<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-17163319</atom:id><lastBuildDate>Sun, 05 Apr 2026 20:40:56 +0000</lastBuildDate><category>O</category><category>Imprensa</category><category>N</category><category>http://4.bp.blogspot.com/_t2sqbyvWbyA/TEM5V-jDYwI/AAAAAAAAH3U/Ajd48yJ_bAs/s400/tumulo+violado.jpg</category><category>.</category><category>And</category><category>Bananão</category><category>Gil</category><category>I</category><category>Lula</category><category>P</category><category>Pu</category><category>ST</category><category>ao</category><category>blogs</category><category>charge</category><category>ci</category><category>e</category><category>f</category><category>governo</category><category>humor</category><category>ideologias</category><category>mídia</category><category>petismo</category><category>re</category><category>u</category><category>é</category><title>BLOG DO ORLANDO TAMBOSI</title><description>Política, filosofia e ciência em revista.</description><link>https://otambosi.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Orlando Tambosi)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>42926</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-4856114762267631657</guid><pubDate>Sun, 05 Apr 2026 20:40:00 +0000</pubDate><atom:updated>2026-04-05T17:40:56.344-03:00</atom:updated><title>Toga combina com jato</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiVZf3yAWppegOklxt9rdpLZNqNhKU58aI_7F5AlmVeGhBk1jLsSmx6ipYEPsbhBKqXlX7k0mahtNFDa5WzH2wNwCDUHvuGcYYAs-jN0kqX1elg53jsVmdbFME8qZ4BeeTdiQU76URMNkCUqebNZaQtMNE0uybjZeq4FQqaIFJ4VpVhnxV2cEem/s1920/03_ed316.jpg.webp&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;1000&quot; data-original-width=&quot;1920&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiVZf3yAWppegOklxt9rdpLZNqNhKU58aI_7F5AlmVeGhBk1jLsSmx6ipYEPsbhBKqXlX7k0mahtNFDa5WzH2wNwCDUHvuGcYYAs-jN0kqX1elg53jsVmdbFME8qZ4BeeTdiQU76URMNkCUqebNZaQtMNE0uybjZeq4FQqaIFJ4VpVhnxV2cEem/s16000/03_ed316.jpg.webp&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Toffoli e Moraes embarcam juntos na mesma encrenca aérea. Augusto Nunes para a revista &lt;a href=&quot;https://revistaoeste.com/revista/edicao-316/toga-combina-com-jato/&quot;&gt;Oeste:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Amparada em minuciosa investigação, a Folha informou nesta semana que, entre maio e outubro de 2025, o ministro Alexandre de Moraes viajou oito vezes em jatos executivos pertencentes a empresas controladas por Daniel Vorcaro, dono do finado Banco Master. Todos os voos começaram no aeroporto de Brasília e terminaram em diferentes pistas do Estado de São Paulo. Em quatro deles, o Primeiro Carcereiro do Supremo Tribunal Federal teve a companhia da mulher, Viviane Barci de Moraes. Ela se tornou a advogada mais bem paga da história do Brasil, patrocinada pelo pivô do maior escândalo financeiro ocorrido no País do Carnaval. O contrato assinado pela dupla estabeleceu que Viviane embolsaria R$ 129 milhões para defender Vorcaro por três anos “onde fosse necessário”.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Por exemplo, no tribunal onde há quase sete anos o marido age acima da Constituição, longe da sensatez e fora da lei. Moraes exerce simultaneamente as funções de investigador, delegado, promotor e juiz. Prende, arrebenta, julga, condena, finge que solta perseguidos para imobilizá-los com tornozeleiras eletrônicas, inventa inquéritos sem prazo para acabar, impede o acesso aos autos do advogado da vítima, impõe multas de assustar dono de banco ou condena inocentes à morte por falta de atendimento médico, fora o resto. Os únicos seres que Moraes faz questão de manter em liberdade são Vorcaro e seus asseclas, todos soterrados pelas provas dos muitíssimos crimes, reunidas pelos policiais federais engajados na Operação Compliance. Pescado num dos celulares do chefe da quadrilha, o documento que oficializou o acerto entre Vorcaro e Viviane escancarou a motivação da estranha mudança.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://medias.revistaoeste.com/wp-content/uploads/2026/04/abertura-stf-mc_abr_30012026-3-1.webp&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Alexandre de Moraes viajou oito vezes em jatos executivos pertencentes a empresas controladas por Daniel Vorcaro, dono do finado Banco Master&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Moraes fez o que ninguém pode fazer impunemente, movido pela certeza de que conseguiria cumprir a cláusula não escrita que justifica as impressionantes cifras do contrato: Viviane foi contratada para que o marido todo poderoso salvasse o Master da morte e livrasse da gaiola o seu dono. Moraes não foi surpreendido por algum surto de misericórdia. Fez o que fez pensando em dinheiro. Além desses 129 milhões de motivos, excitaram a imaginação do ministro requintes e refinamentos que adoçam a vida dos ricos. Como atesta o noticiário da semana, entre eles figura um dos prazeres prediletos do ministro: viajar de jatinho sem pagar um único e escasso tostão.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;No Brasil desfigurado pelas patifarias da Era Lula, gente que se julga condenada à impunidade perpétua não perde tempo com álibis. Faz sentido. Neste primeiro quarto de século, o restante do mundo assombrou-se com o Mensalão e o Petrolão. Entre um e outro escândalo de bom tamanho, a invenção do faroeste à brasileira — deformação do original americano em que o bandido persegue o mocinho e prende o xerife — apressou inovações que garantem a boa colocação do país no ranking mundial da corrupção de elite. Foi aqui, por exemplo, que a ladroagem liderada por figurões da República ultrapassou a barreira do bilhão e a propina passou a ser medida em milhões. Aqui foi morta por excesso de eficiência a Operação Lava Jato. Aqui nasceu e continua existindo o primeiro bando do gênero que já anexou ao elenco de protagonistas dois ministros do Supremo Tribunal Federal.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Em contrapartida, não existe um só corrupto na multidão de delinquentes espalhados pelo sistema carcerário. É compreensível que os envolvidos nas bandalheiras do caso Master continuem caprichando na pose de protetores da democracia ameaçada por golpistas incuráveis. Nenhum deles parece ter perdido o sono com o derretimento do respeito pelo Supremo reiterado por pesquisas de opinião.  É difícil acreditar na punição dos superdoutores, choramingam jornalistas que convivem com integrantes do STF. Também é difícil acreditar que o Brasil decente siga engolindo sem engasgos o silêncio arrogante ou a desconversa esfarrapada dos atropeladores da lei.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://medias.revistaoeste.com/wp-content/uploads/2026/03/55168592726_268efa4f7f_o-copiar.jpg&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;É difícil acreditar na punição dos superdoutores, choramingam jornalistas que convivem com integrantes do STF&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Moraes encarregou alguém do seu gabinete de rebater as denúncias da Folha com uma nota que deixaria ruborizado o mais cínico fabricante de fake news. “As ilações da fantasiosa matéria são absolutamente falsas”, começa o desfile de mentiras. “O ministro Alexandre de Moraes jamais viajou em nenhum avião de Daniel Vorcaro ou em sua companhia.” A versão foi demolida pela própria mulher do ministro. Divulgada pelo escritório de Viviane Barci de Moraes, a nota primeiro confirma que foi cliente da Prime Aviation, empresa do grupo Master. Em seguida, garante que as incursões pelos céus do país estavam previstas no contrato recordista.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A revelação foi suavizada por uma ressalva inverossímil em mau português: “Todos os valores eram pagos, compensando os honorários advocatícios nos termos contratuais”. Tradução em língua de gente: segundo Viviane, o preço da viagem no jato executivo era descontado da bolada que recebia mensalmente. Se alguém quiser acreditar, paciência. Mas é difícil imaginar Vorcaro, um perdulário patológico, ordenando à secretária que não esquecesse de lembrar ao diretor financeiro que, naquele mês, a bolada depositada na conta da doutora Viviane seria duas viagens de jato menor.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Como ocorre há mais de seis anos, Moraes consolou-se na quinta-feira com a entrada do parceiro Dias Toffoli na mesma encrenca aérea em que se meteu. O Brasil agora sabe que, na manhã de 4 de julho de 2025, o ministro embarcou em Brasília no mesmo jato executivo da Mastertour que transportou Moraes mais de uma vez. Duas horas depois, o viajante chegou a Marília, cidade em que nasceu. No mesmo dia, a pedido do Supremo, seguranças do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região foram deslocados para Ribeirão Claro, na divisa entre São Paulo e o Paraná. Ali fica o agora famoso resort Tayayá, pivô de nebulosas negociações que transferiram também Dias Toffoli para o mundo dos milionários.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://medias.revistaoeste.com/wp-content/uploads/2026/03/01_ed313.jpg&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, ministros do STF envolvidos no caso do Banco Master&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Eles estão juntos desde a criação do interminável Inquérito dasFake News, vulgo Inquérito do Fim do Mundo. Fim de mundo é um Supremo dominado por gente assim. E assim será até que os eleitores aprendam que é o povo quem determina o destino de um país. Não custa nada usar corretamente o instrumento do voto. Basta eleger um Congresso suficientemente altivo para impedir o domínio do STF pela bancada que junta os incapazes e os capazes de tudo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b style=&quot;font-family: verdana; text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-size: x-small;&quot;&gt;[O blog tem custos. Se você aprecia a seleção de textos (sobre política, filosofia, ciência etc.) aqui apresentada diariamente, considere contribuir, com qualquer valor, para a sua manutenção. Pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;</description><link>https://otambosi.blogspot.com/2026/04/toga-combina-com-jato.html</link><author>noreply@blogger.com (Orlando Tambosi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiVZf3yAWppegOklxt9rdpLZNqNhKU58aI_7F5AlmVeGhBk1jLsSmx6ipYEPsbhBKqXlX7k0mahtNFDa5WzH2wNwCDUHvuGcYYAs-jN0kqX1elg53jsVmdbFME8qZ4BeeTdiQU76URMNkCUqebNZaQtMNE0uybjZeq4FQqaIFJ4VpVhnxV2cEem/s72-c/03_ed316.jpg.webp" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-2692667039070503208</guid><pubDate>Sun, 05 Apr 2026 20:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2026-04-05T17:30:16.112-03:00</atom:updated><title>Segunda via e meia</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEincr7903IGUu4SScplmLVvEiHlz3q6KckuOtHRoPPdOZP12d09Cfl5AQ5GjtRtA1DVH4qjhEebC3HjISYsc_R_DHuxyxnfm5D6-Xp1bSNTCLEVehNhqKOjckIjtVK0GrTrvspUc4dELYZ-IlJviuN9-gx547BCH2u-748g6tIyxehb55l3SPBE/s2560/CSE-Web-Destaque-1280x720-1.png&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;1440&quot; data-original-width=&quot;2560&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEincr7903IGUu4SScplmLVvEiHlz3q6KckuOtHRoPPdOZP12d09Cfl5AQ5GjtRtA1DVH4qjhEebC3HjISYsc_R_DHuxyxnfm5D6-Xp1bSNTCLEVehNhqKOjckIjtVK0GrTrvspUc4dELYZ-IlJviuN9-gx547BCH2u-748g6tIyxehb55l3SPBE/s16000/CSE-Web-Destaque-1280x720-1.png&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Ronaldo Caiado entra na disputa pelos eleitores de direita. Duda Teixeira, Guilherme Resck e Paulo Melo para a &lt;a href=&quot;https://crusoe.com.br/noticias/segunda-via-e-meia/&quot;&gt;Crusoé:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A tão falada terceira via ainda não deu as caras nas eleições de 2026.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O lançamento da pré-candidatura de Ronaldo Caiado pelo PSD na segunda, 30 de março, frustrou quem esperava um nome capaz de romper a polarização entre o lulismo e o bolsonarismo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Caiado não é de centro. É de direita.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;No discurso de lançamento de sua pré-candidatura, ele deixou claro seu lado, ao afirmar que defenderá uma “anistia ampla, geral e irrestrita” — uma bandeira do bolsonarismo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Se a escolha do cacique do PSD, Gilberto Kassab, recaísse sobre Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, o nome do partido disputaria votos com Lula, e talvez até com Jair Bolsonaro.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Kassab, contudo, entendeu que não existe a possibilidade de tirar votos de Lula, que é hegemônico na esquerda.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;“Kassab avaliou provavelmente corretamente que o estoque de votos disponível para o Eduardo Leite na esquerda é menor do que o estoque disponível de votos na direita”, afirma o cientista político Leonardo Barreto, colunista de Crusoé.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Pelas pesquisas, cerca de metade dos eleitores hoje com Flávio estariam disponíveis a ouvir uma proposta diferente. É a direita não bolsonarista, que quer o melhor candidato para enfrentar Lula.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Isso mostra que, se quiser ir para o segundo turno, Caiado terá de atrair os brasileiros que se inclinaram a votar em Flávio após o lançamento de sua pré-candidatura, no final do ano passado.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;b&gt;Flávio Bolsonaro&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Caiado não poderá criticar diretamente Flávio, porque isso afugentaria os eleitores de direita. O jeito então será mandar mensagens cifradas para o eleitor do filho do ex-presidente.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Foi o que ele fez no lançamento de sua pré-candidatura na segunda, 31.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;“O PT teve cinco eleições no país depois do regime militar. No entanto, nós [a direita] ganhamos uma eleição. Depois, ele [Lula] voltou. É importante que todos entendam que o desafio não é ganhar a eleição do PT apenas, isso daí é fácil. Sem dúvida alguma, no segundo turno ele estará batido. O difícil é governar para que o PT não seja mais opção no país”, afirmou o ex-governador de Goiás, dando a entender que Lula só voltou ao Palácio do Planalto porque Jair Bolsonaro não fez um bom governo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Depois, o pré-candidato destacou que Flávio não tem experiência de governo, sem citar seu nome.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;“Meu velho pai me ensinou: não se aprende a governar sentado na cadeira de Presidência da República. [Flávio] não teve essa experiência, não acumulou essa vivência de como tratar com o Congresso, com o Supremo, com os outros governadores. Então, o ímpeto da idade às vezes ultrapassa o momento de equilíbrio”, afirmou.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Aliados próximos do ex-governador confirmam que o embate direto com Flávio Bolsonaro não faz parte da estratégia neste momento.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O filho do ex-presidente é tratado como concorrente, não como adversário.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Se houver confronto, a tendência é que ocorra no campo das ideias, com comparações de experiência e capacidade de gestão, como já acontece, sem ataques diretos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;b&gt;Pneu sobressalente&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Com cerca de 4% nas pesquisas, Caiado tem muito chão até encostar em Flávio, que aparece com 40% nas pesquisas.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Se o quadro não mudar, a estratégia provavelmente será manter a posição, na esperança de substituir Flávio caso a campanha do filho do ex-presidente encontre algum problema.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;“Caiado é o pneu sobressalente do bolsonarismo. Se acontecer qualquer coisa e o pneu do Flávio Bolsonaro furar, como um processo, uma denúncia, uma coisa inesperada, uma derrapagem na curva, o Caiado poderia oferecer um projeto político parecido e atrair esses votos”, diz o estrategista eleitoral Roberto Reis, colunista de Crusoé.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;“Caiado não é favorito. Está longe disso. Mas pode ser uma alternativa caso aconteça algum imprevisto com Flávio”, diz Reis.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;b&gt;O plano&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A campanha tentará posicionar Caiado com foco em gestão, entrega de resultados e experiência administrativa. Seu discurso será menos ideológico e mais voltado à capacidade de governar.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Caiado deve explorar ao máximo sua trajetória à frente do governo de Goiás (ele deixou o posto no dia 31 de março), destacando indicadores de segurança pública, educação e equilíbrio fiscal como vitrines da campanha.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;“A disputa ideológica já está dada. O eleitor já sabe quem é Lula e quem é o Flávio. O Caiado vai puxar o debate para outro campo, o da entrega, do que foi feito em Goiás e do que pode ser feito em todo o país”, dizem pessoas próximas ao ex-governador de Goiás.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A equipe de Caiado tentará ampliar sua presença em regiões onde ainda é pouco conhecido, com eventos, alianças políticas e inserções na mídia e nas redes sociais voltadas a furar a bolha do eleitorado mais politizado e alcançar a base que define eleição.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A avaliação é que tanto Lula quanto Flávio já têm imagens consolidadas, enquanto Caiado tentará deslocar o debate para o campo da gestão e das propostas, forçando os adversários a responderem sobre desempenho administrativo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A expectativa é que esse movimento ganhe tração ao longo do segundo semestre, quando a campanha entra em fase mais intensa e o eleitor passa a comparar nomes, propostas e capacidade de entrega.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;“Não deve haver mudança relevante nas pesquisas até agosto porque a eleição ainda não começou para o eleitor comum. Hoje, quem acompanha é uma bolha muito restrita. A campanha só ganha escala quando entram televisão, debates e toda a estrutura de comunicação ao mesmo tempo. É nesse momento que o eleitor compara nomes e as pesquisas começam a se mexer de fato. Vamos aparecer nesse momento”, diz um aliado próximo do pré-candidato.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;PSD&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Entre as dificuldades que Caiado encontrará pela frente, estão a verba rala do fundo eleitoral do PSD e a falta de cooperação de membros de seu partido em alguns estados.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Kassab quer aumentar o número de deputados federais do PSD, pois é esse dado que determina o montante do fundo partidário.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Ele quer emplacar pelo menos oitenta deputados na Câmara. São eles que devem receber a maior fatia do caixa do PSD.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Além disso, vários membros de esquerda do PSD preferem se aliar a Lula do que a Caiado para vencerem em seus estados.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;“Em vários aeroportos do Brasil, Caiado não terá ninguém do PSD para recebê-lo”, diz Leonardo Barreto.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O diretório da sigla na Bahia já estabeleceu que vai apoiar Lula na eleição presidencial, por causa da popularidade do petista no estado.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A informação foi confirmada à reportagem pelo deputado federal Paulo Magalhães, que elogia Caiado, mas ressalta que o martelo já foi batido no estado nordestino.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Para o parlamentar, Lula vencerá a eleição presidencial com expressiva vantagem para o segundo colocado.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O diretório carioca do PSD também estará com o petista. “Aqui a gente tem um compromisso com o presidente Lula, em função de tudo que ele fez pela cidade. Então, o Rio é diferente. Aqui seguimos a orientação do Eduardo Paes&quot;, afirma a deputada federal Laura Carneiro.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;No PSD, também há parlamentares que veem Caiado com entusiasmo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;“Eu avalio a posição do Ronaldo Caiado como muito favorável. Ele teve ótima gestão como governador, principalmente na área de segurança. Também tem experiência como parlamentar, como deputado, como senador”, diz o deputado federal Luiz Gastão (CE).&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A vinculação de Caiado com o agronegócio repercute em vários estados do Brasil, como o Acre.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&quot;Aqui no meu estado, por causa das pessoas que atuam no agronegócio, ele tem uma aceitação muito boa. Eu acredito, sim, que ele pode surpreender e estar no segundo turno&quot;, diz o senador acreano Sérgio Petecão.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&quot;O Caiado está anos-luz à frente do Flávio. O cara é um médico, é muito preparado, foi senador, foi governador, então tem muito mais experiência do que o Flávio, que é meu amigo, mas não dá para comparar&quot;, diz Petecão.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Daqui a seis meses, em 4 de outubro, os brasileiros saberão se a estratégia do experiente político deu certo e o Brasil poderá virar à direita ou se fracassou como em 1989 — quando Caiado recebeu menos de 1% dos votos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b style=&quot;font-family: verdana; text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-size: x-small;&quot;&gt;[O blog tem custos. Se você aprecia a seleção de textos (sobre política, filosofia, ciência etc.) aqui apresentada diariamente, considere contribuir, com qualquer valor, para a sua manutenção. Pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;</description><link>https://otambosi.blogspot.com/2026/04/segunda-via-e-meia.html</link><author>noreply@blogger.com (Orlando Tambosi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEincr7903IGUu4SScplmLVvEiHlz3q6KckuOtHRoPPdOZP12d09Cfl5AQ5GjtRtA1DVH4qjhEebC3HjISYsc_R_DHuxyxnfm5D6-Xp1bSNTCLEVehNhqKOjckIjtVK0GrTrvspUc4dELYZ-IlJviuN9-gx547BCH2u-748g6tIyxehb55l3SPBE/s72-c/CSE-Web-Destaque-1280x720-1.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-3002913752566841590</guid><pubDate>Sun, 05 Apr 2026 20:18:00 +0000</pubDate><atom:updated>2026-04-05T17:18:13.314-03:00</atom:updated><title>Quatro modelos de &quot;sistema internacional&quot;</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjEwJWqLQFCru1YgRHJE6ycQtk0bgTidMrX6jrCOwkEF3BEbL8kiVOreK5Lrl9ow1OZdqsGCDLs9bZNjLS7zCbcMJnPF8dLA0flgDS9gc2e6XYJ1zjIfpb3_pou7KGLMFth6Ni3_-SwR6rINlT8jOBWpl8jXJkA5b87-cDliyqRNr8WZ-uzAae9/s360/dventura-miguel-morgado-4-scaled.webp&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;359&quot; data-original-width=&quot;360&quot; height=&quot;199&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjEwJWqLQFCru1YgRHJE6ycQtk0bgTidMrX6jrCOwkEF3BEbL8kiVOreK5Lrl9ow1OZdqsGCDLs9bZNjLS7zCbcMJnPF8dLA0flgDS9gc2e6XYJ1zjIfpb3_pou7KGLMFth6Ni3_-SwR6rINlT8jOBWpl8jXJkA5b87-cDliyqRNr8WZ-uzAae9/w200-h199/dventura-miguel-morgado-4-scaled.webp&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A “paz perpétua” visou atacar as raízes da propensão para a guerra, sem paliativos: a independência dos Estados, a desigualdade entre eles e o que tornava a guerra menos custosa. Miguel Morgado para o &lt;a href=&quot;https://observador.pt/opiniao/quatro-modelos-de-sistema-internacional/&quot;&gt;Observador:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Na longa reflexão sobre a guerra e a paz, as diferentes épocas históricas criaram as suas próprias representações do que seria um sistema finalmente pacífico e justo. Foram diferentes as conceptualizações do que formaria um “sistema internacional” (passando o anacronismo) que resolvesse finalmente a tragédia e o problema das guerras em cadeia. Do ponto de vista europeu, fomos deslizando entre diferentes soluções de um mal que produzia danos políticos e comprometia padrões morais. A solução devia ser primeiramente política e, se fosse possível, moral também. E tantos séculos depois as opções continuam essencialmente as mesmas.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;É verdade que, depois do Império romano, a ideia do “império universal”, que impunha a paz a partir de uma posição de superioridade radical sobre vizinhos e aliados, se tornou impraticável – e mais tarde inaceitável. Todavia, mais recentemente a ideia de que a solução para a paz no mundo caberia à iniciativa de uma hegemonia unipolar benevolente, em qualquer caso americana, não deixou de aparecer nas últimas décadas aos olhos de alguns em ambas as margens do Atlântico como uma solução preferível, e até superiormente confortável. Conveio sempre que essa ideia fosse sujeita a uma retórica de repúdio, mas uma parte dessa retórica era autêntica, a outra parte servia para salvar aparências e esconder impotências.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Nos escombros do Império, o Cristianismo consolidou uma tradição diferente: a de que a guerra devia ser autorizada (pela justiça) e regrada (pelo direito). Depois dos Romanos, mas não sem a influência de um deles, foram séculos de reflexão e normatização da prática da guerra e da celebração da paz. Dito de forma simples, a guerra só podia ser travada se fosse justa. E para ser justa devia obedecer a determinados requisitos. Houve muita discussão sobre os requisitos, mas não sobre esse encadeamento: de uma ideia de justiça para a autorização de (um certo tipo de) guerra; e a justiça não proibia a guerra enquanto tal, mas apenas a que fosse movida pela injustiça e geradora dos seus frutos azedos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Daqui foi um salto para a consideração de que se devia consolidar um direito internacional – um “direito dos povos” – que regrasse as relações entre os mesmos, definindo as razões aceitáveis para a guerra e os pretextos inaceitáveis para ela. Mas, se a guerra enquanto tal não era inteiramente proibida, seria preciso, então, moralizá-la, e não só estabelecendo os tais requisitos para a sua justificação. Tornava-se indispensável estabelecer as normas do que era, em concreto, autorizado na prática da guerra e do que era proibido nas acções de uma guerra mesmo que justa.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Parecia que se tinha encontrado uma formulação que ajudaria senão a pacificar o mundo por inteiro, pelo menos a reduzir a frequência, a intensidade e a violência da guerra. Porém, as objecções tradicionais associadas à normatização da política internacional rapidamente apareceram. Quem seria o juiz e a autoridade acima das partes em conflito que julgaria os casos concretos à luz destas normas? E que entidade seria universalmente respeitada, ou suficientemente forte, para fazer acatar os seus julgamentos? Em tempos, parecia que a autoridade do Papa podia proporcionar uma tal sede de soberania. Mas as fraquezas da natureza humana, as limitações da Igreja de Roma e sobretudo a Reforma protestante, que fracturou a autoridade universal do Papa, destruíram pela base estes sonhos de paz e de justiça. Não por coincidência a ideia de “equilíbrio do poder” ganhou corpo e adeptos no século XVIII.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Descrendo nas ilusões do direito, mas apostada em evitar a guerra, a concepção do “equilíbrio do poder” propunha uma abordagem mecanicista ao problema da paz. Um “sistema internacional” não era outra coisa senão um espaço de colisões de “poderes”. E os poderes só podiam ser travados por poderes de dimensão idêntica. Assim, os sistemas de alianças deviam ser ajustáveis, não a edificantes considerações morais, mas às necessidades mecânicas do equilíbrio do poder. A teoria era sofisticada, suficientemente prática para orientar os governos nas suas políticas externas e chegou a ser reactualizada na corrida ao armamento nuclear durante a Guerra Fria com a designação mais assustadora de “equilíbrio do terror”.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Mas, assim que essa tese nasceu, outra apareceu que se lhe contrapôs. Foi contra a fria e desapiedada amoralidade desta representação do “sistema internacional” que o mesmo século XVIII fez aparecer pela cabeça de três homens extraordinários um sistema que refutasse e transcendesse o “equilíbrio do poder”. A esse sistema o primeiro desses três setecentistas chamou “paz perpétua” e os outros dois imitaram-no.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O sistema da paz perpétua ainda hoje amarra a consciência europeia na consideração destes assuntos. Não é, nem nunca foi, um delírio, nem uma utopia. No fundo, partia da ideia de que a concepção do “equilíbrio do poder” não resolvia conceptualmente o problema de base, e revelava-se na prática muito susceptível a falhar. A “paz perpétua” visou, desde o primeiro momento, atacar as raízes da propensão para a guerra, sem paliativos: a independência dos Estados, a desigualdade entre eles e os sistemas políticos internos que tornavam a guerra ardilosamente menos custosa para as elites governantes que as promoviam – e, convém não esquecer, mais barata de financiar. Com este diagnóstico, os remédios a adoptar tornavam-se mais fáceis de identificar. Instituir associações de diferentes tipos entre os Estados de modo a criar uniões políticas da paz, com mecanismos internos de arbitragem dos conflitos sem recurso à guerra, seria o meio indispensável. Era uma combinação de triunfo da engenharia institucional com a presença prática do direito e da moral. E, assim, a paz ocuparia gradualmente ocupando o espaço do mundo e os seus benefícios seriam colhidos pelos povos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Em 2026, os europeus estão com graus variáveis de sucesso a tentar gerir a sua própria perplexidade na interpretação do mundo. Além da perplexidade na interpretação, vence-nos também a dificuldade em sequer pensar o que pode afinal ser uma acção política benévola que vá além dos discursos vazios e dos apelos esgotados. Apesar de tanto progresso, continuamos a oscilar e, por vezes, a misturar as quatro opções que nos foram legadas. Talvez não haja outras para nós. O resto do mundo é que pode ter outras ideias e outras intenções.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b style=&quot;font-family: verdana; text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-size: x-small;&quot;&gt;[O blog tem custos. Se você aprecia a seleção de textos (sobre política, filosofia, ciência etc.) aqui apresentada diariamente, considere contribuir, com qualquer valor, para a sua manutenção. Pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;</description><link>https://otambosi.blogspot.com/2026/04/quatro-modelos-de-sistema-internacional.html</link><author>noreply@blogger.com (Orlando Tambosi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjEwJWqLQFCru1YgRHJE6ycQtk0bgTidMrX6jrCOwkEF3BEbL8kiVOreK5Lrl9ow1OZdqsGCDLs9bZNjLS7zCbcMJnPF8dLA0flgDS9gc2e6XYJ1zjIfpb3_pou7KGLMFth6Ni3_-SwR6rINlT8jOBWpl8jXJkA5b87-cDliyqRNr8WZ-uzAae9/s72-w200-h199-c/dventura-miguel-morgado-4-scaled.webp" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-2021784501551254178</guid><pubDate>Sun, 05 Apr 2026 20:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2026-04-05T17:14:35.819-03:00</atom:updated><title>O Calvário do Século XXI: o silêncio sobre a perseguição cristã.</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjyNPQ2Gi8odqZ65vPhJ9OBVJUH9plDqfnmTRrk9sGpx1yNvZOs3G9HXClDVp_jmGx5oJsDk_JjinJ6s4ZQG-qfxfpAatbbk_61afnJa799RKLRa7RD3JKQgfyuBAWk1p6Db2e8lMpyGFeeK7Pmd0C9InDWMIBmJ5EhdcHBjZMaUuXTuWIm8eS0/s360/nuno-nabais-freire-png.webp&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;360&quot; data-original-width=&quot;360&quot; height=&quot;200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjyNPQ2Gi8odqZ65vPhJ9OBVJUH9plDqfnmTRrk9sGpx1yNvZOs3G9HXClDVp_jmGx5oJsDk_JjinJ6s4ZQG-qfxfpAatbbk_61afnJa799RKLRa7RD3JKQgfyuBAWk1p6Db2e8lMpyGFeeK7Pmd0C9InDWMIBmJ5EhdcHBjZMaUuXTuWIm8eS0/w200-h200/nuno-nabais-freire-png.webp&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A perseguição aos cristãos é o sintoma de um mundo que, ao tentar apagar as suas raízes, perde a sua bússola moral. Nuno Nabais Freire para o &lt;a href=&quot;https://observador.pt/opiniao/o-calvario-do-seculo-xxi-o-silencio-sobre-a-perseguicao-crista-tem-de-acabar/&quot;&gt;Observador:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;À medida que nos aproximamos da Páscoa, o momento mais alto do calendário cristão, a narrativa da Ressurreição confronta-se com uma realidade crua e, para muitos, inconveniente: a “crucificação” sistemática de milhões de crentes em pleno ano de 2026. Falar de perseguição religiosa hoje exige coragem para evitar o “concurso mediático” de vitimização, mas exige, acima de tudo, o rigor de admitir que os cristãos são, atualmente, o grupo mais perseguido do planeta.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;b&gt;Das Catacumbas ao Eixo do Mundo&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O Cristianismo não nasceu nos palácios, mas nas margens e nas catacumbas. Surgiu como uma seita dissidente no Império Romano, pregando uma dignidade humana que chocava com as hierarquias da época. Ao longo de dois milénios, esta fé transformou-se na espinha dorsal do Ocidente. De um pequeno grupo de apóstolos, tornou-se uma força de 2,6 mil milhões de pessoas.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;No entanto, este percurso não foi uma linha reta de santidade. Para contar a história “de uma porta à outra”, temos de ter a honestidade intelectual de olhar para o que de mal se fez em nome da fé.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;b&gt;De Religião Perseguida a Eixo da Civilização&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;É impossível compreender a dimensão do Cristianismo sem olhar para o momento em que a Cruz se cruzou com a Águia Imperial. Quando, no século IV, o Império Romano adotou o Cristianismo, primeiro com a tolerância de Constantino e depois como religião oficial com Teodósio, a fé cristã ganhou uma projeção sem precedentes. Roma deu ao Cristianismo a sua língua, o seu direito e as suas estradas, transformando uma mensagem espiritual numa estrutura civilizacional. Foi esta simbiose que potenciou o Cristianismo como o grupo religioso de maior impacto no nosso hemisfério, as fundações do que hoje chamamos ‘Ocidente’ foram lançadas sobre o cimento romano e a ética cristã. Portugal, Espanha e o resto da Europa não foram apenas herdeiros de Roma, foram os seus continuadores, levando este simbolismo a todos os cantos do mundo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;b&gt;Guerras, Cismas e Inquisição&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Não podemos ignorar as cicatrizes que a própria Igreja infligiu ao mundo e a si mesma. Do Grande Cisma de 1054 às guerras sangrentas da Reforma e Contra-Reforma, o nome de Cristo foi usado, por vezes, como estandarte para o poder e a exclusão. Houve perseguições, houve a Inquisição, houve o uso da cruz para justificar abusos coloniais.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Reconhecer isto não é “enterrar” a fé é purificá-la. Santo Agostinho já nos falava da tensão entre a Cidade de Deus e a Cidade dos Homens. A natureza humana não é uma esfera perfeita, é, como o nosso planeta, um geoide: irregular, achatada nos polos, cheia de imperfeições. Aprender com esses erros do passado é o que nos permite exigir, hoje, uma tolerância que o mundo parece ter esquecido de nos retribuir.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;b&gt;Os Números de 2026&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Se o passado teve as suas sombras, o presente é um grito de socorro que o “politicamente correto” tenta abafar. Segundo os dados mais recentes 388 milhões de cristãos sofrem perseguição ou discriminação severa. Ou seja, 1 em cada 7 cristãos no mundo vive sob ameaça.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Entre outubro de 2024 e setembro de 2025, registaram-se 4.849 mortos confirmados apenas pela sua fé.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;15 países atingiram o nível de perseguição “Extremo”, com a Coreia do Norte a liderar o ranking do silêncio e da morte, e a Nigéria a consolidar-se como o lugar mais letal do mundo para quem usa uma cruz ao pescoço.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Da planície de Nínive, no Iraque, onde a Igreja corre o risco de extinção em terras onde se fala o aramaico de Jesus, até aos regimes autoritários da China e da Nicarágua, ser cristão tornou-se um ato de resistência heroica. No Burkina Faso e em Moçambique, o extremismo jihadista avança sobre comunidades que são “perseguidas e esquecidas”.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;b&gt;O Geoide da Natureza Humana&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Por que é que o mundo hesita em defender os cristãos? Talvez porque o Cristianismo, ao ser o pilar da nossa civilização, é visto como “o forte”, mesmo quando os seus fiéis estão a ser massacrados na Nigéria ou presos no Paquistão.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Filosoficamente, temos de entender que a tolerância não é a ausência de convicções, mas o respeito pela integridade do Outro. Como defendia o teólogo Dietrich Bonhoeffer, ele próprio vítima do nazismo, “o silêncio face ao mal é, em si mesmo, mal”. Se a natureza humana é este geoide imperfeito, a nossa única hipótese de aproximação à “esfera perfeita” da justiça é através do reconhecimento da dignidade universal.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Se a natureza humana é este geoide imperfeito, a nossa única hipótese de aproximação à ‘esfera perfeita’ da justiça é através do reconhecimento da dignidade universal. Temos de aceitar que a liberdade não é um estado de repouso ou um dado adquirido da História, mas uma construção precária que exige manutenção constante. Tal como a geometria da Terra ensina nos que a perfeição é uma ilusão de ótica, a liberdade religiosa é um terreno acidentado que exige vigilância diária contra a erosão causada pelo preconceito e pelo ódio.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Não podemos aceitar que esta liberdade seja vista como um luxo ocidental, ela é um direito inerente. A perseguição aos cristãos é o sintoma de um mundo que, ao tentar apagar as suas raízes, perde a sua bússola moral. Embora não sejamos perfeitos, temos a capacidade única de aprender com o sangue derramado, tanto o que os nossos antepassados fizeram correr, como o que hoje corre nas veias dos nossos irmãos no Oriente e em África. Terminar este texto sem denunciar que o povo de Cristo é, hoje, o alvo principal do ódio global seria uma omissão imperdoável. Que esta Páscoa seja mais do que tradição: que seja um compromisso com a verdade e com a proteção daqueles cujo único crime é a fé que professam&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;b&gt;P.S.&lt;/b&gt; — Para quem lê estas linhas, saiba que quem as escreve é um católico apostólico romano de fé inabalável. E digo inabalável porque, veja-se bem, sou Sportinguista e acredito em Fátima. Se consigo conciliar a esperança de um título com a devoção ao milagre, acredito piamente que podemos encaixar todos neste mundo, desde que a tolerância deixe de ser um slogan e passe a ser um comportamento. Afinal, se o Sporting ensina nos  a paciência e Fátima ensina nos a esperança, o mundo só precisa de aprender a respeitar quem acredita.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b style=&quot;font-family: verdana; text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-size: x-small;&quot;&gt;[O blog tem custos. Se você aprecia a seleção de textos (sobre política, filosofia, ciência etc.) aqui apresentada diariamente, considere contribuir, com qualquer valor, para a sua manutenção. Pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;</description><link>https://otambosi.blogspot.com/2026/04/o-calvario-do-seculo-xxi-o-silencio.html</link><author>noreply@blogger.com (Orlando Tambosi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjyNPQ2Gi8odqZ65vPhJ9OBVJUH9plDqfnmTRrk9sGpx1yNvZOs3G9HXClDVp_jmGx5oJsDk_JjinJ6s4ZQG-qfxfpAatbbk_61afnJa799RKLRa7RD3JKQgfyuBAWk1p6Db2e8lMpyGFeeK7Pmd0C9InDWMIBmJ5EhdcHBjZMaUuXTuWIm8eS0/s72-w200-h200-c/nuno-nabais-freire-png.webp" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-8879662018798300776</guid><pubDate>Sun, 05 Apr 2026 20:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2026-04-05T17:12:23.614-03:00</atom:updated><title>Dostoiévski e a porta estreita</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgZJZi-Z9rwBtawpxVISyDNWkZ5512JGMd8CouwjynEic__z4y-HX17m1fFYU-q-kNQuUP4-Bp9IhGWl1vDHk-9k0TVWQjdKV5S_vhYM3Gd6SNkgk9t2bWgPce4B6UxE89BXD0O98FlnIq9z-efWblBzyOKo2PIW05XU1qvbhTYpzhkjk_JYZtr/s360/foto_jaimepinto%20(1).webp&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;360&quot; data-original-width=&quot;360&quot; height=&quot;200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgZJZi-Z9rwBtawpxVISyDNWkZ5512JGMd8CouwjynEic__z4y-HX17m1fFYU-q-kNQuUP4-Bp9IhGWl1vDHk-9k0TVWQjdKV5S_vhYM3Gd6SNkgk9t2bWgPce4B6UxE89BXD0O98FlnIq9z-efWblBzyOKo2PIW05XU1qvbhTYpzhkjk_JYZtr/w200-h200/foto_jaimepinto%20(1).webp&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Dostoiévski é um dos grandes conhecedores do Homem nos seus dilemas, nas suas inquietações, no seu desespero ou esperança, na sua oscilação entre Deus e o Demônio, o Bem e o Mal. Jaime Nogueira Pinto para o &lt;a href=&quot;https://observador.pt/opiniao/dostoievski-e-a-porta-estreita/&quot;&gt;Observador:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O tempo de Páscoa é um tempo marcado pelo Mistério, pelos mistérios da Fé e pela simbologia solene que encerram; um tempo em que nos confrontamos com o essencial despido de tudo, com a morte e a promessa de vida nova, com as nossas escolhas, sempre livres e possíveis, entre o Bem e o Mal, com as nossas fraquezas e pecados, com o mistério deste mundo e dos calvários deste mundo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Como é que um Deus infinitamente bom e poderoso, que conhece e ama todos os Seus filhos, permite o Mal, ainda que em nome da Liberdade? Esse Mal que devasta a terra dos vivos, que reinou nos Gulags comunistas e nos campos de extermínio do Terceiro Reich, que se precipitou sobre Hiroshima, que mata crianças em Gaza e as trafica na EuroAmérica para pedófilos ricos e poderosos; um Mal que parece uma praga incompreensível, que às vezes toma conta de nós e do mundo, mesmo dos que somos crentes e estamos avisados contra ele. Se há, nesta Terra, mestres em tudo isto, um deles é Fiódor Dostoievski (1821-1881). Com Tolstoi, Dostoievski é um dos grandes conhecedores e problematizadores da natureza humana do século XIX; do Homem nos seus dilemas morais, nas suas inquietações essenciais, no seu desespero ou esperança, na sua tragédia ou redenção, na sua oscilação entre Deus e o Demónio, o Bem e o Mal.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Naqueles anos em que lemos com paixão, como que possuídos, fascinados pela narrativa, foi também nos enredos e nas personagens de Dostoievski, n’Os Irmãos Karamázov, no Crime e Castigo, n’Os Demónios, que achei respostas ou caminhos de resposta para dúvidas e perplexidades viscerais. As primeiras leituras são assim, leituras em que nos deixamos possuir apaixonadamente pela história, pela trama. Mas em Dostoievski há sempre uma ética subjacente à trama, na polifonia de personagens que têm vida própria, realidade, que enfrentam situações concretas, mas que também representam valores, princípios, modos de viver e de estar na vida que implicam quase sempre uma discussão e confrontação filosófica.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Os irmãos Karamázov são três, com três modos de viver e de estar na vida: Dimítri, o mais velho, vive pelos sentidos e pelas paixões e é ousado e violento; Ivan, o do meio, é racional e ateu, com uma costela cínica e voltairiana (Deus não existe, logo, tudo é permitido; mas é bom que “alguns” – os servos, os pobres – acreditem n’Ele, para que se mantenham obedientes e disciplinados); e Aliócha, o mais novo, vive em Cristo e com Cristo. Dostoievski vê em Aliócha, na sua fé e espiritualidade, a salvação da Rússia, entre o reaccionarismo do velho pai, Fiódor, no mundo da servidão e da submissão, e o racionalismo revolucionário e ateu de Ivan.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Acabou também por prever nos seus livros o mal político que viria com os bolcheviques, com Lenine e Estaline: n’Os Demónios, os “demónios” que vêm do Ocidente materialista, nihilista e ateu são representados por Píotr Verkhóvenski, um revolucionário cínico e manipulador, talvez inspirado em Nechaev, que usa o socialismo como utopia para ganhar o apoio popular e legitimar a violência; e por Kiríllov, um “nihilista metafísico”, que potencia e repete obsessivamente a ideia de Ivan Karamázov de que, se Deus não existe, tudo é permitido – acrescentando-lhe que, não existindo Deus, qualquer um pode impôr-se como deus. Alexander Soljenítsin, escrevendo em 1993, confirma este carácter profético da escrita de Dostoievski: “Muitos celebraram o século XX como um século de preclara razão, de modo algum imaginando os horrores canibalísticos que ia trazer. Só Dostoievski, parece, previu a vinda do totalitarismo”.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Contra o deus do dinheiro do capitalismo burguês – o deus do pai Karamázov – e para exorcizar a sua tirania, os bolcheviques criaram, a partir dos textos de Marx e Engels, um sistema tão materialista como o do reino do Capital; um sistema que, em nome da Justiça, do Trabalho e da dignidade do Trabalhador, construiu uma sociedade fechada, tirânica, em que uma burocracia de serventuários e funcionários fanáticos do novo poder governava em nome da Utopia, servindo novos tiranos – Estaline, Mao, Ceausescu, Pol Pot, Enver Hodja, as dinastias comunistas da Coreia do Norte, os cleptocratas do chavismo e das ditaduras comunistas africanas. É claro que no cristianismo ortodoxo de Dostoievski entra também alguma política; ou melhor, alguma geopolítica, principalmente o pan-eslavismo e a hostilidade à Europa Ocidental liberal; uma hostilidade também marcada pela aliança franco-inglesa e italiana com os turcos contra a Rússia, na guerra da Crimeia, que Dostoievski vê como uma traição ao Cristianismo e condena explicitamente no Diário de um Escritor.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Para entender o que opôs, na Rússia, os eslavófilos aos ocidentalistas são importantes os escritos de Vladimir Soloviev, Piotr Chaadáiev e Nicolai Berdiaev sobre a “ideia russa”; uma ideia filiada na “Terceira Roma” de Philoteus de Yelizanov, mas que, acima de tudo, se traduzia naquilo que um crítico resumiu como “um conceito de moral universal sob uma forma patriótica”.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Para Dostoievski e o seu “meta-realismo”, havia uma real oposição e bipolarização entre o cristianismo ortodoxo russo e o ateísmo materialista ocidental, também presente na Rússia do seu tempo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Nos Irmãos Karamázov, Ivan, racionalista e ateu, sublinha o carácter contraditório do “sofrimento dos inocentes”, da presença do Mal num mundo governado por um Deus bom e todo-poderoso. E é ele que conta a Aliócha a Lenda do Grande Inquisidor: Cristo volta à Terra, onde os homens têm liberdade, liberdade para se salvarem, mas também para se perderem. E é por isso que o Grande Inquisidor julga e condena o filho de Deus: pelo trágico erro de dar aos homens a liberdade que leva ao sofrimento. Ficariam melhor e seriam mais felizes na correcção forçada, obediente, cega e segura. Aliósha não responde e beija o irmão. Como Cristo não responde e perdoa os seus algozes. Nesta Páscoa, que Deus nos guarde da falsa segurança, da correcção amorfa e da felicidade fácil que nos afastam da porta estreita e da única vida que vale a pena viver.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;i&gt;Santa Páscoa.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;b style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-size: x-small;&quot;&gt;[O blog tem custos. Se você aprecia a seleção de textos (sobre política, filosofia, ciência etc.) aqui apresentada diariamente, considere contribuir, com qualquer valor, para a sua manutenção. Pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>https://otambosi.blogspot.com/2026/04/dostoievski-e-porta-estreita.html</link><author>noreply@blogger.com (Orlando Tambosi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgZJZi-Z9rwBtawpxVISyDNWkZ5512JGMd8CouwjynEic__z4y-HX17m1fFYU-q-kNQuUP4-Bp9IhGWl1vDHk-9k0TVWQjdKV5S_vhYM3Gd6SNkgk9t2bWgPce4B6UxE89BXD0O98FlnIq9z-efWblBzyOKo2PIW05XU1qvbhTYpzhkjk_JYZtr/s72-w200-h200-c/foto_jaimepinto%20(1).webp" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-5170978962412470086</guid><pubDate>Sun, 05 Apr 2026 19:56:00 +0000</pubDate><atom:updated>2026-04-05T16:56:27.727-03:00</atom:updated><title>A supérfluas etiquetas de esquerda e direita</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhZnJkpqZkphcXvdS-Khy-eYTQ0tNDge9jgs8nPtWb7Fqgb_QzoVXPau-6yu9ashpwl5vA_9EyE77NZl0SyHM8AGPDMhIlMKwF_xyRkRNhMsyVACyXO4uMXoW7yxEk4kG0qmFk_94u0CMg7zeErib2KQPPRcmz1zbyTkrGwSw4JtaJ63oeSbsJM/s1200/Jaime-oreja_6-copia-2-1200x675.jpg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;675&quot; data-original-width=&quot;1200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhZnJkpqZkphcXvdS-Khy-eYTQ0tNDge9jgs8nPtWb7Fqgb_QzoVXPau-6yu9ashpwl5vA_9EyE77NZl0SyHM8AGPDMhIlMKwF_xyRkRNhMsyVACyXO4uMXoW7yxEk4kG0qmFk_94u0CMg7zeErib2KQPPRcmz1zbyTkrGwSw4JtaJ63oeSbsJM/s16000/Jaime-oreja_6-copia-2-1200x675.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;No podemos darnos el lujo imbécil de arrinconar en el desván de la historia a alguien como Jaime Mayor Oreja para &lt;a href=&quot;https://theobjective.com/elsubjetivo/opinion/2026-04-05/perseverancia-necesaria/&quot;&gt;The Objective:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Yo no me he dedicado realmente a la &lt;a href=&quot;https://theobjective.com/espana/politica/&quot;&gt;política&lt;/a&gt; por lo mismo que nunca he formado parte de un coro de ópera ni de un equipo de atletismo: por falta de aptitudes. Pero he tratado a bastantes &lt;a href=&quot;https://theobjective.com/etiqueta/politicos/&quot;&gt;políticos&lt;/a&gt; de cerca y he intentado ayudarles en su imprescindible tarea todo lo que he podido. Me apresuro a decir que, a diferencia de muchos opinantes, no tengo una cosmovisión establecida sobre los políticos por lo mismo que Churchill no la tenía sobre los franceses: porque no les conozco a todos. El desdeñoso dictamen de quienes los miran desde arriba y los despachan como manipuladores, falsos, ignorantes, embusteros y lindezas semejantes no me hace rehuirlos, lo mismo que no he dejado de ir al médico a pesar de que los novelistas decimonónicos insisten elocuentemente en que hay bastantes que son poco de fiar. Añado algo más: la experiencia que tengo de ellos me ha convencido de que no son un gremio peor que los obispos o los poetas líricos, aunque frecuentemente sus errores tienen peores consecuencias para el común de los mortales. No podemos ni debemos confiar plenamente en ellos, pero tampoco prescindir de sus servicios como si fuesen homeópatas o astrólogos. Probablemente, lo mejor es darles el trato que reservamos para las escopetas de feria: prestarles algo de confianza para empezar y cambiarlos en cuanto sea posible si los vemos fallar con demasiada frecuencia. Precisamente esa es una de las pocas ventajas indudables de la democracia, tener procedimientos bastante expeditivos para librarnos de los políticos chambones o fulleros. Si no nos libramos de ellos cuanto antes será por culpa de nuestra pereza o de un absurdo cariño por los inútiles.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;De los políticos con los que he tenido mejor trato y que considero no solo razonablemente competentes sino verdaderamente útiles, quizá el más destacado sea Jaime Mayor Oreja. Y no creo que me ciegue la hermandad donostiarra, porque estoy convencido de que tendría la misma buena opinión de él incluso si fuese de Bilbao. Nuestras vidas han enlazado sus trayectos en muchas ocasiones, sobre todo en la lucha política contra el separatismo criminal en el País Vasco. Yo cuanto sé de política lo he aprendido por experiencia en &lt;a href=&quot;https://theobjective.com/etiqueta/euskadi/&quot;&gt;Euskadi&lt;/a&gt;. La ideología izquierdista tirando a ácrata que me había formado leyendo a Bertrand Russell, a la escuela de Frankfort, asistiendo a los seminarios de Agustín García Calvo y en los enfrentamientos antifranquistas mientras hacía mi carrera en la Universidad Complutense, fue desmoronándose poco a poco al chocar con la realidad sin paliativos del odioso separatismo nacionalista y sobre todo de la violencia terrorista. Las etiquetas de izquierda y derecha como estereotipos me fueron pareciendo cada vez más superfluas frente a la realidad humana de quienes vivíamos amenazados por ETA y veíamos pagar el precio de sangre por su integridad moral a personas con quien acabábamos de compartir una manifestación o una concentración de protesta contra un atentado. Volví a San Sebastián en 1980 para ocupar una cátedra de Ética en la Facultad de Zorroaga, en pintorescas condiciones que ya he contado otras veces. Al poco de llegar, ETA asesinó a Juan de Dios Doval, profesor de la Facultad de Derecho, más o menos de mi edad, hijo del notario que había recibido el protocolo de mi padre cuando este dejó su plaza donostiarra. Iba como número dos tras Mayor Oreja en la lista de UCD al Parlamento Vasco de las elecciones celebradas ese mismo año. UCD, cuyos miembros fueron eliminados despiadadamente por ETA en Euskadi en años sucesivos, fue el partido democrático originario de Adolfo Suárez y Jaime Mayor: una formación centrista, bien equilibrada, que representaba una cordura política que después intentamos recuperar en Ciudadanos y UPyD, con algunos aciertos de buena voluntad y bastante mala suerte.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A partir de los años ochenta, Jaime Mayor Oreja ha desempeñado siempre un papel fundamental en la refundación de la política de centro-derecha tanto en el País Vasco como en el resto de España. Lo cuenta en su libro &lt;a href=&quot;https://amzn.eu/d/0i1R4Ves&quot;&gt;Una verdad incómoda&lt;/a&gt; (ed. Espasa), autobiografía política que es también un recorrido indispensable por la historia española de los últimos cuarenta años. Una verdad incómoda, en efecto, condensa el esfuerzo de Jaime Mayor: la existencia de un problema central en España: la actividad de un separatismo con dos ramas principales en el País Vasco y Cataluña, empeñado en deconstruir el Estado democrático español. Ese separatismo nada tiene que ver con conflictos territoriales inexistentes (como ha demostrado muy bien Félix Ovejero en su reciente y necesario libro «La invención del agravio») sino con una voluntad subversiva que inventa la cadena de agravios imprescindible para legitimar su labor de zapa. Las concesiones de buena voluntad a ese separatismo, que cuenta con el entusiasta apoyo suicida de los partidos de izquierda, no hacen más que engordar a la fiera y dar un barniz de verosimilitud a sus ficciones ideológicas. Mayor Oreja siempre ha sido partidario de una sana intransigencia frente a ese enemigo esencial de nuestro país y nuestra convivencia. Por eso acertó donde se equivocaron tantos y se convirtió en el mejor ministro de Interior que hemos tenido. Fue su gestión firme de aplicar contra el terrorismo la ley, solo la ley, pero toda la ley la que puso a ETA contra las cuerdas y precipitó su renuncia a la violencia, antes de que recibiera el oxígeno político compensatorio que le proporcionaron interesadamente Zapatero y después Sánchez. Ellos han conseguido lo que suele resultar de todas las conversaciones de igual a igual con grupos terroristas, como se ha visto en Irlanda, en Colombia y en otros conflictos: paz para la sociedad (entendida como ausencia de crímenes) y poder para los terroristas. A eso le llaman entre nosotros los despistados o los acólitos «el final de ETA».&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Jaime Mayor Oreja tiene una serie de virtudes humanas y políticas que aparecen reflejadas en su libro. No es rencoroso ni busca el enfrentamiento por el enfrentamiento salvo cuando se trata de cuestiones esenciales (en tales ocasiones la intransigencia es una forma de salud mental y de honradez personal). Siempre estuvo abierto a conversar con periodistas de diversas orientaciones muy lejanas a las suyas, como mi amigo Javier Pradera, que casi a regañadientes tanto le apreciaba. Pero sobre todo fue perseverante en la defensa de sus ideales, que a mi juicio deben ser más o menos los de cualquier persona decente en este país. No podemos darnos el lujo imbécil de arrinconar en el desván de la historia a alguien como Jaime Mayor Oreja, que encarna el mejor antídoto contra el lodazal político en el que hoy chapotea España.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b style=&quot;font-family: verdana; text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-size: x-small;&quot;&gt;[O blog tem custos. Se você aprecia a seleção de textos (sobre política, filosofia, ciência etc.) aqui apresentada diariamente, considere contribuir, com qualquer valor, para a sua manutenção. Pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;</description><link>https://otambosi.blogspot.com/2026/04/a-superfluas-etiquetas-de-esquerda-e.html</link><author>noreply@blogger.com (Orlando Tambosi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhZnJkpqZkphcXvdS-Khy-eYTQ0tNDge9jgs8nPtWb7Fqgb_QzoVXPau-6yu9ashpwl5vA_9EyE77NZl0SyHM8AGPDMhIlMKwF_xyRkRNhMsyVACyXO4uMXoW7yxEk4kG0qmFk_94u0CMg7zeErib2KQPPRcmz1zbyTkrGwSw4JtaJ63oeSbsJM/s72-c/Jaime-oreja_6-copia-2-1200x675.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-4717139954232619101</guid><pubDate>Sun, 05 Apr 2026 19:48:00 +0000</pubDate><atom:updated>2026-04-05T16:48:14.606-03:00</atom:updated><title>O humor do inquisidor</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg-FWnaYWCfKM3iD3uyKqqs6JWTm58FZVh2IYBClKo3e3DVN8ivIRvdy3-nvyhNZGHsp3qSa3csNV7fDyhM74UqUCJ2KpVMO9QAf0pziDrjFaJP4niIS87ZjXfWGdRjH67Yf8eIKjebL3kVfN8RQI8OJEMt-cZaQ6HzmE70Rkieq1wNfvsIvdqU/s311/download.jpeg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;162&quot; data-original-width=&quot;311&quot; height=&quot;333&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg-FWnaYWCfKM3iD3uyKqqs6JWTm58FZVh2IYBClKo3e3DVN8ivIRvdy3-nvyhNZGHsp3qSa3csNV7fDyhM74UqUCJ2KpVMO9QAf0pziDrjFaJP4niIS87ZjXfWGdRjH67Yf8eIKjebL3kVfN8RQI8OJEMt-cZaQ6HzmE70Rkieq1wNfvsIvdqU/w640-h333/download.jpeg&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Fachin diz que Moraes está ‘disposto’ a encerrar o inquérito das fake news. Ora, inquéritos não dependem do humor do juiz, e sim de fatos objetivos. Se os há, que os réus sejam afinal julgados. Editorial do &lt;a href=&quot;https://www.estadao.com.br/opiniao/o-humor-do-inquisidor/?utm_source=estadao:app&amp;amp;utm_medium=noticia:compartilhamento&quot;&gt;Estadão:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, sugeriu em uma coletiva de imprensa que seu colega Alexandre de Moraes “se mostrou disposto” a encerrar o inquérito das fake news. A investigação foi aberta em 2019. Sete anos depois, não há denúncia, não há arquivamento e, como admite o próprio presidente da Corte, o encerramento não depende de critérios jurídicos objetivos, mas dos humores do inquisidor.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O Inquérito 4.781 nasceu sem provocação da Procuradoria-Geral da República, por decisão de ofício do então presidente da Corte, Dias Toffoli, e foi delegado a Moraes sem sorteio. Desde então, cresceu desmedidamente e até ganhou um irmão gêmeo: o inquérito das “milícias digitais”. O que começou como apuração de ameaças ao tribunal passou a reunir fatos de natureza distinta, sob categorias vaporosas como “desinformação” e “ataques à democracia”. Uma de suas primeiras medidas foi censurar uma reportagem da revista Crusoé que tratava da menção ao ministro Dias Toffoli no curso da delação de Marcelo Odebrecht, na Operação Lava Jato.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Desde então, os inquéritos engoliram episódios heteróclitos, sem qualquer relação entre si. Numa mesma investigação entraram desde o cartão de vacinação de Jair Bolsonaro até a atuação de auditores da Receita, e foram expedidas ordens que variam da censura a big techs por críticas à regulação das redes sociais até a desmonetização de influencers. Foram incluídos conteúdos de redes sociais, entrevistas, opiniões políticas, disputas eleitorais, críticas institucionais. Ninguém sabe quantos perfis foram derrubados. O problema não é apenas que o objeto se expandiu. Ele foi projetado para se expandir.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A mecânica processual acompanha essa elasticidade. Quebras de sigilo, buscas e apreensões, bloqueios de contas, remoção de conteúdos, multas exorbitantes. Decisões individuais produzem efeitos gerais. Tudo sem fundamentação clara, sem transparência.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Dias atrás, durante o julgamento sobre a CPI do INSS, os ministros Gilmar Mendes e Flávio Dino denunciaram investigações sem prazo e sem objeto definido. Reclamaram de “pescarias probatórias”, diligências em massa, prorrogações indevidas. É curioso o furor com que o tribunal acusa o cisco no olho das comissões parlamentares e ignora a trave no seu.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A concentração de funções completa o pacote de arbitrariedades. O alcance se estende a pessoas sem foro, e o STF figura como alvo das condutas investigadas, conduz diligências e profere decisões. É investigador, acusador, juiz e vítima.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O inquérito já serviu para investigar críticos, alcançar agentes públicos fora de sua jurisdição natural, intimidar jornalistas, sufocar protestos populares, ampliar competências da Corte conforme a circunstância. Já aglutinou temas administrativos, políticos, eleitorais e pessoais. Já operou sobre indivíduos, grupos e plataformas.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Tudo se passa como se as instituições estivessem sitiadas por hordas antidemocráticas e o STF fosse o último bastião da República. O tribunal que eviscerou a Lava Jato acusando a 13.ª Vara Federal de Curitiba de ter assumido para si uma competência universal para o combate à corrupção entende-se ele mesmo como uma espécie de juízo universal da democracia. Qualquer fato pode ser incorporado e qualquer medida pode ser justificada por essa lógica messiânica. Sem prazo, qualquer investigação pode continuar. Sem critério objetivo de encerramento, resta o arbítrio de quem conduz.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Quanto mais o inquérito se prolonga no tempo, mais difícil se torna encerrá-lo sem expor a sua verdadeira natureza: um instrumento de concentração de poder projetado para naturalizar um tribunal de exceção. O País pode até não viver uma “ditadura do Judiciário”, mas está demonstravelmente muito mais próximo dela do que estava há sete anos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Os ministros justificam suas medidas de exceção para defender a Corte de ameaças excepcionais. Mas hoje quem mais ameaça a integridade do STF são os próprios ministros. Cada vez mais o Supremo se afasta a passos largos da posição autoproclamada de guardião da democracia brasileira e caminha para se tornar o seu principal inimigo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b style=&quot;font-family: verdana; text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-size: x-small;&quot;&gt;[O blog tem custos. Se você aprecia a seleção de textos (sobre política, filosofia, ciência etc.) aqui apresentada diariamente, considere contribuir, com qualquer valor, para a sua manutenção. Pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;</description><link>https://otambosi.blogspot.com/2026/04/o-humor-do-inquisidor.html</link><author>noreply@blogger.com (Orlando Tambosi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg-FWnaYWCfKM3iD3uyKqqs6JWTm58FZVh2IYBClKo3e3DVN8ivIRvdy3-nvyhNZGHsp3qSa3csNV7fDyhM74UqUCJ2KpVMO9QAf0pziDrjFaJP4niIS87ZjXfWGdRjH67Yf8eIKjebL3kVfN8RQI8OJEMt-cZaQ6HzmE70Rkieq1wNfvsIvdqU/s72-w640-h333-c/download.jpeg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-6972231592388972369</guid><pubDate>Thu, 02 Apr 2026 23:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2026-04-02T20:04:32.490-03:00</atom:updated><title>Os aiatolás estão em guerra contra o Ocidente desde 1979</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiTMj6HJzwrxzG03dX-py0-DSKtktVeTPz-f15f2BFuuHeQp86i35Yvjh2o_IGc6c-5Fd5HtpimfcyPI9Bdf__X7MCVdXl_8KU7G9H0uI8tXj_XGgwj226j5miGEbtIfe22V2z37KW9F54ih8HexOO3fOmK89sTdS3XxLyTIta00RGnPTbEQLWq/s1920/HCfpli2W0AAdfUS.jpg.webp&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;1295&quot; data-original-width=&quot;1920&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiTMj6HJzwrxzG03dX-py0-DSKtktVeTPz-f15f2BFuuHeQp86i35Yvjh2o_IGc6c-5Fd5HtpimfcyPI9Bdf__X7MCVdXl_8KU7G9H0uI8tXj_XGgwj226j5miGEbtIfe22V2z37KW9F54ih8HexOO3fOmK89sTdS3XxLyTIta00RGnPTbEQLWq/s16000/HCfpli2W0AAdfUS.jpg.webp&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O regime não alterna entre paz e guerra. Ele alterna entre formas diferentes de conduzir a mesma guerra. Leonardo Coutinho para a &lt;a href=&quot;https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/leonardo-coutinho/o-ira-esta-em-guerra-desde-1979/&quot;&gt;Gazeta do Povo:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Chamar o que está acontecendo no Irã de “uma guerra que está se tornando longa” é um erro de conceito. O conflito atual não nasceu agora. O que existe é uma guerra de 47 anos, iniciada em 1979, quando a Revolução Islâmica transformou a confrontação contra os Estados Unidos, Israel e a ordem ocidental em política de Estado.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A tomada da embaixada americana em Teerã e os 444 dias de sequestro de diplomatas não foram um excesso de juventude revolucionária. Foi a inauguração de um regime que escolheu a hostilidade permanente como instrumento de poder.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O Ocidente, porém, insiste em cometer o mesmo erro, que é tratar como sendo guerra apenas o momento em que mísseis cruzam o céu e bombas atingem alvos visíveis. Guerras de longo curso não se manifestam apenas por divisões blindadas, invasões convencionais ou bombardeiros, como vemos agora.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Muitas vezes, elas se apresentam por meio de terrorismo, sabotagem, chantagem nuclear, milícias terceirizadas, operações de inteligência e redes clandestinas de financiamento e logística. No caso iraniano, essa sempre foi a lógica.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Essa é, em essência, a chave interpretativa para entender o que está acontecendo agora. É por isso que a pergunta correta não é se houve escalada nas últimas semanas. Claro que houve. A pergunta é: escalada dentro de quê? E a resposta é simples: dentro de um conflito contínuo que o Ocidente, por conveniência ou covardia, muitas vezes fingiu não enxergar.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O Irã construiu, ao longo de décadas, um modelo de projeção de poder relativamente barato, resiliente e difícil de desmontar por completo: Hezbollah no Líbano, houthis no Iêmen, células e operadores em diferentes continentes (inclusive no Brasil), além da simbiose entre aparato estatal, Guarda Revolucionária, crime, contrabando e ideologia.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Não se trata apenas de influência regional. Trata-se de uma arquitetura internacional de guerra assimétrica. Por isso, quando se fala em “evitar a guerra”, muitas vezes o que se quer dizer, na prática, é permitir que essa guerra continue existindo em sua forma mais conveniente para Teerã: invisível para o grande público, fragmentada o suficiente para não gerar resposta decisiva e letal o bastante para corroer adversários com baixo custo político.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A América Latina conhece bem essa dinâmica. Os atentados contra a embaixada de Israel em Buenos Aires, em 1992, e contra a AMIA, em 1994, mostraram há muito tempo que a guerra iraniana não respeita geografia. Em 2024, a mais alta corte criminal da Argentina voltou a responsabilizar o Irã pelo atentado contra a AMIA, executado pelo Hezbollah dentro de um desenho estratégico iraniano.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;b&gt;Ataque global&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Na semana passada, o governo argentino designou a Guarda Revolucionária Islâmica como organização terrorista, reforçando uma leitura que, em boa parte da região, ainda é tratada com a conveniência de que “o melhor é não mexer”.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Os iranianos já lideram ataques contra a embaixada americana em Beirute e contra instalações militares americanas e já tentaram superar o impacto que Osama Bin Laden causou com sua onda de atentados de 11 de setembro de 2001. Como o atentado não deu certo, pouca gente se lembra. Mas o Irã liderou um complô para atacar a infraestrutura de combustível do aeroporto JFK, que tinha o potencial de alastrar explosões por toda a região em um efeito em cadeia brutal.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O plano, desmantelado pelas autoridades americanas, mostrou que a guerra iraniana não se limitava a ameaças retóricas nem a palcos distantes. O caso revelou algo mais importante do que o atentado em si: a disposição de operar por meio de redes remotas, agentes periféricos e estruturas difíceis de rastrear politicamente.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Os terroristas eram da Guiana e tinham vínculos com as comunidades xiitas da Venezuela e do Brasil, mais especificamente de um centro islâmico localizado em São Paulo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Esse é o ponto que muita gente ainda se recusa a entender. O regime iraniano prefere a guerra em camadas, na penumbra, porque ela lhe permite manter a negação, confundir democracias e explorar a fadiga e a vulnerabilidade do Ocidente, que gasta tempo brigando em torno de temas laterais e perde o foco no essencial, transformando tudo em briguinha política.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Quando o presidente Donald Trump age, então parte da esquerda passa a chamar a contenção de aventura imperial, e parte da direita, manobrada por Moscou, faz beicinho dizendo que Trump está a serviço do lobby judaico.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Se Israel entra em cena, setores da direita e da esquerda transformam o agressor em vítima e a resposta em causa do conflito. O inimigo deixa de ser um regime revolucionário que há quase meio século usa terror, proxies e coerção estratégica.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Em vez de se discutir como encerrar ou reduzir uma guerra longa imposta pelo Irã, discute-se como deslegitimar quem reage a ela. Em vez de compreender que a dissuasão é condição da paz, vende-se a ideia de que toda demonstração de força é automaticamente belicista. Não é. Em alguns momentos, a força não inaugura a guerra; ela tenta impedir que a guerra siga sendo travada apenas nas condições do agressor.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b style=&quot;font-family: verdana; text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-size: x-small;&quot;&gt;[O blog tem custos. Se você aprecia a seleção de textos (sobre política, filosofia, ciência etc.) aqui apresentada diariamente, considere contribuir, com qualquer valor, para a sua manutenção. Pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;</description><link>https://otambosi.blogspot.com/2026/04/os-aiatolas-estao-em-guerra-contra-o.html</link><author>noreply@blogger.com (Orlando Tambosi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiTMj6HJzwrxzG03dX-py0-DSKtktVeTPz-f15f2BFuuHeQp86i35Yvjh2o_IGc6c-5Fd5HtpimfcyPI9Bdf__X7MCVdXl_8KU7G9H0uI8tXj_XGgwj226j5miGEbtIfe22V2z37KW9F54ih8HexOO3fOmK89sTdS3XxLyTIta00RGnPTbEQLWq/s72-c/HCfpli2W0AAdfUS.jpg.webp" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-5151893708443465645</guid><pubDate>Thu, 02 Apr 2026 22:58:00 +0000</pubDate><atom:updated>2026-04-02T19:58:04.489-03:00</atom:updated><title>O evangelho segundo o novo testamento de leituras</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhcAj4f3r8BYOoS8UCnT2w6H9aDAzbm0CRdPOnroruTWBCPTnx9rlwrO0yuTdE9q5vEDSmKelmpsZdPU_0E3JA5K5ZxRAu1ZVYcpASLjC3PTmrELmBeLx5F7dxdaUwWbQg7ETGwkxe970xdmvDv6yFXzlEdIP0UR6wnnXJRAWHdx8sjvGJrwSdU/s360/alex-borges_467x467_acf_cropped.webp&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;360&quot; data-original-width=&quot;360&quot; height=&quot;200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhcAj4f3r8BYOoS8UCnT2w6H9aDAzbm0CRdPOnroruTWBCPTnx9rlwrO0yuTdE9q5vEDSmKelmpsZdPU_0E3JA5K5ZxRAu1ZVYcpASLjC3PTmrELmBeLx5F7dxdaUwWbQg7ETGwkxe970xdmvDv6yFXzlEdIP0UR6wnnXJRAWHdx8sjvGJrwSdU/w200-h200/alex-borges_467x467_acf_cropped.webp&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Vejam-me o atrevimento. Dar liberdade de escolha a professores e alunos. Deixar espaço para leituras autônomas e por prazer. Alexandre Borges para o &lt;a href=&quot;https://observador.pt/opiniao/o-evangelho-segundo-os-do-costume/&quot;&gt;Observador:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Já deu, com certeza, por isso: a arte é a nova religião; os artistas os novos santos. Ninguém entra, ninguém pratica, ninguém lhes toca, mas basta o bispo querer mudar o padre ou a hora de missa e lá se põe a aldeia inteira a clamar heresia.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O pecado mortal desta semana (diz-se no adro da igreja) é que Saramago vai deixar de ser obrigatório nas escolas. Oh, o ultraje, o choque, o fascismo. Mais um passo rumo à inevitável ditadura, parte do mesmo grande plano obscuro que levou ao saneamento (nestas coisas, uma não recondução é sempre um saneamento ou, para ser mais fiel ao campo metafórico, uma excomunhão) de Rita Rato do Museu do Aljube e Francisco Francisco Frazão do Teatro do Bairro Alto. Como é possível? O nosso único Nobel da literatura! Bárbaros, selvagens, infiéis.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Podíamos começar por elaborar acerca das virtudes da “obrigatoriedade” no ensino. É ver como resultou maravilhosamente, ao longo de décadas, a tentativa de enfiar Os Maias ou Os Lusíadas pela goela abaixo de crianças e adolescentes e as gerações de queirosianos e especialistas em poesia épica que daí resultaram. Podíamos, justamente, lembrar que se, já antes, se retirou Camões, Eça, Vergílio Ferreira e outros, do cânone da “obrigatoriedade”, por que não chegaria a vez de Saramago, ele que, um dia, também inspirou o choque e o pavor quando, para entrar no panteão, obrigou à saída de outra vaca sagrada? Podíamos até, simplesmente, deter-nos no quão divertido é ver os grandes defensores da liberdade e flexibilidade no ensino baterem-se, afinal, pelas virtudes de um cânone mínimo obrigatório, um catecismo, um novo testamento de leituras sem as quais se imagina impossível a verdade e a iluminação.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Sucede, como verá qualquer um que se afaste um pouco da fogueira do fervor religioso, não ser nada disto que se passa. E o que é que se passa? Passa-se que o Ministério da Educação apresentou, como lhe compete, uma proposta de revisão das aprendizagens de Português. Dessa proposta constam, entre outras, ideias como garantir 60 minutos de leitura por dia aos alunos de Português do 12.º ano, o regresso de Camilo Castelo Branco à lista de leituras obrigatórias e a possível saída de Saramago das mesmas. Que não vos distraia o facto de as duas primeiras ideias serem mais relevantes do que a terceira. Ou sequer o pormenor de isto ser apenas uma proposta, submetida a consulta pública, aberta à discussão e aos contributos de todos, até 28 de Abril. Não. Isto é fascismo, saneamento, a Santa Inquisição outra vez a lançar-nos os livros para a fogueira.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;E o que quererão dar a comer à juventude, em vez de São Saramago, estes novos-velhos polícias do pensamento? Certamente, algum escrito de António Ferro? Os Tempos de Transição, de Marcello Caetano? O Portugal e o Futuro, do Marechal Spínola, ao menos? Não. Mário de Carvalho. Estranhos métodos, os destes demónios. São ínvios, subtis, difíceis de ver ao olho destreinado. Mas às beatas mais atentas não enganam eles – era o que faltava.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Aliás, em bom rigor, o que a proposta diz é o seguinte: os professores que, actualmente, podem escolher entre Memorial do Convento e O Ano da Morte de Ricardo Reis, ambos de Saramago, vão passar a ter mais uma opção de leitura: Um Deus Passeando pela Brisa da Tarde, de Mário de Carvalho. Ninguém vai escorraçar o santo de Lanzarote. Fica lá tudo, simplesmente acrescenta-se mais. Dá-se três opções em vez de duas. Dois grandes escritores contemporâneos, em vez de um, por acaso ambos comunistas. O que é isto? Fascismo, só pode. Satanismo. Heresia. A barbárie.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Resta dizer o óbvio. Que “as Aprendizagens Essenciais”, conforme se lê no documento disponível online, “embora obrigatórias não limitam a possibilidade de aprender mais. (…) Deixam espaço para que cada escola e cada aluno possam aprofundar conteúdos e desenvolver competências adicionais” e “repercutir-se-ão no desenvolvimento de projetos de leitura autónoma e por prazer, que devem ter por referência as obras indicadas no Plano Nacional de Leitura.”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Vejam-me o atrevimento. Dar liberdade de escolha a professores e alunos. Deixar espaço para leituras autónomas e por prazer.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;</description><link>https://otambosi.blogspot.com/2026/04/o-evangelho-segundo-o-novo-testamento.html</link><author>noreply@blogger.com (Orlando Tambosi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhcAj4f3r8BYOoS8UCnT2w6H9aDAzbm0CRdPOnroruTWBCPTnx9rlwrO0yuTdE9q5vEDSmKelmpsZdPU_0E3JA5K5ZxRAu1ZVYcpASLjC3PTmrELmBeLx5F7dxdaUwWbQg7ETGwkxe970xdmvDv6yFXzlEdIP0UR6wnnXJRAWHdx8sjvGJrwSdU/s72-w200-h200-c/alex-borges_467x467_acf_cropped.webp" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-6950577728894522018</guid><pubDate>Thu, 02 Apr 2026 20:44:00 +0000</pubDate><atom:updated>2026-04-02T17:45:33.617-03:00</atom:updated><title>Consciência: o outro lado do espelho.</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEibcojLv38YxGA05eWy_hItzdC9zC0H9zsk6DnxrhiCnolvON0hxbAcbag4BDczrHktBICjKIIMEhI8GhGoZLE0e3NJ1UelVcIjK17u6fg2jBfzNPS8Bos9ka_08v5EnPh80TdscLcPm8EmLpoA2Q9qZ0URBZ48o0cUZ1Mbr_62mk9k8NSpiPs-/s800/Pavimento-geometrico-del-Duomo-de-Florencia-cuya-perspectiva-produce-una-ilusion-optica.-Wikimedia.jpg&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;612&quot; data-original-width=&quot;800&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEibcojLv38YxGA05eWy_hItzdC9zC0H9zsk6DnxrhiCnolvON0hxbAcbag4BDczrHktBICjKIIMEhI8GhGoZLE0e3NJ1UelVcIjK17u6fg2jBfzNPS8Bos9ka_08v5EnPh80TdscLcPm8EmLpoA2Q9qZ0URBZ48o0cUZ1Mbr_62mk9k8NSpiPs-/s16000/Pavimento-geometrico-del-Duomo-de-Florencia-cuya-perspectiva-produce-una-ilusion-optica.-Wikimedia.jpg&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Pavimento geométrico del Duomo de Florencia, cuya perspectiva produce una ilusión óptica&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Emiliano Bruner resenha, para a &lt;a href=&quot;https://www.revistadelibros.com/la-consciencia-al-otro-lado-del-espejo/&quot;&gt;Revista de Libros&lt;/a&gt;, a versão espanhola do livro de Anil Seth, &lt;i&gt;A criação do eu. Uma nova ciência da consciência &lt;/i&gt;(México, Sextopiso):&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;No es ninguna novedad que el yo y la consciencia siguen siendo, después de miles de años, elementos clave de un eterno filón literario. Es la base del quiénes somos, así que desde que el ser humano se reconoció a sí mismo en un espejo (por supuesto, después de haberlo inventado), no halla la paz hasta que no encuentre unas respuestas o, más bien, las respuestas que espera encontrar. Bueno, tampoco hay que generalizar: una grandísima parte de la humanidad ni se plantea la pregunta, y vive automáticamente su programa evolutivo sin más, ejecutando los dictados de la selección natural sin necesidad de considerar o contemplar cuestiones que, al fin y al cabo, no aportan directamente al éxito reproductivo. No olvidemos que los animales que más éxito siguen teniendo en este planeta (como las cucarachas, las moscas, o el plancton) con toda probabilidad no se rompen la cabeza con acertijos filosóficos. Sin embargo, otros tenemos una misteriosa inquietud por meternos donde no nos llaman y, perteneciendo a un linaje que ha invertido en un gran cerebro, sentimos una compulsión profunda hacia asuntos que ponen a prueba nuestros límites intelectivos. En el caso de la consciencia, por el momento, sin grandes resultados: a pesar de que las mentes más brillantes se hayan enfrentado a sus pesquisas en los últimos milenios, no han logrado ningún acuerdo, ni de lejos. De hecho, estas mentes brillantes han llegado a conclusiones a menudo opuestas e incompatibles, antagonistas, la mayoría de las veces siguiendo un proceso lógico que tira más de intuición y de corazonadas que de evidencias. Así que tenemos que reconocer que, si decidimos deleitarnos con el tema de la consciencia, es mejor hacerlo sin demasiado afán, sin demasiadas expectativas y, sobre todo, tratando de evitar frases tajantes y concluyentes.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;En el panorama actual sobre neurociencia de la consciencia, Anil Seth (Oxford, 1972) es, sin duda, uno de los actores principales. Tras graduarse en ese templo que es la Universidad de Cambridge, desarrolló parte de su formación con Gerald Edelman, un premio Nobel de inmunología que, además, dejó una huella importante sobre la ciencia y la filosofía de la mente. En su libro La creación del yo (Sextopiso, 2023), Seth resume muchos años de investigación y de perspectivas sobre la que llama «una nueva ciencia de la conciencia». El libro (una ampliación de su propia Ted Talk sobre el tema) se divide en cuatro partes, que abordan el problema del nivel de conciencia, del contenido de la conciencia, del yo, y de la interacción con los otros. En la traducción en español, se omite el eterno problema lingüístico del castellano, que confunde consciencia (con «s») y conciencia (sin «s»), usando, en este caso, el segundo término. En inglés, sin embargo, se pueden emplear los términos consciousness y awareness para definir la identificación metacognitiva de uno mismo y la capacidad atencional de darse cuenta, respectivamente. Esta «s» en español genera mucha confusión, porque los dos términos acaban usándose como sinónimos. Para más inri, a veces se añade un matiz moral que aumenta el margen de desconcierto semántico. Desde luego, está bien conocer esta diferencia, por lo menos para estar en alerta a la hora de leer una traducción, o cualquier otra fuente escrita en español sobre este tema.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiOzLnGiyhWE7VfgnK555UULNe-f9tRrgzXXdZEl28vLxWby4RDXCwHf2BFPbhR-KUPi8xjkR9UNBqLxi91NuMQ65kT5wxMMjzKOPr0WhpYw4n3Gh5y5onMwmLxymP4nIfsn3oxokEN6te90oB9rW4AMq4JWrYxjr2GO2Qus-_rBvy5BE3-Vyyb/s1177/La-creacion-del-yo-768x1177.jpg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;1177&quot; data-original-width=&quot;768&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiOzLnGiyhWE7VfgnK555UULNe-f9tRrgzXXdZEl28vLxWby4RDXCwHf2BFPbhR-KUPi8xjkR9UNBqLxi91NuMQ65kT5wxMMjzKOPr0WhpYw4n3Gh5y5onMwmLxymP4nIfsn3oxokEN6te90oB9rW4AMq4JWrYxjr2GO2Qus-_rBvy5BE3-Vyyb/s320/La-creacion-del-yo-768x1177.jpg&quot; width=&quot;209&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;El libro presenta la consciencia como un equilibrio cognitivo entre orden y azar, o mejor, entre orden y desorden, por lo que atañe al flujo de información que manejan nuestros sentidos, y a la diversidad de señales que llegan a nuestro cerebro. Evidentemente no sería un proceso asociado a un elemento concreto de nuestra biología, sino un conjunto de elementos, enraizados en la experiencia, en la fenomenología del ser y en la exploración de la realidad. Estados alterados de consciencia, condiciones patológicas y drogas se usan mucho para considerar qué pasa cuando los patrones normales sufren alteraciones de este conjunto de percepciones. Seth considera atentamente estos tipos de evidencias, confiando tal vez demasiado en ellas. Al fin y al cabo, habría que tener cuidado a la hora de evaluar cómo funciona un proceso complejo tomando como referencia, precisamente, los estados en los que ¡no funciona!&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;La mente que propone Seth es informativa (intenta discriminar lo que es de lo que no es) e integrativa (intenta juntar todas las informaciones en un modelo único y sensato). Sobre todo, es esa máquina predictiva que muchos están intentando perfilar en estas últimas décadas. Una máquina entrenada para minimizar el error de predicción, y producir así su «mejor conjetura». Esta máquina, según una visión materialista y reduccionista, es un cerebro que, encerrado a oscuras en una caja, intenta adivinar el mundo sobre la base de las señales bioquímicas de los sentidos, transductores imprecisos pero muy funcionales de lo que pasa ahí fuera. El resultado de este proceso es una alucinación, controlada y controladora. Controlada porque está garantizada por millones de años de evolución y por un chequeo constante de toda la información, llevado a cabo en múltiples niveles. Controladora porque nos creemos ciegamente sus resultados, respondiendo como marionetas a sus escenarios y a sus conclusiones.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Por supuesto, todo ello no se puede ver ni tocar, así que no queda otra que buscar trazas indirectas de este proceso misterioso. De hecho, nadie investiga «la consciencia», sino sus correlatos biológicos, es decir, las respuestas asociadas que presentan las células y las moléculas de la vida. Y esto delata un problema de fondo: las teorías sobre la consciencia son especulativas, con lo cual «creer» en una de ellas es muchas veces más una cuestión de confianza que de demostración. Creemos en una u otra teoría porque nos suena, porque avala algún sesgo o algún prejuicio que tenemos, porque decidimos pertenecer a su grupo intelectual o, sencillamente, porque es chula y está de moda en un determinado momento.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Dicho esto, confieso que no he logrado disfrutar de este libro, y que más bien lo he vivido como una monumental recopilación de vicios que, en mi personalísima opinión, aumentan la confusión sobre temas tan importantes como la consciencia y, sobre todo, el yo. Para empezar, llevo años haciendo notar cómo muy frecuentemente (por no decir casi siempre) quien habla de consciencia o de yo, en un contexto tanto divulgativo cómo técnico, lo hace sin haber dado previamente una definición de estos términos. No hablo de «la» definición, sino de una definición cualquiera, una suya, que, por muy imprecisa, incompleta o incluso equivocada que sea, nos ayude a entender, lexical y semánticamente, a qué se refiere el autor cuando, en su texto, utiliza estas palabras. Sin una definición, es difícil interpretar el mensaje o la teoría de alguien, sobre todo si hablamos de conceptos tan complejos, vagos y, sobre todo, polisémicos como estos. Empecé el libro con la curiosidad de ver cuál era su estrategia en este sentido, y me quedé bastante extrañado cuando leí, al principio del libro, que no iba a dar ninguna definición, para no sesgar la búsqueda, para no influir en el lector, y porque sería demasiado complicado. Es decir, Seth, al contrario de los que entran a saco sin definiciones, sí que menciona el problema, pero solo para declarar que va a pasar de él. Desde luego, discrepo: sin una definición, cualquier afirmación puede ser sensata o no, cualquier resultado se puede interpretar de una forma u otra y, por supuesto, ninguna hipótesis científica podrá ser valorada.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Otro aspecto que creo que no ayuda mucho es el nivel de resolución de todo el ensayo que, en trescientas y pico páginas de reflexiones, no llega a ninguna novedad en concreto. Confieso ser una persona muy pragmática: me gusta llevar los conceptos y los criterios a la vida real, a algún tipo de transformación cognitiva o cultural que altere (y mejore) la forma de relacionarse con el mundo. Es un camino intermedio entre dos extremos que no llego a apreciar: el reduccionismo más materialista y simplón de las células y de las moléculas, y la filosofía más abstracta y general de la lógica conceptual descolgada de la experiencia real. Este libro, sin embargo, está integralmente basado en estas dos aproximaciones extremas. Seth declara apoyar una visión fisicalista y materialista de la consciencia, lo cual es normal, siendo un «hombre de laboratorio» hecho y derecho. Y se deshace de las alternativas con pocas palabras, una crítica rápida y superficial, y pocas justificaciones, supuestamente avaladas por el rigor de la ciencia. En el libro, el materialismo reduccionista se lleva a sus clásicos excesos, con tediosos experimentos descritos con todo detalle, sobre aspectos tan específicos y concretos del mecanismo neuronal que difícilmente pueden restituir un resultado significativo sobre algo tan complicado como la consciencia, a no ser que uno le eche mucha fantasía y una avalancha de especulaciones. Lo cual nos recuerda que, aunque el reduccionismo usa la palabra «ciencia» como escudo para todo, al final sus conclusiones necesitan algo que se parece demasiado a la «fe», si uno quiere defender sus ideas sin cuestionarse mucho los métodos. Al mismo tiempo, en este libro, este reduccionismo intenso se acompaña con su opuesto: la más abierta y generalizada especulación filosófica. Como se estila en los tradicionales contextos de evangelización, se abusa de la analogía como panacea para sesgar la visión más que para orientarla. Desde la molécula se pasa de repente a lo terriblemente general, abstracto, posible, en un vaivén continuo entre lo infinitamente pequeño y lo infinitamente vago. Un proceso anclado en aquella posibilidad de la lógica, de la religión y de la política, que frustra la más sana y sensata probabilidad de los científicos rigurosos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Además, a lo largo de todo el libro hay una estrategia bastante impropia para un científico. Por un lado, todo se presenta por lo que es: una especulación, una corazonada. Hay muchos «tengo la sensación de que», «yo intuyo», y confesiones de que las conclusiones son el fruto de una apuesta a ciegas. Pero luego, pocas páginas después, las mismas afirmaciones ya se presentan como certezas, como hechos, como conocimientos claros y adquiridos, y los «tengo la sensación de que» se sustituyen por un «ahora sabemos que». No creo que esta forma de presentar las evidencias científicas sea muy rigurosa, y me ha dejado un poco con un sabor de manipulación poco respetuosa. Certezas basadas en creencias, donde las segundas son legítimas, y las primeras, no.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Todo esto viene aliñado con un tono coloquial (quizá demasiado) pero muy complicado (embebido de filosofía densa y cábalas matemáticas) y glamurosos momentos autobiográficos donde el autor recorre sus intercambios con la crema del mainstream internacional. No ayuda, en esta edición, un doble sistema de notas, algunas a pie de página y otras al final del libro, que hace la lectura aún menos coherente y fluida.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;En resumidas cuentas, Seth está convencido de que existe una verdad que podemos descubrir viajando en un laberinto lógico-filosófico muy especulativo mezclado con reduccionismo y materialismo científico. Lo cual, en mi forma de ver, acaba delatando que este libro no es sobre la consciencia, sino sobre su propia y personal aproximación a ella. Considerando el peso de este autor a nivel académico, y su indudable experiencia, este libro es una importante fuente de información, pero hay que tener cuidado en no leerlo como fuese, literalmente, una biblia.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Además de estas críticas generales, quiero también mencionar cuatro puntos que, en mi opinión, representan carencias importantes de este ensayo. El primero es, precisamente, el que atañe al «yo», que Seth considera una ilusión al interpretarlo (o sentirlo) como indivisible e inmutable. Tampoco en este caso se proporciona definición alguna, y se concluye que el yo no es más que otra alucinación controlada y controladora. Como a menudo ocurre en este tipo de literatura, en mi opinión también en este caso &lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=grxOFj8Q4yQ&quot;&gt;se confunde el yo (la unidad consciente) con el ego (el protagonista ficticio de nuestra vida)&lt;/a&gt;, dando además por hecho que si una entidad es impermanente e interconectada entonces no puede existir. Quien trabaja con la ecología o con las teorías de sistemas sabe perfectamente que no es así. Dicho sea de paso, esta misma actitud (el yo/ego como ilusión) está presente en muchas tradiciones filosóficas, sobre todo en el budismo, y sorprende un poco no encontrar ninguna mención a ello a lo largo de todo el libro. Finalmente, con una aproximación estrictamente lógica, Seth relaciona el yo (sin definir) con la consciencia (sin definir), introduciendo aspectos que podrían tener un peso en su recíproca relación. Entre ellos, lenguaje e inteligencia (sin definir), factores cruciales para el yo pero que, según él, no son necesarios para la consciencia. Lo cual lo lleva inevitablemente a mojarse sobre la condición no humana (animales e inteligencia artificial), con un lacónico y politically-correct «creo que todos los mamíferos son conscientes».&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;La segunda carencia tiene que ver directamente con el marco neurobiológico: como en las tradiciones más convencionales, conservadoras y ortodoxas, todo el proceso neuronal se focaliza en la centralidad de estos mágicos y todopoderosos lóbulos frontales, sede impepinable de la razón, del buen sentido, y de la sensatez. Esta actitud, contra toda evidencia, ha aguantado un siglo, pero ya a estas alturas la mayoría de los neurocientíficos saben que el cerebro actúa como una orquesta, y no es sabio intentar localizar funciones y habilidades de una forma demasiado estricta. Por ejemplo, hoy en día se reconoce la importancia del sistema fronto-parietal, donde la corteza parietal proporciona algo fundamental para el ego, el yo, la consciencia y la percepción: un cuerpo. De hecho, por fin la comunidad científica reconoce que el proceso cognitivo puede que no se limite a un cálculo cerebral, sino que necesite de un flujo de información entre cerebro, cuerpo y ambiente (lo cual incluye la cultura y la tecnología). Conceptos como el embodiment o la extensión cognitiva representan grandes ideas de las ciencias cognitivas modernas, al poner el cuerpo y las herramientas directamente en el marco del sistema mental. Pero de todo ello no hay rastro en este libro. Seth admite que sentir, pensar y actuar forman parte de un mecanismo integrado, pero sin llegar a mencionar la posibilidad de un yo que vaya más allá de la frontera del cráneo, una opción probablemente demasiado esotérica para un «materialista fisicalista». Curiosa la situación del cerebelo: a pesar de tener cuatro o cinco veces el número de neuronas del cerebro, parece que a la consciencia no le aporta mucho.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;La tercera laguna atañe a un nervio descubierto de la ciencia y de la filosofía: el libre albedrío. Como ocurre con la consciencia, también en este caso grandes mentes han llegado a conclusiones opuestas, y no esperamos que un libro desvele sus íntimos secretos. Pero me habría gustado leer en este ensayo algunas afirmaciones más originales, por muy especulativas que fueran. Sin embargo, el autor no se moja, aunque deja caer un impersonal «depende». Habla de la volición o, mejor dicho, de su supuesta percepción, la cual depende de lo que quiero hacer, de que podría haber hecho algo distinto y de que esta sensación viene «desde dentro». Para luego desmontar (junto con el yo) la libertad de esta cadena, no sin dejar claro que, de todas formas, aún queda un espacio para la decisión. Es decir, guiñando un ojo a la moda corriente que rechaza la existencia de una libre voluntad, deja abiertas las puertas, sabiendo que estas modas siempre son pasajeras.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Finalmente, la última carencia tiene que ver con una total ausencia de perspectiva evolutiva. Sabemos que al reduccionismo le interesan más las causas próximas (células y moléculas) quelas remotas (la historia evolutiva), pero he echado en falta por lo menos un marco general. De hecho, todavía no sabemos si la consciencia, sea lo que sea, es una «adaptación» (es decir, un rasgo seleccionado para aumentar el éxito reproductivo) o un imprevisto (por ejemplo, una función emergente de un sistema evidentemente complejo). Seth se limita a insistir en que todo lo que la biología de un ser viviente genera tiene el único fin de «mantenerlo vivo». Poca cosa para un tema donde grandes mentes como Stephen Jay Gould u Oliver Sacks han sentado cortésmente las bases para un análisis algo más profundo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;En 1973, el mismo año en que recibió el premio Nobel para la etología, Konrad Lorenz publicó el excelente ensayo La otra cara del espejo, donde consideró las bases del comportamiento animal, humano y social. Lorenz interpretaba el comportamiento como un proceso de adquisición y procesamiento de información, orientado a optimizar la integración entre un animal y su medioambiente. Estas funciones cognoscitivas tienen escalas diferentes, pero en realidad también comparten bases comunes que moldean, con muchos parecidos, la evolución de los protozoos y de las grandes civilizaciones humanas. A la hora de enfrentarse a este reto intelectual, Lorenz invocaba la necesidad de un realismo hipotético, un equilibrio entre realismo científico y escepticismo, mediado por la poderosa herramienta de la humildad epistemológica: nuestros modelos son funcionales (sirven para mejorar nuestras interpretaciones) y provisionales (duran lo que duran, hasta que vengan modelos mejores). Medio siglo después de aquel ensayo, sigo pensando que esta es la mejor forma de acercase al yo y la consciencia. Sin considerar que, como recuerda Seth hablando del misterianismo de Colin McGinn, no podemos olvidar que puede que haya cosas que nuestra mente, excepcional pero limitada, no pueda ser capaz de modelar. Lo cual nos lleva al viejo chiste sobre los excesos de la lógica: hay que tener cuidado cuando se busca un gato negro en un cuarto oscuro, porque puede que, sencillamente, no esté ahí.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-size: x-small;&quot;&gt;Emiliano Bruner es investigador científico en Paleoneurobiología en el Museo Nacional de Ciencias Naturales del Consejo Superior de Investigaciones Científicas (CSIC)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b style=&quot;font-family: verdana; text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-size: x-small;&quot;&gt;[O blog tem custos. 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Pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;</description><link>https://otambosi.blogspot.com/2026/04/consciencia-o-outro-lado-do-espelho.html</link><author>noreply@blogger.com (Orlando Tambosi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEibcojLv38YxGA05eWy_hItzdC9zC0H9zsk6DnxrhiCnolvON0hxbAcbag4BDczrHktBICjKIIMEhI8GhGoZLE0e3NJ1UelVcIjK17u6fg2jBfzNPS8Bos9ka_08v5EnPh80TdscLcPm8EmLpoA2Q9qZ0URBZ48o0cUZ1Mbr_62mk9k8NSpiPs-/s72-c/Pavimento-geometrico-del-Duomo-de-Florencia-cuya-perspectiva-produce-una-ilusion-optica.-Wikimedia.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-3583588428193924075</guid><pubDate>Thu, 02 Apr 2026 20:01:00 +0000</pubDate><atom:updated>2026-04-02T17:01:45.725-03:00</atom:updated><title>E Sánchez ri dos Estados Unidos...</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhYBMqPvuoAQxVGSc4aOGWrJaBcE2gt4zHfZ8UbOb603JiCy09uMsrA74KAf1kllxLaiH5xHv14Qk6Wkki9kM141RBVUSrLQZbyFZw2WUHHGqR6pXHh46xbajhUTjirYp5J-T7VK5Q87vmC5OUvRY8jCiYBm5q-vs4dh_xinjyHO69Fw1RVVktU/s1200/sanchez-science-great-again.jpg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;675&quot; data-original-width=&quot;1200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhYBMqPvuoAQxVGSc4aOGWrJaBcE2gt4zHfZ8UbOb603JiCy09uMsrA74KAf1kllxLaiH5xHv14Qk6Wkki9kM141RBVUSrLQZbyFZw2WUHHGqR6pXHh46xbajhUTjirYp5J-T7VK5Q87vmC5OUvRY8jCiYBm5q-vs4dh_xinjyHO69Fw1RVVktU/s16000/sanchez-science-great-again.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Reírse del presidente de Estados Unidos no es solo una broma. Es un error de cálculo en un país donde el poder también se mide en identidad colectiva. Jorge Mestre para &lt;a href=&quot;https://theobjective.com/elsubjetivo/opinion/2026-04-02/sanchez-eeuu-articulo-jorge-mestre/&quot;&gt;The Objective:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Hay políticos que gobiernan y políticos que actúan. Y luego está &lt;a href=&quot;https://theobjective.com/etiqueta/pedro-sanchez/&quot;&gt;Pedro Sánchez&lt;/a&gt;, que directamente interpreta. Se pone la gorra, se sube a la bicicleta y se graba. Como si la política exterior fuera un video de &lt;a href=&quot;https://theobjective.com/etiqueta/tiktok/&quot;&gt;TikTok&lt;/a&gt; con filtro de montaña.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;La gorra dice «Make science great again». La ocurrencia pretende ser ingeniosa, una parodia de &lt;a href=&quot;https://theobjective.com/etiqueta/donald-trump/&quot;&gt;Donald Trump&lt;/a&gt; y su famoso lema. Risa tonta. Gracieta infantil. Pero cuidado: lo que presume de ingenio es, en realidad, frivolidad.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Porque no se está riendo solo de Trump. Se está riendo de &lt;a href=&quot;https://theobjective.com/etiqueta/eeeuu/&quot;&gt;Estados Unidos&lt;/a&gt;. Y eso, en política internacional, no es lo mismo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Hay una cosa elemental que nadie en la corte de asesores de Moncloa ha sabido explicarle, o no se ha atrevido: los estadounidenses no funcionan como nosotros. Allí la identidad colectiva no es un decorado, es un pegamento. Un país construido sobre ideas (libertad, Constitución, «we the people») que genera una cohesión interna difícil de entender desde el cinismo ibérico. El patriotismo, allí, no es postureo: es estructura mental, es vínculo, es pertenencia.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Traducido: reírte de su presidente es, para muchos, reírte del país.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;En España puedes burlarte de Sánchez sin que pase nada. Aquí la distancia entre gobernante y gobernados es casi deportiva. Se pita, se critica, se ironiza. Pero Estados Unidos no es eso. Estados Unidos es otra cosa. Más compacto. Más identitario. Más consciente de sí mismo como potencia.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Y ahí es donde Sánchez y sus asesores se equivocan de plano.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;«Sánchez se está riendo de EEUU. Y eso, en política internacional, no es lo mismo. Reírte de su presidente es, para muchos, reírte del país»&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Porque su gesto no es diplomacia. Es infantilismo. Ese tipo de ocurrencia que arranca aplausos en la parroquia propia y desconcierto fuera. Ese «mirad qué gracioso soy» que funciona en el plató de Ferraz, pero no en el tablero internacional.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Hay algo profundamente adolescente en todo esto. El presidente que se cree ingenioso. El político que confunde la ironía con la estrategia. El presidente que cambia el boletín oficial por el guion de un community manager.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;b&gt;Populismo de gorra.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Y además, populismo de saldo. Porque mientras se ríe, los datos le desmienten. España invierte una miseria del PIB en I+D. Estados Unidos, el doble. Alemania, Francia o Suecia, muy por delante. Irlanda, sin hacer ruido, ha decidido meter miles de millones y competir en serio.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Aquí, en cambio, se juega al numerito. Allí, a la estructura. Y esto no es menor. Porque en política internacional hay códigos. Y hay jerarquías. Y hay memoria.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Sánchez parece sentirse cómodo en la estética de confrontación blanda con Estados Unidos. Una mezcla de gesto ideológico y cálculo interno. Pero en ese juego se desliza, quizá sin darse cuenta, hacia una estela incómoda. La de quienes han hecho del antiamericanismo una herramienta de legitimación interna: desde Daniel Ortega hasta los ayatolás iraníes o Nicolás Maduro.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;No es que Sánchez esté ahí. Es que el tono empieza a sonar parecido. Y eso, para un país como España, no es una buena noticia.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Porque las relaciones internacionales no son un concurso de ingenio. Son un ejercicio de poder. De intereses. De equilibrios. Y también, aunque a algunos les incomode, de respeto.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;El respeto no implica sumisión. Pero tampoco chulería de patio de colegio.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Al final, todo esto se resume en una imagen: un presidente pedaleando, con gorra, lanzando una broma al otro lado del Atlántico. Y al otro lado, una potencia que no necesita disfrazarse para imponer su peso.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;El día que Trump, o cualquier presidente estadounidense, decida responder en serio, sin filtros, sin sonrisas, sin ironía, quizá en una sala cerrada, Sánchez entenderá que aquello no era un chiste.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Era un error.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Y entonces, probablemente, se acordará de la gorra. Y de la bicicleta. Y de ese instante en el que creyó que la política exterior era un juego de ocurrencias.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Pero ya será tarde. Porque en política, como en la vida, hay bromas que no tienen gracia.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Y esta apunta a ser una de ellas.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b style=&quot;font-family: verdana; text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-size: x-small;&quot;&gt;[O blog tem custos. Se você aprecia a seleção de textos (sobre política, filosofia, ciência etc.) aqui apresentada diariamente, considere contribuir, com qualquer valor, para a sua manutenção. Pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;</description><link>https://otambosi.blogspot.com/2026/04/e-sanchez-ri-dos-estados-unidos.html</link><author>noreply@blogger.com (Orlando Tambosi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhYBMqPvuoAQxVGSc4aOGWrJaBcE2gt4zHfZ8UbOb603JiCy09uMsrA74KAf1kllxLaiH5xHv14Qk6Wkki9kM141RBVUSrLQZbyFZw2WUHHGqR6pXHh46xbajhUTjirYp5J-T7VK5Q87vmC5OUvRY8jCiYBm5q-vs4dh_xinjyHO69Fw1RVVktU/s72-c/sanchez-science-great-again.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-5836774937694599556</guid><pubDate>Thu, 02 Apr 2026 17:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2026-04-02T14:28:58.597-03:00</atom:updated><title>Por um STF sem ministros</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgUGdNEADmYWjoOWMlWvs6PLrnFhyUvB8F3jgmoBkhXvF_OzWL9mOsSzmjpDsKsKkJOa8o7oELpSEbFx0vTGb7GVUO3TNq4MR1xYqh08JMJ5VMjdAUXoMdcpdbn6fq2yCXkKv4WmH4plzcYLr8h2zBxmUDiTnw3PthqkK_Yq9bp3-wlm3M66-Yj/s848/Plenario-vazioSTF-1080-848x477.png&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;477&quot; data-original-width=&quot;848&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgUGdNEADmYWjoOWMlWvs6PLrnFhyUvB8F3jgmoBkhXvF_OzWL9mOsSzmjpDsKsKkJOa8o7oELpSEbFx0vTGb7GVUO3TNq4MR1xYqh08JMJ5VMjdAUXoMdcpdbn6fq2yCXkKv4WmH4plzcYLr8h2zBxmUDiTnw3PthqkK_Yq9bp3-wlm3M66-Yj/s16000/Plenario-vazioSTF-1080-848x477.png&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O STF já não opera como Corte de Justiça e, enquanto não soubermos exatamente para que serve, não adianta entulhar gabinetes. André Marsiglia para o &lt;a href=&quot;https://www.poder360.com.br/opiniao/por-um-stf-sem-ministros/&quot;&gt;Poder360:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Com a &lt;a href=&quot;https://www.poder360.com.br/poder-governo/planalto-formaliza-indicacao-de-messias-ao-stf/&quot;&gt;formalização&lt;/a&gt; de &lt;a href=&quot;https://www.poder360.com.br/poder-justica/de-bessias-de-dilma-a-messias-do-stf-quem-e-o-novo-ministro/&quot;&gt;Jorge Messias&lt;/a&gt; para a vaga &lt;a href=&quot;https://www.poder360.com.br/poder-justica/barroso-anuncia-aposentadoria-do-stf/&quot;&gt;deixada por Barroso&lt;/a&gt; no STF, volta à cena uma pergunta que recebo constantemente: como evitar indicações políticas para a Corte? Que reforma constitucional permitiria que voltássemos a ter um verdadeiro Tribunal de Justiça no Brasil?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Tenho uma boa resposta: a melhor reforma seria uma proposta de emenda constitucional que impedisse a entrada de novos ministros e estabelecesse que, a cada saída, a cadeira correspondente permanecesse vazia.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Ninguém sentiu falta de Barroso. Ao menos no ambiente jurídico. Talvez sua ausência tenha impacto no setor de palestras ou nas rodas de samba, mas, no plano jurídico, ninguém deu a mínima. Por outro lado, a presença de Messias tende a ser um fardo, não tenho dúvida. Duvido que o leitor se lembre da ausência de &lt;a href=&quot;about:blank&quot;&gt;Rosa Weber&lt;/a&gt;, mas a presença de seu substituto, &lt;a href=&quot;about:blank&quot;&gt;Flávio Dino&lt;/a&gt;, essa se sente de modo penoso. E assim sucessivamente.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Com a proposta em vigor, o STF passaria a reduzir seu número de ministros: de 11 para 10, de 10 para 9, até que o tribunal se esvaziasse por completo e se tornasse um STF baldio. Essa redução progressiva não criaria caos algum. Ao contrário, revelaria algo que já é perceptível, embora raramente admitido: a irrelevância jurídica de grande parte dos ministros. Quanto à sua relevância política, tampouco faria falta: políticos já temos em excesso nos demais Poderes.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Haveria, no início, alguma estranheza. Mas ela seria rapidamente substituída por alívio. Um alívio real. Afinal, hoje o que produz efeitos, frequentemente deletérios, é a presença dos ministros. Uma presença que, ao longo dos anos, expandiu competências para além dos limites constitucionais, substituiu o legislador e asfixiou o jogo político. Uma presença que sufocou o direito, ridicularizou a &lt;a href=&quot;https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm&quot;&gt;Constituição&lt;/a&gt;, ignorou garantias fundamentais e produziu insegurança jurídica.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O STF hoje funciona como um organismo saturado. O novato ou se adapta ao sistema, tornando-se mais um, ou vive em isolamento, o que não faz sentido em um órgão colegiado. O esvaziamento progressivo abriria espaço para a pergunta que hoje se evita: para que serve, afinal, a Corte? Não em termos abstratos, mas concretos. Qual é o seu papel?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O STF já não opera como Corte de Justiça. E, enquanto não soubermos exatamente para que serve, não adianta entulhar gabinetes com novos ministros.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Até lá, deixem o STF vazio. Depois de esvaziado, façam ali um parque, um pet play, ou um bar, quem sabe um karaokê, e chamem o Barroso para a inauguração.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b style=&quot;font-family: verdana; text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-size: x-small;&quot;&gt;[O blog tem custos. Se você aprecia a seleção de textos (sobre política, filosofia, ciência etc.) aqui apresentada diariamente, considere contribuir, com qualquer valor, para a sua manutenção. Pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;trust-project-bar trust-project-bar--type-b margin-top-40&quot; data-pf_style_display=&quot;block&quot; data-pf_style_visibility=&quot;visible&quot; orig-style=&quot;&quot; style=&quot;--tw-border-spacing-x: 0; --tw-border-spacing-y: 0; --tw-ring-color: rgba(59,130,246,.5); --tw-ring-offset-color: #fff; --tw-ring-offset-shadow: 0 0 #0000; --tw-ring-offset-width: 0px; --tw-ring-shadow: 0 0 #0000; --tw-rotate: 0; --tw-scale-x: 1; --tw-scale-y: 1; --tw-scroll-snap-strictness: proximity; --tw-shadow-colored: 0 0 #0000; --tw-shadow: 0 0 #0000; --tw-skew-x: 0; --tw-skew-y: 0; --tw-translate-x: 0; --tw-translate-y: 0; background-color: white; border: 0px solid; box-shadow: none; box-sizing: border-box; color: #222222; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 16px;&quot;&gt;&lt;/div&gt;</description><link>https://otambosi.blogspot.com/2026/04/por-um-stf-sem-ministros.html</link><author>noreply@blogger.com (Orlando Tambosi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgUGdNEADmYWjoOWMlWvs6PLrnFhyUvB8F3jgmoBkhXvF_OzWL9mOsSzmjpDsKsKkJOa8o7oELpSEbFx0vTGb7GVUO3TNq4MR1xYqh08JMJ5VMjdAUXoMdcpdbn6fq2yCXkKv4WmH4plzcYLr8h2zBxmUDiTnw3PthqkK_Yq9bp3-wlm3M66-Yj/s72-c/Plenario-vazioSTF-1080-848x477.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-263255064788284613</guid><pubDate>Thu, 02 Apr 2026 12:18:00 +0000</pubDate><atom:updated>2026-04-02T09:18:55.523-03:00</atom:updated><title>O Diabo está nos detalhes</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEifRa6eGsDC1bX6A8OLmDQBzRQ5Z4yki2VxXp0784kUXs_yijYREX1hDHLCri-qvnZxRAmZOKgnltD84wxHbrsVgKr9YgFiIItqspIN67sx9KRiOTcnxtECQqwvShqAegFEwE-j8nDnMAJsHfWZMzeDUlEIBZMQjmb_p7VxqzmbAfG8VUD3RcRU/s1920/09_ed315.jpg.webp&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;1000&quot; data-original-width=&quot;1920&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEifRa6eGsDC1bX6A8OLmDQBzRQ5Z4yki2VxXp0784kUXs_yijYREX1hDHLCri-qvnZxRAmZOKgnltD84wxHbrsVgKr9YgFiIItqspIN67sx9KRiOTcnxtECQqwvShqAegFEwE-j8nDnMAJsHfWZMzeDUlEIBZMQjmb_p7VxqzmbAfG8VUD3RcRU/s16000/09_ed315.jpg.webp&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Senadores de direita ficaram com medo de serem acusados de misóginos. Rodrigo Constantino para a revista &lt;a href=&quot;https://revistaoeste.com/revista/edicao-315/o-diabo-esta-nos-detalhes/&quot;&gt;Oeste:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Quem pode ser contra combater a misoginia e o ódio contra as mulheres? Essa pergunta revela uma velha tática de monopólio das virtudes: se você é contra a lei vaga que vai servir para perseguição de conservadores, então você é contra a mulher! Uma jogada suja, mas que ainda funciona. Tanto que a aprovação no Senado desse terrível PL da Misoginia foi por unanimidade!&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Senadores de direita ficaram com medo de serem acusados de misóginos pela turma do Psol e da Globo, especialmente em ano eleitoral. Mas se trata de uma concessão indevida e absurda, pois conservadores jamais terão os votos de feministas. Votando com medo, esses senadores jogaram para os deputados a responsabilidade de barrar uma lei péssima, que sequer consegue definir conceitos fundamentais de maneira objetiva. Afinal, o que é uma mulher?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;🚨PL da Misoginia é um desastre para o Brasil. O resultado será homens indo para cadeia por comentários que, mesmo de mau gosto, não impactam em nada a vida de ninguém. É o culto à fraqueza, a vasta maioria das mulheres (que são fortes) não precisam dessas aberrações.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Olha a… &lt;a href=&quot;https://t.co/22ApvDwW9Z&quot;&gt;pic.twitter.com/22ApvDwW9Z&lt;/a&gt;— Vox Liberdade  (@VoxLiberdade) &lt;a href=&quot;https://twitter.com/VoxLiberdade/status/2036697613148274729?ref_src=twsrc%5Etfw&quot;&gt;March 25, 2026&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://twitter.com/VoxLiberdade/status/2036697613148274729?ref_src=twsrc%5Etfw&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Mas debater essas coisas parece irrelevante no mundo dominado pela histeria “progressista”. O que importa é bancar o defensor das “minorias” e demonizar quem discorda dos seus meios. Essa tentativa de monopolizar os fins nobres, infelizmente, é muito comum, especialmente à esquerda. Normalmente são pessoas que sofrem do que Thomas Sowell chamou de “tirania da visão”, quando um ideal particular de justiça cósmica anula qualquer capacidade de reflexão honesta.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Tal indivíduo não terá interesse algum em debater seriamente os meios adequados para seus objetivos, testando suas teses através da experiência e aplicando a lógica nelas. Tudo que importa são as finalidades nobres, e qualquer alternativa oferecida com meios distintos será tratada com intenso desdém, como se a própria finalidade em si do outro fosse pérfida.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Existem inúmeros exemplos para ilustrar esta tentativa que alguns fazem de se arrogar a propriedade única da boa intenção. Um ótimo caso inicial está nos ditos “pacifistas”. As pessoas que automaticamente confiscam para si o monopólio da “luta pela paz”, como se o restante fosse adepto da violência, não pretendem nunca debater a fundo os métodos. A estratégia é desqualificar os fins dos oponentes, não seus meios pregados. Assim, qualquer um que não adere ao modelo pacifista é ou um lacaio da indústria bélica ou um potencial guerreiro empedernido, sedento por sangue.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;No fundo, essas pessoas buscam uma exaltação pessoal perante os outros, estão atrás da imagem de nobres almas. Não ligam para os resultados concretos do que defendem, posto que um mínimo de avaliação honesta, muitas vezes, mostraria que há um abismo entre o defendido e o obtido. Foi dessa maneira que, faltando menos de um ano para que a guerra mais catastrófica do mundo fosse iniciada por Hitler, o primeiro-ministro inglês, Chamberlain, enalteceu o “desejo do povo alemão pela paz”.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Na economia, os monopolistas de fins nobres abundam também. Peguemos como exemplo a questão da miséria. Os “defensores dos pobres” são aqueles que defendem o uso do aparato estatal no combate à miséria, sem, no entanto, aprofundar o debate a respeito do melhor método para reduzir a pobreza de fato. Se um liberal mostrar com vastos casos empíricos que a pobreza foi mais bem combatida onde o Estado menos interveio nos assuntos econômicos, ele será ignorado na melhor das hipóteses, ou tachado de insensível na pior delas. Não são os meios o foco desses “defensores dos pobres”, e sim a finalidade em si, como se alguém normal realmente desejasse o aumento da miséria.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://medias.revistaoeste.com/wp-content/uploads/2026/03/shutterstock_2045599262.jpg&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Os “defensores dos pobres” são aqueles que defendem o uso do aparato estatal no combate à miséria, sem, no entanto, aprofundar o debate a respeito do melhor método para reduzir a pobreza de fato&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Voltando ao caso da misoginia, claro que a preocupação de vários homens e mulheres é justamente a definição do conceito. O projeto deixa isso tudo muito vago, subjetivo, e sabemos que há todo um aparato estatal montado para punir conservadores e poupar esquerdistas. Tanto que Lula já fez várias declarações misóginas e machistas, e a grande imprensa sempre trata isso como uma mera “gafe”. Mas se for um Bolsonaro, sai de baixo!&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O Diabo está nos detalhes, e o inferno está cheio de boas intenções. Não duvido que muita gente tenha defendido essa aberração com as melhores intenções, achando que a lei em si vai mesmo proteger mulheres. Não vai. Mas vai perseguir homens inocentes! E vai gerar vários impasses, como quando uma mulher “despreza” outra, ou uma mulher critica uma pessoa trans. Tudo está virando “ofensa” no Brasil hoje, punível com prisão. É o paraíso totalitário e a morte da liberdade de expressão.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O deputado Nikolas Ferreira gravou um excelente vídeo explicando esses riscos todos. A deputada Bia Kicis também comentou no X contra a lei, assim como Julia Zanatta. Esses deputados prometeram lutar para barrar o projeto na Câmara. Tomara que consigam, pois sua aprovação seria o caos. Os senadores de direita que votaram por esse monstrengo deveriam pedir desculpas a seus eleitores…&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;blockquote&gt;Misoginia? Saiba a verdade do que foi aprovado. &lt;a href=&quot;https://t.co/mWWhpNZjMi&quot;&gt;pic.twitter.com/mWWhpNZjMi&lt;/a&gt;— Nikolas Ferreira (@nikolas_dm) &lt;a href=&quot;https://twitter.com/nikolas_dm/status/2036855609102835760?ref_src=twsrc%5Etfw&quot;&gt;March 25, 2026&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;a href=&quot;https://twitter.com/nikolas_dm/status/2036855609102835760?ref_src=twsrc%5Etfw&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b style=&quot;font-family: verdana; text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-size: x-small;&quot;&gt;[O blog tem custos. Se você aprecia a seleção de textos (sobre política, filosofia, ciência etc.) aqui apresentada diariamente, considere contribuir, com qualquer valor, para a sua manutenção. Pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;</description><link>https://otambosi.blogspot.com/2026/04/o-diabo-esta-nos-detalhes.html</link><author>noreply@blogger.com (Orlando Tambosi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEifRa6eGsDC1bX6A8OLmDQBzRQ5Z4yki2VxXp0784kUXs_yijYREX1hDHLCri-qvnZxRAmZOKgnltD84wxHbrsVgKr9YgFiIItqspIN67sx9KRiOTcnxtECQqwvShqAegFEwE-j8nDnMAJsHfWZMzeDUlEIBZMQjmb_p7VxqzmbAfG8VUD3RcRU/s72-c/09_ed315.jpg.webp" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-3722383080797708469</guid><pubDate>Thu, 02 Apr 2026 11:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2026-04-02T08:53:34.655-03:00</atom:updated><title>Colunas jônicas ou coríntias? Sob Trump, arquitetura vira tema político.</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhQAGMqfDGRLetKnvLeKBdH01ojPyztjReU5hyphenhyphenLiq2CJFOx6NHszLKvJwVfdGCZ9rwwfFXkonFbBQy7Fpvoh5pibUSQw3EldggOKwBNeybcY2pAfiEadYeX2C0DZ77XXcPjSI29z4zudAmZZwbsqX3y4IJzuRHDtGMKXG8q2T7aKBJFPV2nSYsl/s1280/Replica-do-salao-de-baile-de-Trump%C2%B4.webp&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;720&quot; data-original-width=&quot;1280&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhQAGMqfDGRLetKnvLeKBdH01ojPyztjReU5hyphenhyphenLiq2CJFOx6NHszLKvJwVfdGCZ9rwwfFXkonFbBQy7Fpvoh5pibUSQw3EldggOKwBNeybcY2pAfiEadYeX2C0DZ77XXcPjSI29z4zudAmZZwbsqX3y4IJzuRHDtGMKXG8q2T7aKBJFPV2nSYsl/s16000/Replica-do-salao-de-baile-de-Trump%C2%B4.webp&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A construção de um salão de baile no complexo da Casa Branca é embargada na justiça e, em plena guerra no Irã, debate arquitetônico esquenta. &lt;a href=&quot;https://veja.abril.com.br/coluna/mundialista/colunas-jonicas-ou-corintias-sob-trump-arquitetura-vira-tema-politico/&quot;&gt;Vilma Gryzinski:&amp;nbsp;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-style: italic; text-align: center;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Todo mundo já percebeu que nada que Donald Trump faz segue uma escala normal, mas às vezes parece que são mesquinhamente politizadas as discussões sobre cada passo que ele dá. Por exemplo, um juiz federal suspendeu a construção do grandioso salão de baile já em obras na parte do complexo da Casa Branca onde ficava a Ala Leste. Enquanto o Congresso não aprovar, fica tudo parado.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Detalhe: a construção de 400 milhões de dólares está sendo toda financiada por doações particulares, sem dinheiro público.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O salão de baile resolve um problema curioso para a sede do executivo do país mais poderoso do mundo: a Casa Branca tem dimensões relativamente pequenas (a disputa por lugares na Sala de Imprensa emula o Estreito de Ormuz) e para recepções maiores o jeito é erguer marquises no jardim, arriscando atolar na grama, em dias de chuva, convidadas de salto alto, entre outros inconvenientes.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O projeto é feio ou bonito? Bem, ele segue o estilo neoclássico, condizente com o restante, e o maior problema são as dimensões grandiosas, desproporcionais em relação aos outros edifícios. Com alma de construtor, Trump já exaltou os materiais de primeira, o vidro à prova de balas das janelas, o bunker antiaéreo no subsolo e até as colunas coríntias, “as mais bonitas”. Um consultor arquitetônico do governo cogitou até em trocar as colunas em estilo jônico do prédio antigo, para combinar com as do salão de baile – mas o assunto ficou em suspenso. Mexer na Casa Branca daria uma verdadeira guerra das colunas.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;ESTILO NOVO RIQUÍSSIMO&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;É claro que o New York Times fez uma reportagem esculhambando com o projeto de Trump, com opiniões unanimemente negativas – algumas até relevantes, como o detalhe intrigante de que a escadaria monumental não dá acesso ao salão, feito por uma entrada lateral, um arranjo algo estranho.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Como construtor – e presidente em último mandato –, Trump quer tudo para ontem e certamente ainda se lembra dos nove meses que a Comissão de Planejamento da Capital Nacional passou discutindo a reforma das grades da Casa Branca – grades! – no seu primeiro mandato. A espessura e a distância entre as grades foram alguns dos temas intesamente debatidos. Agora, a construção do salão de baile está paralisada por iniciativa, na justiça, de “um grupo de lunáticos da esquerda radical”, como Trump se referiu ao Fundo Nacional para a Preservação Histórica – que, apesar do nome, não é oficial.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Como único consolo, ele tem o grandioso projeto da Biblioteca Trump anunciado no começo da semana. O arranha-céu de vidro de um bilhão de dólares, também de doadores amigos, é no mais puro estilo novo riquíssimo – e Trump tem o direito de fazer o que quiser com ele, pois não abrange o patrimônio histórico, como a obra na área da Casa Branca.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O projeto foi tocado por seu filho mais novo, Eric Trump, e tem tudo o que o presidente gosta. Combina com Miami, onde será construído depois que ele deixar a presidência. No saguão monumental, uma réplica da escada rolante dourada, igual à da Trump Tower, em Nova York, que ele famosamente desceu para anunciar a candidatura a seu primeiro mandato. No ambiente monumental, ficará o Air Force One que ele ainda vai ganhar do Catar – um presente altamente impróprio por qualquer padrão ético que se use.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Mais impróprio ainda: duas estátuas monumentais de Trump. Douradas, obviamente. Nada parecido com os monumentos sóbrios que celebram em Washington presidentes históricos como Abraham Lincoln. Todos os adversários – e também alguns simpatizantes – notaram as semelhanças com as estátuas de tiranos orientais, como Kim Il-Sung, na Coreia do Norte, e Mao Tsé-Tung, na China.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Na futura Biblioteca Trump também haverá uma réplica idêntica do salão de baile que agora está embargado na Casa Branca.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;MONUMENTOS AOS EGOS&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Quem tem saudade da sobriedade chique do tempo do governo de Barack Obama corre o risco de se decepcionar. A biblioteca – ou centro presidencial – que reúne em Chicago toda a documentação e outros espaços dedicados ao ex-presidente é uma coisa horrorosa no outro espectro arquitetônico: um cubo de concreto ao estilo brutalista que faz a má fama da arquitetura moderna. Será inaugurada no próximo 19 de junho.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Fazer bibliotecas presidenciais foi uma moda inaugurada em 1939, quando Franklin Roosevelt doou todos seus documentos, pessoais e oficiais, ao governo federal. Pelos padrões de hoje era um prédio modesto, em Nova York. Embora importantes para historiadores, é óbvio que as bibliotecas viraram monumentos aos egos presidenciais – e não existe ego igual ao do presidente Trump. O arranha-céu reluzente com uma bandeira americana na fachada e o nome Trump bem grande no alto vai fazer jus ao monumental narcisismo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Mas será que os muitos adversários de Trump conseguirão não lhe dar o gostinho de inaugurar o salão de baile da Casa Branca em seu segundo e último mandato? Muito depende dos prazos – e dos resultados da eleição de novembro para o Congresso. Estes, evidentemente, dependem em grande parte da sensação dos americanos de que a vida está muito cara. Trump apostou que um eventual aumento da gasolina e seus respingos inflacionários seriam revertidos rapidamente depois da intervenção no Irã, mas a realidade está se mostrando mais complicada.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;E a discussão sobre colunas jônicas, com suas elegantes volutas, e coríntias, mais ornamentadas, afinal, tem uma relação com a política. Como, aliás, tudo o mais. Ah, se fosse esse o principal problema para Trump resolver…&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b style=&quot;font-family: verdana; text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-size: x-small;&quot;&gt;[O blog tem custos. Se você aprecia a seleção de textos (sobre política, filosofia, ciência etc.) aqui apresentada diariamente, considere contribuir, com qualquer valor, para a sua manutenção. Pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;</description><link>https://otambosi.blogspot.com/2026/04/colunas-jonicas-ou-corintias-sob-trump.html</link><author>noreply@blogger.com (Orlando Tambosi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhQAGMqfDGRLetKnvLeKBdH01ojPyztjReU5hyphenhyphenLiq2CJFOx6NHszLKvJwVfdGCZ9rwwfFXkonFbBQy7Fpvoh5pibUSQw3EldggOKwBNeybcY2pAfiEadYeX2C0DZ77XXcPjSI29z4zudAmZZwbsqX3y4IJzuRHDtGMKXG8q2T7aKBJFPV2nSYsl/s72-c/Replica-do-salao-de-baile-de-Trump%C2%B4.webp" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-2389585729433878809</guid><pubDate>Thu, 02 Apr 2026 10:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2026-04-02T07:49:23.484-03:00</atom:updated><title>Democracia: inseparável do pensamento grego e do direito romano, sim, mas sobretudo da espiritualidade cristã.</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjtEDshGsPYWvjPP5vhkwnvaSgvNcx-tRxoP7M54dLPhXQQlWoixFD8w6fI76c8_APJnP4g-RTLFIcjC-a1UXHCOpMcSbZfGFa-ppBBLUz5wz6vm8V3KNykb5HOhw-7W_4BX-x47E9WytZwx-0NdTqelxu93S4xmKyHfQJf4TklldjHAvmwV5FH/s1200/cristo-crucificado.jpg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;675&quot; data-original-width=&quot;1200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjtEDshGsPYWvjPP5vhkwnvaSgvNcx-tRxoP7M54dLPhXQQlWoixFD8w6fI76c8_APJnP4g-RTLFIcjC-a1UXHCOpMcSbZfGFa-ppBBLUz5wz6vm8V3KNykb5HOhw-7W_4BX-x47E9WytZwx-0NdTqelxu93S4xmKyHfQJf4TklldjHAvmwV5FH/s16000/cristo-crucificado.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;No debemos olvidarlo, pero se olvida constantemente. Que se lo pregunten a Noelia Castillo, una doliente imagen de la condición prefigurada por Jesucristo subiendo al Calvario cargado con la Cruz. Fernando Savater para &lt;a href=&quot;https://theobjective.com/elsubjetivo/opinion/2026-04-02/sitio-articulo-fernando-savater/&quot;&gt;The Objective:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Tuve, por suerte, unos padres religiosos aunque nada fanáticos. Éramos una familia socialmente católica. De modo que en Semana Santa visitábamos los monumentos en las iglesias y asistíamos a los oficios, aunque yo era muy niño todavía. Me gustaban mucho los oficios de pasión del Jueves y el Viernes Santo, cantados en latín a varias voces por los sacerdotes de la parroquia. Tenían algo de representación teatral y al niño sin televisión que fui le encantaban los dramas, aunque sonaran en latín.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Seguía en el misal el texto bilingüe y conseguía emocionarme con las incidencias de la tragedia del Calvario, aunque me las sabía de memoria. Qué fuerza terrible tiene ese relato, cuánta humanidad sobrenatural se encierra en él. Alguien tan escasamente beato como Nietzsche escribió al final de su vida lúcida que, tanto para los creyentes como para quienes no lo son, no hay imagen más sobrecogedora que la de Cristo crucificado.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Por eso luego me han gustado todas las películas en que aparecen esos momentos de nuestra redención, desde La túnica sagrada hasta La vida de Brian. Quien ha crecido en un país cristiano y no conoce como algo propio, tatuado a fuego en su memoria, ese relato fundacional del que provienen tantas conclusiones imprescindibles, es necesariamente una especie de huérfano, aunque conozca la Ilíada y la Odisea sin saltarse un verso.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Hace setenta años que no voy a los oficios de Semana Santa, pero recuerdo muchos trozos con palabras y música: ya no me iré sin ellos. Nunca agradeceré lo suficiente a mis seres más queridos no haberme ahorrado ese lúgubre festejo. Y no dejo de lamentar a mi vez no haber sido capaz de continuar esa tradición.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;De aquellos oficios, lo que más me impresionaba era el grave tono latino de los actores-oficiantes, que a veces sonaba a conjuro místico. Para mí, la cumbre era cuando oía las palabras de Cristo en la cruz, sobre todo la más lacónica, la quinta de las siete que recoge San Juan (Juan, 19-28): «Sitio». Es decir, tengo sed, la voz del torturado expresando la más elemental de sus necesidades. La voz profunda de barítono que pronunciaba rotundamente esa súplica en dos sílabas a mi alma peliculera se le antojaba la del mismo crucificado.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Impresión que reforcé cuando vi la magnífica escultura Sed tengo, obra de Gregorio Fernández (siglo XVII), que se conserva en el Museo de Valladolid. En ese «sitio», que no obtiene más premio líquido que una esponja empapada en vinagre, otra humillación más, se condensa toda la angustia y el desamparo de esa larga agonía de Jesús. Y ahí está también lo más emocionalmente singular del cristianismo. Los dioses paganos de todas las latitudes, cuando se manifiestan a los humanos, se muestran invariablemente potentes y arrogantes, incapaces de ocultar el orgullo de su inmortal superioridad. Pero el Cristo que protagoniza la tragedia del Calvario asume su condición de reo, de marginado por la ley y la autoridad, de torturado, envilecido y condenado a muerte. No tiene presente ni hace patente su condición de inmortal, sino que es consciente de que va a ser ejecutado, de que va a morir.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;De ahí esas palabras desconcertantes, que podrían parecer irónicas si no fuesen desesperadas: «Señor, ¿por qué me has abandonado?». Con esa frase en los labios y en el corazón deberíamos morir todos los que pertenecemos a la cultura cristiana. Sin dejar nunca del todo de esperar que una voz superior nos desmienta. En ese momento, Jesucristo no sólo se sabe hombre, sino que se siente un pobre hombre. Antonio Machado cantó con bellos versos que él prefiere al Cristo que muere en la cruz al que anduvo sobre la mar. Pero cualquiera de nosotros, sus semejantes, debe saber que lo más difícil no es caminar sobre las olas, sino soportar saber que vamos a morir irremisiblemente. Aunque quizá después…&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;En estos días en que muchas calles de nuestras ciudades son ocupadas, a veces tumultuosamente, por las procesiones y las muestras de un fervor entre popular y turístico, siempre hay un tonto de guardia (últimamente suele ser Sergio del Molino) para decir que debía también concederse el mismo espacio público a las restantes tradiciones religiosas. Y supongo que también permitirse las restantes fórmulas de convivencia política y laboral, con desigualdad entre los sexos, castas dominantes y teocracias con derecho a ejecuciones, individuos sometidos al rigor impostado de la comunidad, etc…&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Porque no debemos olvidar que el régimen de libres e iguales que llamamos democracia es culturalmente inseparable del pensamiento griego y del derecho romano, sí, pero sobre todo de la espiritualidad cristiana. No debemos olvidarlo, pero se olvida constantemente. Que se lo pregunten a Noelia Castillo, una doliente imagen de la condición prefigurada por Jesucristo subiendo al Calvario cargado con la Cruz.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;En cambio, a veces las estridencias de las procesiones recuperan rasgos hermosos de pluralismo dentro de la tradición: en la del lunes del Nazareno en Bilbao, el cantaor Juanjo Navas entonó saetas en euskera, compuestas por el poeta Beñat Arginzoniz. Algo que nos quita en parte el mal sabor de boca de la infame korrika de hace pocos días… Ante el sufrimiento, el abandono, la ausencia, el terror, el expolio, lo incurable, la obligación del cristiano no es creer en tales o cuales dogmas, sino tener sed.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b style=&quot;font-family: verdana; text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-size: x-small;&quot;&gt;[O blog tem custos. Se você aprecia a seleção de textos (sobre política, filosofia, ciência etc.) aqui apresentada diariamente, considere contribuir, com qualquer valor, para a sua manutenção. Pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;</description><link>https://otambosi.blogspot.com/2026/04/democracia-inseparavel-do-pensamento.html</link><author>noreply@blogger.com (Orlando Tambosi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjtEDshGsPYWvjPP5vhkwnvaSgvNcx-tRxoP7M54dLPhXQQlWoixFD8w6fI76c8_APJnP4g-RTLFIcjC-a1UXHCOpMcSbZfGFa-ppBBLUz5wz6vm8V3KNykb5HOhw-7W_4BX-x47E9WytZwx-0NdTqelxu93S4xmKyHfQJf4TklldjHAvmwV5FH/s72-c/cristo-crucificado.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-6178321710064920224</guid><pubDate>Thu, 02 Apr 2026 10:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2026-04-02T07:31:03.431-03:00</atom:updated><title>Lei que criminaliza misoginia é perigosa</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg2qpsf0-FMHFfLLqEMOJeDOBalv1Hnn2sDjXPeZhy34WsutrfFmflkxBYXyll3p2ZpSGDlDXJHseQphR699jE5RCNgHtXLoOou8I-ydtVVgkrtbsAxsCt1vWattc7cpBg6gERYOdnUmCXUccikliwA8S49B7qNNC9T_21MTHVb0jAPcOenScSi/s860/imagem_materia.jpeg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;570&quot; data-original-width=&quot;860&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg2qpsf0-FMHFfLLqEMOJeDOBalv1Hnn2sDjXPeZhy34WsutrfFmflkxBYXyll3p2ZpSGDlDXJHseQphR699jE5RCNgHtXLoOou8I-ydtVVgkrtbsAxsCt1vWattc7cpBg6gERYOdnUmCXUccikliwA8S49B7qNNC9T_21MTHVb0jAPcOenScSi/s16000/imagem_materia.jpeg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Com tipificação excessivamente vaga, qualquer manifestação que uma mulher considere constrangedora pode ser enquadrada como crime, o que limita a liberdade de expressão. Editorial do &lt;a href=&quot;https://www.estadao.com.br/opiniao/lei-que-criminaliza-misoginia-e-perigosa/&quot;&gt;Estadão:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O Direito brasileiro avançou consideravelmente nos últimos tempos no que diz respeito à proteção das mulheres, desde a punição ao crime de feminicídio até o fortalecimento da Lei Maria da Penha, passando pelo fim da infame “legítima defesa da honra”. Essas medidas mostram que a sociedade parece finalmente ter entendido que as mulheres, por muito tempo tratadas como cidadãs de segunda classe, precisam de um arcabouço jurídico adequado à sua condição específica, algo que este jornal apoia com entusiasmo. O problema é o oportunismo político que, em nome da defesa das mulheres, atropela garantias constitucionais.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Recentemente, por exemplo, o Senado aprovou um projeto que criminaliza toda “conduta que exteriorize ódio ou aversão às mulheres”, com penas que chegam a cinco anos de prisão, sob o regime da Lei Antirracismo. O tipo é vago e a sanção, pesada. Essa combinação deveria causar desconforto mesmo entre quem vê mérito na intenção da proposta.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A Lei Antirracismo já nasceu com vícios que só foram agravados com o tempo. O maior é a confusão entre “discriminação” – a restrição ao exercício de algum direito – e “preconceito” – uma disposição subjetiva que pode ou não se traduzir em dolo. Democracias maduras sempre distinguiram entre ações que causam dano concreto – perseguição, violência, segregação – e expressões rudes ou repulsivas. Ao punir “aversões”, o projeto transfere o que deveria ser matéria de reprovação social para o terreno da coerção estatal.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A lei orienta o juiz a considerar como discriminatória “qualquer atitude” que cause “constrangimento” ou “vergonha”. O foco é deslocado da conduta do ofensor para a experiência emocional do ofendido, desviando o Direito Penal de sua função de coibir ações que causem danos objetivos e lhe atribuindo o papel de corrigir convicções e gerenciar sentimentos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A aprovação unânime, vendida como um momento de lucidez coletiva, foi apenas um espetáculo de santimônia e conformismo. Do PT de Randolfe Rodrigues ao PL de Flávio Bolsonaro, 67 senadores votaram “sim”, ou por convicção autoritária ou por pusilanimidade – não há alternativa virtuosa. O que os acomuna é a hipocrisia.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;De um lado, a esquerda, sempre no registro do abolicionismo penal, exige restrições à polícia, reduções de penas e desencarceramento em massa, mas, quando se trata de vigiar e punir as “fobias” do cidadão comum, sua fúria persecutória não tem limites: cancelamentos, censuras, linchamentos virtuais, cadeia. Palavras se tornam “violência” e os crimes, “inafiançáveis”, “imprescritíveis”, “hediondos”. A direita, por sua vez, está sempre denunciando o ativismo judicial, mas entregou à burocracia estatal um aparelho persecutório apto a castigar virtualmente qualquer um por qualquer coisa.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Críticas ao projeto são ridicularizadas como “alarmistas” e “caricatas”. A deputada Tabata Amaral, por exemplo, não acredita que a lei punirá piadas, mas uma alteração recente na Lei Antirracismo estabeleceu justamente o humor como agravante. Com base nesse dispositivo, um comediante chegou a ser sentenciado a oito anos de cadeia.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A relatora do projeto, Soraya Thronicke, deu um exemplo do que seria misoginia: dizer que “lugar de mulher é na cozinha”. Ou então: “Não precisa reagir assim, você está de TPM?”. Em outra proposta, a autora do projeto, Ana Paula Lobato, definiu, entre várias formas de misoginia, “a interrupção constante da palavra” de uma mulher.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Sociedades liberais e democráticas não têm medo de palavras. Já sociedades infantilizadas e intolerantes ao desconforto e à dissidência confundem linguagem com violência e crítica com agressão. Franqueiam a um Estado paternalista a tutela do debate e a tarefa de administrar sensibilidades e purificar corações e mentes. Conflitos políticos, morais e culturais são deslocados para a esfera penal. O poder concentra mais poder, a liberdade é tratada não como direito, mas concessão – e os poderosos, a pretexto de coibir “discursos de ódio”, punem todo discurso que odeiam. É um custo alto demais a pagar pelo exibicionismo moral dos senadores. Espera-se que os deputados na Câmara impeçam que esse preço seja cobrado aos brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b style=&quot;font-family: verdana; text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-size: x-small;&quot;&gt;[O blog tem custos. Se você aprecia a seleção de textos (sobre política, filosofia, ciência etc.) aqui apresentada diariamente, considere contribuir, com qualquer valor, para a sua manutenção. Pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;</description><link>https://otambosi.blogspot.com/2026/04/lei-que-criminaliza-misoginia-e-perigosa.html</link><author>noreply@blogger.com (Orlando Tambosi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg2qpsf0-FMHFfLLqEMOJeDOBalv1Hnn2sDjXPeZhy34WsutrfFmflkxBYXyll3p2ZpSGDlDXJHseQphR699jE5RCNgHtXLoOou8I-ydtVVgkrtbsAxsCt1vWattc7cpBg6gERYOdnUmCXUccikliwA8S49B7qNNC9T_21MTHVb0jAPcOenScSi/s72-c/imagem_materia.jpeg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-2901384439786663045</guid><pubDate>Wed, 01 Apr 2026 23:34:00 +0000</pubDate><atom:updated>2026-04-01T20:35:21.703-03:00</atom:updated><title>Acabou-se a papa doce: já não há cegonhas para ninguém!</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEghOliPU4_kBBcHSxFKBBbzRWi-JH4ki1mWIjUB6JDSG1mZKpGarzirkMmIAx7LZT6VvO76TZDV3h5wRq1edp9XZyZIhO3vRIH9iTgGS7j0jxCCdId9dNTvsUKGgZSt6hjkALD_9fyEYF2GbjoPgk_W8PolklUHhCTnkP6kyHFnp6cIZzt0I6mj/s360/paulo-nogueira-2026-fevereiro.webp&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;360&quot; data-original-width=&quot;360&quot; height=&quot;200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEghOliPU4_kBBcHSxFKBBbzRWi-JH4ki1mWIjUB6JDSG1mZKpGarzirkMmIAx7LZT6VvO76TZDV3h5wRq1edp9XZyZIhO3vRIH9iTgGS7j0jxCCdId9dNTvsUKGgZSt6hjkALD_9fyEYF2GbjoPgk_W8PolklUHhCTnkP6kyHFnp6cIZzt0I6mj/w200-h200/paulo-nogueira-2026-fevereiro.webp&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Essa agora! Apesar da proliferação nuclear, da crise climática e do patriarcalismo, o mundo vai acabar mas é por falta de personagens. Paulo Nogueira para o &lt;a href=&quot;https://observador.pt/opiniao/acabou-se-a-papa-doce-ja-nao-ha-cegonhas-para-ninguem/&quot;&gt;Observador:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Há dias, o biólogo americano Paul Ehrlich entregou a alma ao Criador (portanto, segundo ele próprio, a ninguém). Apetece-me dizer sobre esse doutor da mula ruça algo que nunca digo: já foi tarde. Aliás,  partiu aos 93 anos, quando em geral o prazo de validade já está a fazer hora extra.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Erlich meteu a pata na poça até ao cocuruto, causando muito mal às sociedades que compraram a sua banha de cobra. Há outros pensadores pessimistas, como o austríaco Schopenhauer e o sul-africano David Benatar (autor de “Better Never Have Been”, para quem o custo/benefício do prazer/sofrimento reduz a vida a um conto do vigário). Mas Ehrlich era cientista numa era tecnocrática, e o estrago foi muito maior.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O recente censo do Brasil indica uma população de 231 milhões de habitantes, ínfimos 0,39% mais do que em 2024. Mas o número de brasileiros irá encolher a partir de 2042. Pela primeira vez os idosos deixaram de ser o menor segmento da população, e em 20 anos serão o maior deles. A população mais jovem (15 a 24 anos) diminui desde 2000. Em 2070, a idade média dos brasileiros, que em 2023 era de 34,8 anos, será de 52 anos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Em 1941, fugindo do nazismo depois de uma escala em Lisboa, o austríaco judeu Stefan Zweig exilou-se no Rio de Janeiro, e publicou o livro “Brasil, o País do Futuro”, que foi assumido como lisonjeira alcunha nacional. 85 anos depois, e dada a corrupção endémica da política brasileira, teria sido mais oracular “Brasil, o País do Faturo”. Em 1942, Zweig matou-se com a sua mulher em Petrópolis.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Moral da história: os brasileiros já tinham idade para ter juízo. O motivo do envelhecimento é a queda na fertilidade nacional: em 1969, era de 6,28 filhos por mulher; hoje, é de 1,5 – inferior à Taxa de Reposição, que mantém o nível da população.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Em 1968, Ehrlich lançou o best seller The Population Bomb, brandindo o iminente apocalipse planetário pelo excesso de terráqueos. Ironicamente, o apelido do autor em alemão significa “honesto” e “verdadeiro”. O primeiro parágrafo é patibular:  “A batalha para alimentar toda a humanidade acabou. Nas décadas de 1970 e 1980, centenas de milhões de pessoas morrerão à fome, mesmo que programas emergenciais comecem já. Nada pode deter a escalada da mortalidade mundial”.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Aos 36 anos, o lunático tornou-se VIP.  Foi 20 vezes ao programa “Tonight Show”, de Johnny Carson. Recebeu uma bolsa “génio” da Fundação MacArthur, o Prêmio do Meio Ambiente da ONU e o da Academia Real Sueca de Ciências (concedido em áreas em que não há Nobel). Em1980, Ehrlich bajulou os países do outro lado da Cortina de Ferro, “por terem alcançado o crescimento populacional zero”. Em 1973, influenciou a sentença do caso Roe x Wade, favorável ao aborto nos EUA. E prescreveu o controlo da natalidade através da esterilização (deu o exemplo com a sua vasectomia aos 29 anos). No Brasil, sugestivamente, o ministério da Família é o mesmo do Combate à Fome.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Ehrlich errou mais do que Nostradamus. A esperança de vida aumentou imenso no mundo todo. OK: a população mundial mais que dobrou — de 3,6 mil milhões em 1968 para cerca de 8,2 mil milhões hoje. Apesar disso, a Terra está cada vez mais próspera. Em 2024, o PIB global per capita foi mais de duas vezes e meia maior do que em 1968. Em vez da fome de cão, vivemos na primeira sociedade da história em que os pobres são gordos (isto, e não a inanição, é um bocado chato). Mais pessoas morrem de indigestão que de fome. Talvez o fato de a especialidade de Ehrlich serem as borboletas explique alguma coisa.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O perigo era o contrário: o crescimento populacional global no ano passado foi o mais baixo desde 1950. Quase todos vivemos hoje em países com a fertilidade muito aquém do nível de reposição. Aventuramo-nos num território demográfico nunca visto desde a Peste Negra que assolou a Idade Média.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Em 2025 os EUA registaram a taxa de natalidade mais baixa de toda a história norte-americana. O número de famílias com menores de 18 anos caiu de 66% em 1970 para 35%. E mais de ¼ são unidades de uma só pessoa, contra apenas 8% em 1940. No Reino Unido, as taxas de natalidade e de casamento para mulheres com menos de 30 anos atingiram o nível mais baixo de sempre. Se persistirem, em 2080 a Grã-Bretanha precisará de só metade dos infantários e escolas primárias que tem hoje. Já este ano, o Royal Free Hospital informou que encerrará os centros de maternidade e neonatal, por ociosidade.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O panorama repete-se na maioria dos países ocidentais, bem como no Japão, China e o Sudeste Asiático. Em 2025, para combater o envelhecimento populacional, Tóquio aderiu à semana de trabalho de 4 dias. A taxa de natalidade japonesa é de 0,99. Para manter uma população estável, é necessário no mínimo 2,1. Desde 1990, o governo japonês mandou as empresas oferecerem licenças parentais suntuosas e aprovou miminhos em dinheiro aos pais. Já em 2026, a Câmara de Tóquio lançou a sua própria app de namoro – um empurrãozinho nos mais tímidos. Mas os subúrbios da cidade estão a tornar-se comunidades fantasmas. No Japão, as fraldas geriátricas já vendem bem mais do que as fraldas de bebés.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Na Coreia do Sul — o país com a menor TFR do mundo (0,7), e onde a natalidade cai pela metade a cada 20 anos — o número de bebés em 2100 será 93 por cento menor do que os nascidos em 2026. Nenhuma doença ou exército invasor conseguiu drenar um país tão radicalmente.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Quanto menos crianças nascem, menos futuros pais estão disponíveis para criar a próxima geração, e assim por diante. Pelo andar da carruagem, em breve a população ativa não conseguirá manter os serviços públicos: adeus, welfare state, segurança social, saúde pública, cuja conta alguém tem que pagar.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Criar filhos é caro; cuidar de crianças é complicado para mulheres que trabalham; a maternidade não é mais um ethos valorizado culturalmente, nem o casamento. Mas cuidado com as explicações unívocas: a natalidade começou a cair antes da pílula, e também cai em países onde muito menos mulheres trabalham fora do lar. Em países de alta renda, tendem a ser os mais ricos a ter menos bebés (perseguir a riqueza e o status vem à custa dos filhos).&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Se dantes os jovens eram encorajados a casar e procriar (quem faz um filho, fá-lo por gosto!), agora a solteirice (dantes um opróbrio feminino) é celebrada (alguém ainda fica noivo?). Ecocatastrofistas choramingam que a Terra não suporta mais gente, e que de qualquer forma o planeta já está condenado pelo aquecimento global. Ter um filho será vê-lo carbonizar.  E o passado, então? Todos os nossos ancestrais foram serial killers! Haja saúde mental.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O identitarismo encoraja homens e mulheres a considerarem-se as némesis um do outro, jamais parceiros fofinhos – e a família nuclear não passa de um opressivo ninho de víboras. A masculinidade é tóxica, e feminilidade corresponde a uma lavagem cerebral para galinhas poedeiras. O aborto é incontinente em todo o Ocidente, um contraceptivo como outro qualquer, uma pílula dos muitos dias seguintes. Só nos EUA houve cerca de 65 milhões de abortos nos últimos 50 anos (seis vezes a população portuguesa). Sem falar na eutanásia como panaceia, hoje um risco mortal para doentes crónicos, idosos, deficientes e meros deprimidos (os nazis também a aplicaram, no chamado programa Aktion T4, que resultou na morte de 300.000 pessoas entre 1939 e 1945).&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Eu já ouvi que “ter filhos é coisa de direita” (portanto, excrementícia). Por outro lado, na Ásia o identitarismo é incipiente, e o outrora robusto familialismo (anseio por constituir família) também esmorece. Hoje a China tem 200 milhões de adultos solteiros, 60 milhões entre 20 e 40 anos de idade (a principal idade fértil). Com as barbas de molho, o PC Chinês (depois da  política do filho único incitada por Ehrlich), agora encoraja a marmelada. Mas os jovens chineses, tal como os ocidentais, subscrevem o mantra “viva para si próprio”.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Na Europa, com a imigração em massa, as populações adventícias têm mais filhos do que as nativas. No Reino Unido, em 1951, 90% da população era branca – em 2023, 62%. Na Londres atual (a antiga capital do Ocidente), apenas 37% são brancos. O Presidente da Câmara de Londres, Sadiq Khan, é filho de paquistaneses (e o da de Nova York, Zhoran Mamdani, de indiana e ugandense). Até 2024, o primeiro-ministro britânico era Rishi Sunack, de pais indianos. Olukemi (Kemi) Olufunto Adegoke Badenoch, filha de nigerianos, desde 2 de novembro de 2024 é a líder da Oposição e do partido Conservador. Assim, é cada vez mais difícil acusar o Ocidente de racismo estrutural, o que não impede muita gente de tentar. Menos preocupados com a fome, os que hoje não têm filhos continuam a odiar a civilização que produz a abundância.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O escritor francês Renaud Camus, dantes um ícone gay, publicou uma obra controversa, “Le Grand Remplacement’’, segundo o qual, por uma aritmética de tempo e espaço, imigrantes do Sul Global estão a substituir os autóctones no hemisfério norte – e a impingir as suas diferentes visões de mundo, por vezes pré-Iluministas. O ideólogo racialista afro-americano Ibram X Kendi acaba lançar um livro denunciando aquela tese como teoria da conspiração nazifascista (bocejo: o roto a falar do rasgado).&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Nos saraus da elite ocidental, as fronteiras abertas são vistas não apenas como economicamente fixes, mas também inerentemente virtuosas – uma espécie de justiça poética (que inclui a imigração ilegal). Em contrapartida, as políticas pró-natalistas são estigmatizadas como etnonacionalistas ou chauvinistas – daí o tabu de abordar o colapso demográfico.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Porém a migração afeta a fertilidade não apenas nos destinos, mas também nos países de origem. Quando os jovens partem em busca de trabalho, em geral é antes de casarem e constituírem família – também deixam os parceiros para trás, que seguem-nos só anos depois. Essa separação interfere na maternidade, e reduz o número de filhos. Longe de resolver o problema da fertilidade, a migração pode só deslocá-lo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;É um fato que as religiões abraâmicas encorajam a natalidade, e que a atual Europa Ocidental (ao contrário das sociedades islâmicas e de Israel) já foi descrita como pós-cristã. Porém, se na África subsaariana a natalidade ainda paira acima do nível de reposição, também está a cair: na década de 1980, eram 8 filhos por família – agora, 4. E não se trata de exceção no Sul Global. A Índia superou a China como o país mais populoso do mundo, mas o pico de nascimentos no país foi há 25 anos, e desde então caiu 25%, e continua a desabar, com menos de 2 filhos por mulher.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Outro fator é insularidade da geração Z, fomentada pelos smartphones (surgidos há 20 anos) e as redes sociais.  Se os jovens (que mal conhecem os seus amigos pessoalmente) não se encontram fisicamente, como irão ter filhos (impressora 3-D?)? Na semana passada, um tribunal nos EUA condenou por negligência criminosa a Meta e o YouTube, por criarem plataformas viciantes, com as suas ferramentas de rolagem infinita e algoritmos que induzem os utentes a querer voltar cada vez mais, especialmente os jovens, cujos cérebros ainda estão em desenvolvimento. As big techs  foram comparadas às grandes empresas de tabaco, que estiveram sob escrutínio durante décadas, antes de o tabagismo ser universalmente reconhecido como cancerígeno.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Os jovens, quer no Oriente quer no Ocidente, vivem o que já foi designado como uma “recessão sexual” . Nos EUA, a porcentagem de pessoas sexualmente ativas situa-se no nível mais baixo dos últimos 60 anos (a copiosa pornografia na Internet – que exclui rejeições e inibições, e faz do erotismo só mais um videojogo – também tem culpa no cartório). Um terço dos jovens americanos do sexo masculino relataram em 2020 que não tiveram relações sexuais no ano anterior – assim como  25% das mulheres. No Japão, hoje quase metade dos homens e mulheres chegam virgens aos trinta anos (um escândalo na nossa era alegadamente priápica).&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Outra implicação é a excruciante epidemia de solidão – seja de jovens ensimesmados, seja de idosos que não têm filhos nem netos. É um mal invisível: desenrola-se no sofá lá de casa. Os jovens não falam com ninguém porque não querem, os idosos porque não tem com quem falar.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Mas a culpa não é só da geração Z, ou da educação que lhes damos (ou não lhes damos). Stephen Shaw, que pesquisou 350 milhões de mulheres de 39 países, indica  também a “infertilidade não planeada”: pessoas que vagamente adiam a paternidade/maternidade e lá pelos 40 anos descobrem o que correu mal. Não encontraram a pessoa certa, as prioridades foram outras, houve um divórcio, o parceiro não estava na mesma onda.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;É verdade que nunca sabemos o que nos vai sair na rifa. Mas que raio de civilização engendramos, se as crianças são quando muito fardos a serem aturados, ou se reduzem a itens do narcisismo sentimental para pavonearmos no Instagram ? O que isso nos diz sobre a autoestima de uma sociedade que perde a vontade de perpetuar-se? Não será melhor já passarmos a bola para as geringonças da Inteligência Artificial? É que, sem seres humanos, parece um bocadinho difícil haver humanidade.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Pessoalmente, acho que a única grande vantagem da solidão é poder ir à casa de banho e deixar a porta aberta. Mas que o colapso demográfico nos sirva de lição contra aprendizes de feiticeiros como Ehrlich. Como já alertava Jacques Prévert, “não se deve deixar intelectuais brincarem com fósforos”.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b style=&quot;font-family: verdana; text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-size: x-small;&quot;&gt;[O blog tem custos. Se você aprecia a seleção de textos (sobre política, filosofia, ciência etc.) aqui apresentada diariamente, considere contribuir, com qualquer valor, para a sua manutenção. Pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;</description><link>https://otambosi.blogspot.com/2026/04/acabou-se-papa-doce-ja-nao-ha-cegonhas.html</link><author>noreply@blogger.com (Orlando Tambosi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEghOliPU4_kBBcHSxFKBBbzRWi-JH4ki1mWIjUB6JDSG1mZKpGarzirkMmIAx7LZT6VvO76TZDV3h5wRq1edp9XZyZIhO3vRIH9iTgGS7j0jxCCdId9dNTvsUKGgZSt6hjkALD_9fyEYF2GbjoPgk_W8PolklUHhCTnkP6kyHFnp6cIZzt0I6mj/s72-w200-h200-c/paulo-nogueira-2026-fevereiro.webp" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-4146263420275339483</guid><pubDate>Wed, 01 Apr 2026 23:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2026-04-01T20:30:10.134-03:00</atom:updated><title>O fascismo é de esquerda</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjvkN_UbX7NQIjdi4P-EeI1dln2n8cjjEWpabbp_dcaYc4zagMQ2e6fngxeN-aiG4JpqKJ_Y03W51Gjok24KeEK-E6tdoXda10XZAh6nbO3ZkgpzOd4w0uBYQvaX7GVoWLO29Docvjxgau0XQFhmVrZ0MMkAfmJ6kZgswQoWHd3zCnga7B4rxqD/s360/bb-foto.webp&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;359&quot; data-original-width=&quot;360&quot; height=&quot;199&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjvkN_UbX7NQIjdi4P-EeI1dln2n8cjjEWpabbp_dcaYc4zagMQ2e6fngxeN-aiG4JpqKJ_Y03W51Gjok24KeEK-E6tdoXda10XZAh6nbO3ZkgpzOd4w0uBYQvaX7GVoWLO29Docvjxgau0XQFhmVrZ0MMkAfmJ6kZgswQoWHd3zCnga7B4rxqD/w200-h199/bb-foto.webp&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O que caracteriza uma ditadura não é a sua aproximação à esquerda ou à direita, mas sim a intolerância, o controle sobre as pessoas e a vontade absoluta de tudo dominar e comandar. Bruno Bobone para o &lt;a href=&quot;https://observador.pt/opiniao/o-fascismo-e-de-esquerda/&quot;&gt;Observador:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Há uma questão que sistematicamente se me coloca de cada vez que penso sobre a origem das ditaduras.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Não tenho qualquer dúvida de que estas formas de governação são sempre duras e que resultam inevitavelmente num enorme sofrimento de todo um povo e na promoção da prática de actos maléficos por parte de quem se aproveita do poder e que sempre tem medo de o perder e, por isso, acredita que a repressão é a única forma de assegurar a sua continuidade.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Não é também a razão da sua tomada de poder que me questiona pois esta resulta sempre de uma podridão de um sistema anterior que, por facilitismo, permissividade ou abuso de poder, acaba por forçar a sua substituição e, pela força, acaba por dar excesso de poder a quem lidera essa transformação.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Aquilo que me questiono é como se assume que uma ditadura é de direita ou de esquerda.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Porque é que se diz que o comunismo é de esquerda e o nacional socialismo de direita.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Porque é que o regime venezuelano é de esquerda e o fascismo era de direita.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Na verdade, todos estes regimes têm origem numa atitude de intolerância que está normalmente presente nas pessoas que têm maior dificuldade de integração na sociedade e que se escondem em recantos ideológicos que, através da intolerância lhes permitem criar uma ambiente em que se sentem protegidos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Não deixa de ser curioso que em todos estes exemplos que referi, a ligação à esquerda seja uma constante.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;E, se no caso do chavismo e do comunismo esta questão não levantará grandes contestações, já no caso do nacional socialismo e do fascismo, estou certo de que muitos o tentarão desmentir.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Contudo, a utilização da palavra socialismo representa bem a origem do regime nazi, em que o capitalismo não tinha qualquer espaço e em que o liberalismo económico não tinha qualquer lugar, apesar de ser nacionalista e não internacionalista como os regimes socialistas que se perpetraram no mundo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Mas ainda mais curiosa é a origem do fascismo e a sua apelidação de direita, quando ele é eminentemente criado por um socialista, originário do partido socialista italiano e que representava completamente a linha de intolerância que encontramos em todos os movimentos de esquerda espalhados pelo mundo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Benito Mussolini não defendia a propriedade privada nem os valores tradicionais da direita.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Na sua essência, o que caracteriza uma ditadura, não é a sua aproximação à esquerda ou à direita mas sim a sua intolerância, o seu controlo sobre as pessoas e a sua vontade absoluta de tudo dominar e comandar.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Aquilo que define a direita e a esquerda são questões muito baseadas na liberdade de decisão individual ou na maior dependência de um poder que se sobrepõe a essa liberdade individual.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A direita escolhe o liberalismo económico, a estruturação da sociedade com base na família e a subsidiariedade baseada na decisão privada, enquanto a esquerda pretende uma economia participada e conduzida pelo Estado, a sociedade com base no indivíduo e a subsidiariedade obrigatória através da intromissão do mesmo Estado.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Curiosamente, em Portugal nos dias de hoje, o partido que tem sido muito questionado por ser promotor de ideias que estariam associadas a uma perspectiva de um regime que colocaria em causa a democracia e que está claramente associado a uma identidade de direita, acabou por conseguir fazer um percurso de crescimento muito importante, recrutando toda uma categoria de votantes que estavam originariamente ligados a um regime totalitário de esquerda e que se revêm com facilidade no novo projecto a que aderiram.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;É também curioso que, aquele partido que se diz de direita tem um programa claramente estatizante, muito pouco liberal na economia e muito defensor da intervenção do Estado em toda a vida da sociedade.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Tudo isto me confirma que há ditaduras e democracias, que nas primeiras não há nem direita nem esquerda, mas que as ideias da esquerda são mais próximas da promoção das ditaduras.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b style=&quot;font-family: verdana; text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-size: x-small;&quot;&gt;[O blog tem custos. Se você aprecia a seleção de textos (sobre política, filosofia, ciência etc.) aqui apresentada diariamente, considere contribuir, com qualquer valor, para a sua manutenção. Pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;</description><link>https://otambosi.blogspot.com/2026/04/o-fascismo-e-de-esquerda.html</link><author>noreply@blogger.com (Orlando Tambosi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjvkN_UbX7NQIjdi4P-EeI1dln2n8cjjEWpabbp_dcaYc4zagMQ2e6fngxeN-aiG4JpqKJ_Y03W51Gjok24KeEK-E6tdoXda10XZAh6nbO3ZkgpzOd4w0uBYQvaX7GVoWLO29Docvjxgau0XQFhmVrZ0MMkAfmJ6kZgswQoWHd3zCnga7B4rxqD/s72-w200-h199-c/bb-foto.webp" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-959766540616383772</guid><pubDate>Wed, 01 Apr 2026 21:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2026-04-01T19:01:56.336-03:00</atom:updated><title>Vargas Llosa: polir a pedra da literatura até à perfeição.</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi1WQmL_cLcIvGoOCMmQINskgOAKGOsUFa3vWzq6e9mw87qvWVLFDzul9QEqBaNnPvXdlpC9EzZ9fdcjrS9zi0u-3rfA1nrg8SXokyiu5fngeHnF2by0l3S9HU1bWtr_POn-fSSPhabgh49GYcmOKdZgjHZ2oQRs3HCf_jrWfzEH5HjVnwC2cP0/s1706/442967017_137410517_1706x960.webp&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;960&quot; data-original-width=&quot;1706&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi1WQmL_cLcIvGoOCMmQINskgOAKGOsUFa3vWzq6e9mw87qvWVLFDzul9QEqBaNnPvXdlpC9EzZ9fdcjrS9zi0u-3rfA1nrg8SXokyiu5fngeHnF2by0l3S9HU1bWtr_POn-fSSPhabgh49GYcmOKdZgjHZ2oQRs3HCf_jrWfzEH5HjVnwC2cP0/s16000/442967017_137410517_1706x960.webp&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;El nobel peruano trabajaba la palabra narrativa con un ahínco casi enfermizo, pulía la personalidad de sus personajes narrativos hasta la extenuación. J. J. Armas Marcelo para &lt;a href=&quot;https://www.elespanol.com/el-cultural/blogs/a_la_intemperie/20260401/vargas-llosa-pulir-piedra-literatura-perfeccion/1003744191494_12.html&quot;&gt;El Confidencial:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;El 28 de marzo pasado, &lt;a href=&quot;https://www.elespanol.com/el-cultural/letras/20250414/vargas-llosa-fama-maltrato-padre-exito-descomunal-ciudad-perros/776172648_0.html?utm_cmp_rs=linksinline&quot;&gt;Mario Vargas Llosa&lt;/a&gt; cumplió 90 años. Hablo en presente porque sé que está vivo a través de sus libros. Ese &quot;cumplete&quot;, como nombran los peruanos al cumpleaños, se ha celebrado como que Vargas Llosa está vivo y ha sido recordado como si estuviera presente. Lo está, con un espíritu pleno que es el que exhalan sus libros.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Se pasó esos 90 años puliendo la piedra de su literatura hasta lograr, en bastantes de sus novelas y ensayos, la perfección interna del texto y su personalidad como escritor. Hasta el punto de que de sus novelas y ensayos se habla en presente en muchísimas universidades del mundo y tengo para mí que su obra seguirá creciendo como si Vargas Llosa siguiera escribiendo ad aeternum cada una de sus obras únicas.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Carlos Barral, el editor que lo &quot;descubrió&quot; con La ciudad y los perros a primeros de los años 60 del siglo XX, acuñó en su momento, que entonces no era más que inicial, la idea de que Vargas Llosa era el único escritor que conocía que trabajaba como un obrero (y el obrero pule la piedra hasta su perfección) y vivía como un burgués.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Es leyenda que Mario trabajaba, manu militari, la palabra narrativa con un ahínco casi enfermizo; que pulía una y otra vez la estructura de la novela que estaba escribiendo hasta encontrar el tesoro de la perfección; que pulía la personalidad de sus personajes narrativos hasta la extenuación, dotando a cada uno de ellos de sus propias características físicas y haciéndolos hablar a cada uno con una voz, la de cada uno, hasta diferenciarlos de los demás.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Es leyenda, y realidad, que sus horarios de trabajo eran rígidos: en la mañana, escritura del texto; en la tarde, búsqueda y lectura de la documentación y lectura del texto escrito. Desde las 9 de la mañana más o menos, hasta más allá del mediodía; desde las 4 de la tarde hasta las 8 de la casi noche. Diariamente. Y aquí entra ya la tenacidad del novelista de raza de la que hablaba Henry James, y cuyo ejemplo fundamental para Mario y otros muchos novelistas está en Flaubert.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Vi una vez a Mario Vargas Llosa dar una clase en la Universidad de Harvard sobre Tirant lo Blanc a unos ocho alumnos de literatura española. Era un asombro. No solo en las cosas y asuntos que sacaba del texto estudiado, sino en la misma interpretación teatral de ese mismo texto, deteniéndose a recitar con voces distintas a los personajes de la novela.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Lo vi llenar, como si fuera un actor de cine muy famoso, para escuchar una conferencia suya los auditorios académicos y universitarios de muchas partes del mundo, desde Tokio y Kioto a Florencia, desde París a Estocolmo, a Madrid y Barcelona, desde Nueva York a Lima.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Una vez en París, en la Universidad de La Sorbona, Mario fue a dar una conferencia y, sorprendentemente (¡en La Sorbona!), no funcionaba la megafonía. Mario esperó sentado en su sillón de conferenciante más de tres cuartos de hora a que encontraran un operario técnico en todo el recinto que resolviera el problema. Con una paciencia y una humildad de monje convencido. De sus asientos, lo recuerdo muy bien, no se movió ni uno de los asistentes al acto, que se quedaron hasta la resolución de aquel problema y escucharon atentamente la conferencia en francés del novelista peruano.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Podría escribir otro libro, además del que ya escribí hace bastantes años sobre Mario, con todos los episodios sorprendentes y asombrosos que he vivido recorriendo el mundo de las letras y las universidades. Alguien puede decir que son anécdotas sin mucha importancia. No. Son episodios importantes que delatan la disciplina mayor de Vargas Llosa, para quien la literatura y todo lo que ella significaba para él eran parte esencial de su respiración cotidiana.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;No quiero recordar sus últimos cinco años, cuando ya estaba evidentemente enfermo de gravedad e iba perdiendo todas las fabulosas y extraordinarias cualidades intelectuales y humanas que lo adornaban. Quiero recordarlo siempre vivo, jovial, divertido, profundo, generoso, completo en la dimensión de su personalidad. Le debo, personal e intelectualmente, esa memoria limpia.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Su legado intelectual está ahí, delante de nosotros, para todo aquel que quiera acercarse a su escritura y a su personalidad intelectual. Queda así, eterno. Hace menos de un año, parafraseé un par de versos de &quot;Fundación de Buenos Aires&quot; del maestro Borges para entender el sentimiento que me embargaba. Los repito aquí ahora, brindo por el hombre, el escritor y su obra: &quot;A mí se me hizo cuento que murió Vargas Llosa, lo juzgo tan eterno como el agua y la rosa&quot;.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b style=&quot;font-family: verdana; text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe; font-size: x-small;&quot;&gt;[O blog tem custos. Se você aprecia a seleção de textos (sobre política, filosofia, ciência etc.) aqui apresentada diariamente, considere contribuir, com qualquer valor, para a sua manutenção. Pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;</description><link>https://otambosi.blogspot.com/2026/04/vargas-llosa-polir-pedra-da-literatura.html</link><author>noreply@blogger.com (Orlando Tambosi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi1WQmL_cLcIvGoOCMmQINskgOAKGOsUFa3vWzq6e9mw87qvWVLFDzul9QEqBaNnPvXdlpC9EzZ9fdcjrS9zi0u-3rfA1nrg8SXokyiu5fngeHnF2by0l3S9HU1bWtr_POn-fSSPhabgh49GYcmOKdZgjHZ2oQRs3HCf_jrWfzEH5HjVnwC2cP0/s72-c/442967017_137410517_1706x960.webp" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-6607470672641910288</guid><pubDate>Wed, 01 Apr 2026 21:27:00 +0000</pubDate><atom:updated>2026-04-01T18:27:30.220-03:00</atom:updated><title>Por que a Geração Z não quer saber de Lula e da esquerda?</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiZH8SUpuOiyqvm4S3UTXmk5Ue_wnmui3FiectbOKv_pKADIZjIETaao6Ox_SAFCnLYZBCRH3DPf0jOMYNm9Fogv9S9pBNZUhVmtPPU0jE8kRU0ib8wo3TT0oeOsskFMTdF6HwgN6qGY0dG3YkYDFc0fxeVj0OsJYtnUrbWWrEcvxEBtUwxQaCQ/s900/lula-durante-evento-em-sao-paulo-1774991184896_v2_900x506.jpg.webp&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;506&quot; data-original-width=&quot;900&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiZH8SUpuOiyqvm4S3UTXmk5Ue_wnmui3FiectbOKv_pKADIZjIETaao6Ox_SAFCnLYZBCRH3DPf0jOMYNm9Fogv9S9pBNZUhVmtPPU0jE8kRU0ib8wo3TT0oeOsskFMTdF6HwgN6qGY0dG3YkYDFc0fxeVj0OsJYtnUrbWWrEcvxEBtUwxQaCQ/s16000/lula-durante-evento-em-sao-paulo-1774991184896_v2_900x506.jpg.webp&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A ironia é que, apesar de dominar a cultura, a academia e a mídia, a esquerda revela uma tremenda desconexão com grande parte da nova geração. José Fucs para o &lt;a href=&quot;https://noticias.uol.com.br/colunas/jose-fucs/2026/04/01/por-que-a-geracao-z-nao-quer-saber-de-lula-e-da-esquerda.htm&quot;&gt;UOL:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Em meio à divulgação das pesquisas mais recentes, que apontaram um empate técnico no segundo turno das eleições de 2026 entre o presidente Lula, provável candidato à reeleição, e Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL, um indicador merece ser avaliado com mais atenção, pelo que revela sobre as novas tendências do eleitorado.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Perdido nas análises sobre o acirramento da disputa, o dado aparece no levantamento AtlasIntel/Bloomberg e mostra a enorme rejeição a Lula entre os integrantes da chamada Geração Z, composta pelos nascidos de 1995 a 2010.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Segundo a pesquisa, divulgada na semana passada, a desaprovação de Lula entre os jovens de 16 a 24 anos —que representam 13% dos eleitores ou 20,5 milhões de pessoas— alcança nada menos que 72%. É o maior índice negativo nesta faixa desde o início do terceiro mandato e supera de longe a média geral, considerando todas as idades, de 53,5%.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Para desconsolo do presidente e do PT, a reprovação atinge a maioria desses jovens em todas as faixas de renda. Ela oscila entre 55%, na faixa até dois salários mínimos, e 80%, na faixa acima de dez salários. A alta desaprovação dos jovens a Lula também independe de gênero. Embora seja mais alta entre os homens, atingindo 78,2%, também é bem superior à media geral entre as mulheres, com 61,4%. Além disso, 48,3% disseram temer mais a reeleição de Lula e apenas 25,6%, a vitória de Flávio Bolsonaro.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O levantamento não é apenas um recorte fora da curva. A pesquisa AtlasIntel reforça resultados semelhantes apontados por sondagens de outros institutos também divulgadas em março. De acordo com uma pesquisa do Ipsos, os jovens da Geração Z no Brasil estão se mostrando bem mais conservadores que seus pais —uma tendência reforçada por um levantamento Quaest, que apontou um recall muito maior para políticos de direita, como Flávio Bolsonaro e Nikolas Ferreira (PL-MG), do que para qualquer nome da esquerda, entre jovens que se dizem independentes.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Esses resultados representam uma mudança significativa em relação à eleição de 2022, quando o voto dos mais jovens foi decisivo para a vitória de Lula. Não tanto pela adesão à sua agenda e às bandeiras da esquerda, mas principalmente pela rejeição ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A maior evidência disso é que, nas eleições estaduais e para o Congresso, a direita e a centro-direita avançaram.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A ironia é que, apesar de dominar a cultura, a academia e a mídia, a esquerda revela uma tremenda desconexão com grande parte da nova geração. Nas universidades, onde esta faixa etária predomina, a esquerda persegue professores que não rezam pela sua cartilha, impede palestrantes de direita de dar seus recados, toma conta das entidades estudantis e influencia até os currículos dos cursos, apesar da falta de representatividade junto à maior parte dos alunos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;b&gt;Discurso embolorado&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;As motivações da guinada política dos jovens ainda carece de estudos mais profundos. Mas já dá para levantar alguns pontos que podem explicar por que a Geração Z se identifica mais com a direita e não quer saber de Lula e da esquerda.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O envelhecimento de Lula tem o seu peso, não tanto pelos seus 80 anos, mas pelo seu discurso embolorado, que se mantém praticamente o mesmo há 50 anos. Em plena era da inteligência artificial, ele continua preso ao passado. Continua pensando de forma analógica, com a cabeça na Guerra Fria, defendendo Cuba, o ditador Nicolás Maduro, o Irã dos aiatolás e o tal do Sul Global —seu maior fetiche geopolítico. Ficou &quot;véi&quot;, como diz a galera por aí.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Líder supremo do PT e eterno candidato a presidente, Lula abafou o surgimento de novas lideranças no partido. Com a tentativa de reeleição em 2026, ele completará seu sétimo pleito desde 1989. Só não concorreu em 2010, porque não podia, depois de dois mandatos consecutivos; em 2014, porque sua pupila Dilma Rousseff insistiu na reeleição; e em 2018 porque estava preso e indicou Fernando Haddad, seu fiel escudeiro, chamado de &quot;poste&quot; pelos adversários na época, para representá-lo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Além de sua resistência em navegar no ambiente digital, Lula e o PT demonstram uma tremenda incapacidade de entender a mentalidade dos mais jovens, os chamados &quot;nativos digitais&quot;, que já nasceram e cresceram sob a influência da internet. A rigor, eles não só têm dificuldade para entender suas ideias como rejeitam muitas delas.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Enquanto muitos dos integrantes da Geração Z valorizam a autonomia na vida pessoal e no trabalho e enxergam no empreendedorismo a principal via de ascensão social, Lula e o PT continuam a acreditar que &quot;dignidade&quot; é ter carteira assinada, sindicato forte e estabilidade no emprego. Seguem apegados à velha CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), criada por Getúlio Vargas em 1943, durante o Estado Novo, sob inspiração da Carta del Lavoro, do ditador fascista italiano Benito Mussolini.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;b&gt;Modelo ultrapassado&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O maior exemplo desse descompasso é a tentativa de regulamentação a fórceps dos aplicativos de mobilidade e entrega. O problema, como mostram as pesquisas, é que para a maioria dos que trabalham nas plataformas esse é um modelo ultrapassado. Eles não estão preocupados com CLT nem com crachá. Valorizam a flexibilidade no horário de trabalho, a liberdade de atender a várias empresas ao mesmo tempo, sem vínculo empregatício, e a meritocracia, que lhes permite prosperar pelo próprio esforço.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Para os mais jovens, que sonham com o CNPJ e querem virar MEI (microempreendedor individual), o que Lula, o PT e a esquerda chamam de &quot;precarização do trabalho&quot; e &quot;uberização&quot; soa mais como uma limitação da liberdade profissional que eles almejam. Os exemplos de sucesso para muitos integrantes dessa turma são os influencers e os vendedores de cursos online que enriqueceram na internet. Neste cenário, o discurso da direita, em defesa da liberdade econômica e da redução de impostos, parece fazer muito mais sentido do que a sanha regulatória do governo Lula.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Não por acaso, conforme o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), o número de MEIs criadas pelos mais jovens está batendo recorde e já representa cerca de 20% de todos os novos micronegócios do país. É sintomática também a proliferação de entidades de apoio ao empreendedorismo e ao microcrédito em favelas e a realização de feiras de empreendedores nas periferias de grandes cidades.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Lula, o PT e a esquerda em geral podem esperar retribuição dos mais jovens às &quot;entregas&quot; do governo, como o Pé de Meia, o programa que oferece compensações financeiras a estudantes do ensino médio de escolas públicas, para estimular a permanência no curso e sua conclusão. De acordo com as pesquisas, no entanto, muitos acreditam que o governo não está fazendo mais do que a obrigação.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;b&gt;&quot;Forma de transgressão&quot;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Ao contrário do que muitos analistas podem imaginar, o fenômeno não é apenas uma osciliação conjuntural, fruto da falta de calibragem nas políticas oficiais ou de um mau humor passageiro. O que os dados das pesquisas AtlasIntel, Ipsos e Quaest mostram não parece ser um desvio estatístico, mas um realinhamento histórico estrutural.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Durante décadas, a juventude foi &quot;sinônimo da rebeldia progressista&quot;, nas palavras de Lucas de Aragão, mestre em ciência política e sócio da Arko Advice, empresa de consultoria sediada em Brasília. A percepção geral era de que os jovens se identificavam naturalmente com a esquerda, pelo desejo de &quot;mudar o mundo&quot; e de lutar contra o &quot;sistema&quot; e o &quot;conservadorismo&quot; da sociedade. Pelo jeito, porém, a Geração Z —considerada bem mais pragmática que as suas antecessoras recentes, inclusive os milennials (nascidos entre 1981 e 1996) —está redefinindo suas prioridades.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&quot;A rebeldia mudou de lado&quot;, diz Aragão, em artigo publicado no site de notícias Brazil Journal em fevereiro, ao comentar uma pesquisa da AtlasIntel que já apresentava resultados semelhantes à de março. &quot;Houve um tempo em que ser de direita significava defender o establishment. Hoje é o inverso. Para a Geração Z, as instituições que moldam o discurso público (universidades, grandes empresas, imprensa e o próprio governo) falam a gramática do progressismo. Nesse ambiente, adotar posições à direita virou uma forma de transgressão.&quot;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Segundo ele, um exemplo emblemático dessa mudança apareceu na eleição para a prefeitura de São Paulo, em 2024. Na zona leste da cidade, que historicamente faz parte do &quot;cinturão&quot; da esquerda, o empresário e influenciador Pablo Marçal, candidato pelo PRTB (Partido Renovador Trabalhista Brasileiro), foi o mais votado em 14 das 20 zonas eleitorais no primeiro turno. &quot;Não foi um acidente estatístico&quot;, afirma. &quot;Ali, uma parcela da juventude trocou a esperança no Estado pela aposta antissistema.&quot;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;b&gt;Conflito de valores&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Curiosamente, alguns valores relacionados à Geração Z estão em conflito com o receituário dos conservadores e da direita raiz. Aparentemente, seus integrantes —ou boa parte deles— estão desvinculando as questões comportamentais dos limites delineados pelos campos políticos tradicionais.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Ao mesmo tempo em que a Geração Z tem uma visão mais realista do mundo, abraçando a economia de mercado e a meritocracia, e se tornou mais cética em relação às instituições, como apontam as pesquisas, ela não virou necessariamente conservadora nos costumes.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Como diz um estudo da McKinsey, uma das principais empresas internacionais de consultoria, ela não abriu mão de certas pautas comportamentais que a direita tradicional digere com dificuldade, como a defesa radical da diversidade.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Para muitos integrantes da Geração Z, a sustentabilidade não é um papo de &quot;ecochatos&quot;, mas uma questão de sobrevivência. Eles preferem empresas que busquem preservar o meio ambiente, mas se mostram preocupados com as políticas ecológicas muito restritivas, que afastam quem vê na tecnologia verde uma oportunidade de negócio e encarecem os combustíveis e os alimentos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Ao que tudo indica, apesar das diferenças de visão na área de costumes, a direita parece muito mais alinhada com os anseios e o discurso da Geração Z do que Lula e o PT. E não adianta imaginar que é possível resolver o problema de olho no pleito de outubro. Não há marqueteiro, por melhor que seja, que consiga superar isso da noite para o dia —ou em alguns meses. Nem o Sidônio Palmeira, ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social e ex-marqueteiro de Lula em 2022.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O divórcio da juventude com Lula e o PT não parece ser, enfim, um desentendimento passageiro que uma peça publicitária bem feita ou um novo auxílio financeiro possa resolver. É um problema sério de conteúdo e não de forma, que se choca com princípios incrustados na esquerda desde sempre e que promete pautar não apenas as eleições de 2026 como também as seguintes, mudando a configuração política do país.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b style=&quot;font-family: verdana; text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe;&quot;&gt;[O blog tem custos. Se você aprecia a seleção de textos (sobre política, filosofia, ciência etc.) aqui apresentada diariamente, considere contribuir, com qualquer valor, para a sua manutenção. Pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div data-metric-area=&quot;texto-noticia&quot; data-pf_style_display=&quot;block&quot; data-pf_style_visibility=&quot;visible&quot; data-v-a69b1d60=&quot;&quot; orig-style=&quot;&quot;&gt;&lt;div data-pf_style_display=&quot;block&quot; data-pf_style_visibility=&quot;visible&quot; data-v-a69b1d60=&quot;&quot; orig-style=&quot;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;container grid&quot; data-pf_style_display=&quot;grid&quot; data-pf_style_visibility=&quot;visible&quot; data-v-a69b1d60=&quot;&quot; orig-style=&quot;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;central-column col-lg-6 pf-candidate&quot; data-pf_style_display=&quot;block&quot; data-pf_style_visibility=&quot;visible&quot; data-v-a69b1d60=&quot;&quot; orig-style=&quot;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;solar-box-message mb-200-lg mt-200-lg mb-100-xs mt-100-xs&quot; data-pf_style_display=&quot;flex&quot; data-pf_style_visibility=&quot;visible&quot; data-v-8771fb73=&quot;&quot; data-v-a69b1d60=&quot;&quot; orig-style=&quot;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;solar-box-message-main&quot; data-pf_style_display=&quot;flex&quot; data-pf_style_visibility=&quot;visible&quot; data-v-8771fb73=&quot;&quot; orig-style=&quot;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;solar-box-message-main-content pf-candidate&quot; data-pf_style_display=&quot;block&quot; data-pf_style_visibility=&quot;visible&quot; data-v-8771fb73=&quot;&quot; orig-style=&quot;&quot;&gt;&lt;p class=&quot;solar-box-message-main-title added-to-list1&quot; orig-style=&quot;&quot;&gt;&lt;/p&gt;&lt;h4 data-pf_style_display=&quot;block&quot; data-pf_style_visibility=&quot;visible&quot; data-v-8771fb73=&quot;&quot; orig-style=&quot;&quot;&gt;&lt;/h4&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</description><link>https://otambosi.blogspot.com/2026/04/por-que-geracao-z-nao-quer-saber-de.html</link><author>noreply@blogger.com (Orlando Tambosi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiZH8SUpuOiyqvm4S3UTXmk5Ue_wnmui3FiectbOKv_pKADIZjIETaao6Ox_SAFCnLYZBCRH3DPf0jOMYNm9Fogv9S9pBNZUhVmtPPU0jE8kRU0ib8wo3TT0oeOsskFMTdF6HwgN6qGY0dG3YkYDFc0fxeVj0OsJYtnUrbWWrEcvxEBtUwxQaCQ/s72-c/lula-durante-evento-em-sao-paulo-1774991184896_v2_900x506.jpg.webp" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-734983522164189069</guid><pubDate>Wed, 01 Apr 2026 20:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2026-04-01T17:26:41.483-03:00</atom:updated><title>Mísseis fanáticos</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiEyjfNHza5ZjryEWGCgL-7JayOGYjqggkoA06HG1kLD9TdH7olVah8y16-yCcwm3hET0eT2sNIqOusod9eWjbQ-kzzy-Ix9qonyml8HRpjNN9kdG6J0fFNVL2bMnxAC-l4YNMJj1bCHJbq1Ake84iiPBOgopxYTkqmrhzXr9r1HBg21S0LjRKJ/s1536/misiles-fanaticos-1536x1058.jpg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;1058&quot; data-original-width=&quot;1536&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiEyjfNHza5ZjryEWGCgL-7JayOGYjqggkoA06HG1kLD9TdH7olVah8y16-yCcwm3hET0eT2sNIqOusod9eWjbQ-kzzy-Ix9qonyml8HRpjNN9kdG6J0fFNVL2bMnxAC-l4YNMJj1bCHJbq1Ake84iiPBOgopxYTkqmrhzXr9r1HBg21S0LjRKJ/s16000/misiles-fanaticos-1536x1058.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;La economía y la geopolítica no explican todo. Muchos de los mayores conflictos de nuestro tiempo tienen una fuente irracional. Fernando García Ramírez para &lt;a href=&quot;https://letraslibres.com/politica/misiles-fanaticos/01/04/2026/&quot;&gt;Letras Libres:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Queremos creer que las grandes decisiones históricas son racionales. Su moralidad puede ser dudosa (como secuestrar a un mal presidente para apoderarse del petróleo de un país) pero racional. Una corriente muy importante de pensadores y analistas está convencida de que los acontecimientos históricos tienen su origen en determinismos socioeconómicos. Se acostumbra dejar de lado, por incómodo, su fondo irracional. Los hechos del pasado nos parecen lógicos y explicables a posteriori. Los antiguos, en cambio, veían la Historia con desconfianza, explica Octavio Paz, el mundo les parecía regido “por la contingencia y su cortejo de accidentes: el azar, las pasiones, la locura y el mayor de todos, la muerte” (Pequeña crónica de grandes días).&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Nos cuesta admitir que la fuente de algunos de los mayores conflictos de nuestro tiempo sea religiosa, es decir, irracional. Preferimos creer que la geopolítica o la economía (el petróleo) lo explica todo. Irán quiere eliminar a Israel por intolerancia étnica y religiosa, por eso armó a Hamás y a Hezbolá. Putin justifica la incursión a Ucrania aduciendo que esta pertenece al “mundo ruso”, idea cuyos orígenes provienen de la conversión al cristianismo de Vladimiro el Grande, gran Príncipe de Kiev, en el siglo X.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Alexi Pavlov, secretario del Consejo de Seguridad ruso, justificó la invasión a Ucrania como una lucha contra la “desatanización”. Cirilo, patriarca de Moscú y de todas las Rusias, otorgó a Putin por esta acción militar los títulos de “Guerrero contra el Anticristo” y “Exorcista en Jefe”. Todas estas cosas nos parecen justificaciones carentes de sentido ya que en Occidente, de acuerdo con el filósofo John Gray, existe “una asentada negativa a comprender el papel de la religión en el Estado ruso”.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Escéptico y crítico del liberalismo, John Gray es también un agudo observador del mundo postsoviético. Desde el primer momento puso en entredicho las esperanzas occidentales de que la Unión Soviética, tras su desplome, se transformaría en una sociedad democrática de libre mercado. Lo que siguió a la caída fue el libertinaje extremo y el caos. Hasta la llegada providencial de un hombre fuerte, de un gris ex agente de la KGB, de un fiel asistente de Boris Yeltsin, que pasó de ser un presidente autoritario a un dictador expansionista y despiadado: Vladimir Putin. El 24 de febrero de 2022, con la invasión a Ucrania, Putin, de acuerdo a John Gray, “decidió clausurar el periodo de libertad y prosperidad relativas” que había caracterizado a su gobierno. La suya no fue una apuesta al futuro sino una postura netamente reaccionaria: regresar a Rusia a la situación previa a la desintegración de la Unión Soviética. Para él, Ucrania no es una república independiente y democrática sino una parte esencial de Rusia. Hasta ahora, cuatro años después de la invasión, lo ha intentado por vías agresivas y salvajes, reservándose el empleo del armamento nuclear que, irónicamente, Ucrania cedió a Rusia con el aval complaciente de Occidente.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Sobre la condición del armamento nuclear ruso escribe John Gray (en un apartado de Los nuevos Leviatanes, Sexto Piso, 2025) de la mano de Dimitri Adamsky (Russian nuclear orthodoxy: Religion, politics and strategy, Stanford University Press, 2019). Lo que revela no puede ser más inquietante. De forma metódica, la iglesia ortodoxa ha penetrado al complejo industrial militar ruso, especialmente su área nuclear. En todas las grandes bases nucleares “hay una iglesia, una capilla o un oratorio marcial”. Abundan los íconos en los cuarteles, puestos de mando y plataformas nucleares. “El clero castrense proporciona atención pastoral regular a los militares del cuerpo nuclear”. Clérigos y comandantes de las fuerzas nucleares celebran juntos las fiestas religiosas. Durante los ejercicios, las maniobras y los lanzamientos espaciales y nucleares se pronuncian rogativas y se rocía agua bendita. “Los capellanes nucleares están integrados en las actividades profesionales a lo largo de toda la cadena de mando”. Templos móviles acompañan a los misiles balísticos intercontinentales, “también los submarinos nucleares tienen sus propias iglesias portátiles”. Los sacerdotes ortodoxos ocupan hoy el lugar que tenían antes los comisarios políticos. “La iglesia ortodoxa –señala Gray– se ha autoposicionado como uno de los principales custodios del potencial nuclear del Estado, se siente así legitimada al reclamar su papel como uno de los garantes fundamentales de la seguridad nuclear rusa”.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Esta intensa religiosidad no representaría en sí misma algún peligro, pero dos detalles son motivo de alerta. El primero es la estrecha relación entre militarismo y religión (Putin: “Las concepciones religiosas tradicionales y el escudo nuclear son componentes que fortalecen al Estado ruso y crean las condiciones necesarias para proporcionarle su seguridad interior y exterior”); el segundo, el carácter apocalíptico de los custodios del arsenal nuclear ruso. De acuerdo con Adamsky, la iglesia ortodoxa “está muy asentada en el sistema que controla el armamento nuclear, donde las tesis de disuasión conviven con ideas escatológicas sobre un apocalipsis destructor del mudo”. La Tierra debe destruirse para terminar con el Mal, para que así pueda surgir un mundo nuevo ya purificado. Según Gray, el lenguaje apocalíptico figura en varias declaraciones de Putin, como la siguiente: “Como ciudadano de este país y Jefe del Estado ruso, no puedo evitar preguntarme ¿para qué querríamos un mundo sin Rusia?”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;La invasión a Ucrania no es solo una guerra convencional para satisfacer la megalomanía de Putin, ni tampoco un mero intento de expansión para hacerse de los recursos naturales ucranianos. Para Viocheslov Nikovov, vicepresidente de la Duma estatal rusa, “estamos ante un choque metafísico entre las fuerzas del bien y las del mal… lo que se está librando es una guerra santa en la que tenemos el deber de vencer”.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;La Historia es impredecible, sobre todo porque en su desarrollo están implicados factores como el accidente y la irracionalidad, tal como ocurre en la vida cotidiana de todos nosotros.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b style=&quot;font-family: verdana; text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe;&quot;&gt;[O blog tem custos. Se você aprecia a seleção de textos (sobre política, filosofia, ciência etc.) aqui apresentada diariamente, considere contribuir, com qualquer valor, para a sua manutenção. Pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;</description><link>https://otambosi.blogspot.com/2026/04/misseis-fanaticos.html</link><author>noreply@blogger.com (Orlando Tambosi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiEyjfNHza5ZjryEWGCgL-7JayOGYjqggkoA06HG1kLD9TdH7olVah8y16-yCcwm3hET0eT2sNIqOusod9eWjbQ-kzzy-Ix9qonyml8HRpjNN9kdG6J0fFNVL2bMnxAC-l4YNMJj1bCHJbq1Ake84iiPBOgopxYTkqmrhzXr9r1HBg21S0LjRKJ/s72-c/misiles-fanaticos-1536x1058.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-2791827688161541177</guid><pubDate>Wed, 01 Apr 2026 20:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2026-04-01T17:08:41.792-03:00</atom:updated><title>Qualidade do debate sobre visões da Constituição e do direito é chave na avaliação de Jorge Messias</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiubtWkfPdJ4bb_8Cvd1UAjWsI0jXaduSxngzJZoMHyi_TAZLw2-IVmD5fm3srf5DJjdVoZue6So97Jwu9MwjOGbUuxzehZak3Ee0BbBnLI9bJM1HVX7p3QKbnpz3k1N8oEIlw69x4nCW6oBtRxLnFAxjlfuAIO9uFh9LiX5AbYRtvEeKZ2DdJF/s1200/EIQWAPZNWJCOVFM26KFABC7CDE%20(1).jpg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;780&quot; data-original-width=&quot;1200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiubtWkfPdJ4bb_8Cvd1UAjWsI0jXaduSxngzJZoMHyi_TAZLw2-IVmD5fm3srf5DJjdVoZue6So97Jwu9MwjOGbUuxzehZak3Ee0BbBnLI9bJM1HVX7p3QKbnpz3k1N8oEIlw69x4nCW6oBtRxLnFAxjlfuAIO9uFh9LiX5AbYRtvEeKZ2DdJF/s16000/EIQWAPZNWJCOVFM26KFABC7CDE%20(1).jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Atuação da Procuradoria de Defesa da Democracia, criada dentro da AGU quando indicado de Lula comandava o órgão, deve ser analisada durante processo de discussão da indicação pelo Senado Federal. Fernando Schüler para o &lt;a href=&quot;https://www.estadao.com.br/politica/fernando-schuler/qualidade-do-debate-sobre-visoes-da-constituicao-e-do-direito-e-chave-na-avaliacao-de-jorge-messias/&quot;&gt;Estadão:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O &lt;a href=&quot;https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/lula-luiz-inacio-lula-da-silva/?srsltid=AfmBOorjemCOcIit1BDvX8e3EJBFu_a9qZMHvG9BFXGmwCxMKD9xNemo&quot;&gt;presidente Lula&lt;/a&gt; formalizou, finalmente, a sua indicação do &lt;a href=&quot;https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/jorge-messias/?srsltid=AfmBOopYYHq5VkXCsUBCqfZgVvDMCHBdf8o-f9CQH7vSS_UId22TJ4Ga&quot;&gt;Jorge Messias&lt;/a&gt; ao &lt;a href=&quot;https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/senado-federal/?srsltid=AfmBOorL_UqT0EXMQswWacnoA4K9Prm7cAQpxfqSSkYFG4Dc2wKFtowV&quot;&gt;Senado Federal &lt;/a&gt;para vaga aberta no &lt;a href=&quot;https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/stf-supremo-tribunal-federal/?srsltid=AfmBOopE_Y1KH2lzp_kBE37CO-s3bH2iwctjxfSBfXY5YrExLfWLfh-d&quot;&gt;Supremo Tribunal Federal (STF)&lt;/a&gt;. O processo agora será analisado primeiro na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), depois o indicado será sabatinado, a famosa Sabatina, que desde Floriano Peixoto nunca recusou nenhuma indicação vinda da Presidência da República. É provável que isso não aconteça novamente, mas o fundamental para o País é qual será a qualidade do debate jurídico sobre visões sobre a Constituição, sobre o direito, sobre garantias fundamentais, sobre o Estado brasileiro na sua relação com os cidadãos do candidato.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Jorge Messias foi &lt;a href=&quot;https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/agu-advocacia-geral-da-uniao/?srsltid=AfmBOoqMbPcA-uEf0rEWTBb0pewoz8c2CfBe2XOLF1KpGl0o8dl3BAep&quot;&gt;advogado-geral da União&lt;/a&gt; durante os últimos anos e entre outras iniciativas criou a &lt;a href=&quot;https://www.estadao.com.br/politica/governo-lula-orgao-fake-news-agu-mentira-voluntaria/?srsltid=AfmBOopVy7tWyXKEcfGQ08GaK17M-TOs73MN1V11VDjqv3gizMrs6BPj&quot;&gt;Procuradoria Nacional de Defesa da Democracia&lt;/a&gt;. Esse órgão vinculado ao Poder Executivo, em que pese uma instituição de Estado que é ou deveria ser ou deveria ou como deveria se comportar a Advocacia-Geral da União, praticou dezenas de atos de censura direta ou indireta, notificando plataformas digitais para que retirassem conteúdos a partir de demandas do próprio governo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Basicamente fez o seguinte: o governo fazia demandas — o ministério, a Presidência da República, a área de comunicação do governo, o Ministério da Educação, enfim, outros órgãos do governo, demandando o próprio governo — e a AGU, a partir da Procuradoria de Defesa da Democracia, notificava plataformas digitais para retiradas de conteúdos, conteúdos que retratavam o governo ou que eram vistas pelo governo como falsos, como fake news.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Boa parte desses conteúdos eram fake news mesmo, eram falsos, evidentemente. Muitos agressivos, muitos desabonavam a honra da primeira-dama, do Presidente da República ou de algum outro membro do governo. A questão não é essa, a questão é o método, como se faz isso.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Imagina nós termos agora um país onde o próprio Executivo tem um órgão que atende a demandas diretamente do Executivo para notificar plataformas digitais para fazer retiradas de conteúdos, os mais diversos, porque o governo considera, de novo, que é falso, que é desabonador, que é agressivo ao próprio governo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Um episódio especificamente me chamou a atenção e que na minha visão, de novo, deveria ser objeto de profunda análise, não só pelo Estado, mas por todo o País. Foi a censura, aí sim, o processo e, obviamente, um tipo muito sofisticado de censura, onde a máquina jurídica do Estado é colocada para censurar uma produtora de vídeos, que no caso é a Brasil Paralelo, uma produtora conservadora, que fez um filme sobre o julgamento da &lt;a href=&quot;https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/maria-da-penha/?srsltid=AfmBOoqztLgRNM_zTOnGf1tLgO_p_pS2ci1mYX_rDF5Hexd4qYkx3gaT&quot;&gt;Maria da Penha&lt;/a&gt;, que é um episódio da história do Brasil. Fez a sua interpretação, ouviu as suas fontes, buscou as suas fontes, fez o seu roteiro, a sua interpretação sobre a história do Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Interpretar a história do Brasil, vamos lá, a gente pode gostar ou não gostar. É um direito de todos os cidadãos, é um direito de documentaristas, de artistas, de produtores de cinema, etc. Se alguma pessoa, individualmente, se considerar ofendida, e aí vale para qualquer coisa, para qualquer retórica, discurso, passagem, filme, livro, seja o que for, se alguém se considerar ofendido, tem o recurso que a legislação brasileira prevê, que são os crimes contra a honra, injúria, calúnia, difamação, na justiça comum, afinal, são brasileiros, a não ser que tiverem foro por prerrogativa de função, o que é outra história, não é o caso do mal produtor de vídeos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Mas nesse caso, não, é o próprio Estado brasileiro que diz o seguinte: “olha, esse vídeo não é do governo, esse documentário não corresponde à realidade dos fatos da história do Brasil, portanto, o Estado brasileiro irá censurar”.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Temos um Estado que tem, ou se reivindica ter, a interpretação correta da história do Brasil, a interpretação oficial da história do Brasil, segundo a visão deste governo. Se mudar o governo, entrar um governo, vamos lá, à direita e não à esquerda, vai ter outra visão. E se a mesma regra for aplicada, nós teremos um governo de direita censurando filmes de esquerda, porque considera, obviamente, que os filmes de esquerda não correspondem a uma visão correta, verdadeira, da história do Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Temos, de novo, uma República onde o Executivo — não é nem o Estado brasileiro —, o Poder Executivo controla a história do Brasil. Parece um pouco grosseiro tudo isso — o Brasil é um país um pouco grosseiro —, mas isso foi feito no Brasil pela Procuradoria de Defesa da Democracia. Esse caso é amplamente conhecido, as pessoas podem, eu diria, devem pesquisar sobre esse fato.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;De novo, criando um método, não importa que seja uma produtora de direita ou de esquerda, nós estamos falando de República de Estado de Direitos Individuais.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Não cabe ao Executivo, primeiro, deter uma visão sobre a história, usar a máquina jurídica do Estado para censurar, para dizer que isso é verdade, isso não é verdade, segundo esta ou aquela interpretação, porque os governos mudam, porque as interpretações mudam e porque a história do Brasil é um campo aberto, exatamente, à interpretação por parte do cidadão.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Esse é um aspecto, na minha visão, relevante que deve ser analisado pelo País, especificamente agora pelo Senado Federal, nessa indicação cujo processo, de fato, começa agora.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b style=&quot;font-family: verdana; text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe;&quot;&gt;[O blog tem custos. Se você aprecia a seleção de textos (sobre política, filosofia, ciência etc.) aqui apresentada diariamente, considere contribuir, com qualquer valor, para a sua manutenção. Pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;ads-container&quot; data-pf_style_display=&quot;block&quot; data-pf_style_visibility=&quot;visible&quot; orig-style=&quot;&quot; style=&quot;--tw-border-spacing-x: 0; --tw-border-spacing-y: 0; --tw-ring-color: rgba(59,130,246,.5); --tw-ring-offset-color: #fff; --tw-ring-offset-shadow: 0 0 #0000; --tw-ring-offset-width: 0px; --tw-ring-shadow: 0 0 #0000; --tw-rotate: 0; --tw-scale-x: 1; --tw-scale-y: 1; --tw-scroll-snap-strictness: proximity; --tw-shadow-colored: 0 0 #0000; --tw-shadow: 0 0 #0000; --tw-skew-x: 0; --tw-skew-y: 0; --tw-translate-x: 0; --tw-translate-y: 0; background-color: white; border: 0px solid; box-shadow: none; box-sizing: border-box; color: #222222; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 16px;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;styles__Container-sc-1v8tg5g-0 iERvWa&quot; data-pf_style_display=&quot;flex&quot; data-pf_style_visibility=&quot;visible&quot; orig-style=&quot;&quot; style=&quot;--tw-border-spacing-x: 0; --tw-border-spacing-y: 0; --tw-ring-color: rgba(59,130,246,.5); --tw-ring-offset-color: #fff; --tw-ring-offset-shadow: 0 0 #0000; --tw-ring-offset-width: 0px; --tw-ring-shadow: 0 0 #0000; --tw-rotate: 0; --tw-scale-x: 1; --tw-scale-y: 1; --tw-scroll-snap-strictness: proximity; --tw-shadow-colored: 0 0 #0000; --tw-shadow: 0 0 #0000; --tw-skew-x: 0; --tw-skew-y: 0; --tw-translate-x: 0; --tw-translate-y: 0; border: 0px solid; box-shadow: none; box-sizing: border-box;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</description><link>https://otambosi.blogspot.com/2026/04/qualidade-do-debate-sobre-visoes-da.html</link><author>noreply@blogger.com (Orlando Tambosi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiubtWkfPdJ4bb_8Cvd1UAjWsI0jXaduSxngzJZoMHyi_TAZLw2-IVmD5fm3srf5DJjdVoZue6So97Jwu9MwjOGbUuxzehZak3Ee0BbBnLI9bJM1HVX7p3QKbnpz3k1N8oEIlw69x4nCW6oBtRxLnFAxjlfuAIO9uFh9LiX5AbYRtvEeKZ2DdJF/s72-c/EIQWAPZNWJCOVFM26KFABC7CDE%20(1).jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-90127771972467871</guid><pubDate>Wed, 01 Apr 2026 19:58:00 +0000</pubDate><atom:updated>2026-04-01T16:58:09.174-03:00</atom:updated><title>Câmara dos EUA acusa Moraes de censura e guerra jurídica e aponta possível interferência nas eleições</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjncWbWS6G-kSi4MXCiKSNOhM64nPMI6Y3pSFtHUVHFkkF_LbsJZcekr3rV90I7_UE3rVIJw-vZD29AaKaX8iPh8d3UrOUE962g6VrkBAK2nnGZXg802SuzPaeolmgfBzhRSp0beW2U_7TOXNxky5GhbpgLo5CgFUm9H4tYr_lmFfoftrgqRsyj/s720/relatorio.moraes-720x720.jpg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;720&quot; data-original-width=&quot;720&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjncWbWS6G-kSi4MXCiKSNOhM64nPMI6Y3pSFtHUVHFkkF_LbsJZcekr3rV90I7_UE3rVIJw-vZD29AaKaX8iPh8d3UrOUE962g6VrkBAK2nnGZXg802SuzPaeolmgfBzhRSp0beW2U_7TOXNxky5GhbpgLo5CgFUm9H4tYr_lmFfoftrgqRsyj/s16000/relatorio.moraes-720x720.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;“Essas ações demonstram que o Brasil não busca apenas silenciar a dissidência política dentro de suas fronteiras, mas sim suprimir a liberdade de expressão em todo o mundo, inclusive nos Estados Unidos”, acusou o comitê da Câmara. Fábio Galão para a &lt;a href=&quot;https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/relatorio-camara-eua-moraes/?utm_source=salesforce&amp;amp;utm_medium=emkt&amp;amp;utm_campaign=newsletter-politica-nacional&amp;amp;utm_content=politica-nacional&quot;&gt;Gazeta do Povo:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos divulgou nesta quarta-feira (1º) um relatório no qual manifestou preocupação sobre decisões da Justiça do Brasil a respeito de redes sociais e alegou que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes pratica censura e guerra jurídica que podem interferir na eleição presidencial brasileira, que será realizada em outubro.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;“As ordens de remoção de conteúdo [de redes sociais] emitidas pelo Brasil em âmbito global, sua coordenação com censores dos EUA e estrangeiros e a remoção das proteções legais para plataformas de mídia social americanas representam uma ameaça à liberdade de expressão dos americanos”, alegou o relatório.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;“Essas ações demonstram que o Brasil não busca apenas silenciar a dissidência política dentro de suas fronteiras, mas sim suprimir a liberdade de expressão em todo o mundo, inclusive nos Estados Unidos”, acusou o comitê.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A respeito da eleição de outubro, o colegiado afirmou que “muitas das ordens de censura do ministro Moraes têm como alvo seus oponentes políticos e os do presidente Luiz Inácio Lula da Silva [PT], tanto no Brasil quanto no exterior, às vésperas das eleições presidenciais brasileiras”.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;“Por exemplo, entre setembro de 2025 e fevereiro de 2026, o ministro Moraes emitiu uma série de ordens contra Eduardo Bolsonaro [PL-SP] — filho do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro [PL] e irmão de Flávio Bolsonaro [PL-RJ], um dos principais candidatos à presidência brasileira — que atualmente reside nos Estados Unidos e é um importante defensor da imposição de sanções americanas contra o ministro Moraes”, pontuou o relatório.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;“Essas ordens de censura do ministro Moraes e os pedidos de informação da Polícia Federal brasileira relacionados à investigação subjacente proíbem as plataformas de ‘divulgar a decisão de suspender a confidencialidade — bem como a própria preservação dos dados — aos proprietários dos perfis, dada a natureza confidencial da investigação e o risco de obstrução’, tornando as ordens secretas tanto ao público quanto ao alvo da censura”, escreveu o comitê.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O colegiado acrescentou que, em novembro de 2025, “ao mesmo tempo em que emitia essas ordens de censura, o ministro Moraes foi um dos ministros do Supremo Tribunal Federal que votaram a favor do julgamento de Eduardo Bolsonaro por sua atuação política nos EUA”.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Argumentando que “a campanha de censura e guerra jurídica do ministro Moraes atinge o cerne da democracia brasileira e ameaça a liberdade de expressão nos Estados Unidos”, o Comitê Judiciário lembrou que Flávio Bolsonaro e Lula aparecem “virtualmente empatados” nas pesquisas para a eleição presidencial.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;“As ordens de censura e a guerra jurídica do ministro Moraes contra a família Bolsonaro e seus apoiadores podem prejudicar significativamente sua capacidade de se manifestar online sobre assuntos de importância pública nos meses que antecedem a eleição presidencial brasileira”, disse o comitê, que afirmou que “continuará supervisionando as ameaças de censura estrangeira para subsidiar legislação que proteja os direitos fundamentais dos cidadãos americanos”.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O comitê é presidido pelo deputado republicano Jim Jordan e a maioria dos seus membros também é do partido do presidente americano, Donald Trump.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;A Gazeta do Povo solicitou um posicionamento sobre o relatório a Moraes, por meio da assessoria de imprensa do STF, mas ainda não obteve retorno. Este texto será atualizado caso haja resposta.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b style=&quot;font-family: verdana; text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #2b00fe;&quot;&gt;[O blog tem custos. Se você aprecia a seleção de textos (sobre política, filosofia, ciência etc.) aqui apresentada diariamente, considere contribuir, com qualquer valor, para a sua manutenção. Pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;</description><link>https://otambosi.blogspot.com/2026/04/camara-dos-eua-acusa-moraes-de-censura.html</link><author>noreply@blogger.com (Orlando Tambosi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjncWbWS6G-kSi4MXCiKSNOhM64nPMI6Y3pSFtHUVHFkkF_LbsJZcekr3rV90I7_UE3rVIJw-vZD29AaKaX8iPh8d3UrOUE962g6VrkBAK2nnGZXg802SuzPaeolmgfBzhRSp0beW2U_7TOXNxky5GhbpgLo5CgFUm9H4tYr_lmFfoftrgqRsyj/s72-c/relatorio.moraes-720x720.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-3152207606991091829</guid><pubDate>Wed, 01 Apr 2026 17:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2026-04-01T14:21:17.251-03:00</atom:updated><title>O mito do povo conservador</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjyPQwIJaAz8ly16aeduz0jDek0HMsDZ6t0_o7aRYrD8mzsiPPb9KhlE_XeNaxoCq3CputIOvWPR64uBOqzxTbSlToKNKbfUQ7VwPShyVjyCOY0TDODeDvisnCV59ZlebFqxaYpIARDgP1WqXR69d1x8HjDy-RPK24-DpzDzJ9HskVIlW04SUrm/s1920/flavio-bolsonaro-lula.jpg.webp&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;1080&quot; data-original-width=&quot;1920&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjyPQwIJaAz8ly16aeduz0jDek0HMsDZ6t0_o7aRYrD8mzsiPPb9KhlE_XeNaxoCq3CputIOvWPR64uBOqzxTbSlToKNKbfUQ7VwPShyVjyCOY0TDODeDvisnCV59ZlebFqxaYpIARDgP1WqXR69d1x8HjDy-RPK24-DpzDzJ9HskVIlW04SUrm/s16000/flavio-bolsonaro-lula.jpg.webp&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Um povo efetivamente conservador jamais teria elegido o PT por tantos mandatos ou esses parlamentares oportunistas. Se eu tiver que chutar, diria que 25% dos eleitores são de direita, 25% de esquerda (normalmente de olho em benefícios estatais), e a outra metade não quer saber de nada disso. Rodrigo Constantino para a &lt;a href=&quot;https://www.gazetadopovo.com.br/rodrigo-constantino/o-mito-do-povo-conservador/&quot;&gt;Gazeta do Povo:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Gravei um vídeo nesta terça para os autointitulados “bolsonaristas raiz”, argumentando basicamente que &lt;a href=&quot;https://www.gazetadopovo.com.br/tudo-sobre/flavio-bolsonaro/&quot;&gt;Flávio Bolsonaro&lt;/a&gt;, para vencer, terá de costurar uma frente ampla, engolir muitos sapos e fazer concessões para atrair os votos mais ao centro. Tentei mostrar que a postura de “caçar traidores” na direita, apontando o dedo para todo lado, mostra-se contraproducente e prejudica o próprio Flávio. Ele vai precisar, num eventual segundo turno, de todos os votos que forem para &lt;a href=&quot;https://www.gazetadopovo.com.br/tudo-sobre/ronaldo-caiado/&quot;&gt;Ronaldo Caiado&lt;/a&gt; ou &lt;a href=&quot;https://www.gazetadopovo.com.br/tudo-sobre/romeu-zema/&quot;&gt;Romeu Zema &lt;/a&gt;no primeiro turno, caso ambos sejam mesmo candidatos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O economista Marcelo Pessoa, bacharel em Relações Internacionais (UnB) e Doutor em Economia (EPGE-FGV), viu o vídeo e teceu críticas construtivas. Em sua avaliação, o povo brasileiro é conservador e isso faz com que baste o candidato à direita ser firme em suas posições que isso já garante a maioria. “Sei que não pensam assim, mas podemos vencer sozinhos. Frente ampla é desnecessária, dado que somos maioria. As pesquisas sobre conservadorismo mostram isso. Basta defender as pautas conservadoras com firmeza”, escreveu.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Paulo Moura, cientista político, comentou: “Apoio eleitoral não deve ser confundido com aliança. Atrair o voto dos anti-Lula que não gostam do Flávio no segundo turno é fundamental. Compor governo é outro assunto”. Pessoa concorda, mas insiste em seu ponto: “Certamente, Paulo. Agora, meu ponto é um só: atrair com o quê exatamente? Se conservadores têm a maioria dos votos como as pesquisas indicam, não devem sacrificar nada. Nem um milímetro”.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;E aqui entra o cerne da questão num ótimo e necessário debate: temos mesmo essa maioria? Eu concordo que é arriscado demais, além de prejudicial ao &lt;a href=&quot;https://www.gazetadopovo.com.br/tudo-sobre/conservadorismo/&quot;&gt;conservadorismo&lt;/a&gt;, ceder em pautas importantes. No limite, não dá para um candidato de direita abraçar a agenda esquerdista em nome do pragmatismo eleitoral. Ele não vai atrair os votos da esquerda e vai dar munição na guerra cultural para os adversários, jogando a janela de Overton ainda mais para a esquerda.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Mas o ponto central permanece: o povo brasileiro é mesmo conservador? Sim, pesquisas apontam que uma ampla maioria é contra o &lt;a href=&quot;https://www.gazetadopovo.com.br/tudo-sobre/aborto/&quot;&gt;aborto&lt;/a&gt;, por exemplo, ou a legalização das drogas. Mas isso é suficiente para afirmarmos que se trata de um povo com valores conservadores sólidos, que entende os princípios morais em jogo e vota de acordo?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O liberal João Luiz Mauad escreveu um longo texto sobre isso num grupo em que todos os citados participam, e com sua autorização reproduzo aqui na íntegra:&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Eu tenho sérias dúvidas sobre esse suposto caráter conservador do brasileiro. De fato, em alguns temas como aborto, drogas, maioridade penal e uns poucos outros, que costumam ser utilizados em pesquisas do tipo, ele tem se mostrado conservador, mas estes não são temas prioritários para a maioria do eleitorado. Por outro lado, o brasileiro médio é profundamente estatista, gosta de almoço grátis e assistencialismos infinitos, ao mesmo tempo em que não costuma dar muita bola para o caráter ou o passado dos candidatos. Ou alguém realmente acha que um país majoritariamente conservador, de verdade, elegeria Lula e o PT tantas vezes, principalmente depois de toda a roubalheira descoberta pela Lava Jato? Desculpem a sinceridade, mas o brasileiro tem votado em quem promete mais. Como dizia [Thomas] Sowell, “O fato de que muitos políticos de sucesso são mentirosos não é exclusivamente reflexo da classe política, é também do eleitorado. Quando as pessoas querem o impossível, só os mentirosos podem satisfazê-las&quot;. Em resumo, acho que o eleitor médio não dá a mínima bola para partidos e ideologias. A maioria vota mais com o bolso do que com qualquer outra coisa. Ademais, trata-se de um povo majoritariamente ignorante e mal-informado. Em síntese, o eleitor médio é um típico Macunaíma - e Lula tem a perfeita noção disso. O resto é whishful thinking…Esqueçam essa lengalenga de conservadorismo, liberalismo e socialismo. A meu ver, a campanha do candidato da direita deveria focar em carestia, impostos, segurança pública e, talvez prioritariamente, nos abusos do STF contra os manifestantes do 8/1 e demais injustiçados pelos donos do poder.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Impossível não dar razão a ele quando lembramos que a maior bancada do &lt;a href=&quot;https://www.gazetadopovo.com.br/tudo-sobre/congresso-nacional/&quot;&gt;Congresso&lt;/a&gt; é o “centrão”, ou seja, a turma dos fisiológicos sem qualquer ideologia. O “afegão médio” não quer saber de &lt;a href=&quot;https://www.gazetadopovo.com.br/tudo-sobre/socialismo/&quot;&gt;socialismo&lt;/a&gt;, &lt;a href=&quot;https://www.gazetadopovo.com.br/tudo-sobre/liberalismo/&quot;&gt;liberalismo&lt;/a&gt; ou conservadorismo, mas sim de seu cotidiano, se vai conseguir emprego, se vai ser assaltado e morto no caminho etc. A discussão ideológica é muito importante, mas não é para todos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Um povo efetivamente conservador jamais teria elegido o PT por tantos mandatos ou esses parlamentares oportunistas. Se eu tiver que chutar, diria que 25% dos eleitores são de direita, 25% de esquerda (normalmente de olho em benefícios estatais), e a outra metade não quer saber de nada disso e é um tanto alienada do ponto de vista político. É gente demais e que define o resultado da eleição. Por isso mesmo é preciso engolir sapos e ter uma frente ampla de apoio, fazendo algumas concessões, mas sem abrir mão dos valores principais que representam o conservadorismo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b style=&quot;font-family: verdana; text-align: center;&quot;&gt;[O blog tem custos. Se você aprecia a seleção de textos (sobre política, filosofia, ciência etc.) aqui apresentada diariamente, considere contribuir, com qualquer valor, para a sua manutenção. Pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;</description><link>https://otambosi.blogspot.com/2026/04/o-mito-do-povo-conservador.html</link><author>noreply@blogger.com (Orlando Tambosi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjyPQwIJaAz8ly16aeduz0jDek0HMsDZ6t0_o7aRYrD8mzsiPPb9KhlE_XeNaxoCq3CputIOvWPR64uBOqzxTbSlToKNKbfUQ7VwPShyVjyCOY0TDODeDvisnCV59ZlebFqxaYpIARDgP1WqXR69d1x8HjDy-RPK24-DpzDzJ9HskVIlW04SUrm/s72-c/flavio-bolsonaro-lula.jpg.webp" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-17163319.post-5547467363776263237</guid><pubDate>Wed, 01 Apr 2026 13:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2026-04-01T10:30:03.701-03:00</atom:updated><title>Até você, Giorgia? Estragos que a guerra no Irã faz com os aliados americanos.</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgF2WiMjAmblQqvWVNkYev2EJURDnlu85HPgDywJXqXv-EglHTHpzIKr9tkCklN60Yx1Q3DsgOb8RwLT-3qNwvkAUaPfkd-jSEgivDjOKsQped2VEKsYBYB3_KKITJ-WygN9cdrSL6M8xDc6LHotZykIUw2MldUePj_CbTmq77GHR_hXEld2yXU/s1280/GettyImages-2267464652.webp&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;720&quot; data-original-width=&quot;1280&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgF2WiMjAmblQqvWVNkYev2EJURDnlu85HPgDywJXqXv-EglHTHpzIKr9tkCklN60Yx1Q3DsgOb8RwLT-3qNwvkAUaPfkd-jSEgivDjOKsQped2VEKsYBYB3_KKITJ-WygN9cdrSL6M8xDc6LHotZykIUw2MldUePj_CbTmq77GHR_hXEld2yXU/s16000/GettyImages-2267464652.webp&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Depois que a primeira-ministra não autorizou uso de base italiana, fica claro o prejuízo que vem sendo causado entre EUA e europeus. &lt;a href=&quot;https://veja.abril.com.br/coluna/mundialista/ate-voce-giorgia-estragos-que-a-guerra-no-ira-faz-com-aliados-americanos/&quot;&gt;Vilma Gryzinski:&amp;nbsp;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Giorgia Meloni se dá bem com Donald Trump e é de direita – embora, ao contrário das maluquices ditas quando foi eleita, não tenha arrastado a Itália de volta ao fascismo. Por isso, pesa mais o fato de que ela não tenha autorizado o uso da base de Sigonella, na Sicília, por aviões americanos que transportavam armas para a guerra no Irã. Tudo perfeitamente dentro dos conformes dos acordos que regem o uso das bases na Itália, voltado para atividades logísticas e de reabastecimento, com casos de guerra exigindo autorização do Parlamento, mas o suficiente para ilustrar como um dos piores efeitos da guerra do Irã é a deterioração das relações dos Estados Unidos com os aliados europeus que Trump acusa de fazer corpo mole.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;É diferente quando o espanhol Pedro Sánchez, líder de um partido esquerdista fundamentalmente antiamericano, veta o uso de bases e quando a atitude parte de uma aliada como Meloni.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;França e Alemanha também já criticaram a declaração de guerra unilateral, sem o endosso de nenhuma organização supranacional como a ONU ou a União Europeia. A Grã-Bretanha, também governada por um partido de esquerda, faz malabarismos para não provocar Trump e ao mesmo tempo não se envolver na guerra.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Nem sempre funciona. Ontem Trump estava cuspindo fogo nos aliados hesitantes. “A todos os países que não conseguem combustível de avião por causa do Estreito de Ormuz, como o Reino Unido, que se recusou a se envolver na decapitação do Irã, eu tenho uma sugestão”, fulminou ele. “Número 1, comprem dos Estados Unidos, nós temos de sobra, e número 2, tomem uma coragem atrasada, vão para o Estreito e o consigam”.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;SONHO DE PUTIN&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;“Vocês têm que começar a aprender a lutar por si mesmos, os Estados Unidos não vão ficar mais ajudando, da mesma forma que vocês não nos ajudaram. O Irã foi, basicamente, dizimado. A parte difícil foi feita. Vão conseguir seu próprio petróleo”.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;São palavras duríssimas que atacam o coração da aliança atlântica, o instrumento de cooperação política e militar que projetou o poder americano sobre a Europa – e estendeu sobre o continente o guarda-chuva militar que não só impediu uma invasão soviética como acabou redundando no desmanche pacífico da poderosa URSS.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Os Estados Unidos têm razão em reclamar que os europeus se acomodaram na posição de ter a defesa garantida pelo rico aliado e usaram seu dinheiro em outros fins – inclusive na sustentação do generoso estado de bem-estar social que tantos benefícios traz. Mas a dificuldade de Trump é em aceitar que os Estados Unidos também foram beneficiados, e não simplesmente escorchados como diz com frequência.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Ver a aliança atlântica enfraquecida é um sonho para Vladimir Putin, que ganha uma vitória sem precisar fazer nada, ainda mais enquanto a guerra na Ucrânia solapa o poder da Rússia, e não deve ser visto com desagrado pela China.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;MUITOS TRUNFOS&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Giorgia Meloni tentou evitar a impressão de atrito com os Estados Unidos e disse que as relações com o país “são sólidas e baseadas na total e leal cooperação”. Ela também já havia dito que era impensável ter o regime dos aiatolás de posse de armas nucleares e com tecnologia de mísseis com alcance para atingir a Europa.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Mas dificilmente vai escapar da fúria de Trump. O presidente deve estar frustrado por não ver a queda do regime teocrático que seria lógica, diante da decapitação da liderança e da revolta maciça da população poucas semanas antes. Pode ter subestimado o poder de um regime altamente repressivo sobre um povo acuado e intimidado, sem internet e sem clareza sobre o que está acontecendo em seu próprio país. Talvez também esperasse apoio em larga escala dos países europeus pelos quais os Estados Unidos tanto fizeram. Ou tenha confundido o pavor inspirado pelo Irã mostrado por líderes europeus em conversas privadas com aprovação a uma intervenção bélica sem respaldo legal.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;Seria prejudicial a seus próprios interesses se Trump torpedear a Otan ou largar no meio do caminho a operação iniciada no Irã. O presidente tem muitos trunfos na mão, sendo o mais forte deles a posição forte dos Estados Unidos no campo dos recursos energéticos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;O melhor que tem a fazer é usá-los a seu favor – e, sim, também dos aliados europeus. Brigas em família devem ser deixadas para momentos menos urgentes. “Os Estados Unidos vão se LEMBRAR”, proclamou ao reclamar que a França também não permitiu o sobrevoo de aviões a caminho do Irã. Pois que se lembrem, mas não detonem seus próprios interesses. Enfraquecer a Otan seria dar uma vitória de graça aos maiores inimigos dos Estados Unidos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b style=&quot;font-family: verdana; text-align: center;&quot;&gt;[O blog tem custos. Se você aprecia a seleção de textos (sobre política, filosofia, ciência etc.) aqui apresentada diariamente, considere contribuir, com qualquer valor, para a sua manutenção. Pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div data-mrf-experience=&quot;IL_KU3F_VsNSSGTOvo2ZclyPg&quot; data-mrf-recirculation=&quot;IL_KU3F_VsNSSGTOvo2ZclyPg&quot; data-pf_style_display=&quot;block&quot; data-pf_style_visibility=&quot;visible&quot; data-testid=&quot;text-html&quot; orig-style=&quot;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;marfeel-mais-lidas-2-container noreadme-audima&quot; data-pf_style_display=&quot;block&quot; data-pf_style_visibility=&quot;visible&quot; orig-style=&quot;&quot;&gt; &lt;h2 data-pf_style_display=&quot;block&quot; data-pf_style_visibility=&quot;visible&quot; orig-style=&quot;&quot;&gt;&lt;/h2&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</description><link>https://otambosi.blogspot.com/2026/04/ate-voce-giorgia-estragos-que-guerra-no.html</link><author>noreply@blogger.com (Orlando Tambosi)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgF2WiMjAmblQqvWVNkYev2EJURDnlu85HPgDywJXqXv-EglHTHpzIKr9tkCklN60Yx1Q3DsgOb8RwLT-3qNwvkAUaPfkd-jSEgivDjOKsQped2VEKsYBYB3_KKITJ-WygN9cdrSL6M8xDc6LHotZykIUw2MldUePj_CbTmq77GHR_hXEld2yXU/s72-c/GettyImages-2267464652.webp" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item></channel></rss>