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<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/rss2full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-6425437103981389356</atom:id><lastBuildDate>Fri, 24 Feb 2012 06:01:50 +0000</lastBuildDate><category>P de Preview</category><category>D de Discografia</category><category>Semana de Música</category><category>L de Literatura</category><category>Semana de Ficção</category><category>R de Reflexão</category><category>N de Notícias</category><category>C de Crítica</category><category>A de Anagrama</category><category>C de Conto</category><category>E de Especial</category><category>L de Lista</category><category>E de Entrevista</category><category>A de Álbum</category><category>M de Moda</category><category>Semana de Cinema</category><category>O de Opinião</category><category>P de Perfil</category><category>Semana Livre</category><category>Semana de Opinião</category><category>Semana de Moda</category><title>O Anagrama</title><description>Cinema - Música - Ficção - Moda - Opinião - Decifrando o Indecifrável!</description><link>http://o-anagrama.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Caio Coletti)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>211</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/rss+xml" href="http://feeds.feedburner.com/Anagrama" /><feedburner:info xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" uri="anagrama" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6425437103981389356.post-3925456584980659340</guid><pubDate>Thu, 23 Feb 2012 03:35:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-22T19:35:13.046-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Semana de Ficção</category><title>Inconfessável</title><description>&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-6klHMDXKhW0/T0Wz28-JhII/AAAAAAAADUM/HyfM2Jsm4c0/s1600-h/inconfessavel-16.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="inconfessavel 1" alt="inconfessavel 1" src="http://lh6.ggpht.com/-2aSo9PhdBgE/T0Wz3z-ZFYI/AAAAAAAADUU/VaOHec2t-Rg/inconfessavel-1_thumb3.jpg?imgmax=800" width="604" height="302" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;por Caio Coletti&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Nenhum deles esperava que aquela discussão simplesmente aparecesse do nada no meio do caminho que estavam seguindo a tanto tempo, com tanta naturalidade, juntos. Pouco havia que um não pudesse dizer para o outro, e o tempo se encarregara de desfazer as barreiras que naturalmente existiam entre dois seres humanos inseguros, como todos eram e são. Nenhum deles forçara nada. Tudo o que deveria ter acontecido, aconteceu no momento certo. E ainda assim, naquela noite, alguma fronteira invisível havia se quebrado, e agora os dois não podiam deixar de pensar que há muito tempo aquele vidro que os separava do indizível estava se trincando. Talvez fosse esse o último obstáculo a ser vencido, e talvez fosse por isso que, no final, todos os relacionamentos terminavam algum dia: porque essa última pedra no caminho era, afinal, intransponível.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Começou com um olhar de lado, uma resistência de frações de segundo ao entrelaçar de mãos que antes ocorria de forma tão natural, tão certa. Começou com uma palavra mais doce, um abraço mais apertado, um sorriso mais caloroso. Começou com os ciúmes. E de repente um começara a inventar desculpas para não gostar mais tanto daquela amiga que antes tinha como melhor confessora, só pelo fato do outro ter deixado escapar um olhar brilhante ou um “que saudades!” empolgado demais. E de repente o carro caía em silêncio todas as vezes que alguma estação de rádio se recusava a sintonizar no lugar certo. E de repente, um dia (hoje), quando os dois chegaram em casa, começou. E começou da forma certa, até.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;- Precisamos conversar – um disse.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;- Eu sei – o outro respondeu.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;E houve aquele momento de olhar demorado, em silêncio, meio terno e meio constrangido, porque ainda não haviam se acostumado a olhar um para o outro daquela forma, tanto tempo depois. Nunca foram capazes de se acostumar com a simples idéia de que se amavam. Mas, chance das chances, acontecera. E, agora, eles podiam reconhecer o sentimento de uma discussão que o orgulho de ambos não deixaria terminar esta noite, mas que também seria deixada em silêncio até quando não poderiam mais se manter tão longe, e simplesmente, sem palavra nenhuma, se olhariam de novo daquele jeito.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;- Bom, eu acho que você percebeu que nos últimos dias... – um começou.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;- Que nos últimos dias você tem me tratado como um estranho? – o outro não se abalou com a expressão de espanto que encarava agora com os olhos cravados. – Ou quase isso, vamos lá. E nós dois sabemos o porquê. Ora vamos, você vai começar uma discussão só porque eu...&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;- Vou – interromper o outro não era da sua natureza. Mas a calma da voz e do corpo não podia disfarçar a insegurança e a raiva dos olhos. – Pelo simples fato de que, naquela noite, como em algumas outras já, eu simplesmente não tive você comigo. E sabe qual é a constante entre todas essas noites?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Silêncio. Longo, e de repente um desviou o olhar do outro. Encarando os pratos de vidro em cima da pia da cozinha, os pés do sofá, as pernas da cadeira. Qualquer coisa, menos os olhos. Ambos sabiam a resposta para aquela pergunta que havia deixado no ar. Mas foi a voz que a abandonou aí que precisou dizê-la. O outro simplesmente engoliu em seco e fechou os olhos, apoiando-se na mesa de jantar com a cabeça baixa, numa daquelas poses de filme. A visão era bela, quase idílica. Mas não houve hesitação ou compaixão na resposta.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;- Ela. Você esteve mais com ela do que comigo. E isso simplesmente não soa certo para mim.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Aquilo não soava como uma briga. Nenhum dos dois gostava de erguer a voz numa discussão, então tudo se mantinha naquela disputa de sussurros e arrependimentos, a distância quase insuportável entre os dois se tornando rapidamente em um abismo em que a indiferença e a frieza se agarravam na ponta do precipício, mas nunca deixavam as mãos escaparem. A tensão que se construía ali era muito mais substancial, muito mais climática, do que explícita. Não se podia detectar uma nuance de ódio em todo o aposento, mas a atmosfera era tão densa e fria que poderia ser cortada com uma faca, se um dos dois quisesse provar do seu gosto amargo.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;- O que te aborrece tanto? Não é como se eu simplesmente a agarrasse – a suave ironia na fala fez o outro subir um tom a voz, mas não mais.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;- É a única coisa que você não faz, na verdade. Não na minha frente, pelo menos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;- Ah, não! – uma exclamação, e uma calorosa, audível, e ainda assim estranhamente calma. – Não me venha questionar a minha fidelidade. Você sabe muito bem que eu jamais lhe imporia uma traição.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;- Será que não?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;- Eu já provei o bastante desse gosto para não querer dá-lo a mais ninguém. Você se lembra de como foi difícil para eu estabelecer um compromisso? Porque você acha que eu resisti tanto? Porque &lt;i&gt;isso aqui&lt;/i&gt; precisa fazer sentido pra mim.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Mais silêncio. Simplesmente absorvendo o que tinha ouvido. Fazia sentido. Havia algo de sagrado na forma como o outro encarava o relacionamento como uma instituição que indicava compromisso. Algo até doentio, na verdade. Talvez por isso tivesse achado tão estranho ver a forma como o outro agia perto dela. E talvez estivesse exagerando. E talvez fosse aquela antiga falha, aquele ansioso e enterrado sentimento inconfessável que ele escondera por tanto tempo, de si mesmo. Talvez o tivesse disfarçado com frieza, com algum tipo de vingança de alguma forma, simplesmente porque custava a entender como tal sentimento poderia não ser legítimo.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Então, os olhos dos dois se conectaram de novo. Não havia mais raiva. Havia uma hesitante compreensão, um sentimento difícil de definir, que ainda não era reconciliação (é claro que não era), mas algo como a mútua aprovação de um momento pelo qual os dois estavam esperando há muito tempo, sem nem mesmo perceber. Fora como na primeira vez em que haviam se visto daquele jeito novo. De alguma forma, não era algo surpreendente. A bem da verdade, a única coisa surpreendente acerca de tudo aquilo era que estava ali o tempo todo, e nenhum dos dois vira. Ou fingira não ver, porque por enquanto era mais cômodo deixar escondido. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Alguns chamavam de “a hora certa”. Talvez não fosse bem assim. Talvez fosse simplesmente a hora em que a mudança se tornava insuportavelmente inevitável. E assim foi, com um deles inspirando, franzindo o cenho para não chorar, mordendo o lábio inferior por alguns segundos, e em seguida dizendo com a voz tão perfeita quanto estaria falha se ele deixasse transparecer:&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;- Eu... eu só queria ser &lt;i&gt;a única pessoa&lt;/i&gt; na sua vida. Ou, pelo menos, a mais importante.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;- Você não é. E nem eu sou a única pessoa na sua – o outro fechou os olhos ao ouvir aquela resposta, os lábios se contraindo com um pouco de raiva. Mas não seria justo mentir. É claro que não. – Não existe uma pessoa mais importante. O mundo é grande demais para isso. O que importa é que eu...&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Silêncio. Nenhum dos dois nunca falaria aquelas duas palavras que faltaram um para o outro.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-pIdUkeyPV7o/T0Wz4sMbUkI/AAAAAAAADUc/Q5OrOBuKEuY/s1600-h/inconfessavel-24.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="inconfessavel 2" alt="inconfessavel 2" src="http://lh5.ggpht.com/-DE0RJKh2cPk/T0Wz5ig1hcI/AAAAAAAADUk/WFEt0LxERlE/inconfessavel-2_thumb2.jpg?imgmax=800" width="602" height="301" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-1V2M5gYyo3M/T0Wz6gkXpuI/AAAAAAAADUs/e7awLTqSbi0/s1600-h/inconfessavel-35.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="inconfessavel 3" alt="inconfessavel 3" src="http://lh5.ggpht.com/-TLqZnZTtD1M/T0Wz7-ug5FI/AAAAAAAADU0/rq4u-Dakw0s/inconfessavel-3_thumb3.jpg?imgmax=800" width="602" height="301" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;&lt;em&gt;“E chegou o dia em que o risco que havia em permanecer envolvido em um casulo se tornou mais doloroso que o risco que havia em se libertar” &lt;strong&gt;(Anaïs Naim)&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6425437103981389356-3925456584980659340?l=o-anagrama.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://o-anagrama.blogspot.com/2012/02/inconfessavel.html</link><author>noreply@blogger.com (Caio Coletti)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh6.ggpht.com/-2aSo9PhdBgE/T0Wz3z-ZFYI/AAAAAAAADUU/VaOHec2t-Rg/s72-c/inconfessavel-1_thumb3.jpg?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6425437103981389356.post-6731247201476780429</guid><pubDate>Tue, 21 Feb 2012 15:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-21T07:42:56.246-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Semana de Ficção</category><title>Uma estrela que se apagou no céu.</title><description>&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-A9YBxmdjIcU/T0O7bDY7rqI/AAAAAAAADTc/UZP1Kljcttg/s1600-h/gui2%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="gui2" alt="gui2" src="http://lh4.ggpht.com/-8Gvz1t_foVA/T0O7b5AFucI/AAAAAAAADTk/Wm_IwkZ7ZJs/gui2_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="606" height="303" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;por GuiAndroid&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Ele se mudou e não sentiu nada, decidiu mudar toda a sua vida, sua rotina e seus hábitos, e ele ainda não sentiu nada. Largou seus amigos para trás e ignorou a falta deles, sobreviveu sem ninguém por vários meses, excluiu de si a necessidade de se ter amigos. Ele sofreu sozinho, ficou doente e pensou que iria morrer, mas ao mesmo tempo era como se ele não sentisse nada, além da dor da doença que o corroia por dentro como cupins em uma madeira velha. Ele não via necessidade em gritar, em chorar, ou sorrir, pois ele já não sentia mais nada. Ele perdeu seu cão, era como se uma extensão de sua alma houvesse desaparecido no infinito do universo, era como se uma estrela do seu céu se apagasse. Mas ele ainda tinha esperanças, porém elas diminuiam a cada dia; ele não demonstrava nada além de comodidade, sua vida desabava diante de seus olhos e ele nada fazia, não reagia, nem se quer chorava ou sorria, apenas se conformava. Não havia ação em suas mãos ou em suas palavras, não havia nenhuma emoção em seu rosto e se havia alguma era forjada para parecer real pois a indiferença incomodava as pessoas ao seu redor, então ele simplesmente fingia. Sem vida, sem amigos, sem amores, sem desejos, sem cão, sem dinheiro e sem hobbies.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Então ele se apegou àquele modo de vida, se apegou àquele sentimento ou seria nenhum sentimento? E seu pior pesadelo se consumou como um fato, ele já não vivia apenas existia. Um pedaço de carne a vagar pela superfície da Terra sem muitos objetivos ou ambições, condenado a apodrecer sem deixar nenhuma lembrança, nenhum marco. Ele era mais um fardo, indiferente, inerte, incapaz e insensível destinado a um futuro incerto e a um fim indiferente dos outros. Infelizmente era a essa a maneira como ele se sentia. Infelizmente é como&lt;i&gt; eu &lt;/i&gt;me sinto.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-wAYnPMt2W8g/T0O7cxd15AI/AAAAAAAADTs/V4o8NAXYxs4/s1600-h/gui%2525201%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="gui 1" alt="gui 1" src="http://lh4.ggpht.com/-08uq-PCdcDA/T0O7dpCqkqI/AAAAAAAADT0/yg4WFJD11us/gui%2525201_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="600" height="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-TqjclkN37zE/T0O7e6sP6uI/AAAAAAAADT8/nPOtBAGSSzw/s1600-h/gui3%25255B6%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="gui3" alt="gui3" src="http://lh6.ggpht.com/-tFR_kqNkfXc/T0O7f2BnAiI/AAAAAAAADUE/6Rb8em4s5pU/gui3_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="600" height="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;“No light, no light in your bright blue eyes/ I never knew daylight could be so violent/ A revelation in the light of day/ You can choose what stays what stays and what fades away” &lt;strong&gt;(Florence + The Machine em “No Light, No Light”)&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6425437103981389356-6731247201476780429?l=o-anagrama.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://o-anagrama.blogspot.com/2012/02/uma-estrela-que-se-apagou-no-ceu.html</link><author>noreply@blogger.com (Caio Coletti)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh4.ggpht.com/-8Gvz1t_foVA/T0O7b5AFucI/AAAAAAAADTk/Wm_IwkZ7ZJs/s72-c/gui2_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6425437103981389356.post-1203480772287629210</guid><pubDate>Sat, 18 Feb 2012 05:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-17T21:30:18.331-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Semana de Música</category><title>05 álbuns que completam 10 anos em 2012 (e que merecem ser celebrados)</title><description>&lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-0ayrxEPNn-Q/Tz83IcPDlDI/AAAAAAAADRc/xYcPnrSU4zk/s1600-h/listas-musica6.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="listas musica" alt="listas musica" src="http://lh4.ggpht.com/-TMduwkQzERU/Tz83JfSbamI/AAAAAAAADRk/I7iG52ULThw/listas-musica_thumb3.jpg?imgmax=800" width="600" height="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;por Caio Coletti&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Estamos há 12 anos no terceiro milênio (apesar de algumas pessoas ainda pensarem que este é o segundo, como eu pude constatar no meu Facebook no último dia 07), e em plena segunda década dos anos 2000, ainda tem gente que acha que não se produz nada de qualidade, artisticamente como um todo, hoje em dia. Ou, talvez mais certeiramente, nada que “sobreviva ao tempo” como algumas relíquias culturais de décadas atrás sobreviveram. Pois estamos aqui pra provar o contrário. Os cinco álbuns listados abaixo completam uma década de lançamento esse ano. E, além de sua influência ser sentida até hoje no mundo da música (o que prova sua importância histórica), eles continuam sendo peças brilhantes e fortes de música. &lt;em&gt;Pièces de resistance&lt;/em&gt;, por assim dizer. Enfim, um pouco de nostalgia terceiro milênio para rebater a nostalgia crônica daqueles que não entraram nele ainda. Divirtam-se.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-QXGeMqdHf4s/Tz83KJv_IFI/AAAAAAAADRs/4-A1bloqFbc/s1600-h/lista-albuns-17.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="lista albuns 1" alt="lista albuns 1" src="http://lh5.ggpht.com/-p7mjAUlHLqY/Tz83KwnqgAI/AAAAAAAADR0/eBA0ez3okhQ/lista-albuns-1_thumb5.jpg?imgmax=800" width="596" height="144" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;5ª posição&lt;/strong&gt; – &lt;em&gt;18&lt;/em&gt; (Moby)&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Ouvir Moby em um momento inspirado é uma experiência tão imersiva e tão completa que fica até difícil descrevê-la. &lt;em&gt;18&lt;/em&gt;, seu álbum mais downtempo e voltado para a música ambiente, é também um mergulho na música negra americana, em que o DJ brinca com batidas, cordas e teclados, ora emulando a disco dos anos 70, ora o dance dos anos 90, com pequenos toques de soul, tudo para complementar samples saídos diretos da década de 50, do gospel e da black music americana. O hit “We Are All Made of Stars”, ironicamente, é um peixe fora d’água aqui. Mas é também uma introdução lírica perfeita, um tanto irônica e um tanto reverente, a brincadeira contemplativa que Moby nos propõe nesse álbum talvez longo demais, mas indiscutivelmente brilhante.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;As que marcaram:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=xAh6fk0KD1c&amp;amp;ob=av3e"&gt;We Are All Made Of Stars&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=ecTm6G7AjcM&amp;amp;feature=related"&gt;In This World&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;As que você precisa ouvir:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=BjvTeDUl3ls"&gt;In My Heart&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=kvFJVfJfzbU&amp;amp;ob=av2n"&gt;Sunday (The Day Before My Brithday)&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-v3HV8EusSGs/Tz83LocCx3I/AAAAAAAADR8/lRxAWjcP9Kk/s1600-h/lista-albuns-25.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="lista albuns 2" alt="lista albuns 2" src="http://lh4.ggpht.com/-7M51YwOZKyM/Tz83MW3XcEI/AAAAAAAADSE/JoGbtSvawbA/lista-albuns-2_thumb3.jpg?imgmax=800" width="590" height="145" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;4ª posição&lt;/strong&gt; – &lt;em&gt;Come Away With Me&lt;/em&gt; (Norah Jones)&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Este álbum de estréia não é o melhor que Norah pode fazer, e isso foi provado com as coleções de inéditas que o sucederam, mas segue com o mérito de ter apresentado uma voz e uma sensibilidade musical únicas no cenário mainstream. Apesar de não ser todo jazz (nem todo folk, nem todo country, nem todo pop, e sim uma mistura de tudo isso), &lt;em&gt;Come Away With Me&lt;/em&gt; é mais lembrado pelas sombras do gênero que pairam sobre ele, e o seu inacreditável sucesso na época do lançamento indiscutivelmente tomou parte no renascimento da soul music, do jazz e do blues que presenciamos nessa década. Não que isso realmente importe com a voz de Norah escorrendo pelas melodias de “Come Away With Me” e “The Nearness of You”, para citar as duas melhores.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;As que marcaram:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=tO4dxvguQDk&amp;amp;ob=av3e"&gt;Don't Know Why&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=QKEuOO0lQPc"&gt;Come Away With Me&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;As que você precisa ouvir:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=PD2eGx8OzKs"&gt;Cold Cold Heart&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=8We0SwZHd9A"&gt;The Nearness of You&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-ntblSQswanY/Tz83NZ35u9I/AAAAAAAADSM/-ht4_d_oOUI/s1600-h/lista-albuns-34.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="lista albuns 3" alt="lista albuns 3" src="http://lh5.ggpht.com/-C1GzilbthCc/Tz83OHhp-nI/AAAAAAAADSU/_c-0KnK3QQY/lista-albuns-3_thumb2.jpg?imgmax=800" width="598" height="142" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;3ª posição&lt;/strong&gt; – Let Go&lt;/em&gt; (Avril Lavigne)&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Um dos nomes que mais marcaram a música nos anos 2000, Avril Lavigne estreou como a garota linda com jeito de moleque e letras revoltadinhas nesse &lt;em&gt;Let Go&lt;/em&gt;. O impacto cultural do álbum é absolutamente inegável: além de se marcar como a voz de toda uma geração de adolescentes e pré-adolescentes, Avril também abriu as portas para o segmento do pop-rock voltado ao público jovem, que seria exaustivamente explorado pelos pupilos do Disney Channel. Sua qualidade tende a ser matéria de mais polêmica, mas uma polêmica não justificada: &lt;em&gt;Let Go&lt;/em&gt; é um álbum pop-rock redondinho, que vai com facilidade das baladas acústicas aos sons mais pesados, tudo levado com doçura e astúcia pelos vocais de Avril, na época com 18 anos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;As que marcaram:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=5NPBIwQyPWE&amp;amp;ob=av2n"&gt;Complicated&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=TIy3n2b7V9k&amp;amp;ob=av2e"&gt;Sk8er Boy&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=dGR65RWwzg8&amp;amp;ob=av2e"&gt;I'm With You&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;As que você precisa ouvir:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=TJUTFxEhfH4"&gt;Tomorrow&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=PqpWWMIsar8"&gt;Things I'll Never Say&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-J57GDj4WCwk/Tz83PG_MqnI/AAAAAAAADSc/3mBna0hUPWo/s1600-h/lista-albuns-44.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="lista albuns 4" alt="lista albuns 4" src="http://lh4.ggpht.com/-5082INRVEDo/Tz83QGcESLI/AAAAAAAADSk/gEv7u-RxuV4/lista-albuns-4_thumb2.jpg?imgmax=800" width="598" height="137" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;2ª posição – &lt;/strong&gt;Songs About Jane&lt;/em&gt; (Maroon 5)&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Pode não parecer, mas o Maroon 5 abriu muitas portas para o mundo da música nesse terceiro milênio, sem com isso deixar de ser absolutamente único com sua vibração urbana, seu groove funkeado e sua dualidade sexy/doce. Se não fosse o sucesso absurdo de &lt;em&gt;Songs About Jane&lt;/em&gt;, não teríamos (ou ao menos não da forma como temos) OneRepublic, The Fray, The Script, Kris Allen e seus companheiros pop rock, rotulados em terras americanas como “adult contemporary”. Para além da influência e do sucesso, o primeiro álbum da banda continua sendo uma obra profundamente pessoal e tocante, ao mesmo tempo que recheada de apelo funk. E, claro, Adam Levine é uma das vozes mais flexíveis, certeiras e marcantes do século. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;As que marcaram:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=XPpTgCho5ZA&amp;amp;ob=av2e"&gt;This Love&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=nIjVuRTm-dc&amp;amp;ob=av2e"&gt;She Will Be Loved&lt;/a&gt; – &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=S2Cti12XBw4&amp;amp;ob=av2e"&gt;Sunday Morning&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;As que você precisa ouvir:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=wXpS0eArMVQ"&gt;Shiver&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=eEw1QqxNWAU"&gt;Secret&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=KzjmI-WoLio"&gt;Not Coming Home&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-9Ozoft_Sl2Y/Tz83SGpDTMI/AAAAAAAADSs/vCRRiOnCxsQ/s1600-h/lista-albuns-56.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="lista albuns 5" alt="lista albuns 5" src="http://lh3.ggpht.com/-l09rYmY6Klc/Tz83TDqjiqI/AAAAAAAADS0/HpGXuoBM5Uw/lista-albuns-5_thumb3.jpg?imgmax=800" width="600" height="150" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;1ª posição&lt;/strong&gt; – Fever&lt;/em&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;(Kylie Minogue)&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Eu não vou te pedir para esquecer o “na-na-na” de “Can’t Get You Out of My Head” porque sei que isso é um tanto quanto impossível, mas &lt;em&gt;Fever&lt;/em&gt;, o álbum mais comentado, vendido e influente de Kylie Minogue até hoje, tem muito mais a oferecer. A australiana confeccionou aqui a peça que estabeleceu o electropop e o synthpop como a tendência dominante dos anos 2000, e o fez com a mesma elegância, graça, balanço e otimismo que são suas marcas registradas. É fácil perceber que se está ouvindo um álbum de Kylie quando a seleção de faixas abre, segue e fecha com hits natos feitos sob medida para a voz insinuante da cantora. Para uma artista cuja grande qualidade é a assinatura que deixa em tudo o que faz, &lt;em&gt;Fever&lt;/em&gt; é o álbum mais Kylie… de Kylie.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;As que marcaram:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=c18441Eh_WE&amp;amp;ob=av3n"&gt;Can't Get You Out of My Head&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=wf421JsG004&amp;amp;ob=av2n"&gt;Love At First Sight&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;As que você precisa ouvir:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=fRUFrkqF-sA"&gt;Love Affair&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=qAuVjavGk08"&gt;Burning Up&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-QslY4qZ6uvE/Tz83Uw4xIrI/AAAAAAAADS8/HJ-tPvQJYjk/s1600-h/lista-albuns-65.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="lista albuns 6" alt="lista albuns 6" src="http://lh3.ggpht.com/-TFf_szfs2_g/Tz83XPYv8VI/AAAAAAAADTE/wSjw9DY1PmE/lista-albuns-6_thumb2.jpg?imgmax=800" width="604" height="302" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/--ZoYzItN75U/Tz83YA2st4I/AAAAAAAADTM/MRi90MoWGfI/s1600-h/lista-albuns-75.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="lista albuns 7" alt="lista albuns 7" src="http://lh3.ggpht.com/-BqE-uKxOI6E/Tz83Yx-0ueI/AAAAAAAADTU/pZeuPHiF6nI/lista-albuns-7_thumb3.jpg?imgmax=800" width="604" height="302" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;“Why don’t you and I hold each other/ And fly to the moon and straight on to heaven?/’Cause without you they’re never going to let me in”        &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(Santana &amp;amp; Alex Band em “Why Don’t You And I”)&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;“When they stop and stare – don’t worry me/ ‘Cause I’m feeling for her what she’s feeling for me/ I can try to pretend, I can try to forget/ But it’s driving me mad, going out of my head”        &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(t.A.T.u. em “All The Things She Said”)&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6425437103981389356-1203480772287629210?l=o-anagrama.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://o-anagrama.blogspot.com/2012/02/05-albuns-que-completam-10-anos-em-2012.html</link><author>noreply@blogger.com (Caio Coletti)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh4.ggpht.com/-TMduwkQzERU/Tz83JfSbamI/AAAAAAAADRk/I7iG52ULThw/s72-c/listas-musica_thumb3.jpg?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6425437103981389356.post-3309838284195923931</guid><pubDate>Tue, 14 Feb 2012 03:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-13T19:24:05.264-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Semana de Música</category><title>Born To Die – E quem disse que um personagem não pode ser real?</title><description>&lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-YaMGtsm_H9w/TznTt-GdkZI/AAAAAAAADQg/BnOwPFM9Hb8/s1600-h/born-to-die-15.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="born to die 1" alt="born to die 1" src="http://lh5.ggpht.com/-O13B9KFQQV0/TznTvIZXrfI/AAAAAAAADQo/49NNJQrcKPk/born-to-die-1_thumb2.jpg?imgmax=800" width="600" height="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;por Caio Coletti&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Assim como em boa parte dos atos pop desde sempre, a grande questão que tem cercado Lana Del Rey desde sua ascensão ao estrelato com o vídeo caseiro de “Video Games” pode ser expressada em uma palavra: autenticidade. Do olhar vazio às melodias arrastadas (essas ainda realçadas pela interpretação sedada que parece ser a escolha primária da cantora), passando pelo nome falso e pelos lábios supostamente aumentados por cirurgia, Del Rey tem alimentado rumores quanto a validade de sua performance.&amp;#160; O fato de possuir um disco lançado em 2010 (um fracasso retumbante, mas um bom álbum) sob seu nome de batismo, Lizzy Grant, não ajuda. O que de fato surpreende este que vos fala, no entanto, é o seguinte: com Lady Gaga andando por aí e nos mostrando que, às vezes, um personagem é a expressão mais autêntica de um artista,&amp;#160; qual é o problema de aceitar Lana Del Rey como um teatro?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O pseudônimo condiz com a imagem: o primeiro nome é emprestado da diva do cinema da era de ouro Lana Turner, conhecida pelos papéis de femme fatale nos filmes noir; o sobrenome, por sua vez, faz referência ao modelo Del Rey da Ford, um sedan de luxo produzido entre as décadas de 80 e 90, no nascimento da cultura hip hop, e vendido na América Latina. O resultado dessa mistura é que o &lt;em&gt;Born To Die&lt;/em&gt; é algo como o álbum que uma das personagens de Turner faria, se tivesse crescido em Nova York mergulhada na cultura das ruas e feito amigos porto-riquenhos em sua época de faculdade. Nem um pouco coincidência que essa seja justamente a história de vida de Grant, agora tornada em Lana Del Rey, e é justamente essa mescla de influências que faz do &lt;em&gt;Born To Die &lt;/em&gt;um disco tão único.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;As batidas do hip hop soam e ressoam em canções como “Off To The Races” e “Diet Mtn Dew”. A primeira é o épico do disco, com duração que estoura os 5 minutos e coloca Lana para declamar versos que poderiam ser um rap, se não estivessem colocados na entonação súplice e arrastada da cantora. A produção climática do refrão lembra os melhores momentos de Kanye West, enquanto Lana demonstra sua incrível flexibilidade vocal e interpretativa em uma série de usos perfeitos do registro agudo. “Diet Mtn Dew” é uma coleção de ganchos e refrões mezzo&lt;em&gt;-&lt;/em&gt;hip-hop, mezzo-funk (o funk de James Brown e cia., que fique claro). Tanto Lana quanto a produção passeiam pelos três minutos e meio de canção: ela, nos oferecendo uma interpretação sexy em sua qualidade de Lolita; e a produção, estourando a criatividade em cima de um instrumental baseado em batida, baixo recortado e linha de piano. &lt;/p&gt;  &lt;div style="padding-bottom: 0px; margin: 0px auto; padding-left: 0px; width: 589px; padding-right: 0px; display: block; float: none; padding-top: 0px" id="scid:5737277B-5D6D-4f48-ABFC-DD9C333F4C5D:67bdd516-7729-4ca9-a62f-83d7f7745002" class="wlWriterEditableSmartContent"&gt;&lt;div id="7d30ea1f-61fc-4425-90ee-12c574557e97" style="margin: 0px; padding: 0px; display: inline;"&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Bag1gUxuU0g&amp;amp;ob=av3e" target="_new"&gt;&lt;img src="http://lh3.ggpht.com/-a2cJ1YirDcI/TznTvkP392I/AAAAAAAADQw/KpBZU_EKL7I/video38147bca0b6f%25255B7%25255D.jpg?imgmax=800" style="border-style: none" galleryimg="no" onload="var downlevelDiv = document.getElementById('7d30ea1f-61fc-4425-90ee-12c574557e97'); downlevelDiv.innerHTML = &amp;quot;&amp;lt;div&amp;gt;&amp;lt;object width=\&amp;quot;589\&amp;quot; height=\&amp;quot;330\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;param name=\&amp;quot;movie\&amp;quot; value=\&amp;quot;http://www.youtube.com/v/Bag1gUxuU0g?hl=en&amp;amp;hd=1\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;\/param&amp;gt;&amp;lt;embed src=\&amp;quot;http://www.youtube.com/v/Bag1gUxuU0g?hl=en&amp;amp;hd=1\&amp;quot; type=\&amp;quot;application/x-shockwave-flash\&amp;quot; width=\&amp;quot;589\&amp;quot; height=\&amp;quot;330\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;\/embed&amp;gt;&amp;lt;\/object&amp;gt;&amp;lt;\/div&amp;gt;&amp;quot;;" alt=""&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A femme fatale de Lana aparece também em momentos mais melódicos, é claro. A faixa-título, que também é a de abertura, “Born To Die”, tem refrão e versos que hipnotizam o ouvinte e o colocam no clima do álbum sem precisar mostrar todas as cartas que este tem na manga. “Video Games”, por sua vez, não é canção que começou todo o hype sobre a figura de Del Rey por acaso. Com sua letra acima da média, a canção ganha ainda mais pontos com a produção criativa, que se aproveita da recém-revivida obsessão da música pop por harpas (culpa do Florence + The Machine) e acrescenta detalhes sutis que complementam a experiência do ouvinte, como a batida de fanfarra ao fundo no refrão. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;“Million Dollar Man” é uma balada jazz solitária em meio a tantas influências no &lt;em&gt;Born To Die, &lt;/em&gt;mas tem a produção ao seu lado para lhe dar um toque parecido com as outras canções do álbum, o arranjo de cordas com toques digitais soando quase estridente e ainda assim dando espaço para se ouvir uma linha de piano tradicionalíssima (e linda) sob a voz segura e fervilhante, aqui em interpretação audaciosa, de Lana. E, claro, há “Radio”. Há certa qualidade etérea nela, e em quase todas as melhores canções do &lt;i&gt;Born To Die&lt;/i&gt;, que talvez seja o grande diferencial de Lana até o momento em sua carreira. Aqui, os vocais passados por filtros na produção servem a um bom propósito: a atmosfera sedada da canção é fácil de ser transportada para o ouvinte, que se vê navegando pela vida “doce como canela” que a cantora descreve com um pouco de espírito de vingança e um pouco de sedução pop, conseguindo um resultado genuinamente brilhante.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A única falta do álbum parece ser a hiperbólica “National Anthem”, ambição demais para pouco envolvimento, que ainda desperdiça pelo menos uma grande ideia melódica (a ponte “Red, white, blue’s in the skies/ Summer’s in the air/ Baby, heaven’s in your eyes”). Há também as duas canções com a interferência de Rick Nowels, conhecido pelo trabalho com Dido e Colbie Caillat. “Dark Paradise” é a faixa que mais demonstra intenção da produção de carregar a música de Lana para as pistas de dança, e os sintetizadores e batidas electro não fazem tão mal a cantora. Já o objetivo de “Summertime Sadness” parece ser a de sintetizar musicalmente o restante do álbum. Aqui ouve-se batidas hip hop, arranjos de cordas, o registro mais agudo e o mais grave de Lana, a batida de fanfarra, a guitarra de faroeste. Talvez seja informação demais para uma música só.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Em &lt;i&gt;Born To Die,&lt;/i&gt; vemos Lana como a femme fatale dos anos 50, a mulher perigosa que, ao mesmo tempo que era capaz de matar (literal e figurativamente) seu parceiro, era também devotada e dedicada ao amor, dotada de certa melancolia. Mas é possível enxergar a trajetória de Lizzy Grant também. É possível enxergar alguém lidando com a fama repentina, maquinando suas próprias influências de vida em forma de música. Criar uma personagem, afinal, não deixa de ser uma expressão da “atriz”. Lana Del Rey faz parte da tradição mais antiga, e ainda assim daquela que mais está em voga, da música pop: dramatizando a si mesma, estourando suas próprias qualidades e defeitos na forma de uma criação que é ao mesmo tempo música e personagem (e não me venham tentar dividí-los), ela se expressa tanto e tão bem quanto qualquer outro artista.&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;**** (4/5)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-bhFaU6Y_aaQ/TznTw898juI/AAAAAAAADQ4/AD808AC2Qqk/s1600-h/born-to-die-37.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="born to die 3" alt="born to die 3" src="http://lh5.ggpht.com/-6U3S5AmYSek/TznTyyZAoVI/AAAAAAAADRA/UcmUMgBLRlM/born-to-die-3_thumb4.jpg?imgmax=800" width="594" height="297" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-Ew5Bsc1KmWI/TznTz5disgI/AAAAAAAADRI/zgeWiO2PMYQ/s1600-h/born-to-die-27.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="born to die 2" alt="born to die 2" src="http://lh4.ggpht.com/-dT2itWWtTE0/TznT05pbQlI/AAAAAAAADRQ/Vm20N8t4_us/born-to-die-2_thumb4.jpg?imgmax=800" width="594" height="297" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;PS:&lt;/strong&gt; Por falar em gente (e talento) nova, eu postei esses dias no &lt;a href="http://soundcloud.com/caio-coletti"&gt;meu SoundCloud&lt;/a&gt; dois cover que minha amiga fez, um para uma música da Adele, que papou todos os prêmios do Grammy realizado no último domingo, e outri para uma canção do Pink Floyd. A aprovação foi geral. Talento é pra ser admirado. Cliquem ali em cima e apreciem o da Brenda também. ;D&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;“Come on take a walk on the wild side/ Let me kiss you hard in the pouring rain/ You like your girls insane/ So choose your last words/ This is the last time/ ‘Cause you and I/ We were born to die”&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;(Lana Del Rey em “Born To Die”)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6425437103981389356-3309838284195923931?l=o-anagrama.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://o-anagrama.blogspot.com/2012/02/born-to-die-e-quem-disse-que-um.html</link><author>noreply@blogger.com (Caio Coletti)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh5.ggpht.com/-O13B9KFQQV0/TznTvIZXrfI/AAAAAAAADQo/49NNJQrcKPk/s72-c/born-to-die-1_thumb2.jpg?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6425437103981389356.post-1251744145475968404</guid><pubDate>Sat, 11 Feb 2012 20:35:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-11T12:35:58.038-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Semana de Opinião</category><title>Fabio Christofoli #6 – Nossa paz violenta</title><description>&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-YRA9d1DQlxA/TzbRFFnjxBI/AAAAAAAADPw/fZ78L3zB4Oc/s1600-h/Fabio%252520opini%2525C3%2525A3o%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="Fabio opinião" alt="Fabio opinião" src="http://lh4.ggpht.com/-ykOZZbAGG4M/TzbRGaOcFSI/AAAAAAAADP4/ERUdoXN6oUM/Fabio%252520opini%2525C3%2525A3o_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="599" height="282" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Pense no Brasil em 2012. Em menos de dois meses, já tivemos greves violentas, desabamento de prédios, conflito em Pinheirinhos, jovem espancado por ser gay, jovem espancado por defender mendigo. Também tivemos péssimos números sobre a educação e aumentos absurdos nos preço de alguns serviços (como o transporte público em MUITAS cidades). Sem falar no Wando (oi, eu era fã, tá?). É muita má notícia para menos de dois meses.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Deveríamos estar preocupados, nos questionando sobre o que está acontecendo. Por que tanto caos? Por que tanta coisa errada?&amp;#160; Porém, optamos pela falsa sensação de paz.&amp;#160; &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Falo “nós” porque o brasileiro tem essa característica. É cultural. Claro que muitos lutam contra ela. E lutam bem. Há brasileiros indignados. Eu me considero indignado com isso tudo, tanto que faço um texto lembrando, mas é quase inevitável cair na falsa sensação de paz. É tentador demais.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O Rappa fala sobre a“paz que eu não quero seguir”. E é isso mesmo. Eu sei que ela existe, sei que entro nela às vezes, mas me nego a aceitá-la. Todos os dias tenho que lembrar a mim mesmo que essa paz é falsa, que é preciso questioná-la. O prédio desabando no Rio me faz pensar na qualificação dos profissionais de engenharia (e que algumas burocracias são realmente necessárias). A greve em Salvador afeta o Brasil mais do que o Brasil pensa que afeta (outras greves virão, anotem). Pinheirinhos é um crime que assistimos calados. Belo Monte é uma questão que não será resolvida com cliques em sites. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;São muitos problemas e quase nenhuma solução efetiva. É óbvio que não penso que a sociedade deva abraçar todos os problemas. Só acho que devemos estar atentos a eles. O nosso erro está na nossa curta memória, no nosso senso de justiça fugaz. Até esboçamos um grito... E logo em seguida nos calamos. Esquecemos. E fazemos isso porque somos distraídos e, principalmente, porque somos emocionais. A emoção é a arma dos vilões. Eles sabem que a população tem coração, se emociona e grita por justiça, mas também sabem que ela não raciocina, não sabe como obter a justiça e nem se organiza pra isso. Eles abusam disso e transformam a nossa ignorância no principal ingrediente da sua fórmula infalível que gera o sofrimento. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;E assim nasce essa violência que convivemos diariamente. Uma violência que nasce de uma paz que não existe. Uma paz que só embala nosso sono profundo.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Precisamos acordar.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-LyNZe9u9R48/TzbRHsqnT2I/AAAAAAAADQA/PDGBuiX4KzU/s1600-h/pinheirinho%2525202%25255B8%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="Imagens de Willian na marcha do Fórum Social e após agressão correm nas redes sociais" alt="Imagens de Willian na marcha do Fórum Social e após agressão correm nas redes sociais" src="http://lh3.ggpht.com/-YvFmt2CsVik/TzbRI0ORltI/AAAAAAAADQI/Od0ksaabzC4/pinheirinho%2525202_thumb%25255B5%25255D.jpg?imgmax=800" width="601" height="301" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-mhI7dcH2FQU/TzbRJzgmz-I/AAAAAAAADQQ/6hrbe_4_k_0/s1600-h/pinheirinho%25255B6%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="pinheirinho" alt="pinheirinho" src="http://lh5.ggpht.com/-lFF_cpyG1CU/TzbRLMlaXOI/AAAAAAAADQY/3dRdyDlVAWo/pinheirinho_thumb%25255B4%25255D.jpg?imgmax=800" width="601" height="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;“Procurando novas drogas de aluguel/ Neste vídeo coagido/ É pela paz que eu não quero seguir admitindo” &lt;strong&gt;(O Rappa em “Minha Alma”)&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6425437103981389356-1251744145475968404?l=o-anagrama.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://o-anagrama.blogspot.com/2012/02/fabio-christofoli-6-nossa-paz-violenta.html</link><author>noreply@blogger.com (Caio Coletti)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh4.ggpht.com/-ykOZZbAGG4M/TzbRGaOcFSI/AAAAAAAADP4/ERUdoXN6oUM/s72-c/Fabio%252520opini%2525C3%2525A3o_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6425437103981389356.post-4514285369418209855</guid><pubDate>Tue, 07 Feb 2012 03:55:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-06T19:55:25.285-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Semana de Opinião</category><title>Sobre… – Os ateus e a “superioridade” de uma crença sobre a outra.</title><description>&lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-YIJyNaxf_78/TzCgl6J0Z8I/AAAAAAAADPA/M7MaWQq3b6k/s1600-h/opiniao-caio-15.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="opiniao caio 1" alt="opiniao caio 1" src="http://lh3.ggpht.com/-G5tRWJC2FiM/TzCgmkWYROI/AAAAAAAADPI/WuHc2szkuoo/opiniao-caio-1_thumb2.jpg?imgmax=800" width="592" height="291" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Grace Kelly, John Wayne, Alfred Hitchcock, Michael Moore, Martin Scorsese, Frank Sinatra, Bruce Springsteen, Jack Kerouac. Richard Gere, Steve Jobs, Oliver Stone, Tina Turner. Cat Stevens, A.R. Rahman, Mos Def. Querendo ou não, gostando ou não, o caro leitor vai ter que admitir que as personalidades listadas acima (entre atores e atrizes, cantores e diretores de cinema, escritores e pensadores) tiveram algum impacto na cultura mundial. Os nove primeiros são (ou foram) católicos. Os quatro seguintes praticam ou praticaram o budismo. E os três listados por último converteram-se ao islamismo em um certo ponto de suas vidas. Com um rol de praticantes de tal calibre, qualquer uma dessas religiões poderia usar essa lista como arma de persuasão em plena época de inclusão digital, mesmo sabendo que seria contar uma vantagem inexistente (já que as outras religiões possuem tantos praticantes célebres quanto). Mas não usa.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;É bom observar que não estou aqui para defender religião alguma ou mesmo para decifrar os motivos desse artifício não ser explorado pelas mesmas. Pode ser que não tenha nada a ver com a consciência de que a crença de uma pessoa não define e nem delimita o que ela é capaz de fazer pelo mundo, mas o fato é que os únicos que parecem querer desfrutar de tal “superioridade”, e os únicos que, ironicamente, parecem querer pregar a meio mundo a sua crença, são justamente aqueles que desprezam a própria noção de crença: os ateus. Entre no seu Facebook, caro leitor, e a depender do grupo de amigos que você possui, é fácil achar uma &lt;a href="http://a5.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-ash4/419255_336518759704521_295263507163380_1088755_1321692371_n.jpg"&gt;dessas imagens&lt;/a&gt;. Sim, é fácil também achar imagens religiosas fazendo referência a Deus, milagres e ao catolicismo, mas é parte da cultura católica &lt;em&gt;acreditar&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;louvar&lt;/em&gt; a Deus. O argumento “Facebook não é Igreja” deixa de ser válido no momento que a&amp;#160; rede social é reconhecida como expressão da vida real da pessoa em questão. Se a pessoa crê em Deus e em louvá-lo dessa maneira, é o que ela vai fazer.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;“E por quê os ateus não tem direito de expressar sua crença também, então?”.&amp;#160; A questão não é exatamente essa. A questão é &lt;em&gt;como&lt;/em&gt; os ateus estão fazendo isso. Listas como a linkada acima são uma demonstração petulante de uma noção de superioridade preconceituosa: quer dizer que para ser uma pessoa interessante ou fazer algo relevante é preciso ser ateu? E há ainda a contradição que existe em tornar o ateísmo uma instituição. É o equivalente a realizar um movimento organizado e coletivo pela implantação da anarquia: a própria noção de anarquia reside no “cada um por si”, e não na organização por um interesse comum. Através de páginas que exaltam o ateísmo, este está lentamente se tranformando, de uma simples descrença declarada na existência de Deus ou de uma força que governe o universo, em uma “religião” tão devota quanto aquelas que eles criticam. Aos poucos, os ateus estão transformando a não existência de Deus na sua própria divindade.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Não quero ser mal-interpretado aqui. Não discrimino o ateísmo tanto quanto não discrimino nenhuma outra religião. Tenho minha crença, e ela não vem ao caso aqui. Apenas não me agrada ver um grupo de pessoas com uma mesma crença diminuir outro grupo de pessoas apenas por acreditar em algo diferente. Essa é a fundação básica de um preconceito que pode levar a consequências muito maiores, e, ao menos aos meus olhos, parece que por enquanto apenas um dos lados está praticando esse tipo de discriminação. E ainda, no caminho, caindo em contradição.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-hSbb7qpf0vk/TzCgncb0chI/AAAAAAAADPQ/zyWYjPoAB_I/s1600-h/ateus-25.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="ateus 2" alt="ateus 2" src="http://lh6.ggpht.com/-4aTjc9ex1ow/TzCgoPrdvSI/AAAAAAAADPY/MQLoN3SomMo/ateus-2_thumb3.jpg?imgmax=800" width="604" height="302" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-zkzgpwjOFrE/TzCgoxq2aAI/AAAAAAAADPg/m5Fk3PHEZyI/s1600-h/ateus-16.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="ateus 1" alt="ateus 1" src="http://lh5.ggpht.com/-m20ZbaxIO8U/TzCgpsJW2fI/AAAAAAAADPo/jNrYb-YdqRw/ateus-1_thumb4.jpg?imgmax=800" width="604" height="302" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;PS:&lt;/strong&gt; Alguns dias depois de ter finalizado esse texto, &lt;a href="http://a3.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-ash4/s720x720/419265_130488723738532_100003322144033_138159_1836473735_n.jpg"&gt;essa pérola&lt;/a&gt; apareceu na minha home do Facebook. Aparentemente, a mania de petulância dos ateus da rede social inspirou um “contra-ataque”. Ponto número 1: essa “guerrinha” de religiões é ridícula. Ponto número 2: a quantidade de estereótipos e generalizações de imagens e presunções como essa é absurda. E apelo único: caros praticantes de outras religiões, NÃO façam esse tipo de coisa. NÃO se considerem superiores a ninguém por sua crença. Essa é SUA crença, apenas. Querendo ou não, o preceito de inferiorizar alguém pela sua crença religiosa é, em uma definição feita para chocar mesmo, NAZISTA. E é uma lástima que algo assim tenha chegado ao espaço livre da internet.&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;“Tem gente que acha que religião é pra consertar o mundo. Não é. É pra te ajudar a suportá-lo como é. Na hora que se usa religião para consertar o mundo, é a hora que ela começa a cumprir o papel oposto do que deveria. A religião é uma ferramenta pessoal, e não coletiva.”&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;(&lt;a href="http://s3.amazonaws.com/data.tumblr.com/tumblr_lxp4ixAlgm1qitjhco1_1280.jpg?AWSAccessKeyId=AKIAJ6IHWSU3BX3X7X3Q&amp;amp;Expires=1328557836&amp;amp;Signature=xTRJeBAiOYE1E27bqS0pz3VFm8I%3D"&gt;Vini Cassares&lt;/a&gt;)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6425437103981389356-4514285369418209855?l=o-anagrama.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://o-anagrama.blogspot.com/2012/02/sobre-os-ateus-e-superioridade-de-uma.html</link><author>noreply@blogger.com (Caio Coletti)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh3.ggpht.com/-G5tRWJC2FiM/TzCgmkWYROI/AAAAAAAADPI/WuHc2szkuoo/s72-c/opiniao-caio-1_thumb2.jpg?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6425437103981389356.post-1815681971577194096</guid><pubDate>Sat, 04 Feb 2012 15:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-04T07:00:41.742-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Semana de Moda</category><title>Bebé Ribeiro #6 – Oh, Pixie!</title><description>&lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-YN8BHNB6kdg/Ty1H_dR_sNI/AAAAAAAADN4/fGLyEHkSskA/s1600-h/semana-de-moda-bebe-15.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="semana de moda bebe 1" alt="semana de moda bebe 1" src="http://lh6.ggpht.com/-aPdWC5Bv6JA/Ty1IAXjPZoI/AAAAAAAADOA/SHovtIMJPwk/semana-de-moda-bebe-1_thumb2.jpg?imgmax=800" width="593" height="284" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Saudações, companheiros e companheiras fashion! Depois de um período festivo intenso regado a comida, bebida, música alta, brilho, glamour e outras belezinhas estou aqui para o meu primeiríssimo artigo do ano apocalíptico de 2012, hahaha. Assim como no ano passado eu e os outros colunistas da semana de moda dissertamos sobre o estilo de alguma personalidade masculina, o desafio da vez será trabalhar com o estilo de alguma musa pop/indie do showbiz e quem escolheu sobre qual cada um iria falar foi o queridíssimo Caio Coletti (conhecem? eu só sei de nome, sabe).&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;E a escolha foi a lindinha, fofinha, meiguinha, delicinha, charmosinha e todos os outros diminutivos (que não deixam de ser tão valiosos quanto um aumentativo) possíveis: PIXIE LOTT! E a decisão não foi nem um pouco por acaso. Em uma das madrugadas do ano de 2011, comecei a contar para o Caio que TODA santa vez que ouvia as músicas da Pixie, imaginava uma história sobre uma garota perfeita de família conservadora e tradicional dos anos 60 que se apaixona por um dos jovens líderes revolucionários mais temidos e perseguidos da época. O Caio se a-p-a-i-x-o-n-o-u pelo enredo e topou em dirigir futuramente um musical que terá como pano de fundo essa história (digna de Broadway, não acham? hahaha). O nome do nosso espetáculo será “Victoria”, e sim, escolhemos esse título, pois esse é o verdadeiro nome de Pixie, sem contar que este traz a idéia de força, poder, batalha e personalidade, coisas que não faltam tanto na protagonista quanto na nossa musa inspiradora. Mas agora vamos parar de falar sobre musicais, porque o tema proposto é um pouquinho diferente. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Música e moda , assim como minha amiga Gabis disse, andam juntas e no caso de Pixie Lott andam eternamente de mãos dadas. Ao mesmo tempo em que a loirinha de sorriso contagiante ganhou o público com o OH OH OH OH de “Mama Do”, ela também trouxe muitas tendências que vieram pra ficar. Uma das principais características fashions que me chamam a atenção na Pixie é o famoso Hi-Low. A diva utiliza peças bem românticas e meiguinhas associadas com acessórios ou makes mais pesados, geralmente com uma pegada mais rockstar. E esse é o truque para quem quer montar looks descolados: fazer mixs. Vestidinhos leves com sapatos com tachas ou botas (só tome cuidado para não ficar parecendo uma Sailor Moon, nada contra o mangá, mas no cotidiano? não dá né). Pixie ama babados, saias de cintura alta, balonês e tule, mas ela sabe usá-los sem parecer uma Hello Kitty vestida de cupcake. Se a saia é toda bailarina, ela é de uma cor pesada, como preto. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-vv8RzkdQIk4/Ty1IBcw3pKI/AAAAAAAADOI/CeM4bDj7vAs/s1600-h/tumblr_lxlnkrGNnh1qemo6uo1_500_large.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 0px 0px 9px; display: inline; float: right" title="tumblr_lxlnkrGNnh1qemo6uo1_500_large" alt="tumblr_lxlnkrGNnh1qemo6uo1_500_large" align="right" src="http://lh5.ggpht.com/-t6PJ9G7EP4M/Ty1ICIQj0yI/AAAAAAAADOQ/O9sC5a__nfQ/tumblr_lxlnkrGNnh1qemo6uo1_500_large%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="357" height="357" /&gt;&lt;/a&gt;A cantora se veste bem diferente das outras cantoras da sua idade. Não gosta nem um pouco da normalidade e a lista de peças e acessórios é extensa. Das diversas combinações feitas por Pixie, as que mais gosto são short com boyfriend blazer e oxford ou short com camiseta e bota. Uma das peças que a Pixie usou MUITO no início de sua carreira, mas que agora já não a vejo usando tanto são as hotpants, sou A-P-A-I-X-O-N-A-D-A por elas! Mas pelo amorrrrrrrrrrrr de Deus, você não é a mulher maravilha pra sair por aí desfilando com uma peça dessas, ainda mais se suas pernocas não estiverem em dia. Deixe as hotpants para nossas divas da música e se for usar algum dia, talvez nas aulas de dança ou então na praia, fazendo a linha Pin Up.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A parte dos acessórios da diva merece uma atenção à parte, porque para mim Pixie é uma das únicas que consegue montar produções inusitadas e sabe explorar muito bem colares, lenços, chapéus, óculos e principalmente os headbands. Desculpem-me os adoradores de Manu Gavassi, mas os headbands são uma das marcas registradas de Pixie e ela SABE usar. Desde os mais delicados, com aplicações de pérolas e outras pedrarias até os mais simples, a garota sempre arrasa! Tiaras e laços também fazem a cabeça da moça e pulseiras, anéis e colares divertidos também completam a produção.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Nas unhas, já me deparei diversas vezes com fotos aparecendo a mãozinha da cantora com esmaltes coloridos e um de cada cor em cada dedo. Não sou mais muito fã desse tipo de combinação, mas duas ou três cores da mesma &amp;quot;família&amp;quot; e intercaladas ficam mais apreciáveis. Já o make da cantora foca muito em seus olhos, sempre com sombras em tons escuros para deixar um ar mais rock'n roll e misterioso. Cílios postiços e até alguma maquiagem mais divertida, como estrelinhas desenhadas no rosto ou paetês para não deixar de lado o lado engraçadinho e cool da estrela.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Pixie tem muito ainda a colaborar com o mundo da moda, e com o mundo musical então, nem se fala. Espero que muitas roupitchas e apetrechos da fofa sejam tendências sempre e que ela venha cada vez mais talentosa, trazendo meiguice e a voz inconfundível em suas músicas que um dia embalarão um musical, e que musical!&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Beijinhos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-ras3jWCVKIU/Ty1IDHwUXgI/AAAAAAAADOY/g8cVzJfWkDY/s1600-h/tumblr_lx2gngthjN1qf7erdo1_500_large%25255B2%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="tumblr_lx2gngthjN1qf7erdo1_500_large" alt="tumblr_lx2gngthjN1qf7erdo1_500_large" src="http://lh4.ggpht.com/-7Ed6YTYhm5U/Ty1IEAbGEVI/AAAAAAAADOg/UYHF1CZdThA/tumblr_lx2gngthjN1qf7erdo1_500_large.jpg?imgmax=800" width="600" height="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-xafWVEw8yxM/Ty1IFJwKyMI/AAAAAAAADOo/xh24tC3yB5k/s1600-h/tumblr_lxggeyyKQk1qcx94mo1_500_large%25255B2%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="tumblr_lxggeyyKQk1qcx94mo1_500_large" alt="tumblr_lxggeyyKQk1qcx94mo1_500_large" src="http://lh3.ggpht.com/-t87JN-mInqs/Ty1IGCaJlDI/AAAAAAAADOw/JsS6_PxWkqM/tumblr_lxggeyyKQk1qcx94mo1_500_large.jpg?imgmax=800" width="600" height="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;“Put the plug in the rocket, give me all your power/ When you turn it on I can go for hours/ Hit the switch, push the button, baby, then you’ll see/ We can have it all, baby, you and me”&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;(Pixie Lott em “Kiss The Stars”)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6425437103981389356-1815681971577194096?l=o-anagrama.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://o-anagrama.blogspot.com/2012/02/bebe-ribeiro-6-oh-pixie.html</link><author>noreply@blogger.com (Caio Coletti)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh6.ggpht.com/-aPdWC5Bv6JA/Ty1IAXjPZoI/AAAAAAAADOA/SHovtIMJPwk/s72-c/semana-de-moda-bebe-1_thumb2.jpg?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6425437103981389356.post-1446600157140692483</guid><pubDate>Thu, 02 Feb 2012 03:58:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-01T19:58:02.697-08:00</atom:updated><title>GuiAndroid #6 – A Musa Ninfática de Frida Giannini: Florence Welch</title><description>&lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-5Ntzjj6B3vI/TyoJiERUCzI/AAAAAAAADM4/iDo8wX6HbZI/s1600-h/guiandroid-semana-de-moda5.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="guiandroid semana de moda" alt="guiandroid semana de moda" src="http://lh3.ggpht.com/-4-gI4gUzquc/TyoJkrfOZ4I/AAAAAAAADNA/xAVUDWgwIVo/guiandroid-semana-de-moda_thumb2.jpg?imgmax=800" width="591" height="276" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&amp;quot;E ao tentar ser ninfa ou musa, Florence Welch consegue ser as duas&amp;quot;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Florence Welch, este é o nome da mais recente voz do mundo indie/pop e é também o mais novo ícone de estilo. A cantora britânica ruiva de 25 anos é referência de estilo e boa música. Florence, ou Flô para os fãs, é adepta de um estilo próprio e puramente retrô, porém é errôneo dizer que Florence tem um estilo diferente daquele que ela mesma criou, pois a cantora faz uso de diferentes looks e combinações vintages com peças roqueiras ou fashionistas, criando assim uma miscelânea de estilos que se encaixam sempre perfeitamente em combinações monocromáticas e de caimento bem confortável, alcançando então a plena independência de vestuário. Nos looks de Florence é possível encontrar influências vintage dos anos 20 e a moda hippie e folk dos anos 80. É possível identificar também a variação de corte e comprimento de seus looks que variam entre saias pouco acima do joelho à saias longas até os pés. A cantora, que já é alta, então aparenta alcançar os 1,80m de altura.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;E para mostrar que essa não é a tentativa de um fã querendo falar bem do estilo de uma de suas cantoras favoritas, Florence mostra seu poder através de uma coleção exclusiva da grife Gucci inspirada nela mesma, e não é apenas aos grandes estilistas que ela impressiona, pois as lentes dos tapetes vermelhos que ela costuma frequentar sempre se voltam para ela e por uma semana inteira nos blogs e demais sites de moda &amp;quot;o que a Florence vestiu dessa vez&amp;quot; é assunto para dar e vender. Mesmo dizendo não ter preferência por nenhuma grife ela já foi vista três vezes vestindo Givenchy e se apresentando com cada um dos vestidos Gucci inspirados nela.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-C1KluXn3B6s/TyoJmTvQbeI/AAAAAAAADNI/vdj5YMaDIok/s1600-h/Sem-ttulo5.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 6px 0px 0px; display: inline; float: left" title="Sem título" alt="Sem título" align="left" src="http://lh3.ggpht.com/-2YH2je4AJvo/TyoJpMC8hgI/AAAAAAAADNQ/_fajnIgUd1g/Sem-ttulo_thumb2.jpg?imgmax=800" width="375" height="267" /&gt;&lt;/a&gt;Pode-se dizer que Florence é uma artista que definitivamente não tem medo de vestir o que quiser e percebe-se que por mais que as escolhas dela não sejam as mais habituais é facilmente visível que ela jamais erra no que veste.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Apostando em looks clássicos, Florence se veste como a verdadeira diva que é, mostrando mais uma vez ao mundo que é possível não errar sem ter que apelar ao já batido e exaustivo pretinho básico. Inovação tanto na indústria da música, quanto artística, Florence Welch sempre enche nossos olhos com seus figurinos inovadores escolhidos a dedo e montados com precisão milimétrica. Florence faz de seu estilo, e de si mesma, uma influência simpática, única e inusitada, jamais vulgar, servindo de exemplo para todas as assassinas da moda que cruzam os red carpets várias vezes ao ano, demonstrando que o importante não é estar calçando Louboutins e vestindo Versace, mas ter estilo próprio.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Por fim, &amp;quot;a musa misteriosa&amp;quot; de Frida Giannini é soberana em seu reino de música indie e expande seus territórios para o mundo fashion com seu estilo encantador de ninfa shakesperiana a lá Sonhos De Uma Noite De Verão.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-WN5ODlKwxNc/TyoJssRuN6I/AAAAAAAADNY/47qTZ_vjD3w/s1600-h/florence-26.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="florence 2" alt="florence 2" src="http://lh6.ggpht.com/-VlhD84UEH2k/TyoJuEnTKuI/AAAAAAAADNg/QH7Yb_S3LXo/florence-2_thumb4.jpg?imgmax=800" width="600" height="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-zRQ8vyR5z8o/TyoJv_assuI/AAAAAAAADNo/D8g0HMRigHQ/s1600-h/florence-15.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="florence 1" alt="florence 1" src="http://lh6.ggpht.com/-TSxHIpBBgzk/TyoJyNVHoWI/AAAAAAAADNw/etSjRYAJXnw/florence-1_thumb3.jpg?imgmax=800" width="600" height="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;“And the arms of the ocean are carrying me/ And all this devotion was rushing over me/ And the crushes of heaven, for a sinner like me/ But the arms of the ocean deliviered me”&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;(Florence + The Machine em “Never Let Me Go”)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6425437103981389356-1446600157140692483?l=o-anagrama.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://o-anagrama.blogspot.com/2012/02/guiandroid-6-musa-ninfatica-de-frida.html</link><author>noreply@blogger.com (Caio Coletti)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh3.ggpht.com/-4-gI4gUzquc/TyoJkrfOZ4I/AAAAAAAADNA/xAVUDWgwIVo/s72-c/guiandroid-semana-de-moda_thumb2.jpg?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6425437103981389356.post-7448814523641309624</guid><pubDate>Tue, 31 Jan 2012 14:36:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-31T06:37:50.870-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Semana de Moda</category><title>Wild Fashion #8 – Divas indie/pop: Marina &amp; The Diamonds</title><description>&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-4KOXbg_qe8k/Tyf8T_F_25I/AAAAAAAADL4/SNl89HZfYas/s1600-h/gabi%252520semana%252520de%252520moda%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="gabi semana de moda" alt="gabi semana de moda" src="http://lh5.ggpht.com/-kRtYO7hJVCY/Tyf8VPjRgUI/AAAAAAAADMA/0WIh4PA0GvY/gabi%252520semana%252520de%252520moda_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="605" height="315" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Esse mês a proposta que eu recebi pra coluna foi MARAVILHOSA, pois mescla dois assuntos que eu amo e que, claro, se encontram e muito durante a história: MODA E MÚSICA!&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A música sempre influenciou a moda e muito, afinal podemos reconhecer e conhecer muito do gênero musical que uma pessoa aprecia, de acordo com sua vestimenta, não é mesmo?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Mas esse mês temos um estilo músical e estilístico próprio para discutir: o Indie.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Indie pra quem não sabe é abreviação de independent (independente em português) e se aplica a músicos que ainda não tem contrato com gravadoras e etc. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Coincidentemente esses artistas são reconhecidos por um gênero musical muito similar, com batidas simples (uma bossa nova meio rock) e vozes doces (em geral femininas) no vocal. O indie passou então a ser um gênero musical. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Para personificar o indie e seu estilo fui sorteada com a diva Marina Diamandis mais conhecida como Marina and the Diamonds. A diva de voz doce e musicas capazes de trazer para os holofotes o universo quase ‘paralelo’ do indie, Marina personifica o estilo (de vestimenta) indie.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Blusas morcegas , e muuuuuita cintura alta (mas muita mesmo): Marina não deixa a desejar no estilo retrô. A diva usa e abusa do delineador, e dos olhos bem marcados , marca registradíssima de grandes nomes dos anos 70.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Aliás, as franjas e os colares brilhantes (marcas dos anos 70 também) não são dispensados do guarda–roupa da diva que promete ainda marcar muito seu nome na indústria da moda e da música. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Devo dizer que a voz doce e marcante, o batom vermelho e as franjas já me seduziram. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Quem não conhece o estilo da cantora é só correr no Google, que está RECHEADISSIMO de imagens desse estilo marcante.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Espero que tenham gostado. Até mês que vem, beijinhos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-DLJf3VUIYLw/Tyf8WL-nkbI/AAAAAAAADMo/x-u603ibQRg/s1600-h/gabi%252520marina%2525201%25255B8%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="gabi marina 1" alt="gabi marina 1" src="http://lh3.ggpht.com/-SXHBdOxhYTU/Tyf8W9qI89I/AAAAAAAADMs/dqut8ID9DNw/gabi%252520marina%2525201_thumb%25255B5%25255D.jpg?imgmax=800" width="600" height="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-SrU9jbjl13g/Tyf8Xuv-nOI/AAAAAAAADMw/XLUg3Kh5i_w/s1600-h/gabi%252520marina%2525202%25255B9%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="gabi marina 2" alt="gabi marina 2" src="http://lh3.ggpht.com/-JPCb_s1dN5I/Tyf8YfJ26CI/AAAAAAAADM0/qry9vFKEjgg/gabi%252520marina%2525202_thumb%25255B7%25255D.jpg?imgmax=800" width="600" height="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;“I know exactly what I want and who I want to be/ I know exactly why I walk and talk like a machine/ I’m now becoming my own self-fulfilled prophecy/ Oh, oh no! Oh no! Oh no-oh!”&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;(Marina &amp;amp; The Diamonds em “Oh No!”)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6425437103981389356-7448814523641309624?l=o-anagrama.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://o-anagrama.blogspot.com/2012/01/wild-fashion-8-divas-indiepop-marina.html</link><author>noreply@blogger.com (Caio Coletti)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh5.ggpht.com/-kRtYO7hJVCY/Tyf8VPjRgUI/AAAAAAAADMA/0WIh4PA0GvY/s72-c/gabi%252520semana%252520de%252520moda_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6425437103981389356.post-1269237626757387459</guid><pubDate>Sat, 28 Jan 2012 16:34:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-28T08:34:07.515-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Semana de Ficção</category><title>Do Silêncio (Partes III e IV de IV)</title><description>&lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-kIhk6BiGbjA/TyQjXMhjvwI/AAAAAAAADLI/KCVtGtDNuak/s1600-h/silencio-2-25.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="silencio 2 2" alt="silencio 2 2" src="http://lh4.ggpht.com/-ng0mdOsgU9k/TyQjX0tsjtI/AAAAAAAADLQ/dC9v_XwbBfw/silencio-2-2_thumb2.jpg?imgmax=800" width="598" height="299" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;por Caio Coletti&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;i&gt;Parte III&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Ela estava a sua frente, o rosto delicado em uma mistura de espanto e aborrecimento. Mas continuava linda. A pele branca, ao mesmo tempo frágil e radiante, reluzia aos raios de Sol que entravam delicadamente pela janela aberta logo atrás do robusto piano de cauda preto um pouco adiante da porta, no centro de uma sala quase vazia. Ainda em reforma, com toda a certeza. Ele simplesmente observou tudo por um tempo, as pernas bambeando um pouco pelo medo inevitável de quem há muito não vivia a experiência de confrontar-se com o mundo. Um mundo que estava a um abismo de distância daquele que ele construíra para si mesmo.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Seria hipocrisia dizer que o arrependimento não passou pela sua cabeça. Foi, de fato, seu primeiro pensamento: simplesmente dar alguma desculpa, virar as costas e se enfurnar no apartamento, onde era seguro. Estava quase virando o pé para a esquerda, para voltar pelo corredor sem nem mesmo se dar ao trabalho de dar qualquer satisfação quando a voz dela veio para desfazer sua intenção. O tom era meio debochado, quase displicente, e o sorriso frouxo no rosto mostrava que ela não estava nem mesmo se esforçando. E, ainda assim, o som lhe soava tão belo quanto a música do piano.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;- Pois não, senhor?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Ele não sabia como se mantivera em pé, tamanho o choque que a voz lhe provocou nos ouvidos e na percepção. Precisou de tempo para juntar as palavras, lembrar-se de como produzir alguma coisa com as cordas vocais e responder com um tom meio rouco, inseguro, vacilante, quase como se incitasse novamente a fuga pelo corredor. Mas dessa vez ele não tinha intenção nenhuma de concretizar o impulso que piscava insistente em sua mente. Já havia se arriscado, descobrindo um novo mundo. Voltar atrás não era mais uma opção.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;- Bom, sua... mãe, eu suponho... ela me convidou para o almoço alguns dias atrás. Resolvi aceitar o convite.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Ela observou-o por um instante, o cenho franzido e os olhos analisando-o de alto a baixo. Não sabia se estava com uma boa aparência, mas não se importava muito, tampouco. Bastava-se em observá-la. Os olhos azuis, claros e cristalinos, mexiam-se com a vivacidade da juventude e com o brilho de quem sabe demais para o tempo que está no mundo. O vestido branco, solto no corpo, revelava as pernas finas até as canelas, os ombros delicados meio escondidos pelos cabelos castanho-claros. A boca pequena, em forma de coração, de repente saiu da posição franzida em que estava para abrir um sorriso de cortesia. Um sorriso verdadeiramente encantador.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;- Ah, o senhor é o vizinho aqui do lado! O senhor não sai muito, não é? – ele não respondeu, para não constatar o óbvio: achou que era uma pergunta retórica, mas aparentemente estava errado. Ela se mostrou um pouco constrangida. – Bom, entre! O senhor está meio adiantado, mas acho que logo minha mãe vai chegar, então posso trazer algo para o senhor beber. O que acha?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;- Ah não, não é preciso – ele respondeu, apressado, abrindo também o seu sorriso. Estava começando a lembrar-se de como aquilo funcionava. Era quase instintivo, apesar de tudo. – Percebi que estava tocando piano antes de eu chegar. Se importa de continuar?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Ela pareceu assustada por um momento, de novo. Surpresa, talvez fosse essa a palavra certa. Não assustada. Não sentia medo dele, e talvez ele devesse agradecer por isso. Talvez ele devesse se contentar com isso. Mesmo que ele quisesse, e soubesse que queria, muito mais. Seus olhos não desgrudaram dela enquanto era conduzido para um assento do sofá marrom a um canto da sala quase sem mobília, e muito menos quando ela se dirigiu ao piano.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Sentou-se e olhou para ele, com um sorriso meio apagado. Pela concentração ou pela vergonha, ele quis saber. Não teve a coragem de perguntar. Talvez fosse mais um mal de viver naquele mundo barulhento, o constrangimento. Talvez o silêncio dele, na sala, a incomodasse. Não pensou em quebrá-lo, no entanto. Apenas esperou, o olhar eternamente paciente cravado no rosto dela, que fechou os olhos e respirou fundo, ajeitando a postura e as mãos sobre o instrumento.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;E então começou. As notas doces que o fizeram acordar de um mundo de estagnação ecoaram novamente, as mesmas, mas diferentes. Agora, seus ouvidos não doíam. Eles agradeciam, massageados até pelas notas mais agudas, enquanto os olhos acompanhavam ávidos cada expressão da garota, cada movimento da sua mão, a forma como os pés prendiam-se firmes, quase tensos, ao chão. Não, não era medo. Não era incômodo, tampouco constrangimento. Era humanidade.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;E era tudo o que ele precisava para dizer, ou melhor, pensar, porque quebrar aquele silêncio tão musical nunca fora uma possibilidade para ele, algo que nunca havia pensado antes: estava apaixonado.&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;i&gt;Parte IV&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Ele não sabia exatamente o que havia acontecido. Seus olhos doíam, agora, com a luz que entrava sabe-se lá por onde, e ele não ouvia mais nenhum murmúrio. Seu divino silêncio, que agora era tão terreno e real, de repente não era mais o bastante. Ele continuava sendo ele mesmo, mas o mundo ao redor dele tomara um curso que ele jamais poderia esperar, devoto experiente e vivente ingênuo que era. De uma hora para outra, a música que ela, o anjo que lhe tirara de um retiro agora impensável, a mulher por quem ele estava estupidamente apaixonado, parara de tocar.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Agora, não via mais o rosto dela. Apenas uma vaga sombra, de bordas desfocadas, que se estendia cautelosa a frente de seus olhos, recortada contra a luz ofuscante. Sabia que não era ela porque a luz que brilhava de algum lugar perto do rosto não era azul, mas puramente castanha, e a moldura negra que viria dos cabelos dela dava lugar ao loiro platinado que refletia mais ainda a luz do Sol. A mulher que tinha em frente a si era bonita, sim, ele podia reconhecer. Desejável, até, ele supunha. Mas não era ela. E foi esse fato que o fez abrir a boca, enfim.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;- Onde... onde estou? – ele conseguiu murmurar, a voz mais falha e áspera do que nunca por baixo dos anos em silêncio.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;- Você pergunta como se alguém tivesse a resposta – a mulher respondeu-o com o tom debochado de quem dispensa uma pergunta muito aquém do esperado. – Sério, mesmo? Você acaba de morrer e me pergunta onde está? Você, mais do que qualquer um, deveria saber.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;E silêncio, mais silêncio. E menos luz, gradativamente, para que ele pudesse enfim observar mais e melhor o ambiente ao seu redor e a pessoa que se inseria nele ao seu lado. Era loura, sim, e estava debruçada sobre ele. Os olhos de contas o observavam, com cuidado, analíticos, intensamente castanhos. A pele era da cor tingida de quem passara muito tempo sob o Sol, o rosto aparentava uma idade indefinida, menor que a dele, maior que a da garota de quem se lembrava.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Ao redor dos dois, nada. E por mais que fosse difícil para sua mente saber disso, por mais que ela pudesse explodir a qualquer momento, o nada era o nada. Nenhum detalhe para ser descrito, nenhuma particularidade observável. Nada. Como ele sempre sonhara e como, agora, ele simplesmente não podia suportar. Um estranho, estúpido sonho o dele. Como se o nada fosse páreo para tudo o que ele deixasse de aproveitar do mundo lá fora.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;- Bem, meu querido, cada um tem o que merece. Não somos do tipo que aceitamos renegociações, sabe? – a loura respondeu aos seus pensamentos, literalmente, e ajudou-o a levantar-se, puxando-o pela mão sem aparentar fazer força nenhuma. – Vamos, tenho que cumprir meu horário e minha função, que é te mostrar seu maravilhoso... Nada!&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;- Mas,como assim, nada? – ele teve o impulso de perguntar. Foi o bastante, como parecia ser naquele mundo. Ele percebeu isso e aproveitou para bombardear a loura de perguntas mentais. – E como eu morri? Por quê? O que houve comigo? Com ela?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;- Quieto! – ela berrou mentalmente, e assumiu o tom de voz automático de quem fazia seu trabalho há muito tempo. – O nada é o que teus sonhos mais profundos tem pedido nos últimos decênios, e tudo o que fazemos é te dar o que você quer, depois de ter sido um ser humano exemplar em vida. Bem-vindo ao seu paraíso particular! Quanto aos detalhes de sua morte e o destino de quem ficou, recebi ordens expressas para não revelar nada ao senhor. Agora, me dê licença...&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;De novo, sem dizer uma palavra, ele transpôs toda a profusão de questões para a cabeça dela, em um estalo. Ele viu que ela ficou meio tonta, mas não entendeu sua própria ação, por um momento. Sempre quisera ser deixado sozinho, no silêncio. O nada deveria ser seu sonho. Porque agora, que ele o vivia, não era mais? Algo lhe acordara e, assim que estivera vivo, talvez pela primeira vez, o que quer que seja o havia ceifado da vida? Não parecia justo!&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A loura, ouvindo tudo, fez cara de “eu avisei”, como se realmente houvesse avisado. E então os dois ficaram frente a frente, encarando o silêncio tanto material, ensurdecedor, quanto mental, quase impossível, e ao mesmo tempo esperado naquele vácuo total. Ela quebrou ambos, comunicando-se com a voz mais compreensiva que poderia armar.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;- Não, não é justo, meu caro. Ninguém nunca te disse que seria, ou disse? Você escolheu se retirar da vida por tanto tempo que, assim que percebeu o erro que tinha cometido, acabou que a vida te matou. Não existem coincidências, existe muito pouco destino, e ele é tão maleável que nem mesmo para quem eu sirvo ele é claro. Como vocês, aí embaixo, nós só esperamos o momento chegar. Mas nós temos o direito de esperar. Vocês não. Nossa missão é dar a vocês o que vocês querem, e a missão de vocês é construir, conquistar, deixar clara essa vontade. E isso, meu amigo, foi o que você conquistou na sua vida.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;- Nada? – ele perguntou, mentalmente, porque temia que a voz saísse embargada.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;- Um belíssimo pedaço de nada, se você me permite – ela sorriu de lado. – Acho que eu posso deixar você mesmo explorá-lo a contento. Boa sorte.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;E, então, a loura sumiu num farfalhar de vento, e ele foi deixado sozinho no nada. Eventualmente, ele viria a entender. Não lhe importava mais o que acontecia no mundo em que (não) vivera. De uma forma ou de outra, todos lá eram fortes o bastante (só ele não tinha sido) para conquistar sua própria noção de felicidade. Inclusive ela, a garota que tão brevemente amara, embora fosse tão difícil admiti-lo. Não era tão injusto, afinal. Ele, o fraco, se contentar com o nada que conquistara. Nem sempre há uma próxima chance. E ele não aproveitara nenhuma das que tivera.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Certo dia, foi demais para o pobre devoto do silêncio. Num impulso, como o ar que sopra de um lado a outro no planeta, ele decidiu simplesmente parar de estar com o nada: e então, tornou-se parte dele. Mesmo sabendo que nunca seria completo novamente. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-cn6txWK7kw4/TyQjZwicZnI/AAAAAAAADLY/vfzVk2of6_w/s1600-h/silencio-2-14.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="silencio 2 1" alt="silencio 2 1" src="http://lh3.ggpht.com/-H7d6BF-Aqkk/TyQjawNnofI/AAAAAAAADLg/i5CoKnOozQg/silencio-2-1_thumb2.jpg?imgmax=800" width="600" height="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-lR6Jz0A3IA4/TyQjc9yGKvI/AAAAAAAADLo/11NpGHwe0ic/s1600-h/silencio-2-35.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="silencio 2 3" alt="silencio 2 3" src="http://lh5.ggpht.com/-uMMDjezeWRk/TyQjfZMvBDI/AAAAAAAADLw/OJbGGSacnOI/silencio-2-3_thumb3.jpg?imgmax=800" width="600" height="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;“I swallow the sound and it swallows me whole/ Till there’s nothing left inside my soul/ As empty as that beating drum/ But the sound has just begun” &lt;strong&gt;(Florence + The Machine em “Drumming Song”)&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6425437103981389356-1269237626757387459?l=o-anagrama.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://o-anagrama.blogspot.com/2012/01/do-silencio-partes-iii-e-iv-de-iv.html</link><author>noreply@blogger.com (Caio Coletti)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh4.ggpht.com/-ng0mdOsgU9k/TyQjX0tsjtI/AAAAAAAADLQ/dC9v_XwbBfw/s72-c/silencio-2-2_thumb2.jpg?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6425437103981389356.post-4608726035012437682</guid><pubDate>Thu, 26 Jan 2012 03:41:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-25T19:41:12.312-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Semana de Ficção</category><title>Do Silêncio (Partes I e II de IV)</title><description>&lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-KdjRsHckgIE/TyDLRivEo_I/AAAAAAAADKQ/FxTFh5NRLNY/s1600-h/silencio-15.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="silencio 1" alt="silencio 1" src="http://lh5.ggpht.com/-lDhAAhH9ri0/TyDLSjlyhuI/AAAAAAAADKY/BWTbREtmZ7Q/silencio-1_thumb2.jpg?imgmax=800" width="600" height="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;por Caio Coletti&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;i&gt;Parte I&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Ele quase não podia suportar aquele som. Ainda que trancado dentro de casa, mesmo depois de tanto tempo tentando conviver com toda aquela balbúrdia de longe de suas fronteiras, cada bater de martelos lá fora era capaz de provocar-lhe um daqueles incômodos e doídos estalos no ouvido. Há muito tempo decidira não mais sair de casa, apenas se acomodar no seu canto, fugindo para o mais longe possível de um mundo selvagem que não sentiria falta dele. Tudo para escutar o silêncio. Sentir a paz, o raciocínio pulando de um lado para o outro sem influências externas, a mente aos poucos se esvaziando, o doce e pacífico vácuo aos poucos tomando conta de um momento de descanso que ele pretendia eterno.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Como era bom, estar em um lugar onde ele podia ser ele mesmo, sem restrições, e ainda se ver livre de uma sociedade que o levava para lugares onde ele não queria ir, onde os sons eram altos demais, as cores eram impactantes demais, a pressão era grande demais. Às vezes ele achava que não nascera para viver naquele mundo. Nas noites mais silenciosas, ele abria a janela e espiava as estrelas, pensando se lá, onde não havia ar para os humanos respirarem, o silencio ainda pairava. Podia pensar em si mesmo flutuando, livre da gravidade, de todo o resto, simplesmente pensando em nada. A mera possibilidade era capaz de desenhar-lhe um sorriso.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Mas não naquele dia. Trazido de volta a Terra pelo som da construção que se iniciara nas horas anteriores, ele agora via que, por mais que tentasse, estava preso e atarraxado àquele mundo barulhento. Nunca poderia fugir completamente, mesmo que desejasse voar para além das estrelas com toda a força do seu pensamento. A julgar pela altura em que os barulhos da construção chegavam aos seus ouvidos, algum vizinho de apartamento havia resolvido derrubar uma parede, ou algo do tipo. Nunca tivera queixas em relação a vizinhos, sempre discretos na medida que um ser humano comum é capaz de ser sem ofender a própria vaidade. Agora, porém, eles eram seu tormento.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Bem verdade, devia haver um motivo forte para criaturas tão pacíficas quanto aquelas que esporádica e gentilmente apareciam para lhe convidar a um almoço, ao que ele sempre respondia inventando algum compromisso, estarem de repente perturbando sua paz silenciosa para algum ato vil de construção. Qualquer que fosse a motivação por trás da barulheira, porém, ele começou a ficar realmente irritado depois de alguns dias de incessante movimento. Pensou em ligar para a portaria do prédio pedindo explicações, mas há tempos não tocava em um telefone. Não se atreveria, tampouco, a passar um passo além da soleira da porta. Se ali, dentro de sua zona de segurança, o som penetrava pelas paredes e fazia seus ouvidos doerem, o que seria dele quando estivesse de volta a selva lá fora? Não, o corredor não era seguro, para seu próprio bem.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Sua cabeça latejava a cada martelada no dia em que tudo pareceu acabado. Mais alguns sons estranhos, que ecoavam em seus ouvidos como um objeto grande sendo arrastado por um chão de madeira que rangia, e então silêncio. Sua paz voltara. Naquela noite, porém, ele não se sentiu seguro o suficiente para observar as estrelas. Talvez devesse esperar mais alguns dias para ter certeza de que era seguro se expor a qualquer elemento externo. Depois de tamanho tormento, então, ele preferia nem pensar em mover um dedo sequer para além da soleira da porta, dos limites daquela casa, seu santuário agora restaurado.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Naquela noite, ele dormiu bem. Mas não sonhou com suas estrelas. Algo estava vazio.&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;i&gt;Parte II&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Ele abriu os olhos, as pupilas vivamente castanhas, ainda não apagadas pelo tempo, se ajustando aos poucos a luz que entrava pelas frestas da janela mais uma vez fechada. Dois dias já haviam se passado desde que a movimentação no apartamento vizinho parara, e embora ele não tivesse ouvido mais nada que se fizesse notar de longe, prestara atenção o bastante para captar que a garota mais nova, provavelmente filha da boa senhora que sempre vinha a sua porta lhe convidar para o almoço, estava saindo com mais freqüência. Claro, seu instinto de curiosidade por qualquer coisa externa de seu pequeno mundo já estava irremediavelmente inativo há algum tempo.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Levantou-se, olhando cuidadoso pela fresta da janela e constatando, feliz, que o céu continuava limpo como no dia anterior. Não gostava do barulho que a chuva, por mais suave que fosse, fazia ao cair sobre o telhado do prédio. Observou por um instante a água que se acumulava entre suas mãos em forma de concha, saindo da torneira da pia do banheiro. Seus dedos pareciam tão fracos ali, diante do branco do mármore. Estava envelhecendo. Para a maioria dos seres humanos, isso seria motivo para repensar sua vida com, digamos, um prazo mais reduzido para acertar as coisas. Ele apenas levou a água ao rosto. Desperto, afastou as preocupações mundanas da cabeça e tentou apreciar o silêncio restaurado enquanto tomava seu café da manhã.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Porque deveria se preocupar, afinal? O que tinha para acertar? Quando deixara tudo para trás, seu objetivo era justamente que chegasse ao final da vida sem nenhum sonho irrealizado, nenhuma expectativa frustrada. Porque escolhera não sonhar, não planejar, a não ser quando o assunto era o seu divino silêncio. Poderia estar lá fora hoje, bem-sucedido (ou não), mas escolhera aquele rumo, consciente de que ele lhe levaria para um final de solidão. Ele só queria morrer em paz. Esse fora o seu propósito durante toda a vida. Sempre fizera sentido. Para ele, ao menos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Por onde sua família andava, ele nem mesmo sabia. Lembrava-se da infância, da época em que era uma pessoa normal, não por escolha, mas por obrigação. Costumava ter nojo de si mesmo naquela época. Era apenas mais um. Em sua visão, não deveria ser assim, e quando se tornou (ou se julgou) experiente o bastante para fazer suas próprias escolhas, optou por fugir das amarguras, das emoções, das quedas e das feridas. Não fora tão mais sensato? Até hoje não entendia como tanta gente era capaz de ser feliz com tanta dor as afligindo. Aquele era o mundo delas, sombrio e escuro. Naquela casa, ele pedia paz, e construíra seu próprio mundo, iluminado... e vazio. Deliciosamente vazio.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Ele levava o pedaço de pão a boca quando aconteceu. Do nada, sem que ele nem mesmo percebesse ou pressentisse, seu silêncio sagrado foi quebrado pela segunda vez em tão pouco tempo. Dois toques, delicados e suaves, casualmente calculados, quase como se um fosse conseqüência do outro. Como a gota de orvalho caindo e a terra que se espalhava com seu impacto. Mais dois. E outros. Não havia um ritmo definido, apenas um passeio de toques rápidos, que ecoavam e não terminavam antes dos seguintes começarem. Era uma sinfonia.E, de repente, ele não estava mais incomodado que seu silêncio houvesse sido quebrado.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Aquele arranjo meio exato, meio caos, havia o tirado do estado de espírito que construíra para si mesmo. Toques mágicos de tons que se sobrepunham com elegância, enquanto ele, aturdido, parado em meio ao movimento de levar o pão a boca, escutava. E não importava se seus ouvidos davam pontadas. Era simplesmente lindo demais para ignorar. Ele se levantou e se aproximou. Pôde ouvir mais claramente, e percebeu que aquilo não era algo natural. Quase pôde ver os dedos cuidadosos e preocupados que deslizavam por aquelas teclas. Preto, branco, branco, preto. Alto, baixo, longo, curto. Pausa. E de volta outra vez. Ele não compreendia, mas admirava.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;E aquilo, mais do que qualquer silêncio, fez-lo mexer-se. Pela primeira vez em tanto tempo que não conseguia se lembrar, sentia-se compulsivo para sair lá fora e descobrir como andavam as coisas. Porque sim, ele podia ver a pessoa por trás daquele som, e aos poucos o silêncio perdeu a graça. Ele ficava de cabeça baixa quando consigo mesmo, ouvidos alertas esperando pela próxima vez que aquela gentil criatura de quem ele nem mesmo conhecia o rosto se disporia a tocar novamente. Aos poucos, a memória do mundo lá fora que ele bloqueara retornou. Agora, o som tinha um nome: piano.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Certo dia, foi demais para o pobre devoto do silêncio. Levantou-se num impulso, e fez o que prometera a si mesmo nunca fazer: saiu. Talvez fosse melhor mesmo aceitar aquele velho e sempre renovado convite para o almoço.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-TA_r4t094nM/TyDLTZBPdtI/AAAAAAAADKg/sIQw12bSLCA/s1600-h/silencio-24.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="silencio 2" alt="silencio 2" src="http://lh5.ggpht.com/-s1IhVVnQnMM/TyDLUHEw9bI/AAAAAAAADKo/KFMQZVW8T6E/silencio-2_thumb2.jpg?imgmax=800" width="604" height="302" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-tXxMG6JJGFg/TyDLU2t7JzI/AAAAAAAADKw/AQiF9gbzbBo/s1600-h/silencio-35.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="silencio 3" alt="silencio 3" src="http://lh5.ggpht.com/-rBOMmeliP3c/TyDLVi7qiXI/AAAAAAAADK4/OTW77Bmyx4c/silencio-3_thumb3.jpg?imgmax=800" width="604" height="302" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;&lt;em&gt;“Hold, hold your talk now/ And let them all listen to your silence/ No need to listen to yourself/ Or to anybody else” &lt;strong&gt;(The Ting Tings em “Silence”)&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6425437103981389356-4608726035012437682?l=o-anagrama.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://o-anagrama.blogspot.com/2012/01/do-silencio-partes-i-e-ii-de-iv.html</link><author>noreply@blogger.com (Caio Coletti)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh5.ggpht.com/-lDhAAhH9ri0/TyDLSjlyhuI/AAAAAAAADKY/BWTbREtmZ7Q/s72-c/silencio-1_thumb2.jpg?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6425437103981389356.post-2987686815958950992</guid><pubDate>Tue, 24 Jan 2012 14:35:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-24T08:46:37.032-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Semana de Ficção</category><title>Ab Aeterno</title><description>&lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-KYP1aqVAy_o/Tx7Bnazth1I/AAAAAAAADJM/Eg9qUqCzhdU/s1600-h/ab-15.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="ab 1" alt="ab 1" src="http://lh6.ggpht.com/-eac1PkHe5wQ/Tx7Bofd-nlI/AAAAAAAADJU/dvsse5aReYk/ab-1_thumb2.jpg?imgmax=800" width="602" height="301" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;texto por Caio Coletti      &lt;br /&gt;fotos por iJunior&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;(para quem não viu o texto ao qual este serve como continuação, &lt;a href="http://o-anagrama.blogspot.com/2011/10/movimento.html"&gt;Movimento&lt;/a&gt;, é só clicar aí)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Às vezes ela achava que acabava ali. Porque, o que mais haveria de vir? O respirar cinzento do trem, o peso frio do ar, a insustentável aspereza que, às vezes, era ser o que ela era. O tempo passou, e só o que ela sentia era o movimento, só o que ela via era o marrom do deserto pela janela, só o que ela TINHA era o vazio. Tudo o que ela conhecia além daquilo eram vislumbres do que não poderia ser real. É claro que ela sempre tivera a si mesma. Mas quem disse que ter a si mesma era o bastante?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Sem fechar os olhos, sem mover um músculo, sem ouvir os segundos, tantos já haviam batido, não foi de se surpreender que ela nem mesmo tivesse escutado quando a porta da sua cabine se abriu. O olhar vidrado ainda era o mesmo enquanto o homem de roupas muito vermelhas lhe chamava no tom mais fatigado do mundo: “Senhora, é a sua parada”. Contrariado, ele franziu as grossas sobrancelhas ruivas e entrou na cabine, chamando mais alto. Sem resposta. Milímetro por milímetro, como que por medo de quebrá-la, estender a mão e tocou-a, repetindo o chamado em tom mais urgente.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Entao, puf! Pó voando pelo ar, iluminado pelos raios de Sol. Tábuas rangendo na agourenta subida de um conto de terror. O cheio da cola que compôs um livro muito, muito antigo, raramente ou nunca aberto, redescoberto no fundo de todas as coisas que guardamos na gaveta. E, por toda essa odisséia, pela reclamação suja de um encanamento enferrujado, a água limpa e azul preencheu de novo aquelas íris apagadas. Um mero movimento. Um olhar. Ele a reconheceu, e ela passara a vida esperando por ele. Tanto tempo aguardando por aquele que também a esperava, numa daquelas paradas. Que tola fora. Era óbvio que aquele que deveria pertencê-la precisava estar junto a ela na viagem.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Sim, essa era a sua parada. Mas ela nunca pensara que não precisaria descer nela.&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;∞&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Enquanto isso, naquela estação empoeirada há tanto passada, em que aguardava a tanto tempo, ele, a pose cuidadosa e falsamente despreocupada, tomou a melhor e mais ousada decisão da sua vida: olhou ao redor.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-npDgBmsiSas/Tx7gEl_nIMI/AAAAAAAADJ8/4iTAJRb5Zx4/s1600-h/ab%2525202.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="ab 2" alt="ab 2" src="http://lh5.ggpht.com/-CDdFIo7fY7Q/Tx7BrNjOB8I/AAAAAAAADKE/_YJBXr0uFBg/ab%2525202_thumb.jpg?imgmax=800" width="604" height="302" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-zUGp3lDaelE/Tx7Bsn0jdSI/AAAAAAAADKI/sAkSNcqLqgw/s1600-h/ab%2525203.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="ab 3" alt="ab 3" src="http://lh5.ggpht.com/-pdxn0-wbW_0/Tx7BtiCMkDI/AAAAAAAADKM/kQcy8RXozvI/ab%2525203_thumb.jpg?imgmax=800" width="604" height="302" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;Ab Aeterno&lt;/strong&gt; (‘da eternidade’): literalmente, ‘daquilo que dura para sempre’. De um tempo imemorial, desde o começo dos tempos ou de um tempo infinitamente remoto. Na teologia, frequentemente indica algo, como o universo, que foi criado fora do próprio tempo.&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6425437103981389356-2987686815958950992?l=o-anagrama.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://o-anagrama.blogspot.com/2012/01/ab-aeterno.html</link><author>noreply@blogger.com (Caio Coletti)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh6.ggpht.com/-eac1PkHe5wQ/Tx7Bofd-nlI/AAAAAAAADJU/dvsse5aReYk/s72-c/ab-1_thumb2.jpg?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6425437103981389356.post-5356316681518795786</guid><pubDate>Sat, 21 Jan 2012 05:19:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-20T21:19:40.360-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Semana de Música</category><title>Os cerimoniais de Florence Welch.</title><description>&lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-Dxe1l--GlJY/TxpK2DUoNsI/AAAAAAAADIU/2FGQjDvbCdI/s1600-h/flo-15.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="flo 1" alt="flo 1" src="http://lh4.ggpht.com/-bIlJ7Qj3YjQ/TxpK2836t4I/AAAAAAAADIc/VMARJsUQ68Q/flo-1_thumb2.jpg?imgmax=800" width="598" height="299" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;por Caio Coletti&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;“Todas as gárgulas saíram para brincar”, canta a londrina Florence Welch no início de “Shake it Out”, segundo e até agora mais marcante single desse segundo álbum que ela e sua banda, o The Machine, contruíram juntos. &lt;em&gt;Lungs&lt;/em&gt; e sua edição deluxe, &lt;em&gt;Between Two Lungs&lt;/em&gt;, foram uma surpresa de vendas, e uma surpresa ainda maior na forma como caíram no gosto de uma geração que, indiscutivelmente, abraçou a música pop com todas as forças que tem. Estréia a parte, o verso que esse que vos fala escolheu para iniciar o parágrafo é o que parece melhor resumir o espírito de &lt;em&gt;Ceremonials&lt;/em&gt;, lançado no final do ano passado e fortemente antecipado por fãs de música do mundo inteiro. Talvez tenha sido o peso da expectativa, mas a recepção dessa segunda aventura da banda em estúdio foi dividida entre críticas e elogios. Não que isso signifique alguma coisa. &lt;em&gt;Ceremonials &lt;/em&gt;pode ser “grandioso demais”, “calculado demais”, ou até “cansativo”. Mas quem se importa, realmente, enquanto doze catarses consecutivas rolam por nossos ouvidos?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Welch nos inicia com “Only If For a Night”, a introdução ideal aos delírios musicais e líricos em que ela se empenha nesse &lt;i&gt;Ceremonials&lt;/i&gt;, uma balada etérea que emerge de corais, órgãos e teclados para elevar ainda mais a performance vocal da inglesa. Aqui, Florence narra um encontro com um amante que ela compara a uma criatura dos seus sonhos. Um fantasma “tão prático”, tão concreto, quanto qualquer um que a cantora retrata nesse &lt;em&gt;Ceremonials&lt;/em&gt;. Falando-se em fantasmas, a faixa mais assombrada do álbum é indiscutivelmente “Seven Devils”: melodia sóbria, interpretação surpreendentemente contida e corais que lembram uma invocação pagã. Não se trata de uma adoração, no entanto. A intenção aqui é reconhecer os “sete demônios”, acolhê-los, ser capaz de encará-los. É também uma das muitas provas da capacidade de interpretação de Florence atrás de um microfone nesse &lt;em&gt;Ceremonials&lt;/em&gt;. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Só não é mais impressionante nesse sentido do que “Never Let Me Go”, talvez a melhor faixa do álbum. Difícil saber se isso acontece por causa da própria composição da faixa ou pela entrega da cantora, em uma performance que foge do alcance de adjetivos e é capaz de soar como um sussurro ao pé da orelha mesmo quando se eleva as alturas nas linhas finais. Seu “tão frio, mas tão doce” é declamado com essas mesmas qualidades: um suspiro potente, que soa como um vento gelado no rosto, mas um que carrega um perfume inebriante com ele. Outra forte candidata ao posto é “Heartlines”. A percussão claramente africana e a forma como o vocal de Florence combina sua habitual intensidade emocional com cantos que parecem saídos de tribos daquele continente fazem dela uma composição ao mesmo tempo extremamente criativa e recheada de potencial antêmico.&lt;/p&gt;  &lt;div style="padding-bottom: 0px; margin: 0px auto; padding-left: 0px; width: 577px; padding-right: 0px; display: block; float: none; padding-top: 0px" id="scid:5737277B-5D6D-4f48-ABFC-DD9C333F4C5D:0456613d-6aa9-4a86-bbb6-e11876bf5f63" class="wlWriterEditableSmartContent"&gt;&lt;div id="548988e7-6706-448a-bdab-468e92604505" style="margin: 0px; padding: 0px; display: inline;"&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=WbN0nX61rIs&amp;amp;ob=av3e" target="_new"&gt;&lt;img src="http://lh5.ggpht.com/-j5DRYa9x6QA/TxpK3VtJW-I/AAAAAAAADIk/eXv8l8z1Fs4/videoaeddde3e64cb%25255B5%25255D.jpg?imgmax=800" style="border-style: none" galleryimg="no" onload="var downlevelDiv = document.getElementById('548988e7-6706-448a-bdab-468e92604505'); downlevelDiv.innerHTML = &amp;quot;&amp;lt;div&amp;gt;&amp;lt;object width=\&amp;quot;577\&amp;quot; height=\&amp;quot;322\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;param name=\&amp;quot;movie\&amp;quot; value=\&amp;quot;http://www.youtube.com/v/WbN0nX61rIs?hl=en&amp;amp;hd=1\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;\/param&amp;gt;&amp;lt;embed src=\&amp;quot;http://www.youtube.com/v/WbN0nX61rIs?hl=en&amp;amp;hd=1\&amp;quot; type=\&amp;quot;application/x-shockwave-flash\&amp;quot; width=\&amp;quot;577\&amp;quot; height=\&amp;quot;322\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;\/embed&amp;gt;&amp;lt;\/object&amp;gt;&amp;lt;\/div&amp;gt;&amp;quot;;" alt=""&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Para fechar a trinca de obras-primas há a própria “Shake it Out” e o que se ouve aqui é a percussão retumbante e o acompanhamento ininterrupto do órgão, mais alguns sutis toques de sons eletrônicos e os corais que fazem o cerne de &lt;i&gt;Ceremonials&lt;/i&gt;. Ainda assim, com a voz gigantesca e a interpretação intensa sem se desculpar um segundo sequer por o ser, Florence faz da letra sobre “sacudir” os próprios demônios e “cortar fora” o próprio “coração desajeitado” uma libertação catártica e contagiante. A passagem para o último refrão, com os versos “What the hell/ I’m gonna let it happen to me” é de uma beleza harmônica de provocar arrepios.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Os outros dois singles não são tão libertadores, mas passam longe da incompetência. “What The Water Gave Me” passa da marca dos 5min30, mas isso para demontsrar que a banda furiosa que o The Machine mostrou ser no &lt;em&gt;Lungs &lt;/em&gt;não está morta: apenas amadureceu. O refrão é melodicamente perfeito, realçado pela queda de ritmo no instrumental. Crescente e construida em cima de guitarra, bateria, baixo e harpa, “What The Water Gave Me” faz cantar sobre o anseio de se entregar ao silêncio e o peso da água sobre si. “No Light, No Light” é mais esquemática, e teve sorte de ganhar o ótimo videoclipe que ganhou. A letra retrata a liberação musical de tudo que o sujeito da mesma não é capaz de “dizer em voz alta”, mas parece achar tão fácil “cantar para uma multidão”. Premissa interessante que talvez merecesse tratamento musical mais cuidadoso.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;De resto, Florence passeia por composições mais pop do que qualquer coisa no &lt;em&gt;Lungs&lt;/em&gt; (“Breaking Down”) e emula com competência o som da gravadora Motown, a Meca da música negra nos anos 60 e 70 (“Lover to Lover”). Na última faixa, Florence “deixa seu corpo” (“Leave My Body”), e deixa também a impressão de um belíssimo álbum. Catarse e escapismo a um único tempo, &lt;i&gt;Ceremonials&lt;/i&gt; é uma elevação de espírito bem século XXI, através da proclamação em voz alta e clara das próprias falhas e assombrações, e vem num pacote musical que, se não possui excelência uniforme, ainda nos trás momentos indiscutivelmente soberbos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;***** (5/5)&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-e43_0x0pYN4/TxpK4pYU-BI/AAAAAAAADIs/rUchPN3WIGU/s1600-h/flo-26.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="flo 2" alt="flo 2" src="http://lh3.ggpht.com/-L5EqCxL0rjw/TxpK5QBHBGI/AAAAAAAADI0/pWZh4zQtpek/flo-2_thumb3.jpg?imgmax=800" width="602" height="301" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/--ONaNpfNy6g/TxpK55UQtlI/AAAAAAAADI8/EtqzWsWuWRM/s1600-h/flo-36.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="flo 3" alt="flo 3" src="http://lh6.ggpht.com/-0sjzt9K3BEM/TxpK6g-9duI/AAAAAAAADJE/q6r9uFvj3Io/flo-3_thumb3.jpg?imgmax=800" width="602" height="301" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Ceremonials&lt;/strong&gt; (lançado em 28 de Outubro de 2011)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;u&gt;Gravado em&lt;/u&gt; Abbey Road Studios, Londres.&amp;#160;&amp;#160; &lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;u&gt;Duração&lt;/u&gt; 55min58. &lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;u&gt;Selo&lt;/u&gt; Island.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;u&gt;Produtores&lt;/u&gt; Paul Epworth, James Ford, Charlie Hugall, Ben Roulston, Isabella Summers, Eg White.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6425437103981389356-5356316681518795786?l=o-anagrama.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://o-anagrama.blogspot.com/2012/01/os-cerimoniais-de-florence-welch.html</link><author>noreply@blogger.com (Caio Coletti)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh4.ggpht.com/-bIlJ7Qj3YjQ/TxpK2836t4I/AAAAAAAADIc/VMARJsUQ68Q/s72-c/flo-1_thumb2.jpg?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6425437103981389356.post-4926734222706364325</guid><pubDate>Tue, 17 Jan 2012 16:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-17T08:26:14.327-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Semana de Música</category><title>05 lançamentos para esperar nos 05 primeiros meses de 2012</title><description>&lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-HQXjOnK8vlQ/TxWg6dx4njI/AAAAAAAADGQ/lai_ORXOo2M/s1600-h/listas-musica5.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="listas musica" alt="listas musica" src="http://lh5.ggpht.com/-LfmDfaYFukk/TxWg8c2Sb9I/AAAAAAAADGY/-g1a2CXd-h4/listas-musica_thumb2.jpg?imgmax=800" width="598" height="299" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;por Caio Coletti&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Sim, o ano acabou de começar, e podem esperar listas e mais listas. Poucas vezes um ano esteve tão empolgante musicalmente como 2012 está. Esse ano já tem uma nova Adele (aquele nome que todo mundo vai ficar falando o nome inteiro), e ela está aqui nesse primeiro ranking do ano. Tem também segundos álbuns esperadíssimos, retornos inusitados e outras novidades pra manter o nível de cultura pop no mesmo refinamento de 2011. Esses cinco listados aqui são as apostas certas para esses primeiros meses do ano, mas é bom vocês se cuidarem, porque 2012 vai nos surpreender, e muito, musicalmente. Que assim seja.&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;(&lt;strong&gt;PS:&lt;/strong&gt; Pela natureza da lista, só entraram aqui os álbuns com data de estreia confirmada.)&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-F1eiebCm7B4/TxWg-SimbHI/AAAAAAAADGg/KQH5AV_8-7g/s1600-h/lana-77.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="lana 7" alt="lana 7" src="http://lh4.ggpht.com/-JNDLBJJ1mqs/TxWg_Ve1heI/AAAAAAAADGo/WUO5cGrT7Ow/lana-7_thumb5.jpg?imgmax=800" width="588" height="150" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;5ª posição&lt;/strong&gt; – Strange Clouds (B.o.B.)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Não é a escolha mais ortodoxa, mas existe muito mais na música de B.o.B. (nascido Bobby Ray Simmons Jr.) do que se tem creditado a ele desde que &lt;em&gt;The Adventures of Bobby Ray&lt;/em&gt; foi lançado em 2010. Conhecido pelas parcerias com Bruno Mars (“Nothin’ on You”) e Hayley Williams (“Airplanes”), há faixas no seu álbum de estreia que mostram, além de um ótimo rapper, um cantor decente e um compositor, guitarrista e produtor de dar gosto. Logo, seu segundo álbum pode surpreender. Não que “Strange Clouds” seja um bom cartão de visitas, eu admito, mas a parceria com Lil’ Wayne não ajuda. Ao lado de Andre 3000, por outro lado, ele faz um trabalho interessante, inspirado no reggae sem perder a vista para as paradas atuais, em “Play The Guitar”.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O que ouvir antes:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=9g1CgvXhCo4&amp;amp;ob=av2e"&gt;Strange Clouds&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=cpuBXY31e0M&amp;amp;feature=mfu_in_order&amp;amp;list=UL"&gt;Play The Guitar&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Lançamento marcado para:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; 13 de Março.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-4m8GTBWrhGI/TxWhAAyZDzI/AAAAAAAADGw/vydguXlCLI8/s1600-h/lana-67.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="lana 6" alt="lana 6" src="http://lh4.ggpht.com/-Xx33HjM0Lsk/TxWhA2XLoRI/AAAAAAAADG4/dM_py167C3Q/lana-6_thumb5.jpg?imgmax=800" width="596" height="135" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;4ª posição&lt;/strong&gt; – Lollipops &amp;amp; Politics (V V Brown)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Ela está por aí desde 2009, quando seu disco de estreia, &lt;em&gt;Travelling Like The Light&lt;/em&gt;, impactou a crítica e todo mundo antenado no mundo pop com uma mistura inusitada de rock n’ roll clássico (aquele dos anos 50), pop e hip hop. Mas, pelo jeito, o brilhante álbum que deveria tê-la apresentado ao mundo (ao menos na França o sucesso foi incontestável) foi apenas um aperitivo da voz e da criatividade dessa inglesa de 28 anos. “Children”, o primeiro single de sua segunda coleção de inéditas, prevista para Fevereiro, nos dá uma palhinha de uma vocalista mais segura, com menos medo de ousar nas escolhas musicais e fazendo uma arte muito atual. Pode ser que ela continue sendo uma preciosidade escondida, mas isso não fará dela uma artista menos brilhante.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O que ouvir antes:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=9dFnIHA35x0&amp;amp;ob=av2e"&gt;Children&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Lançamento marcado para:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; 07 de Fevereiro.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-cgzNXOweIqs/TxWhBiVSB-I/AAAAAAAADHA/PKqSV8dO-aM/s1600-h/lana-54.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="lana 5" alt="lana 5" src="http://lh6.ggpht.com/-IfgIqri5Y6U/TxWhCpwCXTI/AAAAAAAADHI/6KMXgMQwy-w/lana-5_thumb2.jpg?imgmax=800" width="600" height="145" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;3ª posição&lt;/strong&gt; – Trespassing (Adam Lambert)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Adam Lambert é o primeiro artista pop masculino realmente empolgante na cena musical em muito tempo. Saído do &lt;em&gt;American Idol&lt;/em&gt;, discretamente crescendo em popularidade com os singles de seu álbum de estreia desde 2009, Adam vem sendo um camaleão. Já embarcou na onda do &lt;em&gt;sexy&lt;/em&gt; e da eletrônica com “For Your Entertainment” e “If I Had You”. Já mostrou ser uma das grandes, senão &lt;em&gt;a grande&lt;/em&gt; voz masculina da atualidade com “Whatya Want From Me” e um EP acústico. E já ensaiou susbstituir Freddie Mercury (arrancando elogios) na reunião do Queen. O primeiro single do segundo álbum é uma balada pop-rock na qual Lambert parece muito mais engajado, e isso percebe-se nos vocais, do que em boa parte do que se viu no disco de estréia. É de se animar.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O que ouvir antes:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=v9ZVIAbDr_w&amp;amp;ob=av2e"&gt;Better Than I Know Myself&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=SlrGcar9AXI"&gt;Outlaws of Love&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Lançamento marcado para:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; 20 de Março.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-GqeDUnEeOCY/TxWhDSkuxHI/AAAAAAAADHQ/LGoKSxNChO4/s1600-h/lana-44.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="lana 4" alt="lana 4" src="http://lh6.ggpht.com/-f1bfTBdz2bI/TxWhEDnYvGI/AAAAAAAADHY/-7jHUqhewRM/lana-4_thumb2.jpg?imgmax=800" width="598" height="152" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;2ª posição&lt;/strong&gt; – Our Version of Events (Emeli Sandé)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Estão lembrados do furacão que foi a apresentação de Janelle Monàe no Rock in Rio em 2011? A primeira vista, Emeli Sandé é a herdeira desse &lt;em&gt;feeling&lt;/em&gt; da americana para o novo ano. Nascida Adele Emeli Sandé (ela resolveu usar o nome do meio na carreira, por motivos óbvios), ex-estudante de Medicina, despontou ano passado no álbum da última novidade do hip-hop, Tinie Tempah, com créditos de composição e vocais na faixa “Let Go”. Sem toda a ambição conceitual de Janelle, o primeiro single de seu álbum, a ser lançado em Fevereiro, conquistou o pessoal mais antenado pelo visual inspirado do clipe e pela mistura inteligente de R&amp;amp;B, vanguarda e corais que levam a canção, “Heaven”, a um clímax e tanto. Uma voz (e uma compositora) a se observar.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O que ouvir antes: &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=883yQqdOaLg&amp;amp;ob=av2n"&gt;Heaven&lt;/a&gt; – &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=jAnIfqF-Mu8"&gt;Daddy&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Lançamento marcado para:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; 06 de Fevereiro.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-0HGqW7iSolE/TxWhEi5JR8I/AAAAAAAADHg/fhM_FGwX0sM/s1600-h/lana-19.jpg"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;/font&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="lana 1" alt="lana 1" src="http://lh6.ggpht.com/-ikoVjXsA86w/TxWhFcjTCEI/AAAAAAAADHo/VswB0R3R3jU/lana-1_thumb7.jpg?imgmax=800" width="600" height="138" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;1ª posição&lt;/strong&gt; – Born to Die (Lana Del Rey)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Agora a conversa ficou séria: Lana Del Rey é &lt;em&gt;o nome&lt;/em&gt; para ficar de olho em 2012, e isso por si só já é uma indicação do quão incríveis esses 12 meses vão ser musicalmente. Nascida Lizzy Grant, ela lançou um álbum sob o nome de batismo anos atrás, sem sucesso. Uma reformulada na imagem depois, ela voltou com esse pseudônimo que nasceu da junção da diva da Era de Ouro do cinema Lana Turner (conhecida pelo papel de &lt;em&gt;femme fatale&lt;/em&gt; em filmes &lt;em&gt;noir&lt;/em&gt;) com o modelo clássico da Ford, o Del Rey. A obsessão pelos flashes, a imagem cuidadosa e friamente trabalhada, o clipe do single homônimo do álbum, a voz aveludada e vulnerável, o estilo &lt;em&gt;mezzo&lt;/em&gt;-blues, &lt;em&gt;mezzo&lt;/em&gt;-vanguarda, tudo denota a fórmula de uma artista capaz de dominar a cabeça do mundo inteiro em 2012.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O que ouvir antes:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=HO1OV5B_JDw"&gt;Video Games&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Bag1gUxuU0g&amp;amp;ob=av2e"&gt;Born To Die&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=jMD155nc61A"&gt;Yayo (Lizzy Grant)&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Lançamento marcado para:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; 30 de Janeiro.&lt;/p&gt; &lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-LBz_HApZJWw/TxWhGg0WbRI/AAAAAAAADHw/Enpe_bM6Pb4/s1600-h/lana-26.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="lana 2" alt="lana 2" src="http://lh5.ggpht.com/-2ZVkR9l5B_Q/TxWhHhahhyI/AAAAAAAADH4/z8W21Sp5ULg/lana-2_thumb3.jpg?imgmax=800" width="606" height="303" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-OD5WFfg23lM/TxWhIL4qHPI/AAAAAAAADIA/RFZiJ9ExOB4/s1600-h/lana-34.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="lana 3" alt="lana 3" src="http://lh6.ggpht.com/-aIja2Jr3W6g/TxWhJPXIMII/AAAAAAAADII/lsy0Ye3nCr0/lana-3_thumb2.jpg?imgmax=800" width="606" height="303" /&gt;&lt;/a&gt;   &lt;blockquote&gt;   &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;“Know that you’re never alone/ In me you can find a home/ When you’re in unfamiliar places/Count on me through life’s changes”&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;(Leona Lewis em “&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=E4a82LRNdlQ&amp;amp;ob=av2e"&gt;Collide&lt;/a&gt;” – Glassheart, o álbum, sai dia 26 de Março)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;“We gotta let it go, be on our way/ Look for another day/ Cuz it ain’t the same, my baby/ Watch it all fall to the gound/ No happily ever after, just disaster”&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;(JoJo em “&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=B9rGNfJmXRc&amp;amp;ob=av2e"&gt;Disaster&lt;/a&gt;” – Jumping Trains, o álbum, sai dia 03 de Abril)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6425437103981389356-4926734222706364325?l=o-anagrama.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://o-anagrama.blogspot.com/2012/01/05-lancamentos-para-esperar-nos-05.html</link><author>noreply@blogger.com (Caio Coletti)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh5.ggpht.com/-LfmDfaYFukk/TxWg8c2Sb9I/AAAAAAAADGY/-g1a2CXd-h4/s72-c/listas-musica_thumb2.jpg?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6425437103981389356.post-4207040190605818252</guid><pubDate>Sat, 14 Jan 2012 05:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-13T21:03:05.412-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Semana de Cinema</category><title>Rubens Rodrigues #3 - TV | Fim de Temporada</title><description>&lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-7euzaZjJPLg/TxEMZEoxJyI/AAAAAAAADEw/8JVUyr_PLiI/s1600-h/semana%252520de%252520cinema%252520rubens%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="\" alt="\" src="http://lh5.ggpht.com/-WD4ZGWeRIjs/TxEMZ3CkmqI/AAAAAAAADE4/_ielHIH77nY/semana%252520de%252520cinema%252520rubens_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="600" height="295" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Já é 2012, o que significa que tem séries novas estreando lá na gringa, enquanto por aqui ficamos com a nova temporada do BBB e as minisséries na Rede Globo. Mas calma, que o assunto aqui é outro.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O ano passado terminou e junto com ele algumas séries estreantes encerraram suas temporadas. Pensando nisso, resolvi fazer um balanço das séries e seus &lt;i&gt;season finales&lt;/i&gt;, que foram exibidos em dezembro. Ou seja, espere por SPOILERS!&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-_YtV5YEvjzE/TxEMar6S9EI/AAAAAAAADFA/_6LF8xqognk/s1600-h/coluna%252520rubens%2525201%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="coluna rubens 1" alt="coluna rubens 1" src="http://lh3.ggpht.com/-KMz5nkEpUxg/TxEMbhY7rxI/AAAAAAAADFI/eyzWu_cfbH0/coluna%252520rubens%2525201_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="598" height="142" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;American Horror Story&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Junto com &lt;i&gt;Terra Nova&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;AHS&lt;/i&gt; foi a série que eu mais esperei na &lt;i&gt;fall season&lt;/i&gt; de 2011. O problema é que nem sempre essa expectativa é cumprida. A série de Ryan Murphy (&lt;i&gt;Glee&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Nip/Tuck&lt;/i&gt;) teve seus momentos, mas também deixou a peteca cair em alguns episódios.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A série apresentou um piloto confuso e ao mesmo tempo promissor, e ao decorrer dos episódios foi esclarecendo as duvidas que surgiram. Apesar dos protagonistas canastrões e mal construídos, os coadjuvantes roubaram a cena – com destaque para Evan Peters e Jessica Lange. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Já algo que esteve presente na série inteira são referências. Por diversas vezes podemos identificar algo de &lt;i&gt;O Iluminado&lt;/i&gt; e até mesmo &lt;i&gt;Os Outros&lt;/i&gt; em vários episódios, além da antológica cena de &lt;i&gt;Taxi Driver&lt;/i&gt; que foi copiada na cara dura. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Depois de tantos altos e baixos, &lt;i&gt;Birth&lt;/i&gt;, o penúltimo episódio, foi o melhor da temporada. Nele acompanhamos o perturbador nascimento dos gêmeos de Vivien: um deles fruto do casamento com Ben Harmon, o outro, fruto de um estupro. Já o episódio que fechou a temporada não agradou. Em &lt;i&gt;Afterbirth,&lt;/i&gt; a série parou de se levar a sério e jogou fora o drama vivido pelo casal mostrando-os brincando de &lt;i&gt;Os Fantasmas se Divertem&lt;/i&gt;, como bem lembrou o &lt;a href="http://www.boxdeseries.com.br/site/american-horror-story-1x12-afterbirth-season-finale-tv-show-fx/"&gt;Box de Séries&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-ACzZyZMASwc/TxEMcBz7GuI/AAAAAAAADFQ/AqyQNJONpNM/s1600-h/coluna%252520rubens%2525202%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="coluna rubens 2" alt="coluna rubens 2" src="http://lh3.ggpht.com/-nIdLm6hCCS8/TxEMdLShAZI/AAAAAAAADFY/UZmrT9NjM2g/coluna%252520rubens%2525202_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="600" height="155" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;Homeland&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;i&gt;24 Horas&lt;/i&gt; acabou, mas os fãs do gênero não ficaram órfãos, pois os produtores Alex Gansa e Howard Gordon trataram logo de desenvolver o drama &lt;i&gt;Homeland &lt;/i&gt;– a melhor estreia de 2011.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A série começa como um &lt;i&gt;thriller&lt;/i&gt; de conspiração e paranóia, já que a agente da CIA Carrie Mathison, brilhantemente interpretada por Claire Danes (&lt;i&gt;Me and Orson Welles&lt;/i&gt;), desconfia que fuzileiro Nicholas Brody (Damian Lewis de &lt;i&gt;Band of Brothers&lt;/i&gt;), resgatado após oito anos dado como morto no Iraque, se converteu e pode estar planejando um grande ataque aos EUA ao lado da Al Qaeda.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O mais interessante dos primeiros episódios é justamente não saber até o que é paranóia da protagonista e o que realmente passa na cabeça do fuzileiro. Aqui não temos o ritmo frenético de &lt;i&gt;24 Horas&lt;/i&gt; ou personagens como Jack Bauer, que faz o impossível para salvar o país e a família ao mesmo tempo, mas a história dos personagens é envolvente e conta com uma pitada de realismo, consequência da câmera na mão.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;i&gt;Homeland&lt;/i&gt; conta ainda com Morenna Baccarin (&lt;i&gt;Firefly&lt;/i&gt;) e &lt;a href="http://www.imdb.com/name/nm0001597/"&gt;Mandy Patinkin&lt;/a&gt; (&lt;i&gt;Criminal Minds&lt;/i&gt;), que ajudam a construir uma trama que merece todos os prêmios possíveis. Série fantástica do piloto ao final da temporada.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-r_FC8AS9sFc/TxEMdwi66MI/AAAAAAAADFg/jeK3AtncYpM/s1600-h/coluna%252520rubens%2525203%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="coluna rubens 3" alt="coluna rubens 3" src="http://lh3.ggpht.com/-HJeKJVmlRsA/TxEMepxHI7I/AAAAAAAADFo/H-bV8if20o0/coluna%252520rubens%2525203_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="592" height="158" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;Terra Nova&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Como falei no começo do post, &lt;i&gt;Terra Nova&lt;/i&gt; foi uma das séries mais promissoras de 2011, mas que ficou na promessa.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A grande decepção da temporada teve como chamariz o nome de Steven Spielberg como produtor. Acontece que, como falei &lt;a href="http://o-anagrama.blogspot.com/2011/11/rubens-rodrigues-2-tv-fall-season-o-que.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;, parece que o diretor parou no tempo, apresentando roteiros previsíveis e efeitos especiais datados. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A série até conta com bons personagens, como Nathaniel Taylor, interpretado por Stephen Lang (&lt;i&gt;AVATAR&lt;/i&gt;), mas o texto não se desenvolve como poderia, deixando o conceito e os atores mal aproveitados.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O &lt;i&gt;season finale&lt;/i&gt; foi morno. O enredo do episódio duplo se mostrou mais desenvolvido que os anteriores, mas o roteiro com clímax desnecessário (a briga entre Taylor e seu filho Lucas, especificamente) ainda deixou a desejar. Lucas Taylor (Ashley Zukerman de &lt;i&gt;The Pacific&lt;/i&gt;), que finalmente se mostrou como o único vilão da série, foi o grande diferencial do episódio, somado com a cena final ao melhor estilo &lt;i&gt;Lost&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-Ptm4T2-JCFo/TxEMfWsDSmI/AAAAAAAADFw/dwUg1KSKMuk/s1600-h/coluna%252520rubens%2525204%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="coluna rubens 4" alt="coluna rubens 4" src="http://lh6.ggpht.com/-3JXhTgLEYXs/TxEMgFFc8dI/AAAAAAAADF4/1kvHXqM_FuY/coluna%252520rubens%2525204_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="602" height="301" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-KnRJPAPLXxM/TxEMg3MDzMI/AAAAAAAADGA/1hWjhdb9g50/s1600-h/coluna%252520rubens%2525205%25255B6%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="coluna rubens 5" alt="coluna rubens 5" src="http://lh6.ggpht.com/-DmqPEsNCnV4/TxEMh9PBHOI/AAAAAAAADGI/v1fi-yTlAx8/coluna%252520rubens%2525205_thumb%25255B4%25255D.jpg?imgmax=800" width="602" height="301" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;&lt;em&gt;“Eu costumava achar que você era como eu. Que você era ligado a escuridão. Mas, Tate, você é a escuridão” &lt;strong&gt;(Taissa Farmiga em American Horror Story)&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6425437103981389356-4207040190605818252?l=o-anagrama.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://o-anagrama.blogspot.com/2012/01/rubens-rodrigues-3-tv-fim-de-temporada.html</link><author>noreply@blogger.com (Caio Coletti)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh5.ggpht.com/-WD4ZGWeRIjs/TxEMZ3CkmqI/AAAAAAAADE4/_ielHIH77nY/s72-c/semana%252520de%252520cinema%252520rubens_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6425437103981389356.post-6205072789243488083</guid><pubDate>Fri, 13 Jan 2012 05:29:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-12T21:30:16.584-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Semana de Cinema</category><title>JOGO RÁPIDO: “Tudo Pelo Poder” + “50%”</title><description>&lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-Ml836H6XlhQ/Tw_BLTHT_MI/AAAAAAAADDw/6uRQTbamVlI/s1600-h/jogo-rpido-ides-15.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="jogo rápido ides 1" alt="jogo rápido ides 1" src="http://lh3.ggpht.com/-omiyWkcN4lM/Tw_BML1vknI/AAAAAAAADD4/QQBB5UcNkvk/jogo-rpido-ides-1_thumb2.jpg?imgmax=800" width="604" height="302" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Tudo Pelo Poder&lt;/strong&gt; (The Ides of March, EUA, 2011)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;u&gt;Dirigido por&lt;/u&gt; George Clooney…&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;u&gt;Escrito por&lt;/u&gt; George Clooney, Grent Heslov &amp;amp; Beau Willimon, baseados na peça de Beau Willimon…&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;u&gt;Estrelando&lt;/u&gt; Ryan Gosling, George Clooney, Philip Seymour Hoffman, Paul Giamatti, Evan Rachel Wood, Marisa Tomei…&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;101 minutos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O bom filme precisa, essencialmente, contar uma boa história. O ótimo filme precisa ter gente talentosa envolvida na missão de contá-la. Mas o grande filme é aquele que envolve em si tantas facetas e nos permite tantas visões que é impossível descrevê-lo, assim em palavras e com justiça. É preciso &lt;em&gt;vê-lo&lt;/em&gt;. &lt;em&gt;Tudo Pelo Poder,&lt;/em&gt; a última obra de George Clooney na direção, é um grande filme. E talvez seja um dos candidatos mais dignos desse ano a ser coroado como “o filme do ano” pelos prêmios críticos e pela própria Academia, e ao menos o motivo disso não é tão dificil de explicar: no decorrer de seus 101 minutos, Clooney nos faz traçar paralelos, na história que conta e sem nunca perdê-la de vista, com a campanha do atual presidente americano Barack Obama. E não é uma crítica ferina ou destrutiva: é uma forma de engenhosamente cutucar a noção idealista de política que o comandante-em-chefe da nação ianque pregou em sua corrida presidencial.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Nem só de paralelos e teorias políticas vive &lt;em&gt;Tudo Pelo Poder&lt;/em&gt;, no entanto. Clooney, aliado a Grant Heslov (seu parceiro também no aplaudido &lt;em&gt;Boa Noite e Boa Sorte&lt;/em&gt;) e ao autor da peça original Beau Willimon, injeta vida em seus personagens e na jornada psicológica pela qual eles passam. Ou melhor, ele. Stephen Meyers (Ryan Gosling) é o assistente de campanha quase idealista do pré-candidato democrata a presidência Mike Morris (o próprio Clooney). A câmera de &lt;em&gt;Tudo Pelo Poder&lt;/em&gt; o segue sem pudor de nos mostrar como a visão distorcida desse personagem (sim, idealismo aqui é uma distorção de realidade) vai se ajustando a verdadeira conjuntura das coisas. É algo como a transformação de Michael Corleone em &lt;em&gt;O Poderoso Chefão – Parte I&lt;/em&gt;, e Gosling libera seu Al Pacino com frieza surpreendente. Ele se mostra um ator de método, capaz de se comunicar com o espectador, na cena final, apenas com o olhar e a postura corporal. Tudo vigiado pela câmera inteligente, multifacetada e brilhante de Clooney, é claro.&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Nota:&lt;/strong&gt;&amp;#160; 9,5&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-OwSSWWDl82A/Tw_BM5Y_Y3I/AAAAAAAADEA/OQKRoRsZjzM/s1600-h/jogo%252520r%2525C3%2525A1pido%252520ides%2525202%25255B6%25255D.jpg"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;/font&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="jogo rápido ides 2" alt="jogo rápido ides 2" src="http://lh6.ggpht.com/-zIa2TmjFLwY/Tw_BNtQs75I/AAAAAAAADEI/OMiVaGCTI4c/jogo%252520r%2525C3%2525A1pido%252520ides%2525202_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="602" height="301" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;50%&lt;/strong&gt; (50/50, EUA, 2011)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;u&gt;Dirigido por&lt;/u&gt; Jonathan Levine…&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;u&gt;Escrito por&lt;/u&gt; Will Reiser…&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;u&gt;Estrelando&lt;/u&gt; Joseph Gordon-Levitt, Seth Rogen, Anna Kendrick, Bryce Dallas Howard, Anjelica Huston…&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;100 minutos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Ok, vamos direto ao ponto aqui: você vai ouvir bastante que &lt;em&gt;50%&lt;/em&gt; não é um filme comparável aos outros indicados as principais categorias das premiações cinematográficas em 2012. Mas, sendo realmente sincero, quem se importa? Baseado em uma história real, ligeiramente adocicado, com aquele charme meio indie misturado a visibilidade de ter um dos grandes nomes da comédia atual (Seth Rogen) como coadjuvante e produtor, esse é um filme que quer, pode e &lt;em&gt;vai&lt;/em&gt; te atingir de alguma forma. A história de Adam (Joseph Gordon-Levitt), um cara de 27 anos que descobre ter câncer e precisa lidar com uma namorada que só acha ser capaz de ajudar (Bryce Dallas Howard), uma mãe super-protetora (Anjelica Huston), uma terapeuta iniciante (Anna Kendrick) e um melhor amigo que as vezes pode não aparentar ser tão solidário (Rogen), é tão inevitavelmente tocante quanto absurdamente realista em seu contexto, digamos assim, filtrado. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Adam e as pessoas ao seu redor são reais (não só no sentido da inspiração da história, mas no de mérito da encenação), e é possivel sentir isso no estilo tragicômico que os estreantes Will Reiser (roteiro) e Jonathan Levine (direção) imprimem aos 100 minutos de filme. Claro, o elenco é peça fundamental nisso. Inegável que, tão odiável aqui quanto em &lt;em&gt;Histórias Cruzadas&lt;/em&gt;, Bryce Dallas teve um ano e tanto para se (re)afirmar como a ótima atriz que é, e nos faz perguntar porque seu trabalho, seja nesse filme ou no outro de cunho mais social, não foi reconhecido pelo Globo de Ouro. Quem &lt;em&gt;foi&lt;/em&gt; reconhecido, e com muito mérito, foi Joseph Gordon-Levitt. Sua atuação aqui é de um detalhismo realmente discreto, na maneira como constrói seu personagem, sem perder de vista a honestidade que um papel como esse exige. Em suma: é tão fácil se identificar com Levitt quanto é notar a inteligência de sua interpretação.&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Nota:&lt;/strong&gt; 7,5&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-QGbXYKD4Mls/Tw_BOgYVTgI/AAAAAAAADEQ/EGLKzpYW834/s1600-h/jogo%252520r%2525C3%2525A1pido%252520ides%2525203%25255B6%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="jogo rápido ides 3" alt="jogo rápido ides 3" src="http://lh4.ggpht.com/-NBJpP7e-8Xg/Tw_BPbgvJtI/AAAAAAAADEY/BxQF0HYTny4/jogo%252520r%2525C3%2525A1pido%252520ides%2525203_thumb%25255B4%25255D.jpg?imgmax=800" width="606" height="303" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-sDVM--dbEa0/Tw_BQZFBsFI/AAAAAAAADEg/TfQEX9OE4dY/s1600-h/jogo%252520r%2525C3%2525A1pido%252520ides%2525204%25255B7%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="jogo rápido ides 4" alt="jogo rápido ides 4" src="http://lh5.ggpht.com/-VZBJsCTV6_A/Tw_BRYv8SEI/AAAAAAAADEo/AK9yPBVIqMQ/jogo%252520r%2525C3%2525A1pido%252520ides%2525204_thumb%25255B4%25255D.jpg?imgmax=800" width="606" height="303" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;“Eu não sou um cristão. Eu não sou um ateu. Eu não sou um judeu. Eu não sou um muçulmano. Minha religião, aquilo no que eu acredito, é chamado Constituição dos Estados Unidos da América”&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;(Ryan Gosling em “Tudo Pelo Poder”)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6425437103981389356-6205072789243488083?l=o-anagrama.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://o-anagrama.blogspot.com/2012/01/jogo-rapido-tudo-pelo-poder-50.html</link><author>noreply@blogger.com (Caio Coletti)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh3.ggpht.com/-omiyWkcN4lM/Tw_BML1vknI/AAAAAAAADD4/QQBB5UcNkvk/s72-c/jogo-rpido-ides-1_thumb2.jpg?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6425437103981389356.post-8420780394352190196</guid><pubDate>Thu, 12 Jan 2012 07:19:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-11T23:19:01.649-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Semana de Cinema</category><title>JOGO RÁPIDO: “Carnage” + “Nós Precisamos Falar Sobre o Kevin”</title><description>&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-iphpxEjn6AQ/Tw6JS6PV5fI/AAAAAAAADCw/BqItNDDXdRQ/s1600-h/jogo-rpido-carnage-15.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="jogo rápido carnage 1" alt="jogo rápido carnage 1" src="http://lh4.ggpht.com/-EDPdfHXD1mY/Tw6JT12yMmI/AAAAAAAADC4/7LLtdC3BmtY/jogo-rpido-carnage-1_thumb2.jpg?imgmax=800" width="600" height="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Carnage&lt;/strong&gt; (Carnage, França/Alemanha/Polônia/Espanha, 2011)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;u&gt;Dirigido por&lt;/u&gt; Roman Polanski…&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;u&gt;Escrito por&lt;/u&gt; Yasmina Reza &amp;amp; Roman Polanski, baseados na peça de Yasmina Reza…&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;u&gt;Estrelando&lt;/u&gt; Jodie Foster, Kate Winslet, Christoph Waltz, John C. Reilly…&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;79 minutos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Acreditem ou não, em menos de 80 minutos é possível fazer um filme que diz mais do que muito drama de cunho social por aí. E o feito só poderia vir de Roman Polanski. Depois de mostrar que seu talento supera qualquer parte da sua vida pessoal (as pendências com a justiça americana, para ser mais exato) em &lt;em&gt;O Escritor Fantasma&lt;/em&gt;, o diretor reúne um elenco pequeno para um filme sem grandes ambições aparentes, adaptado de uma peça de teatro e mantido fiel a ela, com apenas um cenário e quatro personagens. É assim que &lt;em&gt;Carnage&lt;/em&gt; realiza um comentário muito ferino sobre o quanto e até onde mantemos nossas aparências. O filme compreende uma reunião entre o casal Longstreet (Jodie Foser e John C. Reilly) e o casal Cowan (Kate Winslet e Christoph Waltz) com o objetivo de discutir uma solução amigável para um problema corriqueiro (ou nem tanto): o filho de 11 anos dos Longstreet foi agredido pelo dos Cowan, da mesma idade.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A força de &lt;em&gt;Carnage&lt;/em&gt; está na lenta desconstrução que faz dessas figuras, que se mostram os focos para os quais as câmeras de Polanski espertamente se dirigem. E, claro, em seu elenco. Jodie Foster está uma pilha notável de nervos que desmorona com o andar do filme, e é impossível negá-la a indicação ao Globo de Ouro que recebeu pelo papel. Kate Winslet, a epítome da mulher elegante no início, realiza um trabalho notável ao desafiar a própria persona que construiu para si nessa atuação. John C. Reilly entrega a atuação mais básica entre os quatro, mas ainda consegue convencer na pele do rei das reconciliações que se revela um homem com pouquíssimos modos. E, por fim, Christoph Waltz é a escolha perfeita para um papel que exige tanto nervo e tanta ironia. Ele é quase a voz da razão no grupo, e isso é algo notável na confusão inteligente, ácida, bem-humorada e direto ao ponto de &lt;em&gt;Carnage&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Nota:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; 8,0&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-XCAMn0ggzss/Tw6JUmAOC4I/AAAAAAAADDA/L_ifKwjtlos/s1600-h/jogo-rapido-carnage-25.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="jogo rapido carnage 2" alt="jogo rapido carnage 2" src="http://lh6.ggpht.com/-S130MvnknAY/Tw6JVUgGXUI/AAAAAAAADDI/OPlx8RDNnr4/jogo-rapido-carnage-2_thumb2.jpg?imgmax=800" width="602" height="301" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Precisamos Falar Sobre o Kevin&lt;/strong&gt; (We Need to Talk About Kevin, Inglaterra/EUA, 2011)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;u&gt;Dirigido por&lt;/u&gt; Lynne Ramsay…&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;u&gt;Escrito por&lt;/u&gt; Lynne Ramsay &amp;amp; Rory Kinnear, baseados na novela de Lionel Shriver…&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;u&gt;Estrelando&lt;/u&gt; Tilda Swinton, John C. Reilly, Ezra Miller, Jasper Newell…&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;112 minutos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Se existe algum jargão crítico usado com freqüência demais e critério de menos nesse universo cheio de manias, esse jargão é dizer que um drama que lida com qualquer assunto delicado é “maniqueísta”. O que isso quer dizer, afinal? Quando um filme tenta provar um ponto, influenciar o espectador e direcioná-lo a um certo tipo de julgamento, este filme deixa de sê-lo para se tornar uma tese. E não há nada de tão errado no cinema-tese. Mas há muito mais de certo em um filme como &lt;em&gt;Precisamos Falar Sobre o Kevin&lt;/em&gt;. Lidando com a história de Eva (Tilda Swinton), mãe de um garoto que, problemático desde a infância, foi responsável pelo assasinato de dezenas de pessoas no colégio em que estudava, seria fácil para a diretora e roteirista Lynne Ramsay apontar o dedo para os culpados usuais (exposição a mídia violenta, relação complicada com os pais, querer ser notado, negligência familiar, etc etc.), mas não é isso que ela faz.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Precisamos Falar sobre o Kevin&lt;/em&gt; passa por todos esses fatores, sim, mas não é com as causas que Lynne está preocupada, e isso fica mais do que claro nas cenas finais. A história aqui não é sobre um assassinato: é sobre resignação, seguir adiante, lavar o sangue das próprias mãos e fazer paz com o próprio passado. Mérito ou da novela&amp;#160; de Lionel Shriver ou do roteiro de Ramsay ao lado de Rory Kinnear, mas de qualquer forma é a maneira como Tilda Swinton compreende e absorve isso que eleva &lt;em&gt;Precisamos Falar Sobre o Kevin&lt;/em&gt;, de apenas excelente, para especial. Sua Eva é tão complexa, e ao mesmo tempo parece sempre tão anestesiada, que permite que a grande atriz que Tilda sempre foi explore cada olhar sob uma nova perpectiva, e encontre o que realmente importa sobre a mulher que interpreta apenas no final. Não é a toa, e não é nem um pouco indevido, que ela seja a favorita disparada nessa temporada de premiações nas categorias femininas. Uma pena mesmo que Ezra Miller não esteja sob os mesmos holofotes, pois sua atuação decerto merecia algum reconhecimento.&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Nota:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; 8,5 &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-iGdNN2Qh9lk/Tw6JWkmx3sI/AAAAAAAADDQ/oEOKW32n-NM/s1600-h/jogo-rpido-carnage-35.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="jogo rápido carnage 3" alt="jogo rápido carnage 3" src="http://lh6.ggpht.com/-YTBsYXk6Uy8/Tw6JXSdGUiI/AAAAAAAADDY/v1fjHkTji5o/jogo-rpido-carnage-3_thumb2.jpg?imgmax=800" width="602" height="301" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-A0bpH7JIIqg/Tw6JYPFW35I/AAAAAAAADDg/rhPcz_0JJ-A/s1600-h/jogo-rpido-carnage-45.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="jogo rápido carnage 4" alt="jogo rápido carnage 4" src="http://lh5.ggpht.com/-NM9dQiixqr8/Tw6JZH2uAwI/AAAAAAAADDo/OmLF1sWvsnA/jogo-rpido-carnage-4_thumb3.jpg?imgmax=800" width="602" height="301" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;“É assim: você acorda e assiste TV, entra no carro e ouve o rádio, você vai para o seu empreguinho ou sua escola, mas você não ouve sobre isso no noticiário das seis, e por quê? Porque nada está realmente acontecendo, e você pode ir para casa e assistir mais TV ou talvez seja uma noite divertida, e você saia de casa… e veja um filme. Eu quero dizer, a situação está tão ruim que metade das pessoas na TV, dentro dela, estão assistindo TV também. O que essas pessoas estão assistindo, pessoas como eu?”&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;(Ezra Miller e seu monólogo em “Precisamos Falar Sobre o Kevin”)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6425437103981389356-8420780394352190196?l=o-anagrama.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://o-anagrama.blogspot.com/2012/01/jogo-rapido-carnage-nos-precisamos.html</link><author>noreply@blogger.com (Caio Coletti)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh4.ggpht.com/-EDPdfHXD1mY/Tw6JT12yMmI/AAAAAAAADC4/7LLtdC3BmtY/s72-c/jogo-rpido-carnage-1_thumb2.jpg?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6425437103981389356.post-6233305631667814232</guid><pubDate>Tue, 10 Jan 2012 17:17:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-10T09:17:20.922-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Semana de Cinema</category><title>Histórias Cruzadas (The Help, EUA/Índia, 2011)</title><description>&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-Ni8omq2vJ2Q/TwxyjE4CENI/AAAAAAAADCA/ScsXADgTvek/s1600-h/the-help6.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="the help" alt="the help" src="http://lh6.ggpht.com/-ldodkDzq2qM/Twxykb0wWaI/AAAAAAAADCI/I3bZjFmhb34/the-help_thumb3.jpg?imgmax=800" width="600" height="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;por GuiAndroid&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Passado em uma época onde o preconceito racial dominava o sul dos Estados Unidos e empregadas domésticas eram tratadas não muito diferente de seus descendentes escravos, &lt;i&gt;Histórias Cruzadas&lt;/i&gt; explora de maneira ampla e muito bem estruturada a iniciativa de uma jovem escritora, Skeeter Phelan (Emma Stone), de escrever um livro que narre as histórias inusitadas e de muito sofrimento vividas pelas empregadas domésticas negras da cidade de Jackson, no Mississipi. O longa se desenvolve em cima do contexto social de uma cidade do interior americano em plenos anos 60: a desigualdade social é um abismo entre as raças branca e negra, a constituição incita o ódio e força ainda mais as barreiras já existentes contra os negros. Nesse ritmo entra o livro de Skeeter, chamado obviamente de The Help (A Ajuda – no sentido de “A Criadagem”, como era usado na época), uma análise bem intimista do cotidiano dessas mulheres contando histórias, expondo a opressão vivida pelos negros e os frequentes maus tratos e desrespeitos morais às não só empregadas, mas também mulheres. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Numa sociedade feminina onde a prepotente patroa Hilly Holbrook (Bryce Dallas Howard) destrata sua empregada e comanda suas súditas do clube de &lt;i&gt;bridge&lt;/i&gt;, Skeeter se demonstra contrária às ideias de sua &amp;quot;rainha&amp;quot;, e com alfinetadas, várias indiretas e respostas afiadas, causa a fúria de Hilly. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Mas o lado cômico e moral do filme não se restringe à respostas mal criadas e atitudes fúteis e preconceituosas das mulheres do clube de &lt;i&gt;bridge:&lt;/i&gt; as empregadas Aibileen Clark (Viola Davis) e Minny Jackson (Octavia Spencer) também fazem de suas cenas uma mistura saudável onde se demonstram mulheres de força e determinação que não se deixam abater nem por suas patroas que recebem a resposta que merecem quando fazem a objeção que não devem. Há um caso em que essa resposta não vem em uma frase, mas sim em uma torta com um ingrediente surpresa. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Em um cenário triste e sem esperança, a coragem une os corações das empregadas domésticas que lutam pelo seu direito de voz no livro de Skeeter, inicialmente com muito receio.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O filme explora todas as faces possíveis do cotidiano dessas mulheres, mostrando até que nem todas as patroas são racistas e que os dramas vividos por cada uma delas podem ser diferentes, mas que todas possuem algo para fazer suas lágrimas correrem, seja ver alguém de sua raça morrer apenas por ter nascido negro ou ter seu carro queimado pela mesma razão, seja por não poder gerar filhos e se sentir incapaz de fazer seu casamento valer a pena. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;i&gt;Histórias Cruzadas&lt;/i&gt; não é mais um filme com uma história complexa que te faz se perder a cada dez minutos, não são cenas de ação, não é uma comédia fútil e desbocada, não é um drama frio e repleto de lágrimas. É a combinação de todos os gêneros, é a perfeita junção de várias áreas do cinema e atuações competentes que o tornam uma obra simples, compreensível, respeitável e honrosa seja pelo seu tema ou por sua estruturação impecáveis. Pois o respeito cabe não apenas às empregadas domésticas, mas aos negros, às mulheres, a todo tipo de pessoa independente de seu gênero, raça, cor, profissão ou opção sexual. &lt;i&gt;Histórias Cruzadas&lt;/i&gt; nos mostra o valor do respeito, numa atmosfera insensível e segregada pelo preconceito, regada a discursos de Martin Luther King.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-ITJamuzwdJE/TwxylHUrkfI/AAAAAAAADCQ/JBC5XBszMpU/s1600-h/the-help-26.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="the help 2" alt="the help 2" src="http://lh4.ggpht.com/-65K4UMPfc84/TwxymDOTpUI/AAAAAAAADCY/cKQJLvKmug8/the-help-2_thumb4.jpg?imgmax=800" width="600" height="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-TY6Ge2VNsOo/Twxym9_rLlI/AAAAAAAADCg/uYBo9NTG0z0/s1600-h/the-help-35.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="the help 3" alt="the help 3" src="http://lh3.ggpht.com/-RXoAVxRJx00/TwxynwhXBAI/AAAAAAAADCo/XxKgZFMfMoc/the-help-3_thumb3.jpg?imgmax=800" width="600" height="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Histórias Cruzadas&lt;/strong&gt;&amp;#160; (The Help, EUA/Índia, 2011)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;u&gt;Dirigido por&lt;/u&gt; Tate Taylor…&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;u&gt;Escrito por&lt;/u&gt; Tate Taylor, baseado na novela de Kathryn Stockett…&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;u&gt;Estrelando&lt;/u&gt; Emma Stone, Viola Davis, Bryce Dallas Howard, Octavia Spencer, Jessica Chastain, Allison Janney…&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;146 minutos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6425437103981389356-6233305631667814232?l=o-anagrama.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://o-anagrama.blogspot.com/2012/01/historias-cruzadas-help-euaindia-2011.html</link><author>noreply@blogger.com (Caio Coletti)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh6.ggpht.com/-ldodkDzq2qM/Twxykb0wWaI/AAAAAAAADCI/I3bZjFmhb34/s72-c/the-help_thumb3.jpg?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6425437103981389356.post-5975195011340597257</guid><pubDate>Sat, 07 Jan 2012 15:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-07T07:31:41.317-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Semana de Opinião</category><title>Fabio Christofoli #5 – Muito pra pouco</title><description>&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-38G0dSg3z3Y/TwhlR0kzn3I/AAAAAAAADBQ/cZu0I0a5ScY/s1600-h/Fabio%252520opini%2525C3%2525A3o%25255B7%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="Fabio opinião" alt="Fabio opinião" src="http://lh5.ggpht.com/-7jB1x6mIXqQ/TwhlS7OtKpI/AAAAAAAADBY/DPLFYQZrniM/Fabio%252520opini%2525C3%2525A3o_thumb%25255B4%25255D.jpg?imgmax=800" width="601" height="283" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Bem que eu tentei começar 2012 sem uma polêmica aqui no meu espaço no Anagrama. Bem que eu tentei... Cheguei a fazer dois parágrafos, exaltando o novo ano, opinando sobre as mudanças que gostaria de aplicar no meu cotidiano (cumpri todas as que me propus ano passado) e as que desejo ver nas pessoas. Mas aí percebi que as pessoas começaram o ano com os MESMOS erros.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Hoje, dia que estou criando esse texto, as Redes Sociais foram tomadas por uma indignação, por um senso de justiça sem freio, por discursos inflamados e montagens irônicas. Isso seria legal se o debate fosse sobre algo relevante, mas não, era sobre a capa da Época: o Michel Teló. As pessoas estavam inconformadas pela manchete que dizia que o cantor traduzia os valores da cultura popular brasileira. Elas pararam o que estavam fazendo, usaram minutos, cada vez mais preciosos nesses dias corridos, para debater a capa de uma revista. Mentes que poderiam estar pensando coisas produtivas se debatiam para queixar-se do “erro da Época”.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;É aqui que começo minha primeira polêmica do ano. Quero dar um conselho a esse grupo de pessoas. Meu conselho pra 2012, que pode ser assimilado ou não (mais provável).&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Parem com isso, sério. Uma coisa é não concordar, o que é até saudável, outra é criar uma revolução em cima disso. Claro que não sou guru para dar conselho, nem quero ser. Na verdade, é mais que um conselho: é uma tese, defendia em 3 importantes tópicos, que deflagram o quanto esse mimimi é absurdo.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;1) &lt;b&gt;Cultura&lt;/b&gt; &lt;b&gt;é&lt;/b&gt; &lt;b&gt;tudo&lt;/b&gt; – Erra quem pensa que cultura significa algo sofisticado, algo que necessariamente deve ser bom. Não! Cultura é praticamente tudo. Colocar o lixo em um recipiente (conhecido como lixeira) é uma cultura. A palavra ganhou um sentido extra, pelo menos aqui no Brasil, e muita gente fica ofendida quando ela é usada para se referir a algo popular. Sabe o funk dos morros cariocas? É cultura. É o modo de algumas pessoas se expressarem. Se é bom ou ruim, não interessa. Pelo menos para classificarmos como cultura. Espartanos matavam bebês com problemas de saúde. É algo horrível de se pensar hoje, mas era uma cultura dos caras na época. Quando a Época diz que o Michel Teló traduz a cultura popular (reparem nessa palavra), ela não esta cometendo nenhum erro. Muito pelo contrário. Ele traduz mesmo. “Aí se eu te pego” acontece por aí, está na cabeça das pessoas. Faz parte da cultura de uma população grande, é popular. Onde está o erro? Talvez em exaltar isso. Mas, ignorar isso também não seria um erro? O cara atualmente está na frente da Adele nas paradas européias. Posso não achar isso certo, mas devo admitir que é impressionante.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;2) &lt;b&gt;O popular SEMPRE foi contestado –&lt;/b&gt; João Gilberto já foi considerado lixo (pelo amor de Deus, não estou comparando ninguém, só estou lembrando um fato). Sim, a Bossa Nova ia contra o que se tocava na época, era uma novidade. E novidades quase sempre despertam interesse da massa. O “estilo” de cantores como Michel Teló no momento é uma novidade. É o que mais toca na noite. Um dia esse espaço foi do rock, depois foi da dance musica, várias vezes foi do pop, agora é do sertanejo universitário (ok, não entendo essa nomeclatura). É um ciclo. Um ciclo pouco consistente se a música não tem qualidade pra se manter. Alguns se tornam clássicos, outros caem no esquecimento. O fato é que o que o povo ama sempre, de alguma forma, foi contestado. Todos esses estilos encararam narizes torcidos dos que amavam o que “era bom”. Só o futuro vai dizer se a novidade fica ou vira hit em festas bizarras. Não se esqueça, você ou alguém que você conhece já dançou Macarena feliz da vida e nem se importou com a letra.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;3) &lt;b&gt;Odiar é pior que amar – &lt;/b&gt;Restart, Justin Bieber, Fiuk, Luan Santana e Michel Teló não fazem parte do meu playlist. Nunca farão, pois não gosto, acho ruim, não faz meu estilo. Porém, acho um absurdo fazer guerra contra quem gosta. Por favor! Isso é quase uma ditadura musical. As pessoas são livres pra gostar do que quiserem. Ok, a qualidade (pra alguns) é ruim, mas problema é de quem ouve. Não de quem não ouve. Tudo bem dizer “Restart é uma bosta”, mas uma ou duas vezes. É uma opinião. Mas é patético se estressar com isso. Vou dizer que é pior do que gostar disso, pois você deixa de curtir as suas coisas para ficar azucrinando que está curtindo algo que você não gosta. E mais, quem faz isso cria uma cultura chata, repetitiva e inútil. Quer um exemplo? Quase sempre que um vídeo de uma música “boa” leva um “não curti” no Youtube, alguém solta a pérola “tantas pessoas são alienados e gostam de Restart”. Pô! Que saco isso. Invés de o cara fazer um comentário bacana sobre a música, ele “queima” sua participação preocupado com suposições.&amp;#160; &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Enfim, desculpem eu me estender tanto. Estou me odiando por ter que parar pra escrever sobre isso. Mas não pensem que estou aqui defendendo bandas coloridas ou cantores sertanejos, NÃO MESMO. Estou aqui indignado contra essa nova onda social de protestos, que muitas vezes mais parecem inveja. A esse ciclo viciante de briguinhas inúteis, que não levam a lugar algum. Aliás, enquanto as pessoas estão discutindo o cabelo do Neymar, os políticos desse país estão definindo o aumento do próprio salário e como vão arrecadar esses recursos, ou seja, como vão descontar de você.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Fica aqui meu apelo pra 2012: mundo, comece a se preocupar com os seus problemas de verdade, que não são poucos...&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Obs.: Sobre a capa da Época. Acho importante a revista destacar um brasileiro que faz sucesso fora do país.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-bM2JVbPXb8w/TwhlUAm6XnI/AAAAAAAADBg/G6WoUlEvYi0/s1600-h/artigo%252520tel%2525C3%2525B3%2525201%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="artigo teló 1" alt="artigo teló 1" src="http://lh3.ggpht.com/-UoA9lt0gmds/TwhlU9eDrOI/AAAAAAAADBo/Gxueku4739Q/artigo%252520tel%2525C3%2525B3%2525201_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="604" height="302" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-rPHE-ty2VCs/TwhlV68DuQI/AAAAAAAADBw/0ws3I7WZM8g/s1600-h/artigo%252520tel%2525C3%2525B3%2525202%25255B6%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="artigo teló 2" alt="artigo teló 2" src="http://lh4.ggpht.com/-Pw6J7VSu6nk/TwhlW4s0FiI/AAAAAAAADB4/z0bnkvKzqHU/artigo%252520tel%2525C3%2525B3%2525202_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="604" height="302" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;“Agora chegou a vez da letra maliciosa e do rebolado discreto de Michel Teló. O mundo inteiro está dançando ao som do batidão, essa mistura de vanerão gaúcho e forró nordestino que o Teló inventou.” &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;(Luiz Carlos Maluly, produtor)&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6425437103981389356-5975195011340597257?l=o-anagrama.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://o-anagrama.blogspot.com/2012/01/fabio-christofoli-5-muito-pra-pouco.html</link><author>noreply@blogger.com (Caio Coletti)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh5.ggpht.com/-7jB1x6mIXqQ/TwhlS7OtKpI/AAAAAAAADBY/DPLFYQZrniM/s72-c/Fabio%252520opini%2525C3%2525A3o_thumb%25255B4%25255D.jpg?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6425437103981389356.post-4642339728197081276</guid><pubDate>Thu, 05 Jan 2012 16:38:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-05T08:38:04.706-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Semana de Opinião</category><title>iJunior #4 – Aos futuros heróis</title><description>&lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-CrI6hQP8wN8/TwXR2SqXoVI/AAAAAAAAC_U/7oyq1-H4UyA/s1600-h/opini%2525C3%2525A3o%252520ju%2525201%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="opinião ju 1" alt="opinião ju 1" src="http://lh5.ggpht.com/-EjW-Wh8ZCh4/TwXR3DNLETI/AAAAAAAAC_c/dm7FXzIGjXc/opini%2525C3%2525A3o%252520ju%2525201_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="602" height="306" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Em uma tarde quente, um pouco antes do anoitecer, eu ainda criança brincava como qualquer outra, até que uma mulher de apenas 29 anos- porém já com uma família, um marido e dois filhos - foi ao meu encontro e me fez uma das perguntas mais importantes da minha vida seguida de um comentário que me marcaria mais ainda.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A sua pergunta foi:” Se seus pais um dia se separassem, e você tivesse que escolher entre ficar com sua mãe e seu pai, com quem ficaria?” Eu, sem nem pensar duas vezes respondi de boca cheia: “com a minha mãe, claro!” E então ela me olhou fixa por um tempo, aparentou demonstrar um certo orgulho feminista por isso, porém, não deixou que isso permitisse que perdesse o foco e logo me veio com a segunda parte, trazendo com ela um curto discurso porém forte, que dizia: “Então seja diferente, cresça como um homem diferente e seja um pai que ao menos faça o filho pensar a respeito de com quem quer ficar. Você é homem, um dia será pai, e ainda pode ser diferente.” Após terminar o que tinha que me dizer, foi embora e me deixou ali, pasmo e pensativo, e eu sabia que iria carregar aquilo comigo pelo resto da vida.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt; Uma das maiores questões que envolvem esse tipo de pensamento pra mim é a influência, a figura que seremos para nossos filhos, porque querendo ou não os pais são a maior influência deles, não apenas para educar, mas eles se vêem em nós, se projetam à nossa imagem, mesmo que um misto de pais, irmãos e amigos, algo sempre fica com os filhos, e então o que ser pra eles?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Em minha cabeça uma das obrigações das novas gerações é saber corrigir tudo aquilo que está sendo dado de errado em sua criação, adolescentes que sabem notar esse tipo de coisa conseguem ser melhores pais para seus futuros filhos e tentarem manter isso proporcionalmente a fim de conseguirem a continuação de uma família gerada cada vez com mais melhorias.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Uma frase que deve ser excluída do pensamento de qualquer pai ou mãe é a “faça o que eu mando, não faça o que eu faço” e sim saber envergonhar-se pelos seus erros e até aceitar aqueles “puxõezinhos” de orelha dos filhos, pois eles também são capazes de corrigir (o que está errado claro) e sugerir melhorias na convivência de uma família.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Então deixo aqui, minha sincera esperança, aos futuros heróis, àqueles que ouvirão de seus filhos um “eu te amo” sincero, àqueles que ouvirão dos mesmo que querem ser como eles, seguir sua profissão, ser tão grande quando, e por mais que pequeno, sejam titãs para o pedaço de si mesmo que deixará no mundo, onde depositará suas esperanças deixadas de lado, seus estudos, tudo o que não foi aproveitado, as oportunidades e os sonhos, mas mesmo assim deixá-los viverem e aprenderem, não sozinhos, mas com amor e dedicação, de pais que sempre terão sua admiração, e um porto seguro eterno. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-TPVIZj_Oeas/TwXR4OETXlI/AAAAAAAAC_k/t-LAxOMo-aU/s1600-h/ju%252520artigo%2525201%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="ju artigo 1" alt="ju artigo 1" src="http://lh3.ggpht.com/-WXG16UtxQKM/TwXR5AJZroI/AAAAAAAAC_s/PZ7hss_1te0/ju%252520artigo%2525201_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="596" height="298" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-nmFvDZXfzs0/TwXR55VZIBI/AAAAAAAAC_0/hRSNCESVBXU/s1600-h/ju%252520artigo%2525202%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="ju artigo 2" alt="ju artigo 2" src="http://lh3.ggpht.com/-cPSc4uzJPjg/TwXR6-kqRFI/AAAAAAAAC_8/tcVP-9Tm7zc/ju%252520artigo%2525202_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="596" height="298" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;“Não são só as crianças que crescem: são os pais, também. Tanto quanto nós vigiamos para ver o que nossos filhos fazem com a vida deles, eles nos vigiam para ver o que fazemos com as nossas. Eu não posso simplesmente dizer aos meus filhos para ter grandes objetivos. Eu preciso tê-los por mim mesmo”&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;(Joyce Maynard)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6425437103981389356-4642339728197081276?l=o-anagrama.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://o-anagrama.blogspot.com/2012/01/ijunior-4-aos-futuros-herois.html</link><author>noreply@blogger.com (Caio Coletti)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh5.ggpht.com/-EjW-Wh8ZCh4/TwXR3DNLETI/AAAAAAAAC_c/dm7FXzIGjXc/s72-c/opini%2525C3%2525A3o%252520ju%2525201_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6425437103981389356.post-4602831784522517998</guid><pubDate>Tue, 03 Jan 2012 14:56:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-03T06:56:24.326-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Semana de Opinião</category><title>Sobre… – Quem produz nossos espelhos?</title><description>&lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-BRMxQImD75o/TwMW_P4KkpI/AAAAAAAAC9Y/2WkmiaOqT0o/s1600-h/opiniao-caio-15.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="opiniao caio 1" alt="opiniao caio 1" src="http://lh5.ggpht.com/-tP4rmX5HOyg/TwMXAMr1GBI/AAAAAAAAC9g/mo-cT___HXQ/opiniao-caio-1_thumb2.jpg?imgmax=800" width="600" height="295" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;“Beauty is a lie”&lt;/em&gt;. Se vocês me perdoarem por começar esse artigo com uma citação que não é de nenhum filósofo ou poeta Iluminista de séculos atrás, eu posso até explicar. As quatro palavrinhas ali foram o mote da artista pop Lady Gaga entre algumas performances de seu último álbum, &lt;em&gt;Born This Way&lt;/em&gt;, ele mesmo todo impregnado de uma mensagem de auto-aceitação e empoderamento do ouvinte para tomar as rédeas da própria vida. Mas não é bem isso que vem ao caso. “&lt;em&gt;A beleza é uma mentira&lt;/em&gt;” não é, para Gaga, uma forma de diminuir a beleza: é uma forma de exaltar a mentira. E, mais uma vez no campo das más interpretações, ela não fala, de forma nenhuma, de maquiagem, e muito menos, é claro, de &lt;em&gt;Photoshop&lt;/em&gt;. Ela fala de mentir para nós mesmos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A primeira verdade é que ninguém é perfeito, e todo mundo, eu espero, tem muita consciência disso. Costuma ser muito mais fácil listar os próprios defeitos do que as qualidades, isso quando a pessoa sequer consegue listar as qualidades. É mais fácil apontar o que há de errado no espelho do que qulquer coisa que haja de certo. E aqui ainda falo de espelho físico, mas também de espelho mental: para nós mesmos, somos muito mais falhos por dentro, nas nossas neuroses e defeitos, do que qualquer coisa. Mas é então que a frase de Gaga encontra-se naquela categoria rara de motes inspiracionais obviamente impossíveis de serem alcançados (“Carpe Diem”, alguém?), mas para serem vistos como objetivo: devemos mentir para nós mesmos, nos vermos mais bonitos do que somos, menos falhos do que somos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A mitologia nos avisa sobre o perigo de exagerar nesse mote, aliás. A história de Narciso, que era elogiado por todos por sua beleza mas nunca havia mirado seu reflexo, e quando o fez acabou afogado num espelho d’água, virou até origem do adjetivo “narcisista”. Idolatrar a própria beleza pode levar o sujeito a um comportamento egoísta insuportável, de fato, mas tudo nessa vida é equilíbrio. Gaga nos diz para mentir, para encontrar nossa forma de nos achar bonitos a nossa maneira, pois essa é a única forma de realmente nos tornarmos bonitos, aos olhos de quem nos importa. E nos diz mais, fazendo-se de exemplo: externemos nossa personalidade, intensifiquemos nosso olhar, não nos livremos tão fácil da nossa forma de enxergar o mundo, porque essa é a forma mais fácil de driblar a beleza padronizada e provar o ponto que, afinal, de alguma forma todos somos bonitos. Personalidade é bonito. Estilo é bonito. Estar vivo, ter força de espírito, é bonito.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Agora eu volto a pergunta do começo do meu texto, lá no título, e vocês já devem ter percebido como eu vou tentar respondê-la. Não tenho medo de acabar caindo no clichê, porque às vezes eles estão certos, afinal. E tem mais: não pensem que sou capaz de cumprir, todos os dias, o que eu proponho aqui; mas eu me comprometo a tentar. Eu me comprometo a tentar, quando me olhar no espelho, tomar as rédeas do que eu achar ali de ruim, e trazer do que eu tenho dentro de mim a forma de mentir para tudo aquilo. Eu prometo tentar, com meu olhar, distorcer o que eu ali vejo, colocar uma encenação para funcionar (mas uma que mostre o que eu realmente sou). Eu prometo tentar, e tentar incansavelmente, ser eu mesmo a produzir os meus espelhos. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;E nós todos também deveriamos prometer, talvez. Porque se a beleza é uma mentira, porque não contá-la a si mesmo todos os dias?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-uK_sQzt-6c8/TwMXBVkdb9I/AAAAAAAAC9o/PF9k87Aod18/s1600-h/gaga-artigo-25.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="gaga artigo 2" alt="gaga artigo 2" src="http://lh6.ggpht.com/-yWDUIP5sl6E/TwMXEPR-eJI/AAAAAAAAC9w/0nk6KJPBIWw/gaga-artigo-2_thumb2.jpg?imgmax=800" width="600" height="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-hFGKzjudcGQ/TwMXE1hsj1I/AAAAAAAAC94/bowQV9lKMwI/s1600-h/gaga-artigo6.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="gaga artigo" alt="gaga artigo" src="http://lh6.ggpht.com/-wQd7Fx_7tQI/TwMXFiAU0eI/AAAAAAAAC-A/dX1MaiNlsCs/gaga-artigo_thumb4.jpg?imgmax=800" width="600" height="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;“Eu nunca fiz cirurgia plástica e há muitas estrelas pop por aí que fizeram. Eu acho que promover insegurança na forma de cirurgia plástica é muito mais prejudicial do que se expressar artisticamente através de algo relacionado a modificação corporal”&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;(Lady Gaga, sobre cirurgia plástica, suas tatuagens e as próteses de “chifres” que usou por um tempo na promoção do último álbum) &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6425437103981389356-4602831784522517998?l=o-anagrama.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://o-anagrama.blogspot.com/2012/01/sobre-quem-produz-nossos-espelhos.html</link><author>noreply@blogger.com (Caio Coletti)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh5.ggpht.com/-tP4rmX5HOyg/TwMXAMr1GBI/AAAAAAAAC9g/mo-cT___HXQ/s72-c/opiniao-caio-1_thumb2.jpg?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6425437103981389356.post-5674470024496535344</guid><pubDate>Sat, 31 Dec 2011 16:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-31T08:14:49.688-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Semana de Moda</category><title>Bebé Ribeiro #5 – Se joga!</title><description>&lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-Hz8PZg0XHlU/Tv802bK6atI/AAAAAAAAC8Y/o2dT-EvwEXM/s1600-h/semana-de-moda-bebe-15.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="semana de moda bebe 1" alt="semana de moda bebe 1" src="http://lh6.ggpht.com/-wA45q0q7vgM/Tv803m18GII/AAAAAAAAC8g/xF5RXyu6bsw/semana-de-moda-bebe-1_thumb2.jpg?imgmax=800" width="603" height="289" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Depois de artigos belíssimos dos meus amigos Gabis e Guilherme sobre como se vestir na grande noite de ano novo, sinto-me numa responsabilidade TREMENDA de fechar a nossa semana de moda tão poderosa e glamourosa, e por falar nisso...&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Chega fim de ano, a mulherada só quer saber de brilho, escolhendo, na maioria das vezes, um dos tecidos mais glamourosos e iluminados: o paetê! A palavra paetê vem do francês pailleté e quer dizer coberto com lantejoulas. Nesse verão, os paetês têm sido muito evidenciados, não só no reveillon, como era muito comum aparecer, mas também em formaturas e noite de natal. Esse tecido está aparecendo e conquistando o corpitcho das mulheres que não dispensam bom gosto, beleza e tendência. Porém, tudo em exagero é um tremendo perigo, pois não é nem um pouco PHYNO você passar a noite de ano novo parecendo uma amostra ambulante da árvore de natal que estava na casa da sua tia avó. Para BRILHAR é necessário ter muito bom senso na hora da produção.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;As combinações podem ser as mais variadas: vale usar top sexy bordado com jeans boyfriend e sandálias de saltos altos e finos ou ainda vestido mais soltinho com mix de pedrarias e escarpins - basta saber a ocasião ideal para cada visual.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Uma balada com os amigos pede estilo e ousadia! Faça mix de texturas, tons e bijoux à altura de tanta nobreza. Agora, se a noite de reveillon for um jantar na casa do namorado, dê preferência a roupas mais comportadas. Se for um vestido inteiro bordado, opte por sapatos discretos e baixos (que tal uma sapatilha bem fofa? Ouunt!). Quem tem medo de ousar muito pode usar um colete de paetês com uma blusa bem básica e um shorts destroyed. Outra opção também para brilhar, mas fazendo a linha meiga, é usar sapatilhas de paetês, aliando essa a um vestidinho sequinho e, de preferência, sem bordados.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-S9WT0eUdD3Y/Tv804v-VM6I/AAAAAAAAC8o/BNRbdteT2mE/s1600-h/paett%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="paett" alt="paett" src="http://lh4.ggpht.com/-KvqsA_xgYHM/Tv805l_S-kI/AAAAAAAAC8w/z2M_vZfieUQ/paett_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="596" height="298" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Acima de todo poder oferecido pelo paetê, o conforto deve aparecer em primeiro lugar. Se você acha que esse tipo de tecido “pinica” seu corpo, nem pense então em usar, porque não há nada mais last week do que ficar sofrendo por causa de roupa só pra fazer o estilo I’m a Diva. Há outras opções para brilhar: make, sapatos, clutches, esmaltes, enfim, vou usar etecéteras eternas. Mesmo tendo a purpurina a seu alcance, NUNCA esqueça do mais importante : ser você mesma. Não há nada mais elegante do que originalidade e toque pessoal em qualquer coisa que você faça e vista, então, sempre pense em seu estilo. Insegurança só faz apagar o brilho natural que há dentro de você, mesmo estando com O VESTIDO ou com A MAQUIAGEM.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Queria finalizar esse artigo com uma mensagem bem fofa e que fizesse você aí, que está lendo, enxugar uma lágrima que acabou de cair desse rostinho lindo, mas não sou muito boa nisso. Espero que 2012 seja ANOS-LUZ melhor que esse ano que está acabando, e que você NUNCA deixe de sonhar, sorrir, gritar, pular, dançar e VIVER. Faça sua parte aí que pode ter certeza que eu, Gabis, Guigs, Caio e toda equipe d’O Anagrama estaremos fazendo com todo o amor possível nossos artigos que são mais do que meros parágrafos, são lições de vida.&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;Beijinhos e SE JOGA!&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-HFNIde0FbAI/Tv806R7YUqI/AAAAAAAAC84/YYBNcMe6mDM/s1600-h/tumblr_lt18oiIcav1qdew9to1_500_large%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="tumblr_lt18oiIcav1qdew9to1_500_large" alt="tumblr_lt18oiIcav1qdew9to1_500_large" src="http://lh4.ggpht.com/-kCkiyEcTa28/Tv807VWbhPI/AAAAAAAAC9A/6UxqDiUASHI/tumblr_lt18oiIcav1qdew9to1_500_large_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="604" height="302" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-vsPFc80Lp2o/Tv808ldOm_I/AAAAAAAAC9I/n69oprU0wls/s1600-h/Vestidos-com-Paet%2525C3%2525AAs-Fotos-e-Modelos%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="Vestidos-com-Paetês-Fotos-e-Modelos" alt="Vestidos-com-Paetês-Fotos-e-Modelos" src="http://lh6.ggpht.com/-8IndYev9d6Q/Tv8094YffSI/AAAAAAAAC9Q/rXM2UYuknTk/Vestidos-com-Paet%2525C3%2525AAs-Fotos-e-Modelos_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="604" height="302" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;“To live content with small means; to seek elegance&amp;#160; rather than luxury, and refinement rather than fashion; to be worthy, not respectable, and wealthy, not rich; to listen to stars and birds, babes and sages, with open heart; to study hard; to think quietly, act frankly, talkgently, awai occasions, hurry never; in a word, to let the spiritual, unbidden and unconscious, grow up through the common – this is my symphony”&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;(William Ellery Channing)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6425437103981389356-5674470024496535344?l=o-anagrama.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://o-anagrama.blogspot.com/2011/12/bebe-ribeiro-5-se-joga.html</link><author>noreply@blogger.com (Caio Coletti)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh6.ggpht.com/-wA45q0q7vgM/Tv803m18GII/AAAAAAAAC8g/xF5RXyu6bsw/s72-c/semana-de-moda-bebe-1_thumb2.jpg?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6425437103981389356.post-7473463728334182849</guid><pubDate>Thu, 29 Dec 2011 06:41:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-28T22:41:52.553-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Semana de Moda</category><title>GuiAndroid #5–A chave para o que usar no Ano Novo, seja na balada ou na praia</title><description>&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-68Y6xOq-hi4/TvwLkdFqZLI/AAAAAAAAC7Y/x2Fxv8zdzv0/s1600-h/guiandroid-semana-de-moda6.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="guiandroid semana de moda" alt="guiandroid semana de moda" src="http://lh4.ggpht.com/-4hreg7Z5L1Y/TvwLlUwyHMI/AAAAAAAAC7g/2c4TpdaN69U/guiandroid-semana-de-moda_thumb3.jpg?imgmax=800" width="591" height="276" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Enquanto temos 1 ano para pensar no que usar no Natal, acabamos nos esquecendo de pensar sobre o que usar no Ano Novo. Essa dúvida cruel que nos encurrala num período de 6 dias e nos faz correr para as lojas nos fazendo recorrer a todas as peças de cor branca que vemos pela frente. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;E eu estou aqui para isso, pensar por vocês na hora de compor o look da noite de Ano Novo. Muitas pessoas costumam passar a comemoração na praia, mas mesmo se você estiver em um ambiente mais fechado, as dicas a seguir vão funcionar em ambos os locais, afinal o Brasil é um país climatizado pelo k-peta e independente do local em que você estiver, vai estar quente. Por isso, vestir jaquetas, vestidos justos, calças apertadas e afins é sentença de morte por hiperventilação. De certo modo vou falar do meu estilo próprio neste artigo, que é uma mistura de preppy com navy, mas vou focar no navy, pois creio que é o mais ideal para o clima brasileiro.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Então vamos começar com o básico, calça e camisa. A dica vale para os dois: girls &amp;amp; boys, optem por bermudas e shorts eles dão mais mobilidade caso você esteja na praia, principalmente os que estão saindo atualmente, são mais curtos, um pouco acima do joelho. A cor, no que diz respeito a calças e shorts, é do seu critério, mas tente sempre cores neutras, o branco, cinza, preto para shorts, caqui e o jeans; já para calças tenha o bom senso de usar branco ou cinza, afinal, o preto vai te fazer querer arrancar as calças em público e se você não estiver na praia e usando sunga vai ser ridículo. E meninas saias estão liberadas, mas curtas, no máximo até a altura do joelho, e tentem saias confortáveis e leves, nada de balonês ou tecidos grossos de mais. A cintura alta com uma camisa para dentro seria o ideal no caso das saias e as cores, todas estão liberadas menos jeans para evitar a morte por cafonice. Desde que vocês não pesem na parte de cima. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;i&gt;Obs: se você ignorar o que eu disse sobre as saias e se enfiar em uma minissaia jeans, comece a reparar, as pessoas irão olhar, a menos que você esteja indo a um baile funk, se você estiver, ignore esse artigo por completo, não vai ajudar em nada.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-N_kQ-ZbnkfE/TvwLmF8Pg8I/AAAAAAAAC7o/kYkTXkfMovY/s1600-h/gui-semana-moda-14.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="gui semana moda 1" alt="gui semana moda 1" src="http://lh6.ggpht.com/-kGvmtDjb-tY/TvwLm6kyapI/AAAAAAAAC7w/5TQYt4LMKdw/gui-semana-moda-1_thumb2.jpg?imgmax=800" width="596" height="293" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Praticidade e conforto, é disso o que um look de ano novo precisa. E como esse feriado imediatamente nos remete a festas, badalação e banho de espumante, você não vai querer uma camisa pela qual você torrou milhares de reais toda manchada, ou uma blusa ou blazer te impedindo de erguer os braços e gritar &amp;quot;Feliz ano novo&amp;quot;. Então, esqueça as mangas compridas nesse dia, nem chegue perto delas, evite-as. Opte por camisas, camisetas, polos com tecidos leves todas em cores neutras ou vivas (laranja, vermelho, dourado, prateado, amarelo, para contrastar com uma calça ou uma bermuda jeans azul, branca ou cinza, maybe caqui, lisas ou com estampas discretas, listras são uma boa opção também, não podendo esquecer que o navy está em alta.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Para os sapatos e demais acessórios, pense na praticidade, mas sem perder a elegância, afinal não é uma caminhada no calçadão da praia e também não é mais uma balada para se acabar. Para os homens é sempre mais fácil: relógio que orne com o que você está usando, não precisa ser exatamente da mesma cor, mas não opte por relógios dourados ou prateados a menos que o seu look seja todo branco, caso a festa seja durante o dia os óculos de sol são indispensáveis. Opte pelo modelo aviador: é simples, discreto, elegante e combina com qualquer estilo, seja ele preppy, navy ou o que quer que você esteja vestindo.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Para as mulheres, colares compridos em metal que aumentem a silhueta do seu corpo são uma boa pedida, pingentes simples dão um ar bem clean desde que sejam compridos na altura do busto. Pulseiras que combinem com o look são uma boa pedida, anéis devem ser usados com rigor, tanto em uma festa quanto na praia, você corre o risco de perdê-los. Clutchs para festas são uma ótima escolha, desde que sejam neutras ou ornem com o seu look e para a praia, uma que seja grande o suficiente para você por uma muda extra de roupa, pente, e perfume. Assim você pode dar um mergulho, se refrescar e voltar para a loucura que é o Ano Novo na praia.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Por fim, comece o seu New Year com estilo, mas seguindo o clichê da moda: conforto e praticidade. Use e abuse do navy na praia e na balada troque a camisa por uma polo e pronto, virou preppy. Dois estilos que se cruzam por sua versatilidade e que se encaixam em praticamente toda ocasião e ambiente. &lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;Um feliz ano novo e um incrível 2012 para todos!&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-z0MHnmGqTnc/TvwLn0P0njI/AAAAAAAAC74/Q_xF9xm1YYA/s1600-h/gui-semana-moda-25.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="gui semana moda 2" alt="gui semana moda 2" src="http://lh3.ggpht.com/-9z-_XrMRnM4/TvwLotYIb3I/AAAAAAAAC8A/-Oa-RcbzQgo/gui-semana-moda-2_thumb2.jpg?imgmax=800" width="604" height="302" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/--S-0BDs7Ybs/TvwLqdxElgI/AAAAAAAAC8I/8wuk6XIbZvA/s1600-h/gui-semana-moda-35.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="gui semana moda 3" alt="gui semana moda 3" src="http://lh6.ggpht.com/-60uKC5CX8sI/TvwLrraHtII/AAAAAAAAC8Q/8gytkKrVdjc/gui-semana-moda-3_thumb2.jpg?imgmax=800" width="604" height="302" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;“Uma das coisas mais importantes para mim é tornar as coisas reais, não ter modelos de aparência impecável ou roupas perfeitas demais. Tudo precisa ter um olhar distorcido, porque é assim que as pessoas vivem.”&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;(Tommy Hilfiger)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6425437103981389356-7473463728334182849?l=o-anagrama.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://o-anagrama.blogspot.com/2011/12/guiandroid-5a-chave-para-o-que-usar-no.html</link><author>noreply@blogger.com (Caio Coletti)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh4.ggpht.com/-4hreg7Z5L1Y/TvwLlUwyHMI/AAAAAAAAC7g/2c4TpdaN69U/s72-c/guiandroid-semana-de-moda_thumb3.jpg?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6425437103981389356.post-942644754377483638</guid><pubDate>Tue, 27 Dec 2011 00:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-26T16:51:52.773-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Semana de Moda</category><title>Wild Fashion #7 – Looks de ano novo</title><description>&lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-L9ODFF3iraU/TvkWj-uJyLI/AAAAAAAAC6Y/WWBAdctNe-s/s1600-h/gabi%252520semana%252520de%252520moda%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="gabi semana de moda" alt="gabi semana de moda" src="http://lh4.ggpht.com/-rfyhUtVAuck/TvkWlGl-3VI/AAAAAAAAC6g/h5OApHcJNQs/gabi%252520semana%252520de%252520moda_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="603" height="314" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Olá meus fashionistas de plantão, como estão vocês ? Ganharam muitos presentes de natal ? Eu espero que sim, e que eles tenham sido tão fashion quanto a coluna desse mês.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Bom, no fim de ano sempre fica aquela dúvida de o que vestir, não é mesmo?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;As mulheres se apegando as tradições dos significado das cores, e os homens vestindo a primeira roupa que vêem a frente.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Ser supersticioso vale e muito no fim de ano, pra dar aquela sensação de começar o ano bem. Mas também vale começar o ano bem arrumadinho e cheirosinho, não é mesmo? Afinal, um dos mitos de ano novo diz que você fica o ano inteiro como você começa. Então vamos trabalhar e começar o ano maravilhosamente elegantes?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Muitas pessoas passam o ano novo na praia, não há nada como o sal do mar pra tirar os agouros do passado e começar o ano de alma limpa, não é mesmo? Nesse caso temos muito mais liberdade com as peças.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-IJ-CNkFTr5Y/TvkWmOZD8HI/AAAAAAAAC6o/CyDsSE7uVKo/s1600-h/gabi%252520moda%2525203%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 8px 0px 0px; display: inline; float: left" title="gabi moda 3" alt="gabi moda 3" align="left" src="http://lh5.ggpht.com/-XpLtHOtiU5s/TvkWmpFlFoI/AAAAAAAAC6w/kYViyKyI-6Y/gabi%252520moda%2525203_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="173" height="340" /&gt;&lt;/a&gt;As mulheres podem e devem optar por shorts e vestidos, mas lembrando que nada de vestido agarrado e nem shorts super curto (a menos que com o shorts você esteja usando uma bata ou blusa larga super maravilhosa, como veremos abaixo). Digo para não optarem por peças que ‘marcam’ pois o ambiente de praia exige mobilidade, para que você possa nadar no mar de roupa a meia noite e depois corra rapidamente a areia para ver a queima de fogos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Para os homens a pegada da camisa e da bermuda é sempre a melhor escolha pra festas de fim de ano, tanto na praia quanto em um ambiente fechado.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Para quem vai passar o ano novo na balada ou em alguma festa, vale usar e abusar do comprimento (pra menos). Mulheres podem e devem usar vestidos mais curtos, principalmente aquelas que tem as pernas compridas e finas. Não há nada de vulgar. Mas claro que vale lembrar que devemos ser coerentes: ou comprimento, ou decote. Os vestidos que são mais acinturados estão super in, vale usar. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Já as cores, as benditas cores. Mulheres e homes, saibam, não se pode ter tudo na vida. Então optem pela cor mais importante, e que entre em harmonia com o restante do seu look. ANO NOVO NÃO É CARNAVAL , mais de três cores no mesmo look é MUITO perigoso.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Pra não haver erro optem por cores como o dourado, e claro o eterno e insubstituível branco.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Nos pés , é claro que vale lembrar, que se você estiver na praia uma Havaiana bem estilizada não é cafona, e na balada ou em uma festa os saltos com brilho que estão super in entre as novas coleções são uma excelente pedida assim como as sapatilhas, afinal a gente pula pra caramba no ano novo para comemorar, não é? &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A maquiagem permite abusos sim, muito gliter de preferência dourado ou uma sombra forte casando com o restante do look são as melhores pedidas. Na boca, de preferência algo leve sempre, a estação pede cores quentes como laranja e roxo nos lábios mas sempre em tons fracos, os fortes morreram no inverno.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Bom, é isso, espero que tenham gostado e que vocês apreveitem MUITO o ano novo, porque é uma festa SUPER fashion... Beijos e até ano que vem liindinhos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-UJ2X83WyYvQ/TvkWnUf1pCI/AAAAAAAAC64/efjfFo4l8WM/s1600-h/gabi%252520moda%2525201%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="gabi moda 1" alt="gabi moda 1" src="http://lh6.ggpht.com/-RKcXpzckeqE/TvkWoBSYEWI/AAAAAAAAC7A/1n5ib08uAp8/gabi%252520moda%2525201_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="608" height="304" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-6oW1RWNk5jA/TvkWoyfBRVI/AAAAAAAAC7I/_AgFJEx7pGw/s1600-h/gabi%252520moda%2525202%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="gabi moda 2" alt="gabi moda 2" src="http://lh5.ggpht.com/-tEr8dOwEcZA/TvkWp_mctQI/AAAAAAAAC7Q/cAprNIVAQwM/gabi%252520moda%2525202_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="608" height="304" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;“Nós pensamos em moda nos termos de marcas chiques. Louis Vuitton, Fendi, Versace: esses são alguns dos templos da moda. Fashionistas gastam seu dinheiro em marcas famosas. Mas isso não significa que a pessoa normal, na rua, não tem senso de moda. Moda é mais sobre você do que sobre sua marca preferida. Materialismo é passado. Moda é estilo pessoal. Então vá adiante e crie sua própria assinatura”&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;(Nili Zahar)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6425437103981389356-942644754377483638?l=o-anagrama.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://o-anagrama.blogspot.com/2011/12/wild-fashion-7-looks-de-ano-novo.html</link><author>noreply@blogger.com (Caio Coletti)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh4.ggpht.com/-rfyhUtVAuck/TvkWlGl-3VI/AAAAAAAAC6g/h5OApHcJNQs/s72-c/gabi%252520semana%252520de%252520moda_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6425437103981389356.post-117967830218370493</guid><pubDate>Sat, 24 Dec 2011 15:47:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-24T11:03:59.117-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Semana de Ficção</category><title>Luis Lima #1 – Clarice Lispector e a Epifania</title><description>&lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-G03XFwst24I/TvXz_rHA9KI/AAAAAAAAC5o/iIEsk3Xemqc/s1600-h/luis%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;/font&gt;&lt;u&gt;&lt;/u&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="luis" alt="luis" src="http://lh3.ggpht.com/-w-AYyJup-r0/TvX0AuaHw6I/AAAAAAAAC5w/Ty-s6OzOw-4/luis_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="606" height="303" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;A estética literária da ruptura como forma de encontro consigo mesmo.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Clarice Lispector, uma das mais importantes artistas do modernismo brasileiro, que escreveu inúmeros livros e foi responsável pelas mais profundas análises ontológicas, é um mito. Afirmo sem receios que essa mulher foi transfigurada em uma personagem fictícia e o que resta dela são vestígios de uma voz que balbucia aqui e acolá frases impactantes de gosto popular. Os adolescentes que se dizem apaixonados gostam de citá-la; os pseudo-intelectuais, ansiosos pela incursão em filosofias existencialistas, também a citam, ousando, às vezes, parafraseá-la; algumas pessoas taxam-na de feminista; outras, de complicada; ainda há aqueles que concordam que “liberdade é pouco” e que também acham que aquilo a que eles aspiram “ainda não tem nome”, mas, sobretudo, o mais importante é saber que não devemos nos preocupar “em entender, porque viver ultrapassa qualquer entendimento”.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Cabe mais uma vez a ênfase: a figura tão popular é uma personagem que, à mercê de uma vasta digitalização de conteúdo literário de crítica social, acabou sujando a imagem da grande escritora que Clarice Lispector foi. Curioso que ninguém verdadeiramente a lê - são apenas frases soltas, arrancadas de alguns livros bons e outros nem tão bons assim, que apenas servem para disseminar a cultura daqueles que não a lêem, mas que jamais confessariam isso. Clarice é como um deus - não se pode senão adorá-la. Tão popular e tão idolatrada que está, que não se pode remar contra a maré e dizer alto e com segurança “não gosto dela”. Se isso for dito, virão afirmações torrenciais e agressivas que deliberarão que você não gosta porque não reconhece o que é bom na literatura, ignorando aqui que o bom - qual o belo, o feio, o torpe, o incômodo - é relativo, ou então que não gosta porque não entende a estética dela. E provavelmente as pessoas que estarão com as cinco pedras na mão são justamente aquelas que, tendo lido &lt;i&gt;A paixão segundo G.H.&lt;/i&gt;, entenderam apenas uma a cada quatro páginas - mas isso também não se confessa, né?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Finalizando essa breve explanação a respeito da figura mítica - aquela que é protagonista do aplicativo “Conselhos de Clarice Lispector”, no facebook -, me empenho agora na análise da escritora verdadeira, a ucraniana de nome Haia Lispector, nascida em 1920, que veio para o Brasil ainda criança, onde lhe foi dado o nome abrasileirado “Clarice”, e que, desde a infância, em Pernambuco, nas redações escolares, escrevia textos [que se distinguiam] por registrar sensações em vez de fatos. Iniciou uma carreira de jornalista, trabalhando para a Agência Nacional e recebeu o prêmio Graça Aranha com &lt;i&gt;Perto do coração selvagem&lt;/i&gt;, considerado o melhor romance de 1943, livro no qual ela trabalhou bastante a relação professor-aluno, inspirada pelos tempos de colégio. Pode-se dizer sucintamente que sua obra percorre várias temáticas, mas todas elas estão associadas a uma abordagem ontológica - ou seja, um estudo sobre o ser humano - e não em enfoques psicanalíticos, psicológicos ou religiosos, ainda que, a respeito disso, deve-se abrir um parêntese a fim de explicitar que o termo “epifania” - objeto desse texto - está relacionado à religião, mas também significa, segundo definição do dicionário, “apreensão, geralmente inesperada, do significado de algo”.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;É importante que, antes de adentrar na análise prática de dois contos nos quais a epifania se verifica, posicionar a escritora dentro de um contexto literário. À época do lançamento do livro, a literatura nacional – bem como as artes de um modo geral – passava por um momento de reformulação na sua estrutura básica. Antes, os escritores davam prioridade à formalidade da obra, apresentando-a já completa ao leitor; à época de Clarice, que pertence à escola modernista, era importante mostrar também o processo de criação do escritor, já que ele é uma figura importante no discurso da narrativa – as impressões do escritor são igualmente importantes, porque elas mostram a perspectiva dele em relação à história que ele escreve. No caso de Clarice, talvez essas características sejam mais notáveis no romance &lt;i&gt;A hora da estrela&lt;/i&gt; (1976), lançando apenas um ano antes de sua morte. Mais especificamente, ela pertence à terceira fase modernista e sua primeira publicação, &lt;i&gt;Perto do coração selvagem&lt;/i&gt; (1943) foge à temática regionalista que parecia dominar a estética literária do momento e traz a problemática existencial num estilo fragmentado e elíptico, o que definitivamente atrai a atenção de estudiosos, como Alfredo Bosi, Antonio Candido, Walnice Galvão e Gilda de Melo Souza, que se dedicaram a análise da obra dessa escritora.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Vamos, por fim, à análise da epifania em dois contos, sendo eles “O amor” e “A imitação da rosa”, estando ambos reunidos no livro &lt;i&gt;Laços de família&lt;/i&gt; (1960). Cabe previamente apontar que em todos a epifania acontece: primeiro, ela surge associada a algum sentimento para então ocasionar a ruptura interna da personagem, tornando-a suscetível a uma perspectiva que ela jamais tivera e, por conseguinte, embora sua vida siga aparentemente igual, a personagem foi modificada, uma vez que agora compreende a existência de uma nova visão de mundo. Vale apontar também que as personagens dos contos são mulheres e, a tempo, acrescento a informação de que a maioria do trabalho clariceano tem como protagonistas mulheres, mas a incursão pelo universo feminino jamais a impediu de discorrer ontologicamente, e, ainda, de tornar suas personagens bastantes densas psicologicamente como forma de se contrapor à instauração do pensamento de que à típica dona de casa do século XX não cabe inteligência e perspicácia. Feito o esclarecimento, cabe que conheçamos as histórias de Ana e Laura&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Ana, de “O amor”, é uma dona de casa ocupada com os seus afazeres domésticos: preparar comida, limpar a casa, auxiliar os filhos com seus deveres escolares etc. Numa tarde, tendo acabado os ovos, ela vai repô-los e, ao voltar do supermercado, estando no bonde, vê um homem cego a mascar chicletes. A naturalidade dele a assusta e a primeira reação que ela tem é de nojo - como pode um cego tão à vontade mascando a goma sem nem sequer poder vê-la? E analisá-lo a choca, porque, afinal, como pode ela, uma mulher bem instruída, educada para ser polida, sentir nojo de uma figura humana que, não fosse a deficiência, seria exatamente igual a ela? Os pensamentos a perturbam, obrigando-a a percorrer um caminho de auto-análise também - qual o homem cego, ela também vê pouco, já que nem sequer consegue reter-se às características humanas, uma vez que ao homem cabe a solidariedade e não pejo e, como ela mesma conclui, ela está tão cega quanto ele, mas sua visão é tampada por um véu invisível, uma deficiência que não nasceu com ela nem foi causa por um acidente; foi ela mesma que se permitiu cegar-se.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Laura, por sua vez, é outra dona de casa de “A imitação da rosa” a cuja vida, diferentemente da de Ana, não se associam nenhumas atividades domésticas. A empregada faz todo o serviço e o que resta a ela é organizar a sua casa de modo impessoal, uma vez que ela acredita que a impessoalidade é o mais bonito. Como vai receber um casal de amigos à noite para o jantar, ela decide separar as rosas do vaso sobre a sala de visitas e entregá-la a Carlota, sua melhor amiga. Antes de começar o processo de manutenção das plantas, ela se senta e as observa: em sua vida vazia, talvez fossem as rosáceas a única coisa unicamente sua. Toma-as nas mãos e dedica-se a elas, moldando-as cuidadosamente, uma vez que agora existe uma proximidade irreparável entre elas. E entregar, agora, as plantas à amiga, não seria tirar-se de si um pedaço e dar à outra? E não havia agora tudo se tornado pessoal e não teria ela gostado disso?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Há ainda outros onze contos do mesmo livro nos quais um acontecimento no cotidiano é responsável pela reestruturação das vidas de alguns personagens, como, por exemplo, uma mulher enraivecida que decide encontrar o ódio em “O búfalo”, um homem cujos instintos primitivos são despertados pela visão da galinha sobre a mesa na ceia em “Uma galinha”, além de outros livros que poderiam caber aqui de exemplo, como é o caso de &lt;i&gt;A paixão segundo G.H.&lt;/i&gt; Mas como o nosso foco é justamente “O Amor” e “A imitação da rosa”, é necessário apontar as distinções entre as epifanias que ocorrem nesses contos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;É evidente que ambas as protagonistas se deparam com um questionamento acerca das suas características humanas e a epifania delas acontece devido à divergência de seus caminhos em relação às expectativas do que é &lt;i&gt;ser humano&lt;/i&gt;. Ana afasta-se da solidariedade, enxerga o outro como inferior, sente por ele nojo - assim, distancia-se da humanidade e somente se reencontra quando percebe a aproximação sua em relação ao objeto com o qual se compara, no caso, o homem cego. Laura, em contrapartida, percebe-se já desde o começo desumanizada, uma vez que adota a impessoalidade como estilo de vida e vive confortavelmente no vazio de sentimentos - está em oposição à figura humana, pois. Seu momento de reflexão surge a partir do preenchimento de seu vazio, uma vez que o contato com as rosas - as únicas coisas das quais ela realmente se sente próxima - começa a torná-la efetivamente uma &lt;i&gt;pessoa&lt;/i&gt;, logo, dotada da capacidade de sentir. Percebemos que há ponto de semelhança e ponto de diferença entre as personagens, sendo que elas confluem no que diz sentido à sua desumanização e então consciência disso, e divergem no que tange ao modo como suas epifanias acontecem: enquanto à Ana acontece um efeito de comparação e, por fim, &lt;i&gt;aproximação &lt;/i&gt;(ela e o cego são, afinal, muito parecidos), à Laura acontece a infiltração do sentimento e, em breve, o &lt;i&gt;preenchimento&lt;/i&gt; de sua languidez existencial. Podemos sugerir aqui que a ruptura é necessária para a re-integração do ser com ele mesmo. Curioso notar que suas vidas “voltam ao normal” depois desses acontecimentos: Ana chega a sua casa e volta às suas atividades domésticas enquanto Laura simplesmente opta por entregar as flores à sua amiga, como planejado antes. Mas, a partir de seus momentos apocalípticos - leia-se “momento de revelação” -, ambas tornaram-se figuras em transição, a caminho de outro campo de compreensão, aquele no qual podem, respectivamente, compreender a naturalidade das coisas e ser livre para sentir. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Como percebemos, o trabalho de Clarice se torna bastante notável quando se verifica a fronteira indefinível entre os elementos ontológicos como a vida e a morte, Deus e o homem, tudo e o nada, a angústia e o prazer, corpo e alma. A idéia é de que esses elementos se fundem em algum momento do cotidiano e formam um todo indivisível e isso aparece nos momentos epifânicos. Jamais podemos nos esquecer de que é importante compreender a possibilidade da epifania no elemento cotidiano, uma vez que ele é uma experiência coletiva, sugerindo implicitamente que todos estão sujeitos a essas transformações.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Enfim, espero ter podido, mesmo que brevemente e sem me aprofundar muito, mostrar que Clarice Lispector é muito mais do que a criatura indiscutivelmente sábia que permeia e assombra. Minha sugestão sincera, parafraseando a monstra do facebook, é que vocês se rendam, como ela se rendeu; mergulhem no que vocês não conhecem, como ela mergulhou - assim, que leiam um pouco da obra dela e que a conheçam muito mais, talvez gostem, talvez não; e se não gostarem, digam alto e em bom tom, de modo que talvez possamos desmistificar toda a encenação que se criou em torno dela.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-QQmldt-z_lI/TvX0BQRdjEI/AAAAAAAAC54/q3kS0FLyesA/s1600-h/clarice%2525201%25255B6%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="clarice 1" alt="clarice 1" src="http://lh6.ggpht.com/-Elh2PM1e6TA/TvX0CGpI9FI/AAAAAAAAC6A/scDwFCOqzg8/clarice%2525201_thumb%25255B4%25255D.jpg?imgmax=800" width="604" height="302" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-vxtWpwwCER8/TvX0C5rQ6hI/AAAAAAAAC6I/4_CO5nicRA0/s1600-h/clarice%2525202%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="clarice 2" alt="clarice 2" src="http://lh5.ggpht.com/-DXYjsQP0V6c/TvX0DitZUYI/AAAAAAAAC6Q/yQDn3Gn5pjA/clarice%2525202_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="604" height="302" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p align="center"&gt;“&lt;em&gt;Sim, minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite.”&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;(Clarice Lispector em “A Hora da Estrela”)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6425437103981389356-117967830218370493?l=o-anagrama.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://o-anagrama.blogspot.com/2011/12/luis-lima-1-clarice-lispector-e.html</link><author>noreply@blogger.com (Caio Coletti)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh3.ggpht.com/-w-AYyJup-r0/TvX0AuaHw6I/AAAAAAAAC5w/Ty-s6OzOw-4/s72-c/luis_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item></channel></rss>

