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	<title>Blog do Rodrigo Ghedin</title>
	
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	<description>Escreve escreve escreve.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 08 May 2012 13:48:10 +0000</lastBuildDate>
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		<title>O que significa esse “[]'s!” que você coloca no final dos emails?</title>
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		<pubDate>Tue, 08 May 2012 13:48:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Ghedin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Online]]></category>
		<category><![CDATA[Abraços]]></category>
		<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>

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		<description><![CDATA[Se você já recebeu um email ou comentário meu em sites/blogs, ou mesmo se já batemos papo via IM, deve ter reparado que sempre encerro essas mensagens com um &#8220;[]&#39;s!&#8220;. Desde que comecei a escrever no Giz, onde mantenho essa mania, vários leitores já questionaram o significado desses colchetes e não me surpreenderia saber que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se você já recebeu um email ou comentário meu em sites/blogs, ou mesmo se já batemos papo via <abbr title="Instant Messenger">IM</abbr>, deve ter reparado que sempre encerro essas mensagens com um &#8220;<strong>[]&#39;s!</strong>&#8220;. Desde que comecei a escrever no Giz, onde mantenho essa mania, vários leitores já questionaram o significado desses colchetes e não me surpreenderia saber que vários interlocutores têm essa dúvida, mesmo que não declarada. Você sabe o que esse sinal significa?</p>
<p>É mais simples do que parece. []&#39;s! significa <strong>&#8220;abraços&#8221;</strong>. Aprendi essa tem uns dez anos, nas participações em fóruns de discussão como o do Guia do Hardware e conversas no bom e velho <abbr title="Internet Relay Chat">IRC</abbr>. <a title="Minhas parcas participações no fórum do Guia do Hardware." href="https://www.google.com.br/search?q=site%3Ahardware.com.br+ghedin&amp;hl=pt-BR&amp;biw=1226&amp;bih=792&amp;sa=X&amp;ei=IgupT4SlNIXF6gGk55TxCw&amp;ved=0CA4QpwUoBg&amp;source=lnt&amp;tbs=cdr%3A1%2Ccd_min%3A01%2F01%2F2000%2Ccd_max%3A01%2F12%2F2002&amp;tbm=#q=site:hardware.com.br+ghedin&amp;hl=pt-BR&amp;prmd=imvns&amp;sa=X&amp;ei=MAupT5zcKau26QGT0vmWBA&amp;ved=0CBYQpwUoBg&amp;source=lnt&amp;tbs=cdr:1%2Ccd_min%3A1%2F1%2F2000%2Ccd_max%3A1%2F12%2F2003&amp;tbm=&amp;bav=on.2,or.r_gc.r_pw.r_cp.r_qf.,cf.osb&amp;fp=61825c2e797d6399&amp;biw=1226&amp;bih=792">Tá aqui</a>, o Google não me deixa mentir.</p>
<p>Não sei dizer de onde tiraram que []&#39;s! significa &#8220;abraços&#8221;. A melhor explicação que já encontrei por aí não é lá tão boa: segundo ela, o sinal lembra duas pessoas prestes a se abraçarem vistas de cima. É preciso muita abstração para enxergar isso, logo não culpo quem não sabe e explico a todos, sempre que requisitado, o que diabos é &#8220;[]&#39;s!&#8221;.</p>
<div id="attachment_4272" class="wp-caption aligncenter" style="width: 640px"><img class="size-full wp-image-4272" title="Parece um abraço visto por cima, não?" src="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/05/abracos1.gif" alt="Desenho que mostra os contornos do abraço no sinal usado em fóruns e blogs." width="640" height="274" /><p class="wp-caption-text">Parece um abraço visto por cima, não?</p></div>
<p>Eu sei que poderia facilitar e escrever &#8220;Abraços!&#8221; no final das mensagens, mas a forma &#8220;internetês&#8221; (<a title="Abraço Impessoal, na Wikipédia." href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Abra%C3%A7o#Impessoal">segundo a Wikipédia</a>) está tão enraizada que tornou-se automática. Quando preciso enviar um email mais sério, é quase sempre na revisão que me lembro de trocar o &#8220;[]&#39;s!&#8221; por &#8220;Atenciosamente,&#8221; ou outro termo formal. O mesmo para as gatas (só gatas); é normal terminar um email ou conversa com &#8220;[]&#39;s!&#8221; em vez de &#8220;beijos&#8221;. A força do hábito é <em>poderosa</em>.</p>
<p>Vez ou outra alguém reconhece o cumprimento e rola uma coisa meio &#8220;vida longa e próspera&#8221;, como se fosse um sinal comum dos remanescentes de uma época diferente. Bobagem, claro. Mas é algo que ficou dela e, mesmo quebrando uma das minhas premissas na comunicação textual (tentar sempre se fazer compreender da forma mais fácil possível), ajudo a perpetuar.</p>
<p>[]&#39;s!</p>
<p>***</p>
<p><iframe width="640" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/vr3x_RRJdd4?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Abraços são legais.</p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogRodrigoGhedin/~4/QPhZGSGGRXE" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>Por que escolhi um Nokia N9 como meu próximo celular</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Apr 2012 02:38:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Ghedin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Consumismo]]></category>
		<category><![CDATA[MeeGo]]></category>
		<category><![CDATA[Nokia]]></category>
		<category><![CDATA[Nokia N9]]></category>
		<category><![CDATA[Smartphone]]></category>

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		<description><![CDATA[Sexta passada comprei um celular novo, um Nokia N9. Quem fica sabendo disso e está por dentro do assunto tem duas indefectíveis reações/perguntas: &#8220;você é maluco!?&#8221;, seguida de &#8220;por quê?&#8221;. Este post é uma tentativa de respondê-las — vendo em retrospecto, eu mesmo não tenho muitos motivos para explicar a aquisição fora a lentidão do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sexta passada <a title="@ghedin" href="http://twitter.com/ghedin/status/193476096627445760">comprei um celular novo</a>, um <strong>Nokia N9</strong>. Quem fica sabendo disso e está por dentro do assunto tem duas indefectíveis reações/perguntas: &#8220;você é maluco!?&#8221;, seguida de &#8220;por quê?&#8221;. Este post é uma <em>tentativa</em> de respondê-las — vendo em retrospecto, eu mesmo não tenho muitos motivos para explicar a aquisição fora a lentidão do Galaxy 5, meu atual celular.</p>
<p>O que farei aqui é uma pura e simples justificativa. Desnecessária, alguns dirão, mas pelo papel que imagino representar a várias pessoas, de &#8220;conselheiro de tecnologia&#8221;, acho que é quase um dever. Afinal, já <em>desaconselhei</em>, e não faz muito tempo, a compra do N9 a amigos e leitores. Essa coisa de &#8220;faça o que eu falo, não o que eu faço&#8221; merece, pois, um esclarecimento.</p>
<h3>Pensando racionalmente</h3>
<p>O principal motivo <em>objetivo</em> da compra foi o financeiro: o N9 me custou R$ 922, conseguido pela soma de uma promoção na Ricardo Eletro a um cupom de desconto aleatório achado em algum site obscuro por aí momentos antes de fechar o pedido. Pelo hardware que tem, foi uma pechincha; basta compará-lo ao seu irmão-gambiarra, o <a title="Nokia Lumia 800" href="http://www.nokia.com/br-pt/produtos/celular/lumia800/">Lumia 800</a>, também da Nokia, que tem o mesmo corpo e várias das características do N9 mas usa Windows Phone no lugar do MeeGo Harmattan. Seu preço sugerido é de R$ 1.699 e, numa consulta rápida ao BuscaPé, não o encontrei por menos de R$ 1.495<a href="#n9note1"><sup>1</sup></a>.</p>
<p>Eu também poderia colocar aqui o GPS e a câmera. Talvez só o segundo, já que GPS é algo que raramente uso, mas fica o registro da sua comprovada qualidade do lado software — as <a title="Mapas da Nokia" href="http://www.nokia.com/br-pt/mapas/">soluções de mapas da Nokia</a> são bem boas.</p>
<p>Agora, motivos <em>subjetivos</em>? Esses sobram. Mas para o leitor menos ligado em tecnologia cabe uma explicação sobre por que alguns amigos ficaram tão horrorizados com essa escolha. Abre parêntese.</p>
<h3>Qual o problema com o N9?</h3>
<p><a href="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/04/nokia-n9.jpg" rel="lightbox[4249]"><img class="aligncenter size-large wp-image-4254" title="Nokia N9." src="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/04/nokia-n9-640x459.jpg" alt="Nokia N9." width="640" height="459" /></a></p>
<p>O N9 roda um sistema operacional único e praticamente extinto (dizem as más línguas natimorto), o MeeGo Harmattan. Ele seria a evolução óbvia do Symbian, que há mais de uma década a Nokia usa em seus smartphones topo de linha, mas graças a um <a title="Microsoft e Nokia oficializam parceria: Windows Phone 7 será o padrão dos novos smartphones" href="http://www.gizmodo.com.br/conteudo/microsoft-e-nokia-oficializam-parceria/">acordo pra lá de esquisito</a> firmado com a Microsoft no começo do ano passado, agora smartphones premium da empresa vêm com Windows Phone — eis, pois, a linha <a title="Linha Lumia, da Nokia." href="http://www.nokia.com/br-pt/produtos/lumia/">Lumia</a>. Aos olhos da empresa, o N9 é um laboratório de testes, algo para experimentar &#8220;o que vem depois&#8221;.</p>
<p>O Windows Phone está tão bem em termos de adoção quanto o MeeGo (isso significa &#8220;muito mal&#8221;<a href="#n9note2"><sup>2</sup></a>), logo, as escolhas mais corriqueiras e seguras no sentido de se ter apps e longevidade são Android e iOS (iPhone). Eu estava considerando seriamente aguardar <a title="Samsung vai anunciar Galaxy S III no dia 3 de maio" href="http://www.gizmodo.com.br/conteudo/samsung-vai-anunciar-galaxy-s-iii-no-dia-3-de-maio/">a iminente chegada do Galaxy S III</a>, da Samsung, para aproveitar eventuais descontos no S II, ainda hoje <a title="Minha análise do Galaxy S II." href="http://www.gemind.com.br/8646/analise-samsung-galaxy-s-ii/">um aparelho fenomenal</a>. Abortei o plano porque: <strong>1)</strong> o preço promocional do N9 me tentou absurdamente; e <strong>2)</strong> a Samsung lançou semana passada o <a title="Novo Samsung Galaxy S II Lite estreia no Brasil por R$999" href="http://www.gizmodo.com.br/conteudo/novo-samsung-galaxy-s-ii-lite-estreia-no-brasil-por-r999/">Galaxy S II Lite</a> no Brasil, aparelho que, acredito, freará a outrora quase certa queda geral no valor do S II (preço médio, hoje, de R$ 1.400).</p>
<h3>Perdendo a razão</h3>
<p>É muito, mas muito estranho <em>gostar</em> da Nokia. Há anos ela patina em estratégias visivelmente equivocadas, insiste em um Symbian ruim de tudo, mantém um ecossistema inconsistente, uma loja de apps medíocre e tem uma estratégia online falida, sem contar que desde que o <del>espião</del> novo <abbr title="Chief executive officer">CEO</abbr> Stephen Elop assumiu as decisões passaram de ingênuas/ruins para malucas/inexplicáveis. Ainda assim muita gente gosta da Nokia. Eu gosto da Nokia. Talvez resquício do único aparelho da marca que tive antes, o <a title="Preferi o N82 a um Android da Motorola." href="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/porque-troquei-android-por-symbian">N82</a>.</p>
<p><iframe width="640" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/gfE3B6L-Otw?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Mesmo com esse retrospecto ruim, apareceu o MeeGo Harmattan, sistema operacional com nome e sobrenome, trazendo uma proposta inovadora e revigorante. Eu não me estenderei muito nessa parte, caso tenha interesse em entender o que &#8220;inovador e revigorante&#8221; significa nesse contexto, acesse <a title="Experimente o N9." href="http://swipe.nokia.com/">este site</a> e passeie pelas páginas (ou assista ao vídeo acima). A Nokia nunca foi boa em propaganda, mas a apresentação do N9 e do MeeGo é estupenda. O conceito das três telas, a ausência de botões frontais, os pequenos mimos de usabilidade como dois toques para desbloquear a tela ou virar o aparelho para silenciá-lo (herança do Symbian que os Lumia não têm), sem falar na elegância da identidade visual, desde o dia zero bem estabelecida e documentada dando total suporte aos desenvolvedores para criarem boas experiências. Aliás, <a title="Nokia N9 UX Guidelines" href="http://harmattan-dev.nokia.com/docs/ux/">o site com as guidelines de <abbr title="User eXperience">UX</abbr> do N9</a> é outro deleite visual, outra tentação ao seu lado mais consumista.</p>
<p>Fala-se muito em apps, embora <a title="Como 'sobreviver' com um celular sem apps?" href="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/como-sobreviver-com-um-celular-sem-apps">eu não os veja</a> da forma imprescindível como tantos pintam por aí. Prova é o meu Android com meio bilhão de apps disponíveis dos quais uso no dia-a-dia no máximo uns cinco ou seis. A maioria deles, por sinal, com versões para o N9. Mais: pré-instaladas, oficiais, atualizadas e em alguns casos melhores do que na plataforma do Lumia, caso do Skype que <a title="Background running not available for window phone 7.5" href="http://community.skype.com/t5/Windows-Phone/Background-running-not-available-for-window-phone-7-5/td-p/578139">não roda em background no Windows Phone</a> (detalhe: o Skype é da própria Microsoft). Bem servido com o feijão com arroz, não acredito que vá sentir falta de outras coisas de posse do N9. Só do Instagram, mas é algo que consigo superar — olá, <a title="Molome, app de fotos com filtros e rede social." href="http://molo.me/">Molome</a>!</p>
<h3>O que eu realmente perco com isso</h3>
<p>Sempre digo que sou um &#8220;usuário <strong>i</strong>móvel&#8221;. O smartphone não é um item-chave no meu workflow, <a title="O mito da produtividade móvel" href="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/o-mito-da-produtividade-movel">ele tem pouca importância no trabalho</a>, é um mero capricho. O uso para tirar fotos de bobagens e acessar redes sociais e email on the go, além do telefone (é, ainda uso). Fosse um iPhone ou um Nokia lanterninha, não faria grande diferença na minha vida.</p>
<p>O único ponto onde um Android ou iPhone realmente ajudaria seria nos testes de apps. Para tanto, o velho Galaxy 5 continuará prestando seus (não tão) bons serviços, além de ser relegado a &#8220;Endomondo player&#8221; de uma vez por todas nas minhas caminhadas e corridas. A experiência em um Galaxy 5 é incomparável à de um Galaxy S II da vida, mas ele quebra o galho. E de qualquer forma vez ou outra aparece algum smartphone bacana aqui na frente de casa para testes. Como disse, o impacto na parte profissional será praticamente nulo.</p>
<h3>O veredito: o N9 é recomendável?</h3>
<div id="attachment_4255" class="wp-caption aligncenter" style="width: 640px"><a href="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/04/nokia-n9-branco.jpg" rel="lightbox[4249]"><img class="size-large wp-image-4255" title="Se tivesse no Brasil, pegaria um N9 branco. O meu é na cor preta." src="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/04/nokia-n9-branco-640x461.jpg" alt="Nokia N9 branco." width="640" height="461" /></a><p class="wp-caption-text">Se tivesse no Brasil, pegaria um N9 branco. O meu é na cor preta.</p></div>
<p>Ainda não vi alguém que tenha o N9 e não goste dele — embora admita ser difícil <em>ver</em> alguém que o tenha. Quando me pedem conselho sobre qual smartphone comprar, levo em consideração as características da pessoa e também o que ela espera de um aparelho desses. Em geral, nessa última parte sempre surgem coisas que o N9 <em>não entrega</em>, em especial ecossistema<a href="#n9note3"><sup>3</sup></a> e apps. Por isso é dificílimo recomendá-lo a alguém que não esteja a par das suas limitações, mesmo com <a title="@klasstrom" href="http://twitter.com/klasstrom/status/88305439988662272">a promessa</a> de atualizações do sistema &#8220;por anos&#8221; (e já saíram duas bem consistentes).</p>
<p>Acredito que o Thássius tenha <a title="@thassius" href="http://twitter.com/thassius/status/194219436125859841">definido muito bem</a> essa questão: se os apps pré-instalados lhe satisfazem, vá fundo. A seleção é bem completa, com apps para as redes sociais do momento e facilidades diversas, mas esperar algo da Loja Nokia, a loja de apps da Nokia, é loteria. Há muitos desenvolvedores dedicados à plataforma que criam <a title="N9-Apps" href="http://n9-apps.com/">coisas aparentemente bacanas</a>, inclusive esforços heróicos como o que está sendo feito para <a title="Wazapp" href="http://wazapp.im/">portar o WhatsApp para o N9</a>, mas é aquela coisa: não há buzz, não há holofotes, não há a grana dos investidores do Vale do Silício bancando a criação massiva de apps que se vê no Android e no iOS. Compra-se uma experiência bem definida, sem muita invencionice, sem muita variedade</p>
<p>Quer o N9? Se for pelo que ele é ao sair da caixa, considere. Ele é diferente, bonito, elegante, item raro, bicho em extinção. <a title="Review: Nokia N9" href="http://ztop.com.br/2011/12/05/review-nokia-n9/">A própria Nokia o definiu</a>, num dos vários eventos da época de seu lançamento, como uma &#8220;peça de colecionador&#8221;. Acho a analogia bastante apropriada.</p>
<p>***</p>
<p><a name="n9note1"></a><sup>1</sup> Levei em conta apenas lojas reconhecidamente confiáveis nessa pesquisa.</p>
<p><a name="n9note2"></a><sup>2</sup> Do lado da Microsoft, sua presença no mercado móvel norte-americano, o mais forte do mundo, <a title="Microsoft's Mobile Comeback Is Looking Terrible" href="http://www.readwriteweb.com/archives/microsofts_mobile_comeback_is_looking_terrible.php"><em>piorou</em> em relação ao último ano</a>. A Nokia continua sangrando dinheiro e <a title="Nokia ainda em dificuldades: prejuízo bilionário e vendas fracas de smartphones" href="http://www.gizmodo.com.br/conteudo/nokia-ainda-em-dificuldades-prejuizo-bilionario-e-vendas-fracas-de-smartphones/">o rombo <em>aumentou</em></a> desde a introdução da linha Lumia.</p>
<p><a name="n9note3"></a><sup>3</sup> &#8220;Ecossistema&#8221;, em tecnologia, é o conjunto de sistemas, serviços e hardware de uma determinada empresa e como esses itens conversam entre si e com os de outras e (em tese) facilita a vida do usuário. O mais definido atualmente, acho eu, é o da Apple: pense em MacBook, iPhone, iPad, Apple TV, tudo conectado via Apple ID e iCloud e recebendo conteúdo da iTunes Store. Se está com o inglês afiado e tempo sobrando, recomendo uma lida <a title="Digital ecosystems: an in-depth comparison" href="http://www.theverge.com/2012/4/18/2956951/ecosystem-comparison-amazon-apple-facebook-google-microsoft-sony">neste artigo do The Verge</a> para saber o estado atual dos ecossistemas disponíveis.</p>
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		<title>Como faz para virar adulto?</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Apr 2012 13:40:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Ghedin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Aleatoriedades]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento]]></category>
		<category><![CDATA[The Fallback Plan]]></category>

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		<description><![CDATA[Trecho da crítica ao livro The Fallback Plan, de Leigh Stein, escrita por Alizah Salario (que sobrenome sensacional): &#8220;Com profundidade e humor, Stein captura a inquietante incerteza de tempos onde o caminho tradicional para a fase adulta passa por uma grande reforma. Para todo o papo sobre &#8216;geração perdida&#8217; e a condição dos Millenials, tem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Trecho da <a title="Not Just A Review, My Life and The Fallback Plan" href="http://therumpus.net/2012/04/not-just-a-review-my-life-and-the-fallback-plan-by-leigh-stein/">crítica</a> ao livro <em><a title="The Fallback Plan, de Leigh Stein, na Amazon." href="http://www.amazon.com/gp/product/1612190421/ref=as_li_ss_tl?ie=UTF8&amp;tag=quindinho-20&amp;linkCode=as2&amp;camp=1789&amp;creative=390957&amp;creativeASIN=1612190421">The Fallback Plan</a></em>, de Leigh Stein, escrita por <a title="Alizah Salario" href="http://www.alizahsalario.com/">Alizah Salario</a> (que sobrenome sensacional):</p>
<blockquote><p>&#8220;Com profundidade e humor, Stein captura a inquietante incerteza de tempos onde o caminho tradicional para a fase adulta passa por uma grande reforma. Para todo o papo sobre &#8216;geração perdida&#8217; e a condição dos Millenials, tem havido uma dificuldade na arte de aceitar os dolorosos equívocos com os quais Esther luta para se reconciliar: que ir para a faculdade não significa crescer e que tirar boas notas, fazer as coisas certas e dar muito, muito duro não garante nada.&#8221;</p></blockquote>
<p>Tenho 25 anos e não me acho &#8220;adulto&#8221; na maioria das concepções do termo. Da mesma forma que vejo crianças com metade da minha idade e as acho pequenas demais (&#8220;parece que eu era maior quando tinha 12&#8243;), olho para amigos, alguns inclusive mais novos do que eu e, hey, eles sim parecem adultos. Para o bem, fazendo as coisas legais que os adultos fazem, e para o mal, com os problemas e reclamações comuns da galera mais velha.</p>
<p>Não sei se estar nesse limbo entre a adolescência e a fase adulta é bom ou ruim. Nem como ou mesmo se quero sair dele.</p>
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		<title>Um mês de Gizmodo Brasil</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Apr 2012 22:34:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Ghedin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Gizmodo]]></category>

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		<description><![CDATA[Anteontem fiz um mês de Gizmodo Brasil. Tem sido legal, tem sido divertido e trabalhar com horário fixo, ainda que em regime home office, é uma delícia. O que mais diferencia essa nova etapa profissional das anteriores é o fator organização. Não que no Meio Bit ou Gemind ou WinAjuda fosse uma bagunça só; é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4237" title="Gizmodo Brasil." src="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/04/gizmodo-logo.jpg" alt="Logo do Gizmodo Brasil." width="640" height="138" /></p>
<p>Anteontem fiz <a title="Olá, Rodrigo Ghedin. Seja bem-vindo ao Gizmodo!" href="http://www.gizmodo.com.br/conteudo/ola-rodrigo-ghedin-seja-bem-vindo-ao-gizmodo/">um mês de Gizmodo Brasil</a>. Tem sido legal, tem sido divertido e trabalhar com horário fixo, ainda que em regime home office, é uma delícia.</p>
<p>O que mais diferencia essa nova etapa profissional das anteriores é o fator organização. Não que no Meio Bit ou Gemind ou WinAjuda fosse uma bagunça só; é que nesses sites <em>eu</em> estava incumbido de botar todo mundo pra trabalhar e coordenar muitas coisas (mais do que eu podia suportar) e, principalmente, a maioria dos colaboradores não tinha neles seu trabalho principal — para uns era complemento, para outros hobby. No Giz o Leo, nosso editor-chefe, cuida de tudo e de todos e faz isso com muita malemolência e sagacidade sem perder o rebolado. A equipe é eficiente, está sempre bem disposta e o clima, mesmo pelas ~ondas da Internet~, é muito, muito bom. Até mesmo o espaço para comentários, que uma galera pintava como o inferno na Terra, é fonte de complementos pertinentes e piadas muito engraçadas; dou risada em <em>todo</em> post.</p>
<p>Nunca fui um cara vespertino, sempre fui do tipo que prefere fazer as coisas pela manhã — &#8220;começar cedo para terminar cedo&#8221;, como dizia uma professora de quem não lembro o nome. Apesar disso, estou me adaptando bem. Tenho usado as manhãs para caminhar, ler, resolver assuntos pessoais&#8230; É bastante tranquilizador ficar offline com a certeza de que o restante do time está tocando o barco. Dá uma paz de espírito que antes, tendo que estar a par de tudo o quanto antes e pronto para escrever a qualquer hora, eu raramente experimentava.</p>
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		<title>Qual a utilidade de um tablet?</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Mar 2012 22:09:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Ghedin</dc:creator>
				<category><![CDATA[No meu PC]]></category>
		<category><![CDATA[iPad]]></category>
		<category><![CDATA[Tablet]]></category>

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		<description><![CDATA[Li certa vez que você não deve, em uma análise de produto, escrever ao seu leitor que &#8220;só dá para entender usando&#8221;. É lógico se pararmos para pensar: a análise serve para orientar possíveis compradores e/ou interessados sobre as capacidades, recursos, fraquezas e destaques do objeto em questão. Se a pessoa encarregada dela joga para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Li certa vez que você não deve, em uma análise de produto, escrever ao seu leitor que &#8220;só dá para entender usando&#8221;.</p>
<p>É lógico se pararmos para pensar: a análise serve para orientar possíveis compradores e/ou interessados sobre as capacidades, recursos, fraquezas e destaques do objeto em questão. Se a pessoa encarregada dela joga para o leitor a responsabilidade de determinar esses pontos, o artigo perde completamente a sua razão de ser.</p>
<p>Mesmo tendo essa regra como um dos nortes nas análises que escrevo, é bem difícil falar sobre tablets sem quebrá-la. Só usando dá para ter ideia de como é a sensação de ter uma tela grande e responsiva sob seus dedos.</p>
<p>Outro alguém de quem também não me recordo disse que tablets são uma singela ruptura no muro que separa o hoje do futuro. É bem por aí mesmo, eles são uma amostra do que será a computação do amanhã.</p>
<h3>Tentando explicar o inexplicável</h3>
<div id="attachment_4213" class="wp-caption aligncenter" style="width: 640px"><img class="size-large wp-image-4213" title="Olá, iPad!" src="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/03/ola-ipad-640x480.jpg" alt="Caixa do iPad sendo aberta." width="640" height="480" /><p class="wp-caption-text">Olá, iPad!</p></div>
<p>Mesmo com a dificuldade, vou tentar.</p>
<p>Há alguns meses minha irmã questionou o tablet. &#8220;É legal e tal, mas eu uso o computador para pouca coisa, não teria muita utilidade&#8221;, disse ela. Engraçado, porque é justamente esse o perfil que mais se beneficia tendo um.</p>
<p>A resposta padrão que tenho para quem me pergunta o que esperar de um tablet é &#8220;tudo&#8221;. Em um computador tradicional você pode esperar inovações e criatividade dos desenvolvedores, mas em um nível muito, muito menor. O estilo de interação <abbr title="windows, icons, menus, pointer">WIMP</abbr> impera há décadas e está praticamente esgotado em termos de inovação. Por outro lado, interfaces naturais (mais sobre isso abaixo) são novas na computação doméstica, ainda têm um vasto campo para melhorar, para absorver e lapidar ideias. Visitar a área de novos apps da App Store semanalmente é correr o risco de se deparar com novidades geniais, encantadoras.</p>
<p>Quando comprei o meu tablet, um iPad 2 Wi-Fi com 16 GB de espaço, foi para ler deitado. Eu poderia fazer isso com um notebook como de fato vinha fazendo com meu antigo netbook, um <a title="Lenovo ThinkPad X100e: Primeiras impressões" href="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/lenovo-thinkpad-x100e-primeiras-impressoes">Lenovo X100e</a>, mas o formato é estranho, o peso era maior e eu não conseguia manuseá-lo com uma mão só, sem falar na <a title="Notebook e postura correta: dá para conciliar os dois?" href="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/notebook-postura-correta">eternamente contestada ergonomia</a> desse tipo de portátil. Em suma, era <em>desconfortável</em>, e a palavra oposta a essa tem muito peso quando se fala em tablet. É sempre um deleite arrastar dedos na tela de um.</p>
<p>Claro que hoje eu não uso o iPad apenas para ler. Ele é uma excelente máquina de jogos geniais e viciantes, a melhor plataforma para consumir conteúdo interativo, um navegador web bem competente, uma tela individual para assistir a vídeos sem igual. E pode ser muito, muito mais coisas, depende apenas da minha disposição em procurar apps e da dos desenvolvedores em explorar o que a plataforma oferece, não necessariamente nessa ordem. E, repito, ainda há um latifúndio de espaço para evoluções e revoluções.</p>
<p>Em suma, o tablet é uma folha em branco onde pessoas criativas e incríveis despejam o seu melhor. O que é esse melhor? Vejamos.</p>
<h3>Explorando interfaces naturais</h3>
<p>A computação foi pautada, até alguns anos atrás, por dois padrões de interface, a <abbr title="Command Line Interface">CLI</abbr> e a <abbr title="Graphical User Interface">GUI</abbr>.</p>
<p>A primeira é a abreviação de <em>Command Line Interface</em> e&#8230; bem, não há muito o que discutir aqui, trata-se da velha fonte monoespaçada branca sobre um fundo preto. O MS-DOS, o terminal de sistemas *NIX. Embora haja quem consiga tirar leite de pedra e <a title="Uma incrível e bizarra ode ao MS-DOS" href="http://www.gizmodo.com.br/conteudo/uma-incrivel-e-bizarra-ode-ao-ms-dos/">fazer arte com isso</a>, sem falar nos sysadmins que esbanjam flexibilidade e controle somente escrevendo nessas telas escuras, é uma interface limitante ao usuário comum.</p>
<div id="attachment_4214" class="wp-caption aligncenter" style="width: 640px"><a href="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/03/desktop-windows-7.jpg" rel="lightbox[4207]"><img class="size-large wp-image-4214" title="Interface gráfica do Windows 7." src="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/03/desktop-windows-7-640x360.jpg" alt="Minha área de trabalho. Tá bonita, né?" width="640" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">Interface gráfica do Windows 7.</p></div>
<p>A <abbr title="Graphical User Interface">GUI</abbr>, ou <em>Graphical User Interface</em> (acima) melhora as coisas. Ganhamos um mouse em paralelo ao teclado e elementos animados, visuais, familiares ou, como é mais comumente dito, metafóricos ao mundo real. É o Windows, o OS X, o Linux com algum gerenciador de janelas instalado. Uma <abbr title="Graphical User Interface">GUI</abbr> convida o usuário a explorar — daí a existência, até hoje, de tantos assistentes, guias e documentação de ajuda mesmo em sistemas modernos.</p>
<p>A gente se vira bem com as interfaces gráficas, mas dá para melhorar. A próxima etapa dessa evolução são as <abbr title="Natural User Interface">NUI</abbr>s, ou <em>Natural User Interface</em>. O exemplo-clichê de <abbr title="Natural User Interface">NUI</abbr> é o de Tom Cruise balançando os braços em frente a telas holográficas no filme <a href="http://www.imdb.com/title/tt0181689/" title="Minority Report, no IMDb."><em>Minority Report</em></a>.</p>
<div id="attachment_4211" class="wp-caption aligncenter" style="width: 640px"><img class="size-full wp-image-4211" title="Tom Cruise em Minority Report." src="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/03/tom-cruise-minority-report.jpg" alt="Tom Cruise mexendo em um sistema com NUI em Minority Report." width="640" height="369" /><p class="wp-caption-text">Tom Cruise em Minority Report.</p></div>
<p>Até alguns anos atrás era preciso recorrer à ficção para demonstrar um caso de uso; hoje, não mais. O vídeo abaixo é de um projeto que tenta reproduzir os gestos de Tom Cruise usando um Kinect com drivers abertos disponibilizados pela comunidade bem antes de a Microsoft oferecer as ferramentas oficiais de desenvolvimento:</p>
<p><iframe width="640" height="480" src="http://www.youtube.com/embed/tlLschoMhuE?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>A gente ainda vive um período de transição, então as duas coisas, <abbr title="Graphical User Interface">GUI</abbr> e <abbr title="Natural User Interface">NUI</abbr>, podem ser confundidas. Todavia, as características básicas das <abbr title="Natural User Interface">NUI</abbr>s já podem ser experimentadas e a diferenciam com contornos grossos do modelo anterior. Tudo se resume a <em>ser intuitivo</em>. Pegou e começou a usar sem dificuldades, com comandos naturais a seres humanos? Parabéns, você está com um pé no futuro. Minha afilhada de <em>três anos</em> brinca com o iPad numa boa — ela sabe até usar os gestos multitouch para voltar à tela inicial. É disso que estou falando.</p>
<p>As principais formas de interação em uma <abbr title="Natural User Interface">NUI</abbr> são:</p>
<ul>
<li>Toques;</li>
<li>Fala;</li>
<li>Gestos corporais; e</li>
<li>Ondas cerebrais.</li>
</ul>
<p>Dessas, talvez a única ainda não explorada ostensivamente em escala industrial seja a última. Para toques nós temos smartphones e tablets; gestos, o <a title="Kinect" href="http://www.xbox.com/pt-BR/Kinect">Kinect</a> do Xbox 360; e fala, o <a title="Siri, do iPhone 4S." href="http://www.apple.com/iphone/features/siri.html">Siri</a> do iPhone 4S.</p>
<p>O simples fato de ser natural torna a experiência mais divertida e mais fácil. Você não precisa ensinar alguém a usar o iPad ou como brincar na frente de um Kinect. Siga seus instintos, vá lá. É natural e, justamente por isso, fascinante.</p>
<div id="attachment_4212" class="wp-caption aligncenter" style="width: 640px"><img class="size-full wp-image-4212 " title="Uma criança de três anos brincando com um iPad." src="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/03/afilhada-talking-tom.jpg" alt="Afilhada brincando no Talking Tom." width="640" height="359" /><p class="wp-caption-text">Uma criança de três anos brincando com um iPad.</p></div>
<p>A tecnologia ainda engatinha nessa seara, motivo pelo qual o reconhecimento de voz do Siri <a title="Siri, Find Me a Class Action Attorney in New York" href="http://allthingsd.com/20120312/siri-find-me-a-class-action-attorney-in-new-york/">não funciona como no comercial</a> e vê-se <a title="Samsung ES8000: com gestos e voz, é hora de largar o controle remoto?" href="http://www.gizmodo.com.br/conteudo/hands-on-samsung-es8000-com-gestos-e-voz-e-hora-de-largar-o-controle-remoto/">tentativas sacanas</a> de inserir interfaces naturais visivelmente mal acabadas em produtos mainstream. De qualquer forma, faz parte do processo; o Ford Model T não era tão bom quanto um Ford Mustang contemporâneo, houve muita evolução entre os 104 anos que separam os lançamentos de um e outro.</p>
<p>Os desenvolvedores ainda brincam com o iPad (ninguém parece estar muito interessado em tablets Android, mas essa é outra discussão). O próprio equipamento ainda é tímido no uso do seu potencial. Mesmo assim já surgem coisas bem bacanas, como o <a title="Pull to Refresh - The Good, The Bad and The Just Plain Strange" href="http://rmp135.posterous.com/pull-to-refresh-the-good-the-bad-and-the-just">&#8220;puxar para atualizar&#8221;</a> e os gestos inovadores do <a title="Clear, para iPhone." href="http://www.realmacsoftware.com/clear/">Clear</a>, um app simples de lista de tarefas para iPhone:</p>
<p>    <iframe src="http://player.vimeo.com/video/35693267" width="640" height="360" frameborder="0" webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowFullScreen></iframe></p>
<p>Tal qual nossos pais viram os computadores saírem da tediosa linha de comando para as interfaces gráficas, hoje a gente tem o privilégio de acompanhar o nascer comercial das interfaces naturais. É o futuro e, da mesma forma que ainda hoje <abbr title="Command Line Interface">CLI</abbr> e <abbr title="Graphical User Interface">GUI</abbr> convivem, a <abbr title="Natural User Interface">NUI</abbr> não é exclusiva.</p>
<h3>Teclado e mouse ainda têm vez</h3>
<p>Não fosse minha irmã ter dito que usa muito seu notebook para escrever, um tablet lhe seria uma recomendação tranquila e com baixa probabilidade de erro. Boas em muitas coisas, tem uma porém em que essas tábuas sensíveis a toques se embananam lindamente.</p>
<p>A tela sensível a toques é ótima para uma série de ações, não para <em>digitar</em>. Isso dá uma boa pista sobre onde o computador tradicional perseverará: em tarefas fortemente dependentes da digitação.</p>
<p>Não me vejo trabalhando em um tablet justamente pela natureza do que eu faço. Escrever nesse tipo de tela é incômodo e o nível de erros, bem elevado. Outras formas de inserção de dados podem suprir essa lacuna (voz?), mas no estágio atual e pelo menos a médio prazo, nada supera a agilidade e a precisão de um teclado físico.</p>
<p>É por essas e outras (jogos hardcore, editoração, edição profissional de áudio/vídeo/fotos) que o modelo atual, aquele baseado em <abbr title="windows, icons, menus, pointer">WIMP</abbr>, não deve sumir tão cedo. E é essa <em>necessidade</em>, acima de modinhas e do que o futuro reserva, que me faz temer tanto <a title="A conspiração por trás do Metro e do Unity" href="http://www.hardware.com.br/artigos/unity-metro/">o direcionamento</a> que sistemas primariamente usados em desktops e notebooks estão tomando. O OS X está cada vez mais iOS, <a title="A evolução indesejada do Windows 8 em desktops" href="http://www.gemind.com.br/13038/evolucao-indesejada-windows-8-desktops/">o Windows 8, cada vez mais Windows Phone</a>. O lado bom disso tudo é que o suporte ao Windows 7 foi estendido para 2020. Na pior das hipóteses&#8230;</p>
<p>O que pode acontecer (e eu aposto nisso) é uma <em>inversão de posições</em> entre computadores convencionais e tablets, esses se tornando máquinas primárias e aqueles, de nicho, para certos profissionais e entusiastas. O agnosticismo da Internet, a computação ubíqua são elementos-chave da chamada &#8220;Era Pós-PC&#8221;, novo doce na boca dos executivos de grandes empresas de <abbr title="Tecnologia da Informação">TI</abbr>. Papo para outro post.</p>
<h3>Afinal, por que eu deveria comprar um tablet?</h3>
<p>Na realidade você não <em>deveria</em> comprar um tablet. Está longe de ser um equipamento essencial, ao contrário do que alguns gurus de tecnologia pregam, e nem é lá uma boa ferramenta de trabalho, ainda que cada vez mais eu me depare com apps de produtividade incrivelmente competentes e, no meu workflow, na leitura e na busca de pautas e referências o iPad se mostre especialmente bom.</p>
<div id="attachment_4215" class="wp-caption aligncenter" style="width: 640px"><img class="size-large wp-image-4215" title="Novo iPad." src="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/03/new-ipad-640x350.jpg" alt="Imagem de divulgação do novo iPad." width="640" height="350" /><p class="wp-caption-text">Novo iPad.</p></div>
<p>Então, a pergunta a ser feita é &#8220;por que você talvez queira comprar um tablet?&#8221; Assim soa melhor.</p>
<p>A resposta? <strong>Porque é a plataforma computacional mais divertida inventada até hoje</strong>.</p>
<p>É, eu sei&#8230; 1500 palavras para resumir tudo em diversão. Parece bobo, muito provavelmente seja bobo, mas se você tem uns trocados para gastar em um luxo material, o iPad talvez seja o mais completo disponível hoje. Ele é video game, TV, biblioteca, enciclopédia, guia dos curiosos, enfim, ele é tudo o que você quiser e os desenvolvedores, muitos deles, já tiverem criado ou futuramente criarem.</p>
<p>Este texto não é uma tentativa de vender tablets, mas sim uma longa resposta a uma pergunta quase inocente feita por alguém próximo e que, tenho certeza, está na mente de muita gente ainda. Tablets são caros e com exceção do iPad, todos ainda muito ruins em entregar uma experiência decente. Esse cenário tende a mudar com o tempo, mas enfim, eis as razões pelas quais um cidadão médio, hoje, adquire uma dessas tábuas mágicas. Elas são bastante divertidas.</p>
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		<title>Boas músicas gratuitas</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Mar 2012 17:24:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Ghedin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Creative Commons]]></category>
		<category><![CDATA[Grátis]]></category>
		<category><![CDATA[My Bubba & Mi]]></category>
		<category><![CDATA[Orphan Songs]]></category>

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		<description><![CDATA[Você tem preconceito contra o gratuito? Muita gente tem. Eu tenho em alguns pontos. As circunstâncias nos levam a pensar que o gratuito é pior que o pago. Infelizmente essa ideia se mostra verdadeira mais vezes do que é derrubada. Isso não significa, porém, que tudo o que é gratuito seja ruim. Pelo contrário. Há [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você tem preconceito contra o gratuito? Muita gente tem. Eu tenho em alguns pontos. As circunstâncias nos levam a pensar que o gratuito é pior que o pago.</p>
<p>Infelizmente essa ideia se mostra verdadeira mais vezes do que é derrubada. Isso não significa, porém, que <em>tudo</em> o que é gratuito seja ruim. Pelo contrário. Há muita produção boa liberada voluntariamente por seus autores.</p>
<p>Você pode contestar se o que eu faço é &#8220;bom&#8221;, mas tudo o que eu faço, dos textos daqui e do <a href="http://www.gemind.com.br" title="Gemind">Gemind</a> às <a href="http://www.flickr.com/photoset/rghedin" title="Minhas fotos no Flickr.">minhas fotos no Flickr</a>, está licenciado sob Creative Commons. Pode usar à vontade, desde que dê o crédito — e, no caso do Gemind, por ser algo de natureza profissional, não vise lucro.</p>
<p>Ontem, procurando uma música do tipo para a abertura do nosso podcast semanal, encontrei <a href="http://freemusicarchive.org/music/My_Bubba__Mi/" title="My Bubba &#038; Mi">My Bubba &#038; Mi</a>, um folk levinho delicioso de ouvir. Ao compartilhar a descoberta, o <a href="http://twitter.com/_edsonalves/status/178136654312255488" title="@_edsonalves">@_edsonalves retribuiu</a> com <a href="http://www.orphansongs.com" title="Orphan Songs">Orphan Songs</a>, músicas tão bacanas quanto compostas e interpretadas pelo sueco Carl-Otto Johansson.</p>
<p>Na computação mesmo exemplos não faltam: você pode torcer o nariz dizendo que usa Windows/Mac, mas ao acessar este e diversos outros sites, está tendo contato com uma multiplicidade enorme de tecnologias abertas.</p>
<p>Eu não sei como  esses caras se viram para sobreviver, mas acredito muito na força do compartilhamento e em formas alternativas de ganhar dinheiro.</p>
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		<title>Miley, poeira estelar e a intolerância</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Mar 2012 18:06:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Ghedin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Lawrence Krauss]]></category>
		<category><![CDATA[Miley Cyrus]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<category><![CDATA[Twitter]]></category>

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		<description><![CDATA[Anteontem Hannah Montana, também conhecida como Miley Cyrus (ou vice-versa), publicou a imagem abaixo para os cinco milhões de seguidores do seu perfil no Twitter: Tradução mais ou menos: &#8220;Cada átomo em seu corpo veio de uma estrela que explodiu. E os átomos da sua mão esquerda provavelmente vieram de uma estrela diferente da dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Anteontem Hannah Montana, também conhecida como Miley Cyrus (ou vice-versa), <a title="Tweet de @MileyCyrus" href="http://twitter.com/MileyCyrus/status/175326502718676992/photo/1">publicou</a> a imagem abaixo para os <em>cinco milhões</em> de seguidores do <a title="@MileyCyrus" href="http://twitter.com/MileyCyrus">seu perfil</a> no Twitter:</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4196" title="Tweet polêmico de Miley Cyrus." src="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/03/miley-cyrus-stardust.png" alt="Tweet polêmico, falando 'esqueça Jesus', de Miley Cyrus." width="526" height="674" /></p>
<p>Tradução mais ou menos:</p>
<blockquote><p>&#8220;Cada átomo em seu corpo<br />
veio de uma estrela que explodiu.<br />
E os átomos da sua mão esquerda<br />
provavelmente vieram de uma estrela diferente<br />
da dos átomos da sua mão direita.<br />
Isto é, de verdade, a coisa mais poética<br />
que eu conheço sobre o universo:</p>
<p>Você é todo poeira estelar.</p>
<p>Você não poderia estar aqui<br />
se as estrelas não tivessem explodido,<br />
porque os elementos<br />
(carbono, nitrogênio, oxigênio,<br />
todas as coisas imprescindíveis<br />
à evolução) não foram criadas<br />
no início dos tempos,<br />
elas foram criadas nas estrelas.<br />
Então, esqueça Jesus. As estrelas morreram<br />
para que você pudesse viver.&#8221;</p></blockquote>
<p>A mensagem, pra lá de inspiradora e, como disse Miley, <em>bonita</em>, é do físico teórico <strong>Lawrence Krauss</strong>. Se quiser ouvi-la da boca do próprio, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=7ImvlS8PLIo#t=0h16m47s" title="'A Universe From Nothing' by Lawrence Krauss, AAI 2009">clique aqui</a>.</p>
<p>A antítese do &#8220;bonita&#8221; são <a title="Pesquisa das reações ao tweet/imagem de @MileyCyrus" href="http://twitter.com/search/realtime/lang%3Aen%20%40MileyCyrus%20jesus">as <em>reações</em></a> indignadas que a mensagem provocou em alguns dos seus seguidores:</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4197" title="Reações inflamadas ao tweet de Miley." src="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/03/reactions-miley-cyrus-atheist.png" alt="Algumas respostas no Twitter ao tweet/imagem de @MileyCyrus." width="526" height="1037" /></p>
<p>Algum psicólogo ou psiquiatra poderia explicar melhor o que eu defino como intolerância misturada com ignorância e desrespeito, coisas que, ironicamente, a própria igreja prega — <em>acho</em>, porque&#8230; né?</p>
<p>Fãs se definem pela identificação com o ídolo (ou seja, começam errado), daí a reação agressiva dos religiosos à declaração ateia de Miley. Ao expor um lado potencialmente impopular, ela fritou o tico-e-teco dessa galera; eles foram apresentados a um traço de personalidade do qual não só não compartilham, mas repudiam.</p>
<p>Uma pena que nenhuma declaração corajosa e bonita ajude a melhorar as suas músicas, mas de qualquer forma, parabéns por dar a cara a tapa, Miley.</p>
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		<item>
		<title>Sobre o layout e a falta de comentários</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/BlogRodrigoGhedin/~3/KNWjqgyS8SY/sobre-o-layout-e-a-falta-de-comentarios</link>
		<comments>http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/sobre-o-layout-e-a-falta-de-comentarios#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 24 Feb 2012 18:09:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Ghedin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Online]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Comentários]]></category>
		<category><![CDATA[Layout]]></category>

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		<description><![CDATA[O novo tema do meu blog tem despertado reações negativas de amigos e leitores. Uns o classificam como &#8220;sem graça&#8221;, outros &#8220;sem cor&#8221; (com esse eu concordo) e tem quem tenha dito que ficou &#8220;mais complicado&#8221;. E ainda tem a questão dos comentários, ou melhor, da falta deles. A soma dessas reclamações valem um segundo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O novo tema do meu blog tem despertado reações negativas de amigos e leitores. Uns o classificam como &#8220;sem graça&#8221;, outros &#8220;sem cor&#8221; (com esse eu concordo) e tem quem tenha dito que ficou &#8220;mais complicado&#8221;. E ainda tem a questão dos comentários, ou melhor, da falta deles.</p>
<p>A soma dessas reclamações valem um segundo post sobre o tema — já expliquei, superficialmente, tudo isso no <a title="Simplistic: Um tema minimalista" href="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/tema-wordpress-simplistic">primeiro</a>.</p>
<p>Dê uma olhada para cima, ali na barra de endereços do navegador. Nela lê-se &#8220;rodrigoghedin.com.br/blog&#8221;. Isto aqui é o meu espaço na grande e concorrida web e, como tal, sempre tento deixá-lo agradável para mim, pois encaro este blog como minha extensão virtual. Ao longo desses quase sete anos o visual mudou muito, diversas vezes, sempre em busca dessa identificação. No momento, estou satisfeitíssimo com esse. É simples, minimalista, direto, como eu mesmo, Rodrigo Ghedin de carne e osso, tento ser.</p>
<p>A escolha pelo minimalismo tem uma série de motivações secundárias e, mesmo não entendendo lá muito de design, decisões que na minha cabeça fazem sentido. O formato &#8220;um post por página&#8221; e a falta de elementos que distraiam o leitor têm por objetivo destacar o que mais importa aqui: as palavras, o texto. O layout atual pode ser feio (não acho), sem vida (não acho), mas uma coisa é inegável: ele é acessível. Preto no branco, fonte serifada, ultra rápido para carregar, fácil de ler, de digerir. Minha meta era remover quaisquer obstáculos que dificultassem a leitura do texto, do único texto que estiver sendo exibido. Acho que isso foi alcançado.</p>
<p>Por baixo dos panos há mais complexidade do que a casca aparenta, o que me remete a diversos comentários no sentido de que as coisas mais simples são por vezes as mais difíceis de fazer — no <a title="Gemcast #021: Web design, HTML e navegadores web" href="http://www.gemind.com.br/11859/gemcast-021-web-design-html-e-navegadores-web/">penúltimo Gemcast</a>, por exemplo, a <a title="Erika Sarti" href="http://erikasarti.net/">Erika</a> falou algo do tipo. São detalhes que passam batidos pela maioria, mas que contam pontos na experiência do leitor:</p>
<ul>
<li>Ao acessar o blog, você cai na página inicial que exibe, em vez de a si mesmo, o último post publicado no mesmo formato do seu link direto (aos interessados, <a title="WordPress: Make home page show latest post (in the 'single post' format)" href="http://www.scriptygoddess.com/archives/2007/04/28/wordpress-make-home-page-show-latest-post-in-the-single-post-format/">aqui tem a receita de bolo</a>);</li>
<li>Na pesquisa e nos arquivos (que têm uma <a title="Arquivos do blog." href="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/archives">página dedicada</a>), as páginas mudam e mostram cinco posts resumidos em cada;</li>
<li>No rodapé, fiz o menu de navegação dinâmico usando <a title="Navigation Menus, na CODEX." href="http://codex.wordpress.org/Navigation_Menus">o recurso do próprio WordPress</a>. Foi mais pensando na distribuição do tema, mas é uma mão na roda no fim das contas até para mim.</li>
</ul>
<p>Outro comentário comum relativo ao minimalismo em web design é coisa de preguiçoso. Nem sempre.</p>
<p>Enfim, <abbr title="too long; didn't read">tl;dr</abbr>, fiz esse tema porque:</p>
<ol>
<li>É a minha cara, ou como eu imagino/gostaria de ser &#8220;visto&#8221;; e</li>
<li>É acessível, fácil de ler.</li>
</ol>
<p>E tem a questão dos comentários&#8230;</p>
<p>Removi o espaço para comentários nessa reformulação. Comecei a pensar nisso no fim do ano, quando <a title="Comments Off" href="http://mattgemmell.com/2011/11/29/comments-off/">um post</a> do Matt Gemmel desencadeou um enorme debate sobre a validade dos comentários. Não sou tão radical, acho que <em>há situações</em>, há sites onde o espaço para comentários é imprescindível e agrega muito ao espaço como um todo — o próprio <a title="Gemind" href="http://www.gemind.com.br">Gemind</a> é um. A minha motivação para restringir isso aqui, aliás, difere das do Matt.</p>
<p>Aqui eu me exponho bastante. Publico várias bobagens, mas vez ou outra coisas que traduzem parcialmente quem eu sou. Em qualquer dos casos, eu quero que você, leitor regular ou não, conhecido ou desconhecido, <em>leia o que eu tenho a dizer sem se deixar contaminar por opiniões dos outros</em>, dos comentaristas. Aqui, quero que meus textos tenham atenção exclusiva. Quero passar a minha mensagem de forma pura, inclusive para que a <em>sua</em> interpretação também não sofra interferências. É um pouco egoísta, sim, mas lembre-se: você está no rodrigoghedin.com.br, não no rodrigoghedineamigos.com.br.</p>
<p>A discussão não morre, embora reconheça que ela fique mais restrita. Todo texto publicado aqui é divulgado no <a title="@ghedin" href="http://twitter.com/ghedin">Twitter</a> e <a title="Eu no Facebook" href="http://www.facebook.com/rghedin">Facebook</a>, o <a title="Formulário de contato" href="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/contato">formulário de contato</a> está sempre à disposição e, hey, você pode escrever o que acha em seu próprio blog e fazer uma referência para cá — eu verei e lerei, pode apostar. Se o número de interações diminui, a <em>intensidade</em> e a <em>qualidade</em> das conversas aumentam por outro lado, com o extra de manter o texto original livre de pitacos. Sem contar que, no geral, os comentaristas mais assíduos e os com quem mais me importo têm algum contato comigo em redes sociais. A interação continua, só que em outro lugar.</p>
<p>Imagino a frustração de uns poucos que chegam aqui e se deparam com um visual &#8220;feio&#8221; ou com a ausência de uma caixa de comentários, mas esses são os meus termos. Alguns dos meus blogs favoritos não têm espaço para comentários e, na boa, não faz falta alguma exatamente pela natureza desses blogs. Não é como se todo espaço para comentários devesse ser eliminado da web; longe disso. Mas há casos e casos. Um praticamente unânime: portais. Acredito que ninguém sentiria falta dos comentários publicados no UOL, G1, iG e outros. Expandindo essa percepção, vê-se que há outros locais e formatos nos quais a opinião do leitor não agrega ou acaba interferindo no conteúdo principal. O meu blog, um deles.</p>
<p>Se formos levar o debate para um âmbito mais profundo, devo lembrá-lo que o conceito de blog, o original, do século passado, descreve uma página com links comentados para outros sites. Se ainda vigente, ele faria do <a title="Delicious" href="http://delicious.com">Delicious</a> e do <a title="Eu no Pinboard." href="https://pinboard.in/u:ghedin">Pinboard</a> as verdadeiras plataformas para blogs. Tudo evolui e o formato blog é incrível porque permite muita experimentação, por não ter regras, por ser livre. Eu abraço essas possibilidades irrestritamente.</p>
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		<item>
		<title>Brincando de desenhar</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/BlogRodrigoGhedin/~3/m9Ooa6GJ9QU/brincando-de-desenhar</link>
		<comments>http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/brincando-de-desenhar#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 22 Feb 2012 22:33:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Ghedin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Aleatoriedades]]></category>
		<category><![CDATA[Desenho]]></category>
		<category><![CDATA[iPad]]></category>
		<category><![CDATA[procreate]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando pequeno adorava desenhar. Tenho vagas lembranças da diversão que rabiscar folhas sulfite e pintar os desenhos em branco que as professoras nos davam proporcionava. Mais velho, tive algumas tentativas frustradas de desenhar mangá e, depois, coisas pretensamente realistas em preto e branco — que, a bem da verdade, de realistas só tinham a boa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando pequeno adorava desenhar. Tenho vagas lembranças da diversão que rabiscar folhas sulfite e pintar os desenhos em branco que as professoras nos davam proporcionava. Mais velho, tive algumas tentativas frustradas de desenhar mangá e, depois, coisas pretensamente realistas em preto e branco — que, a bem da verdade, de realistas só tinham a boa intenção do autor. Na metade da adolescência, deixei o hobby de lado.</p>
<p>Faz tempo que não uso um lápis, de cor, então&#8230; Dia desses, porém, aproveitei uma dessas promoções da App Store e comprei o <a title="procreate, na App Store." href="http://itunes.apple.com/us/app/procreate/id425073498?mt=8">procreate</a>, uma espécie de tela digital com vários pincéis, cores, desfazer/refazer ilimitado e, o que achei sensacional, suporte a camadas, como no Photoshop!</p>
<p>Acho que a parte mais difícil da criação, ao menos para mim, é definir <em>o que</em> desenhar. Ultrapassado esse obstáculo, minha falta de habilidade com o desenho é parcialmente compensada pela competência da ferramenta, que diferente de seu equivalente real, me permite errar e refazer tantas vezes quanto sejam necessárias. Ontem fiz o meu primeiro desenho do tipo e, embora não tenha ficado lá um trabalho sensacional, fiquei contente. Nem tanto pelo resultado, mas com o exercício de criatividade que me proporcionou.</p>
<div id="attachment_4181" class="wp-caption aligncenter" style="width: 640px"><a href="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/02/e7d64c50_smush_Man+on+the+beach+2012-02-22+19.06.png" rel="lightbox[4178]"><img class="size-large wp-image-4181" title="Um homem na praia." src="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/02/e7d64c50_smush_Man+on+the+beach+2012-02-22+19.06-640x469.png" alt="Um homem na praia, desenhado no procreate." width="640" height="469" /></a><p class="wp-caption-text">Um homem na praia. (Clique para ampliar)</p></div>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogRodrigoGhedin/~4/m9Ooa6GJ9QU" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Facebook, o matador de amizades</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/BlogRodrigoGhedin/~3/SVlh7QhNX-Y/facebook-o-matador-de-amizades</link>
		<comments>http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/facebook-o-matador-de-amizades#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 21 Feb 2012 23:36:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Ghedin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Online]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Cheguei ao blog do Jurino numa dessas explorações online cujo caminho a gente esquece na medida em que por ele avança. Correndo os olhos na página inicial, um título me chamou a atenção: &#8220;Por que eu apaguei minha conta no Facebook&#8221;. O post foi escrito pela esposa do tal Jurino e, logo na introdução, ela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cheguei ao blog do Jurino numa dessas explorações online cujo caminho a gente esquece na medida em que por ele avança. Correndo os olhos na página inicial, um título me chamou a atenção: <em><a title="Why I deleted my Facebook account" href="http://jurino.com/2011/07/25/why-i-chose-to-delete-my-facebook-account/">&#8220;Por que eu apaguei minha conta no Facebook&#8221;</a></em>. O post foi escrito pela esposa do tal Jurino e, logo na introdução, ela diz:</p>
<blockquote><p>&#8220;(&#8230;) Minhas motivações, portanto, não têm nada a ver com privacidade.&#8221;</p></blockquote>
<p>Fiquei curioso. Privacidade costuma ser a principal alegação dos que resolvem cometer &#8220;facebookcídio&#8221; (já existe esse termo?), o que é algo <a title="Twenty Something Asks Facebook For His File And Gets It - All 1,200 Pages" href="http://threatpost.com/en_us/blogs/twenty-something-asks-facebook-his-file-and-gets-it-all-1200-pages-121311">bastante compreensível</a>. Quando paro para pensar no tanto sobre mim que há nos servidores do Facebook fico um pouco balançado. Bate uma vontade de seguir os passos da esposa do Jurino e abraçar o espírito aberto-utópico dos caras do <a title="Diaspora" href="http://joindiaspora.com">Diaspora</a>, bem como a rede que eles estão montando a passos de tartaruga.</p>
<p>Mas aí aparece um &#8220;(1)&#8221; na aba do Facebook e corro lá para ver o que é e acabo esquecendo também dos meus devaneios libertadores.</p>
<p>Ontem li o texto da Linda (a esposa do Jurino) e ele teve a força de um soco no estômago. Os motivos dela realmente não têm nada a ver com privacidade; ela põe na mesa três pontos que culminaram com a sua decisão:</p>
<ul>
<li>A banalidade com que acontecimentos das nossas vidas são tratados pelos &#8220;amigos&#8221;. Como exemplo, cita o falecimento da mãe de um amigo e as condolências super profundas de três palavras que saltaram no mural do rapaz;</li>
<li>O fato do Facebook tornar as amizades meras conveniências;</li>
<li>A perda de tempo.</li>
</ul>
<p>Para Linda a primeira justificativa foi a mais forte, a gota d&#8217;água. Para mim, a mais chocante foi <em>a segunda</em>.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4173" title="Facebook." src="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/02/facebook.jpg" alt="Facebook na parede." width="640" height="335" /></p>
<p>Meu perfil, ou melhor, <a title="Rodrigo Ghedin, no Facebook." href="https://www.facebook.com/rghedin">minha &#8220;Timeline&#8221; no Facebook</a> diz que eu tenho 411 amigos. <em>Quatrocentos e onze</em>, amigos. Em um ano acho que não vi/cumprimentei 400 pessoas, fossem amigas ou desconhecidas. Esse número grande dá uma sensação falsa de pertencimento, de inclusão que o próprio Facebook, com sua psicologia maquiavélica que objetiva manter as pessoas o maior tempo possível ali, cria. É uma cilada, diria Pedro.</p>
<p>A maioria desse pessoal é de ex-colegas, de estudos e de trabalho, gente que passou pela minha vida e que há muito não vejo. Outro tanto, pessoas que vi uma vez se muito — festas, eventos, reuniões, amigos de amigos etc. Uma terceira e significativa parcela é formada por quem conheço apenas virtualmente. Quando encontrei pessoas do primeiro grupo na Internet, muitas delas primeiro no orkut, o quê de nostalgia foi delicioso. É, afinal, o que motiva muita gente a ingressar em redes sociais, reencontrar velhas amizades e tudo mais&#8230; Mas para aí. Uma amizade que se perdeu pelos caminhos da vida não volta com um clique no botão &#8220;Add Friend&#8221; e outro no &#8220;Accept&#8221;. Tal relação é difícil de construir e pede muito mais do que um teclado e uma tela. Muito mais.</p>
<p>Então ficamos naquela de &#8220;colecionar fotos 3&#215;4&#8243; (ou 125&#215;125 pixels, no Facebook) de gente que não faz mais parte das nossas vidas ou que estão distantes nas várias formas que a palavra possibilita. Até que ponto isso é saudável? Até que ponto isso <em>agrega alguma coisa</em>? Sinceramente, não vai muito longe. Até agora não descobri nada além da boa e velha curiosidade em saber &#8220;que fim teve&#8221; fulano ou ciclana — que muitas vezes, aliás, <a title="Facebook vs. Reality, no 9GAG." href="http://9gag.com/gag/474149">é mascarado por leves adaptações</a>.</p>
<p>Em muitos casos, inclusive, a lembrança boa que se tem de algumas pessoas some com o comportamento constrangedor que elas têm online, não por serem pessoas ruins ou malucas ou babacas, mas simplesmente por não saberem se portar na Internet. Não há amor platônico da adolescência que resista a frases motivacionais/religiosas, tirinhas de &#8220;memes&#8221; ou erros grotescos de português. Eu gostava mais da mocinha do Ensino Médio que morava na minha cabeça, não essa doida que me adicionou ontem.</p>
<p>Para piorar, o Facebook usa e abusa da manipulação algorítmica para colocar no meu feed de notícias conteúdo de <em>pouca</em> gente, apenas de quem ele acha que eu acho ser interessante. Quando acessei meu perfil para ver quantos contatos tinha tomei um susto com os 411 porque, de verdade, se me fosse perguntado, diria que só recebo atualizações de 15 pessoas. É bem verdade que andei limitando o aparecimento de um monte de &#8220;amigos&#8221; chatos no meu feed (bola dentro esse recurso, Zuck!), mas poxa, longe, muito longe de eu ter feito isso com os outros 396 contatos. Há uma filter bubble ali, uma panelinha automatizada em cada perfil do site criando gente que só consome o que lhe agrada. Outro (enorme) problema que já foi melhor discutido por <a title="Eli Pariser: Beware online 'filter bubbles'" href="http://www.ted.com/talks/eli_pariser_beware_online_filter_bubbles.html">este rapaz</a>.</p>
<p>Vez ou outra encontro alguns &#8220;amigos&#8221; do Facebook por aí. Cumprimento-os, se muito. E, ante isso tudo, me questiono se tal ação robótica não mudaria se não existisse o Facebook. Se, ao reencontrar um velho colega de escola, o fato de eu não tê-lo &#8220;reencontrado&#8221; antes e saciado a curiosidade na via virtual não nos daria mais assuntos para matar a saudade dos bons tempos, saber o que fizemos nesses tantos anos afastados, botar o papo em dia. Às vezes eu sinto que sim, embora não tenha muita experiência empírica para atestar a tese — afinal, <em>quem</em> não tem perfil no Facebook hoje? Ano passado reencontrei uma dessas raras pessoas, amiga do Ensino Médio, no centro da cidade. Foram cinco minutos de conversa que valeram mais do que toda a interação que já tive com mais da metade dos meus amigos no Facebook. Foi apenas um caso, mas um promissor e interessante caso capaz de sustentar a minha hipótese.</p>
<p>Não sou desses que diz que a Internet afasta as pessoas, mas o Facebook, talvez. Ele é ótimo para cultivar as nossas melhores amizades, as mais fortes, do dia-a-dia, mas um salafrário com o pessoal mais afastado, periférico. De qualquer forma a culpa é de nós mesmos, afinal ninguém me obrigou a, no dia 20 de setembro de 2007, criar meu perfil ali.</p>
<p>Ah sim, essa é outra inovação da Timeline: dizer quando você entrou no Facebook. Posto de outra forma, quando você começou a trocar as suas memórias e possibilidades de grandes reencontros por figurinhas de 125&#215;125 pixels.</p>
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