<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/rss2full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-3072473866423416029</atom:id><lastBuildDate>Tue, 15 May 2012 19:42:27 +0000</lastBuildDate><category>Business</category><category>Viagens</category><category>Artes</category><category>Filosofia</category><category>Contos</category><category>Política</category><title>Assim falou De Nardi</title><description /><link>http://www.assimfaloudenardi.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Daniel De Nardi)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>233</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/rss+xml" href="http://feeds.feedburner.com/AssimFalouDeNardi" /><feedburner:info xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" uri="assimfaloudenardi" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><feedburner:emailServiceId xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0">AssimFalouDeNardi</feedburner:emailServiceId><feedburner:feedburnerHostname xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0">http://feedburner.google.com</feedburner:feedburnerHostname><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3072473866423416029.post-4979095865909863956</guid><pubDate>Sat, 31 Dec 2011 16:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-31T08:11:47.117-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Viagens</category><title>#FinalDeAnoNoChile parte III</title><description>&lt;style&gt;@font-face {   font-family: "Cambria"; }p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal { margin: 0cm 0cm 0.0001pt; font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; }div.Section1 { page: Section1; } &lt;/style&gt;           &lt;style&gt;@font-face {   font-family: "Cambria"; }p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal { margin: 0cm 0cm 0.0001pt; font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; }div.Section1 { page: Section1; } &lt;/style&gt;     &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;A viagem passa da metade! Juntaram-se a nós mais três amigos Tati, Lucas e Mateus. O grupo ganhou em diversão, as ondas apareceram. Um estado de excitação, agora toma conta dos surfistas. Eu e o Rafa sempre cogitamos viajar para outro lugar, pegar ondas diferentes, mas quando as daqui quebram, nos fazem esquecer que outra possibilidade existe. Nos dá aquela sensação de que não desejamos estar em nenhum outro lugar, a vivência plena do momento presente, em uma palavra – FELICIDADE!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;Tudo parece caminhar para a perfeição, boas ondas, excelente companhia e cozinheiros de primeira. Sentirei muita falta no momento em que não pararmos de levar nossas pranchas para praia e após muitas horas de remada não tivermos mais nossas conversas na sala espalhada. &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-MZ2BftV3mPk/Tv80NAd9sCI/AAAAAAAABHs/OUudZhJYyFU/s1600/IMG_4203.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-MZ2BftV3mPk/Tv80NAd9sCI/AAAAAAAABHs/OUudZhJYyFU/s320/IMG_4203.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3072473866423416029-4979095865909863956?l=www.assimfaloudenardi.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.assimfaloudenardi.com/2011/12/finaldeanonochile-parte-iii.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel De Nardi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-MZ2BftV3mPk/Tv80NAd9sCI/AAAAAAAABHs/OUudZhJYyFU/s72-c/IMG_4203.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3072473866423416029.post-3151874028216746683</guid><pubDate>Sat, 24 Dec 2011 00:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-23T16:45:49.971-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Viagens</category><title>FINAL DE ANO NO CHILE PARTE II</title><description>&lt;style&gt;@font-face {   font-family: "Cambria"; }p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal { margin: 0cm 0cm 0.0001pt; font-size: 12pt; font-family: Cambria; }.MsoChpDefault { font-family: Cambria; }div.WordSection1 { page: WordSection1; } &lt;/style&gt;     &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-vLynn1hnfUI/TvUbpQ_ruGI/AAAAAAAABHg/L60bu4ja7xM/s1600/pichilemu.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-vLynn1hnfUI/TvUbpQ_ruGI/AAAAAAAABHg/L60bu4ja7xM/s320/pichilemu.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;Passamos um dia maravilhoso em Santiago, não é fácil para quem surfa ficar numa cidade sabendo que ondas perfeitas podem estar quebrando a poucas horas dali. Mas sou um cara que gosta de cidades, gosto também de locais inóspitos, no entanto, não tenho essa coisa de achar que estar na natureza é necessariamente melhor que numa capital. Sendo assim, aproveitei bastante Santiago, visitamos um lindo museu (GAM), comemos em um bom restaurante (Republicano) e fizemos compras (Sports Mall). &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;Agora, estou escrevendo com o mar quebrando nas minhas costas, o Rafa e a prepara nosso almoço, a Célia toma sol na varanda e logo mais, iremos andar a cavalo. Esperar que toda a satisfação venha das ondas, pode gerar muita frustração. E Frustração, expectativa e satisfação são sensações bastante presentes no surf. O mar ainda não nos deu chance desde que chegamos em Pichilemu (no final da tarde desse dia conseguimos surfar, conto depois). O que temos a fazer é aproveitar as outras possibilidades que o local nos oferece. Sempre há muitas coisas que jamais fazemos que estão ali, prontas para serem desfrutadas mas que nossos hábitos não nos permitem experimentar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/a-f9ZuvmGzU" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3072473866423416029-3151874028216746683?l=www.assimfaloudenardi.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.assimfaloudenardi.com/2011/12/final-de-ano-no-chile-parte-ii.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel De Nardi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-vLynn1hnfUI/TvUbpQ_ruGI/AAAAAAAABHg/L60bu4ja7xM/s72-c/pichilemu.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3072473866423416029.post-875583545112256799</guid><pubDate>Tue, 20 Dec 2011 22:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-20T14:47:06.502-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Viagens</category><title>FINAL DE ANO NO CHILE COMEÇOU</title><description>&lt;style&gt;@font-face {   font-family: "Cambria"; }p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal { margin: 0cm 0cm 0.0001pt; font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; }div.Section1 { page: Section1; } &lt;/style&gt;     &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-K5xNbGBaHTA/TvEPViX34vI/AAAAAAAABHU/Q0PUmVVNegQ/s1600/layout_writer_chichester_05.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-K5xNbGBaHTA/TvEPViX34vI/AAAAAAAABHU/Q0PUmVVNegQ/s200/layout_writer_chichester_05.jpg" width="165" /&gt;&lt;/a&gt;Tomei um café. Tem uma voz na minha cabeça narrando o que devo escrever. Escrever não é um ofício fácil, embora todo mundo “saiba” escrever desde que tem sete anos. Escrever dá medo e quanto mais você escreve mais medo dá. Quando você atinge um bom patamar de escrita e leitura você sabe que bons leitores irão julgá-lo, quer você queira, quer não e eles não perdoam! Mas, vamos lá, vou tentar ser menos pretensiosos (mas eles vão julgar mesmo assim, eu sei, publiquei, serei avaliado, não tem saída), eu falava do café.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;Ganhei um aliado. Um fone mega tecnológico, daqueles que não passa nenhum som. Sempre quis ter um desses. Encantado! Estou escrevendo dentro de uma sala de concerto, só ouço o que me interessa e assim, ninguém pode mais me atrapalhar. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;Tudo pronto. Vou tentar trazer a voz de novo. Ela está dizendo que gostou da introdução. “Está bem contemporâneo, quem sabe você fará parte da Geração 10” é um livro com coletâneas de novos escritores que sai de 5 em 5 anos e que o Marne, meu professor de literatura, participou esse ano quando ela se chamou Geração 00 e juntou os melhores escritores que haviam sido publicados na 1&lt;sup&gt;a&lt;/sup&gt; década dos 2000.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;No aeroporto. Como era de se esperar o vôo atrasou. Estou a caminho de Santiago, sim, quem é meu leitor sabe o quanto eu gosto do Chile. Passarei doze dias desconectado, &lt;i&gt;free as bird&lt;/i&gt;, &amp;nbsp;podendo medir o impacto contraproducente da internet no meu rendimento. Estou feliz, sei que não dependo dela, embora ela insista em não desgrudar de mim. Aguarde, isto é apenas uma introdução, novos e bons textos virão nos próximos dias.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3072473866423416029-875583545112256799?l=www.assimfaloudenardi.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.assimfaloudenardi.com/2011/12/final-de-ano-no-chile-comecou.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel De Nardi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-K5xNbGBaHTA/TvEPViX34vI/AAAAAAAABHU/Q0PUmVVNegQ/s72-c/layout_writer_chichester_05.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3072473866423416029.post-60088734899992571</guid><pubDate>Sun, 28 Aug 2011 14:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-08-28T07:53:02.708-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Contos</category><title>POR E-MAIL</title><description>           &lt;style&gt;
 @font-face {
   font-family: "Cambria";
 }p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal { margin: 0cm 0cm 0.0001pt; font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; }a:link, span.MsoHyperlink { color: blue; text-decoration: underline; }a:visited, span.MsoHyperlinkFollowed { color: purple; text-decoration: underline; }div.Section1 { page: Section1; }
 &lt;/style&gt;     &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Para: &lt;a href="mailto:rejanesilva@hotmail.com"&gt;rejanesilva@hotmail.com&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Rejane&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Acabei de ler seu blog. Confesso q ouvi c certo preconceito qnd vc disse q também escrevia. Ainda mais poesia, pois hj em dia o que mais vejo na internet são falsos sabichões metidos a poetas. Isto me irrita um pouco, sabe? Parece que todos usam a mesma receita de mal gosto – Jogam um monte de palavras desconexas. Depois adicionam - amor, sentimento e paixão. Incluem - alma, desejo e sonhos a gosto. E pronto – “Poesia”. Não sei se vc estudou literatura, mas a poesia é a forma mais perfeita da escrita. É a palavra em seu estado mais lapidado. Por isso, me dá nos nervos ver esses canalhas fazendo isto com ela.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mas enfim, gostei bastante dos seus textos. Vc leva jeito p coisa, não me parece que usa tais receitas rsrsrsrs. Gostaria de voltar vê-la para falarmos mais sobre isto. Qnd podemos marcar?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Bjs &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;Antônio Augusto &lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="http://www.memoriasdounderground.blogspot.com/"&gt;www.memoriasdounderground.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_____________________________________________________________________________________________&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Para &lt;a href="mailto:antonioaugusto@gmail.com"&gt;antonioaugusto@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Oi Antônio&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Vcs burguesinhos são todos iguais mesmo. Acham q somente vcs podem fazer bem as coisas. O talento não escolhe classe social, gato. Vc nunca ouviu falar que o sol nasce pra todos? Pois saiba que minha vida só está assim agora pq n eh fácil vir de onde eu vim. Tive que me virar, ralei muito, mas sei que as coisas vão mudar e tenho certeza que um dia, meu livro será um sucesso. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Sobre estudar, eu fiz um curso de contos. Se vc me perguntar - Pq conto se escrevo poesia? Nessas horas não ter $ atrapalha mesmo. Era um curso grátis e só tinha de conto. Paciência!!!! &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Bom, vc sabe q meu tempo vale ouro. Se quiser marcar algo me liga.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Bjussssss Re&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;____________________________________________________________________________________________&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;betão&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;fala&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;cara vc n sabe&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;what?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Lembra akele site?&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;qual?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;theclass.com.br&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;sim, das putas&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;então liguei lá ontem&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;fui no flat dela&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;e ai?&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;boa?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;sim bem gostosa&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;me passa o link p eu ver&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;dps vc vê é Rejane&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;qnt morre?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;R$300&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;caro&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Mas vale&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;Sempre vale&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;Mais barato que sair pra jantar &lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;várias vezes com uma mina&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;e ainda correr o risco d n comer&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;É. Foi bom viu!!!!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Mas não era isso que eu queria te dizer&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;Então fala pô&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A mina era diferente&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Não era essas putas sem naipe, sabe?&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;Não, não sei&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;P mim, sendo puta já é sem naipe&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;É eu sei, mas esta tinha qq coisa&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;Qq coisa?&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;hahahaha&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;Como assim????&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Sei lá&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Sabia conversar&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;E ela escreve.&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;hahahaha&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;tá de sacanagem né?&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;Minha empregada tmb escreve uns recados p mim&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;Escreve o que?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Calma cara&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Tmb tive essa reação&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Mas dai entrei no blog dela&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;e aí?&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;é cheio de coraçõezinhos&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;ou é mais estilo Bruna Surfistinha?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Não Betão&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A mina faz poesia de verdade&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;Vc já ouviu falar na expressão &lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;chave de buceta?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Não é isso. Deixa de ser refratário cara&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A coisa está mudando Betão&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A arte tá vindo daí&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;Daí onde?&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;Dos cabarés?&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;Sempre teve encontros neles&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;Mas quem sempre escreveu ou pintou foram os artistas&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;As putas fazem outro trabalho&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;Ajudam a Arte de outra forma. Entende?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Deixa de ser otário. Não é mais assim Betão &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ninguém mais quer saber de Proust.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Já deu... Temos que ver o que tá rolando.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Lembra da parte secreta da arte que o Bolaño fala &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;naquele conto do dentista?&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;Putas Assassinas, claro que sei.&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;Maravilhoso!!!! Aquilo que é literatura. &lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;Não um blog de uma puta, Antônio.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Cara, mas você nem viu&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;É como o cara do conto.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ele não queria ler o que o menino pobre escrevia&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Aí o dentista obrigou ele a ir no meio da favela&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Pegar os cadernos do menino e ler&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Lembra a reação do cara? Fica embasbacado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Não conseguiu dormir&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;tamanho impacto que o texto causou nele.&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;Tá bom, mas me diz uma coisa.&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;Vc tá defendendo a literatura ou seu tesão?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Se liga Betão.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O q vc quer ser? Um intelectual chato&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;daqueles não produzem nada&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;q vivem p falar das obras dos outros?&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;Tá bom. Vou dar uma olhada no blog &lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;só para vc não me encher mais&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;Mas antes vou ver o site dela peladinha&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;uhuhuhuhuhuh&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Tá bom Betão &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Dps falamos&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_____________________________________________________________________________________________&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O segundo encontro aconteceu numa sexta-feira a tarde. Antônio, sentia aquele frio na barriga que um amante sente nos momentos que antecedem o toque. Apesar de saber que aquilo não era como os outros serviços que prestava ela se portava como de fosse. Já tinha sido treinada pelas mais velhas a não se envolver com clientes. Até mesmo os beijos deveriam ser evitados pois eles eram o primeiro passo para o envolvimento e em seguida para a decepção. Os Olhos se encontraram. Hesitou, mas entregou o dinheiro, conforme o combinado. Como era de se esperar, deu mais atenção a ela do que o contrário. Falaram pouco, beijaram-se muito e loucamente, como se o concreto de uma represa tivesse sido rompido liberando a água que veio com uma força avassaladora fazendo o estrago e o bem que a Natureza selvagem pode fazer. O beijo era molhado e quente. Foi ela quem primeiro tocou sua cabeça por trás e segurou forte nos seus cabelos, era ela também que punha a língua úmida para dentro da boca dele e o fazia sussurrar de tesão. Sentaram-se frente a frente. Ele olhou para o fundo de sua alma e ela fez seu pênis escorregar para dentro dela. Assim ficaram até que o ápice do prazer viesse junto para os dois. Se despediram e cada um seguiu para o seu lado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_____________________________________________________________________________________________&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Para: 81879345&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Re adorei nosso encontro. Gostaria de manter mais contato. O q vc acha de fazermos um exercício de treinamento da escrita. Eu escrevo em prosa e você me reponde em poesia. Bjs&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Para: Antonio Augusto – cliente theclass&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Gostei da ideia. Parece a música da Rita Lee rsrsrs. Pode começar. Bjussssss&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_____________________________________________________________________________________________&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Para: &lt;a href="mailto:rejanesilva@hotmail.com"&gt;rejanesilva@hotmail.com&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E a sua Rita Lee me trouxe o Jabor, autor da crônica que inspirou a música: “O sexo é contra a lei. O amor depende de nosso desejo, é uma construção que criamos. Sexo não depende de nosso desejo; nosso desejo é que é tomado por ele.”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E tudo começou com o sexo, tesão e um desejo descontrolado que venceu a lei. Agora há outra coisa... algo que não explico, mas sinto, uma construção que é minha ou quem sabe... nossa. Entretanto há também uma voz lá dentro (ou seria fora?) dizendo que isto não posso, que não funcionará. Será mesmo minha esta voz? Ou de crenças que me impuseram? Imposições que mataram Romeu, que sonhava apenas em amar. Até que ponto a vergonha não me deixa ser quem eu sou – ou quem quero ser - prendendo-me nas garras da mediocridade e roubando minha liberdade? &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Acho que já dá para começar a brincadeira. Aguardo sua respoesia.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Bjs doces&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;Antônio Augusto &lt;/div&gt;&lt;div style="border-color: -moz-use-text-color -moz-use-text-color windowtext; border-style: none none solid; border-width: medium medium 1.5pt; padding: 0cm 0cm 1pt;"&gt;  &lt;div align="right" class="MsoNormal" style="border: medium none; padding: 0cm; text-align: right;"&gt;&lt;a href="http://www.memoriasdounderground.blogspot.com/"&gt;www.memoriasdounderground.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="border: medium none; padding: 0cm; text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Para &lt;a href="mailto:antonioaugusto@gmail.com"&gt;antonioaugusto@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A conquista&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Entrega imediata, retorno não há&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Oferta demais, demanda de menos&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Entregue-se e fique só&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Oculte e ganhe o mundo&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;No final são elas, sempre elas, as emoções&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;a nos comandar&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O que parece certo não agrada&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O que não podemos é o que queremos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Obs: Mais que ninguém, vocês “escritores” deveriam saber disto. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Bjussss Re&lt;/div&gt;&lt;div style="border-color: -moz-use-text-color -moz-use-text-color windowtext; border-style: none none solid; border-width: medium medium 1.5pt; padding: 0cm 0cm 1pt;"&gt;  &lt;div class="MsoNormal" style="border: medium none; padding: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Para: &lt;a href="mailto:rejanesilva@hotmail.com"&gt;rejanesilva@hotmail.com&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;E eu que achava que sabia das coisas... e aí aparece você e destrói minhas certezas. Tento pensar que você é apenas mais uma, mas minha alma diz o contrário. Me sinto perdido, como um cego num labirinto, onde minha única pista é a sua poesia dizendo que não posso me entregar. Fujo para as coisas simples, coisas que as pessoas falam, sem pretensão, sem propósito. Sartre saia com uma prostituta, e ela também dizia que ia ser escritora. Os dois acreditavam, porque estavam na França e lá isto é possível. E nós aqui, com essa merda de complexo de ex-colônia. Aqui não podemos. Nem nos apaixonar podemos. Não podemos pensar em literatura. Não podemos sonhar com um Nobel. Será que nem ao menos podemos amar como, em tese, amam os franceses?&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;Antônio Augusto &lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="http://www.memoriasdounderground.blogspot.com/"&gt;www.memoriasdounderground.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_____________________________________________________________________________________________&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ela não respondeu. No início ele achou normal, mas depois de três dias resolveu ligar e ela não atendeu. Passava o tempo todo olhando para seu telefone esperando que ela o retornasse. Quando se ocupava, chegava ansioso para ligar o celular e ler que havia uma ligação dela não atendida. Nada aconteceu.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_____________________________________________________________________________________________&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Para: &lt;a href="mailto:rejanesilva@hotmail.com"&gt;rejanesilva@hotmail.com&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A demora para retornar é parte da conquista?&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Cada minuto que passa é como o espinho de uma rosa rasgando minha pele. As inexplicáveis esperas que talvez sejam um dos temas mais fascinantes da vida são também um dos mais ricos da literatura.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Um beijo nos seus lábios&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;Antônio Augusto &lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="http://www.memoriasdounderground.blogspot.com/"&gt;www.memoriasdounderground.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;____________________________________________________________________________________________&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Betão&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;Manda loko&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Cara to falando direto com a mina&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;Tipo tele sexo?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Para cara&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;Para o que Tony?&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;Não me diz que você está apaixonado por uma puta&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Não é isso&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Paixão não sei&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Mas tá rolando um lance&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;Cara essas minas não tem caráter&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;São todas iguais.&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;Ela só quer seu $$, só isso&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;É uma troca justa&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;Vc só quer comê-la&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;E ela só quer receber&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Mas esta é diferente&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ela não faz isso por opção&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ela precisa&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;Não seja ingênuo Tony&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;Vc acha que alguma está lá por opção?&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;“Gosto tanto de dar&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;q eu posso fazer $$ tendo prazer.”&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;Seria genial, mas na prática...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Não sei &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;É difícil mesmo&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;As pessoas não aceitam&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Eu entendo&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Mas o foda é que não mandamos nas emoções&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;Imagina vc entrando em casa com ela&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;O que sua mãe ia dizer&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;É eu sei&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;É foda&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;Corta relação Tony&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;Deu &lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;Vai por mim.&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;Liga p outra&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;São todas iguais&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Blz a gente se fala.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Valeu&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Abs&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_____________________________________________________________________________________________&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Conversaram bastante. Ela se abriu um pouco mais e Antonio disse que a quer mais próxima, também confessou seu medo. Ele não lhe paga, eles transam loucamente com o tesão dos amantes apaixonados. Não sabem como agir na despedida e cada um segue para o seu lado. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_____________________________________________________________________________________________&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Para &lt;a href="mailto:antonioaugusto@gmail.com"&gt;antonioaugusto@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;De Verdade&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Você tem medo de que?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Você tem medo. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Eu sei porque.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Você tem medo porque você não é Homem De Verdade&lt;/div&gt;&lt;div style="border-color: -moz-use-text-color -moz-use-text-color windowtext; border-style: none none solid; border-width: medium medium 1.5pt; padding: 0cm 0cm 1pt;"&gt;  &lt;div class="MsoNormal" style="border: medium none; padding: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Há um terceiro, quarto, quinto encontro, todos parecidos. Há tesão e carinho. Falam de suas vidas, de seus dramas. Falam da saudade e do desejo de estarem mais próximos. Ela quer sair desta vida, ele fala que irá ajudá-la. Fazem planos de viagens juntos. Se despedem com beijo na boca e ele a leva em casa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_____________________________________________________________________________________________&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Para: &lt;a href="mailto:rejanesilva@hotmail.com"&gt;rejanesilva@hotmail.com&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Não tenho força suficiente para enfrentar. O amor, a situação, a sua sabedoria. Há dentro de mim um duelo emocional entre o que sinto e o que acho que é certo... uma luta acirrada... Há um medo que não me deixa agir, que me paralisa. Queria jogar tudo para cima, buscar você e desaparecer, mas não posso... Como será nosso futuro?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;Antônio Augusto &lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="http://www.memoriasdounderground.blogspot.com/"&gt;www.memoriasdounderground.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;________________________________________________________________________________________&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Para &lt;a href="mailto:antonioaugusto@gmail.com"&gt;antonioaugusto@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Olha aqui rapazinho. Não vou mais escrever em poesia, pq a coisa ficou séria e não apenas para o seu lado. A verdade é que poderíamos construir algo sim, mas talvez não tenhamos mais tempo. Recebi uma proposta para ir trabalhar na Europa. Me liga para conversarmos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Bj Re&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_________________________________________________________________________________________&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Para: &lt;a href="mailto:rejanesilva@hotmail.com"&gt;rejanesilva@hotmail.com&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Não posso, pq se eu ligar será p te chamar, p sempre...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;Antônio Augusto &lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="http://www.memoriasdounderground.blogspot.com/"&gt;www.memoriasdounderground.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;_____________________________________________________________________________________________&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Para &lt;a href="mailto:antonioaugusto@gmail.com"&gt;antonioaugusto@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Então...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;­_____________________________________________________________________________________________&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Para: &lt;a href="mailto:rejanesilva@hotmail.com"&gt;rejanesilva@hotmail.com&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;S&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;Antônio Augusto &lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="http://www.memoriasdounderground.blogspot.com/"&gt;www.memoriasdounderground.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;__________________________________________________________________________________________&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3072473866423416029-60088734899992571?l=www.assimfaloudenardi.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.assimfaloudenardi.com/2011/08/por-e-mail.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel De Nardi)</author><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3072473866423416029.post-6536032704262262678</guid><pubDate>Wed, 20 Jul 2011 20:55:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-07-22T13:48:19.417-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Filosofia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Viagens</category><title>BICICLETAS POR TUDO</title><description>&lt;style&gt;@font-face {   font-family: "Cambria"; }@font-face {   font-family: "Apple Casual"; }p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal { margin: 0cm 0cm 0.0001pt; font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; }div.Section1 { page: Section1; } &lt;/style&gt;     &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Kdrsf0xbhmM/Tic_W_FMDSI/AAAAAAAABGE/JWjAryUL6U0/s1600/IMG_1656.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-Kdrsf0xbhmM/Tic_W_FMDSI/AAAAAAAABGE/JWjAryUL6U0/s320/IMG_1656.JPG" width="238" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;Sabe quando você começa a pensar numa coisa e coincidências relacionadas a ela vão aparecendo? E aí você nunca sabe se aquilo tudo sempre esteve ali e você não percebia ou se de fato começaram a acontecer junto com sua descoberta.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;Pois bem, é isto que está ocorrendo comigo em relação à bicicleta. Após usar e me encantar por este meio de transporte na viagem que fiz à Londres e Paris (ambas as cidades possuem um sistema com o qual você pode alugar uma bicicleta a um preço irrisório e devolvê-la em qualquer parte onde aja um posto destes), voltei para São Paulo perplexo de como uma forma tão inteligente de deslocamento não é devidamente aproveitada no nosso país, especialmente em cidades com trânsito tão caótico como São Paulo. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;Com certa indignação, publiquei estas frases no meu Twitter @danieldenardi :&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Apple Casual&amp;quot;;"&gt;- O ciclista deveria ser venerado pelos motoristas e não desrespeitado. Ele é a solução e não o problema do trânsito.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Apple Casual&amp;quot;;"&gt;- O ciclista ainda é visto como o estorvo do trânsito. No entanto, boa parte da solução dos engarrafamentos passa pelo uso de mais bicicletas.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Apple Casual&amp;quot;;"&gt;- Quem buzina para ciclistas deveria ser obrigado a comprar uma passagem para a Europa para aprender um pouco de educação.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;David Byrne foi à FLIP para vender a mesma ideia (e também seu livro Diário de Bicicletas - Editora: Amarillys) e apresentou &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=DuuyJMSysy8&amp;amp;feature=share"&gt;projetos&lt;/a&gt; de sucesso em diferentes partes do mundo. O líder do Talking Heads também falou sobre o quanto vias rápidas dentro de cidades afastam as pessoas do convívio social e dificultam o comércio. Há muitas metrópoles fazendo modificações arquitetônicas para que as pessoas caminhem mais pelas ruas e consequentemente interajam mais com as lojas. A bicicleta tem outra grande vantagem, que também menciono no vídeo abaixo que fiz das minhas voltas por Londres, pois com ela pode-se parar a qualquer momento e ver coisas em detalhes que de carro você jamais perceberia. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;Para finalizar, neste mês de julho a Revista Trip, estampou a bicicleta em sua capa e trouxe o debate à tona, inclusive com opiniões do próprio Byrne que passou por São Paulo e também fez seus &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=IUFlTuT_tbU"&gt;passeios&lt;/a&gt; por aqui. Enfim, o respeito e o estímulo ao ciclismo são imprescindíveis para a melhoria da nossa qualidade de vida e do tráfego das grandes cidades. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/pac7xf3rNbY" width="640"&gt;&lt;/iframe&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3072473866423416029-6536032704262262678?l=www.assimfaloudenardi.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.assimfaloudenardi.com/2011/07/bicicletas-por-tudo.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel De Nardi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-Kdrsf0xbhmM/Tic_W_FMDSI/AAAAAAAABGE/JWjAryUL6U0/s72-c/IMG_1656.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>5</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3072473866423416029.post-3746575734089683700</guid><pubDate>Mon, 18 Jul 2011 01:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-07-18T10:14:45.843-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Viagens</category><title>SEM PRESSA</title><description>&lt;style&gt;@font-face {   font-family: "Cambria"; }p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal { margin: 0cm 0cm 0.0001pt; font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; }div.Section1 { page: Section1; } &lt;/style&gt;         &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-yu0cVhcUCnI/TiOUIf0dWiI/AAAAAAAABGA/hSFc0-cupz4/s1600/foto.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="238" src="http://1.bp.blogspot.com/-yu0cVhcUCnI/TiOUIf0dWiI/AAAAAAAABGA/hSFc0-cupz4/s320/foto.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Não espere algum significado epifânico para este título porque não há, nem sei porque o escolhi, este texto mesmo está longe de tê-lo. Deixo-o de lado se é isto que está buscando. Deu vontade de escrever e não vou deixar passar. Vontade de escrever não é algo que aparece sempre, nem mesmo para os mais treinados e já que surgiu vou aproveitá-la.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;No avião, voltando para o Brasil, depois de uma viagem inesquecível para o Valle Nevado. Não pretendo fazer um diário de bordo, muita gente já faz isso bastante bem e eu particularmente acho um pouco chato. Vou jogar aqui uns acontecimentos e outras inutilidades, se estiver bom... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;Neste exato momento o que está chamando a minha atenção é a diferença que há entre o serviço oferecido à classe executiva e à econômica. Não escrevo isto para me gabar, só estou aqui porque não havia vaga e fiquei sem opção. Algo que me intriga (talvez a melhor palavra aqui seria fascina) - como temos uma incrível capacidade para nos adaptar (&lt;i&gt;SIC&lt;/i&gt; - Darwin) com o que é melhor e como é difícil, até doloroso, ter que perder privilégios. Entretanto, talvez seja isto um dos fatores que mais faça a humanidade se aprimorar, buscamos instintivamente e incansavelmente (mesmo que essa busca seja inconsciente) a prosperidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;Cheguei em Santiago quarta-feira (13/7/11) à noite. Faz uns três anos que venho para cá e toda vez me encanto com a hospitalidade do povo chileno, especialmente com os brasileiros. Sinto-me em casa desde que desço no aeroporto SCL. O Chile é o pais perfeito para quem gosta de esportes radicais. Há ondas que não se pode encontrar em nenhum canto da nossa costa e com uma constância invejável a qualquer praia do mundo, além disto, as estações de ski também são admiráveis. Este país ainda produz frutas, especialmente as minhas favoritas, as cítricas, saborossísimas e queijos deliciosos – P.S&amp;gt; a opinião de um vegetariano abstêmio não inclui um parecer dos sempre elogiados vinhos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;Na quinta-feira encontramos pistas que ainda não haviam recebidos a nevasca que de fato abre uma temporada, mas para nossa sorte ela veio na quinta à noite e a sexta começou com mais 35cm de neve. Pistas com a densidade perfeita e neve forte o dia todo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;Quando os lifts fecharam na sexta a neve ainda estava bastante intensa. Foi então que ocorreu aquilo que o ditado chama de - a bonança após a tempestade. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;Eu e Marcel entramos na Van para descer a cordilheira (O Valle Nevado fica há 3000 metros do nível do mar tendo como único acesso uma estrada extremamente sinuosa que leva em média 1h30min para ser percorrida) e começamos a andar sem que o motorista conseguisse ver meio metro à frente do carro. Não demorou muito (na hora que aconteceu não sabíamos exatamente quanto tempo havíamos descido) para que ele batesse numa encosta de neve e atolasse. Marcel começou a ficar deveras preocupado e disse que teríamos que abandonar a Van e voltar para o Valle a pé. Descemos com uma nevasca nas costas, as pranchas nas mãos e sem luvas (pior erro que alguém pode cometer ao se expor ao frio extremo) caminhamos estrada a cima sem sinal do complexo hoteleiro. Medo, frio e cansaço extremo. &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;Chegamos ao Três Puntas e quando nos certificamos que havia quarto para nos hospedarmos um êxtase, reflexo do alívio, invadiu nossas sensações. Demos boas risadas e gravamos &lt;a href="http://www.youtube.com/user/DeNardi108#p/u/3/jH7JpmDB8OU"&gt;depoimentos&lt;/a&gt; do ocorrido. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;Após o estorvo, a vida nos agraciou com tudo o que de melhor ela pode nos oferecer. Banho quente, roupas secas, jantar farto e uma cama macia. E não parou por aí. O sábado amanheceu com sol sem nuvens, pistas lisas e pouca gente esquiando. Dia perfeito, dia para gozar a vida e não esquecer jamais.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/eAQvxXx_H6E" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3072473866423416029-3746575734089683700?l=www.assimfaloudenardi.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.assimfaloudenardi.com/2011/07/sem-pressa.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel De Nardi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-yu0cVhcUCnI/TiOUIf0dWiI/AAAAAAAABGA/hSFc0-cupz4/s72-c/foto.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3072473866423416029.post-409434474405520248</guid><pubDate>Thu, 14 Jul 2011 05:29:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-07-18T10:31:18.648-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Viagens</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Artes</category><title>A FLIP DE valter hugo mãe</title><description>&lt;style&gt;@font-face {   font-family: "Cambria"; }p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal { margin: 0cm 0cm 0.0001pt; font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; }span.st {  }div.Section1 { page: Section1; } &lt;/style&gt;     &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-2RoOvwUiU9A/Th5-dkx-J_I/AAAAAAAABF4/sl91Dm0c1sM/s1600/IMG_3074.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-2RoOvwUiU9A/Th5-dkx-J_I/AAAAAAAABF4/sl91Dm0c1sM/s320/IMG_3074.JPG" width="238" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;Voltei domingo da FLIP, nem consegui escrever sobre o que meu amigo Walter (este com W e maiúsculo) chamou de Disneylândia da intelectualidade e estou agora em Santiago aguardando o sono chegar pois amanhã terei um longo dia de &lt;i&gt;snowboard&lt;/i&gt;. Os intelectuais de plantão podem dizer que escrever sobre uma viagem de &lt;i&gt;ski&lt;/i&gt; é algo burguês demais para ser literário. Estou obrando para eles.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;Enfim, meu objetivo agora é falar um pouco sobre a FLIP, mas antes quero compartilhar um insight sobre viagens que me veio agora. Quando eu lia os contos do Bolaño eu ficava com uma certa&amp;nbsp; inveja das tantas viagens que ele descrevia, emendando uma na outra, pulando de um país para o outro colhendo experiências e levando-as para a literatura. Eu pensava “como esse falido (não no sentido pejorativo, basta você ler um conto dele para saber que ele não tinha dinheiro mesmo) consegue viajar tanto?” Aí comecei a lembrar que ele sempre se hospedava na casa de algum amigo. Talvez esteja aí a chave para se viajar bastante – não desenvolverei mais o tema.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;Aaaaaaa a FLIP é mesmo, é dela que eu ia falar. Pretendo escrever mais textos sobre o evento, então começarei pelo destaque. E ele vem de Portugal, mas é angolano e com letras minúsculas valer hugo mãe, é isso mesmo tudo em caixa baixa. Talvez essa opção de jamais usar letras maiúsculas em seus textos, seja reflexo do seu temperamento &lt;i&gt;low-profile&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;Minutos antes de subir para compor a mesa com &lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Cambria; font-style: normal;"&gt;Pola&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="st"&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;Oloixarac, a argentina com pinta de celebridade, valter estava só numa cadeira no Instituto Moreira Sales. Subiu ao palco como mais um escritor que estava ali para expor sua visão de literatura e falar um pouco sobre seus livros. valter era um desconhecido para quase todos nós que o assistíamos. Falou com simplicidade, trazendo uma visão diferente daqueles que acham que tudo na literatura tem que ser dolorido, inclusive o ato de escrever. Falava com simpatia sobre literatura de uma forma leve, mas sem deixar de ser profunda. No final, hugo mãe contou sobre como começou sua relação com o Brasil quando uma família de brasileiros se mudou para sua cidade. A primeira coisa que eles fizeram foi doar uma ambulância para a comunidade onde segundo ele “doentes felizes eram transportados”. Depois disso, os brasileiros ganharam ainda mais notoriedade na cidade pois eles sabiam o final das novelas que estavam passando em Portugal. As pessoas se admiravam tanto com aquilo que começaram a ir à casa dos brasileiros para pedir todo tipo de conselho. valter contou que certa vez uma menina se despia a sua frente e quando um amigo dele chegou ela não quis mais se exibir. Questionada sobre por que mostrava tudo ao valter e não ao seu amigo ela disse uma frase que fez o escritor amar ainda mais o nosso pais&amp;nbsp; “é que você não é amigo das brasileiras.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="st"&gt;Difícil descrever o final apoteótico que hugo mãe deu a sua fala, exaltando seu amor pelo Brasil, parando para chorar e dizendo o quanto estava feliz por visitar o nosso país como escritor. Foi aplaudido de pé e não foram poucos os que derramaram lágrimas ao final.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="st"&gt;&lt;a href="http://g1.globo.com/videos/globo-news/espaco-aberto-literatura/v/escritor-valter-hugo-mae-fala-sobre-sua-participacao-na-flip-2011/1566386/#/Todos%20os%20v%C3%ADdeos/page/1"&gt;VEJA UMA ENTREVISTA DE valter NA FLIP &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3072473866423416029-409434474405520248?l=www.assimfaloudenardi.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.assimfaloudenardi.com/2011/07/flip-de-valter-hugo-mae.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel De Nardi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-2RoOvwUiU9A/Th5-dkx-J_I/AAAAAAAABF4/sl91Dm0c1sM/s72-c/IMG_3074.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3072473866423416029.post-8128895693776190715</guid><pubDate>Sun, 03 Jul 2011 08:32:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-07-03T19:38:49.376-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Filosofia</category><title>NO FINAL, O QUE SOBRA DE NÓS?</title><description>&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-pCCiMRvBFOk/ThAo_mu7mnI/AAAAAAAABFw/itwIR-puQa8/s1600/sozinho+no+Central+pArk.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-pCCiMRvBFOk/ThAo_mu7mnI/AAAAAAAABFw/itwIR-puQa8/s320/sozinho+no+Central+pArk.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando  morei em Nova York, principalmente no início, eu passava muito tempo  sozinho. Calma, isto não é para ser uma história triste, pelo contrário,  eu gostava daquela solidão. Foi dentro dela que comecei a me afastar de  alguns hábitos indesejáveis e a me disciplinar em outros que sempre  quis manter constância. Com o tempo, fui percebendo que o que de fato  somos, somos quando estamos sozinhos. Pois assim, com o mínimo de  interferência de fatores condicionadores das nossas ações como amigos,  familiares e sociedade em que vivíamos, podemos ser quem definitivamente  queremos ser. Pois estes condicionadores fazem com que ajamos muitas  vezes em desacordo com o que verdadeiramente queremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;Como  nada é absoluto, talvez nem mesmo nossa essência, trago outras opiniões  sobre o que sobra no final desse animal tão difuso chamado Ser Humano.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;Em 1986, Ian McEwan (se você é leitor do blog, já deve estar de saco cheio de me ver citando-o) acabara de terminar &lt;i&gt;A criança no tempo &lt;/i&gt;e  resolveu fazer uma experiência lendo-o pela primeira vez no Festival  Literário de Adelaide, narrou uma parte em que uma menina é capturada e  quando terminou, Robert Stone se levantou e começou um discurso  inflamado. Parecia realmente estar falando com o coração. Ele disse:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="margin-top: 6pt; text-indent: -18pt;"&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Por  que fazemos isso? Por que nós, escritores, fazemos isso, e por que é  isso também o que os leitores querem? Por que procuramos dentro de nós  mesmo aquilo de pior em que se pode pensar? A literatura, especialmente a  literatura contemporânea, está sempre em busca da mais terrível das  histórias.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt;"&gt;McEwan respondeu, trazendo a primeira contradição à minha teoria do que somos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="margin-top: 6pt; text-indent: -18pt;"&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Não  tenho resposta clara para isso. Recorro sempre a essa noção do teste ou  da investigação de caráter e de nossa natureza moral. Conforme a famosa  pergunta de James: &lt;b&gt;o que é um incidente senão a ilustração de um caráter?&lt;/b&gt;  Talvez usemos essas histórias terríveis para medir o alcance de nossa  própria moral. E talvez precisemos liberar nossos medos no terreno  seguro da imaginação como uma forma de exorcismo esperançoso.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt;"&gt;Para  confundir ainda mais a questão mais confusa do ser humano (o que de  fato somos?) trago a opinião de Ayn Rand que no volume II do seu  volumoso &lt;i&gt;A revolta de Atlas&lt;/i&gt;, dá voz a um dos seus personagens  principais, Hank Rearden que dispara “O que um homem faz movido pelo  desespero não é necessariamente uma chave para se compreender seu  caráter. Sempre achei que a verdadeira chave está naquilo que ele faz  por prazer.”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt;"&gt;A conclusão fica com você, eu ainda estou buscando a minha...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3072473866423416029-8128895693776190715?l=www.assimfaloudenardi.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.assimfaloudenardi.com/2011/07/no-final-o-que-sobra-de-nos.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel De Nardi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-pCCiMRvBFOk/ThAo_mu7mnI/AAAAAAAABFw/itwIR-puQa8/s72-c/sozinho+no+Central+pArk.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3072473866423416029.post-1764355557145158483</guid><pubDate>Mon, 27 Jun 2011 00:33:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-07-03T19:38:22.415-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Viagens</category><title>FERIADO... CADA UM TEM O SEU.</title><description>&lt;style&gt;@font-face {   font-family: "Courier New"; }@font-face {   font-family: "Wingdings"; }@font-face {   font-family: "Cambria"; }p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal { margin: 0cm 0cm 0.0001pt; font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; }p.MsoListParagraph, li.MsoListParagraph, div.MsoListParagraph { margin: 0cm 0cm 0.0001pt 36pt; font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; }p.MsoListParagraphCxSpFirst, li.MsoListParagraphCxSpFirst, div.MsoListParagraphCxSpFirst { margin: 0cm 0cm 0.0001pt 36pt; font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; }p.MsoListParagraphCxSpMiddle, li.MsoListParagraphCxSpMiddle, div.MsoListParagraphCxSpMiddle { margin: 0cm 0cm 0.0001pt 36pt; font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; }p.MsoListParagraphCxSpLast, li.MsoListParagraphCxSpLast, div.MsoListParagraphCxSpLast { margin: 0cm 0cm 0.0001pt 36pt; font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; }div.Section1 { page: Section1; }ol { margin-bottom: 0cm; }ul { margin-bottom: 0cm; } &lt;/style&gt;     &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;Acabei de ler que feriado é um período em que as pessoas param para falar do feriado. Então vou aproveitar e falar um pouco do meu.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;Viajar de ônibus tem suas vantagens. Além de não ter aquela chatice de chegar 1 hora antes para fazer o check-in, você é obrigado a ficar horas preso sem alternativas para dispersão. Não há com quem conversar (óbvio, se você viaja sozinho), não há internet e não há filme para ver (a não ser que você seja cara de pau, eu já fico com dó de quem viaja do meu lado só pelo fato dele ter que agüentar aquela luzinha acessa o tempo todo, por isso tenho vergonha de ainda abrir o laptop para ver um DVD). Mas enfim, a única opção que sobra se você não consegue dormir é ler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;Semana passada fui no lançamento de uma coletânea de contos chamada Geração 00, que reuniu os melhores escritores que começaram a publicar seus livros nos anos dois mil. Muita gente boa junta – Daniel Galera, Andréa Del Fuego, Marne Lúcio Guedes – meu professor, Lourenço Mutarelli que para esta publicação escreveu uma espécie de crônicas de uma viagem para Nova York que me motivou a relatar meu feriado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;Pois é interessante esta característica da Arte contemporânea de perder todos os parâmetros. Há tempos isto ficou nítido nas artes plásticas, levaram depois a tendência para a música experimental e nesta coletânea isto também está muito presente. A liberdade quase absoluta não sairá mais da literatura. Não há mais padrão algum para se escrever, cada um faz o que quer, às vezes eles tentam fazer uma escrita infantil, outros escrevem rebuscado demais, até chato, há prosa poética, enfim o artista hoje joga no ar, as pessoas que decidam o que vão consumir. O que complicou um pouco foi o discernimento, depois de Pollock, tudo é Arte, mas o que é bom?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;Depois de ficar confinado horas no ônibus, cheguei na praia onde meus pais tem casa. Ibiraquera em Santa Catarina ainda é um paraíso não descoberto. Tudo é lindo por lá. Uma imensa lagoa se funde com o mar, as montanhas são verdejantes e há uma ilha virgem na frente da praia. Um lugar ideal para a contemplação. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;Mas estava muito frio e não dava vontade de sair na rua, meu confinamento aumentou para uma casa, pelo menos ali eu tinha mais opções. Podia ver DVDs sem constranger quem estava querendo dormir,&amp;nbsp; conversar com meus pais e jogar baralho. Com este tempo todo sobrando, acabei o Geração 00, que abriu bastante minha cabeça para muitas outras opções de escrita. Por sorte, também aluguei um monte de filmes e levei para lá. Abro para um breve relato sobre eles.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpFirst" style="margin-top: 6pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;La belle de Jour de Luis Buñuel; achei fraco, apesar de ser um clássico, personagem muito mal construída e a história é toda entregue logo no início.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-top: 6pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Accatone de Pasolini; primeiro filme do diretor italiano, gostei do dinamismo apesar de ser um filme muito antigo e de como&amp;nbsp; ele retrata com perfeição a malandragem italiana.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-top: 6pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Brilho de uma paixão de Jane Campion; este eu aluguei por engano, já havia visto no cinema esse breve retrato da vida do poeta Jonh Keats.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpLast" style="margin-top: 6pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Stella de Sylvie Verheyde; história de uma menina que vive em condições difíceis e que através da literatura muda sua via.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;Vou usar o exemplo do Stella como link de transição. Os livros tem mesmo esse poder, mais que tudo, mais que qualquer educação, de nos transformar. A partir diálogo que se estabelece com nosso interior mudam completamente a forma como veremos o que está fora. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;No sábado o tempo melhorou. Deu para sair de casa. Fui correr na praia, e que praia! Pensei num monte de coisa, meu narrador interno estava inspirado, não sei se consegui trazer sua voz para esse texto, mas acho que ele ficou satisteito. Se me lembrar de mais alguma coisa, escrevo em outro post.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-bbhkibneirk/TgfPW2OXNAI/AAAAAAAABFk/iI9p0cQH2Sw/s1600/foto%252822%2529.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-bbhkibneirk/TgfPW2OXNAI/AAAAAAAABFk/iI9p0cQH2Sw/s320/foto%252822%2529.jpg" width="239" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-79nkmlsYxnQ/TgfPpqVXITI/AAAAAAAABFo/yxOyFYsqOeU/s1600/foto%252823%2529.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-79nkmlsYxnQ/TgfPpqVXITI/AAAAAAAABFo/yxOyFYsqOeU/s320/foto%252823%2529.jpg" width="239" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3072473866423416029-1764355557145158483?l=www.assimfaloudenardi.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.assimfaloudenardi.com/2011/06/feriado-cada-um-tem-o-seu.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel De Nardi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-bbhkibneirk/TgfPW2OXNAI/AAAAAAAABFk/iI9p0cQH2Sw/s72-c/foto%252822%2529.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3072473866423416029.post-8087876019419617125</guid><pubDate>Wed, 08 Jun 2011 02:48:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-06-07T20:09:09.269-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Contos</category><title>DA SÉRIE #shortcuts</title><description>&lt;h6 class="uiStreamMessage" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:1}" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="messageBody" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:3}"&gt;Tinha  a certeza de ter nascido no melhor  dos tempos. O que de fato temia era  não estar presente nesta existência quando o futuro, trazendo ainda  mais preciosidades, chegasse. Desagradava-lhe somente, o  fato de que a  euforia e a quantidade de informações que sua época  possuía, estava  tirando a profundidade das coisas. O mundo apesar de mais agitado  e  divertido tornara-se inegavelmente mais raso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h6&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3072473866423416029-8087876019419617125?l=www.assimfaloudenardi.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.assimfaloudenardi.com/2011/06/da-serie-shortcuts.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel De Nardi)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3072473866423416029.post-2717510243206490975</guid><pubDate>Thu, 19 May 2011 02:23:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-05-20T23:30:03.893-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Artes</category><title>AMOR SEM FIM - IAN MCEWAN</title><description>&lt;style&gt;@font-face {   font-family: "Cambria"; }p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal { margin: 0cm 0cm 0.0001pt; font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; }div.Section1 { page: Section1; } &lt;/style&gt;     &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-T9tBwhkeF5M/TdR_Hbrkh6I/AAAAAAAABFg/bTPRqak_Wr8/s1600/amor+sem+fim+maquinaestudio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-T9tBwhkeF5M/TdR_Hbrkh6I/AAAAAAAABFg/bTPRqak_Wr8/s320/amor+sem+fim+maquinaestudio.jpg" width="213" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;Uma onda de racionalismo vem banhando minhas leituras nos últimos tempos. Começou com Ayn Rand, e sua&lt;i&gt; Revolta de Atlas,&lt;/i&gt; ocupando boa parte das minhas noites mal dormidas. Literalmente - a obra que, segundo a biblioteca de Chicago, mais influenciou os EUA depois da Bíblia - deixa um pouco a desejar, mas a coerência de sua filosofia, o Objetivismo, transforma seu mais importante livro numa grande obra. Rand defende o sistema racional como a melhor forma de se alcançar a felicidade. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;Foi aí que chegou às minhas mãos uma crítica de &lt;i&gt;Amor sem fim,&lt;/i&gt; que acaba de ser reeditado no Brasil pela Companhia das Letras, e me deixou com muita vontade de lê-lo. Interrompi a leitura de Ayn (parece que McEwan não sabe mesmo esperar sua vez) pensando que seria invadido por todo aquele sentimentalismo presente nos romances. O texto começa com uma descrição impressionante de uma cena em que cinco homens tentam desesperadamente salvar uma criança e um velho que não conseguem controlar seu balão de hélio. Tudo parecia caminhar para mais uma defesa das emoções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;Abro um parêntese para expor minha opinião sobre essa luta tão presente dentro de nós – EMOÇÃO X RACIOCÍNIO. Não é difícil repetir que devemos sempre seguir nossos corações, que as emoções devem ser vividas intensamente e que quem não se entrega totalmente não pode dizer que existiu nesse mundo. Será que na prática isto é mesmo verdade? Será que poetas, boêmios e hedonistas são exemplos de felicidade? E o que dizer dos tantos autores românticos que cometeram suicídio? Acredito que o que sentimos não deve ser reprimido - sou contra tentativas inócuas de mecanização do homem. Deve-se sim explorar as sensações e vivenciá-las, mas por outro lado, se formos dar sempre ao emocional&amp;nbsp; a preferência em nossas ações, passaremos a comer mal, dormir muito e produzir pouco. Sem contar todo o sofrimento que relações frustradas e expectativas enormes geram em quem apenas segue seu coração. Incomodando ou não, a verdade é que o racional é uma manifestação mais sofisticada que o emocional. Afinal, não é a capacidade de pensar que nos diferencia das outras espécies?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;Mas voltando ao livro de McEwan, o personagem principal é um jornalista científico que possui o talento de transformar temas complexos em algo inteligível para pessoas leigas, um intelectual conhecedor de muitos ramos da ciência e que tende sempre seguir sua razão. Depois do acontecimento do balão, ele é perseguido por Perry, um fanático religioso que projeta toda a sua felicidade na concretização de um relacionamento com Joe. Embora Perry seja um caso patológico de entrega às emoções, todos nós possuímos pelo menos um pouco desta tendência. Aparentemente é mais cômodo fazer simplesmente o que se tem vontade, mas o que devemos nos questionar é se essa é realmente a melhor atitude a ser tomada.&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;Para finalizar deixo um trecho da entrevista publicada no último post, que fala um pouco sobre a intenção do autor com este livro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;“Queria escrever alguma coisa em tributo à razão. Desde Blake, Keats e Mary Shelley, o impulso racional tem sido associado à falta de amor, a uma frieza destrutiva. Na nossa literatura, os personagens que hesitam em seguir seus corações são sempre aqueles que terminam mal. E, no entanto, nossa capacidade de pensar racionalmente é um aspecto maravilhoso de nossa natureza, e quase sempre tudo que temos para enfrentar &amp;nbsp;o caos social, a injustiça e os piores excessos da convicção religiosa. Ao escrever &lt;i&gt;Amor para sempre&lt;/i&gt;, dei uma resposta a um velho amigo que uma vez me disse que Bernard, o racionalista de &lt;i&gt;Cães negros, &lt;/i&gt;está sempre em desvantagem no romance.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3072473866423416029-2717510243206490975?l=www.assimfaloudenardi.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.assimfaloudenardi.com/2011/05/amor-sem-fim-ian-mcewan.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel De Nardi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-T9tBwhkeF5M/TdR_Hbrkh6I/AAAAAAAABFg/bTPRqak_Wr8/s72-c/amor+sem+fim+maquinaestudio.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3072473866423416029.post-4159579214396984941</guid><pubDate>Fri, 13 May 2011 17:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-05-13T11:04:58.218-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Artes</category><title>AS ENTREVISTAS DA PARIS REVIEW</title><description>&lt;style&gt;@font-face {   font-family: "Cambria"; }p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal { margin: 0cm 0cm 0.0001pt; font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; }div.Section1 { page: Section1; } &lt;/style&gt;     &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;Escritores e amantes da literatura devem estar alterando seus testamentos para incluir neles a &lt;i&gt;Paris Review&lt;/i&gt;. Explico o exagero. A expressiva revista francesa de literatura acaba de lançar uma coletânea com suas melhores entrevistas desde 1956. Passaram por lá nada menos que Hemingway, Paul Auster, Faulkner, Capote, Borges, McEwan e outros. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;Difícil escrever sobre esses mitos e suas ideias. O melhor mesmo, é deixá-los com a palavra. Abaixo trechos de duas das entrevistas que achei mais interessantes.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-eb-JNGz_zeI/Tc1xV347jTI/AAAAAAAABFc/-D8A26J_zqE/s1600/parisreview.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-eb-JNGz_zeI/Tc1xV347jTI/AAAAAAAABFc/-D8A26J_zqE/s320/parisreview.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Ernest Hemingway – entrevista de 1958&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt;"&gt;&lt;b&gt;Entrevistador&lt;/b&gt; – É necessário estabilidade emocional para escrever bem? Uma vez o senhor me disse que só conseguia escrever bem se estivesse apaixonado. Pode falar um pouco mais sobre isso?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt;"&gt;&lt;b&gt;Hemingway&lt;/b&gt; – Que pergunta! Nota dez para a tentativa! Você pode escrever em qualquer ocasião se as pessoas o deixarem sozinho e não o interromperem. Ou, melhor, se você for bastante implacável a respeito. Mas a melhor escrita se dá quando você está apaixonado. Se não se importa, prefiro não falar mais sobre isso. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt;"&gt;&lt;b&gt;Entrevistador&lt;/b&gt; – Que exercício intelectual o senhor consideraria o melhor para o aspirante a escritor?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt;"&gt;&lt;b&gt;Hemingway&lt;/b&gt; – Digamos que ele deva enforcar-se, por descobrir que escrever bem é difícil a ponto de ser impossível. Então ele deve ser retirado da forca impiedosamente, e forçado por si próprio a escrever o melhor que possa para o resto de sua vida. Pelo menos terá, como ponto de partida, a história do enforcamento.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt;"&gt;&lt;b&gt;Entrevistador&lt;/b&gt; – Por fim, uma pergunta fundamental: Como um escritor criativo, qual lhe parece ser a função de sua arte? Por que a representação de um fato, em vez do próprio fato?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt;"&gt;&lt;b&gt;Hemingway&lt;/b&gt; – Para que quebrar a cabeça com isso? Das coisas que aconteceram e das coisas tais como existem e de todas as coisas que você sabe, mais as que não pode saber, faz-se algo por meio da sua invenção, algo que não é uma representação, ma uma coisa inteiramente nova, mais verdadeira do que qualquer outra coisa verdadeira e viva, algo que você faz viver e ao qual confere, se o fizer bem-feito, a imortalidade, É para isso que se escreve, e por nenhuma outra razão que se conheça. Mas e quanto a todas as razões que ninguém conhece? &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Ian McEwan – entrevista de 2002&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt;"&gt;&lt;b&gt;Entrevistador&lt;/b&gt; – Na introdução de &lt;i&gt;O jogo da imitação, &lt;/i&gt;o senhor diz sentir inveja dos cineastas, sempre a caminho de reuniões urgentes, vivendo entre um táxi e outro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt;"&gt;&lt;b&gt;McEwan&lt;/b&gt; – Quando, semana após semana, não se faz mais nada além de conviver com fantasmas, saindo da mesa de trabalho para a cama e de volta ao trabalho, sente-se falta de um tipo de trabalho que envolva pessoas. Mas, à medida que fui envelhecendo, me afeiçoei aos fantasmas e perdi um pouco o interesse em trabalhar com gente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt;"&gt;&lt;b&gt;Entrevistador&lt;/b&gt; – &lt;i&gt;A criança no tempo&lt;/i&gt; começa com o rapto de uma criança – uma daquelas passagens literárias sobre mudança de vida que se tornam marca registrada.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt;"&gt;&lt;b&gt;McEwan&lt;/b&gt; – Sim. Ainda estava interessado em escrever sobre os limites da experiência humana. Mas agora começava a tomar os personagens mais a sério. A ideia era que esses momentos de crise servissem para explorar e testar o caráter deles. Como se pode superar uma experiência extrema, ou falhar nessa tentativa, que qualidades morais e dilemas são trazidos à tona, como viver com as consequências de nossas decisões, as formas que a memória tem de nos atormentar, como o tempo nos afeta, de que recursos precisamos nos valer...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt;"&gt;Em 1986, participei do Festival Literário de Adelaide, onde fiz uma leitura da cena de &lt;i&gt;A criança no tempo&lt;/i&gt; em que a menina é raptada no supermercado. Tinha terminado a primeira versão naquela semana e queria experimentá-la. Assim que acabei de ler, Robert Stone se levantou e começou um discurso inflamado. Parecia realmente estar falando com o coração. Ele disse:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt;"&gt;“Por que fazemos isso? Por que nós, escritores, fazemos isso, e por que é isso também o que os leitores querem? Por que procuramos dentro de nós mesmo aquilo de pior em que se pode pensar? A literatura, especialmente a literatura contemporânea, está sempre em busca da mais terrível das histórias.”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt;"&gt;Até hoje não tenho resposta clara para isso. Recorro sempre a essa noção do teste ou da investigação de caráter e de nossa natureza moral. Conforme a famosa pergunta de James: o que é um incidente senão a ilustração de um caráter? Talvez usemos essas histórias terríveis para medir o alcance de nossa própria moral. E talvez precisemos liberar nossos medos no terreno seguro da imaginação como uma forma de exorcismo esperançoso.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt;"&gt;&lt;b&gt;Entrevistador&lt;/b&gt; – Em &lt;i&gt;Amor para sempre&lt;/i&gt;, o mal aparece na forma de uma doença mental. Que parte do romance saiu antes? Foi a da tentativa de assassinato no restaurante, antecipada na &lt;i&gt;The New Yorker&lt;/i&gt;?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt;"&gt;&lt;b&gt;McEwan&lt;/b&gt; – Os primeiros capítulos eram sobre um homem que revirava sua agenda de endereços, procurando algum conhecido que pudesse ter contatos no mundo do crime, e em seguida saía para comprar uma arma de uns hippies velhos. Àquela altura eu não tinha ideia de por que ele queria uma arma, ou mesmo de quem era ele. Ma sabia que queria uma cena. Uma das poças de que falava Graham Greene. Um primeiro canal que construí a partir dela me levou à cena da tentativa de assassinato no restaurante. Foi assim que &lt;i&gt;Amor para sempre&lt;/i&gt; começou, com cenas e sequências aleatórias, tateando no escuro. Queria escrever alguma coisa em tributo à razão. Desde Blake, Keats e Mary Shelley, o impulso racional tem sido associado à falta de amor, a uma frieza destrutiva. Na nossa literatura, os personagens que hesitam em seguir seus corações são sempre aqueles que terminam mal. E, no entanto, nossa capacidade de pensar racionalmente é um aspecto maravilhoso de nossa natureza, e quase sempre tudo que temos para enfrentar &amp;nbsp;o caos social, a injustiça e os piores excessos da convicção religiosa. Ao escrever &lt;i&gt;Amor para sempre&lt;/i&gt;, dei uma resposta a um velho amigo que uma vez me disse que Bernard, o racionalista de &lt;i&gt;Cães negros, &lt;/i&gt;está sempre em desvantagem no romance. É verdade: interpretação espiritual de June da própria experiência é dominante na metáfora central do livro. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3072473866423416029-4159579214396984941?l=www.assimfaloudenardi.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.assimfaloudenardi.com/2011/05/as-entrevistas-da-paris-review.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel De Nardi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-eb-JNGz_zeI/Tc1xV347jTI/AAAAAAAABFc/-D8A26J_zqE/s72-c/parisreview.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3072473866423416029.post-3009060284949262778</guid><pubDate>Fri, 06 May 2011 02:22:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-05-05T19:22:59.725-07:00</atom:updated><title>COMO CONHECER UMA CIDADE</title><description>&lt;style&gt;@font-face {   font-family: "Cambria"; }p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal { margin: 0cm 0cm 0.0001pt; font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; }div.Section1 { page: Section1; } &lt;/style&gt;     &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Dizem que a melhor forma de conhecer uma cidade é por meio das pessoas que nela vivem. Não sei se concordo. Quando chego numa desconhecida, gosto mesmo é de me perder por ela. Observar tudo em torno e não falar com ninguém. É me perdendo que vou conhecendo. Jogo com o imprevisível e descubro o que não esperava conhecer. O que me atrai é o concreto - ruas, construções, monumentos ...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Eu consigo entender mais os habitantes de uma região pela vibração do lugar do que conversando com eles. Cada cidade possui sua peculiar “sensação no ar”, já não mais percebida pelos seus moradores. Ela é fruto das experiências acumulativas de todos que os que vivem e viveram por ali e melhor captada por quem é de fora. Uma espécie de inconsciente coletivo do lugar.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Talvez seja isso que busco quando chego num lugar novo. E essa sensação me marca tanto que muito tempo depois ainda consigo trazê-la de volta à minha memória. Basta ouvir uma musica que escutava quando estava por lá ou ver algo que me remeta ao local que volto a senti-la.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Conhecer uma cidade é compartilhar não apenas com um pequeno grupo de moradores que você possa ter conhecido, mas com todos que moram ou que moravam ali, por alguns dias fazer parte de suas vidas, captando suas sensações e somando ao ambiente as experiências pessoais que você vivenciou naquela parte do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-WHwWgRd7KCg/TcNbIrGp8sI/AAAAAAAABFY/xwfWy-4FjRI/s1600/cidade.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="332" src="http://2.bp.blogspot.com/-WHwWgRd7KCg/TcNbIrGp8sI/AAAAAAAABFY/xwfWy-4FjRI/s640/cidade.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3072473866423416029-3009060284949262778?l=www.assimfaloudenardi.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.assimfaloudenardi.com/2011/05/como-conhecer-uma-cidade.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel De Nardi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-WHwWgRd7KCg/TcNbIrGp8sI/AAAAAAAABFY/xwfWy-4FjRI/s72-c/cidade.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3072473866423416029.post-5155255250276451658</guid><pubDate>Mon, 28 Mar 2011 23:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-05-22T20:48:12.258-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Artes</category><title>AMOR SEM FIM - IAN MCEWAN</title><description>Trecho do livro &lt;i&gt;Amor Sem Fim&lt;/i&gt;, de Ian McEwan que acaba de ser reeditado pela Cia Das Letras.&lt;br /&gt;Mais um para a lista das próximas leituras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compare a precisão do texto com o que acontecerá no vídeo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É fácil precisar como começou. Fazia sol, mas estávamos debaixo de um  carvalho que nos protegia parcialmente das fortes lufadas de vento.  Ajoelhado na grama, eu segurava um saca-rolhas enquanto Clarissa me  passava a garrafa — um Daumas Gassac de 1987. Esse foi o momento,  naquele exato instante foi espetado o alfinete no mapa do tempo: estendi  o braço e, quando o gargalo frio e o invólucro metalizado tocaram a  palma da minha mão, ouvimos um homem gritar. Voltamo-nos para o outro  lado e vimos o perigo. Ato contínuo, comecei a correr em sua direção. A  transformação foi total: não me lembro de deixar cair o saca-rolhas, de  me pôr de pé, de tomar alguma decisão e nem mesmo ouvir as palavras de  cautela lançadas por Clarissa em meu encalço. Que idiotice, correr para  essa história e seus labirintos deixando para trás nossa felicidade no  relvado primaveril sob um carvalho frondoso!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/0LOwFOvKBG8" title="YouTube video player" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3072473866423416029-5155255250276451658?l=www.assimfaloudenardi.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.assimfaloudenardi.com/2011/03/amor-sem-fim-ian-mcewn.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel De Nardi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://img.youtube.com/vi/0LOwFOvKBG8/default.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3072473866423416029.post-2407356463872400084</guid><pubDate>Tue, 22 Mar 2011 23:37:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-05-05T17:56:27.933-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Filosofia</category><title>O QUE VEIO PRIMEIRO?</title><description>&lt;style&gt;@font-face {   font-family: "Cambria"; }p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal { margin: 0cm 0cm 0.0001pt; font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; }div.Section1 { page: Section1; } &lt;/style&gt;     &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Há um tempo eu estava interessado em escrever sobre infelicidade nos relacionamentos conjugais. Pensei em começar citando o início do livro &lt;i&gt;Alternativas de relacionamento afetivo&lt;/i&gt; no qual, o autor DeRose, expõe – “Basta ver alguém chorando e poderemos apostar que a pessoa em questão está nesse lamentável estado emocional justamente por causa de quem deveria ser a fonte da sua felicidade. Então, há algo errado aí. Há algo equivocado no conceito de relacionamento afetivo.”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Aí lembrei do início do filme &lt;i&gt;Alta Fidelidade&lt;/i&gt; no qual John Cusack na primeira cena expõe uma reflexão sobre a influência da música pop na dor produzida pelos relacionamentos. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Tentei achar o filme em algumas locadoras para transcrever este texto, mas não tive sucesso. Minha única opção foi buscar diretamente na obra que deu origem ao roteiro, um livro homônimo de Nick Hornby. Resisti a lê-lo pois minha primeira experiência com o escritor inglês através do seu livro &lt;i&gt;Como ser legal&lt;/i&gt;&amp;nbsp; não tinha sido muito feliz. Mas como eu queria muito escrever aquele artigo tive que lê-lo. Gostei tanto da leitura que desisti do texto e escrevendo uma&lt;a href="http://www.assimfaloudenardi.com/2010/07/alta-fidelidade.html"&gt; crítica sobre o livro&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Entretanto, aquela passagem de &lt;i&gt;Alta Fidelidade&lt;/i&gt; nunca saiu da minha memória e a exponho agora como forma de perpetuar e compartilhar algo que gosto tanto. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh5.googleusercontent.com/-QRuxb5A84fs/TYkyfJV_uKI/AAAAAAAABFE/l9IlQNGSjZU/s1600/alta-fidelidade-john-cusack.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="197" src="https://lh5.googleusercontent.com/-QRuxb5A84fs/TYkyfJV_uKI/AAAAAAAABFE/l9IlQNGSjZU/s320/alta-fidelidade-john-cusack.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;“O que veio primeiro, a música ou a dor? Eu ouvia a música porque estava infeliz? Ou estava infeliz porque ouvia a musica? &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;As pessoas se preocupam com o fato das crianças brincarem com armas e dos adolescentes assistirem a vídeos violentos; temos medo de que assimilem um certo tipo de culto à violência . Ninguém se preocupa com o fato das crianças ouvirem milhares – literalmente milhares – de canções sobre amores perdidos e rejeição e dor e infelicidade e perda. As pessoas afetivamente mais infelizes que eu conheço são as que mais gostam de música pop; e não sei se foi a música pop que causou tal infelicidade, mas sei que elas vêm ouvindo as canções tristes há mais tempo do que vêm vivendo suas vidas infelizes”.&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3072473866423416029-2407356463872400084?l=www.assimfaloudenardi.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.assimfaloudenardi.com/2011/03/o-que-veio-primeiro.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel De Nardi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://lh5.googleusercontent.com/-QRuxb5A84fs/TYkyfJV_uKI/AAAAAAAABFE/l9IlQNGSjZU/s72-c/alta-fidelidade-john-cusack.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3072473866423416029.post-6873916489088657338</guid><pubDate>Tue, 15 Mar 2011 03:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-05-13T11:10:22.035-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Contos</category><title>O VELHO BURGUÊS</title><description>&lt;style&gt;@font-face {   font-family: "Courier New"; }@font-face {   font-family: "Wingdings"; }@font-face {   font-family: "Cambria"; }p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal { margin: 0cm 0cm 0.0001pt; font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; }p.MsoListParagraph, li.MsoListParagraph, div.MsoListParagraph { margin: 0cm 0cm 0.0001pt 36pt; font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; }p.MsoListParagraphCxSpFirst, li.MsoListParagraphCxSpFirst, div.MsoListParagraphCxSpFirst { margin: 0cm 0cm 0.0001pt 36pt; font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; }p.MsoListParagraphCxSpMiddle, li.MsoListParagraphCxSpMiddle, div.MsoListParagraphCxSpMiddle { margin: 0cm 0cm 0.0001pt 36pt; font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; }p.MsoListParagraphCxSpLast, li.MsoListParagraphCxSpLast, div.MsoListParagraphCxSpLast { margin: 0cm 0cm 0.0001pt 36pt; font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; }div.Section1 { page: Section1; }ol { margin-bottom: 0cm; }ul { margin-bottom: 0cm; } &lt;/style&gt;     &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh6.googleusercontent.com/-ETW3VnpOn5o/TX7h9Q5eBcI/AAAAAAAABEo/d69_n7OqCRc/s1600/velho+burgues.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="https://lh6.googleusercontent.com/-ETW3VnpOn5o/TX7h9Q5eBcI/AAAAAAAABEo/d69_n7OqCRc/s320/velho+burgues.jpg" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;Vem aqui, vou te contar uma coisa. Talvez você não entenda tudo agora, mas é muito importante que saiba. É para a sua vida. Amanhã os americanos estarão aqui. Ah se eu pudesse manipular o tempo... Eu o pararia. Isto tudo está me partindo ao meio, eu precisava de um pouco mais de tempo para pensar. Quem sabe se eu lhe contar tudo as coisas se esclarecem na minha cabeça.&amp;nbsp; A gente é sempre meio individualista mesmo, não tem jeito. Está vendo aquele quadro ali? Sim, este mesmo. Lindo não? Parece obra da nobreza. Foi ele que começou tudo, meu pai. Nós éramos muito pobres, pobres como a Maria. A Maria que cuida das roupas, sabe? Sim, esta mesmo. Eu acho até que ela mora aqui em casa. Pois ouça bem, passamos por vários momentos difíceis. Mas ele era um homem de muita fibra. Nunca se entregou. Sabe aquela música? “Deixe a vida me levar...” não era a dele. Até porque se fosse, ainda estaríamos morando nos escombros. Mas assim como ele, eu pensava que quando tivéssemos dinheiro tudo se resolveria. Imaginava que as coisas seriam mais tranqüilas e que viver seria sinônimo de prazer. Mas não é assim viu! E é bom que você saiba disto logo. Não se iluda, a vida não vai te poupar de nada.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;Por mais contraditório que possa parecer, a medida que vamos acumulando dinheiro, prestígio e poder as coisas vão piorando. É sério! De tão complexos, os problemas se tornam insolúveis. E vou te dizer uma verdade - a vida não tem solução. Ela é o problema em si, um nó que não se desata. E enquanto houver dentro de nós algum alento, o nó Górdio estará lá. Isto não é ruim, entenda, uma vez eu li um livro que dizia - se você não têm preocupações tome cuidado, você deve estar doente. Precisamos dessas dificuldades, mesmo, a acomodação nos faz perder a forma. Viver é manter-se produzindo. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;Sim, você está pegando o espírito da coisa. Também me pergunto isto - se o dinheiro não traz o que esperamos, porque brigamos tanto por ele? Todas as pessoas querem o que nós conseguimos, lutam, se preocupam demais, mas foi só depois que conquistei tudo, que parei para me questionar se era isto mesmo que eu desejava. Não posso negar, o dinheiro é capaz de dar, viagens, saúde, conforto, olhe o meu quarto por exemplo, esta casa, a nossa segurança. Quando era jovem, eu olhava para os endinheirados e pensava “como deve ser querer algo e imediatamente poder ter. Não precisar consultar nada, não fazer nenhum esforço a mais.” Não sei bem se durante minha vida toda eu busquei os bens ou somente esta sensação. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;E de uns tempos para cá percebi que o que não se equilibra nesta balança é o custo deste esforço para se ter tudo. Será que não conseguimos viver com menos e termos mais tempo para nós? Ficando juntos, em casa. Este &lt;b&gt;&lt;i&gt;A Mais&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; é que é o ponto. É ele que transforma a almejada liberdade em prisão. Talvez, este &lt;b&gt;&lt;i&gt;A Mais&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; seja a parte inconsciente do enriquecimento. Afinal não é o desejo, mas o medo que produz o &lt;b&gt;&lt;i&gt;A Mais&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Não entendeu? Tá bom, vou explicar melhor. Quando não temos nada, sofremos muito. Você sente muito medo. É capaz de qualquer sacrifício para não passar por tudo aquilo de novo. Sim, o medo, medo da dor, medo do frio, da fome, do abandono. Medo da morte. Claro, o pai de todos – o medo da morte. Antes eu pensava que era a vontade de viver que nos estimulava, mas não. É o medo de desaparecer, sim, é ele que me faz ficar acordado à noite pensando nos problemas da empresa, é ele que me faz levantar antes do sol nascer e nem hesitar em ficar na cama, ele que me mantém ativo aos 74 anos. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;Sabe, desde que minha filha se foi as coisas se tornaram ainda mais difíceis por aqui. Foi o que eu falei - o dinheiro não resolve. Eu daria tudo o que tenho, sem hesitar, para tê-la pelo menos alguns instantes aqui conosco. Passaria fome, dormiria no frio novamente, choraria de medo. Espera um pouco. Me alcança esse copo com gelo. Há coisas que me ajudam a viver, esta é uma delas. Mas então, quanto mais eu me dedicava a acumular patrimônio para que ela vivesse bem, mais me distanciava dela. Acho que nunca vai sair de mim esta sensação de que eu não a amei, ou pelo menos não expressei, tanto quanto ela merecia. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;Ela era diferente dele. Tão diferente que nem parecia irmã. Meu outro filho, sempre quis o que eu tenho, mas ela não. Ela só queria viver, ela era a minha &lt;i&gt;Maria Antonieta&lt;/i&gt;. E enquanto ele me chamava para reuniões, ela me levava às &lt;i&gt;vernissages&lt;/i&gt;. Eu não gostava muito daquilo, não era muito minha praia sabe? Ia mais por ela, mas me intrigava como ela pensava diferente de todos nós. Ela tinha esse amor pela Arte que a fazia pensar daquele jeito. Eu a questionava – Pra que serve isso? “Por que tem que servir para alguma coisa pai?” Talvez seja este o objetivo, a Arte, nos faz pensar diferente, faz sim. É uma lógica invertida. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;E foi assim que começou, depois que ela se foi, passei a me interessar pelas Artes na esperança de que as obras tivessem a capacidade de trazê-la, pelo menos uma parte dela, de volta para mim. E fui entrando, quase sem querer. Mudei. Mudei porque a Arte sempre foi e sempre será o maior agente de transformação do Homem. Não sei explicar bem o que mudou, mas muita coisa ficou diferente. Certos conceitos dos &lt;i&gt;business&lt;/i&gt; tornaram-se fúteis. Há muita babaquice no que eles falam. Sempre estive completamente imerso neste mundo, mas é como se eu estivesse me afogando numa piscina de plástico, daquelas que as pessoas põem no pátio no final de semana. É um mundo raso, superficial, onde as pessoas realizam seus objetivos e depois descobrem que aquilo não serviu para nada. Caem em depressão e viram alcoólatras. Quem pode querer isto? Antes de saber a verdade, muitos, muitos meu filho. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;O tempo está escoando, me sinto fraco. Meu legado é o que me perturba agora. O que deste mero mortal, ficará depois que eu partir. Trabalhei minha vida inteira na nossa empresa, mas e aí? O que vai ficar? Talvez nem mesmo a companhia resista. Você entende? Ninguém conseguirá apagar o nome de Hemingway da história. Ele ganhou o Nobel, sempre quando falarem de escritores terão que lembrá-lo. Se ele foi feliz? pouco importa. No final ninguém mais lembra se você foi feliz, se você amou de verdade, o que fica é a sua obra. Não sei se ele era feliz acho que não, se suicidou. Há tantos outros também que nem sequer ganharam prêmios, que nem mesmo venderam um quadro se quer em vida, mas que jamais serão esquecidos. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;E foi uma dessas idéias de lógica invertida que me colocou nesta emboscada. Já estava tudo decidido. Meu filho é que ficaria com a sucessão. Ele estudou fora, tem boa experiência. Mas ela começou a falar de uma coisa que nunca havia sido ventilada na família. Me alcança minha bengala. Preciso me levantar um pouco. Minhas pernas doem. Cuide dos seus joelhos viu? Bom, mas então, ela me veio com esta “Por que não contratamos administradores profissionais? Assim, cada um terá dinheiro suficiente para fazer o que bem entende.” &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;Administradores profissionais... Não sei de onde ela tirou isto. Mas foi uma sacada boa, tenho que admitir que foi. O problema era que o Jorge, não apenas repudiou a ideia, ficou enfurecido com ela. O Jorge havia dedicado sua vida àquilo. O comando da empresa era o seu maior sonho. Mas era a opinião dela, valia tanto quanto às outras, nós tínhamos que ouvi-la, não tinha jeito. Daí meu filho, o clima na família ficou insuportável. Eles não se falavam mais, pior que isso, só falavam mal um do outro, e eu no meio daquele tiroteio tendo que ser imparcial. A solução foi deixar a questão de lado. Mas depois de um tempo ela voltou a tocar no assunto. Ela estava tão persuadida daquela ideia... Ela tinha aquelas certezas que se instalam dentro de nós e que não sabemos explicar de onde vieram. São convicções profundas, na maior parte das vezes irracionais, mas os homens de negócios costumam ignorar este tipo de “certeza”. Costumavam pelo menos. Hoje tem bastante gente que defende as inexplicáveis intuições na tomada de decisões. Antigamente, a gente contratava pesquisas, consultores, analistas e no final o que pesava mais era o racional, nem sempre dava certo, mas fazer o que, os negócios são, ou pelo menos eram, uma ciência exata. Ela tinha essa vantagem, ela não era do &lt;i&gt;métier&lt;/i&gt;. Era livre, podia pensar sem pressão, sentia o mundo sem preconceitos. Jamais teria dito aquilo para prejudicar seu&amp;nbsp; irmão, foi o que ela sentiu ou intuiu, não sei.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;Eles estavam bem próximos quando ela morreu. Meu coração dói quando penso nisto. O Jorge foi um grande homem. Ele superou as diferenças em prol da boa convivência e voltou a se aproximar dela. Pouco a pouco, passo a passo, convidou-a para um churrasco que ele mesmo preparou na casa dele. Ele sabe mesmo assar uma carne. Ela ficou muito feliz quando recebeu o convite. Eles já não se falavam há um bom tempo. Ela me disse, com uma voz que vibrava esperança “Papai você acredita que o Jorge me chamou para almoçar na casa dele? Pensei que isto nunca mais fosse acontecer. Vou levar um dos seus vinhos, tá bom? Você não quer ir junto?” Preferi me ausentar, é muito melhor quando as coisas se ajeitam sozinhas. As melancias se acertam apenas com o movimento do caminhão, vão se sobrepondo até ocupar os espaços da carroça de forma que quem vê de fora pensa que foram sendo encaixadas deliberadamente. E eles se acertaram... No dia do acidente, estavam juntos. Marcaram outros jantares e até falaram da sucessão. Estavam indo ao teatro naquele dia, lembro até mesmo da peça, era uma encenação de &lt;i&gt;Os Borgias&lt;/i&gt;, daquele escritor do &lt;i&gt;Poderoso Chefão, o Mario Puzo&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;Depois da tragédia, eu tive bastante dificuldade de ir para a firma. A dor paralisa. E a morte traz a pior de todas as dores. Uma dor contra a qual não há argumento. Você sabe o quanto eu gosto de trabalhar, me sinto bem vendo as coisas andando como meu pai me ensinou. Entretanto, eu ia para empresa e não conseguia produzir. Jorge também ficou bastante abalado. Quando comentávamos dela ele sentia enjôos horripilantes e ia para casa. Voltava noutro dia, ainda com dor de cabeça e com cara de quem não dormiu direito. Ele tinha os sintomas do Raskólnikov, do Crime e Castigo, sabe? Eu às vezes me questionava porque só o air bag dele abriu, mas enfim, besteiras que a gente pensa nessas horas., parece que sempre tem que ter um culpado para as coisas ruins que aocntecem conosco. Passei a evitar o assunto para ele não se sentir mal.  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;Ela é que continua aqui, martelando suas idéias no meu coração. Os americanos vêm justamente para defender a posição dela e profissionalizar tudo. Eles querem uma parte boa da companhia, mas ainda assim talvez valesse a pena. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpFirst" style="margin-top: 6pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Boa tarde Sr. Almeida.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-top: 6pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Boa tarde John.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-top: 6pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Tudo bem com você? E os negócios?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-top: 6pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Apesar do momento difícil, tudo bem.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-top: 6pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Sei como é. A família deve ter conversado bastante nestes últimos dias. Vocês falaram com o consultor que indicamos?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-top: 6pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Não, não falamos. Aqui, ainda fazemos as coisas da maneira antiga.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-top: 6pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Que bom. Espero que tenham chegado a melhor decisão.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-top: 6pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Talvez!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-top: 6pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Você teve bastante tempo para analisar nossa proposta e já deve ter uma resposta.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-top: 6pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O tempo não foi suficiente. Preciso de mais um mês.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpLast" style="margin-top: 6pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Infelizmente Sr. Almeida, vocês não são a única empresa com a qual estamos negociando. Viemos de fora para fechar ou não o negócio. Estamos aqui para fazer a melhor parceria com vocês, mas não podemos mais esperar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;Eu que não posso esperar. A vida não me aguarda mais.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpFirst" style="margin-top: 6pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Eu entendo a pressa de vocês. No entanto, não tomarei decisão sob pressão.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-top: 6pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Caro Almeida, em que mundo você vive? Não há pressões todos os dias na sua empresa?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-top: 6pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Estamos falando de uma decisão complexa que envolve não apenas a empresa mas toda a minha família.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-top: 6pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Devemos separar sempre os negócios das emoções.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpLast" style="margin-top: 6pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Sei o que devo fazer. Preciso de um tempo. Volto a ligar para vocês, e se não der mais tempo, paciência.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;Preciso de um copo d’água. Minha mão está tremendo. Não sei se vou suportar as consequências dessa decisão, mas preciso tomá-la. O que vai sobrar? O que meu pai levantou precisa ficar de pé. Se ao menos ela estivesse aqui para conversarmos... Sim foi proposital, eu sei sempre soube foi ele sim. Mas também ele é minha melhor opção para a perpetuação. A pior para minha consciência. Mas e se tudo acabar?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpFirst" style="margin-top: 6pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Jorge venha cá?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-top: 6pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Sim, meu pai.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-top: 6pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Você fez né? &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-top: 6pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O que?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpLast" style="margin-top: 6pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Sei, que sim. Você ficará com a empresa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3072473866423416029-6873916489088657338?l=www.assimfaloudenardi.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.assimfaloudenardi.com/2011/03/o-velho-burgues.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel De Nardi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://lh6.googleusercontent.com/-ETW3VnpOn5o/TX7h9Q5eBcI/AAAAAAAABEo/d69_n7OqCRc/s72-c/velho+burgues.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3072473866423416029.post-7127197082564604289</guid><pubDate>Mon, 14 Mar 2011 05:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-03-21T20:30:15.339-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Contos</category><title>NEM SEMPRE SE VÊ</title><description>&lt;style&gt;@font-face {   font-family: "Cambria"; }p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal { margin: 0cm 0cm 0.0001pt; font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; }div.Section1 { page: Section1; } &lt;/style&gt;     &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;Chove de todos os lados. Lá de fora, o vento frio parece aquecer as brasas que você deixou por aqui. Tento escrever na inútil tentativa de transferir, através das palavras, pelo menos um pouco do sofrimento.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;Dói por dentro. Não quero que me veja como vítima, simplesmente responsável, um responsável ingênuo que agiu sem levar em conta as tramas que o psiquismo é capaz. Não consigo conceber que o medo do devir possa ser tão presente. Mas ele existe, e esta aí! Para mim é claro que o que é para ser vivido tem que ser vivido agora, o por vir não se sabe. E se morrermos amanhã? Prefere hesitar a agir. Mas o erro é todo meu. Cada ato para lhe agradar, só fez crescer o medo de tudo dar errado outra vez. O prazer produziu dor e a dor o medo. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;Esta é a vida, com seus tortuosos caminhos, com suas infinitas possibilidades e com seus , quase sempre previsíveis rumos. E nela ficaremos, um para cada lado, permitindo que o medo vença a possibilidade de que algo maior aconteça.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3072473866423416029-7127197082564604289?l=www.assimfaloudenardi.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.assimfaloudenardi.com/2011/03/nem-sempre-se-ve.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel De Nardi)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3072473866423416029.post-5804074902578774564</guid><pubDate>Thu, 27 Jan 2011 11:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-01-27T03:51:26.222-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Artes</category><title>DUAS OBRAS DE ARTE DA NOSSA GERAÇÃO</title><description>&lt;style&gt;@font-face {   font-family: "Cambria"; }p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal { margin: 0cm 0cm 0.0001pt; font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; }div.Section1 { page: Section1; } &lt;/style&gt;     &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jCMwkYRRFe0/TUFbPvayH3I/AAAAAAAABEc/amEkPxw3aJo/s1600/putasassassinas.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/_jCMwkYRRFe0/TUFbPvayH3I/AAAAAAAABEc/amEkPxw3aJo/s200/putasassassinas.jpg" width="133" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Em poucas palavras &lt;i&gt;Putas Assassinas&lt;/i&gt;, uma coletânea de contos de Roberto Bolaño é – Literatura de verdade. Os personagens são tão bem construídos pelo escritor chileno que fixam-se na memória do leitor mesmo tempos depois do livro ter terminado. Para surtir tal efeito (que não é fácil), Bolaño usa com maestria diversos recursos literários contando histórias que misturam realidade com ficção, deixando-nos sem saber quando termina a autobiografia e quando começa a fantasia. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Curiosamente o autor deixou como seguro de vida para seus filhos um volume para cada do livro &lt;i&gt;2666&lt;/i&gt; pedindo que os publicassem separadamente um por ano. Após sua morte, em Barcelona em 2003, a família decidiu vender a obra completa num único volume e o romance tornou-se um &lt;i&gt;best-seller&lt;/i&gt; mundial. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;________________________________________________________________________________ &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;Dogville&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;No final do ano passado a &lt;i&gt;Revista Bravo&lt;/i&gt; publicou um ranking de diversas áreas culturais intitulado “Melhores do século, ainda...” Na categoria cinema, o topo da lista ficou com &lt;i&gt;Dogville&lt;/i&gt;, estrelado por Nicole Kidman.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Como explicar a vitória de um filme realizado inteiramente dentro de um galpão, com um cenário que utiliza o mínimo de artefatos e onde a diferença entre o dia e a noite se dá apenas pela mudança na iluminação? &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A explicação pode começar pelo diretor Lars Von Trier criador do &lt;i&gt;Movimento Dogma&lt;/i&gt; que prega a simplicidade no cinema. Pois é justamente esta simplicidade que faz o espectador se aproximar do drama dos personagens a ponto de senti-los como dele. O filme que parece um teatro filmado, em que o próprio diretor comanda a câmera, possui um narrador onisciente que se utiliza de técnicas teatrais e propõe reflexões filosóficas como a diferença entre o altruísmo (dar sem precisar receber) e o &lt;i&gt;quid pro quo&lt;/i&gt; (que exige uma compensação equivalente para cada ação) e nos deixa perplexo de até onde pode ir a brutalidade nas relações humanas.&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jCMwkYRRFe0/TUFbcsW_rNI/AAAAAAAABEg/g_dQ1CGhvtw/s1600/Dogville.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="295" src="http://2.bp.blogspot.com/_jCMwkYRRFe0/TUFbcsW_rNI/AAAAAAAABEg/g_dQ1CGhvtw/s400/Dogville.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3072473866423416029-5804074902578774564?l=www.assimfaloudenardi.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.assimfaloudenardi.com/2011/01/duas-obras-de-arte-da-nossa-geracao.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel De Nardi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_jCMwkYRRFe0/TUFbPvayH3I/AAAAAAAABEc/amEkPxw3aJo/s72-c/putasassassinas.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3072473866423416029.post-4405090019996743114</guid><pubDate>Wed, 19 Jan 2011 22:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-01-20T09:08:36.232-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Artes</category><title>Paul Auster - Invisível</title><description>&lt;iframe allowfullscreen="" class="youtube-player" frameborder="0" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/tQt3UrIlG2k" title="YouTube video player" type="text/html" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.assimfaloudenardi.com/2009/09/filosofia-vivendo-e-produzindo.html"&gt;VIVENDO E PRODUZINDO&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.assimfaloudenardi.com/2009/12/o-meu-frenesi-polissilabico.html"&gt;O MEU FRENESI POLISSILÁBICO&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3072473866423416029-4405090019996743114?l=www.assimfaloudenardi.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.assimfaloudenardi.com/2011/01/paul-auster-invisivel.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel De Nardi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://img.youtube.com/vi/tQt3UrIlG2k/default.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3072473866423416029.post-6063966362725437672</guid><pubDate>Thu, 23 Dec 2010 02:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-12-22T18:42:30.454-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Filosofia</category><title>FELIZ ANO VELHO</title><description>&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/WV5ecpqnL9E?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/WV5ecpqnL9E?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3072473866423416029-6063966362725437672?l=www.assimfaloudenardi.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.assimfaloudenardi.com/2010/12/feliz-ano-velho.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel De Nardi)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3072473866423416029.post-4601937104040020345</guid><pubDate>Mon, 20 Dec 2010 18:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-12-20T10:05:59.471-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Artes</category><title>UM ERRO DE ESCRITOR</title><description>Um defeito que o escritor não pode ter é ser apegado ao que escreve. Eu sei disso e tenho que reconhecer que melhorei muito, mas é que quando a gente cria algo que gosta, mesmo sabendo que não se encaixe perfeitamente no contexto é difícil apagar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto abaixo era o começo de um conto que estou escrevendo, mas como em contos não temos espaço para desenvolver demais os personagens, terei que tirar esta parte. Com este sentimento de apego pelo que escrevi resolvi publicá-la. Servirá como conhecimento do personagem, mas talvez até isto seja uma desculpa para justificar minha falta de coragem em simplesmente jogar fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jCMwkYRRFe0/TQ-adUuAvZI/AAAAAAAABEU/Yfs4o1u2OTY/s1600/old.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://4.bp.blogspot.com/_jCMwkYRRFe0/TQ-adUuAvZI/AAAAAAAABEU/Yfs4o1u2OTY/s320/old.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;style&gt;@font-face {   font-family: "Courier New"; }@font-face {   font-family: "Wingdings"; }@font-face {   font-family: "Cambria"; }p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal { margin: 0cm 0cm 0.0001pt; font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; }p.MsoListParagraph, li.MsoListParagraph, div.MsoListParagraph { margin: 0cm 0cm 0.0001pt 36pt; font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; }p.MsoListParagraphCxSpFirst, li.MsoListParagraphCxSpFirst, div.MsoListParagraphCxSpFirst { margin: 0cm 0cm 0.0001pt 36pt; font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; }p.MsoListParagraphCxSpMiddle, li.MsoListParagraphCxSpMiddle, div.MsoListParagraphCxSpMiddle { margin: 0cm 0cm 0.0001pt 36pt; font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; }p.MsoListParagraphCxSpLast, li.MsoListParagraphCxSpLast, div.MsoListParagraphCxSpLast { margin: 0cm 0cm 0.0001pt 36pt; font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; }div.Section1 { page: Section1; }ol { margin-bottom: 0cm; }ul { margin-bottom: 0cm; } &lt;/style&gt;     &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;Vem aqui meu filho, o vô vai contar uma coisa muito importante. Talvez você não entenda tudo agora, mas é fundamental que saiba. Amanhã os americanos estarão aqui. Ah se eu pudesse manipular o tempo... Eu o pararia. Isto tudo está me partindo ao meio, eu precisava de um pouco mais de tempo para pensar. Quem sabe se eu lhe contar tudo as coisas se esclarecem na minha cabeça. Está vendo aquele quadro ali? Sim, este mesmo. Lindo não? Parece obra da nobreza. Foi ele que começou tudo, seu bisa. Nós éramos muito pobres, pobres como a Maria. A Maria que cuida das roupas, sabe? Sim esta mesmo, ela mora aqui em casa inclusive. Passamos por muita coisa difícil. Mas ele era um homem de muita fibra. Nunca se entregou. Sabe aquela música? “Deixe a vida me levar...” não era a dele. Até porque se fosse, ainda estaríamos morando nos escombros. Mas assim como ele, eu pensava que quando tivéssemos dinheiro tudo se resolveria. Imaginava que as coisas seriam mais tranqüilas e que viver seria sinônimo de prazer. Mas não é assim viu! E é bom que você saiba disto logo. Não se iluda meu filho, a vida não vai te poupar de nada. &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;Por mais contraditório que possa parecer, a medida que vamos acumulando dinheiro, prestígio e poder as coisas vão piorando. É sério! De tão complexos, os problemas se tornam insolúveis. E vou te dizer uma verdade meu filho - a vida não tem solução. Ela é o problema em si, um nó que não se desata. E enquanto houver dentro de nós algum alento o nó Górdio, estará lá. Isto não é ruim, entenda, uma vez eu li um livro que dizia - se você não têm preocupações tome cuidado, você deve estar doente. Precisamos dessas dificuldades, mesmo, a acomodação nos faz perder a forma. Viver é manter-se produzindo. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;Sim, você está pegando o espírito da coisa. Também me pergunto isto - se o dinheiro não traz o que esperamos porque lutamos tanto por ele? Todas as pessoas querem o que nós conseguimos, lutam, se preocupam demais, mas foi só depois que conquistei tudo, que parei para me questionar se era isto mesmo que eu desejava. Não posso negar, o dinheiro é capaz de dar, viagens, saúde, conforto, olhe o seu quarto por exemplo, seu computador, seu colégio, a nossa segurança. Quando era jovem, eu olhava para os endinheirados e pensava “como deve ser querer algo e imediatamente poder ter. Não precisar consultar nada, não fazer nenhum esforço a mais.” Não sei bem se durante minha vida toda eu busquei os bens ou somente esta sensação. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;E de uns tempos para cá percebi que o que não se equilibra nesta balança é o custo deste esforço para se ter tudo. Será que não conseguimos viver com menos e termos mais tempo para nós? Ficando juntos, em casa. Este A Mais é que é o ponto. É ele que transforma a almejada liberdade em prisão. Talvez, este A Mais seja a parte inconsciente do enriquecimento. Afinal não é o desejo, mas o medo que produz o A Mais. Não entendeu? Tá bom, vou explicar melhor. Quando não temos nada, sofremos muito. Você sente bastante medo e é capaz de qualquer sacrifício para não passar por tudo aquilo de novo. Sim, o medo, medo da dor, medo do frio, da fome, do abandono. Medo da morte. Claro, o pai de todos – o medo da morte. Antes eu pensava que era a vontade de viver que nos estimulava, mas não. É o medo de desaparecer, sim, é ele que me faz ficar acordado à noite pensando nos problemas da empresa, é ele que me faz levantar antes do sol nascer e nem hesitar em ficar na cama, ele que me mantém ativo aos 74 anos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3072473866423416029-4601937104040020345?l=www.assimfaloudenardi.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.assimfaloudenardi.com/2010/12/um-erro-de-escritor.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel De Nardi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_jCMwkYRRFe0/TQ-adUuAvZI/AAAAAAAABEU/Yfs4o1u2OTY/s72-c/old.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3072473866423416029.post-6336442939336166903</guid><pubDate>Fri, 10 Dec 2010 04:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-12-09T20:10:24.403-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Artes</category><title>SANDOR MARAI - CRÍTICA LITERÁRIA</title><description>&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/yG4tv9Sddcc?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/yG4tv9Sddcc?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jCMwkYRRFe0/TQGoBfyJtrI/AAAAAAAABEQ/Xx0koaMU_YY/s1600/livros+Marai.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="239" src="http://1.bp.blogspot.com/_jCMwkYRRFe0/TQGoBfyJtrI/AAAAAAAABEQ/Xx0koaMU_YY/s320/livros+Marai.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3072473866423416029-6336442939336166903?l=www.assimfaloudenardi.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.assimfaloudenardi.com/2010/12/sandor-marai-critica-literaria.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel De Nardi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_jCMwkYRRFe0/TQGoBfyJtrI/AAAAAAAABEQ/Xx0koaMU_YY/s72-c/livros+Marai.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3072473866423416029.post-6466158677083618568</guid><pubDate>Sun, 05 Dec 2010 18:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-12-05T10:53:13.099-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Filosofia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Business</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Artes</category><title>BOOK - A REVLOUÇÃO TECNOLÓGICA</title><description>&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/3QMVoHOJ5A0?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/3QMVoHOJ5A0?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3072473866423416029-6466158677083618568?l=www.assimfaloudenardi.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.assimfaloudenardi.com/2010/12/book-revloucao-tecnologica.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel De Nardi)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3072473866423416029.post-3287934782051903502</guid><pubDate>Wed, 01 Dec 2010 20:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-06-20T20:18:47.422-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Artes</category><title>POR QUE JOYCE?</title><description>&lt;style&gt;@font-face {   font-family: "Cambria"; }p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal { margin: 0cm 0cm 0.0001pt; font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; }div.Section1 { page: Section1; } &lt;/style&gt;     &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;Certa vez, estive numa exposição de Joseph Beuys, considerado o maior artista alemão contemporâneo e um dos mais expressivos de toda a europa. Mais que artista, Beuys foi um importante agitador cultural. Entre suas práticas, reunia grupos de intelectuais, artistas e muitos estudantes para questionar a política e o &lt;i&gt;modus operandi&lt;/i&gt; vigente. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;Um dos seus ciclos de pinturas, que me chamou bastante a atenção, ele fez 355 desenhos inspirados em Ulisses, de James Joyce. E de novo, uma questão antiga veio bater a porta do meu senso crítico – Por que Joyce? Por que quase todos os artistas são obrigados a confessar sua influência?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jCMwkYRRFe0/TPauygXrxTI/AAAAAAAABEM/lF3lCTaSWVM/s1600/james_joyce1.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_jCMwkYRRFe0/TPauygXrxTI/AAAAAAAABEM/lF3lCTaSWVM/s1600/james_joyce1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Acredito que a notoriedade do escritor&amp;nbsp; irlandês deve-se ao fato de ele ter sido o primeiro a se aproximar da voz da consciência. O pioneiro a dar, pelo menos um pouco, de inteligibilidade àquilo que possuímos de mais profundo e essencial. Mas tudo isto, não passa de especulação. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;O fato é que Joyce continua entusiasmando artistas em todas as áreas. O mais impressionante é que ao produzir sua obra, o escritor estava totalmente consciente da revolução que produziria, conforme&amp;nbsp; nos mostra este conversa com o velho amigo Arthur Power, em&lt;i&gt; Conversations with James Joyce&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;“Quanto ao classicismo romântico que você tanto admira, Ulisses mudou tudo isso, pois nele eu abri um novo caminho e você vai ver que ele será seguido cada vez mais. De fato a partir dele você pode datar uma nova orientação na literatura – o novo realismo, pois embora você critique Ulisses, contudo a única coisa que você tem que admitir que eu fiz foi liberar a literatura dos grilhões antiquados. Você é evidentemente um tradicionalista intransigente, mas deve perceber que uma maneira nova de pensar e de escrever foi iniciada, e aqueles que não concordarem com ela serão deixados para trás.” &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3072473866423416029-3287934782051903502?l=www.assimfaloudenardi.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.assimfaloudenardi.com/2010/12/por-que-joyce.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel De Nardi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_jCMwkYRRFe0/TPauygXrxTI/AAAAAAAABEM/lF3lCTaSWVM/s72-c/james_joyce1.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3072473866423416029.post-2248466848137429647</guid><pubDate>Mon, 29 Nov 2010 16:41:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-07-11T10:08:36.001-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Artes</category><title>SINOPSES DE REVOLUCIONÁRIOS</title><description>&lt;style&gt;@font-face {   font-family: "Cambria"; }p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal { margin: 0cm 0cm 0.0001pt; font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; }div.Section1 { page: Section1; } &lt;/style&gt;     &lt;br /&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Hugh Hefner: Playboy, Ativista e Rebelde&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;Quando ouvimos este nome, a imagem que nos vêm à cabeça é de um velho libidinoso e fútil que vive numa mansão com três lindas mulheres sem jamais tirar seu hobby de seda. Este documentário traz o outro lado da moeda. Quando o filme acabou uma frase revelou-se para mim – &lt;i&gt;aquilo que não tem profundidade não se sustenta&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jCMwkYRRFe0/TPPXDA7NUdI/AAAAAAAABEE/0iMCK6KUctU/s1600/hugh-hefner-dirty-old-man.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="204" src="http://2.bp.blogspot.com/_jCMwkYRRFe0/TPPXDA7NUdI/AAAAAAAABEE/0iMCK6KUctU/s320/hugh-hefner-dirty-old-man.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;Pensar na Playboy apenas como uma revista de mulheres nuas é como achar que sucesso depende unicamente da sorte. Hugh começou sua publicação em 53, período em que o sexo nos Estados Unidos era um tabu que podia dar cadeia. Em sua primeira capa a revista trouxe nada menos que Marlyn Monroe completamente nua, causando muita polêmica. A ideologia da revista influenciou o movimento de libertação sexual que aconteceu naquele país na década seguinte. Além disto, Hefner - atento aos movimentos literários - trouxe escritores expressivos para suas colunas, fez matérias investigativas que colocaram em xeque grandes nomes da política americana e sempre tratou negros e brancos da mesma forma - numa época em que o racismo era praxe. Para que a tolerância racial fosse respeitada, fechou Casas da Playboy que não respeitavam este princípio. Após conhecer os bastidores de sua obra entendemos que Hugh Hefner, ao contrário do que parece, é um exemplo de determinação, humanidade e muita coragem.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Do que eu falo quando eu falo de corrida – Haruki Murakami&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jCMwkYRRFe0/TPPXdWl1r1I/AAAAAAAABEI/vTTNuOycbAY/s1600/quando-falo-de-corrida.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/_jCMwkYRRFe0/TPPXdWl1r1I/AAAAAAAABEI/vTTNuOycbAY/s320/quando-falo-de-corrida.jpg" width="204" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;Um dos mais importantes escritores japoneses, através de uma linguagem simples e direta nos retrata como a corrida foi essencial em seu amadurecimento profissional. O interessante deste livro é que não foi escrito por um atleta olímpico que pretende transmitir conceitos motivacionais para mantermos a disciplina, mas por um escritor que corre simplesmente porque ama o esporte. Simples assim, sem nenhum significado epifânico. Murakami não quer convencer ninguém a começar a acelerar o passo , tão pouco deseja criar um significado existencial neste ato. E quem já terminou uma maratona se identifica muito com seu relato ao final dos 42km - “Enfim acabo. Estranhamente, não me vem nenhum sentimento de realização. A única coisa que sinto é um completo alívio por não precisar mais correr... Sento num café no vilarejo e tomo uma cerveja Amstel gelada. Ela desce de um jeito fantástico, mas não chega nem perto de ser tão bom quanto a cerveja que imaginei beber enquanto corria. Nada no mundo real é tão belo quanto as ilusões de uma pessoa prestes a perder a consciência.” &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3072473866423416029-2248466848137429647?l=www.assimfaloudenardi.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.assimfaloudenardi.com/2010/11/sinopses-de-novembro.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel De Nardi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_jCMwkYRRFe0/TPPXDA7NUdI/AAAAAAAABEE/0iMCK6KUctU/s72-c/hugh-hefner-dirty-old-man.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total></item></channel></rss>

