<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0' version='2.0'><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-4134214248440467787</atom:id><lastBuildDate>Thu, 03 Mar 2011 22:28:44 +0000</lastBuildDate><title>Algo Singular</title><description></description><link>http://somanywordsinshorttime.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Susana Pinto Ribeiro)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>26</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4134214248440467787.post-8122087650588353813</guid><pubDate>Thu, 03 Mar 2011 22:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-03-03T22:28:44.705Z</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>feitiço</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>sedução</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>ilusão</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>engate</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>susurrar ao ouvido</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>aborrecimento</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>fascínio</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Escrita Criativa</category><title>Engate</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Amigas Mulheres confirmem-me se é ou não verdade que os Homens têm perdido a qualidade de engatatões. A sua abordagem é tão previsível e tão comprometida ao desuso, que não custa nada virar as costas e sair de cena, ainda que estejemos perante um adónis. O género masculino custa a entender que a mesma abordagem, repetida a mulheres diferentes, soa a disco riscado. Qual é a Mulher que não deseja ser tratada de modo diferente, de uma forma especial e única? O verdadeiro engatatão tem noção da sensibilidade necessária para conquistar o coração de uma Mulher. Aproxima-se do seu target e, discretamente, estuda seu comportamento e vai tirando apontamentos, que conjugados resultarão no seu esquema de ataque. Para ser eficaz na criação de momentos de ilusão e fascínio, é importante não apressar a passagem às cenas seguintes&amp;nbsp;para não&amp;nbsp;quebrar o feitiço. O genuíno engatão tem confiança no resultado final e, portanto, age sem pressas e com a maior das descontracção. Não se compara aqueles infelizes que se cruzam connosco em locais de diversão e&amp;nbsp;para nos chamar a atenção, empurram-nos. Luta corpo a corpo carece de mais intimidade. Neste caso&amp;nbsp;não há intimidade mas uma violação de espaço. Há também aqueles que grudam o olhar em nós, pensando vir a surtir algum efeito com essa fixação. O único efeito produzido é o constrangimento e uma grande inquietação com a persistência&amp;nbsp;da sessão de hipnotismo. Os mais atrevidos tentam estabelecer diálogo. A pobreza de discurso é tão grande que se torna difícil evitar bocejar de aborrecimento. Os engraçadinhos lançam beijos de vento na nossa direcção mas a energia eólica é tão fraca que não chega a refrescar.&amp;nbsp;Sente-se uma aragem mas não passa de um sopro&amp;nbsp;sem calafrios.&amp;nbsp;Há ainda os que se oferecem para nos pagar uma bebida, esperando sensibilizar-nos com tamanha generosidade. Será que acusamos sinais de desidratação? Susurrar ao ouvido é outra das técnicas primitivas de engate. Nem todas as vozes masculinas sabem susurrar, algumas são autênticos pesadelos para os nossos tímpanos. Susurrar requer suavidade e arremessar palavras sem sentido ao nosso ouvido é invasão de privacidade e nada tem de encantador.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que criaturas são estas que vulgarizam a arte de seduzir? Quem foram seus mestres? O que dantes era remédio santo hoje é contraindicado. Se as técnicas de engate não conhecerem melhores dias, se calhar não seria descabido criar um grupo de ajuda que liberte as Mulheres deste castigo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4134214248440467787-8122087650588353813?l=somanywordsinshorttime.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://somanywordsinshorttime.blogspot.com/2011/03/engate.html</link><author>noreply@blogger.com (Susana Pinto Ribeiro)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4134214248440467787.post-7085946540349881972</guid><pubDate>Tue, 01 Mar 2011 23:55:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-03-02T22:14:54.132Z</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>podridão em directo</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>ascensão rápida</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>efeito perplexidade</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>fama</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>banal</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>histórias reais</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>escândalo</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Escrita Criativa</category><title>Fama</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh6.googleusercontent.com/-gA74UiT2tic/TW7BTPrPV_I/AAAAAAAAABc/Pb4CFYA4Q8s/s1600/fama.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" l6="true" src="https://lh6.googleusercontent.com/-gA74UiT2tic/TW7BTPrPV_I/AAAAAAAAABc/Pb4CFYA4Q8s/s1600/fama.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;﻿&lt;/div&gt;Questiono-me se as pessoas que perseguem a fama não serão pessoas carentes. A amostra nacional remete-me para esse pensamento, que coloca os pseudo famosos num contexto de necessidade de ser amados e apreciados. ﻿Se esse efeito é doentio e os coloca à mercê dos seus adoradores, mais doentio&amp;nbsp;se torna quando&amp;nbsp;se dispõem&amp;nbsp;a&amp;nbsp;subjugar suas Vidas&amp;nbsp;em nome dessa fama. Só posso acreditar que ao agirem assim, sofrem de uma grande instabilidade emocional que os leva a transpor valores e princípios fundamentais. Sem saber, em vez de preencherem o vazio estão a cultivá-lo ainda mais. Irremediavelmente sós, são assim os famosos que a nossa sociedade teima em fabricar.&amp;nbsp;Pior que isso, é o exemplo que cria nas camadas mais jovens, em fase de amadurecimento intelectual. Certamente, para eles a fama é sinónimo de ousadia para enfrentar a&amp;nbsp;opinião pública e ser alvo de comentários perniciosos. Principalmente, aqueles que não têm uma orientação familiar adequada, sofrerão os danos desta educação para o folclore de vaidades e&amp;nbsp;ausência de carácter. Como nunca se afirmaram pelas vias mais difíceis e mais meritórias, por desconsiderarem seus efeitos, buscam&amp;nbsp;essa atenção em contextos&amp;nbsp;mais flexíveis e com um fraco grau de exigência.&amp;nbsp;Muitas vezes, ouvimo-los comentar que o seu percurso até à fama envolveu muito esforço e espírito de sacrifício.&amp;nbsp;Quais foram as opções que envolveram essa rápida ascensão? Emagrecer, sujeitar-se a cirurgias plásticas, conhecer pessoas influentes, guardar segredos escabrosos,&amp;nbsp;viver uma relação amorosa com um multimilionário, ser filho&amp;nbsp;de figuras públicas, ser jovem e bonito, vestir bem, ser convocado para eventos sociais, são actualmente&amp;nbsp;algumas das condições para se&amp;nbsp;ser famoso. Estas pessoas&amp;nbsp;tornaram-se famosas porque&amp;nbsp;nós as elegemos como tal.&amp;nbsp;O enredo que tornou as histórias destas personagens top de vendas nas bancas dos quiosques, foram sugeridas por nós,&amp;nbsp;amantes do escândalo, da novidade, do drama, da fantasia, da tragédia e da podridão humana. Se temos prazer na perplexidade, há outras formas de a suscitar&amp;nbsp;e com uma dinâmica mais didáctica. Que aprendizagem retiramos destas histórias&amp;nbsp;da vida real?&amp;nbsp;Nada, a não ser que&amp;nbsp;os seus protagonistas estão a agir como pessoas&amp;nbsp;em missão.&amp;nbsp;O que tem isto de tão extraordinário? Afinal não é o que todos fazemos. Viver. Felizmente, nem todos sentem&amp;nbsp;essa necessidade de escancarar seu dia a dia em horário nobre para um share de espectadores famintos de&amp;nbsp;banalidades. Para quê assistir à Vida dos outros&amp;nbsp;em directo se podemos acompanhar a nossa, também em directo, bastando para isso filmarmo-nos em acção e, com toda a certeza, iremos surpreender-nos com as semelhanças entre nós e aqueles que&amp;nbsp;não se inibem de se&amp;nbsp;expôr&amp;nbsp;a comentários jocosos,&amp;nbsp;na expectativa de lucrarem com isso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Duro admitir mas, é ténue a&amp;nbsp;linha que nos separa dessas pessoas que ousaram escolher o caminho mais fácil para atingir a tão famigerada fama.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4134214248440467787-7085946540349881972?l=somanywordsinshorttime.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://somanywordsinshorttime.blogspot.com/2011/03/fama.html</link><author>noreply@blogger.com (Susana Pinto Ribeiro)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4134214248440467787.post-3354283791990245051</guid><pubDate>Tue, 01 Mar 2011 21:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-03-01T22:11:27.587Z</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>mau estar</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>vida condicionada</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>auto marginalização</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>estrutura familiar</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>instrumentalização do ser</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>família</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>passado emocional</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Escrita Criativa</category><title>Crescimento doloroso</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Vera nasceu e cresceu num lar aparentemente saudável e harmonioso. Composto por pai, mãe e dois irmãos mais novos. Quando nasceu, estava tudo programado para a receber. Não havia luxos mas muito amor. Seu pai, preferia ter sido brindado com a nascença de um filho varão mas, pressionado pelas circunstâncias,&amp;nbsp;foi intimado a resignar-se à&amp;nbsp;delicadeza feminina de Vera. A Mãe,&amp;nbsp;acolheu-a nos seus braços e encostou-a a seu peito, impedindo que definhasse por falta de amor. Dividida entre duas atenções,&amp;nbsp;o seu Marido e a sua Filha, Dulce acusa cansaço e esgotamento psicológico. Jorge&amp;nbsp;convoca-a, constantemente, a satisfazer seus caprichos, chantageando-a com a sua infelicidade de pessoa marginalizada e carente de afectos. Mesmo com défice de energias, Dulce não descuida os mimos para com seu marido, receando vir a seu abandonada por falta de dedicação. Sofria com a ideia de perdê-lo e, regressar a casa dos seus pais, onde foi vítima do despotismo de seu pai e conformismo da sua mãe, que nunca se atrevera a ﻿defender os filhos da sua maldade. Vinte e dois anos aprisionada naquele ambiente austero, marcado pelo rigor, sem carinho, sem afectos, serviram para calar a dor e mostrar cara boa, em todas as ocasiões, mesmo nas mais ruins. Ainda hoje é assim. Sempre sorridente, sempre simpática, sempre amável, sempre fiel ao seu Mestre, que a resgatou das trevas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vera sentia pena da&amp;nbsp;mãe e do&amp;nbsp;seu estado. Revoltava-se com a ingratidão do pai, a sua total falta de reconhecimento, a sua supremacia imposta, a sua insensibilidade, a sua deficiente forma de amar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Jorge estranhava Vera e não reconhecia nela características&amp;nbsp;suas. Por sua vez, Vera debatia-se com esse profundo distanciamento entre ambos. Ainda hoje, tem dificuldade em integrar-se, por achar-se diferente dos demais. Não admira. Seu pai nunca compreendeu a sua reservada forma de ser, suas opiniões próprias, sua sensibilidade artística, suas preocupações sociais, seus medos, suas inseguranças. Por mais pressão que exercesse para que Vera se adaptasse ao seu modelo rígido de aprendizagem para a vida, mais ela resistia e perdia a confiança em si mesma&amp;nbsp;para crescer à revelia desse modelo de coacção.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Incapaz de restringir-se ao modelo inflexível do pai, chega a duvidar das suas origens e a gerar, uma enorme confusão em torno da sua verdadeira essência. A Mãe procurava acompanhar a filha e ampará-la mas aconselhava-a, repetidamente, a não desafiar seu pai. Afinal Dulce conhecia bem o destempero de Jorge. Cada vez mais inconformada com a intransigência do pai, provoca discussões sem fim, para se fazer ouvir e captar atenção daquela família, que a graça ou a desgraça divina lhe designou. Dulce ficava encolhida a um canto e sem se manifestar, assistia aos desentendimentos dos dois. Certo e sabido é que Vera nunca podia contar com a Mãe nestas ocasiões. Dulce era a aliada número um de Jorge. Vera isolada, defendia-se como podia, arremessando suas razões mas, no final, recolhia-se arrasada com seus sentimentos remexidos. Foram tantos episódios dramáticos. Tantas perdas de tempo. Tantas desconsiderações. Tantas penalizações emocionais. Tantas interrupções bruscas do seu discurso. Tantas as desilusões. Tantas&amp;nbsp;vezes procurou apoio e foi-lhe negado pela mãe, que com a sua passividade acreditava prolongar a longevidade do seu casamento. A solidão&amp;nbsp;instalou-se e não tinha data anunciada para retirar-se. Os poucos amigos que foi acumulando, ao longo do seu percurso escolar, nunca suspeitaram do seu drama interior. Era algo difícil de verbalizar e mais difícil ainda de viver. A presença deles fazia-a esquecer-se das brigas com o pai e da revolta, por persistir na crença de vir a ser amada do jeito que merece. Incomodava-a, principalmente, o seu apreço pelo pai, por quem sentia carinho apesar de não ter motivos para isso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando era apresentada aos pais das suas amigas, não conseguia dissociar-se da imagem de patinho feio, cujo pai era o principal responsável.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os anos passaram. O liceu ficou para trás. Seguiu-se a faculdade, o choque com a realidade, novos colegas, novas amizades, outras competências, novas responsabilidades, a saída de casa, a independência, o peso do passado, a força do presente, a indecisão sobre o futuro, a necessidade de companhia, companheirismo, afecto, compreensão, aceitação, vida em conjunto, compromisso, consumições, cobranças, planos para o futuro, amadurecer e conviver com o que não podemos mudar. Vera continua a&amp;nbsp;debater-se com batalhas interiores profundas, mas isso não a impediu de dar passos no seu crescimento pessoal e esbater a marca do passado doloroso e infeliz, do qual ela continua a defender-se.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quem sabe um dia, Vera venha a ser o orgulho de si mesma e deixe de crescer com a mágoa de não ter sabido agradar seus pais e o mundo inteiro.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4134214248440467787-3354283791990245051?l=somanywordsinshorttime.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://somanywordsinshorttime.blogspot.com/2011/03/crescimento-doloroso.html</link><author>noreply@blogger.com (Susana Pinto Ribeiro)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4134214248440467787.post-6369743409492168108</guid><pubDate>Sat, 26 Feb 2011 23:06:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-03-01T22:28:55.258Z</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Terapia de Casais</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Castigo</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>inimigos</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>perdão</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>tribunais</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>finais felizes</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>rupturas</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>traição</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>sentimentos de culpa</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Escrita Criativa</category><title>Só se recupera o que nunca esteve perdido</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Vera&amp;nbsp;estava na iminência de ingressar&amp;nbsp;no clube das divorciadas, após um casamento de quinze anos, atropelado por uma traição sem significado mas uma traição, que ela&amp;nbsp;tem dificuldade em contornar, muito menos esquecer. Miguel escorregou na fragilidade masculina e cedeu aos convites, cada vez mais insistentes, da sua colega de trabalho, para em conjunto,&amp;nbsp;fora de horas, dedicarem-se&amp;nbsp;àquele processo exigente, que implicaria a sua ascensão na carreira. Os seus encontros foram-se tornando recorrentes, sempre com um pretexto estritamente profissional, só que a vontade de estarem juntos era crescente e prolongava-se pela noite dentro. Os olhares que ambos trocavam sem desviar, marcados pelo desejo de se possuírem sem culpa, anunciavam o inevitável, que acabou por acontecer. Ela deu o mote e ele, acompanhou seu ensejo. Dito assim até parece que ele apenas quiz ser cavalheiro e não contrariar os desejos de uma Mulher com necessidades. Cansado da rotina familiar, que inclui inúmeras tarefas, que se repetem e&amp;nbsp;o ocupam&amp;nbsp;sem sinal de abrandamento, acaba por relativizar o seu ambiente familiar, a sua relação com Vera e descobrir em Rute, a novidade, a oportunidade de testar se a sua capacidade de sedução ainda funciona, a fonte do prazer com pecado, a mulher livre e desimpedida, que não aprendeu a cobrar porque também nunca viveu modelos de relação longos. O mais curioso é que Miguel sempre se esbarrara com Mulheres no seu quotidiano e nada aconteceu mas com Rute, foi diferente. O seu carácter manipulador convenceu-o a libertar-se da sua rigidez, esquecer o que pode estar a comprometer, embarcar numa aventura sem arrependimento e gozar de uma felicidade momentânea e fugaz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;O que Miguel não sabia é que as Mulheres são excelentes técnicas de cruzamento de dados e Vera veio a descobrir a sua traição, através da sua amiga Maria, que é cunhada de João, irmão de Bernardo, seu marido, que namora com Débora, a nutricionista de Rute, com vocação de beata, que sem ética, espalha os desabafos confidenciais das suas pacientes, que regulam a sua silhueta, quase sempre para agradar o sexo oposto e fazer inveja às suas rivais. Sem saber, Rute foi tramada pela sua vaidade feminina que a instigou a pronunciar-se sobre&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;o seu romance secreto com Miguel, sem nunca suspeitar da propagação que tal desatino iria provocar nas suas Vidas. Maria estimulava a sua curiosidade, cada vez que se encontrava com Débora e rogava-lhe que adiantasse um pouco mais sobre a história desses dois desconhecidos, rendidos ao pecado. Aos poucos, essa história de alguém distante foi-se tornando familiar e Maria identificou Rute como colega de trabalho de Miguel. Sem hesitar, alertou Vera da maldade a que estava a ser vítima, pensando estar a defendê-la do sofrimento. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Vera entrou em negação. Inicialmente, não quiz encarar o problema e remeteu-se ao silêncio interior, perscrutando uma resposta para o que estava a acontecer-lhe. Seguiu-se a revolta embrulhada em dor, que não conseguiu calar por muito tempo. Esperou mais uma chegada tardia de Miguel para &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;o confrontar com a descoberta da sua traição. Ainda Vera não tinha começado o interrogatório e Miguel já se defendia atrapalhadamente das acusações de traição. Desesperada com a constatação do drama familiar que iria ter que enfrentar, fecha-se na casa de banho de serviço e liberta a tensão acumulada, num choro compulsivo, que deixa Miguel em pânico e, pela primeira vez, consciente do cadafalso em que se enfiou. Desnorteado, decide abandonar o palco de guerra e procurar serenidade para reflectir nas consequências dos seus actos e achar uma forma de reparar o estrago. Vera está decidida a esquecer Miguel, irradicá-lo da sua Vida, apagar o passado bom e castigá-lo pelo que fez. Miguel está resignado a aceitar a decisão de Vera, seja ela qual for, mesmo não acreditando ser esse o destino natural &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;de uma relação promissora. Pensava ele que as promessas desfeitas podiam dar lugar a outras com outro desfecho. Pensou mal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Maria foi considerada por Miguel a sua inimiga nº1 e a responsável pelo fim do seu casamento, inferiorizando o seu acto de Sultão sem trono. Vera não consegue desculpabilizá-lo do seu acto mas também não consegue deixar de o amar e suspira por dias melhores. Mas esses dias não chegam e o processo de divórcio avança rapidamente sem lugar a recuos e arrependimentos. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Finalmente, chega o dia de assinar o acordo que irá afastá-los definitivamente um do outro. Ambos comparecem ao encontro final sem atrasos. Aguardam em silêncio, cada um no seu canto da sala de espera, repassando rapidamente os momentos da sua Vida em conjunto e&amp;nbsp; a forma inusitada como se conheceram. Curiosamente, conheceram-se na sala de testemunhas de um tribunal para interceder a favor de um caso de adopção. Passados quinze anos, nessa mesma sala, confusos e sem saber comandar as emoções geradas com a ruptura, reparam disfarçadamente um no outro. Vera repara no desleixo de Miguel, que sempre primou na imagem e num look arranjado. Miguel repara no ar cansado e sem vivacidade de Vera, que aparenta ter ganho mais três anos em cima. Sem conter, Vera interrompe o silêncio e adverte Miguel das nódoas na camisa. Ele ri-se da situação e aproveita para desentalar as saudades desse seu cuidado para com ele. Com os olhos húmidos, Vera não consegue&amp;nbsp;abafar as emoções e vive fortes contradições. Por um lado, quer abraçá-lo e beijá-lo mas por outro quer castigá-lo pelo que a fez passar. Desarmada, deixa-se derreter nos braços de Miguel que a beija apaixonadamente e mostra-se disposto a consultar um terapeuta de casais, para o&amp;nbsp;orientar e sensibilizar para&amp;nbsp;a reabilitação do seu casamento e para a&amp;nbsp;perpetuação da sua felicidade. O tempo será seu aliado no apaziguamento dos tumultos interiores que o crescimento pessoal provoca na adversidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4134214248440467787-6369743409492168108?l=somanywordsinshorttime.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://somanywordsinshorttime.blogspot.com/2011/02/so-se-recupera-o-que-nunca-esteve.html</link><author>noreply@blogger.com (Susana Pinto Ribeiro)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4134214248440467787.post-5232801479453530393</guid><pubDate>Fri, 25 Feb 2011 23:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-02-25T23:47:02.271Z</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Valores</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>União Duradoura</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Amar</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Amizade</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Escrita Criativa</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Amigos</category><title>O Valor da Amizade</title><description>&lt;div align="justify"&gt;﻿Uma das facetas do Amor é a Amizade. Sem ela, jamais saberemos quem somos realmente e&amp;nbsp;qual o nosso significado. Os nossos Amigos são seres especiais, que sem esforço aceitam nossa maneira de ser e não esperam, que reclamemos sua presença em determinados momentos.&amp;nbsp;Não precisam ser anunciados, chegam sem avisar, instalam-se sem&amp;nbsp;permissão,&amp;nbsp;são autênticos,&amp;nbsp;apresentam-se tal qual são, com seus defeitos e suas qualidades, sem recurso a&amp;nbsp;fantasias, partilham suas vidas, suas experiências, suas amarguras, seus sucessos, seus insucessos,&amp;nbsp;suas alegrias, suas tristezas,&amp;nbsp;não cobram, não exigem, aceitam nossas diferenças,&amp;nbsp;questionam nossas ausências, sentem nossa falta, vibram connosco, mantêm contacto, criam proximidade, são nossos admiradores. Sinto-me uma privilegiada por ter Amigos assim. Há quem pense&amp;nbsp;que ganhamos amigos sem querer, em circunstâncias diversas e que eles estão ao virar da esquina, basta aparecermos mais, mostrarmo-nos mais, convivermos mais. Será que é&amp;nbsp;assim tão fácil? Não creio. Nem todos assumem esse perfil que os torna tão especiais.&amp;nbsp;Lembramo-nos deles&amp;nbsp;em silêncio, quando identificamos algo que&amp;nbsp;combina com a nossa percepção do que eles representam para nós.&amp;nbsp;Quando estabelecemos uma correspondência&amp;nbsp;das nossas amizades com o que de melhor resiste nas nossas Vidas, estamos a valorizar&amp;nbsp;não só essa&amp;nbsp;união como a nossa essência.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Amizade&amp;nbsp;implica consistência, senão o que justificaria a sua resistência ao longo do tempo? Há casamentos que fracassaram porque não souberam criar essa consistência e&amp;nbsp;deixaram-se desgastar&amp;nbsp;pelas diferenças de género e grau. O truque reside em aceitar&amp;nbsp;o estilo do outro, sem o querer mudar em nosso proveito.&amp;nbsp;Amar o outro&amp;nbsp;não tem que ser sinónimo de sacrifício.&amp;nbsp;Na Amizade não há interesse, há comunhão. Na Amizade não há vencedores nem vencidos, todos&amp;nbsp;ficamos a ganhar. Na Amizade não há um lado bom nem mau, há só o lado bom. Na Amizade não há tempos perdidos, só&amp;nbsp;momentos de qualidade. Na Amizade não há disputas nem desigualdades, só compreensão. Na Amizade não há lugares comuns,&amp;nbsp;tudo é único.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Podemos desistir de tudo, menos da Amizade, porque se&amp;nbsp;o fizermos estaremos a desistir de nós e da nossa Felicidade.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4134214248440467787-5232801479453530393?l=somanywordsinshorttime.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://somanywordsinshorttime.blogspot.com/2011/02/o-valor-da-amizade.html</link><author>noreply@blogger.com (Susana Pinto Ribeiro)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4134214248440467787.post-8708826635168399279</guid><pubDate>Fri, 18 Feb 2011 00:40:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-02-18T23:14:08.992Z</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>jet lag</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>sensações</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>realidade diversa</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>fugas</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>sotaque</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>prazer</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>inspiração criativa</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Viagens</category><title>Partir sem Saudade</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A minha incursão nas viagens é recente mas já fez seus estragos. Ganhei um vício que nenhuma terapia, nem as nomeadíssimas terapias orientais, conseguirão&amp;nbsp;irradicar. A ansiedade é tanta que uma noite sem dormir deixa de ter importância e&amp;nbsp;o&amp;nbsp;meu humor, admiravelmente,&amp;nbsp;não sofre nenhum beliscão.&amp;nbsp;Ele&amp;nbsp;fica mais sensível, quando imprevistos acontecem,&amp;nbsp;nomeadamente atrasos na partida. Não há pior maldade que esta, para um viajante tão empolgado quanto eu.&amp;nbsp;Mesmo&amp;nbsp;as normas de segurança que nos expõem ao ridículo, cada vez que,&amp;nbsp;fazemos a passagem no detector de metais ou, na alfândega, onde apresentamos nossa identificação&amp;nbsp;e somos alvos de&amp;nbsp;olhares intimidatórios,&amp;nbsp;&amp;nbsp;me impedem de concretizar este prazer. Meus sentidos apuram-se,&amp;nbsp;porque tudo é tão estimulante, tudo é novidade, tudo é matéria para observação, tudo tem interesse, tudo é admirável. Apesar de&amp;nbsp;levar atrelada a máquina digital&amp;nbsp;que congela recordações, não lhe dou muito uso, para&amp;nbsp;não&amp;nbsp;deixar a curiosidade insaciável.&amp;nbsp;O mais&amp;nbsp;engraçado&amp;nbsp;é que apesar de programar o acontecimento com o detalhe que ele merece, há desvios&amp;nbsp;que acabam por se&amp;nbsp;tornar apreciadas&amp;nbsp;fontes de inspiração.&amp;nbsp;Quando&amp;nbsp;nos libertamos do peso do guião de viagem e da nossa qualidade de turistas interessados na cultura, na arte, na ciência, na história, nos costumes&amp;nbsp;daquele lugar,&amp;nbsp;então sim, envolvemo-nos&amp;nbsp;e deixamo-nos absorver por outra&amp;nbsp;forma de vida distante da nossa. Ao fim de alguns dias, já estaremos adaptados aquele registo e, sem pressa, para voltar à realidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem querer, arrasto comigo o jet lag, o sotaque adquirido durante a minha curta&amp;nbsp;estadia,&amp;nbsp;os momentos animados que experimentei, as diferenças que&amp;nbsp;nos fazem estranhar essa e outras realidades, com&amp;nbsp;as quais não convivemos,&amp;nbsp;as curiosidades que um&amp;nbsp;observador atento tem o privilégio de captar no seu percurso&amp;nbsp;ambulante. Um mundo de sensações é o resultado destas fugas, que&amp;nbsp; nos afastam temporariamente da rotina asfixiante dos nossos dias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Viajar para mim é a cura&amp;nbsp;para todos os males.&amp;nbsp;Reabilita corpo e mente. Só não dá asas como o Redbull.&amp;nbsp;Essas temos que alugar e por um preço nem sempre meigo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4134214248440467787-8708826635168399279?l=somanywordsinshorttime.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://somanywordsinshorttime.blogspot.com/2011/02/partir-sem-saudade.html</link><author>noreply@blogger.com (Susana Pinto Ribeiro)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4134214248440467787.post-6437626467572568972</guid><pubDate>Thu, 17 Feb 2011 14:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-02-17T14:08:09.408Z</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>vazio</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>sustentabilidade</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>pensamento periférico</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>sabotar imagens</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>primeiras impressões</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Escrita Criativa</category><title>Pensamento Periférico</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Vivemos numa sociedade, que promove as dicotomias, conduzindo à separação e partidirização das realidades.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Parece que, todas as interpretações são sustentadas com base nessa estreita percepção da realidade, que insistimos em catalogar numa única e isolada base de entendimento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nem sempre quando não chove, faz sol. ﻿No entanto, nosso padrão de pensamento não concebe mais do que uma dedução. Estranhamos outras opções, outros conceitos, outros contextos,&amp;nbsp;outras possibilidades, outras formas de pensamento. Estimulamos o preconceito quando antecipamos conclusões precipitadas, através de registos do tipo certo vs errado; verdade vs mentira.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nós somos, igualmente, submetidos a um julgamento desta natureza redutora. Se não somos fortes, somos fracos; se não somos bonitos, somos feios; se não somos faladores, somos calados: se não somos perfeitos, somos imperfeitos. Isto quer dizer que, somos castigados pelas primeiras impressões, não tendo oportunidade de rebater um vaticínio tão precipitado. Confiamos nas sensações, não duvidamos das nossas crenças, nem aprofundamos outros ângulos e perspectivas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nosso entendimento é periférico e, portanto, não admira que construamos relações débeis e comprometamos a nossa progressão pessoal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há deduções resultantes de mal entendidos que inviabilizam um conhecimento sustentável e adequado da realidade. Certamente, sem saber, já fomos condenados por antecipação. Um olhar, um gesto, um comportamento descontextualizados, podem ter sido matéria fundamental para apreciações rápidas. Sendo assim, eu ou qualquer um pode forjar uma postura, um olhar, um comportamento, um gesto, para resgatar uma apreciação favorável, ainda que não coincidente com aquilo que somos verdadeiramente. Como é fácil sabotar aparências para distrair os outros da nossa essência. Afinal, pormenorizar, contextualizar, aprofundar, acompanhar e comprovar a consistência dos dados são sintomas de perdas de tempo numa sociedade tão empenhada em cultivar o vazio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que Maçada!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Este é o termo popular e ligeiro para definir a impaciência latente para o que realmente é importante.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4134214248440467787-6437626467572568972?l=somanywordsinshorttime.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://somanywordsinshorttime.blogspot.com/2011/02/pensamento-periferico.html</link><author>noreply@blogger.com (Susana Pinto Ribeiro)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4134214248440467787.post-2914066186846034248</guid><pubDate>Sun, 13 Feb 2011 22:58:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-02-14T16:59:53.621Z</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Desgosto</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>desilusão</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>fragilidade</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>carência afectiva</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>traição</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Escrita Criativa</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>debilidade emocional</category><title>Desgosto</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Na rádio anunciava chuva para toda a semana, aliviando apenas no domingo mas, sem grande expressão. O humor de Lídia já não estava bom e tais previsões desanimadoras, só vieram agudizá-lo ainda mais. Sentia-se sem energias, descontente, indisposta e com um bad feeling, que poderosamente veio ensombrar o seu dia. Embuída nos seus pensamentos, dobrou esquinas, contornou rotundas, cortou cruzamentos e, obedientemente, estacou no semáforo vermelho para dar passagem ao casal que, indiferente à sua presença rejubilava de cumplicidade. Fitou-os com interesse e alguma curiosidade, mas a chuva intensa baçava a sua visão e o desembaciador entrara em colapso.﻿ Algo a intimava a insistir em grudar seus sentidos naquele par romântico. Estremeceu quando percebeu quem eram. Seu coração disparou acelerado, suas mãos agarraram o volante com força para descarregar a ansiedade, seus músculos contraíram-se e foi em alta tensão que arrancou, ao soar estereofónico das buzinas dos desesperados, que atrás de si formavam fila.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Atordoada com o flagrante, em desassossego, não conseguia serenar seus pensamentos e calar as emoções que emergiam sem parar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Samuel e Bárbara, juntos e felizes, diante de Lídia, ignorando seus sentimentos, massacrando-a de mil e uma maneiras, sem piedade. Ele, o&amp;nbsp;seu Grande Amor, o seu companheiro, o seu ouvinte atento, o seu&amp;nbsp;maior suporte, o seu abrigo emocional, o seu cúmplice, o seu eixo, o seu confidente, a sua referência e também a sua maior desilusão. Ela, a psicóloga, a sua&amp;nbsp;orientadora pessoal, a única&amp;nbsp;a conhecê-la profundamente, a responsável pelo&amp;nbsp;seu estado, a mestre que manipulou a Vida da sua discípula para satisfazer seu interesse pessoal. Nunca suspeitara mas sempre temera ser vítima de uma traição&amp;nbsp;tão arrasadora quanto esta. Ambos&amp;nbsp;acompanhavam a sua Vida de perto e&amp;nbsp;a eles nada escondia. Achava ela que fariam um bom uso da sua proximidade, da sua intimidade, da sua ligação simbiótica. Sentiu-se um pretexto para seus encontros, suas conversas, suas confidências, suas conspirações,&amp;nbsp;tão mais frequentes quanto maior a saturação dos seus desvarios.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Naqueles cinco minutos de paragem forçada, percorrera todos os acontecimentos da sua Vida e o balanço resultara negativo. Abusaram tantas vezes da sua sensibilidade e mesmo assim não conseguira anestesiar a dor, que voltara a desafiar a sua capacidade de resistência.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Chorou de revolta por ter permitido que a magoassem uma vez mais, por ter exposto de mais, por ter amado de mais, por ser carente, frágil, vulnerável e tão indefesa. Derrubaram o seu controle emocional já fragilizado e arrasaram com&amp;nbsp;ela, atriraram-na para mais uma crise existencial sem precedentes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não procurou saber suas razões, nem permitiu que o fizessem. Não suportaria conviver com&amp;nbsp;os seus carrascos naquele turbilhão de emoções e, por isso,&amp;nbsp;afastara-se para sempre.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os anos passaram, a dor foi aliviando mas esse acontecimento&amp;nbsp;virou marca registada na sua Vida, que seguiu seu percurso mas numa outra direcção, que priveligia relações&amp;nbsp;descontraídas, sem obssessões, sem grandes expectativas, sem muito âpego e sem dependência.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aos poucos aprendeu que a condição para sermos felizes não pode depender do que esperamos dos outros.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4134214248440467787-2914066186846034248?l=somanywordsinshorttime.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://somanywordsinshorttime.blogspot.com/2011/02/desgosto.html</link><author>noreply@blogger.com (Susana Pinto Ribeiro)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4134214248440467787.post-4522803942458498703</guid><pubDate>Sun, 06 Feb 2011 21:56:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-03-01T22:22:58.443Z</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>incapacidade emocional</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>medos</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>cobranças</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>mágoas</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>vitimização</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>orientação espiritual</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>ressentimento</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>reabilitação</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>ciúmes</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>sentimentos de culpa</category><title>Ressentimentos</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Saudade do que não podemos recuperar transforma-se numa mágoa que nem sei se o tempo cuidará de curar. A nossa mudança e a daqueles com quem&amp;nbsp;partilhamos sentimentos de cumplicidade, quando descarrilam em sentidos diferentes e antagónicos,&amp;nbsp;comprometem essa ligação e o diálogo é atropelado por&amp;nbsp;ressentimentos, pelo que não conseguimos controlar. O nosso crescimento pessoal&amp;nbsp;assentou em bases distintas causando&amp;nbsp;sensações estranhas,&amp;nbsp;cada vez que nos reencontramos e constatamos que já não temos pontos em comum nem aprovamos a forma como&amp;nbsp;cada uma conduziu a sua Vida. O excesso de confidências, de cumplicidade, de partilha,&amp;nbsp;de proximidade,&amp;nbsp;de envolvência, atribuiu-nos um estatuto que&amp;nbsp;sempre fizemos&amp;nbsp;questão de assumir com nossas intromissões, nossas opiniões não solicitadas, nossa participação activa na vida uma da outra, nossa sinceridade, nossa frontalidade, nossa autenticidade, nosso excesso de amor, nossas cobranças, nosso acompanhamento incondicional. Apesar&amp;nbsp;de sempre termos apreciado a presença uma da outra em todos os momentos&amp;nbsp;da nossa Vida,&amp;nbsp;nossos egos&amp;nbsp;entretanto&amp;nbsp;conquistaram sua indepedência,&amp;nbsp;destituíndo-nos do nosso papel de orientadoras pessoais.&amp;nbsp;Anos de destaque foram reduzidos ao lugar de espectadoras da Vida uma da outra, sem opção de escolha.&amp;nbsp;Nossas decisões, nossas escolhas, nossas relações, nossa maneira de estar, nossos compromissos, nossas referências, nossos objectivos, nossos desejos, nossa projecção do futuro, nossa percepção, não são mais&amp;nbsp;bem vistas, nem apreciadas e magoa demais encarar essa nova realidade&amp;nbsp;e aceitá-lo como algo permanente e definitivo.&amp;nbsp;Conviver com essa ausência de afecto e compreensão,&amp;nbsp;por parte de quem sempre amparamos e cuidamos, para que não se magoasse por acharmos ser mais frágil que nós e,&amp;nbsp;por quem nos sentimos responsáveis,&amp;nbsp;porque&amp;nbsp;foi assim que nos ensinaram a amar,&amp;nbsp;arrasa connosco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que também arrasa são as ofensas verbais,&amp;nbsp;arremessadas&amp;nbsp;como tentativa de defesa daquilo que não suporta ouvir e reconhecer&amp;nbsp;que&amp;nbsp;possa estar&amp;nbsp;errada.&amp;nbsp;Essa fragilidade remete para um sentimento de inferioridade&amp;nbsp;do qual eu nunca me apercebi, mesmo estando por perto. Algo&amp;nbsp;a fez acreditar que&amp;nbsp;sempre nos compararam, mostrando mais preferência por mim&amp;nbsp;e, por isso, eu devo ser culpada pelo seu infortúnio, pela sua tristeza, pela sua infelicidade e pelo constrangimento tantas vezes experimentado.&amp;nbsp;&amp;nbsp;De certa forma,&amp;nbsp;eu sou sua inimiga por&amp;nbsp;achar eu ter-me aproveitado&amp;nbsp;dessa condição em que me colocaram, cada vez que&amp;nbsp;estabeleciam uma comparação.&amp;nbsp;Sem saber embarquei&amp;nbsp;em sentimentos de culpa e medo de vir a perdê-la por atitudes de terceiros que a pudessem magoar e atirar para o fundo&amp;nbsp;do poço.&amp;nbsp;Sem querer estraguei nossa relação, fragilizando-a&amp;nbsp;com a&amp;nbsp;minha super protecção e apoio incondicional, tendo servido vezes e vezes sem conta de seu guru espiritual.&amp;nbsp;Incapaz de reverter a sua auto-vitimização e esgotada&amp;nbsp;com&amp;nbsp;a inconstância do seu ser decidi afastar-me e esperar que ela não se veja mais&amp;nbsp;através de mim. Já não corro em seu socorro nem interfiro em nenhum plano da sua Vida, não promovendo assim a comparação das nossas Vidas e a sua comiseração.&amp;nbsp;Entretanto, procuro&amp;nbsp; recuperar a serenidade perdida e&amp;nbsp;orientar a minha Vida, não em função de alguém que eu cresci a amparar mas, em função de mim e do que eu procuro atrair&amp;nbsp;para a minha Vida. Aos poucos liberto-me da culpa&amp;nbsp;e da ansiedade que a responsabilidade pela reabilitação, que&amp;nbsp;Vida de alguém que amamos nos provoca.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4134214248440467787-4522803942458498703?l=somanywordsinshorttime.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://somanywordsinshorttime.blogspot.com/2011/02/ressentimentos.html</link><author>noreply@blogger.com (Susana Pinto Ribeiro)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4134214248440467787.post-684101013771517430</guid><pubDate>Sun, 30 Jan 2011 01:22:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-01-30T11:33:40.016Z</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Opção</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>conveniências</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>sonho</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>poses</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>soberanos</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>envenenado</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>liberdade condicionada</category><title>Sonho envenenado</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Carlota é um nome clássico que nos remete para o imaginário dos princípes e princesas,&amp;nbsp;duques e duquesas, infantes e infantas, cheios de privilégios&amp;nbsp;a quem devemos prestar reverência. Efectivamente, seus pais&amp;nbsp;quando&amp;nbsp;lhe atribuíram o nome, pensaram nas possbilidades que um nome&amp;nbsp;tão marcante no passado histórico, poderia trazer&amp;nbsp;para o&amp;nbsp;futuro da sua filha.&amp;nbsp;Na verdade, Carlota&amp;nbsp;habituou-se a fomentar essa imagem de alguém com sangue azul, com pose real, diferente dos demais, inatingível,&amp;nbsp;soberana. Teve a felicidade de frequentar bons colégios,&amp;nbsp;elitistas,&amp;nbsp;conhecer o mundo, viver numa mansão com oitocentos anos de história, aprender&amp;nbsp;educação musical, aprender vários idiomas, aprender boas maneiras, comunicar melhor, frequentar&amp;nbsp;ambientes sociais&amp;nbsp;restritos, vestir bem, ter acesso facilitado&amp;nbsp;aos melhores lugares&amp;nbsp;nos espetáculos e demais eventos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para uns, uma vida de sonho mas para Carlota, uma Vida aprisionada&amp;nbsp;num mundo cheio de convenções, comportamentos&amp;nbsp;e poses estudadas, cerimónias, reverências, frio e emocionalmente castrador.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não se sentia nenhuma previligiada&amp;nbsp;por pertencer aquele mundo fabricado, sem lugar à descontração, ao descontrolo emocional, sem arrebatamentos, sem graça.&amp;nbsp;Suas amizades eram sugeridas pelo meio fechado em que vivia,&amp;nbsp;seu futuro estava programado, seus sentimentos eram desconsiderados, sua liberdade&amp;nbsp;estava comprometida,&amp;nbsp;seu valor não carecia de prova pois não havia nada para&amp;nbsp;conquistar&amp;nbsp;nem para provar. Carlota escorregou num descontentamentamento permanente que surpreendeu sua família,&amp;nbsp;que desconhecia&amp;nbsp;completamente seus motivos. Remeteram seu problema para psicólogos, pensando livrar-se do fardo emocional gerado pela sua filha única, designada sucessora de todo o&amp;nbsp;império da Família Bourbon.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Carlota não padecia de nenhum distúrbio mental por querer criar a sua independência, longe daquele sistema de conveniências. Incompreendida, preparou a sua fuga e aventurou-se no desconhecido, sem noção do que iria encontrar e que batalhas iria travar, mas o facto de ter opção&amp;nbsp;fazia-a sentir-se&amp;nbsp;livre e Feliz.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4134214248440467787-684101013771517430?l=somanywordsinshorttime.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://somanywordsinshorttime.blogspot.com/2011/01/sonho-envenenado.html</link><author>noreply@blogger.com (Susana Pinto Ribeiro)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4134214248440467787.post-2220438660158417015</guid><pubDate>Sat, 29 Jan 2011 21:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-01-29T21:31:13.190Z</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Espírito entreajuda</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Devotos</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Adiar a Morte</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Morrer</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Catástofre</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Chile</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Mina</category><title>Morte Adiada</title><description>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Cinco de Agosto de 2010 é uma data que jamais cairá no esquecimento dos trinta e três mineiros chilenos. Principalmente, para &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Luis Urzua&lt;/b&gt; ou &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;“lucho”&lt;/b&gt; para os amigos. Trigésimo terceiro mineiro a abandonar a &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;mina San José&lt;/b&gt; por opção. Líder da missão de resgaste desde o interior da mina. Foram sessenta e nove dias a gerir emoções, controlar o pânico, dosear as rações alimentares, acalmar a ansiedade, dividir o oxigênio mas sem abusar, suportar o calor excessivo, acreditar na salvação, abafar a saudade de casa e da família, partilhar o mesmo espaço, conviver com a insuficiência de recursos, lidar com a proximidade e tantas outras privações. Comandar trinta e dois homens, assustados com a probabilidade de morrerem a quase setecentos metros de profundidade, longe da realidade, longe da família, longe do mundo, na escuridão, retidos naquele inferno subterrâneo, não foi tarefa fácil. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;“Lucho”&lt;/b&gt; foi um homem de coragem, ao assumir o comando, ao transmitir confiança aos seus homens, ao criar formas de resistir aquele desespero, sem hora prevista para acabar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;“Lucho”&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt; é um homem de fibra, vítima do regime ditatorial de Pinochet, que dizimou sua família e o colocou na posição, deixada vaga pelo seu pai, de chefe de família, responsável pela susbsistência dos seus irmãos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;O que não mata torna-nos mais fortes e foi a força de &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Lucho&lt;/b&gt; que prolongou a permanência e resistência naquele buraco negro, rico em cobre.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;O mais curioso desta história bem real é que minutos antes da derrocada, o camião conduzido por um dos companheiros de &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Lucho&lt;/b&gt;, &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Franklin Lobos&lt;/b&gt;, abrandou a velocidade para observar uma borboleta branca, perdida naquele jazigo mineral. A sua presença veio adiar as suas mortes para mais tarde, interrompendo a passagem para o local, onde se deu o desabamento das rochas que bloquearam a saída da mina. Apesar de não ter aspecto de santuário ou de abrigo de fiéis, foi nesses escassos metros quadrados livres de perigo, que o grupo de mineiros invocou os santos das suas devoções para os devolver aos seus entes queridos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Felizmente, os santos estavam acordados e ouviram os apelos desesperados dos homens soterrados. Uma capsula chamada &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;fênix 2&lt;/b&gt; veio resgatá-los um a um até à superfície, num percurso penosamente lento e doloroso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Lucho&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt; foi o último a oferecer-se para abandonar a mina. Tinha tempo para sair dali. Sentia-se responsável por aqueles homens com quem criou uma enorme cumplicidade e com os quais estabeleceu uma ligação de irmandade inquebrável.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Finalmente, chegara a sua vez de entrar na capsula e subir até junto dos seus companheiros de cativeiro. Na iminência de entrar na “nave”, não conteve o choro compulsivo que durante esses sessenta e nove dias tentou abafar. Já não estava a comandar. Já não precisava fingir que não estava frágil. Era um vencedor. Um dos orgulhos da nação chilena.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;O percurso até ao topo foi recheado de pensamentos vários algo difícil de verbalizar, tal era a emoção de estar perto de abraçar sua mulher e filhos. Há dois anos que prometia à sua companheira retirar-se do vício da mina e compensá-la dos anos de ausência, mas a promessa nunca chegou a sair da prateleira. O seu passado de privações fê-lo lutar por um futuro melhor para sua família, mimando-os com todo o conforto e negando-lhes seus afectos, seus abraços, &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;sua dedicação, seu amor. Mais do que alimento, àgua, descanso, oxigênio, &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Lucho&lt;/b&gt; carecia das reprimendas da Mulher que o intimava a colaborar mais na educação dos filhos, das cócegas desarmantes dos filhos que lhe retiravam o sossego, do concurso de gargalhadas inventado pelo seu filho mais novo, que alastrou a toda a família, das palavras de confiança da Mulher que tantas vezes o animaram, dos beijos roubados aos filhos, dos compromissos religiosos ao domingo, dos domingos e feriados livres para estar com a família sem se comprometer com mais nada, da tequilla, das ensaimadas, dos burritos, dos paparicos culinários da sua &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Consuelo&lt;/b&gt;. Era tão feliz e não sabia. Tinha agora oportunidade de retribuir essa felicidade e a agonia que experimentara na mina, ensinara-o a não desperdiçar momentos de qualidade, pois sabe-se lá por quanto tempo os podemos manter.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;As profundezas da mina ajudaram-no a valorizar os sentimentos, a dar-lhes voz, a expressá-los, sem receio de se expôr. O maior medo de &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Lucho &lt;/b&gt;era morrer sem antes reunir-se com a família e dizer-lhes que sempre os amou. Essa iniciativa iria ser posta em prática assim que avistasse &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Consuelo&lt;/b&gt; e sus niños. Mal podia esperar. Agora que estava quase a chegar não podia perder mais tempo. Já perdera tempo demais. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4134214248440467787-2220438660158417015?l=somanywordsinshorttime.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://somanywordsinshorttime.blogspot.com/2011/01/morte-adiada.html</link><author>noreply@blogger.com (Susana Pinto Ribeiro)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4134214248440467787.post-3393679873916501851</guid><pubDate>Sat, 29 Jan 2011 20:37:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-01-29T20:37:52.111Z</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>carimbo pessoal</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>modelo a seguir</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Magnitude</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Seguidores</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Máxima</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>exemplo</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Atitude</category><title>Atitude</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cultivar uma Atitude é razão para nos afirmarmos enquanto pessoas com qualidades únicas. Não devemos impô-la mas adoptá-la como se de um carimbo pessoal se tratasse e ser-lhe fiel em todas as circunstâncias em que nos vejamos envolvidos. Ter Atitude implica ter uma resposta perante aquilo que vai acontecendo nas nossas Vidas e as respostas que nós damos denunciam o tipo de pessoas que somos. A Atitude atribui-nos significado e confere significado a tudo o que nos envolve.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pessoas com Atitude envolvem-se, não ficam indiferentes, entregam-se a causas, afirmam suas posições, defendem seus ideais, comprometem-se,&amp;nbsp;são participativas, são magnetizadoras, causam admiração, sensibilizam plateias pequenas e grandes,&amp;nbsp;distribuem Amor, afecto, carinho, conforto, amparo, dedicam-se ao que realmente é importante&amp;nbsp;fomentar, são tolerantes sem ser compassivas,&amp;nbsp;reconhecem as suas falhas, aceitam as falhas dos outros, não buscam a perfeição nem a aceitação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Atitude não nasce&amp;nbsp;connosco nem é passível de imitação.&amp;nbsp;Requer coragem da nossa parte para assumirmos a responsabilidade por aquilo que fazemos e, principalmente, por aquilo que deixamos de fazer. Aliás quem afirma sua Atitude, não desperdiça a oportunidade de fazer aquilo que tem vontade de fazer e, por isso, também não se arrepende do que não fez porque&amp;nbsp;nada do que considera realmente importante&amp;nbsp;fica por realizar. Apesar dos seus receios, das suas inseguranças, das suas falhas, das suas limitações, acredita que&amp;nbsp;é possível contrariar esses handicaps e&amp;nbsp;resistir a todas as más sensações que o processo de enfrentar nossos próprios medos gera.&amp;nbsp;A sua entrega é tão grande e&amp;nbsp;a vontade ainda maior,&amp;nbsp;que tudo o que possa ser obstáculo ganha uma dimensão reduzida,&amp;nbsp;perdendo toda a capacidade de atemorizar e fazê-lo recuar e desistir do que para ele &amp;nbsp;faz todo sentido comprometer-se.&amp;nbsp;&amp;nbsp;A sua ansiedade é canalizada&amp;nbsp;para a prossecussão dos seus objectivos e nunca desaproveitada na exposição&amp;nbsp;dos seus pânicos interiores, que não importa estimular.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Atitude&amp;nbsp;representa a Magnitude do Nosso Ser, ou seja, o poder do seu alcance e os efeitos que provoca.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4134214248440467787-3393679873916501851?l=somanywordsinshorttime.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://somanywordsinshorttime.blogspot.com/2011/01/atitude.html</link><author>noreply@blogger.com (Susana Pinto Ribeiro)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4134214248440467787.post-5329718145647997521</guid><pubDate>Sat, 29 Jan 2011 15:36:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-01-29T15:36:55.626Z</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>retratar</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>personificação da realidade</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Inspiração</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>arte</category><title>Inspiração procura-se</title><description>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Qualquer artista teme perder um dia a sua criatividade e jamais conseguir criar arte. O Pânico é real e atormenta a classe artística que, por vezes, se vê forçada a abrandar o ritmo das suas criações para não vir a vulgarizar sua arte, tornando-a repetitivamente enfadonha. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Lucien estava a ser vítima desse desânimo. Algo que ele nunca sentiu nem experimentou. Estava apavorado. Precisava criar para lucrar, mas o vazio interior impedia-o de esgrimir os seus pincéis, animar a tela branca com diferentes combinações de cores e voltar a surpreender seus admiradores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Despiu a bata salpicada de multitons, bateu a porta do atelier e saiu de&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;cachimbo na mão. Aquele lugar, outrora cúmplice de alegrias,&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;estava a atrofiar-lhe a liberdade inspirativa. Sair parecia ser a solução mais imediata, para fugir da pressão criativa a que estava sujeito, cada vez que seu marchand o intimava a produzir para mais um ciclo de exposições.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Estranhou a chegada da noite fria quando saiu do seu bunker, mas mesmo assim continuou a caminhar em direcção à ponte sobre o rio Tamisa e suportar o ar gélido na cara, exposta ao vento. Os raros transeuntes com quem se cruzou, caminhavam apressados, indiferentes a tudo o resto, tolhidos pelo frio, tão British. Até ali nada o apelava, nem o impedia de prosseguir seu caminho, agarrado ao seu cachimbo calabash estilo Sherlock Holmes. A noite adensava-se cada vez mais.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Lucien continuava perdido nas ruas de Londres, cenários perfeitos de crimes policiais. Sem perceber, alguém o perseguia persistentemente desde a hora que abandonou seu abrigo criativo. Obcecado pelo seu problema ainda por resolver, Lucien continua arredado do mundo real. Nisto é interrompido por uma voz feminina, atrás de si, que o faz estacar de medo, conquistando a sua máxima atenção. Vira-se indefeso, para encarar o imprevisto e é com espanto que percebe que afinal a figura ameaçadora &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;é uma Mulher de ar miserável,&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;possuída pelo alcóol, sem abrigo, esfomeada, estigmatizada pela sociedade, que continua a rejeitar &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;suas tentativas de inserção. Sem querer, aquela mulher andrajosamente vestida, sem suavidade no rosto, estampado de tristeza, pelo que deixou escapar com a rendição à bebida, desperta interesse em Lucien que, sem hesitar, lhe oferece uma refeição quente e um quarto onde dormir nessa noite insuportavelmente gélida. Sem melhor opção, ela aceita a sua generosidade mas sem se comover. Tudo tem seu preço. Nunca ninguém lhe ofereceu nada sem exigir algo em troca. Todos aqueles que lhe estenderam a mão levaram pedaços de si, que jamais foram repostos e&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;é sem esperança de os reaver , &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;que mendiga pão e atenção.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Lucien tentou provocar conversa mas em vão. As respostas eram curtas e nada adiantavam sobre sua identidade.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;fome e a desconfiança impediam-na de desenvolver um diálogo contínuo .&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Depressa chegaram ao abrigo de Lucien, que estava convenientemente quente e acolhedor. Este apressou-se a aquecer um prato de sopa e a partir a carcaça de pão, para acomodar o steak. Menú sofregamente devorado por aquela Mulher de origem desconhecida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Sem privacidade, a Mulher é observada por Lucien, que estuda seus traços, sua silhueta feminina, seu modelo de Mulher, a ser retratado na tela em branco, largada a um canto do estúdio. Os olhares grudentos de Lucien assustam-na &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;mas algo a instiga a ficar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Lucien percebendo sua inquietação, decide ser sincero e contar o que ele efectivamente quer dela. A Mulher ainda sem nome, escuta a sua proposta, que consiste em posar como seu modelo artístico. Algo que ela nem sabia como personificar. Ela era a antítese do Modelo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Curiosamente, foi essa antítese que despertou interesse em Lucien. O objectivo era chocar, ferir susceptibilidades, exagerar, dramatizar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;A Mulher aceitou e até revelou o seu nome.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Margaret tinha agora a oportunidade de se inserir com a benção de um&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;artista conceituado.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Iria ser a sua inspiração, a sua musa, a sua única escolha para figurar nas suas criações. Uma importância que ela nunca teve, nem se soube dar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Despudoradamente, despiu suas vestes remendadas e dispôs-se na cama de ferro, completamente descoberta e em posição de descanso. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Estava instalado o cenário ideal para Lucien dar continuidade à sua sensibilidade artística.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Propositadamente, as poses não foram refinadas para não camuflar a realidade daquela Mulher marcada pela Dor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Renasce o artista e a Mulher que lhe serve de inspiração. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4134214248440467787-5329718145647997521?l=somanywordsinshorttime.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://somanywordsinshorttime.blogspot.com/2011/01/inspiracao-procura-se.html</link><author>noreply@blogger.com (Susana Pinto Ribeiro)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4134214248440467787.post-3507720132363357547</guid><pubDate>Sun, 23 Jan 2011 23:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-01-23T23:20:23.747Z</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>sonho</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Filosofia de Vida</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>força interior</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Escrita Criativa</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>destino</category><title>Sonhar é preciso</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Sonhar é o que nos mantém à tona e não nos deixa esmorecer, à medida que vamos sendo colocados à prova com situações de privação. A capacidade de&amp;nbsp;alimentar o sonho é algo que não habita em todos nós, mas que pode ser trabalhada e explorada no sentido de ﻿nos convencermos, que mesmo em situações de adversidade, podemos conceber sonhar e acreditar em melhores dias, que mudem o curso de negatividade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O dispositivo que gera o sonho é o nosso&amp;nbsp;fortalecimento interior, que se engrandece&amp;nbsp;quanto mais alimento lhe dermos e&amp;nbsp;podemos buscá-lo de&amp;nbsp;variadíssimas formas, em múltiplos contextos do nosso quotidiano mas para isso, precisamos recorrer à nossa sensibilidade para identificar&amp;nbsp;os modelos de felicidade que queremos atrair para as nossas Vidas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um compromisso que devemos estabelecer,&amp;nbsp;consiste em&amp;nbsp;dourar nossos dias com algo positivo,&amp;nbsp;seja ele qual for, desde que desperte boas sensações e ânimo para&amp;nbsp;continuar a sonhar com aquilo que queremos&amp;nbsp;construir no nosso futuro. Nossas acções no presente&amp;nbsp;devem ter um sentido e considerarem o dia de amanhã.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma filosofia de Vida é o que se tenta promover,&amp;nbsp;para ultrapassar os castigos&amp;nbsp;a que&amp;nbsp;vamos sendo&amp;nbsp;sujeitos numa sociedade&amp;nbsp;contaminada pelo mal. Sem essa filosofia não ganhamos imunidade à sua contaminação e seremos engolidos numa espiral de desistência por aquilo que só nós poderemos controlar. Nossa Vida é nossa responsabilidade e o&amp;nbsp;seu percurso é&amp;nbsp;consequência do que promovemos no presente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quem desistiu de&amp;nbsp;inverter o rumo da&amp;nbsp;sua existência, não pode reclamar do que vier a acontecer. A inacção&amp;nbsp;mata todas as oportunidades de&amp;nbsp;transformar o sonho&amp;nbsp;em realidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A forma como encaramos nosso destino&amp;nbsp;é o que nos diferencia. Há aqueles que cumprem mais um dia de obrigações e se queixam da carga que carregam e há os que se congratulam com&amp;nbsp;a chegada de um novo dia e com ele uma nova oportunidade de se aproximarem ainda mais do seu modelo de Felicidade.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4134214248440467787-3507720132363357547?l=somanywordsinshorttime.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://somanywordsinshorttime.blogspot.com/2011/01/sonhar-e-preciso.html</link><author>noreply@blogger.com (Susana Pinto Ribeiro)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4134214248440467787.post-5206360506237657910</guid><pubDate>Thu, 20 Jan 2011 23:48:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-01-20T23:53:54.374Z</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Globalização</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Miscinização</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Unificação</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Viagens</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Escrita Criativa</category><title>Cidadãos do Mundo</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É animador saber que fazemos parte do Mundo e não estamos apenas confinados à nossa terra natal. Esta possibilidade de integração global cria em nós a crença de que podemos ser felizes em qualquer parte do globo. A abertura das fronteiras criou múltiplas vantagens e esta é para mim, indiscutivelmente, a fonte de todas as oportunidades.&amp;nbsp;Viajar sem grandes restrições,&amp;nbsp;estudar&amp;nbsp;no exterior, patrocinados pelos programas Erasmus e Sócrates,&amp;nbsp;o acesso a canais cabo,&amp;nbsp;através dos quais nos chegam&amp;nbsp;notícias do Mundo,&amp;nbsp;as redes sociais que estreitam laços com os amigos, que ganhamos enquanto estudantes estrangeiros e que fomos obrigados a abandonar, para regressar às nossas origens, as redes sociais num contexto profissional que nos actualizam&amp;nbsp;e nos dão a&amp;nbsp;conhecer a realidade dos mercados internacionais, a consulta da imprensa internacional, o turismo, a discussão&amp;nbsp;aberta&amp;nbsp;a todos os&amp;nbsp;países participantes,&amp;nbsp;nas várias cimeiras governamentais e não governamentais que decorrem no mundo inteiro, são alguns dos marcos vísiveis do nosso crescimento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nossos desejos&amp;nbsp;também acompanharam&amp;nbsp;a unificação mundial e hoje&amp;nbsp;reflectem isso mesmo ao concebermos criar raízes noutro país, com outros costumes, outro idioma,&amp;nbsp;outro clima, outra cultura, outro grau de conhecimento, outra estrutura. Há uns anos atrás esta mudança radical&amp;nbsp;constituía uma díficil decisão que recaía essencialmente na melhoria das condições de vida. Actualmente, essa decisão está mais facilitada&amp;nbsp;e consciente, isto porque&amp;nbsp;não&amp;nbsp;deparamos com tantos entraves e a aceitação&amp;nbsp;desta miscinização de culturas é bem mais tranquila. A diferença está que antes não tinhamos alternativa e agora, apesar de termos alternativa, optamos sair do conformismo que a proximidade com as nossas raízes nos cria.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4134214248440467787-5206360506237657910?l=somanywordsinshorttime.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://somanywordsinshorttime.blogspot.com/2011/01/cidadaos-do-mundo.html</link><author>noreply@blogger.com (Susana Pinto Ribeiro)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4134214248440467787.post-800887060446995713</guid><pubDate>Thu, 20 Jan 2011 22:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-01-20T23:56:54.659Z</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Tolerância Zero</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Resistência</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Castigo</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Basta</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Escrita Criativa</category><title>Tolerância Zero</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só de proferir em voz alta "Tolerância Zero", fico com a sensação de me ter liberto de algum mau estar. Somos castigados de tantas e persistentes maneiras no nosso dia a dia, que só apetece exibir várias cartadas para&amp;nbsp;evitar explodir com&amp;nbsp;a nossa revolta e amedrontar a assistência. Esse naipe de cartas deveria considerar vários contextos, onde a nossa tolerância é zero e servir de excelentes substitutos para o nosso destempero verbal,&amp;nbsp;livrando-nos de todo o mal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todos os dias somos desafiados e testados, exigindo de nós doses exponenciais de paciência, espírito elevado, resistência e muito distanciamento pessoal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando a tolerância é zero, porque não conseguimos mais&amp;nbsp;suportar o comportamento repetititvo daqueles com quem esbarramos na Vida e com quem compartilhamos o mesmo espaço físico e dedicamos sem prazer grande parte do nosso tempo, um bom e eficaz recurso seria dispôr desse&amp;nbsp;baralho de opções que nos desresponsabiliza de&amp;nbsp;agir consoante a ocasião.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem querer, somos entregues a criatuas sem inocência, sem conteúdo, sem sensibilidade, sem educação, sem noção do que provocam, sem noção do que representam, sem berço,&amp;nbsp;sem limites, impiedosas com o mundo, vingativas e&amp;nbsp;que sem sucesso, cobiçam aquilo que é dos&amp;nbsp;outros e não podem ter porque ainda lhes falta&amp;nbsp;o principal, SER.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A essas criaturas eu exibo o cartão "Not Disturb" ou então, "Estou na Porta ao lado".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4134214248440467787-800887060446995713?l=somanywordsinshorttime.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://somanywordsinshorttime.blogspot.com/2011/01/tolerancia-zero.html</link><author>noreply@blogger.com (Susana Pinto Ribeiro)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4134214248440467787.post-8172563602443370408</guid><pubDate>Tue, 18 Jan 2011 23:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-01-19T14:37:52.737Z</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Amuletos</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Rádio</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Trânsito</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Automóvel</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Stress</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Segurança</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Escrita Criativa</category><title>Trânsito</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Um dos grandes causadores de stress é o trânsito. Mesmo quando não temos horários a cumprir, desesperamos com&amp;nbsp;a calma do carro à nossa frente, que sabe se lá porque razão decidiu colar o ponteiro nos 40km e se se desviar desse limite, é bem capaz de achar que está a pecar e vir a&amp;nbsp;ser alvo de uma pena impiedosa.﻿ O terço e demais amuletos protectores da sua segurança rodoviária, traçam o seu perfil de discípulo dos movimentos lentos, cronometrados, indiferentes à pressa dos seus colegas de estrada,&amp;nbsp;ultra concentrado,&amp;nbsp;com as duas mão grudadas no volante, corpo rígido, olhar compenetrado,&amp;nbsp;ao som da rádio&amp;nbsp;Renascença Emissora&amp;nbsp;Católica Portuguesa.&amp;nbsp;São eles que ditam o compasso da procissão, que desesperadamente segue na sua cola e&amp;nbsp;sabem bem aproveitar-se disso, escolhendo trajectos com raras oportunidades de preparar a fuga. Este género desafia a resistência de qualquer um.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há também os audazes do asfalto que se aventuram sem noção do perigo, forçando a passagem e comprometendo a sua segurança e a dos outros. Para eles o automóvel é um prolongamento daquilo que gostariam de ser. Sentem-se poderosos e viris&amp;nbsp;quando dominam a máquina com&amp;nbsp;toda a sua pujança física, ganhando velocidade à medida que cruzam obstáculos,&amp;nbsp;como se&amp;nbsp;estivessem&amp;nbsp;a&amp;nbsp;participar nalgum ranking&amp;nbsp;desportivo&amp;nbsp;de renome. Artilham&amp;nbsp;suas glórias com todo o tipo de acessórios que melhorem a sua performance e os façam brilhar à sua rodagem. Quem com eles se cruza na estrada fica com a sensação que estão em missão urgente ou então vieram abrir caminho para a passagem da visita presidencial. Até podia ser verdade, não fossem tantos os casos de apressadinhos a querer ganhar terreno e exibir seus dotes questionáveis de hábeis condutores. Julgam-se detentores de bons e rápidos reflexos que de&amp;nbsp;nada servem quando o imprevisto surge e com ele a tragédia, que mancha de sangue o seu palco de diversões.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4134214248440467787-8172563602443370408?l=somanywordsinshorttime.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://somanywordsinshorttime.blogspot.com/2011/01/transito.html</link><author>noreply@blogger.com (Susana Pinto Ribeiro)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4134214248440467787.post-6367960331689007386</guid><pubDate>Mon, 17 Jan 2011 23:02:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-01-19T14:41:27.820Z</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Satisfação</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Aprendizagem</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Pessoas</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Felicidade</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Inconsciente</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Auto-Ajuda</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Escrita Criativa</category><title>Felicidade</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um tema muito em voga nos livros de auto-ajuda que nos orientam para a Felicidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas afinal o que é a Felicidade?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todos temos uma opinião sobre o conceito de Felicidade, baseada em sensações, em pressupostos, em imagens que fomos guardando e catalogando no nosso inconsciente, em exemplos apreendidos em diferentes contextos, nas nossas prioridades, nos nossos desejos, na nossa maneira de estar na Vida e&amp;nbsp;no contacto com&amp;nbsp;os outros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O nosso grau de satisfação também determina a nossa capacidade de sermos felizes. Pessoas permanentemente insatisfeitas tendem a ser irremediavelmente infelizes. O grau de satisfação está intimamente ligado ao grau de exigência. Quanto mais exigentes formos mais insatisfeitos nos tornamos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não podemos ser demasiado exigentes connosco nem com os outros, para não&amp;nbsp;sofrermos com a desilusão de não alcançar níveis elevados de satisfação. Vamos esbarrar sempre em situações de não correspondência aos&amp;nbsp;nossos padrões, estranhar outras formas de Vida,&amp;nbsp;lidar com opiniões desfavoráveis,&amp;nbsp;enfrentar&amp;nbsp;os&amp;nbsp;nossos e os traumas dos outros, duvidar de nós, duvidar dos outros, remar numa maré diferente daquela que os outros traçaram para nós e&amp;nbsp;convencermo-nos que a Nossa Missão de Felicidade é algo&amp;nbsp;que só nós saberemos determinar. Não podemos confiar a Nossa Felicidade a ninguém, nem mesmo às pessoas&amp;nbsp;que mexem com nosso coração.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A nossa percepção de tudo o que vai aparecendo, denuncia a nossa propensão para a Felicidade. Essa percepção foi-se formatando à medida que fomos crescendo, ganhando autonomia para pensar e agir, sendo ela o principal instigador das nossas atitudes em prol da nossa Felicidade. Os que são gratos pelo que têm e não desdenham a sorte alheia, acreditando que só atraem aquilo que captam garantem a sua felicidade dia a dia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A perseguição da Felicidade é uma aprendizagem para toda a Vida, que implica a consciência de nós mesmos, de quem somos e do que queremos alcançar enquanto a luz não se apagar e ditar o fim da nossa missão terrena.&lt;/div&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4134214248440467787-6367960331689007386?l=somanywordsinshorttime.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://somanywordsinshorttime.blogspot.com/2011/01/felicidade.html</link><author>noreply@blogger.com (Susana Pinto Ribeiro)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4134214248440467787.post-8556919125432225562</guid><pubDate>Fri, 14 Jan 2011 00:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-01-19T14:37:26.514Z</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Mulher</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Suspiros</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Inspiração</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Escrita Criativa</category><title>Suspiros</title><description>Suspiros profundos numa Mulher podem ser um mau sintoma. Eu sou Mulher e melhor do que ninguém sei identificá-los e interpretá-los. A nossa condição de seres sensoriais e perseguidos reage com sensibilidade e manifesta-se com frequentes inspirações,&amp;nbsp;aliviadas com um Ai Ai sonoro, ou a solicitar atenção, ou a exasperar por algo, ou a chamar a saudade, ou a querer desabafar.&lt;br /&gt;
Bem se diz que somos o género que melhor explora a Comunicação. Até a não verbal recebe da nossa parte especial atenção e como. Nosso olhar muda quando algo não nos&amp;nbsp;convém, nossa respiração acelera anunciando alteração súbita de humor, remoemos algo imperceptível, esbarramos em todos os objectos e derrubamo-los como se fossem alvos a abater, aceleramos o ritmo, amuamos, ganhamos energias e aplicamo-las em tarefas com alguma exigência&amp;nbsp;física e se algo ou alguém surgir no&amp;nbsp;caminho, é melhor não se oferecer para ajudar e assim promover o diálogo, até ali adiado com vários suspiros, que para alguém mais experiente na matéria são&amp;nbsp;claros alertas para desandar por longas e demoradas horas.&lt;br /&gt;
Nós somos as melhores transformistas e despertadoras de surpresas. Temos a capacidade de assumir várias facetas e surpreender com todas elas.&lt;br /&gt;
Gladiamo-nos por miudezas como se fossem peças fundamentais para formar o puzzle da Nossa Vida. Aprofundamos demais, complicamos demais, sofremos por antecipação, não relaxamos, comparamos demais, exigimos demais, esperamos demais, cobramos demais, amuamos demais,&amp;nbsp;remoemos demais,&amp;nbsp;Amamos demais e, por isso também Suspiramos demais.&lt;br /&gt;
Ai Ai.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4134214248440467787-8556919125432225562?l=somanywordsinshorttime.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://somanywordsinshorttime.blogspot.com/2011/01/suspiros.html</link><author>noreply@blogger.com (Susana Pinto Ribeiro)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4134214248440467787.post-4507332125254254889</guid><pubDate>Thu, 13 Jan 2011 23:55:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-02-17T23:11:22.437Z</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Reencontro</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Escrita Criativa</category><title>Renovação</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Laura vivia amarrada num emprego sem evolução, que se prolongava de segunda a sexta ininterruptamente. O despertador já estava programado para assinalar o começo do dia às oito da manhã e Laura, obedientemente, sacudia o sono e saltava da cama com grande agilidade e sem tempo a perder. Trinta minutos bastavam para concluir o refrescamento da sua imagem e sair disparada para o emprego. Muitas vezes, a pressa matava a possibilidade de se despedir de Samuel com o beijo a que se tinham habituado, desde que selaram seu compromisso de partilharem todos os momentos das suas Vidas. Samuel ressentia-se com o esquecimento de Laura e ela, culpava-se por mais uma vez despreviligiar aquilo que faz sentido na sua Vida. Apesar destes incómodos emocionais serem uma presença recorrente, nem um nem outro desabafavam o quanto isso os sensibilizava. Quando se reencontravam no final do dia, completamente desgastados com as várias rotinas impostas, já só sobrava tempo para as questões caseiras e remoer o mau estar acumulado. Assim era a sua convivência semanal, que só ganhava algum ânimo no final de semana, mas pouco. Nem Laura nem Samuel questionavam a ausência de dedicação de que careciam. Ambos sentiam que algo de errado se apoderara das suas Vidas mas insistiam em abafar essa sensação e prosseguir, como se isso fosse de menor importância.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No intervalo para café, Laura queixava-se da sua Vida à confidente e Amiga Dulce, que&amp;nbsp;coleccionava dois divórcios litigiosos tão mal vistos pela sua Mãe, defensora do Casamento resistente para sempre. De forma egoísta, Dulce criava em Laura dúvidas se o seu casamento teria salvação e não estaria agastado demais para esperar uma reviravolta. A sua intenção era ganhar mais uma aliada e companheira na solidão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por sua vez, Samuel nas suas idas semanais aos jogos de futebol organizado com os amigos, aproveitava para libertar-se da vontade eminente de pecar com a colega, que propositadamente provocava encontros imediatos no edifício da Holding onde ambos trabalhavam.&amp;nbsp;Eleita a Mulher Canhão pelos seus colegas de trabalho e tema principal&amp;nbsp;das conversas machistas no coffee break, para desassossego de Samuel.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De volta a casa, Laura e Samuel suspiravam por melhorias e resignados fechavam-se nos seus mundos interiores. Ele refugiava-se no acompanhamento atento das jornadas futebolísticas e ela, nas séries da Fox. O diálogo era cada vez mais escasso e apenas interrompia o silêncio instalado, para reprogramar as rotinas diárias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Laura sonhava com vários cenários de romance, onde ela era a Rainha de toda a atenção de Samuel e cobiça&amp;nbsp;dos homens que os expiavam de longe, para grande revolta de suas companheiras enciumadas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Samuel queria uma Mulher disponível para satisfazer as suas fantasias, para o acompanhar e&amp;nbsp;fazê-lo sentir-se invejado e um Homem poderoso a seu lado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Algo mágico e magnetizador salvaria este casal tão afundado nas&amp;nbsp;suas próprias mágoas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Invocar Deus ou outras&amp;nbsp;Entidades Divinas seria em vão. Deus só acode quem tem vontade de mudar o seu estado. Recorrer à memória do tempo em que eram felizes, potencia a colagem dessa imagem ao presente que queremos retocar.&amp;nbsp;Flashes daquilo que está congelado no passado e que nos fez bem, devem ser repassados na nossa mente para que aos poucos nos sintamos convencidos de que é possível reverter a situação actual.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar dos fracos conselhos de Dulce, Laura conseguiu relembrar desse passado Bom com Samuel. Do seu sorriso, da sua cumplicidade, da sua proximidade, do seu sentido de humor, da sua meiguice, do seu apoio, da sua dependência de Laura. Afinal, ambos&amp;nbsp;estavam enganados ao pensar que já não careciam mais um do outro. Laura estava convencida que Samuel já não dependia dela para se sentir Feliz e Samuel remoía o mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O retrocesso mental no tempo motivou Laura a tomar a iniciativa de partir e deixar uma passagem paga para Samuel no Mural dos Recados e, a seu lado uma mensagem convocando-o a encontrar-se com ela, com a promessa de não se vir a arrepender. A provocação entusiasmou Samuel, que sem hesitar correu para o aeroporto apostado em refazer a sua Vida com a Mulher que o cativou à dez anos atrás naquele bar jazz em Queen's.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4134214248440467787-4507332125254254889?l=somanywordsinshorttime.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://somanywordsinshorttime.blogspot.com/2011/01/renovacao.html</link><author>noreply@blogger.com (Susana Pinto Ribeiro)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4134214248440467787.post-2945413313195703863</guid><pubDate>Wed, 05 Jan 2011 23:41:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-01-19T14:41:06.591Z</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Susto</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Futuro</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Pensamentos</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Crise</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Drama</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Obssessão</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Desânimo</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Escrita Criativa</category><title>Crise ou Susto</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fala-se tanto em Crise e pior fala-se numa Crise Mundial sem precedentes. Os Chefes de Governo anunciam medidas austeras que implicam uma inevitável descida do nível de vida da classe média. A Crise tem sido um estandarte convenientemente invocado para justificar maus resultados ou falta de iniciativa, que tem conduzido à inacção geral. Paralisamos cada vez que esse vocábulo de cinco letras é proferido e, não são raras as vezes, em que este é aplicado em contextos diversos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A força desta palavra tem sido tão devastadora, que eu atrevo-me a propor aos nossos dirigentes políticos a sua irradicação de todos os dicionários, manuais escolares, boletins económicos, wikipédias, relatórios, livros, cabeçalhos, notas de rodapé, anotações, apontamentos ou quaisquer subliminares chamadas de atenção para o estado em que nos encontramos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se mesmo assim esse palavrão continuar a ser usado como pregão, apesar da sua proibição então, nesse caso, teremos que abafá-o com um som tão estridente que os faça arrepender de ter ousado reproduzi-lo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Crise tornou-se uma obssessão incapacitante e atrofiante, que ecoa por todo o lado. Se destronarmos o título desta palavra e trocá-la por outra mais leve, mais soft, menos catastrófica,&amp;nbsp;retirando-lhe essa&amp;nbsp;qualidade de Queen of Drama, então teremos algum sosssego e ânimo para sair do negativo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em vez de Crise chamemos-lhe Susto. Soa menos definitivo. Susto pode indicar alerta para reagirmos depressa e bem. Por mim fica Susto. Deste modo, consigo acreditar num futuro melhor para mim e para as gerações seguintes.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4134214248440467787-2945413313195703863?l=somanywordsinshorttime.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://somanywordsinshorttime.blogspot.com/2011/01/crise-ou-susto.html</link><author>noreply@blogger.com (Susana Pinto Ribeiro)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4134214248440467787.post-2194134088270801197</guid><pubDate>Wed, 05 Jan 2011 23:38:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-01-05T23:38:28.330Z</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Pensamentos</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Pressupostos</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Loucura</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Escrita Criativa</category><title>Loucura</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nunca sentiram estar a enlouquecer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não falo apenas do ritmo acelerado da semana ou sequer dos horários a cumprir, dos compromissos estabelecidos, das regras de boa conduta, dos sorrisos forçados, das poucas horas de sono, do trânsito, do café da manhã apressado, do trabalho acumulado na secretária, do telefone sempre a tocar sem sossego, do elevador que tarda em chegar à minha chamada e o relógio a ditar o compasso. Falo da mesmice dos nossos dias, sempre tão iguais, sem lugar ao inesperado. É tão irritante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até a cor da caneta a uso é sempre a mesma. As únicas opções são azul ou preta. E se de repente eu eleger a caneta vermelha para assinar documentos, para tirar apontamentos, para preencher espaços em branco, para sublinhar, para riscar, para libertar pensamentos? Certamente, seria internada numa instituição para doentes mentais inimputáveis e isolada numa cela de decoração minimalista. Quanto menos houver para arremessar melhor, não vá eu ameaçar fazê-lo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Às vezes dá vontade de agitar com aquilo que permanece igual.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Roupa do avesso também seria uma boa prática para quebrar com o esquema rígido com que assentamos nossas Vidas. Apesar de eu achar que esta iniciativa é saudável para despistar a loucura eminente, haverá quem não pense assim. A maioria estranharia e me aconselharia a recorrer a ajuda psiquiátrica. Este exagero apenas serve para reflectir o quanto nós estamos formatados a reproduzir determinados pressupostos e quando nos desviamos para outras formas de comportamento, resulta estranho e anormal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estas duas novas sugestões comportamentais radicais e quiçá absurdas, apenas justificam a nossa relutância em mudar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho que essa resistência a outras formas comportamentais e o cumprimento dos mesmos pressupostos são castigos a que nos obrigamos e que nos instrumentalizam. Tornam-nos previsíveis, desinteressantes, irremediavelmente incuráveis.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4134214248440467787-2194134088270801197?l=somanywordsinshorttime.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://somanywordsinshorttime.blogspot.com/2011/01/loucura.html</link><author>noreply@blogger.com (Susana Pinto Ribeiro)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4134214248440467787.post-7432503421620168935</guid><pubDate>Wed, 05 Jan 2011 23:33:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-01-19T14:41:54.274Z</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Desabafos</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Singularidades</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Pensamentos</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Escrita Criativa</category><title>Welcome to my small world</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agradeço a todos aqueles que espreitarem o meu blog, &amp;nbsp;o tempo dispendido a ler os meus textos despretensiosos. O que eu posso prometer é expor a minha sensibilidade para desenvolver determinados temas. O objectivo é proporcionar, a quem visitar o meu blog e quiser dedicar seu tempo a ler a minha humilde colaboração para a escrita criativa, inspiração nas suas vidas. Se eu conseguir inspirar com as minhas palavras alguém no universo blogosfera então é porque tenho algum “poder” de encantamento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desculpem a má educação. Ainda nem me apresentei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou um Ser interior.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou Mulher.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Persigo a felicidade&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou observadora&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou ultra sensível. Às vezes insuportavelmente frágil.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nem sempre me sinto deste Mundo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou sonhadora&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou ansiosa&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Adoro criar perfis a desconhecidos. É uma boa forma de divagar e distrair o pensamento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou avessa a obrigações tão inimigas da inspiração e do espírito livre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou o que dizem mas numa versão melhorada. :)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4134214248440467787-7432503421620168935?l=somanywordsinshorttime.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://somanywordsinshorttime.blogspot.com/2011/01/welcome-to-my-small-world.html</link><author>noreply@blogger.com (Susana Pinto Ribeiro)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4134214248440467787.post-3228659577516521274</guid><pubDate>Wed, 05 Jan 2011 23:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-01-19T14:42:16.989Z</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Comunhão Universal</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Amor</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Universal Mind</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Amizade</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Comportamentos</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Filosofia de Vida</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Escrita Criativa</category><title>Universal Mind</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É uma filosofia que importa conservar num mundo cada vez mais individualista e agarrado ao efémero, ao descartável, ao querer ter apenas porque sim, ao capricho de ter para não se sentir inferior a ninguém. Enquanto assentarmos a base do nosso ser nessa premissa de eu só estarei em alta se tiver o mesmo que os outros têm e, sendo esses outros os tais da ribalta, então jamais conseguiremos ser verdadeiramente. Seremos sempre escravos das coisas e corruptíveis por elas. Esta mentalidade universal partilhada por todos os povos é uma utopia mas apesar de ser uma utopia, devemos tentar alastrar esta filosofia ao maior número possível de pessoas senão arriscaremo-nos a ter um Mundo cruel e infeliz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É importante existir mandamentos universais de comportamento que orientem no sentido de conduzir a espécie humana a pautar-se pelos mesmos princípios universais que têm como sustentação fundamental o Amor ao próximo. Infelizmente, os seres humanos não andam de mãos dadas com esta ideologia de Vida, nem parecem interessados em desviarem-se das suas obsessões egoístas. Falta ainda tomar consciência que, os exemplos a seguir não são necessariamente aqueles que estão no auge, no top, na boca de todos, na mira dos holofotes. Quem efectivamente é um exemplo não se expõe, não se auto promove, não colecciona medalhas, nem condecorações, não espera aplausos, não selecciona favorecidos nem desfavorecidos, não está dependente da aprovação dos outros, não espera algo em troca, não se arrepende do que perdeu, contenta-se com o que dá a ganhar,&amp;nbsp; controla os efeitos das suas atitudes e o que de bom podem elas provocar. &amp;nbsp;Apesar de não se colocar em primeiro lugar está sempre em primeiro lugar porque o seu carisma não deixa ninguém indiferente às suas manifestações de comunhão com o mundo. É alguém especial e único pela sua capacidade de amar e ser amado, promovendo bem estar à sua passagem. Há poucos exemplos destes, precisamente porque o universo ainda não gira em torno de uma mesma mentalidade de nos darmos uns aos outros. Um sorriso é um bom começo. Acredito que o retorno é muito maior e a sensação com que se fica é superior.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A nossa sociedade está a cultivar várias mensagens negativas de como devemos destacar-nos pelo Ter e não pelo Ser. Enquanto assim for, as relações serão frágeis, as conversas sem profundidade, o interesse pessoal estará acima do interesse do todo, os outros serão sempre um meio para atingir fins pessoais, tudo se converterá em algo dispensável, a amizade será circunstancial, a solidariedade será praticamente inexistente, a falsidade e artificialidade serão trunfos a usar para fabricar emoções, a ser convenientemente aplicadas em cada ocasião, a imagem sem conteúdo será apreciada, a cobiça, a traição, a insensibilidade, a inveja, a luxúria e todos esses pecados capitais serão uma forte presença nesta curta passagem pela terra. Tudo será relativizado em nome de um bom lugar ao sol , num paraíso fiscal bem ao estilo dos escolhidos pelos detonadores do BPP e BPN.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4134214248440467787-3228659577516521274?l=somanywordsinshorttime.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://somanywordsinshorttime.blogspot.com/2011/01/universal-mind.html</link><author>noreply@blogger.com (Susana Pinto Ribeiro)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4134214248440467787.post-7567569787669184416</guid><pubDate>Wed, 05 Jan 2011 23:25:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-01-19T14:42:41.912Z</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Sonhar</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Escuridão</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Divino</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Luz</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Amizade</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Iluminado</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Ser</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Escrita Criativa</category><title>Ser Iluminado</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ema vivia na escuridão desde muito cedo. Só podia contar com os outros quatro sentidos, que ela soube tão bem&amp;nbsp;apurar ao longo do tempo, de tal forma que, houve&amp;nbsp;momentos&amp;nbsp;que suspeitamos não ser invisual. A sua sensibilidade era tão grande que facilmente se apercebia do nosso estado de espírito só de nos ouvir respirar. Por mais que tentassemos abafar, Ema desmascarava-nos na hora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando nos conhecemos receava perguntar-lhe se se incomodava com o facto de&amp;nbsp;não ter visão. Para mim, Ema era uma coitada a quem privaram de disfrutar da Vida e&amp;nbsp;com um castigo tão pesado para carregar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Julgo até que ela sentiu essa minha compaixão por ela,&amp;nbsp;por&amp;nbsp;atitudes tomadas posteriormente. O seu sorriso, a sua postura confiante, os seus gestos descontraídos, a sua doçura na voz, a sua tranquilidade,&amp;nbsp;a sua vaidade, a sua sensibilidade, o seu optimismo, a sua infinita capacidade de sonhar fizeram-me acordar e pensar que afinal a coitada era eu e não ela.&amp;nbsp;Eu é que me achava mais completa por poder gozar de todos os meus sentidos e, sem saber estava a desperdiça-los só porque achava que os tinha como garantidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ema ensinou-me que, por mais limitações que tenhamos, ninguém pode tirar-nos o prazer de sonhar e é possível sonhar mesmo na escuridão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ema vivia feliz, desdramatizando o facto de ter&amp;nbsp;perdido a capacidade de&amp;nbsp;ver. Enquanto&amp;nbsp;eu, apesar de ter todas as capacidades intactas, não me contentava com nada e tudo era tão pesado e difícil de suportar. Algo me incomodava e parecia vir de dentro de mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;À &amp;nbsp;medida que fui aprofundando Nossa amizade, constatei que a sua presença fazia-me bem, fazia-me sentir serena, tolerante, menos exigente, mais segura de mim mesma, sem pressões, sem cobranças. A sua força interior era tão animadora, revigorante e contagiante, que eu chegava a sentir deter o mesmo poder para controlar minha vida soberanamente. Suguei, de tal maneira, todos&amp;nbsp;aqueles momentos que com ela partilhei, que hoje não me reconheço mais nesse passado longínquo de fragilidades, inseguranças, medos, mau estar.&amp;nbsp; Ema&amp;nbsp;carregou meu espírito com a luz que eu afinal não tinha. Ironicamente, vim a descobrir que eu é que vivia na escuridão e Ema vivia na luz.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4134214248440467787-7567569787669184416?l=somanywordsinshorttime.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://somanywordsinshorttime.blogspot.com/2011/01/ser-iluminado.html</link><author>noreply@blogger.com (Susana Pinto Ribeiro)</author><thr:total>0</thr:total></item></channel></rss>