<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-6940797010167123801</atom:id><lastBuildDate>Fri, 01 Nov 2024 10:34:26 +0000</lastBuildDate><title>Azul Profundo</title><description>Navegar é preciso, viver não é preciso.</description><link>http://somuchdeeperthan.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Luís Daehnhardt)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>63</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6940797010167123801.post-5581917620115407002</guid><pubDate>Thu, 01 Oct 2020 17:16:00 +0000</pubDate><atom:updated>2020-10-01T18:17:46.295+01:00</atom:updated><title>Nova plataforma</title><description>&lt;p&gt;&amp;nbsp;Este blogue migrou para &lt;a href=&quot;https://azulprofundodotblog.wordpress.com/&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;</description><link>http://somuchdeeperthan.blogspot.com/2020/10/nova-plataforma.html</link><author>noreply@blogger.com (Luís Daehnhardt)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6940797010167123801.post-523234747349712806</guid><pubDate>Thu, 01 Oct 2020 15:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2020-10-01T16:17:55.587+01:00</atom:updated><title>Um post estúpido - parte II</title><description>&lt;p&gt;Ontem escrevi um &lt;i&gt;post &lt;/i&gt;estúpido e, não satisfeito com tal façanha, hoje volto à carga.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Agora que já pude pensar um pouco mais sobre o assunto, percebo que é possível falar da mesma coisa de forma um pouco mais polida.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Assim, hoje pergunto, não será a estupidez apenas excesso de ego? Parece-me que sim. Se tivesse ido por aqui, o &lt;i&gt;post &lt;/i&gt;de ontem poderia ter sido menos estúpido. Para além de que aquela posição arrogante de que se está acima da estupidez é, ela mesma, estúpida. E foi isso que fui: estúpido. Enfim.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas, então, se a estupidez pode ser tão somente excesso de ego, valerá a pena escutar o que sempre nos disseram os sábios do passado e até os contemporâneos, e que, se quisermos, se resume a isto: combate o ego, procura a humildade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dificilmente se encontra alguém humilde e estúpido. A arrogância e a estupidez, essas, andam de braço dado...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas, no sistema que nos impuseram - sim, impuseram; vivemos num mundo que não surgiu ao acaso; vivemos num mundo que foi pensado, elaborado, imposto. Mas, dizia, no sistema que nos impuseram, a humildade é vista quase como uma deficiência de carácter. Por outro lado, fala-se muito e chega mesmo a tecer-se loas àquele que tem uma &quot;personalidade forte&quot;...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Como já pude dizer antes, nada contra tenho em relação a quem obtém notoriedade, quando esta é fruto de um talento, natural ou trabalhado. Se alguém canta bem, escreve bem, pinta bem, tem um discurso bem elaborado (mas com substrato), é bom desportista, toca bem um instrumento, etc., é bom que seja reconhecido. Mas este reconhecimento externo concilia-se perfeitamente com a humildade, sem qualquer problema, é bom que se assinale.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No entanto, chegámos ao cúmulo de haver quem queira ser conhecido sem nada de especial fazer. Ser conhecido é um fim em si mesmo. Ora, essa arrogância só pode ser estúpida, lamento dizê-lo tão frontalmente. E vê-mo-la diariamente, e vemos, também, que este tal sistema que nos impuseram se alimenta, em grande medida, disso mesmo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas não só disso. Arrisco-me a dizer que este mundo doente em que vivemos se vai alimentando de características humanas que desde há muito são tidas por &quot;negativas&quot;; de algumas já falei ontem, mas volto a referi-las e acrescento outras: a ganância, a sede de poder, a avareza, o egoísmo, a vaidade, etc., etc.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Um mundo construído sobre, ou aproveitando-se destas características, só pode ser um mundo falho.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Assim, e após se consumar a queda do Império, seria bom construir um mundo que se apoiasse naquilo que a humanidade tem de melhor, e não nas suas falhas evidentes. Para ver o que é que dava.&lt;/p&gt;</description><link>http://somuchdeeperthan.blogspot.com/2020/10/um-post-estupido-parte-ii.html</link><author>noreply@blogger.com (Luís Daehnhardt)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6940797010167123801.post-1601891278230551059</guid><pubDate>Wed, 30 Sep 2020 16:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2020-10-01T15:32:05.555+01:00</atom:updated><title>Um post estúpido</title><description>&lt;p&gt;Os meus dois leitores (dois leitores!, meu Deus, que optimismo) vão ter de ter paciência, pois este post vai ser um pouco confuso. Na verdade, estou a utilizar a escrita para, uma vez mais, organizar ideias; ferramenta que uso amiúde para o efeito.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na verdade, nem sei muito bem por onde começar, mas talvez por Roma; sim Roma.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pão e circo, foi o que Roma usou para ter as massas mais ou menos conformadas...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Aqueles que estão no poder terão sempre de se preocupar com essa massa amorfa de estúpidos, que é a esmagadora maioria da humanidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na Roma antiga, todos o sabemos, oferecia-se pão e circo - &lt;i&gt;panen et circenses&lt;/i&gt;, locução com que o poeta satírico Juvenal criticava os que no Fórum pediam trigo e espectáculos gratuitos no circo, ou seja, aqueles que se contentavam com comida e diversão grátis, sem questionarem o desempenho dos governantes que, dessa forma, garantiam o apoio da população (segundo nos diz o Priberam, mais ou menos por estas palavras).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Império vigente fez e faz o mesmo, mas em muito maior escala, claro está, e a mesma &quot;metodologia&quot; se tem espalhado pelo mundo, com menor ou maior grau de &quot;oferta&quot;. Oferta entre aspas, pois, ao contrário do que acontecia na Roma antiga, agora pagamos para ir ao &quot;circo&quot;, e não dei conta de que nos ofereçam comida.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Parece-me uma fórmula que apenas mantém a sua eficácia por um (in)certo período de tempo; mas que acabará por descambar, mais dia, menos dia. Estamos a assistir a essa derrocada.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Um bom Amigo diz, bastas vezes, que o problema não está no indivíduo, ou seja, é possível falar com cada pessoa em particular, e manter uma conversa mais ou menos elaborada e quase sempre cordial, sem grande dificuldade. O problema está nas massas; quando o Homem se junta em vastos grupos, aí é que surge o &quot;descontrolo&quot;. É capaz de ter razão, não sei.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas eu, que sou parvo (e também um pouco estúpido), acho que se trata, na verdade, de um problema que devia ocupar a todos os filósofos, antigos, contemporâneos, e futuros: será possível erradicar a estupidez?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Já pensei que sim, depois pensei que não, agora estou mais ou menos esperançoso...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Uma das minhas longas batalhas prende-se com a ideia de que se continua a confundir ignorância com estupidez, assim como se confunde conhecimento com sabedoria.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas, se é fácil combater a ignorância, com conhecimento; assim não é com a estupidez. Não há fórmula precisa e infalível para transformar um estúpido num sábio (ou, pelo menos, num &quot;não-estúpido&quot;).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas (outro mas), se é possível a um sábio tornar-se ainda mais sábio (ou tornar-se sábio, sem antes o ser), por dedução lógica, também será possível a um estúpido ficar menos estúpido, e mesmo deixar de o ser.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E julgo também que, não havendo fórmula, haverá pelo menos uma ou duas coisas que é possível fazer para que alguém fique menos estúpido.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A primeira, é deixar a pessoa errar, errar muito, uma e outra vez, para que aprenda com o erro. Se serve ao sábio, servirá ao estúpido. Este último, terá de errar mais vezes, por ventura, para conseguir aprender, mas... a seu tempo, aprenderá.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Antes de apresentar outra sugestão, vou elaborar um pouco mais esta ideia...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Reparamos muitas vezes que são aquelas pessoas que menos dificuldades passaram na vida as mais estúpidas. Eu, um defensor moderado da vida burguesa, consigo aceitar que esta mesma burguesia pode muito bem ser a génese de gente (muito) estúpida, em catadupa, se não houver cuidado na educação para os valores - que muitas vezes sabemos não existir. Quantos são os pais que tudo dão aos filhos, sem filtro, sem educar, sem fazer ver o verdadeiro &quot;valor&quot; das coisas? Estão, inevitavelmente, a criar estúpidos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E ainda, que é dizer mais ou menos a mesma coisa, um fulano chamado G. Michael Hopf, num livro intitulado &quot;Those who remain&quot; (que não li), diz-nos que «tempos difíceis criam Homens fortes, Homens fortes criam tempos fáceis. Tempos fáceis criam Homens fracos, e Homens fracos criam tempos difíceis». E assim é; para além de estar à vista de todos os tempos que estamos ora a viver, e que tipo de Homens somos, mas não queria ir por aí.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Assim, um caminho que proponho para a diminuição da estupidez, é o da dificuldade, do erro, da &quot;descoberta de soluções&quot; por si mesmo.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O outro será o da diversidade, isto é, expor a generalidade das pessoas ao diverso, ao inesperado, ao insólito, ao improvável, em contraciclo com o hoje vemos, onde se promove a uniformização, o pensamento único (e inquestionável).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A diversidade tem o condão de abrir os horizontes de quem a esta se expõe. Todos sabemos que viajar é algo que nos alarga o espírito, pelo contacto com outras culturas, outras formas de vida. Mas, ouvir uma música antiga, ver uma pintura menos conhecida, de um autor esquecido, ler um clássico da Literatura, etc., julgo que terá o mesmo fim.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outras formas ou fórmulas haverá, não duvido, para minimizar um dos maiores (senão mesmo o maior) flagelos da Humanidade: a estupidez. Pois é a estupidez a porta de entrada para tudo o resto: a ganância, o egoísmo, a intolerância, a cupidez, o apego, a inveja, etc., etc.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O que se tem feito nesse sentido é pouco mais do que nada. Pelo contrário, é um problema que se tem agravado, e os resultados estão à vista.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Império foi arrogante ao julgar-se capaz, pelas inúmeras distracções que soube criar, de manter as massas sob controle. Falhou. Ao invés de arrepiar caminho, &quot;agudizou a metodologia&quot;, mas desta feita, impondo-se de forma autoritária na vida de cada um de nós. Hoje vivemos em ditadura (quase plena), não duvidemos. Mas, uma vez mais, não quero ir por aí.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Terminaria por dizer uma frase que me terá surgido em plena insónia, que é mais ou menos isto: «se a ignorância se combate de fora para dentro, com um livro, um professor, um amigo, um pai; a estupidez combate-se de dentro para fora, pelo auto-conhecimento, que surge pela experiência, pelo erro», e com a exposição ao diverso, acrescentaria agora.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Claro que este post é um contributo para além de humilde; será até um pouco estúpido... Não arrogo, não o posso fazer, ter a solução para o que apelidei supra como sendo um dos maiores flagelos da Humanidade. Mas continuarmos colectivamente a assobiar para o lado, como se não se tratasse de um problema com substrato, também não me parece solução.&lt;/p&gt;</description><link>http://somuchdeeperthan.blogspot.com/2020/09/um-post-dificil.html</link><author>noreply@blogger.com (Luís Daehnhardt)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6940797010167123801.post-8289573286051476766</guid><pubDate>Thu, 24 Sep 2020 15:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2020-09-24T17:03:13.157+01:00</atom:updated><title>Pós-decadência</title><description>&lt;p&gt;Tive a sorte, essencialmente ao longo dos primeiros anos do século XXI, quando fui responsável pelo projecto Lusophia, de ter conhecido um razoável número de individualidades &lt;i&gt;curiosas&lt;/i&gt;, do nosso meio literário, espiritualista, etc.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Daqueles que já não estão fisicamente entre nós (realço o fisicamente), teria de destacar João Aguiar, Raymond Bernard, António Telmo, António de Macedo, José Manuel Capêlo, Pinharanda Gomes. Dos viventes, e com quem ainda tenho a felicidade de por vezes privar (com alguns destes; outros já não vejo há muitos anos), destacaria Rainer Daehnhardt, José Medeiros, Paulo Borges, José Flórido, António Cândido Franco, Álvaro Barbosa. E, certamente, estarei a esquecer-me de outros, que também mereceriam destaque, os quais terão de fazer o obséquio de me desculpar...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Tenho pena de não ter conhecido pessoalmente o Mestre Agostinho da Silva. Mas, entretanto, conheci muitas pessoas que com ele privaram e já o li tanto que, arrisco-me a dizer, é como se o tivesse conhecido, apesar de saber que estou a ser tão optimista, quanto arrogante.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fiz este intróito para dizer que não me parece que esta gente tão boa, que estive agora a elencar, venha a ter uma geração que a substitua condignamente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Lembro-me de, certa vez, no decorrer de um almoço descontraído com o saudoso Pinharanda Gomes, vir à baila, claro está, o assunto da Filosofia portuguesa e de seus filósofos. O nosso Amigo incluiu-se, muito naturalmente, nessa corrente filosófica (que se vai mantendo criminosamente desconhecida), mas referiu que ele representava já uma decadência dessa mesma Filosofia...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Assinalem-se duas coisas. Primeiro, a humildade deste homem que, apesar da sua assinalável obra, não se pôs em bicos de pés. Depois, se Pinharanda Gomes se considerava uma decadência da Filosofia portuguesa, (uma vez mais) apesar da sua assinalável obra, podemos apenas imaginar o que está ainda por descobrir desta corrente, que, apesar de se intitular nacional, tem traços de grande universalidade (isso o sabemos).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Assim, vejo-me obrigado a concordar com Pinharanda Gomes, considerando-o a ele, assim como a outros que pude referir supra, já uma geração decadente (apesar do brilhantismo que reconheço em cada um deles), não só da Filosofia, mas também do meio espiritualista e, até, iniciático, que foi o meio que conheci melhor nestas duas primeiras décadas do século XXI.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas, não querendo nem podendo generalizar, vale a pena assinalar que a decadência tem vindo a ser transversal, e perpassa vários meios e artes, como a literatura, por exemplo - ao lermos um Luiz Pacheco, ficamos com a clara ideia de como o nosso meio intelectual e literário hodierno é hoje, em comparação, muito mais desinteressante e &quot;asséptico&quot;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Claro que não é em tudo que temos vindo a decair. Arrisco-me a dizer que nunca vivemos (alguns de nós) no meio de tanto conforto (a vários níveis), e, a nível tecnológico, tem havido avanços que nos têm facilitado a vida em muitos aspectos. Nem tudo está a correr mal...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas, naquilo que é de natureza menos efémera (vamos dizê-lo assim), como as espiritualidades, as artes, a literatura, a filosofia, aí apresentamos sinais de grande ou total decadência, sem que se vislumbrem tendências de quebra nesse sentido descendente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Diria mesmo, para terminar, que, nesta fase tão particular que estamos a atravessar, nos encontramos em verdadeiro período de &lt;b&gt;pós-decadência&lt;/b&gt;. O que virá de futuro, a Deus pertence. Mas será melhor. Só pode.&lt;/p&gt;</description><link>http://somuchdeeperthan.blogspot.com/2020/09/pos-decadencia.html</link><author>noreply@blogger.com (Luís Daehnhardt)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6940797010167123801.post-8733825989262450696</guid><pubDate>Wed, 23 Sep 2020 14:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2020-09-24T19:09:20.179+01:00</atom:updated><title>Soberania</title><description>&lt;p&gt;Pode-se aferir o grau de soberania de um país pela resposta que cada um pôde dar a esta &#39;falsa&#39; pandemia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Muito se falou da Suécia, mas, na verdade, este país evitou o Estado de Emergência (e consequente confinamento) pela circunstância de que só o pode declarar [o Estado de Emergência] em período de guerra.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em todo o caso, o que estamos a passar é muito parecido com uma guerra, em especial para aqueles que nos querem cada vez mais obedientes.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em particular, na última vintena de anos, a par da suposta luta contra essa entidade abstracta que é o terrorismo, as (também supostas) várias pandemias têm sido uma ferramenta muito eficaz para deixar-nos com medo e, logo, mais disponíveis para abdicar das nossas liberdades (muitas delas conquistadas depois de muito sangue derramado) em nome da &quot;segurança&quot;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ora, o que sabemos desta vida é que &quot;segurança&quot; é algo com que podemos contar pouco.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas, voltando ao início, para não entrar em filosofias, vamos falar da (falta de) soberania.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sabemos, não pelos jornais nem pelas televisões, que há países (pelos vistos mais soberanos que o nosso) em que esta pandemia já nem para conversa de café serve. Países onde se vive normalmente, sem máscaras, sem distanciamento físico, e sem números regurgitados acefalamente a abrir telejornais. E o vírus aí também existe, mas decidiu-se dar-lhe a importância que merece, que é aquela que merecem todos os vírus e bactérias (e outros bichinhos miscroscópicos) com que desde sempre convivemos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em Portugal, temos a infelicidade de há muito não sermos um país livre e soberano. Acatamos indicações externas sem grande margem de manobra. Não digo isto como resultado de uma qualquer suposta ideologia que sigo (que é nenhuma), e que me levaria a dizer estas coisas. É facto. É por demais evidente. Achas que não é assim? &#39;tá bem.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ainda há uns dias um Amigo me confidenciava que um eurodeputado lhe dizia que «as pessoas não têm noção da importância do Parlamento Europeu; 80% das leis que nos regem é daí que derivam. Os restantes 20% são leis locais e de pouca monta...».&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E isso seria tudo muito bonito, se as leis pudessem, de facto, servir a todos por igual, sem ter em conta as idiossincrasias de cada país, cada região, cada lugar, cada pessoa. É, também por isto, que defendo, desde há muito, a proximidade, a preocupação que deve existir com cada pessoa e com cada situação particular. Não há conhecimento de algo que sirva a toda a gente por igual; nem vacinas, quanto mais leis.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;É provável que alguns estejam já a pensar que isto é um discurso isolacionista, para além de &quot;negacionista&quot; (entre aspas pois, na verdade, não me lembro de alguma vez ter dito que o vírus não existe), mas isso já sabiam.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Descanso-vos ao dizer que, por mim, acabava-se já com todas as fronteiras, tenham estas muros ou não. Ou seja, ao identificar a falta de soberania do nosso país, não estou a defender (apesar de que, nestes tempos, como vimos, até podia dar um certo jeito - daí ter falado em &quot;infelicidade&quot;). Na verdade, para mim, só deve existir uma soberania, que é aquela que cada um exerce sobre si mesmo (com tudo o que isso verdadeiramente implica). Mas isto digo eu, que sou parvo.&lt;/p&gt;</description><link>http://somuchdeeperthan.blogspot.com/2020/09/soberania.html</link><author>noreply@blogger.com (Luís Daehnhardt)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6940797010167123801.post-3201816177282511496</guid><pubDate>Fri, 11 Sep 2020 16:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2020-09-24T17:05:20.162+01:00</atom:updated><title>Diversão (e a falta dela)</title><description>&lt;p&gt;Há dias, a caminho de casa (depois de ter estado na casa de um amigo, com outros dois amigos, a rir e a conversar), numa quinta-feira, dei conta de todo um terceiro andar, com as janelas abertas, de onde emanava música e vozes altas e animadas. Seriam onze e meia da noite.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quando cheguei a casa, semelhante cenário: vozes e música, ambos em alto volume, não cheguei a perceber de onde.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A minha vizinha do rés-do-chão, no seu magnífico pátio ajardinado, recebe as amigas e amigos quase dia sim, dia sim.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A primeira reacção que tenho é de satisfação. Fico feliz por haver quem não hipoteque os seus momentos de diversão por causa de uma hipótese remota de apanhar uma constipação, nestes tempos ainda quentes (mais remota ainda é hipótese de morrer dessa constipação, mas isso é outro assunto).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No entanto, tenho receio que isto não dure.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Se os bares e discotecas continuam fechados, e os que não estão fechados tiveram de fazer adaptações e já não são bares e discotecas, então há que ser criativo, para poder, como se diz em inglês, &lt;i&gt;blow off some steam&lt;/i&gt;, o que não deixará de ser profundamente terapêutico nos dias que correm.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em Lisboa sempre se tolerou bastante o barulho feito pelos vizinhos, mas parece-me que se continuar a haver um sem número de festas privadas, espalhado por um sem número de prédios que, por vezes, têm pouca resistência acústica (esta expressão existe?), não vejo que isto venha a ter bom resultado. Os vizinhos, que de início até foram capazes de tolerar a situação e foram compreensivos, começarão a deixar de achar piada a não conseguir adormecer, e o passo seguinte será chamar as &quot;autoridades&quot;, se não forem primeiro oferecer porrada, simpaticamente, é claro.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Já é, de facto, ilegal o ajuntamento de pessoas, à boa maneira fascista, e é um instante até deixar de ser tolerado pelo vizinho.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mais. Se os bares e discotecas não eram por todos frequentados, pelo menos era sabido que existiam e que, se quiséssemos, ali estavam à nossa disposição. Só isto, era já o suficiente para nos serenar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para outros, uma ida ou duas por semana, ao bar ou ao café, era também já o suficiente para arejar a cabeça.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nada disto é hoje possível, ou seja, não é possível libertar o stress de forma &quot;saudável&quot;, com uma saída ou outra, e há então lugar à realização de festas privadas, a terem lugar em locais não preparados para o efeito, e onde haverá também lugar a abusos, pois a tensão acumulada é muita, mesmo muita...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Caminhamos para um futuro onde não se perspectiva o lugar para a diversão: casa - trabalho - casa. E em casa, pensas no trabalho, claro, sem teres grande forma de escape.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;*&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Lembro-me de em tempos ter ouvido contar a seguinte história: numa fábrica chinesa perguntaram a um funcionário, cujo trabalho era o repetir de um gesto específico (qual o gesto, não interessa), o que é que lhe passava pela cabeça naquelas horas em que laborava. O ocidental haveria de esperar que o chinês respondesse que pensava nas férias, no fim de semana, ou na família, algo do género. A resposta do chinês foi: penso em como é que vou conseguir fazer o que estou a fazer ainda mais rápido...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;É isto que o Império inveja. Trabalhadores que só pensem no trabalho. O Império inveja o capitalismo musculado que a China hoje apresenta.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ora a China, neste aspecto, como em muitos outros, não pode ser, de todo, invejável, apesar de ter uma história e tradições riquíssimas, que vale a pena conhecer.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas, para além disso, está em grande ebulição e o povo, com as suas pressões, já muito tem vindo a conquistar. Sendo já a maior potência económica mundial (apesar de não aparecer ainda como tal no &quot;papel&quot;), está em vias de se tornar um dos países mais fascinantes num futuro não muito distante. Sabemos todos que os países mais desenvolvidos em termos tecnológicos (em termos humanos, ainda há muito a fazer) estão praticamente todos no Oriente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Entretanto, é tempo de o Império entender que teve o seu tempo, mas que chegou a hora de findar (enquanto Império). Os sinais de que isto está a acontecer, perante os nossos olhares ainda descrentes, são muitos e claríssimos. Infelizmente, para muitos, parece-me que não irá findar sem um enormíssimo estrondo. Era preferível que assim não fosse, mas enfim...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nós, com todo o respeito que nos merece a China e o povo chinês, não queremos um mundo em que só nos é permitido pensar no trabalho (e atenção que nem a China quer isso para nós; nunca nos deu tais sinais). Quem o quer é o Império, sempre o quis, e agora mostra-o claramente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas nós queremos um pouco mais do que somente trabalhar, trabalhar, trabalhar (apesar de o trabalho não ter de ser necessariamente algo que nos incomoda, que nos chateia, que nos mói o juízo; não o devia ser de todo).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Assim, julgo que é justo considerar que, colectivamente, para além de um trabalho que nos satisfaça, queremos ter tempo para nós, para os nossos gostos pessoais, para a família, para os amigos, para a Vida. E queremos, acima de tudo, que nos deixem estar sossegados, que não nos fodam a cabeça, foda-se.&lt;/p&gt;</description><link>http://somuchdeeperthan.blogspot.com/2020/09/diversao-e-falta-dela.html</link><author>noreply@blogger.com (Luís Daehnhardt)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6940797010167123801.post-1083670358718318964</guid><pubDate>Wed, 09 Sep 2020 10:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2020-09-09T11:03:48.211+01:00</atom:updated><title>Pedantismo</title><description>&lt;p&gt;Por vezes dou por mim a ter pensamentos pedantes. Quando estou, por exemplo, a ler um texto de Paulo Borges sobre o &quot;Tratado da Negação&quot; de Raphael Baldaya, dou por mim a pensar que... bom a pensar que sou o maior, o mais inteligente, por ver mais à frente, mais longe... A ler um texto de outra pessoa, sobre uma personagem pessoana, e eu é que sou o maior... Enfim, julgo que é a isto que se pode chamar de &quot;Ilusões de Grandeza&quot;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Acontece-me algo parecido quando não me deixo levar pela narrativa oficial, no que à covid diz respeito. Sinto-me mais (d)esperto do que os demais, aqueles que ainda não conseguiram sair do remoinho de informação e contra-informação sobre o assunto.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Isto seria preocupante se não desse conta do pedantismo destes pensamentos...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;É certo que pode haver lugar a uma satisfação pessoal por estar a ler um texto mesmo ao nosso gosto, por exemplo, ou ainda, para aqueles que têm talentos vários, a cantar, a tocar um instrumento, a criar uma peça de arte, etc. Digo, por vezes, que ser arrogante não é um problema, desde que tenhas algo sobre o que arrogar, isto é, desde que sejas verdadeiramente bom nessa(s) actividade(s).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não é o meu caso; não tenho talentos. Não me posso dar ao luxo de ser arrogante.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Assim, é importante ter consciência deste pedantismo assinalado supra, para que o não deixe transparecer em palavras e, muito menos, em acções. Não é fácil. Falho muito, mas cada vez menos, espero.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Infelizmente, não sou único a falhar; é comportamento que vejo por aí amiúde. Digladiam-se egos como quem mede pilas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As redes sociais são prodigiosas para o aparecimento de comportamentos pedantes e arrogantes, como todos sabemos. Quantas são as discussões que levámos para lá do razoável, só para fazer valer o nosso ponto de vista? Demasiadas, arrisco-me a dizer.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Podia terminar este breve texto com um qualquer moralismo, do género, &quot;procura não ser pedante e/ou arrogante&quot;, mas, na verdade, estes textos servem mais a um escape, a um organizar de ideias... As únicas sugestões que podem por aqui aparecer, explicita ou implicitamente, são aquelas que faço a mim mesmo.&lt;/p&gt;</description><link>http://somuchdeeperthan.blogspot.com/2020/09/pedantismo.html</link><author>noreply@blogger.com (Luís Daehnhardt)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6940797010167123801.post-3013112572937751293</guid><pubDate>Wed, 02 Sep 2020 18:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2020-09-02T19:21:28.282+01:00</atom:updated><title>Do Cinismo</title><description>&lt;p&gt;Há, de facto, algumas desvantagens em não estar no Facebook. É um veículo poderoso de informação, mas essencialmente servia (a mim, em particular) para ir apreciando as diatribes de alguns amigos, conhecidos, e alguns desconhecidos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Entretanto, em Janeiro / Fevereiro deste ano, tudo mudou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A pandemia impôs-se nas nossas vidas de forma que nenhum de nós poderia prever, e passou a ser o assunto dominante, tanto nas nossas conversas como nas nossas publicações digitais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E, aí, tudo descambou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nos primeiros tempos, optei pelo silêncio, dando a conhecer, discretamente, as minhas ideias sobre o assunto, até que não pude mais manter a compostura e tive de fazer dois ou três posts mais ou menos inflamados sobre o assunto. Sei que nesse momento cavei fundas trincheiras, nas quais me mantenho até à data, e das quais sairia com gosto, se visse que tinha estado equivocado nas acepções que fiz.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não me orgulho de ter escavado essas trincheiras. Procurei sempre não o estar a fazer, ou seja, procurei ter uma atitude racional, que não estivesse refém de qualquer ideologia ou ideia política, por exemplo. Não consegui.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas lembro-me de um amigo ter feito o seu primeiro post no Facebook sobre o assunto (é pessoa de andar mais pelo Twitter), e de esse post ser completa e totalmente ideológico. Nem se preocupou em escondê-lo. Como nos lembrava Terence Mckenna, &quot;a Ideologia é um insulto ao livre pensamento&quot;. Ou seja, para ele o cavar das trincheiras é algo que faz conscientemente (parece-me), e não uma infeliz consequência. É um exemplo, mas que, infelizmente, é quase norma.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E foi, então, dessa normalidade(!) que quis fugir quando deixei de ter presença no Facebook.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Antes porém, recordo-me de acordar e fazer o que infelizmente quase todos fazemos, que é pegar no telemóvel, ver as notificações, e-mails, cenas e, depois, dar um olho nas redes sociais. Dei por mim a reagir a posts (que sem dúvida mereciam a reacção), e depois ficar nas próximas horas a matutar nisso, mal disposto. Decidi que não queria isto para mim, e lá me fui embora.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Das muitas vantagens que existem em não estar no Facebook, a paz de espírito que se obtém destaca-se, claramente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As redes sociais são uma ferramenta poderosa e útil, sem dúvida, mas, se não cuidarmos, podem tornar-nos (ainda mais) cínicos, e eu há anos que ando a fugir disso.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quero continuar a manter uma saudável dose de romantismo na minha vida - ainda não o consegui, mas julgo que para lá caminho. Se para isso tiver de continuar fora do Facebook, que assim seja.&lt;/p&gt;</description><link>http://somuchdeeperthan.blogspot.com/2020/09/do-cinismo.html</link><author>noreply@blogger.com (Luís Daehnhardt)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6940797010167123801.post-986551683404715652</guid><pubDate>Tue, 11 Aug 2020 10:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2020-08-11T11:31:26.538+01:00</atom:updated><title>De extremismos</title><description>&lt;p&gt;Esta manhã tive a triste ideia de ir ao &lt;i&gt;twitter&lt;/i&gt; de um velho conhecido, na vã esperança de o encontrar com uma maior abertura de espírito, visto que tem estado refém das ideias parvas que nos têm norteado nestes últimos meses.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não só se mantém fiel à narrativa absurda, como até encontrou formas de agudizar as suas ideias.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com o comportamento carneiro que tem apresentado ao longo dos anos, acabou por apanhar uma nova onda que por aí anda: a ideia de que aqueles que tendem a embrenhar-se em teorias da conspiração são mais propensos a extremismos. Isto dito por pessoas que, elas sim, estão a mostrar um comportamento extremista. Complicado? Talvez não.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas antes, numa atitude que pode vir a ser rotulada de arrogante ou egóica (mas que se lixe), vamos falar de um teórico da conspiração e dos seus comportamentos extremistas: &lt;i&gt;yours truly&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Desde que me lembro de começar a pensar pela minha cabeça que procuro explicações alternativas de eventos históricos e contemporâneos. Pode uma coisa ter ou não a ver com a outra, mas o que tenho vindo a fazer, essencialmente, nos tempos ditos &quot;livres&quot;, não me parece que possa ser rotulado de extremista. Vejamos. Fui responsável, ao longo de 5 anos, pela edição de um periódico (Lusophia) de distribuição gratuita, cujo mote era procurar uma visão positiva em relação à vida, através da espiritualidade e da cultura. Romantismo? Sim, claramente. Estive também envolvido, ao longo de vários anos, em agremiações que procuram uma visão espiritualista em relação à vida, promovendo, por exemplo, práticas da meditação, a par de actividades ligadas à solidariedade, com ajuda a inúmeras pessoas e associações. Outro comportamento extremista que apresentei, e que estou a referir publicamente pela primeira vez, foi ter feito voluntariado no Banco Alimentar contra a Fome durante vários meses. Enfim, tudo actividades que podem ser facilmente rotuladas de extremismos...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para alguns dos meus conhecidos que apanharam esta onda - a de andar a descredibilizar (&lt;i&gt;to say the least&lt;/i&gt;) os teóricos da conspiração -, parece-me que será inevitável que se lembrem de mim quando o fazem. Serei, talvez, a única pessoa que conheceram pessoalmente que apresentou tais comportamentos. E, mesmo assim, não deixam de fazer generalizações, sobre pessoas que, na verdade, não conhecem.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em todo o caso, nem é tanto essa generalização que me entristece. Todos fazemos generalizações, em maior ou menor grau. O que me entristece é o discurso mais aprofundado (e, esse sim, extremista) sobre esta questão, no qual se sugere que os teóricos da conspiração sejam &quot;responsabilizados&quot; pelo seu comportamento.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Estamos a assistir a um ataque sem precedentes àqueles que pensam diferente, rotulando-os, no mínimo, de pessoas com &quot;défice cognitivo&quot;, para, numa atitude mais extremista, como aquela a que assisti e que estou agora a fazer referência, considerar essas mesmas pessoas como sendo perigosos criminosos. Um ataque perpetrado, tristemente, pel&#39;aqueles que se apresentam como bastiões da liberdade e defensores das minorias e das diferenças...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Lamento desapontá-los, mas o que tem dado origem a comportamentos extremistas é o próprio sistema que tanto defendem. E, se não arrepiarmos caminho, só terá tendências a piorar. Continuar a apoiar as indicações sem sentido de organizações mundialistas, que só continuarão a trazer fome e miséria, isso sim, é o que aumentará o número de extremistas, pois que serão cada vez mais as pessoas descontentes num futuro muito próximo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os que deviam ser responsabilizados pelas suas atitudes são aqueles que ora estão a cometer um grave crime contra a humanidade, perpetuando medidas que têm vindo a arrasar as vidas de muitas pessoas e famílias por esse Mundo fora. Mas esses, infelizmente, nunca serão responsabilizados. Quando o tempo vier, irão, muito naturalmente, (re)virar a casaca, ou sair de cena, de fininho.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na altura, procurarei ter a atitude extremista de lhes perdoar a ofensa. Mas não faço promessas.&lt;/p&gt;</description><link>http://somuchdeeperthan.blogspot.com/2020/08/de-extremismos.html</link><author>noreply@blogger.com (Luís Daehnhardt)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6940797010167123801.post-3799515339456688580</guid><pubDate>Fri, 07 Aug 2020 09:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2020-08-23T09:25:54.772+01:00</atom:updated><title>Neutralidade</title><description>&lt;p&gt;Diz-nos Dante Alighieri que «no Inferno, os lugares mais quentes são reservados para aqueles que se mantiveram neutros em tempos de crise».&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Parece-me que esta ideia tem vindo a ser explorada em demasia, servindo para nos manter divididos, muitas vezes entre duas mentiras.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Julgo que será conveniente entender a diferença entre neutralidade e independência. E, já agora, perceber o que são tempos de crise.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Estamos, claramente, em tempos de crise, que não se resumem à pandemia. Mesmo eu, que sempre escolho a neutralidade ou, melhor dizendo, a independência, não consegui manter o silêncio face a esta situação.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No entanto, em tantas outras questões, mantenho-me afastado de polémicas, dicotomias, discussões estéreis, que a nada nos levam, que não à divisão e ao afastamento.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não estou a dizer &quot;faz como eu. Eu é que sei...&quot;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No entanto, parece-me evidente que muitas das dicotomias sobre as quais somos &quot;chamados&quot; a tomar uma posição não passam de uma escolha entre uma mentira e outra, como disse acima. Nestes casos, é preferível ser independente, ainda que nos queiram enviar para os lugares mais quentes do Inferno.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Claro que a independência tem, desde sempre, um preço muito elevado. Um preço que muitos não estão dispostos a pagar. E, assim, refugiam-se em ideologias, partidos, agremiações, clubismos, que lhes &quot;dizem&quot; o que pensar e quando pensar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Um caminho pela via do meio, independente, será mais difícil e solitário mas, paradoxalmente, é aquele que nos deixará mais próximos do outro e, o que é mais importante, de nós mesmos.&lt;/p&gt;</description><link>http://somuchdeeperthan.blogspot.com/2020/08/neutralidade.html</link><author>noreply@blogger.com (Luís Daehnhardt)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6940797010167123801.post-909933103072329702</guid><pubDate>Sat, 01 Aug 2020 11:57:00 +0000</pubDate><atom:updated>2020-09-24T19:19:48.069+01:00</atom:updated><title>Boa vontade</title><description>Por vezes é difícil manter o ânimo perante o cenário a que assistimos diariamente.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Parece-me que cada vez se vêem mais pessoas com máscara na rua. Uma vez que sou completamente parvo, sei que muitas das pessoas usam máscaras como gesto de absoluta boa vontade e nem tanto por medo de apanhar a doença. Isto é, fazem-no para não serem agentes da infecção; para que não infectem terceiros, sejam familiares, amigos ou simplesmente outros transeuntes; para que não se &quot;entupam&quot; os hospitais com um número alargado de doentes; etc.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E isto deixa-me, por vezes, muito desanimado. Não com a atitude benévola de grande parte das pessoas, mas sim com o aproveitamento dessa mesma atitude por parte daqueles que nos querem sob o seu jugo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas quem são esses?, perguntas tu (se é que não sabes já).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A elite dominante é composta de gente que se mantém nos bastidores, mas que não deixa de ter os seus &quot;testas de ferro&quot;. Nesta plandemia, aparece-nos Bill Gates e a sua &quot;filantrópica&quot; fundação.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Desde há alguns anos a esta parte, além de nos dizer que, pela vacinação, poderemos vir a conseguir reduzir a população mundial em 10 a 15%(!), tem vindo a &quot;alertar&quot; a Humanidade para a possibilidade do aparecimento espontâneo ou planeado (sim, ele disse isto) de um vírus respiratório que poderia ser responsável pela morte de 10 a 30 milhões de pessoas, em apenas um ano. A suposta preocupação do Sr. Gates seria a generalizada impreparação dos Estados para tal evento.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estudos foram feitos. O país mais bem preparado para um evento deste género era os EUA. Está à vista a qualidade do estudo...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas, mesmo assim, há ainda quem dê ouvidos a este sr., nomeadamente a organização para a qual a sua fundação é o maior contribuidor: a OMS.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Agora, depois de se verificar o que o nosso benemérito já nos havia avisado que viria a acontecer, eis que surge quase como que um novo &quot;salvador&quot; da Humanidade, com a &quot;sugestão&quot; de que só poderemos voltar à &quot;normalidade&quot; depois de aparecer uma vacina, e que esta deverá ser administrada a todas as pessoas do Mundo. O nosso querido filantropo tem participações em todos os laboratórios que estão a desenvolver a vacina. Este sr. é mesmo um exemplo de desinteresse, desapego, filantropia, entrega, amor ao próximo, algo que nos deve deixar profundamente comovidos (é preciso que se note a ironia). Qualquer pesquisa sobre este sr. revelará o profundo desprezo que a sociedade em geral lhe votava nos finais do século passado, a par dos problemas que teve com a justiça norte-americana. Mas, enfim...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Podemos dar de barato que o aparecimento, espontâneo ou não, deste novo coronavírus veio desencadear, de facto, uma pandemia, apesar de haver ainda muitos países que não foram minimamente afectados. Mas, já que, na generalidade, os Estados há muito que deixaram de se poder dizer soberanos, está verdadeiramente nas nossas mãos fazer a diferença. Então, há que dizer, &quot;está bem, julgou-se que podia vir aí um vírus muito mortífero. Tomaram-se medidas, fizeram-se cedências, parámos as nossas vidas. Mas, felizmente, verificou-se que o vírus não é assim tão grave como poderia ser. Vamos voltar às nossas vidas e ter o cuidado que devemos ter com quaisquer outras questões de saúde&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É facto que, na Europa, já não se pode falar de epidemia. O único país que apresentou, no últimos dias, um elevado número de mortes face à média anual para a época, foi, precisamente, Portugal, provavelmente devido à onda de calor que nos assolou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As vozes dissonantes existem desde há muito. Algumas surgiram logo em Abril e até antes. Só irão aumentar, pois é o que, neste momento, faz sentido.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A minha voz foi dissonante desde a primeira hora, mas podia ter estado enganado e, de facto, poderia vir a morrer muita gente; os tais milhões que o nosso amoroso benfeitor havia profetizado. Tal não aconteceu e parece-me que a probabilidade de vir a acontecer, devido à Covid-19, é muito diminuta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A minha voz foi dissonante desde a primeira hora pois o método de imposição de medo parecia-me o mesmo usado em circunstâncias semelhantes, como foram as pandemias que já haviam existido, e que foram largamente exageradas (apesar de algumas terem tido um número elevado de mortes a lamentar). Veja-se o caso da gripe das aves, que não passou de um surto que não atingiu dimensão global, isto é, não foi uma pandemia (mas que, para agora, vai servir de exemplo), o que não impediu o nosso governo de antanho, naturalmente muito bem aconselhado por certa e determinada organização internacional supra citada, de gastar 22,5 milhões de euros em vacinas Oseltamivir, mais conhecidas por Tamiflu. Em 2018, foram gastos 6 mil euros para incinerar praticamente a totalidade deste, então (em 2005), absolutamente imprescindível medicamento para que não morrêssemos todos(!).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas, e é isso que vou propondo, mesmo não aceitando que existe um plano para nos manter com medo e, dessa forma, menos propensos a ideias e ideais de Liberdade, parece-me que será justo começar a olhar para toda esta questão com outros olhos...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E queremos mais do que &quot;voltar à normalidade&quot;. Queremos que organizações de intenções duvidosas não possam ter o poder de nos condicionar, para servir os seus interesses perversos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Já chega de tanto medo, tanta miséria que se adivinha que está a caminho, de tanta guerra sem sentido, tanta fome, tanta miséria (já tinha dito?), que servem apenas o interesse de muito poucos. Queremos um Mundo mais livre, mais solidário, mais equilibrado, com abundância para todos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Este não é o melhor Mundo que podemos criar. Não é. A boa vontade demonstrada pelas pessoas face a esta pandemia mostra-nos que é possível um Mundo melhor.&lt;/div&gt;</description><link>http://somuchdeeperthan.blogspot.com/2020/08/boa-vontade.html</link><author>noreply@blogger.com (Luís Daehnhardt)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6940797010167123801.post-429750860808293460</guid><pubDate>Thu, 30 Jul 2020 12:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2020-09-24T19:24:57.588+01:00</atom:updated><title>Tik Tok</title><description>Aqui há uns meses, em comentário a post (meu) do Facebook, um Amigo dizia que era importante (para não dizer imperativo) que as pessoas deixassem &quot;o caralho do Tik Tok&quot;. Não concordo na totalidade.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É claro que o Tik Tok é alienante. Mas também o são tantas outras coisas. Aliás, julgo que é imprescindível um certo grau de alienação para nos mantermos sãos neste Mundo. Mas isto seria outro assunto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que me parece importante, neste momento, e talvez sempre, é que aquelas pessoas que estão sempre muito disponíveis para se fazerem ouvir através de um sem número de meios que ora temos à nossa disposição, através das redes sociais, procurassem informar-se cabalmente, antes de andarem a fazer, literalmente, o trabalho do inimigo. Sim, o trabalho do inimigo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não é possível continuar a acreditar na narrativa imposta à volta desta suposta pandemia sem um elevado grau de palermice. É preciso ser muito palerma para acreditar na preocupação que a OMS, de repente, passou a ter com a nossa saúde, perante um caso de pandemia completamente comum, sem número de mortes acima&amp;nbsp;de outros casos similares.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que alguém que passe o dia no Tik Tok aceite essa narrativa, parece-me normal e aceitável; é um palerma. Outras pessoas que se dizem informadas, compram e lêem jornais, lêem e escrevem em blogues, passam o dia a fazer tweets inflamados, isso [aceitarem a narrativa] já me deixa perplexo e, para além disso, muito triste.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Percebo que uma pessoa que se considere inteligente tenha dificuldade em aceitar, como fez o &lt;a href=&quot;https://www.facebook.com/diogo.cabrita.50&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Dr. Diogo Cabrita&lt;/a&gt;, por exemplo, que anda a ser enganada há décadas. A sua inteligência diz-lhe que tal não é possível. &quot;A mim não me enganam&quot;, costuma dizer, orgulhosamente. Mas, infelizmente, acontece, ou melhor, está a acontecer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Somos enganados constantemente. E numa série ampla de assuntos. E, em particular, nesta plandemia, ou palermia, ou como lhe queiram chamar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E há ainda algo mais que me deixa triste, muito triste. Notícias (das poucos que não consigo evitar ver) que dizem o seguinte: &quot;Esta pandemia já foi responsável por...&quot;. Não, meus amigos, não foi a pandemia que foi responsável. Foram os governos &quot;não soberanos&quot; (vamos chamar-lhes assim), como são quase todos pelo Mundo inteiro, vergados a imposições centralizadas em organizações (nada independentes) como a OMS; foram os governos, dizia, os responsáveis, com as medidas que impuseram, pelo que está e vai continuar a acontecer, a saber: desemprego, falência, dependência do Estado e de substâncias diversas (álcool, drogas), depressões, desespero, miséria, suicídios, e mais, que é o que nos espera, se não atalharmos caminho de imediato.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por isso, a ti que me conheces bem, e mesmo a outros que possam chegar a esta mensagem, peço que, primeira e humildemente reconheças que, como todos os outros, foste enganado (penso que os sucessivos governos têm sido prolixos em enganos, não?). Depois, procura não reagir intempestivamente. Com serenidade, procura elucidar-te sobre o que se passa, por exemplo, em termos macro-económicos no Mundo. É aí que a luta se está a travar e nós somos apenas danos colaterais. Para os que mandam, pouco importa a tua vida. És apenas mais um número nas estatísticas. És tu quem tem de se cuidar e dos que te são próximos. Claro que queres ter saúde. Mas a quantas constipações é que já sobreviveste?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Luta pela tua liberdade e pela dos outros.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não, não estás a salvar ninguém, nem a ti mesmo, com o uso da máscara. Teres ficado em casa, a ninguém salvou, lamento dizê-lo. As pessoas morrem. Muitas. Todos os dias. É a única certeza que temos na vida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Algumas, poucas, vão morrer&amp;nbsp;&lt;b&gt;com&lt;/b&gt;&amp;nbsp;Covid-19.&amp;nbsp;&lt;b&gt;De&lt;/b&gt;&amp;nbsp;Covid-19, muito, mas mesmo muito poucas. A taxa de sobrevivência ronda os 100%. Felizmente. Podia não ser assim, mas é.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Desperta. Vive o Presente. Assume-te senhor de ti mesmo.&lt;/div&gt;</description><link>http://somuchdeeperthan.blogspot.com/2020/07/tik-tok.html</link><author>noreply@blogger.com (Luís Daehnhardt)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6940797010167123801.post-1979224329137953782</guid><pubDate>Tue, 21 Jul 2020 14:23:00 +0000</pubDate><atom:updated>2020-08-11T11:30:58.743+01:00</atom:updated><title>Uma década</title><description>Daqui por uma década vais estar, todo lampeiro, a falar do embuste que foi o coronavírus de 2020.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vais dizer, &quot;de início ainda me enganaram, mas depois comecei a ver que era muita coisa que não fazia sentido&quot;. Eu vou ficar à distância, a sorrir, e a fingir que não me lembro da tua postura actual, quando falas daqueles que se opõem à narrativa como sendo &lt;i&gt;trumpistas&lt;/i&gt; ou lá como é que lhes chamas...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lembro-te agora, pois daqui a uma década não te vou fazer passar essa vergonha, que também &lt;b&gt;não tinhas dúvidas&lt;/b&gt; de que tinha sido o Bin Laden a derrubar as Torres Gémeas, e de que era preciso invadir o Iraque, que estava a preparar armas de destruição maciça, pelas mãos do agora defunto Saddam Hussein.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O malandro do Kadafi, também era imperativo que nos livrássemos dele (a outra até se riu em gargalhada, no dia em que aconteceu...), para dar continuidade a esse movimento tão lindo (note-se a ironia) que foi a Primavera Árabe. Ah, e o Assad, esse ainda não caiu... outro grande malandro. A Europa está cheia (#not) de imigrantes sírios e líbios, que fugiam a sete pés desses ditadores malvados, legitimamente eleitos. E a Venezuela, ui a Venezuela, o que dizer da Venezuela... Enfim. E isto é só a rama, para não nos alongarmos e referir outros casos... infelizmente, há muitos exemplos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Andamos há décadas a ser enganados pelos mesmos de sempre e decidimos continuar a aceitar uma narrativa absurda, sem sentido. Até quando?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas, talvez estejamos cá para ver esse dia, daqui por uma década (talvez menos), onde dirás com a mesma forma arrogante com que agora me/nos destratas, que &quot;a mim só me enganaram ao princípio, mas depois topei-os bem. Que grande e perversa falácia que foi a cena do coronavírus&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cá estarei para acenar afirmativamente e calar o que me vai dentro (como tenho feito quase sempre).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na altura, espero que exista, para mim e para ti, um Mundo mais livre, feliz, solidário, humano do que aquele que temos hoje.&lt;/div&gt;</description><link>http://somuchdeeperthan.blogspot.com/2020/07/uma-decada.html</link><author>noreply@blogger.com (Luís Daehnhardt)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6940797010167123801.post-6055469273676890692</guid><pubDate>Wed, 15 Jul 2020 14:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2020-07-15T15:22:00.303+01:00</atom:updated><title>Pensar de mais</title><description>Felizmente, parece-me que é coisa que consegui ultrapassar.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cheguei a referi-lo aos mais próximos. Andava preocupado em demasia. Dava por mim a pensar, e a pensar, e a pensar ainda mais. E, como diz a minha mãe, &quot;o que é de mais é como o que é de menos&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não dei conta de ter feito um esforço particular para que conseguisse ultrapassar essa fase mas, porventura, o facto de estar consciente de que o fazia [pensar em demasia], talvez tenha sido o suficiente para que deixasse de o fazer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pensar demasiado é, de facto, um problema. Mesmo que esse pensar muitas vezes nem esteja directamente relacionado com preocupações mundanas. Muitas vezes o meu &lt;i&gt;overthinking&lt;/i&gt;&amp;nbsp;prendia-se com temas que eu considero profundos (podem não ser). Mas, mesmo nessa circunstância, pensar em demasia é, como disse, um problema.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tenho para mim que a nossa mente responde ao &quot;exercício de pensar&quot; como um músculo responde ao exercício físico. Quanto mais for estimulado o músculo, mais crescerá. Mas, como todos sabemos, o repouso é essencial em qualquer actividade física. Também o é na actividade intelectual.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por outro lado, também sabemos os malefícios a que nos leva o sedentarismo ou a falta de actividade física. O mesmo acontece com a actividade mental - se não houver estímulo, atrofia, esmorece, pode chegar mesmo a apagar-se.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Assim, como em todas as coisas, o equilíbrio é fundamental. Então, como diz a minha mãe, &quot;o que é de mais é como o que é de menos&quot;, que é como quem diz, &quot;no meio é que está a virtude&quot;. Verdades simples, como o são todas.&lt;/div&gt;</description><link>http://somuchdeeperthan.blogspot.com/2020/07/pensar-de-mais.html</link><author>noreply@blogger.com (Luís Daehnhardt)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6940797010167123801.post-6823039047249896974</guid><pubDate>Wed, 08 Jul 2020 17:22:00 +0000</pubDate><atom:updated>2020-07-31T09:18:32.678+01:00</atom:updated><title>Não é do vírus que eu tenho medo</title><description>Tenho medo de outras coisas.&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por um lado, tenho medo daquilo que pode estar ainda a ser preparado. Por outro, não consigo calcular o tamanho da cratera que a queda do Império poderá vir a criar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ainda, tenho medo da dimensão do hiato que está a ser criado entre nós e o outro. Eu já perdi contacto com alguns amigos neste entretanto, e tu? É certo que também me aproximei de outros que haviam estado mais afastados, quase como compensação cósmica, mas...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E há ainda outros receios...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ontem, na rua, a caminho das compras, vi uma senhora a não calar a sua indignação perante um senhor, com mais idade, que ia sem máscara. Na rua, volto a dizer. Não se lhe dirigiu directamente, mas começou a dizer, para uma outra transeunte, algo do género: «com esta idade e sem máscara... assim não vai dar... como é que se vai parar com as mortes?...», e coisas deste calibre, que o resto já não ouvi, pois afastei-me com passo ligeiro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas, mesmo com a ligeireza do passo, estive quase a perder o controlo. Se o tivesse feito, só me iria aborrecer, e a senhora continuaria firme nas suas ideias que, pela falta de respeito que demonstrou, só podem ser tacanhas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Este evento, aqui brevemente relatado, é ilustrativo do que tenho vindo, aqui e ali, a assistir (e eu saio pouco). E é por isto que tenho algum receio de que, mais do que nos afastarmos, nos comecemos a atacar mutuamente, de formas cada vez mais acentuadas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Há muito que a discussão sobre a Covid-19 deixou de ser &quot;racional&quot; (se é que alguma vez chegou a ser). Neste momento, é uma questão ideológica e diria até de &quot;contornos religiosos&quot;, pois que radica não em factos, mas em crenças enraizadas (passe a redundância) que, como se sabe, são o que é mais difícil, se não mesmo impossível, de discutir com alguém.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Assim, qualquer conversa/debate/discussão sobre o assunto só poderá resultar em dissabores para os intervenientes, e que, sendo de teor ideológico ou até mesmo &quot;religioso&quot;, como vimos, pode tomar contornos muito, mas mesmo muito desagradáveis.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como tal, é importante refrear os nossos ânimos. Não é fácil, pois é natural que os &quot;nervos estejam à flor da pele&quot;, como sói dizer-se, devido à própria circunstância que a todos implica.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Era importante, também, se m&#39;o deixares sugerir, que logo a montante nos abstivéssemos de fazer julgamentos deste género a que pude assistir (e em geral, vá), mas parece-me que andamos todos a fazer de polícias uns dos outros, nem que seja com um mero olhar discriminatório, quando não mesmo por palavras (como fez a desrespeitosa senhora). Sei do que falo, pois tenho a mania de o fazer, mas digo que é &quot;pedagogia&quot;. Faço-o, por exemplo, na auto-estrada, quando buzino àqueles fulanos que insistem em ir na faixa do meio. É mania que ainda não consegui perder, pois que é coisa que me irrita profundamente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sei, também, que este policiar do outro, na maior parte das vezes, é bem intencionado. Mas é escusado. Primeiro, porque é, como disse, uma falta de respeito. E, depois, porque desta forma continuamos a dar argumentos àqueles que mandam em nós, para que continuem a limitar as nossas cada vez mais restritas liberdades. Fazem-no com o argumento de que não sabemos cuidar de nós - precisamos de ser regulados e orientados, tal como um mero rebanho de ovelhas.&lt;/div&gt;</description><link>http://somuchdeeperthan.blogspot.com/2020/07/nao-e-do-virus-que-eu-tenho-medo.html</link><author>noreply@blogger.com (Luís Daehnhardt)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6940797010167123801.post-2601453464620677337</guid><pubDate>Tue, 07 Jul 2020 14:27:00 +0000</pubDate><atom:updated>2020-07-07T15:30:03.316+01:00</atom:updated><title>É proibido proibir</title><description>Quão longe estamos dos ideais de Liberdade dos anos de 1960?&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quão aquém ficámos dos ideais de Abril de &#39;74?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&quot;É proibido proibir&quot; ou &quot;il est interdit d&#39;interdire&quot;, lema &quot;oficioso&quot; do Maio de &#39;68, serve bem para mostrar o quão longe estamos dessas ideias ditas revolucionárias.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vejo algumas pessoas que, sendo as primeiras a pôr o cravo na lapela a cada comemoração de Abril, são hoje os mais intolerantes à diferença. São, por exemplo, os primeiros a denunciar &lt;i&gt;sites &lt;/i&gt;de &quot;fake news&quot;. E são os primeiros a apontar o dedo a este ou àquele que pense diferente. São os novos bufos do regime.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas denunciar um &lt;i&gt;site &lt;/i&gt;que difunde notícias falsas é bom, é praticamente um dever cívico, dizem alguns de vós de forma inflamada. Eu digo que não e posso explicar porquê.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que te parece que se encerra na ideia de que &quot;é proibido proibir&quot;?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&quot;É proibido proibir&quot; pois acredita-se que, na generalidade, o ser humano tem a capacidade e sabe decidir o que é melhor para si, e é capaz de o fazer sem prejudicar o próximo. Como tal, é inútil proibir.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em traços muito gerais, e de forma simplista (dirão alguns), é o que nos diz o iluminado lema supra citado, de entre outras coisas, claro está - na verdade, é muito mais profundo do que aparenta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas, o que se continua a assistir, em pleno século XXI, é à ânsia desenfreada (de alguns que se encontram em lugares de decisão) em proibir, proibir, proibir; impor, impor, impor; regular, regular, regular.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nestes últimos tempos, isto tem sido muito claro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nas fileiras, ou seja, no nosso meio, até muitas vezes no nosso grupo de amigos, encontramos comportamentos, que poderíamos apelidar de fascistas (ou comunistas, podes escolher), como sejam aqueles que referi acima, por exemplo, o de querer silenciar &lt;i&gt;sites&lt;/i&gt;&amp;nbsp;(é um salto até querer silenciar pessoas, e já o vi a ser alvitrado). E estes&amp;nbsp; surgem, precisa e paradoxalmente, naqueles que se dizem democratas, os mais democratas, os maiores democratas de todos os tempos(!).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não o são assim tanto. Pena que não façam qualquer esforço de auto-análise.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://somuchdeeperthan.blogspot.com/2020/07/e-proibido-proibir.html</link><author>noreply@blogger.com (Luís Daehnhardt)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6940797010167123801.post-688220356947330625</guid><pubDate>Wed, 01 Jul 2020 17:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2020-07-02T16:12:07.703+01:00</atom:updated><title>O fim do Império</title><description>&lt;p style=&quot;line-height: 1.5; text-align: left;&quot;&gt;Confesso que já tinha perdido a esperança de assistir a isto, mas não há que ter dúvidas: o Império definha e terá o seu fim (em breve).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;line-height: 1.5; text-align: left;&quot;&gt;Tenho algum receio, sim, de que não seja tão breve quanto seria desejável.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;line-height: 1.5; text-align: left;&quot;&gt;Como dizia há uns dias um Amigo, estamos a assistir a uma das formas que o Império ainda tem de mostrar o seu poder. É isso que está a acontecer. Mais uma vez, não há que ter dúvidas.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;line-height: 1.5; text-align: left;&quot;&gt;No entanto, não sabemos (apesar de podermos imaginar) que outras formas [de mostrar o seu poder] tem ainda o Império.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;line-height: 1.5; text-align: left;&quot;&gt;Só os mais distraídos é que ainda não deram conta de que, militarmente, tem sofrido uma série de derrotas, algumas mais humilhantes que outras.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;line-height: 1.5; text-align: left;&quot;&gt;A economia, sem o petróleo em preços elevados, não tem forma de se manter.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;line-height: 1.5; text-align: left;&quot;&gt;Assim, sem &quot;vitórias&quot; militares (cujos pressupostos têm vindo cada vez mais a ser postos em causa) e com uma economia a agonizar (pois construída sobre um castelo de cartas, que mais dia menos dia teria de ruir), sobram poucas formas para o exercício do poder.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;line-height: 1.5; text-align: left;&quot;&gt;Aquela a que estamos a assistir, há muito que vinha a ser pensada e planeada. Tem falhas, mas resiste, com a conivência de uma comunidade internacional pejada de interessados em que o Império se mantenha de viva força, pois sem este nada são.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;line-height: 1.5; text-align: left;&quot;&gt;Internamente, o Império convulsa como um doente terminal, que procura combater a morte eminente.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;line-height: 1.5; text-align: left;&quot;&gt;Todos os impérios caem; este não poderia ser excepção.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;line-height: 1.5; text-align: left;&quot;&gt;Contudo, na queda, este Império fará de tudo para a evitar ou, pelo menos, para a atrasar pelo maior tempo que for possível. Irá agarrar-se a tudo o que puder. Levará muitos na sua queda. E é isso que assusta.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;line-height: 1.5; text-align: left;&quot;&gt;Lamento que muitos ainda não tenham dado conta desta queda. Pior, há ainda os que julgam que a existência do Império não passa de um delírio de alguns inconformados. Mas quanto a isso, pouco há fazer: a dissonância cognitiva atinge a generalidade dos seres humanos e, em particular, aqueles que construíram uma auto-imagem demasiadamente rígida, que é como quem diz: têm um ego enorme, enormíssimo. Para azar de todos, é essa gente que alimenta cargos políticos, crónicas jornaleiras, comentários televisivos...&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;line-height: 1.5; text-align: left;&quot;&gt;Mas, voltando ao início, o Império definha e, com este, morrerá muito daquilo que o alimentou: a ganância desmedida, o egoísmo, o medo, a ideia mentirosa de escassez, etc.. Só poderá surgir um mundo mais fraterno, humano, solidário, abundante, colorido, diverso, pacífico, feliz. É isto que o Império tem vindo a atrasar. É bom que finde.&lt;/p&gt;</description><link>http://somuchdeeperthan.blogspot.com/2020/07/o-fim-do-imperio.html</link><author>noreply@blogger.com (Luís Daehnhardt)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6940797010167123801.post-8555573033931919760</guid><pubDate>Thu, 25 Jun 2020 15:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2020-06-25T17:11:35.418+01:00</atom:updated><title>&quot;Discurso circular&quot;</title><description>Tenho 2 ou 3 amigos que apresentam uma característica curiosa e que se prende com o facto de fazerem uso de um &quot;discurso&quot; perfeitamente &quot;circular&quot;, em torno de 2 ou 3 assuntos únicos e, em alguns casos, até menos do que isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um deles, resume o seu discurso a três temas: margem sul, Benfica e José Saramago. Outro, não passa um dia sem apontar o dedo à (e aos de) “direita”. Todo o santo dia… Outro ainda, vem assinalar orgulhosamente, de quando em quando, que está “do lado certo da História”, seja lá o que isso fôr… &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E há mais casos, muitos mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É certo que, se lhes assiná-lo essa característica, é porque em mim também se encontra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É característica que não aprecio, diga-se, pelo que procuro não fazer o mesmo, sabendo que falho muitas vezes, quando regresso a assuntos que desde há muito me têm prendido a atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, tendo disto consciência, procuro, de forma insistente, novos temas, novos interesses, ou até novas abordagens a temas antigos, para que não cristalize, não calcifique, com as consequências nefastas que isso representa, como seja a criação de dogmas, o que devemos evitar a todo o custo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como dizia Robert Anton Wilson, “quando o dogma entra no cérebro, toda a actividade intelectual cessa”. E é por isso, pela presença do dogma, da ideia feita, que vemos pessoas, a quem reconhecemos grande (ou pelo menos alguma) capacidade intelectual, a serem, em certos momentos, autênticas bestas (não há como dizê-lo de outra forma).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também é certo, parece-me, que não podemos viver sem uma certa dose de certezas, sobre determinados e específicos assuntos. Mas julgo que a dúvida será sempre melhor companheira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve até quem tenha assinalado, mais ou menos por estas palavras, “que o problema do Mundo é que os estúpidos estão cheios de certezas e os sábios estão cheios de dúvidas” (era só fazer uma pesquisa na net, para saber quem foi que o disse, mas não me apetece).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, vale a pena dizer que, como em tantas outras coisas, é mais fácil a teoria do que a prática. Ou seja, é fácil ter esta consciência ou, pelo menos, entendê-la intelectualmente, mas é difícil a prática e evitar cair no erro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho a impressão de que já falei sobre este assunto uma porrada de vezes… lá está.</description><link>http://somuchdeeperthan.blogspot.com/2020/06/discurso-circular.html</link><author>noreply@blogger.com (Luís Daehnhardt)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6940797010167123801.post-7506861460841629675</guid><pubDate>Fri, 19 Jun 2020 10:18:00 +0000</pubDate><atom:updated>2020-06-25T17:08:56.365+01:00</atom:updated><title>Nova vida na Net</title><description>Estando o Facebook pelas ruas da amargura (na minha mais do que modesta opinião), e por não conseguir reprimir o acentuado desejo de continuar a escrever, decidi voltar a trazer à vida este blogue, que já não via actividade há mais de uma década.&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;
A interrupção coincide, exactamente, com a adesão à supra citada rede social.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
Calculo que o que comigo aconteceu terá sido imensamente transversal, isto é, a escolha das redes sociais mais directas em detrimento dos blogues que, apesar das caixas de comentários, eram (e são) vias de comunicação mais &quot;isoladas&quot;, vamos dizê-lo assim.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
Refira-se, em abono da verdade, que nunca fui grande blogger. E diga-se, também em abono da verdade, que não me parece que seja grande em coisa alguma em particular. Enfim, estou talhado à mediocridade. Cada um é o que é.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
Serve, então, esta primeira &quot;mensagem&quot; (parece que é assim que agora chamam aos &quot;posts&quot;, pelo menos nesta plataforma) para reavivar o &#39;Azul&#39;, que se quer que se mantenha profundo, em toda a acepção da palavra, mas em particular, no que se refere não só à natureza dos temas, mas também na forma com que são tratados.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
Isto não quer dizer que se pretende que este seja um blogue maçudo e aborrecido; até porque pode existir, muito naturalmente, profundidade no humor, por exemplo.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;
E, para já, é isto. Até breve.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;/div&gt;
</description><link>http://somuchdeeperthan.blogspot.com/2020/06/nova-vida-na-net.html</link><author>noreply@blogger.com (Luís Daehnhardt)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6940797010167123801.post-2654548303917982523</guid><pubDate>Sat, 14 Mar 2009 18:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-03-14T18:31:48.916+00:00</atom:updated><title>Mais uma de antologia...</title><description>O cliente: «Tem algum livro bom para um jovem?»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livreiro: «Sexta-feira ou a Vida Selvagem...»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cliente: «Não... esses dois já leu...»</description><link>http://somuchdeeperthan.blogspot.com/2009/03/mais-uma-de-antologia.html</link><author>noreply@blogger.com (Luís Daehnhardt)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6940797010167123801.post-5350980008760599104</guid><pubDate>Sun, 07 Sep 2008 18:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-09-07T19:16:26.121+01:00</atom:updated><title>Bondage</title><description>&lt;div xmlns=&#39;http://www.w3.org/1999/xhtml&#39;&gt;&lt;p&gt;&lt;object height=&#39;350&#39; width=&#39;425&#39;&gt;&lt;param value=&#39;http://youtube.com/v/PL90Uqxdqrw&#39; name=&#39;movie&#39;/&gt;&lt;embed height=&#39;350&#39; width=&#39;425&#39; type=&#39;application/x-shockwave-flash&#39; src=&#39;http://youtube.com/v/PL90Uqxdqrw&#39;/&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Procurem no youtube. Brilhante!&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://somuchdeeperthan.blogspot.com/2008/09/bondage.html</link><author>noreply@blogger.com (Luís Daehnhardt)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6940797010167123801.post-6007659592005092321</guid><pubDate>Tue, 05 Aug 2008 22:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-08-05T23:07:20.468+01:00</atom:updated><title>Esta tem de estar na blogosfera...</title><description>Parece que se passou desta maneira:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cliente: Tem o livro &quot;Viagens na Minha Terra&quot;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &quot;livreira&quot;: Desculpe, mas eu não sei qual é a sua Terra...</description><link>http://somuchdeeperthan.blogspot.com/2008/08/esta-tem-de-estar-na-blogosfera.html</link><author>noreply@blogger.com (Luís Daehnhardt)</author><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6940797010167123801.post-3534000754394066620</guid><pubDate>Sun, 13 Jul 2008 10:55:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-07-13T11:57:09.035+01:00</atom:updated><title>Biblioteca de Alexandrino</title><description>&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;O Segredo &lt;/span&gt;de Alexandra Solnado.</description><link>http://somuchdeeperthan.blogspot.com/2008/07/biblioteca-de-alexandrino.html</link><author>noreply@blogger.com (Luís Daehnhardt)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6940797010167123801.post-7418234894892429557</guid><pubDate>Sun, 01 Jun 2008 17:18:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-06-01T18:27:42.135+01:00</atom:updated><title>coisas bonitas #3</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjVeETKJCljivQk9v7Rn85EShRWziC_jwcU4hvwh93apIZ_AuLXqYjPg1XXlPfge33Ot5ateHW9ebiP85Nn4Y3nVf3rIPyzMEt3HEBg5Xj-uKu4aq97CG8_wNebqE91I8G6eNpU09hPLME/s1600-h/Inglaterra+161.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjVeETKJCljivQk9v7Rn85EShRWziC_jwcU4hvwh93apIZ_AuLXqYjPg1XXlPfge33Ot5ateHW9ebiP85Nn4Y3nVf3rIPyzMEt3HEBg5Xj-uKu4aq97CG8_wNebqE91I8G6eNpU09hPLME/s320/Inglaterra+161.jpg&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5206965498404177714&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;O Tor visto através do Holy Thorn (Glastonbury - 2005)&lt;br /&gt;[Clicar na imagem para aumentar]&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://somuchdeeperthan.blogspot.com/2008/06/coisas-bonitas-3.html</link><author>noreply@blogger.com (Luís Daehnhardt)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjVeETKJCljivQk9v7Rn85EShRWziC_jwcU4hvwh93apIZ_AuLXqYjPg1XXlPfge33Ot5ateHW9ebiP85Nn4Y3nVf3rIPyzMEt3HEBg5Xj-uKu4aq97CG8_wNebqE91I8G6eNpU09hPLME/s72-c/Inglaterra+161.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6940797010167123801.post-5910568790655831275</guid><pubDate>Tue, 27 May 2008 21:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2020-06-19T15:40:47.748+01:00</atom:updated><title>coisas bonitas #2</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi-omNbokUWiZdfO4l1fgO_8WGccgEy0DzJyF2A76UUuT02fuueEEkgUtXieAhyspR0SZbRmxhyphenhyphenbUyY_aZSIctdYuv41DJLjhrUaVtSHMRegTOyd6W-3HC7eFp3D_09uSK0o3E6SVRMlU8/s1600-h/DSCN0085.JPG&quot; onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5205179401894397730&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi-omNbokUWiZdfO4l1fgO_8WGccgEy0DzJyF2A76UUuT02fuueEEkgUtXieAhyspR0SZbRmxhyphenhyphenbUyY_aZSIctdYuv41DJLjhrUaVtSHMRegTOyd6W-3HC7eFp3D_09uSK0o3E6SVRMlU8/s320/DSCN0085.JPG&quot; style=&quot;cursor: pointer; display: block; height: 245px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 338px;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Aquiles&lt;br /&gt;
2002 - 2008&lt;br /&gt;
R.I.P.&lt;/div&gt;
</description><link>http://somuchdeeperthan.blogspot.com/2008/05/coisas-bonitas-2.html</link><author>noreply@blogger.com (Luís Daehnhardt)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi-omNbokUWiZdfO4l1fgO_8WGccgEy0DzJyF2A76UUuT02fuueEEkgUtXieAhyspR0SZbRmxhyphenhyphenbUyY_aZSIctdYuv41DJLjhrUaVtSHMRegTOyd6W-3HC7eFp3D_09uSK0o3E6SVRMlU8/s72-c/DSCN0085.JPG" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></item></channel></rss>