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	<title>Bibliotecário de Babel</title>
	
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	<description>Sobre livros e literatura, autores e editoras. Por José Mário Silva.</description>
	<pubDate>Tue, 07 Jul 2009 00:34:02 +0000</pubDate>
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		<title>Recuperar a Phala</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Jul 2009 00:34:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[A saudosa publicação da Assírio &#038; Alvim está de volta, agora apenas online. 
[via Cadeirão Voltaire, que num exercício de nostalgia recorda o velho formato rectangular, sobre o comprido, ainda do tempo de Manuel Hermínio Monteiro]
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			<content:encoded><![CDATA[<p>A saudosa publicação da Assírio &#038; Alvim <a href="http://phala.wordpress.com/">está de volta</a>, agora apenas <em>online</em>. </p>
<p>[via <a href="http://cadeiraovoltaire.wordpress.com/">Cadeirão Voltaire</a>, que num <a href="http://cadeiraovoltaire.wordpress.com/2009/07/06/revistas-a-phala/">exercício de nostalgia recorda o velho formato rectangular</a>, sobre o comprido, ainda do tempo de Manuel Hermínio Monteiro]</p>
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		<title>Marketing porta-a-porta</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 22:55:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[Miguel Sousa Tavares]]></category>

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		<description><![CDATA[
Esta tarde, ao chegar a casa, um postal com a capa do novo romance (ou «quase romance») de Miguel Sousa Tavares, que chega às livrarias amanhã, estava preso junto às campainhas, no lugar habitualmente ocupado por cartões de electricistas, mestres de obras eslavos, explicadores de matemática do 9.º ano, bruxos senegaleses e desentupidores de canos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/deserto.jpg"><img rel='domelhor'  src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/deserto.jpg" alt="" title="deserto" width="320" height="480" class="alignnone size-full wp-image-4779" /></a></p>
<p>Esta tarde, ao chegar a casa, um postal com a capa do novo romance (ou «quase romance») de Miguel Sousa Tavares, que chega às livrarias amanhã, estava preso junto às campainhas, no lugar habitualmente ocupado por cartões de electricistas, mestres de obras eslavos, explicadores de matemática do 9.º ano, bruxos senegaleses e desentupidores de canos com serviços de urgência.</p>
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		<title>Uma piada literária</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 18:53:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[«Charles Dickens walks into a bar and orders a martini. Bartender says, &#8220;Olive or twist?&#8221;»
[via twitter BiblioFilmes]
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>«Charles Dickens walks into a bar and orders a martini. Bartender says, &#8220;Olive or twist?&#8221;»</em></p>
<p>[via <a href="http://twitter.com/BiblioFilmes">twitter BiblioFilmes</a>]</p>
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		<title>Resposta a uma resposta</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 14:46:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Blogosfera]]></category>

		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[José Saramago]]></category>

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		<description><![CDATA[Antes do mais, deixem-me confessar o meu espanto. Sabendo que José Saramago nunca se pronuncia sobre os comentários à sua obra, descobrir as palavras que hoje me dedica (ainda por cima em duplicado, na blogosfera e na imprensa) foi mais do que uma surpresa. Diria que representou uma espécie de choque eléctrico (ainda sinto as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Antes do mais, deixem-me confessar o meu espanto. Sabendo que José Saramago nunca se pronuncia sobre os comentários à sua obra, descobrir <a href="http://caderno.josesaramago.org/2009/07/06/critica/">as palavras que hoje me dedica</a> (ainda por cima em duplicado, na blogosfera e na imprensa) foi mais do que uma surpresa. Diria que representou uma espécie de choque eléctrico (ainda sinto as chispas na ponta dos dedos). Primeira reacção: incredulidade. Será isto a brincadeira de um <em>hacker</em>? Ou estará o Prémio Nobel a dirigir-se de facto a este humilde crítico literário e a pedir, «por favor», que eu esclareça um dos meus juízos? Não, não era brincadeira de um <em>hacker</em>. E sim, Saramago decidiu-se mesmo a interpelar, com veemência mas bons modos, o autor de uma crítica que lhe pareceu, num determinado aspecto, injusta.<br />
À primeira leitura, foi assim que interpretei o <a href="http://caderno.josesaramago.org/2009/07/06/critica/">texto</a>. E já me preparava para lhe responder (como responderei mais à frente), quando me apercebi do verdadeiro objectivo da interpelação, um propósito claríssimo que estava mesmo ali, por baixo do meu nariz, meio escondido nas entrelinhas e interstícios da prosa, mas que me escapou por completo. Mais do que uma defesa do seu livro, ou do modo como o escreveu, o que Saramago quis fazer foi um bem achado exercício de ironia. Reparem que o escritor começa por me dar razão: tal como sugeri, ele admite que nunca interage com a restante blogosfera, pelo que não deve ser considerado um verdadeiro <em>blogger</em>. Acontece que Saramago faz esta observação no seu blogue, em resposta a um interlocutor que ele sabe ser um elemento activo da blogosfera. Ou seja, é no preciso momento em que se assume como não-<em>blogger</em> que ele se torna um <em>blogger</em> de pleno direito, estabelecendo finalmente o diálogo com os seus pares na «página infinita da internet» – condição nunca cumprida de um estatuto (o de <em>blogger</em>) que era, pelo menos até agora, abusivo atribuir-lhe.<br />
Com tudo isto, não pretendo deixar para segundo plano as questões concretas que Saramago me dirige, sobre o simplismo das suas análises e o alegado excesso de indignação. Convém recuperar, do meu texto, a passagem em causa: </p>
<blockquote><p>Há nestas diatribes um excesso de indignação, um certo simplismo na análise dos problemas? Talvez. O certo é que Saramago nos atira à cara os lados mais negros da realidade, vergonhas inadmissíveis que outros preferem esconder ou ignorar.</p></blockquote>
<p>Em primeiro lugar, não afirmo que há excesso de indignação e simplismo. Admito que exista (isto é, a meu ver existe) mas o «talvez» está lá para sublinhar que se trata da minha percepção – e, estou certo disso, da percepção de muitos leitores. Para outros, a resposta à pergunta seria, estou igualmente certo disso, um rotundo «não». O «talvez» instaura ainda uma ambiguidade que a frase seguinte desfaz. Por muito que haja excessos de indignação e fragilidades argumentativas, Saramago confronta-nos com «vergonhas inadmissíveis que outros preferem esconder ou ignorar». A importância e o impacto das denúncias não está em causa, apenas o modo como elas são feitas.<br />
Exemplifiquemos. Quando me referi ao «simplismo na análise dos problemas», tinha em mente alguns comentários que, lidos à letra, caem no pecado mortal da generalização grosseira (e, por isso, perigosa). Veja-se, nas páginas 27/28, este excerto de um texto sobre Berlusconi:</p>
<blockquote><p>«Salvo o que é do conhecimento geral, sei pouquíssimo da vida e milagres de Silvio Berlusconi, <em>il Cavalieri</em>. Muito mais do que eu há-de saber com certeza o povo italiano que uma, duas, três vezes o sentou na cadeira de primeiro-ministro. Ora, como é costume ouvir dizer, os povos são soberanos, e não só soberanos, mas também sábios e prudentes, sobretudo desde que o continuado exercicio da democracia facilitou aos cidadãos certos conhecimentos úteis sobre como funciona a política e sobre as diversas formas de alcançar o poder. Isto significa que o povo sabe muito bem o que quer quando o chamam a votar. No caso concreto do povo italiano, que é dele que estamos falando, e não de outro (já chegará sua vez), está demonstrado que a inclinação sentimental que experimenta por Berlusconi, três vezes manifestada, é indiferente a qualquer consideração de ordem moral. <strong>Realmente, na terra da mafia e da camorra, que importância poderá ter o facto provado de que o primeiro-ministro seja um delinquente? Numa terra em que a justiça nunca gozou de boa reputação, que mais dá que o primeiro-ministro faça aprovar leis à medida dos seus interesses, protegendo-se contra qualquer tentativa de punição dos seus desmandos e abusos de autoridade?</strong> (&#8230;) O que não estará nada bem é que o povo italiano venha a chegar uma quarta vez às pousadeiras de Berlusconi a cadeira do poder.» (negritos meus)</p></blockquote>
<p>Mesmo tendo em conta o registo irónico, se um escritor italiano se referisse a Portugal nos termos em que Saramago se refere a Itália, pondo em causa a sua Justiça e o seu sistema democrático, que reacções não se levantariam por cá? Eu, não sendo italiano, mas conhecendo muitos italianos que odeiam a odiosa figura de Berlusconi tanto ou mais (muito mais, porque o sofrem na pele) do que Saramago, contorci-me todo na cadeira ao ler aquele venenoso e abusivo «na terra da mafia e da camorra».<br />
Outro exemplo. Abrir nas páginas 50/51:</p>
<blockquote><p>«Vivemos numa sociedade que parece ter feito da violência um sistema de relações. A manifestação de uma agressividade que é inerente à espécie que somos, e que em tempos pensámos, pela educação, haver controlado, irrompeu brutalmente das profundidades nos últimos vinte anos em todo o espaço social, estimulada por modalidades de ócio que viraram as costas ao já simples hedonismo para se transformarem em agentes condicionadores da própria mentalidade do consumidor: a televisão, em primeiro lugar, onde imitações de sangue, cada vez mais perfeitas, saltam em jorros a todas as horas do dia e da noite, os video-jogos que são como manuais de instruções para alcançar a perfeita intolerância e a perfeita crueldade, e, porque tudo isto está ligado, as avalanchas de publicidade de serviços eróticos a que os jornais, incluindo os mais bem-pensantes, dão as boas-vindas, enquanto nas páginas sérias (são-no algumas?) abundam hipocritamente em lições de boa conduta à sociedade. Que estou a exagerar? Expliquem-me então como foi que chegámos à situação de muitos pais terem medo dos filhos, desses gentis adolescentes, esperanças do amanhã, em quem um &#8220;não&#8221; do pai ou da mãe, cansados de exigências irracionais, instantaneamente desencadeia uma fúria de insultos, de vexames, de agressões. Físicas, para que não fiquem dúvidas. Muitos pais têm os seus piores inimigos em casa: são os seus próprios filhos. Ingenuamente, Ruben Darío escreveu aquilo da &#8220;juventud, divino tesoro&#8221;. Não o escreveria hoje.»</p></blockquote>
<p>Mesmo que exista alguma verdade nesta visão dantesca da juventude actual, creio que «exagero» e «simplismo» só não definem bem esta tese por serem, neste caso, eufemismos. E era a isto que me referia com o «excesso de indignação». Não tanto indignação em excesso – até porque a indignação nunca é demais, precisamos realmente dela como de pão para a boca –, mas indignação que leva a excessos. Excessos de retórica e excessos no julgamento das realidades, sejam elas o sistema democrático ocidental (com todos os seus defeitos) ou a suposta agressividade dos jovens de hoje, que a mim me parecem tão agressivos como os jovens de outras décadas, embora talvez tivessem mais razões para o serem.<br />
A pergunta que Saramago me coloca é muito concreta: «Há limites para a indignação?» E eu respondo: não, claro que não há limites. Mais do que um direito (como defendeu, noutras circunstâncias, Mário Soares), a indignação é um dever. Dito isto, convém não esquecer que a indignação pode funcionar como uma arma. Uma arma poderosa, mas que ao atingir o alvo (através das denúncias do que está mal no mundo, por exemplo) também pode provocar danos colaterais. E mais ainda quando, a carregar no imaginário gatilho, está uma figura com a influência e o poder mediático de um Prémio Nobel da Literatura.</p>
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		<title>Uma resposta de José Saramago (com uma pergunta lá dentro)</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 12:38:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Blogosfera]]></category>

		<category><![CDATA[José Saramago]]></category>

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		<description><![CDATA[O seguinte texto foi publicado hoje, tanto no blogue O Caderno de Saramago como na edição em papel do Diário de Notícias:
«Diz José Mário Silva na crítica a O Caderno, publicada no Actual do último Expresso que não sou um verdadeiro bloguer. Di-lo e demonstra-o: não faço links, não dialogo directamente com os leitores, não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O seguinte texto foi publicado hoje, tanto no blogue <a href="http://caderno.josesaramago.org/">O Caderno de Saramago</a> como na edição em papel do <em>Diário de Notícias</em>:</p>
<blockquote><p>«Diz José Mário Silva na <a href="http://bibliotecariodebabel.com/criticas/cronicas-de-um-blogger-que-nao-o-chega-a-ser/">crítica a <em>O Caderno</em></a>, publicada no <em>Actual</em> do último <em>Expresso</em> que não sou um verdadeiro bloguer. Di-lo e demonstra-o: não faço <em>links</em>, não dialogo directamente com os leitores, não interajo com a restante blogosfera. Já o sabia eu, mas a partir de agora, se mo perguntarem, tomarei como minhas as razões de José Mário Silva e arrumarei definitivamente o assunto. De todo o modo, não venho queixar-me de uma crítica que é bem-educada, pertinente, elucidativa. Dois pontos, porém, me levam a sair à estacada, quebrando, pela primeira vez, uma decisão que até hoje foi por mim cumprida à risca, a de não responder nem sequer comentar qualquer apreciação feita ao meu trabalho. O primeiro ponto tem que ver com um suposto simplismo das análises dos problemas que me caracterizaria. Poderia responder que o espaço não dá para mais, mas quem, de verdade, não dá para mais sou eu próprio, uma vez que me faltam as habilitações indispensáveis a um analista profundo, como os da Escola de Chicago, que, apesar de tão dotados, deram com os burrinhos na água, pois nunca passou pelos seus privilegiados cérebros a hipótese de uma crise arrasadora que qualquer análise simplista seria capacíssima de prever. O outro ponto é mais sério e justifica, só por si, esta em alguns aspectos inopinada intervenção. Refiro-me aos meus alegados excessos de indignação. De uma pessoa inteligente como José Mário Silva esperaria eu tudo menos isto. A minha pergunta será portanto tão simples como as minhas análises: há limites para a indignação? E mais: como se pode falar de excessos de indignação num país em que precisamente, com as consequências que estão à vista, ela vem faltando? Meu caro José Mário, pense nisto e ilustre-me com a sua opinião. Por favor.»</p></blockquote>
<p>Responderei à «inopinada intervenção» de Saramago – e à pergunta que me dirige – já a seguir.</p>
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		<title>Crónicas de um blogger que não o chega a ser</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 12:25:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>

		<category><![CDATA[José Saramago]]></category>

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		<description><![CDATA[
O Caderno
Autor: José Saramago
Editora: Caminho
N.º de páginas: 221
ISBN: 978-972-21-2042-5
Ano de publicação: 2009
Uma vez restabelecido do «colapso orgânico total» que quase lhe custou a vida, em Dezembro de 2007, o octogenário José Saramago regressou ao trabalho – esse «remédio universal» – com uma energia de fazer inveja a muitos rapazes. Entre os afazares da sua Fundação, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/caderno.bmp"><img rel='domelhor'  src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/caderno.bmp" alt="" title="caderno" class="alignnone size-full wp-image-4755" /></a></p>
<p><strong>O Caderno</strong><br />
<em>Autor:</em> José Saramago<br />
<em>Editora:</em> Caminho<br />
<em>N.º de páginas:</em> 221<br />
<em>ISBN:</em> 978-972-21-2042-5<br />
<em>Ano de publicação:</em> 2009</p>
<p>Uma vez restabelecido do «colapso orgânico total» que quase lhe custou a vida, em Dezembro de 2007, o octogenário José Saramago regressou ao trabalho – esse «remédio universal» – com uma energia de fazer inveja a muitos rapazes. Entre os afazares da sua Fundação, a agenda muitíssimo preenchida e a escrita de dois romances (<em>A Viagem do Elefante</em>, já publicado; e outro entretanto entregue ao editor), Saramago estreou-se como <em>blogger</em>, escrevendo um texto por dia, cinco dias por semana, naquela a que chama «a página infinita da internet» (endereço: <a href="http://caderno.josesaramago.org/">caderno.josesaramago.org/</a>). Em <em>O Caderno</em>, primo dos cinco <em>Cadernos de Lanzarote</em> publicados na década de 90 (mas muito menos autocentrado do que esses diários pré-Nobel), reúnem-se todos os textos surgidos durante os seis primeiros meses de actividade do blogue, de Setembro de 2008 a Março de 2009.<br />
Na verdade, Saramago está nos antípodas dos verdadeiros <em>bloggers</em>. Não faz <em>links</em>, não dialoga directamente com os leitores, não interage com a restante blogosfera. Limita-se a escrever as prosas breves que outros depois colocam <em>online</em> – o que já não é pouco. Na sua própria definição, no blogue cabem «comentários, reflexões, simples opiniões sobre isto e aquilo, enfim, o que vier a talhe de foice». Das qualidades que se pedem a quem escreve neste novo meio, o escritor pode orgulhar-se de possuir duas das mais importantes: a constância e o esmero estilístico. Mesmo não sendo este um Saramago <em>vintage</em>, reconhecemos sempre, em cada parágrafo, em cada frase, em cada linha de raciocínio, o seu estilo tão característico. E reconhecemos também alguns dos seus ódios de estimação (George W. Bush; Berlusconi; a Igreja Católica), bem como várias das suas causas (a memória das vítimas do franquismo ou a luta dos palestinianos contra Israel). Não haverá exagero se dissermos que o tema central deste livro, e de quase toda a escrita opinativa de Saramago, é o desconcerto do mundo.<br />
Pessimista, o escritor revolta-se com as mentiras que circulam «impunemente por toda a parte», aponta o dedo aos políticos que considera responsáveis pela hecatombe mundial, preocupa-se com a falta de reacção das esquerdas, e disseca longamente esse crime contra a humanidade que é a crise financeira nascida da cupidez e desvergonha dos banqueiros. Há nestas diatribes um excesso de indignação, um certo simplismo na análise dos problemas? Talvez. O certo é que Saramago nos atira à cara os lados mais negros da realidade, vergonhas inadmissíveis que outros preferem esconder ou ignorar.<br />
Os melhores textos, porém, não são os de pendor político. São os outros. Aqueles em que Saramago se liberta da pose de intelectual empenhado e evoca escritores (Eduardo Lourenço, Jorge Amado, Carlos Fuentes) ou figuras que admira (Rita Levi-Montalcini, Federico Mayor Zaragoza, Baltasar Garzón), fala dos seus cunhados ou de Susi (a «elefanta solitária» e triste do jardim zoológico de Barcelona), reflecte a partir de um mote («como serão as coisas quando não estamos a olhar para elas?») ou demonstra uma surpreendente generosidade (ao antever, por exemplo, um futuro Nobel da Literatura para Gonçalo M. Tavares).<br />
Mesmo quando aparentemente desdenha do valor ou importância destes textos escritos em cima do momento, sem rede nem recuo, Saramago não ignora que eles traçam um retrato intelectual, psicológico e por vezes sentimental do homem que ele é, aos 86 anos, diante de um mundo que considera perdido, caótico, rompendo-se pelas costuras, talvez sem saída, mas que continua, no seu jeito oblíquo, a amar. «Creio que todas as palavras que vamos pronunciando, todos os movimentos e gestos, concluídos ou somente esboçados, que vamos fazendo, cada um deles e todos juntos, podem ser entendidos como peças soltas de uma autobiografia não intencional que, embora involuntária, ou por isso mesmo, não seria menos sincera e veraz que o mais minucioso dos relatos de uma vida passada à escrita e ao papel.» Talvez não seja exagerado ver, neste <em>Caderno</em> feito justamente de «peças soltas», um capítulo dessa «autobiografia não intencional» que continuará a crescer, esperemos, ainda por muitos e bons anos.</p>
<p><em>Avaliação:</em> 6,5/10</p>
<p>[Versão longa de um texto publicado no suplemento <em>Actual</em>, do semanário <em><a href="http://aeiou.expresso.pt/">Expresso</a></em>]</p>
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		<title>Antecipação</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 11:52:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Por motivos que depressa se tornarão compreensíveis, publico já hoje (em vez de amanhã, como é hábito) a recensão crítica que assinei este sábado, no suplemento Actual do Expresso.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por motivos que depressa se tornarão compreensíveis, publico já hoje (em vez de amanhã, como é hábito) a recensão crítica que assinei este sábado, no suplemento <em>Actual</em> do <em>Expresso</em>.</p>
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		<title>Lembrete</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/divulgacao/lembrete-36/</link>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 07:46:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Divulgação]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais logo, a partir das 18h30, a psicóloga Isabel Leal falará sobre os livros que anda a ler, na Casa Fernando Pessoa.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais logo, a partir das 18h30, a psicóloga Isabel Leal <a href="http://mundopessoa.blogs.sapo.pt/335343.html">falará sobre os livros que anda a ler</a>, na Casa Fernando Pessoa.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Um poema de Ruy Belo</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Jul 2009 19:26:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

		<category><![CDATA[Ruy Belo]]></category>

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		<description><![CDATA[ÁCIDOS E ÓXIDOS
É uma coisa estranha este verão
E no entanto ia jurar que estive aqui
Não me dói nada, não. A tia como está?
Claro que vale a pena, por que não?
Sim, sou eu, devo sem dúvida ser eu
Podem contar comigo, eu tenho uma doutrina
Não é bonito o mar, as ondas, tudo isto?
Até já soube formas de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>ÁCIDOS E ÓXIDOS</p>
<p><em>É uma coisa estranha este verão<br />
E no entanto ia jurar que estive aqui<br />
Não me dói nada, não. A tia como está?<br />
Claro que vale a pena, por que não?<br />
Sim, sou eu, devo sem dúvida ser eu<br />
Podem contar comigo, eu tenho uma doutrina<br />
Não é bonito o mar, as ondas, tudo isto?<br />
Até já soube formas de o dizer de outra maneira<br />
Há coisas importantes, umas mais que outras<br />
Basta limpar os pés alheios à entrada<br />
e só mandarmos nós neste templo de nada<br />
E o orgulho é a nossa verdadeira casa<br />
Nesta altura do ano quando o vento sopra<br />
sobre os nossos dias, sabes quem gostava de ser?<br />
Não, cargos ou honras não. Um simples gato ao sol,<br />
talvez uma maneira ou um sentido para as coisas</p>
<p>Ó dias encobertos de verão do meu país perdido<br />
mais certos do que o sol consumido nos charcos no inverno,<br />
estas ou outras formas de morrermos dia a dia<br />
como quem cumpre escrupulosamente o seu horário de trabalho<br />
Não eras tu, nem isto, nem aqui. Mas está bem,<br />
estou pelos ajustes porque sei que não há mais<br />
Pode ser que me engane, pode ser que seja eu<br />
e no entanto estou de pé, rebolo-me no sol,<br />
sou filho desta terra e vou fazendo anos<br />
pois não se pode estar sem fazer nada</p>
<p>Curriculum atestado testemunho opinião&#8230;<br />
que importa, se o verão é mesmo uma certa estação?<br />
Escolhe inscreve-te pertence, não concordas<br />
que há cores mais bonitas do que outras?<br />
Sou homem de palavra e hei-de cumprir tudo<br />
hão-de encontrar coerência em cada gesto meu<br />
Ser isto e não aquilo, amar perdidamente<br />
alguém alguma coisa as cláusulas do pacto<br />
Isto ou aquilo, ou ele ou eu, sem mais hesitações<br />
Estar aqui no verão não é tomar uma atitude?<br />
A mínima palavra não será como prestar<br />
em certo tipo de papel qualquer declaração?<br />
Há fórmulas, bem sei, e é preciso respeitá-las<br />
como o gato que cumpre o seu devido sol<br />
São horas, vamos lá, sorri, já as primeiras chuvas<br />
levam ou lavam corpos caras<br />
Sabemos que podemos bem contar contigo em tudo<br />
Amanhã, neste lugar, sob este sol<br />
e de aqui a um ano? Combinado<br />
Não achas que a esplanada é uma pequena pátria<br />
a que somos fiéis? Sentamo-nos aqui como quem nasce</p>
<p>Será verdade que não tens ninguém?<br />
Onde é o teu refúgio, ó sítio de silêncio<br />
e sofrimento indivisível? É necessário<br />
Vais assim. Falam de ti e ficas nas palavras<br />
fixo, imóvel, dito para sempre, reduzido<br />
a um número. Curriculum cadastro vizinhança<br />
Acreditas no verão? Terás licença? Diz-me:<br />
seria isto, nada mais que isto?<br />
Tens um nome, bem sei. Se é ele que te reduz,<br />
aí é o inferno e não achas saída<br />
Precário, provisório, é o teu nome<br />
Lobos de sono atrás de ti nesses dez anos<br />
que nunca conseguiste e muito menos hoje<br />
Espingardas e uivos e regressos, um regaço<br />
redondo – o único verdadeiro espaço, o<br />
sabor de não estar só, natal antigo,<br />
o sol de inverno sobre as águas, tudo novo,<br />
a inspecção minuciosa de pauis, de cômoros, marachas<br />
Viste noites e dias, estações, partidas<br />
E tão terrível tudo, porque tudo<br />
trazia no princípio o fim de tudo<br />
A morte é a promessa: estar todo num lugar,<br />
permanecer na transparência rápida do ser<br />
E perguntar será para ti responder</p>
<p>Simples questão de tempo és e a certas circunstâncias de lugar<br />
circunscreves o corpo. Sentas-te, levantas-te<br />
e o sol bate por vezes nessa fronte aonde o pensamento<br />
– que ao dominar-te deixa que domines – mora<br />
Estás e nunca estás e o vento vem e vergas<br />
e há também a chuva e por vezes molhas-te,<br />
aceitas servidões quotidianas, vais de aqui para ali,<br />
animas-te, esmoreces, há os outros, morres<br />
Mas quando foi? Aonde te doía? Dividias-te<br />
entre o fim do verão e a renda da casa<br />
Que fica dos teus passos dados e perdidos?<br />
Horário de trabalho, uma família, o telefone, a carta,<br />
o riso que resulta de seres vítima de olhares<br />
Que resto dás? Ou porventura deixas algum rasto?<br />
E assim e assado sofro tanto tempo gasto</em></p>
<p>[in <em>Todos os Poemas</em>, Assírio &#038; Alvim, 3.ª edição, 2009]</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>As invenções de Morell</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/criticas/as-invencoes-de-morell/</link>
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		<pubDate>Sat, 04 Jul 2009 22:41:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>

		<category><![CDATA[Crónicas]]></category>

		<category><![CDATA[Abelardo Morell]]></category>

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		<description><![CDATA[Livros de fotografia há muitos. Fotografias de livros há ainda mais. Já livros com fotografias de livros (isto é, livros preenchidos exclusivamente por imagens de lombadas e texturas de papel coberto de signos negros, obsessões de fotógrafo bibliófilo) não serão tantos assim. Eu, pela minha parte, só conheço um: o magnífico A Book of Books, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Livros de fotografia há muitos. Fotografias de livros há ainda mais. Já livros com fotografias de livros (isto é, livros preenchidos exclusivamente por imagens de lombadas e texturas de papel coberto de signos negros, obsessões de fotógrafo bibliófilo) não serão tantos assim. Eu, pela minha parte, só conheço um: o magnífico <em>A Book of Books</em>, de <a href="http://www.abelardomorell.net/">Abelardo Morell</a> (Bulfinch Press, 2006; versão reduzida do volume original, em grande formato, de 2002). </p>
<p><img rel='domelhor'  src="http://www.jacksonfineart.com/images/publications/56.jpg" alt="" /></p>
<p>O volume é composto por 52 imagens a preto-e-branco, irrepreensivelmente enquadradas, que funcionam como uma declaração de amor aos livros e à sua natureza física, à sua robustez e à sua precariedade, ao seu poder e ao seu mistério, sublinhada a espaços por citações de escritores (Emily Dickinson, Nathaniel Hawthorne, Jane Austen, Jean Cocteau, Stéphane Mallarmé, entre outros) que glorificam o lugar do livro no mundo.<br />
Curiosamente, a epígrafe de <em>A Book of Books</em> é uma frase célebre de Jorge Luis Borges («<em>I have always imagined that Paradise will be a kind of library</em>», em inglês), frase cuja tradução desastrada fez com que a Byblos ostentasse durante a sua curta vida, numa das paredes, a ideia de que o Paraíso, para Borges, seria semelhante a uma «livraria». Talvez estivesse desde logo neste <em>lapsus linguae</em>, nesta confusão entre venda de livros e partilha de livros (a biblioteca em que pensava o autor de <em>Tlön, Uqbar, Orbis Tertius</em>), o prenúncio do desastre em que a Byblos, menos de um ano após abrir as portas, se tornou.</p>
<p><img src="http://www.abelardomorell.net/photography/books_01/images_books/books23_damaged-water.jpg" alt="" /><br />
<em>Book Damaged by Water, 2001</em></p>
<p>Se viesse a Lisboa hoje, Morell encontraria decerto, nos três mil metros quadrados daquela que chegou a ser a maior livraria portuguesa (neste momento a ganhar pó enquanto se aguarda o desfecho de um complexo processo de insolvência), o tipo de material que mais gosta de fotografar. Refiro-me aos livros que exibem, como cicatrizes ou tatuagens, as marcas da violência que os meios hostis lhes provocam. Volumes em que as manchas de humidade parecem veios no mármore, livros carcomidos, molhados ou sujos de lama, encadernações antigas transformadas em ruínas. Muitas vezes, a câmara de Morell parece um olho que deambula pelo que sobrou de um naufrágio. E o fim da Byblos foi isso mesmo: um naufrágio. Um naufrágio cujos restos podem ser entrevistos, nas Amoreiras, pelas janelas e montras da loja nunca desfeita.</p>
<p><img src="http://www.abelardomorell.net/photography/books_01/images_books/books02_proverbs-blind.jpg" alt="" /><br />
<em>1841 Book of Proverbs for the Blind, 1995</em></p>
<p><img src="http://www.abelardomorell.net/photography/books_25/images_books/books28_wavy-pages.jpg" alt="" /><br />
<em>Book with Wavy Pages, 2001</em></p>
<p>Se quisermos resumir tudo numa palavra, é a materialidade dos livros que fascina Morell. Além da visão, estas imagens convocam essencialmente o sentido do tacto. Apetece tocar nas palavras em relevo de um livro de provérbios para cegos, editado em 1841 (antes da adopção oficial do Braille). Ou seguir com a ponta do dedo as circunvoluções de um livro com páginas tão onduladas que parecem um perfil estratigráfico. Noutros casos, a fisicalidade é mais subtil ou irónica: veja-se o abraço entre os livros de Charles Dickens e Ellen Ternan (amantes na vida real): </p>
<p><img src="http://www.abelardomorell.net/photography/books_25/images_books/books31_two-open-books_00.jpg" alt="" /><br />
<em>Two Open Books, 2000</em></p>
<p><img src="http://curledupwithabook.files.wordpress.com/2009/03/two-books-of-astronomy.jpg" alt="" /><br />
<em>Two Books of Astronomy, 1996</em></p>
<p>De uma forma ou de outra, há sempre um grau de encenação nestas imagens. Na fotografia intitulada <em>Dois livros de astronomia</em>, por exemplo, o telescópio da gravura de um deles observa a galáxia representada no outro. Junto a uns versos de Samuel Butler, que falam dos livros como «almas aprisionadas», à espera de que alguém as retire da prateleira e as liberte, vemos um retrato, feito por Raphael, de um homem que espreita por entre páginas ligeiramente entreabertas, como de uma cela. E de uma passagem qualquer de <em>O Adeus às Armas</em>, de Hemingway, o foco da máquina resgata apenas algumas palavras («inside», «felt», «my hand», «went», «my», «very», «afraid», «however»), lembrando a existência dessas palavras por si mesmas, independentemente da sua função utilitária no interior do texto.</p>
<p><img src="http://www.abelardomorell.net/photography/books_25/images_books/books43_inghirami.jpg" alt="" /><br />
<em>Portrait of Inghirami by Raphael, 1993</em></p>
<p>Há também a solidão dos livros, evocada por Nicholson Baker no prefácio: «A maior parte das vezes, as páginas vivem as suas longas vidas na escuridão, mantendo escondidos os fardos de tinta que cada uma delas carrega, muito apertadas umas contra as outras, não comunicando seja o que for, até que de repente, como a lâmpada do frigorífico que parece estar sempre ligada mas quase nunca está, a uma delas é dada a oportunidade de falar. E ela fala.» É esse momento em que a página se acende que Morell capta, com a delicadeza própria dos amantes.</p>
<p>[Texto publicado no n.º 80 da revista <em>Ler</em>]</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Amanhã, na secção de Livros do ‘Actual’</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/amanha-na-seccao-de-livros-do-actual-39/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/geral/amanha-na-seccao-de-livros-do-actual-39/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2009 19:39:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[- O Século XX Esquecido - Lugares e Memórias, de Tony Judt (Edições 70), por Luís M. Faria
- Colapso - Ascensão e queda das sociedades humanas, de Jared Diamond (Gradiva), por Virgílio Azevedo
- Os Meus Prémios, de Thomas Bernhard (Quetzal), por Manuel de Freitas
- Brinquedos de latão e sarampo, de Luís Serra (Apenas Livros), por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- <em>O Século XX Esquecido - Lugares e Memórias</em>, de Tony Judt (Edições 70), por Luís M. Faria<br />
- <em>Colapso - Ascensão e queda das sociedades humanas</em>, de Jared Diamond (Gradiva), por Virgílio Azevedo<br />
- <em>Os Meus Prémios</em>, de Thomas Bernhard (Quetzal), por Manuel de Freitas<br />
- <em>Brinquedos de latão e sarampo</em>, de Luís Serra (Apenas Livros), por António Guerreiro<br />
- <em>Périplo</em>, de Miguel Portas e Camilo Azevedo (Almedina), por Luísa Meireles<br />
- <em>O Meu Avô Africano</em>, de Aniceto Afonso (Oficina do Livro), por José Pedro Castanheira<br />
- <em>O Caderno</em>, de José Saramago (Caminho), por José Mário Silva</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>‘O Rancor’, de Hélia Correia, em Sesimbra</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/divulgacao/o-rancor-de-helia-correia-em-sesimbra/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/divulgacao/o-rancor-de-helia-correia-em-sesimbra/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2009 17:58:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Divulgação]]></category>

		<category><![CDATA[Hélia Correia]]></category>

		<category><![CDATA[Teatro]]></category>

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		<description><![CDATA[
Fotografia: Margarida Oliveira
A peça teatral O Rancor - Exercício sobre Helena, de Hélia Correia, vai ser apresentada hoje, amanhã e domingo, sempre a partir das 20h15, na Fortaleza de Sesimbra, num espectáculo encenado por São José Lapa e Alberto Lopes. Do elenco fazem parte os actores Valerie Bradell, Jorge Fraga, São José Lapa, Paulo Pinto, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/jf_promorancor.jpg"><img rel='domelhor'  src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/jf_promorancor.jpg" alt="" title="jf_promorancor" width="454" height="412" class="alignnone size-full wp-image-4743" /></a><br />
<em>Fotografia: Margarida Oliveira</em></p>
<p>A peça teatral <em>O Rancor - Exercício sobre Helena</em>, de Hélia Correia, vai ser apresentada hoje, amanhã e domingo, sempre a partir das 20h15, na Fortaleza de Sesimbra, num espectáculo encenado por São José Lapa e Alberto Lopes. Do elenco fazem parte os actores Valerie Bradell, Jorge Fraga, São José Lapa, Paulo Pinto, Rui Pedro Cardoso, Inês Lapa Lopes e João Paiva. O preço do bilhete é cinco euros.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Holden Caulfield a salvo da velhice</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/holden-caulfield-a-salvo-da-velhice/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/geral/holden-caulfield-a-salvo-da-velhice/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2009 16:30:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Convidados]]></category>

		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[J. D. Salinger]]></category>

		<category><![CDATA[Luís M. Faria]]></category>

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		<description><![CDATA[Luís M. Faria esteve atento à defesa que J. D. Salinger fez da sua obra mais conhecida (posta em causa por uma sequela manhosa, escrita por um escritor oportunista) e ofereceu ao Bibliotecário de Babel a sua visão da polémica literária deste Verão nos EUA:
HOLDEN CAULFIELD A SALVO DA VELHICE
Salinger é um escritor que não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Luís M. Faria esteve atento à defesa que J. D. Salinger fez da sua obra mais conhecida (posta em causa por uma sequela manhosa, escrita por um escritor oportunista) e ofereceu ao Bibliotecário de Babel a sua visão da polémica literária deste Verão nos EUA:</p>
<blockquote><p>HOLDEN CAULFIELD A SALVO DA VELHICE</p>
<p><em>Salinger é um escritor que não gosta de abusos. Há uns anos, um biógrafo de renome quis fazer um livro sobre ele e tramou-se. Salinger processou, e deu-lhe tanto trabalho que a carreira do homem nunca mais recuperou. Em tempos mais recentes, uma antiga amante e uma filha também escreveram livros sobre o autor de «Catcher in the Rye», para grande indignação dele. Outra coisa que o irrita são fotografias não-autorizadas, e houve algumas ao longo dos anos. Mas agora aconteceu uma afronta diferente. Alguém publicou um romance que se pretendia uma homenagem, mas foi tratado como uma sequela – logo, uma obra derivada, logo proibida por lei. O atrevido, que escrevia com o óbvio e absurdo pseudónimo de J. D. Califórnia, era na realidade Fredrik Colting, um jovem sueco. O seu livro, «60 Years Later», segue um personagem de 76 anos a partir do momento em que ele foge do hospital mental onde se encontra internado. Os paralelos com Holden Caulfield, protagonista de «Catcher», são mais que evidentes. Não apenas ao nível da narrativa – Caulfield também deambula por Nova Iorque durante uns dias; no seu caso, após escapar do colégio interno – como ao nível da linguagem. Isso mesmo assinalou o tribunal, que acaba de proibir a publicação da obra nos EUA. Expressões características de Caulfield, tais como «crumby», «lousy»,«bastard» e «kills me», abundam no romance de Colting. Os personagens principais também são os mesmos. O texto de modo algum pode ser considerado um mero exercício de crítica ou paródia, como alega a defesa. Salinger, que não publica um texto original desde os anos 60, é conhecido por proteger ciosamente a sua obra, jamais autorizando adaptações, sequelas, ou quaisquer outras formas de utilização. Colting confessa-se chocado, dizendo que nunca pensou que a América impedisse a publicação de uma obra literária. Mas para Salinger a questão afigura-se simples: «É um roubo.» Quanto aos leitores, se tiverem uma palavra a dizer, é de crer que prefiram limitar-se à versão juvenil de Holden Caulfield. Um dia, daqui a 70 ou 80 anos, ele será tão utilizável, modificável e bastardável como, digamos, o sr. Pickwick ou o Quixote. Até lá, graças ao seu autor, mantém a pureza. Ainda bem.</em><br />
<strong>Luís M. Faria</strong></p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Prémio Strega 2009 para Tiziano Scarpa</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/premio-strega-2009-para-tiziano-scarpa/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/geral/premio-strega-2009-para-tiziano-scarpa/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2009 15:11:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[Imprensa estrangeira]]></category>

		<category><![CDATA[Prémios]]></category>

		<category><![CDATA[Tiziano Scarpa]]></category>

		<category><![CDATA[YouTube]]></category>

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		<description><![CDATA[
O ficcionista, poeta e dramaturgo Tiziano Scarpa (n. 1963) acaba de vencer a edição deste ano do Prémio Strega com o romance Stabat Mater, editado em 2008 pela Einaudi, uma «narrativa intimista e de profunda respiração poética», protagonizada por uma aluna do compositor Antonio Vivaldi, na Veneza da primeira metade do século XVIII.

Como este vídeo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img rel='domelhor'  src="http://www.turismo.regione.puglia.it/img/Eventi/tiziano_scarpa_1227533388470.jpg" alt="" /></p>
<p>O ficcionista, poeta e dramaturgo <a href="http://it.wikipedia.org/wiki/Tiziano_Scarpa">Tiziano Scarpa</a> (n. 1963) <a href="http://www.strega.it/premio.html">acaba de vencer a edição deste ano do Prémio Strega</a> com o romance <em><a href="http://www.liberolibro.it/tiziano-scarpa-stabat-mater/">Stabat Mater</a></em>, editado em 2008 pela Einaudi, uma «narrativa intimista e de profunda respiração poética», protagonizada por uma aluna do compositor Antonio Vivaldi, na Veneza da primeira metade do século XVIII.</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/0VLwwKOD6wk&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;hl=it&#038;feature=player_embedded&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowScriptAccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/0VLwwKOD6wk&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;hl=it&#038;feature=player_embedded&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowScriptAccess="always" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p>Como este vídeo revela, Scarpa ganhou por uma unha negra (119 votos contra 118) o duelo com outro dos finalistas: <em><a href="http://www.ibs.it/code/9788845262418/scurati-antonio/bambino-che-sognava">Il bambino che sognava la fine del mondo</a></em>, de <a href="http://it.wikipedia.org/wiki/Antonio_Scurati">Antonio Scurati</a> (Bompiani). Aparentemente, foi o voto da <a href="http://www.ladante.it/intro.asp">Società Dante Alighieri</a> que <a href="http://www.newsitaliapress.it/pages/dettaglio.php?id_lnk=9_151537">fez a diferença</a>.<br />
Em 2008, o vencedor deste prémio, um dos mais cobiçados em Itália, foi <a href="http://it.wikipedia.org/wiki/Paolo_Giordano_(scrittore)">Paolo Giordano</a>, com o romance <em><a href="http://bibliotecariodebabel.com/criticas/matematica-e-melancolia/">A Solidão dos Números Primos</a></em>, entretanto publicado em Portugal pela Bertrand.<br />
Para finalizar, vejam (ou oiçam) Tiziano Scarpa a ler algumas páginas do seu romance:</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/wcQbKDmuXQU&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/wcQbKDmuXQU&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://bibliotecariodebabel.com/geral/premio-strega-2009-para-tiziano-scarpa/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Três poemas de Nuno Rocha Morais</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/tres-poemas-de-nuno-rocha-morais/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/geral/tres-poemas-de-nuno-rocha-morais/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2009 11:48:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[Nuno Rocha Morais]]></category>

		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://bibliotecariodebabel.com/?p=4727</guid>
		<description><![CDATA[A «NOVA» EUROPA
Por exemplo, as jovens estónias,
Para quem o futuro foi um conceito ilegal,
Têm pressa, pressa de tudo.
Para elas, o tempo é, de facto,
Uma relatividade do espaço,
Que bebem em longos tragos –
Hoje, Paris, amanhã, o Nepal,
Depois de amanhã, a Austrália.
Não se querem enredar em nada,
Nem Deus, nem amor, nem casas.
Aprendem a exprimir sentimentos em francês
Servidos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A «NOVA» EUROPA</p>
<p><em>Por exemplo, as jovens estónias,<br />
Para quem o futuro foi um conceito ilegal,<br />
Têm pressa, pressa de tudo.<br />
Para elas, o tempo é, de facto,<br />
Uma relatividade do espaço,<br />
Que bebem em longos tragos –<br />
Hoje, Paris, amanhã, o Nepal,<br />
Depois de amanhã, a Austrália.<br />
Não se querem enredar em nada,<br />
Nem Deus, nem amor, nem casas.<br />
Aprendem a exprimir sentimentos em francês<br />
Servidos por um escanção,<br />
Mas gostam de dizer que não têm alma,<br />
Nunca tiveram – proibida durante décadas,<br />
Acabou por definhar, desistir<br />
Destes corpos altos, esguios,<br />
Produto de um qualquer pacto com o diabo.<br />
Embora tão bálticas, não por isso menos gregas;<br />
Cépticas, custa-lhes a crer que o sol italiano<br />
Seja tão incondicional na sua graça,<br />
Que o céu possa ser tão sem censura.<br />
Foram amamentadas a convicções profundas<br />
E agora não acreditam em nada,<br />
Não acreditam sequer na sua vida passada.</em></br><br />
MUSEU SOARES DOS REIS</p>
<p><em>Também eu vi no ângulo obscuro<br />
De um salão a harpa coberta de pó,<br />
Entre móveis e faianças,<br />
Um pó de música inerte,<br />
À espera de sedas roçagantes,<br />
Da graça e do riso das debutantes,<br />
Do deslizar espectral das contradanças,<br />
Um debate sobre Céfalo e Prócris<br />
Ou a audácia da mão mareando<br />
Esfaimada sobre as nádegas<br />
De uma ninfa na Ilha dos Amores –<br />
Que os corpos de todas as debutantes<br />
Neste mesmo salão prometeram ser.</em></br><br />
CONVITE À SENHORA BISHOP</p>
<p><em>Venha, por favor, senhora Bishop,<br />
Voando por sobre o cemitério<br />
Fronteiro à minha janela,<br />
Por ruas sem sintaxe,<br />
Por entre árvores que aqui se refugiam<br />
Para poderem envelhecer.<br />
Estarei à sua espera<br />
Quando, à meia-noite,<br />
O parapeito da minha varanda<br />
For a amurada de um quarto<br />
Que vira de bordo e se prepara<br />
para dobrar o Cabo Horn.<br />
Venha, por favor, senhora Bishop,<br />
No salto mortal da elipse,<br />
Revele o segredo da amputação impassível<br />
Que anula a força centrípeta de um Eu,<br />
O iceberg de fogo em constante naufrágio,<br />
O mastro no topo do qual temos de adormecer.<br />
Venha, por favor, senhora Bishop,<br />
Deixe-se invocar, com um sorriso complacente,<br />
Pela sua própria fórmula<br />
Emprestada de outros<br />
(E traga a senhora Moore).<br />
Ensine como a geografia é a ciência<br />
De reconhecer os lugares dentro de nós<br />
E como o facto de serem concretos<br />
Nos exprime e poupa ao etéreo –<br />
As palmeiras que não prestam vassalagem<br />
Ao vento em Key West<br />
Ou o medo profundo que o barroco esconde<br />
Em algumas cidades brasileiras<br />
Ou a contida verdura da Nova Escócia.<br />
Mostre como o mar aprendeu com os tubarões<br />
A caçar ilhas,<br />
Que desaparecem debatendo-se<br />
Num furacão de espuma<br />
E logo as águas cicatrizam;<br />
Mostre como assim preda o seu verso<br />
Num filão de minérios sensíveis.<br />
Venha, por favor, senhora Bishop,<br />
Prove que a única fantasia<br />
É supor a existência de um real<br />
Que não seja fabuloso.</em></p>
<p>[in <em>Últimos Poemas</em>, Quasi, 2009]</p>
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		<item>
		<title>Revista ‘Ler’, n.º 82</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/revista-ler-n%c2%ba-82/</link>
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		<pubDate>Fri, 03 Jul 2009 10:11:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[Imprensa portuguesa]]></category>

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		<description><![CDATA[
Hoje nas bancas.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img rel='domelhor'  src="http://fotocache01.stormap.sapo.pt/fotostore01/fotos//60/c6/ff/4214619_1VzC6.jpeg" alt="" /></p>
<p>Hoje nas bancas.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Entre Bambi e zombi</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/blogosfera/entre-bambi-e-zombi/</link>
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		<pubDate>Fri, 03 Jul 2009 07:46:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Blogosfera]]></category>

		<category><![CDATA[Pascal Bruckner]]></category>

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		<description><![CDATA[«On le sait depuis Oscar Wilde et son portrait de Dorian Gray : vieillir est un crime. Mais être un homme ou une femme est également un péché, avoir un corps est une faute, exister, une disgrâce. Michael Jackson est celui qui aura voulu effacer d&#8217;un coup les malédictions de l&#8217;être humain.
Ce petit garçon noir [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>«On le sait depuis Oscar Wilde et son portrait de Dorian Gray : vieillir est un crime. Mais être un homme ou une femme est également un péché, avoir un corps est une faute, exister, une disgrâce. Michael Jackson est celui qui aura voulu effacer d&#8217;un coup les malédictions de l&#8217;être humain.<br />
Ce petit garçon noir devenu une femme blanche, cet adulte régressif, atteint du syndrome de Peter Pan, aspira sa vie durant à être un ange, quitte à ressembler à une goule. Il aura travaillé pendant cinquante ans à gommer la double fatalité de l&#8217;âge et de la race, au point d&#8217;évoquer une créature fantastique entre Bambi et zombi.<br />
Dans sa folle tentative de recréation de soi, il a témoigné de la passion contemporaine pour la désincarnation : il a voulu récuser toutes les divisions naturelles ou sociales liées au sexe (illustrant jusqu&#8217;à l&#8217;ascèse la théorie des genres formulée dans les années 1980) refuser les diktats de l&#8217;horloge biologique, s&#8217;affranchir du devenir, procéder à une deuxième ou troisième naissance qui ne devrait plus rien aux hasards de la nature.»</p></blockquote>
<p>Pascal Bruckner sobre Michael Jackson. Texto completo <a href="http://bibliobs.nouvelobs.com/20090702/13624/bambi-le-zombi">aqui</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Fazer mais com menos</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Jul 2009 23:41:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>

		<category><![CDATA[Jorge Listopad]]></category>

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		<description><![CDATA[
Deslizamento
Autor: Jorge Listopad
Editora: QuidNovi
N.º de páginas: 159
ISBN: 978-989-628-124-3
Ano de publicação: 2009
Durante décadas de jornalismo e observação diária deste país que o acolheu, tornando-o o mais português dos escritores checos (ou o mais checo dos escritores portugueses), Jorge Listopad foi afinando como poucos um talento raro: a capacidade de síntese. É ver as suas crónicas fragmentadas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img rel='domelhor'  src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/deslizamento_capa.jpg" alt="" /></p>
<p><strong>Deslizamento</strong><br />
<em>Autor:</em> Jorge Listopad<br />
<em>Editora:</em> QuidNovi<br />
<em>N.º de páginas:</em> 159<br />
<em>ISBN:</em> 978-989-628-124-3<br />
<em>Ano de publicação:</em> 2009</p>
<p>Durante décadas de jornalismo e observação diária deste país que o acolheu, tornando-o o mais português dos escritores checos (ou o mais checo dos escritores portugueses), Jorge Listopad foi afinando como poucos um talento raro: a capacidade de síntese. É ver as suas crónicas fragmentadas e os ditos lapidares do coelhinho no <em>Jornal de Letras</em>. Meia dúzia de frases curtas, sintaxe elástica, o Rossio na Rua da Betesga. Ou seja, o máximo efeito literário com o mínimo de recursos verbais.<br />
A arte da miniatura é também a chave deste novo «último livro», em que Listopad procura um «sistema» para a sua escrita; sabendo de antemão que mais facilmente encontrará – e encontra – os instrumentos para o sabotar. O imperativo é escrever, escrever sempre, escrever com a consciência de que é a escrita que se escreve a si mesma. O narrador nem sequer disfarça a sua impotência, a sua transitoriedade; antes abre o jogo e mostra as costuras todas do texto, os bastidores do ofício. As regras voam pela janela. Não há princípio, meio e fim. Há alguns princípios, muitos meios e poucos fins. O que predomina é a incompletude: pequenas ficções que surgem do nada e no nada se dissolvem; prosas deixadas em «estado de esboço»; histórias que começam mas nem sempre acabam.<br />
Listopad trabalha por associações de ideias e de lugares. O presente é sistematicamente invadido pelo passado. Uma cena na Lisboa de hoje corre o risco de ser sacudida por uma memória da infância checa, tão forte que até acende frases na língua materna. O segredo está na ampliação cuidadosa dos pormenores, porque «uma palavra pode desencadear o mundo soterrado». Não é preciso muito para que um microcosmos ganhe forma e se intrometa.<br />
Uns atrás dos outros, deslizam à nossa frente contos morais sem moral nenhuma, figuras picarescas em circos de província, personagens que se preparam no «vestíbulo da ficção», comboios rigorosamente vigiados (ou cheios de soldadesca à espera não se sabe de que guerra), tragédias mínimas, variações sobre Tchékhov e Shakespeare, amores secretos, casas, desdobramentos, um «herbário do quotidiano».<br />
É uma arte da miniatura, já o dissemos. Mas também arte da elipse, da suspensão, dos suaves enganos. Tudo feito com elegância, aprumo, vontade de descobrir atalhos. «Eu era velho e inventava coisas novas», diz Listopad, cheio de razão, com a certeza de quem também afirma: «São as paisagens que variam e se repetem, projectando-se nos ecrãs dos sonhos sonhados, na textura dos textos, nos quadros ainda não pintados. Não perguntem porque é assim. É assim.» E é mesmo.</p>
<p><em>Avaliação:</em> 8/10</p>
<p>[Texto publicado no n.º 80 da revista <em>Ler</em>]</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Esboço biográfico (em menos de dez palavras)</title>
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		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/geral/esboco-biografico-em-menos-de-dez-palavras/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2009 15:47:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[Sophia de Mello Breyner Andresen]]></category>

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		<description><![CDATA[Sophia viveu entre a Graça e a Grécia.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sophia viveu entre a Graça e a Grécia.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Um miradouro para Sophia</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/um-miradouro-para-sophia/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/geral/um-miradouro-para-sophia/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2009 15:06:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[Sophia de Mello Breyner Andresen]]></category>

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		<description><![CDATA[Ao fim da manhã, algumas dezenas de pessoas assistiram, no adro da igreja da Graça, à cerimónia de atribuição do nome de Sophia de Mello Breyner Andresen a um dos mais belos miradouros da cidade de Lisboa, no dia em que passam cinco anos sobre a morte da maior poeta portuguesa do século XX. 



Antes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao fim da manhã, algumas dezenas de pessoas assistiram, no adro da igreja da Graça, à cerimónia de atribuição do nome de Sophia de Mello Breyner Andresen a um dos mais belos miradouros da cidade de Lisboa, no dia em que passam cinco anos sobre a morte da maior poeta portuguesa do século XX. </p>
<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/sophia_largo.jpg"><img rel='domelhor'  src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/sophia_largo.jpg" alt="" title="sophia_largo" width="281" height="480" class="alignnone size-full wp-image-4710" /></a><br />
<a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/sophia_folhetos.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/sophia_folhetos.jpg" alt="" title="sophia_folhetos" width="480" height="320" class="alignnone size-full wp-image-4709" /></a></p>
<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/sophia_pessoas.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/sophia_pessoas.jpg" alt="" title="sophia_pessoas" width="480" height="320" class="alignnone size-full wp-image-4708" /></a></p>
<p>Antes do discurso protocolar de António Costa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, José Sá Fernandes (vereador do Ambiente e Espaços Públicos) e Manuela Júdice (vereadora sem pelouro), descerraram uma placa com o poema <em>Lisboa</em>, parte de um projecto arquitectónico assinado por Gonçalo Ribeiro Telles (que já desenhara o jardim da casa de Sophia, na Travessa das Mónicas):  </p>
<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/sophia_placa.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/sophia_placa.jpg" alt="" title="sophia_placa" width="384" height="480" class="alignnone size-full wp-image-4707" /></a></p>
<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/sophia_poema.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/sophia_poema.jpg" alt="" title="sophia_poema" width="307" height="480" class="alignnone size-full wp-image-4706" /></a></p>
<p>LISBOA</br><br />
<em>Digo:<br />
«Lisboa»<br />
Quando atravesso – vinda do sul – o rio<br />
E a cidade a que chego abre-se como se do seu nome nascesse<br />
Abre-se e ergue-se em sua extensão nocturna<br />
Em seu longo luzir de azul e rio<br />
Em seu corpo amontoado de colinas –<br />
Vejo-a melhor porque a digo<br />
Tudo se mostra melhor porque digo<br />
Tudo mostra melhor o seu estar e a sua carência<br />
Porque digo<br />
Lisboa com seu nome de ser e de não-ser<br />
Com seus meandros de espanto insónia e lata<br />
E seu secreto rebrilhar de coisa de teatro<br />
Seu conivente sorrir de intriga e máscara<br />
Enquanto o largo mar a Ocidente se dilata<br />
Lisboa oscilando como uma grande barca<br />
Lisboa cruelmente construída ao longo da sua própria ausência<br />
Digo o nome da cidade<br />
– Digo para ver</em></p>
<p>A homenagem prosseguiu com a leitura do poema por um dos filhos de Sophia, Miguel Sousa Tavares:</p>
<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/sophia_miguel.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/sophia_miguel.jpg" alt="" title="sophia_miguel" width="480" height="320" class="alignnone size-full wp-image-4705" /></a></p>
<p>Falou depois uma das filhas:</p>
<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/sophia_maria.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/sophia_maria.jpg" alt="" title="sophia_maria" width="480" height="320" class="alignnone size-full wp-image-4703" /></a></p>
<p>Também poeta, Maria Andresen explicou como foram feitos os primeiros contactos com Manuela Júdice, antiga directora da Casa Fernando Pessoa. «Explicámos-lhe que tínhamos pena de não haver em Lisboa um único lugar a que estivesse associado o nome da nossa mãe. Começámos por sugerir o jardim da Graça, de cuja forma em hélice ela gostava muito, mas afinal já tinha nome [Augusto Gil].»  A escolha acabou por recair no miradouro, que pertence à câmara, estava sem designação e abre para um panorama da cidade que Sophia também contemplava com prazer. Referindo-se à hora a que a cerimónia começou, poucos minutos para lá do meio-dia, Maria Andresen recordou ainda uma frase da mãe: «Certa vez, eu disse-lhe que preferia a luz do nascer do dia à do crepúsculo e ela respondeu: &#8220;Eu gosto é do sol a pino&#8221;».</p>
<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/sophia_pessoas2.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/sophia_pessoas2.jpg" alt="" title="sophia_pessoas2" width="480" height="320" class="alignnone size-full wp-image-4704" /></a></p>
<p>Assistiram à homenagem vários amigos da família, escritores e editores, entre os quais Manuel Alegre, António Osório, Pilar del Río, Teresa Belo, Zeferino Coelho, Lídia Jorge, Inês Pedrosa, Jerónimo Pizarro, Maria Teresa Horta e um grupo de senhoras octogenárias, que ao deixar o miradouro se queixavam: «Só é pena que o senhor presidente, no seu discurso, se tenha esquecido de nos agradecer, a nós, vizinhas da Dona Sophia, que aqui viemos para a lembrar.»<br />
Foi ainda inaugurado um busto de António Duarte, réplica de um original em bronze, esculpido nos anos 50:</p>
<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/sophia_busto.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/sophia_busto.jpg" alt="" title="sophia_busto" width="320" height="480" class="alignnone size-full wp-image-4702" /></a></p>
<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/sophia_nome.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/sophia_nome.jpg" alt="" title="sophia_nome" width="320" height="480" class="alignnone size-full wp-image-4701" /></a></p>
<p>O rosto de Sophia olha de frente para a cidade «oscilando como uma grande barca», para o castelo, para o «corpo amontoado de colinas», para o rio ao fundo. E o que vê é isto:</p>
<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/sophia_vista.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/sophia_vista.jpg" alt="" title="sophia_vista" width="480" height="320" class="alignnone size-full wp-image-4700" /></a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Amin Maalouf na Gulbenkian</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/amin-maalouf-na-gulbenkian/</link>
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		<pubDate>Thu, 02 Jul 2009 12:43:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[No próximo dia 8, pelas 18h00, o escritor libanês Amin Maalouf, autor de As Cruzadas Vistas Pelos Árabes, Samarcanda, O périplo de Baldassare e Adriana Mater, vai estar no Auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian para discutir, com o embaixador António Monteiro e António Vitorino, o seu livro mais recente: Um Mundo Sem Regras (Difel), [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No próximo dia 8, pelas 18h00, o escritor libanês <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Amin_Maalouf">Amin Maalouf</a>, autor de <em>As Cruzadas Vistas Pelos Árabes</em>, <em>Samarcanda</em>, <em>O périplo de Baldassare</em> e <em><a href="http://morel.weblog.com.pt/2007/04/o_filho_da_guerra_entre_caim_e.html">Adriana Mater</a></em>, vai estar no Auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian para discutir, com o embaixador António Monteiro e António Vitorino, o seu livro mais recente: <em>Um Mundo Sem Regras</em> (Difel), reflexão sobre «o desregramento intelectual, económico, geopolítico e ético do mundo no século XXI».<br />
Haverá tradução simultânea. A entrada é livre, mas sujeita aos lugares disponíveis.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Uma página web para cada livro</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/bibliotecas/uma-pagina-web-para-cada-livro/</link>
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		<pubDate>Thu, 02 Jul 2009 10:50:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Bibliotecas]]></category>

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		<description><![CDATA[Utopia? Os promotores da Open Library acham que não. E já processaram (à falta de melhor verbo) mais de 23 milhões de livros. Entre eles Os Lusíadas (88 referências) e Os Maias (54 registos).
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Utopia? Os promotores da <a href="http://openlibrary.org/">Open Library</a> acham que não. E já <em>processaram</em> (à falta de melhor verbo) mais de 23 milhões de livros. Entre eles <em><a href="http://openlibrary.org/search?q=Os+Lus%C3%ADadas">Os Lusíadas</a></em> (88 referências) e <a href="http://openlibrary.org/search?q=Os+Maias"><em>Os Maias</em></a> (54 registos).</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Michael Jackson, leitor</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Jul 2009 23:49:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[E se a estrela pop esquisitinha, que mudou a cor da pele e o nariz, que usava máscaras contra os germes e se fechava numa mansão tipo Disneylandia, também fosse – esquisitice das esquisitices – um devorador de livros? Pelos vistos, além dos fãs, há vários livreiros de Los Angeles que lamentam o desaparecimento de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E se a estrela <em>pop</em> esquisitinha, que mudou a cor da pele e o nariz, que usava máscaras contra os germes e se fechava numa mansão tipo Disneylandia, também fosse – esquisitice das esquisitices – <a href="http://www.latimes.com/entertainment/news/arts/la-et-jackson-books27-2009jun27,0,3364369.story">um devorador de livros</a>? Pelos vistos, além dos fãs, há vários livreiros de Los Angeles que lamentam o desaparecimento de um bom cliente, que adorava a secção de poesia e era capaz de discutir as obras de Freud e Jung. Surpresa das surpresas, além da parafernália <em>kitsch</em>, o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Neverland_Ranch">rancho Neverland</a> também tinha uma biblioteca, e não das pequenas (segundo o <em>LA Weekly</em>, «<em>Jackson&#8217;s collection totaled 10,000 books</em>»).</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O livro de vidro</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/o-livro-de-vidro/</link>
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		<pubDate>Wed, 01 Jul 2009 23:28:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>

		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[Pedro Sena-Lino]]></category>

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		<description><![CDATA[
333
Autor: Pedro Sena-Lino
Editora: Porto Editora
N.º de páginas: 184
ISBN: 978-972-0-04274-3
Ano de publicação: 2009
Pedro Sena-Lino (n. 1977) é sobretudo conhecido como poeta – tem sete livros publicados – e professor de escrita criativa. Neste momento, está a doutorar-se em Literatura Feminina do século XVII, uma investigação académica que serviu decerto como detonador para o seu primeiro romance, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img rel='domelhor'  src="http://1.bp.blogspot.com/_KhVX0toGSyc/SihZYyQ3dzI/AAAAAAAAANc/sDUewgRI2mo/s320/333.jpg" alt="" /></p>
<p><strong>333</strong><br />
<em>Autor:</em> Pedro Sena-Lino<br />
<em>Editora:</em> Porto Editora<br />
<em>N.º de páginas:</em> 184<br />
<em>ISBN:</em> 978-972-0-04274-3<br />
<em>Ano de publicação:</em> 2009</p>
<p><a href="http://cronicasdebizancio.blogspot.com/">Pedro Sena-Lino</a> (n. 1977) é sobretudo conhecido como poeta – tem sete livros publicados – e <a href="http://www.companhiadoeu.com/new/">professor de escrita criativa</a>. Neste momento, está a doutorar-se em Literatura Feminina do século XVII, uma investigação académica que serviu decerto como detonador para o seu primeiro romance, <em>333</em>, publicado pela Porto Editora – numa edição em capa dura que tem merecido um esforço promocional considerável (raro, diga-se, em autores estreantes).<br />
Decalcando-a de Soror Mariana Alcoforado, mas igualmente de outras mulheres vítimas de «séculos de apagamento», Sena-Lino começa por inventar uma freira que escreve, em latim, 12 extraordinárias <em>Cartas</em> de amor (talvez místico, talvez carnal). Chama-se Soror Flâmula da Encarnaçam (1538-1622), é portuguesa, vive fechada no imaginário Mosteiro de Santa Maria Madalena, e as suas ardentes palavras acabam impressas, em Milão, por Darius Waerminger, um respeitado discípulo de Aldus Manutius.<br />
Enfeitiçado pelas <em>Cartas</em>, Waerminger esmera-se na produção de cada um dos 333 exemplares do livro, ricamente encadernados e transportando, lá dentro, «a sua vida impressa». Isto é, albergando nas suas páginas uma espécie de totalidade, já que «observava em cada livro composto como o seu coração se desdobrava e se expandia, como se tivesse encontrado um lugar definitivo no mundo para todos os seus sentimentos». É a disseminação pela Europa desta obra que tudo reflecte, exalta e absorve (semelhante a «um livro de vidro, onde todos os homens possam ler e ver-se no que serão completamente no futuro») que o romance procura traçar, fragmentando-se pelo caminho em dezenas de pequenas histórias, uma para cada leitor ou proprietário dos exemplares das <em>Cartas</em>.<br />
Esta multiplicação de enredos, alguns curtíssimos (tão lapidares que cabem num parágrafo, ou mesmo numa frase), outros maiores e com fôlego de história autónoma, trazia em si um risco: a implosão daquilo a que podemos chamar a consistência e unidade do romance como um todo. Que isso nunca chegue a acontecer, por muito que saltemos de um espaço geográfico para outro, ou de uma época histórica para outra, é a prova de que Sena-Lino conseguiu manter o controlo sobre a matéria ficcional proliferante que tinha entre mãos. Um feito em si mesmo, diga-se, e daqueles que não está ao alcance de qualquer escritor.<br />
No fundo, <em>333</em> é um apaixonado exercício de bibliofilia, de fé no poder da palavra escrita e na capacidade que os livros têm de transformar a vida de quem os lê. O que acontece quando um livro encontra o seu leitor? Eis a pergunta a que este livro responde, inventariando com zelo cada um desses encontros, numa espécie de <em>arqueologia da recepção</em> que em condições normais é impossível de fazer (nenhum autor conhece o destino de <em>todos</em> os exemplares do livro que escreveu). Nas dezenas de histórias de <em>333</em>, muitas delas cruzadas, encontramos algumas epifanias e encantamentos, mas sobretudo desastres, horrores, tragédias. De uma forma ou de outra, quase todos os exemplares se perdem e predominam, num universo saturado de símbolos, as destruições pelo fogo (com destaque para aquelas em que intervém Frei Jusué da Sarça Ardente, um censor obstinado) e pela água.<br />
A arquitectura de <em>333</em> – original, sólida, bem articulada – é o seu maior trunfo. O problema está na escrita de Sena-Lino, no excesso metafórico, na ênfase lírica que boicota ou entorpece demasiadas vezes o processo ficcional, no abuso de expressões gongóricas («a profundidade secreta da sua alma», o olhar que golpeia «de eternidade», os amantes «rasgando-se num relâmpago interior de prazer», etc.) que se tornam cansativas, mesmo sabendo que a narradora, a tal monja reclusa do século XVII, teria forçosamente que escrever num estilo barroco, para ser fiel à sua natureza e ao seu tempo. Acontece que o barroco de Soror Flâmula é uma espécie de supra-barroco, de barroco para lá do barroco, uma apoteose verbal que acaba por se consumir no seu próprio ímpeto. Para domar um pouco a torrencialidade desta escrita, exigia-se um maior trabalho de edição, que podia ainda ter evitado pleonasmos («entrar dentro da loja»; «há uns anos atrás»), diversas incongruências narrativas (como os três filhos rapazes do Duque de Urbino que passam, na mesma página, a «duas crianças interessadas no entendimento», sem que se perceba o que aconteceu entretanto à terceira) e até erros toponímicos (há uma personagem que está «numa pequena leitaria na rua Ivens» em 1875, quando a rua não se chamava de certeza assim; até porque Roberto Ivens, nascido em 1850, só começaria dois anos depois as explorações geográficas em África que o tornaram famoso).</p>
<p><em>Avaliação:</em> 6/10</p>
<p>[Versão longa de um texto publicado no suplemento <em>Actual</em>, do semanário <a href="http://aeiou.expresso.pt/"><em>Expresso</em></a>]</p>
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		<title>A fronteira como união</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Jul 2009 21:50:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Divulgação]]></category>

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		<description><![CDATA[Durante dois dias (amanhã, 2 de Julho; e quinta, 3) um grupo de escritores galegos e portugueses vai debater o tema &#8220;Literatura: a fronteira como união&#8221;, num encontro integrado no programa Gaia 2009, Capital da Cultura do Eixo Atlântico, a decorrer em Vila Nova de Gaia desde o o início do mês de Junho.
Este encontro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Durante dois dias (amanhã, 2 de Julho; e quinta, 3) um grupo de escritores galegos e portugueses vai debater o tema &#8220;Literatura: a fronteira como união&#8221;, num encontro integrado no programa Gaia 2009, Capital da Cultura do Eixo Atlântico, a decorrer em Vila Nova de Gaia desde o o início do mês de Junho.<br />
Este encontro luso-galaico decorrerá na sala de conferências do El Corte Inglés de Gaia, com uma sessão aberta ao público, dia 2, às 18h00.<br />
Do lado galego participam Luisa Castro, Luis García Mañá, María Canosa, Xavier Queipo, Xavier Alcalá e Luis G. Tosar. O comissário é Ernesto Sánchez Pombo. Do lado português, comissariado por António Costa, teremos valter hugo mãe, Manuel Jorge Marmelo, Fernando Pinto do Amaral, João Luís Barreto Guimarães, João Paulo Sousa e Rui Costa.</p>
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		<title>‘Balas de Prata’ (trailer)</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Jul 2009 20:52:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
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		<category><![CDATA[Elmer Mendoza]]></category>

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A Quetzal aposta forte neste romance do mexicano Elmer Mendoza, chamando-lhe peremptoriamente «o policial deste verão». Eis uma frase promocional corajosa, para dizer o mínimo, quando se sabe que o último volume da trilogia de Stieg Larsson está mesmo aí a chegar.
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			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/67eiz1Vm0YE&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;hl=en&#038;feature=player_embedded&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowScriptAccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/67eiz1Vm0YE&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;hl=en&#038;feature=player_embedded&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowScriptAccess="always" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p>A <a href="http://quetzal.blogs.sapo.pt/">Quetzal</a> aposta forte neste romance do mexicano Elmer Mendoza, chamando-lhe peremptoriamente «o policial deste verão». Eis uma frase promocional corajosa, para dizer o mínimo, quando se sabe que o último volume da trilogia de Stieg Larsson está mesmo aí a chegar.</p>
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		<title>Festa Literária Internacional de Paraty começa hoje</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Jul 2009 18:52:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
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		<category><![CDATA[FLIP]]></category>

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		<description><![CDATA[A FLIP, o mais importante e concorrido dos encontros literários do mundo lusófono, arranca dentro de poucas horas, às 19h00 do Brasil (23h00 em Portugal). Os principais momentos podem ser seguidos, em directo, no interface vídeo desta página. As reportagens dos debates, mas sobretudo do que se passa fora do programa oficial, podem ser acompanhadas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A <a href="http://www.flip.org.br/">FLIP</a>, o mais importante e concorrido dos encontros literários do mundo lusófono, arranca dentro de poucas horas, às 19h00 do Brasil (23h00 em Portugal). Os principais momentos podem ser seguidos, em directo, no <a href="http://www.flip.org.br/aovivo_2009.php">interface vídeo desta página</a>. As reportagens dos debates, mas sobretudo do que se passa fora do programa oficial, podem ser acompanhadas no <a href="http://www.flip.org.br/blog_2009.php">blogue da FLIP</a> (e no respectivo <a href="http://twitter.com/flip2009">Twitter</a>), mas também nos blogues dos escritores e jornalistas que deambularão por Paraty, como o brasileiro <a href="http://www.eraodito.blogspot.com/">Marcelino Freire</a> (que garante estarem «chamando essa a FLIP da Esperança») e a portuguesa <a href="http://www.ciberescritas.com/">Isabel Coutinho</a>.</p>
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		<title>Agustina por Saramago</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Jul 2009 16:59:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Blogosfera]]></category>

		<category><![CDATA[Agustina Bessa-Luís]]></category>

		<category><![CDATA[José Saramago]]></category>

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		<description><![CDATA[«Não é diminuí-la dizer que a vastíssima e poderosa obra de Agustina Bessa-Luís tem, entre todas as mais leituras, uma leitura sociológica. Cada um no seu terreno, cada um no seu tempo, cada um segundo as suas especificidades pessoais e artísticas, Balzac e Agustina Bessa-Luís fizeram o mesmo: observar e relatar. O século XIX francês [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>«Não é diminuí-la dizer que a vastíssima e poderosa obra de Agustina Bessa-Luís tem, entre todas as mais leituras, uma leitura sociológica. Cada um no seu terreno, cada um no seu tempo, cada um segundo as suas especificidades pessoais e artísticas, Balzac e Agustina Bessa-Luís fizeram o mesmo: observar e relatar. O século XIX francês compreender-se-á melhor lendo Balzac. A luz que irradia da obra de Agustina ajudar-nos-á a ver com mais nitidez o que foi a mentalidade de certa classe social no século XX. E também, já agora, a do final do nosso século XIX.»</p></blockquote>
<p>Texto completo <a href="http://caderno.josesaramago.org/2009/07/01/agustina/">aqui</a>.</p>
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		<title>O homem que denuncia a Mafia (e foge dela)</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Jul 2009 16:22:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[Roberto Saviano]]></category>

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		<description><![CDATA[Roberto Saviano, o escritor e jornalista italiano com a cabeça a prémio, deu uma entrevista exclusiva (páginas 52 a 61) à revista Magnética, publicação online portuguesa que faz questão de não ser impressa e vai já no número 8, dedicado ao tema &#8220;Malditos&#8221;.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Roberto Saviano, o escritor e jornalista italiano com a cabeça a prémio, deu uma entrevista exclusiva (páginas 52 a 61) à revista <em><a href="http://www.magneticamagazine.com/">Magnética</a></em>, publicação <em>online</em> portuguesa que faz questão de não ser impressa e vai já no número 8, dedicado ao tema &#8220;Malditos&#8221;.</p>
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		<title>‘Traços de viagem’</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Jul 2009 13:22:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[Manuel João Ramos]]></category>

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		<description><![CDATA[
De Manuel João Ramos, chega esta semana às livrarias mais um livro de viagens, o primeiro com chancela da Bertrand. Trata-se de uma colecção de «experiências remotas» em «locais invulgares» (da Tunísia a Espanha, passando por Zimbabué, Reino Unido, Etiópia e Portugal), com belíssimas ilustrações feitas pelo autor nos seus cadernos.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/k_manuel_joao_ramos.jpg"><img rel='domelhor'  src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/k_manuel_joao_ramos.jpg" alt="" title="k_manuel_joao_ramos" width="205" height="314" class="alignnone size-full wp-image-4653" /></a></p>
<p>De Manuel João Ramos, chega esta semana às livrarias mais um livro de viagens, o primeiro com chancela da Bertrand. Trata-se de uma colecção de «experiências remotas» em «locais invulgares» (da Tunísia a Espanha, passando por Zimbabué, Reino Unido, Etiópia e Portugal), com belíssimas ilustrações feitas pelo autor nos seus cadernos.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Os abutres</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/imprensa-estrangeira/os-abutres/</link>
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		<pubDate>Wed, 01 Jul 2009 13:02:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Imprensa estrangeira]]></category>

		<category><![CDATA[Mundo editorial]]></category>

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		<description><![CDATA[Ainda mal arrefeceu o cadáver mediático de Michael Jackson e já pairam por aí as aves negras que querem fazer dinheiro com a sua morte, narrando-lhe em pormenor a vida.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ainda mal arrefeceu o cadáver mediático de Michael Jackson e <a href="http://www.thebookseller.com/news/90030-headline-the-latest-to-enter-jackson-race-with-july-biography.html">já pairam por aí</a> as aves negras que querem fazer dinheiro com a sua morte, narrando-lhe em pormenor a vida.</p>
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		<title>Prémio Samuel Johnson para Philip Hoare</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Jul 2009 12:39:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[Philip Hoare]]></category>

		<category><![CDATA[Prémios]]></category>

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		<description><![CDATA[

Philip Hoare tem uma obsessão por baleias que lhe vem da leitura infantil de Moby Dick (what else?). Agora, essa obsessão, metodicamente explorada num livro difícil de classificar (Leviathan, Fourth Estate), acaba de lhe dar o mais importante prémio literário de não-ficção atribuído em terras britânicas, no valor de 20 mil libras.
Um pequeno vídeo em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img rel='domelhor'  src="http://www.bbc.co.uk/southampton/faith/images/philip_hoare_150.jpg" alt="" /></p>
<p><img src="http://ecx.images-amazon.com/images/I/41Dzd8IOV3L._SS500_.jpg" alt="" /></p>
<p><a href="http://www.philiphoare.co.uk/">Philip Hoare</a> tem uma obsessão por baleias que lhe vem da leitura infantil de <em>Moby Dick</em> (<em>what else?</em>). Agora, essa obsessão, metodicamente explorada num livro difícil de classificar (<em><a href="http://www.amazon.co.uk/Leviathan-Philip-Hoare/dp/0007230133">Leviathan</a></em>, Fourth Estate), <a href="http://www.guardian.co.uk/books/2009/jun/30/whales-wins-samuel-johnson-prize">acaba de lhe dar o mais importante prémio literário de não-ficção atribuído em terras britânicas, no valor de 20 mil libras</a>.<br />
Um pequeno vídeo em que o autor fala do livro pode ser visto <a href="http://www.amazon.co.uk/gp/mpd/permalink/m3VIJU7I1Z2GYS ">aqui</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>“Um livro de trabalho”</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/blogosfera/um-livro-de-trabalho/</link>
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		<pubDate>Wed, 01 Jul 2009 12:08:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Blogosfera]]></category>

		<category><![CDATA[Enrique Vila-Matas]]></category>

		<category><![CDATA[Jorge Fallorca]]></category>

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		<description><![CDATA[Após um longo processo de urdidura e rasganço, procrastinação e recomeço, de que nos foi dando sinais menos velados do que ele talvez lá no fundo desejasse, o Jorge Fallorca está mesmo, mesmo a acabar a tradução do Diário Volúvel, de Enrique Vila-Matas. E, ontem à noite, escreveu isto:
«É uma sensação estranha; deixei para amanhã [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Após um longo processo de urdidura e rasganço, procrastinação e recomeço, de que nos foi dando sinais menos velados do que ele talvez lá no fundo desejasse, o Jorge Fallorca está mesmo, mesmo a acabar a tradução do <em>Diário Volúvel</em>, de Enrique Vila-Matas. E, ontem à noite, escreveu isto:</p>
<blockquote><p>«É uma sensação estranha; deixei para amanhã as duas últimas páginas e meia, a assobiar para o lado. Depois passo os olhos por ela, mando-a só para receber e, como combinado, vou deixá-la em pousio para a ler sem me sentir tesicado pelo fantasma &#8220;Despacha-te, pá!&#8221; Resquícios que me ficaram da síndroma do &#8220;fecho de páginas&#8221;. Um gajo bem tenta, bem se esforça, mas não é de chumbo, a coisa fica em lume brando e salta quando menos se espera; a imprensa. Meu Deus, há quanto tempo ela não &#8220;fornece um novo dia&#8221; (Herberto Helder).<br />
Mas devo confessar que, além da mencionada lágrima no olho, e não o escrevo &#8220;em forma de coração&#8221; (Salinger), chegada a hora de devolver o livro todo massacrado pelas molas que o mantêm aberto e anotado, sinto-me borradinho de medo. Uma coisa é lê-lo e conversarmos, outra, bem diferente, é o sentimento de frustração quando se acaba de traduzir um livro. Por mim falo, sinto-me roubado, privado de uma companhia; como se o computador tivesse dado o berro e oferecido um ficheiro ao vazio. Longe vá o agoiro; não me dava jeito nenhum, ver a minha biblioteca de babel a arder.»</p></blockquote>
<p>Texto completo <a href="http://frenesi-livros.blogspot.com/2009/06/ocasionalmente-ocupado-tomar-notas-288.html">aqui</a>.</p>
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		<title>Origami</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/divulgacao/origami-2/</link>
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		<pubDate>Wed, 01 Jul 2009 11:09:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Divulgação]]></category>

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		<description><![CDATA[As folhas de papel não servem apenas para as enchermos de palavras. Que o digam os japoneses, inventores dessa delicada arte a que chamaram origami. Para quem quiser aprender como se faz, a livraria Poetria organiza no próximo sábado à tarde um workshop. Tema: &#8220;Lótus, Lírios &#038; outras flores&#8221;. Acontecerá entre as 15h00 e as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As folhas de papel não servem apenas para as enchermos de palavras. Que o digam os japoneses, inventores dessa delicada arte a que chamaram <em><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Origami">origami</a></em>. Para quem quiser aprender como se faz, a livraria <a href="http://www.hotfrog.pt/Empresas/Poetria-Livraria-Tem-tica-de-Poesia-e-Teatro-Lda">Poetria</a> organiza no próximo sábado à tarde um <em>workshop</em>. Tema: &#8220;Lótus, Lírios &#038; outras flores&#8221;. Acontecerá entre as 15h00 e as 17h00, no Largo Alexandre Sá Pinto, n.º 44 A2 (Porto). O preço, 20 euros, já inclui o material. Os participantes, num mínimo de seis e num máximo de dez pessoas, devem inscrever-se até sexta-feira, dia 3, por telefone (22.201.07.30).</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Revista ‘365′, n.º 29</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/revista-365-n%c2%ba-29/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/geral/revista-365-n%c2%ba-29/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2009 10:35:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[
O n.º 29 da 365 já está à venda. Ou melhor, não está à venda porque a revista passou a ser gratuita. Para assinalar a mudança, o director Fernando Alvim decidiu fazer uma edição especial, tipo best of, em que se reúnem «alguns dos melhores textos que publicámos ao longo destes anos». Quer isto dizer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/365_-_k29.jpg"><img rel='domelhor'  src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/365_-_k29.jpg" alt="" title="365_-_k29" width="262" height="400" class="alignnone size-full wp-image-4656" /></a></p>
<p>O n.º 29 da <em>365</em> já está à venda. Ou melhor, não está à venda porque a revista passou a ser gratuita. Para assinalar a mudança, o director Fernando Alvim decidiu fazer uma edição especial, tipo <em>best of</em>, em que se reúnem «alguns dos melhores textos que publicámos ao longo destes anos». Quer isto dizer que há prosas de João Pereira Coutinho, José Luís Peixoto, Pedro Sena-Lino, valter hugo mãe e Vasco Barreto, entre muitos outros. Como sempre, a edição é de António Gregório e Carina Fonseca, cabendo o design a Alex Gozblau.<br />
Quem não quiser esperar, tem ao dispor a <a href="http://www.revista365.com/365.htm">versão <em>online</em> da revista</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Oito palavras</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/oito-palavras/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/geral/oito-palavras/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2009 07:54:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[Manuel de Freitas]]></category>

		<category><![CDATA[Pina Bausch]]></category>

		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Sem mais comentários, não podia deixar de colocar aqui este poema de Manuel de Freitas (do livro Jukebox 2, Teatro de Vila Real, 2008):
PINA BAUSCH, 2008
Müller,
Café Müller.
A morte sabe onde fica.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sem mais comentários, não podia deixar de colocar aqui este poema de Manuel de Freitas (do livro <em>Jukebox 2</em>, Teatro de Vila Real, 2008):</p>
<blockquote><p>PINA BAUSCH, 2008</br><br />
<em>Müller,<br />
Café Müller.</p>
<p>A morte sabe onde fica.</em></p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Pina Bausch (1940-2009)</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/obituario/pina-bausch-1940-2009/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/obituario/pina-bausch-1940-2009/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2009 22:33:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Obituário]]></category>

		<category><![CDATA[Pina Bausch]]></category>

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		<description><![CDATA[
Morreu Pina Bausch. A grande coreógrafa, a inventora de gestos, a mulher que revolucionou a dança-teatro, tudo isso. Mas eu só me consigo recordar, agora, do seu corpo-ruína, percorrendo em cima do palco um labirinto de cadeiras, nesse Café Müller de há um ano, no São Luiz, em que foi fantasma ardendo na noite, com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img rel='domelhor'  src="http://imgs.sapo.pt/gfx/449891.gif" alt="" /></p>
<p><a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1389487&#038;idCanal=14">Morreu Pina Bausch</a>. A grande coreógrafa, a inventora de gestos, a mulher que revolucionou a dança-teatro, tudo isso. Mas eu só me consigo recordar, agora, do seu corpo-ruína, percorrendo em cima do palco um labirinto de cadeiras, nesse <em>Café Müller</em> de há um ano, no São Luiz, em que foi <a href="http://bibliotecariodebabel.com/geral/relampagos-em-busca-de-uma-tempestade/">fantasma ardendo na noite, com uma fragilidade sempre à beira do colapso</a>.<br />
Desceu hoje um silêncio insuportável sobre Wuppertal. E sobre o mundo.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Dois poemas de Tiago Patrício</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/dois-poemas-de-tiago-patricio/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/geral/dois-poemas-de-tiago-patricio/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2009 21:14:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

		<category><![CDATA[Tiago Patrício]]></category>

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		<description><![CDATA[OS PARDAIS DA SINAGOGA DE TUNIS
Os pardais que dormem
em frente à Sinagoga de Tunis
conhecem bem a geografia
e as rotas de migração
Da meteorologia das cidades
pressentem os parapeitos
das janelas e o calor dos corpos
pela agitação das folhas
Têm o hábito de percorrer
as enseadas e cair
das ravinas nas horas
frescas da manhã
como crianças descalças
Nos jardins fechados de Tunis
onde o sotaque [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>OS PARDAIS DA SINAGOGA DE TUNIS</p>
<p><em>Os pardais que dormem<br />
em frente à Sinagoga de Tunis<br />
conhecem bem a geografia<br />
e as rotas de migração</p>
<p>Da meteorologia das cidades<br />
pressentem os parapeitos<br />
das janelas e o calor dos corpos<br />
pela agitação das folhas</p>
<p>Têm o hábito de percorrer<br />
as enseadas e cair<br />
das ravinas nas horas<br />
frescas da manhã<br />
como crianças descalças</p>
<p>Nos jardins fechados de Tunis<br />
onde o sotaque francês<br />
transpira sobre a erva seca<br />
os pardais comuns<br />
anoitecem em bando<br />
como sons guturais<br />
e agitam o ar à volta<br />
dos minaretes na chamada<br />
para a oração</p>
<p>Quando regressam<br />
ao interior das árvores<br />
da Sinagoga de Tunis<br />
assustam de morte<br />
os guardas adormecidos<br />
com as armas pesadas<br />
apontadas ao peito</em></br><br />
CAÇADORES</p>
<p><em>Os caçadores são feitos de prata ou de volfrâmio<br />
de acordo com a época e as recordações<br />
Têm a mira no olhar e o gatilho na pulsação<br />
do braço direito recolhido a ombrear com a bandoleira<br />
Na boca a pólvora e o sangue cinegético<br />
Nos ouvidos o bosque inteiro e no pensamento<br />
venatório o silêncio dos pássaros e dos seus hábitos</p>
<p>Os caçadores são os mais ferozes amantes das aves<br />
têm no olfacto o fumo e a terra molhada<br />
e na memória os tordos, as rolas e os pombos<br />
Namoram as aves até ao último encontro<br />
e disparam como quem despede a infância</p>
<p>Tombam as aves como pedras feridas<br />
que no restolhar das asas perdem a elegância<br />
para o chumbo e o cartucho no avesso do ar<br />
Mas guardam ao pescoço as últimas plumas<br />
como paixões deflagradas no peito florido</em></p>
<p>[in <em>O Livro das Aves</em> (Prémio Daniel Faria 2009), Quasi, 2009]</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Boas novas para os fãs de Stieg Larsson</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/boas-novas-para-os-fas-de-stieg-larsson/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/geral/boas-novas-para-os-fas-de-stieg-larsson/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2009 15:40:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[Stieg Larsson]]></category>

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		<description><![CDATA[1) Na próxima terça-feira, dia 7 de Julho, chega às livrarias portuguesas A Rainha no Palácio das Correntes de Ar (Oceanos), último volume da trilogia Millennium, iniciada com Os Homens que Odeiam as Mulheres e A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo.

2) Ficou hoje a saber-se que a Lusomundo comprou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>1)</strong> Na próxima terça-feira, dia 7 de Julho, chega às livrarias portuguesas <em>A Rainha no Palácio das Correntes de Ar</em> (Oceanos), último volume da trilogia Millennium, iniciada com <em><a href="http://bibliotecariodebabel.com/geral/assassinos-de-colarinho-branco/">Os Homens que Odeiam as Mulheres</a></em> e <em><a href="http://bibliotecariodebabel.com/geral/o-ultimo-teorema-de-salander/">A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo</a></em>.</p>
<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/a-rainha-no-palacio-das-correntes-de-ar.jpg"><img rel='domelhor'  src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/a-rainha-no-palacio-das-correntes-de-ar.jpg" alt="" title="a-rainha-no-palacio-das-correntes-de-ar" width="323" height="493" class="alignnone size-full wp-image-4640" /></a></p>
<p><strong>2)</strong> Ficou hoje a saber-se que a Lusomundo comprou os direitos de exibição em Portugal dos filmes que adaptam os dois primeiros livros da série. <em>Os Homens que Odeiam as Mulheres</em>, de Niels Arden Oplev, estreará a 17 de Setembro; <em>A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo</em>, a 22 de Outubro; enquanto o terceiro filme chegará no próximo ano, em data ainda a definir.</p>
<p><object width="425" height="340"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/TJcettK033w&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/TJcettK033w&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="340"></embed></object></p>
<p><strong>3)</strong> Para acompanhar tudo o que diz respeito às obras literárias de Larsson, a LeYa criou o <em>site</em> <a href="http://millennium-mania.leya.com">Millennium-Mania</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Destinos literários</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/destinos-literarios/</link>
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		<pubDate>Tue, 30 Jun 2009 15:21:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[Imprensa estrangeira]]></category>

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		<description><![CDATA[No seu site, o jornal espanhol El Mundo propõe nove destinos na Europa para quem queira fazer turismo literário: Madrid, Atenas, Sicília, Lisboa, Paris, Normandia, Berlim, São Petersburgo e Dublin. Na capital portuguesa, as referências não fogem ao que seria de esperar: Fernando Pessoa, Camões, Eça de Queirós e Tabucchi.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No seu <em><a href="http://www.elmundo.es/">site</a></em>, o jornal espanhol <em>El Mundo</em> propõe <a href="http://www.elmundo.es/especiales/2003/07/sociedad/destinos_literarios/">nove destinos na Europa para quem queira fazer turismo literário</a>: Madrid, Atenas, Sicília, Lisboa, Paris, Normandia, Berlim, São Petersburgo e Dublin. Na capital portuguesa, as referências não fogem ao que seria de esperar: <a href="http://www.elmundo.es/especiales/2003/07/sociedad/destinos_literarios/lisboa/index.html">Fernando Pessoa, Camões, Eça de Queirós e Tabucchi</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>João Tordo na Almedina</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/divulgacao/joao-tordo-na-almedina/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/divulgacao/joao-tordo-na-almedina/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2009 15:12:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Divulgação]]></category>

		<category><![CDATA[João Tordo]]></category>

		<category><![CDATA[Roberto Bolaño]]></category>

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		<description><![CDATA[O romance As Três Vidas (QuidNovi), de João Tordo, vai ser discutido na Comunidade de Leitores da Almedina, coordenada por Filipa Melo, nos próximos dias 1 e 8 de Julho, a partir das 19h00 (na livraria Almedina do Atrium Saldanha). Como leitura paralela, está prevista uma obra magnífica de Roberto Bolaño: Os Detectives Selvagens (Teorema).
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O romance <em>As Três Vidas</em> (QuidNovi), de <a href="http://joaotordo.blogspot.com/">João Tordo</a>, vai ser discutido na Comunidade de Leitores da Almedina, coordenada por Filipa Melo, nos próximos dias 1 e 8 de Julho, a partir das 19h00 (na livraria Almedina do Atrium Saldanha). Como leitura paralela, está prevista uma obra magnífica de Roberto Bolaño: <em><a href="http://bibliotecariodebabel.com/geral/a-viagem-diagonal/">Os Detectives Selvagens</a></em> (Teorema).</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Lançamento de ‘O Caderno’ (resumo)</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/lancamento-de-o-caderno-resumo/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/geral/lancamento-de-o-caderno-resumo/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2009 13:21:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[José Saramago]]></category>

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		<description><![CDATA[
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><embed src="http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/vCGUJoBspd9IiKDfUizi/mov/1" type="application/x-shockwave-flash" width="410" height="281" allowFullScreen="true"></embed></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Palavras</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/palavras/</link>
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		<pubDate>Tue, 30 Jun 2009 12:44:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Excertos]]></category>

		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[José Saramago]]></category>

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		<description><![CDATA[«Não pode haver conferência de imprensa sem palavras, em geral muitas, algumas vezes demasiadas. Pilar insiste em recomendar-me que dê respostas breves, fórmulas sintéticas capazes de concentrar longos discursos que ali estariam fora de lugar. Tem razão, mas a minha natureza é outra. Penso que cada palavra necessita sempre pelo menos outra que a ajude [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>«Não pode haver conferência de imprensa sem palavras, em geral muitas, algumas vezes demasiadas. Pilar insiste em recomendar-me que dê respostas breves, fórmulas sintéticas capazes de concentrar longos discursos que ali estariam fora de lugar. Tem razão, mas a minha natureza é outra. Penso que cada palavra necessita sempre pelo menos outra que a ajude a explicar-se. A coisa chegou a um ponto tal que, de há tempos a esta parte, passei a antecipar-me às perguntas que supostamente me farão, procedimento facilitado pelo conhecimento prévio que venho acumulando sobre o tipo de assuntos que aos jornalistas mais costumam interessar. O divertido do caso está na liberdade que assumo ao iniciar uma exposição dessas. Sem ter de preocupar-me com os enquadramentos temáticos que cada pergunta específica necessariamente estabeleceria, embora não fosse essa a sua intenção declarada, lanço a primeira palavra, e a segunda, e a terceira, como pássaros a que foi aberta a porta da gaiola, sem saber muito bem, ou não o sabendo de todo, aonde eles me levarão. Falar torna-se então numa aventura, comunicar converte-se na busca metódica de um caminho que leve a quem estiver escutando, tendo sempre presente que nenhuma comunicação é definitiva e instantânea, que muitas vezes é preciso voltar atrás para aclarar o que só sumariamente foi enunciado. Mas o mais interessante em tudo isto é descobrir que o discurso, em lugar de se limitar a iluminar e dar visibilidade ao que eu próprio julgava saber acerca do meu trabalho, acaba invariavelmente por revelar o oculto, o apenas intuído ou pressentido, e que de repente se torna numa evidência insofismável em que sou o primeiro a surpreender-me, como alguém que estava no escuro e acabou de abrir os olhos para uma súbita luz. Enfim, vou aprendendo com as palavras que digo. Eis uma boa conclusão, talvez a melhor, para este discurso. Finalmente breve.»</p>
<p>[in <em>O Caderno</em>, de José Saramago, Caminho, 2009]</p>
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		<item>
		<title>Infinite Summer</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/blogosfera/infinite-summer/</link>
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		<pubDate>Tue, 30 Jun 2009 11:14:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Blogosfera]]></category>

		<category><![CDATA[David Foster Wallace]]></category>

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		<description><![CDATA[De 21 de Junho a 22 de Setembro, um grupo de «endurance bibliophiles» do mundo inteiro vai ler, de fio a pavio (sem esquecer uma única das suas numerosas notas de rodapé), o gigantesco e genial romance Infinite Jest, de David Foster Wallace. A experiência será relatada no blogue Infinite Summer, criado por Matthew Baldwin [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De 21 de Junho a 22 de Setembro, um grupo de «<em>endurance bibliophiles</em>» do mundo inteiro vai ler, de fio a pavio (sem esquecer uma única das suas numerosas notas de rodapé), o gigantesco e genial romance <em>Infinite Jest</em>, de David Foster Wallace. A experiência será relatada no blogue <a href="http://infinitesummer.org/">Infinite Summer</a>, criado por Matthew Baldwin (<em>not one of the Baldwin brothers, I suppose</em>), que falou sobre este «projecto de leitura» («<em>reading project</em>») <a href="http://network.nationalpost.com/np/blogs/afterword/archive/2009/06/22/an-interview-with-infinite-summer-creator-matthew-baldwin.aspx">aqui</a> e <a href="http://latimesblogs.latimes.com/jacketcopy/2009/06/infinite-summer.html">aqui</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>‘Perto da Felicidade’ (trailer/teaser)</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/perto-da-felicidade-trailerteaser/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/geral/perto-da-felicidade-trailerteaser/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2009 10:34:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[Richard Yates]]></category>

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		<description><![CDATA[
Depois de Revolutionary Road, mais um romance de Richard Yates em português. Em breve, na Quetzal.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/UcVf1kXP7aY&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;hl=en&#038;feature=player_embedded&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowScriptAccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/UcVf1kXP7aY&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;hl=en&#038;feature=player_embedded&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowScriptAccess="always" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p>Depois de <em>Revolutionary Road</em>, mais um romance de Richard Yates em português. Em breve, na <a href="http://quetzal.blogs.sapo.pt/">Quetzal</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>30 anos, 3 perguntas</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/blogosfera/30-anos-3-perguntas/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/blogosfera/30-anos-3-perguntas/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2009 08:09:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Blogosfera]]></category>

		<category><![CDATA[Mundo editorial]]></category>

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		<description><![CDATA[Os 30 anos são os da Antígona. As três perguntas são da Sara Figueiredo Costa, dirigidas a Luís Oliveira, o editor da Antígona, sobre (justamente) os 30 anos da Antígona.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os 30 anos são os da <a href="http://www.poemaclaro.com/antigona/">Antígona</a>. As <a href="http://cadeiraovoltaire.wordpress.com/2009/06/29/nos-30-anos-da-antigona-iii/">três perguntas são da Sara Figueiredo Costa</a>, dirigidas a <a href="http://www.poemaclaro.com/antigona/">Luís Oliveira</a>, o editor da Antígona, sobre (justamente) os <a href="http://cadeiraovoltaire.wordpress.com/2009/06/29/nos-30-anos-da-antigona-i/">30 anos da Antígona</a>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://bibliotecariodebabel.com/blogosfera/30-anos-3-perguntas/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Poetas cubanos de agora</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/criticas/poetas-cubanos-de-agora/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/criticas/poetas-cubanos-de-agora/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2009 22:10:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://bibliotecariodebabel.com/?p=4616</guid>
		<description><![CDATA[
Poesia Cubana Contemporânea – Dez Poetas
Selecção, prefácio e notas: Pedro Marqués de Armas
Tradução: Jorge Melícias
Editora: Antígona
N.º de páginas: 237
ISBN: 978-972-608-203-3
Ano de publicação: 2009
No excelente prefácio a esta antologia, que reúne uma dezena de nomes essenciais da poesia cubana contemporânea (José Kozer, Reinaldo Arenas, Reina María Rodríguez, Ángel Escobar Varela, Rolando Sánchez Mejías, Ismael González Castañer, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/poesia_cubana.bmp"><img rel='domelhor'  src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/poesia_cubana.bmp" alt="" title="poesia_cubana" class="alignnone size-full wp-image-4617" /></a></p>
<p><strong>Poesia Cubana Contemporânea – Dez Poetas</strong><br />
<em>Selecção, prefácio e notas:</em> Pedro Marqués de Armas<br />
<em>Tradução:</em> Jorge Melícias<br />
<em>Editora:</em> Antígona<br />
<em>N.º de páginas:</em> 237<br />
<em>ISBN:</em> 978-972-608-203-3<br />
<em>Ano de publicação:</em> 2009</p>
<p>No excelente prefácio a esta antologia, que reúne uma dezena de nomes essenciais da poesia cubana contemporânea (José Kozer, Reinaldo Arenas, Reina María Rodríguez, Ángel Escobar Varela, Rolando Sánchez Mejías, Ismael González Castañer, Antonio José Ponte, Omar Pérez, Damaris Calderón e Alessandra Molina), o responsável pela selecção, Pedro Marqués de Armas, traça um abrangente panorama da literatura feita em Cuba no último século e meio, da centralidade fundadora de José Martí ao fechamento da política cultural do Estado (durante a segunda década da revolução castrista), passando pelo <em>negrismo</em> de Nicolas Guillén e pela influência do estilo neobarroco de Lezama Lima.<br />
Para Armas, na ilha houve desde sempre uma «sustentada tensão entre poesia e História» que levou, em muitos casos, à leitura da História como poesia, «ocultando a sua extrema violência», e da poesia como palco de «premonições históricas». Os dez autores escolhidos estão entre os que se esforçaram, dos anos 70 em diante, por ultrapassar estes impasses através da autonomização dos respectivos discursos poéticos. São autores já libertos do «lastro da ideologia» e marcados, quase todos, ou pelo desencanto face ao esvaziamento da utopia (os que ficaram) ou pela resoluta oposição ao regime (os que optaram pelo exílio).<br />
Destes últimos, destaca-se Reinaldo Arenas e a sua poesia «ao mesmo tempo lúdica e trágica, colérica e sóbria, desalinhada e efectiva». Veja-se este excerto do poema «Vozes»: «Nós viemos pelo ar / Nós viemos pelo mar / Nós chegámos amarrados ao pneu de um automóvel / Nós chegámos presos à roda de um avião / Nós saímos conjurando tubarões e guarda-costas (&#8230;) Sim, sem dúvida somos os mais ditosos / – os afortunados. Os demais jazem para sempre sob o mar / ou condenam a nossa fuga / enquanto secreta e desesperadamente desejam partir.» Menos explícita, a revolta está também presente na torrencialidade lírica de Reina María Rodriguez («estávamos rodeados de horizontes e de água») ou na «suprema exaltação das palavras» de José Kozer. Alguns lamentam, como Ángel Escobar Varela, não ter dito «o adequado no tempo certo, / nem o certo no tempo adequado», mas a questão definitiva talvez seja a que coloca Damaris Calderón (n. 1966): «Há saída possível para fora / ou toda a saída é para dentro, / até ao reino da raiz?»<br />
A tradução de Jorge Melícias, globalmente cuidada, rigorosa e fluida, peca apenas por um ou outro lapso semântico. No poema que aqui citamos de Reinaldo Arenas, por exemplo, onde se lê «guarda-costas» parecer-nos-ia mais apropriado que se lesse «guardas-costeiros».</p>
<p><em>Avaliação:</em> 8/10</p>
<p>[Texto publicado no n.º 80 da revista <em>Ler</em>]</p>
<p><strong>PS - Em resposta ao último parágrafo da recensão, o tradutor Jorge Melícias disse de sua justiça nos comentários a este <em><a href="http://bibliotecariodebabel.com/geral/quase-a-chegar-2/">post</a></em>. O que eu tinha a responder, ficou também ali respondido.</strong></p>
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		<item>
		<title>Um leitor sem qualidades</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/blogosfera/um-leitor-sem-qualidades/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/blogosfera/um-leitor-sem-qualidades/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2009 17:50:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Blogosfera]]></category>

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		<description><![CDATA[Ou melhor: um leitor com qualidades imensas. Um leitor que reúne «representações, citações, histórias, imaginários, deambulações, funambulismos perseguindo &#8220;um rasto já há muito extinto no ar ou na água [mas que continua] visível, aqui, no papel&#8221;, como diria W.G. Sebald». Um leitor que já nos dera um dos melhores blogues portugueses de sempre e depois [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ou melhor: <a href="http://oleitorsemqualidades.blogspot.com/">um leitor com qualidades imensas</a>. Um leitor que reúne «<a href="http://oleitorsemqualidades.blogspot.com/">representações, citações, histórias, imaginários, deambulações, funambulismos perseguindo &#8220;um rasto já há muito extinto no ar ou na água [mas que continua] visível, aqui, no papel&#8221;, como diria W.G. Sebald</a>». Um leitor que já nos dera <a href="http://oquecaidosdias.wordpress.com/">um dos melhores blogues portugueses de sempre</a> e depois desaparecera. O <a href="http://oleitorsemqualidades.blogspot.com/">leitor sem qualidades</a> (isto é, com qualidades imensas), o leitor benjaminiano, musiliano, walseriano, sebaldiano, vila-matiano, cortazariano, o leitor-leitor, o leitor-escritor, <a href="http://oleitorsemqualidades.blogspot.com/">o leitor quase total está de volta</a>.<br />
Se soubesse como se faz, eu próprio lançaria o fogo-de-artifício, mesmo num dia assim, de nuvens enchendo o céu.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O sucesso explica-se?</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Jun 2009 15:34:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Divulgação]]></category>

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		<description><![CDATA[
Quinta-feira, no sítio do costume, à hora do costume.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/sucesso.jpg"><img rel='domelhor'  src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/sucesso.jpg" alt="" title="sucesso" width="229" height="320" class="alignnone size-full wp-image-4610" /></a></p>
<p>Quinta-feira, no sítio do costume, à hora do costume.</p>
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		<title>‘La visión del ámbar’</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Jun 2009 14:45:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[Imprensa estrangeira]]></category>

		<category><![CDATA[Jorge Luis Borges]]></category>

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		<description><![CDATA[Jorge Luis Borges por Manuel Vicent, no suplemento Babelia.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.elpais.com/articulo/semana/Jorge/Luis/Borges/vision/ambar/elpepuculbab/20090627elpbabese_11/Tes">Jorge Luis Borges por Manuel Vicent, no suplemento <em>Babelia</em>.</a></p>
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		<title>Slam proscratination</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Jun 2009 14:11:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[A reportagem sobre o concurso de slam poetry não está esquecida; foi só adiada. Espero publicá-la mais logo.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A reportagem sobre o concurso de <em>slam poetry</em> não está esquecida; foi só adiada. Espero publicá-la mais logo.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Trilogia maynardiana</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/divulgacao/trilogia-maynardiana/</link>
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		<pubDate>Mon, 29 Jun 2009 13:14:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Divulgação]]></category>

		<category><![CDATA[Dinis Machado]]></category>

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		<description><![CDATA[
Os três romances policiais escritos por Dinis Machado, aliás Dennis McShade, são apresentados esta tarde (18h30), na FNAC do Chiado, com a participação de José Xavier Ezequiel e Teresa Sá Couto.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/maynardiana.jpg"><img rel='domelhor'  src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/maynardiana-300x211.jpg" alt="" title="maynardiana" width="300" height="211" class="alignnone size-medium wp-image-4601" /></a></p>
<p>Os três romances policiais escritos por Dinis Machado, aliás Dennis McShade, são apresentados esta tarde (18h30), na FNAC do Chiado, com a participação de José Xavier Ezequiel e Teresa Sá Couto.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Lançamento de ‘Ética a Nicómaco’</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/divulgacao/lancamento-de-etica-a-nicomaco/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/divulgacao/lancamento-de-etica-a-nicomaco/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2009 10:51:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Divulgação]]></category>

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		<description><![CDATA[O clássico Ética a Nicómaco, de Aristóteles, traduzido, prefaciado e anotado por António Castro Caeiro, numa edição da Quetzal, será apresentado esta tarde, a partir das 18h30, na livraria Bertrand do Chiado, por Marcelo Rebelo de Sousa e José Tolentino de Mendonça.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O clássico <em>Ética a Nicómaco</em>, de Aristóteles, traduzido, prefaciado e anotado por António Castro Caeiro, numa edição da <a href="http://quetzal.blogs.sapo.pt/">Quetzal</a>, será apresentado esta tarde, a partir das 18h30, na livraria Bertrand do Chiado, por Marcelo Rebelo de Sousa e José Tolentino de Mendonça.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Três poemas de Roberto Juarroz</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/tres-poemas-de-roberto-juarroz/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/geral/tres-poemas-de-roberto-juarroz/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 28 Jun 2009 15:57:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

		<category><![CDATA[Roberto Juarroz]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://bibliotecariodebabel.com/?p=4581</guid>
		<description><![CDATA[El poema continuo,
la escritura continua,
el texto que nunca se termina
y nunca se interrumpe,
el texto equivalente a ser.
La vida se convierte
en una forma de escritura
y cada cosa es una letra,
un signo de pontuación,
la inflexión de una frase.
Inaugural metabolismo
de una filología
que ha descubierto un nuevo verbo:
el verbo siempre.
La poesía se escribe siempre,
vivir se vive siempre,
algo despierta siempre:
poema-siempre.
El [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>El poema continuo,<br />
la escritura continua,<br />
el texto que nunca se termina<br />
y nunca se interrumpe,<br />
el texto equivalente a ser.</p>
<p>La vida se convierte<br />
en una forma de escritura<br />
y cada cosa es una letra,<br />
un signo de pontuación,<br />
la inflexión de una frase.</p>
<p>Inaugural metabolismo<br />
de una filología<br />
que ha descubierto un nuevo verbo:<br />
el verbo</em> siempre<em>.</p>
<p>La poesía se escribe siempre,<br />
vivir se vive siempre,<br />
algo despierta siempre:<br />
poema-siempre.</p>
<p>El ser es escritura.</p>
<p>Y una palabra es suficiente<br />
para toda la acción:</em><br />
siempre<em>.<br />
El otro verbo,</em><br />
nunca<em>,<br />
es tan sólo su sombra.</em></p>
<p>***</p>
<p><em>Hay ángulos del mundo<br />
o menos, sólo vértices,<br />
una carta que inaugura una estrella,<br />
un brote en un tronco decididamente seco,<br />
un pájaro inverosímil<br />
en la aguja inverosímil de un ciprés<br />
recolectando o asociando<br />
las tardes perdidas en la tarde,<br />
el rostro por fin suyo de una mujer dormida,<br />
una música que convierte todo ruido en pillaje,<br />
la palabra que concentra en sí misma sus ecos<br />
y demuestra que ninguna resonancia es necesaria,<br />
que prueban que el paraíso es uno terreno repartido,<br />
una flor o un dios diseminado<br />
como una siembra impostergable<br />
entre las multiformes aleaciones<br />
del pensar y las cosas.</p>
<p>Y no es preciso sumar nunca esos ángulos,<br />
ni tampoco abrirlos o cerrarlos<br />
o armar otra figura<br />
para adormecerse adentro,<br />
sino aprender a leer las formas sueltas,<br />
como quien al leer un solo párrafo<br />
lee ya todo el libro.<br />
Quizá todos los libros.</p>
<p>Basta un ángulo de cualquier paraíso,<br />
un ángulo o un vértice,<br />
aun de los paraísos repartidos,<br />
perdidos, mutilados,<br />
para aplacar los triunfos prepotentes,<br />
los triunfos mal entrazados y viscosos,<br />
de la muerte y los múltiples infiernos.</em></p>
<p>***</p>
<p><em>Una hoja en el árbol.<br />
Otra hoja en el pensamiento.</p>
<p>Las dos hojas<br />
penden de diferentes ramas,<br />
pero el mismo viento del otoño<br />
las hará caer a las dos.</em></p>
<p>[in <em>Undécima Poesía Vertical</em>, Pre-Textos, 2002]</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A pedido da menina Alice…</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/livrarias/a-pedido-da-menina-alice/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/livrarias/a-pedido-da-menina-alice/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 27 Jun 2009 21:54:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Livrarias]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8230;regressámos hoje à sua livraria preferida. Enquanto ela brincava e folheava livros com toupeiras e desenhava e dançava e cantava e ria muito com o Changuito, o pai deambulou entre preciosidades e não resistiu (como nunca resiste) a trazer para casa mais quatro: a Undécima Poesía Vertical, de Roberto Juarroz (Pre-Textos); Desalojos, de Miriam Reyes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://poesia-incompleta.blogspot.com/2009/06/dentro-dos-envelopes-ou-dos-mails-ha_1898.html">&#8230;regressámos hoje à sua livraria preferida</a>. Enquanto ela brincava e folheava livros com toupeiras e desenhava e dançava e cantava e ria muito com o Changuito, o pai deambulou entre preciosidades e não resistiu (como nunca resiste) a trazer para casa mais quatro: a <em>Undécima Poesía Vertical</em>, de Roberto Juarroz (Pre-Textos); <em>Desalojos</em>, de Miriam Reyes (Hiperión); <em>Mi Primer Bikini</em>, de Elena Medel (DVD); e <em>Um Pouco da Morte</em>, de Joaquim Manuel Magalhães (Presença, 1989).</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://bibliotecariodebabel.com/livrarias/a-pedido-da-menina-alice/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Última hora: resultados do primeiro concurso de Slam Poetry realizado em Portugal</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/ultima-hora-resultados-do-primeiro-concurso-de-slam-poetry-realizado-em-portugal/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/geral/ultima-hora-resultados-do-primeiro-concurso-de-slam-poetry-realizado-em-portugal/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 27 Jun 2009 03:45:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[Slam Poetry]]></category>

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		<description><![CDATA[
Esta noite, no Musicbox (Lisboa), decorreu o primeiríssimo torneio de Poetry Slam de Portugal (e também da Península Ibérica, se acreditarmos no caótico, brilhante e a partir de certa altura consideravelmente alcoolizado Mestre de Cerimónias, J. P. Simões). Os oito participantes, escolhidos entre 68 candidaturas, mostraram-se à altura do histórico momento. E os dois finalistas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/musicbox1.jpg"><img rel='domelhor'  src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/musicbox1.jpg" alt="" title="musicbox1" width="480" height="320" class="alignnone size-full wp-image-4570" /></a></p>
<p>Esta noite, no <a href="http://www.musicboxlisboa.com/site/">Musicbox</a> (Lisboa), decorreu o primeiríssimo torneio de Poetry Slam de Portugal (e também da Península Ibérica, se acreditarmos no caótico, brilhante e a partir de certa altura consideravelmente alcoolizado Mestre de Cerimónias, J. P. Simões). Os oito participantes, escolhidos entre 68 candidaturas, mostraram-se à altura do histórico momento. E os dois finalistas que se digladiaram com palavras e ritmo, já bem madrugada adentro, foram:</p>
<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/brisa1.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/brisa1.jpg" alt="" title="brisa1" width="480" height="308" class="alignnone size-full wp-image-4569" /></a></p>
<p><em><strong>Brisa Ramos</strong>, a quem o júri atribuiu o 2.º lugar, com direito a um leitor de mp3 carregado de audiolivros, uma biblioteca portátil oferecida pela editora 101 Noites e um <em>kit</em> do Goethe Institut</em></p>
<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/biru.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/biru.jpg" alt="" title="biru" width="480" height="306" class="alignnone size-full wp-image-4568" /></a> </p>
<p><em><strong>Biru</strong>, o grande vencedor da noite, que, além do <strong>1.º prémio</strong> (500 euros, em nota única entregue por J. P. Simões, enrolada dentro de um maço de cigarros), teve a surpresa de um prémio suplementar: uma viagem a Varsóvia, durante três dias, com tudo pago, para participar num concurso internacional de Slam Poetry</em></p>
<p>Reportagem completa, amanhã (isto é, hoje, sábado, quando tiver recuperado da noitada).</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Amanhã, na secção de Livros do ‘Actual’</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/amanha-na-seccao-de-livros-do-actual-38/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/geral/amanha-na-seccao-de-livros-do-actual-38/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2009 22:18:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://bibliotecariodebabel.com/?p=4565</guid>
		<description><![CDATA[- Cão em Fuga, de Don DeLillo (Relógio d&#8217;Água), por Ana Cristina Leonardo
- Elegia para um Americano, de Siri Hustvedt (ASA), por Vítor Quelhas
- O Fato Cinzento, de Andrea Camilleri (Bertrand), por Paulo Nogueira
- O Despertar, de Kate Chopin (Relógio d&#8217;Água), por José Guardado Moreira
- 333, de Pedro Sena-Lino (Porto Editora), por José Mário Silva
- [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- <em>Cão em Fuga</em>, de Don DeLillo (Relógio d&#8217;Água), por Ana Cristina Leonardo<br />
- <em>Elegia para um Americano</em>, de Siri Hustvedt (ASA), por Vítor Quelhas<br />
- <em>O Fato Cinzento</em>, de Andrea Camilleri (Bertrand), por Paulo Nogueira<br />
- <em>O Despertar</em>, de Kate Chopin (Relógio d&#8217;Água), por José Guardado Moreira<br />
- <em>333</em>, de Pedro Sena-Lino (Porto Editora), por José Mário Silva<br />
- <em>O Mundo Sólido</em>, de João Paulo Sousa (Deriva), por António Guerreiro<br />
- <em>A Pena do Diabo</em>, de Minette Walters (Relógio d&#8217;Água), por Luís M. Faria</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://bibliotecariodebabel.com/geral/amanha-na-seccao-de-livros-do-actual-38/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Lembrete</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/divulgacao/lembrete-35/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/divulgacao/lembrete-35/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2009 20:59:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Divulgação]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://bibliotecariodebabel.com/?p=4561</guid>
		<description><![CDATA[A partir das 22h30, começa no Musicbox (Rua Nova do Carvalho, 24, Lisboa), um torneio de Poetry Slam integrado no Festival Silêncio!. Os oito finalistas são:
- Alexandre Francisco Gomes da Silva
- Alexandre Oliveira
- Ana Reis
- Brisa Ramos
- Jorge Vaz Nande
- Luis Carvalho
- Pedro Kruss Silva
- Tiago Martins 
Do júri fazem parte Ana Padrão, Fernando Alvim, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A partir das 22h30, começa no <a href="http://www.musicboxlisboa.com/site/">Musicbox</a> (Rua Nova do Carvalho, 24, Lisboa), um <a href="http://www.festivalsilencio.com/poetry.htm">torneio de Poetry Slam</a> integrado no <a href="http://www.festivalsilencio.com/">Festival Silêncio!</a>. Os oito finalistas são:</p>
<p>- Alexandre Francisco Gomes da Silva<br />
- Alexandre Oliveira<br />
- Ana Reis<br />
- Brisa Ramos<br />
- Jorge Vaz Nande<br />
- Luis Carvalho<br />
- Pedro Kruss Silva<br />
- Tiago Martins </p>
<p>Do júri fazem parte Ana Padrão, Fernando Alvim, José Luís Peixoto, Rui Zink, Vitor Belanciano e Tiago Bettencourt. O músico J. P. Simões será o Mestre de Cerimónias.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://bibliotecariodebabel.com/divulgacao/lembrete-35/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Sobre a edição italiana de ‘O Caderno’</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/sobre-a-edicao-italiana-de-o-caderno/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/geral/sobre-a-edicao-italiana-de-o-caderno/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2009 19:31:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[José Saramago]]></category>

		<category><![CDATA[Pilar del Río]]></category>

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		<description><![CDATA[Após a recusa da Einaudi em publicar O Caderno (por causa dos ataques violentos de Saramago a Berlusconi, proprietário da editora milanesa), já se sabia que o livro seria publicado por outra editora importante: a Bollati Boringhieri. Mas ontem Pilar del Río deu uma notícia, julgo que em primeira mão: em Outubro, a obra de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Após a recusa da <a href="http://www.einaudi.it/">Einaudi</a> em publicar <em>O Caderno</em> (por causa dos ataques violentos de Saramago a Berlusconi, proprietário da editora milanesa), <a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1383710">já se sabia</a> que o livro seria publicado por outra editora importante: a <a href="http://www.bollatiboringhieri.it/">Bollati Boringhieri</a>. Mas ontem Pilar del Río deu uma notícia, julgo que em primeira mão: em Outubro, a obra de Saramago será apresentada por três pesos-pesados da literatura italiana. Em Turim, cidade onde fica a sede da Bollati Boringhieri, será Claudio Magris a falar do livro. Em Milão, Umberto Eco. E, em Roma, o também Prémio Nobel (de 1997) Dario Fo.</p>
<p><img rel='domelhor'  src="http://www.iicsantiago.esteri.it/IIC_Santiago/webform/..%5C..%5CIICManager%5CUpload%5CIMG%5C%5CSantiago%5CClaudio_Magris.jpg" alt="" /><br />
<img src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/d/d2/Umberto_Eco_01.jpg/172px-Umberto_Eco_01.jpg" alt="" /><br />
<img src="http://patriotsquestion911.com/Photos/Dario%20Fo%20220%20JPG80.jpg" alt="" /></p>
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		<title>Me, Isabel and Saramago (3)</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Jun 2009 19:05:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando alguém fala com José Saramago, o mais difícil é interrompê-lo. Feita a pergunta, o escritor lança-se em longos raciocínios que se estendem sempre um pouco mais para a frente, numa cadência que raras vezes permite a intromissão da pergunta seguinte. Durante a sessão de ontem, Pilar del Río murmurou várias vezes, «faça-lhe a pergunta, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando alguém fala com José Saramago, o mais difícil é interrompê-lo. Feita a pergunta, o escritor lança-se em longos raciocínios que se estendem sempre um pouco mais para a frente, numa cadência que raras vezes permite a intromissão da pergunta seguinte. Durante a sessão de ontem, Pilar del Río murmurou várias vezes, «faça-lhe a pergunta, faça-lhe a pergunta», mas nem sempre tive coragem de interromper as elaboradas divagações – por vezes semelhantes, em estilo e forma, aos exercícios digressivos dos seus narradores.<br />
Na verdade, Saramago falou sempre como aquilo que é: um escritor. Não um <em>blogger</em> (ou bloguista, ou blogueiro, ou o que quiserem chamar-lhe), mas um escritor. O que lhe interessa é a escrita, a escolha das palavras certas, o prazer de comunicar o que pensa sobre o mundo, as pessoas, os actos, os gestos ou os livros dos outros. Fazê-lo através de um blogue não passa de uma contingência, quase um acaso, uma prova do seu amor por Pilar, que o empurrou gentilmente para um meio (a Internet) que não é o seu. Em duas das perguntas, chamei a atenção para o facto de faltar ao <a href="http://caderno.josesaramago.org/">blogue de Saramago</a> quase tudo o que faz com que um blogue seja um blogue: os <em>links</em> são raríssimos, não há <em>blogroll</em>, nem comentários, nem qualquer tipo de interacção com os leitores ou com a restante blogosfera. Saramago assume o solipsismo: ele escreve o que escreve, quem quiser lê, quem  não quiser não lê, ponto final. «Eu estou apenas emprestado à Internet», disse, evocando o seu individualismo e a necessidade de não perder mais do que uma hora por dia, ou hora e meia, com as actividades <em>online</em>. Não por acaso, o seu interesse pelo Facebook, Twitter e redes afins é nulo.<br />
Conclusão: como supúnhamos, Saramago tem uma relação problemática com a tecnologia, resolvida por Pilar del Río (que o incentiva a escrever) e pelo apoio técnico de alguns elementos da Fundação Saramago. Em sentido estrito, chamar-lhe <em>blogger</em> é um exagero. Os seus textos no blogue não são <em>posts</em>; são crónicas breves que alguém coloca <em>online</em>, com o imediatismo que a blogosfera permite. E isso já é muito. Que o digam os seus admiradores espalhados pelo planeta, entre os quais aquele leitor, lembrado por Pilar, que todos os dias traduz as prosas saramaguianas para lituano.<br />
Por falar nisto, deixo-vos um episódio que se passou minutos antes do início da sessão. Na sala ao lado, Saramago mantinha uma conversa de circunstância, comigo e com a Isabel Coutinho. Entra um elemento do <em>staff</em> técnico, prende um microfone de lapela ao casaco de Saramago, sai e nós continuamos a inocente charla. Daí a nada, aparece Pilar, a sorrir: «É só para avisar que devem ter cuidado com o que dizem. Telefonaram-me agora, tanto de Lanzarote como da Argentina, a dizer que estão a ouvir a vossa conversa através da Internet.»</p>
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		<title>Lançamento de ‘O Caderno’ (imagens)</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Jun 2009 11:54:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[José Saramago]]></category>

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Da esquerda para a direita: Zeferino Coelho (editor da Caminho), Isabel Coutinho, José Saramago, eu e Pilar del Río (presidenta da Fundação José Saramago)





Fotografias: Vítor Dinis Silva
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/caderno1.jpg"><img rel='domelhor'  src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/caderno1.jpg" alt="" title="caderno1" width="480" height="320" class="alignnone size-full wp-image-4545" /></a></p>
<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/caderno3.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/caderno3.jpg" alt="" title="caderno3" width="480" height="320" class="alignnone size-full wp-image-4544" /></a><br />
<em>Da esquerda para a direita: Zeferino Coelho (editor da <a href="http://www.editorial-caminho.pt/">Caminho</a>), <a href="http://www.ciberescritas.com">Isabel Coutinho</a>, José Saramago, eu e Pilar del Río (presidenta da <a href="http://blog.josesaramago.org/">Fundação José Saramago</a>)</em></p>
<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/caderno4.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/caderno4.jpg" alt="" title="caderno4" width="480" height="320" class="alignnone size-full wp-image-4543" /></a></p>
<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/caderno5.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/caderno5.jpg" alt="" title="caderno5" width="480" height="320" class="alignnone size-full wp-image-4542" /></a></p>
<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/caderno6.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/caderno6.jpg" alt="" title="caderno6" width="480" height="320" class="alignnone size-full wp-image-4541" /></a></p>
<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/caderno7.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/caderno7.jpg" alt="" title="caderno7" width="480" height="320" class="alignnone size-full wp-image-4540" /></a></p>
<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/caderno8.jpg"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/caderno8.jpg" alt="" title="caderno8" width="480" height="320" class="alignnone size-full wp-image-4539" /></a></p>
<p><em>Fotografias: Vítor Dinis Silva</em></p>
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		<title>Me, Isabel and Saramago (2)</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Jun 2009 11:35:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[José Saramago]]></category>

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		<description><![CDATA[A sessão foi longa, eu não consegui acesso à net (e mesmo que tivesse conseguido, era impossível conversar e blogar ao mesmo tempo), a audiência pareceu gostar, pelo menos as cem pessoas presentes na sala (a que se deverão somar outras mil e tantas que assistiram online, segundo números provisórios do portal Sapo), mais tarde [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A sessão foi longa, eu não consegui acesso à net (e mesmo que tivesse conseguido, era impossível conversar e blogar ao mesmo tempo), a audiência pareceu gostar, pelo menos as cem pessoas presentes na sala (a que se deverão somar outras mil e tantas que assistiram <em>online</em>, segundo números provisórios do portal Sapo), mais tarde tentarei resumir aqui as minhas impressões sobre o encontro.<br />
Entretanto, vale a pena ler o <a href="http://cadeiraovoltaire.wordpress.com/">relato feito pela Sara Figueiredo Costa</a> e a reportagem do <em>Público</em> (por enquanto sem <em>link</em>), assinada por Joana Amaral Cardoso, que curiosamente oblitera o «quem?» da <em>checklist</em> mental que qualquer jornalista vai riscando enquanto escreve uma notícia, fazendo passar a ideia (errada) de que Saramago falou sozinho.</p>
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		<title>Me, Isabel and Saramago</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Jun 2009 17:22:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[José Saramago]]></category>

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		<description><![CDATA[Se não houver problemas técnicos, a partir das 18h30 esta janela aqui em baixo começará a transmitir o lançamento do livro O Caderno, de José Saramago (Caminho), durante o qual o Nobel da Literatura 1998 responderá às perguntas da Isabel Coutinho, às minhas e às dos internautas espalhados pelo mundo inteiro.  

Espero que funcione.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se não houver problemas técnicos, a partir das 18h30 esta janela aqui em baixo começará a transmitir o lançamento do livro <em>O Caderno</em>, de José Saramago (Caminho), durante o qual o Nobel da Literatura 1998 responderá às perguntas da <a href="http://ciberescritas.com">Isabel Coutinho</a>, às minhas e às dos internautas espalhados pelo mundo inteiro.  </p>
<p><object id="Mediaplayer" width="400" height="391" classid="CLSID:6BF52A52-394A-11d3-B153-00C04F79FAA6"<br />
codebase="http://activex.microsoft.com/activex/controls/mplayer/en/nsmp2inf.cab#version=6,0,02,902" standby="Loading Microsoft Windows Media Player components..." type="application/x-oleobject"><param name="FileName" value="mms://espalhabrasas.sapo.pt/sapo3"><param name="URL" value="mms://espalhabrasas.sapo.pt/sapo3"><param name="AutoStart" value="false"><embed type="application/x-mplayer2" pluginspace="http://www.microsoft.com/Windows/MediaPlayer/" src="mms://espalhabrasas.sapo.pt/sapo3" name="MediaPlayer1" width="400" height="391"></embed></object></p>
<p>Espero que funcione.</p>
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		<title>Pilar del Río sobre ‘O Caderno’</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Jun 2009 16:07:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[José Saramago]]></category>

		<category><![CDATA[Pilar del Río]]></category>

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		<description><![CDATA[«O Caderno não é um livro de crónicas jornalísticas, é um livro de vida. Aí Saramago conta cada dia o que o motiva, o que o indigna ou o que lhe apetece. Comenta o minuto, mas também recupera uma declaração de amor a Lisboa. Fala dos seus autores preferidos, com humor define as calças sempre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>«<em>O Caderno</em> não é um livro de crónicas jornalísticas, é um livro de vida. Aí Saramago conta cada dia o que o motiva, o que o indigna ou o que lhe apetece. Comenta o minuto, mas também recupera uma declaração de amor a Lisboa. Fala dos seus autores preferidos, com humor define as calças sempre impecavelmente vincadas de Carlos Fuentes, mas também o universo turbulento dos turcos de Jorge Amado descobrindo a América. Fala de Obama, sim, mas também de Bush, e do Papa, e de Garzón, e de Pessoa, e de Sigifredo López e Rosa Parks, de tantos lutadores pacíficos que conseguiram mudar o mundo ou o estão tentando, embora haja quem prepare receitas para matar um homem ou para condená-lo à fome, à miséria, a um estádio em que o humano acaba por desaparecer. E Saramago emociona-se com gente, com amigos, com pormenores… São seis meses de vida em que Saramago opta e conta com pinceladas que bem poderiam ser versos, reflexiona na companhia de quem o lê, propõe e não se cansa. Seis meses de cartas inteligentes para leitores inteligentes, sem artifícios e com tudo o que tem para dizer. Porque Saramago não se cala, expõe, entra, derruba montanhas ou aponta com o dedo se nesse dia não pode com a escavadora, ou são necessários mais para manejá-la, então diz que essa encosta é um impedimento, uma rémora, um obstáculo na vida de muita gente e avançamos para a deitar abaixo porque poderemos, se somos muitos.»</p></blockquote>
<p>O texto completo da presidenta da Fundação José Saramago pode ser lido <a href="http://blog.josesaramago.org">aqui</a>.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>O melhor post do mês (e talvez do ano)</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/blogosfera/o-melhor-post-do-mes-e-talvez-do-ano/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/blogosfera/o-melhor-post-do-mes-e-talvez-do-ano/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2009 15:07:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Blogosfera]]></category>

		<category><![CDATA["Rogério Casanova"]]></category>

		<category><![CDATA[David Foster Wallace]]></category>

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		<description><![CDATA[Rogério Casanova sobre David Foster Wallace e os vários tipos de inteligência (A, B1, B2, C e D).
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pastoralportuguesa.blogspot.com/2009/06/aldaily-tematico-seguido-de-modesto.html">Rogério Casanova sobre David Foster Wallace e os vários tipos de inteligência (A, B1, B2, C e D).</a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Perguntas para Saramago</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/perguntas-para-saramago/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/geral/perguntas-para-saramago/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2009 13:06:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[José Saramago]]></category>

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Logo à tarde (18h30) vou participar, com a Isabel Coutinho, na apresentação do livro O Caderno, de José Saramago, que reúne textos publicados pelo Nobel da Literatura português no seu blogue, aberto em Setembro de 2008. A editora Caminho tem apelado aos bloggers para transformarem o lançamento num happening digital, com transmissão em directo na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/saramago.bmp"><img rel='domelhor'  src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/saramago.bmp" alt="" title="saramago" class="alignnone size-full wp-image-4523" /></a></p>
<p>Logo à tarde (18h30) vou participar, com a <a href="http://www.ciberescritas.com/">Isabel Coutinho</a>, na <a href="http://bibliotecariodebabel.com/divulgacao/lancamento-d-o-caderno-de-jose-saramago/">apresentação do livro <em>O Caderno</em>, de José Saramago</a>, que reúne textos publicados pelo Nobel da Literatura português no seu <a href="http://caderno.josesaramago.org/">blogue</a>, aberto em Setembro de 2008. A editora Caminho tem apelado aos <em>bloggers</em> para transformarem o lançamento num <em>happening</em> digital, com transmissão em directo na Internet, quer através de um <em>streaming</em> de vídeo (que eu colocarei aqui, no Bibliotecário de Babel, num <em>post</em> só para esse fim, por volta das 18h00), quer através de perguntas feitas a Saramago pelo público que não estará presente (endereço: pergunteasaramago@sapo.pt).<br />
Quem quiser colocar questões directas ao autor de <em>O Ano da Morte de Ricardo Reis</em>, pode também fazê-lo na caixa de comentários deste <em>post</em> (e do outro, o que abrirá uma janela para o vídeo), mesmo durante a sessão, uma vez que levarei o meu computador portátil para a mesa e estarei atento a todas as reacções que os leitores do Bibliotecário de Babel forem registando por aqui.</p>
<p><object width="400" height="300"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=4275408&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=&amp;fullscreen=1" /><embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=4275408&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=&amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="400" height="300"></embed></object></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Poetry Season (A/C da RTP e RDP)</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/poetry-season-ac-da-rtp-e-rdp/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/geral/poetry-season-ac-da-rtp-e-rdp/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2009 12:25:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[Imprensa estrangeira]]></category>

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		<description><![CDATA[Com o início da Poetry Season da BBC (vários programas sobre poetas ingleses, transmitidos na televisão, na rádio e online), as vendas de livros de poesia subiram em flecha no Reino Unido.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com o início da <em>Poetry Season</em> da BBC (vários programas sobre poetas ingleses, transmitidos na televisão, na rádio e <em>online</em>), <a href="http://www.thebookseller.com/news/89634-bbc-season-lifts-poetry-sales.html">as vendas de livros de poesia subiram em flecha no Reino Unido</a>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://bibliotecariodebabel.com/geral/poetry-season-ac-da-rtp-e-rdp/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Obra de José Carlos Fernandes muito bem recebida em França</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/obra-de-jose-carlos-fernandes-muito-bem-recebida-em-franca/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/geral/obra-de-jose-carlos-fernandes-muito-bem-recebida-em-franca/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2009 11:02:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[Imprensa estrangeira]]></category>

		<category><![CDATA[José Carlos Fernandes]]></category>

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		<description><![CDATA[Como noticiei aqui, José Carlos Fernandes viu recentemente os dois primeiros volumes da sua série &#8220;A Pior Banda do Mundo&#8221; editados em França, num único livro (tradução de Dominique Nédellec), pela Cambourakis.
Entretanto, começaram a ser publicados textos na imprensa sobre o álbum, intitulado Le plus mauvais groupe du monde, e o mínimo que se pode [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como noticiei <a href="http://bibliotecariodebabel.com/geral/jose-carlos-fernandes-publicado-em-franca/">aqui</a>, José Carlos Fernandes viu recentemente os dois primeiros volumes da sua série &#8220;A Pior Banda do Mundo&#8221; editados em França, num único livro (tradução de Dominique Nédellec), pela <a href="http://www.cambourakis.com/">Cambourakis</a>.<br />
Entretanto, começaram a ser publicados textos na imprensa sobre o álbum, intitulado <em><a href="http://www.cambourakis.com/spip.php?article100">Le plus mauvais groupe du monde</a></em>, e o mínimo que se pode dizer é que a recepção crítica tem sido entusiástica. A 16 de Junho, a revista <em><a href="http://www.lesinrocks.com/">Les Inrockuptibles</a></em> publicou o seguinte artigo, assinado por Anne-Claire Norot:</p>
<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/article_inrockuptibles.jpg"><img rel='domelhor'  src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/article_inrockuptibles.jpg" alt="" title="article_inrockuptibles" width="288" height="400" class="alignnone size-full wp-image-4460" /></a></p>
<p>Como a imagem não permite ler o que está escrito em letra miúda, transcrevo aqui uma das passagens do texto: </p>
<blockquote><p>«Au milieu du surréalisme ambiant, [José Carlos Fernandes] glisse un commentaire critique sur la société moderne, et en épingle avec ironie les travers: la solitude, le travail aliénant, l&#8217;incommunicabilité, les magazines people, la pub&#8230; Ce voyage à la fois kafkaïen et borgésien, où la musique est omniprésente, est empli de trouvailles póetiques, drôles et douces-amères (como l&#8217;hôtel où l&#8217;on fait les rêves du précédent occupant de la chambre), qui témoignent de la fabuleuse inventivité de leur auteur. Ce livre plein d&#8217;esprit et stimulant, où le trivial et le quotidien se mêlent aux réflexions métaphysiques, donne aussi à réfléchir sur le poids des mots, le pouvoir des livres et de l&#8217;écriture.»</p></blockquote>
<p>Uns dias depois, <a href="http://www.telerama.fr/livres/le-plus-mauvais-groupe-du-monde,44071.php">foi a vez da <em>Télérama</em> lhe atribuir quatro estrelas</a>, sublinhando que JCF «déploie, avec une très rigoureuse fantaisie, un sens de l&#8217;absurde étincelant».</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Reforços da PNETLiteratura</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/reforcos-da-pnetliteratura/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/geral/reforcos-da-pnetliteratura/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2009 23:25:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Um luxo, poder ler agora, além de tudo o resto, as crónicas de Patrícia Melo, Eduardo Pitta, Nelson Saúte e Ondjaki.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um luxo, poder ler agora, <a href="http://www.pnetliteratura.pt/">além de tudo o resto</a>, as crónicas de <a href="http://www.pnetliteratura.pt/membro.asp?id=552">Patrícia Melo</a>, <a href="http://www.pnetliteratura.pt/membro.asp?id=554">Eduardo Pitta</a>, <a href="http://www.pnetliteratura.pt/membro.asp?id=551">Nelson Saúte</a> e <a href="http://www.pnetliteratura.pt/membro.asp?id=553">Ondjaki</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Será que é viável uma espécie de ‘Courrier International’ para temas literários?</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/sera-que-e-viavel-uma-especie-de-courrier-international-para-temas-literarios/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/geral/sera-que-e-viavel-uma-especie-de-courrier-international-para-temas-literarios/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2009 23:11:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[Imprensa estrangeira]]></category>

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		<description><![CDATA[Há quem pense que sim. Olivier Postel-Vinay, por exemplo. O seu projecto chama-se Books e reúne, todos os meses, uma escolha dos melhores artigos sobre livros publicados na imprensa internacional. A excelente versão online da revista pode ser consultada aqui.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Há quem pense que sim. <a href="http://bibliobs.nouvelobs.com/20090622/13404/books-un-monde-a-lire">Olivier Postel-Vinay</a>, por exemplo. O seu projecto chama-se <em>Books</em> e reúne, todos os meses, uma escolha dos melhores artigos sobre livros publicados na imprensa internacional. A excelente versão <em>online</em> da revista pode ser consultada <a href="http://www.booksmag.fr/">aqui</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Borboletas nocturnas</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/borboletas-nocturnas/</link>
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		<pubDate>Wed, 24 Jun 2009 22:51:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Bibliotecas]]></category>

		<category><![CDATA[Críticas]]></category>

		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[Jean-Christophe Bailly]]></category>

		<category><![CDATA[Teatro]]></category>

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		<description><![CDATA[
Uma Noite na Biblioteca
Autor: Jean-Christophe Bailly
Título original: Une nuit à la bibliothèque
Tradução: Christine Zurbach e Luís Varela
Editora: Cotovia
N.º de páginas: 46
ISBN: 978-972-795-288-5
Ano de publicação: 2009
O que é que fazem, a altas horas da madrugada, os livros de uma biblioteca? Sem leitores por perto, nem funcionários, nem sequer o guarda-nocturno e a sua lanterna controladora, será [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img rel='domelhor'  src="http://www.livroscotovia.pt/images/umanoitenabiblioteca100.gif" alt="" /></p>
<p><strong>Uma Noite na Biblioteca</strong><br />
<em>Autor:</em> Jean-Christophe Bailly<br />
<em>Título original: Une nuit à la bibliothèque</em><br />
<em>Tradução:</em> Christine Zurbach e Luís Varela<br />
<em>Editora:</em> Cotovia<br />
<em>N.º de páginas:</em> 46<br />
<em>ISBN:</em> 978-972-795-288-5<br />
<em>Ano de publicação:</em> 2009</p>
<p>O que é que fazem, a altas horas da madrugada, os livros de uma biblioteca? Sem leitores por perto, nem funcionários, nem sequer o guarda-nocturno e a sua lanterna controladora, será que eles saltam das prateleiras e conversam uns com os outros? A hipótese pode parecer estapafúrdia, mas só a quem não viu – ou não leu – esta peça teatral de Jean-Cristophe Bailly, estreada em 1999 na Biblioteca Palatina de Parma e levada à cena recentemente na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, pela companhia Teatro da Rainha.<br />
Entre as estantes e as mesas de leitura, surgem quatro personagens que cedo descobrimos serem livros; ou melhor, fantasmas de livros, «borboletas nocturnas» que se agitam no abismo claustrofóbico de um tempo parado. Há Bertoli, a meio caminho entre o mestre de cerimónias e o conferencista; há Ragionello, de perfil sereno e indumentária à moda do século XIX; há Alegoria, que mora nas alturas, «ao lado dum poeta russo que não faz barulho»; e há Fantolin, o neófito que descobre, espantado, que traz dentro de si a visão de um mundo em ruínas, a desfazer-se sob as cinzas do apocalipse.<br />
Os quatro livros dialogam, interrompem-se, jogam badmington, lêem-se uns aos outros e descobrem-se parte de «uma rede de histórias e de ilusões que se agitam num vazio em que a verdade anda errante». O real, essa abstracção, é o que se vê de uma janela precária, falso ponto de fuga. No discurso rendilhado (e às vezes aflito) dos seus habitantes, a biblioteca fecha-se mais e mais sobre si mesma, sobre a sua solidão, ela que se constrói «em torno daquilo que lhe escapa» e aspira ao impossível «silêncio em que a palavra se aboliria, aceite pela indolência dum sentido mais antigo».<br />
Sobre tudo isto paira, inevitável, a melancolia, porque Bailly sabe que a biblioteca «nunca atingirá a imensidão que a alimenta». Uma melancolia que se desprende do texto mas não o sufoca, antes o ilumina.</p>
<p><em>Avaliação:</em> 7/10</p>
<p>[Texto publicado no n.º 80 da revista <em>Ler</em>]</p>
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		<title>Dedicatórias</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/dedicatorias/</link>
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		<pubDate>Wed, 24 Jun 2009 22:34:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[Olímpio Ferreira]]></category>

		<category><![CDATA[Pedro Sena-Lino]]></category>

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		<description><![CDATA[As dedicatórias nunca são inócuas, mesmo as que parecem inócuas. Às vezes, são actos de despojamento ou noção da realidade (como a do Rui Pires Cabral). Às vezes, são apenas gestos que repõem uma certa forma de justiça. Como a dedicatória de Pedro Sena-Lino, em 333, um romance de bibliófilo, sobre o impacto que os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As dedicatórias nunca são inócuas, mesmo as que parecem inócuas. Às vezes, são actos de despojamento ou noção da realidade (<a href="http://bibliotecariodebabel.com/geral/o-exacto-oposto-de-um-best-seller/">como a do Rui Pires Cabral</a>). Às vezes, são apenas gestos que repõem uma certa forma de justiça. Como a dedicatória de Pedro Sena-Lino, em <em>333</em>, um romance de bibliófilo, sobre o impacto que os livros podem ter na vida das pessoas: </p>
<blockquote><p>«Para o <a href="http://bibliotecariodebabel.com/tag/olimpio-ferreira/">Olímpio</a>, que tanto viveu de livros,<br />
e tantos livros fez viver»</p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Primeiro parágrafo</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/excertos/primeiro-paragrafo-2/</link>
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		<pubDate>Wed, 24 Jun 2009 22:29:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Excertos]]></category>

		<category><![CDATA[Pedro Sena-Lino]]></category>

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		<description><![CDATA[«Chegado aos cinquenta e cinco anos, e trinta de impressor, Darius Waerminger era Jacob contra o Anjo: imprimia furiosamente, para resgatar do silêncio e da memória tantas coisas que ficariam perdidas.»
[in 333, de Pedro Sena-Lino, Porto Editora, 2009]
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			<content:encoded><![CDATA[<p>«Chegado aos cinquenta e cinco anos, e trinta de impressor, Darius Waerminger era Jacob contra o Anjo: imprimia furiosamente, para resgatar do silêncio e da memória tantas coisas que ficariam perdidas.»</p>
<p>[in <em>333</em>, de Pedro Sena-Lino, Porto Editora, 2009]</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Prémio Príncipe das Astúrias de Letras 2009 para Ismail Kadaré</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/premio-principe-das-asturias-de-letras-2009-para-ismail-kadare/</link>
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		<pubDate>Wed, 24 Jun 2009 22:19:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[Ismail Kadaré]]></category>

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		<description><![CDATA[
Ismail Kadaré ganhou avanço, na fase final de selecção, a Ian McEwan, Milan Kundera, Cees Noteboom e Antonio Tabucchi. O prémio – 50 mil euros e uma estatueta desenhada originalmente por Joan Miró – será entregue em Outubro, na cidade asturiana de Oviedo. Em Portugal, o escritor albanês é editado pela Dom Quixote, que tem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img rel='domelhor'  src="http://f.i.uol.com.br/folha/ilustrada/images/0830124.jpg" alt="" /></p>
<p>Ismail Kadaré ganhou avanço, na fase final de selecção, <a href="http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=1271339">a Ian McEwan, Milan Kundera, Cees Noteboom e Antonio Tabucchi</a>. O prémio – 50 mil euros e uma estatueta desenhada originalmente por Joan Miró – será entregue em Outubro, na cidade asturiana de Oviedo. Em Portugal, o escritor albanês é editado pela Dom Quixote, que tem no seu catálogo <em>O Palácio dos Sonhos</em> (1992), <em>A Pirâmide</em> (1994), <em>Abril Despedaçado</em> (2002), <em>A Filha de Agamémnon e o Sucessor</em> (2008), além do livro de ensaios <em>Três Cantos Fúnebres pelo Kosovo</em> (2002).</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Um leitor de e-books, please</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/um-leitor-de-e-books-please/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/geral/um-leitor-de-e-books-please/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2009 18:42:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crónicas]]></category>

		<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Para quem faz da leitura intensiva a sua actividade principal, há nos dias que correm uma tentação tecnológica quase óbvia: o leitor de e-books. Eu até nem sou muito de gadgets. Nunca me deslumbrei com os telemóveis topo de gama, tipo BlackBerry à la Barack Obama ou iPhone com trezentas aplicações diferentes (dos programas que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para quem faz da leitura intensiva a sua actividade principal, há nos dias que correm uma tentação tecnológica quase óbvia: o leitor de <em>e-books</em>. Eu até nem sou muito de <em>gadgets</em>. Nunca me deslumbrei com os telemóveis topo de gama, tipo BlackBerry <em>à la</em> Barack Obama ou iPhone com trezentas aplicações diferentes (dos programas que permitem controlar o orçamento mensal, cheios de gráficos e dicas, ao miraculoso <em><a href="http://brushesapp.com/">Brushes</a></em>, que nos torna Picassos instantâneos e «deu» a <a href="http://jorgecolombo.com/">Jorge Colombo</a> a sua <a href="http://www.newyorker.com/online/blogs/tny/2009/05/jorge-colombo-iphone-cover.html">primeira capa da <em>New Yorker</em></a>). Nunca pedi ao Pai Natal o último portátil da Apple nem um GPS para me orientar nas ruas de Lisboa ou nas rotundas da província. Contento-me com o que é básico, com o que é elementar, com o que é mais simples. Tanto assim que comprei um <em>smartphone</em> há cerca de um mês – com ecrã táctil, mais as milhentas funções que os <em>smartphones</em> hoje nos oferecem (mesmo os baratuchos) – e ainda mal o utilizei. A verdade, confesso, é que não tive tempo de ler o manual de instruções. E porquê? Porque a minha profissão é ler intensivamente, sim, mas livros, não manuais de aparelhos electrónicos.<br />
E isto leva-me de volta à questão dos <em>e-books</em>. Com a quantidade de livros que as editoras me fazem chegar todos os dias, a minha casa assemelha-se cada vez mais a um labirinto de papel. Estantes ajoujadas, pilhas periclitantes no corredor, caos bibliográfico. Por muito que goste de me sentir uma ilha rodeada de livros por todos os lados, há um limite físico para esta <em>invasão</em> imparável (sobretudo quando não posso dispor, como alguns felizardos, de um apartamento à parte para a biblioteca pessoal). Um dia, deixará de haver espaço. Mesmo. E antes que esse dia chegue, tenho que tomar medidas. Uma é ser mais selectivo quanto ao que entra. Outra é expulsar o que nem sequer devia ter entrado. E a terceira, a mais simples, é justamente comprar um leitor de <em>e-books</em>. Para fazer <em>download</em> das obras que me interessam mas não faço questão de ter nas prateleiras, claro. Mas sobretudo para evitar um crime ecológico: a impressão, em resmas de folhas A4, dos ficheiros pdf com que as editoras revelam aos críticos literários os romances que só vão para a gráfica umas semanas depois.<br />
Mais do que uma tentação, o leitor de <em>e-books</em> transformou-se para mim numa necessidade. Espero aliás levar um, carregadinho, já nas próximas férias (com a vantagem adicional de diminuir substancialmente o peso das bagagens). </p>
<p>[Texto publicado na secção "A minha tentação" do <em><a href="http://www.semanarioeconomico.com/">Semanário Económico</a></em>]</p>
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		</item>
		<item>
		<title>‘Mar de Papoilas’ (booktrailer)</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/mar-de-papoilas-booktrailer/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/geral/mar-de-papoilas-booktrailer/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2009 16:11:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[Amitav Ghosh]]></category>

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		<description><![CDATA[
O épico de Amitav Ghosh, para mim o menos interessante dos dois romances indianos finalistas do Man Booker Prize 2008, chega agora às livrarias portuguesas.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/6RtLiS2GyRs&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;hl=pt-br&#038;feature=player_embedded&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowScriptAccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/6RtLiS2GyRs&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;hl=pt-br&#038;feature=player_embedded&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowScriptAccess="always" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p>O <a href="http://www.presenca.pt/catalogue.ud121?oid=877424&#038;cat0_oid=-120291&#038;cat1_oid=-120297&#038;from_zone=Listagem+Por+Pesquisa">épico de Amitav Ghosh</a>, para mim o menos interessante dos dois romances indianos <a href="http://bibliotecariodebabel.com/arquivo/diario-do-booker-2008/">finalistas do Man Booker Prize 2008</a>, chega agora às livrarias portuguesas.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Quase (3)</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/quase-3/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/geral/quase-3/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2009 10:57:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[Miguel Sousa Tavares]]></category>

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		<description><![CDATA[Há uma interpretação possível para o epíteto escolhido por Miguel Sousa Tavares: comparado com o gigantismo de Equador (528 páginas) e Rio das Flores (627 páginas), as magras 128 páginas de No teu deserto vão parecer uma novela compridita ou um romance curtinho, um romance que não chega bem a ser romance, um romance quase, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há uma interpretação possível para o <a href="http://bibliotecariodebabel.com/geral/quase">epíteto escolhido</a> por Miguel Sousa Tavares: comparado com o gigantismo de <em>Equador</em> (528 páginas) e <em>Rio das Flores</em> (627 páginas), as magras 128 páginas de <em>No teu deserto</em> vão parecer uma novela compridita ou um romance curtinho, um romance que não chega bem a ser romance, um romance quase, um quase romance (lá está).</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Quase (2)</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/quase-2/</link>
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		<pubDate>Wed, 24 Jun 2009 10:53:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[António Lobo Antunes]]></category>

		<category><![CDATA[Miguel Sousa Tavares]]></category>

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		<description><![CDATA[Dirão os detractores de António Lobo Antunes: antes «quase romance» do que «poema».
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dirão os detractores de António Lobo Antunes: antes «quase romance» do que «poema».</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Quase</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/quase/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/geral/quase/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2009 10:47:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[Miguel Sousa Tavares]]></category>

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		<description><![CDATA[Para classificar o seu novo livro, intitulado No teu deserto, Miguel Sousa Tavares utiliza a expressão «quase romance». Chama-se a isto jogar à defesa.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para classificar o seu novo livro, intitulado <em>No teu deserto</em>, Miguel Sousa Tavares utiliza a expressão <a href="http://senhorpalomar.blogspot.com/2009/06/quase-romance.html">«quase romance»</a>. Chama-se a isto jogar à defesa.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Lançamento de ‘Fernando Pessoa: O Guardador de Papéis’</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/divulgacao/lancamento-de-fernando-pessoa-o-guardador-de-papeis/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/divulgacao/lancamento-de-fernando-pessoa-o-guardador-de-papeis/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2009 10:21:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Divulgação]]></category>

		<category><![CDATA[Fernando Pessoa]]></category>

		<category><![CDATA[Inês Pedrosa]]></category>

		<category><![CDATA[Jerónimo Pizarro]]></category>

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		<description><![CDATA[
O volume Fernando Pessoa: O Guardador de Papéis (Texto), que reúne ensaios de José Barreto, Steffen Dix, Patricio Ferrari, Sara Afonso Ferreira, Ana Maria Freitas, Carla Gago, Manuela Nogueira, Rita Patrício e Jerónimo Pizarro (com organização deste último, membro da Equipa Pessoa), é apresentado esta tarde, a partir das 18h30, na Casa Fernando Pessoa, pela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/fernando_pessooa_capa.jpg"><img rel='domelhor'  src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/fernando_pessooa_capa.jpg" alt="" title="fernando_pessooa_capa" width="263" height="400" class="alignnone size-full wp-image-4481" /></a></p>
<p>O volume <em>Fernando Pessoa: O Guardador de Papéis</em> (Texto), que reúne ensaios de José Barreto, Steffen Dix, Patricio Ferrari, Sara Afonso Ferreira, Ana Maria Freitas, Carla Gago, Manuela Nogueira, Rita Patrício e Jerónimo Pizarro (com organização deste último, membro da Equipa Pessoa), é apresentado esta tarde, a partir das 18h30, na <a href="http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt/">Casa Fernando Pessoa</a>, pela sua directora, Inês Pedrosa.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://bibliotecariodebabel.com/divulgacao/lancamento-de-fernando-pessoa-o-guardador-de-papeis/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Ilustrarte troca Barreiro por Lisboa</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/ilustrarte-troca-barreiro-por-lisboa/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/geral/ilustrarte-troca-barreiro-por-lisboa/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2009 22:44:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://bibliotecariodebabel.com/?p=4492</guid>
		<description><![CDATA[A Ilustrarte, Bienal Internacional de Ilustração para a Infância, vai atravessar o Tejo e instalar-se, já a partir deste ano (quarta edição), no Museu da Electricidade, em Belém. As candidaturas podem ser enviadas até 31 de Outubro. Mais informações aqui.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Ilustrarte, <a href="http://www.ilustrarte.net/index.htm">Bienal Internacional de Ilustração para a Infância</a>, vai atravessar o Tejo e instalar-se, já a partir deste ano (quarta edição), no Museu da Electricidade, em Belém. As candidaturas podem ser enviadas até 31 de Outubro. Mais informações <a href="http://www.ilustrarte.net/PT/ilustrarte09.htm">aqui</a>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://bibliotecariodebabel.com/geral/ilustrarte-troca-barreiro-por-lisboa/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Os limites do saber</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/criticas/os-limites-do-saber/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/criticas/os-limites-do-saber/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2009 16:59:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>

		<category><![CDATA[Manuel António Pina]]></category>

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		<description><![CDATA[
História do Sábio Fechado na sua Biblioteca
Autor: Manuel António Pina
Editora: Assírio &#038; Alvim
N.º de páginas: 63
ISBN: 978-972-37-1401-2
Ano de publicação: 2009
Escrita originalmente para a companhia teatral Pé de Vento – no momento em que esta celebrava três décadas de actividade – e estreada no Teatro da Vilarinha (Porto), em Junho de 2008, a História do Sábio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img rel='domelhor'  src="http://cadeiraovoltaire.files.wordpress.com/2009/04/sabio.jpg" alt="" /></p>
<p><strong>História do Sábio Fechado na sua Biblioteca</strong><br />
<em>Autor:</em> Manuel António Pina<br />
<em>Editora:</em> Assírio &#038; Alvim<br />
<em>N.º de páginas:</em> 63<br />
<em>ISBN:</em> 978-972-37-1401-2<br />
<em>Ano de publicação:</em> 2009</p>
<p>Escrita originalmente para a companhia teatral Pé de Vento – no momento em que esta celebrava três décadas de actividade – e estreada no Teatro da Vilarinha (Porto), em Junho de 2008, a <em>História do Sábio Fechado na sua Biblioteca</em> é uma parábola sobre a impossibilidade de um conhecimento total, narrada com elegância, precisão milimétrica e meridiana clareza por Manuel António Pina – um dos nossos melhores poetas, além de mestre na arte de comunicar com os mais novos, sem facilidades nem infantilismos.<br />
Num lugar nunca nomeado, vive um Sábio absoluto, um Sábio tão sábio que já leu todos os livros do mundo e conhece tudo o que há para conhecer. Uma tal omnisciência, imune à surpresa e ao espanto, deixa-o melancólico e entregue à solidão da sua Biblioteca. Até que um dia a Morte tenta apanhá-lo desprevenido, única forma de o conseguir levar para o Reino das Sombras. Sob vários disfarces (um Estrangeiro, um Palhaço, uma Rapariga), a Morte procura levar a melhor com embustes, mas não consegue. A excessiva sabedoria do Sábio é a sua maldição: mesmo quando se descobre cansado de viver, percebe que não se pode entregar à Morte, porque ela só o alcançará quando ele não a reconhecer (e ele reconhece tudo).<br />
A libertação implica uma saída do labirinto de livros em que se emparedou. E é apenas quando por fim enfrenta a realidade – descobrindo a verdadeira fome, a verdadeira compaixão, o verdadeiro sofrimento, o verdadeiro amor – que o Sábio se apercebe dos limites do seu vasto saber. É uma lição, claro. E das subtis: tão irónica quanto poética.</p>
<p><em>Avaliação:</em> 7,5/10</p>
<p>[Texto publicado no suplemento <em>Actual</em>, do semanário <em><a href="http://aeiou.expresso.pt/">Expresso</a></em>]</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>VII Feira do Livro de Verão</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/divulgacao/vii-feira-do-livro-de-verao/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/divulgacao/vii-feira-do-livro-de-verao/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2009 15:58:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Divulgação]]></category>

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		<description><![CDATA[Até 11 de Julho, na Estação do Oriente (Lisboa), das 09h00 às 22h00.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Até 11 de Julho, na Estação do Oriente (Lisboa), das 09h00 às 22h00.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Prémio literário galego para Henning Mankell</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Jun 2009 14:47:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[Imprensa estrangeira]]></category>

		<category><![CDATA[Henning Mankell]]></category>

		<category><![CDATA[Prémios]]></category>

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		<description><![CDATA[
O escritor Henning Mankell é um dos vencedores do prémio Arcebispo Juan de San Clemente, atribuído por um júri composto por alunos de de cinco escolas secundárias galegas. Kinesen, o romance com que Mankell ganhou na categoria de livro escrito em língua estrangeira, será publicado no início de 2010 pela Presença, que já publicou oito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img rel='domelhor'  src="http://parrafeando.files.wordpress.com/2009/02/mankell.jpg" alt="" /></p>
<p><a href="http://www.europapress.es/galicia/a-coruna-00382/noticia-xv-premio-arcebispo-san-clemente-galardona-inma-lopez-silva-ignacio-pison-henning-mankel-20090622150550.html">O escritor Henning Mankell é um dos vencedores do prémio Arcebispo Juan de San Clemente</a>, atribuído por um júri composto por alunos de de cinco escolas secundárias galegas. <em>Kinesen</em>, o romance com que <a href="http://www.henningmankell.com ">Mankell</a> ganhou na categoria de livro escrito em língua estrangeira, será publicado no início de 2010 pela Presença, que já publicou oito obras do autor sueco: <em>A Muralha Invisível</em>; <em>Um Passo Atrás</em>; <em>O Homem Que Sorria</em>; <em>A Leoa Branca</em>; <em>Os Cães de Riga</em>; <em>A Falsa Pista</em>; <em>A Quinta Mulher</em>; e <em>Assassino Sem Rosto</em>.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Três poemas de Rui Pires Cabral</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/tres-poemas-de-rui-pires-cabral/</link>
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		<pubDate>Tue, 23 Jun 2009 13:37:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

		<category><![CDATA[Rui Pires Cabral]]></category>

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		<description><![CDATA[«He loved beauty that looked kind of destroyed.»(7)
Gostava dessa espécie de beleza
que podemos surpreender a cada passo,
desvelada pelo acaso numa esquina
de arrabalde; a beleza de uma casa devoluta
que foi toda a infância de alguém,
com visitas ao domingo e tardes no quintal
depois da escola; a beleza crepuscular
de alguns rostos num retrato de família
a preto e branco, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>«He loved beauty that looked kind of destroyed.»(7)</strong></p>
<p><em>Gostava dessa espécie de beleza<br />
que podemos surpreender a cada passo,<br />
desvelada pelo acaso numa esquina<br />
de arrabalde; a beleza de uma casa devoluta<br />
que foi toda a infância de alguém,<br />
com visitas ao domingo e tardes no quintal<br />
depois da escola; a beleza crepuscular<br />
de alguns rostos num retrato de família<br />
a preto e branco, ou a de certos hotéis<br />
que conheceram há muito os seus dias de fulgor<br />
e foram perdendo estrelas; a beleza condenada<br />
que nos toma de repente, como um verso<br />
ou o desejo, como um copo que se parte<br />
e dispersa no soalho a frágil luz de um instante.<br />
Gostava de tudo isso que o deixava muito a sós<br />
consigo mesmo, essa espécie de beleza<br />
arruinada<br />
onde a vida encontra o espelho mais fiel.</em></br><br />
<strong>«You are a foreigner of some sort.»(13)</strong></p>
<p><em>À míngua de uma ideia<br />
de futuro, só o medo<br />
te compelia a mudar.<br />
E além dos livros difíceis<br />
que te davam as horas<br />
mais duras, sofrias os danos<br />
do hábito e uma assídua<br />
preocupação com a morte<br />
no escuro antes de dormir.<br />
Ao corpo do mundo<br />
só o conhecias com a parte<br />
mais desacompanhada<br />
de ti próprio – um coração<br />
com defeito, peça de dúbia<br />
oficina, que confundia<br />
o amor e tomava por alegria<br />
um perdido laranjal junto à linha<br />
do comboio, com nuvens roxas<br />
ao largo e os teus amigos todos<br />
antes do inverno e do necessário<br />
inferno reservado a cada um.</em></br><br />
<strong>«Já é tempo de acabarmos com estas divagações.»(27)</strong></p>
<p><em>Sete e meia: também a praça<br />
tem as suas horas mortas.<br />
Alguns trocam a esplanada</p>
<p>pelos bancos do jardim –<br />
aí se sentam ao frio, graves<br />
como sentinelas, não se sabe</p>
<p>o que vigiam. Terão chegado<br />
mais jovens à solidão derradeira?<br />
Ou são apenas o espelho</p>
<p>da tristeza de quem passa<br />
e se interroga? Os do costume,<br />
entretanto, até bebiam</p>
<p>mais uma, catam dos bolsos<br />
moedas, pedacinhos de cotão.<br />
Mas está na hora, senhores,</p>
<p>que o dia pesa no corpo<br />
e o rapaz que serve às mesas<br />
já pôs o lixo na rua. Meus amigos,</p>
<p>faz-se escuro: adeus, adeus.</em></p>
<p>(7): James Gavin, <em>Deep in a Dream: The Long Night of Chet Baker</em>, Vintage, Londres, 2003, p. 239.<br />
(13): Henry James, <em>The Europeans</em>, Penguin, Harmondsworth, 1985, p. 54.<br />
(27): Edgar Allan Poe, <em>Aventuras de Arthur Gordon Pym</em> [tradução de Eduardo Guerra Carneiro], Editorial Estampa, Lisboa, 1988, p. 83.</p>
<p>[in <em>Oráculos de Cabeceira</em>, Averno, 2009]</p>
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		<item>
		<title>Em Julho</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/em-julho/</link>
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		<pubDate>Tue, 23 Jun 2009 12:53:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[Chimamanda Ngozi Adichie]]></category>

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		<description><![CDATA[
Em Julho chega Meio Sol Amarelo, de Chimamanda Ngozi Adichie, com chancela da ASA. Esqueçam a capa (horrível), mas não o que está lá dentro. Se o romance, vencedor do Orange Prize em 2007, corresponder ao que sobre ele se escreveu (incluindo elogios de Edmund White e Joyce Carol Oates), vai entrar certamente nas listas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/meio_sol.jpg"><img rel='domelhor'  src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/meio_sol.jpg" alt="" title="meio_sol" width="183" height="264" class="alignnone size-full wp-image-4465" /></a></p>
<p>Em Julho chega <em>Meio Sol Amarelo</em>, de Chimamanda Ngozi Adichie, com chancela da ASA. Esqueçam a capa (horrível), mas não o que está lá dentro. Se o romance, vencedor do Orange Prize em 2007, corresponder ao que sobre ele se escreveu (incluindo elogios de Edmund White e Joyce Carol Oates), vai entrar certamente nas listas dos melhores do ano.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Como é que se diz Poesia Incompleta em italiano?</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/como-e-que-se-diz-poesia-incompleta-em-italiano/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/geral/como-e-que-se-diz-poesia-incompleta-em-italiano/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2009 11:53:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[Imprensa estrangeira]]></category>

		<category><![CDATA[Livrarias]]></category>

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		<description><![CDATA[Num artigo publicado no L&#8217;Espresso, Suketu Mehta escreve sobre o «tesouro» que encontrou em Lisboa: uma livraria onde só se vende poesia.
Chegam cada vez mais longe, os ecos da «impresa impossibile» do Changuito.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Num <a href="http://espresso.repubblica.it/dettaglio/la-poesia-e-un-dono/2102275">artigo</a> publicado no <em>L&#8217;Espresso</em>, Suketu Mehta escreve sobre o «tesouro» que encontrou em Lisboa: <a href="http://poesia-incompleta.blogspot.com/">uma livraria onde só se vende poesia</a>.<br />
Chegam cada vez mais longe, os ecos da «<em>impresa impossibile</em>» do Changuito.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Preparem-se: vêm aí os twitterlivros (com capítulos de 140 caracteres, presumo)</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/mundo-editorial/preparem-se-vem-ai-os-twitterlivros-com-capitulos-de-140-caracteres-presumo/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/mundo-editorial/preparem-se-vem-ai-os-twitterlivros-com-capitulos-de-140-caracteres-presumo/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2009 08:07:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Mundo editorial]]></category>

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		<description><![CDATA[Os direitos de um deles, Twitterature: The World&#8217;s Greatest Books, Now Presented in Twenty Tweets or Less (escrito por dois caloiros da Universidade de Chicago), já foram adquiridos pela Penguin.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os direitos de um deles, <em>Twitterature: The World&#8217;s Greatest Books, Now Presented in Twenty Tweets or Less</em> (<a href="http://www.laobserved.com/archive/2009/06/twitter_the_books.php">escrito por dois caloiros da Universidade de Chicago</a>), já foram adquiridos pela <a href="http://www.penguin.com/">Penguin</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A mais alta constelação</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/criticas/a-mais-alta-constelacao/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/criticas/a-mais-alta-constelacao/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2009 20:37:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>

		<category><![CDATA[Literatura brasileira]]></category>

		<category><![CDATA[Carlos Nejar]]></category>

		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[
Pequena Enciclopédia da Noite
Autor: Carlos Nejar
Editora: Quasi
N.º de páginas: 108
ISBN: 978-989-552-392-4
Ano de publicação: 2009
Ocupante da cadeira n.º 4 da Academia Brasileira de Letras, Carlos Nejar (n. 1939) é um dos maiores autores vivos da língua portuguesa. Há quem lhe chame «o poeta do pampa brasileiro» (o que se compreende por ter nascido e vivido no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img rel='domelhor'  src="http://doimpensavel.netureza.pt/LojaOnlineAdministracao/images/livros/Pequenaenciclopediadanoite.jpg" alt="" /></p>
<p><strong>Pequena Enciclopédia da Noite</strong><br />
<em>Autor:</em> Carlos Nejar<br />
<em>Editora:</em> Quasi<br />
<em>N.º de páginas:</em> 108<br />
<em>ISBN:</em> 978-989-552-392-4<br />
<em>Ano de publicação:</em> 2009</p>
<p>Ocupante da cadeira n.º 4 da Academia Brasileira de Letras, Carlos Nejar (n. 1939) é um dos maiores autores vivos da língua portuguesa. Há quem lhe chame «o poeta do pampa brasileiro» (o que se compreende por ter nascido e vivido no estado do Rio Grande do Sul, em cujas regiões interiores trabalhou como promotor de justiça) e há quem lhe chame, usando um epíteto de Jacinto do Prado Coelho, «o poeta da condição humana». Na verdade, ele tem sido as duas coisas, o observador incansável da paisagem agreste a que se sente preso («nenhuma morte é maior / que a terra dentro de nós») e o narrador da «história humana / que fica pelos sótãos, porões; jamais / oficializada nos compêndios».<br />
Neste livro que reúne meia centena dos seus «melhores poemas», de <em>Livro de Silbion</em> (1963) a <em>Sonetos do Paiol ao sul da Aurora</em> (1997), Nejar oferece ao leitor uma viagem-relâmpago ao fulcro da sua obra, por muito que a «apertadíssima escolha» provoque no poeta português António Osório, autor da nota introdutória, uma não escondida perplexidade: «Mas como ousou Carlos Nejar, senhor de uma obra imensa [perto de 30 títulos], reduzi-la a&#8230; 50 poemas? E os &#8220;melhores&#8221;, porquê os melhores? Os outros, as inúmeras centenas, não contam? Serão eles menores?» Certamente que não, mas se há prerrogativa que os grandes poetas se outorgam é a de moldarem a seu bel-prazer a forma como o trabalho anterior pode, ou deve, ser entendido (basta pensar, entre nós, no caso paradigmático de Herberto Helder).<br />
A selecção revela-se aliás bastante criteriosa, ao acolher os vários modos e cambiantes da escrita poética de Nejar. Encontramos exemplos do seu pendor aforístico («Amar é a mais alta constelação»; «os livros sobrevivem à poeira / e às traças da ignorância civil»); sonetos de impecável recorte; o uso certeiro das aliterações e da repetição obsessiva de uma mesma palavra (seja «pedra» ou «maçã»); a vénia respeitosa a outros poetas (Emily Dickinson, Dante, Camões); um domínio exemplar da prosódia; e um regresso recorrente aos grandes tópicos, como a morte, a esperança e o amor – esse «calafrio da inteligência» que dá sentido ao mundo e aproxima o homem da noção de eternidade: </p>
<blockquote><p><em>Os anos, Elza, não consertam mágoas,<br />
mas as mágoas não correm, se corremos.<br />
Não encanece a luz, onde são remos</br><br />
da limpa madrugada, os nossos corpos.</em></p></blockquote>
<p><em>Avaliação:</em> 8,5/10</p>
<p>[Texto publicado no n.º 80 da revista <em>Ler</em>]</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Queijadas &amp; Licores</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/divulgacao/queijadas-licores/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/divulgacao/queijadas-licores/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2009 16:34:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Divulgação]]></category>

		<category><![CDATA[Eça de Queirós]]></category>

		<category><![CDATA[Maria Filomena Mónica]]></category>

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		<description><![CDATA[Quarta-feira, dia 24, a Bertrand do Chiado abre as portas, das 18h30 em diante, à apresentação da biografia de Eça de Queirós, de Maria Filomena Mónica (Quetzal). Além da autora, estarão presentes António Sousa Homem e Francisco José Viegas (ou seja, um três em dois).
Muito a propósito, e «em homenagem ao Maestro Cruges, personagem de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quarta-feira, dia 24, a Bertrand do Chiado abre as portas, das 18h30 em diante, à apresentação da biografia de Eça de Queirós, de Maria Filomena Mónica (Quetzal). Além da autora, estarão presentes António Sousa Homem e Francisco José Viegas (ou seja, um <em>três em dois</em>).<br />
Muito a propósito, e «em homenagem ao Maestro Cruges, personagem de <em>Os Maias</em>», serão servidas queijadas de Sintra e licores.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Desculpe lá, mas a sua obra-prima não nos interessa</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/blogosfera/desculpe-la-mas-a-sua-obra-prima-nao-nos-interessa/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/blogosfera/desculpe-la-mas-a-sua-obra-prima-nao-nos-interessa/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2009 15:49:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Blogosfera]]></category>

		<category><![CDATA[James Joyce]]></category>

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		<description><![CDATA[
(Clique para aumentar)
Eis uma das 40 cartas de recusa enviadas a James Joyce pelos editores a quem ofereceu, durante nove anos, a possibilidade de serem os primeiros a publicar os contos de Dubliners.  
[via Senhor Palomar]
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://4.bp.blogspot.com/_QheiHTR-tlQ/Sj1sHVivfEI/AAAAAAAAALA/N4_UN-4krfY/s1600-h/recusa.jpg"><img rel='domelhor'  src="http://4.bp.blogspot.com/_QheiHTR-tlQ/Sj1sHVivfEI/AAAAAAAAALA/N4_UN-4krfY/s320/recusa.jpg" alt="" /></a><br />
<em>(Clique para aumentar)</em></p>
<p>Eis uma das 40 cartas de recusa enviadas a James Joyce pelos editores a quem ofereceu, durante nove anos, a possibilidade de serem os primeiros a publicar os contos de <em>Dubliners</em>.  </p>
<p>[via <a href="http://senhorpalomar.blogspot.com/">Senhor Palomar</a>]</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://bibliotecariodebabel.com/blogosfera/desculpe-la-mas-a-sua-obra-prima-nao-nos-interessa/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Boa nova</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/blogosfera/boa-nova-2/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/blogosfera/boa-nova-2/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2009 14:47:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Blogosfera]]></category>

		<category><![CDATA[Enrique Vila-Matas]]></category>

		<category><![CDATA[Jorge Fallorca]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://bibliotecariodebabel.com/?p=4447</guid>
		<description><![CDATA[A mui esperada tradução do vila-matasiano Diário Volúvel, pelo Jorge Fallorca, «aproxima-se vertiginosamente do final». Pelo menos é o que ele diz, a uma semana de se instalar numa pensão de Porto Covo, terreola virada ao mar onde apanhará cravos-das-dunas e «pedras para construir paisagens inventadas, celebrar a nova década que aí vem».
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A mui esperada tradução do vila-matasiano <em>Diário Volúvel</em>, pelo Jorge Fallorca, «aproxima-se vertiginosamente do final». Pelo menos <a href="http://frenesi-livros.blogspot.com/2009/06/ocasionalmente-ocupado-tomar-notas-279.html">é o que ele diz</a>, a uma semana de se instalar numa pensão de Porto Covo, terreola virada ao mar onde apanhará cravos-das-dunas e «pedras para construir paisagens inventadas, celebrar a nova década que aí vem».</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://bibliotecariodebabel.com/blogosfera/boa-nova-2/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Lançamento d’ ‘O Caderno’ de José Saramago</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/divulgacao/lancamento-d-o-caderno-de-jose-saramago/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/divulgacao/lancamento-d-o-caderno-de-jose-saramago/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2009 12:19:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Divulgação]]></category>

		<category><![CDATA[José Saramago]]></category>

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		<description><![CDATA[
Na próxima quinta-feira, dia 25, pelas 18h30, na Sala Coimbra B do Tiara Park Atlantic Hotel (antigo Méridien), em Lisboa, vou participar na apresentação multimédia do mais recente livro de José Saramago: O Caderno, recolha de posts publicados pelo Prémio Nobel no seu blogue, durante cerca de seis meses.
À conversa com Saramago, estarei eu e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/convite_caderno.jpg"><img rel='domelhor'  src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/convite_caderno.jpg" alt="" title="convite_caderno" width="400" height="344" class="alignnone size-full wp-image-4438" /></a></p>
<p>Na próxima quinta-feira, dia 25, pelas 18h30, na Sala Coimbra B do Tiara Park Atlantic Hotel (antigo Méridien), em Lisboa, vou participar na apresentação multimédia do mais recente livro de José Saramago: <em>O Caderno</em>, recolha de <em>posts</em> publicados pelo Prémio Nobel no seu <a href="http://blog.josesaramago.org">blogue</a>, durante cerca de seis meses.<br />
À conversa com Saramago, estarei eu e Isabel Coutinho, jornalista do <em>Público</em> e autora do <a href="http://www.ciberescritas.com">Ciberescritas</a>. Haverá transmissão vídeo em directo, através do portal <a href="http://videos.sapo.pt/saramago">SAPO Vídeos</a> e quem estiver interessado pode fazer perguntas directas a Saramago, enviando-as para o endereço pergunteasaramago@sapo.pt.<br />
Os <em>bloggers</em> em geral, e os que acompanham a vida literária em particular, estão convidados a participar no lançamento, comunicando o que por lá for acontecendo, em tempo real, para a blogosfera (e twittosfera, e facebookosfera, etc.).</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Quem matou o General Zia?</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/divulgacao/quem-matou-o-general-zia/</link>
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		<pubDate>Mon, 22 Jun 2009 10:26:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Divulgação]]></category>

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		<description><![CDATA[Por trás desta pergunta está um desafio lançado pela Porto Editora, a preparar terreno para a publicação de uma das suas principais apostas para o verão de 2009. Na página do General Zia no Facebook, os leitores são convidados a esboçar teorias, conspirativas ou nem por isso, que expliquem o homicídio desta alta patente militar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por trás desta pergunta está um desafio lançado pela Porto Editora, a preparar terreno para a publicação de uma das suas principais apostas para o verão de 2009. Na <a href="http://www.facebook.com/pages/Bahawalpur-Pakistan/General-Zia/93621182765">página do General Zia no Facebook</a>, os leitores são convidados a esboçar teorias, conspirativas ou nem por isso, que expliquem o homicídio desta alta patente militar paquistanesa (limite: 1500 caracteres). Aos autores dos melhores textos será oferecido um exemplar do livro em questão, cujo título será desvendado, juntamente com os nomes dos vencedores do concurso, a 30 de Junho. Um dia antes, a 29, termina o prazo de envio dos trabalhos.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A invenção do alfabeto</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/criticas/a-invencao-do-alfabeto-2/</link>
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		<pubDate>Sun, 21 Jun 2009 22:50:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>

		<category><![CDATA[Pedro Foyos]]></category>

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		<description><![CDATA[
O Criador de Letras
Autor: Pedro Foyos
Editora: Hespéria
N.º de páginas: 307
ISBN: 978-989-95458-3-0
Ano de publicação: 2009
Num recanto do Próximo Oriente (actual Líbano), vive um povo de «cunho mercantil». Dos portos de Byblos, Cidade-Estado sob domínio dos faraós do Reino das Duas Senhoras (Egipto), os fenícios não se limitam a exportar bens tangíveis – como madeira de cedro, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img rel='domelhor'  src="http://1.bp.blogspot.com/_oaRk0LuwMJQ/Seg0fg0AQ7I/AAAAAAAABnw/9Q9KqWPC62Y/s400/o+criador+de+letras+-+Pedro+foyos.jpg" alt="" /></p>
<p><strong>O Criador de Letras</strong><br />
<em>Autor:</em> Pedro Foyos<br />
<em>Editora:</em> Hespéria<br />
<em>N.º de páginas:</em> 307<br />
<em>ISBN:</em> 978-989-95458-3-0<br />
<em>Ano de publicação:</em> 2009</p>
<p>Num recanto do Próximo Oriente (actual Líbano), vive um povo de «cunho mercantil». Dos portos de Byblos, Cidade-Estado sob domínio dos faraós do Reino das Duas Senhoras (Egipto), os fenícios não se limitam a exportar bens tangíveis – como madeira de cedro, resinas, óleos ou púrpura. Além de mestres nas artes náuticas, eles tornaram-se uma potência cultural, sede da maior e mais antiga escola de escribas. Ao iniciar o seu mandato, o novo rei, Zabarbaal, fixa dois desígnios: a exploração dos limites geográficos da Terra (o «Grande Corpo») e a criação de uma nova escrita simplificada, «que todos possam aprender e executar com rapidez». O primeiro objectivo não chega a ser alcançado, mas o segundo cumpre-se sob a forma de um revolucionário alfabeto fonético, precursor e protótipo daquele com que está a ser escrito este texto, mais de três mil anos depois.<br />
É justamente o processo de invenção das letras associadas a sons que Pedro Foyos descreve neste livro, atribuindo-o a um homem «bom de coração» que, enquanto cria o novo alfabeto (moldado com hastes de vimeiro), incorpora nele as histórias e os factos do mundo que o rodeia. As letras tanto se inspiram nos dentes de um arado como nas mudanças de paradigma religioso (o «deus único» solar imposto por Akhenaton), na forma de um almofariz como nas conspirações políticas que agitam a cidade; ou ainda nos diálogos filosóficos entre o Criador de Letras e uma sábia oliveira milenar (Mãe Taât).<br />
Foyos sabe criar enredos, conhece bem o período histórico em que a narrativa se desenrola e escreve com elegância – embora seja traído, aqui e ali, pela inevitável previsibilidade de uma odisseia conceptual condenada a ir de A a Z.</p>
<p><em>Avaliação:</em> 5,5/10</p>
<p>[Texto publicado no suplemento <em>Actual</em>, do semanário <em><a href="http://aeiou.expresso.pt/">Expresso</a></em>]</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>‘O arco de Nemrod’ na Pó dos Livros</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/divulgacao/o-arco-de-nemrod-na-po-dos-livros/</link>
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		<pubDate>Sun, 21 Jun 2009 22:08:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Divulgação]]></category>

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		<description><![CDATA[Frederico Lourenço apresenta, na próxima terça-feira, O arco de Nemrod, romance de Teresa Salema (Sextante), na Livraria Pó dos Livros, a partir das 18h30.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Frederico Lourenço apresenta, na próxima terça-feira, <em>O arco de Nemrod</em>, romance de Teresa Salema (Sextante), na <a href="http://livrariapodoslivros.blogspot.com/">Livraria Pó dos Livros</a>, a partir das 18h30.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A fetichização dos escritores (pelos leitores)</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/a-fetichizacao-dos-escritores-pelos-leitores/</link>
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		<pubDate>Sun, 21 Jun 2009 14:44:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[Imprensa estrangeira]]></category>

		<category><![CDATA[Alain de Botton]]></category>

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		<description><![CDATA[No The Observer, o escritor Alain de Botton reflecte sobre essa estranha necessidade que tanta gente demonstra de conhecer, em carne e osso, os seus autores preferidos:
«Since 2 April, when my new book came out, I&#8217;ve hardly spent more than two days at home at a stretch. I&#8217;ve been to Australia, Singapore, Hong Kong, Canada, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No <em>The Observer</em>, o escritor <a href="http://www.alaindebotton.com/index.asp">Alain de Botton</a> reflecte sobre essa estranha necessidade que tanta gente demonstra de conhecer, em carne e osso, os seus autores preferidos:</p>
<blockquote><p>«Since 2 April, when my <a href="http://www.amazon.com/Pleasures-Sorrows-Work-Alain-Botton/dp/037542444X">new book</a> came out, I&#8217;ve hardly spent more than two days at home at a stretch. I&#8217;ve been to Australia, Singapore, Hong Kong, Canada, the US, France, Italy and the Netherlands - all in the name of promoting my book. The audiences have been terrific, so I don&#8217;t want to sound ungrateful, but it does seem bizarre how much people want to see authors in the flesh. The decline in the oral tradition stemmed from a sensible realisation that you didn&#8217;t really need a person to be singing his poem to you around the campfire. You could just read his book. But this insight, greatly facilitated by the invention of printing, is in danger of being lost.<br />
People today want to witness authors in front of them and find their books to be far more desirable if they carry a signature on them. Only psycho-analysis and ethnography seem capable of explaining a phenomenon like the modern literary festival, behind which there seems to lie an archaic suspicion of printing and a desire to see that the words on the page were truly put there by a human, whose hand one wants to physically witness moving across paper.»</p></blockquote>
<p>O artigo completo pode ser lido <a href="http://www.guardian.co.uk/theobserver/2009/jun/21/alain-de-botton-my-week">aqui</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>21 aforismos de E. M. Cioran</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/21-silogismos-de-e-m-cioran/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/geral/21-silogismos-de-e-m-cioran/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 21 Jun 2009 10:48:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Excertos]]></category>

		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[E. M. Cioran]]></category>

		<category><![CDATA[Manuel de Freitas]]></category>

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		<description><![CDATA[A história das ideias é a história do rancor dos solitários.
***
Quando estamos a mil léguas da poesia, ainda participamos dela por esta necessidade súbita de gritar – último estado do lirismo.
***
Ser um Raskolnikov – sem a desculpa do assassínio.
***
Apenas cultivam o aforismo aqueles que conheceram o medo no meio das palavras, esse medo de se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A história das ideias é a história do rancor dos solitários.</p>
<p>***</p>
<p>Quando estamos a mil léguas da poesia, ainda participamos dela por esta necessidade súbita de gritar – último estado do lirismo.</p>
<p>***</p>
<p>Ser um Raskolnikov – sem a desculpa do assassínio.</p>
<p>***</p>
<p>Apenas cultivam o aforismo aqueles que conheceram o medo <em>no meio</em> das palavras, esse medo de se desmoronarem com <em>todas as palavras</em>.</p>
<p>***</p>
<p>Modelos de estilo: a praga, o telegrama e o epitáfio.</p>
<p>***</p>
<p>Um livro que, depois de ter demolido tudo, não se demole a si próprio, ter-nos-á exasperado em vão.</p>
<p>***</p>
<p>É inacreditável que a perspectiva de vir a ter um biógrafo não tenha feito ninguém renunciar a ter uma vida.</p>
<p>***</p>
<p>Quase todas as obras são feitas com brilhos de <em>imitação</em>, calafrios aprendidos e êxtases pilhados.</p>
<p>***</p>
<p>Dever da lucidez: chegar a um desespero <em>correcto</em>, a uma ferocidade olímpica.</p>
<p>***</p>
<p>A minha cosmogonia acrescenta ao caos primordial uma infinidade de reticências.</p>
<p>***</p>
<p>Por cada ideia que nasce em nós, algo em nós apodrece.</p>
<p>***</p>
<p>O real dá-me asma.</p>
<p>***</p>
<p>O que estraga a alegria é a sua falta de rigor; contemplai, por outro lado, a lógica do fel&#8230;</p>
<p>***</p>
<p>Todas as águas são cor de afogamento.</p>
<p>***</p>
<p>Nada denuncia tanto o homem vulgar como a sua recusa de ser desiludido.</p>
<p>***</p>
<p>Um monge e um carniceiro andam à briga no interior de cada desejo.</p>
<p>***</p>
<p>Feliz no amor, Adão ter-nos-ia poupado à História.</p>
<p>***</p>
<p>Sem Bach, a teologia seria desprovida de objectivo, a Criação fictícia, o nada peremptório.<br />
Se há alguém que deve tudo a Bach, é seguramente Deus.</p>
<p>***</p>
<p>No tempo em que a humanidade, acabada de surgir, fazia as suas primeiras experiências com a infelicidade, ninguém teria acreditado que ela seria um dia capaz de a produzir em série.</p>
<p>***</p>
<p>O segredo da minha adaptação à vida? – Mudei de desespero como quem muda de camisa.</p>
<p>***</p>
<p>Cada dia é um Rubicão em que desejo afogar-me.</p>
<p>[in <em>Silogismos da Amargura</em>, trad. de Manuel de Freitas, Letra Livre, 2009]</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Um bom antídoto para a silly season</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/um-bom-antidoto-para-a-silly-season/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/geral/um-bom-antidoto-para-a-silly-season/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 20 Jun 2009 22:08:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[E. M. Cioran]]></category>

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		<description><![CDATA[
Silogismos da Amargura, de E. M. Cioran (traduzidos por Manuel de Freitas). Uma edição da livraria Letra Livre.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img rel='domelhor'  src="http://www.letralivre.com/fotos/editor2/cioran.JPG" alt="" /></p>
<p><em>Silogismos da Amargura</em>, de E. M. Cioran (traduzidos por Manuel de Freitas). Uma edição da <a href="http://www.letralivre.com/index.php">livraria Letra Livre</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Shakespeare segundo Lampedusa (segundo Vila-Matas)</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/shakespeare-segundo-lampedusa-segundo-vila-matas/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/geral/shakespeare-segundo-lampedusa-segundo-vila-matas/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 20 Jun 2009 17:44:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[Enrique Vila-Matas]]></category>

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		<description><![CDATA[No suplemento Babelia do El País. Ou aqui.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No suplemento <em>Babelia</em> do <em>El País</em>. Ou <a href="http://www.elpais.com/articulo/semana/Shakespeare/Lampedusa/elpepuculbab/20090620elpbabese_7/Tes">aqui</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Aprender a ler um poeta</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/blogosfera/aprender-a-ler-um-poeta/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/blogosfera/aprender-a-ler-um-poeta/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 20 Jun 2009 16:17:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Blogosfera]]></category>

		<category><![CDATA[Paul Celan]]></category>

		<category><![CDATA[Pierre Assouline]]></category>

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		<description><![CDATA[«Peut-on apprendre à lire un poète? Ce qui s’appelle lire. Doit-on même s&#8217;y laisser entraîner? J&#8217;avoue que la question ne m’avait jamais effleuré jusqu’à ce que j’ouvre un petit livre composé justement à cet effet, consacré à la personne et l&#8217;oeuvre d&#8217;un homme que je croyais connaître pour les fréquenter depuis des années.»
Assim começa um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>«Peut-on apprendre à lire un poète? Ce qui s’appelle lire. Doit-on même s&#8217;y laisser entraîner? J&#8217;avoue que la question ne m’avait jamais effleuré jusqu’à ce que j’ouvre un petit livre composé justement à cet effet, consacré à la personne et l&#8217;oeuvre d&#8217;un homme que je croyais connaître pour les fréquenter depuis des années.»</p></blockquote>
<p>Assim começa <a href="http://passouline.blog.lemonde.fr/2009/06/20/en-decryptant-paul-celan/">um texto de Pierre Assouline</a>, sobre um «commentaire» de Jean-Michel Maulpoix que ilumina e decifra a poesia de Paul Celan.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://bibliotecariodebabel.com/blogosfera/aprender-a-ler-um-poeta/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>‘L.Ville’ (booktrailer)</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/lville-booktrailer/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/geral/lville-booktrailer/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 20 Jun 2009 10:08:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://bibliotecariodebabel.com/?p=4420</guid>
		<description><![CDATA[
É o primeiro booktrailer da Quetzal, para o último romance de Fernando Sobral. Rima e é verdade, como diria Jorge Jesus (e neste caso rima mesmo).
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><embed src="http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/4AEovZuLJ2Hme3jMJWkm/mov/1" type="application/x-shockwave-flash" width="410" height="357" allowFullScreen="true"></embed></p>
<p>É o primeiro <em>booktrailer</em> da Quetzal, para o <a href="http://quetzal.blogs.sapo.pt/77445.html">último romance de Fernando Sobral</a>. Rima e é verdade, como diria Jorge Jesus (e neste caso rima mesmo).</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Amanhã, na secção de Livros do ‘Actual’</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/amanha-na-seccao-de-livros-do-actual-37/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/geral/amanha-na-seccao-de-livros-do-actual-37/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2009 20:37:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://bibliotecariodebabel.com/?p=4418</guid>
		<description><![CDATA[- Roubo, de Peter Carey (Dom Quixote), por Rogério Casanova
- História do Sábio Fechado na sua Biblioteca, de Manuel António Pina (Assírio &#038; Alvim), por José Mário Silva
- O Salazar nunca mais morre, de Manuel Beça Múrias (Planeta), por José Pedro Castanheira
- Sobre Teoria e Crítica Literária, de Jorge de Sena (Caixotim), por Hugo Pinto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- <em>Roubo</em>, de Peter Carey (Dom Quixote), por Rogério Casanova<br />
- <em>História do Sábio Fechado na sua Biblioteca</em>, de Manuel António Pina (Assírio &#038; Alvim), por José Mário Silva<br />
- <em>O Salazar nunca mais morre</em>, de Manuel Beça Múrias (Planeta), por José Pedro Castanheira<br />
- <em>Sobre Teoria e Crítica Literária</em>, de Jorge de Sena (Caixotim), por Hugo Pinto Santos<br />
- <em>Poesia Cubana Contemporânea - Dez Poetas</em>, selecção de Pedro Marqués de Armas (Antígona), por Helena Barbas<br />
- <em>Contra a Felicidade</em>, de Eric G. Wilson (Estrela Polar), por Luís M. Faria<br />
- <em>Um certo Oriente</em>, de António José Rodrigues (Prefácio), por Margarida Mota</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://bibliotecariodebabel.com/geral/amanha-na-seccao-de-livros-do-actual-37/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Allongé sur la terre bleue</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/allonge-sur-la-terre-bleue/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/geral/allonge-sur-la-terre-bleue/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2009 16:27:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[Olivier Rolin]]></category>

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		<description><![CDATA[«Allongé sur la terre bleue, le lion barre toute la largueur du tableau, sa tête contre le bord gauche, gueule béant sur ler crocs, un trou derrière l&#8217;oeil ouvert, brillant (un oeil de verre, se moqueront de mauvais esprits), noir d&#8217;où goutte un peu de sang, l&#8217;extremité des pattes arrière débordant du cadre, à droite. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>«Allongé sur la terre bleue, le lion barre toute la largueur du tableau, sa tête contre le bord gauche, gueule béant sur ler crocs, un trou derrière l&#8217;oeil ouvert, brillant (un oeil de verre, se moqueront de mauvais esprits), noir d&#8217;où goutte un peu de sang, l&#8217;extremité des pattes arrière débordant du cadre, à droite. Le tronc d&#8217;un arbre s&#8217;élève au premier plan à gauche, vertical, gris de cendre écaillé de noir, touches éparses de jaune e de vert sombre, masquant une partie de la crinière, qui retombe noire sur la pelage fauve. Le peintre a signé sur l&#8217;écorce: &#8220;Manet, 1881&#8243; (un couple de jeunes métis, assez gros l&#8217;un et l&#8217;autre, perplexes, se demandent ce qui est écrit là: <em>Miguel? Não, não é Miguel</em>). En arrière-plan, des arbres grêles dispensent une ombre légère, trouée de taches de soleil jaune-rose; à gauche du tronc, le sol est bleu, à droite il tire sur le mauve lilas, en bas sur le vert mousse. Il était, paraît-il, carrément violet lorsque le tableau fut exposé au Salon de 1881, ce que Huysmans jugea &#8220;par trop facile». Le chasseur occupe la droite de la partie médiane du tableau. Il est sanglé dans une veste d&#8217;un vert presque noir, à gros boutons dorés, serrée par une ceinture à large boucle. Dessous, on aperçoit les manchettes d&#8217;une chemise blanche, le col ouvert sur un cou de catcheur. Genou droit en terre, carabine à deux canons pointée vers le sol, dont la crosse brille aux creux de son coude droit, chaussé de formidable bottes sur le cuir noir desquelles jouent des loueurs, il semble à l&#8217;affût, mais de quoi? Le lion foudroyé, derrière lui, ne l&#8217;a-t-il pas vu? En attend-il un autre? A-t-il peur qu&#8217;on lui vole sa descente de lit? &#8220;La pose de ce chasseur à favoris qui semble tuer du lapin dans les bois de Cucufa est enfantine&#8221;, écrit encore cette peau de vache de Huysmans. En fait, il a l&#8217;air d&#8217;avoir glissé sa tête dans le trou d&#8217;un décor représentant naïvement, dans une petite foire de province, une chasse au lion. Une tête de brute inexpressive, ou bien alors exprimant des sentiments asses frustes, surprise mécontente, vague défi, du genre le premier qui approche je le crève. Épais, enflé, sourcils très fournis, arqués, grosse moustache de morse masquant la bouche, larges favoris en côtelettes autour d&#8217;un double menton naissant. Il porte un chapeau à haute coiffe noire ceint d&#8217;un ruban bleu et orné d&#8217;une plume. Il a le teint d&#8217;un rose charcutier, une carnation couperosée (et encore, les couleurs ont tourné: selon Jacques-Émile Blanche, à l&#8217;origine &#8220;les chairs étaient rouges comme la tomate&#8221;). Il ressemble assez à l&#8217;idée q&#8217;on se fait d&#8217;un bistrotier auvergnat d&#8217;autrefois, un bougnat, on attend le torchon sur l&#8217;épaule plutôt que le fusil. Sa botte gauche est véritablement écrasante. On ne discute pas avec le porteur de semblables bottes. Son regard a une fixité hébétée.»</p>
<p>[Primeiro parágrafo do livro <em>Un Chasseur de Lions</em>, de Olivier Rolin, Éditions du Seuil, 2008]</p>
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		<title>Olivier Rolin lê ‘Un Chasseur de Lions’</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Jun 2009 15:28:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[Olivier Rolin]]></category>

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		<description><![CDATA[
O escritor francês Olivier Rolin vai ler excertos do seu último romance, a partir das 18h00, no Instituto Franco-Português, em Lisboa. Um acontecimento integrado no Festival Silêncio!.
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img rel='domelhor'  src="http://remue.net/Images/rolin.gif" alt="" /></p>
<p>O escritor francês Olivier Rolin <a href="http://www.ifp-lisboa.com/">vai ler excertos do seu último romance</a>, a partir das 18h00, no Instituto Franco-Português, em Lisboa. Um acontecimento integrado no <a href="http://www.festivalsilencio.com/">Festival Silêncio!</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>‘Uma longa viagem com José Saramago’ no Brasil</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Jun 2009 15:19:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[João Céu e Silva]]></category>

		<category><![CDATA[José Saramago]]></category>

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		<description><![CDATA[O livro Uma Longa Viagem com José Saramago, de João Céu e Silva (Porto Editora), acaba de chegar ao mercado brasileiro, «com representação da Horizont e distribuição da Loyola Distribuidora de Livros». A obra, que reúne várias entrevistas feitas pelo jornalista do Diário de Notícias ao Prémio Nobel da Literatura de 1998, já estava disponível [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O livro <em><a href="http://www.portoeditora.pt/produtos/catalogo/ficha/id/1458680">Uma Longa Viagem com José Saramago</a></em>, de João Céu e Silva (Porto Editora), acaba de chegar ao mercado brasileiro, «com representação da <a href="http://www.artbooks.com.br/index.php">Horizont</a> e distribuição da Loyola Distribuidora de Livros». A obra, que reúne várias entrevistas feitas pelo jornalista do <em>Diário de Notícias</em> ao Prémio Nobel da Literatura de 1998, já estava disponível em Angola e Moçambique.</p>
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		<title>Miguel-Manso nas ‘Quintas de Leitura’</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Jun 2009 14:36:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Divulgação]]></category>

		<category><![CDATA[Miguel-Manso]]></category>

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		<description><![CDATA[O poeta Miguel-Manso é o convidado principal da próxima sessão das &#8216;Quintas de Leitura&#8217;, que acontecerá a 9 de Julho, pelas 22h00, no Teatro do Campo Alegre (Porto). Além de uma conversa entre o autor de Quando Escreve Descalça-se e Helena Vieira, haverá leitura de poemas (por Isaque Ferreira, Nuno Moura, Pedro Lamares e pelo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O poeta Miguel-Manso é o convidado principal da próxima sessão das <a href="http://www.quintasdeleitura.blogspot.com/">&#8216;Quintas de Leitura&#8217;</a>, que acontecerá a 9 de Julho, pelas 22h00, no Teatro do Campo Alegre (Porto). Além de uma conversa entre o autor de <em>Quando Escreve Descalça-se</em> e Helena Vieira, haverá leitura de poemas (por Isaque Ferreira, Nuno Moura, Pedro Lamares e pelo autor), uma <em>performance</em> de Filipa Francisco e Bruno Cochat, concluindo-se o espectáculo com um pequeno concerto de B Fachada (voz, viola e viola braguesa).</p>
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		<title>Corpo de Jorge de Sena regressa a Portugal</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Jun 2009 13:15:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[Imprensa portuguesa]]></category>

		<category><![CDATA[Jorge de Sena]]></category>

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		<description><![CDATA[Ontem, na cerimónia de doação do espólio de Jorge de Sena à Biblioteca Nacional, o ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, garantiu que o corpo do autor de Em Creta, com o Minotauro vai ser trasladado de Santa Barbara (Califórnia) para um jazigo no cemitério dos Prazeres, em Lisboa, ao abrigo de um protocolo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem, na cerimónia de doação do espólio de Jorge de Sena à Biblioteca Nacional, o ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, garantiu que <a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1387456&#038;idCanal=14">o corpo do autor de <em>Em Creta, com o Minotauro</em> vai ser trasladado de Santa Barbara (Califórnia) para um jazigo no cemitério dos Prazeres</a>, em Lisboa, ao abrigo de um protocolo celebrado entre o Ministério da Cultura e os herdeiros do escritor.</p>
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		</item>
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		<title>Prémio Literário Casino da Póvoa 2010</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Jun 2009 13:01:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[Correntes d'Escritas]]></category>

		<category><![CDATA[Prémios]]></category>

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		<description><![CDATA[Regulamento aqui. Prazo limite para a entrega de candidaturas: 30 de Agosto. O vencedor desta edição, que distingue livros de ficção publicados em Portugal entre Julho de 2007 e Junho de 2009, será conhecido durante o próximo encontro Correntes d&#8217;Escritas, que já tem datas fixadas: 24 a 27 de Fevereiro de 2010.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Regulamento <a href="http://www.cm-pvarzim.pt/povoa-cultural/pelouro-cultural/areas-de-accao/correntes-d-escritas/correntes-descritas-2010/concursos-literarios/RegulamentoPremioCasinodaPovoa.2010.pdf/view">aqui</a>. Prazo limite para a entrega de candidaturas: 30 de Agosto. O vencedor desta edição, que distingue livros de ficção publicados em Portugal entre Julho de 2007 e Junho de 2009, será conhecido durante o próximo encontro <a href="http://www.cm-pvarzim.pt/povoa-cultural/pelouro-cultural/areas-de-accao/correntes-d-escritas">Correntes d&#8217;Escritas</a>, que já tem datas fixadas: 24 a 27 de Fevereiro de 2010.</p>
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		<title>Novo administrador no Grupo LeYa</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/mundo-editorial/novo-administrador-no-grupo-leya/</link>
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		<pubDate>Fri, 19 Jun 2009 12:44:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Mundo editorial]]></category>

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		<description><![CDATA[Em comunicado emitido há cerca de uma hora, o Grupo LeYa anuncia o seguinte:
«O Conselho de Administração da Leya informa que foi alargada a sua composição com a cooptação de Pedro Doutel que esta semana assumiu a função de Administrador (Chief Financial Officer - CFO) do grupo, sendo responsável pela coordenação das Direcções Financeira, Controlo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em comunicado emitido há cerca de uma hora, o <a href="http://www.leya.com/">Grupo LeYa</a> anuncia o seguinte:</p>
<blockquote><p>«O Conselho de Administração da Leya informa que foi alargada a sua composição com a cooptação de Pedro Doutel que esta semana assumiu a função de Administrador (Chief Financial Officer - CFO) do grupo, sendo responsável pela coordenação das Direcções Financeira, Controlo de Gestão, Recursos Humanos e Sistemas de Informação.<br />
A experiência profissional de Pedro Doutel inclui auditoria financeira (Arthur Andersen, actualmente Deloitte), cerca de 10 anos na Banca de Investimento (BNP Paribas e Banco Efisa) e, mais recentemente, foi CFO do Grupo Martifer.»</p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A milionésima palavra da língua inglesa</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/a-milionesima-palavra-da-lingua-inglesa/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/geral/a-milionesima-palavra-da-lingua-inglesa/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2009 11:32:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[Imprensa estrangeira]]></category>

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		<description><![CDATA[No passado dia 10, uma empresa de consultoria texana anunciou ao mundo, com pompa e circunstância, o lexema n.º 1.000.000 do idioma de Mr. William Shakespeare. E sabem qual foi? Nem mais nem menos do que Web 2.0.
How ironic, isn&#8217;t it?
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No passado dia 10, uma empresa de consultoria texana anunciou ao mundo, com pompa e circunstância, o lexema n.º 1.000.000 do idioma de Mr. William Shakespeare. E sabem qual foi? <a href="http://www.nytimes.com/2009/06/14/weekinreview/14shuessler.html?_r=2&#038;ref=books">Nem mais nem menos do que <strong>Web 2.0</strong></a>.<br />
<em>How ironic, isn&#8217;t it?</em></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O que ela andou a ler</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/cronicas/o-que-ela-andou-a-ler/</link>
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		<pubDate>Thu, 18 Jun 2009 22:56:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crónicas]]></category>

		<category><![CDATA[Ali Smith]]></category>

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«Este livro é uma grande ideia – e uma das coisas mais interessantes e frustrantes que alguma vez fiz», explica Ali Smith, logo no início da introdução a The Book Lover (Anchor Books, 467 páginas, 2006). Para sermos mais precisos, a «grande ideia» partiu de uma amiga, Becky Hardie, editora experiente com quem Smith trabalhou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img rel='domelhor'  src="http://fictionwritersreview.com/wp-content/uploads/the-book-lover.jpg" alt="" /></p>
<p>«Este livro é uma grande ideia – e uma das coisas mais interessantes e frustrantes que alguma vez fiz», explica Ali Smith, logo no início da introdução a <em>The Book Lover</em> (Anchor Books, 467 páginas, 2006). Para sermos mais precisos, a «grande ideia» partiu de uma amiga, Becky Hardie, editora experiente com quem Smith trabalhou numa colecção de ficção breve da Granta Books. «E se agarrássemos nas leituras preferidas de alguns escritores, não só as leituras actuais mas de toda uma vida, e fizéssemos uma antologia com isso?»<br />
Ali Smith ofereceu-se logo como cobaia. A princípio com o entusiasmo infantil de quem abre a porta do sótão, há muito fechado à chave. Depois com o pânico da escolha e da necessidade de preterir textos, autores, épocas inteiras. Porquê este e não aquele? O clássico dilema do antologiador. «Veja-se o caso de [Virgínia] Woolf, por exemplo, e todos os seus livros ali na estante, à minha frente. Como poderia eu escolher entre a sua ficção e os seus textos críticos, entre os seus diários e as suas cartas?» Mesmo imaginando que optava pela ficção, a dúvida permaneceria: qual dos romances? Ou qual dos contos? «Nunca deixaria de ser um compromisso.»<br />
Para dificultar ainda mais as coisas, Smith decidiu seleccionar, com uma ou duas excepções, apenas textos editados pela primeira vez no século XX, o que levantou o sempre delicado problema dos direitos autorais. A negociação com os detentores destes direitos equivale muitas vezes a um labirinto burocrático, demorado e dispendioso, razão pela qual não encontramos nesta antologia uma só palavra de James Joyce, Raymond Carver, Alice Munro, Susan Sontag ou Flannery O&#8217;Connor. «Este livro acaba por ser uma liturgia de ausências», assume a autora de <em>Hotel Mundo</em>, mas isso deve servir apenas como um desafio para o leitor «pôr mãos à obra e reler os escritores que não estão aqui».<br />
Dito isto, os autores presentes chegam e sobram para as encomendas. Durante dois dias, Smith fechou-se em casa e espalhou livros no chão da sala da frente, recriando o <em>puzzle</em> dos momentos essenciais da sua vida de leitora, um percurso que começou precocemente (aos três anos) e conheceu vários momentos de autêntico frenesi bibliófilo. Depois, encaixou os 89 textos seleccionados em seis categorias: &#8220;Raparigas&#8221; (de Jane Austen a Virginia Woolf, passando por Angela Carter, Marina Tsvetayeva, Marilynne Robinson e Margaret Atwood), &#8220;Diálogos&#8221; (que inclui poemas de John Keats, Czeslaw Milosz, Margaret Tait, W. G. Sebald), &#8220;Viagens&#8221; (secção tão heterogénea que junta John Donne, Katherine Mansfield, Joseph Roth, Kate Atkinson, W. B. Yeats e Louise Brooks; sim, a actriz), &#8220;O Mundo&#8221; (Wallace Stevens, Sylvia Plath, William Carlos Williams, Philip Larkin, Gertrude Stein, Jeanette Winterson), &#8220;Histórias&#8221; (William Blake, Joyce Carol Oates, Anne Frank) e &#8220;Crenças&#8221; (Shakespeare, Simone de Beauvoir, e. e. cummings, Italo Calvino, Rainer Maria Rilke).<br />
O principal mérito desta antologia é a sua imprevisibilidade. Ou seja, mesmo quando os escritores escolhidos são canónicos, os textos citados geralmente não o são. De Katherine Mansfield, por exemplo, podemos ler uma entrada do seu diário (15 de Dezembro de 1919), de Shakespeare uma passagem do quarto acto de <em>Cymbeline</em> e de Sebald uns versos sobre o rosto desconhecido do pintor Grünewald, que dialogam com um texto de John Berger sobre a <em>Crucificação de Cristo</em>, feita pelo artista germânico num retábulo em Colmar.</p>
<p><img src="http://www.abc.net.au/reslib/200601/r68733_190681.jpg" alt="" /></p>
<p>Como se vê pela amostra, a escocesa Ali Smith é capaz de misturar tudo e mais alguma coisa. Lado a lado, perfilam-se clássicos absolutos e compatriotas obscuros, um excerto biográfico da cantora Billie Holiday e uma crónica de Clarice Lispector (<em>Estado de Graça</em>), nomes quase esquecidos (J.M. Synge) e autores de outras latitudes (Dubravka Ugresic, Amos Tutuola). O resultado não podia ser mais idiossincrático. Se cada escritor é também o somatório das leituras que foi fazendo ao longo da vida, então este <em>The Book Lover</em> oferece-nos um mapa possível para aceder ao território literário de Smith. Um mapa estranho, cheio de curvas inesperadas e acidentes na paisagem, mas por isso mesmo desafiador e fascinante.</p>
<p>[Texto publicado no n.º 79 da revista <em>Ler</em>]</p>
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		</item>
		<item>
		<title>O exacto oposto de um best-seller</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/o-exacto-oposto-de-um-best-seller/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/geral/o-exacto-oposto-de-um-best-seller/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2009 18:31:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

		<category><![CDATA[Rui Pires Cabral]]></category>

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		<description><![CDATA[No livro de poemas que acaba de publicar na Averno (Oráculos de Cabeceira), Rui Pires Cabral escolheu uma dedicatória muito significativa. Diz apenas: «para os meus trezentos leitores».
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No livro de poemas que acaba de publicar na Averno (<em>Oráculos de Cabeceira</em>), Rui Pires Cabral escolheu uma dedicatória muito significativa. Diz apenas: «<em>para os meus trezentos leitores</em>».</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Festival Silêncio!</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/divulgacao/festival-silencio/</link>
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		<pubDate>Thu, 18 Jun 2009 16:41:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Divulgação]]></category>

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		<description><![CDATA[
Começa hoje e promete transformar Lisboa na «Capital da Palavra». Quem quiser inscrever-se no torneio de Poetry Slam, que acontecerá no dia 26 (no Music Box, às 22h30), ainda o pode fazer até amanhã.
Consultar a programação completa do festival aqui.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/cartaz_silencio.jpg"><img rel='domelhor'  src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/cartaz_silencio.jpg" alt="" title="cartaz_silencio" width="281" height="400" class="alignnone size-full wp-image-4388" /></a></p>
<p>Começa hoje e promete <a href="http://www.festivalsilencio.com/">transformar Lisboa na «Capital da Palavra»</a>. Quem quiser inscrever-se no torneio de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Poetry_slam">Poetry Slam</a>, que acontecerá no dia 26 (no Music Box, às 22h30), <a href="http://www.festivalsilencio.com/poetry.htm">ainda o pode fazer até amanhã</a>.<br />
Consultar a programação completa do festival <a href="http://www.101noites.com/download/Silencio_programa_press.pdf">aqui</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Que ninguém diga mal dos livros “oferecidos” com jornais e revistas</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/que-ninguem-diga-mal-dos-livros-oferecidos-com-jornais-e-revistas/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/geral/que-ninguem-diga-mal-dos-livros-oferecidos-com-jornais-e-revistas/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2009 14:30:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje apanhei a dona da mercearia que fica no rés-do-chão do meu prédio a ler, junto à máquina registadora, um romance de Yasunari Kawabata.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje apanhei a dona da mercearia que fica no rés-do-chão do meu prédio a ler, junto à máquina registadora, um romance de Yasunari Kawabata.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Marx no Saldanha</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/divulgacao/marx-no-saldanha/</link>
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		<pubDate>Thu, 18 Jun 2009 14:11:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Divulgação]]></category>

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		<description><![CDATA[Amanhã, a comunidade de leitura &#8220;Nós e os Clássicos&#8221;, moderada por Filipa Melo, aborda um livro cada vez mais actual. É na Livraria Almedina do Saldanha, a partir das 19h00, com a presença do filósofo José Barata-Moura.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Amanhã, a comunidade de leitura &#8220;Nós e os Clássicos&#8221;, moderada por Filipa Melo, <a href="http://www.almedina.net/catalog/eventos_info.php?eventos_id=420">aborda um livro cada vez mais actual</a>. É na Livraria Almedina do Saldanha, a partir das 19h00, com a presença do filósofo José Barata-Moura.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O culturómetro</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/o-culturometro/</link>
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		<pubDate>Thu, 18 Jun 2009 13:50:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[
Segundo o culturómetro recentemente adquirido pelo staff da livraria Pó dos Livros, eu sou um nerd, «sem vida social de espécie alguma». Olhem que não, meus amigos, olhem que não (e até sei o nome dos presidentes dos clubes de futebol, vejam lá). Eu se fosse a vocês calibrava melhor o aparelho.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img rel='domelhor'  src="http://2.bp.blogspot.com/_YI6wL5iaAKY/SjpBjmTDFbI/AAAAAAAACQY/3em6w-ElmlE/s400/Cultur%C3%B3metro+2.JPG" alt="" /></p>
<p>Segundo o culturómetro <a href="http://livrariapodoslivros.blogspot.com/2009/06/culturometro.html">recentemente adquirido pelo <em>staff</em> da livraria Pó dos Livros</a>, eu sou um <em>nerd</em>, «sem vida social de espécie alguma». Olhem que não, meus amigos, olhem que não (e até sei o nome dos presidentes dos clubes de futebol, vejam lá). Eu se fosse a vocês calibrava melhor o aparelho.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>À procura dos seus leitores</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/mundo-editorial/a-procura-dos-seus-leitores/</link>
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		<pubDate>Thu, 18 Jun 2009 11:08:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Mundo editorial]]></category>

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		<description><![CDATA[A Quetzal vai oferecer uma recompensa a quem se apresentar como leitor de A Ninfa Inconstante, o romance póstumo de Guillermo Cabrera Infante, editado em Abril.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A <a href="http://quetzal.blogs.sapo.pt/">Quetzal</a> vai oferecer <a href="http://quetzal.blogs.sapo.pt/76938.html">uma recompensa</a> a quem se apresentar como leitor de <em>A Ninfa Inconstante</em>, o romance póstumo de Guillermo Cabrera Infante, editado em Abril.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Três poemas de Russel Edson</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/tres-poemas-de-russel-edson/</link>
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		<pubDate>Thu, 18 Jun 2009 08:11:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

		<category><![CDATA[Russel Edson]]></category>

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		<description><![CDATA[SIMETRIA
Havia um homem que se sentia atraído por contrabaixos
porque lhe faziam lembrar mulheres nuas com peitos
envernizados.
Têm o tipo de ancas, dizia, que levam os homens
à loucura.
Obviamente que não se importava que, por razões de
simetria, as mulheres lhe fizessem lembrar contrabaixos nus.
Delas dizia, também têm o tipo de ancas que levam
os homens à loucura.
Uma vez pediu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>SIMETRIA</p>
<p><em>Havia um homem que se sentia atraído por contrabaixos<br />
porque lhe faziam lembrar mulheres nuas com peitos<br />
envernizados.<br />
Têm o tipo de ancas, dizia, que levam os homens<br />
à loucura.</p>
<p>Obviamente que não se importava que, por razões de<br />
simetria, as mulheres lhe fizessem lembrar contrabaixos nus.<br />
Delas dizia, também têm o tipo de ancas que levam<br />
os homens à loucura.</p>
<p>Uma vez pediu a uma mulher para ser o instrumento da<br />
sua música.<br />
Ela respondeu, está a brincar, por quem me toma, algum<br />
contrabaixo?&#8230;</em></br><br />
PIANOS BEBÉS</p>
<p><em>Um piano havia feito uma bosta monumental. O carregador tinha esperança que a dona da casa não desse por nada.<br />
Mas a dona da casa disse, que escuridão monumental é essa?<br />
O piano acaba de ter um bebé, disse o carregador.<br />
Não vejo lá teclas nenhumas, disse a dona da casa.<br />
Aparecem mais tarde, como os dentes de leite, disse o carregador.<br />
Entretanto, o piano largara mais uma bosta monumental.<br />
O que é isto, berra a dona da casa, não me diga que é outro bebé?<br />
Gémeos, disse o carregador.<br />
Parecem mais balas de canhão do que pianos bebés, disse a dona da casa.<br />
O piano largou mais outra bosta monumental.<br />
Trigémeos, sorriu o carregador&#8230;</em></br><br />
O CESTO DE FRUTA</p>
<p><em>Havia um homem cujo estado mental tinha apodrecido&#8230;<br />
Bem, pensar não é tudo, pensou, há a rotação<br />
de polegares, que pode muito bem ter sido uma arte nobre<br />
nalguma cultura da antiguidade. Há o estalar dos dedos, que<br />
pode ter sido parte da música da antiguidade também.</p>
<p>Criar um círculo com um dedo apontado e o polegar<br />
diz-nos coisas sobre o entusiasmo; a forma da terra.</p>
<p>Ainda assim, o seu estado mental tinha apodrecido como<br />
uma coisa deixada demasiado tempo num cesto de fruta<br />
feito de osso&#8230;</em></p>
<p>[in <em>O Espelho Atormentado</em>, trad. de Guilherme Mendonça (com colaboração de Helder Soares), OVNI, 2008]</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Divulgação científica</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/divulgacao-cientifica/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/geral/divulgacao-cientifica/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2009 22:14:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[Efeito Borboleta]]></category>

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		<description><![CDATA[Num post muito divertido, o livreiro Jaime Bulhosa diz ter encontrado, «numa livraria de renome», o meu livro Efeito Borboleta e outras histórias na secção de divulgação científica. Para ser sincero, este é um erro que me honra, sobretudo na qualidade de licenciado em Biologia que nunca chegou a fazer nada na área em que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Num <a href="http://livrariapodoslivros.blogspot.com/2009/06/politica-auto-ajuda-ciencia-psiquiatria.html"><em>post</em> muito divertido</a>, o livreiro Jaime Bulhosa diz ter encontrado, «numa livraria de renome», o meu livro <em>Efeito Borboleta e outras histórias</em> na secção de divulgação científica. Para ser sincero, este é um erro que me honra, sobretudo na qualidade de licenciado em Biologia que nunca chegou a fazer nada na área em que se formou. Mas imagino a perplexidade de quem levasse, ao engano, um suposto tratado sobre sistemas complexos e teoria do caos. Aposto que as minhas micronarrativas provocariam, num eventual comprador desprevenido, uma macrodecepção.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Diários cruzados</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/criticas/diarios-cruzados/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/criticas/diarios-cruzados/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2009 21:52:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>

		<category><![CDATA[Sebastian Barry]]></category>

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		<description><![CDATA[
Escritos Secretos
Autor: Sebastian Barry
Título original: The Secret Scripture
Tradução: Patrícia Xavier
Editora: Bertrand
N.º de páginas: 300
ISBN: 978-978-25-1833-8
Ano de publicação: 2009
«O mundo começa de novo com cada nascimento, dizia o meu pai. Esquecia-se de dizer que, com cada morte, o mundo acaba. Ou talvez achasse que não era preciso dizê-lo. Porque durante grande parte da sua vida trabalhou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img rel='domelhor'  src="http://www.bertrand.pt/fotos/produtos/9789722518338_1238787334.jpg" alt="" /></p>
<p><strong>Escritos Secretos</strong><br />
<em>Autor:</em> Sebastian Barry<br />
<em>Título original: The Secret Scripture</em><br />
<em>Tradução:</em> Patrícia Xavier<br />
<em>Editora:</em> Bertrand<br />
<em>N.º de páginas:</em> 300<br />
<em>ISBN:</em> 978-978-25-1833-8<br />
<em>Ano de publicação:</em> 2009</p>
<blockquote><p>«O mundo começa de novo com cada nascimento, dizia o meu pai. Esquecia-se de dizer que, com cada morte, o mundo acaba. Ou talvez achasse que não era preciso dizê-lo. Porque durante grande parte da sua vida trabalhou num cemitério.»</p></blockquote>
<p>Lapidar, este primeiro parágrafo de <em>Escritos Secretos</em> sinaliza desde logo alguns aspectos essenciais da escrita de Sebastian Barry: a eloquência do estilo, a precisão verbal e a capacidade rara de submeter o leitor a uma espécie de encantamento poético.<br />
A voz que fala do pai coveiro, na Irlanda em convulsão dos anos 20, pertence a Roseanne McNulty, uma mulher quase centenária que tenta organizar as suas recordações mais antigas num diário («Testemunho de Roseanne a seu respeito»), escrito às escondidas e guardado debaixo do soalho do seu quarto, num hospital psiquiátrico perto de Sligo.<br />
Acontece que este vetusto asilo está prestes a ser demolido e cabe ao Dr. William Grene, psiquiatra, decidir que doentes transitarão para o novo edifício (com menos camas) e que doentes terão que procurar outro lugar para viver. Devastado pela morte recente da mulher, com quem nunca se entendeu durante o casamento, o médico acumula notas sobre os últimos dias do hospital («livro de banalidades» é como lhe chama), procurando na escrita uma saída para o luto sufocante.<br />
Ao alternar as entradas dos dois diários, Barry traça pouco a pouco o perfil de duas pessoas à beira da desintegração. Roseanne, vítima há várias décadas de uma história de vingança familiar que levou ao seu internamento à força, a pretexto de uma loucura inexistente, agarra-se ao passado com unhas e dentes, tentando resgatar uma versão dos factos que a memória – falível – pode ter entretanto distorcido. A Irlanda que emerge deste relato é escura, brutal, sangrenta, com o ódio entre católicos e protestantes a envenenar tudo, mas há também momentos de um lirismo luminoso, como se o negrume e a mais pura beleza fossem duas faces da mesma moeda.<br />
Quanto a Grene, procura orientar-se num deserto existencial aparentemente sem saída. A forma como o seu desamparo vai procurando um ponto de apoio na fragilidade (até identitária) de Roseanne é um dos pontos fortes do romance. Infelizmente, esta progressiva aproximação entre dois solitários, com muito mais em comum do que se poderia pensar de início, acaba boicotada por um desenlace inverosímil, que torna explícito o que era preferível ter ficado apenas sugerido.<br />
Ainda assim, este é um belíssimo romance de um autor, também poeta e dramaturgo, cujas obras merecem ser conhecidas pelo público português.</p>
<p><em>Avaliação:</em> 7/10</p>
<p>[Texto publicado no n.º 79 da revista <em>Ler</em>]</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Livros [s]em Critério com novo endereço</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/blogosfera/livros-sem-criterio-com-novo-endereco/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/blogosfera/livros-sem-criterio-com-novo-endereco/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2009 18:52:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Blogosfera]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://bibliotecariodebabel.com/?p=4359</guid>
		<description><![CDATA[O Tiago Sousa Garcia vai continuar a escrever sobre livros e literatura, mas agora aqui. Já o recanto para a criação própria passa a ser este.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Tiago Sousa Garcia vai continuar a escrever sobre livros e literatura, mas agora <a href="http://livrosemcriterio.wordpress.com/">aqui</a>. Já o recanto para a criação própria passa a ser <a href="http://aportrait.wordpress.com/">este</a>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://bibliotecariodebabel.com/blogosfera/livros-sem-criterio-com-novo-endereco/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Está tudo no YouTube</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/esta-tudo-no-youtube/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/geral/esta-tudo-no-youtube/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2009 16:48:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Excertos]]></category>

		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[Tiago Rodrigues]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://bibliotecariodebabel.com/?p=4369</guid>
		<description><![CDATA[«PLACO
está tudo no youtube
podem ver
toda a gente pode ver
FISA
nós entrámos pela sala
éramos seis
rapazes e raparigas
CRINA
entrámos pela sala e partimos tudo
partimos cadeiras
LUGA
partimos mesas
GARO
partimos o quadro preto
SÍBIA
partimos braços
CRINA
partimos a cara aos professores
FISA
no youtube a imagem não é muito boa
mas dá para ver que sou eu a dar com a cadeira
nas costas de um professor
GARO
eu filmei tudo com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>«PLACO<br />
está tudo no youtube<br />
podem ver<br />
toda a gente pode ver</p>
<p>FISA<br />
nós entrámos pela sala<br />
éramos seis<br />
rapazes e raparigas</p>
<p>CRINA<br />
entrámos pela sala e partimos tudo<br />
partimos cadeiras</p>
<p>LUGA<br />
partimos mesas</p>
<p>GARO<br />
partimos o quadro preto</p>
<p>SÍBIA<br />
partimos braços</p>
<p>CRINA<br />
partimos a cara aos professores</p>
<p>FISA<br />
no youtube a imagem não é muito boa<br />
mas dá para ver que sou eu a dar com a cadeira<br />
nas costas de um professor</p>
<p>GARO<br />
eu filmei tudo com o telemóvel</p>
<p>SÍBIA<br />
a gente a empurrar os professores<br />
à estalada neles</p>
<p>LEMA<br />
eu não estava lá<br />
não vi nada</p>
<p>PLACO<br />
eu não sabia que alguém tinha uma arma</p>
<p>CRINA<br />
eu levei a arma só para assustar<br />
é do meu pai</p>
<p>LEMA<br />
eles queriam que eu fosse com eles<br />
eu disse que não<br />
eu tentei convencê-los</p>
<p>FISA<br />
deitámos as estantes ao chão</p>
<p>CRINA<br />
eu não ia disparar<br />
eu só puxei da arma para lhes mostrar<br />
quem é que mandava</p>
<p>LEMA<br />
fecharam-me numa despensa<br />
porque sabiam que eu ia contar<br />
passei aquele tempo todo na despensa</p>
<p>PLACO<br />
quando vi a arma não disse nada<br />
nunca pensei que estivesse carregada</p>
<p>GARO<br />
só estando lá é que dá para perceber<br />
os professores todos em pânico</p>
<p>SÍBIA<br />
os professores de joelhos a chorar</p>
<p>GARO<br />
e eu a filmar tudo com o telemóvel</p>
<p>FISA<br />
e eu ao pontapé à professora de matemática</p>
<p>SÍBIA<br />
eu com uma lata de spray a pintar a parede</p>
<p>LUGA<br />
e então eu peguei na arma<br />
fiquei cego, percebem<br />
eu só conseguia pensar no professor<br />
no que eles tinham feito ao professor</p>
<p>PLACO<br />
a gente chama-lhe professor<br />
porque era o único que nos ensinava<br />
aos outros não chamávamos professores</p>
<p>LUGA<br />
filhos da puta</p>
<p>CRINA<br />
aos outros chamávamos filhos da puta</p>
<p>FISA<br />
o professor não gostava que a gente lhes chamasse isso</p>
<p>LUGA<br />
o professor era bom demais</p>
<p>LEMA<br />
eu disse-lhes que se o professor estivesse ali<br />
ia dizer o mesmo que eu<br />
o professor não ia querer que eles fizessem aquilo</p>
<p>LUGA<br />
filhos da puta</p>
<p>LEMA<br />
mas eles fecharam-me na despensa</p>
<p>CRINA<br />
quando reparei estava uma data de gente nas janelas a espreitar</p>
<p>FISA<br />
uns gritavam, outros aplaudiam</p>
<p>SÍBIA<br />
eu até pensei que fosse um relâmpago</p>
<p>PLACO<br />
um relâmpago seguido logo de um trovão</p>
<p>LUGA<br />
eu disparei</p>
<p>SÍBIA<br />
como se tivesse caído um relâmpago ali na sala</p>
<p>CRINA<br />
os que estavam na janela começaram a gritar</p>
<p>GARO<br />
e eu nunca parei de filmar<br />
era como se estivesse a ver um filme<br />
como se não estivesse lá</p>
<p>LEMA<br />
eu juro que não estava lá<br />
eu estava na despensa quando ouvi o tiro</p>
<p>PLACO<br />
não tínhamos outra opção<br />
eles não nos quiseram ouvir<br />
nós tentámos falar</p>
<p>LUGA<br />
nós tínhamos que fazer alguma coisa</p>
<p>FISA<br />
porquê?</p>
<p>SÍBIA<br />
eles querem saber porquê</p>
<p>PLACO<br />
ainda bem<br />
foi por isso</p>
<p>CRINA<br />
para nos ouvirem</p>
<p>LUGA<br />
foi por isso que eu disparei</p>
<p>GARO<br />
foi por isso que eu filmei</p>
<p>FISA<br />
eles não queriam ouvir-nos</p>
<p>PLACO<br />
eles escolheram não ouvir</p>
<p>LUGA<br />
mas toda a gente ouve um tiro</p>
<p>GARO<br />
não se pode escolher<br />
não ouvir um tiro</p>
<p>SÍBIA<br />
agora toda a gente quer saber porquê</p>
<p>FISA<br />
agora querem ouvir</p>
<p>PLACO<br />
nós contamos</p>
<p>LUGA<br />
estamos aqui para contar porquê</p>
<p>LEMA<br />
se calhar não vão perceber</p>
<p>PLACO<br />
se calhar nem nós percebemos</p>
<p>CRINA<br />
mas vamos contar à mesma»</p>
<p>[Prólogo da peça teatral <em>Coro dos Maus Alunos</em>, de Tiago Rodrigues, in <em>Panos - Palcos Novos Palavras Novas</em> n.º 4, edição Culturgest, 2009]</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://bibliotecariodebabel.com/geral/esta-tudo-no-youtube/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Governo Sombra</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/governo-sombra/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/geral/governo-sombra/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2009 15:45:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[valter hugo mãe]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://bibliotecariodebabel.com/?p=4362</guid>
		<description><![CDATA[Os Governo são um novo projecto musical, composto por António Rafael e Miguel Pedro (ambos dos Mão Morta), Henrique Fernandes (Mécanosphère) e valter hugo mãe, que canta e escreve as letras das canções.
Para amostra do que os rapazes valem, deixo-vos o tema meio bicho e fogo, incluído na colectânea «Novos Talentos Fnac 2009». O videoclip [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os Governo são um novo projecto musical, composto por António Rafael e Miguel Pedro (ambos dos Mão Morta), Henrique Fernandes (Mécanosphère) e <a href="http://casadeosso.blogspot.com/">valter hugo mãe</a>, que canta e escreve as letras das canções.<br />
Para amostra do que os rapazes valem, deixo-vos o tema <em>meio bicho e fogo</em>, incluído na colectânea «Novos Talentos Fnac 2009». O <em>videoclip</em> foi realizado por Esgar Acelerado (a partir de desenhos seus e de Sara Macedo):</p>
<p><object width="400" height="320"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=5177895&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=00adef&amp;fullscreen=1" /><embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=5177895&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=00adef&amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="400" height="320"></embed></object></p>
<p>Este Governo tem uma grande vantagem sobre o outro, o que exerce o poder executivo: não ter que pedinchar, de joelhos e com fabricada humildade, uma maioria absoluta em Outubro.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://bibliotecariodebabel.com/geral/governo-sombra/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Seguir o elefante</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/blogosfera/seguir-o-elefante/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/blogosfera/seguir-o-elefante/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2009 11:28:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Blogosfera]]></category>

		<category><![CDATA[José Saramago]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://bibliotecariodebabel.com/?p=4356</guid>
		<description><![CDATA[Poucos meses após o lançamento de A Viagem do Elefante, o mais recente romance do nosso Nobel, a Fundação José Saramago decidiu responder, in loco, às seguintes perguntas:
«Que Portugal viu o elefante Salomão? Que caminhos percorreu, que rios teve que cruzar, em que águas se banhou, que aldeias o acolheram, que pedras, desde então, nos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Poucos meses após o lançamento de <em><a href="http://bibliotecariodebabel.com/geral/memorial-de-salomao/">A Viagem do Elefante</a></em>, o mais recente romance do nosso Nobel, a <a href="http://blog.josesaramago.org">Fundação José Saramago</a> decidiu responder, <em>in loco</em>, às seguintes perguntas:</p>
<blockquote><p>«Que Portugal viu o elefante Salomão? Que caminhos percorreu, que rios teve que cruzar, em que águas se banhou, que aldeias o acolheram, que pedras, desde então, nos esperam?»</p></blockquote>
<p>As respostas começam a ser dadas a partir de hoje, dia 17, numa viagem em grupo, com Saramago como cicerone, pela «rota portuguesa de Salomão»: da cerca de Belém, em Lisboa, até à fronteira com Espanha, em Figueira de Castelo Rodrigo, passando por Constância, Castelo Novo, Fundão, Sortelha, Sabugal e Cidadelhe.<br />
«Será uma viagem por uma paisagem que a mão do homem foi modificando, ainda que as serras e os rios, os campos e o sol sejam os mesmos, e por vilas e aldeias que conservam monumentos que nem o tempo nem tão pouco a mão do homem podem fazer desaparecer. Desses monumentos, naturais ou arquitectónicos, vamos aproximar-nos, para ver se certos recantos de rios, ou campos abertos, ou certas igrejas, ou castelos, ou restos de fortificações conservam memórias dos passos do elefante, esse bicho insólito de que se chegou a discutir se era Deus, embora os reis de Portugal tivessem claro que era apenas uma oferta para fortalecer laços entre monarquias europeias.»<br />
O trajecto desta excursão pode ser acompanhado a par e passo, com textos e fotografias, no blogue <a href="http://aviagemdoelefante.wordpress.com">A Viagem do Elefante - Rota Portuguesa</a>.</p>
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		<item>
		<title>A história do Brasil</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 23:49:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>

		<category><![CDATA[Literatura brasileira]]></category>

		<category><![CDATA[Chico Buarque]]></category>

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		<description><![CDATA[
Leite Derramado
Autor: Chico Buarque
Editora: Dom Quixote
N.º de páginas: 223
ISBN: 978-972-20-3838-6
Ano de publicação: 2009
Eulálio Montenegro d&#8217;Assumpção está deitado na enfermaria de um «hospital infecto». O seu corpo frágil testemunha uma existência centenária que «se alongou além do suportável, como linha que se esgarça». Pobre e solitário, a única coisa que lhe sobra é a memória, mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/leitederramado.bmp"><img rel='domelhor'  src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/leitederramado.bmp" alt="" title="leitederramado" class="alignnone size-full wp-image-4352" /></a></p>
<p><strong>Leite Derramado</strong><br />
<em>Autor:</em> Chico Buarque<br />
<em>Editora:</em> Dom Quixote<br />
<em>N.º de páginas:</em> 223<br />
<em>ISBN:</em> 978-972-20-3838-6<br />
<em>Ano de publicação:</em> 2009</p>
<p>Eulálio Montenegro d&#8217;Assumpção está deitado na enfermaria de um «hospital infecto». O seu corpo frágil testemunha uma existência centenária que «se alongou além do suportável, como linha que se esgarça». Pobre e solitário, a única coisa que lhe sobra é a memória, mas esta tornou-se uma «vasta ferida», um «pandemônio», uma porta aberta por onde entra o passado, sem qualquer ordem cronológica, multiplicando-se em ínfimos detalhes («recordo cada fio de barba do meu avô, que só conheci de um retrato a óleo»), enquanto o presente se estreita, baralha e desfaz.<br />
Mesmo na miséria, Eulálio mantém o aprumo e os tiques de superioridade social, aprendidos numa família em que se falava francês até para pedir o saleiro. À sua volta, só vê «gente desqualificada». O som do televisor está sempre alto demais e as baratas trepam pela parede. Entre a dor e a morfina, entre a vigília e os sonhos a preto-e-branco, ele tenta narrar a sua vida, fixá-la, transmiti-la nunca se sabe bem a quem (porque tanto se dirige às enfermeiras como à filha, tanto barafusta com os médicos como interpela a mãe morta há muitas décadas).<br />
O romance é uma sucessão de monólogos fragmentários e contraditórios, nos quais certas histórias reaparecem insistentemente, mas sempre contadas de outra maneira, a partir de outro ângulo, com outra vibração. A verdade, se existe, é instável. Tudo pode ter sido assim – ou ao contrário. Na cabeça «meio embolada» de Eulálio, os tempos misturam-se, cruzam-se, coalescem. E os espaços também. Já não há palacete em Botafogo, chalé em Copacabana, apartamento na Tijuca, nem fazenda na «raiz da serra» (invadida pela favela), mas no «palavrório» do moribundo eles recuperam o antigo esplendor.<br />
O protagonista de <em>Leite Derramado</em> é a charneira de uma longa linhagem de Eulálios, tradicionalmente próximos das elites e do poder. O tetravô português lutou contra as tropas de Napoleão; o trisavô desembarcou no Rio com a corte de D. João VI; o bisavô foi um barão negreiro; o avô um abolicionista que queria lucrar com o regresso dos escravos a África; e o pai um senador da Primeira República, pródigo nos negócios e nos vícios. A tibieza do narrador marca de certa forma o começo do declínio: depois dele, a filha casa-se com um imigrante italiano de segunda geração; o neto torna-se maoísta (morrendo nas prisões da Ditadura); e o tetraneto trafica drogas, fechando o ciclo da decadência dos Assumpção.<br />
Quer pelo arco temporal abrangido, quer pelo imenso leque de personagens, pode dizer-se que Chico Buarque escreveu uma saga familiar – só que uma saga familiar de câmara: breve, compacta, reduzida ao essencial. Uma das principais virtudes de <em>Leite Derramado</em> é precisamente esse milagre de condensação e leveza, para o qual contribui uma escrita depuradíssima. Outro ponto forte é a articulação feliz entre as experiências individuais e as colectivas. Na história dos Eulálios são sempre legíveis – à transparência – alguns dos momentos capitais dos últimos 200 anos de História do Brasil.<br />
O fulcro do livro, porém, está em Matilde, primeira mulher e único verdadeiro amor do protagonista. É essa figura feminina intangível (capaz de entrar no oceano «como se pulasse corda») que ilumina a solidão de Eulálio. Um dia, desaparece de casa, deixando para trás marido, filha bebé e um mistério (a razão da sua fuga) que reverbera em todas as páginas, como premonitório sinal do caos futuro.<br />
No exercício narrativo quase perfeito que é <em>Budapeste</em>, de 2003, Chico Buarque parecia ter atingido o cume das suas capacidades literárias, mas neste <em>Leite Derramado</em> sobe ainda mais alto e assina um dos melhores romances em língua portuguesa da primeira década do século XXI. </p>
<p><em>Avaliação:</em> 9/10</p>
<p>[Texto publicado no suplemento <em>Actual</em>, do semanário <a href="http://aeiou.expresso.pt/"><em>Expresso</em></a>]</p>
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		<title>Foi há 105 anos</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 12:52:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Um certo senhor (chamado Leopold Bloom) passeou por Dublin, a idolátrica, o seu esplendor. Sobre essa jornada digna de herói homérico, James Joyce disse o que havia a dizer e explicou tudo muito bem explicadinho, aqui.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um certo senhor (chamado Leopold Bloom) passeou por Dublin, a idolátrica, o seu esplendor. Sobre essa jornada digna de herói homérico, James Joyce disse o que havia a dizer e explicou tudo muito bem explicadinho, <a href="http://www.online-literature.com/james_joyce/ulysses/">aqui</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Buenos Aires, Capital Mundial do Livro</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 11:20:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 2011.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,buenos-aires-sera-a-capital-mundial-do-livro-em--2011,387720,0.htm">Em 2011</a>.</p>
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		<title>Lançamento de ‘O Prazer e o Tédio’</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/divulgacao/lancamento-de-o-prazer-e-o-tedio/</link>
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		<pubDate>Mon, 15 Jun 2009 20:52:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Divulgação]]></category>

		<category><![CDATA[José Carlos Barros]]></category>

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		<description><![CDATA[
Amanhã, dia 16, na FNAC Chiado, a partir das 18h30, apresentarei o belíssimo primeiro romance do José Carlos Barros. Para mim, será um prazer (e espero que para a audiência não seja um tédio).
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img rel='domelhor'  src="http://2.bp.blogspot.com/_77R-veQyLCk/SjYzyhEjy1I/AAAAAAAAA0A/8Fbn1hb2GK0/s400/convite_2.jpg" alt="" /></p>
<p>Amanhã, dia 16, na FNAC Chiado, a partir das 18h30, apresentarei o belíssimo primeiro romance do <a href="http://casa-de-cacela.blogspot.com/">José Carlos Barros</a>. Para mim, será um prazer (e espero que para a audiência não seja um tédio).</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Senhor Palomar</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/blogosfera/senhor-palomar/</link>
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		<pubDate>Mon, 15 Jun 2009 15:33:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Blogosfera]]></category>

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		<description><![CDATA[O Senhor Palomar, de Italo Calvino, contemplava ondas na praia, charcutaria fina, um gorila albino no zoo de Barcelona ou um jardim zen em Kyoto. Este Senhor Palomar (menos fechado nas suas abstracções, menos solipsista) contempla livros. E nós agradecemos-lhe o obséquio.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Senhor Palomar, de Italo Calvino, contemplava ondas na praia, charcutaria fina, um gorila albino no <em>zoo</em> de Barcelona ou um jardim <em>zen</em> em Kyoto. Este <a href="http://senhorpalomar.blogspot.com/">Senhor Palomar</a> (menos fechado nas suas abstracções, menos solipsista) contempla livros. E nós agradecemos-lhe o obséquio.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>‘Barroco Tropical’ (booktrailer)</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/barroco-tropical-booktrailer/</link>
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		<pubDate>Mon, 15 Jun 2009 13:27:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[José Eduardo Agualusa]]></category>

		<category><![CDATA[YouTube]]></category>

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		<description><![CDATA[
O mais recente romance de José Eduardo Agualusa, explicado pelo autor.
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			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Z7Q7bsov-I8&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/Z7Q7bsov-I8&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p>O mais recente romance de José Eduardo Agualusa, explicado pelo autor.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Mais uma micronarrativa de Fernando Venâncio</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/convidados/mais-uma-micronarrativa-de-fernando-venancio/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/convidados/mais-uma-micronarrativa-de-fernando-venancio/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 14 Jun 2009 20:35:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Convidados]]></category>

		<category><![CDATA[Fernando Venâncio]]></category>

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		<description><![CDATA[A matrícula
De repente, aquela ideia. Melhor dito, aquela formulação. Essa, que lhe vinha sempre à mente, para sempre de novo se esfumar.
Caminhando, segurando a pasta, procurou nervoso a esferográfica, mais o blocozinho, que nunca largava. Ainda teve que bordejar um carro ali estacionado, até meteu um sapato na lama. Mas tudo preferível a fugir-lhe de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><strong>A matrícula</strong></p>
<p>De repente, aquela ideia. Melhor dito, aquela formulação. Essa, que lhe vinha sempre à mente, para sempre de novo se esfumar.<br />
Caminhando, segurando a pasta, procurou nervoso a esferográfica, mais o blocozinho, que nunca largava. Ainda teve que bordejar um carro ali estacionado, até meteu um sapato na lama. Mas tudo preferível a fugir-lhe de novo a ideia, melhor dito, a formulação.<br />
Parou na beirinha do passeio. Prudentemente, escreveu logo duas palavras centrais da coisa. E passou, absorto, o olhar em volta.<br />
Foi quando recebeu a primeira bala no estômago. Apercebeu-se de que aquilo viera do carro, parado a metros. Olhou em pânico, viu ali um movimento e logo veio o segundo aguilhão, um tudo-nada mais abaixo. Fechou os olhos, largou a pasta, a esferográfica, o blocozinho, e sentiu-se tombando, tombando&#8230;<br />
Não chegou a perceber aquela estupidez de pôr-se a anotar uma matrícula de mafiosos.<br />
<strong>Fernando Venâncio</strong></p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Ecos do debate sobre ‘literatura portátil’</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/ecos-do-debate-sobre-literatura-portatil/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/geral/ecos-do-debate-sobre-literatura-portatil/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 13 Jun 2009 19:45:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[A secção de Livros do portal Sapo esteve presente na conversa sobre micronarrativa em que participei, quarta-feira, na Feira do Livro do Porto. Eis o resumo da sessão. E o link para um vídeo em que leio um dos meus textos brevíssimos, no Auditório já quase vazio (mas que acolhera cerca de 40 pessoas durante [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A secção de Livros do portal Sapo esteve presente na conversa sobre micronarrativa em que participei, quarta-feira, na Feira do Livro do Porto. Eis o <a href="http://livros.sapo.pt/noticias/artigo/3612.html">resumo da sessão</a>. E o <a href="http://livros.sapo.pt/multimedia/videos#NRkmHqt8HAjfP4rb3ohp">link</a> para um vídeo em que leio um dos meus textos brevíssimos, no Auditório já quase vazio (mas que acolhera cerca de 40 pessoas durante o debate).</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Amanhã, na secção de Livros do ‘Actual’</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/amanha-na-seccao-de-livros-do-actual-36/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/geral/amanha-na-seccao-de-livros-do-actual-36/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2009 20:45:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[- Leite Derramado, de Chico Buarque (Dom Quixote), por José Mário Silva
- A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça e outros Contos, de Washington Irving (Tinta da China), por José Guardado Moreira
- Hotel Íris, de Yoko Ogawa (Quetzal), por Luís M. Faria
- Os Olhos de Himmler, de Rui Nunes (Relógio d&#8217;Água), por António Guerreiro
- De A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- <em>Leite Derramado</em>, de Chico Buarque (Dom Quixote), por José Mário Silva<br />
- <em>A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça e outros Contos</em>, de Washington Irving (Tinta da China), por José Guardado Moreira<br />
- <em>Hotel Íris</em>, de Yoko Ogawa (Quetzal), por Luís M. Faria<br />
- <em>Os Olhos de Himmler</em>, de Rui Nunes (Relógio d&#8217;Água), por António Guerreiro<br />
- <em>De A para X</em>, de John Berger (Civilização), por Rogério Casanova<br />
- <em>As Duas Casas</em>, de Ana Teresa Pereira (Relógio d&#8217;Água), por Manuel de Freitas<br />
- <em>Os Adeuses</em>, de Juan Carlos Onetti (Relógio d&#8217;Água), por Ana Cristina Leonardo</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>‘Vamos ouvir José Rodrigues Miguéis’</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/divulgacao/vamos-ouvir-jose-rodrigues-migueis/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/divulgacao/vamos-ouvir-jose-rodrigues-migueis/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2009 14:06:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Divulgação]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://bibliotecariodebabel.com/?p=4333</guid>
		<description><![CDATA[A Fundação José Saramago vai organizar, no dia 15 de Junho, às 18h30, uma homenagem ao autor de A Escola do Paraíso e O Milagre Segundo Salomé, com a presença dos professores David Brookshaw, Duarte Barcelos, José Albino Pereira, Teresa Martins Marques e Onésimo Teotónio de Almeida. Local: Casa do Alentejo (Lisboa).
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Fundação José Saramago vai organizar, no dia 15 de Junho, às 18h30, uma homenagem ao autor de <em>A Escola do Paraíso</em> e <em>O Milagre Segundo Salomé</em>, com a presença dos professores David Brookshaw, Duarte Barcelos, José Albino Pereira, Teresa Martins Marques e Onésimo Teotónio de Almeida. Local: Casa do Alentejo (Lisboa).</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>E se o Twitter perdesse o pio?</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/e-se-o-twitter-perdesse-o-pio/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/geral/e-se-o-twitter-perdesse-o-pio/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2009 11:39:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Muita gente arrancaria os cabelos, outra tanta suspiraria de alívio. Segundo estes senhores, o apocalipse do passarito que debica 140 caracteres de cada vez está muito próximo. E até já tem hora marcada: acontecerá no domingo, durante a manhã, por uma razão um bocado estapafúrdia que faz lembrar o chamado «bug do milénio». O «bug [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muita gente arrancaria os cabelos, outra tanta suspiraria de alívio. Segundo <a href="http://www.twitpocalypse.com/">estes senhores</a>, o apocalipse do <a href="http://twitter.com/">passarito que debica 140 caracteres de cada vez</a> está muito próximo. E até já tem hora marcada: acontecerá no domingo, durante a manhã, por uma razão um bocado estapafúrdia que faz lembrar o chamado «<em>bug</em> do milénio». O «<em>bug</em> do milénio», aquele que não deu em nada, lembram-se? Pois. Pensando melhor, acho que não há assim tanta razão para alarme. Como explicarei, no <a href="http://twitter.com/">Twitter</a>, lá para segunda-feira.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://bibliotecariodebabel.com/geral/e-se-o-twitter-perdesse-o-pio/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Um poema de Paulo Teixeira</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/um-poema-de-paulo-teixeira/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/geral/um-poema-de-paulo-teixeira/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2009 10:39:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[Paulo Teixeira]]></category>

		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://bibliotecariodebabel.com/?p=4327</guid>
		<description><![CDATA[CARTA PARA W. H. AUDEN (II)
Ao tornar-me contemporâneo
queria harmonizar esse gesto
blasé com a realidade do tempo.
Nua de símbolos e alusões é a poesia
no tempo do circuito integrado.
E, como tu mesmo disseste,
não se saberia inventá-la
se morresse o último poeta.
Hoje somos todos libertinos.
Netos-sobrinhos de Don Juan e de Lola Montez,
realizadores de pornografia caseira
no vídeo e no telemóvel.
Diários [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>CARTA PARA W. H. AUDEN (II)</p>
<p><em>Ao tornar-me contemporâneo<br />
queria harmonizar esse gesto</em><br />
blasé <em>com a realidade do tempo.</p>
<p>Nua de símbolos e alusões é a poesia<br />
no tempo do circuito integrado.<br />
E, como tu mesmo disseste,</p>
<p>não se saberia inventá-la<br />
se morresse o último poeta.<br />
Hoje somos todos libertinos.</p>
<p>Netos-sobrinhos de Don Juan e de Lola Montez,<br />
realizadores de pornografia caseira<br />
no vídeo e no telemóvel.</p>
<p>Diários do eu hipertrofiado,<br />
com os seus solilóquios e urgências,<br />
ao desenhar deltóides no espelho.</p>
<p>Vamos levados no fluxo das sensações,<br />
entre rótulos, etiquetas<br />
e outros objectos de veneração.</p>
<p>Os prazeres da nova nomenclatura:<br />
opas hostis, êxtase em pastilhas,<br />
trigo transgénico, células estaminais.</p>
<p>O futuro é da biotecnologia,<br />
dos clones, das formas mutantes.<br />
Nascesse outra vez e Mengele seria feliz.</p>
<p>Enquanto no outro lado do mundo<br />
prossegue a narrativa da fome,<br />
a migração dos novos suplicantes.</p>
<p>Despovoadas as regiões da metafísica,<br />
não sobrou amostra de idealismo<br />
(alemão). Deus, privado de uso,</p>
<p>não chega hoje a co-autor da Criação.<br />
Mas há por todo o lado um olho<br />
no alto que nos espreita.</em></p>
<p>[in O Anel do Poço, Caminho, 2009]</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Until it begins to shine</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Jun 2009 22:37:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[
[Roubado daqui.]
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img rel='domelhor'  src="http://2.bp.blogspot.com/_QphGc5DYCFw/SjDp_2pUa-I/AAAAAAAAAvA/B7UF9JesXEA/s400/writing.jpg" alt="" /></p>
<p>[Roubado <a href="http://atrama.blogspot.com/">daqui</a>.]</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Porto vs. Lisboa (em autógrafos)</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Jun 2009 19:35:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Como no futebol, o Porto ganhou: 3-1.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como no futebol, o Porto ganhou: 3-1.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Sob o signo de Camões</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Jun 2009 10:54:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[José Luiz Tavares]]></category>

		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Um poema de José Luiz Tavares, no dia de Luiz Vaz:
RETRATO DO POETA
AOS QUARENTA E DOIS
Quarenta e mais dois são os contados
anos, de parcos milagres, nulas maravilhas,
créditos de quantos dias hipotecaste
ao fingido desvelo dessa mão afoita.
Partias. E eram já estendal de arroteado pó
as várzeas de vário verde, lêveda lembrança
de quando vós, senhora de navegáveis curvaturas,
vos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um poema de José Luiz Tavares, no dia de Luiz Vaz:</p>
<blockquote><p>RETRATO DO POETA<br />
AOS QUARENTA E DOIS</br><br />
<em>Quarenta e mais dois são os contados<br />
anos, de parcos milagres, nulas maravilhas,<br />
créditos de quantos dias hipotecaste<br />
ao fingido desvelo dessa mão afoita.</br><br />
Partias. E eram já estendal de arroteado pó<br />
as várzeas de vário verde, lêveda lembrança<br />
de quando vós, senhora de navegáveis curvaturas,<br />
vos arregaçáveis, estendida sobre um dealbado<br />
chão de sargaços, para a impante glória<br />
desse atamancado coração<br />
rendido à ressaca que o rilha p’la calada.</br><br />
Quarenta e mais dois, não de enganos tantos,<br />
mas da certeza que estar vivo é soluço<br />
que descamba em ruivos dessangrados versos,<br />
suados colhões belicosos, inda tão lembrados<br />
dos desvelos, amorios — ó mistério de leveza —<br />
que lhes davam mãos perdulárias<br />
à mesa posta da penúria.</br><br />
Quarenta e mais dois, e eis-te desconforme<br />
ao ar do tempo, cão que ainda se eriça<br />
ao tartamudo rilhar do vento à flor das gáveas,<br />
ao arfar recidivo e rombo,<br />
à sílica golfando nos costados lacerados.</br><br />
Céus de lua nova, dai-lhe um firme ombro<br />
para os súbitos rasgões da saudade,<br />
arte para quanta ginga a vida requeira<br />
— embora a bigorna dos meses crepite<br />
silenciosa nos alveólos, aos quarenta e mais dois,<br />
dores, tirando certos avulsos cagaços,<br />
apenas as poeticamente repartidas por alguns<br />
celebrados livros que lhe não fizeram mais<br />
refinado em meio a tanta cabronada.</br><br />
Quarenta e mais dois, quase novo, quase velho<br />
o rosto que sombriamente o espelho lhe devolve,<br />
mas ainda não menos impoluto que o infante ranhoso<br />
dos valados, por isso, ó vós castrados para a vida,<br />
vós que tendes por expertise a salivante<br />
arte do broche, tomai lá disto em forma de pum<br />
e remoei-lo, ó vorazes milhafres do zunzum,<br />
tal cautério para a vossa angústia de capados.</em></br><br />
<strong>José Luiz Tavares</strong></p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Cara lavada</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/blogosfera/cara-lavada-2/</link>
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		<pubDate>Wed, 10 Jun 2009 07:47:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Blogosfera]]></category>

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		<description><![CDATA[Muito catita, a nova imagem do Blogtailors (isto é, o cabeçalho made by Pedro Vieira).
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muito catita, a nova imagem do <a href="http://www.blogtailors.blogspot.com/">Blogtailors</a> (isto é, o cabeçalho <em>made by</em> <a href="http://irmaolucia.blogspot.com/">Pedro Vieira</a>).</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Ao cuidado dos leitores do Grande Porto</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/ao-cuidado-dos-leitores-do-grande-porto/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/geral/ao-cuidado-dos-leitores-do-grande-porto/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 09 Jun 2009 22:19:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[Luz Indecisa]]></category>

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		<description><![CDATA[Amanhã, dia 10, entre as 17h00 e as 18h20, estarei no espaço LeYa da Feira do Livro do Porto para uma sessão de autógrafos (Luz Indecisa).
Apareçam.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Amanhã, dia 10, entre as 17h00 e as 18h20, estarei no <a href="http://blogtailors.blogspot.com/2009/06/diario-da-feira-do-livro-do-porto-praca.html">espaço LeYa</a> da Feira do Livro do Porto para uma sessão de autógrafos (<em><a href="http://bibliotecariodebabel.com/tag/luz-indecisa/">Luz Indecisa</a></em>).<br />
Apareçam.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Isabel d’Ávila Winter e Miguel Gullander finalistas dos Prémios Talento 2008</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/isabel-davila-winter-finalista-dos-premios-talento-2008/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/geral/isabel-davila-winter-finalista-dos-premios-talento-2008/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 09 Jun 2009 21:45:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[Isabel d'Ávila Winter]]></category>

		<category><![CDATA[Miguel Gullander]]></category>

		<category><![CDATA[Prémios]]></category>

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		<description><![CDATA[
Foto: Elleni Toumpas

Foto: revista Época
A escritora Isabel d&#8217;Ávila Winter, que vive na Austrália (Brisbane) e publicou no ano passado um romance na QuidNovi (Dona Stella e as Suas Rivais), acaba de ser nomeada finalista dos Prémios Talento 2008 na categoria de Literatura, juntamente com Miguel Gullander (Angola), editado pela Dom Quixote (Perdido de Volta), e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/isabel_davila_por_elleni_toumpas.jpg"><img rel='domelhor'  src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/isabel_davila_por_elleni_toumpas.jpg" alt="" title="isabel_davila_por_elleni_toumpas" width="267" height="400" class="alignnone size-full wp-image-4293" /></a><br />
<em>Foto: Elleni Toumpas</em><br />
<img src="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/foto/0,,14829555,00.jpg" alt="" /><br />
<em>Foto: <a href="http://revistaepoca.globo.com/">revista Época</a></em></p>
<p>A escritora Isabel d&#8217;Ávila Winter, que vive na Austrália (Brisbane) e publicou no ano passado um romance na QuidNovi (<em><a href="https://www.bertrand.pt/catalogo/detalhes_produto.php?id=104572">Dona Stella e as Suas Rivais</a></em>), acaba de ser nomeada finalista dos Prémios Talento 2008 na categoria de Literatura, juntamente com Miguel Gullander (Angola), editado pela Dom Quixote (<em><a href="http://www.dquixote.pt/catalogo.html?q=Perdido+de+volta">Perdido de Volta</a></em>), e Anthony de Sá (Toronto). Os Prémios Talento, instituídos pela Secretaria de Estado das Comunidades, distinguem portugueses residentes no estrangeiro (ou luso-descendentes) que se notabilizaram, durante o ano, em diversas áreas. Lista completa dos finalistas <a href="http://www.secomunidades.pt/web/guest/regptalento2008">aqui</a>.<br />
A gala oficial está marcada para 26 de Junho, no Convento do Beato (Lisboa), e será transmitida em directo pela RTP, RTP Internacional e RTP África.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Micronarrativa em debate</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/divulgacao/micronarrativa-em-debate/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/divulgacao/micronarrativa-em-debate/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 09 Jun 2009 21:32:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Divulgação]]></category>

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		<description><![CDATA[Amanhã, pelas 18h30, participarei com Rui Manuel Amaral e Rui Costa num debate intitulado &#8220;Literatura Portátil: a nova micro-ficção portuguesa&#8221;, no Auditório da Feira do Livro do Porto. Henrique Manuel Bento Fialho moderará a conversa.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Amanhã, pelas 18h30, participarei com <a href="http://last-tapes.blogspot.com/">Rui Manuel Amaral</a> e Rui Costa num debate intitulado &#8220;Literatura Portátil: a nova micro-ficção portuguesa&#8221;, no Auditório da Feira do Livro do Porto. <a href="http://antologiadoesquecimento.blogspot.com/">Henrique Manuel Bento Fialho</a> moderará a conversa.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A maldição dominicana</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/criticas/a-maldicao-dominicana/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/criticas/a-maldicao-dominicana/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 09 Jun 2009 11:47:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>

		<category><![CDATA[Junot Díaz]]></category>

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		<description><![CDATA[
A Breve e Assombrosa Vida de Oscar Wao
Autor: Junot Díaz
Título original: The Brief Wondrous Life of Oscar Wao
Tradução: Victor Cabral
Editora: Porto Editora
N.º de páginas: 294
ISBN: 978-972-0-04148-7
Ano de publicação: 2009
Quando se estreou com uma colectânea de dez contos breves (Drown), em 1996, Junot Díaz foi logo saudado pela crítica literária mais exigente e apontado como uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img rel='domelhor'  src="http://images.portoeditora.pt/getresourcesservlet/image?EBbDj3QnkSUjgBOkfaUbsI8xBp%2F033q5Xpv56y8baM5DEWhzEYG5c39gDs2vlBom&#038;width=175" alt="" /></p>
<p><strong>A Breve e Assombrosa Vida de Oscar Wao</strong><br />
<em>Autor:</em> Junot Díaz<br />
<em>Título original: The Brief Wondrous Life of Oscar Wao</em><br />
<em>Tradução:</em> Victor Cabral<br />
<em>Editora:</em> Porto Editora<br />
<em>N.º de páginas:</em> 294<br />
<em>ISBN:</em> 978-972-0-04148-7<br />
<em>Ano de publicação:</em> 2009</p>
<p>Quando se estreou com uma colectânea de dez contos breves (<em>Drown</em>), em 1996, Junot Díaz foi logo saudado pela crítica literária mais exigente e apontado como uma das maiores esperanças da literatura norte-americana contemporânea (um daqueles epítetos que já assassinaram, à nascença, muitos talentos; mas, felizmente, não este). Nas suas narrativas sobre rapazes dominicanos à procura de rumo nas margens da sociedade, prosas ao mesmo tempo cruas e líricas, Díaz distinguia-se tanto por um extraordinário domínio da linguagem como pelo modo subtil como subvertia os estereótipos associados à comunidade a que pertence: a dos imigrantes latinos. Em <em>Aurora</em>, por exemplo, um conto seleccionado por Richard Ford para o <em>The Granta Book of the American Short Story</em> (2007), assistimos, em curtos fragmentos, à história de amor e violência que une um <em>dealer</em> e uma rapariga sem tino, em apartamentos vazios que ocupam às escondidas, enquanto alimentam, contra todas as evidências, o sonho de se parecerem com «pessoas normais».<br />
Protagonista de <em>A Breve e Assombrosa Vida de Oscar Wao</em>, o muito aguardado primeiro romance de Díaz, que só viu a luz 11 anos após <em>Drown</em> (compensando a longa espera com uma braçada de prémios, do National Book Critics Circle Award ao Pulitzer de Ficção), Oscar também não corresponde à imagem de uma «pessoa normal». Rapazinho obeso e cheio de complexos, ele é um «cromo» típico, um «introvertido social» viciado em livros de ficção científica, filmes apocalípticos e paixões platónicas. Em vez de sair para fazer asneiras, como os outros miúdos da sua idade, fecha-se em casa a escrever, deixando que o tempo passe e que se agigante o seu maior temor: ficar virgem para sempre. Uma perspectiva sombria, agravada pelo facto de ser «contra as leis da Natureza que um dominicano morra sem foder pelo menos uma vez».<br />
A esta linha narrativa principal, patética e divertida, Díaz sobrepõe outras, de tons mais negros ou brutalmente trágicos. Se a família de Oscar vive em New Jersey, as raízes continuam na República Dominicana, onde a mãe e a <em>abuela</em>, La Inca, sofreram na pele o terror inominável da ditadura de Rafael Leónidas Trujillo e seus sequazes. De uma forma ou de outra, tanto Oscar como os seus parentes são «filhos» do <em>fukú</em>, a maldição milenar que Colombo terá trazido para o Novo Mundo e de que Santo Domingo foi o «<em>Ground Zero</em>». É o percurso desse <em>fukú</em>, real ou metafórico, que o romance mapeia, com um fulgor contagiante e assimilando tudo pelo caminho, do calão dos subúrbios à cultura <em>pop</em>, de referências inesperadas (videojogos e muito Tolkien) a exercícios meta-literários dignos de David Foster Wallace (as quilométricas notas de rodapé).<br />
Em suma, Junot Díaz fez jus às esperanças que nele foram depositadas. Contudo, ao escrever numa espécie de <em>spanglish</em> e ao torcer a sintaxe (ou as expressões idiomáticas) até ao limite, também complicou muitíssimo o trabalho dos tradutores. Há uma parte da energia e do brilho deste livro que se perderá sempre na passagem para outras línguas. No caso português, Victor Cabral conseguiu manter quase sempre o ritmo e a respiração originais, embora o seu esforço fique manchado por algumas imprecisões («peruviano» em vez de peruano, por exemplo) e erros de palmatória («plátano» em vez de banana).  </p>
<p><em>Avaliação:</em> 8,5/10</p>
<p>[Texto publicado no suplemento <em>Actual</em>, do semanário <a href="http://aeiou.expresso.pt/"><em>Expresso</em></a>]</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>‘História Devida’ (2)</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/historia-devida-2/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/geral/historia-devida-2/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 09 Jun 2009 08:04:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[O podcast da minha conversa com Miguel Guilherme e Inês Fonseca Santos já está disponível. Aqui.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <em>podcast</em> da minha <a href="http://bibliotecariodebabel.com/geral/a-historia-devida/">conversa com Miguel Guilherme e Inês Fonseca Santos</a> já está disponível. <a href="http://tv1.rtp.pt/programas-rtp/index.php?e_id=&#038;c_id=1&#038;dif=radio&#038;p_id=2145">Aqui</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Quatro poemas de Arménio Vieira</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/geral/quatro-poemas-de-armenio-vieira/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/geral/quatro-poemas-de-armenio-vieira/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2009 23:43:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[Arménio Vieira]]></category>

		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[LISBOA – 1971
                                          A Ovídio Martins e Oswaldo Osório
Em verdade Lisboa não estava ali [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>LISBOA – 1971</p>
<p>                                          A Ovídio Martins e Oswaldo Osório</p>
<p><em>Em verdade Lisboa não estava ali para nos saudar.</p>
<p>Eis-nos enfim transidos e quase perdidos<br />
no meio de guardas e aviões da Portela</p>
<p>Em verdade éramos o gado mais pobre<br />
d’África trazido àquele lugar<br />
e como folhas varridas pela vassoura do vento<br />
nossos paramentos de presunção e de casta.</p>
<p>E quando mais tarde surpreendemos o espanto<br />
da mulher que vendia maçãs<br />
e queria saber d’onde… ao que vínhamos<br />
descobrimos o logro a circular no coração do Império.</p>
<p>Porém o desencanto, que desce ao peito<br />
e trepa a montanha,<br />
necessita da levedura que o tempo fornece.</p>
<p>E num camião, por entre caixotes e resquícios da véspera,<br />
fomos seguindo nosso destino<br />
naquela manhã friorenta e molhada por chuviscos d&#8217;inverno.</em></p>
<p>***</p>
<p><em>Graças dou por Bento Spinoza<br />
e também por Mallarmé,<br />
já que ambos, em seu tempo<br />
e seu lugar, viram o que jazia<br />
oculto sob a máscara da Esfinge.</p>
<p>Sem se importar mesmo nada<br />
com a maldição lançada pelos<br />
rabinos lá do gueto, um judeu<br />
de olhos meigos como as rolas<br />
percebeu que os rios, o mar<br />
e o firmamento não são meros<br />
algarismos em que o Número<br />
se divide, pelo que se torna<br />
redundante dizer que há Deus e Natureza.</p>
<p>Esse ponto em que o texto como um rio<br />
se desdobra e, nítido, surge o poema,<br />
só se vê num mapa que Mallarmé doou<br />
aos filhos que teve com a Musa.</em></p>
<p>***</p>
<p><em>Não há guarda-chuva, João,<br />
contra o suão que em Setembro<br />
é uma vespa mordendo<br />
como se para o martírio<br />
não bastasse o calor e a secura.<br />
Tão duro é o suão<br />
que, embora não tenha um som,<br />
se porventura o tivesse,<br />
jamais seria o som<br />
da chuva, que, ainda que molhe<br />
e mate, nunca mata queimando.<br />
Quiça o som de uma pedra<br />
noutra pedra batendo,<br />
talvez fosse esse o som<br />
se acaso o suão, que é mudo,<br />
soltando-se, soasse.</em></p>
<p>***</p>
<p>CONSTRUÇÃO NA VERTICAL</p>
<p><em>Com pauzinhos de fósforo<br />
podes construir um poema.</p>
<p>Mas atenção: o uso da cola<br />
estragaria o teu poema.</p>
<p>Não tremas: o teu coração,<br />
ainda mais que a tua mão,<br />
pode trair-te. Cuidado!</p>
<p>Um poema assim é árduo.<br />
Sem cola e na vertical,<br />
pode levar uma eternidade.</p>
<p>Quando estiver concluído,<br />
não assines, o poema não é teu.</em></p>
<p>[Textos retirados de uma antologia, ainda inédita, organizada por José Luiz Tavares]</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://bibliotecariodebabel.com/geral/quatro-poemas-de-armenio-vieira/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Bouquet de estrelas para Arménio Vieira, dito conde, rei à nossa maneira [por um compatriota, longe da pátria]</title>
		<link>http://bibliotecariodebabel.com/convidados/bouquet-de-estrelas-para-armenio-vieira-dito-conde-rei-a-nossa-maneira-por-um-compatriota-longe-da-patria/</link>
		<comments>http://bibliotecariodebabel.com/convidados/bouquet-de-estrelas-para-armenio-vieira-dito-conde-rei-a-nossa-maneira-por-um-compatriota-longe-da-patria/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2009 23:32:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Convidados]]></category>

		<category><![CDATA[Arménio Vieira]]></category>

		<category><![CDATA[José Luiz Tavares]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://bibliotecariodebabel.com/?p=4279</guid>
		<description><![CDATA[
Mais do que justa é a atribuição do prémio Camões ao poeta Arménio Vieira, senhor duma obra sólida, ainda que escassa. Em meio às pressões identitárias e à vociferação tribunícia, que tempos e circunstâncias impuseram a outros menos radicais na assumpção da condição criadora, Arménio Vieira soube abrir-se à universalidade estética e pensante, sem no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img rel='domelhor'  src="http://2.bp.blogspot.com/_WG_n5avdLFY/R53XoZOdXaI/AAAAAAAAA-k/Qm1jQ5fv59c/s200/ArmenioVieira.jpg" alt="" /></p>
<p>Mais do que justa é a <a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1384638">atribuição do prémio Camões ao poeta Arménio Vieira</a>, senhor duma obra sólida, ainda que escassa. Em meio às pressões identitárias e à vociferação tribunícia, que tempos e circunstâncias impuseram a outros menos radicais na assumpção da condição criadora, Arménio Vieira soube abrir-se à universalidade estética e pensante, sem no entanto deixar de reflectir nas suas obras as atribulações existenciais e as particularidades antropológicas do ser-se caboverdiano.<br />
Embora se possa tomar este prémio como uma reparação devida, ainda que tardia, à literatura caboverdiana, ele é, indubitavelmente, o coroar da obra daquele que dentre nós encarnava por excelência a figura e condição de poeta, e não nobilita, por atacado, toda a produção literária do arquipélago.<br />
Talvez a pátria suspirasse por outros mais conformes aos ditames e cânones da monocultura identitária, a esses que de tanto fincar os pés perderam de vista o horizonte longínquo, como postula um dos meus grandes mestres, o irlandês Seamus Heaney, neste verso, minha divisa e meu lema: «<em>vai para além da segurança do que te é conhecido</em>».<br />
A ele, condor de largo voo, inolvidável coveiro da literatura gastronómica, nobre oficiante das horas salerosas do Cachito e Café Sofia, impoluto cobridor das fêmeas tresmalhadas, a ele nunca lhe foi horizonte o arrazoado folclórico-etnológico, mas o irredutível humano condensado na totalidade dos signos, onde a articulação entre reflexão e sentimento, aliada à discreta inteligência metapoética, são a afirmação extrema do que ainda nos sustém e poderemos chamar, no desconforto de um tempo de imundície terror e morte, beleza.<br />
<strong>José Luiz Tavares</strong></p>
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		<title>‘A História Devida’</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Jun 2009 07:47:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Em dia de eleições europeias, vou estar à conversa com a Inês Fonseca Santos e o Miguel Guilherme no <a href="http://ahistoriadevida.blogs.sapo.pt/">programa de rádio que ambos apresentam todos os domingos</a>, depois do noticiário das 13h00, na Antena 1. Falaremos de memórias (e da forma como podem caber na literatura), de acasos, de poesia, o Miguel lerá uma história sobre matrículas de automóveis (isto é, sobre a mania que eu tinha de as contar quando era miúdo), haverá ainda música: Franz Schubert, <a href="http://www.thedivinecomedy.com/">The Divine Comedy</a>, <a href="http://lhasadesela.com/lhasa_de_sela/menu.php?lang=en">Lhasa de Sela</a>.<br />
A quem quiser ouvir, sugiro: primeiro vote, depois <a href="http://tv1.rtp.pt/programas-rtp/index.php?e_id=&#038;c_id=1&#038;dif=radio&#038;p_id=2145">sintonize</a>.</p>
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		<title>Lembrete</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Jun 2009 12:32:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Mário Silva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Divulgação]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais logo (18h30), na Livraria Bertrand do Chiado, debate sobre a «arte da viagem» e os «livros como passaporte». Participam Maria Filomena Mónica, José Eduardo Agualusa e Paulo Moura. A moderação é de Anabela Mota Ribeiro.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais logo (18h30), na Livraria Bertrand do Chiado, debate sobre a «arte da viagem» e os «livros como passaporte». Participam Maria Filomena Mónica, José Eduardo Agualusa e Paulo Moura. A moderação é de Anabela Mota Ribeiro.</p>
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