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	<title>Associação Rumos</title>
	
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	<description>Movimento Nacional das Famílias dos Padres Casados</description>
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		<title>Arcebispo denuncia ao papa corrupção no Vaticano</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Feb 2012 02:58:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giba</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>O atual núncio da Santa Sé nos Estados Unidos e ex-secretário-geral do Governatorato da Cidade do Vaticano &#8211; o Governo que administra o Estado -, o arcebispo Carlo Maria Vigano, denunciou em carta a Bento XVI a &#8220;corrupção e a má gestão&#8221; na administração vaticana, informou a imprensa italiana.</p>
<p></p>
<p>Os jornais &#8220;Corriere della Sera&#8221; e &#8220;Libero [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O atual núncio da Santa Sé nos Estados Unidos e ex-secretário-geral do Governatorato da Cidade do Vaticano &#8211; o Governo que administra o Estado -, o arcebispo Carlo Maria Vigano, denunciou em carta a Bento XVI a &#8220;corrupção e a má gestão&#8221; na administração vaticana, informou a imprensa italiana.</p>
<p><span id="more-2936"></span><a href="http://www.padrescasados.org/wp-content/uploads/2012/02/Pomba.bmp" title="Pomba" rel="lightbox[2936]"><img class="alignleft size-full wp-image-2937" title="Pomba" src="http://www.padrescasados.org/wp-content/uploads/2012/02/Pomba.bmp" alt="" /></a></p>
<p>Os jornais &#8220;Corriere della Sera&#8221; e &#8220;Libero Quotidiano&#8221; publicaram partes dessa carta, divulgada pelo apresentador do programa &#8220;Gli Intoccabili&#8221; (Os intocáveis), do canal de televisão privado &#8220;A7&#8243;, Gianluigi Nuzzi.<br />
Segundo Nuzzi, citado pelo &#8220;Libero Quotidiano&#8221;, o arcebispo italiano, de 70 anos, enviou uma carta a Bento XVI em 27 de março de 2011 na qual se lamentava das &#8220;corruptelas e privilégios&#8221; que tinha visto após assumir o cargo de secretário-geral do Governatorato em julho de 2009.</p>
<p>Vigano teria dito que a situação que viu &#8220;causaria desconcerto em todos aqueles que acharam que seria possível sanear tantas situações de corrupção e prevaricação há muito tempo radicadas na gestão das diferentes direções da administração vaticana&#8221;.</p>
<p>Em outra carta, segundo o &#8220;Corriere della Sera&#8221;, Vigano escreve: &#8220;jamais teria pensado em me encontrar perante uma situação tão desastrosa, que apesar de ser inimaginável era conhecida por toda a Cúria&#8221;.</p>
<p>O arcebispo denunciou, de acordo com o jornal, que no Vaticano &#8220;trabalham sempre as mesmas empresas, enquanto outras ficam de fora, porque não existe transparência alguma na gestão dos contratos de construção e de engenharia&#8221;.</p>
<p>Ele denunciou, entre outras coisas, que a Fábrica de São Pedro, que se encarrega da manutenção dos edifícios vaticanos, apresentou uma conta &#8220;astronômica&#8221;, de 550 mil euros, pela construção do tradicional portal de Belém colocado na Praça de São Pedro em 2009.</p>
<p>O arcebispo afirmou também que os banqueiros que integram o chamado &#8220;Comitê de finanças e gestão&#8221; se preocupam mais com seus interesses, e em dezembro de 2009 perderam em uma operação financeira US$ 2,5 milhões.</p>
<p>Vigano relatou em suas mensagens ao papa que durante sua gestão conseguiu que o Vaticano passasse de 8,5 milhões de perdas em 2009 a um lucro de 34,4 milhões em 2010.<br />
Segundo Nuzzi, com sua política de rigor o arcebispo ganhou muitos inimigos e por isso foi tirado do Governatorato e enviado como núncio (representante diplomático) aos EUA. EFE</p>
<p>Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/arcebispo-denuncia-ao-papa-corrup%C3%A7%C3%A3o-vaticano-diz-imprensa-211203267.html</p>
<p>Roma, 25 jan (EFE).-</p>
<p>Leia também<br />
•	Luta pelo poder no Vaticano após denúncias de corrupção<br />
•	Prelado denuncia ao Papa &#8216;corrupção&#8217; na administração do Vaticano<br />
•	Escândalo de corrupção por vazamento de cartas abala Vaticano<br />
•	Novo escândalo de corrupção abala Vaticano<br />
•	Peça de teatro gera revolta no Vaticano<br />
•	Papa nomeia núncio no Brasil secretário da Congregação de Bispos<br />
•	Monti se encontra com Papa em meio à crise sobre isenção fiscal ao Vat …</p>
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		<title>O Big Brother é um lixo</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 01:26:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giba</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>A situação é extremamente preocupante: no Brasil, há uma televisão de altíssimo nível técnico e baixíssimo nível de programação. Sem nenhum controle ético por parte da sociedade, os chamados canais abertos (aqueles que se podem assistir gratuitamente) fazem a cabeça dos brasileiros e, com precisão satânica, vão destruindo tudo que encontram pela frente:</p>
<p>a sacralidade da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A situação é extremamente preocupante: no Brasil, há uma televisão de altíssimo nível técnico e baixíssimo nível de programação. Sem nenhum controle ético por parte da sociedade, os chamados canais abertos (aqueles que se podem assistir gratuitamente) fazem a cabeça dos brasileiros e, com precisão satânica, vão destruindo tudo que encontram pela frente:</p>
<p><span id="more-2930"></span>a sacralidade da família, a fidelidade conjugal, o respeito e veneração dos filhos para com os pais, o sentido de tradição (isto é, saber valorizar e acolher os valores e as experiências das gerações passadas), as virtudes, a castidade, a indissolubilidade do matrimônio, o respeito pela religião, o temor amoroso para com Deus.</p>
<p><!--more--></p>
<p>Na telinha, tudo é permitido, tudo é bonitinho, tudo é novidade, tudo é relativo! Na telinha, a vida é pra gente bonita, sarada, corpo legal… A vida é sucesso, é romance com final feliz, é amor livre, aberto desimpedido, é vida que cada um faz e constrói como bem quer e entende! Na telinha tem a Xuxa, a Xuxinha, inocente, com rostinho de anjo, que ensina às jovens o amor liberado e o sexo sem amor, somente pra fabricar um filho… Na telinha tem o Gugu, que aprendeu com a Xuxa e também fabricou um bebê… Na telinha tem os debates frívolos do Fantástico, show da vida ilusória… Na telinha tem ainda as novelas que ensinam a trair, a mentir, a explorar e a desvalorizar a família… Na telinha tem o show de baixaria do Ratinho e do programa vespertino da Bandeirantes, o cinismo cafona da Hebe, a ilusão da Fama…</p>
<p>Enquanto na realidade que ela, a satânica telinha ajuda a criar, temos adolescentes grávidas deixando os pais loucos e a o futuro comprometido, jovens com uma visão fútil e superficial da vida, a violência urbana, em grande parte fruto da demolição das famílias e da ausência de Deus na vida das pessoas, os entorpecentes, um culto ridículo do corpo, a pobreza e a injustiça social… E a telinha destruindo valores e criando ilusão…</p>
<p>E quando se questiona a qualidade da programação e se pede alguma forma de controle sobre os meios de comunicação, as respostas são prontinhas: (1) assiste quem quer e quem gosta, (2) a programação é espelho da vida real, (3) controlar e informação é antidemocrático e ditatorial… Assim, com tais desculpas esfarrapadas, a bênção covarde e omissa de nossos dirigentes dos três poderes e a omissão medrosa das várias organizações da sociedade civil – incluindo a Igreja, infelizmente – vai a televisão envenenando, destruindo, invertendo valores, fazendo da futilidade e do paganismo a marca registrada da comunicação brasileira…</p>
<p>Um triste e último exemplo de tudo isso é o atual programa da Globo, o Big Brother (e também aquela outra porcaria, do SBT, chamada Casa dos Artistas…). Observe-se como o Pedro Bial, apresentador global, chama os personagens do programa: “Meus heróis! Meus guerreiros!” – Pobre Brasil! Que tipo de heróis, que guerreiros! E, no entanto, são essas pessoas absolutamente medíocres e vulgares que são indicadas como modelos para os nossos jovens!</p>
<p>Como o programa é feito por pessoas reais, como são na vida, é ainda mais triste e preocupante, porque se pode ver o nível humano tão baixo a que chegamos! Uma semana de convivência e a orgia corria solta… Os palavrões são abundantes, o prato nosso de cada dia… A grande preocupação de todos – assunto de debates, colóquios e até crises – é a forma física e, pra completar a chanchada, esse pessoal, tranqüilamente dá-se as mãos para invocar Jesus… Um jesusinho bem tolinho, invertebrado e inofensivo, que não exige nada, não tem nenhuma influência no comportamento público e privado das pessoas… Um jesusinho de encomenda, a gosto do freguês… que não tem nada a ver com o Jesus vivo e verdadeiro do Evangelho, que é todo carinho, misericórdia e compaixão, mas odeia o fingimento, a hipocrisia, a vulgaridade e a falta de compromisso com ele na vida e exige de nós conversão contínua! Um jesusinho tão bonzinho quanto falsificado… Quanta gente deve ter ficado emocionada com os “heróis” do Pedro Bial cantando “Jesus Cristo, eu estou aqui!”</p>
<p>Até quando a televisão vai assim? Até quando os brasileiros ficaremos calados? Pior ainda: até quando os pais deixarão correr solta a programação televisiva em suas casas sem conversarem sobre o problema com seus filhos e sem exercerem uma sábia e equilibrada censura? Isso mesmo: censura! Os pais devem ter a responsabilidade de saber a que programas de TV seus filhos assistem, que sites da internet seus filhos visitam e, assim, orientar, conversar, analisar com eles o conteúdo de toda essa parafernália de comunicação e, se preciso, censurar este ou aquele programa.</p>
<p>Censura com amor, censura com explicação dos motivos, não é mal; é bem! Ninguém é feliz na vida fazendo tudo que quer, ninguém amadurece se não conhece limites; ninguém é verdadeiramente humano se não edifica a vida sobre valores sólidos… E ninguém terá valores sólidos se não aprende desde cedo a escolher, selecionar, buscar o que é belo e bom, evitando o que polui o coração, mancha a consciência e deturpa a razão!</p>
<p>Aqui não se trata de ser moralista, mas de chamar atenção para uma realidade muito grave que tem provocado danos seríssimos na sociedade. Quem dera que de um modo ou de outro, estas linha de editorial servissem para fazer pensar e discutir e modificar o comportamento e as atitudes de algumas pessoas diante dos meios de comunicação.</p>
<p>Por Dom Henrique Soares, Bispo Auxilias da Arquidiocese de Aracajú-SE</p>
<p>Fonte: <a href="http://gruporenascer-rcc.blogspot.com/2012/01/o-lixo-big-brother-bispo-da-igreja-se.html" target="_blank"><span style="font-size: small;"> </span><span style="color: #0000ff; font-size: small;">http://gruporenascer-rcc.blogspot.com/2012/01/o-lixo-big-brother-bispo-da-igreja-se.html</span></a></p>
<h3><span style="font-size: large;">Veja comentário do Pr. Silas Malafaia</span></h3>
<p><span style="font-size: large;"> </span><em>“O Big Brother é um lixo. Como é que tem crente que ainda perde tempo com isso? Tem que se converter de novo. </em><em>Esse programa está promovendo a baixaria, a imoralidade, e tudo o que há de mais destrutivo para a sociedade. É explícito o incentivo a bebedeira, sensualidade, promiscuidade e infidelidade. Onde vamos chegar quando um programa baixo, ridículo e imoral como este, é um dos campeões de audiencia no nosso país?”</em></p>
<div><em>Fonte: <a href="http://ministroitamir.blogspot.com/2012/01/lixo-do-big-brother-veja-comentario-do.html" target="_blank">http://ministroitamir.blogspot.com/2012/01/lixo-do-big-brother-veja-comentario-do.html</a></em></div>
<div><em><br />
</em></div>
<div><em>&nbsp;</p>
<div><strong>O Pastor Gilson Bifano</strong>, do portal Click Família, especialista em ministrar na área familiar, falou ao <em><strong>Verdade Gospel</strong></em> sobre a polêmica do estupro no reality da TV Globo.</div>
<div><em>“Eu creio que é hora de todas as denominações se pronunciarem. Igrejas devem enviar correspondências para a Globo. É um momento propício para mostrar nossa indignação em relação a este programa que não tem nada, absolutamente nada, para edificar, ensinar à família.</em></div>
<div><em>Precisamos também cobrar do governo, não a censura, mas um posicionamento neste sentido. O Ministério Público deve investigar o que houve e punir severamente a emissora.”</em></div>
<p></em><em> </em></p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #0000ff; font-size: small;"><br />
</span></p>
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		<title>Controle externo do Judiciário: uma exigência da democracia republicana</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 01:05:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giba</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Várias décadas de distanciamento histórico foram necessárias para que, com extremada relutância, nossas elites atrasadas (ressalto a  autocrítica de Afonso Arinos na Constituinte de 1988, já no ocaso de uma bela vida), pudessem conhecer a justa medida da importância da chamada ‘era Vargas’ na construção do Brasil moderno e das bases de um Estado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Várias décadas de distanciamento histórico foram necessárias para que, com extremada relutância, nossas elites atrasadas (ressalto a  autocrítica de Afonso Arinos na Constituinte de 1988, já no ocaso de uma bela vida), pudessem conhecer a justa medida da importância da chamada ‘era Vargas’ na construção do Brasil moderno e das bases de um Estado que, hoje,  caminha para a conquista de sua soberania e do respeito internacional.</p>
<p><span id="more-2927"></span></p>
<p>Este texto vale como ressalva às minhas limitações na avaliação do governo de centro-esquerda inaugurado em 2003, e com o qual tenho a honra de colaborar. Destaco uma só de suas inumeráveis virtudes, o projeto de uma nação desenvolvida, apoiado em  crescimento sustentável e inclusivo, sustentável porque inclusivo, pois a inclusão é  o cerne moral de nosso humanismo: a dignidade do indivíduo e a cidadania, a liberdade na igualdade de direitos e oportunidades. Ela é um fim em si mesmo, de cuja efetivação decorre tudo o mais. Deste ponto de vista o crescimento nacional é apenas desdobramento, relevante, mas apenas isso,  uma consequência, um instrumento da realização humanística.</p>
<p>&#8216;O que os princípios republicanos exigem de todos os poderes é a abertura de todas as caixas-pretas, a máxima transparência, e o dever de prestar contas à cidadania&#8217; . Foto: Douglas Fernandes/Flickr</p>
<p>Este avanço, nos planos político e objetivo,  é fundamental, mas não encerra a história toda, pois o ciclo de governos de centro-esquerda deve ao país a reforma do Estado. Se realizá-la é propósito sem viabilidade, pelo menos chamar a sociedade para discuti-la é possível, e para isso ainda há tempo, pois não se pode ignorar os obstáculos que o mundo real muitas vezes  apresenta para contestar a vontade. Não por outra razão administrar é a arte de eleger prioridades, ou adversários a serem enfrentados. Os adversários que podem ser enfrentados. A guerra, como a política, uma de suas variantes,  depende muito pouco do voluntarismo do comandante, e muito mais da correlação de forças entre as tropas que comanda e as que enfrentará.</p>
<p>Certamente por isso e tão-só por tal razão nosso governo não intentou, até aqui, a reforma do Estado. (Poderia haver escrito ‘reforma política’, mas a expressão foi desmoralizada ao ser confundida pelo Congresso e pela imprensa ligeira com ‘reforma eleitoral’.)</p>
<p>É que em nosso país há ainda possessões inexpugnáveis, como, para citar apenas duas montanhas, o latifúndio que atrasa por séculos a reforma agrária e o monopólio dos meios de comunicação (um Estado dentro do Estado).</p>
<p>Pervardindo toda a sociedade, e pano de fundo de todo o atraso, há ainda os interesses do grande capital e da miopia regionalista, que impedem, por exemplo, a reforma do nosso iníquo sistema tributário. A classe dominante fala muito e tão-só no excesso nominal de tributos e em sua carga, a qual sonega com a competência de seus contadores-advogados-auditores, quando o cerne da questão é a infâmia de o rico e o paupérrimo pagarem o mesmo imposto sobre o arroz que consomem, e o Imposto sobre a Renda incidir quase que exclusivamente sobre os rendimentos dos  assalariados. Falar em imposto progressivo eriça os cabelos dos rentistas da Avenida Paulista.  Igual heresia, digna da pena do fogo eterno, é mencionar a ‘democratização dos meios de comunicação’, ou, simplesmente, reclamar do Congresso Nacional a instituição do Conselho de Comunicação Social, determinada pelo art. 224 da Constituição.</p>
<p>As óbvias e portentosas dificuldades políticas de levá-la a cabo não diminuem a necessidade de empreender a  mais profunda reforma do Estado brasileiro, visando à sua democratização e à democratização de seu fim, que deve estar  associado à retomada do papel indutor-desenvolvimentista  destruído pelos muitos anos da irresponsabilidade neoliberal. Quanto a esta, não  me refiro apenas à ‘privataria’, mas ao ataque promovido à essência do Estado, desconstituindo-o,  dele retirando os meios de ação e gerência, e legando-nos como herança, maldita, uma estrutura burocrática infuncional, até aqui intocada, embora todos, à direita e à esquerda, reclamem do Estado ‘que não faz’, sem considerar que há um Estado, ainda mais poderoso, montado para impedir que o Estado encarregado do fazer faça alguma coisa.</p>
<p>O pano de fundo da resistência a qualquer reforma ou inovação, limitando o fazer dos governantes, é o corporativismo, presente em todos os setores da vida pública, do mais distante sindicalismo ao mais presente e nocivo,  perverso e  poderoso de todos eles,  o corporativismo do Judiciário, um Judiciário olímpico, majestoso e autoritário, ensimesmado, arcaicamente monárquico, e por isso mesmo sem disposição para a transparência que a República requer de todos os Poderes, de todos os agentes públicos, de todos os seus funcionários.</p>
<p><em>Roberto Amaral</em></p>
<p>Fonte: <strong> </strong><a href="http://www.cartacapital.com.br/politica/controle-externo-do-judiciario-uma-exigencia-da-democracia-republicana/" target="_blank"><span style="color: #0000ff;">http://www.cartacapital.com.br/politica/controle-externo-do-judiciario-uma-exigencia-da-democracia-republicana/</span></a></p>
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		<title>O Amor é lindo</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 00:20:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giba</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Coloque um monte de jovens -homens e mulheres- com pouca roupa, jogos e brincadeiras que propiciem tensão e esfrega-esfrega, menos camas do que participantes (esta eu achei incrível!), muita bebida, diversão suficiente para descontrair, intrigas para algum suspense e você tem o “bbb”.</p>
<p> Acrescente uma busca e seleção de personagens em escala nacional com promoção [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Coloque um monte de jovens -homens e mulheres- com pouca roupa, jogos e brincadeiras que propiciem tensão e esfrega-esfrega, menos camas do que participantes (esta eu achei incrível!), muita bebida, diversão suficiente para descontrair, intrigas para algum suspense e você tem o “bbb”.</p>
<p><span id="more-2925"></span> Acrescente uma busca e seleção de personagens em escala nacional com promoção de mídia, todos com perfil para o enredo ter o mix mais picante e consegue-se a garantia de boa audiência, um pornô palatável, pois os que gostam se deliciam e os que desprezam passam longe e não criam confusão.</p>
<p>Até que das redes sociais ouvimos um grito de protesto. Este, agora, seguido por várias instituições que exigem apuração e questionam os procedimentos no programa. Duas novidades importantes: as redes sociais fizeram diferença e a questão da violência contra a mulher entrou na pauta!</p>
<p>A falta de intimidade, as dificuldades nos relacionamentos ditadas pela competitividade, o estresse, o cotidiano das cidades, a ruptura de laços familiares, tudo colaborou para uma enorme vontade de pertencer, saber mais (de longe) sobre o outro. Acrescente a curiosidade gerada por este mundo novo, fruto das mudanças dos anos 60, e dá para entender o surgimento do “An American Family”, no ano de 1973, que precedeu as variações que hoje temos. Falou-se então de divórcio e homossexualidade.</p>
<p>O desejo por mais adrenalina, a exploração cada vez maior da sexualidade, o prazer sádico, as alternativas pobres de entretenimento, somadas à contínua tensão deste mundo globalizado, onde cada vez mais cada um é mais por si e sozinho, levaram ao que temos hoje.</p>
<p>Não teríamos coisas mais interessantes do que estarmos aqui discutindo esse programa? Creio que sim. Mas o suposto estupro &#8211; negado pelos participantes do “bbb”, assim como foi ignorada pelos editores a vulnerabilidade da moça alcoolizada -, além de desencadear uma discussão sobre a adequação e a ética dos responsáveis pelo “bbb”, trouxe visibilidade a uma forma de violência pouco denunciada e que defendo revisão.</p>
<p>Há meses, apresentei um projeto de lei ao Senado que recria o tipo penal do “atentado violento ao pudor”. Isso porque depois de uma mudança de lei, em 2009, passou-se a considerar também como estupro atos libidinosos.</p>
<p>As condenações por tais atos diminuíram em virtude de os juízes ficarem constrangidos em dar penas tão severas por ato que consideram não tão grave quanto o estupro. O novo projeto mantém a pena de reclusão de seis a dez anos, em caso de estupro, e pena de dois a seis anos de reclusão, quando ocorrer o atentado violento ao pudor.</p>
<p>O amor é lindo, como disse Pedro Bial olhando a movimentação debaixo do edredom. Mas passa longe do “bbb”.</p>
<p>SUPLICY, Marta. O amor é lindo. Folha de São Paulo, São Paulo, p. A2, 21 jan. 2012</p>
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		<title>O ecumenismo e Assis</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 00:03:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giba</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Não creio que haja guerras exclusivamente religiosas, já que estão sempre presentes outros interesses: económicos, políticos, geoestratégicos, instinto de sobrevivência e expansão. De qualquer forma, é uma vergonha que em nome de Deus se tenha derramado e continue a derramar tanto sangue, a exercer tanta violência e a espalhar tanto sofrimento.</p>
<p>Esta é a verdadeira blasfémia.</p>
<p>Esta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.padrescasados.org/wp-content/uploads/2012/01/P.e-Anselmo-B.jpg" title="P.e Anselmo B" rel="lightbox[2922]"><img class="alignleft size-full wp-image-2923" title="P.e Anselmo B" src="http://www.padrescasados.org/wp-content/uploads/2012/01/P.e-Anselmo-B-e1328054492705.jpg" alt="" width="60" height="75" /></a>Não creio que haja guerras exclusivamente religiosas, já que estão sempre presentes outros interesses: económicos, políticos, geoestratégicos, instinto de sobrevivência e expansão. De qualquer forma, é uma vergonha que em nome de Deus se tenha derramado e continue a derramar tanto sangue, a exercer tanta violência e a espalhar tanto sofrimento.</p>
<p><span id="more-2922"></span>Esta é a verdadeira blasfémia.</p>
<p>Esta vergonha vem à consciência concretamente nestes dias (18-25 de Janeiro) dedicados ao diálogo ecuménico entre as diferentes Igrejas e confissões cristãs, na chamada Semana da Unidade dos Cristãos.</p>
<p>O ecumenismo &#8211; a palavra vem do grego oikuméne, com o significado de Terra habitada: o Homem é, por natureza, ecuménico, universal -, enquanto movimento para alcançar a união dos cristãos, teve início no princípio do século XIX, mas, oficialmente, inaugurou-se com a Assembleia de Edimburgo em 1910. No entanto, só em 1948 se realizou em Amesterdão a primeira Assembleia Geral do Conselho Ecuménico das Igrejas, e a Igreja Católica só fez a sua conversão ecuménica profunda no Concílio Vaticano II (1962&#8211;1965), cujo cinquentenário se celebra este ano.</p>
<p>Há hoje um arrefecimento no movimento ecuménico. As razões são múltiplas, mas talvez uma das mais pertinentes esteja no facto de já se não ver motivo para que os cristãos continuem a considerar-se &#8220;irmãos separados&#8221;. Não estão eles unidos no fundamental? O fundamental, como diz São João, é acreditar em Deus, que é Amor, e no seu enviado Jesus Cristo, que deu testemunho desse Amor até à morte. Unidos no essencial, por que não se reconhecem mutuamente?</p>
<p>Logo no início, houve, entre os cristãos, conflitos de interpretações, dizendo os Actos dos Apóstolos que chegaram a &#8220;altercações violentas&#8221;.  Reuniu-se então uma assembleia, e é interessante que a facção mais &#8220;conservadora&#8221; confiou na ala mais &#8220;liberal&#8221;, impondo uma só condição: &#8220;Que não se esquecessem dos pobres.&#8221; Como acentua o teólogo catalão J. I. González Faus, a causa dos pobres passou assim a ser critério da verdadeira liberdade e factor de unidade para a Igreja.</p>
<p>Recentemente, os cristãos foram despertando para uma consciência ecuménica global e, consequentemente, para a urgência do diálogo inter-religioso.</p>
<p>Neste contexto, fez história o encontro entre 130 líderes religiosos mundiais, há 25 anos, em Assis, a convite do papa João Paulo II. Lembrando esse acontecimento, Bento XVI juntou, de novo em Assis, em Outubro passado, 300 líderes das principais religiões, numa &#8220;jornada de reflexão, diálogo e oração pela paz e pela justiça no mundo&#8221;. Tema central: precisamente a paz e a justiça. Não foi por acaso que nessa semana o Conselho Pontifício Justiça e Paz publicou um documento, pedindo a criação de uma autoridade financeira mundial e criticando asperamente &#8220;o liberalismo económico sem regras e sem controlo&#8221;. &#8220;A situação actual é como uma guerra por causa da injustiça no mundo.&#8221;</p>
<p>Entre os responsáveis religiosos, de mais de 50 países, havia shintoístas, sikhs, budistas, confucianos, hindus, taoístas, jainistas, baha&#8217;is, zoroastrianos, iorubas, animistas, judeus, muçulmanos, católicos, ortodoxos, luteranos, anglicanos, baptistas&#8230; A novidade: também agnósticos e ateus.</p>
<p>Neste autêntico mosaico das religiões, todos se comprometeram a trabalhar pela paz no mundo e a acabar com a violência, a guerra e o terrorismo. Um dos quatro intelectuais agnósticos, o filósofo G. Hurtado, sublinhou que &#8220;estão comprometidos na busca da verdade e dispuseram-se a participar na jornada como um sinal do seu desejo de trabalhar juntos para construir um mundo melhor&#8221;. E Julia Kristeva lembrou que as palavras de João Paulo II &#8211; &#8220;não tenhais medo&#8221; &#8211; não foram dirigidas só a crentes, mas a todos, e insistiu na necessidade de procurar cumplicidades entre o humanismo cristão e o que surgiu do Iluminismo e da Revolução Francesa. &#8220;Para que o humanismo possa desenvolver-se e refundar-se, chegou o momento de retomar os códigos morais do curso da História, renovando-os para as novas situações.&#8221;</p>
<p><em><strong>Anselmo Borges</strong></em> &#8211; Padre e Professor de Filosofia na Universidade de Coimbra</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=2254825&amp;seccao=Anselmo%20Borges&amp;tag=Opini%E3o%20-%20Em%20Foco&amp;page=2" target="_blank">http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=2254825&amp;seccao=Anselmo%20Borges&amp;tag=Opini%E3o%20-%20Em%20Foco&amp;page=2</a></p>
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		<title>“O Concílio Vaticano II, vinculativo para a Igreja hoje”</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 01:16:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giba</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>ROMA, quinta-feira, 19 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) -</p>
<p>&#8220;O Concílio Vaticano II é, e deve continuar sendo para a Igreja Católica, uma expressão do magistério solene e supremo do nosso tempo&#8221;. É o que foi dito na manhã do dia 17 de Janeiro pelo Rev. Profº Johannes Grohe, professor de História da Igreja, em sua [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>ROMA, quinta-feira, 19 de janeiro de 2012 (<a href="http://www.zenit.org/" target="_blank"><span style="color: #0000ee;">ZENIT.org</span></a>) -</p>
<p>&#8220;O Concílio Vaticano II é, e deve continuar sendo para a Igreja Católica, uma expressão do magistério solene e supremo do nosso tempo&#8221;. É o que foi dito na manhã do dia 17 de Janeiro pelo Rev. Profº Johannes Grohe, professor de História da Igreja, em sua palestra sobre o Concílio Vaticano II no contexto de todos os concílios ecumênicos</p>
<p><span id="more-2920"></span>, realizada por ocasião da festa de São Tomás de Aquino, patrono da Faculdade de Teologia da Pontifícia Universidade da Santa Cruz (Santa Croce).</p>
<p>Ao mesmo tempo, deve ser assumida &#8220;a sua correspondente importância no diálogo ecumênico, ou seja, em qualquer união com outras Igrejas e comunidades cristãs separadas da Igreja Católica&#8221;, continuou o professor. Entende-se, portanto, &#8220;que não se pode renunciar à necessidade de um recebimento desses textos fundamentais, como tampouco se pode renunciar a receber os outros concílios ecumênicos da Igreja do passado&#8221;.<br />
Não há dúvida, prosseguiu o estudioso, de que ao longo de dois milênios de concílios ecumênicos, o Vaticano II representa um evento de &#8220;importância epocal&#8221;, &#8220;fundamental para a vida da Igreja de hoje&#8221;, na qual ele deixou &#8220;marcas profundas&#8221;.</p>
<p>Em seu discurso, Grohe também fez menção aos que &#8220;põem em dúvida a própria natureza ecumênica do Vaticano II&#8221;, oferecendo uma gama de referências teológicas e históricas e apresentando estudos que refutam esses questionamentos, destacando a equivocada abordagem metodológica de certos autores.<br />
Mesmo aqueles que desde o início desafiaram a &#8220;autoridade&#8221; do Sínodo Vaticano, como, por exemplo, &#8220;alguns expoentes da minoria conciliar&#8221; (Lefebvre e seus seguidores), e portanto contestaram o &#8220;carácter vinculativo dos documentos conciliares&#8221;, acabam salvaguardando por outro lado &#8220;o aspecto ecumênico do concílio&#8221;, colocando-o &#8220;na mesma linha dos 20 concílios anteriores&#8221;.</p>
<p>Deve ser claramente entendido que o concílio aberto em 11 de outubro de 1962 pelo papa João XXIII &#8220;não definiu novos dogmas&#8221;, mas propôs, &#8220;com autoridade suprema para toda a comunidade cristã, a doutrina tradicional de modo novo e com uma atitude pastoral nova&#8221;. Todos os seus decretos têm, portanto, um &#8220;valor universal&#8221; e &#8220;são vinculativos, devendo ser aceitos também por aqueles que desejam entrar em comunhão com a Igreja Católica&#8221;.</p>
<p>Grohe é diretor da revista Annuarium Historiae Conciliorum (<a href="http://ahc.pusc.it/" target="_blank">http://ahc.pusc.it/</a>), fundada em 1968 por Walter Brandmüller e Remigius Baümer. Este seu pronunciamento se encaixa no debate do 50º aniversário da abertura do Concílio Vaticano II e em preparação para o Ano da Fé proclamado pelo Santo Padre Bento XVI, que vai começar justamente na data do aniversário de abertura do concílio.</p>
<p>A Faculdade de Teologia organizou também para os próximos dias 12 e 13 de março um círculo de estudos sobre o tema Palavra e Testemunho na Comunicação da Fé. A releitura de um binômio crítico à luz do Concílio Vaticano II (<a href="http://www.pusc.it/teo/conv2012" target="_blank">http://www.pusc.it/teo/conv2012</a>), a fim de analisar a questão da relação entre o testemunho e a palavra no contexto religioso e social do mundo de hoje.</p>
<p>Este ano marca ainda o vigésimo quinto aniversário da revista internacional da faculdade,Annales Theologici(http://<a href="http://www.annalestheologici.it/" target="_blank">http://www.annalestheologici.it</a>), um semestral catalogado em mais de 300 bibliotecas de todo o mundo e que teve como autores, entre outros, os cardeais Angelo Amato e Dionigi Tettamanzi, Pierpaolo Donati, Cornelio Fabro, Fernando Ocáriz, Vittorio Possenti, Pedro Rodriguez, Martin Rhonheimer e Anton Ziegenaus.</p>
<p>Lectio magistralis do Profº Johannes Grohe na festa de São Tomás de Aquino</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.zenit.org/article-29520?l=portuguese" target="_blank">http://www.zenit.org/article-29520?l=portuguese</a></p>
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		<title>O Papa chinês</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 01:46:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giba</dc:creator>
				<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>

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		<description><![CDATA[<p></p>
<p>No dia 4 de maio de 2010, José Comblin fez uma palestra em Salvador sobre “os desafios do século XXI”. Ao terminar a fala, um dos presentes, angustiado com as perspectivas sombrias para a igreja católica apresentadas pelo conferencista, perguntou: “Padre Comblin, quando é que a igreja vai finalmente mudar?”. Ele respondeu: “A igreja católica [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.padrescasados.org/wp-content/uploads/2012/01/bandeira_china.gif" title="bandeira_china" rel="lightbox[2914]"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-2915" title="bandeira_china" src="http://www.padrescasados.org/wp-content/uploads/2012/01/bandeira_china-150x146.gif" alt="" width="120" height="117" /></a></p>
<p>No dia 4 de maio de 2010, José Comblin fez uma palestra em Salvador sobre “os desafios do século XXI”. Ao terminar a fala, um dos presentes, angustiado com as perspectivas sombrias para a igreja católica apresentadas pelo conferencista, perguntou: “Padre Comblin, quando é que a igreja vai finalmente mudar?”. Ele respondeu: “A igreja católica mudará quando o papa for chinês”.</p>
<p><span id="more-2914"></span>Eis uma resposta inesperada e não sei como o público presente a entendeu, pois logo depois foi encerrada a sessão. Pensar tratar-se aqui de uma piada é equívoco. Na realidade, o mestre Comblin estava apontando um futuro que os católicos não costumam imaginar, mas talvez não esteja tão distante.</p>
<p>Costumamos ver o catolicismo como uma religião visceralmente ocidental, mas pode ser que isso venha a ser mudado em anos vindouros. Nada sabemos sobre o futuro, mas pela análise do presente e, principalmente, do passado, é possível apontar o futuro.</p>
<p>O que houve no passado? Nos últimos quinhentos anos, um catolicismo proveniente da Europa se espalhou pelo mundo e se fixou nas duas Américas e na África abaixo do Saara, tudo por meio dos processos violentos da colonização e dominação. Ao iniciar a aventura colonial, a Europa era visceralmente católica e, mesmo sem querer, introduziu estruturas, ideias e imagens católicas nos territórios colonizados, Tentou também de modo insistente penetrar nas culturas do Oriente, mas não conseguiu. Principalmente a Índia e a China resistiram, pois são terras de muita identidade cultural.</p>
<p>O resultado desse processo colonial se traduz hoje na porcentagem de cristãos no mundo: 34% vivem nas Américas, 26% na Europa, 23,6% na África do sul do Saara. Apenas 13,1% vivem na Ásia e no Pacífico. Não falamos aqui dos parcos 0,6% de cristãos vivendo no Oriente médio e na África do norte, onde predomina o islamismo. Estados Unidos, Brasil e México são hoje os três países com o maior número de cristãos, o que mostra claramente que são países formados pela colonização europeia. A Índia e a China têm uma porcentagem de cristãos mínima, e isso mostra que a Europa não conseguiu penetrar na Ásia da mesma forma que penetrou nas Américas e na África equatorial. Mas, como esses dois países abrigam uma população enorme (mais de um bilhão na China e quase um bilhão na Índia), o número de cristãos aí é considerável e continua crescendo. Esse crescimento se opera num clima muito menos marcado pelo colonialismo europeu e por isso há condições mais favoráveis de se formar aí, com o tempo, um tipo de catolicismo menos ocidentalizado e mais integrado nas culturas locais. Eis um prognóstico a ser contemplado: o futuro do catolicismo pode estar na Ásia e isso é uma perspectiva positiva, quando se considera o que está acontecendo atualmente com o catolicismo nos países ocidentais.</p>
<p>Já nos anos 1950 era possível perceber um declínio do catolicismo na Europa. O fenômeno não se observava no interior rural dos países, mas de forma crescente nas grandes cidades como Paris, por exemplo, onde o futuro papa João XXIII era núncio apostólico na época. Ele percebia o problema e essa percepção é uma das razões pelas quais ele resolveu convocar o concílio Vaticano II (na década de 1960). Alguns bispos entendiam as intenções profundas do papa, mas a maioria ainda não tinha percebido o que estava acontecendo e pensava que a igreja católica continuava, como sempre, seu caminho triunfal. Não se percebia tampouco que o inimigo do catolicismo vivia dentro dos muros e das paredes do Vaticano, das cúrias diocesanas e das casas paroquiais, ou seja, dentro do próprio sistema. Esse inimigo não tinha nome, mas se tratava na realidade de autoritarismo. Enquanto o mundo ocidental caminhava para a democracia, a igreja católica permanecia autoritária. Isso fez com que não conseguisse responder aos desafios do mundo moderno, que fazia continuadas experiências na linha da democracia. E, como nos ensinam historiadores como Spengler e Toynbee, um modelo social que não consegue responder aos desafios do momento, desaparece aos poucos. José Comblin foi um dos primeiros sacerdotes de seu tempo a perceber que o catolicismo belga não correspondia mais aos desafios da sociedade. Ele achava que não havia mais nada a fazer, como sacerdote, em sua terra natal. Em 1958, aos 35 anos, decidiu vir para o Brasil, onde pensava encontrar um catolicismo capaz de responder aos desafios da atualidade. Até os anos 1980, parece que as coisas confirmariam as intuições do teólogo, pois surgiram iniciativas de renovação da igreja católica no Brasil, como as comunidades de base, a leitura popular da bíblia, o compromisso com o mundo dos pobres, a teologia da libertação, a formação de leigos, e outras iniciativas. A ilusão se dissipou com a ascensão de João Paulo II ao trono papal. Aí as coisas mudaram rapidamente. A nova palavra de ordem passou a ser: ‘voltar à disciplina de sempre’, ou seja, voltar à igreja anterior ao Concílio Vaticano II, a igreja da obediência e da hierarquia. E aí muitos católicos dos mais lúcidos começaram a não frequentar mais a igreja. O abandono verificado na Europa alastrou-se nas Américas e atualmente a igreja católica do Brasil perde por ano aproximadamente meio milhão de fiéis. O movimento de declínio não para.</p>
<p>Mas não há como dramatizar tudo isso. Como nos lembram os historiadores acima citados (Spengler e Toynbee), a história rejeita quem se recusa a participar dela. Quem não tem respostas para os desafios do momento sai do mapa. As coisas realmente interessantes hoje se passam fora do mundo ocidental. À nossa frente surgem dois grandes países, em franca evolução, onde o modelo católico ocidental só se aplicou em minúsculas experiências sem maior importância e onde, por conseguinte, existem condições favoráveis a uma inculturação frutuosa do cristianismo nas antigas sabedorias budistas, confucionistas e/ou hinduístas. Hoje, a Índia e a China mostram o caminho. Aí existe a possibilidade de um catolicismo voltado para o futuro. Não se deve lamentar glórias e sucessos passados, pois, afinal, tudo é história, tudo é passagem. Por que não dar a Deus licença para passar ao outro lado do mundo? Eis o sentido, penso, da resposta do teólogo a seu irrequieto interlocutor: ‘A igreja católica mudará quando o papa for chinês’.</p>
<p><em>Eduardo Hoornaert</em>*</p>
<p>__________________</p>
<p>*Eduardo Hoornaert é padre casado, belga, com mais de 5O anos de Brasil, historiador e teólogo, mais de 20 livros publicados. Mora em Salvador. Dedica-se agora ao estudo das origens do cristianismo</p>
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		<title>Cartão de Pontos para Bispos</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Jan 2012 16:40:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giba</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>ECLESALIA, 26/01/11.- Alertado pelas últimas declarações de alguns prelados espanhóis, membros da &#8220;Plataforma das pessoas afetadas pelos bispos&#8221; (PAO), recém-criada, enviou uma carta ao núncio exigindo o estabelecimento de um cartão de pontos para os bispos.</p>
<p></p>
<p>Tal como acontece com a carta de condução, os pastores do povo cristão perdem pontos cada vez que algumas de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>ECLESALIA, 26/01/11.- Alertado pelas últimas declarações de alguns prelados espanhóis, membros da &#8220;Plataforma das pessoas afetadas pelos bispos&#8221; (PAO), recém-criada, enviou uma carta ao núncio exigindo o estabelecimento de um cartão de pontos para os bispos.</p>
<p><span id="more-2910"></span></p>
<p>Tal como acontece com a carta de condução, os pastores do povo cristão perdem pontos cada vez que algumas de suas declarações e/ou ações não cumprir regras básicas de bom senso, podendo até acontecer a perda de todos os pontos com a posterior remoção de &#8220;licença de Bispo.&#8221;</p>
<p>Por enquanto, os membros do PAO propõe as seguintes medidas urgentes:</p>
<p>Perda de 7 pontos para Ricardo Blázquez, arcebispo de Valladolid por conduzir na contramão de toda a sociedade, ao questionar a adequação Soraya Sáenz de Santamaría como arauto da Semana Santa, &#8220;por causa de sua situação matrimonial.&#8221;</p>
<p>Perda de 5 pontos para Jaume Pujol, Arcebispo Metropolitano de Tarragona por desrespeitar todos os sinais de inteligência teológica ao expressar publicamente que &#8220;as mulheres não podem se tornar padres como ele não pode ser mãe; cada um tem sua própria função na Igreja.&#8221;</p>
<p>Retirada automáticas da carteira de bispo e uma multa de 250 euros para Demetrio Fernandez, bispo de Córdoba por ter derrapado na curva do razoável ao dizer do púlpito que &#8220;nas escolas secundárias no currículo escolar os jovens são incentivados a fornicar &#8220;.</p>
<p>Para recuperar os pontos perdidos, a PAO propõe que os bispos frequentem Cursos de Reciclagem humana, nos quais, através de diapositivas lhes seriam mostradas mulheres do século XXI, a cada cinco minutos.</p>
<p>O Departamento de Fertilização Assistida da Universidade de Lovaina, na Bélgica, pediu para ser encarregado da reabilitação do arcebispo de Tarragona, argumentando que, somando os avanços da ciência com a atual situação eclesial, &#8220;é mais fácil que um bispo engravide do que uma mulheres se tornar sacerdotiza.&#8221; Eles prometem devolvê-lo à Espanha no prazo de nove meses.</p>
<div>
<p><em><strong><em><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;">EMMA Torralba</span></em></strong></em><span style="font-size: medium;">, <a href="mailto:emmatorralba@yahoo.es" target="_blank">emmatorralba@yahoo.es</a><br />
INNSBRUCK (Áustria).</span></p>
<p><span style="font-family: Calibri; font-size: medium;">Fonte:  <a href="http://eclesalia.wordpress.com/" target="_blank">http://eclesalia.wordpress.com/</a></span></p>
</div>
<div>
<p><span style="font-family: Calibri; font-size: medium;">Tradução: <strong></strong><strong><span style="font-family: Calibri;">João Tavares</span></strong></span><span style="font-family: Calibri; font-size: medium;"> </span></p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Sustentabilidade: tentativa de definição</title>
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		<comments>http://www.padrescasados.org/archives/2907/sustentabilidade-tentativa-de-definicao/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 28 Jan 2012 15:47:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giba</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Há hoje um conflito entre as várias compreensões do que seja sustentabilidade. Clássica é a definição da ONU, do relatório Brundland, (1987)</p>
<p>“desenvolvimento sustentável é aquele que atende as necessidades das gerações atuais sem comprometer a capacidade das gerações futuras de atenderem a suas necessidades e aspirações”. Esse conceito é correto mas possui duas limitações: é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há hoje um conflito entre as várias compreensões do que seja sustentabilidade. Clássica é a definição da ONU, do relatório Brundland, (1987)</p>
<p><span id="more-2907"></span>“<em>desenvolvimento sustentável é aquele que atende as necessidades das gerações atuais sem comprometer a capacidade das gerações futuras de atenderem a suas necessidades e aspirações</em>”. Esse conceito é correto mas possui duas limitações: é antropocêntrico (só considera o ser humano) e nada diz sobre a comunidade de vida (outros seres vivos que também precisam da biosfera e de sustentabilidade).Tentarei uma formulação, o mais integradora possível:</p>
<p><strong>Sustentabilidade é toda ação destinada a manter as condições energéticas, informaconais, físico-químicas que sustentam todos os seres, especialmente a Terra viva, a comunidade de vida e a vida humana, visando a sua continuidade e ainda a atender as necessidades da  geração presente  e das futuras de tal forma que o capital natural seja mantido e enriquecido em sua capacidade de regeneração, reprodução, e coevolução.</strong></p>
<p><em>Expliquemos, rapidamente, os termos desta visão holística: </em></p>
<p>Sustentar todas as condições necessárias para o surgimento  dos seres: estes só existem a partir da conjugação das energias, dos elementos físico-químicos e informacionais que, combinados entre, si dão  origem a tudo.</p>
<p>Sustentar todos os seres: aqui se trata de superar radicalmene o antropocentrismo. Todos os seres constituem emergências do processo de evolução e gozam de valor intrínseco, independetente do uso humano.</p>
<p>Sustentar especialmente a Terra viva: a Terra é mais que uma “coisa” (res extensa), sem inteligência ou um mero meio de produção. Ela não contém vida. Ela mesma é viva, se autoregula, se regenera e evolui. Se não garantirmos a sustentabilidade da Terra viva, chamada Gaia, tiramos a base para todas as demais formas de sustentabilidade.</p>
<p>Sustentar também a comunidade de vida: não existe, o meio ambiente, como algo secundário e periférico. Nós não existimos: coeexistimos e somos todos interdependentes. Todos os seres vivos são portadores do mesmo alfabeto genético básico. Formam a rede de vida, incluindo os microorganismos. Esta rede cria os biomas e a biodiversidade e é necessária para a subsistência de nossa vida neste planeta.</p>
<p>Sustentar a vida humana: somos um elo singular da rede da vida, o ser mais complexo de nosso sistema solar e a ponta avançada do processo evolutivo por nós conhecido, pois somos portadores de consciência, de sensibilidade e de inteligência. Sentimos que somos chamados a cuidar e guardar a Mãe Terra, garantir a continuidade da civilização e vigiar também sobre nossa capacidade destrutiva.</p>
<p>Sustentar  a continuidade do processo evolutivo: os seres são conservados e suportados pela Energia de Fundo ou a Fonte Originária de todo o Ser. O universo possui um fim em si mesmo, pelo simples fato de existir, de continuar se expandindo e se autocriando.</p>
<p>Sustentar o atendimento das necessidades humanas: fazemo-lo através do uso racional e cuidadoso dos bens e serviços que o cosmos e a Terra nos oferecem sem o que  sucumbiríamos.</p>
<p>Sustentar a nossa geração e aquelas que seguirão à nossa: a Terra é suficiente para cada geração desde que esta estabeleça uma relação de sinergia e de cooperação com  ela e distribua os bens e serviços com equidade. O uso desses bens deve se reger pela solidariedade generacional. As futuras gerações tem o direito de herdarem uma Terra e uma natureza preservadas.</p>
<p>A sustentabilidade se mede pela capacidade de conservar o capital natural, permitir que se refaça e ainda, através do gênio humano, possa ser enriquecido para as futuras gerações. Esse conceito ampliado e integrador de sustentabilidade deve servir de critério para avaliar o quanto temos progredido ou não  rumo à sustentabilidade e nos deve igualmente servir de inspiração ou de idéia-geradora para realizar a sustantabilidade nos vários campos da atividade humana. Se isso a sustentabilidade é pura retórica sem consequências.</p>
<p>Leonardo Boff* &#8211; Teólogo/Filósofo<br />
______________<br />
*Autor do livro Sustentabilidade: o que é e o que não é, a sair em fins de janeiro de 2012 pela Editora Vozes.</p>
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		<title>VADE RETRO, FICHA SUJA</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Jan 2012 15:37:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giba</dc:creator>
				<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>“Vade retro, Satanás”, ou simplesmente “Vade retro”, é um exorcismo medieval utilizado para afastar o demônio. A expressão latina “vade retro” pode ser traduzida pelo vernáculo: “afasta-te”.</p>
<p>Suponho que é bastante apropriado recorrer à formula medieval para esconjurar os políticos manchados por condenação criminal: “vade retro, ficha suja”.</p>
<p>O Supremo Tribunal Federal ainda não se pronunciou sobre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.padrescasados.org/wp-content/uploads/2012/01/clip_image002.jpg" title="clip_image002" rel="lightbox[2904]"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-2905" title="clip_image002" src="http://www.padrescasados.org/wp-content/uploads/2012/01/clip_image002-150x150.jpg" alt="" width="135" height="135" /></a>“Vade retro, Satanás”, ou simplesmente “Vade retro”, é um exorcismo medieval utilizado para afastar o demônio. A expressão latina “vade retro” pode ser traduzida pelo vernáculo: “afasta-te”.<span id="more-2904"></span></p>
<p>Suponho que é bastante apropriado recorrer à formula medieval para esconjurar os políticos manchados por condenação criminal: “vade retro, ficha suja”.</p>
<p>O Supremo Tribunal Federal ainda não se pronunciou sobre a aplicação, nas próximas eleições municipais, da lei que obsta a candidatura dos ficha-suja.<br />
Será lamentável que fichas sujas possam disputar mandato de Prefeito e de Vereador no pleito eleitoral que se avizinha.</p>
<p>As pessoas mais simples e humildes, por sabedoria intuitiva, pensam que larápio não deve legislar ou governar. Mas essas pessoas mais simples e humildes, cuja consciência moral repudia os ladrões, não sabem o nome deles, nem mesmo o nome daqueles de seu município. É bastante difícil para o eleitor comum a análise da vida pregressa dos candidatos.</p>
<p>A lei que exclui da disputa eleitoral o ficha suja cumprirá esse papel: revelar ao povo, por exclusão, a face oculta dos desonestos.</p>
<p>Seria altamente pedagógico que a lei que barra o ficha suja tivesse sua primeira vigência num pleito municipal. O Município é a célula fundamental da vida política.</p>
<p>Os mandatos municipais – de Prefeito, Vice-Prefeito, Vereador – são os que devem ter maior significado moral para aqueles que por tais mandatos sejam consagrados. Não são apenas mandatos, são medalhas de mérito: representam o reconhecimento do povo a cidadãos da cidade onde a pessoa vive. Quanto à vereança, não é um emprego, é um serviço que, em outros tempos, era exercido gratuitamente. É razoável que hoje se admita um moderado jeton indenizatório dos dias de trabalho do Vereador, sempre que o exercício da Vereança impuser perda de renda. A gula revelada por algumas Câmaras Municipais tem causado perplexidade. Justamente porque ser Prefeito ou Vereador é altissimamente honroso, os pretendentes a esses cargos não podem estar maculados por sujeira na biografia.</p>
<p>Torcemos para que, com lei de ficha limpa, ou sem lei de ficha limpa, sejam oferecidas ao povo informações seguras, de modo que o eleitorado possa dizer “vade retro, satanás”, “vade retro, politico de ficha suja”.</p>
<p>Se houver uma grande campanha de esclarecimento, da qual deverão participar as instituições da sociedade civil, as igrejas, as escolas, será possível obter esse resultado.</p>
<p>Se o Supremo boicotar a lei que exige ficha limpa, mas mesmo assim o povo recusar os ficha-suja, ficará evidente que o sentimento de cidadania do eleitorado supera o sentimento de cidadania dos ministros do STF.</p>
<p><strong>Fonte: <a href="http://www.diretodaredacao.com/noticia/ficha-suja-vade-retro" target="_blank">http://www.diretodaredacao.com/noticia/ficha-suja-vade-retro</a></strong></p>
<p><em><strong>João Batista Herkenhoff *</strong></em><br />
_________________<br />
* <strong>João Baptista Herkenhoff</strong>, magistrado aposentado, é professor da Faculdade Estácio de Sá de Vila Velha (ES), palestrante e escritor. Autor do livro: Filosofia do Direito (GZ Editora, Rio de Janeiro).</p>
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