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	<title>Camile Carvalho Blog</title>
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	<description>Um blog sobre vida simples e minimalismo digital em um mundo acelerado</description>
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	<title>Camile Carvalho</title>
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		<title>Eu posso estar errado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Camile Carvalho]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Apr 2024 23:09:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img src="https://camilecarvalho.com/wp-content/uploads/Blog-eu-posso-estar-errado-2.jpg" width="680" height="423" class="aligncenter" alt="" /></p>
<p>Autor: Björn Natthiko Lindeblad Lido em: abril de 2024 Tema: Budismo, impermanência, aceitação Avaliação: ★★★★★ Eu sou do tipo de leitora que ama escolher títulos leves e inspiradores pro meu Kindle. A sensação de me deitar na rede, sentindo o vento fresco em meu rosto enquanto leio inspirações me conduz a uma atmosfera de paz [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-28620" src="https://camilecarvalho.com/wp-content/uploads/blog-eu-posso-estar-errado.jpg" alt="Eu posso estar errado - Björn Natthiko | Camile Carvalho - Vida Minimalista" width="800" height="573" srcset="https://camilecarvalho.com/wp-content/uploads/blog-eu-posso-estar-errado.jpg 800w, https://camilecarvalho.com/wp-content/uploads/blog-eu-posso-estar-errado-768x550.jpg 768w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>
<pre>Autor: Björn Natthiko Lindeblad
Lido em: abril de 2024
Tema: Budismo, impermanência, aceitação
Avaliação: ★★★★★</pre>
<p style="text-align: justify;">Eu sou do tipo de leitora que ama escolher títulos leves e inspiradores pro meu Kindle. A sensação de me deitar na rede, sentindo o vento fresco em meu rosto enquanto leio inspirações me conduz a uma atmosfera de paz e serenidade da qual desejo permanecer por muito tempo após a leitura. Mas esse livro, escrito por Björn, ou Natthiko (seu nome budista), me tirou do lugar-comum desse tipo de literatura.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Björn Natthiko Lindeblad</h2>
<p style="text-align: justify;">Bjorn nasceu na Suécia, formou-se em economia e recém-formado conseguiu trabalhar com o que achava que gostava. Como ele mesmo dizia,  &#8220;trabalhava aumentando o lucro alheio&#8221;, e era bom nisso. Apesar do estresse, da ansiedade que vivia, não tinha outros planos pra sua vida, até que <strong>percebeu que precisava fazer algo pela sua saúde mental</strong>, ou não aguentaria muito a pressão em que vivia.</p>
<p style="text-align: justify;">Experimentou, por diversas vezes, a meditação, mas sem sucesso algum. Chegou a se inscrever em retiros na floresta, mas <strong>acabou desistindo por não ter os resultados que esperava</strong>. Segundo ele, não conseguiu silenciar as vozes interiores, não conseguiu não pensar em nada &#8211; muito pelo contrário &#8211; e sequer atingiu a paz mental. Isso devia ser apenas pros iluminados, como Buda, não pra um rapaz como ele, cheio de desejos, ansiedades e trabalho a ser feito pipocando em sua mente.</p>
<blockquote><p><em>Como é possível ter uma vida digna e livre se você acredita em todos os seus pensamentos?</em></p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">Mas algo o fazia não desistir, até que em um determinado momento em sua vida, conseguiu compreender melhor a meditação e os princípios budistas. Após um longo caminho, entre retiros e cursos de meditação, <strong>decidiu morar na Tailândia</strong>, onde monges da <strong>Tradição da Floresta (Budismo Theravada)</strong> tinham um monastério. E naquele momento sua vida nunca mais foi a mesma, até tomar a decisão de abandonar a vida leiga e se entregar à tradição, sendo ordenado como monge budista.</p>
<figure id="attachment_28617" aria-describedby="caption-attachment-28617" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-28617 size-full" title="Eu posso estar errado - Björn Natthiko | Camile Carvalho - Vida Minimalista" src="https://camilecarvalho.com/wp-content/uploads/Blog-eu-posso-estar-errado-2.jpg" alt="Eu posso estar errado - Björn Natthiko | Camile Carvalho - Vida Minimalista" width="800" height="498" srcset="https://camilecarvalho.com/wp-content/uploads/Blog-eu-posso-estar-errado-2.jpg 800w, https://camilecarvalho.com/wp-content/uploads/Blog-eu-posso-estar-errado-2-768x478.jpg 768w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-28617" class="wp-caption-text">foto do site oficial: natthiko.se</figcaption></figure>
<h2 style="text-align: justify;">Me envolvi demais com ele</h2>
<p style="text-align: justify;">O livro me emocionou por diversas vezes. Torci com ele, chorei, me emocionei e claro, anotei vários ensinamentos que ele passava, chegando até a escrever bastante sobre alguns <strong>insights que eu tive sobre a minha própria vida</strong>. Não foi um livro leve como outros no estilo que eu andei lendo, principalmente na parte final. Aliás, <strong>o livro tem 38 capítulos</strong>, mas bem curtinhos, o que me fez pensar o tempo todo que eu leria &#8220;só mais um capítulo, depois eu paro&#8221;, e assim o fiz por dois dias seguidos até chegar ao seu fim.</p>
<blockquote><p><em>Eu já tinha descoberto que, quando minha tristeza, ansiedade ou solidão ficassem opressivas demais, eu poderia escolher me concentrar na respiração e permitir a consciência plena do meu corpo, sem aceitar cegamente cada um dos pensamentos que minha mente atirasse em mim.</em></p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">Não se enganem, o livro começa leve e inspirador, mas tem uma reviravolta no seu terço final. Não é spoiler, mas <strong>Natthiko foi monge por 17 anos</strong>, sendo os primeiros 6 anos no monastério da floresta da Tailândia, 1 ano em reclusão total em uma cabana próxima a um vilarejo e mais 10 anos em alguns monastérios da Europa, mais próximo de seu país de origem. Ele conta as diferenças culturais, principalmente após viver sete anos na Tailândia e voltar pro Ocidente, como os monges são vistos por aqui e pelos tailandeses.</p>
<p style="text-align: justify;">Após os 17 anos, Bjorn entrega as vestes e volta à vida leiga, mas sem abandonar o caminho budista. Apesar de muitos desafios no retorno à &#8220;vida comum&#8221;, <strong>se torna um palestrante e professor reconhecido</strong> que rodou o mundo contando sua experiência, transmitindo os ensinamentos e inspirando muitas pessoas.</p>
<blockquote><p><em>Nunca me senti totalmente confortável com a expressão atenção plena. Não sinto minha mente plena quando estou vivendo o momento. Ela está mais para uma área ampla, vazia e acolhedora, com espaço de sobra para tudo e para todos. Presença consciente.</em></p></blockquote>
<h2 style="text-align: justify;">Um alerta de gatilho</h2>
<p style="text-align: justify;">O meu alerta vai para a <strong>porção final do livro</strong>. Eu fui pega de surpresa com alguns acontecimentos que ele narrou com tantos detalhes, o que me gerou muito desconforto (mas que na visão budista são vistos com outra compreensão). Eu simplesmente não conseguia parar de ler, já era madrugada, mas também <strong>eu não conseguia parar de chorar.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Ler os capítulos finais me deixou com um nó na garganta até hoje, o que me fez abrir o notebook e escrever esse texto sobre as minhas impressões do livro.</p>
<blockquote><p><em>Um dia, vamos ter que nos despedir de pessoas que significam alguma coisa para nós. Nossa única certeza é que não teremos uns aos outros para sempre. Todo o resto é um talvez.</em></p></blockquote>
<h2 style="text-align: justify;">Eu queria despejar mais por aqui&#8230;</h2>
<p style="text-align: justify;">Enfim, eu gostaria de colocar mais meus sentimentos por aqui, despejar o que está em minha mente e meu coração, mas me vejo em uma linha sutil entre escrever um texto de desabafo e uma resenha de um livro. Contar tudo que eu senti ao ler os últimos capítulos seria expor pontos do livro considerados spoilers, <strong>mas como não colocar pra fora essa bomba de emoções que ele significou pra mim?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Talvez eu escreva pra mim mesma, no meu diário, talvez eu escreva em um outro momento e publique em um post separado, mas deixo pra vocês <strong>uma pequena chama para que leiam</strong>, se assim se interessarem, essa autobiografia de um monge Theravada.</p>
<blockquote><p><em>Às vezes uma porta se fecha na sua vida sem que outra tenha se aberto. Alguma coisa está menos viva do que antes, um relacionamento, um emprego, uma casa, a cidade em que você mora. Isso pode acabar sem que tenha chegado a próxima etapa. De repente, você se vê cercado de incertezas. Em quê você pode se apoiar em momentos assim? Não é importante que, nessas horas, você possa contar com um senso inerente de confiança?</em></p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">Fico por aqui hoje e espero que tenham gostado desse tipo de post aqui no blog Um pouco sentimental, uma resenha fora dos padrões, uma espécie de <strong>diário da minha leitura</strong>. Certamente voltarei ao livro mais vezes para que possa relembrar de alguns ensinamentos que, para uns, podem ser banais.</p>
<p style="text-align: justify;">Talvez até mesmo para o próprio autor, mas que para mim, em diversos momentos tocaram fundo a minha alma me fazendo relembrar de lugares e situações que eu nunca vivi. <strong>Ou vivi</strong>.</p>
<figure id="attachment_28618" aria-describedby="caption-attachment-28618" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-28618 size-full" title="Eu posso estar errado - Björn Natthiko | Camile Carvalho - Vida Minimalista" src="https://camilecarvalho.com/wp-content/uploads/blog-Bjorn-Natthiko-Lindeblad.jpeg" alt="Eu posso estar errado - Björn Natthiko | Camile Carvalho - Vida Minimalista" width="800" height="600" srcset="https://camilecarvalho.com/wp-content/uploads/blog-Bjorn-Natthiko-Lindeblad.jpeg 800w, https://camilecarvalho.com/wp-content/uploads/blog-Bjorn-Natthiko-Lindeblad-768x576.jpeg 768w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-28618" class="wp-caption-text">Foto: Elisabeth Lindeblad</figcaption></figure>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>Espero que sua vida possa ter menos de punhos cerrados e um pouco mais mãos abertas. Que você tenha um pouco menos de controle. Um pouco mais de confiança. Um pouco menos de necessidade de saber tudo de antemão. <strong>Que você aceite um pouco mais a vida como ela é.</strong></em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: center;">O livro pode ser encontrado aqui: <a href="https://link.amazon/B0eFUGLeZ" target="_blank" rel="noopener">Eu posso estar errado na Amazon</a></p>
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		<title>O ano em que menos é muito mais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Camile Carvalho]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Jul 2023 23:06:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
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		<category><![CDATA[kindle unlimited]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img src="https://camilecarvalho.com/wp-content/uploads/blog-livro-menos-mais.jpg" width="680" height="680" class="aligncenter" alt="" /></p>
<p>Depois de um longo período praticamente de cama, por causa de uma infecção no meu siso, finalmente consegui extraí-lo. Eu pensei que seria o pior momento da minha vida (a dramática) mas tudo ocorreu tão bem que eu sequer senti dor alguma. Eu sei, quem me acompanha somente pelo blog perdeu o fio do contexto [&#8230;]</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-27886" src="https://camilecarvalho.com/wp-content/uploads/blog-livro-menos-mais.jpg" alt="" width="800" height="800" srcset="https://camilecarvalho.com/wp-content/uploads/blog-livro-menos-mais.jpg 800w, https://camilecarvalho.com/wp-content/uploads/blog-livro-menos-mais-150x150.jpg 150w, https://camilecarvalho.com/wp-content/uploads/blog-livro-menos-mais-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>
<p>Depois de um longo período praticamente de cama, por causa de uma infecção no meu siso, finalmente consegui extraí-lo. Eu pensei que seria o pior momento da minha vida (a dramática) mas tudo ocorreu tão bem que eu sequer senti dor alguma.</p>
<p>Eu sei, quem me acompanha somente pelo blog perdeu o fio do contexto justamente por eu só ter falado sobre isso lá no Instagram e eu não quero que pareça que quem me segue lá é privilegiado. Isso significa que sim, eu preciso trazer mais conteúdo pra cá, contar mais sobre o que vem acontecendo em minha vida por aqui mesmo, pois eu tomei a decisão de manter o blog como o meu cantinho principal. <strong><em>Mas vamos ao que interessa</em> </strong>(um outro momento falo sobre o dente. Ou não).</p>
<h2>Reassinando o Kindle Unlimited</h2>
<p>Depois da extração do siso, precisei ficar de molho em casa, sem fazer praticamente nada. Os dois primeiros dias são muito sensíveis e qualquer sangramento pode ser bem ruim.</p>
<p>Eu já havia desistido de assinar o Kindle Unlimited pois nunca mais havia lido por ali. Havia alguns livros ainda de assuntos que nem me interessavam mais, então em um momento de redução de gastos cortei a assinatura do KU. No entanto, me foi oferecida aquela adorável oferta de R$ 1,99 por 3 meses e acabei aceitando.</p>
<p>Isso foi bom. Eu já estava entediada em casa sem ter muito o que fazer por causa do siso e acabei voltando a um comportamento do qual eu já havia desapegado: ficar olhando o celular antes de dormir até ser vencida pelo cansaço&#8230; Precisei dar um basta.</p>
<p>Larguei o celular em um canto e peguei meu Kindle. Eu confesso que não estava muito animada em ler por ali pois gosto muito de fazer leituras densas. Sempre tento extrair dos livros o máximo que posso e por isso estou sempre sobre a minha escrivaninha com meus livros abertos, lapiseira na mão, régua e marca-textos&#8230; eu nunca leio um livro por ler, e por esse motivo o Kindle já não me atraía mais.</p>
<p>Mas eu precisava me permitir ler algum livro bobinho, só pra que eu não estendesse a mão e pegasse o celular pra rolar o feed eternamente. Navegando pela loja, encontrei o livro <strong>&#8220;O ano em que menos é muito mais&#8221;</strong>, da blogueira <a href="https://www.caitflanders.com/" target="_blank" rel="noopener">Cait Flanders</a>. Era o que eu precisava ler no momento.</p>
<p>Sabe esses livros leves e aparentemente mais do mesmo, mas que em 3 ou 4 frases nossa mente vira uma chave? Pois então. Foi exatamente isso o que aconteceu.</p>
<h2>Escolhi um livro sobre minimalismo pra ler</h2>
<p>No livro, Cait nos conta sobre seu desafio de passar 1 ano sem compras enquanto também lutava contra o alcoolismo. São vários vícios associados, na verdade, sendo que um deles era, de fato, a compra por impulso. Ela então decidiu registrar tudo no blog e depois escrever o livro sobre sua experiência. Mas há algumas frases que me chamaram muito a atenção e que me impulsionaram a repensar a vida que estou levando agora:</p>
<blockquote><p>&#8220;Só conseguia ver duas categorias, na verdade: as coisas que usava e as coisas que queria que minha versão ideal usasse. As coisas que queria que minha versão ideal usasse eram todas aquelas que eu havia comprado na esperança de um dia usar para tornar minha vida melhor.&#8221;</p></blockquote>
<p>Aqui há um ponto muito interessante: eu tenho comprado coisas para quem eu sou hoje ou para uma personagem que quero adotar no futuro? <strong>Será que tudo que ando adquirindo realmente conversa com quem eu sou?</strong> Os livros, roupas, alimentos&#8230; eles são para o meu eu do presente ou projetam alguém que eu ainda não sou e sequer sei se um dia serei?</p>
<p>Vejam bem, quando queremos mudar de vida, de estilo, de alimentação, é normal que mudemos também o nosso consumo. Passamos a comprar comidas mais saudáveis, compramos roupas no novo estilo&#8230; mas há algo antes a ser refletido sobre isso, principalmente roupas e objetos: eu quero me transformar nisso ou outra pessoa &#8211; a qual admiro &#8211; usa essas roupas e objetos?<em><strong> Será que eu quero mesmo me transformar nisso ou estou tentando imitar alguém que, ao meu ver, é bem sucedida?</strong></em></p>
<blockquote><p>&#8220;Para quem está comprando isso: para a pessoa que você é ou para a pessoa que quer ser?&#8221;</p></blockquote>
<p>E então, baseado nessa única frase, que me atingiu como um soco no estômago, olhei para tudo que tenho ao meu redor e percebi quantas e quantas personagens caberiam aqui. Lendo meus livros. Usando minhas roupas. Navegando pelas diferentes redes sociais. Buscando agradar ao público A, B ou C. São meus múltiplos eus. Mas a questão que fica é: <em><strong>do que eu, a Camile, puramente eu, realmente gosto?</strong></em> Será que esses livros todos fazem sentido? Será que essas roupas todas fazem sentido? Afinal, o que faz sentido?</p>
<p>E então eu te pergunto: o que, realmente, faz sentido pra você quando você se despe de todos os seus personagens que você foi, que você é e aqueles que você ainda quer ser? <strong><em>Do que você realmente gosta?</em> </strong>Quem você realmente é?</p>
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		<title>Bolinhas piscantes e rosto dormente: um relato da minha enxaqueca com aura</title>
		<link>https://camilecarvalho.com/enxaqueca-aura/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Camile Carvalho]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Oct 2022 15:18:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bem-Estar]]></category>
		<category><![CDATA[camilando]]></category>
		<category><![CDATA[enxaqueca]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img src="https://camilecarvalho.com/wp-content/uploads/blog-enxaqueca-aura-800x534.jpg" width="680" height="454" class="aligncenter" alt="" /></p>
<p>Este fim de semana foi um pouco diferente do normal. Tive uma enxaqueca com aura terrível que começou na sexta-feira e se estendeu até o sábado à tarde. No princípio, achei que era apenas uma dor de cabeça normal por ter bebido pouca água ou por ter ficado até a madrugada trabalhando no computador pra [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-27698" src="https://camilecarvalho.com/wp-content/uploads/blog-enxaqueca-aura.jpg" alt="blog-enxaqueca-aura | Blog Camile Carvalho Vida Minimalista" width="1000" height="667" srcset="https://camilecarvalho.com/wp-content/uploads/blog-enxaqueca-aura.jpg 1000w, https://camilecarvalho.com/wp-content/uploads/blog-enxaqueca-aura-800x534.jpg 800w, https://camilecarvalho.com/wp-content/uploads/blog-enxaqueca-aura-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></p>
<p>Este fim de semana foi um pouco diferente do normal. <strong>Tive uma enxaqueca com aura terrível</strong> que começou na sexta-feira e se estendeu até o sábado à tarde. No princípio, achei que era apenas uma dor de cabeça normal por ter bebido pouca água ou por ter ficado até a madrugada trabalhando no computador pra entregar algumas peças de divulgação que eu precisava fazer. Mas não foi algo simples e só me dei conta no sábado mesmo, quando precisei faltar à missa (eu canto na missa!) pois mal conseguia abrir os olhos.</p>
<p>Eu tenho um tipo de enxaqueca que é um pouco diferente, apenas 25 % das pessoas têm. Há pessoas que sentem a dor e ficam por dias, disparadas por algum evento específico, como o alto consumo da cafeína, estresse, má alimentação e tantos outros catalogados. A minha enxaqueca é diferente, porém toda organizada (até isso combina comigo). Ela segue o seguinte padrão:</p>
<h3>As fases da minha enxaqueca com aura</h3>
<p><strong>1 // Aura:</strong> o primeiro sinal da minha enxaqueca são os estímulos visuais. Geralmente estou lendo algum texto e percebo que o centro fica embaralhado ou com uma mancha escura, não me permitindo ler. Só consigo com a visão periférica. É como se o centro estivesse vibrando. Sempre começa com um ponto pequeno no centro e vai crescendo. Houve uma vez em que eu enxergava uma espécie de mandala girando no centro da minha visão, que cresceu até tomar conta da minha visão total em aproximadamente uns 10 minutos. Quando tenho isso, já sei que devo tomar o medicamento, me recolher pra um quarto escuro e fechar os olhos, esperando pelas próximas fases.</p>
<p><strong>2 //  Dormência no rosto, braço e mão:</strong> assim que o estímulo visual encerra, começo a sentir dormência em um único lado do corpo. Em geral é no lado direito. Não sinto meu rosto, minha pálpebra, o lado do meu lábio, meu braço e mão. Zero sensibilidade. Fico por alguns minutos com essa sensação e, aos pouquinhos, vou voltando a sentir o meu corpo. Quando penso que, enfim, estou melhorando&#8230;</p>
<p><strong>3 // A dor de cabeça:</strong> e ela vem como uma pancada. BOOM. Do nada, ela inicia e a dor é insuportável. Nesse momento tudo que preciso é ficar no quarto escuro, olhos fechados e tentar dormir. Acho que o medicamento que tomei lá na fase da aura começa a fazer efeito e me dá sonolência. Certa vez, nessa fase, comecei a embaralhar a fala, por isso sempre prefiro dormir.</p>
<p><strong>4 // Ressaca:</strong> assim que a dor passa, e ela vai embora do nada, assim como chegou, ainda tenho sensibilidade quanto à claridade. E isso dura por alguns dias. Geralmente sinto dificuldade de enfrentar uma tela de computador, de me concentrar, de participar de atividades&#8230; é como uma &#8220;preguiça&#8221;. Sabe aqueles dias em que estamos exaustas mas ainda temos uma aula à noite e a mente não consegue acompanhar nada, só estamos &#8220;existindo&#8221;? Fico um pouco assim, apenas &#8220;existindo&#8221; nos 2 ou 3 dias seguintes.</p>
<h3>Periodicidade</h3>
<p>O mais estranho da minha enxaqueca é a periodicidade. Tenho notado que os episódios ocorrem a cada 4 anos. Sei disso pois sempre compro uma caixa do medicamento e anoto a data da crise nela. Quando tenho a próxima, o medicamento já está fora da validade e preciso comprar outro. Porém, neste ano é a terceira vez que tenho crise e isso indica que algo não está muito bem com a minha rotina.</p>
<p>Quis escrever esse relato sobre a minha enxaqueca pois a primeira vez que tive, fui pra emergência do hospital por não estar sentindo o meu lado direito do corpo. Lá fui diagnosticada com enxaqueca e medicada. Isso foi por volta de 2005 e eu não conseguia achar informações em lugar nenhum sobre os sintomas visuais. Relatando aqui, talvez esse conteúdo seja útil pra alguém que também, sofre com as bolinhas piscantes antes da cabeça explodir.</p>
<p><strong><em>Comente aqui abaixo se você tem ou conhece alguém que tem enxaqueca. O que você costuma fazer quando a crise chega?</em></strong></p>
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