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	<title>Blog Raizes - Sustentabilidade, Responsabilidade Socioambiental, Atitudes sustentáveis</title>
	
	<link>http://www.blograizes.com.br</link>
	<description>Notícias sobre Sustentabilidade e Responsabilidade Socioambiental. Aprenda com o Blog Raízes a ter Atitudes sustentáveis colaborando assim com o meio ambiente e prevenindo o efeito estufa.</description>
	<pubDate>Fri, 03 Apr 2009 17:22:32 +0000</pubDate>
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		<title>Reflexão Sobre a Crise</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Nov 2008 22:19:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Fernando do Valle</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[futuro]]></category>

		<category><![CDATA[preocupação]]></category>

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		<description><![CDATA[
Estamos chegando ao final do ano de 2.008 e já começamos a nos preocupar com o que poderá acontecer em 2.009, que aparentemente exigirá muito trabalho de todos nós, principalmente daqueles que ainda tiverem trabalho. Não sou pessimista, muito pelo contrário. Sou um homem que confia na capacidade de construirmos um mundo melhor e na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/11/reflexao_sobre_crise1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-588" title="Precisamos nos organizar e planejar as prioridades." src="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/11/reflexao_sobre_crise1.jpg" alt="" width="483" height="233" /></a><a href="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/11/reflexao_sobre_crise.jpg"></a></p>
<p>Estamos chegando ao final do ano de 2.008 e já começamos a nos preocupar com o que poderá acontecer em 2.009, que aparentemente exigirá muito trabalho de todos nós, principalmente daqueles que ainda tiverem trabalho. Não sou pessimista, muito pelo contrário. Sou um homem que confia na capacidade de construirmos um mundo melhor e na superação de qualquer dificuldade.</p>
<p>Porém, segundo os governantes, analistas financeiros, empresários e outros representantes da sociedade, é muito grave a atual crise. Podemos estar entrando numa crise sem precedentes na história de nossa civilização. Por quê? Porque não temos a menor idéia do que vamos enfrentar e ninguém viveu algo parecido em complexidade e dimensão.<span id="more-586"></span></p>
<p>Todo o Brasil vivia até poucos meses atrás uma expectativa de que, enfim, iniciávamos um período de grande crescimento econômico depois de tantos anos ouvindo que éramos o país do futuro. E tudo levava a crer que o futuro se tornara presente. Ledo engano. Mais uma vez vimos nossas esperanças virarem pó, e o presente novamente virou futuro.</p>
<p>Nosso governo, há poucos dias, dizia que o que víamos no horizonte era uma marola, uma pequena onda, mas para nossa infelicidade essa marola transformou-se em um tsunami de proporções desconhecidas. Talvez o governo já soubesse da gravidade da situação, mas não querendo gerar mais desconfiança, evitou assumir que ela chegaria para nós.</p>
<p>Ouvi de amigos o comentário de que saímos do céu para o inferno sem escala. Em poucos dias a euforia transformou-se em depressão e as pessoas começaram a temer pelo seu futuro. Desinformação, informações incorretas ou exageradas criaram um pânico generalizado que transformou as Bolsas de Valores de todos os países em montanhas-russas, com oscilações absurdas e perdas estratosféricas para toda a sociedade.</p>
<p>É possível que pessoas em cargos relevantes na esfera internacional já soubessem da chegada dessa crise há algum tempo, mas provavelmente não tomaram as medidas corretivas por razões ligadas aos seus interesses, e agora estamos todos sem saber o que fazer. Ou sabemos?</p>
<p>Acredito que sim, temos que repensar o nosso modelo mental, reformulando nosso plano de vida diante dessa nova perspectiva e desse cenário. Não será fácil até por que há um número muito grande de pontos e possibilidades ainda desconhecidos de todos nós.</p>
<p>Essas mudanças exigirão muita determinação, dedicação, coragem, trabalho e fé em nós mesmos e nos outros. Teremos que aprender a compartilhar mais, a dividir com quem mais precisa, e a olhar com novos olhos, considerando agora mais os interesses comuns e menos os individuais.</p>
<p>Passado o susto inicial, temos que iniciar logo o trabalho de reconstrução desse novo mundo, tomar o controle das mudanças necessárias e partir para a luta. Precisamos nos organizar e planejar as prioridades que merecerão nossa atenção nestes próximos meses. E precisaremos, como nunca, de líderes, mas os verdadeiros líderes, aqueles que deverão nos guiar neste caminho tortuoso e desconhecido que temos pela frente.</p>
<p>Talvez nunca tenhamos precisado tanto desses líderes. Devem ser pessoas que assumam o seu papel de orientar as mudanças que estão só começando, e façam isso de tal forma que minimizem as conseqüências dessa crise que pode trazer tantos prejuízos para milhões de pessoas.</p>
<p>Observando os noticiários constatamos que a crise pode se agravar ainda mais pela falta de qualidade dos líderes. Os representantes dos países mais importantes têm demonstrado falta de coordenação e conhecimento necessários para administrar essa situação. O jogo de interesses e a falta de visão holística do problema tem levado esses representantes a buscar soluções que atendam as demandas dos seus grupos sem considerar os interesses dos outros.</p>
<p>A solução desse grande problema terá de ser global, atendendo a todos os países, sem discriminação ou restrição a americanos, europeus, africanos e asiáticos. Todos, ricos e pobres, terão que se beneficiar da solução a ser encontrada.</p>
<p>Não há espaço para atitudes mesquinhas nesta hora de grandes perdas. A união de todos na busca por melhores soluções é que permitirá que possamos sair dessa crise com mais experiência, organização e, principalmente, mais preparado para construir um mundo melhor e mais justo, um <a title="Blog Raízes" href="http://www.blograizes.com.br/" target="_self"><strong>mundo sustentável</strong></a>. É isso que vai nos permitir começar uma nova fase na história da humanidade.</p>
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		<title>A Terra Pede Socorro</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Nov 2008 03:00:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Fernando do Valle</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[sustentabilidade social]]></category>

		<category><![CDATA[preocupação]]></category>

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		<description><![CDATA[
Tenho escrito sobre os vários problemas que nos afligem e nos impedem de nos transformarmos em uma sociedade sustentável. Porém, nada é mais urgente e importante que salvarmos o planeta. Passamos os últimos milhares de anos considerando que as suas riquezas eram inesgotáveis, mas infelizmente não são, e agora o estrago que causamos está evidente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/11/terra_pede_socorro1.jpg"><img class="size-full wp-image-569 aligncenter" title="O mundo vive uma crise ambiental sem precedentes." src="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/11/terra_pede_socorro1.jpg" alt="" width="483" height="233" /></a></p>
<p style="text-align: left;">Tenho escrito sobre os vários problemas que nos afligem e nos impedem de nos transformarmos em uma <a title="Sociedade Sustentável" href="http://www.blograizes.com.br/sociedade-sustentavel.html" target="_self"><strong>sociedade sustentável</strong></a>. Porém, nada é mais urgente e importante que salvarmos o planeta. Passamos os últimos milhares de anos considerando que as suas riquezas eram inesgotáveis, mas infelizmente não são, e agora o estrago que causamos está evidente e já nos traz grandes perdas.<span id="more-567"></span></p>
<p>A sociedade moderna está consumindo cada vez mais e mais recursos naturais e ao mesmo tempo polui em níveis alarmantes o <strong>meio ambiente</strong>. Estamos vivendo o limiar de uma história de gastança e desperdício, estando muito próximos de um colapso ambiental com todas as suas conseqüências para todos nós e para as gerações futuras.</p>
<p>Na velocidade da devastação e com o uso de recursos que impomos atualmente ao nosso planeta, daqui a duas décadas, aproximadamente em 2.030, estaremos vivendo uma situação absurda. Precisaremos de duas Terras para atender a todas as nossas necessidades. Como isso é impossível, se não mudarmos rapidamente nossos hábitos e costumes sofreremos perdas consideráveis e irrecuperáveis em nossa qualidade de vida.</p>
<p>Muitas espécies já desapareceram, outras estão desaparecendo ou continuarão a desaparecer. Estamos promovendo uma extinção em massa sem precedentes na natureza com o papel de um dos principais protagonistas desta destruição. Nos últimos trinta e cinco anos devastamos e matamos mais espécies que nos três séculos anteriores. O homem está conseguindo produzir um extermínio maior que o asteróide que dizimou os dinossauros há 65 milhões de anos.</p>
<p>Em seu relatório publicado nos últimos dias, a ONG WWF (World Wildlife Fund) nos trás uma visão sombria de nosso futuro. Mostra que a exploração da Terra saiu do nosso controle e adquiriu dinâmica própria. Hoje gastamos 30% a mais da capacidade do nosso planeta de se recuperar, o que significa que a natureza não consegue repor em 30% o que consumimos ou rejeitamos.</p>
<p>Esse percentual é resultado do conceito de pegada ecológica, que é a extensão de terra, e quantidade de água e ar que necessitamos para produzir os insumos, recursos, bens e serviços que a população mundial utiliza, como também para absorver os entulhos e lixos que são produzidos. Esses cálculos foram feitos e quantificados em hectares e o seu resultado dividido pela população da Terra. O resultado dessa equação é que cada habitante usa em média 2,7 hectares do planeta por ano.</p>
<p>A quantidade de hectares necessários para a população de cada país é desigual e injusta, pois os que mais utilizam e poluem também são os que menos ajudam e mais resistem às mudanças que terão de ser feitas. Há casos como o dos americanos, recordistas nesse índice, com 9,4 hectares. Se todos os habitantes da Terra tivessem o seu padrão de consumo seriam necessárias quatro Terras e meia para nos atender. No caso dos brasileiros o índice é de 2,4 hectares, valor um pouco menor que a média mundial, de 2,7 hectares, que é ainda extremamente alta, muito por conta dos países desenvolvidos e da explosão demográfica dos chineses, indianos e africanos.</p>
<p>O mundo vive uma crise ambiental sem precedentes. O <a title="Estão Matando as Área Verdes na Cidade" href="http://www.blograizes.com.br/estao-matando-areas-verdes-nas-cidades.html" target="_self"><strong>desmatamento</strong></a> tornou-se um dos maiores problemas da humanidade, sendo a sua taxa equivalente a duas Holandas de florestas por ano. Ao mesmo tempo mais da metade dos rios estão contaminados, e ocorrem novas contaminações a todo o momento. A pesca predatória vem reduzindo em proporções absurdas a oferta de peixes para alimentação, e para completar há um aumento no acúmulo crescente de CO2 na atmosfera, o que causa o aquecimento do clima na Terra. Por tudo isso, estamos vivendo uma situação que nos deixa perplexos, assustados, atônitos e sem saber o que fazer.</p>
<p>Teremos que descobrir como conciliar o crescimento de nossa qualidade de vida e do desenvolvimento com a preservação do meio ambiente. A mãe natureza reclama urgentemente medidas que revejam a situação atual. Não é possível continuarmos esse holocausto consciente da maioria das espécies da flora e da fauna de nosso planeta e não percebermos que seremos nós que pagaremos o preço de inviabilizar a nossa própria existência.</p>
<p>Estamos todos preocupados com a crise econômica mundial, e é verdade que ela é séria e ainda vai causar muito estrago em todo o mundo. Porém, ela vai passar, pode levar um, dois ou três anos, mas vai passar. Já a crise ambiental não, é um caminho sem volta.</p>
<p>A humanidade assiste a essa destruição absurda e não reage, ou muito pouco faz. Até quando? Olho para meus filhos e netos e penso assustado que fomos nós, minha geração e as anteriores, que aceleramos essa matança desenfreada, e agora não sabemos como parar. É hora de olhar para as crianças e para o nosso entorno e sentirmos vergonha e remorso, mas em seguida agirmos rápido. Infelizmente não temos muito tempo.</p>
<p>Alguns amigos dizem que os meus textos são panfletários, que procuram insuflar sem propor soluções. A eles digo que o que procuro é despertar os que lêem os textos que escrevo e trazê-los para a nossa realidade, dura, feia, talvez indigesta. Mas esse é o nosso mundo.</p>
<p>Faço a minha parte, trabalho duro para construir um mundo melhor, mais justo, mais sustentável, e faço o que posso para mudá-lo e conscientizar os outros de que juntos poderemos sair vencedores desse enorme desafio que é salvar o nosso planeta da nossa insanidade e ganância. Eu acredito que podemos, e você?</p>
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		<title>Déficit Habitacional - O Direito à Moradia</title>
		<link>http://www.blograizes.com.br/deficit-habitacional-o-direito-a-moradia.html</link>
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		<pubDate>Wed, 05 Nov 2008 19:03:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Fernando do Valle</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

		<category><![CDATA[socialmente justa]]></category>

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		<description><![CDATA[
O Homem surgiu em nosso planeta há milhares de anos, e sempre precisou proteger-se contra as intempéries do clima. Primeiro sobre as árvores, por questão de segurança, ou em cavernas, depois em construções rústicas, tendas, choupanas, casas, castelos, palácios, prédios, e tantas outras formas de “residência” para atender as mais variadas necessidades. 
A visão do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/11/deficit_habitacional_direito_moradia.jpg"><img class="size-full wp-image-552 aligncenter" title="O problema da moradia popular é antes de tudo um problema político." src="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/11/deficit_habitacional_direito_moradia.jpg" alt="" width="483" height="233" /></a></p>
<p>O Homem surgiu em nosso planeta há milhares de anos, e sempre precisou proteger-se contra as intempéries do clima. Primeiro sobre as árvores, por questão de segurança, ou em cavernas, depois em construções rústicas, tendas, choupanas, casas, castelos, palácios, prédios, e tantas outras formas de “residência” para atender as mais variadas necessidades. <span id="more-551"></span></p>
<p>A visão do “lar” é antiga e sempre foi muito importante para as pessoas. É nele que guardamos nosso bem mais importante, a nossa família, além de ser onde moramos. A residência está ligada diretamente à idéia de proteção, espaço, segurança; é um bem de raiz. A moradia é, em resumo, o nosso porto seguro<span style="font-size: x-small;">, </span>e a sua aquisição representa uma das grandes conquistas de nossa vida.</p>
<p>Para a maioria das pessoas poder adquirir a sua “casa própria” é muito mais que a realização de um negócio, é a concretização de um grande sonho. A compra da residência é considerada uma das prioridades entre os principais objetivos que buscamos em nossas vidas.</p>
<p>A moradia própria é a certeza de que em qualquer situação nosso espaço estará garantido. Para estas pessoas, adquirir a sua residência é conquistar um status diferente de sua posição anterior. É como se essa residência lhe garantisse um atestado de que cumpriu com as expectativas dos seus familiares e grupo de relacionamento.</p>
<p>A falta de condições financeiras para que esse sonho se realize transformou-o em uma grande decepção e frustração. Hoje no Brasil já são mais de 8 milhões de famílias sem essas condições. Essas pessoas compõem o que chamamos de <strong>déficit habitacional</strong>, que é o número de habitações adequadas necessárias para atender a essa demanda.</p>
<p>O <strong>déficit habitacional</strong> está atrelado diretamente à capacidade financeira dos interessados em poder comprar as suas residências. Ele cresce à medida que aumentam as dificuldades para essas pessoas terem acesso ao financiamento, com as condições adequadas à sua renda familiar disponível. Ele depende, portanto, da diferença entre o salário líquido e o seu comprometimento com todas as suas necessidades básicas mensais. Para a análise de crédito, o importante é quanto por mês o interessado pode dispor para o pagamento da prestação do financiamento sem comprometer seus outros compromissos fixos já assumidos anteriormente.</p>
<p>Em um País como o nosso, onde milhões de pessoas têm renda familiar muito baixa e o custo do dinheiro é extremamente caro e difícil, cria-se essa situação de grande déficit habitacional com conseqüências danosas para toda a sociedade.</p>
<p>O perfil da pirâmide sócioeconômica do Brasil aponta que 33% das famílias têm renda familiar de até dois salários mínimos, sendo que 59% dos domicílios que estão no déficit por inadequação pertencem a essa mesma faixa de renda, e que 92% do déficit está concentrado nas famílias com renda de até cinco salários mínimos.</p>
<p>Esses números atestam que a faixa de renda mais baixa pode oferecer grandes oportunidades para investimentos, podendo, através de parcerias entre o poder público, empresas privadas e Caixa Econômica Federal, resolver uma parcela importante dessa falta de moradia econômica. Este problema deveria ser tratado de forma diferente da atual, em que a falta de coordenação entre as partes envolvidas leva a uma paralisia do processo e ao aumento constante desse déficit.</p>
<p>Recursos financeiros para atender a essa demanda existem e em quantidade suficiente para resolver o problema, já que os recursos provenientes do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), administrado pela Caixa Econômica Federal, são destinados a essa finalidade. Em países como o México, um modelo semelhante (Infonavit) ao nosso produz mais de 750 mil residências por ano, número bem superior ao produzido no Brasil.</p>
<p>O problema da moradia popular é, antes de tudo, um problema político, pois envolve características de falta de vontade para se propor soluções que de fato resolvam em definitivo esse problema. O governo federal dispõem das condições necessárias, basta que se organize e queira fazer, com menos discurso e mais ação.<br />
A moradia é um item essencial para que as pessoas tenham a sua qualidade de vida preservada, pois a posse dela nos permite ter esperança em dias melhores.<br />
Em uma <a title="Sociedade Sustentável" href="http://www.blograizes.com.br/sociedade-sustentavel.html" target="_self"><strong>comunidade sustentável</strong></a> não há déficit habitacional, pois o direito à “casa própria” é inerente à nossa essência de buscar proteção e segurança. Seria importante que essas fossem também <a title="O que é uma Residência Sustentável?" href="http://www.blograizes.com.br/o-que-e-uma-residencia-sustentavel.html" target="_self"><strong>residências sustentáveis</strong></a>, pois aí os três aspectos: social, econômico e ecológico (veja o <a title="Triângulo da Sustentabilidade" href="http://www.ecoesfera.com.br/sustentabilidade/triangulo.aspx" target="_blank"><strong>triângulo da sustentabilidade</strong></a>) estariam sendo atendidos e estaria sendo desenvolvida uma sociedade mais feliz e justa.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Racismo: O Lado Obscuro de Nossa Consciência Coletiva</title>
		<link>http://www.blograizes.com.br/racismo-o-lado-obscuro-de-nossa-consciencia-coletiva.html</link>
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		<pubDate>Wed, 29 Oct 2008 03:01:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Fernando do Valle</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

		<category><![CDATA[socialmente justa]]></category>

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		<description><![CDATA[
Hoje vivemos um dos momentos mais difíceis da história recente da humanidade, apreendemos muito nestes últimos sete mil e quinhentos anos, desde que surgiram as primeiras demonstrações de alguma civilidade e vida em sociedade.
O homem perambula por este Planeta a muitos milhares de anos, mas foi neste último período que começamos a desenvolver nossa capacidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/10/racismo_lado_obscuro_nossa_consciencia_coletiva.jpg"><img class="size-full wp-image-385  aligncenter" title="Precisamos respeitar as diferenças sem discriminação ou rejeição." src="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/10/racismo_lado_obscuro_nossa_consciencia_coletiva.jpg" alt="" width="483" height="233" /></a></p>
<p>Hoje vivemos um dos momentos mais difíceis da história recente da humanidade, apreendemos muito nestes últimos sete mil e quinhentos anos, desde que surgiram as primeiras demonstrações de alguma civilidade e vida em sociedade.</p>
<p>O homem perambula por este Planeta a muitos milhares de anos, mas foi neste último período que começamos a desenvolver nossa capacidade de nos sociabilizar e formarmos comunidades que se transformaram em cidades estados, depois viraram reinos, impérios e por fim repúblicas.<br />
Partimos de um núcleo de poucos humanos modernos em algum lugar nas savanas e florestas da região que abrange Etiópia, ao Quênia até a Tanzânia. Há pelo menos 100 mil anos um pequeno grupo de humanos vivia nesta área, eles se alimentavam de sementes, frutas, caçavam pequenos animais, ou comiam carcaças de animais deixados por outros predadores. <span id="more-386"></span></p>
<p>Havia outro grupo de humanos chamados de arcaico que vivia em outras partes da África, Europa e Ásia nesta mesma época, porém, eles eram bem diferentes de nós. Mais de hum milhão de humanos arcaicos podem ter habitado o Velho Mundo, enquanto a população de humanos modernos chegava nesta mesma época a algumas dezenas de milhares. Os humanos arcaicos estão extintos há milhares de anos sem deixar descendentes, embora tenham habitado este Planeta por outras centenas de milhares de anos.</p>
<p>Cada um de nós dos mais de seis bilhões e quinhentos milhões de habitantes que vivemos hoje descendeu deste pequeno grupo que habitou o leste africano em um passado remoto. Este grupo por várias vezes esteve próximo de ser extinto, mas soube superar suas dificuldades e se expandir, e nos últimos cem mil anos se espalhou para o norte da África, entrando na Europa, Ásia e por fim nas Américas.</p>
<p>O homem moderno se diversificou em “raças” e “grupos étnicos” que hoje conhecemos, a sua história é de superação e grandeza. Estes grupos étnicos se miscigenaram com o passar do tempo e adquiriram características novas e particulares, que nos deram a força que temos hoje. Sejam os brancos ou negros, hispânicos ou asiáticos, africanos ou caucásios, todos descenderam da mesma raiz.</p>
<p>Para muitas pessoas estes rótulos são importantes e reflete sua identidade social, definem como eles se expressam na sociedade moderna. Estas pessoas continuam a pensar que os grupos humanos apresentam grandes diferenças biológicas, e que as variações de cor da pele, feições e forma do corpo refletem grandes diferenças de caráter, e inteligência.</p>
<p>Mesmo as pessoas do mesmo grupo, mas de classes sociais diferentes, tendem a considerar a genética como causa destas diferenças. Acreditam que a agressividade, criatividade, e até a religiosidade não pode ser apreendida, é algo que vem com os genes.</p>
<p>Mas a genética contradiz esta crença, os grupos humanos são geneticamente muito próximo para justificar diferenças relevantes. Os estudos recentes comprovam que as diferenças culturais entre estes grupos não tem origem biológica, estas diferenças se devem às experiências destes indivíduos dentro dos seus grupos.</p>
<p>Hoje podemos com a experiência de milhares de anos vividos e outros milhares de erros cometidos em nossa curta, mas rica história, refletir sobre a razão que levou o grupo dos humanos modernos sobreviver enquanto o humanos arcaicos eram extintos.</p>
<p>Sem dúvida, nossos antepassados souberam superar suas crises e diferenças para continuar o seu desenvolvimento como raça. Cometemos muitos erros, julgamos, condenamos e matamos pessoas de outros grupos, simplesmente porque discordávamos delas, seja por diferenças religiosas, ou da cor da pele, ou ainda etnia, não importa desenvolvemos um dos piores defeitos da nossa consciência coletiva, o preconceito que trouxe junto à arrogância e a empáfia, levando o homem a cometer as maiores atrocidades contra humanidade.</p>
<p>Será que nos deixamos cegar a tal ponto que não vimos para onde estávamos indo, sem dúvida para o colapso de nossa sociedade moderna. Sobrevivemos a muitos obstáculos, superamos milhares de disputas, crises e guerras, mas talvez fomos muito longe em nosso egoísmo e ganância.</p>
<p>Espero que possamos nos reorganizar como um grupo de humanos único que somos, e consigamos criar uma sociedade que dê o mesmo direito igual para todos, respeitando as suas diferenças sem discriminação ou rejeição. Então  poderemos nos transformar em uma <a title="Sociedade Sustentável" href="http://www.blograizes.com.br/sociedade-sustentavel.html" target="_self"><strong>sociedade sustentável</strong></a> e que continuará sua jornada exitosa por outros milhares de anos neste Planeta.</p>
<p>Fonte de Pesquisa: &#8220;<a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/sinapse/ult1063u296.shtml" target="_blank">A História da Humanidade</a>&#8220;, de Steve Olson, editora Campus.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Alimento: Um Mundo Faminto e Envergonhado</title>
		<link>http://www.blograizes.com.br/alimento-um-mundo-envergonhado-e-faminto.html</link>
		<comments>http://www.blograizes.com.br/alimento-um-mundo-envergonhado-e-faminto.html#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 27 Oct 2008 18:59:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Fernando do Valle</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Conscientização]]></category>

		<category><![CDATA[preocupação]]></category>

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		<description><![CDATA[
De todas as nossas mazelas, a fome é a que mais agride nossa consciência coletiva. Sabemos que muito poderia ser feito para evitar as cenas com as quais nos deparamos nas esquinas de nossas residências, ou para erradicar cenas de países africanos onde a população morre literalmente de fome.
Nessas situações faltou vontade dos governos e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/10/alimento_um_mundo_envergonhado_faminto.jpg"><img class="size-full wp-image-378  aligncenter" title="Alimento, um mundo envergonhado e faminto." src="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/10/alimento_um_mundo_envergonhado_faminto.jpg" alt="" width="483" height="233" /></a></p>
<p>De todas as nossas mazelas, a <strong>fome</strong> é a que mais agride nossa consciência coletiva. Sabemos que muito poderia ser feito para evitar as cenas com as quais nos deparamos nas esquinas de nossas residências, ou para erradicar cenas de países africanos onde a população <strong>morre literalmente de fome</strong>.</p>
<p>Nessas situações faltou vontade dos governos e das sociedades para resolver essa barbaria, que se aproxima de um holocausto quando vista nas dimensões de um continente como a África.<span id="more-377"></span></p>
<p>A comida do dia-a-dia deveria ser direito de todos, indistinta e independentemente de qualquer classe social. Todos deveriam ter o direito de fazer três refeições por dia. Dinheiro para isso os governos têm, ou, se não têm, de onde vieram todos esses recursos que surgiram para pagar o tombo financeiro dado por banqueiros e investidores gananciosos? Afinal, sempre nos foi dito que não havia dinheiro para salvar as vidas desses coitados famintos, que para sua infelicidade o seu maior pecado foi ter nascido na família ou no país errado.</p>
<p>Constatamos agora nesse turbilhão em que vivemos que fortunas foram dizimadas em segundos, e os governos usaram e continuam a usar trilhões de dólares para salvar esse sistema financeiro que, por falta de regulamentação dos próprios governos, chegou a essa situação. A pergunta que todos farão em um futuro muito próximo é: <strong>Por que para eles os banqueiros tinham dinheiro e para eliminar a fome no mundo não?</strong></p>
<p>Os presidentes dessas nações, que estão torrando as economias de seus compatriotas, terão que prestar contas para a história e, talvez, para os futuros governantes.</p>
<p>De que valem essas somas estratosféricas transitando pelos computadores das Bolsas de Valores ou dos vários tipos de Fundos de Aplicações, ou das outras instituições criadas para se beneficiar dessa farra financeira, se a coisa mais importante para todos nós, que é a vida, está sendo desprezada e desconsiderada a níveis absurdamente ridículos?</p>
<p>Assistimos nestes últimos anos falarem muito da Rodada de Doha, que foi uma reunião dos países membros da Organização Mundial do Comércio (OMC) iniciada em novembro de 2001, em Doha, capital do Qatar, e com previsão de término em 2004.</p>
<p>A intenção era que os países aderissem à Agenda de Desenvolvimento de Doha e, a partir daí, negociassem a abertura dos mercados agrícolas e industriais. O objetivo declarado da rodada era que as regras de comércio se tornassem mais livres para os países em desenvolvimento, em função de serem eles os maiores prejudicados com subsídios dos países ricos para os seus agricultores.</p>
<p>Segundo a OMC, o total de subsídios nas áreas de agricultura, serviços e indústria somavam em 2006 cerca de US$ 1 trilhão por ano, ou 4% do Produto Interno Bruto (PIB) global. Só o subsídio dado à agricultura era de US$ 360 bilhões por ano, e continuou a crescer.</p>
<p>Mas o que estava por trás da Rodada de Doha era a tentativa de impedir que os países pobres continuassem a ser massacrados pelos países ricos com esses subsídios destinados a perpetuar a incompetência e o corporativismo de seus agricultores. Essa situação, que persiste até hoje, gera <strong>aumento da pobreza</strong> de quem já é muito pobre e <strong>concentração de riqueza</strong> de que já tem muito.</p>
<p>Agora, juntando a crise financeira mundial com o fracasso da Rodada de Doha fica a certeza de que os governantes das nações livres, eleitos pelos seus povos, decepcionaram a todos com sua mesquinhez, arrogância e incompetência para enxergar o óbvio: de nada valerá todo o dinheiro do mundo sem as pessoas alimentadas, felizes e livres.</p>
<p>Enquanto escrevo estas linhas muitas coisas acontecem pelo mundo. Sei que expresso o que milhões pensam ou até dizem, porém, temos que fazer mais do que discordar desse absurdo consentido pela nossa passividade. Temos que começar a mudar as coisas no trabalho, no voto, nas reuniões sociais, nas escolas e universidades, enfim, em todos os lugares onde, pacificamente e de forma civilizada, possamos nos manifestar. E aí quem sabe num futuro próximo possamos viver em um <a title="Eu Quero Mudar o Mundo" href="http://www.blograizes.com.br/eu-quero-mudar-o-mundo.html" target="_self"><strong>mundo sustentável</strong></a>, alimentado e justo.</p>
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		<title>Energia Alternativa ou Renovável - Solução Sustentável</title>
		<link>http://www.blograizes.com.br/energia-alternativa-ou-renovavel-solucao-sustentavel.html</link>
		<comments>http://www.blograizes.com.br/energia-alternativa-ou-renovavel-solucao-sustentavel.html#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 24 Oct 2008 18:17:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Fernando do Valle</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Atitudes sustentáveis]]></category>

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		<description><![CDATA[
Em função da crise energética e do problema do aquecimento global surgiu a necessidade de buscarmos novas fontes de energia que pudessem minimizar os graves problemas advindos dessa situação.
Uma das formas de se resolver o problema do aquecimento do clima na Terra é rever uma boa parte da matriz energética usada pelo homem até agora. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/10/energia_alternativa_renovavel_solucao_sustentavel.jpg"><img class="size-full wp-image-372 aligncenter" title="A energia renovável é praticamente inesgotável." src="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/10/energia_alternativa_renovavel_solucao_sustentavel.jpg" alt="" width="483" height="233" /></a></p>
<p>Em função da <strong>crise energética</strong> e do problema do <strong>aquecimento global</strong> surgiu a necessidade de buscarmos novas fontes de energia que pudessem minimizar os graves problemas advindos dessa situação.</p>
<p>Uma das formas de se resolver o problema do <strong>aquecimento do clima</strong> na Terra é rever uma boa parte da matriz energética usada pelo homem até agora. Por essa razão surgiu o desenvolvimento das <strong>energias alternativas ou renováveis</strong>, que são obtidas de fontes naturais virtualmente inesgotáveis, sendo algumas dessas pela grande quantidade de energia que contêm e outras porque têm a capacidade de regenerar-se por meios naturais. <span id="more-371"></span></p>
<p>A capacidade do homem de desenvolver soluções para os seus problemas é muito grande, porém, sua capacidade de criá-los é muito maior, e essa tem sido a principal razão de estarmos nesta situação.</p>
<p>Por não perceber sua gravidade ou por menosprezá-la, descobrimos que estamos na eminência de uma catástrofe climática provocada pelo próprio homem, sem precedentes em nossa história. Podemos estar vivendo o epílogo de uma fase para iniciar outra da qual não temos o menor domínio.</p>
<p>Muito se tem escrito e falado sobre esse problema, mas parece que só acordaremos desse sono profundo quando for muito tarde. Ou não. É possível que alguns milhares de pessoas, ou mesmo comunidades, já tenham despertado desse pesadelo e estejam dando os primeiros passos dessa nova fase de <a title="O que é Sustentabilidade?" href="http://www.blograizes.com.br/o-que-e-sustentabilidade.html" target="_self"><strong>desenvolvimento sustentável</strong></a> de nossa civilização.</p>
<p>A base energética que suportou nosso crescimento nestas últimas décadas apoiou-se fortemente no combustível fóssil, altamente poluente desde a sua extração e com grande impacto ambiental. Antes dele o carvão, igualmente nocivo à saúde humana e à natureza. A vida moderna tem sido movida a custa de recursos esgotáveis que levaram milhões de anos para se formar e um dia irão acabar.</p>
<p>O uso desenfreado desses combustíveis tem mudado substancialmente a composição da atmosfera e o equilíbrio térmico do planeta, provocando o aquecimento global, degelo nos pólos, chuvas ácidas e o envenenamento de todo <a title="Cidades - Organismos Vivos" href="http://www.blograizes.com.br/cidades-organismos-vivos.html" target="_self"><strong>meio ambiente</strong></a>.</p>
<p>O que parecia ser boa solução como combustível, petróleo e carvão, em função das reservas e dos preços baixos até alguns anos atrás virou uma bomba-relógio e um passivo ambiental sem precedentes para a humanidade. E hoje, constatamos que o preço que teremos de pagar por essa aventura é muito maior do que imaginávamos ou gostaríamos.</p>
<p>Surgiu uma nova esperança no fim do túnel com o desenvolvimento dessas fontes de <strong>energia alternativa</strong>. É bem provável que em um futuro próximo outras energias ainda surjam mais potentes e econômicas, mas já podemos agora começar a substituição do carvão e do petróleo por energias mais limpas e renováveis.</p>
<p>As <strong>energias alternativas</strong> têm o potencial de atender a maior parte da demanda crescente por energia, independentemente da origem dessa demanda, seja para a eletricidade, para o aquecimento ou mesmo para o transporte.</p>
<p>Há três aspectos importantes que devem ser salientados sobre esse tipo de energia: a sua viabilidade econômica, a <a title="Sustentabilidade" href="http://www.ecoesfera.com.br/sustentabilidade/" target="_self"><strong>sustentabilidade</strong></a> dessas fontes e a disponibilidade de recursos renováveis para a sua geração, o que varia nas diferentes regiões do globo.</p>
<p>A <strong>energia renovável</strong> provém de ciclos naturais de conversão da radiação solar, que é a fonte primária de quase toda energia disponível na Terra. Por isso é praticamente inesgotável e não altera o balanço térmico do planeta.</p>
<p>As <strong>energias alternativas</strong> podem ser geradas por fontes diferentes: hidráulica, energia potencial da água realizada em centrais hidroelétricas; eólica, energia cinética ou de movimento que utiliza o vento, captado por aerogeradores ou moinhos de ventos; oceânica, energia cinética de movimento ondular que através de uma turbina é transformada por um gerador em energia elétrica; solar, energia captada em painéis térmicos e armazenada em baterias próprias para uso doméstico; geotérmica, energia que provém do calor do interior da Terra e utiliza os gêiseres que são fontes termais; nuclear, consiste no uso controlado das reações nucleares para a geração de eletricidade; e a biomassa, através da fotossíntese, as plantas capturam energia do sol e transformam em energia química. Essa energia pode ser convertida em eletricidade, combustível ou calor, a exemplo da cana-de-açúcar.</p>
<p>Quaisquer que sejam as fontes de energia que venham a predominar em um futuro próximo terão que ter características que permitam baixíssima emissão de gases poluentes e grande capacidade de renovação.</p>
<p>O <strong>meio ambiente</strong> tem sofrido um nível de devastação e poluição no ar, solo e na água que torna o cenário atual extremamente perigoso e quase irrecuperável. O momento exige, por parte dos governos e da sociedade, uma revisão de hábitos, costumes e de interesses, de tal forma que surja uma nova mentalidade e um comprometimento com o nosso futuro. O tempo restante antes do colapso é curto. Temos que apressar as soluções necessárias e mudar nossa percepção de progresso enquanto há tempo.</p>
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		</item>
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		<title>O Seu Bairro é Sustentável?</title>
		<link>http://www.blograizes.com.br/o-seu-bairro-e-sustentavel.html</link>
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		<pubDate>Wed, 22 Oct 2008 18:09:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Fernando do Valle</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Responsabilidade Socioambiental]]></category>

		<category><![CDATA[consciência coletiva]]></category>

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		<description><![CDATA[
Você já parou para pensar se o seu bairro é sustentável? Ao responder essa pergunta você estará avaliando melhor o local onde mora pensando em  pontos importantes que devem ser considerados na sua decisão.
A visão do que venha a ser um bairro sustentável é recente e pouco conhecida pela maioria das pessoas. Na verdade esse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/10/bairro_sustentavel.jpg"><img class="size-full wp-image-364  aligncenter" title="Você já parou para pensar se o seu bairro é sustentável?" src="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/10/bairro_sustentavel.jpg" alt="" width="483" height="233" /></a></p>
<p>Você já parou para pensar se o seu bairro é <a title="Sociedade Sustentável" href="http://www.blograizes.com.br/sociedade-sustentavel.html" target="_self"><strong>sustentável</strong></a>? Ao responder essa pergunta você estará avaliando melhor o local onde mora pensando em  pontos importantes que devem ser considerados na sua decisão.</p>
<p>A visão do que venha a ser um <strong>bairro sustentável</strong> é recente e pouco conhecida pela maioria das pessoas. Na verdade esse conceito ainda não é difundido entre nós. Pesquisando em sites de outros países encontrei o <a rel="nofollow" href="http://www.cmhc-schl.gc.ca/en/" target="_blank">Canada Mortgage and Housing Corporation</a> (CMHC-SCHL), onde conheci essa proposta extremamente interessante e adequada para definir se um determinado bairro é sustentável ou não, e quais as suas virtudes para que ele ofereça a melhor qualidade de vida. <span id="more-363"></span></p>
<p>Para definir se um <strong>bairro é sustentável</strong> temos que seguir um check-list de pontos relevantes e avaliar cada um deles com pesos relativos à sua importância. As condições culturais e econômicas de cada cidade alteram alguns desses pontos e seus pesos, podendo, em função disso, haver diferença de percepção de valores.</p>
<p>Um <strong>bairro sustentável</strong> é, acima de tudo, um lugar onde encontramos as condições ideais para vivermos, desde a atmosfera agradável de uma comunidade que interage até aspectos estruturais locais, como vias de deslocamento, escolas e comércio. Ele deverá também atender aos três aspectos da <a href="http://www.ecoesfera.com.br/sustentabilidade/" target="_blank"><strong>sustentabilidade</strong></a>: economicamente viável, socialmente justo e ecologicamente correto - o <a title="Triângulo da Sustentabilidade" href="http://www.ecoesfera.com.br/sustentabilidade/triangulo.aspx" target="_blank"><strong>Triângulo da Sustentabilidade</strong></a>.</p>
<p>Um bairro é considerado agradável quando nele encontramos um conjunto de características complementares que criam uma sensação de bem-estar coletivo. Isso vai de baixos ruídos externos, até ausência de poluição visual, calçadas em bom estado de conservação com arborização que produza sombras, segurança, relação entre veículo e pedestres equilibrada e uma escala humana correta entre a quantidade de pessoas, as construções e os equipamentos públicos.</p>
<p>Nesses lugares deve haver condições que facilitem o encontro das pessoas para conversar nas calçadas ou nos lugares públicos, e para que as crianças possam brincar com segurança nas praças ou nas áreas verdes.<br />
Situações muito semelhantes às encontradas em algumas cidades do interior que ainda preservam essas características.</p>
<p>As fachadas das edificações devem ser amistosas, transmitindo uma sensação de harmonia e coerência visual. Misturas de muitos estilos causam confusão e dissonância estética, transmitindo mal-estar e dispersão de atenção.</p>
<p>É importante que haja um mix de tipos de construção para atividades ligadas ao comércio e a serviços. Essa mistura de casas, lojas e escritórios significa oportunidades de trabalho e conforto para os seus moradores.</p>
<p>A variedade de moradias é outro fator que deve ser considerado. Ter opções de casas isoladas, casas geminadas, condomínios horizontais, apartamentos, duplex e flats permitirá que você mude de residência permanecendo no bairro e busque a que melhor se adapte às suas diferentes fases de vida. Sempre mantendo em mente <a title="Ecoesfera - Empreendimentos Sustentáveis" href="http://www.ecoesfera.com.br/" target="_blank"><strong>empreendimentos sustentáveis</strong></a>.</p>
<p>O <strong>bairro sustentável</strong> oferece opções de preços para comprar ou alugar dentro da sua capacidade de pagamento. Deve haver um equilíbrio entre a demanda e a oferta de imóveis na região que permita a viabilização de bons negócios para as partes envolvidas.</p>
<p>As pessoas devem poder se deslocar de bicicleta em ciclovias exclusivas dentro do bairro com segurança e conforto, permitindo que se vá a qualquer lugar de forma rápida e agradável.</p>
<p>Nesse bairro deve haver comércio, escolas, supermercados, hospitais, parques, serviços em geral. Enfim, tudo que seja necessário para o pleno atendimento da demanda do dia-a-dia dos seus moradores. E todos esses lugares devem estar próximos entre si, permitindo o deslocamento por vias de fácil acesso, preferencialmente a pé, o que diminuirá a necessidade do uso de carros e melhorará muito o trânsito, além de reduzir os custos financeiros com o transporte e a poluição.</p>
<p>A quantidade de <a title="Estão Matando as Área Verdes na Cidade" href="http://www.blograizes.com.br/estao-matando-areas-verdes-nas-cidades.html" target="_blank"><strong>áreas verdes</strong></a> no bairro é um aspecto relevante na análise de sua <strong>sustentabilidade</strong>. Essas árvores podem estar nas calçadas, praças, parques ou nas residências, o importante é tê-las, pois elas trazem grandes vantagens para as pessoas e para o <strong>meio ambiente</strong>.  São elas que dão sombra, criando ambientes agradáveis, interceptam a chuva, evitando alagamentos, melhoram a qualidade do ar e do clima, e ainda aumentam o valor dos imóveis da região.</p>
<p>Se no bairro boa parte da superfície estiver pavimentada isso trará problemas no escoamento das chuvas, podendo ocasionar alagamentos, além de criar ilhas de calor devido ao aumento da temperatura pela reflexão dos raios solares.</p>
<p>Um bairro que reúna todas as características mencionadas, sem dúvida oferecerá o que de melhor se pode ter para viver bem com conforto e segurança com a família, dentro de uma viabilidade financeira e em harmonia com o <strong>meio ambiente</strong>.</p>
<p>Esse lugar existe, cabe a você encontrá-lo. No seu check-list procure dar os pesos em conformidade com as suas necessidades. Defina quais são as características mais importantes para você e sua família e quais são as imprescindíveis. A partir daí vá à luta, não desanime, valerá a pena todo o esforço, pois afinal de contas é a sua casa.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Insegurança Pública</title>
		<link>http://www.blograizes.com.br/inseguranca-publica.html</link>
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		<pubDate>Mon, 20 Oct 2008 18:23:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Fernando do Valle</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Segurança]]></category>

		<category><![CDATA[preocupação]]></category>

		<category><![CDATA[violência]]></category>

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		<description><![CDATA[
Falar de segurança hoje em dia é algo surreal, pois a idéia de segurança nas cidades é algo totalmente utópico e irreal. De todas as nossas necessidades básicas a segurança é a que mais tem sido prejudicada, a ponto de, em alguns casos, inexistir em condições mínimas para vivermos em comunidade. 
Razões para preocupação com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/10/inseguranca_publica.jpg"><img class="size-full wp-image-336  aligncenter" title="O governo perdeu a capacidade de garantir a segurança para a sociedade." src="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/10/inseguranca_publica.jpg" alt="" width="483" height="233" /></a></p>
<p>Falar de <strong>segurança</strong> hoje em dia é algo surreal, pois a idéia de segurança nas cidades é algo totalmente utópico e irreal. De todas as nossas <strong>necessidades básicas</strong> a segurança é a que mais tem sido prejudicada, a ponto de, em alguns casos, inexistir em condições mínimas para vivermos em comunidade. <span id="more-335"></span></p>
<p>Razões para preocupação com essa questão não faltam. Todos os dias assistimos aos noticiários que tratam de assaltos, seqüestros, balas perdidas, assassinatos, guerras de gangues, tráfico de drogas, polícia bandida, violência sem sentido a toda hora e em qualquer lugar.</p>
<p>A impressão que fica é de que o governo perdeu a capacidade de garantir a <strong>segurança para a sociedade</strong>, principalmente por falta de uma política nacional de segurança pública que funcione. A população tranca-se cada vez mais em casa com medo dos bandidos, enquanto eles ficam soltos e impunes nas ruas a nos ameaçar.</p>
<p>Então <strong>o que é segurança pública</strong>? São organizações, geralmente públicas, que têm por objetivo afastar qualquer perigo ou mal que possa afetar a ordem pública, seja em prejuízo da vida, da liberdade ou dos direitos de propriedade de cada cidadão. A segurança pública pode limitar a liberdade individual, estabelecendo que a liberdade de cada cidadão – mesmo de fazer aquilo que a lei não lhe veda – não prejudique a liberdade dos demais.</p>
<p>Esse conceito de segurança pública é bastante amplo e não se limita à política do combate à criminalidade e nem se restringe somente à atividade policial. É responsável por empreender todas as ações de repressão à violência e ao crime e por oferecer estímulos ativos para que os cidadãos possam <strong>conviver em sociedade</strong>, trabalhar e se divertir.</p>
<p>Todas as pessoas, físicas ou jurídicas, privadas ou públicas, são <strong>responsáveis pela segurança pública</strong> e devem procurar assegurar a ordem pública. Se houver falhas nesse processo gerar-se-á algum tipo de infração penal que deverá ser reprimido pelas entidades de segurança pública. Dependendo da esfera da administração pode ser a Polícia Federal, as Polícias Estaduais – que podem ser Civil ou Militar, ou Guardas Municipais.</p>
<p>Toda essa força policial, nos vários níveis da federação, passa, à primeira vista, a impressão de que está adequada para oferecer a segurança necessária à população. Porém, essa conclusão é precipitada e falsa, já que todas trabalham de forma descoordenada entre si, com disputas por espaços e com uma má percepção uma da outra.</p>
<p>Soma-se a isso uma remuneração inadequada, que acaba atraindo pessoas com pouca formação escolar, geralmente provenientes das classes de renda mais baixas. Em função disso, com pouco estímulo para se desenvolver, temos aí o perfil dos profissionais que estão garantindo a nossa segurança.</p>
<p>Lemos nos jornais diariamente histórias de agressões ou mesmo de mortes causadas pela força policial contra as pessoas que deveriam ser defendidas. Situações como essas nos levam a ter mais medo e apreensão e, às vezes, a não saber de onde vem o maior perigo.</p>
<p>Em um País com um alto nível de <strong>corrupção</strong> como o nosso, a impunidade existente incentiva a percepção absurda de que o crime compensa e pode ser um caminho a ser seguido. Essas duas realidades, juntas, <strong>insegurança pública</strong> e impunidade, causam um estrago descomunal na formação dos jovens, que serão os adultos de amanhã, criando um processo de auto-alimentação do problema.</p>
<p>Temos todos, sociedade e governos, que começar a repensar essa triste realidade nacional e propor agora, para as entidades em geral, privadas ou públicas, as mudanças necessárias para que possamos ter garantida a nossa segurança e de nossas famílias e, assim, poder construir uma <a title="Sociedade Sustentável" href="http://www.blograizes.com.br/sociedade-sustentavel.html" target="_blank"><strong>sociedade</strong></a> ética, honesta e segura.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Saneamento Básico - O Alicerce do Desenvolvimento Social</title>
		<link>http://www.blograizes.com.br/saneamento-basico-o-alicerce-do-desenvolvimento-social.html</link>
		<comments>http://www.blograizes.com.br/saneamento-basico-o-alicerce-do-desenvolvimento-social.html#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 17 Oct 2008 17:28:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Fernando do Valle</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Responsabilidade Socioambiental]]></category>

		<category><![CDATA[preservação]]></category>

		<category><![CDATA[saneamento básico]]></category>

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		<description><![CDATA[
O saneamento básico é um conjunto de serviços essenciais para a vida nas cidades. É uma atividade econômica que busca atender a população em geral com abastecimento de água potável, tratamento de esgoto, e algumas pessoas incluem o lixo nessa categoria. É fundamental sua existência para a saúde das pessoas e a preservação do meio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/10/saneamento_basico_base_desenvolvimento_social.jpg"><img class="size-full wp-image-333  aligncenter" title="O saneamento básico deve ser considerado obra essencial e de extrema importância." src="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/10/saneamento_basico_base_desenvolvimento_social.jpg" alt="" width="483" height="233" /></a></p>
<p>O <strong>saneamento básico</strong> é um conjunto de serviços essenciais para a vida nas cidades. É uma atividade econômica que busca atender a população em geral com abastecimento de <a title="Água: Nossa Maior Riqueza" href="http://www.blograizes.com.br/agua-nossa-maior-riqueza.html" target="_self"><strong>água</strong></a> potável, tratamento de esgoto, e algumas pessoas incluem o <a title="Lixo: O que Fazer com Ele?" href="http://www.blograizes.com.br/lixo-o-que-fazer-com-ele.html" target="_self"><strong>lixo</strong></a> nessa categoria. É fundamental sua existência para a saúde das pessoas e a preservação do <a title="Meio Ambiente" href="http://www.blograizes.com.br/tag/meio-ambiente" target="_self"><strong>meio ambiente</strong></a> em geral.<span id="more-331"></span></p>
<p>Esses serviços são prestados por empresas públicas ou privadas. Trata-se de uma atividade monopolista devido à inviabilidade econômica de se ter duas ou mais redes de água ou de esgoto de empresas diferentes. Além disso, os investimentos em obras e na manutenção são muito elevados, o que acarreta retornos econômicos e financeiros em prazos longos.</p>
<p>É impraticável pensar em uma <a title="Sociedade Sustentável" href="http://www.blograizes.com.br/sociedade-sustentavel.html" target="_self"><strong>sociedade desenvolvida e sustentável</strong></a> sem que haja serviços de <strong>saneamento básico</strong> para toda a população. Nesse caso, ter parte dos moradores de uma cidade desassistida por esses serviços é demonstração de falta de visão estratégica e do conhecimento de sua importância para a qualidade de vida dos moradores.</p>
<p>Os governantes, normalmente, não valorizam esses serviços como deveriam. Talvez porque eles não sejam percebidos visualmente pelas pessoas no seu dia-a-dia. Como há um grande interesse por obras de impacto eleitoreiro, e as instalações do <strong>saneamento básico</strong> ficam escondidas sob as vias públicas, esses administradores públicos esquecem-se de que a ausência desses serviços acarreta vários tipos de problemas para a população.</p>
<p>Um dos maiores problemas causados pela falta de <strong>saneamento básico</strong> é o de <a title="Saúde: Direito de Todos Sempre" href="http://www.blograizes.com.br/saude-direito-de-todos-sempre.html" target="_blank"><strong>saúde pública</strong></a>. A falta desses serviços, principalmente em regiões carentes, é a causa de inúmeras doenças, como a cólera, leptospirose, meningite, diarréia, pólio, febre tifóide, entre outras. São algumas dezenas de doenças causadas pela <strong>falta de saneamento básico</strong> que destroem a saúde das pessoas e, conseqüentemente, suas famílias, causando grandes prejuízos para toda a sociedade.</p>
<p>O governo parece não enxergar que por trás desse problema de saúde pública escondem-se conseqüências gravíssimas para toda a estrutura social. As doenças afastam milhares de pessoas dos seus empregos, levando-as a depender da Previdência Pública, o que gera dispêndios de grandes somas do próprio governo, recursos estes que poderiam ser usados para fazer as redes de esgoto que teriam evitado esse problema.</p>
<p>Na grande maioria das cidades do Brasil não existe tratamento de esgotos. Eles são jogados <em>in natura</em> nos rios ou mares. O <strong>saneamento básico</strong> utiliza mais de 21% dos recursos hídricos de nosso País, e a grande maioria desses recursos volta à natureza em forma de esgotos sem nenhum tipo de tratamento.</p>
<p>A conseqüência disso é que a poluição decorrente desse <strong>crime ambiental</strong> causa sérios problemas para todos nós. A água é um recurso natural indispensável à vida. Sendo assim, é muito importante a sua preservação.</p>
<p>Além da poluição, o consumo de água per capita no Brasil dobrou nos últimos 20 anos enquanto a disponibilidade de água ficou três vezes menor; e pior, há muito desperdício. Cerca de 30% da água tratada é desperdiçada em vazamentos pelas ruas. Na Grande São Paulo desperdiça-se 10 m3 de água por segundo, o que daria para abastecer diariamente cerca de 3 milhões de pessoas.</p>
<p>Há ainda os nossos hábitos culturais, como deixar a torneira da pia aberta em nossa higiene pessoal, tomar longos banhos ou lavar as calçadas ou carros com grande desperdício de água. Pelos cálculos do Ministério do Planejamento, perdem-se até 40% dos 10,4 milhões de litros consumidos anualmente no País.</p>
<p>Por tudo isso, a solução desses problemas passa por mudanças importantes e imediatas que nos levarão a repensar nossos hábitos e necessidades, e o governo a repensar sua responsabilidade por essa crescente demanda por melhores condições de saneamento.</p>
<p>O <strong>saneamento básico</strong> deveria ser considerado pelo governo e pela sociedade em geral como obra essencial e de extrema importância para as nossas vidas. Os investimentos alocados para a execução das estações de tratamento, redes e toda a malha necessária para o seu funcionamento deveriam ser priorizados sobre outros investimentos, pois a existência desses serviços resolveria vários tipos de problemas.</p>
<p>Enfim, já erramos o suficiente para saber o que não devemos fazer. Todos, governo e sociedade, devem juntar-se em um trabalho que envolva obras do governo e de conscientização da população para mudarmos esse quadro inacabado e injusto com os mais necessitados, mas com reflexo para toda a população.</p>
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		<title>Transporte Público - O Martírio Nosso de Cada Dia</title>
		<link>http://www.blograizes.com.br/transporte-publico-o-martirio-nosso-de-cada-dia.html</link>
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		<pubDate>Wed, 15 Oct 2008 12:51:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Fernando do Valle</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Trânsito]]></category>

		<category><![CDATA[transporte público]]></category>

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		<description><![CDATA[
O transporte público no Brasil, de modo geral, sempre foi de baixa qualidade e nunca mereceu, salvo em raros casos, uma avaliação positiva dos seus usuários. A principal razão desse quadro negativo é a falta de um planejamento e de controle dos governos municipais, responsáveis pelas suas implantações, e a ausência de uma visão estratégica [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/10/transporte_publico.jpg"><img class="size-full wp-image-317  aligncenter" title="O transporte urbano é de grande importância para a qualidade do trânsito das cidades." src="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/10/transporte_publico.jpg" alt="" width="483" height="233" /></a></p>
<p>O <strong>transporte público</strong> no Brasil, de modo geral, sempre foi de baixa qualidade e nunca mereceu, salvo em raros casos, uma avaliação positiva dos seus usuários. A principal razão desse quadro negativo é a falta de um planejamento e de controle dos governos municipais, responsáveis pelas suas implantações, e a ausência de uma visão estratégica e de continuidade desse assunto pelo governo federal, indutor das políticas de transporte público.<span id="more-314"></span></p>
<p>As pessoas que necessitam de transporte público ficam à mercê das mais variadas situações, como <strong>greves longas</strong>; <strong>aumentos de tarifas</strong> com o objetivo de atender somente aos interesses de empresários do setor; <strong>falta de qualidade</strong> no serviço; despreparo dos funcionários das empresas; <strong>falta de segurança</strong> e conforto; pontos de ônibus ou estações sem proteção e conforto; poucos veículos disponíveis, ocasionando superlotação em horários de pique; descumprimento freqüente de horários, entre um rosário enorme de outros tantos problemas enfrentados historicamente pelos usuários.</p>
<p>O transporte público conta com uma certa variedade de veículos, sendo todos administrados por empresas públicas, ou através de licença por empresas privadas, e os seus passageiros são usuários, e não proprietários.</p>
<p>Todas as cidades de porte médio ou grande têm variedade de <strong>transporte urbano</strong>. O transporte urbano é de grande importância para a qualidade do trânsito das cidades, pois evita a utilização de carros nas ruas e <strong>diminui a poluição</strong>, permitindo ainda que as pessoas façam grandes deslocamentos com baixos custos, principalmente, para os que não possuem recursos para adquirir os seus carros.</p>
<p>Temos três <strong>transportes urbanos</strong> de massa: o ônibus, o metrô e o trem. Cada um tem características próprias, com impactos diferentes na vida dos seus usuários.</p>
<p>O ônibus é o meio de mais baixo custo para implantação. Prático, eficiente e econômico, é adequado para rotas curtas. É extremamente flexível e atende um grande número de rotas urbanas. Sua principal desvantagem é a falta de capacidade de transportar um número maior de passageiros, o que o inviabiliza para rotas de maior uso, além de causar poluição pela utilização de <a href="http://www.blograizes.com.br/tag/combustivel-fossil"><strong>combustível fóssil</strong></a>. Ou seja, tem baixa eficiência como transporte de massa.</p>
<p>O <strong>mêtro é o transporte perfeito</strong> para grandes e médias distâncias, adequado para alta demanda de passageiros. Não polui e é econômico. É alimentado por energia elétrica. Fica isolado dentro da malha urbana e seu acesso para os passageiros se dá pelas estações construídas ao longo das suas linhas. Seu custo ambiental é baixo, porém, sua construção ocasiona grandes transtornos ao meio ambiente e à comunidade do entorno, além do custo financeiro ser muito elevado e os prazos de finalização serem longos.</p>
<p>O trem é o transporte público ideal para as ligações interurbanas entre pontos afastados, usado para transportar um grande número de pessoas. Geralmente é fruto de projetos federais, podendo também envolver unidades da federação quando usado dentro de grandes cidades.</p>
<p>Em nossas grandes cidades o trem já está interligado a outros transportes públicos, permitindo a baldeação de pessoas que moram mais distante e trabalham nos grandes centros urbanos.</p>
<p>Como cada vez mais pessoas moram nas <strong>áreas urbanas</strong>, o transporte público virou prioridade em qualquer planejamento governamental. Sua ausência acarreta problemas difíceis para a população, levando-a a perder muito tempo com deslocamento, além da perda de uma parcela importante do seu orçamento, o que representa uma sensível piora na qualidade de vida dessa população, geralmente a mais carente.</p>
<p>A viabilização do transporte público com qualidade é fator de <strong>desenvolvimento social</strong> e possibilita um equilíbrio entre o uso dos transportes públicos e dos carros particulares. Isso evitaria os grandes congestionamentos e a perda de tempo e dinheiro para a população em geral.</p>
<p>As cidades com boa solução nos seus transportes públicos estão mais preparadas para resolver os outros problemas que ocorrem em conseqüência do crescimento.</p>
<p><a title="Cidades - Organismos Vivos" href="http://www.blograizes.com.br/cidades-organismos-vivos.html" target="_blank"><strong>Cidades sustentáveis</strong></a> são as que têm a maior parte da sua população deslocando-se por meio de transporte público de qualidade. Sem resolvermos esse grande impasse não poderemos avançar como uma <a title="Sociedade Sustentável" href="http://www.blograizes.com.br/sustentabilidade-social-uma-nova-visao-do-papel-das-empresas.html" target="_blank"><strong>sociedade sustentável</strong></a>.</p>
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		<title>O Que é Crédito de Carbono e Qual sua Importância em Nossas Vidas?</title>
		<link>http://www.blograizes.com.br/o-que-e-credito-de-carbono-e-qual-sua-importancia-em-nossas-vidas.html</link>
		<comments>http://www.blograizes.com.br/o-que-e-credito-de-carbono-e-qual-sua-importancia-em-nossas-vidas.html#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 13 Oct 2008 21:55:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Fernando do Valle</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Ecologia urbana]]></category>

		<category><![CDATA[CO2]]></category>

		<category><![CDATA[crédito de carbono]]></category>

		<category><![CDATA[efeito estufa]]></category>

		<category><![CDATA[gases poluentes]]></category>

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		<description><![CDATA[

A idéia de se criar o sistema de créditos de carbono foi buscar compensar a emissão de gases que produzem o efeito estufa através de um programa que desperta nos países a vontade política de rever os seus processos industriais e, com isso, diminuir a poluição na atmosfera e o seu impacto no aquecimento do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><img class="aligncenter" src="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/10/credito_de_carbono.jpg" alt="" /></span><span style="text-decoration: underline;"><br />
</span></p>
<p>A idéia de se criar o sistema de <strong>créditos de carbono</strong> foi buscar compensar a emissão de gases que produzem o <a href="http://www.blograizes.com.br/tag/efeito-estufa"><strong>efeito estufa</strong></a> através de um programa que desperta nos países a vontade política de rever os seus processos industriais e, com isso, diminuir a poluição na atmosfera e o seu impacto no aquecimento do clima.<span id="more-308"></span></p>
<p>Em função disso foi criado um certificado que é emitido pelas agências de <strong>proteção ambiental</strong> reguladoras, atestando que houve redução de emissão de gases do efeito estufa. A quantidade de <strong>créditos de carbono</strong> recebida varia de acordo com a quantidade de emissão de carbono reduzida.</p>
<p>Foi convencionado que uma <strong>tonelada de dióxido de carbono</strong> (CO2) equivale a um crédito de carbono. Outros gases que contribuem para o efeito estufa também podem ser convertidos em créditos de carbono, utilizando o conceito de <strong>carbono equivalente</strong>.</p>
<p>Esse certificado é negociado no mercado internacional, onde a redução de gases do efeito estufa passa a ter um valor monetário para conter a poluição. Há diversos meios para consegui-lo, alguns exemplos são: reflorestamento; redução das emissões provenientes da queima de combustíveis fósseis; substituição de combustíveis fósseis por  energia limpa e renovável, como eólica, solar, biomassa, PCH (Pequena Central Hidrelétrica), entre outras; aproveitamento das emissões que seriam de qualquer forma descarregadas na atmosfera (metano de aterros sanitários) para a produção de energia.</p>
<p>Em acordos internacionais os países desenvolvidos passaram a ter cotas máximas para emitir esses gases do efeito estufa. Coube a esses países criar leis para restringir a emissão desses gases em seus territórios.</p>
<p>Os países ou suas indústrias que ultrapassarem as metas estabelecidas terão que comprar os <strong>certificados de crédito de carbono</strong>, da mesma forma que quem conseguir reduzir suas emissões poderá vender o excedente dessa redução de emissão de gases nas Bolsas de Valores e de Mercadorias a outros países ou indústrias que necessitem desses créditos.</p>
<p>O <strong>mercado de carbono</strong> possui um critério que se chama adicionalidade. Segundo este, um projeto precisa absorver dióxido de carbono da atmosfera, no caso de reflorestamentos, ou evitar o lançamento de gases do efeito estufa, no caso de eficiência energética.</p>
<p>Algumas pessoas criticam esses certificados por entenderem que eles autorizam países e indústrias a poluir. E isso pode ser verdade, pois a intenção da criação desse certificado era organizar critérios de neutralização da emissão desses gases poluidores.</p>
<p>Porém, também havia embutido dentro do programa a intenção de que os países que fossem os maiores poluidores diminuissem suas emissões, e que esse mercado de carbono servisse de estímulo para incentivar os países em desenvolvimento para que, atraídos pelo ganho financeiro, cuidassem melhor de suas florestas e evitassem queimadas.</p>
<p>Mas não foram suficientes os alertas e os estímulos financeiros. Algumas empresas continuam a destruir as florestas pela sua ganância e ignorância, esquecendo que as conseqüências serão muito graves para todos nós e as gerações futuras.</p>
<p>Os governos foram omissos e permitiram, e ainda permitem, que o <a title="Estão Matando as Área Verdes na Cidade" href="http://www.blograizes.com.br/estao-matando-areas-verdes-nas-cidades.html" target="_blank"><strong>desmatamento</strong></a> sem controle furte a nossa maior riqueza: as florestas. Hoje ainda assistimos governantes de países importantes ignorarem todos os sinais de perigo dados pela natureza contra a vida humana.</p>
<p>Duas atitudes deveriam ser adotadas imediatamente por todos os governos do mundo. A primeira seria a diminuição em percentuais importantes das emissões de gases poluentes, seja nas indústrias ou nos transportes. A segunda, agir fortemente contra o desmatamento descontrolado das florestas.</p>
<p>Tomamos conhecimento recentemente de que o Incra, órgão ligado ao Governo Federal, é o responsável pelo maior desmatamento em nosso País. Isso causou-nos surpresa e descrédito quanto ao poder público, pois se o governo não consegue controlar nem os seus subordinados como irá fiscalizar os outros?</p>
<p>Por tudo isso, a criação dos <strong>créditos de carbono</strong> tem um papel importante de conscientização dos países e suas indústrias, mas não será suficiente para resolver esse problema se não houver vontade de todos os envolvidos. Governos, empresas e sociedade devem sentar-se juntos e discutir como mudar esse crime, que é contra o <a href="http://www.blograizes.com.br/tag/meio-ambiente"><strong>meio ambiente</strong></a>, mas, principalmente, contra nós mesmos.</p>
<p>Para sermos um <a title="Missão Ecoesfera" href="http://www.ecoesfera.com.br/empresa/missao.aspx" target="_blank"><strong>mundo sustentável</strong></a> são necessários mais que programas de incentivo financeiro ligados ao meio ambiente. É necessário que tenhamos <a title="Blog Raízes - Responsabilidade Socioambiental" href="http://www.blograizes.com.br/" target="_self"><strong>responsabilidade socioambiental</strong></a> e consciência coletiva da necessidade dessa mudança, agora.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Um Produto Sustentável Custa Mais Caro?</title>
		<link>http://www.blograizes.com.br/um-produto-sustentavel-custa-mais-caro.html</link>
		<comments>http://www.blograizes.com.br/um-produto-sustentavel-custa-mais-caro.html#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 10 Oct 2008 22:56:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Fernando do Valle</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Consumo]]></category>

		<category><![CDATA[produtos sustentáveis]]></category>

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		<description><![CDATA[
Essa pergunta me tem sido feita várias vezes nestes últimos meses. Todas as pessoas que me entrevistam, ou conversam comigo sobre sustentabilidade, querem saber se um empreendimento sustentável custa mais caro que o tradicional.
Na verdade essa resposta não pode ser dada de forma simples, sem uma explicação. E por quê? Simplesmente porque essa conta deve [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/10/sustentavel3.jpg"><img class="size-full wp-image-305  aligncenter" title="O custo da sustentabilidade não será medido por cifrões." src="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/10/sustentavel3.jpg" alt="" width="483" height="233" /></a></p>
<p>Essa pergunta me tem sido feita várias vezes nestes últimos meses. Todas as pessoas que me entrevistam, ou conversam comigo sobre <a href="http://www.ecoesfera.com.br/sustentabilidade/" target="_blank"><strong>sustentabilidade</strong></a>, querem saber se um <a title="Ecoesfera - Empreendimentos Sustentáveis" href="http://www.ecoesfera.com.br/" target="_blank"><strong>empreendimento sustentável</strong></a> custa mais caro que o tradicional.</p>
<p>Na verdade essa resposta não pode ser dada de forma simples, sem uma explicação. E por quê? Simplesmente porque essa conta deve ser feita considerando outros aspectos além do seu custo de fabricação. <span id="more-297"></span></p>
<p>É óbvio que os <strong>produtos sustentáveis</strong>, por terem mais itens que os tradicionais, tendem a custar mais, porém, se analisarmos todo o processo, mais o ganho no custo pós-utilização, o resultado se inverte e passa a ser favorável aos produtos sustentáveis.</p>
<p>Para transformar um produto tradicional em sustentável primeiro temos que entender as características do negócio, qual o seu potencial de impacto no <a href="http://www.blograizes.com.br/tag/meio-ambiente"><strong>meio ambiente</strong></a> e qual a possibilidade de mudança que possa adequá-lo ao <strong>conceito da sustentabilidade</strong>. Quanto maior o número de variáveis envolvidas nessa equação, maior a sua possibilidade de transformação.</p>
<p>Para poder entender as vantagens de um <strong>produto sustentável</strong> e avaliar o seu custo x benefício, deve-se estudar o assunto em uma perspectiva mais ampla, levando-se em consideração também os outros dois aspectos da sustentabilidade, além do econômico, que são o social e o ambiental.</p>
<p>Na grande maioria das vezes, os empresários, quando fazem a análise dos seus negócios, consideram somente os aspectos econômicos e financeiros. Para eles o objetivo é aumentar o lucro ao máximo, e tudo que for considerado acessório deve ser eliminado.</p>
<p>Como a <strong>sustentabilidade</strong> é uma preocupação recente, e ainda não foi totalmente entendida pelo consumidor, este não está disposto a pagar mais por ela. E esse é o problema: se não há demanda, não há escala, e sem volume os custos de produção são maiores, aumentando sensivelmente o produto final.</p>
<p>Soma-se a essa situação um ambiente de crise como o atual, em que, por razões óbvias, corta-se tudo o que é possível para preservar o negócio. Como me disse um consultor, em época de bonança discute-se estratégia, na crise, gestão de custo. Assim, muito provavelmente, os itens de sustentabilidade também seriam cortados.</p>
<p>O que não está errado, numa análise pela ótica financeira, mas está totalmente equivocado pela visão de <strong>preservação do meio ambiente</strong> e do nosso futuro. Focando o momento atual pode ser uma solução viável, porém, a médio e longo prazo é suicídio coletivo.</p>
<p>Como mudamos isso? Conscientizando as pessoas de duas verdades: a primeira é que a sustentabilidade é, sim, essencial, necessária e de grande valor, e a segunda é que ajuda a viabilizar o negócio.</p>
<p>O conceito de valor trata de algo que é relativo. Só há valor se houver a percepção de alguma necessidade importante em determinado momento e situação. Por exemplo, um copo de água no deserto tem um valor muito maior que o mesmo copo de água no escritório.</p>
<p>No caso da sustentabilidade, a percepção de valor se dará quando, em função da sua ausência, for gerada uma sensação de falta ou perda na qualidade de vida e perspectiva de futuro das pessoas. Portanto, o reconhecimento do valor da sustentabilidade deverá crescer muito nestes próximos anos, na medida em que as pessoas entenderem sua importância.</p>
<p>Os negócios sem sustentabilidade não se perpetuarão, pois a vida das pessoas será fortemente prejudicada. Por outro lado o lucro de um negócio sustentável, por estar em linha com o futuro e o bem-estar das pessoas, será duradouro e do interesse de todos os participantes.</p>
<p>Entendemos melhor a importância da sustentabilidade nos negócios quando quebramos alguns paradigmas. Primeiramente quando a consideramos como investimento e não como custo. Depois, quando esperamos um retorno a longo prazo em vez de curto prazo.  E por último quando consideramos o ganho de imagem como parte do lucro, reconhecendo o seu papel de catalisador do negócio.</p>
<p>Para que todas essas mudanças aconteçam será necessário repensarmos nosso entendimento de como vivemos até hoje em sociedade, e como as pessoas, empresas e governos interagem.</p>
<p>As verdades de ontem não valem para o mundo que está nascendo, que só terá futuro se o fizermos sustentável. Portanto, o <strong>custo da sustentabilidade</strong> não será medido por cifrões e sim pela nossa disposição de construir um futuro digno e um mundo muito melhor.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Design Sustentável</title>
		<link>http://www.blograizes.com.br/design-sustentavel.html</link>
		<comments>http://www.blograizes.com.br/design-sustentavel.html#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 08 Oct 2008 12:30:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Fernando do Valle</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[residência sustentável]]></category>

		<category><![CDATA[design]]></category>

		<category><![CDATA[futuro]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.blograizes.com.br/?p=290</guid>
		<description><![CDATA[
Vivemos em um mundo onde a forma tem um papel importante como construtora de imagem e como percepção de modernidade e qualidade. Bonito, prático, funcional, moderno, durável e útil são algumas características inerentes à nossa aceitação ou não de determinados produtos.
O termo design sustentável surgiu recentemente com o propósito de trazer um novo conceito que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/10/design_sustentavel.jpg"><img class="size-full wp-image-291  aligncenter" title="O design sustentável projeta no presente com olhos no futuro." src="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/10/design_sustentavel.jpg" alt="" width="483" height="233" /></a></p>
<p>Vivemos em um mundo onde a forma tem um papel importante como construtora de imagem e como percepção de modernidade e qualidade. Bonito, prático, funcional, moderno, durável e útil são algumas características inerentes à nossa aceitação ou não de determinados produtos.<span id="more-290"></span></p>
<p>O termo <strong>design sustentável</strong> surgiu recentemente com o propósito de trazer um novo conceito que incluísse os significados das duas palavras. O termo <strong>design</strong> significa o ato de projetar, desenvolver ou criar, buscando sempre a evolução do que já existe. Já a palavra <a title="Mapa da Sustentabilidade" href="http://www.ecoesfera.com.br/sustentabilidade/mapa.aspx" target="_blank"><strong>sustentável</strong></a>, no novo conceito aplicado a ela, é fazer algo considerando os seus três aspectos: <a href="http://www.blograizes.com.br/tag/economicamente-viavel" target="_blank"><strong>economicamente viável</strong></a>, <a title="Sustentabilidade Social" href="http://www.blograizes.com.br/sustentabilidade-social-uma-nova-visao-do-papel-das-empresas.html" target="_blank"><strong>socialmente justo</strong></a> e <strong>ambientalmente correto</strong> - O <a title="Triângulo da Sustentabilidade" href="http://www.ecoesfera.com.br/sustentabilidade/triangulo.aspx" target="_blank"><strong>Triângulo da Sustentabilidade</strong></a>.</p>
<p>Produtos concebidos dentro da visão do <strong>design sustentável</strong> devem respeitar a preocupação com o <a href="http://www.blograizes.com.br/tag/meio-ambiente" target="_blank"><strong>meio ambiente</strong></a>, diminuindo, assim, os problemas da extração da matéria-prima e da energia necessária para sua fabricação. Esses produtos também devem ser acessíveis economicamente ao maior número de pessoas possível. Tratar os aspectos sociais de forma mais ampla. Por último, têm também que cumprir uma função fundamental e básica: trazer o bem-estar e a satisfação a quem os utiliza.</p>
<p>O conceito dos <strong>3R</strong>(erres) (<strong>Reduzir, Reutilizar e Reciclar</strong>) deve estar presente nos produtos desenvolvidos dentro da visão do design sustentável. Esses produtos, quando na sua fase de concepção, devem ser elaborados já para possíveis reutilizações para sua função principal. Com uma maior durabilidade que evite baixa utilização e uso de materiais que permitam a reciclagem.</p>
<p>O <strong>design sustentável</strong> projeta no presente com olhos no futuro. Essa afirmação procura colocar os dois tempos, presente e futuro, existindo simultaneamente, pois as necessidades que geraram a sua fabricação devem considerar todos os aspectos envolvidos e seus impactos no agora e no depois.</p>
<p>As fases do ciclo de vida de um produto são a extração das matérias-primas, a produção com seu consumo de energia, a distribuição até o consumidor final, a sua utilização e, por fim, o seu destino final. O principal objetivo do design sustentável é reduzir ao máximo o <strong>impacto ambiental</strong> desse produto em todas as suas fases.</p>
<p>Li recentemente em um site um provérbio dos índios americanos Lakota Sioux que dizia: “Não herdamos a terra dos nossos pais, pedimo-la emprestada aos nossos filhos”. Acredito que essa frase traduza, de uma forma muito adequada, a nossa responsabilidade com as gerações futuras, e como devemos estar atentos ao definir nossas necessidades presentes.</p>
<p>Um bom exemplo da aplicação do <strong>design sustentável</strong> em um produto muito importante em nossas vidas são as residências, que tanto na sua fase de construção como depois, na sua utilização, causam grandes impactos ao <strong>meio ambiente</strong>.</p>
<p>Se houver em ambas as fases o uso desse conceito, podemos produzir essas residências com baixo impacto ambiental, os <a title="Ecoesfera - Empreendimentos Sustentáveis" href="http://www.ecoesfera.com.br/" target="_blank"><strong>empreendimentos sustentáveis</strong></a>, e permitir que os seus futuros moradores se beneficiem da vantagem do baixo consumo de recursos naturais com a sua respectiva redução de custo para mantê-las.</p>
<p>O <strong>design sustentável</strong> preocupa-se com os materiais e a energia usados, assim como com a sua funcionalidade e destino final, mas é o desenho final da forma que melhor traduz como as pessoas perceberão e aceitarão esse produto.</p>
<p>Na construção civil temos um grupo de profissionais que se preocupam com a relação do desenho e a funcionalidade com a percepção de quem irá usar o imóvel. Isso é chamado de <strong>Arquitetura da Felicidade</strong>.</p>
<p>Esses profissionais, geralmente arquitetos, procuram projetar as construções de residências e escritórios buscando uma nova perspectiva das necessidades de quem lá irá morar ou trabalhar. A felicidade é algo que pode ser facilitado através do desenho do projeto proposto. Cuidados com o <strong>conforto ambiental</strong> e a estética ajudam, e muito, a criar esses <strong>ambientes saudáveis</strong>.</p>
<p>Portanto, projetar um produto é mais do que só resolver suas características e desenho final, é poder avaliar o seu impacto no meio ambiente e na felicidade dos seus usuários.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Sustentabilidade Social: Uma Nova Visão do Papel das Empresas</title>
		<link>http://www.blograizes.com.br/sustentabilidade-social-uma-nova-visao-do-papel-das-empresas.html</link>
		<comments>http://www.blograizes.com.br/sustentabilidade-social-uma-nova-visao-do-papel-das-empresas.html#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 06 Oct 2008 20:42:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Fernando do Valle</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[sustentabilidade social]]></category>

		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[
A percepção da importância da sustentabilidade social vem crescendo muito nos últimos anos. A complexidade dos assuntos abordados e a dificuldade em tratá-los, seja pelos seus vários desdobramentos ou pelo grande número de partes envolvidas, têm impedido que se avance muito em relação à posição atual.
A urgência é reconhecida por todos, porém, o tempo perdido [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/10/sustentabilidade_social_uma_nova_visao_do_papel_das_empresas.jpg"><img class="size-full wp-image-281  aligncenter" title="Um novo tipo de negócio está surgindo: empresas socialmente responsáveis." src="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/10/sustentabilidade_social_uma_nova_visao_do_papel_das_empresas.jpg" alt="" width="483" height="233" /></a></p>
<p>A percepção da importância da <strong>sustentabilidade social</strong> vem crescendo muito nos últimos anos. A complexidade dos assuntos abordados e a dificuldade em tratá-los, seja pelos seus vários desdobramentos ou pelo grande número de partes envolvidas, têm impedido que se avance muito em relação à posição atual.</p>
<p>A urgência é reconhecida por todos, porém, o tempo perdido e a desorganização dos interessados atrasam um debate mais consistente e prático dos caminhos a serem propostos. <span id="more-280"></span></p>
<p>Estamos vivendo uma situação em que as pessoas endentem que é necessário ampliar e aprofundar a discussão sobre esse tema, e reconhecem a importância de cada um para as mudanças que terão de ser alcançadas. Mas a falta de liderança e de vontade política de alguns participantes tem comprometido esses esforços.</p>
<p>Não há mais dúvida quanto às reais necessidades de se buscar um novo patamar no nosso <strong>desenvolvimento social</strong>. Sabemos que o desequilíbrio entre as classes tem comprometido as melhorias duradouras na qualidade de vida das pessoas. Sem <strong>justiça social</strong> não há ambiente propício para criarmos uma <a title="Sociedade Sustentável" href="http://www.blograizes.com.br/sociedade-sustentavel.html" target="_blank"><strong>sociedade sustentável</strong></a>.</p>
<p>O conceito da <a title="Sustentabilidade" href="http://www.ecoesfera.com.br/sustentabilidade/" target="_blank"><strong>sustentabilidade</strong></a> social apóia-se no direito que todas as pessoas têm às mesmas condições e permitir que os menos favorecidos possam ascender socialmente, conseguindo, assim, participar da distribuição de renda e de bens gerados no País.</p>
<p>Não cabe aqui discutir visões apaixonadas sobre as diferenças do capitalismo ou socialismo, quais são as suas vantagens ou desvantagens. Minha visão é pragmática e realista: mudanças sociais são feitas em um processo lento e difícil por envolver interesses conflitantes entre as partes.</p>
<p>É a velha briga entre classes que tem movimentado nossa história há vários séculos.</p>
<p>Essas mudanças se fazem necessárias agora. Não podemos mais postergá-las sob pena de frustrar a todos, com graves conseqüências para o nosso futuro.</p>
<p>São vários os participantes nesse processo, cada um com suas expectativas e disposição para negociar uma solução que atenda aos seus interesses e muitas vezes não os dos outros. A diferença de enfoque de cada um tem levado a posturas rígidas e muitas vezes radicais, afastando pessoas e organizações essenciais para essa solução.</p>
<p>Dos três principais interessados, governo, sociedade e empresas, talvez sejam as empresas as que tenham as melhores condições de buscar destravar esse impasse. São elas que possuem uma habilidade nata para negociar e aproximar as diferenças, permitindo uma convergência para um ponto em comum.</p>
<p>As constantes mudanças no nosso dia-a-dia levaram as empresas, que são as mais adaptadas a essas transformações, a terem um papel de revisora dos costumes e hábitos, e a serem referências nas comunidades em que estão inseridas. Isso as credencia a liderar os movimentos sociais em curso hoje em nossa sociedade.</p>
<p>A cada dia empresários e executivos têm aceitado rediscutir os interesses de suas empresas com base em um enfoque social. Eles entendem que sem conquistar posições mais justas para as outras partes não alcançarão os seus objetivos e, no futuro, poderão ter os seus negócios prejudicados.</p>
<p>Acredito que os empresários e executivos das empresas privadas e públicas deveriam participar mais deste momento, em que há uma percepção generalizada de que é preciso dar passos mais rápidos em direção a essas mudanças.</p>
<p>Do <a title="Triângulo da Sustentabilidade" href="http://www.ecoesfera.com.br/sustentabilidade/triangulo.aspx" target="_blank"><strong>triângulo da sustentabilidade</strong></a>, o lado social é, de longe, o mais importante. É dele que emanam os problemas ou soluções para os outros dois, seja o econômico ou o ambiental. E as empresas são as grandes responsáveis por ajudar a desenvolvê-lo e difundi-lo.</p>
<p>Se quisermos ter qualidade de vida e esperança de dias melhores temos que assumir nosso papel de líderes e chamar para nós a responsabilidade dessas mudanças.</p>
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		<title>Pessoas Felizes - A Base da Sustentabilidade</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Oct 2008 18:30:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Fernando do Valle</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

		<category><![CDATA[equilíbrio social]]></category>

		<category><![CDATA[lazer]]></category>

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		<description><![CDATA[
Desde que o conceito da sustentabilidade surgiu há poucos anos, esteve sempre fortemente vinculado aos problemas ambientais. Em função da gravidade que as mudanças climáticas apresentam e suas conseqüências para as nossas vidas, os outros aspectos também relevantes foram pouco discutidos e não mereceram a atenção necessária.
Os problemas que terão de ser resolvidos para que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/10/pessoas_felizes_base_sustentabilidade.jpg"><img class="size-full wp-image-276  aligncenter" title="Não existimos exclusivamente para trabalhar, mas para sermos felizes." src="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/10/pessoas_felizes_base_sustentabilidade.jpg" alt="" width="483" height="233" /></a></p>
<p>Desde que o conceito da <a title="Sustentabilidade" href="http://www.ecoesfera.com.br/sustentabilidade/" target="_blank"><strong>sustentabilidade</strong></a> surgiu há poucos anos, esteve sempre fortemente vinculado aos problemas ambientais. Em função da gravidade que as mudanças climáticas apresentam e suas conseqüências para as nossas vidas, os outros aspectos também relevantes foram pouco discutidos e não mereceram a atenção necessária.</p>
<p>Os problemas que terão de ser resolvidos para que nos transformemos em uma <a title="Sociedade Sustentável" href="http://www.blograizes.com.br/sociedade-sustentavel.html" target="_blank"><strong>sociedade sustentável</strong></a> são muitos e de difícil solução. Envolvem vários aspectos que, por sua vez, trazem embutidos nas suas características um alto grau de complexidade e com soluções que não são percebidas da mesma forma por todos os seus interessados.  <span id="more-275"></span></p>
<p>Tenho abordado vários temas ligados à questão da <a title="Cidades - Organismos Vivos" href="http://www.blograizes.com.br/cidades-organismos-vivos.html" target="_blank"><strong>sustentabilidade nas cidades</strong></a>, pois esse é o meu foco de interesse, sempre buscando apresentá-los de forma ampla, clara e objetiva. Falar de educação, saúde, trânsito, áreas verdes nas cidades, lixo, importância da água, mercado financeiro, violência contra as crianças, entre outros temas, tem como objetivo apresentar vários enfoques importantes ligados à questão central.</p>
<p>Porém, acredito que um novo assunto mereça uma maior atenção por seu desdobramento sobre a nossa qualidade de vida: o lazer nas cidades com o seu impacto no bem-estar de todos.</p>
<p>Hoje, mais do que nunca, estamos sendo engolidos pelas cidades e perdendo a capacidade de nos sociabilizar com a nossa família e amigos. Há cada vez menos espaço para o lazer em áreas abertas, ou lugares fechados planejados para que as pessoas possam se encontrar, praticar esporte, se divertir, mas acima de tudo estarem felizes e contentes consigo mesmas e com a sua comunidade.</p>
<p>O trabalho, atividade tão importante para nossa sociedade, exerce papel fundamental no equilíbrio social por representar a forma como ganhamos dinheiro e também o local onde nos desenvolvemos intelectual e profissionalmente. Há ainda hoje uma valorização acentuada do trabalho em detrimento do lazer. A sociedade passa a impressão de que é moralmente incorreto o tempo gasto que não seja com o trabalho.<br />
No século passado o surgimento da indústria transformou o trabalho na razão principal da existência das pessoas, o que obviamente não foi bom para elas, pois não existimos exclusivamente para trabalhar, mas para sermos felizes e crescermos como seres completos.</p>
<p>A administração do tempo vem mudando nossa percepção do trabalho nos últimos anos. O homem moderno passou a encarar outras prioridades, como divertir-se, viajar, estar com amigos, curtir uma leitura interessante, assistir a um bom filme ou uma peça teatral. Esses são alguns exemplos de atividades que passaram a ser consideradas como momentos importantes e necessários em nossas vidas.</p>
<p>Mas para podermos ocupar algumas horas da semana com o lazer temos que antes planejar nossas vidas para que possamos dispor desse tempo para nós e nossa família.</p>
<p>O dia-a-dia nas grandes cidades impede que muitas pessoas consigam esse tempo. Perdem horas irrecuperáveis no trânsito a cada deslocamento. Horas que faltarão para se divertir ou descansar.</p>
<p>As classes de renda mais baixa são as mais prejudicadas. Por falta de transporte de qualidade têm nas horas trabalhadas um período quase igual ao de horas gastas no deslocamento da residência para o trabalho e vice-versa. Suas vidas são usadas quase que exclusivamente para trabalhar e subsistir, sem direito ao lazer e à felicidade.</p>
<p>Os governos deveriam estar mais atentos a esse problema, pois a sua existência impede que a sociedade alcance um patamar de justiça, igualdade e <strong>sustentabilidade</strong>. Enquanto não forem dadas condições a todas as pessoas, sintomas de stress e violência surgirão como resultado desse desequilíbrio social.</p>
<p>Os anos passam, novas tecnologias surgem, vivemos mais, só falta sermos felizes. Temos direito à felicidade desde o momento em que nascemos. A felicidade é uma conquista diária, que deveria estar disponível para todos, em iguais condições.</p>
<p>Pessoas felizes são pessoas saudáveis e produzem mais e melhor para toda a sociedade.</p>
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		<title>Por que Acredito que Posso Mudar o Mundo</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Oct 2008 19:20:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Fernando do Valle</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Superação]]></category>

		<category><![CDATA[mudanças]]></category>

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		<description><![CDATA[
Com quatro anos de idade tive uma convulsão que mudou minha vida. Minha mãe, quando chegava a nossa casa, encontrou uma ambulância à porta e, para a sua surpresa, era para mim. Ali começava uma jornada difícil e complicada em minha vida que a mudaria radicalmente para sempre.
Os anos seguintes foram de muito sofrimento para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/10/luiz_fernando.jpg"><img class="size-full wp-image-245  aligncenter" title="A primeira grande vitória é dentro de nós mesmos." src="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/10/luiz_fernando.jpg" alt="" width="483" height="233" /></a></p>
<p>Com quatro anos de idade tive uma convulsão que mudou minha vida. Minha mãe, quando chegava a nossa casa, encontrou uma ambulância à porta e, para a sua surpresa, era para mim. Ali começava uma jornada difícil e complicada em minha vida que a mudaria radicalmente para sempre.</p>
<p>Os anos seguintes foram de muito sofrimento para minha cabeça de criança. Não entendia todas as mudanças que estavam ocorrendo e por que eu tinha tanta dificuldade para aprender, o que limitava meu aprendizado e fazia com que me sentisse estranho dentro do mundo.<span id="more-246"></span></p>
<p>Por erro médico minha doença foi diagnosticada incorretamente. Fui tratado com remédios fortíssimos que me drogavam, fazendo-me agir de uma forma que confirmava minha excepcionalidade em relação aos outros. Passei minha infância e parte da adolescência em um mundo estranho e distante das outras pessoas.</p>
<p>Tinha dores de cabeça terríveis. Qualquer aborrecimento podia representar horas ou dias de muita dor. Às vezes ficava trancado em meu quarto para evitar a luz, tamanha a dor que sentia. Pobre de minha mãe que sofria ao meu lado e cercava-me de cuidados na tentativa de fazer-me sentir como as outras crianças.</p>
<p>Em uma noite, já bem tarde, fui ao banheiro e, quando passava em frente à porta do quarto de meus pais, escutei meu pai falar meu nome para minha mãe. Ele dizia que ambos deveriam estar preparados para aceitar como uma grande vitória se eu conseguisse completar o ginásio, primeiro grau de hoje.</p>
<p>Na cabeça de uma criança de oito anos aquela revelação soava como um veredicto terrível e condenava-me a um futuro menor e de pouca importância. Nunca esqueci aquela noite, nem o seu significado para mim.</p>
<p>Os anos passaram, curei-me da doença que não tinha, voltei a ser considerado normal e já era um adolescente. Os anos vividos no ostracismo geraram em mim uma sensação de frustração pelas perdas e falta de autoconfiança.</p>
<p>Aprendi que só eu poderia reverter a profecia feita, sem maldade, por meu pai. Trabalhei muito, dediquei todas as minhas forças para descobrir qual seria o meu limite. Descobri que não havia limite, que poderia ser o que pudesse acreditar e dedicando-me para sê-lo.</p>
<p>Colhi várias vitórias, alguns fracassos e tombos. Muitas tentativas foram difíceis, algumas pessoas que me encorajaram, muitas me desanimaram e duvidaram de minha capacidade. Porém, nunca, mas nunca mesmo, duvidei que eu conseguisse. E continuo minha jornada de mudar o mundo. Sempre acredito que vale a pena sonhar e buscar realizar os nossos sonhos.</p>
<p>Por que resolvi contar essa passagem de minha vida? Por acreditar que se não vencermos nossos medos, limitações impostas por nós e pelos outros, e receios de fracassar, iremos nos acomodar e seremos apenas uma pessoa a mais na paisagem sem graça da vida.</p>
<p>A primeira grande vitória ocorre dentro de nós. Se nem nós acreditamos em nossa capacidade, deixamo-nos levar pelo desânimo e aceitamos a pequenez de uma participação medíocre de nossa existência.</p>
<p>Meu pai, na sua inocência e amor por mim, despertou um lutador contumaz, aguerrido e determinado. Por isso acredito que posso mudar o mundo. Não importa o tamanho desse mundo. Será bastante grande para que eu possa curtir o fato de ter conseguido alcançar meu maior objetivo.</p>
<p>O fato de ultimamente estar discutindo tanto uma maneira de criar um mundo mais <a title="Sociedade Sustentável" href="http://www.blograizes.com.br/sociedade-sustentavel.html" target="_blank"><strong>sustentável</strong></a> levou-me a parar, refletir e tomar consciência de que a maior mudança para alcançarmos esse novo patamar de civilidade e desenvolvimento deve começar dentro de nós mesmos.</p>
<p>Cada um tem a sua história, bonita ou difícil, não importa. Não viemos ao mundo para sobreviver, mas sim para fazer dele um lugar melhor para todos nós morarmos. Acredite e faça acontecer.</p>
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		<title>Lixo: O Que Fazer Com Ele?</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Sep 2008 19:57:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Fernando do Valle</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Atitudes sustentáveis]]></category>

		<category><![CDATA[lixo]]></category>

		<category><![CDATA[matéria-prima]]></category>

		<category><![CDATA[resíduos]]></category>

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		<description><![CDATA[
A sociedade moderna produz por dia quantidade incalculável de lixo, sem nunca ter definido o que faria com essa montanha de resíduos. Durante anos foi mais cômodo jogar o lixo para debaixo do tapete, servindo para isso qualquer lugar longe dos olhos de quem o produziu.
Poderia ser a periferia mais pobre, ou o município vizinho, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/09/lixo_que_fazer_com_ele.jpg"><img class="size-full wp-image-233  aligncenter" title="A solução para este problema esta longe de ser alcançada." src="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/09/lixo_que_fazer_com_ele.jpg" alt="" width="483" height="233" /></a></p>
<p>A sociedade moderna produz por dia <strong>quantidade incalculável de lixo</strong>, sem nunca ter definido o que faria com essa montanha de resíduos. Durante anos foi mais cômodo jogar o lixo para debaixo do tapete, servindo para isso qualquer lugar longe dos olhos de quem o produziu.</p>
<p>Poderia ser a periferia mais pobre, ou o município vizinho, ou mesmo países miseráveis com governos corruptos, que aceitam por desconhecimento ou ignorância receber essa bomba-relógio em seu território.<span id="more-232"></span></p>
<p>Vários <strong>tipos de lixo</strong> já se tornaram <strong>problemas insolúveis</strong> em vários países. Há poucos meses vimos pela televisão a cidade de Nápoles, na Itália, com lixo pelas ruas com a prefeitura sem saber o que fazer, e a população desesperada e revoltada com essa situação absurda.</p>
<p>Produzimos milhões de <strong>baterias e pilhas</strong> por dia que são extremamente <strong>tóxicas</strong> e não deveriam ser jogadas nos lixões ou <strong>aterros sanitários</strong>, pois poluem o meio ambiente com os seus metais pesados. Porém, muitas pessoas continuam a jogar esses objetos na lata de lixo de sua residência, por desconhecimento ou preguiça.</p>
<p>O <strong>lixo</strong> é o resultado final da utilização de algum bem. Este pode ser dos mais variados tipos de materiais, formatos, tamanhos, utilidades, sólido, líquido ou gasoso, tóxico, inerte, orgânico, inorgânico, etc. Cada um com um grau diferente de problema gerado para o <strong>meio ambiente</strong>, mas sem dúvida todos são passivos ambientais a serem tratados. Os índices de contaminação em todos os meios, ar, água e solo, são alarmantes e extremamente preocupantes.</p>
<p>Acostumamos-nos a viver cercados por lixos ou sobras do que não usamos que viram lixo também, dentro e fora de nossas residências, e nem percebemos. Se percebemos não nos importamos. Compramos mais do que necessitamos, guardamos o que não terá utilidade, consumimos de forma desenfreada. E para onde vai tudo isso? Para o <strong>lixo</strong>, é claro.</p>
<p>A humanidade tornou-se uma geradora compulsiva de lixo. Tudo em algum momento vira lixo. Demandamos muita matéria-prima e energia do <strong>meio ambiente</strong> e devolvemos como lixo de volta para o mesmo meio ambiente. É uma troca injusta e desequilibrada. Em algum momento teremos que pagar essa conta.</p>
<p>Hoje muito se discute sobre as melhores formas de tratar ou eliminar o lixo, seja ele industrial, comercial, doméstico, hospitalar, nuclear, tecnológico, entre outros que surgem a todo o momento.</p>
<p>Todos esses tipos de lixo são resultado do estilo de vida da sociedade contemporânea. Para alterarmos esse processo será necessário mudar a postura e o <strong>comportamento das pessoas</strong>, e isso só será possível com conscientização em massa.</p>
<p>Os nossos hábitos estão mais sofisticados, novos equipamentos são desenvolvidos todos os dias para atender as necessidades que não tínhamos, mais e mais somos desafiados a precisar e consumir, e cada novo equipamento recém-lançado inviabiliza o seu antecessor. Estamos gerando um novo tipo de <strong>lixo</strong>, o <strong>tecnológico</strong>, próprio de sociedades ricas e altamente consumistas.</p>
<p>As indústrias estão sendo responsabilizadas e chamadas a ajudar a resolver esse imbróglio criado por elas mesmas. A ganância por faturar mais as tem levado a produzir e vender o desnecessário e supérfluo, que não deveria fazer parte de nossas vidas.</p>
<p>A solução para esse problema está longe de ser alcançada. Ela passará por decisões difíceis e contrariará interesses de grandes conglomerados, poderosos e com lobbys fortes e atuantes, mas não temos muito mais tempo.</p>
<p>Corremos o risco de assistir, no mundo real, a história do filme da Disney, que narra a epopéia do robozinho <a title="WALL-E" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/WALL-E" target="_blank">WALL.E</a>, deixado na Terra juntamente com outras máquinas para limpar a lambança feita pelos homens civilizados. O que se passou com essas pessoas e a situação em que encontraram suas casas no retorno à Terra podem ser um prenúncio de nosso futuro.</p>
<p>Sem solucionar o <strong>problema do lixo</strong> jamais construiremos uma <a title="Contrução Sustentável" href="http://www.ecoesfera.com.br/imprensa/?henry-ford-e-a-construcao-sustentavel" target="_blank"><strong>civilização sustentável</strong></a>.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Água: Nossa Maior Riqueza</title>
		<link>http://www.blograizes.com.br/agua-nossa-maior-riqueza.html</link>
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		<pubDate>Fri, 26 Sep 2008 19:21:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Fernando do Valle</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Ecologia urbana]]></category>

		<category><![CDATA[água]]></category>

		<category><![CDATA[recurso natural]]></category>

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		<description><![CDATA[
Sem nenhuma dúvida a água é, e sempre será, a maior riqueza do homem. É impossível vivermos sem ela. Porém, muito poucas pessoas a valorizam como deveriam. Diariamente jogamos fora quantidades enormes dessa substância em nossas tarefas e higiene pessoal.
Estamos acostumados a considerar a água como um bem inesgotável, o que não é verdade. Dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/09/agua_nossa_maior_riqueza.jpg"><img class="size-full wp-image-230  aligncenter" title="A água é o começo da vida e sua falta será indiscutivelmente o seu fim." src="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/09/agua_nossa_maior_riqueza.jpg" alt="" width="483" height="233" /></a></p>
<p>Sem nenhuma dúvida a <strong>água</strong> é, e sempre será, a <strong>maior riqueza do homem</strong>. É impossível vivermos sem ela. Porém, muito poucas pessoas a valorizam como deveriam. Diariamente jogamos fora quantidades enormes dessa substância em nossas tarefas e higiene pessoal.</p>
<p>Estamos acostumados a considerar a água como um bem inesgotável, o que não é verdade. Dos 3/4 da superfície do planeta ocupados pela água, só <strong>3% são de água doce</strong>. <span id="more-229"></span></p>
<p>Como boa parte dessa <strong>água disponível</strong> para uso humano está <strong>contaminada</strong> pelos dejetos produzidos pelo próprio homem, a quantidade restante em condições de uso é cada vez menor, o que pode levar a <strong>faltar água de boa qualidade</strong> em várias regiões do planeta nos próximos anos.</p>
<p>O homem tem 70% de seu corpo formado por água, consome e perde 2,5 litros por dia e depende totalmente<br />
dela para sua subsistência.</p>
<p>A <strong>água é um recurso natural</strong> de valor inestimável. Mais que um insumo indispensável à produção e um recurso estratégico para o desenvolvimento econômico, ela é vital para a manutenção dos ciclos biológicos, geológicos e químicos que mantém em equilíbrio os <a title="Cidades - Organismos Vivos" href="http://www.blograizes.com.br/cidades-organismos-vivos.html" target="_blank"><strong>ecossistemas</strong></a>. É, ainda, uma referência cultural e um bem social indispensável à adequada qualidade de vida da população.</p>
<p>Nas sociedades, em todas as épocas, já valorizamos vários elementos, substâncias ou alimentos como o ouro, diamante, petróleo, chá, milho, entre outros. Medimos a sua importância pela sua utilização e dificuldade de encontrá-los. Em todos esses casos o seu valor é proposto pela oscilação da percepção dos mercados quanto a sua necessidade versus a sua escassez.</p>
<p>A água, salvo raras ocasiões, nunca mereceu ter o seu valor reconhecido pela sua real importância na vida de todos nós. A desprezamos a cada momento do nosso dia-a-dia. Nos acostumamos a passar pelos rios contaminados e incomodar-nos com o seu mau cheiro, ou o seu aspecto desagradável, porém, provavelmente poucos pensaram que ali estava sendo cometido um crime gravíssimo contra a humanidade.</p>
<p>Despejamos <strong>resíduos e esgotos</strong> em grandes quantidades nos rios, lagos, aqüíferos  e mares sem nenhum remorso. Até quando esta insensatez vai durar? Já é sabido por todos que estamos à beira do colapso do abastecimento das grandes cidades e parece que a sociedade ainda não acordou para o problema.</p>
<p>A vida como a conhecemos é totalmente dependente da água. Quando mandamos naves de pesquisa para outros planetas é a água que procuramos como sinal da existência de vida. O mundo é feito de moléculas de água. Como ainda não percebemos que ao contaminá-la estamos cometendo um suicídio coletivo de todo o ecossistema conhecido?</p>
<p>Os governos e a sociedade em geral, de todos os países, deveriam empreender os melhores esforços para impedir esse <strong>crime ambiental</strong> e iniciar imediatamente projetos que recuperem o estrago já feito.</p>
<p>O tempo é curto: nos próximos dez anos regiões como a Ásia passarão por falta de água para sua população, comprometendo seriamente a qualidade de vida de seus moradores. Doenças já erradicadas voltarão a se manifestar como grandes epidemias que trarão muita dor e perda de vidas.</p>
<p>A água é o começo da vida e a sua falta será indiscutivelmente o seu fim. Jamais seremos uma <a title="Sociedade Sustentável" href="http://www.blograizes.com.br/sociedade-sustentavel.html" target="_self"><strong>sociedade sustentável</strong></a> se não respeitarmos a sua importância e dermos a ela a sua real dimensão. Sem água não há futuro, não há vida.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Estão Matando as Áreas Verdes nas Cidades</title>
		<link>http://www.blograizes.com.br/estao-matando-areas-verdes-nas-cidades.html</link>
		<comments>http://www.blograizes.com.br/estao-matando-areas-verdes-nas-cidades.html#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 24 Sep 2008 17:31:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Fernando do Valle</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Conscientização]]></category>

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		<description><![CDATA[
Em um post anterior mencionei que as cidades são organismos vivos, que sofrem de doenças, algumas crônicas, e que esse mal pode levar até a sua morte. Uma das doenças mais graves de uma cidade é a falta de áreas verdes para os seus cidadãos.
Sem áreas verdes vários problemas podem ocorrer nas cidades, como: maior [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/09/matando_areas_verdes_cidades.jpg"><img class="size-full wp-image-219 aligncenter" title="Áreas verdes evitam vários problemas das cidades, entre eles, o stress." src="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/09/matando_areas_verdes_cidades.jpg" alt="" width="483" height="233" /></a></p>
<p>Em um post anterior mencionei que as <a title="Cidades - Organismos Vivos" href="http://www.blograizes.com.br/cidades-organismos-vivos.html" target="_self"><strong>cidades são organismos vivos</strong></a>, que sofrem de doenças, algumas crônicas, e que esse mal pode levar até a sua morte. Uma das doenças mais graves de uma cidade é a <strong>falta de áreas verdes</strong> para os seus cidadãos.<span id="more-217"></span></p>
<p>Sem <strong>áreas verdes</strong> vários problemas podem ocorrer nas cidades, como: maior probabilidade de stress para os seus moradores; aumento da violência, principalmente entre os jovens; falta de oxigenação para o ar contaminado pelo <a title="O Crédito de Carbono e sua Importância" href="http://www.blograizes.com.br/o-que-e-credito-de-carbono-e-qual-sua-importancia-em-nossas-vidas.html" target="_blank"><strong>excesso de CO2</strong></a> proveniente da queima de combustível fóssil; falta de condições para o desenvolvimento de espécies de animais essenciais para o equilíbrio do meio ambiente; ocorrência de temperaturas mais quentes por excesso de áreas impermeabilizadas; mudanças nos períodos e nas intensidades das chuvas; enchentes por falta de cobertura vegetal que absorva a água, entre outras tantas distorções que causam perda na <strong>qualidade de vida</strong> dos seus moradores.</p>
<p>O <strong>desmatamento</strong> nas periferias das cidades tem aumentado muito nos últimos anos, a ponto de reduzir drasticamente a média recomendada pela ONU, que é de doze metros quadrados por habitante, para até um terço desse índice, e em alguns casos até menos, como em alguns bairros de <strong><a title="Empreendimentos em São Paulo" href="http://www.ecoesfera.com.br/empreendimentos/todos.aspx?cidade=1&amp;regiao=todos" target="_blank">São Paulo</a></strong>.</p>
<p>Na capital paulista esse desmatamento influiu diretamente no seu clima. Comparações feitas por imagens de satélite comprovaram haver diferenças de até dez graus entre uma região e outra, o que causa a <strong>inversão térmica</strong>.</p>
<p>Por causa dela tem ocorrido o que os pesquisadores chamam de &#8220;<strong>calor antropogênico</strong>&#8220;, que é extremamente prejudicial aos habitantes. Nessas ocasiões um bairro da <strong><a title="Empreendimentos na Zona Leste, SP" href="http://www.ecoesfera.com.br/empreendimentos/todos.aspx?cidade=1&amp;regiao=2&amp;bairro=0" target="_blank">zona leste</a></strong> pode ter até dez graus a mais que na serra da Cantareira, enquanto o <strong><a title="Empreendimentos em Morumbi, SP" href="http://www.ecoesfera.com.br/empreendimentos/todos.aspx?cidade=1&amp;regiao=todos&amp;bairro=3" target="_blank">Morumbi</a></strong> (zona sudoeste) chega a ter diferenças de três graus, se comparado à mesma serra.</p>
<p>Mas não é só a <strong>falta de áreas verdes</strong> que causa esse desequilíbrio no clima. A verticalização radical, sem estudo e compensações adequadas, muda a ventilação da cidade. Os bairros de Copacabana, Ipanema e Leblon, no <strong><a title="Empreendimentos no Rio de Janeiro" href="http://www.ecoesfera.com.br/empreendimentos/todos.aspx?cidade=2&amp;regiao=todos&amp;bairro=todos" target="_blank">Rio de Janeiro</a></strong>, são bons exemplos de ocupação irracional, onde não houve preocupação com o estudo das brisas marítimas, obrigando os seus moradores a viverem num clima senegalês e usarem em excesso o ar-condicionado.</p>
<p>Outro fator percebido nas grandes cidades é que os bairros de maior renda têm menor perda da vegetação.</p>
<p>Os moradores de bairros como Morumbi, Pacaembu e Alto de Pinheiros, na <strong>zona sudoeste de São Paulo</strong>, são uma população de maior poder aquisitivo. Preservaram suas <strong>áreas verdes</strong> mesmo sendo alvo do crescimento do mercado imobiliário. Possivelmente por terem maior consciência de sua importância.</p>
<p>Os maiores índices de <strong>desmatamento</strong> na capital paulista foram encontrados nos distritos do Grajaú, Parelheiros e Jardim Ângela, na <a title="Empreendimentos na Zona Sul, SP" href="http://www.ecoesfera.com.br/empreendimentos/todos.aspx?cidade=1&amp;regiao=4&amp;bairro=0" target="_blank"><strong>zona sul</strong></a>; Tremembé e Perus, na <a title="Empreendimentos na Zona Norte, SP" href="http://www.ecoesfera.com.br/empreendimentos/todos.aspx?cidade=1&amp;regiao=1&amp;bairro=0" target="_blank"><strong>zona norte</strong></a>; e Cidade Tiradentes, Iguatemi e São Rafael, na zona leste. Todas essas regiões têm dois pontos em comum em relação a esse tema: grande número de loteamentos clandestinos e ocupação por população de baixa renda.</p>
<p>Essas situações enfrentadas pelas cidades maiores também ocorrem em cidades médias, causando a mesma síndrome de fadiga e cansaço para os seus moradores. O que se observa por essas experiências é que os administradores municipais desconhecem a gravidade do problema e nada fazem para entendê-lo e mudá-lo.</p>
<p>Todos nos assustamos com o <strong>desmatamento da floresta Amazônica</strong>, porém, um crime tão grave ocorre no bairro vizinho à nossa moradia e parece que ninguém percebe, e se percebe nada faz.<br />
Deveríamos cobrar mais dos prefeitos para que impeçam que o pouco que sobrou no cinturão do entorno das cidades não seja eliminado por interesses políticos eleitoreiros.</p>
<p>As pessoas que lá moram padecem de total falta de qualidade de vida por vários fatores já conhecidos, mas <strong>preservar áreas verdes</strong> ainda existentes, ou incentivar a plantar árvores nessas regiões, seria uma maneira de resgatar um mínimo de dignidade para os seus moradores.</p>
<p>Não haverá <strong><a title="Ecoesfera - Empreendimentos Sustentáveis" href="http://www.ecoesfera.com.br/home/" target="_blank">cidades sustentáveis</a></strong> sem corrigirmos essa distorção, que tem muito a ver com a falta de educação e instrução dos seus moradores e interesse de seus governantes.</p>
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		<title>Saúde: Direito de Todos Sempre</title>
		<link>http://www.blograizes.com.br/saude-direito-de-todos-sempre.html</link>
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		<pubDate>Mon, 22 Sep 2008 20:22:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Fernando do Valle</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>

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		<description><![CDATA[


Um povo doente é um povo incapaz de construir uma nação digna e sustentável. Cada vez que nos deparamos com cenas de doentes jogados nos corredores dos hospitais ou nas salas de espera fica a sensação de horror com o pouco caso com a vida humana.
Todos nós assistimos a desgraça dos pobres infelizes que dependem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/09/saude_direito_todos1.jpg"><img class="size-full wp-image-202 alignnone" title="É hora de cobrar o direito de todos nós por uma saúde digna." src="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/09/saude_direito_todos1.jpg" alt="" width="483" height="233" /></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/09/saude_direito_todos.jpg"><br />
</a></p>
<p>Um povo doente é um povo incapaz de construir uma nação digna e <a title="Sociedade Sustentável" href="http://www.blograizes.com.br/sociedade-sustentavel.html" target="_blank"><strong>sustentável</strong></a>. Cada vez que nos deparamos com cenas de doentes jogados nos corredores dos hospitais ou nas salas de espera fica a sensação de horror com o pouco caso com a vida humana.</p>
<p>Todos nós assistimos a desgraça dos pobres infelizes que dependem da assistência da saúde pública, sem nada poder fazer, ou podemos? Sim, claro que podemos, a sociedade é o conjunto de todos os cidadãos que a compõem e os problemas que afligem a uma parte influenciará os outros também.<span id="more-200"></span></p>
<p>A passividade diante do sofrimento alheio é um sintoma da indiferença causada pelo convívio diário com as mazelas do mundo, apresentadas na TV e em outros veículos de notícias. Esse choque com a realidade trágica da atualidade causa-nos uma apatia e indiferença sem precedentes em nossa história. Estamos como anestesiados por esse caos social que vivemos.</p>
<p>Um sintoma do descaso com a nossa saúde é a fortuna gasta pelos governos que não se reflete em benefício para os necessitados. Impostos são criados a todo o momento para esse fim, porém, nada muda.</p>
<p>Pelo contrário, a cada dia piora o atendimento de quem dele precisa.</p>
<p>Alguns governos e legislativos sucedem-se em discursos vazios, destinando os recursos que deveriam ser usados para reformar hospitais, clínicas, ambulatórios, postos de saúde, para outras finalidades, a maioria escusa e desvirtuada da verdadeira finalidade que a gerou.</p>
<p>Temos um povo de ótima índole, que não reclama e aceita toda essa situação como obra do destino, ou talvez por acreditar que, infelizmente, nada possa ser feito mesmo. O povo está errado, nós podemos mudar essa situação. É só querer. Como?</p>
<p>Os empresários podem reverter uma pequena parte dos seus ganhos para melhorar o atendimento médico e odontológico dos seus colaboradores e suas respectivas famílias e, por que não, para a comunidade mais necessitada do entorno de seu negócio. Além disso, deveriam incentivar que mais empresários também o fizessem.</p>
<p>Mas deveríamos cobrar muito mais de quem foi escolhido para gerir os nossos recursos, de quem esperamos que saiba usá-los da melhor forma para atender bem a toda a sociedade e que durante o seu mandato faça das suas promessas de campanha o seu verdadeiro objetivo de trabalho.</p>
<p>Com o que gastamos hoje com a saúde nas três esferas, nacional, estadual e municipal, poderíamos ter um dos melhores programas de saúde do mundo. Se a realidade é totalmente oposta, a pergunta é por quê?</p>
<p>Infelizmente, a maioria dos nossos políticos não merece o povo que os elege. Eles sofrem de amnésia instantânea após os resultados das eleições e só voltam a se lembrar na próxima campanha de reeleição.</p>
<p>Às vésperas de mais uma eleição municipal vale recordar os candidatos que prometem saúde digna para todos e que, quando eleitos, se esquecem de seus compromissos, permitindo cenas como as vistas diariamente nas TVs.</p>
<p>É hora de cobrar o direito de todos nós por uma saúde digna, agora e sempre. Merecemos melhores políticos, podemos tê-los, é só aprendermos a exigir os nossos direitos, não nos calarmos. Temos que nos fazer ouvir.</p>
<p>Pessoas doentes não produzem, não ajudam a construir um país melhor, não participam das mudanças necessárias para transformar este mundo caótico em um <a title="Eu Quero Mudar o Mundo" href="http://www.blograizes.com.br/eu-quero-mudar-o-mundo.html" target="_blank"><strong>mundo sustentável</strong></a>, em um bom lugar para se morar e criar nossos filhos e netos.</p>
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		<item>
		<title>A Irracionalidade do Mercado Financeiro</title>
		<link>http://www.blograizes.com.br/irracionalidade-mundo-financeiro-vida-mundo-sustentavel.html</link>
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		<pubDate>Fri, 19 Sep 2008 20:51:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Fernando do Valle</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[
No início desta semana fomos surpreendidos pela crise do mercado financeiro americano e suas conseqüências em todo o mundo. Já há alguns meses esse problema surgiu como uma ameaça à estabilidade do mercado mundial, porém, ninguém sabia quando e o que poderia acontecer no mundo real caso se confirmasse a quebra de algumas dessas instituições [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/09/mundo_financeiro.jpg"><img class="size-full wp-image-192  aligncenter" title="O mundo financeiro impacta em nossas vidas." src="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/09/mundo_financeiro.jpg" alt="" width="483" height="233" /></a></p>
<p>No início desta semana fomos surpreendidos pela crise do mercado financeiro americano e suas conseqüências em todo o mundo. Já há alguns meses esse problema surgiu como uma ameaça à estabilidade do mercado mundial, porém, ninguém sabia quando e o que poderia acontecer no mundo real caso se confirmasse a quebra de algumas dessas <strong>instituições financeiras</strong>.</p>
<p>A partir desta semana já sabemos, e ficamos todos muito preocupados com seus reflexos em nossas vidas. Foi possível constatar que estamos todos “amarrados” a uma condição de espectadores do desenrolar dessa crise, e que teremos que pagar uma grande parte dessa conta.<span id="more-191"></span></p>
<p>Cabe uma reflexão sobre a importância do <strong>mercado financeiro</strong> - que hoje é totalmente virtual - que não necessita do papel-moeda e sim de impulsos eletrônicos transmitidos pela internet. Vidas são destruídas ou fortunas ganhas num apertar de tecla dos computadores dos operadores nos principais centros financeiros do mundo.</p>
<p>Negócios sólidos no mundo real, com experiência de décadas, são dizimados e viram pó em segundos por vontade e interesse de algumas poucas pessoas que dominam a economia mundial. Nossas vidas viraram detalhes menos importantes diante da ganância desses especuladores ávidos por ganhos fáceis e volumosos.</p>
<p>Em um <a title="Eu Quero Mudar o Mundo" href="http://www.blograizes.com.br/eu-quero-mudar-o-mundo.html" target="_blank"><strong>mundo sustentável</strong></a>, esse tipo de comportamento não deveria ocorrer. Os interesses de muitos não poderiam ser subjugados pelos interesses de poucos. Porém, neste mundo em que vivemos o <strong>mercado financeiro</strong> com suas regras próprias intervém e altera nosso cotidiano de forma abrupta e inesperada, pondo em risco nossos planos de vida arduamente trabalhados.</p>
<p>Não são só os pequenos investidores, que aplicam nas bolsas de valores dos principais centros financeiros, que perdem muito neste momento. Todos nós fomos prejudicados com o aumento do dólar, que é afetado pela montanha russa imposta pelo nervosismo desses especuladores.</p>
<p>O preço da comida, do aluguel, da escola, do transporte, do vestuário, da energia elétrica e do telefone, entre tantos outros, sobe sem que haja qualquer influência interna do País, simplesmente porque esses senhores, jogadores desse “cassino financeiro”, estão nervosos com suas apostas mal-feitas.</p>
<p>Nessa situação os aspectos econômicos se sobrepõem fortemente aos interesses sociais, pondo em risco nossa estabilidade como sociedade livre e justa. Quando isso acontece perdemos nossa capacidade de produzir um mundo sustentável e nos reduzimos a um grande rebanho conduzido pelos interesses desses especuladores.</p>
<p>Para a crise se aplacar, uma parcela do dinheiro bom (fruto dos impostos pagos por nós cidadãos) será usado para debelar suas conseqüências e permitir que possamos continuar nossas vidas. Os governos de vários países injetaram quantidades enormes de dinheiro para acalmar os mercados e não permitir uma quebradeira geral do sistema financeiro.</p>
<p>Novamente a massa, 99,99% das pessoas, irá deixar de ver obras de saneamento, iluminação pública, melhorias viárias, construções de escolas, casas populares, hospitais, creches, parques públicos, e adiará a expectativa de ter melhores condições de vida, tudo para poder pagar a aposta arriscada dessa pequena minoria.</p>
<p>A boa notícia dessa crise é que as <a title="Ecoesfera - Empreendimentos Sustentáveis" href="http://www.ecoesfera.com.br/" target="_blank"><strong>empresas sustentáveis</strong></a> estão se saindo muito melhor que as outras, provando que a visão de <a title="Blog Raízes - Responsabilidade Socioambiental" href="http://www.blograizes.com.br/" target="_blank"><strong>responsabilidade sócio-ambiental</strong></a> dá mais estabilidade e condições para superar crises de liquidez e confiança como a de agora.</p>
<p>Essas empresas estão mais bem preparadas para enfrentar desequilíbrios no mercado financeiro, pois sua estratégia se apóia na sua saúde financeira sem esquecer seu papel social e de preservação do <a title="Meio Ambiente" href="http://www.blograizes.com.br/tag/meio-ambiente" target="_blank"><strong>meio ambiente</strong></a>.</p>
<p>A crise passará como tantas outras, muitos não aprenderão nada, mas uma parte da sociedade tirará uma lição muito importante desse episódio: ganância tem resultados efêmeros e inconsistentes e de final conhecido. Vamos torcer para que na próxima crise a nossa parte do prejuízo seja menor e o <strong>mundo mais sustentável</strong>.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Cidades: Organismos Vivos</title>
		<link>http://www.blograizes.com.br/cidades-organismos-vivos.html</link>
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		<pubDate>Wed, 17 Sep 2008 12:10:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Fernando do Valle</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Atitudes sustentáveis]]></category>

		<category><![CDATA[desenvolvimento]]></category>

		<category><![CDATA[desigualdade social]]></category>

		<category><![CDATA[urbana]]></category>

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		<description><![CDATA[
As cidades têm sido comparadas, por alguns estudiosos, a organismos vivos, onde há uma interdependência entre todas as suas partes. Elas são entendidas como algo maior, sendo sua complexidade percebida no mesmo grau de um ser vivo, podendo ser acometidas de doenças e males causados por anomalias internas ou externas, ou ambas.
A importância das cidades [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/09/sao_paulo_rio_janeiro.jpg"><img class="size-full wp-image-186  aligncenter" title="As cidades cresceram e seus problemas também." src="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/09/sao_paulo_rio_janeiro.jpg" alt="" width="483" height="233" /></a></p>
<p>As cidades têm sido comparadas, por alguns estudiosos, a <strong>organismos vivos</strong>, onde há uma interdependência entre todas as suas partes. Elas são entendidas como algo maior, sendo sua complexidade percebida no mesmo grau de um ser vivo, podendo ser acometidas de doenças e males causados por anomalias internas ou externas, ou ambas.</p>
<p>A importância das cidades na qualidade de vida necessária para nós tem aumentado muito nas últimas décadas. A civilização moderna é eminentemente urbana. Portanto, a cada dia os problemas gerados dentro desses organismos têm sido mais críticos para nossa subsistência como sociedade livre e feliz.<span id="more-185"></span></p>
<p>Na história da humanidade as cidades sempre cumpriram importante papel de desenvolvimento. Foram elas as primeiras comunidades e o local onde aprendemos a viver juntos com os nossos semelhantes, tendo para isso que desenvolver toda uma <strong>estrutura social</strong> que a viabilizasse.</p>
<p>As primeiras cidades importantes eram cercadas por muralhas, para sua autodefesa. A idéia de que juntas poderiam defender-se melhor e resolver seus problemas levaram as pessoas a viver nessas áreas, que cresceram rapidamente na medida em que novas atividades se somaram às existentes, trazendo mais conforto para seus moradores.</p>
<p>As cidades cresceram e seus problemas também, as primeiras ruas com suas casas deram lugar às vilas, depois pequenas cidades, em seguida se transformaram em cidades de maior porte, para, em alguns casos, chegar a megacidades, como <a title="Empreendimentos em São Paulo" href="http://www.ecoesfera.com.br/empreendimentos/todos.aspx?cidade=1&amp;regiao=todos" target="_blank"><strong>São Paulo</strong></a> e <a title="Empreendimentos no Rio de Janeiro" href="http://www.ecoesfera.com.br/empreendimentos/todos.aspx?cidade=2&amp;regiao=todos" target="_blank"><strong>Rio de Janeiro</strong></a>, entre outras na atualidade.</p>
<p>O crescimento de cada cidade tem suas particularidades, como suas formas, suas barreiras geográficas, fatores geológicos, seus vizinhos, seus limites e dimensões, todas influenciadas geralmente por condições locais.</p>
<p>Porém, o homem nunca tentou de fato entender esse <strong>novo organismo</strong> de uma forma mais ampla e no contexto completo com o <a title="Meio Ambiente" href="http://www.blograizes.com.br/tag/meio-ambiente" target="_blank"><strong>meio ambiente</strong></a>. Relegou para segundo plano as conseqüências criando um problema que não sabe como resolver.</p>
<p>Os centros das grandes cidades se transformaram em lugar de prostituição, consumo de drogas e mendicâncias, transformando essas áreas em locais de violência e degradação. Já na periferia, a <strong>favelização</strong> ocupou todos os espaços criando bolsões de miséria e injustiça social. Entre essas duas áreas cresceram as classes média e alta, desassociadas dos problemas que afligem seus vizinhos, e vivendo uma especulação imobiliária sem precedente em um mundo à parte e com regras próprias.</p>
<p>Desigualdade social gera violência, sofrimento e desequilíbrio nas condições oferecidas para cada classe social.</p>
<p>Os governos prometem resolver esses problemas, mas não fazem o necessário para haver essas transformações, tratam do efeito e não da causa desse mal.</p>
<p>A <strong>urbanização</strong> de forma correta é o fator central para a solução da maioria dos problemas que causam o <a title="Eu Quero Mudar o Mundo II" href="http://www.blograizes.com.br/eu-quero-mudar-o-mundo-ii.html" target="_blank"><strong>desequilíbrio ambiental</strong></a>, com suas conseqüências climáticas na vida das pessoas.</p>
<p>Sendo ela o processo de transformação das características rurais de uma região para características urbanas, está fortemente associada ao <strong>desenvolvimento social</strong> e a ações para dotar essas áreas com infra-estrutura e equipamentos urbanos adequados para que haja qualidade de vida para seus moradores.</p>
<p>A sua importância é tanta que tem sido estudada por outras ciências, como a sociologia e a antropologia, ambas focadas no homem como causa e efeito do crescimento das cidades e seu impacto nos outros <strong>ecossistemas</strong>.</p>
<p>Minha proposta para <a title="Eu Quero Mudar o Mundo" href="http://www.blograizes.com.br/eu-quero-mudar-o-mundo.html" target="_blank"><strong>mudar o mundo</strong></a> é que entendamos o conceito da <a title="Sustentabilidade" href="http://www.ecoesfera.com.br/sustentabilidade/sustentabilidade.aspx" target="_blank"><strong>sustentabilidade</strong></a> nas áreas urbanas, buscando analisar as cidades como <strong>organismos vivos</strong>, tendo nas experiências já vividas a base dessas mudanças.</p>
<p>O aspecto social, com todas as suas complexidades, diferenças, particularidades e, principalmente, predominância sobre os outros dois aspectos, econômico e <strong>ecológico</strong>, merecerá sempre prioridade máxima, pois se não resolvermos nossos problemas sociais não resolveremos qualquer outro.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Educação - A Chave para a Mudança</title>
		<link>http://www.blograizes.com.br/educacao-a-chave-para-a-mudanca.html</link>
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		<pubDate>Mon, 15 Sep 2008 19:10:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Fernando do Valle</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Conscientização]]></category>

		<category><![CDATA[educação]]></category>

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		<description><![CDATA[

Muito se fala em mudar o mundo, várias propostas são feitas, várias possibilidades são apresentadas, soluções inovadoras ou tecnologias avançadas surgem como respostas para essa necessidade urgente de salvar este mundo imperfeito que criamos.
Porém, a resposta para dar o pontapé inicial nessa jornada de refazer o que não deu certo é oferecer para todos, indistintamente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/09/post_12.jpg"></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/10/educacao_chava_para_mudanca.jpg"><img class="size-full wp-image-458  aligncenter" title="Nosso povo não quer esmola, quer estudar, trabalhar e crescer." src="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/10/educacao_chava_para_mudanca.jpg" alt="" width="483" height="233" /></a></p>
<p>Muito se fala em mudar o mundo, várias propostas são feitas, várias possibilidades são apresentadas, soluções inovadoras ou tecnologias avançadas surgem como respostas para essa necessidade urgente de salvar este mundo imperfeito que criamos.</p>
<p>Porém, a resposta para dar o pontapé inicial nessa jornada de refazer o que não deu certo é oferecer para todos, indistintamente para todos, o <strong>direito de aprender</strong>, a possibilidade de universalizar o ensino, permitindo que aconteça uma das coisas mais importantes em nossas vidas, o direito igual ao saber.</p>
<p>Saúde e segurança são desejadas por todos, são fundamentais em nossa qualidade de vida, mas é a <strong>educação de boa qualidade</strong> que garante igualdade de condições para todas as pessoas. É através dela que conquistamos nosso maior direito como cidadão, o direito de entender o mundo que nos cerca, melhorando a nossa condição de vida por mérito próprio. <span id="more-180"></span></p>
<p>Em testes internacionais recentes os melhores alunos brasileiros ficaram nas últimas colocações, abaixo da quinqüagésima posição entre cinqüenta e sete países. Nossos alunos são despreparados, o <strong>ensino no Brasil </strong>em geral é fraco e de <strong>péssima qualidade</strong>.</p>
<p>Pais e governos não dedicam o tempo necessário para mudar esse quadro vergonhoso de nosso País. Em pesquisa publicada na revista Veja de 20 de agosto deste ano, a reportagem afirma que: “89% dos pais consideram receber das escolas um bom serviço em troca do que pagam”. Na mesma reportagem é afirmado que: “…os pais brasileiros de todas as classes não se envolvem como deveriam na vida escolar dos filhos.</p>
<p>Os mais pobres dão graças aos céus pelo fato de a escola fornecer merenda, segurança e livros didáticos gratuitos. Os pais da classe média se animam com as quadras esportivas, a limpeza e a manifesta tolerância dos filhos às exigências acadêmicas muitas vezes calibradas justamente para não forçar o ritmo dos menos capazes.”</p>
<p>Pais despreocupados, governos omissos, professores desestimulados e despreparados, além de mal remunerados: esse quadro compromete, e muito, o objetivo de vencermos nosso maior desafio, tornar-nos uma nação em condições de alcançar um patamar digno de civilidade e desenvolvimento.<br />
Um país desenvolvido se faz com pessoas bem preparadas, conhecedoras das suas condições e capazes de alcançar padrões de vida dignos por seus próprios méritos.</p>
<p>Como brasileiro cansei de ouvir que somos um País do futuro, quero ser do presente, e quero ter orgulho de meu País pelo que somos e não pelo que seremos. Quero, e acredito que toda a minha geração também, viver este novo Brasil, que seja reconhecido não por sermos bom de futebol ou termos um carnaval animado, e sim por termos <strong>superado séculos de atraso e vencido a pobreza</strong> pelo mérito de cada um e não por programas assistencialistas.</p>
<p>Nosso povo não quer esmola, quer estudar, trabalhar e crescer. Quer poder sonhar com uma vida melhor e conquistar as boas coisas que a vida pode oferecer com o sentimento de dever cumprido. Nosso povo merece essa chance.</p>
<p>Controlar a inflação, ter uma economia estável, melhorar o padrão de vida da população mais pobre, tudo isso é bom, porém, é efêmero se não investirmos nossas melhores cabeças e recursos na formação de jovens de todas as idades e, assim, darmos para nosso o País o direito de olhar com orgulho os seus feitos como nação.<br />
<strong><br />
Um país sem uma educação adequada jamais será <a title="Sociedade Sustentável" href="http://www.blograizes.com.br/sociedade-sustentavel.html" target="_blank">sustentável</a>. </strong></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Sociedade Sustentável</title>
		<link>http://www.blograizes.com.br/sociedade-sustentavel.html</link>
		<comments>http://www.blograizes.com.br/sociedade-sustentavel.html#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 12 Sep 2008 13:35:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Fernando do Valle</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[sustentabilidade social]]></category>

		<category><![CDATA[Atitudes sustentáveis]]></category>

		<category><![CDATA[consciência coletiva]]></category>

		<category><![CDATA[educação]]></category>

		<category><![CDATA[preservação]]></category>

		<category><![CDATA[socialmente justa]]></category>

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		<description><![CDATA[
Lendo o que tem saído na imprensa, ou conversando com outras pessoas sobre o tema da sustentabilidade, nas suas mais variadas formas e aplicações, percebi que a maioria das pessoas não conhece o seu verdadeiro significado, talvez por ser um conceito novo e que só agora começa a ganhar importância em nossas vidas.
Nestas últimas semanas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><a href="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/09/sociedade_sustentavel3.jpg"></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: left;"><span style="font-family: &quot;Georgia&quot;,&quot;serif&quot;;"><a href="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/10/sociedade_sustentavel.jpg"><img class="size-full wp-image-455 aligncenter" title="Uma sociedade sustentável busca soluções sempre na visão do bem comum." src="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/10/sociedade_sustentavel.jpg" alt="" width="483" height="233" /></a><span style="font-family: &quot;Georgia&quot;,&quot;serif&quot;;">Lendo o que tem saído na imprensa, ou conversando com outras pessoas sobre o tema da <a href="http://www.ecoesfera.com.br/sustentabilidade/" target="_blank"><strong>sustentabilidade</strong></a>, nas suas mais variadas formas e aplicações, percebi que a maioria das pessoas não conhece o seu verdadeiro significado, talvez por ser um conceito novo e que só agora começa a ganhar importância em nossas vidas.</span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: &quot;Georgia&quot;,&quot;serif&quot;;">Nestas últimas semanas em que escrevi no blog tive como principal intenção a divulgação do significado desse conceito. Acredito que para <strong><a title="Eu Quero Mudar o Mundo II" href="http://www.blograizes.com.br/eu-quero-mudar-o-mundo-ii.html" target="_self">mudar o mundo</a></strong> temos que primeiro entender o conceito, depois avaliá-lo e discuti-lo para, em seguida, conscientizar as pessoas da necessidade da mudança. Aí sim poderemos partir para as mudanças, mesmo que enfrentemos grandes dificuldades.</span><span id="more-172"></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: &quot;Georgia&quot;,&quot;serif&quot;;">Todo processo de mudança cria instabilidade, gerado pelo receio do desconhecido e das suas conseqüências. Muitas pessoas são resistentes à mudança. Por que? Muito provavelmente porque mudar dá trabalho, causa stress, nos obriga a arriscar, a nos expor perante nosso grupo e, principalmente, porque pode dar errado. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: &quot;Georgia&quot;,&quot;serif&quot;;">Na Física, a Lei de Newton diz: “Todo corpo permanece em seu estado de repouso, ou de movimento uniforme em linha reta, ao menos que seja obrigado a mudar seu estado por forças impressas nele”. Acredito que podemos usar essa Lei para o momento que estamos vivendo, em que mudar a inércia das pessoas exigirá um grande esforço das outras pessoas que já entenderam essa necessidade.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: &quot;Georgia&quot;,&quot;serif&quot;;">Tenho escrito sobre vários assuntos no blog ligados ao tema <strong>sustentabilidade</strong>. Procuro ampliar seu enfoque para mostrar que sua abrangência é muito maior que economizar energia elétrica, <a title="Água: Nossa Maior Riqueza" href="http://www.blograizes.com.br/agua-nossa-maior-riqueza.html" target="_self"><strong>água</strong></a> ou mesmo combustível, ou <a title="Lixo: O que Fazer com Ele?" href="http://www.blograizes.com.br/lixo-o-que-fazer-com-ele.html" target="_self"><strong>reciclar lixo</strong></a>. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: &quot;Georgia&quot;,&quot;serif&quot;;">A razão do <a title="Blog Raízes - Sustentabilidade de Raiz" href="http://www.blograizes.com.br/" target="_self"><strong>conceito da sustentabilidade</strong></a> ser representado por um triângulo eqüilátero (o <a title="Triângulo da Sustentabilidade" href="http://www.ecoesfera.com.br/sustentabilidade/triangulo.aspx" target="_blank"><strong>triângulo da sustentabilidade</strong></a>) é mostrar a igual importância dos seus três lados: economicamente viável, socialmente justo e ecologicamente correto. A idéia é tratar os três enfoques de forma igual, mostrando que há uma interdependência entre eles e que todos têm a mesma importância. O aspecto econômico, por ser posto na base, passa a impressão de ascendência sobre os outros dois.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: &quot;Georgia&quot;,&quot;serif&quot;;">Na minha visão essa interpretação está incorreta, tanto na igual importância dos três lados como na ascendência do econômico. E a razão é simples: o foco deveria estar principalmente no social, nas pessoas, pois são elas que, com sua consciência e inteligência, interferem positivamente, ou não, nos aspectos econômico e ecológico.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: &quot;Georgia&quot;,&quot;serif&quot;;">Se não soubermos resolver questões sociais como miséria extrema, desigualdade social, baixa escolaridade da maioria da população, inacessibilidade aos programas de saúde para as pessoas mais pobres e a baixa qualidade dos mesmos, descriminação por sexo, religião ou raça, violência doméstica e urbana, violência sexual, principalmente contra as crianças, corrupção no poder público, impunidade, não teremos condições de usufruir dos benefícios da geração de riqueza e não poderemos trabalhar pela <a href="http://www.blograizes.com.br/tag/preservacao" target="_self"><strong>preservação do meio ambiente</strong></a>.<span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: &quot;Georgia&quot;,&quot;serif&quot;;">Portanto, se quisermos nos transformar em uma <strong>sociedade sustentável</strong> teremos que trabalhar muito para sermos, primeiramente, uma sociedade justa que resolve suas diferenças e problemas, buscando soluções que atendam aos interesses da maioria, sempre na visão do bem comum.</span></p>
<p><span style="font-family: &quot;Georgia&quot;,&quot;serif&quot;;">Todo início de mudança é difícil, exige determinação, fé em si e nos outros e, principalmente, saber onde queremos chegar. Ficar acreditando que somos simples expectadores desse processo evolutivo é abrirmos mão de um direito e dever de procurar estar sempre melhorando como pessoa e como sociedade. Somos protagonistas e responsáveis da maior obra da criação divina.</span></p>
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		<item>
		<title>Crianças - O Elo da Esperança</title>
		<link>http://www.blograizes.com.br/criancas-o-elo-da-esperanca.html</link>
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		<pubDate>Wed, 10 Sep 2008 17:56:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Fernando do Valle</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Atitudes sustentáveis]]></category>

		<category><![CDATA[educação]]></category>

		<category><![CDATA[futuro]]></category>

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		<description><![CDATA[

A vida é algo único e pleno e nada se iguala a ela. É a demonstração máxima da força criadora. Dito assim parece que irei escrever sobre religião, mas não é o caso. Quero abordar um tema muito importante: a esperança de uma vida melhor, a esperança de construirmos um mundo mais igualitário, mais justo, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/09/criancas.jpg"></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/10/criancas_elo_esperanca.jpg"><img class="size-full wp-image-452  aligncenter" title="Falar das crianças é falar de esperança." src="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/10/criancas_elo_esperanca.jpg" alt="" width="483" height="233" /></a></p>
<p>A vida é algo único e pleno e nada se iguala a ela. É a demonstração máxima da força criadora. Dito assim parece que irei escrever sobre religião, mas não é o caso. Quero abordar um tema muito importante: a esperança de uma vida melhor, a esperança de construirmos um mundo mais igualitário, mais justo, menos violento, onde possamos formar nossas famílias com a tranqüilidade de quem acredita que nossos filhos e netos poderão crescer em um <strong>ambiente saudável e feliz</strong>.</p>
<p>As crianças são nossa maior esperança de mudar este mundo imperfeito - que a nossa e as gerações anteriores criaram. É a razão para acreditarmos que vale a pena lutarmos contra a apatia e o descaso das pessoas em geral, políticos, empresários, religiosos, trabalhadores, enfim, todos que ficam no discurso vago e não assumem seu papel neste momento importante de transformação.<span id="more-137"></span></p>
<p>O desconforto de constatar que fomos muito longe nessa aventura de autodestruição e consumismo não basta para mudar o estado das coisas. Revoltamo-nos quando, na frente da televisão, assistimos os telejornais e presenciamos fome, guerra, violência urbana, corrupção, descaso com a saúde, abandono dos princípios básicos da ética e, principalmente, o desrespeito à vida em geral.</p>
<p>Mas a maior de todas essas violências é destruirmos a nossa última esperança de mudarmos tudo isso: a violência sexual contra a criança, a pedofilia e a mais covarde de todas as violências, a mais vil - o suicídio coletivo do que sobrou de digno e bom em nós.</p>
<p>Quando assistimos a adultos violentarem sexualmente crianças inocentes, que não têm capacidade de autodefesa, seres inocentes desprovidos de malícia, constatamos que essas pessoas desceram na escala mais baixa da racionalidade humana e se transformaram em monstros. A prostituição infantil é a maior <strong>vergonha da sociedade moderna</strong>.</p>
<p>Uma sociedade que não respeita suas crianças nunca será <a title="Sociedade Sustentável" href="http://www.blograizes.com.br/sociedade-sustentavel.html" target="_blank"><strong>sustentável</strong></a>. Se quisermos construir um mundo melhor temos que defendê-las acima de tudo, e não permitir que nossa maior esperança seja destruída por mentes doentes.</p>
<p>Nossa cultura moderna encheu-se de atividades, várias distrações que ocupam nossas vidas e não nos permitem ver que a verdadeira alegria está no olhar inocente e no sorriso maroto de uma criança. Elas são nossa reserva moral e serão os adultos de amanhã, e se queremos reverter esse mundo irracional de hoje temos que prepará-las para corrigir nossos erros.</p>
<p>Todos os governantes deveriam dedicar um percentual importante dos seus recursos para a <strong>educação de nossas crianças</strong>. Se quisermos crescer como <strong>sociedade</strong> e conquistar um patamar de civilidade é necessário planejar o futuro dessas crianças para que elas possam mudar esse caos em que vivemos.</p>
<p>Falar de futuro é falar de nossas crianças, e falar das crianças é falar de esperança. As melhores mentes de hoje, as mais preparadas, deveriam estar envolvidas na  educação e orientação dessas crianças para que, futuramente, corrijam as distorções desta <strong>sociedade desigual e violenta de hoje</strong>.</p>
<p>As crianças são o elo mais frágil da corrente que é a nossa <strong>sociedade multirracial</strong>, onde as diferenças são marcantes, onde os adultos não superam resolver suas diferenças - e, pior, a aprofundarão - onde com o passar dos anos comprometemos fortunas e nada construímos que tenha valido a pena, onde as pessoas se indagam quais são os valores a serem seguidos, onde a sensação dominante é de impunidade e falta de justiça. É nessa sociedade que teremos de preservar e preparar nossas crianças, de todas as raças, para mudar o que nunca deveria ter existido.</p>
<p><strong>Criança, esperança de um mundo melhor.</strong></p>
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		<title>Eu Quero Mudar o Mundo II</title>
		<link>http://www.blograizes.com.br/eu-quero-mudar-o-mundo-ii.html</link>
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		<pubDate>Mon, 08 Sep 2008 20:33:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Fernando do Valle</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Atitudes sustentáveis]]></category>

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		<description><![CDATA[

Quando resolvi escrever neste blog tinha como intenção criar um espaço onde pudesse dividir minhas opiniões ou experiências com os interessados. Esperava que houvesse reações de algumas pessoas, provavelmente leitores mais ligados ao tema da sustentabilidade.
Foi uma grata surpresa o número de internautas que acessaram o blog e fizeram questão de mandar uma mensagem. A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/09/foto.jpg"></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/10/eu_quero_mudar_mundo_ii.jpg"><img class="size-full wp-image-449 aligncenter" title="Falta coordenação, liderança, e coragem de sairmos do comodismo." src="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/10/eu_quero_mudar_mundo_ii.jpg" alt="" width="483" height="233" /></a></p>
<p>Quando resolvi escrever neste blog tinha como intenção criar um espaço onde pudesse dividir minhas opiniões ou experiências com os interessados. Esperava que houvesse reações de algumas pessoas, provavelmente leitores mais ligados ao tema da <a href="http://www.ecoesfera.com.br/sustentabilidade/" target="_blank"><strong>sustentabilidade</strong></a>.</p>
<p>Foi uma grata surpresa o número de internautas que acessaram o blog e fizeram questão de mandar uma mensagem. A todos, meus agradecimentos pelas palavras e pela força para que eu continue este trabalho de <a title="Eu Quero Mudar o Mundo" href="http://www.blograizes.com.br/eu-quero-mudar-o-mundo.html" target="_self"><strong>mudar o mundo</strong></a>.</p>
<p>Sim, eu acredito na nossa capacidade de reverter o processo de auto-extinção que impusemos à nossa espécie, porém, essa tarefa exigirá a participação de muitos de nós. A vontade de mudarmos essa condição na qual vivemos hoje, onde a percepção de risco cresceu muito, é forte e presente em muitas pessoas. <span id="more-133"></span></p>
<p>Falta coordenação, liderança e coragem para sairmos do comodismo em que todos vivemos. Apesar de reconhecermos que o tempo está se esgotando, nada fazemos a não ser torcer para estarmos enganados quanto ao perigo, e que por um passe de mágica tudo acabe bem, e que se descubra que tudo não passou de exagero de algumas pessoas assustadas.</p>
<p>Infelizmente isso não vai acontecer. E sabe por quê? Por que demoramos em despertar para o enorme estrago que fizemos com o <strong>meio ambiente</strong>, <a title="Estão Matando as Área Verdes na Cidade" href="http://www.blograizes.com.br/estao-matando-areas-verdes-nas-cidades.html" target="_self"><strong>desmatando</strong></a>, poluindo o ar, solos, rios e mares, e matando milhares de espécies da fauna e flora, sendo que muitas dessas espécies estão extintas para sempre e só poderão ser vistas em filmes ou livros.</p>
<p>O homem está exterminando todos os ecossistemas existentes em nosso planeta. Comete o mesmo erro milhares de vezes, não aprende. Hoje, todos sabem que o destino da floresta amazônica é a desertificação, e todo o dia milhões de metros quadrados de florestas são varridos para sempre, com a complacência de todos. Isso já aconteceu antes em vários lugares do planeta e com conseqüência trágica para o clima e para as espécies que lá viviam.</p>
<p>Fico sensibilizado pelas palavras de apoio, mas gostaria que surgisse uma corrente de pessoas que transformasse sua indignação em ação e participasse dessa guinada em nosso destino que temos de fazer agora para que o nosso futuro seja de esperança e com melhores perspectivas que as de hoje.</p>
<p>A forma que achei para fazer minha parte foi criar um grupo de empresas totalmente focado na idéia de <strong>sustentabilidade</strong>. E transformá-las em vetores de mudança. Não tem sido fácil, pois a mudança é muito profunda, é de consciência, é de postura.</p>
<p>Quando comecei este trabalho quatro anos atrás tinha uma certeza: precisava ser bem sucedido. Minha vontade de mudar era muito grande, minha indignação maior ainda e era necessário mostrar com resultados o que poderia ser feito.</p>
<p>Várias pessoas duvidaram, inúmeros problemas surgiram, tive que administrar crises, falta de recursos, stress, e muita cobrança, minha e dos outros. Não desisti. Não foi fácil, aliás, nunca é. Persisti, tive fé em mim e nos meus companheiros de jornada, colaboradores internos e externos, sócios e amigos, e estamos aqui, lutando, acreditando que podemos mudar o mundo. Com o nosso entusiasmo estamos arregimentando todo dia novos adeptos que acreditam que se cada um fizer a sua parte construiremos um mundo muito melhor.</p>
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		<title>Os Líderes do Novo Mundo</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Sep 2008 23:39:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Fernando do Valle</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Atitude]]></category>

		<category><![CDATA[futuro]]></category>

		<category><![CDATA[líderes]]></category>

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		<description><![CDATA[

Tenho lido várias matérias sobre o fim do mundo ou de previsões catastróficas do nosso futuro, porém, não acredito em nada disso. Nego-me a aceitar de forma passiva o determinismo negativo e cômodo de jogar toda a responsabilidade de nossos problemas em uma força externa incontrolável e imutável. Temos desde o início de nossa existência [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/09/lideres.jpg"></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/10/lideres_novo_mundo.jpg"><img class="size-full wp-image-446 aligncenter" title="O mundo precisa de líderes, e não de ilusão." src="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/10/lideres_novo_mundo.jpg" alt="" width="483" height="233" /></a></p>
<p>Tenho lido várias matérias sobre o fim do mundo ou de previsões catastróficas do nosso futuro, porém, não acredito em nada disso. Nego-me a aceitar de forma passiva o determinismo negativo e cômodo de jogar toda a responsabilidade de nossos problemas em uma força externa incontrolável e imutável. Temos desde o início de nossa existência a tendência de temer o nosso fim por ação divina, transferindo para esta o nosso futuro.</p>
<p>Em um passado remoto, ou mesmo agora, religiões, credos, visões, previsões, calendários Maias, inscrições nas pirâmides egípcias ou várias outras versões convergem para a mesma pergunta que desperta curiosidade e temor: Quando será o fim do mundo?<span id="more-128"></span></p>
<p>Várias pessoas vivem hoje mais preocupadas com essas datas fatídicas que com a construção de seus futuros. Esquecem que o “livre arbítrio” nos dá o direito de escolher o que é melhor para nós, e se chegarmos, por nossas ações, a caminhar para esse final trágico para a humanidade, não será por decisão divina e sim por nossa incapacidade.</p>
<p>Não considero adequado discutir crenças ou preferências religiosas, cada um busca o que é melhor para si. A fé é a força mais importante que move o homem, porém, ela pode mover para a frente ou para trás, depende de como a usamos.</p>
<p>A nossa história mostra que somos capazes de atitudes bárbaras em nome dessa fé. Matamos e morremos por ela. Em nome dela construímos impérios, governamos nações, ganhamos fortunas, traímos princípios básicos de convívio e justificamos atos injustificáveis.</p>
<p>Podemos mover milhões de pessoas na direção errada em nome dessa fé. Por que não usar essa força criadora que todos temos para construir um mundo melhor, mais justo, digno e, principalmente, mais <a title="O que é Sustentabilidade?" href="http://www.blograizes.com.br/o-que-e-sustentabilidade.html" target="_self"><strong>sustentável</strong></a>? Todos podemos começar a mudar o mundo com pequenas atitudes.</p>
<p>Esse é o papel dos líderes do novo mundo: levantar-se contra essa onda de pessimismo e determinismo macabro e mostrar um novo caminho onde as pessoas possam construir um mundo muito melhor e mais duradouro.</p>
<p>O mundo precisa desses líderes, e não de ilusão. Pessoas como essas podem nos guiar, nos mostrar quais caminhos tomar em prol de uma grande causa, e reverter o processo de autodestruição iniciado por nós mesmos há milhares de anos.</p>
<p>Qualquer que seja nossa crença ou religião, se ela se basear em ideais de justiça e fraternidade, terá princípios que se apoiarão no tripé: economicamente viável, socialmente justo e ecologicamente correto (o <a title="Triângulo da Sustentabilidade" href="http://www.ecoesfera.com.br/sustentabilidade/triangulo.aspx" target="_blank"><strong>Triângulo da Sustentabilidade</strong></a>).<br />
Se todos ganharmos o necessário para termos uma vida digna, buscando melhorar a vida de todos, e nos preocuparmos em preservar o <a title="Cidades - Organismos Vivos" href="http://www.blograizes.com.br/cidades-organismos-vivos.html" target="_self"><strong>meio ambiente</strong></a>, então seremos <a title="Sociedade Sustentável" href="http://www.blograizes.com.br/sociedade-sustentavel.html" target="_self"><strong>sustentáveis enquanto civilização</strong></a> e teremos um futuro pela frente.</p>
<p>Viemos ao mundo cumprir um grande objetivo: Trabalhar durante toda nossa vida para no final dela deixar um mundo melhor que o que encontramos. Essa é, na verdade, a razão de nossa existência, todo o resto é complementar e acessório.</p>
<p>Se todos agissem assim teríamos um mundo melhor e creio que nossa espécie estaria por aqui por mais alguns milhões de anos.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>O Trânsito nas Grandes Cidades</title>
		<link>http://www.blograizes.com.br/transito-grandes-cidades.html</link>
		<comments>http://www.blograizes.com.br/transito-grandes-cidades.html#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 03 Sep 2008 12:06:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Fernando do Valle</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Trânsito]]></category>

		<category><![CDATA[carona comunitária]]></category>

		<category><![CDATA[congestionamento]]></category>

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		<description><![CDATA[

O tempo que passamos dentro de carros tem aumentado muito nos últimos anos e já não se conta mais por minutos, e sim por horas. O trânsito nas grandes cidades tem se tornado um pesadelo para todas as pessoas que nelas precisam se locomover.
É necessário analisar as causas disso e as conseqüências para as vidas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/09/transito.jpg"></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/10/transito_nas_grandes_cidades.jpg"><img class="size-full wp-image-443 aligncenter" title="Mais de 900 novos veículos na cidade todos os dias." src="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/10/transito_nas_grandes_cidades.jpg" alt="" width="483" height="233" /></a></p>
<p>O tempo que passamos dentro de carros tem aumentado muito nos últimos anos e já não se conta mais por minutos, e sim por horas. O trânsito nas grandes cidades tem se tornado um pesadelo para todas as pessoas que nelas precisam se locomover.</p>
<p>É necessário analisar as causas disso e as conseqüências para as vidas das pessoas impactadas e para o <strong>meio ambiente</strong>.</p>
<p>São vários os fatores que levam as pessoas a querer ter seus carros: desde praticidade e conforto até rapidez, segurança e status, entre outros. Todos ou qualquer um deles pode ser a razão para justificar a compra. Mas há um motivo que é comum a todos: a necessidade de se deslocar.<span id="more-123"></span></p>
<p>Esta é razão básica que explica a existência dos vários tipos de transporte que o homem criou para lhe servir durante sua evolução nas várias civilizações que nos antecederam.</p>
<p>Os primeiros homens andavam a pé, depois sobre animais, até descobrir a roda e suas vantagens, e em seguida evoluir para o veículo com motor, a vapor primeiro e a combustão por último.</p>
<p>Seja na terra, no mar ou rios, ou no ar o homem precisa cada vez mais ir ou vir com grande rapidez, deslocando mais pessoas ou cargas, seus veículos crescem constantemente de tamanho e poluem cada vez mais.</p>
<p>Dos Fords T, os primeiros veículos produzidos em linha de produção, fabricados nos Estados Unidos, que já eram movidos utilizando o combustível fóssil, até os carros da atualidade, se passaram um pouco mais de cem anos. A evolução no design, tecnologia, conforto e segurança, permitiram que tivéssemos carros cada vez mais rápidos.</p>
<p>Porém, continuamos a usar o combustível fóssil, altamente poluente e tendo uma cadeia produtiva, desde a extração até o transporte, extremamente prejudicial ao meio ambiente.</p>
<p>Não fomos ainda capazes de criarmos comercialmente veículos que utilize combustíveis que não agridam ao meio ambiente, talvez por interesses dos lobbys ligado a indústria petroleira, continuamos a jogar toneladas de gases poluentes na atmosfera.</p>
<p>Na cidade de São Paulo, segundo dados da CET (Companhia de Engenharia de Trafego), todos os dias entram, no já caótico trânsito da cidade, mais de 900 veículos, sendo que nos últimos dez anos sua frota cresceu mais de 25%.</p>
<p>Ou seja, mais carros nas ruas, mais congestionamento, mais tempo para se deslocar, mais prejuízo para sociedade, mais poluição na atmosfera, e muito menos qualidade de vida para seus habitantes. Já não adianta rodízios para tirar veículos das ruas, o problema é muito mais estrutural, e só se resolverá com uma política séria, com metas claras e baseadas em alternativas que viabilizem que as pessoas possam trabalhar ou se divertir em condições adequadas.</p>
<p>Nos horários de pico, na manhã e na tarde, os paulistanos gastam até duas horas a mais que gastavam a alguns anos atrás para ir e voltar do seu trabalho. São duas horas a menos com suas famílias, gerando desconforto familiar, stress e distúrbios variados na saúde destas pessoas.</p>
<p>A cidade de São Paulo vai parar, e possivelmente outras também. Como cidadãos, e diretamente prejudicados por este caos, temos que buscar alternativas que possamos implantar por consciência própria, independente do poder público. Não que deixemos de cobrar a melhora do <a title="Transporte Público - O Martírio de Cada Dia" href="http://www.blograizes.com.br/transporte-publico-o-martirio-nosso-de-cada-dia.html" target="_self"><strong>transporte público</strong></a> ou outras melhorias, mas devemos tomar a iniciativa da solução do problema.</p>
<p>Poderíamos por exemplo, instituir a carona comunitária, onde revezamos com amigos ou vizinhos o nosso transporte para o trabalho ou dos nossos filhos para a escola, ou procurar que a escola de nossos filhos e o local do nosso trabalho estejam o mais perto possível de nossa moradia, com isto evitaríamos que houvessem grandes deslocamentos.</p>
<p>Idéias como esta já foram proposta antes, mas com baixíssima adesão, não houve ainda a percepção da urgência da solução deste problema. Estamos todos vivendo como se não fosse conosco, até quando?</p>
<p>Está na hora de despertarmos o nosso senso de bem comum, e levantarmos do nosso “berço esplêndido”, que de esplêndido só mesmo no nosso hino nacional, e buscar alternativas de curto prazo para minimizar, e soluções definitivas para resolver este problema tão importante para a nossa qualidade de vida.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Consumismo Exagerado</title>
		<link>http://www.blograizes.com.br/consumismo-exagerado.html</link>
		<comments>http://www.blograizes.com.br/consumismo-exagerado.html#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 01 Sep 2008 21:29:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Fernando do Valle</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Conscientização]]></category>

		<category><![CDATA[consumismo]]></category>

		<category><![CDATA[extinção]]></category>

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		<description><![CDATA[

A sociedade moderna desenvolveu uma capacidade de consumir em proporções alarmantes. Em alguns países, como nos Estados Unidos, se consome de tudo e de forma desproporcional às necessidades. Os americanos são induzidos a gastar em ritmo frenético, pois o consumismo é o motor da sua economia. Pode ser que esse modelo econômico tenha ajudado o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/09/foto05.jpg"></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/10/consumismo_exagerado.jpg"><img class="size-full wp-image-440 aligncenter" title="Consumismo desenfreado." src="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/10/consumismo_exagerado.jpg" alt="" width="483" height="233" /></a></p>
<p>A <strong>sociedade moderna</strong> desenvolveu uma capacidade de consumir em proporções alarmantes. Em alguns países, como nos Estados Unidos, se consome de tudo e de forma desproporcional às necessidades. Os americanos são induzidos a gastar em ritmo frenético, pois o consumismo é o motor da sua economia. Pode ser que esse modelo econômico tenha ajudado o país a se transformar em uma potência mundial, porém, o custo para o planeta tem sido descomunal.</p>
<p>Se a população dos outros países tivesse os mesmos hábitos dos americanos o nosso planeta não teria capacidade para suprir as necessidades de insumos e energias que seriam demandadas. A situação é tão absurda que para os americanos viverem essa farra só é possível porque a maior parte do resto do mundo vive na miséria ou muito próximo dela.<span id="more-117"></span></p>
<p>Esse estilo americano de ser, tão decantado em filmes e músicas, começa a cobrar um preço muito alto de todos nós. O que parecia ser bom, com o comércio mundial gerando troca de riqueza para os países produtores, transformou-se em uma camisa de força para os governos, impedindo-os de tomar providências para minimizar as conseqüências negativas para o <strong>meio ambiente</strong>.</p>
<p>Mas esse problema de consumir além do necessário não é uma questão exclusiva dos norte-americanos.</p>
<p>Sociedades de outros países incentivaram seus integrantes a buscar o status social através da sua capacidade de compra, levando as suas populações a um “stress consumista” sem precedente na história da humanidade.</p>
<p>O excesso de consumismo explorou os recursos naturais em proporções maiores que a sua capacidade de regeneração levando o meio ambiente a um esgotamento muito perigoso e de difícil reversão.</p>
<p>Para o nosso planeta isso foi trágico, e disparou uma onda de catástrofes em vários lugares, impactando a vida das pessoas, flora e fauna.</p>
<p>Florestas cederam espaço para a agricultura e a criação de rebanhos, a exploração e o transporte de petróleo contaminaram terras, rios e mares, e a extração de minérios afetou de forma irreversível a vida no entorno desses lugares. Esses são só alguns exemplos do descaso do homem com o seu habitat.</p>
<p>Tudo que é produzido em algum momento terá de ser descartado, e aí começa a segunda grande agressão ao meio ambiente. O volume de <a title="Lixo: O que Fazer com Ele?" href="http://www.blograizes.com.br/lixo-o-que-fazer-com-ele.html" target="_self"><strong>lixo</strong></a> e entulho produzido pela sociedade moderna vem crescendo de forma vertiginosa. Não há mais espaço para depositá-lo e o seu acúmulo contamina os solos, rios, mares e lençóis freáticos.</p>
<p>Essa situação tem levado as outras espécies à extinção e ao colapso. Mais de cem espécies de animais ou plantas desaparecem, em definitivo, por dia.</p>
<p>A devastação é impressionante. Não há paralelo em qualquer época da história. Estamos eliminando a vida na Terra, até não sobrar nada nem ninguém.</p>
<p>Estamos chegando ao nosso limite. O clima nos dá sinais, diariamente, de que fomos longe demais. Haverá tempo para recuarmos? Estamos dispostos a fazê-lo? São perguntas que governos e sociedades terão de responder agora.</p>
<p>Cabe a nós tomar uma atitude para sairmos da inércia e do comodismo e, assim, deixarmos de pensar que o problema não é conosco e começarmos a agir. Os líderes primeiro, incentivando os outros a segui-los e mostrando o novo caminho que terá de ser trilhado para que haja vida para nossos filhos, netos e para que as gerações futuras tenham um lugar digno para viver.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>O Al Gore da Construção Civil</title>
		<link>http://www.blograizes.com.br/o-al-gore-da-construcao-civil.html</link>
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		<pubDate>Fri, 29 Aug 2008 15:39:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Fernando do Valle</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[residência sustentável]]></category>

		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>

		<category><![CDATA[destruição do planeta]]></category>

		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>

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		<description><![CDATA[

Ao falar de sustentabilidade hoje em dia é quase impossível não citar o nome do político norte-americano Al Gore (http://www.algore.com/). Ele é uma espécie de embaixador da causa e inspiração para muita gente, inclusive para mim.
Al Gore foi vice-presidente dos EUA na gestão de Bill Clinton e perdeu as eleições presidenciais para George W. Bush. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/08/2008_08_29_algore_03.jpg"></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/10/al_gore_construcao_civil.jpg"><img class="size-full wp-image-437 aligncenter" title="Cena do filme \&quot;Uma Verdade Inconveniente\&quot;." src="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/10/al_gore_construcao_civil.jpg" alt="" width="483" height="233" /></a></p>
<p>Ao falar de <a title="Ecoesfera - Sustentabilidade e Construção Civil" href="http://www.ecoesfera.com.br/sustentabilidade" target="_blank"><strong>sustentabilidade</strong></a> hoje em dia é quase impossível não citar o nome do político norte-americano Al Gore (<a href="http://www.algore.com/">http://www.algore.com/</a>). Ele é uma espécie de embaixador da causa e inspiração para muita gente, inclusive para mim.</p>
<p>Al Gore foi vice-presidente dos EUA na gestão de Bill Clinton e perdeu as eleições presidenciais para George W. Bush. Apesar do destaque na carreira política, o que faz com que ele seja um modelo para várias pessoas, é sua <strong>luta contra o aquecimento global</strong> que mais chama a atenção.</p>
<p>Engana-se quem pensa que ele se tornou um <strong>defensor do meio ambiente</strong> só por causa da derrota nas eleições em 2000. Desde 1978, quando era apenas um deputado, ele vem fazendo palestras alertando sobre a destruição do planeta, como a que está no documentário “Uma Verdade Inconveniente”, de 2006. <span id="more-113"></span></p>
<p>Assim como Al Gore vinculou sua imagem à causa do aquecimento do clima e suas conseqüências para a vida no planeta, eu gostaria de trabalhar para despertar uma nova consciência e visão sobre a <strong>importância da sustentabilidade</strong> na vida das pessoas.</p>
<p>Em uma entrevista recente comentei que gostaria de ser reconhecido como o <strong>Al Gore da construção civil</strong>.</p>
<p>Minha intenção foi chamar a atenção das pessoas para a importância da construção de <a title="O que é uma Residência Sustentável?" href="http://www.blograizes.com.br/o-que-e-uma-residencia-sustentavel.html" target="_self"><strong>residências sustentáveis</strong></a> para a transformação das cidades em lugares melhores de se viver.</p>
<p>Acredito que todos nós devemos trabalhar em prol do bem comum, não sendo necessário ser famoso ou político para podermos contribuir com a melhora da qualidade de vida das pessoas e a <strong>preservação do meio ambiente</strong>. Na verdade só é necessário acreditar que podemos, e termos a vontade de fazer.</p>
<p>A solução dos graves problemas pelos quais passa nosso planeta não surgirá de atitudes solitárias, mas do engajamento de todos os envolvidos, do poder público, das empresas e da sociedade em geral, e com decisões corajosas e criativas que revertam o colapso já anunciado pela mudança radical do clima. Essa é a verdade inconveniente: a falta de vontade de mudar.</p>
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		<title>O que é uma Residência Sustentável?</title>
		<link>http://www.blograizes.com.br/o-que-e-uma-residencia-sustentavel.html</link>
		<comments>http://www.blograizes.com.br/o-que-e-uma-residencia-sustentavel.html#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 27 Aug 2008 21:29:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Fernando do Valle</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[residência sustentável]]></category>

		<category><![CDATA[Atitudes sustentáveis]]></category>

		<category><![CDATA[impacto ambiental]]></category>

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		<description><![CDATA[
a
Abordei em um post anterior o tema sustentabilidade. Tentei explicar o seu conceito e como essa questão interferirá em nosso futuro. A idéia foi dar um primeiro passo para o entendimento do assunto. Agora quero dar mais um passo e mostrar o que vem a ser uma residência sustentável.
Uma residência sustentável deve atender três aspectos: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="mceTemp"><a href="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/08/casa-eficiente.jpg"></a></div>
<div class="mceTemp" style="text-align: center;"><span style="color: #ffffff;"><a href="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/10/o_que_e_uma_residencia_sustentavel.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-434" title="Casa eficiente, consumo consciente." src="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/10/o_que_e_uma_residencia_sustentavel.jpg" alt="" width="483" height="233" /></a>a</span></div>
<p>Abordei em um post anterior o tema <a href="http://www.ecoesfera.com.br/sustentabilidade/" target="_blank"><strong>sustentabilidade</strong></a>. Tentei explicar o seu conceito e como essa questão interferirá em nosso futuro. A idéia foi dar um primeiro passo para o entendimento do assunto. Agora quero dar mais um passo e mostrar o que vem a ser uma <a title="Empreendimentos Sustentáveis" href="http://www.ecoesfera.com.br/empreendimentos/" target="_blank"><strong>residência sustentável</strong></a>.</p>
<p>Uma residência sustentável deve atender três aspectos: econômico, social e ambiental - o <a title="Triângulo da Sustentabilidade" href="http://www.ecoesfera.com.br/sustentabilidade/triangulo.aspx" target="_blank"><strong>Triângulo da Sustentabilidade</strong></a>.</p>
<p>Para uma <strong>residência ser sustentável</strong> ela deve ser economicamente viável para o seu morador, permitindo que sua manutenção tenha um custo baixo e que pela existência dos itens de sustentabilidade o preço de revenda seja maior que um imóvel convencional.<span id="more-90"></span></p>
<p>Deve ser também <strong>socialmente justa</strong>. Nesse caso a proposta é permitir que haja condições de oferecer conforto ambiental, funcional e que preserve a saúde mental e física dos seus moradores e vizinhos. A idéia se baseia na busca das melhores condições resultantes do processo construtivo e do produto final para os envolvidos nessa residência, o que vai desde a escolha dos materiais escolhidos de forma a ter o menor impacto ambiental, à contratação de operários na vizinhança mais próxima e o menor transtorno dessa construção para seus vizinhos.</p>
<p>E, por último, terá de ser <strong>ecologicamente correta</strong>. Uma residência consome recursos naturais tais como <a title="Água: Nossa Maior Riqueza" href="http://www.blograizes.com.br/agua-nossa-maior-riqueza.html" target="_self"><strong>água</strong></a>, energia elétrica e gás, e produz resíduos como <a title="Lixo: O que Fazer com Ele?" href="http://www.blograizes.com.br/lixo-o-que-fazer-com-ele.html" target="_self"><strong>lixo</strong></a>, óleo de cozinha e esgoto domiciliar. Em ambos os caso gera impacto negativo no <strong>meio ambiente</strong>, sendo que no segundo deixa um passivo ambiental de difícil solução.</p>
<p>Parece normal achar que a nossa casa deva oferecer tudo aquilo que nós precisamos, afinal é o nosso lar, nosso lugar de conforto e segurança, mas na prática há um custo alto a ser pago por essa situação.</p>
<p>Devemos, por isso mesmo, repensar nossas necessidades versus o custo futuro desses hábitos. Sem que haja perda da qualidade de vida, as <strong>residências sustentáveis</strong> servirão para que os seus moradores revejam suas atitudes no dia-a-dia e se conscientizem da importância dessa nova forma de viver.<br />
São vários os fatores que podem influenciar nisso. Uma forma de testarmos nossa atenção com atitudes do dia-a-dia é acessar o site WWF/casa eficiente consumo  consciente (<a rel="nofollow" href="http://jogos.wwf.org.br/casaeficiente/" target="_blank">http://jogos.wwf.org.br/casaeficiente/</a>), que dá uma idéia de como começar a ter <a title="Blog Raízes - Atitudes Sustentáveis" href="http://www.blograizes.com.br/" target="_self"><strong>atitudes sustentáveis</strong></a> em nossos lares.</p>
<p>Em cada cômodo da residência o personagem do jogo dá dicas e mostra coisas simples que podemos fazer para economizar, contribuindo para o meio ambiente e obtendo <strong>qualidade de vida</strong> no lar.</p>
<div class="mceTemp">É possível que muitas pessoas já adotem algumas dessas práticas no seu cotidiano sem imaginar que estão tendo <strong>atitudes sustentáveis</strong>.</div>
<p>Utilizar a água e a energia elétrica de maneira consciente, sem desperdício, reciclar o lixo e reaproveitar materiais é a maneira mais simples de começar a adotar a <strong>sustentabilidade em casa</strong>.</p>
<p>Mas não é só isso. Falaremos mais do assunto em outros posts.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>A Importância da Ecologia Urbana para o Futuro da Humanidade</title>
		<link>http://www.blograizes.com.br/importancia-ecologia-urbana-para-futuro-humanidade.html</link>
		<comments>http://www.blograizes.com.br/importancia-ecologia-urbana-para-futuro-humanidade.html#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 23:10:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Fernando do Valle</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Ecologia urbana]]></category>

		<category><![CDATA[áreas urbanas]]></category>

		<category><![CDATA[consciência coletiva]]></category>

		<category><![CDATA[futuro]]></category>

		<category><![CDATA[preservação]]></category>

		<category><![CDATA[resíduos]]></category>

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Hoje, mais de 50% da população mundial vive nas cidades. No Brasil já são mais de 80% de moradores em áreas urbanas. É um índice muito alto e mostra que o futuro de nosso planeta passa por soluções que terão de ser adotadas nessas cidades para que possamos preservar os nossos ecossistemas.
Para muitos estudiosos, as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/08/pessoas1.jpg"></a><a href="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/08/pessoas1.jpg"></a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/08/sampa.jpg"></a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/08/2008_08_28_sampa03.jpg"></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/10/importancia_ecologia_urbana_futuro_humanidade.jpg"><img class="size-full wp-image-431 aligncenter" title="Superpopulação nas cidades." src="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/10/importancia_ecologia_urbana_futuro_humanidade.jpg" alt="" width="483" height="233" /></a></p>
<p>Hoje, mais de 50% da população mundial vive nas cidades. No Brasil já são mais de 80% de moradores em áreas urbanas. É um índice muito alto e mostra que o futuro de nosso planeta passa por soluções que terão de ser adotadas nessas cidades para que possamos preservar os nossos ecossistemas.</p>
<p>Para muitos estudiosos, as próprias <a title="Cidades - Organismos Vivos" href="http://www.blograizes.com.br/cidades-organismos-vivos.html" target="_self"><strong>cidades são consideradas ecossistemas vivos</strong></a> uma vez que têm diversas espécies interagindo entre si e com o <strong>meio ambiente</strong>.</p>
<p><strong>Ecologia urbana</strong> é a relação do homem com meio urbano, ou com tudo que o cerca em uma cidade, sejam seres vivos ou coisas. Ela procura entender os <a title="Estão Matando as Área Verdes na Cidade" href="http://www.blograizes.com.br/estao-matando-areas-verdes-nas-cidades.html" target="_self"><strong>sistemas naturais dentro das áreas urbanas</strong></a>, com suas conseqüências na qualidade de vida desses seres vivos.<span id="more-71"></span></p>
<p>O homem é o centro desse estudo. Ele é o maior culpado pelo desequilíbrio ocorrido em todos os ecossistemas de nosso planeta. Ele é a única espécie com capacidade de se autodestruir e de destruir as outras espécies.</p>
<p>Hoje parece pouco provável que o mesmo homem que destrói o que o cerca em uma velocidade impressionante venha a se preocupar com a <strong>preservação do meio ambiente nas cidades</strong>, justamente o lugar onde mais se consome insumos e energias e mais se produz resíduos sendo, portanto, as maiores poluidoras de nossos <strong>recursos naturais</strong>. Mas pode ser possível sim, desde que haja vontade dos líderes empresariais, políticos e comunitários, e que a sociedade se envolva de forma planejada, despertando uma nova consciência coletiva para a necessidade da mudança em nossos hábitos e costumes.</p>
<p>Quando se fala em <strong>ecologia urbana</strong> não se faz referência somente ao salvamento das árvores dos canteiros das ruas ou das praças, ou à despoluição dos rios ou mares que banham as cidades, ou mesmo à melhora da qualidade do ar que se respira. Claro que tudo isso também faz parte. Fala-se em buscar um equilíbrio pleno entre o progresso necessário para nossa sociedade moderna poder se desenvolver e a <strong>preservação do meio ambiente</strong>.</p>
<p>O uso de <a title="Água: Nossa Maior Riqueza" href="http://www.blograizes.com.br/agua-nossa-maior-riqueza.html" target="_self"><strong>água</strong></a>, <a title="Energia Alternativa - Uma Solução Sustentável" href="http://www.blograizes.com.br/energia-alternativa-ou-renovavel-solucao-sustentavel.html" target="_blank"><strong>energia</strong></a> elétrica e de outros recursos naturais, bem como o despejo de resíduos no meio ambiente devem fazer parte da pauta de discussão na <strong>ecologia urbana</strong>, mas o assunto é muito mais complexo e exigirá maior engajamento dos poderes envolvidos.</p>
<p>Com o crescimento das cidades e das populações urbanas novas soluções devem ser encontradas para estes problemas. Não se pode ficar remendando idéias antigas e ultrapassadas, é necessário ousar, pensar à frente, ser visionário em relação às soluções para estes e para outros problemas que teremos de enfrentar nesta sociedade em constante transformação.</p>
<p>O estudo e o entendimento da <strong>ecologia urbana</strong> só é o começo, porém, o grande desafio é evitar o colapso das cidades que, com o crescimento acelerado, estão se tornando bombas-relógio prestes a explodir e com elas o futuro da humanidade.</p>
<p>Pretendo voltar a falar de ecologia urbana em outro post no futuro.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O que é Sustentabilidade?</title>
		<link>http://www.blograizes.com.br/o-que-e-sustentabilidade.html</link>
		<comments>http://www.blograizes.com.br/o-que-e-sustentabilidade.html#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 22 Aug 2008 20:21:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Fernando do Valle</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>

		<category><![CDATA[ambiental]]></category>

		<category><![CDATA[ecologicamente correta]]></category>

		<category><![CDATA[economicamente viável]]></category>

		<category><![CDATA[ecossistema]]></category>

		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>

		<category><![CDATA[responsabilidade sócio-ambientais]]></category>

		<category><![CDATA[socialmente justa]]></category>

		<category><![CDATA[triângulo da sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[

Você deve ter percebido pelo post anterior que uso muito a palavra sustentabilidade ao escrever. Quando falo também. É uma palavra importante para mim. Eu a considero estratégica para o nosso futuro, pois seu significado já tem e terá cada vez mais um papel relevante na evolução da humanidade. Mas para a grande maioria das [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/08/2008_08_22_triangulo01.jpg"></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/10/o_que_e_sustentabilidade.jpg"><img class="size-full wp-image-428 aligncenter" title="Triângulo da sustentabilidade." src="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/10/o_que_e_sustentabilidade.jpg" alt="" width="483" height="233" /></a></p>
<p>Você deve ter percebido pelo post anterior que uso muito a palavra <a href="http://www.ecoesfera.com.br/sustentabilidade/" target="_blank"><strong>sustentabilidade</strong></a> ao escrever. Quando falo também. É uma palavra importante para mim. Eu a considero estratégica para o nosso futuro, pois seu significado já tem e terá cada vez mais um papel relevante na evolução da humanidade. Mas para a grande maioria das pessoas esse não é um conceito claro.</p>
<p>Por isso vou tentar explicar melhor o seu conceito.</p>
<p>Segundo o dicionário Houaiss, <strong>sustentabilidade</strong> é: característica ou condição do que é sustentável - que pode ser sustentado; passível de sustentação.</p>
<p>Essa definição é burocrática, nada conceitual. A definição correta de sustentabilidade na visão atual é atividade economicamente viável, socialmente justa e ecologicamente correta - o <a title="Triângulo da Sustentabilidade" href="http://www.ecoesfera.com.br/sustentabilidade/triangulo.aspx" target="_blank"><strong>Triângulo da Sustentabilidade</strong></a>. Essa definição carrega uma nova percepção do que seja sustentável para o futuro de nossa espécie. Através dela fica claro que se não atendermos aos três aspectos, econômico, social e ambiental, não seremos sustentáveis para nós e para o <strong>meio ambiente</strong>.<span id="more-49"></span></p>
<p>Queria entender qual a idéia de <strong>sustentabilidade</strong> que as pessoas tinham, por isso fiz uma pequena pesquisa:</p>
<p>Para o garoto Guilherme Ferraz, de 8 anos:</p>
<p>“É cuidar das árvores, da natureza, não jogar lixo na rua&#8230;”</p>
<p>Já a empregada doméstica Aparecida de Oliveira, de 34 anos, vê a sustentabilidade refletida em suas ações<br />
do cotidiano, como:</p>
<p>“Não deixar a luz acesa, não deixar o chuveiro ou a torneira pingando, varrer o quintal&#8230;”</p>
<p>O adolescente Felipe Nóbrega, de 17 anos, acredita que a sustentabilidade está em:</p>
<p>“Usar os recursos da natureza, mas ao mesmo tempo em que se tira, ter a preocupação de ‘colocar de<br />
volta’.&#8221;</p>
<p>A aposentada Nina Andrade, de 76 anos, entende a sustentabilidade como um:</p>
<p>“Despertar para a preocupação ecológica e o futuro do planeta.”</p>
<p>E para o empresário Luiz Valentim, de 54 anos, são:</p>
<p>“Práticas de responsabilidade sócio-ambientais, tanto de pessoas como de empresas.”</p>
<div class="mceTemp">No fundo é tudo isso e um pouco mais.</div>
<p>A seguir a definição que eu considero completa, a do professor holandês <strong>Peter Nijkamp</strong>:</p>
<p>Segundo ele, a <strong>sustentabilidade</strong> envolve os três aspectos já citados. O primeiro, ecológico, diz respeito à manutenção do ecossistema em longo prazo. O segundo, econômico, trata da obtenção de renda suficiente para o custeio da vida em <a title="Sociedade Sustentável" href="http://www.blograizes.com.br/sociedade-sustentavel.html" target="_blank"><strong>sociedade</strong></a>. E o terceiro, social, aborda o respeito aos valores sociais e culturais e a justiça na distribuição de custos e benefícios.</p>
<p>Traduzindo: os três fatores, em equilíbrio, como num triângulo compondo cada um dos três lados, formam o ideal de <strong>sustentabilidade para uma população</strong>, manifestando preocupação tanto com questões ambientais, como econômicas e sociais. É possível entender melhor <a rel="nofollow" href="http://www.ecoesfera.com.br/sustentabilidade/triangulo.aspx" target="_blank">aqui</a> como funciona esse <strong>triângulo da sustentabilidade</strong>.</p>
<p>Ou seja, as ações das pessoas e a vida em sociedade, para serem sustentáveis, devem atender igualmente aos três lados do <strong>triângulo da sustentabilidade</strong>. Sem essa mudança de consciência nosso futuro estará comprometido.</p>
<p>Recomendo a leitura do livro COLAPSO - COMO AS SOCIEDADES ESCOLHEM O FRACASSO OU O SUCESSO, de Jared Diamond, da EDITORA RECORD.<br />
<a href="http://www.comciencia.br/resenhas/2005/11/resenha2.htm" target="_blank"><img class="size-medium wp-image-50 alignright" style="margin: 10px 151px; border: black 2px solid;" title="Livro &quot;Colapso&quot;  de Jared Diamond" src="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/08/livro2.jpg" alt="" width="180" height="260" /></a><br />
Vale a pena olhar o passado na busca de soluções para o futuro e evitar os erros que levaram à extinção de sociedades avançadas para sua época.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: center">
<p style="TEXT-ALIGN: center">
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Eu Quero Mudar o Mundo</title>
		<link>http://www.blograizes.com.br/eu-quero-mudar-o-mundo.html</link>
		<comments>http://www.blograizes.com.br/eu-quero-mudar-o-mundo.html#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 18 Aug 2008 18:17:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Fernando do Valle</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Responsabilidade Socioambiental]]></category>

		<category><![CDATA[futuro]]></category>

		<category><![CDATA[Luiz Fernando Lucho do Valle]]></category>

		<category><![CDATA[planeta]]></category>

		<category><![CDATA[soluções]]></category>

		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[

Pensei em vários assuntos que poderia abordar para começar o blog, mas achei que qualquer coisa que dissesse soaria impessoal se eu não me apresentasse.
Meu nome é Luiz Fernando Lucho do Valle, nasci em Porto Alegre, tenho 53 anos, quatro filhos, quatro netos e sou formado em engenharia civil.
Minha intenção ao escrever nesse blog é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><a href="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/08/luiz_fernando1.jpg"></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/10/luiz_fernando2.jpg"><img class="size-full wp-image-423 aligncenter" title="Luiz Fernando" src="http://www.blograizes.com.br/wp-content/uploads/2008/10/luiz_fernando2.jpg" alt="" width="483" height="233" /></a></p>
<p>Pensei em vários assuntos que poderia abordar para começar o blog, mas achei que qualquer coisa que dissesse soaria impessoal se eu não me apresentasse.</p>
<p>Meu nome é Luiz Fernando Lucho do Valle, nasci em Porto Alegre, tenho 53 anos, quatro filhos, quatro netos e sou formado em engenharia civil.</p>
<p>Minha intenção ao escrever nesse blog é ajudar a mudar o mundo. E para isso, despertar nas pessoas o interesse pela <a href="http://www.ecoesfera.com.br/sustentabilidade/" target="_blank"><strong>sustentabilidade</strong></a>, assim como aconteceu comigo há alguns anos.</p>
<p>Em 2003, na virada do ano para 2004, em Guarapari, no Espírito Santo, sentado em uma pedra à beira-mar, sozinho, eu decidi fazer um balanço da minha vida. Refleti sobre minhas origens, minha família, carreira e tudo que havia feito até chegar ali.<span id="more-14"></span></p>
<p>Descobri que, apesar de ter cumprido o que almejava profissionalmente, ainda faltava fazer algo que contribuísse para o bem comum.</p>
<p>Resolvi então me isolar no meu escritório e só sair de lá quando tivesse encontrado uma forma de usar minha experiência, de quase 30 anos como engenheiro e executivo, para ajudar de alguma maneira a melhorar a qualidade de vida nas cidades.</p>
<p>Depois de três meses e muita leitura de artigos, revistas especializadas e pesquisa na internet, formulei um plano de vida: construir <strong>moradias sustentáveis</strong> para a classe média.</p>
<p>Eu percebi que, para mudar o mundo, é preciso primeiro mudar as atitudes das pessoas.</p>
<p>Eu mudei.</p>
<p>Saí do meu emprego, vendi meu apartamento e peguei um empréstimo dando como garantia os dois carros que tinha para começar minha empresa.</p>
<p>Trabalhei muito para desenvolver um novo modelo de negócio que pudesse agregar todo o conhecimento adquirido na minha vida profissional e nesse retiro que fiz. Avançei muito nesses três anos e meio. Saí de uma boa idéia para a consolidação de um grupo de empresas voltadas para a realização do nosso grande objetivo: transformar o mundo construindo <a title="O que é uma Residência Sustentável?" href="http://www.blograizes.com.br/o-que-e-uma-residencia-sustentavel.html" target="_self"><strong>residências sustentáveis</strong></a> para melhorar a qualidade de vida das pessoas nas cidades.</p>
<p>Hoje consigo chamar a atenção para esse tema, posso dividir minhas idéias aqui, nesse blog e, com isso, tentar fazer com que mais gente se interesse pela <strong>sustentabilidade</strong>.</p>
<p>Não é necessário que você faça o mesmo que eu fiz. Mas é preciso que todo mundo comece a fazer algo pelo futuro do planeta. Pelo nosso futuro e de nossos filhos e netos.</p>
<p>Eu quero mudar o mundo, pelo menos o mundo que está ao meu alcance. Quero deixar um mundo melhor do que o que eu encontrei.</p>
<p>Por isso, pretendo voltar aqui sempre com mais idéias e discuti-las com quem se interessar para que você e outras pessoas também me ajudem a colocar em prática essas soluções e juntos possamos salvar o planeta. Ou pelo menos tentar.</p>
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