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<?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><rss xmlns:creativeCommons="http://backend.userland.com/creativeCommonsRssModule" xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" version="2.0"><channel><title>BlogueDoSouza</title><link>http://www.bloguedosouza.com/</link><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/rss+xml" href="http://feeds.feedburner.com/BlogueDoSouza" /><description></description><language>en</language><managingEditor>noreply@blogger.com (Luiz Claudio C. Souza)</managingEditor><lastBuildDate>Sun, 16 Jun 2013 08:38:22 PDT</lastBuildDate><generator>Blogger http://www.blogger.com</generator><openSearch:totalResults xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/">572</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/">1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/">25</openSearch:itemsPerPage><feedburner:info uri="bloguedosouza" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><creativeCommons:license>http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/</creativeCommons:license><xhtml:meta xmlns:xhtml="http://www.w3.org/1999/xhtml" name="robots" content="noindex" /><feedburner:emailServiceId>BlogueDoSouza</feedburner:emailServiceId><feedburner:feedburnerHostname>http://feedburner.google.com</feedburner:feedburnerHostname><feedburner:feedFlare href="http://www.live.com/?add=http%3A%2F%2Ffeeds.feedburner.com%2FBlogueDoSouza" src="http://tkfiles.storage.msn.com/x1piYkpqHC_35nIp1gLE68-wvzLZO8iXl_JMledmJQXP-XTBOLfmQv4zhj4MhcWEJh_GtoBIiAl1Mjh-ndp9k47If7hTaFno0mxW9_i3p_5qQw">Subscribe with Live.com</feedburner:feedFlare><item><title>Reforma Política: Por que defender o financiamento público de campanha?</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BlogueDoSouza/~3/WkSaep1gdhY/reforma-politica-por-que-defender-o.html</link><category>Financiamento Privado</category><category>corrupção</category><category>Reforma Política</category><category>financiamento público</category><category>Campanha Política</category><author>noreply@blogger.com (Luiz Claudio C. Souza)</author><pubDate>Mon, 10 Jun 2013 05:09:58 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7334683474981297401.post-5289787784647589379</guid><description>&lt;h2&gt;
&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Entenda por que defender o financiamento exclusivamente público de campanha.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;
&lt;center&gt;
&lt;/center&gt;
&lt;center&gt;
&lt;/center&gt;
&lt;center&gt;
&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/afnQ_PN9ORw" width="560"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/center&gt;
&lt;br /&gt;
Vídeo produzido pela Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma do Sistema Político, como forma de fomentar o debate sobre as mudanças necessárias na política brasileira.&lt;br /&gt;
do &lt;a href="http://www.vermelho.org.br/tvvermelho/noticia.php?id_noticia=215361&amp;amp;id_secao=29" target="_blank"&gt;Vermelho&lt;/a&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;BlogueDoSouza - Democratização da Comunicação, Reformas de Base e 
Direitos Humanos.&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogueDoSouza/~4/WkSaep1gdhY" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-06-10T09:09:58.804-03:00</app:edited><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://img.youtube.com/vi/afnQ_PN9ORw/default.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><gd:extendedProperty xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" name="commentSource" value="1" /><gd:extendedProperty xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" name="commentModerationMode" value="FILTERED_POSTMOD" /><feedburner:origLink>http://www.bloguedosouza.com/2013/06/reforma-politica-por-que-defender-o.html</feedburner:origLink></item><item><title>Democratizaçao da Comunicação: Lula reconhece 'pequeno problema' com a imprensa</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BlogueDoSouza/~3/ASxt8pzFe_g/democratizacao-da-comunicacao-lula.html</link><category>Paulo Bernardo</category><category>Franklin Martins</category><category>regulação</category><category>Conselho Federal de Jornalismo</category><category>imprensa</category><category>Lula</category><category>TV</category><category>Publicidade</category><category>democratização da Comunicação</category><category>Concessão</category><author>noreply@blogger.com (Luiz Claudio C. Souza)</author><pubDate>Tue, 04 Jun 2013 15:35:24 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7334683474981297401.post-8353601090470587194</guid><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-8AwZ4IcydPY/Ua5qpngV-FI/AAAAAAAAGeA/qYUdGnPZ8ZM/s1600/Lula+Franklin+TV+BR.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-8AwZ4IcydPY/Ua5qpngV-FI/AAAAAAAAGeA/qYUdGnPZ8ZM/s320/Lula+Franklin+TV+BR.jpg" width="218" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;i&gt;Segundo o ex-presidente, "os companheiros da comunicação devem 
compreender que um canal de TV é concessão do Estado. E não se pode usar
 uma concessão para atuar como partido político"; o PT tenta convencer a
 presidente Dilma a aceitar um projeto de regulação da mídia que visa, 
em outros pontos, o fim da concentração do mercado, proibição de 
políticos serem donos de veículos de comunicação, além da criação de um 
Conselho Federal de Jornalismo.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt; &lt;br /&gt;
Em uma entrevista concedida ao jornal peruano "La República", o
 ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que tem "um pequeno 
problema" com a imprensa brasileira.&lt;br /&gt;

"Quando critico a imprensa, eles dizem que os estou atacando. Quando 
me atacam, dizem que estão criticando", afirmou Lula, dizendo que, mesmo
 assim, "nunca um jornal ou canal de TV deixou de receber publicidade do
 governo" porque o criticavam.&lt;br /&gt;

Ele disse, no entanto, que "os companheiros da comunicação devem 
compreender que um canal de TV é concessão do Estado". "E não se pode 
usar uma concessão para atuar como partido político."&lt;br /&gt;

O partido de Lula não esconde sua intenção de levar ao governo o 
projeto de lei de regulação da mídia – a legenda ainda precisa convencer
 o governo, começando pela presidente Dilma Rousseff.&lt;br /&gt;

Há dois anos, quando assumiu o mandato, Dilma e o ministro das 
Comunicações, Paulo Bernardo, receberam do partido um projeto com os 
principais pontos de defesa da legenda quanto à regulação da imprensa. 
Até agora, não houve resposta sobre o plano, criado pelo ex-ministro das
 Comunicações Franklin Martins.&lt;br /&gt;

Entre o que defende os petistas está o fim da concentração do 
mercado, proibição de políticos serem donos de veículos de comunicação, o
 estímulo à regionalização da produção de conteúdo e a regulamentação 
específica para o direito de resposta na imprensa. Além disso, o mais 
polêmico seria a criação de um Conselho Federal de Jornalismo, que 
provoca receio no Executivo, apesar de o partido garantir que não há 
intenção de cercear o conteúdo publicado.&lt;br /&gt;

Na entrevista, o ex-presidente também afirmou que o diálogo social 
foi seu maior legado e que "nunca antes no Brasil um presidente teve a 
possibilidade de aprovar um terceiro mandato". "Mas não quis".&lt;br /&gt;
do &lt;a href="http://www.fndc.org.br/internas.php?p=noticias&amp;amp;cont_key=904781" target="_blank"&gt;FNDC &lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;BlogueDoSouza - Democratização da Comunicação, Reformas de Base e 
Direitos Humanos.&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogueDoSouza/~4/ASxt8pzFe_g" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-06-04T19:35:24.846-03:00</app:edited><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-8AwZ4IcydPY/Ua5qpngV-FI/AAAAAAAAGeA/qYUdGnPZ8ZM/s72-c/Lula+Franklin+TV+BR.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><gd:extendedProperty xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" name="commentSource" value="1" /><gd:extendedProperty xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" name="commentModerationMode" value="FILTERED_POSTMOD" /><feedburner:origLink>http://www.bloguedosouza.com/2013/06/democratizacao-da-comunicacao-lula.html</feedburner:origLink></item><item><title>Velhas crendices sustentam o vicioso ciclo da violência </title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BlogueDoSouza/~3/7C6K06sWbeY/velhas-crendices-sustentam-o-vicioso.html</link><category>violência</category><category>raízes da violência</category><category>criança</category><category>maus tratos</category><category>Educação</category><category>violência física</category><category>agressão infantil</category><author>noreply@blogger.com (Luiz Claudio C. Souza)</author><pubDate>Tue, 04 Jun 2013 05:36:54 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7334683474981297401.post-5373939029451365357</guid><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-hdw4gd0yNNs/Ua3ZQgv-CeI/AAAAAAAAGdw/SanLvR1ORK8/s1600/Crian%C3%A7as+maus+tratos+.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="218" src="http://1.bp.blogspot.com/-hdw4gd0yNNs/Ua3ZQgv-CeI/AAAAAAAAGdw/SanLvR1ORK8/s320/Crian%C3%A7as+maus+tratos+.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;Cerca de 100 crianças morrem por dia vítimas de maus tratos no Brasil (IBGE, 1988). &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #333333; font-weight: bold;"&gt;18 mil crianças são espancadas diariamente; ao ano, 6.570.000 (&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-weight: bold;"&gt;CNBB, 1999)&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #333333; font-weight: bold;"&gt;.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;10%
  das crianças que se apresentam nas urgências dos hospitais 
brasileiros,  com menos de cinco anos, são vítimas de abuso físico. Nas 
internações  hospitalares, verifica-se elevada ocorrência de traumatismo
 craniano em  crianças (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2004). Em 1998, foram 
internadas por essa  causa 16.376 crianças menores de 10 anos, com 
predomínio do sexo  masculino. Deste total, 56,8% eram menores de cinco 
anos, sendo  representativo o número de internações em crianças menores 
de um ano  (MELLO e SOUZA, 2004).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;Esses
  números evidenciam uma trágica realidade: a violência é atualmente uma
  das principais causas de morte e agravos a saúde entre crianças e  
jovens. No Brasil e no mundo ocidental, os fatores preponderantes das  
mortes de crianças e de jovens não são mais as enfermidades de origens  
biomédicas e sim o estilo de vida. Jarbas Barbosa da Silva Júnior e  
Horacio Toro Ocampo, na apresentação da publicação Impacto da violência 
 na saúde do brasileiro, enfatizam que &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;a &lt;span style="color: #333333; font-weight: bold;"&gt;maior ameaça à vida das crianças e dos jovens no Brasil não são as doenças, mas sim a violência&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #333333; font-weight: bold;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;Um elemento agrava ainda mais a situação de violência vivida por crianças e adolescentes no Brasil. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;A maioria dos casos acontece dentro de casa&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt; &lt;/span&gt;e
  tem como principal agressor os próprios pais biológicos. A violência  
que afeta as crianças brasileiras ocorre predominantemente na relação  
familiar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;De  
acordo como os resultados obtidos no Inquérito do Sistema de Vigilância 
 em Violência e Acidentes, do Ministério da Saúde (VIVA), &lt;span style="color: #333333; font-weight: bold;"&gt;em 2007, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #333333; font-weight: bold;"&gt;61 % das crianças e 92% dos adolescentes tiveram como causa principal de internação a violência física.&lt;/span&gt;
  Os dados dos inquéritos realizados nos anos de 2006 e 2007 apontam que
 a  mãe (25%) seguida pelo pai (20%) são os principais autores de  
violências contra crianças (0 - 9 anos de idade). Uma década antes as  
estatísticas inglesas já confirmavam a tendência evidenciada no  
inquérito do Sistema VIVA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;Os
  danos, as lesões, os traumas e as mortes decorrentes da violência  
física contra as crianças e adolescentes têm um elevado custo social,  
causam prejuízos econômicos, sobrecarregam o sistema de saúde,  
aumentando os gastos com emergência, assistência e reabilitação. Um  
estudo estima que cerca de &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #333333; font-weight: bold;"&gt;3,3% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro são gastos com os custos direitos da violência&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;,
  essa cifra sobe para 10,5% quando se incluem os custos indiretos e  
transferências de recursos. O gasto com os custos diretos da violência  
no país supera três vezes o que se investe em ciência e tecnologia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;Sem
  sombra de dúvida, o maior custo é o humano, pois a violência física  
intrafamiliar tem destruído vidas, ferido corpos e mentes de muitas  
crianças e adolescentes. Ela provoca danos mentais e emocionais  
incalculáveis nas vítimas e em seus familiares. Apesar de  
estarrecedores, os números apresentados anteriormente revelam apenas a  
ponta do iceberg. Todavia, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;ainda
  que tivéssemos estatísticas mais precisas, acredito que só 
alcançaremos  a dimensão real da tragédia diária que atinge crianças e 
adolescentes  no Brasil, &lt;span style="color: #333333; font-weight: bold;"&gt;se nos aproximarmos de fato da dor visceral vivenciada em cada história de violência física.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;Um breve e doloroso retrospecto de histórias já contadas em noticiários nacionais:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="color: #666666; font-size: 130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_dz4CAlN13Ms/TI7Dor-DzHI/AAAAAAAAAnE/zIbDzSQOriI/s1600/N%C3%A3o+quero+ver.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5516561697340640370" src="http://2.bp.blogspot.com/_dz4CAlN13Ms/TI7Dor-DzHI/AAAAAAAAAnE/zIbDzSQOriI/s200/N%C3%A3o+quero+ver.jpg" style="cursor: pointer; float: left; height: 114px; margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 116px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: #666666; font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="color: #666666; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;No interior de São Paulo,&lt;br /&gt;um garoto de seis anos foi espancado&lt;br /&gt;violentamente por sua mãe e padrasto&lt;br /&gt;e depois lançado de uma ponte;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #666666; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_dz4CAlN13Ms/TI7EIlUm0yI/AAAAAAAAAnM/hBiSKUyRZQQ/s1600/n%C3%A3o+quero+ouvir.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5516562245311976226" src="http://1.bp.blogspot.com/_dz4CAlN13Ms/TI7EIlUm0yI/AAAAAAAAAnM/hBiSKUyRZQQ/s200/n%C3%A3o+quero+ouvir.jpg" style="cursor: pointer; float: left; height: 108px; margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 165px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: #666666; font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="color: #666666; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Izabella Nardoni foi morta por estrangulamento&lt;br /&gt;e jogada pela janela de um prédio de classe média,&lt;br /&gt;em São Paulo. O pai e a madrasta foram&lt;br /&gt;os autores deste crime;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #666666; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_dz4CAlN13Ms/TI7Ecbrj02I/AAAAAAAAAnU/cictj9ZbaT8/s1600/morda%C3%A7a+++internacional1.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5516562586321277794" src="http://1.bp.blogspot.com/_dz4CAlN13Ms/TI7Ecbrj02I/AAAAAAAAAnU/cictj9ZbaT8/s200/morda%C3%A7a+++internacional1.jpg" style="cursor: pointer; float: left; height: 120px; margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 184px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: #666666; font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="color: #666666; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Os irmãos &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: #666666; font-weight: bold;"&gt;João Vitor dos Santos Rodrigues, 13 anos, e Igor Giovani Santos&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;
  Rodrigues, 12 anos, foram barbaramente assassinados pelo pai, contando
  com a cumplicidade da madrasta, na cidade de Ribeirão Pires (SP).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="color: #666666; font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="color: #666666; font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;Ao
  ler os casos de violências citadas anteriormente, a maioria das 
pessoas  se assombra, se questiona: Que mundo é esse, meu Deus! Por que 
mães e  pais fazem isto? Mas, comumente, essas mesmas &lt;span style="color: #333333; font-weight: bold;"&gt;pessoas &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #333333; font-weight: bold;"&gt;logo
  depois desviam o olhar ou os ouvidos dos noticiários e retornam  
comodamente a alimentar suas velhas crenças e atitudes de sempre&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;, como por exemplo:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #666666; font-weight: bold;"&gt;Todo pai e mãe têm o poder e posse absoluta sobre os filhos;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #666666; font-weight: bold;"&gt;Os conflitos devem ser resolvidos no tapa;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhuma família deve ser invadida em sua privacidade;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #666666; font-weight: bold;"&gt;As
  condutas dos pais sobre os filhos são incontestáveis e estes podem e  
devem bater em seus filhos para estes aprenderem o que é correto;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #666666; font-weight: bold;"&gt;Que ao bater em seus filhos os pais nunca perderão o controle da situação;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #666666; font-weight: bold;"&gt;Um pouco de violência não vai prejudicar o desenvolvimento de seus filhos, etc.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #333333; font-weight: bold;"&gt;Bem, &lt;span style="color: #333333;"&gt;sinto muito, mas você e eu &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #333333; font-weight: bold;"&gt;não estamos inocentes nestas histórias&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;,&lt;/span&gt;
  pois estes pais e mães seguem as mesmas crenças que a maioria dos  
cidadãos brasileiros tanto defende, como as que foram citadas acima. Só o
  que muda é a intensidade dos atos; o princípio que gera essas crenças é
  o mesmo: que os fins justificam os meios. Somos nós, bem intencionados
  cidadãos, que alimentamos dia a dia essas crenças e damos 
implicitamente  consentimento para que estes pais cheguem a tanto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;Os
  autores de violências físicas levaram ao extremo, às últimas  
conseqüências, provavelmente tensionados por suas dificuldades afetivas 
 ou pelos stresses cotidianos, o que a maioria da sociedade defende. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #333333; font-weight: bold;"&gt;Eles são os protagonistas, os ícones de nosso trágico discurso. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;&lt;span style="color: black; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;O
  discurso que o mundo adulto é superior, e que tudo pode em relação aos
  mais jovens, nos impede de interditar, logo na origem, a violência  
física cometida contra crianças e adolescentes&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt; A generalização desse discurso protege os autores de violências e descuida das vítimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geralmente quando acontece uma situação de violência, &lt;span style="color: #666666;"&gt;dirigimos
  a nossa atenção para dois personagens, o autor da violência e o 
sujeito  que sofre a violência. No entanto, costumamos esquecer um 
personagem  crucial nesta história: &lt;span style="color: #333333; font-weight: bold;"&gt;“o amolador de faca”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;
  O amolador de faca representa todos aqueles que de forma tácita ou  
explicita dizem todos os dias: Faça, você pode! Você deve, é de seu  
direito! Não deixe barato, mostre quem manda aqui!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;Acredito que &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #333333; font-weight: bold;"&gt;um
  dos motores que faz a roda do ciclo vicioso da violência girar é o  
consentimento dado por nossa sociedade às formas violentas de se  
resolverem as diferenças, os conflitos&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;O
  uso de violências físicas na educação e no cuidado de crianças e  
adolescentes tem perpetuado o ciclo vicioso de violência dentro da vida 
 familiar. Os pais batem nos filhos; os filhos batem em seus irmãos e  
colegas de escola e de rua; depois, filhos e colegas batem em suas  
namoradas, parceiras e esposas, que por fim, também batem em seus  
filhos. &lt;span style="color: #333333; font-weight: bold;"&gt;Semeamos ventos e colhemos tempestades!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #333333; font-weight: bold;"&gt;As pessoas que defendem a erradicação dos castigos físicos e humilhantes &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;querem colocar uma cunha nessa roda&lt;/span&gt;,&lt;/span&gt; dizendo o contrário do que dizem costumeiramente os amoladores de faca: Isso não pode! &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;Não
  é seu direito fazer sofre e humilhar as pessoas que você considera  
inferior. É intolerável o uso de qualquer forma de violência na educação
  e no cuidado de crianças e adolescentes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-weight: bold;"&gt;O Projeto de Lei que visa coibir os castigos físicos e humilhantes busca ampliar os direitos de crianças e adolescentes&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt; &lt;/span&gt;Por
  isso, sua ênfase não é na quantidade ou intensidade da violência  
física, mas na sua proposta de dinâmica relacional. A violência física é
  um meio, dentre outros, de estabelecer ou manter uma relação de 
domínio  sobre os considerados inferiores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-weight: bold;"&gt;Extravagante ou recatada, a violência física sempre cumpre o mesmo papel, subjugar e controlar o outro&lt;/span&gt;.
  Portanto, são inconciliáveis os métodos violentos com a educação que  
tem como compromisso promover o desenvolvimento e a autonomia do  
sujeito. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;O que considero crítico no método educativo que se utiliza da violência física não é a sua intensidade, mas a sua finalidade&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;, que é controlar e manter as ações das crianças e adolescentes por meio da dor e do sofrimento físico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;O que se pretende, enfim, com esse Projeto de Lei não é reduzir a intensidade da violência, mas &lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-weight: bold;"&gt;mudar a forma, o padrão de se educar as novas gerações&lt;/span&gt;,&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;
  assegurando assim que crianças e adolescentes cresçam e se desenvolvam
  livres de práticas punitivas e disciplinares que causam dor, 
sofrimento e  humilhação. Com a aprovação do projeto, crianças e 
adolescentes terão  direito a mesma proteção que os adultos têm em 
relação à sua integridade  física e psicológica.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://toleranciaecontentamento.blogspot.com.br/" target="_blank"&gt;Maria Aparecida Alves da Silva&lt;/a&gt; é Mestre em educação e doutoranda pelo Programa de Pós-graduação Faculdade de Educação - UFG, psicóloga do Núcleo de Prevenção das Violências e Promoção da Saúde - SMS Goiânia e consultora da Ministério da Saúde. Há 13 anos atende na saúde pública pessoas em situação de violência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
fonte: &lt;a href="http://artigoscida.blogspot.com.br/" target="_blank"&gt;Artigos da Cida&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Leia também:&amp;nbsp;&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://www.naobataeduque.org.br/" target="_blank"&gt;&lt;span data-ft="{&amp;quot;tn&amp;quot;:&amp;quot;K&amp;quot;}" id=".reactRoot[11].:0:1:1:comment626645460681747_109024763.:0.:1.:0.:1.:0.:0.:0:2"&gt;&lt;span id=".reactRoot[11].:0:1:1:comment626645460681747_109024763.:0.:1.:0.:1.:0.:0.:0:2.:0"&gt;&lt;span id=".reactRoot[11].:0:1:1:comment626645460681747_109024763.:0.:1.:0.:1.:0.:0.:0:2.:0.:0"&gt;Palmada não educa, conclui análise de 20 anos de pesquisas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://www.bloguedosouza.com/2013/04/a-finlandia-tem-melhor-educacao-do.html" target="_blank"&gt;&lt;span data-ft="{&amp;quot;tn&amp;quot;:&amp;quot;K&amp;quot;}" id=".reactRoot[11].:0:1:1:comment626645460681747_109024763.:0.:1.:0.:1.:0.:0.:0:2"&gt;&lt;span id=".reactRoot[11].:0:1:1:comment626645460681747_109024763.:0.:1.:0.:1.:0.:0.:0:2.:0"&gt;&lt;span id=".reactRoot[11].:0:1:1:comment626645460681747_109024763.:0.:1.:0.:1.:0.:0.:0:2.:0.:0"&gt;Por que a educação na Finlândia é hoje considerada a melhor do mundo &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="color: #666666; font-size: 130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #666666; font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;BlogueDoSouza - Democratização da Comunicação, Reformas de Base e 
Direitos Humanos.&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogueDoSouza/~4/7C6K06sWbeY" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-06-04T09:36:54.430-03:00</app:edited><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-hdw4gd0yNNs/Ua3ZQgv-CeI/AAAAAAAAGdw/SanLvR1ORK8/s72-c/Crian%C3%A7as+maus+tratos+.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><gd:extendedProperty xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" name="commentSource" value="1" /><gd:extendedProperty xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" name="commentModerationMode" value="FILTERED_POSTMOD" /><feedburner:origLink>http://www.bloguedosouza.com/2013/06/velhas-crendices-sustentam-o-vicioso.html</feedburner:origLink></item><item><title>Íntegra do depoimento da historiadora Dulce Pandolfi à Comissão da Verdade do Rio de Janeiro</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BlogueDoSouza/~3/_C-uEvchZE4/integra-do-depoimento-da-historiadora.html</link><category>ALN</category><category>Cecília Coimbra</category><category>DOPS</category><category>Costa e Silva</category><category>Geisel</category><category>Médici</category><category>Doi-codi</category><category>Castelo Branco</category><category>Amilcar Lobo</category><category>Fiqueiredo</category><category>Pau-de Arara</category><category>Cobaia</category><category>tortura</category><category>Comissão da Verdade</category><author>noreply@blogger.com (Luiz Claudio C. Souza)</author><pubDate>Fri, 31 May 2013 20:36:06 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7334683474981297401.post-4795462770750130316</guid><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-eenxIEx3h9A/UalpQZzMfeI/AAAAAAAAGdg/ciMUN4KPtlI/s1600/Dulce+Pandolfi.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" src="http://1.bp.blogspot.com/-eenxIEx3h9A/UalpQZzMfeI/AAAAAAAAGdg/ciMUN4KPtlI/s400/Dulce+Pandolfi.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
“Por acreditar que no Brasil de hoje a 
busca pelo “direito à verdade e à memória” é condição essencial para nos
 libertarmos de um passado que não podemos esquecer, aceitei o convite 
da Comissão da Verdade do Rio de Janeiro para fazer hoje, aqui, esse 
depoimento.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mesmo sem nenhum mandato, quero falar em
 nome dos presos, torturados, assassinados e desaparecidos pela ditadura
 militar que vigorou no nosso país entre 1964 e 1985.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Como historiadora, sei que a memória não
 diz respeito apenas ao passado. Ela é presente e é futuro. Os 
testemunhos que estão sendo dados à Comissão da Verdade, embora sobre o 
passado, dizem respeito ao presente e apontam para o futur o, por isto 
mesmo espero que ajudem a construir um Brasil mais justo e solidário. 
Sei também que da memória - sempre seletiva - , fazem parte o silêncio e
 o esquecimento. Por isso, nessas minhas fortes lembranças, permeadas 
por ruídos, odores, cores e dores, estarão presentes ausências e 
esquecimentos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Nascida e criada em Recife, fiz parte de
 uma geração que sonhou e lutou muito. Queríamos romper com as 
tradições, acabar com miséria e com as injustiças sociais, reformar a 
universidade, derrubar a ditadura, enfim, queríamos transformar o Brasil
 e o mundo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Em 1968, um ano marcado por muitas 
paixões e fortes embates políticos e ideológicos, eu, cursando o segundo
 ano de Ciências Sociais, fui eleita secretária geral do Diretório 
Central dos Estudantes da Universidade Federal de Pernambuco, DCE, 
entidade que congregava todos os estudantes daquela universidade. 
Naquele ano o movimento estudantil explodiu por toda parte. No Brasil, 
depois da famosa Passeata dos Cem Mil, realizada aqui no Rio de Janeiro e
 que tentamos replicar nas diversas capitais do país, o ano terminou com
 a decretação do Ato Institucional n. 5. A partir daí, as prisões, as 
mortes e as torturas, iniciadas em 1964, aumentaram. A radicalização do 
regime, para muitos de nós, justificava a continuidade da nossa luta. 
Foi também em 1968 que ingressei em uma organização de esquerda armada, a
 Ação Libertadora Nacional, ALN.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
No início de 1970, perseguida pelos 
órgãos da repressão, fugi do Recife e vim para o Rio de Janeiro. Poucos 
meses depois, fui presa.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Naquela noite do dia 20 de agosto de 
1970, no momento em que entrei no quartel da Polícia do Exército situado
 na Rua Barão de Mesquita número 425, no bairro da Tijuca, no Rio de 
Janeiro, ouvi uma frase que até hoje ecoa forte nos meus ouvidos: “Aqui 
não existe Deus, nem Pátria, nem Família. Só existe nós e você.” Hoje, 
passados mais de 40 anos, penso no efeito que aquela frase produziu, em 
mim. Com vinte e um anos de idade, cheia das certezas e transbordando de
 paixões, eu não queria morrer. Embora totalmente acuada e literalmente 
apavorada, aquela frase, não deixava a menor dívida para algo que eu já 
sabia, mas que naquele momento ganhou força e concretude. Não havia 
comunicação ou negociação possível entre aqueles dois mundos: o meu e o 
deles.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Era naquele quartel que funcionava o DOI
 CODI. O prédio tinha dois andares. Diferentemente do que muitos dizem, 
aquele lugar não era um “porão da ditadura”, um local clandestino. 
Embora ali não existisse “nem Deus, nem pátria, nem família”, eu estava 
em numa dependência oficial do Exército brasileiro. Uma instituição que 
funcionava a todo vapor, com todos os seus rituais, seus símbolos, seus 
hinos, sua rotina. Ali fiquei mais de três meses.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
No andar térreo, tinha a sala de 
tortura, com as paredes pintadas de roxo e devidamente equipada, outras
 salas de interrogatório com material de escritório, essas às vezes 
usadas, também, para torturar, e algumas celas mínimas, chamadas 
solitárias, imundas, onde não havia nem colchão. Nos intervalos das 
sessões de tortura, os presos eram jogados ali. No segundo andar do 
prédio havia algumas celas pequenas e duas bem maiores, essas com 
banheiro e diversas camas beliches. Foi numa dessas celas que passei a 
maior parte do tempo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Normalmente os torturadores, embora 
quase todos militares, andavam à paisana. Os fardados cobriam com um 
esparadrapo o nome que estava gravado em um dos bolsos do uniforme. 
Cabia aos cabos e soldados, cuidar da infraestrutura. Eram eles que 
fechavam e abriam as celas, nos levavam para os interrogatórios, ou 
melhor, para as sessões de tortura, faziam a ronda noturna, levavam as 
nossas refeições. Ali não havia banho de sol, visita familiar, conversa 
com advogado. Nenhum contato com o mundo lá de fora. Naquela fase, 
éramos presos clandestinos. Só saíamos das celas para os 
interrogatórios, de olhos vedados, sempre com um capuz preto na cabeça. 
Quase todos os que faziam o trabalho de infraestrutura, incorporavam o 
ambiente da tortura. Mas, tinham algumas exceções. Um dos soldados, por 
exemplo, me deu um pedaço de papel e uma caneta para eu escrever uma 
carta para meus pais. E, de fato, a carta chegou ao destino.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Durante os mais de três meses que fiquei
 no DOI CODI, fui submetida, em diversos momentos a diversos tipos de 
tortura. Umas mais simples, como socos e pontapés. Outras mais grotescas
 como ter um jacaré, andando sobre o meu corpo nu. Recebi muito choque 
elétrico e fiquei muito tempo pendurada no chamado “pau de arara”: os 
pés e os pulsos amarrados em uma barra de ferro e a barra de ferro, 
colocada no alto, numa espécie de cavalete. Um dos requintes era nos 
pendurar no pau de arara, jogar água gelada e ficar dando choque 
elétrico nas diversas partes do corpo molhado. Parecia que o contato da
 água com o ferro, potencializava a descarga elétrica. Embora, essa 
tenha sido a tortura mais frequente havia uma alternância de técnicas. 
Uma delas, por exemplo, era o que eles chamavam de “afogamento”. 
Amarrada num cadeira, de olhos vedados, tentavam me sufocar, com um pano
 ou algodão umedecido com algo com um cheiro muito forte, que parecia 
ser amônia.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
De um modo geral, para os presos, a 
barra mais pesada ocorria nas primeiras 24 horas após a prisão. Era a 
corrida contra o tempo: para eles e para nós. Durante essas primeiras 
horas, duas eram as perguntas básicas: ponto e aparelho. Ponto era o 
local, na rua, onde os militantes se encontravam e aparelho era o local 
de moradia ou de reunião.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Não sei quanto tempo durou a minha 
primeira sessão. Só sei que ela acabou quando eu cheguei no limite. 
Muito machucada, e sem conseguir me locomover, ouvi, ao longe, um bate 
boca entre os torturadores se eu deveria ou não ser levada para o 
Hospital Central do Exército. A minha prisão, consequência de um contato
 familiar, tinha muita testemunha. Ou seja, muitos familiares, que nada 
tinham a ver a minha militância foram presos e levados para o DOI CODI. 
Sobre essas prisões nada ficou documentado.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Quando eu passei a correr risco de vida,
 montaram uma pequena enfermaria em uma das celas do segundo andar. Ali 
fui medicada, ali fiquei tomando soro. Meu corpo parecia um hematoma só.
 Por conta, sobretudo, da grande quantidade de choque elétrico, fiquei 
com o corpo parcialmente paralizado. Achava que tinha ficado paralítica.
 Aos poucos fui melhorando. Fiquei um bom tempo sem descer para a sala 
roxa. Mas, ouvir gritos dos outros companheiros presos e ficar na 
expectativa de voltar, a qualquer momento para a sala roxa, era 
enlouquecedor.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Uma noite, que não sei precisar quando, 
desci para a sala roxa para ser acareada com o militante da ALN, Eduardo
 Leite, conhecido como Bacuri. Lembro até hoje dos seus olhos, da sua 
respiração ofegante e do seu caminhar muito lento, quase arrastado, como
 se tivesse perdido o controle das pernas. Num tom sarcástico, o 
torturador dizia para nós dois, na presença de outros torturadores: 
“viram o que fizeram com o rapaz. Essa turma do Cenimar é totalmente 
incompetente. Deixaram o rapaz nesse estado, não arrancaram nada dele e 
ainda prejudicaram nosso trabalho”. No dia 8 de dezembro daquele ano, 
mataram Bacuri.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Durante o tempo que fiquei sozinha na 
tal cela grande do segundo andar, com muita dor, sem ter absolutamente 
nada para fazer, achava que ia enlouquecer. Para passar o tempo, 
inventei duas atividades: contar os ladrilhos do chão e fazer pequenas 
tranças com palhas retiradas dos colchões.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Foi nessa mesma cela que, naqueles 
primeiros dias, foi acolhida, durante alguns minutos, por Ana Burzitin, 
encarregada de dar meu primeiro banho. Depois de algum tempo , chegaram 
ou passaram por lá Cecília Coimbra, que também me ajudava no banho, 
Margarida Solero, a canadense Tânia Chao, Maria do Carmo Menezes, 
Carmela Pezzutti, Vânia, Marcia e Josi. Todas igualmente torturadas. 
Juntas, totalmente apoiadas umas nas outras, chorávamos, cantávamos e 
rezávamos muito.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
No dia 20 de outubro, dois meses depois 
da minha prisão e já dividindo a cela com outras presas, servi de cobaia
 para uma aula de tortura. O professor, diante dos seus alunos fazia 
demonstrações com o meu corpo. Era uma espécie de aula prática, com 
algumas dicas teóricas. Enquanto eu levava choques elétricos, pendurada 
no tal do pau de arara, ouvi o professor dizer: “essa é a técnica mais 
eficaz”. Acho que o professor tinha razão. Como comecei a passar mal, a 
aula foi interrompida e fui levada para a cela. Alguns minutos depois, 
vários oficiais entraram na cela e pediram para o médico medir minha 
pressão. As meninas gritavam, imploravam, tentando, em vão, impedir que a
 aula continuasse. A resposta do médico Amilcar Lobo, diante dos 
torturadores e de todas nós, foi: “ela ainda aguenta”. E, de fato, a 
aula continuou. A segunda parte da aula foi no pátio. O mesmo onde os 
soldados diariamente, faziam juramento à bandeira, cantavam o hino 
nacional. Ali fiquei um bom tempo amarrada num poste, com o tal do capuz
 preto na cabeça. Fizeram um pouco de tudo. No final, avisaram que, como
 eu era irrecuperável, eles iriam iam me matar, que eu ia virar 
“presunto”’, um termo usado pelo Esquadrão da Morte. Ali simularam meu 
fuzilamento. Levantaram rapidamente o capuz, me mostraram um revolver, 
apenas com uma bala, e ficaram brincando de roleta russa. Imagino que os
 alunos se revezavam no manejo do revolver porque a “brincadeira” foi 
repetida várias vezes.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
No final de novembro fui transferida 
para o DOPS, na rua da Relação, no centro do Rio de Janeiro. Ali, 
durante um mês, fiquei numa cela com a médica Germana Figueiredo. A ela,
 também, muito devo. Com o dobro da minha idade, cuidou de mim como uma 
mãe. Durante a minha estadia no DOPS fui levada para o Instituto Médico 
Legal, IML, para fazer um exame de corpo de delito. Achavam que eu seria
 uma das presas políticas trocadas pelo embaixador suíço, sequestrado no
 dia 8 de dezembro. Uma das exigências da embaixada era que os 
prisioneiros que fossem trocados pelo embaixador tivessem um laudo 
médico oficial do Estado brasileiro sobre o seu estado físico. E eu, 
quase quatro meses depois, ainda estava marcada pelas torturas. Essas 
marcas constam do laudo oficial do IML, que, o meu advogado Heleno 
Fragoso, conseguiu anexar ao meu processo. Mas, no final de dezembro, ao
 invés de sair rumo ao Chile, como os companheiros que foram trocados 
pelo embaixador suiço, eu fui transferida para o presídio Talavera 
Bruce, em Bangu, zona norte do Rio de Janeiro. Depois de ter ficado ali 
quase seis meses, enfrentando uma barra bastante pesada, fui 
transferida para o presídio Bom Pastor, em Recife.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Ao todo fiquei presa um ano e quatro 
meses. Como tinha vários processos, mas nenhum julgamento concluído, saí
 da prisão no dia 14 de dezembro de 1971, com um recurso jurídico 
chamado “relaxamento de prisão preventiva”. Era uma espécie de 
“liberdade condicional”. Tinha várias restrições e não podia me ausentar
 do país. Anos depois, a Justiça Militar me absolveu. Mas, nenhuma 
absolvição pode apagar os métodos utilizados durante o tempo que estive 
presa sob a responsabilidade do Estado brasileiro.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
No momento em que estava escrevendo esse
 depoimento, me veio à cabeça um texto que li, também no famoso ano de 
1968, no curso de literatura que fazia na Aliança Francesa de Recife. 
Esse texto, que muito me mobilizou tem o título de J’Accuse, em 
português, Eu Acuso. Em carta endereçada ao Presidente da República 
Francesa, escrita em 1898, o escritor francês Emil e Zola fazia uma 
defesa pública de Alfred Dreyfus, preso e condenado à morte por conta de
 uma falsidade e de um grave erro judicial. Começando todas as frases da
 carta com a expressão Eu Acuso, aquele documento produziu um enorme 
impacto na sociedade francesa. Obviamente sem a pretensão literária de 
Zola, mas esperando que os trabalhos da Comissão da Verdade produzam 
também impacto forte na sociedade brasileira, eu finalizo esse meu 
depoimento, fazendo uma espécie de plágio ao texto do famoso escritor 
francês.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Eu acuso todos os torturadores, civis e 
militares, inclusive aqueles que diziam e continuam dizendo que estavam 
apenas cumprindo ordens dos seus superiores.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Eu acuso os altos oficiais e comandantes
 do Exército brasileiro que, em visitas oficiais ao DOI CODI, entravam 
nas nossas celas e faziam gracejos com as nossas torturas. Em uma dessas
 visitas, um desses oficiais, colocou seu acompanhante, um cão pastor, 
para lamber minhas feridas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Eu acuso quem, durante a minha primeira sessão de tortura, me deu uma injeção na veia, dizendo ser o tal “soro da verdade”.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Eu acuso o major da Polícia Militar 
Riscala Corbaje, conhecido como doutor Nagib, que ao perceber que o tal 
soro da verdade não havia produzido o efeito esperado, me levou para uma
 pequena sala, me deitou no chão, subiu nas minhas costas, começou a 
pisotear e me bater com um cassetete, dizendo, aos gritos, que ia me 
socar até a morte. O seu descontrole foi tamanho e seus gritos tão 
estridentes que os outros torturadores entraram na sala e arrancaram ele
 de cima de mim.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Eu acuso o major do Exército João Câmara
 Gomes Carneiro, conhecido como Magafa, que em uma daquelas noites, dias
 depois que eu havia saído do soro, me deixou durante algumas horas, em 
pé, com um capuz na cabeça e os fios amarrados nos meus dedos. De tempos
 em tempos ele cochichava nos meus ouvidos que eu tivesse “um pouco de 
paciência” porque ele estava muito ocupado, mas que “a sessão dos 
choques elétricos iria começar a qualquer momento”. Para mim aquele foi 
um tempo quase infinito. A despeito de ser aquela uma noite muito fria, 
quando voltei para a cela, minha roupa estava totalmente molhada, colada
 no corpo, de tanto que eu havia transpirado de medo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Eu acuso o médico Amilcar Lobo que fez 
uso dos seus conhecimentos médicos para auxiliar no esquema da tortura. 
Um dia, diante do nosso clamor para que ele tentasse impedir que Maria 
do Carmo Menezes, grávida de cinco meses, continuasse sendo torturada, 
ele nos respondeu: “comunista não pode engravidar”.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Eu acuso o cabo Gil, um dos responsáveis
 pela infraestrutura do quartel da PE. O seu sadismo era sem fim. Lembro
 até hoje do barulho forte das chaves quando ele abria a porta da nossa 
cela com o capuz na mão. Propositalmente, ele demorava um tempo e, como 
se tivesse fazendo um sorteio, dizia: “acho que agora é sua vez”. Descer as escadas de olhos vedados, guiadas por ele, era um horror. Sempre 
inventava mais um degrau ou colocava o pé para nós tropeçarmos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Eu acuso o agente da Polícia Federal Luiz Timóteo de Lima, conhecido como Padre, que me deu muito choque elétrico.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Eu acuso o coronel da reserva Paulo 
Malhães que em recente entrevista ao jornal O GLOBO, no dia 26 de junho 
de 2012, afirmou que em 1970, trouxe do rio Araguaia cinco jacarés e 
levou para quartel da PE na rua Barão de Mesquita, no Rio de Janeiro, 
para atemorizar os presos políticos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Eu acuso todos os que assistiram e os que ministram aulas de torturas comigo e com outros presos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Eu acuso a diretora do Presídio Talavera
 Bruce em Bangu, no Rio de Janeiro, que me deixou durante seis meses, 
sozinha, isolada, numa cela mínima, insalubre, chamada solitária. Em 
solitárias semelhantes estavam, naquele mesmo período, as presas 
políticas Estrela e Jessie Jane.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Eu acuso os ex presidentes da República 
Humberto Castelo Branco, Costa e Silva, Garrastazu Médici, Ernesto 
Geisel e João Batista Figueiredo. A despeito das divergências entre eles
 e das diferentes conjunturas em que chefiaram o país, todos, sem 
exceção, foram responsáveis e coniventes com a tortura.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Finalmente, eu acuso o regime ditatorial implantado no Brasil em 1964, que fez da tortura, uma política de Estado.”&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Dulce Chaves Pandolfi&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
no &lt;a href="http://www.rededemocratica.org/index.php?option=com_k2&amp;amp;view=item&amp;amp;id=4506:relato-de-dulce-pandolfi" target="_blank"&gt;Rede Democrática &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Leia também: &lt;/div&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.bloguedosouza.com/2013/05/o-horror-e-indescritivel-depoimento-na.html" target="_blank"&gt;"O horror é indescritível": depoimento na íntegra de Lúcia Murat à Comissão da Verdade do Rio de Janeiro&amp;nbsp;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.bloguedosouza.com/2013/05/os-crimes-da-ditadura-tem-que-ser.html" target="_blank"&gt;Os crimes da ditadura têm que ser conhecidos &lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;BlogueDoSouza - Democratização da Comunicação, Reformas de Base e 
Direitos Humanos.&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogueDoSouza/~4/_C-uEvchZE4" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-06-01T00:36:06.949-03:00</app:edited><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-eenxIEx3h9A/UalpQZzMfeI/AAAAAAAAGdg/ciMUN4KPtlI/s72-c/Dulce+Pandolfi.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><gd:extendedProperty xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" name="commentSource" value="1" /><gd:extendedProperty xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" name="commentModerationMode" value="FILTERED_POSTMOD" /><feedburner:origLink>http://www.bloguedosouza.com/2013/06/integra-do-depoimento-da-historiadora.html</feedburner:origLink></item><item><title>"O horror é indescritível": depoimento na íntegra de Lúcia Murat à Comissão da Verdade do Rio de Janeiro</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BlogueDoSouza/~3/p3SGVI9A_hc/o-horror-e-indescritivel-depoimento-na.html</link><category>Tecio Lins e Silva</category><category>Amilcar Lobo</category><category>Congresso de Ibiúna</category><category>Ricardo Fayal</category><category>Greve de Osasco</category><category>Comissão da Verdade. Doi-Codi</category><category>Lúcia Murat</category><category>Abigail Paranhos</category><category>AI5</category><author>noreply@blogger.com (Luiz Claudio C. Souza)</author><pubDate>Fri, 31 May 2013 19:27:34 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7334683474981297401.post-8711133988079329171</guid><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-6NeC5S3Ddic/UalYWh7rLTI/AAAAAAAAGdQ/c_rVlPU7tHc/s1600/L%C3%BAcia+Murat.jpeg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="224" src="http://4.bp.blogspot.com/-6NeC5S3Ddic/UalYWh7rLTI/AAAAAAAAGdQ/c_rVlPU7tHc/s400/L%C3%BAcia+Murat.jpeg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span class="userContent"&gt;"A minha primeira prisão foi no Congresso 
estudantil em Ibiúna em outubro de 1968. Eu era vice-presidente do 
diretório estudantil da faculdade de economia e &lt;span class="text_exposed_show"&gt;estava
 no congresso representando a minha faculdade. Fiquei cerca de uma 
semana na prisão e não fui torturada. Antes do Ato Institucional número 
5, em 13 de dezembro de 1968, os estudantes de classe média não eram 
torturados, mas o mesmo não acontecia com os operários. Dois anos mais 
tarde encontrei e militei com Jose Barreto, assassinado junto com Carlos
 Lamarca, e ele me contou das torturas que sofreu em 1968, quando foi 
preso por ter estado no comando da Greve de Osasco.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Por ter 
sido presa no Congresso de Ibiúna, eu entrei na clandestinidade lodo 
depois do Ato Institucional numero 5, pois sabíamos que com o fim do 
habeas corpus e dos direitos que ainda existiam os militares iriam me 
perseguir em algum momento. E, efetivamente, alguns meses mais tarde 
quando da chamada Operação Rockefeller, mais de 10 mil pessoas foram 
presas numa tentativa de preservar o país de qualquer manifestação 
contra a chegada de Nelson Rockefeller , então governador de Nova York. 
 Nessa ocasião, a casa dos meus pais foi invadida por militares armados.
 E, meu pai, Dr Miguel Vasconcellos, então diretor do Hospital Pedro 
Ernesto no Rio de Janeiro, foi preso e levado para um quartel onde o 
interrogaram sobre a minha localização, a qual ele desconhecia. Com ele,
 foi levada minha irmã Regina Murat Vasconcellos. Eles foram soltos, 
depois de ameaçados.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; A minha segunda prisão se dá então em 31 de março de 1971, depois de dois anos e meio de clandestinidade.&lt;br /&gt;
 A tortura era uma prática da ditadura e nós sabíamos disso pelo relato 
dos que tinham sido presos antes. Mas nenhuma descrição seria comparável
 ao que eu vim a enfrentar. Não porque tenha sido mais torturada do que 
os outros. Mas porque o horror é indescritível.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Sabendo dessa impossibilidade, vou tentar descrevê-lo.&lt;br /&gt;
 Em março de 1971, eu estava junto com Maria Luiza Garcia Rosa num 
quarto que alugávamos num apartamento no Jacarezinho. Eles chegaram de 
noite e nem houve condições de esboçar uma reação. Imediatamente fomos 
separadas, me jogaram num carro e me enfiaram um capuz.  Começaram a me 
bater dentro do carro.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Quando cheguei no Doi-Codi, não sabia 
onde estava, só fui descobrir mais tarde, que era o quartel do Exercito 
localizado na Rua Barão de Mesquita, que existe até hoje.  Rapidamente 
me levaram para a sala de tortura.  Fiquei nua, mas não lembro como a 
roupa foi tirada. A brutalidade do que se passa a partir daí confunde um
 pouco a minha memória. Lembro como se fossem flashs, sem continuidade. 
De um momento para outro, estava nua apanhando no chão. Logo em seguida 
me levantaram no pau de arara e começaram com os choques. Amarraram a 
ponta de um dos fios no dedo do meu pé enquanto  a outra ficava 
passeando. Nos seios, na vagina , na boca. Quando começaram a jogar 
água, estava desesperada e achei num primeiro momento que era para 
aliviar a dor. Logo em seguida os choques recomeçavam muito mais fortes .
 Percebi que a água era para aumentar a força dos choques.&lt;br /&gt; Isso 
durou horas. Não sei quantas. Mas deve ter se passado mais de dez horas.
 De tempos em tempos, me baixavam do pau de arara. Lembro que um médico 
entrou e me examinou. Aparentemente fui considerada capaz de resistir, 
pois a tortura continuou.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Logo que comecei a apanhar, achei que
 não ia resistir e inventei uma história que na minha cabeça me 
possibilitaria me suicidar.Nós tínhamos um sistema de ponto - de 
encontros - em que se não aparecêssemos em 48 horas, nós seriamos 
considerados presos e nossa família seria avisada. Eu queria proteger 
meus companheiros e a única coisa que me passava pela cabeça era 
agüentar um tempo até eu ter condições de me suicidar, pois assim todos 
estariam salvos. Então, disse que eu deveria estar na varanda do 
apartamento onde tinham me prendido, e que um companheiro passaria de 
carro embaixo do edifício. Eu faria um sinal de que tudo estava  bem, e 
ele iria me encontrar mais tarde em um determinado lugar. Eu achava que 
da varanda do apartamento eu poderia me jogar e tudo estaria terminado.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
 Mas quando eu saí do pau-de-arara , eu estava paralítica, a minha perna
 direita tinha inchado muito (depois foi diagnosticada uma flebite). Eu 
não conseguia mexer a perna, estava muito machucada, com febre muito 
alta e com os pulsos abertos por causa do pau de arara.  Sem poder subir
 as escadas do edifício, eles me levaram até o local, mas me deixaram 
dentro do carro e me substituíram na varanda por uma pessoa deles com 
uma peruca da cor dos meus cabelos. Quando eu percebi o que estava 
acontecendo, comecei a ficar desesperada. Sabia que eles não iam pegar 
ninguém e que quando voltasse eu não iria resistir. Eu não ia conseguir 
me suicidar. Essa foi talvez a pior sensação da minha vida, a sensação 
de não poder morrer.  Eu chorava igual uma louca dentro do carro e pedia
 por favor para eles me matarem.Eles riam. E diziam que eu ia me fuder 
se não caísse ninguém.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Eu não tinha muita noção das horas, mas 
sabia que, naquele momento, tinha que aguentar pelo menos mais 12 horas 
para impedir a prisão dos meus companheiros,. E não sabia como. Aos 22 
anos, eu vi que tinha que inventar outra história que justificasse para 
mim mesmo o novo horror que se aproximava. Desde o carro, antes de ir 
para um encontro onde ninguém foi preso, eu comecei a dizer que a culpa 
era deles, que ninguém era idiota de ir num ponto porque não era eu que 
estava na varanda. Eu precisava me agarrar a uma história, mesmo que 
eles não acreditassem.&lt;br /&gt; Não sei bem o que se passou quando eu voltei.
 As lembranças são confusas. Não sei como era possível, mas tudo ficou 
pior. Eles estavam histéricos. Sabiam que precisavam extrair alguma 
coisa em 48 horas senão perderiam meu contato. Gritavam, me xingavam e 
me puseram de novo no pau de arara. Mais espancamento, mais choque, mais
 água. E dessa vez entraram as baratas. Puseram baratas passeando pelo 
meu corpo. Colocaram uma barata na minha vagina.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Hoje, parece 
loucura. Mas um dos torturadores de nome de guerra Gugu, tinha uma caixa
 onde ele guardava as baratas amarradas por barbantes. E através do 
barbante ele conseguia manipular as baratas no meu corpo.&lt;br /&gt; Eu queria 
morrer e não conseguia morrer. Mas nisso praticamente eu já tinha ganho o
 tempo necessário para liberar os pontos com a organização. E a Marilena
 Vilas Boas, que mais tarde foi barbaramente  assassinada, que era com 
quem eu tinha os encontros, conseguiu avisar minha família de que eu 
tinha sido presa.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Passados esses primeiros dias, eu fui largada no corredor, de capuz. Eu ficava meio desmaiada, meio dormindo.&lt;br /&gt;
 Até que fui levada para a enfermaria.  Na enfermaria, depois de algum 
tempo, comecei a tomar antibióticos. Não podia andar, minha perna 
direita estava muito inchada e não mexia, meus pulsos estavam feridos, 
assim como os seios e os pés. Não podia comer porque tinha levado muito 
choque na língua e se engolia alguma coisa, vomitava.&lt;br /&gt; Médicos mais 
tarde calcularam que se eu não tivesse começado a ser medicada, eu teria
 morrido em poucos dias.  Isso é uma questão importante. As 
circunstâncias. Com certeza eu fui salva por circunstâncias, não pela 
vontade deles. Podíamos morrer a qualquer momento e por isso nos 
mantinham incomunicáveis em todo esse período e negavam nossa prisão. 
Para eles, que eram donos de nossas vidas e de nossas mortes, seria 
apenas mais um  "acidente", como tantos que aconteceram.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Na 
enfermaria, os médicos que me trataram  eram os mesmos que nos 
"assistiam " na sala de tortura: Amilcar Lobo e Ricardo Fayal.No dia 
seguinte, comecei a ser interrogada por dois representantes da Bahia -  
eu tinha vivido clandestina durante um ano em Salvador -  o Major 
Cinelli, do CIEX e um representante da Aeronáutica. Eles resolveram me 
levar para a Bahia. Disseram que iam me tratar lá.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Fui de avião
 da FAB para Salvador e levada para o quartel de Barbalho,  onde o 
medico se apavorou achando que eu ia morrer em suas mãos e fez um 
relatório descrevendo em detalhes minha situação e pedindo um 
especialista. Lembro que esse médico disse: "Eu vou fazer isso porque 
senão você vai morrer nas minhas mãos e eu não tenho nada a ver com 
isso". Trouxeram então um médico neurologista da Aeronáutica que me 
tratou. Minha perna começou a desinchar. Continuava de cama e sendo 
interrogada todos os dias pelo major Cinelli. Mas nesse momento sem 
tortura física.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Melhorei, a perna desinchou e fui transferida 
para Base Aérea em Salvador. Eu estava com a perna muito fina, sem 
controle no pé, a cintura torta, como se eu tivesse tido paralisia 
infantil. Achei que as torturas tinham terminado, quando me avisaram que
 eu voltaria para o Rio. Quando eles entraram na cela já me puseram o 
capuz. Fui levada aos trancos para o avião, e durante todo o trajeto era
 ameaçada de ser jogada para fora. Me levantavam da cadeira, me levavam 
até um lugar onde deveria ser a porta de emergência do avião e diziam 
que iam abrir. Voltavam a me sentar para recomeçar tudo. Em algum 
momento, me perguntaram pelo "Paulo" , nome de guerra do Stuart Angel 
Jones, e eu percebi que ele tinha caído. Depois, no Rio nunca mais 
perguntaram por ele.  Stuart tinha sido assassinado. Só soube depois.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
 Eles se comportavam o tempo todo como se estivessem disputando um 
campeonato. E o que estava em jogo podia ser uma prisão, a morte de 
alguém da oposição considerado importante, o fato de alguém ter falado. 
Assim, o pessoal do Dói-Codi disputava com a Aeronáutica, que disputava 
com a polícia...  O pessoal do Rio disputava com a Bahia, etc.... Eles 
nos disputavam como se fossemos troféus, verdadeiros animais de caça.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
 Quando voltei ao DOi-Codi, de Salvador,  a tortura seria um pouco 
diferente. Em 1971, eles já conheciam bem o funcionamento das 
organizações clandestinas E a tortura era dirigida para o seu 
aniquilamento. Assim, eles sabiam do esquema de pontos que tínhamos e a 
tortura quando éramos presos, era violenta e brutal para que 
entregássemos os encontros com nossos companheiros o mais rápido 
possível. Depois, eles sabiam que podiam usar o tempo a favor deles para
 conseguir informações mais estruturais. Um dos torturadores, de nome de
 guerra Nagib, me disse um dia que para eles nós éramos como 
cachorrinhos de Pavlov. O choque no início tinha de ser de alta 
voltagem. Mas depois, eles podiam dar choques pequenos que a nossa 
memória era do choque de alta voltagem. Nos já estaríamos nas mãos 
deles.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Acho isso muito importante porque demonstra também que 
essa equipe de torturadores estudava os métodos que eles 
eufemisticamente chamavam de "técnica de interrogatório". Não era 
simplesmente uma explosão de um sádico de plantão.Num segundo momento 
então, a tortura era progressiva, feita de idas e vindas, de ameaças e 
da nossa certeza, permanentemente alimentada por eles, que tudo poderia 
recomeçar a qualquer momento. O objetivo era, pouco a pouco, nos anular,
 como pessoas e como militantes.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Foi nesse quadro, na volta, 
que o próprio Nagib, fez o que ele chamava de tortura sexual cientifica.
 Eu ficava nua, com um capuz na cabeça, uma corda enrolada do pescoço 
passando pelas costas até as mãos, que estavam amarradas atrás da 
cintura. Enquanto o torturador ficava mexendo nos meios seios, na minha 
vagina, penetrando com o dedo na vagina, eu ficava impossibilitada de me
 defender, pois se eu movimentasse meus braços para me proteger eu me 
enforcava e instintivamente voltava atrás. Ou seja, eles inventaram um 
método tão perverso em que aparentemente nós não reagíamos, como se 
fôssemos cumplices de nossa dor.  Isso durava horas ou noites, não sei 
bem.&lt;br /&gt; Era considerado um método de aniquilamento progressivo. E foi 
realmente o período em que eu mais me senti desestruturada, mais do que 
em toda a loucura dos primeiros dias Porque você já sabe o que é a 
tortura, e ela parece que nunca terá fim.Nessa época, a rotina estava 
implantada. Eu ficava numa cela - num período fiquei com uma menina do 
Paraná chamada Ruth -  e era levada repetidamente para a sala de 
tortura, para novos interrogatórios.  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Acho que a essas alturas
 eu já estava ha dois meses na prisão, quando meu advogado, Dr Tecio 
Lins e Silva, conseguiu que eu fosse apresentada na Auditoria da 
Marinha, onde corria um processo contra mim.&lt;br /&gt; Desde o primeiro dia, 
quando Marilena avisou minha mãe, minha família e meu advogado, tentavam
 desesperadamente me encontrar. Eles sabiam que se eu fosse levada na 
auditoria, eu estaria salva pois teria sido apresentada e seria muito 
difícil eles me matarem. Por isso, usaram de todos os subterfúgios e 
procedimentos legais para conseguirem que eu fosse apresentada. O meu 
advogado entrou com um pedido na Auditoria afirmando que eu tinha sido 
presa.  A auditoria mandou uma ordem para o Quartel da PE.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; 
Essas contradições existiam porque em meio ao horror a ditadura 
brasileira sempre tentou manter justificativas legais. E nós não 
estávamos sendo torturadas numa casa clandestina, mas num quartel do 
exército.&lt;br /&gt; E assim um dia mandaram eu me vestir - nós usávamos um 
macacão na prisão - e eu fui levada por um grupo de  soldados da PE para
 a Auditoria da Marinha.&lt;br /&gt; Quando eu cheguei na auditoria eu não 
andava, a minha perna continuava atrofiada e eu tinha hematomas e 
ferimentos pelo corpo.  Me levaram para uma sala onde estavam meus pais e
 meu advogado. Sempre rodeada pelos soldados da PE,  eu pedi por favor 
para que eles tentassem me tirar do Doi-Codi e me levassem para o 
Hospital Militar. Eu sabia também que aquele momento era a única chance 
que eu teria de denunciar as torturas com uma prova real. Eu era a prova
 real da tortura. E apesar do medo imenso que sentia eu denunciei que 
estava naquele estado por causa das torturas, num depoimento 
extremamente emocionado.  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Lembro- e eu tinha apenas 22 anos - 
 que quando entrei na sala todos os juízes militares baixaram a cabeça. 
Não tiveram a coragem de me encarar. Como também não tiveram a coragem -
 apesar de todos os esforços do meu advogado - de me mandarem para o 
Hospital Militar e, mais uma vez, eu fui levada  para o Doi-Codi. Eu 
tremia muito pois imaginava o que me esperava depois de ter denunciado 
tortura. Eu disse para o meu advogado: Eles vão me matar'. A impotência 
estampada nos olhos dele era o retrato desse país.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Mas eles não
 podiam mais me matar porque eu já estava oficialmente presa, o que no 
entanto não tinha a menor importância para mim. O importante era que eu 
sabia que ia voltar a ser torturada e que eles deveriam estar furiosos 
com o meu depoimento. E é impressionante a capacidade deles de 
inventarem sempre alguma coisa diferente. Alguma coisa que vai te deixar
 pior ainda.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Quando cheguei na sala de tortura, estavam todos 
juntos e enlouquecidos. (Releio esse depoimento e vejo que a todo 
momento eu digo que foi a pior coisa que vivi na vida.) Bom, esse 
momento foi de novo o pior momento que já vivi na vida.  Eles me fizeram
 representar o que eu tinha feito na auditoria, como se tivesse sido uma
 representação, uma mentira, uma palhaçada. "Ah, agora faz mais cara de 
choro, não está suficiente, você fez mais cara de choro do que essa lá',
 '- Manca mais, você mancou mais lá filha da puta'.  E eu fiz tudo o que
 eles mandaram, eu fiz tudo que eles mandaram. A sensação era que eu 
tinha perdido inteiramente minha identidade. Quando a sua dor é 
transformada em piada com a sua ajuda é como se nada mais tivesse 
sentido.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Depois disso, eu fiquei mais algum tempo no Doi-Codi, 
não sei precisar quanto. Sei que fui presa em 31 de março e que quase 
três meses depois fui finalmente mandada para a Vila Militar, onde 
passei a ser legalmente presa, com visita de família e advogado. De todo
 esse período, de todo esse horror, eu vivi também alguns momentos de 
esperança. No quartel da Barão de Mesquita,  além das equipes de 
torturadores, encontrávamos soldados da Polícia do Exército em serviço 
militar. Era um quartel, com um funcionamento normal de quartel. E a 
maior parte dos soldados para mostrar serviço diante dos oficiais 
participavam da brutalidade. Ou nos empurrando, ou, por exemplo, dizendo
 que tinha um degrau a mais quando subíamos uma escada de capuz fazendo 
com que caíssemos. Pequenos poderes, muitos abusos. Mas nem todos se 
comportaram assim. Dois soldados são inesquecíveis por terem conseguido 
manter sua humanidade. E eu queria lembrá-los hoje.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Eu queria 
lembrá-los aqui, mesmo sem saber seus nomes, porque o que estamos 
fazendo é um exercício de humanidade. Um soldado se ofereceu para levar 
um bilhete para minha família. E levou. O outro foi o  enfermeiro que na
 minha primeira noite na enfermaria passou todo o tempo acordado 
colocando panos quentes para tentar amenizar a dor da minha perna, 
Lembro que ele só repetia. "Quando eu terminar o serviço militar, quero 
esquecer tudo isso."&lt;br /&gt; Mas nós não podemos esquecer. E por isso estamos aqui hoje.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
 Estava já há cerca de dois meses na Vila Militar, quando em final de 
agosto, fui levada de novo para o Doi-Codi. Essa possibilidade não 
passava pela minha cabeça. Tinha me convencido que tudo aquilo acabara. 
Mas com o assassinato da Yara Yalvberg e a perseguição ao Lamarca e ao 
Zequinha, resolveram que eu deveria ser interrogada de novo sobre a 
Bahia. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Quando um sargento me disse, na Vila Militar, que eu 
iria ser levada para o Doi-Codi entrei em desespero, e de novo tentei 
suicídio. Era inadmissível voltar a viver tudo aquilo. Mas fui impedida 
pela minha companheira de cela, minha querida Abigail Paranhos, que 
perdemos para o câncer alguns anos atrás.  Estava tão desesperada que me
 deram uma injeção e fui levada quase desmaiada para a Barão de 
Mesquita.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Lá tudo estava mudado. As celas tinham cama e lençol e
 os aparelhos de tortura foram substituídos por celas com controle de 
som e de temperatura, as chamadas geladeiras. Os presos eram colocados 
sem poder dormir, sem comer e em temperaturas baixíssimas. Fui de novo 
interrogada pelo Major Cinelli. Eu não estava entendendo nada do que 
acontecia.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Hoje, me parece que o Doi-Codi da Barão de Mesquita,
 a partir desse momento, foi reservado para presos que passariam por 
esse "interrogatório cientifico". Ao mesmo tempo, os militantes das 
organizações armadas considerados chave foram sumariamente condenados a 
morte. Não iam mais para o Doi-Codi. Iam ser torturados e assassinados 
em outros lugares, como a Casa da Morte de Petrópolis, cuja única 
sobrevivente foi Ines Etiene Romeu.&lt;br /&gt; Foi assim com Sérgio Furtado, 
com Paulo Ribeiro Bastos, com Fernando Santa Cruz e muitos outros 
companheiros que constam da lista de "desaparecidos".  A pena de morte 
foi decretada também para os combatentes urbanos nesse período, assim 
como foi para os militantes da Guerrilha do Araguaia. Não posso provar 
que houve uma decisão de matar os poucos sobreviventes das organizações 
armadas, mas é o que deduzo do que vivi nessa época.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; O Nagib, 
que gostava de discursar, de me explicar as técnicas e os objetivos 
deles, me disse uma vez que depois de acabarem conosco, que no fundo 
éramos apenas garotos impertinentes, eles iam terminar com quem 
efetivamente importava, com aqueles que tinham feito nossas cabeças. E 
que depois de aniquilar as organizações armadas, iriam aniquilar o 
Partido Comunista Brasileiro. Efetivamente, alguns anos depois a direção
 do PCB foi assassinada.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; É terrível você olhar para trás e 
descobrir que no seu país utilizou-se de métodos cruéis e criminosos na 
luta política. Não se tratava apenas de aniquilar quem estava se 
defendendo de armas na mão, mas de aniquilar toda e qualquer visão 
contrária à deles. Era um método de manutenção de um poder autoritário. 
Uma vez na enfermaria, quando questionei o Amilcar Lobo de como   um 
médico e psicanalista se permitia àquele papel, ele me disse que se não 
fosse ele seria outro, que ele era apenas um membro de uma engrenagem. 
Eu me lembro que respondi: muitos disseram isso em Nuremberg.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; 
Não estamos em Nuremberg. 43 anos se passaram desses acontecimentos. 
Restaram pequenas cicatrizes no meu corpo, um problema de sensibilidade 
na minha perna direta e essa história. Uma história que compartilho com 
vocês não por desejo de vingança ou masoquismo, mas porque acredito que a
 única maneira de fortalecemos a democracia nesse país e conhecendo 
nosso passado. A única maneira de combater aqueles que ainda torturam 
por esse país afora, é mostrar que esse é - e sempre foi - um crime de 
lesa-humanidade.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Depois de 3 anos e meio de prisão, fui solta. É
 verdade que depois de tudo isso, reconstruí minha vida. Com a ajuda de 
mina família, de meus amigos e de um processo de análise que durou 25 
anos, Mas reconstruir não significa esquecer. Reconstruir significa 
saber conviver com esses fatos lutando para que não se repitam jamais. O
 horror à violência e ao autoritarismo passou a fazer parte de mim.&lt;br /&gt; 
Há dois anos, pedi licença ao Exército para filmar as celas onde estive 
presa. O pedido foi negado. Sem explicações. Como se pode avançar em 
direção ao futuro se não se pode reconstruir o passado? Até quando vão 
esconder nossa história?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Milhares de pessoas foram presas e 
torturadas no Rio de Janeiro Queria pedir à Comissão que comece uma 
campanha para que todos aqueles que foram presos mandem um depoimento. 
Precisamos saber o que aconteceu. Nome, data , que torturas sofreu e 
quem foram os responsáveis.&lt;br /&gt; Na minha época do Doi-Codi, os 
torturadores  usavam nome de guerra e tinham seus nomes verdadeiros 
tampados por um esparadrapo na camisa. Mas posteriormente, consegui 
identificar alguns deles, que são: Major Demiurgo - então chefe do 
Doi-Codi e que mantinha contato com nossas famílias; Tenente Armando 
Avolio Filho - de nome de guerra Apolo; e Riscala Corbage, o Nagib.&lt;br /&gt; 
Os outros não consegui localizar. E creio que passados 43 anos será 
quase impossível o reconhecimento. Mas outros torturados, e foram 
milhares,  com certeza terão outras informações a dar.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Espero 
que a Comissão possa ouvir os que ainda estão vivos  e a todos aqueles 
que foram reconhecidos para que possamos revelar por inteiro esse 
período."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class="userContent"&gt;&lt;span class="text_exposed_show"&gt;no &lt;a href="https://www.facebook.com/marciadealmeidarj/posts/4313702539938" target="_blank"&gt;Facebook por Marcia de Almeida&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="userContent"&gt;&lt;span class="text_exposed_show"&gt;Leia também: &lt;a href="http://www.bloguedosouza.com/2013/05/os-crimes-da-ditadura-tem-que-ser.html" target="_blank"&gt;Os crimes da ditadura têm que ser conhecidos &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;BlogueDoSouza - Democratização da Comunicação, Reformas de Base e 
Direitos Humanos.&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogueDoSouza/~4/p3SGVI9A_hc" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-05-31T23:27:34.575-03:00</app:edited><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-6NeC5S3Ddic/UalYWh7rLTI/AAAAAAAAGdQ/c_rVlPU7tHc/s72-c/L%C3%BAcia+Murat.jpeg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><gd:extendedProperty xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" name="commentSource" value="1" /><gd:extendedProperty xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" name="commentModerationMode" value="FILTERED_POSTMOD" /><feedburner:origLink>http://www.bloguedosouza.com/2013/05/o-horror-e-indescritivel-depoimento-na.html</feedburner:origLink></item><item><title>Os crimes da ditadura têm que ser conhecidos</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BlogueDoSouza/~3/FN0kW7KwwBk/os-crimes-da-ditadura-tem-que-ser.html</link><category>anistia</category><category>1964</category><category>tortura</category><category>ditadura</category><category>torturadores</category><category>autoanistia</category><category>revanchismo</category><category>Comissão da Verdade</category><category>comunista</category><category>João Goulart</category><category>Dulce Pandolf</category><author>noreply@blogger.com (Luiz Claudio C. Souza)</author><pubDate>Wed, 29 May 2013 18:22:15 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7334683474981297401.post-2152792843513213565</guid><description>&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-DYATpqpfGys/UaahI-UsfzI/AAAAAAAAGdA/eRlz0dGuX-I/s1600/Cobaia+da+tortura.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="266" src="http://4.bp.blogspot.com/-DYATpqpfGys/UaahI-UsfzI/AAAAAAAAGdA/eRlz0dGuX-I/s400/Cobaia+da+tortura.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;A historiadora Dulce Pandolf foi cobaia de tortura&lt;/td&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;br /&gt;
A Comissão da Verdade traz revelações doídas, mas essenciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os brasileiros estão sendo apresentados a relatos brutais de lesa humanidade ocorridos na ditadura militar, por conta da Comissão da Verdade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

Hoje mesmo, ao depor no Rio de Janeiro, uma professora afirmou ter servido de cobaia numa lição de tortura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

É duro saber essas histórias, mas é essencial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

Elas ficaram, em grande parte, sob o tapete da história, em razão da 
Anistia de 1979 – melhor, Autoanistia, uma vez que foi construída pelo 
regime que perseguiu, torturou e matou milhares de brasileiros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

Torturadores e assassinos foram torrencialmente beneficiados pela Anistia, e isso só foi bom para eles.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

Rever os crimes é vital, e rever a Anistia para que os responsáveis 
possam responder por eles é um ato de justiça, não de revanche.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

Na Argentina, Videla terminou seus dias na cadeia – e esse tipo de 
castigo é importante para que candidatos a golpes militares pensem duas 
vezes antes de se aventurarem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

Uma das teses mais falaciosas que correm no Brasil é a de que o que está ocorrendo é uma “tentativa de revanche dos perdedores”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

&lt;i&gt;Perdedores?&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

O que houve, ao longo da ditadura, não foi uma guerra. Foi um 
massacre. A ditadura ceifou a possibilidade de fazer política para a 
sociedade e depois, armada e com a retaguarda americana, triturou os que
 se insurgiram contra isso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

Combate digno é Waterloo, Trafalgar, Estalingrado, entre forças 
equivalentes. No Brasil houve uma chacina covarde a pretexto — pausa 
para risadas — de evitar a “dominação comunista”, aspas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

Quantos crimes não foram cometidos no mundo sob esse argumento 
cínico? Governos populares e democráticos como o de Mossadegh, no Irã, o
 de Arbenz, na Guatemala, e o de Allende, no Chile, foram derrubados sob
 essa mentira.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

No Brasil, a queda de João Goulart, em 1964, e a dizimação da esquerda, depois, obedeceram à mesma lógica hipócrita.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

O Brasil tem muitas tarefas a executar para se tornar uma sociedade 
avançada e deixar de ser um dos eternos campeões mundiais de 
desigualdade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

Mas, para construir o futuro que todos desejamos, tem também que 
enfrentar o passado – e punir crimes que ficaram impunes, até para que 
eles não se repitam.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="author-descrip"&gt;
&lt;i&gt;O jornalista Paulo Nogueira, baseado em
 Londres, é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises&lt;/i&gt; &lt;i&gt;&lt;a href="http://www.diariodocentrodomundo.com.br/os-crimes-da-ditadura-tem-que-ser-conhecidos/"&gt;Diário do Centro do Mundo&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;. &lt;/div&gt;
&lt;div class="author-descrip"&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Veja todos os posts do autor:&lt;/i&gt; &lt;i&gt;&lt;a href="http://www.diariodocentrodomundo.com.br/author/paulo-nogueira/" rel="author" title="Posts de Paulo Nogueira"&gt;Paulo Nogueira&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;BlogueDoSouza - Democratização da Comunicação, Reformas de Base e 
Direitos Humanos.&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogueDoSouza/~4/FN0kW7KwwBk" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-05-29T22:22:15.144-03:00</app:edited><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-DYATpqpfGys/UaahI-UsfzI/AAAAAAAAGdA/eRlz0dGuX-I/s72-c/Cobaia+da+tortura.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><gd:extendedProperty xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" name="commentSource" value="1" /><gd:extendedProperty xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" name="commentModerationMode" value="FILTERED_POSTMOD" /><feedburner:origLink>http://www.bloguedosouza.com/2013/05/os-crimes-da-ditadura-tem-que-ser.html</feedburner:origLink></item><item><title>CPI das Universidades Privadas terá seu relatório votado na ALERJ </title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BlogueDoSouza/~3/PAtG3KMs5HQ/cpi-das-universidades-privadas-tera-seu.html</link><category>Robson Leite</category><category>Alerj</category><category>Gama Filho</category><category>CPI das Universidades Privadas</category><category>MEC</category><category>Educação</category><category>Univercidade</category><author>noreply@blogger.com (Luiz Claudio C. Souza)</author><pubDate>Mon, 27 May 2013 19:24:40 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7334683474981297401.post-2280773124556812337</guid><description>&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-NGwVB2HlP_w/UaQTCBjyY-I/AAAAAAAAGaY/VQFZE3Vtybc/s1600/CPI+das+Universidades.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" src="http://3.bp.blogspot.com/-NGwVB2HlP_w/UaQTCBjyY-I/AAAAAAAAGaY/VQFZE3Vtybc/s400/CPI+das+Universidades.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Você sabe o que é a CPI das Universidades Privadas?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O relatório da CPI das Universidades Privadas será votado em breve no plenário da ALERJ! Acompanhe pela &lt;a href="http://www.robsonleite.com.br/relatorio-da-cpi-das-universidades-privadas-sera-votado-na-alerj/" target="_blank"&gt;nossa página&lt;/a&gt;, os desdobramentos dessa luta!&lt;br /&gt;
O relatório da CPI das Universidades Privadas elaborado pelo deputado estadual &lt;a href="http://www.robsonleite.com.br/" target="_blank"&gt;Robson Leite (PT-RJ)&lt;/a&gt;
 fez cerca de 70 encaminhamentos, entre pedidos de indiciamentos (que 
incluem 5 reitores e diretores de universidades) e&amp;nbsp; propostas e denúncias,
 que serão distribuídos entre o Ministério Público, Tribunal de Contas, 
Câmara Federal e Ministério da Educação (MEC). Entre elas destacamos o 
pedido de intervenção imediata do MEC na Gama Filho e no Centro 
Universitário "UniverCidade".&lt;br /&gt;
Conheça a CPI aqui nesse vídeo:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;
&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/9WdXae2Embs" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;center&gt;
&lt;/center&gt;
&lt;/center&gt;
&lt;div style="text-align: left;"&gt;
&lt;br /&gt;
E assista nesse outro a entrevista que o Deputado concedeu fazendo um resumo do relatório e curta a &lt;a href="http://www.robsonleite.com.br/" target="_blank"&gt;nossa página&lt;/a&gt; para saber quando será a votação no plenário da Alerj e os próximos passos dessa luta.&lt;br /&gt;
Vamos juntos lutar contra os tubarões do ensino superior privado e melhorar a educação superior em nosso país! &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: left;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;center&gt;
&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/9NvPjRcNsxc" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;
&lt;/center&gt;
&lt;div style="text-align: left;"&gt;
Por Robson Leite no &lt;a href="https://www.facebook.com/luizclaudiocunhasouza/posts/623124857700474?notif_t=like" target="_blank"&gt;Facebook&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;BlogueDoSouza - Democratização da Comunicação, Reformas de Base e 
Direitos Humanos.&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogueDoSouza/~4/PAtG3KMs5HQ" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-05-27T23:24:40.235-03:00</app:edited><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-NGwVB2HlP_w/UaQTCBjyY-I/AAAAAAAAGaY/VQFZE3Vtybc/s72-c/CPI+das+Universidades.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><gd:extendedProperty xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" name="commentSource" value="1" /><gd:extendedProperty xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" name="commentModerationMode" value="FILTERED_POSTMOD" /><feedburner:origLink>http://www.bloguedosouza.com/2013/05/cpi-das-universidades-privadas-tera-seu.html</feedburner:origLink></item><item><title>Reforma Política: Senadores explicam importância de acabar com poder econômico nas eleições</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BlogueDoSouza/~3/UNSEf92QK4I/reforma-politica-senadores-explicam.html</link><category>Financiamento Público de Campanha</category><category>corrupção</category><category>Eleições</category><category>Reforma Política</category><category>Lei de Iniciativa Popular</category><category>caixa-dois</category><category>Democracia</category><category>Humberto Costa</category><category>Processo Eleitoral</category><category>Wellington Dias</category><author>noreply@blogger.com (Luiz Claudio C. Souza)</author><pubDate>Sun, 26 May 2013 12:21:42 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7334683474981297401.post-8631975858081580365</guid><description>&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-8Ld2oAhKBUs/UaJdmPCwSkI/AAAAAAAAGaA/gkSLkbAwHWQ/s1600/Reforma+Pol%C3%ADtica+Senadores+PT.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="214" src="http://3.bp.blogspot.com/-8Ld2oAhKBUs/UaJdmPCwSkI/AAAAAAAAGaA/gkSLkbAwHWQ/s320/Reforma+Pol%C3%ADtica+Senadores+PT.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;i&gt;Durante entrevista para a &lt;a href="http://www.pt.org.br/noticias/view/tvpt_senadores_explicam_importancia_de_acabar_com_poder_economico_nas_eleic" target="_blank"&gt;TVPT&lt;/a&gt; senadores comentam a importância do acabar com o poder econômico nas eleições com a aprovação do &lt;b&gt;Projeto de Lei de Iniciativa Popular para Reforma Política&lt;/b&gt;. &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com o senador Humberto Costa (PT/PE), “é preciso aprofundar a democracia no Brasil, criando igualdade para participação no processo político para todas as forças que representam setores da sociedade, ampliando a relação de transparência entre os eleitores e os eleitos” disse o petista. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para o líder da bancada do PT no Senado, Wellington Dias (PT/PI), objetivo é fortalecer os partidos, garantindo uma eleição mais barata para possibilitar maior participação da sociedade. “No ano passado tivemos 218 mil eleições, porque digo isso? Porque nós tivemos 218 mil candidatos e cada campanha são separados por questão de número, prestação de contas e valores pagos aos que trabalham na campanha e isso encarece o processo eleitoral” explicou Dias. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Assista a matéria completa na &lt;a href="http://www.pt.org.br/noticias/view/tvpt_senadores_explicam_importancia_de_acabar_com_poder_economico_nas_eleic" target="_blank"&gt;TVPT&lt;/a&gt;:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;
&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/TzC_e7J8LoY" width="460"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;center&gt;
&amp;nbsp;&lt;/center&gt;
&lt;/center&gt;
&lt;center&gt;
&lt;div style="text-align: left;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Documento está disponível aqui para ser baixado e reproduzido em todo o País.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: left;"&gt;
&amp;nbsp;Para que seja reconhecido um &lt;i&gt;projeto de iniciativa popular&lt;/i&gt;, é 
necessário coletar, no mínimo, 1,4 milhões de assinaturas. O objetivo do
 PT é atingir 1,5 milhões de assinaturas.&lt;br /&gt;
A Coordenação Nacional da Campanha pela Reforma Política alerta que, 
na falta do número do titulo de eleitor, todas as informações são de 
extrema importância, pois o nome da mãe e a data de nascimento facilitam
 para que seja encontrado o número no site do Tribunal Eleitoral. Outro 
detalhe importante: as fichas sem a assinatura não servem.&lt;br /&gt;
Após assinatura do formulário, o documento deve ser entregue no 
Diretório Estadual ou enviar via correio ao Diretório Nacional do PT 
(Setor Comercial Sul, Quadra 2, Bloco C, nº 256, Edifício Toufic, CEP 
70302-000, Brasília, DF). &lt;br /&gt;
Em caso de dúvidas os participantes podem se comunicar através do 
email reformapolitica@pt.org.br ou pelos telefones: 11 3243 1368/1369.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.pt.org.br/arquivos/Abaixo_assinado___Reforma_Poli%CC%81tica_1.pdf" target="_blank"&gt;Acesse aqui o formulário, em pdf.&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;

&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.pt.org.br/downloads" target="_blank"&gt;Acesse e baixe aqui os cartazes da Campanha, em pdf, para imprimir&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;

&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
(&lt;a href="http://www.pt.org.br/noticias/view/campanha_pela_reforma_politica_pt_lanca_formulario_e_busca_15_milhaeo_de_as" target="_blank"&gt;Coordenação Campanha da Reforma Política/PT&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;
&lt;/center&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;BlogueDoSouza - Democratização da Comunicação, Reformas de Base e 
Direitos Humanos.&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogueDoSouza/~4/UNSEf92QK4I" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-05-26T16:21:42.397-03:00</app:edited><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-8Ld2oAhKBUs/UaJdmPCwSkI/AAAAAAAAGaA/gkSLkbAwHWQ/s72-c/Reforma+Pol%C3%ADtica+Senadores+PT.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><gd:extendedProperty xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" name="commentSource" value="1" /><gd:extendedProperty xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" name="commentModerationMode" value="FILTERED_POSTMOD" /><feedburner:origLink>http://www.bloguedosouza.com/2013/05/reforma-politica-senadores-explicam.html</feedburner:origLink></item><item><title>Democratização da Comunicação: Para Franklin Martins marco regulatório é absolutamente indispensável.</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BlogueDoSouza/~3/n1NKlk_-YCg/democratizacao-da-comunicacao-para.html</link><category>Franklin Martins</category><category>Conexões Globais</category><category>conferência nacional de comunicação</category><category>Marco Regulatório</category><category>democratização da Comunicação</category><category>Comunicação Social</category><category>Concessões Públicas</category><author>noreply@blogger.com (Luiz Claudio C. Souza)</author><pubDate>Sun, 26 May 2013 09:03:30 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7334683474981297401.post-1647494041204507802</guid><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-du2ok7iPRX0/UaIrB43Cb0I/AAAAAAAAGZ0/jV2EA6LuUFY/s1600/FranklinMartinsSeminario.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://1.bp.blogspot.com/-du2ok7iPRX0/UaIrB43Cb0I/AAAAAAAAGZ0/jV2EA6LuUFY/s320/FranklinMartinsSeminario.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Ex-ministro da Comunicação Social durante os governos do 
ex-presidente Lula, o jornalista Franklin Martins esteve em Porto Alegre
 neste sábado (25) para participar de um painel do evento Conexões 
Globais, na Casa de Cultura Mário Quintana. Antes do debate, ele 
concedeu uma entrevista coletiva à imprensa na qual afirmou que o 
governo federal precisa liderar o debate sobre o novo marco regulatório 
para telecomunicações no país.&lt;br /&gt;
“Isso precisa da liderança do governo, porque trata-se de concessões 
públicas. O governo tem que liderar esse debate. Acredito que em algum 
momento isso acontecerá”, disse. Quando terminou o segundo mandato de 
Lula, Franklin Martins deixou em seu ministério um projeto de marco 
regulatório praticamente finalizado, que acabou não sendo encaminhado 
pelo governo da presidente Dilma Rousseff.&lt;br /&gt;
Ativistas do movimento pela democratização da comunicação não poupam 
críticas ao Palácio do Planalto e afirmam que há um retrocesso nas 
políticas públicas para a área em relação ao governo Lula – que realizou
 a primeira Conferência Nacional de Comunicação. Confrontado com estas 
questões,&amp;nbsp;Franklin optou por não criticar frontalmente o atual governo.&lt;br /&gt;
“Ninguém vai arrancar de mim uma palavra contra o atual governo. O 
governo Lula deixou uma contribuição. Não era um projeto pronto, mas 
tinha 95% das questões equacionadas. Lula e eu achávamos que é um tema 
relevantíssimo para a democracia e para a economia brasileira. Espero 
que o governo vá encaminhar essa questão”, comentou.&lt;br /&gt;
Ao ser perguntado se estava feliz com a política de comunicação do 
atual governo, o ex-ministro limitou-se a dizer que está feliz “com o 
governo”. E acrescentou que possui uma relação de amizade com a 
presidente Dilma Rousseff, com quem, segundo ele, conversa todos os 
meses. “Os adversários do governo querem estabelecer o tempo todo algum 
tipo de divisão entre o que foi o outro governo e o que é este. Converso
 todo mês com a presidente. Todo mês ela me chama e a gente conversa. 
Quando eu tenho críticas, faço a ela, não farei de público porque tenho 
um lado”, explicou.&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;“Todas as concessões possuem marco regulatório, menos comunicação”, observa Franklin&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Na conversa com jornalistas em Porto Alegre, o ex-ministro da 
Comunicação Social Franklin Martins observou que todas as áreas do 
serviço público delegadas à iniciativa privada são regidas por um 
arcabouço legal e regulatório, menos as telecomunicações. “Todos os 
serviços explorados em regime de concessão pública no Brasil têm um 
marco regulatório, menos a radiodifusão, porque ela se recusa a discutir
 e acusa qualquer tentativa séria de estabelecer algum tipo de regulação
 como atentado à liberdade de imprensa. É um discurso que não cola 
mais”, criticou.&lt;br /&gt;
Ele entende que é “absolutamente indispensável” que o país aprove um 
marco regulatório para o setor. “É preciso haver mais pluralidade nas 
telecomunicações. Não temos leis, vivemos em um cipoal de gambiarras, 
nosso código geral de telecomunicações tem 51 anos”, apontou.&lt;br /&gt;
Franklin Martins disse que o espectro eletromagnético é público e 
precisa ser repartido de acordo com regras bastante claras. “O Brasil é 
um dos poucos países importantes do mundo que não tem um marco 
regulatório para telecomunicações, que são concessões públicas. O 
espectro eletromagnético pertence ao Estado, é público, escasso, finito e
 tem que ter regras para ele ser repartido”, defendeu.&lt;br /&gt;
Questionado sobre o avanço que outros países da América do Sul têm 
obtido nesta área – como Argentina, Uruguai, Venezuela, Equador e 
Bolívia, que possuem uma ley de medios –, o ex-ministro disse que o 
Brasil sempre foi “mais lento”.&lt;br /&gt;
“Nós custamos muito a formar maiorias. Isso sempre valeu na nossa 
história. Não somos um potro fogoso que galopa, dá meia volta, relincha e
 dá coices como os argentinos. Somos um elefante. Temos sempre três pés 
no chão e levantamos apenas um de cada vez”, comparou.&lt;br /&gt;
Após a entrevista – antes de se dirigir à palestra –, Franklin 
conversou brevemente com o governador Tarso Genro (PT), que estava na 
Casa de Cultura Mário Quintana. O petista havia participado de um painel
 sobre o futuro dos estados democráticos na era da informação.&lt;br /&gt;
por &lt;a href="http://www.sul21.com.br/jornal/2013/05/governo-tem-que-liderar-debate-sobre-telecomunicacoes-diz-ex-ministro-franklin-martins/" target="_blank"&gt;Samir Oliveira&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
no &lt;a href="http://www.viomundo.com.br/politica/franklin-martins-governo-tem-que-liderar-debate-sobre-telecomunicacoes.html" target="_blank"&gt;Viomundo &lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;BlogueDoSouza - Democratização da Comunicação, Reformas de Base e 
Direitos Humanos.&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogueDoSouza/~4/n1NKlk_-YCg" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-05-26T13:03:30.612-03:00</app:edited><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-du2ok7iPRX0/UaIrB43Cb0I/AAAAAAAAGZ0/jV2EA6LuUFY/s72-c/FranklinMartinsSeminario.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><gd:extendedProperty xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" name="commentSource" value="1" /><gd:extendedProperty xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" name="commentModerationMode" value="FILTERED_POSTMOD" /><feedburner:origLink>http://www.bloguedosouza.com/2013/05/democratizacao-da-comunicacao-para.html</feedburner:origLink></item><item><title>Uma Escola de Defesa para a América do Sul é marco histórico e estratégico</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BlogueDoSouza/~3/VfZMvbFLKag/uma-escola-de-defesa-para-america-do.html</link><category>Unasul</category><category>golpistas</category><category>Soberania</category><category>tortura</category><category>Escola das Américas</category><category>Escola de Defesa Sul-americana</category><category>ditadura militar</category><author>noreply@blogger.com (Luiz Claudio C. Souza)</author><pubDate>Thu, 23 May 2013 05:14:09 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7334683474981297401.post-402074170887708921</guid><description>&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-CJqc7XQRQHQ/UZ2MIOsDMRI/AAAAAAAAGZY/4-IYqAQQ9qY/s1600/Unasur-Venezuela.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="146" src="http://3.bp.blogspot.com/-CJqc7XQRQHQ/UZ2MIOsDMRI/AAAAAAAAGZY/4-IYqAQQ9qY/s400/Unasur-Venezuela.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Discretamente, como convém, estreita-se a cooperação de defesa sul - americana. Anteontem, em Lima, no Peru, reuniram-se os vice-ministros de 12 países, entre eles o Brasil, no âmbito do Conselho de Defesa da América do Sul, para discutir a cooperação, com ênfase na transparência no processo de aquisição de armamentos, e em monitoramento conjunto da situação continental. &lt;br /&gt;
Em Quito, no Equador, no dia 5 de maio, já ocorrera outro encontro, para a discussão de uma proposta histórica: a criação de uma Escola de Defesa Sul-americana. Ela se contrapõe à célebre &lt;a href="http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=7&amp;amp;id_noticia=198475" target="_blank"&gt;Escola das Américas&lt;/a&gt;, que, com sede no Panamá, serviu, durante muitos anos, à conspiração golpista contra governos democraticamente eleitos, e para o treinamento de repressores por oficiais do Exército norte-americano. &lt;br /&gt;
Ao estreitar a colaboração entre suas forças armadas, a América do Sul não pretende agredir ninguém; seus militares e políticos sabem que é preciso preparar-se contra eventuais agressões externas. Com essas medidas, não nos deixaremos manipular por potências de outras regiões, que gostariam de nos ver divididos, como no passado. Essa cooperação servirá para o desenvolvimento conjunto de métodos de treinamento, de tecnologia própria na produção de novos armamentos e meios de defesa. &lt;br /&gt;
O Brasil estuda, nesse momento, a construção de um reator nuclear binacional com a Argentina, com fins pacíficos. Compramos lanchas de patrulha naval da Colômbia, e desenvolvemos projeto mais avançado, nessa área, com o Perú. Colômbia, Chile e Argentina, participam, diretamente, do desenvolvimento do novo jato militar de transporte da EMBRAER, o KC-390, voltado para a substituição, no mercado internacional, dos antigos Hércules C-130 norte-americanos. &lt;br /&gt;
A Argentina estuda a compra de blindados Guarani, projetados pelo Exército Brasileiro. E se estuda a construção conjunta - por todos os países - de novo avião de treinamento. O Perú pretende comprar, agora, seis caças ligeiros Super-Tucano, que já fazem parte, na América do Sul, das Forças Aéreas da Colômbia, do Chile e do Equador. &lt;br /&gt;
Estamos começando este século de forma muito diferente do que começamos o século passado, com guerras como a do Chaco, e disputas territoriais do século 19, que deixaram marcas até hoje, como no caso da disputa entre o Chile e o Peru pela região de Atacama. &lt;br /&gt;
É ingenuidade pensar que a aproximação na área de defesa entre os países das América Latina seja desejada, ou não esteja sendo observada com atenção por nações de outras regiões. Para certos países, o ideal seria que nossos corpos de defesa cuidassem exclusivamente do combate ao tráfico de drogas e à repressão política interna. &lt;br /&gt;
Esta semana, o embaixador da França no Brasil, Bruno Delaye, visitou o Deputado Nelson Pellegrino, Presidente da Comissão de Defesa e Relações Externas da Câmara dos Deputados, para oferecer que fragatas sejam montadas no Brasil, pela estatal francesa DNCS, que já faz o mesmo com os submarinos do PROSUB. &lt;br /&gt;
É urgente a criação de uma grande empresa estatal de indústria bélica, em nosso país, como ocorre em quase todos os países do ocidente, para participar, majoritariamente, de consórcios destinados a produzir armamentos no Brasil. &lt;br /&gt;
Ao mesmo tempo, devemos continuar avançando nos esforços diplomáticos para a cooperação e associação com os nossos vizinhos, para a eventual defesa da integridade territorial e soberania política da região. &lt;br /&gt;
Por&lt;a href="http://www.maurosantayana.com/2013/05/uma-escola-de-defesa-para-america-do-sul.html"&gt; Mauro Santayana &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Leia também&lt;/b&gt;:&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=7&amp;amp;id_noticia=198475" target="_blank"&gt;Mário Augusto Jakobskind: Escola das Américas de triste memória&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://www.bloguedosouza.com/2011/07/brasil-dividido-historia-ensinada-nos.html"&gt;Brasil dividido: História ensinada nos colégios militares difere da ensinada nos colégios civis. Dois governos?&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;BlogueDoSouza - Democratização da Comunicação, Reformas de Base e 
Direitos Humanos.&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogueDoSouza/~4/VfZMvbFLKag" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-05-23T09:14:09.377-03:00</app:edited><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-CJqc7XQRQHQ/UZ2MIOsDMRI/AAAAAAAAGZY/4-IYqAQQ9qY/s72-c/Unasur-Venezuela.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><gd:extendedProperty xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" name="commentSource" value="1" /><gd:extendedProperty xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" name="commentModerationMode" value="FILTERED_POSTMOD" /><feedburner:origLink>http://www.bloguedosouza.com/2013/05/uma-escola-de-defesa-para-america-do.html</feedburner:origLink></item><item><title>Comissão da Verdade vai recomendar que agentes respondam na Justiça por crimes na ditadura</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BlogueDoSouza/~3/jwFrrRO_-F4/comissao-da-verdade-vai-recomendar-que.html</link><category>anistia</category><category>1964</category><category>golpe civil-militar</category><category>tortura</category><category>ditadura</category><category>luta aramada</category><category>Comissão da Verdade</category><category>Direitos Humanos</category><author>noreply@blogger.com (Luiz Claudio C. Souza)</author><pubDate>Tue, 21 May 2013 20:08:42 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7334683474981297401.post-3350994302152162015</guid><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-d6IU0bOGweE/UZw2A4CNVuI/AAAAAAAAGZI/9xITpF9PKQU/s1600/Tortura.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="227" src="http://3.bp.blogspot.com/-d6IU0bOGweE/UZw2A4CNVuI/AAAAAAAAGZI/9xITpF9PKQU/s320/Tortura.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western"&gt;
Brasília - A Comissão Nacional da Verdade disse hoje 
(21) que irá recomendar que agentes suspeitos de terem cometido crimes 
durante a ditadura militar sejam responsabilizados judicialmente. A 
coordenadora da comissão, Rosa Cardoso, disse que o órgão vai seguir os 
tratados internacionais que classificam crimes de lesa-humanidade, 
tortura e assassinato por razões religiosas, raciais ou políticas.&lt;/div&gt;
“É da natureza da comissão aceitar os princípios internacionais dos 
direitos humanos e dentro destes princípios, os crimes de 
lesa-humanidade são imprescritíveis e vamos recomendar que estes casos 
sejam submetidos à uma jurisdição internacional", disse Rosa Cardoso, 
que descartou a possibilidade de a comissão propor a revisão da Lei de 
Anistia. “Quem tem que propor isso é a sociedade civil”, argumentou.&lt;br /&gt;

 Ao divulgar balanço de um ano de atividades, os integrantes da comissão desmentiram a versão de que a &lt;a href="http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-05-21/tortura-era-praticada-na-ditadura-militar-antes-da-luta-armada-diz-comissao-da-verdade"&gt;prática de tortura tenha sido efetivada em resposta à luta armada &lt;/a&gt;contra
 a ditadura, iniciada em 1969. “A prática da tortura no Brasil como 
técnica de interrogatório nos quartéis é anterior ao período da luta 
armada, ela começa a ser praticada em 1964”, disse a historiadora 
Heloísa Starling, assessora da comissão. "O que é importante notar é que
 ao contrário do que supunha boa parte da nossa bibliografia, o que nós 
temos é a tortura sendo introduzida como padrão de interrogação nos 
quartéis em 64 e explodindo a partir de 69," argumentou.&lt;br /&gt;

 Após investigação, a comissão revelou que a Marinha brasileira &lt;a href="http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-05-21/marinha-ocultou-da-presidencia-informacoes-sobre-mortes-na-ditadura-diz-comissao-da-verdade"&gt;ocultou informações sobre mortes&lt;/a&gt; cometidas durante a ditadura militar.&lt;br /&gt;

 &lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-05-21/comissao-da-verdade-vai-recomendar-que-agentes-respondam-na-justica-por-crimes-na-ditadura#.UZv8HvduQY8.twitter" target="_blank"&gt;&lt;em&gt;Luciano Nascimento&lt;br /&gt;
 &lt;em&gt;Repórter da Agência Brasil&lt;/em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-05-21/comissao-da-verdade-vai-recomendar-que-agentes-respondam-na-justica-por-crimes-na-ditadura#.UZv8HvduQY8.twitter" target="_blank"&gt;&lt;em&gt;Edição: Carolina Pimentel&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;Leia também:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-05-21/tortura-era-praticada-na-ditadura-militar-antes-da-luta-armada-diz-comissao-da-verdade"&gt;Tortura era praticada na ditadura militar antes da luta armada, diz Comissão da Verdade&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;

             &lt;a href="http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-05-21/marinha-ocultou-da-presidencia-informacoes-sobre-mortes-na-ditadura-diz-comissao-da-verdade"&gt;Marinha ocultou da Presidência informações sobre mortes na ditadura, diz Comissão da Verdade&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;BlogueDoSouza - Democratização da Comunicação, Reformas de Base e 
Direitos Humanos.&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogueDoSouza/~4/jwFrrRO_-F4" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-05-22T00:08:42.834-03:00</app:edited><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-d6IU0bOGweE/UZw2A4CNVuI/AAAAAAAAGZI/9xITpF9PKQU/s72-c/Tortura.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><gd:extendedProperty xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" name="commentSource" value="1" /><gd:extendedProperty xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" name="commentModerationMode" value="FILTERED_POSTMOD" /><feedburner:origLink>http://www.bloguedosouza.com/2013/05/comissao-da-verdade-vai-recomendar-que.html</feedburner:origLink></item><item><title>AP 470/STF: Autos do processo estão abarrotados de provas da inocência de Pizzolato</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BlogueDoSouza/~3/sVICduJWxfk/ap-470stf-autos-do-processo-estao.html</link><category>Valerioduto</category><category>dinheiro público</category><category>CPI dos Correios</category><category>PT</category><category>Banco do Brasil</category><category>Mentirão</category><category>Roberto Gurgel</category><category>Joaquim Barbosa</category><category>Henrique Pizzolato</category><category>Visanet</category><category>Sávio Lobato</category><category>Mensalão</category><author>noreply@blogger.com (Luiz Claudio C. Souza)</author><pubDate>Thu, 09 May 2013 19:21:10 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7334683474981297401.post-6104754482995613865</guid><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-96ubjrpmjtI/UYxY6xiaeFI/AAAAAAAAGYM/fqg0yTOnkYA/s1600/Mensal%C3%A3o+Patrick.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="247" src="http://3.bp.blogspot.com/-96ubjrpmjtI/UYxY6xiaeFI/AAAAAAAAGYM/fqg0yTOnkYA/s400/Mensal%C3%A3o+Patrick.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;i&gt;Marthius Sávio Cavalcante Lobato é um advogado com longa trajetória 
no movimento sindical. Atualmente, advoga para a Fenadados, a Contraf e a
 CNM. Mas, nesta entrevista ao site da CUT-RJ é de outro desafio que ele
 nos fala: a defesa de Henrique Pizzolato, na Ação Penal 470, mais 
conhecida como mensalão.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;Ex-dirigente sindical e funcionário de carreira
 do Banco do Brasil, Pizzolato foi acusado pelo Ministério Público e 
condenado pelo STF por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro
 por desvio do fundo Visanet.&lt;br /&gt;

 
&amp;nbsp;Só que, como nos mostra Sávio com riqueza de argumentos, os autos do
 processo (ignorados pelo relator Joaquim Barbosa) estão abarrotados de 
provas de que não há um tostão de dinheiro público nisso, que o fundo é 
privado, que todos os gastos com campanhas publicitárias estão 
devidamente comprovados e que, portanto, não houve desvio algum. Sávio 
acerta o alvo quando perguntado sobre os rumos do processo até agora: 
"Querem criminalizar um partido político."&lt;br /&gt;

&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;CUT-RJ: Sávio, o que o levou a aceitar a defesa do réu Henrique Pizzolato? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;&lt;br /&gt; Sávio Lobato&lt;/strong&gt;:
 A minha formação é na área do direito constitucional, com ênfase na 
proteção dos direitos fundamentais, onde entram os direitos sociais.O 
Henrique Pizzolato é um ex-dirigente sindical que teve uma passagem 
importante pelo movimento sindical, que pude testemunhar na minha 
trajetória em defesa dos direitos sociais. E essa, vamos colocar entre 
aspas num primeiro momento, “violência” contra os direitos fundamentais 
dele me fez aceitar a causa. Então, minha decisão deveu-se a uma 
conjugação entre o que havia de comum no passado em defesa dos 
movimentos sociais e do direito dos trabalhadores e a intenção de 
defendê-lo individualmente. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;CUT-RJ: Na sua defesa oral
 no STF, você bateu muito na tecla de que não havia dinheiro público no 
Visanet. Você pode nos dar mais detalhes a esse respeito? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Sávio Lobato&lt;/strong&gt;:
 O ponto principal para demonstrar a inexistência de dinheiro público no
 Visanet vem da própria denúncia do Ministério Público. Essa denuncia 
indica que o dinheiro é público porque o Banco do Brasil fez uma aporte 
financeiro para criar o fundo Visanet. Então, o que foi que nós 
provamos, o que nós demonstramos dentro do processo ? Primeiro, o fundo 
Visanet é algo que não é eminentemente brasileiro, ele vem de uma 
relação internacional, foi criado para a propaganda da bandeira Visa, 
com vários outros bancos. Os representantes do fundo procuraram os 
bancos e falaram assim : “olha, vamos criar um fundo, que vai ser 
composto da seguinte forma : você me entrega a sua carteira de clientes 
para a venda do fundo Visanet e eu te dou um percentual da participação 
nesse fundo com o que for apurado com as vendas do cartão de crédito do 
fundo Visanet.”.Então, não há aporte financeiro. Que fique claro : o que
 o BB entregou para o fundo foi a sua carteira de clientes, uma base de 
dados. Por isso que o BB só tinha 31,99% das ações e o Bradesco era o 
acionista majoritário, ou seja, a carteira do Bradesco era muito maior. 
Esse fundo foi composto com base nas carteiras de clientes. Como é que 
entra o dinheiro nesse fundo ? Eu até expliquei para o ministro Barbosa 
quando ele me argüiu : a cada compra que um cliente com o cartão Visanet
 um percentual automaticamente vai para o fundo. Um percentual da taxa 
de administração do comércio, em torno de 5%, também vai para o fundo. 
Formado esse bolo, que é privado, porque é composto pela compra privada 
de cada um, é que você repassa para fazer a propaganda específica do 
fundo Visanet. Por isso que o dinheiro não é público e por isso que não 
tem nem que se falar da utilização do BB para a publicização de uma 
relação privada, como o ministro Ayres chegou a querer insinuar, algo do
 tipo se o BB tem ações, portanto, é dinheiro público. Não, o BB nunca 
aportou dinheiro, nunca saiu dinheiro do BB para o fundo. Então, esse 
fundo é eminentemente privado. Por isso que os pareceres jurídicos do 
BB, quando falavam da utilização do dinheiro do fundo Visanet, diziam 
que não há necessidade de fazer licitação para contratar empresas de 
propaganda. Justamente porque não há dinheiro público. O fundo, além 
disso, é composto de forma independente. Ele tem sua diretoria, seu 
sistema diretivo, que tem regras próprias. O que havia de&amp;nbsp; relação entre
 o fundo e o BB é que pelas normas do fundo Visanet não só o BB mas 
todos os outros acionistas do fundo Visanet tinham que ter um gestor 
próprio. Era esse gestor que fazia o diálogo com o fundo Visanet. &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;&lt;br /&gt;
 CUT-RJ: Mas, se todos os gastos e ações promocionais do fundo e do 
cartão estão comprovados nos autos da Ação Penal 470, por que você acha 
que isso não foi levado em conta para absolver o réu Henrique Pizzolato?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Sávio Lobato:&lt;/strong&gt;
 Aí nós vamos entrar numa relação que é importante mostrar, que é uma 
mudança de paradigma, mudança de jurisprudência na nossa doutrina do 
direito penal. O Código de Processo Penal estabelece que as provas 
analisadas numa persecução penal, ou seja, num processo penal, têm que 
ser preferencialmente as do processo, do contraditório, que é onde eu 
sou sou ouvido, eu levo a minha testemunha, eu contesto seus argumentos.
 E não na fase do inquérito. E por que ? Justamente para garantir o 
direito à ampla defesa. Mas nessa ação penal houve uma mudança que 
contraria toda a jurisprudência e doutrina, que vinha no sentido de que 
as provas do inquérito não eram analisadas mais. A partir do recebimento
 da denúncia, o que valiam eram as provas do processo. Mas essa mudança 
vai repercutir na vida futura de todo cidadão. O ministro Joaquim 
preferiu analisar as provas do inquérito e não as provas dos autos. Se 
nós analisarmos o voto do ministro Joaquim, todo documento que ele 
analisa é do inquérito que precedeu a denúncia. Não há nenhum documento 
de dentro do processo que ele tenha analisado. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;CUT-RJ: Por que você acha que ele procedeu dessa maneira?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;&lt;br /&gt; Sávio Lobato:&lt;/strong&gt;
 É uma forma de valorar. Aí entramos na relação subjetiva do julgador. 
Talvez porque ele seja oriundo o Ministério Público. Isso também traz 
com ele alguns pressupostos do direito que levaram a essa preferência. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;CUT-RJ:
 Você acredita que se o seu cliente fosse julgado em outras instâncias 
da justiça, fora do foro privilegiado, o resultado poderia ser diferente
 ? Alguém não oriundo do MP julgaria de outra form&lt;/strong&gt;a&lt;strong&gt;?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Sávio Lobato:&lt;/strong&gt;
 Com certeza teria outros efeitos. Primeiro, está demonstrado agora no 
final da fase que o Supremo Tribunal Federal, como uma corte 
constitucional, não é uma corte originária para julgar processos como se
 fosse uma corte de 1ª instância. A experiência dos juízes do Supremo 
não é a mesma experiência de um juiz de 1º grau. Eles estão ali para 
interpretar a Constituição. O juiz de 1º grau tem a experiência de 
conduzir um processo penal. O amplo direito de defesa depende de se 
percorrer várias instâncias porque cada instância do Judiciário tem suas
 próprias experiências. O Juiz de 1ª instância tem a experiência do 
contato com a testemunha, da prova, da sentença, de saber o que é a 
denúncia, de diferenciar as coisas. Um desembargador tem a experiência 
de reanalisar provas, não de produzir provas, mas de reinterpretar. E a 
suprema corte tem a sua experiência na interpretação da Constituição e 
não na condução de processos de 1ª instância. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;CUT-RJ: 
Mesmo considerando que o ministro Barbosa só observou as provas da fase 
de inquérito, você as considera válidas e consistentes o suficiente para
 condenar seu cliente por peculato, corrupção e lavagem de dinheiro?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;&lt;br /&gt; Sávio Lobato:&lt;/strong&gt;
 Não. Primeiro porque na fase de inquérito não existe o&amp;nbsp; contraditório. 
As provas são produzidas unilateralmente. E o que nós fizemos no curso 
do processo foi exatamente desconstruir aquelas provas do inquérito. Por
 exemplo, a denúncia diz que o Henrique Pizzolato, pessoalmente, 
autorizava liberação de verba do fundo Visanet. Nós demonstramos ali no 
processo, com as notas técnicas, inclusive com testemunha para 
esclarecer o que é uma nota técnica dentro do BB, que não se trata de 
uma ordem de pagamento, mas sim de uma proposta de trabalho, que parte 
dos gerentes executivos e têm o “De acordo” dos diretores. Nesse caso 
eram os gerentes executivos do Marketing e do Varejo que faziam a 
proposta, cabendo aos diretores do Marketing e do Varejo darem o “De 
acordo”. Então, aquela nota técnica não é uma ordem de pagamento. Não 
existe nenhum ato isolado do Pizzolato autorizando pagamentos. Essa nota
 técnica ia para o gestor do fundo, o Leo Batista. Ele tinha a 
competência de encaminhar ou não. Ele poderia inclusive glosar e remeter
 para o fundo Visanet. Aí sim, dentro do fundo, um comitê de Marketing 
analisava aquela proposta de trabalho e poderia até recusá-la. Se 
achasse que não tinha condições de fazer aquela propaganda, ele 
recusava. Ou então aprovava e a propaganda era feita. Essa nota, que 
dependendo do valor tinha quatro assinaturas, podendo chegar até a 16, 
porque como também mostramos no processo o sistema diretivo do BB é o 
chamado sistema compartilhado, você não tem decisões isoladas. O auditor
 que nós ouvimos no processo, o Salinas, que depois foi vice-presidente 
do banco, fala textualmente no seu depoimento que no BB nem o presidente
 toma decisões isoladas. Você não tem decisão pessoal, o BB não é casa 
da “mãe Joana”. Ninguém pode tirar milhões sozinho e tomar decisões. E 
aí você não tem, para o crime de peculato, o chamado ato de ofício, que é
 o ato mandando fazer o ato irregular. Por isso que, enquanto o 
inquérito dizia que o Henrique Pizzolato era quem autorizava 
pessoalmente e sozinho, nós mostramos que não há autorização e que não 
há nenhum ato isolado da parte dele. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;CUT-RJ: Mais 
quais seriam as tais provas incisivas usadas pelo ministro Barbosa na 
fase de inquérito? Elas seriam baseadas&amp;nbsp; somente em depoimentos?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Sávio Lobato:&lt;/strong&gt;
 Ele pega, por exemplo, uma nota técnica que tem a assinatura de dois 
gerentes e de dois diretores e diz que foi através dessa nota que o 
pagamento foi autorizado. E isso porque a denúncia tem como base essa 
nota técnica. Muito embora tenha quatro assinaturas, ele escolhe uma e 
manda dizer que só o Henrique Pizzolato fazia. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;CUT-RJ:&lt;/strong&gt; Então, o ministro interpreta um documento e lhe atribui efeitos que ele sequer tinha?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Sávio Lobato:&lt;/strong&gt;
 Isso, exatamente. Então, essa é a questão. Por exemplo : a CPMI dos 
Correios quando conclui a relação do chamado valerioduto, entende que 
tem que indiciar os quatro, para análise de desvio : Henrique Pizzolato,
 Cláudio Vasconcelos, Leo Batista e o diretor de Varejo, que agora me 
escapa o nome. No final, o MP faz a denúncia só com o Henrique 
Pizzolato. Por que a denúncia só com o Henrique Pizolatto ? Porque 
Henrique Pizzolato era o único filiado ao PT. Porque ,se não coloca 
alguém do PT, a denúncia se esvai. &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;&lt;br /&gt; CUT-RJ: Uma das 
condenações do Pizzolato por peculato refere-se ao hipotético desvio de 
2,7 milhões relativos ao chamado bônus de volume. Seria possível jogar 
mais um pouco de luz sobre essa questão?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Sávio Lobato: &lt;/strong&gt;Segundo
 a denúncia, o bônus de volume, que é um dinheiro pago em razão da 
publicidade, deveria ser devolvido ao BB. Isso dá início ao que a gente 
chama de mudança de libelo da denúncia : no transcorrer do processo, o 
MP foi mudando a denúncia ... &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;CUT –RJ:&lt;/strong&gt; Só 
para esclarecer, o bônus de volume é uma prática de mercado que tem a 
ver com acordos entre as agências de publicidade e as empresas de 
comunicação? &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Sávio Lobato:&lt;/strong&gt; Exatamente. Então,
 voltando, o MP iniciou sua denúncia dizendo que esse valor tinha que 
ser integralmente devolvido ao BB. Depois de recebida a denúncia, no 
processo, nós mostramos o que é o bônus de volume. E qual foi a 
testemunha-chave que levamos, que inclusive foi aceita pelo ministro 
Lewandowski ? O Otávio Florisbal, que é o diretor da Rede Globo. E o que
 ele coloca ? Ele explicou que quem criou o bônus de volume foi ele, foi
 a Rede Globo, há 30 anos . Isso é um bônus que as empresas de mídia 
pagam pelo volume de propaganda que você leva para ela. Isso não é 
dinheiro que volta para aquele que está contratando a propaganda. Ele é 
da relação entre a mídia e a agência de publicidade. E isso foi 
comprovado por nós, tanto que foi acatado pelo ministro Lewandowski no 
seu voto. Mas qual é o problema alegado para condenação do Pizzolato ? O
 ministro Lewandowski chegou à conclusão que dos 2,7 milhões, apenas 440
 mil&amp;nbsp; eram de mídia. O restante era&amp;nbsp; relativo à gráfica, etc. Mas o 
projeto de mídia é um todo, não é só televisão. Então, se você faz uma 
agenda, você está fazendo uma mídia, está fazendo uma propaganda. Eu 
preciso fazer um design&amp;nbsp; da agenda e preciso mandar imprimir na gráfica.
 Mas o ponto principal da condenação dele foi que o Henrique Pizzolato, 
como diretor de Marketing, teria a obrigação de fiscalizar e, como ele 
não fiscalizou esse pagamento, teria cometido peculato. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;CUT-RJ: Mas isso não revela por parte dos juízes um desconhecimento atroz de como funciona esse mercado? &lt;br /&gt; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Sávio Lobato:&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;
 Exatamente. Outra coisa interessante é a seguinte :não é só a empresa 
DNA, isso eu coloquei na minha defesa. Na sustentação oral que fiz, 
indaguei ao MP : o BB tinha mais de sete empresas de propaganda e 
nenhuma delas nunca devolveu bônus de volume . Então, por que só a DNA ?
 Aqui temos duas hipóteses : ou o MP está em omissão, nesse caso está 
cometendo crime de responsabilidade, já que as outras empresas não 
devolvem e ele não entrou com ação contra nenhuma delas, ou então ele 
está tratando como uma forma de exceção esse processo, com outros 
interesses que vão muito além de uma condenação simples e de uma relação
 criminal. Porque o próprio Florisbal, diretor da Rede Globo, fala em 
seu depoimento que a Rede Globo tem contrato com o BB e nunca repassou 
bônus de volume. &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;&lt;br /&gt; CUT-RJ: E que outros interesses teria o MP? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Sávio Lobato&lt;/strong&gt;: Interesses políticos. Ou seja, a criminalização de um partido.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;CUT-RJ:
 Esclarecendo, então, de forma definitiva: o bônus de volume é um 
desconto que a empresa de mídia dá para a agência pela quantidade de 
trabalho demandada. E isso nunca foi questionado como está sendo feito 
no processo? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Sávio Lobato:&lt;/strong&gt; Nunca 
foi. E mesmo os que interpretam que no contrato com o Banco do Brasil 
existe cláusula prevendo a devolução o&amp;nbsp; fazem de forma equivocada. Por 
que ? Porque o contrato também prevê bonificação, o que é outra coisa, e
 que por por ser contratual sempre foi devolvida ao BB, tanto que o MP 
não reclama da bonificação. E isso também ficou provado pelos 
depoimentos. Todos do núcleo publicitário que eu levei como testemunha, 
não só o Florisbal, mas o Nelson Biondi e outros, disseram que são 
coisas diferentes. Ou seja, bonificação é algo que você dá direto para o
 contratante. Já o bônus de volume é pelo volume de mercado. Tanto que o
 Florisbal fala no depoimento dele que se a Rede Globo percebia que 
alguma empresa estava devolvendo o bônus de volume ao contratante, ela 
imediatamente parava de fazer a propaganda, já que a finalidade era 
incentivar as agências&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;CUT-RJ:&amp;nbsp; A gente falou até agora
 em inversão de provas, em porque foram escolhidas as provas da fase de 
inquérito e não as que estão nos autos do processo. No entanto, existem 
nos autos muitas provas que se contrapõem às usadas pelo ministro 
Barbosa. Nos fale um pouco sobre o teor dessas provas que ele preferiu 
ignorar&lt;/strong&gt;. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Sávio Lobato: &lt;/strong&gt;Por exemplo, 
tem a auditoria do Banco do Brasil. Nela consta que o dinheiro não é 
público, que o fundo Visanet é uma entidade privada, que o dinheiro não 
pertence ao Banco do Brasil. E mais : mostra que ano de 2001 até 2003 
não foram encontrados nenhum comprovante de pagamento no exercício do 
fundo. E que é a partir de 2003 que eles encontraram toda a comprovação 
relativa a pagamentos. Ou seja, a auditoria diz que a partir do momento 
em que Henrique Pizzolato assume , ele começa a regularizar o que antes 
não era formalizado. Então, ele regularizou a forma de proceder, quem 
fiscalizava, quem não fiscalizava, o comprovante do exercício do 
contrato, ou seja, da propaganda. Junto a essa auditoria, que são 
documentos formais , têm os depoimentos das nossas testemunhas, os 
gestores do BB que confirmam tudo isso. Temos também farta documentação 
que comprova os gastos em campanhas publicitárias. Por exemplo, o 
próprio Marcos Valério juntou aos autos todas as notas fiscais e todos 
os documentos, inclusive um documento do BB dirigido a ele, onde consta 
que foram gastos 70 dos 73 milhões, que dizem que foram desviados. Ou 
seja, 70 milhões já estavam comprovados como gastos publicitários. E os 3
 milhões e poucos que faltavam também foram comprovados depois. Isso 
está nos autos. As propagandas foram realizadas e as notas estão lá nos 
autos do processo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;CUT-RJ: Quais são as condenações 
sofridas por Henrique Pizzolato até agora e&amp;nbsp; quais as falhas e 
inconsistências jurídicas verificadas em cada uma delas ? Outra questão :
 comparativamente às sentenças de outros réus, na visão da defesa, o STF
 não estaria usando o conceito dois pesos e duas medidas? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Sávio Lobato:&lt;/strong&gt;
 Ele foi condenado por peculato, por desvio do fundo Visanet em três 
vezes, ou seja três repasses. Também por peculato pelo bônus de volume, 
por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Sobre o bônus de volume, 
uma coisa interessante é falar sobre a responsabilidade que o 
Lewandowski lhe atribuiu por ser diretor de Marketing : tem um documento
 nos autos, um ofício do BB que foi direcionado&amp;nbsp; a uma auditoria feita 
pelo TCU, que diz que de 1999 a 2005 o gerente executivo responsável 
pela fiscalização do cumprimento de todos os contratos de propaganda, 
inclusive com a DNA, era o senhor Cláudio Vasconcelos, que era quem 
inclusive&amp;nbsp; elaborava as notas técnicas, ou seja, ele sabia o que estava 
sendo proposto e o que deveria ser executado. Também tem o ofício do BB,
 uma nota pública de 2005, que diz que não houve desvio do fundo e não 
houve nenhum prejuízo ao BB.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;CUT-RJ: Para que não haja nenhuma dúvida, nos explique o que é uma nota técnica. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Sávio Lobato:&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;
 Nota técnica é uma proposta de trabalho feita dentro da área de 
Marketing. Por exemplo, o gerente executivo propõe a realização de uma 
propaganda para o cartão da bandeira Visa, com tantas inserções na 
mídia, etc e tal. Como, no caso do fundo Visanet, isso é de 
responsabilidade da diretoria de Varejo, o gerente executivo do Varejo, 
uma vez tendo concordado, elabora em conjunto com o Marketing essa 
proposta de trabalho, que depois é encaminhada aos diretores de 
Marketing e de Varejo, que devem dar o “De acordo” à proposta. 
Dependendo do valor dessa proposta, dessa nota, fica restrito a esse 
comitê. Mas se o valor ultrapassa o limite de alçada específico, a 
proposta tem de ser aprovada por uma instância superior, podendo chegar 
até ao Conselho de Administração. Então, um valor como o de 23 milhões 
da liberação, não foi aprovado só pelo comitê de Marketing e de Varejo. 
Subiu a uma instância superior.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;CUT-RJ: Você vê alguma 
contradição entre algumas absolvições e as condenações do Pizzolato em 
casos semelhantes ? Se isso aconteceu, é possível que tenha se dado 
devido a fatores políticos? &amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Sávio Lobato: &lt;/strong&gt;Na
 verdade, quando a gente pega um processo com esse grau de complexidade,
 com 38 réus e quase três meses de julgamento, não é incomum encontrar 
distorções e erros de fundamentação. Então, por isso a necessidade do 
chamado embargo de declaração. E o que é embargo de declaração ? É um 
recurso que você apresenta para que o próprio tribunal venha a sanar 
eventual omissão, contradição ou dúvida dentro da sua decisão. Por 
exemplo, um caso de omissão : quando condenam o Henrique Pizzolato pelo 
bônus de volume, porque ele não fiscalizou e ele tinha a obrigação de 
fiscalizar, há uma contradição com o documento que está nos autos que 
diz que quem tinha a obrigação de fiscalizar era Cláudio Vasconcelos. 
Também tem a questão de uma decisão colegiada. A nota técnica é assinada
 por quatro pessoas, não há um ato pessoal. Isso precisa ser analisado.&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;&lt;br /&gt; CUT-RJ: Quem julga o embargo de declaração? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;
 Sávio Lobato: São os próprios ministros, o colegiado. Primeiro o 
embargo vai para o relator, o relator vai analisar e dar o seu voto. 
Depois, da mesma forma, segue para o revisor. Aí chega ao plenário, que 
decide se aceita ou não o embargo. Pode haver inclusive modificação do 
que já foi julgado. Ou seja, o tribunal ao sanar uma contradição, pode 
modificar uma decisão.&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;&lt;br /&gt; CUT-RJ: Existe previsão de tempo para que isso ocorra, para esta tramitação? &lt;br /&gt; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Sávio Lobato:&lt;/strong&gt;
 O prazo agora depende muito do término da dosimetria. Digamos que 
termine no mês de novembro. Em seguida, é preciso consolidar o acórdão, 
algo complexo que passa pela revisão de todos os ministros. Significa 
que todos os votos dos ministros terão que ser adequados. Não creio que 
isso fique pronto em menos de dois ou três meses. Nós temos casos no 
Supremo de mais de seis meses para se publicar um acórdão.&lt;br /&gt;

&lt;strong&gt;CUT-RJ – Para o trabalhador comum, o que pega trem na Central
 do Brasil para ir trabalhar, quais os impactos que as condenações 
feitas pelo Supremo, com base em malabarismos que ignoram a doutrina, a 
jurisprudência e o direito penal, podem ter ?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Sávio Lobato :&lt;/strong&gt;
 Vou dar um exemplo relativo ao direito do trabalho. Uma das coisas que 
nós mais discutimos no direito do trabalho é a demissão por justa causa.
 Quando o empregador demite por justa causa nós levamos anos para 
demonstrar que o ônus da prova é do empregador. Aí vem o Supremo e fala 
que o ônus da prova é da defesa. Logo, a&amp;nbsp; repercussão no direito do 
trabalho é a seguinte : quando o empregador demitir por justa causa é o 
trabalhador que vai ter que fazer a defesa. Então, nós vamos trazer 
novamente para uma relação de trabalho, que é uma relação social das 
mais importantes de uma sociedade, a inversão do ônus da prova.&amp;nbsp; E todas
 as inversões serão danosas, seja numa ação de alimentos, separação, 
etc.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;CUT-RJ: Isso é um retrocesso brutal em termos de conquistas sociais...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Sávio Lobato :&lt;/strong&gt;
 De tudo. A polícia passa a poder fazer o que quiser no inquérito, e 
depois, no processo, não vai valer mais nada o que você fizer porque a 
preferência vai ser dada para o inquérito. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;CUT-RJ:&lt;/strong&gt;
 Você vê assassinos em série, facínoras, estupradores, autores de crimes
 bárbaros pegando penas bem inferiores às que vem sendo dadas aos réus 
do mensalão. O Supremo perdeu completamente a noção do que seja fazer 
justiça ?&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;&lt;br /&gt; Sávio Lobato : &lt;/strong&gt;A finalidade de uma 
condenação,&amp;nbsp; se eu estou falando de um crime de corrupção e se eu estou 
falando em desvio de dinheiro público, deve ser a reposição deste 
dinheiro público. Não adianta, então, pôr o cara na cadeia, porque a 
sociedade vai continuar penalizada. Ir para a cadeia não repara a 
sociedade. O que repara a sociedade é restabelecer o dinheiro. E o que o
 que está sendo feito é uma inversão de valores. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;CUT-RJ: Muito se tem falado também em conseqüências desse processo para a administração pública...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Sávio Lobato:&lt;/strong&gt;
 Claro. Vamos imaginar que eu sou um gestor público que tenha lá meus 
subordinados. São eles que trabalham tecnicamente, que vão fazer os 
contratos, que me trazem os contratos e eu os assino. Se o cara lá da 
ponta meter a mão, direcionar o contrato, eu vou ser condenado. Ah, mas 
eu não sabia. Mas é o domínio do fato. Você é o superior e tem a 
obrigação de saber. A conseqüência disso é que ninguém vai ser mais 
gestor. Você vai ser um secretário de estado, por exemplo, para ganhar 
pouco e ainda sair cheio de processos?&lt;br /&gt;
Fonte: &lt;a href="http://cutrj.org.br/2013/index.php/entrevistas/26-savio-lobato-trabalhador-e-que-tera-que-provar-sua-inocencia" target="_blank"&gt;CUT-RJ&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;BlogueDoSouza - Democratização da Comunicação, Reformas de Base e 
Direitos Humanos.&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogueDoSouza/~4/sVICduJWxfk" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-05-09T23:21:10.330-03:00</app:edited><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-96ubjrpmjtI/UYxY6xiaeFI/AAAAAAAAGYM/fqg0yTOnkYA/s72-c/Mensal%C3%A3o+Patrick.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><gd:extendedProperty xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" name="commentSource" value="1" /><gd:extendedProperty xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" name="commentModerationMode" value="FILTERED_POSTMOD" /><feedburner:origLink>http://www.bloguedosouza.com/2013/05/ap-470stf-autos-do-processo-estao.html</feedburner:origLink></item><item><title>Envelope 22: ministros foram induzidos a condenar Pizzolato inocente e criminalizar o PT</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BlogueDoSouza/~3/CgaiBIk0v5s/envelope-22-ministros-foram-induzidos.html</link><category>CPI dos Correios</category><category>Banco do Brasil</category><category>Mentirão</category><category>Roberto Gurgel</category><category>Envelope 22</category><category>Joaquim Barbosa</category><category>FHC</category><category>AP 470/STF</category><category>Henrique Pizzolato</category><category>Visanet</category><category>Mensalão</category><author>noreply@blogger.com (Luiz Claudio C. Souza)</author><pubDate>Thu, 09 May 2013 19:29:26 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7334683474981297401.post-7792947454283009160</guid><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-hlzDMEC-y2I/UYxPAloZteI/AAAAAAAAGX8/mrxijPbsSw0/s1600/JB-induziu-STF-p-condenar-PT.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="188" src="http://2.bp.blogspot.com/-hlzDMEC-y2I/UYxPAloZteI/AAAAAAAAGX8/mrxijPbsSw0/s400/JB-induziu-STF-p-condenar-PT.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: left;"&gt;
&lt;b&gt;ENVELOPE 22&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: left;"&gt;
Está no ENVELOPE 22 na 12 Vara Federal de 
Brasília a prova de que Joaquim Barbosa e a PGR/MPF construíram 
ARDILOSAMENTE a denúncia que foi julgada pelo STF na AP 470.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: left;"&gt;
O conteúdo do ENVELOPE 22 caracteriza um fato inconteste: a VIOLAÇÃO do Código de Processo Penal nos artigos 71, I, 76, 77.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: left;"&gt;
&lt;b&gt;ENTENDA O QUÊ FEZ JOAQUIM BARBOSA&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: left;"&gt;
Mesmo com o relatório da então CPI dos 
Correios identificando que 4 (quatro) funcionários do Banco do Brasil 
assinaram “notas técnicas”, ESTRANHAMENTE, a PGR/MPF e Joaquim Barbosa 
resolveram acusar no STF somente o petista Henrique Pizzolato.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: left;"&gt;
Mesmo tendo ciência de que existe um 
CONTRATO/Regulamento da empresa multinacional Visanet, que registra quem
 no BB tinha poderes para determinar pagamentos (era o GESTOR nomeado 
por outra Diretoria do BB, a diretoria de Varejo) e assim sendo o 
petista estaria totalmente inocentado, ESTRANHAMENTE, a PGR/MPF e 
Joaquim Barbosa resolveram acusar no STF somente o petista Henrique 
Pizzolato.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: left;"&gt;
A PGR/MPF registrou no STF em dezembro de 2005 o inquérito que em 2007 virou AP 470.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: left;"&gt;
Ocorre que em 2006 a PGR/MPF, com o pleno 
conhecimento de Joaquim Barbosa, resolveram ESTRANHAMENTE desmembrar 
quem seria julgado no STF e quem seria julgado em instância inferior.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: left;"&gt;
E a PGR/MPF e Joaquim Barbosa concordaram 
com essa VIOLAÇÃO da ampla defesa, pois além da defesa do petista 
Pizzolato nada saber deste processo PARALELO na instância inferior, os 
demais ministros foram induzidos a julgar Pizzolato como tendo sido 
autor isolado.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: left;"&gt;
&lt;b&gt;CONCLUSÃO&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: left;"&gt;
Joaquim Barbosa e a PGR/MPF mentiram.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: left;"&gt;
Joaquim Barbosa e a PGR/MPF induziram o STF a julgar um inocente e assim injustamente o condenaram.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: left;"&gt;
&lt;b&gt;FUNDAMENTAL&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: left;"&gt;
Sabem qual informação essa ABERRAÇÃO oculta
 ? o fato de quê em 2001 – em plena gestão FHC – tudo o que imputaram ao
 petista Pizzolato, JÁ OCORRIA normalmente entre a DNA e o BB.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: left;"&gt;
Ora bolas, separar o mesmo OBJETO de 
investigação quando sabiam que tudo teve início na gestão de FHC só tem 
um motivo ... quem ousa definir !&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: left;"&gt;
&lt;b&gt;COMPARTILHAR A VERDADE É O SEGREDO DE NOSSA FORÇA !!!&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: left;"&gt;
fonte: &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.megacidadania.com.br/joaquim-barbosa-induziu-o-stf-pcondenar-pt/" target="_blank"&gt;MEGACIDADANIA&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;BlogueDoSouza - Democratização da Comunicação, Reformas de Base e 
Direitos Humanos.&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogueDoSouza/~4/CgaiBIk0v5s" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-05-09T23:29:26.121-03:00</app:edited><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-hlzDMEC-y2I/UYxPAloZteI/AAAAAAAAGX8/mrxijPbsSw0/s72-c/JB-induziu-STF-p-condenar-PT.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><gd:extendedProperty xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" name="commentSource" value="1" /><gd:extendedProperty xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" name="commentModerationMode" value="FILTERED_POSTMOD" /><feedburner:origLink>http://www.bloguedosouza.com/2013/05/envelope-22-ministros-foram-induzidos.html</feedburner:origLink></item><item><title>Por que os médicos cubanos assustam</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BlogueDoSouza/~3/-usueXk-57g/por-que-os-medicos-cubanos-assustam.html</link><category>Médicos Cubanos</category><category>Cuba</category><category>Unesp</category><category>Cristóvam Buarque</category><category>OMS</category><category>MEC</category><category>Escuela Latino-Americana de Medicina</category><category>Conselho Federal de Medicina</category><category>Médicos Brasileiros</category><author>noreply@blogger.com (Luiz Claudio C. Souza)</author><pubDate>Thu, 09 May 2013 14:41:34 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7334683474981297401.post-578427008362612568</guid><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-kE_1h4PTWYk/UYwR7PS0FRI/AAAAAAAAGXo/Ebgx3SOZ7I0/s1600/Escuela+Medicina2.jpeg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="274" src="http://1.bp.blogspot.com/-kE_1h4PTWYk/UYwR7PS0FRI/AAAAAAAAGXo/Ebgx3SOZ7I0/s400/Escuela+Medicina2.jpeg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;b&gt;&lt;em style="text-align: justify;"&gt;Elite corporativista teme que mudança do foco no atendimento abale o nosso sistema mercantil de saúde&lt;/em&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;

&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A virulenta reação do Conselho Federal 
de Medicina contra a vinda de 6 mil médicos cubanos para trabalhar em 
áreas absolutamente carentes do país é muito mais do que uma atitude 
corporativista: expõe o pavor que uma certa elite da classe médica tem 
diante dos êxitos inevitáveis do modelo adotado na ilha, que prioriza a 
prevenção e a educação para a saúde, reduzindo não apenas os índices de 
enfermidades, mas sobretudo a necessidade de atendimento e os custos com
 a saúde.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Essa não é a primeira investida radical 
do CFM e da Associação Médica Brasileira contra a prática vitoriosa dos 
médicos cubanos entre nós. Em 2005, quando o governador de Tocantins não
 conseguia médicos para a maioria dos seus pequenos e afastados 
municípios, recorreu a um convênio com Cuba e viu o quadro de saúde 
mudar rapidamente com a presença de apenas uma centena de profissionais 
daquele país.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A reação das entidades médicas de 
Tocantins, comprometidas com a baixa qualidade da medicina pública que 
favorece o atendimento privado, foi quase de desespero. Elas só 
descansaram quando obtiveram uma liminar de um juiz de primeira 
instância determinando em 2007 a imediata “expulsão” dos médicos 
cubanos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;No Brasil, o apego às grandes cidades&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://averdade.org.br/2013/05/por-que-os-medicos-cubanos-assustam/medicos_distribuicao/" rel="attachment wp-att-8544"&gt;&lt;img alt="Dos  371.788 médicos brasileiros, 260.251 estão nas regiões Sul e Sudeste" class="size-full wp-image-8544 aligncenter" height="400" src="http://averdade.org.br/novo/wp-content/uploads/2013/05/medicos_distribuicao.jpg" width="378" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Neste momento, o governo da presidenta 
Dilma Rousseff só está cogitando de trazer os médicos cubanos, 
responsáveis pelos melhores índices de saúde do Continente, diante da 
impossibilidade de assegurar a presença de profissionais brasileiros em 
mais de um milhar de municípios, mesmo com a oferta de vencimentos bem 
superiores aos pagos nos grandes centros urbanos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
E isso não acontece por acaso. O próprio
 modelo de formação de profissionais de saúde, com quase 58% de escolas 
privadas, é voltado para um tipo de atendimento vinculado à indústria de
 equipamentos de alta tecnologia, aos laboratórios e às vantagens do 
regime híbrido, em que é possível conciliar plantões de 24 horas no 
sistema público com seus consultórios e clínicas particulares, 
alimentados pelos planos de saúde.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mesmo com consultas e procedimentos 
pagos segundo a tabela da AMB, o volume de clientes é programado para 
que possam atender no mínimo dez por turnos de cinco horas. O sistema é 
tão direcionado que na maioria das especialidades o segurado pode ter de
 esperar mais de dois meses por uma consulta.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Além disso, dependendo da especialidade e
 do caráter de cada médico, é possível auferir faturamentos paralelos em
 comissões pelo direcionamento dos exames pedidos como rotinas em cada 
consulta.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;Sem compromisso em retribuir os cursos públicos&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Há no Brasil uma grande “injustiça 
orçamentária”: a formação de médicos nas faculdades públicas, que custa 
muito dinheiro a todos os brasileiros, não presume nenhuma retribuição 
social, pelo menos enquanto não se aprova o projeto do senador Cristóvam
 Buarque, que obriga os médicos recém-formados que tiveram seus cursos 
custeados com recursos públicos a exercerem a profissão, por dois anos, 
em municípios com menos de 30 mil habitantes ou em comunidades carentes 
de regiões metropolitanas.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Cruzando informações, podemos chegar a 
um custo de R$ 792.000,00 reais para o curso de um aluno de faculdades 
públicas de Medicina, sem incluir a residência. E se considerarmos o 
perfil de quem consegue passar em vestibulares que chegam a ter 185 
candidatos por vaga (UNESP), vamos nos deparar com estudantes de classe 
média alta, isso onde não há cotas sociais.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Um levantamento do Ministério da 
Educação detectou que na medicina os estudantes que vieram de escolas 
particulares respondem por 88% das matrículas nas universidades bancadas
 pelo Estado. Na odontologia, eles são 80%.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Em faculdades públicas ou privadas, os 
quase 13 mil médicos formados anualmente no Brasil não estão nem 
preparados, nem motivados para atender às populações dos grotões. E não 
estão por que não se habituaram à rotina da medicina preventiva e não 
aprenderam como atender sem as parafernálias tecnológicas de que se 
tornaram dependentes.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;Concentrados no Sudeste, Sul e grandes cidades&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Números oficiais do próprio CFM indicam 
que 70% dos médicos brasileiros concentram-se nas regiões Sudeste e Sul 
do país. E em geral trabalham nas grandes cidades. Boa parte da 
clientela dos hospitais municipais do Rio de Janeiro, por exemplo, é 
formada por pacientes de municípios do interior.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Segundo pesquisa encomendada pelo 
Conselho, se a média nacional é de 1,95 médicos para cada mil 
habitantes, no Distrito Federal esse número chega a 4,02 médicos por mil
 habitantes, seguido pelos estados do Rio de Janeiro (3,57), São Paulo 
(2,58) e Rio Grande do Sul (2,31). No extremo oposto, porém, estados 
como Amapá, Pará e Maranhão registram menos de um médico para mil 
habitantes.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A pesquisa “Demografia Médica no Brasil”
 revela que há uma forte tendência de o médico fixar moradia na cidade 
onde fez graduação ou residência. As que abrigam escolas médicas também 
concentram maior número de serviços de saúde, públicos ou privados, o 
que significa mais oportunidade de trabalho. Isso explica, em parte, a 
concentração de médicos em capitais com mais faculdades de medicina. A 
cidade de São Paulo, por exemplo, contava, em 2011, com oito escolas 
médicas, 876 vagas – uma vaga para cada 12.836 habitantes – e uma taxa 
de 4,33 médicos por mil habitantes na capital.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mesmo nas áreas de concentração de 
profissionais, no setor público, o paciente dispõe de quatro vezes menos
 médicos que no privado. Segundo dados da Agência Nacional de Saúde 
Suplementar, o número de usuários de planos de saúde hoje no Brasil é de
 46.634.678 e o de postos de trabalho em estabelecimentos privados e 
consultórios particulares, 354.536. Já o número de habitantes que 
dependem exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS) é de 144.098.016
 pessoas, e o de postos ocupados por médicos nos estabelecimentos 
públicos, 281.481.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A falta de atendimento de saúde nos 
grotões é uma dos fatores de migração. Muitos camponeses preferem ir 
morar em condições mais precárias nas cidades, pois sabem que, bem ou 
mal, poderão recorrer a um atendimento em casos de emergência.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A solução dos médicos cubanos é mais 
transcendental pelas características do seu atendimento, que mudam o seu
 foco no sentido de evitar o aparecimento da doença. Na Venezuela, os 
Centros de Diagnósticos Integrais espalhados nas periferias e grotões, 
que contam com 20 mil médicos cubanos, são responsáveis por uma melhoria
 radical nos seus índices de saúde.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;
&lt;b&gt;Cuba é reconhecida por seus êxitos na medicina e na biotecnologia&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Em sua nota ameaçadora, o CFM afirma 
claramente que confiar populações periféricas aos cuidados de médicos 
cubanos é submetê-las a profissionais não qualificados. E esbanja 
hipocrisia na defesa dos direitos daquelas pessoas.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Não é isso que consta dos números da 
Organização Mundial de Saúde. Cuba, país submetido a um asfixiante 
bloqueio econômico, mostra que nesse quesito é um exemplo para o mundo e
 tem resultados melhores do que os do Brasil.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Graças à sua medicina preventiva, a ilha
 do Caribe tem a taxa de mortalidade infantil mais baixa da América e do
 Terceiro Mundo – 4,9 por mil (contra 60 por mil em 1959, quando do 
triunfo da revolução) – inferior à do Canadá e dos Estados Unidos. Da 
mesma forma, a expectativa de vida dos cubanos – 78,8 anos (contra 60 
anos em 1959) – é comparável a das nações mais desenvolvidas.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Com um médico para cada 148 habitantes 
(78.622 no total) distribuído por todos os seus rincões que registram 
100% de cobertura, Cuba é, segundo a Organização Mundial de Saúde, a 
nação melhor dotada do mundo neste setor.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Segundo a New England Journal of 
Medicine, “o sistema de saúde cubano parece irreal. Há muitos médicos. 
Todo mundo tem um médico de família. Tudo é gratuito, totalmente 
gratuito. Apesar do fato de que Cuba dispõe de recursos limitados, seu 
sistema de saúde resolveu problemas que o nosso [dos EUA] não conseguiu 
resolver ainda. Cuba dispõe agora do dobro de médicos por habitante do 
que os EUA”.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O Brasil forma 13 mil médicos por ano em
 200 faculdades: 116 privadas, 48 federais, 29 estaduais e 7 municipais.
 De 2000 a 2013, foram criadas 94 escolas médicas: 26 públicas e 68 
particulares.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;strong&gt;Formando médicos de 69 países&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://averdade.org.br/2013/05/por-que-os-medicos-cubanos-assustam/estudantes-na-elam/" rel="attachment wp-att-8546" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img alt="Estudantes estrangeiros na Escola Latino-Americana de Medicina" class="size-medium wp-image-8546" height="262" src="http://averdade.org.br/novo/wp-content/uploads/2013/05/Estudantes-na-ELAM-350x262.jpg" width="350" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;Estudantes estrangeiros na ELAM&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Em 2012, Cuba, com cerca de 13 milhões 
de habitantes, formou em suas 25 faculdades, inclusive uma voltada para 
estrangeiros, mais de 11 mil novos médicos: 5.315 cubanos e 5.694 de 69 
países da América Latina, África, Ásia e inclusive dos Estados Unidos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Atualmente, 24 mil estudantes de 116 
países da América Latina, África, Ásia, Oceania e Estados Unidos (500 
por turma) cursam uma faculdade de medicina gratuita em Cuba.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Entre a primeira turma de 2005 e 2010, 
8.594 jovens doutores saíram da Escola Latino-Americana de Medicina. As 
formaturas de 2011 e 2012 foram excepcionais com cerca de oito mil 
graduados. No total, cerca de 15 mil médicos se formaram na Elam em 25 
especialidades distintas.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Isso se reflete nos avanços em vários 
tipos de tratamento, inclusive em altos desafios, como vacinas para 
câncer do pulmão, hepatite B, cura do mal de Parkinson e da dengue. 
Hoje, a indústria biotecnológica cubana tem registradas 1.200 patentes e
 comercializa produtos farmacêuticos e vacinas em mais de 50 países.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;Presença de médicos cubanos no exterior&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Desde 1963, com o envio da primeira 
missão médica humanitária à Argélia, Cuba trabalha no atendimento de 
populações pobres no planeta. Nenhuma outra nação do mundo, nem mesmo as
 mais desenvolvidas, teceu semelhante rede de cooperação humanitária 
internacional. Desde o seu lançamento, cerca de 132 mil médicos e outros
 profissionais da saúde trabalharam voluntariamente em 102 países.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
No total, os médicos cubanos trataram de
 85 milhões de pessoas e salvaram 615 mil vidas. Atualmente, 31 mil 
colaboradores médicos oferecem seus serviços em 69 nações do Terceiro 
Mundo.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
No âmbito da Alba (Aliança Bolivariana 
para os Povos da Nossa América), Cuba e Venezuela decidiram lançar em 
julho de 2004 uma ampla campanha humanitária continental com o nome de 
Operação Milagre, que consiste em operar gratuitamente latino-americanos
 pobres, vítimas de cataratas e outras doenças oftalmológicas, que não 
tenham possibilidade de pagar por uma operação que custa entre cinco e 
dez mil dólares. Esta missão humanitária se disseminou por outras 
regiões (África e Ásia). A Operação Milagre dispõe de 49 centros 
oftalmológicos em 15 países da América Central e do Caribe. Em 2011, 
mais de dois milhões de pessoas de 35 países recuperaram a plena visão.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Quando se insurge contra a vinda de 
médicos cubanos, com argumentos pueris, o CFM adota também uma atitude 
política suspeita: não quer que se desmascare a propaganda contra o 
regime de Havana, segundo a qual o sonho de todo cubano é fugir para o 
exterior. Os mais de 30 mil médicos espalhados pelo mundo permanecem 
fiéis aos compromissos sociais de quem teve todo o ensino pago pelo 
Estado, desde a pré-escola e de que, mais do que enriquecer, cumpre ao 
médico salvar vidas e prestar serviços humanitários.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Fonte: &lt;a href="http://averdade.org.br/2013/05/por-que-os-medicos-cubanos-assustam/" target="_blank"&gt;A Verdade&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;BlogueDoSouza - Democratização da Comunicação, Reformas de Base e 
Direitos Humanos.&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogueDoSouza/~4/-usueXk-57g" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-05-09T18:41:34.326-03:00</app:edited><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-kE_1h4PTWYk/UYwR7PS0FRI/AAAAAAAAGXo/Ebgx3SOZ7I0/s72-c/Escuela+Medicina2.jpeg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><gd:extendedProperty xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" name="commentSource" value="1" /><gd:extendedProperty xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" name="commentModerationMode" value="FILTERED_POSTMOD" /><feedburner:origLink>http://www.bloguedosouza.com/2013/05/por-que-os-medicos-cubanos-assustam.html</feedburner:origLink></item><item><title>A proposta da sociedade civil para a democratização da comunicação no Brasil </title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BlogueDoSouza/~3/gwenOCrKTqQ/a-proposta-da-sociedade-civil-para.html</link><category>Projeto de Lei de Iniciativa Popular</category><category>Lei da Mídia Democrática</category><category>liberdade de expressão</category><category>Direito a Comunicação</category><category>1º de Maio</category><category>democratização da Comunicação</category><author>noreply@blogger.com (Luiz Claudio C. Souza)</author><pubDate>Wed, 01 May 2013 19:44:50 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7334683474981297401.post-2040157936280422380</guid><description>&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12;"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-BZZ2Ya9W_yo/UYHG7qg3p7I/AAAAAAAAGRY/t4N6OsWgLXA/s1600/Campanha3.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-BZZ2Ya9W_yo/UYHG7qg3p7I/AAAAAAAAGRY/t4N6OsWgLXA/s1600/Campanha3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;b&gt;LEI DA MÍDIA DEMOCRÁTICA&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b style="font-size: 20px; font-weight: bold;"&gt;Uma proposta da sociedade civil para a democratização das comunicações no Brasil&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;Para construir um país mais democrático e desenvolvido precisamos 
avançar na garantia ao direito à comunicação para todos e todas. O que 
isso significa? Significa ampliar a liberdade de expressão, para termos 
mais diversidade e pluralidade na televisão e no rádio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Ainda que a Constituição Federal proíba os oligopólios e os 
monopólios dos meios de comunicação, menos de dez famílias concentram 
empresas de jornais, revistas, rádios, TVs e sites de comunicação no 
país.&amp;nbsp;Isso é um entrave para garantir a diversidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Pare e pense!&amp;nbsp;Como o índio, o negro, as mulheres, os homossexuais, o 
povo do campo, as crianças, aparecem na televisão brasileira? Como os 
cidadãos das diversas regiões, com suas diferentes culturas, etnias e 
características são representados? A liberdade de expressão não deveria 
ser para todos e não apenas para os grupos que representam os interesses
 econômicos e sociais de uma elite dominante? Existem espaços para a 
produção e veiculação de conteúdos dos diversos segmentos da sociedade 
na mídia brasileira?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ZmI8-XXNFsY/UYHJJORV4oI/AAAAAAAAGSA/8ZxQNS2X4XY/s1600/Campanha1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-ZmI8-XXNFsY/UYHJJORV4oI/AAAAAAAAGSA/8ZxQNS2X4XY/s320/Campanha1.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A concentração impede a circulação de ideias e pontos de vista 
diferentes. São anos de negação da pluralidade, décadas de imposição de 
comportamentos, de padrões de negação da diversidade do povo 
brasileiro.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Além disso, a lei que orienta o serviço de comunicação completou 50 
anos e não atende ao objetivo de ampliar a liberdade de expressão, muito
 menos está em sintonia com os desafios atuais da convergência 
tecnológica.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A Constituição de 1988 traz diretrizes importantes nesse sentido, mas
 não diz como alcançá-las, o que deveria ser feito por leis. 
Infelizmente, até hoje não houve iniciativa para regulamentar a 
Constituição, nem do Congresso Nacional, nem do governo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Diante desse cenário, entidades da sociedade civil e do movimento social se organizaram para encaminhar um&amp;nbsp;&lt;b&gt;Projeto de Lei de Iniciativa Popular das Comunicações&lt;/b&gt;&amp;nbsp;para
 regulamentar o que diz a Constituição em relação às rádios e televisões
 brasileiras.&amp;nbsp;A marca de 1 milhão e trezentas mil assinaturas colocará o
 Projeto de Iniciativa Popular por Mídia Democrática em debate no 
Congresso Nacional!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Vamos mudar a história da comunicação brasileira levando às ruas o debate da democratização da comunicação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Leia com atenção a proposta da sociedade civil que vai mudar o 
cenário das comunicações no país. Assine e divulgue aos seus familiares,
 amigos e até desconhecidos!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Nesta página você encontrará todo o material para divulgar a 
democratização da comunicação e também para coletar assinaturas para o 
projeto de lei. Panfleto, Formulário para coleta de assinaturas, o 
Projeto de Lei. Imprima, distribua e colete as assinaturas em seu 
Estado!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Boa luta para todos nós!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-k6REERrCVN0/UYHHMNEizZI/AAAAAAAAGRg/jwGFr-1ZnEI/s1600/Campanha7.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-k6REERrCVN0/UYHHMNEizZI/AAAAAAAAGRg/jwGFr-1ZnEI/s1600/Campanha7.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="font-size: 20px; font-weight: bold;"&gt;
&lt;b&gt;KIT COLETA&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;Todo cidadão/cidadã pode buscar voluntariamente as assinaturas para o
 projeto. Disponibilizamos abaixo um kit com o material necessário para o
 diálogo nas ruas. &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;
&lt;/span&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;- Folha de Rosto para coleta de assinaturas&lt;/b&gt;&amp;nbsp;(&lt;a href="http://www.paraexpressaraliberdade.org.br/arquivos-nocms/folha-de-rosto.doc" target="_blank"&gt;Clique aqui&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Texto explicativo do documento para ser entregue juntamente com o Projeto de Lei de Iniciativa Popular.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;
&lt;/span&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;- Lista para coleta de assinatura/Lista de apoiamento&lt;/b&gt;(&lt;a href="http://www.paraexpressaraliberdade.org.br/arquivos-nocms/formulario_assinaturas.doc" target="_blank"&gt;Clique aqui&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Formulário para preenchimento dos dados do cidadão/cidadã que assinará o projeto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;u&gt;Observação importante: sobre a “exigência” do título de eleitor&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A exigência do título de eleitor feita pela Câmara dos Deputados para
 este tipo de projeto pode vir a dificultar a coleta. No entanto, 
acreditamos que é possível adotar uma política em que isto não seja um 
problema.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Ou seja, NINGUÉM SEM TÍTULO DE ELEITOR VAI DEIXAR DE ASSINAR.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Se a pessoa não tiver o título, pede-se o nome da mãe e a data de nascimento. O formulário já vai ter espaço pra isso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Em último caso, se a pessoa estiver com pressa ou se não quiser preencher o nome da mãe, pode deixar em branco essa parte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;
&lt;/span&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;- Projeto de Lei da Comunicação Social Eletrônica&lt;/b&gt; (&lt;a href="http://www.paraexpressaraliberdade.org.br/arquivos-nocms/plip_versao_final.pdf" target="_blank"&gt;Clique aqui&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Texto completo do Projeto de Lei de Iniciativa Popular das Comunicações&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;
&lt;/span&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;- Para onde encaminhar&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Os formulários preenchidos deverão ser enviados por correio para o endereço:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Setor Comercial Sul, Quadra 6, Ed Presidente, sala 206&lt;br /&gt;
  CEP 70327-900,
  Brasília – DF&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Ao enviar os formulários, favor avisar a secretaria do FNDC por e-mail (&lt;a href="mailto:secretaria@fndc.org.br" target="_blank"&gt;secretaria@fndc.org.br&lt;/a&gt;) ou pelo telefone&amp;nbsp;&lt;a href="tel:%2861%29%203224%208038" target="_blank" value="+556132248038"&gt;(61) 3224 8038&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-EUYqwgV6wwc/UYHHaX1bogI/AAAAAAAAGRo/0JOJVzRn-qQ/s1600/Campanha2.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-EUYqwgV6wwc/UYHHaX1bogI/AAAAAAAAGRo/0JOJVzRn-qQ/s320/Campanha2.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;b style="font-size: 20px; font-weight: bold;"&gt;MATERIAIS DE DIVULGAÇÃO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;- Panfleto Lei da Mídia Democrática&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Imprima em seu Estado, na sua cidade e espalhe a notícia!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;(&lt;a href="http://www.paraexpressaraliberdade.org.br/arquivos-nocms/panfleto-plip-frente_final.rar"&gt;Frente: clique aqui&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;(&lt;a href="http://www.paraexpressaraliberdade.org.br/arquivos-nocms/panfleto-plip-verso_final.rar"&gt;Verso: clique aqui&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;- Banner/cartaz Lei da Mídia Democrática &lt;/b&gt;(&lt;a href="http://www.paraexpressaraliberdade.org.br/arquivos-nocms/banner-plip.rar"&gt;Clique aqui&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;BlogueDoSouza - Democratização da Comunicação, Reformas de Base e 
Direitos Humanos.&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogueDoSouza/~4/gwenOCrKTqQ" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-05-01T23:44:50.159-03:00</app:edited><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-BZZ2Ya9W_yo/UYHG7qg3p7I/AAAAAAAAGRY/t4N6OsWgLXA/s72-c/Campanha3.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><gd:extendedProperty xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" name="commentSource" value="1" /><gd:extendedProperty xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" name="commentModerationMode" value="FILTERED_POSTMOD" /><feedburner:origLink>http://www.bloguedosouza.com/2013/05/a-proposta-da-sociedade-civil-para.html</feedburner:origLink></item><item><title> A batalha estratégica da comunicação</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BlogueDoSouza/~3/F4gy5idhYdc/a-batalha-estrategica-da-comunicacao.html</link><category>Para Expressar a Liberdade</category><category>Lei de Meios</category><category>Projeto de Lei de Iniciativa Popular</category><category>Frank la Rue</category><category>censura</category><category>monopólio</category><category>liberdade de expressão</category><category>FNDC</category><category>democratização da Comunicação</category><category>oligopólio</category><author>noreply@blogger.com (Luiz Claudio C. Souza)</author><pubDate>Fri, 26 Apr 2013 07:18:34 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7334683474981297401.post-4434215968172725191</guid><description>&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-M1h40ZNdPx0/UXqLk2Jv7UI/AAAAAAAAGPY/Sgx0lMBxgxU/s1600/PL+Comunica%C3%A7%C3%A3o2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/-M1h40ZNdPx0/UXqLk2Jv7UI/AAAAAAAAGPY/Sgx0lMBxgxU/s400/PL+Comunica%C3%A7%C3%A3o2.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Reproduzo abaixo artigo que escrevi para a revista Princípios sobre a 
urgência de uma nova lei geral para as comunicações e a omissão do 
governo Dilma em enfrentar essa pauta política.&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;A batalha
estratégica da comunicação&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="LEFT" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;i&gt;O debate
sobre a urgência de um novo marco regulatório para as comunicações
tem sido interditado pela mídia e negligenciado pelo governo. Porém,
esta é uma pauta estratégica para a democracia e para o avanço de
um novo projeto nacional de desenvolvimento. Desta compreensão
nasceu a campanha &lt;/i&gt;&lt;b&gt;Para Expressar a Liberdade&lt;/b&gt;&lt;i&gt;, que em 2013
lançará, como instrumento de luta política, um Projeto de Lei de
Iniciativa Popular para regular a comunicação.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
A carência de visão
estratégica sobre o papel central que os meios de comunicação
ocupam no embate entre projetos políticos antagônicos em disputa no
Brasil é a principal razão para a total paralisia do governo diante
da mídia. A ilusão de que é possível promover mudanças
econômicas e sociais sem enfrentar a guerra ideológica é de uma
inocência cruel. 
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Os conglomerados
midiáticos transnacionais e nacionais atuam em uníssono para
perpetuar o modo de produção capitalista. O aparato ideológico que
os &lt;i&gt;mass media&lt;/i&gt; representa vai muito além do poder isolado que
cada grupo econômico exerce na conjuntura política, ele tem caráter
estratégico para a acumulação do capital.&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Não é possível
colocar em andamento um novo projeto nacional de desenvolvimento, que
efetivamente produza mudanças significativas na estrutura política,
econômica e social do país, sem enfrentar a batalha ideológica que
é desenvolvida pela mídia. 
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Países da América
Latina que estão construindo suas experiências de mudança –
Argentina, Uruguai, Equador, Bolívia, Venezuela – compreenderam
esse desafio e colocaram entre as prioridades de suas agendas
políticas propostas para criar um novo marco regulatório para as
comunicações. 
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
As reformas da
comunicação empreendidas por estes países têm um núcleo comum:
combater o monopólio e a propriedade cruzada das empresas de
comunicação, regular a atuação dos diferentes agentes econômicos
– empresas de telecomunicações, radiodifusores, produtoras de
conteúdo, jornais, revistas –, estimular o surgimento e
crescimento de um campo público de comunicação para promover
diversidade e pluralidade, e tornar a ocupação dos espaços mais
democráticos e transparentes.&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
As legislações
construídas são de viés republicano e, apesar de não alterarem o
núcleo central de poder que a mídia possui, elas abrem espaços
para um melhor enfrentamento da guerra ideológica e política que
está em curso. Isso porque se conformam novos campos e se criam
espaços de combate à visão uniforme da mídia hegemônica.&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
E, como afirmou
recentemente o professor Dênis de Moraes, o Brasil está na
vanguarda do atraso neste &lt;i&gt;front&lt;/i&gt;. A letargia do Estado em abrir
publicamente uma discussão sobre um novo marco regulatório para as
comunicações poderá custar ao povo um preço demasiadamente caro:
interromper o projeto político que se iniciou há 10 anos, quando o
país elegeu Lula presidente.&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Vazio regulatório&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
No Brasil, assim como
na América Latina, o sistema de mídia se instalou, desde o início,
como sistema privado. A radiodifusão aberta seguiu o modelo
comercial de concessão em um ambiente de vazio regulatório, que
permitiu aos grupos econômicos que exploram essas concessões o
fazerem sem a observância de qualquer critério econômico, social
ou cultural. 
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Ao longo dos anos, a
desorganização legal das comunicações só se aprofundou,
principalmente com o surgimento de novas tecnologias. O Código
Brasileiro de Telecomunicações data de 1962 e está totalmente
defasado política e tecnologicamente. 
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Em 1988, a Constituição
da República Federativa do Brasil incorporou princípios e
diretrizes para que o legislador brasileiro pudesse, posteriormente,
construir um arcabouço de leis infraconstitucionais para regular o
setor.&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
As diretrizes presentes
no Capítulo da Comunicação Social da Constituição guardam
semelhança com conteúdo do núcleo central das leis construídas
nos países latino-americanos citadas acima: não permitir que a
comunicação seja objetivo de monopólio; proteção da infância e
da criança de programação não recomendada; direito de resposta;
restrição à propaganda de produtos que possam ser nocivos à saúde
e ao meio ambiente; dar preferência às finalidades informativas,
artísticas, culturais e educativas nos meios de comunicação social
eletrônicos; estimular a produção regional e independente;
garantir a complementariedade dos sistemas públicos, privados e
estatal na radiodifusão, entre outros.&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Vinte e cinco anos nos
separam da promulgação da Constituição. Mas, até hoje, o
legislativo se omitiu diante da responsabilidade de regulamentar a
maioria dos artigos da Carta Maior. Foi o que motivou o jurista Fábio
Konder Comparato a assinar uma Ação Direta de Inconstitucionalidade
por Omissão do Congresso Nacional (ADO). Sustenta Comparato: "Em
conclusão, passadas mais de duas décadas da entrada em vigor da
Constituição Federal, o Congresso Nacional, presumivelmente sob
pressão de grupos empresariais privados, permanece inteiramente
omisso no cumprimento de seu dever de regulamentar os princípios que
regem a produção e a programação das emissoras de rádio e
televisão (art. 221); bem como igualmente omisso no estabelecer os
meios legais de defesa da pessoa e da família, quando tais
princípios não são obedecidos (art. 220, § 3°, inciso II)”.  
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
A ADO também questiona
a omissão do Congresso no que diz respeito ao combate contra o
monopólio. “Se o combate ao abuso de poder representa entre nós
um preceito fundamental da ordem econômica (Constituição Federal,
art. 173, § 4°), o abuso de poder na comunicação social constitui
um perigo manifesto para a preservação da ordem republicana e
democrática. Na sociedade de massas contemporânea, a opinião
pública não se forma, como no passado, sob o manto da tradição e
pelo círculo fechado de inter-relações pessoais de indivíduos ou
grupos. Ela é plasmada, em sua maior parte, sob a influência,
preponderantemente sentimental e emotiva, das transmissões
efetuadas, de modo coletivo e unilateral, pelos meios de comunicação
de massa”.&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;O mercado fala
sozinho&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Para o mercado esta é
a situação ideal. Qualquer tentativa de discutir a regulamentação
da Constituição e definir regras para balizar o setor é alardeada
como atentado à liberdade de expressão e à liberdade de imprensa. 
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
E, posto que eles detém
o monopólio da fala, da exibição de imagens e da veiculação de
ideias, a mensagem repetida milhares de vezes de que regulação é
igual a controle e censura se transformou em senso comum. 
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
A tal ponto que até os
juizes do Supremo Tribunal Federal caíram no canto da sereia da
liberdade de imprensa como algo que está acima, inclusive, dos
direitos individuais da pessoa, numa visão ultra-liberal que não
cabe nem nos países que são berço do liberalismo, como Inglaterra
e Estados Unidos.&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Liberdade de
expressão ou de empresa?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Os poucos casos de
regulação que contaram com a iniciativa do Legislativo – como a
aprovação do Estatuto da Criança e do Adolescente que resultou na
portaria do Ministério da Justiça para a classificação indicativa
das obras audiovisuais, e a aprovação da nova lei de TV por
assinatura – estão sendo interpelados judicialmente por parte das
empresas, questionando a constitucionalidade dos dispositivos
regulatórios que contrariam os interesses das empresas de
comunicação.&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
A vinculação horária
para a classificação indicativa de produtos audiovisuais é um
comando explícito da Constituição. No entanto, por contrariar o
modelo de negócios das empresas, estas querem desvincular a faixa
horária. Ou seja, um programa com cenas de violência e sexo que
seja classificada para maiores de 18 anos poderá, segundo a visão
dos empresários, ser exibida em qualquer horário da grade,
mantendo-se a orientação da classificação. O início da votação
no Supremo Tribunal Federal foi estarrecedor. O voto do ministro
relator Dias Toffoli, e de outros 3 ministros, foi a favor da
desvinculação. O principal argumento é que qualquer interferência
na comunicação é censura e que não cabe ao Estado a tutela da
família. Nas palavras da ministra Carmen Lúcia: ‘se a programação
não for adequada desliga-se a TV’, visão que ratifica a posição
dos concessionários públicos de radiodifusão de que a eles não
cabe nenhuma responsabilidade pelo que é veiculado em uma concessão
pública.&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Em recente visita ao
Brasil, o relator especial da Organização das Nações Unidas para
Liberdade de Expressão, Frank La Rue, manifestou consternação
diante do posicionamento da Corte brasileira. Para ele não existe o
suposto conflito apontado pelo STF entre liberdade de expressão e
direitos das crianças e adolescentes.“Não posso entender que em
algum país uma Corte Suprema esteja disposta a prejudicar os
direitos das crianças por conta de outros interesses”. 
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;O engodo do controle
remoto&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
A alternativa oferecida
pelos veículos de comunicação aos que estão descontentes com o
conteúdo do que está sendo oferecido é o livre-arbítrio: não
gostou, não leia, não assista, não ouça. Ou seja, use o controle
remoto. Esse discurso foi tristemente assumido no discurso de
ministros do STF e inclusive da presidente da República, Dilma
Roussef.&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
As empresas de
comunicação se eximem da responsabilidade do que é produzido e
veiculado e a repassa para o telespectador.  Mas, afinal, para que
serve o controle remoto? Serve para dar ao telespectador a sensação
de que ele detém o poder sobre a programação. Nada mais.&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Falta vontade&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Desconstruir um senso
comum é tarefa de vulto, ainda mais quando não se possui os mesmos
instrumentos de comunicação daqueles que o criaram. O senso comum é
algo inquestionável, uma verdade que não requer explicação, não
é fruto nem alvo de reflexão. Desta forma, o debate fica
interditado pela imposição do mercado e pela falta de iniciativa do
governo.&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
O que é no mínimo
curioso, uma vez que o governo e as forças políticas que têm
sustentado o projeto de mudanças no país têm sido alvo incessante
do ataque feroz da mídia nacional, que assumiu o papel de oposição
política no país. E, a cada derrota eleitoral que o setor
conservador amealha, a mídia sobe o tom dos ataques e fica mais
raivosa. A mídia ataca o projeto de mudanças e vai destruindo a
reputação das lideranças políticas que o conduzem. Foi assim com
o crise do mensalão e com a votação da ação penal 470, com as
denúncias contra ministros no início do governo Dilma e, para não
me estender em exemplos, na recente cobertura negativa da redução
do preço da energia elétrica.&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Apesar disso, o núcleo
central do governo permanece irredutível e, como recentemente
divulgado pela imprensa, a presidente decidiu manter engavetado o
projeto de um novo marco regulatório para as comunicações.&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Para expressar a
liberdade&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Afinal, quem vai ousar
dizer que no Brasil vivemos um ambiente de violação da liberdade de
expressão? Que os meios de comunicação padecem de espaços
democráticos, que não há diversidade e pluralidade na mídia? Que
as comunicações no Brasil são objeto de um monopólio nocivo à
democracia? Ou que, como diz Maria Rita Kehl, “na sociedade do
espetáculo toda imagem, mesmo a imagem jornalística, mesmo a
informação mais essencial para a sociedade, tem o caráter de
mercadoria, e todo acontecimento tem a dimensão do aparecimento”.&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
O tamanho do desafio
dos setores que estão discutindo a urgência de o Brasil construir
um novo marco regulatório das comunicações é grande: combater a
visão de que regulação é censura e colocar este tema na agenda
pública nacional; mostrar que nas democracias tidas como exemplo
para o setor conservador existe sim regulação da comunicação na
sua dimensão de atividade econômica e inclusive, para o horror dos
empresários brasileiros, em questões de conteúdo para garantir
diversidade, pluralidade e impedir infrações aos direitos humanos.
E mostrar que é papel do Estado fazer esta regulação.&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Este combate se dá em
três frentes: pressão junto ao governo para que este abra o debate
público; mobilizar os setores organizados da sociedade em torno da
necessidade de todos os movimentos incorporarem a luta pela
democratização das comunicações nas suas pautas políticas
específicas; e a tentativa de ampliar o debate para toda a
sociedade, procurando desfazer o mito criado pela mídia de que eles
são os mandatários da liberdade de expressão.&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Estes são os objetivos
da iniciativa que o Fórum Nacional pela Democratização da
Comunicação – FNDC e diversas organizações almejam com a
campanha &lt;i&gt;Para Expressar a Liberdade, Uma nova lei, para um novo
tempo&lt;/i&gt;. Lançada em 27 de agosto de 2012 – data em que o CBT
completou 50 anos – a campanha pretende mobilizar um grande
contingente de forças sociais e incidir sobre a atual correlação
de forças que emperra o debate sobre a comunicação no Brasil. 
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Munida da plataforma &lt;i&gt;20
pontos para uma comunicação democrática&lt;/i&gt; a campanha será
intensificada no ano de 2013. A estratégia é ousada: coletar 1
milhão e quinhentas mil assinaturas para um Projeto de Lei de
Iniciativa Popular para regulamentar a comunicação. Se o governo
não se move e o Congresso se omite, cabe a sociedade a tarefa de
impulsionar o debate. 
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Entre as diversas
iniciativas já tomadas pela campanha foi a de trazer, no final de
2012 para o Brasil, o relator da ONU para a Liberdade de Expressão.
Frank La Rue aceitou o convite do FNDC e cumpriu uma intensiva agenda
institucional em Brasília, além de participar de debates públicos
no DF e em São Paulo. Em reunião com o ministro Gilberto Carvalho,
o FNDC fez formalmente a solicitação para que o Estado brasileiro
convide o relator da ONU para uma visita oficial. A importância
disso é que, a presença oficial do relator da ONU produzirá um
relatório sobre a situação da liberdade de expressão no país
elencando um conjunto de recomendações ao governo, o que pode
contribuir para impulsionar o Palácio no sentido de abrir o debate.&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Mudanças precisam
de impulso&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
É certo que muita
coisa mudou no Brasil de 2003 para cá. As mudanças foram
impulsionadas pela alteração no papel do Estado, que passou a ser
mais pró-ativo, pela força de novas políticas públicas, pela
emergência de governos latino-americanos com compromissos
progressistas e de ruptura com o neoliberalismo que fortalecem um
novo bloco econômico, principalmente em meio a um cenário
internacional marcado por uma crise mundial do capitalismo.&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Tivemos mudanças na
política externa, avanços importantes na área social, a economia
cresceu e foi possível, a partir de uma combinação de fatores e
ações, reduzir o desemprego e melhorar a renda dos brasileiros. 
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Mas para acelerar essas
mudanças e aprofundar a democracia, é preciso ativar o movimento
social para impulsionar o governo a assumir agendas que são
estratégicas para a democracia e para um novo projeto de
desenvolvimento. Por isso é imperativo que o conjunto dos movimentos
sociais se integrem de forma pró-ativa na luta por um novo marco
regulatório das comunicações. 
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span style="color: red;"&gt;Biografia&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Renata Mielli é
jornalista, Secretária Geral do Centro de Estudos da Mídia
Alternativa Barão de Itararé e integra a executiva do Fórum
Nacional pela Democratização da Comunicação. Editora da revista
Presença da Mulher. É organizadora do livro Comunicação Pública
no Brasil – Uma exigência democrática.&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span style="color: red;"&gt;Bibliografia&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Kehl, Maria Rita e
Bucci, Eugênio. Videologias, ensaios sobre a televisão. Coleção
Estado de Sítio, Boitempo Editorial, 2004.&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
do &lt;a href="http://renatamielli.blogspot.com.br/2013/03/a-batalha-estrategica-da-comunicacao.html" target="_blank"&gt;Janela Sobre a Palavra&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;BlogueDoSouza - Democratização da Comunicação, Reformas de Base e 
Direitos Humanos.&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogueDoSouza/~4/F4gy5idhYdc" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-04-26T11:18:34.804-03:00</app:edited><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-M1h40ZNdPx0/UXqLk2Jv7UI/AAAAAAAAGPY/Sgx0lMBxgxU/s72-c/PL+Comunica%C3%A7%C3%A3o2.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><gd:extendedProperty xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" name="commentSource" value="1" /><gd:extendedProperty xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" name="commentModerationMode" value="FILTERED_POSTMOD" /><feedburner:origLink>http://www.bloguedosouza.com/2013/04/a-batalha-estrategica-da-comunicacao.html</feedburner:origLink></item><item><title>Democratização da Comunicação: Projeto de Lei de Iniciativa Popular chegará às ruas no dia 1º de maio</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BlogueDoSouza/~3/OY9ZUkz6n_o/democratizacao-da-comunicacao-projeto.html</link><category>Regulamentação das Comunicações</category><category>radialistas</category><category>Projeto de Lei de Iniciativa Popular</category><category>liberdade de expressão</category><category>CUT</category><category>FNDC</category><category>blogueiros</category><category>Jornalistas</category><category>democratização da Comunicação</category><author>noreply@blogger.com (Luiz Claudio C. Souza)</author><pubDate>Fri, 26 Apr 2013 05:52:21 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7334683474981297401.post-1471551482350404002</guid><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-wcp_XRPIoUo/UXp32GXQF6I/AAAAAAAAGPI/xPiHg-av9k0/s1600/PL+Comunica%C3%A7%C3%A3o.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-wcp_XRPIoUo/UXp32GXQF6I/AAAAAAAAGPI/xPiHg-av9k0/s320/PL+Comunica%C3%A7%C3%A3o.jpg" width="261" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
O Projeto de Lei de Iniciativa Popular para a democratização 
das comunicações no Brasil deve chegar às ruas no dia 1º de maio, o Dia 
do Trabalhador. A decisão foi tomada pela plenária da campanha “Para 
Expressar a Liberdade”, que reuniu representantes de mais de 30 
entidades da sociedade civil em São Paulo, na última sexta-feira, 19, 
para debater e aprovar o documento - considerado pelos presentes como o 
principal instrumento de luta da sociedade para a democratização das 
comunicações no país.&lt;br /&gt;
O documento trata da regulamentação das Comunicações Eletrônicas no 
país, rádio e televisão, setor atualmente regido pelo Código Brasileiro 
das Telecomunicações, e a regulamentação dos artigos de comunicação da 
Constituição Brasileira, como os que tratam da defesa de conteúdo 
nacional, diversidade regional e a produção independente. Os 
apontamentos e análises realizados pelas entidades durante a plenária 
serão consolidados pelo Grupo de Trabalho de Formulação da campanha em 
novo documento, que seguirá para ampla divulgação junto à população e a 
coleta de assinaturas. Para ingressar no Congresso Nacional como vontade
 da população, deve recolher no mínimo 1,3 milhão de assinaturas.&lt;br /&gt;
O radialista João Brant, que participou do GT de Formulação e integra
 a coordenação executiva do Fórum Nacional pela democratização da 
Comunicação (FNDC), destacou que o documento garante princípios 
importantes para promover a dispersão da propriedade dos meios de 
comunicação: “Ele garante a ampla diversidade e pluralismo e a não 
concentração, fortalece o sistema público comunitário e traz um conjunto
 de ações de enfrentamento ao monopólio que não é só pela questão da 
propriedade, mas também pelo acesso à produção pela produção 
independente, do acesso pela produção regional”. O projeto reitera a 
defesa da promoção e a garantia dos direitos de liberdade de expressão e
 opinião, do direito à comunicação, da diversidade e pluralidade de 
ideias.&lt;br /&gt;
Para as entidades, um dos maiores resultados da mobilização será a 
conscientização da população sobre a importância da democratização das 
comunicações no país. “A grande decisão da plenária foi a de colocar o 
bloco na rua com esse instrumento que possibilitará fazer o diálogo com a
 sociedade. Vamos às ruas, fazer o debate, fazer os seminários, vamos às
 esquinas, para os locais de trabalho, para as fábricas e recolher as 
assinaturas para transformar esse projeto em uma realidade”, disse 
Rosane Bertotti, Secretária de Comunicação da Central Única dos 
Trabalhadores (CUT) e coordenadora geral do FNDC.&lt;br /&gt;
Na mesa de abertura da plenária, Altamiro Borges, presidente do 
instituto Barão de Itararé, destacou que “o projeto se transformou no 
principal instrumento de luta para o movimento social que luta pela 
democratização da comunicação país”. Já o deputado federal Ivan Valente 
(PSOL) apontou o caráter suprapartidário do projeto e seu valor na luta 
contra os interesses conservadores privados: “A mídia inviabiliza todas 
as lutas e disputas políticas. Temos que ser ofensivos na mobilização da
 sociedade e na pressão no Congresso”, disse.&lt;br /&gt;
A deputada Luiza Erundina, que não pôde estar presente à atividade, 
encaminhou carta à Plenária, em que destacou o compromisso de sua 
candidatura e da Frente Parlamentar de Liberdade de Expressão e o 
Direito a Comunicação com Participação Popular – Frentecom no 
engajamento e na coleta das assinaturas necessárias à apresentação do 
Projeto que, “por ser uma iniciativa popular, os tornará protagonistas 
na realização de uma das reformas mais importantes para o fortalecimento
 da democracia brasileira”.&lt;br /&gt;
A mesa contou com a presença de Rosane Bertotti, de Altamiro Borges 
(Barão de Itararé), do deputado Ivan Valente (PSOL), de Sônia Coelho 
(Marcha Mundial das Mulheres) e de Celso Schroeder, presidente da 
Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj). Durante a tarde, o documento 
foi debatido com os representantes da sociedade civil e do movimento 
social com a coordenação de Renata Mielli (FNDC/Barão de Itararé), de 
João Brant, de Orlando Guilhon (FNDC/Arpub) e do professor Marcos Dantas
 (UFRJ). As contribuições feitas ao texto serão adicionadas durante a 
semana e a versão consolidada será analisada em reunião de trabalho 
nesta quinta-feira, dia 25, em São Paulo.&lt;br /&gt;
Participação dos movimentos sociais e ampla divulgação&lt;br /&gt;
Mais do que aprovar o documento, a reunião mostrou a importância da 
participação dos movimentos sociais engajados na luta pela 
democratização da comunicação no país. A campanha “Para Expressar a 
Liberdade” conta com o apoio de entidades de diversos setores da 
sociedade e de partidos políticos, desde o movimento negro, das 
mulheres, trabalhadores, trabalhadores agrícolas, movimento dos sem 
terra, estudantes, jornalistas, blogueiros e radialistas, dentre vários 
outros. “A dedicação e o esforço que os grupos de trabalho tiveram para 
trazer um projeto pronto e o compromisso da plenária em fazer o debate, 
sistematizar e incorporar as demandas das entidades, garantindo um 
princípio que para nós é fundamental nesse projeto que é a liberdade de 
expressão, mostra que estamos no caminho certo. Com muita 
representatividade, a plenária demonstrou a unidade e o amadurecimento 
do movimento social”, defendeu Rosane Bertotti.&lt;br /&gt;
Igor Felippe Santos, integrante do Movimento dos Trabalhadores Rurais
 Sem Terra (MST), disse que o movimento se empenhará na coleta das 
assinaturas por todo o Brasil: “Tem crescido uma consciência nos 
movimentos sociais, políticos, nas centrais sindicais e na sociedade 
sobre a importância de se democratizar os meios de comunicação. A cada 
dia que passa, a sociedade se sente menos representada nos meios de 
comunicação tradicionais, especialmente os meios de comunicação de 
massa, como as televisões e as rádios, e passe a elevar o nível de 
crítica e consciência a respeito da necessidade de se democratizar”. 
Para ele, o mais importante de todo o processo será o diálogo com a 
população para “elevar o nível de consciência e a partir disso se criar 
um movimento de massa que possa pressionar pela democratização da 
comunicação”.&lt;br /&gt;
Para a coordenadora da Marcha Mundial das Mulheres, Rita Freire, a 
forma como os conteúdos veiculados nos meios são obstáculo à liberdade 
de expressão: “Não há liberdade de expressão quando os conteúdos 
veiculados nos meios de comunicação, que são concessões públicas, têm 
cortes de classe, gênero e raça, estimulando e reforçando o preconceito.
 Dialogando com a população, a mobilização crescerá, se transformará em 
vontade popular e, dessa forma, chegará com força no Congresso Nacional e
 no governo”, disse.&lt;br /&gt;
Fonte: &lt;a href="http://www.fndc.org.br/internas.php?p=noticias&amp;amp;cont_key=893561" target="_blank"&gt;FNDC&lt;/a&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;BlogueDoSouza - Democratização da Comunicação, Reformas de Base e 
Direitos Humanos.&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogueDoSouza/~4/OY9ZUkz6n_o" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-04-26T09:52:21.979-03:00</app:edited><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-wcp_XRPIoUo/UXp32GXQF6I/AAAAAAAAGPI/xPiHg-av9k0/s72-c/PL+Comunica%C3%A7%C3%A3o.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><gd:extendedProperty xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" name="commentSource" value="1" /><gd:extendedProperty xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" name="commentModerationMode" value="FILTERED_POSTMOD" /><feedburner:origLink>http://www.bloguedosouza.com/2013/04/democratizacao-da-comunicacao-projeto.html</feedburner:origLink></item><item><title>Educação: Semana de Ação Mundial (SAM) 2013 ocorre em mais de cem países e no Brasil terá início hoje</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BlogueDoSouza/~3/bOlDPiWCYVU/educacao-semana-de-acao-mundial-sam.html</link><category>Formação Inicial</category><category>CNTE</category><category>Remuneração</category><category>Formação Continuada</category><category>Piso Salarial</category><category>Unesco</category><category>SAM</category><category>Avaliação</category><category>Censo Escolar</category><category>Educação</category><category>Professor</category><category>Carreira</category><author>noreply@blogger.com (Luiz Claudio C. Souza)</author><pubDate>Sun, 21 Apr 2013 05:17:01 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7334683474981297401.post-2408713622541980893</guid><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-0bs85ldFow0/UXPOMr-TJxI/AAAAAAAAGNU/P7PHot3jyNU/s1600/Educa%C3%A7%C3%A3o+SAM+2013+.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="146" src="http://4.bp.blogspot.com/-0bs85ldFow0/UXPOMr-TJxI/AAAAAAAAGNU/P7PHot3jyNU/s400/Educa%C3%A7%C3%A3o+SAM+2013+.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center"&gt;
&lt;b&gt;“Nem herói, nem culpado. Professor tem de ser valorizado!”&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center"&gt;
&lt;b&gt;Semana de valorização dos professores ocorrerá em mais de 300 municípios de todo o País&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center"&gt;
&lt;i&gt;Na
 quarta-feira (24/4), ato público levará professores de todo o Brasil ao
 Congresso Nacional. Ações reforçam a importância da valorização dos 
profissionais de educação em sintonia com os debates nacionais sobre 
formação docente, piso salarial, plano de carreira, condições de 
trabalho e avaliação da docência&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
Maior evento temático, descentralizado e autogerido sobre educação no mundo, a SAM (&lt;a href="http://painel.virtualtarget.whservidor.com/index.dma/DmaClick?9141,181,8573,1426,1b2e76b7f900d08a2b933226062878d7,aHR0cDovL2V2ZXJ5Y2hpbGRuZWVkc2F0ZWFjaGVyLm9yZy8="&gt;Semana de Ação Mundial&lt;/a&gt;)
 ocorre em mais de cem países. No Brasil terá início hoje, domingo,
 21 de abril, em mais de 300 municípios de todos os estados do país, bem
 como o DF, e vai até o próximo dia 28. Além desse período oficial, 
atividades sobre os temas da SAM acontecerão ao longo do ano em todo o 
país. Associações de bairro, sindicatos, secretarias municipais de 
educação, creches, escolas, universidades, fóruns, conselhos de educação
 e organizações não governamentais promoverão audiências públicas, aulas
 abertas, seminários e atos lúdicos envolvendo suas respectivas 
comunidades para o debate sobre a valorização dos profissionais de 
educação.&lt;br /&gt;
Chegando à sua 11ª edição, a Semana de Ação Mundial pela
 Educação é a realização de um debate em escala global de temas comuns 
aos desafios enfrentados para alcançar uma educação pública de qualidade
 em todo o mundo. É uma iniciativa da &lt;a href="http://painel.virtualtarget.whservidor.com/index.dma/DmaClick?9141,181,8573,1427,1b2e76b7f900d08a2b933226062878d7,aHR0cDovL3d3dy5jYW1wYWlnbmZvcmVkdWNhdGlvbi5vcmcvZW4v"&gt;Campanha Global pela Educação&lt;/a&gt;
 e acontece desde 2003 para exigir que os governos cumpram os acordos 
internacionais da área, entre eles o Programa de Educação para Todos 
(Unesco, 2000). No Brasil, a Semana é coordenada pela &lt;a href="http://painel.virtualtarget.whservidor.com/index.dma/DmaClick?9141,181,8573,1428,1b2e76b7f900d08a2b933226062878d7,aHR0cDovL2NhbXBhbmhhZWR1Y2FjYW8ub3JnLmJyLw=="&gt;Campanha Nacional pelo Direito à Educação&lt;/a&gt;, em parceria com outros movimentos, organizações e redes.&lt;br /&gt;
Junto
 com um Comitê Técnico composto por 11 instituições, a Campanha 
desenvolveu materiais com o tema “Nem herói, nem culpado. Professor tem 
de ser valorizado! Ter bons educadores e educadoras é direito da 
sociedade e dever do Estado”, levantando dados e subsídios sobre a 
precariedade das condições de trabalho, os desafios para a formação 
inicial e continuada de docentes, as iniquidades na implantação do piso 
salarial nacional e plano de carreira. Distribuídos em kits contendo &lt;a href="http://painel.virtualtarget.whservidor.com/index.dma/DmaClick?9141,181,8573,1429,1b2e76b7f900d08a2b933226062878d7,aHR0cDovL2FycXVpdm8uY2FtcGFuaGFlZHVjYWNhby5vcmcuYnIvc2VtYW5hLzIwMTMvZm9sZGVyX3NhbTIwMTNfZmluYWwucGRm"&gt;folder&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://painel.virtualtarget.whservidor.com/index.dma/DmaClick?9141,181,8573,1430,1b2e76b7f900d08a2b933226062878d7,aHR0cDovL2FycXVpdm8uY2FtcGFuaGFlZHVjYWNhby5vcmcuYnIvc2VtYW5hLzIwMTMvbWFudWFsX2RlX2F0aXZpZGFkZXNfc2FtMjAxMy5wZGY="&gt;manual com sugestão de atividades&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://painel.virtualtarget.whservidor.com/index.dma/DmaClick?9141,181,8573,1431,1b2e76b7f900d08a2b933226062878d7,aHR0cDovL2FycXVpdm8uY2FtcGFuaGFlZHVjYWNhby5vcmcuYnIvc2VtYW5hLzIwMTMvY2FydGF6X3NhbTIwMTMucGRm"&gt;cartazes&lt;/a&gt; para divulgação e &lt;a href="http://painel.virtualtarget.whservidor.com/index.dma/DmaClick?9141,181,8573,1432,1b2e76b7f900d08a2b933226062878d7,aHR0cDovL3NlbWFuYWFjYW9tdW5kaWFsMjAxMy53b3JkcHJlc3MuY29tL21hdGVyaWFpcy8="&gt;materiais complementares&lt;/a&gt;
 para estimular o debate nas comunidades escolares e acadêmicas, a 
Semana reforça a autonomia destes grupos com ações propositivas, 
sugestões de atividades, materiais de referência e fortalece laços e 
ações locais. Ao todo, mais de 500 eventos estão previstos para 
acontecer na Semana.&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Ato público no Congresso Nacional – &lt;/b&gt;Junto
 à SAM, a CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), 
membro do Comitê Diretivo da Campanha Nacional pelo Direito à Educação e
 do Comitê Técnico da SAM, organiza a 14ª Semana Nacional em Defesa da 
Educação Pública e de Qualidade. Na quarta-feira (24/4), como atividade 
conjunta das suas semanas, a CNTE realizará no Congresso Nacional um ato
 público, com a participação de professores de todos os estados 
brasileiros. Para o presidente da CNTE, Roberto de Leão, “a semana será 
marcada por atos públicos, passeatas e mobilizações no Brasil inteiro. O
 grande dia será o dia 24, quando reuniremos quase 1000 pessoas no 
Congresso, e teremos manifestações nas câmaras de vereadores e deputados
 em todo o país”.&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Serviço:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
11ª SAM (Semana de Ação Mundial), de 21 a 28 de abril em mais de 300 municípios&lt;br /&gt;
Ato público no Congresso Nacional, quarta-feira, 24 de abril, 11 horas&lt;br /&gt;
Mais informações: &lt;a href="http://painel.virtualtarget.whservidor.com/index.dma/DmaClick?9141,181,8573,1433,1b2e76b7f900d08a2b933226062878d7,aHR0cDovL3NlbWFuYWFjYW9tdW5kaWFsMjAxMy53b3JkcHJlc3MuY29tLw=="&gt;Blog SAM&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://painel.virtualtarget.whservidor.com/index.dma/DmaClick?9141,181,8573,1428,1b2e76b7f900d08a2b933226062878d7,aHR0cDovL2NhbXBhbmhhZWR1Y2FjYW8ub3JnLmJyLw=="&gt;Site da Campanha&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://painel.virtualtarget.whservidor.com/index.dma/DmaClick?9141,181,8573,1435,1b2e76b7f900d08a2b933226062878d7,aHR0cHM6Ly93d3cuZmFjZWJvb2suY29tL2NhbXBhbmhhbmFjaW9uYWxkaXJlaXRvZWR1Y2FjYW8/cmVmPXRzJmZyZWY9dHM="&gt;Fanpage&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://painel.virtualtarget.whservidor.com/index.dma/DmaClick?9141,181,8573,1436,1b2e76b7f900d08a2b933226062878d7,aHR0cHM6Ly90d2l0dGVyLmNvbS9jYW1wX2VkdWNhY2Fv"&gt;Twitter&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
Para imprensa: Gabriel Mesquita e Thiago Teixeira, 11 3159.1243; 11 9.8156.0246&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Destaques com referências para imprensa:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
-
 Dados do Censo Escolar 2011 mostram que na educação básica, não só 
cresceu o número de docentes, como aumentou a proporção de professores 
com formação superior. O Brasil possui hoje 2.039.261 de professores, um
 aumento de 15.513 profissionais nos últimos dois anos. Desse total, 82%
 são mulheres e 22% trabalham em duas ou mais escolas. Embora indiquem 
crescimento necessário da população dos professores, estes dados 
reforçam a preocupação com a formação e as condições de trabalho da 
categoria.&lt;br /&gt;
- Entre 2010 e 2011, a proporção de professores com 
ensino superior que lecionam na educação básica cresceu 7,6%, mas a 
defasagem ainda é grande. Não possuem curso superior: 43,1% dos 
professores da educação infantil, 31,8% dos anos iniciais do ensino 
fundamental, 15,8% dos anos finais do ensino fundamental e 5,9% do 
ensino médio.&lt;br /&gt;
- Dos mais de dois milhões de docentes atuando na 
educação básica, 380 mil são alunos da educação superior, sendo 185 mil 
matriculados em Pedagogia, que conta com mais de 110 mil estudantes 
matriculados em cursos à distância.&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt; Piso, Remuneração e Carreira&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Sugestão: Thiago Alves (UFG), José Marcelino de Rezende Pinto (USP) e Heleno Araújo (CNTE)&lt;br /&gt;
-
 O salário médio dos professores no Brasil é 38% menor do que o dos 
demais profissionais com nível superior completo ou incompleto. De 47 
profissões analisadas, a de professor de ensino fundamental das séries 
iniciais figura na 31ª posição, com média salarial de R$1.454 à época – 
menos do que ganhavam, em média, corretores de imóveis (R$2.291), caixas
 de bancos (R$1.709) e cabos e soldados da polícia militar (R$1.744). 
Além disso, 10,5% dos professores da educação básica possuem uma segunda
 ocupação fora do ensino, ou um “bico”.&lt;br /&gt;
- Dos 26 Estados mais o 
Distrito Federal, 10 não pagam o piso salarial nacional do magistério: 
Alagoas, Amapá, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, 
Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Sergipe. Outros 10 Estados não 
cumprem integralmente a lei, pois não garantem que 1/3 da jornada de 
trabalho seja para hora-atividade: Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso 
do Sul, Pará, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima, São Paulo, Tocantins.
 Apenas Acre, Amazonas, Distrito Federal, Mato Grosso, Pernambuco e 
Rondônia cumprem a Lei do Piso.&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Condições de trabalho, avaliação e desempenho&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Sugestão: Thiago Alves, José Marcelino, Dalila Oliveira.&lt;br /&gt;
-
 O estudo de Alves e Marcelino, “Remuneração e características do 
trabalho docente no Brasil: um aporte”, revelou que 20% dos professores 
pertencem a famílias cuja renda per capita é de até um salário mínimo. 
Dos entrevistados, 47,5% são os principais provedores do lar.&lt;br /&gt;
- Na
 educação básica, 82% do magistério é constituído por mulheres. Além das
 40h semanais ou mais do trabalho profissional, essas mulheres dedicam 
uma média de quase 22h semanais à lida doméstica, com jornadas duplas e 
até mesmo triplas.&lt;br /&gt;
- Das 157.381 escolas públicas que responderam o
 Censo Escolar 2011 (99,8% do total), só 46,8% possuem sala dos 
professores, 27,4% possuem biblioteca, 14,8% têm salas para leitura, 
17,5% não possuem sanitário dentro do prédio, 14,3% não oferecem água 
filtrada, dados que revelam as precárias condições materiais que 
professores e alunos enfrentam cotidianamente .&lt;br /&gt;
- O Censo do 
Professor de 2009 revela que praticamente em todas as áreas no ensino 
fundamental e médio há professores que lecionam disciplinas para as 
quais não foram formados. Os casos mais flagrantes são de disciplinas 
como química, física, educação artística e língua estrangeira em que 
menos de 25% dos profissionais possuíam formação específica compatível.&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Formação Inicial e Continuada&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Sugestão de contato: Helena Freitas (Anfope) e Dalila Oliveira (Gestrado/UFMG)&lt;br /&gt;
-
 As instituições de ensino superior (IES) privadas detêm aproximadamente
 58% do total de matrículas de licenciatura e pedagogia; grande parte em
 cursos noturnos e 51% das vagas oferecidas à distância, em instituições
 exclusivamente de ensino, em detrimento da pesquisa e extensão. Tais 
condições desfavorecem a formação teórica e prática do magistério, o 
desenvolvimento de estágios de docência e a formação cultural mais 
ampla, necessária à atuação docente na educação básica.&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Fonte:&lt;/b&gt; &lt;a href="http://www.campanhaeducacao.org.br/?pg=Home" target="_blank"&gt;Campanha Nacional Pelo Direito à Educação&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Você também pode ler&lt;/i&gt;: &lt;a href="http://www.bloguedosouza.com/2013/04/a-finlandia-tem-melhor-educacao-do.html" target="_blank"&gt;A Finlândia tem a melhor educação do mundo: 100% estatal, gratuita e universal &lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;BlogueDoSouza - Democratização da Comunicação, Reformas de Base e 
Direitos Humanos.&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogueDoSouza/~4/bOlDPiWCYVU" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-04-21T09:17:01.393-03:00</app:edited><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-0bs85ldFow0/UXPOMr-TJxI/AAAAAAAAGNU/P7PHot3jyNU/s72-c/Educa%C3%A7%C3%A3o+SAM+2013+.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><gd:extendedProperty xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" name="commentSource" value="1" /><gd:extendedProperty xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" name="commentModerationMode" value="FILTERED_POSTMOD" /><feedburner:origLink>http://www.bloguedosouza.com/2013/04/educacao-semana-de-acao-mundial-sam.html</feedburner:origLink></item><item><title>Marco Regulatório das Comunicações no Brasil depende da sociedade, conclui debate</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BlogueDoSouza/~3/SeQdfqy_kzg/marco-regulatorio-das-comunicacoes-no.html</link><category>Lei de Meios</category><category>Laurindo Leal Filho</category><category>Juvandia Moreira</category><category>Marco Regulatório</category><category>Luiz Carlos Azenha</category><category>Paulo Salvador</category><category>FNDC</category><category>democratização da Comunicação</category><author>noreply@blogger.com (Luiz Claudio C. Souza)</author><pubDate>Thu, 11 Apr 2013 19:38:29 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7334683474981297401.post-7285356409986350633</guid><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-f7mMJTziTnk/UWdzOxAet7I/AAAAAAAAGLw/4IOKLZ6876A/s1600/Democratizar+a+Comunica%C3%A7%C3%A3o.jpeg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-f7mMJTziTnk/UWdzOxAet7I/AAAAAAAAGLw/4IOKLZ6876A/s1600/Democratizar+a+Comunica%C3%A7%C3%A3o.jpeg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Na última terça-feira (8/4), o debate do Sindicato dos Bancários de 
São Paulo, Osasco e Região, como parte do aniversário de 90 anos da 
entidade, concluiu que a mobilização popular é fundamental para a 
aprovação de um novo Marco Regulatório das comunicações no Brasil.&lt;br /&gt;

Participaram do evento o diretor da Rede Brasil Atual, Paulo 
Salvador, o jornalista Luiz Carlos Azenha, do blog Viomundo, o professor
 Laurindo Leal Filho, da USP, e a presidente do sindicato, Juvandia 
Moreira, segundo informou a Rede.&lt;br /&gt;

“Queremos o marco regulatório e essa é uma construção de todos os 
dias. Não é abstrata, se dá no concreto. O cidadão tem de estar no 
movimento, abraçar, divulgar”, disse Salvador, que lembrou da proposta 
de um projeto de lei, a ser apresentada pelo Fórum Nacional de 
Democratização das Comunicações (FNDC) no dia 19 e colocado na internet 
para coleta de assinaturas.&lt;br /&gt;

Juvandia destacou que “não tem como falar em democracia sem discutir 
comunicação” e lembrou que o direito de resposta permanece sem 
regulamentação desde o fim da Lei da Imprensa, em 2009. “Precisamos 
urgentemente de uma lei que garanta que o cidadão reclame quando se 
sentir lesado por algum veículo de comunicação”, ressaltou.&lt;br /&gt;

"Nosso código de telecomunicações é de 1962, quando a televisão era 
preto e branco. Hoje temos internet e o código é o mesmo. No Brasil só 
quem tem liberdade de comunicação são os donos dos veículos. Precisamos 
mudar isso com urgência”, ressaltou Leal Filho, que disse não ser 
pessimista quanto o avanço dessa discussão. "Antes ela estava restrita, 
mas hoje estamos discutindo isso aqui nos bancários", pontuou.&lt;br /&gt;

Para Azenha, a falta regulamentação das mídias no país faz parte dos 
interesses dos donos de grandes veículos. "Quando se fala em 
regulamentar, a grande mídia logo reage como se estivéssemos falando de 
censura, quando na verdade queremos mais mídias, que mais gente fale, 
que mais vozes tenham espaço nos meios de comunicação", defendeu.&lt;br /&gt;

Na mesma linha do jornalista, Leal reafirmou que "os controladores da
 mídia tratam de censura qualquer tipo de regulação". "Isso já é 
realidade há muito tempo em países como Suécia, Estados Unidos, 
Grã-Bretanha. Alguns têm órgãos legisladores desde 1930", exemplificou.&lt;br /&gt;

Para ele, nesse aspecto, o Brasil está ficando para trás na América 
Latina. Ele citou a Lei de Meios da Argentina e o avanço na discussão em
 países como Venezuela, Equador, Uruguai e Bolívia.&lt;br /&gt;
do &lt;a href="http://portalimprensa.uol.com.br/noticias/brasil/57936/marco+regulatorio+das+comunicacoes+no+brasil+depende+da+sociedade+conclui+debate" target="_blank"&gt;Portal IMPRENSA&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;BlogueDoSouza - Democratização da Comunicação, Reformas de Base e 
Direitos Humanos.&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogueDoSouza/~4/SeQdfqy_kzg" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-04-11T23:38:29.809-03:00</app:edited><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-f7mMJTziTnk/UWdzOxAet7I/AAAAAAAAGLw/4IOKLZ6876A/s72-c/Democratizar+a+Comunica%C3%A7%C3%A3o.jpeg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">2</thr:total><gd:extendedProperty xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" name="commentSource" value="1" /><gd:extendedProperty xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" name="commentModerationMode" value="FILTERED_POSTMOD" /><feedburner:origLink>http://www.bloguedosouza.com/2013/04/marco-regulatorio-das-comunicacoes-no.html</feedburner:origLink></item><item><title>A Finlândia tem a melhor educação do mundo: 100% estatal, gratuita e universal</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BlogueDoSouza/~3/jZbaAeFpwKA/a-finlandia-tem-melhor-educacao-do.html</link><category>Finlândia</category><category>Educação Pública</category><category>Solidariedade</category><category>Neoliberal</category><category>impostos</category><category>Privatização</category><category>sistema de educação</category><category>Universal</category><category>Tecnologia</category><category>Professor</category><category>Escandinávia</category><category>Competição</category><author>noreply@blogger.com (Luiz Claudio C. Souza)</author><pubDate>Fri, 05 Apr 2013 04:56:10 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7334683474981297401.post-2689137732377617014</guid><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-KCPX8EMD57M/UV62LqvgpNI/AAAAAAAAGLU/hA-bqSYCxNs/s1600/Educa%25C3%25A7%25C3%25A3o+Finl%25C3%25A2ndia-+Computadores.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="255" src="http://1.bp.blogspot.com/-KCPX8EMD57M/UV62LqvgpNI/AAAAAAAAGLU/hA-bqSYCxNs/s400/Educa%25C3%25A7%25C3%25A3o+Finl%25C3%25A2ndia-+Computadores.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;h2&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Documentário para ser assistido e discutido por todos os
 educadores, todas as escolas e todas as pessoas interessadas na educação
 no Brasil&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;
A Finlândia tem a melhor educação do mundo. Lá todas as crianças tem 
direito ao mesmo ensino, seja o filho do empresário ou o filho do 
garçom. Todas as escolas são públicas-estatais, eficientes, 
profissionalizadas. Todos os professores são servidores públicos, ganham
 bem e são estimulados e reconhecidos. Nas escolas há serviços de saúde e
 alimentação, tudo gratuito.&lt;br /&gt;
Na Finlândia a internet é um direito de todos.&lt;br /&gt;
A Finlândia se destaca em tecnologia mais do que os Estados Unidos da América.&lt;br /&gt;
Sim, na Finlândia se paga bastante impostos: 50% do PIB.&lt;br /&gt;
O país dá um banho nos Estados Unidos da América em matéria de educação e de não corrupção.&lt;br /&gt;
Na Finlândia se incentiva a colaboração, e não a competição.&lt;br /&gt;
Mas os neoliberais-gerenciais, privatistas, continuam a citar os EUA como modelo.&lt;br /&gt;
Difícil o Brasil chegar perto do modelo finlandês? Quase impossível. 
Mas qual modelo devemos perseguir? Com certeza não pode ser o da 
privatização.&lt;br /&gt;
Veja o seguinte documentário, imperdível, elaborado por estadunidenses. Em inglês, com legendas em espanhol:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;
&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/yRMWcsqnsmY" width="460"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;center&gt;
&amp;nbsp;&lt;/center&gt;
&lt;/center&gt;
&lt;center&gt;
&lt;div style="text-align: left;"&gt;
&lt;b&gt;O porque do sistema de educação da Finlândia ser tão reverenciado&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;Acaba de sair um levantamento sobre educação no mundo feito pela editora britânica que publica a revista Economist, a Pearson.&lt;br /&gt;

É um comparativo no qual foram incluídos países com dados confiáveis suficientes para que se pudesse fazer o estudo.&lt;br /&gt;

Você pode adivinhar em que lugar o Brasil ficou. Seria rebaixado, 
caso fosse um campeonato de futebol. Disputou a última colocação com o 
México e a Indonésia.&lt;br /&gt;

Surpresa? Dificilmente.&lt;br /&gt;

Assim como não existe surpresa no vencedor. De onde vem? Da 
Escandinávia, naturalmente – uma região quase utópica que vai se 
tornando um modelo para o mundo moderno.&lt;br /&gt;

Foi a Finlândia a vencedora. A Finlândia costuma ficar em primeiro ou
 segundo lugar nas competições internacionais de estudantes, nas quais 
as disciplinas testadas são compreensão e redação, matemática e 
ciências.&lt;br /&gt;
A mídia internacional tem coberto o assim chamado “fenômeno 
finlandês” com encanto e empenho. Educadores de todas as partes têm ido 
para lá para aprender o segredo.&lt;br /&gt;

Se alguém leu alguma reportagem na imprensa brasileira, ou soube de 
alguma autoridade da educação que tenha ido à Finlândia, favor 
notificar. Nada vi, e também aí não tenho o direito de me surpreender.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-tjs5ybijBVM/UV62CIVM7FI/AAAAAAAAGLI/BVX2UrZXZxk/s1600/Educa%C3%A7%C3%A3o+finlandia+-+escola+refei%C3%A7%C3%A3o.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="265" src="http://1.bp.blogspot.com/-tjs5ybijBVM/UV62CIVM7FI/AAAAAAAAGLI/BVX2UrZXZxk/s400/Educa%C3%A7%C3%A3o+finlandia+-+escola+refei%C3%A7%C3%A3o.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Algumas coisas básicas no sistema finlandês:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;

&lt;strong&gt;1)&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Todas as crianças têm direito ao mesmo ensino. Não importa se é o filho do premiê ou do porteiro.&lt;br /&gt;

&lt;strong&gt;2)&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Todas as escolas são públicas, e oferecem, além do ensino, serviços médicos e dentários, e também comida.&lt;br /&gt;

&lt;strong&gt;3)&lt;/strong&gt; Os professores são extraídos dos 10% mais bem colocados entre os graduados.&lt;br /&gt;

&lt;strong&gt;4)&lt;/strong&gt; As crianças têm um professor particular disponível para casos em que necessitem de reforço.&lt;br /&gt;

&lt;strong&gt;5)&lt;/strong&gt; Nos primeiros anos de aprendizado, as crianças não são submetidas a nenhum teste.&lt;br /&gt;

&lt;strong&gt;6)&lt;/strong&gt; Os alunos são instados a falar mais que os 
professores nas salas de aula. (Nos Estados Unidos, uma pesquisa mostrou
 que 85% do tempo numa sala é o professor que fala.)&lt;br /&gt;

Isto é uma amostra, apenas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;

&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-EaX-A8Sp6K8/UV63Xws5KbI/AAAAAAAAGLg/0mas9w3TW3I/s1600/educacao_finlandia_1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-EaX-A8Sp6K8/UV63Xws5KbI/AAAAAAAAGLg/0mas9w3TW3I/s1600/educacao_finlandia_1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Claro que, para fazer isso, são necessários recursos. A carga 
tributária na Finlândia é de cerca de 50% do PIB. (No México, é 20%. No 
Brasil, 35%.)&lt;br /&gt;

Já escrevi várias vezes: os escandinavos formaram um consenso segundo
 o qual pagar impostos é o preço – módico – para ter uma sociedade 
harmoniosa.&lt;br /&gt;

Não é à toa que, também nas listas internacionais de satisfação, os 
escandinavos apareçam sistematicamente como as pessoas mais felizes do 
mundo.&lt;br /&gt;

Para ver de perto o jeito finlandês de educar crianças, basta ver um fascinante documentário de 2011 feito por americanos (&lt;strong&gt;vídeo publicado acima&lt;/strong&gt;).&lt;br /&gt;

Comecei a ver, e não consegui parar, como se estivesse assistindo a um suspense.&lt;br /&gt;

Um documentário sem dúvida para ser assistido por todos os educadores, todas as escolas, todas as pessoas interessadas 
na educação, no Brasil.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com informações de &lt;a href="http://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/04/melhor-educacao-do-mundo-finlandia.html?utm_source=feedburner&amp;amp;utm_medium=email&amp;amp;utm_campaign=Feed%3A+PragmatismoPolitico+%28Pragmatismo+Pol%C3%ADtico%29" target="_blank"&gt;Pragmatismo Político&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://diariodocentrodomundo.com.br/por-que-a-finlandia-esta-fascinando-o-mundo-com-seu-sistema-de-educacao/" target="_blank"&gt;Diário do Centro do Mundo&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;
&lt;/center&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;BlogueDoSouza - Democratização da Comunicação, Reformas de Base e 
Direitos Humanos.&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogueDoSouza/~4/jZbaAeFpwKA" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-04-05T08:56:10.616-03:00</app:edited><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-KCPX8EMD57M/UV62LqvgpNI/AAAAAAAAGLU/hA-bqSYCxNs/s72-c/Educa%25C3%25A7%25C3%25A3o+Finl%25C3%25A2ndia-+Computadores.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">2</thr:total><gd:extendedProperty xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" name="commentSource" value="1" /><gd:extendedProperty xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" name="commentModerationMode" value="FILTERED_POSTMOD" /><feedburner:origLink>http://www.bloguedosouza.com/2013/04/a-finlandia-tem-melhor-educacao-do.html</feedburner:origLink></item><item><title>Roberto Marinho e o pai do jornalismo investigativo</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BlogueDoSouza/~3/Ls28pI6SoLg/roberto-marinho-e-o-pai-do-jornalismo.html</link><category>Oscar Wilde</category><category>Orson Welles</category><category>William Randolph Hearst</category><category>jornalismo investigativo</category><category>William Stead</category><category>PIG</category><category>Roberto Marinho</category><category>Cidadão Kane</category><category>Titanic</category><author>noreply@blogger.com (Luiz Claudio C. Souza)</author><pubDate>Thu, 04 Apr 2013 11:07:50 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7334683474981297401.post-6981290530364150069</guid><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-afloYjaqxBc/UV3AhyUKZRI/AAAAAAAAGK4/LU4Oaf1UKi0/s1600/william_stead02_jornalista1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-afloYjaqxBc/UV3AhyUKZRI/AAAAAAAAGK4/LU4Oaf1UKi0/s1600/william_stead02_jornalista1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Todos nós, jornalistas modernos, somos de alguma forma filhos do 
editor inglês William Stead (1849-1912). No final do século 19, Stead 
inventou o que se conhece hoje por “jornalismo investigativo” em 
publicações como &lt;i&gt;The Pall Mall Gazette&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Review of the Reviews&lt;/i&gt;.
 Como jornalista, ele promoveu cruzadas de grande repercussão contra 
doenças sociais como a prostituição infantil. Num caso que chocou a 
Inglaterra vitoriana, ele mostrou que era possível comprar por £5,00 uma
 garota de família humilde e colocá-la em bordéis. Por causa dessa 
reportagem, a idade mínima para o sexo consentido na Inglaterra mudou de
 13 para 16 anos. Foi também o primeiro editor inglês a colocar uma 
entrevista nas páginas de um jornal.&lt;br /&gt;

Num artigo, ele mostrou a hipocrisia que havia por trás da condenação
 de Oscar Wilde, em 1895, pela prática de sodomia. Stead notou que, se 
em vez de seduzir moços, Wilde tivesse colecionado moças, “e assim 
gerado filhos bastardos desajustados”, ele seria celebrado e não 
condenado.&lt;br /&gt;

Stead, com seu inovador “jornalismo de ação”, foi uma inspiração para
 o homem que mais que ninguém representa a imagem histórica do chamado 
magnata da mídia, o norte-americano William Randolph Hearst, que serviu 
de base para o clássico do cinema &lt;i&gt;Cidadão Kane&lt;/i&gt;, de Orson Welles.&lt;br /&gt;

Stead sustentava que o editor era “a maior força da política”. Ele 
acreditava nas virtudes do “governo pelo jornalismo”. Segundo ele, os 
jornalistas poderiam aplicar “um estimulante ou um narcótico” na mente 
dos leitores e com isso moldar, ou manipular, a opinião pública. “O 
primeiro dever de todo homem de verdade, se ele acredita que a opinião 
pública está equivocada, é tentar mudá-la”, dizia. Messiânico, achava 
que a imprensa tinha mais condições de promover o bem público do que o 
Estado. O editor, para ele, tinha de ser tão capaz quanto um 
“primeiro-ministro”. Sua fé na imprensa era total. “Um homem sem jornal é
 um ser pela metade, despreparado para a batalha da vida”, escreveu ele 
num ensaio sobre o futuro do jornalismo.&lt;br /&gt;

É muito provável que Roberto Marinho em seus mais de 90 anos de 
existência jamais tenha ouvido falar de Stead. Mas foi ele quem mais 
incorporou, no Brasil, os atributos de influência que Stead enxergava no
 jornalismo. O problema, aí, é que Marinho jamais teve a grandeza moral 
de Stead – e muito menos o talento. Teve apenas o poder que Stead 
entendia caber aos editores, e usou-o muito mais para proveito privado 
do que público.&lt;br /&gt;

O mundo visualizado por Stead, em que o paraíso poderia ser alcançado
 caso seguidas as orientações de editores como ele próprio, só começou a
 desmoronar com a emergência da internet, quase 100 anos depois de sua 
morte. A internet, ao dar voz e influência às multidões, mitigou o poder
 do estimulante e do narcótico dos editores.&lt;br /&gt;

Um intelectual dos tempos de Stead definiu-o assim: “Nele havia uma 
mistura rara de força intelectual com convicção moral, idealismo com o 
utilitarismo, imaginação viril e praticidade – e tudo isso fez sua visão
 se traduzir em realidade. Determinação sem limites, coragem moral 
soberba e energia incansável marcaram toda a sua carreira jornalística.”&lt;br /&gt;

Cabe aos jornalistas, dizia Stead, “dar profundidade ao inarticulado 
gemido daqueles que não têm voz”. Um jornal, nesse sentido, é um 
“apóstolo diário da fraternidade, um mensageiro que traz boas novas para
 os que jazem nas trevas e na sombra”. Na vida real, as coisas acabariam
 não sendo tão poéticas assim. Você abre jornais como a &lt;i&gt;Folha&lt;/i&gt;, o &lt;i&gt;Estado&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;O Globo&lt;/i&gt; e pensa que se os editores governarem o mundo a humanidade estará condenada à extinção.&lt;br /&gt;

Stead era escritor, além de jornalista. Renascentista nos interesses,
 dedicou os últimos anos da vida a pesquisas psíquicas. Lutou pela paz 
tenazmente num movimento chamado “Guerra contra a Guerra”. Foi indicado 
para o Nobel da Paz algumas vezes, e era dado como quase certo que o 
ganharia finalmente em 1912.&lt;br /&gt;

Mas neste ano ele embarcou rumo aos Estados Unidos no Titanic. Os 
relatos sobre sua conduta no Titanic atestam sua generosidade e bravura.
 Stead ajudou a embarcar crianças, mulheres e velhos nos botes. Quando o
 último bote partiu, ele foi para a sala de fumantes da primeira classe 
do Titanic. Ali foi visto pela última vez, fumando e lendo um livro.&lt;br /&gt;

Montaigne escreveu que a estatura de um homem se mede pela sua 
atitude diante da morte. Stead por essa medida, e não apenas por ela, 
foi um colosso.&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;por Paulo Nogueira em seu &lt;a href="http://diariodocentrodomundo.com.br/o-pai-do-jornalismo-investigativo/"&gt;Diário do Centro do Mundo&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Fonte:&lt;/b&gt; &lt;a href="http://novobloglimpinhoecheiroso.wordpress.com/2013/04/03/roberto-marinho-e-o-pai-do-jornalismo-investigativo/" target="_blank"&gt;Limpinho e Cheiroso&lt;/a&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://novobloglimpinhoecheiroso.wordpress.com/2013/04/03/roberto-marinho-e-o-pai-do-jornalismo-investigativo/" target="_blank"&gt; &lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;BlogueDoSouza - Democratização da Comunicação, Reformas de Base e 
Direitos Humanos.&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogueDoSouza/~4/Ls28pI6SoLg" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-04-04T15:07:50.917-03:00</app:edited><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-afloYjaqxBc/UV3AhyUKZRI/AAAAAAAAGK4/LU4Oaf1UKi0/s72-c/william_stead02_jornalista1.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><gd:extendedProperty xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" name="commentSource" value="1" /><gd:extendedProperty xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" name="commentModerationMode" value="FILTERED_POSTMOD" /><feedburner:origLink>http://www.bloguedosouza.com/2013/04/roberto-marinho-e-o-pai-do-jornalismo.html</feedburner:origLink></item><item><title>Cine Debate: A resistência armada na ditadura militar no Brasil</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BlogueDoSouza/~3/G8LKxXie9A0/cine-debate-resistencia-armada-na.html</link><category>ALN</category><category>COLINA</category><category>Cine Debate</category><category>golpe de 64</category><category>Afonso Lana Leite</category><category>Carlos Eugênio Clemente</category><category>Cidadão Boilesen</category><category>Marighella</category><category>ditadura militar</category><author>noreply@blogger.com (Luiz Claudio C. Souza)</author><pubDate>Mon, 01 Apr 2013 06:09:00 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7334683474981297401.post-501436431733774966</guid><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ALLKyZb-R3I/UVmD6JUJA0I/AAAAAAAAGKo/mT-I3TLhxdo/s1600/Cine+Debate+Carlos+Eug%C3%AAnio.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-ALLKyZb-R3I/UVmD6JUJA0I/AAAAAAAAGKo/mT-I3TLhxdo/s400/Cine+Debate+Carlos+Eug%C3%AAnio.jpg" width="283" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;b&gt;Cine Debate: A resistência armada na ditadura militar no Brasil&lt;/b&gt;. Com a participação de: &lt;b&gt;Carlos Eugênio Paz (Clemente)&lt;/b&gt; - ex-comandante da &lt;b&gt;ALN&lt;/b&gt; e Prof. &lt;b&gt;Afonso Lana Leite&lt;/b&gt; (IEArte/UFU) - ex-militante do &lt;b&gt;COLINA&lt;/b&gt;. Mediadora: Profª. &lt;b&gt;Eliane Soares&lt;/b&gt; - INCIS/UFU. Veja o cartaz com a programação:&lt;br /&gt;
Data e horário: 02 de abril de 2013, às 19:00 horas
&lt;br /&gt;
Local: Auditório A/B do Bloco 5-O,&amp;nbsp;Universidade Federal de Uberlândia -&lt;b&gt; &lt;/b&gt; &lt;a href="http://www.ufu.br/"&gt;UFU &lt;/a&gt;- &lt;a href="http://www.ufu.br/pagina/campus-santa-monica"&gt;Campus Santa Mônica&lt;/a&gt;, em Minas Gerais.&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Exibição do documentário: Cidadão Boilesen&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Emissão de certificado para os participantes. Não necessita fazer inscrição.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Realização:&lt;br /&gt;
Grupo de Pesquisa Estado e Capitalismo na América Latina (GPESTADO/INCIS/UFU)&lt;br /&gt;
Grupo de Pesquisa Estado, Democracia e Educação (GPEDE/FACED)&lt;br /&gt;
Grupo de Pesquisa Trabalho, Educação e Sociedade (GPTES/INCIS)&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Apoio: MAS e JCA&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Entrada franca&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;Leia também:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;a href="http://www.rededemocratica.org/index.php?option=com_k2&amp;amp;view=item&amp;amp;id=4196:guerrilheiros-armas-contra-a-ditadura" target="_blank"&gt;Guerrilheiros: Armas contra a ditadura&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://www.rededemocratica.org/index.php?option=com_k2&amp;amp;view=item&amp;amp;id=4187:projeto-cultural-golpe-de-64" target="_blank"&gt;Projeto Cultural golpe de 64 &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
do &lt;a href="http://www.rededemocratica.org/index.php?option=com_k2&amp;amp;view=item&amp;amp;id=4203:a-resist%C3%AAncia-armada-no-brasil" target="_blank"&gt;Rede Democrática &lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;BlogueDoSouza - Democratização da Comunicação, Reformas de Base e 
Direitos Humanos.&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogueDoSouza/~4/G8LKxXie9A0" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-04-01T10:09:00.838-03:00</app:edited><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-ALLKyZb-R3I/UVmD6JUJA0I/AAAAAAAAGKo/mT-I3TLhxdo/s72-c/Cine+Debate+Carlos+Eug%C3%AAnio.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><gd:extendedProperty xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" name="commentSource" value="1" /><gd:extendedProperty xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" name="commentModerationMode" value="FILTERED_POSTMOD" /><feedburner:origLink>http://www.bloguedosouza.com/2013/04/cine-debate-resistencia-armada-na.html</feedburner:origLink></item><item><title>Grupo Tortura Nunca Mais homenageia, no Rio de Janeiro, vítimas da ditadura</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BlogueDoSouza/~3/TBH2EU5PEKo/grupo-tortura-nunca-mais-homenageia-no.html</link><category>tortura</category><category>Exército</category><category>ditadura</category><category>Chico Mendes</category><category>golpe de 1964</category><category>Grupo Tortura Nunca Mais</category><category>Direitos Humanos</category><author>noreply@blogger.com (Luiz Claudio C. Souza)</author><pubDate>Mon, 01 Apr 2013 03:09:52 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7334683474981297401.post-2942689152971486065</guid><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-2vTZODwpRTc/UVju_eq3PCI/AAAAAAAAGKI/MvohL9gDIHY/s1600/Medalha+Chico+Mendes.png" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-2vTZODwpRTc/UVju_eq3PCI/AAAAAAAAGKI/MvohL9gDIHY/s320/Medalha+Chico+Mendes.png" width="224" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span class="cck_field_pais"&gt;Brasil&lt;/span&gt; - &lt;a class="cck_field_fuente" href="http://www.redebrasilatual.com.br/" target="_blank"&gt;RBA&lt;/a&gt;
 - Medalha Chico Mendes de Resistência também será entregue a pessoas e 
organizações que se destacam na luta por direitos humanos no período 
recente.&lt;br /&gt;
O 
Grupo Tortura Nunca Mais, do Rio de Janeiro, entrega amanhã (1º), 
aniversário do golpe de 1964, a Medalha Chico Mendes de Resistência a 10
 pessoas (a maioria in memoriam) e duas organizações que se destacaram 
na luta por direitos humanos, durante a ditadura ou no período recente. A
 cerimônia será na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), a 
partir das 17h.&lt;br /&gt;
É a 25º edição do evento, criado em 1988 em resposta à Medalha do 
Pacificador, do Exército, entregue a pessoas ligadas ao aparato de 
repressão. A Medalha também homenageia Chico Mendes, líder seringueiro 
do Acre, assassinado naquele mesmo ano por fazendeiros.&lt;br /&gt;
Os homenageados de 2013 serão:&lt;br /&gt;
1 - Carlos Alexandre Azevedo (in memoriam), filho de presos políticos, torturado com 1 ano e oito meses de idade;&lt;br /&gt;
2 - Cícero Guedes dos Santos (in memoriam), líder do MST, assassinado em janeiro de 2013 no Norte Fluminense;&lt;br /&gt;
3 - Comissão Pastoral da Terra - CPT-Acre, instituição que defende 
comunidades tradicionais e trabalhadores rurais no estado do Acre;&lt;br /&gt;
4 - Daniel Ribeiro Callado (in memoriam), militante do PC do B, desaparecido político;&lt;br /&gt;
5 - Divino Ferreira de Sousa (in memoriam), militante do PC do B, desaparecido político;&lt;br /&gt;
6 - Luis Eduardo da Rocha Merlino (in memoriam), militante do Partido
 Operário Comunista – POC, assassinado na Operação Bandeirantes em 1971;&lt;br /&gt;
7 - Macarena Gelman – Argentina, filha de desaparecido político encontrada pelo avô;&lt;br /&gt;
8 – Movimento Mães de Maio – organização de mulheres que tiveram 
filhos assassinados em ações truculentas da Polícia Militar de SP;&lt;br /&gt;
9 - Octávio Brandão (in memoriam), político e ativista brasileiro, militante e teórico do Partido Comunista Brasileiro - PCB;&lt;br /&gt;
10 - Patrícia de Oliveira da Silva, da Rede de Comunidades e Movimento Contra a Violência;&lt;br /&gt;
11 - Regina dos Santos Pinho (in memoriam), integrante do MST, encontrada morta em fevereiro de 2013 no Norte Fluminense; e&lt;br /&gt;
12 - Silvio Tendler, documentarista brasileiro.&lt;br /&gt;
Também haverá o lançamento da obra "Brasil, ditadura militar — Um 
livro para os que nasceram bem depois", de Joana D'Arc Fernandes Ferraz e
 Elaine de Almeida Bortone.&lt;br /&gt;
A ABI fica na rua Araújo Porto Alegre, 71, 9º andar, Centro do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;do &lt;a href="http://www.diarioliberdade.org/brasil/repressom-e-direitos-humanos/37095-grupo-tortura-nunca-mais-homenageia,-no-rio,-v%C3%ADtimas-da-ditadura.html" target="_blank"&gt;Diário Liberdade&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;BlogueDoSouza - Democratização da Comunicação, Reformas de Base e 
Direitos Humanos.&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogueDoSouza/~4/TBH2EU5PEKo" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-04-01T07:09:52.656-03:00</app:edited><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-2vTZODwpRTc/UVju_eq3PCI/AAAAAAAAGKI/MvohL9gDIHY/s72-c/Medalha+Chico+Mendes.png" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><gd:extendedProperty xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" name="commentSource" value="1" /><gd:extendedProperty xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" name="commentModerationMode" value="FILTERED_POSTMOD" /><feedburner:origLink>http://www.bloguedosouza.com/2013/03/grupo-tortura-nunca-mais-homenageia-no.html</feedburner:origLink></item><item><title>Redes sociais convocam reunião em defesa do 'Viomundo' no Barão de Itararé </title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BlogueDoSouza/~3/4fypUCnVhzU/redes-sociais-convocam-reuniao-em.html</link><category>Central Globo de Jornalismo</category><category>Movimento</category><category>Viomundo</category><category>liberdade de expressão</category><category>Cesar Kloury</category><category>ditadura</category><category>Luiz Carlos Azenha</category><category>Pasquim</category><category>Ali Kamel</category><category>Imprensa Alternativa</category><author>noreply@blogger.com (Luiz Claudio C. Souza)</author><pubDate>Mon, 01 Apr 2013 03:16:56 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7334683474981297401.post-8845159739392458551</guid><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-3EK3Pt0mSWs/UVldVVcAH7I/AAAAAAAAGKY/jQRA7rkDzGE/s1600/Viomundo+Apoio2.jpeg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-3EK3Pt0mSWs/UVldVVcAH7I/AAAAAAAAGKY/jQRA7rkDzGE/s1600/Viomundo+Apoio2.jpeg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span class="" id="parent-fieldname-description"&gt;&lt;b&gt;O jornalista Luiz Carlos Azenha anunciou ontem
(29), à noite, o fim do blog &lt;i&gt;Viomundo&lt;/i&gt;, um dos mais respeitados e acessados da chamada
blogosfera progressista. Após uma ação judicial movida pelo diretor da Central
Globo de Jornalismo, Ali Kamel – na qual Azenha foi condenado a pagar R$ 30
mil.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;
Um movimento surgido ontem (30) nas redes sociais está
convocando uma reunião em defesa do Blog Viomundo para as 17h de terça-feira
(2) na sede do Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé – rua Rego
Freitas, 454, 1º andar, República, Centro de São Paulo.&lt;br /&gt;
Na sexta-feira (29) à noite, após tomar conhecimento de que
perdera uma ação judicial movida por Ali Kamel, diretor da Central Globo
 de Jornalismo, o jornalista Luiz Carlos Azenha, responsável pelo 
Viomundo,
anunciou o fim do blog.&lt;br /&gt;
Azenha argumenta que não tem como pagar os R$ 30 mil
impostos pela sentença, mais os gastos que terá com advogados para recorrer em
outras instâncias, e, ao mesmo tempo, manter o blog. E desabafa:&lt;br /&gt;
“Durante a ditadura militar, implantada com o apoio
das&amp;nbsp;Organizações Globo, da&amp;nbsp;Folha&amp;nbsp;e do&amp;nbsp;Estadão— entre outros
que teriam se beneficiado do regime de força — houve uma forte tentativa de
sufocar os meios alternativos de informação, dentre os quais destaco os
jornais&amp;nbsp;Movimento&amp;nbsp;e&amp;nbsp;Pasquim. Hoje, através da judicialização de
debate político, de um confronto que leva para a Justiça uma disputa entre
desiguais, estamos fadados ao sufoco lento e gradual”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em texto publicado no próprio blog, o jornalista lamenta a
judicialização do debate político e diz que os grandes meios de comunicação estão
conseguindo, pelo bolso, aquilo que nem a ditadura (1964-1985) conseguiu: calar
os veículos alternativos.&lt;br /&gt;
Leia abaixo a íntegra da nota:&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Globo consegue o que a ditadura não conseguiu: calar
imprensa alternativa&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
por Luiz Carlos Azenha&lt;br /&gt;
Meu advogado, Cesar Kloury, me proíbe de discutir especificidades sobre a sentença da Justiça carioca que me condenou a pagar 30 mil reais ao diretor de Central Globo de Jornalismo, Ali Kamel, supostamente por mover contra ele uma “campanha difamatória” em 28 posts do Viomundo, todos ligados a críticas políticas que fiz a Kamel em circunstâncias diretamente relacionadas à campanha presidencial de 2006, quando eu era repórter da Globo.&lt;br /&gt;
Lembro: eu não era um qualquer, na Globo, então. Era recém-chegado de ser correspondente da emissora em Nova York. Fui o repórter destacado para cobrir o candidato tucano Geraldo Alckmin durante a campanha de 2006. Ouvi, na redação de São Paulo, diretamente do então editor de economia do Jornal Nacional, Marco Aurélio Mello, que tinha sido determinado desde o Rio que as reportagens de economia deveriam ser “esquecidas”– tirar o pé, foi a frase — porque supostamente poderiam beneficiar a reeleição de Lula.&lt;br /&gt;
Vi colegas, como Mariana Kotscho e Cecília Negrão, reclamando que a cobertura da emissora nas eleições presidenciais não era imparcial.&lt;br /&gt;
Um importante repórter da emissora ligava para o então ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, dizendo que a Globo pretendia entregar a eleição para o tucano Geraldo Alckmin. Ouvi o telefonema. Mais tarde, instado pelo próprio ministro, confirmei o que era também minha impressão.&lt;br /&gt;
Pessoalmente, tive uma reportagem potencialmente danosa para o então candidato a governador de São Paulo, José Serra, censurada. A reportagem dava conta de que Serra, enquanto ministro, tinha autorizado a maior parte das doações irregulares de ambulâncias a prefeituras.&lt;br /&gt;
Quando uma produtora localizou no interior de Minas Gerais o ex-assessor do ministro da Saúde Serra, Platão Fischer-Puller, que poderia esclarecer aspectos obscuros sobre a gestão do ministro no governo FHC, ela foi desencorajada a perseguí-lo, enquanto todos os recursos da emissora foram destinados a denunciar o contador do PT Delúbio Soares e o ex-ministro da Saúde Humberto Costa, este posteriormente absolvido de todas as acusações.&lt;br /&gt;
Tive reportagem sobre Carlinhos Cachoeira — muito mais tarde revelado como fonte da revista Vejapara escândalos do governo Lula — ‘deslocada’ de telejornal mais nobre da emissora para o Bom Dia Brasil, como pode atestar o então editor Marco Aurélio Mello.&lt;br /&gt;
Num episódio específico, fui perseguido na redação por um feitor munido de um rádio de comunicação com o qual falava diretamente com o Rio de Janeiro: tratava-se de obter minha assinatura para um abaixo-assinado em apoio a Ali Kamel sobre a cobertura das eleições de 2006.&lt;br /&gt;
Considero que isso caracteriza assédio moral, já que o beneficiado pelo abaixo-assinado era chefe e poderia promover ou prejudicar subordinados de acordo com a adesão.&lt;br /&gt;
Argumentei, então, que o comentarista de política da Globo, Arnaldo Jabor, havia dito em plena campanha eleitoral que Lula era comparável ao ditador da Coréia do Norte, Kim Il-Sung, e que não acreditava ser essa postura compatível com a suposta imparcialidade da emissora. Resposta do editor, que hoje ocupa importante cargo na hierarquia da Globo: Jabor era o “palhaço” da casa, não deveria ser levado a sério.&lt;br /&gt;
No dia do primeiro turno das eleições, alertado por colega, ouvi uma gravação entre o delegado da Polícia Federal Edmilson Bruno e um grupo de jornalistas, na qual eles combinavam como deveria ser feito o vazamento das fotos do dinheiro que teria sido usado pelo PT para comprar um dossiê contra o candidato Serra.&lt;br /&gt;
Achei o assunto relevante e reproduzi uma transcrição — confesso, defeituosa pela pressa – no Viomundo.&lt;br /&gt;
Fui advertido por telefone pelo atual chefão da Globo, Carlos Henrique Schroeder, de que não deveria ter revelado em meu blog pessoal, hospedado na Globo.com, informações levantadas durante meu trabalho como repórter da emissora.&lt;br /&gt;
Contestei: a gravação, em minha opinião, era jornalisticamente relevante para o entendimento de todo o contexto do vazamento, que se deu exatamente na véspera do primeiro turno.&lt;br /&gt;
Enojado com o que havia testemunhado ao longo de 2006, inclusive com a represália exercida contra colegas — dentre os quais Rodrigo Vianna, Marco Aurélio Mello e Carlos Dornelles — e interessado especialmente em conhecer o mundo da blogosfera — pedi antecipadamente a rescisão de meu contrato com a emissora, na qual ganhava salário de alto executivo, com mais de um ano de antecedência, assumindo o compromisso de não trabalhar para outra emissora antes do vencimento do contrato pelo qual já não recebia salário.&lt;br /&gt;
Ou seja, fiz isso apesar dos grandes danos para minha carreira profissional e meu sustento pessoal.&lt;br /&gt;
Apesar das mentiras, ilações e tentativas de assassinato de caráter, perpretradas pelo jornal O Globo* e colunistas associados de Veja, friso: sempre vivi de meu salário. Este site sempre foi mantido graças a meu próprio salário de jornalista-trabalhador.&lt;br /&gt;
O objetivo do Viomundo sempre foi o de defender o interesse público e os movimentos sociais, sub-representados na mídia corporativa. Declaramos oficialmente: não recebemos patrocínio de governos ou empresas públicas ou estatais, ao contrário da Folha, de O Globo ou do Estadão. Nem do governo federal, nem de governos estaduais ou municipais.&lt;br /&gt;
Porém, para tudo existe um limite. A ação que me foi movida pela TV Globo (nominalmente por Ali Kamel) me custou R$ 30 mil reais em honorários advocatícios.&lt;br /&gt;
Fora o que eventualmente terei de gastar para derrotá-la. Agora, pensem comigo: qual é o limite das Organizações Globo para gastar com advogados?&lt;br /&gt;
O objetivo da emissora, ainda que por vias tortas, é claro: intimidar e calar aqueles que são capazes de desvendar o que se passa nos bastidores dela, justamente por terem fontes e conhecimento das engrenagens globais.&lt;br /&gt;
Sou arrimo de família: sustento mãe, irmão, ajudo irmã, filhas e mantenho este site graças a dinheiro de meu próprio bolso e da valiosa colaboração gratuita de milhares de leitores.&lt;br /&gt;
Cheguei ao extremo de meu limite financeiro, o que obviamente não é o caso das Organizações Globo, que concentram pelo menos 50% de todas as verbas publicitárias do Brasil, com o equivalente poder político, midiático e lobístico.&lt;br /&gt;
Durante a ditadura militar, implantada com o apoio das Organizações Globo, da Folha e do Estadão— entre outros que teriam se beneficiado do regime de força — houve uma forte tentativa de sufocar os meios alternativos de informação, dentre os quais destaco os jornais Movimento e Pasquim.&lt;br /&gt;
Hoje, através da judicialização de debate político, de um confronto que leva para a Justiça uma disputa entre desiguais, estamos fadados ao sufoco lento e gradual.&lt;br /&gt;
E, por mais que isso me doa profundamente no coração e na alma, devo admitir que perdemos. Não no campo político, mas no financeiro. Perdi. Ali Kamel e a Globo venceram. Calaram, pelo bolso, o Viomundo.&lt;br /&gt;
Estou certo de que meus queridíssimos leitores e apoiadores encontrarão alternativas à altura. O certo é que as Organizações Globo, uma das maiores empresas de jornalismo do mundo, nominalmente representadas aqui por Ali Kamel, mais uma vez impuseram seu monopólio informativo ao Brasil.&lt;br /&gt;
Eu os vejo por aí.&lt;br /&gt;
PS do Viomundo: Vem aí um livro escrito por mim com Rodrigo Vianna, Marco Aurelio Mello e outras testemunhas — identificadas ou não — narrando os bastidores da cobertura da eleição presidencial de 2006 na Globo, além de retratar tudo o que vocês testemunharam pessoalmente em 2010 e 2012.&lt;br /&gt;
PS do Viomundo 2: *Descreverei detalhadamente, em breve, como O Globo e associados tentaram praticar comigo o tradicional assassinato de caráter da mídia corporativa brasileira.&lt;br /&gt;
do &lt;a href="http://altamiroborges.blogspot.com.br/2013/03/mobilizacao-em-defesa-do-viomundo.html?spref=tw"&gt;Blog do Miro&lt;/a&gt; e  &lt;a href="http://www.redebrasilatual.com.br/temas/cidadania/2013/03/redes-sociais-convocam-reuniam-em-defesa-do-viomundo-no-barao-de-itarare?utm_source=twitterfeed&amp;amp;utm_medium=twitter"&gt;Rede Brasil Atual&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;BlogueDoSouza - Democratização da Comunicação, Reformas de Base e 
Direitos Humanos.&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogueDoSouza/~4/4fypUCnVhzU" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-04-01T07:16:56.651-03:00</app:edited><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-3EK3Pt0mSWs/UVldVVcAH7I/AAAAAAAAGKY/jQRA7rkDzGE/s72-c/Viomundo+Apoio2.jpeg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><gd:extendedProperty xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" name="commentSource" value="1" /><gd:extendedProperty xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" name="commentModerationMode" value="FILTERED_POSTMOD" /><feedburner:origLink>http://www.bloguedosouza.com/2013/03/redes-sociais-convocam-reuniao-em.html</feedburner:origLink></item><item><title>Nazijornalismo: A violência do CQC contra o deputado José Genoíno</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/BlogueDoSouza/~3/4rVKNIpyDgU/nazijornalismo-violencia-do-cqc-contra.html</link><category>Marcelo Tas</category><category>José Genuino</category><category>CQC</category><category>sensacionalista</category><category>Nazijornalismo</category><category>jornalismo</category><category>criminalização da política</category><author>noreply@blogger.com (Luiz Claudio C. Souza)</author><pubDate>Sun, 31 Mar 2013 18:34:26 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7334683474981297401.post-3764975955552299335</guid><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-GTyFrKz7Fzo/UVjistwmwhI/AAAAAAAAGJ4/3Hzvo-Pl8q8/s1600/CQC.jpeg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-GTyFrKz7Fzo/UVjistwmwhI/AAAAAAAAGJ4/3Hzvo-Pl8q8/s1600/CQC.jpeg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
A violência do CQC contra o deputado José Genoíno alcançou, essa semana,
 um grau de bestialidade que não pode ser dimensionado à luz do 
humorismo, muito menos no campo do jornalismo. Isso porque o programa 
apresentado por Marcelo Tas, no comando de uma mesa onde se perfilam 
três patetas da tristeza a estrebuchar moralismos infantis, não é uma 
coisa nem outra.&lt;br /&gt;
Não é um programa de humor, porque as risadas que eventualmente desperta
 nos telespectadores não vem do conforto e da alegria da alma, mas dos 
demônios que cada um esconde em si, do esgoto de bílis negra por onde 
fluem preconceitos, ódios de classe e sentimentos incompatíveis com o 
conceito de vida social compartilhada. &lt;br /&gt;
Não é jornalismo, porque a missão do jornalista é decodificar o drama
 humano com nobreza e respeito ao próximo. É da nobre missão do 
jornalismo equilibrar os fatos de tal maneira que o cidadão comum possa 
interpretá-los por si só, sem a contaminação perversa da demência 
alheia, no caso do CQC, manipulada a partir dos interesses de quem vê na
 execração da política uma forma cínica de garantir audiência.&lt;br /&gt;

&lt;strong&gt;Leia também:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.cartacapital.com.br/sociedade/sociedade/humor-criminalmente-incorreto/"&gt;Humor Criminalmente Incorreto&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.cartacapital.com.br/sociedade/politica/os-perigos-do-nada-contra-mas/"&gt;Os perigos do ‘nada contra, mas…’&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;

A utilização de uma criança para esse fim, com a aquiescência do 
próprio pai, revela o grau de insanidade que esse expediente encerra. O 
que se viu ali não foi apenas a atuação de um farsante travestido de 
jornalista a fazer graça com a desgraça alheia, mas a perpetuação de um 
crime contra a dignidade humana, um atentado aos direitos humanos que 
nos coloca, a todos, reféns de um processo de degradação social liderado
 por idiotas com um microfone na mão.&lt;br /&gt;

A inclusão de um “repórter-mirim” é, talvez, o elemento mais 
emblemático dessa circunstância, revelador do desrespeito ao ofício do 
jornalismo, embora seja um expediente comum na imprensa brasileira. Por 
razões de nicho e de mercado, diversos veículos de comunicação 
brasileiros têm lançado, ao longo do tempo, mão dessa baboseira 
imprestável, como se fosse possível a uma criança ser repórter, ainda 
que por brincadeira.&lt;br /&gt;

Jornalismo é uma profissão de uma vida toda, a começar da formação 
acadêmica, a ser percorrida com dificuldade e perseverança. Dar um 
microfone a uma criança, ou usá-la como instrumento pérfido de 
manipulação, como fez o CQC com José Genoíno, não faz dela um repórter –
 e, provavelmente, não irá ajudá-la a construir um bom caráter. É um 
crime e espero, sinceramente, que alguma medida judicial seja tomada a 
respeito.&lt;br /&gt;

Não existem repórteres-mirins, como não existem médicos-mirins, advogados-mirins e engenheiros-mirins.&lt;br /&gt;

Existem, sim, cretinos adultos.&lt;br /&gt;

E, a estes, dedico o meu desprezo e a minha repulsa, como cidadão e como jornalista.&lt;br /&gt;
do &lt;a href="http://www.cartacapital.com.br/sociedade/nazijornalismo/?autor=27" target="_blank"&gt;Carta Capital &lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;BlogueDoSouza - Democratização da Comunicação, Reformas de Base e 
Direitos Humanos.&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/BlogueDoSouza/~4/4rVKNIpyDgU" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-03-31T22:34:26.089-03:00</app:edited><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-GTyFrKz7Fzo/UVjistwmwhI/AAAAAAAAGJ4/3Hzvo-Pl8q8/s72-c/CQC.jpeg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><gd:extendedProperty xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" name="commentSource" value="1" /><gd:extendedProperty xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" name="commentModerationMode" value="FILTERED_POSTMOD" /><feedburner:origLink>http://www.bloguedosouza.com/2013/03/nazijornalismo-violencia-do-cqc-contra.html</feedburner:origLink></item></channel></rss>
