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		<title>O que a ciência revela sobre a criatividade (e como isso pode libertar nossas ideias)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Caio Blumer]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 May 2025 00:32:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[ciência]]></category>
		<category><![CDATA[criatividade]]></category>
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					<description><![CDATA[Muita gente que ainda pensa que criatividade é uma coisa mágica, uma luz divina que só toca artistas geniais e os escolhidos. Mas a ciência discorda — e traz boas notícias pra todo mundo que já duvidou de suas próprias...]]></description>
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<p>Muita gente que ainda pensa que criatividade é uma coisa mágica, uma luz divina que só toca artistas geniais e os escolhidos.</p>



<p>Mas a ciência discorda — e traz boas notícias pra todo mundo que já duvidou de suas próprias ideias.</p>



<p>Pesquisas recentes em neurociência, como as conduzidas pela Universidade de Monash, mostraram que o cérebro entra num modo diferente quando criamos: ele desliga, mesmo que levemente, regiões associadas ao julgamento e autocensura. A mesma voz interna que pergunta “será que isso tá bom?” — se aquieta.</p>



<p>É aí que ideias improváveis começam a se conectar. É aí que nasce o novo.</p>



<span id="more-5144"></span>



<p>Criatividade, como qualquer outra habilidade, pode ser treinada. Mas diferente de produtividade ou execução, ela pede um outro tipo de treino: um treino de liberdade. Um treino de presença.</p>



<p>Mais do que buscar ideias geniais, o desafio talvez seja só criar sem pressa de publicar, sem ansiedade por validação, sem medo do rascunho.</p>



<p>Quer um ponto de partida? Comece com 15 minutos de criação por dia. Nada pra postar. Nada pra vender. Só pra você. Só pra existir.</p>



<p><em><a href="https://blumerangue.substack.com/subscribe">Curtiu? Toda semana tem muito mais na News do Blumerangue <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f642.png" alt="🙂" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> Você pode assinar aqui de graça — ou nos apoiar com a versão paga e cheia de extras!</a></em></p>
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		<title>E o que é que gratidão tem a ver com criatividade?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Caio Blumer]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 05 Apr 2025 15:35:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[gratidão]]></category>
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					<description><![CDATA[Acontece que muito. Vista por muitos como papo de livro de autoajuda, palavrinha da moda dos coach ou positividade tóxica, ela acaba sendo descartada antes mesmo de ser vivenciada.&#160;A gratidão já foi muito mal compreendida. Você está num dia difícil....]]></description>
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<p>Acontece que muito.</p>



<p>Vista por muitos como papo de livro de autoajuda, palavrinha da moda dos coach ou positividade tóxica, ela acaba sendo descartada antes mesmo de ser vivenciada.&nbsp;A gratidão já foi muito mal compreendida.</p>



<p>Você está num dia difícil. As ideias não vêm. O projeto empaca. A cabeça parece cheia e vazia ao mesmo tempo. E a tendência é ir direto pro piloto automático: se cobrar, se comparar, tentar produzir na marra, assumir derrota, se colocar pra baixo.</p>



<p>Nesse momento — e justamente nesse momento — parar para perceber tudo que se tem pra agradecer pode parecer absurdo. Mas talvez seja exatamente isso que falta pra virar a chave.</p>



<span id="more-5139"></span>



<p>Na real, a verdadeira gratidão mora na simplicidade da percepção: o café quentinho, a mensagem inesperada, a luz da manhã, a possibilidade de um home-office, um teto, um copo de água limpa, a pequena vitória.&nbsp;</p>



<p>Ela não tem nada de misteriosa ou complexa — nada desses papos que vendem por aí. Quando reconhecemos essas aparentemente &#8220;pequenas&#8221; âncoras, damos ao cérebro um lembrete de que há chão sob os pés.&nbsp;</p>



<p>E é aí que o ato criativo renasce.</p>



<p>Agradecer reduz o ruído mental. Reposiciona o foco. Reorganiza o olhar. É uma pausa produtiva — mesmo que não pareça.&nbsp;</p>



<p>Pare por dois minutos.</p>



<p>Respire fundo.</p>



<p>Escreva três coisas simples pelas quais você sente a temida e evitada palavrinha que representa o grandioso gesto: gratidão.</p>



<p>Pode ser o ponto de partida para desbloquear não só sua criatividade, mas também sua presença.</p>



<p>É impossível apreciar o que se quer conquistar ou criar sem antes saber apreciar de verdade o que já foi conquistado e criado.</p>



<p>Eu te garanto. Eu já estive nesse lugar.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="has-small-font-size"><em>Se quiser aprofundar essa ideia, a edição completa da Newsletter Blumerangue está aqui para isso.</em> <em><a href="https://blumerangue.substack.com/p/o-que-a-gratidao-tem-a-ver-com-isso" data-type="link" data-id="https://blumerangue.substack.com/p/o-que-a-gratidao-tem-a-ver-com-isso">Leia aqui</a></em>!</p>



<p></p>
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		<title>Criatividade em Movimento: Como Respeitar Nossos Ciclos Para Criar Melhor</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Caio Blumer]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Mar 2025 18:36:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[ciclos]]></category>
		<category><![CDATA[criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[descanso]]></category>
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					<description><![CDATA[Nossa Criatividade não é uma torneira que se abre e fecha com conteúdo pra vazar na hora que a gente quer. Assim como as estações do ano, as marés e a lua, a nossa criatividade tem seus ciclos&#8230; Tem momentos...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Nossa Criatividade não é uma torneira que se abre e fecha com conteúdo pra vazar na hora que a gente quer. </p>



<p>Assim como as estações do ano, as marés e a lua, a nossa criatividade tem seus ciclos&#8230; Tem momentos de explosão, onde as ideias fluem como um rio caudaloso, e momentos de calmaria, um lago sereno, onde parece que nada acontece. </p>



<p>Mas será que realmente nada acontece nesse lago?</p>



<span id="more-5132"></span>



<p>A verdade é que a pausa faz parte do processo criativo. Parte essencial, aliás. </p>



<p>Grandes ideias surgem da incubação, da observação, do tempo que damos para que conexões invisíveis se formem no nosso subconsciente &#8211; <em>this is Science, bro!</em> O problema é que muitas vezes encaramos os períodos de baixa criatividade como fracasso, quando na realidade são os avisos naturais de que talvez precisemos descansar um pouco.</p>



<p>Cada um de nós vai ter os seus momentos do seu jeito. Não caia no papinho de que existe uma receita do tempo certo para produtividade e blá blá blá&#8230; </p>



<p>A única coisa que existe é o autoconhecimento: observar e conhecer as nossas fases minguantes, crescentes e cheias, nossos momentos de luz intensa e de sombras de descanso. Pra cada um, vai ser de um jeito.</p>



<p>Entender e respeitar os ciclos criativos vai nos ajudar a criar com mais consistência e menos frustração.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p><em>Quer se aprofundar nesse tema? Leia a edição completa da Newsletter Blumerangue&nbsp;<a href="https://blumerangue.substack.com/p/criatividade-no-mundo-da-lua"><strong>aqui</strong></a>.</em></p>
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		<title>Quem questiona seus males detona: como o pensamento crítico eleva nossa Criatividade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Caio Blumer]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Mar 2025 00:53:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[Autenticidade]]></category>
		<category><![CDATA[criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[newsletter blumerangue]]></category>
		<category><![CDATA[pensamento crítico]]></category>
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					<description><![CDATA[Se você já se pegou questionando (não &#8220;duvidando&#8221;, questionando!) suas próprias ideias antes de colocá-las no mundo, parabéns, já está fazendo muito mais que a grande maioria: está usando seu pensamento crítico.&#160; O mundo anda acelerado, a gente sabe. Somos...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Se você já se pegou questionando (não &#8220;duvidando&#8221;, questionando!) suas próprias ideias antes de colocá-las no mundo, parabéns, já está fazendo muito mais que a grande maioria: está usando seu pensamento crítico.&nbsp;</p>



<p>O mundo anda acelerado, a gente sabe. Somos sapecados por informações, opiniões e tendências. O pensamento crítico é o que nos permite filtrar todo o ruído, encontrar os insights reais e tomar decisões mais conscientes.&nbsp;</p>



<span id="more-5128"></span>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Mais do que isso, o pensamento crítico é a parceria essencial da criatividade.</strong></h2>



<p>Afinal, a inovação começa com o questionamento: &#8220;Por que isso é feito dessa forma?&#8221;, &#8220;O que aconteceria se eu testasse um caminho diferente?&#8221;.</p>



<p>A criatividade não é apenas sobre ter ideias que ninguém teve&#8230; É sobre conectar pontos que só você enxergou e, então, transformar essas conexões em algo novo e relevante. E aí que entra o pensamento crítico: ele nos empurra para sair do modo automático de aceitar a tudo e nos questiona &#8220;se&#8221; e &#8220;como&#8221; aquilo que estamos criando faz sentido, se é relevante e se pode ser aprimorado.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-default is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>Pensamento crítico é uma excelente dupla para a criatividade, mas é também uma característica forte de pessoas de bem, que vivem uma vida boa, grata, leve, honrosa. Uma vida autêntica. </em></p>
</blockquote>



<p>É a cara de quem não cai no papinho de ninguém, que não gasta dinheiro atoa, que não quer impressionar, que não vai &#8220;na onda&#8221;, nem se torna um &#8220;vai-com-as-outras&#8221;.</p>



<p class="has-small-font-size"><em>&#8212; Quer se aprofundar nesse tema? Leia a edição completa da Newsletter Blumerangue <strong><a href="https://blumerangue.substack.com/p/questione-tudo-crie-melhor">aqui</a></strong>.</em></p>
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		<title>O segredo e o sagrado da vulnerabilidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Caio Blumer]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Dec 2024 14:24:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[exposição]]></category>
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		<category><![CDATA[vulnerabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[Compartilhamos pratos, aniversários, fotos dos bichos, risos dos filhos, viagens. Compartilhamos amigos, esportes, eventos, shows, livros. Num tempo em que a fronteira entre o online e o offline já não passa de um ponto, a autenticidade é, ao mesmo tempo,...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Compartilhamos pratos, aniversários, fotos dos bichos, risos dos filhos, viagens.</p>



<p>Compartilhamos amigos, esportes, eventos, shows, livros.</p>



<p>Num tempo em que a fronteira entre o online e o offline já não passa de um ponto, a autenticidade é, ao mesmo tempo, artigo de luxo e uma possibilidade constante.</p>



<p>Às vezes, é quase imperceptível se estamos sendo verdadeiros ou apenas “seguindo mais uma trend”.</p>



<span id="more-5122"></span>



<p>Já não é segredo: para sermos criativos com autenticidade, a vulnerabilidade é essencial — oi, Brené Brown!</p>



<p>A questão é: num tempo em que nos expomos até demais, onde traçamos a linha do horizonte saudável? Onde, com quem e como ser vulnerável?</p>



<p>Na nossa criação, sermos vulneráveis não é só possível, é necessário. É isso que a torna única.</p>



<p>Como já disse aqui antes: todo texto é uma janela para um novo pedaço da alma do autor.</p>



<p>A vulnerabilidade é o que nos conecta como humanidade. É o que nos faz reconhecer nossas dores, alegrias, o que nos arranca risadas e o que nos põe a filosofar.</p>



<p>Ao mesmo tempo, e aqui vou ser vulnerável com você, defendo que existem pensamentos, ideias e filosofias que podem — e talvez devam — ser só nossos. Não como segredos, mas como sagrados.</p>



<p>São esses os sagrados de uma vulnerabilidade consciente que nos conecta a nós mesmos. E, ainda assim, nos permitem criar com autenticidade. A autenticidade de quem sabe quem se é.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Providência divina</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Caio Blumer]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Aug 2024 23:58:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
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					<description><![CDATA[Estamos sempre precisando de uma providência dos céus. Precisamos que os frutos brotem e as flores floresçam: aí vêm os céus com o sol. Precisamos que os rios fluam, levem água às árvores, aos animais, transportem folhas. Vêm os céus...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Estamos sempre precisando de uma providência dos céus.</p>



<p>Precisamos que os frutos brotem e as flores floresçam: aí vêm os céus com o sol.</p>



<p>Precisamos que os rios fluam, levem água às árvores, aos animais, transportem folhas. Vêm os céus com a chuva.</p>



<p>Precisamos que a polinização aconteça, que as plantas se espalhem, que cresça a vegetação, os pés de frutas. Vêm os céus com as abelhas, os beija-flores, os pássaros.</p>



<span id="more-5112"></span>



<p>Precisamos que o mar tenha seu regime correto, que as marés se orientem. Vêm os céus com a lua.</p>



<p>Na semana que passou, vivemos uma seca das mais áridas aqui pelo interior de São Paulo e na capital paulista.</p>



<p>O céu, laranja. O sol, vermelho. O ar era pesado, e não de forma literária; respirávamos um ar denso.</p>



<p>Da janela de casa, mal dava para ver os prédios a alguns quarteirões de distância: a densa nuvem de poeira e fuligem cobria as sacadas—as vistas das sacadas e as sacadas em si. Haja vassoura.</p>



<p>Com dois dias de umidade do ar chegando a 20%, não havia alternativa: precisávamos de uma providência divina.</p>



<p>A nossa sorte é que a divindade nunca tarda e muito menos falha.</p>



<p>Ela veio, veio ventando, veio gelando, veio lavando—nosso chão, nossas narinas, nossa alma. A providência dos céus veio em gotas, gotas em queda livre.</p>



<p>Ufa, já podemos respirar de novo; os céus nos socorreram. O que era laranja se acinzentou, a poeira molhou, a fuligem acabou. As plantas podem voltar a sorrir, e nós, abençoados como que num batismo da mãe natureza, em parceria com os céus, voltamos a respirar aliviados.</p>
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		<title>Ritmo perigoso</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Caio Blumer]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Aug 2024 22:43:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[correria]]></category>
		<category><![CDATA[cronica]]></category>
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					<description><![CDATA[Existem momentos na vida, seja na carreira ou na vida pessoal, em que as coisas ficam absolutamente intensas, velozes e vorazes. Um perigo! Um perigo para a ansiedade, que não vê a hora de acabar. Um perigo para a presença,...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Existem momentos na vida, seja na carreira ou na vida pessoal, em que as coisas ficam absolutamente intensas, velozes e vorazes.</p>



<p>Um perigo!</p>



<p>Um perigo para a ansiedade, que não vê a hora de acabar.</p>



<p>Um perigo para a presença, já que tudo está tão veloz que não conseguimos aproveitar o tempo, que corre de nós.</p>



<span id="more-5108"></span>



<p>Um perigo para a disciplina, já que a gente tende a deixar toda a energia focada naquela correria e, aí, essa fonte de energia se esvai e não sobra para mais nada. Nem para o que é essencial ou importante.</p>



<p>Um perigo para o foco, que ou se perde em uma única coisa e esquece do resto da vida, ou quer dar conta de tudo e esquece que precisamos de um espaço pro nada.</p>



<p>Um perigo.</p>



<p>Um perigo para nós, que acabamos não vivendo nenhum dos tempos — nem presente, nem passado, nem futuro. Estamos ocupados demais fazendo, fazendo e fazendo, que não lembramos o que fizemos, não temos presença para o que estamos fazendo e só queremos que no futuro não façamos nada disso mais.</p>



<p>Já diziam os Titãs: é preciso saber viver.</p>



<p>É preciso saber escolher. É preciso saber identificar o perigo de uma vida corrida, de uma vida não vivida.</p>



<p>E aí vem uma coisa barulhenta: a decisão de como vivemos a vida é nossa. É, acredite, eu sei, é desagradável assumir, mas deixar de viver cada instante de nossos dias é ainda bem pior:</p>



<p>É um perigo!</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>O Olimpo radical</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Caio Blumer]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Aug 2024 23:50:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[cronica]]></category>
		<category><![CDATA[Olimpiadas]]></category>
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					<description><![CDATA[Não se começa um texto sobre esportes radicais seguindo regra. Esporte radical é zica! Ver o skate, o surfe, o BMX ocupando seu espaço no Olimpo do esporte é zica! As brasileiras e os brasileiros são embaçados. Nascemos radicais, sem...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Não se começa um texto sobre esportes radicais seguindo regra.</p>



<p>Esporte radical é zica!</p>



<p>Ver o skate, o surfe, o BMX ocupando seu espaço no Olimpo do esporte é zica!</p>



<p>As brasileiras e os brasileiros são embaçados. Nascemos radicais, sem medo do medo, com coragem de viver e aproveitar cada obstáculo que pinta na nossa frente, e olha, não são poucos.</p>



<p>Brasileiras e brasileiros são zica!</p>



<span id="more-5104"></span>



<p>De uma mãe que sonhava em viver uma Olimpíada do seu carrinho, como Gabi Mazetto, a uma jovem que, como ela mesma diz, é “uma adolescente como todas as outras, que vai para a escola, que sai com os amigos e que fica de castigo” — mas agora aprendeu as lições — e levou muitas medalhas nos seus 16 anos de vida, somando agora duas medalhas olímpicas. Essa é Rayssa Leal.</p>



<p>Um moleque de um esporte que pouca gente conhece, mas que quando ocupa a tela da TV hipnotiza: Bala Loka desafiou a gravidade e o conhecimento de todo mundo no BMX.</p>



<p>Nosso time do surfe subiu ao pódio no masculino e no feminino. Medina, dono da foto das Olimpíadas, mostrou que nem sempre o talento, o preparo e a vontade vencem, quando falamos na Mãe Natureza, muito depende Dela e das ondas que mandar também, e ela mandou um bronze pra gente. Ela sabe o que faz.</p>



<p>Já Tati Webb, que brilhou demais, sentiu o gostinho amargo dos esportes radicais que são decididos com uma nota e uma percepção de júris. Tati triscou na medalha de ouro, ficando com a prata mais dourada do surfe nessa edição olímpica.</p>



<p>Mas pra falar a real, para além das medalhas e das histórias brasileiras, o esporte radical tem uma outra característica ímpar, e talvez seja o espírito mais olímpico possível: em nenhum outro esporte você verá tantos atletas torcendo por seus competidores, técnicos se abraçando e vibrando juntos uns pelos outros. Nações de continentes diferentes juntas, celebrando cada manobra.</p>



<p>É tudo sobre o esporte, nada sobre o ego.</p>



<p>A comunidade radical é radicalmente do bem.</p>



<p>Autossuperação, parceria, união e boas quebras de protocolo. É só a segunda Olimpíada Radical, imagina só quanta história ainda vem voando e dando flip por aí…</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>O amor em forma de quatro rodinhas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Caio Blumer]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Aug 2024 23:19:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[olimpíadas]]></category>
		<category><![CDATA[skate]]></category>
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					<description><![CDATA[Mais uma vez, o skate me fez chorar. Apesar de ter andado de skate por muitos anos, desde a adolescência tomando madeirada nas canelas, joelhos e tornozelos, ensaiando kickflips no quintal da nossa pequena casa na periferia da cidade, o...]]></description>
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<p>Mais uma vez, o skate me fez chorar.</p>



<p>Apesar de ter andado de skate por muitos anos, desde a adolescência tomando madeirada nas canelas, joelhos e tornozelos, ensaiando kickflips no quintal da nossa pequena casa na periferia da cidade, o skate nunca me fez chorar por dor.</p>



<span id="more-5098"></span>



<p>Hoje, mais velho e sem tanta audácia para os kickflips, eu me contento em andar de longboard, que vira apenas um passeio em que se aprecia o vento no rosto.</p>



<p>E me contento também, e como me contento, em ver o skate crescer como esporte. Crescer tanto a ponto de ganhar seu espaço Olímpico.</p>



<p>O skate vai muito além de uma molecada que gosta de quebrar regra, usar roupa larga e ouvir música. O skate é uma escola do amor.</p>



<p>Em nenhuma outra competição esportiva você vai encontrar o mesmo nível e profundidade de amizade, admiração, torcida mútua e energia positiva, ou AMOR, como você vai encontrar numa competição de skate.</p>



<p>Augusto Akio, nosso Japinha malabarista, trouxe o bronze olímpico pra casa. Jogou com seus malabares, brincou no pódio, fez careta… mas a mensagem das falas do Akio foi uma só: AMOR.</p>



<p>“Sozinho é frio. Junto, é quente”, disse o Japinha. E ele ainda carteirou: “não tô falando de temperatura, tô falando de sentimento”.</p>



<p>Pedro Barros e Luigi Cini, que também estavam na final, falaram exatamente da mesma coisa. Amizade. Amor. Respeito. A vida não precisa esperar uma Olimpíada para unir nações, torcidas e pessoas ao redor de um clima de paz e camaradagem. Todos os dias têm essa oportunidade. Deram o exemplo em palavras e em ato: um abraço triplo ao final das baterias. É sobre a amizade. Sobre o AMOR.</p>



<p>E essa é a mensagem do skate. Sempre foi.</p>



<p>“O mundo” prefere taxar os moleques e as minas como desinteressados, preguiçosos e, vamos falar a real? “Vagabundos”. É mais fácil. Quem “quebra a regra”, quem fala do amor, ou é brega, ou é vagabundo. Chorão que o diga.</p>



<p>A realidade é que elas e eles trabalham duro, dedicam uma vida e até a integridade física e mental para representarem seus países, levarem a mensagem e a alegria do skate mundo afora. Dedicam seu tempo, o bem mais precioso do Universo. Tempo que poderiam estar com familiares, amigos, amores. Esse tempo está investido em pistas, viagens, quedas, erros, ralados, sessões de fisioterapia…</p>



<p>Tudo em nome de quê? Medalhas? Patrocínios? Troféus? Premiações?</p>



<p>Não. Amor.</p>



<p>Mais uma vez o skate me fez chorar. Mais uma vez, foi por amor.</p>



<p>Só quem ama pode ter a disciplina de um atleta, a paixão de um atleta, a tenacidade de um atleta. Só quem ama pode quebrar as regras, como os skatistas fazem. Por amor.</p>
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		<title>As pessoas que encontro na academia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Caio Blumer]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Aug 2024 11:11:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Academia]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
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					<description><![CDATA[Desconhecidos da academia são desconhecidos diferentes dos demais desconhecidos. Não são aleatórios. Não sei a profissão, o tipo de música favorita, se gostam de Marvel ou de DC. Eles não me conhecem. Não sabem se sou escritor, estudante universitário ou...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Desconhecidos da academia são desconhecidos diferentes dos demais desconhecidos. Não são aleatórios.</p>



<p>Não sei a profissão, o tipo de música favorita, se gostam de Marvel ou de DC.</p>



<p>Eles não me conhecem. Não sabem se sou escritor, estudante universitário ou biólogo marinho — e que, no meu caso, gosto de Marvel e gosto de DC.</p>



<p>É diferente de cruzar com as pessoas na rua ou em um café.</p>



<span id="more-5095"></span>



<p>Academia é uma rotina. Se você vai a um certo horário todos os dias, vai sempre encontrar a mesma turma.</p>



<p>Alguns cumprimentam, outros não fazem questão nem de lhe direcionar o olhar, mesmo que estejam lá, dividindo o mesmo espaço geográfico no mesmo horário, diariamente. E tudo bem.</p>



<p>Posso ser sincero? Às vezes, o introvertido em mim até prefere assim.</p>



<p>Essas pessoas nem imaginam o que se passa nos meus fones de ouvido, e eu não tenho ideia do que está tocando nos deles — tirando um cidadão peculiar que insiste em cantar em voz alta as músicas que está ouvindo em seu próprio fone.</p>



<p>Mas tem uma única coisa que eu consigo comprovar por um fato: se a pessoa é sem noção ou não. Nada, absolutamente nada nesse universo, pode perdoar a pessoa que coloca pesos fora da ordem que encontrou os pesos.</p>



<p>E há ainda um tipo pior: o que sai de um aparelho sem higienizar o equipamento. Desses desconhecidos sou incrédulo, espero não encontrá-los nem em um café.</p>
]]></content:encoded>
					
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