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<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/atom10full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" gd:etag="W/&quot;CUIMQnc4fSp7ImA9WhZQFE8.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1851921757757164533</id><updated>2011-04-21T19:06:23.935-03:00</updated><title>Auscultadoria Co.: αἰὲν ἀριστεύειν</title><subtitle type="html" /><link rel="http://schemas.google.com/g/2005#feed" type="application/atom+xml" href="http://auscultadoria.blogspot.com/feeds/posts/default" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://auscultadoria.blogspot.com/" /><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05549097609111809221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/_ApbTLd7RGC8/SlwGMgcPuGI/AAAAAAAAABI/Xua1YViro7Y/S220/ricadafr%C3%A1ohh.JPG" /></author><generator version="7.00" uri="http://www.blogger.com">Blogger</generator><openSearch:totalResults>1</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/atom+xml" href="http://feeds.feedburner.com/AuscultadoriaCo" /><feedburner:info uri="auscultadoriaco" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><entry gd:etag="W/&quot;CUQCQno5cCp7ImA9WxVWE0w.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1851921757757164533.post-260486981549343565</id><published>2009-02-22T04:02:00.000-03:00</published><updated>2009-02-22T11:36:03.428-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-02-22T11:36:03.428-03:00</app:edited><title>A dolorosa radicalização husserliana</title><content type="html">&lt;div align="justify"&gt;Sob a denominação de &lt;em&gt;epoché&lt;/em&gt;, os céticos gregos recomendaram a "suspensão do juízo" como forma de se chegar a um ser imperturbável. Tal atitude consiste no incessante questionamento da veracidade de tudo o que nos circunda e tem como conseqüência a inexistência de uma sentença inviolável. Segundo Pirro, duvidar do caráter bom ou mau das coisas levaria o homem a um elevadíssimo grau de sabedoria, uma vez que novas premissas surgiriam para refutar a idéia inicial. O ser imperturbável originar-se-ia da consciência de relatividade das verdades externas ao ser e da conseguinte segurança acerca do próprio ego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante séculos, porém, a epoché esteve ausente do cotidiano filosófico, em virtude do dogmatismo medieval. Foi Descartes que, no século XVII, adaptou a dúvida a seu método, adotando uma postura semelhante à dos céticos gregos. O &lt;em&gt;ego cogito&lt;/em&gt; foi preconizado pelo famigerado método cartesiano, que lhe rendeu o título de “fundador da filosofia moderna”, e tornar-se-ia objeto de estudo de um filósofo do século XX: Edmund Husserl.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ego cogito, na concepção cartesiana, faz parte do homem que está em estado de epoché, o qual, diferentemente dos comparsas de Pirro, não visa mais a torna-se um ser imperturbável, mas apenas a adquirir o conhecimento de uma verdade aceitável e adequada a seus valores. Não obstante a disparidade de fins, o ego permanece inquestionável em ambas as concepções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa “dogmatização do ego” foi considerada contraditória por Husserl. Se a formação do homem imperturbável não é mais o fim, por que não duvidar do ego? Não seria a autocrítica a melhor forma de se chegar a uma verdade absoluta? Submeter o próprio ser a uma metralhadora de interrogações, questionar as próprias intenções, relativizar a si próprio: eis que surge o &lt;em&gt;ego transcendental!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto de cladogênese entre a epoché cartesiana e a epoché fenomenológica foi, portanto, a concepção acerca do ego. O ego transcendental está submetido à epoché e o sujeito cético, fundamentalmente seguro de si mesmo, desaba sob seu autoflagelo. Afinal, duvidar de si mesmo é a forma mais cruel de se torturar. Desses egos antagônicos, surge a necessidade de escolha: verdade sofrida ou imperturbabilidade ilusória? Sobre isso, Nietzsche responde: “A verdadeira questão é: &lt;em&gt;quanta verdade consigo suportar?”&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.feedburner.com" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://www.feedburner.com/fb/images/pub/powered_by_fb.gif" alt="Powered by FeedBurner" style="border:0"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1851921757757164533-260486981549343565?l=auscultadoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/AuscultadoriaCo/~4/7WY6A-N7YFY" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://auscultadoria.blogspot.com/feeds/260486981549343565/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://auscultadoria.blogspot.com/2009/02/dolorosa-radicalizacao-husserliana.html#comment-form" title="4 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1851921757757164533/posts/default/260486981549343565?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1851921757757164533/posts/default/260486981549343565?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/AuscultadoriaCo/~3/7WY6A-N7YFY/dolorosa-radicalizacao-husserliana.html" title="A dolorosa radicalização husserliana" /><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05549097609111809221</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/_ApbTLd7RGC8/SlwGMgcPuGI/AAAAAAAAABI/Xua1YViro7Y/S220/ricadafr%C3%A1ohh.JPG" /></author><thr:total>4</thr:total><feedburner:origLink>http://auscultadoria.blogspot.com/2009/02/dolorosa-radicalizacao-husserliana.html</feedburner:origLink></entry></feed>

