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<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/atom10full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" gd:etag="W/&quot;C0QBRX8zcCp7ImA9WhRVFUg.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3549948187802910658</id><updated>2012-01-14T12:29:14.188-02:00</updated><category term="Mochilando" /><category term="Literando" /><category term="Retratos" /><title>blog do gorgem</title><subtitle type="html" /><link rel="http://schemas.google.com/g/2005#feed" type="application/atom+xml" href="http://gorgem.blogspot.com/feeds/posts/default" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://gorgem.blogspot.com/" /><link rel="next" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549948187802910658/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false&amp;v=2" /><author><name>Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03189896859306781636</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_BOmT6qI_2iI/S0vcKQoiWeI/AAAAAAAAGh8/laCB4IVoZ_Y/S220/DSC00027b.jpg" /></author><generator version="7.00" uri="http://www.blogger.com">Blogger</generator><openSearch:totalResults>686</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/atom+xml" href="http://feeds.feedburner.com/BlogDoGorgem" /><feedburner:info uri="blogdogorgem" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><entry gd:etag="W/&quot;D08ARXk-fCp7ImA9WhRWFUg.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3549948187802910658.post-8986447702223526351</id><published>2012-01-02T23:56:00.000-02:00</published><updated>2012-01-02T23:57:24.754-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-02T23:57:24.754-02:00</app:edited><title>Assim terminou 2011...</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-KvniKY5AIu0/TwJgCRfLTkI/AAAAAAAAOgU/_JwYR2hG3Rs/s1600/DSC03295.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://4.bp.blogspot.com/-KvniKY5AIu0/TwJgCRfLTkI/AAAAAAAAOgU/_JwYR2hG3Rs/s400/DSC03295.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E assim começou 2012:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-1pCdAEC9j4U/TwJgQfEaZRI/AAAAAAAAOgg/NWBulQgcb7k/s1600/DSC03314.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://4.bp.blogspot.com/-1pCdAEC9j4U/TwJgQfEaZRI/AAAAAAAAOgg/NWBulQgcb7k/s400/DSC03314.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3549948187802910658-8986447702223526351?l=gorgem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/A-EEbVbNZ928Mv2BnBO6okEefjo/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/A-EEbVbNZ928Mv2BnBO6okEefjo/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/A-EEbVbNZ928Mv2BnBO6okEefjo/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/A-EEbVbNZ928Mv2BnBO6okEefjo/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogDoGorgem/~4/-w60W2tN9Pc" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://gorgem.blogspot.com/feeds/8986447702223526351/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3549948187802910658&amp;postID=8986447702223526351&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549948187802910658/posts/default/8986447702223526351?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549948187802910658/posts/default/8986447702223526351?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/BlogDoGorgem/~3/-w60W2tN9Pc/assim-terminou-2011.html" title="Assim terminou 2011..." /><author><name>Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03189896859306781636</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_BOmT6qI_2iI/S0vcKQoiWeI/AAAAAAAAGh8/laCB4IVoZ_Y/S220/DSC00027b.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-KvniKY5AIu0/TwJgCRfLTkI/AAAAAAAAOgU/_JwYR2hG3Rs/s72-c/DSC03295.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://gorgem.blogspot.com/2012/01/assim-terminou-2011.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;AkUMQXY_fCp7ImA9WhdaGEQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3549948187802910658.post-2580990942761586418</id><published>2011-10-28T22:38:00.001-02:00</published><updated>2011-10-29T12:24:40.844-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-10-29T12:24:40.844-02:00</app:edited><title>I don't want to be apart of it, São Paulo, São Paulo</title><content type="html">Não é por demorar cinquenta minutos, de carro, num trajeto que demoraria quinze: de metrô eu também pensaria tudo o que pensei sobre o dia e a semana que tive, com o adicional de que ainda ouviria outras pessoas trazendo suas percepções [leia-se &lt;i&gt;reclamações&lt;/i&gt;] sobre o trabalho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Veja bem: não é sobre o &lt;i&gt;emprego&lt;/i&gt;; é sobre o &lt;i&gt;trabalho&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se não todas, boa parte delas - a grande maioria - associada a alguma observação sobre o trabalho &lt;i&gt;em São Paulo&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É raro ser feliz no trabalho nesta cidade. É terrivelmente difícil ser feliz nesta cidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conversando com minha namorada no começo da semana, comentávamos surpresos sobre o prazer com que trabalhavam os funcionários da pousada onde nos hospedamos durante uma viagem no final de semana. Em resumo, vimos sorrisos sinceros nos rostos e prazer em cada gesto, coisa que não se vê em São Paulo. Traziam uma agradável e leve sensação que nunca sinto aqui.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aquele fato ratifica&amp;nbsp;uma muito interessante e perceptível observação que ela fez (a partir de seus conhecimentos e suas crenças - das quais muitas eu compartilho), de que o espírito desta cidade é puramente voltado ao material.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta cidade não é leve. Ela é escura (não falo de cores) e tem um ar pesado (não falo de física). Até o sol e a chuva são diferentes e não trazem prazer pleno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aqui, busca-se atender a desejos financeiros. Comprar, consumir, ter e mostrar. &lt;i&gt;Sonho&lt;/i&gt;, em São Paulo, se confunde com &lt;i&gt;sonho de consumo&lt;/i&gt;. E quanto mais se almeja e mais se apega ao material, menos importa a essência do que [deveria] completar o cotidiano: a felicidade e o amor; a plena realização. Quanto mais se ama as coisas materiais, menos se ama as pessoas. Não só por aqui. Mas aqui é assim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não conheço, sinceramente, ninguém que esteja totalmente satisfeito com a vida que tem em São Paulo. Muito disso, sem dúvida, é reflexo da vida profissional que leva. Afinal, é a cidade do trabalho. Motivos pra reclamar não faltam: é o chefe, é o sistema, é o RH, é aquele bando de incompetente que trabalha junto, é aquele lá que tenta te passar a perna, é o computador que é lerdo, é a liberdade que falta, é a falta de perspectiva que assombra, é o salário que é baixo, é a falta de reconhecimento, é a exploração, é um monte de coisa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E aí vem um qualquer e diz que antes de reclamar, a gente tem que observar se o problema não está na gente mesmo. Com tanta gente reclamando, com tanta gente sofrendo, o problema, então, está em cada um?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não é mole ouvir isso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ouço que preciso ter paciência. Que preciso ser honesto, que devo dar o meu melhor. Que devo agradecer porque há quem não tenha sequer um emprego. Que eu devo me acalmar, pois "o mercado é assim".&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ouvi dizer também que só dorme tranquilo quem tem a consciência limpa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu tenho a consciência limpa pois pratico ter mais paciência, pratico &lt;b&gt;sempre&lt;/b&gt; a honestidade, dou sempre meu máximo e agradeço pelo emprego que tenho. Sigo as boas recomendações. Mas o mercado é assim, olha só: quem faz tudo isso vive estressado, pois só dorme tranquilo quem não está nem aí pra nada e pra ninguém e pouco se incomoda com o esforço e com a boa relação e o impacto das ações - ou falta delas (inclusive as mínimas e essenciais: aquilo para o que a pessoa foi contratada) - para aqueles com quem se divide o ambiente de trabalho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tem gente que nem pensa na consequência do que faz ou do que fala.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se bem que às vezes o impacto é tão espetacular, que o que era uma fala ou atitude inconsequente passa a parecer algo minimamente calculado. O inconsequente passa a parecer consequente, de tão mal que acaba fazendo para o outro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Primeira pausa pra lembrar do chefe que te humilha ou: que não te dá valor; que te sobrecarrega; que não te orienta; que não assume o papel que tem; que não tem nada a ensinar; que faz o sucesso em cima de seu trabalho; que te inveja; que impede o teu sorriso; que só atende o puxa-saco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outra pausa, pra lembrar desse tal puxa-saco: que não faz nada (ou que faz muito menos que você) mas tem maior salário; que rouba suas ideias e leva o mérito; que não se dedica enquanto você se esforça; que espalha um erro do outro, mas esconde - e não assume - o próprio; que faz fofoca; que pouco se importa com a equipe; que é muito mais tranquilo que você; que rouba da empresa mas tem discurso de santo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Problemas no trabalho não são exclusivos de São Paulo. Mas aqui, a selva de pedra - a cidade de concreto - no fundo é um brejo, de tanto sapo que se engole.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O problema da cidade, no fundo, não é o trabalho. São as pessoas. Que absorvem e ostentam esse espírito escuro, pesado, consumista, egoísta e "inconsequentemente consequente" que a cidade tem. Que alimentam esse clima. O problema de São Paulo é que todo mundo pensa como cada um. Não existe &lt;i&gt;nós&lt;/i&gt;, aqui. E não adianta dizer que "tem que se observar pra ver se o problema não é você mesmo": quando dizem isso, não é pra que eu - e você e todo mundo - tente mudar pra que, no fim, mudando todo mundo, a cidade mude também; pedem pra que eu me observe para que eu passe a &lt;i&gt;aceitar&lt;/i&gt; tudo isso. "A vida, meu caro, é assim".&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não, a vida não é assim. Aqui é assim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O problema é que em São Paulo todos sabem disso, mas quem está errado é aquele que se incomoda. E os incomodados que se mudem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3549948187802910658-2580990942761586418?l=gorgem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/l_aRhVnhIkTf-68vTk5bxg3mYj0/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/l_aRhVnhIkTf-68vTk5bxg3mYj0/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/l_aRhVnhIkTf-68vTk5bxg3mYj0/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/l_aRhVnhIkTf-68vTk5bxg3mYj0/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogDoGorgem/~4/FJ9Bm1kd2HY" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://gorgem.blogspot.com/feeds/2580990942761586418/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3549948187802910658&amp;postID=2580990942761586418&amp;isPopup=true" title="3 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549948187802910658/posts/default/2580990942761586418?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549948187802910658/posts/default/2580990942761586418?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/BlogDoGorgem/~3/FJ9Bm1kd2HY/i-dont-want-to-be-apart-of-it-sao-paulo.html" title="I don't want to be apart of it, São Paulo, São Paulo" /><author><name>Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03189896859306781636</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_BOmT6qI_2iI/S0vcKQoiWeI/AAAAAAAAGh8/laCB4IVoZ_Y/S220/DSC00027b.jpg" /></author><thr:total>3</thr:total><feedburner:origLink>http://gorgem.blogspot.com/2011/10/i-dont-want-to-be-apart-of-it-sao-paulo.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0YHSHkzcCp7ImA9WhdaFkU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3549948187802910658.post-3782145979086462612</id><published>2011-10-27T01:12:00.000-02:00</published><updated>2011-10-27T01:12:19.788-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-10-27T01:12:19.788-02:00</app:edited><title>Téo - Ato final</title><content type="html">Quando se cria um blog e seus amigos gostam do que você escreve, a necessidade de fazer das atualizações um hábito torna a prática menos prazerosa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Amigos, no caso em questão, passam a ser todos aqueles que leram ao menos uma linha de algum texto e que tiveram vontade de ler um pouco mais. Mesmo que eu não conheça pessoalmente. Nem que eu nunca tenha visto ou saiba, um dia, quem é.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Meu medo é o de fazer disso tudo uma obrigação. E hoje, vejo que escrever sobre o Téo por aqui foi em certo ponto um erro. O terceiro ato, em particular, fiz sem o coração que tive no segundo ato. Eu devia ter parado ali.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tenho o projeto de um livro, um romance. Um projeto mal acabado, no qual tentei encaixar o Téo. Outro erro: misturei duas coisas que não possuem relação. Que um dia podem sair do papel, mas só depois que eu der mais maturidade às ideias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Escrever por obrigação é um medo; fugir dele é um objetivo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, talvez um pouco sem mais nem menos, paro por aqui (no blog) com a história do Téo. Não quero interpretações subjetivas, não desejo que interpretem nada além do que está escrito: nesses três atos, o que vale é o que foi publicado, nada mais. E nada mais é necessário, pois o que escrevi já foi o suficiente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O blog agora continua. E o Téo fica por aqui, mas sem continuar sendo um peso. Sem continuar sendo uma obrigação que eu tenha que continuar a cumprir. Minha obrigação é escrever sem obrigação, com prazer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3549948187802910658-3782145979086462612?l=gorgem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/5HpKmFYOJ5gfI8MXQ5Ef6JEW9-E/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/5HpKmFYOJ5gfI8MXQ5Ef6JEW9-E/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/5HpKmFYOJ5gfI8MXQ5Ef6JEW9-E/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/5HpKmFYOJ5gfI8MXQ5Ef6JEW9-E/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogDoGorgem/~4/_rumuoUMWyw" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://gorgem.blogspot.com/feeds/3782145979086462612/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3549948187802910658&amp;postID=3782145979086462612&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549948187802910658/posts/default/3782145979086462612?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549948187802910658/posts/default/3782145979086462612?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/BlogDoGorgem/~3/_rumuoUMWyw/teo-ato-final.html" title="Téo - Ato final" /><author><name>Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03189896859306781636</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_BOmT6qI_2iI/S0vcKQoiWeI/AAAAAAAAGh8/laCB4IVoZ_Y/S220/DSC00027b.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://gorgem.blogspot.com/2011/10/teo-ato-final.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CU8DQHk_cSp7ImA9Wx9VFEw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3549948187802910658.post-5675630830960694115</id><published>2011-01-30T12:09:00.002-02:00</published><updated>2011-01-30T16:57:51.749-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-01-30T16:57:51.749-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Literando" /><title>Téo - Ato III</title><content type="html">_______________ &lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Leia antes:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;a href="http://gorgem.blogspot.com/2011/01/teo-ato-i.html"&gt;Téo - Ato I&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;a href="http://gorgem.blogspot.com/2011/01/teo-ato-ii.html"&gt;Téo - Ato II&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
_______________ &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Faltavam ainda duas horas para o enterro. Téo já tinha recebido os pêsames de todos que ainda permaneciam velando o pai. Foram palavras longas (não tanto quanto as que sua mãe recebia). Eram palavras que - sem intenção alguma - acabavam fazendo o papel de aviso de que, dali pra frente, era com ele. Téo é o mais velho dos dois irmãos. Pra ele não significava nada. Mas há praticamente uma pressão para que essa responsabilidade venha à tona no momento da perda do pai. Tal qual um príncipe recebendo a coroa do rei morto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Coroas à parte. Em questão, apenas as coroas de flores ao lado do caixão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não chovia. O sol ardia forte as nove da manhã. Às onze, no enterro, não haveria a frase batida de que o céu chorava pela morte do pai. Não havia a menor possibilidade de chuva.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mesmo com suas particularidades, o velório seguia como qualquer outro. Com seu roteiro calculado. E o Téo também. Como sempre. Desde criança. Ouvindo. Economizando até respostas. Permanecia sentado num banco ao lado da entrada da sala do velório, numa posição em que enxergava a mãe sentada ao lado do caixão. Ela tinha cada mão sendo apoiada por uma irmã diferente. Foi forte durante toda a madrugada. Chorou apenas ao chegar naquela sala, no final da tarde do dia anterior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Téo via as crianças brincando num pequeno jardim ao lado do estacionamento. Brincando com uma flor e uma borboleta que não tinha medo de se aproximar. Aquelas crianças tinham menos idade do que a que ele tinha em sua lembrança mais antiga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estava na rua de casa. A casa que os pais sempre moraram enquanto casados. Seu irmão estava correndo pra lá e pra cá com os outros meninos. O Téo, em frente ao portão, tentava entender a lógica de um abacate espatifado no chão. Velho abacateiro que ainda mora no quintal da casa. Estranhou aquela fruta arrebentada no chão, como se não servisse pra nada. O caroço, intacto. Um cachorro passou e nem olhou para o abacate no chão. Mais à frente, com o focinho, foi farejar o que tinha nos sacos de lixo. Téo foi brincar com o irmão e os amigos da rua de baixo, então.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enfim uma sombra. Téo, ainda sentado, virou a cabeça e viu os vizinhos do pai conversando. Ao lado, alguns parentes conversando sobre a época em que jogavam cartas na casa do pai. Riam discretamente. A memória de tempos mais leves. O passado sempre é mais leve. Sempre parece melhor. Problema comum para quem tanto almeja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Téo se levantou, foi até aquele grupo. A conversa acabou. Como se fosse proibido rir num velório. Como se rir fosse um desrespeito ao filho do velho amigo falecido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ele deu mesmo um tapa na mesa por causa de uma carta que você molhou? Que doido hehe...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pergunta de Téo era despretensiosa. Mas ela ia mudar alguma coisa. A conversa foi voltando, aos poucos, ao normal &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Téo ria, pois acreditava que seu pai estaria se divertindo naquela roda de conversa. Seu pai adorava ficar lembrando das histórias de quando o Téo ainda nem tinha cinco anos. Alguns primos do pai do Téo confirmavam a personalidade do pai ao contar histórias que Téo não conhecia. E a roda se tornou um refúgio. Ninguém mais ria de compaixão. O Téo não ria apenas pra quebrar o gelo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
---&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Carregaram o caixão: Téo e seu irmão à frente. Seus três primos e o Seu Alfredo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
---&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Téo chamou o irmão. Ainda na casa da mãe, queria discutir onde e como a mãe ficaria. "Ela não vai conseguir sem o pai". Téo fez um discurso de gente grande. De irmão mais velho. Não deixou tempo para seu irmão responder nada. Quando terminou, ouviu dele: "deixa a mãe decidir". O discurso não serviu pra nada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela chegou à sala. Apenas os três em casa. Ela tinha ouvido tudo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Eu vou ficar aqui. Vocês, como sempre, devem seguir sua vida. Essa é a minha decisão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O irmão do Téo ia perguntar se ela tinha certeza. O Téo já tinha a certeza.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Vocês não precisam me sustentar. Ganho o suficiente com a aposentadoria. Quero vocês aqui sempre que puderem. Seu pai sempre disse que essa casa é de vocês também.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sorriu e abraçou cada um. Mas, no abraço do Téo, falou-lhe ao ouvido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- A vida, Téo, não acaba só na morte. A vida tem recomeços. E o meu é agora. Da minha vida. Começarei minha vida nova.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pediu que eles a visitassem com mais frequência. E antes de se despedir do outro filho, disse ainda no ouvido do Téo:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- A vida tem recomeços. Você teve um na sua. Agora é minha vez.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Téo não teve como não lembrar da namorada que morreu há quatro anos. Tinham planos de casar ano passado. Sonho interrompido. Ela foi vítima de um motorista completamente imprudente. Bêbado, destruiu o carro ao não respeitar o semáforo e ser atingido por um ônibus no primeiro cruzamento após arrancar descontroladamente. Por sorte (ou milagre) o motorista saiu com um braço quebrado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Téo ficou sem ar. Parou de respirar enquanto a mãe abraçava seu irmão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A moça estava no banco do passageiro. O lado atingido pelo ônibus. Téo era o motorista do carro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
____________________________________________&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;continua...&amp;nbsp; &lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3549948187802910658-5675630830960694115?l=gorgem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Leia antes: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;a href="http://gorgem.blogspot.com/2011/01/teo-ato-i.html"&gt;Téo - Ato I&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
_______________&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Téo não seguia para a casa do pai correndo, mas estava ofegante. Não tanto quanto o pai ficava desde que tinha descoberto um câncer de pulmão, que ultimamente estava 'meio desativado'. Desde que tinha parado de fumar. Desde a bronca do médico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Enfim, se o senhor quiser morrer, está seguindo o caminho correto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O câncer parou de crescer quando o pai parou de fumar. Mas nem o pulmão não aumentou nem o câncer regrediu. Ficou lá, do mesmo tamanho, quase que como uma mancha de bolor no teto do banheiro. Não incomodava tanto, mas dava sinais de existência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Téo lembrou de quando, na primeira visita que fez ao pai após o aniversário dele no meio do ano passado, comemorou o gol com o irmão mas sem o pai, já que ele teve uma crise de tosse com a emoção do jogo. Nada grave, foi rápido, mas assustou. Menos a mãe, que já estava se acostumando.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Graças a Deus ele está bem. E vivo. Quando ficou internado, há três anos, achei que ele não aguentaria...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Téo dobrou a esquina e viu uns cinco ou seis vizinhos conversando em frente ao portão da casa dos pais. Parou o carro, desceu e não ligou o alarme. Nem fechou o vidro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os vizinhos, vizinhos de seus pais há mais de quarenta anos, viram o Téo crescer. Junto com o irmão. Riam da bagunça que faziam com os outros meninos que moravam nas ruas paralelas, gritavam quando a bola pegava no carro do Seu Alfredo, passavam merthiolate no joelho ralado dos meninos depois das brincadeiras sem sentido correndo pra lá e pra cá.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Os vizinhos do pai...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cumprimentou a todos com um aceno de cabeça mas o Sr. Julio não retribuiu assim. Abraçou o Téo com respeito, mas sem falar nada. Todos concordaram com o gesto sem falar nem se mover. Sem perceber. Mecanicamente, mas de coração.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os ombros do Téo desabaram no abraço. Não pelo abraço, mas pelo que ele significava, pelo que ele tinha a dizer. Queria sair logo daquele abraço (que foi rápido), ir correndo pra dentro e ver que o pai, como fazia sempre que se falavam semanalmente por telefone, repetia "não se preocupa, tá?". O coração do Téo gelou, parou, petrificou. Aquele abraço significava tudo, mas principalmente o que o Téo não queria que significasse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao terminar o abraço, a noiva do irmão saiu da casa e o abraçou chorando. Téo a abraçou e largou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Cadê meu pai? Cadê? Mãe!?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entrou. O pai não estava. Nem a mãe. E o irmão estava junto com ela.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sua cunhada entrou em seguida e pegou em sua mão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Vem comigo, Téo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ele foi. Sem chão é uma expressão vazia nessa hora. Seu corpo não respondia, ele se movia não se sabe como. Téo, mais do que nunca, via mas não enxergava. Seu ombro pesava cada vez mais e sua cabeça começava a explodir. Sangue gelado pulsando.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ninguém precisava falar nada, o que estava acontecendo era óbvio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então Téo não perguntou nada. Pra que perguntar? Não vai mudar nada...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Passou pelo portão, os vizinhos o olhavam. Cumprimentaram a cunhada do Téo com o olhar e seguraram as lágrimas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Téo não. Chorava compulsivamente no carro, sem escândalo, enquanto sua cunhada colocava a chave no contato, atrás do volante. Ligou o carro, pôs a mão na cabeça (abaixada) do Téo, respirou fundo e saiu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quinze minutos depois, no hospital, viu a mãe sentada num banco no final do corredor. Sentada, quieta, encolhida, cabeça baixa. Com um terço na mão. Não chorava.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando o Téo a abraçou, ela não tinha percebido sua chegada. Ela o abraçou forte e disse no seu ouvido:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Filho, seu pai precisa muito da nossa fé.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O pai não tinha morrido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sem que se soltasse do abraço da mãe, ouviu a cunhada lhe contando que o pai não levantara da cama às seis, como de rotina. Não tinha tossido. Não se mexia nem respirava. Mas o André, filho da Dona Leda (vizinha de muro), ouviu o grito de socorro da mãe do Téo. Tirou o padrinho da cama, pôs no banco de trás do seu carro, ajeitou a mãe do Téo no banco do passageiro e, na contra-mão da avenida, após uns duzentos metros quase desgovernado pelo canteiro central todo gramado, levou ambos para o pronto-socorro daquele hospital. Na maior velocidade possível.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O pai não estava morto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Chegou ao pronto-socorro e foi pra UTI. O André ligou para o irmão do Téo, que pegou a estrada ainda de pijama. Que ligou para o Téo logo em seguida, sem sucesso. Umas cinco vezes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A mãe não pôde entrar no quarto. E, por saber que seu marido não estava bem, queria se despedir. Não pôde dar seu último adeus, seu último beijo na testa do marido como fazia todas as noites antes de dormir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando não ganhava aquele beijo, o pai do Téo sabia que tinha feito algo muito errado durante o dia. No sono eterno, seu erro sem intenção era abandoná-la. Foi a primeira vez que não ganhou o beijo na testa sem que merecesse. A mãe do Téo era muito justa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela o observava atrás do vidro, via-o tão perto. Mas não pôde dar seu último adeus. Foi orientada a aguardar na sala ao lado, mas preferiu ir para a recepção esperar pelo Téo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hospitais são assim. Infelizmente não são tão compreensivos com a dor na mesma medida em que têm tecnologia para amenizá-la.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enquanto a cunhada contava o que vinha ocorrendo, um enfermeiro educadamente interrompeu a conversa (mas não o abraço da mãe e o filho) e pediu para que a mãe o acompanhassee. Téo avisou (sem pedir), soltando a mãe, que iria junto. Ao entrarem na sala ao lado da UTI (aquele que indicaram que a mãe ficasse), viram o irmão do Téo de cabeça baixa, chorando em silêncio. O médico apareceu, atrás de todos, e avisou que o pai, infelizmente, não conseguiu resistir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os ombros de Téo pesaram. Porém, o peso era menor que antes: sua mãe tinha desmaiado em seus braços. E o Téo não pôde chorar, pois segurava a mãe.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando a mãe se restabeleceu, abraçou o Téo e o irmão. Após alguns segundos, puxou a noiva do filho mais novo para o abraço.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Saíram da sala, encontraram o André. Téo o cumprimentou com um aperto de mão e agradeceu por ter levado seu pai ao pronto-socorro. André fez um aceno, com a cabeça, indicando que era o mínimo que podia fazer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O irmão avisou praticamente em silêncio que ia resolver os papéis pro enterro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A mãe chorava contida com a cunhada. Téo queria falar com o médico pois tinha vontade de ver o pai.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não visitava o pai fazia três semanas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas não perguntou nada. Já não ia mudar nada mesmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Voltou à recepção, esperou a liberação do corpo e levou a mãe e a cunhada para a casa dos pais. Agora, a casa da mãe.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os vizinhos continuavam à porta. E a chegada da mãe, de volta pra casa, denunciava o que havia ocorrido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dona Leda a abraçou e as duas choraram juntas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Téo entrou, sentou no sofá da sala e, com as mãos juntas (quase que na posição de oração, sem perceber), começou a observar as fotos na estante ao lado da tevê.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fotos suas, quando criança. Com seu irmão, com os amigos da rua (também o André). E juntos, em família, rindo de boca cheia num almoço de dia dos pais quando o Téo tinha doze anos. Há quinze anos, quando moravam todos juntos, naquela mesma casa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Decidiu tomar banho quando seu irmão ligou avisando o horário do enterro e indicando o início do velório.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao terminar, não comeu nada (era hora do almoço). Abraçou a mãe, que estava comendo um pouquinho da comida preparada pela futura nora (certeza que era pra não fazer desfeita: era a primeira vez que a cunhada do Téo cozinhava para alguém) e saiu em direção ao carro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa vez, cumprimentou cada vizinho que estava, até aquele momento, conversando baixo, lamentando, no portão. Seu Alfredo, o do carro atingido pelas boladas do Téo quando criança, se dispôs a avisar a família do Téo (era primo distante de sua mãe).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entrou no carro, mas não conseguiu, logo de cara, acelerar. Baixou a cabeça e voltou a chorar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
____________________________________________&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
Vergonha não. Não era vergonha. Na verdade, ele nunca teve motivo pra perguntar isso pra ninguém. Ele era assim: sem ter motivo, não perguntava nada. Pra que perguntar, se não ia mudar? Ele ia continuar falando consigo mesmo, mesmo...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Engraçado que todo mundo achava que o Téo era curioso. Sabia de tudo, e pra saber de tanta coisa - do útil ao inútil - só podia ser por perguntar bastante. Mas até que não era, ele era só inteligente mesmo. Assim como perguntar sobre se era o único que falava sozinho, o Téo deixava de perguntar sobre qualquer outra coisa que ele imaginava que não fosse fazer tanto efeito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O lance é que o Téo sabia escutar. Só escutar, porque pra falar era uma lástima.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Naquela noite, Téo foi dormir antes do normal. Já era tarde, mas no outro dia logo cedo ia pegar estrada. Ia tirar férias pela primeira vez desde que estava no emprego novo. Dois anos já (então não é tão novo), mas como não tinha registro - era &lt;i&gt;freelance &lt;/i&gt;- ele não tinha tido o 'luxo' do descanso ainda. Téo era publicitário. Mas dessa vez o cliente que mandou descansar, pagou o mês mesmo sem que ele produzisse. Gente boa o cara. Mas não custa dizer que o Téo não tinha perguntado antes se podia dar uma descansada. Quando o cliente aceitou e riu, ele achou que podia ter pedido antes. Vacilo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Téo dormiu relativamente rápido, mas antes de dormir lembrou da briga que teve com seu irmão. Tudo porque o Téo reclamou que ele falava demais, botava na internet tudo o que fazia (to indo trabalhar, estou no restaurante tal, frase de efeito aqui, frase ali, to chegando em casa e vou ver filme, já jantei mas to cansado). Falou que se o irmão não parava quieto em 140 caracteres, quando abria a boca pessoalmente fazia de tudo uma tragédia grega. Imaginou o irmão recitando pra um cliente o momento em que se limpava no banheiro:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
"Ó grave e monocromático papel, livre-me das impurezas que abandonaram as entranhas de meu ser e ainda permanecem superficialmente em meu límpido e cultuado corpo, mesmo que boa parte delas já esteja - em monoblocos - vagando pelo esgoto em caminho a rios e a um tratamento digno que nossa urbis merece."&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas o Téo dormiu rápido. Relembrou dos detalhes da briga somente de manhã, quando cortava a unha da mão esquerda. Com um trim. Lembrou da briga somente porque cortava as unhas dos dedos da mão esquerda: por ser destro, fazia o serviço sem precisar pensar. Fosse o contrário, teria que concentrar toda sua atenção pra não fazer a mão esquerda arrancar um bife de algum dedo da direita.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E entre o anelar e o mindinho, relembrou que toda aquela discussão foi porque ele justificou ao irmão que essa exposição toda podia prejudicar e coisa e tal. O irmão falou que era inveja, pois sabia se comunicar muito melhor - e tinha mais amigos - que o Téo. Mas no fundo o Téo brigou porque achou que não tinha liberdade pra nada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não conseguia fazer o que queria. "Não posso fazer porra nenhuma, nunca dá". E não dava ou por causa do tempo, ou dinheiro, ou porque tinha que trabalhar. Ou sei lá porque, às vezes nem motivo tinha. Simplesmente nem respondia ao convite.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como o irmão era delegado federal, ligou e pediu desculpas. O irmão nem lembrava da briga. E estava bêbado, puta ressaca, o Téo ligou cedo. Mas era importante pedir desculpas, porque ter um irmão que dá carteirada abre portas. Não planejou a viagem direito (não tenho tempo pra isso era o motivo) e então para todo lugar que fosse, provavelmente teria um amigo do irmão. "Ele viaja pra lá toda hora mesmo...".&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Antes de ir pro carro, olhou pro crucifixo na parede e pediu proteção. Não era religioso, mas fazia aquilo mecanicamente todo dia. Era um ritual mais humano do que sagrado, assim como as idas à missa que a mãe rigorosamente cumpria. Não era nem superstição, era hábito. Não sabe por que, mas lembrou do pai (e do papagaio do pai, o Louro), e saiu. Girou a chave, acelerou o carro (sempre estacionava de forma que não precisasse sair de ré), passou tranquilamente pelo portão da garagem do prédio. O porteiro não era o mesmo, pois estava saindo mais cedo que o normal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uns trinta quilômetros depois, o telefone tocou. Não atendeu porque era o irmão e porque não gostava de falar ao celular enquanto dirigia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ligou de volta mais uns vinte quilômetros e umas cinco chamadas não atendidas, num posto, pra tomar um café.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Mano, volta. O pai tá mal, volta aí.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nunca tinha ouvido o irmão falar tão tenso. E o cara é delegado federal. Não perguntou mais nada, nem o que o pai tinha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- To indo. Agora.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Téo voltou pro carro, fez o retorno e voltou pra casa. Não a dele, mas a do pai.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
____________________________________________&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;continua...&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3549948187802910658-5674615588896242097?l=gorgem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ciTn3i_Pb4v03uaQ_LO1EJlgAWQ/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ciTn3i_Pb4v03uaQ_LO1EJlgAWQ/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ciTn3i_Pb4v03uaQ_LO1EJlgAWQ/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ciTn3i_Pb4v03uaQ_LO1EJlgAWQ/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogDoGorgem/~4/ezWgrwFOK38" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://gorgem.blogspot.com/feeds/5674615588896242097/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3549948187802910658&amp;postID=5674615588896242097&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549948187802910658/posts/default/5674615588896242097?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549948187802910658/posts/default/5674615588896242097?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/BlogDoGorgem/~3/ezWgrwFOK38/teo-ato-i.html" title="Téo - Ato I" /><author><name>Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03189896859306781636</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_BOmT6qI_2iI/S0vcKQoiWeI/AAAAAAAAGh8/laCB4IVoZ_Y/S220/DSC00027b.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://gorgem.blogspot.com/2011/01/teo-ato-i.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CU8GSXgyfCp7ImA9Wx9QFEQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3549948187802910658.post-7604125098094629074</id><published>2010-12-27T21:49:00.001-02:00</published><updated>2010-12-27T21:50:28.694-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-12-27T21:50:28.694-02:00</app:edited><title>2010 -&gt; 2011</title><content type="html">2010.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ano em que eu vi o Kiko e o Sr. Barriga de perto.&lt;br /&gt;
O ano em que eu fui ao show do Paul McCartney.&lt;br /&gt;
O ano em que eu zerei completamente minhas dívidas.&lt;br /&gt;
O ano em que eu estive na Bahia no dia de Iemanjá.&lt;br /&gt;
O ano em que eu não realizei meu próximo sonho (mas deixei encaminhado).&lt;br /&gt;
O ano em que eu fui reconhecido por desconhecidos no Pacaembu.&lt;br /&gt;
O ano em que um polvo soube mais de futebol do que eu.&lt;br /&gt;
O ano em que meu voto nulo foi bicampeão.&lt;br /&gt;
O ano em que fui plagiado pelo Presidente da República.&lt;br /&gt;
O ano em que recebi medalha de doador de sangue no HC.&lt;br /&gt;
O ano em que vi minha avó meter o dedo na cara do Neto.&lt;br /&gt;
O ano da Vanusa, do Restart, da Aretuza, do ET Bilu e mais tantas outras porcarias que viralizaram.&lt;br /&gt;
O ano em que dei um passe pro gol no último lance de uma partida de "10 minutos ou 2 gols".&lt;br /&gt;
O ano em que fui à Virada Cultural pra ver a Orquestra Sinfônica.&lt;br /&gt;
O ano em que peguei o taxi mais doido da minha vida.&lt;br /&gt;
O ano em que fiz parte da publicação de um livro de uma de minhas melhores amigas. &lt;br /&gt;
O ano que terminará com a melhor viagem que fiz até hoje.&lt;br /&gt;
O ano que eu deixo pra trás na esperança de que 2011 seja o melhor ano de nossas vidas. Apenas até 2012!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Feliz ano novo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3549948187802910658-7604125098094629074?l=gorgem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/yrAUFlt0wB82MASJScqCaVQicGE/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/yrAUFlt0wB82MASJScqCaVQicGE/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/yrAUFlt0wB82MASJScqCaVQicGE/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/yrAUFlt0wB82MASJScqCaVQicGE/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogDoGorgem/~4/psKhQggDgyg" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://gorgem.blogspot.com/feeds/7604125098094629074/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3549948187802910658&amp;postID=7604125098094629074&amp;isPopup=true" title="5 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549948187802910658/posts/default/7604125098094629074?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549948187802910658/posts/default/7604125098094629074?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/BlogDoGorgem/~3/psKhQggDgyg/2010-2011.html" title="2010 -&gt; 2011" /><author><name>Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03189896859306781636</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_BOmT6qI_2iI/S0vcKQoiWeI/AAAAAAAAGh8/laCB4IVoZ_Y/S220/DSC00027b.jpg" /></author><thr:total>5</thr:total><feedburner:origLink>http://gorgem.blogspot.com/2010/12/2010-2011.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DUICSXw7fSp7ImA9Wx5UFU4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3549948187802910658.post-8256345491161958891</id><published>2010-10-19T23:19:00.000-02:00</published><updated>2010-10-19T23:19:28.205-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-10-19T23:19:28.205-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Literando" /><title>Um dia desses</title><content type="html">Ele, apenas um garotão. Ela, “só uma menininha”. Ele, com seus vinte e dois anos, é um adulto responsável. Ela, também vinte e dois, já passou por mais experiências do que todas suas amigas. Ele, um jovenzinho para sua família, um profissional para si mesmo. Ela, uma mocinha (principalmente para seu pai), uma mulher em sua cabeça.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ninguém está errado: nem eles, nem suas famílias. Quando um reclama para o outro sobre o tratamento infantil que recebe em casa, ouve em seguida “comigo também é assim”. E riem juntos, como se rir fosse um pretexto para se abraçarem novamente. Quem disse que estão errados?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conheceram-se ano passado, na faculdade. Ele, durante as discussões, pouco participava; quando acontecia, logo deixava transparecer sua timidez. Ela, que participava menos ainda das discussões nas aulas, admirava e concordava com aquele rapaz que falava pouco. Ela concordava e não parava de olhar, o que o deixava mais vermelho ainda. Adorava o jeito como ele lidava com a timidez (ele perdia o tom de voz, mas não deixava de falar). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No domingo, um ia à casa do outro, cada semana era a vez de um ficar em casa. As famílias adoravam aquela presença no almoço, tudo era motivo de risada. Ela o deixava encantado com sua delicadeza ao comentar com a sogra as coisas aparentemente mais fúteis da tevê e da moda. Ele não deixava o carinho de lado um só segundo, mesmo quando comentava habilmente, com o sogro e o cunhado, o futebol chato que era transmitido no pay per view: nem que apenas de mãos dadas, com movimentos leves de seus dedos nas costas da mão dela.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aquele parque ao lado da casa dela, aquele mesmo que ninguém dava atenção, tinha vários bancos em que ninguém se sentava. Eles sim. Ele falava baixo com ela, e se sentia cada vez mais apaixonado. Ela, menos contida, mas mais silenciosa que o vento, sentia no abraço o seu porto seguro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Do lado de dentro dos portões, eles apenas observavam os tictics dos saltos altos das bancárias que passavam, os celulares daqueles que usam camisa fechada até o último botão tocando alto. Apenas olhavam, naquele parque esquecido, na serena tranquilidade de quem não tem medo que o tempo passe.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apenas a presença importava, pois mesmo que amanhã chegue rápido, mesmo que as atividades mais chatas do trabalho tomem conta, é aquele abraço, é aquele sorriso, é aquele olhar e é aquele toque que sempre estarão em mente, na mais calma paciência, com a simplicidade do amor tão bem resumida na complexa palavra felicidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3549948187802910658-8256345491161958891?l=gorgem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ECYKOb8EPw7z7U5SGE0W6jMs1js/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ECYKOb8EPw7z7U5SGE0W6jMs1js/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ECYKOb8EPw7z7U5SGE0W6jMs1js/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ECYKOb8EPw7z7U5SGE0W6jMs1js/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogDoGorgem/~4/ZEGE8cngI7w" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://gorgem.blogspot.com/feeds/8256345491161958891/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3549948187802910658&amp;postID=8256345491161958891&amp;isPopup=true" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549948187802910658/posts/default/8256345491161958891?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549948187802910658/posts/default/8256345491161958891?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/BlogDoGorgem/~3/ZEGE8cngI7w/um-dia-desses.html" title="Um dia desses" /><author><name>Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03189896859306781636</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_BOmT6qI_2iI/S0vcKQoiWeI/AAAAAAAAGh8/laCB4IVoZ_Y/S220/DSC00027b.jpg" /></author><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://gorgem.blogspot.com/2010/10/um-dia-desses.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CE8AQXYyfCp7ImA9Wx5WGEw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3549948187802910658.post-4328227511406308467</id><published>2010-09-29T23:12:00.001-03:00</published><updated>2010-09-29T23:14:00.894-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-09-29T23:14:00.894-03:00</app:edited><title>Ratinho tomando banho</title><content type="html">Depois do &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_VdbwTmGoH7Q/TGintVRXICI/AAAAAAAABBI/lJHJ3_958MM/s1600/tim%C3%A3o+e+pumba.jpg"&gt;flagra de Timão &amp;amp; Pumba&lt;/a&gt;, apresento o ratinho tomando banho:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/tFdSZBdpINw?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/tFdSZBdpINw?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;"...lava lava lava... lava lava lava... uma orelha uma orelha, outra orelha outra orelha..."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ok, você não entendeu? Então &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=-ALYQXC8SGY"&gt;clica aqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3549948187802910658-4328227511406308467?l=gorgem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Exy1JlU5EFyirttXl-qA4oM3O8M/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Exy1JlU5EFyirttXl-qA4oM3O8M/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Exy1JlU5EFyirttXl-qA4oM3O8M/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Exy1JlU5EFyirttXl-qA4oM3O8M/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogDoGorgem/~4/wdLY20ZXAkU" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://gorgem.blogspot.com/feeds/4328227511406308467/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3549948187802910658&amp;postID=4328227511406308467&amp;isPopup=true" title="3 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549948187802910658/posts/default/4328227511406308467?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549948187802910658/posts/default/4328227511406308467?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/BlogDoGorgem/~3/wdLY20ZXAkU/ratinho-tomando-banho.html" title="Ratinho tomando banho" /><author><name>Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03189896859306781636</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_BOmT6qI_2iI/S0vcKQoiWeI/AAAAAAAAGh8/laCB4IVoZ_Y/S220/DSC00027b.jpg" /></author><thr:total>3</thr:total><feedburner:origLink>http://gorgem.blogspot.com/2010/09/ratinho-tomando-banho.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;Ck8MRHw7eSp7ImA9Wx5QEU4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3549948187802910658.post-8065123583259024616</id><published>2010-08-29T22:13:00.002-03:00</published><updated>2010-08-29T22:14:45.201-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-08-29T22:14:45.201-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Retratos" /><title>Comunicação Fail</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_BOmT6qI_2iI/THsF7EUMfxI/AAAAAAAAL0U/gXbrQZ3YLRk/s1600/Imagem000.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_BOmT6qI_2iI/THsF7EUMfxI/AAAAAAAAL0U/gXbrQZ3YLRk/s400/Imagem000.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5511005081346801426" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3549948187802910658-8065123583259024616?l=gorgem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/juOtPsx_HRLOIIwtNTPbe4DUL4g/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/juOtPsx_HRLOIIwtNTPbe4DUL4g/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
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&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/fxOWWaQgpT7fVrRXmq5VkHLhc-c/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/fxOWWaQgpT7fVrRXmq5VkHLhc-c/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogDoGorgem/~4/KmniLRbeG9Y" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://gorgem.blogspot.com/feeds/169045136839225769/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3549948187802910658&amp;postID=169045136839225769&amp;isPopup=true" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549948187802910658/posts/default/169045136839225769?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549948187802910658/posts/default/169045136839225769?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/BlogDoGorgem/~3/KmniLRbeG9Y/eu-precisava-escrever-isso.html" title="Eu precisava escrever isso..." /><author><name>Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03189896859306781636</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_BOmT6qI_2iI/S0vcKQoiWeI/AAAAAAAAGh8/laCB4IVoZ_Y/S220/DSC00027b.jpg" /></author><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://gorgem.blogspot.com/2010/07/eu-precisava-escrever-isso.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DEQERXc8fip7ImA9WxFUEks.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3549948187802910658.post-8381045247914812020</id><published>2010-06-23T01:09:00.002-03:00</published><updated>2010-06-23T01:11:44.976-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-06-23T01:11:44.976-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Literando" /><title>Árida vida ávida</title><content type="html">Ergueu seu filho, que perdeu a mãe, fazendo sombra onde tanto faltava. Agradece àquele sorriso: a esperança. Não alimentava, mas fortalecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[sou concorrente, com o texto acima, no concurso de microcontos da Academia Brasileira de Letras; resultado após dia 30/06/2010]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3549948187802910658-8381045247914812020?l=gorgem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/QrT7UILDcKvA1hmWuTADVw--6k0/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/QrT7UILDcKvA1hmWuTADVw--6k0/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogDoGorgem/~4/a_hgFaL8Bcg" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://gorgem.blogspot.com/feeds/8381045247914812020/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3549948187802910658&amp;postID=8381045247914812020&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549948187802910658/posts/default/8381045247914812020?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549948187802910658/posts/default/8381045247914812020?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/BlogDoGorgem/~3/a_hgFaL8Bcg/arida-vida-avida.html" title="Árida vida ávida" /><author><name>Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03189896859306781636</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_BOmT6qI_2iI/S0vcKQoiWeI/AAAAAAAAGh8/laCB4IVoZ_Y/S220/DSC00027b.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://gorgem.blogspot.com/2010/06/arida-vida-avida.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DkUMRXo9fip7ImA9WxFUE0g.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3549948187802910658.post-1626507596871091417</id><published>2010-06-22T22:43:00.004-03:00</published><updated>2010-06-24T01:38:04.466-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-06-24T01:38:04.466-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Literando" /><title>Dezenove</title><content type="html">&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Filho, neto, irmão, sobrinho, primo, afilhado, padrinho, parente, cientista social, graduado, bacharel, blogueiro, tuitteito, vizinho, funcionário, conhecido, colega, analista, amigo, cliente, comprador, paciente, dono, usuário, consumidor, cidadão, eleitor, passageiro, aniversariante, aluno, estudante, universitário, contribuinte, telespectador, apostador, fã, participante, fiel, devoto, admirador, discípulo, integrante, doador, condômino, locatário, correntista, poupador, investidor, leitor, autor, torcedor, corinthiano,  colaborador, ouvinte, destinatário, remetente, motorista, pedestre, guia, &lt;/span&gt;entre outros&lt;span style="font-style: italic;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que vai afetar é não ser &lt;span style="font-style: italic;"&gt;namorado&lt;/span&gt;?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3549948187802910658-1626507596871091417?l=gorgem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/vHtRyuNX4t8hAQ5gbH4bABzQ_lg/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/vHtRyuNX4t8hAQ5gbH4bABzQ_lg/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogDoGorgem/~4/SOmr1UR4cWY" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://gorgem.blogspot.com/feeds/1626507596871091417/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3549948187802910658&amp;postID=1626507596871091417&amp;isPopup=true" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549948187802910658/posts/default/1626507596871091417?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549948187802910658/posts/default/1626507596871091417?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/BlogDoGorgem/~3/SOmr1UR4cWY/dezenove.html" title="Dezenove" /><author><name>Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03189896859306781636</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_BOmT6qI_2iI/S0vcKQoiWeI/AAAAAAAAGh8/laCB4IVoZ_Y/S220/DSC00027b.jpg" /></author><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://gorgem.blogspot.com/2010/06/dezenove.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DkYDQX4_cCp7ImA9WxFVGU0.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3549948187802910658.post-5484648933674124254</id><published>2010-06-18T19:53:00.005-03:00</published><updated>2010-06-18T20:36:10.048-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-06-18T20:36:10.048-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Literando" /><title>José Saramago</title><content type="html">Hoje Saramago se foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Impossível deixar passar despercebida a partida de uma de minhas maiores influências na Literatura e na vontade de escrever. Na vontade de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ler &lt;/span&gt;é lugar-comum afirmar que Saramago é um dos melhores; para mim, porém, além da excelência, toca-me a forma impactante como deixou registrado o que observava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saramago impressiona, comove e nos prende não apenas pela forma peculiar de escrever, mas pela humanidade de tudo o que transmite. A ausência de pontuação e a escrita fluida transparecem nada além de alma, de espírito, de ideias e pensamentos jorrando e transbordando, num alerta àquilo que menos damos importância - porém que mais afetam os momentos que virão: o milagre mais elementar existente nas coisas comuns, teoricamente normais; naquilo que consideramos, de forma simplista, que "é assim".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saramago afirmou que não inventou nada, apenas é alguém que se limitou "a levantar uma pedra e a pôr à vista o que está por baixo". Metaforiza, exagera, põe o dedo na ferida, característica dos melhores humoristas, porém não de forma caótica e deslumbrada como eles, mas sim organizada, consequente e irônica (nesse ponto, 'andando de mãos dadas' com Machado de Assis). Sabedor das melhores características do homem e da vida, se propôs a tentar nos fazer enxergar o quanto de humanidade perdemos no simples fato de sermos seres humanos, pouco preocupados com aquilo que ultrapassa a barreira do si-mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua fé era inabalável; porém, sua fé se baseava na divindade existente na preocupação e na atenção que o ser humano oferece àquele a quem é semelhante. Para ele, quem é feito à sua (e à minha) imagem e semelhança é aquele com quem convivemos diariamente. Seu deus era a tentativa e a busca pela vida harmônica, racional e desiludida, e o comunismo que tinha em si era o da alma, da atitude, da convivência - não somente o político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira obra de José Saramago que li foi Ensaio Sobre a Cegueira. Não canso de repetir o impacto que a leitura me provocou: noites mal dormidas, revoltas particulares, livro arremessado na parede, pausas intermitentes na leitura e, principalmente, uma revolução pessoal. Todo esse incômodo (presente simultaneamente ao desejo constante de releitura ao chegar à ultima página) demonstravam o quanto eu percebia o egoísmo e a mesquinhez de pequenos atos meus, tão desapercebidos pela cegueira provocada pela forma como tornamos normal e cotidiana a falta da solidariedade (em seu sentido mais óbvio e elementar). Muito do que penso, muito do que escrevo, deriva das observações que fiz na leitura dessa obra e nas que criei a partir da influência dela. Sobre o livro, sobre o filme, talvez eu escreva muito mais em outra oportunidade; o que vale, e muito, é notar que a partir dessas reflexões o rumo de minha vida sofreu alterações importantes. E seria inútil e desnecessário deixar observado que foram alterações impensavelmente positivas, mas a redundância é um artifício da eloquência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho e já reli diversas vezes outros livros seus (como As Intermitências da Morte, O Evangelho Segundo Jesus Cristo, Caim), sempre me deixando envolver e sendo levado pelas reflexões de Saramago. Intermináveis, sempre: duram, no mínimo, até o exato momento em que releio estas palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guardo um trecho para o "final", relembrando o muito que ele nos deixou, para a eternidade.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;"Os bons  e os maus  resultados  dos nossos  ditos  e obras vão-se distribuindo, supõe-se que de uma maneira bastante uniforme e equilibrada, por todos os dias do futuro, incluindo aqueles, infindáveis, em que já cá não estaremos para poder comprová-lo, para congratularmo-nos ou para pedir perdão, aliás, há quem diga que é isto a imortalidade de que tanto se fala."&lt;br /&gt;José Saramago, em Ensaio Sobre a Cegueira&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3549948187802910658-5484648933674124254?l=gorgem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/XuWIMvMXE7z3NIO2gnzrA0I4qVQ/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/XuWIMvMXE7z3NIO2gnzrA0I4qVQ/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogDoGorgem/~4/mD1UbfLBSMM" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://gorgem.blogspot.com/feeds/5484648933674124254/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3549948187802910658&amp;postID=5484648933674124254&amp;isPopup=true" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549948187802910658/posts/default/5484648933674124254?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549948187802910658/posts/default/5484648933674124254?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/BlogDoGorgem/~3/mD1UbfLBSMM/jose-saramago.html" title="José Saramago" /><author><name>Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03189896859306781636</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_BOmT6qI_2iI/S0vcKQoiWeI/AAAAAAAAGh8/laCB4IVoZ_Y/S220/DSC00027b.jpg" /></author><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://gorgem.blogspot.com/2010/06/jose-saramago.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DkMNQns7eSp7ImA9WxFSFkk.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3549948187802910658.post-792162693489473459</id><published>2010-04-18T23:32:00.003-03:00</published><updated>2010-04-18T23:34:53.501-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-04-18T23:34:53.501-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Literando" /><title>Mudança</title><content type="html">Mudo o sentido, mudo a direção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudo o jeito. Mudo o significado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudo o objetivo; mudo a inspiração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudo o que não veio, mas não o que veio: não fosse o tempo, haveria arrependimento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudo-me. Mudo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3549948187802910658-792162693489473459?l=gorgem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ZihCAffMwyJZh07akodsZ0eNXN0/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ZihCAffMwyJZh07akodsZ0eNXN0/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ZihCAffMwyJZh07akodsZ0eNXN0/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ZihCAffMwyJZh07akodsZ0eNXN0/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogDoGorgem/~4/WImthat65kw" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://gorgem.blogspot.com/feeds/792162693489473459/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3549948187802910658&amp;postID=792162693489473459&amp;isPopup=true" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549948187802910658/posts/default/792162693489473459?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549948187802910658/posts/default/792162693489473459?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/BlogDoGorgem/~3/WImthat65kw/mudanca.html" title="Mudança" /><author><name>Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03189896859306781636</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_BOmT6qI_2iI/S0vcKQoiWeI/AAAAAAAAGh8/laCB4IVoZ_Y/S220/DSC00027b.jpg" /></author><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://gorgem.blogspot.com/2010/04/mudanca.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;C0YAQXc8eip7ImA9WxFSEE4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3549948187802910658.post-6417574528789691729</id><published>2010-04-11T18:22:00.006-03:00</published><updated>2010-04-11T21:12:20.972-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-04-11T21:12:20.972-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Literando" /><title>O escrutinador</title><content type="html">[aviso: texto puramente fictício]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nada mais do que a rotina".Foi o que pensou o Camargo, um dos mais antigos funcionários da repartição, no momento em que foi designado como responsável pelo levantamento &lt;span style="font-style: italic;"&gt;in loco&lt;/span&gt; da quantidade de equipamentos públicos culturais de Santo Antonio do Aracanguá, cidadezinha do interior de São Paulo. Seu sorriso foi natural ao receber a insólita missão, desprezada - ou, melhor, evitada - pelos demais funcionários daquele departamento do governo do estado: um sorriso naturalmente contido, naturalmente resignado, naturalmente conformado e naturalmente desgostoso, sem que ele mesmo percebesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A viagem, super extensa, solitária, não foi desgastante. Camargo já estava acostumado às longas horas sem conversas, em seu apartamento com vista para a Serra da Cantareira. Na verdade, a vista não era mais da serra, e sim das precárias moradias que iam ocupando a encosta, como Camargo tanto pôde observar nos começos de noite, logo após seu banho quente ao chegar em casa às dezenove horas (quando não tinha trânsito). "Esse povo não tem opção", era o que pensava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas poucas conversas mais íntimas que teve com o pessoal da repartição em todos aqueles anos (que já lhe valeram, inclusive, uma aposentadoria - que despreza com a mesma naturalidade descrita acima), pouco falava sobre a sua falta de companhia. Família era um assunto quase  intocável naquele escritório, assim como qualquer lembrança de sonho antigo ou coração partido enquanto dirigia o veículo oficial na estrada recentemente recapeada. O trabalho não era somente seu meio de vida, passou a ser sua ocupação e sua distração. Tocar num assunto como aquele, das oito às dezoito, era ferir a função desintencional que foi dada ao trabalho: fazer o Camargo esquecer aquilo que não queria lembrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegada a uma cidade pequena desconhecida, hotel simples, monólogos do recepcionista enquanto se preenche a ficha cadastral, tudo isso o Camargo lida bem, depois de tantos anos. A pouca reflexão e o mudo café da manhã, porém, ele lida muito melhor. Não foi diferente em Santo Antonio do Aracanguá, e tanto a noite quanto a manhã foram como deviam ser. Como sempre foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como sempre fazia em qualquer viagem, após o trabalho, o Camargo ia pra praça em frente à igreja. Nada católico, apenas metódico como toda sua vida foi: um café comprado na padaria, "pra viagem, por favor", e tomado de pé do lado direito do coreto, olhando para o por do sol ao lado do sino da igreja. Só ia embora depois que se despedia do sol. Já que não tinha serra pra olhar após o banho quente, repetia o ritual. Em toda cidade era igual, em toda cidadezinha foi assim nessas décadas; mas se não houvesse algo diferente nesta história, não teria motivo para eu contá-la:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma moça, aparentemente com seus vinte e poucos anos, com saia longa (o que denunciava sua devoção cristã), lhe abordou com toda a delicadeza interiorana, oferecendo-lhe algo. Uma rifa, um número de rifa, um número que custaria pouco mais que o cafezinho que tomava. "Compra uma, meu senhor, que estou sentindo que você vai ganhar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Camargo era meio avesso a jogos ou loterias, mas percebeu que nunca - nunca! - tinham lhe oferecido um número de rifa. Nem aquela senhora irritante da repartição que, além da rifa... "tenho também produtos da Avon, não quer levar pra sua esposa?". Nem ela, afinal, o Camargo não tinha esposa. E de esposa, Camargo não chegou muito perto; mas quando teve contato, pela primeira vez, com a cartela de rifa (ele decidiu comprar, sim, uma unidade), lembrou dela, ao ver seu nome entre tantos outros num só papel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ivone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheceu Ivone oito anos após o suicídio de Getúlio Vargas. Período conturbado, eleições parlamentares de 1962, quando Camargo percebeu que não era muito ligado às questões políticas: não se dizia getulista - e, por isso, não votava no PTB nem no PSD - mas também não se sentia à vontade pra afirmar que tinha o mínimo de simpatia pela UDN. O que o interessava era saber o que, afinal, teria que fazer naquela eleição, já que tinha sido convocado para trabalhar na contagem dos votos das urnas da cidade de São Paulo. Pra quem não acredita, naquela época a apuração era manual, e gente muito metódica como o Camargo era muito bem cotada para esse tipo de atividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ivone coordenava os trabalhos, seu contato com Camargo era quase contínuo durante o tenso período de manipulação das cédulas. E a tensão gera outros sentimentos, mesmo quando o momento pedia toda a racionalidade possível. A intimidade entre a Ivone e o Camargo cresceu, e toda dúvida numa cédula era facilmente solucionada, sem discordâncias, entre os dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram os melhores dias na vida de Camargo, apesar de ninguém ter o poder de afirmar que seria, assim, pra sempre. Mas, infelizmente, foram a partir desses três dias que surgiu seu sorriso amarelo, contido, resignado, conformado e desgostoso. Nunca sentiu raiva de Ivone - nem de si mesmo. Camargo, até uns dez anos atrás, quando recordava dos três dias de apuração, percebia que seu coração murchava. Hoje seu coração bate normalmente quando lembra. Se isso acontece, então a culpa, para ele, não podia ser de Ivone. Os militares, talvez, sejam os culpados: impediram um novo encontro de Camargo e Ivone dois anos depois, já que não houve eleição. Afinal, é mais fácil encontrar um culpado quando não se quer perceber a culpa que há em cada decisão ou falta de ação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cafezinho de Camargo acabou. Camargo sorriu novamente para a moça, deu-lhe o dinheiro e pediu para que ela marcasse o próprio nome, ao invés do nome dele, no quadradinho livre onde estava grafado o nome Ivone, na cartela da rifa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moça, surpresa, perguntou se Camargo - ela, na verdade, nunca soube o nome dele - tinha certeza disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele, lembrando da Ivone, lembrando que só passaria mais um dia na cidadezinha, respondeu sorrindo. Resignado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nunca conheci nenhum ganhador de rifa. Mas vou imaginar que você ganhou. Ficarei feliz...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3549948187802910658-6417574528789691729?l=gorgem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/uhSiGjOWaXDC2GfC2o9s93SkSi4/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/uhSiGjOWaXDC2GfC2o9s93SkSi4/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogDoGorgem/~4/IZ1w1PZ4VC8" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://gorgem.blogspot.com/feeds/6417574528789691729/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3549948187802910658&amp;postID=6417574528789691729&amp;isPopup=true" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549948187802910658/posts/default/6417574528789691729?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549948187802910658/posts/default/6417574528789691729?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/BlogDoGorgem/~3/IZ1w1PZ4VC8/o-escrutinador.html" title="O escrutinador" /><author><name>Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03189896859306781636</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_BOmT6qI_2iI/S0vcKQoiWeI/AAAAAAAAGh8/laCB4IVoZ_Y/S220/DSC00027b.jpg" /></author><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://gorgem.blogspot.com/2010/04/o-escrutinador.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CU8FRH04eyp7ImA9WxFTFU8.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3549948187802910658.post-8989917947388734676</id><published>2010-04-06T00:11:00.004-03:00</published><updated>2010-04-06T00:16:55.333-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-04-06T00:16:55.333-03:00</app:edited><title>A teoria do babaca</title><content type="html">Essa eu recebi por e-mail, mas vale postar aqui, até pra complementar &lt;a href="http://gorgem.blogspot.com/2010/04/bandas-de-uma-musica-so-parte-ii.html"&gt;o último post&lt;/a&gt;. Não é bem uma teoria: é um teste, na verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tem pontuação: você vai saber o resultado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não souber, você é um babaca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VOCÊ É BABACA?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - Almoço em grupo. Mesa retangular. Um de seus colegas, Rodrigo, se senta numa das pontas da mesa. A primeira coisa que você diz é "O Rodrigo vai pagar a conta!".&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Você é babaca. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - Início da madrugada. 1h16 A.M. Alguém lhe diz: "Cara, amanhã vou acordar às 7h". Você se apressa em dizer "Amanhã não. Hoje!".&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Você é babaca. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 - Seu colega chegou mais tarde no trabalho e resolveu almoçar em casa ou num lugar que serve uma refeição melhor do que a porcaria do bandejão do seu emprego. Quando ele chega ao local de trabalho, você o convida para almoçar e ele lhe esclarece que já almoçou. É quando você, ágil como um sapo apanhando uma mosca, solta a frase: "Então você já veio comido?".&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Você é muito babaca. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 - Ou pior: o seu amigo chega atrasado no serviço e diz sorrindo: "Bom dia!!!!!". E você responde "Boa Tarde...".&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Você é babaca. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 - Quando as pessoas estão cantando parabéns, você tenta embolar a cantoria gritando os versos do início da música, enquanto todos já estão no meio da canção.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Você é babaca. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 - Você fica rindo quando um homem diz que tem 24 anos, aludindo ao número do veado no jogo do bicho.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Você é babaca. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 - Você faz alguma piada quando alguém diz que é do signo de virgem.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Você é babaca. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8 - Você diz para um amigo "Se esconda!!" quando passa o carro da polícia.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Você é babaca. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9 - Quando uma mulher diz que está "de saco cheio", você diz que isso não é possível porque ela não tem saco.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Você é babaca. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10 - Quando um cara fala que é de Porto Alegre você logo diz: "Bah Tchê,Gaúcho Macho"&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Você é Babaca (e burro, pois não existe gaúcho macho) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11 - Você conhece uma pessoa que vem de Minas Gerais e fica dizendo para ela:"De Minas UAI! TREM BÃO SÔ".&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Você é MUUUUUIIIIIIITO babaca. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12 - Quando alguém te pergunta se deu para resolver aquele problema, vc prontamente responde: "Resolvi sem dar".&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Você é babaca. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13 - Na hora da sobremesa, ao servirem o pavê, você diz: "ÉPAVÊ OU PÁCOME?!"&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Você é TOTALMENTE babaca. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14 - Quando você dá um toque nas costas de um amigo, fazendo com que ele olhe para o lado contrário de onde você está...&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Você é babaca. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15 - Se você conta a piada do pintinho -que -não - tinha -cu -foi -peidar - explodiu...&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Você é babaca. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16 - Quando alguém deixa cair algo no chão e você já agita berrando "ÊÊÊIIIAAAA...."&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Você é babaca. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17 - Se estiver à mesa com amigos reparando que alguém está comendo ovos ou repolho e fizer alusão quanto aos gases futuros&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Você é babaca. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19 - Se alguém receita um remédio que "É BOM PARA A ESPINHA, ETC...", e você corrige dizendo que se for bom para espinha, ela vai ficar enorme...&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Você é babaca. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20 - Se você notou que a lista pulou do 17 para o 19...&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Você é um tremendo babaca.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3549948187802910658-8989917947388734676?l=gorgem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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Pelo menos, março acabou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuando a seção "Bandas de uma música só" (&lt;a href="http://gorgem.blogspot.com/2010/01/bandas-de-uma-musica-so-parte-i.html"&gt;relembre a primeira parte aqui&lt;/a&gt;), farei o inverso: quatro 'músicas' brasileiras, apenas uma estrangeira. Novamente não comentarei os vídeos, o trabalho fica pra vocês. Segue, então, uma seleção que foi a crista da onda, a nata, o point do momento em sua época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E só na sua época. Nunca mais fizeram sucesso com outra música!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bragaboys - Bomba&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/NwafzN9frFE&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/NwafzN9frFE&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="344" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa música é daquelas que, depois que você ouve, ela só vai sair da sua cabeça após cirurgia. É necessário arrancar um bom pedaço do cérebro pra que você seja libertado dessa lástima.&lt;br /&gt;O mais legal dessa música não é ela nem os famigerados Bragaboys. O mais legal é a piada que surgiu depois, quando o &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=LFoW6FKuXgY"&gt;Carlinhos Brown levou garrafada no Rock In Rio&lt;/a&gt; antes do show do Guns n'Roses: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"ainda bem que ele canta 'Água Mineral', porque se cantasse 'Bomba', já estaria morto"&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;As Meninas - Xibom Bombom&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/6QKk5gU-CDI&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/6QKk5gU-CDI&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="344" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa música contém uma das maiores buscas de quem não vive no mundinho fechado do neoliberalismo, apresentando a faceta mais evidente de todas as realidades sociais da era capitalista que vivemos, propagada na máxima &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Quero me livrar dessa situação precária, onde o rico cada vez fica mais rico e o pobre cada vez fica mais pobre. E o motivo todo mundo já conhece: é que o de cima sobe e o de baixo desce"&lt;/span&gt;, baseada muito provavelmente nos escritos de Karl Marx e Friedrich Engels na explicação sobre a história das sociedades humanas, todas baseadas na luta de classes (não estou falando da 3ªB contra a 3ªF do colégio perto de sua casa), mais especificamente a burguesia e o proletariado, no Manifesto do Partido Comunista, na qual é evidenciada de forma pormenorizada a apropriação e a alienação, por parte da classe dominante, da força de trabalho dos menos abastados, gerando uma desigualdade ainda maior entre esses opostos grupos sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar disso, eu tenho vergonha de assumir que já fui num show d'As Meninas (que até têm outro sucesso, mas ninguém lembra qual é - se você lembrar, fica quieto porque senão quebra meu post sobre bandas de uma música só).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Vagabundos - Relaxa Senão Não Encaixa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/36ApaWyYhVE&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/36ApaWyYhVE&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="344" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A frase 'relaxa senão não encaixa' virou ditado popular. Sabe quando sua tia faz um pavê de sobremesa e sempre tem um babaca (falarei sobre a 'teoria do babaca' no próximo post) que pergunta se é pavê ou pacomê? Então, sempre tem um babaca que vai dizer 'senão não encaixa' quando você disser 'relaxa'.&lt;br /&gt;O vídeo é uma gravação de uma apresentação do grupo no Programa Gutto Morenno. Sem mais comentários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;LS Jack - Carla&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/UlwS1-d7oyo&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/UlwS1-d7oyo&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="344" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Música cantada por 12 em cada 10 homens que possuem uma namorada ou noiva (esposa, se ela tiver sorte de ter um marido atencioso) chamada Carla.&lt;br /&gt;Essa música sempre nos remete ao caso do Marcus Menna, o vocalista da banda, que teve complicações numa cirurgia e quase morreu. Ficou bem debilitado, várias sequelas, e todo mundo vive acusando sua ex-mulher, a Carla, de ter abandonado o rapaz nesse momento difícil. Será que deram ouvidos a ela? Sei que, a mim, não resta mais ouvido pra essa música, é tão grudenta quanto a que vem abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;James Blunt - You're Beautiful&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/oofSnsGkops&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/oofSnsGkops&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="344" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoal, não sei se o clipe está certo: eu não tive coragem de ouvir de novo.&lt;br /&gt;Quer um dado sobre ela? Toma essa: as rádios de Londres foram PROIBIDAS, pelos seus anunciantes, de tocar essa música, simplesmente porque NINGUÉM aguentava mais ouvi-la.&lt;br /&gt;Durma com esse som...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3549948187802910658-3740534921115381070?l=gorgem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/0gCoFLv0VPziY9dT8jZcFaODooE/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/0gCoFLv0VPziY9dT8jZcFaODooE/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/0gCoFLv0VPziY9dT8jZcFaODooE/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/0gCoFLv0VPziY9dT8jZcFaODooE/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogDoGorgem/~4/LDpV_EelcLc" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://gorgem.blogspot.com/feeds/3740534921115381070/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3549948187802910658&amp;postID=3740534921115381070&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549948187802910658/posts/default/3740534921115381070?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549948187802910658/posts/default/3740534921115381070?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/BlogDoGorgem/~3/LDpV_EelcLc/bandas-de-uma-musica-so-parte-ii.html" title="Bandas de uma música só - Parte II" /><author><name>Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03189896859306781636</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_BOmT6qI_2iI/S0vcKQoiWeI/AAAAAAAAGh8/laCB4IVoZ_Y/S220/DSC00027b.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://gorgem.blogspot.com/2010/04/bandas-de-uma-musica-so-parte-ii.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;A0INSHc5fCp7ImA9WxBUEUk.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3549948187802910658.post-817800526425183273</id><published>2010-02-25T21:47:00.007-03:00</published><updated>2010-02-25T22:59:59.924-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-02-25T22:59:59.924-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Literando" /><title>Show do intervalo</title><content type="html">Tirando o futebol, o que mais tem em um jogo de futebol?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa pergunta é muito mais gostosa de ser respondida quando se pensa no intervalo do jogo. Antes de tudo, pensando no futebol, em geral, até mesmo quem odeia futebol tenta entender por que é que um jogo no qual "vinte e dois marmanjos ficam correndo atrás de uma bola" tem tanta graça. Nada mais equivocado do que pensar isso: um jogo de futebol envolve superstição, fé, sentimentos opostos (alegria e tristeza); é até mesmo um treinamento de paciência: creio eu que a relação de um casal pode ser testada com uma partida de futebol (principalmente quando um dos dois - geralmente a mulher - não vê a menor graça no esporte).&lt;br /&gt;[imagine uma esposa recém casada pedindo para o marido colocar  gentilmente no filme romântico que está passando em outro canal, durante  o intervalo do jogo...] Nada mais justo, então, pensar o que é que se faz durante o intervalo desse jogo; arrisco-me em dizer que é um dos momentos de maior superstição de um torcedor (apesar de conhecer gente que diz que faz sexo pra relaxar um pouco nessa hora).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em casa, por exemplo, apesar de ter me mudado para cá há mais de um ano, ainda estou apenas começando a perceber quais são os melhores pontos para meu time ganhar. O básico durante o jogo continua, como por exemplo trocar de canal quando ele está mal no jogo; mas a posição no sofá, a posição das pernas, a almofada, o uso da camisa, tudo isso ainda estou testando empiricamente. Onde eu morava antes tinha a posição certa em que eu, meu irmão e meu pai sentávamos para ver os jogos; eu odiava quando meu pai ia ao banheiro, porque o Timão levava gol sempre nessa hora; minha mãe na cozinha durante o jogo era mau presságio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o foco é a hora do intervalo. Nessa época a que eu me referia, tinha a ordem certa pra quem ia no banheiro; além disso, eu tinha que passar no meu quarto, olhar pro meu São Jorge e pedir a vitória. Sem isso, era derrota na certa, e muitas vezes eu me irritei por ter provocado a perda do jogo. Desculpe, Corinthians. A opção pra quem assiste aos jogos em casa raramente é ficar de olho no "show do intervalo", não sei por que a Globo insiste: cada torcedor tem seu jeito de matar o tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente estou testando as opções, mas eu percebo que assisti pouquíssimos jogos em casa: no ano passado inteiro eu priorizei a faculdade, e neste ano fui em quase todos os jogos. Acho que só vou perceber o que tenho que fazer no intervalo do jogo para meu time ganhar nas próximas semanas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No estádio tenho também as minhas superstições, mas a coisa é mais leve. Tão mais leve que fica até mais engraçado observar o que acontece à nossa volta e que quase ninguém comenta. Uma delas é o que os gandulas fazem no intervalo. Por que a curiosidade? Porque durante o jogo eles não correm, só se movimentam quando a bola sai de jogo perto deles, ou seja, não têm motivo pra descansar no intervalo. Então, em um trabalho jornalístico investigativo, registrei o que eles estavam fazendo durante o jogo Corinthians x Mirassol, no final de janeiro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="295" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/0x2PeohF_E0&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/0x2PeohF_E0&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="295" width="480"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perceba que os bonitinhos estavam jogando uma espécie de futevôlei adaptado, sendo permitido que a bola pingasse uma vez no chão; a placa de publicidade era a 'rede'. Só com essa observação, dá pra perceber algumas das regras essenciais dessa modalidade, o que é muito interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um outro ponto é o entretenimento: apesar de &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_BOmT6qI_2iI/S4cia4V1IUI/AAAAAAAAJIU/gI8r-SezzRI/s1600-h/DSC00337.JPG"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_BOmT6qI_2iI/S4cia4V1IUI/AAAAAAAAJIU/gI8r-SezzRI/s320/DSC00337.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5442356519896424770" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;muita gente aproveitar o intervalo do jogo para ir aos banheiros químicos que são a crista da onda da higiene, o supra-sumo da limpeza, a Federação Paulista de Futebol traz algumas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cheerleaders&lt;/span&gt; e promove algumas brincadeiras com mascotes dos times que estão jogando: selecionam dois torcedores pra tentar fazer gol de uma distância enorme, apostar corrida, essas bobeirinhas que ninguém liga, só quem participa. Até o dia em que o Mosqueteiro pegou a bola e desafiou o Leãozinho do Mirassol: bateu cinco pênaltis e marcou todos, e defendeu quatro pênaltis dele. Aí a torcida começou a prestar atenção e ele se empolgou mais ainda, ia chutando com a bola rolando, sentindo confiança e tudo mais. Até que estufou o peito, pegou os bonecos da Federação e os colocou na "barreira", falou pro Leãozinho ir pro gol porque ele ia cobrar uma falta. E:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="295" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/6HwthXtj6ZI&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/6HwthXtj6ZI&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="295" width="480"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calma, nem tudo é perfeito... mas a torcida gostou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, um episódio de ontem: como disse, a torcida aproveita o intervalo para ir ao banheiro, tomar uma água, refrescar a garganta, já que os gritos (e os palavrões) saem em dezenas de trilhares de vozes ao mesmo tempo; eu, meu irmão, meu primo e o Lui compramos um picolé cada um. Mas não o oficial, que custa quatro royals (um absurdo) e sim o 'paralelo' de um real. Pra quê? Veio uma raspadinha de limão, e não um picolé de limão. Daí meu irmão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ei, mano, troca aí pra mim que esse tá derretido.&lt;br /&gt;E o "mano":&lt;br /&gt;- Tão todos assim, por isso tá um real, senão seria dois.&lt;br /&gt;O diálogo seguiu:&lt;br /&gt;- Então me dá um inteiro, para com isso.&lt;br /&gt;- Não vai dar não, cara.&lt;br /&gt;Entrei no diálogo:&lt;br /&gt;- Troca o sorvete aí, pô.&lt;br /&gt;Ele virou as costas.&lt;br /&gt;Meu irmão bateu no ombro dele e falou um pouco mais decidido:&lt;br /&gt;- Troca o sorvete, por favor!&lt;br /&gt;O cara virou, pegou uma moeda de um real ("toma o dinheiro de volta então", ele disse) e a reação veio em uma voz decidida, concisa, persuasiva e nada reticente, porém sem a menor educação pela minha parte:&lt;br /&gt;- Troca aí, PORRA!&lt;br /&gt;Deu certo, ele trocou. Não sem perceber que boa parte da torcida à minha volta seria uma clientela perdida, caso não trocasse, já que muita gente ouviu meu singelo e quase imperceptível pedido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domingo tem jogo contra o Santos, vou continuar os testes empíricos. Enquanto isso, me responda: qual seu ritual no intervalo do jogo do time que torce? Registra aí nos comentários!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3549948187802910658-817800526425183273?l=gorgem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/WQwjBfxawGrL-BjNsvGTXSdavUM/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/WQwjBfxawGrL-BjNsvGTXSdavUM/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/WQwjBfxawGrL-BjNsvGTXSdavUM/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/WQwjBfxawGrL-BjNsvGTXSdavUM/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogDoGorgem/~4/ZxGOUTTpM7A" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://gorgem.blogspot.com/feeds/817800526425183273/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3549948187802910658&amp;postID=817800526425183273&amp;isPopup=true" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549948187802910658/posts/default/817800526425183273?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549948187802910658/posts/default/817800526425183273?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/BlogDoGorgem/~3/ZxGOUTTpM7A/show-do-intervalo.html" title="Show do intervalo" /><author><name>Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03189896859306781636</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_BOmT6qI_2iI/S0vcKQoiWeI/AAAAAAAAGh8/laCB4IVoZ_Y/S220/DSC00027b.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_BOmT6qI_2iI/S4cia4V1IUI/AAAAAAAAJIU/gI8r-SezzRI/s72-c/DSC00337.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://gorgem.blogspot.com/2010/02/show-do-intervalo.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;A0cEQ3YzcSp7ImA9WxBWFko.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3549948187802910658.post-7321218654498671972</id><published>2010-02-08T23:20:00.003-02:00</published><updated>2010-02-08T23:30:02.889-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-02-08T23:30:02.889-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Mochilando" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Retratos" /><title>Arraial/Porto - Pictures</title><content type="html">Pra animar quem não viu o link pra todas as fotos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://picasaweb.google.com/gorgem/Arraial_Porto#&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_BOmT6qI_2iI/S3C5gIcQeJI/AAAAAAAAIbY/6ziEwGlJ6yk/s1600-h/DSC00130.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_BOmT6qI_2iI/S3C5gIcQeJI/AAAAAAAAIbY/6ziEwGlJ6yk/s400/DSC00130.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5436048711909144722" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_BOmT6qI_2iI/S3C5fcxeDUI/AAAAAAAAIbQ/JmsOtTNOKb4/s1600-h/DSC00111.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_BOmT6qI_2iI/S3C5fcxeDUI/AAAAAAAAIbQ/JmsOtTNOKb4/s400/DSC00111.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5436048700186955074" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_BOmT6qI_2iI/S3C5elEUtzI/AAAAAAAAIbI/CQpRL5z8zms/s1600-h/DSC00095.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_BOmT6qI_2iI/S3C5elEUtzI/AAAAAAAAIbI/CQpRL5z8zms/s400/DSC00095.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5436048685233649458" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_BOmT6qI_2iI/S3C5djrq9RI/AAAAAAAAIa4/b3jTKxkeryQ/s1600-h/DSC00026.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_BOmT6qI_2iI/S3C5djrq9RI/AAAAAAAAIa4/b3jTKxkeryQ/s400/DSC00026.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5436048667681944850" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_BOmT6qI_2iI/S3C5_EK4dII/AAAAAAAAIbg/aaF2pkzC-2o/s1600-h/DSC00151.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_BOmT6qI_2iI/S3C5_EK4dII/AAAAAAAAIbg/aaF2pkzC-2o/s400/DSC00151.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5436049243338470530" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_BOmT6qI_2iI/S3C6ADw9zKI/AAAAAAAAIbw/XbwbQmEYmzk/s1600-h/DSC00145.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_BOmT6qI_2iI/S3C6ADw9zKI/AAAAAAAAIbw/XbwbQmEYmzk/s400/DSC00145.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5436049260409638050" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_BOmT6qI_2iI/S3C5_wTdNJI/AAAAAAAAIbo/u3zDxYWnU_I/s1600-h/DSC00190.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_BOmT6qI_2iI/S3C5_wTdNJI/AAAAAAAAIbo/u3zDxYWnU_I/s400/DSC00190.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5436049255185593490" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3549948187802910658-7321218654498671972?l=gorgem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/_1-8HVApRt5pGSebviENV5Cn8ss/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/_1-8HVApRt5pGSebviENV5Cn8ss/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogDoGorgem/~4/hbYkbYLAg_U" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://gorgem.blogspot.com/feeds/7321218654498671972/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3549948187802910658&amp;postID=7321218654498671972&amp;isPopup=true" title="5 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549948187802910658/posts/default/7321218654498671972?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549948187802910658/posts/default/7321218654498671972?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/BlogDoGorgem/~3/hbYkbYLAg_U/arraialporto-pictures.html" title="Arraial/Porto - Pictures" /><author><name>Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03189896859306781636</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_BOmT6qI_2iI/S0vcKQoiWeI/AAAAAAAAGh8/laCB4IVoZ_Y/S220/DSC00027b.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_BOmT6qI_2iI/S3C5gIcQeJI/AAAAAAAAIbY/6ziEwGlJ6yk/s72-c/DSC00130.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>5</thr:total><feedburner:origLink>http://gorgem.blogspot.com/2010/02/arraialporto-pictures.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0AHSHY6eyp7ImA9WxBWFkU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3549948187802910658.post-1154937874111340498</id><published>2010-02-08T22:47:00.006-02:00</published><updated>2010-02-09T01:22:19.813-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-02-09T01:22:19.813-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Mochilando" /><title>Arraial/Porto - Dia 7</title><content type="html">E chegou o último dia de viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe o que é acordar sem quase ter dormido, de tão zonzo que você está por ter levado muito soro na veia, e estar com aquela impressão de que está "vazio" fisicamente? Quer um alento? Fui ligar o computador e o modem da Vivo queimou. Estava incomunicável, já que, quando liguei o celular, percebi que não havia o menor sinal na pousada. Nos momentos complicados a gente percebe outras coisas ruins, também: meu pé estava (e ainda está) cheio de bolhas de tanto que andei de chinelos (fiquei com trauma de ouriço), e a grana que gastei (somada à que perdi, que estava na mochila furtada) não me permitirão viajar à MG, como planejado. Mais uma vez, fica pra próxima oportunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um sábado aproveitado seria muito complicado pois um completo mal estar me dominava. Então fiz coisas bem leves, dei uma volta rápida em Porto, almocei algo leve, enfim, sendo bem sincero, eu já estava com muita vontade de ir embora, então o dia foi de muita cama e muita reflexão. Eu adoro e, sempre que posso, viajo sozinho, mas como primeira experiência de viagem de sete dias sozinho, acho que não é uma boa: viagens rápidas valem a pena serem feitas assim (como a que eu faria pra MG), mas a próxima viagem "longa" farei com amigos ou futura namorada. Não me arrependo nem um pouco, porém! A viagem foi incrível, estou super satisfeito, feliz, descansado, e com um fôlego super renovado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro ponto é o destino: escolhi Arraial/Porto por ser um que mesclava a agitação com a tranquilidade, o calor e o mar, a distância e o desconhecido (nunca tinha ido à Bahia), e o preço, claro: é o destino mais barato no Nordeste. Só que, diferentemente de todas as últimas viagens que fiz nos últimos 4 anos, esse destino é o que se apresentou mais "feito pra turista". O que quero dizer, respondo com outro exemplo de destino: eu pretendo, quando possível, fazer um mochilão pela América do Sul, passando especialmente por Bolívia, Peru, Chile e Argentina; só que eu fico mais interessado em conhecer os hábitos nas comunidades bolivianas do que as belezas de Machu Picchu. Ou seja, não que eu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;não&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;queira &lt;/span&gt;ir pra Machu Picchu, mas sim que o que realmente me atrai é a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;realidade&lt;/span&gt; do local que estou visitando. E tanto Machu Picchu quanto Porto Seguro possuem algo em comum nisso: são cidades em que as coisas que acontecem, só acontecem porque os turistas querem que seja daquele jeito. Será que me fiz compreender?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, as paisagens que vi foram belíssimas, as fotos apenas me farão relembrar e lhes darão uma simples ideia do que foi que eu presenciei (sem contar que ainda &lt;span style="font-style: italic;"&gt;brinco&lt;/span&gt; de ser fotógrafo, mas eu me esforço pra pegar ângulos bons, tomando cuidado com foco e iluminação). Adoro paisagens naturais, e as praias, pedras (tenho atração por pedras, tanto que prefiro as áreas interiores do que as litorâneas), falésias. O silêncio de muitas praias me deixava incrivelmente feliz. E nenhum dos quase 50 km que andei nessa semana deixam de me fazer perceber que, acima de tudo, eu descansei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, segunda-feira, comentei com o Lui que a tranquilidade me deu oportunidade de lembrar espontaneamente de muitas coisas do passado que eu estava deixando passar, até mesmo os simples momentos em que eu me divertia com muita gente que também não lembrava. É hora de retomar contato, aproveitar de fato essas férias. O stress tira muita coisa importante da nossa vida, principalmente o essencial: aquilo que é simples.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na noite de sábado pra domingo não consegui dormir, ainda com dores e com muito calor (percebi que quando eu ligava o ar condicionado minha febre aumentava), mas no domingo eu só não digo que a caganeira passou porque quase me borrei todo quando o avião balançou forte numa rajada de vento durante o pouso em Guarulhos. O piloto até pediu pra gente se tranquilizar enquanto isso acontecia, mas é difícil, rs... Tirando as brincadeiras, melhorei bem no domingo, e hoje estou 95% bem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu escrevi um monte essa semana, mas ainda sinto que tem muita coisa a ser contada. Além de pessoalmente, prometo que vou colocando "notinhas" por aqui nos próximos dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, as fotos. Por que eu não apareço? Porque seria um desrespeito à beleza que presenciei em Arraial, rs...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[ok, preciso voltar à academia também]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://picasaweb.google.com/gorgem/Arraial_Porto#"&gt;Aqui estão as fotos&lt;/a&gt;, espero que gostem! Obrigado a todos por acompanharem e pela alegria que provocam com cada contato, cada comentário!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(se não conseguir acima, copie e cole no navegador o seguinte link: &lt;a href="http://picasaweb.google.com/gorgem/Arraial_Porto#"&gt;http://picasaweb.google.com/gorgem/Arraial_Porto#&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;p.s.: este blog não será abandonado, continuarei postando algumas coisinhas sobre o que ocorre nas férias e também minhas criações literárias (olha que pretensão rsrs)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3549948187802910658-1154937874111340498?l=gorgem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/MYizq-0_F64uua_lWcTQSXkj9jU/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/MYizq-0_F64uua_lWcTQSXkj9jU/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/MYizq-0_F64uua_lWcTQSXkj9jU/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/MYizq-0_F64uua_lWcTQSXkj9jU/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogDoGorgem/~4/tFOAntDslS0" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://gorgem.blogspot.com/feeds/1154937874111340498/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3549948187802910658&amp;postID=1154937874111340498&amp;isPopup=true" title="2 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549948187802910658/posts/default/1154937874111340498?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549948187802910658/posts/default/1154937874111340498?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/BlogDoGorgem/~3/tFOAntDslS0/arraialporto-dia-7.html" title="Arraial/Porto - Dia 7" /><author><name>Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03189896859306781636</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_BOmT6qI_2iI/S0vcKQoiWeI/AAAAAAAAGh8/laCB4IVoZ_Y/S220/DSC00027b.jpg" /></author><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://gorgem.blogspot.com/2010/02/arraialporto-dia-7.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DEcNQngzcSp7ImA9WxBWFko.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3549948187802910658.post-1452678916071422332</id><published>2010-02-08T21:05:00.004-02:00</published><updated>2010-02-08T22:41:33.689-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-02-08T22:41:33.689-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Mochilando" /><title>Arraial/Porto - Dia 6</title><content type="html">Definitivamente não era pra eu conhecer a Praia do Espelho: na sexta-feira, sexto dia de viagem, choveu forte a manhã inteira. Planos frustrados não só pra mim, mas pra todo mundo da pousada. "Hoje é dia de ficar no quarto vendo televisão", diziam. Nem pensar! Lembram o que disse do quarto? Era horrível ficar lá dentro, então fui pro bar (mas não bebi... ok, não bebi porque o bar estava fechado ainda) e fiquei lendo até começar a bater papo com um rapaz que trabalha na cozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito boa e tranquila a conversa; nascido em Cabrália, que fica a 40km de Arraial (aliás, esqueci de comentar que não fui pro local do descobrimento pois estava rolando carnaval antecipado: segundo o pessoal do hotel, Cabrália fica um meretrício franciscano nessa época, não vale a pena visitar), ele vai e volta todos os dias pra pousada de busão. Comentei com ele que em São Paulo, esse trajeto que ele afirmou fazer em uma hora, aqui faria em mais de três. De trem ou metrô, um pouco menos. Aí ele comentou que nunca tinha visto, na vida, um trem, nunca conseguiu imaginar de perto essa coisa que ele só tinha visto pela tevê. Apesar disso, ele nunca teve vontade de ir pra São Paulo, me falou que nunca viu ninguém que foi pra lá, saindo de São Paulo, que não reclamasse da cidade. Fiquei quieto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa hora chegou um monte de gente que estava na pousada e decidimos almoçar todos juntos lá. Seria um caldeirão pra todo mundo, porém apenas "seria", já que o bonitão aqui não come peixe. Então foi peixe pra todo mundo e strogonoff de frango pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[pausa pra respirar... vocês vão entender mais pra frente o porquê essa pausa...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o almoço a chuva veio mais forte ainda. Então a dona Morte teve minha atenção na leitura de A Menina que Roubava Livros, foi bem agradável. Serviu de alento ao me dar conta, finalmente, que não poderia mais visitar a praia do Espelho (que dizem ser maravilhosa), o passeio de escuna (mar tava agitadíssimo), passeio de chalana (a ressaca me fez perder). Mas percebi que, apesar disso, tudo o que eu estava aproveitando estava ótimo demais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À noite haveria balada na Ilha dos Aquários, a expectativa era grande principalmente pelo local. Porém:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="265" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/jvip_PQ9wto&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/jvip_PQ9wto&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="265" width="320"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, amigo... aí sim, fomos surpreendidos novamente: eu e mais oito hóspedes acabamos indo conhecer um lugar em Porto que pouquíssimos turistas vão. Um lugar que ninguém tem fotos e que é super frequentado por pessoas das mais diferentes classes sociais (se bem que as pessoas de maior poder aquisitivo que lá frequentam geralmente são turistas). A gente acabou trocando a ida à Ilha dos Aquários e acabou passando a noite lá:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Policlínica de Porto Seguro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouparei-lhes dos detalhes, o que posso dizer é que eu e mais oito hóspedes deixamos parte de nossos corpos lá na Bahia. Segundo a médica, nossos estômagos não estão acostumados ao azeite de dendê; a mesma médica que esqueceu de tirar o soro da minha veia e deixou meu braço inchado, quase tive uma hiperidratação rsrs. Todos saímos achando que a comida da pousada é que era a culpada, mas na convalescência, a gente estava mais preocupado era em se cuidar, mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim inicia o sábado, totalmente zonzo e com 4 quilos a menos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[outra pausa pra respirar: só de lembrar, doem os rins, o peito, a garganta, a laringe, a faringe, o estômago, o intestino... vou demorar um bom tempo pra conseguir voltar a comer frango]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esqueci de mencionar nos posts anteriores: andando na Passarela do Álcool, numa daquelas lojas de tranqueirinhas (viu, dona Cris, eu não tenho escorpião no bolso!), uma tiazinha sacou que eu era turista (nooooossa, como????) e perguntou se eu não queria aquelas fitinhas do Senhor do Bonfim. Falei que não ia usar algo com as cores do Palmeiras, ou do Flamengo, ou de qualquer outra cor, mesmo branca, no pulso; e completei, brincando, que usaria se tivesse fitinha preta-e-branca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse instante ela falou que se eu tivesse pano preto ela faria na hora, pra mim, as fitinhas; fui na loja ao lado, comprei uma camisa preta lisa por cinco reais e ela fez 30 fitinhas pretas escritas em branco, rs. Fui à igreja ao lado, falei pro Velho dar uma força pro Timão neste ano, voltei na lojinha e ela fez um cordão com 10 fitinhas trançadas. Amarrei no pulso e estão devidamente em uso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No próximo post, sobre o último dia de viagem, as conclusões finais: o dia não estava tão bom... quer dizer, nem eu estava, nem o céu, rs...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3549948187802910658-1452678916071422332?l=gorgem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/UDe-KF20LjIhL3bxYPMr-krR_5E/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/UDe-KF20LjIhL3bxYPMr-krR_5E/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/UDe-KF20LjIhL3bxYPMr-krR_5E/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/UDe-KF20LjIhL3bxYPMr-krR_5E/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogDoGorgem/~4/SY2JJskKnGQ" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://gorgem.blogspot.com/feeds/1452678916071422332/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3549948187802910658&amp;postID=1452678916071422332&amp;isPopup=true" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549948187802910658/posts/default/1452678916071422332?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549948187802910658/posts/default/1452678916071422332?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/BlogDoGorgem/~3/SY2JJskKnGQ/arraialporto-dia-6.html" title="Arraial/Porto - Dia 6" /><author><name>Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03189896859306781636</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_BOmT6qI_2iI/S0vcKQoiWeI/AAAAAAAAGh8/laCB4IVoZ_Y/S220/DSC00027b.jpg" /></author><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://gorgem.blogspot.com/2010/02/arraialporto-dia-6.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DEECQXs8eSp7ImA9WxBWE04.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3549948187802910658.post-8824916741039403319</id><published>2010-02-05T00:21:00.001-02:00</published><updated>2010-02-05T00:24:20.571-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-02-05T00:24:20.571-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Mochilando" /><title>Arraial/Porto - Dias 4 e 5</title><content type="html">Intro: esta é a 666ª vez que escrevo neste blog. Isso não significa absolutamente nada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quarto dia começou intranquilo, na verdade como continuação do terceiro. Fui pra cama umas seis da manhã e fiquei até meio dia, uma da tarde. Não fui só eu, porém, quem sentiu os efeitos do relativo exagero na bebida, Anaclara nunca tinha tomado capeta e eu nunca tinha tomado três na mesma noite (sem contar que era o autêntico capeta, né?)... Aquele objetivo de não perder a sobriedade em terras nunca dantes navegadas [sacou o trocadilho?] não foi cumprido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isso acabei perdendo o passeio de chalana que eu tinha comprado [detalhe: até agora estou tentando reaver a grana – outro passeio só quarta que vem, não estarei mais aqui –  prometeram-me que vão devolver amanhã...]. A tarde do quarto dia, então, foi tomando água de coco na piscina da pousada, o que não foi nada mal, aliás: os mergulhos foram ótimos pra me fazerem voltar ao ‘normal’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, quinto dia, caiu uma chuva violentíssima no início da manhã, mas nada que me desanimasse pra ir até a praia de Pitinga e de Taípe. Ótima ideia, pois foram as duas melhores praias que visitei (quando cheguei, o tempo estava melhor): água cristalina, pedras e rochas, falésias altíssimas, somente o barulho do mar. Dessa vez, além das fotos, gravei em vídeo o visual e os sons pra que vocês invejem um pouquinho. No retorno, passei pelo centro de Arraial, aquela voltinha básica pra conhecer as casinhas coloridas, mais igreja, e o visual panorâmico incrível. Tudo isso as fotos que tirei vão lhes dizer melhor quando eu voltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de outro temporal, dessa vez mais violento ainda, com direito a raios na pousada ao lado (porém, acho que nada comparado com o que acontece com São Paulo, quase cinquenta dias seguidos de chuva... por menos que isso, Noé construiu uma arca, hoje ninguém pensa nesse trabalho, afinal, não é financeiramente remunerado...). Perdi a linha de pensamento, voltando então: depois de um temporal violentíssimo, último jantar com a Anaclara, pois amanhã à noite ela embarca pra Argentina [mas quem embarca, não embarca em barco? quem pega avião devia ‘envionar’, não? Não!]. Amanhã a noite tem festa no Aquário, então esse foi meu último contato com ela. Amanhã vou pra famosíssima praia do Espelho, ela não qui$ ir. Foi uma despedida sem lágrimas rsrs...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, como não teve tanta novidade assim nesses dois últimos dias, deixo algumas impressões em geral daqui, até agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pousada&lt;/span&gt;: localização: longe do centro de Arraial, porém do lado da balsa, então a mobilidade é grande, dá pra ir pra Porto rapidinho, e pra ir pro centro de Arraial é só pegar um busum caindo aos pedaços, mas que chega lá; instalações: por fora, bela viola... piscina ótima, salão de jogos (nunca fui), espaço amplo no bar, muito bom. Café da manhã: fraquíssimo, repete todo dia e não me sustenta até de noite. Dentro do quarto é horrível; super úmido, a cama é um compensado de madeira velha que faz muito barulho e o colchão não prende o lençol (eu me mexo muito à noite, lençol solto enche o saco), um ar condicionado que não pode desligar senão tem que esperar meia hora até ligar de novo, tem goteira perto da cama, o banheiro é o mais nojento que já vi na vida (já reclamei do cheiro de rato morto – deve ter muita areia no ralo – mas não há Cristo que resolva); e tem uma TV de 16’ sem controle remoto que só pega Globo e Band (aliás, respeito muito mais a Band, que transmite campeonato paulista aqui pra Bahia, enquanto a Globo transmite clássicos como Olaria x Friburguense). Saldo: levemente negativo, eu tinha expectativas melhores quanto à pousada. O quarto é um convite pra não ficar dentro dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Preferências futebolísticas&lt;/span&gt;: falando em campeonato paulista, a galera que mora aqui é bem dividida entre Corinthians, Flamengo, São Paulo e Vasco. O domínio carioca está diminuindo. Sem querer puxar sardinha, mas tem muito corintiano aqui, é incrível (pros engraçadinhos: eu não estou mais usando as camisas do Corinthians, ninguém está tentando me agradar quando pergunto pra que time torce).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Balsa&lt;/span&gt;: show de horrores, você ouve todas as histórias dos turistas, uma pior que a outra. Frases impagáveis como “quem não morre cedo tem mais é que ficar velho mesmo” são constantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dinheiro&lt;/span&gt;: aqui as lojas simplesmente não têm troco; se você não tem dinheiro trocado, ou não vai comprar, ou vai se acostumar a arredondar o preço. Adivinhem minha opção...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Música&lt;/span&gt;: Axé, Rebolation, Claudinha, Ivete. Morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Violência&lt;/span&gt;: como em todo lugar desse país, infelizmente você tem que “ficar esperto” por onde anda. A única ameaça real que tive foi chegando ao centro histórico de Porto, duas crianças com uma pedra na mão, mas mantive o passo firme e eles desistiram quando viram gente se aproximando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Turistas&lt;/span&gt;: de todo lugar, mas o que tem de carioca e argentino aqui não tá escrito. Notem que estou bem servido, só gente boa: carioca e argentino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Clima&lt;/span&gt;: é quente [jura?], mas o calor daqui, apesar de forte, não é sufocante como em muitas praias por aí. Perigo de você se perder e acabar ficando tempo demais no sol: estou tomando esse cuidado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lenda&lt;/span&gt;: baiano é devagar e folgado. Mentira: eles trabalham muito, talvez tanto quanto os paulistas; a diferença é que os baianos se divertem antes, durante e depois; a gente nem sempre, quase nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tinha mais um monte de coisas pra falar, mas esqueci. Se eu lembrar, escrevo nos próximos dias ou conto pessoalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra terminar, quero agradecer pelos comentários, tenho me divertido bastante com eles, é uma forma de matar a saudade de todo mundo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3549948187802910658-8824916741039403319?l=gorgem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/6-FhPUSvypjEgTk9di36W8Luk0E/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/6-FhPUSvypjEgTk9di36W8Luk0E/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/6-FhPUSvypjEgTk9di36W8Luk0E/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/6-FhPUSvypjEgTk9di36W8Luk0E/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogDoGorgem/~4/Ia5-ecAi_Bo" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://gorgem.blogspot.com/feeds/8824916741039403319/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3549948187802910658&amp;postID=8824916741039403319&amp;isPopup=true" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549948187802910658/posts/default/8824916741039403319?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549948187802910658/posts/default/8824916741039403319?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/BlogDoGorgem/~3/Ia5-ecAi_Bo/arraialporto-dias-4-e-5.html" title="Arraial/Porto - Dias 4 e 5" /><author><name>Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03189896859306781636</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="http://1.bp.blogspot.com/_BOmT6qI_2iI/S0vcKQoiWeI/AAAAAAAAGh8/laCB4IVoZ_Y/S220/DSC00027b.jpg" /></author><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://gorgem.blogspot.com/2010/02/arraialporto-dias-4-e-5.html</feedburner:origLink></entry></feed>

