CDN Interativa - Diálogo digital

Responsabilidade digital deve ser prioridade

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09.05.2012 | Jo Auricchio Geral |

Questão que vem ganhando importância nos últimos tempos, a responsabilidade na aquisição e uso dos dados dos usuários é crucial para empresas. Qualquer aplicativo ou site tem a obrigação de comunicar claramente quais dados serão coletados e o uso que será feito deles.

Há poucos anos, esses dados eram coletados e, dependendo da integridade e transparência da empresa responsável pela coleta, destinados a diversos fins. A venda desses dados sob a forma de mailing para spammers é um desses usos, digamos, menos nobres.

O uso indiscriminado de estratégias que invadem a privacidade do usuário é ruim para todos. Afeta a credibilidade dos que investem no meio digital e aumenta ainda mais a desconfiança de quem não tem familiaridade com os mecanismos que movem as mídias digitais.

Recentemente, aplicativos para iPhone e iPad foram alvo de duras críticas, pois foi descoberto que, secretamente, alguns coletavam dados que serviriam para rastreamento de usuários. Mesmo o Android, sistema para dispositivos móveis que tem crescido explosivamente, foi acusado das mesmas práticas.

É importante frisar que os responsáveis pelos aparelhos e sistemas operacionais não são diretamente culpados pelo problema. O problema está nas brechas que permitem que desenvolvedores “espertinhos” acessem essas informações sem o consentimento do usuário.

Apple e Google estão fazendo o que devem, cercando e eliminando possíveis falhas que expõe a privacidade de quem apostou em seus produtos. O mesmo vale para o Facebook, que apertou o cerco e endureceu suas políticas de uso para aplicativos. A intenção, claramente, não é cercear ou limitar o esforço criativo dos desenvolvedores, mas definir fronteiras claras para proteger-se de problemas legais e, naturalmente, proteger a privacidade das pessoas. Mas o usuário precisa também se responsabilizar, fazendo sua parte.

Todo aplicativo, seja de dispositivos móveis ou do Facebook, deve deixar claro, no ato da instalação, quais dados pessoais acessará. Cabe ao usuário decidir se o benefício que a aplicação oferece vale “o preço”.

Acompanhe nosso blog, pois em breve falaremos mais sobre o modo que alguns aplicativos, aparentemente gratuitos, se apropriam de informações e agem negativamente contra o usuário.

Vamos compartilhar?

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02.03.2012 | Patricia Gil Geral |

Sabemos que tudo aquilo que caiu na rede, deixou de ser confidencial e passou a ser social, certamente será divulgado e compartilhado para uma rede imensa de pessoas.

Cada vez mais as pessoas ficam mais tempo conectadas – no escritório, em casa, na lan house ou através de seus dispositivos móveis – acessando, buscando e compartilhando informações.

O Brasil foi o país que mais cresceu em número de internautas nas redes sociais, principalmente no Facebook. Segundo dados divulgados pelo analista Nick Burcher, o país saltou de 8,8 milhões de usuários em dezembro de 2010 para mais de 35 milhões no mesmo mês de 2011, um crescimento de 298%. De acordo com estes dados, o Brasil fica como 4º colocado em número de usuários conectados no Facebook. E recentemente a ComScore divulgou um levantamento que apontou que o Facebook superou o Orkut em visitantes únicos, crescendo 192% em um ano. O tempo médio do usuário brasileiro no Facebook em dezembro foi de 4,8 horas.

Agora, imagine todas estas pessoas, produzindo e compartilhando conteúdo diariamente.
As pessoas gostam de compartilhar vídeos, textos, fotos, pensamentos, momentos engraçados ou importantes com amigos ou até desconhecidos em seus perfis digitais, mas o que motiva alguém a compartilhar?

O principal: todos buscam algo!
- Buscam atenção
- Querem assumir uma identidade importante no meio digital
- Desejam ser os primeiros a compartilhar uma informação e mostrar o quanto descolados e antenados eles são.
- Defendem causas
- Promovem protestos
- Buscam relacionamentos com pessoas que gostem do mesmo gosto que você
- Anseiam por popularidade

O jornal New York Times fez um estudo sobre o que leva as pessoas a compartilharem conteúdo online e quais são os perfis de quem compartilha. Com base nesse material, cito algumas características de cada perfil:

- Altruístas – agem em benefício dos outros.  São solidários, aqueles que fazem o bem, ajudando o próximo direta ou indiretamente.
- Carreiristas – selecionam muito bem o conteúdo que compartilham, sempre focando em suas carreiras. O principal objetivo é ganhar reputação.
- Hipsters – adoram inventar e promover moda e com isso conquistam seguidores do seu estilo. Geralmente compartilham os assuntos mais criativos e modernos de vários segmentos, como moda, música e cinema.
- Bumerangues – postam conteúdos polêmicos, pois querem ser vistos como engajados e provocativos.
- Conectores – aqueles que compartilham, envagelizam e influenciam os demais, formando uma rede de contatos.
- Seletivos – como o próprio nome diz, são bastante criteriosos com o tipo de conteúdo que buscam e compartilham.

Vendo a lista de perfis acima, fica mais fácil entender quem compartilha, porquê e o quê.

E finalizo com a pergunta:

Você já compartilhou algo hoje?

Fonte: ProXXima, ComScore, New York Times

Agora é a vez do Pinterest

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28.02.2012 | Jo Auricchio Caiu na rede... é social | Tags: , , , ,

O ser humano é visual. Quando vemos uma imagem, uma série de conexões se estabelecem e surgem novas ideias. Essa foi a principal inspiração para o surgimento do Pinterest, uma rede social baseada na organização de imagens e vídeos.

O serviço, que por enquanto só pode ser acessado mediante convite, é uma espécie de quadro digital onde as pessoas compartilham diferentes coleções de fotos. E vale tudo: de produtos de grandes marcas, a estilos e maquiagens que inspiram as garotas.

O Pinterest, de modo algum, será o novo Facebook, como alguns analistas apressadamente afirmam. As redes sociais são animais completamente diferentes, mesmo tendo recursos em comum.

O buzz em torno do Pinterest é justificável. Além do crescimento vertiginoso no número de usuários, a dinâmica lembra muito mais o popularíssimo Twitter que o Facebook. O usuário “fixa” as imagens que interessa no seu mural digital, sejam de amigos, estranhos ou mesmo o que encontrou por acaso na internet. Esse conteúdo visual é organizado em álbuns definidos pelo usuário, chamados boards.

É possível seguir murais de outros usuários, além de republicar o conteúdo, como no Twitter. A grande atração do Pinterest é o caráter colecionável das imagens – além de buscar seus interesses, você também compartilha com o mundo o que gosta, formando uma reputação digital e mostrando quem você é pelos gostos que tem, uma forma fácil de mostrar ao mundo o quão descolado ou antenado você é. É mais ou menos a evolução das comunidades do Orkut, mas de modo estritamente visual. A grande sacada comercial do Pinterest é a venda de anúncios direcionados aos interesses individuais do usuário, conforme suas escolhas.

Um trunfo do Pinterest é o bom gosto. De design minimalista e sem espaço para discussões vazias e lixo eletrônico, as páginas do Pinterest parecem páginas de uma revista com ênfase nas fotos. Os textos, quando existem, são mínimos, pois as imagens dizem tudo. E como o Pinterest é uma rede fundamentada no compartilhamento de paixões, as marcas se expõe muito menos a feedbacks negativos.

Com 10,4 milhões de usuários registrados – é o site com crescimento mais rápido da história – e 12 milhões de visitantes únicos por mês, ele gera mais links de referência que YouTube, Google+ e LinkedIn combinados. Por isso o Pinterest ganha gradativamente importância na estratégia de presença digital das empresas.

Atenta ao fenômeno, a CDN já oferece o Pinterest como opção de presença digital para seus clientes. O objetivo é fornecer conteúdo que se encaixe com a conduta das marcas e de seus públicos-alvos na plataforma.

A Odebrecht Realizações já tem um projeto pioneiro no ar dentro da rede social visual. A proposta da CDN é usar o Pinterest para incentivar e inspirar o público, ajudando no awareness da marca. Lá são publicadas imagens com temas diretamente ligados aos empreendimentos da OR, como ambientes decorados, design, decoração, arquitetura, manutenção de imóveis, habitações e uso criativo do espaço. Ao integrar o Pinterest à matriz de relacionamento digital oferecida aos clientes, a CDN se mostra atenta às tendências, pronta para explorar de forma ainda mais eficiente os canais de comunicação social na internet. E vamos esperar para ver (literalmente!).