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	<title>Canelada » CaneladasHistóricas</title>
	
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	<description>O maior e melhor blog independente sobre futebol brasileiro e internacional.</description>
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		<title>O “causo” de Branco e Ricardo Rocha durante a Copa de ’94</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Mar 2012 11:00:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Este video foi postado por um amigo meu no Facebook recentemente. Nele vemos jogadores campeões do mundo com a seleção em 1994 durante a Copa nos Estados Unidos. Resumindo o que vemos é o Ricardo Rocha, contando um &#8220;causo&#8221; que ele viveu com o Branco durante o período que eles passaram por lá. Nada que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este video foi postado por um amigo meu no Facebook recentemente.</p>
<p>Nele vemos jogadores campeões do mundo com a seleção em 1994 durante a Copa nos Estados Unidos. Resumindo o que vemos é o Ricardo Rocha, contando um &#8220;causo&#8221; que ele viveu com o Branco durante o período que eles passaram por lá. Nada que inclui valor jornalístico, ou que forme opiniões. Só um video que acho que mostra a malandragem inocente dos jogadores daquela época e que não iremos encontrar mais hoje em dia, não por culpa do futebol ultra-profissional, mas pela sociedade como um todo que não permite mais estes tipo de figuras!</p>
<p><object width="420" height="315" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/58F6hZbUJko?version=3&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed width="420" height="315" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/58F6hZbUJko?version=3&amp;hl=pt_BR" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object></p>
<p>A historinha rolou em 1994, mas foi contada durante a preparação do time para um torneio de seleções em um campeonato de Showbol realizado em 2011.</p>
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		<title>Heleno de Freitas – O Filme</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Mar 2012 16:41:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quem já tem mais idade, vai lembrar desse cara. Quem for mais novinho e não passar dos cinquenta anos, dificilmente vai lembrar de tê-lo visto jogar. Heleno de Freitas foi jogador do Botafogo entre as décadas de 40 e 50 e tornou-se ídolo dentro de campo, e com esse pensamento passou a acreditar que seria o melhor jogador da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem já tem mais idade, vai lembrar desse cara. Quem for mais <em>novinho</em> e não passar dos cinquenta anos, dificilmente vai lembrar de tê-lo visto jogar.</p>
<p><a href="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2012/03/poster-heleno-o-filme.jpg"><img class="size-full wp-image-50058 alignleft" style="border-style: initial; border-color: initial;" title="poster-heleno-o-filme" src="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2012/03/poster-heleno-o-filme.jpg" alt="" width="269" height="400" /></a></p>
<p><strong>Heleno de Freitas</strong> foi jogador do <a href="http://canelada.com.br/category/botafogo/">Botafogo</a> entre as décadas de <em>40</em> e <em>50</em> e tornou-se ídolo dentro de campo, e com esse pensamento passou a acreditar que seria o melhor jogador da história do futebol brasileiro. Só que com esse pensamento perdeu o rumo e teve uma vida agitada fora dos campos. Para quem acha que Adriano, Ronaldinho Gaúcho e Cia. são bagunceiros, vale a pena conferir a biografia deste jogador que não só &#8220;<em>cachaçou</em>&#8221; legal, como também usava drogas, pegou sífilis ao longo da carreira, sofreu com o período de guerras e andava armado.</p>
<p>Heleno de Freitas faleceu aos 39 anos mas ainda teve tempo de se formar em  Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro (atual Faculdade Nacional de Direito da <em>UFRJ</em>), ter um filho que não chegou a conviver. Como jogador realizou <strong>235 jogos pelo Botafogo e marcou 209 gols</strong> (média de 0,89 gol por jogo) e posteriormente vendido ao Boca Juniors. Já na Argentina rolava uma lenda popular de que ele viveu um romance escondido com Eva Perón, mas que nunca chegou a ser promovido.</p>
<p><a href="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2012/03/heleno-de-freitas-o-filme.jpg"><img class="alignright  wp-image-50064" title="heleno-de-freitas-o-filme" src="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2012/03/heleno-de-freitas-o-filme.jpg" alt="" width="170" height="185" /></a>O Filme conta a história do jogador, vivido por Rodrigo Santoro, dentro e fora de campo e o que seu temperamento explosivo lhe causou ao longo da vida. Mostrando também a vida no Rio de Janeiro e todo seu contexto histórico entre <em>1940 e 1950</em>, o filme será lançado entre os dias 23 e 30 de Março de 2012 totalmente em preto e branco, como eram gravados na época em que o filme está ambientado, e também uma justa homenagem ao Botafogo, time que consagrou o jogador.</p>
<p>Vale a pena conferir o <a href="http://www.cinecine.com.br/2012/03/23/heleno-trailer/">Trailer oficial</a> abaixo, e ficar ligado para conferir o filme nos cinemas. Uma grande produção para o cinema e para a cultura esportiva do Brasil.</p>
<p><object width="560" height="315" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/tIZy1QbBipY?version=3&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed width="560" height="315" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/tIZy1QbBipY?version=3&amp;hl=pt_BR" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object></p>
<p><strong>Heleno &#8211; O Príncipe maldito</strong></p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Estréia</span> &#8211; Entre 23 e 30 de Março</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Diretor</span> - José Henrique Fonseca</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Elenco</span> &#8211; Rodrigo Santoro, Alinne Moraes, Angie Cepeda, Erom Cordeiro, Othon Bastos e Herson Capri</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">NOTA</span></strong>:  Há também um <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Gyjdp_G-Eic&amp;feature=player_embedded#!">documentário da ESPN</a> que conta a história do jogador com uma visão jornalistica bem interessante.</p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/CaneladasHistoricas/~4/Q4_G4DQ6o5Q" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>Quanto nós, palhaços, pagamos pela construção de um estádio?</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Jul 2011 14:33:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Buckowsky</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O prefeito Gilberto Kassab e os vereadores da cidade de São Paulo tiraram dinheiro da educação, da saúde e do seu bolso &#8211; um total de R$ 420.000.000,00 de renúncia fiscal que serão destinados ao Fielzão. O estádio corinthiano que abrigará a abertura da Copa de 2014 custará cerca de R$ 820.000.000,00, segundo a construtora [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O prefeito Gilberto Kassab e os vereadores da cidade de São Paulo tiraram dinheiro da educação, da saúde e do seu bolso &#8211; um total de R$ 420.000.000,00 de renúncia fiscal que serão destinados ao Fielzão. O estádio corinthiano que abrigará a abertura da Copa de 2014 custará cerca de R$ 820.000.000,00, segundo a construtora responsável pela obra. Enquanto isso, no Parque Antártica, o Palmeiras constrói um estádio novinho em folha, nos mesmos moldes da arena de Itaquera, mas com um valor bem mais modesto &#8211; R$ 350.000.000,00. E sem um centavo de dinheiro público. Minha dúvida é a seguinte &#8211; O material de construção na Zona Leste é mais caro que na Zona Oeste da cidade?</p>
<p style="text-align: justify;">Se dois estádios estão sendo construídos e aquele que está sendo gerido com verba da iniciativa privada custa bem menos que aquele que se vale do dinheiro público, uma coisa fica bem evidente &#8211; alguém está enchendo o rabo de dinheiro na construção do Fielzão, à custa do contribuinte.</p>
<p style="text-align: justify;">Como não bastasse a renúncia fiscal da prefeitura, Agora o Governador Geraldo Alckimin também se curva diante das pressões e da vontade da dona Fifa e do Sr Ricardo Teixeira. Após passar dois anos dizendo que não colocaria dinheiro público em estádio, o governo de São Paulo voltou atrás e anunciou, ontem, que bancará a ampliação do estádio do Corinthians para receber a abertura do Mundial.</p>
<p style="text-align: justify;">O clube paulista e a empreiteira se comprometeram a construir uma arena para apenas 48 mil pessoas, ao custo de R$ 820 milhões. Mas para estrear o evento da Fifa um estádio deve ter ao menos 65 mil lugares. É esta diferença que sairá dos cofres estaduais &#8211; cerca de R$ 70.000.000,00.</p>
<p style="text-align: justify;">Meu sentimento é o mesmo de um antigo personagem circense que incorporei uns anos atrás &#8211; O Palhaço Dingão.</p>
<p><a href="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2011/07/ding%C3%A3o.jpg"><img class="size-full wp-image-32730 aligncenter" title="dingão" src="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2011/07/ding%C3%A3o.jpg" alt="" width="480" height="360" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Abaixo, reportagem na CBN de Marcela Guimarães:</p>
<p>&nbsp;<object height="81" width="100%"><param name="movie" value="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fapi.soundcloud.com%2Ftracks%2F19455270&#038;"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed allowscriptaccess="always" height="81" src="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fapi.soundcloud.com%2Ftracks%2F19455270&#038;" type="application/x-shockwave-flash" width="100%"></embed></object><span><a href="http://soundcloud.com/vaimassa/rp-mguimaraes-itaquerao-grana">Rp mguimaraes itaquerao grana 200711</a> by <a href="http://soundcloud.com/vaimassa">vaimassa</a></span></p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/CaneladasHistoricas/~4/wVbHwXlM0VE" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>Começou ontem uma Histórica final de Libertadores</title>
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		<comments>http://canelada.com.br/caneladas-historicas/comecou-ontem-uma-historica-final-de-libertadores/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 16 Jun 2011 18:46:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Buckowsky</dc:creator>
				<category><![CDATA[CaneladasHistóricas]]></category>
		<category><![CDATA[Libertadores]]></category>
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		<description><![CDATA[Na próxima semana, dia 22/06/2011, Santos e Peñarol decidirão a Copa Libertadores da América deste ano. A final será repetida, já que em 1962 os dois clubes também duelaram pela taça. Os dois tradicionais clubes já se enfrentaram 20 vezes, com 9 vitórias do Santos, 5 empates e 6 triunfos do Peñarol. Os jogos mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Na próxima semana, dia 22/06/2011, Santos e Peñarol decidirão a Copa Libertadores da América deste ano. A final será repetida, já que em 1962 os dois clubes também duelaram pela taça. Os dois tradicionais clubes já se enfrentaram 20 vezes, com 9 vitórias do Santos, 5 empates e 6 triunfos do Peñarol. Os jogos mais importantes, em <strong>negrito</strong>, foram os confrontos válidos pela Copa Libertadores, na final de 1962 e na semifinal de 1965:</p>
<p><object width="480" height="390"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/0OT_DgpWV58?version=3&amp;hl=pt_BR"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/0OT_DgpWV58?version=3&amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="390" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><strong>28/07/1962 &#8211; Peñarol/URU 1 x 2 Santos &#8211; Centenário (Montevideo, Uruguai)</strong></p>
<p><strong><a href="http://jornalheiros.blogspot.com/2010/03/recordar-e-viver-quatro-homens-e-um.html" target="_blank">02/08/1962 &#8211; Santos 3 x 3 Peñarol/URU &#8211; Vila Belmiro (Santos)</a>*</strong></p>
<p><strong>30/08/1962 &#8211; Santos 3 x 0 Peñarol/URU &#8211; Monumental de Núñez (Buenos Aires, Argentina)</strong></p>
<p>06/02/1964 &#8211; Peñarol/URU 5 x 0 Santos &#8211; Centenário (Montevideo, Uruguai)</p>
<p><strong>25/03/1965 &#8211; Santos 5 x 4 Peñarol/URU &#8211; Pacaembu (São Paulo)</strong></p>
<p><strong>28/03/1965 &#8211; Peñarol/URU 3 x 2 Santos &#8211; Centenário (Montevideo)</strong></p>
<p><strong>31/03/1965 &#8211; Peñarol/URU 2 x 1 Santos &#8211; Monumental de Núñez (Buenos Aires, Argentina)</strong></p>
<p>17/02/1967 &#8211; Santos 2 x 0 Peñarol/URU &#8211; Nacional (Santiago, Chile)</p>
<p>21/11/1968 &#8211; Santos 1 x 0 Peñarol/URU &#8211; Maracanã (Rio de Janeiro)</p>
<p>19/04/1969 &#8211; Peñarol/URU 3 x 0 Santos &#8211; Centenário (Montevideo, Uruguai)</p>
<p>02/12/1969 &#8211; Peñarol/URU 2 x 1 Santos &#8211; Centenário (Montevideo, Uruguai)</p>
<p>11/12/1969 &#8211; Santos 2 x 0 Peñarol/URU &#8211; Parque Antártica (São Paulo)</p>
<p>19/06/1981 &#8211; Santos 1 x 1 Peñarol/URU &#8211; San Siro (Milano, Itália)</p>
<p>10/03/1983 &#8211; Peñarol/URU 0 x 3 Santos &#8211; Centenário (Montevideo, Uruguai)</p>
<p>18/10/1990 &#8211; Peñarol/URU 0 x 0 Santos &#8211; Centenário (Montevideo, Uruguai)</p>
<p>07/11/1990 &#8211; Santos 2 x 2 Peñarol/URU [PK 2x4] &#8211; Vila Belmiro (Santos)</p>
<p>16/10/1991 &#8211; Peñarol/URU 3 x 2 Santos &#8211; Centenário (Montevideo, Uruguai)</p>
<p>22/10/1991 &#8211; Santos 0 x 0 Peñarol/URU &#8211; Vila Belmiro (Santos)</p>
<p>10/09/1996 &#8211; Peñarol/URU 1 x 2 Santos &#8211; Atilio Paiva Olivera (Rivera, Uruguai)</p>
<p>26/09/1996 &#8211; Santos 3 x 0 Peñarol/URU &#8211; Ibirapuera (São Paulo)</p>
<p style="text-align: justify;">* O segundo jogo da final da Copa Libertadores de 1962 terminou 3 a 3, mas o resultado oficial para a Conmebol foi Peñarol 3 x 2, pois o trio de arbitragem havia resolvido considerar os minutos finais como amistosos, após uma agressão da torcida a um dos bandeirinhas. <a href="http://jornalheiros.blogspot.com/2010/03/recordar-e-viver-quatro-homens-e-um.html" target="_blank">Para ler a história completa desta partida, clique aqui</a>. </p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/CaneladasHistoricas/~4/1vmEEteQeqo" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Bahia – Primeiro Campeão Nacional – 1959</title>
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		<comments>http://canelada.com.br/caneladas-historicas/bahia-primeiro-campeao-nacional-1959/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 21 May 2011 05:28:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Buckowsky</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Durante anos a história do futebol foi narrada de maneira equivocada, fazendo com que o Atlético-MG, Campeão Brasileiro de 1971, fosse considerado o primeiro campeão nacional. Pois a unificação dos títulos conquistados antes de 1971 faz justiça à era de ouro do nosso futebol, dando o justo reconhecimento ao Bahia como primeiro Campeão Brasileiro, com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2011/05/bahia2.jpg"><img class="size-full wp-image-27866 aligncenter" title="bahia2" src="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2011/05/bahia2.jpg" alt="" width="565" height="340" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Durante anos a história do futebol foi narrada de maneira equivocada, fazendo com que o Atlético-MG, Campeão Brasileiro de 1971, fosse considerado o primeiro campeão nacional. Pois a unificação dos títulos conquistados antes de 1971 faz justiça à era de ouro do nosso futebol, dando o justo reconhecimento ao Bahia como primeiro Campeão Brasileiro, com um título da Taça Brasil de 1959, conquistado sobre o esquadrão do Santos de Pelé e Pepe.</p>
<p style="text-align: justify;">14 foram as partidas disputadas pelo Bahia , que derrotou CSA, Ceará e Sport na fase  Norte-Nordeste. Paulistas e cariocas entravam no torneio somente nas  semifinais, fase em que o Bahia despachou o Vasco. O vencedor da decisão seria o primeiro participante brasileiro na  Libertadores da América (a Taça Brasil foi criada para indicar um Campeão Brasileiro que iria representar o País na competição continental)</p>
<p style="text-align: justify;">O adversário foi o poderoso Santos, com jogos de ida e volta. O Bahia jogou desfalcado de seu goleiro, o Nadinho, que não  pode entrar em campo na primeira partida, realizada na Vila Belmiro. Nadinho era estudante de Direito e no dia do jogo teve uma prova importante. Pelé e Pepe  marcaram pelo Peixe, mas o Bahia ganhou de virada, por 3 a 2. O jogo de volta foi  disputado na Fonte Nova.  O Santos venceu a partida por 2 x 0, com gols de Pelé e Pepe.</p>
<p style="text-align: justify;">Naquele tempo não havia saldo de gols, prorrogação ou disputa por pênaltis. Foi marcada uma partida de  desempate para 30 de dezembro. Como o Peixe tinha  excursão programada para jogar na Europa, o Bahia concordou em jogar apenas dia 29 de março de 1960, no Maracanã.</p>
<p style="text-align: justify;">O Santos voltou arrebentado, pois o time vinha atuando de dois em dois dias. Pelé  voltou com as amígdalas inflamadas e teve de fazer uma operação, o que o impediu de disputar a  final da Taça Brasil de 1959.</p>
<p style="text-align: justify;">Pelo  Bahia, o técnico Geninho era policial e apenas podia comandar o time quando  estava de licença. Por ser chamado de volta ao quartel, foi  substituído por um argentino chamado Carlos Volante.</p>
<p style="text-align: justify;">As escalações para aquele dia chuvoso foram as  seguintes:</p>
<p style="text-align: justify;">O Bahia foi a campo com Nadinho; Beto (Veja foto: primeiro capitão a erguer a taça de Campeão Brasileiro), Henrique, Flávio e Nenzinho; Vicente e Mário; Marito, Alencar,  Léo e Biriba.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2011/05/bahia-208x300.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-27867" title="bahia-208x300" src="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2011/05/bahia-208x300.jpg" alt="" width="208" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O Santos entrou com Lalá; Getúlio, Mauro, Formiga e Zé  Carlos; Zito e Mário; Dorval, Pagão, Coutinho e Pepe. O técnico  era Lula.</p>
<p style="text-align: justify;">O Peixe abriu o placar com Coutinho aos 27 minutos e o Bahia empatou após 10 minutos, comVicente em cobrança de falta. Léo virou a partida com menos de um minuto do segundo tempo. Depois disso, foi só pancadaria.</p>
<p style="text-align: justify;">Três jogadores de cada time foram expulsos no decorrer do segundo tempo. destaque para a expulsão de Coutinho e Vicente, que trocaram socos. Aos 37  minutos, Alencar sacramentou a vitória, driblando o goleiro e marcando o terceiro do time Baiano.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>CURIOSIDADE:</strong> Antes  do primeiro jogo, dirigentes do Santos ligaram para o San Lorenzo, da  Argentina, para combinar quando os times se enfrentariam pela  Libertadores. Pelo menos as datas ficaram marcadas para o Bahia.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>CONFIRA NO VÍDEO ABAIXO UMA COLETÂNEA DE FOTOS DO PRIMEIRO TIME A SER CAMPEÃO NACIONAL, O BAHIA DE 1959:</strong></p>
<p><object width="425" height="349"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/HR011GF7FjQ?fs=1&amp;hl=pt_BR"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/HR011GF7FjQ?fs=1&amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="349" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<item>
		<title>Primeira Mesa-Redonda da televisão brasileira</title>
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		<pubDate>Sun, 08 May 2011 12:50:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Buckowsky</dc:creator>
				<category><![CDATA[CaneladasHistóricas]]></category>
		<category><![CDATA[Ademir]]></category>
		<category><![CDATA[armando nogueira]]></category>
		<category><![CDATA[Grande Resenha Esportiva]]></category>
		<category><![CDATA[Grande Resenha Facit]]></category>
		<category><![CDATA[Hans Henningsen]]></category>
		<category><![CDATA[João Saldanha]]></category>
		<category><![CDATA[José Maria Scassa]]></category>
		<category><![CDATA[Luiz Mendes]]></category>
		<category><![CDATA[mesa-redonda]]></category>
		<category><![CDATA[Nélson Rodrigues]]></category>
		<category><![CDATA[neto]]></category>
		<category><![CDATA[Vitorino Vieira]]></category>

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		<description><![CDATA[- &#8220;Olha lá, Nelson, o videoteipe mostra que foi pênalti.” - “Ah, é? Se o videoteipe diz que foi pênalti, pior para o videoteipe. O videoteipe é burro!” Nelson Rodrigues defendia até não poder mais a inexistência de um pênalti contra o seu amado Fluminense em uma partida disputada contra o Botafogo. A discussão acima [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2011/05/resenha.jpg"><img class="size-full wp-image-26827 aligncenter" title="resenha" src="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2011/05/resenha.jpg" alt="" width="423" height="394" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><em>- &#8220;Olha lá, Nelson, o videoteipe mostra que foi pênalti.” </em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>- “Ah, é? Se o videoteipe diz que foi pênalti, pior para o videoteipe. O videoteipe é burro!”</em></p>
<p style="text-align: justify;">Nelson Rodrigues defendia até não poder mais a inexistência de um pênalti contra o seu amado Fluminense em uma partida disputada contra o Botafogo. A discussão acima aconteceu durante a primeira mesa-redonda da televisão brasileira &#8211; o programa esportivo <strong><em>Grande Resenha Facit</em></strong>.</p>
<p style="text-align: justify;"><span><span>A mesa era formada por um time de craques da palavra e do jornalismo &#8211; Armando Nogueira (que, em  seguida, se tornaria diretor da Central Globo de Jornalismo), Nelson  Rodrigues, João Saldanha, José Maria Scassa, Hans Henningsen (o  “Marinheiro Sueco”), Vitorino Vieira, o ex-artilheiro Ademir e, como  âncora, Luiz Mendes. </span></span></p>
<p style="text-align: justify;">A ideia de criar uma mesa-redonda esportiva – hoje tão comum – surgiu após Luiz Mendes ver um debate político na tevê <span><span>entre os comentaristas  Oliveira Bastos, Murilo Mello Filho e Villas-Boas Corrêa. O apresentador  achava os debates interessantes e se questionava por que não poderia  ser feito um programa no mesmo formato sobre futebol, já que os jogos  eram disputados todo final de semana.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;">O jornalista levou o projeto ao diretor da TV Rio, <span><span>Walter Clark,</span></span> que, em 1963, colocou a sugestão no ar como Grande Revista Esportiva. A alteração no nome veio junto com o patrocínio da empresa de máquinas de escrever Facit.</p>
<p style="text-align: justify;">Como nas mesas redondas atuais, polêmicas e discussões não faltavam. O flamenguista Scassa costumava falar, exaltado: “Quem não é Flamengo é contra o Flamengo!”.</p>
<p style="text-align: justify;">Certa vez, Nelson não resistiu e deu um breve cochilo no ar. Scassa não perdoou: “Já sei porque Nelson só diz bobagem neste programa: ele dorme o tempo todo!”.</p>
<p style="text-align: justify;">Nelson arrumou os óculos, se aprumou e respondeu, com voz ainda sonolenta: “Olha, Scassa, eu sou mais inteligente dormindo do que você é acordado”.</p>
<p style="text-align: justify;">Só de pensar que tínhamos Nelson Rodrigues comentando futebol na televisão bate uma enorme tristeza ao saber que, atualmente, o grande expoente das mesas redondas na TV aberta é um tal de &#8220;craque&#8221; Neto, ancorado por uma loira que se perde se lhe tirarem o teleprompter . Perdemos muito em qualidade, infelizmente.</p>
<h2><strong><span style="font-size: xx-small;">Fontes:</span></strong></h2>
<h2><span style="font-size: xx-small;">ESQUENAZI, Rose. <strong>No Túnel do Tempo: Uma memória afetiva da televisão brasileira</strong>, Porto Alegre, Artes e Ofícios, 1993;</span></h2>
<h2><span style="font-size: xx-small;">MÁXIMO, João. <strong>João Saldanha: sobre nuvens de fantasia</strong>. Rio de Janeiro: Relume-Dumará: Prefeitura, 1996; </span></h2>
<h2><span style="font-size: xx-small;">SALDANHA, João. <strong>Vida que segue: Saldanha e as Copas de 1966 e 1970</strong>. Organização: Raul Milliet. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 2006. </span></h2>
<h2><span style="font-size: xx-small;">“<strong>Hoje na TV</strong>”. In: O Globo, 1966-1971.</span></h2>
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		<item>
		<title>Fio Maravilha – Faz mais um pra gente ver.</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Apr 2011 17:25:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Buckowsky</dc:creator>
				<category><![CDATA[CaneladasHistóricas]]></category>
		<category><![CDATA[benfica]]></category>
		<category><![CDATA[Fio Maravilha]]></category>
		<category><![CDATA[Flamengo]]></category>
		<category><![CDATA[gol]]></category>
		<category><![CDATA[Jorge Benjor]]></category>
		<category><![CDATA[maracanã]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; &#160; O gol descrito na música acima realmente existiu e foi marcado por João Batista de Sales, mais conhecido como Fio Maravilha. Segundo Benjor, a criação da música deu-se em razão de um amistoso do Flamengo contra o campeão português Benfica, no Maracanã. Na ocasião, Fio marcou um gol simplesmente espetacular, levando a galera [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe title="YouTube video player" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/9nHbbWT1Jy4" frameborder="0" allowfullscreen></iframe>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">O gol descrito na música acima realmente existiu e foi marcado por João Batista de Sales, mais conhecido como Fio Maravilha.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo Benjor, a criação da música deu-se em razão de um  amistoso do Flamengo contra o campeão português Benfica, no Maracanã. Na ocasião, Fio marcou um gol simplesmente espetacular,  levando a galera ao delírio, de onde veio a inspiração do compositor.</p>
<p style="text-align: justify;">Há várias versões sobre o placar de Flamengo x Benfica.  No  site do Flamengo consta a seguinte ficha técnica da partida.</p>
<p><strong>Oficialmente consta este jogo, com esta súmula contra o Benfica.</strong></p>
<p><strong>Jogo: Flamengo 1 x 0 Benfica/Portugal<br />
Competição:</strong> Torneio Internacional de Verão/RJ<br />
<strong>Data:</strong> 15/01/1972<br />
<strong>Estádio:</strong> Estádio Jornalista Mário Filho/Maracanã.<br />
<strong>Time:</strong> Ubirajara Alcântara, Aloísio, Fred, Reyes, Paulo  Henrique, Liminha, Rodrigues Neto, Rogério, Caio (Samarone), Paulo Cesar  e Arilson (Fio).<br />
<strong>Gol do Flamengo:</strong> Fio.<br />
<strong>Público:</strong> 44.280</p>
<p style="text-align: justify;">Fio Maravilha foi ingrato com a homenagem recebida e moveu processo  contra o cantor, visando receber direitos sobre a música.  Não teve  êxito.  Mudou de ideia e em 2007 pediu desculpas a Jorge Benjor,  dizendo ter sido mal compreendido na época. Por causa desse processo, Benjor substituiu, durante muitos anos, a palavra Fio por Filho.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2011/04/images1.jpg"><img class="size-full wp-image-25554 alignnone" title="images" src="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2011/04/images1.jpg" alt="" width="224" height="166" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Fio Maravilha e Jorge Ben</strong></p>
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		<item>
		<title>CineFuteba – “Pelé – Uma Historia de futebol”</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Apr 2011 15:28:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Buckowsky</dc:creator>
				<category><![CDATA[CaneladasHistóricas]]></category>
		<category><![CDATA[Andréa Di Maio]]></category>
		<category><![CDATA[Anselmo Stocco]]></category>
		<category><![CDATA[Antônio Fagundes]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Curta]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Santos]]></category>
		<category><![CDATA[Frederico Betcher]]></category>
		<category><![CDATA[José Roberto Torero]]></category>
		<category><![CDATA[José Rubens Chachá]]></category>
		<category><![CDATA[Magda Miranda]]></category>
		<category><![CDATA[Marcos Leonardo Delfino]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Machline]]></category>
		<category><![CDATA[Santos]]></category>
		<category><![CDATA[Tina Rinaldi]]></category>

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		<description><![CDATA[Inauguro aqui no Caneladas Históricas o CineFuteba &#8211; uma coluna que tratará de Cinema, História e Futebol. Pretendo trazer aqui algumas dicas de filmes e até mesmo a publicação de alguns curta-metragens que tratam da história do nosso amado esporte. Pra dar início a nossa conversa, trago hoje um curta muito bem dirigido por Paulo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2011/04/cinema.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-24509" title="cinema" src="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2011/04/cinema.jpg" alt="" width="440" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Inauguro aqui no Caneladas Históricas o <strong>CineFuteba</strong> &#8211; uma coluna que tratará de Cinema, História e Futebol. Pretendo trazer aqui algumas dicas de filmes e até mesmo a publicação de alguns curta-metragens que tratam da história do nosso amado esporte.</p>
<p style="text-align: justify;">Pra dar início a nossa conversa, trago hoje um curta muito bem dirigido por Paulo Machline chamado<strong> &#8220;Uma História de Futebol&#8221;</strong>. O filme, baseado em livro homônimo de José Roberto Torero trata de algumas histórias contadas por Zuza, amigo de infância de Dico.</p>
<p style="text-align: justify;">Dico acabou ficando conhecido mundialmente como Pelé. Mas era chamado de Dico antes de ser Rei, quando ainda era um menino que chutava bola nos campos de terra da cidade de Bauru.</p>
<p style="text-align: justify;">Pelé, quando ainda era Dico, era um dos jogadores do Sete de Novembro, time de moleques formado por Azeitona, Bala, Espaguete, Tom Mix, Veludo, Cosme e Damião, Arigatô e  Pé-de-Cabra, Além de Zuza e Dico. Fundado no ano de 1950 em Bauru, o time contava com o comando técnico de seu Landão, o aviador da cidade e ex-jogador de futebol do Alvorada  Pirassununga. Ele tinha uma perna menor do que a outra, devido a uma pancada violenta que durante um jogo lhe quebrou o osso. Erros médicos na hora de reparar o problema agravaram a situação.</p>
<p style="text-align: justify;">Narrado por Antônio Fagundes, &#8220;Uma História de Futebol&#8221; é um filme recheado de nostalgia e saudade, daquelas que doem demais devido a impossibilidade de se voltar no tempo. Vale a pena conferir.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>﻿﻿Para ver o filme na íntegra &#8211; <a href="http://www.portacurtas.com.br/pop_160.asp?cod=1349&amp;Exib=1" target="_blank">CLIQUE AQUI</a></strong></p>
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		<item>
		<title>Álbum da Copa de 1962</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Apr 2011 01:53:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Buckowsky</dc:creator>
				<category><![CDATA[CaneladasHistóricas]]></category>
		<category><![CDATA[álbum de figurinhas]]></category>
		<category><![CDATA[Copa de 1962]]></category>
		<category><![CDATA[Copa do Chile]]></category>
		<category><![CDATA[pele]]></category>
		<category><![CDATA[placar]]></category>
		<category><![CDATA[Relíquias]]></category>

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		<description><![CDATA[Comecei a puxar pela memória quais eram as minhas primeiras lembranças sobre futebol, em uma tentativa de compreender a minha paixão pessoal por este esporte. Vagas lembranças me remetem à casa de Dona Valdevina, minha falecida avó, corintiana daquelas chatas que ficava semanas lembrando a ultima vitória do Timão. Seu Antônio, meu avô, ouvia quieto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2011/04/album-copa-1962.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-23987" title="album-copa-1962" src="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2011/04/album-copa-1962.jpg" alt="" width="500" height="370" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Comecei a puxar pela memória quais eram as minhas primeiras lembranças sobre futebol, em uma tentativa de compreender a minha paixão pessoal por este esporte. Vagas lembranças me remetem à casa de Dona Valdevina, minha falecida avó, corintiana daquelas chatas que ficava semanas lembrando a ultima vitória do Timão. Seu Antônio, meu avô, ouvia quieto quando seu São Paulo perdia para o Corinthians de Dona Valdevina.</p>
<p style="text-align: justify;">De meu avô herdei o costume de ouvir rádio. Até hoje ele prefere ouvir as narrações do tricolor paulista, mesmo que a partida esteja sendo transmitida pela televisão. A grande tristeza de meu avô é que nenhum de seus filhos herdou a sua paixão pelo São Paulo. Dos seis filhos, três viraram corintianos e três viraram santistas.</p>
<p style="text-align: justify;">Na casa dos meus avós tinha um baú velho cheio de coisas antigas. Discos, livros e revistas que estavam ali depositados faziam parte do meu entretenimento nas visitas que fazíamos aos domingos. Minha paixão por futebol começou naquele baú. Alí eu me deliciava folheando e lendo revistas antigas sobre futebol, uma coleção imensa deixada alí por meu tio Paulinho.</p>
<p style="text-align: justify;">Minha paixão por futebol começou com Pelé, em uma foto publicada em uma antiga Revista Placar:</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2011/04/pele-coracao.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-24029" title="pele-coracao" src="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2011/04/pele-coracao.jpg" alt="" width="497" height="632" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Até hoje não sei se o suor em formato de coração é montagem ou real. Mas  minha cabeça de criança pode perfeitamente deduzir que Pelé, o cara a quem meu pai e meus tios chamavam de Rei, transpirava amor pelo futebol (não é a toa que sou Santista).</p>
<p style="text-align: justify;">E no meio de toda essa relíquia, havia uma versão chilena do álbum de figurinhas da Copa de 1962.</p>
<p style="text-align: justify;">Como a Copa de 1962 aconteceu no Chile, o álbum apresenta a bandeira do país sede num tamanho maior que todas as outras na capa.  No final do álbum aparecem fotos de 20 times da  primeira divisão do campeonato chileno.</p>
<p style="text-align: justify;">Como em todo álbum de figurinhas, alguns atletas faltaram e outros sobraram. No Brasil aparece o zagueiro Calvet que não foi  convocado e Bellini e Vavá, que jogaram a Copa, ficaram de fora.  Di Stéfano aparece na página da Seleção da Espanha. Entretanto, o jogador estava contundido e acabou assistindo a Copa da arquibancada.</p>
<p style="text-align: justify;">Deixo pra vocês o arquivo PDF deste álbum para download. <a href="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2011/04/copa62.pdf">Clique Aqui</a></p>
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		<item>
		<title>Documentário – Estádios Extintos</title>
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		<comments>http://canelada.com.br/caneladas-historicas/documentario-estadios-extintos/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 05 Mar 2011 05:27:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Buckowsky</dc:creator>
				<category><![CDATA[CaneladasHistóricas]]></category>
		<category><![CDATA[Chácara Dulley]]></category>
		<category><![CDATA[Consolação]]></category>
		<category><![CDATA[futebol brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol Paulista]]></category>
		<category><![CDATA[historia]]></category>
		<category><![CDATA[Paulistano]]></category>
		<category><![CDATA[Primeiro Estádio]]></category>
		<category><![CDATA[SãoPaulo]]></category>
		<category><![CDATA[Velódromo]]></category>
		<category><![CDATA[Veridiana Prado]]></category>

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		<description><![CDATA[Mackenzie, Internacional, Paulistano, Palestra e São Paulo Athletic reunidos no Velódromo em 1905 Nas discussões sobre futebol, muito se fala na força da torcida e na importância de jogar em casa para garantir um bom resultado. Imagine então, torcedor, que o estádio que foi palco de tantas glórias para seu time um dia deixe de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2011/03/Mackenzie-Internacional-Paulistano-Palestra-e-São-Paulo-Athletic-reunidos-no-Velódromo-em-1905..jpg"><img class="size-full wp-image-21778 alignnone" title="Mackenzie, Internacional, Paulistano, Palestra e São Paulo Athletic, reunidos no Velódromo em 1905." src="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2011/03/Mackenzie-Internacional-Paulistano-Palestra-e-São-Paulo-Athletic-reunidos-no-Velódromo-em-1905..jpg" alt="" width="400" height="239" /></a><strong> </strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Mackenzie, Internacional, Paulistano, Palestra e São Paulo Athletic reunidos no Velódromo em 1905</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Nas discussões sobre futebol, muito se fala na força da torcida e na importância de jogar em casa para garantir um bom resultado. Imagine então, torcedor, que o estádio que foi palco de tantas glórias para seu time um dia deixe de existir. Imagine o Santos sem a Vila Belmiro ou o São Paulo sem o Morumbi. Tente visualizar o Palmeiras sem o Parque Antártica, o Grêmio sem o Olímpico, o Internacional sem o Beira-Rio ou o Vasco sem São Januário. Caso um destes estádios, por qualquer que seja o motivo, deixem de existir, restará apenas um vazio na memória do torcedor e na História do Clube que tantas glórias conquistaram nestes palcos. Triste, não? Pois a cidade de São Paulo tem, na história do seu futebol, um imenso vazio a ser preenchido.</p>
<p style="text-align: justify;">Esta é a sensação que tive ao assistir <em>“Estádios Extintos – Do Apogeu Ao Ostracismo”</em>. O documentário é um projeto experimental produzido por um grupo de estudantes de jornalismo que busca um resgate dos primórdios da história do futebol brasileiro ao contar a trajetória do Velódromo e da Chácara Dulley, palcos de finais de Campeonato Paulista. Atualmente, estas praças esportivas não mais existem devido à crescente urbanização da cidade de São Paulo.</p>
<p><object width="480" height="390"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ZQ3heRPSuDw?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/v/ZQ3heRPSuDw?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;">Para se ter idéia da importância desta iniciativa, basta entender um pouco da história do Velódromo, que foi o primeiro estádio de futebol do nosso país. Criado por Dona Veridiana Prado, membro da elite paulistana no final do Século XIX e proprietária de um palacete no tradicional bairro de Higienópolis, o Velódromo foi instaurado em 1892, no bairro da Consolação. As obras foram entregues ao arquiteto Tommaso G. Bezzi, nome importante na época. Não à toa seu nome também está vinculado às obras do Museu do Ipiranga.</p>
<p style="text-align: justify;">São Paulo, no final do século XIX e início do século XX, não tinha o ar cosmopolita de grande metrópole que hoje ostenta. Este papel estava vinculado ao Rio de Janeiro, capital do país na época. A capital paulista tinha um clima bastante provinciano e o espaço urbano destinado ao lazer era extremamente vinculado à aristocracia.</p>
<p style="text-align: justify;">O <em>“Veloce Clube Olimpic Paulista”</em>, ou Velódromo, passou a ser o local onde a elite se encontrava para acompanhar as corridas de bicicleta, que eram moda na época. Bicicletas eram importadas pelas famílias mais importantes para que pudessem curtir os passeios dos Campos Elísios até o Velódromo.</p>
<p style="text-align: justify;">Após 1900, Dona Veridiana aceitou alugar o Velódromo para o recém fundado Clube Atlético Paulistano, que passara a usar o espaço como sede esportiva. Pouco tempo depois, no centro da pista de ciclismo, foi construído um campo de futebol e também uma arquibancada capaz de abrigar duas mil pessoas (ampliada depois para cinco mil). Desta maneira, o Velódromo se tornou o primeiro estádio de futebol do Brasil e palco das principais partidas realizadas na cidade de São Paulo.</p>
<p style="text-align: justify;">O Velódromo não apenas foi o primeiro estádio do país como foi palco do início da história do futebol em São Paulo. Em 1901 passou a ser organizada a “Liga Paulista de Foot Ball” (LPF) e o Velódromo passou a ser o campo oficial dos jogos. Quando a LPF resolveu mudar o campo oficial para o Parque Antártica (na época, utilizado pelo Germânia), em 1912, o Clube Paulistano usou o fato como desculpa para abandonar a Liga e fundar a APEA – Associação Paulista de Esportes Atléticos – embrião da atual Federação Paulista de Futebol. Os reais motivos de o Clube Atlético Paulistano se desvincular da LPF era o fato do clube fazer parte da elite paulistana, não aceitando que clubes de classes trabalhadoras, como o Clube Atlético Ypiranga, participassem do campeonato. Naquela época, o futebol não era um esporte muito popular. Assim como o Clube Atlético Paulistano, o futebol fazia parte da elite e tinha como lema a honra, a ordem e a disciplina. Não é a toa que, na entrada do Velódromo, havia uma placa com a seguinte orientação: “Proibido vaiar”.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 1915 a área onde se localizava o Velódromo foi urbanizada, sendo aberta a Rua Nestor Pestana, que até hoje é pequena e com pouco movimento. Com a indenização o Paulistano adquiriu uma sede no Jardim América que na época era um bairro desvalorizado, mas que atualmente é uma das áreas mais nobres da Capital Paulista (para se associar ao clube hoje, é necessário pagar a bagatela de R$150.000,00).</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2011/03/Gol-do-Paulistano-no-Velódromo-em-1905-contra-o-São-Paulo-Athletic..jpg"><img class="size-full wp-image-21780 alignnone" title="Gol do Paulistano, no Velódromo, em 1905, contra o São Paulo Athletic." src="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2011/03/Gol-do-Paulistano-no-Velódromo-em-1905-contra-o-São-Paulo-Athletic..jpg" alt="" width="604" height="329" /></a><strong></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Gol do Paulistano, no Velódromo, em 1905, contra o São Paulo Athletic.</strong></p>
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		<title>Unificação dos títulos brasileiros é ato de respeito à História do nosso futebol</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Dec 2010 02:19:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Buckowsky</dc:creator>
				<category><![CDATA[CaneladasHistóricas]]></category>
		<category><![CDATA[Campeonato Brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[canelada]]></category>
		<category><![CDATA[CBF]]></category>
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		<category><![CDATA[Roberto Gomes Pedrosa]]></category>
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		<category><![CDATA[Unificação de Títulos]]></category>

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		<description><![CDATA[A decisão da CBF em reconhecer os títulos brasileiros conquistados de 1959 à 1970, por meio da Taça Brasil e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, campeonatos que tinham por objetivo decidir o Campeão Brasileiro, parece ter dividido a opinião de torcedores, jornalistas e amantes do futebol. Entretanto, vejo por parte daqueles que são contrários à [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><a href="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2010/12/taca-brasil-santos-tetra.jpg"><img class="size-full wp-image-17252  aligncenter" title="taca-brasil-santos-tetra" src="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2010/12/taca-brasil-santos-tetra.jpg" alt="" width="590" height="442" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">A decisão da CBF em reconhecer os títulos brasileiros conquistados de 1959 à 1970, por meio da Taça Brasil e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, campeonatos que tinham por objetivo decidir o Campeão Brasileiro, parece ter dividido a opinião de torcedores, jornalistas e amantes do futebol.</p>
<p style="text-align: justify;">Entretanto, vejo por parte daqueles que são contrários à decisão da CBF uma argumentação vazia de conteúdo e pesquisa sobre a história do nosso futebol.</p>
<p style="text-align: justify;">Para citar como exemplo, cito aqui um texto do jornalista Emerson Gonçalves, intitulado &#8220;Por que reescrever a história?&#8221;. (<a href="http://globoesporte.globo.com/platb/olharcronicoesportivo/2010/12/15/por-que-reescrever-a-historia/" target="_blank">leia o texto de Emerson Gonçalves na íntegra, publicado no blog Olhar Crônico Esportivo</a>).</p>
<p style="text-align: justify;">Ao ler o texto citado acima, enviei um e-mail ao jornalista (que reproduzo abaixo), refutando alguns de seus argumentos mais falhos:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Caro Emerson.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Ao ler o seu texto intitulado “Por que reescrever a história?”, tive o ímpeto de lhe enviar um comentário via e-mail. Antes de tudo, quero deixar claro que respeito sua equivocada opinião. Mas vamos aos fatos.</p>
<p style="text-align: justify;">Em seu post, você usa as seguintes palavras:</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>&#8220;Com todo o respeito que merecem os grandes times e craques do passado e até por isso mesmo, acho que estamos vendo uma grande bobagem, difícil de ser levada a sério por quem tem um mínimo de conhecimento histórico e também de futebol&#8221;.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">Sou historiador graduado pela Universidade Estadual de Londrina e com mestrado em História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Meu objeto de estudo atual são os campeonatos nacionais disputados entre 1959 e 1970 &#8211; A Taça Brasil e o Roberto Gomes Pedrosa. Sou a favor da unificação dos títulos nacionais e, por força da profissão, tenho amplo conhecimento sobre História.</p>
<p style="text-align: justify;">Vou seguir citando suas palavras:</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>&#8220;para o torcedor, e também para a imprensa da época, a Taça Brasil nunca teve o caráter de um campeonato nacional&#8221;.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">Respondo com um documento da época. Basta clicar no link para verificar uma manchete de jornal de 1964, que diz o seguinte: Santos é Tetracampeão Brasileiro &#8211; <a href="../wp-content/uploads/2010/12/taca-brasil-santos-tetra-ge-capa-e1292289802532.jpg" target="_blank">http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2010/12/taca-brasil-santos-tetra-ge-capa-e1292289802532.jpg</a></p>
<p style="text-align: justify;">Sempre é bom relembrar algumas matérias publicadas no período de ouro do nosso futebol:</p>
<p><span style="color: #000080;"><em>* Taça Brasil na fase decisiva. Santos x Grêmio hoje na Vila. Chega, afinal, à sua fase de maior interesse, a Taça Brasil, destinada a apontar o campeão nacional interclubes. E o Santos, na qualidade de campeão paulista de 1958, terá a responsabilidade de enfrentar o Grêmio Portoalegrense, que é tricampeão do Rio Grande do Sul<strong> (A Gazeta Esportiva, chamada de capa, 17 de novembro de 1959).</strong></em></span></p>
<p><span style="color: #000080;"><em><strong> </strong></em></span></p>
<p><span style="color: #000080;"><em>* Luta pelo título de campeão do Brasil: Santos x Bahia. Hoje à noite, em Salvador, Santos e Bahia estarão lutando pela segunda vez na série final de jogos da Taça Brasil. O objetivo único é tornar-se o primeiro campeão do País. O embate na capital baiana está atraindo a atenção do público esportivo brasileiro <strong>(A Gazeta Esportiva, título de página, 30 de dezembro de 1959).</strong></em></span></p>
<p><span style="color: #000080;"><em><strong> </strong></em></span></p>
<p><span style="color: #000080;"><em>* Santos. Bahia. Decisão hoje à noite da Taça Brasil. Será conhecida no Maracanã a equipe campeã brasileira entre clubes<strong> (Capa de A Gazeta Esportiva de 29 de março de 1959). </strong></em></span></p>
<p><span style="color: #000080;"><em>* O E. C. Bahia conseguiu esta noite, no Estádio do Maracanã, o título inédito no futebol brasileiro, qual seja o de campeão brasileiro por equipes, garantindo sua participação no próximo Campeonato Sul-americano de Clubes Campeões<strong> (A Gazeta Esportiva, 30 de março de 1959). </strong></em></span></p>
<p><span style="color: #000080;"><em>* O futebol do Norte do país voltou a brilhar. Depois da atuação da Seleção de Pernambuco no Campeonato Brasileiro, ficando em segundo lugar, foi a vez do E. C. Bahia vencer a Taça Brasil, o primeiro campeonato brasileiro de clubes<strong> (A Gazeta Esportiva, 30 de março de 1959). </strong></em></span></p>
<p><span style="color: #000080;"><em>* Bahia é o campeão. O E. C. Bahia sagrou-se ontem à noite campeão da Taça Brasil ao derrotar o Santos, no Maracanã, por 3 a 1. O título, que equivale ao de primeiro campeão brasileiro interclubes, foi obtido em partida acidentada, na qual foram expulsos três jogadores santistas<strong> (Folha da Tarde, última página, 30 de março de 1960). </strong></em></span></p>
<p><span style="color: #000080;"><em>* E. C. Bahia venceu a Taça Brasil!… O campeão baiano não teve a mínima culpa nos acontecimentos verificados entre o juiz e os jogadores santistas. É o primeiro campeão brasileiro por equipes e será o representante nacional no próximo Campeonato Sul-americano de Clubes Campeões<strong> (A Gazeta Esportiva Ilustrada, matéria de duas páginas, abril de 1960). </strong></em></span></p>
<p><span style="color: #000080;"><em>* Esporte Clube Bahia conseguiu um título inédito no futebol brasileiro. Sagrou-se Campeão Brasileiro por Equipes<strong> (A Gazeta Esportiva Ilustrada, legenda de foto de meia página com o time posado do Bahia, abril de 1960). </strong></em></span></p>
<p><span style="color: #000080;"><em>* Santos é tetracampeão brasileiro: jogo com o Flamengo fica em zero<strong> (A Gazeta Esportiva, título de capa e título de página, edição de 20 de dezembro de 1964). </strong></em></span></p>
<p><span style="color: #000080;"><em>* Santos é bi do Brasil. Goleado o Botafogo: 5 a 0. Realizando uma de suas grandes exibições, o Santos conquistou ontem à noite, pela segunda vez, a Taça Brasil, obtendo conseqüentemente o título de bicampeão brasileiro de futebol…<strong> (Folha de São Paulo, título de página, 3 de abril de 1963). </strong></em></span></p>
<p><span style="color: #000080;"><em>* Santos foi tetracampeão. Sábado à noite, no Maracanã, com o empate a zero diante do Flamengo, o Santos FC conquistou pela quarta vez consecutiva a Taça Brasil, tornando-se dessa forma tetracampeão brasileiro de clubes <strong>(Folha de São Paulo, título de página, 21 de dezembro de 1964).</strong></em></span></p>
<p><span style="color: #000080;"><em>* Santos vence e é campeão. Em partida válida pela Taça Brasil, e na qual sete jogadores foram expulsos de campo, o Santos derrotou o Vasco da Gama por 1 a 0, ontem à noite, no Maracanã, sagrando-se pentacampeão brasileiro<strong> (O Estado de São Paulo, 9 de dezembro de 1965). </strong></em></span></p>
<p style="text-align: justify;">Você alega que o Santos foi campeão em 63 e 65 disputando apenas 4 jogos. É verdade. Entretanto, essa era a fórmula de disputa que era possível na época. Querer que um campeonato nacional na década de 1960, em um país de dimensões continentais, tenha a mesma fórmula de disputa do atual brasileirão é um pensamento anacrônico. Isso sim é ter pouco conhecimento histórico, já que era absolutamente impossível para a enorme maioria dos times, que viviam praticamente de suas rendas de público, disputar um campeonato que demandassem viagens por todo o território nacional. Financeiramente, as passagens de avião naquela época eram para pouquíssimos e o transporte aeroviário, pouco consolidado, Não era suficiente para cobrir todo o território nacional. Para sua informação, o Genoa, primeiro Campeão Italiano, com o título reconhecido em seu país, foi campeão no final do século XIX vencendo apenas dois jogos. A dificuldade de transporte, na época, dificultava a organização de um campeonato mais longo.</p>
<p style="text-align: justify;">Outra alegação sua;</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>&#8220;Os clubes participavam por convite, não por direito. E a competição não abrangia todo o Brasil, muito pelo contrário. Embora já tivesse uma cara mais próxima da de um campeonato nacional, não o era. Dizer que foi é deturpar a história, simplesmente. O que vai nos levar a mais uma insanidade: dois campeões brasileiros no mesmo ano, por duas vezes (Palmeiras e Palmeiras, em 1967, Botafogo e Santos em 1968). Nada mais tupiniquim, realmente&#8221;.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">Vamos aos fatos históricos:</p>
<p style="text-align: justify;">Os clubes eram convidados? Engano seu, já que os participantes eram  sempre os campeões de seus estados. Mesmo que fossem participantes por  meio de convite. Pois não é o Corinthians o Campeão Mundial de 2000 reconhecido pela Fifa em um campeonato de clubes convidados? Por que é que o Palmeiras, campeão da Libertadores de 1999, não participou da competição? Não teria o Palmeiras o direito adquirido com o título da América de participar do torneio?  Sobre a competição não abranger todo o Brasil, os motivos de dificuldade de transporte já foram citados acima. Sobre o Palmeiras ser campeão duplamente em 1967, por que não? O Flamengo foi campeão carioca duas vezes em 1979. Aliás, na Argentina, temos anualmente dois campeões nacionais -  Um do torneio Apertura e outro do Clausura.</p>
<p style="text-align: justify;">Outras palavras suas:</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>&#8220;O Campeonato Brasileiro começou em 1971. Esse é o fato&#8221;.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">Vamos aos fatos encontrados por quem pesquisa muito sobre a história do futebol brasileiro, o jornalista e historiador Odir Cunha:</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000080;"><em>“De 1975 a 1979 o nome correto do “Brasileiro” foi Copa Brasil; de 1980 a 1983, Taça de Ouro; em 1984, Copa Brasil; em 1985, Taça de Ouro; em 1986, Copa Brasil; em 1987, Copa União; em 1988, II Copa União, e em 2000, Copa João Havelange. O termo “Campeonato Brasileiro” só foi adotado em 1989, e em suas quatro edições iniciais, de 1971 a 1974, seu nome era “Campeonato Nacional” – competição que serviu, principalmente, aos propósitos populistas do Governo Militar. “Onde a Arena vai mal, mais um time no Nacional. Onde vai bem, mais um time também” –era o slogan que justificava o inchaço de uma competição que a cada ano recebia dezenas de novos convidados”.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, caro Emerson Gonçalves. Antes de subestimar o conhecimento de quem acompanha sua coluna, pesquise um pouco. Pois a unificação de títulos é levada a sério por pessoas que se preocupam em reescrever uma história que sempre foi mal contada por alguns jornalistas que, por preguiça de pesquisar,  acabam reverberando idéias e conceitos provenientes do senso comum.</p>
<p style="text-align: justify;">Sem mais.</p>
<p style="text-align: justify;">Atenciosamente,</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tiago Buckowsky Xavier.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>*OBS &#8211; </strong>Para aqueles que querem saber mais sobre a história do nosso futebol, logo será lançado em livro o Dossiê elaborado por <a href="http://www.blogdoodir.com.br" target="_blank">Odir Cunha</a> para que a CBF pudesse reconhecer os campeões brasileiros de direito, que eram reconhecidos pela antiga CBD. Antes que o livro seja publicado, disponibilizo para download para os leitores do Canelada uma prévia desta obra &#8211; <a href="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2010/12/dossie-unificacao-titulos-palmeiras-santos-bahia-cruzeiro-botafogo-fluminense1.pdf">Clique e baixe o livreto resumo do Dossiê de Odir Cunha</a></p>
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		<title>História dos Estádios Brasileiros – Vila Belmiro</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Nov 2010 02:03:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Buckowsky</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Começo hoje uma série de artigos que tratarão de contar a história de um espaço extremamente democrático, onde gênios desfilam sua arte e pernas-de-pau arrancam tufos do gramado. Nossa série tratará da história dos principais estádios brasileiros, espaços sagrados para milhões de torcedores. Para darmos início a esta série, começo com a história do estádio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><a href="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2010/11/Estádio-ainda-com-a-concha.jpg"><img class="size-full wp-image-16404  aligncenter" title="Estádio ainda com a concha" src="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2010/11/Estádio-ainda-com-a-concha.jpg" alt="" width="479" height="388" /></a></span><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Começo hoje uma série de artigos que tratarão de contar a história de um espaço extremamente democrático, onde gênios desfilam sua arte e pernas-de-pau arrancam tufos do gramado. Nossa série tratará da história dos principais estádios brasileiros, espaços sagrados para milhões de torcedores.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para darmos início a esta série, começo com a história do estádio onde jogou o Rei Pelé – o maior jogador de todos os tempos deixava boquiaberto, com seus lances mágicos, o publico que freqüentava o Estádio Urbano Caldeira, a famosa Vila Belmiro:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>VILA BELMIRO – A MAIS FAMOSA VILA DO MUNDO</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><a href="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2010/11/Vila-Atual1.jpg"><img class="size-full wp-image-16393  aligncenter" title="Vila Atual" src="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2010/11/Vila-Atual1.jpg" alt="" width="574" height="430" /></a><br />
</strong></span><span style="color: #000000;">A Vila Belmiro, como é conhecida a arena do Santos Futebol Clube, assim é chamada devido ao bairro homônimo onde está localizada. Entretanto, seu nome oficial é Estádio Urbano Caldeira, em homenagem a um dos mais emblemáticos santistas de todos os tempos.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><a href="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2010/11/Urbano-Caldeira1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-16395" title="Urbano Caldeira" src="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2010/11/Urbano-Caldeira1.jpg" alt="" width="350" height="476" /></a></span><span style="color: #000000;"><strong> </strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>URBANO CALDEIRA</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Urbano Caldeira nasceu em Florianópolis, no dia 09 de janeiro de 1890, e faleceu ainda jovem, aos 43 anos, no dia 13 de março de 1933. Sua morte ocorreu no dia seguinte ao primeiro jogo do Santos no profissionalismo, em que o time alvinegro foi goleado por 5&#215;1 pelo São Paulo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Goleiro e treinador do Peixe, Urbano Caldeira demonstrava tanto amor pelo clube que muitas vezes era flagrado aparando o gramado da Vila Belmiro. Esta dedicação extrema ao clube que amava não foi esquecida. Dias depois de seu falecimento, os cartolas concederam o nome de Caldeira ao estádio do time. Em 1938, o dia 9 de janeiro, data de nascimento do célebre santista, passou a ser para o torcedor o “Dia de Urbano Caldeira”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Estádio da Vila Belmiro foi construído em 1916 e sua capacidade atual é de 20.000 torcedores. O Santos Futebol Clube, fundado em 1912, realizava seus treinos em um terreno localizado no Bairro do Macuco, cujo campo não tinha dimensões oficiais. Tal fato obrigava o time a realizar seus jogos no terreno onde hoje está a &#8220;Igreja Coração de Maria&#8221;, localizada na Avenida Ana Costa.  O problema é que havia outros times na cidade de Santos que utilizavam o mesmo terreno, o que acirrava as disputas entre os clubes.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para resolver a questão, os dirigentes passaram a procurar terrenos na cidade. Em 31 de maio de 1916 foi realizada uma Assembléia Geral e seu resultado foi a aprovação da compra de uma área de 16.500 metros quadrados, entre as ruas Abolição (hoje Rua Princesa Isabel), Guarani (hoje Rua José de Alencar), Tiradentes e Dom Pedro I, no Bairro da Vila Belmiro.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No dia 12 de outubro daquele ano o sonho de um estádio próprio se tornou realidade com a inauguração da praça de esportes da Vila Belmiro. A primeira partida foi realizada após 10 dias, contra o Ypiranga, válida pelo Campeonato Paulista. O Santos venceu por 2&#215;1 e Adolfo Millon Jr., do time da casa, consagrou-se como o autor do primeiro gol marcado no estádio.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em 21 de março de 1931 foi inaugurada a iluminação do estádio. Exatamente às 20 horas os refletores foram acesos para a primeira partida noturna em que o Santos perdeu de 1X0 para a Seleção da Cidade. O gol foi marcado por Manoel Cruz, meia-direita da AA Portuguesa.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><a href="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2010/11/primeiro-jogo-noturno-vila-belmiro1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-16402" title="primeiro jogo noturno vila belmiro" src="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2010/11/primeiro-jogo-noturno-vila-belmiro1.jpg" alt="" width="550" height="356" /></a></span><span style="color: #000000;"><strong> </strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>Primeiro jogo noturno no estádio do SFC, com a              iluminação inaugurada em 1931</strong><br />
Acervo do cartofilista Laire José              Giraud, publicada em <em>A Tribuna</em> em 16/4/2004</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Carinhosamente chamada de “A Vila Mais Famosa do Mundo” o Estádio Urbano Caldeira também passou a ser chamado, após a “Era Pelé (1957-1974), de “Alçapão da Vila”, em virtude dos adversários saírem derrotados com freqüência pelo esquadrão Santista, principalmente na década de 1960. Devido à proximidade das arquibancadas com o gramado onde se desenrola a partida, a pressão que os torcedores exercem sobre os times adversários é indescritível.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Vila é sinônimo de bom futebol. Ali naquele estádio, de modestas dimensões, craques do passado e do presente já fizeram torcedores pularem de alegria. Pelé, Coutinho, Pepe, Pagão, Ganso, Giovanni, Pitta, Robinho, Diego, Neymar e André são alguns dos inúmeros exemplos para futuras gerações de Meninos Craques da Vila Belmiro.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><em>História Curiosa:</em></strong></span></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><em><a href="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2010/11/desabouvila.jpg"><img class="size-full wp-image-16396  aligncenter" title="desabouvila" src="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2010/11/desabouvila.jpg" alt="" width="378" height="245" /></a></em></strong></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A foto acima retrata uma Vila Belmiro abarrotada de torcedores. Era o dia 20 de setembro de 1964 e pelas catracas do estádio passaram 32.986 pagantes. Até hoje, este é o recorde de público já registrado na Vila. Essa multidão, amontoada para assistir ao clássico Santos X Corinthians, acabou comprometendo a estrutura de parte das arquibancadas, que desabou aos 6 minutos do primeiro tempo. Felizmente, não foram contabilizados óbitos, mas 181 pessoas ficaram feridas. Imediatamente interrompida, a partida foi remarcada para dali 10 dias, no Pacaembu. Diante de 28 mil torcedores, os times alvinegros empataram em 1 x 1 com gols de Flávio para o Corinthians e Pelé, para o Peixe. O Peixe deixou a vitória escapar, inacreditavelmente em um pênalti perdido por Pelé, defendido pelo goleiro Heitor.</span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>História em Fotos:</strong></span><br />
</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><a href="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2010/11/VilaInauguraçào.jpg"><a href="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2010/11/VilaInauguraçào1.jpg"><a href="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2010/11/inauguracao.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-16419" title="inauguracao" src="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2010/11/inauguracao.jpg" alt="" width="500" height="351" /></a></a></a></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">Vila  Belmiro no dia de sua inauguração, em 12 de outubro de 1916. O primeiro jogo realizado estádio santista entre Santos e Ypiranga  foi válido pelo Campeonato Paulista. O alvinegro venceu por 2&#215;1. Adolfo Millon Jr. teve a honra de marcar o primeiro gol da Vila Famosa. Foto do Acervo de Décio Brier.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><br />
</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><a href="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2010/11/Vila-1916.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-16398" title="Vila 1916" src="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2010/11/Vila-1916.jpg" alt="" width="500" height="345" /></a></span><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p style="text-align: center;">Vila  Belmiro no dia de sua inauguração, em 12 de outubro de 1916. <span style="color: #000000;">Foto do Acervo de Décio Brier.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><br />
</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><a href="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2010/11/torcedorasvila.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-16399" title="torcedorasvila" src="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2010/11/torcedorasvila.jpg" alt="" width="500" height="255" /></a></span><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">Futebol no início do século XX. Torcedoras chegando à Vila Belmiro em dia de jogo do Santos. Foto do Acervo de Décio Brier.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><br />
</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><a href="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2010/11/Vila1950.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-16400" title="Vila1950" src="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2010/11/Vila1950.jpg" alt="" width="500" height="290" /></a></span><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">Foto da década de 1950 mostra a primeira parte das arquibancadas de  concreto da Vila Belmiro que foi levantada, que fica do  lado oposto ao local onde temos hoje o placar eletrônico. Foto do Acervo de Décio Brier.<br />
</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><br />
</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><a href="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2010/11/time-com-Urbano.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-16403" title="time com Urbano" src="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2010/11/time-com-Urbano.jpg" alt="" width="500" height="346" /></a></span><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">Urbano  Caldeira (de chapéu) é o último em pé à direita. Foto do acervo de Carlos Pietro, o Gigi, historiador do futebol amador de Santos-SP.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><br />
</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><a href="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2010/11/Vila1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-16405" title="Vila1" src="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2010/11/Vila1.jpg" alt="" width="440" height="362" /></a></span><span style="color: #993300;"> </span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">Vila Belmiro em tela do artista Paulo Consentino</span></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><span style="text-decoration: underline;">História em Vídeos:</span><br />
</span></strong></p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/1rKxAHyzOXU?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/1rKxAHyzOXU?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>A Partida da Morte</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Oct 2010 02:43:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Buckowsky</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O futebol certamente é o esporte que detêm, em sua essência, o poder de despertar diversas emoções. Um gol pode ser motivo de alegrias ou tristezas. Uma vitória é capaz de fazer valer o amor e o ódio. Não é a toa que muitas histórias envolvendo este fascinante esporte são contadas a recontadas ao longo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O futebol certamente é o esporte que detêm, em sua essência, o poder de despertar diversas emoções. Um gol pode ser motivo de alegrias ou tristezas. Uma vitória é capaz de fazer valer o amor e o ódio. Não é a toa que muitas histórias envolvendo este fascinante esporte são contadas a recontadas ao longo dos anos.</p>
<p style="text-align: justify;">Dentre tantas passagens envolvendo jogadores e clubes, seguramente, uma das mais terríveis ocorreu na década de 40 &#8211; os jogadores do Dínamo de Kiev jogaram uma partida sabendo que seriam assassinados caso conquistassem a vitória e mesmo assim decidiram vencer.</p>
<p style="text-align: justify;">Com sede profissional em Kiev, capital da Ucrânia, o clube foi fundado em 1927 e passou toda a sua história entre as principais equipes da liga soviética e posteriormente ucraniana. Atualmente, participa do Campeonato Ucraniano de Futebol. Conquistou vinte campeonatos regionais, nove Copas da Ucrânia, uma Supercopa Européia e duas Taças dos Clubes Vencedores de Taças. Além disso, conquistou treze Campeonatos Soviéticos, nove Copas e três Supercopas Soviéticas, tornando-se o clube mais bem-sucedido da história liga soviética. A casa do Dínamo é o Estádio Dínamo Lobanovsky de 16.000 lugares, com jogos de maior importância disputados no Estádio Olímpico de Kiev.</p>
<p style="text-align: justify;">A impressionante história destes heróis tem início com a ocupação de Kiev pelas tropas nazistas, em 19 de setembro de 1941. Os homens sob o comando de Adolf Hitler aplicaram um regime impiedoso, arrasando o país. Kiev teve a maioria de seus habitantes expulsos de suas casas e transformados em prisioneiros de guerra. Por não ter permissão para trabalhar e nem ocupar as residências, grande parte destas pessoas ficava vagando pelas ruas em situação de indigência.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre estes novos mendigos, doentes e desnutridos, estava Nikolai Trusevich, que tinha sido goleiro do Dínamo. O clube foi proibido de exercer suas atividades após a ocupação nazista e todos os seus atletas ficaram em situação semelhante à do goleiro. As coisas começaram a mudar devido a Josef Kordik, torcedor fanático do Dínamo de Kiev.</p>
<p style="text-align: justify;">Kordik era padeiro em Kiev e não era perseguido pelos nazistas por ser alemão. Caminhando pelas ruas durante uma tarde, o padeiro ficou surpreso ao se deparar com um mendigo cujos traços lhe eram familiares. Ao se aproximar, pode perceber que se tratava de seu grande ídolo – o gigante Trusevich. Mesmo correndo o risco de ser pego pelos nazistas, Kordik cometeu um ato ilegal ao contratar o goleiro para trabalhar em sua padaria. Para Kordik, a emoção de manter relações de amizade com a estrela de seu clube do coração era um risco que valia a pena.</p>
<p style="text-align: justify;">Trusevich passou então a aprender o ofício de Kordik, amassando pães e fazendo bolos e outros quitutes. A convivência entre os dois era muito amigável e as conversas duravam até altas horas da noite. Grande parte das vezes o papo girava em torno de futebol. As coisas duraram dessa forma por um bom tempo, até o padeiro ter a idéia de salvar o restante dos jogadores e reunir o resto do time.</p>
<p style="text-align: justify;">Kordik propôs ao goleiro que fosse à busca de seus companheiros de clube ao invés de passar o dia amassando pães. Trusevich continuaria recebendo seu salário normalmente. O arqueiro passou a percorrer o que restara de uma Kiev devastada e encontrou, entre feridos e mendigos, todos seus amigos do Dínamo, além de alguns jogadores rivais da Lokomotiv, de Moscou. Resgatados, os jogadores foram recebidos por Kordik com trabalho em sua padaria, que passou a ser esconderijo de uma equipe completa de futebol.</p>
<p style="text-align: justify;">Alentados por seu protetor, os jogadores decidiram voltar a jogar, já que era a única coisa que realmente sabiam fazer. Muitos haviam perdido suas famílias nas mãos do exército de Hitler e o futebol era o último resquício de suas vidas anteriores. Como o Dínamo estava proibido de atuar, um novo nome foi criado para aquela equipe em específico – assim nasceu o FC Start.</p>
<p style="text-align: justify;">Através do contato de Kordik com os alemães, o FC Start passou a desafiar equipes de soldados inimigos. A primeira partida ocorreu em junho de 1942 e os jogadores da padaria venceram por 7&#215;2, mesmo cansados por terem trabalhado durante toda a noite. Depois vieram as vitórias por 6&#215;2 sobre uma guarnição húngara e 11&#215;0 sobre uma equipe romena.</p>
<p style="text-align: justify;">As coisas começaram a ficar preocupantes quando golearam por 6&#215;2 , em 17 de julho de 1942, uma equipe do exército alemão, formada pelo III Reich.</p>
<p style="text-align: justify;">Preocupados com a crescente fama de um grupo de empregados de uma padaria, os nazistas buscaram uma equipe da Hungria, o MSG, com a missão de derrotá-los. O FC Start goleou o time húngaro por 5&#215;1 e ganhou, na revanche, venceu por um placar de 3&#215;2.</p>
<p style="text-align: justify;">O futebol era um dos instrumentos utilizados por Hitler para propagar a superioridade alemã. No dia 06 de agosto, convencidos de sua dominação, os nazistas prepararam um time formado por jogadores de clubes que na época eram tradicionais na Alemanha, como a Luftwafle e o Flakelf.</p>
<p style="text-align: justify;">Para surpresa dos alemães, o FC Start venceu por 5&#215;1, mesmo com a falta de esportividade do adversário, que apelou para jogadas violentas dentro de campo. Com a queda do time de Hitler diante dos ex-jogadores do Dínamo e com a fama do FC Start entre o sofrido povo ucraniano, os nazistas descobriram as manobras do padeiro.</p>
<p style="text-align: justify;">Dessa forma, uma ordem vinda de Berlim ordenava que os soldados alemães acabassem com todos eles, inclusive com o padeiro Josef Kordik. Entretanto, os hierarcas regionais nazistas não se contentaram com isso, pois não queriam que a derrota alemã ficasse marcada como a última imagem caso aqueles jogadores fossem assassinados. Era preciso formar um time que pudesse vencer o FC Start para não perpetuar a derrota nazista.</p>
<p style="text-align: justify;">Com um clima de grande pressão a ameaças, anunciou-se a revanche para o dia 09 de agosto, no estádio Zenit, que ficou repleto de torcedores. Antes do início da partida, um oficial da SS entrou no vestiário e em Russo, anunciou que seria o árbitro da partida e que os jogadores deveriam, ao entrar em campo, realizar a saudação nazista, com o braço levantado.</p>
<p style="text-align: justify;">Já no campo, os jogadores do Start (camisa vermelha e calção branco) levantaram o braço, mas no momento da saudação, levaram a mão ao peito e no lugar de dizer: <em>- &#8220;Heil Hitler!&#8221;</em>, gritaram<em> &#8211; &#8220;Fizculthura!&#8221;</em>, uma expressão soviética que proclamava a cultura física.</p>
<p style="text-align: justify;">Os alemães (camisa branca e calção negro) marcaram o primeiro gol, mas o Start chegou ao intervalo do segundo tempo ganhando por 2 a 1. Receberam novas visitas ao vestiário, desta vez com armas e advertências claras e concretas:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>- &#8220;Se vocês ganharem, não sai ninguém vivo&#8221;</em>. Ameaçou outro oficial da SS.</p>
<p style="text-align: justify;">Os jogadores, com medo, propuseram-se a não voltar para o segundo tempo. Pesou em sua decisão o massacre de suas famílias e os crimes cometidos contra aquela gente sofrida que gritava por eles nas arquibancadas, de maneira desesperada. Decidiram, então, jogar pra vencer.</p>
<p style="text-align: justify;">O que se viu em campo foi uma aula de futebol, um baile aplicado nos nazistas. No final da partida, quando ganhavam por 5&#215;3, o atacante Klimenko ficou cara a cara com o arqueiro alemão e lhe aplicou um drible deixando-o no chão. Ao ficar em frente ao gol aberto, sem defesa, enquanto todos esperavam o momento certo para soltar o grito de gol, o atacante deu meia volta e chutou a bola para o centro do gramado. Um gesto de desprezo e deboche, de resistência ao projeto de superioridade total dos nazistas. Não é preciso mencionar que este gesto de humilhação ao dominador alemão fez com que o estádio viesse abaixo.</p>
<p style="text-align: justify;">Como toda Kiev poderia a vir falar da façanha, os nazistas deixaram que saíssem do campo como se nada tivesse ocorrido. Inclusive o FC Start jogou dias depois e goleou o Rukh por 8 a 0. Entretanto, o plano já estava desenhado: depois dessa última partida, a Gestapo visitou a padaria.</p>
<p style="text-align: justify;">O primeiro a morrer torturado em frente a todos os outros foi Kordik, o padeiro. Os outros presos foram enviados para os campos de concentração de Siretz. Ali mataram brutalmente a Kuzmenko, Klimenko e o goleiro Trusevich, que foi assassinado com a camisa do FC Start. Goncharenko e Sviridovsky, que não estavam na padaria naquele dia, foram os únicos que sobreviveram. Ficaram escondidos até a libertação de Kiev em novembro de 1943. Todo o resto da equipe foi torturada até a morte.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda hoje os presentes no estádio naquela partida têm direito a um assento gratuito no estádio do Dínamo. Nas escadarias do clube ainda conserva-se um monumento em homenagem aos heróis do FC Start, o time que ninguém pôde derrotar durante uma dezena de históricas partidas, entre 1941 e 1942.</p>
<p style="text-align: justify;">Os jogadores do FC Start ainda hoje são cultuados na Ucrânia como heróis da pátria e seu exemplo de luta e coragem é ensinado às crianças nas salas de aula.</p>
<p style="text-align: justify;">O cineasta John Huston inspirou-se nesta história incrível para rodar seu filme &#8220;Fuga para a vitória&#8221; (Escape to Victory) de 1982. Grandes nomes do cinema participaram do filme, como Michael Caine, Sylvester Stallone e Max Von Sydow.  O filme chamou grande atenção pela participação de algumas estrelas do futebol, como Bobby Moore, Osvaldo Ardiles, Kazimierz Deyna e o Rei do futebol, Pelé. John Huston fez, em seu filme, o que o destino não foi capaz de realizar: O cineasta salvou os heróis.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>OBS*</strong> Após o término da guerra e a derrota dos nazistas, o Start voltou a se  chamar Dínamo de Kiev. Uma estátua foi construída em homenagem aos  quatro jogadores mortos. Mais detalhes sobre essa emocionante história  podem ser encontrados no livro &#8220;Futebol e Guerra&#8221;, escrito pelo  jornalista britânico Andy Dougan, publicado no Brasil pela editora Jorge  Zahar. Também há relatos sobre o assunto no ótimo livro &#8220;Dança dos Deuses &#8211; Futebol, Sociedade e Cultura&#8221;, do historiador Hilário Franco Júnior.</p>
<p style="text-align: justify;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/vui30llPEYM?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/vui30llPEYM?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong><span style="color: #000000;"><br />
</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000080;"><span style="color: #000000;">Documentação</span></span>:</span><span style="color: #ff0000;"> </span></strong><span style="color: #ff0000;"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Reportagem de Juan Villoro, contando um pouco da historia  de Nikolai Trusevich. O vídeo tem um áudio ruim, mas vale a pena o esforço para entender a narrativa em espanhol:</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/O-Hi22DLDvI?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/O-Hi22DLDvI?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>A única foto que se conserva da heróica equipe do Dinamo e o nome de seus jogadores:</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><a href="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2010/10/dinamo02.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-15079" title="dinamo02" src="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2010/10/dinamo02.jpg" alt="" width="640" height="415" /></a></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Goncharenko e Sviridovsky, os únicos sobreviventes, junto ao monumento que recorda a seus colegas:</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2010/10/dinamo03.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-15080" title="dinamo03" src="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2010/10/dinamo03.jpg" alt="" width="275" height="400" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>No estádio Zenit a placa do monumento diz: &#8220;Aos jogadores que morreram com a cabeça levantada ante o invasor nazista&#8221;:</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong><a href="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2010/10/dinamo04.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-15081" title="dinamo04" src="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2010/10/dinamo04.jpg" alt="" width="347" height="400" /></a></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong><br />
</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Poster propaganda da partida de revanche, na qual os alemães foram humilhados dentro de campo:</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong><a href="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2010/10/dinamo05.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-15082" title="dinamo05" src="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2010/10/dinamo05.jpg" alt="" width="244" height="346" /></a></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong><br />
</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong><span style="color: #000000;">Foonte das Imagens &#8211; </span></strong><a href="http://www.fcdynamo.kiev.ua/en/" target="_blank"><span style="color: #000000;">Site Oficial do Dínamo de Kiev</span></a><strong><br />
</strong></span></p>
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		<title>Futebol e Filosofia</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Oct 2010 05:41:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Buckowsky</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Enquanto faço pesquisas para um post sobre a partida heróica em que os jogadores do Dínamo de Kiev preferiram a morte a perder para um time de soldados nazistas, sugerido após um texto enviado pelo nosso caneleiro tricolor Ricardo Gioia, deixo-os com dois vídeos que relacionam, de maneira genial, os temas Filosofia , Literatura e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Enquanto faço pesquisas para um post sobre a partida heróica em que os jogadores do Dínamo de Kiev preferiram a morte a perder para um time de soldados nazistas, sugerido após um texto enviado pelo nosso caneleiro tricolor <a href="http://twitter.com/oricardogioia/" target="_blank">Ricardo Gioia</a>, deixo-os com dois vídeos que relacionam, de maneira genial, os temas Filosofia , Literatura e Futebol. Divirtam-se com as sketches dos mestres do humor &#8211; o grupo inglês Monty Python.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/QslXTuhQUCY?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/QslXTuhQUCY?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/LAixyUQz_DY?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/LAixyUQz_DY?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Futebol é uma Profusão de Cores</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Sep 2010 19:40:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Buckowsky</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O futebol é um esporte caracterizado pela profusão de cores. Já dizia o antigo locutor, cujo nome não me lembro agora, que “o gramado é verde, a bola é branca e a torcida é multicolorida.” As cores não são elementos meramente decorativos. Elas constituem toda sacralidade existente na cerimônia de uma partida. Apenas para citar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O futebol é um esporte caracterizado pela profusão de cores. Já dizia o antigo locutor, cujo nome não me lembro agora, que “o gramado é verde, a bola é branca e a torcida é multicolorida.”</p>
<p style="text-align: justify;">As cores não são elementos meramente decorativos. Elas constituem toda sacralidade existente na cerimônia de uma partida. Apenas para citar exemplos das maiores rivalidades existentes no futebol brasileiro – tente encontrar um fanático torcedor colorado trajado em panos azuis ou um gremista doente valendo-se da cor vermelha para compor sua vestimenta; Experimente dar de presente àquele seu amigo da Gaviões da Fiel uma camisa verde. Para o torcedor, as cores representativas de seu clube do coração são sagradas e as cores rivais são profanadas sem o menor pudor.</p>
<p style="text-align: justify;">A escolha de cores, em qualquer cultura, responde a certas condições históricas. No futebol não é diferente – a escolha de cores é elemento de grande importância na análise antropológica deste esporte.</p>
<p style="text-align: justify;">Nas primeiras décadas – falamos aqui do final do Século XIX e início do Século XX – o futebol era praticado, na maioria das vezes, por uma elite privilegiada socialmente. Apenas duas cores eram consideradas moralmente aceitáveis &#8211; tudo que tocava o corpo deveria ser imaculado, representar pureza. Portanto a cor escolhida foi o branco. Tudo que recobria externamente o corpo dos personagens deveria representar nobreza e dignidade, portanto, escuro.</p>
<p style="text-align: justify;">Não à toa que surge, neste período, inúmeras equipes de camisas alvinegras. Apenas para citar como exemplo – Notts Country (1862); Acadêmica de Coimbra (1876); Grimsby Town (1878); Newcastle (1882), Udinese (1896); Juventus (1897); Ascoli (1898); Borussia Monchengladbach (1900); Olímpia do Paraguai (1902); Wanderers de Montevidéu (1902); Freiburg (1904); Siena (1904); Botafogo (1904); Atlético-MG (1908); Corinthians (1910) que tinha o uniforme bege e acabou adotando o branco, pois o bege desbotava e o clube não tinha dinheiro para reposição de suas vestes, e Santos (1912), que surgiu com uniforme azul, branco e dourado, mas devido à dificuldade de compor um uniforme com estas cores, adotou o branco e o preto.</p>
<p style="text-align: justify;">Considerada aparentada ao preto, outra cor sóbria também foi usada pelos clubes mais antigos. O Wanderers de Montevidéu teve em sua primeira camisa, em 1902, listras verticais brancas e azuis. A partir de 1903 passou a adotar listras brancas e negras. Na função de sucedâneo do negro, o azul aparece junto ao branco nos uniformes do Sheffield Wednesday (1867), do West Brom (1878), do Porto (1893), do Alianza de Lima (Peru, 1901), do Racing de Buenos Aires (1903), do São José de Porto Alegre (1913) e do Avaí (Florianópolis, SC, 1923). Muitas vezes o azul foi associado ao preto, como na camisa do Atalanta (1907) e da Internazionale (1908).</p>
<p style="text-align: justify;">Na maior parte dos casos, as associações do branco com o preto ou com o azul aparecem nas camisas de clubes de futebol em listras verticais. Trata-se de uma recuperação de valores muito recente – entre os séculos XII e XVIII, a sociedade cristã ocidental considerava tecidos listrados uma marca vinculada à figura diabólica. A partir do século XIX, mudanças sócio-culturais inverteram essa apreciação, passando a atribuir valores positivos às listras.</p>
<p style="text-align: justify;">Raros são os casos de camisas com faixas diagonais, caso do Vasco da Gama (1898) e da Ponte Preta (1900). Algumas vezes, a divisão vertical da camisa é feita em duas metades, como no uniforme do Blackburn Rovers (1875) e do Pachuca do México (1910). Alguns clubes optaram por estampar em seus uniformes quatro grandes quadrados. Escolha feita por Bristol Rovers (1883) e Boa Vista de Portugal (1903). Listras horizontais são mais raras que as verticais – caso do Reading (1871) e do Queen`s Park Rangers (1882).</p>
<p style="text-align: justify;">Equipes tradicionais como o Benfica (1904) optaram por outras cores. No caso da equipe portuguesa, a escolha da cor vermelha se deu pelo fato da cidade de Lisboa já possuir um clube com uniforme de listras alvinegras (Clube Internacional de Futebol – fundado em 1902).</p>
<p style="text-align: justify;">Na América Latina há uma maior diversificação cromática justamente por ser uma região que sofreu menor influência da Reforma Protestante e da Revolução Industrial, além de seu próprio legado cultural indígena e africano. Mesmo assim, certo puritanismo cromático ainda se fazia presente. Na Europa, a partir da década de 1950 é que a policromia desenvolve-se no futebol europeu, devido às mudanças culturais provocadas após a Segunda Guerra Mundial.</p>
<p style="text-align: justify;">Devido a esta lógica cromática, por décadas o árbitro vestiu-se apenas de negro. A cor de sua roupa acabava revelando, como no juiz e no policial, sua autoridade. Para exercê-la, o arbitro passa a usar cartões e suas cores prolongavam um simbolismo cromático muito antigo – desde a Idade Média o vermelho é relacionado ao pecado, associado à maçã ingerida indevidamente no Éden. Também é relacionado com o crime, por associação com o sangue derramado. Ainda hoje, é a cor da proibição, como na sinalização de trânsito. O Amarelo seria como um vermelho desbotado, degradado, como uma tonalidade anterior à vermelha. Não foi à toa que o uso de cartões para a punição de certas jogadas iniciou-se em 1970, na primeira Copa do Mundo televisionada em cores.</p>
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		<title>O Goleiro Ernesto Guevara</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Aug 2010 03:10:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Buckowsky</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu já havia escrito neste espaço sobre a presença de Ernesto Guevara de La Serna a um jogo do Madureira Esporte Clube. Como grande parte dos argentinos, Che também gostava muito de futebol. Seu time do coração era o Rosário Central e seu ídolo no esporte era Alfredo Di Stéfano – o maior jogador argentino [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2010/08/che-portero.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-12952" title="che portero" src="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2010/08/che-portero.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Eu já havia escrito neste espaço sobre a presença de Ernesto Guevara de La Serna a um jogo do Madureira Esporte Clube. Como grande parte dos argentinos, Che também gostava muito de futebol. Seu time do coração era o Rosário Central e seu ídolo no esporte era Alfredo Di Stéfano – o maior jogador argentino antes de Maradona.</p>
<p style="text-align: justify;">Como amante do Futebol, Che disputou algumas peladas nas várzeas da vida. No livro “Notas de Viaje”, há o relato de uma destas peladas. O livro conta a viagem que Che e seu amigo Alberto Granado realizaram em 1952, de Buenos Aires a Caracas – parte em uma moto, parte em caronas e embarcações. O livro acabou nas telas de cinema sob o nome “Diários de Motocicleta” e dirigido pelo brasileiro Walter Salles Jr.</p>
<p style="text-align: justify;">Precisando de dinheiro, os dois amigos valeram-se da fama espalhada pela América do Sul de que a Argentina era celeiro de grandes jogadores e se apresentaram como técnicos de futebol na cidade de Letícia, região amazônica da Colômbia. O golpe deu certo e os dois passaram a comandar o time local, chamado Independiente Sporting Club. Guevara tinha 24 anos na época e assumiu o gol. Seu amigo Granado, com 30 anos, tornou-se centroavante. Granado recebeu dos torcedores locais o apelido de &#8220;Pedernerita&#8221; &#8211; referência a Adolfo Pedernera, grande astro do River Plate que, naquele ano de 1952, estava na Colômbia junto com Di Stéfano, defendendo o Millonarios .</p>
<p style="text-align: justify;">Comandado pelos dois amigos, o Independiente Sporting Club acabou chegando à decisão de um torneio local. Na final do tal torneio, Granado fez o gol da vitória e Che defendeu um pênalti, garantindo o título. Carregados em triunfo, Guevara e Granado conseguiram dinheiro e suprimentos de que precisavam para seguir viagem.</p>
<p style="text-align: justify;">Em Bogotá, encontraram com o ídolo Di Stéfano, no restaurante La Saeta Rubia. O famoso jogador lhes concedeu ingressos para assistirem o Millonarios num amistoso internacional contra o Real Madrid. Che não sabia, mas o Real estava contratando Di Stéfano. O jogador também não poderia imaginar que ali em sua frente estava o “grande revolucionário político do século 20&#8243;.</p>
<p style="text-align: justify;">Che Guevara triunfou com Fidel Castro na revolução de 1959 e seu amigo Granado foi viver com a esposa em Cuba. Em 1963, onze anos após a aventura na Colômbia, Che Guevara, ministro da Economia, aceitou participar de uma pelada contra uma equipe de futebol da Universidade de Santiago de Cuba, treinada por Arias, um espanhol. Quando Arias recebeu a bola e avançou em direção ao gol, o goleiro Guevara se jogou em seus pés, fazendo a defesa. Poucos imaginavam que o ministro ia atirar-se aos pés de alguém por uma bola.</p>
<p style="text-align: justify;">A foto que ilustra o Post é deste dia. Nela, podemos visualizar Che Guevara, Granado (de bigode) e outros que participaram da pelada em Cuba.</p>
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		<title>O Wunderteam contra as forças nazistas</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Aug 2010 20:51:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Buckowsky</dc:creator>
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		<description><![CDATA[(Cartaz alemão. De um lado a bandeira alemã. Do outro, a austríaca. Ao centro, a ligação que faltava para a união dos dois países: o Anschluss) Um dos maiores times europeus do século XX surgiu nos primeiros anos da década de 1930. Com um futebol de muita técnica e extrema velocidade, a seleção austríaca comandada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2010/08/anschluss.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-11939" title="anschluss" src="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2010/08/anschluss.jpg" alt="" width="323" height="496" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>(Cartaz  alemão. De um lado a bandeira alemã. Do outro, a austríaca. Ao centro, a  ligação que faltava para a união dos dois países: o Anschluss) </em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Um dos maiores times europeus do século XX surgiu nos primeiros anos da década de 1930. Com um futebol de muita técnica e extrema velocidade, a seleção austríaca comandada por Hugo Meisl deixou o mundo embasbacado com seu estilo de jogo. Não foi à toa que o time austríaco recebeu o apelido de <strong><em>Wunderteam</em></strong> (Time Maravilha). O principal astro do time, <em>Matthias Sindelar</em>, ficou conhecido como o Homem de Papel, devido ao seu físico esquio e à leveza com que driblava os adversários. Sindelar parecia flutuar com a bola nos pés.</p>
<p style="text-align: justify;">Entretanto, este é período histórico trágico, marcado pela ascensão do Nazismo na Alemanha. Ao assumir o poder em 1934, Adolf Hitler iniciou a organização do <em>Terceiro Reich</em>, objetivando realizar uma integração das comunidades alemãs dispersas na Europa. Para atingir suas metas políticas, Hitler não poupou esforços para conquistar a Polônia, a Ucrânia e a Áustria (além dos Sudetos e Dantzig) e a &#8220;união&#8221; destas comunidades européias sob a tutela política da Alemanha foi denominada pelos nazistas de <strong><em>Anschluss</em></strong> (anexação).</p>
<p style="text-align: justify;">Assim como na vida cotidiana, as conseqüências dessa união para o futebol austríaco foram devastadoras. Três dos maiores clubes do país foram inseridos diretamente nas competições alemães: o Rapid Viena, o Admira Wie e o First Viena. Os nazistas, com sua ideologia que visava uma “limpeza étnica”, ainda promoveriam a &#8220;depuração&#8221; das federações dos territórios anexados, dando início ao processo de arianização dos seus dirigentes.Não foi à toa que o presidente judeu do clube FK Viena, time onde jogava  Sindelar, foi substituído por um político ligado aos nazistas.</p>
<p>Uma estreita relação ao longo desse período foi mantida entre o futebol e a política. Com intuito de comemorar o sucesso da Anschluss, as autoridades nazistas promoveram em 1938 alguns amistosos entre as seleções da Alemanha e da Áustria. O estádio de Viena, lotado por 60 mil torcedores austríacos, transformou-se em palco de protesto contra a anexação nazista. Os jogadores chegaram a sofrer intimidações por parte de oficiais da Gestapo.</p>
<p style="text-align: justify;">Sindelar, mesmo sabendo das retaliações que poderia sofrer, não se omitiu – o craque marcou dois gols e os comemorou de frente para os seguidores de Hitler na tribuna. O triunfo austríaco foi mais do que uma vitória em um jogo de futebol. Para os austríacos, o sucesso de sua seleção teve um caráter de revanche nacional.</p>
<p style="text-align: justify;">Outra satisfação moral foi conquistada pelos austríacos nos campos de Futebol. O ano era o de 1941 e o jogo era válido pela final do campeonato da Grande Alemanha. Neste jogo, o clube Rapid Viena venceu por 4 a 3, de virada, o Shalk 04, clube alemão que apoiava o regime e que, graças às boas relações com os detentores do poder, conseguiu vencer seis campeonatos nacionais entre 1934 e 1942).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2010/08/Sindelar_M.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-11940" style="margin: 2px;" title="Sindelar_M" src="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2010/08/Sindelar_M.jpg" alt="" width="130" height="200" /></a>Matthias Sindelar</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Este não foi apenas um craque dentro de campo. Além de grande jogador, o austríaco foi também um mártir da resistência contra as forças nazistas. Em 1938 recusou-se a defender a seleção alemã na Copa da França e passou a ser perseguido pela polícia secreta alemã. No ano seguinte, em janeiro de 1939, Sindelar foi encontrado morto com sua namorada em seu apartamento em Viena, ambos asfixiados por monóxidos de carbono em circunstâncias até hoje mal esclarecidas. Em seu enterro, cerca de 20 mil pessoas estavam presentes, transformando o acontecimento em demonstração de repúdio ao III Reich. Recentemente, Sindelar foi eleito pelo povo da Áustria o maior jogador austríaco do século XX. Seu legado é exemplo de dignidade e jogo limpo tanto nos gramados quanto na vida.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Áustria &#8211; Copa do Mundo de 1934:</strong> Bican; Braun; Cisar; Franzi; Hassmann; Hofmann; Horvath; Janda; Kaburek; Platzer; Raftl; Schall; Schmaus; Sesta, Sindelar; Smistik; Stroh; Urbanek; Viertl; Wagner; Walzhofer; Zischek. Treinador: Hugo Meisl.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/rcB8Heeh5XQ?fs=1&amp;hl=en_US" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/rcB8Heeh5XQ?fs=1&amp;hl=en_US" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Ernesto e o Madureira</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Aug 2010 04:20:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Buckowsky</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quem poderia imaginar que, em 1963, o revolucionário Ernesto Che Guevara, na época Ministro da Indústria de Cuba, foi assistir a uma partida do Madureira Esporte Clube. A fotografia acima foi tirada na ilha de Fidel quando o tricolor do subúrbio carioca fazia uma excursão mundial. O clube aproveitava a valorização do Brasil depois da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2010/08/che-e-madureira.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-11304" title="che e madureira" src="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2010/08/che-e-madureira.jpg" alt="" width="400" height="311" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Quem poderia imaginar que, em 1963, o revolucionário Ernesto Che Guevara, na época Ministro da Indústria de Cuba, foi assistir a uma partida do Madureira Esporte Clube. A fotografia acima foi tirada  na ilha de Fidel quando o tricolor do subúrbio carioca fazia uma  excursão mundial. O clube aproveitava a valorização do Brasil depois da conquista da Copa do Mundo de Futebol de 1962.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 1961 Che fora condecorado em Brasília pelo presidente  Jânio Quadros com a Ordem do Cruzeiro do Sul. Envolvido com a natação com intuito de minimizar seus problemas de asma &#8211; o líder  argentino era fervoroso torcedor do Rosário Central. Nos livros de história não é comum encontrarmos informações de que Che chegou a jogar futebol como zagueiro e goleiro.</p>
<p style="text-align: justify;">Farah, meia do Madureira em 1963, declarou ao jornal <em>O Globo</em> de 25 de setembro de 2005<em>: &#8220;o contato com Che  Guevara foi extremamente amigável. Ele foi carinhoso. Visitou-nos no  hotel, no jogo a que assistiu, distribuiu flâmulas. Parecia um homem  íntegro&#8221;. </em>O jogador do Madureira ainda revelou um fato curioso sobre os  cubanos: <em>&#8220;eles queriam tudo o que tínhamos. Teve jogador vendendo roupa e  deixando o país com muito mais dinheiro do que levou&#8221;.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em> </em></p>
<p style="text-align: justify;"><em> </em>O  Madureira participou de cinco jogos em Cuba, aplicando goleadas. Apesar  das derrotas, os cubanos apreciaram a visita dos brasileiros à Havana. Um belo relato do fascínio gerado pelo futebol.<br />
<strong><br />
Placares:</strong><br />
Madureira 5 x 2 Industriales (campeão local)<br />
Madureira 6 x 1 Municipalidad de Morrón<br />
Madureira 11 x 1 Combinado Universitário<br />
Madureira 1 x 0 Seleção de Havana<br />
Madureira 3 x 2 Seleção de Havana (jogo ao qual Che compareceu)</p>
<p><strong>Fonte:</strong><br />
Recorde: Revista de História do Esporte. Volume 1, número 2, dezembro de 2008. (IFCS-UFRJ)</p>
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		<title>Laranja Mecânica de 1974 (Parte 2) O jogo contra o Brasil</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Jul 2010 01:09:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Buckowsky</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em 1974, a Seleção Brasileira chegava à Alemanha sob olhos atentos daqueles que esperavam uma repetição do futebol arte demonstrado na Copa do México. Entretanto, a Seleção de 1974, dirigida pela segunda vez consecutiva por Zagallo e sem Pelé, Gérson, Carlos Alberto Torres, Tostão e Clodoaldo, não chegava aos pés do grande time de 1970. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="445" height="364" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/ZTs2iwMqVMg&amp;hl=en_US&amp;fs=1?border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="445" height="364" src="http://www.youtube.com/v/ZTs2iwMqVMg&amp;hl=en_US&amp;fs=1?border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;">Em 1974, a Seleção Brasileira chegava à Alemanha sob olhos atentos daqueles que esperavam uma repetição do futebol arte demonstrado na Copa do México. Entretanto, a Seleção de 1974, dirigida pela segunda vez consecutiva por Zagallo e sem Pelé, Gérson, Carlos Alberto Torres, Tostão e Clodoaldo, não chegava aos pés do grande time de 1970.</p>
<p style="text-align: justify;">O time teve inúmeras dificuldades para empatar contra a Iugoslávia e Escócia e ganhar de um novato Zaire por 3 a 0, resultado que garantiu a classificação. Na segunda fase de grupos, o Brasil não conseguiu superar a Holanda, sendo detido pelo carrossel de Cruiffy e companhia. A Seleção Brasileira ainda disputou o 3º lugar, mas desmotivada, perdeu para a Polônia do artilheiro Lato por 1×0.</p>
<p style="text-align: justify;">A partida entre Brasil e Holanda foi marcada pelo nervosismo de ambas as partes. Para os lados da Laranja, pesava o fato de enfrentar os tricampeões mundiais, O Brasil não se encontrava taticamente nos primeiros minutos de jogo e começou a apelar para a violência, fugindo das suas características habituais. Talvez tenha sido a partida na qual os brasileiros foram mais violentos em toda a história das Copas do Mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">A partida foi disputada em Dortmund, sob um frio caracterizado por vento e chuva e uma média de 16°C de temperatura. Entretanto, as coisas começaram a ficar quentes dentro das quatro linhas.</p>
<p style="text-align: justify;">O fato de a seleção brasileira contar com alguns nomes do grande time tricampeão de 1970 intimidou os holandeses a princípio. No entanto, Cruyff cita em seu livro sobre a Copa de 1974, intitulado “Futebol Total”: “<em>Depois de meia hora de dificuldades, despojados já de qualquer temor, sacudindo o complexo de estar à frente dos invencíveis, perdemos todo o respeito por eles e pelo que sem dúvida são e significam na história do futebol”. </em></p>
<p style="text-align: justify;">Os brasileiros passam a apelar de forma violenta. Marinho Peres barra Jansen de forma ríspida; Rivelino provoca Rep e Valdomiro atinge Neeskens com um pontapé desleal. Os holandeses, cansados de apanhar, tentaram dar o troco, mas a preocupação maior estava em jogar futebol e conquistar a classificação para a final contra a Alemanha Ocidental, que vencia a Polônia por 1 a 0 em partida igualmente disputada. O Brasil atacava de forma desorganizada, e o goleiro Leão evitava como podia a ofensiva holandesa.</p>
<p style="text-align: justify;">Os gols saíram no segundo tempo: Neeskens, aos 6 minutos, abre o placar através de uma rápida infiltração, após toque de bola com Cruyff, autor do segundo gol holandês aos 20 minutos, com um tiro rasteiro e indefensável, definindo o jogo.</p>
<p style="text-align: justify;">Alguns minutos antes do apito final, Luís Pereira quase quebra Neeskens em dois, sendo expulso. E o técnico Zagalo, que menosprezava o futebol alegre jogado por uma das melhores seleções de todos os tempos, declarou estar preocupado unicamente com a final contra a Alemanha Ocidental. O desrespeito do Velho Lobo ao declarar que <em>“podia fazer um suco dessa imensa laranja”</em> fez com que o técnico brasileiro fosse obrigado a reconhecer que o time tri-campeão caiu diante de um futebol de primeira linha.</p>
<p style="text-align: justify;">O Brasil voltou a enfrentar a Holanda em Copas do Mundo nos Estados Unidos, em 1994, quando venceu por 3&#215;2 e também na França, em 1998, com vitória na disputa de penalidades após empate nos 90 minutos. Na Copa da África, a seleção comandada por Dunga foi eliminada pela Holanda de Robben e Sneijder, dessa vez por 2&#215;1, após o destempero do “craque” Felipe Melo.</p>
<p style="text-align: justify;">A Holanda seguiu na Copa eliminando o Uruguai e ficando com seu terceiro vice-campeonato ao perder a final para a Espanha.</p>
<p><strong>Resultados da Seleção Brasileira na Copa de 1974 </strong></p>
<p>Brasil 0×0 Iugoslávia (primeira fase de grupos)<br />
Brasil 0×0 Escócia (primeira fase de grupos)<br />
Brasil 3×0 Zaire ((primeira fase de grupos)<br />
Brasil 1×0 Alemanha Oriental (segunda fase de grupos)<br />
Brasil 2×1 Argentina (segunda fase de grupos)<br />
Brasil 0×2 Holanda (segunda fase de grupos)<br />
Brasil 0×1 Polônia (disputa pelo 3º lugar)</p>
<p><strong>Classificação: 4º</strong></p>
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		<title>Laranja Mecânica de 1974 (Parte 1)</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Jul 2010 13:22:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Buckowsky</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Carrossel Holandês não foi campeão, mas inventou uma maneira única de jogar futebol. Em 1954 a Europa produziu uma seleção que encantou o mundo com seu futebol. Aquela Hungria comandada pelo técnico Gusztav Sebes trouxe uma inovação ao futebol que hoje é primordial para que um time possa vencer seus jogos – a preparação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #000000;"><em><strong>O Carrossel Holandês não foi campeão, mas inventou uma maneira única de jogar futebol.</strong></em></span><br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="445" height="364" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/4SQLS_bAj0Q&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1?border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="445" height="364" src="http://www.youtube.com/v/4SQLS_bAj0Q&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1?border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;">Em 1954 a Europa produziu uma seleção que encantou o mundo com seu futebol. Aquela Hungria comandada pelo técnico Gusztav Sebes trouxe uma inovação ao futebol que hoje é primordial para que um time possa vencer seus jogos – a preparação física. Sebes trouxe também uma mudança na tática de jogo, transformando o antigo sistema WM em um WW. O técnico recuava o centroavante Hidegkuti, que não tinha porte físico ideal para trombar com os zagueiros adversários. Nos lados, Puskas e Kocsis atuavam como ponteiros, mas também com responsabilidade de conclusão dentro da área. Sebes também mantinha seus jogadores em constante movimentação, graças ao conceito de aquecimento e preparação física, trocando de posições. Idéia que é considerada também o embrião do Carrossel Holandês<strong> </strong>de Rinus Michels de duas décadas depois.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim como a Hungria de 1954, a Holanda de 1974 também não levou o caneco pra casa. Mas as duas seleções entraram para a história pela beleza e pela revolução tática em sua maneira de jogar futebol.</p>
<p style="text-align: justify;">Antes mesmo de a seleção holandesa chamar a atenção da crônica esportiva em todo o mundo, o Ajax, que na época era tricampeão mundial de clubes, já chamava atenção para seu bom jogo. Seu último título conquistado até então fora com uma eloqüente goleada aplicada sobre o Bayern Munich, que era a base da seleção alemã. O Ajax, base do Carrossel Holandês, tinha um jogador chamado Johan Cruyff – unanimidade entre os cronistas que o consideravam como um grande fenômeno da época.</p>
<p style="text-align: justify;">Entretanto, a chave para entender aquela seleção holandesa que encantou o mundo está no nome de Rinus Michels. Ambicioso, inteligente e sofisticado, o técnico holandês tinha anseios de revolucionar o futebol, e contava com bom material humano para realizar seus objetivos.</p>
<p style="text-align: justify;">O time base de Rinus Michels, <em>da esquerda para a direita:</em><em> Jongbloed, Neeskens, Krol, Van Hanegen, Jansen, Suurbier, Rep, Rijsbergen, Resenbrink, Haan e Cruyff.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Fica uma pergunta no ar: O que faz com que a seleção de futebol de um país de pequeno espaço territorial e sem a menor tradição no esporte (até 1974, a Holanda teve duas participações insignificantes em Copas do Mundo – derrotada pela Suécia por 3&#215;2 em 1934 e também pela Tchecoslováquia por 3&#215;0 em 1938) passe a ser considerada a grande favorita ao título mundial da Copa de 1974, disputada na Alemanha?</p>
<p style="text-align: justify;">Uma análise do período que antecede esta Copa nos mostra que as coisas não aconteceram por acaso. No intervalo entre a Copa de 1970, vencida pelo Brasil, e a Copa da Alemanha de 1974, vencida pelos donos da casa, muita coisa aconteceu nos campos holandeses. Enquanto o Brasil perdia seus craques após a conquista do tricampeonato no México, os clubes europeus viviam excelente fase. Destaque para o Bayern Munich, o Feyernoord de Rotterdam e o Ajax  de Amsterdam, que colecionaram títulos na década de 1970. Entre as seleções, a Polônia revelava uma seleção campeã olímpica em 1972, com uma equipe de grande força física e qualidade no toque de bola.</p>
<p style="text-align: justify;">De 1970 a 1973, a Holanda teve 14 vitórias, seis empates e apenas 4 derrotas nos 23 jogos que disputou. Sua média de gols era de 2,6 por partida, com 61 gols marcados e apenas 15 sofridos. Suas derrotas foram para Alemanha Oriental (0&#215;1), Iugoslávia (0&#215;2), Áustria e Finlândia (ambas por 0&#215;1). Detalhe: nestes jogos a Holanda se apresentou com o time reserva, devido à preparação que fazia com os titulares para a Copa de 1974.</p>
<p style="text-align: justify;">O apelido de Carrossel Holandês se deve ao fato dos jogadores não terem posições definidas. A posição de cada jogador obedecia apenas a uma mera formalidade de escalação. Após o apito inicial, era constante a inversão das responsabilidades dos atletas em campo.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitos observadores ficaram incrédulos com aquele time onde todos defendiam, corriam na mesma bola e a tomavam do adversário para correrem feito moleques com intenção de marcar seus gols na pelada do recreio. Para aqueles que julgavam aquela tática irresponsável, Cruyff defendia seu time, alegando que aquela aparente desorganização era meticulosamente ensaiada.</p>
<p style="text-align: justify;">Ironicamente, a primeira vítima deste carrossel foi o Uruguai, derrotado por 2&#215;0 pela Holanda de Cruyff em 1974 e por 3&#215;2 pelo time de Robben e Sneijder nas semifinais da Copa de 2010, na África do Sul.</p>
<p style="text-align: justify;">O Brasil também foi eliminado por aquele exército laranja em 1974. Mas este, assim como a grande final contra a Alemanha, é um assunto para o próximo post.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="445" height="364" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/mSanb_Pmf0M&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1?border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="445" height="364" src="http://www.youtube.com/v/mSanb_Pmf0M&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1?border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="445" height="364" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/e2gZ2_P-KIk&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1?border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="445" height="364" src="http://www.youtube.com/v/e2gZ2_P-KIk&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1?border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"><strong>CAMPANHA HOLANDESA NA COPA DE 1974</strong><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Laranjamecanica1fase.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-10109" title="Laranjamecanica1fase" src="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Laranjamecanica1fase.jpg" alt="" width="543" height="659" /></a><a href="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Laranjamecanicafinal.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-10110" title="Laranjamecanica2fase" src="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Laranjamecanica2fase.jpg" alt="" width="556" height="654" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"><strong>FINAL</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Laranjamecanicafinal.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-10111" title="Laranjamecanicafinal" src="http://canelada.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Laranjamecanicafinal.jpg" alt="" width="547" height="258" /></a></p>
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