<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8917553681156085969</id><updated>2026-03-24T00:56:39.503-07:00</updated><category term="z Animações"/><category term="Contos"/><category term="Poe Arte"/><category term="notícias"/><category term="videos e filmes"/><category term="Biografia"/><category term="Terror e Mistério"/><category term="Faces do Corvo"/><category term="Interessante"/><category term="versões em inglês"/><category term="Poe no mundo da música"/><category term="Poemas"/><category term="POEsia"/><category term="Amantes do Poe"/><category term="Contos policiais"/><category term="Contos Humoristicos"/><category term="julio verne"/><category term="relacionados"/><category term="Assista OnLine"/><category term="Citações"/><category term="Ensaios"/><category term="Introdução"/><category term="Quadrinhos"/><category term="Dream of Poe"/><category term="FACEBOOK"/><category term="Sonetos"/><category term="Teorias sobre sua morte"/><category term="Textos acadêmicos"/><category term="Tirinhas"/><category term="audio"/><category term="selos"/><category term="A dream of Poe"/><category term="Bibliografia"/><category term="Séries"/><category term="teatro"/><title type='text'>Allan Poe [Brasil]</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://allanpoe4.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8917553681156085969/posts/default?redirect=false'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allanpoe4.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8917553681156085969/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false'/><author><name>EnigmA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12437673417759324588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjsbkwBRYi9KIxuEYgNLnNDB75eukibeBTv-rDF_q2wCRCN8yot6LlNQJmyFfhw3gvAnQPvVta2ppiA4aNf96rq92GHUPKg0JFrpnSgm8INHClVOdsuzl6hsZNRFwhaaA/s220/laranja-mecanica.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>176</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8917553681156085969.post-8630381022832335440</id><published>2013-03-07T19:11:00.000-08:00</published><updated>2013-03-07T19:12:26.875-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Contos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Contos Humoristicos"/><title type='text'>O Sistema do Dr. Abreu e do Professor Pena</title><content type='html'>&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;
&lt;i&gt;(1) Publicado pela primeira vez no Graham&#39;s Lady&#39;s and Gentleman’s Magazine,&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;novembro de 1845. Título original: THE System &amp;nbsp;of Dr. Tarr and Prof. Fether.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;O título original deste famoso conto de Poe é The System nomes evidentemente&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;burlescos e intraduzíveis, pois tar significa &amp;nbsp;em inglês &quot;alcatrao&quot;, &quot;breu&quot;,&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&quot;betume&quot;, e fether é vocábulo puramente &amp;nbsp;fantástico. O &quot;Sistema&quot; do &quot;Dr. Tarr &amp;amp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Prof. Fether&quot;, que serve de base a &amp;nbsp;este conto, é uma conhecida forma de punição&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;, existente outrora nos Estados &amp;nbsp;Unidos, e que consistia em besuntar a breu e&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;cobrir de penas os condenados, &amp;nbsp;fato que se designava pela expressão to tar and&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;feather somebody. (N.T.)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;
&lt;br /&gt;
DURANTE o outono de 18..., enquanto dava um giro pelas províncias do extremo&lt;br /&gt;
sul da França, levou-me a estrada que eu seguia a poucas milhas de certa casa de&lt;br /&gt;
saúde ou hospício particular, &amp;nbsp;acerca do qual muito me haviam falado em Paris&lt;br /&gt;
alguns médicos &amp;nbsp;meus amigos. Como nunca houvesse visitado um lugar desse&lt;br /&gt;
natureza, julguei excelente a oportunidade para poder perdê-la; e, assim, propus a&lt;br /&gt;
meu companheiro de viagem (um cavalheiro que conhecera &amp;nbsp;casualmente poucos&lt;br /&gt;
dias antes) que nos desviássemos, uma hora ou mais para percorrer o&lt;br /&gt;
estabelecimento. Recusou-se ele a isto, alegando pressa, em primeiro lugar, e, em&lt;br /&gt;
segundo, o horror que habitualmente &amp;nbsp;provoca a vista de um alienado. Rogou-me,&lt;br /&gt;
porém que não , sacrificasse a uma simples cortesia para com ele a minha&lt;br /&gt;
satisfação de curiosidade e disse que continuaria a viagem, vagarosamente de&lt;br /&gt;
modo que eu pudesse alcançá-lo durante o dia, ou em qualquer caso, no dia&lt;br /&gt;
seguinte.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao despedir- se de mim ocorreu-me que poderia haver alguma dificuldade em&lt;br /&gt;
obter entrada no edifício e mencionei meus receios a esse respeito. Ele&lt;br /&gt;
respondeu que, de fato, a menos que eu tivesse conhecimento &amp;nbsp;pessoal com o&lt;br /&gt;
diretor, Sr. Maillard, ou alguma credencial em forma de carta, alguma dificuldade&lt;br /&gt;
poderia haver, uma vez que regulamentos desses hospícios particulares eram&lt;br /&gt;
mais severos do que as normas dos hospícios públicos. Quanto a ele, ficara&lt;br /&gt;
conhecendo, havia alguns anos, o Sr. Maillard e, portanto, ,me acompanharia até à&lt;br /&gt;
porta, para apresentar-me, embora seus sentimentos, relativamente à loucura, não&lt;br /&gt;
lhe permitissem entrar na casa .&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Agradeci-lhe e, desviando-nos da estrada principal, entramos por um atalho&lt;br /&gt;
relvoso que, dentro de meia hora, quase se perdia numa densa floresta &amp;nbsp;que&lt;br /&gt;
cobria a base de uma montanha. Por entre esse bosque &amp;nbsp;únido e sombrio,&lt;br /&gt;
cavalgamos umas duas milhas, até que a casa de saúde foi avistada. Era um&lt;br /&gt;
fantástico castelo, bastante deteriorado e realmente pouco habitável, pela sua&lt;br /&gt;
aparência de velhice e desleixo. Seu aspecto encheu-me de verdadeiro terror e,&lt;br /&gt;
detendo o meu cavalo, &amp;nbsp; já estava meio resolvido a voltar. Logo, porém,&lt;br /&gt;
envergonhei-me de minha fraqueza e continuei.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao nos dirigirmos para o portão de entrada notei que ele estava semi-aberto e que&lt;br /&gt;
um homem espreitava pela abertura. Logo depois esse homem adiantou-se,&lt;br /&gt;
abordou meu companheiro, chamando-o nome, apertou-lhe cordialmente a mão e&lt;br /&gt;
convidou-o a apear-se. &amp;nbsp;Era o próprio Sr. Maillard. Era ele um cavalheiro do velho&lt;br /&gt;
estilo, de &amp;nbsp;imponente e bela aparência, de maneiras polidas e certo ar de&lt;br /&gt;
gravidade, &amp;nbsp;dignidade, e autoridade que impressionava bastante. Depois de&lt;br /&gt;
apresentar-me, meu amigo mencionou meu desejo de visitar o &amp;nbsp;estabelecimento e&lt;br /&gt;
recebeu do Sr. Maillard a segurança de que me prestaria todas as atenções;&lt;br /&gt;
depois despediu-se e não mais o vi.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois que ele se foi, o diretor conduziu-me a uma saleta pequena e muito &amp;nbsp;bem&lt;br /&gt;
cuidada, contendo, entre outros indícios de refinado gosto, muitos &amp;nbsp;livros,&lt;br /&gt;
quadros, vasos de flores e instrumentos musicais. Vivo fogo ardia na lareira. Ao&lt;br /&gt;
piano, cantando uma ária de Bellini, estava sentada uma mulher jovem e&lt;br /&gt;
belíssima, que, à minha entrada, parou sua canção e acolheu-me com graciosa&lt;br /&gt;
cortesia . Sua voz era grave e todas as suas maneiras reservadas. Julguei,&lt;br /&gt;
também , notar sinais de tristeza em seu semblante, que era excessivamente pálido,&lt;br /&gt;
embora não fosse isso desagradável para &amp;nbsp;meu gosto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Trajava de luto fechado e provocou , em meu coração um sentimento misto de&lt;br /&gt;
respeito, admiração e interesse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu ouvira falar, em Paris, que o instituto do Sr. Maillard, conduzido de acordo com&lt;br /&gt;
o que vulgarmente se chama sistema da &amp;nbsp;brandura; que todas as punições eram&lt;br /&gt;
proscritas, que mesmo a reclusão só era empregada raramente, que os pacientes,&lt;br /&gt;
embora secretamente vigiados, eram deixados, em aparente liberdade e que a&lt;br /&gt;
muitos deles se permitia andar pela casa e pelos jardins vestidos com os trajes&lt;br /&gt;
comuns das pessoas de juízo perfeito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tendo em vista tais impressões, tornei-me cuidado sobre o que pudesse dizer&lt;br /&gt;
diante da jovem senhora, pois nada me &amp;nbsp;assegurava que ela estivesse no gozo da&lt;br /&gt;
razão; e, de fato, certo brilho inquieto que havia em seus olhos levou-me quase a&lt;br /&gt;
imaginar que não estava. &amp;nbsp;Limitei, pois, minhas observações a temas gerais e&lt;br /&gt;
àqueles que pensei não desagradarem nem excitarem um alienado. Ela&lt;br /&gt;
respondeu de modo perfeitamente racional, a tudo quanto eu disse e mesmo suas&lt;br /&gt;
suas observações pessoais eram assinaladas pelo mais profundo bom-senso;&lt;br /&gt;
mas um longo conhecimento da metafísica da demência me ensinara a não&lt;br /&gt;
depositar fé em tais demonstrações de sanidade mental, e continuei a usar,&lt;br /&gt;
durante toda a palestra, da preocupação com &amp;nbsp;que a iniciara.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em seguida, um elegante criado de libré trouxe uma&amp;nbsp;bandeja&amp;nbsp;com frutas, vinho e&lt;br /&gt;
outros refrescos, de que me servi; a senhora &amp;nbsp;logo depois, deixou o aposento.&lt;br /&gt;
Depois que partiu, voltei os olhos &amp;nbsp;de modo interrogativo, para o dono da casa.&lt;br /&gt;
Não - disse ele. - Oh, não! É uma pessoa de família ... Minha sobrinha, uma&lt;br /&gt;
senhora muito prendada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Peço mil perdões pela suspeita - repliquei -, mas naturalmente o senhor sabe&lt;br /&gt;
como desculpar-me. A excelente administração de seu estabelecimento é muito&lt;br /&gt;
bem compreendida e, Paris e eu pensei que seria bem possível, o senhor sabe.&lt;br /&gt;
- Sim, sim. . . Não diga mais. . . Ou antes, eu é que lhe deveria agradecer pela&lt;br /&gt;
recomendável prudência de que o senhor usou. &amp;nbsp;Raramente achamos tamanha&lt;br /&gt;
previsão entre os jovens, e mais de uma vez vários contratempos lastimáveis&lt;br /&gt;
ocorreram em consequência de imprevidência da parte de nossos visitantes.&lt;br /&gt;
Quando meu&amp;nbsp;primitivo&amp;nbsp;sistema estava sendo empregado e era dado aos meus&lt;br /&gt;
pacientes o privilégio de andarem para um lado e para outro, à vontade muitas&lt;br /&gt;
vezes eram eles levados a perigosas crises, por pessoas que irrefletidas que eram&lt;br /&gt;
convidadas a visitar a casa. Fui então impor um rígido sistema de seleção e só&lt;br /&gt;
obtêm acesso ao edifício aqueles com cuja discrição posso contar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Quando seu primitivo sistema estava sendo empregado! - &amp;nbsp;disse eu, repetindo-lhe&lt;br /&gt;
as palavras. - Quer dizer, então que o &quot;sistema da brandura&quot;, de que tanto ouvi&lt;br /&gt;
falar, não é mais usado?&lt;br /&gt;
- Faz já - replicou ele - diversas semanas que decidimos&amp;nbsp;renunciar&amp;nbsp;a ele para&lt;br /&gt;
sempre.&lt;br /&gt;
- Deveras? O senhor me deixa atônito!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Achamos que era, meu senhor - falou ele, com profundo suspiro- inteiramente&lt;br /&gt;
necessário voltar aos antigos processos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O periodo do sistema &amp;nbsp;da brandura era a todos os momentos aterrador, e suas&lt;br /&gt;
vantagens foram avaliadas com excesso. Creio, meu senhor, que nesta casa foi&lt;br /&gt;
feita uma experiência leal entre as que mais o foram. &amp;nbsp;Fizemos tudo quanto a&lt;br /&gt;
razão humana podia sugerir. Lastimo que o Sr. não nos tenha podido fazer uma&lt;br /&gt;
visita antes, para , poder ter julgado por si mesmo. Mas presumo que conhece o&lt;br /&gt;
sistema da brandura… &amp;nbsp;e seus pormenores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Não completamente. O que dele ouvi foi de terceira ou quarta mão.&lt;br /&gt;
- Posso &amp;nbsp;definir o sistema, então, em termos gerais, como um sistema em que os&lt;br /&gt;
pacientes eram&amp;nbsp;dirigidos&amp;nbsp;pela satisfação de seus desejos. Não contrariávamos as&lt;br /&gt;
fantasias que entravam no cérebro do louco. Ao contrário, não só as permitíamos&lt;br /&gt;
como as estimulávamos e muitas de nossas curas permanentes foram efetuadas&lt;br /&gt;
assim. Não há argumento que tanto atinja a razão fraca do alienado do que a da&lt;br /&gt;
reductio ad absurdum. Tivemos, por exemplo, homens que se consideravam&lt;br /&gt;
pintos. A cura consistia em insistir sobre isso como um fato, &amp;nbsp;em acusar o&lt;br /&gt;
paciente de estupidez por não perceber, suficientemente que isso era um fato, e,&lt;br /&gt;
desse modo, em recusar-lhe , durante uma semana, outro regime alimentar que&lt;br /&gt;
não o próprio de um pinto. Desse modo, um pouco de grão e de areia chegava a&lt;br /&gt;
obter maravilhas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Mas essa espécie de aquiescência era tudo?&lt;br /&gt;
- De modo algum. Depositávamos muita fé nas diversões de espécies simples, tais&lt;br /&gt;
como música, danças, exercícios ginásticos em geral, jogos de baralho, certas&lt;br /&gt;
espécies de livros, etc. Fingíamos tratar cada indivíduo como se sofresse de&lt;br /&gt;
alguma moléstia física comum; e a palavra &quot;loucura&quot; nunca era empregada. Um&lt;br /&gt;
dos pontos importantes estava em encarregar cada alienado de vigiar as ações de&lt;br /&gt;
todos os demais . Depositar confiança na compreensão ou na discrição de um&lt;br /&gt;
louco é ganhá-lo de corpo e alma. Desse modo podíamos dispensar um corpo de&lt;br /&gt;
guardas, tão dispendioso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- E não havia punições de espécie alguma?&lt;br /&gt;
- Nenhuma.&lt;br /&gt;
- E o senhor nunca encarcerou seus pacientes?&lt;br /&gt;
- Muito raramente. De vez em quando, a doença de alguma pessoa se&lt;br /&gt;
transformava numa crise ou tomava um súbito aspecto de fúria; levávamo-lo,&lt;br /&gt;
então, para uma cela secreta a fim de que sua agitação não contagiasse os&lt;br /&gt;
demais, e ali o conservávamos até poder devolvê-lo a &amp;nbsp;seus amigos, pois nada&lt;br /&gt;
fazemos com os loucos furiosos.&amp;nbsp;Habitualmente&amp;nbsp;são eles removidos para os&lt;br /&gt;
hospícios públicos.&lt;br /&gt;
- E o&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;senhor agora mudou tudo isso... Pensa que foi para melhor?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-&amp;nbsp;Perfeitamente. &amp;nbsp;O sistema tinha suas desvantagens, seus perigos mesmo.&lt;br /&gt;
Felizmente, está ele agora proscrito de todas as casas de saúde da França.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Fico muito surpreendido com o que o senhor me diz - falei.&lt;br /&gt;
- Estava certo de que, neste momento, nenhum outro método para tratamento da&lt;br /&gt;
loucura existisse em qualquer parte do país.&lt;br /&gt;
- O senhor é jovem ainda, meu amigo - replicou o dono da casa. - Mas chegará o&lt;br /&gt;
tempo em que aprenderá a julgar por si mesmo do que se passa no mundo, sem&lt;br /&gt;
confiar nas tagarelices &amp;nbsp;alheias. Não acredite em nada do que ouve e só a metade&lt;br /&gt;
do que vê. &amp;nbsp;Ora, acerca de nossa casa de saúde, é certo que algum ignorante &amp;nbsp;o&lt;br /&gt;
enganou. Depois do jantar, porém, quando o senhor estiver suficientemente&lt;br /&gt;
descansado da fadiga de sua viagem a cavalo, sentir-me-ei feliz por mostrar-lhe&lt;br /&gt;
um sistema que, na minha opinião e na &amp;nbsp;de todos que testemunharam sua&lt;br /&gt;
aplicação, é, incomparavelmente, &amp;nbsp;o mais eficiente de quantos já se imaginaram.&lt;br /&gt;
- E seu? - interroguei. - E algum de sua própria invenção?&lt;br /&gt;
- Tenho orgulho em reconhecer que é - replicou ele - pelo &amp;nbsp;menos, em certa parte.&lt;br /&gt;
Desse modo, conversei com o Sr. Maillard uma ou duas horas durante as quais&lt;br /&gt;
ele me mostrou os jardins e as estufas do lugar.&lt;br /&gt;
- Não posso deixá-lo ver neste momento os meus pacientes - falou ele. - Para um&lt;br /&gt;
espfrito sensível há sempre, mais ou menos, &amp;nbsp; alguma coisa de chocante em tais&lt;br /&gt;
exibições e não desejo privá-lo &amp;nbsp;do apetite de jantar. Vamos jantar juntos. Poderei&lt;br /&gt;
oferecer-lhe vitela à Ia Saint Menehoult, couves-flores en veloutée sauce. Depois&lt;br /&gt;
de &amp;nbsp;um copo de Clos de Vougeôt, seus nervos, então, estarão suficientemente&lt;br /&gt;
firmes.&lt;br /&gt;
Às seis horas foi anunciado o jantar, e meu anfitrião conduziu-me a uma grande&lt;br /&gt;
salle à manger, onde se reunia uma companhia bastante numerosa: vinte e cinco&lt;br /&gt;
ou trinta ao todo. Eram aparentemente, gente fina, certamente de elevada&lt;br /&gt;
educação, embora suas vestes fossem extravagantemente ricas, participando&lt;br /&gt;
algo demais do apuro ostentoso da vieille cour.&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;color: #ffe599;&quot;&gt;(2)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; Verifiquei que, pelo menos &lt;br /&gt;
dois terços dos convivas eram mulheres e várias delas, de modo algum &amp;nbsp;se&lt;br /&gt;
trajavam de acordo com o que um parisiense consideraria bom gosto nos dias&lt;br /&gt;
que correm. Várias senhoras, por exemplo, cuja a idade não podia ser menos de&lt;br /&gt;
setenta anos, ornamentavam-se com uma profusão de jóias, como anéis,&lt;br /&gt;
braceletes, brincos, e traziam o peito e os braços vergonhosamente nus.&lt;br /&gt;
Observei, também que muito poucos dos vestidos eram bem feitos ou, pelo&lt;br /&gt;
menos, que muito &amp;nbsp;poucos condiziam com quem os usava. Olhando em torno&lt;br /&gt;
descobri a interessante moça a quem o Sr. Maillard me apresentara na saleta mas&lt;br /&gt;
grande foi minha surpresa ao vê-la usando um vestido de anquinhas, com&lt;br /&gt;
sapatos de salto alto e uma touca suja de ponto de Bruxelas, demasiado grande&lt;br /&gt;
para ela e que lhe dava à face uma expressão ridícula de diminuição. Quando&lt;br /&gt;
primeiro a vira &amp;nbsp;ela trajava, deve ser lembrado, luto fechado.&lt;br /&gt;
Havia um ar de extravagância, em suma, em todas as roupas de todos os&lt;br /&gt;
convivas, que me trazia ao pensamento ao pensamento a&amp;nbsp;ideia&amp;nbsp;primitiva&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;color: #f9cb9c;&quot;&gt;(2)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; &lt;i&gt;Velha corte, referindo-se ao Império ou à Restauração. Pode também traduzir-&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;se por &quot;sabor velho&quot;. (N. T.)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
do &quot;sistema de brandura&quot; e fazia-me imaginar que o Sr. Maillard pretendera iludir-&lt;br /&gt;
me, até depois do jantar, para que eu não experimentasse sentimentos&lt;br /&gt;
desagradáveis durante a refeição, ao encontrar-me jantando com doidos. Mas&lt;br /&gt;
lembrei-me de ter sido informado em Paris de que os provincianos do sul são um&lt;br /&gt;
povo particularmente excêntrico, com um vasto número de idéias antiquadas; e,&lt;br /&gt;
depois de conversar &amp;nbsp;com diversos membros da companhia, minhas apreensões&lt;br /&gt;
foram imediata e completamente dissipadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A própria sala de jantar, embora talvez suficientemente confortável e de boas&lt;br /&gt;
dimensões, nada tinha de muito elegante. Por exemplo, no soalho não havia&lt;br /&gt;
tapetes; na França, contudo, o tapete é dispensado freqüentemente. As janelas,&lt;br /&gt;
também, estavam sem cortinas, os postigos, quando fechados, eram seguros por&lt;br /&gt;
barras de ferro , solidamente aplicadas em diagonal, à maneira dos de nossas&lt;br /&gt;
lojas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O aposento observei, , formava, sozinho, uma ala do castelo e assim as janelas&lt;br /&gt;
estavam em três lados do paralelogramo, ficando a porta do outro. Não havia&lt;br /&gt;
menos de dez janelas ao todo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A mesa &amp;nbsp;estava soberbamente servida. Sobrecarregada de baixela de prata e &amp;nbsp;mais&lt;br /&gt;
do que sobrecarregada de iguarias. A profusão era inteiramente bárbara. Havia&lt;br /&gt;
manjares bastantes para saciar os enaquim. &lt;i&gt;&lt;span style=&quot;color: #f6b26b;&quot;&gt;(3)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; &amp;nbsp;Nunca, em toda a minha vida,&lt;br /&gt;
havia eu testemunhado tão pródigo e tão ruinoso gasto das boas coisas da vida.&lt;br /&gt;
Parecia, porém, haver muito pouco bom-gosto nos arranjos e meus olhos,&lt;br /&gt;
acostumados a luzes suaves, sentiam-se doloridamente feridos pelo maravilhoso&lt;br /&gt;
clarão duma quantidade enorme de velas que, em candelabros de prata, estavam&lt;br /&gt;
colocadas sobre a mesa e por toda a sala, em qualquer parte onde fosse possível&lt;br /&gt;
achar um lugar. Havia numerosos criados&amp;nbsp;diligentes&amp;nbsp;em servir e, sobre uma larga&lt;br /&gt;
mesa, na extremidade do aposento, achavam-se sentadas sete ou oito pessoas&lt;br /&gt;
com rabecas, flautas, trombones e um tambor. Esses camaradas me aborreceram&lt;br /&gt;
bastante, a intervalos, durante a refeição, com uma infinita variedade de barulhos&lt;br /&gt;
que pretendiam ser música e que pareciam proporcionar bastante prazer a todos&lt;br /&gt;
os presentes, com exceção de mim mesmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sobretudo, não podia eu deixar de pensar que havia muito de esquisito em tudo&lt;br /&gt;
quanto via... Mas, afinal, o mundo é composto de toda a casta de pessoas com&lt;br /&gt;
todos os modos de pensar e toda a espécie de costumes convencionais. Havia&lt;br /&gt;
viajado também bastante para ser adepto completo do &lt;i&gt;nil &amp;nbsp;admirari&lt;/i&gt;; de modo que&lt;br /&gt;
tomei acento, com toda a calma, à direita do diretor e, estando com excelente&lt;br /&gt;
apetite , fiz justiça aos bons petiscos postos à minha frente.&lt;br /&gt;
Entretempo, &amp;nbsp;a conversação se animara e generalizara. As senhoras como &amp;nbsp;de&lt;br /&gt;
costume, falavam torrencialmente. Logo verifiquei que quase todos os &amp;nbsp;presentes&lt;br /&gt;
eram bem-educados e o diretor &amp;nbsp;era ele só um mundo de anedotas divertidas.&lt;br /&gt;
Mostrava-se completamente satisfeito em falar de sua posição como diretor de&lt;br /&gt;
uma &quot;casa&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;color: #f6b26b;&quot;&gt;(3)&lt;/span&gt; Tribo de gigantes que, segundo fala o Antigo Testamento, habitavam as&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;montanhas de Canaã : Josué: XI, 21 (N. T.)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
de saúde&quot; e, de fato, com grande surpresa minha, o tema de loucura &amp;nbsp;era o&lt;br /&gt;
preferido por todos os &amp;nbsp;presentes. Estórias engraçadíssimas &amp;nbsp;eram contadas, com&lt;br /&gt;
referencias as manias dos pacientes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Tínhamos outrora aqui um camarada - disse-me um&amp;nbsp;homenzinho&amp;nbsp;gordo que&lt;br /&gt;
estava sentado à minha direita -, um camarada &amp;nbsp;que se julgava bule de chá. E, a&lt;br /&gt;
propósito, não é&amp;nbsp;caracteristicamente&amp;nbsp; singular que essa mania típica seja tão&lt;br /&gt;
freqüente na cabeça dos loucos? Poucos são os hospícios de alienados da&lt;br /&gt;
França que não &amp;nbsp;possam apresentar um bule humano. O nosso camarada era um &lt;br /&gt;
bule de porcelana inglesa e mostrava-se cuidadoso em polir todas &amp;nbsp;as manhãs&lt;br /&gt;
com pele de gamo e cré.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- E depois - disse um homem alto, justamente em frente a &amp;nbsp;nós - tivemos aqui, não&lt;br /&gt;
faz muito, uma pessoa que metera na cabeça a idéia de que era um jumento, e&lt;br /&gt;
que, alegoricamente falando, o senhor dirá ser perfeitamente exato. Era um&lt;br /&gt;
doente incômodo e tínhamos uma trabalheira para impedir que se se excedesse.&lt;br /&gt;
Durante muito tempo não queria comer outra coisa que não fosse cardo. Mas logo&lt;br /&gt;
o curamos desta&amp;nbsp;ideia&amp;nbsp;insistindo para que ele só comesse isso mesmo. Depois&lt;br /&gt;
ocupava-se continuamente a escoicear… assim. . . assim…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Oh! Sr. De Kock! Ficar-lhe-ia muito grata se o senhor se contivesse! -&lt;br /&gt;
interrompeu-o aqui uma velha sentada ao lado dele.&lt;br /&gt;
- Guarde, por obséquio, seus pés para si mesmo! O senhor estragou meu vestido&lt;br /&gt;
de brocado! Será necessário, pergunto, ilustrar &amp;nbsp;uma observação num estilo tão&lt;br /&gt;
realista? Nosso amigo aqui presente pode decerto compreendê-lo sem&lt;br /&gt;
necessidade disso. Palavra de honra, o senhor é quase tão grande jumento como&lt;br /&gt;
se imaginava aquele pobre coitado. Tão certo como vivo, sua maneira de agir é&lt;br /&gt;
bastante natural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Mille pardons, Ma&#39;m&#39;selle! - respondeu o Sr. De Kock, &amp;nbsp;assim interpelado. - Mil&lt;br /&gt;
perdões! Não tinha a intenção de ofender. &amp;nbsp;Ma&#39;m&#39;selle Laplace, o Sr. De Kock&lt;br /&gt;
concederá a si mesmo de beber vinho em sua companhia.&lt;br /&gt;
Aqui o Sr. De Kock curvou-se bem baixo, beijou sua própria &amp;nbsp; mão, com bastante&lt;br /&gt;
cerimônia, e tomou vinho com &amp;nbsp;Ma&#39;m&#39;selle Laplace.&lt;br /&gt;
- Permita-me, mon ami - disse agora o Sr. Maillai dirigindo-se a mim -, permita-me&lt;br /&gt;
enviar-lhe um &amp;nbsp;pedaço desta vitela à la Saint Menehoult. O senhor vai achá-la&lt;br /&gt;
particularmente delicada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste momento, três robustos criados tinham acabado de conseguir depositar a&lt;br /&gt;
salvo, sobre a mesa, um pratarraz, ou travessa &amp;nbsp;contendo o que eu supunha ser o&lt;br /&gt;
monstrum horrendum, informe ingens, cui lumen ademptum.&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;color: #f6b26b;&quot;&gt;(4)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; Um exame mais&lt;br /&gt;
detido assegurou-me &amp;nbsp;porém, que era apenas um pequeno vitelo assado inteiro&lt;br /&gt;
apoiado sobre os joelhos, com uma maçã na boca, segundo a maneira inglesa de&lt;br /&gt;
servir uma lebre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;color: #f6b26b;&quot;&gt;(4) &lt;/span&gt;Monstro horrendo, informe, enorme e privado da luz. (N. T.)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Não, obrigado - respondi. - Para falar a verdade, não sou particularmente amante&lt;br /&gt;
da vitela à la Saint... como disse o senhor?, pois acho que &amp;nbsp;não me sabe lá muito&lt;br /&gt;
bem. Mudarei de prato, porém, e comerei um pouco de coelho.&lt;br /&gt;
Havia na mesa vários pratos laterais contendo o que parecia ser o comum coelho&lt;br /&gt;
francês, um morceau &lt;i&gt;&lt;span style=&quot;color: #e69138;&quot;&gt;(5)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; verdadeiramente delicioso que posso recomendar.&lt;br /&gt;
- Pedro- gritou o diretor. &amp;nbsp; Mude o prato deste cavalheiro e siirva-lhe um &amp;nbsp;pedaço&lt;br /&gt;
desse coelho au-chat. &lt;span style=&quot;color: #f6b26b;&quot;&gt;(6)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
- Desse o quê? - perguntei.&lt;br /&gt;
- Desse coelho au-chat.&lt;br /&gt;
- Bem, Obrigado... pensando bem, agradeço. Vou-me servir dum pouco de &lt;br /&gt;
presunto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;Não se sabe o que se come - pensava eu comigo mesmo - nessas mesas de&lt;br /&gt;
gente da província. Não quero provar nada do tal coelho au-chat e, pelo mesmo&lt;br /&gt;
motivo, nem tampouco de seu chat-au- rabbit (gato ao estilo de coelho).&quot;&lt;br /&gt;
- E depois- disse um sujeito de aspecto cadavérico, perto da extremidade da&lt;br /&gt;
mesa, retomando o fio da conversa, onde fora partido - depois, entre outras&lt;br /&gt;
estranhezas, tivemos um doente, em certa época que, com bastante teimosia,&lt;br /&gt;
sustentava que era queijo e andava com uma faca na mão solicitando aos amigos&lt;br /&gt;
que provassem uma pequena fatia do meio de sua perna.&lt;br /&gt;
Está fora de dúvida que era um grande maluco - interpôs alguém- mas não se&lt;br /&gt;
compara com certo indivíduo que nós todos conhecemos com exceção desse&lt;br /&gt;
estranho. Refiro-me ao homem que acreditava ser garrafa de champanha e que&lt;br /&gt;
sempre disparava com um estalo e um assobio, assim…&lt;br /&gt;
E aqui o orador, a meu ver, com bastante rudeza, meteu o polegar direito na&lt;br /&gt;
bochecha esquerda, retirou-o com força produzindo um som &amp;nbsp;semelhante ao&lt;br /&gt;
espocar duma rolha de garrafa, e depois com destro movimento da língua sobre&lt;br /&gt;
os dentes, provocou um assobio agudo que durou alguns instantes, imitando o&lt;br /&gt;
espumejar da champanha. Este procedimento, digo-o &amp;nbsp;com franqueza, não foi&lt;br /&gt;
muito do agrado do Sr. Maillard, mas este cavalheiro nada disse, e a conversa &amp;nbsp;foi&lt;br /&gt;
reatada por um homenzinho bastante chupado com um grande chinó.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Havia também aqui um imbecil - disse ele - que se tomava por uma rã, com quem,&lt;br /&gt;
a propósito, parecia mesmo e não pouco. Gostaria que o senhor o tivesse visto,&lt;br /&gt;
cavalheiro - e aqui o orador se dirigiu a mim -, ter-lhe-ia feito bem ao coração ver o&lt;br /&gt;
jeito natural com que ele se apresentava. Cavalheiro, se aquele homem não era &lt;br /&gt;
uma rã, posso apenas observar que é pena que o não fosse.&lt;br /&gt;
Seu coachar era assim: O-o-o-o-gh... o-o-o-gh... era a nota mais bela do mundo…...&lt;br /&gt;
si bemol! E quando ele punha os cotovelos em cima da mesa, assim... depois de&lt;br /&gt;
ter tomado um copo ou dois de vinho… e escancarado a boca, assim. . . e revirado&lt;br /&gt;
os olhos as-&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;color: #f6b26b;&quot;&gt;(5)&lt;/span&gt; Bocado, pedaço. (N. T.)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;color: #f6b26b;&quot;&gt;(6)&lt;/span&gt; Estilo gato. (N. T.)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
sim... piscando-os com excessiva rapidez, assim... &amp;nbsp;oh! então cavalheiro, faço&lt;br /&gt;
questão de afirmar, da maneira mais categórica que o senhor teria ficado&lt;br /&gt;
extasiado diante do gênio do homem.&lt;br /&gt;
- Não ponho absolutamente em dúvida - disse eu.&lt;br /&gt;
- E depois - disse outra pessoa -, depois havia um tal Petit Gaillard, que julgava ser&lt;br /&gt;
uma pitada de rapé, e se sentia verdadeiramente aflito por não poder agarrar a si&lt;br /&gt;
mesmo entre o polegar &amp;nbsp;e o indicador.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- E havia também Jules Desoulières, que era um gênio bem singular, de fato, e&lt;br /&gt;
ficou doido com a idéia de que era uma ábobora. Andava perseguindo o&lt;br /&gt;
cozinheiro, para que o metesse num &amp;nbsp;pastel, coisa que o cozinheiro, indignado,&lt;br /&gt;
recusou-se a fazer. Pela minha parte não afirmarei que um pastel de abóbora à la&lt;br /&gt;
Desoulières não tivesse sido de fato um delicioso acepipe.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- O senhor me espanta! - disse eu, olhando, interrogativamente, para o Sr. Maillard.&lt;br /&gt;
- Ah, ah, ah! - riu este cavalheiro. Eh, eh, eh! ih, ih, ih! oh, oh, oh! Uh, uh, uh! Muito&lt;br /&gt;
bom, deveras! O senhor não deve ficar espantado, mon ami. Nosso amigo aí é um&lt;br /&gt;
brincalhão…um drôle… Não deve tomar ao pé da letra o que ele diz.&lt;br /&gt;
- E depois - disse outra pessoa do grupo -, depois havia Bouffon Le Grand, outra&lt;br /&gt;
extraordinária personagem no seu gênero. O &amp;nbsp;amor atrapalhou-lhe a cabeça e ele&lt;br /&gt;
se imaginava possuidor de duas. Uma, sustentava ele que era a cabeça de Cícero,&lt;br /&gt;
a outra &amp;nbsp;imaginava-a composta, sendo de Demóstenes do alto da fronte até a&lt;br /&gt;
boca, e de Lorde Brougham, da boca até o queixo. Impossível não era que&lt;br /&gt;
estivesse enganado, mas teria convencido o Sr de que estava certo, pois era&lt;br /&gt;
homem de grande eloqüência. Tinha absoluta paixão pela oratória e não se podia&lt;br /&gt;
coibir de exibi-la. Costumava, por exemplo, pular sobre a mesa de jantar assim… e&lt;br /&gt;
assim….&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aí um amigo, ao lado do orador, pôs-lhe uma mão sobre o ombro e cochichou-lhe&lt;br /&gt;
algumas palavras ao ouvido, cessando ele logo após de pular e deixando-se cair&lt;br /&gt;
sentado em sua cadeira&lt;br /&gt;
- Havia ainda - disse o amigo que havia cochichado - um tal Boullard, o pião.&lt;br /&gt;
Chamo-o pião porque, de fato, metera-se-lhe na cabeça a mania engraçada, mas&lt;br /&gt;
não de todo irracional de que fora transformado num pião. O senhor rebentaria de&lt;br /&gt;
riso se o visse rodopiando. Girava num só calcanhar uma hora inteira, desta&lt;br /&gt;
forma. .. assim..&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então, o amigo a quem ele havia interrompido há pouco &amp;nbsp;com um cochicho fez a&lt;br /&gt;
mesma coisa com ele.&lt;br /&gt;
- Mas então - gritou uma velha, de voz esganiçada - o seu &amp;nbsp;Boullard era um doido,&lt;br /&gt;
e um doido muito estúpido, pelo menos , pois quem já ouviu falar, permita que lho&lt;br /&gt;
pergunte, em peão humano? A coisa é absurda. A Sra. Joyeuse era uma criatura&lt;br /&gt;
muito mais sensata, como o senhor sabe. Tinha uma mania, mas inspirada pelo&lt;br /&gt;
senso comum, e dava prazer a todos que tinham a honra de conhecê-la.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Descobriu, depois de madura reflexão, que, em virtude de qualquer&lt;br /&gt;
acidente, tinha-se transformado em galo novo. Mas, &amp;nbsp;como tal, portava-se&lt;br /&gt;
normalmente. Batia asas com prodigioso resultado, assim …assim... assim. . . E&lt;br /&gt;
quanto a seu canto, era delicioso! Coooocoricóóó! Cooocoricóóó!&lt;br /&gt;
Cooocoooriiiicóóóóó!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Madame &amp;nbsp;Joyeuse, agradecer-lhe-ei se se comportar - interrompeu aí , com&lt;br /&gt;
cólera, o nosso hospedeiro. - Ou a senhora se conduz como uma dama... ou pode&lt;br /&gt;
deixar a mesa imediatamente! Escolha!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A senhora (que muito me espantara ouvir chamar Madame Joyeuse, depois da&lt;br /&gt;
descrição da mesma Madame Joyeuse que ela dera) enrubesceu até às&lt;br /&gt;
sobrancelhas e pareceu profundamente envergonhada com a censura. Abaixou a&lt;br /&gt;
cabeça e não disse uma sílaba de &amp;nbsp;resposta. Mas, outra senhora, mais jovem,&lt;br /&gt;
retomou o tema. Era &amp;nbsp;a minha bela moça da saleta.&lt;br /&gt;
- Oh, Madame Joyeuse era uma doida! - exclamou ela. - Mas havia realmente muito&lt;br /&gt;
bom-senso, afinal de contas, nas idéias de Eugênia Salsafette. Ela era uma jovem&lt;br /&gt;
dama muito bela e extremamente modesta, que considerava indecentes as modas&lt;br /&gt;
comuns do vestuário e que sempre queria vestir-se colocando-se por fora em vez&lt;br /&gt;
de ficar por dentro de suas roupas. É uma coisa que, no fim de contas, se faz&lt;br /&gt;
muito facilmente. Basta fazer assim. . . e depois assim... assim... e depois...&lt;br /&gt;
- Mon Dieu! Ma&#39;m&#39;selle Salsafette! - gritou então uma dúzia de vozes,&lt;br /&gt;
imediatamente. - Que está fazendo? Pare com isso! Chega! Vemos muito&lt;br /&gt;
claramente como se pode fazer isso! É bastante! Pare com isso !&lt;br /&gt;
E diversas pessoas já saltavam das cadeiras para impedir que Ma&#39;m&#39;selle&lt;br /&gt;
Salsafette se colocasse em pé de igualdade com a Vênus de Médicis, quando a&lt;br /&gt;
questão foi muito eficaz e subitamente resolvida por uma série de gritos altos ou&lt;br /&gt;
berros vindos de certa parte principal do castelo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Meus nervos estavam muitíssimo abalados, na verdade, por esses gritos, mas tive&lt;br /&gt;
realmente compaixão do resto dos convivas. Nunca vi nenhum agrupamento de&lt;br /&gt;
pessoas de juízo tão completamente assombradas, em toda a minha vida. Todos&lt;br /&gt;
empalideceram como outros tantos cadáveres e, encolhendo-se nas cadeiras,&lt;br /&gt;
tremiam e falavam coisas desconexas, de terror, prestando atenção a que o som&lt;br /&gt;
se repetisse. Ele veio de novo, mais alto e mais próximo, e repetiu-se terceira vez,&lt;br /&gt;
muito alto e a quarta vez com vigor evidentemente diminuído.&lt;br /&gt;
A esse aparente morrer do ruído, todos imediatamente recuperaram o ânimo e&lt;br /&gt;
tudo se tornou, como dantes, vida e anedota. Aventurei-me, então, a inquirir da&lt;br /&gt;
causa da perturbação.&lt;br /&gt;
Mera bagatela - disse o Sr. Maillard. - Estamos acostumados a essas coisas e&lt;br /&gt;
realmente muito pouco nos incomodamos com elas. Os loucos, de vez em&lt;br /&gt;
quando, se põem a berrar em conjunto; um excitando o outro, como sucede às&lt;br /&gt;
vezes, à noite, com um bando de cães. Ocasionalmente sucede porém que o&lt;br /&gt;
concerto de berros é seguido por simultâneos esforços de escapula, e então,&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;naturalmente, deve-se temer algum perigo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- E quantos doidos estão a seus cuidados?&lt;br /&gt;
- Atualmente, não temos mais de dez, ao todo. Principalmente mulheres,&lt;br /&gt;
presumo?&lt;br /&gt;
- Oh, não! Posso dizer-lhe que são &amp;nbsp;todos eles homens, e sujeitos corpulentos.&lt;br /&gt;
- Sim, senhor! Sempre ouvi dizer que a maioria dos doidos era do sexo fraco.&lt;br /&gt;
- Geralmente assim e&#39;, mas nem sempre. Há algum tempo havia aqui vinte e sete&lt;br /&gt;
pacientes e desse número nada menos de dezoito eram mulheres; mas&lt;br /&gt;
ultimamente as coisas mudaram como vê.&lt;br /&gt;
- Sim... mudaram muito, como vê - interrompeu aí o cavalheiro que quebrara quase&lt;br /&gt;
as canelas da Ma&#39;m&#39;selle Laplace.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Sim… mudaram muito, como vê! - carrilhonou em coro, o grupo todo.&lt;br /&gt;
- Contenham a língua todos vocês! - disse meu hospedeiro com grande fúria.&lt;br /&gt;
Daí por diante, os convivas mantiveram um silêncio mortal cerca de um minuto.&lt;br /&gt;
Certa senhora, mesmo, obedeceu ao Sr. Maillard ao pé da letra, e pondo para fora&lt;br /&gt;
a língua, que ela excessivamente comprida, segurou-a com ambas as mãos até o&lt;br /&gt;
fim do festim .&lt;br /&gt;
- E aquela senhora - disse eu ao Sr. Maillard, inclinando-me , para ele e falando&lt;br /&gt;
num cochicho -, aquela boa senhora, que falava há pouco e que nos apresentou o&lt;br /&gt;
cocoricóóóó... ela, presumo, é inofensiva, inteiramente inofensiva?&lt;br /&gt;
- Inofensiva! - falou ele, com surpresa não fingida. - Ora…ora, &amp;nbsp;que quer o senhor&lt;br /&gt;
dizer?&lt;br /&gt;
- Só levemente doente? - respondi, tocando na cabeça. - Acho que ela não está&lt;br /&gt;
particularmente. . . nem seriamente enferma, hem?&lt;br /&gt;
- Mon Dieu! Que está o senhor imaginando? Essa senhora, minha particular e&lt;br /&gt;
velha amiga, Sra. Joyeuse, é completamente tão sã como eu. Tem lá suas&lt;br /&gt;
pequenas excentricidades, é certo, porém, o senhor sabe, todas as senhoras de&lt;br /&gt;
idade. . . todas as senhoras bastante idosas... são mais ou menos extravagantes.&lt;br /&gt;
- É &amp;nbsp;certo - disse eu. - E certo. . . mas então, esses outros senhores e senhoras.&lt;br /&gt;
- São meus amigos e meus guardas - &amp;nbsp;interrompeu o Sr. Maillard, levantando-se&lt;br /&gt;
com hauteur -, muito bons amigos meus, e meus &amp;nbsp;assistentes.&lt;br /&gt;
- Como! Todos eles? As mulheres e tudo?&lt;br /&gt;
- Certamente - disse ele. - Nada poderíam fazer sem as &amp;nbsp;mulheres: elas são as&lt;br /&gt;
melhores enfermeiras do mundo para alienados. Têm um jeito todo seu, o senhor&lt;br /&gt;
sabe; o brilhos dos seus olhos produzem efeito maravilhoso.. . algo como a&lt;br /&gt;
fascinação das serpentes, o senhor sabe?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É certo - falei -, é certo. . . Mas comportam-se um tanto estranhamente, hem? São&lt;br /&gt;
um tanto extravagantes... não é? Não pensa asssim ?&lt;br /&gt;
- Estranhas! extravagantes! O senhor realmente acha? Ora, não somos muito&lt;br /&gt;
afetados aqui no sul e fazemos o que nos agrada muito ao &amp;nbsp;nosso bel-prazer...&lt;br /&gt;
Gozamos a vida, e isso é tudo que o senhor &amp;nbsp;sabe.&lt;br /&gt;
- É certo- falei. - É certo!&lt;br /&gt;
- E depois, talvez, esse Clos de Vougeôt suba um tanto à cabeça, o senhor&lt;br /&gt;
sabe?... Um pouquinho forte... o senhor compreende, não é?&lt;br /&gt;
- É certo - falei -, é certo! A propósito, meu caro senhor, ouvi-o dizer que o sistema&lt;br /&gt;
que adotou, em lugar do famoso &quot;método da brandura&quot;, era o da mais rigorosa&lt;br /&gt;
severidade.&lt;br /&gt;
- De modo algum. A reclusão é necessariamente estrita; mas o tratamento… o &lt;br /&gt;
tratamento médico, quero dizer, é mais agradável aos &amp;nbsp;pacientes do que dantes.&lt;br /&gt;
- E o novo sistema é de sua própria invenção?&lt;br /&gt;
- Não , no todo. Algumas partes dele devem ser atribuidas ao Professor Abreu, de&lt;br /&gt;
quem o senhor, por certo, já ouviu falar; e, além disso há &amp;nbsp;modificações no meu&lt;br /&gt;
plano que me sinto feliz em reconhecer pertencerem de direito ao célebre Pena, o&lt;br /&gt;
qual, se não me engano o senhor tem a honra de conhecer intimamente.&lt;br /&gt;
Sinto-me completamente envergonhado ao confessar - que nunca ouvi antes o&lt;br /&gt;
nome de qualquer desses cavalheiros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Deus do céu! - exclamou meu anfitrião, puxando a cadeira abruptamente para&lt;br /&gt;
trás e erguendo as mãos. - Certamente não ouvi bem! O &amp;nbsp;senhor não quer dizer,&lt;br /&gt;
não é? que nunca ouviu falar no erudito Dr. Abreu ou no célebre Prof. Pena?&lt;br /&gt;
- Sou forçado a confessar minha ignorância - respondi -, mas a verdade deve ser&lt;br /&gt;
mantida intata acima de todas as coisas. Não obstante, sinto-me humilhado ao&lt;br /&gt;
extremo por não conhecer as obras desses homens, &amp;nbsp;sem dúvida extraordinários.&lt;br /&gt;
Irei procurar seus estudos, para examiná-los com acurado cuidado. Sr. Maillard, o&lt;br /&gt;
senhor realmente - devo confessá-lo -, o senhor, realmente, fez com que eu me&lt;br /&gt;
envergonhasse de mim mesmo!&lt;br /&gt;
E essa era a verdade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Não diga mais nada, meu jovem amigo - disse ele bondosamente, apertando-me&lt;br /&gt;
a mão. - Acompanhe-me agora numa taça de Sauternes.&lt;br /&gt;
Bebemos. Os demais seguiram nosso exemplo sem restrição. Tagarelavam,&lt;br /&gt;
divertiam-se, riam, cometiam mil extravagâncias; e as rabecas &amp;nbsp;guinchavam, o&lt;br /&gt;
tambor matraqueava, os trombones urravam, outros outros tantos touros&lt;br /&gt;
brônzeos de Falaris.. . tornando-se o espetáculo cada vez pior, à medida que o&lt;br /&gt;
vinho dominava, para transformar-se numa espécie de pandemônio in petto.&lt;br /&gt;
Entrementes , o Sr. Maillard e eu, com algumas garrafas de Sauternes e Vougeôt&lt;br /&gt;
entre nós, continuamos nossa conversação esganiçadamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;Uma palavra proferida no tom comum não tinha mais &amp;nbsp;probabilidade de ser&lt;br /&gt;
ouvida do que a voz de um peixe saindo da catarata do Niágara.&lt;br /&gt;
- Meu senhor - disse eu, berrando-lhe na orelha - o senhor mencionou algo, antes&lt;br /&gt;
do jantar, acerca do perigo e antigo sistema da brandura. Como é isso?&lt;br /&gt;
- Sim - replicou ele -, por vezes havia, em verdade muito &amp;nbsp;grande perigo. Não se&lt;br /&gt;
pode confiar nos caprichos dos alienados. E na minha opinião, assim como na do&lt;br /&gt;
Dr. Abreu e do Professor Pena, nunca se deve permitir que eles andem livremente&lt;br /&gt;
e sem &amp;nbsp;vigilância. Um doido pode ser &quot;abrandado&quot;, como se por algum tempo,&lt;br /&gt;
mas, no fim, ele é muito capaz de tornar-se turbulento. Sua malícia, aliás, é grande&lt;br /&gt;
e proverbial. Se ele tem um projeto em &amp;nbsp;vista, oculta seu desígnio com maravilhosa&lt;br /&gt;
sabedoria; e com que finge estar de juízo perfeito apresenta ao psicólogo um dos&lt;br /&gt;
mais singulares problemas no estudo da mente. Quando um doido parece&lt;br /&gt;
completamente são, na verdade, é tempo de pô-lo &amp;nbsp;em camisa-de-força.&lt;br /&gt;
- Mas o perigo, meu caro senhor, do qual o senhor falava na sua própria&lt;br /&gt;
experiência, durante sua gestão nesta casa- teve &amp;nbsp;o senhor motivos práticos para&lt;br /&gt;
pensar que a liberdade é inconveniente no caso de um louco?&lt;br /&gt;
- Aqui? Por minha própria experiência? Ora posso dizer que sim. Por exemplo:&lt;br /&gt;
não faz muito tempo, uma singular ocorrência &amp;nbsp;deu-se nesta própria casa. O&lt;br /&gt;
sistema de brandura, como o senhor &amp;nbsp;sabe, estava então sendo empregado e os&lt;br /&gt;
pacientes andavam em liberdade. Comportavam-se notavelmente bem.. .&lt;br /&gt;
maravilhosamente bem.. . e qualquer homem de juízo poderia ter sabido que&lt;br /&gt;
algum projeto diabólico estivesse sendo tramado, só por aquele fato particular de&lt;br /&gt;
que os sujeitos se comportassem tão notavelmente bem . E, bem certo, um belo&lt;br /&gt;
dia os guardas acharam-se amarrados de &amp;nbsp;pés e mãos e jogados nas celas, onde&lt;br /&gt;
eram tratados, como se eles &amp;nbsp;é que fossem os doidos, pelos próprios doidos, que&lt;br /&gt;
haviam usurpado as funções dos guardas.&lt;br /&gt;
- Não me diga isto! Jamais ouvi coisa tão absurda na minha vida!&lt;br /&gt;
- É &amp;nbsp;fato. Tudo veio a realizar-se por intermédio dum camarada estúpido.. . um&lt;br /&gt;
doido, que, duma maneira ou de outra, metera na cabeça a idéia de haver&lt;br /&gt;
inventado um sistema de governo melhor que qualquer outro de que já se ouvira&lt;br /&gt;
falar antes, quero &amp;nbsp;dizer, de governo de doidos. Desejava pôr à prova, suponho&lt;br /&gt;
eu, &amp;nbsp;sua invenção, de modo que persuadiu o resto dos pacientes a se &amp;nbsp;juntar a ele&lt;br /&gt;
numa conspiração para derrubar os poderes reinantes.&lt;br /&gt;
- E conseguiu isso, realmente?&lt;br /&gt;
- Sem dúvida alguma. Os guardas e os guardados tiveram em &amp;nbsp;breve de trocar de&lt;br /&gt;
lugares, com a diferença, porém, que os doidos &amp;nbsp;ficaram livres, mas os guardas&lt;br /&gt;
foram lançados, imediatamente em &amp;nbsp;celas e tratados, sinto ter de dizé-lo, de&lt;br /&gt;
maneira bem cavalar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Mas, presumo que uma contra-revolução se efetuou prontamente. Esse estado&lt;br /&gt;
de coisas não se podia ter prolongado. Os camponeses da vizinhança, os&lt;br /&gt;
visitantes que vinham ver o estabelecimento &amp;nbsp;por certo o alarme.&lt;br /&gt;
Aqui é que o senhor se engana. O chefe dos rebeldes era demasiado &amp;nbsp;astuto para&lt;br /&gt;
que tal acontecesse. Não admitiu daí por diante nenhum visitante, com exceção,&lt;br /&gt;
um dia, de um jovem de ar bem idiota, do qual não havia motivo de receio. Deixou&lt;br /&gt;
que visitasse a casa, justamente para variar um pouco, para se divertir um pouco&lt;br /&gt;
à custa dele. Tão logo zombou o suficiente do moço, deixou-o sair para que fosse&lt;br /&gt;
tratar de seus negócios.&lt;br /&gt;
- E quanto tempo então durou o reinado dos doidos?&lt;br /&gt;
- Oh! i, muito tempo! Deveras, certamente um mês.. . ou muito mais do que isso;&lt;br /&gt;
não posso afirmar com certeza. Entrementes os doidos &amp;nbsp;como o senhor poderia&lt;br /&gt;
jurar, trataram de aproveitar explendidamente a oportunidade. Tiraram suas&lt;br /&gt;
roupas esfarrapadas e forragearam, à vontade, no guarda-roupa e nas jóias da&lt;br /&gt;
família.&lt;br /&gt;
As adgas do castelo estavam bem providas de vinho e aqueles danados doidos&lt;br /&gt;
são gente que sabe como bebê-lo. Posso assegurar-lhe que passaram à tripa&lt;br /&gt;
forra.&lt;br /&gt;
- E o tratamento? Qual era a espécie particular de tratamento que &amp;nbsp;o chefe dos&lt;br /&gt;
rebeldes pôs em execução?&lt;br /&gt;
- Oh!, quanto a isto, um louco não é necessariamente um maluco, como já tenho&lt;br /&gt;
observado; e é minha honesta opinião que o tratamento dele era muito melhor do&lt;br /&gt;
que o anterior. Era um sistema verdadeiramente excelente, de fato. . . simples. . .&lt;br /&gt;
asseado…sem complicações …delicioso deveras… Era…&lt;br /&gt;
Aqui as observações do meu interlocutor foram cortadas cerce por outra série de&lt;br /&gt;
berros da mesma espécie daqueles que antes que nos haviam desconcertado.&lt;br /&gt;
Desta vez, porém, pareciam provir de pessoas que &amp;nbsp;se aproximavam rapidamente.&lt;br /&gt;
- Deus do céu! - exclamei. - Os malucos se escaparam, sem dúvida alguma!…&lt;br /&gt;
- Receio bastante que assim seja - replicou o Sr. Maillard, tornando-se agora&lt;br /&gt;
excessivamente pálido. Mal acabara ele de falar, quando altos clamores e&lt;br /&gt;
imprecações se ouviram por baixo das janelas e, imediatamente depois, tornou-se&lt;br /&gt;
evidente que algumas pessoas lá fora estavam tentando forçar a entrada na sala.&lt;br /&gt;
Batiam a porta, com algo que parecia um malho e os postigos eram arrebentados&lt;br /&gt;
e &amp;nbsp;abalados com prodigiosa violência.&lt;br /&gt;
Seguiu-se um espetáculo da mais terrível confusão. Com grande espanto meu, o&lt;br /&gt;
Sr &amp;nbsp;Maillard lançou-se para debaixo do aparador.&lt;br /&gt;
Havia esperado de sua parte mais decisão. Os membros da orquestra que &lt;br /&gt;
durante os últimos quinze minutos pareciam demasiado bêbados para executar a&lt;br /&gt;
sua tarefa, ergueram-se todos imediatamente, &amp;nbsp;pegando dos instrumentos, e,&lt;br /&gt;
trepando em cima de sua atacaram, num só tom, o Yankee Doodle, que cantaram,&lt;br /&gt;
com justeza, pelo menos com uma energia sobre-humana, durante todo o tempo&lt;br /&gt;
do tumulto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, para cima da principal mesa de jantar, entre as garrafas e copos, pulou&lt;br /&gt;
o homem que com tanta&amp;nbsp;dificuldade&amp;nbsp;fora &amp;nbsp;impedido de pular para cima dela antes.&lt;br /&gt;
Logo que se instalou comodamente, começou um discurso que, sem dúvida, teria&lt;br /&gt;
achado excelente, se pudesse ter sido ouvido. No mesmo homem que tinha&lt;br /&gt;
predileção pelos piões se pôs a girar pela sala, com imensa energia, e com os&lt;br /&gt;
braços estendidos em ângulo reto com o corpo, de modo que tinha o ar completo&lt;br /&gt;
dum verdadeiro pião, derrubando qualquer corpo que acontecia em seu caminho.&lt;br /&gt;
E então, ouvindo também um inacreditável estouro e &amp;nbsp;espumejar de champanha,&lt;br /&gt;
descobri, afinal, que provinham da pessoa que, durante o jantar, desempenhara o&lt;br /&gt;
papel de garrafa de tão delicada bebida. E depois, novamente, o homem-rã&lt;br /&gt;
coaxava como &amp;nbsp;se a salvação de sua alma dependesse de cada nota que emitia. &lt;br /&gt;
E, no meio de tudo isto, o contínuo zurrar dum jumento a tudo &amp;nbsp;dominava. Quanto&lt;br /&gt;
à minha velha amiga, Madame Joyeui fazer chorar o seu aspecto de terrível&lt;br /&gt;
perplexidade. Tudo quanto &amp;nbsp;fazia era ficar a um canto, junto da lareira, e cantar se&lt;br /&gt;
esganiçadamente. &quot;Coooocoooriiiicóóóó!&quot;&lt;br /&gt;
Por fim sobreveio a crise suprema, a catástrofe do drama, como &amp;nbsp;nenhuma&lt;br /&gt;
resistência, além da algazarra, dos berros e dos cocoricós era oferecida aos&lt;br /&gt;
esforços dos assaltantes, as dez janelas foram de &amp;nbsp;pronto e quase&lt;br /&gt;
simultaneamente arrombadas. Jamais esquecerei as &amp;nbsp;sensações de espanto e de&lt;br /&gt;
horror, quando vi, pulando pela janela, &amp;nbsp;e caindo entre nós de roldão, lutando,&lt;br /&gt;
pisando, esfolando um perfeito exército do que tomei por chimpanzés,&lt;br /&gt;
orangotangos &amp;nbsp;ou aqueles grandes e pretos bugios do cabo da Boa Esperança.&lt;br /&gt;
Recebi terrível pancada depois da qual rolei para baixo do &amp;nbsp;sofá e ali fiquei quieto.&lt;br /&gt;
Depois de ter ficado ali uns quinze minutos, durante cujo tempo ouvi, com todos&lt;br /&gt;
os meus ouvidos o &amp;nbsp;que estava sucedendo na sala, cheguei por fim a um&lt;br /&gt;
desenlace &amp;nbsp;satisfatório dessa tragédia. Pelo que parece, o Sr. Maillard, ao narrar-&lt;br /&gt;
me a estória do doido que excitara seus companheiros à rebelião , estivera&lt;br /&gt;
apenas apenas a relatar suas próprias proezas. Esse cavalheiro tinha &amp;nbsp;sido de&lt;br /&gt;
fato, dois ou três anos antes, o diretor do estabelecimento, &amp;nbsp;mas veio a ficar doido&lt;br /&gt;
também e se tornou assim um dos pacientes. Este fato não era do conhecimento&lt;br /&gt;
do meu companheiro que me apresentou. Os guardas, em número de dez, &amp;nbsp;tendo&lt;br /&gt;
sido subitamente dominados, foram primeiro besuntados de breu e em &amp;nbsp;seguida,&lt;br /&gt;
cuidadosamente cobertos do penas, e por fim lançados nas celas subterrâneas.&lt;br /&gt;
Tinham estado assim presos mais de um &amp;nbsp;mês, durante cujo período o Sr. Maillard&lt;br /&gt;
lhes havia generosamente &amp;nbsp;concedido não somente breu e penas (que&lt;br /&gt;
constituíam seu sistema) mas também um pouco de pão e água em abundância era-&lt;br /&gt;
lhes dada diariamente em forma de duchas. . . Por fim, um tendo-se escapado por&lt;br /&gt;
um esgoto, deu liberdade aos demais.&lt;br /&gt;
O &quot;sistema de brandura&quot; - com importantes modificação &amp;nbsp;- foi restaurado no&lt;br /&gt;
castelo, mas não posso impedir-me concordar com &amp;nbsp;o&lt;span style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Sr. Maillard, que seu próprio&lt;br /&gt;
&quot;tratamento&quot; era, no seu gênero, excelente. Como havia ele justamente observado,&lt;br /&gt;
era &quot;simples, asseado. . . e sem complicação de espécie alguma&quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tenho apenas a &amp;nbsp;acrescentar que, embora haja procurado em todas as livrarias da&lt;br /&gt;
Europa as obras do Dr. Abreu e do Prof. Pena, não consegui ainda, até hoje,&lt;br /&gt;
apesar de meus esforços, arranjar um só exemplar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fim&lt;br /&gt;
de &quot; O Sistema do Dr. Abreu e do Professor Pena &quot;&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://allanpoe4.blogspot.com/feeds/8630381022832335440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/8917553681156085969/8630381022832335440?isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8917553681156085969/posts/default/8630381022832335440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8917553681156085969/posts/default/8630381022832335440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allanpoe4.blogspot.com/2013/03/o-sistema-do-dr-abreu-e-do-professor.html' title='O Sistema do Dr. Abreu e do Professor Pena'/><author><name>EnigmA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12437673417759324588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjsbkwBRYi9KIxuEYgNLnNDB75eukibeBTv-rDF_q2wCRCN8yot6LlNQJmyFfhw3gvAnQPvVta2ppiA4aNf96rq92GHUPKg0JFrpnSgm8INHClVOdsuzl6hsZNRFwhaaA/s220/laranja-mecanica.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8917553681156085969.post-1780614083946782490</id><published>2013-02-01T04:32:00.000-08:00</published><updated>2013-02-01T05:07:10.817-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Séries"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="videos e filmes"/><title type='text'>[série] The Following é inspirada nos contos de Edgar Allan Poe</title><content type='html'>&lt;style&gt;#sinopse{font-family: Trebuchet MS, sans-serif; background:#1e1d1c; color:#D2CDCD; padding: 15px; margin-top:-7px;}&lt;/style&gt;&lt;br /&gt;
&lt;img align=&quot;left&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgbyNPZC_WBtpDwu-aCu7eYigiUYOA2nl5upZSXOkBVc579SQoGd3XUMLO7wKLr4T9bRoK403Ncm3Ok0za7azBJ4xb6Gl_pxf6o4wMLkRQiniccdW6buqnrcTZIn1yKQUlJd48LJXKB7HE/s640/allanpoe4.jpg&quot; style=&quot;height: 640px; margin-right: 10px; width: 432px;&quot; /&gt;O mistério policial e suspense tão bem trabalhados por Edgar Allan Poe são o foco principal da série The Following que estreou agora em 2013. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O enredo tem por base a captura do serial killer Joe Carroll, responsável por 14 assassinatos de universitárias, todos inspirados em histórias de &lt;span style=&quot;color: #990000;&quot;&gt;Edgar Allan Poe&lt;/span&gt;. A sinopse e trailer bastante empolgante (ambos logo abaixo) explicam melhor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao que parece a primeira temporada será composta de 15 episódios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;iframe allowfullscreen=&quot;&quot; frameborder=&quot;0&quot; height=&quot;394&quot; src=&quot;http://www.youtube.com/embed/4swu4Ar-NoQ?rel=0&quot; width=&quot;700&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div id=&quot;sinopse&quot;&gt;Um notório assassino em série, chamado Joe Carroll, escapa do corredor da morte e começa a matar novamente, o que faz com que o FBI entre em contato com o ex-agente Ryan Hardy para dar consultoria no caso. Aposentado, Hardy foi o responsável por capturar Carroll nove anos antes, portanto, sabe exatamente como o criminoso age, conhecendo-o melhor do que qualquer um. Entretanto, o ex-agente não é a mesma pessoa de anos atrás, já que traz feridas físicas e psicológicas ligadas ao caso. Apesar de seu grande conhecimento, Hardy é visto como um problema para o time encarregado do caso, entre eles os agentes Mike Weston e Jennifer Mason. Entretanto, o Hardy prova ser de grande valia quando descobre que Carroll está se comunicando com uma re de criminosos em todo o mundo. Fica claro que escapar da prisão era apenas o primeiro passo de algo muito maior, envolvendo assassinos diversos e desconhecidos. Carroll está focado em terminar aquilo que começou nove anos antes, colocando Hardy como uma peça importante de seu tabuleiro. Enquanto isso, Hardy terá uma segunda chance de capturar seu grande inimigo, enquanto lida com um culto de serial killers.&lt;/div&gt;&lt;hr /&gt;&lt;h3&gt;Elenco&lt;/h3&gt;&lt;a href=&quot;http://www.imdb.com/name/nm0000102/&quot;&gt;Kevin Bacon&lt;/a&gt;...Ryan Hardy (10 episodes, 2013)&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://www.imdb.com/name/nm0700856/&quot;&gt;James Purefoy&lt;/a&gt;...Joe Carroll (10 episodes, 2013)&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://www.imdb.com/name/nm0039162/&quot;&gt;Shawn Ashmore&lt;/a&gt;...Mike Weston (10 episodes, 2013)&lt;br /&gt;
Nico Tortorella...Will Wilson (10 episodes, 2013)&lt;br /&gt;
Kyle Catlett...Joey Matthews (10 episodes, 2013)&lt;br /&gt;
Natalie Zea...Claire Matthews (9 episodes, 2013)&lt;br /&gt;
Annie Parisse...Debra Parker (9 episodes, 2013)&lt;br /&gt;
Chinasa Ogbuagu...Agent Mitchell (6 episodes, 2013)&lt;br /&gt;
&lt;hr /&gt;Dica da querida Leys Lana&lt;br /&gt;
&lt;img src=&quot;https://lh4.googleusercontent.com/-irDH4B6zSTo/UP4bdEwFngI/AAAAAAAAKQc/Fp2yX6ybLtI/s350/4.jpg&quot; style=&quot;display: none;&quot; /&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://allanpoe4.blogspot.com/feeds/1780614083946782490/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/8917553681156085969/1780614083946782490?isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8917553681156085969/posts/default/1780614083946782490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8917553681156085969/posts/default/1780614083946782490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allanpoe4.blogspot.com/2013/02/the-following.html' title='[série] The Following é inspirada nos contos de Edgar Allan Poe'/><author><name>EnigmA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12437673417759324588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjsbkwBRYi9KIxuEYgNLnNDB75eukibeBTv-rDF_q2wCRCN8yot6LlNQJmyFfhw3gvAnQPvVta2ppiA4aNf96rq92GHUPKg0JFrpnSgm8INHClVOdsuzl6hsZNRFwhaaA/s220/laranja-mecanica.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgbyNPZC_WBtpDwu-aCu7eYigiUYOA2nl5upZSXOkBVc579SQoGd3XUMLO7wKLr4T9bRoK403Ncm3Ok0za7azBJ4xb6Gl_pxf6o4wMLkRQiniccdW6buqnrcTZIn1yKQUlJd48LJXKB7HE/s72-c/allanpoe4.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8917553681156085969.post-9069569424444932167</id><published>2013-01-31T16:21:00.000-08:00</published><updated>2013-01-31T16:24:31.812-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Faces do Corvo"/><title type='text'>E-book especial O Corvo - DarkSide</title><content type='html'>&lt;meta property=&quot;og:image&quot; content=&quot;https://fbcdn-sphotos-e-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash4/391639_407529109312759_870934729_n.jpg&quot;/&gt;&lt;br /&gt;
&lt;style&gt; #no_link a{display:none} #texto {padding:20px; background: #f8f8f8;}&lt;/style&gt;&lt;br /&gt;
Confira aqui o e-book que a DarkSide preparou para comemorar o &lt;a href=&quot;https://www.facebook.com/photo.php?fbid=509507635761322&amp;set=a.276985345680220.75800.170860849626004&amp;type=1&quot;&gt;aniversário &lt;/a&gt;do nosso querido escritor Poe.&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;&lt;div id=&quot;no_link&quot;&gt;&lt;div data-configid=&quot;5084602/1302433&quot; style=&quot;width: 650px; height: 459px;&quot; class=&quot;issuuembed&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type=&quot;text/javascript&quot; src=&quot;//e.issuu.com/embed.js&quot; async=&quot;true&quot;&gt;&lt;/script&gt;&lt;/div&gt;&lt;/center&gt;&lt;div id=&quot;texto&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.facebook.com/darksidebooks&quot;&gt;&lt;img style=&quot;margin:5px; width: 75px&quot;align=&quot;left&quot; src=&quot;http://sphotos-e.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-ash3/66516_112578635567337_1987568442_n.jpg&quot;&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;i&gt;&quot;Desaparecido precocemente aos 40 anos, Edgar Allan Poe já ultrapassou dois séculos de seu nascimento em posição privilegiada, responsável não somente por influenciar alguns dos escritores decisivos das décadas seguintes, bem como por estabelecer com propriedade caminhos novos e férteis para a literatura ocidental do então século XIX. Esta edição reúne o seu poema mais famoso, “O corvo”, em sua versão original, junto com as clássicas traduções de Machado de Assis e Fernando Pessoa, e uma análise de Poe feita por Charles Baudelaire, seu tradutor e um dos principais divulgadores de sua obra na Europa, acompanhadas das ilustrações de Édouard Manet.&quot;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
Sabemos que já postamos todas essas versões de &quot;O Corvo&quot; aqui no blog, mas a diagramação feita pela &lt;a href=&quot;http://www.facebook.com/darksidebooks&quot;&gt;DarkSide Books †&lt;/a&gt; está fantástica, vale a pena conferir.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://allanpoe4.blogspot.com/feeds/9069569424444932167/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/8917553681156085969/9069569424444932167?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8917553681156085969/posts/default/9069569424444932167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8917553681156085969/posts/default/9069569424444932167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allanpoe4.blogspot.com/2013/01/19.html' title='E-book especial O Corvo - DarkSide'/><author><name>EnigmA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12437673417759324588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjsbkwBRYi9KIxuEYgNLnNDB75eukibeBTv-rDF_q2wCRCN8yot6LlNQJmyFfhw3gvAnQPvVta2ppiA4aNf96rq92GHUPKg0JFrpnSgm8INHClVOdsuzl6hsZNRFwhaaA/s220/laranja-mecanica.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8917553681156085969.post-563626061213588366</id><published>2013-01-19T00:00:00.000-08:00</published><updated>2013-01-31T16:40:56.984-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Biografia"/><title type='text'>204 com corpinho de 40</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;a href=&quot;https://www.facebook.com/AllanPoe4&quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://fbcdn-sphotos-e-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash4/406143_509507635761322_322490533_n.png&quot; width=&quot;600&quot;&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/center&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://allanpoe4.blogspot.com/feeds/563626061213588366/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/8917553681156085969/563626061213588366?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8917553681156085969/posts/default/563626061213588366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8917553681156085969/posts/default/563626061213588366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allanpoe4.blogspot.com/2013/01/204-com-corpinho-de-40.html' title='204 com corpinho de 40'/><author><name>EnigmA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12437673417759324588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjsbkwBRYi9KIxuEYgNLnNDB75eukibeBTv-rDF_q2wCRCN8yot6LlNQJmyFfhw3gvAnQPvVta2ppiA4aNf96rq92GHUPKg0JFrpnSgm8INHClVOdsuzl6hsZNRFwhaaA/s220/laranja-mecanica.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8917553681156085969.post-8244995430297323697</id><published>2012-12-28T06:21:00.002-08:00</published><updated>2012-12-28T06:21:36.435-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Poemas"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="versões em inglês"/><title type='text'>To One in Paradise</title><content type='html'>&lt;blockquote style=&quot;background: white; font-family: &#39;Times New Roman&#39;; padding: 20px;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Thou wast that all to me, love,&lt;br /&gt;
For which my soul did pine--&lt;br /&gt;
A green isle in the sea, love,&lt;br /&gt;
A fountain and a shrine,&lt;br /&gt;
All wreathed with fairy fruits and flowers,&lt;br /&gt;
And all the flowers were mine.&lt;br /&gt;
Ah, dream too bright to last!&lt;br /&gt;
Ah, starry Hope! that didst arise&lt;br /&gt;
But to be overcast!&lt;br /&gt;
A voice from out the Future cries,&lt;br /&gt;
&quot;On! on!&quot;--but o&#39;er the Past&lt;br /&gt;
(Dim gulf!) my spirit hovering lies&lt;br /&gt;
Mute, motionless, aghast!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
For, alas! alas! with me&lt;br /&gt;
The light of Life is o&#39;er!&lt;br /&gt;
&quot;No more--no more--no more&quot;--&lt;br /&gt;
(Such language holds the solemn sea&lt;br /&gt;
To the sands upon the shore)&lt;br /&gt;
Shall bloom the thunder-blasted tree,&lt;br /&gt;
Or the stricken eagle soar!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
And all my days are trances,&lt;br /&gt;
And all my nightly dreams&lt;br /&gt;
Are where thy dark eye glances,&lt;br /&gt;
And where thy footstep gleams--&lt;br /&gt;
In what ethereal dances,&lt;br /&gt;
By what eternal streams!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alas! for that accursed time&lt;br /&gt;
They bore thee o&#39;er the billow,&lt;br /&gt;
From love to titled age and crime,&lt;br /&gt;
And an unholy pillow!&lt;br /&gt;
From me, and from our misty clime,&lt;br /&gt;
Where weeps the silver willow!&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;b&gt;Edgar Allan Poe - 1835&lt;/b&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://allanpoe4.blogspot.com/feeds/8244995430297323697/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/8917553681156085969/8244995430297323697?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8917553681156085969/posts/default/8244995430297323697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8917553681156085969/posts/default/8244995430297323697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allanpoe4.blogspot.com/2012/12/to-one-in-paradise.html' title='To One in Paradise'/><author><name>EnigmA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12437673417759324588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjsbkwBRYi9KIxuEYgNLnNDB75eukibeBTv-rDF_q2wCRCN8yot6LlNQJmyFfhw3gvAnQPvVta2ppiA4aNf96rq92GHUPKg0JFrpnSgm8INHClVOdsuzl6hsZNRFwhaaA/s220/laranja-mecanica.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8917553681156085969.post-5089897964119298191</id><published>2012-11-30T17:11:00.000-08:00</published><updated>2012-11-30T17:11:10.626-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="videos e filmes"/><title type='text'>Curta metragem The Tell Tale Heart</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;iframe src=&quot;http://player.vimeo.com/video/37018388?title=0&amp;amp;byline=0&amp;amp;portrait=0&amp;amp;badge=0&amp;amp;color=152e38&quot; width=&quot;600&quot; height=&quot;482&quot; frameborder=&quot;0&quot; webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowFullScreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/center&gt;&lt;i&gt;Um curta muito bem feito e que consegue te prender na história como poucos.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dirigido e animado por &lt;a href=&quot;http://talking-animals.com/the-animals/annette-jung.html&quot;&gt;Annette Jung&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
Está é a versão legendada em inglês, pra quem preferir a versão dublada em inglês visite essa versão aqui: &lt;a href=&quot;https://www.facebook.com/AllanPoe4/posts/438886826174567&quot;&gt;The Tell Tale Heart - Short&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://allanpoe4.blogspot.com/feeds/5089897964119298191/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/8917553681156085969/5089897964119298191?isPopup=true' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8917553681156085969/posts/default/5089897964119298191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8917553681156085969/posts/default/5089897964119298191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allanpoe4.blogspot.com/2012/11/curta-metragem-tell-tale-heart.html' title='Curta metragem The Tell Tale Heart'/><author><name>EnigmA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12437673417759324588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjsbkwBRYi9KIxuEYgNLnNDB75eukibeBTv-rDF_q2wCRCN8yot6LlNQJmyFfhw3gvAnQPvVta2ppiA4aNf96rq92GHUPKg0JFrpnSgm8INHClVOdsuzl6hsZNRFwhaaA/s220/laranja-mecanica.jpg'/></author><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8917553681156085969.post-2501228181595639633</id><published>2012-10-31T06:33:00.000-07:00</published><updated>2012-10-31T18:08:19.609-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Faces do Corvo"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="videos e filmes"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="z Animações"/><title type='text'>Happy Halloween!!! Especial Simpsons</title><content type='html'>&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Há muito tempo atrás postamos um especial de Halloween dos Simpsons que homenageia &lt;/span&gt;&lt;b style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Edgar Allan Poe&lt;/b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Hoje&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEijjEZlXL-_arLzQenvU45xReWreThEb8Ta5vuR7NB_Yk4eh2hbdLrD2P-ZNO3QdK3zNyg8b_qmeBMKROtYT4hVF2XHz1rY-vDzBrDKXAl9fo_pcmZUhxrKa-R0Cugh6hGiP0sqUGF0EjI/s1600/poeHalloween+.png&quot; style=&quot;width: 40px;&quot; /&gt;(&lt;span style=&quot;color: #e69138;&quot;&gt;31 de outubro - Halloween!!!&lt;/span&gt;)&lt;/span&gt; trazemos novamente o vídeo, desta vez completo, em português (&lt;i&gt;acho que é a única série que ninguém aguenta ver legendada&lt;/i&gt;). Curtam ai.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;&lt;iframe src=&quot;http://player.vimeo.com/video/52579909?badge=0&quot; width=&quot;600&quot; height=&quot;442.5&quot; frameborder=&quot;0&quot; webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowFullScreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/center&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://allanpoe4.blogspot.com/feeds/2501228181595639633/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/8917553681156085969/2501228181595639633?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8917553681156085969/posts/default/2501228181595639633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8917553681156085969/posts/default/2501228181595639633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allanpoe4.blogspot.com/2012/10/happy-halloween-especial-simpsons.html' title='Happy Halloween!!! Especial Simpsons'/><author><name>EnigmA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12437673417759324588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjsbkwBRYi9KIxuEYgNLnNDB75eukibeBTv-rDF_q2wCRCN8yot6LlNQJmyFfhw3gvAnQPvVta2ppiA4aNf96rq92GHUPKg0JFrpnSgm8INHClVOdsuzl6hsZNRFwhaaA/s220/laranja-mecanica.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEijjEZlXL-_arLzQenvU45xReWreThEb8Ta5vuR7NB_Yk4eh2hbdLrD2P-ZNO3QdK3zNyg8b_qmeBMKROtYT4hVF2XHz1rY-vDzBrDKXAl9fo_pcmZUhxrKa-R0Cugh6hGiP0sqUGF0EjI/s72-c/poeHalloween+.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8917553681156085969.post-1938676126332209798</id><published>2012-09-14T18:38:00.002-07:00</published><updated>2012-09-14T18:46:27.000-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Contos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Contos Humoristicos"/><title type='text'>Uma trapalhada</title><content type='html'>&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;background: #000; color: #f1f1f1; padding: 10px;&quot;&gt;Este é um texto inédito na internet que a equipe do &lt;b&gt;Blog do Poe&lt;/b&gt; traz para você leitor assíduo de Poe.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: &#39;Trebuchet MS&#39;, sans-serif; line-height: 30px; margin: 20px;&quot;&gt;&lt;i&gt;Que acaso, boa senhora, a desolou assim?&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
Comus&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Era uma tarde calma e silenciosa aquela em que eu vagueava pela formosa cidade de Edina.* A confusão e o alvoroto nas ruas eram terríveis. Homens falavam. Mulheres esganiçavam-se. Crianças se engasgavam. Porcos assobiavam. Rolavam carroças. Mugiam os bois. Respondiam as vacas. cavalos rinchavam. Gatos miavam. Cachorros dançavam.&lt;i&gt; Dançavam! &lt;/i&gt; Então era isso possível? Dançavam! Ai de mim, pensei eu, meus dias de dança já se foram! É sempre assim. Que exército de melancólicas recordações, amiúde, não se despertava no espirito do gênio, e que contemplação imaginativa, especialmente de um gênio setenciado ao imperecível, ao eterno, ao contínuo e, como se pode dizer, continuado... sim, o continuado e continuante, amargo, terrível, pertubador e, se nos é permitida a expressão, a verdadeiramente pertubadora influência do sereno, divino, celestial, exaltador, elevado e purificador efeito do que pode ser com justiça denominado a mais invejável, a mais verdadeiramente invejável, e, ainda mais!, a mais benigmamente bela, a mais deliciosamente etérea e, como o é, a mais linda (se posso usar tão ousada expressão) coisa deste mundo! Perdoai-me, gentil leitor, mas eu sou sempre arrebatada por meus sentimentos! Em tal estado de espirito, repito, que um exército de recordações é suscitado por uma ninharia! Os cães dançavam! Eu... eu não podia! cabriolavam... eu chorava! Revoluteavam... eu soluçava alto! Tocantes e comovedoras circunstâncias que não podiam deixar de trazer à memória do leitor dos clássicos aquela estranha passagem relativa à adequação das coisas que se encontra no início do terceiro volume daquela adminirável e venerável novela chinesa Jo-Gueia-Li.`&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em meu passeio solitário através da cidade, tinha dois humildes porém fiéis companheiros. Diana, meu cãozinho de colo, a mais doce das criaturas... Tinha ela bastos pelos sobre seu único olho, e em volta do pescoço enlaçava-se, de acordo com a moda, uma fita azul. Diana não tinha mais de 12 centímetros de comprimento, mas sua cabeça era algo maior do que o corpo, e sua cauda, tendo sido cortada cerce demais, dava ar de ofendida inocência ao interesse animal, tornando-o favorito de todos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
E Pompeu, meu criado negro. Querido Pompeu. Ele tinha noventa centímetros de altura (gosto de ser minunciosa) e cerca de 70, ou talvez 80, anos de idade. Tinha pernas arqueadas e era corpulento. Sua boca não poderia ser chamada pequena nem suas orelhas, curtas. Contudo, eram seus dentes como pérolas e seus olhos grandes, enormes, eram deliciosamente brancos. A natureza não o dotara de nariz e llhe colocara os tornozelos (como de costume naquela raça) no meio da parte superior dos pés. Estava vestido com uma chocante simplicidade. Seus únicos trajes eram uma gravata de 23 centímetros de comprimento e um capote castanho quase novo, que, anteriormente, estivera a serviço do alto, imponente e ilustre dr. Moneypenny. Era um bom capote. Bem talhado. E benfeito. O capote estava quase novo. Pompeu tirara-o do lixo com ambas as mãos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Havia três pessoas em nosso grupo e duas delas já foram assunto de observações. Havia uma terceira... e essa pessoa era eu mesma. Eu sou Signora Psique Zenóbia. Eu não sou Suky Snobbs. Meu aspecto é imponente. Na memorável ocasião de que falo, trajava eu um vestido de cetim vermelho, com um xalé árabe azul-celeste. E o vestido tinha franjas com broches verdes e sete graciosos babados de aurículas cor de laranja. Formava eu, pois, a terceira pessoa do grupo. Havia o cãozinho. Havia Pompeu. Havia eu mesma. Nós eramos três. Por isso se diz que havia originalmente três Fúrias: Omelete, Meneio, Aéreo; Meditação, Memória, Pranto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apoiada ao braço do galante Pompeu, e seguida, a respeitável distância, por Diana, continuei a andar por uma das movimentadas e agradabilíssimas ruas da agora deserta Edina. De súbito surgiu à vista uma igreja. Uma catedral gótica. Vasta, venerável, com um alto campanário que se arrojava para o céu. Que loucura agora se apossou de mim? Por que corri eu para a minha sorte? Tomou-me um incontrolável desejo de subir o vertiginoso pináculo e dali descortinar toda a imensa extensão da cidade. A porta da catedral estava convidativamente aberta. O meu destino dominou tudo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Penetrei pelo pórtico fatal. Onde estava então o meu anjo da guarda, se na realidade tais anjos existem? Se! Aflitivo monossílabo! Que mundo de mistério, de significação e de dúvida, de incerteza, se contém nas tuas duas letras! Penetrei no sombrio pórtico! Entrei e, sem dano algum para minhas aurículas alaranjadas, passei por baixo do portal e ingressei no vestíbulo, assim como o imenso rio Alfred passa, incólume e seco, por baixo do mar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pensei que a escadaria não tivesse mais fim. Circular! Sim, os degraus subiam circularmente, circulamente subiam, até que não pude deixar de conjeturar, com o sagaz Pompeu, sobre cujo braço sustentador eu me apoiava com toda a confiança de uma velha afeiçao... sim, não podia deixar de conjecturar que a extremidade da contínua escada em espiral tivesse sido, acidentalmente ou talvez propositadamente, removida. Paramos para respirar; e, entrementes, ocorreu um acidente de natureza po demais momentosa, do ponto de vista moral e também metafísico, para que o deixemos de mencionar. A mim me pareceu... na verdade eu estava completamente certa do fato... não podia me enganar, não! Eu tinha, durante alguns momentos, cuidadosa e ansiosamente observado os movimentos de minha Diana... digo, pois, que não podia ter-me enganado... Diana farejava um rato! Imediatamente, chamei a atenção de Pompeu para o caso e ele... ele concordou comigo. Não havia, pois, mais qualquer motivo razoável de dúvida. O rato tinha sido farejado... e por Diana. Céus! Poderei eu jamais esquecer a intensa excitação daquele instante? O rato... estava ali... isto é, estava em alguma parte! Diana farejou o rato! Eu... eu não podia! Por issoo se diz que a Íris da Prússia tem para algumas pessoas um doce e intensíssimo perfume, enquanto para outros é perfeitamente inodora.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A escadaria tinha sido galgada e agora havia apenas três ou quetro degraus para cima entre nós e o ápice. Subimos ainda e agora havia apenas um degrau. Um degrau, pequenino degrau! De tão pequeno degrau, na grande escadaria da vida humana, quão vasta soma de humana felicidade ou de miséria não depende! Pensei em mim mesma. Depois, em Pompeu. E, por fim, no misterioso e inexplicável destino que nos cercava. Pensei em Pompeu... ai de mim, pensei em amor! Pensei nos numerosos degraus em falso que eu tenho subido e poderei ainda subir. Resolvi ser mais cautelosa, mais prudente. Larguei o braço de Pompeu e, sem seu auxílio, galguei o único degrau restante e alcancei a câmara do campanário. Fui seguida depois pelo meu cãozinho. Somente Pompeu ficou atrás. De pé, à beira da escada, encorajei-o a subir. Ele estendeuu-se a mão e, infelizmente, ao fazê-lo, foi forçado a largar o capote que matinha firmemente enrolado no corpo. Jamais cessariam os deuses sua perseguição? O capote caiu e Pompeu pisou, com um dos pés, a longa cauda do capote. Escorregou e caiu... Esta consequência era inevitável: caiu para frente e com sau maldita cabeça, batentedo-me em cheio... no peito, precipitou-me ao chão, juntamente com ele, sobre o duro, imundo e detestável soalho do campanário. Mas minha vingança foi certa, súbita e completa. Agarrando-o com ambas as mãos pela carapinha, arranquei vasta quantidade de material negro, crespo, enroscado, largando-o, porém, com todo o manifesto desdém. Os cabelos arrancados caíram entre as cordas do campanário e ali ficaram. Pompeu levantou-se e não disse uma palavra. Mas me olhava lastimavelmente com seus grandes olhos e... suspirou. Oh, deuses... que suspiro! Mergulhou até o fundo com meu coração! E o cabelo... a carapinha! Pudesse eu reaver aquela carapinha e tê-la-ia banhado com minhas lágrimas, como prova de pesar. Mas, ai!, estava ela agora fora do meu alcance. Ao vê-la flutuar entre o cordame do sino, imaginei-a viva. Imaginei-a erguendo-se indignada, assim como a &lt;i&gt;espirrenta Flos Aeris&lt;/i&gt; de Java, que, como é sabido, ostenta uma bela flor que viverá mesmo quando arrancada pelas raízes. Os nativos suspendem-na do teto por uma corda e gozam de seu perfume durante anos.&lt;br /&gt;
Nossa questão terminara, porém, e olhávamos ao redor do recinto à busca de uma abertura por onde pudéssemos contemplar toda a cidade de Edina. Não havia janela alguma. A única luz que penetrava na sombria câmara provinha de uma abertura quadrada de cerca de trinta centímetros de tamanho, a uma altura de 2,10 metro do soalho. Contudo, que é a energia do verdadeiro gênio não realiza? Resolvi trepar até aquele barraco. Grande quantidade de rodas, engrenagens e outros maquinismos, de aspecto cabalístico, erguia-se diante do buraco, perto dele; e através do buraco passava uma roda de ferro do maquinísmo. Entre as rodas e a parede em que se achava o buraco apenas havia espaço para meu corpo; contudo, eu estava desesperada e decidi prosseguir. Chamei Pompeu para junto de mim.&lt;br /&gt;
- Está vendo aquela abertura, Pompeu? Desejo ver por ela. Você ficará aqui bem por baixo do buraco... assim. Agora, estenda uma de suas mãos, Pompeu, e deixe que eu ponha o pé nela... assim. Agora, a outra mão, Pompeu, e com seu auxílio treparei para seus ombros.&lt;br /&gt;
Fez ele tudo quanto eu desejava e vi que, subindo assim, podia facilmente passar minha cabeça e meu pescoço através da abertura. O panorama que se contemplava era sublime. não podia ser tão magnífico. Parei só um instante para ordenar a Diana que se contivesse e assegurar a Pompeu que seria prudente e pesaria, o mais levemente possível, sobre seus ombros. Disse-lhe que procuraria ser terrna para eles... &lt;i&gt;ossí tendre que biftec.&lt;/i&gt; Tendo feito assim justiça ao meu fiel amigo, entreguei-me com grande ardor e entusiasmo ao gozo do espetáculo que tão cortesmente se espraiava diante de meus olhos.&lt;br /&gt;
A este respeito, porém, não me permitirei estender-me. Não descreverei a cidade de Edimburgo. Todos já estiveram em Edimburgo, a clássica Edima. Limitar-me-ei aos momentosos pormenores de minha curiosidade em relação à extensão, situação e aspecto geral da cidade, achei-me com lazer para contemplar a igreja em que me encontrava e a delicada arquitetura da torre. Observei que a abertura através da qual metera a cabeça era um buraco no mostrador de um gigantesco relógio e devia parecer, da rua, como um enorme buraco de chave, como o que vemos no rosto dos relógios franceses. Sem dúvida, seu verdadeiro fim era deixar passar o braço de um criado para ajustar, quando necessário, de dentro, os ponteiros, o mais longo dos quais não tinha menos de três metros de comprimento e, onde se alargavam, vinte ou 23 centímetros de largura. Pareciam feitos de sólido aço e suas extremidades eram agudas. Tendo notado essas particularidades e algumas outras, voltei de novo os olhos para a maravilhosa paisagem lá de baixo, e logo fiquei absorvida em contemplação.&lt;br /&gt;
Fui despertada desta, uns minutos depois, pela voz de Pompeu, que declarou não poder aguentar mais e me solicitou a bondade de descer. Aquilo não tinha propósito e assim lho disse, numa falação de certa prolixidade. Ele replicou, mas com evidente incompreensão de minhas ideias a respeito do assunto. Consequentemente, fiquei encolerizada e disse-lhe, com toda a franqueza, que ele era uma maluco, que havia cometido um &lt;i&gt;ignoramus a lente &lt;/i&gt;, que suas noções eram simples &lt;i&gt;insumário Bovis &lt;/i&gt;e suas palavras pouco melhor do que um &lt;i&gt;anêmico verboso&lt;/i&gt;. Pareceu ficar satisfeito com isto e eu continuei as minha contemplações.&lt;br /&gt;
Meia hora talvez depois dessa altercação, quando estava eu profundamente absorta no cenário celestial que abaixo de mim se descortinava, fui abalada por algo muito frio que apertava levemente a minha nuca. não é preciso dizer que me senti inexprimivelmente alarmada. Sabia que Pompeu estava embaixo de meus pés e que Diana estava sentada, de acordo com minhas explícitas ordens, sobre as patas traseiras, na mais distante extremidade do recinto. Que poderia ser? Ai de mim! Em breve o descobri. Voltando a cabeça, devagar, para um lado, percebi, com extremo horro, que o imenso, o cintilante ponteiro dos minutos, semelhante a uma cimitarra, havia, no curso de sua revolução horária, &lt;i&gt; descido soobre meu pescoço.&lt;/i&gt; Não havia, sabia eu, um minuto sequer a perder. Recuei imediatamente... mas era demasiado tarde. Não havia probabilidade de forçar a passagem de minha cabeça pela boca daquela terrível armadilha na qual fora tão plenamente colhida e que tornava cada vez mais estreita, com uma rapidez demasiado horrível de conceber-se. Não pode ser imaginada a agonia daqueles momentos. Estendi as mãos e tentei, coom toda a minha força, fazer retroceder para cima a pesada barra de ferro. Era o mesmo que se eu quisesse levantar a própria catedral. Para baixo, para baixo, descia o ponteiro, cada vez mais perto. Gritei por socorro a Pompeu, mas ele disse que eu havia magoado. chamando-o de &quot;ignorante excelente&quot;. Gritei por Diana, mas só tive um &quot;au-au-au&quot; como resposta, e, além disso, tinha-lhe eu dito &quot;que de forma alguma saísse do seu canto&quot;. Dessa forma, nenhum socorro podia eu esperar dos meus associados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entrementes, a pesada e terrífica &lt;i&gt;Foice do tempo&lt;/i&gt; (só agora descobria eu a significação literal daquela frase clássica) não tinha parado, nem parecia querer parar na sua andadura. Baixava, cada vez baixava mais. Vinha chegando. Havia já mergulhado sua afiada lâmina quase três centímetros na minha carne, e minhas sensações se tornavam indistintas e confusas. A um tempo, imaginei-me na Filadélfia, com o imponente dr. Moneypenny, para depois ver-me no gabinete do sr. Blackwood, recebendo suas inapreciáveis instruções. E depois, de novo, a doce recordação de antigos e melhores tempos me invadiu e pensei naquele feliz período em que o mundo não era um deserto absoluto e Pompeu não era igualmente tão cruel.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O tique-taque do maquinismo divertia-me. &lt;i&gt;Divertia-me&lt;/i&gt;, digo eu, porque minhas sensações agora confinavam com a perfeita felicidade e as mais insignificantes circunstânceas me causavam prazer. O eterno tique-taque, tique-taque, tique-taque do relógio era aos meus ouvidos a mais melodiosa arengas exortativas do dr. Ollapod. Havia em seguida os grandes números sobre o mostrador... Quão inteligentes, quão intelectuais pareciam eles! E eis que me passam a dançar a mazurca e achei que era o número V que melhor dançava, segundo o meu gosto. Era evidentemente ema dama educada. Nada dos vossos fanfarrões e nada absolutamente de indelicado nos seus movimentos. Fazia a pirueta admiravelmente, girando em torno de seu tope. Tentei oferecer-lhe uma cadeira, pois vi que ela dava sinais de cansaço pelos esforços feitos... e só então é que plenamente percebi minha lamentável situação! A lâmina tinha--se enterrado cinco centímetros em meu pescoço. Despertei com uma sensação de estranha dor. Implorei a morte e, na agonia do momento, não podia deixar de repetir aqueles esquisitos versos do poeta Miguel de Cervantes:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
Vem moer-te tan escondida&lt;br /&gt;
que noiite assenta venir&lt;br /&gt;
porco eu pela certa morir&lt;br /&gt;
nome, enotorne, andar, la vida.&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas agora novo horror se apresentava, e suficiente, na verdade, para abalar os mais sólidos nervos. Meus olhos, por causa da cruel pressão da máquina, estavam prestes a saltar das órbitas. Enquanto imaginava como poderia arranjar-me sem eles, um realmente arremessou-se da minha cabeça e, rolando pelo declive, ao lado da torre, alojou-se na calha da chuva que corria ao longo das goteiras do telhado do edifício principal. A perda do olho nada era em comparação com o insolente ar de independência e de desprezo com que ele olhava pra mim depois de se achar livre. jazia na calha, bem embaixo do meu nariz, e os ares que se dava teriam sido ridículos, se não fossem repugnantes. Tais pestanejos e piscaduras jamais foram vistos. Esse modo de proceder de meu olho, na calha, era não só irritante, por causa de sua manifesta insolência e vergonhosa ingratidão, mas era também excessivamente inconveniente por causa da sua simpatia que sempre existiu entre dois olhos da mesma cabeça, embora separados. Fui forçada, de certo modo, a pestanejare a piscar, quer quisesse ou não, em harmônico concerto com aquela coisa infame que jazia justamente embaixo do meu nariz. Senti-me, contudo, logo depois, aliviada com a queda do segundo olho. Ao cair tomou a mesma direção (possivelmente de plano combinado) de seu companheiro. Ambos rolaram juntos para fora da calha e, na verdade, sentia-me satisfeitíssima por me ver livre deles.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A lâmina estava agora dez centímetros mergulhada no meu pescoço e só faltava um pedacinho de pele para ser cortado. Minhas sensações eram de absoluta felicidade, pois eu sentia que, dentro de poucos minutos, no máximo, seria libertada de minnha desagradável posição. E nesta expectativa não fui de todo desiludida. Vinte e cinco minutos depois das cinco da tarde, precisamente, o imenso ponteiro de minutos tinha prosseguido suficientemente longe, na sua terrível revolução, a ponto de cortar o pequeno remanescente de meu pescoço. Não fiquei triste por ver a cabeça, que me tinha ocasionado tantos embaraços, afinal separa da totalmente de meu corpo. Rolou a princípio pelo lado da torre, depois alojou-se, durante poucos segundos, na calha, mas, em seguida, arremessou-se, num mergulho, no meio da rua.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Confessarei candidamente que minhas sensações eram agora as mais singulares; quero dizer: do caráter mais misterioso, mais estupefaciente e mais incompreensível. Meus sentidos achavam-se aqui e ali num e mesmo tempo. Com minha cabeça imaginava, de uma vez, que eu, a cabeça, era a real Signora Psique Zenóbia; e mais, sentia-me convencida de que eu mesma, o corpo, era a própria identidade. Para aclarar minhas ideias a esse respeito procurei no meu bolso minha caixa de rapé, mas, agarrá-la e tentar aplicar uma pitada de seu agradável conteúdo, na maneira usual, certifiquei-me imediatamente de minha peculiar deficiência e atirei, sem demora, a caixa na minha cabeça. Ela tomou uma pitada com grande satisfação e, em troca, sorriu-me, agradecida. Pouco depois dirigiu-me um discurso que eu mal pude ouvir, estando sem orelhas. Apanhei, porém, o bastante, para saber que ela estava atônita, diante do meu desejo de continuar viva, em tais circunstâncias. Nas frases finais, citou as nobres palavras de Ariosto:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
Il pobre homo que non serra corto&lt;br /&gt;
andava combatendo e dera em morto.&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
comparando-me assim ao herói que, no ardor do combate, não percebendo que estava morto, continuou a pelejar com inextinguível valor. Nada havia agora que me impedisse de pular para baixo da altura onde estava, e foi o que fiz. Que foi que Pompeu viu de tão característico no meu aspecto, não fui ainda capaz de descobrir. O camarada abriu a boca, de oorelha a orelha, e fechou os dois olhos como se estivesse tentando quebrar nozes entre as pálpebras. Afinal, atirando seu capote, deu um salto para a escada e desapareceu. GRitei, no encalço do canalha, aquela veementes palavras de Demóstenes:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
Anel no phogo kai Paulinho Marques sentai.&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
e depois voltei-me para a querida de meu coração, para a caolha, para a peluda Diana. Ai de mim!, que horrível visão afrontava meus olhos? Era um rato que eu via escondendo-se no buraco? Eram aqueles ossos pontiagudos de anjinho que havia sido cruelmente devorado pelo monstro? Ó deuses! E o que contemplei... era aquilo o espírito liberto, a sombra, o fantasma da minha amada cachorrinha que eu percebi, sentada com graça tão melancólica a um canto? Escutai! Porque ela fala e, ó céus... fala no alemão de Schiller:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
Onde Ester bicho doi, so Ester bicho tem,&lt;br /&gt;
duche-se, duche-se.&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ai de mim! E não são as suas palavras demasiado verdadeiras?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
E se eu morrer, pelo menos morro&lt;br /&gt;
Por ti... por ti...&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Doce criatura! Ela também se tinha sacrificado por mim! Sem cachorra, sem negro, sem cabeça, que restava agora à infeliz Signora Psique Zenóbia? Ai de mim!... nada! Acabei.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;* Nome poético de edimburgo [NT]&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi6GmCGsjqky6gHmw6Pu88qEKe4XR52_CzyZXRBaTKix987nTWwsgOEB443CNDXNosLvtJaM-5KJYGmLBdauM9NYd2C3ZweK5ILrSVGs_bYfuck-C8jEl1OtSPdDSzopMn4x1hJInYAFIc/s100/sexy-poe.jpg&quot; style=&quot;width:2px&quot; /&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://allanpoe4.blogspot.com/feeds/1938676126332209798/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/8917553681156085969/1938676126332209798?isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8917553681156085969/posts/default/1938676126332209798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8917553681156085969/posts/default/1938676126332209798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allanpoe4.blogspot.com/2012/09/uma-trapalhada.html' title='Uma trapalhada'/><author><name>EnigmA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12437673417759324588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjsbkwBRYi9KIxuEYgNLnNDB75eukibeBTv-rDF_q2wCRCN8yot6LlNQJmyFfhw3gvAnQPvVta2ppiA4aNf96rq92GHUPKg0JFrpnSgm8INHClVOdsuzl6hsZNRFwhaaA/s220/laranja-mecanica.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi6GmCGsjqky6gHmw6Pu88qEKe4XR52_CzyZXRBaTKix987nTWwsgOEB443CNDXNosLvtJaM-5KJYGmLBdauM9NYd2C3ZweK5ILrSVGs_bYfuck-C8jEl1OtSPdDSzopMn4x1hJInYAFIc/s72-c/sexy-poe.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8917553681156085969.post-2080894559811801877</id><published>2012-06-09T07:35:00.001-07:00</published><updated>2012-06-09T07:36:14.166-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="audio"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Biografia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Poemas"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="POEsia"/><title type='text'>Annabel Lee [manuscrito original - 1849]</title><content type='html'>&lt;p style=&quot;font-size:11pt; font-family: monospace; padding:30px; background:white&quot;&gt;Sentindo claramente que  &lt;b&gt;&quot;Annabel Lee&quot;&lt;/b&gt; seria seu último poema, Poe tomou o passo incomum, após terminá-lo em maio de 1849, fez várias cópias (das quais esta é uma cópia assinada) e colocou para circular entre seus amigos para garantir que o poema não passaria despercebido. Poe leu o poema em conferências em Richmond e o vendeu, juntamente com &lt;b&gt;&quot;Os Sinos&quot;&lt;/b&gt;, à Revista Sartain da União de Literatura e Arte para publicação. No entanto, foi impresso pela primeira vez no New-York Daily Tribune em 09 de outubro de 1849, apenas dois dias depois da morte do poeta, correu para impressão por Rufus Griswold, que havia recebido uma cópia para posterior inclusão na décima edição dos Poetas e poesia da América. Embora, pelo menos, quatro amigas de Poe  afirmaram ter inspirado &quot;Annabel Lee&quot;, a verdadeira motivação do poeta pode ser um reflexo de seu luto continuado por sua esposa, Virgínia, que morreu dois anos antes.&lt;/p&gt;

&lt;center&gt;&lt;audio controls=&quot;controls&quot; preload=&quot;false&quot; style=&quot;width:150px;&quot;&gt;&lt;source src=&quot;https://dl.dropbox.com/u/14403420/allanpoe/Annabel%20Lee.mp3&quot; type=&quot;audio/mp3&quot;&gt;&lt;/audio&gt;&lt;/br&gt;
&lt;span style=&quot;font-size:9pt; font-family: monospace;&quot;&gt;Ouça o poema enquanto lê&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;
&lt;center&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiSgPXdefXoVYnkyG1IEwoMio9HMHqKQBGILBJ2TPV_4WGlDPZjTv5hjp5ta-VyN2nq7317nVtYlmFtG4kaMW5mRzStRrQ9sV2Lh3N0QGZGpQjfZsIGKRKJXubn7U4oVl2vd6cGU-JSpOc/s700/tumblr_ly2mu4XUBy1qdo62to1_500.png&quot; width=&quot;450&quot; /&gt;&lt;img border=&quot;0&quot;  src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiVQPWUlxt5f6iw_KJDXG3XfIZFWEgviB9pmg627JDgwa-ygjg17pIaIPH3Fv4BIVFQTwGcHBSUO_N2DKOZvkH14uCvK4JGxIzw_tCRTS0DeGnwgrluG4UFOG5XrF1EVXm4AXCo-kpDFmg/s700/tumblr_ly2mu4XUBy1qdo62to2_500.png&quot; width=&quot;450&quot; /&gt;&lt;/center&gt;

</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://allanpoe4.blogspot.com/feeds/2080894559811801877/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/8917553681156085969/2080894559811801877?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8917553681156085969/posts/default/2080894559811801877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8917553681156085969/posts/default/2080894559811801877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allanpoe4.blogspot.com/2012/06/annabel-lee-manuscrito-original.html' title='Annabel Lee [manuscrito original - 1849]'/><author><name>EnigmA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12437673417759324588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjsbkwBRYi9KIxuEYgNLnNDB75eukibeBTv-rDF_q2wCRCN8yot6LlNQJmyFfhw3gvAnQPvVta2ppiA4aNf96rq92GHUPKg0JFrpnSgm8INHClVOdsuzl6hsZNRFwhaaA/s220/laranja-mecanica.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiSgPXdefXoVYnkyG1IEwoMio9HMHqKQBGILBJ2TPV_4WGlDPZjTv5hjp5ta-VyN2nq7317nVtYlmFtG4kaMW5mRzStRrQ9sV2Lh3N0QGZGpQjfZsIGKRKJXubn7U4oVl2vd6cGU-JSpOc/s72-c/tumblr_ly2mu4XUBy1qdo62to1_500.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8917553681156085969.post-602942686415802057</id><published>2012-05-04T15:25:00.000-07:00</published><updated>2012-06-09T11:32:00.441-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Amantes do Poe"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="audio"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Faces do Corvo"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Poemas"/><title type='text'>Poe + O Corvo + Literatortura</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;font-size: 11pt; padding: 20px 20px 5px 20px;&quot;&gt;
Quem gosta de literatura e cultura em geral não pode deixar de conhecer o site &lt;a about=&quot;blank&quot; href=&quot;http://literatortura.com/&quot;&gt;Literatura&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt; Críticas inteligentes e bem construídas, novidades em geral, sempre atualizado. &lt;br /&gt; Ninguém mais ninguém menos que &lt;b&gt;Edgar Allan Poe&lt;/b&gt; que foi tema da seção A Hora do Poema da semana passada, isso só pra dar um gostinho. &lt;br /&gt;Vale a pena conferir.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;&lt;div style=&quot;background: white; padding: 25px; text-align: justify; width: 584px;&quot;&gt;
Edgar Allan poe, o escritor mais carismático que esta terra já viu [óbvio, na minha opinião. E neste sentido aqui;  &lt;b&gt;Que sabe seduzir as multidões, que goza junto delas de um grande prestígio. &lt;/b&gt; Poe não é apreciado apenas pelos seus escritos. Mas pela sua conturbada e insana vida. Poucos escritores são tão unânimes e apreciados como ele. Há um respeito em citá-lo, um silêncio admirador quando “Edgar Allan Poe” entra em discussão. Seja por O Corvo, seja pelo Gato Preto ou pelo detetive Dupin. Poe [na minha opinião, mais do que Byron [e explico porque]] é o estereótipo do poeta. Esquisito, louco, decepcionado e óbvio, genial com as palavras. Conhecedor de uma técnica absurda. Estudioso entusiasmado de tudo aquilo que lhe interessava [algo que pode-se perceber no próprio &lt;b&gt;O Corvo: “Eu, ansioso pelo sol, buscava/ Sacar daqueles livros que estudava”&lt;/b&gt;. Tentarei dizer porque acredito ser Poe mais “poeta” do que Byron [não em obra, mas em “personalidade”]; Byron, pelo que consta em suas biografias, fazia diferente por justamente querer ser diferente. Dava festas absurdas, fazia ménages por querer ser diferente [óbvio que isso já fazia ele diferente, mas...]. Poe era diferente. Diferente de uma maneira trágica. Sem pedir para ser. [por favor, não estou rebaixando Lord Byron – o qual tenho profunda admiração -, estou apenas expondo uma observação pessoal].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outra coisa me agrada em Poe é sua profunda sinceridade quanto a obra. Em,&lt;a href=&quot;http://allanpoe4.blogspot.com.br/2010/12/filosofia-da-composicao.html&quot;&gt; A Filosofia da Composição&lt;/a&gt;, onde também fala do poema “O Corvo”, ele descreve minunciosamente sua maneira de compor a obra. Afirma, sem deixar margem nenhuma para questionamento, que seu trabalho não é acidente, intuição, inspiração do momento, “poesia do coração”. Pelo contrário, foi criado com uma rígida precisão. Tal como se resolvesse um problema matemático. Quero deixar claro que isso não desmerece a poesia – como julgam alguns -. Pelo contrário, a exalta. Pois é preciso o uso da arte e da lógica[técnicas] para criar um poema  [conto, novela, livro] memorável. É necessário uma reflexão acerca do que foi escrito [diferente daquilo que pregam muitos artistas profissionais; “ai, fui guiadu pelo meu core. Eu sou assim; um mistu de inspiração com poesia”. Essas coisas só servem pra entrevista. Na prática, nem alguns poemas de Fernando Pessoa, que muitos julgavam ser feito no calor da inspiração, eram, de fato, “coisa do momento”. Isso faz apenas parte da lenda do genial poeta português.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E não falei dele sem querer. Muitos sabem que há, entre várias, duas traduções que se destacam de O Corvo. A do próprio Fernando Pessoa e a do brasileiro mais importante da literatura; Machado de Assis. Eu, particularmente, escolhi a de Machado, pois prefiro a versão dele. Deixo claro que é uma escolha completamente pessoal e ‘arbitrária’. Não há nenhuma comparação ou parâmetro técnico. Apenas o meu gosto mesmo haha. [Selecionei a parte final, pois o poema é demasiado grande. Linko-o integralmente abaixo]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhskI1nvrNeEWNF4PS1KJ-cB3pIcy3cCamW9QgK6c2NQffGNedjBMmJFw6Gz2YrkYenkDEm3aDolo1IcQ6kqpOWt6D12EX7ZlnZLkGC2-oBfKcoKdktgWlTxMWB0cs3wH3OFFTesdf16Ac/s1600/corvo1.jpg&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://allanpoe4.blogspot.com.br/2010/12/fernando-pessoa-outras-traducoes-de-o.html&quot;&gt;Tradução FERNANDO PESSOA&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://allanpoe4.blogspot.com.br/2010/12/machado-de-assis-outras-traducoes-de-o.html&quot;&gt;Tradução MACHADO DE ASSIS &lt;/a&gt;[ÁUDIO]&lt;br /&gt;
&lt;audio controls=&quot;controls&quot; preload=&quot;false&quot; style=&quot;width: 150px;&quot;&gt; &lt;source src=&quot;http://ia600309.us.archive.org/27/items/raven_multilingual_0903/raven_16_assis_lrl.mp3&quot; type=&quot;audio/mp3&quot;&gt;&lt;/source&gt;Poe diz: Seu browser não suporta HTML5&lt;/audio&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O corvo tem uma musicalidade perceptível ao longo de todo o texto. Sua métrica é exata e perfeita [dentro daquilo que o autor propõe]. As rimas são sempre apropriadas e usa-se de combinações fonéticas para a criação de um ritmo constante [que só ajuda na propagação do tom do conto; triste, lamurioso]. É difícil não captar a insanidade do eu lírico. Não necessariamente por ele falar com um corvo [oi?!], mas pelas coisas que são ditas. Pela dualidade constante; “ave ou demônio; profeta ou o que quer que sejas”. Profeta, demônio?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além disso, a intimidade que o eu lírico cria com o leitor é palpável. Percebe-se que ele está ali. Ele é o poema. Não há nada escondido. Não há tentativa de ludibriar ou de disfarçar uma faceta. O eu-lírico diz; “esse sou eu” E sinceramente, se você o aceita ou não, pouco importa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O tão famoso &lt;b&gt;“nevermore” [nunca mais]&lt;/b&gt; do Corvo é, diretamente ligado ao fato de que; o eu-lírico jamais esquecerá Leonora, jamais se acalmará, jamais a beijará e também, que o próprio corvo jamais o deixará. Se entendermos que o Corvo simboliza a morte, vemos a morte como a eterna companhia do eu-lírico. Ele que já era louco, desvairado, sozinho, perdido, agora é semi-morto. E talvez, estar nesse estado seja pior do que ter morrido de fato. Vários críticos, inclusive Umberto Eco, dizem que as falas do Corvo vão muito além do que conseguimos descrever. É preciso senti-las através do contexto da poesia. Pois só assim entenderíamos – jamais explicar – o que elas significam tanto para nós quanto para o poeta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Corvo de Poe é assim; Criado como arte, apoiando-se na mais pura lógica, dentro da cabeça de um dos maiores gênios. O resultado, ilogicamente, é a dificuldade em descrever todas as nuances e detalhes de um dos poemas mais fabulosos já escritos. Saber que até a palavra “nevermore” foi escolhida a rígido dedo por causa de “[...] o longo como sendo a vogal mais sonora, acompanhado do r, a consoante mais producente” (POE, 2008, p. 23) e transformada em refrão pelo impacto já comprovado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse com certeza foi o poema mais difícil de se comentar. Tanto pelo seu tamanho, quanto pela complexidade. Não consegui abarcar nem um terço daquilo que ele representa. No entanto, Poe como a “cara” do literatortura, merecia estar aqui. E acho válido, pois o texto contém informações interessantíssimas acerca da obra do gênio norte-americano. Que, obviamente, não é maior escritor [pelas obras], mas é o mais escritor [por quem foi, por como viveu e pelo que representa].&lt;/div&gt;
&lt;/center&gt;
&lt;b&gt;Créditos:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;font-size: 10pt;&quot;&gt;
Áudio da narração: &lt;a about=&quot;blank&quot; href=&quot;http://librivox.org/&quot;&gt;librivox.org&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
Texto originalmente por: &lt;a about=&quot;blank&quot; href=&quot;http://literatortura.com/2012/04/27/hora-do-poema-edgar-allan-poe/&quot;&gt;literatortura.com&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://allanpoe4.blogspot.com/feeds/602942686415802057/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/8917553681156085969/602942686415802057?isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8917553681156085969/posts/default/602942686415802057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8917553681156085969/posts/default/602942686415802057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allanpoe4.blogspot.com/2012/05/poe-o-corvo-literatortura.html' title='Poe + O Corvo + Literatortura'/><author><name>EnigmA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12437673417759324588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjsbkwBRYi9KIxuEYgNLnNDB75eukibeBTv-rDF_q2wCRCN8yot6LlNQJmyFfhw3gvAnQPvVta2ppiA4aNf96rq92GHUPKg0JFrpnSgm8INHClVOdsuzl6hsZNRFwhaaA/s220/laranja-mecanica.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhskI1nvrNeEWNF4PS1KJ-cB3pIcy3cCamW9QgK6c2NQffGNedjBMmJFw6Gz2YrkYenkDEm3aDolo1IcQ6kqpOWt6D12EX7ZlnZLkGC2-oBfKcoKdktgWlTxMWB0cs3wH3OFFTesdf16Ac/s72-c/corvo1.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8917553681156085969.post-3652102619728240643</id><published>2012-03-24T08:48:00.000-07:00</published><updated>2012-03-24T08:48:05.781-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Poe Arte"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="videos e filmes"/><title type='text'>Novos posters do filme &quot;The Raven&quot;</title><content type='html'>&lt;br /&gt;
Vocês devem lembrar, ou mesmo estar curiosos quanto o filme &quot;&lt;a href=&quot;http://allanpoe4.blogspot.com.br/2010/11/noticias-sobre-crow.html&quot;&gt;The Raven&lt;/a&gt;&quot;, que irá retratar Edgar Allan Poe, tentando desvendar um assassinato ao seu conhecido estilo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aos desinformados aconselho que vejam os posts anteriores, inclusive o &lt;a href=&quot;http://allanpoe4.blogspot.com.br/2011/11/trailer-legendado-do-filme-raven-2012.html&quot;&gt;[trailer do filme]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Bom, mas meu objetivo aqui é outro.&lt;br /&gt;
Já postei aqui no blog esses dois posters oficiais do filme:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;&lt;a href=&quot;http://allanpoe4.blogspot.com.br/2011/09/filme-raven-2012-tem-posters-divulgados.html&quot; title=&quot;Clique para melhor visualiza-los&quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi0sbAek7R1EdtZSrWvVndJLgzMEOkYmC_Bcjoh5Ejl632AUmwAZx02UEx3H6st5pj08pdwBSjtGM7yzOsBqiLACFFL9Fvk5wDjgeZ61diusoAuhnHZpDqGT7FuFZ7kRBqO7L23SKAjzvM/s400/poster+the+raven+john+cusack.jpg&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjek5jhL2vS5YRWfOEIBBCKQ1CPx8yPer9znd6xYXveWb_igJEX6ofA65vxtQ1io7lB3Vl4b2xiqZ-AJVPXyamHNNu2BhoAzOmFkVc1ULDfE3Ie5nT-Vo_3AI0RRcx91XlCBCBZxi3gcxE/s400/the+raven_poster.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;
&lt;hr /&gt;&lt;h3&gt;Eis mais algumas versões que saíram até então:&lt;/h3&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg3bNd62xcZHwWbl3CKAYcohhlEH9xqwL5NnDWk6thlxjC71zvyCwEF1LLzs8-uocynWA6rPcWwy-YfkWrj-MG0o7Twu2qkTukxuumZHhHDQ3qz9wq3KadqeCZtU4q2O1-nDdVCnudc8Q4/s1600/the-raven-poster-empire-1.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg3bNd62xcZHwWbl3CKAYcohhlEH9xqwL5NnDWk6thlxjC71zvyCwEF1LLzs8-uocynWA6rPcWwy-YfkWrj-MG0o7Twu2qkTukxuumZHhHDQ3qz9wq3KadqeCZtU4q2O1-nDdVCnudc8Q4/s700/the-raven-poster-empire-1.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj09P3aWb9EXHzKc7LCHwYqYTV788shusAPBnJSYM40eeeRENq8zZQPqUbPKnLZaXsb5Rvdk8s4kDOIT1SLHVTsyLfnFWBlkLRWidt0SGweIU31rBDN3JkG51N825Z0m2k4Zi_51iPnP6Y/s1600/135854.93682294_900.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj09P3aWb9EXHzKc7LCHwYqYTV788shusAPBnJSYM40eeeRENq8zZQPqUbPKnLZaXsb5Rvdk8s4kDOIT1SLHVTsyLfnFWBlkLRWidt0SGweIU31rBDN3JkG51N825Z0m2k4Zi_51iPnP6Y/s800/135854.93682294_900.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhzjK9mFmNH-0fS9vz8nkTqSzSsz2CHna07SPene8CNl9uK0U4D4uR89NVuuxRQyvZdmebAsFMXjpJW3C7ogJKP90pwY4o4extmUoyqbmVWwcdWjin_DURm5m5LHVCwySoHsDQ9naxcYjQ/s1600/the-raven-poster_510.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhzjK9mFmNH-0fS9vz8nkTqSzSsz2CHna07SPene8CNl9uK0U4D4uR89NVuuxRQyvZdmebAsFMXjpJW3C7ogJKP90pwY4o4extmUoyqbmVWwcdWjin_DURm5m5LHVCwySoHsDQ9naxcYjQ/s810/the-raven-poster_510.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;E ai o que acharam?? Gostei muito do primeiro. Detalhe que ele é oficial também!</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://allanpoe4.blogspot.com/feeds/3652102619728240643/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/8917553681156085969/3652102619728240643?isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8917553681156085969/posts/default/3652102619728240643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8917553681156085969/posts/default/3652102619728240643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allanpoe4.blogspot.com/2012/03/novos-posters-do-filme-raven.html' title='Novos posters do filme &quot;The Raven&quot;'/><author><name>EnigmA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12437673417759324588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjsbkwBRYi9KIxuEYgNLnNDB75eukibeBTv-rDF_q2wCRCN8yot6LlNQJmyFfhw3gvAnQPvVta2ppiA4aNf96rq92GHUPKg0JFrpnSgm8INHClVOdsuzl6hsZNRFwhaaA/s220/laranja-mecanica.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi0sbAek7R1EdtZSrWvVndJLgzMEOkYmC_Bcjoh5Ejl632AUmwAZx02UEx3H6st5pj08pdwBSjtGM7yzOsBqiLACFFL9Fvk5wDjgeZ61diusoAuhnHZpDqGT7FuFZ7kRBqO7L23SKAjzvM/s72-c/poster+the+raven+john+cusack.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8917553681156085969.post-3446823002563507342</id><published>2012-03-07T15:20:00.000-08:00</published><updated>2012-03-07T15:20:35.655-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Biografia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Poe Arte"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Poe no mundo da música"/><title type='text'>Snoopy Musical - Edgar Allan Poe</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjyTfqnMPkMiqTyPDetJhF65wsGTEFGjoXRv5HTyciVrJKPyDxH-AAVxX1zyvHd0gojPydpubRRYHPYVr_0GrsoDQEgkvOQh-dD7xXH1XLUCztHWiPqnYW7xOn7kWcEl0ZigrlyllUlkUU/s1600/snoopy+writer.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;278&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjyTfqnMPkMiqTyPDetJhF65wsGTEFGjoXRv5HTyciVrJKPyDxH-AAVxX1zyvHd0gojPydpubRRYHPYVr_0GrsoDQEgkvOQh-dD7xXH1XLUCztHWiPqnYW7xOn7kWcEl0ZigrlyllUlkUU/s320/snoopy+writer.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
Você deve conhecer esse cachorrinho simpático e muito talentoso da foto. O Snoopy! =D&lt;br /&gt;
Mas não é dele exatamente que vou falar nesse post, mas de um musical da série.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O &quot;&lt;span style=&quot;color: #990000;&quot;&gt;&lt;b&gt;Snoopy! The Musical&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&quot; separa uma faixa para&amp;nbsp;Allan Poe.&lt;br /&gt;
Isso acontece quando&amp;nbsp;os amigos de Snoopy estão na escola e&amp;nbsp;precisam saber sobre o escritor para uma prova.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;&lt;iframe allowfullscreen=&quot;&quot; frameborder=&quot;0&quot; height=&quot;480&quot; src=&quot;http://www.youtube.com/embed/7DZAfiiCFEU&quot; width=&quot;640&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;
O resultado é muito legal, tanto que eu resolvi legendar o vídeo pra vocês.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;blockquote style=&quot;background:white; color:black; padding:10px;&quot; class=&quot;tr_bq&quot;&gt;Se não aparecer logo de cara clique em &lt;b&gt;CC&lt;/b&gt; (closed caption).&lt;br /&gt;
Para colocar um fundo mais escuro nas letras clique em &#39;&lt;b&gt;B&lt;/b&gt;&#39; no teclado;&lt;br /&gt;
E para aumentar a fonte clique em&lt;b&gt; +&amp;nbsp;&lt;/b&gt;no teclado;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;Outra versão que eu achei interessante foi uma interpretada por atores/cantores no&amp;nbsp;McCadden Place Theatre em Hollywood. &lt;br /&gt;
Eles interpretam e dão uma cara diferente para o musical com técnicas de canto, etc.&lt;br /&gt;
Outra que vale a pena assistir. ;)&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=9pc31KhXkf4&quot;&gt;www.youtube.com/watch?v=9pc31KhXkf4&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://allanpoe4.blogspot.com/feeds/3446823002563507342/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/8917553681156085969/3446823002563507342?isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8917553681156085969/posts/default/3446823002563507342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8917553681156085969/posts/default/3446823002563507342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allanpoe4.blogspot.com/2012/03/snoopy-musical-edgar-allan-poe.html' title='Snoopy Musical - Edgar Allan Poe'/><author><name>EnigmA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12437673417759324588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjsbkwBRYi9KIxuEYgNLnNDB75eukibeBTv-rDF_q2wCRCN8yot6LlNQJmyFfhw3gvAnQPvVta2ppiA4aNf96rq92GHUPKg0JFrpnSgm8INHClVOdsuzl6hsZNRFwhaaA/s220/laranja-mecanica.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjyTfqnMPkMiqTyPDetJhF65wsGTEFGjoXRv5HTyciVrJKPyDxH-AAVxX1zyvHd0gojPydpubRRYHPYVr_0GrsoDQEgkvOQh-dD7xXH1XLUCztHWiPqnYW7xOn7kWcEl0ZigrlyllUlkUU/s72-c/snoopy+writer.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8917553681156085969.post-5050427208424473915</id><published>2012-02-15T12:41:00.000-08:00</published><updated>2012-02-15T12:41:27.433-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Interessante"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="relacionados"/><title type='text'>Jogar às escondidas com a &quot;criptografia&quot; de Allan Poe</title><content type='html'>&lt;br /&gt;
Quem lembra dos enigmas decifrados em &lt;a href=&quot;http://allanpoe4.blogspot.com/2010/04/o-escaravelho-de-ouro-1-oh-oh-este.html&quot;&gt;O escaravelho de Ouro&lt;/a&gt; (publicado aqui no blog) e quem leu Criptografia (em breve aqui no blog) entende a paixão de E.A.P pelos segredos ocultos em códigos e enigmas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg4uu5785ER1FeDyODXYlAyI9M8PSMPgVlCVts3BrsG1-FOMsAWEHXD8FIFqKpBfKDiSZp20bCJDqkUqxTDodSvGlOsQfQ9cKESAiUr1OtM3sl95GFNFNR7qI4-y2YlJMgIc19L93B4UXM/s1600/eapoe_crypto_ltr_small.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg4uu5785ER1FeDyODXYlAyI9M8PSMPgVlCVts3BrsG1-FOMsAWEHXD8FIFqKpBfKDiSZp20bCJDqkUqxTDodSvGlOsQfQ9cKESAiUr1OtM3sl95GFNFNR7qI4-y2YlJMgIc19L93B4UXM/s1600/eapoe_crypto_ltr_small.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px; text-align: justify;&quot;&gt;&quot;É muito difícil convencer as pessoas da dificuldade que existe para inventar um método de escrita secreta que desafie qualquer investigação&quot;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 10px; line-height: 20px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
(Poe, E. A. (2002).&amp;nbsp;&lt;em&gt;Criptografia &amp;amp; O Escaravelho de Ouro&lt;/em&gt;&amp;nbsp;(Costa, J. Trad.). Lisboa: Guimarães Editores. P.11).&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
É muito trabalhoso perceber que uma escrita oculta vela um pensamento ainda mais secreto... Também haverá &quot;manuais&quot; para pensamentos criptográficos?! Um olor da loucura passou pelos meus sentidos como a investigação passa por alguns métodos. Imaginei a beleza de um &quot;pensamento criptográfico&quot; acompanhado pela escrita - percebi que já me &quot;encontrei com ele&quot; – levantei-me e sorri. Quod scripsi, scripsi....&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;br /&gt;
Agradecimento ao blog &lt;a href=&quot;http://tocandosemtocar.blogspot.com/&quot;&gt;TocandoSemTocar &lt;/a&gt;que tem muita coisa interessante, cultura pura.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://allanpoe4.blogspot.com/feeds/5050427208424473915/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/8917553681156085969/5050427208424473915?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8917553681156085969/posts/default/5050427208424473915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8917553681156085969/posts/default/5050427208424473915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allanpoe4.blogspot.com/2012/02/jogar-as-escondidas-com-criptografia-de.html' title='Jogar às escondidas com a &quot;criptografia&quot; de Allan Poe'/><author><name>EnigmA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12437673417759324588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjsbkwBRYi9KIxuEYgNLnNDB75eukibeBTv-rDF_q2wCRCN8yot6LlNQJmyFfhw3gvAnQPvVta2ppiA4aNf96rq92GHUPKg0JFrpnSgm8INHClVOdsuzl6hsZNRFwhaaA/s220/laranja-mecanica.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg4uu5785ER1FeDyODXYlAyI9M8PSMPgVlCVts3BrsG1-FOMsAWEHXD8FIFqKpBfKDiSZp20bCJDqkUqxTDodSvGlOsQfQ9cKESAiUr1OtM3sl95GFNFNR7qI4-y2YlJMgIc19L93B4UXM/s72-c/eapoe_crypto_ltr_small.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8917553681156085969.post-4958671967628938662</id><published>2012-02-06T17:36:00.000-08:00</published><updated>2012-02-06T17:36:12.186-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Poe Arte"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="teatro"/><title type='text'>Poe contado por quem sabe</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgQXzgw2gX1-nR86GOyUzgZ4eVjci9DUUtA6_qAyf_0q_odZPlWNjA9YIZwWQYVECqejAsExrhIUJPsDpRsNs6AM8qjnzYZJ6HWriH4VZGTFaol0uV9FNMXOCmhQ9ShajJWajbUUE1UVQcM/s1600/blog+POE+maior.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgQXzgw2gX1-nR86GOyUzgZ4eVjci9DUUtA6_qAyf_0q_odZPlWNjA9YIZwWQYVECqejAsExrhIUJPsDpRsNs6AM8qjnzYZJ6HWriH4VZGTFaol0uV9FNMXOCmhQ9ShajJWajbUUE1UVQcM/s1600/blog+POE+maior.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;Se você já era fã dos contos de Edgar Allan Poe, vai se encantar ainda mais ao ver como esses contos ganharam vida de forma fantástica e com uma dose adicional de frio na espinha.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;Tudo por conta&amp;nbsp;da atmosfera envolvente criada pela atriz, diretora e educadora &lt;b&gt;Cristiana Gimenes&lt;/b&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;Tudo isso pode ser conferido no site do projeto que reúne várias peças&lt;/div&gt;&lt;a href=&quot;http://www.historiasdepoe.com/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;www.historiasdepoe.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;hr/&gt;Além disso trago um vídeo que encontrei no site citado.&lt;br /&gt;
Curtam essa versão sensacional do conto &lt;a href=&quot;http://allanpoe4.blogspot.com/2008/08/o-enterramento-prematuro.html&quot;&gt;Sepultamento Prematuro&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;&lt;iframe allowfullscreen=&quot;&quot; frameborder=&quot;0&quot; height=&quot;315&quot; src=&quot;http://www.youtube.com/embed/LJCOqAdpsFc&quot; width=&quot;560&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/center&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://allanpoe4.blogspot.com/feeds/4958671967628938662/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/8917553681156085969/4958671967628938662?isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8917553681156085969/posts/default/4958671967628938662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8917553681156085969/posts/default/4958671967628938662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allanpoe4.blogspot.com/2012/02/poe-contado-por-quem-sabe.html' title='Poe contado por quem sabe'/><author><name>EnigmA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12437673417759324588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjsbkwBRYi9KIxuEYgNLnNDB75eukibeBTv-rDF_q2wCRCN8yot6LlNQJmyFfhw3gvAnQPvVta2ppiA4aNf96rq92GHUPKg0JFrpnSgm8INHClVOdsuzl6hsZNRFwhaaA/s220/laranja-mecanica.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgQXzgw2gX1-nR86GOyUzgZ4eVjci9DUUtA6_qAyf_0q_odZPlWNjA9YIZwWQYVECqejAsExrhIUJPsDpRsNs6AM8qjnzYZJ6HWriH4VZGTFaol0uV9FNMXOCmhQ9ShajJWajbUUE1UVQcM/s72-c/blog+POE+maior.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8917553681156085969.post-4533113084976543337</id><published>2012-01-20T11:46:00.000-08:00</published><updated>2012-01-20T11:52:56.920-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Biografia"/><title type='text'>Poe entra para o exército disfarçado</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;Edgar Allan Poe entrou para o Exército com 18 anos de idade, em um ato de desespero, depois de sofrer a pressão de sobreviver por conta própria por dois meses sem dinheiro. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estas fotos do documento de alistamento mostram que Poe estava em Boston quando ele se alistou usando um nome falso, Edgar Perry, e uma idade também falsa, quatro anos a mais que sua idade real. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O documento também o descreve como tendo 1 metro e 73, cabelos castanhos, olhos cinzentos, e uma pele clara.&lt;/blockquote&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgALCWKAYxlo7vJIpseqW6M8vVJUwD5lVRRJBkcUv6p4qScn4DOu4AQ52kTpXimpWQzQeMwYW5B4TMk9y_eeR8E7LdIp67ZUseaiozS0Rz1irbLVXuz51Cq6Yizogc68V3ltYPPe1fdlUc/s1600/allanpoe4+%25281%2529.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgALCWKAYxlo7vJIpseqW6M8vVJUwD5lVRRJBkcUv6p4qScn4DOu4AQ52kTpXimpWQzQeMwYW5B4TMk9y_eeR8E7LdIp67ZUseaiozS0Rz1irbLVXuz51Cq6Yizogc68V3ltYPPe1fdlUc/s320/allanpoe4+%25281%2529.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhp8FbbGa9uMa0s8rYuUrzb5xRMSL0skIGcnz_wAdfb-lwtmK_ZTGErmHeL9ge4Jb7Kl3722HHxiJVYf7u9fbawk11Ft9MaFp77JjwuAwcnlhhIqwABdJKntpSRPqwAMGiRN9EDeE-eYrQ/s1600/allanpoe4+%25282%2529.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhp8FbbGa9uMa0s8rYuUrzb5xRMSL0skIGcnz_wAdfb-lwtmK_ZTGErmHeL9ge4Jb7Kl3722HHxiJVYf7u9fbawk11Ft9MaFp77JjwuAwcnlhhIqwABdJKntpSRPqwAMGiRN9EDeE-eYrQ/s320/allanpoe4+%25282%2529.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;h3 style=&quot;font-size:12pt;&quot;&gt;Clique na imagem para visualizá-la&lt;/h3&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://allanpoe4.blogspot.com/feeds/4533113084976543337/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/8917553681156085969/4533113084976543337?isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8917553681156085969/posts/default/4533113084976543337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8917553681156085969/posts/default/4533113084976543337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allanpoe4.blogspot.com/2012/01/poe-entra-para-o-exercito-disfarcado.html' title='Poe entra para o exército disfarçado'/><author><name>EnigmA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12437673417759324588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjsbkwBRYi9KIxuEYgNLnNDB75eukibeBTv-rDF_q2wCRCN8yot6LlNQJmyFfhw3gvAnQPvVta2ppiA4aNf96rq92GHUPKg0JFrpnSgm8INHClVOdsuzl6hsZNRFwhaaA/s220/laranja-mecanica.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgALCWKAYxlo7vJIpseqW6M8vVJUwD5lVRRJBkcUv6p4qScn4DOu4AQ52kTpXimpWQzQeMwYW5B4TMk9y_eeR8E7LdIp67ZUseaiozS0Rz1irbLVXuz51Cq6Yizogc68V3ltYPPe1fdlUc/s72-c/allanpoe4+%25281%2529.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8917553681156085969.post-6072892917465278087</id><published>2012-01-13T15:35:00.000-08:00</published><updated>2012-01-13T15:35:48.591-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="FACEBOOK"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="notícias"/><title type='text'>Descrição das modificações no blog</title><content type='html'>&lt;br /&gt;
Ontem o Allan Poe Brasil mudou um pouco.&lt;br /&gt;
E uma da principais modificações do blog, além do novo layout é claro, foram os:&lt;br /&gt;
&lt;h3&gt;Banners e parceiros&lt;/h3&gt;Os banners dos nossos parceiros estavam (como na maioria dos blogs) &lt;b&gt;em um amontoado de imagens piscando&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dispostos dessa maneira, além de poluir o layout, atrapalhar o carregamento rápido da página, não oferecia nenhum destaque para o blog parceiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para oferecer uma solução razoável para essa situação resolvi que serão mostrados quatro banners de cada vez na lateral da página e serão &lt;b&gt;aleatoriamente modificados&lt;/b&gt; quando página for carregada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;É mais interessante que o leitor ao menos olhe para quatro banners (inclusive o seu) do que para nenhum no meio daquela poluição visual toda.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;hr&gt;&lt;br /&gt;
Além disso reservei um blog para todos os parceiros. &lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://parceiros-poe.blogspot.com/&quot;&gt;parceiros-poe.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nele o visitante poderá ver de forma simples e rápida resumos das últimas atualizações de todos os parceiros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;hr&gt;&lt;h3&gt;Facebook&lt;/h3&gt;Agora o blog e a &lt;a href=&quot;http://www.facebook.com/AllanPoe4&quot;&gt;página&lt;/a&gt; na maior rede social da atualidade estão de fato &lt;b&gt;interligados&lt;/b&gt;, para acompanhar o blog pelo Facebook basta curtir a página.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Compartilhem as atualizações e levem um pouco de cultura para seus amigos, fico impressionado com a quantidade de pessoas que desconhece a existência desse escritor tão importante para a literatura universal.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;h3&gt;Recebendo as atualizações por e-mail&lt;/h3&gt;Como dito no post anterior:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;-moz-box-shadow: inset 0 0 15px #616161; background: #fff; box-shadow: inset 0 0 15px #616161; padding: 10px; width:500px;&quot;&gt;Quer receber as atualizações do site assim que elas aparecem?&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Basta você digitar seu e-mail no campo aqui na barra lateral&lt;br /&gt;
E clicar em &quot;Pronto!&quot;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;u&gt;Como o blog não é atualizado toda hora sempre é bom ser avisado na comodidade do e-mail.&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não haverá problemas quanto a quantidade e se precisar poderá cancelar os envios a qualquer momento.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Bom, é isso por enquanto!&lt;/i&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://allanpoe4.blogspot.com/feeds/6072892917465278087/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/8917553681156085969/6072892917465278087?isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8917553681156085969/posts/default/6072892917465278087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8917553681156085969/posts/default/6072892917465278087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allanpoe4.blogspot.com/2012/01/descricao-das-modificacoes-no-blog.html' title='Descrição das modificações no blog'/><author><name>EnigmA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12437673417759324588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjsbkwBRYi9KIxuEYgNLnNDB75eukibeBTv-rDF_q2wCRCN8yot6LlNQJmyFfhw3gvAnQPvVta2ppiA4aNf96rq92GHUPKg0JFrpnSgm8INHClVOdsuzl6hsZNRFwhaaA/s220/laranja-mecanica.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8917553681156085969.post-2589591199093840296</id><published>2012-01-12T19:22:00.000-08:00</published><updated>2012-01-12T19:22:37.436-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="notícias"/><title type='text'>Novo visual do Allan Poe Brasil</title><content type='html'>&lt;br /&gt;
Boa madrugada caros amantes dos contos de Edgar Allan Poe!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há pouco tempo venho trabalhado em um novo template (uma nova aparência) para este blog.&lt;br /&gt;
E só agora me dei por satisfeito e resolvi torná-lo publico, fiz várias modificações e amanhã (caso tenha tempo) farei uma reapresentação mostrando o que mudou e o que irá mudar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desde já vos apresento um recurso que já temos há um bom tempo mas estava muito escondido:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;-moz-box-shadow: inset 0 0 15px #616161; background: #fff; box-shadow: inset 0 0 15px #616161; padding: 10px;&quot;&gt;Quer receber as atualizações do site assim que elas saem?&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Basta você digitar seu e-mail no campo aqui na barra lateral ----------&amp;gt;&amp;gt;&lt;br /&gt;
E clicar em &quot;Pronto!&quot;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Amanhã mesmo se houver alguma novidade aqui no blog você receberá no mesmo momento que forem postadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;u&gt;Como o blog não é atualizado toda hora sempre é bom ser avisado na comodidade do e-mail.&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não haverá problemas quanto a quantidade e se precisar poderá cancelar os envios a qualquer momento.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Au revoir!!&lt;/i&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://allanpoe4.blogspot.com/feeds/2589591199093840296/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/8917553681156085969/2589591199093840296?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8917553681156085969/posts/default/2589591199093840296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8917553681156085969/posts/default/2589591199093840296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allanpoe4.blogspot.com/2012/01/novo-visual-do-allan-poe-brasil.html' title='Novo visual do Allan Poe Brasil'/><author><name>EnigmA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12437673417759324588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjsbkwBRYi9KIxuEYgNLnNDB75eukibeBTv-rDF_q2wCRCN8yot6LlNQJmyFfhw3gvAnQPvVta2ppiA4aNf96rq92GHUPKg0JFrpnSgm8INHClVOdsuzl6hsZNRFwhaaA/s220/laranja-mecanica.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8917553681156085969.post-1317087793622583643</id><published>2012-01-02T07:52:00.000-08:00</published><updated>2012-01-13T07:49:08.820-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="notícias"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Poe Arte"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Quadrinhos"/><title type='text'>Contos de Allan Poe em HQ da Disney [Procura-se]</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;img height=&quot;400&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj54YAbqvfY1uoQvJkDsOAVwztyMXlJrn-98rTYvBOHs9b4PgofclaEnZvCOoII3kb4ANmDzRjafeDutltk2he-3tOxLW5vNkOjuV7UDxtI5lRzjkIVQRQvuD7i74x-uujt_kyw2h26IOo/s400/CLD25.jpg&quot; style=&quot;-moz-box-shadow: -5px -5px 5px #888; -webkit-box-shadow: -5px -5px 5px #888; box-shadow: -5px -5px 5px #888; float: left; padding: 0;&quot; width=&quot;283&quot; /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;float: right; height: 400px; width: 380px;&quot;&gt;A Editora Abril lançou há algum tempo a coleção Clássicos da Literatura uma adaptação livre em quadrinhos das grandes obras da literatura universal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dentre as adaptações das obras de Shakesperare, Alexandre Dumas, Oscar Wilde e vários outros não podia faltar os contos de Edgar Allan Poe é claro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Poe é representado no volume número 25 em quatro histórias:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;&lt;b&gt;A Casa do Fantasma Distraído&lt;/b&gt;&quot; baseada em &lt;a href=&quot;http://allanpoe4.blogspot.com/2010/07/queda-da-casa-de-usher.html&quot;&gt;A Queda da Casa de Usher&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;-moz-border-radius: 20px; -webkit-border-radius: 20px; background: white; padding: 10px;&quot;&gt;Nessa HQ, Edgar Allan Mouse, um antepassado do Mickey, é chamado para comparecer à residência de seu velho amigo Patheta e, quando lá chega, percebe que a casa está se deteriorando aos poucos. O mistério intriga nosso herói, que se dispõe a elucidá-lo, sem se importar com ruídos noturnos e acontecimentos estranhos.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;float: left; margin: 30px 10px 0 -283px;&quot;&gt;&quot;&lt;b&gt;O Mistério da Rua Ratorgue&lt;/b&gt;&quot; &lt;br /&gt;
(&lt;a href=&quot;http://allanpoe4.blogspot.com/2010/04/os-crimes-da-rua-morgue.html&quot;&gt;Assassinatos da rua Morgue&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;&lt;b&gt;O Escaravelho de Ouro&lt;/b&gt;&quot; &lt;br /&gt;
(&lt;a href=&quot;http://allanpoe4.blogspot.com/2010/04/o-escaravelho-de-ouro-1-oh-oh-este.html&quot;&gt;O Escaravelho de Ouro&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;&lt;b&gt;A Carta Oculta&lt;/b&gt;&quot; &lt;br /&gt;
(&lt;a href=&quot;http://allanpoe4.blogspot.com/2010/05/carta-furtada.html&quot;&gt;A Carta Roubada&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais detalhes sobre Os Contos de Edgar Allan Poe visite a &lt;a href=&quot;http://jovem.abril.com.br/classicosdisney/volume-25.shtml&quot;&gt;página da coleção&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;hr /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;-moz-border-radius: 20px; -webkit-border-radius: 20px; background: white; padding: 10px; width: 500px;&quot;&gt;&lt;h3 class=&quot;post-title entry-title&quot;&gt;[procura-se]&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;
Vários leitores estão me pedindo pra postar esses quadrinhos aqui no blog mas não estou encontrando em lugar nenhum.&lt;br /&gt;
Então,&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Quem por acaso tiver esse exemplar da coleção por favor entre em contato conosco&lt;/i&gt; &lt;b&gt;allanpoe4@hotmail.com&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://allanpoe4.blogspot.com/feeds/1317087793622583643/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/8917553681156085969/1317087793622583643?isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8917553681156085969/posts/default/1317087793622583643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8917553681156085969/posts/default/1317087793622583643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allanpoe4.blogspot.com/2012/01/contos-de-allan-poe-em-hq-da-disney.html' title='Contos de Allan Poe em HQ da Disney [Procura-se]'/><author><name>EnigmA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12437673417759324588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjsbkwBRYi9KIxuEYgNLnNDB75eukibeBTv-rDF_q2wCRCN8yot6LlNQJmyFfhw3gvAnQPvVta2ppiA4aNf96rq92GHUPKg0JFrpnSgm8INHClVOdsuzl6hsZNRFwhaaA/s220/laranja-mecanica.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj54YAbqvfY1uoQvJkDsOAVwztyMXlJrn-98rTYvBOHs9b4PgofclaEnZvCOoII3kb4ANmDzRjafeDutltk2he-3tOxLW5vNkOjuV7UDxtI5lRzjkIVQRQvuD7i74x-uujt_kyw2h26IOo/s72-c/CLD25.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8917553681156085969.post-1962734349249881527</id><published>2011-12-13T11:59:00.000-08:00</published><updated>2011-12-13T11:59:14.332-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Poe Arte"/><title type='text'>Poe Art 16 by Quinho</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhs4hIclwrV5e915NR61fO0R9sAlOgJFvCh596PRw_POB5X0lfWoJcedhffV_byRqhYgEqm0-jYP7jz_wRWENmFOwJEL67Ic9sjdyxXXyxT_1DuXuPKqHEhlKyXL1_8hmJim5UIPPzi5BI/s800/QUINHO++EDGAR+ALLAN+POE+%25286%2529.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;474&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhs4hIclwrV5e915NR61fO0R9sAlOgJFvCh596PRw_POB5X0lfWoJcedhffV_byRqhYgEqm0-jYP7jz_wRWENmFOwJEL67Ic9sjdyxXXyxT_1DuXuPKqHEhlKyXL1_8hmJim5UIPPzi5BI/s400/QUINHO++EDGAR+ALLAN+POE+%25286%2529.jpg&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
Descrição do autor do trabalho:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;blockquote style=&quot;background:#fff; padding:10px; margin: 0 20px; -webkit-border-radius: 20px;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;color: #333333; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 20px;&quot;&gt;Já o desenhei por dezenas de vezes, em diversas situações. Sua fisionomia conta muito sobre sua tumultuada existência e o considero um dos rostos mais expressivos no mundo dos grandes gênios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nessa caricatura, baseada num dos raros daguerreótipos de Poe, procurei envolvê-lo com alguns elementos mais característicos de sua obra, como a sombra de um corvo que surge subliminarmente no fundo e a figura emparedada em sua cabeça.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesta foto o trabalho encontra-se inacabado em meu estúdio, em cima da mesa e prestes a ser submetido ao corte. Ao lado esquerdo, logo acima, a imagem que originou a caricatura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Talvez num post mais à frente, eu disponibilize a imagem escaneada e finalizada.&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;
Para mais informações e ilustrações visite o&lt;a href=&quot;http://quinhoilustrador.blogspot.com/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt; site &lt;/a&gt;do ilustrador.&lt;br /&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://allanpoe4.blogspot.com/feeds/1962734349249881527/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/8917553681156085969/1962734349249881527?isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8917553681156085969/posts/default/1962734349249881527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8917553681156085969/posts/default/1962734349249881527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allanpoe4.blogspot.com/2011/10/poe-art-16-by-quinho.html' title='Poe Art 16 by Quinho'/><author><name>EnigmA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12437673417759324588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjsbkwBRYi9KIxuEYgNLnNDB75eukibeBTv-rDF_q2wCRCN8yot6LlNQJmyFfhw3gvAnQPvVta2ppiA4aNf96rq92GHUPKg0JFrpnSgm8INHClVOdsuzl6hsZNRFwhaaA/s220/laranja-mecanica.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhs4hIclwrV5e915NR61fO0R9sAlOgJFvCh596PRw_POB5X0lfWoJcedhffV_byRqhYgEqm0-jYP7jz_wRWENmFOwJEL67Ic9sjdyxXXyxT_1DuXuPKqHEhlKyXL1_8hmJim5UIPPzi5BI/s72-c/QUINHO++EDGAR+ALLAN+POE+%25286%2529.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8917553681156085969.post-522090627223811356</id><published>2011-11-11T03:36:00.000-08:00</published><updated>2011-11-11T04:01:19.887-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Faces do Corvo"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="notícias"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="videos e filmes"/><title type='text'>Trailer legendado do filme The Raven 2012</title><content type='html'>&lt;p style=&quot;margin:0 auto; padding:5px 20px; background:white; border-top: solid 3px #000; border-left: solid 3px #000; border-bottom: solid 1px #000; border-right: solid 1px #000; width:556px;&quot;&gt;O trailer está muito empolgante! &lt;br /&gt;
O &lt;b&gt;Blog do Poe&lt;/b&gt; demorou mas legendou!&lt;br /&gt;
&lt;/p&gt;&lt;center&gt;&lt;iframe allowfullscreen=&quot;&quot; frameborder=&quot;0&quot; height=&quot;335&quot; src=&quot;http://www.youtube.com/embed/NP9bYtauo54?rel=0&quot; width=&quot;600&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi6GmCGsjqky6gHmw6Pu88qEKe4XR52_CzyZXRBaTKix987nTWwsgOEB443CNDXNosLvtJaM-5KJYGmLBdauM9NYd2C3ZweK5ILrSVGs_bYfuck-C8jEl1OtSPdDSzopMn4x1hJInYAFIc/s1600/sexy-poe.jpg&quot; /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&quot;Poe já é um astro do cinema&quot;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://allanpoe4.blogspot.com/feeds/522090627223811356/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/8917553681156085969/522090627223811356?isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8917553681156085969/posts/default/522090627223811356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8917553681156085969/posts/default/522090627223811356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allanpoe4.blogspot.com/2011/11/trailer-legendado-do-filme-raven-2012.html' title='Trailer legendado do filme The Raven 2012'/><author><name>EnigmA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12437673417759324588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjsbkwBRYi9KIxuEYgNLnNDB75eukibeBTv-rDF_q2wCRCN8yot6LlNQJmyFfhw3gvAnQPvVta2ppiA4aNf96rq92GHUPKg0JFrpnSgm8INHClVOdsuzl6hsZNRFwhaaA/s220/laranja-mecanica.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://img.youtube.com/vi/NP9bYtauo54/default.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8917553681156085969.post-9022890423885244614</id><published>2011-11-08T17:29:00.000-08:00</published><updated>2011-11-08T17:29:46.788-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Contos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Contos Humoristicos"/><title type='text'>TRÊS DOMINGOS EM UMA SEMANA</title><content type='html'>&lt;blockquote style=&quot;padding: 0 40px; text-align: justify;&quot;&gt;
TRÊS DOMINGOS NUMA SEMANA (1) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot; Seu cabeça-dura, seu estúpido, seu teimoso, bronco, casquento, mofento e  bolorento, seu velho selvagem!&quot; - dizia eu (imaginariamente) uma tarde a meu tio-  avô Rumgudgeon, agitando o punho contra ele (em imaginação).  Somente em imaginação. O fato é que alguma trivial discordância existia  justamente, naquela época, entre o que eu dizia e o que não tinha coragem de  dizer, entre o que eu fazia e entre a metade do que eu pensava fazer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando abri a porta do salão, avistei o velho porco-marinho sentado, com  os pés  em cima da prateleira do fogão, com um copázio de vinho do Porto na pata,  fazendo esforços tenazes para realizar o que diz a canção:  Remplis ton verre vide!  Vide ton verre plein!(2)  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Meu querido tio, - disse eu, fechando a porta amavelmente e aproximando-me  dele com o mais doce dos sorrisos -, o senhor sempre foi tão bondoso e  atencioso, demonstrando sua benevolência por tantos, tantos modos, que... que  acho que basta apenas sugerir-lhe uma vez mais, este pequeno ponto, para ter  certeza de seu pleno assentimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Hein!- disse ele. - Prossiga, meu bom rapaz! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Estou certo, meu queridíssimo tio, (seu maldito velhaco), de que o senhor não  tenciona realmente, seriamente, opor-se a meu&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;(1) Publicado pela primeira vez no Saturday Evening Post, 27 de novembro de 1841.   Título original: A SUCCESSION OF SUNDAYS.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&amp;nbsp;(2) Enche teu copo vazio /  Esvazia o copo cheio! (N. T.)     &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
casamento com Catarina. Isto não passa de uma brincadeira sua… eu sei.... Ah,  ah, ah! Como o senhor é engraçadisso às vezes! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ah, ah, ah! - disse o velho. - Diabos te levem… sim ! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Decerto, sem dúvida! Eu sabia que o senhor estava brincando! Ora, meu tio, tudo  quanto Catarina e eu desejamos é que o senhor nos faça o obséquio de nos dar  uma opinião.. a respeita do tempo... o senhor sabe, meu tio... em resumo, quando  seria mais conveniente para o senhor que o casamento... se… se… se realizasse,  não é? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Dê o fora, seu maroto! Que quer você dizer com isso? O melhor da festa é  esperar por ela! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ah, ah, ah! Eh, eh, eh! Ih, ih, ih! Oh, oh, oh! Uh! uh, uh! essa é muito boa! É  excelente ! É fina. Mas tudo quanto desejamos, justamente agora, é que o senhor  indique precisamente a data. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ah! Precisamente? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Sim, meu tio. Isto é, a data que mais agradasse o senhor. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Não haveria resposta se eu tivesse de deixar isso a vontade não é, Bobby? Uma  data qualquer dentro de um ano, por exemplo? Mas eu tenho que marcar  precisamente? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Se quiser ter a bondade, meu tio, a data certa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Pois então, Bobby, meu rapaz... Você é um bom sujeito não é? Desde que você  quer a data certa, eu... eu vou lhe fazer logo esse favor. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Querido tio! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Psiu! - fez ele, afogando-me a voz. - Vou fazer-lhe logo esse favor. Você terá meu  consentimento... e a bolada(3) , não podemos esquecer a bolada... Vejamos! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando será? Hoje é domingo, não é? Bem, então... vocês se casarão  precisamente, veja bem! - quando se juntarem três domingos em uma  mesma  semana. Está-me ouvindo, moço? Por que está ai de boca aberta? Estou dizendo  que você terá Catarina e a bolada dela quando se juntarem três domingos numa  semana. Mas, enquanto não acontecer isso - meu jovem mandrião - enquanto não  acontecer isso, você não terá nada, nem que eu morra! Você me conhece, sou um  homem de palavra. E agora... rua! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E aí tragou seu copázio de vinho do Pôrto, enquanto eu saia  correndo,  desesperado, da sala. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um &quot;completo e distinto velho nobre inglês&quot; era meu tio-avô Rumgudgeon, mas,  diferentemente do da canção, tinha pontos fracos. Era um sujeito pequeno,  obeso, aparatoso e ranzinzamente teimoso, de nariz vermelho, cérebro espesso,  bolsa recheada,  e um forte sentimento de sua própria importância. Com o melhor  coração do mundo procurava, por meio de uma predominante mania de  contradição , assumir, entre aqueles que apenas o conheciam superficialmente, o  caráter de pessoa tacanha. Como muitas cria-  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;(3) Poe usa o termo plum, que na Inglaterra designava popularmente a soma de    cem mii libras esterlinas. (N. T.)    &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
turas excelentes, parecia possuído do espírito de tantalização , que podia  facilmente, a uma observação fortuita, ser tomado como malevolência. A todo  pedido, um positivo &quot;Não!&quot; era sua imediata resposta. Mas, no fim, no longo e  demorado fim, excessivamente poucos pedidos havia que ele recusasse. Contra  todos os ataques da sua bolsa, fazia ele a mais vigorosa defesa, mas a quantia  extorquida, afinal  estava, geralmente, na razão direta da demora do cerco e da  teimosia  da resistência. Para coisas de caridade, ninguém dava com melhor  liberalidade e pior boa-vontade.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto às belas-artes e especialmente às belas-letras, mantinha para com elas  profundo desprezo. Nisto tinha sido inspirado por Casimir  Perier,(4) cuja  impertinente perguntinha, A quoi un poète est-il bon?  tinha ele o costume de citar  em todos os casos com uma rídicula  pronúncia, como se aquilo fosse o nec plus  ultra da fiinura lógica. Por isso, minha própria inclinação pelas musas havia  provocado sua completa desaprovação. Assegurou-me um dia, quando lhe  pedi  um novo exemplar de Horácio, que a tradução de Poeta nascitur  non fit era: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;Poeta asnático não fito&quot;, observação que me causava profundo ressentimento.  Sua repugnância pelas &quot;humanidades&quot; tinha também aumentado muito  ultimamente, em consequência de acidental desvio em favor do que ele supunha  ser ciência natural. Alguém abordara-o na rua, confundindo-o com uma pesspa  que não era menos que o Dr. Dubble L., professor de física empírica. Isso o  afastou do caminho que vinha seguindo , até então) e justamente na época desta  estória (porque afinal se transformando em estória) meu tio-avô Rumgudgeon só  era acessível  e pacífico em certos pontos que se harmonizassem com as  cabriolas da mania que ele cavalgava. Quanto ao resto, pouco se lhe dava, e sua  política era obstinada e facilmente compreensível. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pensava com Horsley,(6)que &quot;o povo nada tem que ver com as leis, senão  obedecer-lhes&quot;. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu tinha vivido com o velho toda a minha vida. Meus pais, ao morrerem tinham-me  deixado a ele como uma rica herança. Acredito que o velho patife gostava de mim  como se fosse seu próprio filho, quase tanto quanto gostava de Catarina. Mas, de  qualquer modo, era uma vida de cachorro a que ele me dava. Desde um ano de  idade ate os cinco, mimoseou-me com surras bem regulares. Dos cinco aos  quinze anos, ameaçava-me, a cada hora, com a casa de correção. Dos quinze aos  vinte, não se passava um só dia sem que me prometesse deixar-me sem nem um  vintém. Eu não era boa bisca, é verdade, mas então isso era parte de minha  natureza, um ponto de fé. Em Catarina, porém, tinha um amigo fiel e bem  sabia  disso. Ela era uma boa moça e dizia-me, mui docemente, que eu poderia tê-la  (com boIada e tudo), quando pudesse arrancar do meu  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;(4) político e financista francis (1777-1832). (N. T.) &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;(5) Para que serve um poeta? (N. T.)   &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;(6)  Samuel Horsley (1733-1806), prelado e escritor britânico, aautor de várias    obras eruditas. (N. T.)    &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
tio-avô Rumgudgeon o necessário consentimento. Pobre moça, tinha apenas  quinze anos e, sem esse consentimento, o que ela possuia em dinheiro não  bastaria para esperar que cinco verões tivessem &quot;fluído lenta e longamente&quot;. Que  fazer então, aos quinze anos, ou mesmo aos vinte e um (porque eu acabara de  completar minha quinta olimpíada), cinco anos em perspectiva era bem o mesmo  que quinhentos. Em vão assediávamos o velho com  importunidades. Havia uma  piêce de résistance (7) (como diriam Messieurs Ude e Carne) que se adaptava à  sua perversa fantasia com perfeita exatidão. Teria suscitado a indignação do  próprio Jó, ver de que  modo ele procedia, como um velho gato rateiro, contra nos  dois, pobres e infelizes camundongos. No íntimo, nada mais ardentemente  desejava ele do que a nossa união. Havia muito tempo que metera isso na cabeça.  De fato, teria dado dez mil libras de seu próprio bolso (a bolada de Catarina era  dela mesma) se pudesse ter inventado qualquer coisa como uma desculpa para  conccordar com os nossos naturalíssimos desejos. Mas fôramos bastante  imprudentes, mencionando a questão nós mesmos, acredito  sinceramente que  estava acima de suas forças deixar de opôr-se a isso, em tais circunstâncias.  Já disse que ele tinha seus pontos fracos. Mas, falando deles, não se   deve  entender que eu me refira à sua obstinação: esta era um dos seus pontos fortes -  assurément ce n&#39;était pas son faible (8). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando   menciono sua fraqueza, aludo a  uma esquisita supertição mulheril que o dominava. Ele era especialista em  sonhos, et id genus omne de algaravias. Era também excessivamente exigente em  pequenos pontos de honra e, a seu jeito, um homem de palavra, sem dúvida  alguma. Esta era, de fato, uma de suas manias. O escrupulo de suas promessas  não tinha ele escrúpulo em desprezar, mas a letra  era um laço inviolável.  Ora, foi desta última particularidade de seu gênio que a habilidade de Catarina se  valeu para permitir que, um belo dia, não muito depois de nossa entrevista no  salão, tirássemos inesperada vantagem. E tendo assim, à maneira de todos os  modernos bardos e oradores, esgotado em prolegomena todo o tempo às minhas  ordens e quase todo o espaço à minha disposição, resumirei em poucas  palavras, o que constitui o essencial da estória.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aconteceu - pois assim quiseram os fados - que entre os conhecidos de minha  noiva, na Marinha, havia dois cavalheiros que  acabavam justamente de  desembarcar na Inglaterra depois de um ano de ausência cada um, em viagem  pelo estrangeiro. Em companhia desses cavalheiros, minha prima e eu  combinamos, antecipadamente, fazer uma visita ao tio Rumgudgeon, na tarde de  domingo, dez de outubro, justamente três semanas depois da memorável  decisão que tinha tão cruelmente destruído nossas esperanças. Durante cerca de  meia hora, a conversa travou-se em assuntos comuns.    &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;(7) Peça de resistência. (N. T.) &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;(8) Certamente não era o seu fraco. (N.T.)    &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas afinal conseguimos, bastante naturalmente, fazê-la enveredar pelo  seguinte  caminho: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Capitão PRATT. - Ora, faz justamente um ano que estive ausente. Justamente um  ano, hoje, se não me falha a memória... Vejamos, sim, hoje é dez de outubro!  Lembra-se, Sr. Rumgudgeon, de que escolhi este dia do ano para despedir-me do  senhor? E a proposito, parece-me que há uma coincidência, não é?, no fato de  que nosso amigo aqui, o Capitão Smitherton, esteve também exatamente um ano  justo, um ano que se cumpre hoje! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SMITHERTON. - Sim, justamente um ano completo. O senhor deve lembrar-se, Sr.  Rumgudgeon, que, como  o Capitão Pratt, eu escolhi o mesmo dia, há um ano,  para apresentar minhas despedidas.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sim, ... sim… sim… Lembro-me muito bem... E é, na verdade muito estranho!  Ambos vocês partiram justamente há um ano. Estranhíssima coincidência, de  fato. Justamente, o que o Dr. Dubble L. Dee denominaria uma extraordinária  concorrência de acontecimentos. O Dr. Dub… &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
CATARINA - (ínterrompendo.) Decerto, papai, é algo estranho! Mas depois o Capitão  Pratt e o Capitão Smitherton não seguiram juntos o mesmo caminho, e isto faz  diferença, o senhor sabe. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tio - sei nada disso, sua atrevida! Como haveria de saber? Sei só que isso torna a  apenas torna a questão mais notável! O Dr. Dubble L. Dee…   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
CATARINA -  Ora, papai, o Capitão Pratt rodeou o cabo Honr e o Capitão  Smitherton dobrou o cabo da Boa Esperança. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
TIO - Precisamente! Um seguiu para leste e o outro para oeste, sua intrometida, e  ambos deram uma volta inteira ao mundo. A propósito, O Dr. Dubble L. Dee... &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
EU - (Apressadamente.) Capitão Pratt, o senhor deve vir passar a tarde conosco  amanhã... o senhor e Smitherton. Poderão contar-nos tudo a respeito de suas  viagens, jogaremos uma partida de whist e…  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PRATT - Whist, meu caro rapaz? Você se esquece de que amanhã será  domingo?  Em qualquer outra tarde. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
CATATINA -  Oh, não, ora essa! Roberto não é tão ímpio assim! Hoje é que  domingo, capitão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tio - Decerto, decerto. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PRATT - Peço  desculpa aos dois, mas não posso estar tão enganado. Sei que  amanhã é domingo, porque... &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SMITHERTON - (Muito surpreso.) Onde é que estão vocês todos com a cabeça? Só  queria saber se domingo não foi ontem! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
TODOS - Ontem? Com efeito, o senhor está enganado.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
TIO - Hoje é que é domingo, digo eu! Então eu não sei? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PRATT- Oh, não! Domingo é amanhã ! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SMITHERTON. - Vocês todos estão malucos! Nenhum escapa! Tenho certeza de  que ontem foi domingo como a de estar sentado aqui nesta cadeira!  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
CATARINA. - (Andando um salto, ansiosamente.) compreendo…compreendendo  tudo! Isto é uma decisão contra o senhor, a respeito de... a respeito daquilo que o  senhor sabe. Deixe-me falar e explicarei tudo num minuto. É uma coisa muito  simples, na verdade. O Capitão Smitherton diz que ontem foi domingo, e está  certo. Ele tem razão. O primo Bobby, o tio e eu dizemos que domingo é hoje: é  isso mesmo, estamos certos. O Capitão Pratt sustenta que amanhã é que será  domingo; será mesmo, ele também está certo. E o fato é que nós todos estamos  certos e, dessa forma, três domingos se juntaram numa semana. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SMITHERTON. - (Depois de uma pausa.) A propósito, Pratt, a Catarina descobriu a  coisa completamente. Que idiotas somos nós dois, Sr. Rumgudgeon, o negócio é  este: a terra, como o tem vinte e quatro mil milhas de circunferência. Ora, esse  globo terrestre gira em torno de seu próprio eixo, dá voltas…roda  essas vinte e  quatro mil- milhas de extensão, indo do oeste para o leste no espaço  precisamente de vinte e quatro horas. Está compreendendo, Sr. Rumgudgeon?  Tio. - Decerto... decerto... O Dr. Dubb… &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SMITHERTON. - (Afogando-lhe a voz.) Pois bem: isso é feito à razão de mil  milhas  por hora. Ora, suponhamos que desta posição a mil milhas a leste. Sem dúvida,  antecipar-me-ei  aó nascer do sol, aqui em Londres, justamente uma hora. Verei  sol levantar-se uma hora antes que o senhor o veja. Continuando na mesma  direção ainda outras mil milhas, antecipar-me-ei duas  horas ao nascer do sol;  outras mil, e antecipar-me-ei três horas, assim por diante, até dar uma volta  completa em torno do globo e estar de volta a este mesmo ponto, quando, tendo  percorrido vinte e quatro mil milhas para leste, antecipar-me-ei ao nascer do  sol,  em Londres, nada menos de vinte e quatro horas; isso é, acho-me um dia  adiantado ao tempo do senhor. Compreendeu, não é?  Tio. - Mas Dubble L. Dee.... &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SMITHERTON. - (Falando muito alto.) O Capitão Pratt. Pelo contrário, depois de ter  navegado mil milhas para oeste desta posição estava atrasado uma hora, e,  depois de ter navegado vinte e quatro mil milhas para oeste, estava vinte e quatro  horas ou um dia em  atraso ao tempo de Londres. De modo que, para mim, ontem  foi  domingo. De modo que, para o senhor, hoje é domingo. De modo que, para  Pratt, amanhã será domingo. E o que é mais Rumgudgeon, positivamente claro é  que todos nós estamos certos, por que não pode haver raciocínio filosófico que  especifique qual das idéias de cada um de nós deveria prevalecer sobre a dos  outros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tio. - E essa, hein! Bem, Catarina... Bem, Bobby! Isso é mesmo uma decisão  contra mim, como vocês disseram. Mas eu sou um homem de palavra... veja bem  isto! Você casará com ela, rapaz, (com boiada e tudo), quando quiser! Com efeito!  Três domingos  e todos enfileirados! Vou saber a opinião do Dr. Dubble L. Dee a  respeito disto! &lt;/blockquote&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://allanpoe4.blogspot.com/feeds/9022890423885244614/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/8917553681156085969/9022890423885244614?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8917553681156085969/posts/default/9022890423885244614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8917553681156085969/posts/default/9022890423885244614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allanpoe4.blogspot.com/2011/11/tres-domingos-em-uma-semana.html' title='TRÊS DOMINGOS EM UMA SEMANA'/><author><name>EnigmA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12437673417759324588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjsbkwBRYi9KIxuEYgNLnNDB75eukibeBTv-rDF_q2wCRCN8yot6LlNQJmyFfhw3gvAnQPvVta2ppiA4aNf96rq92GHUPKg0JFrpnSgm8INHClVOdsuzl6hsZNRFwhaaA/s220/laranja-mecanica.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8917553681156085969.post-505400923504151909</id><published>2011-11-04T14:53:00.000-07:00</published><updated>2013-03-07T15:50:47.403-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Contos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Contos Humoristicos"/><title type='text'>CONTOS HUMORÍSTICOS - NOTA PRELIMINAR</title><content type='html'>&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Você sabiam que Edgar Allan Poe tinha um bom trato para com os contos de humor?&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Isso mesmo que você leu, humor, por mais mórbido que as vezes possam parecer.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;b&gt;Essa nova face do nosso querido escritor terá uma atenção especial a partir de agora aqui no Blog do Poe.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;blockquote style=&quot;padding: 0 40px; text-align: justify;&quot;&gt;
Apesar de sua sensibilidade mórbida, de sua inteligência voltada, para temas sérios e profundos, de seus sofrimentos, de sua vida dolorosa e trágica, uma faceta havia na personalidade complexa de Poe, tão essencial quanto a séria, a dramática, a da angústia e do terror: a faceta do humor e da ironia, do sarcasmo e da pilhéria, a que ele deu realce escrevendo quase mais contos desse gênero do que do gênero trágico. Este aspecto da personalidade de Poe parece ter escapado ou não ter agradado a Baudelaire, pois ao verter-lhe a obra para o francês não se dignou traduzir a quase totalidade das suas estórias grotescas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, dava-lhe Poe suma importância, pois certa vez em que publicaram uma coletânea de contos seus queixou-se de não ter o editor dado guarida na sua edição aos contos humorísticos. Disse ele: &quot;Também não dá o volume nenhuma idéia de qualidade do meu espírito: escrevendo meus contos uns após outros, muitas vezes a longos intervalos, mantive constantemente diante dos olhos a idéia de sua continuidade e da unidade de minha obra. E penso que se se publicasse uma edição completa, seus traços característicos seriam sobretudo adiversidade&quot; e a &quot;variedade&quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesses contos dava ele vasão ao seu espírito pilhérico, sarcástico, irónico, à sua tendência para a mistificação, para a representação, para o disfarce, herança decerto da &quot;teatralidade&quot; de seus pais, como havia nele, como já notamos, uma personalidade dicotomica, o espírito de ordem, de equilíbrio, de cálculo frio e raciocinante e o espírito de desordem, de desequilíbrio, de imaginação desorbitante e fantástica, os seus contos de humor não se mostram como finas peças de espírito ático, carecem da sutileza e da ironia venenosa de um Voltaire.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
São excessivos, raiando muitas vezes pelo absurdo, pelo ridículo, pelo grotesco mais extremado. No seu livro O Humor Americano, Constance Rourke, ao tratar de Poe, observa que &quot;sua risada apresentava uma só modalidade: inumana e mesclada à histeria. Visava triunfar dos caprichos e imbecílidades populares, o velho objetivo da comédia popular. Para atingir esse fim, em suas peças burlescas e extravagantes, deturpava incrívelmente traços e linhas humanos, empregando aquela grotesquerie que entre o cômico e o terrível: com Poe, o terrível sempre se achava à vista&quot;. Efetivamente não recuava ele diante do grotesco mais absurdo, mais exagerado, levando o &quot;humor negro&quot; a excessos de mau-gosto e de mais completa absurdez, como nos contos &quot; Perda de Fôlego &quot;, &quot;O Homem que Foi Desmanchado&quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Muitas vezes é a mera extravagância que lhe movimenta o espírito ou o simples burlesco, como em &quot;Os Óculos&quot;. Valendo-se do recurso de pôr em cena o diabo, não um diabo impressionante, apavorante, mas um diabo meio ridículo, um diabo de teatro cômico cuja famigerada sutileza deixa muito a desejar, um diabo que gosta mais de fazer pilhêrias de mau-gosto do que de pôr almas a perder, como nos contos &quot;Bon-Bon&quot;, &quot;O Duque de l&#39;Omelette&quot;, &quot;O diabo no Campanário&quot;, &quot;Nunca Aposte Sua Cabeça com o Diabo&quot;. críticas voltam-se especialmente contra os &quot;nobres&quot; (&quot;Por o Francesinho Está com a Mão na Tipóia&quot;), contra os negociantes (&quot;O Homem de Negócios&quot;), os trapaceiros (&quot;A Trapaçaria &quot;), os literatos. Estes, principalmente. Há uma série de contos a eles dicada. Desde &quot;Leonizando&quot; até às imitaçôes ridículas da maneira literária de certos autores e de certas revistas: &quot;Vida Literária de Fulano-de-Tal&quot;, &quot;Como Escrever um Artigo à Moda Blackwood&quot;, &quot;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;color: #cc0000;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://allanpoe4.blogspot.com.br/2012/09/uma-trapalhada.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Uma Trapalhada&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&quot;. O seu humor aí é feroz e deve ter ferido prontamente a vaidade de muito literato contemporâneo seu. Decerto os leitores desses contos conseguiam identificar as figuras, nele, ridicularizadas, caricaturadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A maioria desses contos humorísticos de Poe revela sua crítica, sua aversão, sua condenação a certos aspectos e modalidades do ambiente em que vivia. Suas tendências, suas predileções, suas repulsas e suas antipatias neles encontram caminho para desabafo, &quot;Pequena Conversa com Uma Múmia&quot;, em que, ressus- itado um egípcio há milhares de anos mumificado, se faz ele das críticas de Poe aos exageros das ciências, do progresso e da Democracia, como domínio da massa sobre o indivíduo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O abuso do absurdo, do trocadilho, do fantástico, do grotesco prejudica muitos dos contos humorísticos de Poe, que teria alcançado no gênero muito maior êxito se houvesse escrito mais coisas no estilo de &quot;O Sistema do Dr. Abreu e do Prof. Pena&quot;, conto em que parece ter-se inspirado o nosso Machado de Assis para o seu O Alienista. Por mais desiguais em valor literário e bom gosto que possam ser esses contos humorísticos de Poe, represenentanto, uma contribuição importante para o estudo de sua personalidade literária tão complexa e tão contrastante.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O. M.&lt;/blockquote&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://allanpoe4.blogspot.com/feeds/505400923504151909/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/8917553681156085969/505400923504151909?isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8917553681156085969/posts/default/505400923504151909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8917553681156085969/posts/default/505400923504151909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allanpoe4.blogspot.com/2011/11/contos-humoristicos-nota-preliminar.html' title='CONTOS HUMORÍSTICOS - NOTA PRELIMINAR'/><author><name>EnigmA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12437673417759324588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjsbkwBRYi9KIxuEYgNLnNDB75eukibeBTv-rDF_q2wCRCN8yot6LlNQJmyFfhw3gvAnQPvVta2ppiA4aNf96rq92GHUPKg0JFrpnSgm8INHClVOdsuzl6hsZNRFwhaaA/s220/laranja-mecanica.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8917553681156085969.post-3694746598006823267</id><published>2011-10-08T13:28:00.000-07:00</published><updated>2011-10-08T13:28:42.342-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Poe Arte"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Poe no mundo da música"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Quadrinhos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="videos e filmes"/><title type='text'>[video] Quadrinhos + Allan Parsons + Barril de Amontillado... será que ficou legal?</title><content type='html'>Lembram do projeto &lt;a href=&quot;http://allanpoe4.blogspot.com/2011/01/alan-parsons-tales-of-mystery.html&quot;&gt;Allan Parsons&lt;/a&gt;?&lt;br /&gt;
Um fã criou um clipe muito bem produzido com a música The Cast of Amontillado e imagens de uma história em quadrinhos, ambos adaptados do&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://allanpoe4.blogspot.com/2008/03/o-barril-de-amontillado.html&quot;&gt;conto&lt;/a&gt;&amp;nbsp;homônimo&amp;nbsp;de Edgar Allan Poe. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;center&gt; &lt;iframe allowfullscreen=&quot;&quot; frameborder=&quot;0&quot; height=&quot;390&quot; src=&quot;http://www.youtube.com/embed/RuS2pkzy1Mk?rel=0&quot; width=&quot;640&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/center&gt;Espero que tenham gostado.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://allanpoe4.blogspot.com/feeds/3694746598006823267/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/8917553681156085969/3694746598006823267?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8917553681156085969/posts/default/3694746598006823267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8917553681156085969/posts/default/3694746598006823267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allanpoe4.blogspot.com/2011/10/video-quadrinhos-allan-parsons-barril.html' title='[video] Quadrinhos + Allan Parsons + Barril de Amontillado... será que ficou legal?'/><author><name>EnigmA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12437673417759324588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjsbkwBRYi9KIxuEYgNLnNDB75eukibeBTv-rDF_q2wCRCN8yot6LlNQJmyFfhw3gvAnQPvVta2ppiA4aNf96rq92GHUPKg0JFrpnSgm8INHClVOdsuzl6hsZNRFwhaaA/s220/laranja-mecanica.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://img.youtube.com/vi/RuS2pkzy1Mk/default.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8917553681156085969.post-967792770987673087</id><published>2011-09-30T17:42:00.000-07:00</published><updated>2011-09-30T17:42:22.856-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Poe Arte"/><title type='text'>Poe art 15</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiLgdn0kYPwNfRcFZwFVvuDySCBSfL2hfszW1jjkDQIrQfswgYL2fLbbVqWfIZ-_uKA6tsFpEhejEpKzAnNAH8RqQEpGHZbDJDkFhAOIFYjYa-eqjQLEtt04EblHvVzqH8UrykVuZ6Lvk0/s1600/tumblr_ls79pwNuxJ1qixe63o1_1280.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;640&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiLgdn0kYPwNfRcFZwFVvuDySCBSfL2hfszW1jjkDQIrQfswgYL2fLbbVqWfIZ-_uKA6tsFpEhejEpKzAnNAH8RqQEpGHZbDJDkFhAOIFYjYa-eqjQLEtt04EblHvVzqH8UrykVuZ6Lvk0/s640/tumblr_ls79pwNuxJ1qixe63o1_1280.jpg&quot; width=&quot;523&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: &#39;Courier New&#39;, Courier, monospace;&quot;&gt;Apesar de muito pesquisar, não temos notícia de quem fez essa ilustração.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: &#39;Courier New&#39;, Courier, monospace;&quot;&gt;Se você souber comente por favor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://allanpoe4.blogspot.com/feeds/967792770987673087/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/8917553681156085969/967792770987673087?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8917553681156085969/posts/default/967792770987673087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8917553681156085969/posts/default/967792770987673087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allanpoe4.blogspot.com/2011/09/poe-art-15.html' title='Poe art 15'/><author><name>EnigmA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12437673417759324588</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjsbkwBRYi9KIxuEYgNLnNDB75eukibeBTv-rDF_q2wCRCN8yot6LlNQJmyFfhw3gvAnQPvVta2ppiA4aNf96rq92GHUPKg0JFrpnSgm8INHClVOdsuzl6hsZNRFwhaaA/s220/laranja-mecanica.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiLgdn0kYPwNfRcFZwFVvuDySCBSfL2hfszW1jjkDQIrQfswgYL2fLbbVqWfIZ-_uKA6tsFpEhejEpKzAnNAH8RqQEpGHZbDJDkFhAOIFYjYa-eqjQLEtt04EblHvVzqH8UrykVuZ6Lvk0/s72-c/tumblr_ls79pwNuxJ1qixe63o1_1280.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8917553681156085969.post-8224843022437826158</id><published>2011-09-24T13:26:00.000-07:00</published><updated>2011-09-25T16:50:31.015-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Poemas"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Sonetos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="versões em inglês"/><title type='text'>SONNET TO SCIENCE</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
Science! True daughter of Old Time thou art!&lt;br /&gt;
Who alterest all things with thy peering eyes.&lt;br /&gt;
Why preyest thou thus upon the poet’s heart,&lt;br /&gt;
Vulture, whose wings are dull realities?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
How should he love thee? or how deem thee wise,&lt;br /&gt;
Who woudst not leave him in his wandering&lt;br /&gt;
To seek for treasure in the jewelled skies,&lt;br /&gt;
Albeit he soared with an undaunted wing?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hast thou not torn the Naiad from her flood,&lt;br /&gt;
The Elfin from the green grass, and from me&lt;br /&gt;
The summer dream beneath the tamarind tree?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://allanpoe4.blogspot.com/2010/11/soneto-ciencia.html&quot;&gt;Veja a versão em português clicando aqui&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://allanpoe4.blogspot.com/feeds/8224843022437826158/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/8917553681156085969/8224843022437826158?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8917553681156085969/posts/default/8224843022437826158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8917553681156085969/posts/default/8224843022437826158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allanpoe4.blogspot.com/2011/09/sonnet-to-science.html' title='SONNET TO SCIENCE'/><author><name>Lenore</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07850788794939895741</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhCiVwt_QBCKc9sxe0Sv0to-Ri6ja3PuRSwwntk-q2bdb0VL8hezhL6avtROQ37UxV6VpDFPPFNawtWtU7ghUlZMhM1YgcPs9Rki-Q9Oz7fHST3Vg1ErzqXlij5QHqqXZo/s220/DSC08193.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>