<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-33493128</id><updated>2026-05-13T07:46:02.377-03:00</updated><category term="achismos"/><category term="poesia"/><category term="aquarela"/><category term="cronica dia-a-dia"/><category term="achados"/><category term="ai..."/><category term="engraçado"/><category term="memória"/><category term="ai"/><category term="eu pergunto"/><category term="foto"/><category term="homenagem"/><category term="memoria"/><category term="photoshop"/><category term="Anabela"/><category term="achismo"/><category term="adeus"/><category term="arte az"/><category term="arte por aí"/><category term="azdesign"/><category term="carpinejar"/><category term="comida"/><category term="cronica"/><category term="desculpa aí"/><category term="dieta"/><category term="eu protesto"/><category term="gatos e afins"/><category term="porralouquismo"/><category term="silêncios"/><category term="sonhos"/><category term="ímpares"/><title type='text'>azuladamente</title><subtitle type='html'>Uma mente azulada não mente jamais, apenas inventa a própria realidade.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://azuladamente.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33493128/posts/default?redirect=false'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://azuladamente.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33493128/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false'/><author><name>\/ndre\/</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17626191916188010512</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiGuwHHIartCqi4II1L-JrbI1LI3fSK0-O68vH9voxp1vvfGlXUwT6gkKeTMtmT2vrlFXRC2LnLYc-O4xb5jVziio4QooL3zumYqoV1OKQNneabH-ACRh50PDn_WgzxpBw/s220/PA0500461.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>288</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33493128.post-5068255297831704709</id><published>2012-10-03T09:42:00.001-03:00</published><updated>2012-10-03T09:42:06.491-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;&quot;&gt;Ora direis ouvir...raios e trovões.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;&quot;&gt;Ora direis ouvir o que não disse. Ora direis ouvir um &quot;não, não é isso que voce está pensando&quot;. Ora direis ouvir e tentar entender o que pudesse, mesmo que ouvi-lo não significasse nada, uma vez que não é dito olho no olho. Ora direis ouvir eu te amo como se leva a taça vazia à boca...ora direis ouvir um eco vindo daquela fenda do tempo que se abriu quando ali&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;text_exposed_show&quot; style=&quot;background-color: white; color: #333333; display: inline; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;&quot;&gt;
&amp;nbsp;se esteve, e ali não se viu passar, mas que ali estava e ali ficou, sabe-se não onde, nem quando...ora direis ouvir o som do cansaço da solidão, ora direis ouvir o estalo do espelho que se quebra. Ora, direis, não sou mais do mesmo, não sou mais aquela que queria tanto e que teria tanto e que amava tanto e que sonhava demais outro tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora direis ouvir migalhas inventadas a troco de água..Ora direis ouvir a flor que murcha e despenca. Ora direis ouvir o tempo que finda na vidraça da janela...ora direis ouvir uma abelha que zumbe...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora direis ouvir (lá, bem longe ainda) um novo começo,que começa só com uma mínima vontade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, direis, ora bolas...&quot;e o coração na curva de um rio um rio um rio um rio...&quot;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://azuladamente.blogspot.com/feeds/5068255297831704709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/33493128/5068255297831704709?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33493128/posts/default/5068255297831704709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33493128/posts/default/5068255297831704709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://azuladamente.blogspot.com/2012/10/ora-direis-ouvir.html' title=''/><author><name>\/ndre\/</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17626191916188010512</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiGuwHHIartCqi4II1L-JrbI1LI3fSK0-O68vH9voxp1vvfGlXUwT6gkKeTMtmT2vrlFXRC2LnLYc-O4xb5jVziio4QooL3zumYqoV1OKQNneabH-ACRh50PDn_WgzxpBw/s220/PA0500461.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33493128.post-4493782932559479034</id><published>2011-08-02T09:50:00.007-03:00</published><updated>2011-08-02T23:00:14.910-03:00</updated><title type='text'>Arrumação</title><content type='html'>&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj6dUUM4OUlA3wmX2RKhU21QjV84UFj-odzdcnGk5_YM_4C-g5XbaW3W_3glEk6fUAgLyPyEBrMV6XWPlA5rv0ODPVy_MtZey6veeiUlMxwi2TF1AziUS3wUAzW338QZQkR-oMSHg/s1600/cabide1.gif&quot; onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 142px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj6dUUM4OUlA3wmX2RKhU21QjV84UFj-odzdcnGk5_YM_4C-g5XbaW3W_3glEk6fUAgLyPyEBrMV6XWPlA5rv0ODPVy_MtZey6veeiUlMxwi2TF1AziUS3wUAzW338QZQkR-oMSHg/s400/cabide1.gif&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5636240886400619858&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Às vezes eu preciso de sómente um tempo. Um tempo comigo mesma, e mais ninguém por perto. E isso, urgentemente, como se disso dependesse o meu saldo de vida, como se isso fosse uma espécie de purificação interna imprescindível, uma reavaliação,um rearranjo, uma releitura, um balanço. Tá tudo desordenado, é preciso fazer como minha mãe fazia, ao ver meu armário todo bagunçado. Eu chegava, na volta da escola, e tudo estava vomitado para fora, no chão.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Eu ficava muito puta da vida. E o primeiro pensamento que me vinha era que minha mãe fazia aquilo só para me irritar. E não tinha perdão, era arrumar ou arrumar tudo de volta, que ela vinha com tudo depois para fiscalizar. E eu arrumava meu armário a contra gosto, como se fosse um castigo - que eu até achava que merecia - sem entender por que precisar fazer aquilo daquele jeito e por que minha mãe se irritava tanto com aquela minha, digamos assim, baguncinha, até porque ao fechar as portas do armário, tudo parecia legal, limpinho, ok. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas ela abria e fazia a tal inspeção. E tudo ia parar no chão. Houve uma vez - e que eu lembre, foi só uma vez - que os sapatos iam parar no jardim, atirados através da janela. Só se salvavam os cabides vestidos, bem pendurados, bem comportados, mudos e certamente paralisados de horror. É claro, eu não gostava de ver tudo jogado ao chão, gostava de minhas &quot;coisas&quot; do jeito que eram. Gostava porque era...fácil deixar como estava. E eu deixava acumular, todo dia contribuía para que o bolo de roupas aumentasse, com o meu total desleixo de adolescente bagunçada. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não sei se minha mãe fazia isso com esse intenção,  ela queria me educar, que eu me organizasse em meu espaço e provávelmente ela mesma já havia descoberto que isso fazia bem. Prefiro pensar assim, hoje, quando tenho a idade que ela tinha naquela época, mesmo sabendo que quando ela fazia isso ela não estava bem com ela mesma e queria que eu arrumasse o meu armário também por conta de outros sentimentos mal arrumados, que não eram nem um pouco meus. Eu estava legal, pouca coisa me incomodava na minha vidinha, minhas pequenas responsabilidades não me exigiam quase nenhum sacrifício. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Então eu arrumava a bagunça. Não tinha outro jeito. Mas, ao final, ao ver tudo arrumado, eu ficava satisfeita comigo mesma. A metáfora da arrumação de armário e muito boa.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Arrumar-se é bom. Falo de arrumar-se por dentro, quero dizer. Bom é parar com tudo, parar mesmo. Largar tudo e focar em si. Como é que estou por dentro? Aquela que mora dentro de mim precisa de ajuda? Aliás, onde é que ela está mesmo? Ela estava aqui da última vez que a vi...para onde foi? Olho o meu espelho, posicionado estratégicamente ao lado do armário: estar arrumadinha por fora não quer dizer que aqui dentro esteja tudo bem...&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Arrumar-se como se arruma o armário cujas portas e gavetas não fecham, de tão lotadas de coisas dentro delas...e que se abre todos os dias, automáticamente, ve-se seu conteúdo transbordando, e nada se faz, por falta de vontade ou mesmo de tempo. Tá, sei, é mais por falta de vontade mesmo, por desleixo. Lembro que até calcinhas sujas eu lançava para dentro do meu armário, uma legítima porquinha. Tenho coisas &quot;sujas&quot; em meu armário, preciso levar prá máquina de lavar. Tenho roupas que não me servem, tenho que doar. Tenho roupas e sapatos estragados, tenho que mandar consertar, reciclar. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A metáfora do armário é mesmo ótima, não? Guardar coisas inúteis...um grande desperdício de energia. Opa, há alguém dentro dessa gaveta, pedindo socorro...minha mãe pedia socorro e eu não entendia. Ela estava com seu armário arrumado, mas os problemas que enfrentava eram grandes, era preciso mais armários desarrumados para arrumar. Arrumar acalma. Arrumar gasta energia. Arrumar é meditar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Pensamentos e estações: ambos mudam, e com eles vem a necessidade de revisão.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Se a cabeça está lotada de pensamentos imperfeitos e inconstantes é porque a coisa não vai bem. É preciso parar, reavaliar-se, tentar enxergar-se por um ângulo alternativo, que não aquele de sempre, quase automático, que repete o que está programado para ser repetido. É preciso estar a uma distância segura de si mesmo para poder fazer isso. É preciso olhar-se com olhos emprestados daquela que mora lá dentro e que constantemente é escondida e abafada dentro do próprio armário.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Abro meu armário desarrumado, suas duas portas. Dei dois passos para trás. Tá bagunçado. O que está precisando ser feito? Agora sim. Vamos lá, arrumar esse armário.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://azuladamente.blogspot.com/feeds/4493782932559479034/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/33493128/4493782932559479034?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33493128/posts/default/4493782932559479034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33493128/posts/default/4493782932559479034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://azuladamente.blogspot.com/2011/07/as-vezes-eu-preciso-de-somente-um-tempo.html' title='Arrumação'/><author><name>\/ndre\/</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17626191916188010512</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiGuwHHIartCqi4II1L-JrbI1LI3fSK0-O68vH9voxp1vvfGlXUwT6gkKeTMtmT2vrlFXRC2LnLYc-O4xb5jVziio4QooL3zumYqoV1OKQNneabH-ACRh50PDn_WgzxpBw/s220/PA0500461.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj6dUUM4OUlA3wmX2RKhU21QjV84UFj-odzdcnGk5_YM_4C-g5XbaW3W_3glEk6fUAgLyPyEBrMV6XWPlA5rv0ODPVy_MtZey6veeiUlMxwi2TF1AziUS3wUAzW338QZQkR-oMSHg/s72-c/cabide1.gif" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33493128.post-1019131534485507766</id><published>2011-07-28T17:47:00.001-03:00</published><updated>2011-07-29T22:56:00.086-03:00</updated><title type='text'>Ora, xícaras!</title><content type='html'>&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiSgNppiJcLo7lxIeI2s-VFBDGwwx39Ffh7hU3HhreKtL_LwwlAxSAKku8j6vgPr653zj_UTlwqtJWrkm0lbX2k_kqzrXODNA7prjnsLiy83m9QNCJtLYQphT53JDConCFnVcqXDQ/s1600/coffee_cup_drawing_by_jaysonharris-d3dvhy6.jpg&quot; onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiSgNppiJcLo7lxIeI2s-VFBDGwwx39Ffh7hU3HhreKtL_LwwlAxSAKku8j6vgPr653zj_UTlwqtJWrkm0lbX2k_kqzrXODNA7prjnsLiy83m9QNCJtLYQphT53JDConCFnVcqXDQ/s400/coffee_cup_drawing_by_jaysonharris-d3dvhy6.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5634514377167123650&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ganhei uma xícara de presente em meu aniversário. Uma xícara alta, esbelta, com belos desenhos exotéricos impressos em tons de laranja, amarelo e azul, representando o meu signo, capricórnio. Gosto dela, tem uma boa alça, é de louça com a borda fina, nada a ver com essas xícaras de bordas grossas, que deixam a gente queimar os lábios quando o líquido está muito quente. Com a borda fina a gente logo sente a temperatura do que está dentro.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Xícaras. por que falo de xícaras? Ora, foi o objeto da hora. Estava ali e eu aqui.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Queria escrever, voltar a escrever. Me atenho àquilo que está mais próximo de mim, para procurar algo que está longe. Se eu escrever sobre a xícara, coisa simples e corriqueira - e sem graça - talvez minha cabeça comece a funcionar novamente. Minha cabeça está meio gelada. Minha cabeça está pobre de idéias. Minha cabeça está muito cheia de vazios desconectados, câmaras estanques, sem comunicação. Meus neurônios só se espreguiçam.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Então que resolvo escrever o que me vem à cabeça, nesse espreguiçamento neuronial. Neuronial existe? Sei lá. Nem vou pesquisar. O importante é que estou aqui, olhos fixos no teclado. Não deveria nem ler o que escrevo, prá não me atrapalhar. Idéias, o que são, afinal? Idéias seriam faíscas, como aquelas que pairam e dançam acima de fogueiras, acesas - ou não - em dia de folia de São João. Idéias vem e vão. Idéias somem de repente e igualmente aparecem.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Martha M escreve na sala, no meio de tudo. Duvido. Será que ela escreve com a tv ligada no x-games, com aquela narração das manobras em portunglês? Será que ela escreve quando tá de TPM? Será que ela escreve com a filha à sua frente tagarelando meninices, coisas de bonecas e panelinas, pedindo para jantar sanduíche com nescau? &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Hoje me sinto horrível. Me sinto cinza. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;- Gostou da roupinha dela, mãe?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;- Olha meu cachorrinho, mãe!&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;- Gostou do biquini dela, mãe?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;- Adivinha, mãe, o que é que eu tenho nas mãos?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Levanto a cabeça, olho por cima dos óculos. Faço aquele ar de &quot;interesse&quot;. Respondo a todas as perguntas usando sómente duas palavras. São 10 e tanto, quase 11 da noite.  Eu tento. Marta M, se me visse agora, o que me diria? Vou fazer um chá. Vou voltar para a minha xícara amarela.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://azuladamente.blogspot.com/feeds/1019131534485507766/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/33493128/1019131534485507766?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33493128/posts/default/1019131534485507766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33493128/posts/default/1019131534485507766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://azuladamente.blogspot.com/2011/07/ora-xicaras.html' title='Ora, xícaras!'/><author><name>\/ndre\/</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17626191916188010512</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiGuwHHIartCqi4II1L-JrbI1LI3fSK0-O68vH9voxp1vvfGlXUwT6gkKeTMtmT2vrlFXRC2LnLYc-O4xb5jVziio4QooL3zumYqoV1OKQNneabH-ACRh50PDn_WgzxpBw/s220/PA0500461.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiSgNppiJcLo7lxIeI2s-VFBDGwwx39Ffh7hU3HhreKtL_LwwlAxSAKku8j6vgPr653zj_UTlwqtJWrkm0lbX2k_kqzrXODNA7prjnsLiy83m9QNCJtLYQphT53JDConCFnVcqXDQ/s72-c/coffee_cup_drawing_by_jaysonharris-d3dvhy6.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33493128.post-4453357726058628945</id><published>2011-06-30T09:06:00.005-03:00</published><updated>2011-06-30T10:16:42.203-03:00</updated><title type='text'>tevlando derto</title><content type='html'>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjYV3eJ3ODDAGJv1aibH2bzwuTqt8sMX1MhLi74WHpp9W3xKrLZedERT6ZOnoPj0iFMTMNrrKJhQmzoXZUkZ2d60FQJVvafLHsN9KEJckPUspSlqOdp6tcY4VzHMr5dMJIBq-35Mw/s1600/moto_0009.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjYV3eJ3ODDAGJv1aibH2bzwuTqt8sMX1MhLi74WHpp9W3xKrLZedERT6ZOnoPj0iFMTMNrrKJhQmzoXZUkZ2d60FQJVvafLHsN9KEJckPUspSlqOdp6tcY4VzHMr5dMJIBq-35Mw/s400/moto_0009.jpg&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5624000087018598802&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;Há dias reclamo do meu teclado. Algimas letras brancas - o teclado é preto, e não cinza - se apagaram, e muitas palavras são digitadas com pequenos erros. Troco o &quot;o&quot;  pelo i, o &quot;u&quot; pelo &quot;o&quot;, o i pelos dois.  Do &quot;v&quot; só vejo as pontinhas. O &quot;t&quot;, só im ladinho da barra de sima da criz. O &quot;d&quot; já se transformoi em um ponto branco. O &quot;g&quot; vitou um &quot;c&quot;, o qual nem sei se ainda existe. I &quot;y&quot;, ympávido, emblemátuco, chama a atenção popr estar inticaso. Ele resiste. Mas é fácil sacer o porque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu teclar direto, e não crrigir  que escrevo, o tecto ficara assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho a ipção de corrogor, é claro. O texto ficaria pefeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu me pergunto: eu quero?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cinto com sua compreensão, amigo. Algumas coisas também se apagaram na minha memória. devo pedir desculpas por isso? É involintário, eu garanto. Pensamentos se apagam, lembranças se apagam. Fico aui, querendo que elas me voltem, assim como quero que as teclas apareçam novamente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conto com sua compreensaõ. Vou errar muitas vezes, teclando em teclas que se apagaram.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://azuladamente.blogspot.com/feeds/4453357726058628945/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/33493128/4453357726058628945?isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33493128/posts/default/4453357726058628945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33493128/posts/default/4453357726058628945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://azuladamente.blogspot.com/2011/06/tevlando-derto.html' title='tevlando derto'/><author><name>\/ndre\/</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17626191916188010512</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiGuwHHIartCqi4II1L-JrbI1LI3fSK0-O68vH9voxp1vvfGlXUwT6gkKeTMtmT2vrlFXRC2LnLYc-O4xb5jVziio4QooL3zumYqoV1OKQNneabH-ACRh50PDn_WgzxpBw/s220/PA0500461.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjYV3eJ3ODDAGJv1aibH2bzwuTqt8sMX1MhLi74WHpp9W3xKrLZedERT6ZOnoPj0iFMTMNrrKJhQmzoXZUkZ2d60FQJVvafLHsN9KEJckPUspSlqOdp6tcY4VzHMr5dMJIBq-35Mw/s72-c/moto_0009.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33493128.post-2598565292026242815</id><published>2011-02-01T18:38:00.008-02:00</published><updated>2011-02-07T19:13:19.965-02:00</updated><title type='text'>Suxi-abacaxi</title><content type='html'>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhD80G5N-Z9b-wXXX4dUNkpDMRTpQU1LcAFsWIsjZX5mlAi4cr9Ys9ODheoGUENqWsHCnu5F5zGfGJVUzN-CF9DHlUaU4ZPT_5v3cZiRXLQSa5l-ZEBanwfvpd2WMC-TYGe9x22eQ/s1600/17_sushi_feijoada_69.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 197px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhD80G5N-Z9b-wXXX4dUNkpDMRTpQU1LcAFsWIsjZX5mlAi4cr9Ys9ODheoGUENqWsHCnu5F5zGfGJVUzN-CF9DHlUaU4ZPT_5v3cZiRXLQSa5l-ZEBanwfvpd2WMC-TYGe9x22eQ/s400/17_sushi_feijoada_69.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5571022476658568898&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Terminei de ler o livro que estava lendo, &lt;i&gt;Sushi&lt;/i&gt;, de uma escritora que agora não me lembro bem do nome, mas isso não importa.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Começou muito chatinho, cheio de apresentações muito maneiras e diálogos igualmente maneiros. Parei de ler, larguei de mão. Não me prendeu à leitura. Tres (tres!) personagens femininos, cada uma com suas características pessoais, etc e tals, cada uma com sua estória de vida, todas jovens e magras, uma solitária que gosta de ajudar todo mundo, outra lindona e mau caráter e outra bem casada e cheia de problemas existenciais, e tudo isso ainda acrescido de uns outros coadjuvantes, como o amigo humorista, a maluquete ninfomaníaca mística retardada, o bonitão misterioso com têmporas grisalhas e peito peludo, o humorista sardento que distribui o número de telefone para as meninas e tantos outros. Muitos personagens para o meu gosto. Muitos. E o ambiente é daquele tipo que todo mundo quer comer todo mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Normal. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E agora me lembrei da Martha M sendo entrevistada pela Marília Gabriela, dizendo que ela escrevia em um cantinho em plena sala, com a vida andando atrás de si, filhas conversando, empregada limpando, telefone tocando, pizza chegando na porta da frente. Como pode? Quero dizer, como é que ela consegue? Simplesmente põe em off o botão e desliga-se do cotidiano? Isso se aprende como? Quero prá mim também. Quero desligar da minha realidade e inventar-me outra.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Como no livro eu talvez pudesse ser Lisa, a lindona magérrima mau caráter de pele de gueixa, que só vai ao super para compara 7 maçãs. Não, estas aí não são para os 7 anões, e sim para serem comidas uma a uma nos 7 dias da semana, juntamente com 7 latas de suco ligt e 7 pecados em forma de chocolate.  Talvez eu roesse 7 unhas também, para complementar o cardápio de tédio total. E a moça é do tipo que se acha, e que o resto todo dos personagens que interagem com ela é ralé. Não, é claro que eu não escolheria essa. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Talvez fosse aquela outra, também linda e magra, Clodagh, que tem um simpático lindo louro de olhos azuis musculoso e bem sucedido nos negócios como marido e duas pestinhas como filhos. Mas esta não me atrai, não sei por que. Deve ser os filhos, já passei dessa fase...ou o nome, que é difícil de pronunciar. Até hoje eu não sei qual a pronúncia disso. O marido louro...bem, deixa prá lá. Também já passei dessa fase.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E teria também a oportunidade de ser a boazinha e depois depressiva Ashling - aliás, todos nomes muito fáceis de pronunciar, não? - , chamada de &lt;i&gt;senhorita quebra-galho&lt;/i&gt; pelo bonitão grisalho e peludo, que, por sinal também gosta de pegar numa chave de fenda. Aqui com e sem trocadilho. Sim, vou estragar a leitura de alguém, os dois ficam juntos no final, caminhando pelo pier e falando sobre sushi. Talvez essa seja a que mais me atraia. Mas só por causa do pier, que fique aqui bem entendido. Ah, e eu gosto de sushi e homens que pegam em chaves de fenda, com e sem trocadilho.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Olha, cá entre nós, há ficções que são fictícias demais para eu engolir. E até pouco tempo atrás eu mesma comer sushi era pura ficção.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Voltando ao livro, eu ainda não sei o que mais me repeliu nessa leitura. E nem sei por que botei aqui nesse entremeio a Marta M. Acho que eu penso que ela, assim como eu, não deve ter achado algo de interessante nesse livro, fora a acidez. O livro deveria chamar-se &quot;limão&quot; ao invés de &quot;sushi&quot;. Mehor seria até &quot;abacaxi&quot;, bem mais apropriado.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Vou ali tomar um Eno e já volto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://azuladamente.blogspot.com/feeds/2598565292026242815/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/33493128/2598565292026242815?isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33493128/posts/default/2598565292026242815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33493128/posts/default/2598565292026242815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://azuladamente.blogspot.com/2011/02/suxi-abacaxi.html' title='Suxi-abacaxi'/><author><name>\/ndre\/</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17626191916188010512</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiGuwHHIartCqi4II1L-JrbI1LI3fSK0-O68vH9voxp1vvfGlXUwT6gkKeTMtmT2vrlFXRC2LnLYc-O4xb5jVziio4QooL3zumYqoV1OKQNneabH-ACRh50PDn_WgzxpBw/s220/PA0500461.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhD80G5N-Z9b-wXXX4dUNkpDMRTpQU1LcAFsWIsjZX5mlAi4cr9Ys9ODheoGUENqWsHCnu5F5zGfGJVUzN-CF9DHlUaU4ZPT_5v3cZiRXLQSa5l-ZEBanwfvpd2WMC-TYGe9x22eQ/s72-c/17_sushi_feijoada_69.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33493128.post-2813411553643675399</id><published>2010-12-08T20:02:00.005-02:00</published><updated>2010-12-09T21:56:32.456-02:00</updated><title type='text'>O vestido do momento</title><content type='html'>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiBEUwBWGLUu_UaRRVaQl-la_CmUCj4wZUHaPxBWraO-lq0Lr-nMAM1AS_Xn0U4F2pqYW9wSH1tmKEj0-tif39Ze0uBBNIbkIBEz9-BQv_fItEp_Xbfg9MDXn-TXvn1hWoEEJt8Aw/s1600/vestido.gif&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 288px; height: 396px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiBEUwBWGLUu_UaRRVaQl-la_CmUCj4wZUHaPxBWraO-lq0Lr-nMAM1AS_Xn0U4F2pqYW9wSH1tmKEj0-tif39Ze0uBBNIbkIBEz9-BQv_fItEp_Xbfg9MDXn-TXvn1hWoEEJt8Aw/s400/vestido.gif&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5548699087338982914&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ela escolhera o vestido na véspera. Queria parecer leve, descompromissada, isenta daquela sobriedade da cor neutra, até porque desistira de vez - por uma resolução simples, mas definitiva - de ser aquela a qual todos olhavam mas nada viam. Queria estar com a leveza da cor e que essa cor deixasse claro a todos que ela havia mudado. Não por causa da cor, mas pelo fato de estar vestida dela e de não ter medo dos efeitos que ela pudesse provocar. Tudo questão de uma modesta estratégia. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Só não escolhera o vermelho, detestava obviedades. O vermelho seria leveza...demais. O vermelho a deixaria fácil, e isso seria um desastre. Queria criar uma certa dificuldade, um mínimo de mistério, uma leve camada protetora. Sim, a cor escolhida a protegeria na chegada, e no desenrolar do encontro sutilmente a revelaria, mas não a tal ponto de ser totalmente compreendida. Tem coisa mais sem graça do que ser totalmente compreendido? Alguém já havia dito isso...&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Bom, pelo menos era isso que ela queria. O controle de si pela cor. Como uma camuflagem, para esconder aquilo que não interessava naquele momento. Difícil, já que o que se ve no primeiro instante - e aqui há controvérsias - sempre é a forma, e não a cor. Mas ela tentaria driblar isso, tentaria sim. Muito melhor do que desistir e deixar-se decifrar por falta de cuidados consigo mesma. E a hora era de cuidadoso planejamento, nada poderia ser feito por impulso.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Assim, escolheu cuidadosamente o vestido. Um tecido acetinado e fino, porém encorpado, que não deixasse revelar a sua forma, da qual ela - diga-se aqui de passagem - últimamente não se orgulhava nem um pouco. O tecido floral, em tons de rosa-azul-laranja-violeta, com pequenos pontos verdes fazendo vezes de folhas das flores pinceladas, lhe caia bem e lhe promovia o tom rosado da pele há muito longe do sol. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Desaprovara somente a falta de mangas para lhe cobrir parcialmente a grossura dos curtos braços...mas o que fazer? Os joelhos robustos à mostra lhe eram até toleráveis. &quot;Para encompridar as pernas curtas grossas, deve ser usado um calçado cujo tom seja próximo ao tom da pele&quot;, ela lera em uma revista de moda. Para o rosto, havia a maquiagem. Os fios brancos se tingem com uma boa tintura para cabelo. As mãos já marcadas ficariam joviais com unhas pintadas. Mas os braços grossos ela não tinha como disfarçar.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&quot;Feche os olhos. Pense bem de voce.&quot;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em frente ao espelho, ela fechou os olhos. Antes de abri-los novamente, ela sorriu largamente para dentro de si. Olhou seu reflexo com simpatia e lá estava a imagem que ela gostaria que todos vissem. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&quot;Eu sou assim agora, este é o meu corpo de agora. Não importa mais o que eu tento esconder. &quot;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Na verdade, naquele dia, ela tornara-se aquele vestido.&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://azuladamente.blogspot.com/feeds/2813411553643675399/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/33493128/2813411553643675399?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33493128/posts/default/2813411553643675399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33493128/posts/default/2813411553643675399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://azuladamente.blogspot.com/2010/12/o-vestido-do-momento.html' title='O vestido do momento'/><author><name>\/ndre\/</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17626191916188010512</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiGuwHHIartCqi4II1L-JrbI1LI3fSK0-O68vH9voxp1vvfGlXUwT6gkKeTMtmT2vrlFXRC2LnLYc-O4xb5jVziio4QooL3zumYqoV1OKQNneabH-ACRh50PDn_WgzxpBw/s220/PA0500461.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiBEUwBWGLUu_UaRRVaQl-la_CmUCj4wZUHaPxBWraO-lq0Lr-nMAM1AS_Xn0U4F2pqYW9wSH1tmKEj0-tif39Ze0uBBNIbkIBEz9-BQv_fItEp_Xbfg9MDXn-TXvn1hWoEEJt8Aw/s72-c/vestido.gif" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33493128.post-2329018861562439296</id><published>2010-12-08T19:06:00.003-02:00</published><updated>2010-12-09T22:24:25.842-02:00</updated><title type='text'>A pedra azul</title><content type='html'>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg69B12i6iuSS-iK_cC5hKwrpj-0awXkCo0l-teUMYAqajrxo71KcOXqLGp5cJlbwqTR0kO0ItTX812NE-mtD6Diz2LL01nhOV9JvWjh3WE3kTZtSIT6dfbdIjcPYRk5XGTwbYrDQ/s1600/8.jpeg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 277px; height: 182px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg69B12i6iuSS-iK_cC5hKwrpj-0awXkCo0l-teUMYAqajrxo71KcOXqLGp5cJlbwqTR0kO0ItTX812NE-mtD6Diz2LL01nhOV9JvWjh3WE3kTZtSIT6dfbdIjcPYRk5XGTwbYrDQ/s400/8.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5528241625930636930&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sexta-feira, dia de faxina. Ou, pelo menos, era assim que era lá em casa, há muitas anos atrás.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A função de arrumar e limpar era grande, assim como a casa. Todas as pesadas persianas eram abertas, cortinas eram recolhidas e levantadas. Eram muitas camas para livrar dos lençóis sonolentos de uma semana inteira de preguiça e muitas toalhas murchas e descoloridas que tinham que ir para o banho a máquina. Não lembro quando foi que minha mãe começou a lavar roupas à máquina, parece que essa coisa sempre existiu em nossa vida. Que bom. Minha mãe que o diga.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O varal se transformava em labirinto e era ótimo para se fazer jogo de sombras, atrás dos lençóis estendidos. O perfume do sabão em pó era gostoso e se misturava ao perfume das madressilvas presas à grade branca da janela do nosso quarto. E agora lembrei-me que tia Dulce usava aquela pedrinha azul, o anil, para deixar as roupas mais brancas. E eu nunca entendia qual era a mágica daquela pedrinha, que manchava meus dedos e soltava uma tinta azul na água do balde. Se era azul, como é que a roupa ficava branca? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas eu não perguntava para ninguém o porque disso, eu simplesmente não tinha tempo. Interesse sim, mas meu tempo era tomado por novas e novas perguntas. Uma pergunta se sobrepunha à outra, e quase todas ficavam sem respostas. Não queria parecer boba. Eu fingia que nem ligava, também não tinha tempo para me importar com perguntas sem respostas. Uma ida ao quintal com um varal cheio de roupas penduradas já me deixava com a cabeça fervilhando de idéias e inquietações, todas misturadas umas às outras.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Hoje a minha casa está uma bagunça só. Há lençóis e fronhas para serem trocados e toalhas para irem para máquina de lavar. Penso em minha mãe, minhas tias, minha avó. Tanto trabalho, tanto trabalho! E mesmo com a máquina, tanto trabalho! A máquina só sacode, parada em seu canto. Ela não desfaz, não carrega, não estende nem tampouco mistura isto a tantas outras tarefas domésticas. A máquina não reclama, mas, de repente, pode parar. E aí é pane na certa na área de serviço. Assim como a minha cabeça, que também anda bagunçada. Mas funciona. E também pode parar, e esse tipo de pane é bem mais séria que a da área de serviço.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Vejam só o tamanho de meu devaneio. Estou aqui, entre quintais, lençóis, pedras azuis, perguntas sem respostas, minha mãe, tia Dulce e suas vida trabalhosas. E me parece que só agora arrumei tempo para procurar respostas...o  que me preocupa muito. Mas as perguntas não param, mesmo com a maturidade. Só que hoje eu acho que não me importo em parecer boba ao fazer perguntas. Eu pergunto, eu questiono. E não perco essa mania, isso sou eu, uma dúvida ambulante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://azuladamente.blogspot.com/feeds/2329018861562439296/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/33493128/2329018861562439296?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33493128/posts/default/2329018861562439296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33493128/posts/default/2329018861562439296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://azuladamente.blogspot.com/2010/12/sexta-feira-dia-de-faxina.html' title='A pedra azul'/><author><name>\/ndre\/</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17626191916188010512</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiGuwHHIartCqi4II1L-JrbI1LI3fSK0-O68vH9voxp1vvfGlXUwT6gkKeTMtmT2vrlFXRC2LnLYc-O4xb5jVziio4QooL3zumYqoV1OKQNneabH-ACRh50PDn_WgzxpBw/s220/PA0500461.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg69B12i6iuSS-iK_cC5hKwrpj-0awXkCo0l-teUMYAqajrxo71KcOXqLGp5cJlbwqTR0kO0ItTX812NE-mtD6Diz2LL01nhOV9JvWjh3WE3kTZtSIT6dfbdIjcPYRk5XGTwbYrDQ/s72-c/8.jpeg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33493128.post-1424416722153588726</id><published>2010-11-29T19:06:00.007-02:00</published><updated>2010-12-12T19:50:34.801-02:00</updated><title type='text'>Num segundo</title><content type='html'>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh_VzYX9rlJkSBJuAV13X8aiSykByxine5ddAFZZhlNK63NayeCzdxrBiEoFN_oRobMSM_aiwzc2oy2P4dJhxlmvXdydZZchIRAF1c0zZ9H3AyNLLkOV_RfHYCOpiWJmPeRwO7Ncw/s1600/images.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 289px; height: 174px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh_VzYX9rlJkSBJuAV13X8aiSykByxine5ddAFZZhlNK63NayeCzdxrBiEoFN_oRobMSM_aiwzc2oy2P4dJhxlmvXdydZZchIRAF1c0zZ9H3AyNLLkOV_RfHYCOpiWJmPeRwO7Ncw/s400/images.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5545831714663187378&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Atravessou a rua caminhando rápidamente e desviando-se cuidadosamente das pequenas poças de água. Era tarde de um domingo qualquer e chovia. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um insistente zumbido na cabeça lhe inquietava. Pareciam vozes lhe sussurrando &quot;olhe isso!&quot;, &quot;olhe aquilo&quot;, fazendo com que ela se confundisse e esquecesse do que ia fazer do outro lado da rua. Piscava muito, apurava o foco, tentava enquadrar as imagens, tentava manter a calma: inútil. Olhava seus pés molhados e sua cabeça ficava em estado de alerta para tudo que acontecia, sem saber exatamente o que acontecia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Levou um susto, parou e esperou um carro passar, apressado. E isso foi num segundo. E só um segundo foi necessário para que muitas coisas acontecessem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma folha caiu. Um pássaro arremeteu-se em seu voo. Saía fumaça no chaminé da pizzaria. O amarelo das paredes havia desbotado. O aroma da chuva que escorria sobre o asfalto. O grafite brilhante dos guarda-chuvas. A palidez de Madalena, e suas costas arqueadas. O barulho do cadeado sendo aberto. O ronco do motor, o portão de ferro que abria, o alarme que disparava. Os anúncios nas faixas na marquise da locadora. Seu botão da blusa, aberto, deixava parte dos seios à mostra. As estreantes e piscantes luzinhas de um natal prematuro que se anunciava na janela do quarto andar. E o morador do quarto andar a observava através da janela piscante, fumando solenemente seu cigarro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Isso tudo no tempo de esperar o carro passar, antes de atravessar a rua.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um grosso pingo caiu, escorreu em sua cabeça e depois em sua testa. Levou a mão ao rosto e se livrou daquela lágrima celeste. Gostava de pensar que não havia nada entre o céu e sua cabeça, mas o vento frio lhe lembrava o quão vulnerável isso podia vir a ser. Ela pensava: &quot;Minha cabeça, seu salão de baile. Minha cabeça, minha tortura. Minha cabeça, minha nuvem. Minha cabeça, minha confusão.&quot;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&quot;Voce é o que voce pensa&quot;. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&quot;Minha cabeça, meu problema.&quot;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O carro passou, e ela chegou enfim ao outro lado da rua. Sem sorte, pisou em falso em um buraco, desequilibrou-se e quase - quase! - caiu de joelhos. Sua cabeça, afinal, ainda tinha espaço para o instinto, e ela endireitou o corpo e o passo. Muitos outros pingos agora escorriam pela sua testa e ela nem se importava mais. Precisava do frio, do gelo cortante da chuva para acordar e ficar ainda mais atenta. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tudo era digno de registro. Tudo acontecia em um segundo. Coisa muito importantes acontecem em um segundo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um segundo em sua vida valia ouro. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://azuladamente.blogspot.com/feeds/1424416722153588726/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/33493128/1424416722153588726?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33493128/posts/default/1424416722153588726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33493128/posts/default/1424416722153588726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://azuladamente.blogspot.com/2010/11/num-segundo.html' title='Num segundo'/><author><name>\/ndre\/</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17626191916188010512</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiGuwHHIartCqi4II1L-JrbI1LI3fSK0-O68vH9voxp1vvfGlXUwT6gkKeTMtmT2vrlFXRC2LnLYc-O4xb5jVziio4QooL3zumYqoV1OKQNneabH-ACRh50PDn_WgzxpBw/s220/PA0500461.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh_VzYX9rlJkSBJuAV13X8aiSykByxine5ddAFZZhlNK63NayeCzdxrBiEoFN_oRobMSM_aiwzc2oy2P4dJhxlmvXdydZZchIRAF1c0zZ9H3AyNLLkOV_RfHYCOpiWJmPeRwO7Ncw/s72-c/images.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33493128.post-3534436801425367222</id><published>2010-11-17T00:59:00.002-02:00</published><updated>2010-11-29T19:05:47.907-02:00</updated><title type='text'>Perto da lua</title><content type='html'>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiBmZulT_KT-U_9qLeIrpEAxCA9Qh5hdzPIKGcJteJRLWrtFxbW09p2MPI-mnkrIUkT41s-iYA0z30KSFFDNqH69xK3R8r3mEDgaqwphY_nq0dKczU7YwQW6V98O7n1crFo4hyphenhyphenb_w/s1600/lua.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 259px; height: 194px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiBmZulT_KT-U_9qLeIrpEAxCA9Qh5hdzPIKGcJteJRLWrtFxbW09p2MPI-mnkrIUkT41s-iYA0z30KSFFDNqH69xK3R8r3mEDgaqwphY_nq0dKczU7YwQW6V98O7n1crFo4hyphenhyphenb_w/s400/lua.jpg&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5540551085229035794&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Ouço o que voce não ouve&lt;br /&gt;vejo o que voce não vê.&lt;br /&gt;Não há mal nisso&lt;br /&gt;Há formas diferentes de chegar&lt;br /&gt;ao mesmo lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vê? Lá em cima há&lt;br /&gt;aquele lugar&lt;br /&gt;bem perto da lua.&lt;br /&gt;E a lua chama a subir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na hora da partida&lt;br /&gt;eu fui e voce ficou.&lt;br /&gt;E isso fez de voce&lt;br /&gt;refém de si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso lugar existiu&lt;br /&gt;Entre issos e aquilos&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;mas o tempo de espera&lt;br /&gt;e o destino &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;apagaram todas as trilhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resiste, porém,&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;uma idéia.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Insiste, talvez&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;uma certeza.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Nada mais é sempre um &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;nada a mais.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;br /&gt;E aqui cabe uma tristeza &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;quase infantil&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;de saber que ao final de tudo&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;ninguém mais lá&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;vai estar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://azuladamente.blogspot.com/feeds/3534436801425367222/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/33493128/3534436801425367222?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33493128/posts/default/3534436801425367222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33493128/posts/default/3534436801425367222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://azuladamente.blogspot.com/2010/08/perto-da-lua.html' title='Perto da lua'/><author><name>\/ndre\/</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17626191916188010512</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiGuwHHIartCqi4II1L-JrbI1LI3fSK0-O68vH9voxp1vvfGlXUwT6gkKeTMtmT2vrlFXRC2LnLYc-O4xb5jVziio4QooL3zumYqoV1OKQNneabH-ACRh50PDn_WgzxpBw/s220/PA0500461.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiBmZulT_KT-U_9qLeIrpEAxCA9Qh5hdzPIKGcJteJRLWrtFxbW09p2MPI-mnkrIUkT41s-iYA0z30KSFFDNqH69xK3R8r3mEDgaqwphY_nq0dKczU7YwQW6V98O7n1crFo4hyphenhyphenb_w/s72-c/lua.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33493128.post-2828420225975294802</id><published>2010-09-23T08:57:00.004-03:00</published><updated>2010-09-29T09:12:44.346-03:00</updated><title type='text'>Outro setembro</title><content type='html'>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj36HbzHJ_KcOHdBb1kKApRHf54xTpw1soPXwqV3lJrffy-Hjg55IXfuleMzP_gCohPGfX-0JKu3IiZTg1la72lORd7o6oh1YjJwOdHTn0yaF67tnZAPyc3_BOPmSi3KQ96LSWc7g/s1600/Esperanca2.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 390px; height: 400px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj36HbzHJ_KcOHdBb1kKApRHf54xTpw1soPXwqV3lJrffy-Hjg55IXfuleMzP_gCohPGfX-0JKu3IiZTg1la72lORd7o6oh1YjJwOdHTn0yaF67tnZAPyc3_BOPmSi3KQ96LSWc7g/s400/Esperanca2.jpg&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5520095702412890178&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Minhas esperanças em setembro se repetem ano após ano. Sempre são as mesmas. Esperanças gêmeas, porém atemporais. Como explicar isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu e minhas perguntas. Meus botões fecharam a boca há tempos, não se arriscam a palpitar. E o calendário me diz que setembro já está para lá da metade e há pouco de setembro ainda para conquistar. Mas os dias que aí vem são muito preciosos, é preciso muita dedicação e paciência. Ora, me vejo querendo atrasar o relógio...querendo parar o tempo...stop, setembro! Quero a câmera lenta, quadro a quadro. Minutos - até segundos - em setembro valem ouro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem vesti uma camisa verde que nem me lembrava, presente de uma amiga de além-mar.  Ela estava esquecida, dormia na gaveta, esperando a chance em meio aos cinzas. Olhei-me no espelho e gostei do que vi. Sorri para minha imagem esverdeada, um tanto quanto amarrotada , respirei fundo, e aquilo me encheu de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginei-me galhos, flores, perfume, altura, movimento, fotossíntese. Imaginei-me ar puro, renovação. Imaginei em meus dedos ninhos ao invés de anéis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginei setembros pairando sobre minha cabeça, enfeitando meu cabelo leve e a insustentável leveza da minha imaginação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Setembros foram feitos para sair da casca. Setembros são a porta de saída. Setembros são gritos de liberdade. Setembros são feitos de flores e perdão. Setembros são fáceis. Setembros são simples. Setembros são elos entre o que foi e o que será, sem necessáriamente que o primeiro seja decorrente do último.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, em setembro, vesti aquela camisa verde. Prendi uma flor colorida logo acima do coração. Pronto. Agora sou, além de árvore, um jardim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(em construção...)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://azuladamente.blogspot.com/feeds/2828420225975294802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/33493128/2828420225975294802?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33493128/posts/default/2828420225975294802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33493128/posts/default/2828420225975294802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://azuladamente.blogspot.com/2010/09/outro-setembro.html' title='Outro setembro'/><author><name>\/ndre\/</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17626191916188010512</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiGuwHHIartCqi4II1L-JrbI1LI3fSK0-O68vH9voxp1vvfGlXUwT6gkKeTMtmT2vrlFXRC2LnLYc-O4xb5jVziio4QooL3zumYqoV1OKQNneabH-ACRh50PDn_WgzxpBw/s220/PA0500461.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj36HbzHJ_KcOHdBb1kKApRHf54xTpw1soPXwqV3lJrffy-Hjg55IXfuleMzP_gCohPGfX-0JKu3IiZTg1la72lORd7o6oh1YjJwOdHTn0yaF67tnZAPyc3_BOPmSi3KQ96LSWc7g/s72-c/Esperanca2.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33493128.post-8065780011197774978</id><published>2010-08-23T09:59:00.009-03:00</published><updated>2010-08-23T11:44:57.218-03:00</updated><title type='text'>mínima história</title><content type='html'>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhe7kWdZjhhNnJ7KUcDdbLtXAzKgGhoOqsBastkGw-GjWc4f0lKv87BuQUNSC58_g5ABrjW1qpVsNMpSkKdr84an7n0M-pzcJRRffESt4bcjKAV9pL2tVovV1XFNBWM868a5_Seiw/s1600/ratoeirapoetica.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhe7kWdZjhhNnJ7KUcDdbLtXAzKgGhoOqsBastkGw-GjWc4f0lKv87BuQUNSC58_g5ABrjW1qpVsNMpSkKdr84an7n0M-pzcJRRffESt4bcjKAV9pL2tVovV1XFNBWM868a5_Seiw/s400/ratoeirapoetica.jpg&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5508607583871040706&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;Manhã sem pressa. Como um milagre, há sol por entre os requadros da janela. Em cada requadro um brilho diferente, uma cor a mais no tapete branco e sujo da sala. O acolchoado de flores vermelhas, dobrado, descansa sobre o pufe. Sobre ele, os gatos escolheram deitar-se e fechar os olhos na direção do sol. Para o gato, sol é para sentir no pelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro de abrir o armário e ventilar os pesados casacos de inverno. Há muito não veem a luz do sol, nestas semanas de chuva e frio. As portas, abertas em par, os expõem em seu sono. Dormem os casacos, presos pelos ombros, braços caídos, golas semi abertas, bolsos desprotegidos. Como fica estranho eu levá-los a passear sobre esse sol, eu lhes faço carinhos. Meus casacos são como meus guardiães, meus anjos sem asas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E só eu entendo os meus bolsos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procuro nos bolsos dos meus fiéis casacos bilhetes, farelos, tickets, papéis de balas e outras pistas de felicidades esquecidas. Aqui e ali encontro moedas sem brilho, trocos quase sem valor. Mas há os bilhetes do cinema, do último e já tão distante show no Theatro, um guardanapo com um número de telefone de uma tal Vanessa que nem lembro...ah, sim, uma mãe de uma amiguinha de Anabela, naquele aniversário, que sentou-se à mesa comigo e só parou de falar quando começou a comer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um brinco sem par. Uma miçanga. Dinheiro! (Ah, só uma nota de dois reais, dobrada e cheia de rabiscos de caneta...) Um lenço de papel usado. Tic tacs. Uma nota fiscal de padaria. Um halls todo melecado. Um batom sem a tampa, que borrou o bolso por dentro.  Ingressos da última terça de cinema. Um buraco. Um buraco no forro! Pode até ter escapado algo por ali...hum. Apalpo o casaco e ele gosta. Sente cócegas. Ri um riso de lã, abafado, contido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hum. Meus casacos não reclamam meu roubo de seus pertences. Mas certamente eles se sentem bem mais felizes com eles. Fazem parte de suas personalidades, tanto quanto seus botões e golas. Hesito, coloco tudo de volta. Não quero mais que eles se sintam vazios de minhas andanças. É disso que eles sobrevivem. Além do mais, eles sobreviverão a mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, é preciso que hajam pistas, muitas delas em meus bolsos. Para que uma mínima e importante história possa ser contada. Papéis, doçuras, grampos de cabelos, caixinhas de chiclets, borrachinhas, cartões de visita. Fios de cabelos. É preciso que os bolsos sussurrem, assoprem, suspirem esses acontecimentos. Tudo é importante. A cada ticket, a cada papel de bala amassado, um capítulo é escrito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se eu colocasse ratoeiras nos bolsos dos casacos? Para que eu, num dia de distração, volte a querer controlar a vida de meus casacos e seus bolsos. Seria um grande susto, eu sei, mas seria o aviso, o alarme soando...&quot;pare, deixe como está&quot;, &quot;lavanderia, não!!&quot;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora sim, a manhã começa a acontecer na minha cabeça.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://azuladamente.blogspot.com/feeds/8065780011197774978/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/33493128/8065780011197774978?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33493128/posts/default/8065780011197774978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33493128/posts/default/8065780011197774978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://azuladamente.blogspot.com/2010/08/manha-sem-pressa.html' title='mínima história'/><author><name>\/ndre\/</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17626191916188010512</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiGuwHHIartCqi4II1L-JrbI1LI3fSK0-O68vH9voxp1vvfGlXUwT6gkKeTMtmT2vrlFXRC2LnLYc-O4xb5jVziio4QooL3zumYqoV1OKQNneabH-ACRh50PDn_WgzxpBw/s220/PA0500461.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhe7kWdZjhhNnJ7KUcDdbLtXAzKgGhoOqsBastkGw-GjWc4f0lKv87BuQUNSC58_g5ABrjW1qpVsNMpSkKdr84an7n0M-pzcJRRffESt4bcjKAV9pL2tVovV1XFNBWM868a5_Seiw/s72-c/ratoeirapoetica.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33493128.post-74199478512053890</id><published>2010-08-14T16:18:00.000-03:00</published><updated>2010-08-14T16:20:13.123-03:00</updated><title type='text'>poder ser que eu consiga...</title><content type='html'>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi_uM2SaTYck87TpNJ11ODYodV1gb9MjQ8jpVwIC3dI8jYApUOK1nXJgYVphw46sOLaABdzrAR4xVm4TPNPYOMeVBHBuK4H2rIUYOFG_rkoa4H7z9glOG6YFzC3PJ79j6ZRoA94nA/s1600/images.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 232px; height: 217px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi_uM2SaTYck87TpNJ11ODYodV1gb9MjQ8jpVwIC3dI8jYApUOK1nXJgYVphw46sOLaABdzrAR4xVm4TPNPYOMeVBHBuK4H2rIUYOFG_rkoa4H7z9glOG6YFzC3PJ79j6ZRoA94nA/s400/images.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5505347372336740786&quot; /&gt;&lt;/a&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://azuladamente.blogspot.com/feeds/74199478512053890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/33493128/74199478512053890?isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33493128/posts/default/74199478512053890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33493128/posts/default/74199478512053890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://azuladamente.blogspot.com/2010/08/poder-ser-que-eu-consiga.html' title='poder ser que eu consiga...'/><author><name>\/ndre\/</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17626191916188010512</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiGuwHHIartCqi4II1L-JrbI1LI3fSK0-O68vH9voxp1vvfGlXUwT6gkKeTMtmT2vrlFXRC2LnLYc-O4xb5jVziio4QooL3zumYqoV1OKQNneabH-ACRh50PDn_WgzxpBw/s220/PA0500461.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi_uM2SaTYck87TpNJ11ODYodV1gb9MjQ8jpVwIC3dI8jYApUOK1nXJgYVphw46sOLaABdzrAR4xVm4TPNPYOMeVBHBuK4H2rIUYOFG_rkoa4H7z9glOG6YFzC3PJ79j6ZRoA94nA/s72-c/images.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33493128.post-3925509961260050003</id><published>2010-08-12T10:55:00.000-03:00</published><updated>2010-08-12T10:56:21.446-03:00</updated><title type='text'>Quando</title><content type='html'>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjR8hrRGUv_VGPNLPrzYzVhvf3gvx74VeCVMcrRZcFEHKonJ6AMXO-Xxl59W-6E2ukbG6yicfk6VaglF1Jr7bpf_zdzdZnpe3cB7P3N7lQFADfq1wcm3gDV8SnI52dPCuhBXdc5Sw/s1600/loucura1.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 279px; height: 320px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjR8hrRGUv_VGPNLPrzYzVhvf3gvx74VeCVMcrRZcFEHKonJ6AMXO-Xxl59W-6E2ukbG6yicfk6VaglF1Jr7bpf_zdzdZnpe3cB7P3N7lQFADfq1wcm3gDV8SnI52dPCuhBXdc5Sw/s400/loucura1.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5498769215147528946&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Queria que hoje fosse amanhã.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não deixes para amanhã...não é mesmo? Pois eu deixo. Deixo que o momento passe, lego todos meus melhores pedaços de vida para os melhores dias que virão. Pois dias melhores virão, me  dizem isso a toda hora. E eu sou uma crédula de carteirinha, tenho fé em frases feitas e ditados populares. Quero o meu amanhã intacto. Quero ser a primeira a tocá-lo. Like a virgin. Quero inaugurar meu amanhã com todas as honras. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quero o meu futuro do tipo de que todos dizem &quot;amanhã passa&quot; ou &quot;amanhã sara&quot;. Quero passar ao meu futuro zerada de ontens, quero que o que é para ser passado passe logo e que logo eu chegue ao meu futuro. E uma vez com o meu pé lá, não quero mais voltar. A felicidade no futuro é uma felicidade sem pressa de futuros onde tudo passa. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não existe o futuro certo, só palpites incertos. Toda a noite eu tranco a porta e fecho as janelas, pensando em voltar a abri-los no meu futuro. E o futuro que acontece a cada manhã me promete um novo futuro: &quot;não, não é bem esse&quot;, penso eu. Minha esperança, mágica, se ressente: &quot;há futuros e...futuros. Esse que vejo agora aí fora, nestes tons infames de cinza, não é o meu futuro&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A dúvida - que sempre me permito ter nestas horas -  escolhe caminhar no lado mais ensolarado e mais divertido dessa questão. A dúvida me traz novas luzes a respeito do meu futuro. Quando será que ele vai chegar? Vai demorar? E, quando chegar, como vou saber? Terei algum sinal especial? Acho que as cores do meu futuro serão mais luminosas...&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Bom, só sei que desejo uma coisa: desejo que meu futuro, esteja onde estiver, seja leal ao que eu planto aqui no presente. Sou paciente, sei esperar. Enquanto isso, planto boas sementes, das que eu colhi no meu canteiro na última safra. Como eu disse, sou crédula e acredito na vida que depositei em cada uma dessas sementes.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sei que chegará o dia em que vou abrir as janelas e meu futuro estará lá, nascendo junto com o sol. Um futuro do tamanho do meu sonho, sem pontas  e nas cores que gosto. E que ele me caia bem.&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://azuladamente.blogspot.com/feeds/3925509961260050003/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/33493128/3925509961260050003?isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33493128/posts/default/3925509961260050003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33493128/posts/default/3925509961260050003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://azuladamente.blogspot.com/2010/08/quando.html' title='Quando'/><author><name>\/ndre\/</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17626191916188010512</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiGuwHHIartCqi4II1L-JrbI1LI3fSK0-O68vH9voxp1vvfGlXUwT6gkKeTMtmT2vrlFXRC2LnLYc-O4xb5jVziio4QooL3zumYqoV1OKQNneabH-ACRh50PDn_WgzxpBw/s220/PA0500461.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjR8hrRGUv_VGPNLPrzYzVhvf3gvx74VeCVMcrRZcFEHKonJ6AMXO-Xxl59W-6E2ukbG6yicfk6VaglF1Jr7bpf_zdzdZnpe3cB7P3N7lQFADfq1wcm3gDV8SnI52dPCuhBXdc5Sw/s72-c/loucura1.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33493128.post-1761179442694449401</id><published>2010-08-10T13:50:00.006-03:00</published><updated>2010-08-10T14:15:43.120-03:00</updated><title type='text'>Tapas de Clarice</title><content type='html'>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiDPT4vU0DPqVgzMw30d7iUhCInLDehR0DtOrWIqO5LR7N9WhhMUf8wsPf63u7cp_JqGnQPYVfzO_6G69cu4r7OKD3rlkyWURCEXfTSxZB9TaG8ClE1euGjamoi5gats3oT1nCLvw/s1600/images+(5).jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 195px; height: 258px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiDPT4vU0DPqVgzMw30d7iUhCInLDehR0DtOrWIqO5LR7N9WhhMUf8wsPf63u7cp_JqGnQPYVfzO_6G69cu4r7OKD3rlkyWURCEXfTSxZB9TaG8ClE1euGjamoi5gats3oT1nCLvw/s400/images+(5).jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5503831078020227762&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Leio um conto da Lispector antes de dormir e me deparo com algo que me atinge em cheio, como uma palmada no rosto: &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&quot;E como o progresso naquela família era frágil produto de muitos cuidados e de algumas mentiras...&quot;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Progresso. Frágil produto. Muitos cuidados. Algumas mentiras.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em seguida, leio o complemento da frase:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&quot;...tudo se desfez e teve que se refazer quase do princípio.&quot;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tudo. Refazer. Quase.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Comigo é assim. Levo tapas e tapas de Clarice a todo instante, a cada página. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Acho que Clarice me lê, e não eu a ela.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://azuladamente.blogspot.com/feeds/1761179442694449401/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/33493128/1761179442694449401?isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33493128/posts/default/1761179442694449401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33493128/posts/default/1761179442694449401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://azuladamente.blogspot.com/2010/08/tapas-de-clarice.html' title='Tapas de Clarice'/><author><name>\/ndre\/</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17626191916188010512</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiGuwHHIartCqi4II1L-JrbI1LI3fSK0-O68vH9voxp1vvfGlXUwT6gkKeTMtmT2vrlFXRC2LnLYc-O4xb5jVziio4QooL3zumYqoV1OKQNneabH-ACRh50PDn_WgzxpBw/s220/PA0500461.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiDPT4vU0DPqVgzMw30d7iUhCInLDehR0DtOrWIqO5LR7N9WhhMUf8wsPf63u7cp_JqGnQPYVfzO_6G69cu4r7OKD3rlkyWURCEXfTSxZB9TaG8ClE1euGjamoi5gats3oT1nCLvw/s72-c/images+(5).jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33493128.post-4092491725920530671</id><published>2010-08-08T15:29:00.008-03:00</published><updated>2010-08-11T10:27:34.890-03:00</updated><title type='text'>Só mais uma</title><content type='html'>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiHVYKhRDsp1baoxIN0360cSRnvkRMdQtw7UgQAV5YsIYi2vmmHEm3ODr2wfYOzSsQABmHkEzZlN7eGDiTes5jyT_BgeyPdfZMKnxIqEiBvzL7Dy2m6yxOWVLlCHczLLoG6eZoFRQ/s1600/Clarice+menina+no+Recife.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 388px; height: 400px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiHVYKhRDsp1baoxIN0360cSRnvkRMdQtw7UgQAV5YsIYi2vmmHEm3ODr2wfYOzSsQABmHkEzZlN7eGDiTes5jyT_BgeyPdfZMKnxIqEiBvzL7Dy2m6yxOWVLlCHczLLoG6eZoFRQ/s400/Clarice+menina+no+Recife.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5503831592429730258&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Hoje, dia institucionalizado para festejar a existência de um pai, lembrei-me do meu, que já não está perto dos meus olhos. E não é porque hoje se comemora isso, mas aqui bateu uma grande saudade desse cara. Coisa natural, &quot;a saudade é o amor que fica&quot; - li isso por aí -  e eu amava demais o meu pai, como toda menina ama um pai. E a minha saudade tem um coração que bate forte, a minha saudade grita alto, a minha saudade acena, pede para eu parar tudo e escrever sobre ele.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tenho quase cinquenta anos e muito dele eu vejo no meu espelho. Nem falo do que vejo de fato, aquilo que eu posso tocar com a ponta dos dedos, apesar de sabê-lo. Falo da imagem que eu própria construí, baseada nele, físico e alma. E dele eu herdei o olhar caramelado-esverdeado que sorri e que enxerga coisas invisíveis, as bochechas salientes que seduzem mesmo sem querer, o toque artístico possível das coisas ordinárias, as manias do fazer com as mãos e  de achar que tudo pode ser diferente. Também vejo que trago em mim aquela sua melancolia irremediável e flutuante que por vezes afasta de mim a minha - ou a nossa - verdadeira essência.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Meu pai, um cara de essência alegre e jovial, era alto. E quando se é pequeno os altos parecem gigantes. Ele era um gigante. E aos seus trinta e poucos passava uma imagem bonachona. Gordo e forte, mãos grandes, a única vez que senti a sua raiva num tapa em meu traseiro de criança foi lá pelos meus 5 ou 6 anos, quando eu esmurrava e chutava a porta do banheiro, gritando para meu irmão mais velho sair logo, pois eu estava apertada para fazer xixi. Nunca discordei daquele seu ato violento e o relembro com respeito. Ele era meu pai e me ensinava. Depois ele me oferecia seu colo e o mundo poderia desabar ao nosso redor, que eu estaria sempre a salvo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E foi nessa mesma época que ele comprou aquele gravador cassete e gravou a minha gargalhada. Ele gargalhava e adorava gargalhadas e gostava da minha. Lembro bem daquela cena. Ele, minha mãe e eu, sentados no sofá da sala, falando um monte de bobagens e rindo, rindo muito. E ele gravou tudo numa fita cassete, no gravador novo. E ouvir  a gravação por sucessivas vezes nos fazia rir ainda mais. Ouvíamos, ríamos muito e passávamos tudo para trás novamente, para ouvir de novo e de novo. Ao final, suspirávamos, cansados de tanto rir. &quot;Ai, ai&quot;, a gente dizia. E ainda havia tempo para mais uma risadinha. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Aaaaaaai, aaai, lá em cima e lá em baixo, eu minha vozinha fina de menina apaixonada pelo pai e pelo momento que ele me proporcionava, nem lembro se manhã ou tarde ou noite, num dia lindo de minha infância. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ai, ai.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Queria mais uma, pai, só mais uma. Só mais uma vez, passar a fita toda para trás, começar de novo, ouvir tudo de novo, rir e gargalhar. Só mais uma vez ouvir a sua gargalhada e rir até fazer xixi nas calças. Só mais uma vez, me sentir segura no seu colo e ver o mundo desabar sem medo de nada.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Aaaaai, ai. Só mais uma vez, pai, só mais uma...&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://azuladamente.blogspot.com/feeds/4092491725920530671/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/33493128/4092491725920530671?isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33493128/posts/default/4092491725920530671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33493128/posts/default/4092491725920530671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://azuladamente.blogspot.com/2010/08/so-mais-uma.html' title='Só mais uma'/><author><name>\/ndre\/</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17626191916188010512</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiGuwHHIartCqi4II1L-JrbI1LI3fSK0-O68vH9voxp1vvfGlXUwT6gkKeTMtmT2vrlFXRC2LnLYc-O4xb5jVziio4QooL3zumYqoV1OKQNneabH-ACRh50PDn_WgzxpBw/s220/PA0500461.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiHVYKhRDsp1baoxIN0360cSRnvkRMdQtw7UgQAV5YsIYi2vmmHEm3ODr2wfYOzSsQABmHkEzZlN7eGDiTes5jyT_BgeyPdfZMKnxIqEiBvzL7Dy2m6yxOWVLlCHczLLoG6eZoFRQ/s72-c/Clarice+menina+no+Recife.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33493128.post-1194818085841296273</id><published>2010-07-27T23:02:00.004-03:00</published><updated>2010-07-28T22:14:13.902-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="arte por aí"/><title type='text'>Sózinha</title><content type='html'>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgElKSY0-L9NRKN32m5nv35hEAWdjSNcRy6XHQeE7m1LIYKvRyvp8FhecX6yEdKhlqvzRZUu-GqbSRb8g1FVCTmYKRPtwZ7-pq1pSYu1KhJOxydJneVOVPJ2EnugAtVij3JSDMUxA/s1600/Tim+Burton+BlueGirlwithWine_oil.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 317px; height: 400px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgElKSY0-L9NRKN32m5nv35hEAWdjSNcRy6XHQeE7m1LIYKvRyvp8FhecX6yEdKhlqvzRZUu-GqbSRb8g1FVCTmYKRPtwZ7-pq1pSYu1KhJOxydJneVOVPJ2EnugAtVij3JSDMUxA/s400/Tim+Burton+BlueGirlwithWine_oil.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5498771925974359618&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Arte: Tim Burton&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://azuladamente.blogspot.com/feeds/1194818085841296273/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/33493128/1194818085841296273?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33493128/posts/default/1194818085841296273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33493128/posts/default/1194818085841296273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://azuladamente.blogspot.com/2010/07/sozinha.html' title='Sózinha'/><author><name>\/ndre\/</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17626191916188010512</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiGuwHHIartCqi4II1L-JrbI1LI3fSK0-O68vH9voxp1vvfGlXUwT6gkKeTMtmT2vrlFXRC2LnLYc-O4xb5jVziio4QooL3zumYqoV1OKQNneabH-ACRh50PDn_WgzxpBw/s220/PA0500461.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgElKSY0-L9NRKN32m5nv35hEAWdjSNcRy6XHQeE7m1LIYKvRyvp8FhecX6yEdKhlqvzRZUu-GqbSRb8g1FVCTmYKRPtwZ7-pq1pSYu1KhJOxydJneVOVPJ2EnugAtVij3JSDMUxA/s72-c/Tim+Burton+BlueGirlwithWine_oil.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33493128.post-8317593555427294350</id><published>2010-07-25T01:39:00.005-03:00</published><updated>2010-08-05T11:06:05.621-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="homenagem"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="memoria"/><title type='text'>a casa abandonada</title><content type='html'>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhlUqEarXs6N0vj6D3YQdYSZP7t1J-ht22i0-Lwq8BEF6_jRrDJChaZc0jacUH6p31FN3fSfe-6nb9Muzoq7-1WiiMvWmfVbTEuW05pJ0vLZtgDraJPpp7I6Laq31atODV47LZTxw/s1600/1295017843_d6dff7c219.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhlUqEarXs6N0vj6D3YQdYSZP7t1J-ht22i0-Lwq8BEF6_jRrDJChaZc0jacUH6p31FN3fSfe-6nb9Muzoq7-1WiiMvWmfVbTEuW05pJ0vLZtgDraJPpp7I6Laq31atODV47LZTxw/s400/1295017843_d6dff7c219.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5493745697040505026&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Na volta do colégio havia uma casa abandonada.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Aquilo era engraçado: a casa abandonada só existia na volta do colégio. Na ida, às 7 da manhã, ela não existia para os meus olhos. Estava lá, no meio do caminho, incrustrada na paisagem matinal e etérea daquela rua em aclive constante, mas simplesmente não existia. Para existir, era preciso que eu a visse, que a enquadrasse com meus olhos curiosos, mas meus olhos às 7 da manhã só contavam as lages de pedra das calçadas, meu caminho corrido e percorrido rápidamente em direção ao colégio. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Talvez, em todas aquelas manhãs, a casa dormisse, tal qual a minha vontade. E, se dormindo, se aquietasse e se tornasse invisível pelo seu silêncio. Casas abandonadas sempre fazem barulhos específicos. Zunidos, estalos, vidraças balançando com ventos repentinos e inconstantes ou mesmo o bater de asas de algum morcego solitário. Casas abandonadas murmuram e soluçam. Casas abandonadas chamam.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E aquela casa me chamava. Talvez me chamasse na ida, mas como eu não a via, tampouco a ouviria. Mas na volta, eu sempre a ouvia e via. Ouvia o chamado dela, e ela me dizia &quot;venha me visitar, estou te esperando!&quot;, e todas as suas janelas fechadas pareciam piscar para mim. Eu podia até ouvir o rangir do portão que não abria fácil, era emperrado, mas, uma vez feito de ferro torneado, nem precisava abrir para ranger. Portões de ferro torneados e enferrujados contém rangidos em si mesmos, são ranzinzas por natureza. E a impressão que eu tinha era que aquele portão me odiava.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Muitas vezes atravessei corajosamente o portão ranzinza, na volta do colégio. Eu o empurrava com força e ele rangia alto. Ao entrar, vislumbrava o tronco rugoso de um grande antigo jacarandá, cujas flores caídas na calçada coloriam o meu caminho. Então, eu andava pelo corredor lateral e seguia até a varanda, e ali sentava nos seus degraus sujos. Ficava ali sentada por um tempo que não me preocupava em contar, pois, afinal, aquele era um tempo que só existiria mesmo para mim e para mais ninguém. Quando eu saía dali, ou saía dela, sempre me despedia com o meu olhar. Eu sei que ela sentia isso, eu a olhava com carinho, e no meu olhar havia a promessa de retorno. Sair dali era difícil, ela me segurava, como se tivesse longos e macios braços. Ao passar pelo portão ranzinza eu o ouvia dizer &quot;vá logo, vá embora daqui!&quot;. Eu ria por dentro.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Hoje eu vejo que, sem saber, eu a entendia. A casa abandonada vivia para dentro de si. Nunca havia entrado dentro dela, mas podia imaginar como eram seus quartos, suas salas, seus compartimentos secretos. Eu admirava a velhice de suas paredes descascadas e cheias de rachaduras, seus beirais incompletos semi destruidos, seu piso desgastado pelo muito pisar. A janela do sótão era menina, ela cantava. Se houvesse um porão, era dele o ronco que ouvia vez ou outra. E de sua cozinha, capturava no ar os resquícios dos antigos cheiros da salsa e dos assados com batatas no forno a lenha.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Muitas almas ali varriam com o vento as folhas das antigas árvores do pomar, pois casas assim sempre teriam flores e frutos no seu jardim. Os aromas dos frutos faziam parte dela , o jardim florido fazia parte dela, a pequena horta fazia parte dela. Tudo, além dela mesma, era ela e ainda ali ainda residia, mesmo que só na memória da casa abandonada.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A casa tinha muito a me contar e me contava aos borbotões, em partes desencontradas. Eu juntava as partes pacientemente. Histórias de homens, de mães e seus filhos, seus netos e bisnetos. Histórias de nascimentos e mortes, de chegadas e partidas, de alegrias e tragédias. Histórias de amor, de ódio e de solidão. E eu via e ouvia. E eu a sentia. O hálito da casa era doce. Mas não conseguia guardar nenhuma de suas histórias. Era ela a falar e falar, sempre, e eu a ouvir e ouvir. Muitas vezes o meu silêncio a aturdia, a deixava aflita. Mas eu não tinha nada para contar, era muito jovem e sabia quase nada da vida de uma casa.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Muitas visitas minhas à casa aconteceram. Lá eu nunca me sentira só, nem com fome, nem sede, nem nunca sentira medo. A casa tinha lá seus mistérios, seus achaques, seus fantasmas que a incomodavam e lhe tiravam ainda mais o viço. A cada dia ela se acabava, parecia que sua energia lhe escapava, e era disso que ela precisava, da energia da minha presença, que a cada dia depositava ali. Eu me sentia livre dentro daqueles muros, ela ceitava que eu me sentisse livre e reconhecia a minha liberdade. Sem mesmo me ouvir, nem saber quem eu era, generosa, ela me acolhia e deixava-se habitar. Compartilhava-se um bem que não se sabia, era mútuo, e seria quase eterno.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Um dia a casa foi demolida. Uma demolição rápida, pela manhã. Amanheci, fui ao colégio e na volta ela agonizava. Parei à frente, incrédula. So existia ainda a fachada, sem as janelas que piscavam. Deixaram-na nua e eu vi o seu vazio interno, vazio do qual ela tanto se envergonhava. O telhado reduzido a uma pilha de lenha e cacos de telhas e eu ouvia o barulho de motosserras, vindo lá dos fundos. Paralisada, olhei para o portão ranzinza e este me dizia &quot;vá embora!&quot;, mas eu fiquei ali, solidária, ainda tentando ouvir o chamado da casa abandonada, para que eu entrasse.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas ela não me chamou. Nem quando a motosserra parou eu a ouvi chamar. Homens rudes e desconhecidos circulavam como autômatos e empilhavam coisas, restos seus, grandes tijolos. Eu olhava as pilhas e reconhecia cada um dos pedaços. Uma máquina entrava pelo muro semi-destruído e arrastava as muretas dos canteiros e os pequenos arbustos que já haviam sido arrancados. Só o antigo e enorme jacarandá da entrada parecia estar incólume e talvez estivesse sendo poupado. No dia seguinte, nada mais existia, nem o portão ranzinza. Só o jacarandá triste e opaco,  sem as suas flores.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Eu já não tinha mais onde parar na volta do colégio. A ida e a vinda se tornaram uma coisa só, um tropeço, um cansaço, uma coisa enfadonha e totalmente sem graça. Nem a curiosidade me movia os olhos, mesmo sabendo que a casa nova e moderna se erguia em volta daquele jacarandá, que o mantiveram, talvez,  em sinal de respeito à memória daquela que a havia precedido. Mas eu não reconhecia mais o meu caminho, estava perdida na volta. Eu procurava os sinais do tempo e não via além das pedras das calçadas.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Na volta do colégio, perdida no vazio de um tempo que nunca existiu a não ser para mim mesma, naquela casa abandonada.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://azuladamente.blogspot.com/feeds/8317593555427294350/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/33493128/8317593555427294350?isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33493128/posts/default/8317593555427294350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33493128/posts/default/8317593555427294350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://azuladamente.blogspot.com/2010/07/casa-abandonada.html' title='a casa abandonada'/><author><name>\/ndre\/</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17626191916188010512</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiGuwHHIartCqi4II1L-JrbI1LI3fSK0-O68vH9voxp1vvfGlXUwT6gkKeTMtmT2vrlFXRC2LnLYc-O4xb5jVziio4QooL3zumYqoV1OKQNneabH-ACRh50PDn_WgzxpBw/s220/PA0500461.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhlUqEarXs6N0vj6D3YQdYSZP7t1J-ht22i0-Lwq8BEF6_jRrDJChaZc0jacUH6p31FN3fSfe-6nb9Muzoq7-1WiiMvWmfVbTEuW05pJ0vLZtgDraJPpp7I6Laq31atODV47LZTxw/s72-c/1295017843_d6dff7c219.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33493128.post-7964563424904076520</id><published>2010-07-22T13:14:00.000-03:00</published><updated>2010-07-22T14:14:34.389-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="porralouquismo"/><title type='text'>abstraindo o momento</title><content type='html'>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhqbOHjvbZZNYhuOVM13L4DcV4lO9_tJXnc4j6nYOwWhCWaoH59E1ECN2Q-7u0bOxKn3EMFIw42mT7FK2_BYha70FKlIVUCprdQ0meovVRDnUqtK3w9XrCeyEU9sHiWGQi5ny8NUQ/s1600/Loucura.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 359px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhqbOHjvbZZNYhuOVM13L4DcV4lO9_tJXnc4j6nYOwWhCWaoH59E1ECN2Q-7u0bOxKn3EMFIw42mT7FK2_BYha70FKlIVUCprdQ0meovVRDnUqtK3w9XrCeyEU9sHiWGQi5ny8NUQ/s400/Loucura.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5496779177092555010&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;   style=&quot;;font-family:Arial,sans-serif,Verdana;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;br /&gt;Hoje, deparei-me com hienas cor de âmbar sob o peitoril daquela imensa janela que dá para o precipício dos eucaliptos fúcsias de Estolingrado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;   style=&quot;;font-family:Arial,sans-serif,Verdana;font-size:100%;&quot;&gt;Nenhum véu, nem as vinhas, nem os vãos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;   style=&quot;;font-family:Arial,sans-serif,Verdana;font-size:100%;&quot;&gt;E dentro das horas cujos minutos pingavam cera sobre o pires da xícara que ardia sobre as amarelas encostas daquelas tortas costas de DeMiltons, lancei-me ao hálito apodrecido das magnólias nauseabundas, num vôo sem esqueletos nem chumbo, na ânsia de vômito mais só, insone e insólito que nunca, em camadas e espasmos, houveram de haver no curto espaço cumprido por esta breve fenda atemporal que se me revela neste frígido frigir de ovos moles.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;   style=&quot;;font-family:Arial,sans-serif,Verdana;font-size:100%;&quot;&gt;Nem as vinhas. Nem os vãos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;   style=&quot;;font-family:Arial,sans-serif,Verdana;font-size:100%;&quot;&gt;Nenhuma senda, nem sonda, nem lontra. Nenhum caramanchão. Tudo encerrava as navetes, e os molhes firmavam como luvas até o espartilho. Mudas, medos, malvadas múmias miavam nas catacumbas aureoladas dos eternos picos cerrados, e o cheiro era de montanhas de nenúfares. Ah, os eternos picos!! Sem sombra, daqueles píncaros nada se garfava, só gargalhava. Havia muitas heras, e as priscas eram outras...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;   style=&quot;;font-family:Arial,sans-serif,Verdana;font-size:100%;&quot;&gt;O véu se fez veia. A Velha se fez virgo. O lance final sossobrava e nada vinha do que viria se viesse ser.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;   style=&quot;;font-family:Arial,sans-serif,Verdana;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;   style=&quot;;font-family:Arial,sans-serif,Verdana;font-size:100%;&quot;&gt;Que desperdício! Sim, as priscas eram outras. E o nada se fez mais nada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://azuladamente.blogspot.com/feeds/7964563424904076520/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/33493128/7964563424904076520?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33493128/posts/default/7964563424904076520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33493128/posts/default/7964563424904076520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://azuladamente.blogspot.com/2010/07/abstraindo-o-momento.html' title='abstraindo o momento'/><author><name>\/ndre\/</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17626191916188010512</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiGuwHHIartCqi4II1L-JrbI1LI3fSK0-O68vH9voxp1vvfGlXUwT6gkKeTMtmT2vrlFXRC2LnLYc-O4xb5jVziio4QooL3zumYqoV1OKQNneabH-ACRh50PDn_WgzxpBw/s220/PA0500461.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhqbOHjvbZZNYhuOVM13L4DcV4lO9_tJXnc4j6nYOwWhCWaoH59E1ECN2Q-7u0bOxKn3EMFIw42mT7FK2_BYha70FKlIVUCprdQ0meovVRDnUqtK3w9XrCeyEU9sHiWGQi5ny8NUQ/s72-c/Loucura.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33493128.post-5180945079602646577</id><published>2010-07-21T22:29:00.005-03:00</published><updated>2010-07-22T14:08:10.962-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="achados"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="engraçado"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="foto"/><title type='text'>eu também ouço essas</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhINJOynYZ90jwkf1981kWsiNFuzEz3WGBjXP2wJMZtlRLs2cUAMFZQnea6woRIebQdvCkY6pz0guK6y43s2SzyKNq3hyzOrOmpsGq5n2uHcIemstM68yveW7nsyle2LaPTf-sf1A/s1600/OgAAAKa-1ztEQ0WHtQFb-8QoXrri6InUBv5ZqF8DsUoPuN6TZhwjEOu7QIZFzj_yLFIOJl0iobGTrkPvnKU_7Vi_ZdQAm1T1UJzz8-ls53EwTyDK_PGjP5W2m8c9.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 260px; height: 400px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhINJOynYZ90jwkf1981kWsiNFuzEz3WGBjXP2wJMZtlRLs2cUAMFZQnea6woRIebQdvCkY6pz0guK6y43s2SzyKNq3hyzOrOmpsGq5n2uHcIemstM68yveW7nsyle2LaPTf-sf1A/s400/OgAAAKa-1ztEQ0WHtQFb-8QoXrri6InUBv5ZqF8DsUoPuN6TZhwjEOu7QIZFzj_yLFIOJl0iobGTrkPvnKU_7Vi_ZdQAm1T1UJzz8-ls53EwTyDK_PGjP5W2m8c9.jpg&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5496536977550795730&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;Foto: Walkiria Adams&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://azuladamente.blogspot.com/feeds/5180945079602646577/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/33493128/5180945079602646577?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33493128/posts/default/5180945079602646577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33493128/posts/default/5180945079602646577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://azuladamente.blogspot.com/2010/07/eu-tambem-ouco-essas.html' title='eu também ouço essas'/><author><name>\/ndre\/</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17626191916188010512</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiGuwHHIartCqi4II1L-JrbI1LI3fSK0-O68vH9voxp1vvfGlXUwT6gkKeTMtmT2vrlFXRC2LnLYc-O4xb5jVziio4QooL3zumYqoV1OKQNneabH-ACRh50PDn_WgzxpBw/s220/PA0500461.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhINJOynYZ90jwkf1981kWsiNFuzEz3WGBjXP2wJMZtlRLs2cUAMFZQnea6woRIebQdvCkY6pz0guK6y43s2SzyKNq3hyzOrOmpsGq5n2uHcIemstM68yveW7nsyle2LaPTf-sf1A/s72-c/OgAAAKa-1ztEQ0WHtQFb-8QoXrri6InUBv5ZqF8DsUoPuN6TZhwjEOu7QIZFzj_yLFIOJl0iobGTrkPvnKU_7Vi_ZdQAm1T1UJzz8-ls53EwTyDK_PGjP5W2m8c9.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33493128.post-8078404434501070233</id><published>2010-07-20T09:10:00.001-03:00</published><updated>2010-07-21T22:09:47.913-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="cronica"/><title type='text'>Não me sigam</title><content type='html'>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEju-7NTG8-5nDrGtRAlvungJWlrBN9UIVWtDx7FccgOLPLtfqcLEVB57pLxxkRhqYhGSGVNXFlb0kVDaBDFCOigQDUEDEC7uPvqfubms0OAiOmqCIPuur2irO1na_S_PHgFLyEoNA/s1600/baralhoz06.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px; height: 343px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEju-7NTG8-5nDrGtRAlvungJWlrBN9UIVWtDx7FccgOLPLtfqcLEVB57pLxxkRhqYhGSGVNXFlb0kVDaBDFCOigQDUEDEC7uPvqfubms0OAiOmqCIPuur2irO1na_S_PHgFLyEoNA/s400/baralhoz06.jpg&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5496515960143889794&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não escrevia porque gostava de escrever. Não escrevia para que a lessem. Suas pretensões de existência naquelas telas eram mínimas, e para consumo próprio. Escrevia para chamar atenção de si mesma. Escrevia para poder enxergar-se como era. Escrevia para tentar comunicar-se com seus pensamentos escondidos. Escrevia para realçar cores, para aprimorar as formas, para aperfeiçoar-se na dinâmica daquilo que chamava de constatação de si mesma.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Há quem diga que a palavra escrita ou falada foi inventada para esconder pensamentos. Ela discordava! Ali naquela tela ela tentava abrir seu baú de segredos. Descobria-se. Intensificava-se. Exaltava-se. Dizia quem era e ao que vinha. E o que vinha era aquilo que pensava, do jeito que pensava.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E o jeito é de cada um, ela sabia. A beleza é de cada um. E há a beleza de cada um, de todos os jeitos. E isso a encantava.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Se jogava com palavras é por que gostava de jogos. Jogava palavras no vácuo da tela azul, como dados, como cartas. Mas não queria contar pontos, muito menos ganhar. Queria somente o jogo. Queria existir no jogo. Queria ser o jogo. Permitia-se ser o jogo. Mas só ela sabia disso. E este era um segredo cuja chave estava no que escrevia.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas um medo a assombrava a cada tecla desenhada, em cada palavra, em cada frase desenformada. Um medo terrível, uma sombra, um fantasma. E, se alguém, algum dia, conseguisse descobrir essa chave? &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Aí o jogo terminaria. Terminaria suas chances, suas luzes, seu palco de ser, suas probabilidades de existência à margem do tempo e espaço. O tormento da sombra da compreensão. A cartada do mestre. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E isso, senhoras e senhores, significava a ela somente uma coisa: o fim.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Porém, salvava-se na tábua de uma última carta, escondida dentro da manga. Tudo mudaria e não mudaria por completo. Pintaria novas bolinhas nos dados. Inventaria um naipe novo. Sabotaria as roletas.  Compraria os reias e os ases, faria pactos com curingas, tudo muito trabalhoso. A existência é trabalhosa. E seria tudo  justificado, tudo pelo jogo. Tudo pelo vício de escrever. Tudo para manter o segredo da sua existência. O segredo da sua beleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuaria, custe o que custasse. Mudaria o segredo, se precisasse, mas só em última instância. Só no desespero.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://azuladamente.blogspot.com/feeds/8078404434501070233/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/33493128/8078404434501070233?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33493128/posts/default/8078404434501070233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33493128/posts/default/8078404434501070233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://azuladamente.blogspot.com/2010/07/nao-me-sigam.html' title='Não me sigam'/><author><name>\/ndre\/</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17626191916188010512</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiGuwHHIartCqi4II1L-JrbI1LI3fSK0-O68vH9voxp1vvfGlXUwT6gkKeTMtmT2vrlFXRC2LnLYc-O4xb5jVziio4QooL3zumYqoV1OKQNneabH-ACRh50PDn_WgzxpBw/s220/PA0500461.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEju-7NTG8-5nDrGtRAlvungJWlrBN9UIVWtDx7FccgOLPLtfqcLEVB57pLxxkRhqYhGSGVNXFlb0kVDaBDFCOigQDUEDEC7uPvqfubms0OAiOmqCIPuur2irO1na_S_PHgFLyEoNA/s72-c/baralhoz06.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33493128.post-2886945748392787956</id><published>2010-07-19T00:49:00.012-03:00</published><updated>2010-07-22T14:07:46.895-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="comida"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="engraçado"/><title type='text'>Papo comestível I</title><content type='html'>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhYc2MUr_2kFQTAeSQWWwW-ZQEzUxxZar5jvOIUPFTMzXq-AvMoO5c-H_jA6JCvMCSdy1jJP2WAnrVTDH9ICGCsgDxvlsC1-rwRa46sRvFDcP9rbXSjK-JgY9TT6zGp5YjDimE5wQ/s1600/sushi-etiquette1.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 253px; height: 400px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhYc2MUr_2kFQTAeSQWWwW-ZQEzUxxZar5jvOIUPFTMzXq-AvMoO5c-H_jA6JCvMCSdy1jJP2WAnrVTDH9ICGCsgDxvlsC1-rwRa46sRvFDcP9rbXSjK-JgY9TT6zGp5YjDimE5wQ/s400/sushi-etiquette1.jpg&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5496498890242689858&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sushi. Pedacinho disso, com aquilo dentro, bem assentadinho, bem enroladinho, bem coloridinho, bem comportadinho. Comidinha burocrática e cheia de regrinhas. Feito - quase sempre - por mãozinhas pequeninhas, branquinhas, semi-transparentes. Mãozinhas que dançam a dança do sushi. A dança da alga ressecada. A dança do arroz todos-juntos-venceremos. A dança da manga com pepino e kani.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Prá variar, o problema do sushi é a sua interpretação. Ninguém entende o sushi como os orientais entendem. O sushi é um tanto quanto insossinho. Um cru denro de um mal cozido, tem tudo para ser um mau comido. É como música ambiente de restaurante. Ou como a monótona arte de ficar vendo a roupa rodar na máquina de lavar. Coisas de ritual que a gente entende picas.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas o sushi se salva pelo molho. Se não fosse aquele molho...oh, baby, para mim, o segredo está no molho! Orientais inventaram o sushi. Orientais comem sushi com chá ou saquê. Orientais são espertinhos, também inventaram o mojo do sushi. E sushi sem mojo é como um jardim sem flores, baby. Oh, yeah!&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E há também - óh, óh, óh - a possibilidade de reinterpretação do sushi. Nós, ocidentais, temos mania de releituras. Queremos fazer a coisa do nosso jeito, e não interessa se burlamos todas as regras e preceitos milenares. Há quem faça do sushi uma mini-escultura, um exercício de equilibrismo de pedacinhos disso e daquilo em cida daquilo e mais um outro disso. E vale tudo, todo o tipo de mistura de texturas e sabores. Coragem, é preciso coragem. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas ainda é muito barulho por nada. A coisinha ainda é um trocinho. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Antes de ser uma chatice comestível, o sushi é uma burocracia mitológica e estilizada oriental. O sushi é um disfarce para a fome de uma lazanha à bolonhesa. Mas é de bom tom não fazer pouco caso do rolinho. Melhor mesmo é não ter medo. Se ele se soa incerto, beba antes um saquê. Pegue nos pauzinhos. Manuseie. Finja que é o maestro. Não se assuste, vai com fé que voce consegue. É como entrar numa fila de banco. Um dia voce chega lá.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas se voce não conseguir, fique só olhando os rolinhos e suas delicadezas. E tome-lhe-lhe  saquê. Voce pode entrar em alfa. Cuidado, perigo, não deixe-se hipnotizar, os rolinhos são insossos, mas nunca ingênuos. Brinque.  Faça um totem empilhando um sobre o outro. Ensaie uma flor, um colar, uma centopéia. Traga sua lazanha de casa e enfeite com os rolinhos. Mas seja educado e não deixe que o sushi-man o veja fazendo isso.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ele tem aquela faca, lembra?&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://azuladamente.blogspot.com/feeds/2886945748392787956/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/33493128/2886945748392787956?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33493128/posts/default/2886945748392787956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33493128/posts/default/2886945748392787956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://azuladamente.blogspot.com/2010/07/papo-comestivel-i.html' title='Papo comestível I'/><author><name>\/ndre\/</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17626191916188010512</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiGuwHHIartCqi4II1L-JrbI1LI3fSK0-O68vH9voxp1vvfGlXUwT6gkKeTMtmT2vrlFXRC2LnLYc-O4xb5jVziio4QooL3zumYqoV1OKQNneabH-ACRh50PDn_WgzxpBw/s220/PA0500461.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhYc2MUr_2kFQTAeSQWWwW-ZQEzUxxZar5jvOIUPFTMzXq-AvMoO5c-H_jA6JCvMCSdy1jJP2WAnrVTDH9ICGCsgDxvlsC1-rwRa46sRvFDcP9rbXSjK-JgY9TT6zGp5YjDimE5wQ/s72-c/sushi-etiquette1.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33493128.post-4960416205721223506</id><published>2010-07-16T16:38:00.001-03:00</published><updated>2010-07-22T14:08:36.583-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="achados"/><title type='text'>RainyMood.com</title><content type='html'>&lt;a href=&quot;http://www.rainymood.com/&quot;&gt;RainyMood.com&lt;/a&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://azuladamente.blogspot.com/feeds/4960416205721223506/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/33493128/4960416205721223506?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33493128/posts/default/4960416205721223506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33493128/posts/default/4960416205721223506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://azuladamente.blogspot.com/2010/07/rainymoodcom.html' title='RainyMood.com'/><author><name>\/ndre\/</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17626191916188010512</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiGuwHHIartCqi4II1L-JrbI1LI3fSK0-O68vH9voxp1vvfGlXUwT6gkKeTMtmT2vrlFXRC2LnLYc-O4xb5jVziio4QooL3zumYqoV1OKQNneabH-ACRh50PDn_WgzxpBw/s220/PA0500461.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33493128.post-7442096232935762332</id><published>2010-07-16T09:04:00.005-03:00</published><updated>2010-07-16T10:52:27.100-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="adeus"/><title type='text'>Adeus à Crisálida</title><content type='html'>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh-GoBSyMgI900AaMpCtr4k9OZZgoupQJwzGUKyBMUAdWphM5cwKpNfU6MXWAvvHpha0ElfAuYodEVTFsm4EeFAGjXQjws9Thk5WWLPrcj6jJux8-A4lqlBYJcFcG6qDQ-k7Nh3Yg/s1600/borboleta-branca-621c1.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 291px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh-GoBSyMgI900AaMpCtr4k9OZZgoupQJwzGUKyBMUAdWphM5cwKpNfU6MXWAvvHpha0ElfAuYodEVTFsm4EeFAGjXQjws9Thk5WWLPrcj6jJux8-A4lqlBYJcFcG6qDQ-k7Nh3Yg/s400/borboleta-branca-621c1.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5494481774593946738&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Minha imaginação solitária segue seu rumo incerto. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Invento horas, partidas, chegadas. Invento os durantes, os tempos de acontecer. Sincronizo pensamentos com cores, danço nos acostamentos, planejo por mapas invertidos.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É hora de ir, eu sei. É hora de dizer adeus à crisálida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Prendi-me a enganos. Prendi-me a detalhes. Quis achar o que quis. Achei, e agora quero perder tudo novamente. Ir sem deixar migalhas de pão, nem bolinhas de gude, nem moedas. É preciso que se desmarquem os caminhos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É preciso ser bondosa consigo mesma, que se apague uma parte da memória.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A vida feita de ciclos é prazerosa, porém cansativa e dolorosa. O significado de tudo, ao final de tudo,  pode ser só um lamento. E o lamento pode se transformar numa sombra que ninguém mais vê. Ficou lá atrás, perdido numa encruzilhada. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estimo que a viagem recomece logo. Uma vez queria a pressa, hoje eu a exijo. Sem lenços nem despedidas, posso voar com minhas novas asas para lugares onde me permito ir. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lugares de sonhos, de cores, de vida leve e aventureira.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://azuladamente.blogspot.com/feeds/7442096232935762332/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/33493128/7442096232935762332?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33493128/posts/default/7442096232935762332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33493128/posts/default/7442096232935762332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://azuladamente.blogspot.com/2010/07/adeus-crisalida.html' title='Adeus à Crisálida'/><author><name>\/ndre\/</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17626191916188010512</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiGuwHHIartCqi4II1L-JrbI1LI3fSK0-O68vH9voxp1vvfGlXUwT6gkKeTMtmT2vrlFXRC2LnLYc-O4xb5jVziio4QooL3zumYqoV1OKQNneabH-ACRh50PDn_WgzxpBw/s220/PA0500461.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh-GoBSyMgI900AaMpCtr4k9OZZgoupQJwzGUKyBMUAdWphM5cwKpNfU6MXWAvvHpha0ElfAuYodEVTFsm4EeFAGjXQjws9Thk5WWLPrcj6jJux8-A4lqlBYJcFcG6qDQ-k7Nh3Yg/s72-c/borboleta-branca-621c1.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33493128.post-5792781034182613559</id><published>2010-07-14T10:36:00.005-03:00</published><updated>2010-07-16T13:01:30.676-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="cronica dia-a-dia"/><title type='text'>Duas curvas, dois pontos</title><content type='html'>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi4beVyfvH3oWw6WYjjJ_RmmtTgnxKcdZTyJBGAZ4QL_uwtnmBhg8U65sx-FPgZiI9EEXZRgpSmj0n-V_2CJ9ysCdGlV3aYYhy7YesllRc6S2UROmDaaZEGL0eXtQhZ3w79LVoyBA/s1600/drawing+of+girl+with+heart.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 287px; height: 320px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi4beVyfvH3oWw6WYjjJ_RmmtTgnxKcdZTyJBGAZ4QL_uwtnmBhg8U65sx-FPgZiI9EEXZRgpSmj0n-V_2CJ9ysCdGlV3aYYhy7YesllRc6S2UROmDaaZEGL0eXtQhZ3w79LVoyBA/s400/drawing+of+girl+with+heart.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5493944092655670690&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;  style=&quot;color:#0000EE;&quot;&gt;&lt;u&gt;&lt;br /&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;Manhã na cozinha solitária. Ouço ruídos, há por lá o que fazer, mas finjo para mim mesma que não sei o que é. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A cafeteira tosse engasgada com seus vapores e a geladeira treme de frio. O avental sujo e amassado suspira e desmaia sobre o encosto da cadeira torta, de mal com tudo, que só escuta a parede.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O pão dorme na cesta e palha. O copo pede seu banho. Garfos, facas e colheres não se entendem na pia. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Paro no vão da porta, empaco por ali, desisto. Penso naqueles gnomos e um sorriso leve me pega só de um lado da boca. tenho uma idéia melhor. Pego meu caderno e caneta preta. Há muita manhã ainda e eu quero tentar novamente. Quem sabe não é essa a hora daquele anjo?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O silêncio por mim imposto na minha busca por inspiração cede ao barulhinho da chuva na telha transparente do vão de luz. Uma voz ancestral, apavorada, grita em minha cabeça:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Veja só, voce não limpou os vidros! Quanto pó!!!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Assustada, largo imediatamente a caneta sobre o caderno e o caderno sobre a mesa. Saio alarmada em busca do pano e detergente. Chego àquele vão da porta e empaco novamente. Alguma coisa acontece e eu preciso voltar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Volto e miro o olhar na janela suja. E vejo que há algo ali que não tinha visto antes: um desenho de um coração, feito com o dedo, no pó do requadro de vidro. Agora sorrio um sorriso por inteiro. Foi Anabela que rabiscou ali mais um desenho, ela não se cansa. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Anabela me salva, como tantas vezes. E me faz lembrar que tenho o seu amor. O amor de minha filha me faz esquecer o pano e o detergente. Não vou lavar o vidro, quero o pó, quero o coração e o amor de minha filha.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu gostava de desenhar corações. Eu gostava de desenhar. Hoje desenho pouco por não mais acreditar no que desenhar. Cresci. Perdi a crença nas figuras de criança. Minhas mãos só vestem o lápis para desfilar em traço disforme e distante. Rompi com a forma e a forma se fez invisível. Corações não são mais corações. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;São só curvas, nada mais. Eu só uno pontos. Meu desenho tornou-se burocrático e sem corações. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aperto caderno contra o peito e rezo pedindo ajuda. Eu quero, meu anjo, ah, como eu quero! A mão gelada aperta a caneta e quase rasga o papel. Meu coração quase para. Minha caneta aponta um caminho novo. Imito Anabela e desenho um outro coração no pó da janela. E outro coração na página do caderno. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Meu coração, na ponta da caneta, quer voltar a ter a velha forma.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://azuladamente.blogspot.com/feeds/5792781034182613559/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/33493128/5792781034182613559?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33493128/posts/default/5792781034182613559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33493128/posts/default/5792781034182613559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://azuladamente.blogspot.com/2010/07/pontro-linha-curva.html' title='Duas curvas, dois pontos'/><author><name>\/ndre\/</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17626191916188010512</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiGuwHHIartCqi4II1L-JrbI1LI3fSK0-O68vH9voxp1vvfGlXUwT6gkKeTMtmT2vrlFXRC2LnLYc-O4xb5jVziio4QooL3zumYqoV1OKQNneabH-ACRh50PDn_WgzxpBw/s220/PA0500461.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi4beVyfvH3oWw6WYjjJ_RmmtTgnxKcdZTyJBGAZ4QL_uwtnmBhg8U65sx-FPgZiI9EEXZRgpSmj0n-V_2CJ9ysCdGlV3aYYhy7YesllRc6S2UROmDaaZEGL0eXtQhZ3w79LVoyBA/s72-c/drawing+of+girl+with+heart.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33493128.post-8408836250223752181</id><published>2010-07-14T09:11:00.004-03:00</published><updated>2010-07-16T10:53:20.400-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="memória"/><title type='text'>Caixa da Memória</title><content type='html'>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjOER68VMeFHrF8KD7JTt_DqDcui6R25w_VaYAxI79oxWuHKwVaI6Heh_0-AzCLEx62m1hhWxXfT-ZpwgKBiwAAEnKFPETcLnpQrg7IItdUvABbY-owhsnKjtIRCqVRvm-fe4hrlg/s1600/weddingdresses-24.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 298px; height: 400px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjOER68VMeFHrF8KD7JTt_DqDcui6R25w_VaYAxI79oxWuHKwVaI6Heh_0-AzCLEx62m1hhWxXfT-ZpwgKBiwAAEnKFPETcLnpQrg7IItdUvABbY-owhsnKjtIRCqVRvm-fe4hrlg/s400/weddingdresses-24.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5493743827533973970&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;(Essa aqui...não lembro quem é...mas e daí?)&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Na mesa, com minha mãe, deixo de ser eu mesma para ser totalmente sua filha. Minha mãe acha que me conhece, mas ela não sabe quem eu sou. Nem eu mesma sei quem eu sou, como ela saberia?&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nos distraímos com as caixinhas de chá, com a garrafa térmica quebrada - que ela diz &quot;eu a tenho desde o seu casamento!&quot;- , com a toalha de renda sintética branca e escorregadia sobre a mesa de fórmica também escorregadia, com as pesadas facas remanescentes do antigo faqueiro, e com as xícaras desencontradas. Relevamos assuntos desencontrados e pessoas que passam ser deixar vestígios importantes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A vida também é feita de coisas desimportantes. Um chá de jasmim pode muito bem lembrar uma tarde que se perdeu na memória. E não por ser uma tarde importante, mas por ser uma tarde perdida no tempo da memória. A memória daquela tarde é spam, que pode ficar no lixo e passar despercebida. A memória de um chá da tarde que pode ter existido sómente na nossa memória.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nossa memória desimportante nos chama à importância. Queremos ser alguém dentro de nossa vida desimportante. E é por isso que guardamos pistas para isso, como uma caixa de fotos antigas, de antigos personagens que fazem parte de nossa história, de quem nem se sabe muito bem quem são.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas estão todos lá, reunidos dentro da caixa decorada, em poses tão herméticas quanto à própria existência. Há manchas amareladas sobre faces e roupas brancas. Pessoas já mortas nos sorriem dentro das molduras. Todas aquelas pessoas de nossa história cabem aqui, dentro de uma caixa e a caixa dentro de uma gaveta. E a gaveta da cômoda encerra vidas e vidas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Nem sei por que guardo essas fotos - diz minha mãe.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Gosto das fotos pela sua beleza estética. Não sei quem são aquelas ilustres pessoas. Sei que são, de alguma maneira, meus antepassados. Mas não confio nessa informação, pois antes de mim a história teve muitas faces e muitas foram as versões. Só posso crer naquilo que vi e ouvi para poder passar adiante, e naquelas fotos não há legenda.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas há a memória de minha mãe, que me salva dessa minha ignorância. Com ela, descubro que minha avó tabém foi jovem, que ela não foi sempre a velha que conheci e aprendi a amar. Então começo a pensar em minha avó de outra maneira, com um novo rosto, sem cabelos brancos e sem rugas. É estranho, muito estranho, parece que não é ela. Nesta momento fico aflita, quase perco a memória de minha avó. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É como perder algo que mal se tem. Temos uma memória que não consegue, por mais que se esforce, guardar. Se mal nos conhecemos a nós mesmos, estamos condenados a aceitar pistas plantadas e fotos sem legenda, dentro caixas,  de alguém que amorosamente as guardou e nem sabia para que.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://azuladamente.blogspot.com/feeds/8408836250223752181/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/33493128/8408836250223752181?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33493128/posts/default/8408836250223752181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33493128/posts/default/8408836250223752181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://azuladamente.blogspot.com/2010/07/caixa-da-memoria.html' title='Caixa da Memória'/><author><name>\/ndre\/</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17626191916188010512</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiGuwHHIartCqi4II1L-JrbI1LI3fSK0-O68vH9voxp1vvfGlXUwT6gkKeTMtmT2vrlFXRC2LnLYc-O4xb5jVziio4QooL3zumYqoV1OKQNneabH-ACRh50PDn_WgzxpBw/s220/PA0500461.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjOER68VMeFHrF8KD7JTt_DqDcui6R25w_VaYAxI79oxWuHKwVaI6Heh_0-AzCLEx62m1hhWxXfT-ZpwgKBiwAAEnKFPETcLnpQrg7IItdUvABbY-owhsnKjtIRCqVRvm-fe4hrlg/s72-c/weddingdresses-24.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>