<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-6198515959284225908</atom:id><lastBuildDate>Wed, 28 Aug 2024 08:23:42 +0000</lastBuildDate><title>SINESTESIA</title><description>Perfume que invoca uma cor;&#xa;som que invoca uma imagem.</description><link>http://belasinestesia.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Sinestesia)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>28</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6198515959284225908.post-2844114746024627108</guid><pubDate>Mon, 14 Nov 2011 15:39:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-27T14:05:31.637-02:00</atom:updated><title>Dois lados</title><description>Eu queria saber da onde vem a vontade de persistir em algo onde se sabe que não vai dar em nada diferente daquilo que já é&lt;br /&gt;
Em algo que nasceu assim, e morrerá assim&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Um desafio é excitante&lt;br /&gt;
Mas não quando impossível&lt;br /&gt;
O dífícil atrai&lt;br /&gt;
Mas o impossível, esse daí espanta&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É como um imã&lt;br /&gt;
Uma ligação&lt;br /&gt;
Onde você tenta pular do trem&lt;br /&gt;
Mas parece que algo te puxa pra trás&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O problema é quando esse algo não é algo que vem do outro lado&lt;br /&gt;
Esse algo vem de você mesma, somente disso&lt;br /&gt;
Tá dentro de você&lt;br /&gt;
E ao mesmo tempo que te empurra&lt;br /&gt;
Te puxa de volta&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu sou minha amiga e minha inimiga&lt;br /&gt;
Sei o que tenho que fazer, o que é melhor pra mim&lt;br /&gt;
Mas eu mesma não me permito mudar tal situação&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É muita loucura achar que é capaz de despertar sentimentos&lt;br /&gt;
Emoções&lt;br /&gt;
Palavras&lt;br /&gt;
Expressões&lt;br /&gt;
Vontades &lt;br /&gt;
Daquelas que jamais foram despertadas&lt;br /&gt;
Uma vez que não é do feitio, do natural&lt;br /&gt;
E nem nunca vai ser&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aproveitar o que é oferecido&lt;br /&gt;
Ou dispensar aquilo que se tem?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu quero&lt;br /&gt;
Mas não sei se sou capaz.</description><link>http://belasinestesia.blogspot.com/2011/11/dois-lados.html</link><author>noreply@blogger.com (Sinestesia)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6198515959284225908.post-8779722282335883212</guid><pubDate>Sun, 13 Nov 2011 16:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-27T14:05:31.663-02:00</atom:updated><title>A cada novo dia</title><description>Cada dia é uma surpresa&lt;br /&gt;
Nunca se sabe como vai ser&lt;br /&gt;
Pode se ganhar carinho ou desprezo&lt;br /&gt;
Atenção ou rejeição&lt;br /&gt;
Demonstração ou silêncio&lt;br /&gt;
Nada é sempre igual&lt;br /&gt;
Fixo&lt;br /&gt;
De certeza&lt;br /&gt;
A cada amanhecer uma coisa pode acontecer&lt;br /&gt;
Ser bom ou ruim&lt;br /&gt;
Agradável ou angustiante&lt;br /&gt;
Como pode ter tanto poder em modificar dias?&lt;br /&gt;
Tudo depende disso&lt;br /&gt;
Gira em torno disso&lt;br /&gt;
Como uma montanha russa&lt;br /&gt;
Com altos e baixos&lt;br /&gt;
E picos extremos de alegria e tensão&lt;br /&gt;
Um verdadeiro ponto de interrogação&lt;br /&gt;
Desisto de entender&lt;br /&gt;
E tenta decifrar&lt;br /&gt;
É impossível&lt;br /&gt;
Um enígma sem solução&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tudo o tempo todo diferente&lt;br /&gt;
Modificando&lt;br /&gt;
A culpa será minha?&lt;br /&gt;
Só pode ser&lt;br /&gt;
Não dá pra saber o que esperar&lt;br /&gt;
É uma luta e um desgaste constante&lt;br /&gt;
Dos quais eu preciso me desgrudar&lt;br /&gt;
E parar de achar que tenho como tornar as coisas melhores.</description><link>http://belasinestesia.blogspot.com/2011/11/cada-novo-dia.html</link><author>noreply@blogger.com (Sinestesia)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6198515959284225908.post-3034770535683720991</guid><pubDate>Sun, 13 Nov 2011 14:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-27T14:05:31.638-02:00</atom:updated><title>Fim de jogo</title><description>É como um jogo&lt;br /&gt;
Aquele seu preferido&lt;br /&gt;
Onde você adora jogar&lt;br /&gt;
E mais ainda, passar de fase, de nível, evoluir.&lt;br /&gt;
Mas e quando você não consegue mais se dar bem no jogo?&lt;br /&gt;
Quandos os inimigos te vencem inúmeras vezes, você vai perdendo vida, e sem experiência não consegue avançar...&lt;br /&gt;
Mas você gosta tanto do jogo&lt;br /&gt;
Te distrai, te faz bem, as horas parecem passar mais rapido no meio ao jogo, e aquilo poderia continuar.&lt;br /&gt;
Então você insiste, não desiste&lt;br /&gt;
Sempre foi bom jogador, não vai ser agora que irá cair...&lt;br /&gt;
Mas aí os calos nos dedos começam a aparecer, a bateria começa a cessar&lt;br /&gt;
E aquela empolgação com o jogo e a vontade de jogar começa a ir embora junto com tudo isso...&lt;br /&gt;
No fim, só resta aceitar que realmente você não é um bom jogador como sempre achou que fosse&lt;br /&gt;
E aí você simplesmente desliga...&lt;br /&gt;
Fim de jogo.</description><link>http://belasinestesia.blogspot.com/2011/11/fim-de-jogo_13.html</link><author>noreply@blogger.com (Sinestesia)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6198515959284225908.post-6907041836502633094</guid><pubDate>Fri, 11 Nov 2011 21:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-27T14:05:31.654-02:00</atom:updated><title>Presença</title><description>Pequena&lt;br /&gt;
Vaga&lt;br /&gt;
Pouca&lt;br /&gt;
Superficial&lt;br /&gt;
Quanto mais se quer, parece que menos se tem&lt;br /&gt;
Quanto mais se busca, parece que menos se acha&lt;br /&gt;
Ela definitivamente não gosta muito de mim&lt;br /&gt;
Sempre que pode escapa&lt;br /&gt;
E ri da minha cara&lt;br /&gt;
E pisa sobre as minhas vontades&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Queria que ela fosse mais minha amiga&lt;br /&gt;
Que aparecesse mais vezes&lt;br /&gt;
Fosse mais íntima&lt;br /&gt;
Ficasse mais tempo&lt;br /&gt;
Me aproveitasse mais&lt;br /&gt;
E estivesse disposta a tudo que tenho pra oferecer&lt;br /&gt;
Mas ela foge...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como atraí-la?&lt;br /&gt;
Queria saber o segredo&lt;br /&gt;
Pois meu anseio por ela é sem fim&lt;br /&gt;
Mas parece que quanto mais tento&lt;br /&gt;
Menos consigo...</description><link>http://belasinestesia.blogspot.com/2011/11/presenca.html</link><author>noreply@blogger.com (Sinestesia)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6198515959284225908.post-2496779317856279043</guid><pubDate>Fri, 11 Nov 2011 03:37:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-27T14:05:31.635-02:00</atom:updated><title>Presa na rede</title><description>Quanto é bom o suficiente?&lt;br /&gt;
O que é necessário para agradar?&lt;br /&gt;
Qual a atitude que satisfaz?&lt;br /&gt;
São perguntas sem respostas&lt;br /&gt;
Mas que martelam a cabeça dia-a-dia&lt;br /&gt;
Não sei da onde vem o achar que é possível ser capaz de alguma coisa que possa ser bom o bastante&lt;br /&gt;
Mas ele simplesmente vem&lt;br /&gt;
E não dá pra controlar&lt;br /&gt;
Presa na rede da minha persistência&lt;br /&gt;
Eu luto para conseguir sair dela&lt;br /&gt;
E só me machuco&lt;br /&gt;
Mas me machuco de um jeito ou de outro&lt;br /&gt;
Tentando sair dela, ou aceitando a condição&lt;br /&gt;
Então ficar ou se debater se torna uma difícil decisão...</description><link>http://belasinestesia.blogspot.com/2011/11/presa-na-rede.html</link><author>noreply@blogger.com (Sinestesia)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6198515959284225908.post-6148489933110604211</guid><pubDate>Thu, 10 Nov 2011 00:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-27T14:05:31.652-02:00</atom:updated><title>Faz de conta</title><description>Todas as noites ela esperava por ele&lt;br /&gt;
Como uma fuga, um abrigo, um aconchego&lt;br /&gt;
E mesmo que ele não viesse&lt;br /&gt;
Ela fazia questão de fazer de conta&lt;br /&gt;
Desenhando seu corpo sobre a cama&lt;br /&gt;
E colorindo com tato, olfato e paladar&lt;br /&gt;
Pegava o lápis e colocava as mãos dele em sua cintura&lt;br /&gt;
Sua língua em sua boca&lt;br /&gt;
Seu cheiro em seu nariz&lt;br /&gt;
E a imaginação rolava solta&lt;br /&gt;
Abusando do poder de colocar cada detalhe em seu devido lugar&lt;br /&gt;
Do jeito que mais gostava&lt;br /&gt;
A borracha alí só servia para apagar ela mesma&lt;br /&gt;
Suas imperfeições e principalmente sua mente que não se calava&lt;br /&gt;
Ele era todo intacto&lt;br /&gt;
Somente retocado, ou colorido&lt;br /&gt;
Mas seu traço inicial se mantinha&lt;br /&gt;
Era bonito daquele jeito&lt;br /&gt;
E nenhuma mudança trágica era necessária&lt;br /&gt;
Somente alguns pequenos ajustes&lt;br /&gt;
Nada que uma boa imaginação não saiba fazer&lt;br /&gt;
Ah, como queria ser como ele...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Brincando e fazendo de conta que nunca estava sozinha de verdade&lt;br /&gt;
Mesmo longe, ele estava presente&lt;br /&gt;
E sua presença, seja em corpo ou imaginação&lt;br /&gt;
Lhe fazia corajosa, viva, inspirada&lt;br /&gt;
E renovava a vontade de sempre voltar praquela casa&lt;br /&gt;
Onde era acolhida com simplicidade&lt;br /&gt;
Mas com um luxo disfarçado&lt;br /&gt;</description><link>http://belasinestesia.blogspot.com/2011/11/faz-de-conta.html</link><author>noreply@blogger.com (Sinestesia)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6198515959284225908.post-8167281159226665082</guid><pubDate>Tue, 08 Nov 2011 22:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-27T14:05:31.662-02:00</atom:updated><title>Cara disfarçada</title><description>Essa sou eu&lt;br /&gt;
Com uma maquiagem na cara&lt;br /&gt;
Pra disfarçar todas as angustias e imperfeições &lt;br /&gt;
Um rímel, um blush e um batom&lt;br /&gt;
Perfeitos pra enganar qualquer um&lt;br /&gt;
Com um sorriso na cara então&lt;br /&gt;
Ninguém nem percebe&lt;br /&gt;
O que não dá pra inventar é o brilho nos olhos&lt;br /&gt;
Esses daí são sagazes, te entregam fácil&lt;br /&gt;
Mas não causam tantos problemas assim&lt;br /&gt;
Pois ninguém repara neles&lt;br /&gt;
Passam despercebidos&lt;br /&gt;
Ninguém olha no olho&lt;br /&gt;
Ninguém se interessa pelo que eles possuem&lt;br /&gt;
Ah, se soubessem que neles há verdade&lt;br /&gt;
E tudo tão claro e explícito &lt;br /&gt;
Mas não querem&lt;br /&gt;
Ainda bem&lt;br /&gt;
Ou não</description><link>http://belasinestesia.blogspot.com/2011/11/cara-disfarcada.html</link><author>noreply@blogger.com (Sinestesia)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6198515959284225908.post-9021837759634239446</guid><pubDate>Tue, 08 Nov 2011 01:37:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-27T14:05:31.665-02:00</atom:updated><title>Desconhecido</title><description>Você não sabe a minha comida preferida, nem como eu&amp;nbsp; gosto de ser acordada com um sms&lt;br /&gt;
Não sabe o quão dificil é ser eu mesma&lt;br /&gt;
E por isso, é uma luta constante todos os dias contra mim mesma&lt;br /&gt;
E isso é um desgaste danado.&lt;br /&gt;
Você não sabe que eu adoro um Nescau bem forte, e de vez enquando tenho uns desejos alimentares bem loucos&lt;br /&gt;
Não
 sabe que eu já fui toda mulherzinha, daquelas que não saem de casa sem 
as unhas feitas, e agora elas só andam assim, ao natural&lt;br /&gt;
Não sabe de tudo que eu já passei, vivi e experimentei&lt;br /&gt;
Não sabe como eu fico chorosa quando bebo demais&lt;br /&gt;
Não sabe que odeio energético e somente o cheiro já me enjooa&lt;br /&gt;
Não sabe como eu queria ser ruiva&lt;br /&gt;
Nem minha vontade de um dia ser uma veterinária&lt;br /&gt;
Não sabe minha flor preferida&lt;br /&gt;
Nem as tatuagens que pretendo fazer um dia&lt;br /&gt;
Nem meus medos&lt;br /&gt;
Nem minhas angustias&lt;br /&gt;
Nem aquilo simples que me alegra&lt;br /&gt;
Nem o que espero de você.&lt;br /&gt;
Não sabe a história da minha cicatriz na sobrancelha&lt;br /&gt;
E nem porque tomo anticoncepcional sem pausa&lt;br /&gt;
Não sabe de todos os lugares que eu já morei&lt;br /&gt;
E da diversidade de coisas que minha família já viveu&lt;br /&gt;
Não sabe meus ciúmes&lt;br /&gt;
Minhas faltas&lt;br /&gt;
Minhas carências&lt;br /&gt;
Não sabe minha preferências&lt;br /&gt;
Minhas vontades&lt;br /&gt;
Aquilo que mais me dá prazer&lt;br /&gt;
Não sabe da minha vontade de procurar um terapeuta pra ver se ele consegue resolver meus problemas&lt;br /&gt;
Alias, você não sabe nem quais são meus problemas&lt;br /&gt;
Não sabe o quanto eu odeio as pessoas, o mundo, a vida&lt;br /&gt;
Não sabe o quanto eu tô de saco cheio de tudo&lt;br /&gt;
Não sabe que penso em suicídio&lt;br /&gt;
Mas também não sabe que não sou tão corajosa assim&lt;br /&gt;
Não sabe da minha persistência&lt;br /&gt;
Nem da minha imensa capacidade de cuidar, amar e me dedicar&lt;br /&gt;
Não sabe das minhas ansiedades&lt;br /&gt;
Impaciências&lt;br /&gt;
E egoísmos&lt;br /&gt;
Nao sabe meus pensamentos ao acordar, nem ao dormir&lt;br /&gt;
Não sabe o quando eu tento me auto controlar diante de muitas situações&lt;br /&gt;
Mas também não sabe a quantidade de vezes que perco totalmente o auto controle&lt;br /&gt;
Não sabe o quanto eu invejo tudo que pra você é tudo, quando eu não sou nada&lt;br /&gt;
Não sabe da minha vontade de te encher de mimo, mesmo você não dando a mínima pra isso&lt;br /&gt;
Não sabe o quanto foi dificil pra mim cair a ficha de que pra você eu poderia me abrir&lt;br /&gt;
Mas também não sabe o quanto dói saber que posso, mas não poder me abrir&lt;br /&gt;
Tambám vai continuar sem entender esse fato, pois é confuso demais até pra mim&lt;br /&gt;
Você não sabe nada sobre mim&lt;br /&gt;
Eu não sei nada sobre você&lt;br /&gt;
Ah, como eu queria saber mais sobre você&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como eu queria que soubesses tudo sobre mim&lt;br /&gt;
Somos conhecidos distantes&lt;br /&gt;
E você também não sabe o quanto isso incomoda...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</description><link>http://belasinestesia.blogspot.com/2011/11/desconhecido_07.html</link><author>noreply@blogger.com (Sinestesia)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6198515959284225908.post-776322397944487321</guid><pubDate>Tue, 08 Nov 2011 01:35:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-27T14:05:31.657-02:00</atom:updated><title>Evolução impossível</title><description>A gente sempre busca evoluir&lt;br /&gt;
Alcançar um novo objetivo&lt;br /&gt;
Um patamar a ser conquistado&lt;br /&gt;
Mudanças, para melhor, é claro&lt;br /&gt;
Nada de desanimo na busca de tais conquistas&lt;br /&gt;
Mas tem coisas que não foram feitas para evoluir&lt;br /&gt;
São como são, e vão continuar sendo&lt;br /&gt;
Jamais sair do lugar&lt;br /&gt;
Nunca se tornar algo mais forte, mais concreto&lt;br /&gt;
E a duvida se vale a pena algo que sabemos que será sempre do jeito que sempre foi&lt;br /&gt;
Nos acompanha em meio aos altos e baixos&lt;br /&gt;
Mas nunca picos extremos de alcance aos altos</description><link>http://belasinestesia.blogspot.com/2011/11/evolucao-impossivel.html</link><author>noreply@blogger.com (Sinestesia)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6198515959284225908.post-812150222567535646</guid><pubDate>Tue, 08 Nov 2011 00:57:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-27T14:05:31.660-02:00</atom:updated><title></title><description>E o único jeito de ser mais malandro que a tristeza é sendo cínico. E lá
 vai a garota. Comprar pão quente com seu cinismo. Comprar absorvente 
com seu cinismo. Amar com seu cinismo. Porque só o cinismo vence a 
tristeza. Porque só o cinismo é mais triste do que a tristeza. E eu 
virei um muro alto feito de pedras cheias de pontas. Tudo isso só porque
 eu quero tanto um pouco de carinho que acabei ficando com medo de não 
ganhar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tati Bernardi</description><link>http://belasinestesia.blogspot.com/2011/11/e-o-unico-jeito-de-ser-mais-malandro.html</link><author>noreply@blogger.com (Sinestesia)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6198515959284225908.post-4622739015736489295</guid><pubDate>Tue, 08 Nov 2011 00:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-27T14:05:31.645-02:00</atom:updated><title></title><description>Eu tenho muita inveja dessas pessoas maravilhosas, adultas, &lt;br /&gt;
evoluídas e espertas que conseguem separar a hora de ir a uma &lt;br /&gt;
reunião de condomínio com a hora de desejar alguém na escada do &lt;br /&gt;
condomínio. A hora de marcar o dentista com a hora de engolir alguém.&lt;br /&gt;
 A hora de procurar a palavra &quot;macambúzio&quot; no dicionário com a hora de &lt;br /&gt;
se perder com as suas palavras que de tão simples parecem complexas. &lt;br /&gt;
A hora de ser inteira e a hora de catar meus pedaços pelo mundo &lt;br /&gt;
enquanto você dá sinais desmembrados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu não consigo nada disso, eu me embanano toda, misturo tudo, &lt;br /&gt;
bagunço tudo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A minha única dúvida é se sou a única idiota a fazer isso comigo &lt;br /&gt;
ou se sou a única idiota a admitir que faço isso comigo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tati Bernardi</description><link>http://belasinestesia.blogspot.com/2011/11/eu-tenho-muita-inveja-dessas-pessoas.html</link><author>noreply@blogger.com (Sinestesia)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6198515959284225908.post-3219148711718248025</guid><pubDate>Mon, 07 Nov 2011 02:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-27T14:05:31.639-02:00</atom:updated><title>Estrela</title><description>Uma estrela no céu&lt;br /&gt;
Como ela brilha, e gosta de brilhar&lt;br /&gt;
Vez enquanto uma nuvem passa sobre ela&lt;br /&gt;
Ou até mesmo paira um tempo por ali&lt;br /&gt;
Talvez por culpa da estrela que está no lugar errado&lt;br /&gt;
Ou não, talvez a nuvem fez de propósito em estar ali&lt;br /&gt;
Não importa&lt;br /&gt;
Os momentos em que o brilho era intenso eram sempre maiores&lt;br /&gt;
Mais fortes&lt;br /&gt;
E cheios de vida e vontade&lt;br /&gt;
De continuar ali brilhando e fazendo seu papel de iluminar o céu de alguém&lt;br /&gt;
Não qualquar alguém&lt;br /&gt;
O céu de alguém que precisa dessa estrela&lt;br /&gt;
E mais do que dela, do seu brilho&lt;br /&gt;
Para fazer com que a vida possa valer mais a pena do que normalmente&lt;br /&gt;
De vez enquando a janela desse alguém estava fechada, junto com a cortina&lt;br /&gt;
Ou ele não iria lá admirar sua estrela que fixada ali estava&lt;br /&gt;
E isso fazia com que a estrela pensasse em sair dali&lt;br /&gt;
E não ficar mais a espera de olhares em sua direção durante a noite&lt;br /&gt;
Mas no momento certo, do jeito certo&lt;br /&gt;
Esse alguém sabia voltar e dar a estrela o que ela precisava para continar alí&lt;br /&gt;
A ser brilhante, como adorava ser&lt;br /&gt;
E no meio aos brilhos e ofuscamentos&lt;br /&gt;
Ela não queria outro céu pra cumprir seu papel.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</description><link>http://belasinestesia.blogspot.com/2011/11/estrela.html</link><author>noreply@blogger.com (Sinestesia)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6198515959284225908.post-9177751399526208435</guid><pubDate>Fri, 04 Nov 2011 00:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-27T14:05:31.666-02:00</atom:updated><title>Inatingível e inabalável</title><description>&lt;div class=&quot;post-header&quot;&gt;


&lt;/div&gt;
A gente sempre acha que é especial na vida de alguém&lt;br /&gt;
E que temos muito poder em nossas mãos, somente por se importar e se preocupar...&lt;br /&gt;
Que tolos nós somos não é mesmo?&lt;br /&gt;
Não somos nada, capazes de nada, importantes pra nada.&lt;br /&gt;
Existem coisas muito mais valiosas e interessantes nesse mundo a fora&lt;br /&gt;
Que distraem, ajudam, consolam, e dão muito mais que aquilo que queremos dar&lt;br /&gt;
De nada valemos, ainda mais quando não somos de interesse algum.&lt;br /&gt;
O mundo não gira em torno de você&lt;br /&gt;
Erramos ao achar que temos o poder de atingir alguém &lt;br /&gt;
Seja pro bom ou&amp;nbsp; pro ruim&lt;br /&gt;
É inatingivel, uma rocha&lt;br /&gt;
Literalmente&lt;br /&gt;
Nada abala, nada atinge&lt;br /&gt;
Dance, rebole, se esfregue, tire a roupa&lt;br /&gt;
Ignore, não se importe, não reclame, não se preocupe&lt;br /&gt;
Dê atenção, seja solícito, abra mão&lt;br /&gt;
Xingue, bata, jogue na cara&lt;br /&gt;
Beije, abrace, dê carinho, dê o seu melhor&lt;br /&gt;
Tudo vai dar no mesmo caminho, no mesmo final&lt;br /&gt;
Indiferença e um ser inabalável.&lt;br /&gt;
O mundo pode tremer, rachar, acabar&lt;br /&gt;
E tudo continuará alí, intacto.&lt;br /&gt;
Tanto faz&lt;br /&gt;
Pouco importa&lt;br /&gt;
Você que sabe&lt;br /&gt;
E assim as coisas são&lt;br /&gt;
E não, não há poder algum que possa achar que possuímos para mudar algo.</description><link>http://belasinestesia.blogspot.com/2011/11/inatingivel-e-inabalavel_03.html</link><author>noreply@blogger.com (Sinestesia)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6198515959284225908.post-7521128889222430769</guid><pubDate>Wed, 02 Nov 2011 23:18:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-27T14:05:31.655-02:00</atom:updated><title>Como vocês</title><description>Confesso que tenho inveja daqueles que não sentem&lt;br /&gt;
Não se importam&lt;br /&gt;
Melhor um coração trancado, que machucado&lt;br /&gt;
Nada melhor do que ser livre&lt;br /&gt;
Não depender de ninguém&lt;br /&gt;
Não ferir e nem ser ferido&lt;br /&gt;
Apenas você, dono de você, amando você, se dedicando a você&lt;br /&gt;
Tem coisa melhor?&lt;br /&gt;
Pessoas são surpreendentes&lt;br /&gt;
No mesmo dia podem te adorar, e no outro nem se quer lembrar&lt;br /&gt;
Sei que meu coração já foi muito diferente do que é hoje&lt;br /&gt;
Amável, confiante e cheio de esperança&lt;br /&gt;
Mas muita coisa destruiu esse pobre coitado&lt;br /&gt;
Porém, acho que não ainda o suficiente&lt;br /&gt;
Pois no fundo, ainda há um restício de um coração vivo&lt;br /&gt;
Ainda tenho minhas necessidades&lt;br /&gt;
Minhas dependências&lt;br /&gt;
E minhas carências&lt;br /&gt;
Mas com tudo que ainda insiste em acontecer&lt;br /&gt;
Acredito que um dia serei que nem aqueles que tanto invejo&lt;br /&gt;
Frios, secos&lt;br /&gt;
Mas sem feridas.</description><link>http://belasinestesia.blogspot.com/2011/11/como-voces.html</link><author>noreply@blogger.com (Sinestesia)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6198515959284225908.post-4308734123146081159</guid><pubDate>Wed, 02 Nov 2011 20:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-27T14:05:31.642-02:00</atom:updated><title>Gostos e desgostos</title><description>Ela era solitária demais&lt;br /&gt;
E só queria uma companhia pros dias frios, chatos e entediados&lt;br /&gt;
Sem muito esforço, e nem precisar solicitar&lt;br /&gt;
Vir assim, naturalmente&lt;br /&gt;
Como se aquilo ja fizesse parte de algo onde se faz sem nem perceber&lt;br /&gt;
Ele sentava na beira da cama, e constuma lhe dizer coisas engraçadas&lt;br /&gt;
Talvez não para outros&lt;br /&gt;
Mas pra ela era como se estivesse num stand up comedy&lt;br /&gt;
E não conseguia entender da onde que vinha tanta sintonia, em meio a tantas diferenças&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao brincar com seus dedos do pé, parecia que estava isolada de tudo e todos&lt;br /&gt;
E só aquele momento bastava&lt;br /&gt;
Não gostava da maneira como dormia rápido, como se estivesse sempre bebado e sem dormir a dias&lt;br /&gt;
E como se não tivessem nada melhor pra fazer&lt;br /&gt;
Os dois ali, tanta coisa melhor pra se fazer... e ele apagava.&lt;br /&gt;
Mas adorava poder observa-lo dormir&lt;br /&gt;
Seja a noite, ou ao amanhacer&lt;br /&gt;
Pois sempre acordava, e ele ainda estava dormindo&lt;br /&gt;
Como um urso hibernando &lt;br /&gt;
E ela alí, querendo tudo, menos dormir&lt;br /&gt;
Dormir era perda de tempo demais pro pouco tempo que eles tinham juntos&lt;br /&gt;
Mas era lindo dormindo&lt;br /&gt;
Até suas olheiras eram lindas&lt;br /&gt;
Podia dizer e desenhar detalhadamente cada curva do seu corpo&lt;br /&gt;
Cada pinta ali presente&lt;br /&gt;
Pois adorava observa-las e interpreta-las&lt;br /&gt;
Cada pelo, cada cheiro&lt;br /&gt;
Eram todos detalhes que não passavam despercebidos&lt;br /&gt;
E ele nem imaginava...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Falava pouco, e por isso no momento em que parava para falar&lt;br /&gt;
Fazia questao de prestar atenção, e não deixar passar nenhuma sílaba&lt;br /&gt;
Suas palavras era ótimas de se ouvir&lt;br /&gt;
Mas seu silêncio também&lt;br /&gt;
Aquele silêncio que diz, mas não diz.&lt;br /&gt;
Não gostava de sua maneira de nunca se expressar com nada&lt;br /&gt;
Mas ao mesmo tempo gostava de um mistério&lt;br /&gt;
E de ficar tentando entender cada gesto e cada palavra que dele vinha&lt;br /&gt;
Gostava da maneira sutil e delicada com que demonstrava algumas coisas&lt;br /&gt;
Claro que, sem perceber&lt;br /&gt;
Pois se percebesse, não o faria&lt;br /&gt;
E muitas vezes aquilo poderia ser o suficiente&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tinha momentos e momentos&lt;br /&gt;
E ela tinha que aprender a lidar com aquilo, caso quisesse continuar naquela relação&lt;br /&gt;
Ela achava que era de lua, bipolar&lt;br /&gt;
Mas ao conhece-lo, viu que estava enganada com a definição que pra ela tinha atribuído&lt;br /&gt;
Era um desgate muito grande tudo aquilo&lt;br /&gt;
Mas a fazia bem, se sentir viva&lt;br /&gt;
Vontade de decifrar, e acertar&lt;br /&gt;
Vontade de dar o seu melhor&lt;br /&gt;
Mesmo se aquilo não fosse o suficiente, ou interessante&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não tinham intimidade&lt;br /&gt;
Ele não sabia seu filme preferido&lt;br /&gt;
Nem ela sabia a música que ele mais gostava&lt;br /&gt;
Mas quando estavam juntos, parecia que sabiam tudo um do outro&lt;br /&gt;
E que se conheciam a anos&lt;br /&gt;
Odiava quando a ignorava, fazendo a achar ser de propósito&lt;br /&gt;
Mas adorava a maneira que ele tomava banho e ela podia observar de costas sua bunda&lt;br /&gt;
Odiava quando ficava muito tempo sem ir ve-la&lt;br /&gt;
Mas adorava quando ia embora cedo de manha e lhe dava um beijo no rosto junto de um &quot;to indo&quot;&lt;br /&gt;
Odiava ele roubar o lugar dela da cama virado pra parede, e a janela do onibus&lt;br /&gt;
Mas adorava poder ser capaz de abrir mão disso&lt;br /&gt;
Odiava quando ele pedia pra ela calar a boca pois ele queria dormir ou ouvir a TV&lt;br /&gt;
Mas adorava o fato dele sempre procurar ela durante a noite, e abraça-la&lt;br /&gt;
Odiava quando ele tinha seus momentos nulos, onde não falava nada, nao conversava, nem se interessava&lt;br /&gt;
Mas adorava quando dava ums surtos nele, onde ele expressava, mesmo que sutilmente, o quanto ela era pra ele. Eram raros os momentos, mas ela precisava daquilo, como um combustível.&lt;br /&gt;
Odiava quando ele deixava ela na vontade&lt;br /&gt;
Mas adorava quando ele resolvia mata-la do jeito que ele sabia fazer, mesmo que as vez não fazia&lt;br /&gt;
E no meio a tantos gostos e desgostos&lt;br /&gt;
Ela não cosneguia deixar de se enrolar na linha do novelo que ele ia soltando, somente soltando... E ela girando.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</description><link>http://belasinestesia.blogspot.com/2011/11/gostos-e-desgostos.html</link><author>noreply@blogger.com (Sinestesia)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6198515959284225908.post-6326866375273395642</guid><pubDate>Mon, 31 Oct 2011 17:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-27T14:05:31.653-02:00</atom:updated><title>Algo a mais</title><description>Queria poder ser algo a mais&lt;br /&gt;
Uma cura, uma salvação, uma libertação&lt;br /&gt;
Algo em que pudesse suportar todos os pesos a serem depositados&lt;br /&gt;
Queria fazer a diferença, ser especial&lt;br /&gt;
Poder aliviar, amenizar, distrair&lt;br /&gt;
Como um porto seguro mesmo&lt;br /&gt;
Algo raro de se encontrar por aí&lt;br /&gt;
Talvez por isso não seja capaz de ser&lt;br /&gt;
Isso não é pra qualquer um&lt;br /&gt;
Algo que te livre do cansaço, do esgotamento, do tédio e da rotina&lt;br /&gt;
Queria poder ter essa capacidade&lt;br /&gt;
O prazer maior é ver alguém bem&lt;br /&gt;
Ser confiável, e algo em que se pudesse recorrer a qualquer momento, seja o que for&lt;br /&gt;
Mas como competir?&lt;br /&gt;
Se existem tantas coisas mais interessantes por aí...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</description><link>http://belasinestesia.blogspot.com/2011/10/algo-mais.html</link><author>noreply@blogger.com (Sinestesia)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6198515959284225908.post-3380672410119622863</guid><pubDate>Mon, 31 Oct 2011 03:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-27T14:05:31.640-02:00</atom:updated><title>Companhia e solidão</title><description>Eu nunca me senti tão sozinha como eu me sinto agora&lt;br /&gt;
Meu quarto nunca foi tão grande com está hoje&lt;br /&gt;
Meu choro de solidão nunca foi tão sincero como esse que caiu&lt;br /&gt;
A solidão nunca gostou tanto de mim como tá demonstrando agora&lt;br /&gt;
O travesseiro nunca foi tão meu companheiro como tem sido&lt;br /&gt;
O som da televisão nunca foi tão ajudante no silêncio que dói como tá sendo&lt;br /&gt;
A vontade de desistir nunca foi tão intensa&lt;br /&gt;
O medo de ser assim pra sempre bate como nunca antes bateu&lt;br /&gt;
E ai?&lt;br /&gt;
E aí que sou assim&lt;br /&gt;
Louca e só&lt;br /&gt;
Ninguém pra me ouvir&lt;br /&gt;
Ninguém pra me entender&lt;br /&gt;
Ninguém pra me abraçar e secar minhas lagrimas&lt;br /&gt;
Ou simplesmente dizer que tudo isso é drama demais pra uma menina que sempre foi tão alegre, e que tudo vai passar, pq esse alguém tá ali do meu lado, e isso importa&lt;br /&gt;
Ninguém enxerga por dentro&lt;br /&gt;
Ninguém quer saber&lt;br /&gt;
Ninguém se interessa pelo seu interior&lt;br /&gt;
Se coloca um sorriso na cara, mostra pras pessoas, e ja as convence&lt;br /&gt;
E o brilho nos olhos? Alguém para pra reparar?&lt;br /&gt;
Até quando?&lt;br /&gt;
Espero não ter que chegar ao meu extremo de solidão, se é que ele já não chegou&lt;br /&gt;
Sabe como é né, tenho medo de me acustumar a viver assim pra sempre, e para de tentar lutar pelo contrário.&lt;br /&gt;
Companhia e solidão, ainda quero ver diferença de significados nessas palavras.</description><link>http://belasinestesia.blogspot.com/2011/10/companhia-e-solidao.html</link><author>noreply@blogger.com (Sinestesia)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6198515959284225908.post-4322093507832088988</guid><pubDate>Mon, 31 Oct 2011 03:47:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-27T14:05:31.643-02:00</atom:updated><title>Grampos libertadores</title><description>Vamos vivendo assim&lt;br /&gt;
Enfiando grampos sobre o corpo, sobre a pele, sobre a alma&lt;br /&gt;
E vê no que vai dar.&lt;br /&gt;
Não é assim que tem que ser?&lt;br /&gt;
Ninguém liga, ninguém se importa.&lt;br /&gt;
Você pode se mutilar inteirinho, que as pessoas só fazem pouco caso de&amp;nbsp; você da mesma maneira.&lt;br /&gt;
Vamos ferir, rasgar, jorrar sangue&lt;br /&gt;
Até que não sobre mais nada&lt;br /&gt;
Somente o fim&lt;br /&gt;
Somente a morte&lt;br /&gt;
E aí já será tarde demais pra alguém resolver se importar.</description><link>http://belasinestesia.blogspot.com/2011/10/grampos-libertadores.html</link><author>noreply@blogger.com (Sinestesia)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6198515959284225908.post-7870876465094853240</guid><pubDate>Fri, 28 Oct 2011 00:06:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-27T14:05:31.658-02:00</atom:updated><title>Tudo e nada.</title><description>Tudo era assim,&lt;br /&gt;
Intenso, forte e misterioso.&lt;br /&gt;
Nada igual nem comparável a tudo que conhecia.&lt;br /&gt;
Tinha sim suas dúvidas, medo, neuras e inseguranças...&lt;br /&gt;
Mas quem não tem?&lt;br /&gt;
Tudo fazia parte de alguma coisa onde ninguém sabia onde ia dar, mas nem por isso deixava de ser algo em que queria tirar o melhor proveito possível.&lt;br /&gt;
Nada podia se perder, cada detalhe era analizado e aproveitado,&lt;br /&gt;
Seja ele bom ou nem tanto assim&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tudo nele era impecável.&lt;br /&gt;
Sua pele, pelos, olhos.&lt;br /&gt;
Eram como se fossem únicos daquele jeito, e sinceros como nada mais naquele momento.&lt;br /&gt;
Sinceridade com um ar de mistério,&lt;br /&gt;
Tudo que ela queria.&lt;br /&gt;
Nada ultimamente tinha a graça como o momento do encontro,&lt;br /&gt;
Dos olhos, bocas e corpos.&lt;br /&gt;
Era indescritível toda aquela troca, muitas vezes somente no silêncio,&lt;br /&gt;
Mas no silêncio também se diz e se descobre muita coisa&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seu corpo era transparente,&lt;br /&gt;
E como uma casa quente e aconchegante,&lt;br /&gt;
A qual encontrava abrigo e alegria.&lt;br /&gt;
E sempre uma vontade de voltar,&lt;br /&gt;
Pra fazer do nada um tudo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</description><link>http://belasinestesia.blogspot.com/2011/10/tudo-e-nada.html</link><author>noreply@blogger.com (Sinestesia)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6198515959284225908.post-2399716944241401528</guid><pubDate>Wed, 26 Oct 2011 21:40:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-27T14:06:35.661-02:00</atom:updated><title>Feito pedra.</title><description>&quot;Essa vida viu, Zé. Pode ser boa que é uma coisa. Já chorei muito, já 
doeu muito esse coração. Mas agora tô, ó, tá vendo? De pedra. Uma tora. 
Um macho. (...) Sabe Zé, no começo doeu não sentir nada. Mas eu 
consegui. Eu não sinto nada. Nada. Nem pena do mundo eu consigo mais 
sentir. Minha pureza era linda, Zé, mas ninguém entendia ela, ninguém 
acolhia ela. Todo mundo só abusava dela. Agora ninguém mais abusa da 
minha alma pelo simples fato de que eu não tenho mais alma nenhuma. Já 
era, Zé. É isso que chamam de ser esperto? Nossa, então eu sou uma 
ninja. Bate aqui no meu peito, Zé!? Sentiu o barulho de granito?&quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tati Bernardi</description><link>http://belasinestesia.blogspot.com/2011/10/feito-pedra_26.html</link><author>noreply@blogger.com (Sinestesia)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6198515959284225908.post-9218132121712279695</guid><pubDate>Wed, 26 Oct 2011 15:55:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-27T14:06:35.677-02:00</atom:updated><title>Dirigindo na chuva.</title><description>Pq a gente tem que entender de uma vez por todas que carinho e reciprocidade não se pede, nem muito menos se implora.&lt;br /&gt;
Até quando se contentar com algo que só vem quando solicitado, forçado, colocado contra a parede? Que graça que tem?&lt;br /&gt;
Nada como um dia após o outro...&lt;br /&gt;
Nada é igual, tudo está tão diferente. Só não percebe quem não quer.&lt;br /&gt;
E como falam, o pior cego é aquele que não quer ver. Cansei de não querer ver.&lt;br /&gt;
Foi-se o tempo que se achava um motivo pra se manter de pé e lutando. Mas quando não se vê mais, a queda é inevitável.&lt;br /&gt;
Chega uma hora que você se vê cega. E aí esfrega os olhos pra tentar enxergar alguma coisa que a faça continuar.&lt;br /&gt;
É
 como dirigir em meio a chuva forte. Você ta no carro embaçado, e não 
enxerga nada.... Faz de tudo, força a visão, limpa o vidro com as mãos, 
procura uma flanela, tenta abrir um pouco o vidro do carro mesmo que 
tome um pouco de chuva, mas não se importa com as gotas de chuva, pois 
ainda quer muito continuar dirigindo, mesmo sem saber odne aquela 
estrada vai dar. Mas chega um momento que você vê que a chuva não quer 
parar, e está longe de cessar, e aí então você percebe que o melhor é 
parar de dirigir. Mesmo querendo tanto permanecer naquela estrada, 
talvez fria, solitária, mas aconchegante na medida certa...</description><link>http://belasinestesia.blogspot.com/2011/10/dirigindo-na-chuva_26.html</link><author>noreply@blogger.com (Sinestesia)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6198515959284225908.post-6447315263614613013</guid><pubDate>Wed, 26 Oct 2011 13:39:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-27T14:06:35.667-02:00</atom:updated><title>Foi-se o tempo...</title><description>É tão triste quando as coisas mudam diante dos seu olhos, e a principio por nenhum motivo aparente.&lt;br /&gt;
E o pior, é quando você não pode fazer absolutamente nada pra mudar aquilo.&lt;br /&gt;
Sempre soube que as pessoas e as coisas mudam a todo momento, mas achei que dessa vez seria diferente.&lt;br /&gt;
Não que nada nunca mudaria, mas que quando mudasse, haveria uma sinceridade, um diálogo, ou algo que marcasse a mudança&lt;br /&gt;
E não algo do jeito que está, perdido - no maior estilo, interprete como quiser, você sabe o que é melhor pra você.&lt;br /&gt;
Foi-se o tempo que eu via reciprocidade em alguma coisa.&lt;br /&gt;
Em que eu era considerada algo de bom, de diferente, de única em alguma coisa.&lt;br /&gt;
Em que eu era inspiração.&lt;br /&gt;
Em que eu era estímulo, e não somente físico, mas aquele estímulo que ajuda a pessoa a continuar a viver, e também viver melhor.&lt;br /&gt;
Em que eu era procurada, solicitada, em que eu fazia falta.&lt;br /&gt;
Em que as coisas eram sempre excitantes e empolgantes, tudo estava a flor da pele, e quando aquele momento de estar juntos acontecia, era tudo tão intenso pra aproveitar o melhor que se podia tirar dalí.&lt;br /&gt;
Em que mesmo achando que era tratada com indiferença as vezes, no fundo sabia que aquilo era somente um jeito diferente de lidar com as coisas. Hoje não, acredito mesmo nessa tal indiferença.&lt;br /&gt;
Tudo a troco de que? Eu preferia que tudo se perdesse de vez, do que algo continuar, mas no fundo, não restar mais nada.&lt;br /&gt;
Foi-se o tempo em que me sentia querida, especial, desejada...&lt;br /&gt;
O que sobrou? Nada, somente lembranças boas de momentos ótimos, e um gostinho de que tudo ainda poderia ser como sempre foi.&lt;br /&gt;
Já que está tudo tão diferente, e ja tentei ao máximo voltar a ser como era antes - ou até melhor. Ou então ao menos receber uma resposta pra tal mudança, e com isso colocar um ponto final nisso tudo, e não obtive êxito em ambas, o jeito é se adaptar, e tentar encarar isso com a maior naturaliadde possível e seguir em frente...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</description><link>http://belasinestesia.blogspot.com/2011/10/foi-se-o-tempo.html</link><author>noreply@blogger.com (Sinestesia)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6198515959284225908.post-4696024345891671799</guid><pubDate>Tue, 25 Oct 2011 15:44:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-27T14:06:35.664-02:00</atom:updated><title>Cansei de gritar e resolvi latir.</title><description>Como é horrível ser um animal. Um animal menininha. Usar 
vestidos, fazer as unhas, pintar os lábios, andar pisando leve. Por 
dentro, esse animal com fome, desesperado, selvagem, irracional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Que bom dia que nada, cara. Que boa noite, que muito obrigada. Por que 
você não vem me amansar? Rasga o vestido da menininha, rasga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mata essa fome que eu estou de engolir seu ego, de te deixar perdido, de acabar com essa sua panca, essa sua distância.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Que se dane o esmalte falso das minhas unhas, eu que já guardei restos 
de células mortas da sua pele. Tira essa cor inventada da minha boca, 
esse tom estúpido de flor artificial. Faça ela ficar cheia de sangue 
vivo, entreaberta entre um grito e um riso. Tira esse meu andar leve e 
ereto, me entorta, me coloca do jeito que você gosta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Que bom dia que nada, eu vou latir no seu ouvido se você achar que tem o
 poder de me magoar. Para que ferir meu coração se você pode ferir o meu
 útero? Para que dominar minha cabeça se você pode dominar o mundo 
pequeno e errado que eu inventei?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu que me faço de bem resolvida, por dentro são palpitações, são vozes 
de incentivo ao ataque, é calcinha de moça marcada por tanto desejo. Eu 
que um dia vou ter que ser mãe, que um dia vou ter que aprender a 
escrever. Eu que preciso ser levada a sério, preciso perceber que sou 
sozinha, preciso cuidar de mim. Eu que agora me atraso mais um pouco, 
sendo apenas instintiva.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Olhando você e só querendo correr de quatro até sua canela e morder toda a lógica dessa frieza. &lt;br /&gt;
Querendo te enfiar dentro de mim para preencher o vazio de ser incompleta. &lt;br /&gt;
Para sempre a vida me deve, e eu devo tanto a ela.&lt;br /&gt;
Querendo calar as batidas do meu coração ansioso com nosso atrito desesperado por minutos de paz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para sempre o silêncio, de quem não pode pedir, mas morre de desejo, de quem acaba de conseguir, mas morre de culpa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Olhe para mim, me dá ração que eu estou morrendo. Olhe para mim, me 
deseje de novo porque eu estou murchando. Ou apenas venha me distrair, 
apenas esqueça todos esses poemas falsos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esqueça todas essas justificativas sofridas para uma simples vontade de deitar com você de novo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;aut&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;aut&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;aut&quot;&gt;Tati Bernardi&lt;/span&gt;</description><link>http://belasinestesia.blogspot.com/2011/10/cansei-de-gritar-e-resolvi-latir.html</link><author>noreply@blogger.com (Sinestesia)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6198515959284225908.post-1185078356342320406</guid><pubDate>Tue, 25 Oct 2011 15:29:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-27T14:06:35.659-02:00</atom:updated><title>Querer.</title><description>Querer...&lt;br /&gt;
A gente quer tanta coisa né? Ser feliz, um amor, dinheiro, paz...&lt;br /&gt;
Eu não quero muito, eu quero o simples e o necessário.&lt;br /&gt;
Não quero que ninguém se prenda a sua vida a minha, caso isso não seja sua vontade. Até pq, não espero isso de ninguém. Sou louca, louca e só. Pois ninguém vai me aguentar. Já me convenci da possibilidade de morrer sozinha, com meus gatos, cachorros... enfim, um zoologico dentro de casa. Só eles me aturariam... os animais. Ou alguém disposto a ter um determidado tipo de relação diferente daquilo que as pessoas esperam que sejam.&lt;br /&gt;
Eu me contento em me sentir querida, desejada e até amada, sem ter alguém amarrado a mim.&lt;br /&gt;
Já tive o oposto, e não foi nada sincero. Quero sinceridade, mesmo que seja essse o preço que eu tenho que pagar para obte-la. &lt;br /&gt;
Só quero me sentir especial, não quero nada superficial.&lt;br /&gt;
Quero intensidade, abertura, intimidade.&lt;br /&gt;
Quero que alguém faça uma diferença na minha vida como ninguém nunca fez.&lt;br /&gt;
Quero poder ligar, mandar mensagem, xingar, bater, beijar, abraçar, fazer sexo, dormir de conchinha, fazer uma massagem, um carinho especial, um agrado, presentear, se preocupar, conhecer... E não somente fazer, pois fazer é muito fácil... É necessario abertura e reciprocidade nisso.&lt;br /&gt;
Sabe aquela pessoa que você sabe que não vai permanecer na sua vida pra sempre, mas tem certeza que será inesquecível pelas coisas que viveram e coisas q ela a fez sentir? É disso que eu to falando...&lt;br /&gt;
Tem coisa melhor, do que você saber que tem algum apoio, algum estímulo, e alguma motivação pra continuar na caminhada dessa doideira chamada vida?&lt;br /&gt;
E as vezes não é só amizade, é só uma relação diferente que você precisa...&lt;br /&gt;
Sem receios, sem máscaras, sem farças.&lt;br /&gt;
Somente ali, eu e você, sendo quem somos, e fazendo aquilo que temos vontades sem pensar no depois, ou em interpretações, seja de ambos ou de externos.&lt;br /&gt;
Desde sempre tudo foi diferente, e por isso excitante.&lt;br /&gt;
Não queria que a excitação fosse embora... Hoje só vejo o diferente ficando.&lt;br /&gt;
A vida é muito curta, e acredito sim que devemos fazer o que temos vontade hoje, pois não sabemos o dia de amanhã.&lt;br /&gt;
Mas não adianta quando tais vontades só vem de um lado né?&lt;br /&gt;
Mas é como falam, nem sempre querer é poder.</description><link>http://belasinestesia.blogspot.com/2011/10/querer.html</link><author>noreply@blogger.com (Sinestesia)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6198515959284225908.post-678999558165408758</guid><pubDate>Tue, 25 Oct 2011 02:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-27T14:06:35.671-02:00</atom:updated><title>Dirigindo na chuva.</title><description>Pq a gente tem que entender de uma vez por todas que carinho e reciprocidade não se pede, nem muito menos se implora.&lt;br /&gt;
Até quando se contentar com algo que só vem quando solicitado, forçado, colocado contra a parede? Que graça que tem?&lt;br /&gt;
Nada como um dia após o outro...&lt;br /&gt;
Nada é igual, tudo está tão diferente. Só não percebe quem não quer.&lt;br /&gt;
E como falam, o pior cego é aquele que não quer ver. Cansei de não querer ver.&lt;br /&gt;
Foi-se o tempo que se achava um motivo pra se manter de pé e lutando. Mas quando não se vê mais, a queda é inevitável.&lt;br /&gt;
Chega uma hora que você se vê cega. E aí esfrega os olhos pra tentar enxergar alguma coisa que a faça continuar.&lt;br /&gt;
É como dirigir em meio a chuva forte. Você ta no carro embaçado, e não enxerga nada.... Faz de tudo, força a visão, limpa o vidro com as mãos, procura uma flanela, tenta abrir um pouco o vidro do carro mesmo que tome um pouco de chuva, mas não se importa com as gotas de chuva, pois ainda quer muito continuar dirigindo, mesmo sem saber odne aquela estrada vai dar. Mas chega um momento que você vê que a chuva não quer parar, e está longe de cessar, e aí então você percebe que o melhor é parar de dirigir. Mesmo querendo tanto permanecer naquela estrada, talvez fria, solitária, mas aconchegante na medida certa...</description><link>http://belasinestesia.blogspot.com/2011/10/dirigindo-na-chuva.html</link><author>noreply@blogger.com (Sinestesia)</author><thr:total>0</thr:total></item></channel></rss>