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		<title>Retalhos</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Jun 2009 00:54:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>regentus</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Comente este artigo no Fórum Omega Geek.


Craig Thompson cresceu numa família pobre e extremamente religiosa, num ambiente de opressão e de temor a Deus, forçado a dividir a cama com o irmão até a adolescência, vítima frequente de bullying escolar e da intransigência de seus pais, que nunca lhe deram direito a ter uma opinião. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=battlenerds.wordpress.com&blog=4007921&post=4551&subd=battlenerds&ref=&feed=1" />]]></description>
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<p><a href="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/06/hq-retalhos.jpg"><img src="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/06/hq-retalhos.jpg?w=420&#038;h=604" alt="Cover" title="Cover" width="420" height="604" class="aligncenter size-full wp-image-4552" /></a></p>
<p>Craig Thompson cresceu numa família pobre e extremamente religiosa, num ambiente de opressão e de temor a Deus, forçado a dividir a cama com o irmão até a adolescência, vítima frequente de bullying escolar e da intransigência de seus pais, que nunca lhe deram direito a ter uma opinião. Isso, somado à lavagem cerebral religiosa pelo qual passou, tornaram-no um crente fervoroso, fazendo-o renegar o seu dom para o desenho e se dedicar a uma vida &#8220;em Cristo&#8221;.</p>
<p>Todavia, num retiro para jovens cristãos (que mais se assemelhava a uma confraternização entre os mauricinhos da cidade, pra ser honesto), ele se depara e socializa com um grupo de párias tão deslocados quanto ele; e, entre eles, uma jovem chamada Raina lhe chama a atenção. Expressiva, jovial, vívida e independente, em muitas maneiras a sua total antítese. Tais como dois corpos de cargas opostas, eles se atraem, num relacionamento que afetará ambos profundamente.</p>
<p><a href="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/06/0915140.jpg"><img src="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/06/0915140.jpg?w=450&#038;h=262" alt="0915140" title="0915140" width="450" height="262" class="aligncenter size-full wp-image-4556" /></a></p>
<p>Retalhos se assemelha a <a href="https://secure.wikimedia.org/wikipedia/en/wiki/Fun_Home">Fun Home</a> no sentido de se tratar de uma auto-biografia com ênfase evidente em determinado aspecto da vida do autor; enquanto que em <em>Fun Fome</em> a relação de Alison com o pai é o foco, em Retalhos é a relação entre o protagonista (o autor) com seu primeiro amor (Raina, a moça na capa) que é abordada com mais profundidade.</p>
<p>Além disso, em comum as duas HQs também apresentam numerosas idas e vindas no tempo, costuradas por  narrativas sólidas e engajantes, onde cada recapitulação (ou &#8220;flashback&#8221;) funciona para justificar as ações no presente por um viés psicológico ou para realçar certos traços comportamentais dos personagens e/ou seus estados de espírito. Notar-se-á, por exemplo, como a relação entre Craig e o irmão é retratada de forma intensa no começo da livro e gradativamente deixada de lado, culminando numa espécie de metalinguagem narrativa &#8211; conforme os irmãos, na vida real, distanciaram-se, a interação entre os dois, na HQ, também.</p>
<p><a href="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/06/55_2914-alt-2009052752086.jpg"><img src="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/06/55_2914-alt-2009052752086.jpg?w=193&#038;h=300" alt="55_2914-alt-2009052752086" title="55_2914-alt-2009052752086" width="193" height="300" class="alignright size-medium wp-image-4553" /></a></p>
<p>Retalhos se trata de uma obra densa (são mais de 592 páginas), rica em metáforas e mensagens, que merece ser lida e relida várias vezes para ser apreciada em sua plenitude; lá fora, a obra venceu três prêmios Harvey (Melhor Artista, Melhor HQ e  Melhor Cartunista), dois Eisner (Melhor Escritor/artista e Melhor HQ) e diversos outros, reforçando o reconhecimento ainda que tardio dos quadrinhos como mídia adulta em potencial.</p>
<p>No Brasil, foi editado pela recém-formada Cia das Letras., subdivisão da Companhia das Letras dedicada exclusivamente a quadrinhos alternativos, com um preço de capa bastante atrativo de R$49,90, baratíssimo para uma obra com quase 600 páginas de arte, papel de qualidade e excelente diagramação.</p>
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		<title>Neon Genesis Evangelion</title>
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		<pubDate>Sat, 16 May 2009 13:56:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Valente</dc:creator>
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Quando surgiu, em 1995, Neon Genesis Evangelion representou uma revolução no que diz respeito a animes cujo foco são robôs gigantescos (mechas). Em vez de focar em alguma grande guerra entre duas nações ou apresentando os robôs como simples instrumentos para a ação humana, apresentava uma batalha contra inimigos de origem vaga, chamados de &#8220;Angels&#8221;, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=battlenerds.wordpress.com&blog=4007921&post=4535&subd=battlenerds&ref=&feed=1" />]]></description>
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<p>Quando surgiu, em 1995, Neon Genesis Evangelion representou uma revolução no que diz respeito a animes cujo foco são robôs gigantescos (mechas). Em vez de focar em alguma grande guerra entre duas nações ou apresentando os robôs como simples instrumentos para a ação humana, apresentava uma batalha contra inimigos de origem vaga, chamados de &#8220;Angels&#8221;, cada um nomeado conforme os anjos bíblicos. Os robôs em si também eram bastante diferentes, tendo um caráter até humano e imprevisível, pois podiam a qualquer momento perder totalmente o controle e agir por si próprios.</p>
<p>Lembro que o grande destaque dado na época pelos veículos especializados foi que Evangelion possuia diversas referências à filosofia e religião, além de explorar bem os conflitos psicológicos e as motivações de cada personagem. Também eram destaques os diversos mistérios e explicações dadas pela metade sobre qual a função real da NERV, o que eram os EVA&#8217;s e o que era o Projeto de Complementação Humana, só para citar alguns dos pontos que não são totalmente esclarecidos, apesar de algumas dicas que apontam para uma possível explicação. Mas estou divagando, vamos à sinopse da série.</p>
<div id="attachment_4539" class="wp-caption alignright" style="width: 250px"><img class="size-medium wp-image-4539" title="Evangelion 05" src="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/05/evangelion-05.jpg?w=240&#038;h=192" alt="O Segundo Impacto" width="240" height="192" /><p class="wp-caption-text">O Segundo Impacto</p></div>
<p>No ano 2000 ocorreu o que ficou conhecido como o Segundo Impacto, um cataclisma global que praticamente destruiu a Antártica e causou a morte de metade da população humana. Oficialmente, o responsável por esse distúrbio que inclusive alterou o eixo de rotação da Terra foi o impacto de um meteoro, semelhante ao que teria causado a extinção dos dinossauros. A partir desse evento, é criada a organização chamada NERV, cujo propósito é derrotar seres conhecidos como Angels, e evitar o acontecimento de um Terceiro Impacto, que poderia trazer ao fim a vida humana no planeta.</p>
<p>A forma encontrada de combater os Angels foi a criação dos EVA&#8217;s, robôs gigantescos e único instrumento capaz de derrotá-los. Como seus pilotos, foram escolhidas crianças nascidas pouco após o Segundo Impacto. São elas, por ordem de convocação, Rei Ayanami, que pilota a unidade 0, Asuka Langley Souryuu, que pilota a unidade 02 e Shinji Ikari, responsável pelo controle da unidade 01. Os 26 episódios da série seguem mostrando as diversas batalhas com os Angels, as intrigas internas da NERV e os relacionamentos entre os personagens.</p>
<p>A cada episódio, vão aparecendo novas perguntas. O que foi o Segundo Impacto? Qual a real natureza dos EVA&#8217;s? Por que a NERV possui um Angel escondido em seu subsolo? Quais as reais intenções de Gendo Ikari e seu Projeto de Complementação Humana? Enfim, uma série de perguntas, cuja maior parte acaba ficando sem uma resposta definitiva.</p>
<p><img class="size-medium wp-image-4541 alignleft" title="Evangelion 02" src="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/05/evangelion-02.jpg?w=270&#038;h=184" alt="Evangelion 02" width="270" height="184" />Assistindo à série agora, 14 anos após sua criação, fica claro que Evangelion não envelheceu muito bem em determinados aspectos. O desenvolvimento dos personagens, elogiado na época, parece algo muito simples e incompleto se comparado a diversas animações que vieram depois. Com algumas excessões, como a Major Katsuragi e a Doutora Ritsuko, parece que todos os outros tipos de personagens acabaram se tornando um clichê.</p>
<p>A animação da série, por outro lado, continua podendo ser considerada boa, especialmente nas cenas que envolvem lutas utilizando os EVA&#8217;s, algumas impressionantes até hoje, isso levando em conta que na época não haviam as facilidades proporcionadas pelo CGI atualmente. Apesar da qualidade da animação cair nos episódios finais, com muitas cenas sendo recicladas, é impressionante observar a qualidade geral do anime nesse quesito, ainda mais levando em conta as sérias restrições de orçamento que sofreu durante sua produção. A parte sonora também é outro destaque, com temas coerentes à cada situação e uso perfeito do silêncio quando necessário.</p>
<div id="attachment_4542" class="wp-caption alignright" style="width: 210px"><img class="size-full wp-image-4542" title="Evangelion 04" src="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/05/evangelion-04.jpg?w=200&#038;h=286" alt="The End of Evangelion" width="200" height="286" /><p class="wp-caption-text">The End of Evangelion</p></div>
<p>O grande problema da série original é justamente seu final. Enquanto até o episódio 24 a série segue uma ordem lógica, nos dois últimos acaba seguindo pelo caminho do nonsense, com um andamento confuso em que não se sabe exatamente o que está acontecendo. Para corrigir isso, em 1997 foi lançado o filme The End of Evangelion, que mostra o final real da série, substituindo os acontecimentos dos episódios 25 e 26.</p>
<p>Neon Genesis Evangelion continua ainda hoje como uma obra muito boa, e até certo ponto bastante coerente. As dúvidas não respondidas podem trazer algum incômodo, mas nada no nível de programas como Lost. O importante é só não deixar o culto que se criou ao redor da série influenciar sua opinião, já que infelizmente a série, apesar de bastante competente, está longe de ser genial.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="size-full wp-image-4545 aligncenter" title="Evangelion 03" src="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/05/evangelion-03.jpg?w=400&#038;h=300" alt="Evangelion 03" width="400" height="300" /></p>
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		<title>Tak Matsumoto Group</title>
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		<pubDate>Sat, 09 May 2009 13:37:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Valente</dc:creator>
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Antes de falar desse projeto, é necessária uma pequena introdução sobre quem é Tak Matsumoto. Esse nome, que pode não significar nada para quem vive no mundo ocidental, é o líder/guitarrista/compositor/produtor de um dos grupos de maior sucesso do rock japonês, o B&#8217;z. Frequentemente citado como uma espécie de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=battlenerds.wordpress.com&blog=4007921&post=4517&subd=battlenerds&ref=&feed=1" />]]></description>
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<div id="attachment_4523" class="wp-caption alignright" style="width: 184px"><img class="size-medium wp-image-4523" title="tmg-021" src="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/05/tmg-021.jpg?w=174&#038;h=240" alt="Tak Matsumoto" width="174" height="240" /><p class="wp-caption-text">Tak Matsumoto</p></div>
<p>Antes de falar desse projeto, é necessária uma pequena introdução sobre quem é Tak Matsumoto. Esse nome, que pode não significar nada para quem vive no mundo ocidental, é o líder/guitarrista/compositor/produtor de um dos grupos de maior sucesso do rock japonês, o B&#8217;z. Frequentemente citado como uma espécie de Aerosmith japonês, o grupo já vendeu mais de 80 milhões de cópias de seus discos só na terra do sol nascente. A razão de seu sucesso é a versatilidade de Tak, que toca jazz, blues, funk, metal e hard rock, tudo temperado com influências asiáticas.</p>
<p>Em 2003, decidido a fazer um projeto que soasse ao mesmo tempo com um pé no hard rock tipicamente americano, mas sem perder a influência japonesa, Tak chamou o cantor Eric Martin (Mr. Big), o baixista/cantor Jack Blades (Night Ranger, Damn Yankees) e o baterista Brian Tichy (Ozzy Ousborne, Slash&#8217;s Snakepit) para contribuir em um álbum.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-4519" title="tmg" src="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/05/tmg.jpg?w=168&#038;h=144" alt="tmg" width="168" height="144" />O resultado foi o primeiro, e até agora único, disco do Tak Matsumoto Group, intitulado simplesmente como TMG I. Para promover o álbum, houve uma pequena turnê ao redor do Japão, culminando com um show no lendário Budokan. Como Brian Tichy não poderia participar, foi chamado para seu lugar o baterista Chris Frazier, atualmente membro do Whitesnake. O registro dessa turnê pode ser visto no dvd Dodge The Bullet, lançado em dezembro de 2004, infelizmente restrito às terras japonesas.</p>
<p>O álbum tem como destaque principal a incrivel habilidade de Tak na guitarra, com riffs marcantes e linhas melódicas melhores do que muitos trabalhos da era de ouro do hard rock, os anos 80. Outro mérito foi trazer Eric Martin de volta ao campo onde atua melhor, isso é, no hard rock baseado em guitarras. O vocalista, que em sua carreira solo foca no lado mais pop e romântico, aqui apresenta uma performance digna de seus melhores trabalhos no Mr. Big.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4525" title="tmg-01" src="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/05/tmg-01.gif?w=347&#038;h=250" alt="tmg-01" width="347" height="250" /></p>
<p>As músicas que se destacam são <strong>Oh Japan &#8211; Our Time is Now</strong>, que abre o álbum de maneira excelente, a pesada <strong>Kings for a Day</strong>, a oitentista <strong>Wish You Were Here</strong> e a oriental <strong>The Greatest Show On Earth</strong>. Vale ainda citar <strong>Trapped</strong>, a excelente <strong>Wonderland</strong> e <strong>Never Good-Bye</strong>, que fecha o álbum com chave de ouro e deixa aquela vontade de que o grupo tivesse produzido mais material.</p>
<p>Infelizmente não há sinal de que um novo disco do projeto possa surgir num futuro tão próximo. Tak Matsumoto continua com seu trabalho de sucesso no B&#8217;z, Jack Blades está de volta ao Night Ranger, e Eric Martin recentemente anunciou a volta do Mr. Big em sua formação original. Felizmente, por mais que o projeto tenha durado pouco, teve como fruto um excelente disco, recomendado principalmente para os fãs de hard rock na linha Mr. Big.</p>
<p style="text-align:center;"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://battlenerds.wordpress.com/2009/05/09/tak-matsumoto-group/"><img src="http://img.youtube.com/vi/x6SqMAlNoJo/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
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		<title>A Metamorfose</title>
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		<pubDate>Wed, 06 May 2009 17:04:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>regentus</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Comente este artigo no Fórum Omega Geek.


Em A Metamorfose acompanhamos a vida de um caixeiro-viajante de nome Gregor Samsa que, após uma noite de &#8220;sonhos intranquilos&#8221;, vê-se transformado num inseto grande e monstruoso, dotado de inúmeras patas, um par de antenas e costas duras como couraça (à mente, vem a imagem de uma barata, embora [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=battlenerds.wordpress.com&blog=4007921&post=4418&subd=battlenerds&ref=&feed=1" />]]></description>
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<p>Em <em>A Metamorfose</em> acompanhamos a vida de um caixeiro-viajante de nome Gregor Samsa que, após uma noite de &#8220;sonhos intranquilos&#8221;, vê-se transformado num inseto grande e monstruoso, dotado de inúmeras patas, um par de antenas e costas duras como couraça (à mente, vem a imagem de uma barata, embora isso nunca seja corroborado pelo texto). Samsa, todavia, exibe uma naturalidade ímpar ao fato, preocupando-se solemente com a insatisfação do seu chefe perante o seu atraso nesse dia em específico.</p>
<p>Contudo, o entorpecimento excêntrico com o qual Gregor encara a sua nova condição não é compartilhado pelos seus familiares, nem com o gerente da firma para qual trabalha que foi à sua casa demandando explicações. Todos se mostram horrorizados com a sua aparência, o gerente foje desesperadamente, e o pai obriga Samsa voltar para seu quarto, sob a ameaça de violência física.</p>
<div id="attachment_4423" class="wp-caption alignright" style="width: 219px"><a href="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/04/graphic1.jpg"><img src="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/04/graphic1.jpg?w=209&#038;h=300" alt="A Metamorfose, traduzida para os quadrinhos" title="graphic1" width="209" height="300" class="size-medium wp-image-4423" /></a><p class="wp-caption-text">A Metamorfose, traduzida para os quadrinhos</p></div>
<p>Desse ponto em diante, somos expostos às lucubrações do protagonista quanto à sua nova condição, à dinâmica familiar que se costura e impera na família e ao progressivo distanciamento e repulsa que a sua família passa a nutrir por ele, culminando no total isolamento do filho e ao desejo de se ver livre dele, confortando-se na ideia de que, afinal, aquele ser grotesco não poderia possivelmente mais ser o filho deles.</p>
<p>A Metamorfose apresenta uma leitura concisa e engajante, dotada de um humor inusitado e orgânico, justificado pela maneira indiferente com a qual Samsa encara o seu novo estado. Embora curto (a edição da <em>Companhia das Letras</em>, com tradução de Modesto Carone, conta com meras 102 páginas, das quais 85 são da história propriamente dita), o romance dá margem a diversas interpretações para a situação inusitada do seu protagonista e o que Kafka pretendia com isso. Uma crítica ao capitalismo? Um estudo da hipocrisia humana? Uma alusão à sua própria dinâmica familiar (é notória a problemática relação de Kafka com o pai)?</p>
<p><em>A Metamorfose</em> se configura como um dos raros trabalhos de Kafka publicados anteriormente à sua morte, tendo-lhe rendido, inclusive, o Prêmio Fontane de Literatura &#8211; entregue a ele por Carl Sternheim, dramaturgo e famosos expressionista alemão &#8211; e por ser o mais longo dos seus contos (ainda assim, escrito em apenas vinte dias!). É possível lê-lo, na íntegra, <a href="http://www.culturabrasil.pro.br/ametamorfose.htm">aqui</a>.</p>
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		<title>O Senhor dos Reais: A Sociedade do Real (Final)</title>
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		<pubDate>Tue, 05 May 2009 23:52:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edu</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Comente este post no Fórum OMG!

Para entender melhor esta parte, talvez você queira (na verdade, é provável que não) ler o primeiro e o segundo capítulo de O Senhor dos Anéis: Uma Festa Muito Esperada e A Sombra do Passado.
Leia as outras partes aqui.
Ah, sim, o Um! Bem, resumindo, digamos que Çauron queria ser passista [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=battlenerds.wordpress.com&blog=4007921&post=4508&subd=battlenerds&ref=&feed=1" />]]></description>
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<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4396" title="O Senhor dos Reais" src="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/04/frodo02.jpg?w=449&#038;h=256" alt="O Senhor dos Reais" width="449" height="256" /></p>
<blockquote><p>Para entender melhor esta parte, talvez você queira (na verdade, é provável que não) ler o primeiro e o segundo capítulo de <strong>O Senhor dos Anéis</strong>:<em> Uma Festa Muito Esperada</em> e <em>A Sombra do Passado</em>.</p>
<p>Leia as outras partes <a title="O Senhor dos Reais" href="http://pt-br.wordpress.com/tag/o-senhor-dos-reais/" target="_blank">aqui</a>.</p></blockquote>
<p style="padding-left:30px;">Ah, sim, o Um! Bem, resumindo, digamos que Çauron queria ser passista quando criança e desfilar pela Nazgûls de Vila Matilde, mas, como era muito feio, não o deixaram fazer isso. Então, ele ficou com um complexo social muito grande e falsificou o Um com toda a purpurina da escola de samba, para fali-la e, de quebra, fazer com que aquela Nota governasse todos os outros Reais. Mas seu plano não fora bem planejado, porque os Três Reais dos mendigos não foram afetados pelo seu poder negro, e esses fugiram, porque eram miseráveis e não queriam se juntar ao gangbang&#8230; à gangzinha, quis dizer à gangzinha&#8230; de Çauron. Assim, a Última Resistência e Esperança que resta vem dos nobres mendigos e dos homens da padaria Gordor, que um dia pertenceu a Manéldur. Esse, então, Fodo, é o Um Real, o qual Çauron, após ter sido quase morto pelo nobre português da padaria (eles não fazem nada direito…), Manéldur, almeja possuir, para que possa voltar à vida por completo. Ele não deve obtê-lo jamais! Pelo contrário: devemos destruí-lo na máquina de xerox de Çauron, onde o Real foi falsificado e só onde pode ser destruído!</p>
<p style="padding-left:30px;">Hum… tá. Mas o que eu ganho com isso? – Perguntou Fodo, inocentemente.</p>
<p style="padding-left:30px;">O reconhecimento de toda a população Erviana… – disse Lalalf, mas, como Fodo olhou muito feio para ele, acrescentou: – e muito amor, afeto, carinho e um real mendiguético que me foi dado por um antigo companheiro meu. É muito lindo, você vai AR-RA-SAR com ele, mona!</p>
<p style="padding-left:30px;text-align:center;"><span id="more-4508"></span></p>
<p>Aham… tudo bem, então. Mas para onde vamos agora que…? – Começou ele, mas um barulho vindo do lado de fora da casa informou que eles estavam sendo ouvidos por mais alguém.</p>
<p style="padding-left:30px;">Lalalf, sempre um poço de astúcia, sabedoria e benevolência, mais que depressa abriu a janela, tirou uma AR-15 de dentro do casaco e começou a atirar para o céu, provocando um barulho enorme.</p>
<p>Santa Lindalva do Parará-Lindeua! Me salva, Mestre Fodo! Não deixe que ele abuse de mim também!</p>
<p>Lalalf, pare de atirar! Esse é só o meu criado, Samwilson, homem de confiança. E ele não vai abusar de você, Sam! O negócio de Lalalf é com os elfos…</p>
<p style="padding-left:30px;">Lalalf, acolhendo as ordens de Fodo, guardou a arma dentro do casaco e puxou Samwilson para dentro do quarto, fechando a janela logo depois. Sam, no entanto, ainda tinha medo e molhou todo o chão.</p>
<p>Até que ponto você ouviu minha conversa com seu mestre Fodo, seu porquinho gordo de cabelos encaracolados? – Esbravejou Lalalf.</p>
<p style="padding-left:30px;">Abençoado seja, Sr. Matusalém! Até os tiros eu escutei, velho senhor, mas depois veio uma mão pra cima de mim e, por um mínimo instante, alimentei esperanças de ganhar algum carinho, mas logo vi que era o senhor, velho senhor, e me deparei com a sua cara de múmia bigoduda, e minhas esperanças cessaram… e eu tive medo.</p>
<p>Oh, querido Sam! É feio espionar! Você não deveria ter feito isso. – Disse Fodo, nervoso. – E Agora? O que vamos fazer com ele, Laly?</p>
<p>Hum… ele parece ser boa pessoa, e meu amigo meio-tarado, meio-mendigo, Melrond, vai apreciar sua visita ao seu vale encantado, Vaifundo. Creio que ele deva ir com você na sua viagem, Fodo, porque pode faltar comida também… – disse Lalalf, maliciosamente.</p>
<p>Oh, eu vou ver mendigos! Que emoção, que emoção! Quando parto? Vamos partir amanhã para que digam que nós fugimos juntinhos mais rápido, Mestre Fodo?</p>
<p>Hum… eu acho que amanhã está bom. O que acha, Lalalf? – perguntou Fodo, e Lalalf balançou positivamente com a cabeça.</p>
<p>Sam, infinitamente feliz, começou a pular por todo o quarto, e juntamente com ele foram Lalalf e Fodo, fazendo a “Dança do Robert Maluco”, que se repetiu muitas vezes durante aquela noite, até que todos se cansaram e foram dormir, apertados na mesma cama, porque a outra havia se quebrado quando Fodo e Sam resolveram demonstrar a Lalalf a Dança do Acasalamento Robert. Tudo muito natural e altamente normal, obviamente, nada que empregado e patrão não façam quando a vontade aperta…</p>
<p style="text-align:center;"><strong>Aqui se encerra o relato da partida do Portador do Real a Morrordor. </strong></p>
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		<title>Sinédoque, Nova York</title>
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		<pubDate>Mon, 04 May 2009 13:20:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pips</dc:creator>
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Um dramaturgo hipocondríaco está sufocado com sua nova obra-prima: uma réplica em tamanho real de Nova York em um galpão, enquanto tem que conviver com as mulheres de sua vida.
Em seu novo alter-ego (Caden Cotard), Charlie Kaufman tenta nos mostrar a angústia da morte imediata e o egocentrismo de sua [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=battlenerds.wordpress.com&blog=4007921&post=4470&subd=battlenerds&ref=&feed=1" />]]></description>
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<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Um dramaturgo hipocondríaco está sufocado com sua nova obra-prima: uma réplica em tamanho real de Nova York em um galpão, enquanto tem que conviver com as mulheres de sua vida.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Em seu novo alter-ego (Caden Cotard), Charlie Kaufman tenta nos mostrar a angústia da morte imediata e o egocentrismo de sua personagem. O dramaturgo não se preocupa quando suas mulheres desaparecem de sua vida ou quando os anos se passam. Preso a si mesmo, acha que o tempo não o deixará para trás e, sim, que estará sempre à frente. Dessa forma, Caden resolve criar sua própria Nova York, em uma tentativa megalomaníaca de se tornar Deus.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Como Deus de seu próprio mundo, ele comanda e escolhe o que cada um deve fazer, sempre seguindo a realidade dos eventos que se antecederam até a peça tornar-se, em dado ponto, o presente da vida de Caden.<span id="more-4470"></span> Entretanto, ele mesmo não consegue prosseguir com sua vida e sua peça acaba por criar vida própria (criando uma peça dentro da peça e outra peça dentro da peça); dessa maneira, Caden é onipresente e, apesar de ter um papel na peça original (vida), ele não percebe e continua a controlar seu universo particular centrado em seu próprio ser. Esquecendo suas mulheres e filhas. Cotard some do mundo “real” e não consegue mais interagir com as pessoas deste lado (quando encarna a “personagem” Beth na vida real, também não consegue ser visto por sua ex-mulher).</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4471" title="8564" src="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/04/8564.jpg?w=450&#038;h=300" alt="8564" width="450" height="300" /></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">A peça de Cotard, que nunca consegue um nome, torna-se uma imensa projeção de seres sem alma, refletindo apenas os personagens em que se basearam, que por outra vez se basearam em outros e até chegarem aos originais, que nem mesmo tem em quem se inspirar e logo acabam por modelos herméticos um dos outros. A “consciência” da interpretação de cada ator é tão forte que não é preciso mais roteiros mais; eles sabem o que pensam seus modelos originais. Vivem da informação e, assim, seu conteúdo, seu sentido (que era a intenção inicial, a busca pelo sentido da vida de seu Deus, Cotard), é devorado e perdido.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Essa ironia na projeção de sua vida que não lhe pertence mais prova que Caden Cotard não ansiava pela morte imediata, mas pela propagação de sua dor para a eternidade (assim como <a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2009/02/19/a-invencao-de-morel/#more-602">a máquina de Morel</a>). Porém sua vida de Deus não avança e nem retrocede. A peça torna-se uma desconstrução de si mesma e a única maneira de conseguir ser finalizada é seu Deus tornar-se real a ela.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Negando a estética das obras anteriores (dirigidas por Michel Gondry e Spike Jonze) ao querer sua própria direção nesse novo longa, Charlie Kaufman exibe um humor discreto e ao mesmo tempo histérico (e sempre trágico). </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://battlenerds.wordpress.com/2009/05/04/sinedoque-nova-york/"><img src="http://img.youtube.com/vi/XIizh6nYnTUhttpwwwyoutubecomwatchvXIizh6nYnTUa/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
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		<title>Os Leões de Bagdá</title>
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		<pubDate>Sun, 03 May 2009 17:42:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>regentus</dc:creator>
				<category><![CDATA[quadrinhos]]></category>
		<category><![CDATA[bagdá]]></category>
		<category><![CDATA[brian k vaughan]]></category>
		<category><![CDATA[Niko Henrichon]]></category>
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Os Leões de Bagdá remete, a princípio, a O Rei Leão, famosa animação da Disney, por também ser protagonizado por leões com comportamentos homólogos ao do Homem, e por um dos seus personagens &#8211; o infante do grupo, Ali &#8211; ser claramente inspirado no jovem Simba. Essa impressão, todavia, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=battlenerds.wordpress.com&blog=4007921&post=4479&subd=battlenerds&ref=&feed=1" />]]></description>
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<p><a href="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/05/cover.jpg"><img src="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/05/cover.jpg?w=375&#038;h=495" alt="cover" title="cover" width="375" height="495" class="aligncenter size-full wp-image-4485" /></a></p>
<p>Os Leões de Bagdá remete, a princípio, a <em>O Rei Leão</em>, famosa animação da Disney, por também ser protagonizado por leões com comportamentos homólogos ao do Homem, e por um dos seus personagens &#8211; o infante do grupo, Ali &#8211; ser claramente inspirado no jovem Simba. Essa impressão, todavia, logo se dissipa quando o leitor é posto a presenciar, em caráter de flashback, uma forte cena de estupro de uma de suas protagonistas, a hoje idosa Safa. Posteriomente, as cenas de violência gráfica e o semblante dos corroboram: este não é um livro para crianças.</p>
<p>Os Leões de Bagdá é uma fábula de forte tom político que narra o cotidiano do grupo de lões do título, que enfim alcançam a tão almejada liberdade quando o zoológico em que se encontram é bombardeado e destruído por caças americanos. A trama, então, muda de ambiente; do zoológico para a destroçada cidade de Bagdá, onde eles se virão forçados a superar muitos empecilhos e desafios se quiserem sobreviver, mostrando que a tão sonhada liberdade pode vir com um preço alto demais.<span id="more-4479"></span></p>
<p><a href="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/05/pride-stampede.jpg"><img src="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/05/pride-stampede.jpg?w=450&#038;h=360" alt="pride-stampede" title="pride-stampede" width="450" height="360" class="aligncenter size-full wp-image-4486" /></a></p>
<p>O bando de leões é composto por quatro indivíduos, cada um com personalidades muito bem delineadas e imbuídos de idelogias e crenças distintas, decorrentes dos diferentes contextos de que cada um veio: Safa, a anciã, nasceu e viveu na mata, da qual ela guarda amargas lembranças e, por isso mesmo, é a menos excitada com a ideia de regressar ao mundo selvagem; Noor, a &#8220;cabeça&#8221; do grupo, também nasceu nas selvas mas cresceu no Zoológico, portanto, uma visão idealista do que é viver lá fora, ansiando pelo dia em que poderá enfim caçar a sua comida ao invés de simplesmente ganhá dos tratadores; Zill é O leão do grupo, ele assume uma postura zen a maior parte do tempo, intervendo apenas quando absolutamente necessário; e Ali, o filhote de Noor com Zill, cuja ingenuidade, vitalidade e bom-espírito são postos à prova perante o cruel mundo que o espera fora das jaulas.</p>
<p><a href="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/05/leao.jpg"><img src="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/05/leao.jpg?w=196&#038;h=300" alt="leao" title="leao" width="196" height="300" class="alignright size-medium wp-image-4483" /></a></p>
<p><strong>Brian K. Vaughan</strong> prova-se mais uma vez um roteirista talentosíssimo, demonstrando um tato formidável tanto para a construção dos personagens, que rapidamente cativam e ganham a nossa simpatia, quanto pelo storytelling, dotado de um subtexto político bem evidente, mas sutil o suficiente para permitir múltiplas interpretações dos muitos simbolismos que permeiam a obra. </p>
<p>Aliada à extraordinária escrita de Vaughan, encontra-se a inspirada arte de <strong>Niko Henrichon</strong>, nome desconhecido dos quadrinhos alternativos canadenses que, aqui, faz o seu debut nos quadrinhos asmericanos da melhor forma possível. Seu traço é levemente rabiscado, porém rico em detalhes, capaz de transmitr com exatidão as emoções dos personagens por meio de feições bastante expressivas. Impressiona, também, o fato de esta ser a sua <strong>segunda</strong> graphic novel, sinalizando que ele ainda tem bastante potencial de crescimento como artista.</p>
<p>No Brasil, o título foi lançado pela Panini, numa edição caprichadíssima direcionada às livrarias, por um preço formidavelmente baixo: R$19,90, publicada em formato 17 x 26 cm e em papel couché. 140 páginas.</p>
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		<title>Batman – A Piada Mortal</title>
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		<pubDate>Sat, 02 May 2009 16:54:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>regentus</dc:creator>
				<category><![CDATA[quadrinhos]]></category>
		<category><![CDATA[alan moore]]></category>
		<category><![CDATA[batman]]></category>
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		<category><![CDATA[coringa]]></category>
		<category><![CDATA[DC Comics]]></category>
		<category><![CDATA[opera graphica]]></category>
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Em A Piada Mortal, Alan Moore (Watchmen, V de Vingança) e Brian Bolland desconstruíram &#8211; e, no processo, redefiniram &#8211; a relação entre dois dos personagens mais emblemáticos das HQs: Batman, o Cavaleiro das Trevas de Gotham City, e Coringa, o Palhaço Psicótico. Vistos até então como antíteses um [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=battlenerds.wordpress.com&blog=4007921&post=4313&subd=battlenerds&ref=&feed=1" />]]></description>
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<p><a href="http://battlenerds.files.wordpress.com/2008/08/banner_quadrinhos1.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-668" title="banner_quadrinhos1" src="http://battlenerds.files.wordpress.com/2008/08/banner_quadrinhos1.gif?w=448&#038;h=150" alt="banner_quadrinhos1" width="448" height="150" /></a></p>
<p><a href="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/04/pm-capa.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4317" title="Hardcover" src="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/04/pm-capa.jpg?w=450&#038;h=696" alt="Hardcover" width="450" height="696" /></a></p>
<p>Em <strong>A Piada Mortal</strong>, Alan Moore (<em>Watchmen</em>, <em>V de Vingança</em>) e Brian Bolland desconstruíram &#8211; e, no processo, redefiniram &#8211; a relação entre dois dos personagens mais emblemáticos das HQs: Batman, o Cavaleiro das Trevas de Gotham City, e Coringa, o Palhaço Psicótico. Vistos até então como antíteses um do outro, Moore e Bolland estabeleceram um paralelismo inédito entre os dois, visualizando-os não como seres opostos, mas, sim, como o mesmo lado de uma moeda observada de ângulos diferentes, partilhando de um mesmo elemento em comum.</p>
<p><strong>Um dia ruim.</strong></p>
<p>Para Batman &#8211; ou melhor, Bruce Wayne &#8211; esse &#8220;dia ruim&#8221; se manifestou na forma do assassinato de seus pais por parte de um assaltante ordinário, quando ainda uma criança; para o Coringa, na forma da morte de sua esposa grávida num acidente industrial, temperado pelo seu próprio fracasso profissional e pessoal.</p>
<p>Como consequência, Bruce optou por seguir o caminho do vigilantismo, adotando o semblante do ser que outrora mais temeu &#8211; o morcego &#8211; visando perpretar o mesmo medo inefável da infância na pele dos criminosos; o Coringa escolheu abraçar a loucura nua e crua, a negar ruidosamente todas as convenções e normais sociais que costumavam castrá-lo, a afastar-se o tanto quanto possível daquele ser patético e fracassado que costumava ser, tratando o passado como um vespeiro a se evitar.</p>
<div id="attachment_4318" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/04/zad_killing-joke-800.jpg"><img class="size-full wp-image-4318" title="zad_killing-joke-800" src="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/04/zad_killing-joke-800.jpg?w=450&#038;h=367" alt="&quot;Basta um dia ruim para reduzir o são são dos homens a um lunático&quot;" width="450" height="367" /></a><p class="wp-caption-text">&quot;Basta um dia ruim para reduzir o mais são dos homens a um lunático&quot;</p></div>
<p>Tais traumas foram instrumentais para delinear as suas vindouras personalidades de herói e vilão, as quais são, no fundo, meros subterfúgios, portos seguros contra toda a dor, desespero e vazio que os acometem. A diferença primodial entre os dois &#8211; e o quê, de certa forma, os define como algozes &#8211; é que enquanto o Coringa reconhece o aspecto escapista de sua condição, inclusive se gabando dela, Batman se nega a enxergar o absurdo que representa a idéia de um homem correndo por ai vestido de morcego, escondendo-se por detrás de frágeis racionalizações, procurando imprimir um propósito ao que faz e como faz.</p>
<p>Para o Coringa, as bases que sustentam e guiam a nossa sociedade são frágeis como um castelo de cartas, e que basta um pequeno sopro para fazê-la desmorononar e transformar o mais ordinário dos homens em alguém como ele. Que nossas noções de ordem e sanidade são desprovidas de significado real, meros véus que encobrem a realidade crua da vida. E é a sua tentativa de provar o seu ponto que se trata <strong>A Piada Mortal</strong>.<span id="more-4313"></span></p>
<p><a href="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/04/batman_killing_joke_10.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4322" title="batman_killing_joke_10" src="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/04/batman_killing_joke_10.jpg?w=450&#038;h=230" alt="batman_killing_joke_10" width="450" height="230" /></a></p>
<p>A graphic novel tem início com Batman chegando ao Asilo Arkam, intencionando ter uma conversa com o seu arqui-inimigo, uma última tentativa de resolver suas desavenças antes que a guerra travada entre os dois culmine na morte de um deles &#8211; ou de ambos. Mas as coisas não se desenrolam muito bem quando o Homem-Morcego percebe que o Coringa na cela não passa de um impostor, o verdadeiro estando lá fora. Não demora muito para vislumbrarmos o Palhaço do Crime em ação, pondo em prática o seu plano &#8211; que também envolve o sequestro do maior aliado do Batman, assim como o aleijamento (e, quiçá, estupro) de um outro super-herói, cujas ramificações se vêem até hoje.</p>
<p>Intercalando-se à ação no presente, acompanhamos uma série de <em>flashbacks</em> do Coringa, que evidenciam o homem que existe por trás da máscara, explicando suas ações e esclarecendo a origem de suas deturpadas idéias.</p>
<div id="attachment_4323" class="wp-caption alignright" style="width: 141px"><a href="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/04/piada.jpg"><img class="size-full wp-image-4323" title="piada" src="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/04/piada.jpg?w=131&#038;h=227" alt="Edição em P&amp;B da Opera Graphica" width="131" height="227" /></a><p class="wp-caption-text">Edição em P&amp;B da Opera Graphica</p></div>
<p>À parte disso, vale ressaltar que essa edição especial foi totalmente <strong>recolorizada</strong> por Bolland, que nunca se mostrou satisfeito com a colorização original, feita às pressas por John Higgins (que voltaria a trabalhar com Moore pouco tempo depois em Watchmen), encarregado de última hora para a tarefa.</p>
<p>A palheta de cores se tornou mais orgânica e contida, encaixando-se como uma luva no clima da HQ, além de permitir ao ilustrador realizar uma gama de retoques na sua arte, corrigindo traços, enriquecendo expressões e lhe dando liberdade de alterar detalhes aqui e ali.</p>
<p>No Brasil, a HQ foi recentemente relançada pela Panini, numa edição de luxo, espelhando-se na edição americana que comemorou os 20 anos da graphic novel, com capa-dura e papel de alta qualidade, trazendo consigo, além da história homônima propriamente dita, duas extras: <strong>Sujeito Inocente</strong>, escrita e desenhada por Brian Bolland, que expõe as conspirações de um cidadão médio e seus planos de asssassinar o Batman; e <strong>Batman #1</strong>, publicada em 1940, que introduz pela primeira vez o personagem do Coringa no imaginário popular.</p>
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		<title>Jeff Buckley</title>
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		<pubDate>Sat, 25 Apr 2009 12:51:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Valente</dc:creator>
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Jeff Buckley é um daqueles músicos que teve uma passagem breve, tanto pela vida quanto pelo sucesso, mas que de alguma forma deixaram uma marca pessoal na história da música. Um dos raros casos de filhos de músicos famosos que possuem talento na mesma área de atuação de seu [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=battlenerds.wordpress.com&blog=4007921&post=4445&subd=battlenerds&ref=&feed=1" />]]></description>
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<p><img class="size-full wp-image-3063 aligncenter" title="banner_musica" src="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/01/banner_musica.png?w=448&#038;h=150" alt="banner_musica" width="448" height="150" /><img class="alignright size-full wp-image-4459" title="buckley-01" src="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/04/buckley-01.jpg?w=185&#038;h=240" alt="buckley-01" width="185" height="240" />Jeff Buckley é um daqueles músicos que teve uma passagem breve, tanto pela vida quanto pelo sucesso, mas que de alguma forma deixaram uma marca pessoal na história da música. Um dos raros casos de filhos de músicos famosos que possuem talento na mesma área de atuação de seu pai, Jeff é filho de Tim Buckley, músico conhecido por utilizar sua voz como principal instrumento de trabalho, cuja carreira abrange estilos como o pop, o folk e o rock experimental.</p>
<p>Interessante notar que o contato entre pai e filho foi bastante reduzido, tendo Tim visto seu filho apenas uma vez após se divorciar de sua mãe. Apesar de ter seguido o caminho da música, influenciado principalmente por sua mãe, uma pianista clássica, e seu padrasto, que lhe apresentou logo cedo a música de <em>Led Zeppelin</em>, <em>The Who</em>, <em>Jimi Hendrix</em> e <em>Pink Floyd</em>, inicialmente Jeff Buckley optou pelo posto de guitarrista, se recusando a cantar. O maior motivo era evitar comparações com seu pai, e tentar conquistar fama por seus próprios méritos.</p>
<p>Ironicamente, a ascensão ao sucesso veio após aceitar um convite para cantar num show tributo à Tim Buckley. Segundo Jeff, o objetivo de participar de tal tributo não era tentar conseguir fama à custa do nome de seu pai, mas sim resolver alguns problemas de ordem pessoal. Após o concerto, passou a se apresentar regularmente no café Sin-é no East Village de Nova Iorque. Seu repertório consistia de covers de rock, folk, R&amp;B, blues e jazz, com a aparição constante das músicas em que trabalhava para seu lançamento próprio e que já haviam aparecido no demo <em>Babylon Dungeons Sessions</em>.</p>
<div id="attachment_4460" class="wp-caption alignright" style="width: 160px"><img class="size-thumbnail wp-image-4460" title="folder1" src="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/04/folder1.jpg?w=150&#038;h=147" alt="Grace" width="150" height="147" /><p class="wp-caption-text">Grace</p></div>
<p>Os shows que fazia no Sin-é logo atrairam a atenção das gravadoras, anciosas por ter um talento como o seu constando em seu catálogo de artistas. Jeff assinou um contrato com a <em>Columbia Records</em>, que logo tratou de lançar no mercado o disco <em>Live at Sin-é</em>, retrato das apresentações de Buckley nesse período. Em 1994, dois anos após a assinatura do contrato, durante a turnê de divulgação do disco ao vivo, foi lançado o único disco de estúdio oficial de sua carreira: Grace.</p>
<p>O grande mérito de Grace não é somente apresentar o ótimo vocal e a excelente capacidade de interpretação que Jeff Buckley possuia, mas sim ter a cara de um álbum não de um artista iniciante, mas sim de alguém já bastante experiente na área. Grace é um dos poucos álbuns que abrem não só com duas ou três faixas excelentes, mas sim um que consegue manter esse ritmo por suas 7 primeiras faixas. Para um disco de 10 faixas, ainda mais de um artista iniciante, isso é no mínimo surpreendente.</p>
<p>Díficil falar de uma faixa específica que mereça atenção, pois o disco é daqueles que merece ser ouvido do começo ao fim, sem interrupções. Mas devo citar, como minhas favoritas, a faixa de abertura, <em>Mojo Pin</em>, a extremamente tocante <em>Last Goodbye</em> e a emocionante <em>Lover, You Should&#8217;ve Come Over</em>. Também vale citar a versão de <em>Hallelujah</em>, escrita por Leonard Cohen e a faixa <em>Eternal Life</em>. Em 2004, o disco foi relançado em sua <em>Legacy Edition</em>, contendo versões alternativas para algumas músicas, além de adicionar algumas gravações de estúdio não utilizadas com material inédito.</p>
<p><img class="alignright size-medium wp-image-4461" title="buckley-03" src="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/04/buckley-03.jpg?w=248&#038;h=300" alt="buckley-03" width="248" height="300" />O trabalho de divulgação de Grace seguiu por um ano e meio após seu lançamento. Apesar de suas vendas lentas, o álbum alcançou o disco de ouro na França e Austrália nos dois anos seguintes a seu lançamento. Em 2002, finalmente atingiu o disco de ouro nos Estados Unidos e no mesmo ano atingiu seis vezes o disco de Platina na Austrália. Após o fim da turnê, em 1996, Buckley começou a trabalhar em seu segundo álbum, intitulado <em>My Sweetheart The Drunk</em>, que nunca seria concluído.</p>
<p>Na noite de 29 de maio de 1997, enquanto esperava que sua banda voasse até o estúdio em Memphis onde estavam trabalhando, Jeff Buckley foi nadar no Wolf River Harbor, acompanhado pelo roadie Keith Foti. Após o roadie ter se afastado, para evitar que o rádio e a guitarra de Buckley se molhassem, notou que este havia sumido. Apesar dos esforços de equipes de resgate, seu corpo foi encontrado somente no dia 4 de junho.</p>
<p>A morte de Jeff Buckley, como a de todo artista promissor cuja vida é interrompida antes do previsto, não significou o fim de lançamentos com seu nome. Foram lançados diversos discos ao vivo, além das gravações não finalizadas de <em>My Sweetheart the Drunk</em>. Além disso, tanto <em>Grace</em> quanto <em>Live at Sin-é</em> foram relançadas com diversos extras, nas chamadas <em>Legacy Edition</em>. Apesar de soar como oportunismo por parte da gravadora (o que não deixa de ser em parte), o lançamento desse material só mostra uma vez mais o talento que Buckley possuia, que com o tempo poderia atingir níveis ainda maiores.</p>
<p>Em meio à diversos artistas descartáveis que surgiram na década de 1990, Buckley merece destaque pelo sua qualidade, e por não ter se rendido à moda do grunge, tão presente nessa época. Isso talvez explique a relativa falta de sucesso que obteve durante sua curta carreira, pois se recusava a seguir tais modismos. Recentemente seu trabalho vem sendo redescoberto, principalmente devido ao lançamento das <em>Legacy Editions</em>, que finalmente estão trazendo o tão merecido reconhecimento que Jeff Buckley não teve durante a vida.</p>
<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://battlenerds.wordpress.com/2009/04/25/jeff-buckley/"><img src="http://img.youtube.com/vi/sjPZLFiYpbA/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
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		<title>O Senhor dos Reais: A Sociedade do Real (Parte II)</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Apr 2009 02:58:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edu</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Comente este post no Fórum OMG!

Para entender melhor esta parte, talvez você queira (na verdade, é provável que não) ler o primeiro e o segundo capítulo de O Senhor dos Anéis: Uma Festa Muito Esperada e A Sombra do Passado.
Leia as outras partes aqui.
Fodo foi dormir em seu quarto com seu amigo Lalalf, que era [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=battlenerds.wordpress.com&blog=4007921&post=4446&subd=battlenerds&ref=&feed=1" />]]></description>
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<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4396" title="O Senhor dos Reais" src="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/04/frodo02.jpg?w=449&#038;h=256" alt="O Senhor dos Reais" width="449" height="256" /></p>
<blockquote><p>Para entender melhor esta parte, talvez você queira (na verdade, é provável que não) ler o primeiro e o segundo capítulo de <strong>O Senhor dos Anéis</strong>:<em> Uma Festa Muito Esperada</em> e <em>A Sombra do Passado</em>.</p>
<p>Leia as outras partes <a title="O Senhor dos Reais" href="http://pt-br.wordpress.com/tag/o-senhor-dos-reais/" target="_blank">aqui</a>.</p></blockquote>
<p>Fodo foi dormir em seu quarto com seu amigo Lalalf, que era um velho sábio (na verdade mais pervertido do que sábio, mas as pessoas gostam de negligenciar essa informação), de mais de quinhentos anos de pura sacanagem inveterada e atuações em porno-chanchadas dos Dias Antigos. Durante a noite, quando Lalalf pulou para a cama de Fodo, alegando que estava com medo da maçaneta da porta, ele encontrou uma nota reluzente e brega no bolso da cueca (é, eu também já perdi as esperanças) do robert, e se levantou gritando:</p>
<p style="padding-left:30px;">Olha, que coisa mais incrível do mundo! Eu tinha perdido isso, Fodinho, obrigado por achar!</p>
<p>Mas Fodo, que de burro só tinha a cara e, talvez, alguma outra coisa, olhou para Lalalf indignado e gritou:</p>
<p style="padding-left:30px;">Perdeu nada, sua bicha! Eu achei a Nota, seu viado! Ela é minha! Minha! Meu presente de aniversário!</p>
<p style="padding-left:30px;">Tá bem, tá bem, miserável filho da mãe&#8230; mas espera aí! Fodo, essa não é uma nota qualquer… eu me lembro dela. Foi Çauron quem me mostrou naquela noite. Fodinho, esse é o Um Real!</p>
<p style="padding-left:30px;">Tá doido, mano Lalalf? Eu já disse que…</p>
<p style="text-align:center;"><span id="more-4446"></span></p>
<p>Mas Lalalf, exímio conhecedor das notas falsificadas, não deu atenção a Fodo e jogou o Um Real na privada do banheiro da estranha suíte de cama redonda giratória e espelho no teto em que estavam. Fodo gritou, e o Real também:</p>
<p style="padding-left:30px;">Lalalf, seu velho pervertido e sujo! Devolve o meu brinquedo! – Gritou Fodo.</p>
<p style="padding-left:30px;">Me tira daqui, reencarnação do Chacrinha! – Gritou a Nota de dentro da privada.</p>
<p>Lalalf, mais do que depressa, retirou a Nota da privada, dizendo:</p>
<p style="padding-left:30px;">Hum, não era o que eu queria ouvir, mas… espere! Está aparecendo! OLHA, FODO! OLHA! Não aí, seu palhaço, olha a Nota!</p>
<p style="padding-left:30px;">Agora, palavras começavam a aparecer no Real, palavras estranhas, escritas em uma língua antiga. Lalalf tentou se afastar do Real, com medo, mas não conseguiu. Fodo se encaminhou até ele, para ver o que estava escrito:</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4448" title="O Um Real de Çauron" src="http://battlenerds.files.wordpress.com/2009/04/cauronjpeg.jpg?w=409&#038;h=161" alt="O Um Real de Çauron" width="409" height="161" /></p>
<p style="padding-left:30px;">Esse é Um Real, o Um Real! Ai… que medo, Fodinho!</p>
<p style="padding-left:30px;">Lalalf, deixa de ser mulherzinha! É só mais uma nota chula e mal feita! O que isso poderia nos fazer? Por acaso tem medo de notas barangas também? – Riu-se Fodo.</p>
<p style="padding-left:30px;">Ah, corta essa, seu viado! Essa merda é muito perigosa sim! Vou te contar a história dela: em Herege, antigo lar dos Mendigos pagãos antes da vinda da Igreja Universal do Reino de Eru, muitos reais mendiguéticos foram feitos. Reais mágicos, como se diz, para enganar as quiança, que ainda acreditavam em mágica. Um mano meu foi para lá na época para fabricar reais. O nome dele era Çauron. Ele era o ser mais mau de toda aquela época, e ajudou Celebimbão, um mendigo, a falsificar os três reais de seu povo. Anos depois, ele falsificou, na Comunidade de Morrordor, os Sete reais dos anões e os Nove dos Capangas. Quem usa um desses reais atrai as dívidas e a puliça, e fica para sempre sob o olhar negro do Governo, que vive em Brasíliad-Dur. Aos poucos, a pessoas começa a desaparecer&#8230; primeiro se vai o RG, depois o CPF e depois a Certidão de Nascimento dela some. E o Governo, que é perverso e possui um coração negro, dá um jeito de suicidar o camarada, para que não reste provas do domínio maléfico do Real.</p>
<p style="padding-left:30px;">Que demais! Posso ser do Governo, Lalalf? – Perguntou Fodo.</p>
<p style="padding-left:30px;">Pode, mas há um preço caro a se pagar, senta ali naquele sofá que a gente…mas hein?! Ah, vamos voltar aos Reais: se você tiver muito dinheiro, quer dizer, boa índole, no começo só irá viver mais um pouco e passar despercebido aos olhos da puliça e do Governo. Mas, no final, cada minuto será puro tédio, pois dois ou três membros da puliça, aqueles que seguem o Regulamento, vão ficar vinte e quatro horas no seu encalço esperando que você faça algo de errado para ter uma desculpa para te mandar para as masmorras…  – Disse Lalalf.</p>
<p style="padding-left:30px;">Hum, que chato! Mas, Lalalf, você enrolou, enrolou e não me disse nada sobre o Um Real!</p>
<p style="text-align:right;"><strong><em>Continua&#8230; </em></strong></p>
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