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   <title>Blog do Cel</title>
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   <description>Música, cultura pop, impressões do mundo, sem rabo preso.</description>
   <lastBuildDate>Sat, 05 Dec 2009 17:12:23 GMT</lastBuildDate>
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	      <title>Mais Listas Vêm Aí!</title>
	      <description>&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_Kx2GHJSSNDY/SWZgP_GfqqI/AAAAAAAAANM/SdjOqwG7h4U/s400/discos45.jpg" alt="listas" title="listas" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, sim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero notificar aos meus poucos e bons leitores que o Blog do CEL trará mais algumas listinhas em breve. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após listas de melhores e piores discos nacionais desta década e melhores internacionais do mesmo período, me dei conta que a mais tradicional relação estava faltando: a de melhores discos, nacionais e internacionais, do ano. Portanto, aguardem os dez mais legais álbuns gringos e nacionais, com pequenos comentários, sempre seguindo a linha de mostrar coisas que o senso comum emburrecido da crítica musical não mostra porque não sabe ou não entende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dessas duas listinhas, mais duas serão publicadas aqui. Completando a série da década 00, teremos os piores discos internacionais gravados entre 1999 e 2009. A linha também é a mesma, só que no sentido inverso: muitos dos artistas darling pretty da crítica musical planetária serão apontados como farsantes, ruins, fraquinhos e dignos de pena. Se você gosta do que está mais up to date com as paradas indies inglesas, a chance de desancar este crítico musical é essa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra fechar o ano, teremos uma popíssima relação de 35 filmes feitos entre 2000 e 2009. Já selecionei os contemplados e já adianto que é uma lista descomplicada, nada cabeçona, dentro do mote "cinema é a melhor diversão", mas com o cuidado de prover de cérebro e bom senso as escolhas feitas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anunciar essas listinhas pra vocês faz esse blog parecer um reclame de fim de ano da Rede Globo, né? Pois bem, não deixem de conferir a partir do dia 11 de dezembro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijos e abraços pra todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ofertas&lt;/b&gt;: &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/pro-evolution-2009_CategID_18067_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Pro Evolution 2009'&gt;Pro Evolution 2009&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/victorias-secret-linha-garden_CategID_5407_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Victoria´s Secret LINHA GARDEN'&gt;Victoria´s Secret LINHA GARDEN&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/maximo-ghosts-to-glory_CategID_6760_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Maximo: Ghosts to Glory '&gt;Maximo: Ghosts to Glory &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Posts similares&lt;/b&gt;:&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/blogdocel/2009/04/23/vem_ai_45_melhores_discos_do_pop_rock_na_2009/'&gt;Vem aí - 45 Melhores Discos do Pop Nacional (1999 - 2009)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/melhoresdomundo/2008/06/09/evil_dead_the_musical/'&gt;Evil Dead The Musical&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/blogdocel/2009/10/04/60_melhoresdiscos_internacionais_1999_2009/'&gt;60 Melhores Discos Internacionais (1999-2009)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;a href='http://www.interney.net/blogs/cinema/'&gt;Cinema&lt;/a&gt; - &lt;a href='http://www.interney.net/blogs/'&gt;InterNey Blogs&lt;/a&gt; - &lt;a href='http://www.interney.net/'&gt;InterNey.Net&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/kFz8HyWbgXDzFM5adb6mTF2UC74/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/kFz8HyWbgXDzFM5adb6mTF2UC74/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/kFz8HyWbgXDzFM5adb6mTF2UC74/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/kFz8HyWbgXDzFM5adb6mTF2UC74/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;</description>
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	      <author>blogs@interney.net () </author>
	      <category>Cinema</category><category>Música</category>
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	      <pubDate>Sun, 29 Nov 2009 16:04:30 GMT</pubDate>
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	      <title>Os 63 Melhores Discos Internacionais (1999-2009)</title>
	      <description>&lt;img src="http://media.kennet.gov.uk/countdown/wcc2/competition/images/63-v4.jpg" alt="63" title="63" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Demorou, mas saiu. Ao concluir essa lista de melhores discos internacionais desta década, pude perceber que a quantidade de trabalhos interessantes e que mereciam estar entre os álbuns abaixo era bem grande. Surpreendente, principalmente para um crítico ferrenho dos rumos que a música pop tomou nos anos 00.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma olhada mais atenta à lista traduzirá uma decepção grande com as bandas de "rock" formadas e catapultadas ao sucesso nesses dez anos. O rockinho decalcado de anos 80 dos Strokes, a suposta revisitação punk-blues do White Stripes, o cabecismo inatacável do Radiohead, tudo isso passou longe dos escolhidos. Além disso, procurei colocar nomes que você não verá em nenhuma outra lista de melhores discos da década, ainda que a presença deles aqui seja justíssima. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa vez não atribuirei valor nenhum aos discos. Ao contrário das categorizações da lista de melhores nacionais da década, aqui só teremos os trabalhos, ordenados pelo ano de lançamento, começando em 1999 e chegando a 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os comentários sobre os escolhidos também estão menores principalmente para agilizar a leitura dos discos, concentrando o espaço para discussões, reclamações, tapas e beijos nos comentários. Sintam-se à vontade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.uma.pt/blogs/box-m/wp-content/uploads/2007/11/gira-discos.jpg" alt="vinil" title="vinil" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fountains of Wayne - Utopia Parkway (1999)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo disco da banda de New Jersey, sob o comando de Adam Schlesinger. Canções sobre amores,carros, desilusões, shows de rock e tudo mais que nos interessa e diz respeito. A sonoridade traz o melhor que o powerpop é capaz de produzir. Uma beleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ben Folds Five - The Autobiography of Reinhold Messner (1999)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terceiro e último disco de Ben Folds à frente de seu "five", na verdade, o baixista Robert Sledge e o baterista Darren Jessee. É também o trabalho mais arrojado do trio, trazendo as maravilhosas canções "piano driven" de Folds ousando em território experimental. Depois ele embarcaria numa carreira solo simpática, mas nunca capaz de alcançar seus melhores momentos com sua banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avalanches - Since I Left You (2000)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Composto em sua totalidade por samplers e colagens, esse primeiro disco dos australianos do Avalanches parece executado por seres humanos. Da abertura que emula cocktails numa piscina da Ilha da Fantasia (com a faixa-título) até o final da viagem, esse disco é um passeio numa Disneyworld sonora para quem cresceu nos anos 70 e 80. Maravilhoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://funkysouls.com/img/TheAvalanchesSinceILeftyou2004.jpg" alt="avalanches" title="avalanches" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Phoenix - United (2000)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro trabalho dos franceses do Phoenix não é o seu melhor (condição que cabe mais apropriadamente ao último disco deles, Wolfgang Amadeus Phoenix, desse ano, também incluído na lista), mas traz uma banda na determinada missão de soar como uma formação setentista. Para gauleses supostamente sem tarimba nos mistérios do soft rock e do powerpop, o Phoenix cravou nesse disco uma das melhores canções da década, com "Too Young".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lambchop - Nixon (2000)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma dúzia de músicos no palco, tocando canções sombrias que misturam a languidês do soul setentista com acepipes country obscuros. Assim é o Lambchop, cujo líder, Kurt Wagner, detém um dos registros mais graves do rock. Músicas como "You Masculine You" ou "Grumpus" comprovam a excelência dessa estranha banda de Nashville. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A-Ha - Minor Earth, Major Sky (2000)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de sete anos sem lançar um disco, os noruegueses do A-Ha vieram repaginados e mantendo a competência dos anos 80. Minor Earth, Major Sky é um discaço, com a voz perfeita de Morten Harket ainda mantendo a mesma versatilidade de 1984 e composições belíssimas, com destaque para a épica "Summer Moved On". O segundo melhor disco do trio, perdendo apenas para Scoundrel Days, de 1986. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.mic.no/nmi.nsf/pic/ahatoseks/$file/ahatoseks.jpg" alt="a-ha" title="a-ha" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coldplay - Parachutes (2000)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro disco da banda de Chris Martin traz uma das melhores sequências da década, começando com "Don't Panic" e chegando à sexta música, "Trouble". Melancolia, arranjos soturnos, pianos que pegam uma estrada alternativa da highway cabeçona do Radiohead e uma garra de banda iniciante credenciam Parachutes para a lista. Ninguém poderia supor que Martin se tornaria uma das maiores malas do showbiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sea and Cake - Oui (2000)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sam Prekop sempre foi o cérebro do Sea and Cake e esse quinto disco da banda de Chicago trazia um forte acento eletrônico, no sentido Stereolab do termo, principalmente pelo fato do baterista John McEntire ter produzido dois álbuns da banda anglo-francesa. De qualquer forma, ainda que diferente dos trabalhos anterioes, Oui traz belas canções, principalmente as duas que abrem o disco, "Afternoon Speaker" e "All The Photos", que produzem efeitos ainda melhores se ouvidas interligadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;U2 - All That You Can't Leave Behind (2000)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é o último grande disco do U2 e significa um retorno à sonoridade mais simples que a banda praticava no final dos anos 80. Não que este seja um trabalho revisionista, mas o produtor Brian Eno soube recolocar o U2 nos trilhos após a empreitada camp de Pop, disco de 1997 da banda. Composições belas como "Beautiful Day" e "Elevation" também se inserem entre as melhores já produzidas pela lavra de Bono, Edge, Adam Clayton e Larry Jr.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://gamedesign.agilonline.info/imagens/all-that-you-cant-leave-behind.jpg" alt="u2" title="u2" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Modest Mouse - Moon and Antarctica (2000)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quarto disco da banda de Isaack Brock é, ao mesmo tempo, sua estreia numa grande gravadora e seu melhor trabalho. O Modest Mouse conseguia nesse disco dar foco à sonoridade indie-progressiva que perpetrava desde o início da carreira em 1993. Além disso, canções mais curtas e falando de morte ou medo, como "Tiny Cities Made Of Ashes" ou "The Stars Are Projectors" são belos exemplos de como muita gente querida nos meios independentes nunca deixou de ouvir rock progressivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wilco - Yankee Hotel Foxtrot (2001)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande trabalho do Wilco, a grande mutação da banda de pop/alternative country num combo guitarreiro obscuro. Mesmo que YHF não tivesse uma mitologia própria, principalmente pela persistência da banda em lançá-lo contra a vontade da gravadora, Jeff Tweedy e seus asseclas mostram-se insuperáveis. A beleza triste e empoeirada de canções como "Ashes Of American Flags" ou "I Am Trying To Break Your Heart" constrastam com a ingenuidade de "Heavy Metal Drummer", num disco praticamente perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bob Dylan - Love and Theft (2001)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bardo dando provas de vida. Dylan manteve nesse disco a classe e a competência de Time Out Of Mind, seu trabalho anterior e reafirmou o belo entrosamento com o produtor Daniel Lanois. Com a rouquidão de um velho lobo misterioso, Dylan assume sua porção blues em momentos iluminados como "Mississippi", "Summer Days" e "Tweedle Dee, Tweedle Dum" e abre caminho para uma discreta reinvenção estética em seu trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.historyguy.com/biofiles/bob_dylan.jpg" alt="dylan" title="dylan" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;My Morning Jacket - At Dawn (2001)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo disco desses moleques do Kentucky, comandados pelo maluquete Jim Jones é o mais próximo que outro artista conseguiria chegar da persona folk de Neil Young. Não bastasse o timbre vocal de Jones ser praticamente idêntico, canções como "Lowdown" também mostram que a banda é capaz de forjar uma sonoridade própria, livrando-se do rótulo de mero copydesk. A sensação de que estamos ouvindo um disco de 1973/74, no entanto, é irresistível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Weezer - Green Album (2001)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A banda de Rivers Cuomo retornava de um hiato de cinco anos, no qual boatos davam conta de seu fim, agravado pelo fato de Cuomo ter, inclusive, retornado à universidade. O fato é que o Green Album, terceiro disco do Weezer, trazia toda a fórmula vencedora da estreia, em 1994, ou seja: produção de Ric Okasec (dos Cars), canções nerds sobre o amor numa América na qual os valentões sempre vencem, duas &lt;br /&gt;colheres de riffs do Van Halen, romantismo cinquentista de gosto duvidoso, uma armação de óculos do Devo e duas porções de new wave de boa procedência. O resultado está em canções como "Island In The Sun" ou "O Girlfriend". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ryan Adams - Gold (2001)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa época, Ryan Adams era apenas o ex-líder do Whiskeytown, tentando mantes o nível de Heartbreaker, sua aguardada estreia como artista solo. Gold ainda é seu melhor disco, aquele que trouxe um equilíbrio pop entre as canções do passado alt-country de Adams, mas que também mostrou a capacidade do moço como bom compositor de canções como "The Rescue Blues" ou "La Cienega Just Smiled". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.mynewsbooth.com/wp-content/uploads/2009/03/ryan-adams.jpg" alt="ryan adams" title="ryan adams" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Death Cab For Cutie - Photo Album (2001)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O DCFC é uma banda de Seattle mas nada tem em comum com as formações grunges que vieram de lá. Sob a batuta de Ben Gibbard e Chris Walla, este terceiro disco traz canções de rara beleza como "Movie Script Ending", "We Laugh Indoors" e a inspiradíssima "Blacking Out Of Friction", todas aliando lirismo e um instrumental que traz muito de grupos diferentes como Weezer e Big Star.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daft Punk - Discovery (2001)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo disco da dupla francesa mostra um outro lado da moeda revisionista, jogada ao alto na estreia do Daft Punk, Homework. Se nesse disco eles buscam a redenção da dance music eletrônica por meio de teclados amadores num estúdio nos fundos da casa, em Discovery eles ampliam essa busca para os grandes ambientes, as grandes pistas de dança. Ainda conseguiram revestir o disco com uma aura &lt;br /&gt;setentista que faria inveja a baluartes daquele tempo como a Electric Light Orchestra, que também poderia ser autora da multiplatinada "One More Time". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paul Westerberg - Stereo (2002)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ex-líder dos Replacements só acertou a mão em sua carreira solo neste quarto disco. Dava a impressão que Westerberg seria um popstar dos anos 90 a julgar por sua participação na trilha do filme Singles - Vida de Solteiro e seu primeiro disco, 14 Songs. Previsão errada, Paul só encontrou seu passo nesse Stereo, um mix de riffs dos Stones, com folk de Neil Young e composições belas como "High Times" e "Eyes Like Sparks". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_Kfn-NB-b1Jk/SIVCajjzChI/AAAAAAAAAqo/4ugaOifFpGM/s400/Paul_Westerberg.jpg" alt="paul westerberg" title="paul westerberg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Flaming Lips - Yoshimi Battles The Pink Robots (2002)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase uma ópera psicodélica moderna, esse disco da banda do maluquete Wayne Coyne alcança uma sonoridade que nem eles conseguiram igualar nos trabalhos seguintes. Misturando ecos de Pink Floyd com ideário de séries japonesas de quinta categoria, há lugar em Yoshimi para tudo, até para um plágio descarado de "Father And Son" (de Cat Stevens) em "Fight Test", o grande hit do disco. Ainda assim, um álbum sensacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bill Ricchini - Ordinary Life (2002)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pós-adolescente entra no porão de sua casa na Filadélfia e, sob a influência de Nick Drake e Eliott Smith, resolve gravar um disco. Essa é a bula para o entendimento inicial desse Ordinary Life, um trabalho triste, melancólico e, acima de tudo, belo. Ricchinni toca todos os instrumentos, entre eles xilofone e trumpete, e consegue passar uma noção que está secundado por uma banda. Destaque para "Like an X-Ray", "Julie Christie" e a melhor do disco, "Rain Parade". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Supergrass - Life on Other Planets (2002)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quarto disco do Supergrass foi seu último álbum realmente criativo. E também o mais interessante, ainda mais que sua estreia ou o homônimo disco de 1999. Em LOOP, o Supergrass honra sua herança mod e atinge o status de "primeira divisão" do rock inglês, além de desvincular-se do decadente britpop - um movimento que ele apenas tangenciou. Com músicas enguitarradas e a voz de Gaz Coombes em bela forma, músicas como "Grace" e "Seen The Light" são os destaques por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.reuno.net/Images/Art/supergrass_news.jpg" alt="supergrass" title="supergrass" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bruce Springsteen - The Rising (2002)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Boss reencontrou a boa verve de sempre neste disco deliberadamente simples. Não que isso desmereça The Rising, pelo contrário. Aqui Bruce fala do 11 de setembro e critica o governo Bush ("Lonesome Day", "My City Of Ruins"), mas também retoma sua veia pop mais desencanada ao homenagear Smokey Robinson em "Waiting On A Sunny Day", uma pequena gema encravada nesse belo feixe de músicas sinceras e pungentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queens of the Stone Age - Song for the Deaf (2002)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que o QOTSA seja uma banda superestimada ou que Josh Homme, o sujeito que inventou o stoner rock com seu Kyuss nos anos 90 seja por demais endeusado. O fato é que esse disco do Queens traz uma solução para a ausência de rock "pesado" e com pegada razoavelmente pop, igualmente pervertido e "de macho", que o stoner nunca conseguiu solucionar, muito menos outros gêneros como o grunge, por exemplo. Aqui, com a ajuda de Dave Grohl e Mark Lanegan em canções bem feitas como "No One Knows", o QOTSA mostra ao que veio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solomon Burke - Don't Give up on Me (2002)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita gente pensa que sabe o que é soul. E este homem, amigos, é um de seus baluartes. Relegado a um injustíssimo segundo plano nos anos 80 e 90, Burke foi citado por Nick Hornby em Alta Fidelidade e, talvez por coincidência, pouco após a adoção do livro como um bíblia para machos sensíveis dos anos 00, King Solomon voltou a gravar material relevante. Aqui ele recebe composições de Van Morrison, Elvis Costello, Brian Wilson e Bob Dylan, além de contar com Daniel Lanois na guitarra e Joe Henry na produção. Resultado: imperdível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://image.guardian.co.uk/sys-images/Guardian/Pix/gallery/2003/02/24/SolomonBurke.jpg" alt="solomon burke" title="solomon burke" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pernice Brothers - Yours, Mine and Ours (2002)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Pernice Brothers ainda são um segredo para muita gente. Joe Pernice tem uma voz que poderia figurar entre as melhores do pop/rock contemporâneo, além de ser um excelente compositor. Nesse disco ele aparece com sua banda rezando na cartilha do powerpop perfeito setentista, seja ele de Elvis Costello ou do Badfinger, trazendo &lt;br /&gt;gemas como "Weakest Shade Of Blue" ou a comovente "Baby In Two", uma perplexa canção sobre separação, cheia de humor negro. Mestres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Camera Obscura - Biggest Bluest Hi-Fi (2002)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse grupo escocês, assim como seus amigos do Belle And Sebastian, procura revisitar o pop alegrinho dos anos 60 e 70. O Camera Obscura, no entanto, é muito mais consistente e tem ambições maiores quando lança discos. Os vocais de Tracyanne Campbell parecem com os de Tracey Thorn quando apareceu para o mundo a bordo do Everything But The Girl, lá nos anos 80. Neste disco, produzido por Stuart Murdoch (do Belle And Sebastian), o Camera Obscura oferece um feixe de dez &lt;br /&gt;belezinhas agridoces das quais "Eighties Fan" e a linda "I Don't Do Crowds" são imbatíveis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Los Lobos - Good Morning Aztlan (2002)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os velhos lobos do leste de Los Angeles não são mexicanos, gente. Eles são, sim, inspirados pela irresistível mistura de texmex, rock, soul e r&amp;b dos anos dourados da música americana. Mesmo que o mundo pense que eles são os autores de "La Bamba", os lobos são uma bandaça. Nesse disco, cujo título quer dizer "bom dia, México", há espaço para verdadeiros colossos mestiços como "Maria Cristina", "Done Gone Blue", "Luz de Mi Vida" e a soberba "Tony and Maria". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/6/65/Good_Morning_Aztl%C3%A1n_-_Los_Lobos.jpg" alt="los lobos" title="los lobos" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raphael Saadiq - Instant Vintage (2002)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é um dos principais responsáveis pela manutenção do soul nos dias de hoje, preservando-o da invasão do hip-hop cafetão e de "divas" como Beyoncé. Saadiq compõe como se estivesse em Detroit, 1966, sem, no entanto, deixar de lado tudo de bom que a evolução do groove negro pode trazer desde o chamado new jack swing do início dos anos 90 e mesmo do smooth soul oitentista. Como o nome já diz, Saadiq &lt;br /&gt;não só absorve esses elementos, como também procura criar canções e arranjos à moda antiga. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Howie Day - Australia (2002)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estréia de Howie Day é um belo exemplo de como é possível ser um &lt;br /&gt;"singer/songwriter" nos Estados Unidos sem apelar para o modelito criado por Dave Matthews. A praia de Howie está no flerte com bandas inglesas, principalmente com a fase mais convencional do Radiohead e gente como Jeff Buckley ou Richard Ashcroft. Australia é um disco belíssimo, cheio de canções esmeradas, nas quais a guitarra criativa e os vocais derramados de Howie se fazem presentes. Ouça "So Sorry", "Ghost" ou "She Says" e comprove. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beck - Sea Change (2002)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beck precisou levar um fora da namorada e entrar em depressão para criar um disco realmente belo, no sentido lírico do termo. Em Sea Change ele se volta para o folk contemplativo de gente como Nick Drake e não procura inserir nenhuma mistureba musical ou sampler esperto para dar vida ao disco. Sea Change é um disco de fossa, sem qualquer alegria, feito com paixão e sem qualquer apelo comercial. E &lt;br /&gt;muito bonito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://laist.com/attachments/la_jacy/beck_-_sea_change.jpg" alt="sea chance" title="sea change" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jayhawks - Rainy Day Music (2003)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse foi o último disco lançado pelos talentosos Jayhawks, mantendo a aura alt-country de grandes trabalhos nos anos 90, principalmente Hollywood Town Hall (1992) e Tomorrow The Green Grass (1995). Mas, muito mais presente aqui é a capacidade de criar melodias pop a cargo de Gary Louris, principalmente em "Save It For A Rainy Day" e "Tailspin", remetendo a nomes como Buffalo Springfield, Byrds e CSNY. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Josh Ritter - Hello Starling (2003)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A voz parece de um jovem Bob Dylan e a roupagem folk eletrificada podem enganar os mais incautos e fazê-los pensar que estão ouvindo algo do início dos anos 70. Josh Ritter é um bom compositor e cantor, capaz de escrever belezuras como "Kathleen", na qual ele diz que "All the other girls here are stars but you're the Northern Lights" ou "if you like to come along, I'll be yours for a song". Há outras belas &lt;br /&gt;canções como "Man Burning" ou "Rainslicker", todas impregnadas de lirismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paddy McAloon - I Trawl the Megahertz (2003)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disco solo do líder do Prefab Sprout, composto e concebido quando Paddy enfrentava uma cegueira parcial, que ele não sabia se seria permanente. A idéia foi passar a sensação de apenas ouvir vozes no rádio, sons meio desconexos e misturá-los com reminiscências sonoras da memória. O produto é belíssimo, quase parecido com melodias de Cole Porter (compositor com quem Paddy era comparado nos primeiros &lt;br /&gt;anos do Prefab) ou Gershwin. Disco atemporal e atípico, dono de beleza idem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_sx1iUGD0Iac/SRiwyUWUeSI/AAAAAAAAAb4/NSIyVGseM5M/s400/PaddyMcAloonALBUMPIC1.jpg" alt="paddy mcaloon" title="paddy mcaloon" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Shins - Chutes Too Narrow (2003)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Shins foi meio desprezado pela imprensa fútil por não compactuar com a estética-Strokes de rock. Pelo contrário, a banda de James Mercer volta suas baterias para o folk psicodélico setentistas, quase como se fosse um Grateful Dead adolescente ou mesmo um Eagles turbinado e inconsequente. Canções exuberantes como "Kissing The Lipless", "So Says I" ou "Pink Bullets" comprovam o talento dos rapazes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Josh Rouse - Under the Cold Blue Stars (2003)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terceiro disco de Josh Rouse é quase conceitual sobre as relações entre homem e mulher e foi composto inspirado nos pais dele. Assim como nos anteriores Dressed Up Like Nebraska (1998) e Home (2000), Josh mostra um talento como arranjador e compositor, muito parecido com gente como Paddy McAloon nos anos 80. O approach de Rouse é acústico, com eletricidade na medida certa, ainda retendo um certo acento country - algo que ele perderia a partir do quarto trabalho, o subsequente 1972. Aqui os destaques vão para a faixa-título, "Miracle" e "Men And Women". Soberbo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Belle and Sebastian - Dear Catastrophe Waitress (2003)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse disco marcou o reencontro do B&amp;S com sua verve de pop/rock fofinho e articulado com o indie britânico obscuro dos anos 80. Talvez pela produção de Trevor Horn, talvez por composições legais como "If You Find Yourself Caught In Love", "Piazza, New York Catcher" ou "Step Into My Office Baby", além de uma insuspeita referência ao Thin Lizzy em "I'm a Cuckoo". Um disco legal de uma banda que mostrou-se com mais fôlego do que se supunha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://images.musicclub.it/foto/be/big/belle___sebastian.tif.big.jpg" alt="belle and sebastian" title="belle and sebastian" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grant Lee Phillips - Virginia Creeper (2004)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste disco o ex-dono e mentor do Grant Lee Buffalo conseguiu atingir o ápice. Com um instrumental predominantemente acústico para emoldurar sua abençoada voz, Phillips compôs canções como "Monalisa", "Calamity Jane" ou a sublime "Always Friends" e reafirmou sua condição como grande nome do rock americano seja nos anos 90 ou nos 00. Virginia Creeper é um disco que poderia ser irmão gêmeo de Automatic For The People, do REM. Uma beleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sondre Lerche - Two Way Monologue (2004)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse jovem cantor e compositor norueguês é, talvez, a maior revelação dessa década 00. A sensibilidade melódica de Lerche abarca influências que vão de Elvis Costello, Nick Drake, Paul McCartney, passando por Beach Boys no meio do caminho. Este é seu segundo disco, cheio de canções belas, com participações de bambas como o irlandês louco Sean O'Hagen (dos High Llamas) nor arranjos de cordas. Destaque para as magníficas "On The Tower" e "It's Too Late".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elliott Smith - From a Basement on the Hill (2004)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse disco foi lançado quase um ano após a morte de Elliott. Ele marca uma tentativa do cantor e compositor de seguir independente, após dois discos lançados pela Dreamworks. O que se ouve aqui é uma obra inquietante, dolorida, mas cheia de doçura melódica decalcada do melhor de Beatles, Big Star e Beach Boys. Um disco que honra os melhores momentos de Elliott nos anos 90.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://onshuffle.files.wordpress.com/2009/02/elliott-smith1.jpg" alt="elliott smith" title="elliott smith" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Josh Rouse - Nashville (2004)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quinto disco de Rouse é também o seu melhor trabalho até hoje. Misture a melancolia de um casamento em ruínas com reflexões sobre possibilidades e lembranças dos bons tempos e você tem Nashville. Ao contrário do que o título possa insinuar, não estamos diante de um disco country, mas de pop perfeito, com espaço para composições superiores como "Winter In The Hamptons" (com a assombração dos Smiths) e a dilacerante "Streetlights", cheia de violinos celestiais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rilo Kiley - More Adventurous (2004)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A banda da gracinha Jenny Lewis tem neste disco o seu melhor trabalho. Partindo de uma mistura eficiente de pop, rock e revisitações ao cânon do Fleetwood Mac, o Rilo Kiley propõe desde canções para dançar juntinho ("I Never", com vocais impressionantes de Jenny e um belíssimo trabalho guitarrístico de Blake Sennett) a &lt;br /&gt;rockinhos como "It's a Hit" ou a faixa-título, com um pé no country. Light mas eficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LCD Soundsystem - LCD Soundsystem (2005)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem não se impressionou com a insistente e sensacional "Daft Punk Is Playing In My House"? Você nem precisa ser um adepto das pistas de dança para reconhecer a impossibilidade em mexer alguma parte do corpo ao ouvir a faixa de abertura do primeiro disco do LCD Soundsystem. James Murphy, o cérebro por trás do nome, é um sujeito que venera o pós-punk inglês de bandas como PIL ou A Certain Ratio e &lt;br /&gt;mistura essa influência com a dance music dos anos 80/90. Resultado, bem, você já sabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://i.realone.com/assets/rn/img/3/4/5/2/8952543-8952549-slarge.jpg" alt="lcd soundsystem" title="soundsystem" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paul McCartney - Chaos and Creation in the Backyard (2005)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A associação de Macca com o produtor Nigel Godrich (Radiohead) não serviu para modernizar a música do ex-Beatle como se supunha na época, mas para dar a McCartney a oportunidade de empacotar suas canções de forma distinta. Vejamos o exemplo de "It Never Happened Before", típica balada beatle, envolta por pianos e arranjos de cordas como há muito o cânon de Macca não apresentava. Além disso, &lt;br /&gt;números mais rapidinhos como "Jenny Wren" confirmam o Chaos and Creation in the Backyard como o melhor trabalho do ex-Beatle nessa década.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paul Weller - As is Now (2005)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Modfather atingiu um nível em sua carreira que só um desastre o impede de fazer bons discos. Esse As Is Now é um retorno às suas raízes musicais, bem como uma visita ao blues rock inglês de gente como Traffic e Humble Pie. Além disso, Weller ainda traz em sua banda regular monstros como o guitarrista Steve Cradock e o baixista Damon Minghella (ambos do Ocean Colour Scene) e imprime uma pegada que &lt;br /&gt;pode lembrar os tempos dourados do The Jam. Destaque para a beleza do arranjo de "From The Floor Boards Up". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Richard Hawley - Coles Corner (2005)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse veterano guitarrista low profile de Sheffield, amigo e colaborador de Jarvis Cocker (Pulp) poderia ser chamado de "último romântico" do rock inglês. Hawley, no entanto, se limita a fazer grandes discos, totalmente calcados na estética Scott Walker de pop, ou seja: vocais graves, instrumental rico e belo e músicas que &lt;br /&gt;falam de corações partidos, injustiças sentimentais e toda sorte de desventura amorosa. Nesse disco, quase temático sobre sua cidade natal, Richard atinge seu momento dourado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://finestkiss.files.wordpress.com/2007/05/hawley.jpg" alt="richard hawley" title="richard hawley" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ry Cooder - Chavez Ravine (2005)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem responsável por discos como Buena Vista Social Club e Mambo Sinuendo - apenas para mencionar seus trabalhos nos últimos dez anos, iniciou aqui uma trilogia de discos sobre o imaginário da California dos anos 50/60. O caminho, no entanto, nada tem a ver com as praias dos Beach Boys, mas com o cotidiano dos descendentes de mexicanos que habitavam os bairros pobres, entre eles Chavez Ravine, cuja comunidade foi removida para a construção de um estádio de baseball. &lt;br /&gt;Todas as lembranças da infância e adolescência de Cooder, um habitante da região, vem à tona em múltiplas formas, num painel belo e sentimental. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depeche Mode - Playing the Angel (2005)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde Violator (1990) o Depeche Mode lança discos relevantes e renovadores, ainda que dentro do mesmo padrão dark estabelecido ali. Com Playing the Angel, essa estética mantém-se melhor do que nos trabalhos anteriores e se sustenta com muito mais facilidade. O clima é pesado, triste, apocalíptico e você, ainda assim, não quer escapar das paisagens sonoras descritas em músicas como "John The Revelator", &lt;br /&gt;"Precious" ou "Lilian", todas dignas da carreira dos então 24 anos de carreira do Depeche Mode.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neil Young - Prairie Wind (2005)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O melhor disco de Neil Young na década é pertencente ao escaninho de obras feitas por sua persona folk, a mesma que assume o controle em Comes A Time, Harvest ou Harvest Moon. Sendo assim, o clima é calmo, contemplativo e capaz de remeter o ouvinte a algum ponto dos anos 60 ou 70, ao ouvir os ecos de Buffalo Springfield aqui e acolá através do álbum. Tranquilo e simples.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.bbc.co.uk/manchester/content/images/2008/03/17/110308_neil_young_04_350x350.jpg" alt="neil young" title="neil young" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Al Green - Everything's OK (2005)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O reverendo Al Green empreendia aqui o segundo capítulo de sua volta aos discos chamados "seculares" (iniciada com I Can't Stop, de 2003), livres da temática gospel que marcara sua produção nos anos 80 e 90. A sonoridade obtida aqui é praticamente a mesma que cravou o nome de Green no panteão da soul music, digna dos melhores momentos dos estúdios da Stax em Memphis, fato explicado pela presença de Willie Mitchell na produção. Canções como "Be My Baby", "I Wanna Hold You" e a faixa-título fazem todos os aspirantes a soulmen comerem poeira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mars Volta - Frances the Mute (2005)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo trabalho do Mars Volta consegue, ainda que com certa dificuldade, sintetizar o leque de influências que a banda possui. Entre rock progressivo, funk, metal, latinidades e outros tantos gêneros, o Mars Volta tornou-se sinônimo de genialidade entre a crítica especializada, que nunca ouviu um disco do King Crimson em toda a sua existência e conjura o rock como uma cria do disco preto do Metallica. Dito isso, em France the Mute, Omar Rodriguez-Lopes e Cedric Bixler-Zavala mostram boa forma ainda que as presenças de John Frusciante e Flea tornem tudo meio parecido com um disco do Red Hot Chili Peppers vetado por alucinação coletiva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oasis - Don't Believe the Truth (2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A banda de Manchester renasceu com este disco. Em baixa desde o incompreendido Be Here Now, lançado em 1998, o Oasis esboçava um retorno ao seu nicho mais simplificado de canções, ou seja, aquelas bem parecidas com os mixes de Beatles, Stones e Who que fizeram sua fama no meio da década de 1990. Exemplos não faltam, principalmente os hits "Lyla" e "The Importance Of Being Idle", que deram fôlego a uma carreira que vinha cambaleante e que encerrou-se (até segunda ordem) neste ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://thefastertimes.com/famehype/files/2009/08/oasis_in_shanghai.jpg" alt="oasis" title="oasis" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yusuf Islam - An Other Cup (2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "artista conhecido anteriormente como Cat Stevens" fazia com este disco a sua primeira aparição na seara da música pop desde Back On Earth, de 1978. Nesses 28 anos, Yusuf deixou a música em segundo plano e dedicou-se a uma vida sabática, sob a religião muçulmana. Seu retorno foi saudado em todo o mundo, principalmente porque sua verve e sua voz mantiveram-se intactas. As composições folk com letras &lt;br /&gt;surreais ou falando de esperança e amor também voltaram e, de quebra, ao lado de hits medianos como "Midday", Yusuf/Cat ainda mandou uma simpática cover de "Don't Let Me Be Misunderstood", famosa com os Animals nos anos 60.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pipettes - We Are the Pipettes (2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia por trás das Pipettes era emular a sonoridade dos girl groups &lt;br /&gt;sessentistas, principalmente aqueles que foram produzidos por Phil Spector. Ao contrário de artistas como Amy Winehouse, que apareceram para a mídia regurgitando sonoridades alheias dizendo-se donos delas, as Pipettes preferiram cair na farra ao som de melodias irresistíveis como o hit "Pull Shapes" ou "It Hurts To See You Dance So Well". Pra se esbaldar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Keane - Under the Iron Sea (2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo disco do trio inglês é mais interessante do que toda a produção do Coldplay pós-Parachutes, principalmente porque o Keane teve coragem de assumir-se como uma banda sem guitarras, calcada apenas no piano competentíssimo de Tim Rice-Oxley e na competência do registro vocal de Tom Chaplin. Canções como "Is It Any Wonder", "Leaving So Soon", "Nothing In My Way" e "Frog Prince" são exemplos &lt;br /&gt;também da capacidade da banda em forjar belas melodias pop.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.nathaneide.com/storage/keane.jpg" alt="keane" title="keane" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prince - 3121 (2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prince sempre teve sua carreira colocada em risco por sua prolixidade, algo que ele nunca soube controlar direito. Com álbuns triplos, duplos, sem nome, com nome, ele ressurgiria em 2004 com o bom Musicology, mas seria com 3121 que ele seria capaz de lembrar seus melhores momentos na virada dos anos 80/90. A inspiração &lt;br /&gt;continua sendo a encruzilhada entre Hendrix e Funkadelic/Parliament e o velho nanico de Minneapolis se mostra capaz de incendiar pistas de dança com grooves respeitáveis como "Lolita", "Black Sweat" e "Fury". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muse - Black Holes and Revelation (2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este disco confirmou a expectativa em torno do Muse, que se mostrara uma alternativa respeitável ao caminho proposto pelo Radiohead. Pegando uma via paralela ao Coldplay, o Muse propôs uma receita muito mais rica e ampliou seu espectro sonoro para o progressivo dos anos 70 - algo também feito pelo Radiohead - mas com um acento pop inegável. Além disso, a capacidade vocal de Matthew Bellamy, cérebro e guitarrista do grupo, concede o diferencial ao Muse. Em Black Holes and Revelation está a famigerada "Knights of Cydonia", a música mais anos 70 feita nos anos 00 e um hit nos Guitar Heros da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REM - Accelerate (2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após um bom tempo lançando discos vacilantes e indignos de seu passado de glórias, a banda de Athens, Georgia, retornou à urgência do passado e saiu-se bem com um trabalho eminentemente rock, cheio de guitarras, melodia e vocais derramados. Longe de soar revisionista, o REM em Accelerate é uma banda como fome de bola, capaz de fazer inveja a seus contemporâneos, perdidos nas burocracias musicais e na falta de tesão/inspiração. Belo disco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://kakaos.files.wordpress.com/2008/03/img_rem-1.jpg" alt="rem" title="rem" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nicole Atkins - Neptune City (2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sua estréia, Nicole Atkins recebeu o simpático rótulo de "pop-noir", ou seja, música elegante, soturna, cinematográfica, mas com capacidade de assimilação e domínio da mágica fórmula das estrofes-refrão-repete refrão. Com a produção de Rick Rubin e à frente de sua banda, The Sea, Atkins traz belas canções como "Maybe &lt;br /&gt;Tonight" e a faixa-título. Um disco que passou batido mas que merece uma audição dedicada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bob Dylan - Modern Times (2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Romântico, dilacerado, sincero, moderno, crítico, todos esses adjetivos cabem numa análise desse que é, provavelmente, o melhor disco de Dylan desde Blood on the Tracks (1973). Em Modern Times vemos um artista inquieto com sua época e sua capacidade de adaptação a ela, recordando de outros tempos mas sem perder tempo com nostalgia barata. O que talvez faça desse disco um dos pontos altos numa carreira tão profícua quanto a de Bob Dylan é a verdade que as observações de um homem que viveu mais de cinquenta anos influenciando e sendo influenciado no showbiz podem trazer para uma época efêmera como a nossa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rufus Wainwright - Release the Stars (2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bardo gay retornou à boa forma com esse belíssimo trabalho, produzido por Neil Tennant, dos Pet Shop Boys. Não que seus dois discos gêmeos, Want One e Want Two tenham sido ruins, mas pecaram pelo exagero e pela extravagância de arranjos e flertes com a música operística. Em Release the Stars, Rufus retoma sua capacidade de compositor, aliada à sua interpretação passional e faz de canções como "Slideshow" e "Sanssouci" momentos arrepiantes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_pD2gICH-epc/RzBCgoIqzDI/AAAAAAAAB9w/rAox0JDwBzs/s400/Rufus-Wainwright.jpg" alt="rufus" title="rufus" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wilco - Sky Blue Sky (2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após dois discos de estúdio e um registro duplo ao vivo, o Wilco se permitiu retornar a um rock mais básico, mas nunca fácil ou pobre. Pelo contrário, Jeff Tweedy calcou suas canções na encruzilhada do country rock sessentista de Byrds e CSNY e revisitou de leve a trilha pouco conhecida da mistura de country com soul, que gente como Dan Penn levou adiante e influenciou tanta gente. Comprove ouvindo "Impossible Germany" ou "You Are My Face".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Glen Campbell - Meet Glen Campbell (2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é um daqueles mavericks da canção pop. Com fama incontestável ao longo dos anos 60/70, Glen Campbell é dono de uma das vozes mais belas da música pop e a emprestou para interpretações definitivas ao longo dos tempos, principalmente em canções como "By the Time I Get to Phoenix", "Where's the Playground Susie" ou "Wichita Lineman". Este disco procurou trazer a figura de Glen para os anos 00, ainda que seu repertório seja centrado em canções de bandas oitentistas como U2 ("All I Want Is You"), sessentistas como o Velvet Underground ("Jesus"), atemporal como John Lennon ("Grow Old With Me") ou noventistas como o Travis ("Sing"). A voz de Glen e a participação de gente legal como Jason Falkner (ex-Jellyfish) e Robin Zander (Cheap Trick) dominam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Phoenix - Wolfgang Amadeus Phoenix (2009)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quarto disco do Phoenix é o que marcará o encontro da banda francesa com sua identidade. Se até aqui ele procuravam - com honestidade e devoção - a conexão perfeita entre os anos 70 e alguns elementos musicais dos anos 80, ela veio sob forma absolutamente original. As canções fluem, caso de "Lisztmania", "1901" ou "Girlfriend", todas absolutamente irresistíveis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.freenyc.net/images/wolfgang_amadeus_phoenix_album_cover.jpg" alt="phoenix" title="phoenix" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ofertas&lt;/b&gt;: &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/foston-fs-80_CategID_39474_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Foston FS 80'&gt;Foston FS 80&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/adidas-star_CategID_23210_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Adidas Star'&gt;Adidas Star&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/bomber-new-edge-pentaxial_CategID_15351_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Bomber New Edge Pentaxial'&gt;Bomber New Edge Pentaxial&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/canon-rebel_CategID_10449_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Canon Rebel G'&gt;Canon Rebel G&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/canon-eos_CategID_10449_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Canon EOS 3'&gt;Canon EOS 3&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Posts similares&lt;/b&gt;:&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/hedonismos/2009/07/30/minhas_10_musicas_preferidas/'&gt;Minhas 10 músicas preferidas&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/blogdocel/2009/05/21/jayhawks_relancados/'&gt;Jayhawks Relançados&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/rolleiflex/2009/09/27/a_melhor_musica_pop_dos_anos_2000/'&gt;A melhor música pop dos anos 2000&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;a href='http://www.interney.net/blogs/musica/'&gt;Música&lt;/a&gt; - &lt;a href='http://www.interney.net/blogs/'&gt;InterNey Blogs&lt;/a&gt; - &lt;a href='http://www.interney.net/'&gt;InterNey.Net&lt;/a&gt;
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	      <pubDate>Sun, 15 Nov 2009 23:35:23 GMT</pubDate>
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	    <item>
	      <title>2012 É Legal</title>
	      <description>&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_78t1Wo43KMk/SplNDLFxPEI/AAAAAAAAOik/DoXxmT4BSfQ/s1600/rio.jpg" alt="2012" title="2012" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já foi dito acertadamente que os livros e filmes de ficção científica falam do presente e não do futuro. Talvez sejam a mais fidedignas fontes de observação da sociedade que os produz, em qualquer época. Essa máxima fica ainda mais evidente quando vemos os filmes do alemão Roland Emmerich na telona do cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa vez, não satisfeito em detonar o mundo com alienígenas (Independence Day, 1994), monstros mutantes (Godzilla, 1998), alterações climáticas drásticas (O Dia Depois de Amanhã, 2004), Emmerich resolveu, literalmente, não deixar pedra sobre pedra em 2012. As imagens são impressionantes, o elenco é o melhor que ele já reuniu (John Cusack, Amanda Peet, Danny Glover, Oliver Platt, Thandie Newton, Chiwetel Ejiofor, Woody Harelson, entre outros) e as pequenas histórias pessoais que entrelaçam as hecatombes sísmicas estão bem mais convincentes dessa vez, além da própria trama, que se mostra muito mais eficaz do que todas as outras desenvolvidas por Emmerich, que também assina o roteiro, ao lado do colaborador Harald Kloser. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://entretenimentonews.com/wp-content/uploads/2009/01/2012-01-thumb.jpg" alt="john cusack" title="john cusack" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguinte: astrônomo indiano e geólogo americano investigam alterações no comportamento do Sol, que poderão causar desastres catastróficos em pouco tempo. As estimativas dos estudos apontam para 2012, o ano em que o calendário dos maias encerra sua contagem. Tem início uma operação mundial para salvar o máximo de pessoas e da cultura humana, uma vez que o desastre é certo e vai, segundo Danny Glover, interpretando uma versão madura e pragmática do presidente Obama, "vai acabar com o mundo como o conhecemos". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emmerich sempre recorre aos mesmos temas em seus filmes, o que nos leva à frase sobre os filmes e livros de ficção científica sempre nos falarem do presente e nunca do futuro. A humanidade, vitimada pelos agentes da destruição, sejam eles de qualquer natureza, significa o povo americano. O drama, seja na escala mundial ou pessoal, retrata sempre a superação de um indivíduo desfavorecido, seja pela condição social, pela profissão desacreditada, pela raça, enfim, uma pessoa americana que não compactua com o tal american dream e que, ainda assim, é capaz de resgatar o verdeiro espírito americano, amante da liberdade, da igualdade e pró-fraternidade. Sabemos, vocês, eu e a torcida do meu querido Flamengo, que não é assim. Quando observamos personagens como o cientista judeu frustrado e o piloto negro rejeitado pela NASA (vividos por Jeff Goldblum e Will Smith em Independence Day) e os comparamos com o cientista negro frustrado (sim, outro) e o escritor frustrado branco que precisa dirigir limusines para sobreviver (Chiwetel Eliojofor e John Cusack) de 2012, notamos a presença do mesmo espírito. A capacidade destes americanos menos favorecidos, detentores de uma fibra e garra de não se abate nunca, é a metáfora da América vencendo toda e qualquer intempérie, na defesa do mundo livre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://screenrant.com/wp-content/uploads/2012-danny-glover.jpg" alt="danny" title="danny" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se entrarmos no cinema com estes pensamentos racionais e razoáveis sobre subtexto e reais intenções, nunca nos divertiremos assistindo os efeitos especiais vertiginosos criados pela bagatela de 260 milhões de dólares. E eles são absolutamente sensacionais e capazes de tirar o fôlego. Há cenas - como a alardeada queda do Cristo Redentor após um terremoto e um tsunami - que perdem de goleada para outras - que não contarei para não estragar o divertimento de meus queridos leitores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2012 é superior a todos os filmes recentes sobre o fim do mundo, incluindo aí Armaggedon, O Núcleo, Impacto Profundo e as próprias obras anteriores de Emmerich, já citadas acima. Vale uma bela ida ao cinema, com um bom saco de pipocas (doce, no meu caso) e um copão de refrigerante. Pouco tempo depois, toda a sua trama será esquecida e arquivada em seu cérebro, preocupado com coisas mais importantes da vida, porém, por 158 minutos, você não será capaz de pensar em nada a não ser na próxima tragédia natural que aparecerá na tela. Bom divertimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ofertas&lt;/b&gt;: &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/htc-touch-pro_CategID_52978_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de HTC Touch Pro'&gt;HTC Touch Pro&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/palm-treo-pro-850_CategID_13023_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Palm Treo Treo PRO 850'&gt;Palm Treo Treo PRO 850&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/visco-elastico-nasa_CategID_1611_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Visco Elastico Nasa'&gt;Visco Elastico Nasa&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/sony-memory-stick-duo-pro_CategID_13593_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Sony Memory Stick Duo / Pro Duo 4 GB'&gt;Sony Memory Stick Duo / Pro Duo 4 GB&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Posts similares&lt;/b&gt;:&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/melhoresdomundo/2009/08/28/olha_o_caixote/'&gt;OLHA O CAIXOTE!!!&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/melhoresdomundo/2009/10/13/independence_day_2_vem_ai/'&gt;Independence Day 2 vem aí!&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/filmesdochico/2004/05/31/o_dia_depois_de_amanha/'&gt;O DIA DEPOIS DE AMANHÃ&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;a href='http://www.interney.net/blogs/cinema/'&gt;Cinema&lt;/a&gt; - &lt;a href='http://www.interney.net/blogs/'&gt;InterNey Blogs&lt;/a&gt; - &lt;a href='http://www.interney.net/'&gt;InterNey.Net&lt;/a&gt;
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	      <author>blogs@interney.net () </author>
	      <category>Cinema</category>
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	      <pubDate>Sat, 14 Nov 2009 16:56:39 GMT</pubDate>
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	      <title>Cheira a Nirvana Adolescente - Os 20 Anos de Bleach</title>
	      <description>&lt;img src="http://www.kurtcobainnews.com/kurt_cobain_nirvana_live_in_concert_46.jpg" alt="kurt" title="kurt" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mês de junho de 1989 eu trabalhava na Agência Copacabana da Caixa Econômica Federal. Na verdade, eu era estagiário da Caixa e adorava a rotina de trabalhar seis horas por dia e ganhar uma bolsa-salário simpática, algo que se configurou como o grande propulsor da minha mania perene de comprar e ouvir discos. No mesmo mês, bem longe de Copacabana, Kurt Cobain entrava no estúdio de Jack Endino para gravar o primeiro disco de sua banda, Nirvana. Ele passara um bom tempo tocando nas festinhas de Olympia e Aberdeen, ambas cidadezinhas próximas a Seattle, ao lado de seu parceiro Chris Novoselic. Finalmente Kurt conseguira os pouco mais de 600 dólares para gravar o primeiro disco de sua banda. Pausa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas primeiras linhas do texto servem para situar você, leitor, no tempo e no espaço. Se eu, com meus 39 anos de idade, consigo lembrar do que fazia há 20 anos, talvez você, nascido depois - ou não - de 1989, tenha memórias diferentes, mitificadas ou tomadas emprestadas do senso comum. Mesmo porque é fácil glorificar uma banda de rock como o Nirvana, principalmente pelo que ela representou para a música pop. Não é exagero dizer que o trio formado por Cobain, Novoselic e DaveGrohl (que substituiu o baterista original, Chad Channing) arrombou a porta da festa mercantilista do pop/rock oitentista e trouxe uma realidade alternativa verdadeira para as mesas dos analistas de marketing daquele tempo. Se isso foi bom ou não, é irrelevante. Se pensarmos que as paradas mundiais estavam sob o controle de Bon Jovi, Vanilla Ice ou Milli Vanilli, ver um disco como Bleach subindo na preferência de mais gente do que o escopo das college radios americanas poderiam comportar é algo assustador. Mesmo assim, a porrada na lata do estabilishment mercantil fonográfico viria em 1991, com Nevermind. Mesmo que este viesse sob a chancela da DGC Records, uma gravadora major, seu impacto na cultura pop não pode &lt;br /&gt;ser diminuido pelos cultores do novo cronológico a qualquer preço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://thehumanflea.com/graphics/Nirvana_band_four_members.jpg" alt="early days" title="early days" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito isso, voltemos para Cobain entrando no estúdio com 600 doláres. Em 1989 o Nirvana não era mais do que três nerds desajustados. Esse tipo de gente, quase sempre, não adaptados a uma realidade, emputecidos por isso e cheios de frustrações e desejos inalcançáveis, são responsáveis por discos de rock com alma e verdade. Com o Nirvana não foi diferente e, depois de 20 anos, o resultado dessas gravações com Jack Endino retorna ao mercado com um tratamento "deluxe" promovido pela gravadora da banda na época, a Sub Pop. A edição comemorativa de Bleach traz o álbum remasterizado pelo próprio Jack Endino, mas, mesmo que o disco se apresente com uma sonoridade muito mais ampla e pesada que o abafado registro original, não dá pra fazer muitos milagres a partir de uma gravação chinfrim de 600 dólares num estúdio meia-boca. Endino soube tirar o proverbial leite de pedra ao repaginar Bleach para os anos 00, quase 10. O grande twist dessa edição, no entanto, é a inclusão de um show inteiro da banda, gravado em Portland, em fevereiro de 1990, quando o Nirvana excursionava pelos buracos das vizinhanças, promovendo 1Bleach. Isso é História, amiguinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você é um fã da banda, sabe exatamente o valor que Bleach tem para o imaginário coletivo nirvânico. Mesmo porque, é muito legal ouvir o Nirvana como uma bandinha qualquer, lutando por um lugar ao sol, sem nem desconfiar que seu mix de metal e punk, acrescido da veia de compositor pop de Kurt Cobain, seria a válvula de escape de toda uma geração de músicos independentes que batalhavam no underground mais subterrâneo dos USA. Se você não é fã da banda, mas sabe do que se trata, essa versão turbinada de Bleach pode te levar a uma reavaliação de conceitos. Aqui estão presentes, com cara de novinhas, "About A Girl", "School", a supimpa cover de Shocking Blue em "Love Buzz, entre outras, num mosaico meio preto e branco, meio cinza, meio qualquer cor. Quando as faixas ao vivo entram, vemos o quanto a banda &lt;br /&gt;acelera e coloca peso guitarrístico nas canções, algo que Endino quase não conseguiu pegar por 600 pratas em seu estúdio. As versões live da maioria das faixas do disco ganham a companhia de ilustres aparições de canções como "Sappy" (talvez a melhor música do Nirvana que quase ninguém conhece), "Molly's Lips" (uma cover dos escoceses do Vaselines) e composições que eram novinhas como "Been A Son" e "Dive" e que viriam a integrar a coletânea de raridades a ser lançada só em 1992, Incesticide, a reboque do estouro de Nevermind.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_foIf8CRBsIM/SuDSXIO7dkI/AAAAAAAAANk/wNDxgYtJ0Ug/s320/0524157687_m.jpg" alt="bleach" title="bleach" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bleach é o testamento de uma banda pós-adolescente, talvez símbolo de uma época que Cobain e seus amigos nunca mais tenham vivido. Mais ainda: uma lembrança de espontaneidade e sinceridade das quais a fama e a agenda o privaram até o dia em que ele resolveu acabar com tudo. Sentimentalismos à parte, este disco é um artefato totalmente livre de qualquer mesquinharia da indústria musical. Pode-se dizer que o tempo o preservou numa bolha protetora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ofertas&lt;/b&gt;: &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/bematech-mp-20_CategID_6746_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Bematech Mp 20'&gt;Bematech Mp 20&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/mini-caixa-som-stereo_CategID_38219_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Mini Caixa de Som Stereo'&gt;Mini Caixa de Som Stereo&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/rock-band_CategID_18072_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Rock Band'&gt;Rock Band&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/academico-direito-edicao_CategID_41567_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Acadêmico de Direito 8ª EDIÇÃO'&gt;Acadêmico de Direito 8ª EDIÇÃO&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Posts similares&lt;/b&gt;:&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/blogdocel/2009/04/20/os_18_anos_do_pearl_jam_ten_revisitado/'&gt;Os 18 anos do Pearl Jam - Ten Revisitado&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/gravataimerengue/2008/07/08/titas_tudo_ao_mesmo_tempo_agora/'&gt;TITÃS: TUDO AO MESMO TEMPO AGORA&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/blogdocel/2008/09/15/weezer_vermelho/'&gt;Weezer Vermelho&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;a href='http://www.interney.net/blogs/musica/'&gt;Música&lt;/a&gt; - &lt;a href='http://www.interney.net/blogs/'&gt;InterNey Blogs&lt;/a&gt; - &lt;a href='http://www.interney.net/'&gt;InterNey.Net&lt;/a&gt;
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	      <author>blogs@interney.net () </author>
	      <category>Música</category>
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	      <pubDate>Thu, 12 Nov 2009 12:59:04 GMT</pubDate>
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	      <title>Blog do CEL - 80º Lugar</title>
	      <description>Meu amigos, meu blog foi rankeado pelo site Mundo Tecno como 80º colocado entre os 262 blogs brasileiros mais lidos. Sim, é isso mesmo.&lt;br /&gt;Coloco abaixo o link para o site do Mundo Tecno, no qual os pesquisadores, entre eles o blogueiro e professor da UFRGS, Alex Primo, explicam os critérios utilizados na feitura do ranking.&lt;br /&gt;Mesmo que esses números flutuem e não indiquem se um blog é melhor que outro, eles levam em conta, sobretudo, a capacidade do blog gerar resposta, através de menções em Google e outros sites. Sendo assim, EU TÔ FELIZ PRA CACETE com isso.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mundotecno.info/ranking/"&gt;http://www.mundotecno.info/ranking/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;YESSSSSSS....&lt;br /&gt;Obrigado a todos os visitantes, frequentes e aleatórios, que apoiam e xingam, todos são responsáveis. &lt;br /&gt;E, pombas, não deixem de prestigiar os textículos do seu amigo aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ofertas&lt;/b&gt;: &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/foston-fs-80_CategID_39474_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Foston FS 80'&gt;Foston FS 80&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/link-2640t_CategID_8301_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de D-Link 2640T'&gt;D-Link 2640T&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/link-wbr-2310_CategID_57881_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de D-Link Wbr-2310 '&gt;D-Link Wbr-2310 &lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/link-dsl-500b_CategID_6691_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de D-Link DSL-500B'&gt;D-Link DSL-500B&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/link-500b_CategID_8301_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de D-Link 500b'&gt;D-Link 500b&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Posts similares&lt;/b&gt;:&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/saloma/2009/02/27/testeiras_de_blog/'&gt;TESTEIRAS DE BLOG...&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/hedonismos/2007/09/14/best_blogs_brazil_2007/'&gt;Best Blogs Brazil 2007&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/qmat/2009/07/26/os_56_melhores_blogs_2o_edicao/'&gt;Os 56 Melhores Blogs (2ª Edição) &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;a href='http://www.interney.net/blogs/blogosfera/'&gt;Blogosfera&lt;/a&gt; - &lt;a href='http://www.interney.net/blogs/'&gt;InterNey Blogs&lt;/a&gt; - &lt;a href='http://www.interney.net/'&gt;InterNey.Net&lt;/a&gt;
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&lt;/div&gt;</description>
	      <link>http://www.interney.net/blogs/blogdocel/2009/11/11/blog_do_cel_80o_lugar/</link>
	      <author>blogs@interney.net () </author>
	      <category>Blogosfera</category>
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	      <pubDate>Wed, 11 Nov 2009 15:46:57 GMT</pubDate>
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	    <item>
	      <title>The Swing Of Things</title>
	      <description>&lt;img src="http://www.queromorarfora.com/imagens/Lisboa.jpg" alt="lisboa" title="lisboa" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus caros, aqui estamos para colocar a casa em ordem. Estou atrasado em relação ao prazo que eu mesmo dei para o retorno do Blog à sua atividade normal. Ficamos ausentes por pouco mais de um mês, quando o planejamento dava conta de cerca de 20 dias. Tudo bem, provarei pra todos que bons motivos levaram ao prolongamento das minhas merecidas férias. Leiam, portanto, esse textão para colocar o swing of things em ordem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viajei com a família para Portugal e Inglaterra. Visitamos duas cidades em cada país, todas muito diferentes e encantadoras. Dentre Lisboa, Porto, Londres e Liverpool, a capital portuguesa levou o título de favorita da casa. É simples, mas talvez só para quem já a conheça. Não há sujeira por lá, a sensação de se aproximar pelo alto, vendo os telhados dos prédios e casas, além da incontestável simpatia dos portugueses, aliado a um cosmopolistismo com cara de uma imensa e avançada cidade histórica mineira na Europa são fatores que credenciam Lisboa para um retorno assim que possível. Logo atrás vem Londres, que todos nós julgamos que seria o ápice de nosso tempo por lá. É legal, a sensação de você "estar no mundo" é grande, tamanho o melting pot de etnias que passeiam pela Oxford Street e pelas estações do Underground, conhecido aqui como Metrô. Porto e Liverpool vem depois, são cidades menores e folclóricas, cada uma a seu jeito. Foi minha primeira ida à Europa, após três viagens aos Estados Unidos. Viajar é sempre bom e o melhor de tudo é a saudável alienação que se instala. Esquecemos todos os problemas e (quase todas) as responsabilidades no Brasil. Igualmente boa é a sensação de chegar em casa e, finalmente, dormir um bom dia de sono. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.nossoskimbos.net/CalcadaPortuguesa/images/l1_LisboaChiado_jpg.jpg" alt="chiado" title="chiado" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das grandes vantagens de estar em cidades como essas é experimentar alguns traços culturais que nos são meio estranhos. Dou um exemplo: ainda há gente comprando discos por lá e, claro, há lojas com ofertas legais e lançamentos pipocando. Sei muito bem que a indústria do disco está com as horas contadas, que mil formatos interativos vão aparecer e disponibilizar tudo fácil fácil pra todos, de Bangladesh a Foz do Iguaçu, mas, nada como a sensação de escolher discos numa prateleira, achá-los e riscar numa listinha. Em Lisboa encontramos uma FNAC simpática num bairro meio boêmio chamado Chiado. A loja, a exemplo das megastores francesas e suas irmãs paulistanas e cariocas, traz uma grande oferta de lançamentos que procuram ser plurais. Por exemplo, era possível comprar títulos do Depeche Mode na versão CD/DVD da Rhino inglesa por 12 euros. Menos que 30 reais. Fiquei por um bom tempo com o Music For The Masses, o Violator e o Songs Of Faith And Devotion nas mãos e os descartei. Em troca recebi doses cavalares de arrependimento. Em Londres o bicho pegou em forma de promoções das edições Deluxe a 12 libras, menos que 40 reais. De The Who a Housemartins. De Eric Clapton a Alan Parsons Project. Algumas dessas foram adquiridas sem piedade, entre elas, alguns discos favoritos de muito tempo como Solid Air, de John Martyn; Too-Rye-Aye, do Dexy's Midnight Runners e Sketches Of Spain, de mestre Miles Davis. Também vieram na bagagem The Who, Waterboys, Emerson, Lake And Palmer, Beatles remasterizados, Air, Madredeus e outros. Foram aquisições felizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://auriculardigital.files.wordpress.com/2009/07/depeche-mode-songs-of-faith-and-devotion.jpg" alt="dp" title="dp" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo que me chamou a atenção tanto em Lisboa quanto em Londres foi a atenção dada ao último disco do A-Ha, Foot Of The Mountain. Isso nos leva a um outro assunto.&lt;br /&gt;Eu pretendia fazer um texto em defesa do A-Ha desde antes da viagem. Acho que há um preconceito enorme em relação ao trabalho do trio noruguês e um equívoco tremendo em caracterizá-lo como "uma banda dos anos 80". Claro que os dois primeiros discos da banda. Hunting High And Low (1985) e o magnífico Scoundrel Days (1986) marcaram aquela década e o multiplatinado (ainda que um pouquinho inferior) Stay On These Roads (1988) serviu para cravar a imagem de rapazes bonitões e new romantics do A-Ha no imaginário dos eighties. Uma olhada atenta para o ano 2000 mostrará o primeiro disco da banda em 7 anos (o anterior fora o sombrio e subapreciado Memorial Beach em 1993), Minor Earth Major Sky. Ali, Morten Harket, Paul Waaktaar-Savoy e o tecladista Magne Furuholmen praticamente se reinventavam e mantinham intacta sua maneira de fazer música. Talvez a condição nórdica dos caras desse ao A-Ha uma certa emulação de fraseados clássicos e um bom gosto meio diferente dos ingleses, vá saber. Os lançamentos posteriores a esse trabalho, Lifelines (2002), Analogue (2005) e o novíssimo Foot Of The Moutain (2009) confirmam isso. A-ha é legal, ou melhor, era legal, uma vez que o trio anunciou o fim de suas atividades no ano que vem, após uma última turnê mundial. Aliás, quem quiser conferir a capacidade live do A-Ha deve correr atrás do duplo How Can I Sleep With Your Voice In My Head (2003), que traz a turnê de Lifelines, com belas releituras dos clássicos de antanho. A frase que dá nome ao disco é um verso de "The Swing Of Things", single menor do segundo disco do A-Ha. Ouçam sem preconceito pois a banda é melhor que todas as formações emuladoras de pós-punk inglês e britânico surgidas a reboque de Strokes e cia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_pAq-VOc6XGs/RvCyUzRcABI/AAAAAAAAABM/iTj84c580ho/s320/folder3.jpg" alt="a-ha" title="a-ha" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando em Strokes: o disco solo de Julian Casablancas já estava com posters no metrô londrino quando viemos embora. Não levei fé, apesar da imagem de Julian empunhando uma guitarra plugada num amplificador ser bastante convincente de que Phrazes For The Young, seu primeiro trabalho off-Strokes seria motivo de atenção.&lt;br /&gt;Muito mais que isso: o disco é surpreendentemente legal e supera largamente todos os trabalhos paralelos de seus companheiros de Strokes. Em Phrazes For The Young, Casablancas, além de compor tudo, deixa um pouco de lado o seu cinismo strokiano e se mostra vulneravel a amor, tédio, desilusão, falta de esperança. A sonoridade oscila entre algo que tanto os Cars quanto o Television poderiam fazer se fossem formados por gente nascida em 1978 e há canções que superam tudo que os Strokes fizeram até agora. Ouça "Left And Right In The Dark", "Ludlow St." e "River Of Brakelights" e comprove. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://profile.ak.fbcdn.net/object3/2001/110/n116094676413_2793.jpg" alt="julian" title="julian" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na pilha de "novos lançamentos a serem comentados" ainda está Raditude, o novo trabalho do Weezer. Uma leitura atenta a este blog revelará que este escriba é um grande simpatizante do rock nerd praticado por Rivers Cuomo e sua banda. Mantendo a tradição cromática de seus discos, o Weezer estampa  uma capa "normalzinha" após trabalhos que tenham uma capa onde uma cor aparece como pano de fundo para a banda. Sendo assim, após o chamado "Red Album" do ano passado, surge Raditude, para a felicidade geral da nação. O que faz desse disco uma pequena delícia é a cuca fresca de Rivers Cuomo em relação ao mundo e sua reconciliação com o imaginário adolescente americano da virada dos anos 80/90, que sempre forneceu munição para suas letras e para a própria postura da banda. Um post antigo desse blog faz uma análise sobre o disco anterior do Weezer e constata que Cuomo esteve vivenciando uma bela crise da meia-idade, algo que parece totalmente superado em Raditude. Canções como "The Girl Got Hot" mostram que tudo passou e que o vocalista e líder da banda continua o mesmo, observando o mundo por trás de seus óculos nerdíssimos. Melhor pra nós. Raditude será lançado no Brasil ao longo desse mês de novembro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_vS-cDp5Oak0/SucP6igIjrI/AAAAAAAAAQI/nge35P-AOe8/s320/weezer-raditude-cover-1024x1024.jpg" alt="weezer" title="weezer" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda na pilha de lançamentos está o novo disco de Norah Jones, Fall. Bem, Norah Jones é uma gatinha, além de talentosa e dona de uma bela voz aveludada e com uma capacidade para se equilibrar nas fronteiras que aproximam folk, blues e jazz. Neste novo disco, a moça resolveu mudar e fazer tudo que queria fazer. Deixou o piano de lado, empunhou uma guitarra e resolveu chamar músicos diferentes, entre eles Joey Waronker, que colabora com o REM. Além disso, parcerias com Ryan Adams e Will Sheff, além da produção de Jacquire King, famoso por pilotar estúdios para o Modest Mouse e o Kings Of Leon, confirma uma singela guinada indie na carreira da moça que, para completar o upload, resolveu descobrir que é dona de uma sensualidade inocente que pode ser fatal. O primeiro single do disco, "Chasing Pirates", é um belo exemplo de como Norah soube proceder uma sutil reinvenção. Ela, Weezer e Casablancas estão credenciados para o Top 10 deste ano. É esperar para ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.toubeauty.com/wp-content/uploads/2007/02/norah_jones_not_too_late_to_be_a_beauty.gif" alt="norah" title="norah" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois discos bem importantes completam aniversários significativos e recebem edições de luxo, daquelas irresistíveis. Unforgettable Fire faz 25 anos e recebe um tratamento de gala, ganhando versão dupla, dupla com DVD e múltipla, com DVD, CD, LP, selo, fio de cabelo do Bono, areia do deserto de Los Angeles...Não é pra menos: este foi o disco que credenciou o U2 para o estrelato mundial. Se eles eram uma ótima aposta rock para a década de 1980 com o êxito de War (seu terceiro disco, lançado um ano antes), com Unforgettable Fire e a chegada de Brian Eno e Daniel Lanois para os cargos de produtor e engenheiro de som, o U2 foi capaz de criar um disco com uma sonoridade única e instigante, ao mesmo tempo rock e esparsa. Somando essa novidade a belas composições como "Pride" ou "Bad", o U2 saiu das paradas das college radios e programas de clipes para o Fantástico e para o quadro-negro da minha sala de aula no Colégio Santo Agostinho em pleno 1985, em meio ao boom roqueiro daquele início de ano. Unforgettable Fire, além de ser um discaço, é senhor de um lugar só seu no coração desse jornalista. &lt;br /&gt;O outro disco a ser repaginado e receber louros é Space Oddity, de Mr. David Bowie. Esse é o trabalho que marca o início da persona camaleônica de Bowie, após este imprimir mudanças radicais em termos de approach e visão musical. Da produção de Tony Visconti e Gus Dudgeon (produtor de Elton John), vieram canções como "Janine", "Memories Of A Free Festival" e, sobretudo, a faixa-título, produzida apenas por Gus. Se Bowie parecia indeciso entre as sonoridades folk-progressivas que dominavam a Inglaterra de 1969, com este disco ele escolheu o caminho mais complicado: criou algo novo, que ganharia forma e seria reverenciado dali pra frente. Para os mais alvissareiros, "Space Oddity", a canção, traz a estréia de um dos mais famosos personagens de Bowie, o controverso Major Tom, que voltaria a aparecer 11 anos depois na letra de "Ashes To Ashes", do lancinante Scary Monsters. História sendo feita, amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://a4.vox.com/6a00cdf3a61f35cb8f00fad6878a9c0005-500pi" alt="bowie" title="bowie" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/__td-xCk7rTQ/SCk0RcCf-BI/AAAAAAAABdI/Y0ZVit011Gg/s400/U2_1984%29TheUnforgettableFire.jpg" alt="u2" title="u2" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudando um pouco de assunto, mas ainda no âmbito das pequenas obras de arte que são históricas. Uma das minhas canções nacionais prediletas em todos os tempos pertence a Erasmo Carlos e chama-se "Largo da Segunda-Feira". É a faixa de abertura de seu disco mais confessional, o maravilhoso Sonhos e Memórias 1941/1972. Longe de ser o Tremendão da Jovem Guarda, Erasmo faz aqui uma viagem sentimental à sua infância e adolescência na Tijuca e se deixa levar pela famigerada crise dos 30 anos (ele tinha 31 anos então). Incapaz de resistir ao ideal hippie (traduzido no Brasil como uma vida tranquila no interior do país, principalmente por canções como "Casa No Campo"), Erasmo compôs "Meu Mar", na qual ele clama por um "lugar bem pertinho ao mar", cuja letra diz "quero um pileque de água de côco e da vida saber muito pouco, quero os olhos da minha janela e ter muitos filhos com ela", referindo-se à esposa Nara. É legal ver a alternância entre o lar idealizado pelo homem de 31 anos e sua saudade pelo lar que existia quando era menor. Bem, essa digressão serve para dizer que, finalmente, Erasmo Carlos recebe uma biografia, "Minha Fama de Mau". Não bastasse a felicidade de poder ler as histórias do "Carlos menos famoso", é o próprio que as escreve, num tom de conversa de bar. Tive a oportunidade de conhecer Erasmo pessoalmente - na verdade, eu o estava tietando - por conta do lançamento de seu último e bom disco, Rock'n'Roll, e ele parece ser ótima pessoa. Nem se importou em assinar todos os dez encartes de discos que levei para ele. Leiam o livro, conheçam o homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://zerohora.clicrbs.com.br/rbs/image/7183282.jpg" alt="erasmo" title="erasmo" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Erasmo Carlos ainda tem outras músicas que remetem à sua vida adolescente tijucana, a mais óbiva é justamente "Turma da Tijuca", que integra seu disco homônimo de 1984. Dessa época também é o sucesso "Close", que, supostamente, ele teria composto para o travesti Roberta Close. Lembro de vê-lo no Cassino do Chacrinha interpretando a canção e sobre o programa do Velho Guerreiro faço algumas considerações. O documentário Alô, Alô Terezinha, de Nélson Hoineff deve ser visto até por quem nunca ouviu falar em Abelardo Barbosa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tive oportunidade de ver o Cassino do Chacrinha entre os anos 1985 e 1988 e, a princípio o fazia por motivos onanísticos. As chacretes eram o principal atrativo do programa para o adolescente de 14 anos, num tempo em que não havia internet ou qualquer coisa que se assemelhasse à facilidade que a grande rede proporciona em termos de pornografia ou algo assim. Aliás, ver as chacretes não era pornografia para a maioria das pessoas. Para mim, entretanto, era a mais alta e celestial pornografia. Elas não seguiam um padrão de beleza, não tinham os corpos malhados e/ou magérrimos que estabeleceram os padrões de beleza atuais, tampouco usavam próteses de silicones ou mesmo faziam poses ginecológicas ao som de funks podres. Pelo contrário. As chacretes, mesmo que não economizassem em sensualidade, eram revestidas por uma aura de inacessibilidade, pelo menos para o solitário adolescente de 14 anos. Eu tinha minhas preferidas e a famigerada Rita Cadillac não figurava entre elas. Dançarinas como Cristina Azul, Maryângela, Chininha ou Erika Selvagem me atraíam muito mais. Aliás, imagino que eu tenha ido buscar algo da adolescência perdida em Alô, Alô Terezinha e, sim, encontrei. O filme é uma contundente lição de como o tempo pode passar para todos e me deu a sensação de ser um adulto de 39 anos. O adolescente de 14 ficou lá, trancado no quarto do passado, ao se deparar com as chacretes hoje, na meia-idade (ou mais velhas, no caso das mais veteranas), tentando levar a vida longe do glamour que tinham. Muitas reclamaram da maneira como o filme as trata, principalmente por insinuar que muitas faziam programa ou namoravam artistas famosos. Talvez o mais triste seja limitar as mulheres que dançavam ao status de chacrete. O documentário é interessantíssimo e nos faz pensar no que aconteceu à televisão brasileira após a morte daquele sujeito que jogava verduras, legumes e bacalhaus na audiência e que debochava da feiúra dos calouros. O "politicamente correto" nem pensava em existir naqueles tempos e homossexuais, feios e desafinados eram detonados em rede nacional, em plena época da ditadura militar. Enfim, o tempo passou, amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://raih.blog.uol.com.br/images/chacretes.jpg" alt="chacretes" title="chacretes" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fechando esse textão com mais duas recomendações cinematográficas: Distrito 9 e Adventureland. O primeiro estreiou antes da viagem e eu não deixei de conferí-lo assim que voltei. Longe do bom mocismo sociológico que muita gente diz ter visto no filme, Distrito 9 - uma ficção científica sobre alienígenas que habitam uma favela em Johannesburgo - é uma paulada na lata. E incomoda demais pela brutalidade que salta da tela. No elenco não há ninguém conhecido e a presença de Peter Jackson na produção garante um rigor estético implacável, ainda que eu não seja exatamente um fã da trilogia de Senhor dos Anéis. Adventureland foi minha distração no vôo de volta de Londres. Na minha concepção, sono, avião e noite não se misturam e eu passei quase a totalidade do vôo (9 horas!) acordado em busca de distração. Revi "Anjos e Demônios" e "Wolverine" e resolvi apostar no filme que dizia ter sua história ambientada no ano de 1987. James Brennan (Jesse Eisenberg) é um adolescente meio nerd que pretende visitar a Europa mas vê sua intenção fracassando por conta dos problemas financeiros enfrentados pelos pais. Sendo assim, James precisa ficar em casa e trabalhar no verão, caso queira continuar sonhando com uma viagem ao velho continente. Ele encontra esse emprego em Adventureland, um parque de diversões meio decadente, no qual ele vai conhecer pessoas interessantes e alguns picaretas. No primeiro time estão Joel (Martin Starr) e a lindinha Em (vivida pela badaladinha Kristen Stewart, que se credencia ao posto de Meg Ryan dark pela participação em Twilight e Lua Nova), por quem se apaixona. É o ponto de partida para um simpático filme sobre coming of ages, dirigido por Greg Mottola, responsável pelo excelente Superbad em 2007. Aqui temos a revisitação de alguns ícones oitentistas, entre ele uma prática que se perdeu no tempo - a troca de fitas cassete entre pessoas apaixonadas. A trilha sonora traz Lou Reed (de quem Brennan é fã), Replacements, Crowded House, The Outfield, The Cure, músicas originais do Yo La Tengo, além de uma canção que desencadeou um processo sério de reavaliação do INXS, "Don't Change". Essa é uma música do terceiro disco da banda australiana, Shabooh Shobaah, gravado em 1983, bem antes dos sujeitos atingirem o mega-estrelato - algo que só viria com o sexto disco, Kick, em 1987. Para quem vê o INXS como uma banda fanfarrona (é uma espécie de Aerosmith pós-punk, alternando ótimos e péssimos momentos, além de demonstrar uma queda para a canastrice equivalente), recomendo audições desse terceiro disco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://fusedfilm.com/wp-content/uploads/2009/08/37ff9_adventureland.jpg" alt="adventureland" title="adventureland" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A prometida lista de 60 melhores discos entre 1999 e 2009 está no prelo. Até o fim da semana virá ao ar. Talvez vocês gostem, talvez não e isso será muito legal. Até.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ofertas&lt;/b&gt;: &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/foston-fs-80_CategID_39474_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Foston FS 80'&gt;Foston FS 80&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/bomber-new-edge-pentaxial_CategID_15351_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Bomber New Edge Pentaxial'&gt;Bomber New Edge Pentaxial&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/the-sims_CategID_2954_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de The Sims 3'&gt;The Sims 3&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/capa-neoprene-luva_CategID_17957_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Capa de Neoprene Luva'&gt;Capa de Neoprene Luva&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Posts similares&lt;/b&gt;:&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/hedonismos/2009/07/30/minhas_10_musicas_preferidas/'&gt;Minhas 10 músicas preferidas&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/hedonismos/2008/06/22/meus_dois_primeiros_discos/'&gt;Meus dois primeiros discos&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/hedonismos/2008/03/31/tuesday_afternoon/'&gt;Monday Tuesday Afternoon&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;a href='http://www.interney.net/blogs/comportamento/'&gt;Comportamento&lt;/a&gt; - &lt;a href='http://www.interney.net/blogs/'&gt;InterNey Blogs&lt;/a&gt; - &lt;a href='http://www.interney.net/'&gt;InterNey.Net&lt;/a&gt;
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	      <author>blogs@interney.net () </author>
	      <category>Comportamento</category>
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	      <pubDate>Tue, 10 Nov 2009 18:01:56 GMT</pubDate>
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	      <title>60 Melhores Discos Internacionais (1999-2009)</title>
	      <description>Strokes, Radiohead, Justin Timberlake, Madonna, Arctic Monkeys, Killers, White Stripes, Raconteurs...Gosta desses artistas? Acha que eles fizeram alguns dos melhores álbuns dos últimos 10, 11 anos? Bem, a lista que está no forno e deve ser postada no fim do mês de outubro vai te mostrar novas e diferentes possibilidades. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fique ligado, você não vai se decepcionar. Ou vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este blog volta no fim de outubro, até lá, gozarei de merecidas férias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ofertas&lt;/b&gt;: &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/pro-evolution-2009_CategID_18067_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Pro Evolution 2009'&gt;Pro Evolution 2009&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/prince-o3-white_CategID_21822_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Prince O3 White'&gt;Prince O3 White&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/sony-ericsson-dcu-60_CategID_11346_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Sony Ericsson DCU-60'&gt;Sony Ericsson DCU-60&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/pinnacle-studio-11-ultimate_CategID_5952_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Pinnacle Studio 11 Ultimate'&gt;Pinnacle Studio 11 Ultimate&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Posts similares&lt;/b&gt;:&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/melhoresdomundo/2009/06/05/planetary_27_pode_sair_ainda_em_2009/'&gt;Planetary #27 pode sair ainda em 2009&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/alexprimo/2007/12/30/2008-vem-aa-237/'&gt;2008 vem aí&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/melhoresdomundo/2008/10/10/mc_donaldas_lanca_mais_motivos_para_entu/'&gt;Mc Donald's lança mais motivos para entupir artérias...&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;a href='http://www.interney.net/blogs/musica/'&gt;Música&lt;/a&gt; - &lt;a href='http://www.interney.net/blogs/'&gt;InterNey Blogs&lt;/a&gt; - &lt;a href='http://www.interney.net/'&gt;InterNey.Net&lt;/a&gt;
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	      <author>blogs@interney.net () </author>
	      <category>Música</category>
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	      <pubDate>Sun, 04 Oct 2009 14:09:12 GMT</pubDate>
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	    <item>
	      <title>Muse Inspirador</title>
	      <description>&lt;img src="http://i30.tinypic.com/ay99vl.jpg" alt="muse1" title="muse1" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que surgiu em 1997, o Muse sempre foi alvo de comparações. No início da carreira, quando produziu os dois primeiros discos, Showbiz e Origin Of Symmetry, a banda era uma espécie de Radiohead mais pop. A partir do terceiro trabalho, Absolution, o trio incorporou elementos de rock setentista que estavam em desuso na ordem do dia. Absolution, lançado em 2003, era coalhado de detalhes progressivos e nuances de hard-glam rock, levando o Muse a ser comparado com grupos como Queen. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sucesso alcançado nesse terceiro disco levou a banda a Black Holes And Revelations, o quarto trabalho, no qual esses insights setentistas deixaram de ocupar o segundo plano para incorporarem-se definitivamente ao som da banda. Agora, ao lançar seu quinto disco de inéditas - descontando o registro ao vivo de HAARP - o trio comandado pelo multi-tarefas Matt Bellamy - que canta e toca piano como se fosse um Freddie Mercury e concebe melodias na guitarra que fariam frente ao trabalho de Brian May - atingiu o seu ápice. The Resistance é um disco monstruoso, enorme, acachapante, apesar de não ter um só elemento original em seu arcabouço. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ambiência é totalmente diferente do que qualquer banda de rock está fazendo hoje em dia. O Muse não hesita em optar pelo exagero e descartar a estética punk requentada de "menos é mais", empreendida por gente como, digamos, o Arctic Monkeys. The Resistance é um mosaico de sons, citações, influências melodramáticas, afetações glam, tudo empacotado num formato de ópera-rock, como não se via há um bom tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.nikinphaser.com/wp-content/uploads/2009/07/muse.JPG" alt="muse2" title="muse2" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário de bandas que enveredam pela seara dos sons grandiosos e "progressivos", mas que procuram camuflar ou repaginar o estilo - como Mars Volta ou Porcupine Tree - o Muse abraça a solenidade, a pompa e a mitologia do disco conceitual, do exagero e se sai muito, muito bem. The Resistance tem cara de filme B de sci-fi, daqueles em que a sociedade é ditatorial, o governo é onipresente, o mundo é cinza, mas há alguém, um homem que se insurge e luta contra a opressão. Ou, talvez, o governo é aparentemente justo, o mundo é colorido - mas falso - e alguém, um homem, se insurge para desmascarar a armação. Você pode imaginar o que quiser, a música é feita como se o rock ainda estivesse em seus tempos ingênuos em que gerava mitos e acreditava nos maniqueísmos de "bom e mau" ou "certo e errado" para refletir a sociedade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o rock é, a exemplo de toda arte, essencialmente, produto da realidade que a produz, o Muse quer mostrar uma mensagem bastante interessante: não há uniformidade, ao contrário do que pode parecer. As bandas de rock bem sucedidas não precisam se render ao formato "divulgação na internet-guitarras chupadas dos Strokes" para existir e obter sucesso de público e crítica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.stylishkidsinriot.com/wp/wp-content/uploads/muse-resistance-album-art.jpg" alt="muse" title="muse" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A abertura de The Resistance, com o single "Uprising", mostra que a possibilidade de fundir glam rock e technopop de grupos como Depeche Mode é elemento essencial para a banda. A levada sinuosa e dançante aponta para danças extra-terrestres num happy hour na cantina de Star Wars. A faixa-título, logo em seguida, já mostra que o clima mudou e pianos de europop oitentista emolduram o canto derramado de Bellamy numa levada que poderia ser classificada como uma fusão de Pet Shop Boys e Queen. "Undisclosed Desires", a terceira faixa, é uma abdução das batidas de um Timbaland para o mundo de Admirável Mundo Novo. A produção - a cargo da banda - amplia o tom de "Supermassive Black Hole" (faixa do disco anterior) e confirma a pista de dança como uma das muitas influências do Muse. "United States Of Eurasia" vem em seguida e desmancha as luzes da dança num tema obliterado de totalitarismo a la 1984, com citações explícitas ao Queen (que já experimentou tema semelhante em "Radio Ga-Ga"), sejam vocais ou guitarrísticas. Ao fim da canção, o Noturno de Chopin é tocado por Bellamy ao piano, em meio a efeitos especiais estranhos. "Guiding Light" dá continuidade à grandiosidade, dessa vez com instrumental baladeiro dos anos 80 e vocais se equilibrando entre o sentimento verdadeiro e a canastrice. O disco mergulha novamente no hard rock sinfônico em "Unnatural Selection" e segue assim pela faixa seguinte, "MK Ultra", para desaguar numa canção "piano driven", com batidas alegres, que poderiam ser um lado B esquecido de Let's Dance, de David Bowie. "I Belong To You", no entanto, é assaltada pela dramaticidade de um cabaret espacial e, em meio a clarinetes e oboés sintetizados, se transforma em "Mon Coeur S'Ouvre A Ta Voix".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As três últimas faixas de The Resistance formam uma suite progressiva clássica, com o sintomático nome de "Exogenesis Symphony", dividida em "Part I: Overture", "Part II: Cross Polinnation" e "Part III: Redemption", todas cheias de pianos apocalípticos, mitologia de heróis e ambiência de novelas de ficção científica.&lt;br /&gt;Resumindo a ópera (rock): o Muse fez não só o seu melhor disco, como foi capaz de reafirmar sua capacidade de se valer de referências malditas e/ou ridicularizadas e torná-las verdadeiras novamente, sem parecer irônico ou blasé. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num mundo em que as pessoas não têm quase noção de arte ou capacidade para desvincular a novidade da cronologia, entrar no clima de The Resistence é um convite para uma bela imersão num escapismo que parecia sepultado pelo pragmatismo e pelo politicamente correto. Bravo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/2/26/MuseUprisingCDsingle.jpg" alt="uprising" title="uprising" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ofertas&lt;/b&gt;: &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/foston-fs-80_CategID_39474_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Foston FS 80'&gt;Foston FS 80&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/epson-lx-300-ii_CategID_6713_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Epson LX 300+ II'&gt;Epson LX 300+ II&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/the-sims_CategID_2954_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de The Sims 3'&gt;The Sims 3&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/amd-phenom-ii-x4-940_CategID_44380_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de AMD PHENOM II X4 940'&gt;AMD PHENOM II X4 940&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/mini-caixa-som-stereo_CategID_38219_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Mini Caixa de Som Stereo'&gt;Mini Caixa de Som Stereo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Posts similares&lt;/b&gt;:&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/hedonismos/2008/04/22/muse_apocalypse_please_1/'&gt;Muse - Apocalypse Please&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/oescriba/2005/04/21/o_diabo_a_233_o_pai_do_rock/'&gt;O diabo é o pai do rock&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/hedonismos/2007/07/13/a_tribute_to_ok_computer/'&gt;A tribute to OK Computer&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;a href='http://www.interney.net/blogs/musica/'&gt;Música&lt;/a&gt; - &lt;a href='http://www.interney.net/blogs/'&gt;InterNey Blogs&lt;/a&gt; - &lt;a href='http://www.interney.net/'&gt;InterNey.Net&lt;/a&gt;
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	      <author>blogs@interney.net () </author>
	      <category>Música</category>
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	      <pubDate>Tue, 22 Sep 2009 15:40:29 GMT</pubDate>
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	    <item>
	      <title>O Professor de Música</title>
	      <description>&lt;img src="http://blogs.amctv.com/future-of-classic/MSDMRHO_EC001_H.JPG" alt="holland" title="holland" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca tive uma aula de música no colégio. Lembro de ter algo no gênero quando estava no maternal ou no CA, não sei ao certo. A partir de 1977, no entanto, eu não tive uma aula de música sequer. E eu acho que deveria ser obrigatório aprender música nas escolas do mundo, não só pela oportunidade de manter contato com uma forma tão bela de arte como pelo aspecto educacional, de nos dar mais e mais elementos para formarmos nossa personalidade e caráter. Certo? Sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa conversa sobre as aulas de música não surgiu do nada. Dois fatores recentes me levaram a essa consideração. A exibição de Mr.Holland - Adorável Professor há uns dias me levou novamente às lágrimas, dessa vez acompanhado por Maria, minha esposa, que nunca vira o filme com a atenção devida. Se você nunca viu, a história é mais ou menos essa: Richard Dreyfuss (que foi indicado ao Oscar pelo papel) é Glenn Holland, um compositor americano, fã de jazz e Beatles, que é obrigado a trabalhar como professor de música na América dos anos 60. Ele não lida bem com a idéia, pois, em sua visão, ensinar música seria um trabalho menos nobre do que compor sinfonias. Aliás, Holland passa o filme todo rascunhando uma tal de American Symphony, na qual pretende misturar tudo o que gosta de ouvir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.dreamagic.com/vivianrose/mrHollandsOpus.gif" alt="holland1" title="holland1" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o passar do tempo, Holland percebe que pode influenciar as pessoas positivamente através da docência, ele começa a gostar de seu trabalho, dedicando-se mais e mais. Até que chegam os anos 90, pragmáticos, frios e práticos, que levam o filme ao desfecho que não contarei aqui. Recomendo totalmente uma sessão de Mr.Holland em família, com a pessoa amada ou sozinho, para uma boa reflexão sobre um monte de coisas. Dê o desconto para o tique americano de provocar lágrimas e para a roupagem essencialmente ianque com que a trama é revestida. A música fala mais alto o tempo todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.cbc.ca/arts/images/kidart2.jpg" alt="jack" title="jack" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro fator que me levou a querer aulas de música nas escolas foi o disco Innocence And Despair - The Langley Schools Music Project. &lt;br /&gt;Imagine que você é um audiófilo qualquer que entra numa loja de Hoboken, Nova Jersey, atrás de alguma raridade e topa com um LP de uma escola primária do Canadá, gravado em 1976, mas, em vez de canções infantis, o track list traz "Space Oddity" (David Bowie), "Band On The Run" (Paul McCartney) ou "Help Me Rhonda" (Beach Boys). O tal audiófilo, Irwin Chusid, leva o disco para seus amigos do selo Bar None e tem início uma grande pesquisa para descobrir como aquilo havia sido feito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A figura de Hans Fenger, o professor dos alunos, é logo identificada. Fenger, um guitarrista da noite de Vancouver, sobrevivia com seus pequenos shows em bares e buracos diversos da cidade canadense e de aulas em uma loja de instrumentos musicais. Descobre que sua namorada está grávida e percebe que precisa de um emprego mais estável para sustentar a família. Dois anos depois, já com o diploma de professor, Fenger é contratado para lecionar música em escolas do interior do estado canadense da Columbia Britânica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.urbanhonking.com/greatestband/archives/langleyweb1.gif" alt="hans" title="hans" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do que podemos pensar, o interior do Canadá pode parecer bastante com o interior do Brasil, por exemplo. Crianças chegando a cavalo para a aula, gente que mora em comunidades agrícolas sem qualquer contato com nada muito urbano, mas com vontade de aprender. E Hans, sem qualquer noção de método de ensino, descobre que as crianças têm um relativo conhecimento musical do que está tocando nas paradas de sucesso. Lembre-se, é 1976 e a pop music está em um momento bastante interessante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor resolve gravar alguns ensaios, até que decide promover a gravação de um disco com os alunos cantando. A idéia dá ânimo à comunidade, que contribui para a gravação com algumas doações. Um amigo de Hans, Greg Finseth, traz um gravador de dois canais para o ginásio da escola no qual cerca de 60 crianças são colocadas. Só há dois microfones para a empreitada e Hans se encarrega de tocar guitarra e piano. Consegue alguns instrumentos percussivos, um xilofone, amplificadores de segunda mão e um baixo sem todas as cordas e dá início às gravações. Ele ainda faria isso no ano seguinte, 1977, com os mesmos resultados e mais um disco gravado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Bar None Records juntou o repertório dos dois álbuns e lançou um CD em 2001 com a íntegra das canções. Nas 19 interpretações há momentos emocionantes de sobra, principalmente pelo fato de que as vozes infantis, sem treino fake de programa de calouros a la Raul Gil, são as nossas vozes. Todos nós tivemos aquele timbre vacilante, a tal "inocência" e "desespero" que o título do CD traz, e fica fácil a identificação com os jovens cantores. Aliás, não há qualquer traço de profissionalismo nos registros, o que aproxima a experiência ainda mais da vida real e das nossas próprias reminiscências do que pode ser a compreensão da música por crianças entre 7 e 12 anos - a faixa etária para qual Hans Fenger lecionava na época. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.counterpoint-music.com/specialties/images/langley.jpg" alt="langley" title="langley" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já conhecia o disco desde seu lançamento, mas ao apresentá-lo para Maria há algum tempo, ele ganhou nova dimensão pessoal por conta da identificação imediata dela para com a obra, principalmente pelo fato de perceber nas intenções meio instintivas do professor de música, a vontade de transformar a vida das pessoas, no caso daquelas crianças que viviam nos canfundós do Canadá. Eu e ela, beirando os 40 anos, estamos com vontade de transformar vidas, as nossas e as de gente que nem conhecemos, pelo simples fato de ainda acreditarmos em coisas como bondade, alegria, conhecimento, valor à cultura e, sobretudo, por achar que as coisas, de um modo geral, vêm piorando com o passar do tempo. Achamos que há um triunfo preocupante do meio sobre a mensagem, que a produção cultural em geral está podre e que as pessoas estão perdidas no fast-forward do cotidiano, sem tempo para o que importa. Ouvir música por exemplo, a tal ponto que seja possível gravar crianças num ginásio canadense. Se você pensa da mesma forma, procure obter o disco. Recomendo a versão física, não apenas o mp3, pois o encarte é extremamente bem cuidado e rico em informação - algo que também está perdendo a importância por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Track List:&lt;br /&gt;1. Venus and Mars/Rock Show - Paul McCartney	&lt;br /&gt;2. Good Vibrations - Beach Boys	&lt;br /&gt;3. God Only Knows - Beach Boys	&lt;br /&gt;4. Space Oddity	- David Bowie&lt;br /&gt;5. The Long and Winding Road - Beatles	&lt;br /&gt;6. Band on the Run - Paul McCartney	&lt;br /&gt;7. I'm Into Something Good - Herman's Hermits	&lt;br /&gt;8. In My Room - Beach Boys	&lt;br /&gt;9. Saturday Night - Bay City Rollers	&lt;br /&gt;10. I Get Around - Beach Boys	&lt;br /&gt;11. Mandy - Barry Manilow	&lt;br /&gt;12. Help Me, Rhonda - Beach Boys	&lt;br /&gt;13. Desperado - Eagles	&lt;br /&gt;14. You're So Good to Me - Beach Boys	&lt;br /&gt;15. Sweet Caroline - Neil Diamond	&lt;br /&gt;16. To Know Him is to Love Him - Ronettes	&lt;br /&gt;17. Rhiannon - Fleetwood Mac	&lt;br /&gt;18. Wildfire - Michael Murphy	&lt;br /&gt;19. Calling Occupants of Interplanetary Craft - Carpenters&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ofertas&lt;/b&gt;: &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/bomber-kit-alto-falantes_CategID_15276_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Bomber Kit 4 alto falantes'&gt;Bomber Kit 4 alto falantes&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/canon-powershot-sx1-is_CategID_37925_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Canon Canon PowerShot SX1 IS'&gt;Canon Canon PowerShot SX1 IS&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/the-sims_CategID_2954_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de The Sims 3'&gt;The Sims 3&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/spyder-nitro-15_CategID_15561_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Spyder Nitro 15'&gt;Spyder Nitro 15&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Posts similares&lt;/b&gt;:&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/15minutos/2009/04/28/veja_o_clipe_de_love_etc_novo_single_dos/'&gt;Veja o clipe de Love Etc., novo single dos Pet Shop Boys!&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/rolleiflex/2007/05/25/sgt_pepper_s_lonely_hearts_club_band_40_/'&gt;Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band - 40 anos de um esgotamento nervoso&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/blogdocel/2009/08/21/anti_jornalismo_musical/'&gt;Anti-Jornalismo Musical&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;a href='http://www.interney.net/blogs/musica/'&gt;Música&lt;/a&gt; - &lt;a href='http://www.interney.net/blogs/'&gt;InterNey Blogs&lt;/a&gt; - &lt;a href='http://www.interney.net/'&gt;InterNey.Net&lt;/a&gt;
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	      <author>blogs@interney.net () </author>
	      <category>Música</category>
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	      <pubDate>Thu, 10 Sep 2009 15:16:44 GMT</pubDate>
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	    <item>
	      <title>Miss Bélgica</title>
	      <description>&lt;img src="http://cdn.missuniverse.com/media/photos/galleries/gallery_photo1249660697belgium_2.jpg" alt="belgica" title="belgica" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segunda-feira passada, dia 24/08, eu assisti à reprise do concurso de Miss Universo. A festa e toda a organização do Miss Universo estão a cargo do mega-multi trilionário americano Donald Trump, que levou toda a parafernália do pleito para as Bahamas, mais precisamente para seu novíssimo hotel no arquipélago caribenho. Uma olhadinha no site do concurso mostra que Trump e seu penteado aerodinâmico estão à frente dos concursos de Miss USA e Miss Teen USA. Nas Bahamas estiveram 84 jovens em busca do sonho de se tornar a Miss Universo 2009, sucedendo a venezuelana Diana Mendonza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu estava na onanística idade de 13, 14 anos, me interessava em ver o concurso pela transmissão da TVS, atual SBT, desprezando as conotações afetadas e meio gays do ideário da Miss Universo para me concentrar exclusivamente nos atributos físicos das moçoilas, bastante interessantes. Naquele tempo, há cerca de 20 anos, as misses exibiam curvas interessantíssimas. O momento dos trajes de banho era o meu favorito. Hoje, não só a presença de um homem de negócios por trás da coisa bem como o próprio e proverbial afago do tempo mudaram quase tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://cdn.missuniverse.com/media/photos/galleries/gallery_photo1249673899mexico_0.jpg" alt="mexico" title="mexico" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, estava eu vendo o desfile pela TNT e contemplando a dupla cafona de apresentadores, os jurados mequetrefes de sempre, as cenas das misses em locações paradisiácas, todas felizes, sorridentes, sem qualquer problema aparente em sua jovem existência, prontas para salvar o mundo da maldade e da mesquinharia do ser humano, passível de evanescer com um aceno de mão e um sorriso amarelo. Até que a Miss Bélgica adentrou a passarela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zeynep Sever, 19 anos, morena de fazer inveja ao nosso torrão natal, desfilou com elegância e simpatia. Um sorrisão anunciava a moça e um corpão anormalmente bem feito me fez acreditar na preservação do modelo de beleza feminino. Sim, porque as misses agora se tornaram primas-irmãs das top models, seguindo seu anoréxico padrão de beleza. Mulheres com rostos lindos e corpos esquálidos, beirando o estranhamento. Nada de bundas, pouco de peitos, o que, convenhamos, são o que interessa num concurso de beleza. Sei que muitos vão argumentar sobre a tal beleza interior, o que, penso, toda miss deve ter. A tal vontade e crença da salvação do mundo pelo simples fato de ser dona de beleza universal. Meu lado ogro detém a opinião que beleza interior é algo para ser apreciado apenas por cirurgiões, restando portanto, os contornos das meninas para serem admirados pelos pobres mortais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://cdn.missuniverse.com/media/photos/galleries/gallery_photo1249676147sweden_2.jpg" alt="suecia" title="suecia" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Miss Bélgica não foi a única a me impressionar. As misses Suécia (Renate Cerljen), Austrália (Rachael Finch) e México (Karla Carrillo), todas com 21 anos também mandaram muito bem, ficando a australiana com a terceira colocação. As outras, incluindo minha favorita belga, no máximo atingiram o top 15. Pesquisando um pouco mais sobre Zeynep Sever, me deparei com o fato da moça ter origens turcas, o que justificaria sua morenice e contornos levemente asiáticos e refleti sobre a mudança que o mundo vivencia. As misses Suiça e França, igualmente morenas, também não guardam nada do estereótipo europeu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim das contas, Stefania Fernandez, outra representante da Venezuela, foi escolhida a mais bonita da noite, numa decisão questionável. A brasileira Larissa Costa nem se classificou entre as top 15. A torcida venezuelana, formada por aqueles tipos canastrões que habitam os cassinos - sejam eles na Europa, na América ou em qualquer lugar, balançaram sua bandeira tricolor como se ganhassem uma Copa do Mundo. Bem, talvez seja o único concurso que o país de Chavez tem favoritismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://cdn.missuniverse.com/media/photos/galleries/gallery_photo1249659886australia_0.jpg" alt="australia" title="australia" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe dali, Zeynep Sever, 19 anos, a mulher mais bonita do país que inventou as batatas fritas (sim, não foram Estados Unidos ou França, crianças), devia amargurar uma considerável decepção. Pena, era a mais bonita da noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: a ordem das fotos mostra as misses Bélgica, México, Suécia e Austrália.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ofertas&lt;/b&gt;: &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/carregador-universal_CategID_42360_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Carregador Universal'&gt;Carregador Universal&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/bematech-mp-20_CategID_6746_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Bematech Mp 20'&gt;Bematech Mp 20&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/pro-evolution-2009_CategID_18067_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Pro Evolution 2009'&gt;Pro Evolution 2009&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/megacharge-mega-three-600w_CategID_38234_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Megacharge Mega Three 600W'&gt;Megacharge Mega Three 600W&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Posts similares&lt;/b&gt;:&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/melhoresdomundo/2007/07/13/a_vida_das_misses_sera_mais_facil/'&gt;A vida das misses será mais fácil...&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/dicadodia/2008/11/13/concurso_mundial_de_bumbum_elege_brasile/'&gt;Concurso mundial de bumbum elege brasileira&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/gravataimerengue/2007/09/06/concurso_a_8220_miss_blogueira_2007_grav_8221/'&gt;CONCURSO &amp;#8220;MISS BLOGUEIRA 2007 - GRAVATAÍ MERENGUE&amp;#8221;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;a href='http://www.interney.net/blogs/comportamento/'&gt;Comportamento&lt;/a&gt; - &lt;a href='http://www.interney.net/blogs/'&gt;InterNey Blogs&lt;/a&gt; - &lt;a href='http://www.interney.net/'&gt;InterNey.Net&lt;/a&gt;
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	      <author>blogs@interney.net () </author>
	      <category>Comportamento</category>
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	      <pubDate>Wed, 26 Aug 2009 19:11:22 GMT</pubDate>
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	      <title>Anti-Jornalismo Musical</title>
	      <description>&lt;img src="http://claycoleshow.com/Ronettes_1962.JPG" alt="ronettes" title="ronettes" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste momento o Windows Media Player executa a sublime gravação de "I Wish I Never Saw The Sunshine", das Ronettes, produzida por Phil Spector. As técnicas de estúdio empreendidas por Spector estão presentes, configurando o que se chamou de "wall of sound", aquela sensação de que todos os instrumentos e vocais de apoio estão mixados juntos, em bloco, como se fossem mesmo uma parede sonora a envolver, dialogar ou sobrepor-se ao vocal. Aliás, quem canta é Ronnie Spector, que viria a casar com o famoso produtor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, o que quero dizer com esse ilustrativo parágrafo de abertura é que não consigo mais ouvir quase nada do que é feito hoje em dia. Não é implicância com este ou aquele artista, simplesmente caminho para um desinteresse absoluto em relação à produção musical mundial. Aliás, nada demais nisso, uma vez que a música pop repete e regurgita as mesmas influências há anos e eu me cansei de perceber que as novíssimas bandas da semana passada nada mais são do que simulacros ocos e pobres de coisas muito mais reais e belas, feitas há mais tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para uma pessoa que pretende viver às custas do jornalismo musical, a menos que ela seja uma integrante senior da redação das gloriosas revistas inglesas Mojo ou Uncut, gostar de coisas do passado e não se afinar com as últimas tendências de hoje é proverbial tiro no pé. Sendo assim, este brioso blog passará a praticar anti-jornalismo musical, desafiando as normas estabelecidas pela indústria midiática. Vou falar de velharias e criticar as novidades - claro, com todo o bom senso que imagino sempre ter tido ao longo dos tempos. Por exemplo: não tenho o menor interesse no lançamento de Humbug, o terceiro disco dos Arctic Monkeys e não entendo como gente da mesma idade que eu consegue se fascinar com isso. Compreendo - mas não aceito - que o som dos ingleses de Sheffield impressione quem desmamou ontem na arte de ouvir música, mas, uma olhadela mais atenta ao passado levará esse novato/a ao repertório dos Smiths, a pedra fundamental para a compreensão dos Monkeys e não se fala mais nisso. Sendo assim, meu raciocínio não comporta perder muito tempo com a banda se é possível reouvir as diatribes de Morrissey nos anos 80, ainda acrescidas de boa dose de memória afetiva. Os Smiths, diga-se de passagem, não eram originais, mas foram capazes de se apropriar de um monte de influências legais - de punk rock ao som dos chamados girls groups - como as Ronettes - e fazer algo novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://cotonete.clix.pt/upload/s/smiths.jpg" alt="smiths" title="smiths" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao meu Windows Media Player, que executa a bela versão de "This Guy's In Love With You", com Temptations e Supremes, gravada em 1968. A música, um dos carros-chefe do repertório de Burt Bacharach, foi composta em homenagem ao trompestista Herb Alpert e sua namorada na época. A versão entregue pelos dois maiores conjuntos da Motown na época, cheia de cordas, metais, vocais celestiais e soul é o que os americanos chamam de "ear-candy", ou seja, "doce para os ouvidos". Não sou capaz de encontrar nada feito hoje que se equipare ao resultado obtido nessas gravações dos anos 60 e 70. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiz um CD com 700 gB dessas canções para dar de presente aos queridos Cassiano e Elisa, copiei o conteudo e fiz uma lista de músicas para o aplicativo e não ouço outra coisa. Sai Crosby, Stills And Nash com "Our House" (composta por Nash para sua esposa na época - 1969 - Joni Mitchell) e entra Todd Rundgren com "I Saw The Light", faixa sublime de seu disco duplo Something/Anything, que trazia todas as sementes do melhor do que se chamaria de powerpop, inclusive com direito a solo de guitarra no mesmo timbre que George Harrison usava nos Beatles. Quem vem em seguida é o glorioso grupo de soul da Philadelphia, Harold Melvin And The Bluenotes, com "The Love I Lost", talvez um dos maiores colossos dos tempos pré-disco, com todos os predicados possíveis do estilo: groove aerodinâmico, orquestrações lindas, vocais abençoados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://panachereport.com/channels/breaking%20news/images/supremes_tempts_b.jpg" alt="supremes" title="supremes" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho vontade de prestar atenção às novidades estando tão bem acompanhado e posso até padecer do problema maior de perder o bonde dos acontecimentos. Não me importo. Na minha lista de compras musicais, discos remasterizados dos Rolling Stones, álbuns de Carpenters, Dusty Springfield, tudo do período áureo da música pop, as décadas de 60/70, quando a repetição ainda não era problema. Pode ser uma fase, talvez não. Desde que começei a escrever sobre música, há 13 anos, conclamo quem me lê a refletir sobre a seguinte frase: o novo pode estar no passado. A novidade não tem nada a ver com a cronologia, principalmente porque, repito, nada feito hoje é novo, sob o ponto de vista do ineditismo. As verdadeiras novidades, os novos terrenos sendo visitados estavam nessa época. E em momentos mais adiante, talvez até o início da década de 1980. Depois, amigos, é uma constatação histórica a percepção da mesmice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você quiser ler e conhecer coisas "novas", estarei aqui com certa frequência para te contar o que toca por essas bandas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ofertas&lt;/b&gt;: &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/bm-331-gb_CategID_11943_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de BM 331 4 GB'&gt;BM 331 4 GB&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/foston-fs-80_CategID_39474_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Foston FS 80'&gt;Foston FS 80&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/mp5-player-2gb_CategID_38221_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de MP5 Player 2GB'&gt;MP5 Player 2GB&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/garmin-etrex-vista_CategID_49355_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Garmin etrex vista c'&gt;Garmin etrex vista c&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/the-sims_CategID_2954_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de The Sims 3'&gt;The Sims 3&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Posts similares&lt;/b&gt;:&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/blogdocel/2009/05/06/dois_discos_de_1965/'&gt;Dois Discos de 1965&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/eclipse/2007/06/28/trilha_sonora_de_um_casamento_em_10_part_1/'&gt;Trilha sonora de um casamento (em 10 partes)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/blogdocel/2008/11/12/oldies_but_goldies/'&gt;Oldies But Goldies?&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;a href='http://www.interney.net/blogs/musica/'&gt;Música&lt;/a&gt; - &lt;a href='http://www.interney.net/blogs/'&gt;InterNey Blogs&lt;/a&gt; - &lt;a href='http://www.interney.net/'&gt;InterNey.Net&lt;/a&gt;
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	      <author>blogs@interney.net () </author>
	      <category>Música</category>
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	      <pubDate>Fri, 21 Aug 2009 19:49:18 GMT</pubDate>
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	      <title>Edgard Piccoli e o Baile Do Simonal</title>
	      <description>&lt;img src="http://revistaquem.globo.com/Revista/Quem/foto/0,,16028132,00.jpg" alt="edgard" title="edgard" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês já devem ter reparado que estou muito relapso com este blog. A culpa, claro, é somente minha, ainda que as notícias e assuntos interessantes não sejam, perdoem o pleonasmo, interessantes o bastante para merecerem alguma opinião minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre me pergunto se não é a crise dos quarenta se aproximando, se não é um excesso de má vontade da minha parte ou se não é um gradativo desinteresse para com a música. Você já notou o quão desinteressante está o cenário da música pop no Brasil e no mundo? Que saco é ler as manchetes importadas da Inglaterra e ver que um bando de indies chatos espera o lançamento de uma série de discos de artistas e bandas inócuos como se esperassem a chegada do messias. E cantam um ou outro single por um mês, como se entoassem a Marselhesa em Casablanca, para depois esquecerem tudo e esperar por mais e mais discos inócuos. Bem, aqui no Brasil há outros tiques mais irritantes e dois deles me pegaram pelo colarinho e me trouxeram até aqui, ao computador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na terça-feira, dia 11, eu esperava pela exibição do Cilada, no Multishow. Pra quem não sabe, Cilada é o humorístico estrelado, escrito e concebido por Bruno Mazzeo, filho de Chico Anysio e Alcione Mazzeo. O sujeito herdou uma boa parte do talento do pai para encarnar tipos distintos e coisa e tal. Não é do Cilada que quero falar, apesar de merecer elogios. Ao esperar pelo programa, acabei assistindo ao Edgard no Ar, atração anterior, que já estava nos seus finalmentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://farm1.static.flickr.com/118/308091727_000dfe257f.jpg?v=0" alt="edgard1" title="edgard1" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edgard Piccoli já trabalhou na MTV como VJ e hoje é estrela do Multishow, escolhido como uma espécie de Serginho Groisman mais jovem, para fazer o contato das Organizações Globo com a população mais jovem e supostamente esclarecida do país. Sim, aquele pessoal que faz faculdade, que vai a festas temáticas na Lapa, que tem noção que Caetano Veloso lançou Cê em 2006 e Zii e Zie neste ano. Ah, gente que também curte o rock nacional atual, mora? Que acha bandas como Forgotten Boys, Retrofoguetes, Moveis Coloniais de Acaju, Vanguart e coisas no gênero o máximo do rock'n'roll. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha paciência para isso já acabou há tempos, meus queridos. Mesmo assim, lá estava eu e meu enteado Gabriel, vendo, sem som, a performance dos Forgotten Boys. No final do programa, Edgard - que arranha uma guitarra e pensa que canta - chama as bandas ao palco para uma jam supostamente improvisada. Minha surpresa é grande ao ver que Lanny Gordin - o lendário guitarrista que tocou com tudo e todos nos anos 60 e 70 - está ali, no meio de Retrofoguetes e Forgotten Boys. Após aumentar o volume, percebo, estarrecido, que eles estão cantando "Sunshine Of Your Love", do Cream. Quer dizer, "cantando" não é o termo mais exato para definir o que eles faziam com o clássico blues rock do trio inglês. Eu pensei: "por que isso, meu Deus"? "Por que cantar Cream"? "Por que colocar o Lanny Gordin no palco como se fosse um mané qualquer"? "Será que escolheram essa música porque ela está na versão mais recente do Guitar Hero"? "Por que não ousam de verdade e tocam "Badge", que ninguém na platéia - e no palco - deve conhecer"? Enfim, Edgard e convidados, com Lanny Gordin de coadjuvante no palco, cantando Cream, não dá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://camilafink.files.wordpress.com/2009/06/simonal_ninguem_sabe_o_duro_que_dei_2008_g.jpg" alt="simona" title="simona" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro momento digno de registro aconteceu há pouco. Ao ler o Segundo Caderno, suplemento cultural do Globo, me deparo com a reportagem de João Pimentel sobre as gravações do DVD Baile do Simonal, no Vivo Rio. A foto de Mart'nália estampa a matéria, que divide a página inicial com o relato de outro show gravado para registro em DVD, dessa vez com Dona Ivone Lara. A sambista atemporal aparece ladeada por Caetano e Gil, nada mais justo. O bicho pegou mesmo com o tal Baile do Simonal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam bem, amigos. Eu não sou hipócrita a ponto de dizer que sempre conheci a história do Simonal, apenas sabia que o sujeito caíra em desgraça por conta de problemas com a ditadura militar, acusado de ser dedo-duro de colegas artistas. O documentário sobre Simonal, "Ninguém Sabe O Duro Que Dei", dirigido por Micael Langer, Calvito Leal e o Casseta Claudio Manoel, é um registro importante de uma parte da história da música popular totalmente esquecida por muitos. Quase todo mundo lembra, sabe ou ouviu falar dos Festivais da Canção, da Jovem Guarda e da Tropicália, mas não imaginava a dimensão da popularidade de Simonal. Até aí tudo bem, ainda que eu me pergunte se o filme teria a mesma visibilidade se Claudio Manoel não fosse um empregado da Globo Network. Isso não importa muito, vou até deixar minha teoria da conspiração de lado para clamar em indignação: Se a obra de Simonal é tão rica, importante, influente, marcante, digna de homenagens, por que esperaram o documentário ser feito, arrebanhar multidões para o cinema para, SÓ AGORA, lançarem um tributo ao cara? Cambada de oportunistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://farm4.static.flickr.com/3387/3526638973_0a87b0731a.jpg" alt="simona2" title="simona2" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quem está no elenco? Os mesmos de sempre. Lá estão o rock gagá de Frejat, o rap canhestro e irritante de D2, o samba de branco rico de Maria Rita e Mart'nália, o funk zona sul e asséptico de Fernanda Abreu, o inexplicável Rogério Flausino, o arroz de festa Samuel Rosa, o horroroso e insuportável Seu Jorge, a hypada, jovem e esclarecida Orquestra Imperial e, claro, Caetano Veloso, como se fosse um magistrado qualquer a dar seu aval para a empreitada. Caramba, esse tipo de necrofilia sem riscos é hedionda, oportunista e vendida pela imprensa como um tardio tributo ao artista. Onde estava essa gente quando Simonal ainda estava vivo, em 2000 e eles já estourados nas paradas? Por que não chamaram o velho para participar em seus discos? Ou o convidaram para seus shows? Muito sintomática a ausência de Jorge Ben, parceiro de Simona, fornecedor de seu maior sucesso, "País Tropical". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu primeiro pensamento foi comparar essa pataquada com o Concert For George, registrado em 2004, por amigos do Beatle, todos unidos em torno de uma apresentação beneficente, executando canções das quais haviam participado ou eram afins. E George sempre foi low profile em sua escassa carreira solo, preferindo curtir carros de Fórmula 1 ou ficar em casa. Quando tentou voltar aos palcos em 1990, com a ajuda do amigo Clapton, que lhe emprestara banda e estrutura, George foi acometido de "stage fright", o tal "medo do palco" e abortou nas primeiras datas da turnê. O duplo Live In Japan saiu como registro desses shows e mostra um George sem pique e realmente acanhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simonal, lá em cima, merecia ter sua discografia relançada de maneira digna, álbum por álbum, com notas explicativas, som remasterizado e coisa e tal. Ninguém deveria precisar de tributos picaretas como esse. Afinal, essa gente que esteve no palco ontem não sabe o duro que ele deu em vida. E não fizeram a menor questão de saber. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://musicodobrasil.com.br/loronixcontent/capasloronix/B/BB/SimonalPaisTropical-image029.jpg" alt="simona3" title="simona3" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ofertas&lt;/b&gt;: &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/banda-vx-98-performance_CategID_15525_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de banda vx 9.8 performance'&gt;banda vx 9.8 performance&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/guitar-hero_CategID_6767_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Guitar Hero 2'&gt;Guitar Hero 2&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/sony-ericsson-hpm-70_CategID_11418_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Sony Ericsson HPM-70'&gt;Sony Ericsson HPM-70&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/mini-caixa-som-stereo_CategID_38219_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Mini Caixa de Som Stereo'&gt;Mini Caixa de Som Stereo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Posts similares&lt;/b&gt;:&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/oescriba/2009/05/03/simonal_o_filme/'&gt;Simonal, o filme&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/qmat/2008/05/26/brothers_of_brazil/'&gt;Brothers Of Brazil&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/rolleiflex/2007/04/04/lanny_gordin_superlativo/'&gt;Lanny Gordin, superlativo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;a href='http://www.interney.net/blogs/musica/'&gt;Música&lt;/a&gt; - &lt;a href='http://www.interney.net/blogs/'&gt;InterNey Blogs&lt;/a&gt; - &lt;a href='http://www.interney.net/'&gt;InterNey.Net&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/M7BqEJjEolvLEPn04163maA9CeI/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/M7BqEJjEolvLEPn04163maA9CeI/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
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	      <author>blogs@interney.net () </author>
	      <category>Música</category>
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	      <pubDate>Thu, 13 Aug 2009 13:12:18 GMT</pubDate>
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	      <title>O Choro do Andrade</title>
	      <description>&lt;img src="http://www.jornalpequeno.com.br/Fotos/JP22543.74572.B.jpg" alt="mengo" title="mengo" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, ao final do jogo entre Santos e Flamengo, na Vila Belmiro, eu chorei. Não pela vitória do meu time sobre um rival histórico, não pela interrupção na sequência incômoda de três jogos sem vitória, mas pelo choro do Andrade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há cerca de um ano eu escrevi um texto sobre o futebol, no qual usava como gancho inicial uma visita feita por mim e minha família ao campo do Flamengo, na Gávea, na qual meu enteado Gabriel coletou autógrafos de vários jogadores do elenco rubro-negro. Quando Andrade, o mais importante integrante daquele grupo a dar autógrafos, apareceu depois da maioria dos jogadores, foi a minha vez de pedir para que minha esposa tirasse uma foto minha, abraçando o velho camisa 6 dos tempos dourados do Flamengo. E ele ontem dirigiu o time, na condição de técnico interino, substituindo Cuca, demitido na última semana por conta de maus resultados e atritos com o grupo. O destino quis que essa partida de ontem significasse um monte de coisas, colocando várias delas em oposição. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O contraste entre a falsa pompa picareta de Vanderlei Luxemburgo (em seu segundo jogo dirigindo o Santos) e o discreto charme de Andrade era gritante. Luxa vestia mais um de seus ternos de treinador europeu, emitia aquela aura furreca de professor-doutor-treinador, um elemento tão estranho ao futebol quanto a grana exacerbada que se ganha hoje em dia. Andrade exibia um agasalho do Flamengo, preto com detalhes vermelhos, sobre uma camisa branca. Não se alterou com jogadores, exibiu a mesma calma e sabedoria dos tempos de jogador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_uZn8PKopKtE/Sb_Vn7ZTgrI/AAAAAAAAAH0/eXlUzfNkdYs/s320/andrade1.jpg" alt="zico" title="zico" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O time que Andrade armou não tinha nada demais. Mas os jogadores, esses sim, pareciam jogar para ele. Talvez aliviados pela saída do treinador anterior, pela vontade de vencer, ou, simplesmente impregnados por um espírito de outros tempos futebolísticos, os jogadores do Flamengo partiram pra cima do Santos. A vitória, no final, com um gol contra do zagueiro Pará, fez justiça ao que ambos os times exibiram ao longo dos 90 minutos de um jogo não muito bom, mas redentor.&lt;br /&gt;Após encerrado o prélio, Andrade foi entrevistado pelo repórter Eric Faria, da Globo TV, e disse que estava muito feliz por estar treinando o time do Flamengo, algo que ele julgava ser um privilégio para qualquer treinador. E dedicou a vitória aos jogadores e ao amigo Zé Carlos, o Zé Grandão, ex-goleiro do time nos anos 80, morto por câncer aos 47 anos. E chorou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_sx1iUGD0Iac/SI-sSy_Z8xI/AAAAAAAAAIs/SiflwRJ4jXE/s400/cel_e_andrade_peq.JPG" alt="andrade1" title="andrade1" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O choro de Andrade é diferente da volta olímpica da Copa do Mundo. Do palanque da FIFA e dos prêmios de melhor jogador, melhor artilheiro, melhor gandula, melhor roupeiro. O choro dele é o das pequenas coisas. Das circunstâncias, da pessoa que se emociona por uma vida simples - dentro dos padrões estratosféricos do futebol - e que vê um grupo de pessoas seguindo suas orientações ganhar de outro grupo, talvez mais badalado, mais marrento, menos de carne e osso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andrade representa, assim como Telê Santana (para o São Paulo), Carlinhos (para o próprio Flamengo) ou, pra ficar num caso muito semelhante da atualidade, Jorginho (para o Palmeiras, já substituido pelo todo-poderoso Muricy Ramalho, que vai embolsar 600 mil reais por mês), o espírito de superação do futebol puro e simples. Sem grana, sem badalação, sem nada que não seja o amor pela camisa, pelo clube, pelos significados, pelos sentimentos, por qualquer coisa que não seja a grana no fim do mês, grana esta que Andrade deve receber em menor quantidade que a maioria dos jogadores em campo.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse não é um texto rubro-negro, acredito que todos os torcedores tenham sua implicância com a dimensão mercantilista que o futebol adquiriu dos anos 90 para cá, simbolizada pelas contratações estelares de times como o Real Madrid, cujo orçamento obsceno deve ser maior do que alguns países da América Central. Futebol não é apenas dinheiro ganho, imagem e falas articuladas. Andrade sabe disso, amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://img.blogs.abril.com.br/1/futebolearte/imagens/flamengo-6x0-botafogo.jpg" alt="andrade" title="andrade" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ofertas&lt;/b&gt;: &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/napoli-tft-tv-9260_CategID_11942_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Napoli TFT-TV 9260'&gt;Napoli TFT-TV 9260&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/foston-fs-80_CategID_39474_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Foston FS 80'&gt;Foston FS 80&lt;/a&gt;,
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/EbyvAtOyuFiVJM6XKStL4osVEI8/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/EbyvAtOyuFiVJM6XKStL4osVEI8/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/EbyvAtOyuFiVJM6XKStL4osVEI8/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/EbyvAtOyuFiVJM6XKStL4osVEI8/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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	      <author>blogs@interney.net () </author>
	      <category>Futebol</category>
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	      <pubDate>Mon, 27 Jul 2009 18:14:09 GMT</pubDate>
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	    <item>
	      <title>By The Time I Get To Phoenix</title>
	      <description>&lt;img src="http://farm4.static.flickr.com/3223/2889630037_f13830c21f.jpg" alt="1" title="1" /&gt;&lt;br /&gt;Ele deu uma última olhada para ela, que ressonava levemente. Pensou no que decidira fazer, pensou no que deixava pra trás. Sem tristeza, ele se permitiu imaginar o que viria. E sorriu secretamente, encoberto pelo escuro do quarto. Quando chegou em Phoenix, pensou novamente nela. O carro precisava de combustível. Imaginou-a acordando e não o encontrando de imediato, ao lado dela. Ele podia vê-la se dirigindo para a porta do quarto, onde ele deixara um bilhete, afixado por uma fita durex.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela riria da parte do texto curto que dizia "eu estou te deixando para sempre". Nunca acreditara que isso fosse possível, mas ali, em pleno estado do Arizona, bem longe de Los Angeles, ele achava que a distância era até pequena. Partiu no carro reabastecido e para o futuro. Já havia percebido que o romance não renderia muito, tentara abandoná-la algumas vezes, mas nunca resistira aos pedidos para voltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://images.uulyrics.com/cover/g/glen-campbell/album-by-the-time-i-get-to-phoenix.jpg" alt="2" title="2" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As estradas, essas pequenas condutoras dos vaivéns da vida o levaram ainda mais longe, naquela jornada de volta pra casa. Em Albuquerque, Novo México, ele novamente pensou nela. Provavelmente estaria trabalhando, talvez já no horário do almoço. Ela ligaria para a casa que dividiam, ouvindo o telefone chamar, chamar e ninguém atender. Simplesmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, já chegando em casa, em Oklahoma City, ele avistou a velha casa de seus pais e diminuiu a velocidade do carro. Pensou pela última vez nela, a esta altura já adormecida na cama vazia. Uma ponta de tristeza varreu-lhe a alma ao imaginar a constatação do inevitável por parte dela. Ele realmente se fora. Tantas vezes tentou avisá-la que algo estava errado, fosse o ciúme, fosse a rotina, a falta de amor. Ela nunca lhe dera crédito e ele sempre voltava, talvez por não conseguir viver longe. Agora, com a cama vazia, sob o calor leve do verão, ela chorava em silêncio no travesseiro. Ele não voltaria mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://justcountry.files.wordpress.com/2008/11/glencampbell3.jpg" alt="4" title="4" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ouvir os poucos versos contidos nos dois minutos e meio de duração de "By The Time I Get To Phoenix", entramos em contato com esta história de (não) amor, na qual o personagem-narrador da música descreve com minuciosa precisão o que a outra pessoa está fazendo ao longo de um dia de viagem, rumo ao futuro e uma nova vida. Os eventos evoluem do descrédito à constatação inegável que o amor acabou e que o ente querido não volta mais, mesmo após tantas tentativas fracassadas de abandonar a relação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vários detalhes maravilhosos fazem dessa canção um verdadeiro ícone da produção pop da segunda metade dos anos 60. A versão definitiva, gravada por Glen Campbell traz um arranjo luxuoso de cordas e metais, que retiraria o então astro country de seu nicho e o arremessaria ao estrelato, forjando um rótulo que poucas vezes pareceu tão acertado: countrypolitan. Seria o sujeito que veio do campo - no caso de Campbell, dos canfundós do Arkansas - e que chegou a Los Angeles, sendo lentamente assimilado pela metrópole, sem, no entanto, perder as idiossincrasias rurais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chegou a LA, Campbell era, de fato, um cantor country,mais que isso, um exímio músico, capaz de grandes melodias ao violão e guitarra. Logo foi contratado como músico de estúdio e acompanhou gente como Frank Sinatra e Elvis Presley, além de trabalhar com Brian Wilson, líder dos Beach Boys. Campbell acabaria substituindo Brian numa turnê dos BB em 1965, por conta de um dos primeiros ataques nervosos do beach boy, que o levariam a abandonar as turnês da banda e a sair de cena dois anos mais tarde, em função do colapso durante a produção do disco Smile.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em troca, Brian Wilson compôs e produziu "Guess I'm Dumb", um sucesso mediano nas paradas, mas a primeira incursão de Campbell fora do terreno country. Ao longo dos anos seguintes, Glen consolidaria sua carreira de guitarrista e cantor, chegando a ganhar seu primeiro Grammy de melhor gravação country com "Gentle On My Mind", mas nada comparado ao que estava por vir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um belo dia ele recebeu um disco de Johnny Rivers, no qual estava "By The Time I Get To Phoenix". Foi a primeira música que Glen ouviu, chegando a se emocionar com a letra e, principalmente com o trajeto que o personagem empreende ao longo da canção: Los Angeles - Arizona - Novo México - Oklahoma. Quase o caminho inverso feito por ele em direção à cidade californiana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrou em contato com o autor da música, Jimmy Webb, filho de um pastor batista de Oklahoma, com inacreditáveis 21 anos de idade. Essa parceria entre Webb e Campbell ainda rendeu mais três canções que se inserem no mesmo contexto de "By The Time I Get To Phoenix": "Galveston", "Where's The Playground, Susie" e, sobretudo, "Wichita Lineman", que ainda será dissecada por aqui. Jimmy Webb se firmaria como um dos grandes compositores pop de todos os tempos, ombro a ombro com seu mestre, Burt Bacharach, e gravaria com Cambpell o álbum Reunion, em 1974, com doze canções, entre elas os quatro sucessos citados acima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.cmt.com/sitewide/assets/img/news/2007/03_07/campbell_webb/campbell_webb-189x182.jpg" alt="3" title="3" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FICHA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;By The Time I Get To Phoenix (outubro de 1967)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem canta: Glen Campbell&lt;br /&gt;Quem compôs: Jimmy Webb&lt;br /&gt;Produção: Al Lory&lt;br /&gt;Posto na parada: 26º lugar na parada pop e 2º na parada country da Billboard em 1967&lt;br /&gt;Covers recomendadas: Nick Cave, Solomon Burke, Jimmy Webb e Isaac Hayes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LETRA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;By the time I get to Phoenix she'll be rising&lt;br /&gt;She'll find the note I left hangin' on her door&lt;br /&gt;She'll laugh when she reads the part that says I'm leavin'&lt;br /&gt;'Cause I've left that girl so many times before&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;By the time I make Albuquerque she'll be working&lt;br /&gt;She'll prob'ly stop at lunch and give me a call&lt;br /&gt;But she'll just hear that phone keep on ringin'&lt;br /&gt;Off the wall that's all&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;By the time I make Oklahoma she'll be sleepin'&lt;br /&gt;She'll turn softly and call my name out loud&lt;br /&gt;And she'll cry just to think I'd really leave her&lt;br /&gt;Tho' time and time I try to tell her so&lt;br /&gt;She just didn't know I would really go.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ofertas&lt;/b&gt;: &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/cacharel-amor_CategID_5400_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Cacharel Amor Amor'&gt;Cacharel Amor Amor&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/calvin-klein-be_CategID_5393_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Calvin Klein Be'&gt;Calvin Klein Be&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/wilson-one_CategID_21644_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Wilson K One '&gt;Wilson K One &lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/khromus-mx-21_CategID_46559_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Khromus Mx-21'&gt;Khromus Mx-21&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/sharp-al-2030_CategID_8297_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Sharp AL-2030'&gt;Sharp AL-2030&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Posts similares&lt;/b&gt;:&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/hedonismos/2007/09/03/wichita_lineman/'&gt;Wichita Lineman&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/qmat/2009/01/16/otis_redding_e_sua_capela_sistina/'&gt;Otis Redding e sua Capela Sistina&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/oescriba/2009/06/24/shelter_from_the_storm_bob_dylan/'&gt;Shelter From The Storm - Bob Dylan&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;a href='http://www.interney.net/blogs/musica/'&gt;Música&lt;/a&gt; - &lt;a href='http://www.interney.net/blogs/'&gt;InterNey Blogs&lt;/a&gt; - &lt;a href='http://www.interney.net/'&gt;InterNey.Net&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/haaJ03FTG-nrVLJ-0sRSQwTbtxM/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/haaJ03FTG-nrVLJ-0sRSQwTbtxM/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/haaJ03FTG-nrVLJ-0sRSQwTbtxM/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/haaJ03FTG-nrVLJ-0sRSQwTbtxM/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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	      <author>blogs@interney.net () </author>
	      <category>Música</category>
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	      <pubDate>Wed, 22 Jul 2009 19:05:51 GMT</pubDate>
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	      <title>Paralamas do Crítico Musical</title>
	      <description>&lt;img src="http://futpopclube.files.wordpress.com/2009/03/digitalizar-paralamas-vita-frente.jpg" alt="pds" title="pds" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O crítico musical é uma criatura assaz irritante, devo admitir. Em muitas circunstâncias, sua capacidade de criticar e emitir opiniões é um mistério para os fãs de música. As pessoas ficam pensando: quem é esse sujeito para falar mal do meu artista favorito? E elas não estão completamente equivocadas em questionar a legitimidade do crítico musical. E talvez daquele que emite opiniões sobre cinema, artes, futebol, enfim, quase tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estão certas essas pessoas quando dizem que o conhecimento do crítico é fundamentado em opíniões estritamente pessoais e que estas nunca ficam totalmente pra trás na carreira do escriba. Sim, quando a gente começa a emitir opiniões para um público leitor, o fazemos baseados totalmente naquilo que achamos valioso e que gostamos. Daí, convém se informar, exercitar a isenção, compreender diferenças e ter cuidado com o que escreve. Também é indicado, claro, conhecer música, ouvir música, ler sobre música, o objeto da crítica. O que mais vemos é crítico musical que não entende nada de música, falando besteiras e fundamentando suas opiniões em informações incompletas e/ou erradas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://futpopclube.files.wordpress.com/2009/03/digitalizar-paralamas-vital-verso.jpg" alt="pds1" title="pds1" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez dentre todas as atribuições do crítico, a isenção seja a mais importante. Não podemos simplesmente detonar um artista porque não gostamos dele e, pior, não podemos sempre elogiar algo que uma banda ou cantor ou cantora faz porque, simplesmente, gostamos dela desde sempre. Quando não conseguimos ser isentos, a crítica sai viciada, tendenciosa, rasa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estive no Canecão, na noite de 27 de junho para ver o segundo show carioca dos Paralamas do Sucesso, lançando seu novo disco, Brasil Afora. Fiquei tão emocionado com a apresentação que não me considero isento para criticá-la e resolvi esmiuçar isso aqui, para quem quiser ou se interessar em ver como funciona esse processo misterioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de mais nada, convém explicar algumas coisas. Músicas dos Paralamas do Sucesso fazem parte da minha vida desde muito, muito tempo. Eu tinha 13 anos quando ouvi "Vital E Sua Moto" nas ondas do rádio carioca do início da década de 1980. Também me lembro de ver a banda dublando essa música no programa do Chacrinha. Depois vieram os clipes de "Óculos" (música com a qual me sacaneavam no Colégio, devido aos meus perenes quatro olhos) e "Meu Erro", o Rock In Rio (que vi pela televisão) e o primeiro show que vi na vida: Paralamas do Sucesso no Canecão. Era 1986.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://osparalamas.uol.com.br/albuns/img/lightbox/paralamas_selvagem_8_1237010092.jpg" alt="pds2" title="pds2" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem lê esse blog ou me conhece já deve saber que eu sou um animal sentimental e nostálgico e que tenho uma série de caixinhas guardadas na minha memória com eventos e momentos importantes que me trouxeram até aqui. Os Paralamas estão numa dessas caixas, devidamente protegidos do cotidiano, imortalizados em lembranças que permanecem vivas por onde quer que eu vá. Portanto, vê-los em 2009, 23 anos depois de vê-los pela primeira vez ao vivo é um exercício e tanto para a minha canceriana maneira de ver a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de mais nada, ver Herbert Vianna numa cadeira de rodas é um tiro nessas caixinhas de memória. É uma invasão do imponderável na minha vã organização de coisas. É deixar o hoje entrar no ontem, justamente na porta em que eu monto guarda para isso nunca acontecer. Já havia visto Herbert ao vivo depois de seu acidente quase fatal, no show do Police, no fim do ano passado. Foi, como os americanos dizem, "bittersweet", agridoce, confuso, muito pelo total espírito esportivo dele em trocar a letra de "Óculos" de "atrás dessa lente também bate um coração" para "em cima dessas rodas também bate um coração". Minha esposa chorou, eu também, também pela idéia de vê-los ali, tocando com a banda que os inspirou, com a qual foram comparados e ironizados, taxados de "clones do Police". Estavam ali, orgulhosos, no maior estádio de futebol do nosso mundo, donos de uma sonoridade muito mais diversa e rica do que a banda inglesa. Lembro que eu estava nas primeiras filas da pista do Canecão em 1986 e cheguei a tocar no joelho do Herbert quando ele se aproximou da beira do palco, dançando e solando para as massas. Em 2009, nada disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_T9XgV36ncAY/R2k5lqO8tVI/AAAAAAAABOA/2IbY_5rhNlw/s320/PARALAMAS+001.jpg" alt="pds3" title="pds3" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que o show desse espaço para umas quatro músicas do novo trabalho - todas fraquinhas, bobinhas, sem sal - a idéia clara era fazer um greatest hits turbinado. Algumas canções pouco tocadas como "Pólvora" ou "Rio Severino" estiveram presentes, ao lado de clássicos inconstestáveis do porte de "A Novidade", "Lourinha Bombril", "Perplexo", "Ela Disse Adeus", "Alagados" e, claro, "Meu Erro", "Romance Ideal" e "Vital e Sua Moto", essa última tocada no bis, como de hábito. Confesso que essas três últimas me fizeram chorar baixinho, só para mim, no escuro da casa noturna tão familiar a mim nessa vida de shows, músicas e críticas. Me lembrei de tudo que aconteceu desde que essas músicas foram compostas, em 1983 e 1984, e como a vida mudou de lá pra cá. Entretanto, lá estava eu, diante delas, deles, como uma variável que não muda, em meio a tanto caos e teorias de ordem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrever sobre música pop desde 1995 me fez perceber que a década de 1980 foi um período pobre em termos de criatividade. Ela perde para as décadas de 1970, 1960 e até para a de 1990, mas sempre será o meu berço musical. É como se os Paralamas fossem meus tios, irmãos, colegas de colégio, estão um pouco acima e mais à direita do meu peito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante de tanta emoção e bandeira, o crítico de música se recolheu à sua insignificância e o fã de música, querendo trilhas sonoras para sua vida tomou conta, como se, no dia seguinte, tivesse que acordar às seis da manhã, tomar um copo de Nescau e embarcar no velho Integração Metrô-Ônibus L-22, para enfrentar o primeiro tempo de aula no Santo Agostinho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://g1.globo.com/Noticias/Musica/foto/0,,11544072-EX,00.jpg" alt="pds4" title="pds4" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois desse texto, o crítico, cínico, gelado e que não bate palmas em shows (tremenda babaquice, mas uma unanimidade tácita entre essa classe) assume de volta o seu lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ofertas&lt;/b&gt;: &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/banda-vx-98-performance_CategID_15525_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de banda vx 9.8 performance'&gt;banda vx 9.8 performance&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/leitor-cartao-usb-20_CategID_4892_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Leitor de Cartão USB 2.0'&gt;Leitor de Cartão USB 2.0&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/guarda-compartilhada_CategID_5597_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Guarda Compartilhada'&gt;Guarda Compartilhada&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Posts similares&lt;/b&gt;:&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/blogdocel/2008/11/27/texto_emocional_sobre_o_u2_parte_1/'&gt;Texto Emocional Sobre O U2 - Parte 1&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/locutorio/2006/10/07/da_im_possibilidade_do_amor/'&gt;Da (im) possibilidade do amor&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/blogdocel/2008/11/12/oldies_but_goldies/'&gt;Oldies But Goldies?&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;a href='http://www.interney.net/blogs/musica/'&gt;Música&lt;/a&gt; - &lt;a href='http://www.interney.net/blogs/'&gt;InterNey Blogs&lt;/a&gt; - &lt;a href='http://www.interney.net/'&gt;InterNey.Net&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/12hQ6I0Ow5--L_G8VUvKhRUwgpI/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/12hQ6I0Ow5--L_G8VUvKhRUwgpI/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/12hQ6I0Ow5--L_G8VUvKhRUwgpI/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/12hQ6I0Ow5--L_G8VUvKhRUwgpI/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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	      <author>blogs@interney.net () </author>
	      <category>Música</category>
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	      <pubDate>Tue, 30 Jun 2009 20:46:09 GMT</pubDate>
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	      <title>RIP Michael Jackson</title>
	      <description>&lt;img src="http://i1.iofferphoto.com/img/item/461/397/11/JACKSONS.bmp.jpg" alt="j5" title="j5" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira lembrança que tenho de Michael Jackson é típica de quem foi criado pela televisão dos anos 70. Ele e os irmãos, coloridos, animados numa tela Philco de 20 polegadas, sem controle remoto, vivendo aventuras mil. Um pouco mais tarde percebi que aqueles sujeitos eram pessoas reais, um grupo chamado Jackson 5 e que cantavam de verdade aquelas canções legais do desenho animado que fazia a minha felicidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Michael Jackson, o cantor principal, era um pirralho de uns dez anos de idade, liderando irmãos do mesmo tamanho e muito maiores que ele, numa mistura sonora irresistível de soul, funk e pop. O som do J5 era uma das últimas coqueluches musicais que a Motown - gravadora que deu ao mundo Stevie Wonder, Marvin Gaye, Supremes, Temptations, entre tantos outros - entregava ao mundo. Aquele grupo de adolescentes negros, todos de Gary, Indiana, cantando e dançando na televisão músicas absolutamente irresistíveis como "I Want You Back", "ABC", "I Wanna Be Where You Are", "Never Can Say Goodbye" e tantas outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto eu crescia, as notícias sobre aquele pequeno cantor negro iam e vinham. O grupo mudara de nome para The Jacksons, o meio da década de 1970 trazia outras ondas sonoras, inserindo quase todo mundo na disco music, processo que também afetou os Jacksons. Seus discos Triumph e Destiny são belos exemplos do que eles poderiam fazer nesse terreno negro, quase totalmente habitados por brancos que faziam música negra. Mas Michael Jackson ainda permanecia distante disso. Gravando um punhado de discos solo para a Motown entre 1972 e 1975, ele abria espaço para uma persona distinta entre os irmãos. Ainda que o carisma do moleque naturalmente o afastasse de qualquer comparação, seus primeiros quatro trabalhos solo apontam o caminho para a capacidade que Jackson tinha de se reinventar e permanecer ativo. Quem tem seus trinta anos vai se lembrar de músicas como "Ben", "Got To Be There", "Music And Me" e "I'll Be There". São baladas, nenhuma escrita por Michael, mas gravações colossais dentro da pop music setentista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.bordersmedia.com/motown/galleries/ss_images/MichaelJacksonMillen_sm.jpg" alt="mj1" title="mj1" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caminho para o megaestrelato viria com o lançamento de Off The Wall, em 1979, produzido pelo mestre Quincy Jones. Esse disco pavimentaria a estrada que levaria o jovem cantor para Thriller, quatro anos depois. Em Off The Wall, Jackson aparece belo, triunfante, cantando como nunca, emprestando voz e ginga para canções como "Rock With You" ou "Don't Stop Til Get Enough", verdadeiros monstros sagrados dos assoalhos mundiais. A produção de Quincy Jones atualizou ao mesmo tempo a disco music, o funk e o r&amp;b, criando uma liga sonora que influenciaria todos os artistas negros que viriam depois. Michael, dançando como um extraterreste nos clipes (um terreno que ele dominaria como ninguém) era a imagem do sucesso irreversível. Longe do petiz de dez anos de antanho, ele ainda era um jovem resplandescente nas televisões do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://myplay.com/files/video_stills/michaeljackson_rock480.jpg" alt="mj2" title="mj2" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Thriller, Jackson chegou onde nenhum homem jamais esteve. Vendeu mais de 100 milhões de cópias, lançou - e foi lançado - pela MTV, colocou em prática a estratégia do clipe como veículo de divulgação e massificação da música junto ao público, ofereceu danças novas, figurinos novos e afirmou-se como um abençoado compositor de canções irresistíveis. No ano de lançamento do disco - 1983 - Jackson aparecia num outro álbum de outro mega-popstar. Paul McCartney dava espaço para ele em seu Pipes Of Peace, mais precisamente em dois duetos: "The Man" e "Say, Say, Say", sendo que essa última inundou as paradas de clipes ao redor do mundo, ao mostrar Michael ao lado do casal McCartney. Paul participaria de uma faixa em Thriller, a simpaticíssima "The Girl Is Mine". O disco trazia uma fotografia bem nítida da América negra do início dos anos 1980, mas ignorava a nascente cena hip-hop, talvez repetindo a estratégia Motown de limar os excessos de "negritude" de seus astros. Isso não seria nada demais, se Michael já não mostrasse uma grande mudança em seu visual. Seu rosto já não era o do jovem dançarino de Off The Wall, mas de um sujeito de feições finas e delicadas. A música, no entanto, distraiu as pessoas. Hits como "Thriller", "Beat It", "Billie Jean" e "Human Nature" podem se inserir na grande galeria do pop perfeito. A produção, novamente a cargo de Quincy Jones, lapidava a sonoridade para a fronteira entre a pop music branca e o r&amp;b negro, numa mistura ainda mais eficiente que a de Off The Wall. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://ladjevic.com/dusan/wp-content/uploads/2009/01/billie_jean222.jpg" alt="mj3" title="mj3" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre 1984 e 1985, Jackson participaria do projeto humanitário USA For Africa, na concepção do disco beneficente para as vítimas da fome na Etiópia. Surgia a maior reunião de artistas de todos os tempos, maior até que o britânico Band-Aid, criado meses antes, com a mesma função. O disco e a canção "We Are The World" foram para o topo das paradas mundiais com rapidez assustadora. A música, de autoria de Michael e Lionel Richie, fez um sucesso tão avassalador que eclipsou o resto do álbum e a imagem de todos os artistas do projeto nas gravações do disco é uma das mais marcantes da história da música pop. Presenças de monstros como Ray Charles e Bob Dylan, ao lado de Bruce Springsteen, Stevie Wonder, Diana Ross, entre outros, davam a seriedade que o projeto necessitava. Michael, todo de preto, com uma luva prateada na mão direita, era a imagem do USA For Africa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_Ui8juFjJIcg/SThqlyZMfgI/AAAAAAAAAEU/iAPH0YPynFg/s320/usa_for-africa.jpg" alt="mj4" title="mj4" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jackson correu o mundo, invadiu as casas, os quartos, as mentes de todo mundo que era jovem entre 1979 e 1987. Neste ano ele soltaria Bad, seu novo trabalho com canções inéditas. No clipe, dirigido por Martin Scorsese, Jackson aparece liderando uma gangue de b-boys, ou algo assim. Mas, novamente, a imagem dele depõe contra tudo o que ele canta e insinua. A pele quase branca, as feições ainda mais finas, tudo isso era muito distante de qualquer jovem - branco ou negro - clamando pra si aquele tipo de maldade, fundida com malandragem de rua, típica dos guetos. Aliás, Jackson novamente se afastava da música negra tradicional, num trabalho cada vez mais próximo do pop branco emulador de música negra, algo que ele, anos antes, ajudou a criar. As canções de Bad eram as piores que Michael compusera até então. Mesmo os hits do disco, "The Way You Make Me Feel", "I Just Can't Stop Lovin' You" ou a faixa-título, ficaram pouco tempo nas paradas de sucesso mundiais. Ao lado deles, a melhor música do disco, "Man In The Mirror", embalada por um belíssimo clipe, formado por imagens que pediam paz e reflexão em níveis pessoal e coletivo, sobre o mundo e as pessoas. A letra trazia uma interessante proposta, principalmente para uma pessoa como Michael Jackson, ao dizer que a mudança deveria ser iniciada pelo homem que se vê no espelho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://i34.tinypic.com/2ij26n7.jpg" alt="bad" title="bad" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de Bad, Michael iniciaria uma gradativa decadência. Os motivos são muitos e vão desde uma personalidade estranha, confusa, cheia de medos e temores desde a infância, passando por manias adquiridas por conta das cirurgias plásticas, chegando ao clássico dilema do homem diante da mega-fortuna advinda de uma mega-exposição na mídia. Poucos suportariam tal pressão e com MJ a coisa não foi diferente. O lançamento de Dangerous, em 1991, mostra bem essa condição afetando a obra do artista. Se o disco trazia toda a tecnologia e colaborações musicais que o dinheiro podia comprar, os clipes mostravam cenários coloridos e técnicas inovadoras, como os rostos mutantes de "Black Or White" (uma crítica de MJ à perseguição da mídia fofoqueira sobre as mudanças da cor de sua pele) ou nas participações de Eddie Murphy (em "Remember The Time", na qual Jackson dá um beijo constrangedor na modelo Iman) e Macauley Culkin (em "Black Or White", reeditando um pouco de seu personagem no blockbuster "Esqueceram de Mim"). As músicas, no entanto, seguiam ladeira abaixo em termos de criatividade e se mostravam milhas distantes do êxito alcançado em Thriller. Michael aparecia ainda mais branco, mais delicado, menos representante do passado de glórias do funk setentista ou do pop radiofônico oitentista. Ele caminhava para uma categoria só dele, onde os parâmetros eram ditados por ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_iIwcZlFBYb8/SLnvRESnKkI/AAAAAAAALC4/t_sTYXUsk7U/s400/michael_jackson_lisa_marie.jpg" alt="mjlm" title="mjlm" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lançamentos de discos seriam mais raros a partir de Dangerous. A coletânea dupla History, de 1995, era a declaração de que Michael se via como uma espécie de semideus pop. Uma criatura capaz de fundir mundos, mandar e desmandar no cenário musical, quase um híbrido branco-negro de ser humano superior. Se o primeiro disco era composto por seus grandes sucessos, o segundo trazia material inédito, que chegou até as paradas de sucesso. Canções como "You Are Not Alone" (em cujo clipe ele aparecia em trajes sumários com a então esposa Lisa Marie Presley) ou "They Don't Care About Us" (com clipe gravado no Brasil, especificamente em Salvador e no Rio de Janeiro), ou ainda "Heal The World", mais um hino de preocupação com o futuro do mundo, pedindo paz para as nações embalado pelo discurso pacifista usual. O sucesso da coletânea foi relativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Michael só apareceria novamente para divulgar um trabalho inédito em 2002, com Invincible, certamente seu disco mais fraco. Puxado pela dançante "You Rock My World", o disco naufragou nas paradas e mostrava-se totalmente fora de contexto. Se Michael aparecia na capa, quase sem nariz, branco como um fantasma, sob o título "Invencível", qualquer um percebia que o cantor havia perdido o bonde da história há um bom tempo. O álbum trazia produtores de renome no terreno da black music contemporânea, como Babyface, R Kelly e Teddy Riley, mas soava anacrônico em relação a tudo que se fazia no estilo. O outro hit do disco foi "Cry", mais uma canção no formato "hino pela paz mundial".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.tlcreativedesign.com/michael-jackson.jpg" alt="mj6" title="mj6" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morte de Michael é uma tragédia sob muitos aspectos. O homem acusado de pedofilia, de gostos extravagantes, de acordos judiciais velados, de lucros altíssimos e prejuízos idem, morre como parte dessa criatura estranha e - sim - repulsiva que atendia pelo nome de Michael Jackson. A memória afetiva de diferentes gerações, porém, sempre oferecerá imagens e lembranças felizes do menino colorido dos anos 70 ou do jovem aerodinâmico dos 80. Talvez mesmo, do extra-terrestre megalômano de 1995. O que importa para a música pop é o desaparecimento de seu último megastar. O de maior grandeza recente, forjado e posto em prática diante dos nossos olhos, com todo o aparato midiático disponível. Se Jackson aceitou esses termos para sua carreira, pagou caro em vida e na morte, não anunciada, inesperada, após um ataque cardíaco. A verdade é que ele não pertencia mais ao plano dos fãs, distanciado por uma vida totalmente fora de qualquer padrão que o dinheiro e a fama possam trazer ou proporcionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos admiradores mais antigos de Michael não se emocionam com sua morte - entre eles, esse que vos escreve - talvez até se sintam aliviados para poder selecionar apenas os bons momentos proporcionados por ele de 1970 para cá. Cada um faz sua escolha sobre isso, mas a perda de uma figura como ele o levará para o mesmo patamar habitado por Elvis Presley, John Lennon, Janis Joplin e Jimi Hendrix, tranformando-o num mito. Isso é inevitável e talvez seja o que Michael, diante de seu ego, sempre tenha desejado para si. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://gustavocaetano.files.wordpress.com/2006/11/michael-jackson.jpg" alt="mj" title="mj" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ofertas&lt;/b&gt;: &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/lampada-xenon-super-branca_CategID_47077_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Lâmpada Xenon Super branca'&gt;Lâmpada Xenon Super branca&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/ray-ban-rb8012_CategID_5125_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Ray-Ban Rb8012'&gt;Ray-Ban Rb8012&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/god-of-war_CategID_6760_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de God Of War 2'&gt;God Of War 2&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/devil-may-cry_CategID_6760_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Devil May Cry 3'&gt;Devil May Cry 3&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Posts similares&lt;/b&gt;:&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/qmat/2008/08/29/o_rei_do_pop_chega_aos_50/'&gt;O Rei do Pop chega aos 50&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/qmat/2008/06/02/andando_na_lua/'&gt;Andando na lua&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/virunduns/2007/12/05/michael_jackson_melhores_videos/'&gt;Os melhores vídeos que Michael Jackson não fez&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;a href='http://www.interney.net/blogs/musica/'&gt;Música&lt;/a&gt; - &lt;a href='http://www.interney.net/blogs/'&gt;InterNey Blogs&lt;/a&gt; - &lt;a href='http://www.interney.net/'&gt;InterNey.Net&lt;/a&gt;
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	      <link>http://www.interney.net/blogs/blogdocel/2009/06/26/rip_michael_jackson/</link>
	      <author>blogs@interney.net () </author>
	      <category>Música</category>
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	      <pubDate>Fri, 26 Jun 2009 12:42:24 GMT</pubDate>
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	    <item>
	      <title>Teen Age Riots</title>
	      <description>&lt;img src="http://www.sonicyouth.info/gallery1/Sonic-Youth-001.jpg" alt="sonic" title="sonic" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz a lenda que Thurston Moore caminhava pela calçada de alguma avenida em Manhattan quando passou em frente a uma loja de discos. Das caixas de som colocadas do lado de fora saíam os acordes de Neil Young e sua "Hey Hey My My". O jovem e futuro guitarrista do Sonic Youth adentrou a loja e levou o seu exemplar de Rust Never Sleeps, disco de Young, de 1979, que trazia esta homenagem ao punk, na figura dos Sex Pistols, além de simbolizar o retorno do velho canadense ao rockão mais barulhento, depois das conversas country agridoces do disco anterior, Comes A Time, de 1978. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moore pegou seu disco e correu pra casa. Ouviu a canção repetidas vezes, decorou os poucos acordes, tirou a música em sua guitarra, cantou para a namorada (uma certa Kim Gordon), mostrou pro amigo Lee Ranaldo e para o compositor de pós-punk nova-iorquino, Glenn Branca. Ranaldo, Moore e Kim resolveram formar o Sonic Youth em 1981, subvertendo os conceitos do próprio pós-punk, do próprio punk, do próprio rock através, inicial e basicamente, do barulho. Barulho para as massas. Mas um barulho no bom sentido, ensurdecedor e mau como deve ser. Nada de computadores ou de amenizadores de qualquer espécie. Apenas o bom e velho ruído. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.sjphoto.com/concert-web/images/Neil-Young-1974.jpg" alt="neil" title="neil" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns discos e alguns anos depois, o Sonic Youth lançou um álbum duplo, chamado Daydream Nation, no outono setentrional de 1988. Isso equivale à nossa primavera. A primeira música do lado A do primeiro disco (estranho situar geograficamente a música no disco, mas, enfim, eram outros tempos) chamava-se "Teen Age Riot". Nesta canção, de mais de seis minutos de duração e na qual a barulheira celestial de Ranaldo e Moore é inserida num contexto mais formal de canção, sem, no entanto perder o teor abrasivo, está a história das vidas adolescentes que viriam depois. Ou melhor, que se veriam num espelho de música e viriam depois. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já operantes na época, Black Flag, Replacements, Hüsker Dü e Pixies não foram capazes de fazer nada parecido e eram as únicas e secretas esperanças da América para o rock. O "ruído adolescente no estádio", o mito do show de rock perfeito, a redenção num air guitar de oito braços, tudo estava a ponto de nascer e veio no ventre de "Teen Age Riot".&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;É possível imaginar centenas de pessoas ouvindo isso pelo rádio, nos campi das universidades da América e não entendendo como era tão simples já estar em 1991 ou 1992, ainda em pleno 1988. Dá pra ver as pessoas pensando em comprar uma guitarra, em aprender a não tocá-la, a largar as coisas opressoras pra trás simplesmente passando na frente delas. Dá pra ver as estradas empoeiradas, os carros indo e vindo numa auto-estrada, talvez a mesma que o AC/DC trilhou em Back In Black, da qual os jovens tocadores de guitarras e fazedores de riffs retornam transformados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sonic Youth sujou o som de seu inspirador primevo, Neil Young, quando este concebeu seus discos Freedom (1988) e Ragged Glory (1990), chegando a adotar a juventude sônica para abrir seus shows. O Sonic Youth antecipou o grunge sem querer, mesmo sem que qualquer música que eles tenham composto em todos os tempos pareça com o som do Nirvana ou do Pearl Jam. O Sonic Youth casou com as pop songs em discos como Goo e Dirty, dando origem a pequenas canções mutantes que nunca foram igualadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.memeticians.com/2008/02/28/daydream.jpg" alt="sonic1" title="sonic1" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia de falar de Thurston Moore e sua caminhada pela calçada de Manhattan apenas para que ele pudesse compor sua canção de ruídos adolescentes vem da preocupação e da ingenuidade adolescente que me assalta ao ver que talvez estejamos perdendo um terreno que foi conquistado a muito custo. Entre falsos e testemunhos fajutos, o rock foi domado e pode ser quase qualquer coisa hoje em dia. Banalizaram o ruído adolescente. Banalizaram o novo. Tornaram novidadeiro o banal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos de alguém que saia de casa e ouça Neil Young na calçada, cena, claro, devidamente atualizada para os anos 00. Não podemos ser vencidos pelo "homem", como, sabiamente, ensinou Jack Black na sua Escola do Rock. Que os ruídos adolescentes que contaminam mentes voltem, logo. Precisamos deles mais do que nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ofertas&lt;/b&gt;: &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/nike-air-max_CategID_7355_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Nike Air Max'&gt;Nike Air Max&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/lampada-xenon-super-branca_CategID_47077_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Lâmpada Xenon Super branca'&gt;Lâmpada Xenon Super branca&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/fresno-redencao_CategID_3881_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Fresno Redenção'&gt;Fresno Redenção&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/time-crisis_CategID_18070_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Time Crisis 4'&gt;Time Crisis 4&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Posts similares&lt;/b&gt;:&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/hedonismos/2007/09/24/neil_young/'&gt;Neil Young&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/oescriba/2005/11/08/iggy_pop_a_38_the_stooges_em_sp/'&gt;Iggy Pop &amp; The Stooges em SP&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/oescriba/2005/12/05/ainda_iggy/'&gt;Ainda Iggy&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;a href='http://www.interney.net/blogs/musica/'&gt;Música&lt;/a&gt; - &lt;a href='http://www.interney.net/blogs/'&gt;InterNey Blogs&lt;/a&gt; - &lt;a href='http://www.interney.net/'&gt;InterNey.Net&lt;/a&gt;
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	      <author>blogs@interney.net () </author>
	      <category>Música</category>
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	      <pubDate>Wed, 17 Jun 2009 04:06:34 GMT</pubDate>
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	    <item>
	      <title>O Dia em que Mataram Apollo Creed</title>
	      <description>&lt;img src="http://www.conservatismtoday.com/.a/6a00e552560c42883400e554b0bad18834-800wi" alt="apollo" title="apollo" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou dividir algo muito sério com vocês, leitores. E pessoal também. Em 1985, eu chorei quando vi Apollo Creed ser morto a socos por Ivan Drago, durante a primeira luta de Rocky IV. De verdade. Não adianta fazer cara feia de Carriers Du Cinema ou atitude blasé de indiezinho que não conhece o poder da guitarrinha dedilhada de "Eye Of The Tiger". A morte de Creed é uma tragédia para o esporte e para qualquer pessoa ingênua de 15 anos, dos anos 80. Eu era assim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo isso porque revi Rocky IV numa noite de Reveillon em 2006 e me lembrei. Ao contrário do que muita gente pensa, essa noite não é necessariamente e inapelavelmente feliz para todo mundo. Eu estava no grupo anônimo dos não muito felizes e via, com certa satisfação, um velho filme da minha adolescência. Há metáforas poderosas na série Rocky. Pude notar isso, vinte anos depois de chorar (pouco, é verdade) pela morte de Apollo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma tragédia, pois a luta era uma exibição entre um boxeador soviético (sim, existia ainda a velha URSS) e um ex-campeão de boxe americano. Um eslavo comunista e um negro americano. Duas indesejáveis personas do mundo oitentista, juntas na mesma arena, sob a batuta de Ronald Reagan, então presidente dos USA, do tipo W.Bush, ainda que um pouco menos burro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_yzLwsSL--2k/SLONtv2SuNI/AAAAAAAAASQ/_LsSBEq74is/s320/James+Brown.jpg" alt="james" title="james" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do lado de fora está Rocky Balboa, ítalo-americano, outra minoria indesejável, para o sistema WASP da América do Norte. No palco, antes da luta, está James Brown, sim, o Godfather Of Soul, o Haaaaaaaaardest Man In Showbusiness, fazendo uma apresentação de "Living In America", com sua banda completa. E, pouco depois, Apollo jaz no ringue, logo no segundo assalto, porque Rocky atende a seu pedido de não interromper a luta, custasse o que custasse. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rocky, o primeiro de uma série de cinco longas, foi feito em 1977 e ganhou o Oscar de melhor filme e melhor roteiro (escrito pelo próprio Sylvester Stallone). Nele, como uma música de Bruce Springsteen, é contada a história de um americano zé mané, burro, de bom coração, que trabalha como cobrador de um agiota e que luta como amador nas horas vagas. Por uma reviravolta do destino, Rocky Balboa tem a chance de enfrentar o campeão mundial, Apollo Doutrinador. Apollo é o modelo do empreendedor bem sucedido. Cuida de sua carreira, usa terno, tem sua negritude esbranquiçada como uma aula de etiqueta da Motown dos anos 60. Mas é o campeão. A luta é dura, os dois caem. Há uma revanche, na seqüência, que Stallone ganha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A metáfora que há em Rocky é para com a própria América. No primeiro filme, vemos que ela é boa gente, ainda que burra. No segundo, temos sua persistência colocada à prova, diante das tentações materiais da fama e fortuna pelas quais Rocky passa e se submete. Temos a evolução do estado em Rocky III, a preparação para o fim do comunismo em Rocky IV, com a derrota de Ivan Drago em Moscou, pelas mãos de Rocky, com direito a discurso pacifista no final e aplausos de um sósia de Mikhail Gorbatchev num palanque. Rocky V, de 1990, pós-muro de Berlim, é a volta dos USA ao seu próprio umbigo, resolvendo problemas internos, personificados pela decadência de Rocky, as dificuldades de adaptação de seu filho adolescente e a traição de seu pupilo, sucumbindo ao dinheiro fácil de um empresário picareta, que lembra muito o velho Don King, que empresariava dez entre dez lutadores de boxe na aurora dos anos 90, quando Tyson caminhava pela Terra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.joblo.com/newsimages1/rocky6set.jpg" alt="mason" title="mason" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E temos Rocky Balboa, o filme, de 2006, o fecho da série, o segundo melhor longa, perdendo apenas para o primeiro episódio. Aqui Rocky está aposentado, sessentão, perdeu a mulher para o câncer e seu filho único tem vergonha dele. No comando de um restaurante, o Adrian's, Rocky entretêm os clientes com histórias do seu tempo de ringue, num ambiente cheio de fotos e posters dos tempos idos. É a crítica à internet, ao mundo virtual, pois, através de uma simulação de computador, Rocky é colocado no ringue com o atual campeão, Mason Dixon, um esportista movido a grana e que é acusado de lutar burocraticamente. Colocados os dados de ambos no computador, a simulação aponta vitória de Rocky por nocaute no segundo assalto. A chance para uma inusitada volta aos ringues para a despedida oficial tem lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que possa parecer absurdo, o roteiro de Rocky Balboa - escrito pelo próprio Stallone - é digno de um filme de Clint Eastwood. Não há qualquer esforço em esconder a velhice e as limitações de Rocky, que mostra-se totalmente fora de moda em todos os momentos. Detalhe sentimental pessoal quando ele ouve "Ooo Baby Baby", de Smokey Robinson, e entabula uma reflexão bronca sobre a velhice das pessoas, das coisas e do mundo. Não se engane, Rocky Balboa é um filmaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.donkeydish.com/wp-content/uploads/2008/04/rocky-balboa-steps-dog_1166560005.jpg" alt="rocky" title="rocky" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo esse texto pode ser um monte de bobeira de gente trintona meio desocupada ou  até pode fazer um certo sentido. Não me importo muito com os Estados Unidos, talvez somente com sua música, mas ver aquela queda de Apollo no ringue de Las Vegas em 1985 é tão sinistro e sintomático como ver a queda do World Trade Center da nossa adolescência. Não pelo impacto ou pela tristeza. Mas pela certeza de que o impossível está acontecendo e, droga, nada podemos fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ofertas&lt;/b&gt;: &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/banda-vx-98-performance_CategID_15525_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de banda vx 9.8 performance'&gt;banda vx 9.8 performance&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/loja-virtual_CategID_1730_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Loja Virtual'&gt;Loja Virtual&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/biblia-mulher_CategID_4035_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Bíblia da Mulher'&gt;Bíblia da Mulher&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/direito_CategID_5599_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de O que é direito?'&gt;O que é direito?&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Posts similares&lt;/b&gt;:&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/melhoresdomundo/2006/12/15/veja_rocky_balboa_praticamente_inteiro/'&gt;Veja Rocky Balboa praticamente inteiro!!!&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/melhoresdomundo/2006/11/16/rocky_balboa_mais_um_trailer/'&gt;Rocky Balboa, mais um trailer!&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/melhoresdomundo/2006/07/10/cenas_de_rocky_balboa/'&gt;Cenas de Rocky Balboa&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;a href='http://www.interney.net/blogs/cinema/'&gt;Cinema&lt;/a&gt; - &lt;a href='http://www.interney.net/blogs/'&gt;InterNey Blogs&lt;/a&gt; - &lt;a href='http://www.interney.net/'&gt;InterNey.Net&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/tsMJgiCeNhEoxVVPdVT6GoLlV2E/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/tsMJgiCeNhEoxVVPdVT6GoLlV2E/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
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	      <author>blogs@interney.net () </author>
	      <category>Cinema</category><category>Egotrip</category>
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	      <pubDate>Tue, 09 Jun 2009 22:12:44 GMT</pubDate>
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	      <title>Um Vestido e um Amor</title>
	      <description>Na sexta-feira passada, dia 22 de maio, Arthur Dapieve publicou mais uma de suas colunas no Segundo Caderno do jornal O Globo. Leio o que este sujeito escreve há quase 20 anos e o tenho em grande conta como profissional e mente pensante dentro do espectro cada vez menos esclarecido do jornalismo cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://oglobo.globo.com/fotos/2008/10/07/07_MVG_dapieve.jpg" alt="dapi" title="dapi" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dapieve falava sobre o lançamento do novo disco do argentino Fito Paez, No Se Si Es Baires O Madrid (Não Sei Se É Buenos Aires Ou Madri), gravado ao vivo na Espanha, cheio de convidados daquele país. Entre observações sobre uma ou outra música e sobre como novos arranjos haviam dado fôlego para o trabalho do argentino, Arthur não escapou de mencionar uma de suas músicas favoritas: "Un Vestido y Un Amor". Digo que é uma das favoritas do jornalista porque ele já a mencionou antes, lá pelo fim da década de 1990, numa crônica em que tece comentários sobre determinadas canções de amor. Ali (como na sexta-feira próxima passada) Dapieve menciona o singelo verso do argentino, "eu não procurava nada e te vi", como a epítome do ato de se apaixonar, ou seja, a verdadeira paixão - aquela com credenciais para durar talvez a vida toda - vem inesperadamente, sem que a busquemos. A gente simplesmente é arrebatado e pronto. Voltaremos a isso mais abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_5anXSLYDIJI/SMxGAY8FpYI/AAAAAAAAB2M/p4S8RoIG3EQ/s320/fito+paez.jpg" alt="fito" title="fito" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2006 eu escrevi meu primeiro (e até agora único) livro, Vestido de Flor. Foi a realização de um sonho pessoal muito antigo e abortado inúmeras vezes, pelo simples fato de que é muito difícil escrever um livro e, mais ainda, publicá-lo. Durante um bom tempo eu pensei que havia escrito o Vestido de Flor para exorcizar a experiência que ele narra, algo como uma catarse, um esguicho mental, algo que me aliviasse. Estava eu errado e resolvi contar o motivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fito Paez e Dapieve estão diretamente ligados à realização do Vestido, de diferentes formas. A música de Fito, que ouvi primeiro na voz de Caetano Veloso, no disco Fina Estampa, foi recorrente na escrita do livro, seja pelo título ou pela circunstância que ela trata. A presença de Dapieve ainda é mais intensa, principalmente pela camaradagem dele em assinar uma singela contracapa para o livro, na qual o compara com filmes como Antes Do Amanhecer ou Antes Do Por Do Sol. Bondade dele, mas, deixando a humildade de lado, talvez haja grandes semelhanças mesmo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande personagem desse livro, no entanto, não é mencionada na história, não era conhecida por mim quando eu o escrevi, não me inspirou a fazê-lo ou nada disso. Ou tudo, por uma via transversa inconsciente, vá saber. O que quero dizer é que o Vestido de Flor me fez conhecer minha esposa e vivenciar a experiência que Fito Paez descreve em sua música e Dapieve celebra em sua crônica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://br.geocities.com/rockinformacao949/mariaestrella_livro.JPG" alt="maria" title="maria" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando lancei o livro, em 19 de março de 2007, recebi alguns amigos queridos na Livraria da Travessa de Ipanema. O relógio já se aproximava das 22:00h quando recebo a ligação no celular de uma pessoa que se atrasara, perguntando se ainda podia aparecer para pegar seu exemplar. Concordei. Afinal de contas, Maria Estrella foi uma pessoa com quem havia conversado muitas vezes desde que o livro ficara pronto. Ela lançara alguns meses antes um belo livro sobre a Rádio Fluminense FM, também celebrado por Arthur Dapieve em sua coluna e que fora recebido pelo Portal Rock Press para ser resenhado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria fora gentilíssima quando entrei em contato com ela para obter informações sobre preços de gráficas, folhetos, enfim, me deu várias direções a seguir e fez questão de enfatizar que iria ao lançamento do Vestido de Flor. Fosse quando fosse. Achei gentil da parte dela, principalmente porque eu ainda não tinha certeza de onde ou mesmo se faria isso. Portanto, era encantador saber que ela seria a última pessoa a quem eu daria um exemplar autografado do meu querido filho literário naquela noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://br.geocities.com/rockinformacao949/fluminensefm_porta.jpg" alt="livro" title="livro" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Maria entrou na Livraria da Travessa praticamente vazia, senti exatamente o que Fito Paez queria dizer em sua canção. Eu não procurava nada e a vi. Me apaixonei imediatamente e procurei disfarçar com uma atitude simpática, solícita, secretamente resignada diante da aparente improbabilidade em me relacionar com ela mais tarde. Na época, tanto ela quanto eu tentávamos fazer funcionar relacionamentos em nossas vidas, sem muito sucesso, diga-se de passagem. Assinei o livro para Maria e a vi ir embora, sem saber que o futuro e o destino haviam vindo com ela pela livraria e me fizeram uma visita. Dez dias depois, após telefonemas, e-mails e contatos, começamos a namorar e posso afirmar que nos casamos em alguns dias. A cerimônia oficial só viria meses depois, mas era apenas para que os outros soubessem do que já tínhamos ciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já contei essa história para os amigos mais chegados mas, sabe-se lá, senti vontade de escrevê-la e torná-la acessível a todos aqueles que pensam ser impossível se apaixonar e ver esse amor durar. No nosso caso, para sempre, desde sempre, todo dia. Quando menos esperarem vocês verão. Garanto-lhes que vale a pena o tempo empreendido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.gardenal.org/inagaki/vestidodeflor.gif" alt="vestido" title="vestido" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: para mais alguns detalhes sobre o Vestido de Flor, visitem o &lt;a href="http://www.myspace.com/vestidodeflor"&gt;www.myspace.com/vestidodeflor&lt;/a&gt; . Acho que ainda está tudo lá. Se quiserem adquirir um dos poucos exemplares restantes, deixem um comentário com seu e-mail.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ofertas&lt;/b&gt;: &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/bematech-mp-20_CategID_6746_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Bematech Mp 20'&gt;Bematech Mp 20&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/fluminense-estilo-retro_CategID_10049_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Fluminense Estilo Retro'&gt;Fluminense Estilo Retro&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/adidas-jerez-lo-nyl_CategID_23214_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Adidas Jerez Lo NYL'&gt;Adidas Jerez Lo NYL&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/cacharel-amor_CategID_5400_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Cacharel Amor Amor'&gt;Cacharel Amor Amor&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Posts similares&lt;/b&gt;:&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/carvoeiro/2009/05/08/mario_prata_e_a_mulher_que_nunca_o_perdo_1/'&gt;Mario Prata e a mulher que nunca o perdoou&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/blogdocel/2009/04/24/a_black_music_de_arthur_dapieve/'&gt;A Black Music de Arthur Dapieve&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/melhoresdomundo/2006/03/06/mauricio_de_sousa_e_temalbrgde_livro/'&gt;Mauricio de Sousa é tema&lt;br&gt;de livro&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;a href='http://www.interney.net/blogs/egotrip/'&gt;Egotrip&lt;/a&gt; - &lt;a href='http://www.interney.net/blogs/'&gt;InterNey Blogs&lt;/a&gt; - &lt;a href='http://www.interney.net/'&gt;InterNey.Net&lt;/a&gt;
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	      <author>blogs@interney.net () </author>
	      <category>Egotrip</category><category>Música</category>
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	      <pubDate>Tue, 26 May 2009 19:27:23 GMT</pubDate>
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	    <item>
	      <title>Desconstruindo Wilco </title>
	      <description>&lt;img src="http://letsrocktonight.files.wordpress.com/2009/03/wilco.jpg" alt="wilco" title="wilco" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha intenção era postar o texto abaixo como um aperitivo para o lançamento do novo disco do Wilco, a se realizar no dia 30 de junho próximo. A morte de Jay Bennett, no entanto, me obriga a dedicar essas linhas ao multiinstrumentista que ajudou a criar dois dos melhores trabalhos da banda: Being There e Summerteeth. Além deles, Bennett participou das colaborações do grupo com Billy Bragg e da concepção inicial do trabalho seguinte do Wilco, Yankee Hotel Foxtrot, largando a banda com o disco ainda inacabado. Ele teve uma simpática carreira solo, com quatro discos lançados entre 2002 e 2006, sendo que o último, The Magnificent Defeat, é uma beleza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bennett processou o líder da banda, Jeff Tweedy, no início desse mês de maio, reivindicando direitos autorais supostamente não recebidos durante o tempo em que permaneceu no Wilco. Ele tinha 45 anos e morreu dormindo, de causa ainda não definida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://austintownhall.com/wp-content/uploads/2008/11/jay_bennett5.jpg" alt="jay" title="jay" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, o texto que você lerá abaixo é uma caprichada biografia da banda, completa até o lançamento do trabalho anterior, Sky Blue Sky (2007) e conta tudo sobre os altos e baixos do Wilco, enquanto o novo disco não chega. Um belo disco, diga-se de passagem, e que será esmiuçado aqui no momento certo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domingo, 15 de Abril de 2007 (11:37:19)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A existência de uma banda como Wilco dá ensejo a uma série de caraminholas nas mentes dos que insistem em enxergar algum significado na música pop enquanto manifestação artística séria. Mais que uma bela formação de rock, a banda de Jeff Tweedy ousa traduzir os pensamentos e angústias de um ser pouco visto na cultura de massa: o americano médio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vários momentos de 2005 eu coloquei minha cópia de Summerteeth, o terceiro disco da carreira do Wilco, e cravei a faixa 12, "When You Wake Up Feeling Old". Não era uma época muito radiante na minha vida e essa canção disputava a hegemonia da vitrolinha com outra composição desse mesmo disco, "How To Fight Loneliness". Pelos títulos, "Quando você acorda se sentindo mais velho" e "Como combater a solidão", já dá pra ter uma idéia do estado de espírito que dava as cartas por aqui. Mas, não tema. Não tornarei essa matéria algo estritamente pessoal e, por hora, ao mencionar as mesmas músicas, apenas informo que as coloquei como trilha sonora enquanto batuco as palavras que farão uma tardia justiça ao Wilco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://poligot.files.wordpress.com/2008/07/2005_09_29_wilco_obama.jpg" alt="obama" title="obama" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há na imprensa nacional uma matéria que mapeie a importância da banda de Jeff Tweedy para o rock atual e isso é um erro imperdoável, não só pelo esquecimento ou negligência, mas principalmente pelo gasto excessivo de tempo e palavras vazias com um sem número de bandas insossas e de vida curta, que não alimentam a alma. Ouvir um disco do Wilco dá sustança à sua alma, mesmo que a banda não lhe seja querida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Wilco lança em 15 de maio próximo o seu novo disco, Sky Blue Sky. Quem já teve oportunidade de ouvi-lo na internet não conseguiu ficar imune ao charme do novo trabalho. Seja para o bem ou para o mal. Sky Blue Sky é um disco plácido, tranqüilo, contraditório de toda a seara experimental que a banda trilhou desde 2001, quando iniciou o processo criativo de Yankee Hotel Foxtrot. O clima que caracteriza as novas canções é de paz e reconciliação com o "campo" e uma visita a ele. Soa como se a banda voltasse pra casa, após tanto tempo, num rito de passagem claro, de reencontro consigo mesma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.cluas.com/images/music/album/wilco-sky-blue-sky.jpg" alt="sbs" title="sbs" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O engraçado é que o Wilco se tornou muito plural e de muitos lugares, a tal ponto que pode soar estranho ao ouvido de muita gente ouvir Tweedy cantando versos como "Maybe the sun will shine today, the clouds will blow away" ao longo do disco. Talvez os quase treze anos de carreira tenham impulsionado a banda de volta a um passado que não existe mais, tamanha a transformação que eles mesmos empreenderam. De qualquer forma, deixando a cri-crítica de lado, dá para se esbaldar na beleza de "Hate It Here", "Walken" ou "Shake It Off", capazes de lembrar gente boa que as pessoas simplesmente desconhecem, como Harry Nilsson, Wings (sim, a segunda banda de Paul McCartney), ou mesmo Grateful Dead.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser difícil para muitos fãs aceitar um som tão pacífico e sereno, no lugar das guitarras e teclados dos trabalhos anteriores, mas, ouvindo Sky Blue Sky, dá pra ter certeza que o Wilco já experimentou o que precisava. Talvez o resultado das experiências e da inquietude artística - uma analogia com a vida está valendo - seja, exatamente, a paz. O sexto disco do Wilco é um disco de paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em qualquer um dos seis álbuns lançados (mais as duas colaborações com o trovador inglês Billy Bragg - Mermaid Avenue 1 e 2 - e o disco ao vivo, Kicking Television) há música pop relevante e plural, capaz de juntar muitos estilos em uma só canção. Barulho, silêncio, caos, cosmos, tudo ao mesmo tempo, de uma só vez. Nem sempre foi assim, entretanto. Houve um tempo em que o Wilco era uma banda razoavelmente previsível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://archive.perfectduluthday.com/WilcoRoadcase.jpg" alt="wilco1" title="wilco1" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Belleville, Illinois, perto de Chicago, lá pelos idos de 1987, provavelmente não havia nada para fazer, exceto rock'n'roll. É aquela situação típica de cidade do interior americano: o sujeito faz o high school, se forma e migra para uma metrópole, em busca de uma vida melhor e se sujeita ao envernizamento que a vida adulta e responsável impinge a quase todo mundo. Quid pro quo. Mas, no caso de Jeff Tweedy e Jay Farrar, essa regra não se aplicou e os dois colegas de escola, nascidos no mesmo Belleville Hospital, vinte anos antes, decidiram reativar seu antigo projeto punk, os Primitives.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia era tornar o som um pouco melhor e mais interessante, mas os rapazes não tinham uma idéia exata do que fazer. Eles e o baterista Mike Heidorn ainda digeriam a notícia do alistamento de Wade Farrar, irmão mais velho de Jay, que largara a banda pouco tempo antes. Quase instintivamente, o trio Tweedy, Farrar e Heidorn iniciou uma audaciosa e pioneira jornada rumo à música country de raiz, daquelas que os pais gostavam de ouvir e que davam o tal sentimento de "homeland".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://assets.mog.com/pictures//artists/0000/0000/1897/pictures/82266.jpeg" alt="ut" title="ut" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o acento country veio o novo nome: Uncle Tupelo, e uma inesperada rotina de shows pelo Meio-Oeste ao longo dos dois anos seguintes, algo que levou os sujeitos a largar o colégio, principalmente porque o pequeno selo Rockville fizera uma proposta num dos buracos pestilentos em que apresentaram a tal mistura de punk (via Hüsker Dü, Black Flag e Replacements) com country. Misturando hinos gospel, composições próprias e covers inusitadas, o Uncle Tupelo gravou seu primeiro disco, No Depression, em 1990, e iniciou um movimento musical do qual pouco se ouviu falar na época: o alternative country. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o mundo voltava lentes e microfones para Seattle e seu som pesadão, os jovens do coração da América faziam uma interessante revisitação de raízes que nem imaginavam possuir e mesclavam tais genes musicais ancestrais com o que tinham por mais querido e familiar: o punk e sua mensagem primal de "não ao tédio".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O alarde foi tão grande que Uncle Tupelo tornou-se a ponta de lança do movimento e suas letras sobre a vida nas cidades pequenas, enfatizando o regozijo de se viver em paz, com honestidade e amor ao solo que dá sustento e permite encher a cara nas noites, eram tão precisas no retrato do tal americano médio que parecia impossível resistir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto Farrar parecia mais afeito ao resgate do country rock mais rasgado, principalmente de Neil Young e Flying Burrito Brothers, Tweedy era seu contraponto punk, enguitarrando e usando vocais rascantes para dar o tom exato da cruza entre metrópole e campo, passado e presente. Em 1991 eles dariam continuidade ao sucesso com Still Feel Gone e contariam com a produção de Peter Buck (do REM) em seu terceiro disco, o acústico March, 16-20 1992. O sucesso foi suficiente para o selo Sire, distribuído pela Warner, acenar com uma proposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.songlyricscollection.com/lyrics/u/uncle-tupelo/march-16-20-1992/march-16-20-1992.jpg" alt="march" title="march" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta época, o Uncle Tupelo já contava com três novos integrantes: Ken Coomer, que havia substituído o baterista Heidorn, mais Max Johnston e John Stirratt, multi-tocadores de quase todos os instrumentos de cordas possíveis e imagináveis. O primeiro e único disco lançado pela Sire, Anodyne, é considerado também o melhor trabalho do Uncle Tupelo, mas a banda encerraria suas atividades em 1994, após uma briga definitiva entre seus dois cérebros pensantes, Tweedy e Farrar. Este último se reuniria ao primeiro baterista do Uncle Tupelo, Mike Heidorn e formaria o Son Volt. Tweedy, Stirratt, Coomer e Johnston seriam conhecidos a partir de 1995 como Wilco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro disco que Tweedy e cia lançaram, A.M., poderia ser considerado como uma continuação natural da cartilha do Uncle Tupelo, o que não o desmerece e nem surpreende. Assim como o primeiro disco da banda que Jay Farrar criou, o Son Volt, Trace, também leva o country rock noventista alicerçado nas bases do Uncle Tupelo adiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://farm1.static.flickr.com/6/5619960_4c113710fa.jpg" alt="tkts" title="tkts" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo, entretanto, saltava aos ouvidos em A.M.. O Wilco seguia as fórmulas de atualização do country rock, perpetradas pela banda original, mas não se preocupava em inovar em nada, pelo menos por enquanto. Canções que emergiam do disco, como "Casino Queen", "Box Full Of Letters" ou a emblemática "Blue Eyed Soul", apesar de lindas, não avançavam nada em nenhuma nova direção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nova direção, aliás, que não tardaria a chegar, a bordo do segundo disco do Wilco, lançado pouco mais de um ano depois. Being There trazia influências que permaneceriam no pedigree da banda para sempre. Ecos de Beatles, Big Star, Neil Young, REM, psicodelia, até mesmo um pouco de soul, tudo estava condensado e magicamente urdido nas dezenove faixas do disco (duplo). Tudo o que A.M. não mostrou, Being There escancarou, arremessando o Wilco aos céus já em seu segundo trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://a0.vox.com/6a00d4141a65c9685e00d414499b00685e-500pi" alt="bt" title="bt" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Misunderstood", a primeira faixa, já dá a impressão de que outra banda gravou tudo aquilo usando o mesmo nome, tamanho o susto que o arranjo de guitarras e cordas, entremeando silêncio e barulho, causa no ouvinte mais distraído. Psicodelia country? Difícil dizer, mas, impossível negar a presença do campo, mesmo num disco tão diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia de "campo", parece ser a mesma que bandas como Flying Burrito Brothers, Buffalo Springfield, The Band ou artistas como Neil Young usaram como cores principais em suas paletas musicais. Uma espécie de lugar idílico, ideal, inexistente na realidade, mas tornado real nas melodias, que apontam para lá, convidando o inconsciente coletivo a pegar emprestadas memórias alheias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A linha melódica de "Far, Far Away", a surpreendente guitarrinha power pop de "Monday" e "Outtasite (Outta Mind)" ou a melancolia de manhã em "Red-Eyed Blue", tudo em Being There funciona mais do que poderia se supor e a impressão é de que um grupo de pessoas entrou no estúdio, empunhou seus instrumentos e deixou suas mentes vagarem e, por um milagre, todas elas foram na mesma direção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://expressnightout.com/content/photos/2007-10-21-Bragg-4.jpg" alt="mermaid" title="mermaid" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco tempo depois, Jeff Tweedy seria convidado por Nora Guthrie, filha do trovador folk Woody Guthrie, para uma missão sedutora e quase impossível: musicar várias letras, escritas entre 1939 e 1967, que permaneciam sem melodia e criando poeira nos arquivos do velho Woody. Para a mesma tarefa veio o soberbo Billy Bragg, herdeiro britânico da tradição socialista de Guthrie, e a colaboração dos dois resultou num disco excepcionalmente belo, chamado Mermaid Avenue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez sem querer, Wilco e Bragg não chegaram a se misturar ao longo do disco, musicalmente falando, e isso ofereceu uma interessante visão sobre o trabalho de Woody Guthrie. Enquanto Bragg procurou recriar as tradições folk de antanho, o Wilco não se preocupou em soar como uma banda dos anos 50 e ousou transportar muito do clima de protesto e lirismo para os anos 90, sem arranhar as intenções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O melhor exemplo dessa interessante disparidade aparece nas duas primeiras faixas do disco, "Walt Whitman's Niece" e "Califórnia Stars". Na primeira, Billy Bragg só se deixa revelar pelo sotaque carregadíssimo, mostrando que aquela gravação não surgira no meio dos anos 40, por exemplo. A segunda música já traz o Wilco em sua busca pela simbiose perfeita entre modernidade e tradição, campo e cidade, arrojo e tradição. Igualmente perfeita, sem, no entanto, dar a impressão de ser algo antigo, a tradução da letra de Woody Guthrie para os anos 90 não a descaracteriza, mas a insere numa linha de descendência da qual o próprio Jeff Tweedy participa. Outro exemplo da meticulosa recriação da banda está na belíssima "At My Window Sad And Lonely".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma seqüência do projeto, Mermaid Avenue vol.2, viria em 2000 e seguiria a mesma trilha, mostrando um Billy Bragg fiel às tradições e um Wilco ousado e moderno à sua maneira. Daí viria mais uma canção que seria incorporada ao rol de favoritas da banda - "Airline To Heaven".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da participação do Wilco no projeto Mermaid Avenue, os dois discos resultantes da colaboração com Billy Bragg inserem-se na discografia do trovador inglês, levando a história da banda de volta ao ano de 1999. Quando foram recrutados para o projeto, Tweedy e seus amigos, exceto por Max Johnston, que deixara a banda e fora substituído por Bob Egan, estavam preparando o sucessor de Being There. Seria impossível prever o que eles fariam, uma vez que todas as possibilidades estavam escancaradas, diante da ampliação do espectro sonoro da banda e do prestígio angariado com a participação no primeiro disco Mermaid Avenue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://farm1.static.flickr.com/39/121997174_a539176b9d.jpg?v=0" alt="st" title="st" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terceiro disco do Wilco seria um marco sutil dos anos 90. Um trabalho que rivaliza com o badalado OK Computer, do Radiohead, sem precisar criar novas formas de música pop - como o terceiro disco da banda inglesa supõe ter feito. Se Thom Yorke e seus cabeças de rádio tivessem o talento de Tweedy, fariam um disco como Summerteeth.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revolução que ele traz é discreta, sutil, de lenta percepção. Ao contrário das revoluções convencionais, a de Summerteeth te leva nos braços, e, ao fim do processo de assimilação da massiva quantidade de informação e intenções que o disco propõe, o ouvinte está automaticamente alçado a um novo nível. Simples assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem alarde, sem marketing, sem hype, o terceiro disco do Wilco nem chegou a vender grandes quantidades ou aparecer tanto quanto o trabalho do Radiohead. A perspectiva apresentada por Tweedy é de um abraço afetuoso ao pop dourado, de uma maneira que somente uma banda como o Wilco poderia fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se as influências beatle de Being There já eram notáveis, aqui elas estão por toda parte, dialogando com os DNA's de Dylan, Band, Big Star, Neil Young e, novidade, teclados progressivos inéditos, mas que poderiam ser new wave ou qualquer outra coisa indescritível. Arranjos de violinos e cellos aparecem no lugar das cordas country e levam o disco definitivamente para a cidade. Sim, Summerteeth não traz nenhum eco do tal "campo" e nem chegamos a sentir falta disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A abertura com "I Can't Stand It" aponta para um rock clássico, estiloso, conduzido por pianos, guitarras, saído de algum túnel do tempo setentista. A seqüência, com a poesia afiada de "She's A Jar" mostra do que Tweedy pode ser capaz de falar sobre o amor e seu lado negro, numa balada dilacerada por cordas milimetricamente dispostas a acariciar o inconsciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://wilcoclub.files.wordpress.com/2008/04/ashotinthearm.jpg" alt="sta" title="sta" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande avanço está na maestria pop rock que é "A Shot In The Arm", conduzida por piano e um sintetizador aparentemente alienígena no contexto do grupo, cortesia de Leroy Bach e Jay Bennett. A canção leva o Wilco para passear na ensolarada alameda do pop, naturalmente, como se a banda sempre andasse por aquelas vizinhanças, sem melindres ou maiores dramas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras canções merecem destaque ao longo do disco, seja "We're Just Friends", que poderia, sem exagero, pertencer ao White Album, dos Beatles. Ou na seqüência detonadora que traz "Pieholden Suíte", "How To Fight Loneliness" e "Via Chicago", homenageando a "Windy City" na qual a banda escolheu sedimentar-se. A beleza baladeira dessas músicas se mostra de formas distintas: se em "How To Fight Loneliness" ela aparece na forma de violão e órgão (que foi incluída na trilha sonora do filme Garota Interrompida) e em "Via Chicago", sob a égide de melodia que vai sendo lentamente conduzida para um abismo de guitarras; em "Pieholden Suíte" é seguido um roteiro sessentista de levadinhas psicodélicas que trazem, juntas, Brian Wilson, Beatles, Byrds e Band, numa só música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda mais admirável é o que se ouve em "When You Wake Up Feeling Old", um aceno saudoso a uma juventude que não se enxerga, apesar de presente, emoldurado por um instrumental rico, quase luxuriante, de violinos, guitarras e tudo mais. O fecho, com a faixa-título não poderia ser mais adequado, levando todos para um passeio sob o sol beatle, na canção mais animada do disco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhuma banda produz um álbum como esse e permanece incólume. O que o Wilco propôs no terceiro disco foi elevar a um nível inimaginável para a música pop americana da época - num caminho oposto a um outro inovador, Beck, por exemplo, que quase se embaralhava nas misturebas de gêneros e ritmos em bloco. O Wilco foi mais feliz e mais sutil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/__HjqXAVlmB0/SdPbvFO_jUI/AAAAAAAAAO4/pHsuivp0hvI/s400/Wilco___YHF_Engineer_Demos_2_by_wilkee.jpg" alt="yhf" title="yhf" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A entrada no século XXI serviu de fio condutor para a maior metamorfose que o Wilco já viveu em sua carreira. O quarto disco, já com a bateria de Glenn Kotché, começou a ser gravado pela banda, com um conceito que mostra o sentimento de solidão e isolamento que a década 00 trouxe para todos nós. Assim como uma rádio de ondas curtas, no meio do nada, o Wilco emitiria suas canções, sob o nome de Yankee Hotel Foxtrot, Y.H.F, letras típicas da comunicação de rádio amador, talvez algo tão anacrônico como o telex.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As músicas não traziam mais o instrumental colorido de Summerteeth e as canções não eram exatamente comerciais. Simples: como mencionado acima, nenhuma banda sai incólume de um disco em que praticamente atinge todos os seus objetivos musicais. O resultado é o novo nível, muitas vezes não comportado pela mentalidade monetária das gravadoras, que, geralmente, se intrometem nas obras e tentam conduzi-las para um lado mais palatável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jeff Tweedy não queria mais ser palatável, estava em busca de sua visão do Milênio, da experimentação, da ampliação de sua fórmula sonora. Yankee Hotel Foxtrot, curiosamente, retoma a tal visão de "campo", deixada de lado no disco anterior, mas o faz de um jeito inédito. Campo encontra o futuro, que já chegou. O que fazer quando as lacunas e silêncios das multidões das cidades chega até a camaradagem e às noites de bebedeira da cidadezinha? Como falar com os caminhoneiros na noite? Como escutar-se no meio de tanto silêncio disfarçado de som? YHF é sobre tudo isso, agravado pelo impacto de dois aviões em pleno World Trade Center. Não seria possível esperar um disco normal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.rollogrady.com/wp-content/uploads/2009/05/wilco_wideweb__470x42501.jpg" alt="wilcoco" title="wilcoco" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Reprise/Warner começou a encher o saco do Wilco a tal ponto, acenando com diminuições na distribuição do disco que Tweedy comprou as fitas masterizadas por 50 mil dólares, rescindiu seu contrato com a gravadora e disponibilizou o álbum na internet, na primeira das muitas demonstrações de afinidade da banda com os fãs. O processo criativo do disco levou Jay Bennett, sócio-fundador do Wilco, descontente com os rumos pouco ortodoxos que a banda seguia. A produção de Jim O'Rourke, um bamba dos estúdios e excelente guitarrista - mais tarde, membro integrante do Sonic Youth - ajudou o Wilco a modificar tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, sob um ponto de vista mais objetivo, YHF não é tão diferente dos outros trabalhos da banda. Canções como "War On War" e "I Am The Man Who Loves You", por exemplo, poderiam estar em Being There. "Kamera" e "Heavy Metal Drummer" são belos espécimes pop, enquanto "Jesus Etc" traz uma pegada blue eyed soul irresistível. O grande momento de mudança do disco é representado por duas canções em especial: "I Am Trying To Break Your Heart" e "Ashes Of American Flags". Ambas são mais pungentes e impressionantes que quase toda a produção rock do ano de 2001. O clima de solidão e complacência é tamanho que é impossível não se contaminar pela tristeza sugerida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento da carreira, o Wilco, reduzido a Tweedy, Stirratt, Glen Kotché e Leroy Bach, iniciou uma turnê para promover o disco, alçado ao status de lenda urbana, tamanho o bafafá com a gravadora e o episódio da compra das fitas master. O rebuliço das faixas disponíveis na internet também ajudou a promover YHF e, quando o selo Nonesuch Records se interessou em bancar a distribuição, qual não foi a surpresa de todos, vendo que o Nonesuch pertencia justamente à Warner, que acabou sem opções a não ser lançar o disco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o sucesso que YHF atingiu, traduzido na vendagem de mais de 400 mil cópias, mostrou o quanto uma obra não-comercial pode atingir. O processo de gestação do disco e a epopéia de seu lançamento foram documentados devidamente no filme I Am Trying To Break Your Heart, lançado em 2003, depois do lançamento oficial de YHF, que se dera em 2002. O documentário, dirigido por Sam Jones, traz à baila as tensões entre banda, gravadora e, principalmente entre Tweedy e Bennett, explicitando os motivos da saída deste último em meio às gravações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.ohmpark.com/pics/102807_Wilco2.jpg" alt="tweedy" title="tweedy" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir do lançamento de Yankee Hotel Foxtrot, o Wilco ingressou no hall das bandas "sérias" dos anos 00, ainda que sua gênese date de meados da década anterior e seus shows adquiriram nova relevância, misto de celebração e uma espécie de culto à persona de Jeff Tweedy, um dos sujeitos mais tímidos e introspectivos de que se tem notícia no rock. Tanto que muita gente estranhou o sumiço dele no início de 2004, algo que seria elucidado no lançamento do próximo disco, A Ghost Is Born.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma semana antes do álbum chegar às prateleiras, a semi-biografia do grupo, Learning How To Die, escrita pelo repórter Greg Kot, do Chicago Tribune, esmiúça a trajetória da banda desde as origens, passando pelas múltiplas transformações, chegando ao fenômeno Yankee Hotel Foxtrot, mostrando como o amadurecimento artístico não conseguiu levar a espontaneidade e o prazer de compor da banda. Em outubro do mesmo ano sairia The Wilco Book, uma espécie de diário da banda em forma de fotos e anotações, com um disco de sobras de estúdio das sessões de A Ghost Is Born encartado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://music.ent.tom.com/img/assets/200407/040728200435Wilco%20-%20A%20ghost%20is%20born.jpg" alt="ghost" title="ghost" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Ghost Is Born mostrou-se, grosso modo, uma seqüência natural de YHF, algo raro em termos de Wilco, uma vez que a banda sempre procurou ampliar o que o trabalho anterior mostrava. Seria um fardo muito pesado para o álbum novo a superação do impacto causado por Yankee Hotel Foxtrot, mas, uma audição mais cuidadosa de A Ghost Is Born mostra que é um disco mais focado e mais coeso que seu antecessor, porém, menos brilhante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é simples notar o motivo: se o Wilco não procurou mexer na fórmula mágica das composições, o resultado foi uma melhoria nela e uma maior capacidade de explorar o formato proposto pelo disco anterior, principalmente pelas duas canções mais emblemáticas - "I Am Trying To Break Your Heart" e "Ashes Of American Flags".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se ouve é uma sucessão de melodias rascunhadas, interrompidas, concluídas, abertas, esvoaçadas por guitarras cortantes, próximas ao noise e flertando firme com o krautrock, cortesia da produção e participação efetiva de Jim O'Rourke. A Ghost Is Born - cujo título é uma alusão de Tweedy ao seu problema de consumo de analgésicos no combate à síndrome do pânico - é mais caloroso e vivo que o antecessor. Parece um disco difícil, menos interessante, mas capaz de revelar grandes surpresas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro desafio seria suprir a falta de Jay Bennett. A presença efetiva de Leroy Bach e do novato Mikael Jorgensen, tocando todos os instrumentos com cordas e teclas e a própria produção de O'Rourke preencheram a lacuna lindamente. Isso também contribuiu para a aproximação do som a um estilo que poderia ser um primo do progressivo, algo que não é totalmente suficiente. A proximidade do Wilco nesse momento era com o Sonic Youth.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.unlaoised.gerryos.net/files/page0_blog_entry212_1.png" alt="live" title="live" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como a banda de Nova York, Tweedy e cia deixavam as inocentes melodias passarem pelas mãos lascivas das guitarras. O resultado é assombroso em "At Least That's What You Said", "Handshake Drugs", "Less Than You Think", "Spiders" e também relembra a veia pop perfeita desenvolvida pela banda ao longo dos tempos, com a graça de "Hummingbird" e "The Late Greats".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já na estrada para a turnê de A Ghost Is Born, o Wilco ainda teria a saída de Leroy Bach e a entrada de Pat Sansone e Nels Cline, fechando a formação mais adequada à proposta de evocar múltiplas sonoridades no palco. Se o roteiro das canções trazia gemas do início da carreira, como "Misunderstood" ou as adaptações do projeto Mermaid Avenue - "Airline To Heaven" e "One By One", o foco das atenções era para a transposição das canções de Yankee Hotel Foxtrot e A Ghost Is Born para o palco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O show que veio ao Brasil em outubro de 2005, na edição daquele ano do TIM Festival, é o mesmo que está documentado no disco ao vivo Kicking Television - Live In Chicago, lançado pela banda em maio. As versões cresceram assustadoramente com a participação do público e músicas como "A Shot In The Arm" e "Hummingbird", pop até a medula, tornaram-se pequenos hinos, com corais de milhares de vozes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discografia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A.M - 1995&lt;br /&gt;- Being There - 1996&lt;br /&gt;- Mermaid Avenue (com Billy Bragg) - 1998&lt;br /&gt;- Summerteeth - 1999&lt;br /&gt;- Mermaid Avenue vol.2 (com Billy Bragg) - 2000&lt;br /&gt;- Yankee Hotel Foxtrot - 2001/2002&lt;br /&gt;- A Ghost Is Born - 2004&lt;br /&gt;- Kicking Television - Live In Chicago - 2005&lt;br /&gt;- Sky Blue Sky - 2007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://wilcoworld.net/news/images/wilco_album_390.jpg" alt="camelo" title="camelo" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a capa do novo disco do Wilco. Simpática, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ofertas&lt;/b&gt;: &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/adidas-star_CategID_23210_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Adidas Star'&gt;Adidas Star&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/genius-shot-d5123_CategID_37941_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Genius G-Shot D5123'&gt;Genius G-Shot D5123&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/banda-vx-98-performance_CategID_15525_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de banda vx 9.8 performance'&gt;banda vx 9.8 performance&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/bomber-new-edge-pentaxial_CategID_15351_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Bomber New Edge Pentaxial'&gt;Bomber New Edge Pentaxial&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Posts similares&lt;/b&gt;:&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/dbasica/2007/10/19/autoramas_skylab/'&gt;Autoramas / Skylab&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/hedonismos/2007/04/04/a_mulher_da_minha_vida_desta_semana_amy_/'&gt;A mulher da minha vida desta semana: Amy Winehouse&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/dbasica/2007/12/11/title_512/'&gt;Indies: Lunar 4 / Manacá / Oaeoz&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;a href='http://www.interney.net/blogs/musica/'&gt;Música&lt;/a&gt; - &lt;a href='http://www.interney.net/blogs/'&gt;InterNey Blogs&lt;/a&gt; - &lt;a href='http://www.interney.net/'&gt;InterNey.Net&lt;/a&gt;
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	      <pubDate>Tue, 26 May 2009 13:34:04 GMT</pubDate>
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	      <title>Jarvis Cocker por Steve Albini</title>
	      <description>&lt;img src="http://www.brooklynvegan.com/img/music2/jarvis1.jpg" alt="jarvis" title="jarvis" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um erro comum e irritante as pessoas falarem de Britpop e mencionarem apenas Oasis e Blur. Uma terceira banda, tão ou mais importante que essas duas, estava na ativa muito antes de Damon Albarn e Noel Gallagher pensarem seriamente no showbiz. Era o Pulp. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, como remanescente de outros tempos - a fundação da banda data de 1978 - o Pulp era diferente. Enquanto as duas formações acima brigavam na imprensa e tentavam reeditar a rivalidade Beatles/Stones, Jarvis Cocker liderava a mais irônica e emblemática banda daqueles tempos. Exagero? Não, não mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oriundo de Sheffield, um cafundó operário no centro da Inglaterra, Cocker cresceu como um gato entre os pombos. Entediado, emputecido pelo destino encerrá-lo naquela terra esquecida por Deus, ele - a exemplo da maioria dos jovens - montou uma banda aos 15 anos de idade. Após idas e vindas de integrantes e sonoridades, o Pulp chegava a 1994 com um disco irretocável em mãos: His'n'Hers. A praia de Cocker era criticar e avacalhar com a hipocrisia da sociedade inglesa, confrontar princípios que ninguém seguia com a realidade enquanto imprimia ao Pulp uma sonoridade ao mesmo tempo pós-punk e glam, podendo parecer Joy Division e David Bowie e fazer sentido ainda assim. Havia, porém, o diferencial maior: Jarvis era um tarado de primeira categoria, obcecado por sexo e tudo que dizia respeito a isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_tRg73iZIquM/RsGfkQF0vwI/AAAAAAAAOcg/pGiJbMoRAbc/s320/pulp+common.jpg" alt="pulp" title="pulp" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles estouraram nas paradas britânicas justamente com "Babies", um conto de voyeurismo e desejo sexual reprimido, em tom novelesco, com vocal de Cocker pontuando tudo como se risse por dentro. A ironia continuou no disco seguinte, Different Class (1996), que consolidou o sucesso da banda e que detém o título informal de "disco mais importante do britpop", passando a perna em Parklife (Blur) e Definitely Maybe e What's The Story Morning Glory (Oasis). Dois anos depois o Pulp voltaria suas atenções para as emoções mais sombrias do ser humano na faixa dos trinta e tantos anos de idade. Era This Is Harcore (1998), falando sobre envelhecer, compreender e - talvez - perdoar o próximo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;We Love Life foi o último disco que o Pulp lançou, em 2002. A presença do grande ídolo de Jarvis Cocker, Scott Walker, no estúdio dá uma idéia do pop orquestral e sessentista que saiu desse disco. Na verdade, Walker apenas inspirou a produção do próprio Cocker, a esta altura com 39 anos de idade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após algum tempo em silêncio, Jarvis Cocker voltaria a trabalhar em um disco, dessa vez em carreira solo, com o título de Jarvis. Apesar de brilhante, o trabalho carecia do contexto que os discos do Pulp possuiam. Algo como legitimar o que deve ser dito, o que não batia com a imagem subitamente recatada de Jarvis, ainda que, a maçaroca sonora seja eminentemente sexual, conduzida com maestria por ele e mais colegas de longa data, como o guitarrista Richard Hawley e o saxofonista Steve Mackey. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é supresa constatar que Further Complications, o segundo disco de Jarvis, seja, enfim, totalmente coerente. Para imprimir o punch necessário às canções, foi recrutado Steve Albini, o homem que assinou a produção de In Utero, último disco do Nirvana. &lt;br /&gt;A presença de Albini, no entanto, não é sinônimo de peso puro e simples. Ela confere clima e relevância às molduras sonoras que conduzem as letras depravadas de Cocker, principalmente em "Angela", "Deep Fried In Kelvin", "You're In My Eyes" ou na explícita "Fuckingsong", dando uma impressão de T.Rex contemporâneo ou pitadas de Bowie, fase Spiders From Mars. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Jarvis Cocker antes via com certa fragilidade seus objetos de adoração - sejam eles mulheres, one night stands - ou o desfile de ironias puro e simples, em Further Complications ele se aproxima disso tudo, como um homem de meia-idade (aos 46 anos), capaz de interagir e, porque não, transar com tudo isso. &lt;br /&gt;ouça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.roughtraderecords.com/images/108t.jpg" alt="jarvis1" title="jarvis1" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ofertas&lt;/b&gt;: &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/banda-vx-98-performance_CategID_15525_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de banda vx 9.8 performance'&gt;banda vx 9.8 performance&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/magnum-rex_CategID_45328_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Magnum Rex'&gt;Magnum Rex&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/adidas-jerez-lo-nyl_CategID_23214_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Adidas Jerez Lo NYL'&gt;Adidas Jerez Lo NYL&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/olympus-15_CategID_12556_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Olympus X-15'&gt;Olympus X-15&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Posts similares&lt;/b&gt;:&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/qmat/2008/06/09/with_a_little_help_from_my_friends/'&gt;With a Little Help from My Friends&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/blogdocel/2008/10/04/oasis_nao_desaponta/'&gt;Oasis Não Desaponta&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/dbasica/2007/11/24/atrasou_thom_yorke/'&gt;Atrasou!: Thom Yorke&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;a href='http://www.interney.net/blogs/musica/'&gt;Música&lt;/a&gt; - &lt;a href='http://www.interney.net/blogs/'&gt;InterNey Blogs&lt;/a&gt; - &lt;a href='http://www.interney.net/'&gt;InterNey.Net&lt;/a&gt;
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	      <category>Música</category>
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	      <pubDate>Tue, 26 May 2009 12:14:57 GMT</pubDate>
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	    <item>
	      <title>Jayhawks Relançados</title>
	      <description>Essa banda de Minneapolis é um pequeno e parcialmente oculto tesouro do rock americano. Eles surgiram em 1986 mas só chamaram a atenção da mídia na virada da década de 1990, quando começavam a divulgar seu segundo disco, Blue Earth. Reza a lenda que George Drakoulias, dono do selo American Records, contratou a banda após uma conversa no telefone com alguém na qual ele podia ouvir as músicas de Blue Earth ao fundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.howwastheshow.com/images/jayhawks_promophoto2003.jpg" alt="j" title="j" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após assinar contrato com a American Records, a banda iniciou uma sequência de pequenos clássicos do que se chamou de alt country. Hollywood Town Hall (1992), Tomorrow The Green Grass (meu preferido, de 1995) e Sound Of Lies (1997) consolidaram a banda no cenário americano e inglês e fizeram justiça ao talento de seus líderes, Mark Olson e Gary Louris que, deixaria a banda antes das gravações de Sound Of Lies. Olson ainda levou o Jayhawks à frente com dignidade e concebeu discos maravilhosos, ainda que inferiores a esta trinca: Smile (2000) e Rainy Day Music (2003). A banda encerrou suas atividades, mas Olson e Louris mantiveram-se ativos até reecontrarem-se neste ano, para o lançamento de Ready For The Flood, disco que eles gravaram juntos. Mas o melhor disso tudo é que a discografia do Jayhawks será relançada com a chancela da Sony/Legacy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso significa faixas-bônus, remasterização, notas, textos, fotos e, claro, uma fortuna gasta em cinco discos importados. Seis, se contarmos com a coletânea da qual falo logo abaixo. Sim, porque este que vos escreve é um consumidor de discos à moda antiga, mesmo que o tempo e a maturidade tenham aconselhado a comprar apenas os discos essenciais. Jayhawks é uma banda essencial e mais desconhecida por aqui do que merecia. Nunca foram grandes, nunca abusaram do marketing, mas seu talento e capacidade de misturar levadas country com harmonias beatle e vocais celestiais fez sua fama para os iniciados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como aperitivo para os relançamentos dos cinco discos (apenas o primeiro e Blue Earth não serão relançados), a Sony solta em 7 de julho - lá fora, claro - a coletânea Songs From The North Country. Ela vem em dois formatos: disco simples com 20 sucessos da carreira da banda e disco duplo + DVD, com um álbum bônus de gravações caseiras, ao vivo e inéditas e uma compilação desses momentos em vídeo. Uma palavra pra definir isso? Imperdível. Outra? Inestimável. &lt;br /&gt;Se você ainda não conhece o Jayhawks, faça o favor de procurar a sua fonte mais próxima - download, CD's importados, bolso dos pais, discoteca do amigo - mas ouça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ofertas&lt;/b&gt;: &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/banda-vx-98-performance_CategID_15525_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de banda vx 9.8 performance'&gt;banda vx 9.8 performance&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/god-of-war_CategID_6760_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de God Of War 2'&gt;God Of War 2&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/bematech-mp-20_CategID_6746_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Bematech Mp 20'&gt;Bematech Mp 20&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/sony-memory-stick-micro-m2_CategID_13827_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Sony Memory Stick Micro - M2 2 GB'&gt;Sony Memory Stick Micro - M2 2 GB&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Posts similares&lt;/b&gt;:&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/dbasica/2007/10/23/discoteca_basica_remasters_rare_earth/'&gt;Discoteca Básica Remasters: Rare Earth&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/dbasica/2007/04/13/harry/'&gt;Harry&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/dbasica/2007/04/25/rock_anos_70_nacional/'&gt;Rock Anos 70 Nacional&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;a href='http://www.interney.net/blogs/musica/'&gt;Música&lt;/a&gt; - &lt;a href='http://www.interney.net/blogs/'&gt;InterNey Blogs&lt;/a&gt; - &lt;a href='http://www.interney.net/'&gt;InterNey.Net&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/q8YBHviRhnn2567ap_z628a149w/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/q8YBHviRhnn2567ap_z628a149w/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/q8YBHviRhnn2567ap_z628a149w/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/q8YBHviRhnn2567ap_z628a149w/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;</description>
	      <link>http://www.interney.net/blogs/blogdocel/2009/05/21/jayhawks_relancados/</link>
	      <author>blogs@interney.net () </author>
	      <category>Música</category>
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	      <pubDate>Thu, 21 May 2009 19:18:04 GMT</pubDate>
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	    </item>
	  
	    <item>
	      <title>Os 55 Melhores Discos do Pop Nacional (1998-2008)</title>
	      <description>&lt;img src="http://ancoradanoespaco.zip.net/images/Vitrola.jpg" alt="1" title="1" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo após fazer a lista dos 45 piores discos do pop rock nacional entre 1998 e 2008, percebi que havia uma outra relação de álbuns a ser feita. De fato, pouco tempo depois da lista dos piores ser publicada, recebi pedidos de leitores que queriam que eu dissesse quais seriam os melhores discos do mesmo período. Me pediram nacionais e internacionais e me detive a selecionar trabalhos feitos por artistas brasileiros. Não que listas de bandas e cantores/as gringos/as não estejam nos planos, mas, por ora, vamos falar bem das pessoas e seus discos, certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conceito usado para essa nova lista não mudou. Os discos são colocados em ordem cronológica, com uma das três classificações - muito bom, excelente e clássico - para distinguir os trabalhos e eu me preocupei em ser o mais plural possível, evitando deixar a balança pender para o lado independente ou para o lado mainstream da produção musical brasileira dos últimos dez anos. Me senti tentado a incluir artistas como André Mehmari, Guinga, Chico Pinheiro e Hamilton de Holanda, mas deixei-os de fora por achar que seus trabalhos - todos belíssimos - são menos pop que o necessário para figurar numa lista como essa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que, pela quantidade de artistas novos, independentes e pouco conhecidos que estão nessa lista, a chance de mostrar possibilidades para o leitor aumenta. Essa é a parte mais legal de se escrever sobre música. Por outro lado, a presença de artistas eminentemente pop na relação atesta que os ouvidos devem estar voltados para todas as direções. Há nomes muito conhecidos, outros nem tanto. Sendo assim, leia, releia, fale mal, concorde, discorde, comente. As críticas construtivas sempre são bem aceitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Los Hermanos, mundo livre s/a, Marisa Monte, Nação Zumbi e Adriana Calcanhotto aparecem, cada um, com dois trabalhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente - para todos nós que gostamos de música - essa nova lista tem dez discos a mais que a anterior. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2008/03/216_2750-calcanhotto.jpg" alt="2" title="2" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adriana Calcanhoto - Marítimo (1998)&lt;br /&gt;(Excelente)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quarto disco da cantora e compositora gaúcha permanece como seu melhor e mais preciso registro. Com capacidade de sobra para ousar e conseguindo sua identidade musical própria, Adriana alcança um nível altíssimo em Marítimo. Mesmo que o disco não tenha intenção, a idéia de algo fluido é latente por todas as canções, principalmente na busca de uma ponte com o outro lado do Atlântico - mais precisamente com Portugal. Tudo isso é totalmente subentendido, discreto, classudo e aparece de forma brilhante em canções próprias ("Vambora", "Canção Por Acaso), parcerias ("Pista de Dança" - com Waly Salomão, "Asas" - com Antônio Cícero) e versões luminosas como "Por Isso Corro Demais" (Roberto e Erasmo), "Quem Vem Pra Beira do Mar" (Dorival Caymmi, com participação do próprio) e "Mais Feliz", de Bebel Gilberto, Dé e Cazuza. Uma beleza, produzida por Liminha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_H15mPIxDg9Y/Scu3JbRx3vI/AAAAAAAAAHY/zTuct4GOh1c/s320/89+-+mundo+livre+-+carnaval.jpg" alt="3" title="3" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mundo livre s/a - Carnaval na Obra (1998)&lt;br /&gt;(Excelente)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge Ben, hip-hop, noise, beats eletrônicos, letras politizadas e até uma influência inesperada de Radiohead, tudo isso coexiste harmonicamente em Carnaval na Obra, o terceiro disco do mundo livre s/a. Aqui Fred Zeroquatro e sua trupe resolvem ampliar o espectro musical da banda, co-fundadora do chamado Mangue Beat, ao lado de Chico Science no início dos anos 90. Os vocais entediados dão o contraste necessário à fúria com que percussões, guitarras, cavaquinho e toda a massa de efeitos são colocados em cada canção. Em "Alice Willians" há um aceno simpático aos ritmos do norte do país, especialmente o carimbó, em meio a um ataque de bateria como há muito não se ouvia. A sensualidade escrachada de "Bolo de Ameixa" é o lado-B do lirismo techno-bossa de "Maroca", enquanto "Édipo, o Homem Que Virou Veículo" é puro suingue jorgebeninano. A beleza noise apocalíptica de "Compromisso de Morte" é o final act desse disco assustador. Ouvindo trabalhos como esse, não dá pra não lamentar a ausência absoluta de criatividade na música feita hoje, onze anos depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_iJaSVU8IzTo/R6Pvtqx6YvI/AAAAAAAAADg/gGUZVGXEY0M/s400/A+vida+%C3%A9+doce.jpg" alt="4" title="4" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lobão - A Vida é Doce (1999)&lt;br /&gt;(Excelente)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem a maior antipatia pela figura de Lobão é capaz de impedir o reconhecimento da quantidade de acertos presentes em A Vida É Doce. Neste trabalho, ele conseguiu, finalmente, dialogar com a modernidade, inserir blips e blops eletrônicos, flertar com o trip hop e, ainda por cima, vender tudo isso com autonomia nas bancas de jornais. Era o auge da "fase independente" do cantor e a beleza desse disco atestava que ele tinha, de fato, algo a dizer e que merecia o respeito exigido após supostas sabotagens sofridas por ele em sua luta por independência criativa ao longo dos anos. Deixando isso de lado, a Vida É Doce traz a melhor balada já composta por Lobão, "Vou Te Levar", com arranjos de cordas - compostos pelo próprio Lobo - e letra bela. Há também a inteligência de "Ipanema No Ar", na qual ele ressalta as belezas de um Rio de Janeiro cinzento e chuvoso. Essas duas canções, além da faixa-título, já credenciam o disco para essa lista.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_BPHNHF-400I/SSjD8jhC4vI/AAAAAAAAAMk/zJRtHofdJAY/s400/ira.jpg" alt="5" title="5" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ira! - Isso é Amor - (1999)&lt;br /&gt;(muito bom)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ira! sempre foi acusado de imaturidade por críticos, mas detém um público fiel ao longo dos tempos. Após uma sucessão de trabalhos de qualidade inferior na década de 90, a banda via um novo começo na então recém-criada Abril Discos. Veio então Isso É Amor, um compêndio de versões, enquanto o Ira! não compunha material inédito. O que poderia ser uma atitude picareta por parte de Nasi, Scandurra e cia, resultou num honestíssimo disco de homenagens a todo tipo de artistas, muitos deles inesperados. Há versões para contemporãneos da banda, como "Teorema" (Legião Urbana), "Chorando no Campo" (Lobão) e "Telefone" (Gang 90), homenagem à MPB dos anos 60/70, "Um Girassol da Cor do Seu Cabelo" (Milton Nascimento e Lô Borges), "Sentado À Beira do Caminho" (Roberto e Erasmo Carlos), "Jorge Maravilha" (Julinho da Adelaide, pseudônimo usado por Chico Buarque ao longo dos anos negros da ditadura), além de interessantes resgates de "Flash-Back" (do two-hit wonder niteroiense, Dalto) e "Minha Gente Amiga", de Ronnie Von. Um painel belo de uma banda procurando se reinventar com humildade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://i44.tinypic.com/27xj76a.jpg" alt="6" title="6" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Skank - Maquinarama (2000)&lt;br /&gt;(Muito bom)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A banda mineira chegava a este quinto disco sem saber o que fazer da vida. Os reggaes misturados com batidas da Jovem Guarda já aparentavam esgotamento de formato e seu tom excessivamente pulante e alegre quase condenavam o Skank a ser uma banda apenas dançante, o que "não pega bem" quando um artista quer ser levado a sério. Bobagem. Da indefinição estética, surgiu esse belo disco de transição. Se Samuel Rosa e sua turma tivessem optado pelo pop britânico decalcado de "Ali" e "Três Lados" ou pela belíssima e arejada neo-bossa "Balada do Amor Inabalável" (uma inusitada parceria com Fausto Fawcett) ou ainda pelo flerte latino de "Canção Noturna", tudo seria melhor. Maquinarama é um disco cheio de possibilidades e apontaria para um belo futuro, abortado pela banda quando resolveu forçar a barra e ser o Fab Four mineiro em Cosmotron. Em Maquinarama não há nada estudado e esse é seu maior trunfo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www2.uol.com.br/ziriguidum/0504/050411-01a.jpg" alt="7" title="7" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rappin Hood - Sujeito Homem (2000)&lt;br /&gt;(Muito bom)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazer rap no Brasil sempre foi difícil. Pioneiros dos anos 80 como Thaide e DJ Hum nunca conseguiram escapar das amarras do underground do estilo bem como se limitavam a repetir suas fórmulas mais tradicionais. Rappin Hood foi o sopro de renovação necessário para ampliar os horizontes. Com letras contando a vida dura da periferia paulistana, ele escapa da lenga-lenga dos Racionais MC's a partir do momento que amacia seu discurso em benefício de estabelecer diálogos com outros que não seus companheiros de classe, comunidade ou cruz. Com samplers certeiros de samba, soul nacional e uma verve invejável, Rappin Hood estourou com "Eu Sou Negrão", que contou com participação de Leci Brandão em uma letra de homenagens a grandes nomes da música nacional. Em "É Tudo No Meu Nome" ele chega a encarnar a figura clássica do rapper, mas há sempre a preocupação com a música, a melodia e não apenas com o binômio "rimar e programar batidas monótonas". A maior qualidade deste disco é a sinceridade, mercadoria raríssima num mundo em que as pessoas pensam que Marcelo D2 e Gabriel Pensador são baluartes do estilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2007/05/41_851-Na%C3%A7%C3%A3o%20Zumbi.JPG" alt="8" title="8" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nação Zumbi - Rádio S.a.m.b.a (2000)&lt;br /&gt;(Muito bom)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro disco gravado pela Nação Zumbi sem Chico Science é um belo exemplo de banda se reinventando. A julgar pelo disco anterior, Afrociberdelia, não dá pra saber se Chico teria se voltado para o mesmo experimentalismo que a Nação decidiu empreender nesse disco. Há muito dub, muita citação de hip-hop, muito assombro vocal em Jorge du Peixe, ainda sem achar seu próprio estilo, contribuindo para uma interessante sensação da presença de Chico Science. E há a guitarra de Lúcio Maia, seguramente um dos bambas nacionais do instrumento nas duas últimas décadas. As percussões são arrasadoras, mixadas dentro do estômago do ouvinte e as boas canções também contribuem para a boa degustação do disco. "Caranguejo Na Praia das Virtudes", "Azougue" e, sobretudo, "O Carimbó", são petardos inapeláveis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://img.terra.com.br/i/2005/03/22/215692-9539-ga.jpg" alt="9" title="9" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Max de Castro - Samba Raro (2000)&lt;br /&gt;(Excelente)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Max de Castro é integrante da chamada "Geração Trama", aquele grupo de artistas que despontaram no início da década, sob o selo da nova gravadora, comandada por João Marcelo Bôscoli. Filho de Wilson Simonal, Max (irmão de Simoninha) empreendeu uma ousada viagem pela música negra setentista produzida no Brasil, de uma forma até então inédita. Com a mente sintonizada no presente e no futuro, Max conseguiu imprimir uma sonoridade própria, cheia de referências legais. Há espaço para beats moderníssimos (geralmente de drum'n'bass) e citações explícitas a nomes como Baden Powell, Cassiano, Tim Maia, Jorge Ben e até Chico Buarque, cujo lado B "Sonho de um Carnaval" é mencionado na letra de "Pra Você Lembrar", a melhor canção de Samba Raro. Esse disco de Max de Castro, cheio de estilo, todo produzido e tocado por ele, é uma beleza que envelheceu dignamente nesses nove anos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://blogs.universia.com.br/sobremusica/files/2008/12/mundo-livre.jpg" alt="9" title="9" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mundo livre s/a - Por Pouco (2000)&lt;br /&gt;(Muito bom)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quarto trabalho da trupe de Mr. Fred Zeroquatro já aparecia totalmente diferente de seus (bons) discos anteriores. A adoção de uma "banda de mentira" para representar o mundo livre s/a já foi uma severa crítica à pasteurização do sambalanço junto à classe média de Rio e São Paulo. No conteúdo, no entanto, o combo recifense nunca soou tão profissional, afinado e influenciado por Jorge Ben. Canções como "Melô das Musas" ou a faixa-título são crias diretas da reverência ao velho mestre. Há espaço de sobra para outras boas influências, como ska pesado que conduz "Treme-Treme" ou o samba mais clássico em "Super Homem Plus" e "O Mistério do Samba". A verve política das letras de Fred também está presente, principalmente em "Lourinha Americana" e "Batedores (Resistindo ao Arrastão Global)". Mas o grande hit do disco é a sinuosa e jazzy "Meu Esquema", uma canção de amor como só o mundo livre poderia e saberia fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.misturinha.com/2/wp-content/uploads/2005/09/fj.jpg" alt="10" title="10" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frank Jorge - Carteira Nacional de Apaixonado (2000)&lt;br /&gt;(Muito bom)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sr. Jorge Otávio Pinto Pouey de Oliveira, conhecido como Frank Jorge, é uma figuraça. Ex-participante de duas bandas importantes do rock gaúcho, Cascavelletes e a excelente Graforréia Xilarmônica, e professor universitário, Frank iniciaria uma simpaticíssima carreira solo a partir deste impagável Carteira Nacional de Apaixonado. Não há qualquer tipo de pudor em assumir o flerte firme com as canções e moods da Jovem Guarda e das pop songs douradas do início dos anos 60. A influência de Roberto Carlos, Wanderley Cardoso e outros luminares do estilo é latente. Frank consegue criar uma atmosfera convincente, doce e ingênua, além de conceber boas músicas como "Cabelos Cor de Jambo", "Tá na Boa", "Homem de Neanderthal" e a melhor, "Serei Mais Feliz (Vou Largar A Jovem Guarda)".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_fviRgn6_SBE/R_uMDOXuGZI/AAAAAAAAAQU/sOYwCypChyU/s320/capa.jpg" alt="11" title="11" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Astromato - Melodias de uma Estrela Falsa (2000)&lt;br /&gt;(Clássico)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O disco dessa finada banda de Campinas/SP, deveria ser incluído num imaginário programa assistencial de fornecimento de boa música para a população. Formado por Fabrício, Pedro e Armando, a banda surgiu no fim do milênio fazendo guitar rock com letras em bom português. O disco, lançado pelo selo midsummer madness, após duas demos famosas no circuito underground da época, trazia pepitas de ouro pop como "Cadeialimentar", "No Macio, No Gostoso" e a soberba "Canção do Adolescente", esta certamente um dos grandes hits nacionais dos anos 00. A grande diferença do Astromato para as outras bandas que exploravam microfonias e distorções em meio à doçura pop, foi misturar as referências mais manjadas desse som - Jesus And Mary Chain e My Bloody Valentine - com o tino pop de Teenage Fanclub e mesmo Legião Urbana. Um clássico da década, cheio de garra e ingenuidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_fCvXd_2c5ME/SAeHEHNFJ_I/AAAAAAAAByY/a5UM2ncfxiQ/s320/simoninha+vol2.jpg" alt="12" title="12" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simoninha - Volume 2 (2000) &lt;br /&gt;(Excelente)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais um integrante dos chamados "artistas reunidos" a lançar disco solo no início das atividades da gravadora Trama. Simoninha, assim como Max de Castro, Jair Oliveira, Daniel Carlomagno e Pedro Mariano, despontaram para a mídia ao misturar influências de música negra brasileira dos anos 70 com batidas eletrônicas modernas. Simoninha - assim como seu irmão, Max de Castro - procurava investigar a produção do chamado "soul brasileiro" e atualizá-la, mas de uma forma mais preocupada em reviver os grandes intérpretes do gênero - Cassiano, Tim Maia - do que modernizá-lo. Seu primeiro disco é uma boa prova de que ele conseguiu o objetivo. Canções como "Aquele Gol", "Ter Você", a boa versão de "Eu e a Brisa" (de Johnny Alf) e a bela "Flor do Futuro" são bons exemplos do êxito alcançado por Simoninha.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://recorte.org/flip2008/wp-content/uploads/2008/05/vitor_ramil311.jpg" alt="13" title="13" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vitor Ramil - Tambong (2000)&lt;br /&gt;(Excelente)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tambong é um belo disco que pretende - e consegue - ser relevante no contexto nacional e, ao mesmo tempo, integrar-se à cultura e música dos países platinos. Para isso, Vitor Ramil rumou para Buenos Aires e gravou duas versões do disco, em português e espanhol, recrutou o argentino Pedro Aznar para a produção, ao mesmo tempo que convocava músicos brasileiros como João Barone, Lenine e Egberto Gismonti. O resultado é ímpar e belo. A regravação de "Foi No Mês Que Vem" (do próprio Vitor, lançada anteriormente no disco À Beça - 1996), salta aos ouvidos pela beleza acachapante dos versos, misturando presente e passado num tempo verbal novo, com a moldura genial do piano de Gismonti. "A Ilusão da Casa" e "Um Dia Você Vai Servir a Alguém" também são um belos exemplos da chamada "estética do frio", como Ramil define sua mistura de causos gaúchos e castellanos. Sensacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.telegraph.co.uk/telegraph/multimedia/archive/01178/arts-graphics-2007_1178178a.jpg" alt="14" title="14" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bebel Gilberto - Tanto Tempo (2000)&lt;br /&gt;(Muito bom)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este disco marcou o retorno de Bebel Gilberto ao universo da música, no qual ela praticamente nasceu. Filha de João Gilberto e Miúcha, Bebel era da turma que habitava as noites do Baixo Leblon carioca nos anos 80. Parceira de Cazuza e Dé (seu ex-marido) em "Preciso Dizer Que Te Amo", ela chegou a lançar um disco homônimo em 1986 e outro, em 1991, chamado De Tarde Vendo O Mar, que não despertaram atenção do público ou crítica. Nove anos depois a moça voltaria à carga, totalmente reformulada com esse terceiro disco, cheio de misturas simpáticas de ritmos brasileiros e sonoridades eletrônicas. O repertório traz pequenas maravilhas como as versões para "Samba da Bênção" (Baden Powell e Vinícius de Moraes), "Samba e Amor" (Chico Buarque) e "Samba de Verão" (Marcos Valle), além de revisitar outra parceira oitentisa com Dé e Cazuza, "Mais Feliz". Com produção dividida entre Suba e Mario Caldato Jr e contando com participação de gente tão distinta quanto o duo eletrônico Thievery Corporation e o &lt;br /&gt;percussionista João Parahyba, Tanto Tempo tornou Bebel uma estrela internacional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://mixriofm.uol.com.br/images/upload/marisamonte_blog.jpg" alt="15" title="15" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marisa Monte - Memórias, Crônicas e Declarações de Amor (2000)&lt;br /&gt;(Muito bom)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marisa Monte permaneceu quase seis anos sem gravar um disco de material inédito. Entre 1994 (lançamento de Verde Anil Amarelo Cor de Rosa Carvão) e 2000, apenas o registro ao vivo Barulinho Bom, com algumas canções novas inseridas num EP-bônus. O retorno de Marisa veio com esse belo Memórias, Crônicas e Declarações de Amor, no qual observamos uma sutil guinada em sua maneira de compor, principalmente &lt;br /&gt;pela adoção maior de elementos pop, internacionalizando sua música de uma maneira até então inédita. Sai o flerte seguro com o Brasil sob os olhos da classe média e entra a cantora universal, ainda que brasileira. Pode parecer pouco, mas o hit "Amor I Love You" é um bom exemplo dessa mudança de foco, cheio de arranjos emulando sonoridades beatles. A bela e tristíssima interpretação de "O Que Me Importa" também traz um arranjo pop convencional e belo. Ainda há um simpático &lt;br /&gt;samba de Paulinho da Viola, "Para Ver As Meninas", e a popíssima "Não Vá Embora", que formam um belo painel dessa chegada de Marisa Monte à maturidade artística. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_4OAc79HyZlo/SFFqWMJDvFI/AAAAAAAACI4/deWGGy6RyeA/s320/nei_lisboa_cena_beatnik.jpg" alt="16" title="16" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nei Lisboa - Cena Beatnik (2001)&lt;br /&gt;(Excelente)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos maiores tesouros musicais do Rio Grande do Sul, Nei Lisboa é um trovador urbano e boêmio, habitante do bairro do Bom Fim, em Porto Alegre, ainda que seja natural de Caxias do Sul. Com uma carreira aleatória, passando por várias gravadoras, Nei chegava ao ano de 2001 com esse Cena Beatnik, após passar o fim do milênio excursionando pelo sul do país, cantando clássicos do pop internacional, que ele reunira para versões voz/violão em seu trabalho anterior, o belo Hi-Fi. Retomando as letras autorais, críticas e confessionais, Nei já &lt;br /&gt;mandava o belo verso "o acaso me deixou na porta da tua casa" na faixa-título e adentrava pelas searas do progresso e da perda de ingenuidade. "Zarpar Pro Futuro" é outra bela música sobre otimismo e força para enfrentar adversidades como "pão de queijo ser copyright e pão-de-ló se comprar na Internet", acenando para o passado. O disco é quase conceitual, questionando os benefícios do progresso e os paradoxos da mídia. Cena Beatnik é uma cacetada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/powerpopstation/imagens/m06_brilhantines.jpg" alt="17" title="17" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brilhantines - Cançonetas por ti Entoadas (2001)&lt;br /&gt;(Excelente)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro CD do Brilhantines é um acerto, do início ao fim. A banda de Cerquilho, interior de São Paulo, propõe aqui uma visita aos anos dourados, não os que vemos na TV, mas aqueles que habitam cada um de nós. Ainda que a roupagem musical escolhida por Neto (vocais), Dadá (bateria), Yuri (guitarra) e Nilton Denardi (baixo) seja o mix de levadas do início do rock e Jovem Guarda com guitarrices indies americanas, a nostalgia paira, feliz, no ar. Tudo no disco beira a perfeição: A produção imprecisa que acaba colocando guitarras sobre bateria, enfatizando a melodia; os vocais precisos de Neto se equilibrando para não exagerar na emoção e, o ponto forte, as composições cheias de apelo pop. Músicas simples e belas como "Dramática" e "Esplendor" remontam ao primeiro disco dos Los Hermanos, enquanto "Amanhã" surge graciosa em seus três minutos de doçura pop irresistível. Belo disco, bela banda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://v1.dyingdays.net/Pelvs/pelvs1.jpg" alt="18" title="18" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelvs - Península (2001)&lt;br /&gt;(Muito bom)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Pelvs foi uma banda carioca, integrante de uma cena rock da Cidade Maravilhosa que poucos sabem que existiu. Depois de militar pela casas noturnas do Rio, aparecer nos fanzines, na revista Rock Press (na qual eu escrevia desde 1996), a Pelvs adentrou o terceiro milênio com um disco muito melhor que qualquer registro anterior. De cara, a perfeição pop de "Even If The Sun Goes Down (I'll Surf)" aparecia com uma levada conduzida por pedais wah-wah e encorpada mais além por teclados e metais em brasa. Mas a praia dos rapazes aparece sem muito sol na beleza de "Equador" ou "Sun Of A Beach" e na levada a la Sonic Youth oitentista de "Backdoor". Mesmo cantando em inglês, a Pelvs não procura esconder sua cara de Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://dontstopmusic.files.wordpress.com/2008/02/loshermanos.jpg" alt="19" title="19" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Los Hermanos - Bloco do Eu Sozinho (2001)&lt;br /&gt;(Clássico)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse disco é um divisor de águas na música pop nacional, queiram ou não. Os Hermanos deixaram o primeiro disco de lado, no qual faziam uma fusão frágil de hardcore com canções românticas para dar luz a um trabalho inovador e bem sucedido. Com a tarefa aparentemente simples de fundir música popular brasileira (em sua vertente mais clássica, indo de Chico Buarque em diante) com sonoridades típicas do rock independente americano (principalmente Weezer, Guided By Voices e Pavement), o quarteto carioca obteve uma sonoridade única e muito nova. Saltam aos ouvidos o entendimento entre os dois vocalistas, compositores, os guitarristas Marcelo Camelo e Rodrigo Amarante, e a capacidade de revezarem-se na autoria das canções ou em sua interpretação, sem que a noção de complemento nunca se perca. Com uma assinatura sonora que ainda comporta metais, teclados e a bateria precisa de Rodrigo Barba, músicas como "A Flor", "Todo Carnaval Tem Seu Fim", "Casa Pré-Fabricada", "Sentimental" e "Retrato Pra Iaiá" mostram todo o espectro sonoro da banda, cheio de nuances e sutilezas. Um disco que apontou para novas possibilidades e influenciou o modo de fazer rock no Brasil definitivamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.clubdefun.com/UserFiles/prensa/fotos/maxi/1334+_+2.jpg" alt="20" title="20" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moreno +2 - Máquina de Escrever Música (2001)&lt;br /&gt;(Muito bom)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trio formado por Moreno Veloso, Domenico Lancelotti é responsável por uma abordagem moderna da MPB, buscando atualizá-la e promover misturebas aqui e ali. Cada um dos integrantes já lançou seu disco, sendo que o trabalho com Moreno à frente foi a estréia. Aqui o clima é de vitória do experimentalismo sobre a melodia propriamente dita, mas já é possível ver o talento do trio para encontrar climas e nuances corretas dentro do contexto. A versão voz/violão de "Eu Sou Melhor Que Você" é um momento luminoso do disco. O original fora gravado pelo grupo Mulheres Q Dizem Sim no início da década de 1990, no qual Moreno e Domenico, mais o guitarrista Pedro Sá apareceram pela primeira vez. Outro exemplo da capacidade criativa está em "Arrivederci", com levada funk experimentalista. Um trabalho inovador que, infelizmente, fez mais sucesso no exterior, mas que influenciaria a maneira de pensar em produção musical nos anos seguintes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.gostodeler.com.br/images/288/pato_fu.jpg" alt="21" title="21" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pato Fu - Ruído Rosa (2001)&lt;br /&gt;(Muito bom)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Pato Fu chegava ao novo milênio com o status de banda grande. Um triunfo para uma banda mineira que tinha sua receita sonora se equilibrando entre o referências da psicodelia sessentista, pop rock oitentista e o experimentalismo. Em Ruído Rosa, a banda de Fernanda Takai e seu marido, John Ulhoa, consegue aliar as melhores qualidades em canções como "Eu" (do repertório do grupo gaúcho Graforréia Xilarmônica) e "Tolices" (pepita de ouro do primeiro disco do Ira!, Mudança de Comportamento, de 1984), se apropriando das composições e imprimindo seu estilo agridoce. Em composições próprias, como "Tribunal de Causas Realmente Pequenas" ou a faixa-título, o charme da voz miúda de Fernanda faz a diferença. No fim do disco está a cover de "Ando Meio Desligado", dos ídolos Mutantes, fechando um disco respeitável, talvez o melhor trabalho da banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://contigo.abril.ig.com.br/imagem/noticia/200807/ampliada/210708-kelly-key-5.jpg" alt="22" title="22" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kelly Key - Kelly Key (2001)&lt;br /&gt;(Excelente)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, ela mesma, Kelly de Almeida Afonso. Antes de ofender o pobre crítico musical, leia essas pequenas linhas. A estréia de Kelly Key ainda não teve paralelo na música popinha nacional. A menina lourinha, com corpão de academia, cantando músicas compostas pelo picareta Latino é nosso correspondente nacional às Britneys e Christinas Aguileras da vida. Com o benefício que o discurso que Kelly adotou era muito mais familiar às meninas púberes que não sabem o que fazer com a vida quando têm 15, 16 anos. Mais que imbelicilizá-las numa aura pós-Xuxa para adolescentes alienadinhas, as músicas de Kelly falavam de sexo, namoro, motel,traição, carência e ressaltavam a auto-estima da mulher, sempre jogada no lixo do machismo da sociedade latino-americana desde sempre. Com produção de &lt;br /&gt;Andinho e do saudoso Tom Capone e mixado em Nova York, as programações de ritmos são ok, o vocal de Kelly - um fio de voz, na verdade - foi devidamente tratado no estúdio e não dá para desabonar músicas como "Baba", "Escondido" ou "Anjo". Não estamos falando da sub-Eliana para baixinhos que hoje aí está. Quando surgiu, Kelly Key era sensual e insinuante na medida certa, convincente, espontânea, &lt;br /&gt;metade vulgaridade, metade sinceridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://h2.vibeflog.com/2006/09/21/20/6042333.jpg" alt="23" title="23" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cassia Eller - Dez de Dezembro (2002)&lt;br /&gt;(Muito bom)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O falecimento prematuro de Cássia Eller em 29 de dezembro de 2001 foi uma perda considerável para música pop nacional. Dona de certa originalidade e estilo orbitando o rock e a MPB com elegância, a cantora carioca gravou discos irregulares ao longo de sua carreira. A partir de 1999, Cássia teria como parceiro e amigo o ex-Titã Nando Reis. Os três trabalhos que ela produziu sob influência das informações de Nando constituem o seu melhor momento. Neste álbum póstumo, produzido por ele, a receita seguida é a mesma dos anteriores, Com Você Meu Mundo Ficaria Completo (1999) e Acústivo MTV (2001), ou seja, covers e músicas de Nando apropriadas por Cássia. Em Dez de dezembro, essa mistura assume um ar plácido e bem resolvido, algo que é atestado pelas belas versões para "All Star" e "No Recreio", músicas de Nando Reis. Os Beatles, sempre lembrados em discos de Cássia, são revistos em interpretações sinceras de "Get Back" e, sobretudo, "Julia". Em "Só Se For A Dois", Cássia também dá nova cor ao original de Cazuza, datado de 1987 e outra versão, dessa vez de Jimi Hendrix, para "Little Wing", também comprova a boa qualidade de Dez de dezembro. O disco póstumo de Cássia Eller é seu melhor trabalho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://bigearflux.files.wordpress.com/2008/02/cd_nacaozumbi_nacaozumbi.jpg" alt="24" title="24" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nação Zumbi - Nação Zumbi (2002)&lt;br /&gt;(Muito bom)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O disco homônimo da Nação Zumbi mostra opções que não estavam presentes no trabalho anterior, o ótimo Rádio S.AMB.A. Aqui já temos uma banda com total personalidade e praticamente livre da sombra dos tempos em que era liderada por Chico Science. Também estão ausentes os timbres eletrônicos e os flertes com hip-hop, pelo menos da maneira como aconteciam até esse disco. O groove da Nação Zumbi assume uma forma totalmente pessoal, levado adiante apenas por guitarra, baixo, bateria e a abundante percussão. Lúcio Maia, titular da guitarra, continua sem deixar pedra sobre pedra e os vocais de Jorge du Peixe já assumem identidade própria, ainda que emprestem o mesmo tom dos tempos com Science. Surgem pequenas maravilhas como "Blunt Of Judah", "Mormaço" e a invocada "Meu Maracatu Pesa Uma Tonelada".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Video Hits - Registro Sonoro Oficial (2002)&lt;br /&gt;(Muito bom)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Misturando doses iguais de Jovem Guarda, conterrâneos gaúchos como Frank Jorge, bandas indies dos anos 90 (Teenage Fanclub, Weezer, Super Furry Animals) e o rock anglo-americano da virada da década de 60 para 70, o Video Hits existiu até 2003. Sua estréia na Abril Music com este Registro Sonoro Oficial, apontava para uma direção simpática. O pop bem-humorado de Diego Medina e seus amigos até conseguia escapar do bloqueio cultural que atrapalha as bandas gáuchas quando saem do sul do país. O painel que mostravam era diverso e unia uma inusitada cover de "Silvia 20 Horas Domigo", da fase psicodélica de Ronnie Von e pop songs enguitarradas, como o hit "Vo(c)", além de outras menos cotadas como "O Basset Azul" ou mesmo &lt;br /&gt;"Trobetas de Isaías". Com apenas esse disco gravado e algumas demos, o Video Hits sumiu tão rápido quanto apareceu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://mmrecords.com.br/wp-content/uploads/2007/03/casfotoverde.jpg" alt="31" title="31" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casino - Casino (2002)&lt;br /&gt;(Muito bom)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cecília Gianetti era a frontwoman de uma banda chamada 4-Track Valsa. Após algum tempo no underground carioca dos anos 90, ela ressurgiu com o Casino. Dona de uma voz que chegou a ganhar comparações com Nara Leão e à frente de uma proposta de revisitar os anos 60 via Jorge Ben e alguns momentos da Bossa Nova, Cecília e sua banda gravaram esse EP de cinco faixas. Os arranjos são belíssimos, as canções são dotadas de personalidade própria e pelo menos uma delas se destaca aos ouvidos: "A Ponte", na qual a voz esperançosa solta o belo verso "faz um tempo que eu já penso mesmo em me mudar. Largar o meu trabalho, ser contra-produtiva, pra ver televisão, pra ler um livro, dormir demais, rever amigos(...)". Uma pequena maravilha que o tempo levou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.bossa.net/image/C/Celso_Fonseca/Slow_Motion_Boaa_Nova-thumb.jpg" alt="32" title="32" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Celso Fonseca e Ronaldo Bastos - Slow Motion Bossa Nova (2002)&lt;br /&gt;(Excelente)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A associação do letrista Ronaldo Bastos com o guitarrista, cantor e compositor Celso Fonseca sempre produziu discos belos. Neste Slow Motion Bossa Nova, o terceiro da carreira, a dupla acerta a mão novamente e propõe uma revisitação de elementos clássicos da Bossa Nova em meio a uma perspectiva moderna, nunca modernosa. Há espaço para a clássica faixa-título, com letra arejada de Bastos, na qual o vocal sutil de Celso Fonseca canta "you're a soluction to my dilema, &lt;br /&gt;you're my girl from Ipanema, inspiration for my samba in slow motion", que foi tema de um anúncio com Giselle Bündchen, além de pequenos achados como "Ledusha" ou "Satélite Bar", cheias de classe e lirismo. Uma visão bela dos elementos da Bossa Nova sem nunca resvalar para a cópia ou reprodução de tiques. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.dropmusic.com.br/img_bandas/foto_leoni6.jpg" alt="33" title="33" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leoni - Você Sabe o Que Eu Quero Dizer (2002)&lt;br /&gt;(Excelente)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ex-Kid Abelha sempre mereceu mais sucesso do que conquistou. Esse segundo disco solo (o primeiro, homônimo, foi gravado em 1993) trouxe o nome dele de volta à ordem do dia. Dono de uma habilidade pop rara e bom instrumentista, Leoni costurou um compêndio de belas canções sobre a maturidade, a passagem do tempo e os valores que mudam a toda hora. Há momentos singelos como em "Criado Mudo", no qual ele assume a persona de um ancião ("mesmo que agora o sol insista em castigar Copacabana, é só um momento, no fim da tarde as sombras sempre vêm deitar na minha cama e no meu pensamento") ou na auto-biográfica "Temporada das Flores" ("me espera amor, que eu tô chegando, depois do inverno é a vida em cores, me espera amor, nossa temporada das flores") ou ainda na brejeira "Fotografia", parceria bem sucedida com Leo Jaime. Um disco de retorno e reconciliação, cheio de belos momentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.pegacifras.com.br/imagens/galeria_artistas/grande/paulinho-moska_478.jpg" alt="34" title="34" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moska - Tudo Novo de Novo (2003)&lt;br /&gt;(Muito bom)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulinho Moska sempre foi visto com má vontade pela crítica musical ao mesmo tempo que mantinha seu público fiel. Dono de um bom senso pop significativo, além de uma bela voz, ele passou a usar apenas o "Moska" após o lançamento do álbum anterior, Eu Falso da Minha Vida o Que eu Quiser. Este Tudo Novo de Novo é o seu mais inspirado momento em disco. De cara vemos uma bela versão para o português de "La Edad Del Cielo", do uruguaio Jorge Drexler. A tradução é literal e transforma a canção em "A Idade do Céu", dando uma nova dimensão ao arranjo original, de 1999. O próprio Drexler participa do disco em outro momento, uma versão de "Dos Colores (blacn y Negro)", outro original seu, desta vez em espanhol, com belo arranjo. Moska também tem seu lado compositor aparecendo nas boas "Pensando em Você" e "Essa É A Última Solidão da Sua Vida". Um belo disco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_vs40m2QbmO8/R6ij0V7-EXI/AAAAAAAAJjM/HMl647icj54/s400/690251-5541-it2.jpg" alt="34" title="34" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zeca Baleiro - Pet Shop Mundo Cão (2003)&lt;br /&gt;(Muito bom)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como eu disse na lista de piores discos, quando me referi ao Líricas, Zeca Baleiro é um compositor que não prima pela criatividade. Seu esquema é reempacotar a estética do cantor nordestino esclarecido e irônico, algo que já existia com Belchior, Fagner ou Alceu Valença, e inserir esse discurso para as classes médias acharem sensacional. Mesmo assim, esse Pet Shop Mundo Cão é um trabalho superior de Zeca, principalmente pela idéia de afinar sua proposta e inserir elementos eletrônicos e globais em seus arranjos. Tudo o que ele ainda não conseguira em seus três discos anteriores. Um bom exemplo disso é "Telegrama", com o belo versinho "mas ontem eu recebi um telegrama, era você, de Aracaju ou do Alabama", com uma levada esperta, pontuada por teclados e violões. Outro bom exemplo é "Eu Demiti O Meu Patrão", na qual Zeca diz "ele roubava o que eu mais-valia", em meio a um xote estilizado. É o melhor trabalho da carreira do cantor e compositor maranhense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_kvPSFjweb9A/RjU98Gn69lI/AAAAAAAAAF8/Ps0k1qFHIOk/s320/domenico2mo_sincerely_101b.jpg" alt="35" title="35" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domenico + 2 - Sincerely Hot (2003)&lt;br /&gt;(Muito bom)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é o segundo disco do trio formado por Kassin, Moreno Veloso e Domenico Lancelotti, desta vez tendo Domenico à frente dos trabalhos. A diferença para o volume que trazia Moreno no comando é que o experimentalismo está a favor da música e não o contrário - como às vezes acontecia anteriormente. A ênfase na renovação da música popular ainda é a principal característica do disco, principalmente em "Te Convidei pro Samba", com uma levada irresistível e vocais &lt;br /&gt;cheios de efeitos. Em "Aeroporto 77" uma atmosfera lounge conduz a melodia, que parece saída diretamente dos anos 60. A melhor faixa, contudo, é "Felizes Ficaremos na Estrada", com letra declamada e um clima anos 70 de largação total em meio a samplers e tecladinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_sNMZQW-ayTM/SRTQtIrysoI/AAAAAAAAAco/4MhbvROSfXQ/s400/los_hermanos_ventura.jpg" alt="36" title="36" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Los Hermanos - Ventura (2003)&lt;br /&gt;(Clássico)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terceiro disco dos Hermanos é totalmente diferente de seu antecessor, o ótimo Bloco do Eu Sozinho. E, ainda assim, mantém o mesmo nível do trabalho anterior, ainda que aponte para outra direção. O que se insinuara no Bloco - a fusão de MPB com rock noventista - assume uma deslavada predileção pela melodia e pela construção de canções com identidade própria em Ventura. Muita gente não entendeu que os Hermanos buscavam criar o que Marcelo Camelo definiu como "música de inconsciente coletivo", aquelas canções que te lembram almoços de domingo com a família ou férias na serra. Ventura é um trabalho sutil, impregnado de um espírito aventureiro contagiante, de uma banda trilhando um caminho próprio e não se importando com nada além de criar boa música. A levada dolente de "Samba a Dois" abre o disco e vários momentos memoráveis aparecem. A letra misteriosa de "Do Sétimo Andar", a levada a la Weezer de "Cara Estranho", a beleza de "O Velho e o Moço", o piano Ivan Lins de "Conversa de Botas Batidas" e a marcinha "Deixa O Verão". Resumindo, um clássico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://souza.erica.zip.net/images/ed_motta.jpg" alt="36" title="36" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ed Motta - Poptical (2003)&lt;br /&gt;(Muito bom)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse foi o primeiro disco que Ed Motta lançou pela Trama. A obra do compositor tijucano se divide em discos "comerciais" e "difíceis", sendo que Poptical se insere na primeira categoria, o que, no caso de Ed Motta, sempre significará um produto de qualidade e cheio de nuances a serem exploradas. A preponderância dos grooves de funk setentistas continua a valer, dessa vez com uma influência cada &lt;br /&gt;vez maior de timbres decalcados do jazz rock de gente como Steely Dan. Faixas dançantes e bem legais como "Tem Espaço Na Van", "Eu Avisei" e "Que Bom Voltar" convivem com momentos mais intensos como "Minha Casa, Minha Cama, Minha Mesa" ou "Pra Se Lembrar". Com mais teclados que os trabalhos anteriores, Poptical é um belo disco de música pop nacional, bem executado e criativo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://farm1.static.flickr.com/118/313410147_ed0344161f.jpg" alt="37" title="37" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trio Mocotó - Beleza, Beleza, Beleza!! (2003)&lt;br /&gt;(Muito bom)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este disco é o segundo produzido pelo Trio após sua volta em 2001. Com Skowa efetivado como membro após a saída de Fritz Escovão e capitaneado por Nereu e João Parahyba, o Trio Mocotó ganhou fôlego para manter o nível de seus melhores momentos nos anos 70. Novas versões de "Coqueiro Verde" (Roberto e Erasmo Carlos) e "Eu Também Quero Mocotó" (Jorge Ben) convivem com leituras inéditas e cheias de &lt;br /&gt;malandragem como "Replay" (gravada originalmente pelo Trio Esperança) ou a emocionante versão para "Dingue Li Bangue", do repertório de Wilson Simonal, com participação de seus dois filhos, Max de Castro e Wilson Simoninha. Mesmo com a presença de gente moderninha como Zuco 103, Apollo 9 e Anvil FX, o disco não resvala para aquelas atualizações vazias e sem sentido e mantém intacto o espírito do samba-rock, estilo que o Mocotó criou no fim dos anos 60. Beleza, &lt;br /&gt;beleza, beleza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.pensamentoscirculares.blogger.com.br/cover-auroraprisma-big.jpg" alt="37" title="37" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Violins - Aurora Prisma (2003)&lt;br /&gt;(Muito bom)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O indie rock nacional contabiliza bons achados e o Violins é um deles. Original de Goiânia, a banda liderada por Beto Cupertino tem em seu primeiro disco o melhor momento da carreira. Aurora Prisma é um intenso mosaico com influências de Radiohead fase The Bends, folk rock, cheio de teclados, cordas e climas tristes, que servem de moldura para letras em bom português - até então uma novidade para a banda, que compunha em inglês - que remetem diretamente aos trabalhos finais da Legião Urbana, principalmente A Tempestade e a climas inequívocos de artistas setentistas como Beto Guedes. As letras são um belo atrativo dessas canções (e permaneceriam nos discos posteriores do Violins), com belos achados como "eu estive em tantas batalhas que os meus filhos não me conhecem mais, eu estive em tantas batalhas que os seus gritos não me comovem mais" (em "Ex-Falso") ou "feche seu corpo e nunca me deixe sair" (em "Feche Seu Corpo"). Um disco que permaneceu único na própria obra do Violins, que enveredaria por um rock mais básico nos discos seguintes, Tribunal Surdo e A Redenção dos Corpos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.nublog.com.br/admin/fotos/vanessa.jpg" alt="38" title="38" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vanessa da Mata - Essa Boneca Tem Manual (2004)&lt;br /&gt;(Excelente)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse disco da cantora matogrossense é um exemplar raro na produção pop atual. Ao mesmo tempo autoral e universal, o segndo trabalho de Vanessa da Mata evolui constantemente e revela detalhes muito legais. Neste álbum, também produzido por Liminha, Vanessa mostra influências de reggae sutilíssimas, samba e habilidade para mesclar suas composições próprias com versões legais ("História de Uma Gata", de Chico Buarque, "Eu Sou Neguinha", de Caetano Veloso) e contextualizar &lt;br /&gt;tudo sem problemas ou forcação de barra. A voz belíssima e a interpretação apaixonada e extremamente feminina de Vanessa fazem a diferença e a colocam no mesmo patamar de medalhonas como Marisa Monte ou Adriana Calcanhotto. A grande beleza desse disco, no entanto, está mesmo nas canções compostas por Vanessa, como "Ainda Bem", "Joãozinho", "Essa Boneca Tem Manual" e na cortante beleza de &lt;br /&gt;"Nossa Música". Sem falar no sucesso radiofônico inesperado de "Ai,Ai,Ai", que, apesar da superexposição, é outra bela canção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_D2R2qa82J_4/RqikOp4Js8I/AAAAAAAAB7U/XSGxsvSiQ0Y/s320/nmvagabundo.jpg" alt="40" title="40" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ney Matogrosso e Pedro Luís e a Parede - Vagabundo (2004)&lt;br /&gt;(Excelente)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa inusitada parceria produziu um dos melhores discos da carreira de Ney Matogrosso e deu um novo sentido ao combo percussivo de Pedro Luís. Com um repertório que traz canções de Pedro ("Inspiração","Seres Tupy" e a brejeira "Noite Severina") em meio a clássicos do cancioneiro nacional (como "Disritmia", de Martinho da Vila e "A Ordem é Sambar", de Jackson do Pandeiro), Vagabundo é um &lt;br /&gt;disco moderno e capaz de agradar até a quem nunca ouviu nenhum dos dois artistas. A voz de Ney Matogrosso permanece intacta à ação do tempo e ele exibe sua habitual competência enquanto Pedro Luis e sua Parede sabem exatamente o momento de sobressair ou simplesmente servir de pano de fundo. Maravilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://deluca.blogspot.com/mauroferreira/uploaded_images/Partimpim-781081.jpeg" alt="41" title="41" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adriana Partimpim - Adriana Partimpim (2004)&lt;br /&gt;(Excelente)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia era fazer "um disco infantil para adultos", segundo palavras da própria Adriana Calcanhotto, usando o sobrenome Partimpim, incorporando uma persona distinta, especialmente para esse projeto. Com a produção de Dé Palmeira, Sacha Amback e da própria, o disco é uma delícia e conta com a participação do trio + 2 (Moreno Veloso, Kassin e Domenico Lancelotti), que conferiu um ar moderninho simpático ao todo. O repertório traz belas canções de Arnaldo Antunes ("Saiba"), Paula Toller ("Oito Anos") e "Ciranda da Bailarina" (Chico Buarque e Edu Lobo), além da soberba versão para "Fico Assim Sem Você", da dupla Claudinho e Buchecha. Um trabalho ímpar, diversificado e ousado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://bootlegjournal.files.wordpress.com/2009/03/mombojo-dvd.jpg" alt="42" title="42" /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mombojó - Nadadenovo (2004)&lt;br /&gt;(Muito bom)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro disco do Mombojó foi recebido com entusiasmo em 2004. Ali parecia surgir uma espécie de segunda geração do mangue beat, mesmo que as influências sejam bem diferentes daquelas que inspiraram Chico Science e mundo livre s/a, todos, assim como o Mombojó, originários de Recife. Nadadenovo é um belo exemplo de fusão de rock com música urbana nordestina, não sobrando espaço para qualquer tribalismo ou safari cultural. É apenas mais uma banda de rock captando sua &lt;br /&gt;inspiração na música de sua cidade. Somam-se ao rock o samba e doses light de percussão e programações eletrônicas, fazendo de canções como "Nem Parece", "Absorva" ou a bela "Baú", belos espécimes dessa liga sonora ainda pouco conhecida do resto do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.spsonica.com/fotos/medias/hurtmold.jpg" alt="43" title="43" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hurtmold - Mestro (2004)&lt;br /&gt;(Muito bom)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Hurtmold está na batalha desde 1998 e sua idéia original é fazer o que as pessoas entendem por post-rock. Isso quer dizer longas canções com vários efeitos de guitarras, microfonias, distorções e alternâncias de timbres. Mas o quinteto liderado por M.Takara não faz isso, pelo menos, não só isso. Com vários instrumentos percussivos e artesanais, além de um talento raríssimo para compor belas melodias, o Hurtmold atinge nesse seu segundo disco um patamar admirável para uma banda nacional. No mesmo nível de gente como Tortoise e Mogwai, o &lt;br /&gt;Hurtmold tem a vantagem de soar absolutamente jazzy e brasileiro muitas vezes, atingindo níveis que lembram um King Crimson contemporâneo, se isso fosse possível. Em Mestro eles vão além do proposto no primeiro disco, Cozido (2002) e reafirmam-se como uma força no cenário underground. Atualmente o Hurtmold é a banda de acompanhamento de Marcelo Camelo em seus shows solo e responsável pela sutileza absoluta de várias canções de seu disco Nós. Em Mestro o bicho pega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://diariodonordeste.globo.com/imagem.asp?Imagem=290091" alt="44" title="44" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nando Reis - MTV ao Vivo (2004)&lt;br /&gt;(Excelente)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A carreira solo de Nando Reis é calcada no folk rock. Ele mesmo diz que tem em Neil Young sua maior referência como compositor e, principalmente, como cantor, uma vez que ambos não têm exatamente uma bela voz, mas se viram como podem. Nando chegava a este registro ao vivo depois de lançar três discos e colaborar intensamente com Cássia Eller, dois fatos que lhe deram projeção nacional como artista solo. Além disso, ele havia deixado os Titãs pouco tempo antes de uma maneira, digamos, não amistosa. O repertório desse show, gravado em Porto Alegre, é irretocável e mostra um Nando com sede de palco e liderando sua banda Os Infernais, como se essa fosse sua última apresentação. Boas canções aparecem em versões energéticas como "A Letra A", "No Recreio", "Por Onde Andei", além de três músicas pinçadas do repertório dos Titãs, "Marvin","Não Vou Me Adaptar" e &lt;br /&gt;"Os Cegos do Castelo". Um belo show em um belo disco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.dropmusic.com.br/img_bandas/capa_luisa_mandou.jpg" alt="45" title="45" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luisa Mandou um Beijo - Luisa Mandou um Beijo (2005)&lt;br /&gt;(Excelente)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A banda carioca Luisa Mandou Um Beijo merece muito sucesso em sua carreira. Comandada por Fernando Paiva e contando com os vocais angelicais de Flávia Muniz, a Luisa concentra suas energias em dar sua versão personalíssima do indie rock americano noventista e misturá-lo de maneira muito sutil com sonoridades brasileiras dos anos 60, sem que você perceba. As referências também se detém sobre a própria cidade do Rio de Janeiro, musa inspiradora discreta de todo o &lt;br /&gt;disco. Com canções doces como "Bauhaus Today", "Amarelinha", "Hoje O Mar Dançou No Céu", "Desfeito em Luz" e a cinematográfica "Anselmo", a Luisa fez um discaço de estréia, diferente de tudo que se faz no Brasil hoje em dia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_YIxkhr_g0Kc/SdnT0N6iAGI/AAAAAAAAAxs/t30zayzkahY/s400/curumin.jpg" alt="46" title="46" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curumim - Achados e Perdidos (2005)&lt;br /&gt;(Muito bom)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luciano Nakata, o Curumin propriamente dito, é um sujeito com muito talento. Partindo do referencial funk/soul brasileiro setentista, do reggae e de influências mais recentes como hip-hop e techno, Curumin cria um painel bastante original do que se chamava de samba-rock. O maior traço dele é a capacidade de 1tornar esse ritmo brasileiríssimo algo mais universal e moderno, sem qualquer perda de identidade no meio do processo. Com composições próprias bastante legais como "Guerreiro", "Cadê O Mocotó" e na cover de "You Haven't Done Nothing", canção raivosa de Stevie Wonder, Achados e Perdidos é um disco extremamente bem feito e cheio de charme próprio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://cantacantos.zip.net/images/Cidadao_instigado.jpg" alt="47" title="47" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cidadão Instigado - Método Tufo de Experiências (2005)&lt;br /&gt;(Muito bom)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernando Catatau é o próprio Cidadão Instigado e o responsável por esse disco absolutamente ímpar no cenário musical brasileiro. A quantidade de referências que ele propõe em Método Tufo de Experiências é tamanha que o disco exige várias audições para uma interpretação mais ou menos boa. O que se ouve é uma música nordestina (Fernando é de Fortaleza, Ceará) extremamente inteirada do que acontece no mundo, seja no presente, seja no passado. Há referências à música brega nordestina - uma força cultural enorme naquela região do páis - em meio a guitarras latinas ou pesadas ou ambas e teclados que constroem uma parede musical obsessiva. A  primeira faixa do disco, "Te Encontra Logo" casa violões latinos, percussão e o timbre de voz característico de Catatau, como quem convida para uma conversa para falar de amor e de absolutamente todas as suas nuances. Uma porrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://jornale.com.br/horasonora/wp-content/uploads/2009/01/terminal_guadalupe.jpg" alt="48" title="48" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminal Guadalupe - Você Vai Perder o Chão (2005)&lt;br /&gt;(Muito bom)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direto de Curitiba para o mundo, o Terminal Guadalupe é uma bela formação que se assume como praticante do "pop de garagem". Na verdade, o que Dary Jr. e sua banda mostram é uma boa capacidade de sintetizar influências de rock oitentista inglês - Smiths, por exemplo - e brasileiro - principalmente Legião Urbana. Dary, cujo timbre se assemelha bastante ao de Renato Russo, se concentra nas letras e nos dá belos exemplares como "é quase dia e eu permito que o silêncio invada o derradeiro instante de me perguntar se fui, se ainda vou - eu nunca estou atento" (em "Tambores") ou "que o desamparo leve a saudade o meu amor foi solidariedade" (em "Lorena Foi Embora"). Boas melodias, bons vocais, belas letras é o que o Terminal Guadalupe tem para oferecer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://quasepoema.zip.net/images/marisamonte6.JPG" alt="49" title="49" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marisa Monte - Infinito Particular (2006)&lt;br /&gt;(Excelente)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marisa Monte conseguiu, ao longo de sua carreira, uma certa independência criativa, fato mais ou menos raro por essas bandas. Isso credenciou a moça para o sucesso entre críticos e público, quase sempre unânimes nos elogios a seus discos. Em Infinito Particular, Marisa quase consegue repetir o êxito de seu melhor trabalho - Verde, Anil, Amarelo, Cor De Rosa e Carvão, de 1994 - através de uma sonoridade que se equilibra gentilmente entre as experiências dos Novos Baianos e a tradição de uma Gal Costa setentista, misturando informações de diferentes fontes, usando olhares internos e externos para a tal MPB, velha de guerra. Com a direção musical de Pedro Baby (filho de Baby Consuelo e Pepeu Gomes), Infinito Particular traz arranjos serenos e belos, principalmente na faixa-título e na soberba "Vilarejo". A voz de Marisa se mostra saudavelmente madura e preenche espaços sem afetação e com uma elegância pouco vista atualmente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://oglobo.globo.com/fotos/2009/04/07/07_MHG_cult_mariana-aydar-2.jpg" alt="49" title="49" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mariana Aydar - Kavita 1 (2006)&lt;br /&gt;(Muito bom)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro disco de Mariana Aydar tinha tudo para fazer figuração entre tantas estréias de novas e novíssimas cantoras nacionais. A personalidade da moça, no entanto, faz toda a diferença e isso se nota nos detalhes ouvidos ao longo desse Kavita 1. Mariana é espontâneamente sensual, sabe disso e usa esse dote a favor da interpretação das canções sem, no entanto, nunca resvalar para o exagero. Ela teve talento para costurar um instrumental econõmico e misturar estações ao longo do repertório do disco. Se há uma versão excelente para "Deixa O Verão" (Los Hermanos), há o contraponto em "Zé do Caroço" (Leci Brandão), tudo com muito bom gosto, belos arranjos e a voz gentil da menina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.spsonica.com/fotos/medias/superguidis.jpg" alt="51" title="51" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Superguidis - Superguidis (2006)&lt;br /&gt;(Muito bom)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A absoluta despretensão dessa banda gaúcha é seu maior trunfo. Partindo do terreno quase estéril do rock indie americano dos anos 90, pegando emprestadas suas guitarras e usando-as como moldura para letras simples - quase simplórias - o Superguidis conseguiu um espaço no mundinho indepentende nacional. A tarefa pode parecer difícil, mas os rapazes têm talento: o vocal quase entristecido que lamenta a ausência de um manual de instruções para entender a pessoa amada ("O &lt;br /&gt;Manual de Instruções") é o mesmo que tem auto-ironia de sobra ("O Banana") e não hesita em mandar a pessoa ex-amada para aquele lugar em "O Raio que o Parta", com o cáustico verso "tenho um monte de coisa para conquistar e não quero você por perto". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.overmundo.com.br/_overblog/img/1187242040_arnaldoantunes2.jpg" alt="52" title="52" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arnaldo Antunes - Ao Vivo no Estúdio (2007)&lt;br /&gt;(Muito bom)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A carreira solo de Arnaldo Antunes sempre esteve um passo além do pop, se perdendo em referências concretistas e caracterizada - justamente até - como "esquisita" para um público maior, até mesmo aqueles que gostavam dele quando era um dos Titãs. Arnaldo se redime de todas as suas tentativas de misturar a Semana de 1922 e o rock'n'roll nesse registro ao vivo. Ele reuniu parceiros (Nando Reis, &lt;br /&gt;Marisa Monte, Carlinhos Brown) e amigos (Branco Mello, Edgard Scandurra) e reviu muitas canções de seus irregulares discos. As versões gravadas aqui são melhores que os originais e músicas como "Não Vou Me Adaptar" (com Nando Reis, do repertório antigo dos Titãs), "Saiba" (gravada por Adriana Calcanhotto em seu Adriana Partimpim) ou "Um a Um" (com Marisa Monte e Carlinhos Brown) ganham novo fôlego e novas cores. Há mais momentos luminosos como "Socorro", "Eu Não Sou da Sua Rua", "Quatro de Dormir" e a simpática cover para "Qualquer Coisa", de Caetano Veloso. Bom, muito bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://revistaraiz.uol.com.br/portal/images/stories/canal_musicas/foto-da-capa.jpg" alt="53" title="53" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renato Teixeira - Ao Vivo no Auditório do Ibirapuera (2007)&lt;br /&gt;(Excelente)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renato Teixeira é um músico caipira, nunca sertanejo. Adepto das verdadeiras raízes culturais da música de viola, Renato é um representante dessa tradição oral que se perverteu a partir da década de 1980 com o deslumbre dos cantores do campo pela cidade. Com um repertório inspiradíssimo e gravado por muita gente boa na MPB como Elis Regina, Gal Costa e Almir Sater, Renato Texeira mantém-se ativo &lt;br /&gt;desde 1971 e juntou seus maiores sucessos num show ao vivo no Ibirapuera, em São Paulo. Estão presentes belas canções como "Frete", "Amanheceu Peguei A Viola", "Romaria" ou "Tocando em Frente", todas cheias de passagens visuais, sinceridade e autenticidade, como a música caipira deve, realmente, ser. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_Pr3CKKQ6lyk/R7X8quUxaWI/AAAAAAAAAr4/haYVO5nhgBs/s400/jonas_sah_350.jpg" alt="54" title="54" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jonas Sá - Anormal (2007)&lt;br /&gt;(Muito bom)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Irmão mais novo do guitarrista Pedro Sá (da Banda Cê, de Caetano Veloso) e amigo da nova geração de músicos cariocas, Jonas Sá é um novíssimo talento a dar as caras no combalido cenário musical. Como o nome do disco já diz, Jonas não é exatamente um músico convencional, mas suas canções são dotadas de um tino pop invejável a bambas como Lulu Santos ou Leoni. Produzido por ele e por Moreno Veloso, Anormal é traz 13 canções que se valem do terreno aberto por Los Hermanos &lt;br /&gt;e o trio +2 no início dos anos 00. O pop dourado de "Vs" traz o verso "estou tentando conversar com o mundo que é pra ver se eu consigo me entender", "De Mim Para Eu" traz uma levada de bateria eletrônica tocada ao vivo com teclados enquanto "Comunicação" poderia ser uma faixa de Ventura, terceiro disco dos Hermanos. Jonas Sá é moderno sem ser vazio e se vale de elementos musicais sólidos para servir um prato musical raro nesses dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.clicrbs.com.br/blog/fotos/165410post_foto.jpg" alt="55" title="55" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Julio Reny - Primavera do Gato Amarelo (2008)&lt;br /&gt;(Excelente)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contabilizando todas as fases de sua carreira, Primavera do Gato Amarelo é o nono disco de Júlio Reny. Aqui ele expõe as dores e decepções de um divórcio e a saudade que sente da filha de nove anos. A saída estética para isso foi criar um painel de pop rock setentista, cheio de timbres e acenos implícitos às melhores canções de Roberto e Erasmo dessa época. Há também um toque de Beatles por todo o caminho. Há momentos belos ao longo do disco, principalmente em "Chegou a Primavera", "Aconteceu no Verão", "Noite de Ingleses", todas com cheiro de nostalgia que, por mais que sejam relatos auto-biográficos, parecem comuns a todo mundo que tenha coração e por ele tenha sofrido alguma vez na vida. Sensacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_T9XgV36ncAY/SGaAP5tA9JI/AAAAAAAAD98/42U95RMyyu8/s320/MARCOS+VALLE.jpg" alt="56" title="56" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcos Valle - Conecta ao Vivo no Cinemathéque (2008)&lt;br /&gt;(Excelente)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse álbum é mais uma celebração que um registro de um show para um disco. Marcos Valle sobe ao palco do Cinemathéque, casa noturna muderninha do Rio, vai desfilando seu repertório mais clássico em meio a uma horda de convidados especiais que incluem Marcelo Camelo, Fino Coletivo e o trio +2. No comando de seu piano Fender Rhodes, Valle vai misturando suas composições com as dos convidados, como a fusão de "Nem Paletó Nem Gravata" que desemboca em "O Vencedor" (de Marcelo Camelo) ou "O Cafona", que empresta trechos de "Sincerely Hot", de Domenico Lancelotti. O grande momento, no entanto, é a versão atualizada e grooveada de "Estrelar", aquela do "tem que correr, tem que suar, tem que malhar, vamos lá", aqui totalmente despida de sua aura kitsch. Só faltou uma interpretação matadora para "Bicicleta" pro baile ficar completo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.radiounifev.com.br/img_internotas/takai2.jpg" alt="57" title="57" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernanda Takai - Onde Brilhem os Olhos Seus (2008)&lt;br /&gt;(Muito bom)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro disco solo da vocalista do Pato Fu é um acerto do início ao fim. A idéia de gravar canções do repertório de Nara Leão coloca Fernanda à vontade para recriar alguns clássicos da Tropicália, da Bossa Nova e do que a MPB produziu depois. Com timbres bastante parecidos, a voz de Fernanda não descaracteriza as canções famosas na voz de Nara Leão. A produção respeitosa de John Ulhoa (marido e parceiro de Pato Fu) funciona a favor das músicas e a participação especial de Roberto Menescal em "Insensatez" dá o aval para o todo. Grandes momentos estão em "Estrada do Sol", "Trevo de Quatro Folhas", "Canta Maria" e na tropicalista "Lindonéia". Um belo trabalho de uma boa cantora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.rock70.com.br/barfly/admin/uploads/ex_canal_31_macaccc.jpg" alt="58" title="58" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Macaco Bong - Artista Igual Pedreiro (2008)&lt;br /&gt;(Muito bom)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Original de Cuiabá, o Macaco Bong tem apenas quatro anos de existência e está em seu primeiro disco. O trio faz música instrumental e se esbalda em referências que vão do post-rock de bandas como Tortoise ou Mogwai ao jazz de baluartes do fusion como o Weather Report e Pat Metheny. O vigor com que as músicas - sempre longas, beirando os sete minutos de duração - são executadas e a total liberdade em pegar elementos de diversas fontes de inspiração colocam o Macaco como um nome a ser acompanhado de perto. Ouça "Amendoim" e "Compasso Em Ferrovia" e comprove.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ofertas&lt;/b&gt;: &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/adidas-star_CategID_23210_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Adidas Star'&gt;Adidas Star&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/nike-air-max-torch_CategID_25533_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Nike Air Max Torch'&gt;Nike Air Max Torch&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/gremio-2008_CategID_3076_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de gremio 2008'&gt;gremio 2008&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/banda-vx-98-performance_CategID_15525_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de banda vx 9.8 performance'&gt;banda vx 9.8 performance&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Posts similares&lt;/b&gt;:&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/blogdocel/2008/10/09/sou_marcelo_camelo/'&gt;Sou Marcelo Camelo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/blogdocel/2009/04/06/os_45_piores_discos_do_pop_nacional_1999_2008/'&gt;Os 45 Piores Discos do Pop Nacional (1999-2008)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/blogdocel/2009/04/16/caetano_do_rio/'&gt;Caetano do Rio&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;a href='http://www.interney.net/blogs/musica/'&gt;Música&lt;/a&gt; - &lt;a href='http://www.interney.net/blogs/'&gt;InterNey Blogs&lt;/a&gt; - &lt;a href='http://www.interney.net/'&gt;InterNey.Net&lt;/a&gt;
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	      <pubDate>Thu, 14 May 2009 23:18:55 GMT</pubDate>
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	    <item>
	      <title>Dois Discos de 1965</title>
	      <description>&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_kLu8VA5n5oc/RsCuucH5kyI/AAAAAAAAAFY/xj116AYQ7MQ/s400/herb+alpert.jpg" alt="herb" title="herb" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você pensa em 1965, em termos de música pop, as imagens de Beatles, Who, Rolling Stones, Beach Boys e demais bandas da época saltam de seu arquivo pessoal, certo? Também dá pra pensar em gente lembrando de discos da Bossa Nova, da Jovem Guarda, confere? Poucos, pelo menos aqui no Brasil, cogitariam incluir nesse escrutínio mental os dois discos que dão nome ao post, principalmente pelo fato de serem eminentemente instrumentais e flertarem com jazz e música latina. Estou falando de A Charlie Brown Christmas e Whipped Cream, do jazzista Vince Guaraldi e do trumpetista Herb Alpert, respectivamente. O quê? Você nunca ouviu falar nessas pessoas? Não se acanhe, vamos logo aos fatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de mais nada, ambas as bolachas são indispensáveis, pequenos clássicos de um pop que se perdeu na poeira dessa estrada triste, que foi banido das listinhas badaladas de melhores da década, do século, talvez por serem discos que habitavam as estantes dos pais dos futuros críticos, vá saber. Claro, outro motivo plausível é a total falta de ideologia, mensagem, conteúdo subliminar ou outra forma de diálogo que não a música, pura e simples. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu encontro com Whipped Cream se deu há uns dez anos na Modern Sound, loja famosa aqui do Rio de Janeiro. Num daqueles dias (hoje cada vez mais raros), adentrei a loja com um pouco de dinheiro para gastar e nenhuma idéia do que comprar. Para tal, fui nas prateleiras que frequentava menos, a de orquestras e música de outros países. Logo me chamou a atenção a estonteante foto da capa de Whipped Cream, na qual uma belíssima moça aparecia com creme chantilly (ou de barbear, talvez) cobrindo partes estratégicas e se misturando com uma bela saia comprida, dando a impressão de um vestido de noiva. Uma pataca de creme ainda aparecia nos cabelos, como se fosse um enfeite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://buelahman.files.wordpress.com/2008/11/ha_whippedcream.jpg" alt="herb" title="herb" /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei fascinado. Naquela época eu só sabia que Herb Alpert era um trompetista americano, responsável por um hit na trilha sonora da nova global Os Gigantes (nossa, eu estou velho mesmo...), de 1979. A música chamava-se "Rise" e continha belos floreios de trompete sobre uma base light disco-funk. Pois bem, eu não comprei Whipped Cream naquele dia de 1998/99 pois não confiei em Alpert e porque havia lido várias pequenas menções a ele e sua banda (o Tijuana Brass) como sendo o supra-sumo do easy listening descartável. Gente mais burra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alpert é tudo, menos um músico descartável. O sujeito foi um dos arquitetos do pop orquestral - hoje extinto - que tem em Burt Bacharach seu maior expoente. Aliás, ambos cruzaram-se várias vezes nas searas musicais dos anos 60, as mais notáveis quando Burt e Herb uniram-se para compor a trilha sonora de Casino Royale, o primeiro filme baseado nos livros de Ian Fleming, o criador de James Bond. Burt ainda presentearia Alpert com um de seus maiores standards, "This Guy Is In Love With You". A música, incluída no disco Beat Of The Brass (1968), traz uma raríssima performance vocal de Alpert, cantando a letra magistral de Hal David, parceiro de Bacharach. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.soundtrackfan.com/livescores/composers/bbacharach/screenshots/hollywood-palace67-12.jpg" alt="herburt" title="herburt" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não fosse o bastante, Herb Alpert ainda compôs canções que lançaram o maior soulman de todos os tempos, Sam Cooke, prematuramente morto em 1964, e fundou o selo A &amp; M, que empregou gente como Cat Stevens, Sergio Mendes, Carpenters, Joe Cocker, além do próprio Bacharach. Dito isso, Whipped Cream é uma delícia cremosa (o trocadilho é inevitável, gente) com pouco mais que 28 minutos de duração. Canções como "A Taste Of Honey", "Green Peppers", "Whipped Cream", Lemon Tree", "Lollipops And Roses" são pérolas de pop perfeito, afiado, irresistível. A imagem da moça da capa povoou o imaginário masculino de toda uma geração, com muita justiça, diga-se de passagem. Delores Erickson, a modelo escolhida, era amiga de Alpert. Hoje ela é pintora e ainda autografa capas ensebadas, passadas a ela por jovens senhores ainda encantados. Um ícone pop, sutil e que muita gente esqueceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O disco contendo as músicas do especial de Natal da turma do Peanuts, liderada pelo simpaticíssimo Charlie Brown, foi o maior sucesso da carreira do pianista Vince Guaraldi. Depois de passar metade da década de 1950 aprimorando sua técnica no instrumento, o compositor encontrou no guitarrista brasileiro Bola Sete um parceiro duradouro no início dos anos 60. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.io.com/~o_m/omworld/images/blog/12-05/specials/cb_xmas.jpg" alt="peanuts" title="peanuts" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada, no entanto, iria comparar-se à popularidade que ele alcançaria ao aceitar o convito de Charles M.Schulz para compor um score para o show dos personagens da turma do Peanuts na rede CBS de televisão. Primeiro com A Boy Named Charlie Brown e depois com A Christmas Time For Charlie Brown, Guaraldi foi responsável por apresentar o jazz a toda uma platéia "leiga", composta por pais e filhos. Os dois trabalhos são perfeitos e absolutamente pop. A inflexão que o jazz de Guaraldi e seu trio dão às canções é moderníssima para a época, trazendo influência de bossa-nova e cool jazz em vários momentos, com espaços até para "Fur Elise" e "Greensleeves"(a primeira de Beethoven e a segunda de autor desconhecido, mas com autoria supostamente atribuída ao rei inglês Henrique VIII, no século XVI). Coisas sérias, portanto, postas em contato com uma audiência que, até então, jamais ouvira nada parecido. Na verdade, o sucesso veio em 1964, com a presença de "Linus And Lucy", incluída no show, que encarou os sucessos dos Beatles em plena beatlemania americana. O disco ainda trazia pérolas como "Skating" ou "What Child Is This" e até hoje detém a liderança dos chamados "holliday albuns", ao lado de Christmans Gift For You, produzido por Phil Spector, com artistas do calibre de Ronettes, Crystals e Darlene Love.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.181.fm/cache/images/Vince_Guaraldi_Trio.mega.jpg" alt="vince" title="vince" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses dois álbuns são a prova viva de que era possível dar à música pop um background de história e fatos, que funcionavam a favor do enriquecimento do produto que era feito e posto à venda. Hoje em dia, sem qualquer nostalgia vazia e boba, o pop é um poço sem fundo de lixo e pobreza. Se você tiver tempo, procure os dois discos e dê tempo para eles fazerem efeito em seu aparelho auditivo. Vai valer à pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ofertas&lt;/b&gt;: &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/god-of-war_CategID_6760_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de God Of War 2'&gt;God Of War 2&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/turok-seeds-of-evil_CategID_8316_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Turok 2: Seeds of Evil'&gt;Turok 2: Seeds of Evil&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/banda-calypso-vol_CategID_16362_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Banda Calypso Banda Calypso - Vol. 8'&gt;Banda Calypso Banda Calypso - Vol. 8&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Posts similares&lt;/b&gt;:&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/hedonismos/2004/07/24/peanuts_e_os_marsalis/'&gt;"Peanuts" e os Marsalis&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/hedonismos/2007/04/02/qual_e_a_sua_musica_preferida/'&gt;Qual é a sua música preferida?&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/inagaki/2007/04/03/charlie_brown_e_a_garotinha_ruiva/'&gt;Charlie Brown, a garotinha ruiva e o tal do amor&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;a href='http://www.interney.net/blogs/musica/'&gt;Música&lt;/a&gt; - &lt;a href='http://www.interney.net/blogs/'&gt;InterNey Blogs&lt;/a&gt; - &lt;a href='http://www.interney.net/'&gt;InterNey.Net&lt;/a&gt;
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	      <author>blogs@interney.net () </author>
	      <category>Música</category>
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	      <pubDate>Wed, 06 May 2009 23:42:27 GMT</pubDate>
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	      <title>Bob Dylan e Neil Young - Dois Garotos</title>
	      <description>&lt;img src="http://i.realone.com/assets/rn/img/7/6/8/9/24199867-24199868-slarge.jpg" alt="bob" title="bob" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um deles canta sobre o amor como fio condutor da própria vida. O outro resolveu fazer um diário de bordo sobre o caminho percorrido em seu carro, devidamente convertido para a energia elétrica. Estes são Bob Dylan e Neil Young, cada um dando sua versão do cotidiano e mostrando ao mundo que estão bem, leves e cheios de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que seja raro encontrar um mês na história do rock que comporte lançamentos inéditos destes dois ícones, seria necessário uma nova busca para apontar um mês que mostrasse discos realmente bons, caso de Together Through Life e Fork In The Road, trabalhos que merecem destaque em meio às extensas discografias de Dylan e Young, respectivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.njnnetwork.com/njn/wp-content/uploads/2009/03/together-through-life-240x241.jpg" alt="bob1" title="bob1" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dylan está numa fase esplendorosa. Together Through Life é o quarto disco de uma sequência soberba, iniciada em 1997, com Time Out Of Mind. Nesses trabalhos vimos um Bob Dylan lidando com a velhice, com as experiências que ela traz e a juventude que leva em troca. Dos quatro (além dos mencionados, temos Love and Theft, 2001 e Modern Times, 2006) Together é o mais arejado e jovem. Com o passar dos anos, Dylan transmutou-se num cantor de blues, algo que é perceptível em seu registro, cada vez mais fanhoso e sibilante. Ao contrário de soltar alguma profecia ou celebrar algum prazer simulado da modernidade, Bob prefere a farra do rock'n'roll pre-existente, imorredouro, ancestral. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada de meditações trascendentais, pelo menos, não de cara. O disco é cheio de pequenas referências à celebração da vida - eterna? - e do quanto isso pode ser bom. A única canção que se compadece das dificuldades, ainda que otimista, é "Life Is Hard", que segue naquela onda "viva, enfrente obstáculos, vença, siga em frente". O resto é diversão na beira da estrada. "Jolene" é um rockão, "Beyond Here Lies Nothing" é um blues mestiço, "Shake Mama Shake" e "It's All Good" só comprovam o sorrisão (disfarçado) que Bob Dylan deve estar soltando por aí. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="https://www.psychprog.com/img/imag21897.jpg" alt="bob2" title="bob2" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neil Young também está feliz. Após chutar a burrice da América de Bush em Living With War (2006) e revisitar o passado em Chrome Dreams II (2007), o sujeito volta com um disco conceitual. Após converter seu Linconl Continental 1959 para uso de energia elétrica (que foi chamado de Lincvolt), Young resolveu reinagurá-lo numa viagem até Washington D.C. Esse diário é o tema central de Fork In The Road, mais uma visão isenta da América pós-Bush do que qualquer outra coisa. A tara de Young por carros é notória. O sujeito já teve um carro funerário, já escreveu uma canção belíssima para este mesmo Lincoln Continental, "Long May You Run", em parceria com Stephen Stills, usou o símbolo do capô do carro na capa de Chrome Dreams II. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada mais justo, portanto, que esperar um disco completo com a idéia norteadora sobre quatro rodas. Engana-se porém, que é um trabalho &lt;br /&gt;inacessível para aqueles que andam de trem. Neil Young usa a estrada como metáfora da própria trajetória comum a todos e fala pequenas e singelas mensagens de otimismo típicas de um eleitor de Barack Obama, vendo seu disco chegar às lojas dos USA uma semana depois do pacote presidencial de ajuda às montadoras americanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário de Dylan, Neil Young não vem numa fase tão boa. Seu último trabalho realmente belo foi Harvest Moon, de 1992. De lá pra cá, Young lançou treze discos de material inédito, além de coletâneas e volumes ao vivo de sua série Archives. Talvez apenas Silver And Gold (2000) e Prairie Wind (2005) mereçam algum destaque em sua discografia. Fork In The Road está no mesmo nível desses trabalhos. Músicas como "Johnny Magic", "Hit The Road" ou "Off the Road" mostram um Neil Young inspirado, mas é em "Light A Candle" que a persona mais célebre do homem vem à tona: o folkster, o trovador baladeiro e dilacerado. E, hoje em dia, uma aparição efêmera dessa faceta de Young é garantia de felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.litkicks.com/Images/lincvolt.jpg" alt="linkvolt" title="linkvolt" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumindo, assim como Van Morrison e Leonard Cohen, dois outros veteranos que lançaram discos ao vivo maravilhoso, Dylan e Young parecem dois garotos. Um percebendo a importância do amor e o outro deslumbrado com seu carro. Justo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ofertas&lt;/b&gt;: &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/hp-12c-gold_CategID_1062_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de HP 12C Gold'&gt;HP 12C Gold&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/god-of-war_CategID_6760_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de God Of War 2'&gt;God Of War 2&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/turok-seeds-of-evil_CategID_8316_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Turok 2: Seeds of Evil'&gt;Turok 2: Seeds of Evil&lt;/a&gt;, &lt;a rel='nofollow' href='http://www.interney.net/ofertas/pms?tool=4647442&amp;go=http://lista.mercadolivre.com.br/adidas-jerez-lo-nyl_CategID_23214_DisplayType_G_OtherFilterID_MPAGO' title='Veja ofertas de Adidas Jerez Lo NYL'&gt;Adidas Jerez Lo NYL&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Posts similares&lt;/b&gt;:&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/oescriba/2009/03/18/bob_dylan_a_233_a_mensagem/'&gt;Bob Dylan é a mensagem&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/hedonismos/2007/09/24/neil_young/'&gt;Neil Young&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://www.interney.net/blogs/qmat/2008/12/10/lupica_237_nio_rodrigues_bob_dylan_e_as_/'&gt;Lupicínio Rodrigues, Bob Dylan e as pedras rolantes&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;a href='http://www.interney.net/blogs/musica/'&gt;Música&lt;/a&gt; - &lt;a href='http://www.interney.net/blogs/'&gt;InterNey Blogs&lt;/a&gt; - &lt;a href='http://www.interney.net/'&gt;InterNey.Net&lt;/a&gt;
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	      <author>blogs@interney.net () </author>
	      <category>Música</category>
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	      <pubDate>Wed, 29 Apr 2009 18:43:03 GMT</pubDate>
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