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	<title>Alexandre Maron</title>
	
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	<description>Comentários aleatórios sobre cultura POP e inutilidades</description>
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		<title>Teste</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Aug 2010 11:25:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Maron</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Teste No related posts.


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Teste</p>


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		<title>Charles Darwin (2006-2010)</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Aug 2010 18:56:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Maron</dc:creator>
				<category><![CDATA[Amigos]]></category>
		<category><![CDATA[Cachorros]]></category>
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		<description><![CDATA[Aniversário do Darwin from alexmaron on Vimeo. No domingo, montamos uma festinha na pracinha onde o Darwin cresceu. Ali, conheci grande parte do circulo de amigos que tenho hoje fora do trabalho. Gente apaixonada, como eu e a Mônica, pelos seus cachorros. Ontem, o Darwin morreu durante a cirurgia delicada em que retiraram um tumor [...]


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<li><a href='http://www.alexmaron.com.br/2010/08/17/me-ensine-mais-uma-coisa-darwin/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Me ensine mais uma coisa, Darwin'>Me ensine mais uma coisa, Darwin</a></li>
<li><a href='http://www.alexmaron.com.br/2010/06/18/darwin-as-pequenas-vitorias-diantes-das-grandes-derrotas/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Darwin: As pequenas vitórias diante das grandes derrotas'>Darwin: As pequenas vitórias diante das grandes derrotas</a></li>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/14242133" width="400" height="300" frameborder="0"></iframe>
<p><a href="http://vimeo.com/14242133">Aniversário do Darwin</a> from <a href="http://vimeo.com/alexmaron">alexmaron</a> on <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
<p>No domingo, montamos uma festinha na pracinha onde o Darwin cresceu. Ali, conheci grande parte do circulo de amigos que tenho hoje fora do trabalho. Gente apaixonada, como eu e a Mônica, pelos seus cachorros.</p>
<p>Ontem, o Darwin morreu durante a cirurgia delicada em que retiraram um tumor alojado no peito, exatamente no lugar de onde foi amputada a sua pata dianteira direita. Foi uma cirurgia complexa e longa. No final, ele não resistiu.</p>
<p>Não posso dizer mais nada para ele agora. Felizmente, eu disse muitas vezes o quanto o amava. Eu o beijei e o aninhei. Eu passei noites em claro ao lado dele e fui passear no meio da madrugada, quando senti que ele precisava fazer xixi e não dava pra esperar. Talvez ele não entendesse o que significava &#8220;eu te amo&#8221;, mas tenho certeza de que ele sacava o que era aquele pacote completo de carinho.</p>
<p>Quando o nosso maltês morreu subitamente em abril, quando, no dia seguinte, descobrimos que o Darwin tinha câncer, eu senti aquela determinação ignorante de que, com tempo para agir, com a determinação de lutar, ele ia ser salvo. Quebrei a cara. A gente perdeu todas as brigas. Não tínhamos a menor chance. Nunca tivemos. Só quando acabou isso ficou claro.</p>
<p>Agora eu olho esses momentos no vídeo e sinto a agonia do passado perdido. Tento lembrar do que eu senti quando o carreguei na hora dos parabéns só três dias atrás. Me escapa. Me dói que escape. Ficaram as imagens e a minha tentativa de lembrar as sensações. Faz pouco tempo, que eu podia tê-lo nos braços e sentir sua respiração e as batidas do seu coração. Agora tenho os vídeos e as muitas fotos do meu ogrinho.</p>
<p>Não vou dourar a pílula. Ficou um vazio enorme, sim. And the rest&#8230; The rest is silence.</p>


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		<title>Me ensine mais uma coisa, Darwin</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Aug 2010 11:20:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Maron</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ateísmo]]></category>
		<category><![CDATA[Cachorros]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Darwin]]></category>

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		<description><![CDATA[Meu drama não é maior do que o de ninguém. Aliás, para algumas pessoas, é coisa de uma drama queen. Mas é o drama que me cabe nesse momento, é a minha vida. Meu cachorro está morrendo. Um dia depois do outro. Eu percebo isso e, às vezes, acho que ele também. Mas ele mantém [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.alexmaron.com.br/wp-content/uploads/2010/08/darwin_narigao.jpg" alt="" title="darwin_narigao" width="450" height="600" class="alignnone size-full wp-image-3336" /></p>
<p>Meu drama não é maior do que o de ninguém. Aliás, para algumas pessoas, é coisa de uma drama queen. Mas é o drama que me cabe nesse momento, é a minha vida. Meu cachorro está morrendo. Um dia depois do outro. Eu percebo isso e, às vezes, acho que ele também.</p>
<p>Mas ele mantém a dignidade. Continua doce, continua atento, só ficou um pouco mais caprichoso na hora de comer e mais desanimado com qualquer coisa que não seja ir para a rua passear.</p>
<p>Ele brinca com o &#8220;irmão&#8221; recém chegado, o maltesinho Nano. É de uma delicadeza comovente. Principalmente se a gente se toca de que a maltesa (Sophia Loren) toda hora machuca o Nano nas brincadeiras, enquanto o Darwin jamais arrancou um grito que fosse. Chega a ser especialmente engraçado ver o maltês praticamente dentro da boca do labrador. Mas Darwin sempre foi assim mesmo, de uma doçura à toda prova.</p>
<p>Nos últimos meses, a cada derrota, cada vez que algo que tentamos falhou, eu fui ficando mais humilde. Fui lembrado da nossa impotência e, na fase de barganha, comecei a ter sentimentos horríveis em que relativizei o destino ingrato do meu cachorro. Podia ser pior, tentei acreditar. </p>
<p><span id="more-3335"></span></p>
<p>Se eu fosse religioso, se eu fosse capaz de pensamento mágico, seria mais fácil. Eu atribuiria ao Darwin algum destino especial: um aviso, uma missão de aprendizado. Seria mais fácil. Ele acaba fazendo isso tudo por linhas tortas. Darwin me lembrou que o fim é logo ali. Que pode acontecer todos os dias e que precisamos estar atentos. Assim como meu pai e meu irmão me lembraram quando eu ainda era uma criança e os perdi subitamente. Desde então, a vida me deu uma longa trégua e eu meio que me esqueci do óbvio. Ser lembrado da nossa mortalidade, de vez em quando, pode ser útil e educativo. Nos reconectar com o que realmente importa. Mas não. Não acredito em missões. Acredito no resultado de viver nossos percalços e nossas dores. </p>
<p>Eu acredito em nós vivendo a vida. E morrendo também. É uma das etapas inevitáveis. Uns duram mais, outros duram menos. O que a gente é capaz de fazer com esse tempo? Que chance temos? Que diferença faz, hein?</p>
<p>Se você é como eu, pensa que faz diferença pra quem fica, pelo menos. É o que me é garantido. Eu não sei o que me acontecerá quando eu morrer. Mas o efeito que eu posso ter na vida das pessoas que me cercam é a única coisa sobre a qual eu tenho algum controle.</p>
<p>E o efeito do Darwin, meu cachorro desimportante no grande plano geral das coisas? O efeito dele foi enorme na minha vida. Nas pequenas e nas grandes coisas. Por que ele estava aqui do meu lado, eu fiz amigos incríveis. Eu passei por lugares pelos quais eu nunca passaria, eu fiz coisas que nunca pensei em fazer. Eu senti novos sentimentos ou novas versões de velhos sentimentos. Até em sua ausência, no ano sabático na Inglaterra, ele fez uma enorme diferença. Eu pensando nele e aquele bocó seguindo sua vida por aqui. Eu imaginando os passeios que teria feito com ele, os fins-de-semana nos parques de Londres. Cada vez que via cachorros brincando com seus donos por lá, meu coração apertava de saudades. Enquanto isso, o Darwin era a sombrinha passando por trás da minha mulher nas conversas pela webcam.</p>
<p>Lembro do dia em que eu cheguei no Brasil depois de sete meses inteiros longe de casa (eu tinha voltado para o Natal). Entrei com aquele monte de malas e ele veio, parou por um segundo sentindo os cheiros e verificando se era eu mesmo. Aí, de repente, ele entendeu que a identificação era positiva. Correu na minha direção pulando que nem um louco. Ufa. Juro que achei que ele tinha se esquecido de mim. Como eu pude duvidar dele, caramba?</p>
<p>Por isso sempre vale a pena. Por isso eu tento mais uma vez ganhar o que quer que exista de tempo extra, desde que isso seja razoável pra ele. No momento, uma massa alienígena cresce no peito do cachorro que eu amo tanto. Ele vai morrer em algumas semanas se eu não fizer nada. Se a cirurgia der certo, pode durar seis meses. Quem sabe um ano? Se não funcionar, posso perdê-lo em alguns dias. Pode ser hoje mesmo. </p>
<p>Estou apavorado com o que tenho pela frente. Como enfrentar o pós-operatório? As dores? O rosto dele me pedindo ajuda? Como? E se ele morrer? E a cada etapa, a cada novo terror que ter um cachorro jovem e doente em casa nos proporciona, a gente vai mais fundo no amor irracional. É um caminho sem volta no reencontro com seu eu básico anestesiado pelo trabalho, pelos estresses do cotidiano. É meio que voltar a ter 15 anos e não estar desiludido com um monte de coisas. É voltar a acreditar em coisas que eu deixei de lado. E recobrar a inocência perdida. Juro que é. Chorar por um cachorro é uma lição de humildade e de humanidade. Só seres complexos como nós são capazes desse nível de empatia. Bom, eu aprendi que os cachorros são capazes disso também. Mas isso está aberto para discussão por aí. </p>
<p>Ontem, fiquei vendo as fotos da festinha que fiz pros quatro anos dele. Uma festinha pra nós, eu e minha mulher, claro. Era uma despedida também, porque a gente não sabe quanto tempo mais tem pela frente. Mas sabe que esse provavelmente foi o último aniversário do Darwin.</p>
<p>Mas acima de tudo, fazer a festa na praça em que ele aprendeu seus primeiros passos no mundo dos humanos foi incrível. Ver o carinho das pessoas ao redor. Gente que viu ele roubar bolsas e chapéus e correr com eles na lama. Que viu ele crescer e se tornar um labrador preto lindo, doce, equilibrado. Que sofreu com cada capítulo da história recente, mas que riu muito com as cachorradas dele. Foi emocionante ver essa turma ir dar força pra nós, a família que o Darwin fez feliz. Então, não sejamos inocentes, tentamos fechar um capítulo e fazer uma catarse coletiva. Foi uma forma de dizer &#8220;eu te amo, Darwin&#8221;, &#8220;obrigado, Darwin&#8221;, &#8220;me ensine a acreditar em milagres, Darwin&#8221;. Já que ele me ensinou tantas coisas, mesmo sem saber nem querer, eu queria aprender mais essa.</p>


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		<title>A Fnac falha com o cliente (eu) uma, duas, três… várias vezes :(</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Aug 2010 02:22:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Maron</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acredite se quiser...]]></category>
		<category><![CDATA[Indignação]]></category>

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		<description><![CDATA[Como pode uma empresa falhar tão estupidamente com um cliente? Em 2008, eu comprei um MacBook na Fnac de Pinheiros. Ao longo dos últimos anos, fiz dezenas de outras compras de valores menores. Várias vezes na casa das centenas de reais. Ano passado, comprei meu iPhone lá. Paguei R$ 900. Algumas semanas atrás, notei que [...]


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como pode uma empresa falhar tão estupidamente com um cliente?</p>
<p>Em 2008, eu comprei um MacBook na Fnac de Pinheiros. Ao longo dos últimos anos, fiz dezenas de outras compras de valores menores. Várias vezes na casa das centenas de reais. Ano passado, comprei meu iPhone lá. Paguei R$ 900.</p>
<p>Algumas semanas atrás, notei que o botão do vibracall do meu telefone estava dando mau contato. Com preguiça de passar por um processo irritante de troca, fiquei bobamente torcendo pro problema se resolver sozinho. Piorou, claro. Como o iPhone ainda não tem assistência técnica no Brasil, qualquer defeito comprovado dentro da garantia de um ano significa uma troca de aparelho. Ridículo, mas é assim que funciona.</p>
<p>Fui até uma loja da Vivo. O funcionário estava pronto para trocar meu aparelho quando pegou a nota e viu que a compra tinha sido efetuada numa Fnac. &#8220;Vecê tem que trocar por lá&#8221;, avisou.</p>
<p>Lá fui eu até a loja. Lá e os funcionários, com roupinha preta da Apple, me avisam que eu tinha que fazer a troca na Vivo. Desconfiado, sem sair da loja, ligo para a Vivo. Depois de esperar dez minutos para ser atendido, caio com o milésimo atendente mal educado (uma especialidade da minha operadora, vai entender) que me informa que eu teria que resolver o problema com a Fnac. Ponto final. Mas, pense bem: já começou mal, tentando se desviar do cliente.</p>
<p>Ah, tem mais&#8230;</p>
<p><span id="more-3330"></span></p>
<p>Procuro o atendimento de pós-venda e sou informado que preciso voltar outro dia quando um funcionário que não estava lá, e que era responsável pela triagem, poderia me atender. Com minha nota fiscal nas mãos, sou avisado de que vão me ligar.</p>
<p>Me ligam dois dias depois e me avisam que eu poderia ir lá a partir das 14h. Lá vou eu. Subo pro pós-venda e, de lá, sou mandado para o andar debaixo onde o tal funcionário especial iria me atender. Para minha surpresa, essa pessoa é o mesmo cara que tinha me dado a informação errada no outro dia. Por que me pediram pra voltar outro dia, então?</p>
<p>Você acha que ele fez um exame detalhado do aparelho que justificasse eu ter que voltar lá outro dia? Não, não. Eu engulo minha irritação e espero que o cara olhe meu aparelho. Abriu o compartimento do chip para ver se não havia água e apenas disse o óbvio: vamos ter que trocar. Eu subo, o funcionário entra para pegar o aparelho e eu vou tirando meu chip e fazendo o apagão de dados. Só aí, o funcionário avisa que não tem o aparelho. Opções: trocar por outro de minha preferência. Legal. Então eu poderia comprar um de 32 giga, por exemplo. Pagaria apenas a diferença. Acontece que eles nao assumiam uma troca proporcional. Eles colocam o preço do aparelho contra o outro. Como eu paguei 900 e o aparelho de 32 giga custa 2000 sem o bônus, era inviável pensar em  pagar a diferença. Eu peço que eles localizem um aparelho de 16 giga em alguma loja.</p>
<p>Eles me pedem que EU ligue para a outra loja e peça para reservarem o aparelho. Como assim? Eu que tinha que ligar? Estou dentro de uma Fnac, oras. Vai daí que eu aviso que fiz o wipe do aparelho e ele nao funciona mais. O funcionário liga, confirma a existência de um iPhone 16 3GS de 16 giga de memória. Está esperando por mim. Nossa, como foram bonzinhos, hein? Pego a moto e corro até lá.</p>
<p>Chego na loja, aviso o que aconteceu e, depois de alguns segundos, surge uma funcionária que me avisa que, puxa, eles não têm o aparelho. Mas como assim? Não tinham dito que tinham? É. Mas não têm.</p>
<p>Eles não têm, não sabem quando vão ter e só fazem trocas naquelas condições malucas em que meu telefone vale 900 e o deles 2000.</p>
<p>Isso, depois de me fazerem voltar sem necessidade na loja.</p>
<p>Depois, me fizeram ir a outra loja atrás de um aparelho que não estava lá.</p>
<p>Após tudo isso, me dizem &#8220;sinto muito&#8221;.</p>
<p>Me sinto um idiota. Fui mal atendido em todas as etapas. A Fnac não merece meu dinheiro, nem meu respeito. Tiveram várias chances de me atender direito e falharam em todas. É muito desinteresse e incompetência.</p>
<p>O atendimento é ruim, os processos são ruins, o controle de estoque é ruim. Me destrataram e não se importatam com meu conforto nem bem estar. </p>
<p>No fim das contas, é o relato sincero de um consumidor. EU provavelmente vou comprar de novo lá, quando me faltar uma opção, quando eu precisar comprar algo de última hora que não encontrar em outros lugares. Mas a chance de eu tomar a decisão de comprar um produto caro de novo por lá é zero. </p>


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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>O atropelamento que revelou o strike moral</title>
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		<comments>http://www.alexmaron.com.br/2010/07/25/o-atropelamento-que-revelou-o-strike-moral/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 25 Jul 2010 15:49:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Maron</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acredite se quiser...]]></category>
		<category><![CDATA[Cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia de Botequim]]></category>

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		<description><![CDATA[O caso do atropelamento do filho da atriz Cissa Guimarães é exemplar de tudo que está errado na nossa sociedade. É uma tentação explicar os fracassos do Rio por aqui, mas não é justo. O problema é geral. Esse caso poderia se repetir em qualquer canto do país. É um strike moral em todos os [...]


No related posts.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O caso do atropelamento do filho da atriz Cissa Guimarães é exemplar de tudo que está errado na nossa sociedade. É uma tentação explicar os fracassos do Rio por aqui, mas não é justo. O problema é geral. Esse caso poderia se repetir em qualquer canto do país. É um strike moral em todos os níveis. Um fracasso para todos nós.</p>
<p>Primeiro, jovens sem limites atropelam uma pessoa e, tendo a opção de socorrer, fogem. Um absurdo total. </p>
<p>Depois que fazem a besteira, pedem ajuda aos pais, claro. Esses, em vez de dar o exemplo e explicarem que eles precisam enfrentar as consequências de seus atos, acobertam o crime.</p>
<p>Entra a polícia carioca. Essa maravilha. Toda vez que damos de cara com um caso rumoroso descobrimos que, embora a corporação não esteja toda contaminada pela corrupção (como insiste em afirmar o Governador do Rio), ela está curiosamente bem distribuída, de modo a estar presente em várias situações de destaque. Basta puxar um fio e ela aparece. Muito hábeis os corruptos, impressionante.</p>
<p><span id="more-3325"></span></p>
<p>Vai daí que, em vez de socorrer a vítima. Em vez de pegar culpados. Nossos agentes, que sempre são a exceção e não a regra, foram tentar arrancar R$ 10 mil para fazer a coisa toda desaparecer. E os pais iam pagar. Não vamos fingir que não entendemos. Eles estavam preparados para pagar para fazer o problema desaparecer.</p>
<p>Aí, quando descobrem que a vítima era filha de uma pessoa conhecida, entram em pânico e resolvem abrir o bico. Sim, porque, afinal, se ele não tivesse morrido, tudo bem. Podia ter ficado só paraplégico, só em coma eterno. Tudo bem.</p>
<p>Vinte e cinco anos atrás, meu irmão, pilotando uma motocicleta, foi abalroado por um carro na perimetral, na cidade do Rio de Janeiro. Ficou três dias em coma após uma cirurgia e, depois de ser declarado um vegetal, não resistiu e morreu. Nunca soubemos quem o atingiu. Nunca vamos saber. Mas já naquela época emergiu o óbvio: não há limites para a covardia humana. E num lugar com famílias de padrões éticos e morais degradados e polícia corrupta, a covardia tem terreno fértil para se proliferar.</p>
<p>E, por fim, quando falo de padrões éticos e morais, é uma boa oportunidade para colocar em perspectiva algo mais complexo. Porque enquanto as pessoas se preocupam em enquadrar orientação sexual em ética e moral, em justificar escolhas religiosas na sua lente, deixam de se preocupar com coisas mais básicas e universais. Coisas como ajudar o próximo, ser honestos, zelar pelo bem individual e pelo comum. Enquanto gasta-se uma energia desproporcional para bloquear direitos civis que nem deveriam estar estar em discussão pela obviedade (casamento CIVIL gay, alguém?), os jovens das famílias acima de qualquer suspeita vão cometendo atos imperdoáveis e insanos como esse do atropelamento no Rio. </p>
<p>Ah se eles resolvessem casar com alguém do mesmo sexo&#8230;</p>


<p>No related posts.</p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>O cachorrinho perneta num mundo sem noção</title>
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		<comments>http://www.alexmaron.com.br/2010/07/20/o-cachorrinho-perneta-num-mundo-sem-nocao/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 20 Jul 2010 05:18:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Maron</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cachorros]]></category>
		<category><![CDATA[Esta é a minha vida...]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia de Botequim]]></category>
		<category><![CDATA[Darwin]]></category>

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		<description><![CDATA[Ter um cachorro de três pernas é uma atração à parte, ao que parece. Nos passeios de todas as noites, eu sou parado o tempo todo com pedidos de explicações sobre o motivo da falta da perna do meu cachorro. Contexto, contexto. As semanas de recuperação foram legais. O Darwin foi ficando mais forte a [...]


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ter um cachorro de três pernas é uma atração à parte, ao que parece. Nos passeios de todas as noites, eu sou parado o tempo todo com pedidos de explicações sobre o motivo da falta da perna do meu cachorro.</p>
<p>Contexto, contexto. As semanas de recuperação foram legais. O Darwin foi ficando mais forte a cada dia, o paladar voltou. Eu comecei a ter esperanças de que o pior estava para trás e que tínhamos pela frente alguns meses de tranquilidade. Até que, na semana passada, numa das trocas de curativo, eu notei uma bolinha vermelha na cicatriz da cirurgia. Fiquei assustado, mas podia ser só uma bolhinha por conta do esparadrapo. Sabe-se lá.</p>
<p>Era o tumor de volta. Claro. O que mais? Até aqui, sempre que algo pode dar errado. Bem. Dá. Não foi diferente. Entrei em agonia. Fiquei desolado. Eu estava começando a ver a vida voltar ao normal.</p>
<p>Nessas semanas de recuperação, eu ia respondendo às perguntas com uma versão resumida da história do tumor, da amputação etc. E sempre terminava com uma nota de esperança. Mudei meu discurso. Agora eu não me permito mais viver em negação. Eu preciso aceitar que o tempo está contra nós.</p>
<p>Então, em vez de maquiar a situação eu simplesmente conto a história e termino com &#8220;É, mas o tumor voltou&#8221;. É isso. Aceite o destino estúpido. Tudo agora se resume a levar a briga para outro campo. Ganhar tempo, lutar por qualidade de vida e conforto pro meu pretinho. Então, meu discurso é pra mim também. Me ajuda a aceitar o que vem pela frente. Me ajuda a organizar minha cabeça, minhas expectativas e a colocar as coisas em perspectiva. Realidade.</p>
<p>Hoje, fui passear com o Darwin nos arredores e cruzei com várias pessoas que iam me perguntando, de novo e de novo, o que houve. Uma delas, um motorista de ônibus esperando começar sua próxima viagem, me parou e perguntou porque o Darwin &#8220;estava aleijado&#8221;.</p>
<p><span id="more-3323"></span></p>
<p>Eu pacientemente contei o que tinha acontecido. As perguntas sem noção foram saindo naturalmente e culminaram com&#8221;: &#8220;você vai sofrer muito quando ele morrer, né?&#8221;</p>
<p>Por mais bem intencionadas que sejam, as pessoas em geral não me ajudam em nada com suas histórias, na maior parte das vezes, desastradas. Chego a pensar em passar a ignorá-las. É algo muito irritante. A quantidade de afirmações insensíveis vinda de estranhos é enorme. Pessoas que te param apenas para dizer que o cachorro tal -que elas conhecem do vizinho, primo, tio, amigo, o que for- MORREU. Sempre de uma forma horrível. É tudo que elas têm pra me dizer? Jura? Obrigado.</p>
<p>Outras pessoas olham pro Darwin e se referem a ele como, pronto, morto. Favas contadas. Mas ele está aqui ainda. Está ainda bem. Dormindo ao lado da minha cama. Ainda posso abraça-lo mais um pouquinho, mas estou me desapegando, me preparando para tomar qualquer decisão necessária <strong>por ele</strong> e não <strong>por mim</strong>.</p>
<p>Decidi que não vou permitir que ele sofra mais. Se a quimio não conseguir parar o tumor dessa vez, é hora de tomar uma decisão dura. Não sei se vou submetê-lo a mais uma cirurgia. Já foram quatro nos últimos seis meses. Anestesia, recuperação, antibióticos, mal estar, enjôo. Tudo de ruim seguidamente num ritmo sem fim. Não sei. A verdade é que muitos donos se apressam em sacrificar seus cachorros porque não aguentam mais o tormento. Repito: Tem que ser por ele, não por mim. Espero ter a clareza de tomar as decisões certas.</p>


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		<title>Lassie Feelings</title>
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		<comments>http://www.alexmaron.com.br/2010/07/17/lassie-feelings/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 17 Jul 2010 06:45:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Maron</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acredite se quiser...]]></category>
		<category><![CDATA[Cachorros]]></category>

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		<description><![CDATA[O filme original da Lassie conta exatamente essa história. Aí você diz&#8230; É só um filme. No related posts.


No related posts.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O filme original da Lassie conta exatamente essa história. Aí você diz&#8230; É só um filme.</p>
<p><object width="480" height="392"><param value="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf" name="movie" /><param value="high" name="quality" /><param value="midiaId=1301670&#038;autoStart=false&#038;width=480&#038;height=392" name="FlashVars" /><embed width="480" height="392" flashvars="midiaId=1301670&#038;autoStart=false&#038;width=480&#038;height=392" type="application/x-shockwave-flash" quality="high" src="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf"></embed></object></p>


<p>No related posts.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Maus, I Will Survive e a sorte dos sobreviventes do holocausto</title>
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		<comments>http://www.alexmaron.com.br/2010/07/14/maus-i-will-survive-e-a-sorte-dos-sobreviventes-do-holocausto/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 14 Jul 2010 01:52:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Maron</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia de Botequim]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Videoteca]]></category>

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		<description><![CDATA[Não achei engraçado nem desrespeitoso, como tenho certeza que muita gente vai dizer que é. Achei&#8230; Curioso. De tudo que eu vi e li sobre o Holocausto acho que o que mais me tocou foi Maus, álbum do Art Spiegelman que me demoliu emocionalmente. O pai do protagonista conta toda sua saga de sobrevivência às [...]


No related posts.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não achei engraçado nem desrespeitoso, como tenho certeza que muita gente vai dizer que é. Achei&#8230; Curioso.</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/EUvo5OHH6o8&amp;hl=en_US&amp;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/EUvo5OHH6o8&amp;hl=en_US&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p>De tudo que eu vi e li sobre o Holocausto acho que o que mais me tocou foi <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Maus">Maus</a>, álbum do Art Spiegelman que me demoliu emocionalmente. O pai do protagonista conta toda sua saga de sobrevivência às atrocidades do regime nazista. No final, não lembro se é ele que fala sobre como as pessoas olham o valorizam como um lutador que sobreviveu por que se negou a morrer ou porque era especial.</p>
<p>Não. Diz o personagem. Sobreviveu porque teve sorte. Outras pessoas tiveram garra, tiveram fibra, foram inteligentes e simplesmente morreram ao acaso, ao bel prazer de algum louco homicida. </p>
<p>Querer muito viver não era o suficiente. Sobreviver ao terror nazista, à insanidade daquele regime era, na enorme maioria das vezes, obra do acaso. <del datetime="2010-07-14T02:40:57+00:00">Esse bem-humorado &#8220;I Will Survive&#8221; no vídeo acima soa então como uma bobagem, mesmo que a gente tente achar alguma interpretação edificante na letra da música. O clipe é até bem intencionado, até quer ser engraçado, mas para mim erra o alvo.<br />
</del><br />
Atualização: O Leandro avisa nos comentários que é justamente esse comentário que eu citei, da sorte pura, que surge num outro vídeo relacionado: http://www.youtube.com/watch?v=DpfID7pLe7M</p>


<p>No related posts.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Casillas, os heróis das Copas e o final feliz</title>
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		<comments>http://www.alexmaron.com.br/2010/07/12/casillas-os-herois-da-copa-e-o-final-feliz/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 12 Jul 2010 03:40:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Maron</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acredite se quiser...]]></category>
		<category><![CDATA[Esportes]]></category>

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		<description><![CDATA[O esporte volta e meia nos oferece histórias que, se contadas assim, fora de contexto, ninguém acreditaria. O último grande conto de superação que eu vi acontecer foi o de Ronaldo. Um jogador que foi dado como acabado e, em 2002, deu a volta por cima de forma inacreditável. Ganhou a Copa, depois de ter [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p>O esporte volta e meia nos oferece histórias que, se contadas assim, fora de contexto, ninguém acreditaria. O último grande conto de superação que eu vi acontecer foi o de Ronaldo. Um jogador que foi dado como acabado e, em 2002, deu a volta por cima de forma inacreditável. Ganhou a Copa, depois de ter sido citado como o responsável pelo fracasso inexplicável de 1998. Naquela vitória incrível saiu como uma espécie de super-herói pra mim.</p>
<p>Nesta Copa, Casillas protagonizou seu conto mítico. Quando a Espanha perdeu para a Suíça no primeiro jogo, chegou a ser criticado pela imprensa esportiva de seu país porque sua namorada, a repórter de TV Sara Carbonero, o teria distraído. A bela Sara cobriu os jogos da Espanha de dentro do campo e estava atrás do gol de Casillas.</p>
<p>Pois ontem protagonizou momentos sensacionais. Primeiro em campo, fazendo defesas incríveis que salvaram seu time, tornando possível vencer a Copa com o magro 1 a 0. Depois, ao chorar emocionado quando Iniesta fez o gol da vitória do seu time. Por fim, ergueu a taça e deu a Volta Olímpica (ou tentou, já que houve uma invasão patética do campo). Diante das câmeras, foi entrevistado por Sara, com tinha acontecido em outros jogos.</p>
<p>Aconteceu uma daquelas situações que, se contadas por aí, você diria que é cascata. Ou, mesmo num filme, a gente diria, &#8220;po que finalzinho bobo de filme amerticano&#8221;.</p>
<p>Aconteceu isso aqui ó:</p>
<p><object width="427" height="253"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/o9WOtUL90xM&amp;hl=en_US&amp;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/o9WOtUL90xM&amp;hl=en_US&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="427" height="253"></embed></object></p>
<p>O que veio depois? Fade out. The End</p>


<p>No related posts.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Adeus, Dunguismo. Não vou sentir sua falta nem por um segundo.</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Jul 2010 19:49:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Maron</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acredite se quiser...]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia de Botequim]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol]]></category>

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		<description><![CDATA[Se foi mais uma Copa. Não vou dizer que não senti nada, porque seria mentira. Mas fiquei pouco frustrado em comparação com outras desclassificações. Eu nunca gostei do time do Dunga, como está claro em meus relatos no Twitter desde sempre. Sempre achei Dunga com uma empáfia desproporcional à suas qualidades práticas. Nunca me senti [...]


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se foi mais uma Copa. Não vou dizer que não senti nada, porque seria mentira. Mas fiquei pouco frustrado em comparação com outras desclassificações. Eu nunca gostei do time do Dunga, como está claro em meus relatos no Twitter desde sempre. Sempre achei Dunga com uma empáfia desproporcional à suas qualidades práticas. Nunca me senti representado pelo time dele e por alguns dos jogadores em especial. Mas os caras colocavam aquela camisa amarela (ou a azul, como ontem) e eu simplesmente não conseguia não torcer. </p>
<p>Eu odeio jogo feio e odeio, também, quando meu lado joga, além de feio, com destempero. É uma característica minha. Sei que muita gente deve gostar do jeito daquele cabeça de bagre do Felipe Melo jogar. Mas eu não posso achar bonitinho um jogador da seleção mais vitoriosa, aquela que (supostamente) joga bonito e melhor naturalmente, baixando a porrada pra todos os lados e saindo com a cara lavada e dizendo que não foi nada. É me chamar de burro. Felipe Melo, principalmente, não me representa. Eu, aliás, achei a perfeita tradução do que ele é: o Forrest Gump Bizarro. O Mundo Bizarro é uma criação para os quadrinhos do Superman. É um mundo onde tudo é meio que reverso (<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mundo_Bizarro">mais sobre isso na Wikipedia</a>). Então o Super, que é um herói inteligente e bacana, vira um idiota malzão. Se Forrest Gump tinha a sorte de estar sempre no lugar certo participando de alguma coisa posititva da história, Felipe Melo estava em todos os momentos ruins dessa seleção. É tudo culpa dele. </p>
<p>Sério. Meus amigos de vários cantos do mundo estão cansados de me gozar porque o time do Brasil é, para eles, uma droga. É ridículo um indonésio, um americano, um iraniano fazer piada com um brasileiro sobre futebol. Mas eles fizeram. Sabe por que? Porque eles perceberam o óbvio, Dunga é&#8230; Isso aí que a gente viu. Até quem tem muito menos tradição (ou nenhuma) percebeu. Mas a CBF deixou esse trem desgovernado seguir em frente.</p>
<p><span id="more-3304"></span></p>
<p>Lembro bem da Copa de 2002, em que me irritei com a teimosia do Felipão, mas fui dobrado por um time que jogou com o coração, que tinha fome de gol, que era unido, que queria muito ganhar e que jogava com inteligência tática. Nosso time atual até tinha a vontade, mas não se preparou emocionalmente. Vontade só, muita gente tem. Competência para atingir um objetivo é outra coisa.</p>
<p>Times campeões superam adversidades. O adversário empatou, virou, estamos com um a menos? E daí? Vai atrás. Os grandes times superam isso. E quando não superam só provam que não são grandes times. É simples assim. Esse time nunca foi grande. Se desmontou na sua primeira oportunidade de mostrar que tinha algo mais. No grande plano das coisas, é bom, porque ver essa filosofia Dunguiana se impor por quase quatro anos foi duro.</p>
<p>Aí, para concluir, vou deixar de comparar o Brasil com o Brasil e colocá-lo diante de outros times, como, por exemplo, a Alemanha. Dizem que eles são mecânicos, que não têm imaginação. São sempre essas mesmas bobagens e esses mesmos clichês que o jornalismo esportivo insiste em usar e que não passam de bobagens atrozes. A Alemanha é organizada, mas é intensamente criativa. Quer ouvir o que, para muitos comentaristas seria uma heresia? Pois bem, Alemanha está impressionando porque se parece com a gente quando a gente foi bom.</p>
<p>Eles têm fome de gol. Meteram 1, 2, 4 gols na Inglaterra e acabam de repetir a dose contra a Argentina. Eles poderiam parar e tocar bolinha no campo adversário como a Inglaterra covardemente fez em seu último jogo na primeira fase. Mas não. Eles querem ganhar, definir, depender apenas de si. Nós fomos assim um dia. Antes de Lazaroni, de Dunga, antes de Parreira. Antes de inventarem essa idéia irritiante e burra de que tinham que criar um time com cabeças de bagres e conter gente criativa e fora do padrão como se fossem feras perigosas. Fizeram isso com Romário em 1994, lembra? Nós voltamos a ser algo parecidos com o que realmente somos por uma Copa, em 2002. Aí, cedemos novamente a esse instinto do &#8220;bom o suficiente&#8221; que não devia ter lugar para quem é mais do que &#8220;bom o suficiente&#8221;. Ou talvez seja isso que nós somos, já que não somos mais os maiorais.</p>
<p>É isso. Desabafei. Tenho blogado pouco. Acompanhei essa copa twitando muito e me divertindo com o efeito torcida telepata do Twitter. Não vi nenhum jogo lado a lado com o CrisDias, por exemplo, mas, usando o Twitter como meio de contato, vi todos os jogos com ele e outras pessoas bacanas com quem adoro trocar idéias durante os jogos. </p>
<p>A vida segue e eu tenho muita coisa pra fazer. Vamos ver qual a próxima bobagem que a CBF vai inventar.</p>


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</ol></p>]]></content:encoded>
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