<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-17163319</atom:id><lastBuildDate>Tue, 01 Sep 2026 23:34:11 +0000</lastBuildDate><category>O</category><category>Imprensa</category><category>N</category><category>http://4.bp.blogspot.com/_t2sqbyvWbyA/TEM5V-jDYwI/AAAAAAAAH3U/Ajd48yJ_bAs/s400/tumulo+violado.jpg</category><category>.</category><category>And</category><category>Bananão</category><category>Gil</category><category>I</category><category>Lula</category><category>P</category><category>Pu</category><category>ST</category><category>ao</category><category>blogs</category><category>charge</category><category>ci</category><category>e</category><category>f</category><category>governo</category><category>humor</category><category>ideologias</category><category>mídia</category><category>petismo</category><category>re</category><category>u</category><category>é</category><title>BLOG DO ORLANDO TAMBOSI</title><description>Política, filosofia e ciência em revista.</description><link>https://otambosi.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Orlando Tambosi)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>44503</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-4879032977553379136</guid><pubDate>Tue, 01 Sep 2026 23:34:00 +0000</pubDate><atom:updated>2026-09-01T20:34:11.889-03:00</atom:updated><title>Editorial noturno do Estadão: Moraes tem de sair do Supremo</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEieqXpKVrPNs9VScMf6AimrJWW_L-v2MqTt34T-xTAzAt0ovNyFIU2XirW73wvJiFZgaYZin8yu-shrDQUvSgKqXj_kwurnYkbaZ5VyKkxgRFHWSe_dhocJVG1blpfJ38CuyOejj1lHU0i9l4sl6-l3l4Al0kCBQ6a7uzuyhzvcdA2-BXWTpyFW/s1262/HSINVYDKVJFVBFVGCPJDX7U3MI.jpg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;710&quot; data-original-width=&quot;1262&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEieqXpKVrPNs9VScMf6AimrJWW_L-v2MqTt34T-xTAzAt0ovNyFIU2XirW73wvJiFZgaYZin8yu-shrDQUvSgKqXj_kwurnYkbaZ5VyKkxgRFHWSe_dhocJVG1blpfJ38CuyOejj1lHU0i9l4sl6-l3l4Al0kCBQ6a7uzuyhzvcdA2-BXWTpyFW/s1600/HSINVYDKVJFVBFVGCPJDX7U3MI.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Diante das gravíssimas revelações feitas por &lt;a href=&quot;https://www.estadao.com.br/opiniao/moraes-tem-de-sair-do-supremo/&quot;&gt;este jornal &lt;/a&gt;sobre sua relação com o Master, o ministro tem a obrigação de renunciar, sob pena de arrastar o Supremo para sua crise pessoal:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Alexandre de Moraes não tem mais condições de seguir como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e deveria pedir exoneração do cargo, para o bem da própria Corte. As revelações feitas pelo Estadão de que Moraes ajudou a elaborar o contrato milionário entre o escritório de advocacia de sua mulher, Viviane Barci de Moraes, com o Banco Master, de Daniel Vorcaro, desmentem categoricamente que o ministro fosse alheio ao acerto e a todas as suas implicações éticas e legais.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Para começar, participar da elaboração de um contrato é exercício de advocacia, atividade incompatível com a magistratura. Mas as mensagens do celular de Vorcaro tornadas públicas hoje pintam um quadro muito mais grave. O banqueiro, pivô do maior escândalo da história do sistema financeiro nacional, tratava Moraes como alguém a quem podia recorrer para influir no curso de investigações. “Não conseguimos reverter isso com Paulo ou Andrei?”, perguntou, em referência ao procurador-geral Paulo Gonet e ao diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. Em outra mensagem: “Se o Andrei conseguir atrasar pra outra semana, pois tem feriado, o banco não quebra. Tenta chamar ele e sensibilizar isso se achar possível”. Dois dias antes de ser preso, Vorcaro perguntou: “Acha que segunda já tenho que estar fora?”.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Não se sabe o que Moraes respondeu. Pouco importa, porque já não se pode negar o que está diante dos olhos: um investigado por fraudes bilionárias buscava num ministro informação, orientação e intervenção sobre atos da PF e da Procuradoria-Geral da República (PGR), enquanto seu banco pagava somas exorbitantes ao escritório de sua família – contrato que tem as digitais do próprio Moraes.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Há perguntas que só uma investigação responderá. Moraes procurou Gonet? Falou com Andrei? Tentou retardar diligências? Transmitiu informações sigilosas? Dependendo das respostas, podem estar em jogo ilícitos de imensa gravidade, como prevaricação, advocacia administrativa, obstrução de justiça e corrupção passiva. Gonet não pode continuar tratando esse material como “insuficiente”, como já o fez no passado, sem cair ele mesmo em suspeição.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Gonet arquivou anteriormente uma representação contra o ministro. Agora surgiram evidências novas, e uma delas envolve o procurador-geral nominalmente: Vorcaro pedia a Moraes que recorresse ao próprio Gonet para conter a investigação. André Mendonça já cobrou esclarecimentos da PGR e avalia os próximos passos. Se isso ainda não basta para abrir uma investigação formal e independente, é difícil saber o que bastaria.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Investigar, porém, resolve apenas parte da crise. As suspeitas recaem justamente sobre o uso do poder que Moraes continua exercendo. O homem que lhe pedia ajuda para alcançar o chefe da PF e o procurador-geral era o dono do banco que despejava dezenas de milhões de reais no escritório de sua mulher. O ministro participou pessoalmente do contrato e agora pode ter de ser investigado pelas mesmas instituições sobre as quais Vorcaro esperava que ele exercesse influência. Essa situação é incompatível com a normalidade institucional.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Moraes tem direito à presunção de inocência, ao devido processo e a todas as garantias legais que tantas vezes negou a outros, mas essas garantias não obrigam o Supremo a carregar, por tempo indefinido, o peso de um ministro cuja permanência compromete a autoridade da própria Corte.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O STF já errou demais no caso Master. Dias Toffoli, que também mantinha negócios com Vorcaro, só deixou a relatoria do caso depois que sua posição se tornou insustentável. Agora a crise atinge Moraes em outro patamar – o mesmo ministro que tantas vezes invocou a defesa do STF e do Estado Democrático de Direito para justificar o exercício de seus poderes. Chegou a hora de demonstrar que seu compromisso com as instituições vale também quando o sacrifício é seu.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Moraes tem de deixar o Supremo. Sua responsabilidade criminal será apurada, mas a responsabilidade institucional já se impõe. Se ele se recusar a retirar esse peso da Corte, sua permanência terá de ser enfrentada por quem a Constituição encarregou de julgar crimes de responsabilidade de ministros do STF: o Senado. Defender o Supremo, agora, significa impedir que a crise de um ministro se torne a crise da instituição.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-family: verdana;&quot;&gt;[Se você tem interesse na continuidade do blog (na rede há 21 anos: mais de 44 mil postagens e 15 milhões de acessos), considere colaborar com qualquer valor através do pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>https://otambosi.blogspot.com/2026/09/editorial-noturno-do-estadao-moraes-tem.html</link><author>noreply@blogger.com (Orlando Tambosi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEieqXpKVrPNs9VScMf6AimrJWW_L-v2MqTt34T-xTAzAt0ovNyFIU2XirW73wvJiFZgaYZin8yu-shrDQUvSgKqXj_kwurnYkbaZ5VyKkxgRFHWSe_dhocJVG1blpfJ38CuyOejj1lHU0i9l4sl6-l3l4Al0kCBQ6a7uzuyhzvcdA2-BXWTpyFW/s72-c/HSINVYDKVJFVBFVGCPJDX7U3MI.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-8653189868966004377</guid><pubDate>Tue, 01 Sep 2026 23:30:48 +0000</pubDate><atom:updated>2026-09-01T20:30:48.524-03:00</atom:updated><title>Amo Portugal, e é por isso que entro pelo Porto</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhgP0d25CLM22nEGUggtUyRO_nwpcgsJV4rjfn7Cs2h5t4NtJM2JGRxQvFQfaNsKXIVMMzB0wuqp9nt5Rr_1rOq-s8nn7tW1tzhuChu_xKwaLwre5-i0GuvMSzUG_MWtUFsn3a59O0iDbak9IhIMKfXcKor5jl2b83zdlpg549Pll4Re93pjVAU/s360/observador-dg-14.webp&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;360&quot; data-original-width=&quot;360&quot; height=&quot;200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhgP0d25CLM22nEGUggtUyRO_nwpcgsJV4rjfn7Cs2h5t4NtJM2JGRxQvFQfaNsKXIVMMzB0wuqp9nt5Rr_1rOq-s8nn7tW1tzhuChu_xKwaLwre5-i0GuvMSzUG_MWtUFsn3a59O0iDbak9IhIMKfXcKor5jl2b83zdlpg549Pll4Re93pjVAU/w200-h200/observador-dg-14.webp&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Envergonha-me um pouco, a mim que escolhi Portugal como segunda pátria do coração, ter de lhe entrar pelas traseiras. Diogo Pasuch para o &lt;a href=&quot;https://observador.pt/opiniao/amo-portugal-e-e-por-isso-que-entro-pelo-porto/&quot;&gt;Observador:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Escrevi, em maio, que Portugal ia entrar no verão com quatro crises simultâneas nos seus aeroportos, e que ninguém parecia verdadeiramente preocupado. Escrevi, em junho, que a TAP seria vendida da pior maneira e no pior momento, porque um hub saturado e umas filas de duas horas valem, na mesa de negociação, milhões a menos. Não escrevo hoje para dizer que tinha razão, isso seria vaidade, e a vaidade é má companhia para um contabilista. Escrevo porque, meses depois, me preparo para viajar de novo para Portugal, e a decisão que tomei, sem pensar duas vezes, é a prova viva de tudo o que aqui denunciei.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Deixem-me contar-vos a viagem, porque ela é o artigo. Parto em breve para a África do Sul, a trabalho, na que será a minha primeira vez naquele país, e de lá sigo para Portugal, para reencontrar os muitos amigos que a vida me deu no Porto e em Braga, a cidade onde vivi e me fiz doutor. E é aqui que a história se torna reveladora. Ao organizar o trajeto para a Europa, tinha diante de mim a hipótese de entrar por Lisboa. Não hesitei um segundo. Escolhi voar diretamente para o Porto, contornando de propósito o Aeroporto Humberto Delgado, a bordo da Turkish Airlines. Não por antipatia, que a Lisboa só devo afetos, mas por cálculo puro, o de quem viu, leu e ouviu o suficiente para saber que entrar em Portugal por Lisboa, neste verão, é apostar o início da viagem numa fila.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Reparem no que isto significa, porque é mais do que uma escolha pessoal. Sou alguém com uma dívida de afeto a Portugal, que para lá viaja de propósito, que lá viveu anos, que lá deixou amigos e memórias. E, ainda assim, o meu comportamento racional de consumidor é fugir da porta de entrada da capital. Se até quem ama o país o contorna, o que farão os milhões que não têm com ele laço nenhum, e que apenas comparam preços e tempos de espera num ecrã antes de decidir onde passam férias? Esses não contornam Lisboa, contornam Portugal inteiro. E Portugal nunca saberá o nome de um único deles, porque o turista que não vem não deixa rasto, não gera cancelamento, não consta em estatística. Simplesmente escolhe Sevilha.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;E o que fez o Estado português com os meses de aviso que teve? O que faz sempre. Pôs pensos rápidos numa fratura. Reforçou o aeroporto de Lisboa com algumas dezenas de agentes, acrescentou postos, e anuncia agora, orgulhoso, que reduziu os tempos de espera em cerca de metade. É a métrica perfeita da mediocridade satisfeita, gabar-se de ter reduzido para metade uma fila que não devia existir de todo. E, sobretudo, recusou fazer o que meia Europa fez sem drama. A Grécia suspendeu o novo sistema de controlo de fronteiras. A Bélgica, a França, os Países Baixos suspenderam-no também. Portugal, não. Portugal insistiu em mantê-lo no pico do verão, mesmo com o próprio ministro a admitir que as filas são, palavras dele, um embaraço e um prejuízo para a imagem do país. Preferiu o embaraço à decisão. Quando não se sabe decidir, mantém-se tudo como está, e chama-se a isso rigor.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Mas há um número nesta história que ultrapassa tudo o resto, e que devia estar gravado à entrada de cada ministério. O novo aeroporto de Lisboa, aquele que resolveria de vez a saturação que me faz desviar para o Porto, foi finalmente decidido, em Alcochete, e deverá abrir entre 2034 e 2037. Não é a data que espanta. É o caminho até ela. Portugal demorou cinquenta e cinco anos a decidir onde o construir. Cinquenta e cinco anos. O gabinete encarregado de escolher a localização foi criado em 1969, o ano em que o homem pisou a Lua. O homem foi à Lua e voltou nesse mesmo ano. Portugal, mais de meio século depois, ainda andou a discutir pareceres, impactos ambientais e aves migratórias, sem uma única pá de terra levantada. Chegámos ao ponto absurdo de o país ter demorado mais tempo a escolher o sítio de um aeroporto do que a humanidade demorou a ir à Lua, voltar, e quase se esquecer de lá ter ido.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;E é aqui que as minhas duas preocupações, a do turista que foge e a da TAP mal vendida, se encontram numa só raiz. Não é falta de dinheiro, Portugal teve fundos europeus de sobra. Não é falta de aviso, os relatórios acumulam-se há décadas. Não é falta de necessidade, o aeroporto está saturado desde que me lembro. É falta de decisão. É a incapacidade, quase cultural, de um Estado que prefere a segurança de não escolher ao risco de escolher, porque quem não decide nunca é culpado de nada. Um aeroporto adiado meio século não é um problema de engenharia, é um retrato de carácter institucional. E dói-me escrevê-lo, porque é do país que amo que falo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Quando, daqui a algumas semanas, eu aterrar no Porto, vindo da África do Sul pela Turkish Airlines, tendo contornado Lisboa como quem contorna uma obra na estrada, hei de sentir a ironia inteira daquilo que represento. Um homem que ama Portugal, a entrar-lhe pela porta das traseiras para não perder uma hora do reencontro com os amigos. Não é contra Lisboa que o faço, é contra a fila que Lisboa se recusa a resolver. E aqui vai a minha confissão, a de quem escreve isto com mais mágoa do que ironia. Envergonha-me um pouco, a mim que escolhi Portugal como segunda pátria do coração, ter de lhe entrar pelas traseiras. Um país com a história de Portugal, o país que ensinou o mundo a navegar, que chegou primeiro onde ninguém tinha chegado, merecia não obrigar quem o ama a desviar-se dele à chegada. E se um dia, num verão qualquer, eu voltar a poder entrar por Lisboa sem recear a fila, saberei que aconteceu o improvável, o Estado português tomou, enfim, uma decisão. Até lá, entro pelo Porto. Como muitos. Como cada vez mais. E cada um de nós que desvia é um número que Portugal nunca vai contar, mas que já está, silenciosamente, a pagar.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-family: verdana;&quot;&gt;[Se você tem interesse na continuidade do blog (na rede há 21 anos: mais de 44 mil postagens e 15 milhões de acessos), considere colaborar com qualquer valor através do pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>https://otambosi.blogspot.com/2026/09/amo-portugal-e-e-por-isso-que-entro.html</link><author>noreply@blogger.com (Orlando Tambosi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhgP0d25CLM22nEGUggtUyRO_nwpcgsJV4rjfn7Cs2h5t4NtJM2JGRxQvFQfaNsKXIVMMzB0wuqp9nt5Rr_1rOq-s8nn7tW1tzhuChu_xKwaLwre5-i0GuvMSzUG_MWtUFsn3a59O0iDbak9IhIMKfXcKor5jl2b83zdlpg549Pll4Re93pjVAU/s72-w200-h200-c/observador-dg-14.webp" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-4231449024727542511</guid><pubDate>Tue, 01 Sep 2026 22:17:00 +0000</pubDate><atom:updated>2026-09-01T19:18:05.159-03:00</atom:updated><title>Está cada vez mais difícil dizer que não vivemos sob uma ‘ditadura do Judiciário’</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh4vWcAirhADajgKOxwmGReVY0CmClWpuzcErPwLk9_qBCc3KvFZjVDUDPO4P1t7MmCY9qiWrDJTHOCAhGAMDYlYf_N89h4vrO25SyNMxaxjDvf1PXoxy_0JeJhTSbUFC9r0bauy3pKNTQ2wiv0d9Z2iT3h_79d5qIE9HmzQeeRTX9uYKpV7_-L/s1200/GXNDKT2FDRB3NCNHMG2H7WV5VU.jpg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;800&quot; data-original-width=&quot;1200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh4vWcAirhADajgKOxwmGReVY0CmClWpuzcErPwLk9_qBCc3KvFZjVDUDPO4P1t7MmCY9qiWrDJTHOCAhGAMDYlYf_N89h4vrO25SyNMxaxjDvf1PXoxy_0JeJhTSbUFC9r0bauy3pKNTQ2wiv0d9Z2iT3h_79d5qIE9HmzQeeRTX9uYKpV7_-L/s1600/GXNDKT2FDRB3NCNHMG2H7WV5VU.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Com seus altos salários e força desmedida, a magistratura tornou-se um problema sério para a sociedade brasileira, uma espécie de superpoder em modo de destruição e autodestruição. Fabiano Lana para o &lt;a href=&quot;https://www.estadao.com.br/politica/fabiano-lana/esta-cada-vez-mais-dificil-justificar-que-nao-vivemos-numa-ditadura-do-judiciario/&quot;&gt;Estadão:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Em tese, por meio da aplicação fria da lei, o poder Judiciário, formado por pessoas isentas, deveria encerrar os conflitos sociais. No Brasil, pelo comportamento errático, autoritário, político no sentido de partidário, ou até mesmo algo suspeito de alguns integrantes da nossa cúpula, temos um resultado contrário ao que se espera do poder. Com seus altos salários e força desmedida, a magistratura hoje tornou-se um problema sério para a sociedade brasileira. Uma espécie de superpoder em modo de destruição e autodestruição.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Tomem-se&lt;a href=&quot;https://www.estadao.com.br/politica/fabiano-lana/esta-cada-vez-mais-dificil-justificar-que-nao-vivemos-numa-ditadura-do-judiciario/&quot;&gt; as revelações desta terça-feira, 1º, do Estadão&lt;/a&gt;. &lt;a href=&quot;https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/alexandre-de-moraes/?srsltid=AfmBOopLozzIzbWiJSKCS3AB9yKAjqTQgSbSioukWaTt1oNbnW9z2XbR&quot;&gt;O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes&lt;/a&gt;, em ação direta, “editando” contrato de R$ 131 milhões do escritório de advocacia de sua mulher com &lt;a href=&quot;https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/daniel-vorcaro/?srsltid=AfmBOorRZ0Cls0nf8H2qLUeyPi9vkfQwHj_qMGsunK_chfRiy9-1l8Es&quot;&gt;o ex-banqueiro Daniel Vorcaro&lt;/a&gt;. O que o escroque do &lt;a href=&quot;https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/banco-master/?srsltid=AfmBOopOSL1gnpqQaBixMToFJp640kU0yaqpeBwkpqo0Z0qgyXAkhkNh&quot;&gt;Banco Master&lt;/a&gt; pretendia com esse tipo de negociação comercial? Claramente: proteção. Em que mundo possível seria normal um empresário bastante enrolado pedir a um juiz que adie uma operação da polícia contra ele, após alimentar a família deste mesmo togado com milhões de reais? Há alguma explicação em que Moraes não fique seriamente chamuscado?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Como o Judiciário, pelo menos sua cúpula, reage aos acontecimentos que o deixam acuado. Ligam o modo autoproteção. Não importa mais a lei.&lt;a href=&quot;https://www.estadao.com.br/politica/stf-precisa-sair-do-momento-de-excecao-e-voltar-a-normalidade-diz-presidente-da-oab-sp/?srsltid=AfmBOopYexhgjhYGyf4txR0HvK0UD3T0xXxHGLxn7U-xlIQ7pbwhrdmM&quot;&gt; Querem é se defender, mandar recados, vingar-se de quem os incomoda&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Tome-se o caso do &lt;a href=&quot;https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/dias-toffoli/?srsltid=AfmBOooFza51VZC_YcdWLTDkCGZCQwn_39ZWXuYv0U_zui7daz__r03X&quot;&gt;ministro Dias Toffoli&lt;/a&gt;, tão embrenhado nas histórias do Banco Master como Moraes. De maneira draconiana, suspende a campanha de um dos candidatos que mais o criticava, &lt;a href=&quot;https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/renan-santos/?srsltid=AfmBOoqaJJ8azHspT37CgCvWIhaQZSZGy7QZuuwFBaQULiCGaTqrvg6l&quot;&gt;Renan Santos, do Missão&lt;/a&gt;. Saltam aos olhos as razões algo bizantinas da decisão — que envolve registros de perfis na internet. Se houver equidade, outros 2,7 mil candidatos de todo o Brasil também deveriam ser proibidos de pedir votos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Mês passado, a dupla Moraes e &lt;a href=&quot;https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/flavio-dino/?srsltid=AfmBOor-q98Es27uLy4KE9_k5zvCgUhIXnsm20NPrTMFJXCf_Y-tyVTS&quot;&gt;Flávio Dino&lt;/a&gt; agiu para destruir uma cláusula pétrea da nossa Constituição: o sigilo da fonte. Por causa de questões locais que incomodavam o juiz maranhense, flagrado numa ida à praia com veículo oficial (algo que não é ilegal), Moraes feriu a Constituição que em tese deveria defender. Esse mesmo juiz, inclusive, preside um inquérito em que pode se comportar algo como dono do Brasil. É possível sustentar que não o interessa mais aplicar a lei, mas punir seus inimigos. Está cada vez mais difícil justificar que não vivemos numa “ditadura do Judiciário”.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Em tese, o bolsonarismo seria o movimento político mais prejudicado com a verdadeira caixa de Pandora que se transformou a cúpula do Judiciário brasileiro. Porém, não há santidade nesse meio. Vorcaro foi democrático ao distribuir recursos. &lt;a href=&quot;https://www.estadao.com.br/politica/eleicoes/flavio-diz-que-produtora-de-dark-horse-e-quem-deve-responder-sobre-novo-repasse-feito-por-vorcaro/?srsltid=AfmBOoo4WlMEqd9-uJkGZQfITMR8PXg4SsNVhSpnXr6OdBOcNB9PaTJm&quot;&gt;A mesma quantia milionária que foi para a família de Moraes também foi para Flávio&lt;/a&gt;. As justificativas do algoz Moraes e do filho de Jair Bolsonaro são as mesmas: trata-se de relações privadas. Ambos personagens são pessoas bem-sucedidas em patrimônio imobiliário.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;No final das contas, a sombra da suspeita recai sobre todos os poderes. Torna-se uma crise total. Candidatos que não estão envolvidos nesses escândalos, como os ex-governadores de Minas &lt;a href=&quot;https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/romeu-zema/?srsltid=AfmBOopgBs9sPr6ojDKlg6euxTSXqUpU5moT2K5XlSQkPID0BAIssSm2&quot;&gt;Romeu Zema&lt;/a&gt;, &lt;a href=&quot;https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/ronaldo-caiado/?srsltid=AfmBOoptsG2Mmh9oyU0VnrSalLfF-wTE6Vud5VwfuWM4fbko0WxZpWTI&quot;&gt;Ronaldo Caiado&lt;/a&gt;, de Goiás, caem na vala comum simplesmente por serem “políticos”. Até agora, quem melhor sobrevive no cenário é um autor de pílulas de autoajuda, o psiquiatra &lt;a href=&quot;https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/augusto-cury/?srsltid=AfmBOoqAGKZaESOahLjv9C5O1NYVLuoub6aWzi0T725Wi5Thuu6WDHaN&quot;&gt;Augusto Cury&lt;/a&gt;. Mas frases motivacionais não irão resolver o problema do País.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-family: verdana;&quot;&gt;[Se você tem interesse na continuidade do blog (na rede há 21 anos: mais de 44 mil postagens e 15 milhões de acessos), considere colaborar com qualquer valor através do pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>https://otambosi.blogspot.com/2026/09/esta-cada-vez-mais-dificil-dizer-que.html</link><author>noreply@blogger.com (Orlando Tambosi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh4vWcAirhADajgKOxwmGReVY0CmClWpuzcErPwLk9_qBCc3KvFZjVDUDPO4P1t7MmCY9qiWrDJTHOCAhGAMDYlYf_N89h4vrO25SyNMxaxjDvf1PXoxy_0JeJhTSbUFC9r0bauy3pKNTQ2wiv0d9Z2iT3h_79d5qIE9HmzQeeRTX9uYKpV7_-L/s72-c/GXNDKT2FDRB3NCNHMG2H7WV5VU.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-8760428707779190928</guid><pubDate>Tue, 01 Sep 2026 20:35:55 +0000</pubDate><atom:updated>2026-09-01T17:35:55.210-03:00</atom:updated><title>Jornalismo enviesado: no Brasil, a maioria dos jornalistas é de esquerda</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhG1nToCBy2fehXyb5rHXz_kVn5vOg6MYuBB6JQVIC-4WPdzoiRdfd8avZhAhSd5MCGU0ID-wYBdYYfLS4cqj8HY3E1mxFb4Da8lOPe9QQAYX94yENn3yg1dKB12qF3Ug2FHIcc9LyZwr5J5_G7wGP2p1AX5ETpxzapIPRLu2vDX5QwA_JPwAy7/s960/c7c96ddf-14cd-49a5-ad6d-bfef4c560c75-960x540.jpg.webp&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;540&quot; data-original-width=&quot;960&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhG1nToCBy2fehXyb5rHXz_kVn5vOg6MYuBB6JQVIC-4WPdzoiRdfd8avZhAhSd5MCGU0ID-wYBdYYfLS4cqj8HY3E1mxFb4Da8lOPe9QQAYX94yENn3yg1dKB12qF3Ug2FHIcc9LyZwr5J5_G7wGP2p1AX5ETpxzapIPRLu2vDX5QwA_JPwAy7/s1600/c7c96ddf-14cd-49a5-ad6d-bfef4c560c75-960x540.jpg.webp&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Entre os jornalistas filiados a partidos políticos, a maioria está ligada ao PT. Fabio Calsavara para a &lt;a href=&quot;https://www.gazetadopovo.com.br/ideias/no-brasil-maioria-esmagadora-dos-jornalistas-assume-ser-de-esquerda-veja-numeros/?utm_source=salesforce&amp;amp;utm_medium=emkt&amp;amp;utm_campaign=newsletter-ideias&amp;amp;utm_content=ideias&quot;&gt;Gazeta do Povo:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A maioria dos brasileiros se identifica como sendo de direita, mas essa identificação continua sendo uma minoria quase residual entre os jornalistas. Essa é uma das principais conclusões do cruzamento dos dados do Perfil do Jornalista, um levantamento coordenado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com pesquisas recentes sobre o posicionamento político da população brasileira.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Entre os jornalistas, segundo o levantamento da universidade, a esquerda, centro-esquerda ou até mesmo a extrema esquerda reúnem, somadas, pelo menos 70% dos profissionais em todos os nove estados analisados pela pesquisa. No Ceará, esse percentual chega a 90,1%; no Rio de Janeiro, a 87,5%; no Rio Grande do Sul, a 80,5%; no Distrito Federal, a 80,1%; em São Paulo, a 79,9%. As maiores proporções de jornalistas identificados com a direita ou centro-direita aparecem no Paraná e Santa Catarina — e ainda assim são apenas 6,8% e 6,4%, respectivamente.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Considerando os nove estados, a média é de aproximadamente 79,7% de jornalistas identificados com a esquerda, contra apenas 4,1% identificados com a direita ou centro-direita. Os estados que estão abaixo da média nacional são Minas Gerais, com 79,5%; Bahia, com 75,6%; Paraná, com 73,4%; e Santa Catarina, com 70,4% dos jornalistas se identificando como sendo de esquerda.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;b&gt;Veja os detalhes do levantamento do Perfil do Jornalista da UFSC&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Estado  Esquerda  Centro-esquerda  Extrema esquerda  Direita  Centro-direita  Extrema-direita&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;table aria-label=&quot;Tabela 1&quot; style=&quot;background-color: white; border-spacing: 8px; border: 0px; box-sizing: inherit; color: black; font-size: 16px; margin: 0px; min-width: 600px; padding: 0px; vertical-align: baseline; width: 902.662px;&quot;&gt;&lt;tbody style=&quot;border: 0px; box-sizing: inherit; font-family: inherit; margin: 0px; padding: 0px; vertical-align: baseline;&quot;&gt;&lt;tr style=&quot;align-items: stretch; border: 0px; box-sizing: inherit; column-gap: 8px; display: flex; font-family: inherit; margin: 0px; padding: 0px; vertical-align: baseline;&quot;&gt;&lt;td style=&quot;align-items: center; background-color: gainsboro; border-radius: 4px; border: 0px; box-sizing: inherit; display: flex; flex: 1 1 120px; font-family: &amp;quot;Roboto Variable&amp;quot;, sans-serif; justify-content: center; margin: 0px; min-width: 120px; padding: 8px; text-align: center; vertical-align: baseline;&quot;&gt;&lt;strong style=&quot;border: 0px; box-sizing: inherit; font-family: inherit; margin: 0px; padding: 0px; vertical-align: baseline;&quot;&gt;Estado&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;align-items: center; background-color: gainsboro; border-radius: 4px; border: 0px; box-sizing: inherit; display: flex; flex: 1 1 120px; font-family: &amp;quot;Roboto Variable&amp;quot;, sans-serif; justify-content: center; margin: 0px; min-width: 120px; padding: 8px; text-align: center; vertical-align: baseline;&quot;&gt;&lt;strong style=&quot;border: 0px; box-sizing: inherit; font-family: inherit; margin: 0px; padding: 0px; vertical-align: baseline;&quot;&gt;Esquerda&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;align-items: center; background-color: gainsboro; border-radius: 4px; border: 0px; box-sizing: inherit; display: flex; flex: 1 1 120px; font-family: &amp;quot;Roboto Variable&amp;quot;, sans-serif; justify-content: center; margin: 0px; min-width: 120px; padding: 8px; text-align: center; vertical-align: baseline;&quot;&gt;&lt;strong style=&quot;border: 0px; box-sizing: inherit; font-family: inherit; margin: 0px; padding: 0px; vertical-align: baseline;&quot;&gt;Centro-esquerda&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;align-items: center; background-color: gainsboro; border-radius: 4px; border: 0px; box-sizing: inherit; display: flex; flex: 1 1 120px; font-family: &amp;quot;Roboto Variable&amp;quot;, sans-serif; justify-content: center; margin: 0px; min-width: 120px; padding: 8px; text-align: center; vertical-align: baseline;&quot;&gt;&lt;strong style=&quot;border: 0px; box-sizing: inherit; font-family: inherit; margin: 0px; padding: 0px; vertical-align: baseline;&quot;&gt;Extrema esquerda&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;align-items: center; background-color: gainsboro; border-radius: 4px; border: 0px; box-sizing: inherit; display: flex; flex: 1 1 120px; font-family: &amp;quot;Roboto Variable&amp;quot;, sans-serif; justify-content: center; margin: 0px; min-width: 120px; padding: 8px; text-align: center; vertical-align: baseline;&quot;&gt;&lt;strong style=&quot;border: 0px; box-sizing: inherit; font-family: inherit; margin: 0px; padding: 0px; vertical-align: baseline;&quot;&gt;Direita&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;align-items: center; background-color: gainsboro; border-radius: 4px; border: 0px; box-sizing: inherit; display: flex; flex: 1 1 120px; font-family: &amp;quot;Roboto Variable&amp;quot;, sans-serif; justify-content: center; margin: 0px; min-width: 120px; padding: 8px; text-align: center; vertical-align: baseline;&quot;&gt;&lt;strong style=&quot;border: 0px; box-sizing: inherit; font-family: inherit; margin: 0px; padding: 0px; vertical-align: baseline;&quot;&gt;Centro-direita&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;align-items: center; background-color: gainsboro; border-radius: 4px; border: 0px; box-sizing: inherit; display: flex; flex: 1 1 120px; font-family: &amp;quot;Roboto Variable&amp;quot;, sans-serif; justify-content: center; margin: 0px; min-width: 120px; padding: 8px; text-align: center; vertical-align: baseline;&quot;&gt;&lt;strong style=&quot;border: 0px; box-sizing: inherit; font-family: inherit; margin: 0px; padding: 0px; vertical-align: baseline;&quot;&gt;Extrema-direita&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr style=&quot;align-items: stretch; border: 0px; box-sizing: inherit; column-gap: 8px; display: flex; font-family: inherit; margin: 0px; padding: 0px; vertical-align: baseline;&quot;&gt;&lt;td style=&quot;align-items: center; border-radius: 4px; border: 0px; box-sizing: inherit; display: flex; flex: 1 1 120px; font-family: &amp;quot;Roboto Variable&amp;quot;, sans-serif; justify-content: center; margin: 0px; min-width: 120px; padding: 8px; text-align: center; vertical-align: baseline;&quot;&gt;&lt;strong style=&quot;border: 0px; box-sizing: inherit; font-family: inherit; margin: 0px; padding: 0px; vertical-align: baseline;&quot;&gt;Bahia&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;align-items: center; border-radius: 4px; border: 0px; box-sizing: inherit; display: flex; flex: 1 1 120px; font-family: &amp;quot;Roboto Variable&amp;quot;, sans-serif; justify-content: center; margin: 0px; min-width: 120px; padding: 8px; text-align: center; vertical-align: baseline;&quot;&gt;55,1%&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;align-items: center; border-radius: 4px; border: 0px; box-sizing: inherit; display: flex; flex: 1 1 120px; font-family: &amp;quot;Roboto Variable&amp;quot;, sans-serif; justify-content: center; margin: 0px; min-width: 120px; padding: 8px; text-align: center; vertical-align: baseline;&quot;&gt;19,3%&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;align-items: center; border-radius: 4px; border: 0px; box-sizing: inherit; display: flex; flex: 1 1 120px; font-family: &amp;quot;Roboto Variable&amp;quot;, sans-serif; justify-content: center; margin: 0px; min-width: 120px; padding: 8px; text-align: center; vertical-align: baseline;&quot;&gt;1,2%&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;align-items: center; border-radius: 4px; border: 0px; box-sizing: inherit; display: flex; flex: 1 1 120px; font-family: &amp;quot;Roboto Variable&amp;quot;, sans-serif; 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border-radius: 4px; border: 0px; box-sizing: inherit; display: flex; flex: 1 1 120px; font-family: &amp;quot;Roboto Variable&amp;quot;, sans-serif; justify-content: center; margin: 0px; min-width: 120px; padding: 8px; text-align: center; vertical-align: baseline;&quot;&gt;—&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr style=&quot;align-items: stretch; border: 0px; box-sizing: inherit; column-gap: 8px; display: flex; font-family: inherit; margin: 0px; padding: 0px; vertical-align: baseline;&quot;&gt;&lt;td style=&quot;align-items: center; background-color: gainsboro; border-radius: 4px; border: 0px; box-sizing: inherit; display: flex; flex: 1 1 120px; font-family: &amp;quot;Roboto Variable&amp;quot;, sans-serif; justify-content: center; margin: 0px; min-width: 120px; padding: 8px; text-align: center; vertical-align: baseline;&quot;&gt;&lt;strong style=&quot;border: 0px; box-sizing: inherit; font-family: inherit; margin: 0px; padding: 0px; vertical-align: baseline;&quot;&gt;Santa Catarina&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;align-items: center; background-color: gainsboro; border-radius: 4px; border: 0px; box-sizing: inherit; display: flex; flex: 1 1 120px; font-family: &amp;quot;Roboto Variable&amp;quot;, sans-serif; justify-content: center; margin: 0px; min-width: 120px; padding: 8px; text-align: center; vertical-align: baseline;&quot;&gt;48,7%&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;align-items: center; background-color: gainsboro; border-radius: 4px; border: 0px; box-sizing: inherit; display: flex; flex: 1 1 120px; font-family: &amp;quot;Roboto Variable&amp;quot;, sans-serif; justify-content: center; margin: 0px; min-width: 120px; padding: 8px; text-align: center; vertical-align: baseline;&quot;&gt;21,7%&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;align-items: center; background-color: gainsboro; border-radius: 4px; border: 0px; box-sizing: inherit; display: flex; flex: 1 1 120px; font-family: &amp;quot;Roboto Variable&amp;quot;, sans-serif; justify-content: center; margin: 0px; min-width: 120px; padding: 8px; text-align: center; vertical-align: baseline;&quot;&gt;—&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;align-items: center; background-color: gainsboro; border-radius: 4px; border: 0px; box-sizing: inherit; display: flex; flex: 1 1 120px; font-family: &amp;quot;Roboto Variable&amp;quot;, sans-serif; justify-content: center; margin: 0px; min-width: 120px; padding: 8px; text-align: center; vertical-align: baseline;&quot;&gt;2,7%&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;align-items: center; background-color: gainsboro; border-radius: 4px; border: 0px; box-sizing: inherit; display: flex; flex: 1 1 120px; font-family: &amp;quot;Roboto Variable&amp;quot;, sans-serif; justify-content: center; margin: 0px; min-width: 120px; padding: 8px; text-align: center; vertical-align: baseline;&quot;&gt;3,7%&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;align-items: center; background-color: gainsboro; border-radius: 4px; border: 0px; box-sizing: inherit; display: flex; flex: 1 1 120px; font-family: &amp;quot;Roboto Variable&amp;quot;, sans-serif; justify-content: center; margin: 0px; min-width: 120px; padding: 8px; text-align: center; vertical-align: baseline;&quot;&gt;—&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr style=&quot;align-items: stretch; border: 0px; box-sizing: inherit; column-gap: 8px; display: flex; font-family: inherit; margin: 0px; padding: 0px; vertical-align: baseline;&quot;&gt;&lt;td style=&quot;align-items: center; border-radius: 4px; border: 0px; box-sizing: inherit; display: flex; flex: 1 1 120px; font-family: &amp;quot;Roboto Variable&amp;quot;, sans-serif; justify-content: center; margin: 0px; min-width: 120px; padding: 8px; text-align: center; vertical-align: baseline;&quot;&gt;&lt;strong style=&quot;border: 0px; box-sizing: inherit; font-family: inherit; margin: 0px; padding: 0px; vertical-align: baseline;&quot;&gt;São Paulo&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;align-items: center; border-radius: 4px; border: 0px; box-sizing: inherit; display: flex; flex: 1 1 120px; font-family: &amp;quot;Roboto Variable&amp;quot;, sans-serif; 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justify-content: center; margin: 0px; min-width: 120px; padding: 8px; text-align: center; vertical-align: baseline;&quot;&gt;1,1%&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;align-items: center; border-radius: 4px; border: 0px; box-sizing: inherit; display: flex; flex: 1 1 120px; font-family: &amp;quot;Roboto Variable&amp;quot;, sans-serif; justify-content: center; margin: 0px; min-width: 120px; padding: 8px; text-align: center; vertical-align: baseline;&quot;&gt;2,3%&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;align-items: center; border-radius: 4px; border: 0px; box-sizing: inherit; display: flex; flex: 1 1 120px; font-family: &amp;quot;Roboto Variable&amp;quot;, sans-serif; justify-content: center; margin: 0px; min-width: 120px; padding: 8px; text-align: center; vertical-align: baseline;&quot;&gt;—&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-size: x-small;&quot;&gt;Dados da UFSC contrastam com pesquisas do Senado e Datafolha&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O contraste com o conjunto da população é expressivo. Uma pesquisa do Instituto Datafolha realizada com 2.004 eleitores em 139 municípios brasileiros entre 17 e 18 de junho de 2026 apontou que 44% dos brasileiros se identificavam com a direita ou centro-direita, enquanto 39% se colocavam à esquerda ou centro-esquerda. Os restantes se posicionavam no centro.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Outro levantamento, &lt;a href=&quot;https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/816339/Panorama_politico_2024_posicionamento_politico_brasileiro_09-2024.pdf?isAllowed=y&amp;amp;sequence=1&amp;amp;utm_source=chatgpt.com&quot;&gt;feito pelo DataSenado&lt;/a&gt; em 2024 com mais de 21,8 mil entrevistados, encontrou um eleitorado no qual a direita superava a esquerda em todos os nove estados que aparecem no levantamento da UFSC. No Paraná, por exemplo, 36% dos entrevistados se declararam de direita, contra 11% de esquerda. Em Santa Catarina, eram 37% contra 10%. Em São Paulo, 30% contra 16%. No Ceará, mesmo um dos estados com maior proporção de eleitores de esquerda, a direita aparecia com 23%, contra 17% de esquerda.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O perfil político dos jornalistas não acompanha a distribuição ideológica encontrada entre os cidadãos em nenhum dos estados cobertos pela pesquisa da UFSC. No Ceará, por exemplo, onde 23% da população se declarava de direita em 2024 segundo o DataSenado, apenas 0,8% dos jornalistas pesquisados pela universidade se identificavam com esse campo. No Paraná, a diferença também é grande: 36% da população se dizia de direita, contra 6,8% dos jornalistas.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Os números não significam que quatro em cada cinco jornalistas sejam filiados a partidos de esquerda, como bem detalha o levantamento da UFSC. Em todos os estados pesquisados no Perfil dos Jornalistas, pelo menos 80% dos profissionais não são filiados a partidos políticos. Ainda assim, entre aqueles que vincularam seus nomes às agremiações, o partido mais escolhido é o PT – a exceção é a Bahia, onde as filiações petistas perdem apenas para aquelas feitas no PCdoB.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Os números mais recentes do Perfil dos Jornalistas da UFSC, levantados em nove estados, seguem uma tendência que havia sido registrada em nível nacional em 2022. Naquele ano, a pesquisa mostrou que a maioria esmagadora (81%) dos que responderam sobre convicções políticas se declararam de esquerda (52,8%) ou centro-esquerda (29%). Por outro lado, apenas 4% dos jornalistas disseram ter posicionamento mais à direita (sendo 1,4% de direita e 2,5% de centro-direita). Até mesmo os que se identificam como extrema-esquerda (2%) superam os que os que se dizem de direita. Apenas 0,1% classificam-se como de extrema-direita.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Alinhamento à esquerda também aparece em dados do TSE&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Os jornalistas estão entre as profissões com mais candidatos por partidos de esquerda no Brasil. Um &lt;a href=&quot;https://www.gazetadopovo.com.br/ideias/maioria-dos-professores-candidatos-e-de-esquerda-veja-a-lista/&quot;&gt;levantamento feito pela Gazeta do Povo&lt;/a&gt; com as mais de 20 mil candidaturas registradas junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que 28,1% dos jornalistas candidatos são filiados a partidos de esquerda, contra 15,1% candidatos por partidos de direita.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;No campo da esquerda, os partidos que mais atraem os candidatos jornalistas são, nessa ordem, PDT (26), PSB (23), PSOL (16) e PT (15). Na direita, o Novo (27), PL (22) e Missão (4) registram mais candidaturas.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-family: verdana;&quot;&gt;[Se você tem interesse na continuidade do blog (na rede há 21 anos: mais de 44 mil postagens e 15 milhões de acessos), considere colaborar com qualquer valor através do pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>https://otambosi.blogspot.com/2026/09/jornalismo-enviesado-no-brasil-maioria.html</link><author>noreply@blogger.com (Orlando Tambosi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhG1nToCBy2fehXyb5rHXz_kVn5vOg6MYuBB6JQVIC-4WPdzoiRdfd8avZhAhSd5MCGU0ID-wYBdYYfLS4cqj8HY3E1mxFb4Da8lOPe9QQAYX94yENn3yg1dKB12qF3Ug2FHIcc9LyZwr5J5_G7wGP2p1AX5ETpxzapIPRLu2vDX5QwA_JPwAy7/s72-c/c7c96ddf-14cd-49a5-ad6d-bfef4c560c75-960x540.jpg.webp" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-2731846042932770675</guid><pubDate>Tue, 01 Sep 2026 19:08:11 +0000</pubDate><atom:updated>2026-09-01T16:12:45.231-03:00</atom:updated><title>Os limites da vida: um diálogo entre Roger Penrose, Hans Jonas e Torres Queiruga</title><description>&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh4bMgtFK3NG9PQMEu8Pjj-uvk-3VF2Jw0Q0leuA_wsku5kYJOkbKacXjsouuaLIjk6DZJXZgcTazLk3gMv04tUfe6oMWcpUzUabDJa8bye6sAsbhLsv4w8WARKcavAzFgTrAYhOUmi7EelCzfYFjSOpjejCVobKASHrCz1lxTCwO-2QIDeIMqW/s1706/11344473.jpg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;960&quot; data-original-width=&quot;1706&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh4bMgtFK3NG9PQMEu8Pjj-uvk-3VF2Jw0Q0leuA_wsku5kYJOkbKacXjsouuaLIjk6DZJXZgcTazLk3gMv04tUfe6oMWcpUzUabDJa8bye6sAsbhLsv4w8WARKcavAzFgTrAYhOUmi7EelCzfYFjSOpjejCVobKASHrCz1lxTCwO-2QIDeIMqW/s1600/11344473.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;¿Es la muerte el final absoluto o solo el umbral de otra cosa? Un recorrido por la física, la filosofía y la teología para responder a la pregunta que todos nos hacemos. Rafael Narbona para &lt;a href=&quot;https://www.elespanol.com/el-cultural/blogs/entreclasicos/20260901/limites-vida-dialogo-roger-penrose-hans-jonas-andres-torres-queiruga/1003744367664_12.html&quot;&gt;El Cultural:&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.elespanol.com/el-cultural/blogs/entreclasicos/20191112/emil-cioran-miseria-nihilismo/444075597_12.html?utm_cmp_rs=linksinline&quot;&gt;Cioran&lt;/a&gt; sostiene que la conciencia es una herida en el centro del ser. Su aparición nos separó de esa falsa eternidad que viven los animales, una rutina donde no existe anticipación de la muerte.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Lo cierto es que el progreso científico y tecnológico nos ha revelado que la caducidad no afecta solo al ser humano. El destino del universo es la muerte térmica. Al cabo de miles de años, el cosmos solo será un lugar frío, oscuro, vacío y estático.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Cuando el último agujero negro se evapore, el universo se reducirá a una pavorosa geometría poblada de fotones y electrones de bajísima energía. El tiempo dejará de tener sentido, pues las temperaturas rozarán el cero absoluto y ya no se producirán eventos. Ese descanso eterno que tanto nos atemoriza no es la estación final de cada hombre, sino el desenlace común de todo lo existente.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;El físico y premioNobel &lt;a href=&quot;https://www.elespanol.com/ciencia/investigacion/20201006/grandes-cazadores-agujeros-negros-premio-nobel-fisica/526197827_0.html?utm_cmp_rs=linksinline&quot;&gt;Roger Penrose&lt;/a&gt; aventura que la muerte térmica del universo no es el fin definitivo, sino un punto de inflexión en una cosmología cíclica infinita. Matemáticamente, un universo infinitamente grande y frío es indistinguible de un punto infinitamente pequeño, caliente y denso. De ahí que pueda ser el punto de partida de un nuevo universo, un proceso que se repetiría sin descanso.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;La hipótesis de Penrose solo es una teoría, pero plantea dos problemas: introduce el concepto de infinito, una noción que no puede atribuirse al mundo físico, siempre regulado por una cadena de causas y efectos, y no aporta ningún significado a un universo que se autodestruye cíclicamente, borrando todo lo anterior.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiCImOthUifDETLNUjtfuLKQOJvE0PDZTf5jOLSR2egfblyawbea9hZelDgEhbOxiRrK_v_GCNpZnncO1QJffy5dyyG69cE6ydCjyjtmy077WCA2oi76UXadphbVk4jGOunT_fraidIzKejFcKZURjor6r5bu7RSJUX2QbUxH6V9HHOisAARnaB/s1280/Roger_Penrose_at_Festival_della_Scienza_Oct_29_2011_(cropped).jpg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;1280&quot; data-original-width=&quot;960&quot; height=&quot;640&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiCImOthUifDETLNUjtfuLKQOJvE0PDZTf5jOLSR2egfblyawbea9hZelDgEhbOxiRrK_v_GCNpZnncO1QJffy5dyyG69cE6ydCjyjtmy077WCA2oi76UXadphbVk4jGOunT_fraidIzKejFcKZURjor6r5bu7RSJUX2QbUxH6V9HHOisAARnaB/w480-h640/Roger_Penrose_at_Festival_della_Scienza_Oct_29_2011_(cropped).jpg&quot; width=&quot;480&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Roger Penrose en 2011. Cirone-Musi, Festival della Scienza (CC BY-SA 2.0)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Penrose denomina “Eón” a cada ciclo y sostiene que cada universo deja huellas de su existencia en forma de círculos concéntricos de temperatura anómala en la radiación de fondo de microondas. Aunque no lo admita, Penrose no hace física, sino metafísica, pues reviste el cosmos de un atributo que solía reservarse a la divinidad y que no puede objetivarse en un laboratorio: la infinitud. Y en esa metafísica, la inteligencia solo disfruta del dudoso privilegio de desempeñar el papel de testigo y notario del devenir. Su trabajo es efímero, pues no trasciende cada Eón. Solo es un doloroso destello de clarividencia que se apaga tras un parpadeo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Hans Jonas, filósofo y pionero de la ecología y la bioética, afirma que la mortalidad, pese a todo, no es una desgracia, sino una condición necesaria en “la constitución primaria de la vida”. No habría vida sin el contraste con la posibilidad de su extinción y sin la ruptura con lo inerte que significó el nacimiento. “La vida lleva en sí misma la muerte, su propia negación”. Vivir es moverse en ese conflicto, que nos exige encauzar nuestro existir hacia una meta, si queremos dotar de sentido nuestro paso por la Tierra.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Para Jonas, la conciencia no es una herida en el centro del ser, sino la forma en que la vida se afirma a sí misma. Al introducir el miedo a la muerte, revela el inmenso valor de la vida. Sin ese temor, el universo no saldría de su indiferencia. Saber que vamos a morir evidencia nuestra vulnerabilidad, pero también pone de manifiesto que la vida vale la pena.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;La carga de la mortalidad es “pesada y razonable”. El sufrimiento que nos produce nuestra finitud es el precio que pagamos por irrumpir en la vida como seres racionales. Es un peaje necesario porque garantiza el relevo generacional. Sin nuevos nacimientos, la civilización se estancaría. A pesar de sus torpezas, la juventud es “la fuente de lo nuevo”, pues los viejos suelen limitarse a reiterar las ideas desarrolladas en sus primeros años de madurez. El ininterrumpido baile entre la vida y la muerte protege a la humanidad del anquilosamiento y abre las puertas a la creatividad, el ingenio y la espontaneidad.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;¿Qué sucedería si viviéramos miles de años? Según Hans Jonas, perderíamos nuestro pasado y nuestra identidad, pues nuestro cerebro no podría almacenar el volumen de recuerdos de una trayectoria biológica tan dilatada. Solo podríamos perseverar en nuestra identidad, instalándonos en el pasado de forma permanente, pero eso nos convertiría en anacronismos incapaces de comprender los cambios inherentes al tránsito de las épocas.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Tener los días contados no debería desanimarnos, sino obligarnos a vivir cada momento como algo valioso en sí mismo. Inspirado por las especulaciones de la Cábala judía, Hans Jonas creía en un Dios que había creado el universo, pero que inmediatamente se había retirado y escondido para garantizar la autonomía de la naturaleza y la historia.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiGX10Kacf67rfrlvoilY299vh-Z0Qa0YBcxMhVCDMNNL2ROR1MvOhhW9jBbeXJ3SQL2ZU5aZNNtisd9iuAj1tmPI4u-P1tpLMzjlMYPE6NsXGUlGyWh1E83cAlvCNem70DLmEEB8PyyB3_2DZnEFjHYItekD-Lk2DfO_fZurz_V8SXW5MwuRc1/s1200/la-nasa-obtuvo-una-nueva-imagen-de-una-galaxia-T46B5ADDIFBSLGVKUP6IQL2TWQ.jpg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;1200&quot; data-original-width=&quot;1200&quot; height=&quot;640&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiGX10Kacf67rfrlvoilY299vh-Z0Qa0YBcxMhVCDMNNL2ROR1MvOhhW9jBbeXJ3SQL2ZU5aZNNtisd9iuAj1tmPI4u-P1tpLMzjlMYPE6NsXGUlGyWh1E83cAlvCNem70DLmEEB8PyyB3_2DZnEFjHYItekD-Lk2DfO_fZurz_V8SXW5MwuRc1/w640-h640/la-nasa-obtuvo-una-nueva-imagen-de-una-galaxia-T46B5ADDIFBSLGVKUP6IQL2TWQ.jpg&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;La galaxia M88 en su viaje hacia el centro del Cúmulo de Virgo, captada el 29 de mayo de 2026 por el telescopio Hubble. ESA/Hubble &amp;amp; NASA, D. Thilker&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Lejos de la omnipotencia, omnisciencia y providencia de la tradición judía ortodoxa, el Dios de Jonas carece de poder para intervenir en la marcha del mundo y contempla con dolor el sufrimiento de los inocentes. Nos necesita para proteger y salvaguardar su obra y, en ningún caso, garantiza la inmortalidad personal. La única inmortalidad a la que podemos aspirar es al recuerdo que dejarán nuestros actos más nobles en la memoria creciente de Dios, el lugar donde perdura la verdad de lo que fue.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Las especulaciones de Hans Jonas sobre la inmortalidad evocan la reflexión de André Malraux en La condición humana: “No se necesitan nueve meses, se necesitan sesenta años para hacer un hombre, cincuenta años de sacrificio, de voluntad, de... ¡tantas cosas! Y cuando ese hombre está hecho, cuando ya no queda en él nada de la infancia ni de la adolescencia, cuando verdaderamente es un hombre, no sirve nada más que para morir”. La idea de perdurar como un recuerdo en la memoria de un Dios que se vació en el cosmos para conocerse y experimentarse a sí mismo y actualizar sus infinitas posibilidades es un triste consuelo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.elespanol.com/el-cultural/blogs/entreclasicos/20220726/pascal-descartes-perdidos-espacio/690550947_12.html?utm_cmp_rs=linksinline&quot;&gt;Pascal&lt;/a&gt; definió la muerte como “el horror de la naturaleza”. Sin una escatología, todo camina hacia el no-ser. La aventura de la vida no avanza hacia un final feliz, sino hacia la destrucción total. El silencio de los espacios infinitos que espantaba a Pascal es mucho menos terrorífico que el silencio absoluto de la muerte térmica. La renovación de la vida que se produce con cada nacimiento no es una espiral ascendente, sino una nota fugaz en un proceso sin propósito ni finalidad. Si solo somos polvo de estrellas, nos borraremos sin dejar rastro. La muerte de un hombre bueno, un científico, un artista o un líder moral no es la palanca que renueva el mundo, sino un hecho injusto que lo empobrece y lo mutila.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;“Ante el sórdido hecho biológico de la muerte cabe la esperanza de la inmortalidad”, escribe Javier Gomá. Borges y Jonathan Swift describen la inmortalidad como una desgracia embrutecedora, pero yo creo que es la única utopía que puede salvarnos de la insignificancia y aportar justicia a un mundo saturado de agravios y dolor.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Gomá describe la mortalidad como el precio que pagamos por adquirir una identidad. Salir del gineceo, abandonar el estadio estético, madurar y asumir responsabilidades, elaborar un proyecto vital, comprometerse con el bien común, significa abandonar la seguridad de la vida preconsciente. Necesitamos salir del útero materno para ser alguien. Si no naciéramos, maduráramos y envejeciéramos, flotaríamos indefinidamente en lo indiferenciado. Pero una vez que hemos llegado a ser alguien, una vez que hemos adquirido una identidad y hemos compuesto una imagen digna de nuestro existir, merecemos perdurar y eso solo es posible si nos adentramos en el estadio teológico, que subsume la historia y el cosmos a una escatología.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Vivimos malos tiempos para la teología y la metafísica, pero lo cierto es que la perspectiva materialista no ha logrado resolver los grandes enigmas: ¿por qué hay algo en vez de nada? ¿Por qué el inicio del universo se caracterizó por un estado extraordinariamente ordenado de baja entropía, lo que permitió posteriormente la formación de estrellas, galaxias y la aparición de la vida?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Roger Penrose, que se define a sí mismo como un agnóstico y no cree en el Dios personal de las religiones tradicionales, rechaza la posibilidad de que el universo sea producto del azar. La probabilidad de que comenzara de forma puramente fortuita en un estado de baja entropía tan perfecto y ordenado es de 1 entre (\(10^{10^{123}}\)). Ese número es un “imposible práctico”. Supera ampliamente el número de protones y neutrones de todo el cosmos. Es infinitamente más probable llenar todo el universo con boletos de lotería del tamaño de un protón, escoger uno a ciegas y ganar, que tener este inicio ordenado por mera coincidencia.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;¿Cómo realizó Penrose esa estimación? Calculó todos los estados posibles en los que podría haberse organizado la energía y la materia del Big Bang y comparó el volumen de las opciones caóticas –como que el universo hubiera colapsado inmediatamente en agujeros negros– con el volumen del estado altamente homogéneo y ordenado que aconteció realmente. Dado que las leyes de la física por sí solas no obligaban al universo a empezar con una entropía gravitacional nula o tan baja, Penrose concluyó que el Big Bang exigía una explicación profunda que la ciencia no había logrado descubrir y que tal vez se hallaba fuera de su alcance.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Penrose creía que las leyes matemáticas existen de forma real e independiente en un “reino abstracto” situado más allá del mundo físico. No son una creación de la mente humana, sino esa causa primera y necesaria que escapa al dominio del conocimiento empírico. ¿No es más racional postular una Inteligencia creadora que un “reino abstracto” desprovisto de conciencia y voluntad? La idea de Dios ofrece explicaciones más convincentes, pero también plantea grandes enigmas. ¿Por qué creó Dios el universo? No por necesidad, sino porque su esencia es existir y existir significa en su caso crear y compartir la vida con otros. Su acto creador no es una estrategia para conocerse a sí mismo, sino una apertura a la diversidad que implica la existencia de otros seres libres y racionales. La vida es un regalo y una oportunidad.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Pero si a Dios le mueve el amor, ¿por qué hay mal físico? El mal físico es una consecuencia de la finitud del universo, como sostiene el teólogo Torres Queiruga. Las mismas leyes físicas que permiten la vida (como la ley de la gravedad o las reacciones químicas) provocan inevitablemente colisiones, terremotos o la degeneración de las células (enfermedad y vejez). No es posible hacer un mundo material sin mal físico. Sería una imposibilidad lógica, algo tan inviable como un “círculo cuadrado”.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Torres Queiruga no cree que Dios intervenga en el mundo. Si alterara milagrosamente las leyes físicas para erradicar el dolor, destruiría la consistencia del universo. El mal físico es el reverso inevitable de una creación material y autónoma. Sin embargo, Dios no contempla el sufrimiento con indiferencia. Acompaña al ser humano en su fragilidad y le inspira la fuerza necesaria para luchar contra la adversidad mediante la ciencia o la solidaridad. ¿Cómo se relaciona Dios con el hombre en un universo de estas características? Jesús de Nazaret no es mitad hombre, mitad Dios, sino el ser humano en el que el amor salvador de Dios se trasluce de una forma perfecta, libre y absoluta. La resurrección de Jesús anticipa lo que nos espera, pero resucitar no significa volver a la vida tal como la conocemos, sino salir de la línea temporal y alcanzar la comunión perfecta con Dios. No resucita solo el alma, sino la persona como totalidad, con su identidad, sus afectos, su historia y su capacidad de amar.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;El cadáver queda en la Tierra, pero la persona, que es el ser real, es asumido, transfigurado y plenificado por Dios. No podemos describir cómo es la vida eterna, pues solo disponemos de conceptos físicos, pero sí podemos aventurar que el infierno no existe, pues representaría una contradicción lógica con el amor infinito de un Dios Padre. Queiruga aventura que los que se alejan gravemente de Dios con sus actos malvados se diluyen en el no ser.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Sin embargo, el teólogo protestante Jürgen Moltmann cree en la apocatástasis o salvación universal. El fuego divino solo es una metáfora que expresa el proceso de purificación que sana y libera a las personas de la maldad. Dios no ejerce violencia. Su amor es tan persuasivo que el pecador solo puede renunciar a la esclavitud del mal. Si existiera el infierno, un lugar caracterizado por el dolor, el resentimiento y la infelicidad, Dios nunca llegaría a ser “todo en todos”, como afirma Pablo de Tarso en su Primera Epístola a los Corintios. Dicho de otro modo: el Reino de Dios nunca se haría realidad, ya que persistiría eternamente un lugar privado de esperanza.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;La inmortalidad no es un hecho empírico y nunca podrá probarse, pero sí es una hipótesis razonable. Negarla significa destruir la posibilidad de un universo racional y bueno, donde la injusticia y la insignificancia no constituyan el último umbral. Quizás la muerte sí es necesaria en el marco espacio-temporal, pero no puede representar un final irreversible. Si lo fuera, Cioran tendría razón y la conciencia sería una herida en el centro del ser. Viktor Frankl, que vivió en sus carnes el horror del nazismo mientras Cioran lo celebraba, escribió: “El hombre solo puede encontrar sentido a su existencia si se trasciende a sí mismo, si se dirige hacia algo o alguien que no es él mismo... hacia Dios”. Es decir, hacia el apogeo de la vida, lo bello y lo fraterno.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-family: verdana;&quot;&gt;[Se você tem interesse na continuidade do blog (na rede há 21 anos: mais de 44 mil postagens e 15 milhões de acessos), considere colaborar com qualquer valor através do pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>https://otambosi.blogspot.com/2026/09/os-limites-da-vida-um-dialogo-entre.html</link><author>noreply@blogger.com (Orlando Tambosi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh4bMgtFK3NG9PQMEu8Pjj-uvk-3VF2Jw0Q0leuA_wsku5kYJOkbKacXjsouuaLIjk6DZJXZgcTazLk3gMv04tUfe6oMWcpUzUabDJa8bye6sAsbhLsv4w8WARKcavAzFgTrAYhOUmi7EelCzfYFjSOpjejCVobKASHrCz1lxTCwO-2QIDeIMqW/s72-c/11344473.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-4525379353993083896</guid><pubDate>Tue, 01 Sep 2026 13:43:03 +0000</pubDate><atom:updated>2026-09-01T10:43:03.953-03:00</atom:updated><title>O fascismo virtuoso</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEho9yHYNHPIpqTGZas2b9Y76SgJAS1LZ01Y-pnKTh1qjqz1Q-r919zpHCs5P19kpuEvi0sBngm7oJlLzXVTblW3uHRhYW46cil7v6lRiUx07MEB4XMfue1YTQRk-Zdmv4edw8G8_JhiJmcdev1NopRI3GEI1KUwE3vlf71n_WkxRCAouYCHnAZi/s720/ChatGPT-Image-31-de-ago.-de-2026-16_39_16-1-720x720.jpg.webp&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;720&quot; data-original-width=&quot;720&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEho9yHYNHPIpqTGZas2b9Y76SgJAS1LZ01Y-pnKTh1qjqz1Q-r919zpHCs5P19kpuEvi0sBngm7oJlLzXVTblW3uHRhYW46cil7v6lRiUx07MEB4XMfue1YTQRk-Zdmv4edw8G8_JhiJmcdev1NopRI3GEI1KUwE3vlf71n_WkxRCAouYCHnAZi/s1600/ChatGPT-Image-31-de-ago.-de-2026-16_39_16-1-720x720.jpg.webp&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Espancar em grupo um homem sozinho não é uma demonstração de coragem política, nem de militância antifascista. É uma demonstração de covardia coletiva. Luciano Trigo para a &lt;a href=&quot;https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/luciano-trigo/o-fascismo-virtuoso/&quot;&gt;Gazeta do Povo:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Na quinta-feira passada, um &lt;a href=&quot;https://www.gazetadopovo.com.br/ideias/alunos-ufrj-espancam-colega-por-usar-camiseta-associada-nazismo/&quot;&gt;estudante &lt;/a&gt;de História apareceu no campus da UFRJ usando uma camiseta da banda britânica Death in June, conhecida por reapropriar, de maneira ambígua e provocativa, símbolos associados ao nazismo. Há controvérsias.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Um colega não gostou da camiseta, teve início uma discussão e, em seguida, um espancamento coletivo. Vídeos viralizaram mostrando o jovem cercado, levando socos e pontapés. O caso está sendo investigado pela polícia e pela universidade. As versões sobre o que cada um teria dito são contraditórias.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Se usar uma camiseta de uma banda configura crime de apologia, que se investigue e se aplique a legislação apropriada. Mas, sobre um segundo crime, as imagens não deixam dúvida: o linchamento de um estudante por outros estudantes. Isso nos corredores de uma universidade federal.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Usar uma camiseta, por repulsivo que seja o simbolismo a ela associado, autoriza um grupo a espancar quem a veste? A resposta deveria ser óbvia. Não.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A ironia é que, ao transformar uma condenação moral em licença para a violência, os agressores reproduziram precisamente a lógica autoritária que imaginavam combater. Ignoraram a fronteira entre a indignação e a violência, rudimentar na sociedade civilizada.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Um linchamento começa antes do primeiro soco. Começa quando alguém deixa de ser percebido como indivíduo e passa a existir apenas como categoria moral — fascista, genocida, inimigo. A partir daí, o que esse indivíduo diz ou faz já não importa. Ele já foi declarado moralmente impuro, e tudo que se fizer contra ele se torna justificável. O grupo assume – com orgulho – a função do promotor, do juiz e do policial.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;É o fascismo virtuoso: uma forma de autoritarismo que não se reconhece como tal porque está convencida de agir em nome do bem. Certas pessoas seriam tão abjetas que não mereceriam as mesmas regras aplicadas aos demais.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O autoritário contemporâneo não precisa defender abertamente a censura ou a violência. Basta alegar que está protegendo a democracia, combatendo a intolerância ou defendendo uma minoria. A licença para negar ao outro os direitos que exige para si mesmo nasce da certeza de estar do lado certo. Quem acredita deter o monopólio da virtude deixa de enxergar a divergência como parte da vida democrática e passa a tratá-la como desvio moral.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Nas universidades, esse fenômeno aparece com frequência em setores da militância progressista que passaram a tratar a política menos como disputa entre ideias do que como um sistema de classificação moral entre pessoas puras e impuras. Acusações capazes de destruir reputações e carreiras são feitas sem qualquer responsabilidade. Quem se afasta do esquadro ideológico autorizado é automaticamente transformado em pária. Uma vez estabelecido que os direitos dependem da qualidade moral atribuída ao outro, desaparece qualquer limite objetivo para o poder do grupo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A lei existe, entre outras coisas, para substituir a vingança e impedir que a força determine quem tem razão. Quando essa barreira é relativizada, abre-se um precedente perigoso. O verdadeiro teste de uma sociedade democrática não está na forma como ela trata aquele de quem se gosta: está na forma como trata aquele que julgamos desprezível. Defender a liberdade apenas para quem pensa como nós não é defender a liberdade. Exigir garantias jurídicas apenas para os membros do próprio grupo não é defender a justiça.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Espancar em grupo um homem sozinho não é uma demonstração de coragem política, nem de militância antifascista. É uma demonstração de covardia coletiva. Quando um grupo se arroga o direito de decidir quem merece apanhar, pouco importa o nome que dê ao gesto. Podem chamá-lo de justiça social, combate ao fascismo ou defesa da democracia. Continua sendo um linchamento.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-family: verdana;&quot;&gt;[Se você tem interesse na continuidade do blog (na rede há 21 anos: mais de 44 mil postagens e 15 milhões de acessos), considere colaborar com qualquer valor através do pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>https://otambosi.blogspot.com/2026/09/o-fascismo-virtuoso.html</link><author>noreply@blogger.com (Orlando Tambosi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEho9yHYNHPIpqTGZas2b9Y76SgJAS1LZ01Y-pnKTh1qjqz1Q-r919zpHCs5P19kpuEvi0sBngm7oJlLzXVTblW3uHRhYW46cil7v6lRiUx07MEB4XMfue1YTQRk-Zdmv4edw8G8_JhiJmcdev1NopRI3GEI1KUwE3vlf71n_WkxRCAouYCHnAZi/s72-c/ChatGPT-Image-31-de-ago.-de-2026-16_39_16-1-720x720.jpg.webp" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-4606378696599149220</guid><pubDate>Tue, 01 Sep 2026 13:31:06 +0000</pubDate><atom:updated>2026-09-01T10:31:06.188-03:00</atom:updated><title>O que escondem os progressistas</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiqQI_Y7m5HEEn0OK7wr7wV_m0bsO6je-P9T8ib90-y8XqDW6YfgvefP6EJv5fJJbDOZZ6PM__mJpnAtObmYYgVmZjTaveDl3axeTbmi_Nq-y8rWymqdw-xlnHMEKTNA4rWPBWjgep1S4NNV-HFIcu_-VAV-tEOJ-2wh2rCO3xjA972oMKyPSkC/s1200/ilustracion-oculta-progresismo.webp&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;675&quot; data-original-width=&quot;1200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiqQI_Y7m5HEEn0OK7wr7wV_m0bsO6je-P9T8ib90-y8XqDW6YfgvefP6EJv5fJJbDOZZ6PM__mJpnAtObmYYgVmZjTaveDl3axeTbmi_Nq-y8rWymqdw-xlnHMEKTNA4rWPBWjgep1S4NNV-HFIcu_-VAV-tEOJ-2wh2rCO3xjA972oMKyPSkC/s1600/ilustracion-oculta-progresismo.webp&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Sumisión a una potencia extranjera, destrucción de las fuerzas del orden y ataque al Estado dan idea de en qué manos ha ido cayendo la llamada izquierda de este país. Féliz de Azúa para &lt;a href=&quot;https://theobjective.com/elsubjetivo/opinion/2026-09-01/oculta-progresismo-articulo-azua/&quot;&gt;The Objective:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Me había propuesto no volver a escribir de &lt;a href=&quot;https://theobjective.com/espana/politica/&quot;&gt;política&lt;/a&gt; española mientras ocupara la presidencia el déspota de la Moncloa, pero no hay más remedio que aclarar un par de asuntos a raíz de la invasión marroquí de &lt;a href=&quot;https://theobjective.com/etiqueta/ceuta/&quot;&gt;Ceuta&lt;/a&gt; porque esta cuestión ha puesto en evidencia algunos elementos que el PP no ha sido capaz de explicar adecuadamente por falta de programa para la toma del poder.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;En primer lugar, la evidente ocultación de un negocio privado y personal de &lt;a href=&quot;https://theobjective.com/etiqueta/pedro-sanchez/&quot;&gt;Sánchez&lt;/a&gt; con el reino de &lt;a href=&quot;https://theobjective.com/etiqueta/marruecos/&quot;&gt;Marruecos&lt;/a&gt;. Que ese negocio sea delictivo o no, es imposible de saber, pero resulta de todo punto evidente que el regalo del Sáhara español fue una traición incomprensible si no hubo compensación, y la ahora connivencia con los servicios secretos marroquíes lo confirma.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;No sabemos cuáles son los términos de la negociación, si la hubo: puede ser un tratado de no agresión, desobedecido de inmediato por los marroquíes como es su costumbre, pero puede ser también que los servicios de Marruecos, por medio de Pegasus, hubieran adquirido documentos, fotos o videos comprometedores para Sánchez y su familia. En todo caso, la suciedad es obvia y coincide en tamaño con el ridículo de &lt;a href=&quot;https://theobjective.com/etiqueta/jose-luis-rodriguez-zapatero/&quot;&gt;Zapatero&lt;/a&gt; y sus joyas. Todos los jefes del socialismo, desde sus directores generales y secretarios hasta el déspota, están en una situación tercermundista que considera a la población como los súbditos de su finca.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Y, en segundo lugar, la humillación del ejército profesional. Antes, en tiempos de Franco, al ejército y a la policía se les llamaba «las fuerzas fácticas». Eran ellos los únicos que podían actuar de facto si lo ordenaba la autoridad competente. La llegada del sanchismo y sus socios neocomunistas (es decir, leninistas) ha ido desmantelando ambas instituciones hasta convertirlas en un funcionariado sumiso que ya sólo desfila en fechas señaladas y como pidiendo perdón.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A algunos de estos fanáticos, tipo Marlaska, se les ha ido la mano y han desmantelado a la policía y a la Guardia Civil de tal modo que en este momento el narcotráfico europeo entra con total libertad por el sur de España; nos acercamos a los peores tiempos del narco en Méjico y Colombia. Podría suponérsele una connivencia, una tolerancia o una corrupción a Marlaska, pero nadie se la atribuye porque la cortedad de su talento lo hace casi inasequible a operaciones complejas. Ya le gustaría a él tener en su casa las joyas de Zapatero, pero me parece inverosímil porque carece del mesianismo que tanto le gusta al anterior jefe de Estado progresista.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;En los regímenes despóticos, las llamadas «fuerzas del orden» no están para mantener el orden, sino para servir a un pequeño grupo de mandatarios civiles que las usan a su antojo con la finalidad de mantener sus privilegios. Esa es exactamente la situación de las «fuerzas del orden» en España. Basta con ver, no ya la destrucción de las mejores élites de combate, como las del narcotráfico o las especializadas en el terrorismo de los nacionalistas vascos, sino el abandono en el que viven las unidades que han sido enviadas a Ceuta. Las imágenes de los insalubres y miserables locales donde se recluye a la policía y a las unidades del ejército en Ceuta bastan para saber el uso que hacen los progresistas de los «poderes fácticos», es decir, anularlos y humillarlos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Y finalmente, el tercer factor que ha dejado claro el despotismo sanchista es la obediencia a la destrucción de España impuesta por los separatistas vascos y catalanes, decididos a aprovechar la extrema debilidad de Sánchez para dar un golpe definitivo al poder del Estado español. No sólo dejan en libertad a los asesinos de policías y guardias civiles, sino que castigan a quienes se defienden de las agresiones separatistas. Los policías y guardias civiles están inermes ante el odio. En Ceuta, cuando les lanzan piedras y cócteles molotov, han de salir huyendo. Una imagen que debe hacer llorar a los policías y guardias civiles honrados.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Estos tres elementos, sumisión a una potencia extranjera, destrucción de las fuerzas del orden y ataque al Estado español, están perfectamente relacionados entre sí por el progresismo leninista. Que esta canallada la firme el Partido Socialista Obrero (¡) Español da idea de en qué manos ha ido cayendo la así llamada izquierda de este país.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-family: verdana;&quot;&gt;[Se você tem interesse na continuidade do blog (na rede há 21 anos: mais de 44 mil postagens e 15 milhões de acessos), considere colaborar com qualquer valor através do pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>https://otambosi.blogspot.com/2026/09/o-que-escondem-os-progressistas.html</link><author>noreply@blogger.com (Orlando Tambosi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiqQI_Y7m5HEEn0OK7wr7wV_m0bsO6je-P9T8ib90-y8XqDW6YfgvefP6EJv5fJJbDOZZ6PM__mJpnAtObmYYgVmZjTaveDl3axeTbmi_Nq-y8rWymqdw-xlnHMEKTNA4rWPBWjgep1S4NNV-HFIcu_-VAV-tEOJ-2wh2rCO3xjA972oMKyPSkC/s72-c/ilustracion-oculta-progresismo.webp" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-727893623215265937</guid><pubDate>Tue, 01 Sep 2026 11:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2026-09-01T10:50:15.616-03:00</atom:updated><title>Maduro terá um julgamento correto nos Estados Unidos?   </title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgwYX16aKJmoGuh4yizi4Mh0UmQc-SkP8k-r8Fty1WE1OWNfwgisDcBhHLmvzkIKTCIMTgUDbDCc1-UZ2-7K0oRsluB3SsGZTnit0yYb_rYJ9UUavuU1_28Sn_uJQaRKHgksdo6R2Ns1L0R_f54aO5foQHD45k1Qa8Qxxj95GP6fgxPqL-45aeA/s1280/Nicolas-Maduro.webp&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;720&quot; data-original-width=&quot;1280&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgwYX16aKJmoGuh4yizi4Mh0UmQc-SkP8k-r8Fty1WE1OWNfwgisDcBhHLmvzkIKTCIMTgUDbDCc1-UZ2-7K0oRsluB3SsGZTnit0yYb_rYJ9UUavuU1_28Sn_uJQaRKHgksdo6R2Ns1L0R_f54aO5foQHD45k1Qa8Qxxj95GP6fgxPqL-45aeA/s1600/Nicolas-Maduro.webp&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A data está marcada – junho de 2027 –, o advogado é bom e os direitos básicos estão sendo preservados, como mostram as fotos do ex-tirano magrinho. &lt;a href=&quot;https://veja.abril.com.br/coluna/mundialista/podera-nicolas-maduro-ter-um-julgamento-correto-nos-estados-unidos/&quot;&gt;Vilma Gryzinski:&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-style: italic; text-align: center;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Tudo é único no caso de Nicolás Maduro – inclusive o estranho resultado de sua captura, que não desmanchou o regime chavista, embora a sucessora legítima, Delcy Rodríguez, seja amplamente considerada uma colaboradora dos Estados Unidos. Nem o precedente de Manuel Noriega, o valentão panamenho expurgado do poder e levado para os Estados Unidos, se compara. Terá Maduro um julgamento aceitável, embora os métodos para levá-lo à penitenciária em Nova York sejam debatíveis? Irá virar uma celebridade com sinal invertido, como aconteceu com Luigi Mangione, o assassino de um executivo de plano de saúde? Poderá falar e defender sua tese de que é um chefe de Estado ilegitimamente apreendido?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Tudo isso pode acontecer a partir de junho do próximo ano, quando começa o julgamento, dele e da mulher, Cilia Flores, por transformar a Venezuela numa plataforma de tráfico de drogas para os Estados Unidos, inclusive com a colaboração das Farc, a guerrilha colombiana que virou especialista em movimentar grandes quantidades de narcóticos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Maduro será representado por um dos mais conhecidos criminalistas dos Estados Unidos, Barry Pollack, que já defendeu Julian Assange no caso WikiLeaks. Quando um advogado do nível de Pollack entra em campo, é garantido que o caso será vasculhado microscopicamente em busca de fragilidades que poderiam produzir o impossível: a absolvição do réu.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;As fotos divulgadas através de terceiros mostram que a vida no Centro Metropolitano de Detenção, no Brooklyn, não está sendo insuportável para Maduro. Ele está até mais magro, embora com aparência saudável, com um toque elegantemente grisalho no cabelo. Como não é incomum entre presos, também está apelando a um discurso fortemente influenciado por ideias religiosas.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;“Quero que saibam que estamos firmes, com o coração cheio do amor de vocês, este amor que nos chega convertido em oração, em ação permanente, em solidariedade e em apoio verdadeiro. Agradecimentos infinitos por cada palavra, por cada gesto, por cada bênção”, escreveu ele na mensagem divulgada em sua conta. Indiretamente, através de visitantes ou das pessoas com quem tem direito a até 300 minutos de conversa por telefone por mês. Diretamente, não pode ter acesso a nenhum dispositivo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;MOLETOM FASHION&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Apesar dos agradecimentos comovidos, o fato é que Maduro está cada vez mais esquecido, inclusive pelos partidários que continuam no poder. Delcy Rodríguez parou de pedir a libertação do “refém” e agradeceu os Estados Unidos pelo plano que investimentos que dará acesso a uma parte das prodigiosas reservas venezuelanas de petróleo. Ela manifestou “alta gratidão” a Trump e ao secretário de Estado, Marco Rubio, pelo “marco histórico nas relações bilaterais”.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Os investimentos na casa dos 100 bilhões de dólares representam o “renascimento” da Venezuela, elogiou.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Desdobra-se assim o estranho plano de Trump: a captura de Nicolás Maduro não foi seguida pelo desmanche do regime, este se refez à imagem de Delcy Rodríguez, a transição para a democracia não tem sequer um calendário e pontos positivos, como a libertação de presos políticos, não alteram o fato de que “os de sempre” continuam no poder, mesmo que com alguns reajustes, especialmente na esfera militar. Delcy se cercou de nomes mais fieis, em princípio. Maduro nem é mais mencionado.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Quando era o todo-poderoso, o venezuelano ironizava o emagrecimento em massa da população pela ineficiência terminal do governo em prover o abastecimento de comida. Usava até uma palavra de conotação sexual, sobre a “dieta de Maduro” e seus efeitos sobre o organismo masculino. Rima com o sobrenome dele.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Hoje, ele está mais saudável e seus conjuntos de moletom fornecidos pelo governo sempre são comemorados como itens fashion. A dieta de Maduro na cadeia do Brooklyn é melhor que Mounjaro.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Mas quando irão os venezuelanos ter o mínimo da justiça por que clamam?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>https://otambosi.blogspot.com/2026/09/maduro-tera-um-julgamento-correto-nos.html</link><author>noreply@blogger.com (Orlando Tambosi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgwYX16aKJmoGuh4yizi4Mh0UmQc-SkP8k-r8Fty1WE1OWNfwgisDcBhHLmvzkIKTCIMTgUDbDCc1-UZ2-7K0oRsluB3SsGZTnit0yYb_rYJ9UUavuU1_28Sn_uJQaRKHgksdo6R2Ns1L0R_f54aO5foQHD45k1Qa8Qxxj95GP6fgxPqL-45aeA/s72-c/Nicolas-Maduro.webp" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-3481530491437200759</guid><pubDate>Tue, 01 Sep 2026 11:36:00 +0000</pubDate><atom:updated>2026-09-01T10:36:37.894-03:00</atom:updated><title>Pedro Sánchez ou a antidemocracia</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEglbU4SZ3CSknfqJo1YlV1f-rNamNzYpPUnsgqxQ7ZAIdnHq6_UbgtQWlpQjj_2fgKyQBmrtmBt728WsNTycGjlZjOnzloeLa7IW32jxfuB733VPm4z4LElnS0yl4j2ZPHrJJ7eYoF-Bno7_cihKdJBbLgBAoy6PMnLHxvtyfXt9TkghcWddlz3/s1200/ilustracion-pedro-sanchez-antidemocracia.webp&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;675&quot; data-original-width=&quot;1200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEglbU4SZ3CSknfqJo1YlV1f-rNamNzYpPUnsgqxQ7ZAIdnHq6_UbgtQWlpQjj_2fgKyQBmrtmBt728WsNTycGjlZjOnzloeLa7IW32jxfuB733VPm4z4LElnS0yl4j2ZPHrJJ7eYoF-Bno7_cihKdJBbLgBAoy6PMnLHxvtyfXt9TkghcWddlz3/s1600/ilustracion-pedro-sanchez-antidemocracia.webp&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Nada de rendir cuentas. Encubrimiento y exculpación de sí mismo como premisas para lo de siempre: rematar la faena con el ataque a la derecha. Antonio Elorza para &lt;a href=&quot;https://theobjective.com/elsubjetivo/opinion/2026-09-01/pedro-sanchez-antidemocracia-articulo-elorza/&quot;&gt;The Objective:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;El plus vacacional ha sido acortado, y &lt;a href=&quot;https://theobjective.com/etiqueta/pedro-sanchez/&quot;&gt;Pedro Sánchez&lt;/a&gt; se ve obligado a dar cuenta el jueves en el Congreso de la falta de gestión de su Gobierno, y en particular de su ausencia personal, en el mes de &lt;a href=&quot;https://theobjective.com/etiqueta/ceuta/&quot;&gt;Ceuta&lt;/a&gt;. Conociéndole, no existe el peligro de que afronte esa explicación al uso de la política democrática, presentando una visión de conjunto, en la cual, sucesivamente, vayan quedando claros los orígenes históricos del problema, la génesis y desarrollo de la invasión del 30 de julio, las respuestas y las insuficiencias del Gobierno en su gestión, para cerrar su texto con una presentación de soluciones a corto y a medio plazo. Pero Alá el Misericordioso ha liberado a Pedro Sánchez de ir por ese camino trillado. Es en cambio tan previsible que resulta lícito escribir una crónica anticipada de su discurso.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Tarea tanto más fácil, cuanto que Sánchez no ha desaprovechado la ocasión para exhibir una vez más su desprecio a la democracia parlamentaria. Tres días antes de acudir al &lt;a href=&quot;https://theobjective.com/etiqueta/congreso-de-los-diputados/&quot;&gt;Congreso,&lt;/a&gt; ya habrá contado su historia a los españoles desde el emisor de propaganda institucional que le proporciona el Grupo Prisa, en una entrevista durante el programa Hoy por Hoy de la SER. No ha podido evitar la actuación en sede parlamentaria, así que toca ningunearla dando prioridad a un medio que en el pasado hubiera rehuido tal suplantación. Es un movimiento complementario de la anterior prohibición de que los ministros respondiesen a las convocatorias del Senado. Concesiones democráticas, las inevitables por ley; manipulación de la opinión pública al margen de las instituciones, toda la que sea necesaria. El neofascismo en acción.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Así, antes de que Sánchez tome la palabra desde el atril del Congreso, estaremos seguros de escuchar un alegato inicialmente defensivo, donde la causalidad resulta difuminada, y no digamos la responsabilidad de Marruecos; insistirá a continuación en la excepcionalidad sorpresiva de la crisis y en la imposibilidad del Gobierno para resolverla drásticamente por los límites legales que lo impiden, y finalmente, tras enumerar la lluvia de bendiciones económicas que el Gobierno hará recaer sobre los ceutíes, llegará la conclusión inevitable: la carga contra la derecha, centrada en el PP, por poner trabas a la acción del Gobierno, fomentar la xenofobia, sembrar bulos como el riesgo de epidemias y negarse finalmente a la distribución de los menores legalmente impuesta.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;En pocas palabras, nada de explicación, y menos de rendir cuentas. Encubrimiento y exculpación de sí mismo como premisas para lo de siempre: rematar la faena con el ataque a fondo contra el enemigo. Ceuta quedará limitada a ser presentada como un ejemplo más del riesgo de la extrema derecha, que se manifestaría aquí en forma de xenofobia. En una palabra, el Gobierno está en su sitio y la oposición en el suyo, como polo del Mal. ¡Ah! Y en cuanto a su desaparición vacacional, dirá que el Gobierno no dejó de actuar un solo momento y siguiendo sus directrices. Nadie es perfecto, avisó en su día Billy Wilder. Se equivocaba: Pedro Sánchez, sí lo es.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;El principal obstáculo para que funcione el engaño reside en que Sánchez se ha visto obligado a ajustarse en su relato, para momentos esenciales, al pie forzado de las declaraciones previas de sus ministros, incluidas las reveladoras de Margarita Robles en sentido contrario. Podrá forzarlas, y ello entra en su estilo, pero le será mucho más difícil convalidar las falsedades. Estas, por el simple hecho de haber sido expuestas en público, vengan de Marlaska, de Albares o de Bolaños, se autodestruyen. Pensemos en la situación que se iba normalizando el día 4 para el primero, la promesa de expulsión general de Albares o la invocación del respeto a Marruecos por Bolaños. Al quedar al descubierto su falacia, anulan, en consecuencia, la menor sombra de validez para la exposición del presidente.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Sánchez intenta convencer de que todo empezó con la terrible sorpresa del 30 de julio. Como si él fuera un ciudadano más que sigue de lejos cuanto sucede, sin leer siquiera la prensa ni ver los telediarios. Al parecer, disfrutábamos de una plena armonía con Marruecos tras el regalo del Sáhara y solo la sentencia del Supremo, al dar luz verde a los nadadores, llevó a «las mafias» a desencadenar el tsunami sobre Ceuta. Marruecos siempre se habría comportado como país amigo, y ahí están las muestras del retorno masivo a partir del 31 y el freno eficaz al nuevo intento del día 15, donde casualmente solo había subsaharianos. Toda crítica a Marruecos es una inaceptable «falta de respeto». Y si nada bueno sabemos de tantos bienes, es porque la diplomacia exige discreción.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;El relato hace agua por todas partes. Para empezar, la absoluta impreparación después de la invasión de 2021 debiera ser suficiente para descalificar sin atenuante alguno a quien nada hizo desde entonces para impedir otro asalto, con más guardianes en su residencia de Lanzarote que en Ceuta.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Por eso Sánchez tiene que asumir la mentira de Marlaska, que no hubo informes previos sobre la invasión. Se repite la historia del delegado del Gobierno en Madrid que pedía a Ayuso una instancia con pólizas para admitir la emergencia ante los incendios. Suele citarse la terminante y mesurada defensa por Robles del CNI, que ya niega la negación de Marlaska, pero tiene aún mayor relieve su intervención en el Congreso: dio un informe muy preciso sobre la gestación y el desarrollo del asalto.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Se atenía a los datos disponibles, que incluyen la evolución ascendente de entradas a nado y la reunión entre el presidente de Ceuta y el delegado del Gobierno, el 27 de julio, ya con 250 entradas diarias, claro signo de peligro. Admite y explica el papel explosivo de las redes, pero recuerda que detrás están «quienes estaban movilizando». Sujeto a descubrir, porque raras mafias son las que organizan el negocio de los pasos individuales y se quedan sin ese negocio haciendo pasar en un día a miles.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Entra aquí en escena el papel jugado por el Gobierno marroquí. De entrada, conviene evitar toda satanización. La reivindicación de Ceuta y Melilla forma parte del ADN del nacionalismo marroquí, y resulta lógico que Mohamed VI la encabece. Otra cosa es cómo lo hace y si ello tiene lugar mediante una sucesión de movimientos tendentes a hacer imposible la vida normal en ambas ciudades, bien por la asfixia económica, bien por golpes sucesivos para ir tentando las defensas de España. Desde el episodio de Perejil a Ceuta 2021 y 2026. Esto tiene menos gracia, y resulta innegable, por la doble reacción ante el 30 de julio, tanto al declarar oficialmente que Marruecos no es el gendarme fronterizo de Europa, léase de España, como de inmediato denunciando que Ceuta y Melilla son «enclaves» ocupados por España y que deben ser retrocedidos, por «el diálogo», claro, menos mal. Raro lenguaje de amigo, y a cargo del ministro de la Justicia, próximo al Rey.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;En cuanto a la invasión del 30-J, un testimonio excepcional, de un intelectual como Tahar ben Jellun, y en un diario que es como El País para Sánchez, respecto del Rey, deja todo claro: la marcha sobre Ceuta no pudo suceder, de haber decidido cortarla Hammouchi, el todopoderoso ministro del Interior. Y ello encaja con el informe de Estado Mayor exhibido por Robles en el Congreso: el impulso en las redes era muy preciso, sobre medios, recursos e itinerarios, lo cual sugiere alto grado de organización, y sobre todo que el Ministerio del Interior de Marruecos, ante tal documentación, tenía en mano todos los datos para oponerse si quería a la marcha azul sobre Ceuta. El dictamen de Ben Jelloun, en un periódico de estricta obediencia real, es claro: no quiso.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;El papel de Sánchez no era fácil, tampoco podía ir hacia el enfrentamiento abierto, pero el desarme total adoptado es suicida de cara al futuro. Si Marruecos es tan «fiable» sobre la inmigración como proclamamos, nuestra baza de cara a la UE, cosa que importa y mucho en Rabat, queda anulada. Solo sonreír y ceder, aquí no sirve de nada. Tuvo el ministro de Justicia marroquí que plantear una comisión de diálogo para la resolución del contencioso, para darse cuenta de lo que está en juego. En el fondo, Marruecos ya ha ganado. Ceuta va haciéndose invivible.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Pudo haber sorpresa, pero nada justifica la mezcla de impotencia y de pasividad evidenciada en Ceuta a lo largo de un mes, partiendo del rechazo inicial a declarar la emergencia porque aquello era un simple «flujo migratorio». Pronto, el tradicional odio a la verdad del Gobierno de Sánchez alcanzó un nivel máximo, con el único cese, y automático, para una funcionaria de Seguridad que hizo pública una noticia verídica sobre el volumen de «invasores», sin el permiso del encargado de mentir, pues no de otro modo actuó el ministro al proclamar ante la UE casi resuelta la crisis el 4 de agosto. A esta hora, desconocemos cifras precisas de quienes andan por Ceuta. El Gobierno habla de 5.000, estimación juzgada insuficiente siempre desde la propia ciudad, y solo el viernes, tras ignorar las ofertas de colaboración europeas, se acaba de recurrir a Frontex, a la UE, para que efectúe un triaje de los «invasores», ni siquiera todavía su censo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;El Gobierno dio una cifra, 500 menas a llevar a la península, pero se trataba ante todo de responder al requerimiento de la UE sobre devolución de los irregulares. Estos han sido el objeto de atención preferente del Gobierno, a efectos de  exhibir el propio «humanitarismo» frente a los que aspiran a librarse de ellos. La información (desinformación) del aparato de opinión oficial es ejemplar a este respecto, evitando toda información que no llevara a designarles como «desesperados» que huyen de la represión y de la miseria, como si Marruecos fuera Haití o Cuba.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Sobre el terminante requerimiento marroquí para la devolución de sus menores, silencio. ¿Por qué? Una cosa son los obstáculos legales, a exponer ante Marruecos y ante nuestra opinión. Otra que un proceso de devolución conjunta pudiera ser un cauce de colaboración efectiva, aun mediante goteo, para disuasión para futuras llegadas. Por supuesto, de informar sobre la experiencia de los menas en un pasado próximo, ni hablar. A Sánchez la xenofobia le sienta políticamente muy bien.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Solo le ha fallado su táctica habitual de dejar que las cosas se arreglen, o se hundan por sí solas, para presentarse al final como salvador. A estas horas, muy muy tarde, lo intentará, pero con un dudoso éxito, por mucho que evite mirar de frente a la insufrible situación de Ceuta. Aunque tampoco eso le afectaría. Tal como es el personaje, «la angustia, el abandono, la inseguridad» reinantes en la ciudad (Robles dixit) no van a modificar su actitud de autodefensa, y él colocará, de lunes a jueves, su relato y su receta. A menos Ceuta, mejor para Sánchez.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;El resumen es fácil: a) todo le llegó como una monumental sorpresa, efecto de la decisión del Supremo, por falta de información previa; b) el enorme daño se alivió por el retorno de «la inmensa mayoría» con la colaboración de Marruecos, a pesar de lo cual los obstáculos legales para una devolución masiva, han creado una difícil situación que el Gobierno trató siempre de afrontar, y ahí está el desfile de los ministros por la ciudad. c) ahora, el Gobierno se volcará económicamente sobre Ceuta, mientras la invasión se prolonga indefinidamente: las penas con pan son menos. Y d) frente a ese saludable esfuerzo, lejos de colaborar con el Gobierno por el interés nacional, PP y Vox, sobre todo PP, tratan de lograr un aprovechamiento político ilícito de «un problema humanitario» (no sanitario).&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Ahí está Pedro Sánchez para reforzar una vez más el muro contra la extrema derecha. Todos los efectos de una política de desastres a cara descubierta, tienen que ser olvidados, y su causante, en vez de desaparecer de la escena política por simple dignidad, luchará a muerte desde el poder para evitar una alternativa democrática. Es el eterno retorno de lo igual, citando a Nietzsche, de una catástrofe a otra, de la política como miseria al basarse en el olvido sistemático de los intereses colectivos. Y todo en favor de un personaje carente de relieve intelectual, ni de capacidad y voluntad de gestión, sin siquiera, por lo visto sobre Ceuta, una mínima sensibilidad hacia el sufrimiento y la angustia de quienes tuvieron la poca fortuna de caer bajo su Gobierno.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;(Enviado este artículo a THE OBJECTIVE en la noche del domingo, las declaraciones en ‘Hoy por hoy’ nada sustancial han aportado sobre Ceuta. Solo cabe anotar la respuesta de huida cuando se le pregunta sobre la actitud política de Marruecos, dando un aluvión de cifras de ayuda a la ciudad. Son Putin e Israel quienes nos fastidian en el tema migratorio. Y la aviesa explicación sobre el no viaje a Ceuta del Rey, que «ha reinado más de veinte años» (sic) y nunca visitó la ciudad, a diferencia suya. Sobre política general, tenemos al Pedro Sánchez autosuficiente y agresivo de siempre, con una descalificación tras otra, ático incluido hasta la saciedad, y la seguridad de que «se opondrá con uñas y dientes» a la victoria de una alternativa política. La democracia como obstáculo. Es lo único en que conviene creerle).&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-family: verdana;&quot;&gt;[Se você tem interesse na continuidade do blog (na rede há 21 anos: mais de 44 mil postagens e 15 milhões de acessos), considere colaborar com qualquer valor através do pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>https://otambosi.blogspot.com/2026/09/pedro-sanchez-ou-antidemocracia.html</link><author>noreply@blogger.com (Orlando Tambosi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEglbU4SZ3CSknfqJo1YlV1f-rNamNzYpPUnsgqxQ7ZAIdnHq6_UbgtQWlpQjj_2fgKyQBmrtmBt728WsNTycGjlZjOnzloeLa7IW32jxfuB733VPm4z4LElnS0yl4j2ZPHrJJ7eYoF-Bno7_cihKdJBbLgBAoy6PMnLHxvtyfXt9TkghcWddlz3/s72-c/ilustracion-pedro-sanchez-antidemocracia.webp" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-4069950715433752961</guid><pubDate>Mon, 31 Aug 2026 23:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2026-08-31T20:26:51.343-03:00</atom:updated><title>Depois de um século batendo à porta, o socialismo americano encontrou a entrada de serviço.</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiP4Ddzotyx23La91DnwJVAUAF6jua7BbqxWozwuVDk28_5MaaXuQNafvacz3dzsWwRiMgT1-YKmomERApTSf-4TW6evq9c5RuwmqZt1fMrwX53P7U7UK2pBlUt7scCNGsNVUMt6vTAZIKuRYzTZzZghsNL2zBKkDyuAy8BqYMP-p3k_n3jBdoF/s1024/17882063806a95dd2c96932_1788206380_3x2_lg.jpg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;683&quot; data-original-width=&quot;1024&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiP4Ddzotyx23La91DnwJVAUAF6jua7BbqxWozwuVDk28_5MaaXuQNafvacz3dzsWwRiMgT1-YKmomERApTSf-4TW6evq9c5RuwmqZt1fMrwX53P7U7UK2pBlUt7scCNGsNVUMt6vTAZIKuRYzTZzZghsNL2zBKkDyuAy8BqYMP-p3k_n3jBdoF/s1600/17882063806a95dd2c96932_1788206380_3x2_lg.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O bipartidarismo norte-americano sempre dificultou a vida de terceiros partidos. João Pereira Coutinho para o &lt;a href=&quot;https://www1.folha.uol.com.br/colunas/joaopereiracoutinho/2026/08/ha-um-seculo-batendo-a-porta-nos-eua-socialismo-encontrou-a-entrada-de-servico.shtml&quot;&gt;FSP:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Dizem que só há duas certezas na vida: a morte e os impostos. Nos &lt;a href=&quot;https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/estados-unidos/&quot;&gt;Estados Unidos&lt;/a&gt;, era preciso adicionar uma terceira: o fracasso do socialismo em terras do Tio Sam. Acabou essa exceção?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Veremos. Com as midterms à porta, candidatos socialistas ou simpatizantes do credo tem ganhado espaço nas eleições primárias do &lt;a href=&quot;https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/partido-democrata/&quot;&gt;Partido Democrata&lt;/a&gt;. Não é o velho proletariado que os elege. É o eleitorado jovem, branco, urbano, educado —ou, pelo menos, diplomado—, que tanto quer saúde universal como abolir a polícia e os presídios.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O fenômeno sempre mereceu atenção: cientista político que se preze já perguntou por que as profecias do sr. &lt;a href=&quot;https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/karl-marx/&quot;&gt;Karl Marx&lt;/a&gt; nunca se cumpriram por ali. Seymour Martin Lipset e Gary Marks, em obra que já virou um clássico, plasmaram o espanto no título: &quot;It Didn’t Happen Here&quot;.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O mistério sempre foi um quebra-cabeça para os teóricos do marxismo: se a revolução proletária necessita de um sistema capitalista avançado, pronto para ruir sob o peso de contradições internas, não haveria solo mais fértil que o americano.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;E, no entanto, os Estados Unidos eram a exceção das economias industriais: nem partido comunista relevante, nem partido socialista, nem sequer uma frente comum trabalhista e sindical.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A culpa era da sua gênese burguesa, diziam Lênin e Trótski: sem passado feudal, os trabalhadores não herdaram uma consciência de classe como a europeia.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Além disso, como fazer a revolução num país mais democrático e igualitário que os congêneres europeus —e onde o proletariado vivia melhor que as massas exploradas de Manchester ou Paris? No seu livro, Lipset e Marks não compram as explicações mais forçadas dos marxistas desiludidos. O socialismo não frutificou por razões institucionais e culturais.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Para começar, o bipartidarismo sempre dificultou a vida de terceiros partidos: nas eleições presidenciais, democratas e republicanos monopolizam quase todos os votos, deixando as sobras para excêntricos diversos. Em 1912, na melhor prestação dos socialistas, Eugene Debs não foi além de 6%.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Mas o sistema partidário não explica tudo. A inteligência estratégica dos democratas explica muito mais. Um exemplo: Franklin Roosevelt, quando se viu ameaçado pelo populismo de esquerda em plena Grande Depressão, soube integrar as pautas mais progressistas —e até alguns dos seus líderes— na grande coalizão do New Deal. &quot;O radicalismo tornou-se indistinguível do liberalismo&quot;, escrevem Lipset e Marks.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Houve resistências, claro. Mas as resistências também ajudam a explicar o insucesso socialista nos Estados Unidos: entre a pureza ideológica e a participação no jogo eleitoral pelas primárias, os socialistas nunca penetraram no Partido Democrata com o mesmo sucesso que facções conservadoras e libertárias tiveram no &lt;a href=&quot;https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/partido-republicano/&quot;&gt;Partido Republicano&lt;/a&gt;. Não houve, até hoje, um Barry Goldwater ou um Newt Gingrich de esquerda.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Se juntarmos a tudo isso a distância entre setores importantes do sindicalismo e os socialistas —uma característica marcante da história americana— e as divisões étnicas, raciais e religiosas que dificultaram uma &quot;consciência de classe&quot; entre a vasta mão de obra imigrante, entendemos melhor os autores: &quot;Muitos socialistas eram imigrantes, mas poucos imigrantes eram socialistas&quot;.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Finalmente, há motivos ainda mais decisivos —nos Estados Unidos, o antiestatismo e o individualismo não eram exclusividade da direita. Pelo contrário: a sensibilidade anarquista de parte da esquerda nunca tolerou as tentações coletivistas que os mais ortodoxos defendiam no deserto.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;E hoje?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O livro de Seymour Lipset e Gary Marks tem 26 anos —e, nesse quarto de século, muita coisa mudou. Institucionalmente, os socialistas americanos aprenderam uma lição que o fenômeno Trump tornou impossível ignorar: se querem chegar ao poder, precisam pegar carona no ônibus democrata. &quot;Máxima flexibilidade na tática, máxima rigidez nos princípios&quot;, já dizia o camarada Vladimir Ilitch Ulianov.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;E assim tem sucedido: depois de um século batendo à porta, o socialismo americano encontrou a entrada de serviço.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Por outro lado, o antiestatismo e o individualismo são valores cada vez mais raros. Não interessa se falamos de esquerda ou de direita. A célebre frase de Benjamin Constant —&quot;não há mais indivíduos, apenas batalhões uniformizados&quot;— aplica-se bem aos identitarismos rivais que ganharam força na política dos Estados Unidos (e não só). Saber quem sairá vencedor dessa batalha é conversa para os próximos capítulos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Uma coisa é certa: o velho produto ganhou embalagem nova —e, desta vez, há fila no caixa.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-family: verdana;&quot;&gt;[Se você tem interesse na continuidade do blog (na rede há 21 anos: mais de 44 mil postagens e 15 milhões de acessos), considere colaborar com qualquer valor através do pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>https://otambosi.blogspot.com/2026/08/depois-de-um-seculo-batendo-porta-o.html</link><author>noreply@blogger.com (Orlando Tambosi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiP4Ddzotyx23La91DnwJVAUAF6jua7BbqxWozwuVDk28_5MaaXuQNafvacz3dzsWwRiMgT1-YKmomERApTSf-4TW6evq9c5RuwmqZt1fMrwX53P7U7UK2pBlUt7scCNGsNVUMt6vTAZIKuRYzTZzZghsNL2zBKkDyuAy8BqYMP-p3k_n3jBdoF/s72-c/17882063806a95dd2c96932_1788206380_3x2_lg.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-9084960493851131178</guid><pubDate>Mon, 31 Aug 2026 23:24:33 +0000</pubDate><atom:updated>2026-08-31T20:24:33.430-03:00</atom:updated><title>A propósito da memória digital</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEimNqNlj0uLkN9PzK8w19A5nqY6qD-JdpRMJug5hz4R1mDMALxB5FLGS6QzSAOi6T9w1BClGhizi7SXIqDhpDY26lgcq8Vw7bYrGg9n9oxDvtI0WZNItW9SosG4m__rX_j6q6iGRmOWcPvWDUk2LIkXVqrjGHcEF25MGnsainiyNCgJyWl4u5nI/s360/rodrigo.webp&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;360&quot; data-original-width=&quot;360&quot; height=&quot;200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEimNqNlj0uLkN9PzK8w19A5nqY6qD-JdpRMJug5hz4R1mDMALxB5FLGS6QzSAOi6T9w1BClGhizi7SXIqDhpDY26lgcq8Vw7bYrGg9n9oxDvtI0WZNItW9SosG4m__rX_j6q6iGRmOWcPvWDUk2LIkXVqrjGHcEF25MGnsainiyNCgJyWl4u5nI/w200-h200/rodrigo.webp&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Eu desconfio das memórias que se ajustam à minha subjetividade e me capturam a alma, para lhes contar o que as suas máquinas nunca mais vão esquecer. Rodrigo Adão da Fonseca para o &lt;a href=&quot;https://observador.pt/opiniao/a-proposito-da-memoria-digital/&quot;&gt;Observador:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O meu avô Aureliano, médico de profissão, avô por via paterna, tinha a fotografia como a sua grande paixão. Fotógrafo amador, são dele as melhores memórias da família de um certo tempo em que ele era o patriarca. Como dermatologista, construiu ao longo de décadas um espólio impressionante de fotografia médica, que guardava em diapositivos meticulosamente organizados. Penso que uma das suas fotos lhe valeu um prémio internacional, que o levou à Suíça durante um mês. Na casa da minha avó materna no Douro, as paredes tinham retratos de pessoas que nunca conheci, familiares com histórias que me foram contadas, mas que hoje já esqueci, e não faz mal, a vida mudou, e essas histórias ficaram com quem as viveu, porque a vida é efémera e são poucas as coisas que merecem perpetuar-se na memória do tempo. As paredes de casa dos meus pais permanecem forradas de livros, que contam histórias, e são elas a fonte de memória que vale a pena guardar, a par do que permanece perdido em gavetas que por vezes tenho a curiosidade de abrir.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Li algures, numa revista, que não temos uma câmara dentro da cabeça, que recordar é inventar outra vez, e pensei no meu avô e na minha avó. De cada vez que víamos os álbuns, algo de novo aparecia, e não garanto que as versões das várias histórias mantivessem grande coerência entre si. Esquecemos, graças a Deus, esquecemos, e é o esquecimento que nos vai limando as arestas dos dias, que deixa morrer com decência as pessoas que fomos, porque uma memória que nada perde, li isso também, acaba por não compreender coisa nenhuma, afogada na minúcia e na análise de cada segundo, de cada frase, de tudo e de todos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;No tempo em que vivemos, de repente, decidimos mudar as regras do jogo, e está a tornar-se consensual que não é nada útil esquecer. Gastam-se triliões, destrói-se o ambiente, consome-se energia e água, fazem-se guerras na luta por “matérias-primas raras”, porque temos de construir essa grande utopia da memória permanente e da capacidade de correlacionar tudo com qualquer coisa, porque parece, é daí que vai nascer um Homem Novo e um futuro mais brilhante para a Humanidade.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Estamos a construir máquinas que guardam tudo, sem cansaço, sem pudor, a fotografia de 2009 ao lado da fotografia de ontem, com a mesma luz, os mesmos rostos, a mesma tarde intacta, e não só guardam, atenção, contam, resumem, escolhem por nós, respondem-nos com uma vozinha solícita que junta os cacos e nos devolve uma história coerente sobre quem fomos, coerente e plausível, note-se, porque a verdade, para estes engenhos, é um detalhe que só os tolos ainda valorizam. E a história ajusta-se a quem pergunta, ao momento, ao contexto, ao gosto do freguês. Dantes, uma carta dizia o que dizia, um retrato mostrava aquele instante e não outro, os papéis eram teimosos como as tias velhas, não mudavam para nos agradar. Agora o próprio registo tornou-se moldável, obsequioso, e eu desconfio das memórias que se ajustam à minha subjetividade e me capturam a alma, para lhes contar o que as suas máquinas nunca mais vão esquecer.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;E desconfio por mais do que uma razão, mas desde logo, porque ainda sou de um tempo onde duas pessoas saíam da mesma sala com visões diferentes, cada qual viu do seu lugar, guardou umas palavras, perdeu outras, e era dessa desordem que nascia o testemunho, a discussão, a história quando havia sorte, e da discussão saia solução, chamava-se pluralismo, era uma expressão da liberdade, ao passo que milhões a perguntarem o passado à mesma máquina recebem o passado já composto, penteado, sem hesitações, e não é preciso censura nenhuma, basta a comodidade, a censura somos nós a pedir mais, organizados em bolhas que se degladiam em blocos homogéneos onde pensar é um exercício demasiado cansativo que delegamos à máquina.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Lembro-me de Julie do filme do polaco, a que perde o marido e a filha e vende a casa, deita fora as partituras, corta com tudo, queria ser livre como só os mortos o eram, e a memória voltava-lhe pela música, sem pedir licença, entrava-lhe pela janela como os pardais. Não conseguiu esquecer, claro que não conseguiu, mas podia tentar, o mundo dava-lhe esse espaço, e o nosso já não dá, o arquivo devolve-nos a morada antiga, o rosto que quisemos perder, a frase infeliz de há quinze anos, nada prescreve, nada nos perdoa, e um dia destes nem a misericórdia de perder a nitidez nos deixam, a nós que precisávamos que o passado se calasse de vez em quando para podermos recomeçar.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Que as máquinas guardem os documentos, as contas, as certidões, nos ajudem em tantas coisas, tudo bem, elas guardam melhor do que eu, que perco tudo, e podem ser úteis em tanta coisa chata que vale a pena dispensar. Mas o que sei de cor ainda é meu, mistura-se cá dentro com o que li e com o que perdi, deforma-se, gasta-se, e é nesse gastar-se que se torna pensamento, como as pedras do rio. E não quero que me roubem a minha autenticidade, quero ser soberano sobre a minha subjetividade, e escolher o que sobre mim é público ou privado.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Durante milénios tivemos medo de esquecer, inventámos a escrita, os arquivos, os retratos, as nuvens, tudo para vencer essa pequena morte.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Agora, receio de quem procura por mim, e o que lhe vão contar; não será seguramente a versão do meu avô quando abria as suas gavetas e me mostrava os seus álbuns. Não gosto desta sensação de que os meus registos são todos eles calibrados, ordenados, e entregues a quem os peça, analisando apenas a parte de mim que é digital, sem conhecer a minha empatia, a minha forma de sorrir, as minhas manhãs difíceis, e o que me faz chorar. Não gosto destas gavetas que se abrem sozinhas, ou a pedido, feitas para agradar quem, na sua larga maioria, nunca me viu. Nós éramos feitos de experiência e esquecimento. Talvez só venhamos a dar conta disso tarde demais, à maneira do costume, quando a degradação seja, em muitos aspetos, irreversível.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A minha avó paterna era formada em medicina, e interessada pela psiquiatria, numa altura em que às mulheres este mundo era quase proibido. Parece que estava escalada para ir estudar com Freud, mas ficou em Portugal, porque casou. Nunca terá contado da sua desistência até que, um dia, o meu avô abriu as suas gavetas e descobriu uma série de documentos. Encontrou também um conjunto de cartas, todas por abrir, que, em tempo de guerra, do quartel, lhe enviou diariamente de Mafra. A minha avó, com quem vivi numa idade importante da juventude e me ensinou que “se os nossos pensamentos fossem públicos, ninguém sairia à rua de vergonha”, respondeu, ao que consta e se a minha memória já não está falha, “o que está nessa gaveta é meu, e peço que não a voltes a abrir. E sim, nunca abri as tuas cartas, nada do que ali tenha sido escrito me interessava”.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O mundo em que vivemos já não vai voltar atrás, mas vale a pena pensar, em que mundo tecnológico queremos viver no futuro.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-family: verdana;&quot;&gt;[Se você tem interesse na continuidade do blog (na rede há 21 anos: mais de 44 mil postagens e 15 milhões de acessos), considere colaborar com qualquer valor através do pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>https://otambosi.blogspot.com/2026/08/a-proposito-da-memoria-digital.html</link><author>noreply@blogger.com (Orlando Tambosi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEimNqNlj0uLkN9PzK8w19A5nqY6qD-JdpRMJug5hz4R1mDMALxB5FLGS6QzSAOi6T9w1BClGhizi7SXIqDhpDY26lgcq8Vw7bYrGg9n9oxDvtI0WZNItW9SosG4m__rX_j6q6iGRmOWcPvWDUk2LIkXVqrjGHcEF25MGnsainiyNCgJyWl4u5nI/s72-w200-h200-c/rodrigo.webp" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-4049289181635569824</guid><pubDate>Mon, 31 Aug 2026 23:18:42 +0000</pubDate><atom:updated>2026-08-31T20:18:42.995-03:00</atom:updated><title>Esquerda e aiatolás unidos: eventos no Irã e no Brasil</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiy4vHdjvw4DMgCXT9jjmqVI2Dn6wsjloZ14-3E448DgSugyY53XTSK5shELGY440-tJSkFPQ0Ms1V7FLilA9_IJsmmfG5SRD3d5ZFJPkLMsrei88eDELZLYzVfrI80REbMEW27Bx4e7Y8FkPK_pAXbWj8KP-N_fR9RWnAVYjmBo9S8lyRFGQR9/s720/Ira-3-720x720.jpg.webp&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;720&quot; data-original-width=&quot;720&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiy4vHdjvw4DMgCXT9jjmqVI2Dn6wsjloZ14-3E448DgSugyY53XTSK5shELGY440-tJSkFPQ0Ms1V7FLilA9_IJsmmfG5SRD3d5ZFJPkLMsrei88eDELZLYzVfrI80REbMEW27Bx4e7Y8FkPK_pAXbWj8KP-N_fR9RWnAVYjmBo9S8lyRFGQR9/s1600/Ira-3-720x720.jpg.webp&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A &lt;a href=&quot;https://www.gazetadopovo.com.br/republica/gazeta-do-povo-vai-a-evento-do-ira-e-do-pt-no-brasil-e-mostra-como-e-o-aliciamento-de-apoiadores/&quot;&gt;Gazeta do Povo &lt;/a&gt;acompanhou os acontecimentos e mostra como ocorre o aliciamento de apoiadores da teocracia iraniana. Luís Kawaguti:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O governo do Irã está aumentando a presença informacional no Brasil por meio de alianças com políticos do PT, influenciadores, jornalistas e veículos de comunicação com tendências de esquerda. A Gazeta do Povo acompanhou um evento de apresentação de jornalistas e influenciadores digitais arregimentados para viajar a Teerã e falar sobre o regime no Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A reportagem apurou que o 1º Seminário Geopolítico Arresala faz parte de um esforço iraniano de conquistar simpatizantes brasileiros. O discurso difundido pelos participantes é que os brasileiros estariam sendo enganados pela narrativa da &quot;grande imprensa ocidental&quot; e que seria necessário deter o que chamam de &quot;imperialismo americano&quot;.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A organização do evento era da editora Arresala, que se define em página própria no Facebook como o Centro Islâmico no Brasil (CIB), &quot;entidade social e religiosa sem fins lucrativos que tem como foco de trabalho a divulgação da religião islâmica através de variados projetos sociais e educativos&quot;.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;As páginas oficiais da Arresala não deixam claro, no entanto, quais são as delimitações da relação com o Consulado Cultural da República Islâmica do Irã, ligado à Embaixada do país em Brasília.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Em julho, jornalistas e influenciadores viajaram ao Irã para testemunhar o funeral do aiatolá Ali Khamenei, morto em um bombardeio israelense. O convite e, sobretudo, o financiador da viagem não ficou claro nas notícias publicadas pelos veículos sobre o tema.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A Gazeta do Povo encontrou em um post no Instagram da TVT que uma jornalista estava &quot;no Irã a convite da Arresala, Centro Islâmico no Brasil.&quot; A TVT é mantida pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC em parceria com o Sindicato dos Bancários.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Esses influenciadores participaram do seminário para contar o que viram no Irã. Os palestrantes foram o jornalista e comentarista do Brasil 247 Joaquim de Carvalho, o jornalista Tom Altman, CEO do site Opera Mundi, a jornalista e comentarista da TVT Laura Capriglione e o influenciador do canal Arte da Guerra, Robinson Farinazzo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O seminário ocorreu na noite desta sexta-feira (28) em um hotel nos Jardins, bairro nobre de São Paulo. Ele teve cobertura da HispanTV Brasil, canal de comunicação estatal do governo do Irã. A guerra envolvendo os Estados Unidos, Israel e Irã completou seis meses na sexta-feira (28) e foi o principal tema. Embora o conflito esteja em um impasse, os debatedores tentaram explicar como os Estados Unidos estão sendo derrotados.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O evento foi aberto ao público e os interessados eram recebidos por uma mulher vestida com trajes muçulmanos e um hijab cobrindo os cabelos e o pescoço. Ela convidava as pessoas a preencherem seus dados em uma lista antes de entrar.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Nos materiais de divulgação do evento, apareciam lado a lado os logotipos do deputado estadual Mário Maurici, do Consulado Cultural da República Islâmica do Irã - Brasília; do 247; do Opera Mundi; da HispanTV Brasil; do Instituto de Amizade Brasil-Irã; e da Arresala Notícias.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Com cerca de 150 pessoas, o evento lançou o Grupo de Amizade Brasil-Irã, com a presença de jornalistas, religiosos e apoiadores que pretendem difundir a cultura do Irã no Brasil. O grupo é coordenado pelo deputado estadual do PT, Mário Maurici, no âmbito da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Entre o público, havia diversas mulheres jovens e de meia idade usando o hijab, algumas com vestidos longos de tecido fino e bordado. No salão era possível sentir odor de perfumes sofisticados e ouvir música árabe ambiente tocando ao fundo, como que convidando os presentes a uma imersão no universo do Irã.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;À frente da plateia, um telão exibia conteúdos complementares às falas dos convidados. Uma bandeira do Irã estava disposta à esquerda do telão, em posição oposta a uma bandeira do Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Por um período, o xeique Hossein Khaliloo, teólogo islâmico iraniano, recebia e cumprimentava os convidados que chegavam. Além de banners com informações sobre o seminário, havia ao fundo da sala duas mesas.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Uma delas exibia materiais impressos de divulgação do evento e do Irã, como um folheto voltado a crianças e outro voltado ao turismo. Na outra, estavam dispostos diversos livros da editora Arresala.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;b&gt;Evento tem exaltação a potencial bélico do Irã, que colocou os “Estados Unidos de joelhos”&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A abertura do 1º Seminário Geopolítico Arresala foi feita por Nasser Khazraji, diretor da Arresala e do Centro Islâmico no Brasil, que chamou um recitador para “leitura de alguns versos do Alcorão Sagrado”. Na sequência à recitação, Nasser anunciou: “Sejam todos bem-vindos em nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso”, e chamou o xeique Hossein Khaliloo para discursar.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Coordenador do Grupo de Amizade Brasil-Irã, o deputado estadual Mário Maurici (PT) enviou um vídeo no qual se desculpou por não estar presente devido à campanha eleitoral. Ele defendeu a aproximação da causa com a Assembleia Legislativa de São Paulo e o multilateralismo e criticou o que chamou de interferências externas em assuntos de interesse do Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;“Essa defesa também passa pela nossa posição diante do imperialismo e do sionismo”, afirmou Maurici, ao criticar o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e parlamentares aliados por posições contrárias às que defende.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A mediação do Seminário foi feita pela jornalista Talita Galli, apresentadora do TVT News.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Nos discursos, o Irã foi citado como “corajoso” e “resistente” ao apoiar o estado palestino e inspirar outras nações a fazerem o mesmo. “Nós podemos sonhar, e sonhar que a gente pode se libertar do jugo do imperialismo americano&quot;, disse Capriglione.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&quot;Podemos sonhar porque nós estamos vencendo essa guerra, e estamos vencendo essa guerra no Irã. Isso inspira os povos do mundo, e eu tenho certeza que isso vai ter muitos frutos e nós vamos colher essa vitória final contra os Estados Unidos e contra Israel&quot;, complementou ela.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Tom Altman, por sua vez, fez um relato sobre os preconceitos que perdeu ao visitar o Irã. “Faz muito tempo que o Irã é desumanizado pela mídia hegemônica. E isso é feito de caso pensado, porque quando você desumaniza um povo, você transforma aquele povo no vilão do mundo”, afirmou. Altman defendeu ser necessário &quot;acabar&quot; com os Estados Unidos, que eram classificados por membros da audiência como &quot;comedores de hambúrguer&quot;.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Já o influenciador Robinson Farinazzo criticou a imprensa e comparou a cobertura tradicional brasileira sobre o Irã com o discurso sobre a Lava Jato. “O que a gente tem do Irã aqui no Brasil, como também da Coreia do Norte, da Rússia, da China, não é nada do que se fala aqui no Brasil”, afirmou, complementando que a sociedade está cansada da imprensa, principalmente por causa de uma coisa chamada Lava-Jato&quot;.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Ele complementou afirmando que o ataque do Irã às bases militares dos Estados Unidos na região do Golfo Pérsico “foi uma derrota acachapante”.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;“Foi um negócio simplesmente genial e avassalador. Eles colocaram efetivamente os Estados Unidos de joelhos, o Trump não tem saída, ele não tem para onde correr”, disse ele.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Já o jornalista Ali Salman Farhat, opinou que o Brasil será um dos alvos de Donald Trump. “O que me preocupa hoje aqui é o Brasil. O Brasil é um país rico, um país exemplo no mundo pela convivência, pela tolerância”, afirmou. “Por isso, hoje no Brasil a gente tem uma missão de defender os outros para nos defender,”, afirmou, sendo complementado por Talita Galli sobre uma reserva de petróleo recém-descoberta na Amazônia.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O evento terminou com homenagens entregues a “personalidades, veículos e grupos que resistem à narrativa dominante, exercem papel fundamental na busca pela verdade e pela justiça” e se encerrou com um vídeo em branco e preto em memória dos jornalistas mortos na Palestina”.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-family: verdana;&quot;&gt;[Se você tem interesse na continuidade do blog (na rede há 21 anos: mais de 44 mil postagens e 15 milhões de acessos), considere colaborar com qualquer valor através do pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>https://otambosi.blogspot.com/2026/08/esquerda-e-aiatolas-unidos-eventos-no.html</link><author>noreply@blogger.com (Orlando Tambosi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiy4vHdjvw4DMgCXT9jjmqVI2Dn6wsjloZ14-3E448DgSugyY53XTSK5shELGY440-tJSkFPQ0Ms1V7FLilA9_IJsmmfG5SRD3d5ZFJPkLMsrei88eDELZLYzVfrI80REbMEW27Bx4e7Y8FkPK_pAXbWj8KP-N_fR9RWnAVYjmBo9S8lyRFGQR9/s72-c/Ira-3-720x720.jpg.webp" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-350661512832043239</guid><pubDate>Mon, 31 Aug 2026 21:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2026-08-31T19:08:04.579-03:00</atom:updated><title>A desproporcional decisão de Toffoli sobre Renan</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi7SwXfLKX3_2Wn-kG_GkmE3PLbZ64ZYXCPUMpNrWvijWmbJCFuAvxikLFuNQpk-hfkr4WiVnwDKJ0X3_vib725RgF9PAfXdpnfajwYxPH2eTvhs6iE8FWwjn0Xi3i0mGPCqZzyjjvTzSVaLaZnnV0tuGs-WOSWHzYDufQ_j4GCumjOlqIwLD-b/s2560/Renan-Joao-Cicalla-scaled.jpg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;1439&quot; data-original-width=&quot;2560&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi7SwXfLKX3_2Wn-kG_GkmE3PLbZ64ZYXCPUMpNrWvijWmbJCFuAvxikLFuNQpk-hfkr4WiVnwDKJ0X3_vib725RgF9PAfXdpnfajwYxPH2eTvhs6iE8FWwjn0Xi3i0mGPCqZzyjjvTzSVaLaZnnV0tuGs-WOSWHzYDufQ_j4GCumjOlqIwLD-b/s1600/Renan-Joao-Cicalla-scaled.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Professor de direito eleitoral questiona restrição a debates e diz que caso será analisado pelo Plenário do TSE. Duda Teixeira e João Pedro Farah para a &lt;a href=&quot;https://crusoe.com.br/diario/a-desproporcional-decisao-de-toffoli-sobre-renan/&quot;&gt;Crusoé:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, que afetou a campanha digital do candidato Renan Santos (foto), da Missão, define várias penas.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Entre elas, a &quot;suspensão da realização de propaganda eleitoral da chapa majoritária da Missão por meio de quaisquer endereço eletrônico de sítio, blog, rede social, sítio de mensagens instantâneas e aplicações de internet assemelhadas não informados tempestivamente à Justiça Eleitoral&quot;.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Além disso, Toffoli determinou &quot;a suspensão do direito de participar de debates em rádio, televisão, podcasts ou quaisquer outros meios de comunicação&quot;.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Para o professor de direito eleitoral Bruno Andrade, a medida não tem relação com a suposta infração em questão.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&quot;A decisão de restringir a participação de Renan em debates não guarda relação com a questão dos perfis. Não há relação direta entre a omissão das contas e a participação dele em debates&quot;, diz Bruno Andrade.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Outro ponto a considerar é que a legislação eleitoral sempre buscou evitar interferir indevidamente no pleito, procurando penas que não prejudiquem a manifestação da vontade popular.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;De acordo com o artigo 16-A, por exemplo, entende-se que os atos de campanha devem seguir mesmo quando o registro do candidato está sub judice.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Mas, neste caso de Renan Santos, Toffoli já determinou a suspensão dos atos de propaganda enquanto a situação não for regularizada.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Bruno Andrade ressalta que a decisão do ministro é completamente nova e, por isso, deverá ser levada ao Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&quot;Essa decisão do Toffoli é nova. Todos os membros terão que analisar essa construção nova. O que tem mais perto disso é o caso do Pablo Marçal, que, mesmo inelegível, construiu sua candidatura&quot;, afirma Andrade.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;b&gt;Solidariedade&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Na segunda, 31, o candidato do partido Novo, Romeu Zema, defendeu Renan nas redes sociais.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&quot;Discordo em muitos pontos do Renan, mas o que o Toffoli acaba de fazer é um absurdo. Não ficarei calado por ser um concorrente. O buraco é muito mais embaixo. Não existe democracia que se sustente dessa forma, com um Supremo já desgastado por diversas decisões, inquéritos e esquema que só mancham a instituição e o Brasil mundo afora. Chega de intocáveis&quot;, escreveu o ex-governador de Minas Gerais.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O senador Flávio Bolsonaro também se pronunciou: &quot;Espero que o candidato Renan Santos restabeleça sua candidatura. O presidente Jair Bolsonaro está com suas redes sociais bloqueadas há mais de um ano e a censura não pode mais ser banalizada no Brasil!&quot;.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-family: verdana;&quot;&gt;[Se você tem interesse na continuidade do blog (na rede há 21 anos: mais de 44 mil postagens e 15 milhões de acessos), considere colaborar com qualquer valor através do pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</description><link>https://otambosi.blogspot.com/2026/08/a-desproporcional-decisao-de-toffoli.html</link><author>noreply@blogger.com (Orlando Tambosi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi7SwXfLKX3_2Wn-kG_GkmE3PLbZ64ZYXCPUMpNrWvijWmbJCFuAvxikLFuNQpk-hfkr4WiVnwDKJ0X3_vib725RgF9PAfXdpnfajwYxPH2eTvhs6iE8FWwjn0Xi3i0mGPCqZzyjjvTzSVaLaZnnV0tuGs-WOSWHzYDufQ_j4GCumjOlqIwLD-b/s72-c/Renan-Joao-Cicalla-scaled.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-2510489452175464165</guid><pubDate>Mon, 31 Aug 2026 20:05:35 +0000</pubDate><atom:updated>2026-08-31T17:06:26.943-03:00</atom:updated><title>As sociedades liberais necessitam de grandes relatos sobre si mesmas</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEitWBHKodOspMzXXeYwvpOB29KaZa0nUoopyTXaV_u899jJYFChLnS248RVk4j5Vhy6T_g0_U_vto9GP6Srt3j_uwsTTeTNdltu1hhTbX0gHFdsq_OIhrSOogJVVVx29vFi25UVn2tDLMl7Hpw2gLC2RZHwo1yDSytMez-GLqLb98k-mJ1jtxAq/s848/Diseno-sin-titulo-11-1.jpg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;484&quot; data-original-width=&quot;848&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEitWBHKodOspMzXXeYwvpOB29KaZa0nUoopyTXaV_u899jJYFChLnS248RVk4j5Vhy6T_g0_U_vto9GP6Srt3j_uwsTTeTNdltu1hhTbX0gHFdsq_OIhrSOogJVVVx29vFi25UVn2tDLMl7Hpw2gLC2RZHwo1yDSytMez-GLqLb98k-mJ1jtxAq/s1600/Diseno-sin-titulo-11-1.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;La idea principal del libro de Ryan Avent —que los liberales deben dedicarse a la tarea de crear sentido— invita a la reflexión. ¿Tiene razón?, se pregunta Jonathan Rauch via &lt;a href=&quot;https://www.nuevarevista.net/sociedades-liberales-necesitan-grandes-relatos/&quot;&gt;Nueva Revista:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Aceptemos que el liberalismo atraviesa una crisis global.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Por «liberalismo» me refiero a las ideas e instituciones que sustentan los sistemas sociales modernos del capitalismo, la democracia y la ciencia. Por «global» me refiero a todo el &lt;a href=&quot;https://us.macmillan.com/books/9780374710453/theweirdestpeopleintheworld/&quot;&gt;mundo WEIRD:&lt;/a&gt; occidental, educado, industrializado, rico y democrático&lt;a href=&quot;https://www.nuevarevista.net/sociedades-liberales-necesitan-grandes-relatos/#00e8bd08-17eb-4ee7-a05b-34b65067f3e6&quot;&gt;1&lt;/a&gt;. Por «crisis» me refiero a que el electorado está crónicamente insatisfecho y recurre a demagogos populistas, movimientos autoritarios y otras alternativas antiliberales.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Aceptemos también que la crisis es el resultado de numerosos factores y que no puede atribuirse a una única causa; es decir, explicaciones plausibles hay de sobra. Entre ellas, se encuentran el decepcionante crecimiento económico, el reparto desigual de las mejoras de renta, la inmigración masiva, la brecha económica y cultural entre zonas urbanas y rurales y entre personas con estudios universitarios y sin ellos, las redes antisociales, el declive de la religión, gobiernos anquilosados, estructuras políticas precarias… Bueno, os hacéis una idea.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Por último, arriesguémonos un poco. Admitamos que la crisis tiene un componente espiritual. Reconozcamos que muchas personas sienten que les falta algo más que bienes materiales y voz política. Sienten una falta de sentido en sus vidas. Llámalo Dios, llámalo propósito, llámalo trascendencia; llámalo el deseo —no, la necesidad— de marcar la diferencia durante nuestro breve paso por esta pequeña bola de roca. Los filósofos, inspirándose en &lt;a href=&quot;https://www.nuevarevista.net/lecciones-de-aristoteles-por-john-sellars/&quot;&gt;Aristóteles&lt;/a&gt; y los griegos, a veces utilizan el término eudaimonia, un estado de plenitud que surge de la búsqueda del bien por el bien mismo (en contraposición al hedonismo, la búsqueda de la comodidad y el placer). ¿Quizás eso es lo que se ha perdido?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;b&gt;Brecha de sentido&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Si las dos primeras afirmaciones son ciertas, entonces gran parte de lo que aflige a las sociedades liberales puede abordarse, al menos en principio, mediante reformas políticas, económicas e institucionales. Pero si las tres son ciertas, entonces nos encontramos ante una brecha que las medidas económicas y políticas no pueden colmar. Llamémosla «brecha de sentido». Tendríamos que responder —o al menos responder mejor— a la pregunta atemporal planteada por los filósofos: ¿qué es la buena vida y cómo podemos encontrar la plenitud al perseguirla?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Esa brecha es el tema que plantea Ryan Avent, antiguo periodista de The Economist, en su nuevo libro, &lt;a href=&quot;https://yalebooks.yale.edu/book/9780300269925/in-good-faith/&quot;&gt;In Good Faith&lt;/a&gt;: How the Nature of Belief Shapes the Fate of Societies (De buena fe: cómo la naturaleza de las creencias determina el destino de las sociedades). Al presentar su ambiciosa tesis, Avent comienza (de forma un tanto peculiar) hablando de sí mismo. Propenso a la depresión, sentía una dolorosa ausencia de sentido y de fe. «No creo que sea el único en esta situación», escribe (la cursiva es del autor). «No creo que sea el único que se ha dado cuenta de esa ausencia».&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Avent llegó a la conclusión de que el Occidente moderno adolece de un problema similar: ya no cuenta una historia inspiradora. Las carreras profesionales ajetreadas y las estanterías repletas de los supermercados no bastan. «Tenemos una necesidad profunda, una necesidad biológica, de coordinar nuestras acciones a través de grandes historias que nos ayuden a comprender por qué el mundo es como es y qué estamos intentando hacer, que imbuyan la vida de sentido y propósito», escribe. «Queremos sensaciones y respuestas que el liberalismo no nos proporciona».&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Las personas necesitan relatos motivadores, pero Avent afirma —y este es su argumento más interesante— que las sociedades los necesitan aún más. Las narrativas morales compartidas son una tecnología social fundamental: «El mundo ha mejorado porque el significado compartido en él ha evolucionado de formas que han ampliado nuestras capacidades colectivas». El significado compartido permite la confianza y la cooperación a una escala que de otro modo sería inalcanzable; inspira «grandes sacrificios por los demás»; estructura nuestros mercados e instituciones. «Las historias que nos contamos a nosotros mismos sobre lo que estamos haciendo aquí y por qué dan forma a nuestras capacidades colectivas, y nuestras capacidades colectivas lo determinan todo».&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Las creencias preliberales, como el tribalismo y el cristianismo, ofrecían relatos significativos —a veces para bien, aunque a menudo para mal—. En un pasado reciente, el liberalismo también tenía un relato: el de una gran empresa humana de progreso, igualdad y liberación. Sin embargo, hoy en día, según el autor, el consumismo masivo, los medios de comunicación fragmentados, la sociopatía impulsada por la tecnología y el nihilismo cultural han arrasado con el sentido. A su manera, el arribismo ha sido igual de perjudicial; lo que Avent denomina la «fe moderna» «no ofrece ninguna orientación a las personas en nuestra situación» más allá de instarnos a «alcanzar el éxito profesional, ganar dinero y dar por terminado el trabajo».&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Si algo de esto nos suena familiar, puede que sea porque la acusación de que el individualismo, la industrialización y el consumismo conducen a la anomia y al nihilismo tiene raíces que se remontan a Platón entre los antiguos y a &lt;a href=&quot;https://www.nuevarevista.net/rousseau-visto-por-maritain/&quot;&gt;Rousseau&lt;/a&gt; y Marx entre los modernos. La modernidad nunca se recuperó del todo de los ataques de Nietzsche, quien afirmaba que el secularismo (que él despreciaba) había demolido el cristianismo (que también despreciaba) y solo había dejado tras de sí un consumismo embrutecedor (que también despreciaba).&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Durante la primera mitad del siglo XX, la preocupación crítica por &lt;a href=&quot;https://www.nuevarevista.net/nuestros-temas/en-busca-de-sentido/&quot;&gt;el sentido de la vida&lt;/a&gt; quedó relegada por dos guerras mundiales y la Guerra Fría. Sin embargo, en la época de la «Generación del Yo», reapareció con gran fuerza. Pensemos en el discurso sobre el «malestar» del presidente Carter de 1979, en el que denunciaba «una crisis de confianza… que atenta contra el corazón, el alma y el espíritu mismos de nuestra voluntad nacional. Podemos ver esta crisis en la creciente duda sobre el sentido de nuestras propias vidas y en la pérdida de una unidad de propósito para nuestra nación». (Dato curioso: Carter no utilizó el término «malestar» en el discurso sobre el malestar). Pensemos en el discurso de Hillary Clinton de 1993 sobre la «política del sentido»:&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Nos damos cuenta de que, de alguna manera, el crecimiento económico y la prosperidad, la democracia política y la libertad no bastan; que nos falta sentido en nuestras vidas individuales y colectivamente; nos falta la sensación de que nuestras vidas forman parte de un esfuerzo mayor, de que estamos conectados unos con otros… Los signos de alienación, desesperación y desesperanza… son demasiado comunes y no pueden ignorarse.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Hoy en día, los posliberales —muchos de ellos conservadores y cristianos— han adoptado (sin aparente ironía) una versión de la crítica nietzscheana, que no es en absoluto conservadora ni cristiana, alegando que el liberalismo ataca la fe, la familia, la nación y la tradición, socavando así sus propios cimientos y abriendo el camino al mismo autoritarismo que los liberales aborrecen. (Los posliberales no se muestran muy explícitos sobre el régimen de gobierno que prefieren, el cual llegaría al autoritarismo mucho más rápido).&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;b&gt;Las tres corrientes del liberalismo&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;¿Pueden los liberales sensatos responder a estas críticas? Sin duda, lo están intentando. De hecho, los análisis más reflexivos sobre las deficiencias del liberalismo provienen de los propios liberales. Pensadores como &lt;a href=&quot;https://www.nuevarevista.net/francis-fukuyama-los-origenes-del-orden-politicoorden-y-decadencia-de-la-politica/&quot;&gt;Francis Fukuyama&lt;/a&gt;&lt;a href=&quot;https://www.nuevarevista.net/francis-fukuyama-los-origenes-del-orden-politicoorden-y-decadencia-de-la-politica/&quot;&gt;,&lt;/a&gt; James Davison Hunter, Alexandre Lefebvre, Brink Lindsey, Adrian Wooldridge, Alexander Zakaras, yo mismo y Avent estamos inmersos en algo parecido a una discusión familiar, dividiéndonos más o menos en tres corrientes.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;El liberalismo clásico sostiene —siguiendo a Locke, Mill y los libertarios modernos— que dar sentido a la vida no es tarea del liberalismo. Más bien, el principio fundacional y la fuerza distintiva del liberalismo radican precisamente en que elude las cuestiones sobre el propósito de la vida y la naturaleza del bien, permitiendo que coexistan y prosperen múltiples visiones morales. Si quieres saber cuál es el sentido de la vida, pregúntale a tu pastor o a tu gurú.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;El liberalismo de valores está de acuerdo en que los liberales no abrazan una visión única del bien, pero rechaza la idea de que el liberalismo sea neutral en cuanto a valores. Por el contrario, el liberalismo presupone y promulga un amplio conjunto de valores, como la empatía, la reciprocidad, la equidad, la igualdad, la legalidad, la veracidad, la tolerancia y (por supuesto) la libertad. El liberalismo de valores se inspira (entre otros) en el filósofo John Rawls y el teórico político William Galston —y, más recientemente, en Alexandre Lefebvre, quien escribe, en su combativo libro de 2024 Liberalism as a Way of Life: «Propongo que el liberalismo es una forma de vida buena».&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;El liberalismo de la insuficiencia acepta muchas de las premisas de las otras dos corrientes, al menos en teoría; pero sostiene que ni el liberalismo clásico ni el liberalismo de valores han estado, en la práctica, a la altura de los retos del mundo real actual. De hecho, han fracasado objetivamente, y por eso nos encontramos en una crisis. Si el liberalismo no encuentra una historia significativa que contar sobre sí mismo, y si no es capaz de ofrecer inspiración y un propósito, será abandonado en favor de alternativas peores; lo cual, por cierto, es exactamente lo que está ocurriendo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;b&gt;El liberalismo de la insuficiencia&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Avent se sitúa en este bando. El liberalismo «es la mejor forma de preservar la paz y fomentar la prosperidad, de comprender el cosmos, y ofrece un amplio margen para que cada uno de nosotros encuentre sentido donde pueda», escribe. Es «lo mejor que se nos ha ocurrido hasta ahora» y «nos acerca en gran medida a donde queremos estar». Pero: «no nos lleva hasta el final». En cursiva, escribe: «Necesitamos una historia que nos explique por qué debería importarnos adónde acaba llegando la humanidad». Como no es de los que se andan con rodeos, añade, en un epígrafe: «Nuestra supervivencia depende del descubrimiento y la adopción de una fe nueva y mejor».&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Con una introducción como esa, el lector podría preguntarse qué tipo de fe nueva y mejor tiene en mente el autor, pero este se niega a dar pistas. «No sé cuáles son los relatos adecuados», afirma. «Hay ideas ahí fuera», nos asegura. «Hay muchas versiones de muchas historias, historias que se complementan entre sí, añadiendo giros, variaciones e inspiraciones, y si todos seguimos compartiéndolas, puede que acabemos en algún lugar nuevo y emocionante». Y ahí termina el libro.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;La falta de respuesta de Avent es, como mínimo, decepcionante, pero tiene las virtudes (liberales) de la franqueza y la humildad. Cerré el libro sintiéndome más agradecido que decepcionado por el hecho de que no ofrezca ninguna «nueva» idea grandilocuente y espantosa. Hay que reconocer el mérito de plantear un problema sin pretender haberlo resuelto. Me decepcionó más la lamentable falta de datos empíricos y de investigación del libro; se ignoran ingentes cantidades de encuestas, reportajes y estudios académicos sobre todo tipo de temas, desde la política hasta la felicidad, en favor de generalizaciones y opiniones.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;En cualquier caso, la idea principal de Avent —que, nos guste o no, los liberales deben dedicarse a la tarea de crear sentido— invita a la reflexión. ¿Tiene razón? Quizá. Veo méritos en las tres teorías sobre la brecha de sentido.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;b&gt;El sentido: una tarea común&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Sin embargo, sigo inclinándome más por la escuela liberal clásica. Si quieres saber por qué se ha perdido el sentido, fíjate primero en las instituciones y los líderes encargados de darle sentido. Fíjate en las escuelas que enseñan papilla de izquierdas en lugar de educación cívica e historia; en las iglesias que abrazan las guerras culturales y la política partidista; en las empresas de comunicación que, mediante algoritmos, desacreditan las instituciones y las normas. Fíjate, sobre todo, en los líderes políticos que eligen la demagogia en lugar del liderazgo moral. Exígeles que lo hagan mejor.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;No me malinterpretéis, me encantaría que los liberales de hoy propusieran una nueva historia inspiradora, y espero que podamos hacerlo. Eso es lo que hizo Jefferson en la Declaración, lo que hizo Lincoln en el discurso de Gettysburg y lo que hizo &lt;a href=&quot;https://www.nuevarevista.net/martin-luther-king-el-hombre-que-tuvo-un-sueno/&quot;&gt;King en su discurso&lt;/a&gt; en el Monumento a Lincoln. Lefebvre tiene razón: a quienes buscan la buena vida, tenemos mucho que ofrecerles.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Aun así, llenar ese vacío de sentido no es nuestro principal problema, ni es principalmente nuestro problema. Avent tiene razón al decir que podemos y debemos ayudar a llenar ese vacío de sentido, en la medida de lo posible. Pero no podremos lograrlo sin el apoyo de iglesias, colegios, líderes empresariales y de los medios de comunicación, políticos y —sobre todo— votantes responsables y con conciencia cívica. Si ellos no dan un paso al frente, entonces sí, el experimento liberal fracasará.WEIRD es un acrónimo, acuñado por investigadores como Joseph Henrich, cuyas letras significan: Western, Educated, Industrialized, Rich, and Democratic, esto es, occidental, educado, industrializado, rico y democrático. &lt;a href=&quot;https://www.nuevarevista.net/sociedades-liberales-necesitan-grandes-relatos/#00e8bd08-17eb-4ee7-a05b-34b65067f3e6-link&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-size: x-small;&quot;&gt;Dicha crítica fue publicada originalmente en &lt;a href=&quot;https://www.theunpopulist.net/p/liberal-societies-need-grand-stories&quot;&gt;The Unpopulist&lt;/a&gt; y se reproduce aquí con autorización expresa de la editora del medio, Shikha Dalmia, y del propio autor.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-size: x-small;&quot;&gt;Jonathan Rauch - Investigador sénior del programa de Estudios de Gobernanza, del Center for Effective Public management &lt;a href=&quot;https://www.brookings.edu/centers/center-for-effective-public-management/&quot;&gt;(CEPM)&lt;/a&gt; de Brookings. Autor de nueve libros y numerosos artículos sobre políticas públicas, cultura y gobierno. Colabora con medios como The Atlantic y The Unpopulist. En 2005 recibió el Premio Nacional de Revistas de 2005, el equivalente al Pulitzer en la industria editorial.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-family: verdana;&quot;&gt;[Se você tem interesse na continuidade do blog (na rede há 21 anos: mais de 44 mil postagens e 15 milhões de acessos), considere colaborar com qualquer valor através do pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>https://otambosi.blogspot.com/2026/08/as-sociedades-liberais-necessitam.html</link><author>noreply@blogger.com (Orlando Tambosi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEitWBHKodOspMzXXeYwvpOB29KaZa0nUoopyTXaV_u899jJYFChLnS248RVk4j5Vhy6T_g0_U_vto9GP6Srt3j_uwsTTeTNdltu1hhTbX0gHFdsq_OIhrSOogJVVVx29vFi25UVn2tDLMl7Hpw2gLC2RZHwo1yDSytMez-GLqLb98k-mJ1jtxAq/s72-c/Diseno-sin-titulo-11-1.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-3245639202286468369</guid><pubDate>Mon, 31 Aug 2026 19:11:13 +0000</pubDate><atom:updated>2026-08-31T16:11:13.080-03:00</atom:updated><title>O fim dos aplicativos</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjrCkWU-qWLu-OT9F4bwnOgiLQ37Y24PdWdbFEu2EulZxBw4mVC8y1h915eKeiiMXY5QtMTWbd_NyXyH1SrjaGXMygrfdho6VQ3gtReFoAIuvAWz3aasZXCyy2whryewkKPpx_4Mf-5p3lJgve917Ob3a6bDUeVCOi-44BqH4VxjhkIcPGIb-Fd/s910/12_ed337-910x568.jpg.webp&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;568&quot; data-original-width=&quot;910&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjrCkWU-qWLu-OT9F4bwnOgiLQ37Y24PdWdbFEu2EulZxBw4mVC8y1h915eKeiiMXY5QtMTWbd_NyXyH1SrjaGXMygrfdho6VQ3gtReFoAIuvAWz3aasZXCyy2whryewkKPpx_4Mf-5p3lJgve917Ob3a6bDUeVCOi-44BqH4VxjhkIcPGIb-Fd/s1600/12_ed337-910x568.jpg.webp&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Celulares vão obedecer aos seus pedidos sem que você precise apertar nenhum íncone. Dagomir Marquezi para a &lt;a href=&quot;https://revistaoeste.com/revista/edicao-337/o-fim-dos-aplicativos/&quot;&gt;Oeste:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;“Por dois dias, Aladdin permaneceu na escuridão,&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;chorando e lamentando-se. Por fim, juntou as mãos em oração e,&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;ao fazê-lo, esfregou o anel que o mago havia esquecido de tirar dele.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Imediatamente, um gênio enorme e pavoroso surgiu da terra, dizendo:&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;‘O que queres de mim? Sou o escravo do anel e te obedecerei em tudo’.”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;(&lt;b&gt;As 1001 Noites&lt;/b&gt;, de autor anônimo)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O TK-85 foi o primeiro computador popular que surgiu no Brasil, em 1983. Não tinha programas para rodar. O usuário que quisesse utilizar o computador precisava digitar linhas e mais linhas da linguagem BASIC para obter qualquer resultado. Os primeiros celulares chegaram em 1990 e serviam apenas para conversar, como um telefone básico sem fio.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://medias.revistaoeste.com/wp-content/uploads/2026/08/img_8767a-2048x1540-1.jpg.webp&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;TK-85 foi o primeiro computador popular que surgiu no Brasil, em 1983 | Foto: Reprodução/Museu de Tecnologia Alterdata&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Hoje, nem podemos imaginar um computador sem programas ou um celular que não esteja abarrotado de aplicativos. Mas é bom começar a imaginar, pois esse tempo está caminhando para o fim. Um dos primeiros a apontar essa tendência foi Bill Gates, o co-criador do Windows. “Você pode usar o Microsoft Word e o Google Docs para elaborar uma proposta comercial, mas eles não podem ajudar você a enviar um e-mail, compartilhar uma selfie, analisar dados, agendar uma festa ou comprar ingressos de cinema”, escreveu Gates em 2023.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;“Nos próximos cinco anos, isso mudará completamente”, continuou Gates. “Você não precisará usar aplicativos diferentes para tarefas diferentes. Basta dizer ao seu dispositivo, em linguagem cotidiana, o que deseja fazer. E, dependendo de quanta informação você optar por compartilhar com ele, o software conseguirá responder de forma personalizada, pois terá uma compreensão profunda da sua vida. Em um futuro próximo, qualquer pessoa conectada poderá contar com um assistente pessoal baseado em inteligência artificial muito superior à atual tecnologia.”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Em outras palavras: cada um de nós terá o Gênio de Aladdin no bolso. E ele não estará limitado a três pedidos. Na verdade, os aplicativos continuarão existindo — mas estarão ocultos. E não precisaremos abri-los um a um. Apenas pediremos o que queremos ao computador e ao celular. Os agentes de IA acessarão os aplicativos e farão o resto.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://medias.revistaoeste.com/wp-content/uploads/2026/08/shutterstock_2476546971.jpg.webp&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Hoje, nem podemos imaginar um computador sem programas ou um celular que não esteja abarrotado de aplicativos | Foto: Shutterstock&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;b&gt;O que é um agente de inteligência artificial?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Um agente de IA é um sistema computacional autônomo capaz de perceber seu ambiente, tomar decisões e executar ações de forma independente para alcançar objetivos específicos. Com isso, poupa um monte de trabalho e tempo para o usuário. Um exemplo prático: você quer passar três dias em Viena. Atualmente a gente abre o aplicativo de viagens aéreas para acertar a passagem. Abre o aplicativo de hotéis para combinar a estadia. Abre outro aplicativo de aluguel de carros. Outro aplicativo de restaurantes. Outro de atrações turísticas locais. Outro de previsão do tempo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Um agente de IA vai funcionar de outro jeito. Você dá o prompt: “organize uma viagem de três dias a Viena, reserve um hotel com café da manhã, sugira atrações locais, alugue um carro, escolha restaurantes com comida típica local e veja quais os melhores dias para fazer essa viagem segundo a meteorologia e coloque tudo na minha agenda”. Pronto. O “gênio da lâmpada” provavelmente só vai pedir para você interferir na hora de pagar as reservas — assuntos financeiros continuarão sob controle do usuário.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Em fevereiro de 2024, a empresa Deutsche Telekom apresentou o conceito do primeiro smartphone totalmente baseado em inteligência artificial. Segundo a agência Reuters, Tim Hoettges, o CEO da empresa alemã, declarou que “daqui de cinco a dez anos, nenhum de nós vai usar mais aplicativos”.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O aparelho experimental, criado em parceria com a empresa &lt;a href=&quot;http://brain.ai/&quot;&gt;Brain.ai&lt;/a&gt;, cria as ferramentas que você precisa no momento em que você necessita delas. Você pede o que você quer numa tela em branco. Em seguida, vai indicando os passos seguintes. Segundo a definição da empresa, o usuário foca o seu objetivo, e não os instrumentos que o levariam a esse objetivo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://img.youtube.com/vi/uN3sm63Z61Q/hqdefault.jpg&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://youtu.be/uN3sm63Z61Q&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Watch on YouTube&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;b&gt;Os sinais da mudança&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Satya Nadella, o CEO da Microsoft, cometeu um sincericídio durante entrevista no ano passado. Ele perguntou: “Quem vai precisar do Excel?” — um dos principais produtos da empresa. Na verdade o Excel, assim como o PowerPoint, é um instrumento para se chegar a um objetivo. Os agentes de IA vão chegar direto ao resultado sem precisar dos instrumentos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;As gigantes de tecnologia já estão introduzindo aos clientes esse princípio “agêntico”. No aplicativo Google Finanças, por exemplo, antigamente você tinha que preencher os dados de seus investimentos: número de ações compradas, em que dia, a que preço. Agora você dita (por voz ou por escrito): “acrescentar no dia de hoje tantas ações da empresa tal” e o aplicativo faz tudo sozinho.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A Google e a Microsoft, entre outras, estão colocando atalhos de seus mecanismos de IA (CoPilot e Gemini) em todos os lugares, para que você se acostume a não perder mais tempo com planilhas e formulários. Botões semelhantes estão nos formulários de e-mails, no WhatsApp, nas agendas, nos mapas, nos corretores de fotos. Simplesmente ordene e o agente realiza seu pedido.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://medias.revistaoeste.com/wp-content/uploads/2026/08/shutterstock_2626908705.jpg.webp&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Google e Microsoft integram IAs como Gemini e Copilot aos seus serviços, reduzindo o tempo gasto com planilhas e formulários | Foto: Shutterstock&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Os sinais dessa mudança estão por todos os lados. A OpenAI apresentou um agente capaz de navegar por sites, preencher formulários, realizar compras e executar tarefas no navegador. O Google desenvolveu agentes capazes de pesquisar imóveis, organizar viagens e realizar várias tarefas simultaneamente. A Apple usa o sistema App Intents para permitir que Siri e Apple Intelligence encontrem conteúdos e executem funções dentro dos aplicativos sem que o usuário precise abri-los e percorrer seus menus.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Acostume-se com termos como “capacidade agêntica”, que já estão sendo usados nas principais empresas de tecnologia. Essa capacidade vai determinar os vencedores de amanhã. Como definiu Carl Pei, o CEO da empresa Nothing, a grande mudança vai acontecer quando a gente parar de abrir o aplicativo de transporte e simplesmente pedir “me leva pra casa”.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Tudo isso vai mudar também o panorama econômico do setor. Hoje, boa parte do mercado de tecnologia funciona à base de venda ou aluguel de aplicativos e programas. Como vai ser na era agêntica, quando não compraremos mais esses aplicativos e programas? Como essas empresas vão buscar sua sobrevivência? Vão ter que se adaptar rapidamente à nova realidade.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Essa nova era, evidentemente, vai enfrentar um período de transição e aperfeiçoamento. E, inevitavelmente, alguns perigos. Um agente de IA com acesso a e-mail, banco, documentos, câmera e agenda seria o chamado mamão com açúcar para criminosos. Para funcionar bem, o agente precisará conhecer cada vez mais a vida de seu usuário, o que representa um perigo em potencial. E existem questões jurídicas: se a IA comprar uma passagem aérea errada, quem vai responder pelo erro?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Mas tudo isso deverá ser resolvido com o tempo. Os aplicativos não vão ser extintos — apenas sumirão dos nossos olhos. E, como Aladdin na caverna das maravilhas, todos teremos um gênio invisível chamado “agente” para satisfazer nossos desejos e necessidades.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://medias.revistaoeste.com/wp-content/uploads/2026/08/shutterstock_2763470615.jpg.webp&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Um agente de IA é um sistema computacional autônomo capaz de perceber seu ambiente, tomar decisões e executar ações de forma independente para alcançar objetivos específicos | Foto: Shutterstock&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-family: verdana;&quot;&gt;[Se você tem interesse na continuidade do blog (na rede há 21 anos: mais de 44 mil postagens e 15 milhões de acessos), considere colaborar com qualquer valor através do pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>https://otambosi.blogspot.com/2026/08/o-fim-dos-aplicativos.html</link><author>noreply@blogger.com (Orlando Tambosi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjrCkWU-qWLu-OT9F4bwnOgiLQ37Y24PdWdbFEu2EulZxBw4mVC8y1h915eKeiiMXY5QtMTWbd_NyXyH1SrjaGXMygrfdho6VQ3gtReFoAIuvAWz3aasZXCyy2whryewkKPpx_4Mf-5p3lJgve917Ob3a6bDUeVCOi-44BqH4VxjhkIcPGIb-Fd/s72-c/12_ed337-910x568.jpg.webp" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-4750662332594263131</guid><pubDate>Mon, 31 Aug 2026 19:02:00 +0000</pubDate><atom:updated>2026-08-31T16:02:36.876-03:00</atom:updated><title>Quem está sempre ocupado se torna cego ao mistério do mundo</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEitcW6K_aH25rkg2oQKWoazAatg8H4v-UJvMXJPmzHHxiUKLMlDGD9qtCJVQRwx5JhDxHS0wj1GaqYL9oHM6VE8bV000tl9_i3R7xF6vm0xMjfdaeKhFO9ZpVYxSQPY2oPL7X8aDSLVKBWkCPP-vOqNrADWx96Qm6EIasIJ1Id3NTmt9feUWy9E/s1024/17881110256a9468b160baa_1788111025_3x2_lg.jpg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;683&quot; data-original-width=&quot;1024&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEitcW6K_aH25rkg2oQKWoazAatg8H4v-UJvMXJPmzHHxiUKLMlDGD9qtCJVQRwx5JhDxHS0wj1GaqYL9oHM6VE8bV000tl9_i3R7xF6vm0xMjfdaeKhFO9ZpVYxSQPY2oPL7X8aDSLVKBWkCPP-vOqNrADWx96Qm6EIasIJ1Id3NTmt9feUWy9E/s1600/17881110256a9468b160baa_1788111025_3x2_lg.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Abraham Heschel vê no shabat pausa contra produtividade. Luiz Felipe Pondé para a &lt;a href=&quot;https://www1.folha.uol.com.br/colunas/luizfelipeponde/2026/08/quem-esta-ocupado-o-tempo-todo-se-torna-cego-para-o-misterio-do-mundo.shtml&quot;&gt;FSP:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;É possível ainda percebermos o espanto como um modo de relação com o mundo?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Sócrates, no Teeteto, diálogo escrito por &lt;a href=&quot;https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2025/10/nova-traducao-resgata-prosa-excepcional-de-platao.shtml&quot;&gt;Platão&lt;/a&gt;, afirma &quot;pois, esta é a paixão do filósofo: o espanto&quot;. &quot;Não há outra origem da filosofia senão esta.&quot; A palavra para espanto é &quot;thaumazein&quot;. Nela, ainda podemos entender &quot;admiração profunda&quot; ou algo similar. Repito: ainda é possível sentirmos tal espanto diante do mundo? A resposta deve ser cuidadosa. Temo que não —por razões históricas, econômicas, sociais, políticas e técnicas, além do surgimento da ciência moderna.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Ao falar em espanto ou admiração profunda não devemos pensar em coisas como &quot;sinto espanto diante da política miserável do Brasil&quot; ou &quot;tenho uma admiração profunda pela &lt;a href=&quot;https://www1.folha.uol.com.br/colunas/joaopereiracoutinho/2026/05/para-certas-trevas-e-ainda-dostoievski-quem-tem-a-lanterna.shtml&quot;&gt;obra de Dostoiévski&lt;/a&gt;&quot;.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Esse espanto do qual fala Sócrates é uma experiência estética radical —no sentido da sensação profunda que nos acomete diante do que não conhecemos, do infinito do universo, do puro mistério do Ser a nossa volta— que estabelece todo um modo de pensar. Dito de outra forma: o espanto socrático determina a cognição do mundo, ou seja, o modo como conhecemos o mundo, a forma como nos movemos nele e o sentido que atribuímos a ele. Esse espanto é o oposto da banalidade do cotidiano.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Hoje, talvez, só um astronauta vendo a Terra de fora, pequenina, mas tão essencial para nós, contra o universo escuro, indiferente e misterioso, pode nos aproximar do que diz o filósofo grego. Estamos aqui, perto do conceito de sublime definido por Kant, que é a nossa capacidade moral de compreender o infinito diante de poderes e grandezas que nos esmagam, mas que podemos, em nossa insignificância —talvez por causa dela— contemplá-las por causa de seu significado infinito, poderoso e misterioso.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;De novo: ainda somos capazes hoje, sem sair do planeta e ir para o espaço, de ter essa experiência do espanto? Temo que não. A razão dessa impossibilidade é o fato de o mundo estar desencantado, segundo o sociólogo Weber.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O que seria esse desencantamento? O encanto aqui, em oposição ao desencantamento, teria algo a ver com a experiência religiosa? Por que o desencantamento implicaria a impossibilidade do espanto do qual fala a filosofia?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Aprofundemos essa questão. Vejamos outro filósofo, esse contemporâneo, que também constrói toda uma filosofia a partir da ideia de espanto, admiração, maravilhamento. Refiro-me ao filósofo judeu do século 20, Abraham Joshua Heschel. Logo sairá uma nova edição do seu clássico &quot;Deus em Busca do Homem&quot;, em nova tradução feita por Andrea Kogan, pela Companhia das Letras.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Heschel chega mesmo a propor uma pedagogia de admiração e maravilhamento com o mundo. Por exemplo, o lugar do shabat —o &lt;a href=&quot;https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1996/8/16/dinheiro/22.html&quot;&gt;sábado sagrado&lt;/a&gt; que começa na sexta com a primeira estrela— no judaísmo, como dia em que não se trabalha e nos dedicamos a Deus, indo à sinagoga, estando com a família, é um momento em que o tempo se abre a uma dimensão não centrada na labuta, no cálculo do sucesso.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Nesse sentido, &quot;constrói-se um castelo no tempo&quot;, segundo Heschel, via sensações e a percepção de uma vida que não é esmagada por obrigações cotidianas de sobrevivência. Uma interrupção no tempo contínuo profano, como diria o historiador Mircea Eliade, em oposição ao tempo sagrado, o shabat, que se abre a Deus, transformaria nosso modo de estar no mundo. Essa transformação, em tese, nos levaria ao encanto, ao espanto, à admiração diante da pura existência das coisas. Aqui adentramos o solo da realidade como &quot;um santuário&quot;, como diria o próprio Heschel.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Um dos efeitos colaterais do tempo cotidiano repetitivo é a banalização do próprio tempo contado em minutos a serviço da demanda por resultados. Heschel estabelece, assim, uma crítica da vida moderna como asfixia do maravilhamento com as coisas. Quem está ocupado o tempo todo torna-se cego para com o mistério do mundo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A proposta de Heschel se choca até com o desencantamento do mundo, levado a cabo pela percepção deste como apenas um conjunto de causas e efeitos calculados matematicamente que destroem o mistério, reduzindo tudo a nossa volta a objetos da engenharia de resultados.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Daí emerge nossa questão aqui. O mundo antigo, talvez pela sua própria ignorância com relação à cadeia de causas que regem as coisas, estaria mais aberto a uma percepção do mistério dessas mesmas coisas? Tendo vivido quase toda a sua existência imersa no mistério, como ficaria nossa espécie, agora, que só vê à sua volta recursos e métodos para transformar o mundo na sua própria imagem?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-family: verdana;&quot;&gt;[Se você tem interesse na continuidade do blog (na rede há 21 anos: mais de 44 mil postagens e 15 milhões de acessos), considere colaborar com qualquer valor através do pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>https://otambosi.blogspot.com/2026/08/quem-esta-sempre-ocupado-se-torna-cego.html</link><author>noreply@blogger.com (Orlando Tambosi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEitcW6K_aH25rkg2oQKWoazAatg8H4v-UJvMXJPmzHHxiUKLMlDGD9qtCJVQRwx5JhDxHS0wj1GaqYL9oHM6VE8bV000tl9_i3R7xF6vm0xMjfdaeKhFO9ZpVYxSQPY2oPL7X8aDSLVKBWkCPP-vOqNrADWx96Qm6EIasIJ1Id3NTmt9feUWy9E/s72-c/17881110256a9468b160baa_1788111025_3x2_lg.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-5315085349605429811</guid><pubDate>Mon, 31 Aug 2026 19:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2026-08-31T16:00:00.280-03:00</atom:updated><title>O Brasil que trabalha e dá certo</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjyQSOXxhEu0fj-yExB5nr7-9ReIRXZXW_QuaytDRGvty6NUhxS2JAZiWv5H9eu1RrTymGVKmpvh31XImvo4uaCJxvAh1WMmuLbGXaFZAMQqSmbUbmiBbY91S-DgpyORS_6T-cl8p9iMv-nV5-u5BL6Z4nWNgpUKGiSRZ3KXHHpbIQpFaah48Ib/s720/instituto-visao-solidaria-720x720.jpg.webp&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;720&quot; data-original-width=&quot;720&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjyQSOXxhEu0fj-yExB5nr7-9ReIRXZXW_QuaytDRGvty6NUhxS2JAZiWv5H9eu1RrTymGVKmpvh31XImvo4uaCJxvAh1WMmuLbGXaFZAMQqSmbUbmiBbY91S-DgpyORS_6T-cl8p9iMv-nV5-u5BL6Z4nWNgpUKGiSRZ3KXHHpbIQpFaah48Ib/s1600/instituto-visao-solidaria-720x720.jpg.webp&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O Brasil real é a nação de milhões de pessoas que acordam cedo, enfrentam dificuldades, criam empregos, inovam e sustentam suas famílias. &lt;a href=&quot;https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/carlos-alberto-di-franco/akiyama-instituto-visao-solidaria-brasil-trabalha-da-certo/&quot;&gt;Carlos Alberto Di Franco&lt;/a&gt;&amp;nbsp;para a Gazeta do Povo:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O negativismo sistemático é uma forma sutil de falsear a realidade. A vida, como uma grande pintura, é feita de luzes e sombras. O jornalismo responsável não pode esconder os problemas, silenciar diante da corrupção nem abandonar sua função fiscalizadora. Mas também não deve apresentar a realidade como um imenso corredor sem portas e sem janelas.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A velha máxima segundo a qual notícia ruim é notícia boa contaminou parte da imprensa. O resultado está diante de nós: manchetes carregadas, análises sombrias e uma sucessão de conteúdos que parecem destinados a castigar diariamente o fígado do leitor. A denúncia, indispensável à democracia, transformou-se, em alguns ambientes, numa espécie de denuncismo profissional.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O problema não está na crítica. Está na obsessão seletiva pelo fracasso. Está na incapacidade de perceber tudo o que nasce, cresce e prospera longe dos gabinetes oficiais e dos corredores do poder. O Brasil real não é apenas o país das crises políticas, das decisões judiciais controversas e dos escândalos administrativos. É também a nação de milhões de pessoas que acordam cedo, enfrentam dificuldades, criam empregos, inovam e sustentam suas famílias. É preciso olhar para elas.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O empreendedorismo brasileiro não é uma construção teórica. É uma realidade concreta, frequentemente nascida da necessidade. Muitos dos nossos empresários começaram com pouco dinheiro, escasso apoio e enormes obstáculos. Não herdaram estruturas prontas. Construíram seu caminho degrau por degrau, acumulando experiência, enfrentando erros e transformando dificuldades em oportunidades.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Empreender exige coragem. Mas coragem não é ausência de medo. É a decisão de seguir adiante apesar dele. O verdadeiro empreendedor não ignora os riscos: procura conhecê-los, administrá-los e vencê-los. Cai, aprende e recomeça. Sabe que nenhum crescimento consistente acontece sem trabalho, disciplina, formação e perseverança.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Um bom exemplo desse Brasil inovador é a Akiyama, empresa nacional fundada em 2005 e especializada em identificação biométrica. Com tecnologia desenvolvida no país, tornou-se referência em um setor estratégico, oferecendo suporte técnico e manutenção em mais de 5 mil municípios, incluindo todas as capitais brasileiras.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A dimensão de sua atuação impressiona. Mais de 140 milhões de brasileiros foram cadastrados por meio de equipamentos e programas fornecidos pela empresa. Em um país continental, garantir identificação segura, confiabilidade dos dados e atendimento técnico em milhares de localidades é uma tarefa de enorme complexidade.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A trajetória da Akiyama revela uma verdade importante: empresas que olham para o futuro não podem viver prisioneiras do retrovisor. Precisam preservar os valores que as fizeram crescer, mas devem estar abertas à renovação. Tradição e inovação não são adversárias. Quando bem combinadas, tornam-se poderosas ferramentas de desenvolvimento.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Outro exemplo inspirador vem de Rondônia. Tony Cozendey nasceu numa família humilde em Alta Floresta do Oeste. Aos 15 anos, mudou-se para Buritis e começou a trabalhar como office boy em uma ótica. Fazia cobranças de bicicleta, percorrendo os bairros da cidade. Depois, aprendeu a ajustar e montar óculos. Aos poucos, passou a atender os clientes e tornou-se vendedor.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Cada tarefa foi uma escola. Tony não desprezou os trabalhos simples nem ficou esperando a oportunidade ideal. Transformou o serviço cotidiano em aprendizado. Observou o funcionamento do negócio, conheceu as necessidades dos consumidores e descobriu um mercado que poderia ser mais bem atendido.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Anos depois, passou a comandar sua própria rede, presente em 14 estados, com mais de 34 unidades e faturamento anual em torno de R$ 20 milhões. O Instituto Visão Solidária, conhecido como IVS, cresceu oferecendo óculos a preços acessíveis, especialmente em cidades das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A história de Tony mostra que o crescimento profissional raramente ocorre por meio de saltos espetaculares. Ele é construído com pequenas conquistas: aprender uma tarefa, atender bem um cliente, conquistar confiança, assumir novos desafios e não se acomodar. Antes de dirigir uma empresa, é necessário aprender a dirigir a própria vida.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O Brasil precisa valorizar essa cultura do esforço. Precisamos formar jovens que não tenham medo do trabalho, da responsabilidade e do risco. Jovens que compreendam que direitos e deveres caminham juntos e que a realização profissional não nasce apenas do desejo, mas da competência, da constância e do caráter.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A imprensa tem importante papel nessa tarefa. Deve denunciar os abusos, mas também revelar os bons exemplos. Deve fiscalizar o poder, sem ignorar a vida que pulsa fora dele. Deve mostrar o empresário que investe, o trabalhador que se aperfeiçoa, o professor que transforma uma escola, o jovem que abre um negócio e a comunidade que encontra soluções para seus problemas.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;As sombras existem e precisam ser mostradas. Mas elas não conseguem apagar as luzes que brilham todos os dias na vida de milhões de brasileiros. Há um Brasil que trabalha, empreende, aprende e cresce. Um país que não aparece sempre nas manchetes, mas que merece ser conhecido.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Como sugeriu Guimarães Rosa, quando parece que nada acontece, pode haver um milagre que não estamos percebendo. Cabe ao bom jornalista abrir os olhos, sair às ruas e contar também os milagres cotidianos do trabalho, da perseverança e da esperança.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-family: verdana;&quot;&gt;[Se você tem interesse na continuidade do blog (na rede há 21 anos: mais de 44 mil postagens e 15 milhões de acessos), considere colaborar com qualquer valor através do pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>https://otambosi.blogspot.com/2026/08/o-brasil-que-trabalha-e-da-certo.html</link><author>noreply@blogger.com (Orlando Tambosi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjyQSOXxhEu0fj-yExB5nr7-9ReIRXZXW_QuaytDRGvty6NUhxS2JAZiWv5H9eu1RrTymGVKmpvh31XImvo4uaCJxvAh1WMmuLbGXaFZAMQqSmbUbmiBbY91S-DgpyORS_6T-cl8p9iMv-nV5-u5BL6Z4nWNgpUKGiSRZ3KXHHpbIQpFaah48Ib/s72-c/instituto-visao-solidaria-720x720.jpg.webp" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-941744130729900584</guid><pubDate>Mon, 31 Aug 2026 18:49:54 +0000</pubDate><atom:updated>2026-08-31T15:49:54.668-03:00</atom:updated><title>A extinção dos humanistas</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi0uBmGQxdTd_YrNOArxJTuLmrCKfY-D4cAWctg4KRNTGQQbYNyalQ_d6CTbdWVkb9ys6Tr-BEnUZybcpNjZ4gek6JZGHQOE7S_jU25snIQVgVLiJci7rXkMpWUhq7gpTj9ceiSA8i99jGMhFIOEv5jAiuPtXGPgFHUygrL2r8BD2v3i4t46WVQ/s1200/ilustracio-n-ia-humanistas.webp&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;675&quot; data-original-width=&quot;1200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi0uBmGQxdTd_YrNOArxJTuLmrCKfY-D4cAWctg4KRNTGQQbYNyalQ_d6CTbdWVkb9ys6Tr-BEnUZybcpNjZ4gek6JZGHQOE7S_jU25snIQVgVLiJci7rXkMpWUhq7gpTj9ceiSA8i99jGMhFIOEv5jAiuPtXGPgFHUygrL2r8BD2v3i4t46WVQ/s1600/ilustracio-n-ia-humanistas.webp&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;El occidental se ha convertido en un animal político que no sabe trascender lo binario, que es el mundo fatídico de las guerras culturales. Cristina Casabón para &lt;a href=&quot;https://theobjective.com/elsubjetivo/opinion/2026-08-31/extincion-humanistas-articulo-cristina-casabon/&quot;&gt;The Objective:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;¿Es el humanista, el filósofo o el individualista que defiende sus ideas y los valores tradicionales un tipo en peligro de extinción? Mientras ignoramos nuestra &lt;a href=&quot;https://theobjective.com/cultura/2025-11-09/humanismo-cultura-muerte/&quot;&gt;cultura humanista&lt;/a&gt; y nuestro legado cultural, y criticamos a la gente antipática que no piensa como nosotros, buscamos respuestas en la política. Pero la &lt;a href=&quot;https://theobjective.com/espana/politica/2026-08-30/puente-sanchez-psoe-bolanos-tapado/&quot;&gt;política&lt;/a&gt; no está facultada para prometernos la felicidad. La política ni la filosofía son capaces de resolver las grandes dudas existenciales. En opinión de Mann, «únicamente la cultura, la ética, la religión y el arte nos pueden indicar el camino a seguir».&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;El occidental se ha convertido en un animal político que no sabe trascender lo binario, que es el mundo fatídico de las guerras culturales, las elecciones forzosas a adquirir una ideología o una identidad, a escoger solo una parte de las ideas que son asignadas a esta identidad y andar por el mundo con esa trágica careta, como el resultado de la «tiranía de la elección», que diría Kierkegaard.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Alain Finkielkraut en La derrota del pensamiento, hace una renuncia a la política entendida como guerra moral: «Ya no concibo la política como el cara a cara de la humanidad y de sus enemigos. Curado para siempre de toda aquella gigantomaquia, hice mía la respuesta de Albert Camus a todos aquellos que, de Sartre a Breton pasando por los comunistas, denunciaban la tibieza de El hombre rebelde y fustigaban sus tesis derechistas: No se decide sobre la verdad de un pensamiento según ese pensamiento esté en la izquierda o en la derecha, y menos aún según lo que deciden hacer con él la derecha y la izquierda. En función de eso, Descartes sería estalinista y Péguy bendeciría al señor Pinay». Esa fue precisamente la ilusión de la que se desprendió Alain Finkielkraut al descubrir a Albert Camus: la verdad no tiene ideología.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;La reducción de la Europa de Settembrini —el gran defensor del humanismo ilustrado en La montaña mágica— a la simpleza de la pseudopolítica de hoy día constituye una de las grandes derrotas de nuestro tiempo. Nos estamos resignando a vivir como animales políticos, como si toda nuestra existencia pudiera resumirse en la pertenencia a un bando, una identidad o una causa. Y, sin apenas advertirlo, hemos ido dejando atrás el legado del humanismo europeo: la convicción de que el individuo posee una dignidad irreductible que ninguna colectividad puede absorber.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;¿Qué puede hacer el hombre una vez que se convierte en un animal político? ¿Se limita a ser simplemente un sujeto adaptado a la colectividad y se deja arrastrar por los experimentos políticos de su tiempo? En medio del canto de sirenas irresistible de la política, la sombra del hombre que recorre Europa cada vez se parece más a la del mono. Acabaremos andando a cuatro patas.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Derechos y deberes, historia, obra, civilización, costumbres. Desde ahí es desde donde liberalismo y conservadurismo, juntos, pueden derribar a quienes han pasado del relativismo al dogmatismo antiilustrado. El dogmático ya no piensa, solo reacciona, juzga y toma partido. Ya no busca comprender al otro, solo identifica aliados y enemigos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Y al mismo tiempo, aparecen guardianes de las costumbres que quieren volver a un estado anterior. Se les tacha de reaccionarios, y ellos mismos podrían caer en esa trampa y tornar en otra tribu identitaria, tan antiilustrada como la que pretenden combatir. Apelando al humanismo o a los valores ilustrados, cumpliendo con el compromiso de un debate público exigente y pluralista, es desde donde liberalismo y conservadurismo pueden entenderse y hacer frente a estas mentalidades.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Cuando el debate público renuncia a la crítica racional, incluso el hombre más sensato corre el riesgo de dejarse arrastrar por esa corriente. Por eso sigue siendo tan actual la divisa ilustrada formulada por Immanuel Kant: Sapere aude, «atrévete a pensar por ti mismo».&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Hay que desmontar aquel mito de que el colectivismo promueve la solidaridad entre las personas y que el individualismo es sinónimo de atomización social, egoísmo e indiferencia. Es cierto que vivimos aparentemente en sociedades atomizadas e individualistas, sin embargo, en la esfera del pensamiento, el pensar por libre es más bien infrecuente. Los colectivos ponen mucho énfasis en la igualdad, pero también hubo igualdad bajo el comunismo, que fue, desde el punto de vista de los hechos, un totalitarismo deshumanizador. Bajo los totalitarismos, las personas se convirtieron en números.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Todo ello se ha acelerado mediante consigna de la igualdad. Pero aquí nos encontramos con una herencia mal entendida. La Ilustración no identificó la igualdad con la uniformidad. Al contrario. La igualdad significaba reconocer que todos los seres humanos, por el simple hecho de serlo, poseen la misma dignidad y capacidad para pensar, juzgar y actuar por sí mismos. De ahí que la igualdad fuera inseparable del individualismo: si todos son iguales en derechos, cada uno debe ser libre para desarrollar su propia conciencia, asumir sus responsabilidades y recorrer un camino distinto al de los demás.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Hoy, sin embargo, la igualdad se confunde con demasiada frecuencia con la homogeneidad. Ya no consiste tanto en garantizar la libertad de individuos diferentes como en producir individuos intercambiables, definidos por categorías administrativas o identidades colectivas. La diversidad se celebra como una consigna, pero se tolera cada vez menos la discrepancia intelectual o moral. El resultado es una extraña uniformidad social.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;El individualismo y la libertad son las bases de una sociedad competitiva, pues desarrollan el pensamiento crítico, algo perfectamente compatible con el concepto de sociedad, aunque menos compatible con el concepto de colectivo homogéneo o comunitarismo. Contra lo que algunos creen, el hombre liberal no es un antisocial, es alguien que, al contrario, percibe y respeta los derechos y libertades del individuo. El liberalismo se ajusta mejor a la naturaleza humana que cualquier utopía comunista, pues piensa en términos de sociedades compuestas por individuos pensantes y complejos, imperfectos y desiguales. Raymond Aron escribió que «el liberal cree en la permanencia de las imperfecciones de la humanidad; se resigna a un régimen en el que la benevolencia será el resultado de innumerables acciones, y nunca el resultado de una elección planificada».&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Lo que el individualista hace, es desconfiar de la manipulación que se hace de la defensa del interés colectivo. Evita caer en la falacia de la reificación o atribuir a abstracciones propiedades que pertenecen en realidad a entidades concretas. Por ejemplo, desconfía de quienes declaran su amor a la humanidad o del paternalista que nos enseña que solo un único modo de vida es el correcto. Las generalizaciones megasimplistas basadas en el gregarismo están destinadas al fracaso porque, al contrario que el liberalismo, no se ajustan a la realidad, no son capaces de entender la complejidad debido a su visión reduccionista de las personas.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-family: verdana;&quot;&gt;[Se você tem interesse na continuidade do blog (na rede há 21 anos: mais de 44 mil postagens e 15 milhões de acessos), considere colaborar com qualquer valor através do pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>https://otambosi.blogspot.com/2026/08/a-extincao-dos-humanistas.html</link><author>noreply@blogger.com (Orlando Tambosi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi0uBmGQxdTd_YrNOArxJTuLmrCKfY-D4cAWctg4KRNTGQQbYNyalQ_d6CTbdWVkb9ys6Tr-BEnUZybcpNjZ4gek6JZGHQOE7S_jU25snIQVgVLiJci7rXkMpWUhq7gpTj9ceiSA8i99jGMhFIOEv5jAiuPtXGPgFHUygrL2r8BD2v3i4t46WVQ/s72-c/ilustracio-n-ia-humanistas.webp" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-7052470502786452808</guid><pubDate>Mon, 31 Aug 2026 14:46:19 +0000</pubDate><atom:updated>2026-08-31T11:46:19.176-03:00</atom:updated><title>Isolado e ameaçado, Barron Trump vive dilemas de filhos de presidentes  </title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEghG7sn8vTIH5Vs2urX80jWL0G0_HUZA1WEri0GIt5R9eWRKiY3gHDMN3iHjShUdALW9rq2zaozucQsNTmJiebWQoNzDQ80NY94M6yNm3ICEsgaaL_nr8bzUL7f0BznBNvVDwuadUQOOQmPsiG9V6pTTjSU6Kzlbs7JVsUL0wxOjJjAwQPDdZmn/s1280/GettyImages-2194418458.webp&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;720&quot; data-original-width=&quot;1280&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEghG7sn8vTIH5Vs2urX80jWL0G0_HUZA1WEri0GIt5R9eWRKiY3gHDMN3iHjShUdALW9rq2zaozucQsNTmJiebWQoNzDQ80NY94M6yNm3ICEsgaaL_nr8bzUL7f0BznBNvVDwuadUQOOQmPsiG9V6pTTjSU6Kzlbs7JVsUL0wxOjJjAwQPDdZmn/s1600/GettyImages-2194418458.webp&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Aparecer ou se esconder, levar a vida mais normal possível, em condições altamente anormais, ou assumir a excepcionalidade da própria situação? &lt;a href=&quot;https://veja.abril.com.br/coluna/mundialista/isolado-e-ameacado-barron-trump-vive-dilemas-de-filhos-de-presidentes/&quot;&gt;Vilma Gryzinski:&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-style: italic; text-align: center;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Há filhos de presidente que querem faturar com a condição única que ocupam na hierarquia familiar e política. Um exemplo mais distante: os filhos do primeiro casamento de Donald Trump, loucos para fazer negócios com governantes amigos do Oriente Médio. Na mesma família, o caçula Barron Trump está em situação oposta, não aparece, desistiu de fazer a ponte entre o pai e os influenciadores jovens (dizem que ficou traumatizado com o assassinato de Charles Kirk), mal sai das mansões onde a família circula. Fez o segundo ano da faculdade na filial de Washington da New York University. Nas férias, foi com a mãe para o outro clube de golfe da família, em Nova Jérsei.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;“Não sai de casa”, disse uma fonte ao New York Post. “Vive uma vida reclusa”. Não dá para ignorar que a mídia oficial iraniana divulgou um vídeo intitulado “Onde Matar Barron Trump”, com trechos mostrando o dormitório na universidade e contas hackeadas no XBox e Discord. “É só começo. Barron Trump, espere por nós”.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Colocado numa situação similar, Yair Netanyahu, o filho caçula do primeiro-ministro israelense, foi retirado de Miami por uma equipe de segurança que não deu tempo a ele de sequer fazer as malas. Benjamin Netanyahu disse na semana passada que o Irã tentou assassinar um de seus filhos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Barron está com vinte anos e mais de 2 metros de altura, não passa exatamente despercebido. É difícil não ter comiseração pela vida reclusa a que se vê obrigado. Sabe-se agora que uma das filhas do casal Obama, Malia, foi retirada emergencialmente pelo Serviço Secreto do hotel onde estava na Riviera francesa depois do horripilante atentado terrorista de 14 de julho em Nice, em 2016. Havia suspeita de outros terroristas rondando.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O poder, sabemos, é perigoso. Praticamente todos os filhos de imperadores romanos sofreram atentados e risco de vida. Geta foi assassinado pelo próprio irmão, Caracala. Britânico, filho do imperador Cláudio, era um concorrente a seu enteado, Nero, o que Agripina, a mãe de todas as manipulações, não deixaria passar sem uma boa dose de seus notórios venenos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;MÃE SUPERPROTETORA&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Os tempos mudaram e hoje a maior ameaça, quando o Irã ou outro regime terrorista não está envolvido, são as comissões parlamentares de inquérito. Neil Bush, irmão do primeiro presidente do clã, sofreu uma investigação por conflito de interesse no caso da falência de um banco de investimentos. Acertou tudo numa ação civil. Os filhos mais velhos de Trump vivem sendo investigados. E Hunter Biden bateu o recorde de coisas suspeitas, inclusive viagens com o pai, na época vice-presidente, das quais voltava, por incrível coincidência, cheio de novos amigos investidores.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Hunter, o Ronaldinho de Biden (“O homem mais inteligente que conheço”), ressurgiu nos programas de entrevistas, falando sobre tudo e todas as coisas, inclusive o grave vício em crack que destruiu sua vida. Já brincaram até que ele quer ser candidato a presidente de tanto que fala.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;É, claro, uma ironia. Mas já aconteceu: John Adams foi o segundo presidente dos Estados Unidos e seu filho, John Quincy Adams, foi o sexto (ele voltou a ser mencionado por causa da Doutrina Monroe, obra sua, durante o governo de James Monroe). Os dois Bush, pai e filho, também entram na lista. Benjamin Harrison, eleito presidente em 1889, era neto de William Henry Harrison, conhecido por ter ocupado a Casa Branca apenas por 31 dias, em 1841, morrendo de pneumonia atribuída ao uso de roupas impróprias no frio cortante de Washington.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Barron Trump foi nomeado delegado pela Flórida na convenção republicana, mas Melania, a mãe superprotetora, não deixou que participasse no que seria um início de vida na política. Imaginem agora, com ameaças iranianas, uma guerra inconclusa e múltiplas tentativas de assassinato de Trump. A tendência é que Barron Trump continue bem recluso.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-family: verdana;&quot;&gt;[Se você tem interesse na continuidade do blog (na rede há 21 anos: mais de 44 mil postagens e 15 milhões de acessos), considere colaborar com qualquer valor através do pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>https://otambosi.blogspot.com/2026/08/isolado-e-ameacado-barron-trump-vive.html</link><author>noreply@blogger.com (Orlando Tambosi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEghG7sn8vTIH5Vs2urX80jWL0G0_HUZA1WEri0GIt5R9eWRKiY3gHDMN3iHjShUdALW9rq2zaozucQsNTmJiebWQoNzDQ80NY94M6yNm3ICEsgaaL_nr8bzUL7f0BznBNvVDwuadUQOOQmPsiG9V6pTTjSU6Kzlbs7JVsUL0wxOjJjAwQPDdZmn/s72-c/GettyImages-2194418458.webp" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-4711701355570929914</guid><pubDate>Mon, 31 Aug 2026 02:48:05 +0000</pubDate><atom:updated>2026-08-30T23:48:05.439-03:00</atom:updated><title>Quem age como fascista na UFRJ?</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiTlUrY2oSAe2pN6aH8lwCF_2jEqshU45HNbm9GmWsTHrney7jtE3FvpW4amT0BujwRaIvgQ7Oe8h-1k8kh1X6_eoM4UlPMSV7upPTuAE7jId6VcNsYm3ykhLp5NEw8aeDqZUcGwaFLGjftDpAIY48JOX-LvdNAusCA9GBHowkd9-hF8DqUqBU3/s1024/17878956956a911f8fbad9c_1787895695_3x2_lg.jpg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;683&quot; data-original-width=&quot;1024&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiTlUrY2oSAe2pN6aH8lwCF_2jEqshU45HNbm9GmWsTHrney7jtE3FvpW4amT0BujwRaIvgQ7Oe8h-1k8kh1X6_eoM4UlPMSV7upPTuAE7jId6VcNsYm3ykhLp5NEw8aeDqZUcGwaFLGjftDpAIY48JOX-LvdNAusCA9GBHowkd9-hF8DqUqBU3/s1600/17878956956a911f8fbad9c_1787895695_3x2_lg.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Espancamento de aluno acusado de nazismo por colegas na UFRJ expõe distorção do paradoxo da tolerância e autoritarismo de parte da esquerda universitária. Lygia Maria para a &lt;a href=&quot;https://www1.folha.uol.com.br/colunas/lygia-maria/2026/08/quem-age-como-fascista-na-ufrj.shtml&quot;&gt;FSP:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/08/ufrj-investiga-suposta-apologia-ao-nazismo-e-agressao-a-estudante.shtml&quot;&gt;Na última terça-feira (25), alguns alunos da UFRJ&lt;/a&gt; se comportaram como uma turba em caça às bruxas, ao espancarem um colega que foi considerado nazista.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O&lt;a href=&quot;https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/08/ufrj-investiga-suposta-apologia-ao-nazismo-e-agressao-a-estudante.shtml&quot;&gt; estudante agredido vestia camiseta da banda neofolk britânica Death in June&lt;/a&gt;, ilustrada com uma caveira estilizada inspirada no Totenkopf, símbolo associado à SS, e usava um broche com a suástica riscada por uma faixa vermelha, semelhante a placas que indicam alguma proibição.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Como mostram os vídeos, desde o início da abordagem, o aluno tenta explicar o que é a Death in June —banda que usa iconografia nazista de modo deliberadamente ambíguo, com referências políticas contraditórias— e mostra repetidas vezes o broche claramente antinazista.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Mesmo assim, o jovem foi retirado da sala de aula e, no trajeto, aparece recebendo socos e chutes, o que, no limite, poderia levar à morte. Barbárie inaceitável, ainda que o aluno fosse nazista.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O tribunal das redes sociais, com celeridade, o julgou e condenou —na caça às bruxas, a mera suspeita torna-se culpa. Inúmeros comentários justificaram a violência a partir da ideia de que é moralmente aceitável espancar fascistas porque eles representam um risco à democracia.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Esse raciocínio —que é similar ao &quot;bandido bom é bandido morto&quot; de parte da direita— aparece recorrentemente em casos de censura, quando alguns setores da esquerda se valem de uma distorção do paradoxo da tolerância desenvolvido por Karl Popper.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Segundo ele, uma sociedade que tolera sem limites as filosofias intolerantes pode acabar permitindo sua ruína. Mas Popper afirma expressamente que, enquanto for possível enfrentá-las &quot;com argumentos racionais e mantê-las em xeque pela opinião pública&quot;, suprimi-las seria imprudente. Ademais, a força aparece apenas como recurso extremo contra quem rejeita esse terreno e passa a responder com intimidação, &quot;punhos ou pistolas&quot;.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Na UFRJ, o que mais se aproxima desse limite não é vestir uma camiseta ambígua e tentar explicá-la, mas substituir debate por violência física. Quem, então, age como fascista nessa história?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-family: verdana;&quot;&gt;[Se você tem interesse na continuidade do blog (na rede há 21 anos: mais de 44 mil postagens e 15 milhões de acessos), considere colaborar com qualquer valor através do pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>https://otambosi.blogspot.com/2026/08/quem-age-como-fascista-na-ufrj.html</link><author>noreply@blogger.com (Orlando Tambosi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiTlUrY2oSAe2pN6aH8lwCF_2jEqshU45HNbm9GmWsTHrney7jtE3FvpW4amT0BujwRaIvgQ7Oe8h-1k8kh1X6_eoM4UlPMSV7upPTuAE7jId6VcNsYm3ykhLp5NEw8aeDqZUcGwaFLGjftDpAIY48JOX-LvdNAusCA9GBHowkd9-hF8DqUqBU3/s72-c/17878956956a911f8fbad9c_1787895695_3x2_lg.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-7845007549702846948</guid><pubDate>Sun, 30 Aug 2026 23:30:40 +0000</pubDate><atom:updated>2026-08-30T20:30:40.218-03:00</atom:updated><title>Os nossos tempos: Conundrum</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEitXgAbtllMg3ikbTIzsqfJGIoKXb2wnS-Qo2Ztagdu1Z9mc8gmrYODUqt_nRPUesqhghDP4nmgli95BAnsEZDw-g2JilxN_kQ0d-JKQZj4fyHpBG6zXHT3obJmLJKoO3y0vjL-IjZBQo7QjcXtR1gC-BYoPNpvbSx8FCatC-_rCdVEINCMKAlV/s360/patricia-fernandes.webp&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;360&quot; data-original-width=&quot;360&quot; height=&quot;200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEitXgAbtllMg3ikbTIzsqfJGIoKXb2wnS-Qo2Ztagdu1Z9mc8gmrYODUqt_nRPUesqhghDP4nmgli95BAnsEZDw-g2JilxN_kQ0d-JKQZj4fyHpBG6zXHT3obJmLJKoO3y0vjL-IjZBQo7QjcXtR1gC-BYoPNpvbSx8FCatC-_rCdVEINCMKAlV/w200-h200/patricia-fernandes.webp&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;E essa é a verdade: por muitas substâncias que tomemos, nunca deixamos de ser o que somos. Criaturas e não deuses. Patrícia Fernandes para o &lt;a href=&quot;https://observador.pt/opiniao/os-nossos-tempos-conundrum/&quot;&gt;Observador:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O filme protagonizado por Demi Moore dispensaria facilmente a última meia hora. É verdade que perderíamos o grotesco da parte final (ou seja, não perderíamos muito), mas o argumento filosófico sairia reforçado. Lançado em 2024, A Substância explora um tema muito popular no mundo de Hollywood: de como a idade e a passagem do tempo significam, para a mulher, a perda de valor. A teoria evolutiva permite compreender por que razão tal acontece, mas nem sempre a compreensão da realidade facilita a aceitação da realidade, e é por essa razão que a protagonista do filme decide tomar uma substância para gerar uma nova e melhorada versão de si mesma.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Trata-se de um tema específico do mundo do espetáculo. O problema é que hoje parecemos viver todos num mundo de espetáculo: no mundo digital, no mundo das redes sociais, a imagem torna-se o principal foco da nossa preocupação e todos queremos estar bem – o que significa, na verdade, aparecer bem. É, assim, surpreendente que se multipliquem os espaços de harmonização facial?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O nome é delicioso, prometendo harmonizar e não “corrigir” ou “melhorar”, o que poderia ter impacto na autoestima – embora harmonizar signifique exatamente corrigir e melhorar, ao mesmo tempo que promete, com o sabor melífluo das promessas falsas, voltar atrás no tempo. Mulheres (e homens) procuram esconder rugas, desenhar novas linhas labiais, aumentar a textura dos lábios, numa obsessão paranoica que toca até&lt;a href=&quot;https://expresso.pt/sociedade/2026-08-20-obsessao-pela-cirurgia-estetica-cresce-entre-os-jovens-ja-atendi-miudas-menores-que-querem-fazer-botox-ef25e40c&quot;&gt; as meninas mais novas&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O filme A substância é, nessa medida, típico dos nossos tempos: desta obsessão por parar a velhice da mesma forma que tantos tentam parar a puberdade. E com substâncias que repetem a lógica que Ted Kaczynski identificou em todas as inovações tecnológicas: a tecnologia promete sempre liberdade; na verdade, torna-se sempre dependência. E é por isso que “a substância” nunca pode acabar: se a deixarmos de tomar, a natureza regressa.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Estes são os nossos tempos. Sentimo-nos até ofendidos pelo facto de a natureza exercer sobre nós este poder, como se a sociedade, Deus, a própria natureza nos devesse alguma coisa: a felicidade total, a identidade perfeita, a satisfação de todos os desejos. Afinal, é tudo isso que a tecnologia promete: um comprimido para emagrecer, hormonas para eliminar pelos ou redesenhar curvas, mil intervenções cirúrgicas que nos garantam que o corpo está sob o nosso controlo. Durante milhares de anos, os seres humanos praticaram a arte da aceitação: não havia outra hipótese, pelo que procuravam consolo nas ferramentas espirituais que as religiões ofereciam. Hoje exigimos que o mundo nos dê aquilo que desejamos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O livro de Jan Morris, &lt;a href=&quot;https://tintadachina.pt/produto/conundrum/&quot;&gt;Conundrum: história da minha mudança de sexo&lt;/a&gt;, publicado em 1974, é disso um bom exemplo, retratando não só o desejo pessoal de transformar o corpo, como também o modo como o século XX nos conduziu a reconsiderar a questão da identidade. Afinal, se os meios técnicos e tecnológicos parecem dissolver as fronteiras do natural e do possível, como não haveria isso de ter impacto no entendimento sobre a identidade? Se nos podemos sentir melhor recorrendo à substância, por que não o fazer?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Precedendo em cinco décadas os livros de &lt;a href=&quot;https://observador.pt/opiniao/os-nossos-tempos-estranhos/&quot;&gt;Belle Burden&lt;/a&gt; e &lt;a href=&quot;https://observador.pt/opiniao/os-nossos-tempos-mudar-metodo/&quot;&gt;Édouard Louis&lt;/a&gt; que sugeri nas últimas semanas, o livro de Morris parece assim inaugurar a tradição literária dos nossos tempos: esta contínua reflexão sobre o “eu” que tem tornado a literatura no terreno permanente do impulso autobiográfico. E se, por vezes, podemos ser tocados pelo sofrimento de Morris, também não conseguimos ignorar esse “self” que, no exercício contínuo de autorrealização, tende a ignorar todos à sua volta.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;E é por isso que o texto mais importante de Morris não é o seu Conundrum: é antes o texto que o seu filho &lt;a href=&quot;https://www.theguardian.com/books/2024/sep/29/jan-morris-conundrum-memoir-transgender-son&quot;&gt;Mark Morris&lt;/a&gt; escreveu:&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;“Jan conseguiu, com grande sucesso, transmitir as suas opiniões nos seus escritos de tal forma que estas raramente eram postas em causa. Isso era certamente verdade quando retratava a família feliz e leal, que a apoiou com o seu amor ao longo de toda a sua vida, e que tantos escritores que escreveram sobre ela parecem ter aceitado de forma tão acrítica. A realidade era bastante diferente. Ela era extraordinariamente encantadora com amigos e conhecidos, mas precisava de ser constantemente o centro das atenções e, até certo ponto, de admiração. Empatia mais profunda, compreensão mais profunda, nunca vi nem experimentei — ela era, penso, incapaz de compreender verdadeiramente os sentimentos dos outros e, por isso, parecia preocupar-se pouco com esses sentimentos.”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Eis o efeito boomerang da “era do eu”: podemos projetar com força e até beleza a nossa individualidade, mas quando o disco regressa traz os destroços da dor que provocamos nos outros.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A meio do livro, Morris conta uma fábula africana que o comoveu: trata-se da estória de um caçador pobre a quem foram oferecidas todas as riquezas e a satisfação de todos os desejos com a condição de nunca abrir uma certa porta do palácio. O homem desfrutou durante anos da sua nova condição material, mas acabou por não aguentar a curiosidade e abriu a porta proibida:&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;“E o que viu? Somente ele próprio, coberto de andrajos, a um canto da divisão, o caçador pobre de há tantos anos.”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;E essa é a verdade: por muitas substâncias que tomemos, nunca deixamos de ser o que somos. Criaturas e não deuses.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-family: verdana;&quot;&gt;[Se você tem interesse na continuidade do blog (na rede há 21 anos: mais de 44 mil postagens e 15 milhões de acessos), considere colaborar com qualquer valor através do pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>https://otambosi.blogspot.com/2026/08/os-nossos-tempos-conundrum.html</link><author>noreply@blogger.com (Orlando Tambosi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEitXgAbtllMg3ikbTIzsqfJGIoKXb2wnS-Qo2Ztagdu1Z9mc8gmrYODUqt_nRPUesqhghDP4nmgli95BAnsEZDw-g2JilxN_kQ0d-JKQZj4fyHpBG6zXHT3obJmLJKoO3y0vjL-IjZBQo7QjcXtR1gC-BYoPNpvbSx8FCatC-_rCdVEINCMKAlV/s72-w200-h200-c/patricia-fernandes.webp" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-308100144814262812</guid><pubDate>Sun, 30 Aug 2026 23:19:54 +0000</pubDate><atom:updated>2026-08-30T20:26:10.988-03:00</atom:updated><title>Desmontando os globalistas: &#39;viva la libertad, carajo!&#39;</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjQINar29wBW4sQvJf95j_q02Qpy5OJfULW2jlbdORepBCi7iXih_vrI4bpxORwLZb5RhLHC4jzf0G2toC7fW3aK4rS5YXZEFriqM3tV5d5afjjwDkxdwXnAmDJRDl-u24bmxMLqcfT3WoVMjgMEMkeeIwTZvX-Z1BbiINS0WiGoPYA4F9PO7-M/s360/jorge-coutinho-de-miranda.webp&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;360&quot; data-original-width=&quot;360&quot; height=&quot;200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjQINar29wBW4sQvJf95j_q02Qpy5OJfULW2jlbdORepBCi7iXih_vrI4bpxORwLZb5RhLHC4jzf0G2toC7fW3aK4rS5YXZEFriqM3tV5d5afjjwDkxdwXnAmDJRDl-u24bmxMLqcfT3WoVMjgMEMkeeIwTZvX-Z1BbiINS0WiGoPYA4F9PO7-M/w200-h200/jorge-coutinho-de-miranda.webp&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Carney aposta tudo em novembro, na esperança de que os americanos desistam antes de a viragem chegar. Está a apostar na emoção contra a razão. Jorge Coutinho de Miranda para o &lt;a href=&quot;https://observador.pt/opiniao/trump-e-bessent-a-desmontarem-os-globalistas/&quot;&gt;Observador:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Na sexta-feira à noite, a um minuto da meia-noite, Mark Carney chamou os negociadores canadianos de volta a Otava. No sábado, um jornalista perguntou-lhe porque é que parecia que ia para a guerra. A resposta foi seca: fomos atacados, e está-se em guerra quando se é atacado.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A única coisa que ficou por esclarecer foi de que guerra estaria ele a falar.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O representante americano do Comércio, Jamieson Greer, contou a história toda em três minutos que ninguém quis escutar e que não passou em lado nenhum na Europa, tive de a ir buscar às profundezas da net. Resumidamente, faz mais de um ano que os canadianos proibiram a venda de vinhos e destilados americanos nas lojas dos monopólios estatais provinciais, as chamadas Crown corporations, que controlam o grosso do comércio do álcool no país (meu esclarecimento), limitaram a entrada de automóveis e já antes restringiam os laticínios. Durante um ano pediu-se que levantassem as medidas. Disseram que não. Só então vieram tarifas desenhadas à medida, incidindo sobre cerca de 5% do que o Canadá exporta para os Estados Unidos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Foram os canadianos que pediram para negociar e na terça-feira havia acordo para o anunciar. Nas últimas horas, disse Greer, quiseram mais. Os americanos ofereceram-lhes o melhor acesso ao mercado concedido a qualquer país do mundo e ainda quiseram mais. Não fazia sentido económico nenhum, rematou.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A 3 de agosto escrevi que a Secção 338 do Tariff Act de 1930, ressuscitada por proclamação a 20 de julho, produziria tarifas a 19 de agosto. Produziu. E o motivo documentado: depois de todas as províncias canadianas terem varrido as bebidas americanas das prateleiras, as exportações americanas de bebidas para o Canadá caíram 81%, de 718 para 137 milhões de dólares, enquanto as do Chile, Japão, Argentina, Irlanda e Austrália subiam entre 13% e 26% e a União Europeia capturava mais de cem milhões ao vazio deixado pelos americanos. O mercado manteve-se mas evaporou-se para os americanos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O absurdo está na aritmética canadiana do problema que Carney está a criar de propósito por motivos políticos. Setenta e dois por cento das exportações de bens do Canadá vão para os Estados Unidos. Sessenta por cento do abastecimento das refinarias do Quebeque vem do oeste canadiano por condutas que atravessam território americano. Os minerais críticos saem em bruto e regressam transformados. Greer ofereceu cortar substancialmente as tarifas de 50% sobre o aço e o alumínio e Carney disse não. Incompreensível por parte do único país, à parte da China comunista, que retaliou.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Greer disse que talvez fosse político e é o único móbil que sobra depois de a economia ter sido excluída. Só que o calendário político que interessa a Otava não é o canadiano: é o americano, com as intercalares em novembro.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O que está em jogo não é o preço do uísque nem o dos tacos de hóquei. É saber qual dos dois sistemas se manterá preponderante: a ordem globalista erguida depois de 1945, que vive de instituições multilaterais e de arbitragem regulatória, ou o regresso deliberado ao Sistema Americano de Alexander Hamilton, em que a riqueza assenta no que se produz e a tarifa é instrumento de soberania e de reciprocidade, não de protecionismo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Entretanto Trump não conseguirá desmontar a bolha financeira da dimensão em que se encontra sem saber onde estão as ameaças e como as desarmar.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Uma delas chama-se yen carry trade. Depois do choque petrolífero de 1973 e da inflação galopante que se seguiu em todo o mundo, o Japão foi a única nação que teve a disciplina de passar a limitar a impressora. Embriagou-se na bolha de ativos dos anos 80 e paga desde 1990 a ressaca com dinheiro grátis: juro zero a partir de 1999, compra maciça de dívida própria a partir de 2001 e um banco central com um balanço acima de 100% do PIB, coisa que nem a Reserva Federal nem o BCE alguma vez ousaram.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Foi essa ressaca que os globalistas transformaram em máquina: duas décadas a pedir ienes emprestados a juro zero para os aplicar em ativos de maior rendimento. O iene está hoje no nível mais fraco em quase quarenta anos e o Japão foi acumulando dívida americana até deter 1,14 biliões de dólares, a maior carteira estrangeira do mundo. Se Tóquio vender para defender a moeda, as taxas americanas disparam, e com elas o crédito à habitação de milhões de famílias, precisamente no outono eleitoral. É o cenário com que os adversários contam para encostar Trump às cordas.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Eles não contaram foi com Scott Bessent, que fez carreira no fundo de George Soros e estava na sala em 1992, quando aquela mesa partiu o Banco de Inglaterra, e que sabe perfeitamente como cortar os fios sem que a bomba rebente. Foi precisamente por isso que Trump o contratou.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Em finais de julho ambos os países realizaram a primeira intervenção conjunta de compra de ienes desde 1998, em euros em vez de dólares, para não tocarem no mercado da dívida. Depois Tóquio anunciou que tenciona recorrer à FIMA, o mecanismo discreto da Reserva Federal de Kevin Warsh que permite a bancos centrais estrangeiros trocar temporariamente obrigações do Tesouro por dólares em vez de as despejarem no mercado aberto. Sessenta mil milhões por instituição, que parece muito dinheiro se não se olhar para a carteira japonesa.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Tudo isto sem avisar Frankfurt, cujos responsáveis, citados pelo Financial Times, classificaram a venda de euros como uma “violação sem precedentes das convenções de longa data”.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Dois Estados soberanos a resolver o problema diretamente um com o outro, sem instituição multilateral pelo meio. É exatamente o mundo que descrevi em julho a propósito dos 250 anos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Carney aposta tudo em novembro, na esperança de que os americanos desistam antes de a viragem chegar. Está a apostar na emoção contra a razão. E, como então, está tudo à vista para quem quiser ver.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;¡Viva la Libertad, Carajo!&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-family: verdana;&quot;&gt;[Se você tem interesse na continuidade do blog (na rede há 21 anos: mais de 44 mil postagens e 15 milhões de acessos), considere colaborar com qualquer valor através do pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>https://otambosi.blogspot.com/2026/08/desmontando-os-globalistas-viva-la.html</link><author>noreply@blogger.com (Orlando Tambosi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjQINar29wBW4sQvJf95j_q02Qpy5OJfULW2jlbdORepBCi7iXih_vrI4bpxORwLZb5RhLHC4jzf0G2toC7fW3aK4rS5YXZEFriqM3tV5d5afjjwDkxdwXnAmDJRDl-u24bmxMLqcfT3WoVMjgMEMkeeIwTZvX-Z1BbiINS0WiGoPYA4F9PO7-M/s72-w200-h200-c/jorge-coutinho-de-miranda.webp" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-2836788201378991788</guid><pubDate>Sun, 30 Aug 2026 20:49:29 +0000</pubDate><atom:updated>2026-08-30T17:49:29.431-03:00</atom:updated><title>Quem segura a tigela do Ocidente</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhO6kMoFWAyt58y8nU4U6C7thkPsb-4SHC9ZUpAf2MMdQPiN9Gw_7enFTyqjs2-A1fQSbMtpkFXPItF-HpuZ2fzon1WVlhehXfgW-qt8j_mGHUK-FfSDZ0ehvIR0J3puYJ5ZSX1fxrswRAviggjKRhen87kzo5i346iFNHHd0kTdIyXQOAez0eL/s910/08_ed337-910x568.jpg.webp&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;568&quot; data-original-width=&quot;910&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhO6kMoFWAyt58y8nU4U6C7thkPsb-4SHC9ZUpAf2MMdQPiN9Gw_7enFTyqjs2-A1fQSbMtpkFXPItF-HpuZ2fzon1WVlhehXfgW-qt8j_mGHUK-FfSDZ0ehvIR0J3puYJ5ZSX1fxrswRAviggjKRhen87kzo5i346iFNHHd0kTdIyXQOAez0eL/s1600/08_ed337-910x568.jpg.webp&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Food Power: a arma silenciosa do século XXI e o risco de o celeiro das Américas servir a outro império. Ana Paula Henkel para a &lt;a href=&quot;https://revistaoeste.com/revista/edicao-337/quem-segura-a-tigela-do-ocidente/&quot;&gt;Oeste:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A guerra pela comida já começou. Ela não se parece com as guerras que aprendemos a reconhecer. Não há tanques atravessando fronteiras nem aviões sobrevoando territórios inimigos. Há navios carregados de soja, terminais portuários, contratos de financiamento, tradings, silos, ferrovias, fertilizantes, terras agricultáveis e bilhões de dólares circulando por cadeias que atravessam continentes. No centro dessa disputa permanece uma necessidade que nenhuma inovação eliminou: mais de oito bilhões de seres humanos precisam comer todos os dias.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A China compreendeu isso antes de grande parte do Ocidente. Com mais de um bilhão de habitantes e limites duros de solo, água e terra arável, Pequim transformou a segurança alimentar em questão de Estado. Xi Jinping repete que a tigela do povo chinês precisa permanecer firmemente nas mãos dos próprios chineses. O plano de modernização agrícola para 2026–2030 fixa a meta de elevar a capacidade de produção de grãos a cerca de 725 milhões de toneladas até o fim da década.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://medias.revistaoeste.com/wp-content/uploads/2026/08/shutterstock_2553906825-copiar.jpg.webp&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Agricultores carregam milho seco em pátio no Condado de Luannan, China (06/10/2022) | Foto: Shutterstock&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Há uma razão histórica para essa obsessão. A Grande Fome ligada ao Grande Salto Adiante matou dezenas de milhões. Governantes chineses aprenderam, pelo pior caminho, que segurança alimentar pertence ao núcleo da segurança nacional. Quem controla o alimento controla a estabilidade interna — e ganha influência sobre a de outros.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O Ocidente fez a mesma descoberta por outra porta. Nas décadas de 1960 e 1970, invernos extremos, secas e perdas de safra no hemisfério norte destruíram colheitas e precipitaram a crise global de alimentos de 1972–1975. Em 1974, a Conferência Mundial da Alimentação consolidou o vocabulário da “segurança alimentar”. Naquele momento, os Estados Unidos possuíam o que poucas nações conseguiam reproduzir: escala suficiente para alimentar a própria população e parcelas relevantes do mundo. Nascia, de forma mais consciente, o Food Power: a capacidade de ofertar alimento como instrumento de influência, além do valor de uma tonelada de trigo, milho ou soja.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Foi no mesmo período que o Brasil deixou de ser coadjuvante climático e passou a construir uma potência tropical.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Durante décadas, o Cerrado foi tratado como terra inadequada a uma agricultura moderna. Solos ácidos, nutrientes pobres, um trópico que parecia condenado à desvantagem permanente diante do clima temperado. Alysson Paolinelli, no Ministério da Agricultura a partir de 1974, inverteu essa sentença com pesquisa, formação científica e política de Estado. Polocentro, expansão da ciência para o Cerrado e, depois, o Prodecer — com o Japão enxergando o que parte do Ocidente ainda não via — permitiram corrigir o solo, adaptar culturas e inventar uma agricultura que o mapa antigo considerava improvável.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://medias.revistaoeste.com/wp-content/uploads/2026/08/alysson_paulinelli_ministro_da_agricultura.-copiar.jpg.webp&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-size: x-small;&quot;&gt;Alysson Paolinelli, Ministro da Agricultura, em 1974 | Foto: Wikimedia Commons&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Entre 1975 e 2020, a produção brasileira de grãos cresceu mais de seis vezes. A área plantada praticamente dobrou. O país passou a colher muito mais: mais comida, quase a mesma terra. Com esse salto, o Brasil entrou no núcleo do abastecimento mundial ao lado dos Estados Unidos e da Argentina. As Américas passaram a ser o tabuleiro da comida.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Foi nesse momento que a China enriquecida alterou o jogo. A renda subiu, a dieta mudou, a demanda por proteína disparou e o país passou a importar alimentos em grande escala. O Brasil estava pronto para vender. O encaixe parecia perfeito e, de fato, trouxe prosperidade real ao agronegócio brasileiro. Esse ganho existe e precisa ser reconhecido. O problema começa quando um grande cliente se transforma no cliente decisivo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Essa assimetria não é só brasileira. Atinge também os Estados Unidos, outro celeiro de que Pequim precisa. A pergunta que deveria ocupar Brasília e Washington é simples e incômoda: como os dois países, donos de uma parte tão grande da comida do mundo, deixaram o comprador mandar tanto na mesa de negociação?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://medias.revistaoeste.com/wp-content/uploads/2026/08/shutterstock_2746172629-copiar.jpg.webp&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Foto: Shutterstock&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A resposta começa no tamanho de Pequim. Quando um só comprador concentra volume demais, o mercado se distorce. Economistas chamam isso de monopsônio: um comprador enorme diante de muitos vendedores, com peso sobre preço, quantidade e destino. No comércio agrícola, o desenho é mais emaranhado do que o modelo de livro, mas o princípio vale. Para a China, parte dos fornecedores pode ser trocada. Para o produtor que cresceu em função da demanda chinesa, perder aquele destino é outra guerra.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Foi o que se viu na disputa comercial entre Estados Unidos e China, em 2018 e 2019. Quando Pequim tarifou o produto americano, redirecionou as compras. O Brasil ganhou volume e ganhou também exposição. No entanto, quem celebra apenas a tonelada extra esquece o preço político da dependência.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Pequim, além disso, não se limita a comprar o navio no porto. Segurança alimentar, para o Partido Comunista Chinês, inclui crédito, originação, armazenagem, processamento, logística e rotas. A Cofco International — o braço no exterior da gigante estatal chinesa de grãos, óleos e alimentos — entrou no Brasil em 2014 e ampliou presença agrícola e logística. Relatórios do próprio Departamento de Agricultura dos Estados Unidos descrevem essa movimentação como parte do objetivo chinês de garantir abastecimento estável no exterior. Entre a semente e o prato existe um império de infraestrutura. Tonelada no campo não garante comando da cadeia. Um país pode produzir muito e, ainda assim, perder o poder sobre como, para quem e em quais condições essa comida chega ao mercado.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://medias.revistaoeste.com/wp-content/uploads/2026/08/17872882400821583_4032x2469-copiar.jpg.webp&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;COFCO International embarca primeira carga de sorgo do Brasil para a China, no Porto de Santos (21/08/2026) | Foto: Divulgação COFCO&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Essa distinção — produção versus resultado, tonelada versus soberania — ficou mais urgente com a pressão financeira no campo. O Congresso americano já encarregou a inteligência dos Estados Unidos de mapear o avanço chinês no agro brasileiro – sinal de que o celeiro das Américas entrou, enfim, no radar de segurança de Washington.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O campo brasileiro atravessa uma onda rara de recuperações judiciais. O número de 2025 foi o maior da série recente da Serasa Experian e seguiu alto no começo de 2026. Isso não anuncia o fim do agronegócio: a maior parte dos produtores continua de pé. Anuncia outra coisa. Crédito mais duro, custo alto e dívida apertam quem produz — e um setor estratégico não pode ser medido só pela safra cheia. Nação alguma deveria comemorar safra cheia sem perguntar se quem produziu permanece dono do que produziu.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Os Estados Unidos enfrentam outro desgaste, não menos geopolítico. Os produtores envelhecem, a sucessão emperra e parte dos filhos não quer ficar na fazenda. Os ativos do setor continuam enormes. O alerta é outro: Food Power depende de famílias e empresas capazes de permanecer na terra por gerações. Sem essa base, a potência alimentar vira estoque — terra, máquina e dívida — sem quem a opere com continuidade.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;No Brasil, o risco chega por outro caminho, o do caixa. Quando o produtor aperta, a empresa entra em recuperação e o ativo precisa mudar de mãos, a pergunta muda de tom: quem tem capital para comprar? Seria irresponsável responder automaticamente “a China”. Capital estrangeiro financiou capítulos inteiros do desenvolvimento brasileiro. Seria ingênuo, porém, fingir que Pequim declara a segurança alimentar como interesse de Estado e que empresas chinesas já operam elos da cadeia no exterior. Investimento comercial e presença estratégica pedem exame ativo por ativo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://medias.revistaoeste.com/wp-content/uploads/2026/08/shutterstock_2138487509-copiar.jpg.webp&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Dólar americano e yuan chinês sobre o mapa do Brasil | Foto: Shutterstock&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A própria China tenta reduzir sua vulnerabilidade. Planeja mais produção doméstica, sementes próprias, tecnologia e menor exposição. Mesmo no cenário otimista, permanece dependente do mercado externo em escala relevante. Água, solo e clima continuam cobrando o preço. Calor extremo e chuvas intensas nas regiões produtoras chinesas voltam, periodicamente, a lembrar Pequim de que a tigela não se preenche por decreto.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;É aqui que o hemisfério ocidental precisa recuperar uma clareza que já teve. Taiwan trata semicondutores como sobrevivência. A China trata terras raras, indústria e alimento como sistema. Washington protege tecnologia crítica, poder militar e o sistema financeiro. O alimento precisa voltar a essa mesa. Segurança alimentar é geopolítica. A fome de milhões continua um dever moral; o erro é tratá-la apenas como um capítulo humanitário.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Uma potência que entende o valor do que produz não precisa ameaçar ninguém com fome. Precisa proteger o produtor, abrir outros mercados e impedir que a infraestrutura estratégica mude de mão. E precisa recusar o caminho em que a comida vira favor do Estado. Foi o que se viu em Cuba, na Venezuela e na Nicarágua. Enfraquecer quem produz para eternizar quem distribui dependência é projeto político.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Brasil e Estados Unidos competem em vários mercados e vão continuar competindo. Competir no mercado é uma coisa; perder o celeiro juntos é outra. Com a Argentina, os dois reúnem o que não se improvisa ou fabrica em laboratório: terra, água, ciência e gerações de produtores. O Brasil traz ainda o domínio da agricultura tropical — conhecimento cada vez mais decisivo num planeta cuja população pesa sobre os trópicos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://medias.revistaoeste.com/wp-content/uploads/2026/08/shutterstock_2707484827-copiar.jpg.webp&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Milharal e silos de grãos modernos no Brasil | Foto: Shutterstock&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O erro ocidental foi enxergar essa vantagem no curto prazo. Pequim planeja a década. Olha semente, solo, porto, trading e a pergunta que o Ocidente evita: se o setor vacilar, com quem ficam os ativos?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A guerra pela comida não será vencida por quem colher a maior safra. Será vencida por quem preservar produtores fortes, tecnologia própria, cadeias resilientes, mercados diversificados e controle suficiente sobre a infraestrutura que liga o campo ao mundo. A China entendeu essa disputa porque conhece sua fragilidade. Brasil e Estados Unidos precisam entendê-la porque são fortes. Força sem estratégia não é poder.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O hemisfério ocidental ainda tem um fiador. Washington já reconhece o valor estratégico da comida; precisa elevá-lo à prioridade que hoje reserva à tecnologia e ao poder militar. Sem esse deslocamento — e sem o Brasil tratar o próprio celeiro como soberania, em vez de receita de exportação refém de um só comprador —, o Ocidente seguirá produzindo o que o adversário organiza. A força já existe. Falta decisão.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-family: verdana;&quot;&gt;[Se você tem interesse na continuidade do blog (na rede há 21 anos: mais de 44 mil postagens e 15 milhões de acessos), considere colaborar com qualquer valor através do pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>https://otambosi.blogspot.com/2026/08/quem-segura-tigela-do-ocidente.html</link><author>noreply@blogger.com (Orlando Tambosi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhO6kMoFWAyt58y8nU4U6C7thkPsb-4SHC9ZUpAf2MMdQPiN9Gw_7enFTyqjs2-A1fQSbMtpkFXPItF-HpuZ2fzon1WVlhehXfgW-qt8j_mGHUK-FfSDZ0ehvIR0J3puYJ5ZSX1fxrswRAviggjKRhen87kzo5i346iFNHHd0kTdIyXQOAez0eL/s72-c/08_ed337-910x568.jpg.webp" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-4335733614226545007</guid><pubDate>Sun, 30 Aug 2026 18:06:00 +0000</pubDate><atom:updated>2026-08-30T15:07:04.008-03:00</atom:updated><title>A reitora era um reitor</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhJAoofu2SozIYJdtDDrZkjheGsC5G2xi3QrjwhuvsHrEdi5433CKtu9BElbenugk3qTszHd-XoeiUAVlpeV6K33oWdZRKvjV3cgjFurZ8qyyqk8izbNq4WRf9ZkmaEKJi2et579MEBG4cG7qzrEytIqsNdpcuX9qNeSsOQj-K9l_ZTD5oJwhlg/s1200/nathan-jason.webp&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;675&quot; data-original-width=&quot;1200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhJAoofu2SozIYJdtDDrZkjheGsC5G2xi3QrjwhuvsHrEdi5433CKtu9BElbenugk3qTszHd-XoeiUAVlpeV6K33oWdZRKvjV3cgjFurZ8qyyqk8izbNq4WRf9ZkmaEKJi2et579MEBG4cG7qzrEytIqsNdpcuX9qNeSsOQj-K9l_ZTD5oJwhlg/s1600/nathan-jason.webp&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Es la subordinación de la verdad científica a la política de la identidad, del subjetivismo y del desprecio por la ciencia. Teresa Giménez-Barbat para &lt;a href=&quot;https://theobjective.com/elsubjetivo/opinion/2026-08-30/caso-nathan-cofnas-articulo-gimenez-barbat/&quot;&gt;The Objective:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://theobjective.com/elsubjetivo/opinion/2026-08-16/jason-arday-articulo-teresa-barbat/&quot;&gt;Escribí&lt;/a&gt; hace unos días sobre el catedrático de Cambridge Jason Arday, el más joven profesor negro de esa institución, que después de dimitir en medio de un escándalo de plagio y de invenciones biográficas, acabó quitándose la vida. Pero es que la delirante historia alrededor del caso sigue dejándonos perplejos. Sabrán que &lt;a href=&quot;https://es.wikipedia.org/wiki/Nathan_Cofnas&quot;&gt;Nathan Cofnas&lt;/a&gt;, investigador postdoctoral en el Departamento de Filosofía y Ciencias Morales de la Universidad de Gante (UGent), fue suspendido de forma preventiva a mediados de este mes de agosto tras sus declaraciones sobre el propio Jason Arday. Cofnas, que se describe como «&lt;a href=&quot;https://www.aporiamagazine.com/p/the-case-for-race-realism&quot;&gt;race realist&lt;/a&gt;», había publicado en julio un análisis detallado en Substack señalando los pasajes plagiados en la tesis y en los trabajos de Arday, así como unas inconsistencias en su currículum y logros personales tan indefendibles que abocaron a este, al parecer, a su dramático final. Pues bien, la UGent se tomó bastante mal las declaraciones de Cofnas y, a través de un comunicado firmado por su rector/rectora (luego les cuento) Petra De Sutter y el vicerrector Herwig Reynaert, expresó incomodidad por su materia de investigación y anunció «acciones apropiadas».&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Pero vayamos primero a De Sutter. Nació como varón en 1963 en Oudenaarde, Bélgica. Estudió ginecología y fue profesor de medicina reproductiva y jefe del departamento de medicina reproductiva del Hospital Universitario de Gante. Comenzó su transición física alrededor del 2003-2004 y adoptó el nombre de Petra. Fue senador, eurodiputado en el 2019 y, entre el 2020 y el 2025, vice primer ministro de Bélgica en el gobierno de Alexander De Croo. Fue el primer ministro transgénero de Europa. Tras dejar la política nacional, fue elegido rector de la UGent en abril de 2025 y asumió el cargo en octubre de ese año.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Pues ya ven. Un ginecólogo, profesional cuya disciplina se fundamenta en la realidad biológica del dimorfismo sexual humano (dos sexos definidos por gametos, cromosomas y anatomía reproductiva), que sostiene que es posible un «cambio real de sexo» y se da de bruces con la evidencia científica, es rector de una universidad de prestigio. Ustedes saben que el sexo biológico no se cambia: se puede alterar la apariencia mediante hormonas y cirugía, y se puede reconocer legalmente una identidad de género (sea eso lo que sea), pero no se convierte a un macho en hembra o viceversa. Presentar esta fantasía como compatible con el liderazgo de una universidad (institución que debería ser un templo al servicio de la verdad empírica y no de modas ideológicas) constituye un serio desajuste. En política puede funcionar como símbolo de reivindicación identitaria, pero, ¿ser la cabeza visible de una institución cuya misión es la búsqueda desinteresada del conocimiento?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;El episodio Cofnas-De Sutter expone fricciones profundas y lamentables entre la necesidad de someter el trabajo de cualquiera al escrutinio empírico, las sensibilidades identitarias exaltadas por lo woke y el poder de las autoridades universitarias para sancionar a investigadores cuyas opiniones resultan incómodas. Existe una ideología dominante que no solo excusa o ignora las irregularidades de un docente como Arday por su perfil identitario, sino que encuentra coherente que un hombre biológico (y ginecólogo, encima) ocupe el rectorado de una universidad presentándose como mujer y actuando en un marco que trata el sexo como un espectro. Es la subordinación de la verdad científica a la política de la identidad, del subjetivismo y del desprecio por la ciencia.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Pero el culebrón de Cofnas no ha terminado aún. Este jueves 27 &lt;a href=&quot;https://x.com/nathancofnas/status/2093037465871540528&quot;&gt;publicó&lt;/a&gt; en X su agradecimiento por haber llegado a un acuerdo con la UGent para continuar su investigación postdoc. Al parecer, gracias a un toque del embajador de EEUU en Bélgica, Bill White (Cofnas es americano). ¡La administración Trump interviniendo! No se sabe qué ocurrirá, puesto que entre las condiciones del pacto está que Cofnas realice su trabajo de forma mayormente virtual, sin contacto con la universidad ni con los estudiantes. No parece una victoria para la libertad académica. Ni debería estar tan agradecido a la «rectora» Petra De Sutter, un hombre que se hace pasar por mujer y que intentó despedirle por decir la verdad sobre Arday. O quizá es una estrategia más en un tablero que se juega en el medio plazo. Lo que está claro es que la brigada woke podría haber conseguido pudrir a los más antiguos y respetados centros de la ciencia y de la cultura de Occidente. Este asunto no es ninguna broma.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-family: verdana;&quot;&gt;[Se você tem interesse na continuidade do blog (na rede há 21 anos: mais de 44 mil postagens e 15 milhões de acessos), considere colaborar com qualquer valor através do pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>https://otambosi.blogspot.com/2026/08/a-reitora-era-um-reitor.html</link><author>noreply@blogger.com (Orlando Tambosi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhJAoofu2SozIYJdtDDrZkjheGsC5G2xi3QrjwhuvsHrEdi5433CKtu9BElbenugk3qTszHd-XoeiUAVlpeV6K33oWdZRKvjV3cgjFurZ8qyyqk8izbNq4WRf9ZkmaEKJi2et579MEBG4cG7qzrEytIqsNdpcuX9qNeSsOQj-K9l_ZTD5oJwhlg/s72-c/nathan-jason.webp" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-7604503117969707511</guid><pubDate>Sun, 30 Aug 2026 16:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2026-08-30T13:15:01.200-03:00</atom:updated><title>O furacão Roberta</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgAdNV2mjRKUXAKKAerh-_049gB_ehYUHPMvaUmFG2i9pwbXC0L22eovqEJuMbU3oGse3j-FZUpRinNzAVzQdSQhw8soGmaGwdMUCYxfZ94r2fOSf0WHL9Zlu8vIoAb4AWni1WnMN-2qNY2AL9A185cptFVELrCNDbAmXO5r5rffFOpwoq7XBi5/s910/06b1_ed337-910x568.jpg.webp&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;568&quot; data-original-width=&quot;910&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgAdNV2mjRKUXAKKAerh-_049gB_ehYUHPMvaUmFG2i9pwbXC0L22eovqEJuMbU3oGse3j-FZUpRinNzAVzQdSQhw8soGmaGwdMUCYxfZ94r2fOSf0WHL9Zlu8vIoAb4AWni1WnMN-2qNY2AL9A185cptFVELrCNDbAmXO5r5rffFOpwoq7XBi5/s1600/06b1_ed337-910x568.jpg.webp&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Uma lobista imparável. Um governo corrupto. Um telefone que sopra ventos de 250 quilômetros por hora no coração do poder. Eugênio Esber para a &lt;a href=&quot;https://revistaoeste.com/revista/edicao-337/o-furacao-roberta/&quot;&gt;Oeste:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Ela surgiu na ribalta brasileira em 2017. Lula havia sido condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá (SP). O ex-metalúrgico que enriquecera ao longo de dois mandatos como presidente da República enfrentava um bloqueio judicial de R$ 10 milhões em seus bens e disponibilidades financeiras. Foi naquele momento que a grande imprensa apresentou, aos brasileiros, o admirável desprendimento de uma bilionária que&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt; oferecia a Lula uma doação de R$ 500 mil (R$ 800 mil, a valores de hoje). Nome da benfeitora: Roberta Luchsinger. Em tom de fanfarra, a imprensa de Rio e São Paulo se ocupou de iluminar a história por trás daquele gesto de altruísmo. Ali estava, resplandecente, uma neta de banqueiro, descendente e herdeira do financista suíço Peter Paul Arnold Luchsinger, sócio do Banco Credit Suisse. O país embasbacava-se com o perfil de Roberta, que apesar da linhagem e do sobrenome, era brasileiríssima. Um tanto excêntrica, é verdade, mas gente boa. Uma grã-fina de alma nobre e coração sincero estendendo a mão para o ex-retirante que a comovia e inspirava. Tudo lindo. Só que não.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://medias.revistaoeste.com/wp-content/uploads/2026/08/saveclip.app-503977467-18509369869040584-400028737213943833-n.jpg.webp&quot; /&gt;Roberta Luchsinger | Foto: Reprodução/Redes Sociais&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://jornalggn.com.br/cultura/o-caso-da-falsa-herdeira-do-banqueiro-suico-por-luis-nassif/&quot;&gt;Como revelaria o jornalista Luís Nassif, ainda em agosto de 2017&lt;/a&gt;, o noticiário festivo sobre as origens da moça e de sua fortuna se fiava em um colar de falácias. Nem mesmo a tal doação, em dinheiro e em joias, se concretizaria. Aliás, ela não era bem uma socialite, nem nadava em dinheiro.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-size: x-small;&quot;&gt;Mas Roberta Luchsinger caiu nas graças do PT. E, após tentativas fracassadas de se eleger deputada estadual em São Paulo pelo PCdoB, e depois pelo PT, ressurgiu na cena política brasileira com sua verdadeira face, a de uma lobista voraz, operando com a sutileza de uma locomotiva.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-size: x-small;&quot;&gt;É dela o telefone celular que está em poder da Polícia Federal e que conta uma arrepiante história de corrupção iniciada no terceiro mandato de Lula, em 2023. Por mais de sete meses, o conteúdo das revelações foi mantido longe do conhecimento público para não arruinar a campanha de reeleição de Lula, dado o envolvimento acintoso de Fábio, filho mais velho do presidente, com as negociatas articuladas por Roberta dentro do Palácio e dos ministérios da Saúde, da Previdência e do Desenvolvimento Social. A catimba da cúpula petista da Polícia Federal só não durou mais porque até mesmo a paciência de André Mendonça, ministro zen do STF, tem limite. Relator dos processos relativos ao Banco Master e ao INSS, Mendonça exigiu acesso aos elementos de prova recolhidos pela PF, e de imediato uma torrente de escândalos passou a inundar o cotidiano dos brasileiros.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-size: x-small;&quot;&gt;O mais escabroso, para um governo exercido por um partido sedizente “de esquerda” e “dos Trabalhadores”, é que Roberta e Lulinha aparecem nas mensagens telefônicas como cúmplices do homem que operou o roubo de mais de R$ 6 bilhões de aposentados e pensionistas do INSS. No balaio de vítimas do “Careca do INSS” e sua gangue de picaretas estão trabalhadores brasileiros apanhados em seu momento mais vulnerável — a velhice, a doença, a pobreza ou tudo isso junto e misturado. Há também portadores de deficiência que foram tungados pelo fraudulento sistema de descontos automáticos montados pela rede de pilantras de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca”, preso na Papuda desde setembro de 2025.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://medias.revistaoeste.com/wp-content/uploads/2026/02/Lulinha-6.jpg.webp&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-size: x-small;&quot;&gt;Lulinha, filho do presidente Lula da Silva | Foto: Reprodução/YouTube&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;À medida que vêm à tona os luxos inimagináveis desfrutados por uma gangue de picaretas que se sentia em casa dentro do governo, e inclusive na antessala do presidente da República, mais insustentável se torna a legitimidade de Lula para pedir um novo mandato aos brasileiros. Uma mensagem de janeiro de 2024 que a Polícia Federal recuperou no celular de Roberta traz uma informação gravíssima que Lula, pessoalmente, ainda não contestou.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Com a palavra, Roberta: “Fui das poucas pessoas que o Lula chamou e perguntou: escolhe onde vc quer ficar. (…) Eu disse: aonde eu tô. Na minha sociedade com Fábio e Fernando. Tô em cargo nenhum e ando onde quero”. Em tempo: ela se refere a Fernando Bittar, que se apresentou à Justiça como dono do Sítio de Atibaia para tentar, sem sucesso, livrar Lula de mais uma condenação por corrupção e lavagem de dinheiro.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O relato sobre o convite que recebeu para ocupar o cargo que bem quisesse no governo é uma granada que Roberta jogou no colo de Lula. O destinatário da revelação foi o empresário Gustavo Gaspar, o “Gasparzinho”, que nas diligências da PF figura como parceiro de Careca em vários “negócios”, inclusive a tentativa de vender medicamento à base de canabidiol para o SUS.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Seria um blefe de Roberta? Talvez. Mas, se Lula e os petistas puxarem a carta da mitomania para desacreditá-la, estarão incorrendo em altíssimo risco. Em primeiro lugar, a mania de mentir e acreditar nas próprias mentiras está grudada na biografia de Lula, que já foi e voltou incontáveis vezes em temas como aborto ou taxa das blusinhas, além de adotar um zigue-zague estonteante quando confrontado com o que fez ou deixou de fazer, disse ou deixou de dizer.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Em segundo lugar, se fingir que não conhece Roberta e, principalmente, se ousar desmenti-la sobre o convite para integrar o governo, Lula se arrisca a provocar os brios e mexer com os sentimentos de uma aliada que se sente miseravelmente descartada. Segundo Veja publicou, emissários de Roberta já deixaram claro que, se for abandonada, ela não aceitará cair sozinha.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Em uma delação, o primeiro a cair com Roberta é Lulinha, a se levar em conta as mensagens que ela tentou inutilmente apagar do seu celular: “Eles sabem que eu sou o Fábio. Fábio e eu somos uma coisa só. A gente é mesmo irmão“.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Há uma troca de mensagens entre Roberta e Lulinha em que o filho do presidente praticamente se incrimina. Foi em janeiro de 2024. Roberta planejava uma viagem à Europa, em mais um capítulo da série em que espertalhões se esbaldam à custa de brasileiros feitos de otários. Não era só lazer. Ela queria tratar de abertura de contas bancárias na Suíça. Orçamento de ricaço: R$ 100 mil por cabeça.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://medias.revistaoeste.com/wp-content/uploads/2026/08/hqxnjkrwkaa6l_u.jpeg.webp&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-size: x-small;&quot;&gt;O relato sobre o convite que recebeu para ocupar o cargo que bem quisesse no governo é uma granada que Roberta jogou no colo de Lula | Foto: Reprodução/Redes Sociais&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Lulinha, até ele, achou que aquilo podia ser demais. Beliscou o freio.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;— Roberta, a gente tá se arriscando. Não precisa… É só esperar uns poucos meses e podemos fazer isso sem medo de nada.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Esfuziante, como sempre, Roberta não deu a mínima atenção e seguiu argumentando em favor da realização da viagem. Dinheiro não era problema.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;— Então, meu amor — balbuciou Lulinha, sem firmeza —, eu não tenho dindim nem origem pra isso. Não dá preu gastar esse tanto agora… Qualquer m. não tem explicação nenhuma.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A m. já aconteceu. Pior: está acontecendo. A sequência eletrizante de novidades lembra novelas que marcaram época no tempo em que a TV aberta hipnotizava multidões às 8h da noite. Já se sabe das maquinações comprometedoras que Roberta, Lulinha e “Fefê” (Fernando Bittar) urdiam em um grupo de WhatsApp intitulado “Musaranhos”, nome de um bichinho que parece um rato de focinho alongado, com faro aguçadíssimo e necessidade de caçar e comer o tempo todo para se manter vivo. Roberta, a “musa” do grupo, era um pouco assim, insaciável. Em mensagem para Gustavo Gaspar, assessor de Weverton Rocha (PDT-MA), vice-líder do governo no Senado, ela deixou claro o que esperava de 2024, quando o tráfico de influência do grupo andava a todo vapor: “Eu quero 100 milhões esse ano. Pra mim.” Convicta de estar absolutamente a salvo de qualquer investigação, atreveu-se a ironizar a própria ambição. “Sou modesta.”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Roberta está agarrada a Lulinha, e ele a ela, ambos no centro de um furacão que abala o coração do poder com ventos de 250 quilômetros por hora. A porta do gabinete de Lula já foi arrancada a partir da demissão de “Marcola”, o assessor que operava o telefone presidencial, fazia agendas e abria portas para o lobby de Roberta e Lulinha, mediante recebimento de valores, joias e até obra de arte, cujo destinatário final pode ser ele, ou alguém a quem servisse como intermediário.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O furacão Roberta mandou tudo para os ares da curiosidade pública: malas de dinheiro, armário com maços de cédulas… Nada ficou no lugar, nesta mixórdia de ilicitudes que compõem o mais estupendo bazar de corrupção palaciana já visto no Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Diferentemente do que alegam petistas, há negócio fechado, contrato assinado e dinheiro no bolso em pelo menos um caso — a empresa de tecnologia 3Structure, que vendeu serviços para o Ministério do Desenvolvimento Social em valores que, acumulados, ultrapassam R$ 60 milhões. Em síntese, o negócio se consumou graças à atuação da RL Consultoria, iniciais de Roberta Luchsinger. Há, portanto,  “materialidade” na traficância dos Musaranhos. “Emite a NF pro Cleber”, teclou Lulinha. “Já fiz”, responde Roberta. “Boaaaaa”, exultou Lulinha. Cleber Ribas, dono da 3Structure, se diz amigo de Lulinha. Há pelo menos uma viagem que os dois fizeram juntos, com passagens pagas por Cleber.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Tudo está no Supremo Tribunal Federal, hoje uma Corte política aliada de Lula e que passa vergonha no mundo inteiro por ter destruído a Lava Jato, maior operação de combate à corrupção de que se tem notícia. A atuação solitária do ministro André Mendonça, que formalmente é o condutor das investigações sobre Lulinha, Roberta, Careca e cúmplices, não parece capaz de fazer o simples — aplicar a lei. Enfrenta um titânico consórcio de poder que está determinado a abafar os ventos de 250 quilômetros por hora produzidos pelo furacão Roberta.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Portanto, convém levar a sério a predição que ela fez para Lulinha, em mensagem que tentou deletar de seu telefone: “A gente tá em outro nível. Nosso futuro é a Suíça“. A gente, quem? Ou melhor: quem mais, além dela e do interlocutor, Lulinha?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Em 2023, em evento que celebrava a posse de Cristiano Zanin no STF, Roberta postou em sua rede social uma foto em que afetava poder e influência ao lado de Gilmar Mendes e de Alexandre de Moraes. A legenda que ela colocou na foto com dois adversários de André Mendonça na Corte é cheia de significado e de pontos de exclamação:&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;“Muito bem acompanhada!!!“&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-family: verdana;&quot;&gt;[Se você tem interesse na continuidade do blog (na rede há 21 anos: mais de 44 mil postagens e 15 milhões de acessos), considere colaborar com qualquer valor através do pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>https://otambosi.blogspot.com/2026/08/o-furacao-roberta.html</link><author>noreply@blogger.com (Orlando Tambosi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgAdNV2mjRKUXAKKAerh-_049gB_ehYUHPMvaUmFG2i9pwbXC0L22eovqEJuMbU3oGse3j-FZUpRinNzAVzQdSQhw8soGmaGwdMUCYxfZ94r2fOSf0WHL9Zlu8vIoAb4AWni1WnMN-2qNY2AL9A185cptFVELrCNDbAmXO5r5rffFOpwoq7XBi5/s72-c/06b1_ed337-910x568.jpg.webp" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item></channel></rss>