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	<title>Portal Anna Ramalho</title>
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	<description>Anna Ramalho Jornalismo</description>
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	<title>Portal Anna Ramalho</title>
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		<title>Saudades</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Miguel Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Aug 2022 14:18:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Miguel Paiva]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
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		<title>Minha melhor amiga, minha parceira, minha companheira</title>
		<link>https://www.annaramalho.com.br/minha-melhor-amiga-minha-parceira-minha-companheira/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Anna Ramalho]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 27 Aug 2022 14:23:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog Anna Ramalho]]></category>
		<category><![CDATA[Homenagens]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por Antonia Ramalho Apesar de ser uma pessoa de fala, assim como você, me faltam palavras que sejam capazes de descrever o que eu sinto. Não consigo pensar em outra forma de te homenagear que não seja aquela que você dedicou a mim a vida inteira com tanto orgulho, demonstrações de amor públicas. Para um [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong>por Antonia Ramalho</strong></p>
<hr />
<p>Apesar de ser uma pessoa de fala, assim como você, me faltam palavras que sejam capazes de descrever o que eu sinto.</p>
<p>Não consigo pensar em outra forma de te homenagear que não seja aquela que você dedicou a mim a vida inteira com tanto orgulho, demonstrações de amor públicas.</p>
<p>Para um ser humano de tanta presença era necessário um livro, estou trabalhando nisso, mas por enquanto eu quero te dizer as palavras que me coçam a garganta para saírem desde que essa “robertezima” começou.</p>
<p>Minha melhor amiga, minha parceira, minha companheira, minha pessoa, minha alma gêmea. A nossa conexão é, sempre foi e sempre será de outro planeta. Algo que eu não conseguia explicar mas foi sempre tão óbvio para a gente.</p>
<p>Desde pequena eu quero ser igual a você, ter a sua presença, sua personalidade forte, seu jeito de amar a vida, suas histórias tão bem contadas que viram um filme, sua escrita sarcástica… tudo. Mas com o tempo eu percebi que a gente, de fato, só vê no outro o que a gente já tem. Não é à toa que eu me tornei a sua cópia.</p>
<p>Por acaso do destino eu estava usando laranja quando soube, cor que me lembra você e os lírios que sempre tinham na sua casa.</p>
<p>Eu amo ouvir as suas histórias de vida (sempre quis ter tantas histórias assim). Eu amo o jeito que você fala sobre a sua família, sua mãe, sua avó, me faz sentir como se eu as conhecesse (prometo fazer o mesmo).</p>
<p>Eu amo o seu senso de humor, espero ter herdado ele também.</p>
<p>Eu amo a sua casa, amo a sua cama e seus travesseiros, amo seus abraços intensos, amo seus óculos coloridos, amo sua risada sem fim e silenciosa, amo suas unhas sempre feitas, amo seu jeito tagarela, amo fofocar com você, comer com você, passear com você, assistir a filmes…</p>
<p>Você é daquelas pessoas que, depois de conhecer, você se pergunta como viveu tanto tempo sem. E eu tive a sorte de te conhecer desde meu primeiro dia na terra, apesar de ter certeza de que eu já te conhecia antes.</p>
<p>Eu sou a pessoa mais feliz e grata do mundo por você ser a minha avó.</p>
<p>Eu prometo ir para a Áustria, eu prometo aprender a falar francês, eu prometo me cuidar como você cuidava de mim, eu prometo casar por amor, eu prometo nunca esquecer o valor da amizade.<br />
Estou sempre com você, e você sempre vai estar comigo.</p>
<p>Eu te amo com todo o meu coração, vó.</p>
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		<title>70 Anos não são 70 dias e nem 70 meses</title>
		<link>https://www.annaramalho.com.br/70-anos-nao-sao-70-dias-e-nem-70-meses/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Anna Ramalho]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 27 Aug 2022 14:22:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog Anna Ramalho]]></category>
		<category><![CDATA[Homenagens]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por Bel Monteiro Vamos iniciar com a R. Farani onde fomos morar ela com uns 4/5 anos, e eu tipo uns 2 e pouquinho.  Na casa um matriarcado de respeito: Vovó, Mamãe, nossa jovem prima Mariinha e a Babá. Minhas lembranças são de uma Ana extremamente voluntariosa e mimada por Vovó e que aprontava birras [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong>por Bel Monteiro</strong></p>
<hr />
<p>Vamos iniciar com a R. Farani onde fomos morar ela com uns 4/5 anos, e eu tipo uns 2 e pouquinho.  Na casa um matriarcado de respeito: Vovó, Mamãe, nossa jovem prima Mariinha e a Babá. Minhas lembranças são de uma Ana extremamente voluntariosa e mimada por Vovó e que aprontava birras tremendas com Mariinha e Babá e aprontava traquinices de criança onde sem qualquer constrangimento dizia que tinha sido eu. Coisas de criança e talvez um reflexo de comportamento pela perda de nosso pai e pelo meu nascimento. Nada anormal! Risos.</p>
<p>De lá fomos para R. Dias da Rocha em Copacabana onde crescemos e só mudamos quando casadas. Em Dias da Rocha vivemos intensamente nossa infância e adolescência e Ana já começava a despontar para o que seria sua característica marcante: um papo excelente, tiradas engraçadas e inteligência brilhante! Nas festinhas familiares com os parentes e amigos idosos , alguns figuras surreais, era o centro das atenções ! Adorava um papo! Conforme fomos crescendo o nosso espírito crítico e gozador foi aflorando&#8230; Meu Deus! Como veio e permaneceu intenso! Ficou conosco até os últimos contatos que mantivemos. Nada escapava de nossos risos e comentários. Tantas histórias juntas, tanta cumplicidade, amizade e pareceria que nem cabe neste texto. Fomos tão unidas que bastava uma pensar na outra que o contato era feito de imediato. Ela dizia, &#8220;somos iguais a Dinah e Estela da novela A Viagem&#8221; ( personagens de Cristiane Torloni e Lucinha Lins).</p>
<p>Viajar? Com ela, sem dúvida alguma! Que dupla fazíamos! Não precisava de ninguém éramos uma excursão inteira e repleta. Somente as 2! Quando fomos a primeira vez a Europa em uma excursão, ela gostava de contar o meu “roubo” do queijo e como ele fez a travessia Calais a Dover para permanecer esquecido no ônibus de turismo por uma noite inteira e impregnando com o seu odor forte. Londres tremeu! Quando fomos para Veneza, Ana inventou de lavar sua calça jeans na banheira do nosso quarto no hotel. O que ela xingava e esbravejava porque tinha inventado fazer um serviço que não tinha nem força para torcer a calça! Gritava junto: “ Positivamente, não nasci para isso” !Mas, teve que dar conta. Nossa última viagem foi a Turquia. Lá nos divertimos como nunca e fizemos o tão fantástico passeio de balão! Que experiência! Como choramos de rir com a entrada dela no cesto do balão! Hilário! Mas ela já não estava dando conta de muita zanzação. Reclamava de cansaço e ofegava muito. Insisti que procurasse um médico e ela dizia: “isso é porque estou GORRRRDA” !  E logicamente largou de banda.</p>
<p>Em 2020 mudei para Brasília e na minha cabeça e no meu coração ela também mudou comigo. Bendita internet! Benditos zaps de áudio e vídeo, bendito tempo real!</p>
<p>Tínhamos lá nossas desavenças, quais irmãos não as tem? Mas nos completávamos em nossas diferenças. Cada uma “cuidava” da outra à sua maneira e no que fosse necessário ao momento.</p>
<p>Quando adoeceu larguei tudo em Brasília e corri para junto dela porque já sabia a barra que iria começar a enfrentar. Minha “Mana Véia” precisava do meu lado prático, da minha expertise em Medicina (ria muito quando eu dizia que em vidas passadas fui uma tremenda médica!),  e do meu amor infindo por ela.</p>
<p>Fizemos uma Liga de Amor, Cuidado e Afeto ! Chris e Carol, Antonia e Olívia, Clara, Flávio, Alice e Guga, Guilherme, Bia e Julia. Juntamos forças e encaramos com ela a luta . Juntos a nós os amigos/irmãos que seguraram conosco uma barra daquelas e todos nos preparando para uma possível perda futura.</p>
<p>Mas e Ana? Aliado ao medo havia uma lado Polyana que graças a Deus nunca a abandonou, era um dia de cada vez procurando rir do apavorante, fazendo graça do inimaginável!</p>
<p>Uma de nossas últimas fofocas pelo zap foi a alegria que estava sentindo em ir ao casamento do Gui e da Bia, com a peruca, salto alto, maquiada pela Arlete e com uma roupa linda berinjela com um belo colar do Alberto Sabino! Eita! Essa era a minha Mana!</p>
<p>Ela tinha ficado injuriada de ir ao casamento do afilhado João e Tati sem salto alto e de turbante e com a parafernália do oxigênio. Disse: &#8220;estou a própria cartomante com essa roupa!&#8221;</p>
<p>No casamento do Gui, chegou a dançar na pista e foi para todos nós muita emoção! Era a minha Mana!</p>
<p>Continuamos no monitoramento distante e quando senti que o quadro estava agravando, junto com Clara e Guilherme começamos a preparar a volta ao Rio.</p>
<p>Ainda me lembro de suas palavras quando soube que ia para uma UTI: “Irmã, estou com medo!&#8221; me disse chorando. Naquele momento, desabei, queria ter poderes sobrenaturais para voar para junto dela e a colocar no meu colo. Proteger de tudo e de todos! Não deu.</p>
<p>Quando cheguei 4 dias depois ela já estava entubada e sedada. Doeu muito! Como doeu!</p>
<p>Tinha me mandado na véspera de ser entubada, que a minha chegada seria sua maior alegria. Contei então sobre a série que estava vendo na tv, do assassinato da Daniela Perez, em que uma mãe dizia ao ver o corpo da filha “naquele momento tudo o que queria era poder colocar ela de novo na barriga”. Continuei, era o que eu queria poder fazer com você! Carol me contou que ela riu e disse: “Sua tia é doida! Mas logo em seguida, começou a chorar.</p>
<p>É, minha irmã, pode acreditar que muitas vezes fui a sua mãe e como tentei te preservar (erradamente!) para não se machucar, se iludir com determinadas situações e pessoas. Muitas, não consegui!</p>
<p>Fui seu Grilo Falante, fui a Formiga enquanto você a Cigarra, fui Cinderela a seu lado e fomos fadas-madrinhas em vários momentos uma para outra. Dividimos muitas alegrias e momentos sinistros. Procuramos nos apoiar em cada momento que uma precisava e nas “robertésimas” que iam aparecendo ao longo da vida. Conseguimos conviver nos completando apesar de mundos opostos. Hoje, estou muito triste mas sem morbidez. Continuo trazendo você dentro do meu coração e a saudade que mistura o sentimento de perda, falta, distância e amor tal como você faria, me trazem o sentimento de gratidão por termos nos escolhido para viver como irmãs / Manas que somos!</p>
<p>Estou doida para lembrar por exemplo o nome daquele programa de rádio que nos fazia varar madrugada a dentro, fio do telefone turquesa puxado para o nosso quarto em Dias da Rocha, tentando acertar o quizz de mpb. Acertávamos todas ! kkkkk Você não está para tirar a dúvida! Doida para comentar com você as últimas dos empresários /politiqueiros! Quanta baixaria! Gente de vigésima, como vc diria!</p>
<p>Tinha começado este texto dizendo: minha irmã foi uma grande mulher que não soube dimensionar e acreditar no quanto era um ser de luz. Na verdade passou a valorizar este lado quando achava ter “perdido” seu palco. Tinha mesmo o achado, não o sabia!</p>
<p>Mana Véia, agora você está num palco gigantesco, dividindo-o com quem sempre amou  e muito, muito feliz. Só há luz! Você brilha, irmã, como sempre brilhou!</p>
<p>Eu, continuo com você dentro do coração e feliz porque não era o seu tipo ser a mulher-oxigênio!</p>
<p>Amor eterno!</p>
<p>Sua Mana.</p>
<p>Meu agradecimento de coração a todos os amigos, e foram muitos, que sempre a apoiaram em qualquer situação.</p>
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		<title>“Entre furos, livros e um amor eterno”</title>
		<link>https://www.annaramalho.com.br/entre-furos-livros-e-um-amor-eterno/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Anna Ramalho]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 27 Aug 2022 14:21:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog Anna Ramalho]]></category>
		<category><![CDATA[Homenagens]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por Guilherme Amado Minha amada Nana, Faz um mês neste sábado e eu até hoje não me acostumei com a ideia de que você não está mais por perto, pelo menos não neste mesmo mundo que eu. Penso em você todos os dias. Penso em te ligar, lembro da tua risada, do teu abraço, da [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong>por Guilherme Amado</strong></p>
<hr />
<p>Minha amada Nana,</p>
<p>Faz um mês neste sábado e eu até hoje não me acostumei com a ideia de que você não está mais por perto, pelo menos não neste mesmo mundo que eu. Penso em você todos os dias. Penso em te ligar, lembro da tua risada, do teu abraço, da sua companhia sempre tão forte e divertida. Esse dias me peguei pensando em como essa pandemia foi especialmente cruel no seu caso, tirando quase dois anos do seu convívio com a gente, com nossa família, seus amigos. Dois dos seus últimos anos aqui. Me parece tão injusto&#8230;</p>
<p>Mas me conformo porque sei que você não combinava com cama de hospital. Nunca combinaria. Sofrer não tinha nada a ver com você. E, para além da doença, os últimos anos não foram moleza, né, não?</p>
<p>Um dia me dei conta que tinha herdado esse seu &#8220;né, não?&#8221;. Não sei ao certo quando foi. Já era jornalista, eu acho. E quantas outras coisas herdei de você, né, Nana? Seus livros, sua (nossa) profissão, um pouco do seu humor, mas fundamentalmente um tanto do seu amor. Como te amo, Nana! E sei que você me amava muito também. Sentia quando você vibrava com cada conquista minha. Fez questão de ir à entrega do Esso comigo, de vibrar com cada reportagem, com cada prêmio. Lembro da felicidade que você ficou quando te dei os originais do meu livro pra você ler. E eu mais ainda quando você me ligou e não disse só um protocolar &#8220;gostei, muito bom&#8221;. Você praticamente fez uma resenha! Vi que era sincero o elogio, que não era só a tia falando, mas a colega. Foi o primeiro e mais importante elogio que recebi sobre o livro.</p>
<p>Você me apresentou a uma das maiores paixões da minha vida, Nana. Criança, ver você entre furos e fontes, blocos e telefonemas interessantíssimos, redações e apurações mil, tudo aquilo de certo fez despertar em mim esse amor que cada dia cresce por essa profissão incrível nossa. Que permite que conheçamos pessoas extraordinárias (o Geneton dizia que o jornalismo permitia ao repórter conhecer os mais extraordinários de seu tempo), que permite melhorar o mundo a cada reportagem, a cada linha escrita.</p>
<p>No seu velório, tive o testemunho mais incrível que alguém poderia ter sobre a grande jornalista que você foi. Num dado momento, um senhorzinho pequeno, de ar humilde, pôs uma flor de plástico sobre o seu caixão. Olhei pra ele e me perguntei quem seria. Logo depois, fui buscar um café é dei de frente com ele. Estendi a mão e agradeci a presença. Ele fez questão de se apresentar. &#8220;Está me reconhecendo?&#8221;. Fui sincero e disse que não. &#8220;Olha para a minha bolsa&#8221;. A sacola que ele carregava tinha estampado o rosto da Isabelita dos Patins. Aquele era a Isabelita dos Patins, a drag queen que falava castelhano e um dos personagens da vida carioca, como tantos que sempre te cercaram. &#8220;Sua tia foi a primeira a ter coragem de me colocar numa coluna de jornal. Serei sempre grato a ela&#8221;.</p>
<p>Aquilo me emocionou de uma maneira que talvez só você ou outro jornalista possa entender. Isso é a nossa profissão. Quebrar tabus, ter a coragem de colocar marginalizados em evidência, enfrentar as injustiças, contar as histórias que não querem que sejam contadas ou nem todos conseguem perceber. Tenho certeza de que naquele momento você explodiu de felicidade. Você foi uma das poucas jornalistas que seguiu na profissão até o fim, algo praticamente impossível nos dias de hoje, devido às agruras do nosso mercado. Você, bravamente, seguiu repórter até seus últimos suspiros. Que felicidade, que honra para a profissão.</p>
<p>Sermos colegas criou mais uma intersecção maravilhosa numa relação que sempre foi muito além de tia e sobrinho. Sei que você me amava como filho e eu também te amava como uma segunda mãe. Nosso gosto pela leitura, pelo cinema, pela cultura de uma maneira geral, tudo isso nos fazia adorar a companhia um do outro. Nos tempos da PUC, quando dormia na sua casa, varávamos madrugada vendo filmes e séries. Nos fins de semana, eu ia à Lapa no sábado e dormia na sua casa. No domingo, antes de voltar pra casa, invariavelmente saíamos pelo bairro pra passear com o Bubi, tomar café da manhã e acabávamos na livraria. Podíamos passar horas ali.</p>
<p>Agora, mais velho, nos deleitávamos conversando sobre o jornalismo e sobre assuntos que, de novo, eram só nossos e falando de personagens que só nós conhecíamos. Queria muito ter te curtido mais nos últimos anos. Viajado mais com você, uma das melhores companhias para se cruzar o país (ou o mundo). Nossas viagens a Buenos Aires, Boston, Nova York, Bahia, Gramado e tantas outras ficarão sempre no meu coração. Mas queria que houvesse muitas mais.</p>
<p>Ainda está doendo muito, Nana. Tanto que evitei escrever esse texto ao máximo, porque sabia que escrevê-lo cutucaria uma ferida que ainda está longe de cicatrizar.</p>
<p>Você não imagina o quanto eu chorei no dia em que soube do diagnóstico e do prognóstico de que era irreversível. Era uma dor que chegava quase a ser física. Chegar ao Rio algumas semanas depois e te abraçar, ver sua altivez, sua determinação, e, depois, sua força no tratamento, tudo isso me deu esperança de que o jogo ia virar.</p>
<p>Uma das lembranças mais fortes que sempre levarei comigo foi quando, no meu casamento, fui até sua mesa quando estava tocando um samba da nossa Mangueira e te perguntei: “Aguenta?”. Você sorriu: “Vamo tentar”. E sambamos muito! Cantamos a alegria da nossa Mangueira eu, você, minha irmã e minha mãe. Nos abraçamos num dado momento e dissemos “Vai vir a cura! Vai vir!”. Os quatro ali estávamos com muita fé!</p>
<p>Você estava linda no casamento. Que emoção pra mim foi, ao entrar na capela, parar ao seu lado, te abraçar e dizer “Te amo muito! Te amo muito!”. Você se debulhando em lágrimas (o que também não era uma tarefa difícil, risos).</p>
<p>Nana, muito obrigado por tudo que foi e é pra mim. Pelo olhar sarcástico que me ensinou a ter, pelos livros que me deu pra ler, pelo amor pela profissão, pelo amor à vida. Foi lindo. E sei que ainda haverá muitas vidas como essa. Nosso amor é eterno.</p>
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		<title>&#8220;Missão dada é missão cumprida&#8221;</title>
		<link>https://www.annaramalho.com.br/missao-dada-e-missao-cumprida/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Anna Ramalho]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 27 Aug 2022 14:20:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog Anna Ramalho]]></category>
		<category><![CDATA[Homenagens]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por Clara Amado Nana. Esse apelido foi dado por mim quando bem pequena e ficou pra sempre. Somente eu, meu irmão, meus filhos e meu marido a chamam assim. Falar sobre a Nana, significa dividir nossa relação em três fases: minha infância, adolescência e vida adulta. Quando criança, aos meus olhos, a  Nana era a [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong>por Clara Amado</strong></p>
<hr />
<p>Nana. Esse apelido foi dado por mim quando bem pequena e ficou pra sempre. Somente eu, meu irmão, meus filhos e meu marido a chamam assim.</p>
<p>Falar sobre a Nana, significa dividir nossa relação em três fases: minha infância, adolescência e vida adulta.</p>
<p>Quando criança, aos meus olhos, a  Nana era a tia “famosa” e nos proporcionava passeios inacreditáveis. Graças aos amigos e pessoas que a paparicavam por ser colunista social, viajamos para hotéis maravilhosos, frequentamos dezenas de restaurantes chiques, onde éramos tratados como reis por causa DELA. Não havia quem não a quisesse por perto e isso de certa forma me encantava. Ela era buscada de helicóptero para ir à casa de amigos em Angra, e um dia inesquecível, participamos dessa aventura. Coisas que vivemos juntas, em família, na época das vacas gordas, como ela mesmo dizia.</p>
<p>Outra memória que tenho é de ficar embevecida vendo ela se maquiar, se arrumar bem perua pra sair, e eu amava isso nela. Não havia hipótese de chegarmos na casa dela e ela estar sem um Shiseido no rosto, blush e um batom cor de terra, sem estar devidamente vestida e calçada como se a qualquer momento fosse sair para algum lugar bacana. Desde sempre me dizia: não devemos ir à padaria sem um pó na cara, minha filha! E com ela aprendi muito sobre ser vaidosa, fazer as unhas toda semana, jamais se entregar ao desleixo de ficar com cabelos mal cortados e muito menos com raiz branca, que o salto alto tem seu valor, mas que uma alpargata também tem seu valor para os  dias de bater pé no Saara, Rua da Alfândega, Ipanema&#8230;</p>
<p>Lá pelos meus 11 anos, comecei a me interessar por make, e ficava literalmente babando pelas maquiagens importadas e caríssimas que ela usava, roupas lindas, o maior closet que já tinha visto até então. E como amava uma bijoux! Era uma infinidade, uma variedade que mais parecia uma loja.</p>
<p>Quando criança, a casa dela era impecável, porque tinha o tio Fernando que era bem obcecado com arrumação. Não podíamos mexer em nada, Ele não era muito chegado a criança e confesso que tinha um pouco de “medo” dele. No Natal, a árvore dela de quase três metros de altura (que foi trazida de NY por eles junto com os enfeites dignos de shopping center) me encantava. Aliás, o Natal na casa dela era um evento para nossa pequena família e amigos de sempre. Tudo regado a muita comida gostosa. Ela e tio Fernando passavam o dia inteiro na cozinha (aliás, nesse tempo, quem comandava a cozinha era ele). Tempos depois, que ela de fato tomou gosto por cozinhar, comprar livros de receitas e fazer muitos almoços nos finais de semana. Eu era bem chata pra comer, e isso a irritava profundamente. Na época meu lance era bife com fritas, e olhe lá! Uma infância em que eu a enxergava como uma super star, a tia que proporcionava momentos tão bacanas pra gente. Fora isso ela era nosso abrigo. Lugar do refúgio de nós três por centenas de vezes. Aqueles momentos que íamos para casa dela quando não segurávamos a onda da convivência com meu pai. Tínhamos nosso canto cativo lá na casa da Nana. Eu, Gui e minha mãe. Lembro que dormia num colchão dentro do closet dela no apartamento da Barra. E lá foi nosso refúgio por muito anos&#8230;</p>
<p>A minha adolescência chegou, e com ela nossa pior fase. Lá pelos meus 16 anos, comecei a questionar coisas que não achava bacana nela, me metia — sem qualquer propriedade ou direito — nas “brigas” que ela tinha com a minha mãe. Coisa típica de irmãs, mas que eu, por imaturidade e uma boa dose de ciúmes, não aceitava. A vida profissional dela estava mudando drasticamente, ela não sabia lidar com a perda de status e financeira e isso afetava demais o humor dela, o que junto com os meus hormônios de adolescente, era briga na certa!</p>
<p>Começamos num jogo muito doido de “disputar” minha mãe. Loucura, né? A pobre da minha mãe sempre ficava no meio de nós duas. Como me culpo por ter me desgastado tanto, por ter colocado minha mãe numa escolha cruel entre filha e irmã. Por causa de uma discussão besta entre as duas, eu fui me meter e isso significou quase dois anos delas praticamente rompidas. Tempos difíceis. Os anos passaram, comecei a fazer PUC e novamente fomos nos reaproximando aos poucos. Nessa época ela já tinha saído da Barra e tinha alugado um apartamento em Copa. Comecei a frequentar a área novamente. E assim fomos reconstruindo nossa relação. Eu dormia lá porque facilitava demais minha ida pra faculdade e ela gostava da minha companhia também.</p>
<p>Nessa época a Nana já tinha perdido o Tio Fernando, e as “baladas” já não faziam mais parte do seu dia a dia. Ao contrário, era bem caseira. Curtia ficar em casa lendo ou assistindo a TV. E eu fiquei sendo sua companhia durante quase toda semana. Lembro como se fosse ontem, o dia que de uma maneira bem natural tivemos a nossa DR. Falamos sobre o que acontecera havia anos atrás e percebemos naquele momento que nada daquilo fazia sentido. Que nenhuma de nós tomaria o lugar no coração da minha mãe. Ela fez a mea-culpa que ela era a adulta na época e que não deveria ter deixado as coisas chegarem ao ponto que chegaram. E em meio a tantos desabafos e “confissões”, nos abraçamos e choramos, e ali começamos uma nova relação. Uma relação de mais respeito, mais maturidade de ambas e principalmente de aceitação de que éramos imperfeitas.</p>
<p>A Nana se transformou com o nascimento da Antônia. A neta mulher que ela sempre sonhou trouxe à tona o melhor dela. Ficou mais afetiva, mais paciente, mais tolerante e principalmente: mais feliz. E automaticamente, a relação da nossa família como um todo se transformou também. Que tempo bom&#8230;</p>
<p>A Nana vivia o momento. Era o que ela queria na hora. E o futuro, a Deus pertence. Isso nos enlouquecia porque invariavelmente sobrava pra gente arrumar as confusões dela, mas hoje vejo que ela era assim e não mudaria NUNCA. A vida era o agora, aquele momento. A frase da vida dela era: &#8220;vou fazer e realizar tudo que puder enquanto estiver bem e com saúde&#8221;. E assim o fez.</p>
<p>E fomos amadurecendo e construindo uma relação super sólida. Nana foi minha primeira cliente como advogada. Aos 21 anos, com a carteira provisória da OAB, fiz minha estreia numa ação pra ela. E, dali em diante, começamos uma relação ultra confidencial, onde invariavelmente eu estava a postos para resolver qualquer pendência na área jurídica. Parece que estou ouvindo ela dizer: &#8220;Isso fica entre nós, viu? Sua mãe não precisa saber!&#8221;. E ria. Realmente, minha mãe não soube. Sempre guardei comigo um punhado de responsabilidade e ficava feliz em ajudar.</p>
<p>Aos 28 anos me casei, e o presente da Nana foi o meu vestido de noiva, o que eu sempre sonhei, feito por ninguém menos que a saudosa Glorinha Pires Rebello. Só ela para me proporcionar algo dessa magnitude, só ela para ter amigos que faziam tudo por amor a ela. E assim foi com a maquiagem e nosso hotel de noite de núpcias. Lembro do dia que fomos à Casa Alberto para ela e minha mãe escolherem o tecido do vestido que elas usariam. Uma FORTUNA! Mas nos divertimos tanto&#8230; Ela dizia sempre: &#8220;Filha, da vida nada se leva! Eu e sua mãe não podemos entrar de qualquer jeito na igreja. Vamos em frente&#8221;. Compramos também o tecido do vestido de daminha da Antônia, na época com seus cinco anos.</p>
<p>Logo depois, nasceu minha filha mais velha. Ela chorou de alegria! Mais uma menina para a gente mimar e enfeitar. Foi uma ti-vó super carinhosa e presente na vida da Lica. Minha pequena sentiu demais a passagem dela&#8230;</p>
<p>Chegamos à terceira fase da nossa existência. Aquela que tenho a plena convicção de que cumprimos nossa missão juntas: a gravidez do Gustavo. Pra quem não sabe, quase morri aos 33 anos, quando tive uma embolia pulmonar decorrente de ume trombose na gravidez (vejam que ironia, exatamente a causa da morte dela). Em seguida, uma sequência interminável de sofrimento, quando descobrimos que meu filho caçula tinha uma má formação no esôfago.</p>
<p>Foram quase 3 anos onde a Nana se tornou um dos meus grandes pilares de força. Ela ia ao hospital sempre e me amparou em todos os momentos de desespero, assim como ao Flávio, a quem ela amava demais também. Aliás ambos se amavam profundamente. Guga se tornou a prova viva de que a fé da nossa família sempre foi inabalável.</p>
<p>A qualquer um que questionasse Deus, ou que tentasse nos falar em não acreditar em milagres, lembrávamos dos 38 dias em que meu filho ficou em coma. Nana não deixava a peteca cair. Quantas e quantas vezes ficou horas me fazendo companhia no hospital. Sempre chegava com alguma coisinha gostosa para eu comer, levava um presentinho para amenizar a dor&#8230;  Graças a Deus, nosso Guguinha arribou e trouxe sentido a tudo o que sempre dizíamos sobre a bondade Divina. Compartilhamos desde então novenas, orações, santinhos, e um respeito enorme pela espiritualidade. Comecei a falar com ela sobre espiritismo, e esse era um dos nossos assuntos preferidos nos últimos anos (além de meter o pau no Bozo, é claro! Risos).</p>
<p>Viemos para Brasília, veio a pandemia, e a Nana ficou totalmente reclusa durante esses dois anos. As tosses e falta de ar traziam um pânico real de se contaminar pelo coronavírus. Nos falávamos por vídeo toda semana, momento em que trocávamos nossa fúria com relação ao atual governo e falávamos amenidades para não deixar tudo tão pesado. A Nana sabia fazer as coisas não ficarem tão pesadas porque tinha um humor sarcástico. Era uma das especialidades dela.</p>
<p>E foi assim que ela viveu os últimos anos. Passando por momentos de extrema angústia por toda a situação do país, por sua velhice chegando e o trabalho cada vez mais escasso e difícil. Sabemos exatamente que todo o luxo e glória que viveu quando eu era criança não foi sua época mais feliz. A felicidade plena era estar cercada dos verdadeiros amigos, do filho, da nora, das netas e com a gente. E todos aqueles que ficaram ao lado dela até o último segundo. Guardarei pra sempre nossas fugidas e tardes onde íamos fazer comprinhas nas feirinhas de Terê e Itaipava (eu, minha mãe e ela), nas coisinhas gostosas que comíamos, nas dietas mirabolantes que nos metíamos, nas nossas novenas, dicas de filme e séries, nos conselhos jurídicos, nos abraços cada vez mais apertados e intensos dos últimos meses.</p>
<p>Nana, obviamente estou em lágrimas, como você já deve prever. Não acredito que você partiu tão rápido. Ouço nitidamente sua voz, me pego tantas vezes quase te fazendo uma chamada de vídeo. Tanta coisa me lembra você. Olho seu Instagram e você está lá. Como pode?</p>
<p>Pode! Sua missão foi cumprida e cabe a nós aceitar sua ausência física. Não tenho dúvidas de que finalizamos nossa missão com ajuda do Frei Luís, Nossa Senhora, Santo Antônio e toda falange que nos cerca. Porque definitivamente você não era mulher de ficar presa num CTI, cheia de máquinas e com respiração mecânica. Você precisou de apoio para realizar o desapego à vida material, aos que ficariam aqui cheios de saudade, mas graças à espiritualidade consegui te ajudar no desenlace, fico orgulhosa por ter feito isso por você, com ajuda dos meus mentores. Um dos momentos mais importantes da minha jornada de conhecimento da vida após a morte. Você foi encaminhada na paz, e seu rosto mostrou o sorriso de quem reencontrou a vovó, a Bisa e um tanto de gente boa que já estava ao seu aguardo.</p>
<p>Viverei com as melhores lembranças, com a alegria de que cumprimos lindamente nossa missão, com a gratidão por ter 40 anos de você na minha vida, de ter visto você casar o Gui, de estar presente naquele jantar dos meus 40 anos. Que privilégio! Mais do que isso, com a certeza de que você continua VIVA, que está num plano muito superior ao terrestre, e em breve terei notícias suas, vamos torcer para isso.</p>
<p>Meu amor é eterno, Nana. Não só o meu: Flávio, Lica e Guga sentem exatamente o mesmo. Você sempre estará nas nossas MELHORES lembranças. Cuida da gente aí em cima!</p>
<p>Certeza de que nós vamos dar muitas gargalhadas juntas ainda. Teremos outras vidas lindas a compartilhar.</p>
<p>Te amo! Com carinho, filha (você sempre me disse que gostaria que eu fosse sua filha também) <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/15.0.3/72x72/1f60a.png" alt="😊" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> .</p>
<p>Clara Amado</p>
<p>23 de agosto de 2022.</p>
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		<title>Sou uma sortuda</title>
		<link>https://www.annaramalho.com.br/sou-uma-sortuda/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Anna Ramalho]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 27 Aug 2022 14:19:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog Anna Ramalho]]></category>
		<category><![CDATA[Homenagens]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por Carol Ramalho Sou uma sortuda mesmo nessa vida! Dela, ouvi frases como: “Também te amo muito, minha filha”. “Não tem nem um lugar no mundo que eu queria estar mais do que aqui com vocês”. E mesmo nos raros momentos de silêncio senti uma mão quentinha me fazendo carinho e um sorriso de olhos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong>por Carol Ramalho</strong></p>
<hr />
<p>Sou uma sortuda mesmo nessa vida! Dela, ouvi frases como:</p>
<p>“Também te amo muito, minha filha”.</p>
<p>“Não tem nem um lugar no mundo que eu queria estar mais do que aqui com vocês”.</p>
<p>E mesmo nos raros momentos de silêncio senti uma mão quentinha me fazendo carinho e um sorriso de olhos apertadinhos me olhando com muito amor.</p>
<p>Te amo para sempre. Até logo <img decoding="async" class="an1" src="https://www.annaramalho.com.br/wp-content/uploads/2022/08/32.png" alt="&#x2764;" data-emoji="&#x2764;" aria-label="&#x2764;" /></p>
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		<title>Minha mestra</title>
		<link>https://www.annaramalho.com.br/minha-mestra/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Claudio de Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 27 Aug 2022 14:18:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog Anna Ramalho]]></category>
		<category><![CDATA[Homenagens]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por Luiz Claudio de Almeida Oi, Anna! Era assim que começávamos nossos dias. Um ou outro sempre ligava dando um “Oi!”. Trinta dias se passaram e eu ainda me pego em alguns momentos como se fosse ligar para contar alguma novidade, notícia ou simplesmente falar as amenidades que sempre me faziam rir muito. Nos meus [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong>por Luiz Claudio de Almeida</strong></p>
<hr />
<p>Oi, Anna!</p>
<p>Era assim que começávamos nossos dias. Um ou outro sempre ligava dando um “Oi!”. Trinta dias se passaram e eu ainda me pego em alguns momentos como se fosse ligar para contar alguma novidade, notícia ou simplesmente falar as amenidades que sempre me faziam rir muito. Nos meus ouvidos ainda soam o “Filho&#8230;”, era assim que você sempre me chamava. Sinto tanta falta de você&#8230;</p>
<p>Nesse um mês, que parece ter passado em uma semana, segui aqui tocando nosso site com o mesmo amor e dedicação. Muitas vezes tive o impacto da realidade quando me deparava com sua foto ou com alguma de suas últimas publicações. As vezes abro o zap para ver nossa última conversa, naquele dia antes de você ser entubada. Pouquíssimas vezes a vi chorar e naquela quinta-feira que você me ligou chorando, dizendo que estava a caminho da UTI me deu um medo enorme.</p>
<p>Sei que agora você já está se recuperando no plano superior e  que essa homenagem que estamos fazendo vai chegar até você. Queria aproveitar para te contar que por aqui as coisas andam na mesma. Tivemos uma semana de entrevistas com os presidenciáveis e logo de cara foi “Seu Jair” – como você sempre o chamou. Neste dia falei para o Guilherme que não parava de pensar em você. Certamente sairia uma crônica, “né, não?!”.</p>
<p>Nesse período tenho recebido muitas mensagens dos seus amigos, dos assessores de imprensa e colegas de profissão. Dá pra sentir o quanto você é querida. Cada ligação, cada mensagem que recebo, reflito sobre você. Essa semana fiquei pensando na sua generosidade. Recordei-me do dia em que o Borges, revisor do JB, que já está por aí também, comentou que precisava fazer um cateterismo, mas que tudo era muito difícil. Liguei na mesma hora e comentei com você. Naquele mesmo dia, você me ligou com tudo resolvido. A Bel já havia marcado para ele ir ao Servidores do Estado. Essa é apenas uma das muitas histórias de sua grande generosidade.</p>
<p>Imagino que a essa altura você já tenha recebido a visita de sua mãe, do Fernando, do Boechat, de sua tia, Madre Honorina, que está em processo de canonização e de tantos amigos queridos que você fez por aqui.   Tenho certeza também que os mensageiros de Santo Antônio, de Nossa Senhora e do Frei Luiz te acompanharam e deram todo o suporte na viagem.</p>
<p>Estas serão as últimas postagens no site, mas queria aproveitar para agradecer por tudo. Já agradeci no hospital, mas agradecer é uma benção, sempre. Te agradeço pelos ensinamentos profissionais e de vida, pelo amor, pela amizade e pela oportunidade de ter convivido tantos anos ao seu lado. Você me ensinou muito, me fez ficar mais e mais apaixonado por crônicas,  pena que não deu tempo de fazer um livro com as suas. Eu tinha o maior orgulho de ser o primeiro a ler e de ouvir toda semana você dizer que eu era o termômetro para seus textos. Isso me enchia de orgulho. Obrigado pelos almoços em sua casa, pelo empadão que você fazia questão de pedir a Maria para preparar quando marcávamos almoço. Foram dias muito alegres, foram momentos felizes desde a criação do site na sala de sua casa, lembra?! Riscamos num papel como seria o site e assim foi. É um sucesso, Anna. Você acredita que depois de sua partida eu pedi a Camila os números, e nada mudou. Tivemos um pico naqueles  dois  dias  e depois os números – altos, diga-se de passagem – se mantiveram.</p>
<p>Mas a vida é assim. Tudo passa, tudo muda o tempo inteiro. ­Confesso que estou muito triste com sua ausência e com o término do site. É um pedaço seu que aqui ficou. Dói, viu?! Mas vamos seguir com a certeza do ciclo muito bem cumprido.</p>
<p>Tenho certeza de que em algum momento saberei notícias suas.</p>
<p>Um beijo bem grande.</p>
<p>Te amo muito!!</p>
<p>Luiz Claudio de Almeida</p>
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		<title>A alegria que nunca irei esquecer</title>
		<link>https://www.annaramalho.com.br/a-alegria-que-nunca-irei-esquecer/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Anna Ramalho]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 27 Aug 2022 14:17:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog Anna Ramalho]]></category>
		<category><![CDATA[Homenagens]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por Camila Gama Querida Anna, Lembro nitidamente quando te conheci. Você foi a primeira pessoa a me chamar de querida, de uma forma carinhosa e tão doce, que é impossível esquecer a sua voz. Não esqueço dos dias planejando o site, do nosso encontro no ateliê do Chicô Gouvêa, de toda a visão e sonhos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong>por Camila Gama</strong></p>
<hr />
<p>Querida Anna,</p>
<p>Lembro nitidamente quando te conheci. Você foi a primeira pessoa a me chamar de querida, de uma forma carinhosa e tão doce, que é impossível esquecer a sua voz.</p>
<p>Não esqueço dos dias planejando o site, do nosso encontro no ateliê do Chicô Gouvêa, de toda a visão e sonhos que colocou dentro desse projeto. De todos que nos acompanharam nessa jornada: o Luiz Claudio, que está conosco, a Daniele Barbosa e da Bárbara Abreu. De todos os amigos que conheci nesses anos todos que estive ajudando no site, desde 2010. Tantas histórias e emoções, vou sempre lembrar de cada um deles.</p>
<p>Impossível esquecer as vezes que fui na sua casa, e vi a bela Antonia pequena correndo por lá, enquanto falávamos do site. Nossa, como o tempo passa! Nem acreditei quando soube que ela fez 18 anos.</p>
<p>Você foi uma das minhas primeiras clientes, e com certeza uma que nunca irei esquecer. Sempre carinhosa e delicada, mesmo nos momentos difíceis. Sempre teve a sua doçura inabalável.</p>
<p>Impossível esquecer as histórias que contava e toda a alegria que nos trouxe. Como não se encantar com tamanha força e alto astral? Com todo o amor que sempre teve com a sua família e com as histórias que compartilhamos?</p>
<p>Sempre te admirei, uma pessoa carinhosa, linda, que estava sempre impecável&#8230; Aquela pessoa que, não importa quando veja, está deslumbrante. Belíssima em fotos e ao vivo, nunca conheci outra pessoa assim. Mesmo em momentos difíceis, como nesse ano, nunca perdeu essa luz que sempre teve e que sempre me emocionou.</p>
<p>As suas lives sempre cativantes, uma pena que não tenha começado antes, para poder encantar ainda mais as pessoas.</p>
<p>Sinto muito a sua falta, difícil ver os dias passando sem uma mensagem sua e sem ouvir a sua voz. Sem ouvir você me chamando de “Querida” com a doçura que sempre teve.</p>
<p>Foi um grande prazer ter te conhecido, poder ter passado todos esses anos ajudando no site e contribuindo com o seu sonho. Nunca irei esquecer cada um desses momentos e sempre serei muito grata!</p>
<p>Gostaria de conseguir descrever melhor o que sinto, mas é muito difícil colocar sentimentos em palavras. O resumo de tudo é que: sinto muito a sua falta todos os dias.</p>
<p>Fique bem, minha querida! Nunca esquecerei as alegrias que nos trouxe e tenha certeza de que irei guardar todas essas lembranças com muito carinho para sempre no meu coração. A saudade vai ficar, mas sei que teve uma vida linda cheia de amor, e que hoje está olhando por todos nós, feliz e com a mesma alegria de sempre.</p>
<p>Camila Gama</p>
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		<title>Anna, perto de você como como a vida era abundante!</title>
		<link>https://www.annaramalho.com.br/anna-perto-de-voce-como-como-a-vida-era-abundante/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Anna Ramalho]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 27 Aug 2022 14:16:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog Anna Ramalho]]></category>
		<category><![CDATA[Homenagens]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Maria Rita Taunay Ana amada, contadora de histórias, agregadora, otimista, divertida&#8230; perto de você como como a vida era abundante! Ana eclética, democrática, generosa, da voz rouca, Ana eterna. Ana preparava comidas maravilhosas pra turmas animadíssimas. Receitas clássicas, divinas. Lembro muito de uma noite de verão, acho que 2002, em que fui pra casa da [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong>Maria Rita Taunay</strong></p>
<hr />
<p>Ana amada, contadora de histórias, agregadora, otimista, divertida&#8230; perto de você como como a vida era abundante!</p>
<p>Ana eclética, democrática, generosa, da voz rouca, Ana eterna.</p>
<p>Ana preparava comidas maravilhosas pra turmas animadíssimas. Receitas clássicas, divinas.</p>
<p>Lembro muito de uma noite de verão, acho que 2002, em que fui pra casa da Ana jantar e jogar umas cartinhas, fofocar com o Místico. Quiche lorraine com muitas garrafas de vinho branco gelado. Saí muitas horas depois trocando as pernas e rouca de dar risada.</p>
<p>Lembro-me, rindo por dentro, de tantos outros momentos&#8230;</p>
<p>Ana veio pra vida da minha mãe como um novo sopro; trouxe um olhar mais leve pra vida. Depois da Ana a existência ficou mais alegre, mais jovial, mais viva.</p>
<p>Ana, que aproveitou cada minuto aqui&#8230; Solidária, presente. Sempre presente! Como pode, a vida sem a Ana? Nos trouxe tanto e nos deixou seus muitos amores, com quem seguiremos.</p>
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		<title>Lembrar da Ana não é difícil</title>
		<link>https://www.annaramalho.com.br/lembrar-da-ana-nao-e-dificil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Anna Ramalho]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 27 Aug 2022 14:16:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog Anna Ramalho]]></category>
		<category><![CDATA[Homenagens]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por Lygia Salete Vejo como se fosse hoje as nossas idas para a PUC onde fomos colegas no jornalismo. Como eu tinha ganho um Gordini e morávamos perto, eu dava carona para a Ana todos os dias. Como íamos muito cedo, nem sempre estávamos no melhor dos humores. Não foram poucas as nossas ridículas discussões [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong>por Lygia Salete</strong></p>
<hr />
<p>Vejo como se fosse hoje as nossas idas para a PUC onde fomos colegas no jornalismo. Como eu tinha ganho um Gordini e morávamos perto, eu dava carona para a Ana todos os dias. Como íamos muito cedo, nem sempre estávamos no melhor dos humores. Não foram poucas as nossas ridículas discussões porque estávamos com sono e queríamos dormir mais de manhã. Mas depois do cafezinho das 10hs e do nosso cigarrinho (Minister), tudo era festa.</p>
<p>Tive que me transferir para Porto Alegre em 1970 porque casei, mas nunca perdemos contato.   E junto com Ana ganhei de presente a minha “alma gêmea” Bel e toda sua família maravilhosa. Só lamento não ter conhecido o Cris e suas três bonecas. . . coisas da vida.</p>
<p>Aninha, amiga/irmã, vou sentir muito a sua falta. A distância nunca separou nossos corações. Descanse em paz, minha querida. Meu carinho eterno.</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
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