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    <title>Página do Paulim</title>
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    <description>Algumas coisas que passam pela minha cabeça</description>
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      <pubDate>Sun, 18 Dec 2011 15:30:50 -0800</pubDate>
      <title>Sobre a campanha de respeito ao pedestre da BHTrans</title>
      <link>http://www.paulomourajr.net/sobre-a-campanha-de-respeito-ao-pedestre-da-b-19736</link>
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      <description>
        <![CDATA[<p>
	<p>H&aacute; alguns dias ouvi que a BHTrans estava lan&ccedil;ando uma <a href="http://www.bhtrans.pbh.gov.br/portal/page/portal/portalpublico/Imprensa/respeito_pedestres_051211#">campanha de respeito ao pedestre</a>. Em Belo Horizonte, assim como em v&aacute;rios lugares do pa&iacute;s, a faixa de pedestre &eacute; algo solenemente ignorado pela maioria dos condutores, e medidas para a conscientiza&ccedil;&atilde;o dos motoristas sempre s&atilde;o bem vindas.</p>
<p>Hoje vi <a href="http://www.bhtrans.pbh.gov.br/portal/pls/portal/docs/1/7112209.JPG">a segunda edi&ccedil;&atilde;o do&nbsp;Jornal do &Ocirc;nibus de Dezembro</a>&nbsp;citando a campanha. A imagem abaixo mostra o que, ao meu entender, seria a parte espec&iacute;fica para os pedestres.&nbsp;</p>
<p><div class='p_embed p_image_embed'>
<img alt="Faixa" height="268" src="http://getfile2.posterous.com/getfile/files.posterous.com/temp-2011-12-18/gvinxkypyFqEAgDGDDDnzDxyfxoJsJdsaEHhnxheIBwmkdxlmxAmtIyviCtd/faixa.jpg.scaled500.jpg" width="375" />
</div>
</p>
<p>Segundo&nbsp;a campanha, o pedestre que quiser atravessar uma rua na faixa de pedestre dever&aacute;:</p>
<ul>
<li>aguardar na faixa antes de atravessar;</li>
<li>fazer contato visual com o motorista / motociclista;</li>
<li>estender a m&atilde;o, sinalizando que quer atravessar.</li>
</ul>
<p>A princ&iacute;pio, tudo bem, n&atilde;o &eacute;? Afinal de contas, n&atilde;o custa nada aos pedestres indicarem aos motoristas que querem atravessar a rua, al&eacute;m de ser um sinal de cordialidade no tr&acirc;nsito. J&aacute; que os pedestres s&atilde;o vulner&aacute;veis, nada melhor do que ensin&aacute;-los a aumentar a sua seguran&ccedil;a. Infelizmente, n&atilde;o &eacute; bem assim.</p>
<p>Primeiro que essa campanha ignora o artigo 70 do <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9503.htm">C&oacute;digo de Tr&acirc;nsito Brasileiro</a>, que diz que "<em>[o]<span style="font-family: Arial; text-align: justify;">s pedestres que estiverem atravessando a via sobre as faixas delimitadas para esse fim ter&atilde;o prioridade de passagem, exceto nos locais com sinaliza&ccedil;&atilde;o semaf&oacute;rica, onde dever&atilde;o ser respeitadas as disposi&ccedil;&otilde;es deste C&oacute;digo"</span></em>. Qualquer condutor que tenha feito autoescola sabe (ou deveria saber)&nbsp;isso, n&atilde;o &eacute; nenhuma novidade.&nbsp;O pedestre j&aacute; tem a prefer&ecirc;ncia na faixa de pedestre, n&atilde;o precisa levantar a m&atilde;o, acenar ou dar tchauzinho ou fazer <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Ki00FPYstl0">a dan&ccedil;a do tamandu&aacute; africano</a>. Sem contar que v&aacute;rias faixas de pedestres j&aacute; s&atilde;o acompanhadas de sinaliza&ccedil;&atilde;o de parada obrigat&oacute;ria, seja no ch&atilde;o ou placa indicativa; se v&aacute;rios motoristas ignoram essas indica&ccedil;&otilde;es, por que respeitariam um sinal de m&atilde;o do pedestre?</p>
<p>O segundo problema dessa campanha &eacute; que ela explicita a inseguran&ccedil;a das faixas de pedestre. N&atilde;o se busca mostrar aos pedestres que a faixa &eacute; uma zona segura, que ela &eacute; territ&oacute;rio deles e que por causa disso &eacute; melhor passar na faixa do que em qualquer outro ponto da via; a campanha s&oacute; evidencia que ali &eacute; um espa&ccedil;o onde a vida do pedestre est&aacute; em risco, pois ele tem que "pedir permiss&atilde;o" para us&aacute;-la. Ent&atilde;o, qual &eacute; o prop&oacute;sito das faixas, dado que elas precisa de um manual de instru&ccedil;&atilde;o e que nelas os pedestres podem ser atropelados da mesma forma que em qualquer lugar da via? J&aacute; que &eacute; assim, n&atilde;o seria melhor elimin&aacute;-las? Pelo menos, os pedestres n&atilde;o teriam uma falsa ilus&atilde;o de seguran&ccedil;a e n&atilde;o colocariam a vida em risco.&nbsp;</p>
<p>O terceiro problema dessa campanha, e mais grave na minha opini&atilde;o, &eacute; que ela transfere a responsabilidade da seguran&ccedil;a no tr&acirc;nsito para o pedestre, o lado mais fraco da equa&ccedil;&atilde;o e geralmente o que sofre mais danos. A campanha indica que o pedestre deve tomar uma s&eacute;rie de precau&ccedil;&otilde;es, fazer uma s&eacute;rie de sinais para tentar usar um espa&ccedil;o no qual ele deveria ter prefer&ecirc;ncia, ao inv&eacute;s de educar (e punir) os condutores, mostrando que a faixa de pedestre deve ser respeitada e que eles devem parar para dar passagem aos pedestres. Fico pensando nas v&aacute;rias vezes em que motoristas atropelar&atilde;o pedestres e soltar&atilde;o p&eacute;rolas como "ah, mas o pedestre n&atilde;o estendeu a m&atilde;o", "como eu iria saber que ele queria passar se ele nem estendeu a m&atilde;o", "se ele tivesse levantado a m&atilde;o eu teria parado na faixa", "nada disso teria acontecido se ela tivesse levantado a m&atilde;o para passar" e por a&iacute; vai.</p>
<p>A meu ver, a BHTrans assume com essa campanha uma postura "pragm&aacute;tica". J&aacute; que os condutores n&atilde;o respeitam a faixa e que n&atilde;o d&aacute; para educ&aacute;-los nem multar os infratores, que se ensina aos pedestres as t&eacute;cnicas para n&atilde;o serem atropelados. J&aacute; que a faixa de pedestre &eacute; do motorista e n&atilde;o serva para nada, que os pedestres fa&ccedil;am malabarismos para utiliz&aacute;-la. J&aacute; que o tr&acirc;nsito &eacute; ca&oacute;tico, violento e n&atilde;o h&aacute; nada que possa ser feito para corrigir isso, que se tente diminuir os danos.&nbsp;</p>
<p>Pode ser que o material direcionado para os motoristas e motociclistas tente refor&ccedil;ar o respeito &agrave;s faixas de pedestres e que medidas sejam tomadas para garantir a seguran&ccedil;a das faixas; por&eacute;m, isso n&atilde;o retira o car&aacute;ter deseducativo da campanha para os pedestres. N&atilde;o h&aacute; motivos para ela n&atilde;o mostrar aos pedestres seus direitos, nem para praticamente botar em seus ombros a responsabilidade pela sua seguran&ccedil;a na faixa de pedestres. O que poderia ser uma iniciativa bacana para conscientiza&ccedil;&atilde;o dos condutores e conviv&ecirc;ncia harm&ocirc;nica no tr&acirc;nsito, por enquanto parece mais um&nbsp;"manual de sobreviv&ecirc;ncia na guerra do tr&acirc;nsito".</p>
	
</p>

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</p>]]>
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    <item>
      <pubDate>Wed, 18 May 2011 16:01:00 -0700</pubDate>
      <title>Alguns comentários sobre a "não polêmica" envolvendo o livro "Por uma vida melhor"</title>
      <link>http://www.paulomourajr.net/alguns-comentarios-sobre-a-nao-polemica-envol</link>
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      <description>
        <![CDATA[<p>
	
<div>Duas coisas me matam de desgosto na discuss&atilde;o envolvendo o livro "Por uma vida melhor". Primeiro que &eacute; totalmente equivocada (pra n&atilde;o dizer simplesmente mentirosa) e segundo que *n&atilde;o faz o menor sentido*.</div>
<p />
<div>Equivocada porque qualquer um, dotado do m&iacute;nimo de capacidade de compreens&atilde;o textual, que tivesse lido o livro entenderia perfeitamente o que a autora disse. <a href="http://www.acaoeducativa.org.br/downloads/V6Cap1.pdf" target="_blank">Para os que n&atilde;o leram o cap&iacute;tulo em quest&atilde;o</a>, coloco aqui o trecho:</div>
<p />
<div>
<div><em>Voc&ecirc; pode estar se perguntando: &ldquo;Mas eu posso falar &lsquo;os livro?&rsquo;.&rdquo;&nbsp;Claro que pode. Mas fique atento porque, dependendo da situa&ccedil;&atilde;o,&nbsp;voc&ecirc; corre o risco de ser v&iacute;tima de preconceito lingu&iacute;stico. Muita gente diz o que se deve e o que n&atilde;o se deve falar e escrever, tomando as regras&nbsp;estabelecidas para a norma culta como padr&atilde;o de corre&ccedil;&atilde;o de todas as&nbsp;formas lingu&iacute;sticas. O falante, portanto, tem de ser capaz de usar a variante adequada da l&iacute;ngua para cada ocasi&atilde;o.[...]Mais uma vez, &eacute; importante&nbsp;que o falante de portugu&ecirc;s domine as duas variedades e&nbsp;escolha a que julgar adequada &agrave; sua situa&ccedil;&atilde;o de fala.</em></div>
</div>
<p />
<div>A autora <strong>em nenhum momento</strong>&nbsp;advoga o fim da gram&aacute;tica normativa; em nenhum momento a autora despreza a gram&aacute;tica normativa ou a considera in&uacute;til. A autora at&eacute; refor&ccedil;a a import&acirc;ncia dessa gram&aacute;tica e ressalta a necessidade do dom&iacute;nio pleno da mesma! Outro fato solenemente ignorado por v&aacute;rios cr&iacute;ticos &eacute; que o livro n&atilde;o &eacute; direcionado ao p&uacute;blico infantil, mas ao ensino de jovens e adultos (EJA), que precisa de abordagens e metodologias distintas das adotadas ao p&uacute;blico infantil. Ent&atilde;o como &eacute; poss&iacute;vel que a Dora Kramer na coluna do Estad&atilde;o diga que esse livro &eacute; "<span style="line-height: 19px;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;"><a href="http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,por-uma-vida-pior,720286,0.htm" target="_blank">resultado da celebra&ccedil;&atilde;o da ignor&acirc;ncia, que, junto com a banaliza&ccedil;&atilde;o do malfeito, vai se confirmando como uma das piores heran&ccedil;as do modo PT de governar</a></span></span>"? Como o Clovis Rossi pode concluir que "<a href="http://www.clippingexpress.com.br/ce2/?a=colunista&amp;nv=8M9tFSSPn8Fx-qiFZNk-pw&amp;t=pdf" target="_blank">&eacute; muito mais dif&iacute;cil ensinar o certo do que aceitar o&nbsp;errado com o qual o aluno chega &agrave; escola</a>"? Como o Alexandre Garcia conseguiu afirmar que "<a href="http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2011/05/aboliu-se-o-merito-e-agora-aprova-se-frase-errada-para-nao-constranger.html">[a]<span style="line-height: 21px;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">boliu-se o m&eacute;rito e agora aprova-se a frase errada para n&atilde;o constranger</span></span></a>"? Vou assumir que eles, assim como v&aacute;rios outros rep&oacute;rteres e comentaristas, apenas n&atilde;o fizeram o b&aacute;sico do trabalho jornal&iacute;stico, que &eacute; conferir a fonte antes de escrever as colunas e mat&eacute;rias. Ou sejam, ao pular essa etapa essencial, serviram apenas como ve&iacute;culo de desinforma&ccedil;&atilde;o (e de vergonha alheia). &nbsp;</div>
<p />
<div>Agora, mesmo que o livro fosse para o p&uacute;blico infantil,&nbsp;n&atilde;o h&aacute; nada de pol&ecirc;mico na afirmativa da possibilidade de se falar "os livro", porque&nbsp;<strong>n&atilde;o h&aacute; nada de errado na afirma&ccedil;&atilde;o da autora.</strong>&nbsp;Repetindo: <strong>N&atilde;o faz sentido falar em certo e errado na l&iacute;ngua</strong>. E isso n&atilde;o &eacute; opini&atilde;o, ideologia ou coisa de "politicamente correto", como muitos adoram afirmar, &eacute; ci&ecirc;ncia! &Eacute; exatamente por isso que essa discuss&atilde;o deixa irritado qualquer um que tenha estudado o m&iacute;nimo de Lingu&iacute;stica, pois j&aacute; tem n&atilde;o sei quantos anos que esse assunto est&aacute; mais do que consolidado na comunidade acad&ecirc;mica! Qualquer um que estude um pouco dessa &aacute;rea ou tenha entrado em contato com alguma gram&aacute;tica descritiva vai saber de varia&ccedil;&atilde;o lingu&iacute;stica e de uso apropriado, e que a gram&aacute;tica normativa &eacute; encarada como uma dessas varia&ccedil;&otilde;es. Falar em "a forma correta" para algu&eacute;m com um m&iacute;nimo de conhecimento da &aacute;rea de Lingu&iacute;stica causa a mesma sensa&ccedil;&atilde;o de "ah, meu Deus, quanta bobeira" de algu&eacute;m que defende o geocentrismo ou o criacionismo.&nbsp;</div>
<p />
<div>Ali&aacute;s, o que acho particularmente interessante &eacute; <strong>o desprezo ao conhecimento</strong>&nbsp;praticado pela maioria dos cr&iacute;ticos dessa vis&atilde;o cient&iacute;fica da linguagem. Ou seja, o que vale mesmo &eacute; o que foi aprendido l&aacute;&aacute;&aacute;&aacute;&aacute;&aacute;&aacute; no ensino fundamental ou o que est&aacute; escrito na gram&aacute;tica normativa encostada na estante, n&atilde;o o que &eacute; estudado e pesquisado atualmente nas universidades. Todas as teorias modernas que surgiram s&atilde;o "bobagens", pois o "certo" e "bom" mesmo &eacute; o que sempre se soube. Quem questiona essa vis&atilde;o mais do que datada da linguagem, ou melhor, que "ousa" disseminar o conhecimento cient&iacute;fico &eacute; classificado de "assistencialista", "esquerdista", "vagabundo" e outros adjetivos. O Helio Schwartsman,&nbsp;<a href="http://www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwartsman/916634-uma-defesa-do-erro-de-portugues.shtml" target="_blank">um dos poucos articulistas que n&atilde;o caiu na histeria da crucifica&ccedil;&atilde;o do livro</a>, disse algo muito apropriado sobre a diferen&ccedil;a entre a gram&aacute;tica normativa e a lingu&iacute;stica:</div>
<p />
<div><span style="border-collapse: collapse; font-size: 13px; font-family: arial, sans-serif;"><em>Para tentar compreender melhor o que est&aacute; por tr&aacute;s dessa confus&atilde;o, &eacute; importante ressaltar a diferen&ccedil;a entre a perspectiva da lingu&iacute;stica, ci&ecirc;ncia que tem por objeto a linguagem humana em seus m&uacute;ltiplos aspectos, e a da gram&aacute;tica normativa, que arrola as regras estil&iacute;sticas abonadas por um determinado grupo de usu&aacute;rios do idioma numa determinada &eacute;poca (as elites brancas de olhos azuis, se &eacute; l&iacute;cito utilizar a imagem consagrada pelo ex-governador de S&atilde;o Paulo Cla&uacute;dio Lembo). Podemos dizer que a segunda est&aacute; para a primeira assim como a pesquisa da etiqueta da corte bizantina est&aacute; para o estudo da Hist&oacute;ria. Da&iacute; n&atilde;o decorre, &eacute; claro, que devamos deixar de examinar a etiqueta ou ignorar suas prescri&ccedil;&otilde;es, em especial se frequentarmos a corte do "basileus", mas &eacute; importante ter em mente que a diferen&ccedil;a de escopo imp&otilde;e duas l&oacute;gicas muito diferentes.</em></span></div>
<br />
<div>Muito dos defensores ferrenhos da gram&aacute;tica normativa adotam uma s&eacute;rie de argumentos contr&aacute;rios ao ensino dessa vis&atilde;o cient&iacute;fica da linguagem. &Eacute; quase sempre a mesma coisa:</div>
<div>
<ul>
<li>"ah, mas a&iacute; as crian&ccedil;as / pessoas n&atilde;o v&atilde;o saber o que deve usar":<br /> Como se elas fossem burras e j&aacute; n&atilde;o fizessem isso naturalmente todo o dia, quando conversam de forma distinta com pais, professores, colegas, etc; ou seja, ao inv&eacute;s de mostrar que h&aacute; m&uacute;ltiplas possibilidades e usos da linguagem mas que na escola e em outros lugares deve-se usar a variante mais formal, vamos fingir que nada disso existe e que a variante culta &eacute; a "certa" em tudo quanto &eacute; lugar e situa&ccedil;&atilde;o.&nbsp;</li>
<li>"ah, mas a&iacute; vai valer qualquer coisa e ningu&eacute;m vai querer aprender a gram&aacute;tica normativa":<br />Como se o papel do professor n&atilde;o fosse justamente o de ensinar algo que as maioria das pessoas n&atilde;o sabe, a variante da gram&aacute;tica normativa, e de mostrar que ela &eacute; a mais usada nos ambientes acad&ecirc;micos e profissionais e que deve ser dominada por todos</li>
<li>"ah, mas estamos negando o acesso ao conhecimento &agrave;queles que precisam":<br />Como se algu&eacute;m tivesse propondo o ensino da varia&ccedil;&atilde;o coloquial, algo que j&aacute; &eacute; dominado pelos falantes nativos. Sem contar que a afirma&ccedil;&atilde;o &eacute; falaciosa, pois o fato da variante popular ser v&aacute;lida n&atilde;o implica, automaticamente, que a variante culta &eacute; "errada" ou inv&aacute;lida.</li>
<li>ou a que eu acho mais hip&oacute;crita de todas, "ah, mas quem defende as varia&ccedil;&otilde;es lingu&iacute;sticas s&oacute; usam a gram&aacute;tica normativa":<br />Como se esse n&atilde;o fosse o exemplo mais bem acabado de tudo o que a Lingu&iacute;stica defende: se &eacute; um ambiente formal, usa-se a variante da norma porque sabe-se que &eacute; adequada; j&aacute; em outros ambientes, emprega-se outras variantes porque elas s&atilde;o mais apropriadas. A pessoa &eacute; livre para escolher e experimentar a melhor forma de se expressar em uma determinada situa&ccedil;&atilde;o ou contexto. Sabem a liberdade de escolha da operadora de celular? &Eacute; quase isso. :-)</li>
</ul>
</div>
<div>Muitos reclamaram da parte do preconceito linguistico, at&eacute; vi coment&aacute;rios 'engra&ccedil;adinhos' citando que apontar erros agora virou preconceito. Acho o termo extremamente adequado. A ci&ecirc;ncia derrubou o conceito de ra&ccedil;a para humanos, mas nem por isso ela serviu para acabar com o preconceito racial, posto que o conceito de ra&ccedil;a ainda existe como uma constru&ccedil;&atilde;o social. A lingu&iacute;stica, atrav&eacute;s de uma abordagem cient&iacute;fica e n&atilde;o dogm&aacute;tica da linguagem, tamb&eacute;m comprova que n&atilde;o h&aacute; o conceito de certo ou errado na l&iacute;ngua, mas nem por isso essa constata&ccedil;&atilde;o serviu para acabar com a falsa id&eacute;ia de que a norma culta (e suas variantes mais aceitas pela sociedade) s&atilde;o "a forma correta" de se expressar em qualquer lugar e situa&ccedil;&atilde;o e que pessoas que usam as varia&ccedil;&otilde;es coloquiais s&atilde;o "burras", "sem instru&ccedil;&atilde;o", "pobres", "n&atilde;o t&atilde;o esfor&ccedil;adas" ou "coitadinhas". &nbsp;Esse preconceito &eacute; t&atilde;o arraigado que nem pode ser questionado: &eacute; certo porque sempre foi certo e sempre ser&aacute;.&nbsp;</div>
<p />
<div>N&atilde;o compartilho da id&eacute;ia que a norma culta exista somente com o prop&oacute;sito discriminat&oacute;rio, mas tamb&eacute;m n&atilde;o h&aacute; como negar que muitos a utilizam com esse intuito. Para corroborar essa opini&atilde;o, cito a <a href="http://www.cambridge.org/gb/elt/catalogue/subject/project/pricing/isbn/item1155402/?site_locale=en_GB">Cambridge Grammar of English</a>, p&aacute;gina 6 (as aspas simples est&atilde;o no texto original, o negrito &eacute; por minha conta):</div>
<p />
<div><em>A descriptive approach to grammar is based on observations of usage, it states how people use the grammar of a language. <span style="text-decoration: underline;">A prescriptive approach to grammar is based on the idea that some forms are more 'correct' or more associated with 'good usage' than others</span>. <span style="text-decoration: underline;">Prescriptive rules are often social rules that are believed to mark out a speaker or a writer as educated or as belonging to a particular social class</span>.</em>&nbsp;</div>
<p />
<div>Concluindo, &eacute; "bonito" de se ver que muitos dos defensores da gram&aacute;tica normativa s&atilde;o os mesmos que criticaram a recente reforma ortogr&aacute;fica da l&iacute;ngua portuguesa, falando que &eacute; "bobagem" e que v&atilde;o continuar usando a forma antiga. Ou seja, os mesmos que criticam a "pregui&ccedil;a" dos que usam as variantes informais, n&atilde;o querem aprender nem se atualizar. Espero que n&atilde;o fa&ccedil;am algum concurso p&uacute;blico ou vestibular a partir de 2013.</div>
<p />
<div>Ps.: agrade&ccedil;o ao <a href="http://twitter.com/dburle">Daniel Burle</a>, <a href="http://kenjiria.blogspot.com/">Leonardo Kenji</a> e <a href="http://twitter.com/acaira">Lila</a> pelos links e pela discuss&atilde;o sobre o assunto.</div>
<p />
<div><strong>Atualiza&ccedil;&atilde;o (19/05/2011)</strong>: <a href="http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI5137669-EI8425,00-Aceitam+tudo.html" target="_blank">um &oacute;timo artigo do S&iacute;rio Possenti</a>, professor do departamento de Linguista da Unicamp, acrescenta mais argumentos a essa quest&atilde;o. Reproduzo o trecho dos coment&aacute;rios que, na minha opini&atilde;o, revela muita coisa nessa falsa pol&ecirc;mica:</div>
<p />
<div><em>PS 1 - todos os comentaristas (colunistas de jornais, de blogs e de TVs) que eu ouvi leram errado uma p&aacute;gina (sim, era s&oacute; UMA p&aacute;gina!) do livro que deu origem &agrave; celeuma na semana passada. Minha pergunta &eacute;: se eles defendem a l&iacute;ngua culta como meio de comunica&ccedil;&atilde;o, como explicam que leram t&atilde;o mal um texto escrito em l&iacute;ngua culta? &Eacute; no teste PISA que o Brasil, sempre tem fracassado, n&atilde;o &eacute;? Pois &eacute;, este foi um teste de leitura. Nosso jornalismo seria reprovado.</em></div>
<p />
<div><em>PS 2 - Alexandre Garcia come&ccedil;ou um coment&aacute;rio irado sobre o livro em quest&atilde;o assim, no Bom Dia, Brasil de ter&ccedil;a-feira: "quando eu TAVA na escola...". Uma carta de leitor que criticava a forma "os livro" dizia "ensinam os alunos DE que se pode falar errado". Uma professora entrevistada que criticou a doutrina do livro disse "a l&iacute;ngua &eacute; ONDE nos une" e Monforte perguntou "Onde FICA as leis de concord&acirc;ncia?". Ou seja: eles abonaram a tese do livro que estavam criticando. S&oacute; que, provavelmente, acham que falam certinho! N&atilde;o se d&atilde;o conta do que acontece com a l&iacute;ngua DELES mesmos!!</em></div>

	
</p>

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</p>]]>
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    <item>
      <pubDate>Thu, 28 Oct 2010 06:00:00 -0700</pubDate>
      <title>Playlist do Paulim - Cover x Original (28/10/2010)</title>
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      <description>
        <![CDATA[<p>
	<p><em>Um breve pr&oacute;logo: Faz um certo tempo que a Mashable fez um comparativo entre sites de playlist de m&uacute;sicas (<a href="http://mashable.com/2010/04/11/playlists/">http://mashable.com/2010/04/11/playlists/</a>); a&iacute; aproveitei pra fazer alguns testes com eles pra ver qual seria o melhor para mim.</em></p>
<p><em>Testei o <a href="http://www.grooveshark.com/" title="Grooveshark" target="_blank">Grooveshark</a>,&nbsp;<a href="http://mixtape.me" title="Mixtape.me" target="_blank">Mixtape.me</a>&nbsp;e&nbsp;<a href="http://www.mixpod.com/" title="Mixpod">Mixpod</a>. Todos cumprirem o prometido: &eacute; f&aacute;cil montar uma playlist e compartilh&aacute;-la com outras pessoas, seja via link direto ou via gadget. Por&eacute;m, no Mixtape e no Mixpod v&aacute;rias m&uacute;sicas que procurei n&atilde;o estavam dispon&iacute;veis, e mesmo a possibilidade de inser&ccedil;&atilde;o de v&iacute;deos do Youtube n&atilde;o funcionou muito bem (em v&aacute;rias vezes dava mensagem de erro e o v&iacute;deo n&atilde;o aparecia). Tal problema n&atilde;o aconteceu no Grooveshark: encontrei todas as m&uacute;sicas que procurei e todas tocaram sem problemas (<a href="http://www.digitalmusicnews.com/stories/090310groovesharkumg" target="_blank">bem, at&eacute; que algu&eacute;m acabe com a festa</a>). Sendo assim fiquei com o Grooveshark.&nbsp;</em></p>
<p>Aproveitei a deixa dos testes pra tocar um projeto de longa data: um 'programa' de m&uacute;sica. :-D Toda semana pretendo postar uma playlist com m&uacute;sicas relacionadas por algum tema; pra come&ccedil;ar, neste primeiro programa, temos uma cover de uma m&uacute;sica seguida da vers&atilde;o original e a minha prefer&ecirc;ncia foi por vers&otilde;es que fossem bem diferentes da m&uacute;sica original. As m&uacute;sicas desse primeiro programa s&atilde;o:</p>
<ol>
<li><strong>The Cardigans - Iron Man</strong></li>
<li><strong>Black Sabbath - Iron Man</strong><br />Certamente o Cardigans deve ser amaldi&ccedil;oado at&eacute; hoje pelos f&atilde;s mais ardorosos do Black Sabbath, por ter gravado essa vers&atilde;o cool de 'Iron Man'. :-)<p />&nbsp;</li>
<li><strong>Se&ntilde;or Coconut - Around The World&nbsp;</strong></li>
<li><strong>Daft Punk - Around The World</strong><br />Uma recria&ccedil;&atilde;o em ritmo de rumba do sucesso do Daft Punk feita pelo Sen&otilde;r Coconut, um verdadeiro expert em adapta&ccedil;&otilde;es desse tipo. Para quem nunca ouviu falar no sujeito, digamos que recriou v&aacute;rias m&uacute;sicas do Kraftwerk em ritmo de salsa, bolero e rumba no &oacute;timo cd <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/El_Baile_Alem%C3%A1n" target="_blank">El Baile Alem&aacute;n</a>.<p />&nbsp;</li>
<li><strong>Manic Street Preachers - Umbrella&nbsp;</strong></li>
<li><strong>Rihanna&nbsp;ft. Jay-Z&nbsp;- Umbrella</strong><br />Rihanna, <a href="http://popconfidential.zap2it.com/2010/06/07/is-rihanna-ronald-mcdonalds-lovechild" target="_self">atual garota-propaganda do McDonalds ;-)</a>, ganhou o mundo com essa m&uacute;sica. O Manic Street Preachers pegou a m&uacute;sica e fez uma vers&atilde;o bem bacana.<p />&nbsp;</li>
<li><strong>Tricky - Slow</strong></li>
<li><strong>Kylie Minogue - Slow</strong><br />Essa vers&atilde;o 'suja' e com um qu&ecirc; de trip-hop do Tricky&nbsp;lembra muito pouco a original l&acirc;nguida e sensual da Kylie Minogue.&nbsp;Mais um caso de 'extreme makeover'.&nbsp;<p />&nbsp;&nbsp;</li>
<li><strong>Duffy - Ready For The Floor</strong></li>
<li><strong>Hot Chip - Ready For The Floor</strong><br />A m&uacute;sica dancante do Hot Chip, um dos hits do &aacute;lbum '<a href="http://www.allmusic.com/album/made-in-the-dark-r1309996" target="_blank">Made In The Dark</a>', &eacute; transformada por Duffy em uma m&uacute;sica suave e tranquila&nbsp;nessa vers&atilde;o ac&uacute;stica.&nbsp;<p />&nbsp;</li>
<li><strong>I Bet You Look Good On The Dancefloor - Baby Charles</strong></li>
<li><strong>I Bet You Look Good On The Dancefloor - Arctic Monkeys</strong><br />Esse rock dos Arctic Monkeys foi um grande sucesso em 2006 (e sim, tamb&eacute;m foi considerado 'a salva&ccedil;&atilde;o do rock da &uacute;ltima semana'). Baby Charles aproveita o hit e fez uma &oacute;tima vers&atilde;o funk.&nbsp;<p />&nbsp;</li>
<li><strong>Me and Bobby McGee - Janis Joplin</strong></li>
<li><strong>Me and Bobby McGee - Roger Miller</strong><br />Apesar da vers&atilde;o n&atilde;o ser t&atilde;o diferente do original, esse &eacute; um daqueles casos que a vers&atilde;o &eacute; t&atilde;o conhecida e famosa que muitos pensam que ela &eacute; a original. Eu mesmo s&oacute; fui ouvir a original de Roger Miller depois de muito tempo. ;-)</li>
</ol><ol> </ol>
<p style="text-align: center;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;">
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</p>
<p>Ent&atilde;o &eacute; isso a&iacute;, pessoal. Espero que gostem da sele&ccedil;&atilde;o, pois semana que vem tem mais!</p>
	
</p>

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    </item>
    <item>
      <pubDate>Wed, 06 Oct 2010 10:43:18 -0700</pubDate>
      <title>Um caso sobre o nível da campanha eleitoral</title>
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      <description>
        <![CDATA[<p>
	Vejo muitos falando que a campanha de segundo turno terá um baixo nível, que várias falsas acusações aparecerão por aí, que será uma sujeira só. Pois bem, deparei-me no sábado, 02/10/2010, com vários folhetos espalhados pela rua da casa dos meus pais (bairro Lagoinha, Belo Horizonte). Os folhetos apócrifos, já que não tinham identificação, tinham o título &quot;A verdade sobre a Bandida Neusinha Santos&quot; e continham uma séria de acusações sobre a atual vereadora e ex-candidata a deputada federal.<p /><div>Destaco do folheto o seguinte trecho:</div><p /><div><i>&quot;Neusinha Santos quer chegar na Câmara Federal para fortalecer Projetos de Leis absurdas (sic) como a que permite a cobrança de Impostos sobre os dízimos e ofertas arrecadadas nas Igrejas e imorais como a que legaliza o casamento homossexual.</i></div> <div><i>Neusinha não assume sua opção sexual, trocou seu marido por outra mulher. Pagou ao marido Três milhões de reais fruto de suas falcatruas na política.</i></div><div><i>Não permita que os valores da família, da moralidade e da religiosidade sejam ignorados por políticos imorais como essa corrupta lésbica. Escolha com cuidado seus representantes na Câmara Federal.&quot;</i></div> <p /><div>Ao ler esse trecho e ver as imagens do folheto (a ilustração dela segurando um consolo foi borrada) , bateu uma enorme tristeza. Tristeza de ver que há gente que usa a sexualidade das pessoas como arma de ataque e desqualificação. Tristeza de ver que há gente que insiste em negar direitos básicos a outras pessoas.</div> <p /><div>Não vou generalizar e falar que esse folheto representa o pensamento das pessoas religiosas; a minha opinião de católico apostólico romano praticante não contempla esse discurso de ódio. Porém, não nego que há pessoas, religiosas ou não, que compram essa linha de argumentação: a própria existência desse folheto já mostra isso.</div> <p /><div>E que venha o segundo turno. :-/</div><p /><div>PS: </div><div>- a candidata em questão não foi eleita.</div><div><p /><div><div class='p_embed p_image_embed'>
<a href="http://posterous.com/getfile/files.posterous.com/paulomourajr/e5cMukBoDAwbQ37Aj4ejlXbF8MD3FvnHYyZHAMfudCM2PJvmcygBNc0c4KmT/imagem.jpg.scaled.1000.jpg"><img alt="Imagem" height="715" src="http://posterous.com/getfile/files.posterous.com/paulomourajr/Bj2diQfZsghU9K1OOdSRUctCCSwJkuSJOsfHFcDh7gSgXiOxXbQrtV4WIHwM/imagem.jpg.scaled.500.jpg" width="500" /></a>
</div>
<br /> </div><p /></div>
	
</p>

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</p>]]>
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    <item>
      <pubDate>Tue, 20 Jul 2010 11:24:32 -0700</pubDate>
      <title>Hoje em Dia: coerência e volume de notícias</title>
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      <description>
        <![CDATA[<p>
	O jornal &quot;Hoje em Dia&quot;, edição 7909 de 20/07/2010, dando lições de:<p /><div><b><span style="font-size: large;">Coerência</span></b></div><p /><div><div class='p_embed p_image_embed'>
<a href="http://posterous.com/getfile/files.posterous.com/paulomourajr/XS7uZt5hgxcSZpKg4wEbUP4WxIDHeJi2U96DNd8F7hthqu0Pom8NkYHLzb0X/Imagem0036.jpg.scaled.1000.jpg"><img alt="Imagem0036" height="375" src="http://posterous.com/getfile/files.posterous.com/paulomourajr/pYa1ap4BnDJ66DH1xTeuAtKLv7Kse9l4OrGcSW6olqQwyDB20ciBlz300jLG/Imagem0036.jpg.scaled.500.jpg" width="500" /></a>
</div>
<br /> </div><p /><p /><div><span style="font-size: large;">Volume de informação</span></div><p /><div><div class='p_embed p_image_embed'>
<a href="http://posterous.com/getfile/files.posterous.com/paulomourajr/HZm0ebifebY0AaqBX0uBnnj4EAPQx9S5EYfsT8fAV3Y4cVkGqAF8pbk6Crtx/Imagem0033.jpg.scaled.1000.jpg"><img alt="Imagem0033" height="375" src="http://posterous.com/getfile/files.posterous.com/paulomourajr/8L11tnx3l6C4bxYvQedZllaGBqqaBFMjf1jKLknPDzr0PM1bzNCd4c2zOlYQ/Imagem0033.jpg.scaled.500.jpg" width="500" /></a>
</div>
<br /> </div><p /><div>Página 30</div><p /><div><div class='p_embed p_image_embed'>
<a href="http://posterous.com/getfile/files.posterous.com/paulomourajr/b1a2ADGRaaw5LVC1z6WOlHEx9euqEzVK4Ie0bAZD6JZseqE3WEC2Vs9xyqzC/Imagem0034.jpg.scaled.1000.jpg"><img alt="Imagem0034" height="667" src="http://posterous.com/getfile/files.posterous.com/paulomourajr/RE3W4EgWGfz5ZOA2s3p5mLLg8KJeeMgrLuzgAqXL9iQXjZuLkApuYEbOyFxY/Imagem0034.jpg.scaled.500.jpg" width="500" /></a>
</div>
<br /></div>
	
</p>

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</p>]]>
      </description>
      <posterous:author>
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    <item>
      <pubDate>Mon, 08 Mar 2010 06:22:14 -0800</pubDate>
      <title>Dia Internacional das Mulheres</title>
      <link>http://www.paulomourajr.net/dia-internacional-das-mulheres</link>
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      <description>
        <![CDATA[<p>
	<div>Esse não é um dia de comemorações, de receber rosas murchas, presentinhos ou de ser louvada por atributos como feminilidade, sensibilidade, beleza e intuição. Essa é uma daquelas datas comemorativas que, em um mundo mais justo, não existiria. Pois nesse mundo as mulheres não seriam discriminadas no trabalho; não ganhariam menos do que os homens; não teriam que lidar com a falsa escolha entre o trabalho e a família. </div> <p /><div>Nesse mundo, as mulheres não seriam vítimas de violência por parte dos seus maridos, namorados ou parceiros; não precisariam de leis como a Maria da Penha; seriam levadas a sério caso fossem à delegacia pedir proteção contra as ameaças de um ex-marido. </div> <p /><div>Nesse mundo, não haveria &quot;generocídio&quot; sistemático de mulheres; mulheres não seriam linchadas moralmente por usar um vestido mais curto, nem seriam responsabilizadas pelo estupro por &quot;provocar os homens&quot;; usariam burqa ou xador por opção, não por obrigação da família ou para se proteger de ataques. </div> <p /><div>Nesse mundo, as mulheres não teriam que ouvir de alguns homens que querem também um dia dos homens, ou que os outros 364 dias são deles. </div> <p /><div>Ainda falta muito para que o Dia Internacional das Mulheres suma do calendário, por isso é que ele está aí: para incomodar, para nos lembrar que ainda há muito o que fazer e lutar. </div><p /> <div>Um forte abraço para todas vocês e a minha sincera admiração.</div>
	
</p>

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</p>]]>
      </description>
      <posterous:author>
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    </item>
    <item>
      <pubDate>Mon, 01 Feb 2010 08:39:05 -0800</pubDate>
      <title>Da série: "Anúncios bizarros"</title>
      <link>http://www.paulomourajr.net/da-serie-anuncios-bizarros</link>
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      <description>
        <![CDATA[<p>
	<div>Taí um daqueles anúncios que são tão estranhos, mas tão estranhos, que você clica só pra conseguir entender o que está sendo realmente anunciado. O mais interessante é que esse anúncio apareceu em uma página falando de um dispenser de bebida. Grávidas e bebida, tudo a ver...</div> <a href="https://mail.google.com/mail/e/paulomourajr_net/330"></a><div>Para os que estão morrendo de curiosidade: o anúncio era de uma loja de roupas íntimas. ;-)</div><p /><div><div class='p_embed p_image_embed'>
<img alt="Anuncio_bizarro" height="276" src="http://getfile6.posterous.com/getfile/files.posterous.com/paulomourajr/Uxwj1xR9VFz2iCA7RUULtzxLw2jrUJHlu2jbHFLcXm8j3oSn1Abq4lgx6tLE/anuncio_bizarro.jpg" width="334" />
</div>
</div> 
	
</p>

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</p>]]>
      </description>
      <posterous:author>
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    <item>
      <pubDate>Wed, 13 Jan 2010 05:04:59 -0800</pubDate>
      <title>'Triste cena do cotidiano' ou 'Um breve desabafo'</title>
      <link>http://www.paulomourajr.net/triste-cena-do-cotidiano-ou-um-breve-desabafo</link>
      <guid>http://www.paulomourajr.net/triste-cena-do-cotidiano-ou-um-breve-desabafo</guid>
      <description>
        <![CDATA[<p>
	Uma moça com seu filho de uns quatro anos estavam parados na calçada, esperando para atravessar a rua na faixa de pedestre. Apesar deles terem a preferência, pois não havia sinal de pedestre no local, ninguém parou para dar passagem para os dois. Quando chegou a minha vez, parei antes da faixa e sinalizei para ela passar (tenho sempre que fazer isso, pois infelizmente isso não é comum). Ela agradeceu e começou a atravessar a rua na faixa de pedestre. Quando ela estava no meio da travessia, veio um motoqueiro, desviou da moça e seu filho e começou a xingá-la! <div> Mas o melhor veio depois: o motoqueiro, não satisfeito de infringir a preferência do pedestre na faixa e quase atropelar a moça, fez um retorno ilegal e passou no outro lado da rua. A moça e seu filho estavam terminando de atravessar (repito novamente, na faixa de pedestre) e o querido motoqueiro desviou novamente dos dois e continuou a xingá-los! Ou seja, na cabeça do motoqueiro, é ok atravessar a faixa de pedestres e quase matar quem esteja lá. E não é só isso: também é legítimo xingar os incautos que se &quot;arriscam&quot; a quebrar a regra sagrada de que &quot;pedestre não tem vez&quot;; afinal a preferência sempre é do mais forte. </div> <div>Alguns logo vão pensar: &quot;tinha que ser coisa de motoqueiro&quot;. Infelizmente, não é o caso: já vi essa cena de desrespeito ao pedestre se repetir inúmeras vezes com motoristas de carros, caminhões e ônibus. Eu mesmo já recebi cara feia e buzinadas ao &#39;forçar&#39; a passagem nessa mesma faixa (&#39;forçar&#39; bem entre aspas, pois a preferência é do pedestre e o máximo que faço é tentar atravessar a rua sem ficar &#39;mendigando&#39; a permissão dos motoristas).</div> <div>Parando pra pensar um pouco: quantos motoristas param na faixa de pedestre e simplesmente ignoram os transeuntes? Quantos motoristas que, ao abrir o sinal, avançam na faixa e não dão tempo para o pedestre terminar de passar? Quantos motoristas quase passam por cima dos pedestres  ao entrar em garagens? Quantos motoristas insistem em parar ou até trafegar em calçadas, achando que elas são uma mera extensão da rua? Quantos motoristas reclamam dos ciclistas, falando que eles só atrapalham o trânsito? Vemos isso acontecendo quase que diariamente, mas ou ignoramos ou somos um dos que fazem isso (sempre com a desculpa na ponta da língua).</div> <div>Tendo a ser otimista e achar que a situação vai melhorar, mas cenas assim mostram que o caminho é longo, muito longo. </div><p /><div>[Espaço reservado para os que vão falar que isso é mimimi, que o mundo é injusto mesmo, que o Brasil não tem conserto e por aí vai...]</div>
	
</p>

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</p>]]>
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    </item>
    <item>
      <pubDate>Tue, 29 Dec 2009 05:47:48 -0800</pubDate>
      <title>Minha lista de melhores álbuns de 2009</title>
      <link>http://www.paulomourajr.net/minha-lista-de-melhores-albuns-de-2009</link>
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      <description>
        <![CDATA[<p>
	<p>Final do ano &eacute; sempre a mesma coisa: Papai Noel, especial do Roberto Carlos, panetone (<a href="http://noticias.uol.com.br/politica/2009/11/30/ult5773u3139.jhtm" target="_blank">esse ano, infelizmente, com um toque bem desagrad&aacute;vel</a>), amigo oculto, roupa branca e lista de melhores &aacute;lbuns lan&ccedil;ados no ano.</p>
<p>Pra n&atilde;o perder a oportunidade e&nbsp;por n&atilde;o achar que&nbsp;<a href="http://twitter.com/forastieri/status/6926984213">o &aacute;lbum j&aacute; morreu</a>, resolvi tamb&eacute;m fazer a minha lista de melhores &aacute;lbuns de 2009. Contabilizei a audi&ccedil;&atilde;o de 62 &aacute;lbuns lan&ccedil;ados nesse ano e ouvidos at&eacute; hoje, mas acredito que ouvi mais do que isso, ou seja, se n&atilde;o me lembro &eacute; porque n&atilde;o me agradaram. :-D O primeiro do ano foi "Tonight: Franz Ferdinand" do Franz Ferdinand (duh) e os &uacute;ltimos foram "Veckatimest" do Grizzly Bear e "Alice Calixto" da Alice Calixto, passando pelos novos do Flaming Lips (Embryonic), Basement Jaxx (Scars), Maniac Street Preaches (Journal for Pragle Lovers), R&ouml;yksopp (Junior), Ney Matogrosso (Beijo Bandido), dentre v&aacute;rios outros.&nbsp;</p>
<p>Mas como fazer uma lista de melhores, posto que foram lan&ccedil;ados centenas de &aacute;lbuns nesse ano e ouvi muito menos do que isso? Nunca tive pretens&atilde;o de ouvir tudo o que viesse pela frente; com isso, deixo bem claro que a minha lista de melhores &eacute; produto de uma escolha totalmente parcial e subjetiva do espa&ccedil;o amostral: dado que escolhi os &aacute;lbuns que queria ouvir, preferi obviamente as coisas que me interessavam. Ent&atilde;o qual &eacute; o meu vi&eacute;s, qual &eacute; esse espa&ccedil;o amostral? Basicamente, ele &eacute; composto em sua maioria por m&uacute;sica brasileira, rock alternativo / indie, R&amp;B e m&uacute;sica eletr&ocirc;nica, com espa&ccedil;o para outras coisas bacanas. Poderia ter ouvido mais do que isso? Certamente, mas o que deixei de fora foi ou por total esquecimento (notadamente "C_mpl_te" do M&oacute;veis Coloniais de Acaju, "Peixes, P&aacute;ssaros, Pessoas" da Mariana Aydar, "Encanteria" e "Tua" da Maria Beth&acirc;nia e "The Eternal" do Sonic Youth"); ou por n&atilde;o ser do meu interesse (como "Meu Momento" da Wanessa, "The High End Of Low" do Marilyn Manson e "World Painted Blood" do Slayer) ou ent&atilde;o por decis&atilde;o totalmente volunt&aacute;ria (estou olhando para voc&ecirc;, "Zii e Zie").</p>
<p>Ent&atilde;o, sem mais delongas, vamos aos vencedores. Desses 62, 9 mereceram a honra de figurar na minha lista de melhores do ano. Todos n&atilde;o sa&iacute;ram do meu iPod, foram ouvidos v&aacute;rias vezes e ainda n&atilde;o me cansei de nenhum. Os agraciados desse ano s&atilde;o (em ordem alfab&eacute;tica pelo nome do &aacute;lbum): &nbsp;</p>
<p><em><strong><span style="font-size: large;">1. Album - Girls</span></strong></em></p>
<p><img src="http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:aFp4zVmBQ_8L6M:http://discosalt.com/blog/wp-content/uploads/2009/11/TRUE-010-Girls-Album-small.jpg" height="132" alt="" width="132" style="vertical-align: bottom;" /></p>
<p>O primeiro &aacute;lbum do Girls, "Lust for Life" alterna m&uacute;sicas com clima ensolarado e clima "calif&oacute;rnia anos 60", com direito a m&uacute;ltiplos vocais que evocam diretamente os Beach Boys ("Lust For Life", "Ghostmouth" e "Big Bad Mean Motherfucker"), com momentos bem menos festivos e mais reflexivos ("Headache" e "Hellhole Ratrace"); as letras, por&eacute;m, tratam de frustra&ccedil;&atilde;o, momentos perdidos e desejos n&atilde;o realizados. Destaque para "<a href="http://www.youtube.com/watch?v=SuoTjYYqe4c" target="_blank">Lust for life</a>"; "Laura" e "<a href="http://www.youtube.com/watch?v=lcqwfFKagH4" target="_blank">Hellhole Ratrace</a>", cujo refr&atilde;o, repetido v&aacute;rias vezes em um crescendo, refor&ccedil;a o clima geral do &aacute;lbum ("And I don't wanna cry / my whole life through / I wanna do some laughing too / Some come on, come on, come on, come on / and laugh with me / And I don't wanna die / without shaking up a leg or two / I wanna do some dancing too / So come on, come on, come on, come on / and dance with me.").</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="font-size: large;"><em>2.&nbsp;<a href="http://www.radio.uol.com.br/volume/otto/certa-manha-acordei-de-sonhos-intranquilos/19329" target="_blank">Certa Manh&atilde; Acordei de Sonhos Intranquilos</a>&nbsp;- Otto</em></span></strong></p>
<p><img src="http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:Oyn3EV-QKGW6zM:http://images.amazon.com/images/P/B002IDH5BE.jpg" height="130" alt="" width="130" style="vertical-align: bottom;" /></p>
<p>N&atilde;o gostei do "Sem Gravidade", o terceiro &aacute;lbum do Otto: para mim, foi um balde de &aacute;gua fria em rela&ccedil;&atilde;o ao anterior, "Condom Black". Felizmente, depois de um hiato de 6 anos, eis que Otto retorna ao caminho apontado pelo "Condom Black" em um &aacute;lbum com m&uacute;sicas bem distintas umas das outras, mas que consegue-se manter coeso. O caminho &eacute; diferente: menos eletr&ocirc;nico, com mais percuss&atilde;o e elementos brasileiros. Destaque para "<a href="http://www.radio.uol.com.br/musica/otto/janaina/210473" target="_blank">Jana&iacute;na</a>", "<a href="http://www.radio.uol.com.br/musica/otto/naquela-mesa/210478" target="_blank">Naquela Mesa</a>" (&oacute;tima regrava&ccedil;&atilde;o da m&uacute;sica de S&eacute;rgio Bittencourt) e "<a href="http://www.radio.uol.com.br/musica/otto/agora-sim/210480" target="_blank">Agora Sim</a>"</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="font-size: large;"><em>3.&nbsp;<a href="http://www.radio.uol.com.br/volume/maria-alcina/confete-e-serpentina/17282" target="_blank">Confete e Serpentina</a>&nbsp;- Maria Alcina</em></span></strong></p>
<p><img src="http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:uakzxWC13NQ3DM:http://4.bp.blogspot.com/_Oeq3C7VOBxw/SkeADmcsMOI/AAAAAAAADg8/Iec93MtdeB8/s400/maria_alcina.jpg" height="124" alt="" width="120" style="vertical-align: bottom;" /></p>
<p>Pra alguns, Maria Alcina &eacute; uma bela de uma desconhecida; para outros, ela era uma cantora antiga, conhecida pelas m&uacute;sicas "<a href="http://www.youtube.com/watch?v=ZB2XkGzpr6w" target="_blank">Fio Maravilha</a>" e "<a href="http://www.youtube.com/watch?v=MDTYUtG3RyY" target="_blank">Prenda o Tadeu</a>" e por frequentar programas de audit&oacute;rio como Chacrinha e Raul Gil. Hoje ela poderia estar vivendo de fazer shows em festas anos 80, mas ela preferiu o caminho da modernidade e seguir em frente. Em 2003 ela j&aacute; tinha feito, junto com o grupo eletr&ocirc;nico Bojo, um &aacute;lbum bem interessante chamado "Agora", no qual ela abra&ccedil;ou a m&uacute;sica eletr&ocirc;nica. Em "Confete e Serpentina", ela continua na trilha, como se pode verificar na primeira m&uacute;sica "<a href="http://www.radio.uol.com.br/musica/maria-alcina/roendo-as-unhas/183438">Roendo as Unhas</a>", mas n&atilde;o se prende a esse estilo e mostra que pode muito mais. Indo do samba ("<a href="http://www.radio.uol.com.br/musica/maria-alcina/cachorro-vira-lata/183439" target="_blank">Cachorro Vira-Lata</a>"), marcha de carnaval ("<a href="http://www.radio.uol.com.br/musica/maria-alcina/espaco-sideral/183441" target="_blank">Espa&ccedil;o Sideral</a>") e pop ("<a href="http://www.radio.uol.com.br/musica/maria-alcina/colapso/183443" target="_blank">Colapso</a>"), passando por uma &oacute;tima regrava&ccedil;&atilde;o do sucesso do S&eacute;rgio Sampaio "<a href="http://www.radio.uol.com.br/musica/maria-alcina/eu-quero-e-botar-meu-bloco-na-rua/183444" target="_blank">Eu Quero &Eacute; Botar Meu Bloco Na Rua</a>", a voz forte e debochada de Maria Alcina &eacute; marcante e faz toda a diferen&ccedil;a. Ao inv&eacute;s de viver do passado, nesse &aacute;lbum ela parece levar a s&eacute;rio a letra da m&uacute;sica "<a href="http://www.radio.uol.com.br/musica/maria-alcina/das-tripas%2C-coracao/183447" target="_blank">Das Tripas, Cora&ccedil;&atilde;o</a>": "N&atilde;o quero s&oacute; a nostalgia / Quero a alegria de outros carnavais".</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em><span style="font-size: large;">4.&nbsp;<a href="http://www.radio.uol.com.br/volume/yeah-yeah-yeahs/its-blitz/17811" target="_blank">It's Blitz</a>&nbsp;- Yeah Yeah Yeahs</span></em></strong></p>
<p><img src="http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:1OsgfjbjnGNfFM:http://vutimes.files.wordpress.com/2009/03/00-yeah_yeah_yeahs-its_blitz-2009-c.jpg" height="130" alt="" width="130" style="vertical-align: bottom;" /></p>
<p>O Yeah, Yeah, Yeahs j&aacute; foi criticado por muito pela sujeira sonora excessiva e a gritaria da vocalista&nbsp;Karen Orzolek, e que, apesar de terem criados m&uacute;sicas bel&iacute;ssimas como "<a href="http://www.radio.uol.com.br/musica/yeah-yeah-yeahs/maps/145930" target="_blank">Maps</a>", eram apenas uma modinha da cr&iacute;tica. Em "It's A Blitz", contudo, eles provam que ainda continuam "na pista pra neg&oacute;cio". Com um som mais polido e dan&ccedil;ante, fortemente influenciado pelo New Wave, eles fazem bonito em m&uacute;sicas como "<a href="http://www.radio.uol.com.br/musica/yeah-yeah-yeahs/zero/190238" target="_blank">Zero</a>", "<a href="http://www.radio.uol.com.br/musica/yeah-yeah-yeahs/heads-will-roll/190239" target="_blank">Heads Will Roll</a>" e "<a href="http://www.radio.uol.com.br/musica/yeah-yeah-yeahs/hysteric/190246" target="_blank">Hysteric</a>". N&atilde;o sei quantos f&atilde;s eles perderam por essa mudan&ccedil;a de som, mas com certeza ganharam muitos outros.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-size: large;"><em><strong>5. A Strange Arrangement - Mayer Hawthorne</strong></em></span></p>
<p><img src="http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:Q2nG4-18bAEF9M:http://blog.jslvcorp.com/wp-content/uploads/2009/07/mayer-hawthorne-strange-arrangement1.jpg" height="114" alt="" width="130" style="vertical-align: bottom;" /></p>
<p>O que esperar de um &aacute;lbum de soul, feito quase que por brincadeira por um novato com a maior cara de nerd metido a cantar no estilo de &iacute;cones como Al Green e Sam Cooke? Pois bem, contrariando os progn&oacute;sticos negativos, "A Strange Arrangement" &eacute; um &aacute;lbum muito, muito bom. Muitos podem falar que &eacute; um &aacute;lbum de neo-soul, mais um vindo na esteira do sucesso de artistas como Amy Winehouse e Duffy, mas n&atilde;o acho a designa&ccedil;&atilde;o justa, pois o &aacute;lbum soa como se tivesse feito na d&eacute;cada de 60, sem atualiza&ccedil;&otilde;es ou concess&otilde;es: pra mim, ele est&aacute; muito mais pr&oacute;ximo de "100 Days, 100 Nights" da Sharon Jones &amp; The Dap-Kings do que "Back to Black". Arrisco a dizer que, se a Motown tivesse descoberto esse cara, ela poderia ter facilmente anunciado esse &aacute;lbum como uma grava&ccedil;&atilde;o perdida de algum cantor desconhecido da d&eacute;cada de 60 e que muita gente cairia f&aacute;cil (me included). O mais interessante nesse &aacute;lbum &eacute; que ele foi inteiramente produzido pelo Andrew Cohen (que usou a batida f&oacute;rmula de "sobrenome do meio mais nome da rua onde morou" &nbsp;para criar seu nome art&iacute;stico): ele canta todas as m&uacute;sicas, tocou todos os instrumentos e fez todos os arranjos. Destaque para "<a href="http://www.youtube.com/watch?v=pBKx8PyE5qQ" target="_blank">Just Ain't Gonna Work Out</a>" &nbsp;"<a href="http://www.youtube.com/watch?v=mpfcydeSGeo" target="_blank">Maybe So Maybe No</a>" e "<a href="http://www.youtube.com/watch?v=PwtIV_ci3B4" target="_blank">Shine &amp; New</a>".</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em><span style="font-size: large;">6.&nbsp;<a href="http://www.radio.uol.com.br/volume/them-crooked-vultures/them-crooked-vultures/19283" target="_blank">Them Crooked Vultures</a>&nbsp;- Them Crooked Vultures</span></em></strong></p>
<p><img src="http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:m8Enw9iyp5zCLM:http://1.bp.blogspot.com/_oW5Kh8zL5wI/SwbFctxW-PI/AAAAAAAAANo/46NyKse5jGM/s400/ThemCrookedVulturesCover.jpg" height="123" alt="" width="124" style="vertical-align: bottom;" /></p>
<p>John Paul Jones (Led Zeppelin) no baixo e teclado; Dave Grohl (Nirvana, Foo Fighters) na bateria e Josh Homme (Queens of The Stone Age) na guitarra e vocal. Precisa falar mais alguma coisa? Precisa sim: que esse power trio fez um &aacute;lbum muito bom; que o som da banda tem o dedo dos tr&ecirc;s, mas puxado um pouco mais pro QotSA (isso ocorre pelo fato do vocal ser do Josh Homme, se fosse o Dave Grohl, talvez ficasse mais puxado pro Foo Fighters); e que estou doido para que esse &aacute;lbum seja o primeiro de muitos. "<a href="http://www.radio.uol.com.br/volume/them-crooked-vultures/them-crooked-vultures/19283" target="_blank">No One Loves Me &amp; Neither Do I</a>", "<a href="http://www.radio.uol.com.br/musica/them-crooked-vultures/elephants/209866" target="_blank">Elephants</a>", "<a href="http://www.radio.uol.com.br/musica/them-crooked-vultures/reptiles/209869" target="_blank">Reptiles</a>", "<a href="http://www.radio.uol.com.br/musica/them-crooked-vultures/caligulove/209872" target="_blank">Caligulove</a>" s&atilde;o must-hear.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em><span style="font-size: large;">7.&nbsp;<a href="http://www.radio.uol.com.br/volume/ceu/vagarosa/18412" target="_blank">Vagarosa</a>&nbsp;- C&eacute;u</span></em></strong></p>
<p><img src="http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:AscO0vLJ1Agr1M:http://betterpropaganda.com/images/artwork/Vagarosa-C%C3%A9u_480.jpg" height="129" alt="" width="129" style="vertical-align: bottom;" /></p>
<p>"Vai pegar feito bocejo": essa &eacute; a primeira frase do &aacute;lbum, entretanto, o &aacute;lbum &eacute; mais fiel ao t&iacute;tulo.&nbsp;Algumas m&uacute;sicas, como "<a href="http://www.radio.uol.com.br/musica/ceu/cangote/198065" target="_blank">Cangote</a>" e "<a href="http://www.radio.uol.com.br/musica/ceu/bubuia/198067" target="_blank">Bubuia</a>" (que conta com os vocais da Thalma de Freitas e Anelis Assump&ccedil;&atilde;o), at&eacute; s&atilde;o facilmente assimiladas; no geral,&nbsp;"Vagarosa" &eacute; um &aacute;lbum instigante, por&eacute;m de aprecia&ccedil;&atilde;o lenta, que s&oacute; se mostra por completo ap&oacute;s algumas audi&ccedil;&otilde;es.&nbsp;Se no disco de estr&eacute;ia, C&eacute;u faz um tour de force por v&aacute;rios estilos, em "Vagarosa"&nbsp;ela segue o caminho da coes&atilde;o, imprimindo uma assinatura bem forte e distinta em todas as faixas: eu mesmo s&oacute; saquei a levada dub que permeia todo o &aacute;lbum depois da terceira audi&ccedil;&atilde;o. M&uacute;sicas como "<a href="http://www.radio.uol.com.br/musica/ceu/rosa-menina-rosa/198074" target="_blank">Rosa Menina Rosa</a>", uma regrava&ccedil;&atilde;o surpreendente e nada &oacute;bvia da m&uacute;sica do Jorge Benjor, "<a href="http://www.radio.uol.com.br/musica/ceu/nascente/198068" target="_blank">Nascente</a>" e "<a href="http://www.radio.uol.com.br/volume/ceu/vagarosa/18412" target="_blank">Cord&atilde;o da Ins&ocirc;nia</a>" merecem destaque, mas esse &eacute; um &aacute;lbum que deve ser ouvido por completo e de prefer&ecirc;ncia em sequ&ecirc;ncia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em><span style="font-size: large;">8. Wilco (The Album) - Wilco</span></em></strong></p>
<p><img src="http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:-X_w1lAwcvIqaM:http://blogs.creativeloafing.com/dailyloaf/files/2009/07/wilco.jpg" height="127" alt="" width="127" style="vertical-align: bottom;" /></p>
<p>Mesmo n&atilde;o sendo o melhor &aacute;lbum do Wilco (eu prefiro o "Yankee Hotel Foxtrot", mas h&aacute; quem goste mais do "Sky Blue Sky"), pra mim &eacute; um dos melhores desse ano. Esse disco j&aacute; valeria pela deliciosa&nbsp;"<a href="http://www.youtube.com/watch?v=puSQjcAxbR0" target="_blank">You Never Know</a>", uma homenagem / pastiche a "<a href="http://www.youtube.com/watch?v=fQkylt8PX5g" target="_blank">My Sweet Lord</a>" do George Harrison, mas a atmosfera mezzo country-rock, mezzo indie do &aacute;lbum renderam outras m&uacute;sicas muito boas, como&nbsp;"<a href="http://www.youtube.com/watch?v=USjuOWLyWIQ" target="_blank">You And I</a>" and "<a href="http://www.youtube.com/watch?v=HTyLtyZcke0" target="_blank">Sonny Feeling</a>".&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em><span style="font-size: large;">9. Wolfgang Amadeus Phoenix - Phoenix</span></em></strong></p>
<p><img src="http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:5KddUguuM1WADM:http://therange.files.wordpress.com/2009/05/wolfgang_amadeus_phoenix1.jpg" height="124" alt="" width="124" style="vertical-align: bottom;" /></p>
<p>"Wolfgang Amadeus Phoenix" &eacute; um &aacute;lbum pop. Absurdamente pop. Pop at&eacute; a medula. Pop de ouvir e ficar balan&ccedil;ando os pezinhos no ritmo das m&uacute;sicas. Pop de ficar com vontade de sair dan&ccedil;ando pela casa, rua, supermercado ou escrit&oacute;rio. O &aacute;lbum j&aacute; come&ccedil;a matador: "<a href="http://www.youtube.com/watch?v=4BJDNw7o6so" target="_blank">Liztomania</a>",&nbsp;a primeira m&uacute;sica, define bem o &aacute;lbum, com seu clima&nbsp;alegre e empolgante. A ess&ecirc;ncia dan&ccedil;ante da m&uacute;sica &eacute; t&atilde;o escancarada que um cara achou que ela era uma trilha perfeita para filmes&nbsp;<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Brat_Pack_(actors)" target="_blank">brat pack</a>&nbsp;e resolveu fazer um clipe da m&uacute;sica&nbsp;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=qtRQsCgYmtc" target="_blank">montado com cenas de filmes dos anos 80</a>; essa montagem ficou t&atilde;o boa que tamb&eacute;m gerou&nbsp;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=U1ywFh2AZLg" target="_blank">uma resposta</a>. "<a href="http://www.youtube.com/watch?v=PMOkORxF4JA" target="_blank">1901</a>", a segunda, &eacute; outra m&uacute;sica que muitos artistas dariam as vidas para terem composto algo similar. A terceira m&uacute;sica, "<a href="http://www.youtube.com/watch?v=1o65yrPpqkg" target="_blank">Fences</a>", segue tamb&eacute;m a mesma linha das anteriores, mas um pouco mais calma. Com uma abertura dessas, quase que seria poss&iacute;vel achar que o Phoenix tinha gasto toda a muni&ccedil;&atilde;o e que o restante do &aacute;lbum poderia ser descartado. Ledo engano: apesar do ritmo ficar mais tranquilo nas m&uacute;sicas anteriores, a qualidade se mant&eacute;m, como se pode comprovar nas faixas "<a href="http://www.youtube.com/watch?v=okbDmEGrCZ8" target="_blank">Lasso</a>" e a &uacute;ltima "<a href="http://www.youtube.com/watch?v=ojaF2OpCmmk" target="_blank">Armistice</a>".&nbsp;</p>
<p>E que venha 2010, que promete bastante com &aacute;lbuns novos do Goldfrapp, Vampire Weekend, Erykah Badu, Groove Armada, Massive Attack, Nneka, Arcade Fire, Radiohead, dentre v&aacute;rios outros.</p>
	
</p>

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      <pubDate>Sun, 27 Dec 2009 05:17:30 -0800</pubDate>
      <title>O velho no novo pronome</title>
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      <description>
        <![CDATA[<p>
	<p>Mat&eacute;ria bem interessante publicada na revista L&iacute;ngua Portuguesa sobre o uso dos pronomes no portugu&ecirc;s do Brasil. Achei interessante por mostrar que a l&iacute;ngua n&atilde;o &eacute; uma estrutura est&aacute;tica e imut&aacute;vel e qu&atilde;o dif&iacute;cil &eacute; indicar que uma pessoa est&aacute; falando ou escrevendo "certo" ou "errado".&nbsp;</p>
<p><a href="http://www.google.com/reader/shared/user/17802749927381841309/label/o_velho_no_novo_pronome">http://www.google.com/reader/shared/user/17802749927381841309/label/o_velho_no_novo_pronome</a></p>
	
</p>

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</p>]]>
      </description>
      <posterous:author>
        <posterous:userImage>http://files.posterous.com/user_profile_pics/114274/profile-grande.jpg</posterous:userImage>
        <posterous:profileUrl>http://posterous.com/users/k6DGIljCYV</posterous:profileUrl>
        <posterous:firstName>Paulo</posterous:firstName>
        <posterous:lastName>Ferreira de Moura Junior</posterous:lastName>
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        <posterous:displayName>Paulo Ferreira de Moura Junior</posterous:displayName>
      </posterous:author>
    </item>
    <item>
      <pubDate>Mon, 07 Dec 2009 04:44:23 -0800</pubDate>
      <title>Renda Financeira dá autonomia moral</title>
      <link>http://www.paulomourajr.net/renda-financeira-da-autonomia-moral</link>
      <guid>http://www.paulomourajr.net/renda-financeira-da-autonomia-moral</guid>
      <description>
        <![CDATA[<p>
	<p>Reportagem do Valor Econ&ocirc;mico de 04/12/2009</p>
<p><span style="">"H&aacute; mais liberdade no dinheiro", sentenciou Edineide, do distrito de Pasmadinho, no Vale do Jequitinhonha. Edineide certamente nunca leu "Dinheiro e Liberdade Pessoal", de Georg Simmel, mas conseguiu chegar a uma conclus&atilde;o semelhante como benefici&aacute;ria do Bolsa Fam&iacute;lia. A frase foi dita &agrave; cientista social Walquiria Le&atilde;o Rego, da Unicamp, que desde 2006 faz pesquisas qualitativas junto a benefici&aacute;rias do Bolsa Fam&iacute;lia em comunidades muito pobres. Edineide explicava &agrave; pesquisadora como o dinheiro do programa social, que substituiu programas de cestas b&aacute;sicas ou outros benef&iacute;cios em g&ecirc;neros aliment&iacute;cios, permitia a ela um poder de decis&atilde;o sobre a sua vida que antes n&atilde;o tinha.</span></p>
<p><span style="">Mais no link abaixo:</span></p>
<p><a href="http://www.google.com/reader/item/tag:google.com,2005:reader/item/6a9279978de5b818" title="RENDA FINANCEIRA D&Aacute; AUTONOMIA MORAL" target="_self">http://www.google.com/reader/item/tag:google.com,2005:reader/item/6a9279978de5b818</a></p>
	
</p>

<p><a href="http://www.paulomourajr.net/renda-financeira-da-autonomia-moral">Permalink</a> 

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</p>]]>
      </description>
      <posterous:author>
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        <posterous:displayName>Paulo Ferreira de Moura Junior</posterous:displayName>
      </posterous:author>
    </item>
    <item>
      <pubDate>Mon, 07 Dec 2009 04:40:59 -0800</pubDate>
      <title>A mulher, mais uma vez</title>
      <link>http://www.paulomourajr.net/a-mulher-mais-uma-vez</link>
      <guid>http://www.paulomourajr.net/a-mulher-mais-uma-vez</guid>
      <description>
        <![CDATA[<p>
	<p>Reportagem do Valor Econ&ocirc;mico de 04/12/2009</p>
<p><span style="font-family: arial, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 16px;">Embora 2,8 milh&otilde;es de pessoas tenham sa&iacute;do da indig&ecirc;ncia nas dez principais capitais brasileiras, o n&uacute;cleo da extrema pobreza no Brasil metropolitano se concentra nos 1,8 milh&otilde;es que vivem em fam&iacute;lias chefiadas por mulheres.</span></p>
<p><a href="http://www.google.com/reader/item/tag:google.com,2005:reader/item/3ddbb7920f97c56d" title="A mulher, mais uma vez" target="_self">http://www.google.com/reader/item/tag:google.com,2005:reader/item/3ddbb7920f97c56d</a></p>
	
</p>

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</p>]]>
      </description>
      <posterous:author>
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        <posterous:displayName>Paulo Ferreira de Moura Junior</posterous:displayName>
      </posterous:author>
    </item>
    <item>
      <pubDate>Wed, 04 Nov 2009 05:53:13 -0800</pubDate>
      <title>Uma solução para o não funcionamento do JavaHL SVN Connector no Ubuntu 9.10 Karmic Koala</title>
      <link>http://www.paulomourajr.net/uma-solucao-para-o-nao-funcionamento-do-javah</link>
      <guid>http://www.paulomourajr.net/uma-solucao-para-o-nao-funcionamento-do-javah</guid>
      <description>
        <![CDATA[<p>
	<p><span style="font-family: arial; font-size: small;">Tudo come&ccedil;ou com a atualiza&ccedil;&atilde;o do Ubuntu 9.04 pro 9.10. Ao abrir o Eclipse, notei que o Subversion parou de funcionar. Olhei na configura&ccedil;&atilde;o do SVN Connector e vi a seguinte mensagem:
<p />
<div>Native JavaHL (0x00100000: Cannot load libraries: /usr/local/lib/libsvnjavahl-1.so.0.0.0 :/usr/local/lib/libsvn_ra_neon-1.so.0:&nbsp;undefined symbol: GSS_C_NT_HOSTBASED_SERVICE)</div>
<p />
<div>Notei que a vers&atilde;o do Subversion no Karmic Koala foi mudada para a vers&atilde;o 1.6.5, ent&atilde;o decidi atualizar as vers&otilde;es dos plugins do Subversion do Eclipse para essa vers&atilde;o. Nessa hora, notei outro comportamento estranho: os bot&otilde;es das caixas de di&aacute;logo n&atilde;o funcionavam quando clicava neles; tinha que pressionar o enter para que funcionassem. Ignorei temporariamente esse problema, atualizei e nada. Removi os plugins, reinstalei e nada.&nbsp;</div>
<p />
<div>Resolvi instalar a vers&atilde;o anterior do Subversion (1.5.7) com suporte a JavaHL, pois j&aacute; tinha feito isso anteriormente e tinha funcionado. Usei&nbsp;<a href="http://blog.lv25.com/2009/04/build-subversion-16-on-ubuntu-810.html" target="_blank">esse tutorial</a>, substituindo a vers&atilde;o 1.6 pela 1.5:</div>
<p />
<div><a href="http://blog.lv25.com/2009/04/build-subversion-16-on-ubuntu-810.html">http://blog.lv25.com/2009/04/build-subversion-16-on-ubuntu-810.html</a></div>
<p />
<div>Nada. O problema persistiu. Procurei no Google, mas n&atilde;o veio nada de interessante. Pesquisando no Twitter e acabei encontrando um post que tinha a solu&ccedil;&atilde;o do problema dos bot&otilde;es n&atilde;o funcionando: "Fixing Eclipse in Ubuntu 9.10 Karmic Koala"</div>
<p />
<div><a href="http://mou.me.uk/2009/10/31/fixing-eclipse-in-ubuntu-9-10-karmic-koala/">http://mou.me.uk/2009/10/31/fixing-eclipse-in-ubuntu-9-10-karmic-koala/</a></div>
<p />
<div>Segui a sugest&atilde;o e funcionou, mas o problema inicial ainda continuava. A&iacute; tentei v&aacute;rias coisas como instalar o Subversion 1.6, instalar o Subclipse (uso o Subversive) e por a&iacute; vai e nada funcionou. Segui tamb&eacute;m os tutoriais abaixo e nada:</div>
<p />
<div><a href="http://javatoy.org/solution-of-javahljni-not-available-problem/">http://javatoy.org/solution-of-javahljni-not-available-problem/</a></div>
<div><a href="http://www.asilax.fr/technoblog/blog/2009/getting-subclipse-and-javahl-to-work-in-ubuntu-intrepid-ibex">http://www.asilax.fr/technoblog/blog/2009/getting-subclipse-and-javahl-to-work-in-ubuntu-intrepid-ibex</a></div>
<p />
<div>Resolvi ent&atilde;o procurar o termo&nbsp;GSS_C_NT_HOSTBASED_SERVICE pra ver se achava alguma coisa. Encontrei algumas mensagens n&atilde;o relacionadas diretamente com o Eclipse, mas que relatavam problemas com a libneon ("An HTTP and WebDAV client library, with a C interface"). Seguindo a sugest&atilde;o&nbsp;<a href="http://markmail.org/message/jxw62zznjuiy4ees">desse post</a>, baixei o c&oacute;digo, compilei e testei. Nada novamente.</div>
<p />
<div>Fui ent&atilde;o olhar a p&aacute;gina do JavaHL no Tigris.org (<a href="http://subclipse.tigris.org/wiki/JavaHL)">http://subclipse.tigris.org/wiki/JavaHL)</a> e encontrei um jar para poder fazer testes com o JavaHL. Ao execut&aacute;-lo, vi a seguinte mensagem:</div>
<div>
<p />
<div>1) testCreate(org.tigris.subversion.javahl.SVNAdminTests)java.lang.UnsatisfiedLinkError: /usr/local/lib/libsvnjavahl-1.so.0.0.0: /usr/local/lib/libsvn_ra_neon-1.so.0: undefined symbol: GSS_C_NT_HOSTBASED_SERVICE</div>
<p />
<div>Bom, pelo menos agora n&atilde;o precisava mais executar o Eclipse pra ter o mesmo erro. J&aacute; estava desanimando quando resolvi testar a vers&atilde;o do cliente Subversion da openCollabNet, citada no faq do JavaHL. Baixei o cliente (antes tive que criar uma conta l&aacute;) e fiz a instala&ccedil;&atilde;o. Executei o programa de teste e bingo: n&atilde;o deu erro e os testes foram ok! Ent&atilde;o fui testar no Eclipse, tomando o cuidado de abrir o eclipse.ini e colocar o caminho das bibliotecas do OpenCollabNet ( -Djava.library.path=/opt/CollabNet_Subversion/lib ). Testei e bingo! Funcionou de primeira. Resolvi remover todos os plugins, &nbsp;instalar o Subversive do reposit&oacute;rio oficial do Eclipse somente com o suporte ao JavaHL, desmarcando a op&ccedil;&atilde;o de usar os bin&aacute;rios do Windows para que a instala&ccedil;&atilde;o desse continuidade: funcionou perfeitamente.</div>
<p />
<div>N&atilde;o sei se &eacute; a melhor solu&ccedil;&atilde;o para o problema, acredito que isso ser&aacute; corrigido em breve, mas se algu&eacute;m tiver esse problema, fica a&iacute; a sugest&atilde;o.</div>
</div>
<p />
</span></p>
	
</p>

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</p>]]>
      </description>
      <posterous:author>
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        <posterous:firstName>Paulo</posterous:firstName>
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        <posterous:displayName>Paulo Ferreira de Moura Junior</posterous:displayName>
      </posterous:author>
    </item>
    <item>
      <pubDate>Mon, 13 Jul 2009 20:50:59 -0700</pubDate>
      <title>Ok, criei a conta no Posterous.com. E agora?</title>
      <link>http://www.paulomourajr.net/ok-criei-a-conta-no-posterouscom-e-agora</link>
      <guid>http://www.paulomourajr.net/ok-criei-a-conta-no-posterouscom-e-agora</guid>
      <description>
        <![CDATA[<p>
	Não sei. Vamos ver o que vai dar... :-)
	
</p>

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</p>]]>
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