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	<title>Pelo Mundo Afora</title>
	
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	<description>Escolher o destino, programar o roteiro, fazer as malas! Se você tem rodinhas nos pés e uma vontade enorme de conhecer novos lugares, seja bem-vinda! Afinal, dá para viajar até pela tela do computador...</description>
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		<title>Canais, bicicletas e tulipas: um passeio por Amsterdam</title>
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		<pubDate>Thu, 24 May 2012 17:37:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Naíma Saleh</dc:creator>
				<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[Dicas de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Lugares Im-per-dí-veis]]></category>
		<category><![CDATA[Amsterdam]]></category>
		<category><![CDATA[Blooming Market]]></category>
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		<category><![CDATA[Red Light District]]></category>

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		<description><![CDATA[Olhando de longe (e bem de cima!), Amsterdam tem o formato de um arco-íris: os canais, dispostos em semicírculos concêntricos, vão desenhando a cidade. Olhando de perto, as construções parecem feitas de chocolate: casas estreitas, compridas e escuras, nas quais predominam os tons de marrom. O contraste entre essas cores fortes e sombrias das casas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_6002" class="wp-caption aligncenter" style="width: 466px"><img class=" wp-image-6002 " src="http://nova.abril.com.br/blog/pelo-mundo-afora/files/2012/05/Ams-simetria.jpg" alt="Sejam bem-vindas à Amsterdam! (Foto: Acervo pessoal)" width="456" height="608" /><p class="wp-caption-text">Sejam bem-vindas à Amsterdam! (Foto: Acervo pessoal)</p></div>
<p>Olhando de longe (e bem de cima!),<strong> Amsterdam</strong> tem o formato de um arco-íris: os canais, dispostos em semicírculos concêntricos, vão desenhando a cidade. Olhando de perto, <strong>as construções parecem feitas de chocolate</strong>: casas estreitas, compridas e escuras, nas quais predominam os tons de marrom. O contraste entre essas cores fortes e sombrias das casas e o azul, in-cri-vel-men-te azul, do céu é lindo – ainda mais quando refletido nas águas dos canais.</p>
<div id="attachment_5992" class="wp-caption aligncenter" style="width: 332px"><img class=" wp-image-5992   " src="http://nova.abril.com.br/blog/pelo-mundo-afora/files/2012/05/Bicicletas.jpg" alt="Bicicleta e tulipas na janela (Foto: Acervo pessoal)" width="322" height="430" /><p class="wp-caption-text">Bicicleta e tulipas na janela (Foto: Acervo pessoal)</p></div>
<p><strong>Ao chegar à capital holandesa, o que choca logo de cara é o graaaaande número de bicicletas</strong>. Pessoas pedalando por todos os lados e fileiras intermináveis de magrelas estacionadas por todos os lugares: pontes, postes, cercas de quintal. São muitas e de todos os tipos: algumas decoradas com flores, outras com miçangas, cestinhos, tudo ao gosto do ciclista. O mais engraçado, é que eles estão tão acostumados a esse meio de transporte, que acabam adquirindo os mesmos vícios de quem se desloca em automóvel – eles falam ao celular, mandam mensagem, passam maquiagem&#8230; tudo isso sob duas rodas! Infelizmente, tão alto quanto o número de bicicletas em Amsterdam (600.000) é o número de furtos delas: 150.000 por ano. Uma verdadeira máfia.</p>
<p><strong>Alugar uma magrela é uma boa opção para percorrer a cidade, mas também é bem tranquilo fazer quase tudo à pé!</strong> Em todo caso, para ir visitar os pontos mais distantes, quase todos os ônibus saem da Estação Central, então, não tem muito como se perder por lá. Então, comecemos&#8230;<br />
<strong>Nossa primeira parada: o <em>Blooming Market</em>, um mercado flutuante de flores que começou a funcionar em 1862</strong>. O que não pode faltar na sua lista de compras? Os bulbos de tulipa (são mais de 2.700 variedades), que você pode carregar na mala e depois enfeitar o seu jardim no Brasil. Ah! Vale dizer que foi aqui que eu encontrei os melhores preços de lembrancinhas. Não sei vocês, mas eu amo feiras e mercados no geral, e com todo o colorido das flores, esse foi um dos mais bonitos que eu já vi! O <em>Blooming Market</em> funciona de segunda a sábado, das 9h30 às 17 horas.</p>
<div id="attachment_5972" class="wp-caption aligncenter" style="width: 420px"><img class=" wp-image-5972 " src="http://nova.abril.com.br/blog/pelo-mundo-afora/files/2012/05/Ams-bulbos.jpg" alt="Sacolinhas cheias de bulbos de tulipa! (Foto: Acervo pessoal)" width="410" height="544" /><p class="wp-caption-text">Sacolinhas cheias de bulbos de tulipa! (Foto: Acervo pessoal)</p></div>
<p><strong>Os passeios de barco pelos canais são imperdíveis.</strong> Acho que não tem uma maneira melhor de contemplar as charmosas “casinhas de chocolate” da cidade, do que navegar passando sob as sombras das árvores e observando o movimento dos pedestres e ciclistas nas margens. Pela <a href="http://www.canal.nl/en/" target="_blank">Canal Bus</a> , existem três opções de roteiro e você pode comprar o bilhete que vale para o dia todo ou apenas por uma hora.</p>
<div id="attachment_5962" class="wp-caption aligncenter" style="width: 554px"><img class=" wp-image-5962 " src="http://nova.abril.com.br/blog/pelo-mundo-afora/files/2012/05/Ams-reflexo2.jpg" alt="Dá para ver o azul do céu e as construções charmosas no reflexo das águas de Amsterdam (Foto: Acervo pessoal)" width="544" height="370" /><p class="wp-caption-text">Dá para ver o azul do céu e as construções charmosas no reflexo das águas de Amsterdam (Foto: Acervo pessoal)</p></div>
<p><strong>Como não poderia faltar, passei pelo Red Light District</strong> , que é sem dúvida ainda um dos principais atrativos (sem trocadilhos) de Amsterdam. Principalmente para os curiosos de plantão! Por lá não faltam Coffee shops, sex shops, garotas nas vitrines e, claro, as luzes vermelhas que dão nome ao bairro, onde a protituição é legalizada. <strong>Originalmente,o lugar era frequentado pelos marinheiros, que pisavam em terra firme depois de meses de viagem em alto mar – o que, claro, explica o surgimento dos prostíbulos..</strong> O curioso é que as “casas de perdição” começaram a ser construídas justamente ao redor da igreja: a ideia é que os marinheiros pudessem se confessar depois de pecar.</p>
<div id="attachment_6012" class="wp-caption aligncenter" style="width: 370px"><img class=" wp-image-6012 " src="http://nova.abril.com.br/blog/pelo-mundo-afora/files/2012/05/Ams-Rosso.jpg" alt="Casa Rosso: uma das mais tradicionais do Red Light District (Foto: Acervo pessoal)" width="360" height="480" /><p class="wp-caption-text">Casa Rosso: uma das mais tradicionais do Red Light District (Foto: Acervo pessoal)</p></div>
<p>Ainda falando naquilo&#8230; fui visitar também o <strong><a href="http://www.sexmuseumamsterdam.nl/index2.html" target="_blank">Museu do Sexo</a></strong> . Localizado em uma das ruas mais movimentadas da cidade, a Damrak, ele fica a cinco minutos da Estação Central e oferece um acervo variadíssimo. MESMO. <strong>A ideia é mostrar a história do sexo – ou o sexo na história, como vocês preferirem!</strong> – através de fotos, pinturas, ilustrações e objetos eróticos. A entrada custa 4 € e o museu funciona das 9h30 às 23h30.<br />
Depois de passar por todos esses lugares&#8230; que canseira, hein? Hora de relaxar um pouquinho. Então pegue um ônibus que sai da estação central  evai até o <strong>Molen de Goyer &#8211; um moinho construído no século XVIII</strong>! Dá para de fazer fotos lindas – ouvi dizer que não vale muito a pena entrar no moinho, porque dentro não tem nada demais &#8211; e bem ao lado dele fica <strong>um bar com uma cerveja artesanal incrível, o Brouwerïjt It.</strong> Nada melhor para curtir o verão europeu!</p>
<div id="attachment_6022" class="wp-caption aligncenter" style="width: 446px"><img class=" wp-image-6022 " src="http://nova.abril.com.br/blog/pelo-mundo-afora/files/2012/05/Ams-moinho.jpg" alt="Um moinho... dentro da cidade! (Foto: Acervo pessoal)" width="436" height="576" /><p class="wp-caption-text">Um moinho... dentro da cidade! (Foto: Acervo pessoal)</p></div>
<p><strong>No próximo post, faremos um circuito mais cultural, passando pelos incríveis museus que Amsterdam abriga</strong>. Aguardem!<br />
Beijo, meninas!</p>
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		<title>Turista sem mico, não é turista!</title>
		<link>http://nova.abril.com.br/blog/pelo-mundo-afora/2012/05/09/turista-sem-mico-nao-e-turista/</link>
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		<pubDate>Wed, 09 May 2012 15:22:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Naíma Saleh</dc:creator>
				<category><![CDATA[Micos de turista]]></category>
		<category><![CDATA[Bruxelas]]></category>
		<category><![CDATA[Couchsurfing]]></category>
		<category><![CDATA[metrô]]></category>
		<category><![CDATA[mico]]></category>
		<category><![CDATA[Paris]]></category>

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		<description><![CDATA[Bom dia, meninas!! É, eu sei que estou sumida&#8230; Com a entrada da primavera, tive duas semanas de férias (bem merecidas) e aproveitei para viajar muuuito. Passei pela Holanda, pela Bélgica e tive um grand finale em Paris! Como vocês podem imaginar, estou cheia de novidades e dicas incríveis para vocês =) Mas, antes de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bom dia, meninas!!</p>
<p>É, eu sei que estou sumida&#8230; Com a entrada da primavera,<strong> tive duas semanas de férias (bem merecidas) e aproveitei para viajar muuuito. Passei pela Holanda, pela Bélgica e tive um <em>grand finale</em> em Paris!</strong></p>
<p>Como vocês podem imaginar,<strong> estou cheia de novidades</strong> <strong>e dicas incríveis</strong> para vocês =)</p>
<p>Mas, antes de contar tudo o que deu muito certo, vou contar tudo o que não deu.</p>
<p>É meninas, acho que<strong> anjo da guarda de turista toma uma dose reforçada de vitamina</strong>, porque até quando tinha tudo para dar muito errado, miraculosamente a coisa se resolvia.</p>
<p>Só não me perguntem como.</p>
<p>Mas, agora que já virou história, o negócio é <strong>dar risada. Então:</strong></p>
<p><em>Era uma vez duas meninas que viajavam juntas, quando a coisa começou a desandar</em>&#8230;</p>
<div id="attachment_5842" class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><img class="size-full wp-image-5842 " src="http://nova.abril.com.br/blog/pelo-mundo-afora/files/2012/05/micos1.jpg" alt="(Foto: Google images)" width="480" height="360" /><p class="wp-caption-text">(Foto: Google images)</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>É, estava tudo bem até eu e minha amiga voltarmos à estação de trem de Bruxelas e eu me dar conta de que&#8230;</p>
<p><strong>PERDI O TICKET DO GUARDA-BAGAGEM</strong></p>
<p>Depois de revirar todas as bolsas, bolsos, carteiras e caderninhos, me dei por vencida e aceitei que o ticket estava perdido por toda a eternidade. Fiz, então, a única coisa que podia: fui ao guichê da estação de trem pedir ajuda para abrir o compartimento e poder <strong>tirar as nossas malas de lá</strong>.</p>
<p>O responsável da estação estava looonge de ser a pessoa mais amável do mundo. Quando eu me dirigi ao guichê e <strong>disse que tinha perdido o bilhete</strong>, ele me olhou bem sério e disse em um tom bem formal: &#8220; Isso é muito grave&#8221; &#8211; quase deu para sentir o chão tremer.</p>
<p>Achei que ele estava brincando (afinal, em último caso, tem sempre um pé de cabra para dar um jeito&#8230;), só que não. Ele disse que era &#8220;<strong>extremamente grave&#8221;</strong> porque a companhia responsável pelo guarda-bagagens (que é digital) só voltaria à estação dali a dois dias.</p>
<p><strong>Pronto, já imaginei uma bola de neve gigante</strong>. Se a gente não conseguisse pegar as malas: perderíamos o ônibus para Paris que deveríamos pegar no outro dia de manhã e precisaríamos arrumar um lugar para ficar em Bruxelas mais uma noite (o que provavelmente sairia caro, porque já tinha sido difícil arrumar <a href="http://nova.abril.com.br/blog/pelo-mundo-afora/2012/03/10/o-primeiro-couch-surfing-a-gente-nunca-esquece/">Couchsurfing</a>), além de termos que reprogramar tudo o que queríamos ver na França.</p>
<p>Para ajudar,<strong> eu estava nervosa e o cara da estação foi extremamente grosseiro</strong>.  Quando eu fui pagar a multa por ter perdido o ticket (sim, deixamos a Bélgica 12 € mais rica), ele entendeu que eu não queria dar o dinheiro e começou a dizer que ele não estava me roubando, que eu é que era irresponsável de ter perdido o bendito papel.</p>
<p><strong>Depois de nos aterrorizar mais um pouco</strong> (porque até então ele tinha dito que era IM-POS-SÍ-VEL abrir o armário), <strong>ele digitou um código e abriu a porta em menos de dois minutos</strong> – então, para quê tanto drama meu Deus?</p>
<p>Problema n°1 resolvido. Só que mais tarde&#8230;</p>
<p><strong>QUASE FICAMOS SEM ABRIGO</strong></p>
<p>Liguei de manhã para a senhora que nos hospedaria, que chamarei de <strong>Dona B</strong>., só para confimar nossa estadia, e ela disse que estava tudo bem. Ela nos esperaria no final da tarde.  Passeamos o dia todo e depois do susto com o ticket do guarda-bagagens perdido, recuperamos as malas e seguimos as diretrizes para a casa de nossa hospedeira. No metrô, quase chegando à estação que ela havia nos indicado, <strong>bati o olho em uma senhora, sentada de frente para nós</strong>. Sabe quando você cisma com uma pessoa? Eu queria porque queria pedir ajuda para ELA para encontrarmos a casa da Dona B.</p>
<p>Lembram que eu disse que anjo da guarda de turista é forte? Pois é.</p>
<p>Imaginem vocês que <strong>essa senhora era a vizinha da baixo da Dona B.</strong> Quase não acreditamos. Ela nos guiou até o prédio, nos colocou para dentro, subiu conosco até o andar da Dona B, tocamos a campainha e&#8230; nada.</p>
<p><strong>Dona B. não estava lá</strong>.</p>
<p>A vizinha (que só pode ter caído do céu&#8230;) ligou para o telefone de nossa hospedeira do próprio celular (ainda bem, pois a essa altura o meu já não tinha bateria) e descobriu que ela não ia voltar para casa. <strong>Dona B estava com seus netos e disse que pensou que nós chegaríamos ontem&#8230;</strong></p>
<p>De qualquer modo, ela disse que poderíamos ficar na casa dela &#8211;  mesmo sem ela lá. <strong>Foi uma das experiências mais estranhas que eu já tive</strong>, essa de dormir sozinha na casa de alguém que você nunca viu. No entanto, mesmo com um pouco de medo (honestamente,  você deixaria alguém que você não conhece passar a noite na sua casa sem você?) , pensamos que sempre poderia ser pior&#8230;</p>
<p><strong>Afinal, como seria se não tivéssemos encontrado a vizinha?</strong> Duas sem-teto em Bruxelas (porque não conseguiríamos nem entrar no prédio), com o celular descarregado e um monte de malas. Mais um ponto por anjo da guarda dos turistas.</p>
<p>Mas, ao chegarmos em Paris&#8230;.</p>
<p><strong>ROUBARAM A CARTEIRA DA MINHA AMIGA</strong></p>
<p><strong>Com todos os cartões de crédito dela dentro e algum dinheiro</strong>. O pior foi que só nos demos conta quando vimos a bolsa dela aberta, a hora já estávamos quase chegando à casa dos nossos hospedeiros. Voltamos por todo o caminho que tínhamos percorrido nas estações do metrô com a vaga esperança de que uma boa alma pudesse ter encontrado a carteira e a entregado em alguma bilheteria.</p>
<p>Não foi dessa vez.</p>
<p>Então, <strong>seguimos toda a cansativa burocracia de cancelamento de cartões</strong>,  ligando para os 0800 da vida e sendo transferidas um zilhão de vezes&#8230; e assim foi por cerca de uma hora e pouco.</p>
<p>Mas, AINDA não acabou.</p>
<p>Achei que a viagem ainda precisava de mais emoção, sabe? Por isso, em um momento de descuido&#8230;</p>
<p><strong>MINHA SAPATILHA CAIU NO VÃO DO METRÔ</strong></p>
<p>Juro que eu nunca quis ser a Cinderela &#8211; muito menos no metrô de Paris &#8211;  mas aconteceu. Corremos para não perder o trem e, <strong>quando eu vi, estava descalça, pisando naquele chão imundo</strong>. Saímos para tentarmos recuperar meu sapato, içando-o com um guarda-chuva. Algumas pessoas se aliaram à nós para ajudar na <strong>pesca da sapatilha</strong>, enquanto minha amiga e eu não conseguíamos parar de rir pelo ridículo da situação.</p>
<p>O que aconteceu a seguir, nem eu acredito ainda: pescaram o <strong>sapato errado</strong>. Minha sapatilha era preta e lisa e, quando eu olhei, no cabo do guarda-chuva estava encaixada uma outra: marrom e com uma flor enorme.</p>
<p><strong>Novo ataque de riso</strong>.</p>
<p>E não é que alguém mais perdeu o sapato do metrô e no mesmo lugar que eu?</p>
<p>(Será que também era turista?)</p>
<p>Felizmente, na segunda tentativa, pescaram o sapato certo e eu não precisei voltar para casa de pé no chão  =)</p>
<p>É, meninas, muitas aventuras&#8230;</p>
<p>O bom é que esses percalços de turista, depois de resolvidos, entram para a nossa <strong>galeria de micos de viagem</strong>.</p>
<p>E, pelo jeito , acho que vou precisar logo, logo de um prédio de 20 andares para guardar toda a minha coleção!</p>
<p>Bem mais legal do colecionar ímãs de geladeira como <em>souvenirs</em>, vocês não acham?</p>
<p>Até a próxima, meninas!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>P.S: Dedico este post à minha amiga Heloísa, que sobreviveu comigo a todos esses percalços! E que venham as próximas viagens =)</p>
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		<title>A terra da mostarda</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Apr 2012 17:52:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Naíma Saleh</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Lugares Im-per-dí-veis]]></category>
		<category><![CDATA[Borgonha]]></category>
		<category><![CDATA[Dijon]]></category>
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		<description><![CDATA[Se você é fã de culinária e vive acompanhando o programa do Jamie Oliver ou o da Nigella para conhecer novas receitas, provavelmente já ouviu falar na mostarda de Dijon. Ela é um pouco mais forte do que nossa e, geralmente, é preparada a base de vinagre, estragão e grãos de mostarda (óbvio). No domingo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_5602" class="wp-caption aligncenter" style="width: 466px"><img class=" wp-image-5602 " src="http://nova.abril.com.br/blog/pelo-mundo-afora/files/2012/04/Dijon-moutarde.jpg" alt="Cartaz de propaganda da Mostarda de Dijon, do Musée de la Vie Bourguignonne (Foto: Acervo pessoal)" width="456" height="388" /><p class="wp-caption-text">Cartaz de propaganda da Mostarda de Dijon, do Musée de la Vie Bourguignonne (Foto: Acervo pessoal)</p></div>
<p><strong>Se você é fã de culinária e vive acompanhando o programa do Jamie Oliver ou o da Nigella para conhecer novas receitas, provavelmente já ouviu falar na mostarda de Dijon</strong>. Ela é um pouco mais forte do que nossa e, geralmente, é preparada a base de vinagre, estragão e grãos de mostarda (óbvio).</p>
<p>No domingo de Páscoa, fui visitar a cidade que batizou o condimento. Localizada ao <strong>leste da França, na região da Borgonha</strong>, Dijon tornou-se célebre por sua produção de mostarda devido a vários fatores, dentre eles, a substituição do verjus (um suco ácido) pelo vinagre na etapa de extração, algumas inovações técnicas nas máquinas que participam do processo e, sobretudo, por abrigar a Amora, uma das marcas mais importantes da célebre mostarda.</p>
<p><strong>Confesso que não dei muita sorte durante a minha estadia em Dijon, meninas.</strong> Durante os dois dias em que eu fiquei na cidade estava praticamente tudo fechado – estive lá no domingo de Páscoa e na segunda-feira, que também foi feriado. No entanto, não foi uma catástrofe total porque  os museus e alguns restaurantes continuaram abertos. Assim, eu não tive a sensação de estar em uma cidade-fantasma.</p>
<p>Além de visitar o  <strong>Museu de Belas Artes</strong>, que tem um belíssimo acervo impressionista com quadros de Manet e Monet, fui também o <strong>Musée de la Vie Bourguignonne</strong> – parada O-BRI-GA-TÓ-RIA para quem visita Dijon! Como diz o nome, a intenção do museu é mostrar a como era vida cotidiana na Borgonha, entre o final do século XVII e 2ª Guerra Mundial. O bacana é a maneira como isso é feito. Para se ter uma ideia, o primeiro andar do museu é tomando por uma reconstituição de uma das principais ruas de comércio da cidade no começo do século XX. No total são dez lojas, dentre elas: uma farmácia, um cabeleireiro, uma doceria e uma brinquedoteca. É tudo tão perfeito que parece que alguém vai surgir detrás do balcão para nos atender&#8230;</p>
<div id="attachment_5672" class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><img class="wp-image-5672 " src="http://nova.abril.com.br/blog/pelo-mundo-afora/files/2012/04/dijon-Museum.jpg" alt="Musée de la Vie Bourguignonne, instalado no prédio da uma antigo Monastério dos Bernardinos (Foto: Acervo pessoal" width="480" height="360" /><p class="wp-caption-text">Musée de la Vie Bourguignonne, instalado no prédio da uma antigo Monastério dos Bernardinos (Foto: Acervo pessoal</p></div>
<div id="attachment_5702" class="wp-caption aligncenter" style="width: 334px"><img class=" wp-image-5702 " src="http://nova.abril.com.br/blog/pelo-mundo-afora/files/2012/04/Dijon-relogio.jpg" alt="Reconstituição de uma relojoaria (Foto: Acervo pessoal)" width="324" height="432" /><p class="wp-caption-text">Reconstituição de uma relojoaria (Foto: Acervo pessoal)</p></div>
<p><strong>Na trilha da Coruja</strong></p>
<div id="attachment_5622" class="wp-caption alignright" style="width: 137px"><img class="wp-image-5622 " src="http://nova.abril.com.br/blog/pelo-mundo-afora/files/2012/04/Dijon-coruja.jpg" alt="A coruja mais pop de toda Dijon! (Fotos: Acervo pessoal)" width="127" height="169" /><p class="wp-caption-text">A coruja mais pop de toda Dijon! (Fotos: Acervo pessoal)</p></div>
<p>No mapa fornecido pelo <em>Office de Tourisme</em>, onde estão sinalizadas as principais atrações da cidade, a sugestão é seguir o Caminho da Coruja. <strong>Sim, a cidadã mais célebre de Dijon é uma coruja!</strong> Trata-se se uma pequena escultura embutida na parede exterior ao fundo da Catedral de Dijon. Reza a tradição que deve-se tocar a coruja com a mão esquerda fazendo um pedido para atrair <strong>boa sorte</strong>. Ninguém sabe ao certo o porquê a coruja foi esculpida ali ou como começou essa simpatia, mas já que eu estava por lá, não custou nada aderir, né? E tanta gente faz o mesmo que ela já está bem gasta, pobrezinha&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Não vá embora de Dijon sem visitar:</strong></p>
<p>- <strong>Catedral de Notre Dame de Dijon</strong>: além de procurar a coruja, repare no montão de gárgulas da fachada principal – 51 no total, representando seres humanos, monstros e animais. Dentro da Igreja, uma tapeçaria de fundo vermelho pendurada logo abaixo do órgão. Ela foi encomendada a pedido de um grupo de dijonenses para agradecer aos milagres atribuídos à  Notre-Dame de Bon-Espoir (Nossa Senhora da Boa Esperança), que também está exposta na Catedral.</p>
<div id="attachment_5592" class="wp-caption aligncenter" style="width: 459px"><img class=" wp-image-5592    " src="http://nova.abril.com.br/blog/pelo-mundo-afora/files/2012/04/Dijon-gargulas.jpg" alt="Muitas gárgulas na catedral de Dijon (Foto: Acervo pessoal)" width="449" height="198" /><p class="wp-caption-text">Muitas gárgulas na catedral de Dijon (Foto: Acervo pessoal)</p></div>
<p>- <strong>Place de la Libération:</strong>  localizada no coração do centro histórico de Dijon, ela se abre em semicírculo em frente à fachada do antigo Palácio dos Duques da Borgonha. Os cafés e <em>brasseries</em> ao redor convidam a gente a se sentar e observar o vai-e-vem na praça&#8230; Quem sabe apreciando uns petiscos com a tão famosa mostarda de Dijon?</p>
<div id="attachment_5682" class="wp-caption aligncenter" style="width: 514px"><img class="wp-image-5682 " src="http://nova.abril.com.br/blog/pelo-mundo-afora/files/2012/04/Dijon-place.jpg" alt="O antigo Palácio dos Duques na Place de la Libération (Foto: Acervo pessoal)" width="504" height="378" /><p class="wp-caption-text">O antigo Palácio dos Duques na Place de la Libération (Foto: Acervo pessoal)</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Até a próxima meninas!</p>
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		<title>Torta flambada + vinho branco = gostinho da Alsácia</title>
		<link>http://nova.abril.com.br/blog/pelo-mundo-afora/2012/04/16/torta-flambada-vinho-branco-gostinho-da-alsacia/</link>
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		<pubDate>Mon, 16 Apr 2012 15:00:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Naíma Saleh</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comer e comer...]]></category>
		<category><![CDATA[Alsácia]]></category>
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		<category><![CDATA[França]]></category>
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		<description><![CDATA[Bom dia meninas! Eu sei, eu sei que segunda-feira é o dia oficial de começar regime. Mas, vou quebrar as regras e prolongar a comilança do final de semana, para mostrar para vocês as minhas descobertas gastronômicas em Estrasburgo. Essa cidade lindíssima fica na porção leste da França, na região da Alsácia, que é famosa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bom dia meninas!</p>
<div id="attachment_5512" class="wp-caption alignright" style="width: 466px"><img class="wp-image-5512 " src="http://nova.abril.com.br/blog/pelo-mundo-afora/files/2012/04/Stras-place.jpg" alt="Place du Marché Gayot - o point dos barzinhos. (Foto: Acervo pessoal)" width="456" height="259" /><p class="wp-caption-text">Place du Marché Gayot - o point dos barzinhos. (Foto: Acervo pessoal)</p></div>
<p>Eu sei, eu sei que segunda-feira é o dia oficial de começar regime. Mas, vou quebrar as regras e prolongar a comilança do final de semana, para mostrar para vocês as <strong>minhas descobertas gastronômicas em <a href="http://nova.abril.com.br/blog/pelo-mundo-afora/2012/04/13/estrasburgo-charme-frances-com-sotaque-alemao/">Estrasburgo</a>.</strong></p>
<p>Essa cidade lindíssima fica na porção leste da França, na<strong> região da Alsácia, que é famosa pelos vinhos brancos. </strong>Todo mundo me recomendou degustar um em particular: o <strong>Gewurztraminer</strong> (é, eu desisti de pronunciar o nome direito). Ele é servido como aperitivo por ser ultra doce. Achei um delícia&#8230; Para degustá-lo como se deve, a família que me hospedou (que foi extremamente gentil!) me levou à <em>Place du Marché Gayot</em>, uma praça quadrada, meio escondida,  ladeada por infinidade da barzinhos simpáticos. Sem dúvida, o lugar perfeito para começar uma bela <em>soirée</em>!</p>
<p>Na hora do jantar, experimentei a especialidade de região: a <strong>Tarte Flambée</strong>. Uma massa finíssima feita com água e farinha é coberta por uma mistura de <em>Fromage Blanc</em> (uma espécie de intermediário entre a ricota e o iogurte) e <em>Crême Fraîche</em> (um intermediário entre o <em>cream cheese</em> e o creme de leite). Para terminar, cebola, bacon e uns minutinhos no forno! Hum&#8230;</p>
<div id="attachment_5492" class="wp-caption aligncenter" style="width: 418px"><img class=" wp-image-5492 " src="http://nova.abril.com.br/blog/pelo-mundo-afora/files/2012/04/Stras-tarte.jpg" alt="Tarte Flambée - a da foto não está bonita. Mas, garanto que é uma delícia! (Foto: Acervo pessoal)" width="408" height="338" /><p class="wp-caption-text">Tarte Flambée - a da foto não está bonita. Mas, garanto que é uma delícia! (Foto: Acervo pessoal)</p></div>
<p>A versão gratinada acrescenta queijo emental.  E a versão doce é preparada com fatias finíssimas de maçã, flambada com Cointreau e canela. Sério, é impossível resistir&#8230;</p>
<p>O melhor lugar para provar essas delícias? O restaurante <a href="http://www.alatetedelard.eu">À La Tête de Lard</a>. Bons preços e comida excelente =P</p>
<p>Alguém aí ainda está a fim de começar o regime nessa segunda-feira?</p>
<p>Beijo e até a próximas, meninas!!</p>
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		<title>Estrasburgo – charme francês com sotaque alemão</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Apr 2012 13:33:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Naíma Saleh</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O nome alemão deixa a gente em dúvida&#8230; Mas Estrasburgo é território francês! E, diga-se de passagem: minha maior surpresa na França até agora! A influência germânica na cidade fica por conta da História e da Geografia: a cidade é capital da região da Alsácia – que hora pertencia aos alemães, hora aos franceses – [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_5342" class="wp-caption aligncenter" style="width: 618px"><img class=" wp-image-5342  " src="http://nova.abril.com.br/blog/pelo-mundo-afora/files/2012/04/Stras-charme.jpg" alt="Estrasburgo às margens do Rio Reno (Foto: Acervo pessoal)" width="608" height="259" /><p class="wp-caption-text">Estrasburgo às margens do Rio Reno (Foto: Acervo pessoal)</p></div>
<p>O nome alemão deixa a gente em dúvida&#8230; Mas <strong>Estrasburgo é território francês!</strong></p>
<p>E, diga-se de passagem: minha maior <strong>surpresa</strong> na França até agora!</p>
<p>A influência germânica na cidade fica por conta da História e da Geografia: a cidade é capital da região da Alsácia – que hora pertencia aos alemães, hora aos franceses –  e está bem coladinha na fronteira com a Alemanha, a menos de 5 km.</p>
<p>Por causa dessa proximidade, <strong>Estrasburgo tem um caráter bicultural explícito e intenso</strong>. Ao andar pelas ruas do centro da cidade, que ficam na Grande Ilha (sim, é uma ilha fluvial!), a gente por vezes se pergunta se não está na Alemanha. Principalmente às margens do rio Reno, onde não faltam <strong>casas de colombage</strong>: construções feitas de madeira, normalmente com três andares, sendo que o térreo é mais estreito que os pisos superiores. Elas são construídas com uma técnica chamada de Enxaimel (também conhecida com <em>Fachwerk</em>), que consiste no encaixe de tábuas de madeira de modo horizontal, vertical e transversal, preenchendo o espaço entre elas com tijolos e pedras. Coloridas e charmosas, essas construções fazem a gente pensar que está andando em algum vilarejo de contos de fada.</p>
<p>Um lugar em especial, a <strong><em>Petite France</em></strong>, ilustra bem essa sensação. Trata-se de um vilarejo aonde viviam pescadores, trabalhadores de moinhos e curtidores de couro, com construções dos séculos XVI e XVII. Por causa da última atividade realizada pelos moradores desse <em>quartier</em>, os tetos das casas nessa área costumam abrir-se em galerias, onde o couro ficava secando depois de ter sido lavado no rio. A construção mais importante deste bairro é a <em>Maison des Tanneurs</em>, uma antiga casa de curtição de couro.</p>
<div id="attachment_5382" class="wp-caption aligncenter" style="width: 466px"><img class=" wp-image-5382 " src="http://nova.abril.com.br/blog/pelo-mundo-afora/files/2012/04/Stras-petite1.jpg" alt="Casas de colombage na charmosa Petite France (Foto: Acervo pessoal)" width="456" height="342" /><p class="wp-caption-text">Casas de colombage na charmosa Petite France (Foto: Acervo pessoal)</p></div>
<div id="attachment_5392" class="wp-caption aligncenter" style="width: 394px"><img class=" wp-image-5392 " src="http://nova.abril.com.br/blog/pelo-mundo-afora/files/2012/04/Stras-lojinha.jpg" alt="Lojinha com artesanato típico da Alsácia (Foto: Acervo pessoal)" width="384" height="512" /><p class="wp-caption-text">Lojinha com artesanato típico da Alsácia (Foto: Acervo pessoal)</p></div>
<p>Essa região mais antiga de Estrasburgo, que inclui a <em>Petite France</em> e a <strong>Catedral </strong>(calma, já falaremos dela!)<strong>, </strong>é considerado patrimônio da Humanidade pela Unesco desde de 1988. Mas, a importância da cidade não é apenas cultural: Estrasburgo abriga instituições importantes, como o Conselho e o Parlamento Europeu e a Corte Europeia dos Direitos do Homem . Assim como Nova Iorque e Genebra, ela é uma exceção, pois não é comum que organizações internacionais se estabeleçam em cidades que não são capitais de países.</p>
<p>Chiquérrima essa cidade&#8230;</p>
<p>Mas, ainda não falamos da atração principal: A <strong>Catedral de Notre Dame de Estrasburgo</strong>. Até o século XIX, ela era a mais alta de toda a cristandade. Apesar da predominância gótica óbvia, a construção se mescla outros estilos, como o românico. Os vitrais, do século XII e XIV são IN-CRÍ-VEIS e um grande relógio astronômico atrai a atenção dos turistas no canto direito ao fundo.</p>
<div id="attachment_5402" class="wp-caption aligncenter" style="width: 442px"><img class=" wp-image-5402 " src="http://nova.abril.com.br/blog/pelo-mundo-afora/files/2012/04/Stras-catedral.jpg" alt="A Catedral de Notre Dame de Estrasburgo  (Foto: Acervo pessoal)" width="432" height="576" /><p class="wp-caption-text">A Catedral de Notre Dame de Estrasburgo (Foto: Acervo pessoal)</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_5422" class="wp-caption aligncenter" style="width: 442px"><img class=" wp-image-5422  " src="http://nova.abril.com.br/blog/pelo-mundo-afora/files/2012/04/Stras-anjos.jpg" alt="O Pilar dos anjos - um dos pontos mais importantes da arquitetura gótica da Catedral (Foto: Acervo pessoal)" width="432" height="324" /><p class="wp-caption-text">O Pilar dos anjos - um dos pontos mais importantes da arquitetura gótica da Catedral (Foto: Acervo pessoal)</p></div>
<p><strong>Vale ainda:</strong></p>
<p>- Passear pelo <strong>bairro judeu</strong>, que abriga grandes mansões do século XIX, cheias de detalhes!</p>
<p>- Reparar na construção escura à esquerda da entrada principal da Catedral, bem na esquina. Trata-se da <strong><em>Casa Kammerzel</em></strong>, uma das mais bonitas e antigas da cidade. Fica ao lado do escritório de infomações turísticas, não tem erro!</p>
<p>- Passar pela <strong>Barragem Le Vauban</strong>, construída depois que Estrasburgo foi incorporada ao território francês em 1681. Ela funciona como uma barreira aquática: para proteger a cidade de invasões, os arcos suspensos sob o rio podem ser fechados, deixando a parte sul da cidade inundada, evitando assim a entrada de inimigos.</p>
<p>Espero que vocês tenham gostado do passeio, meninas!</p>
<p>No próximo post, conto das minhas deliciosas descobertas gastronômicas nessa região!</p>
<p>Até a próxima!</p>
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		<title>Páscoa à francesa</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Apr 2012 20:48:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Naíma Saleh</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Europa]]></category>
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		<category><![CDATA[Páscoa]]></category>

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		<description><![CDATA[“Carneirinho da Páscoa que trazes pra mim? Um ovo, dois o&#8230;” Opa! Peraí, não seria Coelhinho da Páscoa? Não necessariamente. Na região da Alsácia, no nordeste da França, onde eu passei esse feriado, o astro principal não é o coelho, mas o cordeiro! As famílias partilham no café da manhã de domingo uma espécie de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“<strong>Carneirinho da Páscoa</strong> que trazes pra mim? Um ovo, dois o&#8230;”</p>
<p>Opa! Peraí, não seria <strong>Coelhinho da Páscoa</strong>?</p>
<p>Não necessariamente.</p>
<p>Na região da Alsácia, no nordeste da França, onde eu passei esse feriado, o astro principal não é o coelho, mas o cordeiro! <strong>As famílias partilham no café da manhã de domingo uma espécie de biscoito em forma de carneiro, o <em>Agneu de Pâque</em></strong> (cordeiro de Páscoa),  também chamado de  <em>Osterlammele </em>(que nome difícil!) ou <em>Lamala</em>. A tradição vem de longe, quando no século 16 os rapazes ofertavam os tais carneiros de Páscoa às suas prometidas.</p>
<div id="attachment_5292" class="wp-caption aligncenter" style="width: 586px"><img class=" wp-image-5292 " src="http://nova.abril.com.br/blog/pelo-mundo-afora/files/2012/04/carneiro.jpg" alt="Carneirinhos da Páscoa (Foto: Acervo pessoal)" width="576" height="432" /><p class="wp-caption-text">Carneirinhos da Páscoa (Foto: Acervo pessoal)</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Do outro lado do país, ouvi dizer que o Coelho também perdeu o seu posto: <strong>os franceses do noroeste celebram a Páscoa com a galinha! </strong></p>
<p>Mas calma, <strong>ainda tem lugar para o chocolate</strong> – e como! Apesar de aqui na Europa a Páscoa não ser sinônimo de grandes ovos  de mil variedades, os saquinhos com mini-ovos estão por toda parte e os coelhos de chocolate também. Ah, e em último caso, Nutella é o que não falta por aqui – não precisa passar a Páscoa sem chocolate!</p>
<p>Ah, e sabe do que mais? Em alguns lugares aqui da França, como na Alsácia e na Borgonha, segunda-feira também é feriado de Páscoa. Coelho preguiçoso, né?</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Um grande (pequeno) país: Luxemburgo</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Apr 2012 13:02:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Naíma Saleh</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas de viagem]]></category>
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		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[casamata]]></category>
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		<category><![CDATA[Luxemburgo]]></category>
		<category><![CDATA[Ponte Adolphe]]></category>

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		<description><![CDATA[Um dia inteiro é mais do que suficiente para conhecer a cidade de Luxemburgo, capital do país de mesmo nome. Com paisagens incríveis e um jeitinho bem burguês, ela agrada tanto quem procura belezas naturais quanto quem viaja atrás de boutiques e restaurantes refinados. A cidade cresceu sob um planalto, cujos limites acabam em um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um dia inteiro é mais do que suficiente para conhecer a cidade de Luxemburgo, capital do país de mesmo nome. <strong>Com paisagens incríveis e um jeitinho bem burguês</strong>, <strong>ela agrada tanto quem procura belezas naturais quanto quem viaja atrás de boutiques e restaurantes refinados</strong>.</p>
<p>A cidade cresceu sob um planalto, cujos limites acabam em um grande vale por onde passam os rios Alzette e Pétrusse. Por cima deste último, ergueu-se a <strong>Ponte Adolphe</strong>, hoje um dos símbolos nacionais. Ela foi construída em homenagem ao Gran Duque Adolphe, que reinou em Luxemburgo de 1890 a 1905. Linda ela, né?</p>
<div id="attachment_5212" class="wp-caption aligncenter" style="width: 538px"><img class=" wp-image-5212 " src="http://nova.abril.com.br/blog/pelo-mundo-afora/files/2012/04/Lux_bridge.jpg" alt="Ponte Adolphe ao fundo (Foto: Acervo pessoal)" width="528" height="704" /><p class="wp-caption-text">Ponte Adolphe ao fundo (Foto: Acervo pessoal)</p></div>
<p><strong>QG luxemburguês</strong></p>
<p>Com uma trajetória histórica conturbada, Luxemburgo durante muito tempo passou de mão-em-mão, que nem batata quente! Foi disputado pela Alemanha, pela França, pelos Países Baixos&#8230; todos esses já quiseram incorporar o atual ducado ao seu território. Esse passado de invasões e reconquistas, deixou como lembrança um dos patrimônios mais interessantes da cidade: as <strong>Casamatas de Bock Pétrusse</strong>. Casamatas são instalações fortificadas fechadas, integradas ou não à uma construção maior. Em Luxemburgo, é possível passear por elas e dá pra ver até os canhões que restaram como herança bélica. Essas fortificações de Luxemburgo foram incorporadas pela Unesco como patrimônio em 1994. A vista que se tem lá do alto é IN-CRÍ-VEL!</p>
<div id="attachment_5232" class="wp-caption aligncenter" style="width: 538px"><img class=" wp-image-5232 " src="http://nova.abril.com.br/blog/pelo-mundo-afora/files/2012/04/Lux_casamata.jpg" alt="Casamata! Geralmente elas têm o teto arredondado. Dá pra ver? (Foto: Acervo pessoal)" width="528" height="396" /><p class="wp-caption-text">Casamata! Geralmente elas têm o teto arredondado. Dá pra ver? (Foto: Acervo pessoal)</p></div>
<div id="attachment_5252" class="wp-caption aligncenter" style="width: 406px"><img class=" wp-image-5252 " src="http://nova.abril.com.br/blog/pelo-mundo-afora/files/2012/04/Lux_vale.jpg" alt="Vista da fortificação. É o rio que acompanha o vale ou o contrário? (Foto: Acervo pessoal)" width="396" height="528" /><p class="wp-caption-text">Vista da fortificação. É o rio que acompanha o vale ou o contrário? (Foto: Acervo pessoal)</p></div>
<p><strong>O lar doce lar&#8230; do duque</strong></p>
<p>O <strong>Grand Ducal Palace</strong>, construído em 1572, já foi centro da administração e depois sede do governo antes de se tornar local a residência oficial do duque de Luxemburgo . Durante a dominação nazista, no período da II Guerra Mundial, o prédio foi usado como taverna – pois é&#8230; Hoje, o palácio é utilizado pelo grão duque de Luxemburgo, Enrique I, como residência e local de exercício de suas funções oficiais, além de abrigar a Câmara dos Deputados e sediar cerimônias especiais.</p>
<p>Mesmo sendo da plebe, você pode visitar Grand Ducal Palace todos os dias, com exceção de quarta-feira!</p>
<p><strong>A grande surpresa da viagem foi&#8230;</strong></p>
<p>Um monte de gente falando português! Por causa da imigração (tanto de brasileiros quanto de portugueses), o idioma está entre os cinco mais falados no país. Isso, porque, para aumentar a mistura, o país tem nada menos do que TRÊS línguas oficiais: o alemão, o francês e o luxemburguês (seja lá o que isso for&#8230;).</p>
<p><strong>Se você tiver tempo, vale a pena visitar ainda:</strong></p>
<p>- <strong>Catedral de Notre Dame, Consoladora dos Afligidos</strong> – a parte mais antiga desta catedral corresponde à igreja do antigo colégio dos jesuítas, de 1603. Nossa Senhora Consoladora dos Afligidos é a padroeira da cidade e do país de Luxemburgo.</p>
<p><strong>- a feira que acontece aos sábados na Place Guillaume II</strong> durante a manhã. Além das flores, dos queijos e das verduras, uma das tendas vende biscoitos amanteigados de-todos-os-tipos-imagináveis (ai, minha dieta!).</p>
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		<item>
		<title>Trocando cinco por cem na Provence</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Mar 2012 07:44:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Naíma Saleh</dc:creator>
				<category><![CDATA[Micos de turista]]></category>
		<category><![CDATA[mico]]></category>
		<category><![CDATA[pronúncia]]></category>
		<category><![CDATA[Provence]]></category>

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		<description><![CDATA[Na Provence, no sul da França &#8211; que é considerado o&#8221;interior&#8221; do país, a parte mais rural &#8211; os nativos têm um sotaque bem forte e bem característico, ainda mais perceptível nas terminações de algumas palavras, como main (mão), pain (pão) e vin (vinho). Meu querido professor de francês, que fala com acento parisiense – [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Na Provence, no sul da França &#8211; que é considerado o&#8221;interior&#8221; do país, a parte mais rural &#8211; os nativos têm um sotaque bem forte e bem característico</strong>, ainda mais perceptível nas terminações de algumas palavras, como <em>main</em> (mão), <em>pain</em> (pão) e <em>vin</em> (vinho).</p>
<p>Meu querido professor de francês, que fala com acento parisiense – e TÃO bem que nem parece brasileiro – sempre insistiu para eu aprendesse a pronunciar essas palavras do jeito que se faz em Paris, com um som de “ãn” bem anasalado e um semi-biquinho no final. Pegando as três palavrinhas que escolhi como exemplo, aprendi – com bastante esforço, porque é difícil fazer o som sair do nariz – a pronunciá-las assim:</p>
<p>la main <strong>–&gt;</strong> la mãn</p>
<p>le pain <strong>–&gt;</strong> le pãn</p>
<p>le vin <strong>–&gt;</strong> le vãn</p>
<p>Mas, descobri que esse acento metido à besta nem sempre funciona em território provençal.</p>
<p><strong>Aqui na Provence, além dos locais fazerem os sons mais abertamente (sem o famoso biquinho em algumas palavras), substituem esse “ã” por “éin” no final de algumas palavras.</strong> Ou seja:</p>
<p>le pain <strong>–&gt;</strong> le péin</p>
<p>la main <strong>–&gt;</strong> la méin</p>
<p>le vin <strong>–&gt;</strong> le véin</p>
<p>E assim por diante.</p>
<div id="attachment_5102" class="wp-caption alignright" style="width: 208px"><img class="size-full wp-image-5102" src="http://nova.abril.com.br/blog/pelo-mundo-afora/files/2012/03/selo1.jpg" alt="Uma confusão... para comprar cinco desses. (Foto: divulgação)" width="198" height="256" /><p class="wp-caption-text">Uma confusão... para comprar cinco desses. (Foto: divulgação)</p></div>
<p><strong>Fui ao correio semana passada para enviar cinco cartões postais</strong>. Como aprendi a falar o número cinco, que em francês é <em>cinq</em>, seguindo a linha da pronúncia parisiense, o som que eu faço é “sãnq”. Chegou minha vez de ser atendida, e, muito educadamente, pedi à mocinha do Correio – que parecia um tanto atordoada:</p>
<p>- Je voundrais<strong> cinq</strong> estampes postales, si vous plaît.</p>
<p>(&#8220;Eu queria cinco selos, por favor&#8221;, algo que soa como “Ge vudré sãnq estampes, sivuplé)</p>
<p>Para ilustrar o meu pedido, <strong>já que ela parecia meio confusa, ainda mostrei os meus cinco dedos da mão</strong>: um, dois, três, quatro, cinco. Ela concordou com a cabeça, foi lá para dentro, pegou duas folhas inteiras cheias de selo, passou a compra na máquina registradora e&#8230; <strong>me disse sorrindo que o total da compra  era de 89 euros</strong> (!).</p>
<p>Oi? Achei IM-POS-SÍ-VEL pagar essa quantia por cinco selos.</p>
<p>Perguntei qual era o preço unitário  e ela respondeu que cada selo custava 89 centavos. Ah! 89,00 € divididos por 0,89 € dá 100.<strong> Mistério solucionado: ela entendeu que eu queria 100 selos ao invés de cinco</strong>:<strong> quando eu disse <em>cinq</em> (sãnq), ela entendeu <em>cien</em> (sãn), que quer dizer 100.</strong></p>
<p>Mostrei de novo todos os dedos da minha mão e repeti que queria cinco selos.</p>
<p>- Ah&#8230; Vous voulez cinq!</p>
<p><strong>“Você quer cinco!”, ela disse, pronunciando o número cinco com a pronúncia mais provençal que eu já vi:“séééeinq”</strong>.</p>
<p>Quando eu ouvi jeito carregado como ela falou o número cinco, pensei: &#8220;é, do jeito que eu aprendi a falar o número cinco, ela NUNCA ia me entender mesmo&#8230;&#8221;</p>
<p>Mas, tudo bem. Engano desfeito, ela entendeu que eu queria cinco selos ao invés de uma centena, eu paguei  compra, e já estava guardando a minha carteira para ir embora. Nisso, a moça volta e me diz com um sorrisinho:</p>
<p><strong>- Foi culpa da SUA pronúncia.</strong></p>
<p>Ok, MUITO obrigada, moça.</p>
<p>=(</p>
<p><strong>Depois dessa, acho que vou praticar mais o meu sotaque caipira francês&#8230;</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Até que ponto você se arrisca no turismo gastronômico?</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Mar 2012 15:02:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Naíma Saleh</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comer e comer...]]></category>
		<category><![CDATA[comer]]></category>
		<category><![CDATA[Edimburgo]]></category>
		<category><![CDATA[Escócia]]></category>
		<category><![CDATA[experimentar]]></category>
		<category><![CDATA[foie gras]]></category>
		<category><![CDATA[haggi]]></category>

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		<description><![CDATA[Viajar não se restringe a checar no mapa cada monumento visitado, caminhar longas horas por corredores de museus e lotar a memória da sua câmera com fotos de todos-os-ângulos-possíveis da Torre de Pisa. Não mesmo.  Um dos mandamentos mais básicos e imprescindíveis de todo bom turista é também explorar à fundo – de colher ou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Viajar não se restringe a checar no mapa cada monumento visitado, caminhar longas horas por corredores de museus e lotar a memória da sua câmera com fotos de todos-os-ângulos-possíveis da Torre de Pisa. Não mesmo.  Um dos mandamentos mais básicos e imprescindíveis de todo bom turista é também <strong>explorar à fundo</strong> – de colher ou de garfo &#8211; a <strong>gastronomia local</strong>.</p>
<p><strong>Aliás, o ponto de partida do meu roteiro, devo confessar, é sempre a mesa.</strong> Para mim, não tem jeito mais eficiente absorver uma outra cultura do que pela digestão. E, geralmente, vou no embalo do que recomendam os habitantes locais e desbravo o relevo de tortas doces com especiarias exóticas, mergulho em saborosos ensopados coloridos e escalo bordas crocantes de pizzas transbordando queijo roquefort.</p>
<p>Quase nunca tenho restrições e provo de tudo. Tudo MESMO.</p>
<p>Porém, quando meu paladar detecta partes geralmente não comestíveis de animais (coração, pulmão, rim e companhia) se aproximando dos limites geográficos do meu prato&#8230;</p>
<p>Não dá. <strong>Minha missão turístico-gastronômica é abortada na hora.</strong></p>
<div id="attachment_4911" class="wp-caption aligncenter" style="width: 514px"><img class="size-full wp-image-4911   " src="http://nova.abril.com.br/blog/pelo-mundo-afora/files/2012/03/edi_haggi.jpg" alt="Diretamente de Edimburgo: o haggi! (Foto: Acervo pessoal)" width="504" height="378" /><p class="wp-caption-text">Diretamente de Edimburgo: o haggi! (Foto: Acervo pessoal)</p></div>
<p>Foi exatamente isso o que aconteceu comigo em Edimburgo. <strong>Uma das iguarias mais tradicionais da culinária escocesa é o <em>haggi</em></strong>: um cozido com miúdos de ovelha, aveia e especiarias, geralmente preparado dentro do estômago da pobre vítima ruminante. A cara é até boa&#8230; Mas quem disse que eu topei?</p>
<p>Meu namorado (corajoso!) pediu o <em>haggi</em> para experimentar.<strong> Até dei uma garfadinha </strong>(bem “inha”) no prato dele  – só pra não dizer que não tinha nem provado. Mas foi sentir aquele gostinho de fígado misturado com outras partes não identificadas, que eu percebi que ESSE intercâmbio com a Escócia não ia rolar mesmo.</p>
<p><strong>Ontem, outro fígado atrapalhou minhas descobertas, dessa vez aqui na Provence.</strong> Fui surpreendida pelo <em>foie gras</em>, um patê de fígado de pato, extremamente bem camuflado como uma espécie de tortinha sólida – como eu iria adivinhar? Senti o gosto e&#8230; blergh! Não consegui mais comer. Principalmente por se tratar de uma receita tão típica e chique da <em>cuisine française</em>, fico ainda mais chateada de não conseguir apreciá-la&#8230; Sorte que a cozinha provençal oferece várias outras opções para se desbravar!</p>
<p><strong>E vocês, meninas? O que vocês não provam de-jeito-nenhum quando estão viajando?</strong> Tem algum ingrediente que sempre atrapalha as excursões gastronômicas de vocês? Contem para mim!</p>
<p>Até a próxima =)</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Dicas para surfar no Couchsurfing</title>
		<link>http://nova.abril.com.br/blog/pelo-mundo-afora/2012/03/15/dicas-para-surfar-no-couchsurfing/</link>
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		<pubDate>Thu, 15 Mar 2012 17:49:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Naíma Saleh</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Couchsurfing]]></category>
		<category><![CDATA[hospedagem]]></category>
		<category><![CDATA[intercâmbio]]></category>

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		<description><![CDATA[Olá, meninas! Como prometido, preparei algumas dicas para se tornar uma couchsurfer de primeira! Se você ainda não sabe o que é isso, dê uma olhadinha no post anterior. Mas, se você já está por dentro do assunto e não vê a hora de começar a surfar, confira: - Sim, a interface do site é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_4841" class="wp-caption aligncenter" style="width: 647px"><img class="size-full wp-image-4841 " src="http://nova.abril.com.br/blog/pelo-mundo-afora/files/2012/03/couchsurfing.png" alt="(Foto: Divulgação)" width="637" height="369" /><p class="wp-caption-text">(Foto: Divulgação)</p></div>
<p>Olá, meninas!</p>
<p><strong>Como prometido, preparei algumas dicas para se tornar uma couchsurfer de primeira!</strong> Se você ainda não sabe o que é isso, dê uma olhadinha no<a href="http://nova.abril.com.br/blog/pelo-mundo-afora/2012/03/10/o-primeiro-couch-surfing-a-gente-nunca-esquece/"> post anterior</a>. Mas, se você já está por dentro do assunto e não vê a hora de começar a surfar, confira:</p>
<p>- <strong>Sim, a interface do site é terrível</strong>. É difícil mesmo de se localizar, de entender a barra de ferramentas, mas não se desespere. Todo mundo que começa a usar o Couchsurfing acha isso, mas com alguma persistência você acaba se familiarizando, prometo.</p>
<p>- <strong>O primeiro passo é caprichar no seu perfil</strong>. Tá certo que algumas perguntas que você deve responder podem (mesmo) parecer meio inúteis, do tipo “qual a sua filosofia pessoal” ou “missão atual”. Mas, leve em consideração que você gostaria de saber o máximo possível sobre um desconhecido que estará sob o mesmo teto que você.</p>
<p>- Se você decidir colocar o sofá da sua casa à disposição dos viajantes, já <strong>mostre suas preferências</strong> : se você quer hospedar apenas mulheres ou apenas homens, se tem acesso a pessoas com mobilidade restrita etc. E, igualmente importante: <strong>esclareça as condições em que os seus hóspedes ficarão alojados</strong>. Diga se eles vão dormir na sala, quantas pessoas no máximo você pode receber, se eles têm que levar saco de dormir&#8230;</p>
<p>- Ainda não tem coragem de abrir sua casa para estranhos, mas quer começar a participar mesmo assim? Beleza, <strong>você não é obrigado a receber ninguém</strong>. No seu <em>couchstatus</em>, você pode escolher apenas passear com o viajante que vai visitar a sua cidade – e exercitar suas habilidades de guia turístico!</p>
<p>- <strong>Responda a todas as solicitações de hospedagem</strong>, mesmo que seja para dar direto uma negativa. Isso, porque junto com o seu perfil, ficará visível a sua taxa de resposta, indicando qual a porcentagem de solicitações e mensagens para as quais você deu um retorno.</p>
<p>- Para surfar com ainda mais segurança, <strong>você pode se tornar um membro verificado</strong>. Pagando uma taxa, que varia de acordo com o seu país, o Couchsurfing verifica as informações que você forneceu. Depois de fazer o pagamento online, você recebe uma correspondência que servirá de confirmação do seu endereço. A verificação não é obrigatória. No entanto, todos os membros verificados ganham um selinho (com desenho de várias mãos se segurando de maneira a formar um quadrado), que é exibido no perfil.</p>
<p>- Ah, e <strong>dá para linkar o Couchsurfing com o seu Facebook</strong>, e adicionar os amigos que já estão na sua lista!</p>
<p>- Através do site também dá para procurar a região que você vai visitar e <strong>conferir os eventos que estarão rolando</strong> por lá : feiras, shows, saídas de bicicleta&#8230; Dê uma olhadinha antes de fechar o roteiro!</p>
<p>- Calma, ainda não acabou: depois do encontro com os couchsurfers, seja para passeio ou para hospedagem, <strong>não se esqueça de registrar como foi a experiência! </strong>Deixe uma referência para o seu hospedeiro ou para o seu hóspede contando para todo mundo o que rolou e o que você achou dele.</p>
<p>- E atenção: <strong>se a sua experiência surfando foi negativa: avise logo o Couchsurfing e explique o porquê</strong>.</p>
<p><strong>RAPIDINHAS SOBRE O COUCHSURFING</strong></p>
<p>- A grande maioria dos usuários do site têm entre 18 e 29 anos (70%).</p>
<p>- As línguas mais faladas por eles são: Inglês (70,6%), Francês (18,1%) e Espanhol (17,0%). O português aparece em sexto lugar e é falado por 4,8% da galera.</p>
<p>- A Europa ainda é o continente que abriga mais <strong>couchsurfers </strong>(51,1%). No entanto, o país que concentra sozinho a maior quantidade de usuários é os Estados Unidos:  810.188 pessoas estão surfando por lá&#8230; Os brasileiros representam 2,7% do total: 104.262 brazucas estão cadastrados.</p>
<p>- As quatro capitais mais ativas no site são Nova Iorque, Paris, Londres e Berlim &#8211; ou seja, as chances são maiores da arranjar um sofá por lá!</p>
<p>(desculpem o tamanho do post, meninas!)</p>
<p>Beijo e até a próxima!</p>
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