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	<title>Astros e Letras</title>
	
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	<description>Blog sobre astrologia do O POVO Online</description>
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		<title>Esoterismo em Câncer</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Jul 2011 09:42:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Akita</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Câncer é chamado o Caranguejo e os gregos nos contam que foi o caranguejo que foi enviado por Hera para morder o pé de Hércules. (Novamente encontramos esse símbolo no vulnerável &#8220;calcanhar de Aquiles&#8221;). Essa é uma maneira interessante de expressar as suscetibilidades do processo de encarnação e de ilustrar os inconvenientes que acossam a alma em sua viagem ao longo do caminho da evolução. Simboliza as limitações de toda encarnação física, pois Câncer é um dos dois grandes portais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Câncer é chamado o Caranguejo e os gregos nos contam que foi o caranguejo que foi enviado por Hera para morder o pé de Hércules. (Novamente encontramos esse símbolo no vulnerável &#8220;calcanhar de Aquiles&#8221;). Essa é uma maneira interessante de expressar as suscetibilidades do processo de encarnação e de ilustrar os inconvenientes que acossam a alma em sua viagem ao longo do caminho da evolução. Simboliza as limitações de toda encarnação física, pois Câncer é um dos dois grandes portais do zodíaco. É o portal para o mundo das formas, para a encarnação física, e o signo onde a dualidade da forma e alma é unificada no corpo físico.</p>
<p>O signo oposto a Câncer é Capricórnio, e esses dois constituem os dois portais, um sendo a porta para a vida da forma, e o outro para a vida espiritual; um abrindo a porta para a forma de massa da família humana, e o outro para o estado universal de consciência, que é o Reino do espírito. Um marca o começo da experiência humana no plano físico, o outro marca seu clímax. Um significa potencialidade, e o outro consumação.</p>
<p>Contam-nos que Cristo deu a São Pedro as chaves do céu e terra; Ele lhe deu, assim, as chaves desses dois portais. Nós lemos:</p>
<p>&#8220;Jesus dá a Pedro as chaves para os dois portais principais do zodíaco, que são os dois pontos solsticiais, os signos do zodíaco de Câncer e Capricórnio, chamados os portais do sol. Através de Câncer, ou o &#8216;portal do homem&#8217;, a alma desce à terra (para unir-se com o corpo), que é sua morte espiritual. Através de Capricórnio, o &#8216;portal dos deuses&#8217;, ele reascende ao céu.&#8221; (E. Valentia Stratton, O Navio Celestial do Norte, Vol. II, p. 206).</p>
<p>No zodíaco de Dendera, o signo Câncer é representado por um besouro, chamado no Egito, o escaravelho. A palavra &#8220;escaravelho&#8221; significa &#8220;apenas gerada”; representa, assim, para nascimento em encarnação, ou, em relação com o aspirante, para o novo nascimento. O mês de Junho, no antigo Egito era chamado &#8220;meore&#8221;, que novamente significa &#8220;renascimento&#8221;, e assim tanto o signo quanto o nome mantém fixo à nossa frente o pensamento da tomada da forma e da vinda à encarnação física. Em um antigo zodíaco na Índia, datado de cerca de 400 A.C., o signo é representado novamente por um besouro.</p>
<p>Os chineses chamavam esse signo &#8220;o pássaro vermelho&#8221;, pois vermelho é o símbolo do desejo, e o pássaro é o símbolo daquele lampejar na direção da encarnação e do aparecimento em tempo e espaço. O pássaro aparece freqüentemente no zodíaco e histórias mitológicas, Hamsa, o pássaro da tradição Hindu, &#8220;o pássaro fora de tempo e espaço&#8221;, representa igualmente a manifestação de Deus e homem. Da escuridão brilha o pássaro e voa através do horizonte na luz do dia, desaparecendo novamente na escuridão. Nossa palavra, &#8220;gansos&#8221;, vem da mesma raiz sânscrita, através do islandês, e quando nós dizemos, &#8220;Que ganso que você é&#8221;, nós estamos realmente fazendo uma afirmação muito esotérica; nós estamos dizendo a outro ser humano: &#8220;Você é, o pássaro sem tempo e espaço, você é a alma tomando forma; você é Deus em encarnação!&#8221;</p>
<p>O caranguejo vive meio na terra, e meio na água. É o signo, assim, da alma habitando no corpo físico, mas predominantemente vivendo na água, que é o símbolo da natureza emocional, sensível.</p>
<p>Exotericamente, Câncer é governado pela lua, que é sempre a mãe da forma, controlando as águas e marés. Assim, nesse signo a forma é dominante, e constitui uma desvantagem. O caranguejo constrói sua casa ou concha e a carrega em suas costas, e as pessoas nascidas nesse signo são sempre conscientes daquilo que construíram; elas são usualmente supersensíveis, super-emocionais, sempre buscando esconder-se. O nativo de Câncer é tão sensível que ele é difícil de lidar e tão impalpável e às vezes tão indefinível, que é difícil compreendê-lo ou prendê-lo.</p>

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		<title>A Lua Cheia</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Jul 2011 08:45:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Akita</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Lua cheia ocorre quando Sol e Lua se distanciam 180 graus, fazendo uma oposição. Eles estão em signos opostos e a Lua reflete inteiramente a luz solar. Da Terra vemos aquela Lua está imensa para se revelar todos os seus mistérios. A Lua Cheia significa o ápice do ciclo. Tudo que é iniciado na Lua Nova tende a dar resultados da Lua Cheia, sejam eles positivos ou negativos, ou seja, a ação que foi feita na Lua Nova chega [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Lua cheia ocorre quando Sol e Lua se distanciam 180 graus, fazendo uma oposição. Eles estão em signos opostos e a Lua reflete inteiramente a luz solar. Da Terra vemos aquela Lua está imensa para se revelar todos os seus mistérios. A Lua Cheia significa o ápice do ciclo. Tudo que é iniciado na Lua Nova tende a dar resultados da Lua Cheia, sejam eles positivos ou negativos, ou seja, a ação que foi feita na Lua Nova chega agora a seu clímax e vai revelar o ponto máximo de que foi efetivado nesta fase.</p>
<p>No ciclo feminino a Lua cheia corresponde à ovulação. É o período de fertilidade onde há a possibilidade maior de gerar a vida. Já na agricultura a Lua Cheia marca o momento da colheita das plantas. O corte de cabelo na Lua Cheia é indicado para os cabelos finos, pois nessa época eles crescem mais lentamente e aumentam de volume.</p>
<p>As pessoas que são nascidas na Lua Cheia e nos trÊs dias e meio seguintes são pessoas mais objetivas que refletem antes da ação. Estão capacitadas para vivenciar melhor as experiências ocorridas anteriormente e percebem como os seus relacionamentos vão ser afetados por seus atos anteriores.</p>

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		<title>Mitologia em Câncer</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Jul 2011 08:31:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Akita</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma das mais antigas imagens de começo e recomeço da vida, como uma só unidade, é o Ouro boros, ou universo serpentino, a serpente que engole a própria cauda, sendo simultaneamente começo e fim de si mesma; ela é a representação do Todo, que para a mente infantil e para o “primitivo’ parece andrógino, homem e mulher ao mesmo tempo, uma vez que o seu mun¬do inicial se limita e se basta em “papai&#8221; e “mamãe”. É desse Todo que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das mais antigas imagens de começo e recomeço da vida, como uma só unidade, é o Ouro boros, ou universo serpentino, a serpente que engole a própria cauda, sendo simultaneamente começo e fim de si mesma; ela é a representação do Todo, que para a mente infantil e para o “primitivo’ parece andrógino, homem e mulher ao mesmo tempo, uma vez que o seu mun¬do inicial se limita e se basta em “papai&#8221; e “mamãe”. É desse Todo que fazem parte as imagens arquetípicas do Pai Divino, que continuamente dá vida e inventividade à sua criatura, e da “Mãe Terrível”, que tenta de todas as maneiras evitar o completo nascimento de sua criação.</p>
<p>Nesse par Pai Divino “Mãe Terrível”, ambos os pólos parecem fazer parte da mesma percepção que o inconsciente profundo registrou do processo da vida: o inconsciente coletivo é pai e mãe ao mesmo tempo e é dele (e dos mitos ali constelados ou representados) que nascem as definições futuras a questões relativas a essas duas figuras parentais e à forma pela qual a criança perceberá ambos futuramente, de acordo com os seus filtros de leitura de mundo .</p>
<p>Câncer parece indicar a necessidade de enfrentar pai e mãe para conquistar a própria identidade, pois ambos coexistem simultaneamente como uma só unidade, em eterna manifestação de um ou de outro pólo; entretanto, há a necessidade de priorizar no tempo esse enfrentamento (qual enfrentar primeiro?) e por isso este signo parece estar ligado a uma profunda regressão ao útero materno, seguida de uma longa viagem rumo ao Pai.</p>
<p>Afinal, por ser um signo regido diretamente pela Lua (símbolo central da imagem materna na carta astrológica natal), Câncer possui uma emocionalidade quase irresistível e exige como principal tarefa de integração interior ou individuação a necessidade de resgatar a própria identidade do regaço materno.</p>
<p>Da “Mãe Terrível”, temos na mitologia hindu a figura milenar de Kali: uma mulher sentada, com oito braços nas costas (qual uma aranha), amamentando uma criança com a mão direita enquanto devora outra criança com a esquerda. Símbolo perfeito da mãe que alimenta fisicamente e nutre ao mesmo tempo em que impede o pleno desenvolvimento de individualidade da criança que é alimentada, essa imagem aparece em inúmeros mitos revestidos de formas diferentes (uma delas, bem mais moderna, é a da madrasta de Cinderela ou a da Bela Adormecida, que se sentem ameaçadas pela juventude e jovialidade da enteada e tramam o seu “adormecimento”).</p>

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		<title>O Método na Astrologia – 2º parte</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Jun 2011 18:18:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Akita</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Vamos aprofundar alguns conceitos que a Psicologia e a Filosofia nos ajudam para compreender melhor a Astrologia. A filosofia da Gestalt, uma tentativa de se opor à visão atomista de mundo que predominava na filosofia desde o grego Demócrito (século V a.C.). Até então, a filosofia acreditava que se poderia entender o mundo decompondo o em seus mínimos detalhes, que seriam estudados separadamente; a filosofia da Gestalt, por sua vez, afirmava exatamente o contrário: apenas o entendimento de como as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vamos aprofundar alguns conceitos que a Psicologia e a Filosofia nos ajudam para compreender melhor a Astrologia.</p>
<p>A filosofia da Gestalt, uma tentativa de se opor à visão atomista de mundo que predominava na filosofia desde o grego Demócrito (século V a.C.). </p>
<p>Até então, a filosofia acreditava que se poderia entender o mundo decompondo o em seus mínimos detalhes, que seriam estudados separadamente; a filosofia da Gestalt, por sua vez, afirmava exatamente o contrário: apenas o entendimento de como as partes de um sistema se articulam (e como passam a ser, atuando dentro do sistema) é que permite uma compreensão mais plena do seu sentido real.</p>
<p>Um dois símbolos da Gestalt</p>
<p>A psicologia da Gestalt em linha gerais desenvolveu o seguinte raciocínio: na sua luta por atingir a organização e o equilíbrio ótimos a cada momento de sua existência, o organismo vivo (psique e corpo) desenvolve padrões gerais de resposta corporal e emocional aos diferentes estímulos: uma “maneira” específica de responder a determinadas situações da vida</p>
<p>Esses padrões relativamente “congelados” são as Gestalten (plural da palavra alemã “Gestalt”, a qual, traduzida, significa “forma ou padrão geral de organização num todo coerente”).<br />
Podemos, então, de posse desse fato científico, especular afirmativamente no sentido de existirem evidências de que as grandes experiências emocionais vivenciadas por uma pessoa, desde que não sejam realizadas até o fim (com sua conseqüente integração energética ao nível da consciência), tendem a ser incorporadas como patrimônio filogenético e, a seguir, transmitidas adiante diretamente na linha de sucessão hereditária.</p>
<p>Dito de forma muito mais simples e bem menos técnica: os grandes problemas emocionais vividos por uma pessoa, se não forem resolvidos, podem ser passados adiante para seus descendentes, os quais herdarão a tendência a viver conflitos análogos para, então, poder resolvê los&#8230;</p>
<p>Desse modo, enquanto uma Gestalt, transmitida adiante, não for vivenciada até o fim e integrada à consciência, irá manter se latente como traço dominante ou recessivo na estruturação psicoemocional da pessoa.</p>
<p>O que uma carta astrológica revela é a padronagem inconsciente de Gestalten herdada pela pessoa portadora da carta, o que permite ao astrólogo “deduzir” a maior parte das experiências de vida que essa pessoa tende a atravessar: o conjunto de Gestalten terminará por “atrair” determinadas experiências e não outras&#8230; Por isso a análise das cartas natais familiares de muitas gerações sucessivas termina revelando padrões astrológicos que se repetem ou apresentam suave mudança gradual, como a indicar a existência de determinada padronagem de organização do inconsciente que vai passando de geração a geração por via hereditária.</p>
<p>E por essa mesma razão, ao analisar as cartas natais dos membros colaterais de uma dada linhagem familiar, em cada geração vemos uma grande similaridade de determinada padronagem emocional, quase como a indicar a seleção inconsciente, por parte de cada membro, para o estabelecimento de ligações conjugais e manutenção da família, de indivíduos “coerentes” com a padronagem inconsciente central. Quase todos são por assim dizer, partes da mesma “família psíquica inconsciente”&#8230;</p>

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		<title>O Método na Astrologia</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Jun 2011 10:29:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Akita</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O método é inter-reto-relacional que é pressuposto básico da Astrologia. Existem várias instâncias, ou casas astrológicas, planetas, signos que podemos perceber no homem. Cada símbolo nos remete a uma instância ou expressão humana. No método astrológico todas estas instâncias estão interligadas. Dentro da teoria do conhecimento astrológico não existe espaço ou entendimento separado, fragmentado. O homem é ao mesmo tempo racional, mas possui inter-conexão com seu aspecto abstrato. Vale ressaltar que todos estes assuntos se relacionam através de ângulos matemáticos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O método é inter-reto-relacional que é pressuposto básico da Astrologia. Existem várias instâncias, ou casas astrológicas, planetas, signos que podemos perceber no homem. Cada símbolo nos remete a uma instância ou expressão humana. No método astrológico todas estas instâncias estão interligadas. Dentro da teoria do conhecimento astrológico não existe espaço ou entendimento separado, fragmentado. O homem é ao mesmo tempo racional, mas possui inter-conexão com seu aspecto abstrato. Vale ressaltar que todos estes assuntos se relacionam através de ângulos matemáticos, indicando que não existe um “assunto puro” ou que esteja afastado dos demais. Para exemplificar, a casa três fala da mente concreta e a nona casa da mente abstrata. Não temos então como secionar a “mente racional da abstrata”  os dois assuntos estão em inter-retro-relações.</p>
<p>Não se pode falar do homem de forma isolada ou somente de um assunto específico, quando se busca a interpretação astrológica todos estes assuntos estão interligados. As crises de percepção ocorrem quando o consulente vivencia esta fragmentação. Quando ocorre esta alienação cabe ao astrólogo buscar resgatar esta visão de unicidade contida na metodologia astrológica, qual seja, não se pode perceber o homem de uma forma isolada.      É um todo vivencial e inter-relacional.    Em nossa experiência terapêutica muitos consulentes se queixam que a sua vida está com um determinado problema em uma área específica. O que ocorre muitas vezes durante a consulta é que buscamos alargar o campo de percepção e muitas vezes indicar que o problema não surge somente naquela área e sim reflexo de outras relações ou mediações que o consulente está tendo em sua vida, ou seja, o problema não é a causa, e sim o efeito. O astrólogo deve buscar o alargamento das percepções e visualizar que a vida se mostra bem mais complexa e relacional.</p>
<p>A Astrologia indicaria de que forma as várias instâncias da vida estão se expressando, visto que o homem não é só razão, ele possui e deve expressar outras sensibilizações. O homem é ciência, mas também é crença. Percebemos que a maior contribuição da astrologia é entender o homem em suas várias instâncias e papéis sociais, se um deles está em crise o todo expressa esta crise. A Astrologia tem como objetivo primário indicar ao homem que ele é e deve ser totalizante e que se perder esta noção ele tende a se alienar.</p>
<p>Percebemos que tanto na ciência como em outras técnicas de expressão do homem se busca mais uma inteireza entre o homem, ele mesmo, a natureza, e sua relação com os demais homens. A astrologia está contida entre estes saberes que buscam dar uma noção de inter-conexão entre as várias instâncias humanas.</p>

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<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/JB3O6t_kUkeDctEs-EIuE41yOG0/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/JB3O6t_kUkeDctEs-EIuE41yOG0/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/AstrosELetras/~4/-lenN8ZtYC4" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>Mitologia de Vênus</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Jun 2011 10:29:26 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[É uma das deidades mais antigas e que foi adorada por todos aqueles povos da Antigüidade. Entre os babilonios se chamava Ishtar. Vênus é a deusa de triunfante beleza e encarnação do amor, chamada Afrodita pelos gregos e filha do Júpiter e da Dionea. Há duas versões referentes a seu nascimento, que se interpretam como dois diferentes forma de que nasça o amor. Uma das duas histórias conta que, em uma manhã da primavera, uma enorme concha marinha se balançava [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É uma das deidades mais antigas e que foi adorada por todos aqueles povos da Antigüidade. Entre os babilonios se chamava Ishtar. Vênus é a deusa de triunfante beleza e encarnação do amor, chamada Afrodita pelos gregos e filha do Júpiter e da Dionea. Há duas versões referentes a seu nascimento, que se interpretam como dois diferentes forma de que nasça o amor.</p>
<p>Uma das duas histórias conta que, em uma manhã da primavera, uma enorme concha marinha se balançava docemente nas águas do Mediterrâneo. Chocou-se com as costas da Citerea (uma ilha), abriu-se e de dentro surgiu Vênus provida de todos os encantos. Dali foi levada a Olimpo em um carro excepcional, aonde as Risadas, as Obrigado e os Jogos formaram seu cortejo.</p>
<p>A outra versão diz que Vênus nasceu da mutilação que Saturno fez a seu pai nos genitálias ao lhe derrocar. O sangue desse ato violento caiu sobre o mar, mesclou-se com a espuma e dela nasceu à deusa. É o símbolo da prova sexual que a matéria (Saturno) põe ao ideal (Urano), nascendo depois o amor mais puro (Vênus) como resultado deste sacrifício.</p>
<p>De qualquer forma, a deusa do amor com seu mágico cinturão fez estragos entre os deuses do Olimpo quando estes a conheceram, até tal ponto que todos queriam fazê-la sua esposa. Júpiter decretou que Vênus se casasse com o Vulcano, o ferreiro, que acabava de inventar o raio com o que o senhor do Olimpo pôde vencer aos gigantes.</p>
<p>Aqui obtemos a moral de que, apesar de ter todos os encantos físicos, não sempre a venusina consegue o que quer. Mas Vênus, deusa frívola e sensual, zangada por ter de marido a um coxo sujo e bruto, não se caracterizou precisamente por sua fidelidade. </p>
<p>Ela foi alegrada por muitos deuses que a fizeram esquecer suas penas: Marte, Mercúrio, Poseidón, etc. Cupido ou o Amor, filho de Vênus, é bem conhecido por sua maligna arte de lançar os dardos da paixão aos homens.</p>
<p>Um dos mais famosos episódios nos que interveio Vênus foi o do &#8220;julgamento de Paris&#8221; ou &#8220;a maçã da discórdia&#8221;. Isto aconteceu quando as maiores deusas do Olimpo (Juno e Ateneu), ciúmas da Afrodite, quiseram lhe tirar o prêmio da mais formosa em umas bodas às que assistiam todas elas.</p>
<p>Ante todos os deuses que se encontravam na festa, Eride, zangada por não ter sido convidada, atirou ao centro da sala uma maçã de ouro com esta frase inscrita: &#8220;para a mais formosa&#8221;. Como as três deusas diziam que a maçã era dela, Zeus ordenou que fora um mortal, Paris, quem decidisse.</p>
<p>Uma atrás de outra, as três deusas trataram de lhe chantagear: Juno lhe prometeu o governo de toda a Ásia, Ateneu lhe assegurou a vitória em todos os combates e, Afrodite, limitou-se a soltar os broches de seu cinturão e mostrar a divina beleza de seu corpo, de uma vez que prometia a Paris o amor da mais bela mortal, Helena. Paris adjudicou a maçã a Afrodita.</p>
<p>A popular deusa do amor lhe representa às vezes sentada em um carro atirado por pombos, cisnes ou pássaros com uma coroa de rosas e mirto circundando seus cabelos. Ela tem um temperamento vivaz, necessita o ar, o movimento e o exercício. Seus poderes são variados: favorece o amor dos maridos, a fecundidade, as uniões ilegítimas, os prazeres e, às vezes, os excessos e os vícios.</p>

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		<title>As Estrelas em Câncer</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Jun 2011 10:16:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Akita</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não há nenhuma estrela brilhante em Câncer, nenhuma estrela brilhante ou proeminente, porque Câncer é um signo de esconder-se, de retirada para trás daquilo que foi construído. Não é uma constelação impressionante. É interessante notar que não há palavra em hebreu para &#8220;caranguejo&#8221;. Ele era considerado como sujo e não era mencionado. Assim é a forma material considerada do ponto de vista do espírito, e esoteristas nos dizem que o corpo físico não é um princípio. (A substituição do escaravelho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não há nenhuma estrela brilhante em Câncer, nenhuma estrela brilhante ou proeminente, porque Câncer é um signo de esconder-se, de retirada para trás daquilo que foi construído. Não é uma constelação impressionante. É interessante notar que não há palavra em hebreu para &#8220;caranguejo&#8221;. Ele era considerado como sujo e não era mencionado. Assim é a forma material considerada do ponto de vista do espírito, e esoteristas nos dizem que o corpo físico não é um princípio.</p>
<p>(A substituição do escaravelho sagrado do Egito pelo caranguejo parece um reconhecimento da qualidade de Câncer em seus aspectos superiores quando o nativo é um aspirante ou discípulo, pois seguimos ao redor do zodíaco muitas vezes).</p>
<p>Existem oitenta e três estrelas nesse signo, a mais brilhante das quais é de terceira magnitude, e no próprio centro da constelação há um amontoado de estrelas; Praesepe, a manjedoura, chamada pelos astrônomos modernos, &#8220;a colmeia&#8221;. Este último é um maravilhoso símbolo da organização coletiva da família humana, e é uma das razões pelas quais esses são sempre considerados como um signo de massa. Na massa, o instinto governa; assim, Câncer é o signo do instinto, da vida de rebanho/multidão, de reação em massa.</p>
<p>Representa a mente subconsciente, instinto hereditário, e a imaginação coletiva. Simboliza, individualmente, a totalidade da vida e a consciência das células do corpo, e aquela vida coletiva, instintiva, que é em grande parte subconsciente no homem, mas que sempre influencia seu corpo físico e, subjetivamente, sua mente inferior e ser emocional.</p>
<p>O involuído nativo de Câncer está imerso na massa; ele é uma parte inconsciente do grande todo, e lá jaz o problema; pois o canceriano médio, assim como o aspirante que está perfazendo o trabalho desse signo, está sujeito ao anseio de elevar-se acima da massa na qual ele é mantido, por seu instinto, e de desenvolver ao invés a intuição, que o habilitará dessa forma a subir. Esse signo é às vezes chamado &#8220;o caixão&#8221;, pelos hebreus, porque ele marca a perda de identidade, enquanto os antigos cristãos o chamavam &#8220;o túmulo de Lazarus&#8221;, que foi levantado dos mortos. Nessas palavras, &#8220;caixão&#8221;, &#8220;túmulo&#8221;, &#8220;caranguejo&#8221;, e na referência que às vezes encontramos de Câncer como &#8220;o útero&#8221;, nós temos o pensamento da vida oculta, de uma forma veladora, de potencialidade, e daquela luta com circunstâncias que eventualmente produzirão, em Leão, a emergência do individual e, em Capricórnio, o nascimento de um salvador do mundo. Definitivamente, assim, ele retrata a luta que acontece na vida do aspirante de forma que o instinto possa dar lugar eventualmente à intuição.</p>

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		<title>Ártemis e a sua associação com o signo de Virgem</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Jun 2011 09:54:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Akita</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ártemis, deusa grega, ou Diana, como era conhecida entre os romanos, divindade responsável pelas atividades da caça, é representada como uma imagem lunar arisca e selvagem, constantemente seguida de perto por feras selvagens, especialmente por cães ou leões. Ela traz sempre consigo, no abrigo de suas mãos, um arco dourado, nos ombros um coldre de setas, e pode ser vista trajando uma túnica de tamanho curto. Dizem que quando ela ainda era uma criança, Zeus a questionou sobre seu maior [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ártemis, deusa grega, ou Diana, como era conhecida entre os romanos, divindade responsável pelas atividades da caça, é representada como uma imagem lunar arisca e selvagem, constantemente seguida de perto por feras selvagens, especialmente por cães ou leões. Ela traz sempre consigo, no abrigo de suas mãos, um arco dourado, nos ombros um coldre de setas, e pode ser vista trajando uma túnica de tamanho curto.</p>
<p>Dizem que quando ela ainda era uma criança, Zeus a questionou sobre seu maior desejo para seu aniversário, e ela lhe pediu, sem hesitar, que pudesse circular livremente pelas matas, ao lado dos animais ferozes, dispensada para sempre da obrigação de se casar. O pai imediatamente realizou seu sonho.<br />
Esta deusa famosa dos gregos foi concebida por Zeus e Leto e era irmã gêmea de Apolo – enquanto ele simbolizava a luz solar, ela representava a esfera lunar. Esta poderosa figura é sempre encontrada, em qualquer mito que seja, correndo por bosques, florestas e matas, livre como um pássaro, ensaiando suas coreografias e cantando ao lado das ninfas que lhe são muito próximas.</p>
<p>Nas festas em homenagem à lua eram sempre executadas danças de extrema sensualidade e havia constantemente a presença de um ramo considerado sagrado. Ártemis é considerada tanto uma prostituta sagrada quanto uma virgem responsável pelos partos, pois os mitos a retratam igualmente como o bebê que nasceu primeiro e ajudou a mãe a parir o irmão Apolo.</p>
<p>Embora pareça contraditória esta personalidade ambígua de Ártemis, na verdade ela está associada á dupla faceta do feminino, que protege e destrói, concebe e mata. Esta imagem da deusa é difundida especialmente na Ásia Menor. Não se sabe exatamente onde e quando surgiu seu culto, pois os autores que estudam o mito divergem quanto a este ponto.</p>
<p>Alguns pesquisadores acreditam que seu nascimento remonta às tribos da Anatólia, exímias caçadoras, consideradas berços das famosas amazonas. Outros crêem que ela descende da divindade Cibele, protetora da Natureza, cultuada na Ásia Menor, também representada como uma Rainha das Feras, rodeada por leões, veados, pássaros e outros exemplares da fauna.</p>
<p>Há estudos que situam Ártemis ao lado de outras potências lunares, tais como Hécate, também associada às esferas infernais, e Selene; as três compunham uma espécie de trindade da Lua. Os italianos a conhecem como Diviana, expressão que pode ser traduzida como Deusa, e pode ser facilmente ligada ao nome Diana.</p>
<p>Na Itália eles comemoravam sua festa no dia 13 de agosto, quando os cães de caça tinham seu momento de glória e os animais ferozes eram deixados à vontade. Este evento foi consagrado pela Igreja como um culto católico que marca a Assunção de Nossa Senhora, transferido para o dia 15 de agosto.</p>
<p>Esta deusa da fertilidade animal tinha várias discípulas, que eram denominadas ursas. Elas reconheciam sua natureza autoritária e repressora. Os animais ferozes que estão sempre junto a ela representam, por outro lado, os impulsos que precisam ser dominados. Sem dúvida ela é o símbolo maior do feminino, de sua liberdade e autonomia.</p>
<p>Retirado so site infoescola</p>

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		<title>Câncer e Capricórnio</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Jun 2011 10:00:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Akita</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Cruz Cardinal Câncer é um dos braços da cruz cardinal. Um braço é Áries, o signo do iniciar, do começo, da vida subjetiva, do estágio pré-natal, ou involução, e do primeiro passo, tanto na direção do tomar da forma, ou na direção da liberação espiritual. Um terceiro braço da cruz é Libra, a balança, o escolher entre, o começo do trilhar do &#8220;caminho estreito do fio da navalha&#8221;, ao qual o Buda tão freqüentemente se refere. Capricórnio, o quarto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Cruz Cardinal</p>
<p>Câncer é um dos braços da cruz cardinal. Um braço é Áries, o signo do iniciar, do começo, da vida subjetiva, do estágio pré-natal, ou involução, e do primeiro passo, tanto na direção do tomar da forma, ou na direção da liberação espiritual. Um terceiro braço da cruz é Libra, a balança, o escolher entre, o começo do trilhar do &#8220;caminho estreito do fio da navalha&#8221;, ao qual o Buda tão freqüentemente se refere.</p>
<p>Capricórnio, o quarto braço, novamente é nascimento, o nascimento do Salvador do mundo, nascimento para o reino espiritual, nascimento fora do mundo da matéria para o mundo do ser. Involução, encarnação, expressão, inspiração, são as quatro palavras que expressam a história da cruz cardinal nos céus (A cruz do iniciado).</p>
<p>Fusão com Capricórnio</p>
<p>É interessante contrastar os dois signos, Câncer e Capricórnio, ou aquilo que é indicado em Câncer é consumado em Capricórnio. Câncer representa a casa, a mãe. É pessoal e emocional, enquanto Capricórnio representa o grupo no qual a unidade conscientemente entra, e também &#8220;o pai de tudo o que existe&#8221;. O portal de Câncer é entrado através do processo de transferência do estado animal de consciência para o humano, enquanto o portal de Capricórnio é entrado através da iniciação. Um é inevitável, subconsciente e potencial; o outro é auto-iniciado, autoconsciente e potente. Câncer representa a forma de massa, a alma animal coletiva; Capricórnio representa o grupo, a alma universal.</p>
<p>Câncer foi originalmente chamado o mês de nascimento de Jesus. Capricórnio é, como nós sabemos, o mês de nascimento de Cristo, e no vigésimo quinto de dezembro, por séculos, o nascimento do salvador do mundo tem sido celebrado; mas em dias muito antigos, o nascimento dos deuses meninos do sol era em Câncer.</p>

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		<title>Dualidade Geminiana – 2º Parte</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jun 2011 10:25:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Akita</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ambos os pólos tentam se destruir mutuamente, visando a hegemonia, como que em uma tentativa do Ego de suprimir a Sombra, reprimindo a em benefício da persona; apenas após haver um processo de assimilação consciente das características de ambos os componentes intrapsíquicos, porém, é que certa paz interna será conseguida, podendo o Ego manter a harmonia do todo psíquico com um ou outro componente predominando a cada momento, sem ameaçar o resultado global da psique. Porque se deve existir um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ambos os pólos tentam se destruir mutuamente, visando a hegemonia, como que em uma tentativa do Ego de suprimir a Sombra, reprimindo a em benefício da persona; apenas após haver um processo de assimilação consciente das características de ambos os componentes intrapsíquicos, porém, é que certa paz interna será conseguida, podendo o Ego manter a harmonia do todo psíquico com um ou outro componente predominando a cada momento, sem ameaçar o resultado global da psique. Porque se deve existir um equilíbrio entre os dois “gêmeos”, isso também é verdadeiro entre os “gêmeos psíquicos”, a Sombra e a persona.</p>
<p>Enquanto esse equilíbrio não é atingido internamente   e no caso dos geminianos isso é mais difícil, dada a força do tema em sua estruturação psíquica inconsciente   um dos pólos é sempre vivido de forma projetiva até que a pessoa se conscientize de que a luta não é externa e, sim, interna: enquanto ela não tiver chegado a bom termo consigo mesma, essas lutas externas continuarão a se dar interminavelmente. O dilema pode se concretizar através de disputas entre o lado masculino e o lado feminino do indivíduo, entre valores emocionais e valores intelectuais ou mesmo entre objetivos materiais e objetivos espirituais.</p>
<p>O perigo, entretanto, é o de que enquanto o geminiano não encarar seu próprio “oponente” interno, tenderá fortemente a projetá lo em irmãos, sócios, amigos ou mesmo um filho do mesmo sexo, combatendo os como forma de “combater” o seu próprio lado sombroso. Mas uma compreensão maior do mito dos gemimanos não estará completa se não analisarmos Hermes, deus que apresenta as mesmas qualidades ambíguas. Nascido da união (e não, como em outras vezes da sedução ou estupro de Zeus sobre uma mortal ou imortal) entre este deus e a ninfa Mala (segundo algumas versões, a própria deusa Noite, a mais “profunda” das deusas olímpicas e representante das profundezas do inconsciente e das forças da Natureza), Hermes é o filho mais inteligente de Zeus.</p>
<p>Logo depois de nascido, foi enfaixado e amarrado num salgueiro, árvore sagrada e símbolo da imortalidade e da fecundidade; demonstrando sua habilidade precoce em “ligar e desligar” (como o faz todo o tempo o pensamento, na verdade), desatou se e mostrou sua verdadeira face: roubou parte de um rebanho de Apolo (Hélios, para os gregos), atou folhas nos rabos dos animais   para que eles não deixassem rastros   e sacrificou doze cabeças aos deuses olímpicos. Como estes eram onze, o recém nascido havia se promovido à condição de Imortal. Apolo queixou se a Zeus, este interrogou Hermes e o menino, afinal, prometeu que nunca mais mentiria&#8230; mas que nunca contaria toda a verdade!</p>
<p>A seguir, encantado com os sons da lira e da flauta de Pá que Hermes havia criado, Apolo deu lhe em troca um rebanho e um cajado de ouro; Hermes aceitou o “negócio”, mas, revelando se já um bom comerciante, pediu ainda lições de adivinhação   das quais Apolo era o deus por excelência. Assim, o caduceu passou a figurar entre seus atributos, bem como a arte divinatória, ambos necessários à tarefa de pastorear ou guiar os homens.</p>
<p>Não tendo um lugar a ele dedicado, Hermes presidia as estradas, as fronteiras, as encruzilhadas. E mais tarde foi alçado a psicopompo, o acompanhante das almas ao Reino de Hades e de sua esposa, Perséfone: gerado em uma caverna, tinha pleno domínio das trevas, além do fato de ser condutor de homens e ter sandálias de ouro que lhe permitiam andar depressa.</p>

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