<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3263100118196583677</id><updated>2024-10-06T22:14:44.567-07:00</updated><title type='text'>BLOG DO REGISCAMBOA</title><subtitle type='html'>Aqui você encontra articulistas que têm  compromisso com a verdade.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://blogdoregiscamboa.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3263100118196583677/posts/default?redirect=false'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoregiscamboa.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3263100118196583677/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08149925762549913106</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>276</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3263100118196583677.post-3539612104532990277</id><published>2014-05-28T06:55:00.000-07:00</published><updated>2014-05-28T06:55:18.661-07:00</updated><title type='text'>A LEALDADE...</title><content type='html'>
A  LEALDADE...

 Neste  trabalho, posso dizer que encontrei certa dificuldade em elabora-lo, pois falar sobre virtudes, para mim, não é tão simples assim, pelo fato de estarmos descrevendo princípios de vida, atitude e índole.
Buscando diferentes definições sobre a palavra Lealdade, encontrei no dicionário Aurélio o seguinte:
“Lealdade – Qualidade, ação ou procedimento de quem é leal”.
“Leal – do latin legale, cuja raiz é lex, ou seja, lei. Sincero, franco e honesto. Fiel aos seus compromissos”.
Contesto os adjetivos empregados acima, pois essas qualidades necessariamente não estão intrínsecas em uma pessoa leal. Tomando como exemplo a afirmação do escritor de que uma pessoa leal é honesta, creio que primeiro será necessário se perguntar o que é uma pessoa honesta, pois se considerarmos que um traficante de drogas é leal aos seus comparsas e hierarquia, podemos concluir que é uma pessoa honesta?
Entretanto, sendo menos radical nas minhas interpretações do dicionário profano, podemos dizer que o escritor tenha tido a intenção de dar uma conotação de ação para com alguém ou naquilo que se crê, porém não deixando isso claro.
A afirmação “fiel aos seus compromissos”, também não tem a minha integral concordância, pois a fidelidade, no meu ponto de vista, sempre será com alguém ou em que se acredita e que vai muito além de compromissos. Possui um significado muito diferente de comprometimento, que creio eu, talvez seja a palavra mais indicada para esta definição.
Pesquisando no Dicionário Maçônico é dito que:
“A lealdade é um atributo maçônico virtuoso exigido pelo grupo. A tolerância decorre da lealdade. Será leal o observador dos preceitos maçônicos. Os juramentos maçônicos nada mais são que incentivos à lealdade, tanto para com os IIr\, como para consigo mesmo, para com o Criador, para com a Pátria, para com a família e com todos os seus semelhantes”.
“A lealdade arrasta muitas outras virtudes. Desperta-as e as fortalece, como a sinceridade, a fidelidade, o amor, o carinho e a piedade, enfim, enfeixa um universo de bons propósitos e, o homem torna-se um ser útil à humanidade, a sociedade e a família”.
Na expectativa de interpretar o texto contido no Dicionário Maçônico, vejo que, nas reuniões e encontros que ocorrem em nossa Loja, se torna mais fácil à compreensão desta virtude, pois nela sempre acontecem fatos que não podem ser explicados e que trazem o ideal da fraternidade para mais perto dos acontecimentos da nossa conduta diária.
Um homem pode ser bom, isto é, pode ser amoroso, caridoso, de bons costumes, etc, pertencendo a qualquer religião, entidade, associação ou na verdade a nenhuma. Um homem é leal, não pelo que está escrito ou que lhe ensinam, mas sim, naquilo que está em seu próprio ser.
A convivência e os ensinamentos irão auxiliar o homem a despertar as virtudes latentes que nele existem. No entanto, o homem pode também chegar a origem dessas virtudes por si próprio, se simplesmente atender as determinações internas de sua alma e mente.
Então podemos dizer que a lealdade está dentro de todos nós e que, o convívio com os IIr\, somados a aquisição de conhecimentos maçônicos, faz com esta virtude seja despertada do centro do nosso ser, na sua mais pura essência.
Lendo sobre o entendimento que a Maçonaria possui sobre a virtude, temos:
…….“A virtude não retrocede nem ante o sacrifício, nem mesmo ante a morte, quando se trata do cumprimento do dever”.
Analisando o texto acima e procurando sintetizar minhas interpretações, faço analogia a virtude, concluindo que: A lealdade decorre da crença em alguém e a algo que se tem como referencial de vida, doando-nos sem se medir esforços.
Bibliografia:
Rizzardo da Camino – Dicionário Maçônico – Madras Editora
Opúsculo – O que é a Maçonaria
Revista 7º Milênio – Artigo os Ideais da Maçonaria – C. Jinarajadasa
Dicionário Aurélio






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O universo material foi criado pelo G.&#39;. A.&#39;. D.&#39;. U.&#39;. À partir do átomo, do quase nada, de uma maneira magistral, assombrosa e até aterradora. Sua arquitetura fundamenta-se numa diversificação tão rica, que leva o entendimento humano à confusão ao ser confrontado com o caos desta aparente desordem. Num esforço de ordenar a sua perturbação, a criatura humana passa a estabelecer referenciais, criar padrões, de tempo, medida, sensibilidade e probabilidade. O resultado deste trabalho, a faz movimentar-se no universo, modificar e transformar a obra original, gerando com isto o conhecimento, criado a partir de pensamentos, modelos e referenciais; pois nenhuma verdade lhe é revelada de imediato. É apenas com o acumulo de conhecimentos, pelo uso da razão, da intuição e do discurso que a realidade é entendida. Na intuição intelectual, o critério é a evidência, é aquela idéia clara, que se impõem por si só à mente. Na intuição pragmática, é exigido o aporte de um resultado prático. A intuição lógica exige coerência. Em tudo se busca equilibrar razão e intuição, vivência e teoria, concreto e abstrato. E para atingir a certeza da verdade, submete-se o pensamento ao ceticismo, fundamentado na dúvida, na observação e na consideração, ou ao dogmatismo, alicerçado em princípio ou doutrina. A idéia na teoria do conhecimento segue a linha do racionalismo, que tudo submete à razão; ao empirismo, que considera a idéia derivada da experiência sensorial; e do criticismo que tenta equilibrar o racionalismo e o empirismo. Em resumo: alguém é levado a divulgar uma idéia de forma positiva e afirmativa a qual se denomina tese. Outra pessoa interpela este pensamento, o absorve e critica, com base em seu próprio referencial, e faz nova proposta, gera uma segunda idéia, a antítese. Juntando estas duas idéias de forma conciliadora e compositiva gera-se um terceiro pensamento, que é diferente dos dois que lhe deram origem, obtendo-se a síntese. Se o processo for repetido diversas vezes, gera-se um infinito número de ciclos de teses, antíteses e sínteses, que no fluxo do tempo geraram todo o conhecimento que existe. 
Longe da confusão para entender as modernas teorias da complexidade, o antigo egípcio desenvolveu o método de transmitir conhecimento através da figura. Baseado na visualização do concreto, o observador desperta para o aprendizado intuitivo intelectual. Mesmo que o aprendiz seja de pouco ou nenhum preparo acadêmico, ele é conduzido a um elevado grau de entendimento abstrato, em tema até complexo, que faz despertar sua intuição sensível, intelectual e inventiva. Os pedagogos conhecem bem a técnica de transmitir conhecimento por associar a idéia a uma imagem real, pois auxilia na compreensão e na memorização, e ao transmitir a informação assim, ela se atualiza automaticamente, haja vista que fica alicerçada na evolução geral de cada geração que a interpreta. Mesmo que a interpretação mude, o símbolo nunca muda, a idéia original, a sua representação gráfica, o invólucro da idéia, acaba preservado ao longo do tempo. E como a evolução do homem ocorre em diversos segmentos, qualquer mudança afeta a maneira de como um símbolo é interpretado. Esta é a importância de nunca alterar ou modificar um símbolo na Maç.&#39;.; por exemplo, trocar a espada do Guard.&#39;. Do Templ.&#39;., símbolo da honra, por um fuzil AR-15; seria uma aberração. É a razão da Maç.&#39;. Manter-se sempre atual; mesmo sujeita ao vento da mudança, ela está sempre atualizada porque os seus símbolos são mantidos inalterados, mas as suas idéias não. E por estranho que num primeiro instante pareça, mesmo que considerada tradicionalista, ela é progressista. Tudo está condicionado ao fato de sua simbologia a tornar insensível ao impacto da dinâmica social, tornando-a elegível a projetar-se num futuro bem distante, porque sua simbologia é a mesma, mas a sua interpretação é dinâmica no tempo e adapta-se à herança cultural de cada individuo e de cada segmento da história. Convém observar que entre dois símbolos usados pode estar um século e até um milênio de transformação e adaptação histórica, bem como grande espaço geográfico. E de nada adianta tentar alcançar sua origem porque a transformação do pensamento conectada com um símbolo muda permanentemente, a cada instante, de pessoa para pessoa, de cultura para cultura. 
Assim como o átomo, a Of.&#39;. Maç.&#39;. Que pára no tempo fica vazia. Se for dinâmica e operosa, reflete a luz do conhecimento e produz pessoas de valor com sua metodologia baseada em símbolos. A Maç.&#39;. É uma escola que ensina moral, ética, e desenvolve qualidades sociais e espirituais. É uma instituição que tem por objetivo tornar feliz a humanidade pelo amor, pelo aperfeiçoamento dos costumes, pela tolerância, pela igualdade e pelo respeito à autoridade e à religião. Sua alegoria ensinada por símbolos leva o diligente estudante a desenvolver e a elevar a consciência de seu dever na sociedade e na família, constituindo a base da cultura que enriquece sua mente. Está assim equipado para conquistar respeito e admiração do meio social em que está inserido, onde sua ação positiva o faz progredir em sentido financeiro, político, moral, emocional, material, espiritual, em todos os seus valores. E este conhecimento o aperfeiçoa e motiva a tomar seu lugar na sociedade humana para transformá-la em resultado de seu trabalho. Seu diligente preparo o afasta da aviltante ignorância que tanto prejudica a sociedade. Assim equipado, equilibrado, devotado, generoso, livre, igual, praticando a virtude, reprimindo o vício, auxiliando seu Irm.&#39;., a quem está ligado por laços de amor fraternal, contribuirá para a humanidade se tornar mais pacífica, manterá o povo emancipado e progredirá em todos os sentidos. O amor fraternal é a única possibilidade de solução de todos os problemas da humanidade de forma cabal e é o alicerce da Sublime Instituição. 
A Maç.&#39;. Não gerou sua própria simbologia e neste sentido tem muito pouco de autêntica. A maioria dos símbolos que usa é copiada, absorvida de outras culturas, de outras linhas de pensamentos e influências. Observado de uma ótica isenta de mitos e ficções, quando se afirma ser ela originária dos tempos em que se construiu o Templo em Jerusalém, isto não é verdade! Tudo não passa de lenda para abrilhantar a sua mensagem composta de alegorias e símbolos. Entretanto, na dinâmica do tempo, esta alegoria veio a se estabelecer como verdade indiscutível, dogmática, e sabe-se que, por princípio, a Ord.&#39;. Maç.&#39;. Não tem dogmas. É na sua flexibilidade que se baseia sua riqueza cultural. Se não for elástica, tolerante, com certeza quebra, entra em colapso. Ela não é formada por um grupo social que vive isolado, ou que defende dogmas autônomos; ela é resultado da massa da sociedade como um todo, daí sua capacidade de penetração. E ao ser tolerante, admite toda linha de pensamento que venha ao encontro da construção de homens que submetem sua cognição e emoção à sua espiritualidade. Mesmo que todos os símbolos por ela usados para interpretar o universo sejam originários de outras culturas, estes foram introduzidos intencionalmente, com o objetivo de torná-la ágil, elegante e adaptável na linha do tempo.
Podem-se citar algumas fontes principais de onde foi importada a sua cultura: 
A Alquimia, com seu caráter altamente místico, gerou farta simbologia da qual a Maç.&#39;. Se apropriou. Mas a melhor herança que a Ord.&#39;. Obteve desta ultrapassada ciência foi o cultivo do amor fraterno, o ouro potável que nada mais é que um coração que extravasa amor. Foi uma ciência dedicada principalmente a descobrir uma substância que transmutaria os metais mais comuns em ouro e prata, e a encontrar um meio de prolongar indefinidamente a vida humana. Foi a predecessora da química. 
A Arquitetura na Maç.&#39;. É a sua arte básica, e a grande preocupação da Ord.&#39;. É a construção do homem completo em todas as suas dimensões: física, emocional e espiritual. Por simbolizar o trabalho planejado, a semelhança de aperfeiçoar o homem através de um trabalho constante e digno, usa a energia do grupo para gerar homens mais fortes e corretos. Na construção destes homens melhorados sempre há algo para fazer, refazer, realizar e aperfeiçoar, tudo no encontro de sua própria felicidade. Fica evidente que na criação do homem completo e livre tudo depende do esforço individual. Esta arte é o resultado do trabalho do arquiteto e mesmo a construção do universo, da Terra, visões e sonhos possuem projetos e definições baseadas na arquitetura. 
Na Maç.&#39;. O único uso que se faz da Astrologia, a ciência dos astros, a antiga astronomia, é nas manifestações artísticas das abóbadas celestes pintadas nos templos, onde aparecem constelações de estrelas, o sol e a lua, para relaxar a mente e influenciar aos maçons reunidos em seus trabalhos. Significa também que o Templ.&#39;. Não tem teto, onde, para o G.&#39;. A.&#39;. D.&#39;. U.&#39;. Tudo é revelado. 
A Maç.&#39;. Tentou incluir o conhecimento esotérico hebreu da Cabala em seu meio, porém, sem sucesso. É o ensino judaico da tradição de Jeová. Seria o princípio de toda expressão religiosa, porém, esta apenas serve para alguém que conheça a língua hebraica onde existe uma relação numérica entre o som de cada letra do alfabeto e um número. Para os acidentais existe a numerologia que pretende fazer o mesmo. 
O Cristianismo está filosoficamente ligado aos graus da Maç.&#39;., em todos eles existem elementos que remetem aos textos da Bíblia judaico-cristã. 
O Egito contribuiu com sua mitologia e religião com farta simbologia para a Maç.&#39;., sendo também o berço das primeiras sociedades iniciáticas. 
A Geometria é a ciência que prove boa parte de todo o simbolismo da Maç.&#39;., associada à Arquitetura, arte principal da Ord.&#39;.. Parte da interpretação dos símbolos geométricos estão ligados a escola Pitagórica, numerologia, alquimia e mestres construtores da idade média. O G.&#39;. A.&#39;. D.&#39;. U.&#39;. É considerado o Grande Geômetra.
Maçonicamente, o Hermetismo é apenas uma referencia histórica à tradição primitiva dos alquimistas. Relaciona-se ao estudo dos arcanos, vulgarmente conhecidos como as lâminas do Tarô, onde está simbolizada toda a cosmogênese e antropogênese da antiguidade. O Hermetismo foi uma doutrina esotérica baseada na revelação mística da ciência, ligada Hermes Trimegistos, antigo iniciado do Egito.
Mesmo não tendo nenhuma relação com a Maç.&#39;., o Hinduismo influi nela com a manifestação da cultura hindu através da filosofia brâmane e vedanta. 
As lendas MMaç.&#39;. Estão alicerçadas nas escrituras da Bíblia Judaico-cristã e parte dos seus rituais estão ligados aos princípios religiosos judaicos. O Judaísmo é a base do desenvolvimento da religião cristã, e berço da Maç.&#39;.. As escrituras gregas, ou cristãs, estão profundamente ligadas às escrituras hebraicas e à Tora.
Na Maç.&#39;. A Numerologia é estudada em profundidade e está bastante arraigada nos rituais. É a ciência que define o valor dos números. Avalia o número em seu aspecto qualitativo, mágico e filosófico. Pitágoras foi sua maior expressão e é básica na aritmética e na cabala. 
Uma fraternidade muitas vezes confundida com a Maç.&#39;. É o Rosacrucianismo. Este não tem relação alguma com ela. O que existe é a cultura Rosa Cruz assimilada em alguns dos princípios esotéricos. É uma ordem secreta e esotérica oriunda do intuito de cristianização dos mistérios egípcios. Grande parte dos símbolos usados pela Or.&#39;. É oriunda desta vertente. 
A mais poderosa ordem em sentido militar, intelectual, religioso e econômico do século XII foi a dos Templários. Sua finalidade foi a de proteger os peregrinos que se dirigiam ao santo sepulcro. A Maç.&#39;. Incorporou grande parte da cultura, e enriqueceu a sua filosofia a partir das heranças culturais deixadas pelos Cavalheiros. Existem especulações que seriam os remanescentes desta Ordem a verdadeira raiz da Maç.&#39;.. 
Existem também teorias de que algumas das tradições MMaç.&#39;. Sejam originárias do Zoroastrismo, uma religião, resultado da designação de todos os sucessores de Zaratustra, o grande legislador persa e seu fundador. 
Adicionalmente, podem-se listar as seguintes influências na cultura da Maç.&#39;.:
• Agnosticismo,
• Antropologia,
• Aritmética,
• Arqueologia,
• Astronomia,
• Biologia,
• Chakras,
• Escultura,
• Filosofia,
• Geografia,
• Gramática,
• Lógica,
• Logosofia,
• Matemática,
• Mitologia,
• Música,
• Ontologia,
• Pintura,
• Poesia,
• Retórica,
• Sociologia,
• Teologia,
• Teosofia,
• Vedas,
• e outras. 
Muitas são influências da cultura Maç.&#39;., e mesmo tendo acesso a tudo isto, é necessário que ao final, cada Maç.&#39;. Se torne bom, sábio e virtuoso, e para isto, cultura sozinha não é suficiente. É necessário que o homem seja moldado internamente. E isto ele deve desejar ardentemente, deve ser seu principal alvo, senão toda esta cultura é inútil, uma frustrante tentativa de alcançar o vento na corrida. Ser bom até pode ser característica da própria pessoa, ser virtuoso o resultado de uma disciplina enérgica, mas a sabedoria, esta exige, além de cultura e conhecimento, colocar em prática tudo o que aprendeu de forma inteligente e racional.
 
Bibliografia:
1. BOUCHER, Jules, A Simbólica Maçônica, Segundo as Regras da Simbólica Esotérica e Tradicional, Editora Pensamento Cultrix Ltda., ISBN 85-315-0625-5, São Paulo, 1979.
2. CAMINO, Rizzardo da, Dicionário Maçônico, Madras Editora Ltda., ISBN 85-7374-251-8, São Paulo, 2001.
3. FIGUEIREDO, Joaquim Gervásio de, Dicionário de Maçonaria, Seus Mistérios, seus Ritos, sua Filosofia, sua História, Editora Pensamento Cultrix Ltda., São Paulo, 1989.
4. PUSCH, Jaime, A Cultura Maçônica.
 
Ir.&#39;. Charles Evaldo Boller
A.&#39;.R.&#39;.L.&#39;.S.&#39;. Apóstolo da Caridade n° 21 
Or.&#39;. Curitiba - PR 
Grande Loja do Paraná

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Para que possamos iniciar uma peça de arquitetura sobre o rei Salomão e sua importância  dentro da simbologia da Ordem, é preciso definir claramente quem foi esse homem,  personagem de histórias maçônicas, bíblicas e presente inclusive na cultura popular.
Primeiro é importante salientar que Salomão realmente existiu. Foi o terceiro rei de Israel, portanto, dos judeus, e seu nome significa pacífico. Era filho de Davi e reinou por quarenta anos. As poucas certezas sobre ele e sua obra, no entanto, param por aqui.
Nenhum outro rei teve sobre si um volume tão grande de lendas e mitos quanto Salomão e, o que é mais interessante, tais lendas fazem parte de culturas muito distintas, separadas em tempo e espaço. Lendas, muitas vezes, são mais consistentes que o aço, atravessando séculos e se espraiando pelo mundo com grande facilidade.
Na cultura árabe, Salomão é conhecido como Senhor dos Ventos, pois dizia-se que podia transpor milhares de quilômetros num só dia, viajando num veículo alado, impulsionado pelo vento.
Daí teria surgido a lenda do tapete voador. O Alcorão diz que Alá colocou espíritos prestativos a serviço do rei Salomão. &quot;Nós tornamos o vento submisso a Salomão. Além disso, em seu tempo, pela vontade de Alá espíritos trabalharam para ele...&quot;
&quot;Eles faziam qualquer coisa que Salomão quisesse; palácios, monumentos e alguidares grandes como viveiros de peixes&quot;.
Na Etiópia existem muitas tradições sobre Salomão, sendo citada em especial a fortuna em ouro com a qual ele haveria presenteado a rainha negra Sabá.
Todos os cronistas árabes que se referiram a Salomão são unânimes em afirmar que o rei, com a ajuda de gênios e demônios, construiu três imponentes castelos, um dos quais correspondem às ruínas de Baalbek, no atual Líbano.
As ruínas de Baalbek mostram uma monumental construção megalítica, uma das mais impressionantes existentes no mundo. Os outros dois castelos,segundo a tradição, foram construídos por seres fantásticos e nunca foram encontrados.
Salomão é citado, na cultura popular, como sinônimo de sabedoria. Como prova desta qualidade, cita-se com freqüência a solução que dera para o impasse entre duas mulheres que alegavam ser mães de uma mesma criança. O rei mandou cortar a criança ao meio e dar metade dele a cada uma das reclamantes. Uma das mulheres manifestou-se para manter a criança viva, mesmo que ficasse com sua opositora. Assim, Salomão a teria proclamado a verdadeira mãe.
Salomão foi efetivamente um grande construtor. Sua época foi de grande prosperidade para os Judeus. Um dos registros arqueológicos mais significativos dessa época é o da cidade de Megido, um complexo notável, onde havia cavalariças com pilares em série, talhados em pedra calcárea. Há, ainda, restos arqueológicos da fundição refinaria de cobre em Ezion-Geber, produtora da matéria-prima que serviria para ornamentos e utensílios de bronze.
Salomão é considerado o maior dos governantes hebreus. Seu governo ficou caracterizado por habilidade política, formalizando acordos comerciais com Hiram, rei de Tiro, na Fenícia. Este acordo teria lhe garantido a ajuda necessária para construir seu grandioso templo, em  homenagem ao Senhor de Israel. Além das abundantes madeiras de cedro, retiradas das encostas do Monte Líbano,Hiram forneceu também máquinas, operários e habilidosos engenheiros. O templo teria sido construído em Jerusalém, berço do Cristianismo e do Judaísmo e também a terceira cidade mais importante do Islamismo, pois ali Maomé teria ascendido ao céu. A  construção teria demorado sete anos, segundo a Bíblia, fora erguida mil anos antes de Cristo e destruída em 588 A.C.
A Bíblia também conta (2ª Crônicas 2:13,14) que o rei Hiram, do Tiro, mandou um grande mestre-de-obras, chamado Hiram Abif, para ajudar na construção do templo, o qual também era artífice.
Porém vale ressaltar que a confiança do rei Salomão foi depositada em Adoniram, o qual foi posto como encarregado geral de confiança, para executar as tarefas, bem como a leva de gente ao Líbano (1ª Reis 7:13,14 e 2ª Crônicas 4:11). Os materiais já vinham preparados das florestas e das pedreiras, sendo somente montados em Jerusalém (1ª Reis 6:7).
Os construtores do templo foram uma média de 180 mil homens (1ª Reis 5:13-16 e 18). Salomão separou os estrangeiros para realizar a preparação do material bruto (2ª Crônicas 2:17,18). Eles seriam os descendentes dos Cananeus que os filhos de Israel não expulsaram da terra (1ª Reis 9:21,22).
Assim o Templo de Salomão foi edificado, com as colunas gêmeas &quot;Jaquim&quot; (Ele firmará) e &quot;Boaz&quot; (Nele está a força). Elas estiveram presente na vida do rei Josias, quando fez aliança com Deus (2º Reis 23:3) e na coroação de Joás (2º Reis 11:14). Na liturgia Hebraica, representavam ainda a dualidade do universo. Onde uma coisa só existe em função de outra. Seria algo como: noite e dia, homem e mulher, bem e mal, certo e errado.
O teto seria abobadado, com a representação do céu, com estrelas, a lua e o Sol.
O templo estaria voltado para o Oriente.
Aí começa a contribuição da obra do rei para a Maçonaria. Os templos nos quais hoje desenvolvemos nossos trabalhos são considerados réplicas do templo de Salomão.
Apesar das minuciosas descrições registradas na Bíblia, ainda não foi possível, contudo, ter certeza quanto a esse primeiro templo de Jerusalém. Não há registros extra bíblicos. 
As escavações arqueológicas ainda não apresentaram alguma comprovação válida da existência dessa obra.
Explica-se tal ausência de restos arqueológicos à completa destruição que teria sido realizada por Nabucodonosor, ou ao fato da insuficiência de escavações no próprio sítio atribuído à localização do Templo. Esse lugar, santificado por diversas linhas religiosas, seria hoje ocupado pela belíssima e sagrada Mesquita de Omar, ou o Domo da Rocha, onde Abraão, obediente a Deus, quase sacrifica seu próprio filho, Isaac(Gen. 22.1-19) - onde, de modo significativo, a tradição islâmica localiza Maomé subindo ao céu.
Fala-se no célebre “muro das lamentações” como tendo sido parte da grande alvenaria de arrimo na esplanada do Templo. Contudo, as determinações científicas de datas ali procedidas dão ao muro idade próxima à década anterior ao nascimento de Cristo, tornando-a uma obra mais adequada de ser atribuída ao terceiro templo, o de Herodes, destruído pelos romanos.
Outra contribuição da história de Salomão para o mundo maçônico é o seu trono, pois hoje chamamos o lugar onde senta-se o Venerável Mestre de ‘trono de Salomão’. Este trono teria como suportes dois leões de ouro puro, animados por uma arte mágica, que lhe defendia. Outros registros dizem que havia sete degraus antes de se alcançar o trono. Um número bastante sugestivo na nossa simbologia.
Também em relação ao trono, no entanto, surgem controvérsias. O irmão Ambrósio Peters, por exemplo, em artigo publicado no site Samauma, sustenta que no templo de Salomão não havia trono algum. E nem ali fisicamente caberia um trono de um rei, dadas às pequenas proporções do templo. Além do mais, argumenta ele, Salomão, não sendo sacerdote, não tinha acesso ao Templo, onde somente entravam os sacerdotes oficiantes.
Peters diz, ainda, que a porta de entrada o Templo ficava voltada para o Oriente, e a porta de nossos templos está simbolicamente voltada para o ocidente, já que o altar do Venerável Mestre fica no oriente. A posição do templo com a entrada voltada para o Oriente, como praticamente todos os templos da Antigüidade e muitos templos católicos da Idade Média, seria uma reminiscência do antiqüíssimo culto ao sol.
Alex Horne, na obra ‘O Templo do Rei Salomão na Tradição Maçônica’, lembra que os antigos catecismos maçônicos do Século XVIII também se refeririam com freqüência à construção do Templo de Salomão que, inequivocamente, integra tradições anteriores à Grande Loja de Londres (1717). Convém, contudo, no concernente à historiografia, tratar tais documentos com certa reserva, aconselha ele. Em sua origem foram escritos por religiosos medievais, devotados a Deus sem dúvida nenhuma, mas despossuídos de crítica historiográfica. Presume-se que monges cristãos transmitiram essas lições a operários iletrados e que tais documentos foram sendo copiados e recopilados, mantendo a visão de uma época que muito desconhecia de História.
Independente de ter havido ou não um templo construído por Salomão, tenha tido ele dimensão maior ou menor, importante frisar que a figura deste rei e seus eventuais feitos são muito importantes para nós, maçons, como referência.
Referência de alguém que liderou um grupo sendo considerado até hoje o maior de seus líderes, fato que denota seu arrojo, competência, retidão e tirocínio. Pela sabedoria que marcou seu reinado e que deve estar sempre presente nas nossas decisões. E por ter sido um mandatário bem sucedido não apenas ‘dentro de casa’, mas também nos acordos e relacionamentos com outras etnias que o cercavam, mostrando que devemos estar abertos à diversidade, aprendendo a conviver com ela e dela tirar lições e proveito.
É lição de Jules Boucher, contida no célebre A Simbólica Maçônica - segundo as regras da simbólica esotérica e tradicional, editado em 1993, que nós, maçons, não tentamos reconstruir materialmente o Templo de Salomão. Ele é um símbolo, é o ideal jamais terminado, onde cada maçom é uma pedra, preparada sem machado nem martelo, no silêncio da meditação. Para elevar-se, é necessário que o obreiro suba por uma escada em caracol, símbolo inequívoco da reflexão. Tem por materiais construtivos a pedra, que significa a estabilidade, a madeira do cedro, que evoca vitalidade e o ouro, representando a espiritualidade. Para o maçom, ensina Boucher, “o Templo de Salomão não é considerado nem em sua realidade histórica, nem em sua acepção religiosa judaica, mas apenas em sua significação esotérica, tão profunda e tão bela”.
O Templo de Salomão é o templo da paz. Que a Paz do Senhor permaneça em nossos corações!

Fonte:
O V I G I L A N T E
Informativo da Loja Maçônica Vigilantes da Lei
Rio de Janeiro – Ano II – Nº15– Novembro de 2008



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As idéias prevalentes e obsoletas da Idade Média, conhecida como “A Noite dos Dez Séculos”, levaram no início do Século XVII o surgimento na Europa de um movimento renovador de toda cultura da época, como reação ao considerado atraso de quase todo conhecimento então existente.
Essa plêiade de novos pensadores espalhada por quase todo continente europeu, voltava-se contra o tradicionalismo que viera da então Era Medieval e grilhões do absolutismo da realeza, como também os benefícios que eram outorgados aos membros do clero e nobreza.
Os freios para evolução da inteligência precisavam ser arredados, por que o Homem deveria pensar e governar-se pela Razão; livrar-se das restrições impostas pela Inquisição e buscar seu próprio destino livre de opressão.
Poderia acreditar naquilo que sua inteligência explicasse independentemente de religiosidade ou mesmo fé. Teria liberdade de desacreditar naquilo que lhe foi imposto outrora, ou, simplesmente, questioná-lo.
A Razão seria a bússola de sua vida, substituindo toda crença religiosa para abrir caminho a uma Nova Era de intelectualidade, gerando progresso material e moral, em oposição aos mesquinhos tempos da Idade Média.
Toda essa evolução filosófica, científica, artística, moral e religiosa, tomou o nome de Iluminismo, ou, “Século das Luzes”, como contestação “A Noite dos Dez Séculos” ( 476-1476 ), face a pobreza cultural daqueles tristonhos tempos.
Iluminismo, porque concedia luz à escuridão, marca do atraso de mentalidade da Idade Média. A doutrina iluminista preconizava que o Homem nasce puro, com bondade, e é a própria sociedade que o corrompe.
Se houver Justiça Social, pouca desigualdade na comunidade, econômica, moral e de costumes, a paz virá, como consequência, e a felicidade aflorará para o bem de todos.
A liberdade seria exercida com responsabilidade para o bem comum. Eram, em linhas gerais, os postulados do Iluminismo.
Filósofos, políticos e cientistas, integravam esse cenário, surgindo, daí, várias correntes ou vertentes dessa política social que se instalou, em última análise, em nome da liberdade de pensar, com o propósito de progresso cultural e de espírito. Aliás, esses ideais de avanço cultural já vinham sendo desenvolvidos desde a Renascença que mais tarde também contribuiu para deflagrar a Revolução Francesa de 1789.
O filósofo René Descartes prestou significativa contribuição a esse empreendimento intelectual, com seu adágio – cogito ergo sum – (penso, logo existo), pensamento puramente racionalista.
Outras importantes figuras intelectuais do Século XVII foram iluministas, como Galileu Galilei, Francis Bacon, Thomas Hobbes, René Descartes, Baruch Spinoza, John Locke, Isaac Newton, Voltaire, Montesquieu, Rousseau, Kant, Adam Smith e tantos outros do mesmo quilate.
Esse movimento, entretanto, começou a perder força, mais ou menos, no começo do Século XIX, com o advento de novas doutrinas e ao tempo das guerras napoleônicas 1804-1815.
Embora uma parte dos iluministas pregasse o ateísmo, a maioria acreditava na existência de um Ser Supremo do Universo, princípio admitido pela Maçonaria que foi muito influenciada por essa elite erudita.
A religião poderia ser cultivada por cada um, sendo mera faculdade, e, sendo aceita, como efeito, a vida espiritual continuaria após a morte do corpo físico.
Era o que a maioria entendia do aspecto divino. E foi nesse ambiente de sabedoria que começou a surgir a Franco-Maçonaria no começo do Século XVII, cujos maçons vieram das fileiras do Iluminismo trazendo doutrinas daquele momento histórico para oxigenar a Maçonaria Tradicional ou Simbólica, as chamadas Lojas Azuis.
Registra a História que as dificuldades da Ordem Operativa em meados do Século XVII, em especial na Inglaterra, ensejaram sérias consequências para as guildas, chegando à decadência ou mesmo à extinção.
Como medida de sobrevivência, o sistema maçônico daqueles tempos passou a recrutar membros da intelectualidade, nobreza e de posses econômicas, sem que antes tivessem integrado o artesanato, ou seja, a maçonaria primitiva.
Consolidou-se, assim, no Século XVIII (1717-1724), a Franco-Maçonaria composta por cérebros que não faziam parte da Instituição do Artesanato, porém eram dotados de requisitos morais, intelectuais e econômicos, sendo aceitos pelos IIr. operativos que simbolizavam o passado maçônico.
Esses IIr. foram chamados de “aceitos”, que mais tarde o REAA acolheu essa nomenclatura. Estabeleceu-se, entretanto, que seria a mesma maçonaria, apenas com departamentos próprios, mas com a mesma substância, como sendo frente e verso de uma mesma moeda.
Estava, pois, implantado o departamento especulativo ao lado do outro operativo. Mas a unidade da Ordem foi preservada em todos os sentidos.
Pois bem, com o ingresso desse IIr.’. “aceitos”, oriundos em grande parte do Iluminismo, a influência era mesmo de se esperar na Instituição, especialmente no âmbito especulativo, geomântico ou ainda teórico.
Não demorou muito e nasceram os Altos Graus, de 4 a 33 no REAA, sendo que para alguns especialistas o Grau 3 (Mestre-Maçonaria Azul ) foi criado em 1725, pouco depois da Constituição do Bispo Anglicano James Anderson de 17 de janeiro de 1723.
Os Landmarks, por sua vez, foram estudados, classificados e ordenados por diversos estudiosos maçônicos, até que em meados do Século XIX, Albert Galletin Mackey – 1807-1881, compilou-os, formando uma Super-Constituição Maçônica Universal, no nosso modesto entendimento. É, sem dúvida, a codificação mais aceita pelas diversas Obediências com os 25 princípios imutáveis e inalteráveis.
A influência do Iluminismo na Maçonaria é evidente, principalmente, quando examinamos os artigos 6&#39; ao 8&#39;, que versam sobre as prerrogativas do Grão-Mestrado.
Trata-se de matéria atinente a Administração da Entidade que, em caso excepcional, pode o Grão-Mestrado autorizar a proposta e recepção do candidato ali mencionado. Essa prerrogativa emana da experiência dos políticos de Iluminismo que ingressaram na Ordem, objetivando, em tempos conturbados, que a direção tenha instrumentos eficazes para debelar, ou pelo menos, minimizar as dificuldades momentâneas.
A faculdade de representação (art. 12) é outro avanço da época iluminista, conferindo ao obreiro esse direito quando necessitar de auxílio técnico ou para outros fins de seu interesse. O direito recursal (art. 13) foi inspirado no modelo profano e visa eventual correção da decisão impugnada a ser reexaminada pelo órgão superior.
Em última análise, é resquício da doutrina contra o despotismo de que tratamos no início desta dissertação e a igualdade de todos os maçons no interior da Loja (art.22) origina-se do sentimento democrático, defendido pelo movimento iluminista de combater a descriminação.
O princípio da Separação dos Poderes na Instituição Maçônica é cópia do modelo de Montesquieu, renomado iluminista. – “Esprit des Lois”. Criou esse sistema de Poderes do Estado, em Legislativo, Executivo e Judiciário – arts. 35, 70 e 97 – da Constituição do Grande Oriente do Brasil, dentre outros diplomas das várias Potências, cada um com atribuições previstas em lei.
Mas de todas as influências iluministas na Ordem Maçônica, a que mais se destaca é seu Departamento Especulativo. Introduziu-se o estudo profundo filosófico, simbólico, esotérico, metafísico, espiritual e histórico, além de outros ramos do conhecimento humano.
A maçonaria tradicional ou clássica ficou limitada ao simbolismo básico e o início de alegoria da lenda de Hiran Abiff. Esses são apenas alguns enfoques iluministas adotados pela Instituição. O certo é que o Iluminismo trouxe grande contribuição para o progresso maçônico, intelectual, espiritual material. É o que se conclui do exame do tema em foco!
Ir.’. José Geraldo de Lucena Soares
ARLS – Fraternidade Judiciária Nº 36l4 – GOSP/GOB
Capítulo “Integração e Prudência” – SP







  







 
 
 
 



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&lt;b&gt;&lt;/b&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoregiscamboa.blogspot.com/feeds/7448975597780082665/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdoregiscamboa.blogspot.com/2014/02/o-iluminismo-e-maconaria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3263100118196583677/posts/default/7448975597780082665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3263100118196583677/posts/default/7448975597780082665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoregiscamboa.blogspot.com/2014/02/o-iluminismo-e-maconaria.html' title='O ILUMINISMO E A MAÇONARIA...'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08149925762549913106</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3263100118196583677.post-6586725224352941141</id><published>2014-02-22T06:09:00.000-08:00</published><updated>2014-02-22T06:09:12.892-08:00</updated><title type='text'>PRESIDENTES AMERICANOS MAÇONS...</title><content type='html'>Como é do conhecimento dos IIr.&#39;., dias atrás, houve eleição para a Presidência da República nos Estados e o eleito foi o senador por Illinois, Barack Hussien Obama II, o primeiro negro a chegar a tal cargo.- Tão logo sua eleição foi confirmada, circulou e-mail indicando ser ele um Maçom.- Com base nas informações recebidas e de sites indicados, pedi uma rápida pesquisa a respeito, especialmente sobre a Loja Prince Hall, formada exclusivamente por Maçons negros.- Ela enviou hoje o material, bem como a lista dos presidentes dos Estados Unidos que foram ou são maçons.

- É bom notar que somente Theodore Roosevelt chegou ao grau de Mestre no mesmo ano em que assumiu o cargo. Todos os demais, eram Mestres antes da eleição.O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama é um Sublime Príncipe do Real Segredo, Grau 32 do Rito Escocês Antigo e Aceito-REAA), de Obediência pertencente à Maçonaria Prince Hall&quot;. Prince Hall é o primeiro alojamento maçônico dos EUA, sendo o nome vindo de seu fundador e master, o qual era o mais famoso indivíduo na área de Boston durante a Revolução Americana e virada do Século 19.

Prince Hall era um escravo na área de couro em Boston, e pertencia a William Hall no final dos anos 1740 e ganhou a liberdade em 9 de abril de 1770, como um prêmio (reconhecimento) , após 21 anos de serviço. PrinceHall e outros 14 negros da área de Boston se aproximaram de um alojamento Britânico de Freemasons (Maçons Livres), relacionado ao 38º Regimento em Boston. Hall e os outros negros iniciaram (sendo Processo de Iniciação), no alojamento em 6 de março de 1775. O Regimento foi embora da área em seguida, e o Sargento John Batt, que estava no comando da Iniciação, escreveu uma permissão limitada em 17 de março, autorizando o grupo a ter certos privilégios maçons, bem como permissão para se encontrarem como Loja. Em 3 de julho de 1775. o grupo formou o &quot;African Lodge Nº 1&quot; (Loja Africana Nº1), a primeira Loja aceita de maçons negros e livres do mundo e Hall foi feito seu Master (Venerável Mestre). O Grand Master (Grão Mestre) da América do Norte, John Rowe, concedeu à Loja a segunda permissão para continuar suas atividades.No entanto, a Maçonaria Negra permaneceu separada da Maçonaria Branca nos Estados Unidos, porque os maçons brancos não aceitaram os maçons negros, apesar dos princípios de fraternidade.

Hall expandiu sua organização a outras cidades, mas como ele estava limitado a população negra, as novas lojas que surgiam eram chamadas de &quot;Lojas Negras&quot;. Em 24 de junho de 1797, uma segunda loja negra foi criada em Providence, Rhode Island. Um ano depois, a terceira foi iniciada na Philadelphia, com Absalom Jones sendo o Master. Prince Hall morreu em Boston em 4 de dezembro de 1807.Atos fúnebres, de acordo com os rituais maçônicos, foram realizados em sua casa, em Lendell&#39;s Lane, uma semana depois. Ele foi enterrado na Rua 59 Mattews Cemetery, em Boston, no final de março de 1808.Com um ano de sua morte, os seguidores de Hall trocaram o nome da Loja e deram o nome de seu líder. Essa sociedade secreta continuou a crescer nos Estados Unidos, mas continua separada da Maçonaria Branca até os dias atuais.

Hoje, Prince Hall é uma fraternidade maçônica com seus prédios devidamente identificados, seus membros se identificam com anéis, adesivos e pins. Um dos membros mais famosos e também um Prince Hall Mason de 32º, se tornou um candidato a Presidência dos Estados Unidos em 2008. Seu nome é Barack Hussein Obama II.

Relação dos presidentes dos Estados Unidos que foram ou são Maçons:

1 - George Washington (Pres. 1789-1797) (MM 1753)

2 - James Monroe (Pres. 1817-1825) (MM 1776)

3 - Andrew Jackson (Pres. 1829-1837) (MM 1800)

4 - James K. Polk (Pres. 1845-1849) (MM 1820)

5 - James Buchanan (Pres. 1857-1861) (MM 1817)

6 - Andrew Johnson (Pres. 1865-1869) (MM 1851)

7 - James A. Garfield (Pres. 1881) (MM 1864)

8 - William McKinley (Pres. 1897-1901) (MM 1865)

9 - Theodore Roosevelt (Pres. 1901-1909) (MM 1901)

10 - William H. Taft (Pres. 1909-1913) (MM 1901)

11 - Warren G. Harding (Pres. 1921-1923) (MM 1920)

12 - Franklin Delano Roosevelt (Pres. 1933-1945) (MM 1911)

13 - Harry S. Truman (Pres. 1945-1953) (MM 1909)

14 - Gerald R. Ford (Pres. 1974-1977) (MM 1951)

15 - Barack Hussein Obama II (Pres. 2008-2012)

por Ir.’. Rodrigo Sanches
Fonte: http://www.triplov.com/Venda_das_Raparigas/2008/Sanches/index.htm

Veja artigo: Prince Hall - A maçonaria dos negros Americanos
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A morte sempre foi vista como a única grande certeza para todos aqueles que vivem. Não há quem não tenha presenciado a morte de um ente querido. A percepção da inevitabilidade da morte e a indagação do que ocorrerá após o falecimento do corpo é sempre uma investigação fascinante. Os diálogos entre Sócrates e seus discípulos são muito significativos e abordam de uma maneira clara e lógica a questão da natureza da vida e da morte e da complementaridade entre pólos opostos.
A investigação sobre a morte é tida por Platão como algo fundamental. Ele chega a dizer que filosofia é o estudo da morte. Segundo ele, qualquer homem que tem o espírito filosófico deve estar disposto a morrer (mas não a tirar a sua própria vida); deve estar pronto para ser liberto do corpo e dos grilhões da matéria. No Fédon, o assunto morte adquire uma relevância ainda maior, já que o debate se dá entre o momento em que Sócrates é condenado à morte e o instante da morte em si, quando ele bebe a cicuta – um poderoso veneno.
Logo no início do livro, Sócrates, tendo sido libertado das correntes que prendiam as suas pernas, comenta: “Como é estranho isso que os homens denominam prazer. Ele está intimamente ligado à dor, que acreditamos ser o seu oposto. Embora essas duas sensações não se apresentem simultaneamente, aquele que persegue uma das duas é levado a experimentar a outra. É como se fossem inseparáveis. Agora que me soltaram das correntes, sobreveio-me um sentimento de prazer; o prazer de estar liberto. Ocorreu uma substituição de um pelo outro”.
EQUILÍBRIO E JUSTIÇA
De acordo com a sabedoria chinesa, os opostos se sucedem alternadamente. Depois de uma época de abundância necessariamente advém uma época de escassez. O apogeu sempre dá lugar ao declínio. Depois da tempestade, vem a bonança. Quando as trevas chegam ao máximo, a luz começa a crescer gradualmente substituindo a escuridão. O mesmo ocorre nas estações do ano. A partir do momento quando o verão chega ao seu auge, o calor começa a diminuir de intensidade e os dias vão progressivamente ficando mais curtos. Aos poucos o frio vai substituindo o calor. Quando, no clímax do inverno, o frio chega ao seu pico, mais uma vez ocorre uma reversão do ciclo e, a partir daí, o tempo começa a esquentar novamente e o sol vai tomando o lugar das trevas. Vemos que um princípio sempre leva consigo o seu oposto complementar.
Por isso os chineses falavam que a vida é uma perpétua alternância entre os princípios Yang e Yin, o positivo e o negativo, o masculino e o feminino, o bem e o mal, a inspiração e a expiração. Segundo eles, dentro do Yin está contido o Yang e dentro do Yang está contido o Yin. Na realidade os dois princípios estão harmonicamente integrados no todo. A alternância cíclica entre esses dois aspectos é vista como parte essencial da expressão da vida na natureza.
É importante que estejamos cientes e preparados para observar esse fato em nossas vidas. Sabemos que depois do dia sempre vem a noite, e que depois da noite sempre vem o dia. Basta observar a natureza. Isso ocorre porque, quando se chega a um extremo, surge uma tensão, uma força, que puxa no sentido oposto. Essa tensão é criada pelo potencial que existe entre os pares de opostos. Os opostos se atraem. O homem atrai a mulher e a mulher atrai o homem. Na natureza, todos os pares de opostos se atraem: o positivo e o negativo, o bom e o mau, a luz e a sombra, etc.
Quando estudamos a história observamos que toda a civilização cresce, se desenvolve, chega ao seu ápice, e depois, inevitavelmente, começa a decair até ser vencida ou desaparecer. Observa-se que nada pode ficar continuamente no mesmo estado. Tudo que sobe tem de descer, tudo que enche deve se esvaziar. Tudo que se torna maior tem que ter sido menor e vice-versa.
Quando uma pessoa está em evidência, por muito tempo, ela acaba sendo forçada pelas circunstâncias da vida a sair de evidência. Ninguém fica no topo o tempo todo. Os taoístas dizem: se você quer derrubar uma pessoa, coloque-a num pedestal. Certamente ela vai cair rapidamente. Quando mais se estica um elástico numa direção, maior a tensão, maior a força puxando no sentido contrário. Sempre que se chega a um extremo, a força no sentido contrário passa a ser muito grande.
Ao observarmos nossas vidas, podemos achar que determinados acontecimentos, como a morte de um familiar, a perda de um emprego ou uma mudança forçada de cidade são ruins. Uma série de mudanças que nos incomodaram muito em primeira instância, quando vistas de uma perspectiva de longo prazo, podem ser vistas como benéficas. O que parecia mal se tornou bom.
Platão nos faz ver que, na vida, nada deve ser visto de forma isolada; toda moeda tem o seu dorso. Todo ganho tem seu preço, e ocasiona algum tipo de perda. Tudo o que é positivo tem seu lado negativo. Nada é totalmente bom ou totalmente ruim. Não existe pessoa que só tenha vitórias na vida. A perda está sempre à espreita por detrás de cada vitória. Se assim não fosse, não poderia haver equilíbrio e justiça no universo.
O equilíbrio é uma lei fundamental do universo. Se uma pessoa está ganhando de um lado, tem que perder do outro para que o equilíbrio seja mantido. Na visão dos hinduístas, o universo é uma grande dança. Eles representam a contínua alternância entre os opostos como a dança de Shiva. Shiva é um dos deuses mais cultuados na Índia. Isso é curioso, porque ele é um deus associado à destruição. Existe na Índia uma trindade muito conhecida formada por Brahma, Vishnu e Shiva; onde Brahma está associado à criação, Vishnu à preservação e Shiva à destruição. Quando se viaja pela Índia percebe-se que quase não existem templos destinados a Brahma; que existem alguns poucos destinados a Vishnu; e uma enorme quantidade de templos destinados a Shiva. Por que razão isso ocorre? É que Shiva representa a renovação resultante da morte e da destruição. Para que o novo possa nascer, é necessário que as formas gastas sejam removidas. Ao mesmo tempo, Shiva inspira certo temor naqueles que não tiveram ainda a percepção de que vida e morte são aspectos complementares de uma mesma realidade divina.
Essa dança de shiva de criação e destruição é, na realidade, a base da existência. Nada pode existir estático na natureza. A nossa ignorância é a que nos impede de ver a mudança como um elemento fundamental da própria existência. Nada permanece estático, nem por um breve momento. Tudo flui, tudo está em contínuo movimento. A folha da árvore que cai vira adubo para o crescimento de outras árvores. Na natureza nada se perde.
ALTERNÂNCIA DE OPOSTOS
A estabilidade é apenas um estado temporário entre dois movimentos. O pêndulo de um relógio pára quando chega a um dos extremos. Esta pausa deve ser vista como parte integrante do movimento entre os pares de opostos. Tudo que chega a um extremo é forçado a retroceder no sentido do pólo oposto.
No I Ching existe uma representação muito bela, de que o homem está colocado entre o céu e a terra, o céu representando a criatividade, o aspecto da não-forma, e a terra o aspecto da matéria, caracterizado pela forma. Podemos dizer que existe uma tensão entre os opostos céu e terra. O homem, estando submetido a essas duas forças de polaridades opostas, sente-se dividido. Daí surge o conflito, a necessidade de uma tomada de posição. O homem, por ser espiritual e material ao mesmo tempo, está continuamente sofrendo duas pressões, uma que o atrai para cima, no sentido divino, e outra que o puxa para baixo, levando-o a se voltar para as paixões terrenas.
Ao longo da vida, um dia é de alegria, o outro de tristeza; um dia se está por cima e no outro por baixo. Um dia se tem um salário menor, outro dia um maior. A vida é uma constante alternância entre os opostos.
EVOLUÇÃO DA CONSCIÊNCIA
Platão dizia que devemos observar como os pares de opostos se manifestam na natureza: o alto e o baixo; o positivo e o negativo; o masculino e o feminino; o dia e a noite; o sono e a vigília. Durante o dia estamos em estado de vigília e à noite dormindo. Esse é o processo natural. Ninguém pode ficar eternamente acordado ou eternamente dormindo.
A vida nos impele ao descanso no final do dia. O cansaço vai aumentando, começa a sonolência, começamos a bocejar e temos vontade de dormir. No final da madrugada, quando já se dormiu o suficiente, tendo o organismo recobrado as suas energias, há o processo oposto do despertar. Observamos assim, que o sono leva ao estado de vigília e o estado de vigília leva ao sono. Como dizem os chineses, o Yin conduz ao seu aspecto complementar Yang e o Yang conduz ao Yin. Inevitavelmente, um sempre leva ao outro, e esta alternância cíclica nunca pára.
Seria muita ignorância da nossa parte temer que o inverno perdura para sempre ou desejar que o verão nunca termine. A vida não seria como ela é hoje, se não houvesse essa alternância. Os contrastes que ela produz são essenciais para a evolução da consciência de todos os seres vivos.
Platão comenta que tudo na vida opera através dos pares de opostos. Está claro para todos que o dia e a noite formam um par de opostos. Da mesma forma, os estados de vigília e sono são postos complementares. Qual seria então o pólo complementar da vida?
Podemos observar que o estado de vigília guarda uma semelhança com o estado de estar vivo. Por outro lado, existe uma grande afinidade entre o estado de sono e a morte. Durante o sono há um estado de inconsciência. Durante a vigília, o ser está desperto e consciente. Será que, por analogia, poder-se-ia afirmar que vida e morte são também processos complementares, um levando ao outro?
Platão disse que, ao menos, existe evidência visível de um dos processos. Todos já tiveram a oportunidade de ver como, de um momento para outro, seres que estavam vivos falecem e passam para o reino dos mortos. Esse é um fato que observamos com freqüência. A transição da vida para a morte é um processo do qual ninguém pode fugir. O falecimento e a desintegração do corpo são inevitáveis. Existe, portanto, o processo visível da vida gerando a morte. Será que não haveria um processo complementar da morte transmutando-se em vida? Embora não se possa observar sensorialmente a transição da morte para a vida, pela lógica, isso deveria ocorrer naturalmente.
Não temos dúvida sobre a existência do processo da vida gerando a morte. Será que a natureza é capenga? Não faz sentido algum afirmar a não existência do processo de retorno para a vida daqueles que faleceram. Seria o mesmo que dizer que uma pessoa que dorme nunca vai acordar novamente. Ninguém duvida do fato de que quem dorme deve acordar. 
O sono é necessário para que o organismo possa se recompor, para que o homem esteja preparado para iniciar uma nova jornada. Será que vida e morte não se alternam da mesma forma? Será que a analogia não é suficientemente clara neste caso, para nos induzir a aceitar o fato de que de um estado por nós desconhecido, de uma condição de “morte”, de alguma forma a vida renasce novamente? Isso parece muito lógico e razoável. Negar o renascimento equivale a acreditar que tudo que dorme vai permanecer dormindo para sempre.
Se todas as pessoas morressem e não retornassem, chegaria um momento que todo mundo estaria morto e a vida humana teria chegado ao fim. A morte teria engolido tudo que existe e passaria a ser a senhora absoluta do universo! Felizmente, isso é não só ilógico como impossível. A morte não pode tudo engolir, porque morte e vida são aspectos de uma mesma realidade. O universo é um cosmo, um todo ordenado. Há uma inteligência que tudo rege.
O argumento de Platão é perfeito para explicar a complementaridade entre a vida e a morte. A morte não pode ser o fim. Não podemos imaginar, disse Platão, que não existe uma alma que sobreviva à morte. O que morre na realidade é o corpo. A alma não morre, e preserva em seu seio a sabedoria – a única coisa que tem real valor.
Nada que se tem – objetos, poderes, posses -, nada pode ser levado no momento da morte. É por isso que a morte se apresenta para muitas pessoas como algo terrível.
Platão dizia, no entanto, que o filósofo não deveria temer a morte. Nos diálogos de Fédon, os discípulos de Sócrates, nos momentos que antecederam a sua morte, perguntaram-lhe: “Quer dizer que você não tem nenhum receio da morte; que você não está sentindo nenhum pouco de rancor; que não está se sentindo injustiçado; que não tem nenhum sentimento negativo em relação à morte?”
Sócrates respondeu: “Como é que um sábio que estudou a morte durante toda a sua vida pode temê-la? Se a filosofia é o estudo da morte, o medo não faz o mínimo sentido. Durante toda a minha vida eu estive investigando a morte. Aprendi que, para me preparar para a morte, eu precisava me desapegar de tudo que é material, incluindo o meu corpo”. 
“Como eu posso me opor ao inevitável? Minha morte já está sentenciada. Já estou condenado e sei que vou morrer inevitavelmente. Só tenho que aproveitar esses breves momentos conversando com vocês de forma prazerosa. Isso é muito simples”.
Será que nós não podemos seguir o exemplo de Sócrates e começarmos a nos preparar para a transição? Será que somos capazes de deixar de lado os nossos apegos e caprichos, e percebermos a inutilidade da busca de posses materiais, poder e prestígio?
Para que a criança possa nascer o velho tem que morrer. Nós temos que voltar a ser crianças para entrar no reino dos céus. Cristo morreu para poder ressuscitar para a vida eterna e entrar no reino dos céus. Aqui novamente nos deparamos com a duplicidade: a morte transformando-se em vida e o inferno sendo uma passagem necessária para se chegar ao céu.
Sri Aurobindo dizia que nós não devemos achar que a vida divina somente pode ser experimentada após a morte. Segundo ele, é possível levar uma vida divina enquanto estamos aqui na Terra. Não há nenhuma incompatibilidade entre a vida terrena, onde usamos como veículo um corpo físico, e a vida divina. O segredo é morrer a cada instante para o passado.
A integração do homem, com sua verdadeira natureza, a natureza espiritual pode acontecer enquanto estamos aqui na Terra. Podemos estar na Terra, mas não somos da Terra. Estamos vivos, mas ao mesmo tempo estamos mortos para o apego, para o egoísmo e para todos os sentimentos impuros derivados do contato com a matéria.
Podemos estar vivendo no eterno, porque somos seres divinos, e simultaneamente estar vivendo nesse mundo efêmero, onde tudo é transitório. Esse é o grande desafio colocado diante de todos nós.
Trabalho de autoria de Eduardo Weaver
Publicado no nº 17, da Revista SOPHIA – Editora Teosófica
Órgão da Sociedade Teosófica do Brasil</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoregiscamboa.blogspot.com/feeds/1774635882240961020/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdoregiscamboa.blogspot.com/2014/02/a-vida-e-morte-na-visao-de-platao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3263100118196583677/posts/default/1774635882240961020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3263100118196583677/posts/default/1774635882240961020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoregiscamboa.blogspot.com/2014/02/a-vida-e-morte-na-visao-de-platao.html' title='A VIDA E MORTE NA VISÃO DE PLATÃO...'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08149925762549913106</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3263100118196583677.post-3669820453744153380</id><published>2014-02-09T05:34:00.000-08:00</published><updated>2014-02-09T05:34:20.128-08:00</updated><title type='text'>A IMPORTÂNCIA DA ÉTICA NA MAÇONARIA...</title><content type='html'>

A abordagem de um assunto complexo exige algumas premissas, que, embora verdades inconcussas, podem ser, muitas vezes, esquecidas, em benefício de interesses pessoais de momento.
A primeira premissa esclarece que a Maçonaria é uma Fraternidade. Ora, o substantivo feminino fraternidade designa o parentesco de irmãos, o amor ao próximo, a harmonia, a boa amizade, a união ou convivência como de irmãos. Isso leva à conclusão de que, na organização designada, genericamente, como Maçonaria, ou Franco-Maçonaria, definida como uma Fraternidade, deve prevalecer a harmonia e reinar a união ou convivência como de irmãos.
A segunda premissa afirma que a Maçonaria, como uma Fraternidade, deve ser uma instituição fundamentalmente ética. O substantivo feminino ética designa a reflexão filosófica sobre a moralidade, ou seja, sobre as regras e códigos morais que orientam a conduta humana; refere-se, também, à parte da Filosofia que tem por objetivo a elaboração de um sistema de valores e o estabelecimento dos princípios normativos da conduta humana, segundo esse sistema de valores. Sendo, a Maçonaria, até pela sua definição, uma organização ética, devem ser rígidos os códigos de moral e alto o sistema de valores, que orientam a conduta entre maçons.
Todos os códigos maçônicos ressaltam a importância dos valores éticos entre maçons, ou seja, entre Irmãos. Isso está bem evidente em disposições inseridas em textos constitucionais, as quais, com pequenas variações de Obediência para Obediência, afirmam que, entre outros, são deveres do maçom:
&quot;Reconhecer como Irmão todo maçom e prestar-lhe, em quaisquer circunstâncias, a proteção e ajuda de que necessitar, principalmente contra as injustiças de que for alvo;
Haver-se sempre com probidade, praticando o bem, a tolerância e a fraternidade humana&quot;.
E completam, destacando que:
&quot;Não são permitidas polêmicas de caráter pessoal nem ataques prejudiciais à reputação de Irmãos, nem se admite o anonimato&quot;.
A ética, todavia, não fica restrita apenas às relações entre maçons, mas, também,, às destes com as Obediências que os acolhem, principalmente nas referências a estas, ou aos seus dirigentes, em textos escritos. Isso está bem caracterizado no dispositivo legal, que admite ser direito do maçom:
&quot;Publicar artigos, livros, ou periódicos que não violem o sigilo maçônico nem prejudiquem o bom conceito da (do) Grande Loja (Grande Oriente)&quot;.
A par, entretanto, dessa ética de caráter interno, há aquela reconhecida em todos os meios sociais e que considera atentatórias às regras e códigos morais das sociedades ditas civilizadas, atitudes como:
1. Divulgar denúncia de fatos, sem a necessária comprovação, o que envolve difamação e calúnia;
2. Difamar e atacar pessoas, em conversas e em reuniões, sem a presença dos atingidos pelos ataques;
3. Divulgar, por qualquer veículo, o texto de cartas particulares e, portanto, confidenciais;
4. Atacar pessoas e instituições, sem lhes dar o direito de resposta no mesmo veículo e no mesmo local em que foi publicado o ataque (e esse é um direito garantido por lei);
5. Ter conhecimento de que alguém está incorrendo em atitudes antiéticas, como as citadas, e nada fazer, ou, o que é pior, ajudar a incrementá-las;
6. Aproveitar uma situação de inimputabilidade penal (por qualquer motivo, inclusive senilidade) para produzir ataques, difamações e injúrias contra pessoas e/ou instituições.
Atitudes antiéticas, como essas citadas, ocorrem todos os dias, na sociedade atual, principalmente em épocas de campanha eleitoral, de crises econômicas, de tumulto social; ocorrem, também, nos meios onde a intriga e os mexericos fazem parte do ofício e trazem dividendos financeiros, como é o caso das &quot;colunas sociais&quot; e da mídia especializada em futricas de rádio, televisão e teatro. É claro que ocorrem!
A sociedade atual, graças ao esgarçamento de sua estrutura familiar e ao avanço avassalador da amoralidade, é, hoje, altamente antiética: a solidariedade é moeda em baixa; o respeito às demais pessoas é praticamente inexistente; o acatamento da lei e da ordem vai escorrendo pelo ralo; a deslealdade, no sentido de auferir vantagens, vai de vento em popa; quem está por cima, pisa na cara de quem está por baixo; e quem está por baixo tenta puxar o tapete de quem está por cima.
A Maçonaria, contudo, deveria dar o exemplo de moral e de ética. Afinal de contas, ela afirma, em todas as suas Cartas Magnas, que:
&quot;Pugna pelo aperfeiçoamento moral, intelectual e social da humanidade, por meio do cumprimento inflexível do dever, da prática desinteressada da beneficência e da investigação constante da verdade. (...) Proclama que os homens são livres e iguais em direitos e que a tolerância constitui o princípio cardeal nas relações humanas, para que sejam respeitadas as convicções e a dignidade de cada um&quot;.
Nem sempre, porém, isso acontece. A Instituição maçônica, doutrinariamente, é perfeita, mas os homens são apenas perfectíveis. Procuram se aperfeiçoar, mas muitos nem sempre conseguem o seu intento, mesmo depois de muitos e muitos anos de vida templária, persistindo nas atitudes aéticas e antiéticas, que lhes embotam o espírito e assolam o ideal de solidariedade, de moral e de respeito à dignidade humana.
Para aqueles que pretendem, realmente, se aperfeiçoar, valem os conselhos contidos numa mensagem encontrada na antiga igreja de Saint Paul, em Baltimore, datada de 1692 :
&quot;Vá plácido entre o barulho e a pressa lembre-se da paz que pode haver no silêncio. Tanto quanto possível, sem capitular, esteja de bem com todas as pessoas. Fale a sua verdade, clara e calmamente; e escute os outros, mesmo os estúpidos e ignorantes, pois também eles têm a sua história. Evite pessoas barulhentas e agressivas. Elas são tormento para o espírito. Se você se comparar a outros, pode se tornar vaidoso e amargo, porque sempre haverá pessoas superiores e inferiores a você. Desfrute suas conquistas, assim como seus planos. Mantenha-se interessado em sua própria carreira, ainda que humilde; é o que realmente se possui, na sorte incerta dos tempos. Exercite a cautela nos negócios, porque o mundo é cheio de artifícios. Mas não deixe que isso o torne cego à virtude que existe; muitas pessoas lutam por altos ideais e, por toda parte, a vida é cheia de heroísmo. Seja você mesmo. Principalmente, não finja afeição, nem seja cínico sobre o amor, porque, em face de toda aridez e desencanto, ele é perene como a grama. Aceite, gentilmente, o conselho dos anos, renunciando, com benevolência, às coisas da juventude. Cultive a força do espírito, para proteger-se, num infortúnio inesperado.
Mas não se desgaste com temores imaginários. Muitos medos nascem da fadiga e da solidão. Acima de uma benéfica disciplina, seja bondoso consigo mesmo. Você é filho do Universo; não menos que as árvores e as estrelas, você tem o direito de estar aqui. E que seja claro, ou não, para você, sem dúvida o Universo se desenrola como deveria. Portanto, esteja em paz com Deus, qualquer que seja a sua forma de conhecê-lo, e, sejam quais forem sua lida e suas aspirações, na barulhenta confusão da vida, mantenha-se em paz com sua alma. Com todos os enganos, penas e sonhos desfeitos, este ainda é um mundo maravilhoso. Esteja atento&quot;!
Ir.&#39;. José Castellani
Do livro &quot;Fragmentos da Pedra Bruta&quot;
 

&lt;b&gt;&lt;/b&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoregiscamboa.blogspot.com/feeds/3669820453744153380/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdoregiscamboa.blogspot.com/2014/02/a-importancia-da-etica-na-maconaria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3263100118196583677/posts/default/3669820453744153380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3263100118196583677/posts/default/3669820453744153380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoregiscamboa.blogspot.com/2014/02/a-importancia-da-etica-na-maconaria.html' title='A IMPORTÂNCIA DA ÉTICA NA MAÇONARIA...'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08149925762549913106</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3263100118196583677.post-8876992498257070821</id><published>2014-02-03T13:23:00.001-08:00</published><updated>2014-02-03T13:23:43.222-08:00</updated><title type='text'>A MAÇONARIA, ESSÊNCIA FILOSÓFICA DO PENSAMENTO HUMANO...</title><content type='html'>
A Maçonaria buscou sua essência filosófica nas mais diversas escolas do pensamento humano. É possível descobri-la, inclusive, entre os filósofos gregos.

Sua identificação fica mais clara ainda, quase que em sua totalidade, junto às escolas filosóficas modernas: Renascimento, Racionalismo e Iluminismo, cujo grande objetivo era a liberação da consciência humana, pois, além da prática do livre pensamento, a filosofia moderna traz impregnada em sua estrutura um programa que vai desde a valorização da vida natural, passando pela ciência e investigação científica, até o reconhecimento dos valores e direitos individuais.

A Maçonaria é uma instituição universal, fundamentalmente filosófica, trabalhando pelo advento da justiça, da solidariedade e da paz entre os homens. A tarefa essencial da filosofia maçônica é irradiar a luz dos seus princípios e de seus hábitos para melhorar a condição humana. É tradicionalista e às vezes progressista; isto parece um paradoxo, mas não o é. Tradição é conservar o melhor do passado para utilizá-lo em compreender mais o presente e preparar um porvir melhor para o futuro, separando o valioso do que é sem valor nas doutrinas e sistemas que a História conheceu.

A filosofia maçônica deseja que o ser e a existência do homem girem em torno de três valores superiores que a História destacou como as maiores conquistas da humanidade: Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Ela, entretanto, mais que nenhuma outra, pondera que, dentre as três, a mais especial é a Fraternidade, pela transcendência e os benefícios que implica e abarca, tanto na esfera do individual como na do coletivo.

A filosofia maçônica quer defender o homem da ignorância e da incultura; dos temores e das necessidades; da exploração e das injustiças; do fanatismo do dogma e dos tabus, sobretudo da opressão e das tiranias interiores e exteriores de qualquer classe.

Sócrates (469-399 a. C.), um dos maiores filósofos da humanidade, ao examinar o que significa tornar-se humano, tinha por objetivo não mais a ciência ou a natureza, mas o próprio homem. Ele ensinou que pecar é ignorar, e que a purificação da alma passa necessariamente pelo autoconhecimento do homem. Ele introduziu o homem na filosofia e estabeleceu que o melhor instrumento de que este homem dispõe para realizar a missão a que foi destinado é o conhecimento de si mesmo. E este tem sido o objetivo pelo qual, primordialmente, a Maçonaria vem propugnando, ou seja, o CONHECE-TE A TI MESMO.   

Artigo publicado na edição nº 555 (Fev/2011) do Jornal Centro Sul de Irati/PR
&lt;b&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoregiscamboa.blogspot.com/feeds/8876992498257070821/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdoregiscamboa.blogspot.com/2014/02/a-maconaria-essencia-filosofica-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3263100118196583677/posts/default/8876992498257070821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3263100118196583677/posts/default/8876992498257070821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoregiscamboa.blogspot.com/2014/02/a-maconaria-essencia-filosofica-do.html' title='A MAÇONARIA, ESSÊNCIA FILOSÓFICA DO PENSAMENTO HUMANO...'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08149925762549913106</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3263100118196583677.post-7315246577498408896</id><published>2014-01-18T14:12:00.000-08:00</published><updated>2014-01-18T14:12:50.045-08:00</updated><title type='text'>A INFLUÊNCIA DA FILOSOFIA ESTÓICA NA MAÇONARIA</title><content type='html'>
O fato de a maçonaria ser considerada uma escola iniciática e filosófica, e apresentar-se de certa maneira envolta em uma áurea espiritual, pode sem duvida confundir alguns recém iniciados. Pois um iniciado que não esteja preparado para receber toda a carga de ensinamentos filosóficos pode facilmente se confundir, pois é pouco provável que conclua que o objectivo principal e final da ordem seja a obtenção da virtude pessoal através de sua doutrina filosófica. Isso, imagina ele, é do foro da religião, não da maçonaria com sua “filosofia”. Para diluirmos essas duvidas precisamos regressar no tempo e compreender qual era o papel que a filosofia ocupava na antiguidade. Na Antiguidade Clássica das grandes Civilizações desenvolvidas as coisas eram diferentes. A moralidade, a vida sã, as relações do homem com os deuses — tudo isto era do foro do filósofo e não do sacerdote. A religião romana, no tempo do Império, não tinha nada a ver com os problemas morais. A sua função era simplesmente a da execução dos rituais que assegurassem a proteção dos deuses por parte do Estado, ou evitassem os efeitos do seu descontentamento. Era um sistema formal de cerimonias públicas realizadas por funcionários do Estado, e não dava resposta às dúvidas e dificuldades da alma humana. Contudo, então, como agora, o homem sentia-se perplexo perante as grandes questões que são preocupação de todos nós. Qual é a composição deste universo que nos rodeia, e como é que ele apareceu? Teria sido fruto de um acaso cego, ou da sábia Providência? Se os deuses existem, será que eles se interessam pelas coisas dos mortais? Qual é a natureza do homem, e qual o seu dever aqui, e o seu destino no além-túmulo? Não eram os sacerdotes, mas os filósofos, que se reclamavam da competência para dar resposta a estas questões. É verdade que as suas respostas não eram unânimes; havia sistemas filosóficos rivais, e cada um oferecia a sua própria solução (como, aliás, as diferentes religiões do mundo ainda fazem hoje); mas todos concordavam que só à filosofia pertencia o direito exclusivo de se pronunciar com autoridade nos campos da metafísica, da teologia e da ética. Ela era considerada competente para explicar a história da criação, definir os poderes invisíveis por detrás da ordem do mundo, interpretar a natureza e o sentido da existência humana, prescrever as regras para uma vida sã, e revelar o futuro além-túmulo. Assim, a filosofia ocupava o lugar que, nos nossos dias, é ocupado pela religião, como instrutora e guia das almas em cada estágio das suas peregrinações terrenas. Esta pretensão justifica-se especialmente no caso do Estoicismo, que era marcado por um caráter mais religioso do que qualquer outro sistema da Antiguidade. Citando a observação do historiador irlandês Lecky que observou, “O Estoicismo tornou-se a religião das classes instruídas”. Pois ela fornecia os princípios da virtude, dava cor à mais nobre literatura da época, e guiava todos os desenvolvimentos do fervor moral. A Filosofia Estóica O Estoicismo, que era o sistema filosófico em que Imperador Romano Marco Aurélio acreditava, inclusive alguns autores o intitulam como o ultimo dos Estóicos, foi na sua origem, um produto do pensamento do Médio Oriente. Tinha sido fundado uns trezentos anos antes de Cristo por Zenão, oriundo de Citium (hoje Larnaka) em Chipre, e recebeu o seu nome da “Stoa” ou colonata, em Atenas, que era uma espécie de pórtico onde ele costumava dissertar. O seu principal discípulo foi Cleanthes, que por sua vez foi continuado por Chrysipo; e os sucessivos trabalhos destes três homens, que depois foram venerados como os “pais fundadores“ do Estoicismo, resultaram na formação de um esquema de doutrina que abarcava “todas as coisas divinas e humanas”. As três palavras-chave do credo de Zenão eram materialismo, monismo e mutação. Ou seja, ele considerava que tudo no universo mesmo o tempo, mesmo o pensamento tem uma qualquer espécie de substância corpórea (materialismo); que, em última análise, tudo se pode resumir a um simples princípio unificador (monismo); e que tudo está em perpétuo processo de mudança e a transformar-se em qualquer coisa diferente daquilo que antes era (mutação). Estes três dogmas foram os alicerces sobre os quais Zenão construiu toda a estrutura. A sua intransigente insistência nestes princípios levou-o por vezes a expor idéias perfeitamente indefensáveis; mas, nas mãos dos seus seguidores, as mais rígidas asserções do fundador foram modificadas e suavizadas de maneira a torná-las aceitáveis para os pensadores de espírito mais realista. Resumindo, podemos considerar que os estóicos foram os primeiros a terem um conceito de humanidade semelhante ao da Maçonaria, pois em seu modo de interpretar a vida consideravam as pessoas como parte de uma mesma razão universal e isto levou à idéia de um direito universalmente válido, inclusive para os escravos. Os Estóicos eram monistas (negavam a oposição entre espírito e matéria) e cosmopolitas. Eles interessavam-se pela convivência em sociedade, por política e acreditavam que os processos naturais (morte, por exemplo) eram regidos pelas leis da natureza e por isso o homem deveria aceitar deu destino. Alem do imperador romano Marco Aurélio, o filósofo e político Cícero e Sêneca foram alguns dos grandes nomes que seguiram o estoicismo. Quando o Estoicismo passou do Oriente para o Ocidente e foi introduzido no mundo romano, assumiu um aspecto diferente. Foram os elementos morais dos ensinamentos de Zenão que aqui despertaram mais atenção, e o seu valor prático foi prontamente apreciado. Um código que era humano, racional e moderado, um código que insistia num procedimento justo e virtuoso, na autodisciplina, numa força moral inabalável e numa completa libertação das tempestades da paixão adequava-se admiravelmente ao caráter romano. E conseqüentemente a reputação e influência do Estoicismo aumentou invariavelmente ao longo dos séculos que assistiram ao declínio da república e ao nascimento do principado; e por altura da ascensão de Marco Aurélio ao trono, tinha já atingido o ponto mais alto da sua supremacia. As suas concepções e a sua terminologia eram agora familiares aos homens e mulheres instruídos de todas as cidades importantes do Império os Estóicos definiam a filosofia como “luta pela sabedoria”; e “sabedoria“, por sua vez, era definida como “conhecimento das coisas divinas e humanas”. Dividiam este conhecimento em três ramos: a Lógica, a Física e a Ética. Uma vez que o primeiro requisito para a procura da verdade é um pensamento claro e rigoroso, que, por sua vez, depende de um uso preciso das palavras e um vocabulário de termos técnicos, o estudo inicial era a Lógica. Depois vinha a investigação dos fenômenos naturais e das leis da natureza. E esta estendia-se até à interpretação metafísica do universo; pois, no esquema estóico, a Física incluía o estudo completo do Ser na sua tripla manifestação: o próprio homem, o universo criado à sua volta, e Deus. Por fim, colocado no lugar mais elevado e importante do sistema, vinha a Ética. Pois a verdadeira função da filosofia, o ponto para o qual convergiam todas as questões e ao qual estavam subordinados todos os ramos do conhecimento, era a própria conduta do homem, definida numa palavra, “virtude“. Devamos comparar a filosofia a uma criatura vivente; os ossos correspondem à Lógica, a carne à Ética, e a alma à Física. Bem semelhante a busca que fazemos ao nos iniciarmos nesta Sublime Ordem, pois em nossas sessões procuramos cavar masmorras aos vícios e erguemos templos à virtudre. Os três ramos de estudo do Estoicismo A Lógica Lógica No seu sistema, o conhecimento começa com impressões, que são produzidas pelo impacto das coisas ou qualidades sobre os sentidos. Depois fica para o poder da razão o julgamento daquilo que os sentidos reportam: aceitá-lo como representação verdadeira da realidade objetiva, ou rejeitá-lo como falso. Algumas impressões, como é evidente, desencadeiam uma aceitação imediata e espontânea como, por exemplo, a noção elementar de que o bem é benéfico e o mal prejudicial mas noutros casos a aceitação só vem depois de ponderada reflexão; e pode variar entre uma aprovação hesitante, tão fraca e vacilante que apenas constitui uma mera “opinião”, e uma certeza categórica que só é produzida por uma chamada “impressão arrebatadora”. Contudo, mesmo uma impressão deste tipo pode ser, de facto, imperfeita ou enganadora; e conseqüentemente a sua aceitação, por muito segura que seja, pode ser errónea. Deve, portanto, ser, em seguida, submetida ao escrutínio da razão, único poder soberano que pode emitir o passaporte para a convicção. Por fim, esta convicção pessoal tem de ser verificada por comparação com a experiência dos tempos e sabedorias passadas, e confirmada pelo veredito geral da humanidade; e torna-se então conhecimento. Ao explicar estes quatro estágios, Zenão costumava ilustrar as impressões com os dedos da mão estendidos, a aceitação com a mão fechada, a convicção com o punho cerrado, e o conhecimento com o punho firmemente agarrado pela outra mão. A Física Os físicos estóicos ensinavam que a fonte original do Ser em todas as suas formas é uma certa substância omnipresente em todo o universo, que pode ser mais bem descrita como Espírito. Contudo, como eles eram materialistas consumados, consideravam este Espírito como consistindo de uma matéria real e concreta, embora de uma espécie o mais fina e imperceptível que se possa imaginar. Numa analogia com o mais subtil e vivo dos elementos conhecidos, e que também alimenta a vida e o crescimento, conceberam a sua natureza essencial como a do Fogo; mas um fogo tão rarefeito e etéreo que a palavra “calor” talvez esteja mais próxima para a descrever do que qualquer coisa que possa sugerir uma idéia de chama real. Este Espírito-Fogo, que possuía consciência, objectivo e vontade, era simultaneamente o criador e a matéria do universo; tomava forma em inúmeras manifestações diferentes, dando assim às coisas a sua substância e forma, e produzindo a partir de si próprio o mundo visível e tudo o que dentro dele se encontra. De acordo com os variados contextos em que reflete sobre isto, os principais disseminadores do sistema estóico dão-lhe muitos nomes: quando falam da sua ação sobre o universo como um todo, pode chamar-lhe Deus, Zeus, Natureza, Providência, Destino, Necessidade, ou Lei; como um dos elementos materiais da natureza, é Fogo, ou Ar, ou Força; em relação à constituição do próprio homem, torna-se Alma, Razão, Espírito, Sopro, ou (na linguagem técnica da psicologia Estóica) “a Faculdade-Mestra”. É importante lembrar que todas estas palavras são meros termos para designar o mesmo Espírito-Fogo criador nos seus variados aspectos. O Estoicismo era, portanto, um credo panteísta: isto é, considerava que Deus está em toda a criação, mas não tem existência fora dela. E como tal, está em direta oposição aos ensinamentos rivais do Epicurismo. Epicuro, ao desenvolver as idéias de Demócrito, defendia que os únicos constituintes do universo são átomos e espaço vazio. A Ética ÉticaOs Estóicos ensinavam que o fim principal do homem, e o seu mais elevado bem, é a felicidade. Na sua visão, a felicidade era alcançada “vivendo de acordo com a Natureza”. Esta famosa frase é muito facilmente mal interpretada pelo homem contemporâneo. Não significa viver uma vida simples, ou a vida do homem natural; e muito menos viver da maneira que muito bem queremos. Para apreender o seu significado, temos de nos lembrar que a “Natureza” é uma das designações dos Estóicos para o fogo divino que, além de criar todas as coisas, também as molda para os seus próprios fins. Assim, ela incarna a idéia que hoje nós exprimimos pela palavra “evolução”. Ela era a força que guiava e dirigia todos os tipos de crescimento ou desenvolvimento em direção à perfeição final, como buscamos na maçonaria; e porque ela era também uma força viva, intencional e inteligente, os próprios Estóicos também, por vezes, lhe chamavam Deus. “Viver de acordo com a Natureza”, portanto, não era uma máxima muito diferente da obrigação do Novo Testamento “Sede vós os seguidores de Deus”, e implicava um ideal igualmente sublime e uma disciplina igualmente espinhosa. Se quisermos uma definição mais precisa desta “Vida Natural”, os pensadores estóicos diziam que ela consiste, para cada criatura, numa estrita conformidade com o princípio essencial da constituição dessa mesma criatura. No caso do homem, este princípio essencial é a sua razão, que é parte da Razão universal. Desde que, portanto, ele siga esta lei racional do seu ser, aproxima-se da felicidade; se se afasta dela, não a alcançará. A Vida Natural é, de facto, a vida controlada pela razão; e tal vida é descrita, em resumo, como “virtude”. É o significado de virtude que explica o dogma estóico que diz que “a virtude é o único bem, e a felicidade consiste exclusivamente na virtude”. A razão diz-nos claramente que algumas coisas estão no nosso poder e outras não. Por exemplo, a saúde física, a riqueza, os amigos, a morte, e outras deste tipo, estão fora do nosso controle; portanto, não podem ser nem ajudas nem obstáculos à Vida Natural. São “coisas neutras”. Mas a nossa própria vontade, os nossos juízos, o nosso poder de aceitar o que é moralmente correto ou rejeitar ao contrário tudo isto está no nosso próprio poder. Daí que nada exterior a nós nos pode, por si só, afetar; só quando interiormente o aceitamos ou recusamos é que ele nos pode beneficiar ou prejudicar. O prazer, em si próprio, não é um bem, nem a dor, por si só, um mal; tornam-se uma ou outra coisa quando nós assim as julgamos. É este o significado da insistência de Marco Aurélio em que “a opinião é tudo”. E também explica a presteza do sábio, que tantas vezes encontramos realçada nos seus ensinamentos, em “aceitar sem ressentimento tudo que lhe possa acontecer”; um preceito que é claramente um dos esteios da sua vida pessoal. É este o princípio que está por detrás da famosa “apatia”, ou “impassividade”, do sábio estóico ideal. Este, como ensinavam os filósofos, experimentará todas as sensações e emoções que são comuns ao homem, mas, porque se recusa a vê-las como males, não será afectado por elas. Considerando-as como coisas exteriores e portanto neutras, ele fica seguro e incólume. Conseqüentemente, como os Estóicos afirmavam (para grande divertimento do poeta Epicurista Horácio), só o sábio é verdadeiro rei, rico, apesar da sua pobreza, feliz, apesar do seu sofrimento físico, livre, mesmo se escravo, sereno e auto-suficiente em todas as vicissitudes. Se as circunstâncias alguma vez se mostrarem excessivas para este desprendimento, ele não hesitará em deixar voluntariamente a vida; porque a vida, simplesmente, está também entre as coisas que são neutras. Tanto Zenão como Cleanthes morreram pelas próprias mãos, pois, em certas condições, fica melhor ao filósofo deixar a vida do que permanecer nela. Tão inequívoco como o dever do homem para consigo próprio, é o seu dever para com os outros. Uma vez que todos os homens são manifestações do Espírito-Fogo uno e criador, a doutrina da fraternidade universal tinha um papel primordial no sistema estóico. O instinto racional e social é uma coisa inerente à constituição do homem. A bondade para com o seu semelhante é pois sua obrigação de todos os tempos; tem de aprender a ser tolerante para com as suas faltas, descontar a sua ignorância, perdoar os seus erros e ajudá-lo nas suas necessidades. Os estóicos entendiam o axioma de que todo o universo é uma sociedade organizada; uma comunidade cívica na qual o divino e o humano residem juntos numa cidadania comum. “O mundo é como se fosse uma só cidade”. REFLEXÃO “Preocupe-se mais com seu caráter do que com sua reputação, porque seu caráter é o que você realmente é, enquanto a reputação é apenas o que os outros pensam que você é”. A.´.R.´.L.´.M.´. Francisco Cândido Xavier, 153 Gilson Arcanjo Reis Vanzan M.´.M.´.  
&lt;b&gt;&lt;/b&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoregiscamboa.blogspot.com/feeds/7315246577498408896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdoregiscamboa.blogspot.com/2014/01/a-influencia-da-filosofia-estoica-na.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3263100118196583677/posts/default/7315246577498408896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3263100118196583677/posts/default/7315246577498408896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoregiscamboa.blogspot.com/2014/01/a-influencia-da-filosofia-estoica-na.html' title='A INFLUÊNCIA DA FILOSOFIA ESTÓICA NA MAÇONARIA'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08149925762549913106</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3263100118196583677.post-184574969027313353</id><published>2014-01-16T05:35:00.000-08:00</published><updated>2014-01-16T05:35:40.645-08:00</updated><title type='text'>O DESPERTAR PARA A VIDA MAÇÔNICA</title><content type='html'>
É vedado ao Maçom escrever, gravar, traçar ou imprimir informações que comprometam a essência filosófica da Ordem.
Obviamente, não defendemos que o indivíduo apregoe aos quatro ventos a condição de pertencer à Maçonaria e, sim, que ele se orgulhe de defender essa condição, desmistificando tabus que ainda pairam sobre nossa Sublime Instituição.
Deus é o ser infinito, o homem o ser finito; Deus é perfeito, o homem imperfeito; Deus é eterno, o homem temporal; Deus é onipotente, o homem impotente; Deus é santo, o homem pecador.
A crença na existência de uma força superior é o que se exige de todo o homem antes de ser admitido na Ordem, porém, ele deve ter e professar uma religião, seja qual for antes de sua Iniciação.
A Maçonaria, sob o ensino moral, pode abrigar todo os cultos, por mais diferentes que sejam as suas crenças. Pioneira na tentativa de se formar uma Irmandade ecumênica de pessoas de todas as religiões.
Essa disposição à convivência e diálogo com outras confissões religiosas, sempre foi o aspecto mais perturbador para os líderes das religiões tradicionais.
Quando falamos de religião, na filosofia moderna ocidental, evidentemente nos referimos, quase sempre, ao cristianismo.  Constatamos, nos tempos modernos, muitas e diferentes concepções de religião, algumas contraditórias, outras semelhantes.  Nesta diversidade é difícil encontrar uma concepção comum, pois muitas vezes os diferentes pontos de vista são incompatíveis entre si. Sendo o homem o começo, o centro, o homem é o fim da religião. A religião funda-se na diferença essencial entre homem e animal, pois os animais não têm religião. Entretanto o essencial do homem é a consciência. Para afirmar o homem, não é preciso negar a Deus, pois, na verdade, é impossível ser amigo de Deus sem sê-lo dos homens. Criticam-se as religiões que não dão a devida importância à vida presente, pondo toda a esperança de libertação no céu.  Por isso o homem religioso não se compromete com a mudança e transformação, com a injustiça, o sofrimento e a miséria deste mundo. A religião pode nos levar a aceitar todas essas coisas resignadamente sem lutar contra elas, projetando nossa felicidade no outro mundo. Permanece, porém, a esperança no futuro, na justiça e não na injustiça, na verdade e não na mentira, libertando-nos da angústia e enchendo-nos de coragem.
Quando a vida celestial é uma verdade, é a vida terrena uma mentira, quando a fantasia é tudo, a realidade não é nada. Quem crê numa vida celestial eterna, para ele esta vida perde o seu valor. Ou antes, já perdeu o seu valor: a crença na vida celestial é exatamente a crença na nulidade e imprestabilidade desta vida. Na verdade, contudo, nada indica o fim da fé em Deus e da religião.
Enfim, se é difícil crer em Deus, mais difícil, porém, é viver sem ELE. Por enquanto busquemos a felicidade aqui mesmo, neste “vale de lágrimas”, acima dos preconceitos, das exclusões, das tradições religiosas.
A Maçonaria  é uma comunhão de homens livres e de bons costumes, escolhidos entre aqueles que, a par de boas referências, tenham instrução suficiente para compreender e praticar os ensinamentos maçônicos e seus métodos de MORAL em movimento velados por símbolos e alegorias tradicionais. É uma escola de aperfeiçoamento pessoal e social, disseminada em Lojas pelo mundo. Pratica a fraternidade, o amor ao próximo, constitui um modelo de Paz Universal, Justiça e Igualdade. O reino da Tolerância, no sentido de respeito a todas as crenças fundadas em Códigos de Moral ou em idéias pacíficas que visem à Felicidade Geral da Humanidade, à Fraternidade Universal.  É o sustentáculo dos deveres para com a Pátria, a Família e a Sociedade.      
É uma comunhão de indivíduos civilmente capazes e de exemplar comportamento, de qualquer raça, nacionalidade, credo religioso e de condição social. É uma união de homens de boa vontade, capazes de compreender que em todas as crenças há idéias comuns que podem constituir o cimento da Fraternidade Universal. É o corredor iluminado de todas as Filosofias. Investiga a Verdade e o desenvolvimento das Ciências e das Artes. Prima pela Harmonia, não permite discussões de caráter político-partidário ou de religião ou filosofia sectária de idéias que possam ferir os ditames de consciência de cada associado. E ainda que exija do candidato à Iniciação e dos próprios Maçons que tenham consciência, e não a simples crença aleatória, de existir um princípio criador, Deus, Construtor dos Mundos, o Grande ou Supremo Arquiteto do Universo, ou qualquer outro nome que a humanidade concedeu ao Grande Geômetra – Aquele que É, Foi e Será.
 O Maçom faz jus a denominação de FILHO DA LUZ. Os verdadeiros segredos da Maçonaria são aqueles que não se dizem ao adepto e que ele deve aprender a conhecer pouco a pouco soletrando os símbolos. Cabe ao neófito descobrir o segredo. Dentro da noite das nossas consciências, há uma centelha que nos basta atiçar para transformá-la em luz esplêndida. A busca desta Luz é a Iniciação.
 É comum no meio maçônico dizer que determinada pessoa sempre fora Maçom, mesmo antes de ter-se Iniciado. Isto porque tal indivíduo é detentor de qualidades e virtudes características de um verdadeiro Maçom. Se dele advém boas coisas, atitudes corretas, gestos edificantes, ele é como uma boa árvore que produz bons frutos. Se for o contrário, se seu caráter for falho, por mais que tente mascarar sua personalidade, não conseguirá: é uma árvore ruim, que produz frutos ruins. O que a pessoa é na realidade paira sobre sua cabeça, e brada tão alto que é impossível ouvir sua voz dizendo o contrário numa vã tentativa de ludibriar os outros.
 Ao analisarmos o que se pratica habitualmente em Maçonaria encontramos vestígios da Igualdade permeando todo o tecido orgânico maçônico, sob o amparo da Tolerância.  Começando pelo tratamento fraterno – todos os Maçons são Irmãos – qualificação que confere aspecto importante da Igualdade maçônica, a IGUALDADE FRATERNAL, na qual expressamente, o Maçom, já na sua Iniciação, afirma o direito de proteger o Irmão em qualquer circunstância. Independentemente de seu grau maçônico e de sua condição de vida profana, trazendo consigo, por extensão, o conceito para seus familiares.
 Tratar alguém de Irmão é tratar de igual para igual, é querer para ele o mesmo que desejamos para nós, mas é necessário que essa palavra “Irmão” saia do coração e seja real, sincera e fraterna.

Maçons se reconhecem como Irmãos quando no íntimo de seus corações sentem cair as barreiras ilusórias que dividem os homens e assim a Maçonaria terá efetivamente difundido sua Luz sobre a terra.
Existe a possibilidade de um dia, todos os homens se entenderem e encontrarem o caminho da verdadeira igualdade?
Sim. Segundo Jesus de Nazareth: “quando procurarem em primeiro lugar a Justiça e o resto vos será dado em abundância”. Quando pediram a Aristóteles um código moral por onde pautar a vida, ele disse: “Não posso dar-lhe um código; observe os homens melhores e mais sábios que você encontrar e imite-os”!
É gratificante pertencermos a uma Ordem que visa disseminar entre os povos algo da luz que ilumina o mundo. Cabe-nos empreender a missão de disseminar algo das leis do pensamento iluminador aos irmãos sedentos de luz e entendimento.
Afinal, quando descemos ao túmulo, porque é nele que o Rei depõe o seu Cetro, o Pontífice, a sua Tiara, o Rico, a sua opulência, o Pobre, a sua miséria, o Maçom, o seu Avental.
A Morte nos despoja de nossas honras, de nossa fortuna, de nossa glória, de nosso esplendor, de nossa grandeza. Não pode, porém, destruir nossa influência sobre o Bem e sobre o Mal, porque os efeitos e as consequências de nossos atos e de nossas palavras são eternos.
 Na Maçonaria, o Obreiro recebe os mais sagrados ensinamentos filosóficos para a prática da virtude, devendo o homem ser livre em seus pensamentos e ações, para exteriorizar o que realmente tem em seu coração, porém tudo de bom ou de mal que colher será produto de sua semeadura, por isso a felicidade está ao alcance de todos. Escolha o caminho certo...
Valdemar Sansão – M.’. M.’.
A.&#39;.R.&#39;.L.&#39;.S.&#39;. Arnaldo Alexandre Pereira - GLESP
Or.&#39;. São Paulo - SP 




 

  









 
 



 



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O analfabetismo de ontem era o iletrado, não conhecedor do alfabeto, hoje analfabeto é aquele indivíduo que mesmo sabendo ler não consegue interpretar um texto, ou seja, não entende o que leu. Isso ressalta no Brasil uma marca de aproximadamente 30 milhões de analfabetos.
O desígnio da Maçonaria é, em suma, o de tornar o homem maçom mais sábio e melhor, e consequentemente, mais feliz.A sabedoria é inútil a menos que se ponha em prática. Se você não estiver disposto a vivenciar a maçonaria, não procure conhecer os seus grandes mistérios. Esse conhecimento traz em si a responsabilidade do uso e da obediência: é impossível esquivar-se dessa responsabilidade.
Deveríamos, e poucos IIr.’. procuram, estudar, entender, compreender e interpretar melhor o significado real de algumas passagens dos textos primitivos da Maçonaria, anterior à instrução da primeira Grande Loja de Londres e a Constituição de Anderson.v
Dentro da instituição Maçônica, existem diversos segmentos a serem seguidos, tais como: a ação política maçônica; defesa dos interesses da comunidade; avaliação internamente dos problemas estruturais da sociedade, etc. Mas é de fundamental importância, procurarmos ler e interpretar nossos rituais bem como nosso riquíssimo simbolismo.
O maçom, dentro do seu campo de atuação, pode-se assim concluir, que ele está certo, mas há de nos conscientizarmos, ou seja, existem IIr.’. que, apesar da capacidade de ler, maçonicamente não possuem capacidade de interpretar ou entender o que foi lido.
A interpretação da nossa simbologia, que além de importante, é de inteira responsabilidade individual de cada um de nós; e é no processo dessa interpretação pessoal que se pode entender a sobrevivência da nossa Ordem Maçônica como um “mistério”.
Para que possamos, com o secreto que se reserva entre nós, o de conhecermos entre si em qualquer parte do mundo e a forma de interpretar símbolos e seus ensinamentos. Isso só se torna conhecimento desde quando fomos iniciados.
Na nossa instituição maçônica, ouvimos e falamos muito em filantropia, mas a verdadeira filantropia deve estender-se a todos os homens, indistintamente. Filantropia verdadeira é ajudar o semelhante a emergir de sua pobreza material, de seu analfabetismo, de sua ignorância, devolvendo-lhe o amor próprio e a responsabilidade social.
No seio da nossa instituição, por meio dos nossos ensinamentos e do próprio simbolismo, a sabedoria é um crescimento da alma, e a recompensa do trabalho e do esforço, que não pode ser adquirida se não pelo seu igual valor em sacrifício. Cada vez que você progride ao olhar para trás, perceberá ter passado pelo altar dos sacrifícios, algo que representa o trabalho de suas mãos e de seu coração, simbolizando que, por meio do trabalho, retribuirá aos seus IIr.’. e à humanidade os benefícios que recebeu gratuitamente.
Respeitando-se integralmente os Landmarks e os 33 mandamentos da Maçonaria e, considerando as faixas de ação da política maçônica, concluímos que devemos nos empenhar, como IIr.’. e instituição (Lojas), em defesa dos interesses maiores da comunidade. Isso significa fazermos política comunitária; discutir e avaliar internamente os problemas estruturais da sociedade em que vivemos, ajudar a encontrar soluções e colaborar em suas implementações. Acredito, e boa massa de IIr.’. também acreditam, que neste Brasil afora muitas Lojas vêm fazendo exatamente isso, seja nas áreas educacional, de assistência social, de saúde pública, de ecologia e tantas outras.
Para finalizar, é importante repassar e dizer que, talvez porventura, no século XVIII se justificasse o analfabetismo nos diversos segmentos. Então imperava o analfabetismo, muitas das ciências davam os primeiros passos, o Iluminismo era ainda recente… mas, nos dias atuais, que interesse e justificação têm pedir-se a homens cultos, muitos licenciados e doutorados que … estudam o homem e as ciências e as artes? Tudo isso são interrogações legítimas, preocupações compreensivas, hesitações evidentes. Mas por tudo isso é necessário passar, para se concluir a formação maçônica.
Ir.`.José Valdeci de Souza Martins
Artigo publicado na Revista Universo Maçonico
 

&lt;b&gt;&lt;/b&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoregiscamboa.blogspot.com/feeds/2011590088105440044/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdoregiscamboa.blogspot.com/2014/01/o-analfabetismo-maconico.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3263100118196583677/posts/default/2011590088105440044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3263100118196583677/posts/default/2011590088105440044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoregiscamboa.blogspot.com/2014/01/o-analfabetismo-maconico.html' title='O ANALFABETISMO MAÇÔNICO...'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08149925762549913106</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3263100118196583677.post-3077618220640129547</id><published>2014-01-14T04:50:00.000-08:00</published><updated>2014-01-14T04:50:06.927-08:00</updated><title type='text'>A MAÇONARIA, ONTEM E HOJE...</title><content type='html'>
Meus IIr.’., permitam-me persuadi-los de que muito há de fazer se quisermos que a Maçonaria cumpra a sua missão. Não é suficiente receber três ou quatro dos graus e então, imaginando os demais, viver em indolência satisfeita, sem esforçar-se para conhecer a ciência e a filosofia da Ordem.
É chegada a hora em que aqueles que desejam verdadeiramente ser Maçom do Rito Escocês, devem estudar e refletir. Envidaremos os melhores esforços para penetrar no coração da Maçonaria e a desvendar seus profundos segredos, aquela luz para a qual todos os Maçons no mínimo lutam para alcançar, aquele verdadeiro trabalho que é a remuneração do labor do Maçom.
Porém, se não tivermos sucesso meus IIr.’., não desencorajais nem desanimeis. A Maçonaria deve ser verdadeira em si ou por mais numerosos que sejamos, suas muralhas serão derrubadas por seu próprio peso. Neste terceiro milênio, a Maçonaria deve fazer valer sua dignidade e assumir sua posição de Instituição Intelectual e Filosófica, ou todas as suas fórmulas, cerimônias e títulos grandiloquentes não a salvarão da merecida desgraça e dissolução.
É tempo de elevar a Maçonaria a um patamar mais alto; e aqui, de todos os lugares, o esforço para alcança-lo deve ser feito. Aqui acredito que podemos começar a levar adiante com sucesso o trabalho indispensável de reforma que, com o passar do tempo, porão um fim ao reinado das estripulias e infantilidades, fazendo da nossa Loja aquilo que ela deve ser: a grande mestra das verdades morais e filosóficas; a defensora do direito da liberdade racional e consciente; a protetora dos oprimidos, a defensora da gente comum, a fiadora da dignidade do trabalho e dos direitos do trabalhador; a inimiga da intolerância, do fanatismo e das atitudes preconceituosas.
(estas palavras foram proferidas pelo General Confederado e Soberano Grande Comendador Ir.’. Albeto Pike no dia 29 de Abril de 1857, no Grande Consistório de Louisiania).
Este discurso é absolutamente atemporal. Poderia ser sido proferido hoje com toda a atualidade e, queira Deus, não precise ser proferida amanhã!...
Ir.’. Ramón Adriano Paiva 
A.&#39;.R.&#39;.L.&#39;.S.&#39;. Obreiros do III Milênio nº 138
Or.&#39;. de Porto Seguro - BA.
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoregiscamboa.blogspot.com/feeds/3077618220640129547/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdoregiscamboa.blogspot.com/2014/01/a-maconaria-ontem-e-hoje.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3263100118196583677/posts/default/3077618220640129547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3263100118196583677/posts/default/3077618220640129547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoregiscamboa.blogspot.com/2014/01/a-maconaria-ontem-e-hoje.html' title='A MAÇONARIA, ONTEM E HOJE...'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08149925762549913106</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3263100118196583677.post-3374334758472380784</id><published>2014-01-10T02:48:00.000-08:00</published><updated>2014-01-10T02:48:50.916-08:00</updated><title type='text'>MANIFESTO DA MAÇONARIA***</title><content type='html'>



&lt;b&gt;*DIVULGUE !*

*ESTA MENSAGEM DEVERIA SER DIVULGADA PARA TODOS OS BRASILEIROS,POIS É CLARA
E VERDADEIRA.*

*CARTA DA LOJA MAÇÔNICA ACÁCIA DAS NEVES Nº 22*

*ORIENTE DE SÃO JOAQUIM - FILIADA AO GOSC*



*Vivemos um dos momentos mais difíceis de nossa história.*

*O povo está sendo mantido na ignorância e sustentado por um esquema que
alimenta com migalhas a miséria gerada por essa mesma ignorância.*

*A tirania mudou sua face.*

*Já não encontramos os tiranos do passado que com sua brutalidade
aniquilavam as cabeças pensantes, cortando o pescoço.*

*Os tiranos de hoje saqueiam a Pátria e degolam as cabeças de outra forma.*

*A tirania se mostra pela corrupção que impera em todos os níveis.*

*Encontramos mais viva do que nunca as palavras do Imperador Romano
Vespasiano que na construção do Grande Coliseu disse:*

*&quot;DAI PÃO E CIRCO PARA O POVO&quot;.*

*Esse grande circo acontece todos os dias diante de nossos olhos,*

*especialmente sob a influência da televisão,*

*que dá ao povo essa fartura de &quot;pão&quot; e de &quot;circo&quot;.*



*Quando pensamos que a fartura acaba, surgem mais opções.*

*Agora vemos a Pátria sendo saqueada para a construção de monumentais
estádios de futebol,*

*Atualmente chamados de arenas, nos moldes do que era o Coliseu, uma arena.*

*Enquanto isso os hospitais estão falidos, arruinados, caindo aos pedaços.*

*Brasileiros morrem nas filas e nos corredores desses hospitais;*

*já outros filhos da Pátria morrem pelas mãos de bandidos inescrupulosos*

*que se sentem impunes diante de um Estado inoperante, ineficiente e
absolutamente corrompido.*

*Saúde não existe, educação não há, segurança, muito menos.*

*Porém, a construção dos &quot;circos&quot; continua !*

*Mas o pão e o circo também vêm dos &quot;Big Brothers&quot; das &quot;Fazendas&quot;,*

*das novelas que de tudo mostram, menos verdadeiros valores e virtudes
pessoais.*

*Quanto mais circo, mais pão ao povo.*



*E o mais triste é que o povo, mantido na ignorância, é disso que mais
gosta.*

*Nas tardes, manhãs e noites, não faltam essas opções de &quot;lazer&quot;.*

*O Coliseu está entre nós.*

*O circo está entre nós.*

*Já o pão, esse vem do bolsa isto, do bolsa aquilo, mantendo o povo
dependente do esquema,*

*subtraindo-lhe a dignidade e a capacidade de conquistar melhores condições
de vida com base em suas qualidades, em seus méritos, em suas virtudes.*



*Agora, o circo se arma em torno do absurdo que se coloca à população de
que o problema de saúde é culpa dos médicos.*

*Iludem e enganam o povo, pois fazem cair no esquecimento o fato de que o
problema de saúde no Brasil é estrutural, pois o cidadão peregrina sem
encontrar um lugar digno, nem mesmo para morrer.*



*Então, absurdamente, em desrespeito aos filhos da Pátria, são capazes de
abrir as portas para profissionais estrangeiros, alguns poucos não cubanos.*

*Os tiranos têm a audácia de repassar R$ 40.000.000,00 mensais que são
sangrados dos cofres públicos para sustentar um outro governo falido e
também tirano, o cubano; um dinheiro sem controle e sem fiscalização.*

*Os pobres profissionais que de lá vêm, não têm culpa.*

*É um povo sem liberdade, sem direito de expressão, escravo da tirania.*

*Esses médicos recebem migalhas daquele governo.*



*Mal conseguem sustentar a si e a seus familiares.*



*Os R$ 40.000.000,00 que serão mensalmente enviados para Cuba solucionariam*

*o problema de inúmeros pequenos hospitais pelo interior deste País.*

*Mas não é a isto que ele servirá.*

*Nós estamos a financiar um trabalho explorado, escravizado,*

*de profissionais que não têm asseguradas as mínimas condições de dignidade
de pessoa humana, porque simplesmente não são homens livres.*

*E nós, brasileiros, devemos nos envergonhar de tudo isto,*

*porque estamos sendo responsáveis e coniventes por sustentar todo esse
esquema, todos esses vícios, comportando-nos de maneira absolutamente
inerte.*



*Esses governantes,*

*que tanto criticam o trabalho escravo,*

*também não esclarecem à população o fato de um médico brasileiro receber o
mísero valor de R$ 2,00 por uma consulta pelo SUS.*

*Do valor global anual que recebem, ainda é descontado o Imposto de Renda,*

*através de uma escorchante tributação sobre o serviço prestado,*

*que pode chegar ao percentual de 27,5%.*

*Em atitude oposta, remuneram aqueles que não são filhos da Pátria,*

*os estrangeiros, com o valor de R$ 10.000,00 mensais por profissional,*

*cabos eleitorais desses governantes.*



*Profissionais da saúde no Brasil, servidores públicos de carreira, à beira
da aposentadoria, com dedicação de uma vida inteira, receberão quando da
aposentadoria metade do valor pago ao estrangeiro.*



*Não podemos aceitar a armação desse circo, em cujo picadeiro o povo
brasileiro é o palhaço !*

*A Maçonaria foi a grande responsável por movimentos históricos e por
gritos de liberdade em defesa da dignidade do homem.*

*Foi por Maçons que se deu o grito de Independência do Brasil, da
Proclamação da República, da Abolição da Escravatura.*

*Foi por Maçons que se deu o brado da Revolução Farroupilha.*



*E o que está fazendo a Maçonaria de hoje ao ver o circo armado,com a
distribuição de um pão arruinado pelo vício que sustenta essa miséria
intelectual ?*



*Não podemos ficar calados e inertes !*

*A Maçonaria, guardiã da liberdade, da igualdade e da fraternidade, valores
que devem imperar entre todos os povos, precisa reagir, precisa revitalizar
seu grito, seu brado para a libertação do povo.*

*Esse é o nosso dever, pois do contrário não passaremos de semente estéril,
jogada na terra apenas para apodrecer e não para germinar.*



*A Loja Maçônica Acácia das Neves incita a todos os Irmaos: para que
desencadeemos um movimento*

*de mudança, de inconformismo, fazendo ecoar de forma organizada, a todas *

*as Lojas e os Maçons desta Pátria, o nosso dever de cumprir e fazer
cumprir a nossa missão de levantar Templos à virtude e de*

*cavar masmorras aos vícios !*

*De: GOSC [mailto:portal@gosc.org.br
&lt;http://../undefined/compose?to=portal%40gosc.org.br&gt;] *


*Enviada em: sexta-feira, 20 de setembro de 2013 11:46 Assunto: CARTA DA
LOJA MAÇÔNICA ACÁCIA DAS NEVES Nº 22Prioridade: Alta*

*Caros Irmãos, *
*Concordando com as palavras desta manifestação da Loja Acácia das Neves de
São Joaquim,*

*recomendamos a leitura e a divulgação entre os Irmãos e principalmente
entre nossos contatos no mundo profano. *




*Fraternalmente, Alaor Francisco Tissot Grão-Mestre - GOSC*


*&quot;Embora ninguem possa voltar atrás e fazer um novo começo,qualquer um pode
começar agora e fazer um novo fim.&quot; (Chico Xavier*

&lt;http://www.avast.com/&gt;
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HUMBERTO FAILLACE
*Se você pode imaginar, pode alcançar. Se você pode sonhar, pode realizar.
Se você tem um sonho, você tem tudo. Se você tem tudo, mas não tem um
sonho, então tudo não quer dizer nada.*

&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoregiscamboa.blogspot.com/feeds/3374334758472380784/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdoregiscamboa.blogspot.com/2014/01/manifesto-da-maconaria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3263100118196583677/posts/default/3374334758472380784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3263100118196583677/posts/default/3374334758472380784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoregiscamboa.blogspot.com/2014/01/manifesto-da-maconaria.html' title='MANIFESTO DA MAÇONARIA***'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08149925762549913106</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3263100118196583677.post-2369038877945526240</id><published>2014-01-04T11:26:00.001-08:00</published><updated>2014-01-04T11:26:28.094-08:00</updated><title type='text'>HERMES TRIMEGISTO E A FILOSOFIA HERMÉTICA...</title><content type='html'>

 
OS PRINCÍPIOS HERMÉTICOS
Nenhum fragmento dos conhecimentos ocultos possuídos pelo mundo foi tão zelosamente guardado como os fragmentos dos Preceitos herméticos que chegaram até nós através dos séculos passados, desde o tempo do seu grande estabelecedor,Hermes Trismegisto, o mensageiro dos deuses, que viveu no antigo Egito quando a atual raça humana estava em sua infância. Contemporâneo de Abraão, e se for verdadeira a lenda, instrutor deste venerável sábio, Hermes foi e é o Grande Sol Central do Ocultismo, cujos raios têm iluminado todos os ensinamentos que foram publicados desde o seu tempo. Todos os preceitos fundamentais e básicos introduzidos nos ensinos esotéricos de cada raça foram formulados por Hermes. Mesmo os mais antigos preceitos da Índia tiveram indubitavelmente a sua fonte nos Preceitos herméticos originais.
Hermes Trimegisto, o Três Vezes Grande, era considerado pelos Egípcios o Mensageiro dos Deuses, por ter transmitido os ensinamentos a este grande povo da antiguidade e ter implantado a tradição sagrada, os rituais sagrados, e os ensinamentos das artes e ciências em suas Escolas da Sabedoria.
A medicina, a astronomia, a astrologia, a botânica, a agricultura, a geologia, as matemáticas, a música, a arquitetura, a ciência política, tudo isso era ensinado em suas Escolas e em seus livros, que segundo os gregos somavam 42. Entre eles se encontra &quot;O Livro dos Mortos&quot; ou também chamado &quot;O Livro da Saída da Luz&quot;.
A Ciência Hermética é baseada em seus ensinamentos e comprova com seus preceitos, que o Grande Hermes veio transmitir para a humanidade uma Sabedoria Divina, até hoje mal compreendida apesar de amplamente comprovada.
A Filosofia Hermética se baseia nos Princípios Herméticos incluídos no livro &quot;O Caibalion&quot; e parece destinada a plantar uma semente de Verdade no coração dos sábios, que perpetuam e transmitem os seus ensinamentos. Em todas as civilizações sempre existiram ouvidos atentos a estes ensinamentos. Como diz o próprioCaibalion:
Em qualquer lugar que se achem os vestígios do Mestre,
Os ouvidos daqueles que estiverem preparados para receber
O seu Ensinamento, se abrirão completamente.
Quando os ouvidos do discípulo estão preparados para ouvir,
Então vêm os lábios para enchê-los de sabedoria&quot;.
 Porém o Caibalion nos ensina também que:
&quot;Os lábios da Sabedoria estão fechados, exceto aos ouvidos do Entendimento&quot;.
O Caibalion nos foi transmitido pela Tradição Hermética e reúne os ensinamentos básicos da Lei que rege todas as coisas manifestadas.
A palavra Caibalion, na língua hebraica significa tradição ou preceito manifestado por um ente de cima. Esta palavra tem a mesma raiz da palavra Qabala, ou Qibul, ou Qibal, que significa tradição.
No antigo Egito foi estabelecida a maior das Lojas dos Místicos e pelas portas de seus Templos entraram os Neófitos que, mais tarde, como Hierofantes, Adeptos e Mestres, se espalharam por todas as partes da terra, levando consigo o precioso conhecimento que possuíam para ensiná-los àqueles que estivessem preparados para compreendê-lo.
Em nossos dias o termo ‘hermético’ significa secreto, fechado de tal maneira que nada escapa, significando que os discípulos de Hermes sempre observavam o princípio do segredo nos seus preceitos. Os antigos instrutores pediam este segredo mas nunca desejaram que os preceitos não fossem transmitidos.
Não instituíram uma religião, de forma que estes princípios pudessem ser aproveitados por todas mas não pertencessem a nenhum credo. De fato, os ‘Princípios Herméticos’ são baseados nas Leis da Natureza, e como tais pertencem somente à Ordem Divina.
‘As doutrinas sempre foram transmitidas de ‘Mestre à Discípulo’, de Iniciado à Hierofante, dos lábios aos ouvidos. Ainda que esteja escrita em toda parte, foi propositalmente velada com termos de alquimia e astrologia, de modo que só os que possuem a chave podem-na ler bem.’ (O Caibálion).
Os Sete Princípios em que se baseia a Filosofia Hermética são os seguintes:
1 – O princípio de Mentalismo
2 – O princípio de Correspondência
3 – O princípio de Vibração
4 – O princípio de Polaridade
5 – O princípio de Ritmo
6 – O princípio de Causa e Efeito
7 – O princípio de Gênero
 
O primeiro Princípio é o Principio do Mentalismo
&quot;O TODO é MENTE; o Universo é Mental&quot;
Tudo e todos que existem de visível ou oculto funcionam porque fazem parte de um todo. Tudo faz parte da criação de uma mente onipresente, tudo faz parte de um poder total.
Este é sem dúvida o mais importante de todos os princípios já que nele estão contidos todos os outros. O TODO (ou seja a realidade que se oculta em todas as manifestações de nosso universo material) é Espírito, é Incognoscível e Indefinível em si mesmo, mas pode ser considerado como uma Mente Vivente Infinita Universal.
&quot;Compreendendo a verdade da Natureza Mental do nosso Universo o discípulo estará bem avançado no Caminho do Domínio&quot;, escreveu um velho mestre do Hermetismo. Estas palavras continuam atuais e verdadeiras e são a chave para a nossa compreensão das regras e Leis que regem nosso Universo material.
Observaremos que, se o Universo é Mental e nós existimos na Mente do Todo, como tais, nós somos seres mentais e criamos com a nossa mente, à imagem e semelhança do Todo, conforme explica o Segundo Princípio.
 
O segundo Princípio Hermético é o Princípio da Correspondência
&quot;O que está em cima é como o que está embaixo, e o que está embaixo é como o que está em cima&quot;.
Assim como é em cima, é embaixo. Como é embaixo, assim é em cima. A característica de um corresponde, de certa forma, com a característica de outro, ou vice-versa. 
A compreensão deste princípio nos ajuda a explicar todos os fenômenos da natureza e compreender a própria existência da vida. Os segredos da Natureza se tornam claros aos olhos do estudante que compreender este princípio chave, aplicado à manifestação universal e que explica os diversos planos do universo material, mental e espiritual.
Este é um dos mais importantes princípios e é aplicado na Astrologia e na Alquimia, verdadeiras Ciências de Iniciados, a primeira praticamente desprezada e a segunda quase esquecida. O Princípio da Correspondência habilita o homem inteligente a raciocinar do Conhecido ao Desconhecido ou vice-versa. &quot;Estudando a Mônada, ele chega a conhecer o Arcanjo&quot;, diz o Caibalion.
 
O terceiro Princípio é o Princípio da Vibração
&quot;Nada está parado, tudo se move, tudo vibra&quot;
Nada nesse mundo esta em repouso, tudo esta em constante movimento. Tudo tem a sua infinita vibração, embora algumas coisas pareçam estar em repouso, na verdade estão dentro de um Universo que não para de vibrar.
Este princípio nos explica que tudo, em nosso Universo, está em constante movimento, isto é, em constante evolução. Este princípio é facilmente compreensível pois a ciência moderna já o confirmou através de suas observações e descobertas.
Ele explica que as diferenças entre as diversas manifestações de Matéria, Energia, Mente e Espírito, resultam das ordens variáveis de Vibração. &quot;Desde O TODO, que é puro Espírito, até a forma mais grosseira de Matéria, tudo está em vibração. Quanto mais elevada for a vibração, tanto mais elevada será a posição na escala&quot;. (O Caibalion).
Nas extremidades inferiores da escala estão as vibrações mais grosseiras da matéria, que parecem estar paradas. Ao elevarmos nosso espírito, nos campos de vibração mais sutis, entramos em sintonia com O TODO e com a Mente Superior, recebendo assim os benefícios dela emanados. Só os Mestres conseguem aplicar corretamente este Princípio de Vibração, conquistando assim os fenômenos da natureza. &quot;Aquele que compreende o princípio de Vibração alcançou o Cetro do Poder&quot;, disse um antigo Mestre.
 
O quarto Princípio é o Princípio de Polaridade
&quot;Tudo é Duplo; tudo tem pólos; tudo tem o seu oposto; o igual e o desigual são a mesma coisa; os opostos são idênticos em natureza mas diferentes em grau; os extremos se tocam; todas as verdades são meias-verdades; todos os paradoxos podem ser reconciliados&quot;
Tudo tem o seu pólo oposto para o perfeito equilíbrio e funcionamento contínuo do ciclo do universo. Somente os lados opostos uns aos outros conseguem se unir, transformando-se em uma parte do conjunto do universo.
Este Princípio é bastante simples e ao mesmo tempo complexo, e contém o axioma hermético dos opostos, ou seja dos pólos que regem toda a vida manifestada tal como nós a conhecemos. O princípio de Polaridade explica, por exemplo, que Luz e Obscuridade são a mesma coisa, manifestada em variações e graus diferentes.
Explica também que o Amor e o Ódio são dois estados mentais em aparência totalmente diferentes mas em realidade iguais pois exprimem somente o mesmo sentimento em graus diferentes. E o melhor de tudo isto é que, no caso da mente, podemos modificar as coisas se dominarmos a nossa própria mente, mudando a sua vibração, através da Arte da Transmutação Mental.
Com o profundo conhecimento deste princípio o estudante poderá modificar a sua própria Polaridade, assim como a dos outros, transformando Ódio em Amor, Raiva em Perdão, Tristeza em Alegria.
 
O quinto Princípio Hermético é o Princípio de Ritmo
&quot;Tudo tem fluxo e refluxo; tudo tem suas marés; tudo sobe e desce; tudo se manifesta por oscilações compensadas; a medida do movimento à direita é a medida do movimento à esquerda; o ritmo é a compensação&quot;
As coisas estão sempre em constante movimento e esta lei explica o ritmo desses movimentos. É através da seqüência circula repetida de um mesmo movimento o caminho que se compõem o resultado da transformação.
Ao analisarmos este princípio temos que compreender que o Universo da forma como nós o conhecemos é influenciado por este constante fluxo e refluxo, por este movimento de atração e repulsão, que o torna tão complexo e ao mesmo tempo tão perfeito. Esta lei se manifesta em todas as coisas materiais e também nos estados mentais do Homem.
Os Hermetistas compreendem este Princípio, reconhecendo a sua aplicação universal e com os profundos estudos e com o domínio da mente, conseguem dominar os seus efeitos aplicando a Lei mental de Neutralização. Porém, o simples observar desta Lei em aplicação na Natureza nos ajuda a melhor enfrentar as vicissitudes da vida, acompanhando o seu fluxo e refluxo e tentando neutralizar a Oscilação Rítmica pendular que tenta nos arrastar para um ou para outro pólo.
 
O sexto Princípio Hermético é o Princípio de Causa e Efeito
&quot;Toda a Causa tem seu Efeito, todo o Efeito tem sua Causa; tudo acontece de acordo com a Lei; o Acaso é simplesmente um nome dado a uma Lei não reconhecida; há muitos planos de causalidade, porém nada escapa à Lei&quot;
Nada no mundo acontece por acaso, tudo tem sua causa, e essa causa é o efeito de outra causa, e assim por diante, é uma cadeia circular infinita de causas e conseqüências.
Neste princípio existe a verdade de que há uma Causa para todo o Efeito e um Efeito para toda a Causa. E O Caibalion nos ensina também que nada acontece sem uma razão, mesmo se nós a desconhecemos, pois tudo é dominado pela Lei. Para nos elevarmos acima da Lei de Causa e Efeito é necessário muito estudo, muita meditação e a compreensão profunda de todos os Princípios Herméticos que fazem do Iniciado um Verdadeiro Mago.
As massas do povo são levadas para frente, seguindo os desejos e vontades dos outros, do coletivo onde as causas exteriores se tornam mais importantes do que a vontade própria. O verdadeiro Iniciado deve elevar-se acima da massa, exercitando a sua Vontade para poder exercer o seu Livre Arbítrio. Para escaparmos desta Lei, que nos ata às sucessivas re-encarnações, devemos antes de mais nada controlar nossa mente e nossos atos para superarmos a casualidade.
 
O sétimo Princípio é o Princípio do Gênero
&quot;O Gênero está em tudo; tudo tem o seu princípio masculino e o seu princípio feminino; o gênero se manifesta em todos os planos&quot;
Tudo e todos têm seu lado feminino e masculino. É assim que o Universo é formado. Masculino possui Feminino e vice-versa. O termo chinês yin-yang considera essa idéia a base para o equilíbrio, tanto em sua característica criativa como objetiva. O nosso anima (poder feminino) e o animus (poder masculino) devem estar sempre em harmonia.
Estudando este princípio, que nos lembra o princípio de Polaridade, percebemos que o gênero é manifestado em tudo e que o princípio feminino e masculino estão sempre presentes, seja no plano físico que no plano mental e espiritual. No plano físico este Princípio se manifesta como sexo, e nos planos superiores ele tem outras formas de manifestação, mas se mantém igual.
Assim, podemos dizer que todas as coisas manifestadas no gênero masculino possuem também um gênero feminino, e todas as coisas do gênero feminino contém também um gênero masculino. Compreendemos assim que não necessitamos da busca do outro princípio pois tudo está imanente em nós, manifestado na forma do gênero. A compreensão deste princípio nos leva à plenitude e à realização interior.
 
CONCLUSÃO
Estes Princípios Herméticos, são aplicados pelo Astrólogo, pelo Tarólogo, pelo Homeopata, pelo Terapeuta Floral, pelo Grafólogo, enfim, por todos aqueles que sabem que o Homem faz parte do TODO e como tal não pode estar se não intimamente ligado a este, através de suas Leis Universais.
Ao olharmos o Homem como um Todo harmônico, podemos compreender as razões que o levam à desarmonia, que se manifesta através das doenças físicas ou mentais, dos acidentes e infortúnios, e tentar ‘curá-lo’ proporcionando-lhe assim a chance de um crescimento no âmbito espiritual.
Sem estes Princípios, as ciências chamadas &quot;alternativas&quot; seriam meros exercícios de ‘curandeirismo’. No entanto, sob os Princípios das Leis Herméticas, tudo se torna claro e transparente às mentes mais esclarecidas.

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&quot;A Gnose, como dito pelo M:. I:. Ir:. Albert Pike, é a essência e o miolo da maçonaria&quot;. Por Gnose, devemos entender aqui o Conhecimento tradicional que constitui o fundo comum de todas as iniciações, cujas doutrinas e símbolos se tem transmitido, desde a mais remota Antigüidade até os nossos dias, através de todas as Fraternidades secretas cuja extensa cadeia jamais foi interrompida.
Toda doutrina esotérica pode unicamente transmitir-se por meio de uma iniciação e cada iniciação inclui necessariamente várias fases sucessivas, às quais correspondem outros tantos graus diferentes. Tais graus e fases podem ser reduzidos, em última instância, sempre a três; podemos considerar que marcam as três idades do iniciado, ou as três épocas de sua educação e caracterizá-las respectivamente com estas três palavras: nascer, crescer, e produzir.
A este respeito, o Ir:. Oswald Wirth escreveu: &quot;A iniciação maçônica tem como objetivo iluminar os homens, afim de ensinar-lhes a trabalhar utilmente, em plena conformidade com as finalidades mesmas de sua existência&quot;. Ora, para iluminar os homens, em primeiro lugar se faz necessário liberá-los de tudo o que pode impedi-los de ver à Luz. Isto se consegue submetendo-os a certas purificações, destinadas a eliminar as escórias heterogêneas, causas da opacidade das estruturas protetoras do núcleo espiritual humano. Quando as mesmas  se tornam cristalinas, sua perfeita transparência deixa penetrar os raios da Luz exterior, até ao centro consciente do iniciado. Todo o seu ser, então, se satura progressivamente, até chegar a converter-se num Iluminado, no sentido mais elevado da palavra, vale dizer de um Adepto, transformado já num foco irradiante de Luz.
&quot;Conseqüentemente, a iniciação maçônica contempla três fases distintas, consagradas sucessivamente ao descobrimento, à assimilação e à propagação da Luz. Estas fases estão representadas pelos graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre, que correspondem a tripla missão dos maçons, que consiste em buscar primeiro, para possuir depois e, finalmente, poder difundir a Luz.
&quot;O número destes graus é fixo: não poderia haver nem mais nem menos que três. A invenção de diversos sistemas chamados de altos graus levou a confundir os graus iniciáticos, estritamente limitados a três.
&quot;Os graus iniciáticos correspondem ao triplo programa perseguido pela iniciação maçônica. Esotericamente, levam à solução das três questões do enigma da Esfinge:De onde viemos? Quem somos? Para onde vamos?, e com isto respondem a tudo quanto pode interessar ao homem. São imutáveis em seus caracteres fundamentais e formam em sua trindade um todo acabado, ao qual nada se pode subtrair nem agregar: os graus de Aprendiz e de Companheiro são os dois pilares que sustentam o Mestrado.
&quot;Os estados transitórios da iniciação, permitem ao iniciado penetrar com mais ou menos profundidade no esoterismo de cada grau; dai resulta um número indefinido de maneiras distintas de se apreender os graus de Aprendiz, de Companheiro e de Mestre. Pode-se apreendê-los em seu significado exterior, isto é, pode-se entender a letra e não a compreensão; na Maçonaria, como em todas partes, há, sob este aspecto, muitos que foram chamados e poucos eleitos, já que somente aos verdadeiros iniciados lhes é dado a conhecer o espírito íntimo dos graus iniciáticos. Nem todos chegam, por outra parte, com igual êxito; pouquíssimos apenas logram superar a ignorância esotérica, sem marchar de maneira decidida até o Conhecimento integral, até a Gnose perfeita.
&quot;Esta última, representada na Maçonaria pela letra G da Estrela Flamígera, se aplica simultaneamente ao programa de busca intelectual e do treinamento moral dos três graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre. Com a Aprendizagem, busca-se penetrar no mistério da origem das coisas; com o Companheirismo, descobre o segredo da natureza do homem, e revela, com a Maestria, os arcanos do destino futuro dos seres. Ensina, ademais, ao Aprendiz a potenciar ao máximo suas próprias forças; mostra ao Companheiro como captar as forças do meio ambiente e ensina ao Mestre a reger soberanamente sobre a natureza obediente ao centro de sua inteligência. Não há que olvidar, de fato, que a iniciação maçônica se remonta a Grande Arte, a Arte Sacerdotal e Real dos antigos iniciados&quot;.
Sem querer entrar na complexa questão das origens históricas da Maçonaria, recordaremos tão somente que a Maçonaria moderna, tal como a conhecemos atualmente, deriva de uma fusão parcial dos Rosacruzes, que haviam conservado a doutrina gnóstica desde a idade média, com as antigas corporações de Maçons Construtores, cujas ferramentas, por demais, foram empregados como símbolos pelos filósofos herméticos, tal como pode se ver, em particular, numa figura de Basilio Valentin.
Mas, deixando por um momento de lado o ponto de vista restrito do Gnosticismo, por nossa parte faremos repetir no feito de que a iniciação maçônica, como toda iniciação, tem como fim a conquista do Conhecimento integral, que é a Gnose no verdadeiro sentido da palavra. Podemos dizer que este Conhecimento mesmo o que, falando com propriedade, constitui realmente o segredo maçônico e por esta razão o dito segredo resulta ser essencialmente incomunicável.
Para concluir e afim de evitar qualquer mal entendido, agregaremos que, para nós, a Maçonaria não pode nem deve sujeitar-se a nenhuma opinião filosófica particular, que ela não é mais espiritualista que materialista, nem tampouco mais deísta que atéia ou panteísta, no sentido que habitualmente se atribuiu estas diversas denominações, posto que ela deve ser pura e simplesmente a Maçonaria. Cada um de seus membros, ao entrar no Templo, deve despojar-se de sua personalidade profana e fazer uma abstração de quanto seja dos princípios fundamentais da Maçonaria, princípios cujo redor de todos deveriam unir-se para trabalhar em comum na Grande Obra da Construção universal...
Ir.`. Rene Guénon
Filósofo e Escritor
artigo publicado na revista &quot;La Gnose&quot;- Março de 1910

&lt;b&gt;&lt;/b&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoregiscamboa.blogspot.com/feeds/9076424790102531737/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdoregiscamboa.blogspot.com/2013/12/a-gnose-e-maconaria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3263100118196583677/posts/default/9076424790102531737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3263100118196583677/posts/default/9076424790102531737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoregiscamboa.blogspot.com/2013/12/a-gnose-e-maconaria.html' title='A GNOSE E A MAÇONARIA....'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08149925762549913106</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3263100118196583677.post-6247486842890510277</id><published>2013-12-24T06:38:00.000-08:00</published><updated>2013-12-24T06:38:11.960-08:00</updated><title type='text'>ORIGEM DO LEMA: LIBERDADE, IGUALDADE E FRATERNIDADE...</title><content type='html'>
As três palavras .•. Liberdade, Igualdade e Fraternidade .•. que se tornaram, praticamente, um lema da Maçonaria contemporânea, não têm origem maçônica. Alguns autores, mais ufanos do que realistas e mais fantasistas do que científicos, afirmam que o lema é maçônico e foi utilizado como divisa da Revolução Francesa de 1889.
A verdade histórica, todavia, é bem outra:
Em primeiro lugar, o lema da Revolução Francesa era &quot;Liberté, Égalité, ou la Mort&quot; (Liberdade, Igualdade, ou a Morte). Só com a 2a. República, em 1848, é que ele iria se transformar em &quot;Liberté, Égalité, Fraternité&quot; (Liberdade, Igualdade, Fraternidade). (Ver nota)
Em segundo lugar, foi a Maçonaria francesa que, na segunda metade do século XIX,adotou o lema da 2a. República, o qual acabaria se vulgarizando entre os maçons que trabalhavam sob influência da cultura francesa, em todo o mundo, a ponto de chegar a ser considerado como uma divisa exclusivamente maçônica, o que não é.
Em terceiro lugar, a idéia de Liberdade, Igualdade e Fraternidade é bem mais antiga.
Podem ser encontrados vestígios dela, quando da criação da primeira seita comunista, dita &quot;Comunismo Cristão&quot;, fundada em 1694, por Johann Kelperès. Para os membros dessa seita, o Messias aguardado não se apresenta como o pescador de almas, mas, sim, através de uma trilogia , onde ele é o &quot;distribuidor de justiça&quot;(igualdade), o &quot;grande irmão&quot; (fraternidade) e o &quot;libertador&quot;(liberdade).
Análise e significado
A análise da divisa, ou da trilogia, pode ser feita através do prisma político-social, ou sob o ponto de vista exclusivamente iniciático. No primeiro caso, teríamos:
Do ponto de vista político-social:
A igualdade constitui um ideal da organização social, pela qual lutou a humanidade, à medida que ia avançando no caminho de sua evolução. Essa luta dura até hoje, porque a divisão das nações, em sistemas políticos, das comunidades, em classes sociais, e dos indivíduos, em posições econômicas, morais e intelectuais, prejudicam os esforços em benefício da igualdade irrestrita.
A fraternidade é considerada como a conduta que norteia a vida de um indivíduo. Ela é desejada, reclamada e fixada como objetivo de todas as religiões, instituições sociais, partidos políticos, etc. , estabelecendo o altruísmo contra o egoísmo, a benevolência contra a malevolência, a tolerância contra a intolerância, o amor contra o ódio.
A liberdade nasce com o indivíduo, atinge o consciente coletivo dos povos e produz fatos extraordinários. O sentimento de liberdade é o bem mais caro ao coração de um homem; e não há nada que o deprima tanto quanto a opressão da escravidão, o encarceramento da consciência e a privação da liberdade.
Do ponto de vista iniciático, todavia, o conceito é um pouco diferente:
A igualdade repousa sobre a consciência da identidade básica de todos os seres e de todas as manifestações do espírito humano, acima de todas as distinções externas de posição social e de grau de conhecimento e de desenvolvimento intelectual. Essa igualdade , representada pelo Nível, é que proporciona, a todos, uma justa e reta maneira de conduta com todos os semelhantes.
A fraternidade é considerada o complemento da liberdade individual e da igualdade espiritual, das quais representa a adoção prática. Em síntese, é a tolerância, em relação à
liberdade, e a compreensão, em relação à igualdade.
A liberdade é definida como uma aquisição individual, íntima, fundamentalmente independente da liberdade externa, que pode ser outorgada pelas leis e pelas circunstâncias da vida. Em resumo, é a liberdade que se adquire buscando a Verdade e realizando esforços para trilhar o caminho da virtude, dominando os vícios, os hábitos negativos e as paixões destrutivas.
A interpretação astrológica
A Igualdade é o símbolo de Libra, ou Balança. Este signo é o símbolo universal do equilíbrio, da legalidade e da justiça, concretizados pelo senso da diplomacia e da cortesia, que o caracterizam, assim como a aversão à agressividade e à violência de Áries, que está diante dele.
Libra significa, em última análise, um caráter afável, um sentido de justiça, harmonia e sociabilidade , que são, todos, atributos da igualdade.
A Fraternidade é perfeitamente ilustrada pelo signo de Gêmeos, em sua dualidade , representado por dois gêmeos, que são os míticos Castor e Pólux, cada um desempenhando seu papel, sem nenhuma proeminência sobre o outro. O signo de Gêmeos é dual, porque simboliza o momento em que a força criativa de Áries e Touro divide-se em duas correntes: uma tem sentido ascensional , espiritual, e a outra é descendente, no sentido da multiplicidade das formas e do mundo fenomênico. Considere-se, também, que, face a Gêmeos, está Sagitário, governado por Júpiter, Zeus, Deus, do qual todos os homens emanam, o que os faz irmãos uns dos outros, com
cada um procurando-o, à sua maneira.
A Liberdade é apanágio de Aquário, simbolizado por Ganimedes, pelo anjo derramando, sobre a humanidade, o cântaro do saber ; saber, que, se for bem utilizado, pode ser um meio de acesso à liberdade, com a condição de que aceite a superioridade do iniciado. Só o iniciado , o sábio , poderá reconhecer os limites além dos quais não poderá ir, pois esta é a maneira dele chegar ao conhecimento dos mistérios divinos. Essa ligação com o divino, da qual Moisés é um símbolo, o respeito às leis divinas, fundamental para uma existência pacífica e harmoniosa, serão, também, assinalados pelo signo frontal a Aquário: Leão, cujo símbolo é o Sol; o Sol, símbolo
do UM, símbolo de Deus.
Esses três signos, Libra, Gêmeos e Aquário, são os signos do ar do zodíaco. E os signos do ar são símbolos do espírito, são símbolos do cosmos, que o iniciado deve procurar conhecer e compreender.

NOTA -  Alec Mellor, respeitadíssimo pesquisador francês, afirma que é inteiramente falso que essa divisa republicana seja de origem maçônica. Louis Blanc e outros autores pretendem que seu inventor tenha sido Louis-Claude de Saint-Martin, mas o historiador mais abalizado da vida e do pensamento deste, Robert Amadou, demonstrou que isso não é verdadeiro.
A pesquisadora B.F. Hyslop examinou uma grande quantidade de diplomas maçônicos publicados entre 1771 e 1799, na Biblioteca Nacional de Paris, e não encontrou mais que dois, somente, onde as três palavras estão reunidas. Quase todos registram &quot;Saúde - Força - União&quot;, ou falam do templo onde reina &quot;o Silêncio, a União e a Paz&quot;. O resultado desse estudo está publicado in &quot;Annales Historiques de la Révolution Française&quot; - janeiro, 1951, pag. 7.
A 1a. República conheceu bem a divisa &quot;Liberdade, Igualdade, ou a Morte&quot;, mas tal programa ideológico não foi jamais o da Maçonaria. Foi somente sob a 2a. República que a &quot;tríplice divisa&quot; surgiu. Mas não foi a República que tomou emprestada a divisa à Maçonaria,
mas, sim, a Maçonaria é que a tomou emprestada à República (in Dictionnaire de la Franc-Maçonnerie et des Francs-Maçons&quot; - Belfond - Paris - 1971) .
Extraído do livro &quot;Maçonaria e Astrologia&quot; 
      Editora Madras – S. Paulo – 1998


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A Constituição de Anderson de 1723 é, provavelmente, o documento que mais bem espelha os princípios da Maçonaria. Foi elaborada na transição entre a Maçonaria Operativa e a Especulativa, quando a organização outrora agrupando artesãos construtores se transformava na sua forma atual de organização fraternal indutora de aperfeiçoamento pessoal, moral e espiritual dos seus membros, segundo um método próprio, fundado em princípios herdados de tempos imemoriais, transmitidos e preservados de geração em geração.

Muito - quase tudo - daquilo que os maçons referem como proveniente de &quot;antigas tradições&quot; está inscrito nesta Constituição, autêntico documento basilar da Maçonaria.

Foi publicada em 1723 no Grão-Mestrado de Philip Wharton, 1.º Duque de Wharton, o sexto Grão-Mestre da Premier Grand Lodge de Inglaterra, na realidade o quinto maçom a exercer tais funções, já que George Payne repetira o exercício do ofício, que assegurou em 1718 e de novo em 1720, e o segundo nobre a assumir a condução dos destinos da maçonaria inglesa. O primeiro fora John Montagu, 2.º Duque de Montagu, Grão-Mestre entre 1721 e 1723, que foi quem, em 1721, encarregou James Anderson de &quot;examinar, corrigir e organizar, segundo um melhor método, a História, Obrigações e Regras da Antiga Fraternidade&quot;.

James Anderson (1679 ou 1680 - 1739), pastor da Igreja da Escócia, era ministro da Igreja presbiteriana de Swallow Street, em Londres, desde 1710 e Venerável Mestre da Loja com o n.º 17 aquando da publicação da Constituição, conforme se pode ler no apêndice final desta (aliás o local onde consta a única referência à sua autoria do texto).

O post-scriptum final foi assinado pelo Grão-Mestre Philip, Duque de Wharton, o Vice-Grão-Mestre John Teophilus Desaguliers (que exercera já o ofício de Grão-Mestre em 1719), pelos Grandes Vigilantes Joshua Timson (ferreiro de profissão) e William Hawkins (maçom operativo, ou seja, artesão construtor) e pelos Veneráveis Mestres e Vigilantes das então existentes 2o Lojas (incluindo o primeiro Grão-Mestre, em 1717, Anthony Sayer, em 1723 Vigilante da Loja com o n.º 3, e George Payne, que foi Grão-Mestre em 1718 e 1720 e em 1723 era o Venerável Mestre da Loja com o n.º 4) e nele pode ler-se que Anderson, para realizar a tarefa de que fora incumbido, &quot;analisou várias cópias manuscritas de Itália, Escócia e outras partes de Inglaterra e daí (embora aqueles estivessem errados em muitas coisas) e de vários outros arquivos antigos dos maçons extraiu e elaborou a presente Constituição, Obrigações e Regras Gerais&quot;.

O volume começa por uma dedicatória ao Ex-Grão-Mestre, John, Duque de Montagu, elaborada pelo Vice-Grão-Mestre em exercício, John Teophilus Desaguliers, prossegue com um capítulo dedicado à História da Maçonaria, a que se seguem os capítulos dedicados às Obrigações dos Maçons e às Regras Gerais, um post-scriptum e a Aprovação, concluindo-se com letras e algumas pautas musicais de canções maçónicas (Canção do Mestre ou a História da Maçonaria, Canção dos Vigilantes ou Outra História da Maçonaria, ambas da autoria de Anderson, Canção dos Companheiros, da autoria de Charles Delafaye e Canção dos Aprendizes, da autoria de Matthew Birkhead).

A parte dedicada à história da Maçonaria é uma compilação efetuada, fixada e, não pouco significativamente, corrigida por Anderson das versões, há muito existentes em documentos da maçonaria operativa e de que neste blogue já dei conta e divulguei e comentei, da Lenda do Ofício (ver os textos agrupados no marcador Lenda do Ofício). A parte final, das canções, hoje pouco mais interesse tem do que o de curiosidade. A dedicatória, o post-scriptum e a Aprovação são textos quase que apenas protocolares.

Particular interesse revestem os capítulos dedicados às Obrigações dos Maçons e às Regras Gerais. Lendo-os e analisando-os, neles detetamos a origem de variadas compilações e versões de chamados Landmarks (princípios fundamentais da Maçonaria) e de regras ainda hoje usadas e praticadas em Maçonaria, muitas delas não constando de qualquer regulamento e invocadas como derivando de &quot;Antigas Tradições&quot;. Pois bem, a fonte ou, pelo menos, a compilação dessas Antigas Tradições está na Constituição de Anderson de 1723!

Se nada surgir em contrário, vou dedicar quase todos os meus textos deste ano de 2012 à divulgação, análise e comentário crítico dos textos das Obrigações dos Maçons e das Regras Gerais da Constituição de Anderson de 1723. Serão muitos textos (as Obrigações são seis, a última das quais dividida em seis partes, o que, em princípio, justificará onze textos; as Regras Gerais são 39, o que justificará outros tantos textos). Resumindo: um programa para 50 textos, que ocupará todo este ano de 2012 e poderá ainda sobrar para 2013, dependendo da altura em que eu decidir publicar dois textos dedicados à memória da Loja, relativos ao período do veneralato do vigésimo primeiro Venerável Mestre da Loja e da eventualidade de, a qualquer tempo, poder interromper o que será esta longa série para escrever sobre qualquer assunto que julgue oportuno.

O tema desta série merece esta alongada atenção. Afinal, a Constituição de Anderson de 1723 é um documento essencial para se compreender o que é a Maçonaria. Essencial para quem é maçom, se quer mesmo saber porque faz algo do que faz; essencial para quem não é maçom, se não se quiser limitar a umas &quot;ideias gerais&quot;, geralmente pouco acertadas, sobre a instituição da Maçonaria de que tantos falam e tão poucos acertam.

Nesta série de textos, utilizarei como fonte permanente a excelente versão portuguesa da Constituição de Anderson de 1723, publicada em 2011 pelas Edições Cosmos, com introdução, comentário e notas de Cipriano de Oliveira (não concordo com todas as posições expressas por Cipriano de Oliveira - e ele sem dúvida que sabe onde discordamos... -, o que não invalida que seja um notável trabalho o que ele realizou e muito útil a edição resultante da sua pesquisa e do seu labor).






&lt;b&gt;&lt;/b&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoregiscamboa.blogspot.com/feeds/1641646039878766485/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdoregiscamboa.blogspot.com/2013/12/a-importancia-da-constituicao-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3263100118196583677/posts/default/1641646039878766485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3263100118196583677/posts/default/1641646039878766485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoregiscamboa.blogspot.com/2013/12/a-importancia-da-constituicao-de.html' title='A IMPORTÂNCIA DA  CONSTITUIÇÃO DE ANDERSON...'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08149925762549913106</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3263100118196583677.post-48549651264956157</id><published>2013-11-26T05:54:00.000-08:00</published><updated>2013-11-26T05:54:42.155-08:00</updated><title type='text'>A PREVALÊNCIA DO ESPÍRITO SOBRE A MATÉRIA...</title><content type='html'>&lt;b&gt;INTRODUÇÃO  
.
O capítulo I da Constituição do Gr .: Or .: do Brasil, que trata dos princípios gerais da Maçonaria e dos postulados universais da instituição, em seu artigo 1.o define Maçonaria como uma Instituição essencialmente iniciática, filosófica, filantrópica e evolucionista, que proclama a prevalência do espírito sobre a matéria e pugna pelo aperfeiçoamento moral, intelectual e social da  humanidade por meio do cumprimento inflexível do dever e da investigação constante da verdade.
Como poderia a maçonaria ser iniciática se não proclamasse a prevalência do espírito sobre a matéria? Se assim não fosse, que valor teria toda a sabedoria maçônica?
A palavra iniciação, derivada da latina Initiare (de início, começo), deriva-se de duas outras : in (=para dentro) e ire (=ir), ou seja, ir para dentro, penetrar no interior e começar de novo.
Da etimologia da palavra depreende-se que o significado da Iniciação é o ingresso no mundo interno para começar a vida nova. A iniciação maçônica apresenta um simbolismo maravilhoso. Na câmara das reflexões o homem fecha os sentidos do mundo externo, encontra-se isolado nas trevas que representam a matéria física e passa a dirigir a luz do seu pensamento para seu mundo interior, o mundo do espírito que o conduz ao conhecimento próprio e ao do universo.
A iniciação é, portanto, uma renovação completa do caráter, um acordar das faculdades latentes da alma e, somente após aprender a extinguir o fogo das paixões, comprimir os desejos impuros, orientar os impulsos do seu ser para o bem e a virtude, é que se introduzem nos grandes mistérios.
Espírito e matéria
Não há efeito sem causa; o nada não poderia produzir coisa alguma. Estão aí axiomas, isto é, verdades incontestáveis. Ora, como se verifica em cada um de nós a existência de forças, de potências que não podem ser consideradas como materiais, há necessidade, para explicar a sua causa, de remontar a outra origem além da matéria, a esse princípio que designamos alma ou Espírito.
Quando, perscrutando-nos a nós mesmos, queremos aprender a nos conhecermos, a analisar as nossas faculdades; quando afastando da nossa alma a escuna nela acumulada pela vida, o espesso invólucro de que os preconceitos, os erros, os sofismas revestiram a nossa inteligência – penetramos nos recessos mais íntimos do nosso ser e nos achamos então em face desses princípios augustos, sem os quais não há grandeza para a Humanidade : o amor do bem, o sentimento da justiça e do progresso. Esses princípios, que se encontram nos graus diversos, no ignorante do mesmo modo que no homem de gênio, não podem proceder da matéria, que esta desprovida de tais atributos. E se, a matéria, que não possui essas qualidades, como poderia por si só formar os seres que estão com elas dotados? O sentimento do belo e do verdadeiro, a admiração que experimentamos pelas obras grandes e generosas, teria assim a mesma origem que a carne do nosso corpo e o sangue de nossas veias. Entretanto, devemos antes considerá-los como reflexos de uma alta e pura luz que brilha em cada um de nós, do mesmo modo que o Sol se reflete sobre as águas, estejam estas turvas ou límpidas. Em vão se pretenderia que tudo fosse matéria. Pois que! Somos susceptíveis de amor e bondade; amamos a virtude, a dedicação, o heroísmo; o sentimento da beleza moral está gravado em nós; a harmonia das leis e das coisas nos penetra, nos inebria; e nada de tudo isso nos distinguiria da matéria? Sentimos, amamos, possuímos a consciência, à vontade e a razão, e procederíamos duma causa que não sente, não ama, nem conhece coisa alguma, que é cega e muda! Superiores a força que nos produz, seriamos mais perfeitos e melhores do que ela.
Tal modo de ver não suporta um exame. O homem participa de duas naturezas. Pelo seu corpo, pelos seus órgãos deriva-se da matéria; pelas suas faculdades intelectuais e morais; procede do Espírito.
Relativamente ao corpo humano, digamos ainda com mais exatidão que os órgãos componentes dessa máquina admirável são semelhantes a rodas incapazes de andar sem um motor, sem uma vontade que os ponha em ação. Esse motor é a alma. Um terceiro elemento liga a ambos, transmitindo ao organismo as ordens do pensamento. Esse elemento é o perispírito, matéria etérea que escapa aos nossos sentidos. Ele envolve a alma, acompanha-a depois da morte nas suas peregrinações infinitas, depurando-se, progredindo com ela, constituindo para ela um corpo diáfano, vaporoso.
O Espírito reside na matéria, como um prisioneiro em sua cela; os sentidos são as fendas pelas quais se comunica com o mundo exterior. Mas, enquanto a matéria declina cedo ou tarde, se enfraquece e se desagrega, o Espírito aumenta em poder e se fortifica pela educação e pela experiência. Suas aspirações engrandecem, estende-se por além-túmulo; sua necessidade de saber, de conhecer, de viver é sem limites. Tudo isso mostra que o ser humano só temporariamente pertence à matéria. O corpo não passa de um vestuário de empréstimo, de uma forma passageira, de um instrumento por meio do qual a alma prossegue neste mundo a sua obra de depuração e progresso. A vida espiritual é a vida normal, verdadeira, sem-fim.
desenvolvimento
A virtude, o conhecimento, a sabedoria e a bondade são atributos do espírito. Portanto, é o Espírito que se melhora e busca progressivamente a perfeição pelo conhecimento da verdade. No início há uma predominância da matéria sobre o espírito. Ignorância, orgulho, egoísmo e todas as paixões que lhe são conseqüentes. Com o desenvolvimento e conhecimento, suas qualidades morais, sabedoria e bondade, passam a predominar. É a predominância do espírito sobre a matéria. É o desejo do bem na busca da perfeição pelo conhecimento da verdade.
A – As Grandes Doutrinas :
Todas as grandes doutrinas nos dão indicações e caminhos para se atingir a verdade, o grande mistério. A Maçonaria Universal sofreu influência de todas elas e carregam no significado dos seus símbolos marcas dessa influência.
Essas grandes doutrinas tiveram duas faces : uma aparente e outra oculta. Uma forma material, que eram as cerimônias, os cultos e os símbolos, para instigar a imaginação do povo. A outra, espiritual, onde estão os conhecimentos científico e filosófico, a verdade da vida somente interpretada pelos iniciados em doses proporcionais ao desenvolvimento das suas qualidades morais e intelectuais.
Com o domínio do conhecimento e interpretação dos seus símbolos entenderemos que a vida nada mais é que a evolução no tempo e no espaço, do espírito, única realidade permanente. A matéria é sua expressão inferior, sua forma variável. O Ser por excelência, o G .: A .: D .: U .: e fonte de todos os seres é Deus, simultaneamente triplo e uno. É a essência, substância e vida em que se resume todo o universo.
Eis porque podemos encontrar o G .: A .: D .: U .: no mais profundo do nosso ser, interrogando a nós mesmos na solidão, estudando e desenvolvendo as nossas faculdades : a razão e a consciência.
B – Interpretação das Grandes Doutrinas
A doutrina secreta acha-se no fundo de todas as religiões e dos livros sagrados de todos os povos.
Existe uma vasta literatura, onde podemos comprovar e esmiuçar sobre um tema tão sério e porque não dizer polêmico, devido às várias interpretações e formas de adoração, mas tendo em comum a crença de uma vida eterna, após o cumprimento desta passagem por esta.
Os primeiros livros em que se encontra exposta a grande doutrina são os Vedas. É o molde em que se formou a religião primitiva da Índia, onde eles celebravam agni, o fogo, símbolo eterno masculino ou espírito criador e soma, símbolo do eterno feminino, alma do mundo, substância etérea, que em sua perfeita união constituem o ser supremo que se imola a si mesmo para produzir a vida universal. Acreditando na imortalidade da alma e a reencarnação.
Na vasta solidão dos bosques viviam, em retiro, os rishis. Intérpretes da ciência oculta da doutrina secreta dos vedas, eles já possuíam os misteriosos poderes transmitidos através dos séculos de que gozam ainda os faquíres e os iogues. Desses solitários saiu o pensamento inovador, o primeiro impulso que fez do bramanismo a mais colossal das teocracias.
O inspirador das crenças dos Hindus, Krishna, aparece na história como o primeiro reformador, sendo que renovou a doutrina védica apoiando-se sobre as idéias da trindade, da imortalidade da alma e de seus renascimentos sucessivos. E através desta teoria, conquistou muitos seguidores e desenvolveu muitos conceitos e ideologias, entre tantos ensinamentos de sua teoria dizia aos seus seguidores escolhidos : “Revelei-vos os grandes segredos. Não os digais senão àqueles que os podem compreender, sois os meus eleitos : vedes o alvo. A multidão só descortina uma ponta do caminho”.
Por estas palavras a doutrina secreta estava fundada.
A moral budista por sua vez já preconizava aos seus adeptos milenares : é necessário praticar o Bem porque o Bem é o fim supremo da natureza. A Ciência e o Amor são os dois fatores essenciais do Universo. Enquanto não os adquirir, o ser está condenado a prosseguir na série das experiências terrestres.
Em Dhmmapada encontramos estas orientações morais : Assim como a chuva passa através de uma casa mal coberta, assim a paixão atravessa a alma pouco refletida. Pela reflexão, moderação e domínio de si mesmo, o homem transforma-se numa rocha que tempestade alguma pode abalar. O homem colhe exatamente aquilo que semeou.
No Egito onde às portas do deserto erguem-se os templos e as pirâmides, o culto de Ísis e Osíris também apresentava duas faces. Debaixo dos grandes espetáculos e cerimônias públicas ocultava-se o verdadeiro ensino dos pequenos e grandes mistérios. A antiga doutrina, do verbo luz, simultaneamente inteligência, força e matéria; espírito, alma e corpo, analogia perfeita com a filosofia da Índia, foram o segredo da vitalidade do Egito.
Sob formas austeras os princípios desta doutrina eram expressos pelos livros sagrados de Hermes, que durante sua iniciação teve uma visão na qual conversou com o Grande Ser, Osíris e sua visão eram transmitidas vocalmente de pontífice a pontífice e gravada em sinais hieróglifos nas abóbadas das criptas subterrâneas. Elas reconheciam Deus como Pai, pregava o fogo das profundezas e a luz no Céu, ou seja um plano superior, onde o Destino do espírito humano tem duas fases: Cativeiro na  matéria e ascensão na luz. Almas inferiores e más ficam presas a vários renascimentos na terra, porém as almas virtuosas sobem voando pare esferas superiores, denominadas em sete juntam: sabedoria, amor, justiça, beleza, esplendor, ciência, imortalidade. E“esta visão encerra o segredo de todas as coisas”.
Pitágoras, que havia estudado por 30 anos no Egito, levou para a Grécia, através da sua Academia de Crotona, as doutrinas secretas do oriente e soube fazer delas uma vas síntese, tendo como sucessores de sua obra Sócrates e mais tarde Platão, sendo que Platão foi também iniciado nos grandes mistérios egípcios e Sócrates condenado a beber cicuta pelo fato de insurgir contra os vícios que corrompiam a mocidade de seu tempo, legando, no entanto, até o momento de seu sacrifício, seus ensinamentos.
No Egito, na Grécia ou na Índia, os Grandes mistérios consistiam de uma mesma coisa : o conhecimento do segredo da morte, a revelação das vidas sucessivas e a comunicação com o mundo ocultam.
Os Hebreus eram uma ilha de monoteísmo cercada de povos politeístas por todos os lados. Como máximo legislador se destaca Moisés, cuja maior contribuição à humanidade não foi o seu Pentateuco, os seus cinco livros (Gênesis, Deuteronômio, Êxodo, Levítico e Números) com que se abre a Bíblia Sagrada dos Cristãos ... mas sim o decálogo recebido no Monte Sinai encerrando Mandamentos de valorização e enobrecimento da Alma.
Assim em uma pequena manjedoura em Belém de Judá, no silêncio da noite, nasce JESUS, sendo que até o encontro com João Batista, os evangelhos guardaram um silêncio absoluto sobre seus passos, e somente após este encontro de algum modo tomou posse de seu mistério, passando vários anos com os essênios. Submeteu-se a sua disciplina, de ordem severa, onde para ingressar era necessário um noviciado de um ano. Quem dava provas suficientes de temperança era admitido, sem contudo entrar em contato com os mestres. Eram precisos mais dois anos de provas recebido na confraria. Jurava-se “por terríveis juramentos” observar os deveres da ordem e nada revelar de seus segredos. Sendo assim houve uma relação íntima entre a doutrina de Jesus e a dos Essênios, que evidentemente eram considerados irmãos ligados a eles pelo juramento de seus mistérios. Sendo assim Ele próprio dizia : “Não vim para abolir as leis dos profetas, mas sim para cumpri-las”.
Consequentemente acumular riquezas materiais ou mesmo viver escravo das mesmas, é tão temporário quanto este corpo que possuímos, porque nada poderemos carregar junto na passagem da continuidade desta vida, o conhecimento material alarga a visão do homem para que melhor se situe no mundo e acima de tudo se torne mais amigo das coisas belas e mais irmãos dos seus semelhantes ... Quanto ao dinheiro, poderíamos compara-lo à água. Se parada é a estagnação ... Se corrente, é a benção dos vales ... Se desgovernada, é a inundação semeando a destruição ... Se sob controle, é a represa convertendo-se a energia ... Sob o Sol, evapora-se de onde está em excesso e faz-se chuva sobre a gleba ressequida ... Sob o calor do nosso Amor, as moedas podem ir em socorro da dor alheia na forma de chuva de benefícios, angustiadamente esperados ...
CONCLUSÃO
A Maçonaria desperta-nos para a nossa verdadeira natureza de alma imortal a despeito dos disfarces da vida  material ... O corpo não passa de um envoltório que é passageiro, que é perecível, que é falaz ... As circunstâncias da vida como a cultura, o dinheiro, a saúde, a fama, o poder, a casa bonita, o último carro, as iguarias deliciosas, o leito macio, tudo isso é um breve estágio porque estamos passando ... Uma ligeira oportunidade de evolução que o G .: A .: D .: U.:, por infinita Misericórdia, nos está concedendo para o nosso progresso em todos os sentidos.
Nas experiências deste mundo não raro encontramos, como pano de fundo, os gemidos da dor, as angústias do desespero moral, onde se desfazem as ilusões e descobrimos a nossa verdadeira natureza. Atinamos enfim com a nossa individualidade espiritual.
Irmãos queridos ! O G .: A .: D .: U.: não nos destinou para a brevidade desta existência terrena. Não embora o estágio na Terra seja sumamente valioso para o nosso progresso evolutivo, a verdade é que somos cidadãos do infinito.
E um porvir cheio de nobres realizações inimagináveis nos aguarda no Grande Além. Emoções que a linguagem humana não consegue definir, inundam de ventura perene o ânimo da Alma em sua trajetória de ascensão sublime para o G .: A .: D .: U.:.
O homem que se fecha em si mesmo ou só se abre às coisas corriqueiras do seu estreito mundo material é incapaz de conhecer o que seja a vida da alma.
E nós maçons, que tivemos a grata oportunidade de iniciarmos nos mistérios da Arte Real, somos conclamados a esta reflexão cada vez que adentramos ao templo maçônico, que nos convida a uma viagem a esta milenar história, adornando com seus símbolos e rituais e tendo como ápice desta conclamação o sublime momento em que o Ven .: M .: no fechamento da loja evoca :
“O G .: A .: D .: U.: fonte fecunda de Luz, Felicidade e Virtude ...”
Ir.&#39;. Antônio Carlos Rondon Júnior
Loja Maçônica Tupy
Or.&#39;. de Araçatuba - SP.
Bibliografia
Bhagavad-gita – A mensagem do mestre•
    Os grandes iniciados – Édouard Schvré
    Depois da morte – Leon Denis
    O porque da vida – Leon Denis
    Constituição do G.: O .: B .:
    Grau do Aprendiz e seus mistérios – Jorge Adoum
    A delicada questão da vida – Celso Martins
    Erac – Loja Fraternidade de Limeira
 
&lt;b&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoregiscamboa.blogspot.com/feeds/48549651264956157/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdoregiscamboa.blogspot.com/2013/11/a-prevalencia-do-espirito-sobre-materia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3263100118196583677/posts/default/48549651264956157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3263100118196583677/posts/default/48549651264956157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoregiscamboa.blogspot.com/2013/11/a-prevalencia-do-espirito-sobre-materia.html' title='A PREVALÊNCIA DO ESPÍRITO SOBRE A MATÉRIA...'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08149925762549913106</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3263100118196583677.post-5096115496117086329</id><published>2013-11-23T02:27:00.002-08:00</published><updated>2013-11-23T02:27:26.318-08:00</updated><title type='text'>A IGNORÂNCIA, O FANATISMO E A SOLIDARIEDADE...</title><content type='html'>

 
Longe de se tratar apenas do desconhecimento generalizado, a Ignorância é o pior mal que aflige a sociedade humana. Não se trata apenas da falta de cultura geral, mas do mau uso que se faz do conhecimento existente. O ignorante oprime e subjuga o próximo em sua busca pelo poder, ao ganho fácil e desonesto ou baseado na força física e no ardil, provoca baderna, guerra, desmando e desmoraliza toda a sociedade; é um bruto. 
Já o homem sábio e espiritualizado prima pela busca do respeito a si próprio e pratica o amor fraterno. Mesmo que a maioria não o mereça, é tolerante até o limite de sua capacidade individual. A sabedoria não é a erudição; é um conjunto harmonioso de conhecimentos e disposição mental. Além de ser estudioso, aperfeiçoar-se permanentemente, o homem de perspicácia age e fala em conformidade com a razão e a moral, com prudência e experiência de vida, é sensato, equilibrado, sensível, moderado, sereno, amigo do progresso, sujeito a mudanças, evita o confronto pela força física, luta pela verdade, justiça e união dos povos, visa a intensificação da luz da visão interior, fomenta a promoção do crescimento do bem e da perfeição e promove o autoconhecimento. Ao entrar na posse das noções equilibradas dos direitos e deveres de cidadão e ser humano, e, ao educar-se permanente, liberta-se, pois só uma pessoa livre pode promover ações que ajudam a sociedade a quebrar os grilhões da escravidão do sistema dos embrutecidos. 
Infelizmente, tanto o fanatismo político como o religioso promove as maiores arbitrariedades. Supostamente por ordem da divindade o fanatismo religioso é uma espécie de anomalia mental que contamina as pessoas e perverte a razão. A história tem muitos relatos de quão horrorosa pode ser uma sociedade dominada pela superstição, falsidade e loucura fundamentalista. Também os fanáticos políticos, movidos pela cobiça e o poder, muitos males causam a sociedade. Miríades de homens e mulheres de valor foram caladas ao longo da história humana pelos extremismos político e religioso. 
A Maçonaria, orientada pelo Grande Arquiteto do Universo, sem ufano, tem a pretensão de promover a educação necessária para melhorar o ser humano, combater o fanatismo e promover a solidariedade como recurso para eliminar os males da vida de seus obreiros e da sociedade em geral. A associação de maçons não consta de uma proteção incondicional recíproca, mas é fundamentada em valores e condições razoáveis. A melhor proteção de seus membros vem da educação que ela promove, e deste desenvolvimento pessoal e do relacionamento interpessoal florescem amizades, vínculos de perfeita união, tão fortes que fazem da Ordem um local onde o amor é usado para moldar espíritos e intelectos para se tornarem pessoas de valor na sociedade em que vivem. 
E assim, educando a pessoa, esta pelo exemplo, conquista outras pessoas no meio em que vive, tornando a vida da sociedade global mais fácil de ser vivida. 
Que o Grande Arquiteto do Universo Abençoe a todos nós! 
Ir.&#39;. Charles Evaldo Boller
ARLS Apóstolo da Caridade n° 21
Or.&#39;. Curitiba - Grande Loja do Paraná
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Seríamos todos realmente “livres”? 

Sobre essa expressão, geralmente os IIr.•. dizem que é um resquício da antiguidade, um apêndice não removido, que refere-se à escravidão de outrora. Outras fontes maçônicas apontam à independência decorrente da não submissão a trabalho servil. Mas aqui gostaria de levantar outro enfoque de “liberdade”. Seríamos todos realmente “livres”?
Ouso afirmar que 95% da população não o é completamente.
Senão vejamos o que é ser livre?
Simplificadamente é poder “optar” entre isso ou aquilo, livremente e sem coação (ou indução?). Se já não há constrangimento para que ajamos dessa ou daquela forma (senão em virtude de lei), qual seria outra forma de interferência capaz de influenciar nossos juízos e ações?
Poder-se-ia perquirir da manipulação da mídia, das mensagens subliminares, da publicidade que induz às massas ao que gostar e consumir, mas mesmo que grande parcela da população realmente seja vulnerável a esse tipo de influência, quero crer que os livres-pensadores estejam mais imunes a essa virulência moderna. Descartamos aqui, então, as influências externas (não sem antes atentarmos a elas), e aqui já começa o leitor atento a ter indícios do enfoque pretendido.
Toda pessoa tem “tendências”, ou seja, em situações semelhantes, tende a agir ou reagir de tal ou qual forma. Os espiritualistas explicariam essas “tendências” como resquícios de personalidades de outras vidas. Os psicanalistas talvez as explicassem em termos de influências subconscientes. Outros poderiam ainda arguir a teoria do “atavismo” (comportamentos ancestrais latentes). Pouco importa a justificativa, fato é que essas tendências existem, e é delas que queremos aqui tratar.
Se há algum móvel interno, oculto, dissimulado, para as ações de um indivíduo, seria ele plenamente “livre”? Tenho a íntima convicção de que, dependendo do grau de autoconsciência do sujeito, ele pode ser mesmo joguete dessas “forças” internas, bastando para tanto “agir por impulso”.
“Conhece-te a ti mesmo”, já dizia o antigo adágio, mas quantos podem, inequivocamente, afirmar que realmente se conhecem?
O conhecer-se a si mesmo implica numa “sinceridade interna” que poucos suportam, porque dolorida. Reconhecer a si mesmo os próprios erros e vícios, as inclinações pouco louváveis, obrigatoriamente perpassa um necessário exercício de “confissão interna”, franqueza ou auto-honestidade absoluta. O mais comum é o indivíduo procurar justificar a si mesmo as suas faltas em termos de “projeção”, ou seja, “- se assim agi é porque fui levado a isso pelos erros dos outros”.
Mas somos humanos. Reconheçamos a nossa humanidade também nas fraquezas inerentes ao ser humano. Não somos “seres ascencionados” para estarmos imunes a sentimentos vis, por mais sutis e aculturados que esses se possam mostrar. Alguns afirmam que por baixo da pele do homem dormita um lobo, pronto a ser despertado. Não cheguemos a tanto, pois que acreditamos na bondade do ser, contudo inicialmente admitamos que algo sempre há de incorrigido dentro de nós. Esse é o primeiro passo.
O segundo passo seria nunca agir por impulso, pois que o instinto assim atua, quando não se deixa atuar a racionalidade. Respirar ao menos uma vez antes de responder a algo que nos contraria continua sendo um excelente exercício.
Outro exercício seria o “destrinchar” dos sentimentos. Se algo lhe magoou ou entristeceu, procure no seu interior, com honestidade, as raízes desse sentimento. Averigue se ele não provém na realidade de motivo menos nobre, como orgulho, inveja, vaidade... SEJA SINCERO! É um diálogo interno, de você consigo mesmo, ninguém precisa ficar sabendo. E depois aja, ou abandone o sentimento, ou o substitua por outro, ou seja, EXERÇA VOCÊ MESMO VIGILÂNCIA SOBRE OS SEUS PENSAMENTOS E EMOÇÕES, PROCURE CONHECER E SUPERAR AS SUAS TENDÊNCIAS INCONSCIENTES. Seja livre!
E não pense que o autor desta já obteve êxito nesse ínterim. Esse é um exercício diário, quando as arestas vão sendo paulatinamente removidas. Pode ser que essa pedra demore a vida inteira para ser lapidada (e geralmente assim é), mas isso não impede que apresentemos ao “mestre de obras” no dia de hoje uma pedra melhor do que a que apresentamos no dia de ontem.
Ir.&#39;. Fábio Henrique Hardt - MI  
REAA - GLMERGS.
ARLS Baden-Powell 185
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoregiscamboa.blogspot.com/feeds/813132166705033904/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdoregiscamboa.blogspot.com/2013/11/homem-livre.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3263100118196583677/posts/default/813132166705033904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3263100118196583677/posts/default/813132166705033904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoregiscamboa.blogspot.com/2013/11/homem-livre.html' title='HOMEM LIVRE...'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08149925762549913106</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3263100118196583677.post-9017257099261131688</id><published>2013-11-21T07:00:00.000-08:00</published><updated>2013-11-21T07:00:12.794-08:00</updated><title type='text'>PLATÃO...</title><content type='html'>
Platão nasceu em Atenas, no ano de 427 a.C. e morreu em sua cidade natal no ano de 347 a.C.. Pertencente a uma família nobre de sua cidade, conheceu aos vinte anos  seu mestre Sócrates, com quem conviveu até os seus vinte e nove anos, quando Sócrates foi condenado à morte por envenenamento. Durante sua vida, Platão viajou por muitas civilizações do mediterrâneo, passando pela Grécia, Egito, Cirene, sul da Itália e Siracusa.

Platão era discípulo de Sócrates que cultivava reservas profundas em relação à escrita porque, segundo ele, a escrita não seria um meio de adquirir conhecimento. Talvez por isso, Platão quando começou a escrever, preferiu escrever em diálogo, por entender que essa seria uma metodologia de investigação, de tal maneira que tudo possa ser transportado ao papel como  acontece na realidade, para que a linguagem escrita mantenha a vivacidade e as marcas da oralidade, como uma imagem perfeita.

O primeiro trabalho filosófico escrito por Platão foi um discurso em defesa de seu mestre contando tudo o que Sócrates falou ao júri que o condenou e,  a partir daí, não deixou mais de escrever. Sempre se utilizando de diálogos escritos envolvendo Sócrates e outras pessoas do seu cotidiano intelectual. 

Consideram-se autênticos 28 diálogos, do total de 35, atribuídos a Platão. Em alguns percebe-se a preocupação dele em definir idéias como a mentira, a coragem, o dever, a natureza humana, a amizade, a sabedoria, a piedade, a virtude, a justiça, a ciência e a retórica.

Platão fundou, por volta de 387 a.C., sua própria escola. Localizada próxima a Atenas, em um bosque que tinha o nome do herói grego Academus e, devido a esse nome, sua escola ficou conhecida por Academia de Platão. Nela ensinava-se filosofia, matemática e ginástica utilizando-se, sempre que possível, de diálogos e discussões. Dizem, que na fachada da escola de Platão estava escrito: &quot;Que aqui não entre quem não for geômetra.&quot; Por objetivo, Platão queria encontrar uma realidade que fosse eterna e imutável.

Platão, assim como Heráclito considerava que o mundo material ou físico é o que está sujeito a mudanças contínuas e a oposições internas, seria o mundo em que vivemos, formado de coisas imperfeitas, mal definidas, como sombras de uma realidade verdadeira. Um mundo onde as coisas fluem e não são eternas e imutáveis porque são corpos físicos que se desgastam e morrem um dia, cópias infiéis de suas idéias perfeitas, eternas e imutáveis que existiriam no &quot;Mundo das Idéias&quot;.

Mundo inteligível, ou &quot;Mundo das Idéias&quot;, segundo Platão, seria o mundo verdadeiro ou das essências imutáveis, sem contradições nem oposições, sem transformações. Coerente com suas teorias, Platão confiava apenas na razão e nunca nos sentidos, porque o conhecimento e as informações que chegam através dos sentidos são imprecisos diferentemente dos conhecimentos que tomamos com base na razão que não varia de pessoa para pessoa, por ser ela eterna e universal. Partindo daí, podemos compreender muito bem porque Platão gostava tanto da matemática, na qual, sempre se utiliza a razão para resolvê-la e as respostas são sempre precisas e comuns para todas as pessoas e eternamente as mesmas.

No pensamento de Platão o homem é um ser dual, ou seja, formado por duas partes diferentes: o corpo físico - impreciso e dotado de sentidos, pertencente ao &quot;Mundo Material&quot; ou &quot;Mundo dos Sentidos&quot;, e a alma, que é imortal, vinda do &quot;Mundo das Idéias&quot;, que é a morada da razão. E, por não ser material, a alma consegue se comunicar com o &quot;Mundo das Idéias&quot;. Vinda do &quot;Mundo das Idéias&quot;, a alma traria com ela as idéias perfeitas desse mundo que em contato com o &quot;Mundo dos sentidos&quot; seriam esquecidas. Segundo Platão, para a alma resgatar estas lembranças seria preciso que as pessoas, cada vez mais, entrassem em contato com as coisas da natureza. 

Com relação as mulheres, Platão achava que: se elas recebessem a mesma formação que os homens e fossem liberadas dos trabalhos domésticos desenvolveriam igualmente suas capacidades mentais e conseqüentemente poderiam governar um Estado da mesma forma que eles.

Platão também se interessava por política e, segundo ele,  o ideal seria a criação de um Estado baseado na estrutura de um corpo atuando sobre ele a alma e a virtude e uma República estruturada como o corpo humano. Neste tipo de organização: a cabeça seriam os governantes, que deveriam ser filósofos; o peito seriam os sentinelas, os guardas, o exército; o baixo ventre, os trabalhadores. Da seguinte forma:

Corpo - Alma, Virtude, Estado; 
Cabeça - Razão, Sabedoria, Governantes; 
Peito - Vontade, Coragem, Sentinelas; 
Baixo-ventre - Desejo, Temperança, Trabalhadores.

A primeira parte da filosofia de Platão é conhecida por *Dialética que busca através dos diálogos a procura incessante com vistas a descobrir conceitos gerais, universais e reais, arquétipos eternos. Um diálogo, em que se confrontam opiniões diferentes sobre um mesmo assunto para que, através dos argumentos apresentados, possa-se chegar a um pensamento comum, passando-se das imagens contraditórias a conceitos idênticos.

A Dialética Platônica é um procedimento intelectual e lingüístico em que: se partindo de alguma coisa sobre a qual dividimos duas partes contrárias ou opostas e que através dos conhecimentos de sua contradição se possa determinar qual dos contrários é verdadeiro. E assim sucessivamente vai se dividindo cada par de contrários que devem ser novamente divididos até que se chegue a um termo indivisível que seria, finalmente, a essência da coisa investigada  e sobre a qual não há nenhuma contradição. 
A Filosofia de Platão é baseada na ética, dialética, metafísica, teologia, antropologia, estética, cosmologia e pedagogia. É sobretudo uma crítica social. Foi traduzido para o cristianismo por Santo Agostinho e alguns o consideravam quase um deus como Plotino e a escola neoplatônica.

 

*Dialética - Originalmente, o termo (que tem origem grega) significava discorrer com, isto é, trocar impressões, conversar, debater... dialogar. Evolui, entretanto, para um sentido mais preciso, designando &quot;uma discussão de algum modo institucionalizada, organizando-se -- habitualmente em presença de um público que acompanha o debate -- como uma espécie de concurso entre dois interlocutores que defendem duas teses contraditórias. A dialética eleva-se, então, ao nível de uma arte, a arte de triunfar sobre o adversário, de refutar as suas afirmações ou de o convencer&quot; (BLANCHÉ, Robert - História da Lógica de Aristóteles a Bertrand Russel. Lisboa: Edições 70, 1985).
  

Ir Rony Motta 
ARLS Renascença Santista n° 339 
Santos - SP
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&lt;b&gt;Devemos julgar um homem mais pelas suas perguntas que pelas respostas (VOLTAIRE).
Onde florescem os ensinamentos maçônicos não vicejam a ditadura, a soberania dos poderes arbitrários, nem a dominação daqueles conquistadores violentos que denigrem a condição da criatura humana (RUI BARBOSA).
Ir.&#39;. Max Cleberson dos Santos Cunha - CIM: 230.643
Or.&#39;.de Goiânia-GO
Verão de 2012, da E.&#39;.V.&#39;.
I - PROLEGÔMENOS.
É cediço que a Maçonaria tem participado dos grandes movimentos revolucionários, que de alguma forma, trouxeram melhorias e evolução para a humanidade, e não sobrepairam dúvidas, que isso se deve ao inconformismo e o descontentamento que a nossa sublime Ordem mantém contra o status quo dominante que cometem iniquidades, tiranias, perseguições, jugos e todas as formas de injustiças.
Nesta esteira, citamos a participação ativa da Maçonaria na Revolução Americana de 1776, que teve, dentre outros maçons como expoentes, Thomas Jefferson e George Washington1, sendo que este último foi aclamado como o primeiro presidente dos Estados Unidos; A Revolução Francesa em 1789 foi um dos acontecimentos mais importantes para humanidade, pois rompeu com o sistema servil do absolutismo representado pelo ancien regime, e proclamou a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, dentre seus líderes alguns eram maçons ilustres: La Fayette, Danton, Robespierre, Denis Diderot, D’Alembert, Jean-Jacques Rousseau2 e Voltaire3; destaca-se ainda, a intensa atividade de maçons no processo de independência da América espanhola, como San Martin que ajudou a libertar a Argentina (1816) e o Chile (1818), e Simon Bolívar, que por sua vez libertou a Colômbia (1819) e a Venezuela (1821).
Nessa quadra, temos que, em nosso país, a Maçonaria teve decisiva participação nos grandes movimentos históricos, dos quais se destacam a Independência do Brasil, a Abolição da Escravatura e a Proclamação da República.
Essas ações engendradas por ilustres maçons, avultam-se de tal importância que, alguns maçonólogos chamam-na de a bandeira tríplice da maçonaria brasileira4, comparando-a com o tema dos revolucionários franceses de 1789.
A presente Peç.&#39;. de Arqu.&#39;. tem como escopo, esmiuçar as circunstâncias que envolveram a participação da maçonaria na proclamação da república, tendo como premissa os elementos, o contexto histórico, e os objetivos dos maçons enquanto atores envolvidos no processo. Cônscio de que o tema em apreço não é tão desnudado pelos autores, revelado pela parca literatura sobre o tema, quando comparado com o assunto da participação da maçonaria na declaração da independência do Brasil, por exemplo, e isso é um dessas injustiças inexplicáveis ante a importância da discussão e o que tal acontecimento trouxe de evolução para o nosso país, não nos furtaremos em discutir esse assunto nas próximas linhas.
Nesse diapasão, deve-se estabelecer a importância do tema enquanto encampada pela maçonaria, eis que, como dito alhures nossa ordem não tem atos de genuflexão ante a submissão ou aos desmandos, desta feita, a contextualização nos revelará a necessidade da ação da maçonaria para a proclamação da república, para a partir daí, verificarmos os caminhos que atualmente nossa ordem devem encampar. 
Urge esclarecer, ab initio, que, ao revés do movimento pela independência do Brasil, em quê a Maçonaria atuou enquanto instituição5, o mesmo não ocorreu no movimento pela proclamação da república, nesse a Maçonaria agiu por intermédio de seus membros ilustres que eram próceres da república, ou através de grupos maçônicos e de suas Lojas.
II – ESCORÇO HISTÓRICO.
Faz-se necessário estabelecer que, o desejo pela república não era recente, pois, mutadis mutandis6, temos notícias da participação de maçons em movimentos que tinham como finalidade o estabelecimento da república, dos quais destacamos:
A Inconfidência Mineira: importante movimento revolucionário que tinha objetivo de independência e proclamação da república. Iniciou-se em Vila Rica (atual cidade de Ouro Preto), que era sede da capitania de Minas Gerais, ocorreu no emblemático ano de 1789. 
O mote de tal levante foi os desmandos da coroa portuguesa, principalmente no que respeita aos elevados impostos, dentre os quais se destaca a derrama que era um elevado percentual cobrado do ouro e das pedras preciosas que eram retirados das minas mineiras.
Percebe-se a participação de nossa ordem nesse movimento, dentre outros motivos, pela própria bandeira de Minas Gerais, formada pelo triângulo, que representa o delta luminoso, o olho que tudo vê. Ademais, ressalta-se aqui, a participação de maçons nesse movimento, dentre os quais, Francisco Antônio Lisboa, mais conhecido como ALEIJADINHO, maçom do grau 18, era autor de obras sacras, e que deixava perpassar símbolos maçônicos em suas obras, como os três anjinhos que formam um triângulo maçônico. Além de Joaquim José da Silva Xavier – Tiradentes, que foi o principal ator desse importante movimento.
A Revolução Pernambucana(1817): aqui a intenção era implantar a República em Pernambuco, o seu principal líder era o maçom Domingos José Martins, nascido na cidade de Itapemirim, no Espírito Santo, contudo mudou-se para a cidade do Recife por intermédio do Ir.&#39;. Hipólito José da Costa. Este é considerado o &quot;Patriarca da Imprensa Brasileira&quot;. Esses foram os precursores do movimento da República, mas em confrontos com as forças governamentais da época foram derrotadados e seus membros condenados à morte pela Coroa Portuguesa.
A Confederação do Equador(1824): movimento liderado por Frei Caneca, que era maçom, jornalista e propalava os ideais maçônicos. O Brasil já estava independente, e lutava pela unificação, devido aos movimentos revolucionários que eclodiam no país. Os remanescentes da revolução pernambucana de 1817, além de outras questões, insurgiram-se contra a condição de o Imperador poder nomear ao seu alvedrio o presidente da Província.
A Revolução rompeu com o Império recém implantado, proclamou uma república com o nome de Confederação do Equador. Alastrou-se para as províncias vizinhas com o apoio das Lojas e dos Maçons da região. O movimento foi sufocado pelo exército imperial. Fato curioso é que, os revoltosos foram condenados e enforcados, porém, Frei Caneca, conhecido por seu carisma, não foi enforcado, pois não houve carrasco que se dispusesse a fazê-lo.
A Guerra dos Farrapos ou Revolução Farroupilha(1835): foi uma guerra regional, também de caráter republicano. Esta revolução, que tinha o objetivo separatista, resultou na declaração de independência da província como estado republicano, dando origem à República Rio-Grandense, que se estendeu até o ano de 1845. Tal movimento foi chefiado pelo Ir.&#39;. Bento Gonçalves da Silva que conseguiu implantar a República de Piratini ou República Farroupilha.
Destaca-se aqui, o evento no qual, seu maior líder Bento Gonçalves, fora preso no Forte do Mar na Bahia, mas conseguiu fugir com a ajuda da Maçonaria baiana. Destaca-se, a colaboração ativa no movimento da Loja &quot;UNIÃO E SEGREDO&quot;, que era dirigida pelo Cônego Joaquim Antônio das Mercês.
Bento Gonçalves foi membro da Loja de Porto Alegre, &quot;FILANTROPIA E LIBERDADE&quot;, onde foi iniciado. Este movimento revolucionário, também teve a participação de outros maçons, dentre eles os liberais italianos Tito Lívio de Zambeccari e Giuseppe Garibaldi, tendo este último se sobressaído nos combates entre os anos de 1838 e 1841 quando da tomada de Laguna, com a ajuda de Davi Canabarro. Garibaldi foi iniciado na Loja &quot;ASILO DA VIRTUDE&quot; no Rio Grande do Sul.
II.1 – O GRITO DO IPIRANGA. POSSIBILIDADE DA REPÚBLICA. DISSIDÊNCIA DE GRUPOS MAÇÔNICOS.
Cumpre destacar que, no momento da Declaração de Independência do Brasil no ano de 1822, com a participação ativa e decisiva da maçonaria, diga-se Grande Oriente do Brasil, nosso país destoou dos demais países da América Espanhola que proclamaram suas independências, tornando-se, em seguida, republicanos, ao contrário do Brasil que manteve a monarquia. 
Insta trazer a baila que, existia uma acendrada disputa entre dois grupos de maçons: o primeiro, denominado de MAÇONARIA AZUL, tinha à testa o Ir.&#39;. José Bonifácio Andrade e Silva, Grão-Mestre do GOB à época, era Ministro plenipotenciário de Dom Pedro I, defendia a bandeira que após a independência do país deveria ser instalada uma monarquia constitucional. De outro lado, o grupo denominado de MAÇONARIA VERMELHA, tinha como líder o Ir.&#39;. Gonçalves Ledo, 1º Grande Vigilante do GOB, desejava um avanço maior, ou seja, além de dissociar nosso país da coroa portuguesa, queria que fosse também proclamada a República.  Sagrou-se vencedor o grupo dos Andradas, devido aos laços de união com a coroa. 
III – PRESSUPOSTOS QUE ENSEJARAM A POCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA.
O período imediatamente anterior à Proclamação da República foi farto de acontecimentos que iriam mudar a estrutura político-social de nosso país, e como veremos nas linhas abaixo, a nossa sublime ordem participou ativamente deles.
Os maçons brasileiros envolvidos no processo atuavam por intermédio de suas Lojas, na imprensa, ou mesmo nas tribunas, onde mostravam suas preocupações seja com a questão infame da escravatura, seja com a possibilidade de um terceiro reinado. Alie-se a isso, a questão religiosa que ajudou no movimento em defesa da república, pois gerou indisposição entre o alto clero e o imperador. Outra questão de relevo, como veremos, foi a insatisfação do exército que mesmo sagrando-se vencedor da Guerra do Paraguai, não teve o devido reconhecimento.
III.1 – QUERELA RELIGIOSA.
O embate religioso que foi travado entre o episcopado (corporação de bispos) e o governo, e por via oblíqua a Maçonaria, ajudou a precipitar a queda da monarquia. A força da Igreja naquela época era inquestionável, tanto que a Constituição de 1824 continha um dispositivo prevendo a união entre o trono e o altar, o que era fonte permanente de conflitos. Tais querelas surgiam porque, o poder Imperial poderia indicar os Sacerdotes para ocuparem cargos, além do que, as Bulas Papais (leis da Igreja) só poderiam ser aplicadas com a aquiescência do Imperador.
O estopim para o desentendimento foi um discurso proferido pelo Ir.&#39;. Antônio Alves Pereira Coruja, no ano de 1872, no Lavradio, no qual exaltava a participação da Maçonaria na edição da Lei do Vente Livre (Lei proposta pelo Conselho de Ministros, que tinha a frente o Visconde do Rio Branco, Grão-Mestre a época). Ato contínuo, o Padre Almeida Martins, Grande Orador interino do GOB, proferiu veemente discurso exaltando a Maçonaria, no dia seguinte esse discurso foi publicado nos jornais, o que ensejou duras críticas do Bispo do Rio de Janeiro, que inclusive suspendeu o Padre de suas funções.
Em seguida, na cidade de Olinda, o Bispo Dom Vidal, capuchinho ferrenho, ficou indignado com as críticas feitas ao Bispo do Rio de Janeiro, e em represália determinou que os Padres maçons abandonassem a ordem imediatamente. Dois padres que não abandonaram a ordem maçônica foram afastados. Agravou-se a situação quando um Bispo do Pará resolveu fechar os templos dirigidos por padres maçons. Era uma declaração de guerra à maçonaria.
O poder Imperial entrou em cena, e anulou as penas aplicadas aos Padres, sob o argumento de que a ordem do Vaticano que proibia padres maçons (Bula Syllabus, de 1864) não podia ser aplicada no Brasil, pois não foi ratificada pelo Governo Imperial. Mais uma vez vemos a força da maçonaria!
Essa anulações impostas, não foram cumpridas pelos Bispos, o que levou o Visconde do Rio Branco, a determinar a prisão dos Bispos, que foram condenados a 4 anos de prisão, com trabalhos forçados, em 1874.
O Papa Pio IX, que no começo não compactuou com a imposição dos Bispos contra os Padres, ficou indignado com as penas aplicadas. A querela, então ganhou veios internacionais.
Com a utilização de muita diplomacia, após algum tempo, solucionou-e o problema, todavia o Gabinete de Rio Branco caiu, vindo a ser substituído por Duque de Caxias.
III.2 – DESCONTENTAMENTO MILITAR.
Outra influencia marcante da Maçonaria na Proclamação da República deveu-se ao oficialato da classe militar, que em sua maioria era composta por maçons ativos, que passaram a questionar as estruturas político-sociais do império.
A partir da Guerra o Paraguai, em que o Brasil sagrou-se vencedor, o Exército passou a crescer em importância e número, revertendo a situação anterior em que o prestígio militar era negativo devido a participação dos militares em agitações populares. 
Destaca-se que as tropas eram formadas em boa parte por negros, e esses faziam com que os oficiais se ressentissem com a situação do Brasil, pois nosso país ainda era a única nação independente da América a manter a escravidão.
Assim, disseminou-se no Exército uma posição antiescravista e republicana. Some-se a isso que, vários oficiais tornaram-se políticos, é o caso de Duque de Caxias e de Floriano Peixoto, que também eram maçons. Caxias era uma figura de grande prestígio no Exército mas também era um dos líderes da Partido Conservador e Floriano Peixoto apesar de ter conexões com a cúpula do Partido Liberal, falava como militar e não como cidadão, sua lealdade era ao Exército.
A fundação da Academia Militar em 1859, ajudou a acirrar os ânimos entre a classe militar e o governo monárquico. Essa academia que tinha sede na Praia Vermelha, era um centro de estudos de matemática, filosofia e letras, tendo ficado conhecida como: &quot;Tabernáculo da Ciência&quot;. Em seu interior disseminou-se os ideais positivistas de Augusto Comte7.
Destaca-se, a participação de Benjamim Constant8 forte seguidor do Positivismo, que, sob inspiração dos princípio positivistas, pregava a ditadura republicana como o Governo de salvação no interesse do povo.
III.3 – ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA.
A estrutura de produção econômica de nosso país, à época, era exclusivamente fundada no trabalho escravo. Todavia, devido a pressão exercida pelo governo inglês, precursores da Revolução Industrial que tinha como base o trabalho livre, e ao acendrado debate de maçons que defendiam a abolição da escravatura quer no parlamento, quer em suas Lojas, foram editadas leis que progressivamente aboliram o trabalho escravo: Lei do Ventre Livre (28.09.1871, também conhecida como Lei Visconde do Rio Branco, pois foi quem apresentou o projeto à Câmara, que em realidade fora idealizado pelo maçom Pimenta Bueno), que determinava que a partir daquele momento aqueles que nascessem de escravos seriam livres, Lei do Sexagenário (28.09.1885) que permitia que os escravos que tivessem sessenta anos, ou mais, estariam livres, por fim, a Lei Áurea (13.05.1888) que extinguiu a escravidão. Esses fatores foram preponderantes para o enfraquecimento do Império, contribuindo decisivamente para acelerar o processo que culminou com a Proclamação da República.
Com a abolição, o Poder Econômico, representado principalmente pelos latifundiários, grandes fazendeiros, se sentia ferido de morte. Poucos acreditavam ser possível produzir pagando salário. Para eles a abolição havia tirado do país a condição de produzir.
Não sabiam eles que a nova estrutura é que daria condições ao país de dar o grande salto para a industrialização e para o progresso. Destaca-se, nesse passo, o grande empreendedor e defensor da abolição da escravatura, como fator de desenvolvimento para o Brasil, o maçom, Barão de Mauá9.
Nesta esteira, além da participação propriamente dos ministros e parlamentares maçons que eram defensores da abolição, muitas Lojas10 engajaram-se em defesa da extinção dos escravos. Citamos que Lojas Maçônicas até usavam os fundos destinados à beneficência para comprar escravos a fim de dar-lhes a alforria ou seja a liberdade.
Mas não é só, também realizavam bailes e eventos, com vistas a arrecadar fundos para também comprar alforrias. Vários escravos se tornaram homens livres graças a essa iniciativa dos Maçons e da Maçonaria.
III.4 – DA SUCESSÃO IMPERIAL: CONDE D’EU OU PRINCESA ISABEL?
Dom Pedro II, já vinha bastante desgastado não só pelo diabetes que o acometia, mas também pelos três fatores citados algures (Descontentamento Militar, querela Religiosa e Abolição), portanto, já se vislumbrava que o Imperador não chegaria ao cabo de seu reinado. Some-se a isso, que a propaganda republicana vinha ganhando força, cita-se aqui a convenção de ITU e o Partido Republicano, e também a participação da imprensa e a existência de comícios buscando a adesão popular, que diga-se ab ovo foi inexistente.
Por outro turno, tanto os maçons quanto as elites latifundiárias não queriam que nem a Princesa Isabel e nem o Conde D&#39;Eu (esposo da princesa) subissem ao trono, primeiro porque a princesa, com a edição da Lei Áurea, ganhou o ódio dos latifundiários e segundo, porque o Conde D&#39;Eu, que era estrangeiro, de sexualidade controvertida, e era acusado de ser um sujeito sem princípios. Assim, dificilmente haveria um terceiro reinado, portanto estava irremediavelmente lançada as bases para a república.
IV. SEJA FEITA A REPÚBLICA!
O último Gabinete do Império, que era liderado pelo liberal Visconde do Ouro Preto, já no ano 1889, foi estabelecido para implementar as reformas tanto ansiadas pelos setores oposicionistas, como forma de tentar salvar a monarquia, mas não teve sucesso. Existiam muitas dificuldade para aprovar as reformas, o próprio sistema ruíra, o que ensejou as articulações entre republicanos e militares.
O já citado Clube Militar, que tinha a testa Benjamim Constant iniciou as movimentações com vistas a evitar um terceiro reinado, isso já no ano de 1889. Em meados do mês de novembro, numa reunião na casa do Ir.&#39;. Benjamim Constant, com a presença dos maçons Rui Barbosa, Aristides Lobo e Quintino Bocaiuva,  entre outros, conseguiram a adesão do Ir.&#39;. Marechal Deodoro da Fonseca.
Estava articulado um golpe para o dia 20 de novembro.
Desta feita, percebe-se que o levante que levou à implantação da República foi um movimento preparado pelas elites militares, Republicanas e Maçônicas e não teve o mínimo respaldo popular. 
Todavia, em decorrência de boatos e especulações de que o General Deodoro seria preso e batalhões seriam transferidos para as províncias, já na madrugada do dia 15 iniciou-se a movimentação nos bastidores das tropas. Ato contínuo, Deodoro à frente de um batalhão marchou de sua casa, no Campo de Santana (hoje praça da República) para o Ministério da Guerra, que ficava próximo, depondo o Gabinete de Ouro Preto, que não ofereceu resistência. Foram presos: Ouro Preto e Cândido de Oliveira, Ministro da Justiça; os demais membros do Gabinete foram dispensados. Os revoltosos conseguiram a adesão das tropas governistas.
Deodoro que estava doente retirou-se para sua residência e os militares retornaram para os quartéis, mas alguns republicanos, entre os quais José do Patrocínio, preocupados com a indefinição do movimento, dirigiram-se à Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro e proclamaram a República. A maioria do Exército não estava ciente da trama, pois se encontrava na mesma situação do povo, era estranho ao acontecimento, soube apenas do fato consumado sem saber o que estava acontecendo.
A República do Brasil foi estabelecida sem a participação popular, o povo nem sabia bem o que se passava, o que fez com que Aristides Lobo, Ministro do Interior do primeiro Governo Republicano do Marechal Deodoro da Fonseca considerasse: &quot;que o povo assistiu bestializado&quot; aos acontecimentos e em 18 de novembro afirmasse: que o envolvimento civil foi quase nulo e que o povo julgou tratar-se de uma &quot;parada militar&quot; a ida dos militares ao Ministério da Guerra.
A maioria dos conspiradores não pensava a República como coisa pública, em seu sentido etimológico, eles tinham receio de toda e qualquer participação popular. O lema  positivista colocado na Bandeira Brasileira, em 19 de novembro de 1889, caracterizava a permanência de uma sociedade excludente e hierarquizada. Mudou a forma de Governo mas permaneceram os princípios.
Proclamada a República em 15 de novembro de 1889 pelo Marechal Deodoro, o mesmo se autonomeia Chefe do Governo Provisório e nomeia um Ministério totalmente Maçônico e filiado ao Grande Oriente do Brasil. No dia 19 de dezembro, Deodoro é nomeado Grão Mestre do Grande Oriente do Brasil. Instalado o governo provisório, houve uma divisão em duas correntes republicanas: uma de inspiração liberal (que prevaleceu) e outra de inspiração Contiana (positivista), que preconizava uma ditadura sociocrática.
No primeiro decreto firmado pelo Governo Provisório estava escrito: &quot;Fica proclamada provisoriamente e decretada como forma de governo na Nação brasileira a República Federativa&quot;. Em outro dispositivo previa-se a realização de um plebiscito em que o povo deveria opinar sobre a mudança de Governo. Este plebiscito foi realizado em 7 de setembro de 1993, desta forma, 105 anos depois da República ser proclamada, o povo pode se pronunciar dizendo se preferia o governo monárquico ou o republicano.
Em 15 de novembro de 1890, instala-se a Assembleia Constituinte que promulga a nova Constituição em 24 de fevereiro de 1891 implantando o Presidencialismo e o Federalismo.
Em 26 de fevereiro, Deodoro é eleito para a Presidência da República, para Vice-Presidente os positivistas conseguem eleger o Marechal Floriano Peixoto derrotando o Almirante Wandenkolk, indicado pela coalizão liberal.
As crises sucedem-se e em 23 de novembro de 1891, o Marechal Deodoro renuncia ao cargo para evitar uma guerra civil, também renuncia em 18 de dezembro ao Grão Mestrado do Grande Oriente do Brasil.
O poder passou, para as mãos do vice-presidente Floriano Peixoto, conhecido como o “Marechal de Ferro”, também Maçom que passaria à História como o Consolidador da República.
V – CONCLUSÃO.
A guisa de encerramento, vimos no decorrer deste breve estudo que a Proclamação da República foi consequência da enorme crise pela qual passava o Império Brasileiro, provocada pela evolução da sociedade brasileira a partir de 1870 com o fim da guerra do Paraguai. As questões religiosa, Militar e a libertação dos escravos foram as causas imediatas da queda do Império e a consequente Proclamação da República, até porque o Império se baseava na Escravidão, na Igreja e no Exército.
Verificou-se também que, nossa Sublime Ordem, não fica inerte ante as necessidades de mudanças, e rompimentos com situações vigentes que engendram injustiças, como foi o caso da extinção da escravatura e o próprio fim da Monarquia. Todavia, hodiernamente as lutas porque a Maçonaria deve imiscuir-se são outras, entre as quais destacamos as mais importantes: combate à corrupção e as improbidades administrativas que trazem consectários gravosos para nossa sociedade; luta contra as drogas, um dos maiores males da humanidade; valorização da educação, como forma de resgate social; elevação da família como célula mais importante para sociedade.
Por fim, destacamos que a Maçonaria não pode viver eternamente dos louros do passado, entrementes que as realizações históricas alcançadas devem ser exaltadas, contudo, devemos preocuparmos-nos com o presente e o futuro, a fim de que nossa Instituição, por força e intuição passada pelo G.&#39;. A.&#39;.D.&#39;.U.&#39;., cumpra seu mister que é tornar o mundo melhor e os homens mais felizes!
VI – RESENHA BIBLIOGRÁFICA
• A PARTICIPAÇÃO DA MAÇONARIA NA INDEPENDÊNCIA E PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA, capturado em 15.11.2011, disponível no endereço eletrônico:&lt;http://www.samauma.biz/site/portal/conteudo/opiniao/emacv07independencia.html&gt;.
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• MAÇONARIA E REPÚBLICA, capturado em 15.11.2011, disponível no endereço eletrônico: &lt;http://members.tripod.com/gremio_fenix/historia/hist_republica.html&gt;.
• NOTÍCIAS DO GOEG: A PARTICIPAÇÃO DA MAÇONARIA NA PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA NO BRASIL, capturado em 15.11.2011, disponível no endereço eletrônico: &lt;http://www.gobgo.org.br/noticias/2008i/15nov08a.html&gt;.
• O SEGUNDO IMPÉRIO - D. PEDRO II, capturado em 15.11.2011, disponível no endereço eletrônico: &lt;http://www.marcillio.com/rio/hiimprre.html&gt;.
• OS BASTIDORES DA PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA NO BRASIL, capturado em 15.11.2011, disponível no endereço eletrônico: &lt;http://www.comunidademaconica.com.br/artigos/6273.aspx.&gt;.
• PARTICIPAÇÃO DA MAÇONARIA NA PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA NO BRASIL, capturado em 15.11.2011, disponível no endereço eletrônico: &lt;http://www.maconaria.net/portal/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=115&gt;.
• A PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA E A MAÇONARIA, capturado em 15.11.2011, disponível no endereço eletrônico: &lt;http://www.recantodasletras.com.br/artigos/1916990&gt;.
• PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA, capturado em 15.11.2011, disponível no endereço eletrônico: &lt;http://www.samauma.biz/site/portal/conteudo/opiniao/sq008republica.html&gt;.
• SENADO FEDERAL DO BRASIL. O Senado e a Maçonaria: uma coletânea de discursos. Brasília: Senado federal, Gabinete dos Senadores Efraim Moraes e Mozarildo Cavalcanti, 2008.
 

 
&lt;/b&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoregiscamboa.blogspot.com/feeds/1564423369111698574/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdoregiscamboa.blogspot.com/2013/11/a-maconaria-e-proclamacao-da-republica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3263100118196583677/posts/default/1564423369111698574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3263100118196583677/posts/default/1564423369111698574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoregiscamboa.blogspot.com/2013/11/a-maconaria-e-proclamacao-da-republica.html' title='&quot;A MAÇONARIA E A PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA&quot;'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08149925762549913106</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3263100118196583677.post-8046868298102030547</id><published>2013-11-09T12:11:00.002-08:00</published><updated>2013-11-09T12:11:37.395-08:00</updated><title type='text'>A MAÇONARIA, ESSÊNCIA FILOSÓFICA DO PENSAMENTO HUMANO...</title><content type='html'>

A Maçonaria buscou sua essência filosófica nas mais diversas escolas do pensamento humano. É possível descobri-la, inclusive, entre os filósofos gregos.
Sua identificação fica mais clara ainda, quase que em sua totalidade, junto às escolas filosóficas modernas: Renascimento, Racionalismo e Iluminismo, cujo grande objetivo era a liberação da consciência humana, pois, além da prática do livre pensamento, a filosofia moderna traz impregnada em sua estrutura um programa que vai desde a valorização da vida natural, passando pela ciência e investigação científica, até o reconhecimento dos valores e direitos individuais.
A Maçonaria é uma instituição universal, fundamentalmente filosófica, trabalhando pelo advento da justiça, da solidariedade e da paz entre os homens. A tarefa essencial da filosofia maçônica é irradiar a luz dos seus princípios e de seus hábitos para melhorar a condição humana. É tradicionalista e às vezes progressista; isto parece um paradoxo, mas não o é. Tradição é conservar o melhor do passado para utilizá-lo em compreender mais o presente e preparar um porvir melhor para o futuro, separando o valioso do que é sem valor nas doutrinas e sistemas que a História conheceu.
A filosofia maçônica deseja que o ser e a existência do homem girem em torno de três valores superiores que a História destacou como as maiores conquistas da humanidade: Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Ela, entretanto, mais que nenhuma outra, pondera que, dentre as três, a mais especial é a Fraternidade, pela transcendência e os benefícios que implica e abarca, tanto na esfera do individual como na do coletivo.
A filosofia maçônica quer defender o homem da ignorância e da incultura; dos temores e das necessidades; da exploração e das injustiças; do fanatismo do dogma e dos tabus, sobretudo da opressão e das tiranias interiores e exteriores de qualquer classe.
Sócrates (469-399 a. C.), um dos maiores filósofos da humanidade, ao examinar o que significa tornar-se humano, tinha por objetivo não mais a ciência ou a natureza, mas o próprio homem. Ele ensinou que pecar é ignorar, e que a purificação da alma passa necessariamente pelo autoconhecimento do homem. Ele introduziu o homem na filosofia e estabeleceu que o melhor instrumento de que este homem dispõe para realizar a missão a que foi destinado é o conhecimento de si mesmo. E este tem sido o objetivo pelo qual, primordialmente, a Maçonaria vem propugnando, ou seja, o CONHECE-TE A TI MESMO.   
Artigo publicado na edição nº 555 (Fev/2011) do Jornal Centro Sul de Irati/PR

</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoregiscamboa.blogspot.com/feeds/8046868298102030547/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdoregiscamboa.blogspot.com/2013/11/a-maconaria-essencia-filosofica-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3263100118196583677/posts/default/8046868298102030547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3263100118196583677/posts/default/8046868298102030547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoregiscamboa.blogspot.com/2013/11/a-maconaria-essencia-filosofica-do.html' title='A MAÇONARIA, ESSÊNCIA FILOSÓFICA DO PENSAMENTO HUMANO...'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08149925762549913106</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3263100118196583677.post-5730137335393298587</id><published>2013-11-09T06:01:00.000-08:00</published><updated>2013-11-09T06:34:42.583-08:00</updated><title type='text'>O Espírito da Instituição Maçônica...</title><content type='html'>
 

Conheça alguns Maçons ilustres e sobretudo entenda o Espírito de nossa Instituição...
Toda a instituição que recebe os seus adeptos por meio do processo iniciático foge do comum, pois, existindo uma &quot;seleção&quot;, a Maçonaria ocupa-se dos problemas superiores, fugindo ao vulgar.

O Maçom, como elemento componente da Instituição, por sua vez, deve comprovar pertencer a uma entidade selectiva e destacar-se do mundo profano. Ele foi &quot;selecionado&quot; mercê da vontade do Grande Arquiteto do Universo, que é Deus, entre milhares de pessoas; é um &quot;destaque&quot; e por esse motivo ele faz jus às benesses que a Maçonaria dispensa. O maçon deve, a todo o momento, ser grato por ter sido &quot;chamado&quot; e demonstrar essa gratidão pelo seu viver.

Lembrando grandes vultos do passado não nos cabe atribuir maior ou menor importância a cada indivíduo, mas à história. Por ser impossível falar sobre todos os Irmãos, mencionaremos aqueles que, por seus méritos, foram distinguidos pela maioria dos que os conheceram. Muitos homens ilustres, de diferentes classes sociais, com relevantes serviços prestados à humanidade, têm seus nomes vinculados à Ordem. Ela teve entre seus integrantes os maiores nomes em todas as áreas do conhecimento humano. Políticos, governantes, artistas, empresários, líderes religiosos, intelectuais, militares, educadores e benfeitores da humanidade são contados entre os Maçons. Os EUA, a Inglaterra, Brasil, Canadá, Alemanha, Austrália e França estão entre as nações com maior número de Maçons e Lojas Maçônicas.

Basta lembrarmos alguns, citando Voltaire, Abraham Lincoln, Rui Barbosa, William Mc Kinley, Martin Luther King e Sir Winston Churchill.

Algumas citações desses Irmãos que marcaram a história

&quot;Faço-me maçon porque encontrei nessa Ordem Sagrada os ideais de dignidade humana...!

&quot;Eu não acredito em Deus, aquele que os homens fizeram, mas acredito em Deus, Aquele que fez os homens! (Voltaire).

&quot;A Maçonaria é uma Ordem filantrópica, de natureza social, que agasalha no seu seio as almas idealistas, que não têm prioridade religiosa, mas alberga todas as Religiões&quot; (Abraham Lincoln).

&quot;Onde florescem os ensinamentos maçónicos não vicejam a ditadura, a soberania dos poderes arbitrários, nem a dominação daqueles conquistadores que denigrem a condição da criatura humana&quot; (Rui Barbosa).

&quot;O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons&quot; (Martin Luther King).

&quot;Nada tenho a oferecer, senão sangue, labor, lágrimas e suor&quot;. Primeiro discurso a 13 de Maio de 1940, na Câmara dos Comuns do Irmão Winston Churchill, que foi iniciado na Maçonaria, na Loja &quot;United Studholme&quot; em 24 de Maio de 1901.

 

O espírito da nossa Instituição

Momento 1

&quot;Depois da Batalha de Opequau, fui com o médico do Regimento Ohio a um campo de prisioneiros, onde havia cerca de 5.000 prisioneiros confederados.

Quase imediatamente depois de passarmos pela guarda, notei que o médico e vários prisioneiros davam cordiais apertos de mão. Também notei que o médico tirava do bolso notas de dinheiro e distribuía-as entre os presos. Fiquei assombrado e não sabia o que significava. No regresso do acampamento perguntei-lhe:

- Você conhecia estes homens, ou já os vira antes?

- Não, retrucou o médico. Nunca os vi antes.

- Então, perguntei eu, como os conhece e por que lhes deu dinheiro?

- Nós somos Maçons e temos meios especiais para nos reconhecer - disse-me ele.

Porém, insisti:

- Você deu-lhes dinheiro, praticamente tudo o que tinha consigo. Espera você, algum dia, cobrar esse dinheiro?

- Bem - disse o médico - se eles alguma vez estivem em condições de me pagarem, eles o farão, porém isto é-me indiferente. São Irmãos Maçons na desgraça e eu simplesmente estou a cumprir o meu dever.

Então, disse para mim mesmo - Se isto é Maçonaria, então procurarei tomar parte nela.(William Mc Kinley - Presidente dos Estados Unidos da América do Norte).

Momento 2

O carro de um vendedor que viajava pelo interior quebrou e conversando com um fazendeiro de um campo próximo eles descobrem que são &quot;Irmãos&quot;.

O vendedor está preocupado porque tem um compromisso importante na cidade local.

- Não se preocupe, diz o fazendeiro, você pode usar meu carro. Vou chamar um amigo e mandar consertar o carro enquanto você vai ao seu compromisso.

E lá foi o vendedor e umas duas horas mais tarde voltou, mas infelizmente o carro precisava de uma peça que chegará somente no dia seguinte.

-Sem problemas, diz o fazendeiro, use meu telefone e reprograme se primeiro compromisso de amanhã, fique conosco hoje e providenciaremos para que seu carro esteja pronto logo cedo.

A esposa do fazendeiro preparou um jantar maravilhoso e eles tomaram um pouco de malte puro em uma noite agradável.

O vendedor dormiu profundamente e quando acordou, lá estava seu carro, consertado e pronto para seguir viajem.

Após um excelente café matinal, o vendedor agradeceu a ambos pela hospitalidade.

Quando caminhavam para o carro, o vendedor disse ao fazendeiro: - meu irmão, muito obrigado, mas preciso saber, se você me ajudou desta forma porque sou maçom?

- Não, foi a resposta - eu ajudei-o porque sou maçom!.

Momento 3

Um maçom residente no interior, homem honesto e muito trabalhador, apresentou-se ao juiz para explicar a razão de não querer fazer parte de um júri.

- Meritíssimo, minha Loja Maçônica tem marcado sessão para o mesmo dia. Para poder ser jurado, tenho que desrespeitar o meu juramento de frequência e não posso dar-me a este luxo.

- Senhor, e se todos fossem como o senhor? - perguntou o juiz.

- Meritíssimo, se todos fossem como eu, o senhor não precisaria de um júri...

Momento 4

Se nos países totalitários a Maçonaria não se desenvolve, porque está então a funcionar em Cuba?

Para responder à pergunta tão sensata, cedo a palavra ao próprio ditador, Fidel Castro, na sua célebre entrevista a Frei Betto:

...&quot;batendo em retirada, eu e mais dois companheiros, encontramos uma pequena cabana onde passamos a noite. Antes de despertarmos, uma patrulha de soldados entra na cabana e nos acorda com os fuzis apontados contra nós. Os soldados estavam excitados, nos amarraram e queriam matar-nos. Pediram nossa identidade e demos outros nomes. Começamos a discutir com eles; a gente se dava por mortos. Durante a discussão com eles, havia um tenente negro, chamado Sarria, que não era assassino e tinha autoridade como comandante da patrulha. Durante a discussão com eles, o tenente interveio e disse: &quot;Não disparem&quot;. Impôs-se aos soldados, enquanto repetia em voz baixa: &quot;Não disparem, as ideias não se matam&quot; &quot;Três vezes não se matam&quot;.

Por acaso, um dos companheiros, Oscar Alcalde, era Maçom. Identifica-se discretamente ao tenente. Isso surte efeito, pois havia muitos militares Maçons. Impressionara-me a atitude daquele tenente, e, após caminharmos um pouco, chamei-o e disse: &quot;Vi como senhor procedeu e não quero enganá-lo, eu sou Fidel Castro&quot;.. Ele me adverte: &quot;Não diga nada a ninguém&quot;.

Antes do nosso triunfo, denunciaram-no como responsável pela nossa sobrevivência. Culpavam-no de não nos ter assassinado... Naquele momento o tenente foi afastado do Exército. Era um homem honrado, com acentuada predisposição para a justiça.

O curioso é que, com reflexo de seu pensamento, nos momentos mais críticos o ouço repetir, em voz baixa, as instruções aos seus comandados para que não disparem, &quot;as ideias não se matam&quot;.

A Maçonaria é a melhor oportunidade de melhorar o mundo. Nenhum Maçon é tão pequeno que não possa fazer algo grande pela Humanidade.

Valdemar Sansão - M.&#39;.M.&#39;.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoregiscamboa.blogspot.com/feeds/5730137335393298587/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdoregiscamboa.blogspot.com/2013/11/o-espirito-da-instituicao-maconica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3263100118196583677/posts/default/5730137335393298587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3263100118196583677/posts/default/5730137335393298587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoregiscamboa.blogspot.com/2013/11/o-espirito-da-instituicao-maconica.html' title='O Espírito da Instituição Maçônica...'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08149925762549913106</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>