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<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/atom10full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" gd:etag="W/&quot;Ak4GQXYyfyp7ImA9WhRUFkU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-31769941</id><updated>2012-01-27T16:28:40.897-02:00</updated><title>Blog do Rona</title><subtitle type="html">Aqui você vai encontrar minha produção mais recente. As crônicas,contos e poemas estarão aqui por um tempo, esperando sua visita, seu comentário. Depois cada um deles irá se reunir aos seus parentes em outros lugares que você também poderá visitar. Também darei notícias minhas, dos meus amigos e dos lugares por onde passo. Agradeço o prazer da sua companhia.</subtitle><link rel="http://schemas.google.com/g/2005#feed" type="application/atom+xml" href="http://blog-do-rona.blogspot.com/feeds/posts/default" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://blog-do-rona.blogspot.com/" /><link rel="next" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/31769941/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false&amp;v=2" /><author><name>Ronaldo Monte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07600819283672234151</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="31" height="21" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4498/3461/1600/ronablog.1.jpg" /></author><generator version="7.00" uri="http://www.blogger.com">Blogger</generator><openSearch:totalResults>382</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/atom+xml" href="http://feeds.feedburner.com/BlogDoRona" /><feedburner:info uri="blogdorona" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><entry gd:etag="W/&quot;AkQBSXc4fSp7ImA9WhRUFEQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-31769941.post-1982578174664549422</id><published>2012-01-25T11:32:00.000-02:00</published><updated>2012-01-25T11:32:38.935-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-25T11:32:38.935-02:00</app:edited><title>Números e nomes</title><content type="html">&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-wPukDznQ4v8/TyAEOCnzKWI/AAAAAAAABNQ/_uP7Ysajh6Y/s1600/Pinheirinhos.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="265" src="http://2.bp.blogspot.com/-wPukDznQ4v8/TyAEOCnzKWI/AAAAAAAABNQ/_uP7Ysajh6Y/s400/Pinheirinhos.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
“Só tenho um número, só sou um número”. Foi o que Eliane
disse à imprensa, mostrando um papel com a senha que recebeu depois que foi
expulsa de sua casa na comunidade de Pinheirinho, na cidade paulista de São José
dos Campos. Ela estava há quatro horas numa fila sem conseguir ser atendida. Tudo
que queria era recuperar seus pertences deixados no barraco em que vivia com
mais seis pessoas.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
Eliane é só um número
dentre muitos que marcam esta operação de guerra em que se transformou a
desocupação de Pinheirinho. Numa área de mais de um milhão de metros quadrados
vivia uma população estimada entre seis a nove mil pessoas. Três vezes maior
que o Estado do Vaticano, a área estava avaliada em 180 milhões de reais.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
Se quisermos mais números, saberemos que dois
mil policiais militares com o auxílio da guarda municipal foram usados para
desalojar os moradores. O reforço veio com mais de 220 viaturas, dois helicópteros
além de carros blindados. Além disso, 40 cães e 100 cavalos também foram usados
para intimidar e agredir os moradores.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
Podemos
pensar que não há nada que justifique tamanho aparato e os atos de violência
indiscriminada que o Estado usou contra pessoas pobres, abandonadas à própria
sorte pelo poder público. &amp;nbsp;&amp;nbsp;A não ser que
suspeitemos de uma ação integrada entre o poder executivo de São Paulo e alguns
membros do judiciário em benefício de algum poderoso muito bem articulado nos
meios políticos estadual de federal.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
Quando sabemos que a área de Pinheirinhos
pertencia à massa falida de uma empresa de propriedade de Naji Nahas, um
bandido que já foi preso por evasão de divisas e lavagem de dinheiro, aí as
coisas se esclarecem. Aí fica difícil manter a esperança de que Eliane deixe de
ser apenas um número e que um dia venha a ser tratada como a Cidadã Eliane
Borges Figueira. &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31769941-1982578174664549422?l=blog-do-rona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ojxi6ueJhrgUr8da9ay7F--IxTs/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ojxi6ueJhrgUr8da9ay7F--IxTs/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ojxi6ueJhrgUr8da9ay7F--IxTs/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ojxi6ueJhrgUr8da9ay7F--IxTs/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogDoRona/~4/e0qTWblbYfk" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://blog-do-rona.blogspot.com/feeds/1982578174664549422/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31769941&amp;postID=1982578174664549422&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/31769941/posts/default/1982578174664549422?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/31769941/posts/default/1982578174664549422?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/BlogDoRona/~3/e0qTWblbYfk/numeros-e-nomes.html" title="Números e nomes" /><author><name>Ronaldo Monte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07600819283672234151</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="31" height="21" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4498/3461/1600/ronablog.1.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-wPukDznQ4v8/TyAEOCnzKWI/AAAAAAAABNQ/_uP7Ysajh6Y/s72-c/Pinheirinhos.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://blog-do-rona.blogspot.com/2012/01/numeros-e-nomes.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DU4MRn05cCp7ImA9WhRVGEQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-31769941.post-7285611265542833327</id><published>2012-01-18T12:46:00.000-02:00</published><updated>2012-01-18T12:46:27.328-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-18T12:46:27.328-02:00</app:edited><title>Tragédia grega</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-_6dcdHRWuCM/TxbbMvHb-GI/AAAAAAAABNE/2bmIx2FSoM4/s1600/m%25C3%25A1scara%2Bgrega.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="321" src="http://2.bp.blogspot.com/-_6dcdHRWuCM/TxbbMvHb-GI/AAAAAAAABNE/2bmIx2FSoM4/s400/m%25C3%25A1scara%2Bgrega.jpg" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;h1 style="text-indent: 35.4pt;"&gt;

&lt;/h1&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Uma mãe abandona um filho na
porta de uma igreja porque já não tem como alimentar nem a si nem à criança. A
cena se multiplica em frente às ONGs e aos órgãos governamentais. Não estou
falando de nenhum país subdesenvolvido nem atingido por qualquer desastre
natural. É na Grécia, país membro da comunidade européia, onde nasceu a
civilização ocidental, que as mães estão tomando esta decisão extrema em favor
da sobrevivência de seus filhos. &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
De todas as misérias que a crise
européia vem causando, nada se compara a esta tragédia que se abate como uma
epidemia sobre as famílias gregas. Uma sucessão de governos perdulários torrou
o dinheiro vindo da comunidade européia para ser aplicado em infra-estrutura e
melhoria de serviços. Veio a crise financeira e o desequilíbrio das contas
levou o país à bancarrota. Daí em diante, todo o dinheiro que entrou foi para
livrar o prejuízo dos bancos. O governo que se virasse para cumprir as
exigências dos financiadores. Era preciso cortar fundo na própria carne,
diziam. Mas o que sangrou, como sempre, foi a carne do povo.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Uma das saídas apontadas para
minorar o efeito da crise grega seria o país vender uma parte de suas ilhas,
aquelas pérolas povoadas pelos mitos fundadores da cultura ocidental. Podemos
supor que isto seria a vergonha suprema para o povo grego. Mas uma vergonha
maior está sendo imposta pelos senhores do dinheiro aos indivíduos que vagam
pelas ruas destituídos dos seus bens, dos seus empregos. E desta população
humilhada, destaca-se o drama dessas mulheres levadas ao sacrifício extremo de
abandonar seus filhos para livrá-los da morte pela fome. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Nenhum deus pode ser apontado
como autor desta tragédia. Ela é fruto da maldade dos homens. Dos poderosos de
sempre, alheios ao sofrimento que causam a seus semelhantes em qualquer lugar do
mundo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31769941-7285611265542833327?l=blog-do-rona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/mD83bsj5AxWxcCT5IZnlRygqPTQ/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/mD83bsj5AxWxcCT5IZnlRygqPTQ/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/mD83bsj5AxWxcCT5IZnlRygqPTQ/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/mD83bsj5AxWxcCT5IZnlRygqPTQ/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogDoRona/~4/J1NxuIe5abs" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://blog-do-rona.blogspot.com/feeds/7285611265542833327/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31769941&amp;postID=7285611265542833327&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/31769941/posts/default/7285611265542833327?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/31769941/posts/default/7285611265542833327?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/BlogDoRona/~3/J1NxuIe5abs/tragedia-grega.html" title="Tragédia grega" /><author><name>Ronaldo Monte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07600819283672234151</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="31" height="21" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4498/3461/1600/ronablog.1.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-_6dcdHRWuCM/TxbbMvHb-GI/AAAAAAAABNE/2bmIx2FSoM4/s72-c/m%25C3%25A1scara%2Bgrega.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://blog-do-rona.blogspot.com/2012/01/tragedia-grega.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;C0EARHg4fip7ImA9WhRVEUk.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-31769941.post-7836916137906298514</id><published>2012-01-09T18:40:00.000-02:00</published><updated>2012-01-09T18:40:45.636-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-09T18:40:45.636-02:00</app:edited><title>O que pode uma crônica?</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Roeba5kpBCo/TwtQtjS70vI/AAAAAAAABM4/NHknHxPbZdk/s1600/TECLADO.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="183" src="http://3.bp.blogspot.com/-Roeba5kpBCo/TwtQtjS70vI/AAAAAAAABM4/NHknHxPbZdk/s400/TECLADO.jpg" width="275" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Uma leitora desta coluna me pede, humildemente, que fale a respeito do baixo salário que ganha um policial militar na Paraíba. Ela é filha de um militar reformado que ficou doente quando soube do “acréscimo de 03% que o Governo lhe deu”. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Com toda sinceridade, não sei quanto ganha um PM, nem estou a par do percentual que o Governo concedeu aos policiais reformados. O que me chama a atenção é o profundo nível de desespero da leitora, que usa talvez como último recurso um pedido de ajuda a um cronista sem qualquer poder de influência nos atos do Governo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não sei a quantas instâncias a leitora recorreu. Imagino quantas portas lhe foram fechadas, quantas horas de espera foram desperdiçadas nos corredores inóspitos das repartições públicas. Suponho quantas ofensas teve que engolir, quanto desdém teve que suportar. Imagino o tamanho do seu desamparo para ter que decidir pedir a minha ajuda. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não sei, minha cara leitora, o que este cronista pode fazer por você e pelo seu pai. Tudo o que tenho para oferecer é a minha solidariedade. Pois sou filho de um funcionário público que morreu sem receber uma migalha do que o Governo Federal lhe devia. Também fui vítima da humilhação nos corredores da burocracia. Sofri com minha mãe a espera dos “atrasados do meu pai” para comprar um sapato novo no Natal, uma roupa melhor nos aniversários. E os atrasados nunca foram pagos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Conheço o gosto ruim da desesperança dos herdeiros da humilhação e do descaso do poder público. Sei também que esta crônica não terá poder nenhum para mudar a situação do pai da minha leitora ou de qualquer outro injustiçado. Uma crônica pode muito pouco. Mas espero que possa deixar claro para a minha leitora que ela não está sozinha no mundo. É só procurar outros injustiçados para que, juntos e organizados, possam exigir o direito de viver com dignidade. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31769941-7836916137906298514?l=blog-do-rona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/H8YVW5sfBQND8rRLeKz1F9ATkvU/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/H8YVW5sfBQND8rRLeKz1F9ATkvU/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/H8YVW5sfBQND8rRLeKz1F9ATkvU/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/H8YVW5sfBQND8rRLeKz1F9ATkvU/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogDoRona/~4/GYXefpRdvGg" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://blog-do-rona.blogspot.com/feeds/7836916137906298514/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31769941&amp;postID=7836916137906298514&amp;isPopup=true" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/31769941/posts/default/7836916137906298514?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/31769941/posts/default/7836916137906298514?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/BlogDoRona/~3/GYXefpRdvGg/o-que-pode-uma-cronica.html" title="O que pode uma crônica?" /><author><name>Ronaldo Monte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07600819283672234151</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="31" height="21" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4498/3461/1600/ronablog.1.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-Roeba5kpBCo/TwtQtjS70vI/AAAAAAAABM4/NHknHxPbZdk/s72-c/TECLADO.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://blog-do-rona.blogspot.com/2012/01/o-que-pode-uma-cronica.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DkIGSH88fSp7ImA9WhRWFU0.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-31769941.post-1078533785597164672</id><published>2012-01-02T09:42:00.000-02:00</published><updated>2012-01-02T09:42:09.175-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-02T09:42:09.175-02:00</app:edited><title>Sobrevivemos</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-aieTbvzXkRE/TwGXp0u7erI/AAAAAAAABMs/BnKCzOka-1Q/s1600/jangada.png" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="304" src="http://2.bp.blogspot.com/-aieTbvzXkRE/TwGXp0u7erI/AAAAAAAABMs/BnKCzOka-1Q/s400/jangada.png" width="321" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Aqui estamos, em pleno 2012. Fomos às lojas comprar presentes. Fomos ao supermercado comprar comida. Voltamos muitas vezes para comprar bebida. Visitamos amigos, recebemos parentes, fomos a vários encontros de confraternização. Se estou aqui escrevendo e você está aí, desperdiçando tempo em me ler, é porque sobrevivemos à maratona de fim de ano.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Estamos aqui, já singrando as águas rasas do ano novo, em direção ao mar alto e imprevisível que o tempo nos reserva. Daqui já podemos ver as ondas que nos esperam. Em breve será carnaval, em seguida vem a semana santa, depois as férias juninas. Virá agosto com suas sombras, depois setembro com suas luzes e logo-logo estaremos ocupados com mais um fim de ano. A cada fim de mês, teremos a costumeira vertigem do dinheiro sumindo. A cada fim de semana a dúvida se vai dar praia. A cada segunda-feira a chateação do recomeço da canseira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Aqui estamos, eternos sobreviventes. Sobrevivemos à mega-roubalheira dos políticos. Sobrevivemos aos desatinos da globalização. Sobrevivemos à pequenez das decisões burocráticas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Resistimos também ao olho grande dos falsos amigos, ao assédio telefônico das operadoras de cartões de crédito, à fome de multa dos agentes de trânsito, à falta de ruas para a enxurrada de carros, à insanidade dos motoboys, aos grandes e pequenos crimes dos traficantes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Aqui estamos, mais uma vez lançados na espiral do tempo. Sabedores de que uma espiral não passa nunca duas vezes no mesmo lugar. Ou subimos, ou descemos. E quanto mais modestos formos na subida, mais leve nos será cada descida. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Aqui estamos mais uma vez dispostos ao que der e vier. Não esqueçamos que teremos eleições este ano. Vem aí mais uma temporada de promessas, mentiras e muita baixaria. Somos ossos duros de roer. Sobreviveremos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Imagem obtida em: http://gartic.uol.com.br/desenhos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31769941-1078533785597164672?l=blog-do-rona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/aFcnb-7asAFiiCqaZjyVQLbwdNg/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/aFcnb-7asAFiiCqaZjyVQLbwdNg/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/aFcnb-7asAFiiCqaZjyVQLbwdNg/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/aFcnb-7asAFiiCqaZjyVQLbwdNg/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogDoRona/~4/976j-LansSw" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://blog-do-rona.blogspot.com/feeds/1078533785597164672/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31769941&amp;postID=1078533785597164672&amp;isPopup=true" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/31769941/posts/default/1078533785597164672?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/31769941/posts/default/1078533785597164672?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/BlogDoRona/~3/976j-LansSw/sobrevivemos.html" title="Sobrevivemos" /><author><name>Ronaldo Monte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07600819283672234151</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="31" height="21" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4498/3461/1600/ronablog.1.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-aieTbvzXkRE/TwGXp0u7erI/AAAAAAAABMs/BnKCzOka-1Q/s72-c/jangada.png" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://blog-do-rona.blogspot.com/2012/01/sobrevivemos.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;A0AAR386eip7ImA9WhRWEkg.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-31769941.post-4466344578182650812</id><published>2011-12-22T01:16:00.002-02:00</published><updated>2011-12-30T13:42:26.112-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-12-30T13:42:26.112-02:00</app:edited><title>Restos do tempo</title><content type="html">&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-gx1R-_U3WvI/TvKf1zxsMZI/AAAAAAAABMg/qdYumxVisAI/s1600/dezembro+065.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" rea="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-gx1R-_U3WvI/TvKf1zxsMZI/AAAAAAAABMg/qdYumxVisAI/s320/dezembro+065.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Resta ainda uma fachada do que antes era casa. As baronesas do açude fingem de pasto para bois imaginários. Fantasmas banham-se nas águas que tomaram os lugares onde se comia, se conversava, se dormia depois do amor. As almas dos bois, dos carneiros e das galinhas misturam-se às alminhas dos pagãos e às almas velhas que de tanto pecar perderam o direito ao repouso eterno. A luz solar afasta qualquer possibilidade de descanso aos mortos prisioneiros de um tempo de nada. Tempo que não passa por não ter para onde passar. Ninguém guarda esses mortos na memória. Ninguém vai reerguer a casa que bóia nas águas do esquecimento. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Esquecer não é passar. O tempo sabe disso. O tempo sabe também que a memória é coisa viva, mutante. De tempos em tempos, a memória se transforma. As dores se dissipam, os males se dissolvem. A dor e o mal são apenas sinais do que não deve ser repetido. O tempo é isto. Uma estrada marcada por sinais. Ali fomos felizes. Mais adiante sofremos. Logo depois tivemos um pouco de paz. O tempo é nossa matéria e nosso herdeiro. Pois quando não pisarmos mais o chão da terra, será o tempo que dirá de nós aos que ficam. Será também o tempo que cuidará do nosso esquecimento. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Estamos um ano a menos do nosso destino de ruínas. Mais cedo ou mais tarde, as águas&amp;nbsp;inundarão o campo a nossa volta. E quando alguém passar nos lugares em que um dia vivemos, verá talvez um açude coberto de baronesas onde antes pastávamos com os bichos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E caberá somente ao tempo determinar se uma mínima fachada restará como memória do corpo que nos serviu de morada. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31769941-4466344578182650812?l=blog-do-rona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/NYyxmRmcsKASzm2Kny75QxaQAz8/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/NYyxmRmcsKASzm2Kny75QxaQAz8/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/NYyxmRmcsKASzm2Kny75QxaQAz8/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/NYyxmRmcsKASzm2Kny75QxaQAz8/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogDoRona/~4/Eya2uhQXT8o" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://blog-do-rona.blogspot.com/feeds/4466344578182650812/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31769941&amp;postID=4466344578182650812&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/31769941/posts/default/4466344578182650812?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/31769941/posts/default/4466344578182650812?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/BlogDoRona/~3/Eya2uhQXT8o/restos-do-tempo.html" title="Restos do tempo" /><author><name>Ronaldo Monte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07600819283672234151</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="31" height="21" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4498/3461/1600/ronablog.1.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-gx1R-_U3WvI/TvKf1zxsMZI/AAAAAAAABMg/qdYumxVisAI/s72-c/dezembro+065.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://blog-do-rona.blogspot.com/2011/12/restos-do-tempo.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEEBR3Y9eyp7ImA9WhRQGUQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-31769941.post-7225789434212260216</id><published>2011-12-15T21:44:00.000-02:00</published><updated>2011-12-15T21:44:16.863-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-12-15T21:44:16.863-02:00</app:edited><title>Presenças</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-g-jjApnJt5c/TuqGPnA9VWI/AAAAAAAABMU/yqbJFumh8xg/s1600/Presen%25C3%25A7as.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="391" src="http://4.bp.blogspot.com/-g-jjApnJt5c/TuqGPnA9VWI/AAAAAAAABMU/yqbJFumh8xg/s400/Presen%25C3%25A7as.jpg" width="308" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estamos todos reunidos novamente. Sem exceção, pois mesmo os invisíveis são pressentidos em algum canto da sala. Alguns destes não puderam vir, mas estão em algum lugar do mundo a se lembrar de nós. Outros deixaram de vir porque se foram definitivamente. Mas não interessam onde estejam realmente. Estão todos aqui. Se apurarmos os ouvidos, ouviremos suas vozes em meio à algazarra dos visíveis. Aqui e ali, eles deixarão entrever a marca registrada de um gesto, uma forma de olhar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estamos todos reunidos novamente. Alguns deixam bem claro o prazer de conviver conosco mais esta noite. Outros manterão o olhar vago e a expressão ausente de quem não está nem aí. De corpo inteiro ou três por quatro, é bom que nos vejamos mais uma vez. Alguns são velhas companhias de nossa trajetória pelo mundo. Outros só recentemente vieram se juntar à caminhada. Mas um fio de afinidade nos une a todos. E, um pouco mais, um pouco menos, todos nos queremos bem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sei que alguns solitários se sentirão excluídos desta crônica. Mas lembro a estes que uma sala virtual pode reunir todos os seus ausentes. A memória tem esse poder de atravessar o tempo e acender a lembrança desses que, por um motivo ou por outro, já não nos convivem mais. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cada ano que passa, vai sumindo o sentido do Natal como uma festa cristã. Nos filmes de minhas netas, o velho do ho-ho-ho tomou definitivamente o lugar do aniversariante. O frenesi da lista de presentes substituiu o culto do eterno renascimento da esperança. Se quisermos, portanto, resguardar o sentido desta festa, temos que celebrar com ela a esperança. Claro que os dias que se seguirão darão um jeito de nos mostrar que nossa esperança é vã. Mas é preciso teimar em mantê-la como a única força capaz de nos unir em busca de um mundo mais fraterno, onde possamos conviver em paz com a presença dos nossos vivos e a memória de nossos mortos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Imagem obtida em: http://www.ivanjeronimo.com.br&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31769941-7225789434212260216?l=blog-do-rona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Z0paBK1-Cnq3DBeQT0Jckd01ZIU/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Z0paBK1-Cnq3DBeQT0Jckd01ZIU/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Z0paBK1-Cnq3DBeQT0Jckd01ZIU/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Z0paBK1-Cnq3DBeQT0Jckd01ZIU/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogDoRona/~4/kQk717LcpDI" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://blog-do-rona.blogspot.com/feeds/7225789434212260216/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31769941&amp;postID=7225789434212260216&amp;isPopup=true" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/31769941/posts/default/7225789434212260216?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/31769941/posts/default/7225789434212260216?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/BlogDoRona/~3/kQk717LcpDI/presencas.html" title="Presenças" /><author><name>Ronaldo Monte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07600819283672234151</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="31" height="21" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4498/3461/1600/ronablog.1.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-g-jjApnJt5c/TuqGPnA9VWI/AAAAAAAABMU/yqbJFumh8xg/s72-c/Presen%25C3%25A7as.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://blog-do-rona.blogspot.com/2011/12/presencas.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CUcESX48fSp7ImA9WhRQFEk.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-31769941.post-2455289395006239345</id><published>2011-12-09T13:02:00.001-02:00</published><updated>2011-12-09T13:03:28.075-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-12-09T13:03:28.075-02:00</app:edited><title>Demasia</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-sQXnPE_XICA/TuIi-r6psRI/AAAAAAAABMI/QGSW7eIe15w/s1600/%25C3%2593cio.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="254" src="http://4.bp.blogspot.com/-sQXnPE_XICA/TuIi-r6psRI/AAAAAAAABMI/QGSW7eIe15w/s400/%25C3%2593cio.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tudo demais é demasia. Eu ouvia sempre esta sentença dos meus pais, toda vez em que me excedia em alguma coisa. Bebida, comida, até mesmo estudo em excesso, diziam eles com grande sabedoria, fazia mal à saúde. Mais uma vez sou obrigado a concordar com meus velhos quando leio a afirmação de especialistas que exercício em excesso pode danificar o coração. Segundo os pesquisadores de uma universidade de Melbourne, da Austrália, “exames de ressonância magnética de 40 atletas que se preparavam para participar de eventos esportivos extremos, como triatlos ou competições de ciclismo em montanha, revelaram que a maioria apresentava distensões no músculo cardíaco”. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu tinha um amigo que vivia tirando sarro com a minha tendência à inércia. Ele corria na praia, jogava vôlei, tomava sauna. Ao vê-lo suado e esfalfado, eu retrucava: vais morrer com a maior saúde. Eu disse que tinha um amigo. Pois é. O amigo morreu. E o que é pior, sem saúde. Talvez sua mãe não o tivesse advertido de que tudo demais é demasia. Bebia demais, morreu cirrótico. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já prevendo que alguns sedentários folgados como eu iam querer tirar proveito da pesquisa, os médicos se apressaram em dizer que não se deve concluir desse estudo que os esportes extremos sejam ruins para a saúde. Nem que as pessoas devam deixar de fazer exercícios tendo como desculpa os dados de uma pesquisa não conclusiva. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não quero ser mal conselheiro instigando os atletas de fim de semana a pularem a pelada e partir direto para a roda de cerveja. Nem tampouco contribuir para o prejuízo das academias que vivem do sentimento de culpa dos que perdem muito tempo em frente ao espelho. Não nego que, de vez em quando, eu mesmo vou com minha mulher dar umas passadas na calçada do Cabo Branco. Mas estou sempre atento a outra pérola dos mandamentos dos meus pais: “boa romaria faz quem em sua casa está em paz”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Imagem obtida em: http://soky-tf.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31769941-2455289395006239345?l=blog-do-rona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/AZHZG9TRi_ZoDkNC5uPz--ehtOk/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/AZHZG9TRi_ZoDkNC5uPz--ehtOk/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/AZHZG9TRi_ZoDkNC5uPz--ehtOk/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/AZHZG9TRi_ZoDkNC5uPz--ehtOk/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogDoRona/~4/9BdL9H3EMCI" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://blog-do-rona.blogspot.com/feeds/2455289395006239345/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31769941&amp;postID=2455289395006239345&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/31769941/posts/default/2455289395006239345?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/31769941/posts/default/2455289395006239345?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/BlogDoRona/~3/9BdL9H3EMCI/demasia.html" title="Demasia" /><author><name>Ronaldo Monte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07600819283672234151</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="31" height="21" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4498/3461/1600/ronablog.1.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-sQXnPE_XICA/TuIi-r6psRI/AAAAAAAABMI/QGSW7eIe15w/s72-c/%25C3%2593cio.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://blog-do-rona.blogspot.com/2011/12/demasia.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CkENQHw5eSp7ImA9WhRRGU8.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-31769941.post-2962992047670118171</id><published>2011-12-03T09:03:00.001-02:00</published><updated>2011-12-03T11:58:11.221-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-12-03T11:58:11.221-02:00</app:edited><title>Vida longa</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-l9uZz-p0YmY/TtoB506ydSI/AAAAAAAABL8/cowropA1ZE0/s1600/Idosos.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="194" src="http://2.bp.blogspot.com/-l9uZz-p0YmY/TtoB506ydSI/AAAAAAAABL8/cowropA1ZE0/s400/Idosos.jpg" width="259" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As estatísticas não mentem. O IBGE afirma, em suas cabalísticas Tábuas Completas de Mortalidade,&amp;nbsp;que a expectativa de vida dos brasileiros cresceu em três meses e 22 dias. Vejam bem que vantagem. Em 2009, eu estava jurado para morrer com 73,17 anos. Em 2010, meu prazo de validade passou para 73,48 anos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Longa é a arte, breve é a vida, já dizia Hipócrates, citado por Jobim. Pelos números das Tábuas, minha vida ficou um pouquinho menos breve, o que poderia muito bem ser aproveitado para produzir um pouco mais de arte. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas o que eu poderia produzir nesses quase quatro meses de prorrogação? Vamos por eliminação. Escrever um romance seria impossível, pois com esse tempo eu não sairia da frase inicial, aquela que dá mais trabalho ao escritor. Melhor se contentar com um bom conto. Mas como um conto precisa de uma gaveta confortável para descansar e mostrar a que veio, acho que não sairia de lá antes de uns bons seis meses. Um poema, então. Tentemos um poema. Mas um poema, como eu mesmo já disse, “não é coisa que se tem todo dia”. Pode muito bem acabar o meu tempo adicional e não aparecer nada que mereça ser chamado de poema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então, como eu mesmo também já disse, “todo dia o que se tem é viver”. E aqui está a solução sobre o que fazer nesses 142 dias que me sobram. Viver, simplesmente. Ou melhor, deixar a vida me viver. Bestar, no melhor sentido que este verbo possa ter. Ficar como besta, pastando na relva, ruminando o tempo na companhia de outros indivíduos da minha espécie, mugindo ou berrando de vez em quando, pelo simples prazer de anunciar que ainda estou vivo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31769941-2962992047670118171?l=blog-do-rona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/xwRcS32TA0qdpuSSx4wdiEojLhM/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/xwRcS32TA0qdpuSSx4wdiEojLhM/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/xwRcS32TA0qdpuSSx4wdiEojLhM/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/xwRcS32TA0qdpuSSx4wdiEojLhM/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogDoRona/~4/XX3PW5jcmlU" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://blog-do-rona.blogspot.com/feeds/2962992047670118171/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31769941&amp;postID=2962992047670118171&amp;isPopup=true" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/31769941/posts/default/2962992047670118171?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/31769941/posts/default/2962992047670118171?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/BlogDoRona/~3/XX3PW5jcmlU/vida-longa.html" title="Vida longa" /><author><name>Ronaldo Monte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07600819283672234151</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="31" height="21" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4498/3461/1600/ronablog.1.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-l9uZz-p0YmY/TtoB506ydSI/AAAAAAAABL8/cowropA1ZE0/s72-c/Idosos.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://blog-do-rona.blogspot.com/2011/12/vida-longa.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;C0YESH4_fip7ImA9WhRRFkw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-31769941.post-3365671648419385189</id><published>2011-11-29T21:58:00.000-02:00</published><updated>2011-11-29T21:58:29.046-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-11-29T21:58:29.046-02:00</app:edited><title>Confraternizar</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-cNFcMQ_tmMY/TtVxlNYnVFI/AAAAAAAABLw/GTVkFT2UeTg/s1600/Brinde.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="194" src="http://3.bp.blogspot.com/-cNFcMQ_tmMY/TtVxlNYnVFI/AAAAAAAABLw/GTVkFT2UeTg/s320/Brinde.jpg" width="259" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ainda nem começou dezembro e minha agenda está cheia de compromissos de confraternização. E não são meros encontros de colegas entediados, doidos que o tempo passe para se livrar do incômodo. São amigos de verdade que me chamam. Gente que conviveu comigo nos mais diversos afazeres e agora quer comemorar mais um ano que passamos juntos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tem o pessoal da literatura que deixa para lançar todos os livros do mundo no fim de ano, de olho no décimo terceiro salário dos amigos. Tem os colegas do batente de poltrona e divã, ávidos de uma boa prosa longe da claustrofobia dos consultórios. Tem os amigos, puros e simples, que querem se desculpar da falta de atenção na correria do dia-a-dia. Tem a parentalha querendo matar as saudades dos tempos risonhos e limpos de mágoas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seja qual for o motivo da confraternização, é preciso que não esqueçamos o significado da palavra “confraternizar”. Fraterno, todo mundo sabe, é algo relativo a irmão. Confraternizar, portanto, é conviver fraternalmente, como irmãos. É preciso um tanto de ternura, uma boa dose de amor e um bocado de perdão para se conviver como irmãos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É por isso que não vou a qualquer encontro que se chame confraternização. Uma boa parte deles é usada apenas como mais uma oportunidade de conhecer gente que possa alavancar nosso prestígio social ou nossa conta bancária. Outros são pura tortura, onde temos de conviver com pessoas que se odeiam mutuamente. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sei quem são meus amigos fraternos. É com eles que me dá prazer confraternizar. Claro que isso é coisa que se pode fazer em qualquer época do ano. Mas no mês de dezembro as coisas tomam um ar mais solene, a gente fica mais sentimental, numa espécie de reflexo condicionado dos tempos da infância. Podem me chamar para as confraternizações. Mas por favor, respeitem uma única exigência: sem Amigo Secreto, pelo amor de Deus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31769941-3365671648419385189?l=blog-do-rona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/PpiBbToqGc5dEnRlcnlckPAG-XI/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/PpiBbToqGc5dEnRlcnlckPAG-XI/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/PpiBbToqGc5dEnRlcnlckPAG-XI/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/PpiBbToqGc5dEnRlcnlckPAG-XI/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogDoRona/~4/TJ6XHRLZ6ZQ" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://blog-do-rona.blogspot.com/feeds/3365671648419385189/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31769941&amp;postID=3365671648419385189&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/31769941/posts/default/3365671648419385189?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/31769941/posts/default/3365671648419385189?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/BlogDoRona/~3/TJ6XHRLZ6ZQ/confraternizar.html" title="Confraternizar" /><author><name>Ronaldo Monte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07600819283672234151</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="31" height="21" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4498/3461/1600/ronablog.1.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-cNFcMQ_tmMY/TtVxlNYnVFI/AAAAAAAABLw/GTVkFT2UeTg/s72-c/Brinde.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://blog-do-rona.blogspot.com/2011/11/confraternizar.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0IDQHs_fCp7ImA9WhRREEU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-31769941.post-5166261953971392673</id><published>2011-11-23T19:59:00.000-02:00</published><updated>2011-11-23T19:59:31.544-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-11-23T19:59:31.544-02:00</app:edited><title>Santas bugigangas</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-7MQcITGcSMg/Ts1rVV7VfLI/AAAAAAAABLk/XwEA9o4Diwo/s1600/Clipe.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-7MQcITGcSMg/Ts1rVV7VfLI/AAAAAAAABLk/XwEA9o4Diwo/s320/Clipe.jpg" width="249" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se, por falta de tempo ou dinheiro, você não pode ir ver a mais nova exposição do Museu da Ciência de Londres, dê uma passadinha aqui em casa. Vai dar no mesmo. Aliás, em sua própria casa você pode apreciar réplicas idênticas às exibidas no célebre museu. O nome da exposição é bastante sugestivo: Hidden Heroes, quer dizer, Heróis Escondidos. E lá você vai encontrar em exposição coisas simples como o clipe, o pegador de roupa ou o filtro de papel.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um dia, uma amiga agradecida, prometeu rezar todo dia uma ave-maria para o inventor do liquidificador. O mesmo louvor devem merecer os criadores do ferro de passar roupa, da geladeira, do desentupidor de pia. Mas estas são já invenções grandiosas, que dão na vista. O que o museu londrino quer mostrar são coisas menores, as pequenas bugigangas que passam despercebidas pelas nossas mãos a cada minuto das nossas vidas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mesmo contrariando a Danusa Leão, sou um entusiasta do palito de dentes. Louvo quase diariamente o inventor do mecanismo de abrir latas de cerveja. Gostaria de abraçar o gênio que colocou rodinhas nas malas de viagem. Beijaria sem constrangimento o inspirado criador do fecho éclair, que depois virou zíper para as gerações mais novas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas o meu voto direto para santo é do inventor do clipe. Não existe desenho mais perfeito do que o desse objeto simples e despojado. Não há nada oculto, nenhum mecanismo obscuro. E são infinitas as suas possibilidades de uso. Serve para cutucar o ouvido, tirar o carro do prego, fazer um colar ou simplesmente ser desdobrado e jogado no lixo. Mas a sua função principal é quase divina. Um clipe liga uma coisa a outra, servindo de elo entre diferentes registros da nossa experiência cotidiana. Pode ser duas fotos, duas contas de supermercado, as folhas de um texto inacabado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Unir e lembrar. Evitar a dispersão. Nunca pensei que uma simples bugiganga pudesse me lembrar o trabalho unificador de Eros. É nisso em que dá começar uma crônica sem um assunto claro na cabeça. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Imagem obtida em: http://www.ruadireita.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31769941-5166261953971392673?l=blog-do-rona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/bHFJLBkr1ZrB2HUofwxlXtHk9FA/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/bHFJLBkr1ZrB2HUofwxlXtHk9FA/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/bHFJLBkr1ZrB2HUofwxlXtHk9FA/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/bHFJLBkr1ZrB2HUofwxlXtHk9FA/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogDoRona/~4/e40_I_Z0UD8" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://blog-do-rona.blogspot.com/feeds/5166261953971392673/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31769941&amp;postID=5166261953971392673&amp;isPopup=true" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/31769941/posts/default/5166261953971392673?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/31769941/posts/default/5166261953971392673?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/BlogDoRona/~3/e40_I_Z0UD8/santas-bugigangas.html" title="Santas bugigangas" /><author><name>Ronaldo Monte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07600819283672234151</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="31" height="21" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4498/3461/1600/ronablog.1.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-7MQcITGcSMg/Ts1rVV7VfLI/AAAAAAAABLk/XwEA9o4Diwo/s72-c/Clipe.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://blog-do-rona.blogspot.com/2011/11/santas-bugigangas.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0ANQ3Y8fyp7ImA9WhRSFEg.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-31769941.post-7411491481366754362</id><published>2011-11-16T13:03:00.000-02:00</published><updated>2011-11-16T13:03:12.877-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-11-16T13:03:12.877-02:00</app:edited><title>Arqueologia</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-FfUO9KZ-5KA/TsPQFQcOImI/AAAAAAAABLY/5M_0g_jEgY4/s1600/Iand%25C3%25AA%2B332.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-FfUO9KZ-5KA/TsPQFQcOImI/AAAAAAAABLY/5M_0g_jEgY4/s320/Iand%25C3%25AA%2B332.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma gaveta é uma espécie de sítio arqueológico. Quanto mais fundo cavamos, mais aparecem coisas antigas que ali jazem esquecidas. É por isso que é muito difícil para mim arrumar uma gaveta. Estou quase a meio caminho da tarefa quando me surpreendo com algo, papel ou coisa mais sólida, que me faz parar no tempo e no tempo mesmo regressar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje mesmo, revolvendo a primeira gaveta da cômoda em busca de qualquer coisa, dei de cara com dois objetos que custei a adivinhar a serventia. Um deles era uma espécie de moeda marcada por dois sulcos paralelos. Entre os dois sulcos, estava cunhada a palavra “local”. Acima deles, constava o número 1994. No verso, apenas um sulco dividia a moeda. No hemisfério superior estava escrito “Sistema Telebrás”. No inferior estava uma logomarca sugerindo um antigo telefone. Um pouco de paciência me lembrou a serventia do tal objeto. Era uma ficha telefônica para ser inserida nos aparelhos distribuídos em pontos estratégicos da cidade quando se queria fazer uma ligação local. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O outro objeto me exigiu mais tempo para identificá-lo. Era uma espécie de broche vermelho, em forma de estrela, vazado em branco com as letras “PT”. Fiquei um bom tempo com o pequeno objeto nas mãos, até que me veio uma vaga lembrança de um tempo de esperança em que muitas pessoas iam às ruas vestindo camisas e empunhando bandeiras com aquela cor e aquelas letras. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Devolvi os dois objetos inúteis à gaveta e ali eles ficarão até que venham os arqueólogos de um sistema solar distante vasculhar o que sobrou de nossa estúpida civilização. Se um deles achar minha gaveta, vai ter muito o que matutar sobre as coisas estranhas que dormem ali. Quando cruzar alguns dados de sua pesquisa, vai ficar querendo saber qual seria a pessoa para quem não telefonei. Vai também querer saber o destino da esperança que aquela estrela representava. Da pessoa, ele não terá resposta. Da esperança, vai voltar muito triste quando souber do seu destino.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31769941-7411491481366754362?l=blog-do-rona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/3Qw4ebKopWErccZRYeBCNIoBuTk/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/3Qw4ebKopWErccZRYeBCNIoBuTk/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/3Qw4ebKopWErccZRYeBCNIoBuTk/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/3Qw4ebKopWErccZRYeBCNIoBuTk/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogDoRona/~4/6Rce8bcfPUg" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://blog-do-rona.blogspot.com/feeds/7411491481366754362/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31769941&amp;postID=7411491481366754362&amp;isPopup=true" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/31769941/posts/default/7411491481366754362?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/31769941/posts/default/7411491481366754362?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/BlogDoRona/~3/6Rce8bcfPUg/arqueologia.html" title="Arqueologia" /><author><name>Ronaldo Monte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07600819283672234151</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="31" height="21" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4498/3461/1600/ronablog.1.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-FfUO9KZ-5KA/TsPQFQcOImI/AAAAAAAABLY/5M_0g_jEgY4/s72-c/Iand%25C3%25AA%2B332.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://blog-do-rona.blogspot.com/2011/11/arqueologia.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;A04HQHg5eCp7ImA9WhRTGE4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-31769941.post-7693121259486711191</id><published>2011-11-09T09:58:00.000-02:00</published><updated>2011-11-09T09:58:51.620-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-11-09T09:58:51.620-02:00</app:edited><title>Felicidade</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-EMLlUjPUcxs/Trpq6PuZjZI/AAAAAAAABLM/EGBaKk5CknY/s1600/L%25C3%25A2mpada.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="121" src="http://2.bp.blogspot.com/-EMLlUjPUcxs/Trpq6PuZjZI/AAAAAAAABLM/EGBaKk5CknY/s320/L%25C3%25A2mpada.jpg" width="109" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Chega a ser divertido o esforço das pessoas para definir o que seja felicidade. Antigamente, felicidade era um conceito vago, sua definição dependia das aspirações mais ou menos espirituais de cada um. Hoje a coisa ficou fácil, porque a felicidade passou a ser materializada pelos promotores de marketing. Pode ser encontrada num artigo de consumo disponível na prateleira de qualquer supermercado, nas revendas de automóveis ou no balcão das agências de viagem.&lt;br /&gt;
De tanto penar à procura de uma noção de felicidade que me deixasse feliz, resolvi aderir ao materialismo individualista pós-moderno e decidi: felicidade é o resultado do bom funcionamento das coisas. &lt;br /&gt;
Não existe coisa pior do que aqueles períodos em que todas as coisas da sua casa começam a deixar de funcionar. Começa pelas lâmpadas. Teve uma vez que cinco lâmpadas, nos mais diversos cômodos daqui de casa, deixaram de acender. Logo em seguida, inevitavelmente, quebra o liquidificador. Depois pode vir o ferro elétrico ou a televisão da sala. Daí em diante a coisa entra em progressão geométrica, podendo terminar com um vírus que corrompe todos os arquivos do seu computador, inclusive aquele que você deixou para fazer o back-up no final da tarde.&lt;br /&gt;
Tem uma coisa que aprendi a respeitar: o inferno astral. Isso existe, sim. E não consiste em nada de esotérico, espiritual. O inferno astral consiste exatamente nesse desmantelamento generalizado dos objetos domésticos. O que justifica a expressão: “minha casa está um inferno”. &lt;br /&gt;
Daí, espero ter justificado a minha definição de felicidade: É aquele estado de beatitude quando você entre em casa e as luzes se acendem uma a uma. O liquidificador prepara sua vitamina e você pode se jogar no sofá da sala para ver a mais nova besteira das oito. E depois poder ligar seu computador e ver que todos os seus arquivos estão ali, prontos para serem impressos. E a impressora está com tinta e funcionando. Pronto. Você está imerso no seu oásis particular de felicidade. Até que a próxima lâmpada deixe de acender.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31769941-7693121259486711191?l=blog-do-rona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/KwcXRdbWcIDMe8FzO6y55NR4gYw/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/KwcXRdbWcIDMe8FzO6y55NR4gYw/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/KwcXRdbWcIDMe8FzO6y55NR4gYw/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/KwcXRdbWcIDMe8FzO6y55NR4gYw/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogDoRona/~4/MKTjWU5vk8E" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://blog-do-rona.blogspot.com/feeds/7693121259486711191/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31769941&amp;postID=7693121259486711191&amp;isPopup=true" title="3 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/31769941/posts/default/7693121259486711191?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/31769941/posts/default/7693121259486711191?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/BlogDoRona/~3/MKTjWU5vk8E/felicidade.html" title="Felicidade" /><author><name>Ronaldo Monte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07600819283672234151</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="31" height="21" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4498/3461/1600/ronablog.1.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-EMLlUjPUcxs/Trpq6PuZjZI/AAAAAAAABLM/EGBaKk5CknY/s72-c/L%25C3%25A2mpada.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>3</thr:total><feedburner:origLink>http://blog-do-rona.blogspot.com/2011/11/felicidade.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CkcCQX8-eCp7ImA9WhRTEkU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-31769941.post-5961640714496307626</id><published>2011-11-02T22:27:00.000-02:00</published><updated>2011-11-02T22:27:40.150-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-11-02T22:27:40.150-02:00</app:edited><title>Abrir mão</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-dakQHWvDXH8/TrHftRaihTI/AAAAAAAABLA/kkdUkOyT_ZM/s1600/Balan%25C3%25A7a%2BFilizola.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="99" src="http://3.bp.blogspot.com/-dakQHWvDXH8/TrHftRaihTI/AAAAAAAABLA/kkdUkOyT_ZM/s320/Balan%25C3%25A7a%2BFilizola.jpg" width="124" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Num gesto do mais autêntico autoritarismo, minha médica mandou a atendente medir a circunferência da minha barriga e tomou a decisão unilateral de me decretar obeso. Claro que protestei veementemente contra o reconhecimento científico do meu visível arredondamento. Mas no fundo eu já vinha achando que estava na hora de abrir mão de alguns prazeres para poder voltar a encarar sem medo a minha parte do guarda-roupa. Além disso, já andava chateado com a dificuldade em executar certos movimentos, fazer um mínimo de força, sustentar o peso de alguns objetos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É um fato da vida. Vamos entrando nos anos, dobrando o Cabo das Tormentas (ou da Boa Esperança, para os mais otimistas) e nos damos conta de que nos falta força. Não apenas a força física. Aquele ímpeto que nos incita o espírito também vai esmorecendo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É hora, então, de economia. É preciso aprender a abrir mão dos excessos. O primeiro deles é o excesso de peso. Do nosso próprio peso. Depois, comecemos a pensar nos outros excessos, verdadeiros pesos pendurados na alma, puxando-nos pra baixo, prendendo-nos ao chão. O maior desses pesos, o principal deles, é a presunção. Aquele sentimento de que valemos muito mais do que imaginam os nossos pobres semelhantes. Aquilo que nos faz roubar no peso e enganar no troco quando nos vendemos no mercado das vaidades. É dessa presunção que derivam todos os outros excessos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já me faltam as forças. Preciso me livrar de certos projetos inalcançáveis. Sem abrir mão dos sonhos, é claro. Mas a alma leve, num claro paradoxo, me faz sonhar mais ao rés do chão. Sonhos, digamos assim, da mão pra boca. Plantar milho em março pra colher em junho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vou sugerir à minha médica que, além da fita métrica normal, tenha no consultório uma fita metafísica para medir a alma da clientela. A partir de certa medida o freguês será declarado um obeso anímico, sendo então obrigado a fazer um regime para perder também os pesos invisíveis. Aqueles que mais dificultam a nossa caminhada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31769941-5961640714496307626?l=blog-do-rona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/y82TkE6E0rPc-O90yiJOsBXJlOY/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/y82TkE6E0rPc-O90yiJOsBXJlOY/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/y82TkE6E0rPc-O90yiJOsBXJlOY/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/y82TkE6E0rPc-O90yiJOsBXJlOY/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogDoRona/~4/uLbQ1IxO_Bk" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://blog-do-rona.blogspot.com/feeds/5961640714496307626/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31769941&amp;postID=5961640714496307626&amp;isPopup=true" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/31769941/posts/default/5961640714496307626?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/31769941/posts/default/5961640714496307626?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/BlogDoRona/~3/uLbQ1IxO_Bk/abrir-mao.html" title="Abrir mão" /><author><name>Ronaldo Monte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07600819283672234151</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="31" height="21" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4498/3461/1600/ronablog.1.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-dakQHWvDXH8/TrHftRaihTI/AAAAAAAABLA/kkdUkOyT_ZM/s72-c/Balan%25C3%25A7a%2BFilizola.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://blog-do-rona.blogspot.com/2011/11/abrir-mao.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DE8HRXg9eip7ImA9WhdaFk4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-31769941.post-8943386339624472405</id><published>2011-10-26T11:47:00.000-02:00</published><updated>2011-10-26T11:47:14.662-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-10-26T11:47:14.662-02:00</app:edited><title>O adiantado da hora</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-LXV0cyGVUzo/TqgO3R2LQqI/AAAAAAAABK0/5FZTkP6HAwA/s1600/tempo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" ida="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-LXV0cyGVUzo/TqgO3R2LQqI/AAAAAAAABK0/5FZTkP6HAwA/s320/tempo.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Existe um personagem invisível e malévolo que exerce uma única e enervante função: acabar com os encontros entre as pessoas pelo esgotamento do tempo. Este desmancha-prazeres universal responde pelo nome de Adiantado da Hora. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desde crianças já somos atormentados por este espectro. No melhor da brincadeira, ele sempre mandava um representante de maior idade dizer que estava na hora de dormir. Já um pouco mais crescidos, quando os casais estão no ponto mais alto da refrega, ele sempre vem lembrar a hora da namorada voltar para casa. Mais tarde, é sua voz interna que nos lembra que o sol está nascendo e o trabalho nos espera daqui a poucas horas. É ele também que faz o outro virar de lado na cama com um bocejo, alegando o monte de coisas a fazer de manhã cedo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Passei muito tempo sendo perseguido por este personagem, sem saber o seu nome. Só quando comecei a participar de seminários e congressos acadêmicos é que me foi revelado que as discussões finais teriam que ser abreviadas devido ao Adiantado da Hora. Foi quando me dei conta de que o funesto pé frio tinha acompanhado toda a minha existência, entrado na universidade comigo, atazanado meus estudos da graduação ao doutorado e agora me impedia de expor com clareza meus obtusos pensamentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje, o Adiantado da Hora já não me causa aflição. Aprendi que nunca chegarei antes dele em canto algum. Aprendi que as coisas podem muito bem ficar inacabadas. Outros as terminarão ou as esquecerão para sempre. Aprendi a rir desse espectro que me fez apressar o passo, deixando de ver e viver as coisas boas que se arrastam lentas. Hoje, é um seu parente mais velho que me vem afligir os dias: o Adiantado do Tempo. Não sou Manoel Bandeira, por isso ainda me resta lavrar o campo, limpar a casa e por a mesa com cada coisa em seu lugar, antes que chegue a indesejada das gentes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31769941-8943386339624472405?l=blog-do-rona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/xeEGEy1dtOdkD4N_-GUU0uAduJQ/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/xeEGEy1dtOdkD4N_-GUU0uAduJQ/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/xeEGEy1dtOdkD4N_-GUU0uAduJQ/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/xeEGEy1dtOdkD4N_-GUU0uAduJQ/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogDoRona/~4/VsSvtzrl9cY" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://blog-do-rona.blogspot.com/feeds/8943386339624472405/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31769941&amp;postID=8943386339624472405&amp;isPopup=true" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/31769941/posts/default/8943386339624472405?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/31769941/posts/default/8943386339624472405?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/BlogDoRona/~3/VsSvtzrl9cY/o-adiantado-da-hora.html" title="O adiantado da hora" /><author><name>Ronaldo Monte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07600819283672234151</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="31" height="21" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4498/3461/1600/ronablog.1.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-LXV0cyGVUzo/TqgO3R2LQqI/AAAAAAAABK0/5FZTkP6HAwA/s72-c/tempo.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://blog-do-rona.blogspot.com/2011/10/o-adiantado-da-hora.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;A0QCQHY_eip7ImA9WhdbGEg.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-31769941.post-407666486193148425</id><published>2011-10-17T11:49:00.000-02:00</published><updated>2011-10-17T11:49:21.842-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-10-17T11:49:21.842-02:00</app:edited><title>Personal person</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-017bIdP8OyM/To20HMKickI/AAAAAAAABKw/UWU4ft5iggo/s1600/conversa.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="234" src="http://2.bp.blogspot.com/-017bIdP8OyM/To20HMKickI/AAAAAAAABKw/UWU4ft5iggo/s400/conversa.jpg" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;A coisa começou com a invenção do personal training. Ser uma celebridade e não ter o seu personal training era quase um pecado mortal. Como eu tenho uma propensão natural para a maldade, acho que isso foi invenção da mulher de algum endinheirado que descobriu uma forma segura de descolar uma grana para o seu jovem e atlético amante. A partir daí a moda pegou e começaram a aparecer as mais diversas variações de assistência pessoal. Tem o personal care, destinado ao consolo das senhoras da terceira idade. Tem o personal wear, para sugerir as esquisitices que as dondocas devem usar em situações específicas. Tem até o personal dog, que não é exatamente um cachorro de estimação, mas um cuidador de lulus e totós das madames que não têm mais tempo além do que gastam no cabeleireiro (personal hair, eu suponho) e na academia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Pois bem, para não parecer um retrógado ressentido, venho me lançar no mercado como Personal Person. E o que vem a ser exatamente um personal person?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Trata-se, obviamente, de uma pessoa (eu, no caso) que se propõe a agir como um ser humano comum, sujeito a variações de humor e condições de saúde. Isto é bom, porque oferece o elemento surpresa, o cliente nunca sabendo exatamente como eu vou chegar. Pode me pegar de bom humor ou completamente sorumbático, o que irá definir o tipo de assunto a ser conversado. Podemos falar de trivialidades, como o mais novo CD da Lady Gaga, ou pegar pesado com as previsões recentes sobre a economia global. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Como personal person posso ser usado numa fila de banco, na sala de espera do médico ou nos intervalos cada vez maiores das novelas. Mas o meu melhor aproveitamento será numa mesa de bar ou restaurante. Aí é que se disporá de um tempo agradável de espera, entre o pedido ao maitre e a vinda do garçom. Nada de self-service, portanto. Será aí, na penumbra e ao som de um piano que o seu personal person exercerá todo o encanto de uma pessoa ao mesmo tempo comum e diferenciada. Desde que seja pago por isso. Regiamente pago, bem entendido, como todo personal-qualquer-coisa que se preza.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31769941-407666486193148425?l=blog-do-rona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/lH7fQzAye04m-mfkRichDkqZxnU/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/lH7fQzAye04m-mfkRichDkqZxnU/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/lH7fQzAye04m-mfkRichDkqZxnU/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/lH7fQzAye04m-mfkRichDkqZxnU/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogDoRona/~4/m6rAA80f5f4" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://blog-do-rona.blogspot.com/feeds/407666486193148425/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31769941&amp;postID=407666486193148425&amp;isPopup=true" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/31769941/posts/default/407666486193148425?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/31769941/posts/default/407666486193148425?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/BlogDoRona/~3/m6rAA80f5f4/personal-person.html" title="Personal person" /><author><name>Ronaldo Monte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07600819283672234151</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="31" height="21" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4498/3461/1600/ronablog.1.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-017bIdP8OyM/To20HMKickI/AAAAAAAABKw/UWU4ft5iggo/s72-c/conversa.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://blog-do-rona.blogspot.com/2011/10/personal-person.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;Ck4BRnY4eyp7ImA9WhdUFUs.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-31769941.post-6078917247099212721</id><published>2011-10-02T08:01:00.002-03:00</published><updated>2011-10-02T10:09:17.833-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-10-02T10:09:17.833-03:00</app:edited><title>HD externo</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-dfY-6apkH74/TohEaVuZwEI/AAAAAAAABKo/4NekZygamQE/s1600/neur%25C3%25B4nios" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="194" src="http://1.bp.blogspot.com/-dfY-6apkH74/TohEaVuZwEI/AAAAAAAABKo/4NekZygamQE/s400/neur%25C3%25B4nios" width="259" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Para quem ainda não sabe, um HD externo é aquela caixinha que se acopla ao computador que serve para guardar os arquivos que ficarão a salvo caso algum mal venha a acontecer com a memória do nosso PC. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mas se engana quem pensar que o HD externo é uma invenção recente. Ele é apenas uma versão eletrônica de uma dispositivo que desde o início dos tempos vem tornando viável a vida da porção masculina da nossa espécie: a memória da mulher. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Sabe-se muito bem que nós, os homens, nascemos com um defeito congênito. No lugar da memória, trazemos uma vaga lembrança. Demonstramos desde muito cedo a nossa incompetência para saber onde deixamos os sapatos ou guardamos a baleadeira. Esquecemos de fazer a lição de casa e nunca entregamos aos pais os bilhetes da professora. Nosso primeiro HD externo atende pelo apelido de mamãe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Acho mesmo que um casamento duradouro se deve, antes de mais nada, ao encontro entre um desmemoriado de nascença e um HD externo de confiança. Pelo menos no meu caso, a hipótese se confirma à exaustão. E não é apenas pelos pequenos deslizes rotineiros, tais como não saber onde está o celular, o documento do carro, a porta do guarda-roupas em que se escondem as camisas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Minha vida correria sérios riscos sem o recurso permanente ao meu HD externo. Pelo menos minha vida social. Quando, por exemplo, você me ouvirem chamar uma moça de neguinha, querida ou coisa parecida, pode ter certeza: não lembro o nome dela. Meu velho, gente boa, amigão, são substitutos dos nomes dos homens que esqueço. Mas este vexame não ocorre quando meu HD externo está por perto. Basta uma cutucada discreta para ela se adiantar e cumprimentar a pessoa pelo nome. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O momento supremo desta ajuda se deu quando eu confessei minha angústia pela aproximação de um sujeito muito importante que eu esqueci o nome. Não será fulano de tal, adiantou minha mulher, na maior tranqüilidade. E era. Acontece que ela nunca tinha visto o tal fulano. Só de me ouvir falar dele, reconheceu o cara em plena rua. Com isto, acho que saímos do ramo da informática para entrar no âmbito mais obscuro do espiritismo.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31769941-6078917247099212721?l=blog-do-rona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/uRGqBjoxFwTtlYJ2pfuHFQZfDMw/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/uRGqBjoxFwTtlYJ2pfuHFQZfDMw/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/uRGqBjoxFwTtlYJ2pfuHFQZfDMw/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/uRGqBjoxFwTtlYJ2pfuHFQZfDMw/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogDoRona/~4/MDL42OFFeNw" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://blog-do-rona.blogspot.com/feeds/6078917247099212721/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31769941&amp;postID=6078917247099212721&amp;isPopup=true" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/31769941/posts/default/6078917247099212721?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/31769941/posts/default/6078917247099212721?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/BlogDoRona/~3/MDL42OFFeNw/hd-externo.html" title="HD externo" /><author><name>Ronaldo Monte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07600819283672234151</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="31" height="21" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4498/3461/1600/ronablog.1.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-dfY-6apkH74/TohEaVuZwEI/AAAAAAAABKo/4NekZygamQE/s72-c/neur%25C3%25B4nios" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://blog-do-rona.blogspot.com/2011/10/hd-externo.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;Ck8FQXc8eCp7ImA9WhdUFUs.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-31769941.post-3214665283785219068</id><published>2011-09-28T15:45:00.002-03:00</published><updated>2011-10-02T10:06:50.970-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-10-02T10:06:50.970-03:00</app:edited><title>Poeira</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-SvVf30MK89c/ToNrAcAxtlI/AAAAAAAABKg/kvePY8_I-Ak/s1600/Reforma.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://4.bp.blogspot.com/-SvVf30MK89c/ToNrAcAxtlI/AAAAAAAABKg/kvePY8_I-Ak/s400/Reforma.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Juro que qualquer dia desses eu crio juízo. Mas ainda não foi desta vez. Caí de novo em tentação e comecei uma nova reforma na casa. Coisa pouca, juro. Tinha um quarto praticamente sem uso, que depois de abrigar uns sobrinhos itinerantes, ficou conhecido como “o quarto de nada”. Servia apenas para entulhar os troços rejeitados pelos outros cômodos. O escritório não queria uns livros, manda pro quarto de nada. Aquela embalagem bonita que dá pena jogar fora, deixa no quarto de nada. Os brinquedos quebrados das netas, os colchões avulsos das visitas, as caixas de jogos antigos dos filhos, bota ali, no quarto de nada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Decisão tomada, pedreiros contratados, começa a demolição de um banheiro inútil, propiciando uma janela para refrescar a cozinha. De quebra, a abertura de uns vãos na parede que separa o quarto do pergolado. Vai ficar um lugar ideal para as brincadeiras das netas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Tenho uma espécie de tara por aquele barulho ritmado do martelo contra a talhadeira. Morro de inveja quando o escuto na casa de um vizinho. Na minha casa, então, o efeito se aproxima de um orgasmo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mas como nada é perfeito, tem o problema da poeira. Começa com um pequeno ardor nos olhos. Depois você sente uma leve aspereza nos dedos e só aí é que nota um certo tom opaco na superfície dos móveis. Vai pegar um livro e percebe que está entranhado de um pó que deixa uma sensação de sujo nas mãos. Os utensílios da cozinha, os sofás da sala, os lençóis das camas, janelas, paredes, chão, tudo vai ficando gradativamente coberto por aquele pó que gruda nas mãos, se entranha na roupa e nos faz lavar o rosto a cada quinze minutos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Aqui estou eu, com os olhos ardendo, um pigarro na garganta, um chiado no peito e uma vontade delirante de ir para o meu apartamento em Paris (se eu tivesse um apartamento em Paris) e só voltar depois de o mordomo telefonar (se eu tivesse um mordomo) anunciando o fim da reforma.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;É um vício, eu sei. Já me rendeu até um apelido entre os mais íntimos: o rei do puxadinho. Mas qualquer dia desses eu me curo. E em vez de gastar dinheiro com reformas, compro um apartamento em Paris.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31769941-3214665283785219068?l=blog-do-rona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Nd9xFciFDHQRCi0uCj0IFppQarM/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Nd9xFciFDHQRCi0uCj0IFppQarM/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Nd9xFciFDHQRCi0uCj0IFppQarM/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Nd9xFciFDHQRCi0uCj0IFppQarM/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogDoRona/~4/mMa8FO7cevI" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://blog-do-rona.blogspot.com/feeds/3214665283785219068/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31769941&amp;postID=3214665283785219068&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/31769941/posts/default/3214665283785219068?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/31769941/posts/default/3214665283785219068?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/BlogDoRona/~3/mMa8FO7cevI/poeira.html" title="Poeira" /><author><name>Ronaldo Monte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07600819283672234151</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="31" height="21" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4498/3461/1600/ronablog.1.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-SvVf30MK89c/ToNrAcAxtlI/AAAAAAAABKg/kvePY8_I-Ak/s72-c/Reforma.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://blog-do-rona.blogspot.com/2011/09/poeira.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DkUAR3szfyp7ImA9WhdVGUo.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-31769941.post-3802360918169995894</id><published>2011-09-25T15:10:00.000-03:00</published><updated>2011-09-25T15:10:46.587-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-09-25T15:10:46.587-03:00</app:edited><title>Amor, traição e katchup</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-oE3cUojmeg4/Tn9uiKFdJ8I/AAAAAAAABKY/RbaD19y3Dj8/s1600/ketchup" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hca="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-oE3cUojmeg4/Tn9uiKFdJ8I/AAAAAAAABKY/RbaD19y3Dj8/s1600/ketchup" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
Peraí... Você não é Erenildes? Tá lembrada de mim não? Eu sou o Carlinhos de Jesus. A gente cresceu juntos lá na Rua de Baixo, aqui mesmo em Pindobaçu. Você nem vai acreditar, mas eu vim aqui matar você. Não, você não me fez nenhum mal. Foi uma mulher que mandou. O nome dela é Maria Nilza. Ela me prometeu mil reais para matar você. É que ela gosta muito do seu marido e quer ficar com ele só pra ela. Espero que você me compreenda. Acabei de sair da prisão em Salvador e preciso muito do dinheiro. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É muito azar, o meu. A primeira pessoa que aparece pra matar é minha amiga de infância. Acho que não vou ter coragem de fazer mal a você. Não sei se você desconfiava, mas desde menino eu tinha uma queda por você. Fazia ponto na esquina da sua rua só para ver você ir comprar qualquer coisa na venda, sair toda pronta para a escola, passar de véu na cabeça indo para a missa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O danado é que preciso muito desse dinheiro. Então, vamos fazer um negócio. Eu finjo que lhe mato e a gente divide o pagamento. Vamos, se deite aí no chão pra eu amarrar sua boca com um lenço. Agora eu vou enfiar um facão debaixo do seu braço, igual eu vi fazer nos dramas do circo. Só falta agora eu lambuzar seu vestido de katchup e pronto. Vou bater uma foto com meu celular pra mostrar a Maria Nilza.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pronto. Agora eu vou soltar você. Desculpe se lhe machuquei. Descanse um pouco aqui no meu colo. Você não sabe o quanto eu queria ficar assim, com você junto de mim. E esse katchup deixou você ainda mais apetitosa. Deixa eu dar uma lambidinha na sua bochecha. Ai, que bom. Melhor ainda deve estar a sua boca. Ui. E se eu descer um pouco mais, você se importa? Se importa não? Então eu vou lamber você todinha, pois a minha fome de você é muito antiga. E você sabe que fome de menino custa muito a se acabar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31769941-3802360918169995894?l=blog-do-rona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/3YqaUjmum9OsZTJw8IE680IELJo/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/3YqaUjmum9OsZTJw8IE680IELJo/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/3YqaUjmum9OsZTJw8IE680IELJo/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/3YqaUjmum9OsZTJw8IE680IELJo/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogDoRona/~4/xBrcga1qFLI" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://blog-do-rona.blogspot.com/feeds/3802360918169995894/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31769941&amp;postID=3802360918169995894&amp;isPopup=true" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/31769941/posts/default/3802360918169995894?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/31769941/posts/default/3802360918169995894?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/BlogDoRona/~3/xBrcga1qFLI/amor-traicao-e-katchup.html" title="Amor, traição e katchup" /><author><name>Ronaldo Monte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07600819283672234151</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="31" height="21" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4498/3461/1600/ronablog.1.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-oE3cUojmeg4/Tn9uiKFdJ8I/AAAAAAAABKY/RbaD19y3Dj8/s72-c/ketchup" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://blog-do-rona.blogspot.com/2011/09/amor-traicao-e-katchup.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DEYFSHg6fSp7ImA9WhdVFkw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-31769941.post-4973857173965194515</id><published>2011-09-21T11:41:00.000-03:00</published><updated>2011-09-21T11:41:59.615-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-09-21T11:41:59.615-03:00</app:edited><title>Ditaduras</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-d8VWqNsB9yg/Tnn3eHl5EzI/AAAAAAAABKU/_10Ja8rMnqM/s1600/medo.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="194" src="http://1.bp.blogspot.com/-d8VWqNsB9yg/Tnn3eHl5EzI/AAAAAAAABKU/_10Ja8rMnqM/s400/medo.jpg" width="259" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
Fui ao quiosque da esquina comprar uns envelopes e o proprietário, amigo de longas datas, lamentou o estado das coisas, afirmando que bom era no tempo da ditadura. Mantive a calma e perguntei do que ele se lembrava de bom do tempo da ditadura. Ele me falou que era menino e não se lembrava de nada, mas, outro dia, um freguês, formado em medicina, tinha dito que só os militares poderiam dar um jeito nessa situação. Mais uma vez, perguntei em que o País era melhor do que hoje, no tempo da ditadura. Mais uma vez, ele não soube me responder. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há poucas semanas, um desses apresentadores que enchem de sangue a telinha na hora do almoço, também apelou pela volta dos bons tempos da ditadura. Na sua visão torpe, era a única forma de acabar com a epidemia de violência que nos atinge a todos, sem exceção.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lembrei ao meu amigo do quiosque, como lembro agora ao saudoso apresentador, que a primeira coisa que eles iriam perder com a ditadura seria o direito de dizer que sentiam saudade do regime anterior. O quiosqueiro teria seu negócio fechado e o apresentador seria sumariamente demitido. E ambos seriam presos, com grande probabilidade de serem torturados e mortos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É preciso tentar entender o que representa essa saudade de um tempo que não se viveu. Todos nós trazemos uma saudade primitiva de uma mítica época de ouro. Há sempre um paraíso perdido para o qual desejamos retornar. De fato, todos nós experimentamos uma tal idade de ouro. Ela existiu enquanto vivíamos mergulhados no paraíso uterino, com todas as nossas necessidades satisfeitas, ao som contínuo e protetor do coração materno. De repente, somos expulsos desse paraíso e temos que respirar e comer por conta própria. Somos bombardeados por luzes e sons estranhos e insuportáveis. Caímos no mais extremo desamparo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir daí, todo o nosso esforço vital é voltado para recuperar esse paraíso perdido. E qualquer obstáculo no caminho que escolhemos para chegar a ele é vivido como uma ameaça a ser destruída sumariamente. Aliado a isso, temos uma enorme preguiça em procurar saber quais as verdadeiras causas do nosso mal-estar no mundo. Daí, a solução mais fácil é chamar a polícia, contratar segurança privada, subir os muros de nossas casas, deixar que o medo nos isole cada vez mais dos nossos semelhantes. Estas são as verdadeiras ditaduras. A do medo e a da preguiça do pensamento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais uma vez, abaixo as ditaduras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31769941-4973857173965194515?l=blog-do-rona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/fUW6zxhbcTBeeX3L4mS3LAlCvno/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/fUW6zxhbcTBeeX3L4mS3LAlCvno/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/fUW6zxhbcTBeeX3L4mS3LAlCvno/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/fUW6zxhbcTBeeX3L4mS3LAlCvno/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogDoRona/~4/mYvB4BrdnLI" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://blog-do-rona.blogspot.com/feeds/4973857173965194515/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31769941&amp;postID=4973857173965194515&amp;isPopup=true" title="3 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/31769941/posts/default/4973857173965194515?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/31769941/posts/default/4973857173965194515?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/BlogDoRona/~3/mYvB4BrdnLI/ditaduras.html" title="Ditaduras" /><author><name>Ronaldo Monte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07600819283672234151</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="31" height="21" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4498/3461/1600/ronablog.1.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-d8VWqNsB9yg/Tnn3eHl5EzI/AAAAAAAABKU/_10Ja8rMnqM/s72-c/medo.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>3</thr:total><feedburner:origLink>http://blog-do-rona.blogspot.com/2011/09/ditaduras.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DUMDQHs9eCp7ImA9WhdWGUw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-31769941.post-8650409600726964057</id><published>2011-09-13T09:37:00.000-03:00</published><updated>2011-09-13T09:37:51.560-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-09-13T09:37:51.560-03:00</app:edited><title>Limites</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-JrLOEuegnOI/Tm9OVq57amI/AAAAAAAABKM/JO6D3kNTq38/s1600/Cego%2Bkurosawa.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="231" src="http://3.bp.blogspot.com/-JrLOEuegnOI/Tm9OVq57amI/AAAAAAAABKM/JO6D3kNTq38/s400/Cego%2Bkurosawa.jpg" width="308" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quero pedir desculpas aos leitores pelo assunto que vou tratar nesta crônica. Nunca fiz isto, mas desta vez acho necessário, pois eu, que me considero calejado na escuta das misérias humanas, me senti atingido quando li a notícia no jornal. Fico imaginando, portanto, o quanto o fato deve ferir a sensibilidade dos menos traquejados com as manifestações quotidianas do mal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quatro pedras de crack. Quatro míseras pedras de crack foi o que um pai, no interior da Paraíba, recebeu de um traficante em troca de sua filha de quatro anos. Uma pedra para cada ano de vida. Recebido o pagamento, o homem enrolou a filha num lençol, vestida apenas com um short, e a levou para um matagal onde o estuprador esperava.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No domingo passado, comemoramos o aniversário de quatro anos da minha primeira neta. E é no seu corpo frágil e na sua alma esperta que eu penso agora ao tentar compreender essas duas infâmias: o que pode levar um pai a entregar sua filha a um estuprador em troca de qualquer bem, por mais valioso que seja. O que pode fazer uma criatura sentir um impulso sexual por um corpo imaturo e indefeso de uma criança.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não vamos, em nenhum instante, chamar os criminosos de animais, pois os animais são incapazes de praticar qualquer ato perverso contra os de suas espécies. No terreno do mal, não é a animalidade que deve ser contraposta à humanidade. O contrário do humano é o desumano. Este duplo crime nos coloca nos limites da nossa humanidade. Aponta para o terreno obscuro da desumanidade, para onde qualquer um de nós pode ser remetido, dependendo de nossas circunstâncias. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi por isso que comecei esta Crônica com um pedido de desculpas. Peço perdão por ter de lembrar que todos nós corremos o risco de tornarmo-nos desumanos. E que a nossa frágil humanidade dever ser construída a cada instante, principalmente quando somos tomados por sentimentos de ódio e desejos de vingança frente às manifestações quotidianas do mal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31769941-8650409600726964057?l=blog-do-rona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/3zFiI5EJrJe1swvvVpYrZ_rJ2QA/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/3zFiI5EJrJe1swvvVpYrZ_rJ2QA/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/3zFiI5EJrJe1swvvVpYrZ_rJ2QA/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/3zFiI5EJrJe1swvvVpYrZ_rJ2QA/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogDoRona/~4/BJD04RNxU7E" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://blog-do-rona.blogspot.com/feeds/8650409600726964057/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31769941&amp;postID=8650409600726964057&amp;isPopup=true" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/31769941/posts/default/8650409600726964057?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/31769941/posts/default/8650409600726964057?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/BlogDoRona/~3/BJD04RNxU7E/limites.html" title="Limites" /><author><name>Ronaldo Monte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07600819283672234151</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="31" height="21" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4498/3461/1600/ronablog.1.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-JrLOEuegnOI/Tm9OVq57amI/AAAAAAAABKM/JO6D3kNTq38/s72-c/Cego%2Bkurosawa.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://blog-do-rona.blogspot.com/2011/09/limites.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;AkUGR3syeCp7ImA9WhdWEUo.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-31769941.post-2441431476608755500</id><published>2011-09-04T20:17:00.000-03:00</published><updated>2011-09-04T20:17:06.590-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-09-04T20:17:06.590-03:00</app:edited><title>Mentiras em torno do peixe</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-9s2_qwr0nP4/TmQG2s5jsuI/AAAAAAAABKE/_6WgEq-od5w/s1600/P1000524.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-9s2_qwr0nP4/TmQG2s5jsuI/AAAAAAAABKE/_6WgEq-od5w/s320/P1000524.JPG" width="320" xaa="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não sei o que têm os peixes para atrair mentirosos em sua volta. Pois não são apenas os pescadores que mentem. Todo mundo sabe que os vendedores de peixe também são hábeis mentirosos. Se quiser fazer um teste, chegue junto de um peixe de olhos baços, guelra marrom e a carne afundando ao mais leve toque dos dedos. Pergunte, então, ao vendedor se o peixe é fresco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tem também as enganações a respeito dos tipos e espécies. Um vendedor já me disse que qualquer coisa vermelha, até mesmo um batom, eles vendem como cioba. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um dia, eu estava no mercado do peixe de Tambaú, aquele de antigamente, com o cheiro de podre estendendo-se por quilômetros de distância. Tinha comprado umas postas de beijupirá e fiquei por ali, conversando mole com os peixeiros. Logo chegou uma madame que perguntou se tinha arabaiana, pois ela só comia arabaiana. Na maior cara de pau, o vendedor cortou as postas de arabaiana do mesmo beijupirá que me tinha vendido. A madame saiu satisfeita, pagando quase mais da metade do que eu havia pago pelo mesmo peixe. Depois disso, dá para acreditar em conversa de peixeiro?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Toda essa conversa é para contar o que aconteceu quando fui, no sábado pela manhã, comprar o peixe que ilustra esta crônica. O vendedor me disse que era uma arabaiana. Quando eu contestei, dizendo que arabaiana é castanha, apressou-se em dizer que aquela era uma arabaiana preta, muito conhecida por quem entende de peixe. Ante a minha expressão desconfiada, perguntou ofendido se eu o estava chamando de mentiroso. Claro que eu disse que não, pois, arabaiana ou não, eu tinha simpatizado com a cara do peixe.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Domingo de noite, aproveitando a casa vazia de filhos e netas, botamos a suposta arabaiana no forno para depois consumi-la acompanhada por um honesto vinho verde. Pouco importava se o vendedor havia mentido ou não. O peixe estava uma delícia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois de fome e sede saciadas, dediquei um enorme perdão a todos os que mentem em torno dos peixes. Sei que não devia confessar, mas até eu, para não perder a fama de grande conhecedor de peixes, de vez em quando minto quando não sei o nome do peixe que comprei. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31769941-2441431476608755500?l=blog-do-rona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/SoK9MUqEgp6oZ31685XQ2k7b0lo/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/SoK9MUqEgp6oZ31685XQ2k7b0lo/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/SoK9MUqEgp6oZ31685XQ2k7b0lo/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/SoK9MUqEgp6oZ31685XQ2k7b0lo/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogDoRona/~4/KgFp0tu5VZI" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://blog-do-rona.blogspot.com/feeds/2441431476608755500/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31769941&amp;postID=2441431476608755500&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/31769941/posts/default/2441431476608755500?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/31769941/posts/default/2441431476608755500?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/BlogDoRona/~3/KgFp0tu5VZI/mentiras-em-torno-do-peixe.html" title="Mentiras em torno do peixe" /><author><name>Ronaldo Monte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07600819283672234151</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="31" height="21" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4498/3461/1600/ronablog.1.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-9s2_qwr0nP4/TmQG2s5jsuI/AAAAAAAABKE/_6WgEq-od5w/s72-c/P1000524.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://blog-do-rona.blogspot.com/2011/09/mentiras-em-torno-do-peixe.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CUYASXc4eyp7ImA9WhdXF0g.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-31769941.post-5514734293977301412</id><published>2011-08-30T22:12:00.000-03:00</published><updated>2011-08-30T22:12:28.933-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-08-30T22:12:28.933-03:00</app:edited><title>Justiça</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ChYy41BpjOU/Tl2KX3Y5QAI/AAAAAAAABJ4/BK-4-qfVJZw/s1600/C%25C3%25A3ozinho.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="221" src="http://4.bp.blogspot.com/-ChYy41BpjOU/Tl2KX3Y5QAI/AAAAAAAABJ4/BK-4-qfVJZw/s400/C%25C3%25A3ozinho.jpg" width="229" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Quando a gente pensa que já viu e ouviu tudo sobre os limites da intolerância religiosa, sempre aparece um fato novo para enriquecer o nosso museu de horrores obscurantistas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A notícia saiu primeiro no Ynet, um site de notícias israelense, e depois foi duplicada pela BBC: um tribunal judaico ultraortodoxo de Jerusalém condenou um cachorro vira-lata à morte por apedrejamento. O motivo da condenação foi o temor de que o cachorro fosse a reencarnação de um advogado que insultou os juízes daquele tribunal há vinte anos atrás. Na ocasião, os juízes desejaram que o espírito do advogado entrasse no corpo de um cão, animal tido como impuro no judaísmo tradicional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas o tal cachorro é mesmo um endiabrado. Conseguiu escapar do prédio do tribunal antes que a sentença fosse cumprida. Inconformado com a fuga, um dos juízes fez um amável pedido às crianças da comunidade: que executassem a sentença matando o cachorro a pedradas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É de estarrecer que em pleno século XXI um grupo de homens tidos como sábios achem que estão fazendo justiça quando estão apenas dando vazão aos seus instintos mais primitivos, baseados nas crendices mais obscuras. Claro que a sentença de morte dada ao cachorro deveria, se fosse permitido, ter como alvo o advogado que insultou o tribunal. É apenas mais uma manifestação do desejo de morte a tudo aquilo que nos é estranho. Mas o que é mais gritante é a crença absurda na transmigração das almas, como se a alma de um homem morto pudesse sair passeando no corpo de um bicho ou descansando nos cristais de uma pedra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pobre Jerusalém, que depois de servir de cenário a todas as atrocidades cometidas em nome das religiões, ainda ter que sofrer a ameaça de ver o sangue de mais um inocente banhar as suas ruas milenares.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Imagem obtida em: http://boasrisadasempre.blogspot.com&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31769941-5514734293977301412?l=blog-do-rona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/3bN_21JL00es-B7VT98gpRqhGxo/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/3bN_21JL00es-B7VT98gpRqhGxo/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/3bN_21JL00es-B7VT98gpRqhGxo/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/3bN_21JL00es-B7VT98gpRqhGxo/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogDoRona/~4/dCsZGF4zoag" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://blog-do-rona.blogspot.com/feeds/5514734293977301412/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31769941&amp;postID=5514734293977301412&amp;isPopup=true" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/31769941/posts/default/5514734293977301412?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/31769941/posts/default/5514734293977301412?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/BlogDoRona/~3/dCsZGF4zoag/justica.html" title="Justiça" /><author><name>Ronaldo Monte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07600819283672234151</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="31" height="21" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4498/3461/1600/ronablog.1.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-ChYy41BpjOU/Tl2KX3Y5QAI/AAAAAAAABJ4/BK-4-qfVJZw/s72-c/C%25C3%25A3ozinho.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://blog-do-rona.blogspot.com/2011/08/justica.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CUIDRnk4cCp7ImA9WhdXEUk.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-31769941.post-8774778206830244591</id><published>2011-08-23T20:52:00.000-03:00</published><updated>2011-08-23T20:52:57.738-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-08-23T20:52:57.738-03:00</app:edited><title>Crueldade</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-32ROnEPrCe4/TlQ9QUS2h1I/AAAAAAAABJw/fEgDDDm1i_8/s1600/sagui.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="216" src="http://2.bp.blogspot.com/-32ROnEPrCe4/TlQ9QUS2h1I/AAAAAAAABJw/fEgDDDm1i_8/s400/sagui.jpg" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando a professora foi morar no bairro de Manaíra, sua rua era feita de casas, todas com quintal e jardim onde pessoas, pássaros e bichos viviam em paz. Os sagüis saíam da mata próxima e vinham comer as frutas maduras dos quintais. &lt;br /&gt;
Com o tempo, as casas foram cedendo terreno aos espigões que alimentam a fome das imobiliárias. A casa da professora se tornou um ponto de resistência ao furor especulativo, cercada de paredões de concreto por todos os lados. Como conseqüência natural, os bichos que antes perambulavam pelos quintais passaram a se concentrar no oasis do quintal da professora. Pássaros, gatos e sagüis fizeram dali o último refúgio contra a devastação do seu espaço vital.&lt;br /&gt;
Mas a maldade dos homens não se contenta com o resultado indireto de seus desvarios. Os vizinhos da professora se sentiram incomodados com o cuidado que ela dispensava aos animais. E começaram a dar fim aos bichos com o uso de venenos. &lt;br /&gt;
Quando a professora demonstrou sua indignação, a violência dos vizinhos evoluiu para a mais pura crueldade. Passaram a executar rituais macabros em que os animais eram torturados e mortos sob a algazarra excitada dos criminosos. E junto aos gritos de dor dos animais, eles gritavam o nome da professora, para deixar bem claro que era a ela que eles gostariam de torturar e matar.&lt;br /&gt;
A professora que ama os gatos e os sagüis, ama também os homens e as mulheres. Seu espírito é forjado na luta política. Sua voz sempre foi e será ouvida em defesa de qualquer criatura em sofrimento. Os seus vizinhos alucinados fazem parte do velho e podre grupo de poderosos que não se furtam em torturar qualquer criatura - homem, gato ou sagüi - que interfira na sua acumulação insaciável de poder e de gozo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31769941-8774778206830244591?l=blog-do-rona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ovK6ipQuXVQmD9o8hOgk4h0ZunI/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ovK6ipQuXVQmD9o8hOgk4h0ZunI/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ovK6ipQuXVQmD9o8hOgk4h0ZunI/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ovK6ipQuXVQmD9o8hOgk4h0ZunI/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogDoRona/~4/vg09YJ0BmjM" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://blog-do-rona.blogspot.com/feeds/8774778206830244591/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31769941&amp;postID=8774778206830244591&amp;isPopup=true" title="2 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/31769941/posts/default/8774778206830244591?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/31769941/posts/default/8774778206830244591?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/BlogDoRona/~3/vg09YJ0BmjM/crueldade.html" title="Crueldade" /><author><name>Ronaldo Monte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07600819283672234151</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="31" height="21" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4498/3461/1600/ronablog.1.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-32ROnEPrCe4/TlQ9QUS2h1I/AAAAAAAABJw/fEgDDDm1i_8/s72-c/sagui.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://blog-do-rona.blogspot.com/2011/08/crueldade.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DU8ESXwzeyp7ImA9WhdQFUQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-31769941.post-5111931223598405387</id><published>2011-08-17T13:14:00.001-03:00</published><updated>2011-08-17T13:16:48.283-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-08-17T13:16:48.283-03:00</app:edited><title>Solenidade</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-cRC-OBQQ_gk/TkvofUokuHI/AAAAAAAABJo/A9c7MExCcPU/s1600/Val%25C3%25A9ria.jpg" imageanchor="1" style="clear:right; float:right; margin-left:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="287" width="210" src="http://3.bp.blogspot.com/-cRC-OBQQ_gk/TkvofUokuHI/AAAAAAAABJo/A9c7MExCcPU/s400/Val%25C3%25A9ria.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Era realmente uma sessão solene. A escritora e&lt;br /&gt;
humanista Maria Valéria Rezende recebia o título de cidadã na Câmara Municipal de João Pessoa, proposto pela Vereadora Sandra Marrocos. O ambiente fervia de emoção com a sucessão de manifestações de carinho e respeito pela amiga fraterna. De repente, o clima foi rompido por uma gargalhada vinda das galerias. A pessoa que falava tentou recuperar o tom emotivo, mas uma nova gargalhada se chocou contra a redoma de afeto que nos envolvia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como de costume nessas ocasiões, reagi instintivamente, mandando com um gesto que o dono da gargalhada saísse dali. Mas depois, pensando no fato, cheguei à conclusão de que nós, os amigos de Valéria, é que estávamos incomodando. A hiena estava em seu ambiente natural. Pois, com as raras e honrosas exceções, as casas do poder legislativo, em todos os níveis, têm se mostrado como cenários propícios à galhofa e o desrespeito à solenidade da nossa cidadania. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não há nada mais deprimente do que assistir nos noticiários ao descaso dos parlamentares pelo que está sendo dito nas tribunas. Não podemos ouvir o que eles conversam entre si, aos cochichos e olhares de esguelha. Muito menos iremos saber o que causa as explosões gostosas de riso entre os grupelhos mais afastados da cena. Mas de uma coisa podemos ter certeza: eles não estão cuidando de nossos interesses. Cochichos, trejeitos e gargalhadas são indícios de que estão nos escondendo coisas e rindo às nossas custas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode ser que a presença de Valéria e seus amigos tenha deixado algum fluido bom pairando no plenário da Câmara de Vereadores de João Pessoa. Seria muito bom que os ocupantes daquelas cadeiras se deixassem impregnar pelo espírito solidário e corajoso de Valéria Rezende. Melhor seria que esse espírito envolvesse todas as casas de todos os poderes do País. Talvez assim seus ocupantes cochichassem menos, conchavassem menos e possivelmente trocassem a gargalhada de deboche pelo sorriso fraterno de quem está ali, pago pelo povo, para cuidar do que existe de mais solene neste mundo: a vida de seus semelhantes. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um amigo do Clube do Conto está em Luanda, capital de Angola, ministrando oficinas de teatro. Na semana passada, depois da aula da noite, foi procurado por uma aluna, aflita, justificando o seu atraso porque tinha sido chamada à escola da filha, pois todos os alunos estavam desmaiando. O meu amigo ainda não sabia, mas de julho para cá, mais de 800 estudantes angolanos sucumbiram a esta epidemia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em qualquer lugar do mundo, adolescentes desmaiam por vários motivos. Sendo o principal deles a explosão dos hormônios. Mas até aqui, não se encontrou uma causa para os desmaios dos jovens angolanos. Segundo a polícia, nenhuma substância tóxica foi encontrada no sangue das vítimas. O diretor do hospital psiquiátrico de Luanda, por sua vez, que nenhum dos jovens internados por conta dos desmaios foi diagnosticado com qualquer tipo de síndrome. Ele acha que a coisa é de origem psicológica. Uma forma fácil de livrar a cara do governo sobre a gravidade da situação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E o governo, o que faz o governo de Angola? O que todo governo costuma fazer. Bota a culpa na imprensa, essa eterna irresponsável que só quer levar o pânico à população. E para dar um corretivo nessa cambada, prendeu e interrogou por 23 horas Adão Santiago, um jornalista da Rádio Eclesias que fez uma reportagem sobre casos de desmaios numa escola de Luanda onde dá aulas de Inglês. Segundo o Comitê para a Proteção dos Jornalistas, com sede em Nova Iorque, Adão Tiago foi detido na sala de aula em frente aos seus alunos, por quatro policiais, sem mandado de prisão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em qualquer lugar do mundo, adolescentes costumam desmaiar por vários motivos. Principalmente nos delírios coletivos a que são levados por seus ídolos. Os Beatles que o digam. Mas algo muito perigoso deve estar causando os desmaios em Luanda. Algo muito grave, que o governo faz questão de manter em segredo. Mas seja qual for a causa da epidemia, o governo, qualquer governo, tem a obrigação de manter informada a população a quem cabe, por princípio, defender. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/4rLjrCjibJjyjInqDAtdIR_IGUM/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/4rLjrCjibJjyjInqDAtdIR_IGUM/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogDoRona/~4/13oif0EGlyA" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://blog-do-rona.blogspot.com/feeds/6532966567278052205/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31769941&amp;postID=6532966567278052205&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/31769941/posts/default/6532966567278052205?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/31769941/posts/default/6532966567278052205?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/BlogDoRona/~3/13oif0EGlyA/os-desmaios-de-angola.html" title="Os desmaios de Angola" /><author><name>Ronaldo Monte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07600819283672234151</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="31" height="21" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4498/3461/1600/ronablog.1.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-DdbbauCTkXA/TkJgbWvWGSI/AAAAAAAABJg/gVVsBP-ew6I/s72-c/Desmaio%2Bluanda.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://blog-do-rona.blogspot.com/2011/08/os-desmaios-de-angola.html</feedburner:origLink></entry></feed>

