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Assistindo a um programa de not&amp;iacute;cias televiso na &amp;uacute;ltima semana, pude perceber o grande estrago que as chuvas de setembro trouxeram a boa parte do estado de Santa Catarina, principalmente as cidades pr&amp;oacute;ximas a Rio do Sul, Blumenau e Itaja&amp;iacute;. Sem d&amp;uacute;vida, imagens chocantes que nos fazem refletir sobre nossas a&amp;ccedil;&amp;otilde;es como humanidade, pois boa parte destas cat&amp;aacute;strofes s&amp;atilde;o resultados das a&amp;ccedil;&amp;otilde;es inconsequentes do ser humano. Isso &amp;eacute; assim para mim.

Em todos os telejornais de todos os canais a trag&amp;eacute;dia estava estampada para todo mundo ver e ouvir. Como trag&amp;eacute;dia atrai a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o, n&amp;atilde;o &amp;eacute;?

Cheias s&amp;atilde;o assim: ocorrem muitas chuvas concentrando num curto espa&amp;ccedil;o de tempo. Este volume se encontra nas montanhas e vem se juntando a outras grandes quantidades e assim, vem destruindo tudo o que se mete a sua frente. Se casas, pra&amp;ccedil;as ou qualquer coisa que tenha sido edificado estiver as margens dos rios ou pr&amp;oacute;ximas deles, a probabilidade de n&amp;atilde;o estarem ali depois da enchente &amp;eacute; muito grande. Isso &amp;eacute; simples, isso &amp;eacute; l&amp;oacute;gico.

Mas, como sabemos, muitos teimam em permanecer nestas &amp;aacute;reas e acabam reerguendo suas casas, reclamando das autoridades pol&amp;iacute;ticas que nada fazem para solucionar o problema. As constru&amp;ccedil;&amp;otilde;es ficar&amp;atilde;o ali at&amp;eacute; a pr&amp;oacute;xima enxurrada.

Mas quero voltar a um telejornal espec&amp;iacute;fico, o da RBS Not&amp;iacute;cias de sexta-feira &amp;agrave; noite.

Minha surpresa n&amp;atilde;o foi que o telejornal foi praticamente todo tendo como foco as cheias em Santa Catarina. Foi justamente em uma mat&amp;eacute;ria que mostrava a trag&amp;eacute;dia em Itaja&amp;iacute;. A rep&amp;oacute;rter fez o off, a passagem e at&amp;eacute; entrevistou moradores. Justamente aqui que quero me ater, pois uma das entrevistadas, chorando copiosamente, disse que tinha &amp;ldquo;perdido tudo, mas tudo mesmo. S&amp;oacute; sobrou a vida&amp;rdquo;.

Como assim, perdeu tudo e s&amp;oacute; sobrou a vida?

Ser&amp;aacute; que ela perdeu tudo ou ganhou tudo? Afinal de contas, a vida &amp;eacute; o bem maior que cada um de n&amp;oacute;s pode ter. A vida &amp;eacute; o pulsar da esperan&amp;ccedil;a, o fogo das a&amp;ccedil;&amp;otilde;es, &amp;eacute; onde tudo &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel. Sem ela, nada ocorre, nada acontece, tudo fenece.

Claro que eu entendo o que aquela senhora queria dizer: que perdeu seus m&amp;oacute;veis e at&amp;eacute; a casa. Isso &amp;eacute; muito grave, mas essa &amp;eacute; a parte que tem pre&amp;ccedil;o, n&amp;atilde;o acha? De um jeito ou de outro, cama, fog&amp;atilde;o, geladeira nova, usada ou at&amp;eacute; emprestada, a gente sempre d&amp;aacute; um jeito. S&amp;oacute; n&amp;atilde;o damos jeito para a vida, nosso bem inalien&amp;aacute;vel.

Talvez, pensando aqui comigo, outro jeito de dizer seria: &amp;ldquo;Perdi meus m&amp;oacute;veis, minha casa, enfim, perdi todos os meus bens f&amp;iacute;sicos, mas n&amp;atilde;o perdi meu bem maior: minha vida. E, com ela, com a vida, hei de recuperar tudo novamente&amp;rdquo;.

&amp;Eacute; assim como o mundo me parece hoje. E voc&amp;ecirc;, o que pensa sobre a vida?
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Artigo veiculado na R&amp;aacute;dio Som Maior Premium no dia 24/10/2011 e publicado no Jornal A Tribuna no dia 25/10/2011. Leia artigos in&amp;eacute;ditos nesse espa&amp;ccedil;o a partir de mar&amp;ccedil;o de 2012.</itunes:summary><itunes:keywords>Como o mundo me parece</itunes:keywords><itunes:author>Beto Colombo</itunes:author><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:block>no</itunes:block><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/M5eRQpcqtc8/audio_205.mp3" type="audio/mpeg" /><feedburner:origLink>http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/vida-205</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/M5eRQpcqtc8/audio_205.mp3" length="0" type="audio/mpeg" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.betocolombo.com.br/conteudo/audio/audio_205.mp3</feedburner:origEnclosureLink></item><item><title>Sete Bilhões</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~3/_UNCQYi98XU/sete-bilhoes-229</link><guid isPermaLink="false">http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/sete-bilhoes-229</guid><description>Querido leitor, nosso tema hoje é sete bilhões.</description><author>beto@anjo.com.br (Beto Colombo)</author><category>Como o mundo me parece</category><pubDate>Thu, 23 Feb 2012 07:59:00 -0200</pubDate><itunes:subtitle>Querido leitor, nosso tema hoje é sete bilhões.</itunes:subtitle><itunes:summary>Querido leitor, nosso tema hoje &amp;eacute; sete bilh&amp;otilde;es.

Os meios de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o divulgaram em manchetes destacadas: nasceu o ser humano de n&amp;uacute;mero sete bilh&amp;otilde;es. &amp;Eacute; um marco na hist&amp;oacute;ria na face da terra: sete bilh&amp;otilde;es de pessoas.

Segundo estimativas, a biodiversidade &amp;eacute; de 30 milh&amp;otilde;es de esp&amp;eacute;cies e o ser humano &amp;eacute; s&amp;oacute; mais uma delas, mas &amp;eacute; a &amp;uacute;nica esp&amp;eacute;cie que parece estar decidida a desaparecer com as outras 29.999.999.

N&amp;oacute;s, seres humanos, deixamos de crescer geometricamente e passamos a crescer quase que exponencialmente. As previs&amp;otilde;es s&amp;atilde;o pessimistas para o futuro, caso mantenhamos o estilo de vida que temos agora. Claro que n&amp;atilde;o generalizo, pois muitos j&amp;aacute; acordaram para o fato, mas o planeta &amp;eacute; finito, a &amp;aacute;gua &amp;eacute; finita, e urge que coloquemos isso em nossa pr&amp;aacute;tica cotidiana.

A marca dos sete bilh&amp;otilde;es passa a ser preocupante se n&amp;atilde;o fizermos nada para ter um planeta mais equ&amp;acirc;nime, mais igualit&amp;aacute;rio e as Na&amp;ccedil;&amp;otilde;es Unidas nos apontam com a Declara&amp;ccedil;&amp;atilde;o Universal dos Direitos do Homem.&amp;nbsp;

Crise &amp;eacute; oportunidade, j&amp;aacute; vimos aqui neste espa&amp;ccedil;o. Portanto, &amp;eacute; o grande momento da transcend&amp;ecirc;ncia humana. No dizer do padre Tailhard De Chardin estamos num grande portal n&amp;atilde;o de mudan&amp;ccedil;a, mas de transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o como humanidade, como seres vivos, como seres humanos. Para ele, do caos primordial seguiremos at&amp;eacute; o despertar da consci&amp;ecirc;ncia humana sobre a Terra.

H&amp;aacute; mortes, h&amp;aacute; injusti&amp;ccedil;as, h&amp;aacute; desnutri&amp;ccedil;&amp;atilde;o em nosso planeta, agora com sete bilh&amp;otilde;es de almas... Que temos solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o para tudo isso, n&amp;oacute;s sabemos. Que existem solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es para todos estes desafios, isso n&amp;oacute;s sabemos, contudo &amp;eacute; apenas quest&amp;atilde;o de escolha e vontade individual e coletiva. Cada minuto que passa sem a nossa decis&amp;atilde;o de agir &amp;eacute; um precioso minuto perdido.

Finalizo com um poema de autor desconhecido: &amp;ldquo;Seres humanos: ou nos amamos, ou estamos fadados a desaparecer&amp;rdquo;.

&amp;Eacute; assim como o mundo me parece hoje. E voc&amp;ecirc;, o que pensa sobre a marca dos sete bilh&amp;otilde;es?
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Artigo veiculado na R&amp;aacute;dio Som Maior Premium no dia 02/12/2011 e publicado no Jornal A Tribuna no dia 03/12/2011. Leia artigos in&amp;eacute;ditos nesse espa&amp;ccedil;o a partir de mar&amp;ccedil;o de 2012.</itunes:summary><itunes:keywords>Como o mundo me parece</itunes:keywords><itunes:author>Beto Colombo</itunes:author><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:block>no</itunes:block><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/ZZzIejaRrFw/audio_229.mp3" type="audio/mpeg" /><feedburner:origLink>http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/sete-bilhoes-229</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/ZZzIejaRrFw/audio_229.mp3" length="0" type="audio/mpeg" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.betocolombo.com.br/conteudo/audio/audio_229.mp3</feedburner:origEnclosureLink></item><item><title>Elogios</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~3/Z9SAAkjQU7Y/elogios-177</link><guid isPermaLink="false">http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/elogios-177</guid><description>Querido leitor, hoje vamos falar sobre elogios.</description><author>beto@anjo.com.br (Beto Colombo)</author><category>Como o mundo me parece</category><pubDate>Wed, 22 Feb 2012 06:50:00 -0200</pubDate><itunes:subtitle>Querido leitor, hoje vamos falar sobre elogios.</itunes:subtitle><itunes:summary>Querido leitor, hoje vamos falar sobre elogios.

Imagine-se entrando na empresa e o respons&amp;aacute;vel pelo coordena&amp;ccedil;&amp;atilde;o do teu setor te aborda dizendo que tem ouvido coisas &amp;oacute;timas a teu respeito. Legal, n&amp;atilde;o &amp;eacute;? Pois &amp;eacute;... Para mim, quando um l&amp;iacute;der compartilha emo&amp;ccedil;&amp;otilde;es positivas, sua equipe tamb&amp;eacute;m apresenta um humor mais positivo, fica mais satisfeita, o trabalho rende mais e o desempenho coletivo melhora. H&amp;aacute; exce&amp;ccedil;&amp;otilde;es, apenas exce&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Vale sempre lembrar: a principal causa dos pedidos de demiss&amp;atilde;o &amp;eacute; o fato de as pessoas n&amp;atilde;o se sentirem apreciadas.

Uma pesquisa realizada junto a profissionais de sa&amp;uacute;de revelou que quem trabalha com um chefe de que n&amp;atilde;o gosta, apresenta uma press&amp;atilde;o arterial significativamente mais alta. Segundo o cientista brit&amp;acirc;nico George Fieldman, essa hipertens&amp;atilde;o provocada pelo relacionamento com o chefe pode aumentar em um sexto o risco de doen&amp;ccedil;as coron&amp;aacute;rias e em um ter&amp;ccedil;o os derrames. &amp;ldquo;Verificou-se um aumento significativo dessas doen&amp;ccedil;as, em termos tanto estat&amp;iacute;stico quanto cl&amp;iacute;nico, durante o per&amp;iacute;odo em que pessoas conviveram com um chefe que n&amp;atilde;o gostavam&amp;rdquo;, diz o cientista, que &amp;eacute; psic&amp;oacute;logo e psicoterapeuta.

Quem trabalha por anos a fio com um chefe que realmente detesta, provavelmente ficar&amp;aacute; vulner&amp;aacute;vel a doen&amp;ccedil;as card&amp;iacute;acas, em virtude do aumento da press&amp;atilde;o arterial sangu&amp;iacute;nea a longo prazo.&amp;nbsp;

Todo bom l&amp;iacute;der sabe repreender. Mas tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; um especialista em reconhecer as pessoas competentes e que est&amp;atilde;o dispostas a crescer junto com a organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Dar cr&amp;eacute;dito a seus profissionais, elogi&amp;aacute;-los sempre que poss&amp;iacute;vel &amp;eacute; a alavanca para impulsionar uma empresa.

&amp;ldquo;Dos nascidos de mulher, nenhum foi maior que Jo&amp;atilde;o Batista&amp;rdquo;, disse Jesus, se referindo a seu primo e amigo Jo&amp;atilde;o Batista.

Nos neg&amp;oacute;cios e provavelmente em boa parte das atividades da vida, &amp;eacute; dif&amp;iacute;cil dizer obrigado em todas as ocasi&amp;otilde;es, minha dica de hoje &amp;eacute; que, sempre que poss&amp;iacute;vel, elogie, estimule, anime, encoraje, um vamos l&amp;aacute;, &amp;eacute; por a&amp;iacute; mesmo, v&amp;aacute; em frente, que grande ideia, que legal, muito obrigado, muito agradecido. Essas s&amp;atilde;o algumas palavras m&amp;aacute;gicas e usadas constantemente no dia a dia das pessoas bem sucedidas.

Se voc&amp;ecirc; n&amp;atilde;o tem o h&amp;aacute;bito de agradecer e elogiar est&amp;aacute; perdendo uma &amp;oacute;tima oportunidade de criar um ambiente positivo, uma qu&amp;iacute;mica transformadora no seu ambiente de trabalho, na fam&amp;iacute;lia, no col&amp;eacute;gio, no clube, e por a&amp;iacute; vai...

Penso que cada um deve descobrir o seu m&amp;eacute;todo. O meu &amp;eacute; que para cada cr&amp;iacute;tica procuro dar cinco elogios ou agradecimentos. Essa &amp;eacute; a matem&amp;aacute;tica para o sucesso pra mim. E o mais interessante &amp;eacute; que quando voc&amp;ecirc; enche a bola de seu colega, automaticamente voc&amp;ecirc; tamb&amp;eacute;m est&amp;aacute; enchendo a sua. Mais pessoas se aproximam de voc&amp;ecirc; e o ambiente &amp;eacute; transformado. Podemos sim nos defender de uma cr&amp;iacute;tica, por&amp;eacute;m, nos curvamos quando recebemos um elogio.

Com rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o a elogios e cr&amp;iacute;ticas, que tal usarmos em nosso cotidiano a regra de ouro dita por Jesus? &amp;ldquo;Fa&amp;ccedil;a aos outros o que voc&amp;ecirc; gostaria que fizessem com voc&amp;ecirc;&amp;rdquo;.&amp;nbsp;

&amp;Eacute; assim como o mundo me parece hoje. E voc&amp;ecirc;, o que pensa sobre elogios?
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Artigo veiculado na R&amp;aacute;dio Som Maior Premium no dia 14/09/2011 e publicado no Jornal A Tribuna no dia 15/09/2011. Leia artigos ineditos nesse espaco a partir de marco de 2012.
</itunes:summary><itunes:keywords>Como o mundo me parece</itunes:keywords><itunes:author>Beto Colombo</itunes:author><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:block>no</itunes:block><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/6-3pbpAdNdo/audio_177.mp3" type="audio/mpeg" /><feedburner:origLink>http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/elogios-177</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/6-3pbpAdNdo/audio_177.mp3" length="0" type="audio/mpeg" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.betocolombo.com.br/conteudo/audio/audio_177.mp3</feedburner:origEnclosureLink></item><item><title>Caronas Existenciais</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~3/FbJmJOyTGg0/caronas-existenciais-200</link><guid isPermaLink="false">http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/caronas-existenciais-200</guid><description>Querido leitor, que você esteja bem! Hoje vamos refletir sobre caronas existenciais.</description><author>beto@anjo.com.br (Beto Colombo)</author><category>Como o mundo me parece</category><pubDate>Fri, 17 Feb 2012 06:50:00 -0200</pubDate><itunes:subtitle>Querido leitor, que você esteja bem! Hoje vamos refletir sobre caronas existenciais.</itunes:subtitle><itunes:summary>Querido leitor, que voc&amp;ecirc; esteja bem! Hoje vamos refletir sobre caronas existenciais.

H&amp;aacute; alguns meses, meu amigo Mhanoel, sua enteada Gi&amp;uacute;lia e eu fomos ao munic&amp;iacute;pio de Praia Grande. Era um dia que chovia torrencialmente, mesmo assim, atendemos ao convite do prefeito Valcir Dar&amp;oacute;s que, vision&amp;aacute;rio, quer implantar o &amp;ldquo;Caminho dos Cannyons&amp;rdquo; na regi&amp;atilde;o. Desde que participou da palestra &amp;ldquo;O Caminho Imita a Vida&amp;rdquo; com o lan&amp;ccedil;amento do livro, que fizemos h&amp;aacute; anos no munic&amp;iacute;pio, o prefeito, que na &amp;eacute;poca se quer era candidato, pensava na possibilidade de organizar um caminho nas proximidades. Beleza natural e calor humano n&amp;atilde;o v&amp;atilde;o faltar neste acminho.

Mas, meu coment&amp;aacute;rio como expus acima, n&amp;atilde;o &amp;eacute; sobre o &amp;ldquo;Caminho dos Cannyons&amp;rdquo;, o que poderei enfocar oportunamente. O foco hoje &amp;eacute; sobre as caronas existenciais.

Ap&amp;oacute;s a reuni&amp;atilde;o com o prefeito e membros da Secretaria de Turismo local, fui abordado, ainda na sala de espera do chefe do poder executivo local. Sua secret&amp;aacute;ria pedia que desse uma carona &amp;agrave; dona Lu&amp;iacute;za, moradora nas proximidades de Maracaj&amp;aacute;. Motivo: em julho, &amp;eacute;poca de recesso escolar, n&amp;atilde;o h&amp;aacute; &amp;ocirc;nibus depois do meio da tarde para qualquer outro munic&amp;iacute;pio. &amp;ldquo;S&amp;oacute; carona&amp;rdquo; disse-me a secret&amp;aacute;ria. Carinhosamente, fizemos quest&amp;atilde;o de traz&amp;ecirc;-la, afinal de contas, n&amp;atilde;o custava nada, ainda chovia e fazia muito frio.

Nem deu tempo para eu esticar as m&amp;atilde;os e oferecer uma bala, dona Lu&amp;iacute;za foi mais r&amp;aacute;pida ao reclamar da cidade: &amp;ldquo;Como pode uma cidade crescer sem &amp;ocirc;nibus? Eu n&amp;atilde;o sei para que servem as lideran&amp;ccedil;as, se nem disso cuidam&amp;rdquo;. Limpando o vidro um pouco emba&amp;ccedil;ado e curtindo o adocicado da bala, ela ouviu a trilha musical que tocava no r&amp;aacute;dio do carro e comenta:&amp;nbsp;&amp;ldquo;Como &amp;eacute; que voc&amp;ecirc;s conseguem ouvir esse tipo de programa de r&amp;aacute;dio? Por que tu n&amp;atilde;o colocas uma m&amp;uacute;sica caipira? Eu gosto &amp;eacute; de m&amp;uacute;sica caipira&amp;rdquo;.&amp;nbsp;

Asfalto, muitas vezes inundado pela &amp;aacute;gua, segu&amp;iacute;amos viagem n&amp;oacute;s tr&amp;ecirc;s, agora em companhia da dona Lu&amp;iacute;za. O perigo era iminente, tanto que em S&amp;atilde;o Jo&amp;atilde;o do Sul tivemos que aguardar uns 20 minutos, tempo em que os policiais rodovi&amp;aacute;rios coordenavam a retirada de um carro virado no acostamento. Enquanto esper&amp;aacute;vamos, ela ainda reclamou dos bancos aquecidos e, j&amp;aacute; na BR-101, pediu para parar para urinar. Que coisa n&amp;atilde;o?

Alguma s pessoas s&amp;atilde;o assim: entram em nossas vidas como caroneiras e, mesmo que inconscientes, podem influenciar sobremaneira nossas vidas. E ainda dizem:&amp;nbsp;&amp;ldquo;&amp;Eacute; s&amp;oacute; uma carona bem r&amp;aacute;pida. Eu vou ficar quietinha como uma mala que voc&amp;ecirc; p&amp;otilde;e no porta-malas&amp;rdquo;.

H&amp;aacute; caronas que s&amp;atilde;o muito exigentes, ruins mesmo. &amp;Agrave;s vezes pensamos que vamos ter uma jornada c&amp;ocirc;moda por ter dado carona, como se a pessoa fosse uma mala e malas n&amp;atilde;o falam. H&amp;aacute; &amp;ldquo;malas&amp;rdquo; que falam, exigem, incomodam, come&amp;ccedil;am a reclamar da estrada, do trajeto, que est&amp;aacute; quente, agora est&amp;aacute; muito frio, a m&amp;uacute;sica n&amp;atilde;o &amp;eacute; boa... Pare que eu quero descer. E antes que eu esque&amp;ccedil;a, foi ela quem pediu carona.

Voc&amp;ecirc; est&amp;aacute; contente com a sua hist&amp;oacute;ria de vida? Voc&amp;ecirc; &amp;eacute;, de fato, o que voc&amp;ecirc; queria ser? E se voc&amp;ecirc; descobrir que pegou carona na vida de algu&amp;eacute;m? Ficaria decepcionado? E se &amp;eacute; voc&amp;ecirc; que deu carona e a carona agora come&amp;ccedil;ou a fazer exig&amp;ecirc;ncia, tornou-se um peso, o que pensa fazer a respeito? &amp;nbsp;Pense comigo. Se depois de ouvir este artigo voc&amp;ecirc; resolver iniciar a jornada de retirada da m&amp;aacute;scara social, assumir que &amp;eacute; um carona, e voc&amp;ecirc; agora resolve ser voc&amp;ecirc; mesmo, ser&amp;aacute; que seu companheiro ou sua companheira vai aceitar numa boa? A boa noticia &amp;eacute; que isso tem sa&amp;iacute;da.&amp;nbsp;

Voc&amp;ecirc; n&amp;atilde;o precisa se cristalizar nessa situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, se est&amp;aacute; vivendo um script escrito por outro e est&amp;aacute; incomodado com isso, se voc&amp;ecirc; est&amp;aacute; vivendo o discurso do outro talvez a sa&amp;iacute;da seja quebrar o discurso, quebrar o script. Lembre-se que, geralmente, quebrar o script n&amp;atilde;o &amp;eacute; quebrar a vida, procure ajuda. Agora se isso n&amp;atilde;o te incomoda e&amp;nbsp;tua companhia n&amp;atilde;o se importa ou at&amp;eacute; gosta de todo este movimento,&amp;nbsp;v&amp;aacute; em frente! N&amp;atilde;o h&amp;aacute; certo ou errado, para cada um &amp;eacute; de um jeito.

&amp;Eacute; assim como o mundo me parece hoje. E voc&amp;ecirc;, o que pensa sobre caronas existenciais?
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Artigo veiculado na R&amp;aacute;dio Som Maior Premium no dia 17/10/2011 e publicado no Jornal A Tribuna no dia 18/10/2011. Leia novos artigos nesse espa&amp;ccedil;o a partir de mar&amp;ccedil;o de 2012.</itunes:summary><itunes:keywords>Como o mundo me parece</itunes:keywords><itunes:author>Beto Colombo</itunes:author><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:block>no</itunes:block><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/pQKSkzmSxsw/audio_200.mp3" type="audio/mpeg" /><feedburner:origLink>http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/caronas-existenciais-200</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/pQKSkzmSxsw/audio_200.mp3" length="0" type="audio/mpeg" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.betocolombo.com.br/conteudo/audio/audio_200.mp3</feedburner:origEnclosureLink></item><item><title>O Anel de Giges</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~3/xx5j0xGCeU0/o-anel-de-giges-201</link><guid isPermaLink="false">http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/o-anel-de-giges-201</guid><description>Querido leitor, que você esteja bem. Nosso tema hoje é sobre um mito: O anel de Giges.
</description><author>beto@anjo.com.br (Beto Colombo)</author><category>Como o mundo me parece</category><pubDate>Thu, 16 Feb 2012 06:50:00 -0200</pubDate><itunes:subtitle>Querido leitor, que você esteja bem. Nosso tema hoje é sobre um mito: O anel de Giges.
</itunes:subtitle><itunes:summary>Querido leitor, que voc&amp;ecirc; esteja bem. Nosso tema hoje &amp;eacute; sobre um mito:&amp;nbsp;O anel de Giges.

Como voc&amp;ecirc; j&amp;aacute; deve ter percebido, gosto muito de met&amp;aacute;foras e de mitos. Aqui neste espa&amp;ccedil;o j&amp;aacute; falei sobre o Mito da Caverna, &amp;Iacute;caro, entre outros. Hoje, por&amp;eacute;m, quero lev&amp;aacute;-lo a refletir sobre o Mito de Giges, tamb&amp;eacute;m escrito por Plat&amp;atilde;o.

Giges era um simples pastor do antigo reino da L&amp;iacute;dia. Certo dia, durante forte tempestade, houve um tremor de terra e abriu-se uma fenda no solo bem perto de onde ele estava. Diante dos olhos maravilhados, apareceu um grande cavalo de bronze, uma est&amp;aacute;tua oca, aberta em muitos lugares. Dentro dela, jazia o cad&amp;aacute;ver de um gigante, completamente despido, a n&amp;atilde;o ser pelo belo anel de ouro que brilhava em sua m&amp;atilde;o. Giges p&amp;ocirc;s o anel no dedo, sem saber a surpresa que lhe estava reservada.&amp;nbsp;

Dias depois, ocorreu a assembleia regular dos pastores, que deviam apresentar ao rei um relat&amp;oacute;rio mensal sobre o estado dos rebanhos. Ali sentado entre os outros, Giges virou inadvertidamente a pedra para dentro e percebeu que tinha ficado invis&amp;iacute;vel para os demais, que falavam dele como se ele n&amp;atilde;o estivesse presente. At&amp;ocirc;nito, voltou a virar a pedra para fora, e voltou a ficar vis&amp;iacute;vel. Prudente, repetiu a experi&amp;ecirc;ncia e o efeito foi o mesmo. Tratou ent&amp;atilde;o de convencer a assembleia a envi&amp;aacute;-lo ao pal&amp;aacute;cio real para apresentar o relat&amp;oacute;rio. Assim que chegou &amp;agrave; corte, Giges, usando seus novos poderes, seduziu a rainha, assassinou o rei e usurpou o trono, iniciando sua longa dinastia.

Esta est&amp;oacute;ria fant&amp;aacute;stica do anel de Giges, Plat&amp;atilde;o usou para questionar se os bons s&amp;atilde;o bons por escolha pr&amp;oacute;pria ou simplesmente porque temem ser descobertos e punidos. Sobre este contexto, vale a pena citar duas frases de duas personalidades da filosofia grega. A primeira, de Plat&amp;atilde;o, que disse: &amp;quot;Quer conhecer um homem; d&amp;ecirc;-lhe poder&amp;quot;. A segunda vem de seu seguidor, Arist&amp;oacute;teles, que comentou: &amp;quot;O homem guiado pela &amp;eacute;tica &amp;eacute; o melhor dos animais; quando sem ela, &amp;eacute; o pior&amp;quot;.

A pergunta de Plat&amp;atilde;o j&amp;aacute; provocou as mais diferentes respostas dos fil&amp;oacute;sofos e escritores que pensam a &amp;Eacute;tica e a Pol&amp;iacute;tica. Cabe aqui uma outra pergunta: E se fosse voc&amp;ecirc; que tivesse achado o tal anel da invisibilidade, o que faria? Estou me referindo a tudo aquilo que faria se pudesse ser invis&amp;iacute;vel e, consequentemente, impune. Algumas pessoas afirmam categoricamente que cada um tem sua lista pessoal de pequenas e grandes maldades e de ajustes de contas por realizar. Ser&amp;aacute; que h&amp;aacute; verdade nisso?

Claudio Moreno, professor e Doutor em Letras, diz que prefere ver neste anel uma bela alegoria do poder do pensamento, pois ele &amp;eacute; seu lado invis&amp;iacute;vel: &amp;quot;Ningu&amp;eacute;m pode ver o que se passa l&amp;aacute; no fundo da minha mente; l&amp;aacute; eu posso negar a lei e a ordem, realizar o proibido, odiar a quem eu n&amp;atilde;o posso e amar a quem eu n&amp;atilde;o devia. L&amp;aacute; sim, eu posso jurar que s&amp;oacute; vou obedecer ao que manda a minha vontade. Nas asas da fantasia, j&amp;aacute; cobicei muitas rainhas, j&amp;aacute; matei alguns reis, j&amp;aacute; usurpei alguns tronos &amp;ndash; e isso, leitor, n&amp;atilde;o foi nada perto de outras ideias terr&amp;iacute;veis com que &amp;agrave;s vezes me encanto. Recuso-me a jogar fora este anel e a viver como alguns que nem mesmo l&amp;aacute; dentro s&amp;atilde;o livres: temem suas fantasias e controlam seus pensamentos, como se todos n&amp;oacute;s, aqui fora, pud&amp;eacute;ssemos enxergar aquilo que est&amp;atilde;o pensando.&amp;rdquo;

E voc&amp;ecirc;, querido leitor, como &amp;eacute; o seu mundo abstrato? Ele existe? Est&amp;aacute; ligado ao sensorial? Voc&amp;ecirc; viaja em seus pensamentos? Voc&amp;ecirc; &amp;eacute; livre nesse mundo abstrato ou at&amp;eacute; nele voc&amp;ecirc; &amp;eacute; controlado pela m&amp;iacute;dia, pelos pol&amp;iacute;ticos, pelo fanatismo religioso?

&amp;Eacute; assim como o mundo me parece hoje. E voc&amp;ecirc;, o que pensa sobre a invisibilidade do ser?
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Artigo veiculado na R&amp;aacute;dio Som Maior Premium no dia 18/10/2011 e publicado no Jornal A Tribuna no dia 19/10/2011. Leia novos artigos nesse espa&amp;ccedil;o a partir de mar&amp;ccedil;o de 2012.</itunes:summary><itunes:keywords>Como o mundo me parece</itunes:keywords><itunes:author>Beto Colombo</itunes:author><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:block>no</itunes:block><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/mCkENOtc6sg/audio_201.mp3" type="audio/mpeg" /><feedburner:origLink>http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/o-anel-de-giges-201</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/mCkENOtc6sg/audio_201.mp3" length="0" type="audio/mpeg" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.betocolombo.com.br/conteudo/audio/audio_201.mp3</feedburner:origEnclosureLink></item><item><title>Singularidade</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~3/byEllaNJfpw/singularidade-166</link><guid isPermaLink="false">http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/singularidade-166</guid><description>Recebi um e-mail de um amigo empresário depois da aula sobre Filosofia Clínica nas Organizações.</description><author>beto@anjo.com.br (Beto Colombo)</author><category>Como o mundo me parece</category><pubDate>Wed, 15 Feb 2012 06:50:00 -0200</pubDate><itunes:subtitle>Recebi um e-mail de um amigo empresário depois da aula sobre Filosofia Clínica nas Organizações.</itunes:subtitle><itunes:summary>Recebi um e-mail de um amigo empres&amp;aacute;rio depois da aula sobre Filosofia Cl&amp;iacute;nica nas Organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Nessa aula, estudamos Schopenhauer, principalmente na parte de seus escritos, quando ele nos diz que o mundo &amp;eacute; a nossa representa&amp;ccedil;&amp;atilde;o: &amp;ldquo;O mundo &amp;eacute; a minha representa&amp;ccedil;&amp;atilde;o (...) tudo que existe, existe para o pensamento, isto &amp;eacute;, o universo inteiro apenas &amp;eacute; objeto em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o a um sujeito, percep&amp;ccedil;&amp;atilde;o apenas, em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o a um esp&amp;iacute;rito que percebe numa palavra, &amp;eacute; a representa&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo;.

Sendo assim, existem tantas representa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de mundo quanto pessoas existem sobre a Terra.

&amp;ldquo;Como vou me posicionar diante de um ponto problem&amp;aacute;tico como esse em minha empresa?&amp;rdquo; &amp;ndash; perguntou o empres&amp;aacute;rio.&amp;nbsp;

Veja s&amp;oacute;, disse-me ele: &amp;ldquo;Eu tenho uma vis&amp;atilde;o de mundo que n&amp;atilde;o &amp;eacute; a mesma vis&amp;atilde;o de meu diretor, que por sua vez tem uma vis&amp;atilde;o diferente de seus subordinados, que por sua vez tem vis&amp;otilde;es diferentes entre si, sendo &amp;agrave;s vezes imposs&amp;iacute;vel estabelecer uma &amp;uacute;nica representa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de mundo at&amp;eacute; mesmo num pequeno departamento em nossas empresas.

Em Filosofia Cl&amp;iacute;nica se aprende a respeitar a representa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do outro, o que n&amp;atilde;o significa aceit&amp;aacute;-la, vivenci&amp;aacute;-la, mas compreender que o outro pode n&amp;atilde;o ver o mundo da mesma maneira que eu vejo ou outra pessoa qualquer v&amp;ecirc;, que ningu&amp;eacute;m deve ter o monop&amp;oacute;lio da palavra e muito menos da verdade, que as pessoas n&amp;atilde;o t&amp;ecirc;m sempre as respostas e que a resposta provavelmente estar&amp;aacute; ligada ao seu acervo, a seus aprendizados durante sua hist&amp;oacute;ria de vida. Em Filosofia Cl&amp;iacute;nica, n&amp;atilde;o h&amp;aacute; conceito de normalidade, anormalidade, r&amp;oacute;tulos, teorias.

Para n&amp;oacute;s, Fil&amp;oacute;sofos Cl&amp;iacute;nicos, o ser humano &amp;eacute; pl&amp;aacute;stico, flex&amp;iacute;vel e est&amp;aacute; inserido num contexto muito espec&amp;iacute;fico que &amp;eacute; o seu contexto. Ele &amp;eacute; &amp;uacute;nico e sem a sua historicidade n&amp;atilde;o &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel compreend&amp;ecirc;-lo.

Assim, a Filosofia Cl&amp;iacute;nica molda-se ao indiv&amp;iacute;duo atrav&amp;eacute;s de uma rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o dial&amp;oacute;gica, de um a posteriori, fornecido pela historicidade. Antes disso, nada sabemos diante do ser que se encontra diante de n&amp;oacute;s.

Se mais pessoas soubessem disso, muitos conselhos, agendamentos, dicas que fazem tanto estrago na malha intelectiva poderiam ser evitados.

&amp;Eacute; assim como o mundo me parece hoje. E voc&amp;ecirc;, o que pensa sobre singularidade?
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Artigo veiculado na R&amp;aacute;dio Som Maior Premium no dia 30/08/2011 e publicado no Jornal A Tribuna no dia 31/08/2011. Leia novos artigos nesse espa&amp;ccedil;o a partir de mar&amp;ccedil;o de 2012.</itunes:summary><itunes:keywords>Como o mundo me parece</itunes:keywords><itunes:author>Beto Colombo</itunes:author><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:block>no</itunes:block><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/H2i6mAPuxQg/audio_166.mp3" type="audio/mpeg" /><feedburner:origLink>http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/singularidade-166</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/H2i6mAPuxQg/audio_166.mp3" length="0" type="audio/mpeg" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.betocolombo.com.br/conteudo/audio/audio_166.mp3</feedburner:origEnclosureLink></item><item><title>Ser ou Não Ser</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~3/d0b6JO-rjJ0/ser-ou-nao-ser-178</link><guid isPermaLink="false">http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/ser-ou-nao-ser-178</guid><description>Questões existenciais, quem não as tem? Pois é, talvez, quem sente é quem sabe.</description><author>beto@anjo.com.br (Beto Colombo)</author><category>Como o mundo me parece</category><pubDate>Tue, 14 Feb 2012 06:50:00 -0200</pubDate><itunes:subtitle>Questões existenciais, quem não as tem? Pois é, talvez, quem sente é quem sabe.</itunes:subtitle><itunes:summary>Quest&amp;otilde;es existenciais, quem n&amp;atilde;o as tem? Pois &amp;eacute;, talvez, quem sente &amp;eacute; quem sabe. A frase &amp;ldquo;ser ou n&amp;atilde;o ser eis a quest&amp;atilde;o&amp;rdquo;, origin&amp;aacute;ria da pe&amp;ccedil;a A Trag&amp;eacute;dia de Hamlet &amp;ndash; Pr&amp;iacute;ncipe da Dinamarca, de William Shakespeare, &amp;eacute; uma prova inconteste que as quest&amp;otilde;es existenciais est&amp;atilde;o a&amp;iacute;, h&amp;aacute; s&amp;eacute;culos.

A cena que sempre me vem a mente &amp;eacute; Hamlet, o personagem principal, com uma caveira na m&amp;atilde;o questionando se vale a pena continuar vivendo e sofrendo ou tirar-lhe a pr&amp;oacute;pria vida.

No in&amp;iacute;cio do ato III, cena I, Hamlet declama: &amp;ldquo;Ser&amp;aacute; mais nobre sofrer na alma pedradas e flechadas do destino feroz ou pegar em armas contra o mar de ang&amp;uacute;stias e combatendo-o, dar-lhe fim?&amp;rdquo;

Shakespeare, ao escolher tal frase, &amp;ldquo;ser ou n&amp;atilde;o ser eis a quest&amp;atilde;o&amp;rdquo;, talvez n&amp;atilde;o imaginasse tantas interpreta&amp;ccedil;&amp;otilde;es dessa frase longe daquele contexto.

A frase pode ser entendida como uma alegoria qualquer &amp;ldquo;fa&amp;ccedil;o isso ou n&amp;atilde;o fa&amp;ccedil;o? E agora o que fa&amp;ccedil;o?&amp;rdquo;. S&amp;atilde;o escolhas e n&amp;oacute;s somos resultados, reflexos delas, das escolhas.

Para viver em sociedade, em muitos momentos deixamos de &amp;ldquo;ser&amp;rdquo; para &amp;ldquo;aparentar&amp;rdquo;. Eis a quest&amp;atilde;o: ser politicamente correto ou n&amp;atilde;o ser? Ser eu mesmo ou n&amp;atilde;o ser eu mesmo? &amp;Aacute;s vezes, ou muitas vezes, somente representamos, seguimos um papel existencial longe da nossa ess&amp;ecirc;ncia, do nosso puro ser.

Tamb&amp;eacute;m para as terapias cuidadoras como a filosofia cl&amp;iacute;nica, psicologia, psiquiatria, aprende-se que na mesma pessoa somos masculino e feminino, o verdadeiro e o mentiroso, corajoso e covarde, o belo e o feio, luz e sombra, yin e yang. Nas civiliza&amp;ccedil;&amp;otilde;es tradicionais, falam da nossa constanteluta interna, como no dizer do Xam&amp;atilde; que afirma que &amp;ldquo;dentro de n&amp;oacute;s h&amp;aacute; dois lobos brigando, um mau e outro bom&amp;rdquo;. Ao ser questionado qual deles ganha o confronto, o xam&amp;atilde; responde: &amp;ldquo;Aquele que eu mais alimento&amp;rdquo;.

Ser ou n&amp;atilde;o ser? Ou s&amp;oacute; parecer? Na vida, estamos constantemente decidindo o que seremos no instante a seguir. Ao decidirmos, somos. Ao sermos, fazemos hist&amp;oacute;ria e nesta nos mostramos ao mundo. No frigir dos ovos, eu n&amp;atilde;o sou somente aquilo que falo, aquilo que penso, mas fundamentalmente eu sou aquilo que eu fa&amp;ccedil;o.

&amp;Eacute; assim como o mundo me parece hoje. E voc&amp;ecirc;, o que pensa sobre isso?
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Artigo veiculado na R&amp;aacute;dio Som Maior Premium no dia 15/09/2011 e publicado no Jornal A Tribuna no dia 16/09/2011. Leia novos artigos nesse espa&amp;ccedil;o a partir de mar&amp;ccedil;o de 2012.</itunes:summary><itunes:keywords>Como o mundo me parece</itunes:keywords><itunes:author>Beto Colombo</itunes:author><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:block>no</itunes:block><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/ypz45HHFjpI/audio_178.mp3" type="audio/mpeg" /><feedburner:origLink>http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/ser-ou-nao-ser-178</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/ypz45HHFjpI/audio_178.mp3" length="0" type="audio/mpeg" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.betocolombo.com.br/conteudo/audio/audio_178.mp3</feedburner:origEnclosureLink></item><item><title>Desumanização no Atendimento</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~3/5Kpozvs4Mzg/desumanizacao-no-atendimento-186</link><guid isPermaLink="false">http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/desumanizacao-no-atendimento-186</guid><description>Querido leitor, hoje vou comentar sobre a desumanização no atendimento.</description><author>beto@anjo.com.br (Beto Colombo)</author><category>Como o mundo me parece</category><pubDate>Mon, 13 Feb 2012 06:50:00 -0200</pubDate><itunes:subtitle>Querido leitor, hoje vou comentar sobre a desumanização no atendimento.</itunes:subtitle><itunes:summary>Querido leitor, hoje vou comentar sobre a desumaniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o no atendimento.

Ultimamente, poucas coisas me irritam muito, mas tem uma que quero compartilhar com voc&amp;ecirc;, que &amp;eacute; ligar para uma empresa com o objetivo de comprar algo e meu telefonema ser atendido por uma secret&amp;aacute;ria eletr&amp;ocirc;nica. G&amp;eacute;lida, ou&amp;ccedil;o uma voz que diz: &amp;ldquo;Para artigos dom&amp;eacute;sticos, tecle 2; para eletr&amp;ocirc;nicos, tecle 3; para falar com o setor de cr&amp;eacute;dito, tecle 4...&amp;rdquo; e assim vai at&amp;eacute; chegar a c&amp;eacute;lebre frase &amp;ldquo;Se quiser algo mais, aguarde um instante para falar com um de nossos atendentes.&amp;rdquo;

J&amp;aacute; aconteceu isso com voc&amp;ecirc;?

Confesso que n&amp;atilde;o tenho a paci&amp;ecirc;ncia ideal, mas extrapola os limites de qualquer um ficar aguardando uma m&amp;aacute;quina dando ordens a voc&amp;ecirc;, que fica totalmente sem a&amp;ccedil;&amp;atilde;o, sem poder fazer nada, a n&amp;atilde;o ser esperar ou desligar o telefone. Na verdade, &amp;eacute; isso que tenho feito, desligado o telefone. Cansei de ser ridicularizado, de ser humilhado. E olha que n&amp;atilde;o sou s&amp;oacute; eu.

Recentes pesquisas indicam que 46% dos clientes n&amp;atilde;o compram mais naquele com&amp;eacute;rcio, considerando-se mal atendidos, ou pior, atendidos friamente por uma telefonista eletr&amp;ocirc;nica autom&amp;aacute;tica. Em outra pesquisa efetuada pelo Call Center, instituto especializado em atendimento, constatou-se que a grande queda nas vendas de um universo de empresas teve como causas principais o excesso de automatiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o no setor comercial e o corte de pessoal. Dos entrevistados, 86% disseram que a queda estava ligada &amp;agrave; desumaniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o no atendimento.

Para evitar gastos com m&amp;atilde;o-de-obra, empresas est&amp;atilde;o deixando os clientes cada vez mais insatisfeitos e, como sabemos, clientes insatisfeitos mudam de fornecedor. Sei que o que estou falando est&amp;aacute; na contram&amp;atilde;o das tend&amp;ecirc;ncias de mercado, mas tenho refletido que, no setor comercial, &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel que devamos usar a eletr&amp;ocirc;nica apenas no controle das informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es e para facilitar a administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o das vendas, e n&amp;atilde;o no atendimento aos clientes.

Voc&amp;ecirc; prefere tratar com pessoas de carne e osso ou com grava&amp;ccedil;&amp;otilde;es e atendimento virtual?&amp;nbsp;&amp;nbsp;

Eu gosto de gente, de ser chamado por meu nome, de ser recepcionado com um gostoso &amp;ldquo;bom dia!&amp;rdquo;, &amp;ldquo;Que bom que voc&amp;ecirc; veio!&amp;rdquo;, como nos tempos de nossos av&amp;oacute;s, l&amp;aacute; na venda do seu Vit&amp;oacute;rio.

&amp;Eacute; assim como o mundo me parece hoje. E voc&amp;ecirc;, o que pensa sobre desumaniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o no atendimento?
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Artigo veiculado na R&amp;aacute;dio Som Maior Premium no dia 26/09/2011 e publicado no Jornal A Tribuna no dia 27/09/2011. Leia novos artigos nesse espa&amp;ccedil;o a partir de mar&amp;ccedil;o de 2012.
</itunes:summary><itunes:keywords>Como o mundo me parece</itunes:keywords><itunes:author>Beto Colombo</itunes:author><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:block>no</itunes:block><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/ta9jNczODJQ/audio_186.mp3" type="audio/mpeg" /><feedburner:origLink>http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/desumanizacao-no-atendimento-186</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/ta9jNczODJQ/audio_186.mp3" length="0" type="audio/mpeg" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.betocolombo.com.br/conteudo/audio/audio_186.mp3</feedburner:origEnclosureLink></item><item><title>Ouvir os mais Velhos</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~3/dQx4lb6Es8c/ouvir-os-mais-velhos-242</link><guid isPermaLink="false">http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/ouvir-os-mais-velhos-242</guid><description>Querido leitor, que você esteja em paz! Hoje nosso tema é a sabedoria dos mais velhos.</description><author>beto@anjo.com.br (Beto Colombo)</author><category>Como o mundo me parece</category><pubDate>Fri, 10 Feb 2012 06:50:00 -0200</pubDate><itunes:subtitle>Querido leitor, que você esteja em paz! Hoje nosso tema é a sabedoria dos mais velhos.</itunes:subtitle><itunes:summary>Querido leitor, que voc&amp;ecirc; esteja em paz! Hoje nosso tema &amp;eacute; a sabedoria dos mais velhos.

O livro do Eclesi&amp;aacute;stico nos aconselha a frequentar as reuni&amp;otilde;es dos anci&amp;atilde;os e a nos basearmos aos s&amp;aacute;bios. &amp;ldquo;Se voc&amp;ecirc; encontrar um homem s&amp;aacute;bio, madrugue para visit&amp;aacute;-lo, e que seu p&amp;eacute; gaste a soleira da sua porta&amp;rdquo; (Ecle, 6:36).

Desde minha inf&amp;acirc;ncia, juventude e principalmente agora, procuro cercar-me de pessoas mais velhas do que eu. Aprendi e aprendo muito com os seus ensinamentos. Elas ajudaram no meu crescimento como cidad&amp;atilde;o de bem e, sempre que posso, converso tamb&amp;eacute;m com empres&amp;aacute;rios mais velhos.

Na Segunda Guerra Mundial houve um fen&amp;ocirc;meno n&amp;atilde;o explicado na &amp;eacute;poca: quando os navios afundaram no g&amp;eacute;lido Mar do Norte, um grande n&amp;uacute;mero de marinheiros morreu antes que o resgate chegasse. Por&amp;eacute;m, uma coisa estranha &amp;eacute; que os sobreviventes eram quase todos pessoas mais velhas, com mais de 40 anos. Os mais jovens, aparentemente mais resistentes e em melhor forma f&amp;iacute;sica, pereciam em maior n&amp;uacute;mero. Mais tarde, veio o resultado do estudo: os mais velhos sobreviveram por j&amp;aacute; terem passado por outras prova&amp;ccedil;&amp;otilde;es e sofrimentos t&amp;atilde;o densos quanto aqueles.

Talvez seja por esse motivo, conjugado aos esc&amp;acirc;ndalos das m&amp;aacute;s gest&amp;otilde;es da d&amp;eacute;cada de 90 por jovens executivos, que os americanos estejam dando prefer&amp;ecirc;ncia &amp;agrave; contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de executivos acima de 50 anos.
Peter Drucker, conhecido como o pai da Administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o Moderna, apesar de ter falecido com 95 anos, era o mais respeitado administrador do mundo at&amp;eacute; o fim de sua vida, em fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o da sabedoria adquirida no curso do tempo, n&amp;atilde;o apenas com as pr&amp;oacute;prias experi&amp;ecirc;ncias, mas tamb&amp;eacute;m por manter um aprendizado cont&amp;iacute;nuo. Nunca parou de estudar, ler e filosofar.
Esse e outros exemplos confirmam minha linha de racioc&amp;iacute;nio: na lideran&amp;ccedil;a de uma organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; preciso criar um equil&amp;iacute;brio entre juventude e velhice, entre o novo e o velho, entre a informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a sabedoria, entre aud&amp;aacute;cia e maturidade. Se voc&amp;ecirc; est&amp;aacute; com dificuldade na empresa, na sua casa, experimente conversar com pessoas que tenham maior viv&amp;ecirc;ncia no assunto e, quando voc&amp;ecirc; se encontrar com algu&amp;eacute;m assim, com esse s&amp;aacute;bio ou s&amp;aacute;bia, aceite o conselho do livro do Eclesi&amp;aacute;stico: &amp;ldquo;Gaste a soleira da porta dela&amp;rdquo;.

Talvez a sabedoria consiste em perceber o sentido da vida, capt&amp;aacute;-la por meio da experi&amp;ecirc;ncia da gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o presente e da tradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos antepassados. Muitas coisas podem evoluir, por&amp;eacute;m, muito j&amp;aacute; foi inventado. Ent&amp;atilde;o, vamos tirar proveito disso ouvindo aqueles que j&amp;aacute; viveram mais. Para que reinventar a roda?

H&amp;aacute; tantos s&amp;aacute;bios querendo falar e poucos s&amp;atilde;o os jovens que t&amp;ecirc;m paci&amp;ecirc;ncia e sabedoria para ouvi-los. Precisamos ouvi-los. Vale a pena.

&amp;Eacute; assim como o mundo me parece hoje. E voc&amp;ecirc;, o que pensa sobre a sabedoria dos mais velhos?
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Artigo veiculado na R&amp;aacute;dio Som Maior Premium no dia 21/12/2011 e publicado no Jornal A Tribuna no dia 22/12/2011. Leia novos artigos nesse espa&amp;ccedil;o a partir de mar&amp;ccedil;o de 2012.</itunes:summary><itunes:keywords>Como o mundo me parece</itunes:keywords><itunes:author>Beto Colombo</itunes:author><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:block>no</itunes:block><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/s_q8JTSywWI/audio_242.mp3" type="audio/mpeg" /><feedburner:origLink>http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/ouvir-os-mais-velhos-242</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/s_q8JTSywWI/audio_242.mp3" length="0" type="audio/mpeg" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.betocolombo.com.br/conteudo/audio/audio_242.mp3</feedburner:origEnclosureLink></item><item><title>Significados</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~3/StI5jOxGwYk/significados-173</link><guid isPermaLink="false">http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/significados-173</guid><description /><author>beto@anjo.com.br (Beto Colombo)</author><category>Como o mundo me parece</category><pubDate>Thu, 09 Feb 2012 06:50:00 -0200</pubDate><itunes:subtitle /><itunes:summary>Aquela &amp;aacute;gua da torneira clorificada torna-se benta se colocada num c&amp;acirc;ntaro no altar da gruta, assim como a flor pode ser uma confiss&amp;atilde;o de amor, ou at&amp;eacute; uma afirma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de saudade se jogada sobre uma sepultura. O fogo torna-se s&amp;iacute;mbolo sagrado nas velas dos altares e nas piras ol&amp;iacute;mpicas.

Rubem Alves, no livro O Que &amp;eacute; Religi&amp;atilde;o, com sabedoria diz que h&amp;aacute; coisas que significam outras, s&amp;atilde;o as coisas/s&amp;iacute;mbolos. &amp;ldquo;Uma alian&amp;ccedil;a significa casamento; uma c&amp;eacute;dula significa um valor; uma afirma&amp;ccedil;&amp;atilde;o significa um estado de coisas al&amp;eacute;m dela mesma.&amp;rdquo;

E se algu&amp;eacute;m simplesmente usar uma alian&amp;ccedil;a na m&amp;atilde;o esquerda sem ser casado? Uma c&amp;eacute;dula pode ser falsa. Uma afirma&amp;ccedil;&amp;atilde;o pode ser uma mentira. Por isso, quando nos defrontamos com as coisas que significam outras coisas &amp;eacute; inevit&amp;aacute;vel que levantemos perguntas acerca de sua verdade ou falsidade.

Aquela fonte no morro, que era apenas uma bica d&amp;rsquo;&amp;aacute;gua, tornou-se um lugar de peregrina&amp;ccedil;&amp;atilde;o porque aquela gruta constru&amp;iacute;da deu um novo significado e a &amp;aacute;gua que brota dela agora &amp;eacute; benta e cura gastrite, reumatismo e faz milagres.

Fui &amp;agrave; casa de um bom amigo e encontrei um antigo altar da igreja de Santo Agostinho que outrora era a mesa de celebra&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Eucaristia nas missas dos domingos, onde o vinho transformava-se em sangue de Cristo e o p&amp;atilde;o no corpo de Cristo, e agora &amp;eacute; apenas uma mesa de jantar de sua fam&amp;iacute;lia.

Quando um artista pinta um quadro, ele est&amp;aacute; dando o seu significado &amp;agrave;quela pintura. Outra pessoa que nada sabe sobre aquele artista dar&amp;aacute; a sua interpreta&amp;ccedil;&amp;atilde;o conforme o acervo agendado no seu intelecto, na sua estrutura de pensamento.

Um beijo dado por Maria em Jesus Cristo provavelmente &amp;eacute; amor e carinho, agora um beijo dado por Judas significa outra coisa.

Algumas vezes nos deparamos com palavras de algu&amp;eacute;m que fala e o interpretamos dando o nosso significado &amp;agrave;quela situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o sem dar a chance dele colocar &amp;ldquo;a sua verdade&amp;rdquo;, apenas julgamos e condenamos como se f&amp;ocirc;ssemos ju&amp;iacute;zes: isso &amp;eacute; verdade, isso &amp;eacute; mentira. Verdade pra quem? E mentira pra quem? Aquela verdade pode ser a interpreta&amp;ccedil;&amp;atilde;o da minha verdade.

Algumas vezes, antes mesmo de ouvir o outro, antes de prestar aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o naquilo que ele est&amp;aacute; dizendo, apenas estamos ouvindo nossos pensamentos para formularmos o que vamos dizer em seguida. Ser&amp;aacute; que estamos ouvindo o que o outro fala ou apenas o que estamos sentindo e significando conforme nossa estrutura de pensamento? &amp;Agrave;s vezes n&amp;oacute;s transformamos o que o outro est&amp;aacute; falando conforme nosso significado em objeto de concord&amp;acirc;ncia ou discord&amp;acirc;ncia. Tenho aprendido que &amp;eacute; preciso manter-se a literalidade do falante, limpando a mente de todos os ru&amp;iacute;dos e interfer&amp;ecirc;ncias durante a fala alheia. Exercitar o ouvido atento, ouvir o outro sem oferecer julgamento, sem significar, apenas entregar-se ao outro e diluir-se nele. No in&amp;iacute;cio da minha pr&amp;aacute;tica como terapeuta em consult&amp;oacute;rio esse foi um grande desafio, n&amp;atilde;o foi f&amp;aacute;cil, mas hoje sei que &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio e poss&amp;iacute;vel.

&amp;Eacute; assim como o mundo me parece hoje. E voc&amp;ecirc;, tem exercitado o ouvido atento?
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Artigo veiculado na R&amp;aacute;dio Som Maior Premium no dia 08/09/2011 e publicado no Jornal A Tribuna no dia 09/09/2011. Leia novos artigos nesse espa&amp;ccedil;o a partir de mar&amp;ccedil;o de 2012.</itunes:summary><itunes:keywords>Como o mundo me parece</itunes:keywords><itunes:author>Beto Colombo</itunes:author><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:block>no</itunes:block><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/j_afsMuIXaU/audio_173.mp3" type="audio/mpeg" /><feedburner:origLink>http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/significados-173</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/j_afsMuIXaU/audio_173.mp3" length="0" type="audio/mpeg" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.betocolombo.com.br/conteudo/audio/audio_173.mp3</feedburner:origEnclosureLink></item><item><title>Tempus Fugit</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~3/zKwLb4u8SDo/tempus-fugit-179</link><guid isPermaLink="false">http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/tempus-fugit-179</guid><description>Queridos leitores, para os filósofos há duas formas de medir o tempo.</description><author>beto@anjo.com.br (Beto Colombo)</author><category>Como o mundo me parece</category><pubDate>Wed, 08 Feb 2012 06:50:00 -0200</pubDate><itunes:subtitle>Queridos leitores, para os filósofos há duas formas de medir o tempo.</itunes:subtitle><itunes:summary>Queridos leitores, para os fil&amp;oacute;sofos h&amp;aacute; duas formas de medir o tempo. Uma delas foi inventada por homens que amam a precis&amp;atilde;o dos n&amp;uacute;meros: matem&amp;aacute;ticos, astr&amp;ocirc;nomos, cientistas, t&amp;eacute;cnicos. Foram eles que fabricaram ampulhetas, rel&amp;oacute;gios, cron&amp;ocirc;metros, calend&amp;aacute;rios. &amp;Eacute; o deus Cronos.

A outra forma foi inventada por homens que sabem que a vida n&amp;atilde;o pode ser medida com calend&amp;aacute;rio e rel&amp;oacute;gios. Para esses, a vida s&amp;oacute; pode ser marcada com a vida. No livro b&amp;iacute;blico C&amp;acirc;ntico dos C&amp;acirc;nticos os amantes marcavam o tempo do amor pelos frutos maduros que pendiam das &amp;aacute;rvores. Quando as folhas dos pl&amp;aacute;tanos ficam amarelas, sabemos que chegou o outono. Os ip&amp;ecirc;s rosas e amarelos anunciam o inverno.&amp;nbsp;

A precis&amp;atilde;o dos n&amp;uacute;meros marca o tempo das m&amp;aacute;quinas e do dinheiro. J&amp;aacute; nesse outro modo de medir, o tempo do amor se marca com o corpo. Aqui o tempo aparece como um fruto que vai sendo comido: &amp;eacute; belo, &amp;eacute; colorido, &amp;eacute; perfumado. O tempo da vida se marca por alegrias e tristezas. H&amp;aacute; in&amp;iacute;cios e h&amp;aacute; fins.&amp;nbsp;

Her&amp;aacute;clito, fil&amp;oacute;sofo grego, era fascinado pelo tempo e pelo rio. Contemplava o rio e via que tudo &amp;eacute; rio. Percebeu que n&amp;atilde;o &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel entrar duas vezes no mesmo rio; na segunda vez, as &amp;aacute;guas ser&amp;atilde;o outras, o primeiro rio n&amp;atilde;o existir&amp;aacute;. Para ele, tudo &amp;eacute; &amp;aacute;gua que flui: as montanhas, as casas, as pedras, as &amp;aacute;rvores, os animais, os filhos, o corpo... Assim &amp;eacute; a vida, tempo que flui sem parar. Her&amp;aacute;clito foi o que disse que &amp;ldquo;tempo &amp;eacute; crian&amp;ccedil;a brincando, jogando; da crian&amp;ccedil;a o reinado&amp;rdquo;.

Para nossos dias, o senso comum diz ser o tempo um velho, cada vez mais velho, sobre quem se acumulam os anos que passam e de que a vida foge. Her&amp;aacute;clito, ao contr&amp;aacute;rio, diz que o tempo &amp;eacute; crian&amp;ccedil;a, in&amp;iacute;cio permanente, movimento circular, o fim que volta sempre ao in&amp;iacute;cio, fonte de juventude eterna, possibilidade de novo come&amp;ccedil;o.

Essa obsess&amp;atilde;o por aproveitar produtivamente cada minuto livre vem l&amp;aacute; dos imigrantes Calvinistas que constru&amp;iacute;ram os Estados Unidos da Am&amp;eacute;rica. Antes disso, o tempo era medido por tarefas. Quem perguntasse a que horas um cidad&amp;atilde;o voltaria para casa, ouviria a seguinte resposta: &amp;ldquo;Assim que ele assentar cinco metros de muro&amp;rdquo;. Foram os protestantes os principais respons&amp;aacute;veis pela invers&amp;atilde;o de tal l&amp;oacute;gica. O trabalhar passou a ser uma forma de louvar ao Senhor e o tempo ocioso virou ofensa moral, uma heresia. Assim, o tempo deixou de ser medido por tarefas realizadas, as tarefas &amp;eacute; que passaram a ser medidas em tempo. A l&amp;oacute;gica se inverteu.

&amp;Eacute; desse per&amp;iacute;odo a famosa frase de que &amp;ldquo;tempo &amp;eacute; dinheiro&amp;rdquo;. A partir das ideias que ela veicula, tornamo-nos escravos dessa cren&amp;ccedil;a e inundamos nossas vidas com sequ&amp;ecirc;ncias de compromissos com m&amp;iacute;nimos intervalos.

Tom Hanks, no in&amp;iacute;cio do filme O N&amp;aacute;ufrago, diz que &amp;ldquo;nascemos e morremos pelo rel&amp;oacute;gio&amp;rdquo; depois de sua experi&amp;ecirc;ncia na ilha ele muda sua vis&amp;atilde;o em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao tempo. Ser&amp;aacute; que precisamos de uma experi&amp;ecirc;ncia t&amp;atilde;o radical para enxergar o mundo de outra forma?&amp;nbsp; H&amp;aacute; um dizer no latim &amp;ldquo;tempus fugit&amp;rdquo;, ou seja, o tempo foge. Portanto &amp;ldquo;carpe diem&amp;rdquo;, aproveite o dia, ou colha o dia como um fruto que amanh&amp;atilde; estar&amp;aacute; podre. Viver ao ritmo de alegrias e tristezas &amp;eacute; ser s&amp;aacute;bio. No latim &amp;ldquo;Sapio&amp;rdquo; quer dizer &amp;ldquo;eu saboreio&amp;rdquo;. O s&amp;aacute;bio &amp;eacute; um &amp;rdquo;saboreador&amp;rdquo; da vida. A vida n&amp;atilde;o &amp;eacute; para ser medida &amp;eacute; para ser saboreada, j&amp;aacute; nos alertavam os antigos latinos.&amp;nbsp;

Algumas vezes devaneio em meus pensamentos sobre essa correria do mundo moderno e me sinto engaiolado e de alguma forma controlado por uma inven&amp;ccedil;&amp;atilde;o do homem. J&amp;aacute; estamos criando at&amp;eacute; mecanismo para amadurecer mais r&amp;aacute;pido algumas frutas, engordar mais r&amp;aacute;pido os animais para serem rapidamente devorados... O que estamos nos tornando? Onde vamos parar?&amp;nbsp;

Finalizo com M&amp;aacute;rio Quintana quando disse nos altos dos seus quase 80 anos que &amp;ldquo;se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o rel&amp;oacute;gio&amp;rdquo;. Ele afirma que &amp;ldquo;seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e in&amp;uacute;til das horas&amp;rdquo;. Ele finaliza: &amp;ldquo;N&amp;atilde;o deixe de fazer algo que goste, devido a falta de tempo, pois a &amp;uacute;nica falta que ter&amp;aacute;, ser&amp;aacute; desse tempo que infelizmente n&amp;atilde;o voltar&amp;aacute; mais.&amp;rdquo;

&amp;Eacute; assim como o mundo me parece hoje. E voc&amp;ecirc;, tem um tempinho para refletir sobre o tempo?
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Artigo veiculado na R&amp;aacute;dio Som Maior Premium no dia 16/09/2011 e publicado no Jornal A Tribuna no dia 17/09/2011. Leia novos artigos nesse espa&amp;ccedil;o a partir de mar&amp;ccedil;o de 2012.</itunes:summary><itunes:keywords>Como o mundo me parece</itunes:keywords><itunes:author>Beto Colombo</itunes:author><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:block>no</itunes:block><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/LvxsRsnD9_o/audio_179.mp3" type="audio/mpeg" /><feedburner:origLink>http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/tempus-fugit-179</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/LvxsRsnD9_o/audio_179.mp3" length="0" type="audio/mpeg" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.betocolombo.com.br/conteudo/audio/audio_179.mp3</feedburner:origEnclosureLink></item><item><title>Sócrates nas Organizações</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~3/vKoM20OTZZw/socrates-nas-organizacoes-169</link><guid isPermaLink="false">http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/socrates-nas-organizacoes-169</guid><description>Ao convidar um colega empresário para fazer especialização em Filosofia Clínica na Unesc, ele me questionou sobre a utilidade da Filosofia nas Organizações. </description><author>beto@anjo.com.br (Beto Colombo)</author><category>Como o mundo me parece</category><pubDate>Tue, 07 Feb 2012 06:50:00 -0200</pubDate><itunes:subtitle>Ao convidar um colega empresário para fazer especialização em Filosofia Clínica na Unesc, ele me questionou sobre a utilidade da Filosofia nas Organizações. </itunes:subtitle><itunes:summary>Ao convidar um colega empres&amp;aacute;rio para fazer especializa&amp;ccedil;&amp;atilde;o em Filosofia Cl&amp;iacute;nica na Unesc, ele me questionou sobre a utilidade da Filosofia nas Organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Pelo que j&amp;aacute; li sobre Filosofia Cl&amp;iacute;nica, ela trabalha com a singularidade, disse-me ele, por&amp;eacute;m, em algumas palestras, semin&amp;aacute;rios voltados a gest&amp;atilde;o, tenho ouvido por muito tempo que como l&amp;iacute;der, como gestor, precisamos ter resposta fortes, receitas prontas em mente e quando nos deparamos diante de uma equipe e que a resposta for eu acho, provavelmente ou n&amp;atilde;o sei, essa segundo eles, &amp;eacute; a f&amp;oacute;rmula do fracasso como administrador.

O fil&amp;oacute;sofo grego S&amp;oacute;crates nos diz: &amp;ldquo;Sei que nada sei de tudo quanto sei&amp;rdquo;. Essa m&amp;aacute;xima socr&amp;aacute;tica, retirada do Or&amp;aacute;culo de Delfos, representa para mim a postura inicial de um fil&amp;oacute;sofo cl&amp;iacute;nico diante de quest&amp;otilde;es pessoais. Nada sei acerca da pessoa que est&amp;aacute; diante de mim, o que ela vivenciou, o que &amp;eacute; importante para ela, que experi&amp;ecirc;ncias determinaram seu modo de ser, quais os acervos agendados, como ela prefere se expressar, se &amp;eacute; pela escrita, se &amp;eacute; pela fala, etc. Enfim, n&amp;atilde;o sei nada a respeito da pessoa que se apresenta diante de mim, s&amp;oacute; isso j&amp;aacute; seria o suficiente para que tudo que eu afirmar, sugerir, propuser, concluir, julgar ou at&amp;eacute; avaliar neste momento ser&amp;aacute; a respeito de minhas experi&amp;ecirc;ncias, aprendizados, agendamentos e n&amp;atilde;o da pessoa que se encontra diante de mim. Mais ainda: &amp;ldquo;nada sei de tudo quanto sei&amp;rdquo;, ou seja, meu pr&amp;oacute;prio saber &amp;eacute; question&amp;aacute;vel, precisa ser constantemente reavaliado, aperfei&amp;ccedil;oado.

&amp;Agrave;s vezes, como administradores, esquecemos que existem outras perspectivas al&amp;eacute;m das nossas e acabamos impondo nosso modo de ser, de viver, de pensar. Quando impomos nosso ponto de vista, nossas ideias, sem antes ouvir atentamente o outro, cometemos um ato violento para com o outro que n&amp;atilde;o v&amp;ecirc; o mundo da mesma forma que vemos.

Quando o assunto for de natureza t&amp;eacute;cnica at&amp;eacute; pode dar certo, por&amp;eacute;m, quando for de f&amp;oacute;rum &amp;iacute;ntimo, pessoal, a melhor resposta &amp;eacute; n&amp;atilde;o sei. Quando um colega te perguntar: &amp;ldquo;No meu lugar o que voc&amp;ecirc; faria?&amp;rdquo;, n&amp;atilde;o caia na armadilha de dar uma resposta pronta, um aconselhamento, esse conselho provavelmente servir&amp;aacute; apenas para voc&amp;ecirc; que o aconselha.&amp;nbsp;

Sobre a pessoa diante de voc&amp;ecirc;, a n&amp;atilde;o ser que voc&amp;ecirc; tenha tirado a historicidade dela, voc&amp;ecirc; est&amp;aacute; diante de um desconhecido. &amp;Eacute; como no dizer de S&amp;oacute;crates: &amp;ldquo;S&amp;oacute; sei que nada sei&amp;rdquo;. Sendo assim, n&amp;atilde;o tenho o direito de afront&amp;aacute;-lo mesmo com a sua permiss&amp;atilde;o.

&amp;Eacute; assim como o mundo me parece hoje. E voc&amp;ecirc;, o que pensa sobre saber?
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Artigo veiculado na R&amp;aacute;dio Som Maior Premium no dia 31/08/2011 e publicado no Jornal A Tribuna no dia 01/09/2011. Leia novos artigos nesse espa&amp;ccedil;o a partir de mar&amp;ccedil;o de 2012.
</itunes:summary><itunes:keywords>Como o mundo me parece</itunes:keywords><itunes:author>Beto Colombo</itunes:author><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:block>no</itunes:block><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/Un9kLtujICs/audio_169.mp3" type="audio/mpeg" /><feedburner:origLink>http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/socrates-nas-organizacoes-169</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/Un9kLtujICs/audio_169.mp3" length="0" type="audio/mpeg" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.betocolombo.com.br/conteudo/audio/audio_169.mp3</feedburner:origEnclosureLink></item><item><title>Top Of Mind</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~3/ojta2G5_teg/top-of-mind-172</link><guid isPermaLink="false">http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/top-of-mind-172</guid><description>Querido leitor, hoje vamos refletir sobre Antropocentrismo. Ele vem do grego Anthropos + Kentron, ou seja “humano” + “centro”. </description><author>beto@anjo.com.br (Beto Colombo)</author><category>Como o mundo me parece</category><pubDate>Mon, 06 Feb 2012 06:50:00 -0200</pubDate><itunes:subtitle>Querido leitor, hoje vamos refletir sobre Antropocentrismo. Ele vem do grego Anthropos + Kentron, ou seja “humano” + “centro”. </itunes:subtitle><itunes:summary>
Querido leitor, hoje vamos refletir sobre Antropocentrismo. Ele vem do grego Anthropos + Kentron, ou seja &amp;ldquo;humano&amp;rdquo; + &amp;ldquo;centro&amp;rdquo;. Conceitualmente, pode-se dizer que aqui se considera que a humanidade deve permanecer no centro dos entendimentos humanos, ou ent&amp;atilde;o, que o universo deve ser avaliado de acordo com sua rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o homem. Resumindo: O homem no centro das aten&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&amp;nbsp;

Sabe-se que o termo Antropocentrismo vem do renascimento em contraposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao suposto Teocentrismo da idade m&amp;eacute;dia. A transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o da cultura medieval &amp;agrave; moderna &amp;eacute; frequentemente vista como passagem de uma perspectiva filos&amp;oacute;fica e cultural centrada em Deus e a outra centrada no homem, com algumas controv&amp;eacute;rsias.&amp;nbsp;

Num universo que se expande temos o antropocentrismo, que podemos dizer que se trata de uma doutrina que considera o homem o centro do universo. No campo religioso, podemos considerar que todas as religi&amp;otilde;es simultaneamente s&amp;atilde;o teoc&amp;ecirc;ntricas e antropoc&amp;ecirc;ntricas. Elas admitem que Deus &amp;eacute; o supremo criador do mundo, por&amp;eacute;m, pregam que nenhuma outra criatura, al&amp;eacute;m do homem, &amp;eacute; digna de salvar-se.

A doutrina pregada sobre a &amp;oacute;tica do antropocentrismo me parece que nos encurralou numa esp&amp;eacute;cie de exclusivismo gen&amp;eacute;tico, na forma de instinto condutor. E este exclusivismo, a meu ver, est&amp;aacute; se tornando cada vez mais prejudicial em todos os aspectos, seja no campo social, religioso, econ&amp;ocirc;mico e, essencialmente, no ambiental. Essa atitude causada pelo instinto exclusivista humano onde que, para alguns, s&amp;atilde;o tidos como normal, para mim nada mais &amp;eacute; que um lento e certo suic&amp;iacute;dio.

No in&amp;iacute;cio da humanidade, quando a esp&amp;eacute;cie homo sapiens ainda era em n&amp;uacute;mero menos representativo, a pr&amp;oacute;pria natureza se encarregava de equilibrar o planeta. Hoje, sinto que nos tornamos como vorazes gafanhotos em busca de &amp;ldquo;alimentos&amp;rdquo; do nosso mundo consumista.

O planeta sobreviveu tranquilamente sem o ser humano por bilh&amp;otilde;es de anos. Aqui viviam seres da &amp;aacute;gua, da terra e do ar dentro de uma cadeia alimentar equilibrada. Com o advento do homem, o desequil&amp;iacute;brio se iniciou e est&amp;aacute; colocando em risco at&amp;eacute; a perman&amp;ecirc;ncia de vida em nosso planeta. Conclus&amp;atilde;o: a terra e os outros seres vivos sobrevivem sem o ser humano, mas o ser humano sobrevive sem os outros seres?

Dentro desta perspectiva antropoc&amp;ecirc;ntrica, o que estamos fazendo com a natureza &amp;eacute; extremamente prejudicial, n&amp;atilde;o s&amp;oacute; aos seres humanos, mas tamb&amp;eacute;m &amp;agrave; flora e fauna que habitam o planeta. Tornamo-nos seres predat&amp;oacute;rios, nossas atitudes tidas como corretas, leg&amp;iacute;timas, como na matan&amp;ccedil;a de animais para retirada de pele para enfeite humano, da ca&amp;ccedil;a pelo esporte como daquela fazendeira de on&amp;ccedil;as, da retirada da madeira nativa para m&amp;oacute;veis, do carv&amp;atilde;o para energia el&amp;eacute;trica, petr&amp;oacute;leo e outras tantas formas de destrui&amp;ccedil;&amp;atilde;o do planeta.

Talvez o melhor caminho para preservarmos a vida no planeta n&amp;atilde;o passe somente pela a&amp;ccedil;&amp;atilde;o e conselhos dos ecologistas, como economizar &amp;aacute;gua, eletricidade, combust&amp;iacute;veis sustent&amp;aacute;veis e outras atitudes paliativas n&amp;atilde;o t&amp;atilde;o significantes nessa &amp;oacute;tica que me refiro. Talvez quando o homem libertar-se desta vis&amp;atilde;o de tudo pode, desde que seja a seu bel prazer, de repente aqui ele consiga se ver no planeta n&amp;atilde;o como dono, e sim como mais uma esp&amp;eacute;cie que precisa e depende do ecossistema para a sobreviv&amp;ecirc;ncia de toda a vida no planeta.

Afinal de contas, humano vem de h&amp;uacute;mus: &amp;ldquo;Da terra viestes, pra terra voltar&amp;aacute;s&amp;rdquo;.

&amp;Eacute; assim como o mundo me parece hoje. E voc&amp;ecirc;, o que sobre o homem no centro do universo?
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Artigo veiculado na R&amp;aacute;dio Som Maior Premium no dia 06/09/2011 e publicado no Jornal A Tribuna no dia 08/09/2011. Leia novos artigos nesse espa&amp;ccedil;o a partir de mar&amp;ccedil;o de 2012.

</itunes:summary><itunes:keywords>Como o mundo me parece</itunes:keywords><itunes:author>Beto Colombo</itunes:author><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:block>no</itunes:block><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/Vl1e9be8IW8/audio_172.mp3" type="audio/mpeg" /><feedburner:origLink>http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/top-of-mind-172</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/Vl1e9be8IW8/audio_172.mp3" length="0" type="audio/mpeg" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.betocolombo.com.br/conteudo/audio/audio_172.mp3</feedburner:origEnclosureLink></item><item><title>Trabalhando seus medos</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~3/iMZwqEPxq6E/trabalhando-seus-medos-170</link><guid isPermaLink="false">http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/trabalhando-seus-medos-170</guid><description>Queridos leitores: “Onde você estaria agora, o que estaria fazendo, se não estivesse com medo?”</description><author>beto@anjo.com.br (Beto Colombo)</author><category>Como o mundo me parece</category><pubDate>Fri, 03 Feb 2012 06:50:00 -0200</pubDate><itunes:subtitle>Queridos leitores: “Onde você estaria agora, o que estaria fazendo, se não estivesse com medo?”</itunes:subtitle><itunes:summary>Queridos leitores: &amp;ldquo;Onde voc&amp;ecirc; estaria agora, o que estaria fazendo, se n&amp;atilde;o estivesse com medo?&amp;rdquo; Foi o que escreveu Spencer Johnson em seu livro Quem Mexeu no Meu Queijo? Livro que trata, entre outras coisas, do medo da mudan&amp;ccedil;a.

O medo acompanha o homem desde o in&amp;iacute;cio da humanidade e foi pelo medo tamb&amp;eacute;m que o homem sobreviveu at&amp;eacute; os nossos dias. Com medo do novo e do diferente, nossos ancestrais se esconderam e se protegeram em cavernas, organizaram-se em grupos buscando apoio uns nos outros para enfrentar seus medos.

Plat&amp;atilde;o tratou desse assunto quando escreveu sobre o medo do novo, o medo do diferente na A Alegoria da Caverna. Ele diz &amp;ldquo;afinal de contas, o que existe l&amp;aacute; fora?&amp;rdquo;, surge a d&amp;uacute;vida, a incerteza, vem a ansiedade, aparece o medo. Al&amp;eacute;m de Plat&amp;atilde;o, muitos outros fil&amp;oacute;sofos trataram desse assunto.

O m&amp;iacute;stico Kabir diz que &amp;ldquo;a pessoa com medo &amp;eacute; como algu&amp;eacute;m que est&amp;aacute; nu, mas nunca toma banho no rio porque tem medo &amp;ndash; afinal de contas, onde ele ir&amp;aacute; secar suas roupas?&amp;rdquo;

Para o budismo, &amp;eacute; pelo medo de sofrer que nos apegamos &amp;agrave;s coisas. Aqui est&amp;aacute; uma das origens do sofrimento, para a doutrina budista.&amp;nbsp;

S&amp;atilde;o Thomas de Aquino, ao comentar a passagem do Evangelho de S&amp;atilde;o Jo&amp;atilde;o, &amp;ldquo;O Bom Pastor&amp;rdquo;, fala do mercen&amp;aacute;rio que foge diante do lobo por medo de enfrent&amp;aacute;-lo sem proteger seu rebanho, afirma ele que aquele que foge diante do lobo (medo) em um lobo se transformar&amp;aacute;. Isso era assim para Aquino.

A diferen&amp;ccedil;a do medo sa&amp;uacute;de e do medo doen&amp;ccedil;a, provavelmente seja a dose, um paralisa e o outro, apesar do medo, ele vai e faz.

Para os fil&amp;oacute;sofos cl&amp;iacute;nicos, esse assunto &amp;eacute; tratado em consult&amp;oacute;rio com muita responsabilidade e a resposta quase sempre est&amp;aacute; na sua hist&amp;oacute;ria de vida. Medo de dirigir, por exemplo. Se um partilhante chegar ao consult&amp;oacute;rio se queixando de medo de dirigir e que gostaria de perder o medo, pois pretende fazer aquela viagem pela BR-101 (conhecida como a rodovia da morte) com toda a fam&amp;iacute;lia. Se ao tirar a historicidade do partilhante, o fil&amp;oacute;sofo descobre que nos &amp;uacute;ltimos meses ele bateu seu autom&amp;oacute;vel quatro vezes. Provavelmente, &amp;eacute; o medo de dirigir que est&amp;aacute; salvando a vida dessa pessoa. E se irresponsavelmente esse medo &amp;eacute; tratado, ou seja, eliminado, o fil&amp;oacute;sofo pode estar condenando a morte o partilhante e talvez toda a sua familia.

&amp;Eacute; desse jeito que em filosofia cl&amp;iacute;nica descobrimos por aproxima&amp;ccedil;&amp;atilde;o as prov&amp;aacute;veis causas do medo. Lembrando que para cada um &amp;eacute; de um jeito.

Muitos outros fil&amp;oacute;sofos e pensadores falaram e escreveram sobre o medo, medo do lobo, medo de morrer, medo de viver, medo do inferno, medo de arriscar, medo de ser preso, medo de ser livre, medo do novo, medo da pr&amp;oacute;pria sombra. E cada fil&amp;oacute;sofo em seu tempo escreveu de seu ponto de vista e naquele contexto, &amp;eacute; por isso que para cada um &amp;eacute; de um jeito. Concluo esse artigo com Plat&amp;atilde;o, retornando ao mito da caverna quando ele nos diz: &amp;ldquo;Podemos facilmente perdoar uma crian&amp;ccedil;a que tem medo do escuro; a real trag&amp;eacute;dia da vida &amp;eacute; quando o homem tem medo da luz&amp;rdquo;.

&amp;Eacute; assim como o mundo me parece hoje. E voc&amp;ecirc;, tem medo de qu&amp;ecirc;?
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Artigo veiculado na R&amp;aacute;dio Som Maior Premium no dia 02/09/2011 e publicado no Jornal A Tribuna no dia 03/09/2011. Leia novos artigos nesse espa&amp;ccedil;o a partir de mar&amp;ccedil;o de 2012.</itunes:summary><itunes:keywords>Como o mundo me parece</itunes:keywords><itunes:author>Beto Colombo</itunes:author><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:block>no</itunes:block><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/mI-w62HhOyY/audio_170.mp3" type="audio/mpeg" /><feedburner:origLink>http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/trabalhando-seus-medos-170</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/mI-w62HhOyY/audio_170.mp3" length="0" type="audio/mpeg" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.betocolombo.com.br/conteudo/audio/audio_170.mp3</feedburner:origEnclosureLink></item><item><title>Quer me Cativar?</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~3/aTiP6i_8pV4/quer-me-cativar--174</link><guid isPermaLink="false">http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/quer-me-cativar--174</guid><description>Sábado em Porto Alegre fui a uma exposição da obra do francês Antoine de Sant-Exupéri. O Pequeno Príncipe.</description><author>beto@anjo.com.br (Beto Colombo)</author><category>Como o mundo me parece</category><pubDate>Thu, 02 Feb 2012 06:50:00 -0200</pubDate><itunes:subtitle>Sábado em Porto Alegre fui a uma exposição da obra do francês Antoine de Sant-Exupéri. O Pequeno Príncipe.</itunes:subtitle><itunes:summary>S&amp;aacute;bado em Porto Alegre fui a uma exposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o da obra do franc&amp;ecirc;s Antoine de Sant-Exup&amp;eacute;ri. O Pequeno Pr&amp;iacute;ncipe.

A exposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o come&amp;ccedil;ava quando o Pr&amp;iacute;ncipe encontra-se com um bichinho em um distante mundo, bichinho esse que ele nunca havia encontrado antes, uma raposa. A raposa lhe disse:

- Voc&amp;ecirc; quer me cativar?

- O que &amp;eacute; isso? &amp;ndash; Perguntou o menino.

- Cativar &amp;eacute; assim. &amp;ndash; Disse a raposa: - Eu me assento aqui, voc&amp;ecirc; se assenta l&amp;aacute;, bem longe. Amanh&amp;atilde; a gente se assenta mais perto e assim aos poucos, cada vez mais perto...

O tempo passou, o Principezinho cativou a raposa e chegou a hora de partir.&amp;nbsp;

- Eu vou chorar. &amp;ndash; Disse a raposa.

- N&amp;atilde;o &amp;eacute; minha culpa. &amp;ndash; Desculpou-se a crian&amp;ccedil;a. &amp;ndash; Eu lhe disse, eu n&amp;atilde;o queria cativ&amp;aacute;-lo. N&amp;atilde;o valeu a pena, voc&amp;ecirc; percebe? Agora voc&amp;ecirc; vai chorar!

- Valeu a pena sim. &amp;ndash; Respondeu a raposa &amp;ndash; Quer saber por qu&amp;ecirc;? Sou uma raposa, n&amp;atilde;o como trigo, s&amp;oacute; como galinha. O trigo n&amp;atilde;o significa absolutamente nada para mim, mas voc&amp;ecirc; me cativou. Seu cabelo &amp;eacute; louro e agora, na sua aus&amp;ecirc;ncia, quando o vento fizer balan&amp;ccedil;ar o campo de trigo eu ficarei feliz pensando em voc&amp;ecirc;.&amp;nbsp;

Por pelo menos uma hora fiquei naquela exposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o e refletindo sobre o cotidiano. Eu percebo que algumas pessoas n&amp;atilde;o est&amp;atilde;o satisfeitas com o rumo que levou sua vida, reclamam que ficou mon&amp;oacute;tona, que virou rotina. O livro O Pequeno Pr&amp;iacute;ncipe tamb&amp;eacute;m trata desse assunto, quando a raposa se queixa da sua vida. &amp;ldquo;Eu ca&amp;ccedil;o galinhas e os homens me ca&amp;ccedil;am. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem tamb&amp;eacute;m e por isso fico aborrecida, mas se tu me cativas, minha vida ser&amp;aacute; como que cheia de sol&amp;rdquo;.

Quando o Pr&amp;iacute;ncipe disse que n&amp;atilde;o tinha mais tempo para cativar-lhe, a raposa diz:

- Os homens n&amp;atilde;o t&amp;ecirc;m mais tempo para conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas, como n&amp;atilde;o existem lojas de amigos, os homens n&amp;atilde;o t&amp;ecirc;m mais amigos.

E a dica de como cativar est&amp;aacute; nesse livro escrito em 1943 e observem que na &amp;eacute;poca a televis&amp;atilde;o e os meios que enclausuram os homens ainda n&amp;atilde;o existiam do jeito de hoje.

- Tu queres ser meu amigo, cativa-me.

- Que &amp;eacute; preciso fazer? &amp;ndash; Perguntou a crian&amp;ccedil;a.

- &amp;Eacute; preciso ser paciente. &amp;ndash; Respondeu a raposa.

E assim, mesmo ausente, em cada balan&amp;ccedil;ar dos trigos o Pr&amp;iacute;ncipe se fazia presente para a raposa naquele distante planeta.

Para mim - Cada vez que ofere&amp;ccedil;o a outra face, cada vez que amo o pr&amp;oacute;ximo, Cristo se faz presente.

- Cada vez que quero mudar o mundo do outro sem mudar a mim mesmo, Gandhi se faz presente.

- Cada vez que fico em paz fazendo o bem, trago de volta Victor Hugo. No seu dizer &amp;ldquo;O bem que se faz purifica a alma&amp;rdquo; e de novo ele volta quando vejo uma dedicada professora pacientemente ensinando uma crian&amp;ccedil;a, quando ele diz: &amp;ldquo;Cada crian&amp;ccedil;a que se ensina &amp;eacute; um homem que se conquista&amp;rdquo;.

Algumas pessoas est&amp;atilde;o esquecendo o encantamento do cativar. Algumas pessoas est&amp;atilde;o se fechando em seus quartos, em seus mundos com suas televis&amp;otilde;es, seus telefones celulares, internet... e perdendo o sabor do encontro, do bate-papo, da troca de experi&amp;ecirc;ncia e provavelmente est&amp;atilde;o deixando de sentir a magia do cativar.

&amp;Eacute; assim como o mundo me parece hoje. E voc&amp;ecirc;, o que tem feito para cativar?
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Artigo veiculado na R&amp;aacute;dio Som Maior Premium no dia 09/09/2011 e publicado no Jornal A Tribuna no dia 10/09/2011. Leia novos artigos nesse espa&amp;ccedil;o a partir de mar&amp;ccedil;o de 2012.</itunes:summary><itunes:keywords>Como o mundo me parece</itunes:keywords><itunes:author>Beto Colombo</itunes:author><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:block>no</itunes:block><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/NvDibsWYmoY/audio_174.mp3" type="audio/mpeg" /><feedburner:origLink>http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/quer-me-cativar--174</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/NvDibsWYmoY/audio_174.mp3" length="0" type="audio/mpeg" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.betocolombo.com.br/conteudo/audio/audio_174.mp3</feedburner:origEnclosureLink></item><item><title>Desapego</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~3/OsQBNDp6yN4/desapego-158</link><guid isPermaLink="false">http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/desapego-158</guid><description>Na trilha do Caminho de Santiago tive muitas conclusões, muitos insights. Eis um deles: Não devemos nos apegar a nada, nem rejeitar nada.</description><author>beto@anjo.com.br (Beto Colombo)</author><category>Como o mundo me parece</category><pubDate>Wed, 01 Feb 2012 06:50:00 -0200</pubDate><itunes:subtitle>Na trilha do Caminho de Santiago tive muitas conclusões, muitos insights. Eis um deles: Não devemos nos apegar a nada, nem rejeitar nada.</itunes:subtitle><itunes:summary>Na trilha do Caminho de Santiago tive muitas conclus&amp;otilde;es, muitos insights. Eis um deles: N&amp;atilde;o devemos nos apegar a nada, nem rejeitar nada. Tudo pode, parafraseando Arist&amp;oacute;teles Onassis, ou ent&amp;atilde;o, tudo pode desde que n&amp;atilde;o prejudique a si, aos outros ou a natureza.&amp;nbsp;

Quando penso em apego, imediatamente lembro do final dos anos 90, quando implantamos na Anjo a certifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o da ISO 9001. Aqui, empolgados e inexperientes, fizemos tantas regras e ficamos ref&amp;eacute;ns delas que quase inviabilizamos a empresa.&amp;nbsp;

Essa express&amp;atilde;o &amp;ldquo;cheio de nove horas&amp;rdquo; vem l&amp;aacute; do tempo do Imp&amp;eacute;rio, se n&amp;atilde;o estou enganado foi no s&amp;eacute;culo XIX, quando o Brasil adotou o hor&amp;aacute;rio de 9 horas da noite como adequado para interromper uma visita, um papo ou qualquer divers&amp;atilde;o e ir para casa. Esse costume veio de outras culturas e disseminou-se aqui, tornando-se lei. Naquela &amp;eacute;poca, no regulamento do servi&amp;ccedil;o policial, havia inclusive um dispositivo que liberava a revista, at&amp;eacute; prender algu&amp;eacute;m que fosse pego na rua depois das 9 horas da noite. Dado o exagero legal, surgiu a adjetiva&amp;ccedil;&amp;atilde;o: &amp;ldquo;cheio de nove horas&amp;rdquo; para o sujeito cheio de regras e tamb&amp;eacute;m para empresas cheias de regras, cheias de procedimentos, empresas essas que surgem e desaparecem na mesma velocidade, pois do ponto de vista do cliente, quanto mais simples melhor. &amp;Eacute; assim que eu vejo.

A m&amp;uacute;sica Nove hora! Nove hora! Quem &amp;eacute; de dentro, dentro. Quem &amp;eacute; de fora, fora!, criada no s&amp;eacute;culo XIX, a meu ver n&amp;atilde;o deveria fazer parte do repert&amp;oacute;rio de nenhuma empresa nem de ningu&amp;eacute;m. At&amp;eacute; porque, se nossos procedimentos est&amp;atilde;o travando nosso crescimento, &amp;eacute; sinal de que essa rima n&amp;atilde;o rima. &amp;Eacute; um retrocesso, e retrocesso n&amp;atilde;o rima com sucesso.

Nesse caso, talvez o melhor seja deixarmos de ser &amp;ldquo;cheios de nove horas&amp;rdquo; e, quem sabe, adotarmos a can&amp;ccedil;&amp;atilde;o que diz: &amp;ldquo;Quem sabe faz a hora, n&amp;atilde;o espera acontecer&amp;rdquo;.

&amp;Eacute; assim como o mundo me parece hoje. E voc&amp;ecirc;, o que pensa sobre apego a coisas, ideias e pessoas?
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Artigo veiculado na R&amp;aacute;dio Som Maior Premium no dia 17/08/2011 e publicado no Jornal A Tribuna no dia 18/08/2011</itunes:summary><itunes:keywords>Como o mundo me parece</itunes:keywords><itunes:author>Beto Colombo</itunes:author><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:block>no</itunes:block><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/jOYm2Sm7bIM/audio_158.mp3" type="audio/mpeg" /><feedburner:origLink>http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/desapego-158</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/jOYm2Sm7bIM/audio_158.mp3" length="0" type="audio/mpeg" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.betocolombo.com.br/conteudo/audio/audio_158.mp3</feedburner:origEnclosureLink></item><item><title>Rotina</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~3/Kd49dCip6J0/rotina-133</link><guid isPermaLink="false">http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/rotina-133</guid><description>Há pouco tempo, em nossa região, estávamos em um calor escaldante. Em Criciúma, a temperatura chegou a 40°C, realmente quente. </description><author>beto@anjo.com.br (Beto Colombo)</author><category>Como o mundo me parece</category><pubDate>Tue, 31 Jan 2012 06:50:00 -0200</pubDate><itunes:subtitle>Há pouco tempo, em nossa região, estávamos em um calor escaldante. Em Criciúma, a temperatura chegou a 40°C, realmente quente. </itunes:subtitle><itunes:summary>H&amp;aacute; pouco tempo, em nossa regi&amp;atilde;o, est&amp;aacute;vamos em um calor escaldante. Em Crici&amp;uacute;ma, a temperatura chegou a 40&amp;deg;C, realmente quente. Quem pode, de um jeito ou de outro, buscou se refrescar em nossas praias e lagoas, abundantes por aqui. Que b&amp;ecirc;n&amp;ccedil;&amp;atilde;o!

Debaixo daquele sol todo, mesmo que por um instante, pensamos que em breve chegar&amp;aacute; o outono, depois o inverno e em seguida a primavera.

Ainda que no tempo Kair&amp;oacute;s, da antiga Gr&amp;eacute;cia, chegou o outono com suas cores, seus frutos e sua temperatura amena, agradabil&amp;iacute;ssima. Mesmo aqui, ainda que por um instante, pensamos no inverno, na primavera e no ver&amp;atilde;o.

Implacavelmente o inverno surge fazendo-nos sentir na pele seu frio. A gente se recolhe, se aproxima uns dos outros, as &amp;aacute;rvores param de crescer. Comidas quentes, roupas pesadas. Pode ser at&amp;eacute; na passant, encontramos uma fenda no tempo para pensar que em breve estaremos na primavera, no quente ver&amp;atilde;o e no ameno outono.

E ela chegou e logo se denunciou. As cores embelezam os jardins, as ruas, pra&amp;ccedil;as e matas. &amp;Eacute; primavera. A esta&amp;ccedil;&amp;atilde;o das cores, amores e tons. Mesmo ali, envolta a tantos cheiros agrad&amp;aacute;veis exalados das cores indiz&amp;iacute;veis das flores, pensamos que em breve estaremos no ver&amp;atilde;o quente, no outono agrad&amp;aacute;vel e seco e no inverno frio.

Enfim, depois de 13 luas, exatamente 13 luas, n&amp;atilde;o 12 meses, o ciclo se fez. A vida girou, a cidade se movimentou, fizemos hist&amp;oacute;ria. E tudo no seu tempo, na sua hora, na temperatura ideal, nas cores do acaso... Tudo perfeito!

Quando olho para a natureza e a vejo assim, simples e irretoc&amp;aacute;vel, penso naquelas vezes em que insistimos em dizer que nossa vida &amp;eacute; uma rotina, que &amp;eacute; tudo a mesma coisa. N&amp;atilde;o &amp;eacute;! Basta olhar para o c&amp;eacute;u, para as &amp;aacute;rvores, para a temperatura, para as cores, para os jardins. Basta olha para as praias, lagoas, estradas e rodovias.&amp;nbsp;

Tudo passa. E que bom que tudo passa. Enquanto isso, vamos vivendo cada dia, cada momento, cada instante e saboreando suas cores, sabores, temperaturas. Afinal de contas, est&amp;aacute; frio? Logo ali na frente vai ficar quente!

&amp;Eacute; assim como o mundo me parece hoje. E voc&amp;ecirc;, o que pensa sobre rotina?
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Artigo veiculado na R&amp;aacute;dio Som Maior Premium no dia 14/07/2011 e publicado no Jornal A Tribuna no dia 15/07/2011. Leia novos artigos nesse espa&amp;ccedil;o a partir de mar&amp;ccedil;o de 2012.</itunes:summary><itunes:keywords>Como o mundo me parece</itunes:keywords><itunes:author>Beto Colombo</itunes:author><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:block>no</itunes:block><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/z32IqGRxby8/audio_133.mp3" type="audio/mpeg" /><feedburner:origLink>http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/rotina-133</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/z32IqGRxby8/audio_133.mp3" length="0" type="audio/mpeg" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.betocolombo.com.br/conteudo/audio/audio_133.mp3</feedburner:origEnclosureLink></item><item><title>Sabedoria e Conhecimento</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~3/ZxzXucFmBfE/sabedoria-e-conhecimento-137</link><guid isPermaLink="false">http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/sabedoria-e-conhecimento-137</guid><description>Diz o Eclesiástico: “Se você encontrar um homem sábio madrugue para visitá-lo e que seu pé gaste a soleira da casa dele”. </description><author>beto@anjo.com.br (Beto Colombo)</author><category>Como o mundo me parece</category><pubDate>Mon, 30 Jan 2012 06:50:00 -0200</pubDate><itunes:subtitle>Diz o Eclesiástico: “Se você encontrar um homem sábio madrugue para visitá-lo e que seu pé gaste a soleira da casa dele”. </itunes:subtitle><itunes:summary>Diz o Eclesi&amp;aacute;stico: &amp;ldquo;Se voc&amp;ecirc; encontrar um homem s&amp;aacute;bio madrugue para visit&amp;aacute;-lo e que seu p&amp;eacute; gaste a soleira da casa dele&amp;rdquo;. E homem e mulher s&amp;aacute;bio, como sabemos, n&amp;atilde;o &amp;eacute; aquele que conhece, &amp;eacute; sim aquele e aquela que saboreia.

H&amp;aacute; algum tempo, soube algo muito importante para nossa cidade e que compartilho com os que ainda n&amp;atilde;o sabem: Crici&amp;uacute;ma &amp;eacute; a segunda cidade de Santa Catarina em publica&amp;ccedil;&amp;otilde;es liter&amp;aacute;rias. Se &amp;eacute; que agora j&amp;aacute; n&amp;atilde;o somos a primeira, passando de Florian&amp;oacute;polis. E olha que n&amp;atilde;o se restringe a somente um tipo de publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, na verdade s&amp;atilde;o publica&amp;ccedil;&amp;otilde;es po&amp;eacute;ticas a cient&amp;iacute;ficas, hist&amp;oacute;ricas, espirituais e biogr&amp;aacute;ficas.

Sou leitor de muitas destas publica&amp;ccedil;&amp;otilde;es e, a meu ver, h&amp;aacute; muita sabedoria e conhecimento nas nossas publica&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Sabedoria e conhecimento.

Crici&amp;uacute;ma, h&amp;aacute; muito tempo, saiu da caverna aleg&amp;oacute;rica de Plat&amp;atilde;o e passou a enxergar a luz de frente sem se ofuscar. O munic&amp;iacute;pio &amp;eacute; uma cidade liter&amp;aacute;ria, p&amp;oacute;lo aonde a hist&amp;oacute;ria &amp;eacute; um livro aberto. Isso &amp;eacute; fato.&amp;nbsp;

Como explicar tamanha voca&amp;ccedil;&amp;atilde;o? Como explicar tantas publica&amp;ccedil;&amp;otilde;es liter&amp;aacute;rias? Ser&amp;aacute; que n&amp;oacute;s temos que encontrar explica&amp;ccedil;&amp;otilde;es ou apoiar esse acontecimento e incentivar?

O bocejo &amp;eacute; contagiante e ambientes criativos tamb&amp;eacute;m s&amp;atilde;o. Para mim, bons fluidos atraem bons fluidos. Penso que nosso papel &amp;eacute; continuar criando um ambiente prop&amp;iacute;cio &amp;agrave; criatividade, dando condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es e oportunidades aqueles que querem se expor e escrever pra todo mundo ler. No mais, &amp;eacute; deixar que o universo continue conspirando a favor de nossa cidade.

Que tenhamos sabedoria para sentir e ouvir os sinais. Que o fluxo continue e nos contagie at&amp;eacute; o infinito!

&amp;Eacute; assim como o mundo me parece hoje. E voc&amp;ecirc;, o que pensa sobre nossas publica&amp;ccedil;&amp;otilde;es?
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Artigo veiculado na R&amp;aacute;dio Som Maior Premium no dia 20/07/2011 e publicado no Jornal A Tribuna no dia 21/07/2011. Leia novos artigos nesse espa&amp;ccedil;o a partir de mar&amp;ccedil;o de 2012.
</itunes:summary><itunes:keywords>Como o mundo me parece</itunes:keywords><itunes:author>Beto Colombo</itunes:author><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:block>no</itunes:block><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/XoZJhLNA4k4/audio_137.mp3" type="audio/mpeg" /><feedburner:origLink>http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/sabedoria-e-conhecimento-137</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/XoZJhLNA4k4/audio_137.mp3" length="0" type="audio/mpeg" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.betocolombo.com.br/conteudo/audio/audio_137.mp3</feedburner:origEnclosureLink></item><item><title>Mentalidade de Trincheira</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~3/NLmDZwQAV8w/mentalidade-de-trincheira-162</link><guid isPermaLink="false">http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/mentalidade-de-trincheira-162</guid><description>Talvez você já participou de algum tipo de reunião, seja de empresa, de família, de igreja, time de futebol, de bairro e tantas outras. </description><author>beto@anjo.com.br (Beto Colombo)</author><category>Como o mundo me parece</category><pubDate>Fri, 27 Jan 2012 06:50:00 -0200</pubDate><itunes:subtitle>Talvez você já participou de algum tipo de reunião, seja de empresa, de família, de igreja, time de futebol, de bairro e tantas outras. </itunes:subtitle><itunes:summary>Talvez voc&amp;ecirc; j&amp;aacute; participou de algum tipo de reuni&amp;atilde;o, seja de empresa, de fam&amp;iacute;lia, de igreja, time de futebol, de bairro e tantas outras. Em reuni&amp;otilde;es, &amp;agrave;s vezes vemos pessoas gastando seu tempo em longos discursos que resultam apenas na data da pr&amp;oacute;xima reuni&amp;atilde;o. Reuni&amp;otilde;es que, quando se percebe que o resultado desejado n&amp;atilde;o vai ser alcan&amp;ccedil;ado, essas pessoas ent&amp;atilde;o come&amp;ccedil;am a culpar, reclamar e se proteger, ao inv&amp;eacute;s de buscar solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es vi&amp;aacute;veis e inteligentes.

Quando pessoas possuem diferentes pontos de vista, por&amp;eacute;m, entendem que possuem um objetivo comum e dependem uns dos outros, forma-se a &amp;ldquo;Mentalidade de Trincheira&amp;rdquo;. O termo refere-se &amp;agrave; situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de guerra onde um soldado aponta a metralhadora, enquanto outro alimenta-a com muni&amp;ccedil;&amp;atilde;o. O objetivo comum &amp;eacute; sobreviver e um depende do outro, pois somente em filme &amp;eacute; que vemos o fort&amp;atilde;o disparar uma M-16 com uma m&amp;atilde;o e alimentar a muni&amp;ccedil;&amp;atilde;o que encontra-se enrolada no bra&amp;ccedil;o com a outra.

Para o soldado comum, n&amp;atilde;o importa se o relacionamento dos dois n&amp;atilde;o &amp;eacute; dos melhores em uma mesa de bar, agora, dentro da trincheira, os dois far&amp;atilde;o o m&amp;aacute;ximo para alcan&amp;ccedil;ar seu objetivo.

Numa organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; mais f&amp;aacute;cil identificar quais pessoas est&amp;atilde;o dispostas a abandonar seu ego e vaidade para obter o sucesso coletivo. Talvez seja necess&amp;aacute;rio identificar qual valor que cada membro da equipe pode agregar e, caso voc&amp;ecirc; identifique que o trabalho ficaria mais produtivo sem a presen&amp;ccedil;a de alguns dos membros, pergunte a si mesmo: o que aconteceria se exclu&amp;iacute;ssemos o fulano do time? Caso se conclua que o objetivo seria alcan&amp;ccedil;ado do mesmo jeito, ou com maior sucesso, ent&amp;atilde;o esta pessoa n&amp;atilde;o &amp;eacute; mais necess&amp;aacute;ria naquele grupo e inclu&amp;iacute;da em outro onde ela ter&amp;aacute; mais interse&amp;ccedil;&amp;atilde;o.

&amp;Eacute; importante salientar que &amp;eacute; com opini&amp;otilde;es diferentes que o grupo cresce, por&amp;eacute;m, em uma reuni&amp;atilde;o devem-se abandonar certos v&amp;iacute;cios de crian&amp;ccedil;a egoc&amp;ecirc;ntrica e vaidosa, ter disposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o para abandonar suas ideias e opini&amp;otilde;es iniciais na mesma propor&amp;ccedil;&amp;atilde;o em que se entende que est&amp;atilde;o todos no mesmo barco, dependem uns dos outros para sobreviver e alcan&amp;ccedil;ar o objetivo comum. Caso contr&amp;aacute;rio, muito tempo e dinheiro ser&amp;atilde;o perdidos apenas para que se possa marcar a pr&amp;oacute;xima reuni&amp;atilde;o.

&amp;Eacute; assim como o mundo me parece hoje. E voc&amp;ecirc;, o que pensa sobre reuni&amp;otilde;es?
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Artigo veiculado na R&amp;aacute;dio Som Maior Premium no dia 23/08/2011 e publicado no Jornal A Tribuna no dia 24/08/2011. Leia artigos in&amp;eacute;ditos nesse espa&amp;ccedil;o a partir de mar&amp;ccedil;o de 2012.
</itunes:summary><itunes:keywords>Como o mundo me parece</itunes:keywords><itunes:author>Beto Colombo</itunes:author><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:block>no</itunes:block><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/_F6elZqCynE/audio_162.mp3" type="audio/mpeg" /><feedburner:origLink>http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/mentalidade-de-trincheira-162</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/_F6elZqCynE/audio_162.mp3" length="0" type="audio/mpeg" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.betocolombo.com.br/conteudo/audio/audio_162.mp3</feedburner:origEnclosureLink></item><item><title>Cozidos</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~3/lcJRnfL-UM4/cozidos-161</link><guid isPermaLink="false">http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/cozidos-161</guid><description>Querido leitor, hoje vamos falar sobre a metáfora do sapo fervido. 
</description><author>beto@anjo.com.br (Beto Colombo)</author><category>Como o mundo me parece</category><pubDate>Thu, 26 Jan 2012 06:50:00 -0200</pubDate><itunes:subtitle>Querido leitor, hoje vamos falar sobre a metáfora do sapo fervido. 
</itunes:subtitle><itunes:summary>Querido leitor, hoje vamos falar sobre a met&amp;aacute;fora do sapo fervido.&amp;nbsp;

J&amp;aacute; mencionei aqui neste espa&amp;ccedil;o que gosto muito de met&amp;aacute;foras. Elas, as met&amp;aacute;foras, nos tiram da normose do cotidiano e nos for&amp;ccedil;am a entrar numa forma de ver as coisas diferente.&amp;nbsp;

Falando nisso, voc&amp;ecirc; j&amp;aacute; ouviu falar na met&amp;aacute;fora do &amp;ldquo;sapo fervido?&amp;rdquo; De acordo com ela, se voc&amp;ecirc; retirar um sapo de uma lagoa com uma panela, trazendo junto um pouco da &amp;aacute;gua na qual ele vive, e colocar em cima de um fogareiro, ele ser&amp;aacute; fervido sem perceber que a &amp;aacute;gua aqueceu a ponto de mat&amp;aacute;-lo.&amp;nbsp;

No in&amp;iacute;cio, parecia o mesmo habitat. Depois, a &amp;aacute;gua come&amp;ccedil;ou a ficar quentinha, provocando um clima de conforto e relaxamento. No final, o sapo, sem perceber morreu envolto naquilo que lhe parecia s&amp;oacute; coisa boa.

Voltemos &amp;agrave; mesma situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, s&amp;oacute; que agora, ao inv&amp;eacute;s de deix&amp;aacute;-lo desde o in&amp;iacute;cio da experi&amp;ecirc;ncia, s&amp;oacute; jogue o sapo dentro da panela quando a &amp;aacute;gua estiver bem quente. Desta vez, o sapo vai reagir e saltar&amp;aacute; para fora da panela.

O que a met&amp;aacute;fora do sapo fervido pode trazer de ensinamento para cada um de n&amp;oacute;s?

Muitas vezes, nas empresas, isso tamb&amp;eacute;m acontece. Executivos est&amp;atilde;o sendo fervidos junto com o clima da organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e n&amp;atilde;o est&amp;atilde;o se apercebendo disso.

Diretores de grandes organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es e principalmente propriet&amp;aacute;rios de micro, pequenas e m&amp;eacute;dias empresas est&amp;atilde;o cozinhando junto com suas empresas, tendo certeza de que est&amp;atilde;o fazendo a coisa certa. E n&amp;atilde;o est&amp;atilde;o, pois se tivessem n&amp;atilde;o seria cozido sumariamente. Est&amp;atilde;o tra&amp;ccedil;ando o seu norte na rosa dos ventos, s&amp;oacute; que podem estar equivocados, pois o norte das empresas mudou muitas vezes e, principalmente, nos &amp;uacute;ltimos dez anos. A China &amp;eacute; um bom exemplo. Quem falava em China h&amp;aacute; 15 anos? E quem neste per&amp;iacute;odo falava em crise financeira dos Estados Unidos?

Isso pode acontecer quando nos conformamos numa situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o m&amp;iacute;nima de conforto, ou melhor, numa situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o m&amp;iacute;nima de sobreviv&amp;ecirc;ncia, e a desculpa para n&amp;atilde;o crescerem &amp;eacute; sempre dos outros, &amp;eacute; do governo, &amp;eacute; do concorrente, &amp;eacute; da situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o vivida pelo pa&amp;iacute;s e assim por diante.

N&amp;atilde;o h&amp;aacute; uma regra ou dica para perceber que est&amp;aacute; sendo fervido vivo. Talvez uma boa forma para enxergar a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da empresa &amp;eacute; olh&amp;aacute;-la pelo melhor &amp;acirc;ngulo, ou seja, estando fora dela. Talvez outra forma seja saber como est&amp;aacute; o clima interno. &amp;Eacute; importante contratar uma pesquisa de clima organizacional para ter um diagn&amp;oacute;stico preciso de onde agir primeiro. Participar de semin&amp;aacute;rios, feiras, congressos, voltar para o banco da escola, renovar seu diploma com uma especializa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, s&amp;atilde;o todos meios de enxergar a empresa de modo diferente. Conhecer o sistema de gest&amp;atilde;o de outras empresas, fazendo um benchmarking, e por a&amp;iacute; vai.

Agora, para enxerg&amp;aacute;-la pelo lado de fora &amp;eacute; preciso realmente sair, distanciar-se da opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o e pens&amp;aacute;-la estrategicamente, definindo a estrada e n&amp;atilde;o cuidando apenas da qualidade de sua pavimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Pensar d&amp;aacute; trabalho, mas quebrar uma empresa e recome&amp;ccedil;ar outra ou sentir-se desnorteado &amp;eacute; muito, muito mais trabalhoso.

&amp;Eacute; assim como o mundo me parece hoje. E voc&amp;ecirc;, o que pensa sobre sapo fervido?
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Artigo veiculado na R&amp;aacute;dio Som Maior Premium no dia 22/08/2011 e publicado no Jornal A Tribuna no dia 23/08/2011. Leia artigos in&amp;eacute;ditos nesse espa&amp;ccedil;o a partir de mar&amp;ccedil;o de 2012.
</itunes:summary><itunes:keywords>Como o mundo me parece</itunes:keywords><itunes:author>Beto Colombo</itunes:author><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:block>no</itunes:block><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/93eQBz5O49Y/audio_161.mp3" type="audio/mpeg" /><feedburner:origLink>http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/cozidos-161</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/93eQBz5O49Y/audio_161.mp3" length="0" type="audio/mpeg" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.betocolombo.com.br/conteudo/audio/audio_161.mp3</feedburner:origEnclosureLink></item><item><title>A Felicidade como Busca</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~3/BodJ8H8yx4I/a-felicidade-como-busca-155</link><guid isPermaLink="false">http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/a-felicidade-como-busca-155</guid><description>Aristóteles dizia que a meta de toda atividade humana deveria ser a felicidade. </description><author>beto@anjo.com.br (Beto Colombo)</author><category>Como o mundo me parece</category><pubDate>Wed, 25 Jan 2012 06:50:00 -0200</pubDate><itunes:subtitle>Aristóteles dizia que a meta de toda atividade humana deveria ser a felicidade. </itunes:subtitle><itunes:summary>Arist&amp;oacute;teles dizia que a meta de toda atividade humana deveria ser a felicidade. Sua Santidade, o Dalai Lamma, tamb&amp;eacute;m diz algo assim, para ele, o que une as quase sete bilh&amp;otilde;es de pessoas que habitam o planeta &amp;eacute; que &amp;ldquo;todos buscam a felicidade&amp;rdquo;. Lembrando que isso &amp;eacute; assim para eles.

Existem verdades question&amp;aacute;veis sobre a felicidade. Por exemplo, a vincula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de que s&amp;oacute; seremos felizes se tivermos sucesso &amp;eacute; a primeira grande armadilha, pois &amp;eacute; s&amp;oacute; pensar que felicidade e sucesso n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o sin&amp;ocirc;nimos, basta observar o n&amp;uacute;mero de ricos e famosos infelizes. Algumas pessoas vinculam meta para se alcan&amp;ccedil;ar a felicidade, ou seja, s&amp;oacute; ser&amp;aacute; feliz quando casar, outros quando receberem aquela promo&amp;ccedil;&amp;atilde;o, outros quando se aposentarem e assim por diante.

Algumas pessoas s&amp;atilde;o felizes com coisas simples, apenas dando um passeio com seus filhos, praticando um esporte, tomando um sorvete com a namorada, batendo papo com amigos regado a um bom vinho. Para outras, a felicidade est&amp;aacute; relacionada com grandes feitos, com coisas grandiosas. Outras n&amp;atilde;o est&amp;atilde;o em busca de sua felicidade e sim da felicidade do outro. Para cada um &amp;eacute; de um jeito.

Ser&amp;aacute; que se identificarmos as &amp;eacute;pocas, os per&amp;iacute;odos que somos mais felizes e expandi-los ao m&amp;aacute;ximo, e identificar tamb&amp;eacute;m as &amp;eacute;pocas em que somos menos felizes e reduzi-las ao m&amp;aacute;ximo possivelmente nossa vida seria ainda melhor? Talvez a melhor maneira de nos tornarmos mais felizes &amp;eacute; deixar de ser infeliz. Que tal eliminar os &amp;ldquo;vales de infelicidade&amp;rdquo;, aquelas coisas que tendem a nos tornar ativamente infelizes?

Quem sabe chegar&amp;aacute; o tempo em que voc&amp;ecirc; ter&amp;aacute; momentos tristes, mas apenas momentos tristes em um ser feliz.

&amp;Eacute; assim como o mundo me parece hoje. E voc&amp;ecirc;, o que pensa sobre felicidade?
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Artigo veiculado na R&amp;aacute;dio Som Maior Premium no dia 12/08/2011 e publicado no Jornal A Tribuna no dia 13/08/2011. Leia artigos in&amp;eacute;ditos nesse espa&amp;ccedil;o a partir de mar&amp;ccedil;o de 2012.
</itunes:summary><itunes:keywords>Como o mundo me parece</itunes:keywords><itunes:author>Beto Colombo</itunes:author><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:block>no</itunes:block><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/jpgDrq0InDw/audio_155.mp3" type="audio/mpeg" /><feedburner:origLink>http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/a-felicidade-como-busca-155</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/jpgDrq0InDw/audio_155.mp3" length="0" type="audio/mpeg" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.betocolombo.com.br/conteudo/audio/audio_155.mp3</feedburner:origEnclosureLink></item><item><title>Casamentos e Separações</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~3/wZeT-gPBdYo/casamentos-e-separacoes-150</link><guid isPermaLink="false">http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/casamentos-e-separacoes-150</guid><description>Encontrei um velho conhecido e o percebi bem mais magro. Como dizem os adolescentes, todo malhadão, diferente, cabelo comprido.</description><author>beto@anjo.com.br (Beto Colombo)</author><category>Como o mundo me parece</category><pubDate>Tue, 24 Jan 2012 06:50:00 -0200</pubDate><itunes:subtitle>Encontrei um velho conhecido e o percebi bem mais magro. Como dizem os adolescentes, todo malhadão, diferente, cabelo comprido.</itunes:subtitle><itunes:summary>Encontrei um velho conhecido e o percebi bem mais magro. Como dizem os adolescentes, todo malhad&amp;atilde;o, diferente, cabelo comprido. Sem que eu tivesse chance de falar algo, ele foi logo me dizendo: &amp;ldquo;Tu n&amp;atilde;o soubeste? Separei-me, casei de novo e agora com uma mulher mais jovem&amp;rdquo;.&amp;nbsp;

Pensei: &amp;ldquo;Ah, vai ver que &amp;eacute; por isso&amp;rdquo;. Que coisa n&amp;atilde;o?

Alongando a prosa, enquanto caminh&amp;aacute;vamos, falei para ele que tamb&amp;eacute;m, de tempo em tempo, me separo. Nos &amp;uacute;ltimos anos, me separei quatro vezes, pelo menos que eu me lembro.&amp;nbsp;

&amp;ldquo;Voc&amp;ecirc; e a Albany&amp;nbsp;se separaram? N&amp;atilde;o acredito! Voc&amp;ecirc;s formavam um casal t&amp;atilde;o bonito!&amp;rdquo;, disse-me meu amigo. Foi quando aproveitei uma brecha na sua fala para explicar o que havia dito. &amp;ldquo;De vez em quando eu fa&amp;ccedil;o de conta que estou tendo um caso novo, come&amp;ccedil;o a frequentar novos lugares, mudo a decora&amp;ccedil;&amp;atilde;o, reformo a casa, saio para dan&amp;ccedil;ar em outras cidades, &amp;agrave;s vezes de carro novo, fa&amp;ccedil;o novos amigos, troco o guarda-roupa, deixo a barba ou ent&amp;atilde;o corto a barba, deixo o cabelo comprido.&amp;nbsp;

E o detalhe, ou talvez o segredo, &amp;eacute; que fa&amp;ccedil;o tudo isso com a mesma mulher e ela me acompanha nas mudan&amp;ccedil;as. Estar um ao lado do outro, sempre do mesmo jeito, com a mesma roupa, o mesmo humor e costume por 25 anos n&amp;atilde;o deve ser f&amp;aacute;cil. Pelo menos para mim n&amp;atilde;o &amp;eacute;.

O mesmo perfume, o mesmo batom, os mesmos amigos que &amp;agrave;s vezes querem ir aos mesmos restaurantes, repetem as mesmas hist&amp;oacute;rias... A mim, me parece que &amp;agrave;s vezes n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o nossas esposas que est&amp;atilde;o ficando sem gra&amp;ccedil;a e sim alguns amigos dela, os nossos amigos.&amp;nbsp;&amp;nbsp;

Ainda ao lado do amigo que caminhava comigo, comentei que geralmente quem se divorcia acaba se divorciando com a antiga vida, troca de casa, de bairro, de amigos; parece-me que &amp;eacute; um dos grandes prazeres da separa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, n&amp;atilde;o &amp;eacute; mesmo? Esse &amp;eacute; meu jeito de me separar e namorar com a mesma mulher.&amp;nbsp;

Nos &amp;uacute;ltimos anos, minha esposa e eu fizemos o caminho de Santiago de Compostela juntos, passamos o Natal em Roma, fomos para o Uruguai de carro, fomos ao Circo de Solei duas vezes, sa&amp;iacute;mos pelo menos uma vez por semana para jantar e &amp;agrave;s vezes alongamos a noite, como se estiv&amp;eacute;ssemos tendo um caso. Fiz especializa&amp;ccedil;&amp;atilde;o em filosofia cl&amp;iacute;nica, um ano depois ela tamb&amp;eacute;m fez, tudo isso para evoluir nosso bate-papo, nosso di&amp;aacute;logo.&amp;nbsp;

Fomos a S&amp;atilde;o Paulo atr&amp;aacute;s de obras de arte, de vinhos. Nesses lugares aproveitamos para descobrir o novo homem e a nova mulher que existe em cada um de n&amp;oacute;s. Caminhando e ouvindo atentamente, o amigo me disse que nem todos podem fazer o que n&amp;oacute;s fizemos, pois isso custa caro. &amp;Eacute; verdade, custa caro, por&amp;eacute;m, mais barato que uma separa&amp;ccedil;&amp;atilde;o litigiosa, n&amp;atilde;o &amp;eacute; mesmo?&amp;nbsp;

Quando &amp;agrave;s vezes nos desentendemos, algo natural nas rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es, aproveitamos a li&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a reconcilia&amp;ccedil;&amp;atilde;o naquela noite que, geralmente, vem acompanhada de uma pitada de pimenta.&amp;nbsp;

Passos depois, meu velho amigo e eu nos despedimos e cada um foi para o seu lado, seguiu a sua jornada. E at&amp;eacute; chegar em minha casa, refleti muito sobre minha rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o com minha esposa, feita de uni&amp;otilde;es e separa&amp;ccedil;&amp;otilde;es.

&amp;Eacute; assim como o mundo me parece hoje. E voc&amp;ecirc;, o que pensa sobre uni&amp;otilde;es e separa&amp;ccedil;&amp;otilde;es na mesma rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o?
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Artigo veiculado na R&amp;aacute;dio Som Maior Premium no dia 05/08/2011 e publicado no Jornal A Tribuna no dia 06/08/2011. Leia artigos in&amp;eacute;ditos nesse espa&amp;ccedil;o a partir de mar&amp;ccedil;o de 2012.
</itunes:summary><itunes:keywords>Como o mundo me parece</itunes:keywords><itunes:author>Beto Colombo</itunes:author><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:block>no</itunes:block><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/OBq2P20yx9w/audio_150.mp3" type="audio/mpeg" /><feedburner:origLink>http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/casamentos-e-separacoes-150</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/OBq2P20yx9w/audio_150.mp3" length="0" type="audio/mpeg" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.betocolombo.com.br/conteudo/audio/audio_150.mp3</feedburner:origEnclosureLink></item><item><title>Benefícios da Informação</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~3/725G8zxyAbI/beneficios-da-informacao-152</link><guid isPermaLink="false">http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/beneficios-da-informacao-152</guid><description>Quase tudo o que ouvimos, lemos, vemos e até o que sentimos, armazenamos e podemos chamar de dados e, se tratarmos esses dados</description><author>beto@anjo.com.br (Beto Colombo)</author><category>Como o mundo me parece</category><pubDate>Mon, 23 Jan 2012 06:50:00 -0200</pubDate><itunes:subtitle>Quase tudo o que ouvimos, lemos, vemos e até o que sentimos, armazenamos e podemos chamar de dados e, se tratarmos esses dados</itunes:subtitle><itunes:summary>Quase tudo o que ouvimos, lemos, vemos e at&amp;eacute; o que sentimos, armazenamos e podemos chamar de dados e, se tratarmos esses dados, eles se transformar&amp;atilde;o em informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Al&amp;eacute;m disso, se usarmos tais informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es para o crescimento pessoal ou da empresa, poderemos cham&amp;aacute;-las de conhecimento.&amp;nbsp;

Quer um exemplo? Recentemente um colega meu ligou para uma farm&amp;aacute;cia pedindo um rem&amp;eacute;dio &amp;agrave; base de penicilina. A atendente perguntou seu telefone e, pelo n&amp;uacute;mero, confirmou seu nome, endere&amp;ccedil;o, forma de pagamento e o alertou&amp;nbsp; sobre o fato de que ele era al&amp;eacute;rgico &amp;agrave; penicilina. &amp;ldquo;Muito bem&amp;rdquo;, respondeu, &amp;ldquo;por&amp;eacute;m, o rem&amp;eacute;dio n&amp;atilde;o &amp;eacute; pra mim e sim para meu filho&amp;rdquo;, e novamente ela o surpreendeu perguntando se ele j&amp;aacute; havia feito os exames para ver se n&amp;atilde;o era al&amp;eacute;rgico como o pai, afinal de contas, a gen&amp;eacute;tica influencia nesta &amp;aacute;rea. Em seguida, fizeram os testes e resolveram o problema.

Quer outro exemplo? Fui ao supermercado e reparei que os produtos que costumo comprar n&amp;atilde;o estavam no mesmo lugar e v&amp;aacute;rios outros estavam tamb&amp;eacute;m em prateleiras diferentes. Estranhei e fui a fundo para saber o porqu&amp;ecirc; da mudan&amp;ccedil;a. Fui informado ent&amp;atilde;o pelo respons&amp;aacute;vel do departamento de marketing da rede, que eles aplicaram uma pesquisa para conhecer os h&amp;aacute;bitos de compras dos principais clientes e descobriram a sequ&amp;ecirc;ncia de compras mais comum das donas de casa. Ent&amp;atilde;o, facilitaram a vida delas organizando os produtos segundo uma sequ&amp;ecirc;ncia l&amp;oacute;gica das compras. Como fizeram? Lembra-se do Cart&amp;atilde;o Fidelidade que d&amp;aacute; b&amp;ocirc;nus, pr&amp;ecirc;mios? Na realidade, eles est&amp;atilde;o mesmo &amp;eacute; querendo dados para transform&amp;aacute;-los em informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, em conhecimento. E, como sabemos, conhecimento, informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, transformam-se em poder.

Poderia citar in&amp;uacute;meros exemplos, mas prefiro perguntar: como voc&amp;ecirc; trata as informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es armazenadas no banco de dados em sua vida? E na empresa? Voc&amp;ecirc; conhece os h&amp;aacute;bitos dos seus clientes? Como eles costumam comprar? Pre&amp;ccedil;os? Prazos? Produtos? Como eles gostam de ser tratados? A que horas eles preferem receber visitas? Quantas vezes por m&amp;ecirc;s eles gostariam de receber as mercadorias? Data de nascimento?&amp;nbsp;Anivers&amp;aacute;rio da esposa? Anivers&amp;aacute;rio da empresa? E por a&amp;iacute; vai.

Voc&amp;ecirc; n&amp;atilde;o faz nada disso? Voc&amp;ecirc; se incomoda de n&amp;atilde;o se lembrar desses dados? Se voc&amp;ecirc; for l&amp;iacute;der de uma empresa, provavelmente esteja na hora de mudar de h&amp;aacute;bitos. Ou ent&amp;atilde;o, continuar sentado &amp;agrave; beira do caminho, observando a banda do capitalismo passar.

&amp;Eacute; assim como o mundo me parece hoje. E voc&amp;ecirc;, o que pensa sobre informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es?
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Artigo veiculado na R&amp;aacute;dio Som Maior Premium no dia 09/08/2011 e publicado no Jornal A Tribuna no dia 10/08/2011. Artigos in&amp;eacute;ditos nesse espa&amp;ccedil;o, a partir de mar&amp;ccedil;o de 2012.
</itunes:summary><itunes:keywords>Como o mundo me parece</itunes:keywords><itunes:author>Beto Colombo</itunes:author><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:block>no</itunes:block><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/O0eS7WVKGHI/audio_152.mp3" type="audio/mpeg" /><feedburner:origLink>http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/beneficios-da-informacao-152</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/O0eS7WVKGHI/audio_152.mp3" length="0" type="audio/mpeg" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.betocolombo.com.br/conteudo/audio/audio_152.mp3</feedburner:origEnclosureLink></item><item><title>Preparo Inadequado produz resultado inadequado</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~3/mFccbQsP_Dw/preparo-inadequado-produz-resultado-inadequado-143</link><guid isPermaLink="false">http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/preparo-inadequado-produz-resultado-inadequado-143</guid><description>No novo dia de caminhada a Santiago de Compostela meus pés estavam muito doloridos e meu corpo bastante cansado.</description><author>beto@anjo.com.br (Beto Colombo)</author><category>Como o mundo me parece</category><pubDate>Fri, 20 Jan 2012 06:50:00 -0200</pubDate><itunes:subtitle>No novo dia de caminhada a Santiago de Compostela meus pés estavam muito doloridos e meu corpo bastante cansado.</itunes:subtitle><itunes:summary>No novo dia de caminhada a Santiago de Compostela meus p&amp;eacute;s estavam muito doloridos e meu corpo bastante cansado. Ao escutar que no dia seguinte choveria, preparo meu esp&amp;iacute;rito para o dia dif&amp;iacute;cil que enfrentarei.

Em minha medita&amp;ccedil;&amp;atilde;o, relembro o nosso condicionamento para fazer essa caminhada. E lembrando desse preparo, me conformo com a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma poss&amp;iacute;vel chuva. Eu sei que a dificuldade n&amp;atilde;o pode me tirar do caminho, j&amp;aacute; que estou de corpo e esp&amp;iacute;rito preparados.

Penso que dias dif&amp;iacute;ceis vir&amp;atilde;o, tanto nos neg&amp;oacute;cios quanto na vida. Na vida h&amp;aacute; este preparo, nas rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es h&amp;aacute; esta previs&amp;atilde;o, nas empresas o l&amp;iacute;der s&amp;aacute;bio prepara-se para tais dias. Contudo, sabemos que preparo inadequado produz resultados inadequados.

Botas imperme&amp;aacute;veis, capa de chuva que cobre at&amp;eacute; a mochila, chap&amp;eacute;u. Enfim, tudo o que preciso para caminhar na chuva e mais quatro meses de prepara&amp;ccedil;&amp;atilde;o. A partir da&amp;iacute;, sinto-me tranquilo para enfrentar um dia dif&amp;iacute;cil.

E aqui em nosso cotidiano, como estamos nos preparando para nossa jornada? Fizemos aquele alongamento para acordar o corpo antes de ir para o trabalho? Medita&amp;ccedil;&amp;atilde;o quem sabe? Ora&amp;ccedil;&amp;atilde;o de agradecimento por mais um dia? Qual nosso preparo para atender aquele cliente que nos espera? Que curso de prepara&amp;ccedil;&amp;atilde;o estou fazendo para me aprimorar?

Ter foco na carreira, no lan&amp;ccedil;amento de um produto, numa apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o ou ent&amp;atilde;o numa caminhada. Para qualquer objetivo, nada substitui o preparo que, muitas vezes, n&amp;atilde;o garante nada, imagine sem ele.&amp;nbsp;

&amp;Eacute; assim como o mundo me parece hoje. E voc&amp;ecirc;, o que pensa sobre o preparo?
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Artigo veiculado na R&amp;aacute;dio Som Maior Premium no dia 27/07/2011 e publicado no Jornal A Tribuna no dia 28/07/2011. Leia artigos in&amp;eacute;ditos nesse espa&amp;ccedil;o a partir de mar&amp;ccedil;o de 2012.
</itunes:summary><itunes:keywords>Como o mundo me parece</itunes:keywords><itunes:author>Beto Colombo</itunes:author><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:block>no</itunes:block><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/b3wKj9IEUDY/audio_143.mp3" type="audio/mpeg" /><feedburner:origLink>http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/preparo-inadequado-produz-resultado-inadequado-143</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/b3wKj9IEUDY/audio_143.mp3" length="0" type="audio/mpeg" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.betocolombo.com.br/conteudo/audio/audio_143.mp3</feedburner:origEnclosureLink></item><item><title>Silêncio</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~3/hXZAGogCceI/silencio-165</link><guid isPermaLink="false">http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/silencio-165</guid><description>Sábado eu e minha companheira fomos num Shopping Center em Florianópolis onde as garagens ficam no último andar e, ao entrarmos, foi como entrar numa colmeia de abelhas, tamanho o ruído. </description><author>beto@anjo.com.br (Beto Colombo)</author><category>Como o mundo me parece</category><pubDate>Thu, 19 Jan 2012 06:50:00 -0200</pubDate><itunes:subtitle>Sábado eu e minha companheira fomos num Shopping Center em Florianópolis onde as garagens ficam no último andar e, ao entrarmos, foi como entrar numa colmeia de abelhas, tamanho o ruído. </itunes:subtitle><itunes:summary>S&amp;aacute;bado eu e minha companheira fomos num Shopping Center em Florian&amp;oacute;polis onde as garagens ficam no &amp;uacute;ltimo andar e, ao entrarmos, foi como entrar numa colmeia de abelhas, tamanho o ru&amp;iacute;do. Mas minha maior surpresa foi quando fui pela primeira vez no Corcovado (RJ), o ru&amp;iacute;do &amp;eacute; coisa impressionante, eu n&amp;atilde;o conseguia entender de onde vinha tanto ru&amp;iacute;do, &amp;eacute; inacredit&amp;aacute;vel.&amp;nbsp;

Como gosto de ouvir o sil&amp;ecirc;ncio... &amp;Agrave;s vezes vou para a Ch&amp;aacute;cara da Lagoa somente para ouvir o sil&amp;ecirc;ncio. Ultimamente n&amp;atilde;o tenho conseguido, at&amp;eacute; l&amp;aacute; o barulho dos sons dos tocadores de CD&amp;acute;s dos autom&amp;oacute;veis t&amp;ecirc;m quebrado aquele para&amp;iacute;so silencioso. Ser&amp;aacute; que temos medo do sil&amp;ecirc;ncio?

Ano passado emprestei o chal&amp;eacute; para um colega que precisava se concentrar no seu trabalho de mestrado e pediu para se hospedar por tr&amp;ecirc;s dias. Foi sem seu autom&amp;oacute;vel, pois pretendia se isolar do mundo e temia que se fosse com seu autom&amp;oacute;vel ele retornaria. N&amp;atilde;o adiantou, na madrugada do dia seguinte ele me ligou desesperado pedindo para busc&amp;aacute;-lo: &amp;ldquo;Por favor, venha me buscar, pois eu n&amp;atilde;o me suporto mais&amp;rdquo;, dizia-me ele ao telefone.&amp;nbsp;

Parece-me que o sil&amp;ecirc;ncio se tornou um v&amp;aacute;cuo que o homem abomina. Diz-se que antes de existir o ru&amp;iacute;do havia sons, som &amp;eacute; diferente de ru&amp;iacute;do. No sil&amp;ecirc;ncio ouvimos o som do mundo. Ser&amp;aacute; que o sil&amp;ecirc;ncio &amp;eacute; apenas a aus&amp;ecirc;ncia de ru&amp;iacute;dos? Voc&amp;ecirc; j&amp;aacute; percebeu que o homem moderno come&amp;ccedil;a seu dia com o &amp;ldquo;som&amp;rdquo; do r&amp;aacute;dio despertador, usa CD&amp;rsquo;s e r&amp;aacute;dio nos autom&amp;oacute;veis, ouve &amp;ldquo;m&amp;uacute;sica de ambiente&amp;rdquo; no escrit&amp;oacute;rio e termina o dia com o ru&amp;iacute;do da TV em casa? E ainda &amp;eacute; capaz de dormir ouvindo buzinas de autom&amp;oacute;veis da avenida pr&amp;oacute;xima e o ladrar dos c&amp;atilde;es nas noites, que para alguns s&amp;atilde;o intermin&amp;aacute;veis. No Caminho de Santiago de Compostela, um peregrino me disse que estava com dificuldades de dormir, pois s&amp;oacute; conseguia dormir com o ru&amp;iacute;do do ar condicionado.

Os ru&amp;iacute;dos da matraca do vendedor de cartucho, a buzina do leitero, a gaitinha de boca do afiador de facas apenas rompia o sil&amp;ecirc;ncio de antigamente. Hoje, o que mais desejo &amp;eacute; que o sil&amp;ecirc;ncio interrompa o intermin&amp;aacute;vel barulho do mundo moderno.

Os s&amp;aacute;bios de antigamente costumavam fazer-se a seguinte pergunta: &amp;ldquo;Se uma &amp;aacute;rvore cai na floresta, far&amp;aacute; algum ru&amp;iacute;do se n&amp;atilde;o houver ningu&amp;eacute;m para ouvi-la?&amp;rdquo; Ser&amp;aacute; que o homem moderno faz tanto barulho apenas para ter certeza que ele est&amp;aacute; ali? Ser&amp;aacute; que os Sul-Africanos e suas vuvuzelas na copa do mundo apenas queriam dizer: &amp;ldquo;Ei mundo, n&amp;oacute;s existimos?&amp;rdquo;.&amp;nbsp;

Perguntei para um colega de trabalho hospedado no chal&amp;eacute; da lagoa. &amp;ldquo;Por que voc&amp;ecirc; liga o r&amp;aacute;dio t&amp;atilde;o alto?&amp;rdquo; E a resposta foi: &amp;ldquo;&amp;Eacute; que quando fico sozinho eu gosto de som alto, acalma minha solid&amp;atilde;o&amp;rdquo;. Talvez para algumas pessoas o ru&amp;iacute;do &amp;eacute; como uma droga ac&amp;uacute;stica usada como calmante. Ser&amp;aacute; que &amp;eacute; isso?&amp;nbsp;

Para mim, quando preciso me acalmar, lembro-me de uma passagem no livro dos salmos de Davi escrito quando pastorava ovelhas nos Ermos lugares da Mesopot&amp;acirc;nia: &amp;ldquo;Aquietai-vos e sabeis que eu sou Deus&amp;rdquo;. E para aquietar meu cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o acalento &amp;eacute; fugir do ru&amp;iacute;do do mundo moderno. Ali, ao ouvir o sil&amp;ecirc;ncio, aquieto meu cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o e me apaziguo.&amp;nbsp;

&amp;Eacute; assim como o mundo me parece hoje. E voc&amp;ecirc;, se acalma como?
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Artigo veiculado na R&amp;aacute;dio Som Maior Premium no dia 26/08/2011 e publicado no Jornal A Tribuna no dia 27/08/2011. Leia artigos in&amp;eacute;ditos nesse espa&amp;ccedil;o a partir de mar&amp;ccedil;o de 2011.
</itunes:summary><itunes:keywords>Como o mundo me parece</itunes:keywords><itunes:author>Beto Colombo</itunes:author><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:block>no</itunes:block><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/xebIRdsu43I/audio_165.mp3" type="audio/mpeg" /><feedburner:origLink>http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/silencio-165</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/xebIRdsu43I/audio_165.mp3" length="0" type="audio/mpeg" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.betocolombo.com.br/conteudo/audio/audio_165.mp3</feedburner:origEnclosureLink></item><item><title>Como Repreender</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~3/US_mHGFWbmo/como-repreender-159</link><guid isPermaLink="false">http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/como-repreender-159</guid><description>Como é difícil repreender. Repreender é uma palavra que não está em moda.</description><author>beto@anjo.com.br (Beto Colombo)</author><category>Como o mundo me parece</category><pubDate>Wed, 18 Jan 2012 06:50:00 -0200</pubDate><itunes:subtitle>Como é difícil repreender. Repreender é uma palavra que não está em moda.</itunes:subtitle><itunes:summary>Como &amp;eacute; dif&amp;iacute;cil repreender. Repreender &amp;eacute; uma palavra que n&amp;atilde;o est&amp;aacute; em moda. N&amp;atilde;o a ouvimos nem a usamos muito em nossa &amp;eacute;poca. H&amp;aacute; ocasi&amp;otilde;es, no entanto, em que uma boa repreens&amp;atilde;o ou alerta em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; disciplina adotada, como nos tempos antigos, &amp;eacute; a medida mais acertada.&amp;nbsp;

As repreens&amp;otilde;es de Jesus aos intoler&amp;aacute;veis, arrogantes e orgulhosos fariseus s&amp;atilde;o bons exemplos do valor desses atos, mas &amp;eacute; bom lembrar que, surpreendentemente, ele tamb&amp;eacute;m repreendeu os seus mais chegados disc&amp;iacute;pulos, quando eles demonstraram orgulho e arrog&amp;acirc;ncia. No entanto, suas repreens&amp;otilde;es, por mais duras que tenham sido, jamais geraram deslealdade. Nenhum dos repreendidos o abandonou. Nem mesmo Pedro, a quem Jesus disse: &amp;ldquo;Arreda-te de mim, Satan&amp;aacute;s&amp;rdquo;, o deixou; muito ao contr&amp;aacute;rio, Pedro se tornou o mais importante membro de sua &amp;ldquo;organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo;, tornando-se o seu sucessor.

Que bom seria o mundo se consegu&amp;iacute;ssemos construir um relacionamento, seja na fam&amp;iacute;lia, na empresa, com amigos, t&amp;atilde;o sincero e leal que sobreviver&amp;aacute;, apesar das cr&amp;iacute;ticas necess&amp;aacute;rias. Que bom seria se algumas pessoas entendessem que para alguns a disciplina &amp;eacute; produtiva, mesmo que, muitas vezes, seja dif&amp;iacute;cil segui-la. &amp;Agrave;s vezes, no momento em que determinado problema acontece, a cr&amp;iacute;tica gera desconforto, principalmente para quem foi repreendido. Por&amp;eacute;m, se realmente procede e feita de maneira correta, logo em seguida ela germinar&amp;aacute;, gerando bons frutos. Mas &amp;eacute; importante saber o momento exato e geralmente a s&amp;oacute;s.

Quando fa&amp;ccedil;o isso, a pessoa repreendida precisa saber que h&amp;aacute; uma reserva de boa vontade e respeito maior do que a pr&amp;oacute;pria repreens&amp;atilde;o. Deve ser por isso que acabamos sempre fazendo mais cr&amp;iacute;ticas &amp;agrave;queles com quem mais nos preocupamos ou que mais respeitamos. Lembrando que para algumas pessoas a repreens&amp;atilde;o pode fazer efeito contr&amp;aacute;rio.

Depois de ter entendido isso e compreender as cr&amp;iacute;ticas comecei a construir relacionamentos mais sinceros e leais e que est&amp;atilde;o mais fortes apesar das cr&amp;iacute;ticas necess&amp;aacute;rias.

&amp;Eacute; assim como o mundo me parece hoje. E voc&amp;ecirc;, o que pensa sobre repreens&amp;atilde;o?
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Artigo veiculado na R&amp;aacute;dio Som Maior Premium no dia 18/08/2011 e publicado no Jornal A Tribuna no dia 19/08/2011. Leia artigos&amp;nbsp; in&amp;eacute;ditos nesse espa&amp;ccedil;o a partir de mar&amp;ccedil;o de 2012.
</itunes:summary><itunes:keywords>Como o mundo me parece</itunes:keywords><itunes:author>Beto Colombo</itunes:author><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:block>no</itunes:block><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/9mz8Hc8gFOU/audio_159.mp3" type="audio/mpeg" /><feedburner:origLink>http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/como-repreender-159</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/9mz8Hc8gFOU/audio_159.mp3" length="0" type="audio/mpeg" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.betocolombo.com.br/conteudo/audio/audio_159.mp3</feedburner:origEnclosureLink></item><item><title>Tristeza não é Doença</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~3/4Q_SDVmdLHs/tristeza-nao-e-doenca-138</link><guid isPermaLink="false">http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/tristeza-nao-e-doenca-138</guid><description>Depois da palestra que fiz no Centro-Oeste recebi a visita de uma empresária dizendo estar insatisfeita com seu negócio e perguntando se eu tinha alguma dica para dar a ela, pois pretendia mudar de ramo, fazer outra coisa. </description><author>beto@anjo.com.br (Beto Colombo)</author><category>Como o mundo me parece</category><pubDate>Tue, 17 Jan 2012 06:50:00 -0200</pubDate><itunes:subtitle>Depois da palestra que fiz no Centro-Oeste recebi a visita de uma empresária dizendo estar insatisfeita com seu negócio e perguntando se eu tinha alguma dica para dar a ela, pois pretendia mudar de ramo, fazer outra coisa. </itunes:subtitle><itunes:summary>Depois da palestra que fiz no Centro-Oeste recebi a visita de uma empres&amp;aacute;ria dizendo estar insatisfeita com seu neg&amp;oacute;cio e perguntando se eu tinha alguma dica para dar a ela, pois pretendia mudar de ramo, fazer outra coisa.&amp;nbsp;

De pronto perguntei:

- O que est&amp;aacute; acontecendo? Existe alguma raz&amp;atilde;o especial que te motiva a fazer outra coisa?

Descobri, no decorrer da conversa, que n&amp;atilde;o se tratava de problemas financeiros, muito pelo contr&amp;aacute;rio, sua empresa &amp;eacute; bem rent&amp;aacute;vel. Disse-me ela: &amp;ldquo;O problema &amp;eacute; que me enchi com o ramo de com&amp;eacute;rcio&amp;rdquo;. Ela falou ainda que n&amp;atilde;o sabia direito, mas estava passando por um momento de insatisfa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, de melancolia, de tristeza.

Sei que muitos de n&amp;oacute;s j&amp;aacute; passamos por momentos como esse, momentos de insatisfa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, momentos de altos e baixos. Algumas vezes nos entusiasmamos, outras nos decepcionamos, nos entristecemos. Quando isso acontece comigo, sei que n&amp;atilde;o tem nada de errado em ficar triste. E sei tamb&amp;eacute;m que eu n&amp;atilde;o posso achar que na vida tudo &amp;eacute; alegria, que tudo pode ser perfeito, pois estarei me enganando.&amp;nbsp;

Parece-me que ficar triste virou doen&amp;ccedil;a e alguns &amp;ldquo;m&amp;eacute;dicos&amp;rdquo; est&amp;atilde;o exagerando e receitando antidepressivos sem mesmo antes ter um diagn&amp;oacute;stico definitivo. Alguns est&amp;atilde;o achando que ficar triste e insatisfeito com a fam&amp;iacute;lia, com o neg&amp;oacute;cio, com a religi&amp;atilde;o, com o emprego j&amp;aacute; &amp;eacute; motivo para remediar. Talvez seja apenas um mau momento e, quem sabe, pode ser resolvido com uma semanada de f&amp;eacute;rias ou at&amp;eacute; mesmo com uma boa noite de sono.

Talvez a m&amp;uacute;sica N&amp;atilde;o fuja da dor, do Grupo Skank resuma minha ideia: &amp;ldquo;Querer sentir a dor, n&amp;atilde;o &amp;eacute; uma loucura, fugir da dor &amp;eacute; fugir da pr&amp;oacute;pria cura&amp;rdquo;

&amp;Eacute; assim como o mundo me parece hoje. E voc&amp;ecirc;, o que pensa sobre a dor?
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Artigo veiculado na R&amp;aacute;dio Som Maior Premium no dia 21/07/2011 e publicado no Jornal A Tribuna no dia 22/07/2011. Leia novos artigos nesse espa&amp;ccedil;o a partir de mar&amp;ccedil;o de 2012.
</itunes:summary><itunes:keywords>Como o mundo me parece</itunes:keywords><itunes:author>Beto Colombo</itunes:author><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:block>no</itunes:block><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/c7_4ej8huVo/audio_138.mp3" type="audio/mpeg" /><feedburner:origLink>http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/tristeza-nao-e-doenca-138</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/c7_4ej8huVo/audio_138.mp3" length="0" type="audio/mpeg" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.betocolombo.com.br/conteudo/audio/audio_138.mp3</feedburner:origEnclosureLink></item><item><title>Somos outros a cada doze anos</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~3/Ac4t3i58udE/somos-outros-a-cada-doze-anos-145</link><guid isPermaLink="false">http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/somos-outros-a-cada-doze-anos-145</guid><description>Como é sábia a natureza. Na verdade, é perfeita, é natural! </description><author>beto@anjo.com.br (Beto Colombo)</author><category>Como o mundo me parece</category><pubDate>Mon, 16 Jan 2012 06:50:00 -0200</pubDate><itunes:subtitle>Como é sábia a natureza. Na verdade, é perfeita, é natural! </itunes:subtitle><itunes:summary>Como &amp;eacute; s&amp;aacute;bia a natureza. Na verdade, &amp;eacute; perfeita, &amp;eacute; natural! E como, no geral, somos irracionais em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o a mudan&amp;ccedil;as? Poder&amp;iacute;amos aprender tamb&amp;eacute;m isso com ela.

Mesmo tendo consci&amp;ecirc;ncia que a mudan&amp;ccedil;a &amp;eacute; necess&amp;aacute;ria, a maioria das pessoas resiste e luta para manter seu status quo, sua rotina, e quando n&amp;atilde;o consegue, fica irritada, aborrecida e muitas vezes adoece.

Algumas pessoas sabem que a novidade reduz o t&amp;eacute;dio, mas no &amp;iacute;ntimo preferem o passado. Est&amp;atilde;o acostumadas, custam a deixar a zona de conforto e vivem num eterno t&amp;eacute;dio.

Mudar, te&amp;oacute;rica ou superficialmente, muitos falam. Mas a mudan&amp;ccedil;a que transforma h&amp;aacute;bitos e rotinas &amp;eacute; profundamente perturbadora. Afinal de contas, uma coisa &amp;eacute; mudar, outra &amp;eacute; transformar; aquela provavelmente fica somente na mente, e esta passa por toda a estrutura do ser, inclusive pelo cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o e transforma-se em a&amp;ccedil;&amp;atilde;o.

O ser humano transforma-se da ponta da unha a ponta do cabelo a cada 12 anos. &amp;Agrave;s vezes sabemos ser necess&amp;aacute;ria a mudan&amp;ccedil;a, por&amp;eacute;m relutamos tanto em nos transformarmos em quem realmente precisamos ser e preferimos seguir num script, numa expectativa talvez que outros t&amp;ecirc;m da gente?

Diz a sabedoria popular que o gato, criatura de h&amp;aacute;bitos, adora o conforto do que lhe &amp;eacute; familiar. Altere as suas rotinas, perturbe o seu espa&amp;ccedil;o e ele ficar&amp;aacute; intrat&amp;aacute;vel e psic&amp;oacute;tico. Acalme-o respeitando seu ritual. Se a mudan&amp;ccedil;a for necess&amp;aacute;ria, engane-o mantendo vivo o cheiro do passado, coloque o objeto com que ele esteja familiarizado em locais estrat&amp;eacute;gicos.

Tenho aprendido que transformar-se d&amp;aacute; um trabalho danado e resistimos a isso porque somos pregui&amp;ccedil;osos. Falta-nos vontade, s&amp;oacute; intelig&amp;ecirc;ncia n&amp;atilde;o basta. Agora, se voc&amp;ecirc; concluiu que precisa mudar, mas n&amp;atilde;o est&amp;aacute; conseguindo, lembre-se que ningu&amp;eacute;m chega a um resultado diferente fazendo as coisas do mesmo jeito.

&amp;Eacute; assim como o mundo me parece hoje. E voc&amp;ecirc;, o que pensa sobre transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o?
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Artigo veiculado na R&amp;aacute;dio Som Maior Premium no dia 29/07/2011 e publicado no Jornal A Tribuna no dia 30/07/2011. Novos artigos nesse espa&amp;ccedil;o a partir de mar&amp;ccedil;o de 2012.
</itunes:summary><itunes:keywords>Como o mundo me parece</itunes:keywords><itunes:author>Beto Colombo</itunes:author><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:block>no</itunes:block><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/H2VmbFkMZc8/audio_145.mp3" type="audio/mpeg" /><feedburner:origLink>http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/somos-outros-a-cada-doze-anos-145</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/H2VmbFkMZc8/audio_145.mp3" length="0" type="audio/mpeg" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.betocolombo.com.br/conteudo/audio/audio_145.mp3</feedburner:origEnclosureLink></item><item><title>Qualidade de Vida</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~3/J8RnK3oVyb8/qualidade-de-vida-144</link><guid isPermaLink="false">http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/qualidade-de-vida-144</guid><description>Recentemente tive uma experiência interessante que quero compartilhar com vocês.</description><author>beto@anjo.com.br (Beto Colombo)</author><category>Como o mundo me parece</category><pubDate>Fri, 13 Jan 2012 06:50:00 -0200</pubDate><itunes:subtitle>Recentemente tive uma experiência interessante que quero compartilhar com vocês.</itunes:subtitle><itunes:summary>Recentemente tive uma experi&amp;ecirc;ncia interessante que quero compartilhar com voc&amp;ecirc;s. Na verdade, eu n&amp;atilde;o fui o protagonista, fui sim um observador de uma transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o t&amp;atilde;o importante na vida de uma pessoa que acredito, tal exemplo n&amp;atilde;o poderia ficar somente na fam&amp;iacute;lia ou na reserva dos amigos.&amp;nbsp;

Eu conheci aquela pessoa &amp;ndash; sujeito deste coment&amp;aacute;rio - a beira-mar, num ver&amp;atilde;o h&amp;aacute; cerca de 10 anos. Lembro-me bem: estava bem acima do peso, seu exerc&amp;iacute;cio era caminhar da sua casa at&amp;eacute; o guarda-sol, nunca antes das 11 horas da manh&amp;atilde;. Bebia muita cerveja e dizia que chegava em casa e ia direto para a cama.

Aos poucos fomos nos aproximando por morarmos pr&amp;oacute;ximos, mas a amizade n&amp;atilde;o engrenava, pois eu acordava mais cedo, caminhava na praia, procurava n&amp;atilde;o exceder na bebida e nas besteiras tentadoras do ver&amp;atilde;o. Embora sempre convidava, ele nunca podia e vinha com as desculpas de sempre.

Recordo-me que uma das queixas dele era de que nunca havia tirado f&amp;eacute;rias, que se dedicava das sete da manh&amp;atilde; &amp;agrave;s 10 da noite para sua empresa, que mal se alimentava, que, que , que... Seu olho era baixo, pele branca, meio que amarelada. &amp;Agrave;s vezes parecia mais um fantasma ambulante que um ser humano.&amp;nbsp;

Sua conversa era pra baixo, seu &amp;acirc;nimo encostava no ch&amp;atilde;o. Era percept&amp;iacute;vel que aquele ente estava ficando doente. N&amp;atilde;o deu outra. H&amp;aacute; poucos dias o encontro novamente transformado. &amp;ldquo;Tive um princ&amp;iacute;pio de enfarto e tive que fazer uma op&amp;ccedil;&amp;atilde;o, decidi optar pela vida&amp;rdquo;, disse-me ele diante da minha surpresa ao que olhava. Vi um ser humano corado, esguio, coluna ereta e com vida em seus olhos.

&amp;ldquo;Precisei levar um grande susto para entender que aquele padr&amp;atilde;o de vida estava me levando &amp;agrave; morte&amp;rdquo;, comentou ele. De acordo com ele, os sinais, que foram muitos e durante muito tempo, j&amp;aacute; n&amp;atilde;o mais chamavam a sua aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &amp;ldquo;Parece que eu desafiava a vida e &amp;agrave;s vezes at&amp;eacute; buscava a morte&amp;rdquo;, confidenciou ele. Veio a doen&amp;ccedil;a e, com ela, a op&amp;ccedil;&amp;atilde;o concreta a sua frente, ou decide pela qualidade de vida ou decide pela morte.

No final, depois de um forte e caloroso abra&amp;ccedil;o e de expor minha alegria de v&amp;ecirc;-lo de volta a vida, cutuquei-o para caminharmos no dia seguinte. &amp;ldquo;Pode ser &amp;agrave;s cinco da manh&amp;atilde;?&amp;rdquo;, perguntou animadamente ele. &amp;ldquo;Agora quem est&amp;aacute; achando muito cedo sou eu&amp;ldquo;. E demos uma gostosa risada.

&amp;Eacute; assim como o mundo me parece hoje. E voc&amp;ecirc;, o que pensa sobre qualidade de vida?
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</itunes:summary><itunes:keywords>Como o mundo me parece</itunes:keywords><itunes:author>Beto Colombo</itunes:author><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:block>no</itunes:block><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/SD0jLglOs-4/audio_144.mp3" type="audio/mpeg" /><feedburner:origLink>http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/qualidade-de-vida-144</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/SD0jLglOs-4/audio_144.mp3" length="0" type="audio/mpeg" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.betocolombo.com.br/conteudo/audio/audio_144.mp3</feedburner:origEnclosureLink></item><item><title>Inteligência Coletiva</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~3/6glIiWEh3aE/inteligencia-coletiva-126</link><guid isPermaLink="false">http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/inteligencia-coletiva-126</guid><description>“Penso, logo existo”, já disse o filósofo Descartes. Uma das diferenças do homem com os outros animais é o fato dele pensar.</description><author>beto@anjo.com.br (Beto Colombo)</author><category>Como o mundo me parece</category><pubDate>Thu, 12 Jan 2012 06:50:00 -0200</pubDate><itunes:subtitle>“Penso, logo existo”, já disse o filósofo Descartes. Uma das diferenças do homem com os outros animais é o fato dele pensar.</itunes:subtitle><itunes:summary>&amp;ldquo;Penso, logo existo&amp;rdquo;, j&amp;aacute; disse o fil&amp;oacute;sofo Descartes.&amp;nbsp;

Uma das diferen&amp;ccedil;as do homem com os outros animais &amp;eacute; o fato dele pensar. No entanto, fico impressionado ao ver como algumas pessoas preferem n&amp;atilde;o pensar e n&amp;atilde;o desenvolvem uma das compet&amp;ecirc;ncias mais importantes para o mundo moderno: aprender a pensar.&amp;nbsp;

&amp;Eacute; claro que para algumas pessoas o exerc&amp;iacute;cio do pensar d&amp;aacute; trabalho, d&amp;oacute;i medularmente. Quem se disp&amp;otilde;e a &amp;ldquo;queimar neur&amp;ocirc;nios&amp;rdquo;, quando podemos receber quase tudo &amp;ldquo;de m&amp;atilde;o beijada&amp;rdquo;? No entanto eu vejo que sem o exerc&amp;iacute;cio da reflex&amp;atilde;o, corremos o risco de ter vidas vazias, como folhas mortas levadas pelo vento de um lado ao outro. Precisamos aprender a pensar. Talvez s&amp;oacute; assim tomaremos as decis&amp;otilde;es mais acertadas.

Em 1995 participei, em nossa empresa, de um semin&amp;aacute;rio designado &amp;ldquo;Como Empresas Competitivas Aprendem a Aprender&amp;rdquo;. Durante tr&amp;ecirc;s dias seguimos um m&amp;eacute;todo pr&amp;oacute;prio que levava as pessoas a pensar, refletir, aprender a fazer projetos de uma forma muito simples e acess&amp;iacute;vel a todos. Penso que esse foi um dos grandes passos que demos para o sucesso de nossa empresa, naquele semin&amp;aacute;rio aprendemos a aprender e aprendemos a planejar juntos.&amp;nbsp;

Estamos conscientes hoje que a fonte e o caminho mais seguros para obtermos vantagens competitivas &amp;eacute; o conhecimento. O conhecimento para n&amp;oacute;s &amp;eacute; como aquela lanterna que ilumina um pouco adiante nosso caminho, mas que o deixa obscuro l&amp;aacute; na frente. Isso, tamb&amp;eacute;m requer uma integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre saber e fazer.&amp;nbsp;

Esse projeto nos convoca a um novo humanismo, que amplia o &amp;ldquo;conhece-te a ti mesmo&amp;rdquo; para um &amp;ldquo;aprendamos a nos conhecer para pensarmos juntos&amp;rdquo; transformando o &amp;ldquo;penso, logo existo&amp;rdquo; em &amp;ldquo;formamos uma intelig&amp;ecirc;ncia coletiva, logo existimos&amp;rdquo;.

Hoje, talvez um dos passos para o sucesso seja fazer convergirem os pensamentos das pessoas para uma mesma sintonia, pois numa empresa ou em qualquer outro tipo de organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, dependemos do capital intelectual por ela desenvolvido ou estimulado para crescer. Como presidente de nossa empresa eu percebo que se quisermos uma empresa gigante, precisamos criar gigantes ou, no m&amp;iacute;nimo, saber identific&amp;aacute;-los.

&amp;Eacute; assim como o mundo me parece hoje. E voc&amp;ecirc;, o que pensa sobre intelig&amp;ecirc;ncia coletiva?
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Artigo veiculado na R&amp;aacute;dio Som Maior Premium no dia 05/07/2011 e publicado no Jornal A Tribuna no dia 06/07/2011. Leia artigos in&amp;eacute;ditos nesse espe&amp;ccedil;o a partir de mar&amp;ccedil;o de 2012.
</itunes:summary><itunes:keywords>Como o mundo me parece</itunes:keywords><itunes:author>Beto Colombo</itunes:author><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:block>no</itunes:block><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/UPvb_98GkYw/audio_126.mp3" type="audio/mpeg" /><feedburner:origLink>http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/inteligencia-coletiva-126</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/UPvb_98GkYw/audio_126.mp3" length="0" type="audio/mpeg" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.betocolombo.com.br/conteudo/audio/audio_126.mp3</feedburner:origEnclosureLink></item><item><title>Motivação</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~3/Ogf0oyRcpsM/motivacao-130</link><guid isPermaLink="false">http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/motivacao-130</guid><description>Quem trabalha com equipe sabe que um dos grandes desafios do líder é motivar e principalmente manter as pessoas que compõem a equipe em constante motivação.</description><author>beto@anjo.com.br (Beto Colombo)</author><category>Como o mundo me parece</category><pubDate>Wed, 11 Jan 2012 06:50:00 -0200</pubDate><itunes:subtitle>Quem trabalha com equipe sabe que um dos grandes desafios do líder é motivar e principalmente manter as pessoas que compõem a equipe em constante motivação.</itunes:subtitle><itunes:summary>Quem trabalha com equipe sabe que um dos grandes desafios do l&amp;iacute;der &amp;eacute; motivar e principalmente manter as pessoas que comp&amp;otilde;em a equipe em constante motiva&amp;ccedil;&amp;atilde;o.

Aqui vale uma pausa para diferenciar equipe de grupo. Este, o grupo, &amp;eacute; um amontoado de pessoas que tentam fazer algo junto, mas que na maioria das vezes cada um puxa para o seu lado. J&amp;aacute; aquela, a equipe, &amp;eacute; o inverso: h&amp;aacute; sincronia, comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, empatia e entrega numa equipe.

Voltemos &amp;agrave; motiva&amp;ccedil;&amp;atilde;o do grupo.

Bons sal&amp;aacute;rios, planos de incentivo, palestras motivacionais, criar grito de guerra, contratar humoristas, tudo vale, mas s&amp;atilde;o s&amp;oacute; paliativos. O que realmente d&amp;aacute; certo &amp;eacute; parar de desmotiv&amp;aacute;-los.

Segundo pesquisadores da empresa Sirota Intelligence, em 85% dos casos, um profissional come&amp;ccedil;a a se desmotivar ap&amp;oacute;s seis meses em um novo emprego e vai se desmotivando ano ap&amp;oacute;s ano. Eles come&amp;ccedil;am cheios de energia, cheios de planos e seus l&amp;iacute;deres nada fazem para mant&amp;ecirc;-los motivados.

Ent&amp;atilde;o, por hora nesses casos, podemos concluir que a motiva&amp;ccedil;&amp;atilde;o est&amp;aacute; altamente relacionada com o l&amp;iacute;der, isto &amp;eacute;, com o empres&amp;aacute;rio, presidente, diretor, gerente, supervisor, eles s&amp;atilde;o os grandes respons&amp;aacute;veis pelo cont&amp;aacute;gio motivacional em todos que os cercam.

O l&amp;iacute;der, para mim, precisa criar formas de encorajar as pessoas a assumir responsabilidades, mostrando sua import&amp;acirc;ncia e fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o dentro da organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Estar aberto e gostar de acatar novas ideias, dar sugest&amp;otilde;es e receber sugest&amp;otilde;es, contribuir com o sucesso do neg&amp;oacute;cio.

O grande desafio, para voc&amp;ecirc; que &amp;eacute; l&amp;iacute;der, provavelmente seja criar um ambiente onde as pessoas possam crescer. Hoje vejo que os profissionais com grande desempenho precisam aprender novas habilidades. Para algumas pessoas a mesmice desmotiva, a rotina enferruja, tolhe, aniquila. Nesses casos &amp;eacute; preciso criar desafios para novos aprendizados. Esses indiv&amp;iacute;duos que aprendem coisas novas tamb&amp;eacute;m se motivam mais e est&amp;atilde;o dispostos a contribuir com uma organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o mais rica.

Hoje eu vejo que podemos come&amp;ccedil;ar criando um ambiente onde confian&amp;ccedil;a, otimismo, prazer e trabalho se confundem e assim, o crescimento pessoal e profissional possa ser apenas uma consequ&amp;ecirc;ncia. O que voc&amp;ecirc; acha?

&amp;Eacute; assim como o mundo me parece hoje. E voc&amp;ecirc;, o que pensa sobre motiva&amp;ccedil;&amp;atilde;o?
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Artigo veiculado na R&amp;aacute;dio Som Maior Premium no dia 11/07/2011 e publicado no Jornal A Tribuna no dia 12/07/2011. Leia artigos in&amp;eacute;ditos neste espa&amp;ccedil;o a partir de mar&amp;ccedil;o.
</itunes:summary><itunes:keywords>Como o mundo me parece</itunes:keywords><itunes:author>Beto Colombo</itunes:author><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:block>no</itunes:block><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/knH0Ks6vSfw/audio_130.mp3" type="audio/mpeg" /><feedburner:origLink>http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/motivacao-130</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/knH0Ks6vSfw/audio_130.mp3" length="0" type="audio/mpeg" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.betocolombo.com.br/conteudo/audio/audio_130.mp3</feedburner:origEnclosureLink></item><item><title>Juntos Somos mais Fortes</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~3/qaOpL_Yx_ro/juntos-somos-mais-fortes-101</link><guid isPermaLink="false">http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/juntos-somos-mais-fortes-101</guid><description>Algumas vezes entramos numa conversa para debater ou discutir, vamos armados com coisas indiscutíveis, aquelas que não são negociáveis. </description><author>beto@anjo.com.br (Beto Colombo)</author><category>Como o mundo me parece</category><pubDate>Tue, 10 Jan 2012 06:50:00 -0200</pubDate><itunes:subtitle>Algumas vezes entramos numa conversa para debater ou discutir, vamos armados com coisas indiscutíveis, aquelas que não são negociáveis. </itunes:subtitle><itunes:summary>Algumas vezes entramos numa conversa para debater ou discutir, vamos armados com coisas indiscut&amp;iacute;veis, aquelas que n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o negoci&amp;aacute;veis. E &amp;eacute; a&amp;iacute; que mora o perigo, &amp;eacute; a&amp;iacute; que impedimos o que nos levaria ao pensamento coletivo. Muitos n&amp;atilde;o abrem m&amp;atilde;o do que est&amp;aacute; encravado em suas mentes como carimbo para ser dialogado, mesmo que seja para o bem comum.

Alguns defendem seus agendamentos com unhas e dentes sem saber o real significado daquele agendamento e tamb&amp;eacute;m por qual raz&amp;atilde;o foi agendado.

As religi&amp;otilde;es e a pol&amp;iacute;tica s&amp;atilde;o dois dos muitos exemplos. Quem foi que convenceu voc&amp;ecirc; que o partido em que voc&amp;ecirc; vota &amp;eacute; o ideal? Algu&amp;eacute;m rotula e passamos a defender nossa religi&amp;atilde;o, nosso partido pol&amp;iacute;tico, nosso time de futebol como nossa pr&amp;oacute;pria vida. Olha o exemplo das torcidas organizadas!

No mundo dos neg&amp;oacute;cios n&amp;atilde;o &amp;eacute; diferente. Alguns executivos defendem suas ideias inegoci&amp;aacute;veis, antigas, retr&amp;oacute;gradas e que n&amp;atilde;o funcionam mais na gest&amp;atilde;o cibern&amp;eacute;tica e participativa. &amp;Agrave;s vezes defendemos nossas premissas b&amp;aacute;sicas desenvolvidas l&amp;aacute; na inf&amp;acirc;ncia e na juventude talvez por nossos professores, fam&amp;iacute;lia e literatura com fanatismo e n&amp;atilde;o percebemos, pois estamos anestesiados, que ca&amp;iacute;mos numa armadilha conceitual.

Eu vejo que estamos agindo num modelo de colis&amp;atilde;o. Nossa premissa t&amp;aacute;cita &amp;eacute; que somos indiv&amp;iacute;duos separados e precisamos construir uma coaliz&amp;atilde;o. &amp;Eacute; prov&amp;aacute;vel que precisemos sim criar o pensamento coletivo, pois se as pessoas pensarem juntas de forma coerente, isso tem um tremendo poder.&amp;nbsp;

&amp;Eacute; assim como o mundo me parece hoje. E voc&amp;ecirc;, o que pensa sobre isso?
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Artigo veiculado na R&amp;aacute;dio Som Maior Premium no dia 06/06/2011 e publicado no Jornal A Tribuna no dia 07/06/2011. Novos artigos neste espa&amp;ccedil;o a partir de mar&amp;ccedil;o de 2012.</itunes:summary><itunes:keywords>Como o mundo me parece</itunes:keywords><itunes:author>Beto Colombo</itunes:author><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:block>no</itunes:block><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/z_ZsUcmV4ys/audio_101.mp3" type="audio/mpeg" /><feedburner:origLink>http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/juntos-somos-mais-fortes-101</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/z_ZsUcmV4ys/audio_101.mp3" length="0" type="audio/mpeg" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.betocolombo.com.br/conteudo/audio/audio_101.mp3</feedburner:origEnclosureLink></item><item><title>O Tom das Árvores</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~3/GQDJM6Mo9WE/o-tom-das-arvores-120</link><guid isPermaLink="false">http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/o-tom-das-arvores-120</guid><description>Das muitas e muitas histórias e estórias contadas sobre o imortal Tom Jobim, tem uma que destaco hoje. Para ele, amante da botânica, existia uma divindade nas árvores. </description><author>beto@anjo.com.br (Beto Colombo)</author><category>Como o mundo me parece</category><pubDate>Mon, 09 Jan 2012 06:50:00 -0200</pubDate><itunes:subtitle>Das muitas e muitas histórias e estórias contadas sobre o imortal Tom Jobim, tem uma que destaco hoje. Para ele, amante da botânica, existia uma divindade nas árvores. </itunes:subtitle><itunes:summary>Das muitas e muitas hist&amp;oacute;rias e est&amp;oacute;rias contadas sobre o imortal Tom Jobim, tem uma que destaco hoje. Para ele, amante da bot&amp;acirc;nica, existia uma divindade nas &amp;aacute;rvores. Que saudades do Tom, de suas entrevistas, do seu jeito doce, de suas letras e m&amp;uacute;sicas doces. Sonia Braga dizia que Tom Jobim era o homem que toda mulher desejaria, pois ele era masculino e feminino ao mesmo tempo.

Mas voltemos ao tom da nossa conversa de hoje, retornemos &amp;agrave;s &amp;aacute;rvores.

Certa vez, numa de suas brilhantes falas, Tom Jobim disse: &amp;ldquo;toda vez que uma &amp;aacute;rvore &amp;eacute; cortada aqui na Terra, eu acredito que ela cresce outra vez em outro lugar, em algum outro mundo. Ent&amp;atilde;o, quando eu morrer, este &amp;eacute; o lugar para onde eu quero ir, onde as &amp;aacute;rvores vivam em paz&amp;rdquo;.&amp;nbsp;

O que posso deduzir a partir desta fala que, para Tom, os seus deuses &amp;ndash; com &amp;ldquo;d&amp;rdquo; min&amp;uacute;sculo - s&amp;atilde;o as &amp;aacute;rvores. &amp;Eacute; prov&amp;aacute;vel que para ele, toda vez que n&amp;oacute;s cortarmos uma &amp;aacute;rvore, cometemos um pecado mortal.

O que diria o Tom sobre a ordem de nosso prefeito de cortar as &amp;aacute;rvores da Pra&amp;ccedil;a Nereu Ramos? E aquela atr&amp;aacute;s do Lapagesse? E tantas outras cortadas e que ainda v&amp;atilde;o ser &amp;ldquo;degoladas&amp;rdquo;? Que direito temos n&amp;oacute;s sobre as &amp;aacute;rvores? Ser&amp;aacute; que devemos ser ju&amp;iacute;zes e julgar a morte ou vida das &amp;aacute;rvores?&amp;nbsp;

Em mar&amp;ccedil;o de 2004 enfrentamos em nosso Estado o furac&amp;atilde;o Catarina. Lembro-me que no outro dia cedo fui at&amp;eacute; a Ch&amp;aacute;cara do Mirante, na Lagoa dos Esteves, para ver se havia acontecido alguma coisa com nossas centen&amp;aacute;rias figueiras. &amp;ldquo;Elas resistiram&amp;rdquo;, foi minha frase ao telefone aos meus filhos.&amp;nbsp;

Que figueiras bonitas temos l&amp;aacute;. Nelas vivem p&amp;aacute;ssaros, l&amp;aacute; eles fazem seus ninhos, as formigas sobem em seus troncos, as orqu&amp;iacute;deas e as brom&amp;eacute;lias se alimentam, as joaninhas, enfim, &amp;eacute; uma festa de grande variedade de seres vivos que desfrutam daquele ser. Sempre que preciso me aquietar vou visit&amp;aacute;-las, sei que elas est&amp;atilde;o l&amp;aacute; me esperando como amigas fi&amp;eacute;is a me escutar.

As &amp;aacute;rvores moram no sil&amp;ecirc;ncio, n&amp;atilde;o se vingam, n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o invejosas, inconfi&amp;aacute;veis, mentirosas. O fil&amp;oacute;sofo e poeta franc&amp;ecirc;s Gaston Bachelard definiu a nossa esp&amp;eacute;cie homo sapiens como &amp;ldquo;seres que perderam a confian&amp;ccedil;a dos p&amp;aacute;ssaros&amp;rdquo;. Os p&amp;aacute;ssaros se escondem dentre as &amp;aacute;rvores, nelas eles t&amp;ecirc;m confian&amp;ccedil;a. Sobre as &amp;aacute;rvores vejo que deixemos que vivam em paz, elas s&amp;atilde;o deuses na cren&amp;ccedil;a de Tom, a quem espero encontrar caminhando entre belas e frondosas &amp;aacute;rvores quando eu tamb&amp;eacute;m passar.

&amp;Eacute; assim como o mundo me parece hoje. E voc&amp;ecirc;, o que pensa sobre as &amp;aacute;rvores?
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Artigo veiculado na R&amp;aacute;dio Som Maior Premium no dia 01/07/2011 e publicado no Jornal A Tribuna no dia 02/07/2011. Novos artigos neste espa&amp;ccedil;o a partir de mar&amp;ccedil;o de 2012.
</itunes:summary><itunes:keywords>Como o mundo me parece</itunes:keywords><itunes:author>Beto Colombo</itunes:author><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:block>no</itunes:block><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/nEaSwxabxYY/audio_120.mp3" type="audio/mpeg" /><feedburner:origLink>http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/o-tom-das-arvores-120</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/nEaSwxabxYY/audio_120.mp3" length="0" type="audio/mpeg" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.betocolombo.com.br/conteudo/audio/audio_120.mp3</feedburner:origEnclosureLink></item><item><title>A Águia e a Galinha</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~3/_MUQGnbBaEo/a-aguia-e-a-galinha-132</link><guid isPermaLink="false">http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/a-aguia-e-a-galinha-132</guid><description>Recentemente li o livro do teólogo Leonardo Boff. Gostei de uma metáfora e a repasso agora para você, meu leitor. Trata-se da metáfora da “Águia e da Galinha”.</description><author>beto@anjo.com.br (Beto Colombo)</author><category>Como o mundo me parece</category><pubDate>Fri, 06 Jan 2012 06:50:00 -0200</pubDate><itunes:subtitle>Recentemente li o livro do teólogo Leonardo Boff. Gostei de uma metáfora e a repasso agora para você, meu leitor. Trata-se da metáfora da “Águia e da Galinha”.</itunes:subtitle><itunes:summary>Recentemente li o livro do te&amp;oacute;logo Leonardo Boff. Gostei de uma met&amp;aacute;fora e a repasso agora para voc&amp;ecirc;, meu leitor. Trata-se da met&amp;aacute;fora da &amp;ldquo;&amp;Aacute;guia e da Galinha&amp;rdquo;.

Diz ela que, uma vez, certo homem que enquanto caminhava pela floresta, encontrou uma pequena &amp;aacute;guia. Levou-a para casa, colocou-a em seu galinheiro, onde logo ela aprendeu a se alimentar como as galinhas e a se comportar como elas.

Um dia, um naturalista que ia passando por ali, perguntou-lhe por que uma &amp;aacute;guia, a rainha de todos os p&amp;aacute;ssaros, deveria ser condenada a viver no galinheiro com as galinhas.&amp;nbsp;

&amp;ldquo;Depois que lhe dei comida de galinha e a eduquei para ser uma galinha, ela nunca aprendeu a voar&amp;rdquo;, replicou o dono. &amp;ldquo;Se se comporta como uma galinha, n&amp;atilde;o &amp;eacute; mais uma &amp;aacute;guia&amp;rdquo;.

&amp;ldquo;Mas&amp;rdquo;, insistia o naturalista, &amp;ldquo;ela tem cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o de &amp;aacute;guia e certamente poder&amp;aacute; aprender a voar&amp;rdquo;.

Depois de falar muito sobre o assunto, os dois homens concordaram em descobrir se isso seria poss&amp;iacute;vel. Cuidadosamente o cientista pegou a &amp;aacute;guia nos bra&amp;ccedil;os e disse: &amp;ldquo;Voc&amp;ecirc; pertence aos c&amp;eacute;us e n&amp;atilde;o a terra. Bata bem as asas e voe&amp;rdquo;.

A &amp;aacute;guia, entretanto estava confusa, n&amp;atilde;o sabia quem era, e vendo as galinhas comendo, pulou para ir juntar-se a elas. Inconformado, o naturalista levou a &amp;aacute;guia no dia seguinte para o alto do telhado da casa e insistiu novamente dizendo: &amp;ldquo;Voc&amp;ecirc; &amp;eacute; uma &amp;aacute;guia. Bata bem as asas e voe&amp;rdquo;. Mas a &amp;aacute;guia tinha medo do seu eu desconhecido e do mundo que ignorava e voltou novamente para a comida das galinhas.

No terceiro dia, o naturalista levantou-se bem cedo, tirou a &amp;aacute;guia do galinheiro e levou-a para uma alta montanha. L&amp;aacute; segurou a rainha dos p&amp;aacute;ssaros bem no alto e encorajou-a novamente dizendo: &amp;ldquo;Voc&amp;ecirc; &amp;eacute; uma &amp;aacute;guia. Voc&amp;ecirc; pertence ao c&amp;eacute;u e a terra. Bata bem as asas agora e voe&amp;rdquo;. A &amp;aacute;guia olhou em volta, olhou para o galinheiro e para o c&amp;eacute;u. Ainda n&amp;atilde;o voou.

Ent&amp;atilde;o o cientista levantou-a na dire&amp;ccedil;&amp;atilde;o do sol. A &amp;aacute;guia come&amp;ccedil;ou a tremer, lentamente abriu suas asas e, finalmente, com um grito de triunfo, levantou voo para o c&amp;eacute;u&amp;hellip;

Pode ser que a &amp;aacute;guia ainda se lembre das galinhas com saudade, pode ser que ainda ocasionalmente torne a visitar um galinheiro. Mas at&amp;eacute; onde foi poss&amp;iacute;vel saber, nunca mais voltou a viver como galinha. Ela era uma &amp;aacute;guia, embora tivesse sido mantida e domesticada como galinha.

Assim como a &amp;aacute;guia, algu&amp;eacute;m que aprende a pensar de si mesmo alguma coisa que n&amp;atilde;o era, pode reformular o que pensava em favor de seu real potencial.

&amp;Eacute; assim como o mundo me parece hoje. E voc&amp;ecirc; o que pensa sobre a met&amp;aacute;fora de ser galinha e ser &amp;aacute;guia?
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Artigo veiculado na R&amp;aacute;dio Som Maior Premium no dia 13/07/2011 e publicado no Jornal A Tribuna no dia 14/07/2011. Leia artigos in&amp;eacute;ditos neste espa&amp;ccedil;o a partir de mar&amp;ccedil;o de 2012.</itunes:summary><itunes:keywords>Como o mundo me parece</itunes:keywords><itunes:author>Beto Colombo</itunes:author><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:block>no</itunes:block><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/Q5sOmWOWLro/audio_132.mp3" type="audio/mpeg" /><feedburner:origLink>http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/a-aguia-e-a-galinha-132</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/Q5sOmWOWLro/audio_132.mp3" length="0" type="audio/mpeg" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.betocolombo.com.br/conteudo/audio/audio_132.mp3</feedburner:origEnclosureLink></item><item><title>O Poder das Palavras</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~3/Q583lWe2xPc/o-poder-das-palavras-119</link><guid isPermaLink="false">http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/o-poder-das-palavras-119</guid><description /><author>beto@anjo.com.br (Beto Colombo)</author><category>Como o mundo me parece</category><pubDate>Thu, 05 Jan 2012 06:50:00 -0200</pubDate><itunes:subtitle /><itunes:summary>Recebi recentemente um e-mail do amigo Tate Rosso que me fez parar e refletir mais e melhor sobre ele. O tema central da mensagem, em forma de v&amp;iacute;deo, era o poder das palavras. Como a palavra tem poder!

Imagine algu&amp;eacute;m chegar pra mim, pra voc&amp;ecirc;, e elogiar, s&amp;oacute; falar coisas boas. Ou imagine o contr&amp;aacute;rio, s&amp;oacute; recebermos cr&amp;iacute;ticas, pondera&amp;ccedil;&amp;otilde;es negativas. E imagine que isso n&amp;atilde;o seja s&amp;oacute; um dia, mas uma vida? Mas, como disse, as palavras t&amp;ecirc;m poder: as pensadas, as faladas e at&amp;eacute; as escritas. At&amp;eacute; mesmo a minha experi&amp;ecirc;ncia como escritor restringia-se aos livros, depois veio o jornal e agora a r&amp;aacute;dio. &amp;Eacute; impressionante o poder que estes meios t&amp;ecirc;m. E a palavra n&amp;atilde;o fica fora disso.

Mas voltemos ao e-mail recebido. De acordo com o v&amp;iacute;deo de um minuto e trinta segundos, um senhor cego pede esmola numa pra&amp;ccedil;a movimentada, destas de um grande centro onde as pessoas correm de um lado para outro, sem se aperceberem do que se passa ao seu lado. Esfarrapado e maltrapilho, o homem cego tinha escrito numa caixa de papel&amp;atilde;o aberta a sua frente: &amp;ldquo;Sou cego. Por favor, me ajude&amp;quot;.

A cena segue com o senhor cego na escurid&amp;atilde;o do belo dia, virando o rosto de um lado para outro, provavelmente para agu&amp;ccedil;ar outro sentido, o da audi&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Ouvia o serpentear das pessoas na pra&amp;ccedil;a e volta e meia sentia que uma moeda ca&amp;iacute;a na latinha que guardava com muita aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&amp;nbsp;

Todas as pessoas passaram, menos uma, uma jovem de meia idade que parou na frente daquele senhor e leu: &amp;ldquo;Sou cego. Por favor, ajude&amp;rdquo;. Por uns instantes, percebe-se que ela refletia sobre os dizeres, enquanto isso, o senhor conseguiu apalpar os sapatos daquela jovem que se abaixa, tira uma caneta da sua bolsa e reescreve o cartaz. E sai. O senhor cego se espanta com o n&amp;uacute;mero de doa&amp;ccedil;&amp;otilde;es que recebe, a ponto de encher sua latinha, encher outra e outras. A alegria e satisfa&amp;ccedil;&amp;atilde;o tomam conta daquele mendigo. Horas mais tarde, ele sente que a jovem retorna e pergunta o que ela escreveu. Ela respondeu: &amp;quot;&amp;Eacute; um lindo dia e eu n&amp;atilde;o posso v&amp;ecirc;-lo! O mesmo que voc&amp;ecirc;, de outro jeito&amp;quot;.

Observemos a diferen&amp;ccedil;a da postura e do poder das palavras: &amp;ldquo;Sou cego. Por favor, me ajude&amp;rdquo; &amp;eacute; uma forma de se comunicar, mas &amp;ldquo;&amp;Eacute; um lindo dia e eu n&amp;atilde;o posso v&amp;ecirc;-lo&amp;rdquo; &amp;eacute; outra forma, demonstrando que as palavras t&amp;ecirc;m poder, tanto para o bem quanto para o mal. Quantos aborrecimentos evitar&amp;iacute;amos se, ao inv&amp;eacute;s de apenas dizer, pensamos em como dizer. &amp;Agrave;s vezes &amp;eacute; isso: n&amp;atilde;o &amp;eacute; o que se diz, mas como se diz.

&amp;Eacute; assim como o mundo me parece hoje. E voc&amp;ecirc;, o que pensa sobre o poder das palavras?
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Artigo veiculado na r&amp;aacute;dio Som Maior e no jornal A Tribuna em 2011. Leia artigos in&amp;eacute;ditos neste espa&amp;ccedil;o a partir de mar&amp;ccedil;o de 2012.
</itunes:summary><itunes:keywords>Como o mundo me parece</itunes:keywords><itunes:author>Beto Colombo</itunes:author><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:block>no</itunes:block><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/-E-IZJW8Yjc/audio_119.mp3" type="audio/mpeg" /><feedburner:origLink>http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/o-poder-das-palavras-119</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/-E-IZJW8Yjc/audio_119.mp3" length="0" type="audio/mpeg" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.betocolombo.com.br/conteudo/audio/audio_119.mp3</feedburner:origEnclosureLink></item><item><title>O Maestro Resiliente</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~3/HEvbfWv5h3g/o-maestro-resiliente-100</link><guid isPermaLink="false">http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/o-maestro-resiliente-100</guid><description>Resiliência. Você já ouviu esta palavra? Resiliência é a arte de transformar toda energia de um problema, toda energia de um fracasso e dar a volta por cima com uma solução criativa.</description><author>beto@anjo.com.br (Beto Colombo)</author><category>Como o mundo me parece</category><pubDate>Wed, 04 Jan 2012 06:50:00 -0200</pubDate><itunes:subtitle>Resiliência. Você já ouviu esta palavra? Resiliência é a arte de transformar toda energia de um problema, toda energia de um fracasso e dar a volta por cima com uma solução criativa.</itunes:subtitle><itunes:summary>Resili&amp;ecirc;ncia. Voc&amp;ecirc; j&amp;aacute; ouviu esta palavra?&amp;nbsp;Resili&amp;ecirc;ncia &amp;eacute; a arte de transformar toda energia de um problema, toda energia de um fracasso e dar a volta por cima com uma solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o criativa. &amp;Eacute; a forma de como lidar com o fracasso e usar seus defeitos em benef&amp;iacute;cio pr&amp;oacute;prio, ou seja, usar um problema como trampolim para uma solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o criativa.

No final do ano passado assisti em Crici&amp;uacute;ma um concerto com o pianista e maestro brasileiro Jo&amp;atilde;o Carlos Martins. Com seu exemplo, resumo tudo o que quero dizer sobre resili&amp;ecirc;ncia.

Em 1970 ele foi jogar futebol e bateu a m&amp;atilde;o direita numa pedra, passou por cirurgia e por n&amp;atilde;o poder mais usar a m&amp;atilde;o, resolveu encerrar a carreira. Logo encontrou um novo modo de usar a m&amp;atilde;o direita e voltou a cena.

Oito anos depois teve LER (Les&amp;atilde;o por Esfor&amp;ccedil;o Repetitivo) nessa mesma m&amp;atilde;o. N&amp;atilde;o se deu por vencido e meses depois estava regendo com a m&amp;atilde;o esquerda.

Durante um assalto na Bulg&amp;aacute;ria levou um tiro e por oito meses fez tratamento hospitalar para reprogramar o c&amp;eacute;rebro e voltou a atuar no mesmo ritmo do in&amp;iacute;cio da carreira.

Anos depois, teve um tumor e perdeu os movimentos da m&amp;atilde;o esquerda definitivamente. N&amp;atilde;o se deu por vencido e aprendeu a reger a orquestra com os olhos. Enquanto se recuperava de les&amp;otilde;es foi treinador e empres&amp;aacute;rio do lutador de boxe Eder Jofre, onde recuperaram o t&amp;iacute;tulo de campe&amp;atilde;o mundial.

Essa hist&amp;oacute;ria confirma uma pesquisa da empresa de consultoria Caliper Humam Strategies, onde distinguem que as pessoas com maior desempenho profissional s&amp;atilde;o as que t&amp;ecirc;m resili&amp;ecirc;ncia e otimismo.

Os resilientes desenvolvem a capacidade de recuperar-se e moldar-se a cada obst&amp;aacute;culo e desafio, j&amp;aacute; os n&amp;atilde;o resilientes podem at&amp;eacute; quebrar, surtar, demoronar diante de situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es dif&amp;iacute;ceis. Para cada um &amp;eacute; de um jeito e cada um reage diferente mediante a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o vivida.

&amp;Eacute; assim como o mundo me parece hoje. E voc&amp;ecirc;, o que pensa sobre fazer do lim&amp;atilde;o uma limonada?
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Artigo veiculado na R&amp;aacute;dio Som Maior Premium no dia 03/06/2011 e publicado no Jornal A Tribuna no dia 04/06/2011. Leia artigos in&amp;eacute;ditos neste espa&amp;ccedil;o a partir de mar&amp;ccedil;o de 2012.</itunes:summary><itunes:keywords>Como o mundo me parece</itunes:keywords><itunes:author>Beto Colombo</itunes:author><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:block>no</itunes:block><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/QWQn_WMjjKE/audio_100.mp3" type="audio/mpeg" /><feedburner:origLink>http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/o-maestro-resiliente-100</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/QWQn_WMjjKE/audio_100.mp3" length="0" type="audio/mpeg" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.betocolombo.com.br/conteudo/audio/audio_100.mp3</feedburner:origEnclosureLink></item><item><title>Bons Exemplos</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~3/783BCjUdIhs/bons-exemplos-93</link><guid isPermaLink="false">http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/bons-exemplos-93</guid><description>Há filósofos que nos dizem que o meio transforma as pessoas. Outros alegam que são as pessoas que transformam o meio. Quem está correto?</description><author>beto@anjo.com.br (Beto Colombo)</author><category>Como o mundo me parece</category><pubDate>Tue, 03 Jan 2012 06:50:00 -0200</pubDate><itunes:subtitle>Há filósofos que nos dizem que o meio transforma as pessoas. Outros alegam que são as pessoas que transformam o meio. Quem está correto?</itunes:subtitle><itunes:summary>H&amp;aacute; fil&amp;oacute;sofos que nos dizem que o meio transforma as pessoas. Outros alegam que s&amp;atilde;o as pessoas que transformam o meio. Quem est&amp;aacute; correto?

Alguns exemplos:

Na Su&amp;eacute;cia, na Volvo ou em qualquer outra grande empresa, quando um funcion&amp;aacute;rio chega cedo &amp;agrave; empresa, ele estaciona seu carro no local mais distante, pois sabe que tem tempo para chegar ao local de trabalho, deixando a vaga mais pr&amp;oacute;xima para o colega que porventura se atrasar. E n&amp;oacute;s?

Nos EUA, quando voc&amp;ecirc; n&amp;atilde;o quer mais seu cal&amp;ccedil;ado, por exemplo, voc&amp;ecirc; embrulha, fixa uma etiqueta com o n&amp;uacute;mero, e o coloca no muro em frente da casa. Nessa minha viagem a Calif&amp;oacute;rnia conheci diversas feiras de doa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de coisas de casa, cal&amp;ccedil;ados, roupas por pre&amp;ccedil;os simb&amp;oacute;licos, outros free, gr&amp;aacute;tis.

Na Su&amp;iacute;&amp;ccedil;a, e tamb&amp;eacute;m em praticamente toda a Europa, voc&amp;ecirc; compra o t&amp;iacute;quete para andar de trem nas m&amp;aacute;quinas eletr&amp;ocirc;nicas, mas n&amp;atilde;o h&amp;aacute; uma fiscaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o conferindo se voc&amp;ecirc; est&amp;aacute; ou n&amp;atilde;o com o t&amp;iacute;quete, e os europeus pagam religiosamente para n&amp;atilde;o pagar imposto sobre a consci&amp;ecirc;ncia.

Enfim, exemplos como estes s&amp;atilde;o muitos.

E por aqui, em nosso pa&amp;iacute;s, quando vamos chegar a esse n&amp;iacute;vel de civilidade?

No passado, alguns de nossos meios de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o propagam a lei do jeitinho brasileiro, aquela do Gerson, segundo a qual devemos levar vantagem em tudo. Talvez se n&amp;atilde;o pararmos de fazer apologia &amp;agrave; lei do menor esfor&amp;ccedil;o e de aplaudir a figura do malandro que sempre se d&amp;aacute; bem, n&amp;atilde;o cresceremos, continuaremos a nos comportar como moleques mal-educados.

A boa not&amp;iacute;cia &amp;eacute; que existe um movimento contr&amp;aacute;rio, por exemplo, alguns hot&amp;eacute;is, em vez de conferirem o consumo do frigobar nos apartamentos, est&amp;atilde;o confiando na palavra dos h&amp;oacute;spedes e o &amp;iacute;ndice de veracidade na informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o ultrapassa a casa dos 90%. E muitos outros exemplos positivos tenho visto Brasil afora.

Talvez se fizermos o dever de casa provavelmente a gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o futura ser&amp;aacute; melhor do que a nossa e assim, nossos filhos poder&amp;atilde;o ser os protagonistas de um mundo realmente melhor. Que planeta deixaremos para nossos filhos, &amp;eacute; uma pergunta. Mas que filhos deixaremos para o planeta? Talvez seja essa a quest&amp;atilde;o correta.

&amp;Eacute; assim como o mundo me parece hoje. E voc&amp;ecirc;, o que pensa sobre isso?
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Artigo veiculado na R&amp;aacute;dio Som Maior Premium no dia 25/05/2011 e publicado no Jornal A Tribuna no dia 26/05/2011. Leia artigos in&amp;eacute;ditos neste espa&amp;ccedil;o a partir de mar&amp;ccedil;o de 2012.</itunes:summary><itunes:keywords>Como o mundo me parece</itunes:keywords><itunes:author>Beto Colombo</itunes:author><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:block>no</itunes:block><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/aNOywzvl7fg/audio_93.mp3" type="audio/mpeg" /><feedburner:origLink>http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/bons-exemplos-93</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/aNOywzvl7fg/audio_93.mp3" length="0" type="audio/mpeg" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.betocolombo.com.br/conteudo/audio/audio_93.mp3</feedburner:origEnclosureLink></item><item><title>Eu Decido Viver</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~3/LiwQo7RwmwY/eu-decido-viver-91</link><guid isPermaLink="false">http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/eu-decido-viver-91</guid><description>Tenho refletido muito sobre o número de suicídio no mundo, no Brasil, em SC e também em nossa região. Reflito sobre vida, sobre morte, sobre ânimo e desânimo.</description><author>beto@anjo.com.br (Beto Colombo)</author><category>Como o mundo me parece</category><pubDate>Mon, 02 Jan 2012 10:20:00 -0200</pubDate><itunes:subtitle>Tenho refletido muito sobre o número de suicídio no mundo, no Brasil, em SC e também em nossa região. Reflito sobre vida, sobre morte, sobre ânimo e desânimo.</itunes:subtitle><itunes:summary>Tenho refletido muito sobre o n&amp;uacute;mero de suic&amp;iacute;dio no mundo, no Brasil, em SC e tamb&amp;eacute;m em nossa regi&amp;atilde;o. Reflito sobre vida, sobre morte, sobre &amp;acirc;nimo e des&amp;acirc;nimo. E isso leva a dois tipos de pessoas: as que querem viver e as que n&amp;atilde;o querem viver.

As que querem viver fazem quimioterapia, perdem cabelo, ficam enjoadas, passam mal.

As que buscam viver enfrentam madrugadas e viajam longe pela cura em outras cidades.

As que decidem viver n&amp;atilde;o perdem a esperan&amp;ccedil;a e investem por dentro e por fora, no corpo, na mente e no esp&amp;iacute;rito.

Mas, apesar de tantos buscarem a vida incessantemente, alguns parecem que buscam o contrario, n&amp;atilde;o querem viver.

Falo de alguns jovens que, em alta velocidade, desafiam a f&amp;iacute;sica, a natureza e a vida pelo prazer moment&amp;acirc;neo da adrenalina.

Falo daqueles que n&amp;atilde;o se cuidam: bebem, comem de forma compulsiva e at&amp;eacute; doentia, provocando o desequil&amp;iacute;brio, a doen&amp;ccedil;a.

Lembro-me do livro &amp;ldquo;Nosso Lar&amp;rdquo;, de Chico Chavier, onde o m&amp;eacute;dico Andr&amp;eacute; Luiz chega no umbrau ap&amp;oacute;s sua passagem e &amp;eacute; recebido com a afirma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de que estava ali porque havia se suicidado. &amp;ldquo;N&amp;atilde;o, eu n&amp;atilde;o me suicidei&amp;rdquo;, defendeu-se. Mas logo foi rebatido: &amp;ldquo;Com o seu estilo de vida, d&amp;aacute; pra dizer que n&amp;atilde;o foi suic&amp;iacute;dio?&amp;rdquo;.

Freud tamb&amp;eacute;m falava na puls&amp;atilde;o de vida e na puls&amp;atilde;o de morte.

Assim como a n&amp;atilde;o vida &amp;eacute; uma posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a vida tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; uma decis&amp;atilde;o.

Eu decido viver!

&amp;Eacute; assim como o mundo me parece hoje. E voc&amp;ecirc;, o que decide? Viver ou n&amp;atilde;o viver?
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Artigo veiculado na R&amp;aacute;dio Som Maior Premium no dia 23/05/2011 e publicado no Jornal A Tribuna no dia 24/05/2011. Leia artigos in&amp;eacute;ditos neste espa&amp;ccedil;o a partir de mar&amp;ccedil;o de 2012.
</itunes:summary><itunes:keywords>Como o mundo me parece</itunes:keywords><itunes:author>Beto Colombo</itunes:author><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:block>no</itunes:block><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/cg7NMW1JZ1Q/audio_91.mp3" type="audio/mpeg" /><feedburner:origLink>http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/eu-decido-viver-91</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/cg7NMW1JZ1Q/audio_91.mp3" length="0" type="audio/mpeg" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.betocolombo.com.br/conteudo/audio/audio_91.mp3</feedburner:origEnclosureLink></item><item><title>2012 - Tempo de Recomeçar</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~3/WxUfzzoPgHk/2012-tempo-de-recomecar-247</link><guid isPermaLink="false">http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/2012-tempo-de-recomecar-247</guid><description>Querido leitor, o livro do Eclesiastes nos diz que há um tempo para tudo.</description><author>beto@anjo.com.br (Beto Colombo)</author><category>Como o mundo me parece</category><pubDate>Fri, 30 Dec 2011 07:34:00 -0200</pubDate><itunes:subtitle>Querido leitor, o livro do Eclesiastes nos diz que há um tempo para tudo.</itunes:subtitle><itunes:summary>Querido leitor, o livro do Eclesiastes nos diz que h&amp;aacute; um tempo para tudo. &amp;ldquo;Tempo de plantar, tempo de colher; tempo de pensar, tempo de agir..., tudo tem seu tempo certo&amp;rdquo;.

Que tal aproveitar o come&amp;ccedil;o do ano para repensarmos sobre nossas vidas? Depois do descanso dos feriados ou at&amp;eacute; mesmo de f&amp;eacute;rias na empresa, com a mente arejada, talvez seja o momento ideal de planejar. Planejar daquele mesmo jeito que as empresas bem-sucedidas fazem e aprenderam com o fil&amp;oacute;sofo grego S&amp;oacute;crates: Como? Fazendo perguntas. Vamos a elas.

Voc&amp;ecirc; j&amp;aacute; reparou em voc&amp;ecirc;? Como voc&amp;ecirc; toma suas decis&amp;otilde;es? Quais os t&amp;oacute;picos da sua Estrutura de Pensamento voc&amp;ecirc; usa para tomar suas decis&amp;otilde;es? Tem a ver com raz&amp;atilde;o, com emo&amp;ccedil;&amp;atilde;o, valores, pr&amp;eacute;-ju&amp;iacute;zos? Como voc&amp;ecirc; decide? Quais as suas caracter&amp;iacute;sticas mais marcantes? Quais s&amp;atilde;o os seus pontos fortes e fracos? O que diferencia voc&amp;ecirc; dos demais?&amp;nbsp;Que servi&amp;ccedil;o voc&amp;ecirc; est&amp;aacute; apto a prestar? Como est&amp;aacute; a sua embalagem? Como voc&amp;ecirc; mostra seu valor? Com quem voc&amp;ecirc; se relaciona? Onde voc&amp;ecirc; se encontra? Enfim...&amp;nbsp;

Longe de mim querer comparar um ser humano a um produto, somos muito mais que isso. Fiz esses questionamentos porque tenho percebido que &amp;eacute; desse jeito que algumas pessoas bem sucedidas fazem. E isso n&amp;atilde;o fica s&amp;oacute; na cabe&amp;ccedil;a, elas tamb&amp;eacute;m escrevem, fazem roteiros. Lembrando que para cada um &amp;eacute; de um jeito.

Se voc&amp;ecirc; se identificou com o m&amp;eacute;todo, que tal um exerc&amp;iacute;cio? Feche ent&amp;atilde;o os olhos e pense: onde eu estarei daqui a dez anos? Trabalho, fam&amp;iacute;lia, lazer?

N&amp;atilde;o consegue pensar? &amp;nbsp;Que tal tirar um tempo s&amp;oacute; para voc&amp;ecirc;, para aprofundar-se no autoconhecimento? N&amp;atilde;o se identificou? Aquiete teu cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o amigo! Algumas pessoas funcionam assim, elas passam a vida conhecendo os outros e n&amp;atilde;o procuram se conhecer. Isso n&amp;atilde;o &amp;eacute; certo ou errado, bom ou mau, apenas &amp;eacute; assim.

Para aqueles que valorizam&amp;nbsp; como o mundo as v&amp;ecirc; vai mais algumas perguntas: que imagem voc&amp;ecirc; est&amp;aacute; passando para o mundo? Ela &amp;eacute; verdadeira? Voc&amp;ecirc; &amp;eacute; o seu discurso?

Se voc&amp;ecirc; chegou &amp;agrave; conclus&amp;atilde;o de que seus objetivos n&amp;atilde;o est&amp;atilde;o suficientemente planejados e precisa se planejar, que tal ser em 2012 ent&amp;atilde;o? Albert Einsten nos deixou uma boa dica de como fazer as mudan&amp;ccedil;as acontecerem. Disse ele: &amp;ldquo;Os problemas mais significativos com os quais nos deparamos n&amp;atilde;o podem ser resolvidos no mesmo n&amp;iacute;vel de pensamento em que est&amp;aacute;vamos quando eles foram criados&amp;rdquo;.

&amp;Eacute; assim como o mundo me parece hoje. &amp;Eacute; voc&amp;ecirc; o que pensa de planejamento pessoal?
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Artigo veiculado na R&amp;aacute;dio Som Maior Premium no dia 30/12/2011 e publicado no Jornal A Tribuna no dia 31/12/2011</itunes:summary><itunes:keywords>Como o mundo me parece</itunes:keywords><itunes:author>Beto Colombo</itunes:author><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:block>no</itunes:block><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/dg_m_ftyBVU/audio_247.mp3" type="audio/mpeg" /><feedburner:origLink>http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/2012-tempo-de-recomecar-247</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/dg_m_ftyBVU/audio_247.mp3" length="0" type="audio/mpeg" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.betocolombo.com.br/conteudo/audio/audio_247.mp3</feedburner:origEnclosureLink></item><item><title>Viajar é Preciso</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~3/9LREHv2KGII/viajar-e-preciso-246</link><guid isPermaLink="false">http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/viajar-e-preciso-246</guid><description>Querido leitor, estamos chegando no final de ano, por isso nosso tema hoje é: viagens.</description><author>beto@anjo.com.br (Beto Colombo)</author><category>Como o mundo me parece</category><pubDate>Thu, 29 Dec 2011 07:21:00 -0200</pubDate><itunes:subtitle>Querido leitor, estamos chegando no final de ano, por isso nosso tema hoje é: viagens.</itunes:subtitle><itunes:summary>Querido leitor, estamos chegando no final de ano, por isso nosso tema hoje &amp;eacute;: viagens.

Dizem as pesquisas que viajar &amp;eacute; o sonho de consumo de oito em cada dez pessoas. Ent&amp;atilde;o, por que t&amp;atilde;o pouca gente viaja? Custo das passagens, hotel, tempo dispon&amp;iacute;vel... Afinal, o que leva muitas pessoas a sonharem em viajar e poucas levarem a cabo seus objetivos?

Viajar, para mim, &amp;eacute; o melhor modo de se aprender geografia e hist&amp;oacute;ria, conhecer novas l&amp;iacute;nguas, dialetos, novas culturas, novas arquiteturas, gastronomia, frutas, fauna, flora, conhecer gente diferente,&amp;nbsp;interessante. Viajar &amp;eacute; uma forma singular de&amp;nbsp;expandir a mente que, uma vez expandida, nunca mais volta ao estado anterior.&amp;nbsp;

&amp;ldquo;A prioridade da minha vida &amp;eacute; viver&amp;rdquo;, disse um amigo, em uma roda de conversa. Ent&amp;atilde;o, perguntei aos outros: &amp;ldquo;Tendo os recursos dispon&amp;iacute;veis, o que voc&amp;ecirc;s fariam?&amp;rdquo; &amp;ldquo;Mudaria de apartamento&amp;rdquo;, disse um. O outro reformaria a casa da praia, mas a maioria disse que trocaria o carro.&amp;nbsp;

Conhe&amp;ccedil;o algumas pessoas que priorizam unicamente a mat&amp;eacute;ria, investem seus recursos em bens materiais, como trocar o autom&amp;oacute;vel. Ou seja, preferem investir seu dinheiro numa m&amp;aacute;quina de a&amp;ccedil;o, e n&amp;atilde;o investem seus recursos na m&amp;aacute;quina humana, num check-up, numa viagem. Investem seus recursos em im&amp;oacute;veis e n&amp;atilde;o se preocupam em adquirir mais conhecimentos, em expandir suas consci&amp;ecirc;ncias. Investem seus recursos unicamente no ter, acreditando que ser&amp;atilde;o mais felizes, enquanto, provavelmente, a felicidade est&amp;aacute; relacionada tamb&amp;eacute;m com o ser. Para cada um &amp;eacute; de um jeito e esse &amp;eacute; o meu modo de ver.

Uma dica estrat&amp;eacute;gica: o &amp;ecirc;xito depende da capacidade de estabelecer &amp;ldquo;prioridades&amp;rdquo; e, se esta, segundo pesquisa, &amp;eacute; viajar, ent&amp;atilde;o os recursos t&amp;ecirc;m de ser destinados tamb&amp;eacute;m a viagens. Se uma viagem nos deixa mais plenos e satisfeitos,&amp;nbsp;que tal fazermos as malas?

Como disse o poeta lusitano Fernando Pessoa: &amp;ldquo;Viajar &amp;eacute; preciso&amp;rdquo;.

&amp;Eacute; assim como o mundo me parece hoje. E voc&amp;ecirc;, o que pensa sobre &amp;ldquo;viajar &amp;eacute; preciso&amp;rdquo;?
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Artigo veiculado na R&amp;aacute;dio Som Maior Premium no dia 29/12/2011 e publicado no Jornal A Tribuna no dia 30/12/2011</itunes:summary><itunes:keywords>Como o mundo me parece</itunes:keywords><itunes:author>Beto Colombo</itunes:author><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:block>no</itunes:block><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/oRfIOCw3mK4/audio_246.mp3" type="audio/mpeg" /><feedburner:origLink>http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/viajar-e-preciso-246</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/oRfIOCw3mK4/audio_246.mp3" length="0" type="audio/mpeg" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.betocolombo.com.br/conteudo/audio/audio_246.mp3</feedburner:origEnclosureLink></item><item><title>Férias</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~3/gBWXgrgBsLg/ferias-245</link><guid isPermaLink="false">http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/ferias-245</guid><description>Querido leitor, que você esteja bem. Hoje vamos falar de férias.</description><author>beto@anjo.com.br (Beto Colombo)</author><category>Como o mundo me parece</category><pubDate>Tue, 27 Dec 2011 07:19:00 -0200</pubDate><itunes:subtitle>Querido leitor, que você esteja bem. Hoje vamos falar de férias.</itunes:subtitle><itunes:summary>Querido leitor, que voc&amp;ecirc; esteja bem. Hoje vamos falar de f&amp;eacute;rias.

Gosto de tirar f&amp;eacute;rias, mas constantemente sou repreendido por alguns conhecidos com&amp;nbsp;perguntas do tipo &amp;ldquo;de f&amp;eacute;rias outra vez?&amp;rdquo;, ou ent&amp;atilde;o &amp;ldquo;tu n&amp;atilde;o trabalhas?&amp;rdquo;

Pois bem, gosto de tirar f&amp;eacute;rias, mas amo meu trabalho. O momento em que mais tomo decis&amp;otilde;es, e decis&amp;otilde;es acertadas, &amp;eacute; quando estou descansado.

Geralmente, tiro de 30 a 40 dias de f&amp;eacute;rias por ano. De 24 de dezembro a 1&amp;ordm; de fevereiro &amp;eacute; o per&amp;iacute;odo principal, quando eu realmente descanso, desligo-me totalmente da empresa. E, no meio do ano, saio mais dez dias para fazer uma viagem, &amp;agrave;s vezes em busca de novas tecnologias, feiras; &amp;agrave;s vezes s&amp;oacute; como um passeio, por&amp;eacute;m, com uma decis&amp;atilde;o importante para tomar. Outro momento &amp;eacute; o m&amp;ecirc;s de outubro, quando me afasto uma semana para fazer meu check-up. Nem sempre fui empres&amp;aacute;rio, por&amp;eacute;m, quando empregado, nunca abri m&amp;atilde;o de meus 30 dias de f&amp;eacute;rias e &amp;agrave;s vezes fazia horas extras em troca de v&amp;eacute;speras de feriados prolongados s&amp;oacute; para ter mais uns sete dias de descanso.

Voc&amp;ecirc; acha muito? &amp;Eacute;, muita gente acha!

Pois bem. Talvez nos pare&amp;ccedil;a politicamente inteligente ser visto como algu&amp;eacute;m din&amp;acirc;mico, que nunca para para descansar, que nunca reserva um tempo para si. Por&amp;eacute;m, penso que um profissional bem descansado sempre faz mais do que algu&amp;eacute;m cansado, estressado.

Quantos de n&amp;oacute;s poder&amp;iacute;amos citar nomes de pessoas que tiveram suas carreiras interrompidas, v&amp;iacute;timas prematuras de um colapso card&amp;iacute;aco ou ent&amp;atilde;o de um A.V.C.?

Outra coisa que costumo fazer &amp;eacute; tirar a cesta depois do almo&amp;ccedil;o. Divido o meu dia em duas etapas: a manh&amp;atilde;, depois do sono da noite, e a tarde, ap&amp;oacute;s o sono do meio-dia. &amp;Agrave; noite, costumo dormir oito horas, n&amp;atilde;o importando o hor&amp;aacute;rio em que durmo. Se for &amp;agrave; meia-noite, acordo &amp;agrave;s 8 horas; se for &amp;agrave;s 2 horas, acordo &amp;agrave;s 10, pois o sono para mim &amp;eacute; reparador, me deixa ativo.

Domenico De Masi, no livro &amp;ldquo;O &amp;Oacute;cio Criativo&amp;rdquo;, afirma que &amp;ldquo;o futuro pertence a quem souber libertar-se da ideia tradicional do trabalho como obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o ou dever e for capaz de apostar numa mistura de atividade em que o trabalho se confundir&amp;aacute; com o tempo livre, com o estudo e com o lazer. Enfim, o futuro &amp;eacute; de quem exercitar o &amp;oacute;cio criativo&amp;rdquo;.

Quanto a mim, h&amp;aacute; muito tempo o trabalho deixou de ser uma obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o e passou a ser um prazer. Costumo dizer que tenho uma empresa para ter um meio de vida e n&amp;atilde;o um meio de morte.

&amp;ldquo;De que vale ganhar o mundo e perder a pr&amp;oacute;pria vida&amp;rdquo;, pergunta-nos a B&amp;iacute;blia.

Al&amp;eacute;m do mais, &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel que o sucesso de uma empresa n&amp;atilde;o esteja nas opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es cotidianas. Essas s&amp;atilde;o realizadas por t&amp;eacute;cnicos. &amp;ldquo;O lucro est&amp;aacute; na estrat&amp;eacute;gia&amp;rdquo;. Precisamos ter tempo livre para pensar e planejar, para mim quem s&amp;oacute; trabalha n&amp;atilde;o tem tempo para ganhar dinheiro.

Portanto, aqui vai uma dica: tire f&amp;eacute;rias, mas f&amp;eacute;rias de verdade, desligando-se realmente do trabalho.

&amp;Eacute; assim como&amp;nbsp; mundo me parece hoje. E voc&amp;ecirc;, o que pensa sobre f&amp;eacute;rias.
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Artigo veiculado na R&amp;aacute;dio Som Maior Premium no dia 27/12/2011 e publicado no Jornal A Tribuna no dia 28/12/2011</itunes:summary><itunes:keywords>Como o mundo me parece</itunes:keywords><itunes:author>Beto Colombo</itunes:author><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:block>no</itunes:block><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/wl7S9HO6X_k/audio_245.mp3" type="audio/mpeg" /><feedburner:origLink>http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/ferias-245</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/wl7S9HO6X_k/audio_245.mp3" length="0" type="audio/mpeg" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.betocolombo.com.br/conteudo/audio/audio_245.mp3</feedburner:origEnclosureLink></item><item><title>Renascer em Vida</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~3/eoOGBDVEAxI/renascer-em-vida-195</link><guid isPermaLink="false">http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/renascer-em-vida-195</guid><description>Queridos leitores, Pablo Neruda, poeta chileno, diz que “morre lentamente quem não lê, quem não viaja, quem não ouve música,</description><author>beto@anjo.com.br (Beto Colombo)</author><category>Como o mundo me parece</category><pubDate>Mon, 26 Dec 2011 07:58:00 -0200</pubDate><itunes:subtitle>Queridos leitores, Pablo Neruda, poeta chileno, diz que “morre lentamente quem não lê, quem não viaja, quem não ouve música,</itunes:subtitle><itunes:summary>
Queridos leitores, Pablo Neruda, poeta chileno, diz que &amp;ldquo;morre lentamente quem n&amp;atilde;o l&amp;ecirc;, quem n&amp;atilde;o viaja, quem n&amp;atilde;o ouve m&amp;uacute;sica, quem n&amp;atilde;o acha gra&amp;ccedil;a em si mesmo, quem destr&amp;oacute;i seu amor pr&amp;oacute;prio, quem n&amp;atilde;o se deixa ajudar...&amp;rdquo;

O mestre Jesus Cristo diz que &amp;ldquo;a semente tem que cair na terra, morrer para depois renascer&amp;rdquo;. Para mim, Ele estava falando dele mesmo, da sua paix&amp;atilde;o, de sua morte e, acredito, do nascimento do Cristianismo.

Algumas pessoas s&amp;atilde;o como mortos vivos, apenas respiram, comem e caminham, mas n&amp;atilde;o sabem eles que &amp;ldquo;est&amp;atilde;o mortos&amp;rdquo;. N&amp;atilde;o sentem mais o gosto da comida, da bebida, n&amp;atilde;o gostam do canto dos p&amp;aacute;ssaros, n&amp;atilde;o percebem a beleza das flores, n&amp;atilde;o sentem o perfume da rosa, da orqu&amp;iacute;dea. A lua, as estrelas, o sol, a noite, o dia, o inverno, o ver&amp;atilde;o n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o mais percebidos. Atravessam uma pra&amp;ccedil;a de flores e borboletas e n&amp;atilde;o percebem, est&amp;atilde;o apressados. Apressados para qu&amp;ecirc;?

No que estamos nos transformando? Parece-me que estamos nos suicidando lentamente sem perceber.

Voc&amp;ecirc; gosta de voc&amp;ecirc;? Voc&amp;ecirc; gosta do que se transformou? Foi isso que sonhou para voc&amp;ecirc;? Quem escreveu o roteiro que voc&amp;ecirc; est&amp;aacute; vivendo? Foi sua esposa? Seu pai? Sua m&amp;atilde;e? Seu marido? Sua professora? Seu professor? Para algumas pessoas n&amp;atilde;o tem nada de errado nisso, mas se n&amp;atilde;o &amp;eacute; o seu caso, lembre-se: quebrar o roteiro n&amp;atilde;o &amp;eacute; quebrar a vida. O que precisamos matar em n&amp;oacute;s para nascer outra pessoa?

&amp;Eacute; como diz Pablo Neruda, &amp;ldquo;morre lentamente quem n&amp;atilde;o se deixa ajudar&amp;rdquo;. &amp;Eacute; humanamente imposs&amp;iacute;vel saber, conhecer tudo, e &amp;agrave;s vezes nossa arrog&amp;acirc;ncia, nosso orgulho, nos impede de buscar ajuda para sair da armadilha social que ca&amp;iacute;mos. Quando tenho problemas com minhas pernas ou joelhos vou ao ortopedista. Se tenho problemas card&amp;iacute;acos vou num cardiologista e para doen&amp;ccedil;as da alma tamb&amp;eacute;m tem especialistas, a filosofia cl&amp;iacute;nica &amp;eacute; um caminho.

Lembre-se que n&amp;atilde;o h&amp;aacute; planta sem a morte da semente, n&amp;atilde;o h&amp;aacute; borboleta sem a morte da lagarta, o embri&amp;atilde;o sem o fim do &amp;oacute;vulo. A pessoa que voc&amp;ecirc; sonhou &amp;eacute; esta que voc&amp;ecirc; conhece quando est&amp;aacute; em solitude?

Voc&amp;ecirc; n&amp;atilde;o gostou no que se transformou? N&amp;atilde;o se preocupe, voc&amp;ecirc; n&amp;atilde;o est&amp;aacute; sentenciado a ficar pregado na cruz, procure ajuda, tem sa&amp;iacute;da.

&amp;Eacute; assim como o mundo me parece hoje. E voc&amp;ecirc;, o que pensa sobre renascer em vida?
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Artigo veiculado na R&amp;aacute;dio Som Maior Premium&amp;nbsp;em 26/12/2011 e publicado no Jornal A Tribuna&amp;nbsp;em 27/12/2011
</itunes:summary><itunes:keywords>Como o mundo me parece</itunes:keywords><itunes:author>Beto Colombo</itunes:author><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:block>no</itunes:block><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/lZarBc2oLJM/audio_195.mp3" type="audio/mpeg" /><feedburner:origLink>http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/renascer-em-vida-195</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/lZarBc2oLJM/audio_195.mp3" length="0" type="audio/mpeg" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.betocolombo.com.br/conteudo/audio/audio_195.mp3</feedburner:origEnclosureLink></item><item><title>Natal</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~3/vzCflWxxtqQ/natal-244</link><guid isPermaLink="false">http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/natal-244</guid><description>Querido leitor, que você esteja bem e em paz. É Natal. </description><author>beto@anjo.com.br (Beto Colombo)</author><category>Como o mundo me parece</category><pubDate>Fri, 23 Dec 2011 07:34:00 -0200</pubDate><itunes:subtitle>Querido leitor, que você esteja bem e em paz. É Natal. </itunes:subtitle><itunes:summary>Querido leitor, que voc&amp;ecirc; esteja bem e em paz.&amp;nbsp;

&amp;Eacute; Natal. E no Natal, por mais racionais que sejamos, acabamos sendo contaminados por esta magia que ningu&amp;eacute;m explica, a do nascimento do Filho de Deus.

Em boa parte do mundo, principalmente aqui no ocidente, o Natal &amp;eacute; a festa de maior repercuss&amp;atilde;o e tamb&amp;eacute;m de envolvimento das pessoas. Os apelos publicit&amp;aacute;rios, sem d&amp;uacute;vida, s&amp;atilde;o os maiores respons&amp;aacute;veis pela cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o desse contexto festivo e envolvente. Quase todos os povos celebram a data, quer por seu sentido religioso, quer por seu significado social.

No entanto, o sentido mais profundo do Natal &amp;eacute; aquele que os anjos anunciaram aos pastores na noite de Bel&amp;eacute;m: &amp;ldquo;Eis que vos anuncio uma grande alegria, um menino nasceu, vinde v&amp;ecirc;-lo&amp;rdquo;.

Fala-se muito no esp&amp;iacute;rito de Natal, o clima que enternece as pessoas, diante do ber&amp;ccedil;o de um rec&amp;eacute;m-nascido, com toda aquela fragilidade de um beb&amp;ecirc;. &amp;Eacute; f&amp;aacute;cil amar e se solidarizar com aquela crian&amp;ccedil;a, ainda mais sabendo em que circunst&amp;acirc;ncia ela veio ao mundo.

Crian&amp;ccedil;as s&amp;atilde;o fr&amp;aacute;geis, indefesas e facilmente enganadas, pois acreditam e confiam nos adultos. S&amp;oacute; que aquele menino n&amp;atilde;o ficou na manjedoura, Ele cresceu e suas ideias e atitudes incomodaram e incomodam muita gente.

Suas pr&amp;aacute;ticas eram simples, mas tinham a autoridade de quem sempre marcou gestos e palavras pela verdade. &amp;ldquo;At&amp;eacute; hoje vos disseram isso. Eu, por&amp;eacute;m, vos digo...&amp;rdquo;.

Foi Ele quem enfrentou a corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o quando chicoteou os vendilh&amp;otilde;es do Templo, chamando os membros da elite do Sin&amp;eacute;drio de ladr&amp;otilde;es.

Foi Ele que nos ensinou a sermos humildes, quando lavou os p&amp;eacute;s de seus disc&amp;iacute;pulos.

Foi Ele que nos ensinou a refletir, quando ficou 40 dias no deserto meditando, ou quando descansava na casa de seu amigo L&amp;aacute;zaro.

Jesus nos ensinou a repreender quando disse a Pedro: &amp;rdquo;Afasta-te de mim Satan&amp;aacute;s&amp;rdquo;, e nem por isso Pedro o abandonou.

Quando dava gra&amp;ccedil;as ao Pai pelas pessoas, pelo alimento, estava nos ensinando a agradecer. Com a Par&amp;aacute;bola da Figueira, ensinou-nos a podar nossos ramos secos para que dessem mais frutos.

Enfim, foi Ele que nos ensinou a ficarmos calmos nas tempestades, a n&amp;atilde;o servir a dois senhores, a nos prepararmos para os dias dif&amp;iacute;ceis, a seguir pelo caminho estreito, a avaliar as pessoas por suas a&amp;ccedil;&amp;otilde;es.

Foi Jesus quem pediu para que prepar&amp;aacute;ssemos o nosso sucessor, quando elegeu Pedro o l&amp;iacute;der da Igreja.

Jesus &amp;eacute; ainda hoje o grande divisor de &amp;aacute;guas. Ou se est&amp;aacute; a favor dEle ou contra Ele.

Com Ele, n&amp;atilde;o h&amp;aacute; meias medidas, assim como n&amp;atilde;o h&amp;aacute; meias lealdades.

Como empres&amp;aacute;rio, sinto que Jesus &amp;eacute; uma pedra no sapato, e uma voz que incomoda a consci&amp;ecirc;ncia de muitos, quando diz &amp;ldquo;O mercado diz isso, Eu por&amp;eacute;m, vos digo...&amp;rdquo;

Enfim, para quem olha al&amp;eacute;m da gruta de Bel&amp;eacute;m, a esperan&amp;ccedil;a de felicidade para todos n&amp;atilde;o se alicer&amp;ccedil;a no rec&amp;eacute;m-nascido, mas no Homem Jesus: lutador, corajoso, inovador.

Quiseram cal&amp;aacute;-lo com a cruz, por&amp;eacute;m, sua voz prof&amp;eacute;tica continua atrav&amp;eacute;s dos tempos em seus seguidores de todos os credos que, at&amp;eacute; hoje, fazem repercutir suas verdades. Este &amp;eacute;, para mim, o verdadeiro sentido do Natal. &amp;ldquo;O menino nasceu e est&amp;aacute; no meio de n&amp;oacute;s&amp;rdquo;.

Feliz Natal!

&amp;Eacute; assim como o mundo me parece hoje. E voc&amp;ecirc;, o que pensa sobre Natal?
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Artigo veiculado na R&amp;aacute;dio Som Maior Premium no dia 23/12/2011 e publicado no Jornal A Tribuna no dia 24/12/2011</itunes:summary><itunes:keywords>Como o mundo me parece</itunes:keywords><itunes:author>Beto Colombo</itunes:author><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:block>no</itunes:block><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/MQoP0zuMblU/audio_244.mp3" type="audio/mpeg" /><feedburner:origLink>http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/natal-244</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/MQoP0zuMblU/audio_244.mp3" length="0" type="audio/mpeg" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.betocolombo.com.br/conteudo/audio/audio_244.mp3</feedburner:origEnclosureLink></item><item><title>Lá vem chegando o Verão</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~3/8OHLwlUEes4/la-vem-chegando-o-verao-243</link><guid isPermaLink="false">http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/la-vem-chegando-o-verao-243</guid><description>Querido leitor, lá vem chegando o verão.</description><author>beto@anjo.com.br (Beto Colombo)</author><category>Como o mundo me parece</category><pubDate>Thu, 22 Dec 2011 07:25:00 -0200</pubDate><itunes:subtitle>Querido leitor, lá vem chegando o verão.</itunes:subtitle><itunes:summary>Querido leitor, l&amp;aacute; vem chegando o ver&amp;atilde;o.

Os dias ficaram maiores e mais quentes. As &amp;aacute;rvores se espregui&amp;ccedil;am, se espicham... Crescem. Come&amp;ccedil;a o fren&amp;eacute;tico movimento para as praias. L&amp;aacute; vem chegando o ver&amp;atilde;o.

As cigarras saem da terra e come&amp;ccedil;am as suas sagas buscando a procria&amp;ccedil;&amp;atilde;o, agora cantam nas &amp;aacute;rvores. Os sabi&amp;aacute;s cantam imponentemente nas copas das &amp;aacute;rvores abertos ao acasalamento. L&amp;aacute; vem chegando o ver&amp;atilde;o, o trem da esta&amp;ccedil;&amp;atilde;o da luz.

&amp;Eacute; no ver&amp;atilde;o que geralmente as pessoas e fam&amp;iacute;lias se organizam para tirar as merecidas f&amp;eacute;rias. A parada entre um ciclo e outro de nossas exist&amp;ecirc;ncias, o aviso ao c&amp;eacute;rebro e ao corpo para &amp;ldquo;azeitar&amp;rdquo;&amp;nbsp;nossas engrenagens. L&amp;aacute; vem chegando o ver&amp;atilde;o e com ele as f&amp;eacute;rias.

&amp;Eacute; o tempo em que as melancias se ajeitam nos carros, carro&amp;ccedil;as e caminh&amp;otilde;es. J&amp;aacute; estou at&amp;eacute; sentindo o cheiro do mel&amp;atilde;o, do p&amp;ecirc;ssego, da manga, figo e abacaxi, da uva, do maracuj&amp;aacute; e da ameixa. &amp;Eacute; a esta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de tomar muito l&amp;iacute;quido, picol&amp;eacute;, sorvete. De curtir a pregui&amp;ccedil;a numa rede, de caminhar de peito aberto, de viver com poucas roupas. Ver&amp;atilde;o &amp;eacute; tempo de milho verde, pepino e vagem. &amp;Eacute; tempo de pescar tra&amp;iacute;ra, piava e car&amp;aacute; de cani&amp;ccedil;o.

Em nosso hemisf&amp;eacute;rio, o Sul, esta esta&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; chamada de ver&amp;atilde;o austral que tem in&amp;iacute;cio com o solst&amp;iacute;cio de ver&amp;atilde;o, que acontece cerca de 21 de dezembro e termina com o equin&amp;oacute;cio de outono, no dia 20 de mar&amp;ccedil;o.

H&amp;aacute; anos, era comum dividir o ano em cinco esta&amp;ccedil;&amp;otilde;es, sendo o ver&amp;atilde;o dividido em duas partes: o ver&amp;atilde;o propriamente dito, de tempo quente e chuvoso que geralmente come&amp;ccedil;ava no fim da primavera, e o ver&amp;atilde;o estio, de tempo quente e seco, palavra da qual deriva o termo estiagem. L&amp;aacute; vem chegando o ver&amp;atilde;o.

Ver&amp;atilde;o do banho de mar, de lagoa, de a&amp;ccedil;ude, de piscina. Ver&amp;atilde;o do churrasco com os amigos, de aventura, de amores e sabores. Ver&amp;atilde;o de chap&amp;eacute;u, bon&amp;eacute;, de &amp;oacute;culos de sol, ver&amp;atilde;o de barraca. Tem que malhar, tem que cuidar... Ver&amp;atilde;o chegando.

Uma linda esta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, um lindo per&amp;iacute;odo, um gostoso tempo de experi&amp;ecirc;ncias intensas de encontrar e reencontrar pessoas. De praticar exerc&amp;iacute;cios, de cuidar ainda mais de si. &amp;Eacute; ver&amp;atilde;o, bom sinal, j&amp;aacute; &amp;eacute; tempo de abrir o cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o e sonhar...

Que aproveitemos, ent&amp;atilde;o, esta nova esta&amp;ccedil;&amp;atilde;o que se apresenta como uma grande oportunidade de ser e de viver. Lembremos que queiramos ou n&amp;atilde;o, depois dele, s&amp;atilde;o as &amp;aacute;guas de mar&amp;ccedil;o deixando o ver&amp;atilde;o.

Quem viver, ver&amp;atilde;o...

&amp;Eacute; assim como o mundo me parece hoje. E voc&amp;ecirc;, o que pensa sobre o ver&amp;atilde;o?
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Artigo veiculado na R&amp;aacute;dio Som Maior Premium no dia 22/12/2011 e publicado no Jornal A Tribuna no dia 23/12/2011</itunes:summary><itunes:keywords>Como o mundo me parece</itunes:keywords><itunes:author>Beto Colombo</itunes:author><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:block>no</itunes:block><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/e1lfSlxy810/audio_243.mp3" type="audio/mpeg" /><feedburner:origLink>http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/la-vem-chegando-o-verao-243</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/e1lfSlxy810/audio_243.mp3" length="0" type="audio/mpeg" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.betocolombo.com.br/conteudo/audio/audio_243.mp3</feedburner:origEnclosureLink></item><item><title>Pedrão</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~3/OXLuzzbPFLI/pedrao-241</link><guid isPermaLink="false">http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/pedrao-241</guid><description>Nesta pequena reflexão, quero escrever sobre o Pedrão. Você conhece o Pedrão? Provavelmente não</description><author>beto@anjo.com.br (Beto Colombo)</author><category>Como o mundo me parece</category><pubDate>Tue, 20 Dec 2011 07:30:00 -0200</pubDate><itunes:subtitle>Nesta pequena reflexão, quero escrever sobre o Pedrão. Você conhece o Pedrão? Provavelmente não</itunes:subtitle><itunes:summary>Nesta pequena reflex&amp;atilde;o, quero escrever sobre o Pedr&amp;atilde;o. Voc&amp;ecirc; conhece o Pedr&amp;atilde;o? Provavelmente n&amp;atilde;o, mas quando come&amp;ccedil;ar a escrever sobre ele, das suas hist&amp;oacute;rias, das suas fa&amp;ccedil;anhas, logo vai lembrar&amp;nbsp;dele, vai lembrar dos Pedr&amp;otilde;es e Pedras ao redor de voc&amp;ecirc;, em nossa hist&amp;oacute;ria, alguns dos quais transformaram-se em mitos.

O Pedr&amp;atilde;o era um negro alto, esguio, simp&amp;aacute;tico e falante. Um bom papo. Entrou em nossa empresa como profissional de ch&amp;atilde;o de f&amp;aacute;brica e rapidamente tinha chegado a um cargo de chefia. Era um l&amp;iacute;der feito, nem precisamos lapidar.

Era casado, tinha 8 filhos e depois que entrou na Anjo, j&amp;aacute; morava em sua pr&amp;oacute;pria casa. Est&amp;aacute; certo que era uma casa de madeira velha com tr&amp;ecirc;s quartos, que ainda hoje se segura em p&amp;eacute; sabe-se l&amp;aacute; porque milagre.&amp;nbsp;

Cat&amp;oacute;lico praticante, ele, numa determinada ocasi&amp;atilde;o, escreveu at&amp;eacute; uma letra para um padre famoso colocar m&amp;uacute;sica e gravar. O Pedr&amp;atilde;o era diferente na empresa e tamb&amp;eacute;m na comunidade.

Um dia, disse-me, havia &amp;ldquo;se convertido&amp;rdquo;. Para ele, se converter era mudar de religi&amp;atilde;o. E s&amp;oacute; o fez por sentir um chamado, por ouvir vozes indicando o caminho. E ele foi. Entregou-se.

Tanto foi que come&amp;ccedil;ou a operar alguns feitos inexplic&amp;aacute;veis aos olhos da ci&amp;ecirc;ncia e de muitas pessoas. Um dia, depois do hor&amp;aacute;rio na empresa, reuniu algumas pessoas embaixo de &amp;aacute;rvores nativas que temos na reserva local e fez uma &amp;ldquo;cirurgia&amp;rdquo; em um colega que tinha c&amp;acirc;ncer e estava com os dias de vida contados.

&amp;ldquo;Ele retirou o c&amp;acirc;ncer do seu Maneco&amp;rdquo;, comentou um daqueles que estavam junto com o Pedr&amp;atilde;o.&amp;nbsp; &amp;ldquo;Tanto fez isso que suas m&amp;atilde;os estavam sujas de uma subst&amp;acirc;ncia preta depois da sua interfer&amp;ecirc;ncia&amp;rdquo;, juraram outros. &amp;ldquo;Eu vi, eu estava l&amp;aacute;&amp;rdquo;, confirmaram outros tantos. O que eu posso confirmar &amp;eacute; que o seu Maneco nunca mais pediu para ir ao m&amp;eacute;dico e seguiu sua vida.

Resultado: a r&amp;aacute;dio pe&amp;atilde;o encarregou-se de, rapidamente, alastrar a &amp;ldquo;boa nova&amp;rdquo; e o Pedr&amp;atilde;o n&amp;atilde;o teve mais sossego na empresa. Tanto que foi chamada sua aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o v&amp;aacute;rias vezes e s&amp;oacute; parou, de vez, a busca dos colegas,&amp;nbsp;de pessoas da comunidade por sua aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o quando ele deixou a empresa. Mas deixou a Anjo e logo formou a sua organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o espiritual na sua pr&amp;oacute;pria casa.&amp;nbsp;

Mesmo com todo movimento, Pedr&amp;atilde;o continuava simples, concentrado, focado. Lembro-me de um dia encontr&amp;aacute;-lo no mercado e o percebi com olheiras, mais magro, mas seus olhos brilhavam denunciando que se sentia no caminho.

A fama do Pedr&amp;atilde;o milagreiro, do Pedr&amp;atilde;o curador, se espalhou pela cidade, ultrapassou fronteiras. E muitos vinham ver o milagre daquele senhor de meia idade. O p&amp;eacute;riplo de pessoas, at&amp;eacute; de estados, vizinhos concentrou-se na sua casa, a ponto do local ficar pequeno em pouco tempo.

Um dia, simplesmente, o Pedr&amp;atilde;o e toda a sua fam&amp;iacute;lia sumiram do local onde moravam, levando consigo o endere&amp;ccedil;o do novo paradeiro, pois ningu&amp;eacute;m no bairro sabe dizer para onde ele se mudou.

Lembrou de algum outro Pedr&amp;atilde;o ou Pedra em nossa hist&amp;oacute;ria? O que diria de Joana D&amp;acute;Arc e Chico Xavier?

&amp;Eacute; assim como o mundo me parece hoje. E voc&amp;ecirc;, o que pensa sobre hist&amp;oacute;rias como as do Pedr&amp;atilde;o?
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Artigo veiculado na R&amp;aacute;dio Som Maior Premium no dia 20/12/2011 e publicado no Jornal A Tribuna no dia 21/12/2011</itunes:summary><itunes:keywords>Como o mundo me parece</itunes:keywords><itunes:author>Beto Colombo</itunes:author><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:block>no</itunes:block><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/haAUGaUzEoQ/audio_241.mp3" type="audio/mpeg" /><feedburner:origLink>http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/pedrao-241</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/haAUGaUzEoQ/audio_241.mp3" length="0" type="audio/mpeg" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.betocolombo.com.br/conteudo/audio/audio_241.mp3</feedburner:origEnclosureLink></item><item><title>Dizer Não</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~3/Xa42uTglxW0/dizer-nao-239</link><guid isPermaLink="false">http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/dizer-nao-239</guid><description>Querido leitor, que você esteja em paz! Hoje nosso tema é aprenda a dizer não. Você sabe dizer não?</description><author>beto@anjo.com.br (Beto Colombo)</author><category>Como o mundo me parece</category><pubDate>Fri, 16 Dec 2011 08:00:00 -0200</pubDate><itunes:subtitle>Querido leitor, que você esteja em paz! Hoje nosso tema é aprenda a dizer não. Você sabe dizer não?</itunes:subtitle><itunes:summary>Querido leitor, que voc&amp;ecirc; esteja em paz! Hoje nosso tema &amp;eacute; aprenda a dizer n&amp;atilde;o. Voc&amp;ecirc; sabe dizer n&amp;atilde;o?

Na B&amp;iacute;blia, lemos que Jesus Cristo diz que &amp;ldquo;sede o vosso sim, sim; e o vosso n&amp;atilde;o, n&amp;atilde;o. Seja quente ou frio; morno vomitar-te-ei da minha boca&amp;rdquo;. Enfim, talvez o Mestre quisesse dizer para que nosso sim seja sim, e que nosso n&amp;atilde;o seja realmente o n&amp;atilde;o. Que n&amp;atilde;o diss&amp;eacute;ssemos sim quando quer&amp;iacute;amos dizer n&amp;atilde;o, e o contr&amp;aacute;rio tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; valido.

Ouvi meu av&amp;ocirc; dizer muitas vezes que a carga maior &amp;eacute; sempre para o burro mais manso. O que ele queria dizer, penso eu, &amp;eacute; que se aceitarmos tudo que nos pedem no dia a dia, acabaremos nos estressando por excesso de trabalho e tarefas que, na maioria das vezes, s&amp;atilde;o tarefas dos outros, assumidas por n&amp;oacute;s por n&amp;atilde;o sabermos simplesmente dizer uma palavra nem t&amp;atilde;o m&amp;aacute;gica assim, mas transformadora.

Geralmente n&amp;oacute;s temos uma tend&amp;ecirc;ncia a acolher tudo o que nos pedem, mesmo que esteja al&amp;eacute;m de nossas condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es. &amp;ldquo;Vou dar um jeito&amp;rdquo; e vai-se empurrando com a barriga, enquanto que o correto seria dizer n&amp;atilde;o. E explicar por que, se o outro quiser ouvir.

&amp;Eacute; prefer&amp;iacute;vel dizer um constrangedor &amp;ldquo;n&amp;atilde;o&amp;rdquo; a aceitar uma tarefa e execut&amp;aacute;-la de qualquer maneira, &amp;agrave;s pressas e, muitas vezes, faltar com a palavra. Ao fazer a tarefa escolar para o filho que lhe pede ajuda, voc&amp;ecirc; pode estar criando um adulto dependente e inseguro.

Certa vez, o Padre Domingos Nandi disse que, quando aprendeu a dizer n&amp;atilde;o, conseguiu o tempo que lhe faltava para ser um verdadeiro pastor.

Em nossas vidas, sejam elas na empresa, na comunidade, entre amigos e familiares, o sim muitas vezes &amp;eacute; respons&amp;aacute;vel por in&amp;uacute;meros projetos sem consist&amp;ecirc;ncia e vis&amp;atilde;o, pois carecem de um estudo mais aprofundado.

Quando voc&amp;ecirc; disser sim para uma tarefa, para um favor ou um pedido, execute-os com excel&amp;ecirc;ncia. Caso contr&amp;aacute;rio, diga n&amp;atilde;o, pois, como disse Napole&amp;atilde;o Bonaparte: &amp;ldquo;A melhor maneira de manter sua palavra &amp;eacute; n&amp;atilde;o d&amp;aacute;-la&amp;rdquo;. Se o fizer, cumpra o compromisso. Se prometer o c&amp;eacute;u, d&amp;ecirc; o c&amp;eacute;u. E talvez devesse, assim, tirar do seu vocabul&amp;aacute;rio o &amp;ldquo;vou dar um jeitinho&amp;rdquo;. Isso &amp;eacute; uma forma de n&amp;atilde;o dar import&amp;acirc;ncia para algo que &amp;eacute; importante, pois o que merece ser feito, para mim merece ser bem feito.

Uma das boas metodologias empresariais, por exemplo, &amp;eacute; ter agilidade nas decis&amp;otilde;es e a&amp;ccedil;&amp;otilde;es e, se voc&amp;ecirc; disser sim, quando deveria dizer n&amp;atilde;o, voc&amp;ecirc; estar&amp;aacute; infringindo algo primordial para o sucesso na carreira e para o sucesso na vida.

&amp;Eacute; assim como o mundo me parece hoje. E voc&amp;ecirc;, o que pensa sobre dizer n&amp;atilde;o?
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Artigo veiculado na R&amp;aacute;dio Som Maior Premium no dia 17/12/2011 e publicado no Jornal A Tribuna no dia 17/12/2011</itunes:summary><itunes:keywords>Como o mundo me parece</itunes:keywords><itunes:author>Beto Colombo</itunes:author><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:block>no</itunes:block><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/xHe9lt9psWg/audio_239.mp3" type="audio/mpeg" /><feedburner:origLink>http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/dizer-nao-239</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/xHe9lt9psWg/audio_239.mp3" length="0" type="audio/mpeg" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.betocolombo.com.br/conteudo/audio/audio_239.mp3</feedburner:origEnclosureLink></item><item><title>Diga o que Você Fez</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~3/tr8Mbioft8Y/diga-o-que-voce-fez-238</link><guid isPermaLink="false">http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/diga-o-que-voce-fez-238</guid><description>Querido leitor, que você esteja bem. Quando somos gestores de uma organização, as palavras bonitas</description><author>beto@anjo.com.br (Beto Colombo)</author><category>Como o mundo me parece</category><pubDate>Thu, 15 Dec 2011 07:59:00 -0200</pubDate><itunes:subtitle>Querido leitor, que você esteja bem. Quando somos gestores de uma organização, as palavras bonitas</itunes:subtitle><itunes:summary>Querido leitor, que voc&amp;ecirc; esteja bem. Quando somos gestores de uma organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, as palavras bonitas, as teorias muitas vezes n&amp;atilde;o aplicadas, os grandes discursos cheios de gr&amp;aacute;ficos de tend&amp;ecirc;ncias, nada disso vale se n&amp;atilde;o estiver comprovado com resultados.

Jo&amp;atilde;o Batista, aquele a quem Herodes, mais tarde, mandou decepar a cabe&amp;ccedil;a, enviou alguns de seus amigos at&amp;eacute; Jesus para lhe fazer a seguinte pergunta: &amp;ldquo;&amp;Eacute;s tu aquele que estava para vir ou devemos esperar outro?&amp;rdquo; (Lucas 7:20), ou seja, &amp;eacute;s tu o Filho de Deus ou n&amp;atilde;o?

Jesus poderia ter respondido: &amp;ldquo;Sim, sou eu o Filho de Deus&amp;rdquo;, e, com essas palavras, ter dado exatamente a informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o solicitada. Por&amp;eacute;m, em vez disso, ele respondeu: &amp;ldquo;Ide e anuncie a Jo&amp;atilde;o o que vistes e ouvistes: os cegos v&amp;ecirc;em, os coxos andam, os leprosos s&amp;atilde;o purificados, os surdos ouvem, os mortos s&amp;atilde;o ressuscitados...&amp;rdquo; (Lucas 7:22). Jesus simplesmente deixou que seus atos falassem por ele. Eu n&amp;atilde;o sou somente o que falo ou penso, eu sou principalmente o que eu fa&amp;ccedil;o.

Recebemos na empresa curr&amp;iacute;culos de candidatos a uma vaga que, na realidade, n&amp;atilde;o dizem nada, a n&amp;atilde;o ser seu hist&amp;oacute;rico escolar e o nome das empresas anteriores que trabalharam. E as a&amp;ccedil;&amp;otilde;es que deram resultados n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o descritas.

Na nossa vida profissional haver&amp;aacute; momentos em que nossas credenciais e experi&amp;ecirc;ncia ser&amp;atilde;o questionadas. Quando isso acontecer, que tal mencionar os resultados que &amp;nbsp;obteve? Quem sabe, dizer o que voc&amp;ecirc; fez, n&amp;atilde;o o que voc&amp;ecirc; pensa a seu respeito.

Para mim, &amp;eacute; importante deixar que nossas a&amp;ccedil;&amp;otilde;es falem por n&amp;oacute;s, pois no final, o que realmente importa para uma organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; o nosso desempenho.

&amp;Eacute; assim como o mundo me parece hoje. E voc&amp;ecirc;, o que pensa sobre suas a&amp;ccedil;&amp;otilde;es?
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Artigo veiculado na R&amp;aacute;dio Som Maior Premium no dia 15/12/2011 e publicado no Jornal A Tribuna no dia 16/12/2011</itunes:summary><itunes:keywords>Como o mundo me parece</itunes:keywords><itunes:author>Beto Colombo</itunes:author><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:block>no</itunes:block><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/pEs45ftrG5w/audio_238.mp3" type="audio/mpeg" /><feedburner:origLink>http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/diga-o-que-voce-fez-238</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/pEs45ftrG5w/audio_238.mp3" length="0" type="audio/mpeg" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.betocolombo.com.br/conteudo/audio/audio_238.mp3</feedburner:origEnclosureLink></item><item><title>A Poda</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~3/I7zcTHWX5bA/a-poda-237</link><guid isPermaLink="false">http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/a-poda-237</guid><description>Querido leitor, aceite o meu fraternal abraço. Meu avô Ângelo Guidarine produzia vinhos </description><author>beto@anjo.com.br (Beto Colombo)</author><category>Como o mundo me parece</category><pubDate>Wed, 14 Dec 2011 07:59:00 -0200</pubDate><itunes:subtitle>Querido leitor, aceite o meu fraternal abraço. Meu avô Ângelo Guidarine produzia vinhos </itunes:subtitle><itunes:summary>Querido leitor, aceite o meu fraternal abra&amp;ccedil;o. Meu av&amp;ocirc; &amp;Acirc;ngelo Guidarine produzia vinhos e ele sabia que, para que a safra do ano seguinte fosse boa, uma tarefa deveria ser feita: podar a videira. &amp;ldquo;Quem n&amp;atilde;o poda agora n&amp;atilde;o tem uvas depois&amp;rdquo;, dizia ele, carinhosamente para n&amp;oacute;s, seus netos. E dessa forma simples e pr&amp;aacute;tica aprendi a import&amp;acirc;ncia da poda para as roseiras e boa parte das flores, das laranjeiras e algumas &amp;aacute;rvores frut&amp;iacute;feras e dos p&amp;eacute;s de uva. Era uma tarefa dif&amp;iacute;cil e geralmente sa&amp;iacute;amos arranhados nessa tarefa.

O ver&amp;atilde;o &amp;eacute; a &amp;eacute;poca apropriada para podar e crescer alguns tipos de &amp;aacute;rvores e flores, mas outros tipos fazem-se no inverno. Enfim, cada um tem sua individualidade, sua especificidade, seu sabor pessoal. N&amp;atilde;o se poda s&amp;oacute; por podar, h&amp;aacute; o momento oportuno para isso, pois se fizer a poda no momento errado, ao inv&amp;eacute;s de abund&amp;acirc;ncia, os resultados ser&amp;atilde;o catastr&amp;oacute;ficos.

No cap&amp;iacute;tulo 15 de Jo&amp;atilde;o, lemos no Livro Sagrado estas palavras do mestre Jesus: &amp;ldquo;Eu sou a videira e meu Pai &amp;eacute; o agricultor. Todo ramo que n&amp;atilde;o der fruto ele o corta, e todo aquele que d&amp;aacute; frutos, limpa-o para que produza mais frutos ainda&amp;rdquo;.

Como respons&amp;aacute;veis pela sa&amp;uacute;de financeira de uma empresa ou organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, que gera emprego e renda para um universo das pessoas, constantemente precisamos cortar, constantemente precisamos podar. &amp;Agrave;s vezes &amp;eacute; uma tarefa dura, &amp;agrave;s vezes sa&amp;iacute;mos arranhados, mas necess&amp;aacute;ria. Se n&amp;atilde;o o fizermos, os galhos secos acabar&amp;atilde;o atrapalhando a produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o de bons frutos e tomando conta da videira, tornando-a improdutiva.

Funcion&amp;aacute;rios, departamentos e setores n&amp;atilde;o produtivos t&amp;ecirc;m de ser podados. &amp;Agrave;s vezes &amp;eacute; melhor ter um bra&amp;ccedil;o cortado do que perder o corpo inteiro. S&amp;oacute; que isso n&amp;atilde;o pode ser feito de modo intempestivo e arrogante. Afinal, lidamos com pessoas e elas t&amp;ecirc;m de ser respeitadas, mas a produtividade da empresa ou organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o precisa ser avaliada constantemente.

Posso citar dezenas de empresas que tiveram, no in&amp;iacute;cio, um grande sucesso, mas com o tempo, mantiveram-se satisfeitas com as gl&amp;oacute;rias do passado e acabaram por fracassar, v&amp;iacute;timas de uma administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o que n&amp;atilde;o persistiu na auto-avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o nem procurou ampliar sua produtividade. Esqueceram-se ou n&amp;atilde;o quiseram mais podar.&amp;nbsp;

Talvez t&amp;atilde;o importante quanto coragem, vis&amp;atilde;o, responsabilidade, &amp;eacute;tica e estudo dentro de uma organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, todo empres&amp;aacute;rio ou administrador respons&amp;aacute;vel pela sa&amp;uacute;de de uma organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o devesse estar atento e sempre ver a melhor &amp;eacute;poca da poda, pois podar &amp;eacute; preciso. Mais do que isso: podar &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio.

&amp;Eacute; assim como o mundo me parece hoje. E voc&amp;ecirc;, o que pensa sobre poda?
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Artigo veiculado na R&amp;aacute;dio Som Maior Premium no dia 14/12/2011 e publicado no Jornal A Tribuna no dia 15/12/2011</itunes:summary><itunes:keywords>Como o mundo me parece</itunes:keywords><itunes:author>Beto Colombo</itunes:author><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:block>no</itunes:block><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/PGTRAEXBNjI/audio_237.mp3" type="audio/mpeg" /><feedburner:origLink>http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/a-poda-237</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/PGTRAEXBNjI/audio_237.mp3" length="0" type="audio/mpeg" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.betocolombo.com.br/conteudo/audio/audio_237.mp3</feedburner:origEnclosureLink></item><item><title>Confiar</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~3/rNIgNYKkKuQ/confiar-102</link><guid isPermaLink="false">http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/confiar-102</guid><description>Confiar é um verbo no infinitivo e isso não tem nenhuma novidade. A novidade aqui vem do seu significado, que é “com-fiar”, ou seja, “fiar” “com”.</description><author>beto@anjo.com.br (Beto Colombo)</author><category>Como o mundo me parece</category><pubDate>Tue, 13 Dec 2011 08:34:00 -0200</pubDate><itunes:subtitle>Confiar é um verbo no infinitivo e isso não tem nenhuma novidade. A novidade aqui vem do seu significado, que é “com-fiar”, ou seja, “fiar” “com”.</itunes:subtitle><itunes:summary>Confiar &amp;eacute; um verbo no infinitivo e isso n&amp;atilde;o tem nenhuma novidade. A novidade aqui vem do seu significado, que &amp;eacute; &amp;ldquo;com-fiar&amp;rdquo;, ou seja, &amp;ldquo;fiar&amp;rdquo; &amp;ldquo;com&amp;rdquo;. Muito oportuno este tema. Carlos Drumond de Andrade escreveu que &amp;ldquo;a confian&amp;ccedil;a &amp;eacute; um ato de f&amp;eacute;, e esta dispensa racioc&amp;iacute;nio&amp;rdquo;.

No Caminho de Santiago de Compostela, trilha milenar e m&amp;iacute;stica que fiz duas vezes, vemos em muitas igrejas, bancas de livros e uma caixa de papel&amp;atilde;o com os dizeres: pegas o que necessitas e pague aqui. Isso mesmo, voc&amp;ecirc; compra os livros e deixa o dinheiro numa caixa de papel&amp;atilde;o e n&amp;atilde;o tem ningu&amp;eacute;m para conferir ou vigiar. Os padres e as freiras confiam nos compradores.

Lembro-me da minha inf&amp;acirc;ncia quando eu ia ao armaz&amp;eacute;m do Seu Vit&amp;oacute;rio fazer compras com a caderneta. Tanto a m&amp;atilde;e confiava no seu Vit&amp;oacute;rio, tanto este confiava em nossa fam&amp;iacute;lia. Que coisa legal!

Outro exemplo. Nos Estados Unidos, n&amp;atilde;o entendia aquelas caixas autom&amp;aacute;ticas que vendem jornais. &amp;Eacute; s&amp;oacute; colocar uma moeda, a tampa se abre e voc&amp;ecirc; pega seu jornal e sai, embora voc&amp;ecirc; possa pegar mais de um exemplar, porque n&amp;atilde;o tem ningu&amp;eacute;m para vigiar ou conferir, eles confiam nos compradores.

Na Finl&amp;acirc;ndia existe uma sociedade que tudo parece funcionar, desde ruas limpas at&amp;eacute; os hor&amp;aacute;rios.&amp;nbsp;

N&amp;oacute;s aqui, na maioria das vezes, n&amp;atilde;o confiamos em processos, quando muito confiamos em algumas pessoas. Precisamos de um l&amp;iacute;der virtuoso ao qual atribuir poderes e direito, ou seja, um l&amp;iacute;der que leve todos ao para&amp;iacute;so. Vejam s&amp;oacute;: Como disse ante Carlos Drumond&amp;nbsp;&amp;ldquo;confian&amp;ccedil;a &amp;eacute; um ato de f&amp;eacute; e dispensa racioc&amp;iacute;nio&amp;rdquo; se ele estiver com a raz&amp;atilde;o ent&amp;atilde;o isso se torna muito perigoso: Onde ser&amp;aacute; que nossos l&amp;iacute;deres nos levar&amp;atilde;o?&amp;nbsp;

Hoje estamos diante de uma situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o que nos exige confian&amp;ccedil;a cada vez maior e ela se apresenta muitas vezes inconfi&amp;aacute;vel. Pense comigo: Voc&amp;ecirc; confia no governo local, no estadual e nacional? Voc&amp;ecirc; confia no seu gerente?&amp;nbsp;Voc&amp;ecirc; confia no seu diretor? Voc&amp;ecirc; confia nos nossos processos, nas nossas leis, na transpar&amp;ecirc;ncia das transa&amp;ccedil;&amp;otilde;es? Afinal, em que voc&amp;ecirc; confia?

&amp;Eacute; assim como o mundo me parece hoje. E voc&amp;ecirc;, o que pensa sobre confiar?
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Artigo veiculado na R&amp;aacute;dio Som Maior Premium no dia 13/12/2011 e publicado no Jornal A Tribuna no dia 14/12/2011</itunes:summary><itunes:keywords>Como o mundo me parece</itunes:keywords><itunes:author>Beto Colombo</itunes:author><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:block>no</itunes:block><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/WZ31-eel6dg/audio_102.mp3" type="audio/mpeg" /><feedburner:origLink>http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/confiar-102</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/WZ31-eel6dg/audio_102.mp3" length="0" type="audio/mpeg" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.betocolombo.com.br/conteudo/audio/audio_102.mp3</feedburner:origEnclosureLink></item><item><title>Caixa de Pandora</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~3/oGcaZZ-ZQCI/caixa-de-pandora-236</link><guid isPermaLink="false">http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/caixa-de-pandora-236</guid><description>Querido leitor, que você esteja bem e em paz! Nosso tema hoje é sobre a caixa de Pandora.</description><author>beto@anjo.com.br (Beto Colombo)</author><category>Como o mundo me parece</category><pubDate>Mon, 12 Dec 2011 08:03:00 -0200</pubDate><itunes:subtitle>Querido leitor, que você esteja bem e em paz! Nosso tema hoje é sobre a caixa de Pandora.</itunes:subtitle><itunes:summary>Querido leitor, que voc&amp;ecirc; esteja bem e em paz! Nosso tema hoje &amp;eacute; sobre a caixa de Pandora.

Pense naqueles momentos em que nada d&amp;aacute; certo, parecendo que o universo inteiro conspira contra voc&amp;ecirc;, contra seu neg&amp;oacute;cio, sua fam&amp;iacute;lia, sua sa&amp;uacute;de. Momentos assim se traduzem pelos ditos populares: &amp;ldquo;Desgra&amp;ccedil;a pouca &amp;eacute; bobagem&amp;rdquo;, ou &amp;ldquo;A desgra&amp;ccedil;a sempre vem acompanhada&amp;rdquo;.
Segundo a mitologia, abriu-se a Caixa de Pandora. Mas, afinal, que caixa &amp;eacute; essa?
Conta-se que Prometeu avisou a seu irm&amp;atilde;o Epimeteu: - Tome cuidado com os presentes de J&amp;uacute;piter. J&amp;aacute; h&amp;aacute; algum tempo que ele anda furioso comigo porque ousei roubar o fogo dos c&amp;eacute;us para lev&amp;aacute;-lo aos homens. Mas, enquanto isso no Olimpo, J&amp;uacute;piter j&amp;aacute; havia ordenado a Vulcano que criasse uma criatura semelhante ao homem. Diante do pedido, ele e Minerva criaram uma linda mulher, quase t&amp;atilde;o bela quanto a mais bela das deusas. E Minerva apresentou-a a J&amp;uacute;piter, sugerindo-lhe cham&amp;aacute;-la de Pandora.
J&amp;uacute;piter, o pai dos Deuses, antes de dispensar a criatura, chamou-a a um canto e lhe disse que pretendia presente&amp;aacute;-la com uma caixa que, no entanto, n&amp;atilde;o poderia ser aberta em hip&amp;oacute;tese nenhuma.

Levando sua caixa, Pandora apresentou-se diante de Epimeteu. Por&amp;eacute;m, sua curiosidade foi mais forte. &amp;Agrave; noite, estendeu imediatamente a m&amp;atilde;o em dire&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao seu presente. N&amp;atilde;o podendo mais conter o desejo de abri-lo, ergueu a tampa da caixa numa vol&amp;uacute;pia insana de curiosidade que lhe p&amp;ocirc;s na espinha um arrepio gelado. Nem bem a tampa se abriu e Pandora viu escapar algo, a princ&amp;iacute;pio sem forma, parecendo que todos os ventos do mundo escapavam desordenadamente dali na pressa da fuga. Depois, surgiram v&amp;aacute;rios rostos deformados como retratos horrendos de doen&amp;ccedil;as, febres renitentes, inveja, todos os v&amp;iacute;cios que viriam acometer, no futuro, a alma humana.&amp;nbsp;

Gula, avareza, arrog&amp;acirc;ncia, crueldade, ego&amp;iacute;smo, todos os defeitos humanos dan&amp;ccedil;avam uma ciranda infernal sobre sua cabe&amp;ccedil;a, at&amp;eacute; que, arremessando-se &amp;agrave; caixa, conseguiu finalmente fech&amp;aacute;-la. Mas o mal j&amp;aacute; estava feito e Pandora olhou e viu, no fundo da caixa, uma &amp;uacute;nica criatura com um rosto maravilhoso, belo e eternamente jovem. Chamou-a de &amp;ldquo;Esperan&amp;ccedil;a&amp;rdquo; e foi assim, com esse valioso presente, que Pandora se apresentou diante dos homens.

Provavelmente voc&amp;ecirc; j&amp;aacute; viveu ou presenciou momentos em que uma s&amp;eacute;rie de acontecimentos negativos rondou sua vida. O que fazer em momentos assim? N&amp;atilde;o sei se esta dica serve para todos os casos, mas adianto que deu certo no meu caso.&amp;nbsp;

Primeiro, tente entender o que esses sinais est&amp;atilde;o querendo lhe dizer e tire proveito das li&amp;ccedil;&amp;otilde;es obtidas.&amp;nbsp;

Em segundo lugar, n&amp;atilde;o se precipite, pense por pelo menos sete dias, antes de tomar uma decis&amp;atilde;o que dar&amp;aacute; novo rumo &amp;agrave; sua vida, ou ao seu neg&amp;oacute;cio. Mas, por favor, n&amp;atilde;o cometa o erro do comodismo e n&amp;atilde;o caia na armadilha de achar que tudo voltar&amp;aacute; a ser como era antes, pois isso n&amp;atilde;o acontecer&amp;aacute;. As coisas precisam mudar e mudar &amp;agrave;s vezes para melhor.&amp;nbsp;

E se essas dicas n&amp;atilde;o servirem, que tal os do Marqu&amp;ecirc;s de Alorna, ao Rei de Portugal, Don Jos&amp;eacute;, ap&amp;oacute;s o terremoto que destruiu Lisboa em 1755? Don Jos&amp;eacute; pergunta-lhe: - O que devo fazer, Marqu&amp;ecirc;s? E ele respondeu: - Sepultar os mortos, cuidar dos vivos e fechar os portos.&amp;nbsp;

Em outras palavras, &amp;ldquo;sepultar os mortos&amp;rdquo;, nos diz que n&amp;atilde;o adianta ficar chorando, reclamando pelo ocorrido. Ele j&amp;aacute; &amp;eacute; passado e, como tal, deve ser sepultado. &amp;ldquo;Cuidar dos vivos&amp;rdquo; talvez seria investir no presente, no que ficou, nas pessoas, nos vivos, e fazer o que precisar ser feito. Recome&amp;ccedil;ar. &amp;ldquo;Fechar os portos&amp;rdquo;, provavelmente quer dizer que n&amp;atilde;o podemos cometer o mesmo erro. Vamos nos fortalecer internamente e focar a reconstru&amp;ccedil;&amp;atilde;o.

E &amp;eacute; sempre bom lembrar de uma frase c&amp;eacute;lebre de Nietzsche &amp;ldquo;O que n&amp;atilde;o nos mata, nos fortalece&amp;rdquo;.

Tudo morreu, tudo acabou, menos a esperan&amp;ccedil;a.

&amp;Eacute; assim como o mundo me parece hoje. E voc&amp;ecirc;, o que pensa sobre a caixa de Pandora?
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Artigo veiculado na R&amp;aacute;dio Som Maior Premium no dia 12/12/2011 e publicado no Jornal A Tribuna no dia 13/12/2011</itunes:summary><itunes:keywords>Como o mundo me parece</itunes:keywords><itunes:author>Beto Colombo</itunes:author><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:block>no</itunes:block><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/IQyp9yqM8mk/audio_236.mp3" type="audio/mpeg" /><feedburner:origLink>http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/caixa-de-pandora-236</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/IQyp9yqM8mk/audio_236.mp3" length="0" type="audio/mpeg" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.betocolombo.com.br/conteudo/audio/audio_236.mp3</feedburner:origEnclosureLink></item><item><title>Respeito às Crianças</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~3/ICYAssuEPDA/respeito-as-criancas-234</link><guid isPermaLink="false">http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/respeito-as-criancas-234</guid><description>Querido leitor, você já deve ter ouvido a expressão: “Foi mais fácil que tirar um pirulito de uma criança”.</description><author>beto@anjo.com.br (Beto Colombo)</author><category>Como o mundo me parece</category><pubDate>Fri, 09 Dec 2011 07:59:00 -0200</pubDate><itunes:subtitle>Querido leitor, você já deve ter ouvido a expressão: “Foi mais fácil que tirar um pirulito de uma criança”.</itunes:subtitle><itunes:summary>Querido leitor, voc&amp;ecirc; j&amp;aacute; deve ter ouvido a express&amp;atilde;o: &amp;ldquo;Foi mais f&amp;aacute;cil que tirar um pirulito de uma crian&amp;ccedil;a&amp;rdquo;. Realmente, enganar uma crian&amp;ccedil;a fr&amp;aacute;gil e indefesa &amp;eacute; f&amp;aacute;cil. Agora, para mim &amp;eacute; digno de pena&amp;nbsp;aquele empres&amp;aacute;rio que tira proveito disso para ganhar dinheiro.

&amp;ldquo;Deixai vir a mim as criancinhas&amp;rdquo;, disse Jesus, quando seus disc&amp;iacute;pulos quiseram impedi-las de estar com Ele. Muitas de nossas crian&amp;ccedil;as est&amp;atilde;o com gastrite por ingerir tantas coisas que n&amp;atilde;o d&amp;aacute; para chamar de alimentos, a n&amp;atilde;o ser, pelos inescrupulosos.

Eles est&amp;atilde;o com press&amp;atilde;o alta por ingerir sal e gorduras disfar&amp;ccedil;adas de alimentos. Muitas de nossas crian&amp;ccedil;as est&amp;atilde;o obesas e, ao mesmo tempo, desnutridas. Respeitem nossas crian&amp;ccedil;as...

As crian&amp;ccedil;as,&amp;nbsp;no meu entendimento, devem estar presentes na nossa vida como uma gra&amp;ccedil;a de Deus. &amp;Eacute; sin&amp;ocirc;nimo de beleza e de paz, para mim, ficar observando um beb&amp;ecirc; dormindo, uma crian&amp;ccedil;a sorrindo. Foi gratid&amp;atilde;o com meus filhos e nem quero pensar com meus netos.

Li sobre uma certa empresa de alimentos infantis dos Estados Unidos, cuja marca &amp;eacute; respeitada, inclusive daqui. De acordo com ele, v&amp;aacute;rios de seus executivos foram presos e a empresa praticamente destruiu-se por vender o que era basicamente &amp;aacute;gua colorida, chamando-a de suco de fruta para crian&amp;ccedil;as. Imagine voc&amp;ecirc;, aquele beb&amp;ecirc; que citei acima sendo enganado por esse tipo de negociata, porque n&amp;atilde;o d&amp;aacute; para denominar de empres&amp;aacute;rio.&amp;nbsp;

Outro fato importante para todos n&amp;oacute;s, empres&amp;aacute;rios, &amp;eacute; que devemos tomar cuidado para n&amp;atilde;o privarmos nossos profissionais da conviv&amp;ecirc;ncia com seus filhos, como por exemplo, transferi-los para cidades distantes, nas quais suas fam&amp;iacute;lias n&amp;atilde;o estejam inclu&amp;iacute;das. M&amp;atilde;e e pai devem ter tempo para ficar junto com seus filhos, por isso n&amp;atilde;o podemos afast&amp;aacute;-los do conv&amp;iacute;vio familiar.

Nada irrita mais o p&amp;uacute;blico do que uma empresa que n&amp;atilde;o seja consciente de suas responsabilidades com as crian&amp;ccedil;as.

Para quem gosta de B&amp;iacute;blia, est&amp;aacute; l&amp;aacute; em Marcos, cap&amp;iacute;tuo 10, vers&amp;iacute;culo 16: &amp;ldquo;Ent&amp;atilde;o, tomando-as nos bra&amp;ccedil;os e impondo-lhes as m&amp;atilde;os, as aben&amp;ccedil;oava.&amp;rdquo; Refletindo sobre isso, n&amp;atilde;o tem como n&amp;atilde;o lembrar de minha m&amp;atilde;e e da minha inf&amp;acirc;ncia. N&amp;atilde;o tem como n&amp;atilde;o se emocionar.

&amp;Eacute; assim como o mundo me parece hoje. E voc&amp;ecirc;, o que pensa sobre respeito &amp;agrave;s crian&amp;ccedil;as?
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Artigo veiculado na R&amp;aacute;dio Som Maior Premium no dia 09/12/2011 e publicado no Jornal A Tribuna no dia 10/12/2011</itunes:summary><itunes:keywords>Como o mundo me parece</itunes:keywords><itunes:author>Beto Colombo</itunes:author><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:block>no</itunes:block><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/HXml1BoUgzE/audio_234.mp3" type="audio/mpeg" /><feedburner:origLink>http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/respeito-as-criancas-234</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/HXml1BoUgzE/audio_234.mp3" length="0" type="audio/mpeg" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.betocolombo.com.br/conteudo/audio/audio_234.mp3</feedburner:origEnclosureLink></item><item><title>O Novo e o Velho</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~3/DI09IuFhGc8/o-novo-e-o-velho-233</link><guid isPermaLink="false">http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/o-novo-e-o-velho-233</guid><description>Querido leitor, nas organizações humanas, talvez o grande dilema que atravessa gerações seja a convivência do novo</description><author>beto@anjo.com.br (Beto Colombo)</author><category>Como o mundo me parece</category><pubDate>Thu, 08 Dec 2011 07:59:00 -0200</pubDate><itunes:subtitle>Querido leitor, nas organizações humanas, talvez o grande dilema que atravessa gerações seja a convivência do novo</itunes:subtitle><itunes:summary>Querido leitor, nas organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es humanas, talvez o grande dilema que atravessa gera&amp;ccedil;&amp;otilde;es seja a conviv&amp;ecirc;ncia do novo, que &amp;eacute; geralmente implac&amp;aacute;vel, com o velho, que em muitos casos &amp;eacute; inconteste.&amp;nbsp;

No conceito b&amp;aacute;sico budista, sofremos porque nos apegamos ao que passou, ao velho. Negamos e renegamos a imperman&amp;ecirc;ncia, ou seja, de que ningu&amp;eacute;m se banha na mesma &amp;aacute;gua. Afinal de contas, a &amp;aacute;gua flui, a vida passa e o rio vai ao encontro do mar.

Osho, mestre indiano que se mudou para os Estados Unidos onde morreu na d&amp;eacute;cada de 1980, diz que a vida &amp;eacute; o novo, a morte &amp;eacute; o velho. Para ele era assim e geralmente tem sido assim.

Para termos uma ideia deste confronto &amp;eacute; s&amp;oacute; olharmos em casa, onde nossos filhos adolescentes e jovens, querendo se posicionar na vida, confrontam-nos num bonito duelo entre o velho e o novo. No trabalho este confronto muitas vezes &amp;eacute; implac&amp;aacute;vel, pois exige transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de muitos que teimosamente insistem em se apegar ao velho.

Antigamente, quando meu pai precisava formar uma boa junta de bois para arar a terra, ele cangava um boi mais velho e experiente com um terneiro novo, forte e sem experi&amp;ecirc;ncia. No in&amp;iacute;cio era dif&amp;iacute;cil, logo, com um pouco de persist&amp;ecirc;ncia o trabalho flu&amp;iacute;a.

Lembro do livro &amp;ldquo;Quem mexeu no meu queijo&amp;rdquo;, de Spencer Johnson, onde Hem, o personagem apegado n&amp;atilde;o se conforma que o estoque de queijo havia se extinguido. Nost&amp;aacute;lgico, ele acreditava que assim como sumiu, o estoque retornaria. Jamais retornou.

Digo isso para contextualizar o que vi recentemente nas praias de Florian&amp;oacute;polis, onde, h&amp;aacute; anos, os pescadores, no final do outono e in&amp;iacute;cio do inverno,&amp;nbsp;aguardam a entrada das tainhas. Fazendo o caminho da ilha, observei a cada praia, homens olhando fixamente para o mar numa repeti&amp;ccedil;&amp;atilde;o do velho que vem desde os pais, av&amp;oacute;s, bisav&amp;oacute;s, tatarav&amp;oacute;s...

Contudo, penso que um dos segredos da nossa exist&amp;ecirc;ncia &amp;eacute; justamente a conviv&amp;ecirc;ncia pac&amp;iacute;fica entre o novo e o velho. E na singeleza e simplicidade dos pescadores pude perceber isso.&amp;nbsp;

Lembro que h&amp;aacute; anos, o olheiro avisava os demais pescadores que aguardavam na praia fazendo sinal com uma bandeira. &amp;Agrave;s vezes levava um bom tempo para ser notado. Passou o tempo e as tecnologias foram mudando, a ponto de usarem, inclusive, fogos de artif&amp;iacute;cio. O novo sempre se fazendo presente.

Contudo, nos dias atuais, o novo veio com o mais novo e agora, ao inv&amp;eacute;s de bandeira, de foguetes, os pescadores t&amp;ecirc;m o celular. Por interm&amp;eacute;dio do telefone, os olheiros podem dar mais detalhes da localiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, da quantidade de peixe e assim, os pescadores em terra, podem executar com mais efic&amp;aacute;cia suas atividades.

Um bom exemplo onde o novo e o velho convivem em harmonia e um em benef&amp;iacute;cio do outro.

&amp;Eacute; assim como o mundo me parece hoje. E voc&amp;ecirc;, o que pensa sobre o novo e o velho?
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Artigo veiculado na R&amp;aacute;dio Som Maior Premium no dia 08/12/2011 e publicado no Jornal A Tribuna no dia 09/12/2011</itunes:summary><itunes:keywords>Como o mundo me parece</itunes:keywords><itunes:author>Beto Colombo</itunes:author><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:block>no</itunes:block><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/pC48Hg4QHO4/audio_233.mp3" type="audio/mpeg" /><feedburner:origLink>http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/o-novo-e-o-velho-233</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/pC48Hg4QHO4/audio_233.mp3" length="0" type="audio/mpeg" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.betocolombo.com.br/conteudo/audio/audio_233.mp3</feedburner:origEnclosureLink></item><item><title>Simplicidade</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~3/hqL5_1PFzlg/simplicidade-232</link><guid isPermaLink="false">http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/simplicidade-232</guid><description>Querido leitor, que você esteja bem. Nosso tema hoje é discorrer sobre simplicidade.</description><author>beto@anjo.com.br (Beto Colombo)</author><category>Como o mundo me parece</category><pubDate>Wed, 07 Dec 2011 08:01:00 -0200</pubDate><itunes:subtitle>Querido leitor, que você esteja bem. Nosso tema hoje é discorrer sobre simplicidade.</itunes:subtitle><itunes:summary>Querido leitor, que voc&amp;ecirc; esteja bem. Nosso tema hoje &amp;eacute; discorrer sobre simplicidade. Voc&amp;ecirc; j&amp;aacute; reparou que o que est&amp;aacute; dando certo hoje s&amp;atilde;o as coisas simples?

O sistema de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o mais usado nos &amp;uacute;ltimos tempos &amp;eacute; o chamado Teoria das Restri&amp;ccedil;&amp;otilde;es, Produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o Puxada ou Teoria dos Gargalos, algo extremamente simples de ser compreendido e utilizado. O aparelho de celular mais desejado &amp;eacute; o Ifone, exatamente o mais simples de operar, e assim por diante.&amp;nbsp;

Poucos aguentam as empresas sofisticadas, complicadas, metidas, arrogantes. Pessoas com comportamento simples, empresas simples, f&amp;aacute;ceis, ter&amp;atilde;o boas chances de serem as vencedoras. Se o chique &amp;eacute; ser simples, ent&amp;atilde;o, para que complicar?

Pesquisas mostram que o principal atributo de profissionais que s&amp;atilde;o os melhores colegas de trabalho &amp;eacute; a simplicidade. E pessoas simples fazem uma empresa simples. E boa parte das pessoas tem pavor de empresas complicadas.&amp;nbsp;

Conhe&amp;ccedil;o empresa que consegue complicar tudo: uma simples emiss&amp;atilde;o de nota fiscal ou um pedido de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o vira uma novela. Dias desses, precisei devolver um produto com defeito e desisti, pois estava virando uma sindic&amp;acirc;ncia.

A empresa ideal, no meu ponto de vista como cliente, &amp;eacute; a empresa f&amp;aacute;cil, simples e &amp;aacute;gil. Para o cliente, a meu ver, tudo deve ser simplificado. Para os colegas de trabalho, para os fornecedores, a tend&amp;ecirc;ncia do momento &amp;eacute; ser simples. A cidade adora relacionar-se com empresas simples.

O grande desafio nos dias de hoje &amp;eacute; ser simples. No entanto, vemos ainda muitos produtos complicados, empresas complicadas. At&amp;eacute; parece que o mais f&amp;aacute;cil &amp;eacute; complicar. &amp;Eacute; mais f&amp;aacute;cil desconfiar das pessoas do que confiar nelas. &amp;Agrave;s vezes vejo atendentes dizendo: &amp;ldquo;isso n&amp;atilde;o &amp;eacute; comigo&amp;rdquo;, ao inv&amp;eacute;s de se dispor a buscar solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es.

Tenho visto que empresas autorit&amp;aacute;rias e centralizadoras s&amp;atilde;o as mais complicadas. Pense na sua empresa, ou at&amp;eacute; mesmo na sua vida: ela &amp;eacute; simples ou complicada? &amp;Eacute; f&amp;aacute;cil relacionar-se com ela? &amp;Eacute; f&amp;aacute;cil comprar, receber, pagar? Quanto tempo se leva para emitir uma nota fiscal? Quanto tempo se gasta entre o pedido do cliente e o momento de lhe entregar o que comprou? &amp;Eacute; f&amp;aacute;cil trocar uma mercadoria ou n&amp;atilde;o se aceita devolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o? &amp;Eacute; f&amp;aacute;cil ao interessado obter informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es sobre os produtos? &amp;Eacute; f&amp;aacute;cil falar com o presidente, com os diretores e gerentes? Ou &amp;eacute; preciso seguir o maldito procedimento que ningu&amp;eacute;m sabe o que &amp;eacute;?

Estou bem convencido: empresas chiques s&amp;atilde;o as empresas simples. Empresas bacanas s&amp;atilde;o as &amp;aacute;geis, f&amp;aacute;ceis, simples.

&amp;Eacute; assim como o mundo me parece hoje. E voc&amp;ecirc;, o que pensa sobre simplicidade?
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Artigo veiculado na R&amp;aacute;dio Som Maior Premium no dia 07/12/2011 e publicado no Jornal A Tribuna no dia 08/12/2011</itunes:summary><itunes:keywords>Como o mundo me parece</itunes:keywords><itunes:author>Beto Colombo</itunes:author><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:block>no</itunes:block><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/TNKmfYfBDMc/audio_232.mp3" type="audio/mpeg" /><feedburner:origLink>http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/simplicidade-232</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/TNKmfYfBDMc/audio_232.mp3" length="0" type="audio/mpeg" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.betocolombo.com.br/conteudo/audio/audio_232.mp3</feedburner:origEnclosureLink></item><item><title>Concentrar Forças</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~3/iQH_g4QrVGw/concentrar-forcas-231</link><guid isPermaLink="false">http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/concentrar-forcas-231</guid><description>Querido leitor, hoje vamos falar sobre concentre suas forças.</description><author>beto@anjo.com.br (Beto Colombo)</author><category>Como o mundo me parece</category><pubDate>Tue, 06 Dec 2011 07:59:00 -0200</pubDate><itunes:subtitle>Querido leitor, hoje vamos falar sobre concentre suas forças.</itunes:subtitle><itunes:summary>Querido leitor, hoje vamos falar sobre concentre suas for&amp;ccedil;as.

Costuma&amp;ndash;se dizer que vemos lobisomem, mula-sem-cabe&amp;ccedil;a, saci-perer&amp;ecirc; e outros bichos e mitos, por&amp;eacute;m, o bicho mais comumente encontrado no dia-a-dia &amp;eacute; o tal bicho macaco. Bicho macaco? Sim, bicho macaco.

O bicho macaco &amp;eacute; aquela pessoa que fica pulando de galho em galho, ou ainda, que quer pular em todos os galhos. &amp;Eacute; aquele que n&amp;atilde;o concentra as suas for&amp;ccedil;as em uma atividade, n&amp;atilde;o foca. Por vezes, empres&amp;aacute;rios desse tipo s&amp;atilde;o comerciantes bem-sucedidos que se acham grandes administradores e resolvem diversificar seus neg&amp;oacute;cios sem conhecer onde est&amp;atilde;o pisando. Uns viram criadores de cavalos, outros viram fazendeiros, outros, ainda, fabricam os pr&amp;oacute;prios produtos. Sem falar em outras atividades nas quais muitos entram equivocadamente.

A vida, muitas vezes, &amp;eacute; feita de escolhas, de parcerias. Analisemos as grandes empresas, as empresas que foram feitas para durar, como elas costumam buscar parceiros para juntos tra&amp;ccedil;arem caminhos? Vejamos o exemplo do Microsoft e da parceira Intel.&amp;nbsp;

Geralmente em hist&amp;oacute;ria de sucesso empresarial, a parceria &amp;eacute; uma estrat&amp;eacute;gia adotada. Respeito, mas questiono quando converso com empres&amp;aacute;rios que me falam: &amp;ldquo;Eu compro de quem me vende mais barato&amp;rdquo;, pois com essa pol&amp;iacute;tica, acabam enchendo suas prateleiras de diversas marcas, ficam pulando de uma f&amp;aacute;brica para outra, confundindo at&amp;eacute; mesmo os consumidores.&amp;nbsp;

Talvez a dica seja: concentre suas for&amp;ccedil;as. Canalize suas energias no seu ponto mais forte. Se ganha mais descobrindo uma mina rica e cavando fundo do que pulando de uma mina rasa para outra, para mim, a profundidade derrota a superficialidade.

Que tal refletir: &amp;ldquo;&amp;Eacute; melhor ter um parceiro verdadeiro e fiel do que ter muitos fornecedores oportunistas e infi&amp;eacute;is&amp;rdquo;.&amp;nbsp;

&amp;Eacute; assim como o mundo me parece hoje. E voc&amp;ecirc;, o que pena sobre concentrar for&amp;ccedil;as?
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Artigo veiculado na R&amp;aacute;dio Som Maior Premium no dia 06/12/2011 e publicado no Jornal A Tribuna no dia 07/12/2011</itunes:summary><itunes:keywords>Como o mundo me parece</itunes:keywords><itunes:author>Beto Colombo</itunes:author><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:block>no</itunes:block><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/iQ6PV_qvS0M/audio_231.mp3" type="audio/mpeg" /><feedburner:origLink>http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/concentrar-forcas-231</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/iQ6PV_qvS0M/audio_231.mp3" length="0" type="audio/mpeg" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.betocolombo.com.br/conteudo/audio/audio_231.mp3</feedburner:origEnclosureLink></item><item><title>Diálogo Anormal</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~3/d6EDM74Kx-c/dialogo-anormal-230</link><guid isPermaLink="false">http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/dialogo-anormal-230</guid><description>Querido leitor, que você esteja bem. Hoje vamos fazer um diálogo anormal.</description><author>beto@anjo.com.br (Beto Colombo)</author><category>Como o mundo me parece</category><pubDate>Mon, 05 Dec 2011 08:00:00 -0200</pubDate><itunes:subtitle>Querido leitor, que você esteja bem. Hoje vamos fazer um diálogo anormal.</itunes:subtitle><itunes:summary>Querido leitor, que voc&amp;ecirc; esteja bem. Hoje vamos fazer um di&amp;aacute;logo anormal.

Dias desses, atendi um novo partilhante que entrou no consult&amp;oacute;rio e, de pronto, me disse: &amp;ldquo;Eu n&amp;atilde;o consigo me adaptar nesse mundo. Ser&amp;aacute; que eu sou anormal?&amp;rdquo; Confesso que a frase me pegou de chofre e me fez refletir alguns segundos, enquanto ele se ajeitava na poltrona. Perguntei-me silenciosamente naquela fra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de segundos: O que &amp;eacute; ser normal?

Minha resposta, naquele momento, foi mais ou menos assim: Bem-vindo querido amigo! Normal, como o nome j&amp;aacute; diz, &amp;eacute; todo aquele cidad&amp;atilde;o que est&amp;aacute; de acordo com a norma, com um padr&amp;atilde;o pr&amp;eacute;-estabelecido. Mais do que isso: &amp;eacute; parecido com todo mundo nas a&amp;ccedil;&amp;otilde;es, que &amp;eacute; como todo mundo &amp;eacute;, pensa parecido como todo mundo pensa, vive como todos vivem, sente como todo mundo sente.

- Ent&amp;atilde;o eu n&amp;atilde;o sou normal. - Afirmou meu partilhante.

Meus pensamentos teimavam em verbalizar, mas consegui me conter e n&amp;atilde;o soltar a seguinte frase:&amp;nbsp; Ainda bem que voc&amp;ecirc; n&amp;atilde;o &amp;eacute; normal.

Naquele di&amp;aacute;logo intenso, ele teimava em me perguntar:&amp;nbsp;

- Voc&amp;ecirc; j&amp;aacute; tratou de pessoa como eu, assim fora do normal?&amp;nbsp;

No meu di&amp;aacute;logo mental, sem falar,&amp;nbsp; respondi:&amp;nbsp; &amp;ldquo;Muitas pessoas ditas como normais se bem examinadas podemos dizer que n&amp;atilde;o o s&amp;atilde;o&amp;rdquo;.&amp;nbsp;Lembrei-me naquela ocasi&amp;atilde;o de Machado de Assis&amp;nbsp;e seu livro o Alienista. Provavelmente muitos de n&amp;oacute;s estar&amp;iacute;amos cativos na Casa Verde.&amp;nbsp;

A &amp;uacute;nica fala que fiz para meu partilhante foi: &amp;ldquo;O que voc&amp;ecirc; acha?&amp;rdquo; Mas minha resposta&amp;nbsp;&amp;ldquo;muda&amp;rdquo; foi somente &amp;ldquo;aquieta teu cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o amigo, voc&amp;ecirc; n&amp;atilde;o est&amp;aacute; sozinho&amp;rdquo;. Sorrindo disse a ele: &amp;ldquo;J&amp;aacute; , j&amp;aacute; vamos verificar o que est&amp;aacute; acontecendo com voc&amp;ecirc;&amp;rdquo;.

- &amp;ldquo;Mas Beto, por eu n&amp;atilde;o ser normal eu sou discriminado na minha fam&amp;iacute;lia. Meus pais j&amp;aacute; me exclu&amp;iacute;ram at&amp;eacute; das festas de final de ano, sou motivo de piada nos ambientes em que tento frequentar, sinto que todo mundo me olha quando entro. A sociedade n&amp;atilde;o me aceita como eu sou, eu n&amp;atilde;o consigo me adaptar&amp;rdquo;. Falou longamente meu partilhante em l&amp;aacute;grimas.&amp;nbsp;

O que fazer? Cada caso &amp;eacute; um caso e sem a historicidade nada podemos sugerir, nada. E muito menos, concluir alguma coisa.

Depois dos exames de categoriais, de ouvir a hist&amp;oacute;ria de vida e descobrir como meu partilhante funcionava, juntos convencionamos que no caso dele, a melhor solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o seria a mudan&amp;ccedil;a da circunst&amp;acirc;ncia, ou seja, daquilo que o circunda. Geralmente, em casos como desse partilhante,&amp;nbsp;a sa&amp;iacute;da &amp;eacute; encontrar um grupo social no qual ele &amp;eacute; aceito e o meu papel como terapeuta &amp;eacute; auxili&amp;aacute;-lo a encontrar o grupo daquela natureza, ou seja, auxili&amp;aacute;-lo a trilhar seu pr&amp;oacute;prio caminho.

Querido leitor, eu posso ressaltar a voc&amp;ecirc; que h&amp;aacute; sim espa&amp;ccedil;o nesse mundo para aqueles que n&amp;atilde;o se submetem a press&amp;atilde;o das normas, para aqueles que n&amp;atilde;o agem como se espera, para aqueles que buscam sa&amp;iacute;das criativas e fora do normal.

O que &amp;eacute; ser&amp;nbsp;normal? Albert Einstein era normal? Grambel era normal? Beethoven, Thomas Edson, Steve Jobs eram normais?&amp;nbsp;

E voc&amp;ecirc; j&amp;aacute; saiu do normal?&amp;nbsp;&amp;nbsp;

&amp;Eacute; assim como o mundo me parece hoje. E voc&amp;ecirc;, o que pensa de ser normal?
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Artigo veiculado na R&amp;aacute;dio Som Maior Premium no dia 05/12/2011 e publicado no Jornal A Tribuna no dia 06/12/2011</itunes:summary><itunes:keywords>Como o mundo me parece</itunes:keywords><itunes:author>Beto Colombo</itunes:author><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:block>no</itunes:block><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/-kc3R_vOCBs/audio_230.mp3" type="audio/mpeg" /><feedburner:origLink>http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/dialogo-anormal-230</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/-kc3R_vOCBs/audio_230.mp3" length="0" type="audio/mpeg" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.betocolombo.com.br/conteudo/audio/audio_230.mp3</feedburner:origEnclosureLink></item><item><title>Medo da Própria Sombra</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~3/FZUn9974vic/medo-da-propria-sombra-227</link><guid isPermaLink="false">http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/medo-da-propria-sombra-227</guid><description>Querido leitor, que você esteja bem. Hoje vamos nos aprofundar num tema bem interessante: medo da própria sombra.</description><author>beto@anjo.com.br (Beto Colombo)</author><category>Como o mundo me parece</category><pubDate>Thu, 01 Dec 2011 07:59:00 -0200</pubDate><itunes:subtitle>Querido leitor, que você esteja bem. Hoje vamos nos aprofundar num tema bem interessante: medo da própria sombra.</itunes:subtitle><itunes:summary>Querido leitor, que voc&amp;ecirc; esteja bem. Hoje vamos nos aprofundar num tema bem interessante: medo da pr&amp;oacute;pria sombra.

Tenho ouvido queixas de alguns colegas empres&amp;aacute;rios, de o quanto &amp;ldquo;est&amp;aacute; dif&amp;iacute;cil encontrar novos executivos nos dias de hoje, pessoas empreendedoras, desafiadoras, corajosas, que gostem do desconhecido, gostem de tomar decis&amp;otilde;es, de assumir riscos. No entanto, encontramos muitos bons executivos que t&amp;ecirc;m medo da pr&amp;oacute;pria sombra&amp;rdquo;.&amp;nbsp; Medo da pr&amp;oacute;pria sombra!

Conta a hist&amp;oacute;ria que por volta de 340 a.C. Filoneico quis vender um lindo cavalo, embora fogoso, para o Filipe II, Rei da Maced&amp;ocirc;nia. O rei, furioso, perguntou-lhe: &amp;ldquo;Para que serve um cavalo se nenhum homem pode ficar em cima dele?&amp;rdquo; Foi quando Alexandre, seu filho, disse: &amp;ldquo;Eu posso, pai.&amp;rdquo;&amp;nbsp;

Irritado e desafiado perante a multid&amp;atilde;o pela mania de grandeza de seu filho de 15 anos respondeu: &amp;ldquo;Se voc&amp;ecirc; conseguir o que nenhum homem consegue, compro o cavalo de qualquer modo para voc&amp;ecirc;, por&amp;eacute;m, se cair, ter&amp;aacute; que pagar o cavalo&amp;rdquo;.

Alexandre aproximou-se do cavalo e percebeu que o animal estava se assustando com a pr&amp;oacute;pria sombra. Ent&amp;atilde;o, colocou-o de frente para o sol para projetar a sombra para tr&amp;aacute;s. Em seguida, Alexandre o montou, cavalgando sempre em linha reta, sob os aplausos da plat&amp;eacute;ia.&amp;nbsp;

A partir daquele dia, o cavalo passou a ser de Alexandre, que lhe deu o nome de Buc&amp;eacute;falo. O animal tornou-se seu companheiro de muitas batalhas e acabou morrendo numa delas, na &amp;Iacute;ndia. Em sua homenagem, Alexandre fundou a cidade de Buc&amp;eacute;fala.

Em portugu&amp;ecirc;s, buc&amp;eacute;falo significa cavalo fogoso ou sujeito imbecil, em alus&amp;atilde;o ao comportamento de um animal que se assusta com a pr&amp;oacute;pria sombra.&amp;nbsp;

Fala-se que essa nova gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; v&amp;iacute;tima de uma educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o que est&amp;aacute; formando cidad&amp;atilde;os e cidad&amp;atilde;s para serem apenas comandados, que n&amp;atilde;o gostam de empreender, que n&amp;atilde;o gostam de desafios, de assumir riscos, que se assustam com a pr&amp;oacute;pria sombra.

N&amp;atilde;o acredito nisso. Acredito que precisamos virar para o sol e deixar a sombra para tr&amp;aacute;s porque, para alcan&amp;ccedil;armos o sucesso na carreira, precisamos perder o medo de tomar decis&amp;otilde;es, de assumir riscos, de subir nos buc&amp;eacute;falos da vida.

Mesmo que para isso tenhamos que cair algumas vezes da sela e, ent&amp;atilde;o, transformarmo-nos de filho de Filipe II , Rei da Maced&amp;ocirc;nia, em Alexandre, o Grande.

&amp;Eacute; assim como o mundo me parece hoje. E voc&amp;ecirc;, o que pensa sobre medo da pr&amp;oacute;pria sombra?
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Artigo veiculado na R&amp;aacute;dio Som Maior Premium no dia 01/12/2011 e publicado no Jornal A Tribuna no dia 02/12/2011</itunes:summary><itunes:keywords>Como o mundo me parece</itunes:keywords><itunes:author>Beto Colombo</itunes:author><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:block>no</itunes:block><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/HK7JzdnQNoo/audio_227.mp3" type="audio/mpeg" /><feedburner:origLink>http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/medo-da-propria-sombra-227</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/HK7JzdnQNoo/audio_227.mp3" length="0" type="audio/mpeg" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.betocolombo.com.br/conteudo/audio/audio_227.mp3</feedburner:origEnclosureLink></item><item><title>Maior Herança</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~3/pdXchuvcu20/maior-heranca-228</link><guid isPermaLink="false">http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/maior-heranca-228</guid><description>Querido leitor, que você esteja bem e em paz! Nosso tema de hoje é sobre o comentário de um ouvinte sobre um dos temas abordados aqui neste espaço: a maior herança.</description><author>beto@anjo.com.br (Beto Colombo)</author><category>Como o mundo me parece</category><pubDate>Wed, 30 Nov 2011 08:01:00 -0200</pubDate><itunes:subtitle>Querido leitor, que você esteja bem e em paz! Nosso tema de hoje é sobre o comentário de um ouvinte sobre um dos temas abordados aqui neste espaço: a maior herança.</itunes:subtitle><itunes:summary>Querido leitor, que voc&amp;ecirc; esteja bem e em paz! Nosso tema de hoje &amp;eacute; sobre o coment&amp;aacute;rio de um ouvinte sobre um dos temas abordados aqui neste espa&amp;ccedil;o: a maior heran&amp;ccedil;a.

Recentemente comentei aqui neste espa&amp;ccedil;o &amp;ldquo;Como o Mundo me Parece&amp;rdquo; o caso de uma senhora que havia perdido sua casa, os m&amp;oacute;veis e at&amp;eacute; o carro na &amp;uacute;ltima enchente que ocorreu em Itaja&amp;iacute;. Falando para um jornal televisivo, ela disse emocionada que havia perdido tudo, e que s&amp;oacute; ficou a vida.&amp;nbsp;

Lembro-me que no artigo daquela ocasi&amp;atilde;o&amp;nbsp;questionei se o &amp;ldquo;tudo&amp;rdquo; eram os bens f&amp;iacute;sicos ou o tudo era a nossa vida, pois, a partir dela, podemos recome&amp;ccedil;ar e adquirir aos poucos tudo de novo. Sem vida, n&amp;atilde;o h&amp;aacute; geladeira, fog&amp;atilde;o, casa e at&amp;eacute; carro.

A partir deste artigo, recebi alguns retornos e um e-mail foi especial que desejo partilhar que &amp;eacute; de um ouvinte que agradece as mensagens matutinas dizendo que ele e a sua esposa escutam a primeira edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do programa &amp;agrave;s 6h50 ainda deitados. &amp;ldquo;Suas mensagens me fazem muito bem&amp;rdquo;, comentou ele.

Contudo, ele salienta que de todas, a mensagem intitulada como &amp;ldquo;Vida&amp;rdquo;&amp;nbsp;&amp;eacute; a que despertou a vontade de enviar uma retorno. Assim o fez.

O ouvinte disse que o artigo fez com que fizesse um deslocamento longo, indo h&amp;aacute; mais de 30 anos, quando seu pai faleceu e teve que dividir a responsabilidade dos neg&amp;oacute;cios da fam&amp;iacute;lia com outros irm&amp;atilde;os e irm&amp;atilde;s. E aqui, indispens&amp;aacute;vel dizer que entraram tamb&amp;eacute;m os esposos e as esposas. &amp;ldquo;Foi muito dif&amp;iacute;cil me digladiar com o sangue do meu sangue e, quando percebi, todos os bens e neg&amp;oacute;cios de meu pai passavam de uma m&amp;atilde;o a outra sem a minha concord&amp;acirc;ncia&amp;rdquo;.

O ouvinte relata que no in&amp;iacute;cio ficou um pouco arredio, apegado, o que lhe rendeu fadiga, baixa energia, algumas interna&amp;ccedil;&amp;otilde;es e quase um infarto fulminante. Foi quando olhou para dentro de si, para sua fam&amp;iacute;lia, seus filhos, e disse que estava numa encruzilhada: optar pelo confronto, pela sombra e a doen&amp;ccedil;a, ou optar pelo fluir, pela luz, pela vida. Optou por essa, pela vida.&amp;nbsp;

Disse a pessoa em seu e-mail: &amp;ldquo;O que sei &amp;eacute; que desisti de lutar mais do que j&amp;aacute; havia lutado para salvar nosso patrim&amp;ocirc;nio herdado de nosso pai que estranhamente n&amp;atilde;o estava mais no seu nome. Olhei ent&amp;atilde;o para meus filhos e com as minhas m&amp;atilde;os e o meu car&amp;aacute;ter resolvi dar uma nova heran&amp;ccedil;a para eles&amp;rdquo;. De acordo com ele, investiu mais ainda em honra, car&amp;aacute;ter, moral, qualidades que n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o roubadas e nem se v&amp;atilde;o com nenhuma enchente e que nenhum fogo queimaria.&amp;nbsp;

Ent&amp;atilde;o, a partir desta terra arrasada que a resili&amp;ecirc;ncia novamente se fez presente na hist&amp;oacute;ria humana e este ouvinte conseguiu dar a volta por cima e fazer do lim&amp;atilde;o uma limonada. Perdeu seus bens materiais, mas n&amp;atilde;o perdeu seu foco, sua determina&amp;ccedil;&amp;atilde;o, sua honra. Assim, construiu seu patrim&amp;ocirc;nio, pois percebeu que tinha for&amp;ccedil;as para trabalhar.

Meu ouvinte lembra que o&amp;nbsp; nome &amp;ldquo;limpo&amp;rdquo; e honrado do seu pai foi tamb&amp;eacute;m uma grande janela no seu in&amp;iacute;cio de vida profissional. Talvez seja isso que nossos filhos queiram de heran&amp;ccedil;a: exemplos. No e-mail que recebi, ele ainda lembra que o artigo &amp;ldquo;Vida&amp;rdquo;&amp;nbsp;que ouviu na R&amp;aacute;dio Som Maior Premium foi uma li&amp;ccedil;&amp;atilde;o muito grande na sua vida, pois pensava que a morte acabava tudo, era o fim de tudo. Pode ser o in&amp;iacute;cio de uma vida. Foi para ele!

Talvez, mais do que pensar que planeta vamos deixar para nossos filhos, dev&amp;ecirc;ssemos refletir que&amp;nbsp;filhos deixaremos para nosso planeta. E, provavelmente, o esclarecimento e a informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, al&amp;eacute;m do exemplo, sejam a grande heran&amp;ccedil;a que possamos deixar para nossos filhos.

&amp;Eacute; assim como o mundo me parece hoje. E voc&amp;ecirc;, o que pensa sobre isso?
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Artigo veiculado na R&amp;aacute;dio Som Maior Premium no dia 30/11/2011 e publicado no Jornal A Tribuna no dia 01/12/2011</itunes:summary><itunes:keywords>Como o mundo me parece</itunes:keywords><itunes:author>Beto Colombo</itunes:author><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:block>no</itunes:block><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/R2UQonQUG0Q/audio_228.mp3" type="audio/mpeg" /><feedburner:origLink>http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/maior-heranca-228</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/R2UQonQUG0Q/audio_228.mp3" length="0" type="audio/mpeg" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.betocolombo.com.br/conteudo/audio/audio_228.mp3</feedburner:origEnclosureLink></item><item><title>Canto das Sereias</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~3/kb8MovNeRJ0/canto-das-sereias-226</link><guid isPermaLink="false">http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/canto-das-sereias-226</guid><description>Querido leitor, rogo que você esteja bem! </description><author>beto@anjo.com.br (Beto Colombo)</author><category>Como o mundo me parece</category><pubDate>Tue, 29 Nov 2011 07:59:00 -0200</pubDate><itunes:subtitle>Querido leitor, rogo que você esteja bem! </itunes:subtitle><itunes:summary>Querido leitor, rogo que voc&amp;ecirc; esteja bem! Conta a mitologia grega que em seu regresso de Tr&amp;oacute;ia ao seu Reino &amp;Iacute;taca, Ulisses enfrenta diversas prova&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Uma delas foi a passagem pela costa da Ilha das Sereias.

As sereias eram ninfas marinhas que tinham o poder de enfeiti&amp;ccedil;ar com o seu canto, todos que as ouvissem, de modo que os infortunados marinheiros sentiam-se irresistivelmente impelidos a se atirarem ao mar, onde encontravam a morte.&amp;nbsp;

Aconselhado por Cirne, Ulisses tampou com cera os ouvidos de seus marinheiros, de modo que eles n&amp;atilde;o pudessem ouvir o canto e pediu que o amarrassem no mastro do navio, instruindo seus homens para n&amp;atilde;o libert&amp;aacute;-lo at&amp;eacute; passar pela Ilha das Sereias. Assim o fez e dessa forma passaram s&amp;atilde;os e salvos.

H&amp;aacute; um ditado popular que diz: &amp;ldquo;&amp;Eacute; melhor ouvir isso do que ser surdo&amp;rdquo;. Voc&amp;ecirc; j&amp;aacute; deve ter escutado por a&amp;iacute;, n&amp;atilde;o &amp;eacute; mesmo?

Nas empresas, quantos colegas trocam seus empregos atra&amp;iacute;dos pelo canto da sereia com promessas milagrosas, que nunca aconteceram e em seguida est&amp;atilde;o a&amp;iacute; arrependidos, querendo voltar? Nessas horas, muitos deles preferem estar com ouvidos encerados. Deputados, vereadores e vereadoras que mudaram de partidos atra&amp;iacute;dos pelo canto da sereia, voc&amp;ecirc; conhece algum?

Muitas vezes, o melhor &amp;eacute; ser surdo do que cair no canto da sereia, ou ent&amp;atilde;o, ouvir cal&amp;uacute;nias, fofocas, difama&amp;ccedil;&amp;otilde;es sobre n&amp;oacute;s para n&amp;atilde;o sofrer o que sofremos, n&amp;atilde;o &amp;eacute; mesmo?

Minha av&amp;oacute; dizia que uma cal&amp;uacute;nia, uma fofoca, uma vez pronunciada em p&amp;uacute;blico &amp;eacute; como jogar um saco de plumas ao vento. &amp;Eacute; imposs&amp;iacute;vel recolhermos na &amp;iacute;ntegra.

Ulisses, nessa passagem, pode escolher entre ouvir ou n&amp;atilde;o ouvir o canto das sereias e ele foi dono de seus atos, ele pode optar e escolheu ouvir. Essa, talvez seja uma boa dica para n&amp;oacute;s. Temos o livre arb&amp;iacute;trio, podemos tapar nossos ouvidos na hora que quisermos, ao inv&amp;eacute;s de alugarmos as cal&amp;uacute;nias, as fofocas e not&amp;iacute;cias que nos atormentam.

Quem tem ouvido para ouvir, ou&amp;ccedil;a. Ou ent&amp;atilde;o tampe com cera. Voc&amp;ecirc; tem esse direito.

&amp;Eacute; assim como o mundo me parece hoje. E voc&amp;ecirc;, o que pensa sobre o canto das sereias?
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Artigo veiculado na R&amp;aacute;dio Som Maior Premium no dia 29/11/2011 e publicado no Jornal A Tribuna no dia 30/11/2011</itunes:summary><itunes:keywords>Como o mundo me parece</itunes:keywords><itunes:author>Beto Colombo</itunes:author><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:block>no</itunes:block><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/7TYs9-Knl-U/audio_226.mp3" type="audio/mpeg" /><feedburner:origLink>http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/canto-das-sereias-226</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/7TYs9-Knl-U/audio_226.mp3" length="0" type="audio/mpeg" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.betocolombo.com.br/conteudo/audio/audio_226.mp3</feedburner:origEnclosureLink></item><item><title>Não me Arrependo do Silêncio</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~3/Ar5sxMvvesE/nao-me-arrependo-do-silencio-223</link><guid isPermaLink="false">http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/nao-me-arrependo-do-silencio-223</guid><description>Querido leitor, que você esteja bem e em paz. É um contra-senso, mas hoje vamos refletir sobre o silêncio, falando...</description><author>beto@anjo.com.br (Beto Colombo)</author><category>Como o mundo me parece</category><pubDate>Mon, 28 Nov 2011 07:59:00 -0200</pubDate><itunes:subtitle>Querido leitor, que você esteja bem e em paz. É um contra-senso, mas hoje vamos refletir sobre o silêncio, falando...</itunes:subtitle><itunes:summary>Querido leitor, que voc&amp;ecirc; esteja bem e em paz. &amp;Eacute; um contra-senso, mas hoje vamos refletir sobre o sil&amp;ecirc;ncio, falando...

Durante as minhas leituras di&amp;aacute;rias, h&amp;aacute; dias, deparei-me com uma frase que j&amp;aacute; conhecia. Mas, de t&amp;atilde;o simples e profunda, resolvi transcrev&amp;ecirc;-la para uma folha de papel em branco e passei a l&amp;ecirc;-la quase que diariamente. De tempo em tempo, quando me era oportuno, puxava o papelzinho do bolso da cal&amp;ccedil;a, &amp;agrave;s vezes da camisa, e lia.

Dizia a frase atribu&amp;iacute;da a Xen&amp;oacute;crates, disc&amp;iacute;pulo de Plat&amp;atilde;o: &amp;ldquo;Arrependo-me de coisas que disse, mas jamais do meu sil&amp;ecirc;ncio&amp;rdquo;. Escreveu sobre filosofia e matem&amp;aacute;tica e, embora quase todos os seus livros tenham desaparecido, dois deles s&amp;atilde;o sempre lembrados: &amp;quot;Em N&amp;uacute;meros&amp;quot; e &amp;quot;A Teoria dos N&amp;uacute;meros&amp;quot;.&amp;nbsp;

Jung certa vez disse que escrevemos o que nos inquieta. Na verdade, ele disse que nossas obras t&amp;ecirc;m muito a ver com as inquieta&amp;ccedil;&amp;otilde;es dos seus autores e este artigo sobre o sil&amp;ecirc;ncio me mexe muito. Quando li a frase de Xen&amp;oacute;crates, lembrei-me de pronto das muitas vezes que acordei com a ressaca depois de um pouco mais de vinho da noite anterior, mas a dor de cabe&amp;ccedil;a n&amp;atilde;o foi da bebida, e sim do que eu falei.

Tamb&amp;eacute;m, neste momento em que reflito sobre &amp;ldquo;arrependo-me de coisas que disse, mas jamais do meu sil&amp;ecirc;ncio&amp;rdquo;, me vem &amp;agrave; mente a frase do rei da Espanha, Juan Carlos, direcionada ao presidente da Venezuela, Hugo Chavez, durante a c&amp;uacute;pula Ibero-americana, em 2007. Disse o rei, que desceu da sua pompa real, a Chavez: &amp;ldquo;Por que tu n&amp;atilde;o te callas?&amp;rdquo;

Acabamos de ficar em terceiro lugar nos Jogos Panamericanos, atr&amp;aacute;s do Estados Unidos e de Cuba. Dos Estados Unidos por quest&amp;otilde;es &amp;oacute;bvias, mas Cuba, um pa&amp;iacute;s muito menor em tudo em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao Brasil, justamente pelas medalhas de Ouro. E aqui, mais uma vez, o tema deste nosso artigo cai como uma luva: &amp;ldquo;As palavras valem prata, mas o sil&amp;ecirc;ncio &amp;eacute; ouro&amp;rdquo;.

&amp;Eacute; percept&amp;iacute;vel que o sil&amp;ecirc;ncio fala muito alto, por isso que muitos de n&amp;oacute;s, em determinadas ocasi&amp;otilde;es, fugimos dele. Gritar na frente de uma pessoa que serenamente permanece em sil&amp;ecirc;ncio deixa o grit&amp;atilde;o mais irritado. Em determinadas situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es o fraco grita, o poderoso silencia.

Parece que nos foi ensinado ainda na tenra idade a falar algo sobre tudo. Parece que sempre temos algo a dizer, uma frase a acrescentar, um conselho a dar, uma cr&amp;iacute;tica a fazer. Ser&amp;aacute; que n&amp;atilde;o podemos falar com o sil&amp;ecirc;ncio? Ou ent&amp;atilde;o com um olhar, com um abra&amp;ccedil;o, um sorriso...

H&amp;aacute; momentos e momentos. H&amp;aacute; momentos de falar e h&amp;aacute; momentos de calar. Contudo, como saber qual o ideal, se n&amp;atilde;o nos calamos?

&amp;Eacute; assim como o mundo me parece hoje. E voc&amp;ecirc;, o que pensa sobre o momento de calar?
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Artigo veiculado na R&amp;aacute;dio Som Maior Premium no dia 28/11/2011 e publicado no Jornal A Tribuna no dia 29/11/2011</itunes:summary><itunes:keywords>Como o mundo me parece</itunes:keywords><itunes:author>Beto Colombo</itunes:author><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:block>no</itunes:block><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/uWbulv6BFPA/audio_223.mp3" type="audio/mpeg" /><feedburner:origLink>http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/nao-me-arrependo-do-silencio-223</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/uWbulv6BFPA/audio_223.mp3" length="0" type="audio/mpeg" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.betocolombo.com.br/conteudo/audio/audio_223.mp3</feedburner:origEnclosureLink></item><item><title>Filosofia e Música</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~3/Cu1f79w7_V4/filosofia-e-musica-225</link><guid isPermaLink="false">http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/filosofia-e-musica-225</guid><description>Querido leitor, que você esteja bem. Hoje, em nosso comentário, vamos falar sobre filosofia e música.</description><author>beto@anjo.com.br (Beto Colombo)</author><category>Como o mundo me parece</category><pubDate>Fri, 25 Nov 2011 07:58:00 -0200</pubDate><itunes:subtitle>Querido leitor, que você esteja bem. Hoje, em nosso comentário, vamos falar sobre filosofia e música.</itunes:subtitle><itunes:summary>Querido leitor, que voc&amp;ecirc; esteja bem. Hoje, em nosso coment&amp;aacute;rio, vamos falar sobre filosofia e m&amp;uacute;sica.

Filosofia, como sabemos, significa &amp;ldquo;amigo da sabedoria&amp;rdquo;. E tamb&amp;eacute;m sabemos que todos filosofamos, de um jeito ou de outro e que cada um que me l&amp;ecirc; nesta coluna n&amp;atilde;o deixa de ser um pensador, um fil&amp;oacute;sofo.

Mas, para pensar, para filosofar, &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio fazer algo fundamental: perguntar, questionar. A pergunta abre, impulsiona, nos faz movimentar. A pergunta nos move. Talvez as descobertas mais importantes da humanidade surgiram com as perguntas. Justificada a import&amp;acirc;ncia da pergunta, vamos a uma: quanta filosofia h&amp;aacute; nas notas musicais?&amp;nbsp;

Caetano Veloso canta sabiamente: &amp;quot;Quando eu te encontrei frente a frente n&amp;atilde;o vi o meu rosto, chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto mau gosto. &amp;Eacute; que Narciso acha feio o que n&amp;atilde;o &amp;eacute; espelho, e a mente apavora o que ainda n&amp;atilde;o &amp;eacute; mesmo velho&amp;quot;... Por interm&amp;eacute;dio da m&amp;uacute;sica Sampa, Caetano retrata a cidade de S&amp;atilde;o Paulo em pleno eldorado brasileiro, com seu frio concreto e o formigueiro humano do final da d&amp;eacute;cada de 1960. E tamb&amp;eacute;m o quanto ele estranhou o lugar bem diferente das cidades praianas em que ele vivera at&amp;eacute; ent&amp;atilde;o.

Chico Buarque, outro &amp;iacute;cone da nossa m&amp;uacute;sica, extravasa na m&amp;uacute;sica Roda Viva, de 1967, ao dizer que: &amp;quot;A gente quer ter voz ativa, no nosso destino mandar, mas eis que chega a roda viva e carrega o destino pra l&amp;aacute;. A gente vai contra a corrente e at&amp;eacute; n&amp;atilde;o poder resistir&amp;quot;... Aqui &amp;eacute; o Chico protestando e relatando a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Brasil em plena ditadura militar.

Tanto na m&amp;uacute;sica como tamb&amp;eacute;m na ci&amp;ecirc;ncia h&amp;aacute; muita filosofia. Como exemplo, cito o Bi&amp;oacute;logo Johannes Von Uexkull, que afirmou que cada organismo &amp;eacute; uma m&amp;uacute;sica que se toca. Um colega da inform&amp;aacute;tica disse, certa vez, que o corpo &amp;eacute; como um hardware e que h&amp;aacute; um software instalado. Bernardo Soares, autor do livro Desassossego nos diz que &amp;quot;a alma &amp;eacute; um buraco escuro onde moram m&amp;uacute;sicas. Minha alma &amp;eacute; uma orquestra oculta; n&amp;atilde;o sei que instrumento tange e range, cordas e harpas, timbales e tambores, dentro de mim. S&amp;oacute; me conhe&amp;ccedil;o como sinfonia&amp;quot;.

O fil&amp;oacute;sofo Johannes Kepper afirmou que Deus n&amp;atilde;o havia colocado os planetas daquele jeito no c&amp;eacute;u por acaso. Para ele, Deus &amp;eacute; um grande m&amp;uacute;sico ge&amp;ocirc;metra e que os movimentos dos astros em sintonia com os planetas tocavam uma melodia para o &amp;ecirc;xtase dos homens.

A igreja, por sua vez, diz que h&amp;aacute; muito tempo havia decifrado a m&amp;uacute;sica de Deus e que n&amp;oacute;s j&amp;aacute; a conhecemos,&amp;nbsp;pois nas celebra&amp;ccedil;&amp;otilde;es dominicais j&amp;aacute; estavam usando que &amp;eacute; o conhecido canto gregoriano.&amp;nbsp;

O Papa&amp;nbsp; Paulo VI dizia que quem canta reza duas vezes. J&amp;aacute; o Papa Bento XVI acredita nisso e vai al&amp;eacute;m. E essa &amp;eacute; a raz&amp;atilde;o pela qual ele deseja o retorno do canto gregoriano nas missas. O canto gregoriano &amp;eacute; a melodia de Deus e n&amp;oacute;s, reles mortais, n&amp;atilde;o devemos interferir com nossas letras e m&amp;uacute;sicas&amp;nbsp;profanas na melodia divina de exclusividade eclesi&amp;aacute;stica.

A m&amp;uacute;sica, para mim, &amp;eacute; um procedimento cl&amp;iacute;nico. Talvez haja mais filosofia nas letras e melodias do que em todos os escritos filos&amp;oacute;ficos.

&amp;Eacute; assim como o mundo me parece hoje. E voc&amp;ecirc;, o que pensa sobre filosofia e m&amp;uacute;sica?
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Artigo veiculado na R&amp;aacute;dio Som Maior Premium no dia 25/11/2011 e publicado no Jornal A Tribuna no dia 26/11/2011</itunes:summary><itunes:keywords>Como o mundo me parece</itunes:keywords><itunes:author>Beto Colombo</itunes:author><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:block>no</itunes:block><media:content url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/wrast9ePFWI/audio_225.mp3" type="audio/mpeg" /><feedburner:origLink>http://www.betocolombo.com.br/artigos/ver/filosofia-e-musica-225</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/BetoColombo/Podcast/~5/wrast9ePFWI/audio_225.mp3" length="0" type="audio/mpeg" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.betocolombo.com.br/conteudo/audio/audio_225.mp3</feedburner:origEnclosureLink></item><media:credit role="author">Beto Colombo</media:credit><media:rating>nonadult</media:rating><media:description type="plain">Podcasts publicados no site do Beto Colombo - www.betocolombo.com.br</media:description></channel></rss><!-- 1,6034s -->

