<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-341408618980811312</atom:id><lastBuildDate>Fri, 01 Nov 2024 10:39:49 +0000</lastBuildDate><category>conhecendo</category><category>editais</category><category>ensaio sobre emplasto</category><category>entre salas</category><category>maguy marin</category><category>nem tudo são flores</category><category>não são o que parecem</category><category>pensando</category><category>saiba mais</category><category>sentir ou explicar?</category><category>vencendo aos poucos</category><title>ainda bailarina aos 32</title><description></description><link>http://bailarina31.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Ariadne)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>11</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-341408618980811312.post-1404535984962435484</guid><pubDate>Sat, 25 Apr 2009 20:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-04-26T09:09:23.004-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">ensaio sobre emplasto</category><title>Ensaio sobre emplasto</title><description>&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:trebuchet ms;color:#ff0000;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://tinypic.com/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; alt=&quot;Image and video hosting by TinyPic&quot; src=&quot;http://i25.tinypic.com/1z6tbgn.gif&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;COLOR: rgb(255,0,0)&quot;&gt;Graco escreveu parte de sua história como artista no teatro, mas sempre teve paixão pela dança o que nada impede de um ator também ser bailarino ou coreógrafo. Porém ainda existem narizes que se torcem quando alguém como ele ousa e faz pesquisa e leva para cena um trabalho de dança. O que normalmente se perguntam, mas ele sabe dançar, ele fez dança onde? Realmente Graco não possui uma formação acadêmica em dança, mas sempre buscou dentro dos limites em que foi possível adentrar nesse universo. Tanto que arriscou com o curso do extinto colégio de dança do Ceará para coreógrafo, que no meu ver dentre as inúmeras dificuldades físicas que ele encontrou no seu caminho, se saiu muito bem. Fez a escolinha de ballet para homens com o melhor mestre que alguém poderia desejar Flávio Sampaio. Acho que a passagem de Graco pelo colégio de dança fez com que ele não deixasse nunca de acreditar que um ator também pode produzir excelentes idéias como bailarino. Esse tabu talvez tenha se rompido quando ele foi agraciado pelo prêmio do Rumos dança do Itaú Cultural de 2006/2007. Recentemente Graco investiu em outro solo que ele deu o nome de Emplasto, nome bem interessante e que logo nos faz refletir sobre a saúde estética do nosso corpo, segundo as cenas investidas por ele utilizando uma fita adesiva para construir um corpo “ideal”. Cada vez que ele modifica uma parte do seu corpo e faz uma seqüência de movimento que é coreograficamente a mesma para todas as cenas, na verdade pela mudança na estética do corpo a seqüência de movimento acaba sempre diferente, pois o corpo nunca se apresenta igual. É possível perceber que esse trabalho sofreu certa influência nas pesquisas que ele realizou no seu solo anterior magno_pyrol em se tratando da questão da obsessão. Embora o trabalho esteja bem amarrado dentro de uma proposta de obsessão pela estética, alguns objetos cênicos poderiam ser retirados, ou melhor, trabalhados para que o ambiente a que todas as cenas se desenvolvem não se torne bagunçado, o que faz com que o público possa vir a pensar que a proposta também seja bagunçada, quando sabemos que não é. O que sugiro é dar um ar mais clean para o ambiente onde estão os objetos cênicos. Talvez também fosse interessante ampliar mais a movimentação e buscar atingir a perfeição na repetição do movimento, talvez pelo processo de exaustão sem precisar usar tantos objetos cênicos, isso se a idéia estiver dentro de um contexto de obsessão. O importante desse trabalho que ele não cai na monotonia, o que atualmente tem sido comum no cenário da dança em geral, pois se propor a desenvolver um trabalho solo precisa estar ciente dos riscos de se cair na mesmice e chatear seu público, o que não acontece nesse caso. Agora mãos a obra e continue trabalhando nele, pois só com a experiência você vai conseguir amadurecer e chegar em parte do que você acredita ser o ideal.&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;</description><link>http://bailarina31.blogspot.com/2009/04/ensaio-sobre-emplato.html</link><author>noreply@blogger.com (Ariadne)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://i25.tinypic.com/1z6tbgn_th.gif" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-341408618980811312.post-1187598344718638976</guid><pubDate>Wed, 18 Mar 2009 16:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-04-25T14:03:02.949-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">saiba mais</category><title>Quem sou eu?</title><description>&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color:#ff0000;&quot;&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color:#ff0000;&quot;&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;color:#ff0000;&quot;&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://tinypic.com/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; alt=&quot;Image and video hosting by TinyPic&quot; src=&quot;http://i25.tinypic.com/1z6tbgn.gif&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;  style=&quot;font-family:trebuchet ms;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;COLOR: rgb(255,0,0)&quot;&gt;&lt;br /&gt;Natural da cidade de Santos/SP, formou-se em ballet clássico pela Academia de Ballet Valderez-1993. Cursou pedagogia na UNESP de Araraquara onde juntamente com outras alunas formaram um grupo de dança atuando como bailarina e professora de ballet clássico, apoiado pela instituição de ensino – 1998. Diretora, bailarina e fundadora da Cia Etra de dança contemporânea – 2001, participou de 4 edições da Bienal Internacional de dança do Ceará e 3 edições da Bienal Sesc de dança de Santos/SP. Ganhadora do prêmio de incentivo as artes com o espetáculo “De um a cinco”-2004 e “Entre e saia para as entre salas”-2006. Atualmente vem realizando pesquisas de movimento agregadas a fotografia e videodança, além de constar em sua trajetória como bailarina da Cia Etra de dança um total de 12 espetáculos de dança, 4 performances, 19 participações em Mostras, Festivais e Bienais Internacionais de Dança, 3 residências e ainda carrega consigo 10 prêmios entre destaques para coreografias e incentivos a montagens de espetáculos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://bailarina31.blogspot.com/2009/03/quem-sou-eu.html</link><author>noreply@blogger.com (Ariadne)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://i25.tinypic.com/1z6tbgn_th.gif" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-341408618980811312.post-4444214014639020035</guid><pubDate>Sat, 01 Nov 2008 03:46:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-04-25T14:08:05.609-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">maguy marin</category><title>Ensaio crítico sobre Umwelt</title><description>&lt;p style=&quot;TEXT-ALIGN: justify&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;TEXT-ALIGN: justify&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://tinypic.com/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; alt=&quot;Image and video hosting by TinyPic&quot; src=&quot;http://i25.tinypic.com/1z6tbgn.gif&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;color:#ff0000;&quot;&gt;Ao me deparar com o desafio de escrever uma crítica sobre o espetáculo &lt;i&gt;Umwelt &lt;/i&gt;da &lt;i&gt;Cia. Maguy Marin&lt;/i&gt;, por hora tive receio, pois acredito que escrever sobre o trabalho de alguém requer um certo cuidado e conhecimento do assunto. Confesso que o que sei sobre a obra de Maguy Marin é muito pouco, visto que assisti apenas a 2 espetáculos &lt;i&gt;May B e Umwelt, &lt;/i&gt;dentro de 40 já coreografados por ela. O que torna difícil produzir um texto sobre o espetáculo, o jeito é adentrar no mundo da coreógrafa e buscar entender quais reflexões devemos fazer, do que exatamente ela esta falando? Sempre me faço uma pergunta dessas quando não conheço bem o contexto a que o trabalho esta inserido, o que o coreógrafo quer provocar em nós. Muito se ouviu falar das diversas vezes em que a coreógrafa Maguy Marin causou polêmica ao público francês. Há uma coleção de artigos jornalísticos e virtuais sobre o caos que ela causou em estréias de outros espetáculos. É bem verdade que o trabalho central de sua carreira fora o &lt;i&gt;May B &lt;/i&gt;e que posso arriscar dizer que ele possui uma ligação direta com o &lt;i&gt;Umwelt &lt;/i&gt;apresentado no encontro terceira margem em Fortaleza&lt;i&gt;.&lt;/i&gt; No entanto ninguém pára e analisa sua trajetória histórica para entender um pouco de seus trabalhos. Maguy Marin vem de uma geração de coreógrafas que surgiu nos anos 80 com a explosão da dança contemporânea na França com um pequeno detalhe ela estava inserida numa tendência da nova dança francesa rica, e diversa em suas abordagens. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;color:#ff0000;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;TEXT-ALIGN: justify; COLOR: rgb(255,0,0)&quot; align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;color:#ff0000;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;TEXT-ALIGN: justify&quot; class=&quot;MsoNormal&quot; align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;color:#ff0000;&quot;&gt;O que percebo que ela mexe fundo nas feridas da sociedade francesa, pois assume uma postura política muito forte. Ao ler um pouco mais sobre as indagações da coreógrafa e suas preocupações de como afeta os que a cercam, consegui entender um pouco do incômodo que seus trabalhos causam. Embora ela afirme que esse espetáculo teve um processo bem diferente dos demais, há uma preocupação latente em sua trajetória a questão da convivência.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;TEXT-ALIGN: justify; COLOR: rgb(255,0,0)&quot; align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;color:#ff0000;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;TEXT-ALIGN: justify&quot; class=&quot;MsoNormal&quot; align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;color:#ff0000;&quot;&gt;Por horas enquanto assistia ao espetáculo e me surpreendia com tudo que saia de trás dos espelhos, percebi que ao longo das cenas que se repetia, alguma coisa havia ficado para trás, me perguntei se essas repetições eram mesmo para me fazer enxergar isso. As cutucadas sutis com cenas sobre violência, como a dos capacetes de guerra, o cuspir a comida e o chutar o bebê boneco. Percebi depois um ciclo de vida e de morte representados pelas repetições das cenas e que era exatamente ali que estava a resposta para minha pergunta. Ao ler mais sobre a coreógrafa passei a enxergar aquele momento de outra forma, não o de movimentos do cotidiano que costumamos fazer repetidas vezes e não nos percebemos fazendo, mas sim o que esses gestos representavam politicamente e filosoficamente para a sociedade pelo qual ela vive que muito pouco mudou, pois continuamos a repetir os mesmos erros.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;TEXT-ALIGN: justify; COLOR: rgb(255,0,0)&quot; align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;color:#ff0000;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;TEXT-ALIGN: justify&quot; class=&quot;MsoNormal&quot; align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;color:#ff0000;&quot;&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;/span&gt;</description><link>http://bailarina31.blogspot.com/2008/10/normal-0-21-false-false-false-pt-br-x_31.html</link><author>noreply@blogger.com (Ariadne)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://i25.tinypic.com/1z6tbgn_th.gif" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-341408618980811312.post-3204101676261650180</guid><pubDate>Sun, 21 Sep 2008 16:46:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-10-31T20:43:16.781-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">vencendo aos poucos</category><title>Um sonho que deve continuar...</title><description>&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://tinypic.com/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Image and video hosting by TinyPic&quot; src=&quot;http://i25.tinypic.com/1z6tbgn.gif&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: trebuchet ms;&quot; align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(255, 0, 0);&quot;&gt;Nessa sexta dia 19 um acontecimento marcou todos nós da dança em Fortaleza, inauguração da escola Vila das Artes, onde finalmente as novas instalações ficaram prontas!! Diga-se de passagem um lugar lindo e que respira arte. Fomos abrilhantados por uma aula inaugural ministrada por Wilemara Barros, um dos grandes nomes de professoras de ballet clássico da nossa cidade. Outras comemorações deram sequencia a noite tão aguardada por todos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: trebuchet ms;&quot; align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(255, 0, 0);&quot;&gt;Mas o esforço de ver essa escola pronta esta dentro de cada um de nós que acreditou no projeto e nas pessoas envolvidas nele. Tirando todos esse nomes de apoiadores e patrocinadores, um em especial para mim não pode deixar de ser mencionado o de Cláudia Pires, uma das grandes que sempre lutou incansavelmente por todos, mesmo quando não merecíamos. Parabéns Claudinha como gosto de chamá-la pela sua longa e árdua dedicação pela classe. Sei que existem muitos outros nomes a serem citados e peço desculpas a todos, mas meu agradecimento a Claudinha é especial e pessoal, por vários motivos secretos (hehehehe).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: trebuchet ms;&quot; align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(255, 0, 0);&quot;&gt;Dessa vez a dança deu um grande passo na cidade e espero que continue a ter seu merecido respeito, por tudo que ela representa para nós profissionais que a amamos, mesmo quando ela parece nos odiar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: trebuchet ms;&quot; align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(255, 0, 0);&quot;&gt;Obrigada a todos que colocaram parte desse sonho de todos nós de pé!!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://bailarina31.blogspot.com/2008/09/um-sonho-que-deve-continuar.html</link><author>noreply@blogger.com (Ariadne)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://i25.tinypic.com/1z6tbgn_th.gif" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-341408618980811312.post-8890241316763842061</guid><pubDate>Fri, 12 Sep 2008 14:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-09-21T10:25:23.868-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">pensando</category><title>Para um pouco e pense...</title><description>&lt;a href=&quot;http://tinypic.com/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Image and video hosting by TinyPic&quot; src=&quot;http://i25.tinypic.com/1z6tbgn.gif&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:trebuchet ms;color:#ff0000;&quot;&gt;Uma amiga uma vez durante o término de um dos nossos ensaios me entregou um papel e nele continha as seguintes coisas:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Trebuchet MS;color:#ff0000;&quot;&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Trebuchet MS;color:#ff0000;&quot;&gt;&quot;&lt;em&gt;A vida do artista não poderia deixar de ser cheia de conflitos, porque duas forças estão em guerra dentro dele-por um lado, o anseio natural do homem por felicidade, satisfação e segurança, e por outro lado uma paixão cruel pela criação, capaz de ir tão longe a ponto de anular qualquer desejo pessoal.(...) Quase não há exceções à regra de que uma pessoa deve pagar caro pelo divino dom do fogo criativo.&quot;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Trebuchet MS;color:#ff0000;&quot;&gt;                                                                                       &lt;strong&gt;Carl Jung&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Trebuchet MS;color:#ff0000;&quot;&gt;&quot; Aquele que se prende à alegria destrói as asas do viver;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Trebuchet MS;color:#ff0000;&quot;&gt;mas aquele que beija a alegria durante o vôo vive um eterno amanhecer&quot;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Trebuchet MS;color:#ff0000;&quot;&gt;                                                                                       &lt;strong&gt;Willian Blake&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Trebuchet MS;color:#ff0000;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Trebuchet MS;color:#ff0000;&quot;&gt;Fica aqui para se pensar...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://bailarina31.blogspot.com/2008/09/para-um-pouco-e-pense.html</link><author>noreply@blogger.com (Ariadne)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://i25.tinypic.com/1z6tbgn_th.gif" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-341408618980811312.post-4287260479586386430</guid><pubDate>Wed, 03 Sep 2008 14:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-09-21T10:25:23.869-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">entre salas</category><title>Maturidade total e viva a interação!!!!</title><description>&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:trebuchet ms;color:#ff0000;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://tinypic.com/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Image and video hosting by TinyPic&quot; src=&quot;http://i25.tinypic.com/1z6tbgn.gif&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Trebuchet MS;color:#ff0000;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color:#ff0000;&quot;&gt;O que dizer do espetáculo entre e saia para as entre salas?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color:#ff0000;&quot;&gt;Uma coisa é fato desde o dia de sua estréia, muita coisa mudou, e quando falo em mudança, praticamente é outro espetáculo. Porém vale ressaltar que a proposta de espetáculo-instalação e de poder ser apresentado dentro e fora da caixa preta permanecem firmes e fortes. A interatividade com o público se manteve de uma forma ainda mais ativa. Visto que para quem assistiu as primeiras versões apresentadas durante o ano de 2007 na temporada de junho, via um público que apenas entrava nas cenas finais e eram conduzidos pelos bailarinos a ocuparem os cômodos da casa e assistirem o resto do espetáculo de dentro da cena. Depois de muitas experiências hoje o público participa ativamente, entra desde o início, come pipoca, toma refrigerante sentado no sofá, e até experimenta uma refeição por vezes muito bem elaborada na companhia de uma das bailarinas, trocando idéias e conversando o tempo todo enquanto apreciam o prato que deixa muitos que ficam de fora com &quot;água na boca&quot;. Além dessas mudanças evidentes ao longo de tantos meses em temporadas, o elenco foi totalmente renovado, algumas coreografias foram modificadas e melhoradas. Por isso sempre vale a pena asssitir, pois o coreógrafo tem mantido o hábito de nos surpreender com algo diferente em cada uma das apresentações do espetáculo. Embora ele mantenha a idéia fixa no contexto geral, como o cenário e a disposição das cenas, é um espetáculo que se mantém em constante mudança, por vezes quase imperceptível, por vezes totalmente ali presente. O grande barato de assistir esse espetáculo é que não existe uma monotomia, e mesmo que você já tenha assistido outras vezes, sempre vai existir algo no qual você deixou para trás.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color:#ff0000;&quot;&gt;É um espetáculo que tem um tempo de duração na medida, existe uma harmonia em cena visível as trocas de relações entre os personagens da casa. De todos os espetáculos até hoje produzidos pelo coreógrafo Edvan Monteiro, esse em especial foi o mais bem elaborado, o mais bem pesquisado em termos estéticos e técnicos e o mais surpreendente pela delicadeza nos detalhes e o cuidado com as trocas de cenas e a interação com o público. Porém se depois de tudo isso você ainda não assistiu, não perca tempo, acompanhe a programação da Cia aqui no blog e assista, pois vale muito a pena.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://bailarina31.blogspot.com/2008/09/maturidade-total-e-viva-interao.html</link><author>noreply@blogger.com (Ariadne)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://i25.tinypic.com/1z6tbgn_th.gif" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-341408618980811312.post-2352899253929743413</guid><pubDate>Wed, 13 Aug 2008 02:34:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-09-21T10:25:23.869-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">editais</category><title>Chega de espera...</title><description>&lt;a href=&quot;http://tinypic.com/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Image and video hosting by TinyPic&quot; src=&quot;http://i25.tinypic.com/1z6tbgn.gif&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:trebuchet ms;color:#ff0000;&quot;&gt;Realmente não entendo o por quê dos editais aqui na nossa cidade, pois acabamos por nós mesmos tendo que nos virar e produzirmos independentemente de dinheiro ou não. O que é ilógico, pois se você se inscreve para um troço desses, e ganha, você tem que ter o dinheiro para fazer sua produção, seja ela para montagem, circulação, pesquisa, enfim você fica feliz ao receber a notícia e quando você acha que seus problemas acabaram... é aí que eles começam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:trebuchet ms;color:#ff0000;&quot;&gt;Como se não bastasse a cacetada de impostos e descontos, a grana acaba sendo pouca, daí seus momentos de felicidade se transformam em drama, pois a burocracia empurra com a barriga e os dias se arrastam e cadê o dinheiro afinal? Aquele que você pensou para fazer um espetáculo que você já quase terminou, porque a demora é tanta que a gente acaba estreando mesmo assim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:trebuchet ms;color:#ff0000;&quot;&gt;É uma vergonha o que fazem, a maneira como tratam os artistas e suas produções, nunca tem explicação para tanta demora, pois acho que eles acham que nós somos burros demais, então não perdem tempo explicando os cálculos mirabolantes e os inúmeros papéis que dizem que precisam passar por um tremendo corrimão de mãos, até finalmente o dinheiro ser liberado, como é que pode ter dinheiro em caixa e não pagar as pessoas é ilógico, mas é lógico para eles.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:trebuchet ms;color:#ff0000;&quot;&gt;Depois de mais de cinco meses sai o dinheiro do tal edital, ah!!! mas não sai para todos é claro, precisam demorar, arrastar mais tempo, afinal, a política esta muito ocupada com as eleições, aliás nossos políticos estão preocupados com seus bolsos, seus cargos, para quê nesse momento vão se preocupar com  a gente, porque artista não é nada, pois é assim que somos tratados aqui. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:trebuchet ms;color:#ff0000;&quot;&gt;Cansei dessa falta de respeito, desse descaso, da falta de satisfação, e dos discursos repetitivos: &quot;essa semana sai &quot;, ou na pior das hipóteses:&quot;não temos previsão&quot;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:trebuchet ms;color:#ff0000;&quot;&gt;É fds!!!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://bailarina31.blogspot.com/2008/08/chega-de-espera.html</link><author>noreply@blogger.com (Ariadne)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://i25.tinypic.com/1z6tbgn_th.gif" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-341408618980811312.post-7224826143516282034</guid><pubDate>Fri, 11 Jul 2008 17:18:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-09-21T10:25:23.870-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">sentir ou explicar?</category><title>Para quê explicar se posso sentir?</title><description>&lt;a href=&quot;http://tinypic.com/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Image and video hosting by TinyPic&quot; src=&quot;http://i25.tinypic.com/1z6tbgn.gif&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:trebuchet ms;color:#cc0000;&quot;&gt;O que posso dizer quando semana passada me vi totalmente sem chão com dois espetáculos do qual já havia assistido antes, porém com um pequeno detalhe ambos os trabalhos foram vistos por mim a exatos um ano atrás. Depois não me veio oportunidades para rever esses trabalhos. Quando assisti pela primeira vez o diagnóstico era o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://tinypic.com/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Image and video hosting by TinyPic&quot; src=&quot;http://i25.tinypic.com/1z6tbgn.gif&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt; Estréia;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://tinypic.com/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Image and video hosting by TinyPic&quot; src=&quot;http://i25.tinypic.com/1z6tbgn.gif&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Espetáculo de conclusão do curso técnico de dança do Ceará;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://tinypic.com/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Image and video hosting by TinyPic&quot; src=&quot;http://i25.tinypic.com/1z6tbgn.gif&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Nervos a flor da pele;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://tinypic.com/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Image and video hosting by TinyPic&quot; src=&quot;http://i25.tinypic.com/1z6tbgn.gif&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Ansiedade&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://tinypic.com/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Image and video hosting by TinyPic&quot; src=&quot;http://i25.tinypic.com/1z6tbgn.gif&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Amadurecimento &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:trebuchet ms;color:#cc0000;&quot;&gt;&lt;br /&gt;Naquela época não eram só esses dois trabalhos que entrariam em cena e sim mais outros três. Sentei na poltrona confortável do Teatro do Dragão do mar, olhei o programa para saber quais os espetáculos da noite e apostei todas as minhas fichas em um deles, do qual já conhecia a coreógrafa que por sinal de grande talento, porém, não fora ela que surpreendeu, e sim esses dois espetáculos do qual falarei com mais detalhes.&lt;br /&gt;O primeiro era o de Jacqueline Peixoto intitulado &lt;em&gt;Delicatesse, ensaio para ser mulher&lt;/em&gt;, segundo a própria criadora este trabalho busca um diálogo com a corporalidade feminina e é inspirada na obra de Clarice Lispector propondo um olhar sobre o dia a dia do universo feminino. Inclusive essas palavras foram colocadas como sinopse do trabalho no programa daquele dia. Quando a iluminação do palco começou a clarear a primeira cena, e a bailarina iniciou suas primeiras frases de movimento, me vi tomada de extrema atenção, pois embora o nervosismo fosse por ora evidente, a qualidade na movimentação se fazia presente. A delicadeza de cada cena, o figurino, que a meu ver deixava vibrar ainda mais esse universo feminino do qual Jacqueline propunha em seu trabalho. A música por vezes me angustiava, talvez por causa das várias cenas em que havia repetição de movimento. Quando acabou fiquei ali sentada sem reação, pois conhecendo a história de Jacqueline que vem do teatro, não imaginava assistir a um trabalho de dança tão rico em pesquisa de movimento, embora algumas más línguas diziam por aí que aquele trabalho tinha muito da assinatura de um outro coreógrafo que fora professor do curso técnico, o que eu achei o contrário, poderia até ter existido uma ajuda, mas não a assinatura de outro coreógrafo que não fosse a própria Jacqueline.&lt;br /&gt;Aquele turbilhão de sensações que me causaram esse espetáculo ficou guardada em minha memória por muito tempo, até que a exatos um ano depois fui assistir pela segunda vez a esse trabalho. O contexto era bem diferente da primeira vez que assisti, pois dessa vez ele não estava sendo apresentado dentro da caixa preta com um aparato de iluminação detalhado. Estava sendo apresentado no Mercado dos Pinhões, um local aberto onde um tablado se fazia palco e o recurso de iluminação era bem pouco. O palco era bem próximo das pessoas o que tornou a minha perspectiva como espectadora ser totalmente diferente. Escolhi dessa vez ficar bem próximo do palco o que foi ótimo, pois a minha reação de emoção me deixou realmente paralisada quando tudo terminou . Um sentimento de alegria e emoção tomou conta de mim, pois não era o mesmo espetáculo, muito havia sido modificado. O tempo havia se prolongado e cenas haviam sido acrescentadas. As bailarinas que entraram meninas há um ano atrás entraram mulheres dessa vez, mulheres expressivas, fortes e delicadas. A movimentação estava com uma qualidade incomparável há um ano, existia pontuação e textura no movimento, a repetição, marca desse processo fazia com que cada seqüência fosse sendo reinventada em cena. Havia vida, havia emoção, ao contrário do que vejo muito por aí a coreografia não era simplesmente movimento pelo movimento, cada detalhe desde um olhar, até o mexer dos cabelos tinham um significado forte e presente. Muito tentou-se debater sobre o espetáculo, houve quem quisesse explicar o que para mim naquele momento era inexplicável, pois não existia qualquer palavra que pudesse descrever a emoção que tomara conta de toda a platéia inclusive de mim, não havia ferramentas do meu intelecto que pudessem dar um significado coerente para o que eu havia assistido naquele dia.&lt;br /&gt;Ao acabar o trabalho da Jacqueline eu mal havia me refeito das emoções, sobe ao palco Márcio Medeiros com seu solo &lt;em&gt;Desespero para a felicidade ou, se eu não gostar, nada é para sempre&lt;/em&gt;. Bom esse também fora um caso a parte na primeira vez que assisti, pois eu não sabia nada sobre o Márcio e seu histórico de dança. Quando ele se colocou na boca de cena e começou a falar para o público, naquele instante ele parecia estar dentro de uma grande tela, fazendo parte de uma grande pintura, pois a cenografia me transportava para esse universo das artes plásticas. O trabalho era esteticamente bem organizado, tinha uma plástica linda, porém não consegui, embora ele tenha sido um trabalho que também ficou marcado em minha memória, ver o desespero pela felicidade, do qual o intérprete-criador se propunha, achei que a movimentação deixou a desejar, faltava algo, ficou um buraco, embora plasticamente eu tenha adorado a idéia e o trabalho. Fiquei sentada na poltrona com vontade de pedir que o Márcio me mostrasse esse desespero pela felicidade que eu não consegui achar, sai com uma sensação de vazio. Porém passado um ano fui assistir novamente o Márcio em cena que se apresentou em seqüência ao trabalho da Jacqueline. Não havia cenário, aquele visual plástico perfeito não estava lá, o que havia mesmo era o material corporal. Daí é que o negócio ficou bom, pois a seqüência de movimento era a mesma de um ano, mas com um diferencial que foi o ponto crucial para me deixar extasiada, eu via em cada cena que o Márcio repetia a reinvenção do movimento e do tempo, vi um Márcio maduro, vivo, inteiro e que conseguiu me mostrar o desespero pela felicidade. Talvez ele até quisesse que o cenário estivesse lá, mas foi bom que não estivesse, pois os detalhes ficaram mais claros, não se escondiam atrás da plástica perfeita. O mesmo processo de pontuação no movimento que tinha no trabalho de Jacqueline tinha no de Márcio, a repetição acabava se reinventando de tal maneira que não era mais repetição, vi um corpo presente, dando tudo de si pelo desespero para a felicidade, posso dizer com toda convicção que havia um derramamento de si naquele palco com propriedade, com intensidade, com maturidade. Mais uma vez não consegui encontrar ferramentas possíveis que explicassem o que sentia naquele momento, por mais que eu tentasse me faltavam às palavras, e fiquei me perguntando para quê preciso buscar significados e explicações quando posso apenas me sentar, assistir e me dar ao direito de me emocionar, nada de explicações e viva as emoções. Espero poder assistir a outros espetáculos que façam eu mais sentir do que procurar explicações.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;</description><link>http://bailarina31.blogspot.com/2008/07/o-que-posso-dizer-quando-semana-passada.html</link><author>noreply@blogger.com (Ariadne)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://i25.tinypic.com/1z6tbgn_th.gif" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-341408618980811312.post-1480594676333761261</guid><pubDate>Mon, 07 Jul 2008 00:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-09-21T10:25:23.871-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">não são o que parecem</category><title>As coisas não são o que parecem</title><description>&lt;a href=&quot;http://tinypic.com/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Image and video hosting by TinyPic&quot; src=&quot;http://i25.tinypic.com/1z6tbgn.gif&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:trebuchet ms;color:#cc0000;&quot;&gt;Muitas vezes imagino que dançar fosse apenas estar nos palcos e refletir tudo de bom que você tem dentro de si. Porém nem tudo é o que parece, muitas vezes acreditamos estar mesmo fazendo isso, um completo derramamento de si mesmo. Daí quando você descobre que precisa explicar esse derramamento de si para os outros, a coisa complica. Como explicar algo que você fez e acredita ter feito com tanta propriedade e intensidade? Porquê  explicar o que é feito no palco, não posso simplesmente fazer e pronto?Não, não podemos fazer isso impunemente, não quando abrimos as portas para o debate com o público, pois mesmo que a gente negue vamos ser levados a intelectualizar mais nossa arte, pesquisar, ir a fundo e sair dessa coisa de movimento pelo movimento. Daí pode até parecer que estou me contradizendo quando coloquei as qualidades e os defeitos de 2 espetáculos que assisti mês passado. É não estou não, pois esse derramamento de si mesmo requer muito estudo e muita compreensão intelectual, para não cometermos aquelas bobagens de iniciantes que acham que por que já possuem alguma experiência em aulas de dança, são capazes de se derramar impunemente nos palcos.São poucos os que podem ter esse privilégio de provocar o derramamento de si mesmo. E aqui nesse caso específico falo de um trabalho do qual assisti também durante o mês de junho e que causou certa polêmica devido a sua qualidade e ao contexto em que ele fora proposto. A idéia era ótima, porém foi mal empregada, ou melhor, não havia ainda maturidade o suficiente para que esta fosse aplicada nos palco, nem como experimentação. Ainda não era o momento certo, pois o próprio criador da idéia estava confuso, não sabia bem o que fazer com uma idéia tão boa. Por hora a ajuda veio, muitos compareceram para lhe dar uma luz, pois era disso que o trabalho precisava uma luz. Porém não posso afirmar que o criador do trabalho é um coreógrafo ou um intérprete criador por excelência, pois a imaturidade, talvez pela pouca idade, era transparente. Muita coisa durante a apresentação me deixou aflita, mas só uma me incomodava mais, o despreparo do elenco e do próprio autor (acho melhor colocar assim) do trabalho ao defender suas idéias dos que participaram do debate ou dos que “vieram trazer uma pequena luz”. Por isso assumi um lema talvez um pouco radical, porém eficaz para mim quando assisto a qualquer espetáculo de dança: “Qualquer um pode dançar, mas nem todos deveriam.” &lt;/span&gt;</description><link>http://bailarina31.blogspot.com/2008/07/muitas-vezes-imagino-que-danar-fosse.html</link><author>noreply@blogger.com (Ariadne)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://i25.tinypic.com/1z6tbgn_th.gif" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-341408618980811312.post-8172779874454260508</guid><pubDate>Fri, 27 Jun 2008 21:56:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-09-21T10:25:23.871-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">nem tudo são flores</category><title>Nem tudo são flores</title><description>&lt;a href=&quot;http://tinypic.com/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Image and video hosting by TinyPic&quot; src=&quot;http://i25.tinypic.com/1z6tbgn.gif&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falar de dança não é sempre uma tarefa fácil. Precisamos muitas vezes de ferramentas que nem todos possuem, principalmente em se tratando de um bailarino falando do trabalho de outro. Pois o que nós bailarinos sabemos com certeza é a respeito de movimento, aquele que na maioria das vezes nos motiva a dançar. No entanto estou caminhando em busca de tais ferramentas que me possibilitem olhar a minha dança e quem sabe a do outro com mais cuidado e propriedade.&lt;br /&gt;Hoje como bailarina e intérprete assisto a muitos espetáculos de dança sempre que posso. Como é muito do senso comum há aqueles em que gostamos e os que não gostamos. Aí é que mora o perigo! Será que é certo gostar por gostar e não gostar por não gostar? Me fiz essa pergunta muitas vezes ao longo de minha vida como espectadora de dança. Porém encontrei especificamente ontem a resposta para essa pergunta, e acredito que foi por causa das poucas ferramentas que venho me apropriando. Assisti 2 espetáculos completamente diferentes em tudo, até no contexto em que eles se encontravam. O primeiro tinha um formato bem redondinho , onde se encaixava em suas características, perfeitamente dentro das regras de FESTIVAL DE DANÇA, onde este se inseria. O segundo que assisti pouco mais de meia hora depois, seguia na contramão de um formato de FESTIVAL. Por sinal foi o que particularmente &quot;mais gostei&quot;. Vou aqui tentar explicar com as poucas ferramentas que possuo o porquê gostei mais de um e não do outro.&lt;br /&gt;O primeiro inserido no FESTIVAL não conseguiu me prender a atenção, embora segundo comentários nos bastidores, &quot;t&lt;span style=&quot;FONT-STYLE: italic&quot;&gt;emos uma metre de ballet excepcional e muito, mas muito mais famosa que a Toshico&quot;( &lt;/span&gt;palavras de um bailarino do elenco em uma conversa totalmente descontraída que tive com ele, poucos minutos antes de seu grupo entrar em cena). Os bailarinos eram realmente muito bons tecnicamente, isso talvez fosse mesmo pela tal metre de ballet. Porém deixou a desejar em termos de construção coreográfica, era movimento pelo movimento a exploração máxima da técnica e das habilidades de cada bailarino, não me parecia que existia pesquisa (posso estar totalmente errada), não tinha algo que me fizesse refletir questões pertinentes a contemporaneidade. Para mim era um trabalho com características bem modernas em sua composição estética, embora eles se intitulassem o trabalho como sendo de dança contemporânea. Bailarinos colocadinhos em cena, havia a preocupação com a frontalidade, o figurino entregava que aquilo era um espetáculo para FESTIVAL, tudo bem igualzinho do cabelo ao tênis. Não mexeu comigo, meu filho de 1 ano e 7 meses que adora assistir dança, não teve paciência de esperar até o fim. Daí você deve estar se perguntando, o que um bebê entende disso? Ah!!!!Muita coisa eu garanto!!!!&lt;br /&gt;Bem os segundo espetáculo do qual &quot;gostei&quot;, provocaram em mim diversas questões já logo no início. Os bailarinos em cena não possuiam em sua Cia uma &quot;metre de ballet excepcional&quot;, mas carregavam consigo uma experiência de vida que se fazia latente a cada instante em que prosseguia o espetáculo. Todos os bailarinos possuiam ALMA e não executavam movimento pelo movimento. Todas as cenas tinham a medida e o tempo certo, sem contar a iluminação que foi fantástica para a construção de todo o trabalho. Nada exagerado, nada redondinho e com uma fórmula pronta. A pesquisa que fizeram era clara em sua existência, havia propriedade no trabalho, além é claro de uma interação muito interessante com o público que o outro espetáculo não explorou. E MEU FILHO PRESTOU ATENÇÃO DO COMEÇO AO FIM.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;</description><link>http://bailarina31.blogspot.com/2008/06/falar-de-dana-no-sempre-uma-tarefa-fcil.html</link><author>noreply@blogger.com (Ariadne)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://i25.tinypic.com/1z6tbgn_th.gif" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-341408618980811312.post-2886281470119137992</guid><pubDate>Sun, 22 Jun 2008 02:38:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-09-21T10:25:23.872-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">conhecendo</category><title>Me conhecendo</title><description>&lt;a href=&quot;http://tinypic.com/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Image and video hosting by TinyPic&quot; src=&quot;http://i25.tinypic.com/1z6tbgn.gif&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia de criar esse blog partiu depois que descobri fazendo um blog para a minha Cia, o quanto isso era legal, partilhar ideias, receber sugestões, mostrar fotos... No começo penei bastante para fazer o blog da minha cia, pois vi muitos outros e percebi que para fazer com que as pessoas gostassem do meu blog e se interessassem pelo trabalho de dança que a minha cia desenvolve, precisaria melhorar a cara dele. Ainda não esta como eu imagino, mas muita gente já viu e gostou e isso me deixou com mais vontade de investir nessa febre de blogs. Ate porque a gente acaba aprendendo se gostar do assunto, muita coisa, li muitos tutoriais e aos poucos fui compreendendo o significado das ferramentas para deixar o blog bacana. Enfim, agora que fiz minha parte de marketeira para a minha cia que alias se quiserem e só acessar &lt;a href=&quot;http://www.ciaetradedanca.blogspot.com/&quot;&gt;http://www.ciaetradedanca.blogspot.com/&lt;/a&gt; e conferir, resolvi montar esse blog mais pessoal, para dividir com aqueles que curtem dança contemporânea e os que estão aprendendo a curtir ideias, debates, informações e experiência. Aos poucos durante a labuta de ensaiar, cuidar de filho, marido e casa, vou construindo as paginas desse blog.&lt;/span&gt;</description><link>http://bailarina31.blogspot.com/2008/06/ideia-de-criar-esse-blog-partiu-depois.html</link><author>noreply@blogger.com (Ariadne)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://i25.tinypic.com/1z6tbgn_th.gif" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item></channel></rss>