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	<title>Café Duplo</title>
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	<description>Sem açucar. Sem adoçante. Para viagem.</description>
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		<title>Café Duplo</title>
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		<title>Foca!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[kellyhatanaka]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Feb 2018 14:03:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[eu]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[verborragia]]></category>
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					<description><![CDATA[Preciso escrever. Sinto isso, de forma cada vez mais insistente. É uma vontade intensa, um chamado, uma ânsia. Uma necessidade. Então, organizo meu tempo. Abro espaço, entre minhas atividades profissionais, meus compromissos familiares, minhas necessidades pessoais. Abro um momento para escrever logo ali, após a corrida diária, após o jantar com a família, após as &#8230; <a class="more-link" href="https://cafeduplo.wordpress.com/2018/02/13/foca/">More <span class="screen-reader-text">Foca!</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img data-attachment-id="817" data-permalink="https://cafeduplo.wordpress.com/2018/02/13/foca/foca/" data-orig-file="https://cafeduplo.wordpress.com/wp-content/uploads/2018/02/foca.jpg" data-orig-size="1280,847" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;4&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;NIKON D5100&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;35&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;500&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.0025&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="foca" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://cafeduplo.wordpress.com/wp-content/uploads/2018/02/foca.jpg?w=300" data-large-file="https://cafeduplo.wordpress.com/wp-content/uploads/2018/02/foca.jpg?w=748" class="alignnone size-full wp-image-817" src="https://cafeduplo.wordpress.com/wp-content/uploads/2018/02/foca.jpg?w=748" alt="foca"   srcset="https://cafeduplo.wordpress.com/wp-content/uploads/2018/02/foca.jpg 1280w, https://cafeduplo.wordpress.com/wp-content/uploads/2018/02/foca.jpg?w=150&amp;h=99 150w, https://cafeduplo.wordpress.com/wp-content/uploads/2018/02/foca.jpg?w=300&amp;h=199 300w, https://cafeduplo.wordpress.com/wp-content/uploads/2018/02/foca.jpg?w=768&amp;h=508 768w, https://cafeduplo.wordpress.com/wp-content/uploads/2018/02/foca.jpg?w=1024&amp;h=678 1024w" sizes="(max-width: 1280px) 100vw, 1280px" />Preciso escrever. Sinto isso, de forma cada vez mais insistente.</p>
<p>É uma vontade intensa, um chamado, uma ânsia. Uma necessidade.</p>
<p>Então, organizo meu tempo. Abro espaço, entre minhas atividades profissionais, meus compromissos familiares, minhas necessidades pessoais. Abro um momento para escrever logo ali, após a corrida diária, após o jantar com a família, após as lições dos meus filhos, antes de dormir.</p>
<p>Na hora combinada comigo mesma, vou ao computador. Mas no caminho lembro das roupas para guardar, em cima da cama. Vou lá e as guardo. Lembro que vou precisar sair mais cedo no dia seguinte. Arrumo meu despertador. Ufa, que bom que lembrei! Penso  que preciso usar mais minha agenda no celular. E então lembro de dois aniversários e mais três compromissos familiares que eu mão anotei na agenda. Anoto. Cato uns 2 brinquedos do chão. Preciso falar com as crianças sobre a bagunça&#8230; Será que tem reunião da escola esta semana? Deixa eu ver na agenda.</p>
<p>Finalmente percorro os longos 3,5 metros que me separam do computador e o ligo rapidamente. Olho para a miscelânea que é meu desktop e penso se devo abrir o velho e bom Word de guerra ou o yWriter que é uma graça, faz até barulho de máquina de escrever, ou o Dramatica Pro, para me ajudar a estruturar seja lá o que for que eu quero escrever. Mas, o que eu quero escrever?</p>
<p>Não sei.</p>
<p>E lá, no meio do meu desktop, pertinho, bem pertinho do Word, está o Facebook.</p>
<p>E, neste momento, está tudo perdido.</p>
<p>Vou entrar rapidinho, só pra ver o que está acontecendo. “5 curtidas”, “ai, que lindo este vídeo”, “este mundo está cada vez mais chato”, “encontrei esta chinchila, compartilhe até chegar ao dono”, “11 receitas de torta de morango”, “73 coisas muito erradas no mundo”, “29 lindas histórias de fé”, “35 correntes que eu não posso quebrar”, “alguma notícia chocante e absurda”. O que? Será que isto é verdade? Vou entrar no Google para pesquisar. Encontro 17 sites que confirmam a história mas nenhum é confiável. Busco em fontes confiáveis mas não encontro nada. Deve ser só boato. Nossa, que legal esse rapaz russo, tão jovenzinho, tocando violão de forma simplesmente inacreditável. Será que tem mais vídeos dele no Youtube?</p>
<p>Puxa, que horas são! Já passou muito da hora de domir. Melhor fechar tudo.</p>
<p>Mas, lá no meio do meu desktop, pertinho, bem pertinho do Facebook, está o Netflix.</p>
<p>E, neste momento, está tudo perdido.</p>
<p style="text-align:center;">***</p>
<p>&#8211; Queria tanto escrever&#8230;<br />
&#8211; Por que não escreve?<br />
&#8211; Não tenho tempo.</p>
<p style="text-align:center;">***</p>
<p>E é por isso que este blog está tão silencioso&#8230;.</p>
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		<title>O lado escuro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[kellyhatanaka]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 May 2017 19:32:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[confissão]]></category>
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					<description><![CDATA[Embora minha família não seja católica fervorosa, eu fui criada dentro de uma linha moral cristã. Fazer o bem, seguir as leis de Deus, evitar o mal. A medida que fui crescendo e questionando, me distanciei desta linha cristã e passei a me interessar por outras fontes. Budismo, espiritismo, umbanda, xintoísmo, hinduísmo, candomblé, já xeretei &#8230; <a class="more-link" href="https://cafeduplo.wordpress.com/2017/05/06/o-lado-escuro/">More <span class="screen-reader-text">O lado escuro</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img data-attachment-id="814" data-permalink="https://cafeduplo.wordpress.com/2017/05/06/o-lado-escuro/sunrise/" data-orig-file="https://cafeduplo.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/05/sunrise.jpg" data-orig-size="1920,1279" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="Sunrise" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://cafeduplo.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/05/sunrise.jpg?w=300" data-large-file="https://cafeduplo.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/05/sunrise.jpg?w=748" class="alignnone size-full wp-image-814" src="https://cafeduplo.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/05/sunrise.jpg?w=748" alt="Sunrise"   srcset="https://cafeduplo.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/05/sunrise.jpg 1920w, https://cafeduplo.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/05/sunrise.jpg?w=150&amp;h=100 150w, https://cafeduplo.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/05/sunrise.jpg?w=300&amp;h=200 300w, https://cafeduplo.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/05/sunrise.jpg?w=768&amp;h=512 768w, https://cafeduplo.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/05/sunrise.jpg?w=1024&amp;h=682 1024w, https://cafeduplo.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/05/sunrise.jpg?w=1440&amp;h=959 1440w" sizes="(max-width: 1920px) 100vw, 1920px" />Embora minha família não seja católica fervorosa, eu fui criada dentro de uma linha moral cristã. Fazer o bem, seguir as leis de Deus, evitar o mal. A medida que fui crescendo e questionando, me distanciei desta linha cristã e passei a me interessar por outras fontes. Budismo, espiritismo, umbanda, xintoísmo, hinduísmo, candomblé, já xeretei em todos os templos, espaços e terreiros. Costumo dizer que não posso ouvir um tambor que já me empolgo. Mas o fato é que aquela velha linha moral da minha infância sempre se aplicava. E como não, se todas as religiões buscam trazer à tona o nosso melhor?</p>
<p>Mesmo em religiões menos maniqueístas, como o budismo por exemplo, que entende todas as coisas como partes de um todo inseparável, ainda assim, há o desejo de ser bom. Claro que não é esta a proposta do budismo “seja boa, minha filha, senão o bicho pega”. A proposta é silenciar a mente e observar e, assim, ser. Mas, quando aplicamos o nosso racionalismo implacável e a necessidade de ação e resultados que guiam nossas vidas práticas ao budismo, nos tornamos budistas de resultados: pessoas que buscam a iluminação, que correm atrás do silêncio, que se ocupam e se preocupam em mudar pra melhor. E isso é ruim? Não sei, mas acho que não é bem assim que as coisas funcionam.</p>
<p>Há algum tempo, por vários motivos diferentes e independentes entre si, mergulhei num estado de decepção, raiva, medo, ansiedade, falta de fé e pessimismo. Não sei nem dizer há quanto tempo, porque as coisas não foram assim tão claras. De início, lutei contra estes sentimentos. Aleguei que eu não tinha motivos pra me sentir assim. Que minha situação estava melhor que a de muita gente. Que eu não deveria me sentir daquela forma. Tudo isso, verdade verdadeira. Mas de que adianta a verdade contra sentimentos que estavam ocupando cada vez mais espaço na minha mente e no meu espirito? De qualquer forma, eu estava decidida a não sucumbir à minha escuridão e resisti, neguei, rejeitei esses sentimentos negativos o quanto pude. Olhei para o outro lado, varri pra debaixo do tapete. Escondi de mim mesma.</p>
<p>Até que não pude mais esconder nada. Já havia uma montanha do tamanho do Everest debaixo do tapete. A escuridão transbordava em crises de angústia desesperadoras e, depois de muito tentar resolver sozinha, porque, né, não basta negar os próprios sentimentos negativos, a gente ainda tem que achar que é a Mulher Maravilha e vai resolver tudo sozinha, enfim, busquei ajuda profissional. Uma psicoterapeuta maravilhosa.</p>
<p>Se eu pensava que ela ia me acolher com uma xícara de chá e me acalmar e me ajudar a manter os sentimentos ruins bem longe da minha virtuosa pessoa, eu não poderia estar mais enganada. Nas primeiras sessões, acho que ela tateava, procurava reconhecer o terreno, descobrir o que me angustiava. Quando ela achou um dos assuntos que me angustiava e me enchia de raiva (e que eu nem percebia que me afetava tanto assim), ela bateu sem dó. Enfiou o dedo no corte, espremeu pra retirar o pus, jogou álcool, raspou pedaços de pele morta, mais pus, mais álcool, mas cadê a porra desse tal methiolate que não arde? Eu gritava, uivava e chorava de dor. Passava dias meio Walking Dead, me arrastando pelos cantos, rosnando minha raiva, chorando minha decepção, soluçando de medo, numa espécie de inferno pessoal. Até a próxima sessão, em que ela achava mais um sentimento ruim que eu tentei esconder e batia e cutucava e reabria expondo uma dor que parecia não acabar nunca.</p>
<p>Às vezes, ela me dá um break. Uma sessão mais levinha, falando de coisas prazerosas que eu poderia fazer, pequenos desafios para fortalecer minha confiança e independência e coisas do tipo. Pausa para respirar antes da próxima sessão de dor.</p>
<p>Eu confio na minha terapeuta e por isso, apesar da dor, prossegui no tratamento. Percebi que o termo em inglês para psicoterapeuta é muito mais correto do que em português: psycotherapist. É só uma questão de separar corretamente: psyco-the-rapist. Eu me sentia mal, muito mal, triste, raivosa, furiosa, revoltada, decepcionada, apavorada, pessimista. Ela tinha me empurrado na direção de tudo o que evitei sentir. Ela me empurrou em direção a minha escuridão. E eu mergulhei. E por que? Porque só assim eu vou conseguir me libertar e prosseguir. Negar a escuridão da minha alma não vai torna-la menos escura. Olhar claramente para a escuridão, reconhecê-la e aceita-la, vão me permitir sair. E a prova de que este era o caminho certo é que, apesar da tristeza, raiva e dor, não tive mais crises de angústia.</p>
<p>Percebi isso hoje. Pela primeira vez em muito tempo consegui sentir esperança e fé novamente, e isto para mim é um sinal definitivo de que estou sarando. Os outros sentimentos ruins já vinham diminuindo há algum tempo, embora presentes. Claro que eles estão presentes. Sou humana, sentir raiva e medo fazem parte e sempre farão. Mas sinto que a minha escuridão não está mais tão escura, tão dominante, agora que a reconheço e sei onde ela está. E hoje, finalmente fiquei feliz por ter reencontrado minha velha amiga fé e fiquei com vontade de falar da escuridão. Porque a escuridão nos faz querer a luz e, só é possível perceber isso depois que a gente mergulha no nosso lado escuro e sai do outro lado.</p>
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		<title>Medo &#8211; 1</title>
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		<dc:creator><![CDATA[kellyhatanaka]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Apr 2016 12:53:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[&#8211; Borboletas? &#8211; Sim. &#8211; Você tem medo de borboletas? &#8211; Sim. &#8211; … Continuo andando. Estou acostumada com esta expressão entre surpresa/divertida/incrédula. &#8211; Mas, por que? Um bicho tão bonito… &#8211; Não disse que borboletas são feias. A menos, é claro, que você olhe de perto. Porque, de perto, vamos combinar que todo inseto &#8230; <a class="more-link" href="https://cafeduplo.wordpress.com/2016/04/29/medo-1/">More <span class="screen-reader-text">Medo &#8211; 1</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Borboletas?<br />
&#8211; Sim.<br />
&#8211; Você tem medo de borboletas?<br />
&#8211; Sim.<br />
&#8211; …<br />
Continuo andando. Estou acostumada com esta expressão entre surpresa/divertida/incrédula.<br />
&#8211; Mas, por que? Um bicho tão bonito…<br />
&#8211; Não disse que borboletas são feias. A menos, é claro, que você olhe de perto. Porque, de perto, vamos combinar que todo inseto é horroroso. Borboletas são bonitas e importantes pra natureza. Mas lá no canto delas e eu aqui no meu.<br />
&#8211; Mas, você só tem medo de borboletas? Ou de mariposas também?<br />
&#8211; Deusmelivrecrédincruis! Mariposas são borboletas do mal. Mariposas são borboletas que se alimentaram de sangue humano depois da meia noite. Aquelas grandonas e peludas que tem &#8220;olhos nas asas&#8221; e que ficam grudadas na parede então…. Arghhhh.<br />
Só de pensar me dá calafrios.<br />
&#8211; Hahahaha, sua exagerada. Até parece! Ruim mesmo é barata. Fala sério: você tem mais medo de barata que de borboleta, não é?<br />
&#8211; Não. De barata eu tenho nojo, horror, aversão. É um bicho sujo e asqueroso. Já borboleta não: é só medo puro mesmo. Reconheço que borboletas são bonitas, que não fazem mal a ninguém, não transmitem doenças… mas não quero aproximação. Como eu disse: elas lá e eu cá.<br />
&#8211; Cobra. Você tem mais medo de cobra que de borboleta, aposto.<br />
&#8211; Cobras são venenosas, então não é questão de ter medo ou não. É questão de bom senso. Agora, se a cobra não for venenosa, não tenho medo. Já borboleta, não quero diálogo mesmo.<br />
&#8211; Então…. Você tem mais medo de cobra do que de borboleta? É isso mesmo? Confere?<br />
&#8211; Olha, é assim. Barata, cobra, tigre, escorpião, tubarão… são animais ou perigosos ou peçonhentos e oferecem um risco real. Sim, tenho medo deles. Mas é um medo justificado. Já borboletas não. Tenho medo, mas não tenho como justificá-lo. É um medo primal, inexplicável. Talvez Freud explique. Talvez possa se dizer que não gosto de borboletas porque seu comportamento é aleatório, errático, impossível de antecipar. Uma borboleta pode voar pra longe, ou se aproximar, ou pousar diretamente no seu nariz. Não dá pra prever. E talvez isto contrarie minha necessidade de controle e eu traduza este sentimento internamente como “medo” porque é uma sensação mais fácil de nomear. Mas, na boa, não quero nem saber. Só quero as borboletas a uma distância segura da minha pessoa.<br />
&#8211; Se uma borboleta entrar na sua casa…<br />
&#8211; Eu saio.<br />
&#8211; Você não mata?<br />
&#8211; Não, eu saio. Quem vai tirar o cadáver da borboleta de lá depois e limpar aquela gosma branca? Eu hein?<br />
&#8211; Não creio.<br />
&#8211; Ou saio, ou peço pra alguém tirá-la de lá.<br />
&#8211; E se não tiver ninguém?<br />
&#8211; Fecho a porta do cômodo em que ela está, tranco a chave e espero alguém chegar.<br />
&#8211; Enquanto isso…<br />
&#8211; Enquanto isso ela tem um cômodo, eu tenho o resto casa, eu tenho mais territórios que ela, então ainda estou ganhando.<br />
&#8211; Pegar uma toalha e ir espantando a borboleta pra uma janela está fora de cogitação?<br />
Respiro fundo. É chegada a hora da revelação na qual ninguém jamais acredita.<br />
&#8211; Borboletas me atacam.<br />
&#8211; Uóti???? Hahahaha!!!!<br />
&#8211; Pára de rir, criatura! É sério. As borboletas sempre vêm pra cima de mim. Elas estão lá, voando pra lá e pra cá daquele jeito irritante delas. É só eu aparecer que elas largam o que estiverem fazendo e vêm pra cima de mim! Pára de rir que é serio!!!! Ah, droga, ninguém acredita nisso.<br />
&#8211; Péra, péra que minha barriga está doendo de rir, péra….. Hahahaha. As borboletas atacam você? Com o que? Aquelas garras enormes? Os dentes afiados? Hahahaha!!!!<br />
&#8211; As borboletas me atacam sim. Elas são como predadores, que sentem o cheiro do medo. Elas se alimentam do medo. Pára de rir! Ah, não dá pra conversar com você.<br />
&#8211; Desculpe. Mas é que ter medo de borboleta é ridículo.<br />
Fico quieta. Fazer o que? É verdade.<br />
&#8211; Medo de borboleta… só você mesmo!<br />
&#8211; Mas…<br />
&#8211; O que?<br />
&#8211; Nicole Kidman também tem medo de borboleta.</p>
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		<title>Feminino</title>
		<link>https://cafeduplo.wordpress.com/2016/03/08/feminino/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[kellyhatanaka]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Mar 2016 13:51:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[mulher]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[Nunca entendi muito bem esse negócio de dia da mulher. Mulher não é minoria. Mulher não é frágil. Qual é a desse dia, meu Deus? Não que eu reclame. Ter um dia para ganhar flores, chocolates e parabéns das pessoas mais improváveis é muito bom.  Mas acho que começo a entender. O dia da mulher &#8230; <a class="more-link" href="https://cafeduplo.wordpress.com/2016/03/08/feminino/">More <span class="screen-reader-text">Feminino</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img data-attachment-id="787" data-permalink="https://cafeduplo.wordpress.com/2016/03/08/feminino/flower-2/" data-orig-file="https://cafeduplo.wordpress.com/wp-content/uploads/2016/03/flower1.jpg" data-orig-size="270,180" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;4&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;NIKON D3100&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;35&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;100&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.00125&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="flower" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://cafeduplo.wordpress.com/wp-content/uploads/2016/03/flower1.jpg?w=270" data-large-file="https://cafeduplo.wordpress.com/wp-content/uploads/2016/03/flower1.jpg?w=270" class="alignnone size-full wp-image-787 aligncenter" src="https://cafeduplo.wordpress.com/wp-content/uploads/2016/03/flower1.jpg?w=748" alt="flower"   srcset="https://cafeduplo.wordpress.com/wp-content/uploads/2016/03/flower1.jpg 270w, https://cafeduplo.wordpress.com/wp-content/uploads/2016/03/flower1.jpg?w=150&amp;h=100 150w" sizes="(max-width: 270px) 100vw, 270px" />Nunca entendi muito bem esse negócio de dia da mulher. Mulher não é minoria. Mulher não é frágil. Qual é a desse dia, meu Deus? Não que eu reclame. Ter um dia para ganhar flores, chocolates e parabéns das pessoas mais improváveis é muito bom.  Mas acho que começo a entender. O dia da mulher é, na verdade, o dia do Feminino. Um Feminino que anda meio torto, travestido, escondido, confundido com uma identificação equivocada com uma imagem de perfeição sufocante, superficial e surreal. O Feminino é mais.</p>
<p>Ser mulher não é ser mãe perfeita, amante incrível, profissional impecável, modelo de beleza, dona de casa irretocável, organizadora infalível, tudo ao mesmo tempo e todos os dias, mantendo os cabelos perfeitos e as unhas em dia. Ser mulher é compreender os meandros do Feminino. Eu ia dizer &#8220;dominar os meandros do Feminino&#8221;, mas nada combina menos com o Feminino do que a idéia de &#8220;domínio&#8221;. Compreender está mais no tom certo. Ser mulher é divulgar a importância e a beleza do Feminino.</p>
<p>O Feminino que acolhe mais e julga menos. O Feminino que embeleza e acalma, que limpa e transforma. O Feminino que cria e cuida. O Feminino que cura.</p>
<p>O Feminino não é exclusividade das mulheres. Existe Feminino em tudo e em todos, inclusive nos homens, ainda bem. Mas em nós, mulheres, ele se manifesta mais claramente, mais facilmente. Por isso, nós nos tornamos uma referência quando alguém busca aceitação, compreensão, acolhimento, harmonia e beleza, todos estes atributos femininos. E não são estes tempos bicudos em que todos parecem tão agressivos e isolados, em que tudo parece tão errado, em que o futuro parece tão sombrio, que precisamos tanto de beleza, aceitação, acolhimento?</p>
<p>Feliz dia da mulher, para todas nós, que ajudamos a manter o Feminino vivo em mulheres e homens no mundo todo. Que um dia o Feminino volte a ser sagrado, tal como o Masculino, para que a Vida se torne sagrada.</p>
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		<title>Previsões para 2016</title>
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		<dc:creator><![CDATA[kellyhatanaka]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Dec 2015 20:16:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[datas comemorativas]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[Todo ano é a mesma coisa. Posto quase nada, sumo no final de ano, período em que historicamente minha chapa esquenta feio e depois apareço no dia 31, com esta cara lavada para escrever um post de fim de ano. Mas neste ano, nem isso quis fazer. Sinceramente. Porque pra escrever um post sobre o &#8230; <a class="more-link" href="https://cafeduplo.wordpress.com/2015/12/30/previsoes-para-2016/">More <span class="screen-reader-text">Previsões para 2016</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" data-attachment-id="737" data-permalink="https://cafeduplo.wordpress.com/2015/12/30/previsoes-para-2016/sunrise-981821_1280/" data-orig-file="https://cafeduplo.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/12/sunrise-981821_1280.jpg" data-orig-size="1280,853" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="sunrise-981821_1280" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://cafeduplo.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/12/sunrise-981821_1280.jpg?w=300" data-large-file="https://cafeduplo.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/12/sunrise-981821_1280.jpg?w=748" class="alignnone size-full wp-image-737" src="https://cafeduplo.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/12/sunrise-981821_1280.jpg?w=748" alt="sunrise-981821_1280"   srcset="https://cafeduplo.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/12/sunrise-981821_1280.jpg 1280w, https://cafeduplo.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/12/sunrise-981821_1280.jpg?w=150&amp;h=100 150w, https://cafeduplo.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/12/sunrise-981821_1280.jpg?w=300&amp;h=200 300w, https://cafeduplo.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/12/sunrise-981821_1280.jpg?w=768&amp;h=512 768w, https://cafeduplo.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/12/sunrise-981821_1280.jpg?w=1024&amp;h=682 1024w" sizes="(max-width: 1280px) 100vw, 1280px" />Todo ano é a mesma coisa. Posto quase nada, sumo no final de ano, período em que historicamente minha chapa esquenta feio e depois apareço no dia 31, com esta cara lavada para escrever um post de fim de ano.</p>
<p>Mas neste ano, nem isso quis fazer. Sinceramente. Porque pra escrever um post sobre o ano que passou, eu teria que escrever sobre política e eu não estou a fim. Por vários motivos: não há nada a dizer que já não tenha sido dito, não quero invocar neste momento tudo de ruim que aconteceu na vida pública deste país e não adianta nada.</p>
<p>Prefiro manter a frágil esperança que tenho tentado cultivar. O que alimenta esta esperança? O mesmo que me incomodou fortemente o ano todo: os ataques e reclamações que têm inundado as redes sociais de parte a parte. Sim, porque, ao mesmo tempo em que o tom grosseiro e ofensivo das discussões políticas tornaram o feicibuque um lugar bem inóspito, por outro lado, ver as pessoas discutindo política com a mesma paixão antes dedicada apenas ao futebol me deu esperança. A discussão hoje é grosseira porque se baseia em ataques pessoais. “Você votou errado, seu burro”, “Você é um fascista, imbecil.”. Mas é alguma coisa. Acredito que vamos evoluir e conseguir discutir política baseados em argumentos inteligentes. Um dia, vamos conseguir debater idéias.</p>
<p>Mas, enfim. Já que não quero falar sobre política, me resta apenas fazer as previsões para 2016. Sim. Previsões. Consultei os astros, o tarot, me conectei com a mãe Terra, dancei odara e trago pra vocês, em primeiríssima mão, as previsões para 2016. Vem comigo!</p>
<p>&#8211; O primeiro bebê a nascer em 2016 vai aparecer no Fantástico. E ele tem 50% de chance de ser menino, contra 50% de chance de ser menina.</p>
<p>&#8211; Uma celebridade famosíssima vai se separar e causará comoção nacional. Uma outra celebridade internacional vai morrer.</p>
<p>&#8211; Mas não temos só más notícias, não. Um famoso famosíssimo vai se casar com uma conhecida atriz e o casamento vai ser um deslumbre.</p>
<p>&#8211; Haverá terremotos no Japão.</p>
<p>&#8211; Haverá inundações em São Paulo.</p>
<p>&#8211; Haverá seca em algum lugar do mundo.</p>
<p>&#8211; Haverá conflitos no Oriente Médio.</p>
<p>&#8211; George R.R. Martin vai terminar Winds of Winter (eeehhhhh!!!!!!)</p>
<p>&#8211; Vão descobrir que alguma coisa que a gente come desde que nasceu faz um mal terrível pra saúde.</p>
<p>&#8211; Vão descobrir que a cura do câncer é o consumo diário de bacon com fritas. Vejam só vocês!</p>
<p>&#8211; Os líderes mundiais vão fazer alguma bobagem e depois, vão fazer alguma coisa boa.</p>
<p>&#8211; Vai haver escândalo em alguma família real do planeta.</p>
<p>&#8211; Vai acontecer algum escândalo político e alguma subcelebridade vai aparecer falando bobagem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>E agora, uma previsão pessoal. SPOILER ALERT</p>
<p>&#8211; Você terá um ano tão bom como forem boas suas decisões. O mundo te tratará tão gentilmente quanto você tratar o próximo. O novo ano representará 366 dias para você agir como se não houvesse amanhã e fazer as coisas que te fazem feliz. Faça o que acha certo, seja um bom exemplo, aja com elegância e gentileza e seja feliz e você estará fazendo deste mundo um mundo melhor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>FELIZ 2016 para todos!</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Mãe, você é superprotetora.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[kellyhatanaka]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 12 Sep 2015 21:12:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[maternidade]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[Hoje ouvi esta frase, endereçada a mim. De certa forma, fiquei feliz porque acho que estou fazendo a coisa certa. Veja bem. Minha filha tem 11 anos e quer facebook, instagram, youtube e todas essas coisas maravilhosas que pelo jeito fazem a vida ter sentido e que na minha opinião não são coisa de criança. &#8230; <a class="more-link" href="https://cafeduplo.wordpress.com/2015/09/12/mae-voce-e-superprotetora/">More <span class="screen-reader-text">Mãe, você é&#160;superprotetora.</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje ouvi esta frase, endereçada a mim. De certa forma, fiquei feliz porque acho que estou fazendo a coisa certa.</p>
<p>Veja bem. Minha filha tem 11 anos e quer facebook, instagram, youtube e todas essas coisas maravilhosas que pelo jeito fazem a vida ter sentido e que na minha opinião não são coisa de criança. Às vezes acho que não são nem de adulto. Ou será que é bom para ela o constante mimimi que abunda no facebook? As fotos de gente morrendo? As reclamações raivosas? As ofensas gratuitas? Isso lá é ambiente pra criança, minha gente? I don´t think so. Instagram, nem pensar. Acho meio esquisita essa mania de tirar foto de tudo. Vou jantar. Foto do prato. Vou dormir. Foto de pijaminha. Acordei. Foto sem maquiagem. Vou tomar café da manhã. Foto do café. Entrei no carro. Selfie. Fico torcendo pra pessoa não ir ao banheiro, pelamordedeussocorro. Youtube&#8230;. é complicado. Ela ama ver videoclips. Ela ama vídeos engraçadinhos. Como proibir? Mas eu tenho medo porque sei o que tem no Youtube. Tem tudo. Dois cliques e você está vendo as cenas cortadas e erros de gravações de Garganta Profunda 1, 2 e 3.<img loading="lazy" data-attachment-id="724" data-permalink="https://cafeduplo.wordpress.com/2015/09/12/mae-voce-e-superprotetora/social-media-803650_1280/" data-orig-file="https://cafeduplo.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/09/social-media-803650_1280.jpg" data-orig-size="1280,767" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="social-media-803650_1280" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://cafeduplo.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/09/social-media-803650_1280.jpg?w=300" data-large-file="https://cafeduplo.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/09/social-media-803650_1280.jpg?w=748" class="size-medium wp-image-724 aligncenter" src="https://cafeduplo.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/09/social-media-803650_1280.jpg?w=300&#038;h=180" alt="social-media-803650_1280" width="300" height="180" srcset="https://cafeduplo.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/09/social-media-803650_1280.jpg?w=300 300w, https://cafeduplo.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/09/social-media-803650_1280.jpg?w=600 600w, https://cafeduplo.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/09/social-media-803650_1280.jpg?w=150 150w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>Nos últimos dias teve celeuma na escola dela. Alguns pais desaprovaram a escolha de um livro adotado pela escola, uma versão em HQ de Oliver Twist. Esta versão contém alguns palavrões, tipo fdp e alguns pais acharam isso demais. Claro que eu também não gosto de minha filha ouvindo palavreado chulo. Mas os fdps estavam inseridos na história, não foram gratuitos. E acho que as crianças ouvem coisa muito pior na rua, voltando da escola mesmo. Houve reunião na escola. A escola explicou que a leitura seria contextualizada, comentada e observada pelos professores, inclusive o de história, que aproveitaria para explicar a realidade de uma criança órfã na época, enfim. Aparentemente a coisa foi resolvida. Até que alguns pais apareceram na folha de sp, reclamando do livro, dos palavrões, questionando se os filhos &#8220;têm que&#8221;  ler A Culpa é das Estrelas (oi?????), e por que não ler Monteiro Lobato (ah, essa é fácil: eles já leram Monteiro Lobato, há uns 2 anos kkkkk!). Eita stress. Eita exposição desnecessária. Eita lá lá.</p>
<p>Logo no início, quando o nhenhenhe começou, fui averiguar. Bom, ela já estava quase terminando de ler, porque livro lá em casa é assim: não fica muito tempo sem ser lido. Ela disse que sim, tem palavrão. Perguntei se ela achou o livro incômodo, ruim de ler, triste, pesado, sei lá. Ela disse que o livro é triste pois todo mundo maltrata o menino. Todo mundo é muito mau. E o menino não fez nada pra ninguém. No mais, ela gostou da leitura e observou coisas muito interessantes sobre a arte e as cores dos quadrinhos. Perguntei sobre o palavrão, se ela sabia o que era fdp. Ela disse que não, então expliquei primeiramente, o que era o p e que puta era a forma feia de falar prostituta, e que prostituta é uma pessoa que faz sexo por dinheiro. Então, fdp é algo muito ofensivo, porque ofende a mãe da pessoa. Entendeu? Entendi. Nossa, e precisa falar assim da mãe do menino, que é órfão tadinho? Credo, que gente má. Pronto, foi essa a conversa. Algum trauma? Confusão? Risco da criança decidir chamar todo mundo de fdp a partir de hoje? Não né.<img loading="lazy" data-attachment-id="725" data-permalink="https://cafeduplo.wordpress.com/2015/09/12/mae-voce-e-superprotetora/keyboard-283232_1280/" data-orig-file="https://cafeduplo.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/09/keyboard-283232_1280.jpg" data-orig-size="1280,905" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="keyboard-283232_1280" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://cafeduplo.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/09/keyboard-283232_1280.jpg?w=300" data-large-file="https://cafeduplo.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/09/keyboard-283232_1280.jpg?w=748" class="size-medium wp-image-725 aligncenter" src="https://cafeduplo.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/09/keyboard-283232_1280.jpg?w=300&#038;h=212" alt="keyboard-283232_1280" width="300" height="212" srcset="https://cafeduplo.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/09/keyboard-283232_1280.jpg?w=300 300w, https://cafeduplo.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/09/keyboard-283232_1280.jpg?w=600 600w, https://cafeduplo.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/09/keyboard-283232_1280.jpg?w=150 150w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>E é por isso que eu não me considero super protetora. Sou protetora sim. Se a criança some num parque e ninguém sabe dela, fico apavorada mesmo. Normal, né? Mas não acho que um livro seja capaz de desestabilizá-la. Acredito na capacidade de compreeensão dela. Acredito no senso crítico dela. E prefiro aproveitar as cenas desconfortáveis nos filmes e livros para conversar com ela e explicar as coisas.</p>
<p>Mas, youtube, facebook, instagram, e quetais&#8230;.. vejo tanta criança com conta nessas ferramentas, e penso que elas ficam tão  expostas. O que vai para a internet dificilmente é retirado. E se uma criança, com 10 anos, postar uma coisa hoje e se arrepender aos 15, idade em que tudo é mico, como ela vai fazer pra deletar um conteúdo que já foi pro youtube e já foi replicado? E se, na criancice delas, elas falarem algo de que se arrependem? Que jeito mais duro (e público) de aprender que a palavra falada é como a flecha lançada. E se, nessas milhares de fotos compartilhadas com o mundo elas passam, sem perceber, informações importantes e que não deveriam ser tão escancaradas como: nome e endereço da escola em que ela estuda, horários, quem busca e quem leva na escola, quem cuida delas, nome dos melhores amigos, dos professores, nome dos pais. Você daria essa informação sobre seu filho indiscriminadamente a qualquer um? As fotos que ele tira no celular e publica no facebook fazem isso.</p>
<p>Depois de alguma negociação, deixei minha filha fazer um blog. Ela curtiu por um tempo, mas agora, ela quer postar vídeos. Estou pensando num jeito seguro dela fazer isso, mas&#8230;. estou muito desconfortável com essa idéia. Tive com ela uma longa conversa hoje. Sobre o valor da privacidade, sobre o vazio existencial das redes sociais, do quanto esse vazio consome de nós e do quanto ele vicia, sobre a eternidade dos dados na rede, sobre arrependimento, sobre&#8230; tudo. Além da preocupação com a segurança dela, me preocupa que tão cedo ela se preocupe em ter seguidores, curtidas, e outras formas de aprovação digital. Queria muito, muito mesmo, que ela tivesse mais tempo para sedimentar a idéia de que a única aprovação que importa é a DELA MESMA.</p>
<p>Mas é difícil argumentar com o &#8220;todo mundo tem&#8221;. &#8221; Ah mãe, todo mundo tem youtube/facebook/instagram/etc&#8221;. Sorry, filha. Você é um ET. Um dia você vai entender que eu só estou protegendo sua privacidade até que você tenha maturidade o bastante para decidir o quanto quer expor na rede. Nesse dia, juro que vou respeitar suas decisões. Mas hoje, aos 11 anos, você vai ter que confiar em mim. Por favor.</p>
<p>Enquanto isso, todo mundo preocupado com um &#8220;fdp&#8221; num livro.</p>
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		<title>Porque eu não sou patriota</title>
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		<dc:creator><![CDATA[kellyhatanaka]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Sep 2015 18:21:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[Este post não tem nada a ver com a atual situação do Brasil, com nossos lamentáveis governantes, com nossa desacreditada classe política, com nossas fracas instituições. Mesmo que o Brasil fosse outro país, nosso país dos sonhos, mais parecido com a Suécia do que com o Haiti, ainda assim, eu não seria patriota. É complicado explicar, &#8230; <a class="more-link" href="https://cafeduplo.wordpress.com/2015/09/07/porque-eu-nao-sou-patriota/">More <span class="screen-reader-text">Porque eu não sou&#160;patriota</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Este post não tem nada a ver com a atual situação do Brasil, com nossos lamentáveis governantes, com nossa desacreditada classe política, com nossas fracas instituições. Mesmo que o Brasil fosse outro país, nosso país dos sonhos, mais parecido com a Suécia do que com o Haiti, ainda assim, eu não seria patriota. É complicado explicar, mas vou tentar.</p>
<p>O fato de eu não ser patriota não quer dizer que eu não ame o Brasil. Porque eu amo. O fato de eu não ser patriota não significa que eu não acredite no Brasil. Porque eu acredito, mesmo estando quase impossível. Eu não sou patriota simplesmente porque não sou brasileira antes de ser humana.</p>
<p><a href="https://cafeduplo.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/09/jabuticaba-2-1328950-639x426.jpg"><img loading="lazy" data-attachment-id="711" data-permalink="https://cafeduplo.wordpress.com/2015/09/07/porque-eu-nao-sou-patriota/jabuticaba-2-1328950-639x426/" data-orig-file="https://cafeduplo.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/09/jabuticaba-2-1328950-639x426.jpg" data-orig-size="639,426" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;5&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;Canon EOS DIGITAL REBEL XT&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1135062913&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;43&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;400&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.033333333333333&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}" data-image-title="jabuticaba-2-1328950-639&#215;426" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://cafeduplo.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/09/jabuticaba-2-1328950-639x426.jpg?w=300" data-large-file="https://cafeduplo.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/09/jabuticaba-2-1328950-639x426.jpg?w=639" class="size-medium wp-image-711 aligncenter" src="https://cafeduplo.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/09/jabuticaba-2-1328950-639x426.jpg?w=300&#038;h=200" alt="jabuticaba-2-1328950-639x426" width="300" height="200" srcset="https://cafeduplo.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/09/jabuticaba-2-1328950-639x426.jpg?w=300 300w, https://cafeduplo.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/09/jabuticaba-2-1328950-639x426.jpg?w=600 600w, https://cafeduplo.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/09/jabuticaba-2-1328950-639x426.jpg?w=150 150w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a></p>
<p>Eu não vejo por que devo amar este país de forma diferente de outras pessoas que nasceram em outras coordenadas. Ou porque devo me importar menos com outros países, que não são &#8220;meus&#8221;. Se todos os países são parte do mesmo planeta e estamos todos ligados uns aos outros, compartilhando nossa condição humana, respirando o mesmo ar e bebendo da mesma água, porque o Brasil deveria importar mais para mim do que o Chile, por exemplo?</p>
<p>O patriotismo me parece fazer cada vez menos sentido num mundo globalizado. O patriotismo divide, separa, aparta. O patriotismo ergue muros para separar o que é seu do que é nosso. O patriotismo fecha fronteiras. E, fechando fronteiras, acaba condenando a morte pessoas que só querem fugir de uma guerra. Mas e daí, não é mesmo? A guerra não é no meu país. Essas pessoas não têm a mesma nacionalidade que eu. Isso que acontece no país delas é problema delas, elas que fiquem e se virem, sei lá, tanto faz. Até que a gente vê a foto do menininho sírio morto na costa da Turquia e pensa que aquilo não faz sentido nenhum, que aquilo é errado demais, que uma vida é muito mais sagrada do que uma fronteira, que alguma compaixão teria caído bem. e que talvez, talvez, seja hora de sermos menos patriotas e mais humanos.</p>
<p><a href="https://cafeduplo.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/09/around-the-world-5-1425729-640x480.jpg"><img loading="lazy" data-attachment-id="714" data-permalink="https://cafeduplo.wordpress.com/2015/09/07/porque-eu-nao-sou-patriota/phot0006-jpg/" data-orig-file="https://cafeduplo.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/09/around-the-world-5-1425729-640x480.jpg" data-orig-size="640,480" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;3&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;DVC306V&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;\u00ff\u00ff&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1079391961&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;8.34&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;100&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.025641025641026&quot;,&quot;title&quot;:&quot;PHOT0006.JPG&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}" data-image-title="PHOT0006.JPG" data-image-description="" data-image-caption="&lt;p&gt;ÿÿ&lt;/p&gt;
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<p>Vivo em São Paulo, uma grande metrópole que exerce seu poder de atração sobre todo o país. Eu acho que essa mistura de gente, de culturas, de idéias, de etnias, é a grande riqueza de São Paulo. Pena que muitos não enxerguem isso, ocupados que estão em ser paulistas e querer São Paulo para os paulistas, seja lá o que isso signifique. Algumas pessoas olham desconfiadas para os imigrantes haitianos. Estes são pessoas que querem construir uma vida aqui, assim como fizeram meus avós há 70 anos. São pessoas que chegam aqui, escapando de sabe-se lá que perrengues e dificuldades e encontram uma cidade intimidante e quase nenhuma infraestrutura de apoio. Como meus avós, E como os seus também, provavelmente.</p>
<p>Miséria é miséria em qualquer canto. Riquezas são diferenças.</p>
<p>E eu vou sonhando, imaginando um mundo a la Lennon,</p>
<p style="text-align:center;"><em>Imagine there&#8217;s no countries</em><br />
<em>It isn&#8217;t hard to do</em><br />
<em>Nothing to kill or die for</em><br />
<em>And no religion too</em></p>
<p style="text-align:center;"><em>Imagine all the people</em><br />
<em>Living life in peace</em></p>
<p style="text-align:center;"><em>You may say, I&#8217;m a dreamer</em><br />
<em>But I&#8217;m not the only one</em><br />
<em>I hope someday you&#8217;ll join us</em><br />
<em>And the world will be as one.</em></p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>tem dias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[kellyhatanaka]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Mar 2014 13:18:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[desabafo]]></category>
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					<description><![CDATA[tem dias em que a coisa tá dificil. mas tem outros, em que tá mega foda. odeio prestar contas. odeio ficar me explicando. odeio justificar despesas. odeio me sentir cobrada. odeio ficar pisando em ovos. odeio estar sempre tão errada em tudo. carregando o mundo nas costas sozinha e ouvindo que tá torto, tá devagar, &#8230; <a class="more-link" href="https://cafeduplo.wordpress.com/2014/03/30/tem-dias/">More <span class="screen-reader-text">tem dias</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>tem dias em que a coisa tá dificil. mas tem outros, em que tá mega foda.</p>
<p>odeio prestar contas. odeio ficar me explicando. odeio justificar despesas. odeio me sentir cobrada. odeio ficar pisando em ovos.</p>
<p>odeio estar sempre tão errada em tudo.</p>
<p>carregando o mundo nas costas sozinha e ouvindo que tá torto, tá devagar, tô gastando muita energia e vai despencar tudo logo logo.</p>
<p>o pior é essa sensação de não desespero. vazio e silêncio. é quase paz. mas é triste. será que alguma coisa morreu?</p>
<p>tenho feito o que acho certo. mas algum reconhecimento também seria muito bem vindo.</p>
<p>não acho que está ruim. aliás, acho que tenho tido muita sorte. mas é difícil manter esse pensamento, rodeada de tantas pequenezas.</p>
<p>só.</p>
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	</item>
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		<title>I rede anti-social</title>
		<link>https://cafeduplo.wordpress.com/2014/02/18/i-rede-anti-social/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[kellyhatanaka]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Feb 2014 18:23:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[Tem dias em que nada parece fazer sentido. Para dias assim, o negócio é preparar uma sopa, ligar a TV e esperar passar. Só isso. * Tô passando os olhos pelo feicibuque e, credo. Dá até medo. Sinto me entrando numa sala fechada, sem janelas, cheia de vendedores, de idéias e de coisas, cheia pregadores &#8230; <a class="more-link" href="https://cafeduplo.wordpress.com/2014/02/18/i-rede-anti-social/">More <span class="screen-reader-text">I rede anti-social</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Tem dias em que nada parece fazer sentido. Para dias assim, o negócio é preparar uma sopa, ligar a TV e esperar passar. Só isso.</p>
<p>*</p>
<p>Tô passando os olhos pelo feicibuque e, credo. Dá até medo. Sinto me entrando numa sala fechada, sem janelas, cheia de vendedores, de idéias e de coisas, cheia pregadores de diferentes religiões, todos, sem exceção, querendo me cooptar, me convencer, me converter. Saio correndo, fecho a porta rapidamente, testo a tranca, empurro as costas contra a porta. Melhor não abri-la tão cedo. Mas o que digo? Claro que vou olhar meu mural de novo amanhã. Vício.</p>
<p>*</p>
<p>E quando a gente reencontra um velho amigo? Uma pessoa que a gente curtiu pacas, que foi um grande camarada numa época incrível da sua vida? Você encontra a pessoa no feicibuque e mal pode acreditar. Que sorte! Enquanto vê o perfil da tal pessoa, vai se lembrando das conversas intermináveis, dos passeios, das confidências, da confiança cega naquela amizade. Vai lá, convida a pessoa. A pessoa aceita. Puxa, que máximo, ela também se lembra de mim! Mando uma mensagem. Como vai sua vida? O que tem feito? A minha está assim. Fiz isso, fiz aquilo. E então, acontece. Vou vendo que aquela pessoa que eu curti tanto, que representou tanto, não existe mais. Aquela pessoa doce, feliz, alegre, otimista, não existe mais. Em seu lugar há uma pessoa dura, cheia de julgamentos, amarga. Uma pessoa que cospe acusações contra aqueles que discordam dela. Uma pessoa que não aceita diferenças. Uma pessoa que se acha dona da verdade. Como isso foi acontecer? Triste. Momento de luto por um amigo que não existe mais.</p>
<p>*</p>
<p>É. Vou tirar umas férias do feicibuqui. Ahã. A quem quero enganar?</p>
<p>*</p>
<p>Já sei. Vou começar uma campanha do feicibuqui: “Não chame o coleguinha de burro”. Isso. A idéia básica é que ninguém é burro só porque discorda de vc. Vc gosta de colocar o feijão por cima do arroz? Parabéns. Isso não significa que quem prefere o arroz por cima do feijão é burro. Basicamente isso. Mas sei la. Desconfio que não vai pegar. Vão me chamar de burra.</p>
<p>*</p>
<p>Deixa quieto. O negócio é usar o feicibuqui para aquilo que ele serve mesmo: conseguir vidas no Candy Crush.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>momento top do dia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[kellyhatanaka]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Jan 2014 22:40:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[eu]]></category>
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					<description><![CDATA[Não sou atlética. Não gosto de esportes. Não gosto de suar. Mas tem um momento na vida da pessoa que ela tem que aceitar que precisa fazer alguma atividade física. Então, eu resolvi nadar. Três vezes por semana. Às segundas e quartas tenho aulas aqui mesmo no condomínio e as sextas vou pra piscina e &#8230; <a class="more-link" href="https://cafeduplo.wordpress.com/2014/01/31/momento-top-do-dia/">More <span class="screen-reader-text">momento top do&#160;dia</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Não sou atlética. Não gosto de esportes. Não gosto de suar. Mas tem um momento na vida da pessoa que ela tem que aceitar que precisa fazer alguma atividade física. Então, eu resolvi nadar. Três vezes por semana. Às segundas e quartas tenho aulas aqui mesmo no condomínio e as sextas vou pra piscina e treino por 1 hora. Faz 3 semanas que estou nessa e estou curtindo. Minha professora é chata no bom sentido, daquelas que corrigem até o ângulo de inclinação do dedinho do pé e, graças a ela estou nadando de forma bem mais eficiente.</p>
<p>Daí hoje, estava eu na piscina quando chegaram 2 garotinhos, um de uns 7 anos e outro de uns 5. Peguei uma raia e comecei a nadar. Notei que o menino mais velho vinha nadando comigo. Óbvio que nadava mais rápido que eu. Mas, ao chegar no fim da piscina, o menino parava e eu fazia a volta e continuava. Às sextas eu faço isso: nado o máximo que posso sem parar. O que atualmente são 7 chegadas. Quando terminei a sétima, parei, bem cansada. Olho pro lado e o menino tá lá, me olhando admirado. Daí ele tascou a pergunta que me salvou o dia: &#8220;você é nadadora profissional?&#8221;.</p>
<p>Parem de rir! É sério! </p>
<p>Na hora fiquei até muda de emoção. Em seguida, foi um mix de sentimentos. Sei que tive que usar de toda minha maturidade e seriedade para responder para o menino que não, comecei a treinar agora, aliás. Mas que foi difícil, foi. Pensa numa pessoa dividida.</p>
<p>Eu. Nadadora profissional! Te cuida, Phelps!</p>
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