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	<title>b a n a n a l o g i c</title>
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	<description>&#34;Life is not about finding yourself, life is about creating yourself&#34;.</description>
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  <title>b a n a n a l o g i c</title>
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		<title>Hacking emotions with music</title>
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		<dc:creator><![CDATA[anabananasplit]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Jan 2016 15:26:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Miscelânea]]></category>
		<category><![CDATA[hacking]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>
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					<description><![CDATA[Sometimes we long for a given music because it echoes something we&#8217;re feeling, it acts as some kind of translator, and it allows us to let go of those emotions, to process them into something with wich we can actually &#8230; <a href="http://azulebanana.com/anabananasplit/2016/01/01/hacking-emotions-with-music/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Sometimes we long for a given music because it echoes something we&#8217;re feeling, it acts as some kind of translator, and it allows us to let go of those emotions, to process them into something with wich we can actually carry on living with.</p>
<p>Sometimes we find music which, weirdly, has a power to put us in a given state of mind, or change our emotions.</p>
<p>This music makes me dance. It makes me feel good, regardless of what&#8217;s going on. If it happens to have the same effect on you, I&#8217;ll be glad to have shared it. To kickoff this brand new year. <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/14.0.0/72x72/1f642.png" alt="🙂" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/KDxJlW6cxRk" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Novo livro com 365 páginas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[anabananasplit]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 31 Dec 2014 13:14:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Miscelânea]]></category>
		<category><![CDATA[pessoal]]></category>
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					<description><![CDATA[«Amanhã, é a primeira página em branco de um livro de 365 páginas. Escreve um bom livro.» ~Brad Paisley Sê agente da tua própria vida, para que ela seja algo que crias e não apenas algo que te acontece. Busca &#8230; <a href="http://azulebanana.com/anabananasplit/2014/12/31/novo-livro-com-365-paginas/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://azulebanana.com/anabananasplit/wp-content/uploads/2014/12/10897035_10153007946224322_1200988879378881131_n.jpg" rel="lightbox[2642]"><img decoding="async" loading="lazy" class="alignnone wp-image-2645 size-medium" src="http://azulebanana.com/anabananasplit/wp-content/uploads/2014/12/10897035_10153007946224322_1200988879378881131_n-300x205.jpg" alt="10897035_10153007946224322_1200988879378881131_n" width="300" height="205" srcset="http://azulebanana.com/anabananasplit/wp-content/uploads/2014/12/10897035_10153007946224322_1200988879378881131_n-300x205.jpg 300w, http://azulebanana.com/anabananasplit/wp-content/uploads/2014/12/10897035_10153007946224322_1200988879378881131_n.jpg 512w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a></p>
<p>«<em>Amanhã, é a primeira página em branco de um livro de 365 páginas. Escreve um bom livro.</em>» ~Brad Paisley</p>
<blockquote><p><strong>Sê agente da tua própria vida, para que ela seja algo que crias e não apenas algo que te acontece.</strong> Busca acções deliberadas, não tenhas medo da mudança &#8211; de a iniciar e de a acolher, de olhar para ti própria, de pores tudo em causa, de discutires abertamente, de te manifestares, e do que está do outro lado depois de fazeres tudo isso. Não deixes a vida correr sozinha, tem força para &#8220;começar cada dia como se fosse de propósito&#8221;. Aplica discernimento e coragem ao escolher os riscos que queres correr &#8211; porque é sempre uma escolha, não há ganhos sem perdas, e nada está garantido.</p></blockquote>
<p>Estas são as minhas palavras para mim própria, neste ano que termina, na véspera de mais um ciclo de 365 dias da minha vida.</p>
<p>Os últimos anos não têm sido bons. OK, na <em>bigger picture</em> até foram, comparando com uma imensa maioria de gente no resto do mundo tenho uma boa vida do caraças. Mas na <em>smaller picture</em> da minha vida não foram tão espectaculares. Não me reconheço, sinto-me <em>depleted</em> e vazia, desligada, sinto-me um falhanço em todas as áreas, os meus pensamentos são soturnos, não me sinto bem com a minha vida, não me sinto capaz de a mudar, só tenho dúvidas e incertezas. Sinto que a vida me acontece, e quando a faço, faço mal, faço aquém.</p>
<p>Sei e aceito que a vida tem os seus ciclos. Agora estás bem, depois estás mal, passas para o óptimo, depois para o assim-assim, de volta ao bem, a seguir queda vertiginosa para o terrível, volta a subir para o menos-mau, depois melhora para o bom, <em>and so on</em>. É bom, significa que estás vivo, e que és mais que um vegetal. E, claro, as depressões no gráfico ajudam-te a reconhecer e apreciar os picos. Simplesmente, os vales são uma merda, e as planícies são inquietantes &#8211; &#8220;nunca mais vêm os picos e os planaltos! <em>Maybe they&#8217;ll never come.</em>&#8220;. <em>But then again</em>, eu sou o tipo de pessoa que nos picos se angustia a pensar quando virá de novo a encosta para descer, e nas planícies quando virá um vale qualquer. Aquela sensação horrível de estares a usar tempo emprestado, alguém se distraíu, mas em breve virão cobrar-te.</p>
<p>Em 2015 quero conseguir ser mais corajosa, arriscar quedas e perdas maiores pela possibilidade de alcançar uma vida mais <em>meaningful</em>. Não espero felicidade, é um conceito efémero, difuso, quase intangível (a minha capacidade de <a href="https://www.ted.com/talks/dan_gilbert_asks_why_are_we_happy?language=pt" target="_blank">sintetizar felicidade é muito diminuta</a>). Busco simplesmente mais oportunidades de me dedicar a coisas com <a href="http://www.ted.com/talks/mihaly_csikszentmihalyi_on_flow" target="_blank"><em>flow</em></a>. <a href="http://azulebanana.com/anabananasplit/wp-content/uploads/2014/12/Autonomy-Mastery-Purpose.png" rel="lightbox[2642]"><img decoding="async" loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-2643" src="http://azulebanana.com/anabananasplit/wp-content/uploads/2014/12/Autonomy-Mastery-Purpose.png" alt="Autonomy-Mastery-Purpose" width="352" height="325" srcset="http://azulebanana.com/anabananasplit/wp-content/uploads/2014/12/Autonomy-Mastery-Purpose.png 352w, http://azulebanana.com/anabananasplit/wp-content/uploads/2014/12/Autonomy-Mastery-Purpose-300x276.png 300w" sizes="(max-width: 352px) 100vw, 352px" /></a></p>
<p><em>«Insanity: doing the same thing over and over again and expecting different results.»</em></p>
<p>~Albert Einstein</p>
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		<title>Sou uma INTJ</title>
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		<dc:creator><![CDATA[anabananasplit]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Oct 2014 23:48:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Miscelânea]]></category>
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					<description><![CDATA[Ontem, por brincadeira e distracção, fiz este &#8216;teste de personalidade&#8216;, depois de o Bruno o ter feito também. Sempre considerei termo-nos encontrado no mundo e depois termo-nos interessado um pelo outro e a seguir revelar-se que nos damos tão bem, &#8230; <a href="http://azulebanana.com/anabananasplit/2014/10/09/sou-uma-intj/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem, por brincadeira e distracção, fiz <a href="http://www.16personalities.com/" target="_blank">este &#8216;teste de personalidade</a>&#8216;, depois de o Bruno o ter feito também. Sempre considerei termo-nos encontrado no mundo e depois termo-nos interessado um pelo outro e a seguir revelar-se que nos damos tão bem, como uma ocorrência em série de várias improbabilidades. E segundo estes resultados, é mesmo uma cena improvável, ele é um <a href="http://www.16personalities.com/intp-personality" target="_blank">INTP</a>, que são 4% da população, dizem, e eu sou uma <a href="http://www.16personalities.com/intj-personality" target="_blank">INTJ</a>, 0.8 % da população, e segundo a malta deste site, <a href="http://www.personality-central.com/INTJ-INTP.html" target="_blank">estas duas personalidades dão-se bem</a>.</p>
<p><a href="http://azulebanana.com/anabananasplit/wp-content/uploads/2014/10/Captura-de-ecrã-total-09102014-224249.jpg" rel="lightbox[2629]"><img decoding="async" loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-2630" alt="Captura de ecrã total 09102014 224249" src="http://azulebanana.com/anabananasplit/wp-content/uploads/2014/10/Captura-de-ecrã-total-09102014-224249.jpg" width="741" height="467" srcset="http://azulebanana.com/anabananasplit/wp-content/uploads/2014/10/Captura-de-ecrã-total-09102014-224249.jpg 741w, http://azulebanana.com/anabananasplit/wp-content/uploads/2014/10/Captura-de-ecrã-total-09102014-224249-300x189.jpg 300w" sizes="(max-width: 741px) 100vw, 741px" /></a></p>
<p>Não diria que me reconheço a 100 % nos resultados, mas anda perto o suficiente para ser interessante.</p>
<p>Pela primeira vez, apercebi-me de algo fundamental. Há traços de personalidade tão fortes que as flutuações normais ao longo da vida (ou de um ano, sei lá) não conseguem anular, ou mesmo esbater significativamente. Por mais que eu ache que &#8220;devia&#8221; ser mais isto ou mais aquilo, e menos isto ou aquilo, não está ao meu alcance alterar. Poderei ser menos tímida (e com os anos, muito stress de me obrigar a passar pelas coisas e a aprender a lidar melhor com elas) efectivamente tornei-me menos tímida. Mas continuo introvertida. Interagir permanentemente com outras pessoas deixa-me absolutamente exausta. E a falta de tempo para &#8220;olhar para dentro&#8221;, para observar, pensar, ficar quieta e calada, deixa-me a sentir-me vazia.</p>
<p>Sentir-me infeliz e frustrada a fazer coisas em que não sou naturalmente boa e a deixar de fazer outras que me dão naturalmente mais paz e satisfação é normal. Ser introvertido, etc, pode ser algo tão basilar e imutável na nossa arquitectura biológica quanto a identidade de género ou a orientação sexual.</p>
<p>Tentar ser o que não sou e fazer o que não gosto é como tentar ser &#8220;mais homossexual&#8221;. Ou tentar ser mais feminina ou mais masculina. Haverá sempre margem de manobra nesses espectros, podemos desenvolver-nos um pouco mais nesta ou naquela direcção se o desejarmos e houver oportunidade para isso, mas não podemos simplesmente mudar para o outro lado do campo. Podemos apenas tentar enganarmo-nos a nós próprios enquanto o tentamos fazer, mas o falhanço será inevitável. Tentar contrariar traços fortes de personalidade é extenuante. E &#8211; percebo melhor agora &#8211; estúpido, fútil.</p>
<p>Estou farta de lutar contra mim mesma e contra os outros. Nunca serei uma pessoa contente e satisfeita e tenho que aprender a aceitar isso. A minha busca pelo &#8220;constant improvement&#8221; não me levará à felicidade mesmo que seja sempre bem-sucedida, mas estou <em>wired</em> para o perseguir e é isso que me dá gozo fazer, que me faz sentido.</p>
<p>Tenho que mudar a minha vida, sei exactamente como queria que ela fosse, mas falta-me o essencial: como passar daqui para lá. Como livrar-me da teia actual, saltar por cima do &#8220;<em>impending doom</em>&#8220;, e fazer a minha vida ser o que eu quero que ela seja.</p>
<p>Deve haver para aí um livro qualquer de auto-ajuda com a solução.</p>
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		<title>Um avô do caneco</title>
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		<dc:creator><![CDATA[anabananasplit]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Jun 2013 20:38:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Miscelânea]]></category>
		<category><![CDATA[pessoal]]></category>
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					<description><![CDATA[No início desta semana perdi o meu avô. O segundo. O primeiro avô perdi há quase 16 anos. Ele tinha 94 anos, eu tinha 16. Era um avô querido, o João, mas a relação que estabelecemos foi limitada pelo pouco &#8230; <a href="http://azulebanana.com/anabananasplit/2013/06/07/um-avo-do-caneco/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No início desta semana perdi o meu avô. O segundo.</p>
<p>O primeiro avô perdi há quase 16 anos. Ele tinha 94 anos, eu tinha 16. Era um avô querido, o João, mas a relação que estabelecemos foi limitada pelo pouco tempo juntos e pelas condicionantes próprias das faixas etárias respectivas, e pela maior distância física (+300 Km).  O avô João era agricultor, em S. B. de Messines, no Algarve. Foi a primeira pessoa próxima que vi morta, literalmente, e com cujo desaparecimento tive que lidar. O fim era esperado, dada a idade e algumas maleitas menores, e a vida continuou. Sempre tive curiosidade de ter conhecido melhor o meu avô, o seu passado, a sua história, a pessoa. Contudo não foi a sua morte que me impediu de o fazer, mas simplesmente a sua velhice, tinha 79 anos quando eu nasci.</p>
<p>O meu avô Faustino tornou-se avô aos  52 anos, com o meu nacimento. Foi emigrante em França quando era novo, ali entre os 24 e os 30 anos. Em Portugal, depois, ganhou a vida como comerciante. Quando era miúda acompanhei-o em feiras, ia com ele distribuir sacos de farinha e afins (aos clientes), ía com ele aos armazéns para abastecer a mercearia, e ajudava na loja, nas férias do Verão, e sempre que lá íamos à terra.</p>
<p>O meu avô era forte, pragmático, directo, um pouco rude, bem-disposto, e tinha sempre umas tiradas engraçadas. E dizia <a href="http://pararir.com/caralhadas/" target="_blank">caralhadas</a>. Como toda a gente daquela zona, de resto (Casal dos Bernardos, Ourém). Como se fossem pontuação. Mas fazia-o de uma forma engraçada, principalmente por causa do seu ar sério, e fazia-nos rir a todos nos almoços de família. Nos últimos anos incorporei esta herança na minha vida. No momento certo, são libertadoras, divertidas, muitas vezes em simultâneo.</p>
<p><a href="http://azulebanana.com/anabananasplit/wp-content/uploads/2013/06/P7141571.jpg" rel="lightbox[2606]"><img decoding="async" loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-2620" title="Avô Faustino" src="http://azulebanana.com/anabananasplit/wp-content/uploads/2013/06/P7141571.jpg" alt="" width="800" height="600" srcset="http://azulebanana.com/anabananasplit/wp-content/uploads/2013/06/P7141571.jpg 800w, http://azulebanana.com/anabananasplit/wp-content/uploads/2013/06/P7141571-300x225.jpg 300w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></a></p>
<p>Quando deixei a minha área de formação da faculdade e me meti num negócio próprio fadado para me dar trabalho a mais e dinheiro a menos, não ouvi nenhum comentário negativo do meu avô. Se tinha dúvidas ou desagrados, não os manifestou. &#8220;Força para a frente&#8221; e ficava por aí. Sempre apoiou e apostou nos filhos, e fazia o mesmo com os netos, na extensão possível. O meu pai foi o primeiro da família a tirar uma licenciatura. &#8220;<strong>Liberdade com responsabilidade</strong>&#8221; foi um lema de vida que aplicou aos filhos, e que o meu pai nos aplicou a nós também. Para todos nós as noções de família e de solidariedade são basilares.</p>
<p>Nos últimos anos fez-me muita confusão ver o meu avô a envelhecer de forma mais acelerada e notória. Os comentários afiados continuaram sempre até ao fim, felizmente, tinha um espírito muito positivo, mas foi perdendo mobilidade e autonomia. O corpo não lhe acompanhava o espírito, que o queria sempre em movimento, a ir aqui e ali tratar disto e daquilo e ver deste negócio e daquele. O Ti Faustino &#8220;Caneco&#8221; não era homem de ficar parado, e isso custava-lhe, revoltava-o a falta de liberdade. A nós doía-nos perceber isso e não poder devolver-lhe essa liberdade que os anos e as doenças lhe tiravam.</p>
<p>Na madrugada do dia 3 de Junho de 2013 o meu avô morreu. Tinha 84 anos. <strong>Sou ateia, pelo que até prova em contrário, tanto quanto sei, o meu avô extinguiu-se, acabou.</strong> Não foi para outro sítio, nem tomou outra forma. Não estará a olhar por mim algures. Não nos voltaremos a encontrar um dia. Desapareceu uma parte de mim, que eu nunca terei oportunidade de conhecer melhor. Os pais, e os avós, acompanham-nos desde que nascemos, vão-nos conhecendo, e reconhecendo-se. Os filhos precisam de muitos anos para serem capazes de se reconhecerem nos pais e nos avós, e quando estes morrem, esse processo de descoberta é para sempre suspenso. Faz muita diferença no nosso processo de auto-conhecimento, aceitação e desenvolvimento pessoal sabermos de onde viémos.</p>
<p>Ver o meu avô Faustino morto no velório foi estranho, reconhecer o corpo, embora alterado, mas saber que ele já não estava lá, causava uma certa dissonância cognitiva. No dia seguinte, no funeral, vemo-nos forçados a aceitar que aquela pessoa já não existe, só um corpo, que se desintegrará rápida e irreversivelmente.</p>
<p>Um ateu pode ver poesia na morte. O nosso corpo continuará no ciclo da Natureza, as células que nos constituíram serão decompostas e consumidas por outros seres vivos. Os materiais do nosso corpo e a energia contida nos mesmos será usada por outros organismos para viverem, crescerem, reproduzirem-se. Nada se cria, nada se destrói, tudo se transforma. Nessa óptica somos todos um pouco eternos. Mas nós não somos o nosso corpo, ou pelo menos, não somos <em>só</em> o nosso corpo. Podemos desaparecer sem morrer. Se algo no meu cérebro se alterar posso mudar, deixar de ser quem era, por perder a memória, ou por alterar a minha personalidade, ou o meu intelecto. Eu sou o software que corre no hardware que é o meu corpo.</p>
<p>Detestei a cerimónia que antecedeu o enterro. Em vez de ser sobre o meu avô foi uma coisa sobre <em>deus</em>. Ter que ouvir não sei quantas vezes a mesma ladaínha naquela missa deu-me uma certa raiva. E quando o padre disse para lá umas cenas tipo &#8220;deus não deixar que o Faustino arda no inferno&#8221;, apeteceu-me dizer-lhe o que imaginaria o meu avô a dizer-lhe: &#8220;<strong>olha, fode-te!</strong>&#8220;. O meu avô vai para onde ele quiser, pá.</p>
<p>De certa forma, o meu avô continua tão vivo hoje quanto na semana passada, está vivo nas minhas memórias. A diferença é que na semana passada eu tinha a expectativa de o voltar a ver, e esta semana não tenho. Na semana passada eu sabia que mesmo que ele estivesse distante, estava com alguém, agora não está comigo nem com mais ninguém. Agora o meu medo é esquecer-me. Esquecer os contornos do seu rosto, o timbre da sua voz, as suas histórias, as nossas histórias. Esquecê-lo. Porque sei que uma pessoa quando morrer só desaparece quando morrerem todas as pessoas que a conheceram, quando desaparecer a memória dela.</p>
<p>Esta foi a minha primeira perda adulta. Não sabia como ia reagir. Não esperava chorar. Alternar momentos de normalidade, humor e sorrisos com momentos de nó na garganta e lágrimas. Não esperava chorar nos dias seguintes ao funeral, mas choro, todos os dias.</p>
<p>Não sei se choro por ele ou por mim. Dado que ele já não existe para lamentar o facto de ter deixado de existir, concluo que choro por mim. Pela <em>minha</em> perda. Por ter perdido algo de que eu era parte, e que era parte de mim, por ter ficado mais só no mundo, pela constatação forçada da minha própria mortalidade, e da daqueles que amo. Choro também pela perda da minha avó, do meu pai e da minha tia. Se perder um avô é mau, perder um pai será ainda pior. E nem consigo imaginar o que será perder um companheiro de 60 anos de uma vida, amigo, amante, pai dos filhos, sócio no trabalho. Olho para o Bruno e sinto um nó no peito.</p>
<p>O meu avô Faustino foi e será sempre uma referência fundamental para mim, uma peça incontornável na construção da minha identidade e da minha história. Espero conseguir honrar a sua memória e o seu nome.</p>
<p>E porque pior do que uma grande perda é não chegar a ter nada nem ninguém de <em>grande</em> para perder, vou tentar chorar menos por o ter perdido e sorrir mais por o ter tido.</p>
<p><strong>Adeus, avô.</strong></p>
<p><a title="30.04.06%20016 by anabananasplit, on Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/anabananasplit/8980992356/"><img decoding="async" loading="lazy" src="http://farm3.staticflickr.com/2862/8980992356_5d5fb1c28b.jpg" alt="30.04.06%20016" width="500" height="375" /></a></p>
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		<title>A seguir aos gays, os solteiros, os sem filhos, etc</title>
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		<dc:creator><![CDATA[anabananasplit]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Dec 2012 13:09:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[política]]></category>
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		<category><![CDATA[religião]]></category>
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					<description><![CDATA[O Papa quer lutar contra as pessoas que querem constituir família, casando e, eventualmente, adoptando (ou gerando) crianças, quando essas pessoas são do mesmo sexo, porque isso é atacar a &#8220;instituição família&#8221;.  Aguardo a todo o momento a decisão do &#8230; <a href="http://azulebanana.com/anabananasplit/2012/12/24/a-seguir-aos-gays-os-solteiros-os-sem-filhos-etc/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.wnd.com/2012/12/pope-seeks-interfaith-team-to-fight-gay-marriage/" target="_blank">O Papa quer lutar contra as pessoas que <strong>querem</strong> constituir família, casando e, eventualmente, adoptando (ou gerando) crianças, quando essas pessoas são do mesmo sexo, porque isso é atacar a &#8220;instituição família&#8221;</a>.  Aguardo a todo o momento a decisão do Papa de promover junto dos Governos a criminalização do estado civil &#8220;solteiro&#8221;, das famílias monoparentais, e dos casais sem filhos. Porque impedir alguém de se casar e ter uma família não é diferente de obrigar alguém a fazê-lo.</p>
<p><a href="http://pordata.pt/Portugal/Agregados+domesticos+privados+total+e+por+tipo+de+composicao-19" target="_blank">Portugal, em 2011</a>:</p>
<ul>
<li>758 mil famílias unipessoais</li>
<li>903 mil casais sem filhos</li>
<li>400 mil famílias monoparentais</li>
<li><span style="text-decoration: underline;">1.532 mil casais com filhos</span></li>
<li>415 mil outros</li>
</ul>
<p>Por aqui se vê que a maior ameaça ao &#8220;casamento tradicional&#8221; são as pessoas que o querem mas que simplesmente não são de sexos diferentes&#8230;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>&#8220;O carro roubou-me a rua&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[anabananasplit]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Nov 2012 01:55:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[automóveis]]></category>
		<category><![CDATA[bicicletas]]></category>
		<category><![CDATA[mobilidade]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[videos]]></category>
		<category><![CDATA[bicicultura]]></category>
		<category><![CDATA[media]]></category>
		<category><![CDATA[reportagens]]></category>
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					<description><![CDATA[Esta peça emitida hoje no Jornal da Noite da SIC (aos 17min25s) é surpreendente. A começar pelo título. Não é todos os dias (nem todas as semanas ou sequer todos os meses&#8230;) que se ouve alguém a ousar criticar o &#8230; <a href="http://azulebanana.com/anabananasplit/2012/11/08/o-carro-roubou-me-a-rua/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://sicnoticias.sapo.pt/programas/jornaldanoite/2012/11/07/edicao-de-07-11-2012-2-parte" target="_blank">Esta peça emitida hoje no Jornal da Noite da SIC (aos 17min25s)</a> é surpreendente. A começar pelo título. Não é todos os dias (nem todas as semanas ou sequer todos os meses&#8230;) que se ouve alguém a ousar criticar o papel do automóvel em Portugal.</p>
<p>Contudo, achei isto um bocado &#8220;morrer na praia&#8221;.</p>
<p>Para ilustrar este <em>roubo da rua pelo carro</em>, resolveram &#8220;mostrar-nos Lisboa através de duas perspectivas diferentes, a de um incondicional adepto da bicicleta, e a de uma adepta do automóvel&#8221;.</p>
<ul>
<li>homem, 34 anos, vive sozinho e sem filhos a 4 Km/12 minutos do local de trabalho, no centro de Lisboa, vai de bicicleta, nunca teve carro e usa um esporadicamente (tipo 1 vez por mês), quando se justifica</li>
</ul>
<ul>
<li>mulher, 39 anos, com um filho, vive noutro concelho, do outro lado do rio, no Montijo, a ~45 minutos de carro / 90 minutos de transportes públicos, e &#8220;sempre teve carro&#8221;</li>
</ul>
<p>O que é suposto tirar daqui, no fundo? Deste contraponto de ciclista urbano de 4 Km vs. automobilista inter-urbano de 40 Km?</p>
<p>Quantas pessoas vivem a 4 Km do emprego e vão de carro (e não de bicicleta, como o Miguel)? Não seria interessante mostrar um caso desses? Estou certa de que seria super-fácil encontrar carradas de exemplos&#8230; <a href="http://www.google.com/url?sa=t&amp;rct=j&amp;q=&amp;esrc=s&amp;source=web&amp;cd=1&amp;cad=rja&amp;ved=0CC8QFjAA&amp;url=http%3A%2F%2Fec.europa.eu%2Fenvironment%2Farchives%2Fcycling%2Fcycling_en.pdf&amp;ei=BgibUN6uOYa7hAfR64HYDQ&amp;usg=AFQjCNEA-tCjWjcMF9GxryIl2G5J0GSWpw" target="_blank">A nível europeu diz que 50 % das deslocações de carro na Europa são em distâncias de menos de 5 Km.</a></p>
<p>Quantas pessoas vivem a 30-40 Km ou mais do emprego e <em>não</em> vão de carro (ao contrário da Marta)? Não seria interessante mostrar um caso desses? Eu até conheço dois, <a href="http://www.bicycling2012.blogspot.pt/2012/06/utilizacao-da-bicicleta-poupanca.html" target="_blank">um <em>commute</em> bicleta + autocarro Expresso entre Torres Vedras e Lisboa</a>, e outro de bicicleta+comboio entre Alverca e Paço de Arcos.</p>
<p>Se a jornalista se lembrou de perguntar ao Miguel &#8220;nunca sentiu necessidade de ter um carro&#8221;, por que não lhe ocorreu perguntar à Marta se já ponderou não ter um carro (os táxis e os carros emprestados e as boleias de amigos ou vizinhos, etc, existem para as &#8220;urgências&#8221; que ela refere) ou tê-lo mas usá-lo menos?</p>
<p>Se a jornalista ouviu sem questionar a justificação do uso do carro pela Marta &#8220;para poder fazer as compras a caminho de casa&#8221;, e depois confrontou o Miguel com essa suposta dificuldade logística para um ciclista, por que não perguntar à Marta, que tem uma profissão sedentária (arquitecta) como é que ela faz para incorporar alguma actividade física mínima que seja no seu quotidiano?</p>
<p>Realmente interessante teria sido mostrarem 4 casos, urbano vs. inter-urbano e carro vs. não-carro. Mas enfim, de qualquer modo foi uma boa peça, com boas intervenções.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>O elefante na sala</title>
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		<dc:creator><![CDATA[anabananasplit]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Sep 2012 09:08:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[bicicletas]]></category>
		<category><![CDATA[insólito]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[videos]]></category>
		<category><![CDATA[bicicleta]]></category>
		<category><![CDATA[bicicultura]]></category>
		<category><![CDATA[mobilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[Esta peça jornalística de um canal de televisão australiano mostra bem o problema grave que enfrentamos ao tentar melhorar as nossas cidades: É muito fácil atacar e censurar a minoria. Dava muito mais trabalho e dores de cabeça mostrarem-se chocados &#8230; <a href="http://azulebanana.com/anabananasplit/2012/09/12/o-elefante-na-sala/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://video.au.msn.com/watch/video/too-risky/x4ryw0n" target="_blank">Esta peça jornalística de um canal de televisão australiano</a> mostra bem o problema grave que enfrentamos ao tentar melhorar as nossas cidades:</p>
<p><iframe loading="lazy" src="http://hub.video.msn.com/embed/74ae2f6b-7b83-4604-b72c-9fb45897a64f/?vars=Y29uZmlnQ3NpZD1NU05WaWRlbyZmcj1zaGFyZWVtYmVkLXN5bmRpY2F0aW9uJmxpbmtvdmVycmlkZTI9aHR0cCUzQSUyRiUyRnZpZGVvLmF1Lm1zbi5jb20lMkYlM0Zta3QlM0Rlbi1hdSUyNnZpZCUzRCU3QjAlN0QlMjZmcm9tJTNEJmxpbmtiYWNrPWh0dHAlM0ElMkYlMkZ2aWRlby5hdS5tc24uY29tJTJGJmNvbmZpZ05hbWU9c3luZGljYXRpb25wbGF5ZXImc3luZGljYXRpb249dGFnJm1rdD1lbi1hdSZicmFuZD12NSU1RTU0NHgzMDY%3D" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no" width="480" height="270"></iframe></p>
<p>É muito fácil atacar e censurar a minoria. Dava muito mais trabalho e dores de cabeça mostrarem-se chocados pelo excesso de veículos automóveis no centro das cidades ou pelo excesso de velocidade destes, que são a origem deste &#8220;grande perigo&#8221; a que esta gente acha que esta dupla ciclista mãe &amp; filha se está a expôr de forma &#8220;irresponsável&#8221;.</p>
<p>Curioso que, para eles, a irresponsabilidade não é de quem põe os outros em perigo ou das autoridades que permitem que tal aconteça, mas de quem, por uma razão ou por outra, se expõe de forma mais vulnerável ao perigo causado pelas acções dos outros.</p>
<p>Inenarrável é ainda aquela cena imbecil do teste de colisão do atrelado e comentários associados. Uma colisão a 60 Km/hora naquelas ruas? <em>Really</em>?  Então devem achar os peões outros irresponsáveis&#8230;  Qualquer pessoa que ande na rua sem uma carapaça de metal, exposta a veículos desgovernados está a arriscar a vida de uma forma inaceitável ao ponto de dever ser ilegalizada&#8230;.</p>
<p>A escolha dos comentadores, que não incluiu ninguém que efectivamente compreenda o que é andar de bicicleta na cidade, ou as questões de segurança rodoviária relevantes para o caso, é chocante.</p>
<p>Para algo tão tremendamente perigoso, não deixa de ser no mínimo intrigante que esta mulher o faça há 5 anos sem problemas a assinalar&#8230; Confundem perigo com risco.</p>
<p>Esta mentalidade é a mesma de quem acha que a culpa de uma mulher ser violada é dela própria. Para esta gente, esta mulher que opta por um meio de transporte saudável e sustentável num meio urbano, dando um bom exemplo aos seus pares e à sua filha, está a &#8220;pedi-las&#8221;.</p>
<p>Não é estranho que isto seja num país onde implementaram a obrigatoriedade do uso do capacete. Agora estão todos muito melhores, não morrem poucos de acidentes de bicicleta, morrem muitos de doenças associadas ao sedentarismo e à obesidade e em acidentes de automóvel.</p>
<p>*sigh*</p>
]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>E tu, estás a ser conivente?</title>
		<link>http://azulebanana.com/anabananasplit/2012/06/04/e-tu-estas-a-ser-conivente/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[anabananasplit]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Jun 2012 17:30:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[videos]]></category>
		<category><![CDATA[reciclagem]]></category>
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					<description><![CDATA[Como se pode ser conivente com isto?!&#8230; É preciso reduzir o lixo que produzimos, torná-lo reutilizável/reciclável/compostável, e impedi-lo de ser libertado na Natureza. Os vizinhos/amigos/familiares/etc que nem separam o lixo merecem um olhar desaprovador e uns comentários construtivos. Deitar lixo &#8230; <a href="http://azulebanana.com/anabananasplit/2012/06/04/e-tu-estas-a-ser-conivente/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Como se pode ser conivente com <a href="http://www.midwayfilm.com/" target="_blank">isto</a>?!&#8230;</p>
<p><iframe loading="lazy" src="http://player.vimeo.com/video/25563376" frameborder="0" width="500" height="281"></iframe></p>
<p>É preciso reduzir o lixo que produzimos, torná-lo reutilizável/reciclável/compostável, e impedi-lo de ser libertado na Natureza.</p>
<p>Os vizinhos/amigos/familiares/etc que nem separam o lixo merecem um olhar desaprovador e uns comentários construtivos. Deitar lixo na rua/natureza, e não separar o lixo <strong>NÃO É SOCIALMENTE ACEITÁVEL</strong>.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Tempo é dinheiro</title>
		<link>http://azulebanana.com/anabananasplit/2012/05/20/tempo-e-dinheiro/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[anabananasplit]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 May 2012 20:00:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[videos]]></category>
		<category><![CDATA[divagações]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[filmes]]></category>
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					<description><![CDATA[Aqui há tempos vi este filme, &#8220;In time&#8220;: A expressão &#8220;tempo é dinheiro&#8221; ganha aqui outra percepção. Tempo é dinheiro, e dinheiro é tempo. Neste filme ficar sem dinheiro é ficar sem tempo é morrer. É um pouco mais súbito &#8230; <a href="http://azulebanana.com/anabananasplit/2012/05/20/tempo-e-dinheiro/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Aqui há tempos vi este filme, &#8220;<a href="http://www.imdb.com/title/tt1637688/" target="_blank">In time</a>&#8220;:</p>
<p><iframe loading="lazy" src="http://www.youtube.com/embed/fdadZ_KrZVw" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe></p>
<p>A expressão &#8220;tempo é dinheiro&#8221; ganha aqui outra percepção. <strong>Tempo é dinheiro, e dinheiro é tempo.</strong></p>
<p>Neste filme ficar sem dinheiro é ficar sem tempo é morrer. É um pouco mais súbito do que na vida real, mas é muito próximo. Presumo que deva ser esta a experiência quotidiana da maior parte das pessoas no mundo: todos os dias trabalham para tentar ter dinheiro (= comida, roupa, assistência médica) para viver mais um dia. E quem sabe, se tiverem sorte, um extra mais para 1) melhorarem a sua experiência da vida (lazer, conforto, segurança) e/ou 2) melhorarem as suas hipóteses de amanhã conseguirem fazer mais dinheiro (investindo em educação, por exemplo), passando a conseguir viver uma semana, um mês, etc, de cada vez, e não um dia de cada vez&#8230; Depois haverão muitas que todos os dias receberão mais &#8216;tempo&#8217; do que aquele que podem gastar.</p>
<p>Este filme retrata bem a nossa sociedade, a forma como os pobres são eternamente mantidos pobres pelos ricos que dominam o sistema e que vão ficando cada vez mais ricos, à custa do que os pobres produzem e consomem (pensem, a Inditex é o que é graças a quem compra roupa barata, a McDonalds é o que é graças a quem compra comida barata). A classe média, principalmente a remediada, é o <em>enabler</em> do sistema que a oprime.</p>
<p>Isto liga com <a href="http://roundtable.nationaljournal.com/2012/05/the-inequality-speech-that-ted-wont-show-you.php" target="_blank">esta <em>talk</em> que a TED censurou</a>.</p>
<blockquote><p><em>In a capitalist economy, the true job creators are consumers, the middle class. And taxing the rich to make investments that grow the middle class, is the single smartest thing we can do for the middle class, the poor and the rich.</em></p></blockquote>
<p>Claro que, se a classe média e os pobres são esmagados, ninguém consome, logo ninguém contrata, e todos despedem se puderem, ou fecham, mais tarde ou mais cedo. E como a classe média e baixa são os que pagam mais (e mais) impostos, também a receita fiscal do Estado se reduz e, logo, as poucas redes de segurança, dignidade e justiça são enfraquecidas ou eliminadas (SNS, educação, justiça, SS)&#8230;</p>
<p>Daqui se deduz que decidir o que comprar e onde comprar são das decisões políticas quotidianas de cada um mais importantes. Eu vou fortalecer e fazer crescer aquilo de que aumento a procura, e vou enfraquecer e matar aquilo que não procuro. Isto é válido em transacções pessoais,  locais, nacionais ou internacionais, determinando o futuro dos profissionais, dos pequenos negócios de bairro, passando pelas empresas locais e nacionais, até aos países.</p>
<p>O problema é que quando não se tem dinheiro não se tem muita escolha, e passa a contar apenas o preço. E quando se decide baseado no preço e não no valor, mais tarde ou mais cedo acabamos reféns de alguma grande corporação e/ou de um país.</p>
<p>Sinceramente estou farta da <em>crise</em>. Do medo, da incerteza, do desespero, da depressão, da ausência de esperança, da pressão esmagadora de tentar sobreviver ao ritmo de um dia de cada vez, esperando pelo menos não adoecer nem ter um acidente, que despoletariam a queda no precipício. Os que têm pouco dinheiro costumam ter mais tempo, e os que têm muito dinheiro costumam ter pouco tempo (mas ao menos têm dinheiro para o gozarem à vontade). E depois há os outros desgraçados que nem dinheiro nem tempo.</p>
<p><iframe loading="lazy" src="http://www.youtube.com/embed/diKVVK3wbpQ" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe></p>
<p>Eu, que sempre me considerei consideravelmente avessa ao risco (risco físico, risco emocional, risco financeiro), vejo-me a ter de o gerir e internalizar diariamente, e às vezes a sonhar acordada, &#8220;que bom seria ser como os outros, ter um emprego, um salário fixo com que posso contar, alguém a dizer-me o que fazer, como e quando, horas para entrar e para sair, dias de folga, férias, alguma segurança, um pouco menos de stress&#8221;. Depois leio ou oiço mais umas histórias, e penso, mas qual segurança? Nada é garantido. Os nossos direitos, quando os temos, não são absolutos nem intocáveis, são-nos reconhecidos e atribuídos por outros, que podem mudar de ideias. E quando não se tem dinheiro e não se tem tempo, ficamos socialmente excluídos, e não nos envolvemos politicamente, não exercemos os nossos direitos e deveres de cidadania, o que só leva a que acabemos governados por gente sem valores e sem valor, e com um preço. <strong>Como sair deste ciclo?&#8230;</strong></p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Para que serve a utopia</title>
		<link>http://azulebanana.com/anabananasplit/2011/11/18/para-que-serve-a-utopia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[anabananasplit]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Nov 2011 14:27:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
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					<description><![CDATA[Se não nos deixarem sonhar, nos os deixaremos dormir. A utopia está no horizonte, e eu sei muito bem que nunca a alcançarei, que se eu caminho 10 passos, ela se afastará 10 passos, quanto mais a procure menos a &#8230; <a href="http://azulebanana.com/anabananasplit/2011/11/18/para-que-serve-a-utopia/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Se não nos deixarem sonhar, nos os deixaremos dormir.</em></p>
<blockquote><p>A utopia está no horizonte, e eu sei muito bem que nunca a alcançarei, que se eu caminho 10 passos, ela se afastará 10 passos, quanto mais a procure menos a encontrarei, porque ela se vai afastando à medida que eu me aproximo. Boa pergunta, não? Para que serve? Pois, <strong>a utopia serve para isso, para caminhar.</strong></p></blockquote>
<p>Fernando Birri, citado por Eduardo Galeano</p>
<p><object width="640" height="360"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/m-pgHlB8QdQ?version=3&amp;hl=en_US&amp;rel=0" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="640" height="360" src="http://www.youtube.com/v/m-pgHlB8QdQ?version=3&amp;hl=en_US&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><a href="http://sairdosofa.blogspot.com/2011/11/bem-verdade-enquanto-morres-no-sofa.html">Via</a></p>
<p>O que mais me dói neste contexto de crise é que enche as pessoas de medo, e quem tem medo não sonha, quem tem medo não realiza sonhos. O medo paralisa-nos, deixamos de tentar alcançar a utopia, e deixamos de caminhar.</p>
<p>A realidade de hoje foi a utopia de ontem. A utopia é simplesmente um lugar aonde ainda não chegámos. Continuemos a caminhar!</p>
]]></content:encoded>
					
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	</channel>
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