<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-7187556082405328657</atom:id><lastBuildDate>Sun, 08 Sep 2024 17:27:54 +0000</lastBuildDate><category>Pequenas Bagatelas</category><category>Completas Bagatelas</category><category>Belas Bagatelas</category><category>30 formas de amor</category><category>Confusas Bagatelas</category><category>Grandes Bagatelas</category><category>Simples Bagatelas</category><category>Tristes Bagatelas</category><category>escritos dedicados</category><category>Aspas e Bagatelas</category><category>Capituladas Bagatelas</category><category>Musicadas Bagatelas</category><category>Velhas Bagatelas</category><category>Cores e Tons</category><title>BelaBagatela</title><description></description><link>http://belabagatela.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Marília Alves)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>70</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7187556082405328657.post-4894388351686549944</guid><pubDate>Mon, 23 Jan 2023 21:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2023-01-23T19:07:56.882-03:00</atom:updated><title>Ensaio sobre o esquecimento</title><description>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;color: #999999;&quot;&gt;&quot;A vida que a gente nem leva mais&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;color: #999999;&quot;&gt;Nem lembra mais&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;color: #999999;&quot;&gt;E tanto fez&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;color: #999999;&quot;&gt;Já tanto faz&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;color: #999999;&quot;&gt;Você e eu não somos mais&quot;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #999999;&quot;&gt;(Daniel Chaudon)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;color: #666666;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A gente vai esquecer.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A gente vai esquecer de todas as brigas, de todas as crises de riso — a gente vai esquecer, principalmente, de como começaram as crises de riso. A gente vai esquecer das idas ao parque, dos cafés da manhã aos domingos, dos passos acompanhados em uma cidade desconhecida. A gente vai esquecer do que a gente prometeu que não iria — e não vai doer, pelo menos não para sempre. A gente não vai esquecer por raiva ou mágoa.&amp;nbsp; A gente vai esquecer, inclusive, de onde vinham esses sentimentos. A vida vai seguir. Inevitavelmente, a gente também.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A gente vai descumprir acordos, voltar atrás nos planos. Eu vou viver sem planos. Você, eu sinceramente não sei. A gente vai esquecer os detalhes do nosso rosto. Eu não vou ser a primeira pessoa a dar oi para as suas novas rugas, você não ser a primeira pessoa a dizer adeus para o meu último cabelo castanho. A gente vai esquecer as datas que um dia foram importantes e elas vão ser apenas dias comuns. A gente vai esquecer das primeiras vezes e das últimas. A gente vai parar de contar os dias que faltam para o reencontro. Talvez a gente nem se veja mais. A gente vai perder a importância.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Você vai conhecer um mundo que eu não vou pisar com os meus pés. Eu vou escrever um livro que não vai ser sobre você. A gente vai esquecer das nossas manias, do som das nossas vozes. A gente vai esquecer que um dia já nos chamamos de a gente.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Você vai ser você, uma versão que não me será apresentada, e eu vou te chamar pelo nome. Eu vou ser a mesma pessoa, mas esse segredo é possível que você nunca descubra. Você vai achar que já não me conhece tanto. Eu vou achar que nunca te conheci. A gente vai mudar e reunir uma nova coleção de memórias que não vai ter a gente. A gente acha estranho porque ainda não viveu, mas… você vai ver.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esquecer não é esforço. Esquecer não dói.&lt;/div&gt;</description><link>http://belabagatela.blogspot.com/2019/04/a-gente-vai-esquecer.html</link><author>noreply@blogger.com (Marília Alves)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7187556082405328657.post-4006298208728166203</guid><pubDate>Wed, 11 Oct 2017 23:29:00 +0000</pubDate><atom:updated>2023-02-14T18:02:40.453-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pequenas Bagatelas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Simples Bagatelas</category><title>Um curto monólogo tímido para a timidez</title><description>&lt;span face=&quot;&amp;quot;helvetica neue&amp;quot; , &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif&quot; style=&quot;color: #666666; text-align: justify; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;E agora? Agora a gente tenta e falha. Parecia tão fácil. Treinamos tanto os nossos discursos, encenamos tantos debates e tão acalorados. Quando finalmente temos público, a voz falha, a barriga dói, a ansiedade corta as palavras ao meio, as mãos se recolhem, frias e trêmulas, aos bolsos da calça. E por que? Os nossos discursos de agradecimento pelo reconhecimento feitos embaixo do chuveiro são tão prolixos, comoventes, certeiros e desenrolados. O nosso senso crítico é afiado, pontiagudo. O nosso senso crítico é justo. Nós temos ideias premiáveis, somos seres humanos tão humanamente apreciáveis, apesar das incontáveis falhas. Olha pra mim, eu estou falando com você e é sobre a gente. Não faz assim, não se afasta, não revira os olhos: desembaça esse espelho, olha pra você e pra mim. Nos preocupamos com o futuro do mundo. Nos importamos com as dores do próximo. Ligamos para perguntar se está tudo bem. Ligamos só para isso. Queremos saber se aquele problema foi solucionado, se a compressa fez efeito, se o passado finalmente passou. Queremos ajudar. Somos boas, temos a alma quase leve, temos a vida no sonho e muito carinho no coração. Gostamos de frutas colhidas do pé, gostamos de lua cheia, de tardes ensolaradas e de chá de maçã. Somos mansas escondidas em camadas de cobertor em tempo frio. Somos mansas estendidas em uma rede numa tarde de domingo. Falamos tão bem para a multidão que criamos, mas ficamos mudas olhando para as pessoas de carne e osso. O mundo nos assusta. As pessoas diferentes de nós possuem um ar meio vilão. Vivemos tão intensamente para dentro, que o de fora nos atinge como se retirassem o teto da nossa casinha de tijolos marrons. Somos tão ingênuas: conservamos o segredo nosso. Eu cochicho no seu ouvido, você cantarola no meu, que é pra ninguém ouvir. &lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;helvetica neue&amp;quot; , &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif&quot; style=&quot;color: #666666; text-align: justify; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span face=&quot;&amp;quot;helvetica neue&amp;quot; , &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif&quot; style=&quot;color: #666666; text-align: justify; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;O mundo não é sutil. Nós somos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://belabagatela.blogspot.com/2017/10/um-curto-monologo-timido-para-timidez.html</link><author>noreply@blogger.com (Marília Alves)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7187556082405328657.post-1517736096986489403</guid><pubDate>Thu, 10 Sep 2015 20:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2015-09-11T10:37:03.434-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Tristes Bagatelas</category><title>Do avesso</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Sabe, Zé, eu cheguei a pensar que amor era questão de merecimento e que, cuidando direitinho, não tinha como haver jeito de dar errado. Cheguei a matutar com a vida que amor só chega pra quem conquista, como um desafio que vem antes do prêmio. Matutei que o amor era o grande motivo de tudo.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Era assim, Zé, dentro da minha cabeça, era assim: quanto mais ocê sofria e apanhava e se doava e se rasgava e se remendava e remendava o outro e tinha paciência e falava baixo e abraçava forte e cantava manso e acordava do pesadelo e preparava chá de gengibre pra gripe e tinha cãibra de dormir abraçado só pra não acordar o outro o tal do amor ia ficando maior e mais forte e mais profundo que raiz de árvore da vida e quanto mais ocê conseguia crer crer crer mais que deus mais que darwin mais amor tinha porque amor só existia se ocê tivesse fé muita fé e se ocê acreditasse e se ocê colocasse todo o seu coração naquilo e seu coração inchava e ficava maior pra caber mais amor mas também num podia de ter muita expectativa do amor não porque se esperasse na porta o amor chegar ele num vinha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;E era assim que eu seguia sendo, Zé, para além do sertão. E foi assim que eu cheguei aqui, tropeçando na realidade das coisas que não são amor, encachaçado, virado do avesso. Foi assim que eu vi meu avesso pela primeira vez, Zé, ocê tá vendo ele aí? Nem é bonito, né Zé, esse meu lado de cá. É feio que dói. E ele dói, dói, dói. Mas ocê não se espante viu, Zé, que mal mesmo eu num faço não.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Ocê pode ir falando as suas coisas daí, Zé, que eu te ouço enquanto procuro linha e agulha e penso num jeito de virar pro lado que ocê me conhece, ocê me ajuda? E depois ocê me abraça e dá uns tapas de carinho no ombro pra eu me alembrar de como é sentir alguém me tocar sem que eu sangre e sangre e peça desculpas porque, poxa, que vergonha ser assim só veias e artérias pulsantes e órgãos pendurados, ser de fora o que era pra ser de dentro.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Ocê num tem nem coragem de se aproximar, né, Zé. Fecha os óio, Zé. Fecha os óio e vem, que ainda sou eu, seu Miguelinho. Eu mordo não, faço mal nenhum pro’ocê. Pode confiar, Zé. Ocê se achegue que eu quero reconhecer seu calor, que eu quero sentir ocê no dentro de fora de mim. Vem, que eu sinto tanto frio.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;A vida é confusa, né, Zé. Ocê não acha?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Eu saí por aí pra mode provar pro mundo que era todo ele é que tava errado, que eu sabia, eu sabia há tanto tempo! Eu saí pra gritar de alegria, pra falar do amor que eu achava que sentia mas só sonhava e sonhava e cuidava do sonho e alimentava o sonho e fazia dele maior que eu, que ocê, que as estradas que percorri descalço com os pés no chão batido. E foi por isso que eu saí naquele dia batendo portas, dizendo que eu sabia e que mostraria pr&#39;ocê e pra Madalena que eu tava era certo, que amor era como os bichos que a gente resgata da crueldade do abandono e enche de cuidado e ama estrupiado, ama com as tripas aparecendo e por amar tanto é que gente cuida e não pensa em não cuidar e cuida tão bem e diz que vai  ficar tudo bem que vai passar porque passa, sempre passa, porque eles merecem o céu, porque é só dar amor e colher gratidão por toda a vida deles e da nossa.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Zé, amor nunca foi recompensa de cuidado, ocê já sabia? Ocê me pediu pra eu não sair assim, pra eu não correr descalço, pra botar uma bota, pra pegar um casaco, que roupa não era só fantasia. Era por que ocê já sabia, né Zé? Zé, ocê percebe o que eu digo agora? Ocê sabe? Eu saí daqui pra percorrer quilômetros de dia e de noite e chegar no fim da fila da barraca dos beijos sinceros. Foi pra lá que eu fui, com a mochila cheia de sonhos e um coração que era metade real, metade ilusão. Quando chegou a minha vez eu me despojei de todo o peso, de toda a roupa, de toda pele, de todas as camadas que me afastavam daquele beijo de verdade. E, olhando para mim, daquele jeito tão sincero e tão cru e tão eu como jamais pude ser e fui só ali, naquele momento, o amor não me quis.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Zé, ocê esquece a dor me abraça. Que o frio de agora é insuportável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://belabagatela.blogspot.com/2015/09/do-avesso.html</link><author>noreply@blogger.com (Marília Alves)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7187556082405328657.post-6751475095301061800</guid><pubDate>Fri, 04 Sep 2015 19:32:00 +0000</pubDate><atom:updated>2015-09-04T18:30:15.060-03:00</atom:updated><title>Escrevo porque viver não basta</title><description>&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjvV-_fKnhd9IfmFuC8hQVBN5jhLcsMyXf8cEppVU9wQRgy-vEQJDvnlnTincdrkF7KMY3eyGb4I8HFLJF-cFFeC4vhV5LYN72K8YggC8HaI0GjVbv0pAeP_ojWamTBfTmbXhtHoiMYc7zE/s1600/benett01.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;135&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjvV-_fKnhd9IfmFuC8hQVBN5jhLcsMyXf8cEppVU9wQRgy-vEQJDvnlnTincdrkF7KMY3eyGb4I8HFLJF-cFFeC4vhV5LYN72K8YggC8HaI0GjVbv0pAeP_ojWamTBfTmbXhtHoiMYc7zE/s400/benett01.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Tirinha: &lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;http://t.co/HG3k07731T&quot; style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Albert Bennet&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Sem ter você, já não sei para quem escrevo. Mas insisto. Insisto porque é o mínimo que eu poderia fazer do tanto, do todo que você me ensinou. Insisto porque aprendi a ir, mesmo sem fé, mesmo sem forças, mesmo sem norte, para tentar encontrá-la, a fé fujona, a fé independente, perdida no meio do caminho e ensinar a ela o atalho de volta para casa.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Escrevo porque você me ensinou a caminhar sem segurar sua mão. Porque você me ensinou a ir com medo, a ir insegura, na corda bamba, correndo para não perder o equilíbrio, mesmo com risco de cair, mesmo com desejo de ficar, mesmo assim e ainda assim, ir.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;E depois de chegar, exausta, rir. Do percurso, do anseio e de tudo que, seguindo em frente, ficou para trás, tão pequeno, tão insignificante e tão menor que nós. E permitir sentir alívio, sentir dor, sentir raiva. Sentir, só sentir. Sem filtro, sem boas maneiras, sem etapas catalogadas, sem passo a passo, sem manual, sem previsão. Sentir e chorar como gente que sente e que chora, com força, com catarro, com pigarro, com tosse seca, com queixo trêmulo e boca torta, com afogamento de mágoas que não aprenderam o jeito certo de usar as bóias.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Escrevo porque da minha boca já não sai palavra, só uma espécie de som agudo, um chiado irritante, umas queixas que não interessam a ninguém, nem a mim –&amp;nbsp;como um apito, que nem mesmo quem assopra quer ouvir. Escrevo porque eu tenho uma bola de meia atravancada na minha garganta, que só engulo depois de cuspir letras. E só cuspo para não morrer engasgada.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Escrevo porque, na sua ausência, o mundo segue ligeiro e não há o tempo de contemplar os pássaros, de fotografar os pombos enfeitando os fios de alta tensão. Escrevo para abrir um buraco no espaço e rasgar o bucho das horas, para fazer caber, com todo o esforço, a lembrança de uma brisa amena tocando meu rosto. Escrevo porque sinto falta dos dias passando lentos, dos pássaros compondo uma nova canção para poucos (e achar que era só para nós), dos pombos sendo a melhor imagem de um domingo à tarde vivido como devem ser vividos os domingos à tarde.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Escrevo porque já não tenho com quem repartir o silêncio, a voz do infinito, o diálogo sem som. Escrevo, sobretudo, para te ouvir falar. Depois dos meus ais, vinham os seus mais. Então, continuo. E enquanto insisto, estico os ouvidos, para ver se te ouço. Rendida no colo da esperança, como as duas únicas sobreviventes de um dilúvio, escrevo porque sei que, depois do ponto final, o silêncio que virá é seu. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://belabagatela.blogspot.com/2015/09/escrevo-porque-viver-nao-basta.html</link><author>noreply@blogger.com (Marília Alves)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjvV-_fKnhd9IfmFuC8hQVBN5jhLcsMyXf8cEppVU9wQRgy-vEQJDvnlnTincdrkF7KMY3eyGb4I8HFLJF-cFFeC4vhV5LYN72K8YggC8HaI0GjVbv0pAeP_ojWamTBfTmbXhtHoiMYc7zE/s72-c/benett01.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7187556082405328657.post-752094020004195701</guid><pubDate>Mon, 22 Dec 2014 12:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-12-22T10:43:02.511-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">30 formas de amor</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pequenas Bagatelas</category><title>Sonhos extraviados</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #5d5d5d; font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: xx-small; line-height: 12.6000003814697px;&quot;&gt;Da série: 30 formas de amor em 30 dias&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #5d5d5d; font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: xx-small; line-height: 12.6000003814697px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Trebuchet MS, sans-serif;&quot;&gt;Nas noites que não sonho, para onde vai meu pensamento? Será que ele te encontra? Será que, flutuando no infinito, a gente se esbarra? O nosso amor sempre foi meio fora de órbita, meio sem lógica, avesso ao relógio. Não seria espanto qualquer. O desenrolar do tempo não soube contar a nossa história. Nossos ombros se encostavam em momentos opostos: eu saindo, você entrando. Eu partindo, você ficando. Mas quando a história é ruim, a gente conta de novo. Quando a tristeza é muita, a gente enfeita a amargura com um conto. Sempre tem um jeito. Nós éramos tão bons que chegamos a ser demais para este mundo. Nos vemos no próximo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://belabagatela.blogspot.com/2014/12/sonhos-extraviados.html</link><author>noreply@blogger.com (Marília Alves)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7187556082405328657.post-1673098040268717396</guid><pubDate>Tue, 09 Dec 2014 13:06:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-12-09T11:06:59.743-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">30 formas de amor</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pequenas Bagatelas</category><title>Eu fecho os olhos, você ainda dança</title><description>&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #5d5d5d; font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: xx-small; line-height: 12.6000003814697px; text-align: justify;&quot;&gt;Da série: 30 formas de amor em 30 dias&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Sonhei com você. Foi na noite passada. Você usava um vestido azul turquesa bem curto, sapatos de salto fino e o cabelo preso bem no topo da cabeça. Eu sei, parece mais uma bailarina do Faustão. Mas era você. Sem pele, sem osso, só encantamento. Você dançava sozinha, olhava para mim. Você se entregava ao silêncio de uma sala de espelhos, enquanto eu gritava emudecido. Você dançava para mim enquanto eu ia do céu ao inferno dezenas de vezes. Eu ali e você de novo. Um rodopio, uma quebrada de quadril e eu já não era meu. Acordei buscando o telefone para te ligar, quando lembrei que já nos perdemos há muitas rotações. Seria estranho marcar um café? Seria estranho segurar a sua mão? Seria estranho dizer que, mesmo depois de ser, o amor ainda é? Não quero acordar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://belabagatela.blogspot.com/2014/12/eu-fecho-os-olhos-voce-ainda-danca.html</link><author>noreply@blogger.com (Marília Alves)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7187556082405328657.post-3872796935791898141</guid><pubDate>Tue, 09 Dec 2014 13:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-12-09T11:05:53.539-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">30 formas de amor</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pequenas Bagatelas</category><title>Colo de vô</title><description>&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #5d5d5d; font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: xx-small; line-height: 12.6000003814697px; text-align: justify;&quot;&gt;Da série: 30 formas de amor em 30 dias&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Quanto mais velho eu fico, menos consigo falar de amor, esse sentimento besta. E essas suas perguntas deixam seu velho desajeitado. É que a vida, meu neto, a vida desconstrói nossas crenças uma a uma. É preciso dominar a arte da reconstrução mais do que compreender a engenharia dos sentimentos. Mas isso eu não quero que você entenda. Continue aprendendo a somar e dividir. É depois de velho que a gente aceita que não sabe. Eu sei menos do que você, meu guri, e já não me escondo atrás de vaidades. Seu avô não descobriu para onde vai o amor quando ele acaba. E você, meu menino levado, você sabe se já inventaram um cemitério de sentimentos? Tenho umas velas para acender por lá. Sentimentos perdidos me assustam mais do que almas penadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://belabagatela.blogspot.com/2014/12/colo-de-vo.html</link><author>noreply@blogger.com (Marília Alves)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7187556082405328657.post-3770569413941189383</guid><pubDate>Mon, 01 Dec 2014 11:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-12-01T09:10:34.906-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">30 formas de amor</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pequenas Bagatelas</category><title>Para quem vier a me amar</title><description>&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #5d5d5d; font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: xx-small; line-height: 12.6000003814697px; text-align: justify;&quot;&gt;Da série: 30 formas de amor em 30 dias&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #5d5d5d; font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: xx-small; line-height: 12.6000003814697px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Me decepcione. Me machuque por acaso. Me chacoalhe os ombros. Me dê motivos para brigar. Tenha mau hálito e cabelo irremediavelmente despenteado pela manhã. Tenha manias irritantes, um olho vesgo, uma perna mais curta, uma pinta cabeluda, uma cicatriz importante. Segure firme minhas coxas, arranhe de leve minhas costas, invente um apelido desconcertante. Me queira perdidamente em uma segunda de manhã. Não me queira às vezes. Tente me odiar para me amar mais do que antes. Me acorde do sonho, me tire de dentro dos livros, me faça mais do que um personagem de seriado. O real é tão distante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://belabagatela.blogspot.com/2014/12/para-quem-vier-me-amar.html</link><author>noreply@blogger.com (Marília Alves)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7187556082405328657.post-5066621607053324111</guid><pubDate>Sat, 29 Nov 2014 15:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-11-29T13:52:54.967-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">30 formas de amor</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pequenas Bagatelas</category><title>Querido anônimo,</title><description>&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #5d5d5d; font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: xx-small; line-height: 12.6000003814697px; text-align: justify;&quot;&gt;Da série: 30 formas de amor em 30 dias&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Faz tempo que você não me escreve. Para ser mais exata, já são quatro anos e três meses sem uma linha sequer de seus garranchos. Você se esforçava para ser caprichoso, eu sei. Havia alguns desenhos de flores espinhosas envolvendo as suas palavras confusas. Eu sinto falta das suas palavras, das poucas que eu consegui entender. Você escrevia sobre amor, eu acho, me chamava de Helena. Eu sou uma espécie de louca por te responder? Devo ser, pois nem me chamo Helena. E você pode ser qualquer pessoa. Gosto de pensar que você é o palhaço trapezista mais incrível que já passou pelo vilarejo. Mas você fugiu com o circo e ficou tão difícil a nossa correspondência! Quando for possível, me responda. Meu endereço é o mesmo.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Sempre sua,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Helena&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://belabagatela.blogspot.com/2014/11/querido-anonimo.html</link><author>noreply@blogger.com (Marília Alves)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7187556082405328657.post-1800982753066900288</guid><pubDate>Fri, 28 Nov 2014 13:47:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-11-28T11:47:06.729-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">30 formas de amor</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pequenas Bagatelas</category><title>Bem-querer</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #5d5d5d; font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: xx-small; line-height: 12.6000003814697px;&quot;&gt;Da série: 30 formas de amor em 30 dias&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;O seu sorriso é de amiga. O seu abraço é de amiga. A forma como você fala ao telefone é de amiga. Você se comove com meus problemas e me machuca com a sinceridade de amiga. O seu querer bem quase me atravessa. Você me serve vinho em uma caneca de café. Você me leva para as festas de aniversário das suas tias-avós. Você me recebe na porta de pijamas. Olho para os seus olhos de amiga e quase acredito. O seu consolo é de amiga. As mãos que exibem os esmaltes pretos descascados e me oferecem um pouco de pipoca são de amiga. Assistir &quot;Dançando na Chuva&quot; em uma tarde de domingo é coisa de amiga. Mas o cheiro do seu cabelo sempre foi de namorada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://belabagatela.blogspot.com/2014/11/bem-querer.html</link><author>noreply@blogger.com (Marília Alves)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7187556082405328657.post-1819140145399969266</guid><pubDate>Thu, 27 Nov 2014 21:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-11-27T19:31:57.614-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">30 formas de amor</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pequenas Bagatelas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Simples Bagatelas</category><title>Pré-estreia</title><description>&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #5d5d5d; font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: xx-small; line-height: 12.6000003814697px; text-align: justify;&quot;&gt;Da série: 30 formas de amor em 30 dias&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #5d5d5d; font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: xx-small; line-height: 12.6000003814697px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Na igreja, aprendeu a amar o próximo. Em casa, a amar os pais. Nas festas de família, a amar o que não entende. Com as revistas, a amar o que não pode ter. Com a vida, a amar o silêncio. Apresentada pelo silêncio, conheceu os esconderijos. Com os esconderijos, aprendeu a se adiar. E com o espelho, a se evitar. A vida é para ela um grande teatro. Quando as cortinas se abrem, ela se fecha e assiste a tudo de camarote. Ah, pequena, o que você não sabe é que, para viver a sua própria história, você só precisa dar dois passos para além da coxia. O mundo é o seu palco.&lt;/div&gt;
</description><link>http://belabagatela.blogspot.com/2014/11/pre-estreia.html</link><author>noreply@blogger.com (Marília Alves)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7187556082405328657.post-3800258362758032819</guid><pubDate>Tue, 25 Nov 2014 21:44:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-11-25T19:44:38.783-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">30 formas de amor</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pequenas Bagatelas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Tristes Bagatelas</category><title>Amor ausente</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #5d5d5d; font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: xx-small; line-height: 12.6000003814697px;&quot;&gt;Da série: 30 formas de amor em 30 dias&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;O tempo é curto para mim e pesa como pena nos ombros dela. Ele pousa mais do pesa. Minha alma sustenta uma tonelada de corpo, mas por fora estou só os ossos. Ela flutua, eu ando. Ela sussurra, eu canto. Ela se decora, eu a declamo. Enquanto ela ri, eu sou o pranto. Mas quando eu choro, ela sorri com os olhos. Peço para que ela não me assista, ela se esparrama no meu colo. Ela toma a minha dor com um suspiro e eu não te trago nem uma rosa. Perco as forças para a insistência das pálpebras. Ela me aperta pelos ombros e eu já nem estou mais aqui. Comigo em seus braços, ela chora quando já não posso ver. Com o nariz sob a minha testa, cobre o meu rosto com os seus cabelos cor de abóbora. Parti grisalho, mas nunca me houve o tempo de enxugar as lágrimas dela.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://belabagatela.blogspot.com/2014/11/amor-ausente.html</link><author>noreply@blogger.com (Marília Alves)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7187556082405328657.post-1720733811155845580</guid><pubDate>Tue, 25 Nov 2014 21:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-11-25T19:43:56.485-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">30 formas de amor</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pequenas Bagatelas</category><title>Ensaio para o recomeço</title><description>&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #5d5d5d; font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: xx-small; line-height: 12.6000003814697px; text-align: justify;&quot;&gt;Da série: 30 formas de amor em 30 dias&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Decidiu que não guardaria lembranças. Jogou fora tudo que ele tocou, pisou, sentou e comeu. Se desfez das fotos. Rasgou os livros começando pelas dedicatórias. Arranhou os discos, queimou as cartas, jogou fora as roupas, doou todos os sapatos. Quebrou as louças, mudou-se de casa. Rezou, mas não perdeu a memória. Esfregou o corpo, mas não se livrou do cheiro. Ficou nua, mas o calor que sentia na ponta dos dedos ainda era a pele dele.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://belabagatela.blogspot.com/2014/11/ensaio-para-o-recomeco.html</link><author>noreply@blogger.com (Marília Alves)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7187556082405328657.post-436696579523468883</guid><pubDate>Tue, 25 Nov 2014 21:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-11-25T19:42:33.359-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">30 formas de amor</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cores e Tons</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pequenas Bagatelas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Velhas Bagatelas</category><title>Aos 13</title><description>&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #5d5d5d; font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: xx-small; line-height: 12.6000003814697px; text-align: justify;&quot;&gt;Da série: 30 formas de amor em 30 dias&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
E daí que eles não gostam das mesmas coisas e ele nunca ouviu falar do filme preferido? Coisas são só coisas, feitas para tropeçar. Além do mais, uma guerra de travesseiros no meio da noite é feita por pessoas, não por seus gostos.&lt;/div&gt;
</description><link>http://belabagatela.blogspot.com/2014/11/aos-13.html</link><author>noreply@blogger.com (Marília Alves)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7187556082405328657.post-3293522025173739852</guid><pubDate>Tue, 25 Nov 2014 21:41:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-11-25T19:41:04.942-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">30 formas de amor</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pequenas Bagatelas</category><title>Por engano</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #5d5d5d; font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: xx-small; line-height: 12.6000003814697px;&quot;&gt;Da série: 30 formas de amor em 30 dias&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #5d5d5d; font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: xx-small; line-height: 12.6000003814697px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Embrulhei meu mundo pra presente. O entreguei na porta errada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://belabagatela.blogspot.com/2014/11/por-engano.html</link><author>noreply@blogger.com (Marília Alves)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7187556082405328657.post-6640255881312565452</guid><pubDate>Mon, 10 Nov 2014 12:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-11-25T19:39:49.864-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">30 formas de amor</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Completas Bagatelas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Simples Bagatelas</category><title>Querido Nico,</title><description>&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #5d5d5d; font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: xx-small; line-height: 12.6000003814697px; text-align: justify;&quot;&gt;Da série: 30 formas de amor em 30 dias&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #5d5d5d; font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: xx-small; line-height: 12.6000003814697px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Meus dedos se descontrolam no papel, numa rapidez que só fui capaz depois de você. É tanta coisa que eu quero te contar! Mas antes disso, eu começo a pensar: do que me adiantaria todas essas palavras se eu não te escrever? Se não tivesse você, como seria? Ai, não me diz. Que até as palavras somem. Que até o vento para. E o carteiro se chateia. O sol se põe mais cedo e a chuva aparece sem ser convidada. O dia até se esconde por detrás do morro, dentro das casas. O tempo rompe o pacto com o verão e vira inverno. Ai, não me diz. Que se isso você me fala, a carta se acaba antes do fim, sem ponto final&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://belabagatela.blogspot.com/2014/11/querido-nico.html</link><author>noreply@blogger.com (Marília Alves)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7187556082405328657.post-180724612044078317</guid><pubDate>Mon, 10 Nov 2014 11:41:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-11-10T09:41:41.744-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">30 formas de amor</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pequenas Bagatelas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Tristes Bagatelas</category><title>Não é um texto sobre amor</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #5d5d5d; font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: xx-small; line-height: 12.6000003814697px;&quot;&gt;Da série: 30 formas de amor em 30 dias&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;João não lê poemas. Não vai à floricultura. Não sabe a diferença entre tulipas e crisântemos. Não convida para restaurantes caros. Ele também não dá presentes baratos e, coitado, não consegue sossegar as pernas. Assim como não sabe o que fazer com as mãos. Como é mesmo que se cruza os braços? Não faz as próprias regras. Não sabe para onde vai os pés. Prender os suspiros... não consegue…! Não sabe sorrir mostrando os dentes, nem rir sem parecer desesperado. Não sabe manter o tom de voz. Fala alto quando quer ser sutil e baixo quando explode de felicidade. Já nem tenta puxar papo. Não sabe disfarçar. Não sabe se declarar. Simplesmente não sabe. Não consegue. Sustentar um olhar demorado, andar com ele do lado. Ser natural. Não consegue conter o coração disparado. E não fala sobre amor, essa palavra de luxo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://belabagatela.blogspot.com/2014/11/nao-e-um-texto-sobre-amor.html</link><author>noreply@blogger.com (Marília Alves)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7187556082405328657.post-4707756503002824928</guid><pubDate>Thu, 06 Nov 2014 14:07:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-11-06T12:07:43.637-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">30 formas de amor</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Completas Bagatelas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pequenas Bagatelas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Tristes Bagatelas</category><title>Noite de autógrafos</title><description>&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #5d5d5d; font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: xx-small; line-height: 12.6000003814697px; text-align: justify;&quot;&gt;Da série: 30 formas de amor em 30 dias&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 20px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #141823; font-size: 14px; line-height: 20px;&quot;&gt;Tudo o que sabe aprendeu com os livros. Se esconde atrás das palavras como quem evita vida. Ela lê para saber o que dizer quando o encontrar. Decora poemas para sussurrar em seu ouvido. Escreve para ter o que lhe entreg&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;text_exposed_show&quot; style=&quot;background-color: white; color: #141823; display: inline; font-size: 14px; line-height: 20px;&quot;&gt;ar quando finalmente o abraçar. Das longas cartas de amor, publicou um livro. Todos foram à sessão de autógrafos. Menos ele, a quem tanto se oferecia. O salão tomado de gente estava vazio. Esmerou-se nas dedicatórias, se deixou fotografar ao lado de rostos desconhecidos. Queria enganar o desassossego. Passava das onze. Ele não viria. A que se atribui tamanho desencontro? Ele a conhecia tanto! E nem sequer existia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://belabagatela.blogspot.com/2014/11/noite-de-autografos.html</link><author>noreply@blogger.com (Marília Alves)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7187556082405328657.post-7009072743694515868</guid><pubDate>Thu, 06 Nov 2014 14:06:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-11-07T16:33:41.853-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">30 formas de amor</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Completas Bagatelas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pequenas Bagatelas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Simples Bagatelas</category><title>Família tradicional</title><description>&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #5d5d5d; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18.4799995422363px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: xx-small; line-height: 12.6000003814697px;&quot;&gt;Da série: 30 formas de amor em 30 dias&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 15.3599996566772px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #141823; font-family: Helvetica, Arial, &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 15.3599996566772px;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif; line-height: 15.3599996566772px;&quot;&gt;Dividem as contas, decoram a casa e vão juntas à feira. O lado esquerdo da cama é dela. O lado direito, dela. O perfume que circula pelo quarto é todo delas. Preferem o aconchego do quarto à aspereza das ruas. Vão juntas ao teatro, mas preferem cinema. Criam gatos, cães, cinco plantas e nenhum filho. Ela, tem ruga nos olhos. Ela, o rosto marcado do sol. Os olhos dela ficam verdes quando chora. Os dela, pequenos quando sorri. As mãos de uma tremem ao ajeitar o cabelo da outra, que rouba um beijo no meio gesto. Todo ano comemoram aniversário. Ela, tem 80. Ela, completou 75 no mês passado. As duas farão 50. Discutem a trilha sonora e o arranjo de flores. Amanhã é dia de festa!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://belabagatela.blogspot.com/2014/11/familia-tradicional.html</link><author>noreply@blogger.com (Marília Alves)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7187556082405328657.post-4638587307655110337</guid><pubDate>Tue, 04 Nov 2014 18:01:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-11-04T16:04:51.018-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">30 formas de amor</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Completas Bagatelas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pequenas Bagatelas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Tristes Bagatelas</category><title>A mensagem da garrafa</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #5d5d5d; font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: xx-small; line-height: 12.6000003814697px;&quot;&gt;Da série: 30 formas de amor em 30 dias&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #5d5d5d; font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: xx-small; line-height: 12.6000003814697px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Eu não sou daqui e o mar não tem endereço. De tanto ir, sou a própria partida. Me apresento dizendo &quot;tchau&quot;. Às vezes, esqueço meu nome. Sou todo seu, mas eu mesmo não me pertenço. E você… você não é minha. Mas bem que eu te queria! A mim coube a sina de ser um pedaço de um mundo inteiro. Para você, fui o destino de uma viagem que acabou cedo. Cria do mar, não conhecia vertigem. Até descer naquele porto. Nunca fiquei, mas por você eu ficaria. Eu não tenho amor, mas você eu amaria. O navio vai partir. Só me resta o tempo de um bilhete.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://belabagatela.blogspot.com/2014/11/a-mensagem-da-garrafa.html</link><author>noreply@blogger.com (Marília Alves)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7187556082405328657.post-4362920962201987182</guid><pubDate>Mon, 03 Nov 2014 13:33:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-11-03T11:34:01.470-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">30 formas de amor</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Completas Bagatelas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pequenas Bagatelas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Tristes Bagatelas</category><title>Feliz mundo novo</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: xx-small;&quot;&gt;Da série: 30 formas de amor em 30 dias&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;É para ele os olhos, como dois faróis na mais absoluta escuridão. Desde que passou a enxergar o mundo pelos olhos dela, as cores são mais doces, mesmo quando são amargas. Descreve para ele cada pôr-do-sol, desde o primeiro, que aplaudiram da ala psiquiátrica do hospital onde se conheceram: &quot;a cor do céu tem gosto de caramelo, quando passa um pouco do ponto -- doce no início, amargo no final&quot;. Eram seis e meia da noite, o sol já tinha se ido pela metade. Cego há 25 anos, sente o mundo com a ponta da língua há 365 dias e três horas. Vê o mundo pelos olhos dela. Ele, que é para ela o motivo de enxergar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://belabagatela.blogspot.com/2014/11/feliz-mundo-novo.html</link><author>noreply@blogger.com (Marília Alves)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7187556082405328657.post-6786847083888603919</guid><pubDate>Fri, 30 Aug 2013 19:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-08-30T17:01:49.742-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Belas Bagatelas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">escritos dedicados</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Musicadas Bagatelas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pequenas Bagatelas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Simples Bagatelas</category><title>Por um fio</title><description>&lt;object classid=&quot;clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000&quot; height=&quot;40&quot; id=&quot;gsSong3079915130&quot; name=&quot;gsSong3079915130&quot; width=&quot;250&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://grooveshark.com/songWidget.swf&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;wmode&quot; value=&quot;window&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;allowScriptAccess&quot; value=&quot;always&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;flashvars&quot; value=&quot;hostname=grooveshark.com&amp;songID=30799151&amp;style=metal&amp;p=0&quot; /&gt;&lt;object type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; data=&quot;http://grooveshark.com/songWidget.swf&quot; width=&quot;250&quot; height=&quot;40&quot;&gt;&lt;param name=&quot;wmode&quot; value=&quot;window&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;allowScriptAccess&quot; value=&quot;always&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;flashvars&quot; value=&quot;hostname=grooveshark.com&amp;songID=30799151&amp;style=metal&amp;p=0&quot; /&gt;&lt;span&gt;&lt;a href=&quot;http://grooveshark.com/search/song?q=L%C3%A9o%20Fressato%20Leo%20Fressato%20-%20Je%20t%26%2339%3Baime%26rlm%3B&quot; title=&quot;Leo Fressato - Je T&#39;aime; by Léo Fressato on Grooveshark&quot;&gt;Leo Fressato - Je T&#39;aime; by Léo Fressato on Grooveshark&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/object&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;
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&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Vai, fala pra ela. Diz com todo o coração. Diz sem palavras. Diz com um dialeto inventado. Diz dançando. Diz fazendo mímica, desenhando, pulando de um pé só, mas diz. Diz, que se você não fala, a coisa morre. Diz escrevendo, se conseguir escrever. Diz cantando, se tiver voz. Diz com todas as palavras ao mesmo tempo, do jeito que der. De trás pra frente. Não é do seu autor preferido a sentença de que toda pessoa guardada uma hora fala aramaico? Pois então fale. E se não sabe, aprenda. Ou fale em grego. Mas diz. Se preocupe em dizer, mas se despreocupe do sentido. Você sabe que ela entende. Diz que, agora sim, tudo vibra. E tudo gira. Fale sobre os dias de cores quentes, sobre as manhãs em tons pastel, sobre as noites que, de frias, só têm as cores. Diz que os dias são para serem vividos mais do que sonhados. Diz que tudo é novidade: a cor do céu, a textura do chão, o comportamento do sol, o barulho da chuva, as delícias do frio, as fases da lua, o significado das canções. Diz do muito que já aprendeu, do pouco que ainda sabe e de tudo o que há por vir, que parece tanto. Diz, que hoje dizer é raro e o tempo é curto. Diz, antes que o tempo falte. Diz, antes que ela desligue. Não fale alô, apenas diga.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://belabagatela.blogspot.com/2013/08/por-um-fio.html</link><author>noreply@blogger.com (Marília Alves)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7187556082405328657.post-1192037099918767366</guid><pubDate>Fri, 24 May 2013 21:19:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-05-24T19:20:13.601-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Belas Bagatelas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Completas Bagatelas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">escritos dedicados</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Musicadas Bagatelas</category><title>Sem licença, por favor e obrigada</title><description>&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;object classid=&quot;clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000&quot; height=&quot;40&quot; id=&quot;gsSong355973369&quot; name=&quot;gsSong355973369&quot; width=&quot;250&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://grooveshark.com/songWidget.swf&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;wmode&quot; value=&quot;window&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;allowScriptAccess&quot; value=&quot;always&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;flashvars&quot; value=&quot;hostname=grooveshark.com&amp;songID=35597336&amp;style=metal&amp;p=0&quot; /&gt;&lt;object type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; data=&quot;http://grooveshark.com/songWidget.swf&quot; width=&quot;250&quot; height=&quot;40&quot;&gt;&lt;param name=&quot;wmode&quot; value=&quot;window&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;allowScriptAccess&quot; value=&quot;always&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;flashvars&quot; value=&quot;hostname=grooveshark.com&amp;songID=35597336&amp;style=metal&amp;p=0&quot; /&gt;&lt;span&gt;&lt;a href=&quot;http://grooveshark.com/search/song?q=Buddy%20Guy%20Ain&#39;t%20No%20Sunshine%20(Ft.%20Tracy%20Chapman)&quot; title=&quot;Ain&amp;#x27;t No Sunshine (Ft. Tracy Chapman) by Buddy Guy on Grooveshark&quot;&gt;Ain&amp;#x27;t No Sunshine (Ft. Tracy Chapman) by Buddy Guy on Grooveshark&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/object&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
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&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Fico tentando entender, mas entender não é importante. Tento explicar, mas já nascemos sem explicação. Do que vale o esforço? Você me vem com esses olhos tão compreensivos, com vários “eu sei”. E você sabe. No fundo, você sempre soube. Me repito no anseio de dizer algo novo, capaz de traduzir. Espero, porque talvez esperando eu consiga.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Não adianta.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Você limpa os meus óculos sujos para eu enxergar melhor. Pacientemente, você me diz para não esquecer o casaco, a carteira, o livro, o telefone, as chaves, a vida. Você me cobre as orelhas e aquece os meus pés. Você me passa a manteiga, me serve de café, me oferece bons dias. Você me avisa com bom humor que o meu dente está sujo e eu rio mostrando a todos o pedaço de alface. Nunca gostei tanto de alface, de gergelim &amp;nbsp;e de feijão. Você não me dá tempo de encontrar essas palavras, de inventar um novo sentido para elas. Em vez disso, você me beija e rouba toda a poesia na ponta da minha língua.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;O ar ainda me falta quando, em doces sustos diários, percebo que já é nova manhã e há mais que um travesseiro amassado do meu lado. Ao meu lado, tem você e sua respiração compassada. Tem um travesseiro amassado por você ao lado do que marco com o peso da minha cabeça. E eu tento entender. Desde quando a falta de alguém me fez menos? Penso em dias sem você e já me subtraio. Lembro dos dias sem você e constato: dá pra ser, mas eu não quero. Quase vida não é vida. E de quase amor, os bares estão cheios.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Nos exercícios diários de inventar porquês, algumas respostas se anteciparam às perguntas. Descobri meio sem querer que o amor não pede licença, chega atropelando. Que ele é mal educado e vem sem avisar. E fica. Mais do que ficar, se multiplica, ocupa os espaços vazios e pede por mais. Descobri que não existe&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&amp;nbsp;amor sob medida. N&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;ão existe&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &#39;Helvetica Neue&#39;, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;amor moderado. Não existe amor que aceita só o que se tem pra dar. É amando que se aprende a amar mais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Por ser sem educação, amor não agradece. Mas por si só, é todo gratidão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://belabagatela.blogspot.com/2013/05/sem-licenca-por-favor-e-obrigada.html</link><author>noreply@blogger.com (Marília Alves)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7187556082405328657.post-3597897883790089459</guid><pubDate>Sat, 19 Jan 2013 13:40:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-01-23T14:16:44.705-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Belas Bagatelas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Completas Bagatelas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Grandes Bagatelas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Musicadas Bagatelas</category><title>Café da Rua 8 </title><description>&lt;object classid=&quot;clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000&quot; height=&quot;40&quot; id=&quot;gsSong321577101&quot; name=&quot;gsSong321577101&quot; width=&quot;250&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://grooveshark.com/songWidget.swf&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;wmode&quot; value=&quot;window&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;allowScriptAccess&quot; value=&quot;always&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;flashvars&quot; value=&quot;hostname=grooveshark.com&amp;songID=32157710&amp;style=metal&amp;p=0&quot; /&gt;&lt;object type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; data=&quot;http://grooveshark.com/songWidget.swf&quot; width=&quot;250&quot; height=&quot;40&quot;&gt;&lt;param name=&quot;wmode&quot; value=&quot;window&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;allowScriptAccess&quot; value=&quot;always&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;flashvars&quot; value=&quot;hostname=grooveshark.com&amp;songID=32157710&amp;style=metal&amp;p=0&quot; /&gt;&lt;span&gt;&lt;a href=&quot;http://grooveshark.com/search/song?q=C%C3%ADcero%20A%C3%A7ucar%20ou%20Ado%C3%A7ante%3F&quot; title=&quot;Açucar ou Adoçante? by Cícero on Grooveshark&quot;&gt;Açucar ou Adoçante? by Cícero on Grooveshark&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/object&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;
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&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Sinceramente, não faço questão de dividir esse momento com você. Não é que eu não sinta mais nada, nem que você me incomode. Não é vazio. Eu estou cheia, quase transbordada. A novidade é a dor que já não vem, nem mesmo quando minha memória me prega algumas peças e traz você na bandeja. Mas tudo bem, sente-se, pode escolher uma mesa e me esperar, levo o teu café sem açúcar e com chantilly. Pode ser divertido, vamos pagar pra ver. Te faço companhia até que você se apague novamente na poeira da cidade. Tudo bem. Os nossos caminhos não se cruzavam há tanto tempo e não existe nisso qualquer sacanagem do destino. Acho até que, se houve algo correto entre nós, foi o destino. Não sou de astrologia nem de religião, mas saiba você que às vezes acredito em destino e de vez em quando rio com ele. E ele de mim.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;A vida prega peças, né? Veja só: você e eu, no mesmo café, depois de tanto tempo. Não sabia que você vinha pro lado norte da cidade a essa hora do dia. Sempre tão previsível em suas fugas e afazeres, tão pontual, não pensei que fosse se dar o tempo para um café no meio da tarde, em plena semana, tão longe do seu tudo. Sempre achei esse lugar tão descontraído e aconchegante, gosto da decoração, da casualidade das pessoas que entram aqui com paletós e blazers nas mãos ou com modestas pilhas de livros que folheiam enquanto bebericam algo quentinho. Tem um sebo logo ao lado, você viu? Gosto dele, também. Não sei por que nunca tentei te trazer aqui, venho há tanto tempo. Será que comentei isso com você? Acho que não. Não sei como é na época de calor por aqui, algo me diz que este é um lugar para vir no frio. Talvez seja pela madeira rústica envernizada dos móveis ou pela iluminação amarelada e baixinha. Você sabe, no calor, prefiro um lugar mais animado, com mesas na calçada, onde se pode preocupar-se menos com o volume da voz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Você está mais magro, mais elegante e parece menos carregado e desarmado para a vida. Que bom pra você. Preserve assim. Viver é bom quando a gente sabe aproveitar os detalhes. Você tem sabido aproveitá-los? Parece que sim. Você está tão sereno, quase te invejo. Gesticula calmamente, sem tremer as mãos. Eu tremo da boca aos pés. Por quê? Não sei. Você não me intimida. Você me é até familiar, mas de um jeito meio ausente. O que acho estranha é essa sensação de te conhecer só por fotos, como se você nunca tivesse existido para que eu visse, ouvisse e participasse. Ando mais observadora. Te olho como se uma descoberta antropológica estivesse prestes a surgir no seu rosto e trejeito. É bom quando a gente observa a evolução e as benesses do tempo refletidas no rosto de alguém. Você está realmente mudado. Me pergunto o que foi que aconteceu para que o tempo te fizesse tanto bem como eu jamais pude, mas não te pergunto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Tem coisas que foram nossas na minha casa, móveis dispostos em lugares que você escolheu, roupas de cama que compramos juntos, toalhas bordadas com o meu nome que faziam par com outras bordadas com o seu. Tem tudo isso e é como se não tivesse. Sinto até um pouco de saudade, mas bem pouco -- o tipo de saudade que não me faz improvisar uma desculpa para tocar a sua mão, por exemplo. É como se o meu tato não te reconhecesse mais. E não há nisso tristeza, só um pouco de melancolia, mas uma melancolia quase mansa, que se fosse música jamais seria daquelas instrumentais demais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Lembrei de uma coisa engraçada sobre quando você saiu de casa. Logo que você bateu a porta, acendi todas as velas e incensos que tinha na gaveta da estante e coloquei a marcha fúnebre pra tocar no iPod, enquanto te imaginava descer o elevador com a única mala restante na mão esquerda, apertando a mão direita com as unhas compridas cultivadas para o violão. Pode rir, foi isso mesmo o que eu fiz quando me dei conta do quão ridículo era aquilo. Eu nem sequer podia dizer que você tinha morrido para mim. Você era cada pedacinho daquela casa. Ela parecia tão grande nos primeiros dias. Hoje, tem muita coisa mudada por lá. Tenho espaços vazios que querem permanecer vazios e novos lugares ocupados por coisas e plantas que você não conhece. Se quiser, pode dar uma passada lá, sei lá, acho que ainda tenho guardada uma caixa de discos velhos da sua antiga coleção. Não lembro por que não avisei que você havia esquecido em algum canto do quarto. Mudei a cama de lugar, agora o dia amanhece atrás da minha cabeça e os pássaros cantam para me acordar. Gosto mais assim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;span style=&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Estou tão disposta que, se você quiser, até podemos esticar o papo: me conta meia dúzia de novidades sobre a sua vida, eu me importo um pouco e outro tanto balanço a cabeça, um pouco vaga. Não sou muito boa em fingir, então é possível que eu fique reparando na decoração enquanto você contabiliza as suas conquistas, menciona algumas perdas, aquelas coisas todas que se costuma fazer quando há um interlocutor interessado. Pode ser que eu boceje, mas é porque tenho dormido pouco e trabalhado muito. Não será uma indireta de que o papo não tá legal. Não vou ignorar a velha intimidade e nem usar de subterfúgios para ser menos eu, espero que isso não te assuste. Ainda bocejo durante todo o dia quando durmo menos que o necessário, sem tampar a boca, e coloco os pés descalços no sofá. Desejo uma vida tranquila para você, mas guardo os melhores desejos para mim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://belabagatela.blogspot.com/2013/01/cafe-da-rua-8.html</link><author>noreply@blogger.com (Marília Alves)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7187556082405328657.post-7089379734944261537</guid><pubDate>Thu, 22 Nov 2012 23:58:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-11-22T22:23:54.901-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Belas Bagatelas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Completas Bagatelas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Confusas Bagatelas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">escritos dedicados</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Musicadas Bagatelas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pequenas Bagatelas</category><title>Não quero, não vou</title><description>&lt;object classid=&quot;clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000&quot; height=&quot;40&quot; id=&quot;gsSong3284955162&quot; name=&quot;gsSong3284955162&quot; width=&quot;250&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://grooveshark.com/songWidget.swf&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;wmode&quot; value=&quot;window&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;allowScriptAccess&quot; value=&quot;always&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;flashvars&quot; value=&quot;hostname=grooveshark.com&amp;songID=32849551&amp;style=metal&amp;p=0&quot; /&gt;&lt;object type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; data=&quot;http://grooveshark.com/songWidget.swf&quot; width=&quot;250&quot; height=&quot;40&quot;&gt;&lt;param name=&quot;wmode&quot; value=&quot;window&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;allowScriptAccess&quot; value=&quot;always&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;flashvars&quot; value=&quot;hostname=grooveshark.com&amp;songID=32849551&amp;style=metal&amp;p=0&quot; /&gt;&lt;span&gt;&lt;a href=&quot;http://grooveshark.com/search/song?q=Boy%20Army&quot; title=&quot;Army by Boy on Grooveshark&quot;&gt;Army by Boy on Grooveshark&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/object&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;
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&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Trebuchet MS, sans-serif;&quot;&gt;Mais do que não saber, acontece de não querer mesmo se despedir. Pare para pensar, não é difícil de entender. Tudo o que é bom a gente quer que dure – talvez para sempre ou, pelo menos, por mais um ano, uma semana, uma hora, mais cinco minutos. Mesmo quando os conselhos de &quot;curtir o momento&quot; e se levar todo e completamente – corpo, alma e coração – ao presente são seguidos à risca, acontece de querer agarrar-se às pernas daquilo que, depois de algumas rodadas no ponteiro do relógio, se transformará em passado. Percebe? É uma frustração diária acordar e se deparar com um hoje que, na verdade, já é ontem e, em breve, ficará ainda mais longe, junto de tantos outros ontens. Tem os amanhãs e tem o hoje, eu sei e amo o agora, amo o desconhecido, sinto esperanças brotando como rosas selvagens no meio de um jardim abandonado. Há tanto para ser visto e vivido e depois lembrado, e hoje cedo me aconteceu algo tão incrível num segundo distraído, na fila para pegar o pão. Mas ainda existem os ontens, que guardam em cada segundo pequenos tesouros. Tesouros que não levamos por não saber como. Tesouros que se instalam na memória por incapacidade de materialização. Num mundo onde caminhamos por carvões em brasa, não é de se espantar que nos apegamos quase que visceralmente aos pequenos diamantes encontrados pelo caminho. É essa a lógica, se é que existe alguma. Acho que acordei um pouco saudosista, com o seu gosto na ponta da língua e o mundo na ponta dos dedos. Acho que fui acordada. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://belabagatela.blogspot.com/2012/11/nao-quero-nao-vou.html</link><author>noreply@blogger.com (Marília Alves)</author><thr:total>1</thr:total></item></channel></rss>