<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-13276473</atom:id><lastBuildDate>Tue, 23 Jun 2026 08:25:41 +0000</lastBuildDate><category>bruno barreto</category><category>Azul é a Cor Mais Quente</category><category>Bagdad Café</category><category>Boneca de Trapo</category><category>Carlinhos Brown</category><category>Caótica Ana</category><category>Cena 11</category><category>Clarice Lispector</category><category>Etiópia</category><category>Júlio Medem</category><category>Kar Wai Wong</category><category>Lars von Trier</category><category>Legião Urbana</category><category>Nelson Gonçalves</category><category>Ninfomaníaca</category><category>Pantera Cor-de-Rosa</category><category>Pasolini</category><category>Pracatum</category><category>Saló</category><category>Sebastião Tapajós</category><category>Sodoma</category><category>Tamrat Desta</category><category>aaron hawks</category><category>alienação</category><category>amor</category><category>amores brutos</category><category>aquecimento global; copenhague; mudanças climáticas</category><category>arte</category><category>cinema</category><category>cinema nacional</category><category>cinematic orchestra</category><category>colonização</category><category>couraça muscular do caráter</category><category>dança contemporânea</category><category>david lynch</category><category>doc tv</category><category>documentário</category><category>dona flor seus dois maridos</category><category>dziga vertov</category><category>encaixotando helena</category><category>filosofia</category><category>fotografia</category><category>gaiarsa</category><category>glauber rocha</category><category>gonzález iñárritu</category><category>injustiça</category><category>lost highway</category><category>man with movie camera</category><category>manipulação</category><category>miscigenação</category><category>mosquito</category><category>música</category><category>nam june paik</category><category>ouvido</category><category>prostituição</category><category>psicologia</category><category>raça humana</category><category>reich</category><category>segurança pública</category><category>sérgio bianchi</category><category>terapia somática</category><category>transferência negativa latente</category><category>videoarte</category><category>violonista brasileiro</category><category>violência</category><category>violência s/a</category><category>Índios</category><title>BLOGUISTERIA</title><description></description><link>http://bloguisteria.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Danielle Ribeiro)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>166</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-13276473.post-8399518365920561614</guid><pubDate>Sun, 09 Aug 2015 17:55:00 +0000</pubDate><atom:updated>2015-08-10T12:47:59.488-03:00</atom:updated><title>O Futuro do Passado</title><description>&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;h3 style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;i style=&quot;font-weight: normal;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Courier New, Courier, monospace;&quot;&gt;Sobre a Supremacia da Obediência&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/h3&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Courier New, Courier, monospace;&quot;&gt;O sol estava
prestes a se deitar.&amp;nbsp; Espreguiçava-se a
lua. Era quase hora das sombras pernoitarem.&amp;nbsp;
Embora&amp;nbsp; tivesse ocorrido tudo como
planejado, seus olhos estavam dolorosamente desidratados, sua mente
estafada.&amp;nbsp; O aplicativo operou
ininterruptamente naquele turno produtivo. Foi possível adiantar o projeto em
três horas antes do prazo para entrega ao cliente. Se desvestiu de seu rift
glass e aplicou soro em sua retina. Alongou seu corpo.&amp;nbsp; Era praticamente uma obrigação – por vezes
sofrida e pesada, por vezes automatizada, porém nunca bem sentida -&amp;nbsp; dedicar trinta minutos de seus dias para
manter as células de seus músculos ativas a produzir e a consumir adenosinas,
antes que cressem estas estarem mortas, pois viver é produzir e consumir, assim
ordenara o ácido desoxirribonucléico que operara ininterruptamente em todos os
turnos afixados no calendário gregoriano convencionalmente adotado e
religiosamente seguido.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Courier New, Courier, monospace;&quot;&gt;Ligou a tevê
holográfica. Era o julgamento de Cíntia, que toda a massa de obediência pública
consagrada em eucaristia, peticionava fervorosamente sua punição por
apedrejamento em streaming aberto. &amp;nbsp;Seria bom que seus filhos acompanhassem a
audiência, os autorizou acesso para seu bom amadurecimento sócio-funcional.
Enviou mensagem para Laura e Felipe, afinal, era sua função de pai. A ré se
defendia da acusação de adultério. Sua defesa argumentava, inutilmente, que ela
fora obrigada a se casar com César, 30 anos mais velho, quando era uma adolescente
de apenas 14, e que se apaixonara, verdadeiramente, por Bruno, seu colega no
curso de decoração e design virtual, que fora sentenciado a 2 anos de
desconexão após flagrante. &amp;nbsp;A perícia nos
autos detectava alterados índices de noradrenalina, serotonina e ocitocina no
cérebro Cíntia, que revelava uma mente em estado&amp;nbsp; deturpado por apaixonamento. O juri
compreendeu que o estado neurológico de Cíntia exigia especializado tratamento
em clínica psiquiátrica antes de um novo julgamento para ser agendado, conforme
calendário gregoriano, para ali 8 meses, 5 dias, 7 horas &amp;nbsp;e 32 minutos. Desta forma, Cíntia estaria
temporariamente absolvida da punição de apedrejamento. Seria medicada
adequadamente para reduzir seus níveis de testosterona,&amp;nbsp; e submetida à cirurgia médica de circuncisão
feminina. Embora compreendesse que Cíntia havia sido relegada à fria
assexualidade até seus findos dias, Bernardo não ficara inteiramente satisfeito
com a decisão do juri. Temia que se a informação do não-apedrejamento chegasse
à sua mulher, acarretaria em uma influência ruim, tal como uma carta branca de
mínima e ameaçadora permissividade.&amp;nbsp; &amp;nbsp;#apedreja Emitiu opinião.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Courier New, Courier, monospace;&quot;&gt;Bernardo era
um marido carinhoso e dedicado. Casara-se com Flávia, quando esta, aos 15 anos,
como costumavam agir as demais moças de sua idade nestas circunstâncias, estava
aos prantos no altar por temor de ser afastada de seus pais e entregue a um
desconhecido. Sensível que era ao sofrimento que Flávia manifestava,
prometeu-lhe em streaming aberto ser-lhe fiel, honroso marido e pai de seus
filhos, tratar-lhe com decoro e prover-lhe o tanto quanto lhe fosse necessário
para uma vida segura e confortável. &amp;nbsp;Embora o contrato matrimonial estipulasse que
o contato dos noivos seria rotineiramente construído tão somente em plataformas
virtuais, Bernardo cumpriu à risca sua promessa de fidelidade. Escapou às
inúmeras tentações de sexo fortuito disponíveis em milhares de aplicativos
opensource indicados por seus colegas de empresa e concentrou toda&amp;nbsp; sua vida em ampliar seus rendimentos e em
obter reconhecimento profissional. Era no sentido mais extenso da expressão um
homem “bem-sucedido”. &amp;nbsp;Fez cursos
técnicos de linguagens digitais e graduou-se em engenharia de aviação virtual.
Seus pais sempre lhe afastaram obstinadamente de escolas que aplicassem métodos
de escrita cursiva, ao que Bernardo lhes foi muito grato por tal decisão, pois
sabia que isso lhe traria irrecuperável transtorno neuro-comportamental. Os
admirava, seus pais, quase que divinamente. Nada para Bernardo podia ser mais
exemplar de uma sociedade ordeira e segura que o alicerce moral que seus pais o
havia transmitido, e o que fosse afora daquela estrutura, seria risco. Bernardo
seria o guerreiro do exército do bem a proteger a ordem e a lisura. Desde que a
humanidade se conhece por bicho, a convivência é luta, competição e vigilância.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Courier New, Courier, monospace;&quot;&gt;Tomou comprimidos
para dormir as seis horas e dezesseis minutos de sono restaurador e
rejuvenescedor de pele e cabelos com sonhos programados. Exec. 14.631:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Courier New, Courier, monospace;&quot;&gt;“Era dia de
sua formatura em agricultura interestelar. Tivera feito uma premiada monografia
em retenção de sementes por agrotóxicos anti-gravitacionais em terrenos
lunares. Iria declamar um discurso para calouros ansiosos que enxergavam nele
seu futuro promissor. Já bem empregado como estagiário sênior, era da área
responsável por dizimar indígenas-alienígenas de satélites lunares que ocupavam
áreas agricultáveis. Todos o aplaudiram quando de suas mãos ejetaram-se mísseis
que causariam torrentes tempestuosas no céu. Flávia o amaria mais que nunca e
ela seria a esposa mais protegida da via-láctea. Ele era o guerreiro do
exército da ordem e da lisura, fora ferido em combate pela flecha oxidada de um
indígena primitivo na altura de seu rim esquerdo. Recebeu todos os cuidados de
um mártir e seu pênis aumentou em 2 centímetros”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Courier New, Courier, monospace;&quot;&gt;O sol pulava
no horizonte com ânimo incompreendido de se expressar brilhantemente sem ao
menos ser visto. Bernardo conectou o rift glass enquanto tomava as pílulas de
proteínas e ômegas que sua nutricionista havia receitado. Ampliavam-se as
sombras nas paredes. Em duas horas e quarenta e seis minutos de processamento
naquele turno, o aplicativo corporativo de Bernardo travou completamente e emitiu
em seus tímpanos um zunido inaudível ensurdecedor de 27.000 hertz. Antes mesmo
de desligar apropriadamente o dispositivo, sacou-lhe longe da cabeça e, transtornado,
entontecido, balançava e batia nas têmporas para recuperar a audição. Olhou ao
redor e se deparou com com as paredes e sombras&amp;nbsp;
de sua casa. Nada havia no recinto além de objetos inanimados e
silhuetas sem faces. Tudo o que era móvel e comunicável, estaria alí naquele
óculos, agora avariado, e naquelas paredes que exibiam uma forma vazia de si. &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Courier New, Courier, monospace;&quot;&gt;Bernardo se
aproximava em passos lentos e cambaleantes da porta que emoldurava sua sombra,
girou a maçaneta, abriu-a. Seu próximo passo o levou a uma caverna, dentro da
qual urrava como urso ferido. Acabara de ser golpeado fortemente no ombro por
seu concorrente neanderthal, num duelo pela cópula com uma fêmea virgem em sua
menarca. Sobreviveu, conquanto, pouco ferido, ao passo que seu concorrente teve
o crânio esmagado por pedra. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Courier New, Courier, monospace;&quot;&gt;O disparador
do relógio de pulso de Bernardo aciona socorro médico. Tocam sirenes. Paramédicos
entram em seu quarto e se deparam com Bernardo debatendo-se no chão a
convulsionar delirantemente. Aplicam-lhe antídoto estabilizador, e em poucos
segundos Bernardo recupera consciência sem recordar-se de seus delírios de
sombra. Agradece encarecidamente o trabalho ágil e eficiente da equipe de
resgate. Oferece-lhes um licor raro de amêndoas por terem lhe salvado a vida e
restabelecido-lhe a sanidade. A equipe recusa por estar em turno de trabalho
gregorianamente convencionado. Grandes homens! Bernardo tem fé na humanidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Courier New, Courier, monospace;&quot;&gt;Solicitou ao
mainframe uma nova unidade de rift glass com capacidade de processamento
adequada para seu negócio. Aproveitou para investir naquele novo algoritmo beta
tão especulado pelo mercado como a inovação a caminho do sucesso para aqueles
que almejavam a sublimação de se ter posse de onipotentes monopólios da
informação. E seu pênis aumentaria em 3 centímetros. A produção e entrega do
dispositivo deveria demorar 3 horas e 23 minutos. Enquanto aguardasse, Bernardo
decidiu sair à rua para entretenimento como não o fazia a 6 dias, 14 horas e 17
minutos. &amp;nbsp;Se dirigiu ao Coliseum MMA
Theater, teatro de arena em que os desobedientes sentenciados de gênero masculino
eram jogados para digladiar com leões. Iria fazer uma aposta, mas não gostava
de correr muito risco, logo, caso o gladiador não vestisse armadura e escudo, e
portasse tão somente uma espada de ferro, apostaria no leão. Na tevê
holográfica do teatro, foi contada a história do desobediente: “Sérgio não
inspirava muita confiança em seus pais que se decepcionaram com seus propósitos,
quando este, ainda criança, se recusou a ter aulas de guitarra digital. Fizeram
de tudo para que Serginho menino se dedicasse a alguma luta marcial, mas o adolescente
quieto e cenhoso não demonstrava empolgação. Foi quando, em seus 17 anos, o Big
Brother detectou que Sérgio operava um avatar feminino que prestava serviços de
cabeleireiro. Sérgio iria se casar com Anabelle, filha de um bem-sucedido Arquiteto
de Horizontes Virtuais, o que traria bem-aventurança à sua família, que com o
egoísmo e desonra do menino desobediente, estaria agora em situação humilhante
e vergonhosa”. Em pouco tempo de disputa, Sérgio, que portava tão somente uma
espada de ferro, &amp;nbsp;teve o tronco
esmigalhado por uma única abocanhada do leão. Satisfeito, Bernardo, viu sua
aposta lhe render 30%.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Courier New, Courier, monospace;&quot;&gt;Dirigiu-se à
praça pública central. Tinha expectativa de que, talvez, na plataforma real, em
que a programação não pode ser selecionada, conseguisse presenciar a um apedrejamento.
Chegou e teve que aguardar ainda 24 minutos para conseguir participar, com fé na
humanidade, do suplício de Silvia, que por entregar-se à bruxaria e às artes,
recusou-se a casar com seu xará Bernardo. Quando soube da coincidência, logo
comprou uma pedra de 2 quilos por 23 bitcoins e lançou-a, com a força magnânima
dos guerreiros do exército da ordem e da lisura, na têmpora direita de Silvia,
que estava com corpo firmemente enterrado e imóvel até altura dos ombros. Apenas
7 pedras estavam disponíveis para venda, e &amp;nbsp;Bernardo adquiriu a mais pesada. Desferiu-lhe,
orgulhoso, o objeto fatal. “Ah, pensou Bernardo, Flávia bem que poderia ter
presenciado o espetáculo! Veria como sou viril, defensor obstinado e justo de
minhas posses, e se sentiria a mulher mais protegida da via-láctea” &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://bloguisteria.blogspot.com/2015/08/o-futuro-do-passado.html</link><author>noreply@blogger.com (Danielle Ribeiro)</author><thr:total>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-13276473.post-2475374465435139631</guid><pubDate>Sun, 26 Jan 2014 22:46:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-01-26T21:08:52.414-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Lars von Trier</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Ninfomaníaca</category><title>Ninfomaníaca e a Geometria do Vício</title><description>Gostem ou não das opiniões pessoais de Lars von Trier, o fato é que este cineasta tem uma das filmografias mais intrigantes. O filme Ninfomaníaca, antes mesmo de estreiar nas telas brasileiras, já causava estardalhaço. Muitos trechos do filme foram censurados. E como ocorre, frequentemente, a censura se torna um marketing altamente eficiente. Contudo o filme faz valer o estardalhaço. O enredo de Joe, uma mulher que se considera ninfomaníaca, é meticulosamente trabalhado pelo diretor. Associações inusitadas são usadas para construir uma lógica narrativa que revela a vida da personagem. Nos deparamos com personagens icônicos, como o solitário estudioso que aspira certa plenitude, a mãe de família que padece do desinteresse do conjuge que almeja deixar a família por um rabo de saia (Uma Thuman, inclusive, está esplêndida no papel), e a ninfomaníaca, que não mais nem menos destruída que a mãe de família, se autocondena por seu vício.&lt;br /&gt;
E ele, Lars, está lá na figura do cidadão solitário. Das associações estabelecidas pelo narrativa, se ressalta durante várias cenas do filme, o número de Fibonacci, e os diversos aspectos a ele ligados. As folhas de freixo têm em si a espiral de Fibonacci. Este número está ligado à teoria dos jogos que, segundo filosofia, versa que em dada coletividade, se todos os indivíduos tomarem decisões baseadas em vantagens individuais, toda coletividade de indivíduos será prejudicada. Essa lógica é reiteradamente apresentada pela protagonista. Ela destrói vidas somente para obtenção de seu prazer.&lt;br /&gt;
No primeiro volume, Lars demonstra certa dialética no tratamento do tema. Subtemas surgem ao longo do filme, tais como solidão e auto-estima, amor e morte.&lt;br /&gt;
&quot;O amor nos torna cego&quot;, diz o solitário&lt;br /&gt;
&quot;Pior ainda, o amor distorce as coisas&quot;, &amp;nbsp;diz a protagonista num raro momento que encarna a reflexão do cineasta.&lt;br /&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgLdKDnRRVYKAkoSNVKFJAz2yR8c-lEz_33-dRm7sAOn1_7bTGKREWVdD70JZeCLH2joCQULQWE1peK7lVnw2cNIsD1Rrq5KTo2GSx7yrYT8bec51jVi3kzXC5g-QpdHfnqG_d8/s1600/2014-01-26-18-37-16-809964433.jpeg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgLdKDnRRVYKAkoSNVKFJAz2yR8c-lEz_33-dRm7sAOn1_7bTGKREWVdD70JZeCLH2joCQULQWE1peK7lVnw2cNIsD1Rrq5KTo2GSx7yrYT8bec51jVi3kzXC5g-QpdHfnqG_d8/s1600/2014-01-26-18-37-16-809964433.jpeg&quot; height=&quot;269&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;A Espiral de Fibonacci na Folha de Freixo&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
</description><link>http://bloguisteria.blogspot.com/2014/01/ninfomaniaca-e-geometria-do-vicio.html</link><author>noreply@blogger.com (Danielle Ribeiro)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgLdKDnRRVYKAkoSNVKFJAz2yR8c-lEz_33-dRm7sAOn1_7bTGKREWVdD70JZeCLH2joCQULQWE1peK7lVnw2cNIsD1Rrq5KTo2GSx7yrYT8bec51jVi3kzXC5g-QpdHfnqG_d8/s72-c/2014-01-26-18-37-16-809964433.jpeg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-13276473.post-7802736674769750819</guid><pubDate>Thu, 02 Jan 2014 18:34:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-01-02T16:34:30.046-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">couraça muscular do caráter</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">gaiarsa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">psicologia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">reich</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">terapia somática</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">transferência negativa latente</category><title>O Engano das Palavras</title><description>não é muito simples para alguém que se encantou com a sonoridade das palavras nos poemas desde sua pouca idade, que construiu catedrais e&amp;nbsp;museus&amp;nbsp;para o&amp;nbsp;sagrado reino das palavras,&amp;nbsp;admitir que as&amp;nbsp;palavras sejam uma indústria de mentiras. mas o poeta assim bem sabe, embora finja que isso seja dor, a dor que deveras sente. e contrai.&lt;br /&gt;
josé ângelo gaiarsa, psiquiatra, seguidor das ideias do psicólogo excomungado wilhem reich, expõe drástica e incisivamente&amp;nbsp;nossas convenções sociais, dentre elas as palavras, a mais importante, são baseadas na mentira, que funciona em prol de dada &quot;ordem&quot;. contudo o corpo não mente. esse contraditório entre as convenções sociais -&amp;nbsp;o que é dito, e o que é sentido, de fato, exposto pelas inúmeras e sutis contrações musculares, é fundamento para as neuroses - o princípio básico da neurose é a negação. daí a importância, no campo terapêutico de observar, aprender a &quot;ler&quot;, aquilo que se &quot;convencionou chamar&quot; por reich de &quot;couraça muscular do caráter&quot;. desde cedo somos condenados a nos reter, por controle social, por medo de cair. para explicitar melhor, reich elaborou o conceito de &quot;transferência negativa latente&quot;, que designa o sentimento reprimido (de ódio) que o oprimido tem por seu opressor, que embora conscientemente&amp;nbsp;seja difícil de admití-lo, o corpo o expressa em motricidade, sem contrações conformes ou disformes, que engendram trejeitos particulares, seja no tem da voz (contração das cordas vocais), seja nos gestos, seja no olhar (ou fuga do olhar), na respiração. estaria aí&amp;nbsp;o segredo para seu inconsciente - contrações e movimentos musculares.&amp;nbsp;muito antes e muito acima do que se é dito&amp;nbsp;&lt;br /&gt;
reich foi repudiado mundo afora. sua principal obra: a função do orgasmo, causou torpor na comunidade médica-acadêmica. sim, pois o corpo é tabu, e estaria no esquadrinhamento deste tabu que estaria a chave. seria necessário tocar.&lt;br /&gt;
me lembra a frase da professora vaneri, de danças circulares: &quot;o corpo é o ultimo que perdoa. pergunte ao cidadão se ele perdoou, e ele dirá que sim. então peça a ele para abraçar o perdoado. será certamente uma aventura e tanto&quot;. um abraço&lt;br /&gt;
por abraços e toques, reich chegou a ser impedido de entrar em países&lt;br /&gt;
abraços e toques falam. suspiros e vozes gritam. aquele seu jeito - você não me engana mais com suas palavras&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEirlIT_b4hyphenhyphen6i71pvNfZFk8E2gUANsd1cpMcIYhj2vi9nF-1u-L9pwSHLkP9ndORSlfi0b3xZvpc6YACwDBbT67uhirDHWEVDLRw0O2lU_MfJfdclMYvvgV2LL6G08bal6NnQG1/s1600/20140102_154713%5B1%5D.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEirlIT_b4hyphenhyphen6i71pvNfZFk8E2gUANsd1cpMcIYhj2vi9nF-1u-L9pwSHLkP9ndORSlfi0b3xZvpc6YACwDBbT67uhirDHWEVDLRw0O2lU_MfJfdclMYvvgV2LL6G08bal6NnQG1/s320/20140102_154713%5B1%5D.jpg&quot; width=&quot;240&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;left&quot; class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;left&quot; class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;
livro: reich 1980, trabalho corporal em psicoterapia, fundamentos e técnicas. j.a. gaiarsa﻿&lt;/div&gt;
</description><link>http://bloguisteria.blogspot.com/2014/01/o-engano-das-palavras.html</link><author>noreply@blogger.com (Danielle Ribeiro)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEirlIT_b4hyphenhyphen6i71pvNfZFk8E2gUANsd1cpMcIYhj2vi9nF-1u-L9pwSHLkP9ndORSlfi0b3xZvpc6YACwDBbT67uhirDHWEVDLRw0O2lU_MfJfdclMYvvgV2LL6G08bal6NnQG1/s72-c/20140102_154713%5B1%5D.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-13276473.post-8174647740194559507</guid><pubDate>Fri, 20 Dec 2013 18:17:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-12-20T16:19:13.563-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Azul é a Cor Mais Quente</category><title>Azul é a Cor Mais Impressionante </title><description>Daria para escrever um tratado de psicologia acerca da personalidade da personagem principal do filme, Adèle. Porém um blog exige brevitude e concisão. Vou me cercar das palavras despejadas por J.A Gaiarsa (psiquiatra) em seu livro Reich 1980: &quot;Jung foi o único psicólogo que conheci cujo pensamento é dialético (...) Mas seu pensamento ainda tem muito de idealismo. Seu conceito de Homem Natural, enquanto oposto ao Homem Cultural é tão profundo e tão utópico quanto o de Rossseau&quot;. Tal é a síntese do que representa a personagem Adèle neste mundo de personas, máscaras. Adèle, a menina gulosa, de uma fome que extravasa em sua sexualidade, que come com a boca aberta; a menina sem ambição, que se contenta em ser a professorinha de ensino infantil, que não sabe escovar os cabelos, que escarra pelo nariz quando chora. A paixão de Adèle não se prende a padrões sociais. Adèle não tem orgulho, apenas solidão. O amor de Adèle não é moral-social, apenas afetivo. Não exige fidelidade, apenas presença. Adèle se arrepende demais. Adèle não sabe culpar ninguém.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;object class=&quot;BLOGGER-youtube-video&quot; classid=&quot;clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000&quot; codebase=&quot;http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0&quot; data-thumbnail-src=&quot;http://img.youtube.com/vi/_prvx_CEWSk/0.jpg&quot; height=&quot;266&quot; width=&quot;320&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://youtube.googleapis.com/v/_prvx_CEWSk&amp;source=uds&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;bgcolor&quot; value=&quot;#FFFFFF&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;allowFullScreen&quot; value=&quot;true&quot; /&gt;&lt;embed width=&quot;320&quot; height=&quot;266&quot;  src=&quot;http://youtube.googleapis.com/v/_prvx_CEWSk&amp;source=uds&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Ficha técnica: Azul é a Cor Mais Quente (La Vie d`Adèle)&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;2013&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Abdellatif Kechiche</description><link>http://bloguisteria.blogspot.com/2013/12/azul-e-cor-mais-impressionante.html</link><author>noreply@blogger.com (Danielle Ribeiro)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-13276473.post-1824065161951214181</guid><pubDate>Mon, 04 Jun 2012 15:17:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-06-04T12:21:54.860-03:00</atom:updated><title>O Flerte</title><description>&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; line-height: 16px; text-align: left;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Ele, que todos os dias tomava seu&amp;nbsp; café-da-manhã em pé; alinhava seus afazeres, listava suas obrigações, e vislumbrava aquele muro de 10 metros de extensão e 5 metros de altura. Ela tinha certeza que aquele muro era perfeito para grafitar. Um desenho delicado, em tons sutis: uma sereia ficaria lindamente magnífica ali!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; line-height: 16px; text-align: left;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; line-height: 16px; text-align: left;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Para ele, pouco importa! No fundo é um amontoado de tijolos, cimento e massa corrida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; line-height: 16px; text-align: left;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; line-height: 16px; text-align: left;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Ela, que todos os dias se olhava completamente nua no espelho. Fazia poses para que ela o adorasse e lhe elogiasse com olhares tão contemplativos. Às vezes, não raras, seu corpo lhe mentia. A revestia com trajes finos, frágeis, macios e pueris.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; line-height: 16px; text-align: left;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Pouco importa! No fundo é um amontoado de pele, músculos, órgãos, sangue arterial e venoso, e ossos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; line-height: 16px; text-align: left;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; line-height: 16px; text-align: left;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Ele, que todos os dias se olhava completamente nú no espelho. Ele a queria. A tomaria para si. Começaria por tatear seu clitóris, beijaria seus seios, lamberia sua vulva, rasgaria seus trajes. Ela o levaria à insanidade. Ela queria a culpa pela loucura dele. Se permitia prostrar-se de quatro e ser invadida. Rebolava. Fazia poses para que ele a adorasse. Ela o queria teso e grosso dentro dela. Ele está nela e agora ela é completa. Mais forte. Mais vil. Teso e grosso. Sangue arterial e venoso. À beira da insanidade. Ela de dilacerados trajes finos e frágeis. E a vontade dele era de asfixiá-la. Mais forte. Mais vil. Teso e grosso. E o gozo sucumbe o corpo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; line-height: 16px; text-align: left;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; line-height: 16px; text-align: left;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Se deitam nús, completamente. Logo, ela se vira, toma um alicate e começa a podar as unhas dos pés. Ele se ressente, a vontade dele é de abracá-la: “por que ela não pousa a cabeça em meu peito e diz ouvir meu coração bater?”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; line-height: 16px; text-align: left;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; line-height: 16px; text-align: left;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Pouco importa! É só um músculo oco e retrátil que bombeia sangue arterial pelo corpo. E ela, que todos os dias tomava seu café-da-manhã em pé, olhava aquele muro, listava suas necessidades, alinhava suas obrigações: “ uma imagem da flor atômica ficaria escadalosamente magnífica ali!”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://bloguisteria.blogspot.com/2012/06/o-flerte.html</link><author>noreply@blogger.com (Danielle Ribeiro)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-13276473.post-4693535667937562775</guid><pubDate>Mon, 28 May 2012 15:48:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-05-28T12:51:44.761-03:00</atom:updated><title>A Fábula do Ouro</title><description>Há exatos dois dias,&lt;br /&gt;
Ao atravessar a rua,&lt;br /&gt;
Deparei-me com um armado vigia,&lt;br /&gt;
Que observava atentamente,&lt;br /&gt;
A movimentação de quem ia e vinha.&lt;br /&gt;
Olhou para o casal que discutia,&lt;br /&gt;
Para um grupo de adolescentes,&lt;br /&gt;
Que uma garrafa de teor alcoólico portaria,&lt;br /&gt;
Para o vendedor de quadros,&lt;br /&gt;
Para o camelô,&lt;br /&gt;
Para os garis.&lt;br /&gt;
Tudo ali que era parado ou se movia,&lt;br /&gt;
O vigia armado, atentamente via.&lt;br /&gt;
Escoltava um outro grupo de armados vigias.&lt;br /&gt;
Que saltavam de um carro forte,&lt;br /&gt;
Que nem bala de metralhadora trespassaria.&lt;br /&gt;
Carregavam enormes sacolas fortificadas,&lt;br /&gt;
Que só de ver, conteriam objetos de vultuosa valia.&lt;br /&gt;
Não tardou para surgir ali um faminto,&lt;br /&gt;
De olhos em sangue, de boca em brasa,&lt;br /&gt;
De suas mãos, um líquido amargo expelia.&lt;br /&gt;
Todo o povo cessou de mover-se,&lt;br /&gt;
Para notar o que ali acontecia.&lt;br /&gt;
E todo armamento que a frota carregava,&lt;br /&gt;
Ao faminto agora se dirigia.&lt;br /&gt;
Quando dos olhos em sangue do faminto,&lt;br /&gt;
Um feixe de raio luziria,&lt;br /&gt;
E a visão atenta dos armados vigias, se obscurecia.&lt;br /&gt;
Em roupantes assustados,&lt;br /&gt;
Atiraram os vigias a esmo para todos os lados.&lt;br /&gt;
Os tiros atingiram o vendedor de quadros&lt;br /&gt;
E camelô e o casal que discutia.&lt;br /&gt;
Quando da boca em brasa do faminto,&lt;br /&gt;
Um vômito gélido se derramaria,&lt;br /&gt;
E às pernas dos atentos vigias paralisaria.&lt;br /&gt;
E toda multidão que ali inerte estaria,&lt;br /&gt;
Agora que o faminto excretava por todos os lados,&lt;br /&gt;
Corriam em desordenado rumo,&lt;br /&gt;
Numa suplicante &amp;nbsp;gritaria.&lt;br /&gt;
Em flamejantes dores de congelamento físico,&lt;br /&gt;
Largaram ao chão as enormes e fortificadas sacolas de vultuosa valia,&lt;br /&gt;
Os atentos armados vigias.&lt;br /&gt;
E o ouro que ali dentro havia, como lava de vulcão agora escorria,&lt;br /&gt;
Quando, finalmente, ninguém mais na redondezas se via,&lt;br /&gt;
O faminto dirigiu-se a um boteco abandonado,&lt;br /&gt;
Lavou suas mãos, que um líquido amargo expelia,&lt;br /&gt;
E roubou uma coxinha.</description><link>http://bloguisteria.blogspot.com/2012/05/fabula-do-ouro.html</link><author>noreply@blogger.com (Danielle Ribeiro)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-13276473.post-6883670733704886816</guid><pubDate>Tue, 22 Nov 2011 13:46:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-22T11:53:37.537-02:00</atom:updated><title>Nem nomes, só máscaras.</title><description>&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhoKbB6eigq3E4plhyphenhyphen_m5ZxK8uLOivWG7bW0GFK6ollGpcNzpchhGUYmWHWCkkCVgsXBoetonCro6yDAVIrOFm24ao2WhTRQ_GpFgxsGssLQwJLvMpEN5ZOGxZDpjyROrzOvVy7/s1600/cp18112011.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;400&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhoKbB6eigq3E4plhyphenhyphen_m5ZxK8uLOivWG7bW0GFK6ollGpcNzpchhGUYmWHWCkkCVgsXBoetonCro6yDAVIrOFm24ao2WhTRQ_GpFgxsGssLQwJLvMpEN5ZOGxZDpjyROrzOvVy7/s400/cp18112011.jpg&quot; width=&quot;231&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Capa do jornal Folha de São Paulo de 18/11/2011&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O sangue escorria de sua testa. Sua temperatura misturava-se com a do quase inverno e desenhava em sua face penínsulas continentais. Era um mundo derramado que invadia sua boca e abafava seu grito. Espirrava gotículas ao ar, que chocavam-se com outras faces tão limpas; escudos. Arrastaram-no: “ qual seu nome?”&lt;br /&gt;
- Tenho o nome que me representa; responde o acossado.&lt;br /&gt;
Fitou a imagem, o semblante, o mundo escorrido: “um rosto ensanguentado? Um choro de dor e desespero?”;  interroga o inquiridor. &lt;br /&gt;
- Pois assim me reconhecem!&lt;br /&gt;
Sabia muito pouco do acossado: “seu sangue de fora não lhe representa. A fração que que lhe fugiu das veias da derme é mínima, insignificante; você tem muitos outros sangues!”&lt;br /&gt;
- Pois este sangue fugiu-se de mim, fragmento do que sou, e espirrou em outras faces tão limpas. Escorre um pouco em seu escudo, veja! – Prostrou-se silencioso e calmo, quis saber um pouco mais de si: “qual seu nome?”; interrogou ao inquiridor que não entendia quase nada de representar: “eu sou este que te vê.”&lt;br /&gt;
O momento basta para representar. Nunca veremos todos os sangues, pois quando todos os sangues fugirem ...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
19/11/2011</description><link>http://bloguisteria.blogspot.com/2011/11/nem-nomes-so-mascaras.html</link><author>noreply@blogger.com (Danielle Ribeiro)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhoKbB6eigq3E4plhyphenhyphen_m5ZxK8uLOivWG7bW0GFK6ollGpcNzpchhGUYmWHWCkkCVgsXBoetonCro6yDAVIrOFm24ao2WhTRQ_GpFgxsGssLQwJLvMpEN5ZOGxZDpjyROrzOvVy7/s72-c/cp18112011.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-13276473.post-7220777641112810332</guid><pubDate>Mon, 17 Oct 2011 17:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-10-17T15:09:08.431-02:00</atom:updated><title>As Quatro Estações</title><description>Ficou serena em seu encanto diante da atmosfera apraz que de trás lhe traria, por detrás das agradáveis sensações, inspirações internamente suspiráveis. Não era por nada seu esplendor. O nada, nada fica, nada traz ou faz, nada é. Não é frio, quente ou ameno. Não é sim, nem não. Não é nada. Era por pouco, por coisa singela, que muito lhe era.  Pelo sopro suave do refrigério que exalava de Si naquele dia em que as trevas eram iguais à luz. E tudo se fazia em um só em Si. E um Sol em Si lhe trazia o Tudo. Era hora de desabrochar, de emanar seu brilho, de suspirar seu ar. Voar ao vento, avivar suas cores, libertar sua alma dos dissabores, de sobrenadar seu caminhar.&lt;br /&gt;
            Uma vez que fora no simples abrir e fechar dos olhos que enxergou o novo mundo de um solo fértil de belezas que almejava cultivar. Brotariam brancos lírios em seu jardim que abraçariam tulipas, dançariam com gerberas  e copulariam com orquídeas. E de suas cores ecoariam melodias tão formosas que fulgores transluziriam ao céu que igualmente sereno ficaria. E de seus néctares, como abelha, faria o mel do dia que em favos guardaria para o doce preservar. E como anjo descido do firmamento traria sua lira para a bem-aventurança anunciar. E de lá iria ter ao rio e como lótus flutuaria. E iria ter ao mar e como peixe ao nadar se moveria. Posto que largos agora seriam seus dias e tão mais dilatados seus músculos e nervos, tão mais forte seu coração batia. E ouviria nitidamente o brado dos átomos, e veria o vibrar da ultravioleta e do tamanho do universo seria, pois tudo se fazia um só em Si. Era o épico elegido da harmonia, a simétrica loa da boa-vontade e da fé. E de seu pâncreas vociferava o dito do divino e da hipófise, a redenção. E com suas escamas tatearia a maciez áspera do concreto naquele dia em que trevas e luz eram iguais.   &lt;br /&gt;
            Seus passos seguiam seguros e exatos sobre o chão que já tinha de cor. Sabia de onde vinha e para onde teria de rumar. Para o mesmo lugar aonde estariam os frutos semeados que teria de apanhar. Já os conhecia desde o caroço até o carpo, pois a certeza das sementes é que uma hora hão de se frutificar, e a certeza dos frutos é que uma hora hão de semear. E ia plena e resoluta por seu jardim plano e ascendente que ela própria semeou, e ia firme e confiante pelos caminhos que ela própria estabeleceu, e ia segura e arvorada nas leis que ela própria decretou, pois a certeza da boa-vontade é que uma hora há de se ter fé, e a certeza da fé é a incerteza daquele dia em que trevas e luz se faziam iguais e tudo era um só em Si. E tão mais largos eram os seus dias, mais forte seu coração batia e mais sangue em suas veias corria e mais dilatados seus músculos e nervos, mais largos seriam seus dias. O sopro, ora suave, se acalorou.&lt;br /&gt;
            O ar bafejava ardente em suas mãos que perscrutavam a atmosfera em busca de mais largueza. Sondavam, como luneta, os infinitos pontos do universo. Era por mais esplendor o seu arrebatamento. E expandia-se freneticamente em busca do Sol em Lá que não luzia em Si. Era hora de movimentar, de ampliar seu brilho, de transpirar o líquido da derme porosa na incessante busca pela impermeabilidade. Correr pelos campos por  todos seus cantos, sombrear seu corpo, esquecer sua alma, agilizar o caminhar. Seria o riso dos anjos e o gozo de Eros, visto que fora na vigorosa diástole que sentiu o prazer hedônico que ansiava cultuar. Seria a benitoíta à fluorescência aspirar e teria a voluptuosidade de Afrodite a Antero censurar. E sua carne se faria de mar a navegar, e suas coxas de útero ao vinho conceber. E como Lúcifer advindo da ordem dos querubins, aos cegos da caverna alumiará, e com seu hino a entonar os persuadirá à bem-aventurança conquistar. E de lá iria ter ao rio e como boto cortejaria,  e iria ter ao mar e como sereia aos marujos encantaria. E vibraria a ultravioleta que do tamanho do universo seria, e bradaria, como átomo fissurado, a sua excitação naquele dia em que a luz teria maior medida e às trevas esclareceria. E ao passo que mais e mais luz se tinha, mais sombra se fazia, e aos passos mais largos que corria, mais permeável ficaria. Era o épico elegido da euforia, a ebriedade demente das paixões da pura-vontade e da insensatez. E sua bílis expeliria a cólera do mendigo e da hipófise, a redenção.&lt;br /&gt;
            Naquele dia em que a luz se apoderaria das trevas, o Sol em Lá era sua sombra, e com seu sangue escorreria na aspereza sólida, enquanto seus músculos e nervos hipertrofiam, pois a certeza da incerteza é a esperança. E seguia pela calada sorrateira naqueles campos que já não tinha de cor, e via míope e turvamente a luz que luzia em Lá, e ia trépida e acanhadamente pelo tribunal que Lá se constituiu. E o bafo, que ora lhe ardeu, agora lhe brochou, pois a certeza da esperança é o tempo, naquele dia em que sua sombra era mais nítida e as trevas se rendiam à luz.&lt;br /&gt;
            O pranto ondeado da resignação umedeceu sua face. Fortes correntes de ar sopravam do norte para o sul, e assim se ia, como uma embarcação sem mastro a velar as vicissitudes do tempo ao ocaso. Era hora de ceder, de ceifar os frutos semeados, de empalidecer a relva do campo em todos seus cantos, pois era por algum encanto o choro em Si, já que fora no súplice fletir dos joelhos que cerrou suas mãos com os calejados dedos dos empedernidos sonhos. E Prosternou-se sôfrega abaixo da atmosfera densa que por de cima lhe traria, por debaixo das angustiantes sensações, suspiros internamente irrespiráveis. Seria a prece do rezador a esmo a interceder por salvação, e de seu terço escoariam lágrimas a encharcar suas vestes. E o Tudo se fazia em só em Si. E um Sol em Si não lhe fazia. E sua pele enrugaria, naquele dia em que as trevas eram iguais à luz. E sua sombra lhe envolveria. E não ouviria a sinfonia tocar, pois tão gastos eram seus músculos e nervos que só a fadiga lhe restaria. E como anjo desalado tombaria, que de sua lira desprovido se calaria. E de lá iria ter ao rio e como pedra afundaria. E iria ter ao mar que de petróleo se cobriria e, como plâncton, se asfixiaria.&lt;br /&gt;
            Seus passos perturbados seguiam lentos e insustentáveis sob o chão que se tinha por sobre Si que já não se sabia por onde iria caminhar até chegar em algum lugar que não estaria. Era a tragédia elegida da agonia, o destinado descaminho da desvontade e da invalidez. A onipresente cadência da onimpotência ôntica.  A concretada epifania de Zeus, e de seu baço exsudaria o visgo do leproso e da hipófise, a redenção. E com seu barro, o concreto áspero se tornaria naquele dia em que trevas e luz eram iguais, pois a certeza do tempo é a mudança. E o suplício agonizante se calou.&lt;br /&gt;
            Ficou inerte em seu desencantado derramamento que se fazia sob o chão que lhe pesava por sobre Si. Trazia o nada que nada era. Era hora de nada ficar, de apagar seu brilho, de sufocar seu suspiro. Seria Hipnos a Morfeu silenciar e  a Tânatos abraçar. Era pela ausência sua existência no vácuo naquele dia em que nem a ultravioleta luziria. E de lá hibernaria junto a Nix e se tornaria sua  célebre aprendiz. Era a tragédia elegida da prostração, a estagnação inerme da má-vontade e da languidez, pois a certeza da mudança é que uma hora há de chegar sua vez. Pois fora mesmo no ocasional desencontro do Sol em Si com o Sol em Lá que as trevas se fizeram em maior medida e à luz escureceriam. E como uma só sombra, seria do tamanho do universo, visto que tudo se fazia em um só em Si. E tão mais largas eram suas noites, mais pulverizados seus músculos e nervos, e tão mais largas eram suas noites, mais estreita sua alma, e tão mais estreita sua alma, mais nada ficava. E iria reclinar-se sobre o vazio que se tinha, e tatearia o pretume com seu cimento, e ouviria o sussurro segredado do novo mundo de um solo pútrido de tristezas no qual iria se enterrar. E de lá iria ter ao pó e, como barro, ao pó cederia. E iria ter ao átomo e do tamanho do universo ficaria.&lt;br /&gt;
            Seu abatimento seguia seguro e exato sob o destino que já tinha de cor. Sabia de onde vinha e para onde teria de rumar. Para o mesmo lugar aonde estariam as sementes que iriam frutificar, e veria as raízes dos recônditos campos a se inclinarem para desabrocharem, e seria a seiva da terra a sua hora aguardar, e ao favo encontraria para do doce se alimentar do mel do dia, e como abelha rainha, entonaria sua melodia, e o vácuo se dissiparia e um feixe de luz surgiria no horizonte, e da serenata cantaria pelos campos o encanto por todos seus cantos naqueles dias em que as trevas se igualariam à luz.</description><link>http://bloguisteria.blogspot.com/2011/10/as-quatro-estacoes.html</link><author>noreply@blogger.com (Danielle Ribeiro)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-13276473.post-5981331206879420298</guid><pubDate>Fri, 26 Aug 2011 19:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2015-11-03T12:04:48.179-02:00</atom:updated><title>Retrato, Espelho, Segredo: Partículas do Ser</title><description>(triptico poético minimalista)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fotografia de Família&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
na morte da luz, o tempo cessa de soar. crava a luz na superficie sólida. escoa a luz na superficie morta. soa que o tempo cessa de escoar, luz onda, crava morta. a luz se crava na superficie; a superficie enterra a luz. na imobilidade da luz, emulsão. a luz particula se crava solida. há particula do não-movimento. estática. a imagem escoa na superficie sólida. o tempo morto - outrora. a memória toca a retina. lembra. chora. soa sólida. a particula se crava na superficie estática – morta.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Retrato da Infanta Defunta&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
o fúnebre bailado de um corpo sem resquício. sopro sem sentido. diástole sem sentido. sistole sem sentido. o rumo desvanecido do residuo oco. o tempo pouco. o pouco osso. a pouca pele. o choro e o gozo sem sentido. o ritmo desvanecido do tempo oco. o sopro sem resquicio. o bailado sem sentido. o sopro sem ritmo. sem diástole, nem sistole – a pele se afasta do osso. o pouco corpo desvanecido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Reflexo do Espelho&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
o ferro e a areia são reflexo um do outro. sedimento do carbono. a amálgama dos fósseis espelha o fletir dos ombros. não nota o piscar dos olhos. ver e sentir são reflexo um do outro. alquimia do corpo. não há distinção entre fóssil e sangue. sedimento do carbono. não nota o cerrar dos olhos. a amálgama dos olhos espelha o fletir do ombros. alquimia dos fósseis. o cerrar dos olhos e o fletir dos ombros são reflexo um do outro. não há distinção entre ferro e corpo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
sedimento do carbono.</description><link>http://bloguisteria.blogspot.com/2011/08/retrato-espelho-segredo-particulas-do.html</link><author>noreply@blogger.com (Danielle Ribeiro)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-13276473.post-6123992837411598661</guid><pubDate>Fri, 03 Jun 2011 15:02:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-06-03T12:02:28.179-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">amor</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">filosofia</category><title>Teoria Incompleta do Amor</title><description>Talvez o texto se inicie provocando alguns leitores, pois o texto vai afirmar: &quot;muitos não sabem o que é amar e, por isso, jamais amaram na vida&quot;. Vão dizer que o texto peque por arrogância, jactância, muito embora o texto não tenha vontade própria; foi escrito por alguém - que veementemente defende sua posição e idéias. A pessoa que escreveu o texto compreende que, muito acima da jactância, o que pesa sobre a afirmação é o lamento. &lt;br /&gt;
&quot;O amor não o é, se não permitir a liberdade - incondicional - ao outro&quot;, continua o texto. A pessoa que escreveu o texto compreende que tal proposição representa uma irrealidade. O que vivemos hoje é um amor capital, no qual eu sou sua e você é meu, nós dois somos um; não mais eu sou eu e você é você, nós dois somos nós. &lt;br /&gt;
“As verdades sobre o amor são as mais diversas, e aonde há uma diversidade de verdades, não há verdade alguma”, desenvolve-se o texto. Diz-se que o amor é tolerância; pobre amante, diz-se que o amor é cuidado; particularmente do outro e não de si, sendo cuidado um eufemismo para controle, diz-se que se ama ao desejar continuamente a presença da pessoa em sua vida; o desejo momentâneo de uma dependência permanente, e etc... &lt;br /&gt;
“Geralmente, limitadamente e ingenuamente, tende-se a se denominar por amor, unica e exclusivamente, o fenômeno romântico – entre duas pessoas. O amor é limitado a isso, começa e acaba nisso”, observa o texto. Comumente as pessoas se entregam às vicissitudes culturais, às idiossincrasias, ao senso comum, não se estabelecem como “si mesmas” no mundo. Afoga-se e asfixia-se uma postura reflexiva, questinadora, filosófica, subjetiva, em prol de um comodismo de “status quo”, de uma produtividade sócio-econômica-cultural, de um capitalismo da subjetivação, de uma objetivação. A pessoa que escreveu o texto compreende que o amor não é uma verdade, um substantivo, mas um processo, um verbo.&lt;br /&gt;
“Amar perpassa pela laborosa via do entendimento, de si, do outro, do mundo, do próprio entendimento, até chegar-se a uma pretentida e utópica compreensão, unida a valores, necessariamente positivos, como carinho e bem-querer - incondicionalmente”, conclui o texto. A pessoa que escreveu o texto compreende que diante desta explanação, a afirmação primeira torna-se a derradeira.</description><link>http://bloguisteria.blogspot.com/2011/06/teoria-incompleta-do-amor.html</link><author>noreply@blogger.com (Danielle Ribeiro)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-13276473.post-8717982641763132981</guid><pubDate>Sat, 26 Dec 2009 15:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-26T14:24:53.985-02:00</atom:updated><title>Notações dos festejos de fim de ano</title><description>&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjiWqn5UB21RmADy_UsCJMuTT_FiWMBfSil5ctvdDiw96lkHN1BIRkMpIwT9qXhyPbjvlbMuWCSM8ISj6cW_AnRjhosWHtxM6gtLV3p9cqggstbiR1u68bCgp3PYaeDRws1bQ5Q/s1600-h/cora%C3%A7%C3%A3o.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 223px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjiWqn5UB21RmADy_UsCJMuTT_FiWMBfSil5ctvdDiw96lkHN1BIRkMpIwT9qXhyPbjvlbMuWCSM8ISj6cW_AnRjhosWHtxM6gtLV3p9cqggstbiR1u68bCgp3PYaeDRws1bQ5Q/s320/cora%C3%A7%C3%A3o.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot;id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5419578385735821778&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Como ousas, Delfos, inquirir tal insensata postulação, se sabeis que, por muito naturalmente, mal notamos nossos batimentos cardíacos e tampouco nossa respiração, tal qual nossos desejos não ultrapassam à sociologia profana do consumismo?</description><link>http://bloguisteria.blogspot.com/2009/12/notacoes-dos-festejos-de-fim-de-ano.html</link><author>noreply@blogger.com (Danielle Ribeiro)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjiWqn5UB21RmADy_UsCJMuTT_FiWMBfSil5ctvdDiw96lkHN1BIRkMpIwT9qXhyPbjvlbMuWCSM8ISj6cW_AnRjhosWHtxM6gtLV3p9cqggstbiR1u68bCgp3PYaeDRws1bQ5Q/s72-c/cora%C3%A7%C3%A3o.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-13276473.post-6779871160600575251</guid><pubDate>Tue, 08 Dec 2009 14:01:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-08T12:44:13.607-02:00</atom:updated><title>A Paulista faz anos e a sorte é toda nossa!!!</title><description>Em 8 de Dezembro de 1891, foi inaugurada a avenida que um século mais tarde viria a ser o marco financeiro do país. Mas, convenhamos, a Av. Paulista tem muito mais cultura que dinheiro: ainda bem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgf4E2VRscZDSThc-BHUE0O7YiAzziGPDskR3lLwqkubBEi3GcRvBLtRLvMzw02jq6qvP6RnSSDsLAoZGcSFYbC3AH3nEQc8xvkeW2HG7xxz4ARcyZBR5s0kjUQjZjdYVHNS8nV/s1600-h/Avenida_Paulista_1891.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 133px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgf4E2VRscZDSThc-BHUE0O7YiAzziGPDskR3lLwqkubBEi3GcRvBLtRLvMzw02jq6qvP6RnSSDsLAoZGcSFYbC3AH3nEQc8xvkeW2HG7xxz4ARcyZBR5s0kjUQjZjdYVHNS8nV/s200/Avenida_Paulista_1891.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot;id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5412869902940690802&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Imagem do ano da inauguração)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A avenida foi projeta pelo engenheiro Joaquim de Eugenio de Lima, hoje uma de suas travessas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjtQyXMGNSxdjvyIkarE7aFBibRcJhFLubRwQIrJ5uhXHVSQU7s-LnGAvDJ_ruRn5p7Q8w3IZlFegq3AeEoaxxNiBrKvm6mOvdU2Zpjq0sWM_YtvJZb5Dbq6tXSoRtwI4yX9oD7/s1600-h/Avenida_Paulista_1928.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 169px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjtQyXMGNSxdjvyIkarE7aFBibRcJhFLubRwQIrJ5uhXHVSQU7s-LnGAvDJ_ruRn5p7Q8w3IZlFegq3AeEoaxxNiBrKvm6mOvdU2Zpjq0sWM_YtvJZb5Dbq6tXSoRtwI4yX9oD7/s200/Avenida_Paulista_1928.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot;id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5412870542563039234&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Tem coisa que insiste em permanecer a mesma. Eis o trânsito, embora de calhambeques em 1928!!!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEha3CrhfJIZHMuF_ns0u2mMthUrQDz7FU2DhGuJhbAqOiFVdD77bokCx7L3LXCj8FYOgpAwFaL_oMsDUD8LgmiYQMsy60Gj3ozafN6jywMfWWHw2Y3HgtjXPa0T8qL-81DV1NZF/s1600-h/manifesta%C3%A7%C3%A3o+paulista.bmp&quot;&gt;&lt;img style=&quot;float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 192px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEha3CrhfJIZHMuF_ns0u2mMthUrQDz7FU2DhGuJhbAqOiFVdD77bokCx7L3LXCj8FYOgpAwFaL_oMsDUD8LgmiYQMsy60Gj3ozafN6jywMfWWHw2Y3HgtjXPa0T8qL-81DV1NZF/s200/manifesta%C3%A7%C3%A3o+paulista.bmp&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot;id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5412872698481515954&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Manifestações: das recorrências da avenida que é palco de expressão)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiLDLEMPXoy6bFvrubLzIvFI47iswidx33sYFAcr02Rv3PJwIqby-vNJw7_FlYsDgvAcT_10SLSpKWAs65bO9h9sSjoLaTKUw-LMLCIMiEEwdY2vfbkVbZejNTpyNmgu-vqqUUZ/s1600-h/passarela.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiLDLEMPXoy6bFvrubLzIvFI47iswidx33sYFAcr02Rv3PJwIqby-vNJw7_FlYsDgvAcT_10SLSpKWAs65bO9h9sSjoLaTKUw-LMLCIMiEEwdY2vfbkVbZejNTpyNmgu-vqqUUZ/s200/passarela.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot;id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5412875225738898338&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(O mundo na passarela!) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quem não se lembra da calçada azulejada? Tudo bem que tiraram, foi por uma boa causa! Hoje está mais universalmente transitável! E finalmente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parabéns paulistanos pelo magnífico patrimônio!</description><link>http://bloguisteria.blogspot.com/2009/12/paulista-faz-anos-e-sorte-e-toda-nossa.html</link><author>noreply@blogger.com (Danielle Ribeiro)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgf4E2VRscZDSThc-BHUE0O7YiAzziGPDskR3lLwqkubBEi3GcRvBLtRLvMzw02jq6qvP6RnSSDsLAoZGcSFYbC3AH3nEQc8xvkeW2HG7xxz4ARcyZBR5s0kjUQjZjdYVHNS8nV/s72-c/Avenida_Paulista_1891.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-13276473.post-3931185000284488503</guid><pubDate>Wed, 02 Dec 2009 16:46:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-02T14:59:32.934-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">aquecimento global; copenhague; mudanças climáticas</category><title>Não está desculpado!</title><description>Nova campanha do Greenpeace, lançada em Copenhague, Dinamarca, uma semana antes da Conferência do Clima da ONU.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;http://oglobo.globo.com/fotos/2009/12/02/02_MHG_cie_lula_.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 720px; height: 460px;&quot; src=&quot;http://oglobo.globo.com/fotos/2009/12/02/02_MHG_cie_lula_.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faltou estampar a foto de centenas de milhares de consumistas que circulam com seus automóveis, carregando sacolas plásticas dos Shoppings Centers!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href=&quot;http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2009/12/02/campanha-do-greenpeace-em-copenhague-faz-criticas-as-decisoes-dos-lideres-mundiais-sobre-aquecimento-global-915014605.asp&quot;&gt;O Globo&lt;/a&gt;</description><link>http://bloguisteria.blogspot.com/2009/12/nao-esta-desculpado.html</link><author>noreply@blogger.com (Danielle Ribeiro)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-13276473.post-3165247893778923193</guid><pubDate>Sat, 20 Jun 2009 16:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-06-20T13:25:26.893-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Carlinhos Brown</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">miscigenação</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pracatum</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">raça humana</category><title>Pracatum é pra Curar!</title><description>... a partir do momento em que o conceito raça nasceu, seja para classificar ou para hierarquizar, já estava iminentemente morto. O movimento natural não validou ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width=&quot;425&quot; height=&quot;344&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/85sFFi3auxQ&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowFullScreen&quot; value=&quot;true&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowscriptaccess&quot; value=&quot;always&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/85sFFi3auxQ&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; allowscriptaccess=&quot;always&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;344&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... post scriptum: vídeo realizado pela produtora Like Filmes, para a Ong Pracatum, da comunidade de Candeal, Salvador - Bahia ...</description><link>http://bloguisteria.blogspot.com/2009/06/pracatum-e-pra-curar.html</link><author>noreply@blogger.com (Danielle Ribeiro)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-13276473.post-7034893303218857246</guid><pubDate>Mon, 15 Jun 2009 17:18:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-06-23T19:59:35.031-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">colonização</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Legião Urbana</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">manipulação</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Índios</category><title>A Colonização Dogmatizadora das Almas ...</title><description>... Humanas, na qual, embora de sutil percepção, encontramo-nos todos! Contudo para um virtuoso colonizado, deve-se querer a segurança, para sangrar em vão e chorar pelo vácuo ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width=&quot;425&quot; height=&quot;344&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/paWUc_gZ-Ck&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowFullScreen&quot; value=&quot;true&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowscriptaccess&quot; value=&quot;always&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/paWUc_gZ-Ck&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; allowscriptaccess=&quot;always&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;344&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;</description><link>http://bloguisteria.blogspot.com/2009/06/colonizacao-dogmatizadora-das-almas.html</link><author>noreply@blogger.com (Danielle Ribeiro)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-13276473.post-415798446440128464</guid><pubDate>Mon, 01 Jun 2009 14:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-06-01T11:45:26.457-03:00</atom:updated><title>Intelectologia</title><description>&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgHwiSzkaVsGkYuw71eVKwBnfcXh7VpYPwzjotseMgTCuJgrnjFSFdUTwSGsAVf-NAdn88F4lWRk8snoX2UzsvNMknZtVmGLKXtO1f6xg9Ml5239KOSc2EUHB_AVrTE_at38Uo-/s1600-h/Intelectologia.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgHwiSzkaVsGkYuw71eVKwBnfcXh7VpYPwzjotseMgTCuJgrnjFSFdUTwSGsAVf-NAdn88F4lWRk8snoX2UzsvNMknZtVmGLKXtO1f6xg9Ml5239KOSc2EUHB_AVrTE_at38Uo-/s400/Intelectologia.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot;id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5342370142103563762&quot; /&gt;&lt;/a&gt;</description><link>http://bloguisteria.blogspot.com/2009/06/intelectologia.html</link><author>noreply@blogger.com (Danielle Ribeiro)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgHwiSzkaVsGkYuw71eVKwBnfcXh7VpYPwzjotseMgTCuJgrnjFSFdUTwSGsAVf-NAdn88F4lWRk8snoX2UzsvNMknZtVmGLKXtO1f6xg9Ml5239KOSc2EUHB_AVrTE_at38Uo-/s72-c/Intelectologia.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-13276473.post-3936285159132499944</guid><pubDate>Wed, 27 May 2009 16:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-06-20T13:23:03.933-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Boneca de Trapo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">injustiça</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Nelson Gonçalves</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">prostituição</category><title>A Ética da Prostituta no Varejo on Demand</title><description>Mesmo com a proposta do valor do serviço dobrado, ela recusou-se a se entregar sem camisinha. Foi chamada de amadora pelo mercador, que  a agrediu contra a parede numa evidente demonstração de superioridade e amaneirou-se tal qual um escravocrata, pois toda a lei, limita-se aos justos! &lt;br /&gt;... e assim foi quando a meretriz julgou preservar a si e ao mundo ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width=&quot;425&quot; height=&quot;344&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/46cuCyK4c30&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowFullScreen&quot; value=&quot;true&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowscriptaccess&quot; value=&quot;always&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/46cuCyK4c30&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; allowscriptaccess=&quot;always&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;344&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;música: Boneca de Trapo&lt;br /&gt;artista: Nelson Gonçalves</description><link>http://bloguisteria.blogspot.com/2009/05/etica-da-prostituta-no-varejo-on-demand.html</link><author>noreply@blogger.com (Danielle Ribeiro)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-13276473.post-4212038622671005399</guid><pubDate>Thu, 21 May 2009 17:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-05-21T15:12:10.806-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">arte</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cena 11</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">dança contemporânea</category><title>Do Futuro do Presente: o Indicativo do Obscuro Absurdo</title><description>... pois é sabido que para a formação do infinitivo impessoal e suas mais variadas formas, basta adicionar um sufixo desinencial ao morfema raíz que lhe dará substância temporal de ordem acausal. Mas muito mais do que mera sintaxe psicodélica, um grupo de dança radicado na cidade de Florianópolis, capital de Santa Catarina, trás em sua estética punk-gótica-futuristica, as manifestações agônicas e tórpidas de uma geração-arte que vive exuberantemente as emoções sem partido, presas num particular infinito. Uma estética comportamental que temos visto surgir a partir de meados dos anos 90, do já findado século XX, que demonstra humanos em vidas sem propósito, num estranho vazio de sentidos que os leva ao bizarro, absurdo e nonsense. O movimento mais caracteristico das coreografias do grupo se interrelaciona com a noção de gravidade, não para desafiá-la,como fazem os pássaros, mas para explorá-la intensa e dolorosamente, pois seu alvo é o chão, onde se situam os homens!&lt;br /&gt;Abaixo, dois vídeos em sequência que compilam as coreografias da trupe do Cena 11. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width=&quot;425&quot; height=&quot;344&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/76ArRtafpJU&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowFullScreen&quot; value=&quot;true&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowscriptaccess&quot; value=&quot;always&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/76ArRtafpJU&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; allowscriptaccess=&quot;always&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;344&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width=&quot;425&quot; height=&quot;344&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/m7MGghJVG7s&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowFullScreen&quot; value=&quot;true&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowscriptaccess&quot; value=&quot;always&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/m7MGghJVG7s&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; allowscriptaccess=&quot;always&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;344&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;</description><link>http://bloguisteria.blogspot.com/2009/05/do-futuro-do-presente-o-indicativo-do.html</link><author>noreply@blogger.com (Danielle Ribeiro)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-13276473.post-296026881081074779</guid><pubDate>Wed, 29 Apr 2009 13:44:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-04-29T11:00:56.051-03:00</atom:updated><title>Isso não é um post!</title><description>É preciso que o óbvio seja constantemente repetido para que não seja permanentemente esquecido! Mas fale alto, grite histericamente para que não se corra o risco de não ser ouvido, pois os ouvidos, ultimamente, andam perplexos por tantos zunidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiozw079P6DPoqZ2nbocTQw90C8JEvX5YbBRkRyuU3CCN0WJF7PqYB7oEH3zahwOaM9SDx1SFYQYbwXksvD7-7ufk3w5d50BAoC7Qp8NgqXJ-NDp63m4SmJF3hPhdNKJbW1B2PL/s1600-h/Sacola.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiozw079P6DPoqZ2nbocTQw90C8JEvX5YbBRkRyuU3CCN0WJF7PqYB7oEH3zahwOaM9SDx1SFYQYbwXksvD7-7ufk3w5d50BAoC7Qp8NgqXJ-NDp63m4SmJF3hPhdNKJbW1B2PL/s320/Sacola.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot;id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5330112863943240434&quot; /&gt;&lt;/a&gt;</description><link>http://bloguisteria.blogspot.com/2009/04/isso-nao-e-um-post.html</link><author>noreply@blogger.com (Danielle Ribeiro)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiozw079P6DPoqZ2nbocTQw90C8JEvX5YbBRkRyuU3CCN0WJF7PqYB7oEH3zahwOaM9SDx1SFYQYbwXksvD7-7ufk3w5d50BAoC7Qp8NgqXJ-NDp63m4SmJF3hPhdNKJbW1B2PL/s72-c/Sacola.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-13276473.post-8772414692714306909</guid><pubDate>Thu, 23 Apr 2009 14:37:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-04-23T12:22:13.566-03:00</atom:updated><title>Tabagismo também é bilheteria!</title><description>E bilheteria também pode ser cultura! Por isso, nada melhor que uma indústria; a do entretenimento; apropriar-se de outra indústria; a da morte,  para fazer da bilheteria aquilo que não é cultura. &lt;br /&gt;Certamente haverá muito mais filmes sobre o tema do que os que vou citar, logo, haverá ainda muitas perspectivas de câmera para o tão tripudiado vício de fumar. O mais disperso, para não dizer popular, que discorreu sobre a temática foi &quot;&lt;a href=&quot;http://www.imdb.com/title/tt0427944/&quot;&gt;Obrigado por Fumar&lt;/a&gt;&quot; (Jason Reitman - 2005), que incitou uma polêmica sobre a nocividade, nos seus mais diversos graus, entre três grandes indústrias, a saber: a bélica, a automobilística e a tabagista. No final das contas, o filme se resumia a discutir a fatídica questão: &quot;Qual delas mata mais?&quot;. &lt;br /&gt;O mais engraçado e despojado foi, de fato, &lt;a href=&quot;http://www.imdb.com/title/tt0379217/&quot;&gt;&quot;Coffe &amp; Cigarretes&quot;&lt;/a&gt; (Jim Jarmusch - 2003), que no lugar de discutir o indiscutivel, ou de julgar o inimputável, simplesmente representou de maneira isenta e, ao mesmo tempo, satírica a necessidade dessa substância em ocasiões sociais e de interação interpessoal, geralmente ambientadas em uma mesa de bar como um ponto de encontro. &lt;br /&gt;Estreou no fim do ano passado aqui no Brasil, um documentário que, justamente por ser documentário, não é lá um sucesso de bilheteria, mas que ainda encontra-se em cartaz nas mais recônditas e empoeiradas saladas de cinema. Trata-se de &quot;Fumando Espero&quot;(Adriana Dutra-2008) que revela o depoimento de pessoas que fazem parte da indústria do entretenimento, outras da indústria do tabagismo, outras da indústia das leis e multas, outras da indústria do consumismo, outras da indústria ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width=&quot;425&quot; height=&quot;344&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/YTJJ_4RE8JA&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowFullScreen&quot; value=&quot;true&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowscriptaccess&quot; value=&quot;always&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/YTJJ_4RE8JA&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; allowscriptaccess=&quot;always&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;344&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;</description><link>http://bloguisteria.blogspot.com/2009/04/tabagismo-tambem-e-bilheteria.html</link><author>noreply@blogger.com (Danielle Ribeiro)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-13276473.post-2943403515497912988</guid><pubDate>Sat, 18 Apr 2009 15:29:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-04-18T13:18:36.832-03:00</atom:updated><title>Tomara Maravilha!!!</title><description>Tomara é um verbete muito mais facilmente dito que escrito. Uma palavra que expressa as ânsias e desejos humanos, de um forte teor afetivo e emotivo, e em contrariedade à pluripotência individual do ser e à jactância racionalista.&lt;br /&gt;Em uma pesquisa googleriana sobre o termo é possível encontrar-se absolumente nada! Tomara que o termo venha a ser mais efusivamente esquadrinhado, visto que ele carrega em si o que há de mais puro e essencial do ser humano, ou seja: a esperança; o desejo!&lt;br /&gt;Um político poderia dizer: Tomara que ninguém descubra! Antes de iniciar a aula, o professor pensaria: Tomara que a classe se comporte! O capitalista desejaria que: Tomara que dê lucro! O esquerdista poderia ansiar: Tomara que dê certo - mas nunca dá! Existe ainda o Tomara-que-Caia, que exerce função substantiva de caracter mais libidinosa-sexo-cultural, que opostamente também é cumprida pelos estimulantes sintéticos de ereção que realizam o Tomara-que-Suba!&lt;br /&gt;Já os poetas poderiam dizer: Tomara que o amor se realize e a felicidade seja plena!&lt;br /&gt;- Seja lá o que isso for - replicaria o filósofo que - por sua vez, igualmente os deseja ter, mas espera antes entender.&lt;br /&gt;Ouvi dizer esses dias que iniciaram uma restauração das obras expostas no &lt;a href=&quot;http://en.wikipedia.org/wiki/East_Side_Gallery&quot;&gt;East Side Gallery&lt;/a&gt;, vulgo &quot;&lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Muro_de_Berlim&quot;&gt;Muro de Berlim&lt;/a&gt;&quot;, ou sobreporão outras obras, neste espaço que é considerado a maior galeria de arte a céu aberto. De qualquer forma: Tomara que não chova antes da tinta secar! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width=&quot;425&quot; height=&quot;344&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/HggPXxtQV60&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowFullScreen&quot; value=&quot;true&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowscriptaccess&quot; value=&quot;always&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/HggPXxtQV60&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; allowscriptaccess=&quot;always&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;344&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Música: Tomara&lt;br /&gt;Autor: Vinícius de Morais</description><link>http://bloguisteria.blogspot.com/2009/04/tomara-maravilha.html</link><author>noreply@blogger.com (Danielle Ribeiro)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-13276473.post-4219749438626910963</guid><pubDate>Fri, 10 Apr 2009 21:55:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-04-10T20:37:45.573-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">música</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Sebastião Tapajós</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">violonista brasileiro</category><title>O Carimbo de Tapajós!</title><description>Quando me deparo com determinados músicos, por vezes ignorados pelo grande público, executando suas obras, arranjos ou, ainda mesmo, interpretações, me vem uma súbita curiosidade em saber o que faz a altivez de tantos outros se sobressaltar?&lt;br /&gt;Como é no caso de apreciar as obras e o tocar desse cidadão, reconhecido pela selecta e fiel audiência, na maioria das vezes estrangeira, como um ser simples e de uma virtuosidade esplêndida. Poucas vezes se vira um violão ser tão belamente ressonado, num casamento eufônico entre o vibrar das cordas e o ar, no tilintar sutil das notas, o divino matrimônio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width=&quot;425&quot; height=&quot;344&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/g8uy2Ziv7OE&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowFullScreen&quot; value=&quot;true&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowscriptaccess&quot; value=&quot;always&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/g8uy2Ziv7OE&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; allowscriptaccess=&quot;always&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;344&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sebastião Tapajós, ou simplesmente, &quot;Tião&quot;, um violonista orgulhosamente tupiniquim!</description><link>http://bloguisteria.blogspot.com/2009/04/o-carimbo-de-tapajos.html</link><author>noreply@blogger.com (Danielle Ribeiro)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-13276473.post-2468227349538505103</guid><pubDate>Sat, 04 Apr 2009 17:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-04-05T17:01:58.943-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">nam june paik</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">videoarte</category><title>Nam June Paik: Plataforma e Movimento</title><description>&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjApNcHLUyBWIYeBRCyFSymOLzByhW3b61lsPoqCh1PeNVGxz6fA_10lPN5s7Di_UxAfumKDoFKSnM-wh6k-e8ja9fLcGGBOVbyUlCsbPfPbQ_8qn-ixxAm3-NTJuac1N9NR1u2/s1600-h/nam-june_moorman.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 144px; height: 200px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjApNcHLUyBWIYeBRCyFSymOLzByhW3b61lsPoqCh1PeNVGxz6fA_10lPN5s7Di_UxAfumKDoFKSnM-wh6k-e8ja9fLcGGBOVbyUlCsbPfPbQ_8qn-ixxAm3-NTJuac1N9NR1u2/s200/nam-june_moorman.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot;id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5320903278266006994&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Inúmeras interpretações. Inúmeras são as especulações sobre a constatação de uma autêntica obra de arte. Quatro minutos e trinta e três segundos paralizado em frente a um piano para executar uma música, é arte? Sim, é arte! Empilhar televisores e dá-los formas conhecidas, também? Sim, também! De certa forma, em um dado momento, a plataforma artística passou a ser a atitude do artista, ou seja, o artista em si mesmo e no seu movimento. Já não bastava experenciar a emoção estética agraciada pela obra, comumente bela e em sua plataforma usual. Era necessário ficar com aquela expressão de quem acabou de ter todas  as suas certezas abaladas. Era necessário perguntar: &quot;Mas o que isso quer dizer?&quot;. E, de fato, os explicadores inventam mais arte que a arte em si. Por isso a célebre declaração de Nam June Paik (considerado o pai da video arte e muito amigo de Cage &amp; Stockhausen Cia.), de que a arte seria fraudulenta e bastaria fazer algo que ninguém houvesse feito ainda para que se fosse reconhecido, tornou-se célebre!&lt;br /&gt;Como saber qual a intenção do artista? &lt;br /&gt;Posso dizer que o preto e o branco representam o bem e o mal, ou o tudo ou o nada, e daí retirar dezenas de explicações que poderiam até beatificar o artista. E esse movimento estático, então? O que eu poderia dizer sobre um movimento que é estático?&lt;br /&gt;Bem, acho que me resta perguntar sobre o quê Nam June Paik faria com um iPod!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width=&quot;425&quot; height=&quot;344&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/8z1sOsIrshU&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowFullScreen&quot; value=&quot;true&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowscriptaccess&quot; value=&quot;always&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/8z1sOsIrshU&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; allowscriptaccess=&quot;always&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;344&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;</description><link>http://bloguisteria.blogspot.com/2009/04/zen-june-paik-plataforma-e-movimento.html</link><author>noreply@blogger.com (Danielle Ribeiro)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjApNcHLUyBWIYeBRCyFSymOLzByhW3b61lsPoqCh1PeNVGxz6fA_10lPN5s7Di_UxAfumKDoFKSnM-wh6k-e8ja9fLcGGBOVbyUlCsbPfPbQ_8qn-ixxAm3-NTJuac1N9NR1u2/s72-c/nam-june_moorman.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-13276473.post-5069551718066732156</guid><pubDate>Fri, 27 Mar 2009 16:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-04-05T17:01:15.069-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">doc tv</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">documentário</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">segurança pública</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">violência</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">violência s/a</category><title>Sarcasmo - não é pra menos!</title><description>Seguindo a mesma linha de raciocínio do longa metragem &quot;Quanto Vale ou é Por Quilo&quot;(Sérgio Bianchi - 2005), o curta metragem &lt;a href=&quot;http://www.curtagora.com/filme.asp?Codigo=6010&amp;Ficha=Completa&quot;&gt;Violência S/A&lt;/a&gt; discorre sobre o mercado da segurança privada e aqueles que lucram exorbitâncias atmosféricas com a ausência do Estado na proteção dos cidadãos por direito. Faz uma narrativa jocosa no estilo &quot;organizações tabajaras&quot; na qual conota que os direitos constitucionais estão longe de serem universais. Torna o absurdo hilário, além de ser ridículo com muita competência!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width=&quot;425&quot; height=&quot;344&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/utBZPa8kLAM&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowFullScreen&quot; value=&quot;true&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowscriptaccess&quot; value=&quot;always&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/utBZPa8kLAM&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; allowscriptaccess=&quot;always&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;344&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;</description><link>http://bloguisteria.blogspot.com/2009/03/sarcasmo-nao-e-pra-menos.html</link><author>noreply@blogger.com (Danielle Ribeiro)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-13276473.post-4280308090723132689</guid><pubDate>Sun, 22 Mar 2009 13:35:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-04-05T17:00:17.725-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">aaron hawks</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">fotografia</category><title>Um Privilégio da Luz: Aaron Hawks</title><description>Diria que se a maior parcela dos fotógrafos faz crônicas de suas obras, Aaron Hawks é pura poesia! Não se contenta em captar as imagens aleatórias do momento dado e no cenário dado, ele mesmo os cria e os tempera de sexualidade, sofisticação, angustia e violência ...(três pontos e ponto e virgula); ele escarra personalidade (ponto final).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhFotqVyBnXhicqGwSil-a3mQ1J-Tno6RVBtSAAz85RzQV_yoBjLukffTlIzu00hYPiRSehTcfMF3Nk-Xn-JTrt270fgznU1afx3xSTTSZnasxYnz_P9OwBZa6QN_or6KfUEA3L/s1600-h/2007041700_Picture%25201-tm.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 314px; height: 320px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhFotqVyBnXhicqGwSil-a3mQ1J-Tno6RVBtSAAz85RzQV_yoBjLukffTlIzu00hYPiRSehTcfMF3Nk-Xn-JTrt270fgznU1afx3xSTTSZnasxYnz_P9OwBZa6QN_or6KfUEA3L/s320/2007041700_Picture%25201-tm.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot;id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5316006962935469426&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjXT9uSwwB-M4P9FnLmCSEWytCKykIEeEN_kDVbTM-a_rlc6142os3YyS3hb2f03ZXTUPf2pAT6LeObsfYwUxcycB5pVbNnh1GYKwGHF2e1ksmpEry5X-5kaKACgrY8ZYCc_zM0/s1600-h/2007041700_Picture%25203-tm.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 316px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjXT9uSwwB-M4P9FnLmCSEWytCKykIEeEN_kDVbTM-a_rlc6142os3YyS3hb2f03ZXTUPf2pAT6LeObsfYwUxcycB5pVbNnh1GYKwGHF2e1ksmpEry5X-5kaKACgrY8ZYCc_zM0/s320/2007041700_Picture%25203-tm.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot;id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5316007716765696322&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjy1jKDBHg93pRuxeLxNYERtqfXc8it-TtSy81jOz5ppeGzi7R6_a-NUL6HPuExkevmnc0-TiKoU5CCWhWZ8q_cRnqHqWlZCIjdI_I8to3kTGbnQemZO4JRvb2XJUrznO9TpTsv/s1600-h/2007041700_Picture%25207-tm.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 314px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjy1jKDBHg93pRuxeLxNYERtqfXc8it-TtSy81jOz5ppeGzi7R6_a-NUL6HPuExkevmnc0-TiKoU5CCWhWZ8q_cRnqHqWlZCIjdI_I8to3kTGbnQemZO4JRvb2XJUrznO9TpTsv/s320/2007041700_Picture%25207-tm.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot;id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5316008062695306354&quot; /&gt;&lt;/a&gt;</description><link>http://bloguisteria.blogspot.com/2009/03/um-privilegio-da-luz-aaron-hawks.html</link><author>noreply@blogger.com (Danielle Ribeiro)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhFotqVyBnXhicqGwSil-a3mQ1J-Tno6RVBtSAAz85RzQV_yoBjLukffTlIzu00hYPiRSehTcfMF3Nk-Xn-JTrt270fgznU1afx3xSTTSZnasxYnz_P9OwBZa6QN_or6KfUEA3L/s72-c/2007041700_Picture%25201-tm.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item></channel></rss>