<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/rss2portuguesefull.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/" xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" version="2.0">

<channel>
	<title>Blog do Rodrigo Ghedin</title>
	
	<link>http://www.rodrigoghedin.com.br/blog</link>
	<description>Escreve escreve escreve.</description>
	<lastBuildDate>Wed, 22 Feb 2012 00:00:25 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<xhtml:meta xmlns:xhtml="http://www.w3.org/1999/xhtml" name="robots" content="noindex" />
		<atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/rss+xml" href="http://feeds.feedburner.com/BlogRodrigoGhedin" /><feedburner:info uri="blogrodrigoghedin" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://superfeedr.com/hubbub" /><feedburner:emailServiceId>BlogRodrigoGhedin</feedburner:emailServiceId><feedburner:feedburnerHostname>http://feedburner.google.com</feedburner:feedburnerHostname><feedburner:feedFlare href="http://add.my.yahoo.com/rss?url=http%3A%2F%2Ffeeds.feedburner.com%2FBlogRodrigoGhedin" src="http://us.i1.yimg.com/us.yimg.com/i/us/my/addtomyyahoo4.gif">Subscribe with My Yahoo!</feedburner:feedFlare><feedburner:feedFlare href="http://www.bloglines.com/sub/http://feeds.feedburner.com/BlogRodrigoGhedin" src="http://www.bloglines.com/images/sub_modern11.gif">Subscribe with Bloglines</feedburner:feedFlare><feedburner:feedFlare href="http://www.netvibes.com/subscribe.php?url=http%3A%2F%2Ffeeds.feedburner.com%2FBlogRodrigoGhedin" src="http://www.netvibes.com/img/add2netvibes.gif">Subscribe with Netvibes</feedburner:feedFlare><feedburner:feedFlare href="http://fusion.google.com/add?feedurl=http%3A%2F%2Ffeeds.feedburner.com%2FBlogRodrigoGhedin" src="http://buttons.googlesyndication.com/fusion/add.gif">Subscribe with Google</feedburner:feedFlare><feedburner:feedFlare href="http://www.pageflakes.com/subscribe.aspx?url=http%3A%2F%2Ffeeds.feedburner.com%2FBlogRodrigoGhedin" src="http://www.pageflakes.com/ImageFile.ashx?instanceId=Static_4&amp;fileName=ATP_blu_91x17.gif">Subscribe with Pageflakes</feedburner:feedFlare><feedburner:feedFlare href="http://www.live.com/?add=http%3A%2F%2Ffeeds.feedburner.com%2FBlogRodrigoGhedin" src="http://tkfiles.storage.msn.com/x1piYkpqHC_35nIp1gLE68-wvzLZO8iXl_JMledmJQXP-XTBOLfmQv4zhj4MhcWEJh_GtoBIiAl1Mjh-ndp9k47If7hTaFno0mxW9_i3p_5qQw">Subscribe with Live.com</feedburner:feedFlare><item>
		<title>Facebook, o matador de amizades</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/BlogRodrigoGhedin/~3/SVlh7QhNX-Y/facebook-o-matador-de-amizades</link>
		<comments>http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/facebook-o-matador-de-amizades#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 21 Feb 2012 23:36:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Ghedin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Online]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/?p=4171</guid>
		<description><![CDATA[Cheguei ao blog do Jurino numa dessas explorações online cujo caminho a gente esquece na medida em que por ele avança. Correndo os olhos na página inicial, um título me chamou a atenção: &#8220;Por que eu apaguei minha conta no Facebook&#8221;. O post foi escrito pela esposa do tal Jurino e, logo na introdução, ela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cheguei ao blog do Jurino numa dessas explorações online cujo caminho a gente esquece na medida em que por ele avança. Correndo os olhos na página inicial, um título me chamou a atenção: <em><a title="Why I deleted my Facebook account" href="http://jurino.com/2011/07/25/why-i-chose-to-delete-my-facebook-account/">&#8220;Por que eu apaguei minha conta no Facebook&#8221;</a></em>. O post foi escrito pela esposa do tal Jurino e, logo na introdução, ela diz:</p>
<blockquote><p>&#8220;(&#8230;) Minhas motivações, portanto, não têm nada a ver com privacidade.&#8221;</p></blockquote>
<p>Fiquei curioso. Privacidade costuma ser a principal alegação dos que resolvem cometer &#8220;facebookcídio&#8221; (já existe esse termo?), o que é algo <a title="Twenty Something Asks Facebook For His File And Gets It - All 1,200 Pages" href="http://threatpost.com/en_us/blogs/twenty-something-asks-facebook-his-file-and-gets-it-all-1200-pages-121311">bastante compreensível</a>. Quando paro para pensar no tanto sobre mim que há nos servidores do Facebook fico um pouco balançado. Bate uma vontade de seguir os passos da esposa do Jurino e abraçar o espírito aberto-utópico dos caras do <a title="Diaspora" href="http://joindiaspora.com">Diaspora</a>, bem como a rede que eles estão montando a passos de tartaruga.</p>
<p>Mas aí aparece um &#8220;(1)&#8221; na aba do Facebook e corro lá para ver o que é e acabo esquecendo também dos meus devaneios libertadores.</p>
<p>Ontem li o texto da Linda (a esposa do Jurino) e ele teve a força de um soco no estômago. Os motivos dela realmente não têm nada a ver com privacidade; ela põe na mesa três pontos que culminaram com a sua decisão:</p>
<ul>
<li>A banalidade com que acontecimentos das nossas vidas são tratados pelos &#8220;amigos&#8221;. Como exemplo, cita o falecimento da mãe de um amigo e as condolências super profundas de três palavras que saltaram no mural do rapaz;</li>
<li>O fato do Facebook tornar as amizades meras conveniências;</li>
<li>A perda de tempo.</li>
</ul>
<p>Para Linda a primeira justificativa foi a mais forte, a gota d&#8217;água. Para mim, a mais chocante foi <em>a segunda</em>.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4173" title="Facebook." src="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/02/facebook.jpg" alt="Facebook na parede." width="640" height="335" /></p>
<p>Meu perfil, ou melhor, <a title="Rodrigo Ghedin, no Facebook." href="https://www.facebook.com/rghedin">minha &#8220;Timeline&#8221; no Facebook</a> diz que eu tenho 411 amigos. <em>Quatrocentos e onze</em>, amigos. Em um ano acho que não vi/cumprimentei 400 pessoas, fossem amigas ou desconhecidas. Esse número grande dá uma sensação falsa de pertencimento, de inclusão que o próprio Facebook, com sua psicologia maquiavélica que objetiva manter as pessoas o maior tempo possível ali, cria. É uma cilada, diria Pedro.</p>
<p>A maioria desse pessoal é de ex-colegas, de estudos e de trabalho, gente que passou pela minha vida e que há muito não vejo. Outro tanto, pessoas que vi uma vez se muito — festas, eventos, reuniões, amigos de amigos etc. Uma terceira e significativa parcela é formada por quem conheço apenas virtualmente. Quando encontrei pessoas do primeiro grupo na Internet, muitas delas primeiro no orkut, o quê de nostalgia foi delicioso. É, afinal, o que motiva muita gente a ingressar em redes sociais, reencontrar velhas amizades e tudo mais&#8230; Mas para aí. Uma amizade que se perdeu pelos caminhos da vida não volta com um clique no botão &#8220;Add Friend&#8221; e outro no &#8220;Accept&#8221;. Tal relação é difícil de construir e pede muito mais do que um teclado e uma tela. Muito mais.</p>
<p>Então ficamos naquela de &#8220;colecionar fotos 3&#215;4&#8243; (ou 125&#215;125 pixels, no Facebook) de gente que não faz mais parte das nossas vidas ou que estão distantes nas várias formas que a palavra possibilita. Até que ponto isso é saudável? Até que ponto isso <em>agrega alguma coisa</em>? Sinceramente, não vai muito longe. Até agora não descobri nada além da boa e velha curiosidade em saber &#8220;que fim teve&#8221; fulano ou ciclana — que muitas vezes, aliás, <a title="Facebook vs. Reality, no 9GAG." href="http://9gag.com/gag/474149">é mascarado por leves adaptações</a>.</p>
<p>Em muitos casos, inclusive, a lembrança boa que se tem de algumas pessoas some com o comportamento constrangedor que elas têm online, não por serem pessoas ruins ou malucas ou babacas, mas simplesmente por não saberem se portar na Internet. Não há amor platônico da adolescência que resista a frases motivacionais/religiosas, tirinhas de &#8220;memes&#8221; ou erros grotescos de português. Eu gostava mais da mocinha do Ensino Médio que morava na minha cabeça, não essa doida que me adicionou ontem.</p>
<p>Para piorar, o Facebook usa e abusa da manipulação algorítmica para colocar no meu feed de notícias conteúdo de <em>pouca</em> gente, apenas de quem ele acha que eu acho ser interessante. Quando acessei meu perfil para ver quantos contatos tinha tomei um susto com os 411 porque, de verdade, se me fosse perguntado, diria que só recebo atualizações de 15 pessoas. É bem verdade que andei limitando o aparecimento de um monte de &#8220;amigos&#8221; chatos no meu feed (bola dentro esse recurso, Zuck!), mas poxa, longe, muito longe de eu ter feito isso com os outros 396 contatos. Há uma filter bubble ali, uma panelinha automatizada em cada perfil do site criando gente que só consome o que lhe agrada. Outro (enorme) problema que já foi melhor discutido por <a title="Eli Pariser: Beware online 'filter bubbles'" href="http://www.ted.com/talks/eli_pariser_beware_online_filter_bubbles.html">este rapaz</a>.</p>
<p>Vez ou outra encontro alguns &#8220;amigos&#8221; do Facebook por aí. Cumprimento-os, se muito. E, ante isso tudo, me questiono se tal ação robótica não mudaria se não existisse o Facebook. Se, ao reencontrar um velho colega de escola, o fato de eu não tê-lo &#8220;reencontrado&#8221; antes e saciado a curiosidade na via virtual não nos daria mais assuntos para matar a saudade dos bons tempos, saber o que fizemos nesses tantos anos afastados, botar o papo em dia. Às vezes eu sinto que sim, embora não tenha muita experiência empírica para atestar a tese — afinal, <em>quem</em> não tem perfil no Facebook hoje? Ano passado reencontrei uma dessas raras pessoas, amiga do Ensino Médio, no centro da cidade. Foram cinco minutos de conversa que valeram mais do que toda a interação que já tive com mais da metade dos meus amigos no Facebook. Foi apenas um caso, mas um promissor e interessante caso capaz de sustentar a minha hipótese.</p>
<p>Não sou desses que diz que a Internet afasta as pessoas, mas o Facebook, talvez. Ele é ótimo para cultivar as nossas melhores amizades, as mais fortes, do dia-a-dia, mas um salafrário com o pessoal mais afastado, periférico. De qualquer forma a culpa é de nós mesmos, afinal ninguém me obrigou a, no dia 20 de setembro de 2007, criar meu perfil ali.</p>
<p>Ah sim, essa é outra inovação da Timeline: dizer quando você entrou no Facebook. Posto de outra forma, quando você começou a trocar as suas memórias e possibilidades de grandes reencontros por figurinhas de 125&#215;125 pixels.</p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogRodrigoGhedin/~4/SVlh7QhNX-Y" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/facebook-o-matador-de-amizades/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		<feedburner:origLink>http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/facebook-o-matador-de-amizades</feedburner:origLink></item>
		<item>
		<title>Em defesa da Summer</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/BlogRodrigoGhedin/~3/T5gAlmpouy4/em-defesa-da-summer</link>
		<comments>http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/em-defesa-da-summer#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 15 Feb 2012 18:12:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Ghedin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[(500) Days of Summer]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/?p=4148</guid>
		<description><![CDATA[&#8220;Esta é uma história de um garoto que conhece uma garota Mas você deve saber desde já que esta não é uma história de amor&#8221; Logo no início o narrador derruba a sua maior expectativa: (500) Days of Summer não é uma história de amor. É uma (linda) história de como lidar com o amor. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>&#8220;Esta é uma história de um garoto que conhece uma garota<br />
Mas você deve saber desde já que esta não é uma história de amor&#8221;</p></blockquote>
<p>Logo no início o narrador derruba a sua maior expectativa: <em><a title="(500) Days of Summer, no IMDb." href="http://www.imdb.com/title/tt1022603/">(500) Days of Summer</a></em> não é uma história de amor. É uma (linda) história de <em>como lidar</em> com o amor.</p>
<p>Não por coincidência, os dois protagonistas são ao mesmo tempo parecidíssimos em seus gostos e muito, mas muito diferentes no que tange ao tema do filme. Tom e Summer têm, cada um a sua maneira, formas distintas de encarar relacionamentos e, contrariando o que comumente acontece, ele é o apaixonado, o que cria ilusões de um futuro a dois, de amor incondicional, do &#8220;para sempre&#8221;. Ela é pragmática, simplesmente não quer se envolver. Só diversão casual.</p>
<p>Desde a primeira vez em que assisti a <em>(500) Days of Summer</em> tenho comigo que Summer é, no fim das contas, a vítima, injustiçada pela maioria que, encantada com o amor bobo de Tom, ignora a parte lógica da história. Dizem que o amor subverte o senso comum, que nos faz perder a razão; talvez o efeito da história fictícia passe, junto com imagens e sons, da tela para as cabeças e, principalmente, corações de quem assiste.</p>
<p>Nessa alguém poderia entender que me coloco como um ser sem coração, ou dono de um gelado; não é o caso. Sinceramente vejo muito do meu eu de alguns anos atrás em Tom; algumas características dele, até hoje estão presentes em mim — e isso assusta um pouco. Acho que essa identificação faz com que eu me afeiçoe mais a Summer, a entenda.</p>
<p>Parte dessa identificação com Tom, imagino, é comum a todos os homens da face da Terra. Quando uma mulher que nos impressiona <em>repara</em> que existimos, a primeira pergunta que nos vem à mente é: &#8220;por que eu?&#8221;. É difícil entender. Uma mulher linda, inteligente, divertida, com todos os atributos que, salvo raras exceções, todos os homens procuram&#8230; Por que eu? Por que não o cara mais bonito, por que não o mais inteligente, ou o mais sociável, ou ainda o mais legal? Justo eu, com todos os meus defeitos que, ignoramos na situação, até então ela desconhece? Por que eu, justamente <em>eu</em>?</p>
<p>O início do filme mostra que Tom é ainda pior do que a média. Ele &#8220;cresceu acreditando que nunca seria feliz. (&#8230;) Essa crença vem de uma exposição precoce à triste música pop britânica e à má compreensão do filme &#8216;A primeira noite de um homem&#8217;&#8221;. É caricato, mas passa a mensagem: Tom é inseguro. Pra caramba.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4153" title="Tom e Summer, no elevador." src="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/02/tom-summer.jpg" alt="Cena onde Tom e Summer se conhecem." width="640" height="272" /></p>
<p>Não bastasse isso, o enredo ainda trata de reforçar brutalmente a sensação de &#8220;O Escolhido&#8221; sentida por Tom. Ela puxa papo com ele no elevador. Diz que curte The Smiths. Quebrar o gelo, dar o primeiro passo, é algo que, culturalmente, cabe ao homem — longe de estar certo, mas é o que geralmente acontece. Para um cara como Tom, a iniciativa de Summer soa como um &#8220;estou afim de você&#8221;. Para sorte dele, ela está mesmo.</p>
<p>Corta para o karaokê, quando o assunto do amor e relacionamentos vem à tona. As personalidades e posicionamentos a respeito disso são escancaradas.</p>
<p>Primeiro aviso.</p>
<p>Quando se conhece alguém interessante e divertido, o querer estar perto é algo difícil de segurar. Quando esse sentimento é mútuo, ultrapassadas as barreiras sociais, os receios da rejeição e outros obstáculos modernos, o casal passa a se ver com frequência, se beija, transa, faz essas coisas&#8230; normais. Coisas às quais convencionou-se chamar namoro, amizade colorida, paquera, enfim, que se convencionou rotular. São relacionamentos, sem dúvida, mas o rótulo impõe um status de comprometimento que, nos primeiros meses de um relacionamento, não combina. Para muitos dá certo, para outros nem tanto, mas Summer tem razão. Tiremos a pressão, deixe-a de lado, vamos ser felizes.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4155" title="Tom e Summer, deitados na cama." src="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/02/tom-summer-cama.jpg" alt="Summer fala a Tom que não quer nada sério." width="640" height="272" /></p>
<p>Quando tudo parece bem, Summer repete na loja de departamentos, deitada na cama com Tom:</p>
<blockquote><p>&#8220;Só queria te dizer que&#8230; não estou&#8230; querendo nada sério. Tudo bem?&#8221;</p></blockquote>
<p>Ele concorda. Segundo aviso.</p>
<p>O tempo traz cumplicidade, e isso é legal. Ter alguém com quem conversar, alguém que está ali para te apoiar sempre. A carreira frustrada de arquiteto de Tom representa muito bem esse efeito nada mais que benéfico que ter alguém especial presente em sua vida traz. A cumplicidade também faz com que nos abramos mais e&#8230; bom, cheguemos a pontos nunca antes alcançados. Conhecer o apartamento dela. &#8220;Nunca contei isso a ninguém&#8221;.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4156" title="Summer dá o derradeiro aviso a Tom." src="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/02/summer-tom-chuva.jpg" alt="Cena da chuva." width="640" height="272" /></p>
<p>A cena da chuva, quando eles têm uma pequena briga e, mais tarde, Summer aparece encharcada na porta de Tom, é um momento-chave no filme. É quando a barreira dela começa a ruir, quando a visão de Tom sobre relacionamentos se impõe, não por ser a melhor, mas pela insistência, outra característica clichê dos apaixonados. O coração duro da moça amolece, ela começa a acreditar nas bobagens que ele disse no karaokê, mas, importante citar, mantém seu distanciamento com uma frase que, de verdade, deveria estar em todo e qualquer manual de relacionamentos. Quando Tom diz que quer algo concreto, Summer retruca:</p>
<blockquote><p>&#8220;Eu não posso te dar isso. Ninguém pode.&#8221;</p></blockquote>
<p><em>Ninguém</em> pode. Terceiro e mais devastador aviso. <em>Knockout</em>.</p>
<p>Tom usa Summer como um atalho frágil para a <em>sua</em> felicidade, porque ele é triste e inseguro ao extremo. A única alegria da sua vida é Summer. Poderia ser uma droga ilícita, algum outro vício, mas calhou de ser a coisa mais intrigante, mas complicada, mais difícil de entender do mundo: um ser humano. E, cá entre nós: colocar a sua felicidade nos ombros de outra pessoa é, no mínimo, egoísta.</p>
<p>A partir dali o relacionamento dos dois desce a ladeira. Ele se martiriza e fantasia mil e uma maneiras de reatar, se ilude quando é convidado para uma festa (e a expectativa e realidade, em paralelo, formam uma cena das mais geniais), não entende o porquê dela não o querer mais. Não aceita, e isso é um problemão.</p>
<p>Diz-se que &#8220;quando um não quer, dois não brincam&#8221;. Summer não quer mais, Tom não aceita. O ambiente não está mais favorável para o relacionamento, mas ainda assim ele fantasia que só conseguirá a felicidade ao lado de Summer — por isso destrata Allison daquela maneira.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4157" title="Revelação." src="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/02/summer-tom.jpg" alt="Tom e Summer invertem papéis." width="640" height="272" /></p>
<p>O final de <em>(500) Days of Summer</em> é, na realidade, uma inversão de papéis e o maior motivo de eu achar que Summer é a vítima. Senão, vejamos: em momento algum ela prometeu seriedade no relacionamento e fez questão de ressaltar isso o quanto pode. Ainda que Tom seja um cara bacana (não entrarei no mérito, não importa), ele é decididamente inseguro e triste, não tem vida própria, usa Summer como muleta ou, melhor contextualizado, um tapete para esconder embaixo suas frustrações e melancolia. Ela cede na medida exata para descobrir o amor verdadeiro com outra pessoa. Esse papo, no karaokê:</p>
<blockquote><p>&#8220;<strong>Summer:</strong> Já tive relacionamentos e acho que nunca vi isso. E a maioria dos relacionamentos acabam em divórcio hoje. Como o dos meus pais.</p>
<p><strong>Tom:</strong> Os meus também, mas&#8230;</p>
<p><strong>Summer:</strong> Não existe isso de amor, é fantasia&#8230;</p>
<p><strong>Tom:</strong> Acho que você está errada.</p>
<p><strong>Summer:</strong> Ok&#8230; Então, o que estou perdendo?</p>
<p><strong>Tom:</strong> Acho que você saberá quando sentir.&#8221;</p></blockquote>
<p>Vira isso, quando estão sentados no banco, no final, e ela comenta sobre como conheceu seu marido:</p>
<blockquote><p>&#8220;E eu fiquei pensando, &#8216;Tom estava certo&#8217;. Fiquei, fiquei sim. Só não era sobre eu que você estava certo.&#8221;</p></blockquote>
<p>Ela sentiu, só <em>não foi com ele</em>. Ele, com muito custo, <em>entendeu e aceitou</em>.</p>
<p>Não existe destino, existem coincidências ou, se lhe parece melhor, oportunidades que devem ser aproveitadas. O amor talvez seja inexplicável como acabou sendo para Summer (e eu creio nisso, de verdade), mas não é, definitivamente <em>não é</em> o que Tom demonstra o filme inteiro. Aquilo é sentimento de posse, dependência, insegurança.</p>
<p>A única cena de amor verdadeiro de <em>(500) Days of Summer</em> é quando os dois se despedem e Tom diz, com sinceridade exalando pelos poros, <em>&#8220;espero de verdade que você esteja feliz&#8221;</em>.</p>
<p>Isso é amor.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4158" title="Amor." src="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/02/maos-dadas.jpg" alt="Mãos de Summer e Tom dadas." width="640" height="272" /></p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogRodrigoGhedin/~4/T5gAlmpouy4" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/em-defesa-da-summer/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		<feedburner:origLink>http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/em-defesa-da-summer</feedburner:origLink></item>
		<item>
		<title>Simplistic: Um tema minimalista</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/BlogRodrigoGhedin/~3/x6PbTxHCMns/tema-wordpress-simplistic</link>
		<comments>http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/tema-wordpress-simplistic#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 12 Feb 2012 22:08:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Ghedin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Online]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Layout]]></category>
		<category><![CDATA[Minimalismo]]></category>
		<category><![CDATA[WordPress]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/?p=4143</guid>
		<description><![CDATA[Um monte de gente não vai gostar, mas o visual do meu blog agora é assim, minimalista. Bem minimalista. A princípio cogitei usar o do Leo Babauta, mas ele é extremamente minimalista, tanto que deixa de fora algumas coisas que julgo importantes como links para meus perfis em redes sociais e mecanismos de navegação. Então sentei na frente do PC [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um monte de gente não vai gostar, mas o visual do meu blog agora é assim, minimalista. <em>Bem</em> minimalista.</p>
<p>A princípio cogitei usar <a title="Version 3 of the mnmlist theme is here!" href="http://mnmlist.com/theme/">o do Leo Babauta</a>, mas ele é <em>extremamente</em> minimalista, tanto que deixa de fora algumas coisas que julgo importantes como links para meus perfis em redes sociais e mecanismos de navegação. Então sentei na frente do PC por uma horinha e fiz esse aqui. Você gostou?</p>
<p>Ah, aproveitei o embalo e removi os comentários — <a title="Novos tema e proposta do blog" href="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/novos-tema-e-proposta-do-blog">de novo</a>. No começo do ano aconteceu uma boa discussão em blogs estrangeiros (em português, <a title="Comentários em blogs" href="http://www.gemind.com.br/9295/comentarios-blogs/">um resumo</a> e <a title="COMENTÁRIOS EM BLOG: TER OU NÃO TER?" href="http://youpix.com.br/fights/vale-a-pena-deixar-os-comentarios-de-seu-blog-em-aberto/">uma lista</a> de prós e contras) sobre colocando a voz do leitor em xeque. Regra geral sou <em>contra</em> a remoção do recurso, mas pela natureza e comportamento recente dos leitores daqui, o argumento usado pela galera anti-comentários se encaixa no meu caso: troco um espaço de interação por <em>vários</em> outros, mais acessíveis e dinâmicos, em redes sociais e por email. Se quiser comentar este post, <a title="@ghedin" href="http://twitter.com/ghedin">siga-me no Twitter</a>, <a title="Eu, Rodrigo Ghedin, no Facebook." href="http://www.facebook.com/rghedin">Facebook</a> ou <a title="Eu, Rodrigo Ghedin, no Google+." href="https://plus.google.com/102088801366341413192/posts">Google+</a>; todo texto que publico aqui vai parar nesses canais, de lá a gente debate. Se quiser uma conversa mais íntima, <a title="Contato" href="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/contato">mande um email</a>. Talvez demore, mas respondo, te garanto.</p>
<p>Voltando atrás ao que <a title="Blog sob Creative Commons e livre de anúncios" href="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/creative-commons-ad-free">anunciei</a> há alguns meses, coloquei um discreto anúncio ali no canto (a grana tá curta :-P ) e ainda estou decidindo sobre adicionar ou não botões de redes sociais pela questão da <em>sua</em> privacidade. A única coisa que atesta que você passou por aqui é o tracker do Google Analytics para fins de estatísticas de visitação; em outros sites, é comum haver pelo menos <em>seis</em> mecanismos que registram e usam os seus hábitos online para aperfeiçoar anúncios e experiências online. Amanhã discutirei isso em forma de post no <a title="Gemind" href="http://www.gemind.com.br">Gemind</a>, fique de olho. Por aqui? Ainda não me decidi, mesmo.</p>
<p>Por fim, caso queira usar este tema em seu próprio blog, como ele aparece aqui ou personalizado, estou distribuindo-o gratuitamente pedindo em troca apenas a manutenção do crédito no rodapé. Ele é levíssimo (7,71 KB), não aceita comentários, nem widgets na sidebar e o CSS não está comentado embora, como o tema inteiro, a sintaxe seja fácil de compreender e editar. A única frescura é o menu do rodapé que você pode configurar pelo painel do WordPress.</p>
<p>Não dou garantia alguma, nem mesmo (<em>muito menos</em>) a de suporte. Batizei-o <strong>Simplistic</strong>. <a title="Download do tema Simplistic para WordPress." href="http://ge.tt/8O9S8XD?c">Download aqui</a>.</p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogRodrigoGhedin/~4/x6PbTxHCMns" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/tema-wordpress-simplistic/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		<feedburner:origLink>http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/tema-wordpress-simplistic</feedburner:origLink></item>
		<item>
		<title>3 maneiras de descobrir novas músicas e bandas legais</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/BlogRodrigoGhedin/~3/BhCG_9zXCmI/descobrir-musicas-bandas-legais</link>
		<comments>http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/descobrir-musicas-bandas-legais#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 05 Feb 2012 22:28:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Ghedin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Band of the Day]]></category>
		<category><![CDATA[Destry]]></category>
		<category><![CDATA[Heavy Cream]]></category>
		<category><![CDATA[iPad]]></category>
		<category><![CDATA[Rubblebucket]]></category>
		<category><![CDATA[s/he]]></category>
		<category><![CDATA[Spotify]]></category>
		<category><![CDATA[Streaming]]></category>
		<category><![CDATA[Yellow Ostrich]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/?p=4128</guid>
		<description><![CDATA[Quem gosta de descobrir novas músicas legais? Todo mundo. Mas é difícil e, em situações normais, eu não tenho muito saco para &#8220;caçar&#8221; recomendações em sites especializados ou&#8230; sei lá. Como as pessoas descobriam novas bandas antigamente? Nas últimas semanas uma conjuntura de fatores tem dado muitos resultados positivos nesse sentido. Como sou um cara [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem gosta de descobrir novas músicas legais? Todo mundo. Mas é difícil e, em situações normais, eu não tenho muito saco para &#8220;caçar&#8221; recomendações em sites especializados ou&#8230; sei lá.</p>
<p>Como as pessoas descobriam novas bandas antigamente?</p>
<p>Nas últimas semanas uma conjuntura de fatores tem dado muitos resultados positivos nesse sentido. Como sou um cara legal, vou compartilhá-la com vocês.</p>
<p>A primeira é a mais antiga e, talvez, certeira: <strong>tenha amigos com bom gosto</strong>.</p>
<p>É o princípio básico do crowdsourcing aplicado na vida real, longe da Internet. Se eu e meus quatro amigos descobrirmos uma nova banda legal por mês, já terei bem mais referências musicais do que teria no mesmo intervalo sozinho. Se você for uma pessoa normal com um monte de amigos, terá ainda mais, um monte de boas recomendações. Só atente para a (importante!) questão do <em>bom gosto</em>; uma visita ao perfil da possível fonte na Last.fm (<a title="Rodrigo Ghedin, na Last.fm." href="http://www.lastfm.com.br/user/rghedin">o meu aqui</a>), uma olhada nas músicas que ela tem no celular ou mesmo um rolê no carro com o CD/pen drive &#8220;só cas melhor&#8221; deve ser suficiente para chegar a uma conclusão. É nessa etapa, por exemplo, que o potencial do meu círculo de amizades para prover boas recomendações cai pela metade — no mínimo.</p>
<p>As outras duas têm a vantagem de não dependerem, ao menos não diretamente, de outros seres humanos. Uma é puro algoritmo, os <strong>sistemas de streaming musical</strong> como <a title="Spotify: análise, aplicativos para desktop e celular e como usar no Brasil" href="http://www.gemind.com.br/1395/spotify-analise-app-celular-brasil/">Spotify</a>, Rdio e MOG.</p>
<p>Eu não sei nos outros, mas o Spotify tem alguns recursos bacanas para descobrir bandas semelhantes às que você gosta. Na página dela existe, no canto superior direito, uma seleção de artistas relacionados. Não é muito útil para descobrir bandas <em>realmente</em> novas no sentido de outros gêneros e tal, mas uma mão na roda para encontrar material inédito de um dado estilo. Quanto mais longe se vai nessas recomendações, maior a distância para a banda original. Outro plus: no topo da lista de álbuns sempre aparece um &#8220;Top Hits&#8221; com as músicas mais populares daquela banda/intérprete no próprio Spotify.</p>
<div id="attachment_4129" class="wp-caption aligncenter" style="width: 640px"><a href="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/02/spotify.png" rel="lightbox[4128]"><img class="size-large wp-image-4129" title="Visão geral da página de uma banda no Spotify." src="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/02/spotify-640x585.png" alt="Screenshot do Spotify na página de uma banda." width="640" height="585" /></a><p class="wp-caption-text">Visão geral da página de uma banda no Spotify. (Clique para ampliar)</p></div>
<p>Existem ainda as <em>rádios</em>. Há dois tipos delas, uma baseada no artista e outra em gêneros. A dos artistas segue o esquema dos relacionados comentado acima: vêm músicas parecidas com as que a banda-referência toca. A dos gêneros é mais interessante na descoberta, por motivos óbvios. Só recomendo desativar o scrobbling do Last.fm e <a title="How can I enable or disable sharing of the music that I listen to to my Facebook friends?" href="http://www.spotify.com/us/help/faq/social/how-can-i-enable-or-disable-sharing-to-facebook/">o frictionless sharing do Facebook</a> antes de embarcar nessas aventuras — sempre existe o risco de aparecer coisas indesejáveis nos seu histórico&#8230;</p>
<p>Outra força do programa são as playlists públicas. Com a conexão com o Facebook, dá para encontrar fácil as listas dos seus amigos. Isso meio que automatiza a primeira dica, sem a vantagem da recomendação direta, mas ainda assim válida.</p>
<p>No Spotify eu não tenho muito o costume de sair a esmo em busca de novidades. Nas últimas semanas, só descobri <strong>s/he</strong> lá e me peguei surpreso gostando de uma batida mais eletrônica, gênero que jamais passou perto de figurar numa playlist minha. É legal, ouça aí — digo, <a title="Dá para ouvir as músicas no site oficial também." href="http://sslashhe.com/">lá</a>.</p>
<p>Por fim, mas não menos importante, o app para iPad mais legal das últimas semanas, <strong><a title="Band of the Day" href="http://www.bandofthedayapp.com/">Band of the Day</a></strong>.</p>
<div id="attachment_4130" class="wp-caption aligncenter" style="width: 640px"><a href="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/02/band-of-the-day.jpg" rel="lightbox[4128]"><img class="size-large wp-image-4130" title="Band of the Day." src="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/02/band-of-the-day-640x480.jpg" alt="Screenshot do calendário do Band of the Day." width="640" height="480" /></a><p class="wp-caption-text">Band of the Day. (Clique para ampliar)</p></div>
<p>Já <a title="[App do Dia] Band of the Day (iOS)" href="http://www.gemind.com.br/10762/app-band-of-the-day-ios/">falei sobre ele</a> no Gemind, mas merece o repeteco porque a seleção é, em geral, <em>muito boa</em>. Resumindo aqui para quem ficou com preguiça de clicar: trata-se de um aplicativo que traz, todo dia, uma banda nova com músicas completas para ouvir, crítica, biografia e alguns vídeos.</p>
<p>O &#8220;seleção <em>muito boa</em>&#8221; é bastante relativo porque depende diretamente da bagagem e preferências do ouvinte, mas <em>para mim</em> o <abbr title="Band of the Day">BotD</abbr> tem batido em cima quase todo dia. Algumas das minhas novas obsessões musicais vieram de lá: <strong>Rubblebucket</strong>, <strong>Yellow Ostrich</strong>, <strong>Heavy Cream</strong>, <strong>Destry</strong>&#8230;</p>
<p>Em geral eu tomo café, abro o app e vou ler emails e feeds enquanto a música toca em segundo plano. Depois, já no PC, rola até uma dobradinha bacana com o Spotify: a maioria dos álbuns mostrados no <abbr title="Band of the Day">BotD</abbr> está disponível nesse. É especialmente legal porque, como são bandas pouco conhecidas, nem se eu quisesse apelar para o lado caolho e perna-de-pau da Internet conseguiria — impossível achar. Depois de ouvir o álbum e chegar a um veredito, dá para comprar as músicas direto do app, já que ele traz links para a iTunes Store.</p>
<p>***</p>
<p><iframe width="640" height="480" src="http://www.youtube.com/embed/a4y1_jcWwZE?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><iframe width="640" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/D1KCsOT1VaM?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><iframe width="640" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/YHqdYV1ZnFM?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><iframe width="640" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/vDzJJPbmDw0?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogRodrigoGhedin/~4/BhCG_9zXCmI" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/descobrir-musicas-bandas-legais/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>9</slash:comments>
		<feedburner:origLink>http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/descobrir-musicas-bandas-legais</feedburner:origLink></item>
		<item>
		<title>Guest posts</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/BlogRodrigoGhedin/~3/3hxS7n_nAw8/guest-posts</link>
		<comments>http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/guest-posts#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 29 Jan 2012 19:14:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Ghedin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Online]]></category>
		<category><![CDATA[Blogs]]></category>
		<category><![CDATA[Guest post]]></category>
		<category><![CDATA[Pinboard]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/?p=4122</guid>
		<description><![CDATA[Guest post é um texto especial e exclusivo que você publica em um blog para o qual não escreve regularmente. É prática comum lá fora e alardeada por &#8220;mestres dos blogs&#8221;, como Darren Rose e John Chow, como uma maneira bem eficiente de se auto-promover ou a seu próprio blog. Aqui isso ainda é meio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Guest post</strong> é um texto especial e exclusivo que você publica em um blog para o qual não escreve regularmente. É prática comum lá fora e alardeada por &#8220;mestres dos blogs&#8221;, como Darren Rose e John Chow, como uma maneira bem eficiente de se auto-promover ou a seu próprio blog.</p>
<p>Aqui isso ainda é meio raro, difícil de se ver. Mas acontece e, no meu caso, sempre que posso e rola convite de um blog bacana, independente de ser grande ou pequeno, topo o desafio. Nunca medi o impacto dessas pontas em outros sites nos meus próprios, mas ainda que seja pequeno, só o fato de entrar em contato com outro público e passar pela experiência de ver o meu nome estampado num lugar que você conhece e gosta basta para me animar.</p>
<p>O problema? Fica tudo esparso nessa grande e efêmera web. Problema do passado, a partir de agora.</p>
<p>Ontem criei uma tag no Pinboard onde agreguei todas as participações que fiz em sites não-regulares que me recordo. <a title="Posts de Rodrigo Ghedin em outros sites." href="http://pinboard.in/u:ghedin/t:eupora%25C3%25AD?sort=title">Clique aqui para acessá-la</a>. Na medida em que novos convites surgirem e os posts, publicados, a tag será abastecida. É mais um registro pessoal que, como consequência, talvez sirva para alguns leitores mais interessados ou na busca de novas oportunidades ou recolocação profissional no futuro.</p>
<p><small>PS: Se você se lembra de algum texto meu publicado em outro site que não consta ali, me avise nos comentários. Quebrei a cabeça para buscar todos, mas sempre há o risco de algum ter escapado&#8230;</small></p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogRodrigoGhedin/~4/3hxS7n_nAw8" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/guest-posts/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		<feedburner:origLink>http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/guest-posts</feedburner:origLink></item>
		<item>
		<title>Lana Del Rey</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/BlogRodrigoGhedin/~3/PLdmnnGfNl0/lana-del-rey</link>
		<comments>http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/lana-del-rey#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 17 Jan 2012 15:52:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Ghedin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Born to Die]]></category>
		<category><![CDATA[Lana Del Rey]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/?p=4115</guid>
		<description><![CDATA[Algumas semanas atrás a Letícia, que sempre recomenda as melhores músicas e séries do mundo, apareceu com uma nova: Lana Del Rey. &#8220;Com quem se parece?&#8221;, perguntei. &#8220;Ahn, não consigo lembrar de nenhuma artista&#8221;, ela respondeu. Ao ouvir as primeiras músicas, especialmente pelo começo de Kinda Outta Luck, não pude desassociar a moça da Nancy [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Algumas semanas atrás a <a title="@leticia2" href="http://twitter.com/leticia2">Letícia</a>, que sempre recomenda as melhores músicas e séries do mundo, apareceu com uma nova: <strong><a title="Lana Del Rey" href="http://lanadelrey.com/">Lana Del Rey</a></strong>.</p>
<p><iframe width="640" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/cE6wxDqdOV0?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&#8220;Com quem se parece?&#8221;, perguntei. &#8220;Ahn, não consigo lembrar de nenhuma artista&#8221;, ela respondeu. Ao ouvir as primeiras músicas, especialmente pelo começo de <em>Kinda Outta Luck</em>, não pude desassociar a moça da Nancy Sinatra. Mas as semelhanças não se sustentam por muito tempo, o que não quer dizer que Lana seja ruim.</p>
<p>Pelo contrário. Eu meio que <a title="225 execuções em uma semana, segundo o Last.fm." href="https://twitter.com/#!/ghedin/status/157912854748606464">gostei pra caramba</a> da moça. As melodias são suaves, a voz dela, linda, e as letras, embora bem melosas, contam com algumas passagens deliciosas que se sobressaem e ajudam a amenizar os exageros e &#8220;meninices&#8221; do resto. Como essa, em <em>Video Games</em>:</p>
<blockquote><p>&#8220;I tell you all the time<br />
Heaven is a place on earth with you&#8221;</p></blockquote>
<p>E&#8230; certo, exagerei eu agora, porque só tem só essa parte mesmo. Fosse pelas letras, dá quase para colocá-la ao lado do Michel Teló, mas as músicas continuam agradáveis independente do que dizem, variando entre lentas (<em>Blue Jeans</em>, <em>Yayo</em>, <em>Born to Die</em>) e algumas mais agitadas (<em>Kinda Outta Luck</em>, <em>Lolyta</em>, <em>Raise Me Up</em>).</p>
<p>Seu disco de estreia, <em>Born to Die</em>, sai no próximo dia 30. Há quem aposte que estamos vendo o nascimento de uma nova Adele; nah&#8230; nem tanto. Não duvido que estoure, mas em termos qualitativos, fica aquém. E em performances ao vivo&#8230; Veja <a title="Lana Del Rey - Video Games (Live on SNL)" href="http://www.youtube.com/watch?v=9zrvD-o8cII">os vídeos</a> <a title="Lana Del Rey - Blue Jeans (Live on SNL)" href="http://www.youtube.com/watch?v=2I62I3r2f-8">da apresentação</a> que Lana fez no <abbr title="Saturday Night Live">SNL</abbr>. Se ela disser que estava chapada, acho que dá para perdoar.</p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogRodrigoGhedin/~4/PLdmnnGfNl0" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/lana-del-rey/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		<feedburner:origLink>http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/lana-del-rey</feedburner:origLink></item>
		<item>
		<title>Querido diário</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/BlogRodrigoGhedin/~3/yOgQW5CaP5A/querido-diario</link>
		<comments>http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/querido-diario#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 15 Jan 2012 22:30:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Ghedin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Diário]]></category>
		<category><![CDATA[Preconceito]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/?p=4106</guid>
		<description><![CDATA[Ontem, numa conversa de bar, o assunto &#8220;diário&#8221; surgiu e, quando questionado, respondi que tenho um. Eu tenho um diário. Já faz nove anos e, se quer saber, recomendo fortemente a todos que criem o hábito e mantenham suas experiências reduzidas a texto. Imagino que seja como a terapia, que infelizmente nunca fiz, só que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem, numa conversa de bar, o assunto &#8220;diário&#8221; surgiu e, quando questionado, respondi que tenho um.</p>
<p>Eu tenho um diário.</p>
<p>Já faz nove anos e, se quer saber, recomendo fortemente a todos que criem o hábito e mantenham suas experiências reduzidas a texto. Imagino que seja como a terapia, que infelizmente nunca fiz, só que sem as partes chatas — gastar uma nota e compartilhar sua intimidade com um estranho.</p>
<div id="attachment_4107" class="wp-caption aligncenter" style="width: 500px"><img class="size-full wp-image-4107" title="Todos nós temos segredos." src="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/01/we-all-have-secrets.jpg" alt="We all have secrets." width="500" height="333" /><p class="wp-caption-text">Todos nós temos segredos.</p></div>
<p>Com o tempo, o diário se torna uma fonte de recordações, uma prova viva da sua evolução enquanto pessoa. Às vezes releio coisas de oito, nove anos atrás e me questiono se aquele cara deslumbrado com a primeira namorada, indeciso e fazendo besteiras nas suas escolhas acadêmicas e cuidando do hobby que mais tarde viraria trabalho sou eu mesmo. É uma profusão de sensações e nostalgia indescritível e, até onde sei, inalcançável de outra forma.</p>
<p>É, também e principalmente, uma ótima forma de descarregar a mente, refletir, tomar decisões. Crescer. Pesquisando sobre o tema, encontrei <a title="10 Reasons to Keep a Journal" href="http://ririanproject.com/2006/09/22/10-reasons-to-keep-a-journal/">este artigo</a> que, além de listar dez motivos fundamentados para se ter um diário, acaba com um estigma comum aos ignorantes, o do &#8220;querido diário, hoje fiz isso, isso e aquilo&#8221;; não é bem assim:</p>
<blockquote><p>&#8220;Em geral, as pessoas resistem a manter um diário porque elas pensam que não são boas escritoras o bastante, que alguém lerá seus pensamentos mais profundos [mais sobre isso abaixo] ou que têm coisas mais importantes para fazer.</p>
<p>Mas em vez de pensar num diário como um diário — um livro no qual você meramente relata os eventos do dia —, pense nele como uma caixa selada para auto-reflexão, auto-expressão e auto-exploração. Recontar os eventos do dia é menos relevante que o ato de expressar seus pensamentos. E escrever reflexões sobre os eventos experimentados todo dia é uma maneira inestimável de avaliar seu desempenho, definir padrões elevados de excelência e encontrar novas maneiras de resolver problemas difíceis.&#8221;</p></blockquote>
<p>Além do desenvolvimento pessoal, como alguém que lida profissionalmente com a escrita ter um diário me ajuda a manter o hábito e aperfeiçoar o manejo com as palavras. Tudo bem que já faço isso, de uma forma ou de outra, nas publicações com as quais colaboro; mas a escrita íntima é diferente. É mais difícil. Instiga a mente, te desafia a ser ousado, a escrever sem medos ou receios. É quase libertadora.</p>
<div id="attachment_4108" class="wp-caption aligncenter" style="width: 500px"><img class="size-full wp-image-4108" title="Seja você. Encontre-se. Seja feliz com isso." src="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/01/be-you-find-you.jpg" alt="Be you, Find you. Be happy with that." width="500" height="331" /><p class="wp-caption-text">Seja você. Encontre-se. Seja feliz com isso.</p></div>
<p>***</p>
<p>Quase 512 anos de Brasil e o ar ainda está contaminado de preconceito e estereótipos, dos mais declarados aos enraizados e tidos comuns, como o &#8220;azul para menino, rosa para menina&#8221;. Nossa sociedade é extremamente machista. Ainda é. E maliciosa, do tipo que vê duplo sentido até onde não tem, tira conclusões perversas de ações inocentes, coisas assim. Do tipo que acha que diário é coisa de menina adolescente que sonha com o vocalista da boy band do momento.</p>
<p>Ahn&#8230; não, não é bem assim. E não estou sozinho ao ressaltar as vantagens e o auto-conhecimento desencadeados por essa solitária atividade. Acompanho de longe (o meu é offline) o <a title="Penzu" href="http://penzu.com">Penzu</a>, uma plataforma online de diário, e eles têm algumas páginas destinadas a mostrar <a title="The Benefits are Endless" href="https://penzu.com/content/why/health">as vantagens da atividade</a>, bem como <a title="What's Your Story?" href="https://penzu.com/content/why/inspired">pessoas inspiradoras</a> que mantinham os seus arquivos pessoais. Kurt Cobain, Anne Frank, Christopher McCandless (do filme/livro &#8220;Into the Wild&#8221;) são alguns exemplos. No cinema, ainda tem Evan, do celebrado &#8220;Efeito Borboleta&#8221; — e, poxa, eu desejei muito poder voltar às situações dos meus rabiscos quando assisti ao filme; quem não? E há tantos outros, homens, velhos, famosos, anônimos, com seus diários&#8230; Pessoas mais completas por causa deles, certamente.</p>
<div id="attachment_4110" class="wp-caption aligncenter" style="width: 500px"><img class="size-full wp-image-4110" title="Nunca sacrifique quem você é só porque alguém tem um problema com isso." src="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/01/never-sacrifice-who-you-are.jpg" alt="Never sacrifice who you are just because someone has a problem with it." width="500" height="291" /><p class="wp-caption-text">Nunca sacrifique quem você é só porque alguém tem um problema com isso.</p></div>
<p>Claro que, ontem, virei motivo de chacota no bar pela minha declaração. Faz parte, faz parte&#8230; Eu poderia mentir, a noite seguiria da mesma forma só que sem as piadas, mas quer saber? Não tenho vergonha disso. Sequer um pingo. Se eu fosse homossexual, o que não é o caso, não seria por causa de um diário; são coisas sem relação alguma. Gente que acha que diário é coisa de menina ou de gay é o mesmo tipo de gente que acha que homem que é homem não usa camisa cor-de-rosa.</p>
<p>***</p>
<p>Se essa confissão lhe animou a começar um diário também, tenho certeza que a primeira coisa que passou pela sua cabeça foi o &#8220;&#8230;mas e se alguém ler?&#8221;. É o maior medo de quem mantém um documento assim, de verdade.</p>
<div id="attachment_4111" class="wp-caption aligncenter" style="width: 500px"><img class="size-full wp-image-4111" title="Quando foi a última vez que você fez algo pela primeira vez?" src="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/01/when-was-the-last-time.jpg" alt="When was the last time you did something for the first time?" width="500" height="334" /><p class="wp-caption-text">Quando foi a última vez que você fez algo pela primeira vez?</p></div>
<p>Felizmente a tecnologia está aí para nos ajudar. Temos o Penzu, que é online, e soluções ainda mais seguras. A que eu uso? Documentos do Word protegidos com criptografia pesada (256 bits) num disco oculto, tudo com a ajuda do <a title="TrueCrypt" href="http://www.truecrypt.org/">TrueCrypt</a>. Ainda que esses dados sejam roubados de alguma forma, a pessoa interessada levaria algumas décadas ou até séculos para quebrar a proteção usando força bruta. E, sinceramente, meus segredos não valem tanto esforço ;-)</p>
<p>Escrevi um tutorial no Gemind sobre <a title="Como proteger arquivos com criptografia usando o TrueCrypt" href="http://www.gemind.com.br/6530/truecrypt-proteger-arquivos-criptografia/">como criptografar arquivos com o TrueCrypt</a>. Se quiser uma camada extra de segurança, o próprio Word fornece um sistema de criptografia embutido que, nas últimas versões, tornou-se bastante robusto e confiável. A Microsoft <a title="Aplicar uma senha a um documento" href="http://office.microsoft.com/pt-br/word-help/aplicar-uma-senha-a-um-documento-HA010372707.aspx?CTT=1">ensina como</a> colocar senha neles. As recomendações são não anotar a senha em lugar algum, escolher uma forte e aleatória (ou seja, que não conste no dicionário) e da qual você se lembre, pois a mesma dificuldade que um xereta teria em quebrá-la, você também terá caso a esqueça.</p>
<p>***</p>
<p>Se você faz algo legal, lícito e que faz bem, mas que os outros reprovam ou tiram sarro, assuma. 99% das piadas de ontem sobre o meu diário era que isso é &#8220;coisa de menininha&#8221; e tudo mais, ou seja, além do diário em si, o próprio sarro encerra outro preconceito muito comum da nossa sociedade. E muito babaca, diga-se.</p>
<div id="attachment_4109" class="wp-caption aligncenter" style="width: 500px"><img class="size-full wp-image-4109" title="Dane-se o que eles pensam." src="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/01/fuck-what-they-think.jpg" alt="Fuck what they think." width="500" height="334" /><p class="wp-caption-text">Dane-se o que eles pensam.</p></div>
<p>Como combatê-lo? Ignorando. Esse tipo de coisa é igual apelido: se você não dá bola, toda a graça acaba. Sou e sempre fui muito seguro quanto à minha sexualidade e não vejo problema algum em manter um diário, logo, por que deveria me incomodar ou mentir? Para parecer machão na frente de amigos e desconhecidos? Nah&#8230; Meu eu de nove anos atrás certamente teria vergonha, talvez até mentiria. Sei disso porque dia desses reli meu diário de outrora e, cara, como eu era bobo.</p>
<p>***</p>
<p>As belíssimas imagens que ilustram este post vêm do <a href="http://icanread.tumblr.com/" title="I Can Read">I Can Read</a>, um tumblr delicioso.</p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogRodrigoGhedin/~4/yOgQW5CaP5A" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/querido-diario/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>6</slash:comments>
		<feedburner:origLink>http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/querido-diario</feedburner:origLink></item>
		<item>
		<title>Os cinco mais de 2011</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/BlogRodrigoGhedin/~3/8cR550MOqYU/os-cinco-mais-de-2011</link>
		<comments>http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/os-cinco-mais-de-2011#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 01 Jan 2012 02:01:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Ghedin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Meta]]></category>
		<category><![CDATA[Cinco mais]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/?p=4098</guid>
		<description><![CDATA[Antes de qualquer coisa, feliz ano novo para você. Que 2012 seja o melhor ano das nossas vidas! Ano novo significa, além de fogos de artifício, comilança e roupa branca, a listinha dos meus cinco textos favoritos publicados aqui no ano que acaba de se despedir. Em 2011 escrevi pouco no blog, foram apenas 66 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Antes de qualquer coisa, feliz ano novo para você. Que 2012 seja o melhor ano das nossas vidas!</p>
<p>Ano novo significa, além de fogos de artifício, comilança e roupa branca, a listinha dos meus <a title="Cinco mais" href="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/tag/cinco-mais">cinco textos favoritos publicados aqui</a> no ano que acaba de se despedir. Em 2011 escrevi pouco no blog, foram apenas <em>66 posts</em>&#8230; Se faltou quantidade, acho eu que o nível dos textos melhorou um tiquinho. Aproveitei também para adiantar bastante o projeto de limpeza e readequação do histórico; muitos textos vergonhosos já não existem mais a essa altura e isso me deixa bem contente ;-)</p>
<p>Então, vamos aos escolhidos, relembrando que eles são dispostos em ordem cronológica.</p>
<h3><a title="Meu primeiro bilhetinho amoroso" href="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/meu-primeiro-bilhetinho-amoroso">Meu primeiro bilhetinho amoroso</a> (30/3)</h3>
<p>Relato da minha talvez primeira aventura amorosa. Inacabada, cheia de receios e até hoje inexplicada, mas mesmo com todos esses problemas, ainda a guardo com carinho na memória.</p>
<h3><a title="Por que você deveria doar os seus livros" href="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/doar-livros">Por que você deveria doar os seus livros</a> (4/6)</h3>
<p>2011 foi o ano em que o <a title="Posts sobre minimalismo" href="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/tag/minimalismo/">minimalismo</a> mais se fez presente na minha vida e, também, aquele onde mais abri minha cabeça para a disposição de bens materiais. Livrei-me de várias coisas, mas os livros, pela extensão do ato, a recepção dos meus amigos relatadas no texto e o poder que essa simples ação tem, foram os mais marcantes.</p>
<h3><a title="Aquele momento em que você respira fundo e…" href="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/aquele-momento-em-que-voce-respira-fundo-e">Aquele momento em que você respira fundo e…</a> (19/8)</h3>
<p>Basicamente foi a decisão profissional mais drástica que já tomei na vida. Acho que só isso já justificaria a presença desse texto aqui, seja ele bom ou não.</p>
<h3><a title="25" href="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/25">25</a> (8/11)</h3>
<p>O <a title="24" href="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/24">post dos meus 24 anos</a> também esteve na <a title="Os cinco mais de 2010" href="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/os-cinco-mais-de-2010">lista de 2010</a> e tenho a sensação de que essas reflexões nos meus aniversários terão lugar cativo aqui. Antes eu fazia esse balanço na virada do ano, agora, é quando eu fico mais velho. Em resumo, trata-se de um olhar sobre o que passou e as expectativas para o que virá. No primeiro ano dessa nova tradição, fui bem. Espero que o sucesso se repita em 2012.</p>
<h3><a title="Como descobri que gostava de escrever e decidi fazer disso a minha profissão?" href="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/como-descobri-gostar-escrever-profissao">Como descobri que gostava de escrever e decidi fazer disso a minha profissão?</a> (13/11)</h3>
<p>Nunca havia parado para pensar nisso e forçar o cérebro para buscar as origens do meu apreço pela escrita foi um exercício de nostalgia bem divertido. No fim, rendeu um texto que adorei ter escrito.</p>
<h3>Rodrigo Ghedin Zeitgeist</h3>
<p>Aqui a gente deixa o sentimentalismo de lado e nos atemos aos números (colhidos até 27 de dezembro, via Google Analytics). Quais os posts mais visitados do ano? Vejamos.</p>
<h4>Posts novos (2011) mais visitados</h4>
<ol>
<li><a title="Lenovo ThinkPad X100e: Primeiras impressões" href="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/lenovo-thinkpad-x100e-primeiras-impressoes">Lenovo ThinkPad X100e: Primeiras impressões</a> (10/3);</li>
<li><a title="Na inauguração do Muffato Paranavaí" href="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/inauguracao-muffato-paranavai">Na inauguração do Muffato Paranavaí</a> (15/9);</li>
<li><a title="Em busca do notebook perfeito no Brasil" href="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/comprar-notebook-brasil">Em busca do notebook perfeito no Brasil</a> (27/2);</li>
<li><a title="DISQUS, IntenseDebate ou nenhum deles? Qual o sistema de comentários mais popular do Brasil e do mundo?" href="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/disqus-intensedebate-ou-nenhum-deles-qual-o-sistema-de-comentarios-mais-popular-do-brasil-e-do-mundo">DISQUS, IntenseDebate ou nenhum deles? Qual o sistema de comentários mais popular do Brasil e do mundo?</a> (19/2);</li>
<li><a title="Por que o SkyDrive NÃO é o 'Dropbox da Microsoft'" href="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/skydrive-dropbox-microsoft">Por que o SkyDrive NÃO é o &#8220;Dropbox da Microsoft&#8221;</a> (21/6).</li>
</ol>
<h4>Posts mais visitados</h4>
<ol>
<li><a title="Entendendo Donnie Darko" href="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/entendendo-donnie-darko">Entendendo Donnie Darko</a> (5/6/2006);</li>
<li><a title="Voilá, vualà, voy la… Como se escreve?" href="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/voala-vuala-voy-la-como-se-escreve">Voilá, vualà, voy la… Como se escreve?</a> (12/8/2008);</li>
<li><a title="Badoo: rede social para encontros" href="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/badoo-rede-social-para-encontros">Badoo: rede social para encontros</a> (2/10/2010);</li>
<li><a title="Carrinho de controle remoto (R/C)" href="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/carrinho-de-controle-remoto-rc">Carrinho de controle remoto (R/C)</a> (11/1/2008);</li>
<li><a title="CDs velhos: o que fazer com eles?" href="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/cds-velhos-o-que-fazer-com-eles">CDs velhos: o que fazer com eles?</a> (23/7/2007).</li>
</ol>
<p>Tentarei aparecer mais por aqui em 2012.</p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogRodrigoGhedin/~4/8cR550MOqYU" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/os-cinco-mais-de-2011/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		<feedburner:origLink>http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/os-cinco-mais-de-2011</feedburner:origLink></item>
		<item>
		<title>Oficina de fotografia na Multicom/UEM</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/BlogRodrigoGhedin/~3/Pz3_8hGaptQ/oficina-fotografia-multicom-2011-uem</link>
		<comments>http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/oficina-fotografia-multicom-2011-uem#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 17 Nov 2011 19:18:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Ghedin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Passeios e eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação e Multimeios]]></category>
		<category><![CDATA[Fotos]]></category>
		<category><![CDATA[UEM]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/?p=4076</guid>
		<description><![CDATA[Descobri a existência do curso de Comunicação e Multimeios, na UEM, há menos de um mês. Como, COMO!? Não sei, mas enfim, perdi data de vestibular e tudo mais&#8230; :-( Semana passada aconteceu a Multicom, primeiro evento oficial do curso e, para conhecer um pouco mais dele e do ambiente, fui conferir in loco. Foram [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Descobri a existência do curso de <strong>Comunicação e Multimeios</strong>, na <abbr title="Universidada Estadual de Maringá">UEM</abbr>, há menos de um mês. Como, COMO!? Não sei, mas enfim, perdi data de vestibular e tudo mais&#8230; :-(</p>
<p>Semana passada aconteceu a <a title="Multicom 2011" href="http://multicomuem.blogspot.com/">Multicom</a>, primeiro evento oficial do curso e, para conhecer um pouco mais dele e do ambiente, fui conferir <em>in loco</em>. Foram três dias de palestras e, entre elas, uma ótima oficina do fotografia com Paulo Martinelli, onde aprendemos algumas técnicas de macro, fotografia noturna, de ação, panning e retratos e eu descobri, na prática, como uma <abbr title="Digital single-lens reflex">DSLR</abbr> é absurdamente melhor que a minha humilde super zoom.</p>
<p><a title="Multicom 2011 @ UEM, no Flickr." href="http://www.flickr.com/photos/rghedin/sets/72157628133702424/">Subi as fotos para o Flickr</a> não tem dois dias. Abaixo, um slideshow* com todas elas. Tenha em mente que sou um fotógrafo extremamente amador com equipamento bem limitado, mas não se acanhe para criticar ou dar dicas — e elogiar, porque quem não gosta de um afago no ego, né?</p>
<p><object width="640" height="480" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="flashvars" value="offsite=true&amp;lang=pt-br&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Frghedin%2Fsets%2F72157628133702424%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Frghedin%2Fsets%2F72157628133702424%2F&amp;set_id=72157628133702424&amp;jump_to=" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=109615" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed width="640" height="480" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=109615" flashvars="offsite=true&amp;lang=pt-br&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Frghedin%2Fsets%2F72157628133702424%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Frghedin%2Fsets%2F72157628133702424%2F&amp;set_id=72157628133702424&amp;jump_to=" allowFullScreen="true" allowfullscreen="true" /></object></p>
<p><small><strong>*</strong> Sim, é em Flash essa droga. Culpe o Flickr por isso. Se preferir, vá <a title="Multicom 2011 @ UEM, no Flickr." href="http://www.flickr.com/photos/rghedin/sets/72157628133702424/">direto à fonte</a> para ver as fotos.</small></p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogRodrigoGhedin/~4/Pz3_8hGaptQ" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/oficina-fotografia-multicom-2011-uem/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>7</slash:comments>
		<feedburner:origLink>http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/oficina-fotografia-multicom-2011-uem</feedburner:origLink></item>
		<item>
		<title>Como descobri que gostava de escrever e decidi fazer disso a minha profissão?</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/BlogRodrigoGhedin/~3/BJ0KMeWwoTI/como-descobri-gostar-escrever-profissao</link>
		<comments>http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/como-descobri-gostar-escrever-profissao#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 13 Nov 2011 16:03:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Ghedin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Escola]]></category>
		<category><![CDATA[Escrita]]></category>
		<category><![CDATA[Jogos]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[WinAjuda]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/?p=4052</guid>
		<description><![CDATA[Hoje cedo apareceu uma pergunta muito bacana no Formspring. Esta: &#8220;Sinceramente, eu considero os seus textos fantásticos por isso eu pergunto: Como descobriu o gosto pela escrita, e como foi o processo de aperfeiçoamento da mesma?&#8221; Além de lisonjeado com o &#8220;textos fantásticos&#8221; (valeu mesmo, Depressao!), notei que nunca havia parado para pensar na questão. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje cedo apareceu uma pergunta muito bacana no Formspring. <a title="Pergunta do Depressao no Formspring." href="http://www.formspring.me/ghedin/q/259651378262050375">Esta</a>:</p>
<blockquote><p>&#8220;Sinceramente, eu considero os seus textos fantásticos por isso eu pergunto: Como descobriu o gosto pela escrita, e como foi o processo de aperfeiçoamento da mesma?&#8221;</p></blockquote>
<p>Além de lisonjeado com o &#8220;textos fantásticos&#8221; (valeu mesmo, <a title="Perfil do Depressao, no Formspring." href="http://www.formspring.me/Depressao">Depressao</a>!), notei que nunca havia parado para pensar na questão. Como, com tantas possibilidades, áreas e habilidades a serem desenvolvidas, acabei pegando gosto pela e enveredando para a escrita?</p>
<p>Coincidentemente, há alguns dias tirei um tempo para me afundar em caixas de sapato velhas cheias de coisas bastante antigas que guardei através dos anos. Objetivo: fazer a limpa, reciclar o que não tem mais uso, reorganizar e arquivar o pouco que sobrasse. Entre os itens que encontrei nessa expedição doméstico-arqueológica estavam alguns manuscritos meus: <strong>&#8220;detonados&#8221; de jogos</strong>.</p>
<p>Não me recordo de ter escrito algo por conta própria, ou seja, algo que não fosse da escola, antes desses rabiscos. Entre 1996 e 2001, vivi uma fase de gamer hardcore com meu PlayStation, do tipo que comprava <em>revistas especializadas</em> religiosamente todo mês para se informar das novidades e jogava o que podia por tanto tempo quanto tivesse disponível.</p>
<div id="attachment_3566" class="wp-caption aligncenter" style="width: 640px"><a href="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/gadgets-games-venda/#revistas"><img class="size-full wp-image-3566" title="Revistas de video game." src="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/02/revistas-games.jpg" alt="Revistas de video game." width="640" height="320" /></a><p class="wp-caption-text">Estão todas à venda, aliás. Se quiser comprar alguma(s), clique na imagem.</p></div>
<p>E era justamente por essa associação, <em>jogos</em> e <em>revistas</em>, que comecei a escrever eu mesmo sobre o assunto. A maioria das revistas da época contava com &#8220;detonados&#8221;, que nada mais eram que descrições detalhadas dos caminhos a serem percorridos nos jogos, especialmente os de gêneros mais complicados, como adventures e <abbr title="Role-playing game">RPG</abbr>s. Sem saber uma palavra em inglês no alto dos meus 12~14 anos, dependia  das revistas para finalizar os jogos e, mais que isso, para entendê-los.</p>
<blockquote><p>(Aliás, era engraçado como até jogo <strong>em japonês</strong> a gente encarava nessa época — &#8220;díkou, uíniiii erévi, trí!&#8221;. Tudo na base da tentativa e erro, escolhendo as opções do menu até chegar onde se queria. Quase um poliglota.)</p></blockquote>
<p>Apesar de ajudarem, os detonados das principais publicações da época, Ação Games e Super Game Power, eram bem <em>ruins</em>. Não havia profundidade, não havia atenção aos detalhes, sobravam lacunas e frases soltas que acabavam exercendo efeito contrário — em vez de ajudar, davam um nó na cabeça do jogador. Tínhamos publicações mais apuradas, em especial os livros enormes da Gamers, da Editora Escala, que espremiam até a última gota do jogo em questão, mas pecavam por serem bem escassos — cada Gamers Book era reservado a um ou dois títulos e acho que a contagem de edições não chegou ao número dez&#8230;</p>
<p>Até hoje não sei o motivo, mas comecei a <em>reescrever</em> os detonados das revistas. Nunca teve serventia para outras pessoas e nem para mim, afinal, tendo jogado eu já conhecia os caminhos; acho até que ninguém jamais leu aquelas folhas divididas em duas colunas e preenchidas na frente e no verso, mas&#8230; eu fazia. E com gosto e dedicação. Desde pequeno sem vida social, coitado de mim :-(</p>
<p>De cabeça, recordo-me de alguns jogos que &#8220;detonei&#8221;: Silent Hill, Metal Gear Solid (esse acho até que passei para o computador), Resident Evil&#8230; Na arrumação das caixas velhas que citei no começo do texto, encontrei alguns rascunhos de Resident Evil 2. Sem entender bolhufas do que se passava na história, esses textos eram quase mecânicos, do tipo &#8220;vá ali, faça isso, pegue aquilo, siga por este caminho&#8221;. Mas senti orgulho do meu eu com a metade da idade que tenho hoje; mesmo pequenino e com um garrancho horrível que não melhorou com o tempo, ele escrevia melhor que um montão de gente mais velha. Parabéns, garoto!</p>
<div id="attachment_4054" class="wp-caption aligncenter" style="width: 640px"><a href="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/11/detonado-resident-evil.jpg" rel="lightbox[4052]"><img class="size-large wp-image-4054" title="Detonado de Resident Evil." src="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/11/detonado-resident-evil-640x480.jpg" alt="Folha sulfite com o detonado de Resident Evil escrito por mim." width="640" height="480" /></a><p class="wp-caption-text">Detonado de Resident Evil. (Clique para ampliar)</p></div>
<div id="attachment_4055" class="wp-caption aligncenter" style="width: 640px"><a href="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/11/detonad-resident-evil-2.jpg" rel="lightbox[4052]"><img class="size-large wp-image-4055" title="Escrita mecânica, mas correta." src="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/11/detonad-resident-evil-2-640x480.jpg" alt="Outro trecho do detonado de Resident Evil que escrevi quando pequeno." width="640" height="480" /></a><p class="wp-caption-text">Escrita mecânica, mas correta.</p></div>
<p>Outra mania que eu tinha era a de registrar dicas e truques de jogos. As mesmas revistas traziam uma seção especial com macetes, geralmente combinações de botões que destravavam facilidades nos jogos — cheats, ou &#8220;xits&#8221;, para facilitar a compreensão à geração <abbr title="Counter-Strike">CS</abbr>. Em outra incógnita que minha versão mirim deixou de legado, até hoje não sei por que diabos escrevia tantas dicas de jogos que eu não tinha, não queria ter e, em alguns casos, sequer gostava. Precaução, talvez?</p>
<div id="attachment_4056" class="wp-caption aligncenter" style="width: 640px"><a href="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/11/caderno-dicas.jpg" rel="lightbox[4052]"><img class="size-large wp-image-4056" title="Caderninho de dicas." src="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/11/caderno-dicas-640x480.jpg" alt="Incrível como isso resiste ao tempo..." width="640" height="480" /></a><p class="wp-caption-text">Caderninho de dicas. (Clique para ampliar)</p></div>
<div id="attachment_4057" class="wp-caption aligncenter" style="width: 640px"><a href="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/11/dicas-need-for-speed.jpg" rel="lightbox[4052]"><img class="size-large wp-image-4057" title="Por essas e outras que os primeiros Need For Speed eram mais legais." src="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/11/dicas-need-for-speed-640x480.jpg" alt="Dica para pegar metralhadora no Need For Speed." width="640" height="480" /></a><p class="wp-caption-text">Por essas e outras que os primeiros Need For Speed eram mais legais. (Clique para ampliar)</p></div>
<div id="attachment_4058" class="wp-caption aligncenter" style="width: 640px"><a href="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/11/dicas-street-fighter-zero.jpg" rel="lightbox[4052]"><img class="size-large wp-image-4058" title="Street Fighter Zero, taí um jogo que eu nunca tive — só as sequências." src="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/11/dicas-street-fighter-zero-640x480.jpg" alt="Dicas diversas para Street Fighter Zero." width="640" height="480" /></a><p class="wp-caption-text">Street Fighter Zero, taí um jogo que eu nunca tive — só as sequências. (Clique para ampliar)</p></div>
<p>A Internet só apareceu para mim no começo da década passada. Joguei muita conversa fora no bate-papo da <abbr title="Universo OnLine">UOL</abbr> e, depois, no <abbr title="Internet Relay Chat">IRC</abbr> antes de aprender <abbr title="HyperText Markup Language">HTML</abbr>. Aliás, hoje vejo que ter aprendido <abbr title="HyperText Markup Language">HTML</abbr> foi o que determinou o meu eu virtual; na época já existia o Blogger, mas o próprio conceito de blog ainda era algo um tanto nebuloso, especialmente dentro dos meus círculos de amizades, reais e virtuais — até 2004, achava blog coisa de menininha. Já um <em>site</em>&#8230; isso sim era incrível! Para botar algo no ar e exercer meus recém-adquiridos conhecimentos na produção de páginas web, apeguei-me à coisa que mais me interessava na época: computadores. E aí, em 23 de novembro de 2002, nasceu o <a title="WinAjuda" href="http://www.winajuda.com">WinAjuda</a>.</p>
<p>Nunca fui destaque na disciplina de português, na escola. Na real, adorava apostar quem tirava as maiores notas com meus amigos nas <em>exatas</em> e, acredite se quiser (nem eu acredito às vezes), as disputas eram acirradas — sim, já fui bom com números. Gostava de redação, não posso negar, mas as achava mais <em>fáceis</em> do que <em>prazerosas</em> de se fazer. A minha maior dificuldade era quando a professora deixava o tema aberto; após encontrar algum, ou tendo-o pré-definido, a escrita fluía fácil e, não raro, era o primeiro da turma a terminar a lição, sempre com notas muito boas.</p>
<p>Da simpatia com a redação a transformá-la em profissão é uma conexão que, mesmo com todo esse background podendo servir de explicação, ainda não consigo entender com clareza. O aperfeiçoamento, porém, é fácil de explicar: <em>treino</em> e <em>leitura</em>. Alguns anos antes, por volta de 1998~1999, comecei a pegar livros na biblioteca, livros da coleção Vagalume. Desde então sempre tive por perto algum livro e, com a chegada da Internet, alguns anos mais tarde, e a descoberta de bons blogs (depois de 2004), passei a ter muita coisa legal de gente genial para ler todo dia. E a prática&#8230; bem, desde 2002 estamos aí, né?</p>
<p>Em 2004, sem a mínima ideia do que fazer da vida, prestei vestibulares para Administração e Direito. Passei em ambos, optei por Direito, concluí o curso sem nunca ter gostado dele mantendo, em paralelo, o WinAjuda. Cinco anos depois, às vésperas da graduação, tinha uma parceria com o iG e já encarava o site, embora negasse a mim mesmo, como trabalho — demorei um pouco para parar de me recriminar por não trabalhar na área jurídica. Enfim, outra transição sutil que jamais compreenderei totalmente.</p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogRodrigoGhedin/~4/BJ0KMeWwoTI" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/como-descobri-gostar-escrever-profissao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>9</slash:comments>
		<feedburner:origLink>http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/como-descobri-gostar-escrever-profissao</feedburner:origLink></item>
	</channel>
</rss>

