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<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/rss2full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-23342472</atom:id><lastBuildDate>Fri, 18 Dec 2009 23:51:41 +0000</lastBuildDate><title>Auto-retrato</title><description>Men on small islands should avoid the pursuit of happiness - Don deLillo</description><link>http://retrato-auto.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Sérgio Lavos)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>941</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/rss+xml" href="http://feeds.feedburner.com/Auto-retrato" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com" /><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-23342472.post-3958780230727408321</guid><pubDate>Fri, 18 Dec 2009 23:39:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-18T23:51:41.015Z</atom:updated><title>O silêncio continua a ser de ouro</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ora, portanto, &lt;a href="http://bibliotecariodebabel.com/geral/o-azar-de-vasco-pulido-valente/"&gt;bingo&lt;/a&gt;, José Mário, estou contigo. Eu ainda tive paciência para lhe aturar os humores, enquanto achei que a verve e o estilo lhes eram superiores. Mas há um limite, e Vasco Pulido Valente bem se esforça para chegar lá, abnegadamente. É claro que ele não tem razão neste caso, e mais, raramente tem razão, e pior, quando tem razão, tem a razão de um qualquer taxista, que acerta apenas no mal que toda a gente conhece, não sugere nada que acabe com esse mal e tem-se sempre em grande conta, achando-se único num mundo que não o compreende - recorrendo sempre ao "que se faz lá fora". O que nos resta agora é assistir à agonia do homem, todas as semanas, se para isso alguém tiver pachorra. Haja quem, que é triste a decadência. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23342472-3958780230727408321?l=retrato-auto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Auto-retrato/~4/dOBsV9VWjw8" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Auto-retrato/~3/dOBsV9VWjw8/o-silencio-continua-ser-de-ouro.html</link><author>noreply@blogger.com (Sérgio Lavos)</author><feedburner:origLink>http://retrato-auto.blogspot.com/2009/12/o-silencio-continua-ser-de-ouro.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-23342472.post-7760469187110650379</guid><pubDate>Fri, 18 Dec 2009 17:57:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-18T18:18:25.054Z</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Música</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Listas</category><title>Álbuns 2000 #6</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_dJQshLgH650/SyvGyvBMm3I/AAAAAAAAAmQ/LmErxz-T9To/s1600-h/national.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_dJQshLgH650/SyvGyvBMm3I/AAAAAAAAAmQ/LmErxz-T9To/s400/national.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5416641551760399218" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;The National - &lt;b&gt;Boxer &lt;/b&gt;(2007)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Repara-se primeiro na maravilhosa percussão das músicas, a bateria, maquinal, repetitiva, depois o baixo, e sobre o ritmo assentam as palavras de Matt Berninger, melancolia e desilusão amorosa, numa destilação pura, &lt;i&gt;vintage&lt;/i&gt; e grave, perfeita. Se os Joy Division são a banda para a adolescência tardia, os National devem ser a cura para o arrependimento, a banda-sonora ideal para o desencanto da idade adulta. As manhãs de ressaca cada vez piores, os fins de relação cada vez mais penosos, os inícios cada vez mais cínicos. O estado de espírito de uma geração na década dos 30 em forma de álbum, e lá se confirma a ideia da música ser uma abstracção concreta, e não algo de indefinível. Recontextualizemos: não quero que todos os que são desta geração gostem da música dos National; quero apenas que aqueles que eu entendo a entendam. Somos muitos, ou poucos, não interessa, somos os suficientes. E mesmo sem as letras de Berninger, seria sempre um grande álbum.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(vídeo &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=cgRsYkKb1eI"&gt;aqui&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://dl.dropbox.com/u/2321802/BvD/SAMPLEPOST/11%20Paper%20Planes.mp3" type="audio/mpeg" autostart="false" height="50" width="330"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23342472-7760469187110650379?l=retrato-auto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Auto-retrato/~4/YyEGYKsb7nk" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Auto-retrato/~3/YyEGYKsb7nk/albuns-2000-6.html</link><author>noreply@blogger.com (Sérgio Lavos)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_dJQshLgH650/SyvGyvBMm3I/AAAAAAAAAmQ/LmErxz-T9To/s72-c/national.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://retrato-auto.blogspot.com/2009/12/albuns-2000-6.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-23342472.post-4098450337630451923</guid><pubDate>Thu, 17 Dec 2009 01:01:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-17T14:15:28.801Z</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Política</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cinema</category><title>A cultura da Direita</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_dJQshLgH650/SymM2Vzj8qI/AAAAAAAAAmI/J5k7hPmD9hc/s1600-h/tras-os-montes.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 500px; height: 347px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_dJQshLgH650/SymM2Vzj8qI/AAAAAAAAAmI/J5k7hPmD9hc/s400/tras-os-montes.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5416014892083966626" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Caro &lt;a href="http://coisas-2.blogspot.com/2009/12/ser-matarruano.html"&gt;Rui&lt;/a&gt;,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;não querendo acrescentar muito mais ao que escrevi, e relembro o que escrevi: "e fico a matutar naquela ideia da direita matarruana no que toca a assuntos de cultura. Se não fosse o Pedro Mexia e outros a contradizer o preconceito...", penso que devias ler hoje no Público - se não o fizeste já - o texto (indisponível para não assinantes) escrito em conjunto por Rui Machado, director do ANIM, e Luís Miguel Oliveira, director do Departamento de Exposição Permanente da Cinemateca, no qual esclarecem a razão do referido arquivo se situar em Bucelas e não no centro de Lisboa. Confesso que não conhecia essa razão, mas ainda fiquei mais elucidado sobre a atitude de Helena Matos; ela escreveu sobre aquilo que não conhecia a fundo, motivada por razões exclusivamente ideológicas. "Se a Cinemateca é um organismo público e se dela depende o ANIM, então deve funcionar mal, de certeza", terá pensado. Parece-me claro. Enquanto eu questiono o meu preconceito em relação à atitude da direita no que diz respeito a questões de cultura, Helena Matos atira-se de cabeça e critica sem saber minimamente do que fala. Quanto a isto, estamos conversados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quanto ao resto, julgo que já tivemos esta conversa antes. A minha posição é clara: não faz qualquer sentido não haver em Portugal uma Cinemateca (ou duas, ou as que forem necessárias) e as instituições que dela estão dependentes. O cinema é uma manifestação cultural essencial, e é essencial que os filmes que não tenham distribuição comercial regular estejam disponíveis ao público. E em sala, não em DVD, quem gosta de cinema sabe qual é a diferença. Mas esta é apenas a função primária da Cinemateca - o arquivo de imagens que lhe está associado é a verdadeira razão de existência da instituição; os filmes produzidos em Portugal desde os anos 20 são, como deves imaginar, de uma importância extrema para a compreensão do tempo em que foram feitos, são a memória viva dos acontecimentos que registam, das impressões que deixam, de um sentir das sociedades que neles são retratadas. Alguém que não compreenda isto não me merece consideração. Mas, de que modo é que esta divulgação e conservação deverá ser feita? Será que acreditas na bondade do mercado perante algo que é, manifestamente, pouco ou nada lucrativo? Todos os países que têm Cinematecas, incluindo os de modelo mais liberal, financiam estas instituições - é assim em Espanha, em França, e, pasme-se, Inglaterra (o British Film Institut depende do mecenato e de subsídios). Não faz sentido nenhum entregar o governo destes bens a privados porque, primeiro, ninguém se interessaria, e segundo, seria um risco, tendo em conta as leis do mercado, que visam o maior lucro com o menor custo possível. Nós pagamos a manutenção da Cinemateca porque ela faz parte do património cultural do país, ponto final. Quanto à crítica tantas vezes repetida de que deve ser quem consome os produtos culturais a pagar, devo dizer-te que, para se ir ver um filme à Cinemateca, paga-se entrada, assim como no Teatro subsidiado, nas Óperas subsidiadas (e não é pouco) ou nos museus. Aliás, os museus são um verdadeiro caso de estudo em Portugal, principalmente se comparado com a Inglaterra, onde se pode entrar sem pagar em muitos (financiados pelo Estado e por mecenas) ou mesmo com a França ou a Alemanha, onde, proporcionalmente, os preços são muito mais baixos. Portanto, "as classes médias elitistas e aculturadas" pagam a cultura do seu bolso, mas apenas isso não é suficiente para a cultura existir; e a alternativa é não existir de todo, o que penso não ser aquilo que desejas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já agora, de entre tudo aquilo de que gostas, música, cinema, livros, etc, tens a certeza de que, em algum ponto do percurso até chegar a ti, esse produto não foi patrocinado pelo Estado, seja através de subsídios à criação, bolsas académicas ou subsídios à produção? Não farás tu parte dessa horrorosa "classe média elitista e aculturada"?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;(na imagem vê-se António Reis filmando &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0075354/"&gt;Trás-os-Montes&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23342472-4098450337630451923?l=retrato-auto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Auto-retrato/~4/lsUtc086D2I" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Auto-retrato/~3/lsUtc086D2I/cultura-da-direita.html</link><author>noreply@blogger.com (Sérgio Lavos)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_dJQshLgH650/SymM2Vzj8qI/AAAAAAAAAmI/J5k7hPmD9hc/s72-c/tras-os-montes.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://retrato-auto.blogspot.com/2009/12/cultura-da-direita.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-23342472.post-9202053133353330478</guid><pubDate>Mon, 14 Dec 2009 22:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-14T23:19:03.569Z</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Música</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Listas</category><title>Álbuns 2000 #7</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_dJQshLgH650/SybHRw1mwLI/AAAAAAAAAmA/lIHjKq9oikc/s1600-h/soundsilver.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dJQshLgH650/SybHRw1mwLI/AAAAAAAAAmA/lIHjKq9oikc/s400/soundsilver.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5415234709941043378" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;LCD Soundsystem - &lt;b&gt;Sound of Silver&lt;/b&gt; (2007)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E pensar que há 15 anos dizia o pior que se possa pensar de toda a música electrónica; é verdade que os LCD não são propriamente uma banda electrónica - a estrutura das canções é pop-rock, e estão lá todos os instrumentos tradicionais do rock - guitarra, baixo, bateria. Mas o uso de sintetizadores resgatados aos anos 80, Daft Punk pelo meio (os mestres do electro-indie), e a influência distante dos avós Kraftwerk, faz deste projecto de James Murphy um dos mais, vá (será que uso a palavra?), trepidantes da última década. Quando ouço LCD Soundsystem penso em discotecas nova-iorquinas em finais dos anos 70, mas depois lembro-me que nessa época ou era-se &lt;i&gt;disco&lt;/i&gt;, e era horrível, ou punk e pós-punk, e era-se &lt;i&gt;hip&lt;/i&gt;. Curioso que os LCD não andem assim tão distantes dos ritmos dançantes do &lt;i&gt;disco&lt;/i&gt;, e continuem a ser respeitados por quem dita o bom-gosto. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Exemplificando esta mistura, temos a música &lt;i&gt;All My Friends&lt;/i&gt;, que começa com uma vaga evocação do piano de Keith Jarrett e termina em eufórica festa, celebração das saídas à noite com os amigos, um hino à inconsequência prática; não admira que os Franz Ferdinand tenham feito uma versão - a energia rock está toda lá. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(video &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=dL79-7oo9Xc&amp;amp;feature=fvst"&gt;aqui&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;embed src="http://pathfinderpat.files.wordpress.com/2009/09/18-all-my-friends.mp3" type="audio/mpeg" autostart="false" height="50" width="330"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://wakingupto.files.wordpress.com/2008/12/02-all-my-friends-1.mp3" type="audio/mpeg" autostart="false" height="50" width="330"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;div&gt;(versão dos Franz Ferdinand)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23342472-9202053133353330478?l=retrato-auto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Auto-retrato/~4/2-LBe95_pAk" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Auto-retrato/~3/2-LBe95_pAk/albuns-2000-7.html</link><author>noreply@blogger.com (Sérgio Lavos)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_dJQshLgH650/SybHRw1mwLI/AAAAAAAAAmA/lIHjKq9oikc/s72-c/soundsilver.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://retrato-auto.blogspot.com/2009/12/albuns-2000-7.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-23342472.post-1515078293465140755</guid><pubDate>Mon, 14 Dec 2009 11:55:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-14T12:17:35.111Z</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cinema</category><title>Noël Carroll, hoje na FCSH</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_dJQshLgH650/SyVPY9IEYVI/AAAAAAAAAlw/-9OXrZXyo7M/s1600-h/carroll+001+(1).png"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 276px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5414821417126748498" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_dJQshLgH650/SyVPY9IEYVI/AAAAAAAAAlw/-9OXrZXyo7M/s400/carroll+001+(1).png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Arial;color:#262626;"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 18px;font-size:small;" class="Apple-style-span" &gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: normal; COLOR: rgb(0,0,0)font-family:Georgia, serif;" class="Apple-style-span" &gt;Noël Carroll é Distinguished Professor de Filosofia no Graduate Center da City University of New York e um dos mais importantes filósofos mundiais no campo da arte e da estética, particularmente na área da filosofia do cinema. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Georgia, serif;color:#000000;"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: normal" class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: normal; COLOR: rgb(0,0,0)font-family:Georgia, serif;" class="Apple-style-span" &gt;(ver &lt;a href="http://www.ifl.pt/main/Networking/SEMINARS/PhilosophicalInsightEmotionandPopularFictio/tabid/215/Default.aspx"&gt;aqui&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23342472-1515078293465140755?l=retrato-auto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Auto-retrato/~4/qij8mRSZ9s0" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Auto-retrato/~3/qij8mRSZ9s0/noel-carroll-amanha-na-fcsh.html</link><author>noreply@blogger.com (Sérgio Lavos)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_dJQshLgH650/SyVPY9IEYVI/AAAAAAAAAlw/-9OXrZXyo7M/s72-c/carroll+001+(1).png" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://retrato-auto.blogspot.com/2009/12/noel-carroll-amanha-na-fcsh.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-23342472.post-3260714610205403504</guid><pubDate>Sun, 13 Dec 2009 23:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-14T23:30:42.962Z</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Música</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Listas</category><title>Álbuns 2000 #8</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_dJQshLgH650/SyWHq-AZ0WI/AAAAAAAAAl4/pK_TH98S-pU/s1600-h/amnesiac.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_dJQshLgH650/SyWHq-AZ0WI/AAAAAAAAAl4/pK_TH98S-pU/s400/amnesiac.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5414883299251835234" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Radiohead - &lt;b&gt;Amnesiac &lt;/b&gt;(2001)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O segundo melhor álbum dos Radiohead nesta década é também a segunda parte de &lt;i&gt;Kid A&lt;/i&gt;, menos experimental e mais próximo do formato tradicional de um conjunto de canções pop. O regresso aos singles com video é também exemplo desta reaproximação ao mainstream. Mas a paranóia moderna está toda lá, o experimentalismo também, com passagens pela electrónica (&lt;i&gt;Morning Bell&lt;/i&gt;), pelo rock de guitarras &lt;i&gt;bluesy&lt;/i&gt; (&lt;i&gt;I Might be Wrong&lt;/i&gt;), e pela típica canção radioheadiana, de início calmo e final furioso (&lt;i&gt;You and Whose Army?&lt;/i&gt;). Tem uma das melhores canções da banda, o single &lt;i&gt;Knives Out&lt;/i&gt; - a guitarra cristalina vai construindo a música de acorde em acorde, e Thom Yorke limita-se a ir atrás, subindo e baixando de tom na linha quase desafinada que a sua voz orgulhosamente exibe. A mais importante banda dos últimos quinze anos (os Beatles da pós-modernidade pop) num ensaio quase perfeito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(video &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=_S3LxVXVP8M"&gt;aqui&lt;/a&gt;, de uma versão ao vivo, não está disponível o vídeo original)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23342472-3260714610205403504?l=retrato-auto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Auto-retrato/~4/eQVR2nWwop8" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Auto-retrato/~3/eQVR2nWwop8/albuns-2000-8.html</link><author>noreply@blogger.com (Sérgio Lavos)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_dJQshLgH650/SyWHq-AZ0WI/AAAAAAAAAl4/pK_TH98S-pU/s72-c/amnesiac.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://retrato-auto.blogspot.com/2009/12/albuns-2000-8.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-23342472.post-8756162830941323004</guid><pubDate>Fri, 11 Dec 2009 21:57:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-13T11:24:44.649Z</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Música</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Listas</category><title>Álbuns 2000 #9</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_dJQshLgH650/SyLFsU2Ei-I/AAAAAAAAAlo/RCyXRgiyvNU/s1600-h/oracular_spectacular_2008.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dJQshLgH650/SyLFsU2Ei-I/AAAAAAAAAlo/RCyXRgiyvNU/s400/oracular_spectacular_2008.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5414107067353172962" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;MGMT - &lt;b&gt;Oracular Spectacular &lt;/b&gt;(2008)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No ano em que Brooklyn se tornou o centro da música pop (Santogold e Vampire Weekend incluídos), a banda que criou o melhor álbum psicadélico desta década. Recorrendo mais a sintetizadores analógicos do que a guitarras, contaram com a ajuda do produtor dos Flaming Lips e antigo baixista e baterista dos Mercury Rev, Dave Friedman, para dar coesão a um punhado de canções com as letras mais estimulantes dos últimos anos. Um sonho juvenil de adolescentes a caminho da idade adulta, no qual cada canção é como uma imagem que recupera ilusões perdidas e desilusões perenes, o álbum é também um caleidoscópio de sons que tanto podem citar os referidos Mercury Rev como os abomináveis Bee Gees ou Michael Jackson, sem nunca perder a coerência. E, sobretudo, é um daqueles trabalhos que se vai sedimentando lentamente em nós - a cada audição descobre-se coisas novas, breves associações, ruídos de infância, uma referência a algo que julgávamos ter esquecido. Tenho a certeza de que vou ouvir estas músicas durante muito tempo, e mal posso esperar pelo próximo álbum. Como amostra, o grande primeiro single, um hino lúcido e irónico ao que é a vida das estrelas pop, &lt;i&gt;Time to Pretend.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(video &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=ChynfWBSNQ0"&gt;aqui&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;embed src="http://justsayinisall.com/music/2008/1-10/TimeToPretend.mp3" type="audio/mpeg" autostart="false" height="50" width="330"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23342472-8756162830941323004?l=retrato-auto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Auto-retrato/~4/D9pQowm99rk" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Auto-retrato/~3/D9pQowm99rk/albuns-2000-9.html</link><author>noreply@blogger.com (Sérgio Lavos)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_dJQshLgH650/SyLFsU2Ei-I/AAAAAAAAAlo/RCyXRgiyvNU/s72-c/oracular_spectacular_2008.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://retrato-auto.blogspot.com/2009/12/albuns-2000-9.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-23342472.post-1748843636128568402</guid><pubDate>Fri, 11 Dec 2009 01:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-11T22:25:56.823Z</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Música</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Listas</category><title>Álbuns 2000 #10</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_dJQshLgH650/SyGc-qmmoLI/AAAAAAAAAlg/9O6414EhmMM/s1600-h/kalaaa.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_dJQshLgH650/SyGc-qmmoLI/AAAAAAAAAlg/9O6414EhmMM/s400/kalaaa.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5413780827478073522" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;M.I.A. - &lt;b&gt;Kala&lt;/b&gt; (2007)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os Tigres Tamil podem ter sido derrotados, mas M.I.A., dois anos antes, quase conquistou o mundo. Sem exagerar (mas exagero, quem sabe quem ela é?), o álbum &lt;i&gt;Kala&lt;/i&gt;, entre a vanguarda musical londrina (&lt;i&gt;grime&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;hip-hop&lt;/i&gt;) e o &lt;i&gt;trash&lt;/i&gt; da música de Bollywood e um outro namoro a linguagens &lt;i&gt;world&lt;/i&gt; (kuduro incluído), é uma montanha-russa de batidas que obriga a mexer o corpo, mesmo quem, como eu, tem uma vida mais sedentária do que devia. Do Sri Lanka para o mundo, a M.I.A. apenas devemos desculpar ter participado na banda-sonora de &lt;i&gt;Quem Quer ser Bilionário &lt;/i&gt;(apesar do reconhecido bom gosto de Danny Boyle). Mas &lt;i&gt;Kala&lt;/i&gt; é anterior a isso. E a denominação música de guerrilha nunca foi tão apropriada - a violência das letras contrasta com o ambiente geral de diversão que transparece do álbum. E é raro vermos alguém utilizar os samples de modo tão certeiro; exemplo disto é a fabulosa &lt;i&gt;Paper Planes&lt;/i&gt;, os Clash a dar uma mãozinha e os Beastie Boys &lt;i&gt;en passant&lt;/i&gt;, a apadrinhar a coisa. Brilhante e censurado, como deve ser.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(Video &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=7sei-eEjy4g&amp;amp;feature=related"&gt;aqui&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;embed src="http://dl.dropbox.com/u/2321802/BvD/SAMPLEPOST/11%20Paper%20Planes.mp3" type="audio/mpeg" autostart="false" height="50" width="330"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23342472-1748843636128568402?l=retrato-auto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Auto-retrato/~4/1DCSeHRdQMk" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Auto-retrato/~3/1DCSeHRdQMk/albuns-2000-10.html</link><author>noreply@blogger.com (Sérgio Lavos)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_dJQshLgH650/SyGc-qmmoLI/AAAAAAAAAlg/9O6414EhmMM/s72-c/kalaaa.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://retrato-auto.blogspot.com/2009/12/albuns-2000-10.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-23342472.post-2977125650642919431</guid><pubDate>Fri, 11 Dec 2009 00:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-11T00:55:32.058Z</atom:updated><title>Listas</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ah, a década que a música dos Pulp inventou, e já passou. Disco 2000, mas tal como chegámos ao presente sem que o presente se aproxime sequer do que era o futuro em Buck Rogers - e ainda bem -, passámos o presente e chegámos a uma conclusão: a década passada foi mais cool do que se pensava, a década em que o alternativo se tornou mainstream (Arcade Fire, The Strokes), a década em que a música pop pode ser sofisticada (Justin Timberlake, Kanye West), a década que concilia a mais popular javardice (futebol e Ená Pá 2000) com as vítimas da moda e dos restaurantes trendy, dos hambúrgueres gourmet e do gourmet popular, a década da continuação da crise perpétua, dos falhanços futebolísticos, da ripanço e do sacanço internético, a década em que praticamente deixei de comprar música sem a deixar de ouvir, a década que nada decidiu, como todas as décadas. Fiz as minhas listas, e vou-me lembrar do que deixei de fora, inevitavelmente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E esta foi também a década em que comecei a blogar. O presente passou.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23342472-2977125650642919431?l=retrato-auto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Auto-retrato/~4/LDRM_iCwIWY" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Auto-retrato/~3/LDRM_iCwIWY/listas.html</link><author>noreply@blogger.com (Sérgio Lavos)</author><feedburner:origLink>http://retrato-auto.blogspot.com/2009/12/listas.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-23342472.post-4732699833226260105</guid><pubDate>Thu, 10 Dec 2009 21:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-13T01:52:11.433Z</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Política</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cinema</category><title>Um tornado lento</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_dJQshLgH650/SyFux3I0s4I/AAAAAAAAAlY/4Shv5ZKeN1k/s1600-h/Tornado3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_dJQshLgH650/SyFux3I0s4I/AAAAAAAAAlY/4Shv5ZKeN1k/s400/Tornado3.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5413730029969650562" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://blasfemias.net/"&gt;Helena Matos&lt;/a&gt;, num curto texto hoje no Público, ensaia um curioso exercício de auto-crítica, não sei se irónica ou não, depois de um longo texto no qual reafirma a sua descrença no aquecimento global e em tudo o que os perigosos ecologistas de esquerda fazem para salvar, vá lá, o planeta. O método é banal: falar do passado para descrever o presente, esquecendo-se de que os ciclos acontecem, é um facto, mas a cada regresso alguma coisa mudou. Certamente só alguém muito confiante no futuro - e portanto, possuindo dons proféticos que Gabriel Malagrida certamente não desdenharia ter - pode achar que a subida de alguns graus na temperatura média do planeta e a série de consequências que o acontecimento tem provocado é uma grande coincidência, a Natureza a seguir o curso normal das coisas. Sacanas dos cientistas, que no fundo querem é organizar lobbies anti-petrolíferas e pró-empresas que desenvolvem tecnologia para o aproveitamento de fontes de energia alternativas. Não sabemos que resultado pode surgir deste combate de profetas, mas temos a certeza de que a sensatez ficará a perder.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até porque é o curto segundo texto que confirma o que é evidente já no primeiro: Helena Matos começa a falar sobre a nomeação de Maria João Seixas para directora da Cinemateca ironizando com a chusma de cinéfilos que saltou da toca a propósito deste assunto, completando o que diz ao afirmar que não frequenta a sala da Barata Salgueiro, e continua criticando a localização de um organismo (Arquivo Nacional das Imagens em Movimento) que, dependendo da Cinemateca, se encontra demasiado longe desta, em Bucelas. Nada mal para quem não visita o espaço, e para quem acha mal que tantos tenham uma opinião sobre a nomeação de Maria João Seixas. Eu, que passei muitas horas formando o meu gosto cinematográfico ali, apenas posso ter uma opinião sobre a opinião de Helena Matos - não é para isso que aqui estamos, escrevendo num blogue? E fico a matutar naquela ideia da direita matarruana no que toca a assuntos de cultura. Se não fosse o Pedro Mexia e outros a contradizer o preconceito...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E Maria João Seixas? Uma nomeação política, é certo; ligada ao PS, ocupou vários cargos sempre nomeada directa ou indirectamente por este partido, mas a verdade é que quase todas as nomeações para cargos públicos são o fruto de um sistema político que liga mais à cor do que ao mérito; Bénard da Costa também lá chegou apontado por Vasco Pulido Valente e acabou por realizar um trabalho exemplar na instituição. É esperar para ver, e ela parece ter crédito suficiente junto do meio para usufruir do benefício da dúvida. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Será que sou suficientemente cinéfilo para ter uma opinião sobre o assunto?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23342472-4732699833226260105?l=retrato-auto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Auto-retrato/~4/yLv6Uv6Cc1E" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Auto-retrato/~3/yLv6Uv6Cc1E/um-pequeno-tornado.html</link><author>noreply@blogger.com (Sérgio Lavos)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_dJQshLgH650/SyFux3I0s4I/AAAAAAAAAlY/4Shv5ZKeN1k/s72-c/Tornado3.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://retrato-auto.blogspot.com/2009/12/um-pequeno-tornado.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-23342472.post-599636950386988561</guid><pubDate>Tue, 08 Dec 2009 01:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-08T01:59:41.926Z</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cinema</category><title>Não sei se já disse que gosto mais de Zurlini do que de Fellini</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_dJQshLgH650/Sx2y9Q5eXHI/AAAAAAAAAlQ/wXm-RWPmL4o/s1600-h/18653581_w434_h_q80.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 500px; height: 326px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_dJQshLgH650/Sx2y9Q5eXHI/AAAAAAAAAlQ/wXm-RWPmL4o/s400/18653581_w434_h_q80.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412679092747000946" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23342472-599636950386988561?l=retrato-auto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Auto-retrato/~4/Gfdal1g6NoY" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Auto-retrato/~3/Gfdal1g6NoY/nao-sei-se-ja-disse-que-gosto-mais-de.html</link><author>noreply@blogger.com (Sérgio Lavos)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_dJQshLgH650/Sx2y9Q5eXHI/AAAAAAAAAlQ/wXm-RWPmL4o/s72-c/18653581_w434_h_q80.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://retrato-auto.blogspot.com/2009/12/nao-sei-se-ja-disse-que-gosto-mais-de.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-23342472.post-6301400598392112626</guid><pubDate>Tue, 08 Dec 2009 01:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-08T12:52:28.215Z</atom:updated><title>Tempo de balanços</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este ano vou fazer três listas: os melhores livros que não terminei; os melhores discos dos quais conheço apenas algumas músicas; e os melhores filmes com soneca incluída. Não sei se isto é uma promessa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(E acaba a década, mais uma década, a década decisiva que acabou por nada decidir).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23342472-6301400598392112626?l=retrato-auto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Auto-retrato/~4/RTEjWZzlWcE" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Auto-retrato/~3/RTEjWZzlWcE/tempo-de-balancos.html</link><author>noreply@blogger.com (Sérgio Lavos)</author><feedburner:origLink>http://retrato-auto.blogspot.com/2009/12/tempo-de-balancos.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-23342472.post-9206851813434897742</guid><pubDate>Tue, 08 Dec 2009 00:44:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-08T12:49:39.663Z</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Literatura</category><title>Avulsos</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_dJQshLgH650/Sx2q0sMtVvI/AAAAAAAAAlA/11N1P32cF6Y/s1600-h/billy_silver.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 266px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_dJQshLgH650/Sx2q0sMtVvI/AAAAAAAAAlA/11N1P32cF6Y/s400/billy_silver.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412670149363586802" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há várias razões para acreditar que Luís Miguel Queirós é o melhor jornalista literário a escrever em jornais portugueses; a mais recente foi o texto que saiu há uns dias no P2 sobre Nabokov e o romance póstumo agora publicado, literatura em peças para montar, frases e parágrafos aos pedaços.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;The Original of Laura&lt;/i&gt; é um conjunto de fragmentos que muito dificilmente se poderia chamar de romance, mas ainda assim é melhor do que se não houvesse nada; para o diabo com a vontade do escritor morto. Se respeitássemos os mortos não teríamos Kafka e Pessoa, e isso, mais do que à humanidade como um todo, iria deixar-me bastante aborrecido, isto se eu pudesse ter conhecimento de que tinha sido escrito algo que poderia fazer-me acreditar que a minha vida iria mudar com tal leitura. Falamos de hipóteses, claro; a mudança é uma questão de perspectiva, e parece que na realidade não existe - já repararam como Obama passou de Messias a traidor em menos de um ano ou o Benfica regrediu de "temível adversário" a uma equipa que qualquer um que não seja designado sucessor de Mourinho consegue ultrapassar se jogar com pelo menos três trincos (a cacofonia é propositada) e um guarda-redes em fase de hiper-ventilação vitaminada? Muda-se apenas para que se possa voltar à forma inicial - a frase truncada e retirada de uma obra literária mais citada dos últimos tempos, ou então eu ando a ler as coisas erradas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lamento dizer, mas ainda não comecei a ler &lt;i&gt;2666&lt;/i&gt;, que estava para ser escrito &lt;i&gt;"&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&lt;/i&gt;. Conheço várias vítimas de tijolos literários - qual a percentagem de pessoas que comprou a &lt;i&gt;Ilíada&lt;/i&gt;, e a &lt;i&gt;Odisseia &lt;/i&gt;e o D. Quixote, que realmente terá chegado ao fim da leitura? Mas quem poderá duvidar de que o uso dado a estes livros - elegante decoração das estantes Billy do quarto e da sala - concorre menos para a felicidade mundial do que efectivamente terem sido lidos? Como tal, não me atrevo. Já fui derrotado uma vez pelo &lt;i&gt;Ulisses&lt;/i&gt;, duas pelo Proust e três pela &lt;i&gt;Montanha Mágica&lt;/i&gt; - e confesso que, apesar do empolgamento sentido ao ler &lt;i&gt;Moby Dick&lt;/i&gt;, prefiro de Melville o fabuloso &lt;i&gt;Bartleby&lt;/i&gt;, mais do que herói literário, exemplo que deveria seguir com mais persistência. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desse modo, e querendo preencher a minha quota parte de livros da Quetzal, a editora renascida das cinzas pela mão de Francisco José Viegas, peguei num livro da extinta editora Escritor - &lt;i&gt;Ernestina&lt;/i&gt;, de Rentes de Carvalho (é claro que o livro foi agora reeditado pela Quetzal), e é difícil perceber como o público leitor português ainda não descobriu este escritor de estalo. O exílio leva ao esquecimento, uma lástima - ele é mais lido na Holanda do que por cá, mas o Lobo Antunes é mais lido por cá do que na Holanda e, como toda a gente sabe, os holandeses são muito mais cultos, educados e estudados do que nós - para bom entendedor... &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um relato autobiográfico que regressa a uma infância passada entre uma aldeia de Trás-os-Montes e o Porto, nas primeiras décadas do século passado - é este o resumo do livro, mas não mostra nada; o que vale a pena, em Rentes de Carvalho, é a cadência da frase, a riqueza do léxico, o vivo ritmo narrativo que nos transporta a um tempo irrecuperável. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabemos que nada dura para sempre - Nabokov não podia fazer nada com os papéis deixados para serem usados como peças de um puzzle (pelo menos o livro, editado pela Alfred Knopf, é um objecto fascinante, um achado em termos de grafismo) - e a glória é transitória, mas por vezes seria justo reconhecer a competência dos competentes em vez de se comprar (e comprar, e comprar) o produto da incompetência dos incompetentes. O ideal seria que o tempo trouxesse justiça ao escritor, e não à obra; como escreveu Woody Allen... ah, ah, não é desta que me apanham a citar alguém a trouxe-mouxe; o que ele terá escrito foi: "para o diabo com a posteridade da obra, eu queria era viver para sempre!". O que, convenhamos, poderá ser, objectivamente, entediante.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23342472-9206851813434897742?l=retrato-auto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Auto-retrato/~4/TVDE_nLiDMM" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Auto-retrato/~3/TVDE_nLiDMM/avulsos.html</link><author>noreply@blogger.com (Sérgio Lavos)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_dJQshLgH650/Sx2q0sMtVvI/AAAAAAAAAlA/11N1P32cF6Y/s72-c/billy_silver.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://retrato-auto.blogspot.com/2009/12/avulsos.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-23342472.post-6666778483159506542</guid><pubDate>Sat, 28 Nov 2009 11:02:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-28T11:05:19.072Z</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Fotografia</category><title>Trees</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_dJQshLgH650/SxEDhmHVLNI/AAAAAAAAAk4/efIJmDx7T78/s1600/Ansel-Adams_2-trees_web-714989.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 364px; height: 450px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_dJQshLgH650/SxEDhmHVLNI/AAAAAAAAAk4/efIJmDx7T78/s400/Ansel-Adams_2-trees_web-714989.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5409108503150537938" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Ansel Adams&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23342472-6666778483159506542?l=retrato-auto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Auto-retrato/~4/9H9Ryahxn7E" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Auto-retrato/~3/9H9Ryahxn7E/trees.html</link><author>noreply@blogger.com (Sérgio Lavos)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_dJQshLgH650/SxEDhmHVLNI/AAAAAAAAAk4/efIJmDx7T78/s72-c/Ansel-Adams_2-trees_web-714989.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://retrato-auto.blogspot.com/2009/11/trees.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-23342472.post-340813799028307526</guid><pubDate>Fri, 27 Nov 2009 18:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-27T21:38:50.742Z</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Traduções</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Poemas</category><title>O som das árvores</title><description>&lt;i&gt;Penso em árvores.&lt;br /&gt;Por que, do lugar onde vivemos, &lt;/i&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Preferimos ouvir&lt;br /&gt;O som que elas fazem a&lt;br /&gt;Qualquer outro?&lt;br /&gt;Constantes, suportamo-las&lt;br /&gt;Até perdermos o sentido de ritmo&lt;br /&gt;E nos distraímos dos nossos prazeres imutáveis,&lt;br /&gt;E lhes damos atenção.&lt;br /&gt;Elas são como alguém que fala&lt;br /&gt;Em partir mas nunca o faz.&lt;br /&gt;E continua a falar, mesmo&lt;br /&gt;Envelhecendo, ficando mais sábio,&lt;br /&gt;Agora é que vai mesmo ficar.&lt;br /&gt;Por vezes, os pés batem no chão,&lt;br /&gt;E a cabeça balouça quando,&lt;br /&gt;Da janela ou encostado à porta,&lt;br /&gt;Vejo as árvores balouçar.&lt;br /&gt;Partirei para longe,&lt;br /&gt;Tomarei a ousada decisão,&lt;br /&gt;Um dia, enquanto elas levantam a voz&lt;br /&gt;E se agitam, alarmando as brancas nuvens&lt;br /&gt;Por cima.&lt;br /&gt;Falo menos,&lt;br /&gt;Mas partirei.&lt;/i&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Robert Frost, incluído em &lt;i&gt;A Poet's Guide to Britain&lt;/i&gt;, ed. Penguin&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;traduzido por&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23342472-340813799028307526?l=retrato-auto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Auto-retrato/~4/izKI1UC7eXM" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Auto-retrato/~3/izKI1UC7eXM/o-som-das-arvores.html</link><author>noreply@blogger.com (Sérgio Lavos)</author><feedburner:origLink>http://retrato-auto.blogspot.com/2009/11/o-som-das-arvores.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-23342472.post-5796651014604371686</guid><pubDate>Fri, 27 Nov 2009 18:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-27T18:18:01.136Z</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Fotografia</category><title>3.16</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_dJQshLgH650/SxAXCHIBbbI/AAAAAAAAAks/eryt99EdK40/s1600/316_5_.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 568px; height: 436px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_dJQshLgH650/SxAXCHIBbbI/AAAAAAAAAks/eryt99EdK40/s400/316_5_.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408848477511839154" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Augusto Alves da Silva&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23342472-5796651014604371686?l=retrato-auto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Auto-retrato/~4/QzK7XF2pM6A" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Auto-retrato/~3/QzK7XF2pM6A/316.html</link><author>noreply@blogger.com (Sérgio Lavos)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_dJQshLgH650/SxAXCHIBbbI/AAAAAAAAAks/eryt99EdK40/s72-c/316_5_.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://retrato-auto.blogspot.com/2009/11/316.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-23342472.post-433117313578422735</guid><pubDate>Tue, 24 Nov 2009 23:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-25T00:44:45.251Z</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Política</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Mentalidades</category><title>Terceiro Mundo</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dJQshLgH650/Swx5d79HTzI/AAAAAAAAAkc/nRKZL1V8Lsk/s1600/goya_saturn.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 218px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dJQshLgH650/Swx5d79HTzI/AAAAAAAAAkc/nRKZL1V8Lsk/s400/goya_saturn.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407830807782313778" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não quero saber se Portugal é um país do primeiro ou do terceiro mundo - se não somos mais do que somos, será por não termos qualidades para isso, e a culpa é de todos, dos que fazem e dos que deixam fazer, dos que erram e dos que deixam errar. Mas irrita-me o complexo de superioridade bacoco sempre que nos comparamos com países que têm mais do que dois índices de desenvolvimento inferiores ao nosso. E o desporto é um terreno propício a estas exibições patéticas que comprovam parte do que os pessimistas afirmam. Aconteceu no recente Portugal-Bósnia um desses fenómenos absurdos - durante a semana que antecedeu o jogo da segunda mão, não houve tablóide ou telejornal que não acicatasse os ânimos da nação, numa espécie de simulacro do entusiasmo que naturalmente aparecia no tempo em que Scolari era treinador da selecção. Carlos Queirós não tem carisma nem está preocupado em tê-lo, se ter carisma significar um apelo a sentimentos nacionalistas ligados a uma competição desportiva - se isto é bom, não interessa, uma vez mais temos o seleccionador que merecemos. Durante essa semana, os jornalistas despiram o seu facto de macaco e tornaram-se adeptos da selecção, hábito antigo, e a conversão teve o seu cúmulo durante a transmissão do jogo na TVI, com o chorrilho de insultos lançado contra a FIFA por ter permitido o jogo num campo em mau estado; contra a Bósnia, por ter marcado o jogo para aquele campo; contra os adeptos, porque estavam a torcer pela sua selecção com um fervor fora do habitual. Nada que não tivéssemos visto antes, em outros jogos, mas com uma nuance decisiva: o tom de superioridade que estes "adeptos" exibiram - no fundo, Portugal é um dos países da União Europeia, e apesar de tudo é mais desenvolvido do que a Bósnia. O contraste entre este discurso pacóvio e o outro, o que é mostrado quando a selecção joga contra equipas de países mais ricos, é acentuado: aí, fala mais alto o nosso complexo de inferioridade, que não passa de um espelho do de superioridade - ainda me lembro da mão de Abel Xavier na meia-final do Europeu de 2000 e do coro indignado que se levantou a propósito da decisão, justa, do árbitro: "se fosse a França, não teria sido marcado". O problema é que a realidade se encarrega sempre de desmentir a imagem que temos de nós próprios. Hoje, uma pequena notícia na secção desportiva do Público confirma esta ideia: dois dirigentes da Federação Bósnia de futebol foram condenados por fraude fiscal e desvio de fundos, e sentenciados a 5 anos de prisão. Ora, pensemos no que aconteceu por cá quando foram empreendidas investigações ligadas ao mundo do futebol: absolvições, sentenças suspensas, penas irrisórias. O F. C. Porto perdeu alguns pontos quando o campeonato já estava ganho, os dirigentes não foram afastados dos cargos; Valentim Loureiro continua a ser reeleito para cargos públicos; Vale e Azevedo desviou milhões e continua a salvo da justiça. E falamos só de futebol. Porque se falarmos do resto, o panorama ainda fede mais: suspeitas de favorecimento, desvio de fundos, corrupção, manipulação de meios de comunicação, etc., etc., etc., aquilo que está na ordem do dia, serve apenas para vender jornais e alimentar a cloaca das notícias. Sentenças definitivas, revelações conclusivas, qualquer coisa que não passe da suspeita, nada, nada se passa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Afinal, qual é o país do terceiro mundo?  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23342472-433117313578422735?l=retrato-auto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Auto-retrato/~4/5ZfLab8ZxTo" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Auto-retrato/~3/5ZfLab8ZxTo/terceiro-mundo.html</link><author>noreply@blogger.com (Sérgio Lavos)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_dJQshLgH650/Swx5d79HTzI/AAAAAAAAAkc/nRKZL1V8Lsk/s72-c/goya_saturn.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://retrato-auto.blogspot.com/2009/11/terceiro-mundo.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-23342472.post-3702837287139277955</guid><pubDate>Mon, 23 Nov 2009 23:35:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-23T23:39:05.563Z</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Fotografia</category><title>Try the Train</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dJQshLgH650/SwscnUX2NBI/AAAAAAAAAkU/nLfJFR7ud5g/s1600/8b31801u2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 568px; height: 471px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dJQshLgH650/SwscnUX2NBI/AAAAAAAAAkU/nLfJFR7ud5g/s400/8b31801u2.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407447239397618706" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Dorothea Lange&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23342472-3702837287139277955?l=retrato-auto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Auto-retrato/~4/ObcL4fk-GQg" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Auto-retrato/~3/ObcL4fk-GQg/try-train.html</link><author>noreply@blogger.com (Sérgio Lavos)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_dJQshLgH650/SwscnUX2NBI/AAAAAAAAAkU/nLfJFR7ud5g/s72-c/8b31801u2.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://retrato-auto.blogspot.com/2009/11/try-train.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-23342472.post-1589188886543099276</guid><pubDate>Sat, 21 Nov 2009 20:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-25T00:33:23.051Z</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Música</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">videografias</category><title>Smells Like Teen Spirit/Nirvana</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Voltei a ouvir &lt;i&gt;Nevermind&lt;/i&gt;, alguns anos depois - dois, três - e vou gostando cada vez mais da bateria de David Grohl, e portanto cada vez gosto menos de &lt;i&gt;Bleach&lt;/i&gt;, que tem mais raiva mas menos atitude do que os álbuns posteriores dos Nirvana, em parte - grande, grande parte - porque Grohl ainda não fazia parte da banda. Devo dizer que o &lt;a href="http://ipsilon.publico.pt/musica/texto.aspx?id=245605"&gt;texto&lt;/a&gt; de Vítor Belanciano para o Ípsilon de sexta é dos melhores que eu já li sobre Kurt Cobain, o único lido num jornal - com limite de caracteres incluído - que consegue aproximar-se do que terá sido o fenómeno. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os Nirvana, são, sobretudo, &lt;i&gt;Nevermind&lt;/i&gt;, e &lt;i&gt;Nevermind&lt;/i&gt; é, sobretudo, &lt;i&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=dXO3OMGKPpw"&gt;Smells Like Teen Spirit&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;, que é, para além da música, o video, dirigido por Samuel Bayer. Numa altura em que parece que a maior parte dos adolescentes focou os seus interesses em produtos plásticos de terceira categoria, histórias de vampiros e bandas nu-metal requentadas, filmes &lt;i&gt;gore&lt;/i&gt; com sangue e violência filmados como se fossem um piquenique de domingo à tarde - estamos tão longe dos filmes de terror com mensagem de Wes Craven ou dos zombies de Romero - é bom lembrar, lágrima saudosista ao canto do olho - a falsa verdade - &lt;i&gt;4 real&lt;/i&gt;, como desenhou a lâmina no braço de Richey "Manic Street Preachers" Edwards - dos Nirvana, os milhões de adolescentes que, durante alguns anos, acreditaram num tipo que não fingia o sofrimento e a rebeldia; o contrário de uma estrela &lt;i&gt;rock&lt;/i&gt;, como escreveu Vítor Belanciano, um mártir. Em vão.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23342472-1589188886543099276?l=retrato-auto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Auto-retrato/~4/Eo8Qa2Mg9KI" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Auto-retrato/~3/Eo8Qa2Mg9KI/smells-like-teen-spiritnirvana.html</link><author>noreply@blogger.com (Sérgio Lavos)</author><feedburner:origLink>http://retrato-auto.blogspot.com/2009/11/smells-like-teen-spiritnirvana.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-23342472.post-5601175533907479879</guid><pubDate>Mon, 16 Nov 2009 23:22:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-16T23:31:25.686Z</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Fotografia</category><title>New Family</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_dJQshLgH650/SwHfGpYIGGI/AAAAAAAAAkM/kmVNsLVlhYQ/s1600/Wolfgang_Tillmans.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 568px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dJQshLgH650/SwHfGpYIGGI/AAAAAAAAAkM/kmVNsLVlhYQ/s400/Wolfgang_Tillmans.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404846333100562530" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;Wolfgang Tillmans&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23342472-5601175533907479879?l=retrato-auto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Auto-retrato/~4/pQuUx6FM7rg" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Auto-retrato/~3/pQuUx6FM7rg/new-family.html</link><author>noreply@blogger.com (Sérgio Lavos)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_dJQshLgH650/SwHfGpYIGGI/AAAAAAAAAkM/kmVNsLVlhYQ/s72-c/Wolfgang_Tillmans.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://retrato-auto.blogspot.com/2009/11/new-family.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-23342472.post-1182871957027784668</guid><pubDate>Sun, 15 Nov 2009 12:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-15T20:51:44.900Z</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Música</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Televisão</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">videografias</category><title>When the Deal Goes Down/Bob Dylan</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mencionar Bob Dylan e &lt;i&gt;Mad Men&lt;/i&gt; no mesmo texto inevitavelmente leva a que pensemos em &lt;i&gt;When the Deal Goes Down&lt;/i&gt;, a música do álbum &lt;i&gt;Modern Times&lt;/i&gt; e o video com Scarlett Johansson. Realizada por Bennett Miller (que dirigiu também o filme &lt;i&gt;Capote&lt;/i&gt;), a curta é uma homenagem à mesma época em que se passa &lt;i&gt;Mad Men &lt;/i&gt;(para além de ser um hino a Scarlett, mas isso é outra história) e a perfeita ilustração da história de amor cantada por Dylan. O recurso ao formato Super 8 - e a ajuda de alguns efeitos que pretendem simular a passagem do tempo no filme - recria o espírito de uma década perdida, uma era de optimismo e beleza eterna, um tempo que agora não passa de uma memória vaga. O video de Miller e a série, apesar de retratarem o mesmo período, são distintos: o primeiro apela à nostalgia, situa-se num presente que procura resgatar um passado irrecuperável; a série é linear, alusiva, pretende ser fiel ao que se passou - vive no passado, cria uma realidade autónoma, que não depende da memória. Há uma representação obsessiva dos pequenos pormenores, hábitos, objectos, situações, marcas culturais que foram deixando de fazer sentido: fumar em público, bater em crianças, ir de comboio da cidade ao subúrbio, etc. &lt;i&gt;Mad Men&lt;/i&gt; é o retrato de uma época de homens a quem era permitido mais do que agora e de mulheres que sonhavam ter mais do que o conforto de uma vida burguesa: a vida suburbana que também conhecemos dos livros de Richard Yates, John Cheever, Dorothy Parker, dos quadros de Edward Hopper, do cinema de Douglas Sirk (&lt;i&gt;All That Heaven Allows&lt;/i&gt;) ou Todd Haynes (&lt;i&gt;Far From Heaven&lt;/i&gt;).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O video para a música de Dylan é um sonho de uma época; &lt;i&gt;Mad Men&lt;/i&gt; é a possível realidade, o fim de algo - a revolução &lt;i&gt;hippie&lt;/i&gt; estava a chegar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;object width="480" height="365"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.dailymotion.com/swf/xdh9w&amp;amp;related=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.dailymotion.com/swf/xdh9w&amp;amp;related=0" type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="365" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23342472-1182871957027784668?l=retrato-auto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Auto-retrato/~4/AWHrTnU4x4c" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Auto-retrato/~3/AWHrTnU4x4c/when-deal-goes-downbob-dylan.html</link><author>noreply@blogger.com (Sérgio Lavos)</author><feedburner:origLink>http://retrato-auto.blogspot.com/2009/11/when-deal-goes-downbob-dylan.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-23342472.post-73200232415112705</guid><pubDate>Fri, 13 Nov 2009 23:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-14T20:30:34.730Z</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Música</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Televisão</category><title>If You See Her</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dJQshLgH650/Sv31xvHXfOI/AAAAAAAAAkE/z3_jOk_yO40/s1600-h/californication-hank.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 247px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dJQshLgH650/Sv31xvHXfOI/AAAAAAAAAkE/z3_jOk_yO40/s400/californication-hank.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5403745362724224226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Via um episódio da primeira temporada de &lt;i&gt;Californication&lt;/i&gt; que nunca tinha apanhado, e que termina com uma bela sequência ao som de Bob Dylan, Hank Moody cantando para a filha uma canção de dor de corno, &lt;i&gt;If You See Her Say Hello&lt;/i&gt;, de &lt;i&gt;Blood on the Tracks&lt;/i&gt;, atenuando a dor de um desgosto amoroso. Havia uma linha de diálogo: "Pai, esta dor no coração vai passar?" "Se tudo correr bem, não." E por aí fora. A qualidade cinematográfica de algumas séries de agora é evidente. Mas o que mais se destaca são os argumentos, tanto as linhas narrativas como os diálogos. Do sarcasmo socrático de House ao humor negro irónico de Dexter, passando pela qualidade beat de &lt;i&gt;Californication&lt;/i&gt; - Los Angeles, a cidade de todos os pecados -, é verdade que as séries de televisão conseguem neste momento oferecer aquilo que o cinema de Hollywood deixou de ter. Vale mais meia hora de um qualquer episódio de &lt;i&gt;Mad Men&lt;/i&gt; do que os últimos cinquenta filmes estreados em Portugal saídos da linha de montagem americana. Contrariando a ideia de série enquanto produto semanal consumido e rapidamente descartado, muitos episódios destas séries perduram na memória de modo tão nítido como alguns filmes marcantes dos últimos anos. Lembro-me por exemplo do episódio em que House é baleado - a excelente trip narrativa que é montada -, ou de alguns dilemas morais de Dexter ao cumprir a sua função no mundo, eliminar criminosos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Voltando a Dylan, pode-se dizer que outra característica desta idade de ouro da ficção televisiva é o modo como as referências culturais definem as personagens - o achado da música dos Rolling Stones como hino de House é o melhor exemplo, mas não faltam outros em todas as séries que refiro. Talvez a minha visão tenha sido deformada por todas as influências que recebi ao longo da vida - quase toda a produção audiovisual veio da América. Poderia afirmar que conheço esse país tão bem como muitos americanos, mas a verdade é que não sei que América é essa que o cinema e televisão me mostram, o que tem ela em comum com a América real, independente das imagens que a recriam. Afirmar que as duas são verdadeiras é uma presunção arriscada, mas dizer que a verdade é apenas o que existe fora da arte produzida é recusar grande parte das fontes de que os historiadores se servem - no futuro, se quisermos saber como se vivia a partir do século XIX, bastará consultar toda a informação audiovisual que se vem acumulando desde a invenção da fotografia. E será menos real, a realidade assim representada?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/x-nVjhVF-WY&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/x-nVjhVF-WY&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" 0px="" auto="" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23342472-73200232415112705?l=retrato-auto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Auto-retrato/~4/izEGYEH-2BQ" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Auto-retrato/~3/izEGYEH-2BQ/if-you-see-her.html</link><author>noreply@blogger.com (Sérgio Lavos)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_dJQshLgH650/Sv31xvHXfOI/AAAAAAAAAkE/z3_jOk_yO40/s72-c/californication-hank.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://retrato-auto.blogspot.com/2009/11/if-you-see-her.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-23342472.post-2806458764940669737</guid><pubDate>Thu, 12 Nov 2009 23:58:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-20T20:08:14.836Z</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Arte</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Literatura</category><title>A Luz Fraterna</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_dJQshLgH650/Svyn6XXWFkI/AAAAAAAAAj8/JmNI8H-iwJ4/s1600-h/antonio_osorio1.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 219px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dJQshLgH650/Svyn6XXWFkI/AAAAAAAAAj8/JmNI8H-iwJ4/s400/antonio_osorio1.png" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5403378274083935810" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sabia de quem é o quadro que aparece na capa de &lt;i&gt;A Luz Fraterna&lt;/i&gt;, o recente livro publicado pela Assírio &amp;amp; Alvim que reúne a obra poética de António Osório. Quando tive a oportunidade de o folhear, espreitar a ficha técnica, li um nome que deveria ter algum significado, Miguel Ângelo Lupi; mas não tinha. Procurei no Google aquele nome e apareceram algumas imagens, retratos, cenas de grupo, um ou dois que eu eu já vira - no Museu do Chiado. O quadro em questão, &lt;i&gt;Contraluz&lt;/i&gt;, é um óleo pintado em 1875, e é extraordinário. Falo de uma reprodução, uma imagem sobre a qual repousam letras, imagino que distante do que será aquele quadro ao vivo. Não encontrei nenhuma versão na Internet e na ficha técnica não é referido se ele está exposto em algum museu. Uma mulher descansa na ombreira de uma janela,  entre a penumbra da casa e a luz que a invade. O vento parece levantar as cortinas, pintadas de um diáfano dourado, permitindo que se projecte uma sombra laranja que desenha no chão a forma da janela. A mulher, loura, melancólica e bela, olha para um ponto entre o chão e nós, que a vemos, ou não olha, sonha enquanto o pintor a captura. Mas o que torna a pintura soberba são os tons de vermelho - o reposteiro cobrindo as cortinas, mais escuro e denso, e a cor sanguínea da faixa que cinge a cintura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que parecia ser um quadro marcado por um classicismo tardio, revela-se algo mais do que isso: o pintor conseguiu representar aquela mulher no momento em que ela se transforma num mistério, do mesmo modo que Hopper o faz, por exemplo; o momento em que sua natureza se revela, ocultando-se. A margem onde não acedemos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23342472-2806458764940669737?l=retrato-auto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Auto-retrato/~4/RxI2jkQ_ZKs" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Auto-retrato/~3/RxI2jkQ_ZKs/luz-fraterna.html</link><author>noreply@blogger.com (Sérgio Lavos)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_dJQshLgH650/Svyn6XXWFkI/AAAAAAAAAj8/JmNI8H-iwJ4/s72-c/antonio_osorio1.png" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://retrato-auto.blogspot.com/2009/11/luz-fraterna.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-23342472.post-2629279049426868668</guid><pubDate>Thu, 12 Nov 2009 18:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-12T19:09:48.755Z</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cinema</category><title>Lua</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dJQshLgH650/SvxQo2jb1nI/AAAAAAAAAjc/9Gp0nWw4II8/s1600-h/moon.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 600px; height: 270px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dJQshLgH650/SvxQo2jb1nI/AAAAAAAAAjc/9Gp0nWw4II8/s400/moon.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5403282315706881650" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma boa ideia, não totalmente concretizada, mas que vale pelo ar &lt;i&gt;rétro &lt;/i&gt;dos cenários e pela elegante direcção de Duncan Jones (filho de peixe sabe nadar, ainda que noutro mar). O &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1182345/"&gt;filme&lt;/a&gt; precisava de risco no argumento, desenvolvimento, novidade. Fica-se pela ameaça de sobressalto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23342472-2629279049426868668?l=retrato-auto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Auto-retrato/~4/avjsZDggT3I" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Auto-retrato/~3/avjsZDggT3I/lua.html</link><author>noreply@blogger.com (Sérgio Lavos)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_dJQshLgH650/SvxQo2jb1nI/AAAAAAAAAjc/9Gp0nWw4II8/s72-c/moon.jpg" height="72" width="72" /><feedburner:origLink>http://retrato-auto.blogspot.com/2009/11/lua.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-23342472.post-2662249497332958470</guid><pubDate>Wed, 11 Nov 2009 21:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-12T19:15:36.804Z</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Literatura</category><title>Uma greguería</title><description>&lt;i&gt;O escritor vê as palavras na folha em branco.&lt;/i&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A namorada de Wittgenstein (&lt;a href="http://anamoradadewittgenstein.blogspot.com/"&gt;visitem-na&lt;/a&gt;).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23342472-2662249497332958470?l=retrato-auto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Auto-retrato/~4/t9-eXsgoae8" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Auto-retrato/~3/t9-eXsgoae8/uma-gregueria.html</link><author>noreply@blogger.com (Sérgio Lavos)</author><feedburner:origLink>http://retrato-auto.blogspot.com/2009/11/uma-gregueria.html</feedburner:origLink></item></channel></rss>
