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	<title>Rodrigo Ghedin</title>
	
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		<title>Para entender os protestos em São Paulo</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Jun 2013 19:37:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Ghedin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Aleatoriedades]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Protestos]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>

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		<description><![CDATA[Não é pelos vinte centavos. Digo, é também, mas não só. O aumento no custo do transporte público foi o estopim para uma revolta generalizada que pode ser grande. Gigantesca. Ontem a situação atingiu seu ápice. A manifestação (pacífica, vale frisar) que tomou conta do centro de São Paulo foi repelida à força. Teve jornalista [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Não é pelos vinte centavos. Digo, é também, mas não só. O aumento no custo do transporte público foi o estopim para uma revolta generalizada que <em>pode</em> ser grande. Gigantesca.</p>
<p>Ontem a situação atingiu seu ápice. A manifestação (pacífica, vale frisar) que tomou conta do centro de São Paulo foi repelida à força. Teve jornalista sendo preso por porte de vinagre, outra que levou bala de borracha no olho, gás lacrimogênio, truculência da Polícia Militar, cenas de guerra. Um monte de gente presa, fianças elevadas, pessoas gritando em coro &#8220;Sem violência!&#8221; sendo agredidas. Nada disso parece ter afetado o moral dos manifestantes, que já marcaram o próximo protesto: <a title="Quinto grande ato contra o aumento das passagens!" href="https://www.facebook.com/events/388686977904556/">segunda-feira, às 17h, no Largo da Batata</a>.</p>
<p>Se não é (só) pelos vinte centavos, é pelo quê? Por muita coisa. De São Paulo e escrevendo em inglês para a plataforma colaborativa da CNN, <a title="What's REALLY behind the Brazilian riots?" href="http://ireport.cnn.com/docs/DOC-988431">phillipviana sintetizou bem o que motiva essa galera</a> &#8212; é, provavelmente, o texto mais didático sobre o assunto de um ponto de vista macro. O descontentamento com a soma de tudo de errado que tem acontecido nos últimos anos por aqui (da corrupção ao superfaturamento das obras da Copa, dentre outras coisas), parece ter chegado ao limite, uma panela de pressão que finalmente explodiu. E há sinais de sobra para prever um cenário pior. Não sou versado em economia, então deixo com quem entende mais &#8212; leia estes <a title="A gota que faltava" href="http://super.abril.com.br/blogs/crash/a-gota-que-faltav/">dois</a> <a title="Talvez o protesto o represente, leitor" href="http://www.nobrefarsa.blogspot.com.br/2013/06/talvez-o-protesto-o-represente-leitor.html">textos</a> para entender.</p>
<p>Levando a cabo aquela velha máxima de que &#8220;a revolução não será televisionada&#8221;, aqueles que têm confiado apenas nela para se informar devem estar, no mínimo, mal informados. Samir Duarte mostra, em seu blog, <a title="24 Momentos dos protestos em São Paulo que você não verá na TV" href="http://www.melhorquebacon.com/24-momentos-protesto-sao-paulo/">24 Momentos dos protestos em São Paulo que você não verá na TV</a>. No Papo de Homem, <a title="Contra o aumento das tarifas de ônibus: o protesto que eu não vi pela TV" href="http://papodehomem.com.br/o-protesto-que-eu-nao-vi-pela-tv/">Bruno Passos conta o que viu no protesto de terça</a>. Um Tumblr inteiro dedicado <a title="O que não sai na TV" href="http://oquenaosainatv.tumblr.com/">ao que <em>não</em> sai na TV</a> está disponível; e este outro mostra que, contrariando as declarações oficiais há, sim, <a title="Feridos no Protesto SP" href="http://feridosnoprotestosp.tumblr.com/">muitos feridos</a>. Uma das cenas mais fortes dos eventos de ontem é a foto da jornalista Giuliana Vallone, da Folha TV, ferida no olho por uma bala de borracha. No Facebook, <a title="Relato de Giuliana sobre o tiro que levou no olho" href="https://www.facebook.com/giuvallone/posts/10200618526163591">o relato dela</a>. Piero Locatelli, da Carta Capital, <a title="Em São Paulo, vinagre dá cadeia" href="http://www.cartacapital.com.br/politica/em-sao-paulo-vinagre-da-cadeia-4469.html">foi preso por&#8230; porte de vinagre</a>. O condimento está sendo usado porque neutraliza os efeitos do gás jogado pela polícia. Não há lei que tipifique seu porte como crime, mas&#8230;</p>
<p>Ontem também houve manifestações no Rio de Janeiro e o movimento começa a se espalhar &#8212; <a title="Concentração dos estudantes brasilienses para participação no ato contra as mazelas trazidas pela Copa do Mundo, Solidariedade aos indignados paulistas, Debate entre nossa juventude" href="https://www.facebook.com/events/463255290434058/?ref=notif&amp;notif_t=plan_user_invited">em Brasília</a> vai rolar um sábado, em Maringá-PR (onde moro), <a title="Segundo Ato! Contra o Aumento das Passagens em Maringá" href="https://www.facebook.com/events/343650265760984/">terça que vem</a>. Até setores um tanto&#8230; inusitados, como <a title="Chamado da Gaviões da Fiel para os protest" href="https://www.facebook.com/photo.php?fbid=480522705365909&amp;set=a.155381791213337.39759.149479941803522&amp;type=1&amp;theater">a torcida organizada do Corinthians</a>, estão se movimentando e apoiando os protestos.</p>
<p>A manifestação é pra lá de válida. É pacífica, com alguns vândalos no meio, mas isso não tira, em absoluto, a validade dos protestos que, no fim das contas, como disse o Márvio, diz respeito a algo que afeta todos nós. <a title="'PM fechou Paulista para avenida não ser fechada', critica leitor; leia relatos" href="http://www1.folha.uol.com.br/paineldoleitor/2013/06/1294950-moradores-xingaram-a-policia-diz-leitora-leia-relatos-sobre-os-protestos-em-sao-paulo.shtml">A ação desastrosa da PM</a> é um dos problemas que se junta a outros e&#8230; bom, algo precisa ser feito, certo? Se no passado reclamávamos dos &#8220;sofativistas&#8221;, agora eles, nós estamos nas ruas. E, o que é melhor, <a title="Enfim usamos a veia democrática e revolucionária das redes sociais" href="http://gizmodo.uol.com.br/protestos-sp-redes-sociais/">fazendo um excelente uso das redes sociais</a> &#8212; documentando, registrando, mostrando o que os meios de comunicação de massa não mostram. (Vários bons links nesse texto do Leo.)</p>
<p>Os textos acima devem ser suficientes para entender o básico do que está acontecendo em São Paulo, no Brasil &#8212; tentar esclarecer a situação foi a motivação para esta newsletter excepcional (amanhã tem outra!), pois é algo que ainda parece necessário. Caso não tenha ficado claro, siga por aqui: <a title="Não é sobre 20 centavos, estúpido" href="http://www.judao.com.br/etc/nao-e-sobre-20-centavos-estupido/">no Judão há mais links</a>, <a title="EDITORIAL – SOMOS A FAVOR DOS PROTESTOS!" href="http://reaconaria.org/colunas/dacia/editorial-somos-a-favor-dos-protestos/">o posicionamento da Reaçonaria</a> e o <a title="GUIA DO ACOMODADO PRA ENTENDER O QUE ACONTECEU ONTEM NO PAÍS E (QUEM SABE) ACORDAR" href="https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10200609829559906&amp;set=a.2035667103026.111295.1584673396&amp;type=1&amp;theater">guia para acomodados</a> do Marcio Telles também é bem bom.</p>
<p>Não é (só) pelos vinte centavos, e essa história só está começando.</p>
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		<title>Taipei, Taiwan</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Jun 2013 22:00:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Ghedin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Passeios e eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Computex]]></category>
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		<description><![CDATA[Poucos dias antes de embarcar para Taipei, capital de Taiwan, mandei um email para o Henrique pedindo informações de lá. Solícito como sempre, ele me deu dicas bem legais, mas o que mais me marcou foi isso: &#8220;Ásia é um lance muito louco, tem que fazer pelo menos uma vez na vida porque é outro [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_5398" class="wp-caption aligncenter" style="width: 720px"><img class="size-large wp-image-5398" alt="Foto de uma rua em Taipei, Taiwan." src="http://i0.wp.com/www.rodrigoghedin.com.br/blog/wp-content/uploads/2013/06/guang-hua-taipei.jpg?resize=720%2C478" data-recalc-dims="1" /><p class="wp-caption-text">&#8212; Rua lateral do Guang Hua Digital Plaza, um dos grandes centros de eletrônicos de Taipei.</p></div>
<p>Poucos dias antes de embarcar para Taipei, capital de Taiwan, mandei um email para o <a title="Henrique Martin, do ZTOP." href="http://www.ztop.com.br">Henrique</a> pedindo informações de lá. Solícito como sempre, ele me deu dicas bem legais, mas o que mais me marcou foi isso: &#8220;Ásia é um lance muito louco, tem que fazer pelo menos uma vez na vida porque é outro mundo MESMO&#8221;. Assim, com Caps Lock.</p>
<p>E é verdade. É outro mundo MESMO. Um mundo muito legal.</p>
<p>Fui para Taipei a convite da Asus e representando o Gizmodo para cobrir a Computex, uma feira de tecnologia. A cobertura <a title="Cobertura da Computex 2013, no Gizmodo Brasil." href="http://gizmodo.com.br/computex-2013">você confere lá, no Giz</a>; algumas fotos e comentários mais genérico, aí embaixo; o fino da experiência, as curiosidades mais bacanas, o punhado de fotos que tirei? Conversemos pessoalmente, basta me chamar para um café &#8212; assim é <a title="Usando a tecnologia para superar (ou não) as distâncias" href="http://burgospost.tumblr.com/post/38185546188/boas-conexoes-3-usando-a-tecnologia-para-superar-ou">mais legal e mais saudável</a>.</p>
<p>***</p>
<p>Taipei é sensacional. As coisas&#8230; bem, as coisas funcionam. No metrô, na hora do rush, a esquerda das escadas rolantes fica livre, ninguém se empurra ou fica espremido na entrada/saída dos trens, o barulho é menor do que se imagina ser possível em um local lotado de pessoas. E quando digo <em>lotado</em>, é disso que estou falando:</p>
<div id="attachment_5399" class="wp-caption aligncenter" style="width: 720px"><img class="size-large wp-image-5399" alt="Tem muita gente, mas a coisa flui no metrô de Taipei." src="http://i1.wp.com/www.rodrigoghedin.com.br/blog/wp-content/uploads/2013/06/DSC00518.jpg?resize=720%2C467" data-recalc-dims="1" /><p class="wp-caption-text">&#8212; Metrô de Taipei na hora do rush.</p></div>
<p>O povo é muito educado, bonzinho e, com uma ou outra exceção (principalmente nas lojas de Guang Hua), simpático. O inglês não é muito difundido, mas com boa vontade e um pouco de mímica, consegui entendê-los e me fazer entender. Os taiwaneses são um tanto silenciosos e isso, somado ao mandarim das conversas corriqueiras do dia a dia, meio que me colocou numa bolha de quietude. Foi inesperado, quase zen. E curioso, também, estar em um lugar onde ninguém te entende e você não entende ninguém.</p>
<p>Taipei foi, ainda, uma profusão de novas sensações. A imagem em 4K é absurda de tão cristalina. Descobri que ouvir música com fones de ouvido decentes em completo silêncio é&#8230; bem, é ouvir música <em>de fato</em>. Fiz uma das refeições mais requintadas da vida. (Passei longe da culinária típica local; os ovos cozidos no chá preto encontrados nas zilhares de 7-Eleven espalhadas pela capital não são muito convidativos.) Vi a cidade <a title="No topo do Taipei 101, o terceiro prédio mais alto do mundo" href="http://gizmodo.uol.com.br/taipei-101-no-topo/">a 509 metros do chão</a>, foi de tirar o fôlego. Usufrui de tecnologias realmente úteis na prática através de uma ótima <a title="Far EasTone, sua conexão deixou saudades." href="http://www.fetnet.net/cs/Satellite/eCorporate/ecoHome">conexão 3G</a> combinada com o <a title="Google Now: é do futuro esse negócio." href="https://www.google.com/landing/now/">Google Now</a>. Conheci pessoas legais, (re)vi amigos na escala que fiz em São Paulo na volta e, como sempre, esse contato humano foi muito, muito especial.</p>
<div id="attachment_5400" class="wp-caption aligncenter" style="width: 720px"><img class="size-large wp-image-5400" alt="Taipei à noite." src="http://i0.wp.com/www.rodrigoghedin.com.br/blog/wp-content/uploads/2013/06/DSC00640.jpg?resize=720%2C469" data-recalc-dims="1" /><p class="wp-caption-text">&#8212; Embaixo da linha do metrô.</p></div>
<p>No fim, essa semana em Taipei foi diferente de tudo que já vivi. O Henrique tinha mesmo razão: é outro mundo e todos desse lado do planeta deveriam conhecê-lo. Fica a saudade e o desejo de retornar para lá algum dia &#8212; férias no Japão, quem sabe?</p>
<p>O Oriente é lindo.</p>
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		<title>Como fazer um blog, edição 2013</title>
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		<pubDate>Wed, 22 May 2013 01:06:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Ghedin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Meta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>

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		<description><![CDATA[Este blog é a coisa mais antiga ainda funcionando que tenho na Internet. Na vida, talvez. Comecei ele em 2005, empolgado ao ler textos de pessoas comuns, que tinham seus blogs por sei lá qual motivo, e que escreviam bem demais. No alto da minha pretensão (eu era bastante naquela época), pensei &#8220;hey, também quero.&#8221; [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Este blog é a coisa mais antiga ainda funcionando que tenho na Internet. Na vida, talvez. Comecei ele em 2005, empolgado ao ler textos de pessoas comuns, que tinham seus blogs por sei lá qual motivo, e que escreviam bem demais. No alto da minha pretensão (eu era bastante naquela época), pensei &#8220;hey, também quero.&#8221;</p>
<p>Entre idas e vindas, períodos produtivos e de total abandono, nunca encontrei um rumo, uma linha editorial para este blog. Talvez nunca encontre. E embora eu reclame comigo mesmo quando me lembro desse espaço e de que ele está abandonado há tantas semanas, pode ser que essa incerteza sobre o amanhã seja o que explique a sua longevidade.</p>
<p>A verdade é que este blog é um eterno embate entre duas declarações recentes de gente que admiro. <a title="How the New York Times can fight BuzzFeed &amp; reinvent its future" href="http://gigaom.com/2013/05/10/how-the-new-york-times-can-fight-buzzfeed-reinvent-its-future/">Esta</a>, do Om Malik:</p>
<blockquote><p>&#8220;Blog é uma forma de editar o mundo e apresentá-lo à minha comunidade, e isso significa tudo, de fotos, links, tuítes e vídeos, além de compartilhar pensamentos crus e artigos completos, furos e até notícias simples. Todo ato de compartilhamento diz a vocês no que estou interessado e sobre o que quero aprender e falar&#8221;</p></blockquote>
<p>E <a title="Carta a um produtor de conteúdo" href="http://caosordenado.com/carta-a-um-produtor-de-conteudo">esta</a>, do Edu Fernandes:</p>
<blockquote><p>&#8220;Por favor, leia estas palavras com generosidade: produzir e compartilhar conteúdo na internet não é assim tão importante.&#8221;</p></blockquote>
<p>Não é mesmo. (E para o que eu gosto e tenho propriedade para tratar, bem&#8230; Gizmodo e Twitter estão aí.)</p>
<p>Na falta do que falar, não falo. E assim as coisas seguem bem por aqui. Acho.</p>
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		<title>Whispersync</title>
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		<pubDate>Mon, 20 May 2013 12:10:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Ghedin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Aleatoriedades]]></category>
		<category><![CDATA[Kindle]]></category>
		<category><![CDATA[Whispersync]]></category>

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		<description><![CDATA[Já tinha lido alguns livros no Kindle, mas com Rework foi a primeira vez que fiz uso intensivo do Whispersync, o mecanismo que sincroniza o ponto de leitura, anotações e destaques que faço em um dispositivo e os replicam para todos os outros. Alternei entre um Kindle e meu smartphone (um Nexus 4) e&#8230; olha, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_5383" class="wp-caption aligncenter" style="width: 720px"><img class="size-large wp-image-5383" alt="Notebook, tablet, celular e e-reader mostrando o mesmo texto." src="http://i0.wp.com/www.rodrigoghedin.com.br/blog/wp-content/uploads/2013/05/kindle-everywhere-720x480.jpg?resize=720%2C480" data-recalc-dims="1" /><p class="wp-caption-text">&#8212; Kindle sincronizado, com a bênção do Whispersync.</p></div>
<p>Já tinha lido alguns livros no Kindle, mas com <em><a title="Rework" href="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/rework">Rework</a></em> foi a primeira vez que fiz uso intensivo do Whispersync, o mecanismo que sincroniza o ponto de leitura, anotações e destaques que faço em um dispositivo e os replicam para todos os outros. Alternei entre um Kindle e meu smartphone (um Nexus 4) e&#8230; olha, isso é o futuro. Lia em qualquer lugar, fazia minhas marcações, sincronizava e, depois, continuava em casa, no conforto do sofá e da tela de e-ink do Kindle.</p>
<p>A tecnologia ainda tem umas armadilhas, como o fato de que você não detém o livro de fato, a impossibilidade de <a title="Por que você devia doar os seus livros" href="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/doar-livros">passá-lo para frente</a> após a leitura e os preços não muito convidativos dos ebooks, mas essa comodidade é matadora.</p>
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		<title>Rework</title>
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		<pubDate>Sun, 19 May 2013 12:50:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Ghedin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[37signals]]></category>
		<category><![CDATA[Jason Fried]]></category>
		<category><![CDATA[Reinvente Sua Empresa]]></category>
		<category><![CDATA[Rework]]></category>

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		<description><![CDATA[Em um mundo cheio de burocracia, chega a ser controverso o caminho que pessoas e empresas tomam. Elas dificultam, crescem desnecessariamente, criam camadas extras de complicação que, numa análise mais racional, não precisariam existir. Rework, de Jason Fried e David Heinemeier Hansson, é um lembrete poderoso disso. &#8220;No momento [enquanto se é pequeno], você é o [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Em um mundo cheio de burocracia, chega a ser controverso o caminho que pessoas e empresas tomam. Elas dificultam, <a title="Qual o problema em permanecer pequeno na Internet?" href="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/permanecer-pequeno-internet">crescem desnecessariamente</a>, criam camadas extras de complicação que, numa análise mais racional, não precisariam existir. <em><a title="Rework (link com referência)" href="http://www.amazon.com/gp/product/B002MUAJ2A/ref=as_li_ss_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=390957&amp;creativeASIN=B002MUAJ2A&amp;linkCode=as2&amp;tag=quindinho-20">Rework</a></em>, de Jason Fried e David Heinemeier Hansson, é um lembrete poderoso disso.</p>
<blockquote><p>&#8220;No momento [enquanto se é pequeno], você é o menor, o mais esguio e o mais rápido que jamais será. Daqui em diante, você começará a acumular massa. E quanto mais maciço é um objeto, mais energia é necessária para mudar sua direção.&#8221;</p></blockquote>
<div id="attachment_5373" class="wp-caption alignright" style="width: 360px"><a href="http://www.amazon.com/gp/product/B002MUAJ2A/ref=as_li_ss_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=390957&amp;creativeASIN=B002MUAJ2A&amp;linkCode=as2&amp;tag=quindinho-20"><img class="size-full wp-image-5373" alt="Rework, o livro de negócios da 37signals." src="http://i0.wp.com/www.rodrigoghedin.com.br/blog/wp-content/uploads/2013/05/rework-capa.jpg?resize=360%2C547" data-recalc-dims="1" /></a><p class="wp-caption-text">&#8212; Rework: a ideia é simplificar.</p></div>
<p>O livro é baseado na expertise da dupla à frente da <a title="37signals" href="http://37signals.com">37signals</a>, uma pequena empresa que oferece serviços de gerenciamento de clientes, trabalho em grupo e remoto, como Basecamp e Campfire. Eles também têm o <a title="Signal vs. Noise" href="http://37signals.com/svn/">Signal vs. Noise</a>, um excelente blog cheio de referências e bons insights.</p>
<p><em>Rework</em> é o tipo de publicação que funciona porque teoriza a prática &#8212; e não o contrário. O próprio formato do livro, leve, com capítulos curtos e diretos, é a personificação da filosofia que os autores explicam nas páginas. Como dizem no primeiro capítulo, <em>Rework</em> é um livro de negócios diferente.</p>
<blockquote><p>&#8220;Este é um tipo diferente de livro de negócios para tipos diferentes de pessoas &#8212; daqueles que nunca sonharam em começar um negócio àqueles que já têm uma empresa de sucesso funcionando.&#8221;</p></blockquote>
<p>E segue uma lista de perfis que fogem do estereótipo líder-de-sucesso-workaholic-estressado. Aliás, a ideia basilar do livro é de que você não precisa se matar de trabalhar, não precisa ficar nos calcanhares da concorrência, não precisa se preocupar com aspectos do negócio que, embora populares, são dispensáveis.</p>
<p>Nessa linha, eles dizem que reuniões são venenosas, desestimulam a obtenção de financiamentos externos, pedem para reconhecer e usar como vantagem as suas limitações, o fim das interrupções, esqueça press releases.</p>
<blockquote><p>&#8220;O trabalho excessivo não é só desnecessário, é estúpido. Trabalhar mais não significa que você se importa mais ou dá mais resultados. Significa apenas trabalhar mais.&#8221;</p></blockquote>
<p>De leitura fácil e gostosa, <em><a title="Rework (link com referência)." href="http://www.amazon.com/gp/product/B002MUAJ2A/ref=as_li_ss_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=390957&amp;creativeASIN=B002MUAJ2A&amp;linkCode=as2&amp;tag=quindinho-20">Rework</a></em> coloca novas ideias na mesa e questiona praxes do mercado que não funcionam, nunca funcionaram. É uma leitura bem inspiradora, no sentido de que ameniza algumas assertivas tidas como verdades absolutas, e mostra, com um paradigma embasando as palavras ali (a 37signals), que dá para fazer diferente e, ainda assim, ser bem sucedido.</p>
<p><small>Atenção: todos os links para o livro têm um código de referência da Amazon. Comprando por eles, eu ganho crédito para comprar mais livros lá. Se você se interessou pelo livro e gosta das minhas críticas literárias, clique nos links e garanta mais dessas no futuro. Obrigado :-)</small></p>
<p><strong>Atualização:</strong> Para quem não domina o inglês ou prefere ler em bom português, descobri que o livro foi traduzido e lançado no Brasil, pela Editora Sextante, com o (terrível) título <a title="Reinvente Sua Empresa, na Editora Sextante." href="http://www.esextante.com.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=7362&amp;sid=2"><em>Reinvente Sua Empresa</em></a>.</p>
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		<title>A geração eu é a sua, a minha, a de todos</title>
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		<pubDate>Sun, 12 May 2013 13:40:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Ghedin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Aleatoriedades]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Os jovens de hoje gostam do luxo. São mal comportados, desprezam a autoridade. Não têm respeito pelos mais velhos e passam o tempo a falar em vez de trabalhar. Não se levantam quando um adulto chega. Contradizem os pais, apresentam-se em sociedade com enfeitos estranhos. Apressam-se a ir para a mesa e comem os acepipes, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Os jovens de hoje gostam do luxo.</p>
<p>São mal comportados,<br />
desprezam a autoridade.</p>
<p>Não têm respeito pelos mais velhos<br />
e passam o tempo a falar em vez de trabalhar.</p>
<p>Não se levantam quando um adulto chega.</p>
<p>Contradizem os pais,<br />
apresentam-se em sociedade com enfeitos estranhos.</p>
<p>Apressam-se a ir para a mesa<br />
e comem os acepipes,<br />
cruzam as pernas<br />
e tiranizam os seus mestres.</p></blockquote>
<p>Quem disse isso <a title="Os jovens de hoje" href="http://avenidadaliberdade.org/index.php?content=1893">foi Sócrates</a>, cerca de ~400 anos a.C. Para você ver como esse lance de conflito de gerações não é um negócio exatamente atual.</p>
<div id="attachment_5362" class="wp-caption alignright" style="width: 320px"><img class="size-full wp-image-5362" alt="Capa da Time sobre os Millenials." src="http://i2.wp.com/www.rodrigoghedin.com.br/blog/wp-content/uploads/2013/05/a-geracao-eu.jpg?resize=320%2C425" data-recalc-dims="1" /><p class="wp-caption-text">&#8212; A geração eu eu eu.</p></div>
<p>O assunto voltou à tona essa semana graças à matéria de capa da Time (ao lado), intitulada <a title="The Me Generation" href="http://www.time.com/time/magazine/article/0,9171,2143001,00.html">A Geração Eu</a>, que trata dos Millenials &#8212; gente nascida entre 1980 e 2000. Não a li (é fechada para assinantes), mas se o relato do filósofo grego acima não bastar, <a title="Every Every Every Generation Has Been the Me Me Me Generation" href="http://www.theatlanticwire.com/national/2013/05/me-generation-time/65054/">a Atlantic desconstruiu o argumento de Joel Stein</a> com uma matéria sucinta, bem humorada e cheia de referências a casos análogos de um passado não tão distante. Resumidamente:</p>
<blockquote><p>&#8220;(&#8230;) não é que pessoas nascidas nos anos 1980 sejam narcisistas, é que pessoas jovens são narcisistas e superam isso na medida em que envelhecem. É como fazer um estudo com crianças e declarar que aquelas nascidas desde 2010 formam a Geração Sociopatia: as crianças de hoje puxam seu cabelo, mijam nas paredes, derrubam tigelas de cereal sem mesmo pensar nas consequências.&#8221;</p></blockquote>
<p>***</p>
<p>Este comentário com links saiu, ontem, <a title="Minha newsletter semanal." href="http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/assine-newsletter">na newsletter</a>. Ainda estou bolando uma forma de distribuir o conteúdo de lá na web e me ocorreu que, de repente, fazer posts assim, expandindo um pouco os comentários feitos lá, pode ser uma boa.</p>
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		<title>Sempre há tempo para recomeçar</title>
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		<pubDate>Sun, 12 May 2013 12:40:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Ghedin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Aleatoriedades]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação e Multimeios]]></category>
		<category><![CDATA[Direito]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>

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		<description><![CDATA[Perto de completar o Ensino Médio não tinha muita certeza do que queria ser quando crescesse, dali a cinco anos. Na infância nunca tive aqueles sonhos profissionais, do tipo “quero ser médico”, nem os mais malucos que a pouca idade dá brecha para termos, como “quero ser astronauta”. Nesse purgatório, acabei prestando vestibular para os [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Perto de completar o Ensino Médio não tinha muita certeza do que queria ser quando crescesse, dali a cinco anos. Na infância nunca tive aqueles sonhos profissionais, do tipo “quero ser médico”, nem os mais malucos que a pouca idade dá brecha para termos, como “quero ser astronauta”.</p>
<p>Nesse purgatório, acabei prestando vestibular para os dois cursos onde gente que não sabe o que quer fazer da vida se concentra em grandes quantidades: Administração e Direito. Optei por Direito. “Vou tocando aqui até me decidir”, pensava, até ter aquele momento eureka onde a minha paixão afloraria e, aí sim, passaria a estudar o que me fizesse feliz, realizado e de preferência com um bom contracheque no fim do mês.</p>
<p>Isso foi há quase dez anos.</p>
<p>Até hoje ainda não sei ao certo o que quero fazer da vida.</p>
<p>Mas tenho uma vaga ideia do que seja. Sempre, desde a época do Direito, flertei com o jornalismo ou algo próximo disso e, hoje, posso dizer que tenho um emprego, se não dos meus sonhos, muito próximo dele. Durante toda a última década me vi envolvido nessa área, começando por um hobby e terminando em alguns empregos. Tive épocas boas e ruins, altos e baixos, situações comuns, imagino, a qualquer profissional. Em paralelo, não parei de estudar. (E demorei um tempão para aceitar que escrever sobre smartphones e notebooks era, afinal,a minha vocação.)</p>
<p>Dois anos depois de me formar bacharel em Direito, sem vontade alguma de trabalhar com leis, comecei outro curso, de Sistemas de Informação. Não gostei e larguei. Recentemente, mais um recomeço: Comunicação e Multimeios. Estou gostando. Por enquanto.</p>
<p>Em Comunicação, às vezes, seja numa aula cheia de conselhos de algum professor, seja entreouvindo conversas dos meus colegas, todos recém-saídos da adolescência, noto que as nossas perspectivas para o que aquilo vai dar são um tanto diferentes. E vejo, em alguns deles, entre um comentário e outro, coisas que no início da graduação de Direito eu falava e pensava e que, mais tarde, a vida tratou de me mostrar que não eram bem assim.</p>
<p>A principal? <strong>A graduação não define o que você fará para o resto da vida.</strong></p>
<p>Sim, é loucura estudar seis anos de Medicina e acabar vendendo enciclopédia de porta em porta. Mas impossível? Não. Não vale a pena se martirizar por uma escolha de curso que acaba se mostrando diferente do esperado. Sempre dá para mudar.</p>
<p>Se não acertar de primeira, você poderá fazer uma segunda, terceira, quarta faculdade. Você contará com o apoio de gente querida e em último caso terá um emprego quebra-galho para se dedicar ao seu sonho. Na turma de Direito tinha um senhor de mais de 70 anos na sua quinta graduação; não é um exemplo a ser seguido (feliz quem acerta de primeira!), mas é um exemplo de que dá.</p>
<p>Outra verdade-clichê é que dinheiro, <em>per se</em>, não traz satisfação. Ele desbloqueia alguns achievements muito legais, e ter independência financeira é realmente uma delícia. Mas se isso não casar com um trabalho que você goste, as alegrias que o salário proporciona passam a ser um pontinho isolado na frustração rotineira. Direito dá muito mais grana que jornalismo e teve um tempo em que fantasiei a ideia de virar advogado e/ou tentar algum concurso público. Nunca tive nisso sequer um tiquinho do tesão que uma pauta divertida ou desafiadora que cai no meu colo me dá.</p>
<p>Aproveitei mal a minha primeira graduação em todos os níveis possíveis, mas não me arrependo dela. Sobraram alguns amigos, a derrota da timidez de falar em público e um diploma — além de uma ou outra curiosidade jurídica que ficou gravada na memória. Estou tendo outra chance e acho que dessa vez vai. Se não for? Paciência. Sempre há tempo para recomeçar.</p>
<p>***</p>
<p>Quase desisti de publicar este texto porque sei que para muita gente a graduação é uma oportunidade única, a chance de mudar de vida e, sob essa perspectiva, dizer que dá para fazer dois, três, quatro cursos universitários pode soar… arrogante? Não quero passar essa impressão, especialmente porque admiro demais a galera que sai do nada e, com um curso universitário, dá saltos gigantescos em todas as áreas da vida. Vocês são incríveis.</p>
<p>Mas aí pensei em outro grupo, também grande, daqueles que antes mesmo de chegar à maioridade se veem tendo que tomar uma decisão que, acham, é para o resto da vida e depois, por quatro ou cinco anos, se censuram e sofrem em silêncio por uma escolha mal feita precoce e forçadamente. Este texto é para vocês.</p>
<p><em>Publicado originalmente no <a title="Sempre há tempo para recomeçar, no Medium." href="https://medium.com/advice-to-graduates/8207e17e4f9c">Medium</a>, em 1º de maio de 2013.</em></p>
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		<item>
		<title>Fotos de jornalistas usando foblets</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/BlogRodrigoGhedin/~3/-jbleCgez-M/fotos-jornalistas-foblets</link>
		<comments>http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/fotos-jornalistas-foblets#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 01 May 2013 16:45:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Ghedin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Aleatoriedades]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Etiqueta]]></category>
		<category><![CDATA[Foblet]]></category>
		<category><![CDATA[Glass]]></category>
		<category><![CDATA[Smartphone]]></category>

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		<description><![CDATA[No review do Glass, Tim Stevens, do Engadget, começa o artigo jogando na cara da sociedade que, antes mesmo de estarmos todos usando esses óculos esquisitos do Google, já desenvolvemos comportamentos estranhíssimos derivados do uso da tecnologia de consumo: &#8220;Fique parado em uma fila em qualquer grande área metropolitana do mundo e você verá a [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>No review do Glass, Tim Stevens, do Engadget, <a title="Google Glass review (Explorer Edition)" href="http://www.engadget.com/2013/04/30/google-glass-review/">começa o artigo</a> jogando na cara da sociedade que, antes mesmo de estarmos todos usando esses óculos esquisitos do Google, já desenvolvemos comportamentos estranhíssimos derivados do uso da tecnologia de consumo:</p>
<blockquote><p>&#8220;Fique parado em uma fila em qualquer grande área metropolitana do mundo e você verá a mesma coisa: ombros curvados e rostos para baixo olhando melancolicamente para telas de smartphones. Algumas pessoas nunca olham ao redor, completamente imersas no que quer que esteja acontecendo na palma das suas mãos, enquanto outras ficam travadas em um ciclo infinito de tirar o celular dos bolsos ou bolsas, dar uma olhada nas telas por um momento e guardá-los novamente em um ou dois minutos.&#8221;</p></blockquote>
<p>Reconheça, você se identificou. Mesmo lutando contra esse comportamento, eu também me vi nesse parágrafo. É, eu sei&#8230; meio deprimente, né? Mas é a realidade.</p>
<p>Realidade que, com o Glass, mudará mais uma vez. No mesmo artigo, Stevens fala que o desconforto que o Glass causa a quem está ao seu redor é o maior problema do aparelho. Na falta de indicadores de gravação e captura de fotos, as pessoas ficam alertas. Nunca sabem quando ou se estão sendo gravadas. É um estado constante de tensão que, com o tempo, transforma-se em aversão ao usuário do Glass. Com muito mais força que o smartphone, que já é uma arma poderosa de isolamento, o Glass tem o potencial de nos deixar, pegando carona num clichê da vida moderna bastante válido, ainda mais isolados nesse mundo ultraconectado.</p>
<p>(E ele não está sozinho. Jason Stirman também publicou uns comentários sobre <a title="Wannabe Glasshole" href="https://medium.com/we-live-in-the-future/5d6c76c2039">como é usar um Glass em público</a>. Não muito legal. E se você tem dúvidas do quão creepy esse negócio é/pode ser, <a title="This Photo Of A Man Showering With Google Glass Will Haunt You For The Rest Of Your Life" href="http://www.buzzfeed.com/jwherrman/yes-you-can-wear-google-glass-in-the-shower">veja esta foto do Scoble tomando banho de óculos</a>.)</p>
<p>Se o Glass implica novos desafios à vida em sociedade, a estranheza que tem origem em equipamentos de tecnologia pessoais já derrubou algumas barreiras, listadas, quase todas, <a title="O fim da vergonha" href="http://blogdetec.blogfolha.uol.com.br/2013/02/26/o-fim-da-vergonha/">neste singelo texto da Folha</a>, do Rafael Capanema. Não há senso de ridículo, porque talvez não seja, afinal, tão ridículo assim usar um foblet, um telefone que parece uma raquete de ping-pong, grudado no rosto. Eu acho que não usaria, mas&#8230; né? Já disse que celular sem apps era legal e que tela &#8220;grande&#8221; (&lt; 5&#8243;) em smartphone era loucura, e veja só eu, hoje, com <a title="Nexus 4, da LG, o camisa 10 dos smartphones" href="http://gizmodo.uol.com.br/review-nexus-4/">um trambolinho de 4,7&#8243;</a> cheio de aplicativos no bolso.</p>
<p>Mas enquanto a minha vez de andar com um <a title="Smartphone de 6,3 polegadas da Samsung é maior do que 75% dos pênis humanos" href="http://gizmodo.uol.com.br/smartphone-de-63-polegadas-da-samsung-e-maior-do-que-75-dos-penis-humanos/">celular maior que muito pênis por aí</a> não chega, vou colecionando fotos dos que se aventuram publicamente nessa área ainda pouco explorada.</p>
<p>Como essa do meu colega de Gizmodo, Daniel Junqueira, <a title="Samsung Galaxy Mega: o smartphone do tamanho da sua cabeça" href="http://gizmodo.uol.com.br/hands-on-samsung-galaxy-mega/">com um Galaxy Mega</a> (6,3&#8243;):</p>
<div id="attachment_5337" class="wp-caption aligncenter" style="width: 720px"><a href="http://i0.wp.com/www.rodrigoghedin.com.br/blog/wp-content/uploads/2013/05/daniel-junqueira-galaxy-mega.jpg"><img class="size-large wp-image-5337" alt="Foto do Daniel Junqueira usando um Galaxy Mega." src="http://i0.wp.com/www.rodrigoghedin.com.br/blog/wp-content/uploads/2013/05/daniel-junqueira-galaxy-mega.jpg?resize=720%2C404" data-recalc-dims="1" /></a><p class="wp-caption-text">&#8212; Smartphone do tamanho da cabeça.</p></div>
<p>E essa outra, da recém-contratada do Tecnoblog, Giovana Penatti, <a title="Em mãos: Fonepad, Taichi e outros lançamentos da ASUS" href="http://tecnoblog.net/129563/em-maos-asus-fonepad-taichi/">usando um Asus Fonepad</a> (7&#8243;):</p>
<div id="attachment_5338" class="wp-caption aligncenter" style="width: 600px"><img class="size-full wp-image-5338 " alt="Foto da Giovana Penatti com um Asus Fonepad no rosto." src="http://i2.wp.com/www.rodrigoghedin.com.br/blog/wp-content/uploads/2013/05/giovana-fonepad.jpg?resize=600%2C450" data-recalc-dims="1" /><p class="wp-caption-text">&#8212; A primeira impressão é quase cômica.</p></div>
<p>Já existe um Tumblr &#8220;Fotos de jornalistas usando foblets&#8221;?</p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogRodrigoGhedin/~4/-jbleCgez-M" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Não leve Homem de Ferro 3 (tão) a sério</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/BlogRodrigoGhedin/~3/xkfvHmSKvV0/homem-de-ferro-3</link>
		<comments>http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/homem-de-ferro-3#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 29 Apr 2013 12:53:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Ghedin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Homem de Ferro]]></category>
		<category><![CDATA[Marvel]]></category>

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		<description><![CDATA[Ontem fui ao cinema e vi um filme divertido, Homem de Ferro 3. Não foi um filme muito elaborado, complexo, do tipo &#8220;que faz pensar&#8221;, e não há problema algum nisso &#8212; na realidade, era de se esperar algo assim. Talvez o personagem seja complexo nas histórias em quadrinho (que nunca li), mas convenhamos: é [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_5322" class="wp-caption aligncenter" style="width: 720px"><a href="http://i1.wp.com/www.rodrigoghedin.com.br/blog/wp-content/uploads/2013/04/homem-de-ferro-pepper-pots.jpg"><img class="size-large wp-image-5322" alt="Foto de divulgação de Homem de Ferro 3." src="http://i1.wp.com/www.rodrigoghedin.com.br/blog/wp-content/uploads/2013/04/homem-de-ferro-pepper-pots.jpg?resize=720%2C405" data-recalc-dims="1" /></a><p class="wp-caption-text">&#8212; Como foi o trabalho, querida?</p></div>
<p>Ontem fui ao cinema e vi um filme divertido, Homem de Ferro 3. Não foi um filme muito elaborado, complexo, do tipo &#8220;que faz pensar&#8221;, e não há problema algum nisso &#8212; na realidade, era de se esperar algo assim. Talvez o personagem seja complexo nas histórias em quadrinho (que nunca li), mas convenhamos: é raro um filme de herói ter profundidade.</p>
<p>Se como entretenimento Homem de Ferro 3 funciona (com alguns buracos que dá para relevar dependendo das suas expectativas), parece que como adaptação das histórias originais ele falha. Algum problema grave com o Mandarim, pelo que li por aí. Aliás, os comentários da <a title="Crítica do Homem de Ferro 3, no Omelete, por Marcelo Forlani." href="http://omelete.uol.com.br/homem-de-ferro/cinema/homem-de-ferro-3-critica/">crítica (positiva) do Omelete</a> são de fazer qualquer desavisado acreditar que se trata de um filme muito pior. Não compre essa, ele não é tão ruim.</p>
<p>Questiono, pois: qual o problema de divergir da fonte?</p>
<p>Questiono, mas entendo. Quando o terceiro Homem-Aranha saiu fiquei bem irritado. Os tempos eram outros, eu levava isso e muitas outras coisas mais a sério. Fosse hoje acho até que daria umas risadas do Peter emo porque, na real, um filme ruim não consegue mais me irritar. De forma alguma. Posso ficar um pouco decepcionado, talvez achar que perdi tempo e dinheiro vendo um negócio que prometia mais, mas tudo bem, a vida segue, que-mancada-seu-diretor!!!, vamos falar de algo sério agora: que maluquice culinária farei para o almoço?</p>
<p>***</p>
<p>O primeiro Homem de Ferro ainda é, talvez, o mais legal &#8212; e olha que geralmente acho filmes &#8220;gênese&#8221; meio chatos. Mesmo não ligando, nem mesmo conhecendo a mitologia do herói, o terceiro tem alguns furos e contradições em si mesmo, algumas forçadas de barra, enfim, está longe de ser um filme brilhante. Mas é bem divertido, acredite. Boas piadas, cenas de ação sensacionais, um Robert Downey Jr. confortável no papel da sua vida, o pacote completo do cinema pipoca, exatamente o que você (eu, pelo menos) espera de um filme de ação da Marvel/Disney.</p>
<p>E, em meio a homens de lata voadores, vilões canastrões, diálogos surreais e atentados terroristas, algumas lições involuntárias para a vida. Se Tony Stark não usasse uma armadura em estágio beta durante boa parte do filme, por exemplo, é bem provável que alguns perrengues sérios tivessem sido evitados.</p>
<p>Em tempo: <a title="Cena pós-créditos de Homem de Ferro 3 gravada no Brasil-sil-sil!" href="https://www.youtube.com/watch?v=jFdN5WtUFpo">a cena pós-créditos</a> não vale a espera, mas dá a deixa de que teremos mais sequências.</p>
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		<title>Por que você usa o GetGlue? O que faz com aqueles adesivos?</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Apr 2013 23:20:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Ghedin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Online]]></category>
		<category><![CDATA[GetGlue]]></category>
		<category><![CDATA[Rede social]]></category>
		<category><![CDATA[TV]]></category>

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		<description><![CDATA[Dia desses manifestei no Twitter uma curiosidade que há muito me acompanhava: o que as pessoas fazem com aqueles adesivos que o GetGlue manda? E depois, emendei outra: por que as pessoas usam o GetGlue? Recebi respostas inconclusivas mas que, acho, me ajudaram um pouco a jogar luz sobre esses grandes dilemas da humanidade meus. De [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Dia desses <a title="Uma pergunta honesta: o que vocês que usam o Getglue fazem com os adesivos? Colam eles onde? Ou não colam?" href="https://twitter.com/ghedin/status/326661956490625024">manifestei no Twitter</a> uma curiosidade que há muito me acompanhava: o que as pessoas fazem com aqueles adesivos que o <a title="GetGlue" href="http://getglue.com/">GetGlue</a> manda? E depois, emendei outra: por que as pessoas usam o GetGlue? Recebi respostas inconclusivas mas que, acho, me ajudaram um pouco a jogar luz sobre esses grandes dilemas <span style="text-decoration: line-through;">da humanidade</span> meus.</p>
<h3>De graça, até injeção na testa</h3>
<div id="attachment_5298" class="wp-caption aligncenter" style="width: 720px"><a href="http://i2.wp.com/www.rodrigoghedin.com.br/blog/wp-content/uploads/2013/04/dog-getglue.jpg"><img class="size-large wp-image-5298" alt="Cachorro com adesivos do GetGlue." src="http://i2.wp.com/www.rodrigoghedin.com.br/blog/wp-content/uploads/2013/04/dog-getglue.jpg?resize=720%2C405" data-recalc-dims="1" /></a><p class="wp-caption-text">&#8212; Olha só esse dog cheio de adesivos!</p></div>
<p>Há muito tempo eu tinha uma espécie de variação leve da Síndrome de Diógenes: o que estivesse disponível na Internet gratuitamente, eu pedia. Não importava o que fosse, não importava se fosse algo que eu jamais usaria ou coisas bem, <em>bem</em> estranhas. Eu pedia. Tudo. Olhando em retrospecto, acho que era pela magia de ver algo sair da Internet, na época uma coisa tão distante do &#8220;mundo real&#8221;, e se transportar para a porta de casa alguns dias mais tarde que gerava esse fascínio e a vontade de pedir.</p>
<p>Nessa, uma vez chegou pelos Correios uma latinha de tinta de parede da Suvinil. Foi quando me deu o estalo e, hey, isso não está me fazendo bem. (E nem sei que fim teve aquela lata de tinta azul-calcinha; a cor era bem bonita, de verdade!)<span id="more-5297"></span></p>
<p>Acredito que esse lance de adesivos do GetGlue parta da mesma premissa. Pelo que entendi, você entra e começa a curtir as coisas que gosta &#8212; filmes, séries, eventos esportivos, apps, produtos&#8230; enfim, qualquer coisa. Essas curtidas geram adesivos que, quando chegam a vinte, são despachados gratuitamente para o usuário. Adesivos de verdade, para colar no seu caderno, notebook, porta do guarda-roupa, no cachorro. E como os adesivos são de coisas que o usuário gosta, dá para entender a motivação. Mas a compreensão para por aí, porque ainda não sei o que as pessoas fazem com eles, da mesma forma que nunca entendi a economia ferrenha que meus colegas de Ensino Médio faziam daqueles adesivos que vinham na primeira página do caderno e terminavam o ano lá.</p>
<p>Nas redes sociais onde fiz esse questionamento, recebi respostas variadas, mas não muito. Uns disseram que colariam no guarda-roupas, outros no caderno. O notebook também é um alvo frequente dos adesivos do GetGlue. Mas a maioria, mesmo, foi composta por aqueles que pediram mas jamais receberam eles.</p>
<h3>A dúvida fundamental: TV social é legal?</h3>
<p>Essa dúvida inicial (parcialmente respondida) enveredou para uma maior: por que, afinal, as pessoas <em>usam</em> o GetGlue? Como um outsider, a imagem que tenho dele é de um local onde as pessoas registram seus gostos e os espalham em outras redes sociais em troca de: 1) adesivos; e 2) exibicionismo, que é uma conclusão quase redundante em se tratando de redes sociais.</p>
<p>Mas a questão, após mais perguntas e mais pesquisa, parece ser mais embaixo. O grande lance do GetGlue é <a title="Olha o tanto de gente que assiste a esses programas juntas, mas separadas." href="http://blog.getglue.com/?tag=charts">socializar</a>: quando você curte ou marca que está assistindo a alguma coisa, aparece um &#8220;with 887 others&#8221; seguido de vários desbloqueios de adesivos. Deve ter alguma explicação psicológica para isso, pensei, e pesquisando um pouco vi que o GetGlue é um tipo de aplicação do que comumente se chama TV social.</p>
<p>Conceito nada novo, aliás. A história mostra iniciativas nesse sentido que datam do início da década passada. Mas foi só com as redes sociais e o boom de smartphones e tablets que ele pegou. <a title="Superbowl and Social Media Drop Kick Television to the Second Screen" href="http://www.michaeltchong.com/superbowl-and-social-media-drop-kick-television-to-the-second-screen/">Um punhado de estudos</a> indica que cada vez mais as pessoas tendem a consumir TV via Internet e em paralelo à TV convencional, interagindo com dispositivos móveis (a &#8220;segunda tela&#8221;).</p>
<p><a title="The Psychology Behind Social TV" href="http://www.blog.jessicamalnik.com/2011/09/29/the-psychology-behind-social-tv/">Neste artigo</a>, Jessica Malnik explora o lado psicológico da TV social. Ela destaca alguns trechos que transcrevo abaixo:</p>
<blockquote><p>&#8220;O motivo pelo qual esses sites [Twitter e GetGlue] são tão populares é porque eles transformam atividades tradicionalmente antissociais em experiências sociais coletivas. Eles transformam a conversa comum das salas de estar em um papo global, praticamente infinito.</p>
<p>(&#8230;)</p>
<p>É psicologia básica. O desejo de se sentir conectado, de se vincular a interesses comuns e ser aceito pelos outros.&#8221;</p></blockquote>
<div id="attachment_5314" class="wp-caption aligncenter" style="width: 720px"><a href="http://i0.wp.com/www.rodrigoghedin.com.br/blog/wp-content/uploads/2013/04/second-screen.jpg"><img class="size-full wp-image-5314" alt="Twitter no smartphone e TV ligada ao fundo." src="http://i0.wp.com/www.rodrigoghedin.com.br/blog/wp-content/uploads/2013/04/second-screen.jpg?resize=720%2C428" data-recalc-dims="1" /></a><p class="wp-caption-text">&#8212; Dizem que é legal assistir TV com o smartphone na mão. Sei lá&#8230;</p></div>
<p>Aparentemente é bacana gostar, criar e entender referências a Game of Thrones. Ir à loucura no Twitter com o streaming do Lollapalooza e prometer que, de verdade, ano que vem estarei lá. E a torcida para times de futebol? Exemplo clássico (e, por vezes, extremo) desse senso de pertencimento.</p>
<p>Toda vez que você se manifestar acerca de um desses temas em redes sociais, alguém irá responder. É bastante certo que o estímulo gerará reações. Esse tipo de interação é básico, mexe com o gosto e, gosto, apesar de ser um negócio particular por definição, é um abridor de portas, um picador de gelos metafórico para puxar assunto, ainda mais online. Falar que você ama ou odeia um programa, banda ou filme é o equivalente ao &#8220;uhul é sexta-feira!&#8221; das páginas de marcas no Facebook &#8212; pode ser clichê, mais do mesmo, mas gera &#8220;engajamento&#8221;.</p>
<p>Não sou parâmetro para esse tipo de coisa, mas não me agrada muito essa ideia de TV social. Esse &#8220;hype pós-lançamento&#8221; de que <a title="Sometimes, I like to wait" href="http://parislemon.com/post/46109043512/sometimes-i-like-to-wait">alguns</a> sentem falta em programas distribuídos exclusivamente sob demanda, para mim funciona mais para saturar um assunto do que promovê-lo. E a TV, essa coitada, englobando na sua definição seriados, filmes, enfim, conteúdo visualizável em telas cheias, não deveria ser <em>sempre</em> uma experiência social. House of Cards não é melhor ou pior por não ter uma galera comentando cada episódio efusivamente uma vez por semana.</p>
<p>Às vezes, numa rara tarde de sábado com clima ameno e sem ter nada para fazer, me meto embaixo das cobertas, ligo a TV e vejo um filme (sob demanda) que está na minha watchlist. É uma experiência que já é legal e que pode melhorar com uma pipoca, ou uma boa companhia (no mesmo cômodo, de carne e osso!), mas não, <em>definitivamente não</em>, com o GetGlue. (Se você discorda, explique os seus motivos aí nos comentários.)</p>
<h3>&#8220;Mas eu uso o GetGlue para marcar os filmes que eu já vi!&#8221;</h3>
<p>Muita gente respondeu isso <a title="Questionamento no Twitter." href="https://twitter.com/ghedin/status/326706387243659265">no Twitter</a> e <a title="A mesma pergunta, no Google+." href="https://plus.google.com/u/0/102088801366341413192/posts/83mU3scMbMz">no Google+</a>. É um argumento perfeitamente válido. (Talvez o texto acima tenha passado a ideia de que eu deteste quem usa o GetGlue; não tenho nada contra, desde que não polua o Twitter com as notificações de adesivos.) Também tem o fator social, saber o que seus amigos já viram e, partindo disso, receber recomendações sobre o que ver.</p>
<p>Não são todos os meus amigos que têm gostos similares ao meu para filmes, então não vejo como isso, ou os novos campos de recomendações culturais do Facebook ou, ainda, a integração desse com o Netflix me podem ser úteis nesse sentido. Prefiro consultar quem sei que me dará boas dicas &#8212; além de recomendações personalizadas, é mais uma oportunidade de manter contato em vez de relegar essa relação a um algoritmo frio e impessoal.</p>
<p>Já a parte do registro do que eu já vi, isso acho bem legal e faço também. Minha memória é absurdamente ruim para guardar detalhes de filmes, nomes de personagens e &#8220;side quests&#8221; de livros e letras de músicas. Qualquer ajuda nesse sentido é bem-vinda. Para tanto, uso o <a title="flms, no GitHub." href="https://github.com/seufelipe/flms">flms</a>, do Seu Felipe. É simples, funciona com o Dropbox e atualizá-lo é bem tranquilo. <a title="Os filmes que eu já vi em 2013." href="https://dl.dropboxusercontent.com/u/45920/flms/index.html">Veja aqui o que eu já assisti em 2013</a>.</p>
<p><small>Foto: <a title="Sticker Picture Of The Week" href="http://blog.getglue.com/?p=7656">@marklar2324/GetGlue</a>.</small></p>
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