da Silva joga pela categoria sub 15 e adora o esporte. “Quero tentar me profissionalizar com o futsal. Quero ser uma jogadora. Eu amo jogar, quando eu to jogando eu to feliz”. Ela conta que no começo, quando contou aos pais que queria jogar futsal, eles pensaram que era ume esporte para meninos, mas hoje apóiam a filha e torcem por vitórias nos jogos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante os dias 25,26 e 27 de Novembro, as meninas da categoria sub 15 participaram do Campeonato Paranaense de Futsal Feminino Sub 15, realizado em Guarapuava. No primeiro jogo, que ocorreu na sexta-feira, contra o time de Paranavaí, as meninas venceram por 2X1. No segundo, empataram com o time de Campo Mourão em 3X3. No sábado, elas enfrentaram o time de Londrina em que perderam por 4X2. Já no Domingo, elas venceram de 7X2 do time de Telêmaco Borba. Devido a esses resultados, o time jogará a final no início de dezembro em local não definido até o momento.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Editado por Vinicius Comoti&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/feeds/1902777079156799148/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/2011/11/futsal-feminino-dedicacao-e-talento-em.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3287948793908709556/posts/default/1902777079156799148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3287948793908709556/posts/default/1902777079156799148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/2011/11/futsal-feminino-dedicacao-e-talento-em.html' title='Futsal Feminino: dedicação e talento em quadra'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgCp8JEFo7zBy0zLExvdg7rGdlzO9zHF2WRbOjaFK7xkKmLdKQD86fb53Kn3VXnH5cENnCYDF0YU1-daabimUxl0DShWnBrBdx6Fbin5e5B5ONTuGnvVEOZVL_6hYTDyhRuM63leT6Rilg/s72-c/esporte.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3287948793908709556.post-7934190643904547048</id><published>2011-11-28T16:40:00.000-08:00</published><updated>2011-11-30T02:03:31.888-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Saúde e Bem Estar"/><title type='text'>Hospital São Vicente recebe verba de emenda federal</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Ana Carolina&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Cerca de R$ 5 mil foi liberado para a unidade de saúde&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O valor liberado foi anunciado no último dia 23  e autorizado pela ministra da Casa Civil, Gleise Hoffmann e os municípios beneficiados foram de Guarapuava, Ponta Grossa e Umuarama. O apoio ao projeto está vinculado ao governo do Estado e ao governo Federal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A liberação da verba vai colaborar para que o Hospital São Vicente de Paulo se transforme em um dos mais completos centros de atendimento à saúde do Paraná. É o que explica a assistente de direção do hospital Margaret Kramiake, “a verba será de grande ajuda, pois contribuirá, por exemplo, para equipamentos e móveis para novos leitos”, relata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhXIZtesDPUX8lKs3YiQC5votjOr13t7vzoRI5eCLNexc8myv6KQqL85WrkDdDdhODC_BRoCfnXcPTsMOe7eXN8ddN-0z0OoucVaKIkQJLZIiSCbR_Zp_U3ZJMdLptUQB_npZxuKYi5Xkmi/s1600/89.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhXIZtesDPUX8lKs3YiQC5votjOr13t7vzoRI5eCLNexc8myv6KQqL85WrkDdDdhODC_BRoCfnXcPTsMOe7eXN8ddN-0z0OoucVaKIkQJLZIiSCbR_Zp_U3ZJMdLptUQB_npZxuKYi5Xkmi/s320/89.jpg&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5680464140918089794&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;                                            Investimentos no Hopistal São Vicente de Paulo&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O projeto é pautado em parceria pelo deputado federal e secretário de Estado do Desenvolvimento Urbano (Sedu), Cezar Silvestri, o governador Beto Richa e o deputado Cesar Filho. E, segundo o deputado Cezar Silvestri, além da verba destinada ao São Vicente de Paulo, será assinado também um termo de convênio com o governo do Paraná, para a liberação dos R$ 3 milhões do HOSPSUS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Editado por Vinicius Comoti&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/feeds/7934190643904547048/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/2011/11/hospital-sao-vicente-recebe-verba-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3287948793908709556/posts/default/7934190643904547048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3287948793908709556/posts/default/7934190643904547048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/2011/11/hospital-sao-vicente-recebe-verba-de.html' title='Hospital São Vicente recebe verba de emenda federal'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhXIZtesDPUX8lKs3YiQC5votjOr13t7vzoRI5eCLNexc8myv6KQqL85WrkDdDdhODC_BRoCfnXcPTsMOe7eXN8ddN-0z0OoucVaKIkQJLZIiSCbR_Zp_U3ZJMdLptUQB_npZxuKYi5Xkmi/s72-c/89.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3287948793908709556.post-1488978261116524239</id><published>2011-11-28T02:42:00.000-08:00</published><updated>2011-11-28T18:02:05.373-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Especial"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Solidariedade em pauta"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Séries Especiais"/><title type='text'>Filhos do Coração!</title><content type='html'>&lt;a href=&quot;http://agoraunicentro.blogspot.com/search/label/Solidariedade%20em%20pauta&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5679859635112125234&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiDcTgNZ9-feQJKv9hTA4au-MrFhyphenhyphenAzjH98iMZqdwTabv-QkJXu0sqXqDMoTzenMSmRBoF03ZpRaKi9uHnK4RPNHOuSuvA-wpQlhSdOUGcIC5BElKmJi-BlzSLhR8zaihsHu0j18U26tKE/s400/solidariedade.jpg&quot; style=&quot;cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 100px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Helena Krüger&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic; font-weight: bold;&quot;&gt;Canaã: a esperança de um novo lar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No Brasil, segundo relatório do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), 80 mil crianças e adolescentes vivem em abrigos no país  e apenas cerca de 8 mil (10%)  podem efetivamente ser adotadas. Esses meninos e meninas vivem sem ter o direito à convivência  familiar, requisito básico no Estatuto da Criança e do Adolescente, além disso, as condições de vida dessas pessoas ferem outro princípio fundamental, que é o da dignidade humana.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;Uma entidade mantida por missionários americanos, o Canaan Land Ministries (CLM), chamada no Brasil, de Associação Canaã de Proteção aos Menores, chegou há 12 em Entre Rios com a missão de abrigar e dar segurança a crianças como essas, que moravam nas ruas ou foram abandonadas pela família. O Canaã tem como objetivo criar ambientes seguros,  educar com maior amor possível e também ensinar os valores cristãos. Mary Gibson, hoje ex-diretora do CLM Entre Rios, foi uma das fundadoras da instituição no Brasil. “A proposta é recolher crianças que foram abandonadas, rejeitadas, abusadas e que vem para nós através do Juiz de menores ou pelo Conselho Tutelar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde 2009, com ajudas filantrópicas tanto brasileiras quanto americanas, a instituição conseguiu construir um abrigo em uma fazenda de Entre Rios. O Canaã fica localizado em um local bonito, com uma estrutura que oferece conforto, lazer e principalmente proteção. Apesar de não ser o ideal, já que o lugar dessas crianças deveria ser amparadas em um lar, a entidade tenta suprir com muita dedicação o amor e o carinho que eles não receberam em casa. “Tentamos dar o máximo de amor para que eles se sintam parte do que chamamos de família Canaã, eles são como filhos para nós”, diz Mary.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Fotos: Arquivo da Associação Canaã &lt;span style=&quot;font-style: italic; font-weight: bold;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEga-UM9Ya5d2TCL7i2Ql1uIyHrdC2MgiVG1Z4iM2o8jULBGhD1SndSGP5k4E5BUAHPfjwI9B1tYPbQIDCFpNj18lYMZipRP9upzwcpcdvfgUtLn3HJmWXGGQ32AGNkCdMZOUHDUTxHp0Xp0/s1600/1..JPG&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5679254491239258370&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEga-UM9Ya5d2TCL7i2Ql1uIyHrdC2MgiVG1Z4iM2o8jULBGhD1SndSGP5k4E5BUAHPfjwI9B1tYPbQIDCFpNj18lYMZipRP9upzwcpcdvfgUtLn3HJmWXGGQ32AGNkCdMZOUHDUTxHp0Xp0/s320/1..JPG&quot; style=&quot;cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 164px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 320px;&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt; O Canaã é um abrigo para crianças e adolescentes mantido por missionários norte- americanos&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Hoje, a associação abriga 28 crianças e adolescentes, cada um com uma história de dor, muitos conviveram com realidades de extrema pobreza, rejeição, abuso e sofrimento. Vivências que agridem a pureza e a ingenuidade da infância. Uma fase em que a maior preocupação deveria ser apenas  brincar, se divertir e crescer . O CLM também tem uma sede  no município de Turvo desde 2006, com capacidade para 35 a 40 crianças. Além dos abrigos, a entidade mantem o Programa CLM Plus, que é destinado a jovens adultos que estão terminando o ensino médio e precisam deixar o a associação quando completam a maioridade. O projeto tem o papel de orientar e encaminhar os jovens para uma universidade. Mary explica a intenção desse do CLM Plus. “A vantagem desse programa é que desenvolve cursos para que os adolescentes alcancem a independência, os prepara no momento de transição, enquanto estão ainda amparados pelo CLM”.&lt;br /&gt;Apesar de ser um entidade que desenvolve um ótimo trabalho, não se pode ver os abrigos como uma solução. Ao contrário, são locais que deveriam ser temporários, mas infelizmente muitas crianças passam anos sem ter garantido o seu direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiF47fwUT9QUgm09AbW6r6A7-Ibx-tOrJjGwjYNKZytFqQ3InwAY8rRCRQIex2paE5RgyJ2waY-3Ak_-tyDJIfb7JPqUzMJK4krC3ljtrqQ77BMh9gGUFR9lTXLmlf_yG0wNuZC9QcC2U0M/s1600/4.JPG&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5679258375917034130&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiF47fwUT9QUgm09AbW6r6A7-Ibx-tOrJjGwjYNKZytFqQ3InwAY8rRCRQIex2paE5RgyJ2waY-3Ak_-tyDJIfb7JPqUzMJK4krC3ljtrqQ77BMh9gGUFR9lTXLmlf_yG0wNuZC9QcC2U0M/s320/4.JPG&quot; style=&quot;cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 213px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 320px;&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;A educação das crianças é baseada em valores cristãos e incentivo ao trabalho        &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O caso de uma garota que vive no Canaã exemplifica uma situação de abandono. R.C* tem 7 anos, e mora há dois anos na instituição. A menina que diz ter o sonho de ser bailarina quando crescer, foi retirada da mãe biológica e ainda sonha em ter um novo lar . “É que lá na minha casa não é uma família de verdade, não acho que ela seja a minha mãe mesmo, aqui eu me sinto mais amada”. Mesmo gostando de morar no Canaã, ela diz não quer continuar morando ali por muito tempo e fala sobre o seu medo de ficar sozinha e ser adotada sem a irmã. “Eu queria tanto uma família, onde eu me sentisse querida, mas eu quero que minha irmã junto comigo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj1wW1pGvN2jFHIm5m0NImn1Ac95SWJ_62VBcVZaA7tKARbN5DcX63e9nWR-E897fpZit-rnqizUojSk6eTMS9wDrbXzGwdr3P9vAzc_NiyujhoRlfY9-j-RkJBo24SV-7FC7Vps_mOOseh/s1600/2.jpg&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5679256033878937122&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj1wW1pGvN2jFHIm5m0NImn1Ac95SWJ_62VBcVZaA7tKARbN5DcX63e9nWR-E897fpZit-rnqizUojSk6eTMS9wDrbXzGwdr3P9vAzc_NiyujhoRlfY9-j-RkJBo24SV-7FC7Vps_mOOseh/s320/2.jpg&quot; style=&quot;cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 214px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 320px;&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;No CLM a assistência vai muito além do material, a preocupação com emocional e a criação de vínculos é essencial&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Josiane Ribeiro, hoje pedagoga é um exemplo de alguém que morou no CLM e depois de adulta voltou como voluntária. Ela veio para o Canaã com 11 anos e passou sua adolescência na entidade, quando completou 18 anos recebeu apoio  para cursar pedagogia em Curitiba, onde conheceu o seu marido. Depois de alguns anos, Josiane está novamente no Canaã,  mora em Entre Rios realizando trabalhos com as crianças assistidas pelo instituto. “Nunca consegui me desligar daqui, e decidi que queria passar para frente aquilo que aprendi aqui”. Ela destaca que o amor que recebeu ali precisava ser retribuído. “É muito bom estar aqui, me sinto até como uma mãe para eles, e acredito que eu posso fazer a diferença na vida deles, já que eles fazem a diferença na minha”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moradora de Entre Rios, Clara Milla é uma das pessoas que ajuda as crianças do Canaã, mesmo sem adotar, ela é uma espécie de madrinha de uma menina, já que se propõe a pagar os estudos em um colégio particular e também acompanhar o seu desenvolvimento escolar. “Para gente é muito gratificante ajudar uma organização que faz um trabalho voluntário em nosso distrito”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O 4º artigo do Estatuto da criança e do Adolescente, talvez seja um dos que mais resume o que seria o mais adequado a uma criança. “É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do Poder Público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária”.Como uma forma de amenizar esse sofrimento, segundo Mary, “o Canaã continua realizando o seu trabalho e levando um pouco de luz para aqueles que vivem na escuridão”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgQvU8sTpWN7C2GTnUvu4XQoqN4mrdBS2Yb2UHYngK0lIZyyL34Dg289kW9xG__lzN200Qsq-D-1auVMS_5t9HynyBqLRfYnUZtFoP80ziw7U4Pt6e4xQavJbExPuM4XNi_c9POg8jbuAL9/s1600/3.JPG&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5679256817833456706&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgQvU8sTpWN7C2GTnUvu4XQoqN4mrdBS2Yb2UHYngK0lIZyyL34Dg289kW9xG__lzN200Qsq-D-1auVMS_5t9HynyBqLRfYnUZtFoP80ziw7U4Pt6e4xQavJbExPuM4XNi_c9POg8jbuAL9/s320/3.JPG&quot; style=&quot;cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 213px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 320px;&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Crianças trabalhando em conjunto para preparar os enfeites de Natal no abrigo&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Josiane enfatiza o porque o CLM é especial “ O diferencial aqui são as pessoas, que demonstram carinho, amor, atenção e dedicação para cada pessoa que está aqui”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*O nome foi preservado por se tratar de menor de idade em situação de risco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Adoção&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, entende-se que a primeira solução para o menor é resgatar o vínculo e se trabalhar com a família de origem, tentando encaminhar essa criança até a chamada família extensa (tios, avós), mas quando isso não é possível a adoção é uma  alternativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para se adotar uma criança, segundo a assistente social da Vara da Infância e da Juventude, Luciana Almeida a pessoa precisa passar por algumas etapas. “Inicialmente, o casal deve se dirigir a um curso de apoio a adoção, depois é encaminhado para uma entrevista no Fórum. Só então que deve ser levada toda a documentação para se efetuar o cadastro. Posteriormente, o casal entra em uma fila de espera cronológica.” A assistente social, destaca que é necessário que o casal tenha preparo e maturidade emocional para realizar uma adoção, já que muitas crianças são adotadas e depois são novamente rejeitadas, ocasionando um processo ainda mais traumático. “Infelizmente, muitas crianças ficam de fora do processo, porque há perfis mais procurados, como de 0 a 4 anos, até conseguimos encaminhar adolescentes, mas é uma exceção”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para diminuir as dificuldades e morosidade nos processos de adoção, desde 2008 o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) criou um Cadastro Único Nacional de Adoção, que reúne o perfil das crianças e dos possíveis pais adotivos para que juízes possam acompanhar o processo de maneira mais fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;================================================&lt;br /&gt;Outras informações: adotabrasil.org.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Como ajudar&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Associação Canaã de Proteção aos Menores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Endereço:&lt;br /&gt;Faz Canaã, s/n Cachoeira – Entre Rios / Guarapuava - PR&lt;br /&gt;CEP: 85.108-000&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tel:(42) 3631-1019&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Email: clm@donau.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;================================================&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Editado por Vinicius Comoti&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/feeds/1488978261116524239/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/2011/11/filhos-do-coracao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3287948793908709556/posts/default/1488978261116524239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3287948793908709556/posts/default/1488978261116524239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/2011/11/filhos-do-coracao.html' title='Filhos do Coração!'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiDcTgNZ9-feQJKv9hTA4au-MrFhyphenhyphenAzjH98iMZqdwTabv-QkJXu0sqXqDMoTzenMSmRBoF03ZpRaKi9uHnK4RPNHOuSuvA-wpQlhSdOUGcIC5BElKmJi-BlzSLhR8zaihsHu0j18U26tKE/s72-c/solidariedade.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3287948793908709556.post-8064367548049736380</id><published>2011-11-26T17:28:00.000-08:00</published><updated>2011-11-30T10:53:45.131-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Cotidiano"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Educação"/><title type='text'>Manifesto “Nada pode nos calar” clama pelo fim da violência</title><content type='html'>&lt;i&gt;Helena Krüger&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;i&gt;A manifestação contra homofobia reuniu acadêmicos, professores e representantes de entidades sindicais&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ontem (25) às 19h, em frente à praça da Unicentro, cerca de 25 pessoas protestaram contra a violência e a homofobia. A iniciativa para se realizar o evento partiu do acadêmico de secretariado executivo, Willian Nathan de Paula, em conjunto com o Grupo de Discussões Interdisciplinares Homoculturais (GADIH). Segundo Maxmiliam, integrante do grupo, já fazia algum tempo que este protesto estava para acontecer. Willian destacou que um dos propósitos da manifestação é protestar para que crimes contra homossexuais não se repitam em Guarapuava. “Nossa intenção é chamar atenção da sociedade, o manifesto não é só contra a homofobia, mas contra a violência que tem estado muito presente em nossa cidade. É necessário que o preconceito seja rompido”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O manifesto, que aconteceu no Dia Internacional de combate à violência contra a mulher, não teve faixas, nem barulho, os acadêmicos apenas distribuíram velas para que os presentes acendessem em homenagem as vitimas de diversos crimes violentos que aconteceram em Guarapuava, e pediram um minuto de silêncio. Willian parabenizou os presentes e disse que para manifestar-se não é preciso gritar. “Mesmo numa demonstração silenciosa, estamos aqui expressando dessa forma nossa indignação e mostrando que nada vai nos calar”.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
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Foto: Helena Krüger&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhTN_fGHc-adjo4RZw7dbW9DrBZXeQYegj3TnkAG9jGlFRn6oNw3HyzCy16HpYYRo4S5DDv7r-UeNfqtC3BxJC-TypLOIRcrhOWpUdLE6j5Mr7CsXJq7NfBA8CHixT9WIfYnCTmPDH7bi4/s1600/DSC08004.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhTN_fGHc-adjo4RZw7dbW9DrBZXeQYegj3TnkAG9jGlFRn6oNw3HyzCy16HpYYRo4S5DDv7r-UeNfqtC3BxJC-TypLOIRcrhOWpUdLE6j5Mr7CsXJq7NfBA8CHixT9WIfYnCTmPDH7bi4/s320/DSC08004.JPG&quot; width=&quot;240&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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Manifestante com bandeira representando o movimento LGBT&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Além dos universitários, a professora Liliane da Costa Freitag &lt;span style=&quot;color: red;&quot;&gt;&lt;/span&gt;também se expressou a favor do movimento em nome do departamento de história da Unicentro, reiterando a importância de reivindicar contra qualquer forma de violência, seja com mulheres, crianças ou gays&lt;span style=&quot;color: red;&quot;&gt;.&lt;/span&gt; Representantes da APP Sindicato também compareceram, para informar sobre a existência de uma secretaria de discussões de gênero e falar da importância de se iniciar nos ambientes de ensino a conscientização. Terezinha dos Santos Daiprai, representante do sindicato durante a manifestação disse que “combater a violência é uma questão de princípio humano. Escolas devem ser laicas, não sexistas e não homofóbicas, só o conhecimento liberta o preconceito”. Emocionada, a sindicalista relembra o caso de morte que aconteceu na cidade no dia 17 de novembro e destaca que Guarapuava tem que evoluir. “Afinal, a escola e a universidade educam e tem um importante papel nesse processo”, alega Terezinha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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Foto: Helena Krüger&lt;/div&gt;
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&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhERr1kg0A806hSbYFpUv8Q6Ru95g9UTnRUbyw4F0B1YieYQ-VM8cun3QgH-CxBBkaqtt3JbyzlIW8q3xoYA56T9Oqi6OkOCXUqOjj6B0KX-4az8OHdljozjBuQuGovaH6P36uy85QbVnhV/s1600/Pessoas+fazem+um+minuto+de+sil%25C3%25AAncio+em+homenagem+a+v%25C3%25ADtimas+de+viol%25C3%25AAncia.JPG&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5679485907362098514&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhERr1kg0A806hSbYFpUv8Q6Ru95g9UTnRUbyw4F0B1YieYQ-VM8cun3QgH-CxBBkaqtt3JbyzlIW8q3xoYA56T9Oqi6OkOCXUqOjj6B0KX-4az8OHdljozjBuQuGovaH6P36uy85QbVnhV/s320/Pessoas+fazem+um+minuto+de+sil%25C3%25AAncio+em+homenagem+a+v%25C3%25ADtimas+de+viol%25C3%25AAncia.JPG&quot; style=&quot;cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 240px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 320px;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;                 Pessoas fazem um minuto de silêncio em homenagem a vítimas de violência&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Conforme a Declaração Universal dos Direitos Humanos, “todos somos iguais perante a Lei” este artigo é novamente ressaltado pela Constituição Federal “todos são iguais, sem distinção de qualquer natureza”. Infelizmente, muitas das chamadas minorias culturais, não são tratas com igualdade. Muitas vezes, são alvo de muito preconceito e intolerância. Em nossa cidade, já houve vários casos de agressão envolvendo homossexuais, só neste ano foram 12 mortes no Paraná e 220 no Brasil.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com intenção de modificar esse quadro, os universitários resolveram dar voz a essa indignação, pois acreditam que a cidade por ser muito conservadora, acaba não reclamando destas formas de preconceito. “Guarapuava ainda é uma cidade de coronéis, uma cidade cristã (nada contra as religiões), uma cidade tradicional, então, o preconceito ainda existe, e de uma forma muito forte aqui.” Maxmilliam também concorda e diz que a sociedade guarapuavana se cala muito fácil em diversas questões, não só com a homofobia. “Não sei porque os guarapuavanos sempre se mantêm tão calados, há muita desinformação”.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
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Foto: Helena Krüger&lt;/div&gt;
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&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjk9Gw7-SoAaaLvSaNdRjYSu-0TOa3zUE5iM1wLUqKRCNmls-O-_rugFLpEM0ch1gPi1OZtctMgAigwivHlwpNvm9GNdHBFHfXPuG2gIoGrNrYBRpuFPMEKsRaIVbqz5J5mHTywsAXX84u2/s1600/Nem+mesmo+a+chuva+fez+com+que+os+manifestantes+desistissem+de+protestar.JPG&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5679483758647524434&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjk9Gw7-SoAaaLvSaNdRjYSu-0TOa3zUE5iM1wLUqKRCNmls-O-_rugFLpEM0ch1gPi1OZtctMgAigwivHlwpNvm9GNdHBFHfXPuG2gIoGrNrYBRpuFPMEKsRaIVbqz5J5mHTywsAXX84u2/s320/Nem+mesmo+a+chuva+fez+com+que+os+manifestantes+desistissem+de+protestar.JPG&quot; style=&quot;display: block; height: 240px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 320px;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;                               Nem mesmo a chuva fez com que os manifestantes desistissem de protestar&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O acadêmico de secretariado enfatiza que questões homoculturais e de outras minorias, precisam sair da universidade, para que haja efetivamente um debate público acerca do assunto, havendo assim mais conscientização por parte da população. “Ainda é complicado andar por aqui de mãos dadas com o parceiro do mesmo sexo pela rua, as pessoas olham torto e corre-se o risco até de ser agredido. É necessário que as pessoas entendam que o homossexual não quer ser aceito, não quer ser tolerado ou respeitado, mas que é parte da sociedade, tem direitos iguais a todo mundo.”&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;&lt;br /&gt;Lei contra homofobia&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
A lei contra a homofobia foi idealizada em 2001, que estabelece como crime, entre outras coisas, praticar ou incitar a discriminação por qualquer tipo de ação violenta, constrangedora, intimidatória ou vexatória, de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica sujeita à pena, reclusão e multa. O que divide opiniões nesta lei, é pelo fato de ser muito rígida e ampla, podendo até mesmo ferir o principio de liberdade de expressão. Ediane Martins, acadêmica de filosofia, diz que não são necessariamente as leis que modificam a sociedade. “Acredito que não precisaria existir leis para questões básicas como o respeito ao próximo”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Foto: Helena Krüger&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg2oYmZe7NhklkDvPfM6rri0HFNDW_S2q826LdwkKDNO_T6KkWfWLwj080bejigKUNebe7EKtwun3aVdUPEg2QmNV6FnycJYvgn_7ox8e7jZ77I7rMGA3WpNqDglQ44t4YwsCWn5Qyh2lqv/s1600/Professora+do+Hist%25C3%25B3ria+da+Unicentro+pede+um+basta+a+qualquer+manifesta%25C3%25A7%25C3%25A3o+de+viol%25C3%25AAncia.JPG&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5679484712318414114&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg2oYmZe7NhklkDvPfM6rri0HFNDW_S2q826LdwkKDNO_T6KkWfWLwj080bejigKUNebe7EKtwun3aVdUPEg2QmNV6FnycJYvgn_7ox8e7jZ77I7rMGA3WpNqDglQ44t4YwsCWn5Qyh2lqv/s320/Professora+do+Hist%25C3%25B3ria+da+Unicentro+pede+um+basta+a+qualquer+manifesta%25C3%25A7%25C3%25A3o+de+viol%25C3%25AAncia.JPG&quot; style=&quot;cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 240px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 320px;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Professora do História da Unicentro pede um basta a qualquer manifestação de violência&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Willian concorda que a lei que protege os direitos humanos engloba essa questão, mas como ela não é respeitada torna-se necessário que se crie outra para assegurar o direito do cidadão, e também para agravar um crime que é cometido por homofobia. “Se houvesse uma legislação mais concisa e forte relativa aos direitos humanos, não precisaria. Mas assim é necessário criar uma lei para proteger já que os números mostram como a situação é grave“.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Mídia e Imprensa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Maxmiliiam Schneider acredita que o papel da imprensa no processo de ajudar a romper preconceitos é de grande importância, por ser uma formadora de opinião. “Quando a imprensa der voz a essas minorias aí as coisas podem evoluir, mesmo que não consiga romper o preconceito, mas já faz com que as pessoas tentem pensar de outra forma, e enxergar o lado do outro.Afinal, porque tratar o outro diferente se ele é igual”, declara Max. Já o estudante de secretariado critica a mídia na maneira como representa a homossexualidade. Segundo ele, a televisão ao invés de abordar o assunto com uma perspectiva sensacionalista, deveria assumir o seu papel social para ajudar na conscientização. “Na Rede Globo, SBT estereótipos ficam claros, mostram como se todo homossexual fosse afeminado, ou no caso das lésbicas masculinizadas, todo negro atua como empregado em serviço braçal e todo índio vive numa aldeia cercada de mato, no caso de novelas e programas humorísticos, por exemplo”, opina Willian.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Editado por Vinicius Comoti&lt;/i&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/feeds/8064367548049736380/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/2011/11/manifesto-nada-pode-nos-calar-clama.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3287948793908709556/posts/default/8064367548049736380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3287948793908709556/posts/default/8064367548049736380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/2011/11/manifesto-nada-pode-nos-calar-clama.html' title='Manifesto “Nada pode nos calar” clama pelo fim da violência'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhTN_fGHc-adjo4RZw7dbW9DrBZXeQYegj3TnkAG9jGlFRn6oNw3HyzCy16HpYYRo4S5DDv7r-UeNfqtC3BxJC-TypLOIRcrhOWpUdLE6j5Mr7CsXJq7NfBA8CHixT9WIfYnCTmPDH7bi4/s72-c/DSC08004.JPG" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3287948793908709556.post-1127314348766172866</id><published>2011-11-25T16:45:00.000-08:00</published><updated>2011-11-30T01:47:45.717-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Educação"/><title type='text'>Unicentro oferece curso introdutório de Língua Brasileira de Sinais</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Katrin Korpasch&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começa no próximo sábado (26) o curso Introdutório de Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS). O evento é uma iniciativa do PIA, Programa de Inclusão e Acessibilidade da Unicentro. Segundo o coordenador do PIA, Jefferson Olivatto da Silva, o curso tem um caráter de apresentação da Libras. “O objetivo do curso é mais apresentar a Língua Brasileira de Sinais para a comunidade acadêmica, tanto para alunos, estagiários, professores, agentes universitários e mesmo pessoas da comunidade. O intuito é para que as pessoas tenham contato, percebam qual a diferença em relação ao português, mas uma coisa muito sucinta, mais uma apresentação do que um curso”, afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o coordenador o divulgação da Libras é essencial, principalmente para professores e agentes universitários. “A Libras é fundamental principalmente para os alunos que são surdos e também para os professores. É fundamental para o professor ter uma noção, para perceber que existem características diferentes quando se ensina a um aluno que é ouvinte e a um aluno que é surdo”. Funcionários e estagiários da Unicentro também são o público-alvo do curso introdutório. Para Jefferson aborda a importância de, ao menos, um breve conhecimento da Libras.“Os agentes universitários, ou os estagiários da universidade tem contato direta ou indiretamente com os alunos. Por exemplo, os alunos vão pedir informação, se, por exemplo, aquele dia não tiver um intérprete, então pelo menos a pessoa consegue saber o necessário para fornecer a informação ou mesmo o serviço que estaria disponível para ele”, explica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido, o curso pode ser um incentivo para se aprofundar mais no assunto, principalmente no caso dos professores. “Realmente há a necessidade de ter este contato, para então fomentar um incentivo para que ele venha a fazer um curso, ou uma coisa mais intensiva, ou a estudar sobre, pensando justamente no processo didático em sala de aula”, finaliza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O curso é gratuito e terá duração de 20 horas. Será realizado nos dias 26 de novembro e 3 de dezembro, das 8h às 18h no campus Cedeteg. Os participantes receberão certificados. No site www.eventos.unicentro.br/libras2011 pode se obter mais informações e realizar as inscrições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Editado por Vinicius Comoti&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/feeds/1127314348766172866/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/2011/11/unicentro-oferece-curso-introdutorio-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3287948793908709556/posts/default/1127314348766172866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3287948793908709556/posts/default/1127314348766172866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/2011/11/unicentro-oferece-curso-introdutorio-de.html' title='Unicentro oferece curso introdutório de Língua Brasileira de Sinais'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3287948793908709556.post-5109018613959733372</id><published>2011-11-23T06:29:00.000-08:00</published><updated>2011-11-23T06:29:00.513-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Almas Singulares"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Cotidiano"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Especial"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Séries Especiais"/><title type='text'>Marretadas da Esperança</title><content type='html'>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;http://agoraunicentro.blogspot.com/search/label/Almas%20Singulares&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 100px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhHgWUAyLL0E7rg-xbLzOMSO5gG3tBjRyyrdiXJbz4pkuhyzhG7Uhj9YeM48Y1QXRTimX5ethqcd2nqnrmN4srQza0tA-NTmGL2zrZtf3nZQnv32TI3srBRRgIDlXDvtM9ArgyeiPW7Whc/s400/almas_singulares.jpg&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5677758920335505650&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;Vinicius Comoti&lt;/i&gt;&lt;div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;  style=&quot;color:#0000ee;&quot;&gt;&lt;u&gt;&lt;br /&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No desolado bairro Paz e Bem algo chama a atenção. Tornados de poeira rompem a totalidade, transparecendo um chamativo extremo. Máquinas e alguns homens articulam o projeto de uma futura rede de esgoto, na qual beneficiará os moradores que tanto sofrem com esse acúmulo, remetendo o fluxo para um sistema apropriado que não comprometa as residências. Juarez Moura é um dos trabalhadores envolvidos na obra, tem 30 anos e &quot;arrebenta&quot; pedras das seis da manhã as cinco da tarde. O trabalho é duro, mas o esforço compensa quando o assunto é dinheiro. &quot;É um trabalho duro, cansativo , mas nunca me deu nenhum problema de saúde. Vale a pena, eu ganho por semana o que eu ganharia por mês em muita fábrica por aí.&quot;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgLOhZnP-BRoI9jHo3sV08x0MXVijLgkcoovdB86vKW3rVIn6bz8M-DVuJQZ6nt-zua6YnrVdM9etupn0kVIEpWGuKGt_G-x-5zVKwn7pjmjTKxJMz5xcXa4yHtTGNwl4qAZ9ztITV7UZgI/s1600/1.JPG&quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgLOhZnP-BRoI9jHo3sV08x0MXVijLgkcoovdB86vKW3rVIn6bz8M-DVuJQZ6nt-zua6YnrVdM9etupn0kVIEpWGuKGt_G-x-5zVKwn7pjmjTKxJMz5xcXa4yHtTGNwl4qAZ9ztITV7UZgI/s320/1.JPG&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5676345067061592738&quot; style=&quot;display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px; &quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;&quot;Sofro como todo morador. Sempre morei no bairro e sempre teve esse esgoto aberto&quot;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O relógio já marcava o horário do almoço, comprovado pelo forte sol rompendo a vista. Sem camisa, Juarez já expõe sintomas de queimaduras. Intrigado com o bronzeado, despejo minha curiosidade. Você está usando protetor solar? Já ouviu falar em câncer de pele? Suas costas não estão doendo? - E a resposta surpreende - &quot;Nunca precisei usar não, vou começar a usar protetor Sei que o câncer mata. Mas sempre fui acostumado.&quot;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Questionado sobre o futuro da obra, Juarez ressalta a importância desta, ainda mais porque também vive com sua família no Paz e Bem. Conhece de perto o enxerto mórbido do esgoto á céu aberto, que invadindo casas, gera sujeira além de um grande desconforto na higiene básica &quot;Sofro como todo morador. Sempre morei no bairro e sempre teve esse esgoto aberto. Crianças brincando onde facilmente poderiam contaminar-se, as casas com suas calçadas cheia de sujeira. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas o problema maior era quando chovia e transbordava as foças, não gosto nem de lembrar.&quot;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjjNFkvSTKnzSS4Ytg6FUh4zHJwYJganWtorPtIStJtdlgUihOe8fOrWBQxLfwvXelw-61sam-OLbyrfULtc7O3ra8ijVAMu-Orwa-PJbyvthQK2h1DHnn-R_YJzonkjj2zd2PDhLYzyecu/s1600/FILE3415.JPG&quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjjNFkvSTKnzSS4Ytg6FUh4zHJwYJganWtorPtIStJtdlgUihOe8fOrWBQxLfwvXelw-61sam-OLbyrfULtc7O3ra8ijVAMu-Orwa-PJbyvthQK2h1DHnn-R_YJzonkjj2zd2PDhLYzyecu/s320/FILE3415.JPG&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5676346315852044834&quot; style=&quot;display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px; &quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;Rigorosas batidas que além de simétricas, desenham a esperança de um futuro melhor&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Um olhar esquivo aliado a gestos reprimidos marcam a fala de Juarez, que mesmo conversando continua quebrando as pedras. Algumas pedras chegam a lembrar de algo mitológico pelo tamanho de suas medidas. Mas logo percebo a essência do trabalho. Máquinas retiram essas grandes lascas do terreno. Entra em cena Juarez com as suas lapidadas, comprimindo estas até chegarem num formato ideal de manuseio e transporte. &quot;Se você for pegar a marreta e tentar bater nela, você não vai conseguir porque além de ser pesada tem que ter jeito. Muita gente acha que é força, mas não é não. Com o tempo fui pegando o jeito.&quot;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Agradeço a atenção e não me esqueço de alertar sobre o protetor. Rumo ao caminho escuto as rigorosas batidas, que além de simétricas, desenham a esperança de um futuro melhor. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Editado por Yorran Barone&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/feeds/5109018613959733372/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/2011/11/marretadas-da-esperanca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3287948793908709556/posts/default/5109018613959733372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3287948793908709556/posts/default/5109018613959733372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/2011/11/marretadas-da-esperanca.html' title='Marretadas da Esperança'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhHgWUAyLL0E7rg-xbLzOMSO5gG3tBjRyyrdiXJbz4pkuhyzhG7Uhj9YeM48Y1QXRTimX5ethqcd2nqnrmN4srQza0tA-NTmGL2zrZtf3nZQnv32TI3srBRRgIDlXDvtM9ArgyeiPW7Whc/s72-c/almas_singulares.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3287948793908709556.post-4524659989742278891</id><published>2011-11-23T06:24:00.000-08:00</published><updated>2011-11-23T06:24:00.948-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="As ruas de Guarapuava"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Cotidiano"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Cultura"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Especial"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Séries Especiais"/><title type='text'>Nomes de ruas: o que eles representam, afinal?</title><content type='html'>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;http://agoraunicentro.blogspot.com/search/label/As%20ruas%20de%20Guarapuava&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 100px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj518Sx6hFIkZ_zRvb9-UbO_R5MgqE8-MWqMZ37vy50XuNhE8eQbsOaRWY7aRmLVRIbpasJtx-JZyud2hgNrXrth390NnY7KG-WF7oeKLE8uM4QpTdjFQH5YRnnEAmIg9m_duQqKROMpdc/s400/Banner+Katrin+%25282%2529.jpg&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5673779761567493874&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Katrin Korpasch&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;Na matéria anterior terminamos o nosso passeio, nossa rota por algumas ruas guarapuavanas. Nesse trajeto, que resultou em 13,7 quilômetros e 20 ruas percorridas, pode-se perceber que nossas vias homenageiam pessoas que participaram da história da cidade, do Paraná, do Brasil, e até do mundo (lembre-se que logo no começo da rota passamos pela rua Albert Eistein!). Figuras conhecidas que, de alguma maneira, bem ou mal, construíram sua parte na história, e hoje estão presentes em nosso dia-a-dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEghQc2Ih1HCTaf06U-nf9qOOs1Dij51nqBUU_q_YUdF64w3qdcu0o4GbkmAt7ukCMoI5M3NEl-RFBlbMh4g7HInss5wmGqBBYEnC1_FYOFCuDpb9_39AvNcJCdgKJeoRo2x_gpisANY8E8/s1600/Imagem+11.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 185px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEghQc2Ih1HCTaf06U-nf9qOOs1Dij51nqBUU_q_YUdF64w3qdcu0o4GbkmAt7ukCMoI5M3NEl-RFBlbMh4g7HInss5wmGqBBYEnC1_FYOFCuDpb9_39AvNcJCdgKJeoRo2x_gpisANY8E8/s320/Imagem+11.jpg&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5673002966965352018&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Os nomes de muitas ruas homenageiam personalidades da história&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Porém por outras ruas não conseguimos passar, as pessoas nela homenageadas não têm seus nomes em livros e nem são conhecidos por historiadores. É nesse sentido que a série “As ruas de Guarapuava” propõe refletir. Por que vereadores decidiram nomear ruas com nomes de pessoas pouco conhecidas? Pode se tratar de reflexos de relações de poder? Ou será que são homenagens a cidadãos comuns, que também compõe a história da cidade, como propunha o professor de história da Unicentro, Ariel Pires na segunda matéria da série? E no caso de personagens conhecidos, qual é o critério de escolha? “Guarapuava, por exemplo, tem nomes de ruas de pessoas que nunca estiveram aqui, que eu não sei se fizeram alguma coisa por Guarapuava. É até falta de informação de pesquisar a vida daquela pessoa, ver se ela merecia mesmo homenagem nesse local, isso eu acho que cabe questionar sim. Nós temos em Guarapuava a rua Saldanha Marinho, o Saldanha Marinho nunca ouviu falar em Guarapuava, então pode ser que houve um erro de avaliação nesse sentido. Os vereadores demonstram pouco caso em relação a isso, eles querem homenagear alguma família, que na sequência vai lhe render votos”, comenta o professor.&lt;br /&gt;Nesse sentido, cabe o último desafio da série, você mora em uma rua que leva o nome de alguma pessoa? Sabe quem ela foi ou o que representou? Comente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Editado por Luciana Grande&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/feeds/4524659989742278891/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/2011/11/nomes-de-ruas-o-que-eles-representam.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3287948793908709556/posts/default/4524659989742278891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3287948793908709556/posts/default/4524659989742278891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/2011/11/nomes-de-ruas-o-que-eles-representam.html' title='Nomes de ruas: o que eles representam, afinal?'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj518Sx6hFIkZ_zRvb9-UbO_R5MgqE8-MWqMZ37vy50XuNhE8eQbsOaRWY7aRmLVRIbpasJtx-JZyud2hgNrXrth390NnY7KG-WF7oeKLE8uM4QpTdjFQH5YRnnEAmIg9m_duQqKROMpdc/s72-c/Banner+Katrin+%25282%2529.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3287948793908709556.post-5786829488233777576</id><published>2011-11-22T01:10:00.000-08:00</published><updated>2011-11-22T02:02:58.885-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Especial"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Made in Guarapuava"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Séries Especiais"/><title type='text'>Indústria de madeira compensada aposta na conscientização ecológica</title><content type='html'>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;http://agoraunicentro.blogspot.com/search/label/Made%20in%20Guarapuava&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 204px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhDK5Sur3JZRhUkXlMdM0uezdo_jYXS9-lwFVH9k9eoirDfZk2EJjSy44X_Jctkk5Gwn3Mb10s2OuPu5glV6cELjYbQDIMcX9GdkrytNe89S4lZMvOtotxlfZYRrDA5sI_XUH0dEv_PLDI/s400/madeinguarapuava.jpg&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5675524921938535970&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Ana Carolinna&lt;/span&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; style=&quot;font-style: italic;&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg7zTDVTq8xfZglG6xy0pu1qWo8F7DOtlHvegvXkydGIvnmSZ1krkNwh3Vv0edA5sIrQlXv1ykXd-eEnAQTmHFYNqQwkLuDUolNUbLuPJ6g0-XPOg9jiE3ViO7Vfct895zuEiLt0bROYkU/s1600/1.jpg&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;div&gt;Localizada no Terceiro Planalto Paranaense, Guarapuava tem como bioma predominante a floresta subtropical, com vastas áreas de mata de araucárias. A vegetação nativa predominante no município é uma floresta mista, composta por formações de latifoliadas e de coníferas, estas últimas representadas pelo pinheiro-do-paraná. Na área do município, há, ainda, a incidência de uma pequena extensão de campo limpo. E nesta edição do Made in Guarapuava, vamos saber um pouco mais sobre como essa riqueza é explorada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No mercado desde 1990, a Repinho - indústria de madeira compensada - é responsável por todas as etapas de fabricação dos seus produtos, desde a semente até ao beneficiamento da madeira. A Repinho produz, em moinho próprio, toda a farinha de trigo, um dos componentes no processo de fabricação da cola que é utilizada na montagem do compensado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com 400 funcionários o atributo da empresa são os projetos sociais realizados no município de Guarapuava, como explica o gerente de marketing da empresa, Fabrício Ishimoto, “em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Guarapuava, desenvolvemos o Programa Tempo Toda na Escola (PTTE Repinho), onde são desenvolvidas atividades relativas à arte, esporte, recreação, oficinas culturais e também são oferecidos atendimento”, define o gerente.  Com esse projeto são beneficiadas mais de 300 crianças, cujas famílias também participam do programa mediante reuniões, eventos e visitas.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg7zTDVTq8xfZglG6xy0pu1qWo8F7DOtlHvegvXkydGIvnmSZ1krkNwh3Vv0edA5sIrQlXv1ykXd-eEnAQTmHFYNqQwkLuDUolNUbLuPJ6g0-XPOg9jiE3ViO7Vfct895zuEiLt0bROYkU/s1600/1.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 256px; height: 320px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg7zTDVTq8xfZglG6xy0pu1qWo8F7DOtlHvegvXkydGIvnmSZ1krkNwh3Vv0edA5sIrQlXv1ykXd-eEnAQTmHFYNqQwkLuDUolNUbLuPJ6g0-XPOg9jiE3ViO7Vfct895zuEiLt0bROYkU/s320/1.jpg&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5674173727776449586&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Responsabilidade ambiental é o atributo da Repinho&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Segundo Ishimoto outra característica da empresa é o respeito às reservas de mata nativa e aos mananciais de água. “O processo de reflorestamento tornou-se uma atividade constante no Grupo Repinho, contamos com engenheiros florestais atuando dentro da empresa, além de uma rede de empresas contratadas prestando serviços nesta área”. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;A Repinho investe, ainda, no desenvolvimento florestal através de convênios com a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Universidade Estadual do Centro Oeste (UNICENTRO), auxiliando nas pesquisas e experimentos para a produção e conservação da natureza.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Através de palestras e cursos nas instalações de seus projetos sociais, a organização visa incentivar e orientar a conscientização ecológica. Além disso, todos os equipamentos utilizados nos procedimentos da indústria buscam minimizar os efeitos da poluição, como nos conta Ishimoto. “Assim a empresa se enquadra nas determinações dos órgãos ambientais (IAP – Instituto Ambiental do Paraná) e aproveitamento de materiais reciclados no cotidiano de trabalho e dentro do processo industrial”, complementa.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;Primando pela responsabilidade ambiental, a Repinho vem criando caminhos para a conscientização ecológica em esfera mundial. Com uma distribuição de serviços para todo o Brasil, o gerente afirma que a exclusividade é o mercado Europeu, devido a demanda comercial. “A empresa está buscando a excelência em todos os seus processos, seja ele fabril ou administrativo sempre com a responsabilidade ambiental e ética, mantendo os nossos princípios”, define Ishimoto.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Editado por Yarê Protzek&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/feeds/5786829488233777576/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/2011/11/arrumada-industria-de-madeira.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3287948793908709556/posts/default/5786829488233777576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3287948793908709556/posts/default/5786829488233777576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://agoraunicentro.blogspot.com/2011/11/arrumada-industria-de-madeira.html' title='Indústria de madeira compensada aposta na conscientização ecológica'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhDK5Sur3JZRhUkXlMdM0uezdo_jYXS9-lwFVH9k9eoirDfZk2EJjSy44X_Jctkk5Gwn3Mb10s2OuPu5glV6cELjYbQDIMcX9GdkrytNe89S4lZMvOtotxlfZYRrDA5sI_XUH0dEv_PLDI/s72-c/madeinguarapuava.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>