Responsabilidade digital deve ser prioridade
Questão que vem ganhando importância nos últimos tempos, a responsabilidade na aquisição e uso dos dados dos usuários é crucial para empresas. Qualquer aplicativo ou site tem a obrigação de comunicar claramente quais dados serão coletados e o uso que será feito deles.
Há poucos anos, esses dados eram coletados e, dependendo da integridade e transparência da empresa responsável pela coleta, destinados a diversos fins. A venda desses dados sob a forma de mailing para spammers é um desses usos, digamos, menos nobres.
O uso indiscriminado de estratégias que invadem a privacidade do usuário é ruim para todos. Afeta a credibilidade dos que investem no meio digital e aumenta ainda mais a desconfiança de quem não tem familiaridade com os mecanismos que movem as mídias digitais.
Recentemente, aplicativos para iPhone e iPad foram alvo de duras críticas, pois foi descoberto que, secretamente, alguns coletavam dados que serviriam para rastreamento de usuários. Mesmo o Android, sistema para dispositivos móveis que tem crescido explosivamente, foi acusado das mesmas práticas.
É importante frisar que os responsáveis pelos aparelhos e sistemas operacionais não são diretamente culpados pelo problema. O problema está nas brechas que permitem que desenvolvedores “espertinhos” acessem essas informações sem o consentimento do usuário.
Apple e Google estão fazendo o que devem, cercando e eliminando possíveis falhas que expõe a privacidade de quem apostou em seus produtos. O mesmo vale para o Facebook, que apertou o cerco e endureceu suas políticas de uso para aplicativos. A intenção, claramente, não é cercear ou limitar o esforço criativo dos desenvolvedores, mas definir fronteiras claras para proteger-se de problemas legais e, naturalmente, proteger a privacidade das pessoas. Mas o usuário precisa também se responsabilizar, fazendo sua parte.
Todo aplicativo, seja de dispositivos móveis ou do Facebook, deve deixar claro, no ato da instalação, quais dados pessoais acessará. Cabe ao usuário decidir se o benefício que a aplicação oferece vale “o preço”.
Acompanhe nosso blog, pois em breve falaremos mais sobre o modo que alguns aplicativos, aparentemente gratuitos, se apropriam de informações e agem negativamente contra o usuário.


